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Funções Sintáticas e Estruturas Orais

gramática

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Alice Rodrigues
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Gramática

Funções Sintáticas
Sujeito

• Simples – Constituído por apenas um grupo nominal


• Composto – Composto por duas ou mais expressões nominais
• Nulo – Não está realizado lexicalmente, podendo classificar-se em:
▪ Subentendido – Quando é possível identificar no contexto
▪ Indeterminado – Quando o verbo se encontra na 3º pessoa do plural ou
do singular
▪ Expletivo - Ocorre apenas com verbos impessoal

Predicado – Função sintática desempenhada pelo grupo verbal

Vocativo – Constituinte que identifica o interlocutor, ocorrendo em frases imperativas,


exclamativas e interrogativas.

Modificador – Acrescenta informação suplementar, podendo ser retirado da frase ou


modificado. Assim, existe:

• Modificador do grupo verbal: Não é exigido pelo verbo, logo pode ser retirado sem
que altere gramaticalmente a frase.
Ex: “A Rita telefonou á mãe ontem”
• Modificador da frase: Modifica toda a frase e não faz parte do predicado (é móvel
dentro da frase).
Ex: “Evidentemente, era ele que decidia”
• Modificador do nome:
▪ Restritivo – Modifica o nome, restringindo a sua referência
▪ Apositivo - Não limitam a sua referência. Na escrita, está sempre separado por
vírgulas do nome que modifica e ocorre normalmente à direita do mesmo.

Complemento direto - Pode ser substituído por os pronomes pessoas da 3º pessoa (o/, os/as)

Complemento indireto – Pode ser substituído pelos pronomes (lhe/lhes)

Complemento oblíquo – Não pode ser retirado, nem substituído pelos pronomes (lhe/lhes)

• Verbos que pedem complemento oblíquo:


▪ ir a, vir de, estar em, partir de (nome ou pronome precedido de preposição;
advérbio);
▪ comunicar com, concordar com, discordar de, precisar de, necessitar de,
troçar de, casar-se com, divorciar-se de, dispor-se a, arrepender-se de,
interessar-se por (nome ou pronome precedido de preposição).

Complemento agente da passiva – Relacionado com as frases ativas e passivas (geralmente


introduzido pela preposição por)

Predicativo do sujeito – Selecionado por um verbo copulativo (estar, ficar, continuar, parecer,
permanecer, revelar-se, ser, tornar-se…)
Predicativo do complemento direto - Selecionado por um verbo transitivo predicativo (achar,
chamar, considerar, eleger, julgar, nomear, tratar, …)

Complemento do nome –Ocorre sempre à direita do nome que completa e sendo sempre de
preenchimento opcional.

Complemento do adjetivo – É uma função desempenhada por um constituinte selecionado


por um adjetivo. Este é sempre um grupo preposicional.

Ex: “Os astronautas ficaram contentes com o que descobriram”

Orações
Coordenação
A coordenação é a relação sintática estabelecida entre elementos que pertencem à mesma
categoria gramatical e que desempenham a mesma função sintática.
As orações coordenadas podem-se classificar em:
Copulativa – estabelece uma relação de adição com a(s) oração(ões) com que se combina. (e)
EX: «Estou cansado e vou descansar.»
Adversativa – transmite uma ideia de contraste, de oposição, relativamente à ideia expressa na
frase ou oração com que se combina. (mas)
EX: «Estou cansado, mas vou continuar.»
Disjuntiva – exprime um valor de alternativa face ao que é expresso pela oração com que se
combina. (ou)
EX: «Ou descanso ou não posso continuar.»
Conclusiva – transmite uma ideia de conclusão decorrente da ideia expressa na frase ou oração
com que se combina. (logo)
EX: «Estou cansado, logo não posso continuar.»
Explicativa – apresenta uma justificação ou explicação relativa à frase ou oração com que se
combina. (porque)
EX: «Estou cansado porque andei muito.»

