INTRODUÇÃO À ECONOMIA POLÍTICA

(GUIA DE ESTUDO) GERALDO MEDEIROS DE AGUIAR

Imagem fractal. Fonte Google

Recife, Fevereiro de 2012

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SUMÁRIO I. II. III. IV. V. VI. VII. VIII. IX. X. XI. XII. XIII. XIV. XV. XVI. XVII. XVIII. XIX. XX. 1. 2. 3. 4. APRESENTAÇÃO -- 03 INTRODUÇÃO – 04 PRINCÍOS DO PENSAR COMPLEXO -- 15 LEIS DA ECONOMIA POLÍTICA -- 18 TRABALHO E ALIENAÇÃO -- 21 BENS, MERCADORIAS E MERCADO -- 23 TEORIA DA MAIS VALIA -- 25 VALOR E SUAS TEORIAS -- 27 VALOR E PROCESSO DE TRABALHO -- 30 LÓGICAS DO VALOR -- 32 CAPITAL E CRÉDITO -- 36 EMPRESA CAPITALISTA -- 39 EXCEDENTE ECONÔMICO E ACUMULAÇÃO DE CAPITAL – 42 PROCESSO DE TRABALHO, TECNOCIÊNCIA E SOCIEDADE -- 45 RENDA, LUCRO E INVESTIMENTO -- 54 RELAÇÕES DE TROCA NO COMÉRCIO MUNDIAL -- 56 RODADA DE DOHA-CONFERÊNCIA DE HONG KONG – 63 FETICHE DOS RECURSOS NATURAIS E DOS NOVOS MATERIAIS COMO MERCADORIAS -- 65 DESENVOLVIMENTO/SUBDESENVOLVIMENTO – 67 SINOPSE DA ECONOMIA REAL DE MERCADO -- 72 CONCEITO DE AMBIENTE -- 75 GÊNESE DO MEIO AMBIENTE -- 76 EVOLUÇÃO DO MEIO AMBIENTE -- 77 COLONIZAÇÃO IBÉRICA -- 78 IMPERIALISMO INGLÊS – 80 BIBLIOGRAFIA-- 82 O AUTOR -- 90

“A crítica é a mais alta expressão do ser, a mais alta afirmação de hominidade. No ato de criticar é que surge realmente a pessoa humana, pela qual o homem individual se destaca do homem em geral. (...) O homem se defende da alienação lutando pela preservação da consciência crítica, com a própria consciência crítica". Leôncio Basbaum

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APRESENTAÇÃO Este Guia de Estudos sobre Introdução à Economia Política representa um esforço do Autor no sentido de dotar seus alunos de uma consciência crítica abrangente sobre o conteúdo da disciplina. O Autor tem consciência que não faltam manuais sobre a disciplina, em tela, mas sente neles a ausência de um enfoque ou olhar não linear (não cartesiano) para melhor dotar os discentes de uma perspectiva holística sobre o conteúdo e as categorias apresentadas para a disciplina. Grande parte dos textos foi extraída do Guia de Estudos elaborado para atender a ementa e o conteúdo pedagógico da disciplina Economia Político que o Autor lecionou na Academia Militar de Pernambuco (Paudalho), na Faculdade Boa Viagem e na Faculdade São Miguel. Já pelo sumário o leitor ver que o Autor busca apresentar as categorias fundamentais da Economia Política de tal forma a doar uma lógica seqüencial que permita o discente a contextualizar e desconstruir algumas assertivas apresentadas. O leitor verifica, ainda, que o Autor traz para o mesmo uma visão sistêmica para a disciplina partindo das categorias fundamentais da Economia Política passando, também, pela: tecnociência, sociedade, economia real de mercado. Conclui com o conceito de meio ambiente de forma crítica abrangente. Dessa maneira o Guia tem o propósito de evitar a reação dos alunos aos manuais estrangeiros e importados dos países cêntricos onde os níveis de detalhes desnecessários são inúteis ao aprendizado pelo excesso de especialização dos seus enunciados. Este Guia de Estudo é um prolongamento de outros que o Autor produziu para diferentes disciplinas, ou seja:  Notas sobre metodologia de pesquisa científica. Recife, 2001. 90 p.  Temas sobre epistemologia e ecologia. Recife, 2002. 68 p.  Leituras sobre planejamento estratégico. Recife. 2003. 108 p.  Agenda 21 e desenvolvimento sustentável. (Caminhos e desvios). Recife. Livro Rápido. 2004. 109 p. (2ª edição)  Organizações em rede. O que são como funcionam? Recife, 2006.
150 p.

 Anotações sobre a análise da realidade brasileira contemporânea. Recife 2007. 135 p.  Política de recursos humanos de base local. Recife, 2008. 130 p.  Economia rural e agrícola. Recife, 2010. 167p.  Introdução à economia política. Recife, 2012. 91p. O Autor sentir-se-á honrado em receber críticas e sugestões a este e demais guias de estudo produzidos para seus alunos no e-mail: gmaguiar@yahoo.com. br ou pelos telefones: 81 3465-7718 e 3326-6428. NOTA. Os textos deste Guia de Estudo não foram submetidos à revisão ortográfica e gramatical da língua portuguesa. A redação e linguagem é a coloquial do Autor servindo de apostila para aulas. Todos os autores citados nos textos têm suas obras explicitadas na bibliografia. 3

valor de uso. 4 .I. A economia política como ciência humana e exata sintetiza todas as perspectivas do quadrívio ou padrões da vida na terra com o objetivo de atender ilimitadas necessidades humanas com vistas a um cenário de antro política com ilimitados recursos naturais. Esse medo e terror levam a humanidade às diferentes e pernósticas visões apocalípticas do planeta que apontam cada vez mais. Na definição supra de economia política está inserta a categoria de bens que podem ser livres (se confunde com recursos naturais que não absorveram trabalho humano) e econômicos (aqueles já oriundos do processo de trabalho humano e que são necessariamente mercadorias). dos fenômenos e do metabolismo do capital no modo de produção capitalista em seus diferentes vieses. valor desenvolvimento). Seu objeto é tão complexo ou similar à própria complexidade da vida que se auto-recria. uma atividade produtiva com um objetivo. como apreensão e entendimento das coisas. tendendo a uma crise sistêmica e sua correspondente negação. O trabalho é sempre um processo social que se dá entre os humanos e a natureza e que se materializa em valores (valor. como ação instrumental de fabricação de instrumentos e meios de trabalho que se dão e se realizam nos processos de trabalho e de produção no mundo concreto para atender as necessidades humanas  Sentido ou significado. cada vez maior. como mudanças autocriativas ou autodeterminadas das ações induzidas a partir da ação comunicativa humana que se dão nas relações de produção e circulação dos bens econômicos pelo conhecimento reflexivo e pelo metabolismo do capital  Forma. e terceiro os meios que facilitam o processo de trabalho” Bottomore. também. valor de troca. INTRODUÇÃO O Autor considera e conceitua a economia política como padrão em rede de relações de trabalho e de relações sociais de: produção. A partir dessa premissa vem o conceito de matéria prima que é uma substância capaz de absorver trabalho humano seja ela renovável (substâncias/produtos vivos da natureza como vegetais e animais) e não renovável (substâncias/produtos inanimadas ou brutas da natureza como são os minérios e elementos químicos). difundida mundialmente pelas corporações e estados nacionais com aval do IPCC das Nações Unidas. como ação estratégica tecnológica dos relacionamentos humanos na sociedade e com a natureza ou biosfera  Matéria. com o efeito estufa. dos entes humanos. o(s) objeto(s) sobre os quais o trabalho é realizado. As suas relações na sociedade implicam como na vida. distribuição e consumo imbricados a natureza. Não há que se temer a fraude a partir da alusão das mudanças climáticas ditas antropocêntricas. segundo. também. em perspectivas de:  Processo. O presente conceito quando criticamente apreendido leva o leitor ao entendimento e o que vem a ser alienação do trabalho e. “Por isso os elementos do processo de trabalho são três: primeiro o trabalho em si. hoje. corporificadas em poderosas corporações internacionais imbricadas ao metabolismo rapinante do capital globalizado. alienação da nação nas relações de troca no mercado mundial. para a exploração.

uma demarcação para aferir os efeitos dos modos de produção e das formações: econômica. Nesta Introdução se explicitam.Pelo fato de ter a capacidade de absorver trabalho humano toda e qualquer matéria-prima é uma mercadoria. O presente ensaio tem o propósito de trazer ao leitor uma forma crítica de se analisar a economia política. no pós–guerra. as relações de produção e o ambiente em contra ponto a “ladainha” que se prega sobre mudanças climáticas e suas conseqüências no Planeta e da economia política vulgar. O próprio conceito de sistemas mundiais é. imperialista em crise. com o planeta e menos ainda. passando pelas Guerras Napoleônicas (18481870 quando Napoleão sonha em transformar a economia mundo capitalista no sistema mudo do capitalismo cujo contra ponto foi a criação dos estados nacionais). política. imperialista-monopolista. os recursos naturais. A atual crise do sistema mudo do capitalismo tem as seguintes causas:  Transformação de tudo em mercadorias  Privatização dos bens livres e da natureza como um todo  Colapso dos sistemas morais e éticos nas diferentes sociedades  Intensificação da queda das margens de lucro e gigantismo de corporações com aumento dos seus poderes  Formação de zonas opacas no próprio sistema do capitalismo  Aceleração da desruralização do mundo  Aprofundamento das crises fiscais dos estados nacionais  Transposição de fronteiras de todos os tipos na caça ao lucro pelas corporações  Intensificação do consumo como ruptura social e das sociedades  Democratização do uso de armamentos a nível planetário com aumento da grande e pequena violência 5 . Daí assegurar-se que a terra na sua biosfera contempla vários mundos e sociedades. um bem econômico sujeito ao fetichismo da mercadoria. portanto. Os sistemas mundiais são as articulações intercontinentais ou internacionais com as difusões da revolução demográfica induzidas pelos modos de produção que levam a partilha do mundo entre algumas potências que caracterizaram e caracterizam as seguintes formas no sistema mundial: antigo. logo. neoimperialista ou sistema mundo do capitalismo que tende a ser superado por outro modo de produção ainda não identificado. vive-se a chamada Guerra Fria (1949-1998) passando pela Revolução Mundial das Desilusões de 1968 a partir da qual aquela tendência passa a consolidar-se para a chamada “virada cibernética” o que hoje se chama de globalismo. social e ideológica. Contrapõe-se a visão antropocêntrica dos fenômenos climático-ambientais pregados pelo IPCC da ONU. Historicamente. Em seguida a Revolução Russa de 1917 abala os alicerceis da formação do sistema e. Não se confundem com o universo natural. um sinótico histórico da ciência economia política além de várias definições encontradas em manuais de diferentes escolas. o sistema mundo do capitalismo tem seu inicio com a Revolução Francesa (1789-1799). também. mercantilista-colonialista. a tecnologia. mercantilista. O conhecimento e a sociedade são construções históricas. com as concepções do mundo.

Nesta Introdução o Autor apresenta o seu conceito de economia política em termos de: processo. Segundo a historiografia (conceito eurocêntrico). ter escala temporal prolongada ou permanente. publicou seu “Traité de l´Economie Politique”. o lucro e o poder. matéria e sentido. estado. por exemplo: a) Ciência das leis da ordem social e da riqueza b) Ciência das leis que regem as atividades econômicas c) Ciência da escassez d) Ciência social que quantifica o produto e) Ciência das leis da oferta. Na literatura. cujos sentidos são administração. economia vem do grego: oikos. forma. como se viu. em 1615. à distribuição e ao consumo das riquezas l) Ciência das leis sociais das atividades econômicas. oriundo dele. que significa casa e nomos. regra. Política. resultantes dos processos de trabalho e de produção. da procura e do valor das mercadorias ou bens econômicos f) Ciência que explica o mercado e nele as mercadorias g) Ciência das leis do mínimo esforço na oferta e procura de mercadorias movidas pelas necessidades próprias e não pela consciência das necessidades recíprocas h) Ciência que estuda as leis características dos modos de produção. ser de âmbito global. governo ou lei. Ressalve-se que a produção e distribuição dos bens econômicos. cidadania. são para satisfazer necessidades ou desejos humanos. abordando os problemas da atividade econômica do estado e daí passou a fazer 6 . cidade. Economia Política é a ciência das leis imbricadas ao processo de acumulação incessante de capital a partir do processo de produção onde tem lugar o excedente econômico e. vem de pólis. a expressão economia política apareceu no início do século XVII. O pior da atual crise do sistema mundo do capitalismo é que passa a ter aspectos históricos altamente indesejáveis tais como: ter caráter universal. particularmente. encontram-se vários epítetos ou conceitos de economia política como. econômica e ambiental  Crises energéticas e ecológicas globais  Mutações dos estados nacionais e formações de megablocos econômicos  Unilateralismo crescente nas decisões internacionais. Etimologicamente. com o escritor francês Antoine de Montchrétien que. ter seu modo de evolução rastejante e ser estrutural afetando a totalidade das sociedades e a vida humana no planeta. Imigração de indivíduos dos países pobres para os países mais ricos quase sempre em regressão populacional  Aumento das incertezas e da insegurança social. historicamente formados e o sistema de distribuição correspondente i) Ciência que se propõe estudar todas as leis das formações socioeconômicas e abranger o desenvolvimento total da humanidade j) Ciência que tem por objeto o conhecimento das leis que presidem à formação. pelos Estados Unidos da América do Norte.

sem dúvida. as teorias do lucro e da alocação de capital são grandes contribuições de Adam Smith para a economia política como ciência. do uso da moeda e das teorias do mercado e do preço. Jean Baptiste Say (1767-1832) e John Stuart Mill (1806-1873) tinham como fundamento a investigação das leis naturais que induzem à vida econômica e à permanente busca dos princípios reguladores na livre concorrência. econômica e politicamente toda a base da economia clássica de Smith. Nash com sua teoria dos jogos desmonta essa panacéia do individualismo e da livre concorrência como alicerce fundamental ou central da economia na medida em que ele prova matematicamente que o indivíduo em favor do seu bem-estar não pode e não deve perder de vista o. o alicerce da teoria da economia política até os dias de hoje. Isso se dava inclusive no mercantilismo e seu rebento. de forma egoísta. outro. ou seja. O inverso do que prega Smith. com a publicação da obra de Adam Smith (1723-1790) “A Riqueza das Nações”. ainda. As premissas das teorias da economia política clássica estavam imbricadas à luta das burguesias industriais da época na Europa. o surgimento do termo se deu no mercantilismo fase anterior à época dos fisiocratas: Williams Petty (1623 . os primeiros a visualizar os fatos econômicos como um conjunto da ciência social na medida em que apontaram as relações necessárias entre a “ordem natural” e as necessidades humanas. E. posteriormente. Dois outros grandes pensadores da escola da economia política clássica foram Thomas Robert Malthus (1766-1834) com a teoria da superpopulação (que levou a ideologia do “Complexo de Herodes” denunciado por Álvaro Vieira Pinto) e David Ricardo (1772-1823). desconstruída por Nash na sua teoria dos jogos. Foram os fisiocratas. como pensadores Georg Friedrich List (1789-1846). respectivamente. que foi o escravismo colonial racista contra os negros e os indígenas dos territórios invadidos ou ocupados pelos europeus como foi exemplo o Brasil. que teve. A economia política clássica tem início em 1776. persegue o seu bem-estar individual e nada mais que isso”. com teoria da renda da terra. nas colônias. essencialmente. A fisiocracia (domínio ou governo da natureza) se constituiu na primeira escola de economia política. Essa foi e é. Thomas Hodgskin (1787-1869). As escolas de economia política conhecidas como clássica e como marxista partem dos estudos publicados pelos fisiocratas. Também. Essa escola. os demais integrantes do grupo. os palcos das revoluções: francesa e industrial. desmontou ou desconstruiu a economia moderna neoclássica e neoliberal segundo as quais “o nível máximo de bem-estar social é gerado quando cada indivíduo. os neoclássicos e os neoliberais. da equipe ou da sociedade. do valor trabalho e do comércio mundial. da troca. contra os restos das relações feudais de produção. A não cooperação entre os diferentes jogadores leva os mesmos obterem menor bem-estar do que poderiam. Outrossim. e considerava que a vida econômica está sujeita as leis naturais. uma teoria do crescimento econômico onde se trata da divisão social do trabalho. e que as necessidades humanas podem ser satisfeitas sem que seja necessário forçar a marcha regular dos fenômenos econômicos. Por seu conteúdo de classe na contradição básica do modo de produção capitalista que 7 . Ver o filme Uma Mente Brilhante ganhador do Oscar de Melhor Filme de 2001. Não obstante Smith ser considerado o pai da economia clássica John Nash (que em 1994 foi laureado com o Prêmio Nobel de Economia) nas suas descobertas na “Teoria dos jogos” desconstruiu matemática. também. Também.1687).parte da linguagem corrente tanto na França como na Inglaterra que foram. que é. David Hume (1711-1776) e François Quesnay (1694 -1774).

