CENTRO UNIVERSITARIO UNIFAVENI
ANTONIO FELIIPE ALVES DA SILVA
MATEMÁTICA INCLUSIVA: EXPERIÊNCIA DO ENSINO DE MATEMÁTICA PARA
ALUNOS SURDOS NO ENSINO PÚBLICO.
Teresina – PI
2023
ANTONIO FELIPE ALVES DA SILVA
MATEMÁTICA INCLUSIVA: EXPERIÊNCIA DO ENSINO DE MATEMÁTICA PARA
ALUNOS SURDOS NO ENSINO PÚBLICO.
Trabalho de conclusão de
curso apresentado como
requisito parcial à obtenção da
2º LIC. EM MATEMÁTICA.
Teresina – PI
2023
MATEMÁTICA PARA TODOS: EXPERIÊNCIA DO ENSINO DE MATEMÁTICA
PARA ALUNOS SURDOS DO ENSINO PÚBLICO.
Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro
também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo
sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma
fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do
trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim
realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis,
penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o
crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do
Contrato de Prestação de Serviços).
RESUMO
Busca-se através da realização deste trabalho, analisar o ensino de matemática
para alunos de escola pública, e seus aspectos histórico e legal, além de apresentar
a política educacional atual para o ensino do aluno surdo na educação básica. Para
tanto, em um primeiro momento, na introdução, serão levantados os aspectos que
levaram à construção deste trabalho, assim como, traçados os objetivos. Após a
especificação da metodologia aplicada, que é uma exploratória qualitativa, com
ênfase nas unidades escolares da cidade que atuam ou atuaram com alunos surdos.
Para finalizar, há a apresentação de sugestões que apontam para um ensino de
Matemática mais eficaz para alunos surdos.
Palavras-chave: Ensino de matemática. Surdos. Inclusão.
Email:antoniofelipealves@[Link]
1
INTRODUÇÃO
Apresentação
Consoante Rifkin (2001) a sociedade passa por um momento de
transformação. A revolução tecnológica tem mudado e estabelecido mudanças na
cultura e consequentemente na educação. Esse momento impõe que haja um
diálogo para estudar as possibilidades de tornar a escola um espaço de inclusão
para todos os alunos, reconhecendo suas particularidades e oferecendo uma
educação de qualidade a todos. A educação inclusiva é sem sombra de dúvida um
dos maiores desafios da educação na atualidade. E por isso tem despertado
interesse da sociedade, dos educadores, para que seja ofertada uma inclusão
eficaz.
Abaixo tem-se a reflexão de Sá a respeito da história de surdos:
“Em síntese, a história dos surdos, contada pelos não-surdos, é
mais ou menos assim: primeiramente os surdos foram
„descobertos‟ pelos ouvintes, depois eles foram isolados da
sociedade para serem „educados‟ e afinal conseguirem ser
como os ouvintes; quando não mais se pôde isola-los, porque
eles começaram a formar grupos que se fortaleciam, tentou-se
dispersa-los, para que não criassem guetos. (SÁ,2002, p.3)
A educação inclusiva para os surdos no Brasil é algo novo. Inicialmente o
processo de inserção dos alunos surdos começou como uma espécie de integração,
onde eram ofertadas vagas aos alunos, porém eles tinham de adaptar-se com o
ambiente escolar. Em um segundo momento, o aluno surdo tinha aulas em salas
especiais, onde haviam estudantes com outras deficiências. Com a instituição da
LDB e estudos realizados sobre a inclusão, houve a obrigatoriedade de os alunos
com deficiência estudarem em salas regulares de ensino.
Carvalho (2013) faz duras críticas ao processo de integração da pessoa com
surdez. Para ele, tal processo é apenas um ajuste, pois as pessoas com deficiência
têm de se adaptar a um modelo já existente na sociedade. Enquanto a inclusão é
uma forma mais igualitária, pois atende a necessidades de todos, quando há
adaptações na sociedade para o atendimento das pessoas com diversidade
funcional.
2
Consoante Carvalho e Redondo (2001), para incluir o aluno surdo, não se
pode simplesmente jogá-lo em uma sala de ensino regular, mas, tem-se que dar a
ele oportunidades iguais. O aluno surdo precisa de atendimento especializado, para
que ele não seja mero copiador, e sim seja capaz de desenvolver um papel ativo no
processo de educação.
Para Borges (2013), existe uma barreira que impede uma escolarização de
qualidade ao aluno surdo. Ele acredita que, apesar de haver diversas metodologias
disponíveis para um professor em sala de aula, a fala ainda é a principal forma de
comunicar-se. E que a barreira é imposta exatamente nesse ponto. Como o aluno
surdo não consegue comunicar-se através da fala, ela se torna um empecilho para a
aprendizagem.
