Gramática
-Funções Sintáticas
-Frase complexa: coordenação e subordinação
● Coordenação
Oração- Unidade sintática constituída por um verbo e pelos elementos que com ele
estabelecem relações gramaticais.
Frase simples- Frase em que existe um único verbo principal ou copulativo.
Exemplo: A bibliotecária catalogou os novos livros.
Frase complexa- Frase em que existe mais do que um verbo principal ou copulativo e que
contém mais do que uma oração. Numa frase complexa, podem existir orações
coordenadas e/ou subordinadas.
Exemplo: Foi desenvolvido um protocolo de segurança, assim que os serviços detetaram a
ameaça, e todos os meios disponíveis foram acionados. Soube que a Noémia tem estado
adoentada.
Coordenação: Consiste na junção de duas ou mais unidades linguísticas com a mesma
categoria e/ou função sintática.
Nota: Além de orações, as construções coordenadas podem pertencer a qualquer grupo
sintático (nominal, adjetival, adverbial, verbal ou preposicional).
Oração coordenada: Oração contida numa frase complexa, que não mantém uma relação
de subordinação sintática com as orações com que se combina. Essas orações podem ser
sintéticas (quando existe um elemento de ligação – conjunção ou locução conjuncional) ou
assindéticas (caso em que não há conjunção e as orações são separadas por uma pausa).
Exemplo: Procurei por todo o lado, mas não encontrei os meus óculos.
Coordenada copulativa: Estabelece uma relação de adição com a oração com que se
combina.
Exemplo: O grupo de caminhantes selecionou a rota e cumpriu o percurso em menos de
uma hora.
Coordenada adversativa: Transmite uma ideia de contraste, de oposição, relativamente à
ideia expressa na oração com que se combina.
Exemplo: A jornalista deslocou-se ao local dos acontecimentos, mas não obteve
pormenores.
Coordenada disjuntiva: Exprime um valor de alternativa face ao que é expresso pela
oração com que se combina.
Exemplo: Levas o guarda-chuva ou tens um casaco impermeável?
Coordenada conclusiva: Transmite uma ideia de conclusão decorrente da ideia expressa
na oração com que se combina.
Exemplo: O autor convidado adoeceu, logo não houve sessão de autógrafos.
Coordenada explicativa: Apresenta uma justificação ou explicação relativa à oração com
que se combina.
Exemplo: O Pedro deve estar doente, pois foi ao médico.
● Subordinação
Consiste na junção de duas ou mais unidades linguísticas numa relação de dependência
hierárquica entre o elemento subordinante e a oração subordinada.
Elemento subordinante: Palavra, constituinte ou oração de que depende uma oração
subordinada.
Exemplo: A investigação descobriu que as cores influenciam o nosso estado de espírito.
• A ideia de pintar a parede de amarelo foi das crianças. (Elemento subordinante: nome)
• A denúncia que foi feita na reunião não suscitou grandes comentários. (Elemento
subordinante: oração)
• Não estou ansioso por ouvir as desculpas da Sónia. (Elemento subordinante: preposição)
• Acabando o intervalo, os responsáveis apresentá-lo-ão. (Elemento subordinante: oração)
Oração subordinada
Oração contida numa frase complexa, que desempenha uma função sintática na frase em
que se encontra, estando dependente de uma oração ou elemento subordinante.
Distinguem-se as orações subordinadas finitas e não finitas.
• As orações finitas têm um verbo numa forma finita, ou seja, numa forma flexionada
em modo e tempo.
• As orações não finitas têm um verbo numa forma não finita, isto é, no infinitivo, no
gerúndio ou no particípio passado.
Subordinada adverbial: Desempenha a função sintática de modificador, contribuindo com
informação suplementar sobre o conteúdo da oração subordinante.
Causal: Expressa o motivo (a causa) de um facto descrito na subordinante.
Exemplo: Não tendo arranjo, a torneira foi substituída.
Comparativa: Contém o segundo elemento de uma comparação que se estabelece em
relação a uma situação apresentada na subordinante.