se dá na relação entre os humanos (força de trabalho) e a natureza (bens livres) de onde se origina o capital (parte do excedente econômico ou do lucro em forma de investimento), surgiu a economia política clássica. Ela serviu para racionalizar e melhor encobrir a exploração dos entes humanos por outros humanos, particularmente, no processo de produção capitalista entre a burguesia e o proletariado com ênfase ao operariado fabril e no mais desvairado hedonismo econômico. Essa foi à razão que levou Karl Marx (1818-1883) a submeter os fisiocratas, mas, principalmente, os economistas clássicos a uma severa crítica não somente do ponto de vista da própria economia política, mas também da filosofia (materialismo dialético e materialismo histórico) e do socialismo científico. Ao criar a teoria da mais valia, ele a explicitava como “o suplemento de tempo de trabalho do operário apropriado pelo capitalista em seu benefício” e demonstrava a diferença entre o preço de custo e o preço de venda a partir do trabalho não-pago seja ele resultante da mais valia absoluta ou da mais valia relativa. A radical crítica de Marx a economia política dos fisiocratas e da escola clássica deu origem à escola da economia política marxista ou marxiana. Os mecanismos de obtenção e de distribuição de mais valia absoluta e de mais valia relativa constituem o fundamento da teoria da acumulação incessante do capital, que é a gênese das forças motrizes do capitalismo consubstanciadas no lucro e no poder. Ainda, segundo Marx, o capitalismo concentra o processo de trabalho em grandes empresas produtivas, o que inevitavelmente conduz à sua associação. Outrossim, a propriedade privada dos meios de produção faz com que as relações entre as atividades individuais, via cooperação e divisão social do trabalho, regulem-se de forma espontânea por força da lei do valor. Esse fato causa o caráter irracional ou anárquico do modo de produção capitalista. O efeito da causa em tela retira qualquer direção consciente da sociedade e conduz o capitalismo a colapsos e guerras sob a forma de crises político-econômicas. Outra importante contribuição de Marx foi à descoberta da taxa de uso decrescente no capitalismo que aponta para a “sociedade descartável” que, hoje, se vivencia. Sem dúvida essa taxa “afeta negativamente as três dimensões fundamentais da produção e do consumo capitalista, a saber: bens e serviços, instalações e maquinaria e a própria força de trabalho”. Meszáros explica como a taxa de uso decrescente no capitalismo leva no modo de produção a “linha de menor resistência do capital configurado no complexo militar industrial enquanto agente todo-poderoso e efetivo no deslocamento das contradições internas do capital”. Dessa forma ele explicita a administração das crises e da autoreprodução destrutiva do capital. A razão da natureza bélica do capitalismo, através de suas crises, produziu nos últimos cem anos nada mais que três grandes conflitos mundiais estando agora, no quarto conflito ou guerra senão vejamos: a) A primeira guerra mundial entre os anos de 1914 e 1918 b) A segunda guerra mundial entre os anos de 1939 e 1945 c) A terceira guerra mundial denominada de guerra fria durou de 1949 até 1991 d) A quarta guerra mundial teve início em 1991 e foi, unilateralmente, declarada pelos EUA em 11 de setembro de 2001 e intensifica a guerra dos ricos contra os pobres, diferentes, portanto, das anteriores onde os pobres buscavam alcançar novos direitos e mais liberdade. Hoje, são milhões de pessoas implorando para serem exploradas pelo capital, e os capitalistas respondem com a mais cruel exclusão e manipulação social. Essa guerra ficou muito bem caracterizada no 8

Encontro Mundial sobre Mudanças Climáticas realizado em dezembro de 2009 em Copenhague. Não há previsão de seu término com a hegemonia do império norteamericano que age de forma unilateral em todos os acontecimentos e eventos internacionais. Haja vista suas recentes intervenções no Afeganistão e no Iraque (neste, inclusive, sem o apoio do Conselho de Segurança da ONU) e a maneira como, através de Israel, sustenta no Oriente Médio um dos maiores genocídios: étnico, religioso e racial do planeta. A partir da economia política marxista, a burguesia, ainda, na economia mundo do capitalismo adotou a escola da economia política neoclássica ou marginalista e a transformou em neoliberal (após as revoluções mundiais de 1968). Essa é, hoje, a escola cujas disciplinas são ensinadas nas universidades do sistema mundo do capitalismo. Além de Marx e Engels, a economia política marxiana teve outros grandes pensadores como: Bernstein, Rosa Luxemburgo, Bukharim, Lenine, Hilferding, Plekhamov, Kautsky, Mão Tse Tung, Dobb, Baram, Sweeze, Lange , Fidel Castro e, no Brasil, Caio Prado Junior e Florestan Fernandes. Hoje, um dos grandes filósofos e economistas marxista é o húngaro Istvan Meszáros. Em 1945, na pós-segunda guerra mundial, destaca-se a escola da economia política neoclássica ou marginalista com Keynes, Wicksell, Marshall e Walras para, em seguida, na Alemanha, tomar corpo a escola de economia política histórica a partir dos estudos de Menger, Jevons, Wieser e Bohm-Bawerk da escola austríaca. Destacam-se, a partir da escola histórica e da escola austríaca os pensadores da economia política conhecidos como: Pareto, Weber e Sombart. Sob influência da escola marxiana surgiu a teoria do desenvolvimento econômico formulada por Schumpeter, também procedente da escola austríaca. Ainda, na tendência da escola histórica surge a escola institucionalista com Veblen, Mitchell, Commous, e quiçá Robinson e Kalecki. No período da guerra fria, surgem grandes pensadores econômicos como são exemplos: Berle, Means, Mandel, Leontief, Kuznets, Friedman, Myrdal, Galbraith, Sem, Stiglitz e, no Brasil, Celso Furtado, e na Argentina, Prebisch. Contemporaneamente, têm-se vários economistas que receberam o Prêmio Nobel quase todos ligados à economia quantitativa e teoria dos jogos muito divulgados nos Estados Unidos e que vivem e trabalham em suas universidades com destaque para John Nash, Lipsey e Lancaster com o teorema do segundo melhor. Para finalizar esta Introdução o Autor apresenta uma sinopse das Perspectivas frente à crise do sistema mundo do capitalismo na década (20122022) Partindo-se do princípio que a atual crise mundial, iniciada em 2008, do sistema mundo do capitalismo não é somente entendida como econômicofinanceiro, mas sim como um colapso das relações humanas frente ao metabolismo do capital procede-se, a seguir, as seguintes considerações: 1. Que fazer de dentro da própria pobreza? Como utilizar os recursos públicos e naturais para servir de energia primária na luta contra a pobreza? De que forma a organização, participação e capacitação permanente da população poderiam 9

gerar e concentrar energias sociais suficientes para, gradualmente, por em funcionamento múltiplos mercados locais onde possam circular e financiar-se a compra e venda de produtos, serviços e obras gerados com recursos pré-existentes nas próprias áreas de pobreza? 2. Embora, no momento tais perguntas não permitam uma plena e fundamentada resposta, tem o propósito de convocar ao trabalho criativo dos reformadores, administradores e criadores de novas idéias que permitam mudar o status quo ora reinante no Brasil. Em um futuro próximo, ainda sobre inspiração do Governo Lula e, agora do Governo Dilma, o Brasil está implementando novas idéias com vistas a superar os históricos estrangulamentos de seu desenvolvimento com plena cidadania e soberania. Nesse momento, será mais claro que os rígidos programas de ajustes estruturais propiciados pelos órgãos gestores do capitalismo mundial não são suficientes para recompor o tecido social e gerar processos permanentes de desenvolvimento. 3. Provavelmente se chegará ao consenso de que os programas de ajuste estrutural e racionalização administrativa do Estado deverão continuar. Mas, terão que ser acompanhados por programas e projetos desenhados para acelerar, simultaneamente, a transformação econômica das áreas de pobreza comprometendo a ativa participação da sociedade civil, criando novos mercados que mobilizem os fatores abundantes de terra e trabalho, ampliando a riqueza local em benefício direto de seus habitantes. 4. Tais processos certamente demandarão e requererão financiamentos complementares, a serem captados mediante processos de racionalização administrativa de recursos e, também, de tributações especiais sobre os estratos sociais concentradores de renda e detentores de alta renda ou fortunas. 5. A entrada ao mercado interno da população pobre, que se dá hoje via Bolsa Família, criará condições para que no cenário político do Brasil, os partidos mais representativos de seus interesses ampliem, também, sua participação equilibrando as relações entre as classes e estratos sociais. No futuro, não só o capital e as grandes empresas serão necessários para o progresso: social, ambiental, econômico e tecnológico senão, também, as forças das populações de escassos recursos trabalhando para superar suas enormes carências e participando responsável e diretamente, na construção de seus próprios destinos. 6. Até o presente só as pessoas muito conscientizadas do campo religioso e da sociedade civil organizada, dos movimentos comunitários, dos sindicatos, alguns partidos políticos e intelectuais trabalham a favor dos segmentos mais pobres da sociedade. Numerosas pessoas que podiam contribuir na grande cruzada para erradicar a pobreza não puderam fazer pelas restrições ideológicas que dominam o cenário sócio-político que as levam a situação de esmoleo caritativo frente aos sem número de pedintes. 7. O Brasil afortunadamente, nos Governos Lula, continuado por Dilma, está superando sua longa noite ou seu longo inverno no qual o trabalho com as comunidades configurava crime contra a segurança do Estado. Hoje, pelo contrário, já se compreende que as democracias jovens não podem sobreviver se a pobreza não é derrotada e, para isso, se requer a participação solidária de todos os estratos e classes sociais da sociedade. 10

o incremento de produtividade derivado da abertura econômica e da modernização tecnológica e informacional só acrescenta o nível de acumulação do capital. programas e projetos que incorporem e visem verdadeiras transformações na qualidade de vida tanto nas suas magnitudes financeiras como em suas formas de participações e administração. pelos estratos sociais de rendas mais elevadas. A primeira. 10. cada vez mais. os estratos sociais de rendas médias e altas ampliarão seus intercâmbios com as sociedades de países desenvolvidos. hoje. tecnologias. 9. As sociedades dos países chamados desenvolvidos. as simples famílias da classe média. Duas conclusões surgem dessa caracterização da pobreza e do processo de exclusão. basicamente. mas os segmentos pobres não poderão transformar-se espontaneamente em agentes de negócios para ser incorporados aos fluxos do comércio mundial. 11. é que a pobreza e a exclusão devem ser combatidas já. No futuro. pela falta de higiene e salubridade em que vivem focos permanentes de doenças e epidemias. a internacionalização da economia representa uma opção necessária na medida em que responde as exigências inexoráveis da revolução tecnológica e da comunicação e organizações vigentes nos centros do capitalismo mundial em sua plena crise sistêmica. as remunerações do pessoal técnico especializado de níveis médio e superiores profissionalizados e dos burocratas. estratégias. sob a vigência dos modelos atuais de política econômica. África e América Latina. Não obstante. A segunda referese a adoção de tais políticas. com novas políticas. Nesse panorama. aqueles delitos chegam já a configurar fatos sociais além de serem fenômenos delituosos de responsabilidade individual. sob fortes condicionamentos interno e externo da política econômica. da magnitude do mercado interno com a incorporação dos pobres. e pela violência latente que invade as cidades. informações e bens econômicos. Envolve como vítimas não só as pessoas de fortuna senão. Fica excluída do processo de aquisição de renda a massa de trabalhadores que percebem como máximo o salário mínimo. Na medida em que. reduzam parte dos subsídios ao setor privado empresarial. Inclui. os setores sociais mais privilegiados nos países latinos americanos se sentem cada vez mais ameaçados pela pobreza. aquém do nível de subsistência. cêntricos e imperialistas assistem atônicas a crescente invasão da pobreza procedente da Ásia. Para a população pobre ou de escassos recursos tais processos significam muito pouco na medida em sua base de sustentação econômica é o salário cada vez mais abaixo do seu nível de subsistência. também. De igual modo. principalmente após a primavera árabe. Para a população pobre é preciso que os empresários cheguem a perceber e sentir que sua própria sobrevivência depende dos níveis de custos e da produtividade do trabalho ou. estratégias. em última instancia.8. essa população continuará aumentando até que suas estratégias e práticas de sobrevivência cheguem a travar os processos de intercâmbio dos segmentos de altas e médias rendas. Em muitas situações. se os governos não se decidem a adotar com urgência novas políticas para erradicar a pobreza. o Governo racionalize seus gastos de funcionamento. se amplia a circulação de: capitais. programas e projetos poderem criar uma extraordinária oportunidade para erradicar a pobreza. Em condições de desemprego estrutural. mas os benefícios dessa política são apropriados. canalizem recursos significativos e investimentos produtivos e de infra-estrutura. Como conseqüência. 11 .

Sem tais acordos. Expansão européia pelo mercantilismo. Finalmente. agrária. 13. judiciária. uma cronologia muito sumária de acontecimentos que se deram no sistema mundo capitalista com vistas a induzir o leitor a meditar sobre eles com propósitos de se buscar saída para um novo modo de produção mais humano e mais ecumênico. Saltos qualitativos no modo de produção capitalista. Stuart Mill. A atual crise mundial do sistema mundo do capitalismo confirma a assertiva de Bernard Shaw segundo a qual “sem compreendermos o capitalismo não podemos compreender a sociedade humana da maneira que ela atualmente existe”. Como reflexão resta. a seguir. com êxito.12. na execução das novas políticas e conservar e manter a vigência das instituições democráticas. Cabe lembrar que o individualismo metodológico de Adam Smith. Bentham. envolve a totalidade das relações humanas no planeta. é extremamente difícil avançar. no MERCOSUL e outros fóruns internacionais. Supõe-se que esse segundo caminho erradique a livre iniciativa em favor da autogestão esta submetida a controles globais que viabilizem várias utopias socialistas incluso com a revisão dos atuais princípios das corporações transnacionais. como doutrina econômica. 14. para uma antro política. o Autor defende a tese de que a atual crise sistêmica do capitalismo mundial. no dizer de MORIN. previdenciária e educacional dentro da política de ajuste estrutural só pode implementar-se no contexto de um amplo consenso político nacional e internacional que possibilite acordos razoáveis no plano de negociações na OMC. fiscal. aponta para dois grandes caminhos:  O primeiro é permitir que a livre iniciativa na propriedade privada dos meios de produção leve a humanidade ao seu desastre total ou global com as regras e as premissas do individualismo metodológico como fundamento da economia política global  O segundo aponta para um socialismo de novo tipo com base na propriedade privada autogestionária (em nível global) dos meios de produção voltada para um humanismo concreto ou. Cronologia de acontecimentos importantes no sistema mundo capitalista. não pode explicar a atual crise mundial do capitalismo na medida em que ela. Esse é o grande desafio e dilema para superá-la na década 2012 a 2022. Apresentam-se. em longo prazo. agora. Invasões e colonizações dos novos e velhos continentes a partir do escravismo colonial principalmente dos negros e dos indígenas 1775-1848. no mundo atual. 1415-1746. Ela prova e constata que a operacionalidade ótima dos mercados (como mão invisível) é apenas uma crença deletéria para resolvê-la. ainda. Keynes e seus seguidores. Inicio e período de concretização da Revolução Industrial 12 . destinada a erradicar a pobreza e aprofundar as reformas: política. mencionar que a nova política para o desenvolvimento do Brasil.

Bloqueio de Berlin 1949-1991. revolta racial nos EUA. Recessão Mundial e a Guerra Franco-Prussiana 1914-1918. fraternidade e liberdade 1848. quebra-quebra na França. Recessão Mundial 1939-1945. Revolução Cubana e ascensão de Fidel Castro ao Poder 13 . Movimentos revolucionários na Europa.). Conflitos localizados da Guerra Fria principalmente na África pelo conturbado processo de descolonização 1950-1953-?. etc. Guerra Fria ou 3 ª Guerra Mundial. possuindo artefatos nucleares 1954. Fim da URSS e do Tratado de Yalta Fatos que abalaram o sistema mundo capitalista pós Segunda Guerra Mundial 1945. Revolução Mundial da Desilusão (Primavera de Praga. crise da Polônia. 2 ª Grande Crise Mundial do Capitalismo. 2 ª Guerra Mundial 1945. Tomada do poder por Mao Tse Tung a frente do Partido Comunista 1948-1949. Conferência de Yalta e a divisão do mundo 1949-1990. Revolução Chinesa. Inicio da guerra dos ricos contra os pobres pelo metabolismo do capital. Bombas atômicas norte americanas sobre Hiroshima e Nagasaki ordenadas por Truman 1945-1948. A URSS torna-se potência nuclear. Inicio da “virada cibernética” 1989-1990. Cria-se o lema igualdade. hoje. Os EUA com suas tropas na Coréia do Sul encontram resistência sem controle por parte da Coréia do Norte. Proclamação dos direitos do homem. 1 ª Grande Crise Mundial do Capitalismo. Segunda Revolução Francesa 1870-1873. Revolução Francesa. Abolição do feudalismo como modo de produção. Até hoje existe apenas um armistício sito no paralelo 38 em Pamujon entre as duas Coréias. O equilíbrio do terror nuclear 1968. Dá-se inicio a Guerra Fria ou 3 ª Guerra Mundial com inúmeros conflitos localizados sob tensão nuclear (Equilíbrio do Terror).1789-1792. Revolução Russa 1929-1932. ofensiva do Tet e reação popular nos EUA. Guerra da Coréia. O poder emana do povo. Partilha da Indochina 1959. 1 ª Guerra Mundial 1917.

uma caricatura de Hitler. no governo Nixon. Guerra declarada em discurso de Bush que mais pareceu. Os EUA unilateralmente. Crise do padrão monetário mundial 1973. intensificação dos conflitos hegemônicos na Tríade 2001-? Início da 4 ª Guerra Mundial a partir do ataque da Al-qaeda às torres gêmeas e ao Pentágono nos EUA. Guerra dos seis dias sobre a Palestina (árabes contra judeus) e vitória militar de Israel que perpetua uma situação de apartaid com atrocidades semelhantes as de Hitler na Alemanha nazista 1970-1971. Inicio da separação militar EUA versus Europa. 1 ° Choque do petróleo 1979. 2 º Choque do petróleo. crise asiática. estouro da bolha imobiliária japonesa.1959-1975. Fim da URSS e do Tratado de Yalta 1990-2000. retira o dólar do padrão-ouro desarticulando o Acordo de Breton Woods. O processo se intensifica. Criação da primeira moeda transnacional o euro na União Européia. 14 . Guerra do Vietnam onde os EUA sofrem de fato uma verdadeira derrota militar em campo de batalha após arrasar o país e sua retirada desmoralizada de Saigon. Guerra dos Bálcãs (inicio do fim da Yugoslávia). crise da OTAN. Dá-se a unificação do país por Hochimin 1967. em nível mundial. 1979. com o advento da 3ª Grande Crise Mundial do Capitalismo que teve início em 2008. A Revolução Iraniana 1980-1988. Crise da dívida. Diminuição de tamanho das empresas pela terceirização nas redes corporativas 1989-1990. hoje.