Subordinação
A subordinação é a relação sintática estabelecida entre orações em que uma (subordinada) está
sintaticamente dependente de outra (subordinante).
As orações subordinadas podem-se classificar em:
• Substantiva – desempenha a função sintática de sujeito ou de complemento de um
verbo, nome ou adjetivo, podendo ser facilmente substituída por um pronome como
isso e subdividindo-se em:
• Completiva - que completa a ideia da oração anterior e pode ser introduzida pelas
conjunções subordinativas «que», «se» e «para».
EX: «Eu bem sei que tu não voltas».
• Relativa - que é introduzida por quantificadores e pronomes relativos sem antecedente,
como quem, o que, onde, quanto, que, o qual, os quais, a qual, as quais.
• Adjetivas – exerce a mesma função que um adjetivo e subdivide-se em:
▪ Relativa restritiva, que tem como função restringir a informação dada sobre o
antecedente; a sua omissão acarreta uma alteração do sentido da oração
subordinante, pois apresenta informação relevante para a definição do
antecedente.
EX: «O poeta português que escreveu Os Lusíadas foi grandioso.»
▪ Relativa explicativa, que apresenta informação adicional sobre o antecedente;
a sua omissão não altera o sentido da oração subordinante, uma vez que o
antecedente já se encontra suficientemente definido.
EX: «A literatura, que é imortal, encanta os leitores.»
• Adverbiais – desempenha a função sintática de modificador da frase ou do grupo verbal
e, modificando o sentido de outras orações, subdivide-se em:
▪ Causal - que indica a causa ou o motivo daquilo que é expresso na subordinante.
EX: «Não compro este carro porque consome muito.»
▪ Final - que enuncia o objetivo da realização da situação descrita na
subordinante.
EX: «Leva dinheiro para pagares as compras.»
▪ Temporal - que estabelece a referência temporal em relação à qual a
subordinante é interpretada.
EX: «Estavas ao telefone, quando entrei.»
▪ Concessiva - que admite algo contrário ao que é apresentado na subordinante,
mas incapaz de impedi-lo.
EX: «Iremos à piscina, embora não seja do meu agrado.»
▪ Condicional - que indica uma hipótese ou condição em relação ao que é
expresso na subordinante.
EX: «Se ele fosse rico, teria muitos criados.»
▪ Comparativa - que contém o segundo elemento de uma comparação que
estabelece em relação a uma situação apresentada na subordinante.
EX: «Ele trata-me como se eu fosse sua inimiga.»
▪ Consecutiva - que apresenta uma consequência da situação expressa na
subordinante.
EX: «Comi tanto que fiquei indisposta.»
Atos Ilocutórios
É possível classificar os atos ilocutórios com base nas intenções comunicativas (objetivo
ilocutório) e na função que assumem no contexto da sua enunciação (força ilocutória). Assim,
estes podem ser classificados em:
• Assertivos – Descrever um determinado estado de coisas e exprimir a crença na verdade
do seu enunciado
• Diretivos – Levar o interlocutor a praticar uma ação futura, que pode ser de natureza
verbal
• Compromissivos – Comprometer o locutor relativamente à prática de uma ação futura
• Expressivos – Exprimir o estado psicológico do locutor relativamente ao conteúdo do
seu enunciado, sendo necessário que este seja sincero naquilo que exprime.
• Declarativos – Transmitir no enunciado do locutor mais do que aquilo que realmente
diz, ou transmitir algo diferente

Deíticos
• Deítico pessoal – indica as pessoas do discurso (locutor e interlocutor); integram este
grupo os pronomes pessoais (ex: tu, me, nós, etc.), determinantes e pronomes
possessivos (ex: o meu, o vosso, teu, etc.), bem como vocativos.

EX: «Aceita que eu exista como os sonhos.»; «Quando eu disser não ouças.»

• Deítico espacial – assinala os elementos espaciais, evidenciando a relação de maior ou


menor proximidade relativamente ao lugar ocupado pelo locutor; integram este grupo
os advérbios ou locuções adverbiais de lugar (ex: aqui, cá, além, lá de cima, etc.), os
determinantes e pronomes demonstrativos (ex: este, essa, aquilo, etc.), bem como
alguns verbos que indicam movimento (ex: ir, partir, chegar, aproximar-se, afastar-se,
entrar, sair, subir, descer, etc.).

EX: «Vamos até ali.»

• Deítico temporal – localiza fatos no tempo; integram este grupo os advérbios, locuções
adverbias ou expressões de tempo (ex: amanhã, ontem, na semana passada, no dia
seguinte, etc.) e sufixos flexionais de tempo-modo-aspeto (ex: falarei, faláveis, etc.).

EX: «Depois de amanha serei outro.»

• Deítico social – assinala a relação hierárquica existente entre os participantes da


interação discursiva e os papéis por eles assumidos (ex: o senhor, vossa excelência,
senhor diretor, etc.)

EX: «Eu quero prevenir já o senhor doutor que ele não está bom da cabeça.»
Coesão

• Coesão Lexical
▪ Repetição/Reiteração (repetição de uma palavra num determinado
texto/excerto)
▪ Substituição (por sinonímia, por antonímia, hiperonímia / hiponímia, holonímia
/ meronímia)

• Coesão Gramatical
▪ Coesão Referencial - Constrói-se através de anáforas ou catáforas
▪ Coesão Frásica - Constrói-se através de mecanismos de concordância (entre
sujeito e verbo, entre sujeito e predicativo do sujeito, marcas idênticas de
pessoa e número, de género e número)
▪ Coesão Interfrásica – Constrói-se através de conectores (conjunções e locuções
conjuncionais e advérbios conectivos) que ligam frases ou orações
(coordenação ou subordinação). Estes conectores estabelecem relações de
natureza semântica muito variada entre as frases ou as orações.
▪ Coesão Temporal - Da ordenação correlativa dos tempos verbais: fomos…
vimos. Da utilização de expressões adverbiais ou preposicionais de valor
temporal: de manhã… à tarde; primeiramente…

Modalidades
• Apreciativa - Expressão de uma atitude de avaliação subjetiva do locutor relativamente
à situação de que fala.
Ex: Felizmente, a Alice está melhor.
• Epistémica
▪ Certeza - que pode ser veiculado por verbos como saber em frases completivas.
Ex: Sei que o João é inocente.
▪ Probabilidade - que pode ser veiculado através do verbo modal dever, de
adjetivos como provável e de advérbios como provavelmente.
Ex: É provável que ele consiga ir connosco.
• Deôntica
▪ Permissão - que pode ser veiculado através do verbo modal poder.
Ex: Podes apresentar o teu trabalho agora, Maria.
▪ Obrigação - que pode ser veiculado através do verbo modal dever ou de verbos
principais no Imperativo.
Ex: O João deve estudar mais.