Exemplo: O júri nacional atribuiu mais pontos à canção escolhida do que o internacional.
Os artistas estrangeiros tiveram um desempenho pior do que o português.
A música não era tão criativa como se esperava.
Concessiva: Sugere um potencial impedimento à concretização da situação apresentada
na oração subordinante, mas que, ainda assim, não a impede.
Exemplo: Embora tivesse sido anunciado um novo horário para os comboios interurbanos, o
número de composições não aumentou.
Ainda que anunciado um novo horário para os comboios interurbanos, o número de
composições não aumentou.
Condicional: Exprime a condição de que depende o facto expresso na subordinante.
Exemplo: Se chegarem a tempo todas as camisolas, a equipa poderá estrear o novo
equipamento.
Chegando a tempo todas as camisolas, a equipa poderá estrear o novo equipamento no
próximo jogo.
Consecutiva: Exprime a consequência de um facto apresentado na subordinante.
Exemplo: O ruído foi tão forte que alguns vidros racharam.
Final: Exprime a intenção (finalidade) da realização da situação descrita na subordinante.
Exemplo: Ligamos o ar condicionado para que a sala aquecesse um pouco.
Para aquecer um pouco a sala, ligámos o ar condicionado.
Temporal:Estabelece a referência temporal em relação à qual a subordinante é
interpretada.
Exemplo: O sistema efetuou o pagamento, mal reconhece o código.
Subordinada substantiva: Desempenha as funções sintáticas habitualmente assumidas
por grupos nominais (sujeito e complemento de um verbo, de um nome ou de um adjetivo,
predicativo do sujeito e modificador).
Completiva: É sujeito ou complemento de um verbo, nome ou adjetivo, podendo ser
introduzida pelas conjunções subordinativas completivas que e se ou por para.
Exemplo: É incrível que o plástico usado não seja inteiramente reciclado.
Dados da Agência Portuguesa do Ambiente indicam que a taxa de reciclagem das
embalagens de plástico é de apenas 15%.
Relativa:É sujeito, complemento de um nome ou de um adjetivo, complemento ou
modificador de um verbo ou predicativo do sujeito e é introduzida por elementos
subordinativos relativos como quem, o que, onde, quanto.
Exemplo: Quem se preocupa com o futuro cuida da natureza no presente.
Podemos separar o lixo onde existirem ecopontos.
Subordinada adjetiva: Desempenha a função sintática de modificador do nome.
Relativa restritiva: Restringe a informação dada sobre o antecedente.
Exemplo: O filme que te falei estreia esta semana.
Relativa explicativa: Contribui com informação adicional sobre o antecedente.
Exemplo: O filme, que foi gravado em Portugal, conta com um elenco de luxo.
-Classes de Palavras
1. Substantivos São palavras que nomeiam seres, lugares, qualidades, sentimentos,
noções, entre outros. Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número
(singular e plural) e grau (diminutivo, normal, aumentativo).
Classificação dos substantivos:
● Simples: casa, amor, roupa, livro, felicidade.
● Compostos: passatempo, arco-íris, beija-flor, segunda-feira, malmequer.
● Primitivos: folha, chuva, algodão, pedra, quilo.
● Derivados: território, chuvada, jardinagem, açucareiro, livraria.
● Próprios: Flávia, Brasil, Carnaval, Nilo, Serra da Mantiqueira.
● Comuns: mãe, computador, papagaio, uva, planeta.
● Coletivos: rebanho, cardume, pomar, arquipélago, constelação.
● Concretos: mesa, cachorro, samambaia, chuva, Felipe.
● Abstratos: beleza, pobreza, crescimento, amor, calor.
● Comuns de dois gêneros: o estudante/a estudante, o jovem/a jovem, o artista/a
artista.
● Sobrecomuns: a vítima, a pessoa, a criança, o gênio, o indivíduo.
● Epicenos: a formiga, o crocodilo, a mosca, a baleia, o besouro.
● De dois números: o lápis/os lápis, o tórax/os tórax, a práxis/as práxis.