mecânica e complicada. não mais dos processos de produção na organização da empresa convencional. Tudo está conectado. do poder entre os humanos que vivem no planeta. nos processos sócio-econômicos e nas organizações reticulares apresentam-se. PRINCÍPIOS DO PENSAR COMPLEXO A seguir. É preciso entender que na complexidade da vida na parte está contido o todo. onde se podem ver processos que se complicam. de uma empresa ou organização tão complexa como a vida ou como a sociedade humana. geralmente. menos cientifica será. A dinâmica da ciência está no fato de que enquanto mais paradigmática ela for. mas não se complexificam”. o segundo. se apresentam alguns princípios da “teoria da complexidade” para enfatizar as mudanças ou a transposição de paradigmas. Mais ainda. A complexidade necessariamente supera o conhecimento disciplinarizado. leva à substituição do velho pelo novo. mas também. historicidade e agilidade. eólica. Essa característica do pensar complexo doa sentido a produzir-se algo para além de si mesmo. Esta autorecria-se por ser capaz de aprender e pensar a partir das famílias que nela estão insertas. Em termos gerais e sinóticos a forma do pensar complexo se caracteriza por ser:  Dinâmica. os princípios básicos ou características da teoria da complexidade e o holismo com vistas à contextualização e apreensão da ciência. Muito do que parece 15 . são dois reais seu somatório jamais serão 4. labirintos. solar) e da economia do hidrogênio com vistas à substituição dos combustíveis fósseis. porém em totalidades complexas. portanto. Esse princípio do pensar complexo embora aceite que toda intervenção ou criação tecnológica que seja linear como parte da realidade. pois. particularmente.  Reconstrutiva. a decomposição das partes desconstrói o todo e é impraticável a partir das partes reconstituírem o todo. O complexo pode provir do simples como este do complexo. Com a observação dos campos de forças contrárias (impulsoras e restritivas) que pressupõem o devir e o fazer novo imbricados as categorias de: atividade. da economia política. Para maior inteligibilidade de como funcionam essas visões da complexidade ou apreensões em rede. complicações. objetividade. Compreende as chamadas “estruturas dissipativas” para a criatividade possível. Segundo Demo na “não-linearidade implica. haja vista que se leva em conta que o primeiro 2 são dois euros e. Na complexidade pulsa relação própria entre o todo e as partes.  Não-linear. com a gestação de novas fontes de energia (biomassa. do sistema mundo do capitalismo.II. criatividade. redistribuição não somente do lucro. sinoticamente. Certamente. Fala-se. É o modo inovador do vir a ser. mas de uma empresa viva. essa teoria ocupa cada vez mais espaços com a revolução do conhecimento e da informação. Apenas na lógica formal linear 2+2 são iguais a 4. A luz pode ser vista como matéria e onda dependendo do ponto de vista de quem a observa. muito mais que emaranhados. A não-linearidade implica equilíbrio e desequilíbrio que.

Esse mesmo fenômeno pode ter referência a mais valia e à alienação do trabalho. A natureza não doa sentido e não tem sentido em si. A vida não significa uma matéria nova. Mas. A ambivalência subentende a existência e a simultaneidade de idéias com a mesma intensidade sobre algo ou coisa que se opõem mutuamente. que o mundo da complexidade é o mundo das incertezas. É não linearidade. são capacidades essenciais para a inteligência:  Responder a situações de maneira muito flexível  Tirar vantagens de circunstâncias fortuitas 16 . aprendizagem. irreversível e complexo. É autocriativa. A irreversibilidade sinaliza o caráter evolutivo e histórico da natureza. não por ser injusta e imparcial. Nada se repete. O computador não aprende. No caso do direito pode-se aventar que a justiça é cega. Demanda relação de causa e efeito e ambivalência em sua contextualização. É o eterno vir a ser.igual esconde incomensuráveis diferenças e vice-versa. certamente. O cérebro humano possui habilidades Reconstrutiva e seletivas que ultrapassam todas as lógicas reversíveis. A reconstrutividade sinaliza sentidos de: autonomia. na verdade.  Irreversibilidade. não sabe errar. hoje. reconstrução e reformação. Sabese. Aquilo que aparece real é muita das vezes virtual ou cópia. sofisticada. mas não complexa.C. É o que se conhece como crise. É impossível voltar ao passado ou ir ao futuro permanecendo o mesmo. O máximo que se pode fazer é construir um modelo de aderência à realidade. apenas age ou reage por causa e efeito. Argumentar é questionar.  Intensidade de fenômenos complexos. Dizia Heráclito em 2000 a. O tempo-espaço são dimensões irreversíveis. à ordem e à desordem. Ambigüidade refere-se à estrutura caótica. O que bem explicita esse fato é o chamado efeito borboleta. Sob a alegação que a inteligência humana ser não-linear Pedro Demo. que: “vive-se com a morte e morre-se com a vida”. em seu livro “Complexidade e aprendizagem”. isto é. É. admitir a existência de uma linha divisória nítida é provavelmente uma tolice. Qualquer depois é diferente do antes. cita de Hofstardter o seguinte texto: “ninguém sabe por onde passa a linha divisória entre o comportamento não inteligente e o comportamento inteligente. mas certamente. Toda e qualquer realidade está muito além do que aparenta e que se pode verificar. aquelas que esvoaçam em um continente causam um ciclone em outro ou o também conhecido efeito dominó. ela mesma se reconstrói. logo. Ambivalência diz respeito à processualidade dos fenômenos. é penetrar no campo de forças que constitui a dinâmica. A vida não foi criada. uma nova modalidade de organização da matéria. É máquina reversível. ou seja.  Processo dialético evolutivo.  Ambigüidade/ambivalência dos fenômenos complexos. Essa assertiva aponta ou compõe o desafio dialético do conhecimento sobre o cosmo e sobre a vida. complicada. portanto. Por isso a ambivalência é a tendência do construtivo no destrutivo e vice-versa com vistas à inovação e a criatividade. mas porque é voltada para o que se quer ver.

em termos de tempo e espaço  Todo sistema reage segundo a sua estrutura  A estrutura de um sistema muda continuamente. Dar sentido a mensagens ambíguas ou contraditórias  Reconhecer a importância relativa de elementos de uma situação  Encontrar similaridades entre situações. nas suas bases de conhecimento o pensar complexo mostrou que:  “Pequenas ações podem levar a grandes resultados (efeitos: borboleta e dominó)  Nem sempre se aprende pela experiência ou repetição  O autoconhecimento se dar com ajuda do outro  Soluções imediatistas podem provocar problemas ainda maiores do que aquele que se tenta resolver  Toda ação produz efeitos colaterais 17 . mas não a sua organização  Os resultados nem sempre são proporcionais aos esforços iniciais  Os sistemas funcionam melhor por meio de suas ligações mais frágeis  Uma parte so pode ser definida como tal em relação a um todo  Nunca se pode fazer uma coisa isolada  Não há fenômeno de causa única no mundo natural  As propriedades emergentes de um sistema não são redutíveis aos seus componentes  É impossível pensar num sistema sem pensar em seu ambiente ou contexto  Os sistemas não podem ser reduzidos ao meio ambiente e viceversa”. (curso de publicidade e propaganda) contextualizou o tema resumindo-o nos seguintes princípios:  “Tudo está ligado a tudo  O mundo natural é constituído de opostos ao mesmo tempo antagônicos e complementares  Toda ação implica uma retro alimentação (feedback)  Toda retro alimentação resulta em novas ações  Vive-se em círculos sistêmicos e dinâmicos de retro alimentação e não em linhas estáticas de causa e efeito imediato  Há que se ter responsabilidade em tudo que se influencia  A retro alimentação pode surgir bem longe da ação inicial. junto com Aristófanes Júnior. No final de suas apresentações. foram enfáticos em afirmar que. em sala de aula. apesar das diferenças que possam separá-las  Encontrar diferenças entre situações. apesar das que possam uni-las  Sintetizar novos conceitos. Sobre o pensar complexo e sistêmico a aluna Mirella Ferraz. tomando conceitos anteriores e reordenálos de maneiras novas  Formular idéias que constituem novidades”.

. e basta descobrirem-nas”. Igualmente. mas os resultados que surgem realmente dessas ações não o são. Assim os acontecimentos históricos se apresentam. ou são eles mesmos a priori irrealizáveis. As leis econômicas do comportamento humano ou do entrelaçamento das ações humanas decorrem das necessidades técnicas e materiais no processo de 18 . III. existe uma gama de estudiosos que fazem distinções entre “leis de economia política”. que são as fundamentais da economia política.” Essa visão marxista é ampliada por Engels. na história da sociedade. tanto as leis de concomitância como as funcionais podem ser apreendidas e contextualizadas. ou seja. se os humanos têm ou não consciência delas e de suas causas e efeitos. Os objetivos das ações são desejados. e perseguindo objetivos determinados. os numerosos objetivos perseguidos se entrecruzam e se contradizem. que dão origem aos modelos e funções econometrias. corresponder ao objetivo em vista. reflexos adequados das leis da economia. pelo caráter estocástico ou de se prever as probabilidades (estatísticas) e possibilidades como se apresentam os fatos econômicos. se parecem. nada é produzido sem desígnio consciente. a princípio. os fatores atuantes são exclusivamente homens dotados de consciência. quando as relações entre os fatos permitem serem mensuráveis quantitativamente por funções matemáticas. agindo com reflexão ou com paixão. e “leis econômicas”. cujas relações se dão sempre com determinado fato como efeito no tempo onde o fato anterior (causa) induz um fato posterior (efeito)  Leis de concomitância. na maioria dos casos. É assim que os conflitos das inumeráveis vontades e ações individuais criam no domínio histórico. e não de eventos isolados  O imediatismo e a inflexibilidade são os primeiros passos para o subdesenvolvimento.. tem-se conhecimento de três tipos de leis:  Leis causais. ou. por formarem estruturas regulares  Leis funcionais. na realidade está sob o império de leis interna ocultas. a quase totalidade dos economistas concorda que as leis econômicas são independentes da consciência e da vontade dos humanos. Na controversa contextualização das leis na economia política... produto de uma atividade anterior. sem fim desejado (. Não obstante os diferentes enfoques e contextualizações. também. Mas sempre que o acaso parece dominar na superfície. Segundo Marx “os homens não são livres árbitros de suas forças produtivas – que são à base de toda sua história – porque toda força produtiva é uma força adquirida. citado por Lange. quando as relações entre dois ou mais fatos surgem ou aparecem constantemente juntas e que são normalmente chamadas de “leis estruturais”. da seguinte maneira: “. ou ainda. LEIS DA ECONOMIA POLÍTICA Na economia política. Soluções óbvias em geral causam mais mal do que bem  É possível pensar em termos de conexões. como dominado também pelo acaso. cultural e grupal”. como leis causais. de maneira geral. seja ele pessoal.) só raramente se atinge o objetivo colimado. um estado inteiramente análogo aos que se encontram na natureza inconsciente. os meios para realizá-los são insuficientes. têm finalmente conseqüências diferentes das que se pretendia.

citado por Lange. sua maior vendabilidade.. A sua manifestação mais nociva à sociedade está no desemprego em massa pela substituição do trabalho vivo pelo trabalho pretérito (produtividade do trabalho) e intensidade do trabalho nos processos produtivos que leva a criação da força de trabalho supérflua ou ao conhecido desemprego estrutural. por conseguinte com as condições de modificações de ação das leis econômicas. “.. da oferta e da procura e da formação dos preços  O terceiro tipo são as leis que resultam da ação da superestrutura sobre as relações econômicas. a saber:  Bens e serviços  Instalações e maquinarias  A própria força de trabalho.. a moeda ouro..produção. etc. Essas condições mudam de uma época para outra. é por esse motivo que as leis econômicas não são de alcance universal. o decréscimo de vida útil da mercadoria ou de suas horas de uso. subutilização crônica. mas sim leis históricas.”.. Com respeito ao metabolismo do capital há que se levar em conta a lei que estabelece a taxa de uso decrescente no capitalismo. ou seja. as mudanças que se dão na natureza são muito lentas comparadas com as mudanças que se verificam na história da sociedade humana e. isto é. as leis que estabelecem o status quo no comércio mundial. Todavia.) as leis da natureza modificam-se da mesma forma.) percorre uma história efetiva (. “a natureza também (. também. O que se chamam leis econômicas não são leis eternas da natureza. Está imbricada a taxa de uso decrescente no capitalismo o que se conhece como obsolescência prematura. segundo Engels. trata de matéria histórica. Em outras palavras busca-se sempre aumentar a produtividade do trabalho com vistas. as do papel-moeda ou meios de pagamento. ela estuda em primeiro lugar as leis próprias de cada fase da evolução da produção e da troca. as do controle do câmbio. mas leis históricas que surgem e desaparecem. ou melhor. como diz Engels. ao maior obsoletismo da mercadoria e. em transformação constante. abrangendo todos os estágios do desenvolvimento social. isto é. No processo dialético da ação recíproca entre os humanos e a natureza que se materializa no processo de produção de bens e serviços. A economia política. as derivadas da ação recíproca da superestrutura. 19 . pode-se. para fins didáticos. em conseqüência. quando os humanos a partir de estímulos são incitados a realizarem os objetivos da atividade econômica colimada.. como por exemplo. ciclo curto de amortização e ociosidade do capital tanto em nível da empresa quanto da sociedade. o protecionismo alfandegário. explicitar três tipos de leis estudadas pela economia política:  O primeiro são as leis das relações de produção e as correspondentes relações de distribuição onde às ações se limitam pela formação social historicamente definida como é exemplo a lei da formação da taxa de lucro  O segundo trata das leis do comportamento humano e do entrelaçamento das suas relações expressas nas conhecidas leis: do valor. Essa lei do capital afeta negativamente as três dimensões da produção e do consumo no capitalismo. relativas a níveis definidos de desenvolvimento e desaparecem quando passa para o nível seguinte”... Ainda.

mas somente ao imperativo abstrato da ‘realização’ do capital . já que o impulso capitalista para a expansão da produção não está necessariamente ligado a necessidade humana como tal.. A partir do relacionamento com o estado.Da lei de formação da taxa de uso decrescente no capitalismo resulta a linha de menor resistência do capital que leva a produção destrutiva do capital.. 20 . a doar alto significado ao chamado complexo militar-industrial se transforma no agente todo poderoso das contradições do capital em seu processo de desumanização ou inumanização. pela transformação radical da produção genuinamente orientada para o consumo em destruição”. No dizer de Meszáros “o resultado positivo dessa interação dialética entre produção e consumo está muito longe de ser seguro.

político. capaz de criar ou de doar valor a quaisquer atividades cujo fim seja transformar um bem livre em um bem econômico  Concreto. isto é. incorporada e materializada nos bens de produção. isto é. a equalização do trabalho como abstrato só ocorre por meio da troca dos produtos desse trabalho. máquinas. infra-estrutura. abstrato e concreto. no processo de produção. Para compreensão da assertiva acima. equipamentos. logo essa modalidade de trabalho.. “trabalho útil”. O trabalho tem. O caráter objetivo de um e do outro é puramente social e. vivo e pretérito. etc. tanto abstrato quanto concreto. em sua essência. 21 . O trabalho pode ser:  Abstrato. sujeito–objeto–sujeito. uma brutal forma de opressão sobre o gênero feminino. alguns dos quais produzidos pelo trabalho doméstico”. o ser humano foi e é obrigado a trabalhar. Muitos economistas fazem alusão ao trabalho doméstico como produto da mais valia para o capital na medida em que é uma mercadoria específica ou força de trabalho. um dispêndio da força de trabalho humana pura e simples. nas organizações empresariais ou não.IV. ainda. O trabalho produtivo é aquele que se dá no processo de produção de mercadorias. é historicamente. portanto. que. Portanto. e o não-produtivo é aquele ligado aos meios de distribuição das mercadorias (serviços) e das atividades institucionaladministrativas. um caráter social. Essa é a razão de o trabalho. isto é. é necessário que se entenda a categoria força de trabalho como “atributo dos seres humanos vivos que são mantidos pelo seu próprio consumo de valores de uso. é transferido ao produto. doar ao produto seu valor e seu valor de uso desde o seu começo pela intencionalidade de produzi-lo. morto ou passado é aquele dispêndio de energia humana acumulada. podendo ser: produtivo e não produtivo. ser dotado de conhecimento reflexivo e prospectivo com vistas a produzir bens econômicos e serviços para satisfação de suas necessidades (infinitas). por isso. Em quaisquer circunstâncias. o trabalho tem sua gênese no processo econômico de produção de mercadorias (produtos e serviços) pela relação ser humano–coisa–ser humano ou. equivale a uma “fábrica capitalista” com um detalhe que as donas de casa não são assalariadas. o trabalho privado que as produziu se torna social. no processo de produção. capazes de satisfazer necessidades humanas e econômicas. edificações. O trabalho pretérito. cujo resultado é a criação do valor de uso do bem econômico. TRABALHO E ALIENAÇÃO Por viver em sociedade. O trabalho vivo é aquele dispêndio de energia humana que se dá no próprio processo de produção de bens e serviços de forma direta pelo vendedor de força de trabalho. quando esse mesmo dispêndio tem utilidade. Os marxistas enfatizam que só por meio da troca de mercadorias (valor de troca).

