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História Moderna I
Aulas
Índice
1) Apresentação do Curso: A Política e a Economia no Mundo Moderno. 2
2) Conflitos e desestruturação da ordem política medieval na Europa Moderna 16
3) O Estado Moderno I: Sobre a Natureza do Estado Absolutista no Ocidente 36
4) (Torres, João Carlos Brum – Figuras do Estado Moderno 47
5) O Mercantilismo DEYON, Pierre – O Mercantilismo. 54
6) A Revolução Industrial – I – RIOUX 61
7) A Revolução Industrial – II – HOBSBAUM 69
8) Relações Internacionais na Europa Moderna – Paul Kennedy 72
9) Relações Internacionais na Europa Moderna-II – Lessa 81
10) As Revoluções de 1770 a 1789
11) A Ilustração
12)
13)
14)
15)
2
Moderna II - Aulas
Aula I
1) Objetivo –
No Curso de Moderna I - foram vistos aspectos do mundo europeu
(formas de organização da Sociedade, Formas de Exercício da Política de
Estado e de organização da economia) que entram em franca decadência em
função de
a) crises internas ao „sistema“ (guerra, produção, fome, epidemias)
b) colocação em questão de valores e concepções de mundo então
dominantes (humanismo/Renascimento, Reforma)
c) surgimento de relações de produção distintas
O Objetivo deste curso de Moderna II é o de aprofundar o estudo de
alguns destes aspectos e tomar determinados fenômenos e processos que são
chave para a compreensão do período (Séculos XVI a XVIII) e que definem
os desenvolvimentos da sociedade européia a partir de então.
Para isso serão necessários termos em mente alguns dos eixos
trabalhados no curso anterior como o Renascimento, a Reforma e a questão
da Transição do MPFeudal ao MPCapitalista para pensar o que será o fio
condutor deste curso de moderna II:
I) A desconstituição do mundo político típico da idade média com o
processo de centralização político-administrativa dos estados, constituindo o
assim chamado Estado Moderno,
3
II) As transformações econômicas e sociais vinculadas aos fenômenos
do mercantilismo e da Revolução Industrial
III) A Crise da Sociedade do Antigo Regime.
Programa
SOBRE OS TEXTOS
AVALIAÇÕES
AVALIAÇÕES
Como existem vários temas que, por mais que apareçam em momentos
diversos, nós não poderemos tratar no curso de forma mais sistemática,
sugeri temas para estudos mais aprofundados e a apresentação destes temas
em forma de um trabalho escrito e de um seminário para a turma.
DO TRABALHO ESCRITO
- máximo de 10 páginas de texto – fora capa, índice, bibliografia, anexos
etc...
- Texto de tipo padrão da disciplina: não é um ensaio mais um texto
dissertativo com um formato específico, com um tipo de estrutura interna
específica e também com um tipo específico de linguagem.
Ver textos de “A Redação de Trabalhos Acadêmicos”.
Necessidade de notas e referências de onde vem as informações apresentadas.
TEXTO SEM REFERÊNCIAS É UM TEXTO SEM VALOR. Eu leio mas
não corrijo.
4
O que é um texto monográfico: Resolução de um problema, de uma questão;
é simplificadamente a resposta a uma pergunta, em geral “como” ou
“porque”.
Avaliação implica em verificar se o problema proposto pelo autor do trabalho
no início do trabalho foi resolvido de forma satisfatória: ou seja:
se ele está escrito de forma clara,
se ele é consistente em seus argumentos,
se ele demonstra suas proposições,
se ele resolve o problema proposto etc.
Dificuldade de incorporar o modelo de um texto como este ao ponto de fazê-
lo com naturalidade.
Uma primeira referência: vocês terão um Leitor Ideal: uma pessoa
intelectualizada mas absolutamente ignorante em relação ao tema.
Todas as informações que forem relevantes para o acompanhamento da
discussão através da explicação de conceitos relevantes para o trabalho que
possam gerar leituras múltiplas, personagens, autores, processos sociais etc.
No final do curso o trabalho que vocês farão será partilhado com a turma por
meio de um seminário individual.
5
PRAZOS DE ENTREGA DOS TRABALHOS: não são prorrogáveis.
Contudo eu recebo os trabalhos depois do prazo, valendo um ponto a menos
por cada aula vencida. (= por semana)
Um perigo e um problema: a cópia ou plágio: Cópia do trabalho de um outro
auto
DO SEMINÀRIO
O seminário também implica em uma forma de apresentação de um tema que
seja semelhante ou a uma aula ou a uma apresentação de trabalho em um
congresso.
Para apresentar o seminário eu tenho que ter lido o trabalho. Portanto eu
recebo trabalhos no máximo até uma semana antes dos respectivos
seminários.
Estas são duas das formas de avaliação a que vocês estão sujeitos. A terceira
será uma prova escrita.
DA PROVA ESCRITA
A prova escrita em geral vai exigir que vocês exponham não um tema mas a
opinião de um autor sobre um tema específico.
Me interessa menos as avaliações que vocês façam sobre o que foi lido do
que medir a capacidade de leitura e compreensão de vocês.
6
MODELO DE PROVA – duas questões dentre várias para serem escolhidas.
Excessão: Prova optativa: somente uma questão de minha escolha em geral
comparando abordagens de dois ou mais autores oferecidos no curso.
Tanto nos trabalhos; quanto nos seminários quanto nas provas eu me pauto
pela lei do jogo do bicho: VALE O ESCRITO. Eu não me esforço para
entender o que o autor pode ter dito. Eu verifico o que ele efetivamente disse.
A unica coisa avaliada do texto escrito e oral é aquilo que está explicitamente
dito e não o que está ou poderia estar por trás do que foi dito.
PORTANTO, ATENTEM PARA A LÌNGUA E PARA O TEXTO
COMPOSIÇÃO DA NOTA:
Nota final será extraída da média de 4 notas:
1) a Prova
2) o seminário
3) o trabalho escrito x 2.
NOTAS de Zero a 10. Eu não revejo conceito final. Eu não dou décimos para
arredondar. Eu abro plena possibilidade de discussão da nota. Mas depois das
notas dadas, o conceito é automático da média dos pontos.
Irritação com pedidos para arredondamento.
PRAZOS PREVISTOS DAS AVALIAÇÕES
A lista de bibliografia pretende oferecer material tanto para os temas tratados
como para os seminários e os temas não abordados no curso.
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DAS FALTAS
Total de 16 encontros = 32 aulas de 2 horas
25% = 8 faltas = 4 quartas ou 8 aulas de 2 horas
Controlo presença nas duas aulas.
A falta somente pode ser abonada por meio de comprovação médica da impossibilidade
da presença. Trabalho, política, grupo de estudo, namoro, suborno... não eliminam a
falta contabilzada.
A única forma de eliminar uma falta contabilizada é por meio de um trabalho escrito
para cada falta.
Fundamentação: Vaga em uma universidade pública
8
Sobre o período
Do ponto de vista da história Européia os CENTO E CINQÜENTA ANOS que vão
de 1517 a 1648 estiveram sob o signo da Reforma, da Contra-Reforma e das
assim chamadas GUERRAS DE RELIGIÃO.
Os movimentos da reforma e da contra-reforma transformaram a europa dos
séculos xvi e xvii em palco de numerosas guerras religiosas, como a rue das
províncias unidas (calvinistas) contra a espanha católica que resultou na
independência da holanda e a guerra dos trinta anos (1618/1648) entre a
alemanha (luterana) e a frança (católica), vencida por esta última lutando
entre si, protestantes e católicos buscavam apoio no poder político alterando
o sentido das guerras
31 de Outubro de 1517 – Lutero publica as 95 teses em Wittemberg.
1648 – Assinados os tratados de paz de Westfália, Tratados de Münster e
Osnabrük que pôs fim à guerra dos 30 anos.
En el Tratado de Münster España reconoce la independencia de las
Provincias Unidas de los Países Bajos e inicia el ocaso de su hegemonía. Ese
acuerdo, que puso fin a la Guerra de los Treinta Años, reconoció la
soberanía absoluta y la igualdad legal de los Estados como base del orden
internacional.
9
Mesmo que os conflitos religiosos não tenham desaparecido do mapa político
europeu posteriormente à paz de Westfália, eles foram claramente superados
pelo acirramento dos conflitos em torno da hegemonia colonial no novo
mundo e pelo processo de constituição dos estados centralizados modernos
Por mais que as CONSEQUÊNCIAS DA REFORMA levada a cabo por Lutero,
Calvino, Zwingli e outros tenha sido bastante diferenciada nos Estados
Europeus, a sua DIMENSÃO POLÍTICA, tanto em termos de política
Internacional quanto em termos de política interna foi um ELEMENTO COMUM
neste processo por TODA A EUROPA.
Os conflitos envolvendo Estados sob a dinastia dos Habsburgos vincularam
intimamente a questão religiosa e a disputa de hegemonia política. (MAPA –
DOMÍNIOS DOS HABSBURGOS) Pg 60 e 78.
Ascendência de Carlos V
Maximiliano I Maria de Burgúndia
Felipe, O Belo (de Burgúndia) Joana (filha de Fernado
e Isabel de Castela e Aragão
Carlos V (1500-1558) Imperador (1519-1556)
Império, Castela, Aragão, Unidades políticas na Europa Central, Burgúndia, Reinos de
Sardenha, Nápoles, Sicília, Império Colonial Espanhol
10
Em grande medida a demanda por liberdade religiosa vinha necessariamente
seguida pela demanda por liberdade frente às duas estruturas de poder de
então: O Império e o Papado.
A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) desenhou-se, por exemplo, das
tensões inter-confessionais no interior do Sacro-império e arrastou boa parte
dos Estados Europeus a um conjunto de conflitos que arrasaria a Europa
central.
11
A Guerra dos 30 anos
A Guerra envolveu diversos países europeus entre os anos de 1618 e 48
representando a luta pela hegemonia no continente entre os Habsburgos e os
Bourbons.
INTRODUÇÃO
A Guerra dos 30 Anos iniciou-se na região da Boêmia, no Sacro Império
Romano Germânico, em 1618, envolvendo luteranos e católicos.
Os séculos XVI e XVII na Europa foram marcados por “guerras de religião”,
que na verdade traduzem as diversas disputas políticas e os interesses
econômicos existentes.
O SACRO IMPÉRIO
Em 1555 foi assinada a Paz de Augsburgo, a partir da qual os príncipes
alemães passaram a ter o direito de definir a religião em seus territórios. O
desfecho de 25 anos de guerra representava o enfraquecimento do poder
imperial-católico e o fortalecimento da nobreza e de parte da burguesia, que
havia aderido ao luteranismo.
A conversão de elementos da nobreza a nova religião representava uma
forma de oposição às tentativas do imperador em tornar-se absolutista, e trazia
ainda a cobiça em relação as terras da Igreja.
Em 1556 o imperador Carlos V abdicou e os territórios do Sacro Império foram
divididos entre seu irmão Fernando, que recebeu os domínios austríacos e
germânicos e seu filho Felipe, que ficou com as demais regiões.
A GUERRA
A Região da Boêmia foi ocupada por povos de origem eslava, provenientes
do norte e leste dos Cárpatos, destacando-se os tchecos, que dominaram a região
por volta do século VII. No decorrer do século IX a desenvolveu-se a cristianização
dos boêmios, processo que facilitou sua integração ao Sacro Império.
As tensões religiosas na região da Boêmia haviam se radicalizado desde a
criação (1608) da União Evangélica, aliança para defesa dos príncipes e cidades
12
protestantes, e da Santa liga Alemã (1609), organização similar formada por
católicos.
A Guerra iniciada em 1618 teve como pretexto a demolição de duas Igrejas
Luteranas, na Boêmia, contrariando a liberdade religiosa que vigorava desde o
reinado de Rodolfo II.
A Guerra teve sua primeira fase na Boêmia, comandada pelo Imperador
Fernando II, católico, que com o apoio dos Habsburgos espanhóis venceu os
protestantes em 1620
A segunda fase da guerra adquiriu dimensão internacional. França e
Inglaterra não intervieram devido a dificuldades internas. Entretanto, Cristiano IV,
rei da Dinamarca e da Noruega, apoiou os protestantes alemães, principalmente,
por razões não religiosas.
A vitória para a causa imperial ocorreu em 6 de março de 1629, quando
Fernando II promulgou o Edito da Restituição, documento que anulava todos os
títulos protestantes sobre as propriedades católicas expropriadas desde a Paz de
Augsburgo
A terceira fase da Guerra envolveu a Suécia, reinada por Gustavo Adolfo,
que temia o crescimento do poder alemão. Apesar de várias vitórias iniciais e de
algumas conquistas territoriais, os suecos perderam seu rei em uma batalha em
1632 e foram derrotados em 1634. A paz de Praga (1635) fez certas concessões
aos luteranos-saxões, modificando questões básicas do Edito da Restituição.
A última fase da Guerra envolveu diretamente a França, governada pelo
Cardeal Richelieu, que orientava sua política externa no sentido de transformar a
França em uma potência na Europa. A França já havia apoiado dinamarqueses e
suecos e declarou guerra à Espanha em 1635 e o conflito estendeu-se até 1648,
quando a Espanha bastante enfraquecida aceitou a derrota
A chamada „Guerra de Libertação dos Países Baixos“ (1566-1648) está
intimamente ligada a resistência de nobres holandeses protestantes tanto ao
domínio espanhol dos Países Baixos (Felipe II, rei da Espanha desde 1556,
13
herda neste mesmo ano os países Baixos) quanto à resistência às incursões da
contra-reforma nesta região. No desenvolvimento do conflito dividiu-se os
Países Baixos em um Sul Católico e um Norte Protestante.
Na França uma guerra civil entre huguenotes e católicos (1562 a 1598)
coloca em questão a integridade territorial e a soberania da coroa.
Todos estes conflitos envolvem um conjunto de alianças que faz com que
dificilmente se possa considerá-los somente conflitos internos, mas sim
conflitos internacionais.
Paralelamente não se pode esquecer que esta também foi a época na qual se
gestaram mudanças fundamentais no campo intelectual. Decisivo neste
aspecto é a constituição das bases para o pensamento científico tal qual ele é
hoje compreendido.
Esta é também a época na qual o político passa a ser objeto de pensamento
sistemático.
1513 – Machiavel publica O Príncipe
Bodin, Jean, *)Angers 1529 oder 1530, †)Laon 1596, frz. Staatstheoretiker
und Philosoph. Bed. als Wortführer der Gruppe der ›Politiker‹, die zur
Überwindung der anarch. Konsequenzen der Hugenottenkriege den
modernen Staat forderten; ordnete im Begriff der Souveränität ihrem Träger
14
die absolute Staatsgewalt zu und lieferte damit dem Absolutismus das
theoret. Fundament.