2. Artigos Palavras que antecedem os substantivos, determinando a definição ou a
indefinição dos mesmos. Flexionam-se em gênero e número, indicando também o gênero e
o número dos substantivos que determinam.
Classificação dos artigos:
● Definidos: o, a, os, as.
● Indefinidos: um, uma, uns, umas.
3. Adjetivos Palavras que caracterizam um substantivo, conferindo-lhe uma qualidade,
característica, aspecto ou estado. Podem ser flexionados em gênero, número e grau
(normal, comparativo, superlativo).
Classificação dos adjetivos:
● Simples: vermelha, lindo, zangada, branco.
● Compostos: verde-escuro, amarelo-canário, franco-brasileiro, mal-educado.
● Primitivos: feliz, bom, azul, triste, grande.
● Derivados: magrelo, avermelhado, apaixonado.
● Biformes: bonito, alta, rápido, amarelas, simpática.
● Uniformes: competente, fácil, verdes, veloz, comum.
● Pátrios: paulista, cearense, brasileiro, italiano, romeno.
4. Pronomes Palavras que substituem o substantivo numa frase (pronomes substantivos)
ou que acompanham, determinam e modificam os substantivos, atribuindo particularidades
e características aos mesmos (pronomes adjetivos). Podem ser flexionados em gênero,
número e pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa do discurso).
Classificação dos pronomes:
● Pessoais retos: eu, tu, ele, nós, vós, eles.
● Pessoais oblíquos: me, mim, comigo, o, a, se, conosco, vos.
● Pessoais de tratamento: você, senhor, Vossa Excelência, Vossa Eminência.
● Possessivos: meu, tua, seus, nossas, vosso, sua.
● Demonstrativos: este, essa, aquilo, o, a, tal.
● Interrogativos: que, quem, qual, quanto.
● Relativos: que, quem, onde, a qual, cujo, quantas.
● Indefinidos: algum, nenhuma, todos, muitas, nada, algo.
5. Numerais Palavras que indicam quantidades de pessoas ou coisas, bem como a
ordenação de elementos numa série. Alguns numerais podem ser flexionados em gênero e
número; outros são invariáveis.
Classificação dos numerais:
● Cardinais: um, sete, vinte e oito, cento e noventa, mil.
● Ordinais: primeiro, vigésimo segundo, nonagésimo, milésimo.
● Multiplicativos: duplo, triplo, quádruplo, quíntuplo.
● Fracionários: Indicam divisão ou fração. Exemplos: meio, terço, quarto, quinto.
● Coletivos: Indicam um grupo específico de elementos. Exemplos: dúzia (12),
centena (100), milhar (1.000), década (10 anos), século (100 anos).
6. Verbos São palavras que indicam ação, estado ou fenômeno da natureza. Flexionam-se
em número, pessoa, tempo, modo, voz e aspecto.
Locução verbal:
A combinação de um verbo auxiliar com um verbo principal. Exemplo:
● Eu estou estudando. (Verbo auxiliar: estou; Verbo principal: estudando)
Modos verbais:
● Indicativo: Expressa certeza. (Eu estudo todos os dias.)
● Subjuntivo: Expressa hipótese ou desejo. (Se eu estudasse mais, tiraria boas
notas.)
● Imperativo: Expressa ordem, pedido ou conselho. (Estude para a prova!)
Tempos verbais:
● Presente: Ação no momento atual. (Eu estudo.)
● Pretérito Perfeito: Ação concluída no passado. (Eu estudei.)
● Pretérito Imperfeito: Ação contínua no passado. (Eu estudava.)
● Pretérito Mais-que-perfeito: Ação anterior a outra no passado. (Eu já estudara
quando ele chegou.)
● Futuro do Presente: Ação que ocorrerá. (Eu estudarei amanhã.)
● Futuro do Pretérito: Ação condicionada a outra. (Eu estudaria se tivesse tempo.)
Vozes verbais:
● Ativa: O sujeito pratica a ação. (O aluno escreveu a redação.)
● Passiva: O sujeito sofre a ação. (A redação foi escrita pelo aluno.)