”a economia política oculta à alienação que está na essência do trabalho”. o ser humano é educado para aceitar o trabalho como essência de sua existência social e não como forma histórica e circunstancial da alienação. esse processo de alienação do trabalho se expressa por dois modos distintos:  O primeiro. “se manifesta por uma parte porque meu meio de subsistência pertence a outro. Epistemologicamente. porque o objeto do meu desejo é o bem inacessível de outro e por outra parte. por inteiro tanto pelos processos de trabalho quanto pelo processo de produção de bens e serviços sob a égide do processo de educação que o domestica para a alienação. Daí Marx acentuar. exploradores x explorados. Esse fato transforma sua força de trabalho em mercadoria em contraponto à primitiva propriedade tribal ou comunal onde ela era livre como. uma lógica de vencedores x vencidos. entre o objeto e o sujeito”. etc.). que não é mais seu como não é a sua própria força de trabalho que passa.) é a oposição entre o em si e o para si. Afirma. em toda sua vida. por natureza livre e consciente. “o operário se converte em mercadoria tanto mais vil quanto maior é a quantidade de mercadoria que produz. À luz desse ponto de vista tanto o trabalho quanto a educação são fatores essenciais do processo de alienação dos humanos. porque enfim – e isto vale igualmente para o capitalista – em geral domina o poder inumano”. ainda. também. Nas palavras de Marx. porque toda coisa é em si mesma outra que ela mesma. a resumir-se em gastar e recompor sua força de trabalho que foi obrigado a alienar. se vê na Amazônia em algumas tribos indígenas. desumanizando-se como parte de sua natureza humana pela falsa consciência de si mesmo. O ser humano projeta-se e satisfaz-se em seu produto. O ser humano não vende apenas sua força de trabalho. ele.. “a alienação (. a si próprio. Este perde todo o caráter de necessidade humana e a consciência de si. pela forma ativa de o ser humano ter que trabalhar (sob esse ângulo. A desvalorização do mundo humano cresce em relação direta com a valorização do mundo das coisas”. em sua crítica aos clássicos. O ser humano. aliena-se ou vendese. o trabalho humano é a principal forma de alienação)  O segundo. passa a ser uma coisa que trabalha e aceita ser educado no trabalho para sua existência. 22 . segundo Marx. Todo o processo de alienação do trabalho surge com a invenção ou criação humana da propriedade privada (quando do ponto de vista da ética os humanos perdem sua dignidade na medida em que cria. entre a consciência e a consciência em si. segundo Marx. conquistadores x conquistados. “o tempo de trabalho socialmente necessário à produção de qualquer valor de uso sob condições de produção normais em uma determinada sociedade e com o grau médio de habilidade e de intensidade de trabalho predominantes nessa sociedade”. Alienação do trabalho.O conceito de trabalho socialmente necessário é..

ainda. Esta pode ser conceituada como a forma que o produto (quando de sua produção) é mediado pela troca e. que. Os bens econômicos são também classificados como: Bens de consumo Bens de consumo duráveis Bens de produção ou bens de capital Bens intermediários ou insumos. tem a capacidade de transformar o custo de produção ou valor em preço. mas. que é o valor que se expande através do processo de produção e da troca. são mercadorias. Estas são pela atividade humana dotadas de: valor. estabelece a mediação das diferentes mercadorias no mercado através do preço. ações.). o clima. é propriedade de um agente particular (empresa que é a célula base da atividade econômica). quanto pelo trabalho abstrato. como são exemplos: o ar atmosférico. Já os bens econômicos são dotados de valor. o processo incessante de acumulação de capital. Já a mercadoria força de trabalho se apresenta na troca em forma de salário. etc. A mercadoria-dinheiro ou moeda dá origem ao capital. não são mercadorias. portanto. Hoje. isto é. também. o próprio capital se transforma em mercadoria quando tem um preço (a taxa de juros) e é trocado no mercado financeiro. a família. MERCADORIAS E MERCADO O conceito de bens leva o leitor a meditar que são todas as coisas ou objetos que são úteis e próprios para satisfazerem necessidades humanas. valor de uso e valor de troca. da empresa e da organização onde se dá não somente o processo de produção. dos serviços e das finanças (títulos. ao ciclo de produção-distribuição23     . Todo bem econômico é necessário e obrigatoriamente uma mercadoria. Claro que esse agente pode ser. que tem o poder de dispor dele e de transferi-lo para outro agente.V. Note-se que na conceituação de mercadorias torna-se explícito o próprio conceito de mercado como o lócus onde se procedem as trocas das mercadorias. valor de uso e valor de troca. O mercado está imbricado à conhecida lei da oferta e da procura. Daí Marx conceituar capital como uma forma da mercadoria-dinheiro que tem fundamento na existência de um sistema de produção de mercadorias e na emergência de forma monetária no valor. duas delas assumem características especiais:  A primeira é à força de trabalho (geradora de mais valia). principalmente. etc. a natureza como um todo. ou. BENS. Esta é a essência. tanto pelo trabalho concreto. pelo valor de troca. pelo trabalho vivo e pelo trabalho pretérito ou material das máquinas. portanto. No âmbito das mercadorias. os oceanos. Os bens livres são aqueles que não têm valor. ou seja.  A segunda é o dinheiro ou moeda. as águas das chuvas. ou seja. valor de uso e valor de troca na medida em que são resultado da intervenção humana na natureza via processo de trabalho com vistas a produzir suas próprias condições materiais de existência. Os bens podem ser classificados como: bens livres e bens econômicos.

ou melhor. ele afirma. 24 . Daí a existência das sucessivas crises que envolvem o modo de produção capitalista desde sua gênese até aos dias de hoje. como um todo. 34. em nível global.consumo. “os produtos e serviços mais valorizados no novo mercado são interativos. como também. dotados de renda em dinheiro para adquiri-las. o que significa. ainda. Com efeito. ou melhor. É notório que a distribuição de renda rege tanto a evolução quanto a retração da oferta e da demanda das mercadorias. Com a chamada “virada cibernética” (anos 1968/70) surge o cibermercado que é mais transparente que o mercado clássico. Outro grande paradoxo que se imbrica ao mercado é o do subconsumo e superprodução de bens econômicos que contemporaneamente se manifesta no sistema mundo do capitalismo. que a produção de valor agregado se desloca para o lado do ‘consumidor’. Ed. Assegura. dois caminhos se abrem aos investimentos para aumentar a eficácia do trabalho: ou a reificação da força de trabalho pela automatização. e ela é marcada por conflitos cujos resultados são incertos. isto é. do mercado e das finanças e do maior mercado do mundo que é o da moeda. Como a oferta e a demanda não são entidades ou categoria autônomas da economia política o mercado dentro das relações contraditórias entre ambas se torna impotente para ajustar este processo governado por conflitos e incertezas entre as empresas e corporações capitalistas.” Quanto ao cibermercado. imprevisíveis e contraditórios. em termos econômicos. no interior da mesma ‘profissão’. Quanto ao processo de trabalho afirma que “as pessoas não apenas são levados a mudar de profissão em sua vida. que convém substituir a noção de consumo pela de coprodução de mercadorias ou de serviços interativos. das que são desejadas pelos compradores. Complementa seu raciocínio alegando que “na economia do futuro. que pode se atualizar de maneira imprevisível em contextos variáveis”. que “o trabalhador contemporâneo tende a vender não mais sua força de trabalho. os conhecimentos tem um ciclo de renovação cada vez mais curto”. Segundo Paul Singer (O que é economia? São Paulo. 2009) trata da desterritorialização da economia. ou a virtualização das competências por dispositivos que aumentam a inteligência coletiva. Na virtualização da economia. Assim como a virtualização do texto nos faz assistir a indistinção crescente dos papéis do leitor e o do autor. também a virtualização do mercado põe em cena a mistura dos gêneros entre o consumo e a produção”. Contexto. mas sua competência. uma capacidade continuamente alimentada e melhorada de aprender e inovar. Pierre Lévy (O que é o virtual? São Paulo. as sociedades bem-sucedidas reconhecerão e alimentarão em prioridade o virtual e seus portadores vivos. 2001) “o mercado funciona de tal modo que as empresas são induzidas a produzir cada valor de uso em quantidades não muito diferentes das socialmente necessárias. Esta quantidade constitui a demanda solvável por mercadoria”.

sobre produto. Bottomore em seu “Dicionário do Pensamento Marxista” afirma “os trabalhadores são explorados não em função de uma troca injusta no mercado de trabalho. uma troca injusta. Tanto um como o outro se expressa em dinheiro ou moeda. é apropriado pelo detentor do capital (capitalista). na prática. Não há. Ela tem a propriedade específica e única de ser capaz de criar valor. O produto resultante da venda da força de trabalho humana. em geral. os trabalhadores. ela própria. aqui. e pelo capital variável expresso pelo salário que o trabalhador recebe na troca ou venda de sua força de trabalho no dito processo. Ela é capaz de produzir um valor adicional jamais pago por um salário. a força de trabalho tornase. por mais justo que se pense que ele seja. a mercadoria. sendo humana é criativa por doação do conhecimento reflexivo/prospectivo. “o capital variável é assim chamado porque sua quantidade varia do começo ao fim do processo de produção. que é a essência do trabalho não-pago ou da mais valia oriunda do processo de produção de mercadorias e serviços no modo de produção capitalista. Este é constituído pelo capital constante ou bens de produção. não são livres para não vender sua força de trabalho. Daí Marx concluir sobre a dupla liberdade que resta ao 25 . Segundo Bottomore. no processo de produção. já que eles vendem sua força de trabalho pelo valor que ela tem. Tanto o lucro quanto o salário são faces que assumem o trabalho excedente e o trabalho socialmente necessário quando estão sob o jugo do capital. em geral. na produção de mercadorias. toma a forma de lucro. além de sua remuneração. mas devido às sua posição de classe que os leva a entrar no processo de produção capitalista no lugar onde a exploração efetivamente ocorre”. A mais valia é a diferença entre esses dois valores: é o valor produzido pelo trabalhador que é apropriado pelo capitalista sem que um equivalente seja dado em troca. Sendo o consumo da força de trabalho o próprio trabalho. Obtém-se mais valia da diferença entre o valor advindo do trabalho abstrato. mas o capitalista se apropria dos resultados do trabalho excedente não-pago”. que é a forma objetificada do trabalho humano. o que no início é valor da força de trabalho ao término é valor produzido por esta força de trabalho em ação. TEORIA DA MAIS VALIA Essa teoria se explicita na forma específica pela qual se processa a exploração da força de trabalho sob o modo de produção capitalista onde a “liberdade” da venda da força de trabalho que. O sistema em que se inserem não lhes permite possuir outro meio de sobrevivência salvo quando transgridem e apelam para a violência do roubo ou da expropriação de excedentes das pessoas comuns ou daqueles que os escravizam com a ilusão do livre arbítrio de serem livres para trabalhar ou não. O excedente econômico (sobre trabalho. etc.) advindo do trabalho não-pago (mais valia). e o valor do capital envolvido em seu processo de produção. imbricado ao produto. No modo de produção capitalista. transferidos ao produto.VI. sob condições de abstrato e concreto ou útil. pela troca de sua força de trabalho no processo de produção onde o conceito de mais valia ou trabalho não-pago tornase crucial e relevante.

através de sua monumental obra. ao criar a teoria da mais valia no modo de produção capitalista. Marx. 26 .trabalhador: “a liberdade de vender sua força de trabalho ou a liberdade de morrer de fome”. cujo objetivo é reduzir os custos individuais do capital variável na força de trabalho. pela equação: Trabalho excedente Trabalho necessário Horas despendidas pelo trabalho para o capitalista____ Horas despendidas pelo trabalhador para autoconsumo Em sua teoria. Esta é expressa pela relação entre o montante ou o somatório do excedente produzido. Já a mais valia relativa é conceituada e explicada pela produtividade do trabalho. sobre o trabalho necessário capital variável despendido no mesmo. automatização ou robotização no processo de produção de mercadorias. em uma unidade de tempo. no valor total produzido por cada trabalhador. em geral. sem alteração do montante de trabalho socialmente necessário). no processo de produção. também. via mecanização. chegou a estabelecer a taxa de mais valia. ele mostra a taxa de mais valia ou de exploração à luz do conceito de intensidade do trabalho (aumento. Marx explicita não somente o conceito de mais valia como subdivide ou a diferencia em: mais valia absoluta e mais valia relativa. substituição de trabalho vivo por trabalho pretérito a partir da inovação tecnológica substitutora de força de trabalho. ou ainda. do trabalho vivo no processo de produção. que é “O capital”. por unidade de tempo. Como mais valia absoluta. onde haja necessariamente.

A probabilidade/possibilidade de quantificação que tem a economia política. VALOR E SUAS TEORIAS Entre os conflitos teóricos das diferentes escolas da economia política um dos mais importantes é aquele que trata das teorias do valor. pelo tempo de trabalho produtivo (vivo e material) na produção dos bens econômicos. mas. Essa é a razão que os humanos entre si e o meio ambiente atribuem valor aos objetos e aos serviços na medida em que satisfazem necessidades humanas. imagem de marcas. o valor utilidade se interessa pela forma como as pessoas experimentam suas necessidades. cinematográfica e pela Internet. de antagonismo. Pode o leitor indagar sobre o que vem a ser essas duas teorias do valor e quais as suas importâncias? Essa pergunta pode ser respondida. Esse atributo as outras ciências sociais ou humanas não têm. legais e ilegais. Por essa razão. sim. de comparação estatística. expressam-se de forma qualitativa por relações simétricas. de forma sinótica. São duas fundamentais:  A teoria do valor-trabalho (concepção dos clássicos. prega uma teoria para os capitalistas. Essa polêmica ou conflito apresenta-se pelo fato da economia política diferenciar-se de todas as demais ciências sociais ou humanas pela sua probabilidade e possibilidade de ser quantificada com o cálculo matemático. Em toda atividade econômica de produção. Na teoria do valor-trabalho o sentido de valor é doado não pelas relações dos humanos com as coisas ou meio ambiente. da seguinte maneira. decorre exatamente da lei do valor seja ela explicada por quaisquer umas das duas teorias. do “mercado sabe de tudo”. como ciência. ou seja. Pode-se dizer que a teoria do valor-utilidade parte das relações entre necessidades humanas e os serviços ou objetos que as satisfazem (comportamento subjetivo).VII. etc. assimétricas. nos países chamados desenvolvidos pelas vias da manipulação da vontade do próprio consumidor. isto é. pelo marketing. de emoções. maximizarem os seus proveitos no consumismo e faz à apologética da “sua majestade o consumidor”. de atitudes. Galbraith (economista e diplomata Norte americano) em seu livro “O Novo Estado Industrial” cria o conceito de “superestrutura”. Por isso. do “rei mercado”. criticada e aperfeiçoada por Marx)  A teoria do valor-utilidade formulada pela escola marginalista de Keynes e seguida pelos neoclássicos. de percepção. propagandas subliminares e outros procedimentos. principalmente. iguais. O conceito de superestrutura encoberta e conforma as corporações internacionais para a absoluta rapinagem sobre os países 27 . dos humanos entre si pelas relações sociais na atividade econômica. cria-se valor que reflete o grau de satisfação ou de atendimento a uma utilidade. escrita. desiguais. colocam o consumidor no centro do sistema ou em um pedestal com a apologética da sua soberania. de cooperação. É o rei do atual e insustentável consumismo de utilidades e inutilidades econômicas. pela mídia falada. segundo a teoria do valorutilidade. Essa diferença é que faz o valor econômico ser padrão de medida e fundamento científico da economia política. televisiva.

Para sua lógica todo e qualquer indivíduo que esteja desempregado é porque preferem o ócio à pequena remuneração que pode auferir em atividades outras de baixa remuneração ou biscates. Outrossim. Naquela época os humanos tinham um “dominante” ou líder que poderia ser um homem grande ou um grande homem. logo todo valor é resultado de um trabalho humano. O seu valor se expressa pelo produto social da atividade coletiva de toda a sociedade em que vive. Tanto. que o sujeito é produtor social como indivíduo inserto na divisão social do trabalho nos diferentes modos de produção surgidos na história da humanidade salvo no comunismo primitivo ou tribal onde todos os humanos eram coletores e caçadores sem que houvesse quaisquer divisões sociais de trabalho. principalmente dialética. Claro que há na economia. Essas e outras atitudes inconseqüentes são divulgadas e propaladas pela mídia como se a economia política global fosse capaz de sustentar o consumismo exacerbado dos países cêntricos a custa dos países pobres. atividades particulares que as pessoas fazem ou produzem. como um todo. A primeira divisão social do trabalho dá-se. ou seja. Toda ampliação e amplificação da atividade econômica são. Uma análise acurada de ambas as teorias mostra a teoria do valor-utilidade como a-histórica pelo princípio de ser a atividade econômica sempre idêntica. em discussão. portanto. isto é. a do valor-trabalho afirma ser ele determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário gasto na produção de cada um deles. todo trabalho que não é socialmente necessário não tem valor. A teoria do valor-trabalho explicita a lógica que regula o processo de produção em cada modo de produção em função da correspondência das forças produtivas com as relações de produção e sua infraestrutura humana. mas pela sua doação de sentido. em conseqüência. de inutilidades econômicas geradas pelo sistema. Em tese a teoria do valor-trabalho trata da transformação de bens livre em bens econômicos. Não vêem que a natureza é violentada e que tende a dar respostas indesejáveis pelo consumismo de utilidades e. A teoria do valor-trabalho é histórica e. A economia dos países hegemônicos é comprovadamente insustentável. não somente por definição. com a criação da agricultura e. 28 . no processo civilizatório. expectativas e gostos. O produto do trabalho e sua utilidade não falam da condição de o humano ser escravo ou livre para produzi-lo. estão imbricadas a outras atividades coletivas.pobres. o segredo da sua realização. Revela. têm enfoques diferentes quanto ao produto social. Enquanto a do valor-utilidade o entende como somatório de cada um dos bens segundo mudam as preferências. Essa objetividade do valor pode ser medida e qualificada. da propriedade privada dos meios de produção que dá origem aos modos de produção assimétricos. Tende a justificar a manipulação econômica pelos reflexos condicionados e serve para escamotear e ocultar a exploração do trabalho ou do “homem pelo homem”. no conjunto da humanidade. principalmente. isso é verdade que um professor ou outro qualquer profissional liberal têm suas funções reconhecidas na medida em que existe outra atividade coletiva decorrente da divisão social do trabalho. reveladas pela teoria do valor-trabalho que mostra o surgimento do valor a partir da lógica do processo de trabalho no processo de produção. Vale salientar que as duas teorias. sem que haja a extorsão e o saque das economias dos chamados países emergentes periféricos a eles. A teoria do valor-trabalho parte da idéia da economia ou atividade produtiva ser essencialmente coletiva e jamais individual pelo corte transversal da divisão social do trabalho. A forma como se exprime mascara sua utilidade.

negar. a alienação do trabalho e a exploração do capital dos capitalistas sobre os trabalhadores em geral. encobrir e difamar a luta de classes. ou seja. é essencialmente histórica. a economia da firma. A teoria do valor-trabalho incorpora na sua lógica importantes contribuições da teoria do valor-utilidade sem sacrificar a sua coerência. também. Para a teoria do valor-utilidade é a renúncia do consumo imediato em favor de um consumo futuro denominado poupança. Tal procedimento dos defensores do valor-utilidade talvez negue o valor-trabalho com o propósito de escamotear. enfocada diferentemente por ambas as teorias. complexa e holística na medida em que trata a economia política como um todo e não pelas suas partes como. embora a recíproca não seja verdadeira pela bruta incoerência do valor-utilidade que é essencialmente niilista quando defendida pelos seguidores da escola marginalista. O mais importante é que a teoria do valor-trabalho explica a evolução do excedente econômico-social pelo incessante crescimento da produtividade do trabalho. Para a teoria do valor-trabalho o excedente social é fixado e medido de acordo com o tipo de sociedade que se analisa. a microeconomia. O sacrifício de poupar é compensado com uma remuneração que é chamada de taxa de juros. por exemplo.A categoria econômica de excedente econômico é. 29 . Sua visão é macroeconômica.