Isso possibilita pensar o fenômeno do Absolutismo, do qual discutiremos
especificamente um conjunto de práticas econômicas dos Estados chamadas
Mercantilismo.
Vinculado a ele está outro processo que marca não somente o período como
também os desenvolvimentos futuros da Europa, chamado de Revolução
Industrial
Redefine de modo radical não somente os padrões de produção mas também
as formas de organização social e os modos de vida a partir de então.
O Período se encerra com a assim chamada crise do Antigo Regime, que
envolve desde processos sócio-econômicos e intelectuais que desembocam
no símbolo maior de instauração de uma nova era: A Revolução Francesa.
I – Evolução do estado absoluto na França.
1 -Dinastia Valois (Séc. XIV ao XVI):
o Guerras de Religião (1562 / 98)
o Noite de São Bartolomeu (1572)
o Guerra dos Três Henriques.
2 -Dinastia Bourbon (Séc. XVI ao XVIII):
o Henrique IV Edito de Nantes (1598)
o Luis XIII Guerra dos Trinta Anos (1618 / 48)
o Luis XIV Tratado de Vestfália (1648)
Frondas
Colbert.
Edito de Fontainebleau (1685)
Luis XV Guerra dos 7 anos (1756 / 63)
15
Luis XVI Revolução Francesa (1789)
II – Evolução do Estado Absoluto na Inglaterra
1 - Dinastia Tudor (1485 / 1603)
o Guerra das duas Rosas (1455 / 85)
o Henrique VII (1485 / 1509)
o Henrique VIII (1509 / 1547) Ato de Supremacia (1534)
o Eduardo VI (1547 / 1553)
o Maria I (1553 / 1558)
o Elisabeth I (1558 / 1603)
16
Moderna II – Aulas
Aula II
Conflitos e desestruturação da ordem política
medieval na Europa Moderna:
Processo de centralização política:
Em que consistiu –direitos de soberania da base para o topo.
Elementos motivadores como um problema: o que explica o
fato de que os detentores de poderes de soberania tenham aberto mão
deles
Transformações políticas por que passa a Europa Moderna ?
Processo de Construção do assim chamado Estado Moderno.
Absolutismo – Referência para o processo de reordenamento interno dos
Estados Europeus.
o Constitui-se a partir de práticas e de teorias
Elementos que motivaram agentes políticos e pensadores a propor um
processo de centralização formal da ação do Estado em torno do monarca?
o Desorganização política e econômica européia entre finais do
século XV e princípios do séc XVII:
o Conflitos intensos e continuados abalam:
Instável equilíbrio entre as unidades políticas.
Instável estrutura produtiva.
Estes conflitos envolveram disputas internas a um conjunto de unidades
políticas na Europa centro-ocidental (Sacro-Império, França, Inglaterra) e em
função de alianças diversas alcançaram dimensão internacional.
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Do ponto de vista da história Européia os CENTO E CINQÜENTA ANOS que vão
de 1517 a 1648 estiveram sob o signo da Reforma, da Contra-Reforma e das
assim chamadas GUERRAS DE RELIGIÃO.
Os movimentos da reforma e da contra-reforma transformaram a Europa dos séculos
XVI e XVII em palco de numerosas guerras religiosas, como a das províncias unidas
(calvinistas) contra a Espanha católica que resultou na independência da Holanda e a
guerra dos trinta anos (1618/1648) entre a Alemanha (luterana) e a França (católica),
vencida por esta última lutando entre si, protestantes e católicos buscavam apoio no
poder político alterando o sentido das guerras.
31 de Outubro de 1517 – Lutero publica as 95 teses em Wittemberg.
1648 – Assinados os tratados de paz de Westfália, Tratados de Münster e
Osnabrük que pôs fim à guerra dos 30 anos.
Tratado de Münster - España reconoce la independencia de las Provincias Unidas de los
Países Bajos e inicia el ocaso de su hegemonía. Ese acuerdo, que puso fin a la Guerra de
los Treinta Años, reconoció la soberanía absoluta y la igualdad legal de los Estados
como base del orden internacional.
Mesmo que os conflitos religiosos não tenham desaparecido do mapa político
europeu posteriormente à paz de Westfália, eles foram claramente superados
pelo acirramento dos conflitos em torno da hegemonia colonial no novo
mundo e pelo processo de constituição dos estados centralizados modernos.
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Por mais que as CONSEQUÊNCIAS DA REFORMA levada a cabo por Lutero,
Calvino, Zwingli e outros tenha sido bastante diferenciada nos Estados
Europeus, a sua DIMENSÃO POLÍTICA, tanto em termos de política
Internacional quanto em termos de política interna foi um ELEMENTO COMUM
neste processo por TODA A EUROPA.
Os conflitos envolvendo Estados sob a dinastia dos Habsburgos vincularam
intimamente a questão religiosa e a disputa de hegemonia política. (MAPA –
DOMÍNIOS DOS HABSBURGOS) Pg 60 e 78.
Ascendência de Carlos V
Maximiliano I Maria de Burgúndia
Felipe, O Belo (de Burgúndia) Joana (filha de Fernado
e Isabel de Castela e Aragão
Carlos V (1500-1558) Imperador (1519-1556)
Império, Castela, Aragão, Unidades políticas na Europa Central, Burgúndia, Reinos de
Sardenha, Nápoles, Sicília, Império Colonial Espanhol
Em grande medida a demanda por liberdade religiosa vinha necessariamente
seguida pela demanda por liberdade frente às duas estruturas de poder de
então: O Império e o Papado.
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A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) desenhou-se, por exemplo, das
tensões inter-confessionais no interior do Sacro-império e arrastou boa parte
dos Estados Europeus a um conjunto de conflitos que arrasaria a Europa
central.
A chamada „Guerra de Libertação dos Países Baixos“ (1566-1648) está
intimamente ligada a resistência de nobres holandeses protestantes tanto ao
domínio espanhol dos Países Baixos (Felipe II, rei da Espanha desde 1556,
herda neste mesmo ano os países Baixos) quanto à resistência às incursões da
contra-reforma nesta região. No desenvolvimento do conflito dividiu-se os
Países Baixos em um Sul Católico e um Norte Protestante.
Na França uma guerra civil entre huguenotes e católicos (1562 a 1598)
coloca em questão a integridade territorial e a soberania da coroa.
Todos estes conflitos envolvem um conjunto de alianças que faz com que
dificilmente se possa considerá-los somente conflitos internos, mas sim
conflitos internacionais.
Vejamos o caso do Sacro-Império
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Império e a França
A) IMPÉRIO OCUPADO COM A POLÍTICA EXTERIOR
1) Com a Reforma reduz-se muito o espaço político do Imperador.
2) Vários príncipes adotam o protestantismo como instrumento para se
distanciar do poder da Igreja e do poder central no Império.
3) Em termos de política Exterior significativos foram os conflitos de Carlos
V com Francisco I da França (envolvendo disputas entre os dois na Itália
em Quatro Guerras sucessivas) e por outro lado contra os turcos (1526-
1532):
I) 1521-1526 – Paz de Madrid - Favorável a Carlos V.
II) 1526-1529 – Carlos V contra a „Liga de Cognac“ (Francisco I, Papa Clemente VII, Veneza e vários
príncipes italianos). O Imperador derrota a Liga („Sacco di Roma 1527“)
- Tratado de Barcelona (1529) – Favorável a Carlos V.
Clemente VII e Carlos V acordam combater conjuntamente o Protestantismo.
III) 1536-1538 e 1542-1544 – Terceira e Quarta Guerras contra o Reino da França
4) Enquanto duraram estes CONFLITOS EXTERNOS de Carlos V a
REFORMA PODE SE EXPANDIR NO IMPÉRIO sem muitos problemas
visto que os Conflitos Externos somente puderam ser levados a
cabo com O APOIO DE PRÍNCIPES PROTESTANTES, conquistado graças
a CONCESSÕES DIVERSAS AOS LUTERANOS
5) Com o FIM DOS CONFLITOS externos o Imperador viu-se LIVRE PARA
RECONQUISTAR POR FORÇA DAS ARMAS A UNIDADE POLÍTICA e
religiosa do Império.
6) Conflitos iniciam-se em 1546-1547 – Guerra de Schmalkalde –
Conflito entre a „Liga de Schmalkalde“, constituída em 1530 pelos
21
príncipes protestantes, e príncipes católicos em torno de Carlos V.
O conflito termina sem satisfação de nenhuma das partes, mas
mais favorável a Carlos V.
1531 wird der "Schmalkaldische Bund" gegründet
Objetivo: protestar contra a regulamentação estrita da religião pelo imperador e defender, se necessário
militarmente, sua confissão religiosa.
Guerra de Schmalkalde
Im Febraur 1531 trafen evangelische Fürsten und Städte Deutschlands in Schmalkalden zusammen, um sich zur
Verteidigung des evangelischen Glaubens gemäß der Reformation von Martin Luther oder Huldreich Zwingli
und gegen den katholischen Kaiser Karl V. zu verbinden. Beteiligt waren acht protestantische Länder und einige
oberdeutsche Städte unter der Führung von == Philipp von Hessen, Johann Friedrich von Sachsen und den
Städten Bremen und Magdeburg. Der zunächst für sechs Jahre geschlossene Bund wurde 1535 um weitere 12
Jahre verlängert, 1536 traten ihm die Fürsten Wolfgang zu Anhalt, von Pommern und Württemberg sowie die
Städte Augsburg, Frankfurt, Hannover, Hamburg und Kempten bei. Da Kaiser Karl durch Kriege mit Frankreich
und gegen die andrängenden Türken in seiner Aktionsfreiheit eingeschränkt war, konnte ihn der Bund zu
Verhandlungen zwingen.
Nach dem Friedensschluss von Crépy war Kaiser Karl wieder freier; er schloss einen Bund mit dem Papst, um
die "Ketzer" zu besiegen und eröffnete 1546 den Krieg mit der Verhängung der Reichsacht gegen == Philipp
von Hessen und Johann Friedrich von Sachsen. Bayern stand an der Seite des Kaisers, den eigentlich
protestantischen Herzog Moritz von Sachsen zog er auf seine Seite u.a. durch das Versprechen der sächsischen
Kurwürde, nun suchte er die militärische Lösung in der Auseinandersetzung mit dem Protestantismus. Im
sogenannten "Donaufeldzug" blieb Karl siegreich, Johann Friedrich von Sachsen kehrte in seine Heimat zurück,
die süddeutschen Gebiete unterwarfen sich dem Kaiser. In der Schlacht auf der Lochauer Heide bei Mühlberg
1547 unterlag Johann Friedrich von Sachsen dem Kaiser, Philipp von Hessen ergab sich, beide wurden für Jahre
in niederländische Gefangenschaft geschickt; der Schmalkaldische Bund war damit aufgelöst, nur Bremen und
Magdeburg leisteten noch Widerstand. 1548 beim Reichstag in Augsburg wurde den evangelischen Gebieten im
"Interim" immerhin der Laienkelch und die Priesterehe zugestanden.
Dennoch blieb der Erfolg des Kaisers und der katholischen Seite nicht von Dauer; als Moritz von Sachsen 1551
ein Bündnis mit der Fürstenopposition gegen den Kaiser schloss und sich 1552 auch noch mit dem französischen
König Heinrich II. gegen Karl verbündete, musste der Kaiser 1552 im Passauer Vertrag den evangelischen
Landen ihre vollen Rechte zugestehen, was im Augsburger Religions- und Landfrieden von 1555 endgültig
besiegelt wurde, der es dem Landesherren freistellte, die Konfession für sein Land und seine Untertanen nach
dem Grundsatz "cuius regio, eius religio" zu wählen.
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7) Nestes Conflitos com o Imperador os principes protestantes,
principalmente os do oeste buscam alianças com Henrique II de
França, que fornece apoio aos príncipes contra o Imperador. Como
contrapartida Henrique II recebe a autorização de se apoderar de
Metz, Toul e de Verdún, três cidades de língua francesa que
constituíam posições estratégicas de primeira ordem. (MAPA)
8) Conflitos pontuais e localizados prosseguem até 1555, quando pela
Paz de Augsburg se estabelece um padrão de relacionamento
durável entre as duas religiões e portanto entre o Imperador e os
príncipes protestantes
A Paz de Augsburg, Uma Lei fundamental do Sacro Império Romano-
Germânico, que foi assinada em 1555 colocando fim as lutas religiosas
internas entre Carlos V. e os príncipes protestantes.
A estes garantiu-se.
1) a Paz e as posses de propriedades eclesiásticas secularizadas até 1552.
2) Livre escolha da confissão sem prejuízo para as funções seculares dos
príncipes
3) o princípio de que o príncipe determinava a religião dos súditos (CUIUS
REGIO, EIUS RELIGIO);
4) os príncipes eclesiásticos perderiam direitos feudais e funções eclesiásticas
com a troca de religião.
23
9) Apesar desta proximidade dos Príncipes Protestantes
externamente (em função da luta pela hegemonia na Europa
central contra Carlos V.), o reino da França sob Henrique II e sob
Francisco II, seu filho e sucessor, tem internamente uma postura
antiprotestante.
Tomemos inicialmente os desenvolvimentos na França.
A Casa Valois
Francisco I (1494-1547) – Reg. 1515-1547
Henrique II (1519-1559) – Reg. 1547-1559
Francisco II Carlos IX Henrique III
(1554-1560) (1550-1574) (1551-1589)
1559-1560 1560-1574 1574-1589
A Casa Bourbon
Henrique IV (Rei de Navarra) (1553-1610) Assassinado – Reg. 1589-1610
Luís XIII (1601-1643) – Reg. 1610-1643
Luís XIV (1638-1715) – Reg. [1643] 1661-1715
10) Com a Morte de Henrique II (10.7.1559) assume o trono seu
filho de 15 anos Francisco II, que entrega a regência a Francisco
de Guise e ao Cardeal de Lorena, que continuaram a política de
repressão aos Hugenotes iniciada com Henrique II.
Hugenotes – do Alemão Eidgenossen = Confederados.
24
No CAMPO CATÓLICO reinava uma divisão:
1) os mais radicais tinham como programa a eliminação do
protestantismo. (em torno dos Guise)
2) Os menos radicais buscavam despotencializar os conflitos entre as
partes e com isso assegurar a sobrevivência do poder e da
autoridade real. (chamados os „Políticos“)
11) Em Março de 1560, ainda no reinado de Francisco II, verifica o
primeiro enfrentamento entre Protestantes e Católicos: a
Conjuração de Ambroise
12) Quando do Falecimento de Francisco II (1560) sua mãe,
Catarina de Médicis, fez-se outorgar regente e se distanciou dos
Guise e buscou uma política de mediação entre Católicos e
Hugenotes, expressão da posição dos „Políticos“.