● Reflexiva: O sujeito pratica e recebe a ação. (O aluno se elogiou.)
7. Advérbios Palavras invariáveis que modificam o verbo, o adjetivo ou outro advérbio,
indicando circunstância.
Classificação dos advérbios:
● Modo: bem, mal, assim, devagar, rápido.
● Lugar: aqui, ali, lá, perto, longe.
● Tempo: hoje, agora, sempre, nunca, já.
● Intensidade: muito, pouco, demais, tão.
● Negação: não, nunca, jamais.
● Afirmação: sim, certamente, realmente.
● Dúvida: talvez, provavelmente, possivelmente.
8. Preposições Palavras que estabelecem ligação entre termos da oração.
Preposições essenciais:
● a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sobre, sob, etc.
Locução prepositiva:
Duas ou mais palavras com valor de preposição.
● Exemplos: ao lado de, em frente a, perto de, a respeito de.
9. Conjunções Palavras que ligam orações ou termos dentro de uma mesma oração.
Coordenativas: Ligam orações independentes.
● Aditivas: e, nem, não só... mas também.
● Adversativas: mas, porém, contudo, todavia.
● Alternativas: ou, ora... ora, quer... quer.
● Conclusivas: logo, portanto, então, por isso.
● Explicativas: porque, pois, que.
Subordinativas: Ligam orações dependentes.
● Causais: porque, visto que, como.
● Consecutivas: tanto que, de modo que.
● Condicionais: se, caso, contanto que.
● Comparativas: como, tal qual, assim como.
● Concessivas: embora, mesmo que, apesar de.
● Finais: para que, a fim de que.
● Proporcionais: à medida que, quanto mais.
● Temporais: quando, enquanto, assim que.
10. Interjeições Palavras ou expressões que exprimem emoções ou sentimentos.
● Alegria: Viva! Oba! Uhul!
● Surpresa: Oh! Nossa! Caramba!
● Dor: Ai! Ui!
● Tristeza: Oh! Puxa!
● Chamamento: Ei! Psiu!
-Dêixis e referência deítica
Algumas palavras ou expressões, além do seu significado lexical, que é permanente,
podem referenciar/indicar entidades ou acontecimentos do contexto situacional em que se
produzem ou enunciam, que são variáveis e que apenas as circunstâncias em que ocorrem
permitem identificar claramente.
Por exemplo, na frase “Amanhã, eu ajudo-te com este texto”, as referências dos pronomes
“eu” e “te”, do determinante “este” e do advérbio “Amanhã” poderão ser múltiplas, por serem
distintas em função de quem fala, do interlocutor e dos diferentes contextos em que a frase
seja usada.
Assim, a referência que estas palavras concretizam não é unívoca, pois é variável em
função:
• dos interlocutores (especialmente do falante – EU – e do ouvinte – TU),
• do lugar que ocupam (AQUI)
• do tempo em que se encontram (AGORA).
As palavras ou expressões que concretizam esta referenciação variável, cuja interpretação
depende da situação enunciativa, designam-se dêiticos, chamando-se dêixis a todo o
processo ou sistema de referenciação dependente das circunstâncias da enunciação.
Exemplo: “Amanhã, eu ajudo-te com este texto.”
• O advérbio “Amanhã” (dêitico temporal) remete para a ação (ajudar) para o dia
posterior àquele em que o “Eu” fala, qualquer que seja a data em que se expressa.
• Os referentes dos pronomes pessoais “eu” e “te” (dêiticos pessoais) variam
conforme o “Eu” que fala e a pessoa para quem fala (“Tu”). A identidade dos
interlocutores determina a referência dos pronomes.
• O determinante “este” (dêitico espacial) marca a proximidade do “texto”
relativamente ao “Eu” falante e algum afastamento face ao “Tu” interlocutor, em
qualquer lugar em que ambos se encontrem.
A referenciação estabelecida pelos dêiticos tem como coordenada inicial o momento de
enunciação do “EU”, “AQUI” e “AGORA”, a partir do qual se organizam as restantes.