. capitalista e socialista de estado em vigor na China. O valor não é uma relação técnica. ainda segundo Fossaert “torna-se uma função social ambígua: persegue três fins distintos que nem a sua prática. Outrossim. o dinheiro. o capital e a própria dinâmica dos modos de produção pré-capitalistas. para estar seguro. o valor de uso circula. entretanto. A produção de objetos úteis. “É uma forma bem mais desenvolvida e complexa que o valor de uso” no dizer de Fossaert. também não a partir do ‘conceito de valor’. ou sejam:  Valor. Para melhor explicar os processos de trabalho ou as lógicas da produção busca-se de forma didática explicitar-se o conceito de mais algumas categorias da economia política. Sobre essa categoria. que é portadora de valor de troca desse ponto de vista. mas também. Sob essa forma cada produto conserva as suas características aparentes. “o valor de uma mercadoria expressa à forma histórica particular do caráter social do trabalho sob o capitalismo. em sua forma natura. por um lado. um modo independente de manifestação do valor contido na mercadoria. Podem eles ser os preços. Parto da mais simples forma social na qual o produto do trabalho na sociedade contemporânea se manifesta. descobri que o valor de troca é apenas uma ‘forma de aparência’. em primeiro lugar. Marx faz o seguinte resumo: “não percebo a base de ‘conceitos’ e. por outro lado. Sem dúvida. como tal. Este é equalizado ou mediado pelo valor de troca podendo ser trocado em quaisquer transações mercadológicas. portanto aparece como uma propriedade dessa forma”  Valor de uso. uma coisa de valor de uso e. Ora. É a mais simples forma do valor e que aparece. verifico a essa altura que ele é. os termos das trocas no âmbito do país e. É isso que eu analiso. a quantidade de valor de troca a ele incorporado varia de uma a outra mercadoria qualificando todas indistintamente na medida em que assume um valor que exprime o tempo de trabalho socialmente necessário. e. Para Marx. no âmbito mundial ou internacional. e. entretanto.. mas uma relação social entre pessoas que assume uma forma material específica sob o capitalismo. se concretizar como forma propícia à depuração das trocas  Valor de troca. o valor de uso estar presente em todo e qualquer bem econômico em função da utilidade que cada produto possui. interpreta os fenômenos manifestos no mercado. VALOR E PROCESSOS DE TRABALHO Na visão dialética marxista a teoria do valor-trabalho não só designa os efeitos e as lógicas sociais da produção (pondo em causa toda estrutura econômica da sociedade). na forma em que ele aparece. no Vietnã e em Cuba. nos diferentes modos de produção. as rendas. com toda sua essência. nas sociedades em que a troca não existe ou se dá de maneira muito rudimentar. A produção de mais valia estar no cerne do sistema: qualquer capital que emprega 30 . Através de uma análise mais aprofundada deste último. portanto. nem o seu conceito podem unificar perfeitamente. enquanto dispêndio de força de trabalho social.VIII. segundo Bottomore. na Coréia do Norte. Em seguida abordo a análise desse valor”. a produção de lucros e a produção de mais valia (que formam) três círculos excêntricos que girariam indefinidamente sem jamais poderem coincidir. sem. principalmente. É o fundamento de toda e qualquer concepção que se ajusta para explicar a produção de mercadorias e. As lógicas da produção. que é a ‘mercadoria’.

na mesma qualidade que os capitais empregados na produção em que essa mais valia se cria”. Essa abordagem permitiu Fossaert analisar detalhadamente cada um desses processos de trabalho. não é convertida em lucros efetivos.) Designa a qualidade do esforço físico e nervoso exigido do trabalhador. ou seja.trabalho assalariado na produção de mercadorias assegura produção como essa. senão a partir do momento em que as mercadorias são vendidas”. permanecendo iguais os demais fatores.. Mas a mais valia não é realizada. “Os capitais empregados na centralização dos capitais (bancos) participam da partilha da mais valia.. c. (.) A dialética da intensidade e da produtividade do trabalho é mais íntima que aquela que 31 . explícita na seguinte imagem: Uma suficiente coordenação das atividades sociais em jogo    Dinamizar a aplicação da ciência à produção Ajusta a formação da mão de obra às necessidades da produção Regulariza os mercados oferecidos a cada produção singular Não inibida pelos acasos dos mercados Dinâmica dos meios de trabalho m demanda q Dinâmica da organização do trabalho Dinâmica da qualificação do trabalho Produtividade do trabalho Segundo Fossaert “a intensidade do trabalho (que não deve ser confundida com sua duração) é a qualidade do esforço feito em dado tempo. Entendidas essas breves considerações pode-se. assinalar as formas da organização concreta dos processos de trabalho. isto é. ainda segundo Fossaert: Trabalho isolado Trabalho coletivo Trabalho coletivo concreto ou oficina  Sistema de trabalhos coletivos organicamente ligados numa mesma empresa ou num mesmo grupo  Sistema dos trabalhos coletivos acima citados (b. da mais simples a mais complexa. agora. ou economia nacional  Sistema apresentado em e enriquecido pela regulação.. que se possam distribuir ou reinvestir. quando o valor de troca se realiza. sinoticamente. nos diferentes modos de produção.. d) sujeitos ao domínio de um mesmo estado.. pela ciência e pela formação do trabalhador. numa produção e com um equipamento determinado (. no conjunto da economia de um país e ir além do horizonte econômico que comanda a produtividade do trabalho.

em forma de síntese. entra em progresso rápido.une esses dois fatores à duração do trabalho e a separação analítica desses diversos fatores corta necessariamente uma unidade viva”. No dizer de Fossaert “a rentabilidade econômica e a oportunidade política limitam o domínio que o capital pode conquistar numa sociedade dada. Assim a lógica do valor de troca impele ao aumento incessante da produtividade do trabalho”. Contemporaneamente. IX. acaba por tornar-se o principal senão o único fator de crescimento da produção. divulgada e apregoada com o epíteto de competitividade. Por conseguinte. Fossaert mostra que “o tempo de trabalho socialmente necessário. gratuitas oferecidas pelo estado ou por ele subsidiada. hoje. Contribui para esse fato a formação técnica e científica de minorias da população e a ciência. desde a origem. a nível mundial. que determina o valor de troca de um produto qualquer. no sistema mundo do capitalismo. as lógicas do valor de uso. a guerra dos ricos contra os pobres. a produtividade do trabalho que. Já na lógica do valor de troca que é competidora e abrangente atinge tanto a duração e intensidade do trabalho quanto a sua produtividade. È sabido que não há relação entre os impostos pagos pelos capitalistas e os ganhos da produtividade e da intensidade do trabalho que eles obtêm das atividades sociais estranhas à produção e que os impostos financiam. de qualidade e intensidade médias. via capitalistas de toda ordem com os ganhos da produtividade do trabalho. Através dela qualifica e renova os meios e instrumentos de trabalho (cuja obsolescência é cada vez maior na sua utilidade) e cada vez mais modernos e revolucionários. hoje privatizada pelo sistema mundial de patentes. Do ponto de vista da análise do metabolismo do capital tal fenômeno leva. Essa é a razão pela qual a burguesia coloca. segundo 32 . Na prática o custo da formação técnica-científica resulta de impostos resultantes da mais valia de todos os demais trabalhadores. do valor de troca e do valor desenvolvimento conforme conceitua Fossaert. centralizado e concentrado). Dessa maneira a lógica do valor de troca encobre aquilo que promove a força produtiva do trabalho social no mundo contemporâneo. que é posto em ação. todo o movimento sindical na contramão da história. passa a valer os movimentos de resistência internacional para fazer frente à rapina dos detentores do capital financeiro na medida em que os sindicatos pouco ou nada influenciam na contradição trabalho (descartável e local) versus capital (mundializado. Em conseqüência há um aumento cada vez maior da exclusão social ou substituição do trabalho vivo pelo trabalho pretérito pela via da valorização do capital em detrimento do trabalho humano (trabalho vivo). O ascenso do movimento operário acaba por impor o teto da duração do trabalho e por conter mais ou menos a intensificação do trabalho. como um todo. em geral. sem dúvida. cinicamente. Na lógica de valor de uso tem-se que a eficácia do trabalho é o resultado de sua duração e intensidade e a produção dotada de pequena variação na produtividade do trabalho. se definirá como o tempo do trabalho vivo. A regulação e regulamentação desse processo não têm preço observável pelo dono do capital na medida em que aquelas formações são. LÓGICAS DO VALOR Retomando as lógicas do processo de produção e dos processos de trabalho inclusive da eficiência do trabalho definida pela intensidade versus produtividade do trabalho procede-se.

tecnologicamente adaptada modifica. na lógica do valor desenvolvimento. Portanto. segundo ele. A ciência e a tecnologia como as mais sólidas formas de geração de riquezas. quando nenhuma coerção e nenhum cálculo serão mais necessários para garantir a produção de tudo àquilo de que ela tiver necessidade” ele assegura: “na lógica de valor desenvolvimento. nenhuma atividade social é totalmente estranha à produção dos valores de uso – bens e serviços – que valor desenvolvimento libera de valor de troca e ressenta sobre seu objeto primordial”. o valor de troca une um quantum de trabalho e um conjunto de qualidades sociais médias que distinguem o trabalho socialmente necessário em termos de sua quantidade e do seu qualificativo. apresentadas. procede-se. Progresso que se opera por saltos qualitativos. ele apresenta a seguinte lógica para o valor de troca: Valorização do capital ao qual a produção está subordinada  Impedimento à extensão dos trabalhadores efetiva pelo sistema capitalista. o progresso dos demais ramos. Para finalizar esses breves comentários sobre a lógica do valor. por exemplo. isto é. Em resumo. a eficácia da força produtiva social. Ele conceitua. benéfico para a formação: valor desenvolvimento ajuda a explicitar as adaptações que a produção e as demais atividades sociais devem sofrer para que a formação consiga qualificar melhor os homens”. uma organização do trabalho de eficácia média. acompanha-se necessariamente de um efeito em retorno. por um movimento contínuo. em valor desenvolvimento. porque cada inovação científica. por saltos qualitativos. por saltos descontínuos. A tomada em conta sistemática. a suposição de “que a 33 . segundo ele. e que se aplica a objetos e meios de trabalho que são por sua vez de qualidade média. Após afirmar que “a humanidade sairá da lógica do valor. Para ele o valor desenvolvimento é uma síntese das três lógicas do valor. Essa modalidade de valor incorpora o tempo de trabalho socialmente necessário efetivamente pago pelo capitalista e efetivamente gasto no conjunto da sociedade. o custo que resta amortizar e os desempenhos podem ser considerados como médios na produção em tela”. ao prolongamento da jornada do trabalho e à intensificação do trabalho  Aumento incessante da produtividade do trabalho e aumento da mais valia relativa no total da produção  Aumento das forças produtivas sociais ou do capital social básico via formação. O corolário político dessa lógica é. dessa função produtiva da formação. agora. sua aptidão para produzir mais. aparecem na lógica do valor desenvolvimento “como principal ramo da produção.entre o capital e o trabalho é a de cada um dos capitalistas com os seus trabalhadores”.fundamental . Toda essa lógica confirma a assertiva de Marx segundo a qual “a relação geral. aqui. o ajustamento da oferta de mão de obra às necessidades de todos os ramos da produção e de todas as demais atividades sociais. a contextualização sobre o que vem a ser valor desenvolvimento e sua lógica no pensamento de Fossaert. o que assegura. a máquina cuja idade. caracteriza e põe em discussão essa modalidade de valor em acréscimo àquelas contextualizadas por Marx. produzir melhor e produzir novos valores de uso. A formação aparece. como outro ramo da produção que assegura. pesquisa e regulação  Indução da produção de valor de uso quando nos períodos de crise ou quando a produção de valor de troca estabiliza ou regride. A rigor. a produção perde as suas fronteiras.

. que o valor desenvolvimento é uma hipótese que inspira a definição e conceituação da teoria do valor-trabalho às formas fundamentais das relações de propriedade. AS TRÊS LÓGICAS DO VALOR VU Valor de Uso O valor se concretiza em... conter e eliminar as poluições”. Apenas inaugura ou aponta para essa possibilidade não fazendo dela uma necessidade na medida em que a exploração está imbricada ao próprio metabolismo do capital.... pelo consumismo nas sociedades chamadas desenvolvidas com maciças produções de lixo. isto é.sociedade se organize de modo que possa escolher a parte das atividades dos homens que é preciso dedicar – ou sacrificar – à produção e que.. domesticação e degradação da natureza Circunscrito pelas informações recebidas pelos preços mercantis e pelos impostos Produção de lucros Produção de lucros Segundo a forma uniformizante do mercado Ampliado à tomada em consideração de todos os custos expostos em todas as atividades sociais Produção proporcionada de valores de uso (bens e serviços) Produção proporcionada de valores de uso (bens e serviços) Segundo uma regulação coordenadora de formas 34 . Para melhor ilustra o conjunto de suas idéias apresenta-se dois quadros sinóticos por ele elaborados... O horizonte econômico é. Especula ou teoriza que a hipótese de valor desenvolvimento está imbricada aos modos de produção estatal-capitalista e estatal-socialista. entulhos e resíduos e pela poluição desenfreada e descontrolada... Fossaert entende que. o segundo. A capacidade de desenvolvimento econômico assinala-se por. O excedente ou sobretrabalho manifesta-se sob forma de. organizarem a produção de sucedâneos apropriados. moderar o uso dos recursos escassos. ainda. As trocas organizadas. com a síntese de suas pesquisas sobre os modos de produção com suas respectivas lógicas do valor.. O trabalho apresentase como. reorganizar a relação entre a sociedade e a natureza. em particular contra sua biosfera. Explicita.. Vale lembrar que na sua contextualização sobre a lógica do valor desenvolvimento ele explicita que ela não implica no fim da exploração do homem pelo homem ou da alienação do trabalho. O primeiro. crescimento nulo ou fraco e aleatório Delimitado pelos ciclos naturais ou bélicas Produção de produtos materiais Produção de produtos materiais Segundo grande variedade de formas não- Crescimento explosivo assinalado por crises. Produtos reais Prestação de trabalho VT Valor de Troca Mercadorias Mais-valia VD Valor de Desenvolvimento Produto social Excedente socialmente regido Crescimento canalizado Forte dependência da natureza.. uma vez feita a escolha. Nos debates sobre a exaustão dos recursos naturais pela violência que se comete contra a natureza. com as três lógicas do valor e. “pertence à lógica de valor desenvolvimento controlar esses riscos. A produção define-se como. uma organização conveniente se esforce por maximizar a eficácia do tempo de trabalho dedicado à produção”. desvio das necessidades.

mercantis variáveis MODOS DE PRODUÇÃO E SUAS LÓGICAS DO VALOR VU VU-VT VT VT-VD MP1 MP2 MP3 MP4 MP5 MP6 MP7 MP8 O O O O O O O O MP9 MP10 MP11 MP12 MP13 MP14 MP15 MP16 VU VU-VT VT VT-VD O O O O VD .Lógica do valor de desenvolvimento. Legenda: VU – Lógica do valor de uso VU–VT – Transição de VU a VT VT – Lógica do valor de troca VT–VD – Transição de VT A VD 35 . O O O O Convenções: MP1 – Comunitário MP2 – Tributário MP3 – Antigo MP4 – Camponês MP5 – Artesanal MP6– Capitalista mercantil MP7 – Escravista MP8 – Servil MP9 – Latifundiário MP10 – Capitalista MP11 – Cooperativo MP12-Estatalcapitalista MP13 – “Colonial” MP14-Escravista concentracionário MP15 – Estatal socialista MP16 – Novo modo de produção socialista.