13) Com isto a Reforma ganhou terreno. Seu espaço se amplia
com o Edito de Janeiro de 1562, que concedia aos protestantes
liberdade de culto fora dos muros das cidades amuradas e permitia
que em seu interior fossem celebradas reuniões privadas. Os
protestantes NUNCA TIVERAM UMA SITUAÇÃO TAO
VANTAJOSA.
25
14) Um Incidente desencadeou o conflito: 1.Março de 1562, o
Duque de Guise, católico radical, informado que em uma de suas
propriedades huguenotes celebravam uma cerimônia protestante,
fez com que sua escolta a dissolvesse. Morreram 23 e ficaram
mais de uma centena de feridos.
15) Buscaram e „aprisionaram“ a rainha mãe e Carlos IX. Como
consequência, o Principe de Condé (um dos líderes Hugenotes) se
levantou em armas.
As Guerras de Religião na França:
1) 1562-1563 - Edito de Amboise (19.3.1563) – pró católico
2) 1567-1568 - Paz de Longjumeau (23 de Marco de 1568) – pró-Católico
3) 1568-1570 - Paz de Saint-Germain (agosto de 1570) – pró-protestantes
4) 1572-1573 - Edito de Boulogne (Julho de 1573) favorável aos católicos
5) 1576 - Edito de Beaulieu (6.5.1576) – pró-protestante
6) 1576 – 1577 – Edito de Poitiers (Setembro de 1577) – pró-católico
7) 1577- 1580 – Paz de Fleix (26 de Novembro de 1580) – equilíbrio tendente aos
protestantes.
8) 1585-1598 – Edito de Nantes – Equilíbrio tendente aos protestantes
A Primeira Guerra de Religião (1562-1563)
16) A primeira Guerra de Religião na França se desenvolveu entre
1563 e 1563, sob o Reinado de Carlos IX, com extraordinária
violência de ambos os lados.
26
17) Os protestantes tomaram Orleáns, Tours, Angers, Poitiers,
Montpellier, Nîmes, Lyon e Ruán, regiões retomadas pelos
católicos no decorrer do conflito e cederam aos Ingleses em troca
de apoio o Havre (retomado após o fim do conflito – Tratado de
Troyes de 11.4.1564).
18) Os principais protagonistas da contenda morreram ou foram
feito prisioneiros (os católicos Francisco de Guise e Montmorency e
o protestante Condé), o que reforçou a posição da
19) Rainha-Mãe, Catarina de Médici, que aspirava construir a paz.
20) Deste modo ela promulgou o Edito de Amboise (19.3.1563) que
pôs fim ao primeiro conflito, menos favorável aos protestantes que
o edito de janeiro.
21) Após o fim das hostilidades, reapareceram pressões, agora por
parte de Felipe II de Espanha, para que tomasse medidas
repressivas contra os protestantes franceses.
22) Razão para isso foi o início da revolta dos Países Baixos (1566),
onde os protestantes conseguiram apoio importante entre os
Huguenotes, cujo fortalecimento ia contra os interesses espanhóis,
27
já que representaria o aumento do peso do protestantismo na
Europa ocidental.
23) Ante a possibilidade de perderem espaço, chefes huguenotes
tentaram colocar a família real sob seu domínio. A Rainha foi
prevenida a tempo (Setembro de 1567).
24) Este incidente assinalou o início da segunda guerra de religião,
encerrada com a Paz de Longjumeau (23 de Marco de 1568), que
Confirmava o Edito de Ambroise.
25) A Terceira Guerra inicia-se em Setembro do mesmo ano e se
desenvolveram principalmente na região ocidental da França até
agosto de 1570, quando foi assinada a Paz de Saint-Germain.
26) A Paz de Saint-Germain foi excepcionalmente favorável aos
protestantes: foram garantidas a eles 4 cidades autonomas
(Plazas de Seguridad): La Rochele, Cognac, Montauban e La
Charité-sur-Loire, o que contrariava a tendência de reforço da
autoridade real e dividia de forma cabal Católicos e Protestantes na
França.
28
27) Catarina de Medicis via em alguns líderes protestantes,
principalmente no Almirante Coligny um perigo à unidade do Reino.
Decidiu-se livrar-se deles.
28) Ordenou um atentado a Coligny (22 de Setembro de 1572), do
qual este saiu com vida.
29) Líderes protestantes que chegam a Paris para o Casamento de
Henrique de Navarra com Margarida de Valois, filha de Catarina de
Médice, pediram justiça.
30) Estudiosos do Período (Lapeyre) apontam para o fato que
Catarina, ante a iminência de que se descobrisse sua
cumplicidade, decidiu, com a conivência de chefes católicos
(Duques de Anjou, de Guise e de Tavannes) assassinar todos os
líderes protestantes.
31) Convenceu Carlos IX desta necessidade com o argumento de
que os protestantes preparavam um complot.
32) Por ordem do Rei, Coligny e os chefes protestantes foram
assassinados nas primeiras horas do dia 24 de agosto de 1572, no
que ficou conhecida como “Noite de São Bartolomeu”. Calcula-se
que o número de vítimas ascendeu a 2.000.
29
33) A “Noite de São Bartolomeu” provocou não somente a
indignação dos países protestantes e a aprovação no campo
oposto (principalmente por parte de Madrid e de Roma), como deu
início ao quarto conflito, que dura até assinatura do Edito de
Boulogne (Julho de 1573).
34) Henrique III sucede Carlos IX a 30 de março de 1574 e se
aproxima do grupo dos Católicos e se nega a fazer concessões
aos protestantes. O que abre mais um período de hostilidades ao
sul e a oeste do reino.
35) Junto aos chefes protestantes estavam agora o rei Henrique de
Navarra e um exército do Palatinado. Frente a superioridade do
Adversário, Henrique III viu-se obrigado a assinar o Edito de
Beaulieu (6 de maio de 1576), no qual: Desaprovava a matança de
1572, a reconhecer o culto reformado em toda a França menos
Paris e a conceder aos protestantes oito cidades autônomas.
36) O triunfo dos Protestantes impeliu vários chefes católicos a
formarem a “Liga Católica” em 1576, que objetivava, a proteção do
catolicismo, a deposição de Henrique III e sua substituição por
Henrique de Guise. O Rei mandou assassinar Henrique de Guise,
e assumiu a liderança da “Liga” para salvar seu trono.
30
37) Tempos depois os Guise reassumem a liderança da “Liga” e
obrigam o Rei, já bastante enfraquecido, a aproximar-se dos
protestantes. Com a Morte do Duque de Anjou, sucessor natural de
Henrique III, gera-se um problema sucessório porque o sucessor
legítimo era agora Henrique de Navarra, o líder dos Huguenotes.
38) Até a ascensão de Henrique de Navarra (líder dos Huguenotes
desde 1569) ao trono como Henrique IV em 1589, a França
afundou-se na insignificância como potência mundial.
39) Com a Morte de Henrique III coube a Henrique de Navarra o
Trono. Foi violentamente combatido pela Liga Católica, pelo
papado e por Felipe II até converter-se ao Catolicismo em 1593.
Até então, a Liga proclamou em 1589 um rei nominal, com nome
de Carlos X¸ um exército espanhol vindo dos Países Baixos
avançou em território francês e o Papa Gregório XIV despojou
Henrique IV de seus direitos e excomungou-o, sendo que as bulas
pontifícias não foram reconhecidas nos parlamentos.
40) Em 1598 ele encerra a longa Guerra Civil por meio de um
equilíbrio entre católicos e protestantes conquistado através do
Edito de Nantes, que garantiu a necessária unidade interna ao
31
reino. Depois de OITO GUERRAS, conquistava-se a pacificação
interna do Reino
41) No Edito de Nantes garantiu-se
a) liberdade religiosa em 20 localidades,
b) possibilidade de nelas manter guarnições
c) acesso para reformados a funções do Estado
d) Justiça mista para decisões sobre disputas específicas
SÍNTESE
As Guerras de Religião vincularam duas dimensões inseparáveis do
processo político de então: a questão religiosa e a Razão de Estado
em seu processo de fortalecimento
Religião
1) É a Religião que explica boa parte das Alianças,
2) O grau de violência é, mais do que simplesmente fruto da
divisão religiosa, fruto da disputa pela ampliação do espaço
dos protestantes contra as tentativas dos católicos de eliminá-
lo como credo.
Razão de Estado
1)A Razão de Estado é o que está por trás das alianças internas
e externas
a) Henrique II – Apóia príncipes protestantes contra Carlos V
32
b) Carlos V pega em armas na luta pela centralização do
poder no Império.
c) As Intervenções de Felipe II são sempre motivadas pela
disputa de hegemonia na Europa Central
Não se pode descartar que parte da Luta tenha sido motivada por
uma reação feudal à centralização do Poder Real.
A Revolta dos Países Baixos (1566-1648)
42) A chamada „Guerra de Libertação dos Países Baixos“ (1566-
1648) está intimamente ligada a resistência de nobres holandeses
protestantes tanto ao domínio espanhol dos Países Baixos (Felipe
II, rei da Espanha desde 1556, herda neste mesmo ano os países
Baixos) quanto à resistência às incursões da contra-reforma nesta
região.
43) Guerra dos Trinta Anos – (Fenstersturz zu Prag – 1619 até a
Paz da Westfália ou Paz de Osnabrück e Münster)
44) A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) desenhou-se, por
exemplo, das tensões inter-confessionais e políticas no interior do
Sacro-império e arrastou boa parte dos Estados Europeus a um
conjunto de conflitos que arrasaria a Europa central.
33
45) Derrubada de Igrejas protestantes cuja construção em terreno
eclesiástico fora anteriormente consentida. Reis da Boêmia: Rudolf
II (1576-1612), Matthias (1612-1619) e Ferdinand II (1619-1637).
Quando Ferdinand II, discípulo dos Jesuítas e partidário da Contra-
Reforma, assumiria, os Bohemios não o reconheceram e
ofereceram o trono ao Eleitor do Palatinado Frederico V, Chefe da
Liga Evangélica.
46) Isto implicava na alteração do Equilíbrio de Forças instaurado
pela Paz de Augsburg, principalmente pelo fato de dar maioria
protestante no colégio dos principes eleitores, enfranquecendo a
causa católica na Europa e enfraquecia o poderio dos Habsburgs.
47) Contra ele juntaram-se a „Liga Católica“ do Sacro Império (à
frente: Maximilian von Bayern) e o Eleitor da Saxônia.
48) No desenrolar do conflito estariam envolvidos a Espanha, a
França, a Suécia, Dinamarca, os Países Baixos
A Contra-reforma
Reação da Igreja Católica à Reforma protestante e às pressões internas por
renovação das práticas e da atuação política do clero, durante os séculos XVI
34
e XVII. Embora o movimento pelas reformas na Igreja Católica tenha
começado quase ao mesmo tempo que o protestantismo, somente na metade
do século XVI é atendido pelo Alto Clero. Em 1545, o Papa Paulo III
convoca o Concílio de Trento e torna-se o primeiro Papa da Contra-Reforma.
Concílio de Trento Tridentinum [lat.]
(Konzil von Trient, Trienter Konzil, Tridentin. Konzil),
O 20° bzw. 19° Concílio Geral (1545-63), que foi realizado em três períodos de
encontros (1545-47; 1551/52; 1562/63) em Trento, e um período intermediário
(1547/48) no encontro de Bolonha.
O Concílio de Trento constituiu-se em uma reação aos desafios lançados pela
reformação com o objetivo de assegurar a unidade de fé e a disciplina eclesiástica,
definindo os Dogmas da Igreja de forma mais precisa, estabelecendo o que seriam
os desvios eclesiásticos, bem como reforçando a posição central do Papa na
hiserarquia eclesiástica.
Confirma a presença de Cristo na eucaristia e combate a doutrina protestante a
respeito dos sacramentos.
Regula as obrigações do clero, proibindo bispos de se ausentarem das dioceses, a
contratação de parentes para os escritórios da Igreja e os excessos de luxo na vida
dos religiosos.
São criados seminários para formação sacerdotal.
É instituído o índice de livros proibidos (Index Librorum Prohibitorum), com as
obras que os católicos não poderiam ler, sob pena de excomunhão (expulsão da
Igreja).
35
O órgão encarregado da repressão às heresias e aplicação das medidas da Contra-
Reforma é a Inquisição.
Para efetivar as mudanças, a Igreja cria ou reorganiza ordens religiosas, como a
dos teatinos, capuchinhos, ursulinas, oratorianos e jesuítas.
A ordem religiosa mais importante da Contra-Reforma é a Companhia de Jesus,
que se destaca no processo de renovação da Igreja. Criada em 1534 por Inácio de
Loyola, tem organização militar e disciplina rígida. Combate os hereges com
violência e atua na evangelização da Ásia e das Américas.
O Concílio de Trento marcou a Igreja Católica de forma tão decisiva que o período até o
Concílio Vaticano II (1962-1965) foi conhecido como período pós tridentino.
Teológicamente o Concílio de Trento contribuiu decisivamente para a renovação da
igreja católica, consolidando, por seu turno, a divisão confessional entre Cristãos
Católicos e Evangélicos.
36
História Moderna II -
Aula III
O Estado Moderno I:
Sobre a Natureza do Estado Absolutista no Ocidente
Anderson, Perry - Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1985. Introdução Pg.15-41
Perry Anderson nasceu em 1938, em Londres, e freqüentou a Universidade de Oxford, na segunda
metade dos anos 50. Depois de três semanas de matrícula, explodiria a invasão soviética na Hungria e,
ao mesmo tempo, a ofensiva anglo-franco-israelense contra o Egito, após a nacionalização do Canal de
Suez – promovida por Nasser. Na mesma quadra histórica, dar-se-ia a Conferência Ásia-África em
Bandung – descortinando o movimento ‘terceiro-mundista’ de países “não-alinhados” – e Khrushchev
pronunciaria, no ano seguinte, seu ‘discurso secreto’, anti-Stálin. A partir desta nova millieux histórico-
política formaram-se as primeiras gerações do que passou a ser conhecido como a Nova Esquerda
inglesa; “e da imediata reação política houve a necessidade de tomar as ruas, de se posicionar contra o
que o governo estava fazendo no Egito, mas também contra o que os russos estavam fazendo na
Hungria” – disse Anderson em entrevista a Harry Kreisler (“Conversations with History”, University of
Berkeley, 2001).