Conforme Marques (1999), a fala se torna um obstáculo para o surdo, visto
que a linguagem é responsável pela construção de esquemas e estratégias
intelectuais que permitem a capacidade de representação daquilo que se ouve.
Dessa forma, quando o professor não consegue comunicar-se com o aluno por
utilizar apenas mecanismos falados para lecionar, o mesmo cria barreiras na
aprendizagem do aluno surdo.
É sabido que o ensino de matemática já encontra diversas barreiras em todas
as regiões do país. A disciplina é vista como de difícil compreensão por boa parte
dos alunos. Diversos são os trabalhos acadêmicos que buscam meios de facilitar o
processo de ensino da matéria.
Diante disso, o ensino de matemática para alunos surdos amplia a
complexidade do ensino da disciplina, visto que alunos surdos e professores
ouvintes falam línguas diferentes.
Da mesma forma, o ensino de matemática enfrenta muitas dificuldades.
Ensinar matemática não é uma tarefa fácil, os alunos mostram muita rejeição ao
ensino da disciplina.
De acordo com Sadovsky (2007), o baixo desempenho no ensino de
matemática é uma realidade de vários países, visto que o ensino da matéria se
resume a uma passagem mecânica de conhecimento, e faltam aos docentes
preparo para aprofundar os aspectos realmente relevantes.
Segundo Borges (2013), a interação entre surdos e ouvintes, professores e
alunos nas aulas de Matemática ainda não ocorre de maneira satisfatória. A
3
formação inicial e a continuada do professor de Matemática deveria permitir que
ocorresse a inclusão dos alunos surdos e o tradutor ou intérprete de LIBRAS.
Porém, essa não é uma realidade de todas as escolas no país.
Este trabalho de abordagem qualitativa faz uma análise bibliográfica a partir
do artigo de pós graduação no ensino de Matemática, defendida por Francílio Lima
Sampaio, na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), tendo por título
“MATEMÁTICA PARA TODOS: EXPERIÊNCIA DO ENSINO DE MATEMÁTICA
PARA ALUNOS SURDOS DO ENSINIO PÚBLICO DE PIRACURUCA” objetivamos
aqui discutir o processo de aprendizagem significativa da matemática para alunos
surdos e as implicações no processo de ensino e aprendizagem no Ensino Básico.
Diante do que foi aqui exposto, dos problemas enfrentados no processo de
inclusão do aluno surdo no ensino regular e da ciência de que a disciplina de
matemática enfrenta dificuldades no processo de ensino-aprendizagem, busca-se
com o desenvolvimento deste trabalho estudar sobre o ensino de matemática para
alunos surdos nas escolas públicas.
OBJETIVO
Objetivo Geral
Analisar a experiências dos profissionais da educação no ensino da disciplina
de matemática para alunos surdos, buscando alternativas que possam facilitar o
processo de ensino para os professores.
Objetivos Específicos
Identificar quais são as dificuldades enfrentadas na educação de alunos
surdos na disciplina de matemática. Analisar o processo histórico da educação de
surdos. Conhecer como ocorre o processo de ensino-aprendizagem do aluno surdo
na disciplina de matemática. Buscar formas que possam facilitar o processo de
ensino da matemática para alunos surdos.
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Justificativa
Sabendo das dificuldades encontradas no processo de ensino-aprendizagem
do ensino de matemática, a partir de observações das aulas de outros professores
ou da ministração de aulas da disciplina, é possível verificar que poucos são os
alunos que conseguem compreender o que está sendo repassado a eles e menos
ainda conseguem reproduzir o conhecimento adquirido.
Tendo conhecimento do crescimento da inclusão de alunos surdos no ensino
público e da busca dos profissionais envolvidos nesse processo em se capacitar e
poder oferecer aos seus alunos cada vez mais a chance de ter uma aprendizagem
significativa, surgiu a necessidade de averiguar como é a experiência dos
profissionais da educação em lecionar uma das disciplinas mais temidas pelos
alunos aos estudantes surdos.
DESENVOLVIMENTO
A inclusão social abrange o atendimento de todas as pessoas que de algum
modo são colocadas à margem da sociedade, ou seja, é um termo usado para
figurar qualquer pessoa que seja excluída da sociedade, aqueles que não desfrutam
de qualquer um de seus direitos básicos. De acordo com a COM (2003), a inclusão
social é um método que garante que os indivíduos em situação de pobreza e risco
de exclusão social tenham acesso às chances e aos recursos indispensáveis para
participarem efetivamente das esferas econômica, social e cultural e sejam
beneficiados por um nível de vida e bem estar considerados suficientes para que
tenham o mínimo de qualidade de vida.
