DTR02.
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TRIBUTO CTNA03:
Prestação pecuniária: em moeda corrente (CTNA162I);
Compulsória;
Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: 🚫 veda-se o pagamento in natura;
Não constitui sanção de ato ilícito: não é pena, nem multa, é uma obrigação
Instituído por lei: princípio da legalidade
Cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada: CTNA142pu
Classificação pentapartida do STF:
Tributos
Impostos: espécie de tributo que se destina ao custeio das despesas do Estado. Obrigação imposta pelo governo.
Taxas: CTNA145II. exercício do poder de polícia ou da utilização de serviços público específicos e divisíveis, prestados ao
contribuinte ou postos a sua disposição
Contribuições de melhoria: fato gerador é a valorização imobiliária decorrente de obra pública.
Empréstimos compulsórios: CFA148. atender despesas extraordinárias decorrente de calamidade pública ou guerra externa; ou nos
casos de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional
Contribuições especiais: vinculados a uma atividade estatal de modo indireto. Modalidades:
Contribuições sociais;
Contribuições de intervenção no domínio econômico;
Contribuições de interesse de categorias profissionais ou econômicas
Taxas x tarifas (preços públicos): distinções e o caso do pedágio:
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TAXA TARIFA
Prestação compulsória Prestação voluntária
A lei determina que ele pague, mesmo que não utilize de forma O indivíduo escolhe se submeter a um contrato, no qual irão lhe
efetiva. fornecer um serviço e, em contraprestação, ele irá pagar o valor.
O indivíduo escolhe se submeter a um contrato, no qual irão lhe É chamada de voluntária porque a pessoa só irá pagar se ela
fornecer um serviço e, em contraprestação, ele irá pagar o valor. escolher utilizar aquele determinado serviço que é efetivamente
prestado
Ex: custas judiciais Ex: pedágio
Limitações ao poder de tributar
CFA150 a CFA152:
princípio da legalidade: todo tributo só pode ser instituído, aumentado, reduzido ou extinto mediante lei;
princípio da isonomia: os contribuintes que se encontrem em situações equivalentes não podem ser tratados de forma desigual;
princípio da capacidade contributiva: sempre que possível os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a
capacidade econômica do contribuinte;
princípio da irretroatividade tributária: a lei tributária não se aplica a fato gerador anterior a sua vigência;
princípio da anterioridade tributária: visa evitar que o contribuinte seja surpreendido com a criação ou majoração de um tributo,
sendo obrigado a pagar imediatamente;
princípio da vedação ao confisco: é vedado a cobrança de tributo com caráter confiscatório;
princípio da limitação ao tráfego de pessoas: vedado tributar o contribuinte pelo mero deslocamento entre Estados e Municípios
com seus próprios bens;
princípio da uniformidade geográfica: todo tributo instituído pela União deverá ser aplicado, de maneira igual, em todo território
nacional.
princípio da não diferenciação: Estados e Municípios não podem conferir tratamento diferenciado entre si em razão da procedência
ou do destino de bens e serviços.
princípio da não cumulatividade: permite compensar os valores que foram pagos nas operações anteriores com as operações
subsequentes, logo, há um regime de debito e credito
IMUNIDADE
vedação constitucional que impede o aperfeiçoamento do fato gerador
CF adota expressões correlatas: vedação, não incidência, isenção ou gratuidade.
concedida pelo mesmo instrumento normativo de criação do tributo, então por exemplo, se um tributo for criado por lei, só pode ser
isentado por lei.
divididas em genéricas ou especiais. As imunidades genéricas impedem a cobrança de tributos sobre determinadas pessoas ou
situações, abarcam todo e qualquer imposto.
Competência
Competência tributária é a atribuição dada pela Constituição Federal à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para
instituírem, alterarem e extinguirem tributos por meio de lei. #definição
A competência tributária é
indelegável,
intransferível,
irrenunciável
imprescritível.
Espécies de competência:
1. Comum - Todos os entes podem instituir taxa e cotntribuição de melhoria (Art. 145, II e III, CF);
2. Privativa - Competência que os entes tem para criar impostos ordinário (Art. 153, CF);
3. Residual - Somente a União pode criar outros impostos não previstos ou novas contribuições sociais (Art. 195, §4º, CF), mas deve
atender alguns requisitos (Art. 154, I, CF):
a. Por lei complementar;
b. Não cumulativos;
c. Fato gerador e base de cálculo diferente dos impostos e contribuições sociais que já existem.
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4. Extraordinária - Somente a União pode criar o IEG e os empréstimos compulsórios. Obs.: O IEG pode ter fato gerador e base de cálculo
igual a de impostos já previstos na CF
5. Exclusiva - Apenas a União pode criar contribuições especiais, salvo contribuições especiais como COSIP que caberá ao Município e ao
DF, contribuição para custeio do regime previdenciário dos servidores (Estados, CF e Municípios);
6. Cumulativa - DF pode instituir impostos estaduais e municipais;
7. Territórios Federais - Nos territórios federais, os impostos estaduais e municipais serão criados pela União, desde que estes territórios
não sejam criados em Municípios
Extinção do crédito tributário
CTNA156
Pagamento.
Compensação: admite-se a compensação de crédito tributário, com créditos líquidos, certos, vencidos e também vincendos do
particular contra o fisco.
Transação: a lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária celebrar transação
que, mediante concessões mútuas, importe em determinação de litígio e consequente extinção de crédito tributário.
Remissão: é o perdão do crédito tributário (tributário + penalidade pecuniária). Exige lei específica.