Logo após interromper a licenciatura de História em Oxford – com seus vinte e poucos anos –,
Anderson passou a colaborar e, subseqüentemente, em 1962, tornou-se editor da recém-lançada New
Left Review (NLR). A revista socialista representou um novo contexto ideológico na Grã-Bretanha,
contrário ao revisionismo trabalhista e às vulgatas stalinistas. Tornou-se a mediação necessária entre a
“provinciana” cultura teórica e política anglo-saxã e as sólidas tradições marxistas da Europa
Continental (em especial da França, Itália e Alemanha), por um lado e, por outro, entre os movimentos
sociais e a teoria marxista, em escala internacional. Anderson & Cia. foram responsáveis pelas
primeiras traduções de livros e ensaios de autores tais como Althusser, Lukács, Adorno, Habermas,
Gramsci etc. ao idioma inglês.
Problema: como definir a natureza e o caráter das Monarquias Absolutas na
Europa Ocidental.
37
I) Absolutismo como fenômeno sócio-histórico:
Antes de mais nada: Absolutismo = Ruptura importante organização
jurídico-política da sociedade (15)
”As Monarquias centralizadas na França, Inglaterra e Espanha representam uma ruptura
decisiva com a soberania piramidal e parcelada das formações sociais medievais, com
seus sistemas de propriedade e de vassalagem.” (P. Anderson Linhagens, :15)
Trata-se de uma forma de organização política do processo que fez com que
do Estado estamental tal qual se conhecia na Idade Média, se constituísse a
estrutura estatal própria do Capitalimo, que se conhece como “Estado
Moderno”.
Estado Estamental
Em todas as unidades políticas européias verifica-se o fenômeno da
PARCELIZAÇÃO DA SOBERANIA: existem instâncias intermediárias de
poder político oriundas do costume e de direito adquirido; podem cobrar
aduana e dispõe de justiça, possibilidade de ter exército.
1) Soberania Parcelizada como característica das unidades políticas da Idade
Média.
P. Anderson nos propõe uma imagem
“A propriedade agrária era controlada em regime privado por uma classe de senhores feudais que
extraía dos camponeses um excedente através de relações político-jurídicas de coerção. (...) O
Camponês estava sujeito à jurisdição do seu suserano. (...) O senhor feudal era muitas vezes vassalo de
um senhor feudal superior, e a cadeia dessas formas de possessão dependentes, ligadas a serviço
militar, estendia-se até a cúpula do sistema, em muitos casos um monarca, a quem, em última instância,
toda a terra podia pertencer como domínio eminente. (...) Tal sistema tinha como consequência o fato
de a soberania política nunca estar concentrada num único ponto. As funções do Estado desagregavam-
se em concessões verticais sucessivas que, por outro lado, integrava aos seus diversos níveis, as
38
relações políticas e econômicas. Esta parcelização da soberania era um elemento constitutivo de todo o
modo de produção feudal.” (P-Anderson, Passagens da Antigüidade ao Feudalismo. Porto:
Afrontamento, 1982. Pp. 163-164)
MONARQUIA FEUDAL
“(...) Uma ambigüidade ou oscilação era inerente no cimo de toda a hierarquia de dependências feudais.
A “cúpula” da cadeia era em certos aspectos importantes o seu elo mais fraco. (...) O monarca era um
suserano feudal de seus vassalos, aos quais estava ligado por laços recíprocos de fidelidade, não um
soberano supremo colocado acima dos seus súditos. Os seus recursos econômicos provinham quase
exclusivamente dos seus domínios pessoais enquanto senhor, ao passo que aos seus vassalos pedia
contribuições de natureza essencialmente militar. Não tinha acesso político direto ao conjunto da
população, pois a jurisdição sobre ela era exercida por intermédio de inúmeras sub-instâncias feudais.
Com efeito, só mandava nos seus próprios domínios, fora deles era em grande medida apenas uma
efígie cerimonial.” (Anderson, 168)
“A monarquia feudal nunca foi totalmente redutível a uma suzerania do rei: em certa medida, existiu
sempre dentro de um âmbito ideológico e jurídico situado para além das relações de vassalagem, cuja
cúpula podia, aliás, ser um potentado, ducado ou condado, e possuía direitos a que estes não podiam
aspirar.” (169)
consensual: o Absolutismo é um momento-chave no processo de constituição
do Estado Moderno.
II) A Natureza do absolutismo: Marx e Engels
Das discussões sobre o Estado Absolutista a questão de sua Natureza foi
inicialmente pautada por Marx, por Engels.
Porque? Estado superestrutura que se assenta sobre a base
econômica de uma sociedade.
Exemplos desta adequação entre a base e a superestrutura:
Sociedade Feudal – Estado Feudal
Sociedade Capitalista – Estado Capitalista
No Periodo de Transição do Feudalismo para o Capitalismo- ?????
Das primeiras formulações sobre a Natureza do Estado Absolutista, Engels
propõe que o Estado Absolutista é a expressão jurídico-política desta fase de
transição: uma situação excepcional.
39
”Como o Estado nasceu da necessidade de conter o antagonismo das classes, e como, ao
mesmo tempo, nasceu em meio ao conflito delas, é, por regra geral, o Estado da classe
mais poderosa, da classe economicamente dominante, classe que, por intermédio dele, se
converte também em classe politicamente dominante e adquire novos meios para a
exploração da classe oprimida. (...) Entretanto, por exceção há períodos em que as lutas
de classes se equilibram de tal modo que o Poder do Estado, como mediador aparente,
adquire certa independência momentânea em face das classes. Nesta situação, achava-se
a monarquia absoluta dos séculos XVII e XVIII, que controlava a balança entre a
nobreza e a burguesia”. (Engels, F. Ursprung der Familie ... In Marx, K. und Engels, F.
Werke. Vol.21. Berlin: Dietz, 1962, S: 166-167. Tb. Origem da Família... Vitória,
1964, :137).”
Ou seja: Independência Relativa do Monarca
40
A) Marx
(A Burguesia foi ”durante o período manufatureiro, contrapeso da nobreza na
Monarquia Feudal ou Absoluta.” Manifesto Werke, Vol. 4 pag 464; e Editorial
Estampa, 38.) (ANDERSON, 16)
”Sob a monarquia Absoluta a burocracia era apenas o meio de preparar o domínio de
classe da Burguesia” (18 de Brumário) (ANDERSON, 16)
”O poder do estado centralizado com seus órgãos onipresentes (...) tem a sua origem
nos tempos da monarquia absoluta, quando serviu a sociedade da classe média
nascente como arma poderosa nas suas lutas contra o feudalismo.” (Guerra civil na
França) (ANDERSON, 16)
B) Livro Didático
“A despeito de as teorias apresentarem o Absolutismo como um regime em que os
poderes do Rei não conheciam limites, na prática ele foi limitado pelas próprias
condições econômicas e sociais da época, pelos costumes e instituições; daí a
necessidade de o monarca ser levado a contemporizar, pois precisava atender às
exigências das classes sociais rivais, a fim de consolidar sua própria condição de
árbitro e o fortalecimento do Estado.” (Aquino, Jacques, Denize e Oscar - História das
Sociedades: Das Sociedades Modernas as Sociedades Atuais. Rio de Janeiro: Ao
Livro Técnico, 1997. 36
Quais são os elementos do absolutismo que permitiriam identificar
plausibilidade nas teses de Marx e de Engels:
1) a introdução de exércitos regulares
2) introdução de uma burocracia permanente
3) sistema tributário nacional
4) atenção ào comércio e às manufaturas
5) a codificação do direito
6) primórdios do mercado unificado
“Todas estas características parecem ser eminentemente
capitalistas”.
41
TESE de Perry Anderson (17 -
Perry Anderson argumenta que apesar destes traços não se verifica o
desaparecimento das relações feudais no campo:
'' enquanto o trabalho não foi separado de suas condições sociais de
existência para se transformar em ''força de trabalho'', as relações de
produção rurais permaneciam feudais" (17)
Para Perry Anderson o Estado Absolutista ''nunca foi o árbitro entre a
aristocracia e a burguesia, e menos ainda um instrumento da burguesia
nascente contra a aristocracia: ele era a nova carapaça política de uma
nobreza atemorizada''. (18)
''Essencialmente o absolutismo era apenas isto: um aparelho de
dominação feudal recolocado e reforçado.'' (18)
Perda de poder da Nobreza
O Aparecimento do Estado Absoluto na Europa Ocidental deriva de
uma dupla determinação:
1) Enfraquecimento da Aristocracia Feudal
2) fortalecimento da Burguesia
42
1) Enfraquecimento da Aristocracia Feudal
Enfraquecimento gradual das Relações de Servidão por meio da
a) transformação progressiva da renda em renda/dinheiro
b) Desligamento dos servos de obrigações
c) consequente perda de poder dos senhores, que têm limitadas
suas possibilidades de arcar com seus deveres de vassalagem
d) e dos suseranos que têm limitadas suas possibilidades de
exercício de poder local.
Traz consigo aumento exploração do trabalho camponês e as das
revoltas camponesas.
Além disso CONFLITOS INTERFEUDAIS radicalizam este processo
de ENFRAQUECIMENTO da aristocracia que não consegue nem
fazer frente a disputas externas nem a revoltas internas.
Elemento Catalisador nos casos foram:
- Guerra das duas Rosas / Inglaterra
- Guerra dos Cem Anos : França
Resultado – “deslocamento da coerção político-legal no sentido
ascendente, em direção a uma cúpula centralizada e militarizada”.
(19)
Guerra dos Cem Anos: Entre 1337 e 1453 – Guerra por Episódios - opõe o reino
de França ao reino da Inglaterra, essencialmente por motivos dinásticos e de
sucessão.
43
até 1380 – a favor dos Ingleses – Franceses perdem parte de seu território
- Pilhagens
- Divisões internas entre as casas feudais francesas.
- Impostos
Em 1435, pela paz de Arrás, Carlos VII termina com as lutas intestinas, reagrupa
forças e retoma progressivamente o território francês. Em 1543 somente a cidade de
Calais está ainda ocupada pelos ingleses.
##############
Guerra de Duas Rosas: disputa pelo trono inglês entre as casas dinásticas
Lancaster (rosa Vermelha) e York (rosa Branca) que dura de 1455 a 1485. Inicia-se
quando Ricardo de York reivindica trono então com o fraco rei Henrique VI. de
Lancaster.
Ricardo morre no decorrer das lutas mas em 1461 seu filho Eduardo é elevado
a condição de rei como Eduardo IV. No desenrolar posterior da luta Henrique VI é
reconduzido ao trono, que em 1471 volta para as mãos de Eduardo, que estabelece
um HERRSCHAFT estável até sua morte em 1483. Seu filho, Eduardo V, então menor,
assume seu irmão Ricardo III como regente que posteriormente declara o sobrinho
ilegítimo e o assassina.
Contra Ricardo III entra Henrique Tudor, de descendência da casa Lancaster.
Na batalha de Bosworth em 1485 Ricardo III morre e Henrique sagra-se vencedor.
Henrique é elevado a Rei como Henrique VII.
Sob o reinado de Henrique VII o poder real é reforçado principalmente pela
ação rigorosa contra a nobreza feudal e seus lastros de poder (principalmente os
exércitos particulares) e pela ampliação de um sistema jurídico centralizado.
O Fortalecimento dos setores mercantis
aparece exatamente no momento em que se pensa no
custeamento da nova estrutura político administrativa.
a) interessam à monarquia centralizada (impostos)
b) limitam a possibilidade de refeudalização.
44
Isto gera uma dualidade de linhas de força que são constitutivas do
processo de centralização administrativa e militar característico do
Absolutismo.
Por um lado a Aristocracia Feudal - Por outro a Burguesia
##################
Dualidade - verificada, por exemplo, com as diferenças no
aparato militar e no papel e na função da Guerra sob o absolutismo
do que fora no mundo Feudal e seria no mundo Capitalista .
Perry Anderson - Os exércitos sob o absolutismo ''não eram, normalmente
uma força nacional formada por recrutas, mas uma massa heterogênea na qual
os mercenários estrangeiros desempenhavam um papel central'' (29).
''Os exércitos francês, holandês espanhol, austríaco ou inglês incluíam
suábios albaneses, suíços, irlandeses, valáquios, turcos, húngaros ou
italianos''. (29)
A importância vital dos mercenários para o absolutismo, que o
marcaria até seu final, pode ser explicada pela impossibilidade e pela
recusa da aristocracia feudal de armar seus próprios camponeses
1) queda ainda maior nas rendas feudais
2) perigo latente de revoltas
Jean Bodin: '' É praticamente impossível treinar todos os súditos de
uma comunidade nas artes da guerra e ao mesmo tempo mantê-los
45
obedientes às leis e aos magistrados'' . (Os seis livros da República.
Apud Andersosn, 1985: 30)
Além disso uma tropa de mercenários, sem vínculos locais, facilitava
ao estado esmagar rebeliões sociais.
-Mercenários Alemães na Revolta de East Anglian em 1549 na
Inglaterra
- Italianos revolta rural no West Country Inglaterra DATA
- Guardas Suiços - revoltas de 1662 e 1702 na França
Apesar desta mudança a função dos conflitos feudais mantém-se no
absolutismo.
Guerra – mais racional e rápido modo de expansão econômica no
sistema. – CAPACIDADE LIMITADA DO MPF DE AMPLIAR GANHOS.
- A Nobreza – papel na sociedade – Guerra – função intrínseca a
sua posição econômica
- a terra definia os perímetros naturais do poder (não outros critérios
como língua etc...).
Sistema fiscal e a burocracia civil (34-37
“A burocracia absolutista tando registrou a ascensão do
capital mercantil como a impediu” (34)
46
“Não existia a concepção jurídica do cidadão sujeito ao
fisco pelo simples fato de pertencer à nação.” (34) A
aristocracia estava isenta de impostos.
Mercantilismo (35-36)
Diplomacia – 37-39
Dinastia X Nacionalismo
Caracterização do Estado Absolutista; Mais de um Modo de
Produção com a dominância de um deles
Estado Absolutista e Burguesia: Influências (39)
############
Conclusão
CITAR
''O paradoxo aparente do absolutismo na Europa ocidental ... (Pg. 39)
emergentes.
(...) Cumpriu certas funções parciais na acumulação primitiva (Pg. 40)
capitalismo industrial.
Caráter irredutivelmente (41) da Burguesia.
Exército, burocracia, (41) os seus destinos''.
47
Moderna II
Aula IV
(Torres, João Carlos Brum – Figuras do Estado Moderno: Representação Política no
Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 1989.)
- formado em Direito (1968) e Filosofia (1967 pela (UFRGS)
- Mestre em Filosofia pela Universidade de Paris VIII
- Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo.