Dêiticos pessoais
Referem os participantes no ato da enunciação, identificando o falante, o ouvinte e outras
entidades presentes no contexto.
• Pronomes pessoais, sobretudo de 1.ª e 2.ª pessoas: eu, mim, tu, te, nós, vós,
convosco…
• Determinantes e pronomes possessivos, sobretudo de 1.ª e 2.ª pessoas: minha, teu,
nossa, vosso, sua…
• Formas verbais: cantei, escreveste, regressámos, fareis…
As formas de 1.ª pessoa identificam o falante, as de 2.ª pessoa referem o ouvinte ou
interlocutor e as de 3.ª pessoa remetem para outra(s) entidade(s) que estejam presentes no
ato de enunciação ou sejam mencionadas no contexto discursivo.
Dêiticos temporais
Localizam eventos num tempo simultâneo, anterior ou posterior ao momento da enunciação
do falante.
• Formas verbais (tempos e respetiva articulação): visitaste, moras…
• Verbos auxiliares: haver (de)
• Advérbios e locuções adverbiais com valor de tempo: hoje, agora, há três meses,
em breve…
• Alguns nomes e adjetivos: véspera, recente, atual, contemporâneo, futuro…
¹ As formas verbais flexionadas são simultaneamente dêiticos pessoais e temporais.
Dêiticos espaciais
Situam, em termos de espaço e em relação ao enunciador, entidades e objetos.
• Advérbios e locuções adverbiais com valor de lugar: aqui, cá, aí, por ali, por perto…
• Determinantes e pronomes demonstrativos: este, essa, aqueles, estas…
Frei Luís de Sousa – ( Ato I e Ato II)
1ºacto
Personagens: DªMadalena, Telmo, Maria e Manuel de Sousa Coutinho.
Palácio de Manuel de Sousa Coutinho, em Almada.
Câmara antiga, ordenada com todo o luxo e caprichosa elegância portuguesa dos princípios
do século XII. É, pois um espaço sem grades, amplamente aberto para o exterior, onde as
personagens ainda gozam a liberdade de se movimentarem guiadas pela sua
vontade própria.
Através das grandes janelas rasgadas domina-se uma paisagem vasta.
- É o fim da tarde.
O primeiro acto passa-se no palácio de Manuel de Sousa Coutinho em Almada no seu
interior está dona Madalena sentada numa cadeira, com as mãos cruzadas sobre o seu
regaço, lendo um livro de seu nome Lusíadas.
Dª Madalena ao ler relembra tudo pelo que tinha passado.
DªMadalena encontra-se triste, desconfortável, e muito preocupada pois foi casada sendo o
seu primeiro marido DºJoão de Portugal que ao participar na Batalha d'Alcácer foi dado
como [Link]ão DºMadalena falando com Telmo o seu aio que desde que casou com
DºJoão de Portugal a segue para todo o lado contando-lhe da sua angústia de saber que
procurou durante 7 anos seguidos o seu marido que nunca o [Link] não o ter
encontrado casou-se novamente com DºManuel de Sousa Coutinho e daí nasce Dª Maria
uma menina com 13 anos que apesar da idade que tinha estava muito desenvolvida mas
que era uma menina muito frá[Link] nunca aceitou o casamento de DªMadalena com
Manuel de Sousa Coutinho pois para ele o seu amo foi e será DºJoão de [Link]
também ao princípio não gostava de DªMaria mas agora depois de crescida querela mais
do que [Link] depoi de tantas procuras e de ter casado pela segunda vez de ter
uma filha desse casamento DªMadalena vive na angústia de que o seu 1º marido DºJoão de
Portugal volta-se e a encontra-se casada e com uma filha de DºManuel de Sousa
[Link] enfrenta uma época má pois por toda a parte existe [Link] essa que
os governadores de Espanha sentem receio e tentam ir para Almada para se poderem
hospedar no palácio de Dº[Link] por sua vez não aceita que os governadores lhe
tomem os seus aposentos e resolve incendiar o palácio destruindo-o completamente
inclusive o seu retrato que para DªMadalena significa desgraça,presságio etc...Depois de
tudo DªMadalena com a sua familia e seus aios partiram e foram morar para a sua 1ª casa
onde viveu com DºJoão de Portugal. Fim do 1º acto.
