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Entendendo a LIBRAS e a Surdez

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LIBRAS – LÍNGUA BRASILEIRA DE

SINAIS
CURSO NORMAL E APROVEITAMENTO DE ESTUDOS

Surd@s

Professora: Juliane Toschi


O QUE É LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais -
Libras?
A partir da Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, LIBRAS é a Língua
Brasileira de Sinais, a qual se entende como a forma de comunicação e
expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com
estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão
de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.
Pelo Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, no Art. 2º, considera-se
pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o
mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente
pelo uso da Língua Brasileira de Sinais – Libras.
Considera-se pessoa com deficiência, de acordo com o Art. 2º da Lei nº
13.146, de 6 de julho de 2015, aquela que tem impedimento de longo prazo de
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou
mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em
igualdade de condições com as demais pessoas. (BRASIL, 2015).
Caracterização de surdez
A deficiência auditiva e surdez são a perda parcial ou total da audição, que
pode ser causada por má-formação congênita, ou seja, desde o nascimento, ou
também, adquirida ao longo da vida, provocada por alguma lesão na orelha ou
ouvido que atinge as estruturas que compõe o aparelho auditivo.
As perdas auditivas podem ser condutivas: quando há um dano ou bloqueio
de alguma parte de ouvido; ou neurossensoriais: quando o dano está ligado
diretamente ao nervo auditivo. Sendo também classificadas pelas causas, que
podem ser: pré-natais, perinatais e pós-natais.
Surdez congênita, segundo Brasil (2008), é aquela que é mais comum em
recém-nascidos, podendo ser hereditária, causada pela mãe se esta tiver durante
a gravidez doenças como rubéola ou toxoplasmose, ou mesmo ser provocada por
algum trauma no parto, que normalmente leva a problemas no desenvolvimento da
fala.
Surdez adquirida é aquela que é provocada por algum fator, como otite ou
ruído muito alto, por exemplo, e pode surgir em qualquer idade.
O que é decibel? Decibel é uma
unidade de medida da intensidade do
som. Essa
grandeza pode ser definida como uma
relação logarítmica entre duas
potências (elétricas ou
sonoras). É válida a seguinte fórmula
matemática: dB =10 log 10 (I 1 /I 2).

Grau de deficiência
Perda Auditiva
Leve: 25 a 40 dB
Moderada: 45 a 70 dB
Severa: 75 a 85 dB
Profunda: superior a 85 dB

DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005


Art. 2º Para os fins deste Decreto, considera-se pessoa
surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e
interage com o mundo por meio de experiências visuais,
manifestando sua cultura principalmente pelo uso da
Língua Brasileira de Sinais - Libras.
Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a
perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis
(dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de
500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz
Níveis de perda auditiva

Leve: 30 a 40 dB. Essa frequência está dentro da fala humana, em uma
conversa normal, onde nenhum dos locutores esteja cochichando;

Moderada: 50 – 70 dB. É possível ouvir movimento de carros, músicas
em volume alto. No entanto, nesse nível, os surdos não diferenciam o
que ouvem, não sabem a letra da música, por exemplo, ouvem a
melodia, mas não sabem o ritmo.

Severa: 70 – 90 dB. Exemplo: som de bandas de rock. Da mesma forma
do exemplo anterior, os surdos não saberão a letra, mas saberão que é
rock, se a banda tocar sertanejo a vibração modifica, mas os surdos não
identificam o tipo.