- Até recentemente professor titular no Departamento de Filosofia da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
- Ex-diretor do Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul
(Badesul)
- Exerce, pela segunda vez, o cargo de secretário da Coordenação e
Planejamento do Estado do Rio Grande do Sul. (1995-1998 e 2002-)
- É autor de
- "Valor e forma do valor" (Símbolo, 1979)
- "Figuras do Estado Moderno" (Brasiliense, 1989),
- Transcendentalismo e Dialética (LP&M, 2005)
48
1) O Texto começa com um problema metodológico:
Qual a data de nascimento do "Estado Moderno" ?
Este tipo de pergunta sobre a periodização de um fenômeno junta
dois tipos de problema em um:
Ao lado do problema mais aparente, a periodização propriamente
dita, demanda ao mesmo tempo discutir um problema não tão
aparente: a definição do próprio conceito para o qual se quer
estabelecer um período.
A pergunta a ser respondida: De que se trata o fenômeno da
transição quando se tem em mente o Estado e a dimensão do
político.
Trada-se principalmente do processo que fez com que do Estado
estamental tal qual se conhecia na Idade Média, se constituísse este
que se conhece como „Estado Moderno“.
49
2) Crítica a Perry Anderson:
Não se preocupa em discutir o "grau de modernização do Estado"
mas sim em determinar seu caráter de classe.
Uma conseqüência para a definição do caráter do Absolutismo:
Afirmá-lo como Feudal significou para Anderson negar sua
modernidade
Deixar de ver em que o absolutismo rompe com o estado estamental
e com a forma de organização política própria do feudalismo.
O Estado Moderno, se depreende, viria somente com o advento do
capitalismo.
3) Periodização por Historiadores não Marxistas
Werner Näf: o mundo não se deixa reduzir a períodos
Estado Moderno Idade Média Tardia
Samuel Finer: Estado Moderno Início da Idade Média
Heller, Chabod e Elton: Estados Modernos Absolutismo
50
Do que se fala quando se fala do Estado Moderno?
Brum Torres nos propõe uma Definição que parte de um tripé:
- A Idéia de Soberania
- de Despatrimonialização
- de Despersonalização
################
1) A Idéia de Soberania
Contraponto à forma de legitimidade do poder no Estado Estamental
CITAÇÃO PÁG 47
„Que o rei seja efetivamente imperator in regno suo, não
reconhecendo nenhum poder terreno superior ao seu em todas as
questões políticas, esta a propriedade fundamental da soberania e
também o primeiro pré-requisito à concepção moderna do poder
estatal“. (47)
Soberania exercício pleno de poder político em um domínio
determinado
51
Formulador da idéia de soberania para o Estado Moderno é Jean
Bodin.
Bodin, Jean, *)Angers 1529 oder 1530, †)Laon 1596,
frz. Staatstheoretiker und Philosoph.
Wortführer der Gruppe der ›Politiker‹, die zur Überwindung der
anarch. Konsequenzen der Hugenottenkriege den modernen
Staat forderten;
Ordnete im Begriff der Souveränität ihrem Träger die absolute
Staatsgewalt zu und lieferte damit dem Absolutismus das
theoretische Fundament.
Bodin confronta a noção de cidadão de Aristóteles para construir sua
noção de soberania.
DISTINÇÃO ENTRE A FAMÍLIA E A COMUNIDADE POLÍTICA em
Aristóteles e em Bodin
ARISTÓTELES - diferença de qualidade entre a família e a Polis
BODIN - diferenças de escala mas paralelismos estruturais entre
família e República
DIFERENTES CONCEPÇÕES DE CIDADANIA
Se para Aristóteles a existência da comunidade depende de um corpo
de cidadãos, definidos pela participação nos negócios comuns, para
Bodin, ao contrário, a existência da comunidade „(...) depende da
52
instituição de um poder vertical (...) que „crie impositivamente uma
ordem pública universal e compulsóriamente reconhecida“.
„Estas construções doutrinárias não fazem mais do que espelhar
conceitualmente as transformações que se estavam a processar ao
nível político propriamente dito. Neste plano reconstruía-se assim um
domínio público graças à afirmação sempre crescente do poder real,
o desenvolvimento de um aparelho burocrático diferenciado, o
estabelecimento de finanças efetivamente públicas (...)“ (:53)
2) A Idéia de Despatrimonialização do Poder
Weber : „... a separação do corpo administrativo, ou seja, dos
funcionários e trabalhadores administrativos, dos meior materiais de
administração...“ (:53 Nota 38)
Plano Jurídico – separação entre direito privado (hoje: civil, trabalho,
comercial) e direito público (hoje: constitucional, tributário, penal, administrativo,
internacional público) ;
Plano Administrativo – constituição de uma burocracia racional – que
administra conforme a um direito instituído e a regulamentos concebidos
racionalmente.
Plano Militar – pela formação de um exército permanente, estavelmente
hierarquizado e sustentado por fundos públicos.
53
Plano Financeiro – demarcação clara entre recursos e bens estatais e rendas
e patrimônio privados dos governantes e funcionários
Isto representou „uma evolução ziguezagueante e desigual, não só
especificada pelos caracteres próprios e intransferíveis [de cada
caso] (...), mas variada também no curso de cada uma destas
experiências, de acordo com os múltiplos subperíodos em que
naturalmente se divide.“ (:54)
- O Caso da Justiça – Pp. 58-62.
- As Finanças Públicas – 62-67.
3) A questão da Despersonalização do Poder
Processo no qual dispositivos institucionais separam clara e
efetivamente o poder público de seu titular, ou seja a definição de
ações, bens e um aparato reconhecidos como públicos.
„É certo que a formção do Estado Moderno é um processo de longa
duração, em que os traços modernizadores se vão delineando não
apenas aos poucos, mas em forma e ritmo desigual.“ (:68)
„... A evolução das instituições políticas no período de formação do
Estado Moderno não progrediu linearmente na direção da
54
desvinculação mais clara e precisa do poder político da figura do
governante e da administração pública daquela de seus titulares. (....)
à medida que o poder real se consolida, isto é, uma vez assegurada a
independência completa das injunções papais, quebrada e absorvida
a alta nobreza, construído um aparelho administrativo centralizado e
relativamente eficaz, ele tende a ser repersonalizado“ (:72)
55
História Moderna II
Aula V
O Mercantilismo
DEYON, Pierre – O Mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1974. (10-45)
CAPÍTULO I – POLÍTICAS E PRÁTICAS DO MERCANTILISMO
Introdução: À Procura de um Mito
1) Caráter (10) e definição (11)
2) objetivo do livro (12 e18)
"Estudaremos as doutrinas e as políticas dos Estados europeus do
Renascimento até o começo da Revolução Industrial"
"Restar-nos-ão dois problemas a resolver, o das relações do sistema com os
fatos, a conjuntura econômica, as realidades sociais, e o de sua influência
sobre o advento do capitalismo" (12)
"Nossa intenção não é estudar em detalhes a política econômica de cada
sobera o europeu; vamos tentar sobretudo destacar os carecteres comuns"
56
I - Os Antecedentes Medievais
3) Antecipações do mercantilismo nas Cidades Medievais (14-17)
Protecionismo (14-15)
Medidas para evitar saída de numerário (15-16)
Práticas iniciadas no século XV
4) Intervencionismo: interesses de mercadores e necessidade do soberano
(16)
II - Na Fascinação dos tesouros americanos. O Esboço de um primeiro
mercantilismo no Século XVI
5) Preocupações sobre o intervencionismo econômico no Sec. XVI (17-18)
- Balança Comercial
- Desenvolvimento das Manufaturas
- Movimentos internacionais das espécies
6) Movimentos monetários – interdição de saída de numerário (18)
- Interdição mais formal do que prática
- Necessidade de administradores, agentes, fiscais.
"Era mais fácil suscitar novas produções e conceder-lhes privilégios
contra os concorrentes estrangeiros." (19)
Na França se deu de forma mais sistemática
7) Administração – nem tão moderna assim (20)
8) Práticas circunstanciais que criam tradição (21)
57
III O Mercantilismo do Século XVII: O Exemplo Francês
9) França e Inglaterra em Disputa: A sucessão espanhola e a hegemonia
Européia (22)
10) Necessidades do Estado – impulso ao mercantilismo (22-23)
11) Colbert (23-29)
12) Inglaterra (29-34)
13) Suécia (34-35)
V. Outros Estados Europeus
14) Holanda (36-39)
15) Espanha (39)
Guerra da Sucessão Espanhola e o início da Dinastia Bourbon
Linha Espanhola dos Habsburgos
Carlos I (Imperador Carlos V) – (1500-1558) Reg. 1519-1556
Felipe II (1527-1598) Reg. 1556-1598
Felipe III (1578-1621) Reg. 1598-1621
Felipe IV (1605-1665) Reg. 1621-1665
Carlos II (1661-1700) Reg. 1665 (1675)-1700
Linha Espanhola dos Bourbon
Felipe V (Felip, Duque de Anjou, Neto de Luis XIV) (1683-1746) Reg. 1701 (1713)-1724
Fernando VI (1713-1759) Reg. 1724-1759
Carlos III (1716-1788) Reg. 1759-1788
Carlos IV (1748-1819) Reg. 1788-1808
Fernando VII (1784-1833) Reg. (1808-1813 aprisionado) 1814-1833
58
A Guerra de Sucessão Espanhola
a) A Situação da Espanha até Carlos II - (1661).
1) Até 1700 a Espanha ainda era o maior império do mundo cristão. (Sul dos
Países Baixos, a Sardenha, a Sicília, o Reino de Nápoles, o Ducado de
Milão e as Colônias Americanas)
- Mas Derrotas sucessivas fragilizaram o reino militar e financeiramente, como no caso
das Derrotas da Armada Espanhola para os Ingleses (1588) e para os Holandeses (1639),
além de várias derrotas de sus exércitos em conflitos com a França ao longo do séc.
XVII.
2) Por uma política econômica centrada no afluxo do ouro e da prata
americanas, que não valoriza Comércio e menos ainda a indústria. Boa
parte do comércio espanhol passou a ser feito por barcos estrangeiros. Em
1700 a navegação era 75% menor do que em 1600.
3) Artigos manufaturados eram importados da Inglaterra e da Holanda e em
menor grau da França , pagos parcialmente com exportações de vinho,
óleo, ferro e lã. O Saldo era pago com o ouro da América. Transferência
de recursos sem gerar acúmulo ou desenvolvimento manufatureiro e
comercial na Espanha.
4) No final do século XVII o Estado Espanhol estava a beira da falência. Não
conseguia pagar os juros de suas dívidas apesar do afluxo de metais
americanos.
5) Carlos II era doente e não tinha herdeiros. Dois dos candidatos ao trono
eram Arquiduque Carlos, neto de Leopoldo I, imperador do Sacro Império,
e de Margarida Theresia, filha de Felipe IV e irmã de Carlos II de
59
Espanha, e Felipe de Anjou, neto de Luís XIV e de Maria Theresia, filha
de Felipe IV e irmã de Carlos II de Espanha.
6) Com isto se reestabelece a Luta pela Hegemonia da Europa entre a França
e o Império. Além disso estava em jogo o altamente lucrativo comércio
com as colônias, cuja capacidade de compra de produtos manufaturados
crescia continuamente, disputado pela França, por um lado, e pela
Inglaterra e Holanda, por outro.
7) Em virtude do testamento de Carlos II, Felipe de Anjou é elevado ao trono
Espanhol em 1701, contra o que se levanta a Grande Aliança: Inglaterra,
Províncias Unidas e o Império. Mais tarde se juntam a ela a Dinamarca, a
Prússia, Hanover, o episcopado de Münster, o Palatinado e vários outros
pequenos estados do Império, Sabóia e Portugal. Em defesa de Felipe V se
levantaram França, Espanha contando seus estados italianos, suas
possessões nos Países Baixos, a Baviera, Colônia. Quase toda a Europa
ocidental se viu envolvida no Conflito.
8) Com a Morte do Imperador do Sacro Império José I (1678-1711), filho de
Leopoldo I (1640-1705), o fato de o sucessor ao trono no Império ser o
Arquiduque Carlos, indicado pela aliança como Carlos III de Espanha,
muda a posiçäo da Inglaterra e da Holanda, que viram-se defrontadas com
o perigo da volta da hegemonia dos Habsburgos na Europa.
9) Com isto Holanda e Inglaterra reconhecem Felipe V, mas fazem várias
exigências à bastante fragilizada França em troca. Com isso é assinado o
Tratado de Paz de Utrecht (11.4.1713), na qual a Inglaterra conserva
Gibraltar (tomada durante a Guerra), conquista possessões francesas na
60
América (Terra Nova a região da Baía de Hudson), transferência do direito
de Assiento (direito de vender escravos nas colônias americanas) da França
para a Inglaterra por trinta anos. Os Habsburgos conquistavam os
territórios espanhóis em outras partes da Europa (Milão, Nápoles,
Sardenha, e os Países Baixos espanhóis. Sacramento, uma colônia a leste
do rio da Prata, foi cedida a Portugal.
10) A Guerra de Sucessão espanhola significou o início da decadência da
França como potência européia e como país colonial; para a Inglaterra
significou o seu estabelecimento como potência colonial, comercial e
financeira e para a Espanha a anulação de suas predisposiões a potência
colonial e o início da mudança política e administrativa internas.
11) De fato, com os Bourbon, a Espanha passa por várias reformas no
sentido do estabelecimento de um Estado Moderno.
Tratado dos Pirineus - finalizou a luta pela hegemonia na Europa entre os
Habsburgos (Império e Espanha) e a França. (7.11.1659)
Guerra dos trinta anos (1618-1648)
Guerra dos Trinta Anos – (Fenstersturz zu Prag – 1619 até a Paz da Westfália ou
Paz de Osnabrück e Münster)
A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) desenhou-se, por exemplo, das tensões
inter-confessionais e políticas no interior do Sacro-império e arrastou boa parte dos
Estados Europeus a um conjunto de conflitos que arrasaria a Europa central.
Derrubada de Igrejas protestantes cuja construção em terreno eclesiástico fora
anteriormente consentida. Reis da Boêmia: Rudolf II (1576-1612), Matthias (1612-1619)
61
e Ferdinand II (1619-1637). Quando Ferdinand II, discípulo dos Jesuítas e partidário da
Contra-Reforma, assumiria, os Bohemios não o reconheceram e ofereceram o trono ao
Eleitor do Palatinado Frederico V, Chefe da Liga Evangélica.
Isto implicava na alteração do Equilíbrio de Forças instaurado pela Paz de
Augsburg, principalmente pelo fato de dar maioria protestante no colégio dos principes
eleitores, enfranquecendo a causa católica na Europa e enfraquecia o poderio dos
Habsburgs.