A legislação da educação LDB (1996) garante a todos o direito da educação,
sendo deficiente ou não. E ainda afirma que o ambiente escolar deve adequar-se às
necessidades dos alunos, para poder melhorar o desempenho escolar, preparando-
os para a vida em sociedade. Para Gomes (2005), a atividade educacional inclusiva
visa a uma sociedade mais justa, que valorize a integração de todos possibilitando
melhorias nas condições de vida.
Na instituição das Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na
Educação Básica, a resolução CNE/CEB, nº2, 2001 traz a seguinte recomendação,
em seu Art. 2º,
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Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos,
cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos
educandos com necessidades educacionais especiais,
assegurando as condições necessárias para a educação de
qualidade para todos. (CNE/CEB, 2001)
Levando em conta o que dizem as diretrizes de que, preferencialmente,
alunos com deficiências devem estudar em turmas regulares, há a necessidade da
preparação dos docentes e demais membros do corpo escolar. Sem a preparação
desses não tem como haver um processo de inclusão eficiente. Todos devem se
conscientizar que a aprendizagem do aluno com deficiência é responsabilidade de
todos, e não apenas do profissional que se aperfeiçoou para tal atendimento.
Para Rodrigues (2004), a inclusão provoca uma modificação no aspecto
educacional, visto que não se limita a ajudar apenas alunos com alguma
necessidade especial, como também apoia os professores e os demais envolvidos
no processo de ensino. Partindo desse ponto de vista, Miranda e Miranda (2011)
acreditam que o atendimento do aluno surdo está ligado aos aspectos individuais de
cada um, do grau de surdez, da quantidade de anos que é surdo e ainda do
comprometimento linguístico. Para eles, essas características determinarão as
características e a identidade de cada indivíduo, o que possibilitará ao professor
adequar sua proposta de ensino para cada aluno, melhorando a aprendizagem.
Tratando mais especificamente do ensino de matemática os autores
declaram que:
O ensino da matemática requer um extenso levantamento dos
pré-requisitos necessários ao repertório do aluno, tanto na
escola como fora desta. Um deles é a aprendizagem de
conteúdos básicos, tais como a ordenação ou produção de
sequências numéricas, a qual possibilitará o desenvolvimento
de processos complexos como a contagem. É provável que
algumas dificuldades de aprendizagem do surdo ocorram em
função do ensino não adequado da ordenação e de outras
habilidades pré-aritméticas. (Miranda e Miranda, 2011)
Portanto, para que o processo de ensino-aprendizagem seja eficiente, há de
se tentar mudar o método de ensino, sair do método tradicional. É necessário fazer
um levantamento dos pré-requisitos que permeiam a aprendizagem individual do
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aluno. Partindo da assimilação dos conteúdos básicos, para assim poder evoluir
para os conteúdos mais complexos. O pulo da etapa da aprendizagem da
matemática básica pode ser uma das consequências das dificuldades da
aprendizagem do aluno surdo.
Segundo Gessinger (2001), ao ensinar matemática, os docentes precisam
apresentar casos em que os alunos possam estabelecer conceitos matemáticos. Os
jogos podem ser um exemplo de ferramenta, pois além do caráter lúdico, despertam
atenção por possibilitarem aos alunos fazer uma atividade que gere prazer e auxilie
o estudante a agir e se comunicar, no caso, em matemática.
A disciplina de matemática não é bem vista por muitos alunos. Os índices de
aprendizagem são baixos. E de acordo com a pesquisadora Sadovsky (2007) o mau
desempenho dos alunos em matemática é uma realidade de vários países, não
somente do Brasil.
Sanches (2004) declara que as dificuldades da aprendizagem de matemática
estão relacionadas principalmente à dificuldade dos alunos de construir experiências
matemáticas, relacionar os conteúdos a sua realidade, assim, analisar o problema e
racionalizar matematicamente.
O PCN’s Matemática (1997) compartilham a ideia de que:
Outra distorção perceptível refere-se a uma interpretação
equivocada da ideia de “cotidiano”, ou seja, trabalha-se apenas
com o que se supõe fazer parte do dia-a-dia do aluno. Desse
modo, muitos conteúdos importantes são descartados ou
porque se julga, sem uma análise adequada, que não são de
interesse para os alunos, ou porque não fazem parte de sua
“realidade”, ou seja, não há uma aplicação prática imediata.
(PCN’s, 1997)
É necessário que haja uma mobilização por parte dos professores, não só
de matemática, mas de todas as disciplinas. Eles precisam reinventar suas
metodologias, movimentar seus conhecimentos, repensando a pratica em sala de
aula. Para que dessa forma possam encontrar uma maneira que torne a
aprendizagem o mais fácil possível. MANRIQUE, MARANHÃO e MOREIRA (2016)
afirmam que o professor pode refletir sobre sua própria prática, dando a ela outras
denotações e melhorando sua prática. O educando precisa desenvolver seu
raciocínio, e para isso o professor deve respeitas suas características. “É preciso
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conhecer o perfil do estudante, seus interesses, suas habilidades, para que ocorram
as trocas imprescindíveis à construção dos conhecimentos e à formação do
indivíduo (Moreira, 2017, p. 38-39)”.