Profunda: 90 – 100 dB. Exemplo: turbina do avião, martelo ou
britadeiras.
Os aparelhos auditivos não complementam a perda de dB, apenas
amplificam o que o usuário possui, assim o surdos ouvirão o bater da
porta mais próximo, mas não uma conversa.
Perda da audição: terminologias “deficiência
auditiva” e “surdez”
A surdez é uma condição que se manifesta com diferentes graus, desde perdas auditivas mais leves até a surdez
profunda, e pode ocorrer em apenas um ouvido ou nos dois. Na ausência da audição, um dos principais sentidos
humanos, segundo Costa (2003), impede que os indivíduos conheçam os sons, e consequentemente tenham problemas
de comunicação através da linguagem oral. Segundo o documento Política Nacional de Educação Especial –
MEC/Secretaria de Educação Especial, caracteriza a surdez como “congênita ou adquirida, da capacidade de
compreender a fala através do ouvido” (BRASIL, 2008, p. 12).
Surdo é o sujeito que "compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua
cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - Libras (DECRETO 5626/2005). É o sujeito que mesmo
com uso de próteses, dificilmente terá alteração em sua captação do som, já que ela amplifica o resto auditivo e não
restabelece o perdido. Se vê inserido na cultura surda, utiliza como meio de informação e comunicação a língua de
sinais e possui um modo visual de ver o mundo.
Porém, de acordo com o MEC (2006), existem vários tipos de pessoas com surdez, pois varia de acordo com os
graus de perda de audição. A deficiência auditiva consiste na surdez leve e moderada, já a surdez consiste na surdez
severa e profunda. Pela área da saúde e, tradicionalmente, pela área educacional, o indivíduo com surdez pode ser
considerado:
D.A. (deficiente auditivo): Sujeito que pode possuir perda unilateral, com perda auditiva apenas em um ouvido, ou
ainda aquele que por idade ou acidente perde a audição, sendo assim um deficiente auditivo pós-linguístico. Nesse
caso, já possui a língua oralizada, o que não o impede de estudar Libras, mas sua primeira língua será a língua oral do
país. Geralmente, usam próteses amplificadoras em ambos ou em um ouvido (unilateral).
Parcialmente surdo (com deficiência auditiva – DA)
a) Pessoa com surdez leve – indivíduo que apresenta perda auditiva de até quarenta decibéis. Essa perda impede que
o indivíduo perceba igualmente todos os fonemas das palavras. Além disso, a voz fraca ou distante não é ouvida. Em
geral, esse indivíduo é considerado desatento, solicitando, frequentemente, a repetição daquilo que lhe falam. Essa
perda auditiva não impede a aquisição normal da língua oral, mas poderá ser a causa de algum problema articulatório
na leitura e/ou na escrita.
b) Pessoa com surdez moderada – indivíduo que apresenta perda auditiva
entre quarenta e setenta decibéis. Esses limites se encontram no nível da
percepção da palavra, sendo necessária uma voz de certa intensidade para
que seja convenientemente percebida. É frequente o atraso de linguagem e
as alterações articulatórias, havendo, em alguns casos, maiores problemas
linguísticos. Esse indivíduo tem maior dificuldade de discriminação auditiva
em ambientes ruidosos. Em geral, ele identifica as palavras mais
significativas, tendo dificuldade em compreender certos termos de relação
e/ou formas gramaticais complexas. Sua compreensão verbal está
intimamente ligada a sua aptidão para a percepção visual.
Surdo
a) Pessoa com surdez severa – indivíduo que apresenta perda auditiva entre
setenta e noventa decibéis. Este tipo de perda vai permitir que ele identifique
alguns ruídos familiares e poderá perceber apenas a voz forte, podendo
chegar até aos quatro ou cinco anos sem aprender a falar. Se a família estiver
bem orientada pela área da saúde e da educação, a criança poderá chegar a
adquirir linguagem oral. A compreensão verbal vai depender, em grande parte,
de sua aptidão para utilizar a percepção visual e para observar o contexto das
situações.
b) Pessoa com surdez profunda – indivíduo que apresenta perda auditiva
superior a noventa decibéis. A gravidade dessa perda é tal que o priva das
informações auditivas necessárias para perceber e identificar a voz humana,
impedindo-o de adquirir a língua oral. As perturbações da função auditiva estão
ligadas tanto à estrutura acústica quanto à identificação simbólica da linguagem.
Um bebê que nasce surdo balbucia como um de audição normal, mas suas
emissões começam a desaparecer à medida que não tem acesso à estimulação
auditiva externa, fator de máxima importância para a aquisição da linguagem oral.
Assim, tampouco adquire a fala como instrumento de comunicação, uma vez que,
não a percebendo, não se interessa por ela e, não tendo retorno auditivo, não
possui modelo para dirigir suas emissões. Esse indivíduo geralmente utiliza uma
linguagem gestual, e poderá ter pleno desenvolvimento linguístico por meio da
língua de sinais. (MEC, 2016, s.p).
Realizada a análise de prontuários, de uma pesquisa contendo 5.600 alunos
surdos, os dados revelam que 95% deles nascem em lares ouvintes. São
crianças cujos pais desconhecem Libras. O importante para estas crianças surdas,
são escolas bilíngues para que possam aprender Libras, pois se forem privadas
desta, de nada adiantará prover Intérpretes de Libras (TILPS) porque elas
simplesmente não terão aprendido Libras o suficiente para compreender esse
intérprete. Estudos de plasticidade neural sugerem que, quanto mais cedo ocorrer
o acesso à língua de sinais, maior será o desempenho escolar da criança.
(CAPOVILLA, 2020).
Aparelhos auditivos e implante coclear
Os aparelhos de audição só amplificam os sons, ou seja, quando a pessoa
escuta menos é como aumentar o volume dos sons do ambiente. Agora,
quando a pessoa não escuta nada, não adianta aumentar o som. É como um
indivíduo cego usar óculos.
O implante coclear não devolve a audição normal para as pessoas e a
qualidade do som percebido é diferente, mas a pessoa com uma reabilitação
adequada, realizada após a cirurgia, vai aprendendo a compreender os novos
sons. Se a pessoa já escutou antes, provavelmente vai lembrar dos sons. Eles
serão diferentes, porém ela poderá associá-los aos sons que já escutou antes
de perder a audição. É como se ela estivesse aprendendo uma nova língua.
O implante coclear torna-se um tema polêmico primeiramente, por ser algo
novo, com poucas informações de resultado; por se tratar de um tratamento
invasivo, já que o implante se dá na cóclea do indivíduo que se localiza no
cérebro; e por fim por sugerir que os sujeitos surdos implantados evitem a
Língua de Sinais.