na lógica de Marx. Ainda. CAPITAL E CRÉDITO Em sua forma mais vulgar. do ponto de vista de Marx. capital é um bem econômico que pode gerar um fluxo de renda para seu dono. bem como. devem se tornar inteligíveis em termos das determinações material-estruturais das quais emergem as várias possibilidades de intervenção pessoal no processo de reprodução social”. Ainda. Isto é verdadeiro independentemente do fato que.. taxa de retorno. XLVIII” Marx afirmar: “(. e não meramente um direito de controle legalmente codificado. um conhecimento especializado como capital humano. que se configura em uma coisa e lhe empresta um . Em resumo. pode ser entendida como qualquer bem de qualquer natureza que possa ser usado como fonte de renda. segundo ele. para entender-se o que vem a ser mais valia e a composição orgânica do capital. Independentemente dos epítetos supracitados. uma casa como capital. o capital é uma relação coercitiva que aparece como coisa.3 cap. o direito de exercer controle sobre a produção e a distribuição seja ‘constitucionalmente’ atribuído a um número limitado de indivíduos. Confunde-se com: riqueza. aplicação financeira. mas uma relação de produção definida. na forma de direitos hereditários de propriedades bem protegidas pelo Estado”. junto com as modalidades concretas de sua superação. ainda em sua vulgaridade. na economia política vulgar. sob condições históricas específicas da sociedade capitalista. Daí se considerar a terra ou propriedade fundiária. Em “Para além do capital” Meszáros diz que “na realidade o capital é. O capital não é uma coisa. são conhecidos muitos epítetos de capital. o capital pode.. seja ela mercadoria ou dinheiro. que é a relação entre o capital constante sobre o capital variável somado a mais valia. Na forma de dinheiro compreende a mais valia (trabalho não-pago) acumulados no passado histórico dos modos de produção e apropriados pelos capitalistas no presente. etc. pertencente a uma formação histórica particular da sociedade. Essa é a razão de em sua obra “O capital v.X. ser caracterizado como capital constante e capital variável. ele próprio. “a questão da dominação do capital sobre o trabalho. pagamento de juros e ou participação no lucro.) o capital não é uma coisa. investimento. A expressão. como por exemplo:  Capital fixo  Capital circulante  Capital comercial  Capital industrial  Capital agrário  Capital mercantil  Capital financeiro  Capital volátil ou capital especulativo  Capital fictício. mas uma relação social que toma forma de coisa no processo de produção onde se reproduz. essencialmente um modo de controle.

estabelece-se na relação credordevedor a categoria de juro. tem-se. fazerem-se breves considerações do que vem a ser imposto.. em todas as épocas. No Brasil. pois a substituição do dinheiro na circulação de mercadorias e na transferência de valor.) forma desse trabalho. que são personificados. os mercados financeiros tratam à dívida pública como se fosse um investimento produtivo. as forças sociais e a (. de um dos fatores de um processo de produção social historicamente produzido”. Não são apenas os produtos dos trabalhadores transformados em forças independentes – produtos que dominam e compram de seus produtores – mas também. Nesse caso. à primeira vista muito mística. e sobretudo. dos feudos e dos estados nacionais. Já o crédito é a promessa de pagamento futuro de um tomador de moeda pela cessão de uma capacidade de compra de uma pessoa ou organização que disponha ou empreste dinheiro. portanto. apenas. e. e ambos estabelecem uma nova relação. Para melhor inteligibilidade vale. sempre foi compulsoriamente recolhido da . nessa mercadoria. moeda e sua relação com o estado. seu papel de meio de pagamento.. que se confronta com a força de trabalho viva enquanto produto e condições de trabalho tornados independentes dessa mesma força de trabalho.caráter social específico. O imposto ou tributo. estabelecem um valor de capital para ela em relação à taxa de juros sobre empréstimos. como é sabido. (.. Determinadas formas o crédito se confunde com o que se convencionou chamar de capital fictício. Outro exemplo de capital fictício é a dívida pública. A moeda está ligada ao crédito. Ambas as categorias articulam a estrutura econômica da sociedade pela circulação do valor do qual são os principais instrumentos. o vendedor ou detentor de dinheiro ou outra mercadoria concede um crédito a um comprador. uma parte fixa das receitas tributárias de um país. que não corresponde a um investimento de capital e representa. que é parte da mais valia que surge no uso do dinheiro para o processo de acumulação incessante do capital. transferindo dinheiro. Quando o devedor paga por algo. Reduz os custos de manutenção do valor do dinheiro e acelera a rotação do capital. se apresenta como um recolhimento compulsório que é sempre seguido de despesa. em 1979. diante de uma determinada forma social. aqui. o Banco Central criou o Sistema Especial de Liquidação e Custódia . que se apresentam aos trabalhadores como propriedades de seus produtos. em virtude dessa antítese no capital. como credor e devedor até que a promessa de pagamento seja cumprida. Pelo crédito cedido por um vendedor de mercadoria (dinheiro) a um comprador. O crédito é. após a criação das cidades. A SELIC identifica a taxa de juros que reflete a média de remuneração dos títulos federais negociados com os bancos ou sistema financeiro. Sabe-se. Outrossim. O imposto e o tributo por ser um conjunto de recursos que.. no caso. por isso. Estamos. também. que são as ações das empresas compradas e vendidas nas bolsas de valores. no mercado.) São os meios de produção monopolizados por certo setor da sociedade. que o imposto ou o tributo precedem a moeda antes mesmo dela mediatizar o valor de troca das mercadorias.SELIC com o objetivo de tornar transparente e segura a negociação dos chamados títulos públicos. Note-se que nos sistemas modernos de crédito os débitos podem se compensar uns aos outros sem a presença ou intervenção do dinheiro.

o sistema financeiro para equilibrar dívidas por créditos entre as empresas e as pessoas. Por essa razão a moeda passou a ser o mais líquido dos títulos financeiros. Essa é a razão pela qual a receita e a despesa fiscal são os principais instrumentos dos estados para ajustar a economia nacional. Naquelas sociedades onde prevaleceu ou. implicou no aparecimento de um novo poder social que é o banco e. conseqüentemente. com a junção da moeda com o crédito. Foi pela multiplicação das trocas que a moeda passou a desempenhar o papel de equivalente universal em todas as relações de trocas e assumiu a forma dinheiro do valor. prevalece à troca de mercadorias. recolhido pelo sistema fiscal.sociedade. O acompanhamento do crédito pelo capital mercantil. o imposto ou tributo. nutre o estado que se torna o principal redistribuidor da chamada renda nacional. . ainda. via moedas.

. é o dono do lucro ou prejuízo advindo da atividade que se dá na empresa. Viu-se. comprar e vender bens econômicos. Essa é a razão pela qual a racionalidade da empresa capitalista tem um caráter privado e não-social quando não serve a quaisquer objetivos que envolvem a totalidade da atividade econômica da sociedade. os meios de distribuição ou todos os outros meios que prestam serviços) constituírem propriedade privada de uma pessoa ou de um grupo de pessoas (os capitalistas) que ajustam trabalhadores assalariados”. contém em si. toda natureza e essência do modo de produção capitalista na medida em que tem imbricado o processo de produção de bens econômicos (riquezas) ou de serviços. toma decisões de produzir. empreendimento para realização de um objetivo. nem das riquezas naturais. É na atividade econômica da empresa. do ponto de vista da economia política. civil. constituída para explorar determinado ramo ou negócio a oferecer ao mercado bens ou serviços econômicos.) A empresa capitalista distingue-se pelo fato de os meios materiais que possibilitam a atividade criadora de excedentes (os meios de produção. comercial. Por isso mesmo Lange aponta que: “a tendência para uma economia de pilhagem de força de trabalho e das riquezas naturais resulta do fato de a empresa capitalista não ter em conta a necessidade social da produção. Na forma como se conceitua a empresa. (.. EMPRESA CAPITALISTA Ao consultar um bom dicionário certamente se encontra um conceito de que empresa é. que é o lucro. Igualmente. a empresa é a célula base da atividade econômica e. nem da força de trabalho. nela totalmente mensurável. o que é a conseqüência do caráter específico das relações de produção capitalistas”. “a empresa é um conjunto de humanos que se entregam.XI. Sem dúvida. vale doar sentido ao termo empresário que pode ser definido como aquele ente humano (ou grupo de entes humanos) que a partir da riqueza ou de capitais seus ou emprestados. Segundo Lange. a empresa tem sua gênese no processo histórico da evolução humana. expresso em unidades monetárias. anteriormente. que o modo de produção capitalista transforma a mercadoria força de trabalho em elemento de preço de custo (valor). em sua complexidade. Assim. em geral. Por força metabólica do capital. logo está inserta no princípio da racionalidade metabólica do capital. de uma forma sistemática. por ser complexa. a uma atividade de criação de excedentes. ou organização econômica. Assume os riscos de seus atos e. que acontece a necessidade de acumulação incessante de capital a partir da impiedosa necessidade da maximização e da otimização do lucro que a leva à categoria do poder muita das vezes do hedonismo econômico. São dotados de atitudes e comportamentos ativos que crescem a partir da inovação . sob sua absoluta responsabilidade. realiza a total comensurabilidade dos meios e dos fins da atividade econômica a partir da empresa que. o empresário e a empresa não se adaptam passivamente ao mercado e às regras e leis pré-estabelecidas. para gerar excedentes. vai se expressar na principal força motriz do capitalismo. como forma de uma atividade econômica com vistas a gerar ou criar excedentes. portanto.

da técnica contábil. dos atos de participação. o ledor ainda encontra. portanto. O conceito de riqueza está imbricado ao de utilidade na medida em que todo bem econômico (oriundo do processo de produção empresarial) é realizado para atender necessidades humanas ou econômicas segundo os marginalistas. da diferenciação dos produtos. Vale advertir ao leitor ou ao pesquisador que o tratamento disciplinar ou compartimentalizado da empresa levou-a para campos do pensamento linear ou cartesiano. para se realizarem no lucro e no poder que movem o sistema do capital. os seguintes epítetos para a empresa capitalista: Capital aberto Capital fechado Economia mista Estatal Multinacional Transnacional Pública Prestadora de serviços Sem fins lucrativos Fantasma Individual Limitada Anônima Cooperativa Sociedade comandita simples Sociedade capital indústria Sociedade comandita por ações Sociedade economia mista Sociedade civil sem fins lucrativos Fundação de direto privado Sociedade civil comunitária Estrangeira Física Laranja. não é em absoluto uma criação de matéria. etc. entre outros. mas uma criação de utilidade”. Voltando ao dicionário. Também. em conseqüência. Nesse contexto foi que Say concluiu que “a palavra produção em economia política. da engenharia de produção.. dos psicólogos. da pressão sobre a clientela. Dificilmente. medida pelo valor de troca ou pelo preço da mercadoria. o planejamento estratégico é muito necessário e aplicado na empresa capitalista. Hoje. tem-se um estudo que trate da empresa . a empresa (célula base da atividade econômica) não é tratada à luz da economia política. dos sociólogos e dos juristas.                        tecnológica... A utilidade é. o conhecimento da natureza da riqueza e do capital. do controle. É na empresa que se dá o processo de produção e de acumulação incessante de capital e. É tratada de forma estanque e nãosistêmica pela microeconomia (teoria da firma) ou da economia da empresa sob o ponto de vista da ciência da administração.

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capitalista de forma a se ver nela a totalidade do sistema mundo capitalista ou do metabolismo do capital a partir de suas contradições, particularmente daquelas referentes à: Produção e consumo Produção e distribuição Produção e controle. A empresa é a entidade que transforma dinheiro em capital nos circuitos: dinheiro–mercadoria–dinheiro e, ainda, mercadoria–dinheiro– mercadoria, onde a mercadoria força de trabalho está sendo vendida em troca de salário. Na qualidade de empresa transnacional, a partir da revolução mundial de 1968, o vínculo existente entre os detentores do capital da empresa e o estado, que defendem seus interesses, no sistema mundo do capitalismo, a internacionalização do capital tem como resultado a ambigüidade da nacionalidade dos capitais. Seus interesses se tornam tão complexos que inviabilizam, ou desconstroem o estado nacional. É na empresa capitalista que se realiza ou se reifica a alienação do trabalho. No seu livro “As conexões ocultas, São Paulo, Cultrix” 2002, Fritjof Capra, tratando das metáforas da administração das organizações, distingue cinco importantes segmentos das empresas modernas: primeiro, a empresa como máquina voltada para a eficiência e o controle do capital via lucro e poder; segundo, a empresa como organismo para o desenvolvimento e a adaptação; terceiro, a empresa como cérebro, isto é, dotada de aprendizagem organizativa; quarto, a empresa como cultura, ou seja, imbuída de valores, crenças e ética, e, quinto, a empresa como sistema de governança frente aos conflitos de interesses (lucro e poder). Em seus estudos sobre os segmentos supracitados, Capra conclui por sugerir “que para superar a crise os administradores precisam mudar suas prioridades, de administrar empresas a fim de otimizar o capital para administrar empresas a fim de otimizar pessoas”.

XII. EXCEDENTE ECONÔMICO E ACUMULAÇÃO DE CAPITAL De maneira geral, na economia vulgar, entende-se como excedente econômico a parte da produção que não é absorvida pelos custos ou gastos necessários à mesma daí os conceitos de imput e output (entradas e saídas de insumos de produção) dados pelos economistas norte-americanos ao processo de produção de mercadorias. Do ponto de vista da escola neoclássica ou marginalista o excedente econômico identifica-se como poupança ou todo e qualquer rendimento recebido por uma entidade (família, empresa, governo) que não é consumido. Segundo Keynes, o montante de rendimento em relação às necessidades normais de consumo é o elemento básico e essencial para explicar a poupança. Do ponto de vista da economia política marxiana, o excedente econômico é o resultado do sobre trabalho ou sobre produto oriundo da mais valia no processo de produção de mercadorias, dai as utilizações possíveis da mais valia em produtiva e não-produtiva. As formas de aumentar o excedente econômico se dão, pois, pela produção:  De mais valia absoluta, quando aumenta o montante de trabalho humano gasto durante o ano sem se aumentar o salário ou pela intensidade do trabalho  De mais valia relativa pela existência da produtividade do trabalho, ou seja, inovação tecnológica no processo de produção de tal forma que haja substituição de trabalho vivo por trabalho pretérito para a confecção de determinado produto por hora de trabalho. Essa foi à razão de Marx ter conceituado a taxa de exploração pela proporção entre o trabalho vivo (capital variável. A mais valia (mv) dada pelo quociente mv/v, que explica a mais valia absoluta, pela intensidade do trabalho ou mais valia relativa, pela produtividade do trabalho. Vale salientar que o capitalismo não suporta um excedente econômico “excessivo”, sob pena de promover conflitos bélicos mundiais na medida em que necessita de investimentos destrutivos através de corridas armamentistas para sustentação dos países hegemônicos ou capitalistas chamados adiantados. Já a acumulação incessante de capital é o processo pelo qual uma parte do excedente econômico é convertida em novo capital que se soma ao estoque anterior de que a sociedade é possuidora, ampliando sua capacidade de produção. Na prática da economia política, existem duas abordagens sobre a acumulação de capital: a primeira é a marxista, que coloca a acumulação do capital em duas partes da mais valia, isto é: a mais valia consumida oriunda do capital variável e a mais valia acumulada, que se dá com a reprodução ampliada do capital. Segundo Rosa Luxemburgo, envolve dentro do sistema do capital parte não-capitalista, como são os gastos militares, que não são produtivos, mas criam a demanda necessária a mais valia acumulada se realize. A segunda abordagem é a marginalista, que depende de dois fatores: da eficiência marginal do capital e da taxa de juros, entendendo-se o primeiro fator como perspectivo de rendimento de investimento novo que se

localiza num acréscimo ao estoque de capital já existente. Já o juro passa pela renda auferida com o grau de risco que o crédito ou empréstimo implica. Daí Keynes deduzir que o investidor ou acumulador de capital sempre compra a eficiência marginal do capital (renda almejada) com a taxa de juros desprovida de riscos para seu investimento. No que toca à empregabilidade oriunda do processo de produção incessante de capital, Marx conclui: “o mecanismo da produção capitalista e de acumulação adapta continuamente esse número (de trabalhadores) e essas necessidades (de expansão de capital). O começo desse ajustamento é a criação de uma superpopulação relativa ou de um exército industrial de reserva, e o fim a miséria de camadas cada vez maiores do exército ativo e o peso morto do pauperismo”. Comprova essa assertiva de Marx a forte exclusão social, hoje, promovida pelas empresas transnacionais e vivida assimetricamente por todos os cidadãos do mundo, principalmente nos países pobres. Igualmente, tanto na abordagem marxista quanto na marginalista keynesiana, o estado joga um dos mais importantes papéis no processo de acumulação incessante de capital na medida em que no sistema mundo do capitalismo é ele que regula o nível da acumulação e da empregabilidade do sistema. É o estado que mediante gastos não-reprodutivos faz com que a mais valia não consumida pela empresa capitalista seja realizada e convertida em mais capital regulando inclusive quem deve dela se apropriar. As políticas econômicas: cambial, fiscal, monetária, salarial e de juros servem para tal fim. No Brasil, por exemplo, são os banqueiros e especuladores de toda ordem, os privilegiados pela política econômica, em contraponto aos trabalhadores de todos os matizes (público, privada e da economia social). A política econômica do estado e do governo brasileiro é uma das que mais induzem à concentração de renda, no planeta, com as ações da cleptocracia (corruptos de todos os matizes) e a formação de bolsões de privilégios sob a égide dos plutocratas e forte estrutura burocrata no estado nacional. Vale lembrar, ainda nesses breves comentários sobre a acumulação incessante de capital, a necessária contextualização das três atuais tendências seculares que limitam a taxa de lucro e, conseqüentemente o processo de acumulação de capital. A primeira está na tendência secular do aumento do nível do salário real a nível mundial cujo corolário é os constantes e intensificados deslocamentos das empresas das áreas de altos para as de baixos salários, agravadas pela acelerada desruralização do mundo que limita, em muito, o processo de acumulação de capital. A segunda trata das aquisições e beneficiamento dos insumos ou materiais implicando nas “externalização dos custos” oriundos da questão ecológica que compromete a saúde da biosfera e restringe, cada vez mais, a depredação da natureza e, em conseqüência, o processo de acumulação de capital pelo aumento dos custos ambientais. A terceira situa-se na questão fiscal, particularmente nos processos de tributação. Esta obriga os estados nacionais aumentarem os gastos sociais para se legitimarem ou não perante a sociedade e melhor controlar as chamadas “classes perigosas” na tentativa de aumentarem a democratização do mundo. Esse fato necessária e obrigatoriamente, implica em mais

São essas tendências seculares que dão origem a inúmeras formas que de maneira sistemática. sérias limitações ao processo de acumulação de capital. limitam o metabolismo do capital e entravam o seu processo incessante de acumulação dando origem a constante e complexas crises. .reivindicações e maiores custos sociais e. em conseqüência. Estas apontam para a fase terminal do sistema mundo do capitalismo na medida em que bate de frente com suas forças motrizes que são o lucro e o poder.