Atenção! Não confundir com “remição”, que significa “resgatar”
Decadência: é a perda do direito do fisco constituir o crédito tributário (lançar), pelo decurso do prazo de 05 (cinco) anos.
Prescrição: é a perda do direito do fisco cobrar o crédito tributário, pelo decurso do prazo de 05 (cinco) anos.
Conversão do depósito em renda: dá-se quando o depósito administrativo ou judicial torna-se receita tributária, a partir de uma decisão
final favorável ao fisco.
Consignação em pagamento: só extingue o crédito tributário com o julgamento procedente da ação.
Decisão administrativa irreformável e decisão judicial transitada em julgado: decisões favoráveis ao sujeito passivo.
Atenção! Se a decisão for pela invalidade do lançamento, sem afastar a ocorrência do fato gerador, é possível nova constituição do
crédito, desde que não esgote o prazo decadencial. Além disso, se afastada apenas parcela e se tratar de cálculo aritmético, não
há necessidade de novo lançamento.
Dação em pagamento de bens imóveis: exige lei autorizadora para que o sujeito passivo possa dar um imóvel como pagamento pelo
tributo, e neste caso, o fisco avalia o imóvel e pode aceitar ou não – depende de previsão legal.
Suspensão do crédito tributário
CTNA151
não impedem o lançamento do tributo, mas sim a sua cobrança, além de suspenderem a prescrição.
Moratória: É a ampliação do prazo de pagamento, favor legal que adia a exigibilidade do tributo.
Depósito do montante integral do débito: para caracterizar-se o depósito e a causa suspensiva, deve-se depositar o valor integral e em
dinheiro (STJ112). É prerrogativa, não imposição: não pode ser exigido como requisito para ações ou recursos administrativos ou
judiciais.
Reclamações e recursos administrativos: Durante o processo administrativo relativo ao lançamento, a exigibilidade do crédito fica
suspensa.
Concessão de liminar em mandado de segurança e tutela antecipada em qualquer outra ação tributária: A simples impetração de
mandado de segurança ou o ajuizamento de ação ordinária não suspendem a exigibilidade do crédito tributário.
Parcelamento: É espécie de moratória, concedida por lei, em que a exigibilidade do crédito fica adiada, qualificada pelos pagamentos
periódicos
Exclusão do crédito tributário
CTN175
não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela
conseqüente.
Isenção
Anistia:
em caráter geral;
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limitadamente:
às infrações da legislação relativa a determinado tributo;
às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra
natureza;
a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares;
sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à
autoridade administrativa.
Repartição de receitas
Tributos que admitem repartição de receitas:
Determinados impostos
CIDE Combustíveis
Impostos que não sofrem repartição
Federais – II, IE, IGF, IEG
Estaduais – ITCMD
Municípios (não repartem receita) – IPTU, ITBI, ISS
Os demais impostos são repartidos.
Repartição de receita tributária
direta – a que ocorre entre os entes federativos
indireta – a que ocorre entre do fundos: Fundo de Participação dos Estado, Fundo de Participação dos Municípios.
Lançamento tributário
procedimento que declara a ocorrência do fato gerador e constitui a obrigação tributária, com todos os seus elementos.
CTNA142
Modalidades de lançamento:
por declaração ou misto: o sujeito passivo declara e o fisco calcula o crédito e notifica para o pagamento (IR);
de ofício ou direto: o sujeito passivo declara e o fisco calcula o crédito e notifica para o pagamento (IPVA e IPTU)
por homologação ou autolançamento: o contribuinte faz tudo, calcula e recolhe o tributo (o fisco só homologa), ex.: ICMS, IPI
(FGV - 2021 - TJ-SC - Titular de Serviços de Notas e de Registros - Provimento) Sensível à defasagem dos emolumentos
cartorários, o Tribunal de Justiça do Estado Alfa editou ato normativo, logo no início do ano, reajustando os respectivos valores
conforme a inflação, os quais deveriam ser imediatamente observados. Além disso, com o objetivo de prestigiar a capacidade
econômica dos contribuintes, fixou-os em percentual incidente sobre o valor do respectivo negócio jurídico, em se tratando de
escrituras de compra e venda. Considerando a sistemática vigente, o referido ato normativo é parcialmente inválido, já que, por se
tratar de taxa, embora os emolumentos possam ser reajustados pelo Tribunal, incide a anterioridade e não podem ser calculados
em percentual. (V)
“A jurisprudência do STF firmou orientação no sentido de que as custas judiciais e os emolumentos concernentes aos serviços
notariais e registrais possuem natureza tributária, qualificando-se como taxas remuneratórias de serviços públicos, sujeitando-se, em
consequência, quer no que concerne à sua instituição e majoração, quer no que se refere à sua exigibilidade, ao regime jurídico-
constitucional pertinente a essa especial modalidade de tributo vinculado, notadamente aos princípios fundamentais que proclamam,
dentre outras, as garantias essenciais (a) da reserva de competência impositiva, (b) da legalidade, (c) da isonomia e (d) da
anterioridade." (ADI 1.378-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 30-11-1995, Plenário, DJ de 30-5-1997.) No mesmo sentido: ADI
3.260, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 29-3-2007, Plenário, DJ de 29-6-2007. Vide: ADI 1.926-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
julgamento em 19-4-1999, Plenário, DJ de 10-9-1999.
Lei 10.169/00:
Art. 3o É vedado:
II – fixar emolumentos em percentual incidente sobre o valor do negócio jurídico objeto dos serviços notariais e de registro;
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Art. 5°. Quando for o caso, o valor dos emolumentos poderá sofrer reajuste, publicando-se as respectivas tabelas, até o último dia do ano,
observado o princípio da anterioridade.
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