Contra ele juntaram-se a „Liga Católica“ do Sacro Império (à frente: Maximilian
von Bayern) e o Eleitor da Saxônia.
No desenrolar do conflito estariam envolvidos a Espanha, a França, a Suecia,
Dinamarca, os Países Baixos,
16) Países Baixos Meridionais (40-41)
VI. A Atualidade do Mercantilismo para os
déspotas esclarecidos do Século XVIII
17) Déspotas Esclarecidos – Russia e Prússia (42-43)
18) Elementos centrais no Mercantilismo (43-44)
"No Coração do Sistema há uma vontade de unificação e de poderio: Unificação
territorial e administrativa que os soberanos dos séculos XVII e XVIII somente
puderam esboçar e que foi completada pela Revolução Burguesa e pelo
liberalismo..." (...) O Mercantilismo é, antes de tudo, um serviço da política, uma
administração do tesouro real, um instrumento de grandeza política e militar. O
dirigismo econômico do Estado Clássico corresponde a motivações financeira, é
um sistema de produção, de riqueza e não de distribuição." (43)
62
História Moderna II
Aula VI
A Revolução Industrial-I
RIOUX, Jean-Pierre – A Revolução Industrial. Lisboa: Dom Quixote, 1977. Cap. I: 25-70.
1) Tema do texto: „Em que condições economias antigas são projetadas para
o ciclo do crescimento industrial.“ (25)
I – As Economias Pré-Industriais
1) Características das economias pré-industriais: preponderância da
agrícultura. (26)
2) A Leste e a Oeste do Elba. (26-27)
Leste – A servidão como regra
O grande domínio como regra
Oeste – O grande domínio não é mais a regra
A servidão praticamente desapareceu.
„A Terra continua a ser a marca da fortuna e do poder“
3) Produção Industrial: Mediocridade e Estagnação (28)
- Industria caseira -Fabricação dos objetos de primeira necessidade pelos
camponeses
- Domestic System
- Factory System
63
Porque a agricultura está estagnada e a atividade industrial é fraca e
dispersa?
Pela
4) fragilidade da circulação (29)
„Estas economias estão entorpecidas: os homens, as mercadorias e os capitais
circulam pouco. Nenhum mercado coerente se desenvolve a partir delas“
- Transporte terrestre (estradas ruins)
- Alfândegas e regulamentações
- Transporte marítimo (caro)
Exceção:
5) Comércio transatlântico e Afluxo de Metais (30)
Limites do receituário mercantilista e pensamento liberal (30-31)
Qual o papel de um conjunto de mudanças estruturais que tem lugar Europa
no alavancar da produção Industrial?
II – A Revolução Demográfica
6) Crescimento Demográfico regionalmente desigual entre meados do
Século XVIII e meados do Século XIX. (31)
7) Falta de concordância entre regiões onde se verifica o aumento
populacional e regiões que se industrializam primeiro. (32)
64
8) O que provoca a „Revolução Demográfica“? Queda nas taxas de
mortalidade – Causas da regressão do número de mortes (32-34)
Eduard Jenner (1749-1823) – Médico Inglês. Em 1796 a primeira vacina
contra a Varíola.
Explicações para a regressão do número de mortes: (34)
Qual o papel específico da chamada Revolução Demográfica para o Take off?
9) Hipótese 1 – Crescimento Demográfico gera mais produtores e
consumidores (34-35)
10) Contra-argumentos:
Inglaterra c/ cresci/ demográfico inferior outras regiões realizou o take off.
Posição de Bairoch – Crescimento demográfico demasiadamente rápido
atrapalha (35)
“Hoje em dia, (...) o assunto considera-se resolvido. O
Crescimento demográfico foi uma condição talvez necessária da
revolução industrial mas certamente não suficiente” (35)
11) Posição de Malthus de que o crescimento demográfico é nocivo (35)
Contudo - Motivos para o Take Off ligados à Demografia
12) Proporção maior de Jovens – Força de trabalho a disposição (36)
13) Emigração = Criação de um mercado mundial
14) Mobilidade de mão-de-obra // Falta de mão-de-obra gera progresso
técnico
15) Conclusão sobre a Revolução Demográfica: só estímulo importante.
(36)
65
III- A Revolução Agrícola
16) Definição: Melhorias técnicas, de produtividade e de produção (37)
17) Relação entre Revolução Industrial e Revolução Agrícola (37)
18) Inglaterra: (37-39)
Fenômeno mais precoce e mais completo
Inovações técnicas (38)
19) O Capitalismo no Campo – Aumento de produtividade (39)
20) Revolução Agrícola e Revolução Industrial na França e na Inglaterra
(40)
Em 1834 foi criado o Zollverein – aliança aduaneira dos Estados alemães –, que representou o primeiro passo
para edificar a unidade política nacional alemã
21) A Tese de Marx (Expropriação do Camponês e constituição do Exército
Industrial de Reserva), reafirmada por Paul Mantoux e os seus limites:
Mesmo existindo antes, o êxodo Rural é menos significativo do que se
imaginava e é principalmente após o Take Off que ele se acelera (41)
22) A Tese de Bairoch e Rostow
- “O Progresso agrícola é portanto uma condição sine qua non do
arranque industrial”. (43)
- Relação entre Revolução Agrícola – Revolução Demográfica e
Poupança
- „Revolução Agrícola: necessária e suficiente para gerar a Revolução
Industrial“ (42-44)
66
23) Crítica de Crouzet e de Chambers às análises de Rostow e Bairoch.
Motor da Siderurgia = Marinha e não agricultura (44)
Motor da Produção Têxtil = Mercado Externo e não mercado interno (44)
24) Cidades Francesas pólos de apoio para a Agricultura – Rostow pelo
avesso (46)
25) Conclusões:
- Agricultura sem Revolução = trava para a revolução Industrial
- Revolução Agrícola = nada mais do que condição necessária (46-48)
IV- Capitais, preços, mercados
1) Acumulação Primitiva: parece estar assentado que ela é condição
necessária para a decolagem.
2) Fontes Possíveis de Acumulação de Capital
- Comércio Colonial
3) Crítica lógica e empírica da Acumulação Primitiva
- Marx (49)
- Desencontro entre regiões de acumulação pelo comércio e as que
conheceram o Take Off (50)
4) Burguesia Comercial, Bancos e Revolução Industrial: Não é a grande
Burguesia ou os bancos que inicialmente foram responsáveis pelo Take
Off (51-52)
67
5) A Necessidade inicial de investimentos é pequena: “Os Capitais
Acumulados não desempenham um grande papel porque quase se não
tem necessidade deles.” (52)
6) Grandes Investimentos só num segundo momento: “Tudo se passa pois
como se o capital acumulado ficasse na Expectativa” (53)
Marx: “O Capitalista não é capitalista por ser diretor industrial; Torna-se
ao Contrário diretor industrial por ser capitalista.” (54)
7) Alta dos Preços como razão par ao Take Off
Falta de concordância entre áreas de altas de preços e áreas onde se
verifica o Take Off.
“A Decolagem (...) é quase indiferente à alta ou a baixa secular dos
preços” (55)
8) Mercados: Papel do Mercado
68
V - Mentalidades e Políticas
“A História é astuta. As condições econômicas nem sempre bastam. É
preciso também que os homens modifiquem os seus hábitos mentais e
encontrem possibilidades políticas para que o espírito empreendedor e a
conquista dos mercados sejam possíveis.” (59)
a) exigüidade de capitais necessários CONDIÇÕES
b) apelo de um mercado potencial INSUFICIENTES
Necessária uma mudança de Mentalidade em relação ao dinheiro, ao seu
manejo e ao seu valor social
PONTOS DE PARTIDA
a) Revolução industrial . em países nos quais o índice de analfabetos
diminuiu
b) Atitude nova em face do dinheiro Max Weber
O Protestantismo e o espírito capitalista.
“É evidente que as igrejas reformadas, com o seu sentido do indivíduo, do
esforço solitário para a perfeição, do valor do trabalho e do êxito abençoado
por Deus, desenvolvem nos fiéis o gosto da iniciativa e da novidade
econômica e social. Seitas dissidentes darão origem a certo número de
grandes dinastias industriais burguesas e de inventores.” (60)
69
c) mensurabilidade das coisas pelo dinheiro – “Tudo é mensurável, tudo é
permutável, tudo é mercadoria. Time is money." (61)
d) No Pensamento Econômico
– Valorização da circulação e não do entesouramento.
- Desvalorização do Estado como agente econômico.
e) Novos valores e nova moral – Egoísmo, individualismo, apologias do
lucro e da desigualdade.
f) Novos fatores Políticos
- Nacionalismo - Mercado exige definição de um mercado interno e
externo (ex: Zollverein, 1934)
- Afirmação da burguesia como força política
- Afirmação do Indivíduo como valor desta nova sociedade (64-65)
VI – Dois exemplos: Inglaterra e França
Exigências do mercado e os de produção.
“Em resumo, na segunda metade do século XVIII, a França pode satisfazer a
procura de produtos industriais pela utilização de sua abundante mão-de-obra
e das suas fontes tradicionais de energia. Na Inglaterra, para satisfazer o
apelo dos mercados sem aumentar demasiado os preços, para ultrapassar a
escassez de energia e de mão-de-obra, os antigos fatores de produção já não
são suficientes”. (69-70)
70
História Moderna II
Aula VII
A Revolução Industrial-II
HOBSBAWM, ERIC J. – Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 1986. Cap. III e IV: 53-89.
Capítulo III – A Revolução Industrial, 1780-1840
1) Industria do algodão – pioneirismo e eixo dinâmico da 1ª Revolução
Industrial; modelo para pensar o fenômeno.
2) Elementos de seu desenvolvimento (54-55)
a) protecionismo
b) produção para as colônias
c) relação com a exploração do trabalho escravo
d) exportação como base (o monopólio e não a competição
garante o desenvolvimento)
3) Início – combinação do novo e do tradicional (60)
- emprego de tecnologia simples, mão de obra pouco qualificada e
mudanças simples na organização do trabalho. – Requisitos para o salto são
mínimos (56-57)
4) Conseqüências deste processo:
a) estrutura descentralizada e desintegrada da produção
b) aparecimento de um forte movimento sindical
5) O novo na Revolução Industrial. Elementos do novo sistema. (62)
a) Divisão da Popupação Ativa em empregadores capitalistas e
trabalhadores
b) Produção na fábrica
c) Dominação de toda a economia pela busca do lucro
71
6) relação das pessoas com o novo sistema. Três tipos: (62-63)
a) os que não viam nada de errado com o novo sistema e não
distinguiam aspectos sociais e técnicos
b) os que eram impelidos para o novo sistema a contragosto e
empobreceram
c) os que faziam a distinção entre a industrialização e o
capitalismo aceitavam a primeira e recusavam o segundo.
7) Início da Industrialização - não era totalmente „moderna“. (63)
8) Importância da Indústria Têxtil na Economia da Inglaterra tanto interna
quanto externamente (64-65)
9) Outros ramos: Química, Carvão, Ferro e setores que não foram atingidos
pela Industrialização – Industrialização limitada na primeira fase da
Revolução Industrial (65-67)
10) Crise – insatisfação e ímpeto revolucionário como termômetro. (68-69)
Debate sobre as causas da contestação
a) melhoria de vida mais lenta do que o esperado
b) dificuldades de adaptação a um novo tipo de sociedade
c) p/ Hobsbawm – desespero e a fome na origem
11) Crise – baixos salários foi fator das dificuldades econômicas (69-70)
12) Taxa de lucros e a taxa de expansão dos mercados (71-72)
Capítulo IV
Os Resultados Humanos da Revolução Industrial (1750-1850)
13) Avaliação sobre os resultados humanos da Revolução Industrial
a) não uma avaliação quantitativa mas sim qualitativa (74-75)
72
14) Aristocracia – pouco afetada (75)
George IV (1762-1830), principe de Gales, Rei da Grã-Bretanha, Irlanda e
Hanover (1820-1830).
15) Empresários ascendentes – absorvidos à aristocracia. (77)
16) Mercadores e financistas – sem grandes mudanças (77)
17) Classes Médias – favorecidos (78-79)
18) Trabalhadores –
I) Tensões e mudanças qualitativas entre a sociedade pré-industrial e a
sociedade Industrial
a) salário como única fonte de renda; (79)
b) vínculo entre o proletário e o empregador;(79)
c) Diferenças no tipo de trabalho e no Mundo do trabalho –
coerção ao mundo do trabalho (80)
d) Espaço do trabalho – a fábrica (80 ver tb. 64)
e) Lugares de Moradia – Urbanização e as Cidades (80-81)
f) Padrões de comportamento – „economia moral“ do
passado (82-83)
g) Outros trabalhadores não envolvidos iediatamente com o
sistema (84)
II) Tensões quantitativas: Pobreza Material
a) transferência de renda do trabalho para o capital (86)
b) grupos que pioraram e ocupações decadentes (86-87)
Batalha de Waterloo (8.6.1815) –Napoleão é definitivamente derrotado.
73
História Moderna II
Aula VIII
Relações Internacionais na Europa Moderna
KENNEDY, Paul Ascenção e Queda das Grandes Potências. Rio de Janeiro: Campus, 1989. (39-118)
1) Relações Internacionais no Mundo Moderno – Problema da
passagem da Hegemonia dos Habsburgos à hegemonia da Grã-Bretanha.
i. Como se processou
Texto de Paul Kennedy
Paul Kennedy
Nome Internacional em temas relacionados a política global, a
economia e a estratégia
Graduado na Newcastle University
Doutor em História pela Universidade de Oxford.
Ex Professor visitante do Instituto para Estudos Avançados da
Princeton University
Membro da Fundação Alexander von Humboldt-Stiftung,
Bonn.
Autor e editor de 13 livros, incluindo
a. Strategy and Diplomacy
b. The Rise of the Anglo-German Antagonism
c. The War Plans of the Great Powers and The Realities
Behind Diplomacy
d. Seu livro mais conhecido é o Ascensão e queda das
grandes potências, que provocou intensos e inúmeros
debates em 1988 e foi traduzido para mais de 20 línguas
74
2) Problema do Capítulo II de Kennedy – entender por que a dinastia
mais poderosa da Europa experimenta a ruína entre os séculos XVI e
XVII.
3) Guerras Medievais X Guerras do Mundo Moderno (X Guerras
Modernas)
i. Diferem tanto no grau quanto no gênero:
Localizadas e regionais X Luta por hegemonia
continental
O Significado e a cronologia da Luta
4) Causas para a mudança no padrão da guerra: (40)
i. Reforma – rearticulação das rivalidades em torno de blocos
(40-41)
ii. Combinação dinástica – dá aos Habsburgo uma grande rede
de territórios e de rivalidades. – Império, Espanha e
territórios isolados sob Carlos V (41)
5) Crescimento dos territórios dos Habsburgo não seguiram um
plano de hegemonia na Europa.
