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Princípios Do Direito Ambiental

O documento aborda os princípios do Direito Ambiental, destacando que o direito a um ambiente saudável é considerado um direito de terceira geração. São apresentados seis princípios fundamentais, incluindo a Prevenção, Precaução, Poluidor-Pagador, Responsabilidade, Limite e Função Social da Propriedade, que orientam a legislação ambiental brasileira. Esses princípios visam garantir a proteção do meio ambiente e a responsabilidade de quem o degrada.

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Gabriel Mendes
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Princípios Do Direito Ambiental

O documento aborda os princípios do Direito Ambiental, destacando que o direito a um ambiente saudável é considerado um direito de terceira geração. São apresentados seis princípios fundamentais, incluindo a Prevenção, Precaução, Poluidor-Pagador, Responsabilidade, Limite e Função Social da Propriedade, que orientam a legislação ambiental brasileira. Esses princípios visam garantir a proteção do meio ambiente e a responsabilidade de quem o degrada.

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Princípios do Direito Ambiental

Antes de discorrer acerca dos princípios informativos do Direito Ambiental,


cabe lembrar a lição de Norberto Bobbio (2004, p. 26), para quem o direito de viver
num ambiente não poluído representa um direito de terceira geração, seguindo os
direitos de primeira geração, que seriam os direitos de liberdade, ou um não agir do
Estado, e os direitos de segunda geração, que seriam os direitos sociais, ou uma ação
positiva do Estado.
Importante observação de Canotilho, ao discutir a natureza dessa nova categoria
de direitos humanos, que inclui, além do meio ambiente saudável e sustentável, os
direitos ao patrimônio comum da humanidade, o direito à paz, ao desenvolvimento, e
assim considerados de terceira geração, salienta que não seria correto imaginar que tais
direitos implicariam a perda de relevância ou até a substituição dos direitos de primeiras
gerações, pois os direitos são de todas as gerações. (CANOTILHO, 2003, p. 386).
Vê-se, pois, que o direito ambiental é uma ciência nova, porém autônoma
(FIORILLO, 2007, p. 28) o que significa dizer que é regida pelos princípios gerais do
direito e por seus próprios princípios.
Segue abaixo alguns, em verdade seis, essenciais princípios jurídicos que
embasam e dão razão de serem às leis e demais normas ambientais brasileiras.
 Princípio da Prevenção

Trata-se de um importantíssimo princípio ambiental crivado no Art. 225 da


nossa Constituição. Apesar de expressamente constante em tal Carta, tal princípio já
havia sido informado na Declaração Universal do Meio Ambiente em 1972. Trata-se do
princípio que mais se encontra presente na legislação em matéria ambiental. E
inequivocamente.
Por prevenção ambiental temos que é o ato, ação, disposição, conduta, que busca
evitar que determinado e conhecido mal, dano, lesão ou intempérie, de origem humana,
venha a agir sobre o meio ambiente, tornando-o, fragmentadamente ou em um todo
regional ou total, de menor qualidade, reduzindo seu equilíbrio ecológico e
consequentemente a boa qualidade de possibilitando a perpetuação da espécie humana
na Terra.
 Principio da Precaução

O princípio é responsável pela vedação de determinadas ações no meio ambiente


uma vez que não haja certeza concreta de que tais ações não causarão reações adversas.
Diferencia-se do Princípio da Prevenção pelo fato de buscar evitar que reações
desconhecidas aconteçam, uma vez que o Princípio da Prevenção busca prevenir o meio
ambiente de degradações e consequências conhecidas. Como o homem não conhece
completamente o meio ambiente e as suas relações e inter-relações, também não
conhece todas as possibilidades de respostas do ambiente frente a atuação humana.
Assim não é capaz de formular certezas, traçar informações conclusivas acerca
das intempéries provocadas por determinados procedimentos e intervenções.

 Princípio do Poluidor-Pagador

O Princípio do Poluidor-Pagador informa que os potenciais custos decorrentes


da prevenção, precaução e de eventuais danos ao meio ambiente devem ficar totalmente
a cargo de quem possuí a atividade que gera tal eventual poluição. Assim, aquele que
possuí atividade poluidora ou que necessite de métodos de prevenção ou precaução, é
quem deverá arcar com os custos a fim de se evitar ou reparar possíveis danos ao meio
ambiente.

O princípio tem seu fundamento voltado ao direito econômico e à proteção


econômica da sociedade, uma vez que busca interiorizar os custos a quem os originam,
ou seja, torna os gastos obrigação interna do possível poluidor. Assim, evita-se que o
preço da atividade e as formas de se evitar ou reparar danos ambientais, recaia sobre a
sociedade. O escopo principal do Princípio do Poluidor-Pagador é fazer com que os
custos das medidas de protecionistas ao meio ambiente repercutam nos custos finais de
produtos e serviços que tiveram sua produção na origem da atividade poluidora.

 Princípio da Responsabilidade

O princípio da responsabilidade faz com que os responsáveis pela degradação ao


meio ambiente sejam obrigados a arcar com a responsabilidade e com os custos da
reparação ou da compensação pelo dano causado. Esse princípio está previsto no § 3º do
art. 225 da Constituição Federal, que dispõe que “As condutas e atividades consideradas
lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções
penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos
causados”.

As condutas e atividades que tenham causado determinado dano ambiental,


sujeitarão quem as praticou ou foi omisso, no caso de poder evitar o dano, em sanções
penais e administrativas. No direito ambiental tais atitudes lesivas são punidas de forma
nova, ou seja, são aplicadas concomitantemente, juntas, e ainda sem o prejuízo do dever
de indenização civil frente aos danos causados. Assim, determinada ação poderá ensejar
punição criminal, administrativa e a obrigação de indenização civil.

 Princípio do Limite

Também voltado para a Administração Pública, a qual deve fixar parâmetros


mínimos a serem observados em casos como emissões de partículas, ruídos, sons,
destinação final de resíduos sólidos, hospitalares e líquidos, dentre outros, visando
sempre promover o desenvolvimento sustentável.

A Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento


também dispôs sobre o princípio da responsabilidade ao estabelecer no Princípio 3 que
“O direito ao desenvolvimento deve ser exercido de modo a permitir que sejam
atendidas equitativamente as necessidades de desenvolvimento e de meio ambiente das
gerações presentes e futuras”.

O inciso V do § 1º do artigo 225 da Constituição Federal determina que para


assegurar o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado incumbe ao Poder
Público “controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e
substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente”.

 Princípio da Função Social da Propriedade

É um princípio adotado amplamente pelo direito que assume seu caráter


ambiental. Em uma síntese didática e bastante lógica, assim tem-se o princípio: O
direito à propriedade está condicionado ao cumprimento de sua função social. Em
matéria ambiental, a função social do meio ambiente é dar meios fundamentais para a
sadia qualidade de vida das pessoas, e o interesse público está voltado para tal.

Assim, se uma propriedade não propicia ou não coaduna com um meio ambiente
ecologicamente equilibrado, capaz de proporcionar a sadia qualidade de vida às pessoas,
tal propriedade não está em acordo com o interesse social e não exerce sua função
social. Assim, a propriedade privada somente será respaldada pelo direito à propriedade
se estiver no exercício de sua função social em proveito do interesse coletivo.
Referências bibliográficas
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004;
CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito constitucional. Coimbra: Almedina, 2003;
FIORILLO, Celso Antônio Pacheco. Curso de direito ambiental brasileiro. 8. ed. São
Paulo: Saraiva, 2007.

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