Aparelho auditivo e implante coclear – Visurdo:
https://www.youtube.com/watch?v=G6WhUJJoyj0
Comunidade, Cultura e Identidade SURDA
Comunidade Surda: a comunidade surda de fato não é só de sujeitos surdos, há também
sujeitos ouvintes- membros de família, intérpretes, professores, amigos e outros- que
participam e compartilham os mesmos interesses em comuns em uma determinada
localização. (...) Em que lugares? Geralmente em associação de surdos, federações de
surdos, igrejas e outros. (STROBEL, 2008, p.29).
Podemos afirmar que o uso da Libras é o fator que caracteriza a comunidade de surdos e o
fator aglutinante das pessoas que compõem essa comunidade. Sendo o elemento central,
sem o uso efetivo da Língua de Sinais, não conseguiremos caracterizar o grupo de pessoas
como comunidade surda. A Libras se constitui naturalmente nessa comunidade, pois para
os surdos ela é a primeira língua e para as pessoas ouvintes é o canal de comunicação que
respeita a condição linguística destes sujeitos.

O que é Comunidade Surda? - Professor Surdo de Libras responde – Prof. Raoni
Mundo da Libras: https://www.youtube.com/watch?v=NnMDa0wEqfk

Qual é o seu sinal na Libras? Sinal de Batismo, o que é? - Prof. Raoni Mundo da
Libras: https://www.youtube.com/watch?v=8A0QVUBnXQ0

Reconhecimento de saber o que é identidade surda – Visurdo:
https://www.youtube.com/watch?v=rHsYiX-dRnI

Cultura surda: A língua de sinais é a representação cultural
dos surdos com maior relevância. Nesse sentido os surdos
buscam essa característica nos seus pares, pois entendem que
ser surdo é uma condição cultural, ou seja, se é usuário da
língua de sinais, então, é considerado culturalmente surdo.
Os resultados das interações dos surdos com o meio em que
vivem, os jeitos de interpretar o mundo, de viver nele se
constitui no complexo campo de produções culturais dos
surdos com uma série de produções culturais que podem ser
todas como produções culturais ou seja: língua de sinais,
identidades, pedagogia, política, leis, artes, etc…

O que é CULTURA SURDA? Definição SIMPLES e FÁCIL! -
Saber Libras:
https://www.youtube.com/watch?v=3e8V_EozhzE
Tipos de identidades surdas
Identidade surda: reflete o modo como as pessoas surdas se relacionam com
a deficiência e consigo mesmas. Elas compreendem desde surdos que
assumem politicamente a condição, valorizando a cultura surda e lutando pela
inclusão e por direitos até aqueles que preferem inserir-se e apropriar-se da
cultura ouvinte.

Você conhece os tipos de IDENTIDADE SURDA? (Fácil memorização!) -
Saber Libras: https://www.youtube.com/watch?v=yqNhDYhkO0M