2ºacto
Personagens:Maria, Telmo Pais, DªMadalena, Manuel de Sousa Coutinho, Frei Jorge o
Romeiro.
Palácio que fora de Dº João de Portugal, em Almada, que agora pertence a Dª
[Link]ão antigo de gosto melancólico e pesado, com grandes retratos de família,
muitos de corpo inteiro; que estão em lugar de [Link] lado esquerdo para o interior,
coberto de reposteiros com as armas dos condes de [Link] de haver janelas e as
portas, ainda no plural, são já mais destinadas a cercar as personagens que a deixá-las
escapar.
Maria, DªMadalena e Telmo Pais chegaram ao palácio de DºJoão dePortugal e deparam-se
com um cenário horrendo, misterioso, triste,pesado e melancó[Link] entram
encontram três retratos expostos numa parte da casacom saliência e que seriam os retratos
de el-rei DºSebastião, de Camões e de DºJoão de Portugal.DªMadalena dorme dias sem fim
e tendo ainda muitos pesadelos por causa do incêndio do palácio de Manuel de Sousa
Coutinho e de se terincêndiado seu [Link] conversa com Telmo Pais sobre o retrato
de DºJoão de Portugal mas nunca lhe revelando a sua [Link] diz a Telmo que
gostaria que DºSebastião volta-se daquela batalha depois de tanto tempo são e salvo pois
ela era uma menina sebastianista. Manuel de Sousa Coutinho regressa então ao palácio de
DºJoão Portugal depois de ter a certeza que não restava mais nada do seu palácio, quando
vê Maria fica felicíssimo e pergunta-lhe por sua mã[Link] que Maria lhe responde que a mãe
dormia já há alguns dias e conta-lhe o sofrimento dela.DªMadalena acorda vê o marido e
fica feliz por saber que ele está do seu [Link] a sua felicidade não dura por muito tempo
pois Frei Jorge chega e diz ao irmão Manuel de Sousa Coutinho que deveria ir a Lisboa
para ir buscar o [Link] ouvindo as palavras do tio pede de imediato para ir com o
pai para Lisboa para poder conhecer a tia Dª[Link] DªMadalena não concorda que a
filha vá com o pai por causa da peste pois Maria é uma rapariga muito doente, fraca e frágil.
Mas Apesar de tudo DªMadalena acaba por concordar mas têm um presságio ou seja algo
lhe diz que aquele dia lhe iria trazer desgraça e [Link] era sexta feira um dia que
DªMadalena não esquece pois para ela é um dia de azar. DªMadalena falando com Frie
Jorge diz-lhe que aquele era o pior dia para ela pois tinha sido nesse dia que casara pela
1ªvez com DºJoãode Portugal, fazia anos que tinha morrido [Link] DºSebastião e tambémera
o dia em que verá pela 1ª vez Manuel de Sousa [Link]ão partem para Lisboa e
DªMadalena ordena a miranda que vá para acompanhar a filha até ao [Link]
Miranda regressa mais depressa do que se esperava e chegando perto de DªMadalena
diz-lhe que tinha encontrado um pobre velho peregrino um daqueles romeiros que por ali
passavam muitas vezes vindos de Espanha, e que ele lhe teria dito que tinha um recado
para dar a DªMadalena.DªMadalena recebe o romeiro e conversa com ele mas não
o'reconhece logo só depois de muito falarem é que ela percebe de quem se [Link] se
aperceber que é DºJoão de Portugal fica aterrorizada dizendo:Ó minha filha, minha rica
filha, estais perdida, desonrada, [Link] DªMaria era fruto do pecado. E O segundo
acto termina com Frei Jorge a perguntar ao romeiro quem sois vos ao que o romeiro lhe
responde não sou ningué[Link] de imediato Frei Jorge que se trata de DºJoão
dePortugal.
Fim do 2º acto.