6) Extensão dos conflitos. Fundamental para discutir as bases
materiais e financeiras da luta pela hegemonia na Europa. (43-44)
i. Luta contra os turcos – (década de 1440 – 1699)
ii. Revolta dos Países Baixos (1560-1648)
iii. Guerra de 30 Anos (1618-1648)
75
76
7) Primeira Série de Guerras: Carlos V (44-45)
i. Disputas com Francisco I (França) – por possessões na Itália
ii. Turcos
iii. Protestantes
8) Segunda Série de Guerras: Felipe II (45)
i. Países Baixos (aumento de tributação e despotismo militar)
ii. Portugal (Anexação na luta por continuidade dinástica)
iii. França – Intervenção nas Guerras Religiosas
União Ibérica –
D. Sebastião, rei de Portugal, morre na batalha de Alcácer-quibir, sem deixar herdeiros.
Quem assumiu o trono luso no seu lugar, foi seu tio e ex-tutor, o cardeal Henrique, que
instituíra um conselho de cinco governadores que, em seguida à sua morte, assumiria
transitoriamente o governo.
A dinastia de Avis que reinava desde 1385, desaparecia (O cardeal-rei solicitou ao papa a
dispensa do voto do celibato para poder casar-se e deixar um herdeiro dinástico para
Portugal, mas o papa negou-o.
Com o fim dos Avis, de imediato dois partidos surgiram. O partido nacional - D. Antônio, o
prior do Crato. Do outro lado, formou-se o partido castelhano, majoritário - entregar os
louros a Felipe II da Espanha (filho de mãe portuguesa e neto de D. Manoel o Venturoso).
O Duque de Alba, invadira Portugal em nome de Felipe II.
Em Alcântara, em 3 de agosto de 1580 Os exércitos espanhóis derrotaram D. Antônio
Felipe II da Espanha torna-se Felipe I de Portugal.
9) Terceira Série de Conflitos: Império - Guerra dos 30 Anos (46)
i. Natureza Interligada da luta e seus desgastes.
10) Fim da Guerra de 30 Anos – Paz de Westfália e o Sacro Império.
11) Inglaterra e França: Guerras Nacionais e não Religiosas
77
Pontos Fortes e fracos do bloco Habsburgo
12) Por que falharam os Habsburgos? Falsas soluções quando se
busca por falhas pessoais, deficiência dos corpo de funcionários.
Pontos fortes dos Habsburgos (50)
i. Poder Material: abundância de recursos.
ii. Tamanho da população
iii. Fontes de finanças
Castela e seus impostos regulares
Duas das mais ricas áreas de comércio da Europa
(Estados italianos e países baixos)
Receita do Império Americano (cada vez maior)
iv. O fato de estarem em território Habsburgo as principais
casas financeiras e mercantis da Europa.
13) Importância das finanças
i. Equipamentos
ii. Provisões
iii. Mercenários
14) Infantaria Espanhola
78
Pontos Fracos dos Habsburgo
15) Finanças insuficientes
i. Aumento do curso da Guerra – Revolução militar
16) Muitos territórios dispersos (55)
17) Falta de foco do que defender e do que dispensar
18) Império de Carlos V e Felipe II – amontoado de territórios
19) Espanha: Direitos fiscais da coroa espanhola limitados
20) Sociedade mal preparada para os custos da guerra (60)
i. Impostos
ii. Privilégios
iii. venalidade
21) “No centro do declínio espanhol, portanto, estava a incapacidade
de reconhecer a importância de preservar as bases econômicas de uma
máquina militar poderosa”. (61)
79
FALTA INTERVALO 61- COMPARAÇÕES INTERNACIONAIS ATÉ 82
– REVOLUÇÃO FINANCEIRA”
80
“A Revolução Financeira”
22) Antigo Regime: fomento da economia (82)
i. Conflitos caros e esgotantes - Demanda por uma Revlução
Financeira
23) Elementos que explicam a mudança na gerência das finanças.
i. Escassez de dinheiro
ii. Aumento do comércio
iii. Regularidade das feiras – ampliação do uso do crédito.
24) Problema (83)
25) Relação entre os gastos e o desenvolvimento do capitalismo: 2
fatores:
i. Máquina para levantamento de crédito e
ii. Máquina para a manutenção do crédito
26) Relação entre vigor financeiro e política de poder (84)
i. Guerra empréstimos forçam estabilidade financeira
27) Comparações entre França e Inglaterra
i. Comércio, indústria e crédito.
ii. Sistemas de impostos (85)
iii. Crédito Público
Grã-Bretanha – vantagens - (85-86)
França - falta de um sistema de crédito público adequado (87)
a. Irresponsabilidade no trato das finanças
b. Política financeira imediatista.
81
c. Exemplo debilidade financeira – Revol. Americana (89-91)
82
Geopolítica (91)
28) Definição de “questão geográfica”: potencial econômico e
localização estratégica. Citar Texto (91)
29) Províncias Unidas : Pontos fortes e fragilidades (92-93)
30) França (93)
31) Habsburgos da Áustria (95)
32) Prússia (96)
33) Estados Unidos (97-98)
34) Rússia (98-99)
35) Grã-Bretanha – (100-102)
i. Estratégia Marítima e Estratégia Continental:
Complementares
Vitória nas Guerras (104)
36) Apresenta o caminho da disputa fundamental entre França e
Inglaterra entre os Séculos XVII e XVIII
37) Demonstra a ascensão inglesa como potência militar e comercial
no século XVII.
38) Demonstra o declínio relativo da França como potência.
83
39) Ascensão da França de Luís XIV
i. Contexto favorável à ascensão da França como potência.
Conflitos bilaterais de vizinhos e concorrentes
a. Diplomacia, reforma na administração e
preparativos para o conflito.
40) Invasão dos Países Baixos espanhóis (1687) – Coalizão contra a
França
i. Tratado Aix-la Chapelle (1668) – limita ganhos de Luís XIV
41) Guerra dos 9 Anos (11689-1697) – Coalizão contra a França:
i. Tratado de Ryswick (1697) - Ambições francesas frustradas
42) Guerra de Sucessão Espanhola (1701-1713) (107)
i. Tratados de Utrecht (1713) e Rastadt (1714) (109)
43) No Leste (109)
i. Áustria
ii. Suécia
iii. Rússia
44) Após 1715 – Détente Anglo-francesa (111)
i. Situação de França e Espanha depois da GS-Espanhola
(111-113)
Tensões nas colônias (114)
45) 1756-1763 – Guerra dos Sete Anos
i. Revolução Diplomática (114)
ii. Resultados da Guerra dos 7 Anos (116-118)
Grã-Bretanha como beneficiária – França perdedora.
84
História Moderna II
Aula IX
Relações Internacionais na Europa Moderna
(LESSA, Antônio Carlos. História das Relações Internacionais: A Pax Britânica e o mundo do Século XIX.
Petrópolis: Vozes, 2005.)
Capítulo I: As Revoluções Atlânticas e a ascensão inglesa
1. Apresentar os panos de fundo da constituição do sistema europeu de
estados
A Formação do sistema Europeu de Estados (15)
1. Surgimento e consolidação do Estado-Nação Europeu. – Deste processo
originou-se o sistema de estados transoceânico e global.
2. Absolutismo e Estado Moderno
3. Tese de Durosselle: regularidades na longa duração efemeridade dos
impérios (17)
As Primeiras tentativas de dominação do sistema europeu de estados (18)
4. Dois Fatores
4.1) Habsburgos
4.2) Reforma Protestante
4.3) Sistema europeu de Estados: Tratado da Westfália
4.4) Período de 1660-1815 – França
85
A Ascensão da Inglaterra (24)
5. Isolamento no século XVI
6. Guerras civis no Século XVII e modernização do estado.
A Revolução Americana e a independência dos Estados Unidos. (31)
7. As experiências de colonização na América do Norte
8. Guerra dos Sete Anos e a retomada de práticas mercantilistas por parte
da Inglaterra.
9. Derrota mas breve recuperação da Inglaterra.
10. Vitória e Bancarrota para a França.
A Revolução Francesa e os seus impactos internacionais.
86
História Moderna II
Aula X
A Era das Revoluções
(GODECHOT, Jacques. As Revoluções (1770-1799). São Paulo: Pioneira, 1996.)
Sobre Jacques Godechot (1907-1989)
Professor da Universidade de Toulouse
Wikipedia
Jacques Godechot, né à Lunéville en 1907 et décédé à Saint-Lary-Soulan en 1989, était un historien
français.
Né à Lunéville en 1907, territoire de Lorraine alors sous contrôle français, Jacques Godechot est issu
d'une famille de commerçants. Passionné à la fois par la révolution française dont le souvenir reste vif
dans sa famille et par la philosophie de Spinoza, il opte finalement pour l'histoire. Il commence ses
études à Nancy et les finit à Paris.
Là il est très marqué par l'enseignement d'Albert Mathiez sous la direction duquel il commence sa thèse
de doctorat sur Les commissaires aux armées sous le Directoire. À la mort de ce dernier en 1932, il
poursuit sa thèse avec Georges Lefebvre et la soutient en 1937. À Strasbourg, il rencontre Lucien
Febvre et Marc Bloch. Sans faire partie de l'école des Annales, il est aussi influencé par les pères des
Annales d'histoire economique et sociale. Il est révoqué de l'enseignement secondaire par
l'administration de Vichy du fait de ses origines juives. En 1945, il est nommé professeur à la Faculté
des lettres de Toulouse.
Il contribue à élargir l'étude de la Révolution française dans le temps et dans l'espace.
Il expose cette vision « atlantiste » dans le rapport sur « le problème de l'Atlantique au XVIIIe siècle »,
qu'il présente au Congrès international des sciences historiques de Rome en mars 1955 en compagnie
de Palmers. Ce rapport subit des critiques énormes et dans un contexte de guerre froide, ou les
oppostions entre les historiens marxisans et les autres sont exacerbés, il est accusé d'être payé par
l'OTAN, si ce n'est par la CIA. Son annalyse d'une révolution « atlantiste » est développée dans La
grande Nation (1956), Les Révolutions 1779-1799 (1963), L'Europe et l'Amérique à l'époque
napoléonienne (1967). Cela lui vaut d'être élu à la tête de la Commission internationale d'histoire de la
Révolution française du CISH
Il s'intéresse égalemenent à la Révolution française à travers les ouvrages suivant : La contre-
révolution (1961), La Pensée révolutionnaire en France et en Europe (1964), La prise de la Bastille
(1965), La vie quotidienne sous le Directoire (1977).
On assiste à un appaisement avec les historiens marxisants dont Soboul, appaisement concrétisé en
1959 par sa désignation à la coprésidence de la Société des études robespierristes.
Il meurt en 1989, en plein milieu des commémorations du bicentaire de la Révolution française,
commémorations dont il avait aidé à la préparation.
Récupérée de « http://fr.wikipedia.org/wiki/Jacques_Godechot »
87
Capítulo II
As Causas
1) A Estrutura da Sociedade (5)
a) Analogias dos países da Europa Ocidental e Colônias Inglesas da
América do Norte em contraste com Europa Oriental, Ásia e África
i) Regime Agrário na Europa Ocidental
(1) Enfraquecimento do Regime Feudal
(2) Camponeses são em sua maioria proprietários
(3) Nobreza e Clero detém grande parte das terras (6)
(4) O Desenvolvimento do Comércio, revolução industrial e e
expectativas de poder da burguesia (6/7)
(5) Burguesia induz Camponeses a lutar contra os últimos
vestígios do poder feudal (7)
ii) Leste do Elba (6)
(1) Regime Feudal permanece forte
(2) Terras pertencentes aos senhores
(3) Camponeses e Servos nunca são proprietários, ainda são
“ligados” às Terras.
(4) Cidades raras e pouco povoadas
88
2) As Transformações demográficas (7)
a) Crescimento Demográfico a partir de 1730.
i) Causas ainda pouco conhecidas
ii) Conseqüências:
(1) Jovens ocupam lugar preponderante
iii)
3) Estrutura e conjuntura econômicas (8)
a) Europa Ocidental é essencialmente rural mas mais industrializada que a
Europa oriental
b) Fisiocracia
i) Questão: Aumento da Produção para atender ao crescimento
demográfico.
ii) Programa: (8/9)
(1) Aceleração dos desbrabamentos
(2) Substituição de rotação trienal por rotação bienal
(3) Fechamento das propriedades supressão das terras comins
(4) Melhoria dos processos de cultivo
(5) Desenvolvimento e racionalização da pecuária
c) Revolução industrial, mecanização da industria
d) Alta dos preços de 1730 a 1770 em relação a salários.
89
4) Movimento das Idéias: as Luzes (10)
a) Contratualistas (Locke -Tratado do Governo Civil) Montesquieu
i) Governo deve alicerçar-se em um contrato entre soberano e súditos
ii) Separação de poderes (10/11)
b) Voltaire - Teórico do Despotismo Esclarecido
c) Russeau – Teórico da Democracia
- subordinação do poder executivo ao poder legislativo exercido por
todos os cidadãos
5) Evolução Política (12)
a) Conjuntura política como catalisador das revoluções
b) A Abolição dos privilégios da Aristocracia e Reação aristocrática
(12/13)
90
Capítulo III: As Revoluções: 1770-1789
6) A Revolução Americana (15)
a) Guerra dos 7 Anos
Guerra dos Sete Anos (1756-1763) envolveu a maior parte da Europa - também travada
em função da hegemonia colonial e comercial na Europa.
- França, Áustria, Rússia e Espanha (1761) contra Inglaterra, Prússia.
- Nas Colônias (Asia, Africa e Américas) entre França e Inglaterra - encerrada com a
Paz de Paris 1763.
Reconhecido Domínio Espanhol sobre Cuba e as Filipinas, Flórida passa ao
domínio Britânico; Parte das possessões francesas ocupadas pelos britânicos nas
Antilhas África e na Ásia retornaram para a frança, Na América do Norte todas as
possessões francesas, menos Nova Orleans e o território da Louisiana, tornaram-se parte
do Império Britânico.
b) Estado Inglês em dificuldades financeiras
i) Retorno ao „Exclusivo Comercial“
ii) Impostos
c) Movimentos de Resistência (16-18)
i) Congressos Continentais
ii) Associações
7) Guerra da Independência Americana ou revolução social? (19)
Tendência Dominante na moderna historiografia – uma rebelião colonial
movimento “sui generis que não foi absolutamente uma revolução, e se o foi,
então, foi uma revolução conservadora”.