D’Ambrosio (2001) esclarece que o desígnio da escola é se amoldar às
necessidades individuais de cada um ao meio social em que estão inseridos, ou
seja, a escola deve trabalhar se integrando com sociedade, o que significa estar
interagindo com seu meio ambiente, natural e sociocultural.
O papel do educador no processo de inclusão é indiscutível, visto que ele é
o mediador/facilitador do processo de ensino-aprendizagem. Cabe ao professor
redirecionar este processo, tornando-o adaptável ao aluno com deficiência sem
prejudicar os demais alunos. É necessário organizar e estabelecer estratégias que
facilitem a implementação de uma educação acessível a todos.
Moreira, Manrique e Martins (2016) apontam que escolas bem-sucedidas em
relação à inclusão, nas aulas de Matemática, ou de outros componentes curriculares
como valorização da diversidade, implementação de projetos educacionais acerca
da inclusão, atuação comprometida de toda a comunidade escolar, com participação
efetiva dos pais. Assim, o ensino efetivo dos alunos surdos é realizado na escola de
atendimento especializado, onde os professores bilíngues tentam sanar as
dificuldades apresentadas pelos discentes.
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CONCLUSÃO
Após a realização de vários debates, conferências e a instauração ou
modificação de leis e diretrizes que tratam do tema de inclusão na educação, muitas
ainda são as dificuldades encontradas para que seja ofertada uma educação de
qualidade a todos os alunos, sem que haja prejuízo a nenhum deles.
A educação é o encalço para a formação de qualquer cidadão. Garantir uma
educação de qualidade é uma forma de respeitá-lo e garantir seu desenvolvimento
como um cidadão crítico, que reconhece seus direitos e deveres. Logo, para garantir
ao aluno surdo uma educação de qualidade é necessário que o professor entenda
que a surdez não oferece ao surdo uma barreira para a aprendizagem dos
conteúdos, visto que a utilização da LIBRAS dá ao surdo uma cultura e forma de
comunicação própria.
Para tanto, o educador deve atender as singularidades dos seus educandos.
Considerando suas características linguísticas, no caso do aluno surdo, seu modo
de apropriar-se das ideias do que está a sua volta e seus aspectos culturais. Assim,
o professor deve refletir sobres suas práticas pedagógicas, avaliando sempre suas
metodologias, observando se as mesmas proporcionam uma aprendizagem plena
do aluno.
Com o desenvolver da leitura do artigo pôde-se observar que incluir o aluno
surdo não é apenas colocá-lo em escolas regulares, salas regulares, mas oferecer a
eles profissionais da educação que tenham a capacidade de trabalhar, garantindo ao
aluno surdo que o ensino chegue com a mesma coerência pedagógica que chega ao
aluno ouvinte, com um método de ensino realmente inclusivo. Os envolvidos nesse
processo devem ter preparo para fornecer ao aluno todas as ferramentas de
aprendizagem.
Entretanto o que foi assimilado é que ainda há um despreparo, por parte das
escolas regulares, no atendimento dos alunos surdos. Não há cumprimento real da
legislação, visto que a maioria dos alunos, nas escolas regulares, não tem um
profissional capacitado para seu atendimento. Poucos são os alunos que têm o
acompanhamento de um intérprete dentro da sala de aula.
No que tange aos professores, averiguou-se que a falta de noções da
linguagem de sinal dificulta o processo de ensino-aprendizagem. O poder público
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não tem oferecido a esses professores uma capacitação adequada para o
recebimento dos alunos surdos nas salas regulares.
Quando analisado o que dizem os estudiosos sobre o ensino para alunos
surdos, averiguou-se que para eles a efetividade da educação destes alunos só
acontecerá quando os professores mudarem sua forma de ensinar, quando estes
deixarem de trabalhar com apenas o método tradicional e transformarem suas
metodologias, se reinventando. E ainda, um dos aspectos mais relatados a respeito
de como deve agir um bom professor é trabalhar com a individualidade dos alunos,
observando suas características de aprendizagem, bem como as particularidades da
deficiência auditiva e do histórico de cada um.
Como trabalho futuro sugere-se que sejam avaliados aspectos mais
intrínsecos do ensino de matemática para os alunos surdos, assim como as
atividades desenvolvidas em sala de aula, a proximidade dos alunos ouvintes e
surdos e como isso pode afetar o processo de ensino-aprendizagem. Vê-se a
necessidade de observar se durante as aulas há praticas de ensino que sejam
voltadas a aproximar os dois grupos de estudantes, buscando que haja a inclusão
efetiva do surdo e sala de aula.
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