Esse fato remete o leitor para entender e apreender ao que vem a ser a infinitude de todo e qualquer recurso natural em seu processo de transformação de bem livre para bem econômico mesmo quando se trata de novos materiais oriundos do desenvolvimento das ciências e das tecnologias. assume um caráter de inércia da técnica. no curso desse confronto. inventivo e mais perfeito de fazer bem e de fazer novo. Essa sedimentação histórica do processo de trabalho distinto qualitativamente e superpostas como escamas e camadas. ambiental. até que. inovação. entre si. Em todo momento o desenvolvimento científico e tecnológico afetam o processo de trabalho humano existente e sobre ele depositam o modo novo inovador. de transformar um bem livre em um bem econômico. econômica e social. A luz deste capítulo se desenvolve e se conecta. As leis da termodinâmica continuam em sua plenitude no planeta com referência a qualquer recurso natural tanto como bem livre quanto como bem econômico mesmo com todo seu fetiche na aparência e essência. A técnica é o fazer bem e o fazer novo no propósito de se produzir ou se manipular alguma coisa ou. TECNOCIÊNCIA E SOCIEDADE A essência da técnica e sua natureza de processo lhe são conferidas pela acumulação qualitativa do trabalho humano no processo de traqbalho.XIII. Já o fazer novo (know-how) é sempre um caráter revolucionário de mudança por ser criativo e inventivo no processo tecnológico acumulativo da qualidade do trabalho humano. A técnica é sempre a criação do novo a partir do velho ou antigo. política. Os novos materiais se contrapõem a toda e qualquer idéia de finitude e esgotamento do recurso natural mesmo quando considerado não renovável como é o caso dos hidrocarbonatos. Não há justificativas científicas e tecnológicas para as afirmações correntes de que o planeta está sobre utilizado e saturado pelas atividades humanas. dessa forma. ainda. A técnica é de natureza qualitativa. pois. PROCESSO DE TRABALHO. tensão e contradição a inteligência pelo seu conhecimento prospectivo capta nova propriedade do real ou nova possibilidade de agir até então desconhecida. acumulativa e não apenas quantitativa para a obtenção e transformação indispensável de um bem livre em um bem econômico. Dessa forma. revelam a natureza de processo do desenvolvimento científico e técnico que levam a infinitude de todo e qualquer recurso natural para atender infinitas necessidades humanas. Toda técnica revela-se por meios de ensaios de erros e acertos nos quais a imaginação dialoga com o real ou realidade. os conceitos e as reflexões dos seguintes tópicos ou epítetos imbricados a tecnociência: . desenvolvimento. distribuir e consumir mercadorias. a técnica altera os modos de: produzir. invenção e criação do novo. O primeiro (fazer bem) quando aprovado pelo consenso geral como vantajoso tende a resistir às inovações tecnológicas que visam melhorar seus resultados e. proporcionando outro nível de existência. é. A técnica tem dois caracteres: um de fazer bem e outro de fazer novo.

sócioesfera e noosfera) que dotam os humanos de consciência crítica e raciocínio complexo do conhecimento do real e do virtual. destacadas uma das outras e independentes. apesar de todos os insucessos aparentes e retrocessos momentâneos. mas em movimento: nenhuma coisa está "acabada". as coisas não são analisadas na qualidade de objetos fixos. É a atualização que se opõe ou se torna o antônimo da virtualização no real/realidade. mas como um todo unido. a religião são vetores de virtualização que nos fizeram abandonar a presença muito antes da informatização e das redes digitais. o fim de um processo é sempre o começo de outro. ainda. as idéias. São quatro as leis da dialética:     Ação recíproca. unidade polar ou "tudo se relaciona" Mudança dialética. 1994) que a imaginação. Estas virtualidades ou significados são os elementos essenciais que conformaram e. Segundo Engels a dialética é a "grande idéia fundamental segundo a qual o mundo não deve ser considerado como um complexo de coisas acabadas. Paris. ou seja. contradição ou luta dos contrários. atualização daqueles fenômenos de virtualidades ou. podem ser vistas como virtualização do humano. na medida em que é o único ser vivo que projeta sua ação com vistas à resolução de suas contradições com a natureza. Conexões dialéticas e sistêmicas na antroposfera (psicosfera. do atual para o virtual. passam por uma mudança ininterrupta de devir e decadência. violência)  Arte. mas como um complexo de processos em que as coisas. encontrando-se sempre em vias de se transformar. Talvez pela complexidade do fenômeno. Para a dialética. evoluir. em que finalmente. na aparência estáveis. a memória. que só o gênero Homo possui. Conhecimentos: reflexivos e prospectivos. como atributos únicos dos humanos. Entende-se que o virtual tem como negação dialética o atual. . Michel Serres afirma em seu livro Atlas (Julliard. a passagem de um problema para outro problema. conformam os processos de evolução e hominização do gênero animal Homo sapiens sapiens desde sua gênese até aos nossos dias. Segundo ela. isto é. coerente e em conexões recíprocas. negação da negação ou "tudo se transforma" Passagem da quantidade à qualidade ou mudança qualitativa Interpenetração dos contrários. o conhecimento. como técnicas cibernética. É a razão e a essência do conhecimento humano reflexivo/prospectivo e noológicos. Essas virtualidades. 2. desenvolver. Sua essência no processo de humanização está nas seguintes virtualidades semióticas imbricada à cultura:  Linguagem  Técnica  Sociedade (contrato social. do mesmo modo que os seus reflexos intelectuais no nosso cérebro. Por suas leis a dialética afirmam que as coisas não existem isoladas. um desenvolvimento progressivo acaba por se fazer hoje". são os pontos ou referências que diferenciam o ser humano da sua natureza animal na qual está inserto.1. ainda.

identificada à invenção da máquina. animal ou máquina) que a recebe. o conceito de informação está intimamente ligado às noções de restrição. 4. diz-se que há uma comunicação mediada. com uma espacialidade de ação imediatamente superior à que caberia aos seus instrumentos inatos. o homem se afirma como ser pensante não em caráter abstrato. constitui uma propriedade inerente à ação humana sobre o mundo e exprime por essência a qualidade do homem. significado. lucro e poder. 2005. naquilo que toca as suas forças motrizes. No processo de comunicação em que está envolvido algum tipo de aparato técnico que intermedia os locutores. 2 volumes. Está envolvida neste processo uma infinidade de maneiras de se comunicar: duas pessoas tendo uma conversa face-a-face. “Informação é o resultado do processamento. Informação. Graças a elas altera a natureza. a escrita que permitem interagir com as outras pessoas e efetuar algum tipo de troca informacional. “a diferença que faz a diferença”. padrão. comunicação. 1. o único ser vivo. portanto. Também. percepção e representação de conhecimento”. instrução. O estudo da Comunicação é amplo e sua aplicação é ainda maior. em todo o processo biológico. de qualquer tipo. conhecimento. O . No que se refere à comunicação humana a Wikipédia conceitua a como um processo que envolve a troca de informações. do uso quotidiano ao técnico. Genericamente. e utiliza os sistemas simbólicos como suporte para este fim. é. forma. controle. os membros de que é dotado. Superpõe-se definitivamente aos animais brutos. que englobam as redes colaborativas e os sistemas híbridos. relações de produção e superestrutura noológica) é o ponto de partida para apreensão da tecnociência e da sociedade em toda sua complexidade. o ato de comunicar é a materialização do pensamento/sentimento em signos conhecidos pelas partes envolvidas. pode ser vista. as máquinas. mensagens enviadas utilizando a rede global de telecomunicações. ainda. Para a Semiótica. dados. Informação enquanto conceito carrega uma diversidade de significados. como ideologia e está inserida na noologia. pode levar a total mudança no metabolismo da vida e do capital. portanto. Contraponto.328p. que se apodera subjetivamente das conexões lógicas existentes entre os corpos e os fatos da realidade e as transfere. via tecnociência sobre os povos do planeta desapropriados dos fabulosos engenhos cibernéticos e robóticos atuais.3. estímulo. incapazes de tornarem sua a racionalidade a que obedecem”. Estes símbolos são então transmitidos e reinterpretados pelo receptor. A tecnociência é parte da superestrutura da sociedade. Hoje. Pela faculdade tecnicopoética. No dizer de Álvaro Vieira Pinto em sua obra “Conceito de Tecnologia” (Rio de Janeiro. de um modo geral. que combinam comunicação de massa e comunicação pessoal e comunicação horizontal. ou através de gestos com as mãos. mas porque pensa segundo as leis da realidade. a fala. manipulação e organização de dados. é interessante pensar também em novos processos de comunicação. segundo reza a Wikipédia. segundo o pensar e o conceito de Gregory Bateson. Outrossim. de tal forma que represente uma modificação (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento do sistema (pessoa.) “a técnica. Sociedade (forças produtivas. da compreensão da sociedade contemporânea a partir da “virada cibernética” entendida esta não como parte da ideologia que prega a chamada “era tecnológica” como apologia do sistema mundo capitalista e sua rapacidade através das corporações. por invenção e construção para outros corpos.

cessou o patrocínio direto da natureza.termo comunicação também é usado no sentido de transportes (por exemplo. pelo entretenimento e propagandas subliminares. incluindo formas de agir e pensar. mas. às chantagens e fraudes ideológicas (neomalthussianas via neoliberalismo) que primam em dizer que o planeta está sobre utilizado e que não há lugar para os pobres que devem ser evitados (em sua gestação) ou exterminados quando a ela sobrevivem. A esse respeito comenta Alvaro Vieira Pinto “os animais inferiores não produzem. Fetichismos dos recursos naturais.. etc.. A natureza produz para eles tudo quanto necessitam. a partir de novos materiais. o reflexo da realidade. dotado de sentido. Comunicação via mídias (falada. a comunicação entre duas cidades através de trens). televisiva e INTERNET). por um objetivo mediato a transformação da sociedade e a humanização da existência que acontece pelo seu papel político. Forense-Universitária. principalmente. A própria consciência humana é sabedora de que só da natureza pode emanar e advir os bens que lhe oferecerão a infinitude dos recursos naturais para uma vida humanizada feliz quando. escrita. mas também.) A fórmula que a natureza . tornando-se capaz de comandar a produção dos meios de vencer as dificuldades. Esta é mediada pela sociedade a que os humanos pertencem. (. religiosos. se envolve em uma visão antro política no dizer de Morin.. de classes sociais. da conversão do desconhecido em conhecido. Haja vista o ressurgimento e adoção pelos estados nacionais de doutrinas ultra-reacionárias que pregam radical controle de natalidades (cognominada por A. 1987) 6. tribos. 5. como “conjunto de características descritas pela filosofia. (. largamente usadas pelas corporações transnacionais. nações. e ciberespaço são as forças motrizes da “virada cibernética” para o processo de acumulação incessante do capital e manipular a sociedade não somente pela formação de opinião. O ser humano é a origem de finalidades na ação transformadora no planeta. Vieira Pinto como complexo de Herodes) e o extermínio dos pobres como está explícito na estratégia do Relatório Lugano.. isto é. ainda. Tal recurso foi a posse de um sistema nervoso suficientemente desenvolvido para elaborar na forma de idéias abstratas e universaisd.) No homem. O controle da natureza pelos entes humanos envolve as relações entre cultura e materialidade pelo processo de trabalho social que é histórico e. (Morin) ou ainda. étnicos. políticos e sociais configurados na não classe no dizer de André Gorz em “Adeus ao Proletariado para além do Socialismo” (Rio de Janeiro. que os tornam infinitos como são as necessidades humanas. raciais. O animal humano foi dotado do recurso de que necessita para resolver por si as suas contradições com o meio. Natureza humana que se fundamenta na existência dos humanos na biosfera com seus respectivos prolongamentos no reino da antroposfera. A antro política (Morin) ou possibilidades de ações criativas representa o discurso de articulação e de inclusão da inclusão social usando-se a tecnociência contemporânea ou os saberes: científicos tecnológicos. Isto os obriga a se envolverem na trama das contradições dialéticas de ordem intra e inter-humanas nos diferentes conflitos sejam eles: culturais. Esse fetichismo leva as pessoas não somente a ilusões e delírios à noosfera. portanto. que todos os seres humanos têm em comum” (Wikipédia).

sócioesfera e noosfera) que são partes da biosfera em toda sua plenitude e que. Inteligência artificial a partir de uma robótica que se supõe que já pensa. 7. a quem o governo norte-americano. Esta avaliação cândida da antroposfera (psicosfera. Neste atributo encerra-se a essência de sua realidade” (Contra-capa do livro O Conceito de Tecnologia. Ver a história dos maias.) Somente o homem é um animal que produz. O objetivo era elaborar uma máquina capaz de localizar o avião. está. incumbiu a tarefa de estudar a possibilidade de regular automaticamente o tiro da artilharia antiaérea. Esta trata.(. teoria da informação. no entanto. teoria dos sistemas. ao propalado “obsoletismo dos entes humanos” e a modificação de sua natureza na biosfera. Humanidade natural como atributo da evolução do gênero animal Homo sapiens sapiens na terra e que se diferencia de entes humanos já extintos e dos (futuros) geneticamente modificados ou recombinados pela biotecnologia e pela robótica que venham a existir como evolução natural da técnica. quer na máquina quer no ser vivo. quando na sua cultura afirmam existir: uma cultura muitas naturezas em contraponto ao ponto-de-vista ocidental da existência de uma natureza e muitas culturas. e. que os investigadores se aperceberam da unidade essencial entre os problemas relacionados com a comunicação.. também. Rio de Janeiro. cada vez mais. Vale se refletir sobre o Paradoxo existente na cultura dos indígenas da América Latina e. Cibernética como ciência da informação e da computação digital e “virada cibernética” a partir da Revolução Mundial de 1968-1970 leva a humanidade à Revolução do Conhecimento e da Informação ou. Tal hipótese leva o pensar ingênuo a induzir. simulações e estratégia do piloto. durante a segunda guerra mundial. . Em 1943 é publicado um artigo por Wiener. teoria matemática dos jogos. prever as reações. em nada. que é o homem. 2005). especialmente do Brasil. à “Revolução Informacional-Bio-Molecular-Digital” que se encontra em plena infância em seu processo evolutivo nas sociedades humanas. associado aos trabalhos de Norbert Wiener juntamente com outros investigadores (nomeadamente Arturo Rosenblueth professor na Universidade de Havard). foi investí-lo da função de produtor. teoria dos algoritmos e da regulação 9. da: automação. I. Este paradoxo convida o leitor a um novo enfoque para análise do processo de ocidentalização do mundo frente a humanidade natural. V.encontrou para realizar o tipo qualitativamente superior de animal. ainda. O nascimento da cibernética como ciência. Contraponto. A informática é uma das ramificações da ciência cibernética. técnica dos computadores. por sua vez. segundo a Wikipédia. Rosenblueth e Bigelow que expõe a nova teoria. Foi na procura de uma resolução para o caso. Consagra-se como tecnociência a partir dos anos 1968-1970.. prever qual o caminho que seguia. Na tecnociência da cibernética insere-se a Informática da dominação e a informática da libertação na dualidade do seu uso na INTERNET ou ciberespaço nas sociedades humanas. controlo e mecânica estatística. mas apenas quatro anos mais tarde a teoria é batizada por Wiener com o nome de cibernética. astecas e incas antes da sua destruição ou do seu extermínio pelos europeus colonizadores (espanhóis e ingleses) 8.

em muito. Esse conceito é de uma ingenuidade ímpar na medida em que é sabido que o sistema nervoso central dos humanos projeta a técnica como parte da essência da sua natureza humana que se realiza no processo de trabalho social. quiçá. Realmente tal evento não é uma probabilidade. (Cybernetics Organisms) e. na qualidade da produção de artefatos. O “software” que faz parte da primeira dimensão participa dos reinos dos animais. por isso. da máquina ou ferramenta mais simples até a da técnica da máquina ou ferramenta mais complicada indica que toda e qualquer máquina/ferramenta produzida pelo ser humano constitui uma mediação entre ele e a natureza com o fim de estabelecer sobre a relação entre tal extremo outra relação de segundo grau. Uma análise heurística relativa à criação da técnica. a ligação pelo vínculo do trabalho. A sua própria existência constituir solução final de problemas humanos. vegetais. Os Recursos genéticos e DNA como informação. em banco de dados digitais. caso aconteça. Esta é uma das razões de a cibernética ser sempre a tecnociência criada e aperfeiçoada pelos humanos para auxiliar. no entanto contendo a essência e a razão de ser da criação das máquinas. A última é a INTERNET ou ciberespaço. ou como um design no seu plano molecular ou elementos mínimos de informações genéticas e de DNA. mas pelo contrário. com vistas à criação ou invenção de Cyborgs. e. não percebida por muitos à primeira vista. instrumentos e meios para solucionar dificuldades e problemas vividos pelos humanos. ainda. se acelera com as máquinas cibernéticas e robóticas no devir da evolução das sociedades humanas sem que. Logo. A falsa “simbiose entre ser humana-máquina”. Foram e serão sempre objetos do sujeito humano 11. Obsolescência do humano pela velocidade das informações que tornam os seres humanos cada vez mais dependentes e “simbióticos” com as máquinas insertas na estratégia de aceleração total que teve início no nazismo e no estalinismo nos anos 30 e 50 do século XX. Dimensão virtual da realidade versus dimensão da realidade virtual. de uma vida silícica proveniente da possibilidade de vir haver replicação ou autopoiese (tecnopoiese) de Nano Robôs quando usados em entes vivos de vida carbônica com replicações autocriativas em base silícica. a saber. Note-se que a nanotecnologia tem amplo uso na medicina humana e na veterinária. torne os humanos obsoletos em sua essência e criatividade com vistas as suas contradições com a natureza e seu controle sobre ela. mas pode vir a ser uma possibilidade cujas conseqüências não se têm a mínima idéia de sentido para o bem ou para o mal de tal tecnologia ou mutação. reafirma-o como um dado revolucionário na tecnociência. na aliança capital global com . não conquistados pelos humanos 10. A dimensão da realidade virtual vê os seres vivos como um “software”. Lembre-se que as máquinas. seja útil para a conquista de outros astros celestes do sistema solar e outros ambientes terrestres inóspitos ou não. não tem procedência científica à probabilidade e a possibilidade do ente humano se tornar obsoleto nas sociedades humanas. com as máquinas eletro-eletrônico e robôs. entre um ser humano e os seus semelhantes.nega o processo de sua evolução. por mais sofisticadas e complicadas que sejam jamais terão problemas pelo fato de não serem capazes de terem consciência e de doarem sentido. Talvez. seres inanimados e às máquinas. sem a menor dúvida. aparentemente. Já a vida artificial.