Processos Fonológicos

• Inserção
▪ Prótese – Adição no início da palavra
Ex: SCRIBERE > escrever
▪ Epêntese – Adição no meio da palavra
Ex: HUMILE > humilde
▪ Paragoge – Adição no fim da palavra
Ex: Ante > antes
• Supressão
▪ Aférese – Queda no início da palavra
Ex: ALÁ > lá
▪ Síncope – Queda a meio da palavra
Ex: GENERU > genro
▪ Apócope – Queda no fim da palavra
Ex: AMARE > amar

• Alteração
▪ Assimilação – Alteração de uma unidade fónica por influência de outra
Ex: IPSE > esse
▪ Dissimilação – Inverso da assimilação, duas unidades semelhantes distanciam –
se
Ex: LILIU > lírio
▪ Sonorização – Transformação de uma consoante na sua correspondente sonora
Ex: VITA > vida
▪ Palatalização – Tipo de assimilação que ocorre quando uma unidade ganha uma
articulação palatal
Ex: CLAMARE > chamar
▪ Metátese – Troca de posição de unidades fónicas ou sílabas no interior da
palavra
Ex: SEMPER > sempre
▪ Vocalização – Transformação de uma consoante em vogal
Ex: OCTO > oito
▪ Contração Crase – Contração de duas vogais numa só
Ex: TIBI > tii > ti
Sinérese – Transformação de em ditongo pela semivocalização
Ex: LEGE > lee > lei
▪ Redução Vocálica – Enfraquecimento de uma vogal em posição átona
EX: mesa/mesinha

Formação de Palavras

Nível Interpretativo – Figuras de Estilo


• Aliteração - repetição intencional de sons consonânticos [consoantes] em palavras
sucessivas ou próximas.
• Anáfora - repetição sucessiva de uma palavra ou expressão no início de frases ou versos.
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas
espadas.
• Assíndeto - omissão da partícula de ligação entre palavras ou frases, que passam a estar
separadas através de vírgulas
E aos meus olhos saqueados é como se a cidade ardesse, uma cidade fantástica, aberta
de quarteirões, de praças, de sonhos.
• Enumeração - apresentação sucessiva de elementos.
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar e o sol.
• Gradação - sucessão de elementos que se apresentam segundo uma ordem significativa,
positiva ou negativa, de modo a destacar uma evolução ascendente ou descendente.
A minha vida é um avental que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
• Alegoria - representação física de ideias, realidades abstratas, obtida através de um
conjunto de imagens, de comparações, de metáforas, de personificações ou de
animismos. Normalmente concretizada através de seres animados.
O polvo, com aquele seu capelo na cabeça, parece um monge; com aqueles seus raios
estendidos, parece uma estrela; com aquele não ter osso nem espinha, parece a mesma
brandura, a mesma mansidão. [Neste excerto, a figura do polvo é a representação física de ideias
como a hipocrisia e a traição.]
• Antítese - apresentação de dois conceitos opostos para realçar o seu contraste.
Julguei que isto era o fim e afinal é o princípio.
• Apóstrofe - interpelação, chamamento de alguém ou de algo personificado
Ó céu! Ó campo! Ó canção!
• Comparação - relação de semelhança entre duas ideias usando uma partícula
comparativa ou verbos como «parecer», «assemelhar-se», etc.
O meu olhar é nítido como um girassol.
• Eufemismo - expressão, de uma ideia chocante, de uma forma suave.
Quando a fogueira se apagar tens de te ir embora [= morrer].
• Hipérbole - exagero da realidade.
Corre um rio sem fim.
• Ironia - afirmação que pretende sugerir ou insinuar o contrário;
• Metáfora - comparação de dois conceitos sem utilização da partícula comparativa.
Numa onda de alegria.
• Oximoro - expressão que inclui contradição, revelando assim a sua complexidade.
São coisas vestindo nadas.
• Perífrase - utilização de muitas palavras para dizer o que pode ser expresso por poucas.
Pelo neto gentil do velho Atlante [= Mercúrio]
• Personificação - atribuição de caraterísticas humanas a seres inanimados ou a animais.
Quando uma nuvem passa a mão por cima da luz.
• Pleonasmo - utilização de duas palavras ou expressões que significam o mesmo, tendo
geralmente valor de insistência.
Vi, claramente visto, o lume vivo.
• Sinestesia - expressão simultânea de sensações diferentes.
Brancura quente da calçada.

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