Identidade Surda - UFPR Tradução Libras:
https://www.youtube.com/watch?v=Hmu27Tf0nzk
Para Gladis Perlin, a primeira surda a obter título de doutora em Educação
no Brasil, as identidades surdas podem ser classificadas em distintos grupos:

identidades surdas ou políticas: esses surdos optam por estar junto a
outros surdos e, assim, estabelecer uma convivência entre si. São indivíduos
que não aceitam ser oralizados, bem como não têm interesse no método.
Consequentemente, são surdos que frequentam associações, que veem-se
inseridos na comunidade surda e que consomem conteúdos audiovisuais que
tenham intérpretes/tradutores de LIBRAS e Closed Caption (CC);

identidades surdas flutuantes: esses surdos não tem contato com a comunidade surda,
seguem a cultura ouvinte/identidade de ouvintes, buscam a oralidade, não se identificam como
surdos e utilizam a tecnologia da reabilitação;

identidades surdas híbridas: refere-se às pessoas surdas que nasceram ouvintes e por
algum motivo (doença, acidente ou uso de medicamentos) perderam a audição. Considerando
a idade e a experiência que tiveram com a língua portuguesa na modalidade oral, já conhecem
a estrutura da língua e mantém uma memória auditiva, fazendo uso da oralidade em
determinadas situações, principalmente com a família e amigos ouvintes. Esse sujeito que
ficou surdo (depois da experiência ouvinte) aprende a língua de sinais e a utiliza na
comunidade de surdos, muitos destes surdos deixam de usar a língua oral e utilizam somente
a Língua de Sinais, assumindo o comportamento de pessoa surda, utilizando as tecnologias
para surdos e convivendo em harmonia com os demais surdos. Na situação em que esta
pessoa surda com identidade híbrida teve experiência com a língua oral por um período
significativo, a sua escrita da língua portuguesa respeita a organização gramatical dessa
língua; por este motivo, muitas vezes, ao comparar a escrita de pessoas surdas, encontramos
alguns surdos que representam o sistema de escrita do português com mais sucesso. O surdo
com Identidade Híbrida exige tradutor e intérprete de língua de sinais, utiliza a legenda na
televisão, utiliza os aplicativos nos telefones celulares, faz uso da campainha luminosa e de
outros artefatos da cultura surda.

identidades surdas embaçadas: os surdos que são identificados com a identidade surda
embaçada apresentam alto índice de desinformação por não conhecerem a língua de sinais
nem a língua portuguesa escrita. Esses surdos vivem isoladamente, pois há severa restrição
de comunicação. As identidades surdas embaçadas são encontradas nos surdos que estão
inseridos num contexto em que a representação da surdez é desconhecida ou estereotipada.
Esse surdo é considerado deficiente, incapacitado para a aprendizagem e profissionalização.

identidades surdas de transição; são identificadas naqueles surdos que vivem em ambientes
afastados de comunidades surdas, em cidades interioranas, ou então, aquele sujeito surdo que
decidiu se afastar da comunidade surda e vivencia situações de trânsito entre a identidade surda e
a identidade ouvinte. Os surdos filhos de ouvintes vivenciam esse momento da identidade de
transição, pois nascem em famílias de ouvintes, nas quais a língua oral é a primeira língua; assim,
quando começam a participar da comunidade de surdos (escola bilíngue, associação de surdos)
inicia-se o processo de aquisição da cultura surda. No momento em que essas crianças ou jovens
surdos começam o contato com a comunidade surda, a situação identitária deles também sofre
mudanças, passando pela des-ouvintização, ou seja, a rejeição da representação da identidade
ouvinte em prol da constituição da identidade surda. As pessoas surdas nesse período de transição
realizam a passagem da comunicação que se efetuava pelo canal visual/oral para o canal da
comunicação visual/sinalizada.

identidades surdas de diáspora: divergem das identidades de transição, que passam de um
estado para o outro, de um grupo surdo para outro. São surdos que vivem a mudança de cidades,
estados, regiões ou país. Esse surdo é identificado pelo jeito regional de sinalizar, com uso de
sinais regionais. É uma identidade que carrega o dialeto e o regionalismo na sua sinalização.

identidades surdas intermediárias: apresentam surdez leve à moderada, geralmente
identificada naquelas pessoas que possuem uma porcentagem de surdez, o que os caracteriza
como sendo deficientes auditivos, fazem uso de próteses auditivas e conseguem transitar no
mundo ouvinte por meio da oralização. Para estes sujeitos, as próteses (aparelhos auditivos,
Implante Coclear, Sistema F.M.) são muito importantes. Ainda, realizam treinamento
fonoarticulatório e exercícios de memória auditiva para qualificar a sua emissão do som. Esse
sujeito que vive essa identidade intermediária se posiciona contra o uso de Tradutores e Intérpretes
de Língua de Sinais, considera o surdo usuário da língua de sinais com menos valor social, se
posiciona contra a cultura surda e realiza manifestações públicas contra a militância surda e suas
conquistas. Esse sujeito tem dificuldades de definição de uma identidade, visto que não é surdo
nem ouvinte.

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