- Causas: “...A Revolução como conseqüência não da opressão, mas da liberdade;
os revolucionários americanos procuravam estabilidade, e não mudança”.
91
- Projeto Político: luta por direitos iguais aos dos ingleses que nada tinham de
democrático ou de avançado.
- Perfil da Sociedade Colonial – democracia de classe média
Tendências variantes do conservadorismo
a) não nega mas desculpa-se pelo conteúdo revolucionário da Revolução
CITAÇÃO
„Uma Revolução política econômica e social, portém foi mais moderada
nestes dois últimos campos“ (19)
a) Instituições
i) Constituições
ii) Declarações de direitos (21)
iii) Separação igreja e estado (22)
iv)Caracterização da Revolução (22)
8) As Repercussões da Revolução americana na Europa (22)
a) Imprensa
b) Sociedades de Pensamento
c) Propagandistas
9) As Agitações Revolucionárias da Grã-Bretanha (24)
10) A Revolução nos Países Baixos (26)
11) As Revoluções da Suíça. (30)
92
História Moderna II
Aula IX – 30.1.2002
A Ilustração
FALCON, Francisco José Calazans. – A Época Pombalina: Política Econômica e Monarquia Ilustrada.
São Paulo: Editora Ática, 1982. Cap. III: „A Ilustração e sua Época“ Pp. 92-146.
„A Ilustração e sua Época“
1) Caminho para abordar a Época da Ilustração: (92)
- determinar coordenadas de espaço e de tempo
2) Limites históricos (92-93)
- diferenciar as Luzes do Século XVIII (Sobre periodização ver 102-104)
IMPORTANTE: „Os limites da Ilustração não são apenas cronológicos,
pois, na realidade, devemos pensá-los também como de natureza social
e mental. “ (93)
3) Uma ou várias Europas (93-94)
- nos textos de época – Uma Europa
- Olhar distanciado – duas Europas – Central e periférica
“Nesta Europa assim definida (há toda uma paisagem cultural em mudança: o latim e a
herança romana vão se afastando pouco a pouco, enquanto o cristianismo, bastante vivo
ainda apesar das aparências em contrário, trava sua longa batalha contra a secularização
ou dessacralização do mundo, promovida pelos deístas e ateus de variados matizes” (94)
- Olhar do Viajante – Europa Mediterrânea
- Europa Central e setentrional – rica e avançada
- Europa Fronteiriça – a leste e no Ultramar
93
4) Bases Sócio Econômicas (94-95)
– transição Feudalismo-Capitalismo
Estruturas regionais e nacionais atingidas em graus e velocidades distintas.
5) Sobre o suposto caráter Burguês da Ilustração: Tipos Sociais
predominantes no movimento Ilustrado: Não são os burgueses. (96)
6) Penetração limitada da Mentalidade Ilustrada no corpo social:
“‘A verdadeira fronteira das luzes é a do pensamento científico e técnico’
é o mundo daqueles que sabem ler e podem comunicar-se e participar” (96)
“O movimento Ilustrado não foi, em sua formulação intrínseca, um
movimento de massas” (97)
7) Traços da mentalidade ilustrada ou Visão Ilustrada de mundo (96-98)
- Pensamento Técnico Científico (96)
- Religião racional – Crítica ao cristianismo e fé nas forças excepcionais da
razão, no progresso, no homem mas distante do ateísmo.
“Fé em Deus é condição para a virtude e a felicidade” (97)
- Moral laica
- Liberdade
- humanismo e humanidade
- filósofo – figura chave
- educação – valor instrumental supremo (98)
- esquema dualista de mundo – Luzes e Trevas (98)
94
As Luzes
8) Caracterização das “Luzes” pelos contemporâneos (99)
9) Filósofo – preceptor da humanidade (99)
10) Ilustração – „ideologia na qual se afirmam as principais categorias da
sensibilidade intelectual do Século XVIII“:(100).
11) Lugar da Razão: (Trecho na página 100)
12) Definição de Kant do Iluminismo (100)
Citação de Kant
13) Diferentes interpretações sobre o iluminismo (101-102)
- C. Becker – Nova forma para um velho conteúdo: a cristandade
- P. Gay – Novo Paganismo
- G. Gusdorf – Não é uma forma moderna de paganismo
- Talmon – Messianismo Político
- E. Cassirer – “Espírito sistemático”
- I. Berlin – ênfase no Enciclopedismo
- P. Hazard – Expressão do movimento mental da Europa
Origens, Desenvolvimento, crise
14) Marcos temporais:
- Cronologia Curta – 1715 – 1789
- Cronologia Longa – século XVII – Séc. XIX
95
15) Duas Etapas do movimento ilustrado (103)
a) 1715-1740
b) 1740-1789
16) Crise Revolucionária e Romantismo: Fim da Ilustração (103)
Sentimentalismo e Irracionalismo
Ilustrações e Ilustrados
17) Movimento Ilustrado: Combinação entre Cosmopolitismo e Traços
Nacionais (104)
a) centros de irradiação
b) países receptores
c) países que estão a meio caminho
18) Intelectuais – traço de união para além das diferenças (105)
19) Os Ilustrados – um mundo à parte: cosmopolta, contraditório („arcaico“
e „moderno“) (105-106)
20) Composição social e lugar do intelectual (106)
Proprietários, banqueiros, clérigos, funcionários e “homens de letras”
Lugar de destaque do intelectual
Enciclopédia
21) A Enciclopédia – definição (107): Síntese e divulgação
22) homem como centro (107)
96
Os Grandes Temas e os valores dominantes
23) Idéias de Razão e de Natureza Humana: Primado Absoluto, pontos de
partida para manifestações distintas do pensamento ilustrado (108-109)
24) Natureza: Mecanicismo (109)
El mecanicismo es la filosofía de que toda la realidad está gobernada únicamente por fuerzas
mecánicas. Mantiene que el mundo es como una gran máquina y que puede ser entendido
enteramente en términos de leyes de causa y efecto. Todo el universo está determinado por
el movimiento de sus partículas. Uno puede, en principio, predecir de manera exacta el
comportamiento futuro de cualquier sistema conociendo su actual estado.
La filosofía mecanicista dominó el pensamiento de Occidente durante tres siglos enteros. Se
extendió a todos los fenómenos, incluyendo la vida, el pensamiento humano y las
emociones, y la actividad de Dios en el mundo. Condujo a una crítica destructiva de la Biblia
que alcanzó su punto culminante en el siglo diecinueve.
Si el universo es una máquina, se decía, es imposible que ocurra nada que no sea explicable
por ley natural.
25) Otimismo: O Melhor dos mundos possíveis, (109)
26) Movimento Ilustrado não pode ser pensado em termos de Escola –
Movimento Dinâmico. (110)
27) Idéia de Progresso: fornece sentido ao movimento ilustrado (110)
28) Idéia de Civilização:critério classificatório da humanidade (111)
29) Idéia de Humanidade: (112)
Princípios : filantropia e Beneficência
Objetivo Geral do movimento: CITAÇÃO (112)
30) Otimismo Jurídico – Crença no poder ilimitado das leis. Felicidade a ser
alcançada por Leis melhores (113)
97
31) Reformismo – Esperança no soberano ilustrado – um príncipe filósofo
pode varrer as trevas de seu reino (113)
Avaliação sobre a Ideologia Ilustrada:
32) Pensamento Ilustrado: Climax do processo de transição ao nível da
Ideologia (114)
33) Reforma e Revolução (114-115)
Os Campos Principais do saber ilustrado
[...]
VI- Perspectiva Social do Homem
34) Imanência e Secularização no nível do social: descobrir leis próprias do
social para que ele funcione de forma plena (128-129)
35) Pedagogia e Otimismo Ilustrado: Educação como instrumento básico da
prática ilustrada. (129)
36) Reformismo e revolução:
O Reformismo no campo político é o despotismo esclarecido, e no
econômico é a fisiocracia (129)
Cameralismo: Durante a Idade Moderna, o que hoje conhecemos como Alemanha não passava
de alguns pequenos estados. Aproveitando-se das experiências mercantilistas dos outros países, por
iniciativa da Prússia, um dos Estados germânicos, foi criada uma associação entre os Estados para
fortalecer a economia e o tesouro real.
O nome cameralismo vem de "Kammer", o nome do tesouro real.
37) Despotismo Esclarecido (130-138)
98
- Monarquias Inglesa e Francesa
- Despotismo. Esclarecido – Reformismo (131-132)
- Programa do Governo Ilustrado(133-135)
- Submissão da Política à administração
- Ampliação da Soberania
JANSENISMO
(Do francês jansénisme). O jansenismo foi um movimento de tentativa de reforma, dentro da Igreja
Católica Romana, seguindo idéias de Cornelius Jansen, bispo de Ipres (1585-1638), depois da morte
dele. No campo moral, o jansenismo atacava o laxismo e defendia uma disciplina rigorosa. Jansen
buscava respostas para certas questões doutrinárias levantadas pelo luteranismo e pelo calvinismo.
O seu tratado teológico, publicado dois anos após a sua morte, chamado Augustinus, vivia uma forma
extrema e radical da idéias de Agostinho, pois achava que a reforma dos dogmas católicos e da ética
romana deveria usar moldes agostinianos como guia.
Causou grande comoção, principalmente em face de sua forte ênfase sobre a doutrina da
predestinação e sobre o ensino que a graça divina se limita aos eleitos. Foi adotada a principio na
abadia de Port-Royal e condenada pelo para Inocêncio X em 1653.
O termo "jansenista" adquiriu significados secundários, como de escrúpulos éticos extremos e grande
rigor quanto às questões dogmáticas, disciplinares e de costume. Um resultado positivo do
movimento foi que o mesmo inspirou um maior desenvolvimento da filosofia e da teologia morais.
(In www.uniaonet.com/espdicionario.htm Dicionário de verbetes para ler Teologia Contemporânea)
- centralização e ataque às jurisdições privadas
- profisionalização do Governo
- Papel dos Intelectuais
- Relação Igreja e Estado
- Prática do Governo Ilustrado (135-136)
- Essência: Secularização
- Alvo hegemonia Eclesiástica: Antijesuitismo
- Limites da crítica ao absolutismo (136)
99
- oscilação entre tradição monárquica e clamores do Indivíduo (137)
- dois Períodos: até 1770 – conciliatório
Após 1770 – crítico.
- Despotismo esclarecido e revolução (138)
38) Fisiocracia (139-145)
- Contexto (140)
- Idéia de Abundância (140)
- Fisiocracia como um dos rumos da crítica ao mercantilismo e não uma
fase intermediária (141-142)
- Liberalismo X Fisiocracia (142)
- Ideologia fisiocrata (143)
- Lei Natural
- Propriedade
- Individualismo Econômico X Interesse Social (144)
39)
40)
100
História Moderna II
Aula X – 6.2.2003
Tensões Sociais no Século XVIII
HAMPSON, Norman. – História Social de la Revolución Francesa. Madrid: Alianza Editorial, 1984.
Cap. I: „Francia, en vísperas de la Revolución “ Pp.15-47.
Objetivo: fazer um mapeamento e uma análise da sociedade na qual as
tensões revolucionárias foram geradas. Quais eram as forças sociais, os
grupos, as divisões que permitem compreender os agrupamentos de forças
que geraram a Revolução.
I. Processo de Isolamento social e político da Aristocracia
1) Retomada de espaços da aristocracia durante Luis XV e principalmente
Luis XVI, depois de terem sido parcialmente excluídas da máquina
burocrática do Estado durante o Reinado de Luis XIV. (16-18)
2) A Aristocracia constituía-se numa força de resistência ao Absolutismo.
(18)
3) Divisão Fundamental: entre Nobres e Plebeus
4) Divisões no Interior da Nobreza em função de Antigüidade da Linhagem,
função social e vonculação com a corte. Status Diferenciados entre:
a) Nobreza de espada, Noblesse de Cloche e Noblesse de Robe. (19)
b) Nobreza de Corte e Nobreza da Província (20)
5) Privilégios da Aristocracia: Postos reservados à nobreza, privilégios
senhoriais e pessoais. (22)
6) Nível de Vida da Aristocracia no Século XVIII (23)
101
7) Diferenças entre a Nobreza e a Classe Média (24)
8) Exclusivismo da Nobreza da Corte e perdas para setores enobrecidos (25)
9) Reação Senhorial – „Exploração mais rigorosa por parte dos senhores de
seus direitos Feudais (25)
II. A Burguesia
10) Termo Burguesia tal qual usado no Século XVIII (28)
11) Burguesia e Status Social: perspectivas de enobrecimento (28)
12) Relação dos Financistas e Governo (29)
13) Comerciantes e manufatureiros (30)
14) Homens de Negócio e Status (31)
15) Classe Média e Política: Dilema Político da Classe média (31)
16) Situação Econômica da França no Século XVIII: Expansão do
Comércio e da Indústria e retração de outras áreas (32)
17) Industrialização Francesa mais lenta que a Britânica e organizada
inicialmente em sistema gremial: Não havia divisão entre Capital e
Trabalho. (33 e 34)
18) Manufatureiros e comerciantes contra os mestres e oficiais pela
abolição do sistema gremial e liberdade no mercado de trabalho (33)
19) Divisões internas a população urbana. (34)
20) Crítica de Hampson à idéia de que a Burguesia teve um caráter
revolucionário (34-35)
21) População urbana – antipatias em relação ao capitalismo (35)
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22) Antipatia à aristocracia (mais social que econômica) unifica outros
setores sociais (36)
III. Campesinato
23) Perfil das áreas rurais e da propriedade da terra (36-37)
24) Aldeia era uma unidade (38)
25) Fisiocracia e razões para seu fracasso (39)
26) Intervenção do Governo
a) em períodos de Escassez (40)
b) Impostos (41)
IV. Igreja
27) Uniformidade religiosa (41)
28) Estratificação no Clero e Estrutura da Igreja (42)
29) funções civis desempenhadas pela Igreja (43)
30) Degeneração da Igreja e reação Feudal (43-44)
31) Crítica da Ilustração à igreja (45)
32) Divisões no clero (46)
Conclusão:
„a França do Ancien Régime era uma sociedade extremamente complexa,
caracterizada por grandes variações locais em todos os níveis. (...)
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Independentemente das manobras políticas do Governo Real e da
aristocracia, o estalido de uma grave crise social era iminente. Do resultado
da crise iria depender não somente a natureza do futuro regime como tamém
a questão decisiva de se a sociedade francesa se integraria em uma estrutura
mais ou menos unitária e se o corpo social da nação seria desgarrado por
divisões novas e ainda mais encarniçadas“ (47)
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