contemporaneamente. abreviação de “Hight Frequency Active Auroral Reseaarch Programm” (Programa Ativo de Alta Freqüência para a Pesquisa da Aurora Boreal). secas. Segundo Pierre Lévy em “O que é o Virtual?” (São Paulo. Ele é muito mais nocivo. Bluchel intitulado “A Fraude do Efeito-Estufa”. Relatório Nora-Minc (INFORMÁTICA: QUAL SOCIEDADE?) redigido por Simon Nora e Alain Minc. 12. furacões e outras calamidades e desastres em determinados territórios. que mostra. Como Virtual (fenômeno com potencial ainda não realizado) pode e deve ser estudada a luz da Semiótica peirceana que se preocupa com os fenômenos do universo. Note-se que é muito comum se ler ou ouvir afirmações do tipo apropriação do futuro e dimensão virtual da realidade com a tecnização da vida pela tecnociência e sua correspondente apropriação pelas corporações capitalistas que tomaram e controlam os estados nacionais e o desenvolvimento técnico e científico no planeta. mas sim ao atual. Já o Relatório Lugano é o libelo ou tratado da . já naquela época. publicado em Le Nouvel Observateur. 1996) “o virtual não se opõe ao real. (hoje. sem dúvida. mudanças climáticas radicais em grandes e pequenas escalas. Mudanças climáticas e a fraude do efeito estufa a partir da equivocada eliminação do gás da vida vegetal CO² (dióxido de carbono) que é o responsável através da fotossíntese pela produção de oxigênio que é o gás necessário a vida animal no planeta. a formação de uma sociedade profundamente diferente. Nada justifica que o ente humano venha pela técnociência abdicar de continuar sua eterna luta de mitigar e resolver sua contradição fundamental com a natureza e o cosmo. em 22 de maio de 1978. realizado em caráter secreto para fins bélicos. o capital mais importante. Este Projeto. 34. assim como. PHL. por demais improváveis que venham a ser um flagelo da técnica como preconizam os intelectuais e midiáticos detentores da consciência singela. somente boas perguntas”. 2008). Ed.tecnociência para maximização de lucro e poder nas grandes corporações transnacionais capitalistas. insertos ou não. Essa fraude visa esconder efeitos muito mais deletérios da questão climática que são as ondas eletromagnéticas Shumann desenvolvidas pelo Projeto Norte Americano HAARD. do campo religioso e dos estados nacionais como um todo. sim é que deveria ser objeto de sérias preocupações da ONU. (São Paulo. detentoras dos estados nacionais. Ver detalhes no livro de Kurt G. o virtual é como o complexo problemático. e que chama um processo de resolução: a atualização”. catastrófico e pernicioso do que a badalada fraude do efeito estufa. “capaz de trazer o pior ou o melhor” da tecnociência cujo “novo desafio é o da incerteza: não há boas previsões. 13. um objeto ou uma entidade qualquer. é de alta periculosidade para o planeta e para a humanidade na medida em que se torna possível não somente provocar: terremotos. estático e já construído. Mesmo com tal perspectiva e horizonte objetivo é. o nó de tendências ou de forças que acompanham uma situação. O HAARD. Contrariamente ao possível. É comprovado que no processo de hominização do animal Homo sapiens o desenvolvimento da técnica sempre criou essa apropriação de futuro a partir da virtualização da realidade mesmo sem se ter consciência de sua atualização. Norte Americano. nos megablocos econômicos de integração ou de livre comércio) são. um acontecimento. tempestades.

de “virada cibernética”. Também. vivemos com o cognome. sociologia. São Paulo. em muito. os interesses e os procedimentos que movem a mentalidade e a ação dos dirigentes das nações hegemônicas e seus cúmplices nas regiões indefesas” (. psicologia.. ao hedonismo político-econômico das corporações. com justeza.. também. de onde surgirão as multidões jovens cada vez mais numerosas e reivindicadoras de amanhã. Na prática tais conceitos são estigmas da consciência ingênua numa tentativa de macular o conceito de técnica como parte da essência humana no processo de acumulação qualitativa do trabalho para resolver sua contradição básica com a natureza e o cosmo. as “eras tecnológicas” e não apenas a que. em decorrência.504.) “A sentença política. O Relatório Lugano foi publicado na França em 1999 e apresentado no Fórum Social Mundial de Porto Alegre em 2002. Rio de Janeiro. Escolhemos o nome em alusão ao mito bíblico da matança dos inocentes. Para isso. porque nos parece resumir num conceito único. Contraponto. Revolução molecular-digital no processo de trabalho com reconfiguração e obsoletismo de muito dos processos de trabalho e doação de ênfase ao trabalho técnico-científico para inovação tecnológica com vistas à produtividade do trabalho e à intensidade de produção levam a competitividade e. Tal maneira de pensar. em 2002. aponta para “o fim dos empregos” segundo o “futurologista” norte americano Jeremy Rifkin (ver o Fim dos Empregos. a Nanotecnologia imbricada ao reino dos estudos do átomo representa uma das mais revolucionárias tecnologias. as que pedirão contas às gerações adultas da forma de sociedade que organizaram para a mocidade”. reflete mais um sentimento que uma crítica a realidade social vigente no sistema mundo capitalista. transhumano e pós-humano que são conceitos de caracteres difusos e cândidos oriundos das ciências: antropologia.inviabilidade da população excluída no processo de globalização do capitalismo via Tecnociência. v. o nome de “complexo de Herodes”. facilmente memorizável. Ainda. que sob o esburacado véu de concentração científica. vem eternamente criando confusos epítetos e. I p. associada a: . Segundo ele “a teoria e a prática do controle da natalidade. biologia molecular e biotecnologia na tecnociência das sociedades. impõe a pena da imolação dos nascituros é ditada pela potência imperialista como punição pela culpa atual das populações pobres de se multiplicarem ‘excessivamente’. principal imposição atualmente feitos pelos centros imperialistas aos povos subdesenvolvidos e colonizados enquadram-se numa forma de concepção e de comportamento políticos a que julgamos caber. usando técnicas da ciência quântica. É a capacidade potencial de se criar coisas a partir do menor. 1995). a ética. também. 2005) apelidou de “Complexo de Herodes”. mas na verdade visa a servir de meio preventivo contra a proliferação de uma próxima geração de jovens reclamadores. o estado de espírito. aparecem os epítetos de além do humano. Na prática o Relatório Lugano serve de Guia para as ações que Álvaro Vieira Pinto (Ver O Conceito de Tecnologia. Está. sem dúvida. O ‘complexo de Herodes’ define-se pelo horror aos recém-nascidos. ainda. Nele se encontra toda a “lógica de extermínio” inserto no processo da globalização segundo análise de Laymert Garcia dos Santos na apresentação que fez. à infância. na edição em português analisado e apresentado com todo rigor crítico pela cientista Susan George e publicado em São Paulo pela Editora Boitempo. ao dito Relatório. Agora. Makron Books. hoje. 14.

Apropriação da vida pelo sistema privado de propriedades intelectuais e de patenteamentos das criações e das descobertas científicas. principalmente. química. de uma família cibernética sobre as cinzas da antiga e destruída família nuclear-compulsória-patriarcalista. Constitui-se. pela ONU e. aufere grandes benefícios para a humanidade . pela bomba. Sociedade pós-catastrófica oriunda da tecnociência desenvolvida no Século XX que levou a construção da bomba nuclear. pelo Departamento de Estado dos EUA. tal fato. eletrônica.medicina. a rapina se dá pela pirataria dos países hegemônicos sobre a biodiversidade dos países pobres via processos de transformações dos genes e do DNA da matéria viva nas grandes universidades e laboratórios dos países centricos por meio de:  Combinação  Recombinação  Regenciação  Reconfiguração 16. Hoje. física. Todo o aparato sistêmico de saques pela lei internacional de patentes é protegido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). também. ainda. que de forma coercitiva faz valer as usurpações e a rapacidade das corporações sobre os países pobres do mundo. testada na segunda guerra mundial (1945) em cidades japonesas e do atual processo de globalização do capital que leva a geração de populações de não-pessoas sociais e. Mesmo esse fato de destruição ou obliteração em massa da vida. na maior aberração jurídica internacional sobre a tecnociência sob a égide ou controle das corporações transnacionais capitalistas em seu domínio político-econômicas no planeta. não invalida a necessidade de se desprezar ou de se abdicar da tecnologia nuclear que. robótica e engenharia dos materiais 15. ciência da computação. biologia.

Essa divergência leva a questão da repartição da renda para o campo mais da ideologia do que da economia política. No que diz respeito à categoria de lucro. dos subsídios. Igualmente. Para tanto. e da remuneração de diversos serviços. destacando-se duas principais: a primeira. Na contabilidade social tem-se a renda nacional. esta possui. II e III. lucro. como a estrutura básica de sua repartição. posteriormente criticada e revista por Marx. Ainda. Em termos de repartição de renda. das pensões. trata das seguintes categorias: salário. O primeiro economista a tratar desse assunto foi David Ricardo. renda fundiária. contribuição à previdência social. que é uma categoria de natureza econômica bastante diferente e. pelas diferentes leituras realizadas pelas distintas escolas da economia política. bem como de outras ciências como são exemplos o direito e as ciências contábeis. Na esfera fiscal. Renda não é sinônimo de patrimônio e pode ser confundida com lucro. diferentes contextualizações. dos salários ou ordenados. pelos tratadistas de direito comercial e de contabilidade. têm-se os epítetos de:  Lucros suspensos ou forma de reserva  Lucro cessante de onde podem resultar perdas e danos com inexecução de obrigações  Lucros e perdas. o lucro se divide em lucro bruto. rurais dadas em aluguel de exploração comercial e industrial. pagos por elas. também. a escola clássica. (repartição da renda nacional pelo número de habitantes) e a renda pessoal ou remanescente da renda nacional distribuída aos indivíduos. (saldo líquido do que uma nação produz em bens e serviços) e renda per capita. a marxista estuda a repartição pelo foco do produto socialmente necessário e excedente social. das gratificações. dentro do setor fundiário. da aplicação financeira. a escola marginalista sobre o assunto faz uma leitura completamente divergente da escola marxista. Enquanto a marginalista vê o ponto de vista do empresário. que distingue a renda diferencial I. . Para Marx. No primeiro tipo de contextualização. também. que criou a teoria da renda. e juro. deduzem-se da renda nacional os lucros não-distribuídos das sociedades: anônimas e limitadas e dos impostos de renda. que compreende fundo de amortização e prêmio de seguro e lucro líquido. muito controvertida a partir dos pontos de vista das diferentes escolas da economia política. e a renda absoluta. que é a chamada compensação ao capitalista. LUCRO E INVESTIMENTO Renda do ponto de vista da economia política é a parte do produto da terra que se paga a seu proprietário.XIV. renda é o resultado monetário das propriedades urbanas. enquanto a renda diferencial estava imbricada à concorrência entre capitais. que é a conta resultante do agrupamento de todos os lucros contábeis. RENDA. a renda absoluta deriva da concorrência entre setores da economia na formação do valor e dos preços de produção. e a segunda. nessa contextualização. dos emolumentos.

ou seja. reducionista e determinista enquanto a de Marx é complexa e pode ser apreendida não somente pela lógica dialética. em troca do serviço com que contribui para criação desse produto”  A de Marx que imbrica o lucro a mais valia ou maneira específica assume a exploração sob o capitalismo. É uma categoria de amplo uso na economia como nas finanças tanto nacionais quanto internacionais. . ainda. pela teoria dos sistemas ou da complexidade. confunde-se com poupança que é precisamente a parte não-consumida do redito total. e público quando o governo constrói a infraestrutura econômica (capital social básico ou economia externas) ou cria empresas estatais. o investimento pode ser entendido como líquido quando equivale à formação de capital. em que o excedente toma a forma de lucro. O conceito de investimento leva o leitor a imaginar a aplicação de capital em processos produtivos de bens ou serviços. segundo os marginalistas. Também. Na prática. Na concepção marginalista de Keynes o “investimento é a parte não consumida do redito total de uma comunidade”. a visão de Say é mecanicista. é igual ao consumo mais investimento. Note-se. que vulgarmente a população confunde investimento com aplicações financeiras em bancos de crédito e de fomento.Já do ponto de vista da economia política. podem-se evidenciar pelo menos duas leituras principais:  A de Say que afirma ser o lucro a “parte que cada produtor ganha do valor do produto criado. O redito ou ingresso total. e a exploração resulta do fato de os produtores de mercadorias produzirem em produto líquido que pode ser vendido por mais do que recebem como salário. mas principalmente.

criaram-se as doutrinas mercantilistas. a partir do Século XVI. Praticamente.XV. surge à teoria das vantagens comparativas que reza o mito de quanto maior a vantagem. Segundo Singer. também. do livro de Adam Smith. O aparecimento. formulada por Raul Prebisch e desenvolvida por Celso Furtado. No pós 2º guerra mundial. para aquele pensador é obter os bens de uso necessário ao consumo da população com o menor esforço ou gasto de tempo de trabalho humano. nela introduziu uma divisão internacional do trabalho pelas especializações advindas da revolução industrial. introduziu o chamado padrão-ouro para combinar o livre câmbio com equilíbrio da balança comercial de todos os países. devidamente aperfeiçoada por Ricardo que. da África e da Ásia. os termos de intercâmbio têm que determinar para os países em que os custos de produção . totalmente. na CEPAL (Comissão Econômica para América Latina) organismo da ONU. David Ricardo aprimorou a teoria das vantagens comparativas “ao demonstrar que cada país deveria especializar-se na produção das mercadorias em que tivesse maiores vantagens relativas. Tanto isso é verdade que o economista francês Emanuel reformula a teoria das vantagens comparativas contrapondo a ela outra teoria. no aprimoramento dessa teoria. aperfeiçoada por Emanuel. A crítica da CEPAL passa a tomar importância não somente nos países periféricos. a teoria da deteriorização dos termos de intercâmbio em relação aos países periféricos ou subdesenvolvidos. Entretanto. A grande novidade da teoria de Smith é a negação da importância de acumulação de tesouros de metais preciosos para a acumulação de capital. em 1776. a partir da teoria formulada por Prebisch e Celso Furtado. a especialização apenas nos ramos em que suas vantagens relativas fossem maiores lhe traria mais vantagens do que a auto-suficiência econômica”. a teoria das trocas desiguais. RELAÇÕES DE TROCA NO COMÉRCIO MUNDIAL Com a expansão européia por meio das invasões nos novos e velhos continentes. “A riqueza das nações”. que prescreviam: exportar o máximo e importar o mínimo de mercadorias de forma a ter uma balança comercial superavitária. o comércio natural da economia mundo do capitalismo em grande parte no Século XIX se orienta pela teoria das vantagens comparativas de Smith. mas também nos países desenvolvidos e hegemônicos. tanto menor o custo da mercadoria. a teoria das vantagens comparativas até então sem contraponto. Claro que todas essas doutrinas tinham como objeto a acumulação de capital nos países cêntricos da Europa à custa do saque das colônias das Américas. numa economia capitalista internacional em que os capitais se transferem facilmente de um país para o outro. (Citado Paul Singer). desequilibrando as vantagens naturais em favor das vantagens adquiridas. Ricardo afirmava “mesmo que se um país tivesse grandes vantagens naturais e adquiridas em todas as esferas de produções. a das trocas desiguais. surge. mostra “que. que contrariou. O próprio Ricardo. Na medida em que o conceito de riqueza. Nela se imbricam as chamadas vantagens naturais como as vantagens adquiridas que provinham de determinadas especializações em linhas de produção manufatureiras e industriais. agora. ainda que para tanto tivesse que importar mercadorias por um valor mais alto de que lhe custaria fabricá-los”.

nos países periféricos. informação e ao lazer  Política econômica que além de envolver as contradições do sistema mundo do capitalismo o encaminha para problemas cruciais. a miséria. fluem. ou melhor. o desemprego ou o fim do emprego. Defendendo a construção de um Brasil grande de incluídos. Isso a partir dos termos de intercâmbio em nível mundial que. principalmente. e a reversão ou a reinvenção dos estados nacionais nos chamados blocos econômicos e. ainda hoje. a recessão. estende-se na rodada de Doha da OMC. via processo de globalização econômica. Nesse imbróglio. . publicado pela Editora Aduaneiras. a inflação. no sistema mundo capitalista. Durante toda a chamada guerra fria (1949 a 1990) os debates não somente no âmbito das Nações Unidas aumentaram. cada vez mais. emprego e cultura  De liberdade social quanto à: mobilidade. mas. tendem a manter e sustentar. saúde. entre o centro do sistema e os novos bárbaros. as dívidas impagáveis. como por exemplo: o energético.(com particular ênfase no salário) tendem a cair em relação aos parceiros de intercâmbio”. profissão. levando-os ao propalado conflito Norte x Sul. Esta explicita a exploração dos ricos sobre os pobres. que. junto com o FMI e o BIRD. finalmente. é inevitável primar pelos objetivos nacionais permanentes apresentados no diagrama formulado por Ênio Labatut em seu livro “Política de comércio exterior”. habitação e saneamento  Da afirmação social em termos de educação. iniciativa. o que se pode chamar de quarta guerra mundial. Ver diagrama a seguir. Evoluiu a partir do acordo mundial do GATT (General Agrement on Tariffs and Trade) antecessor da OMC (Organização Mundial do Comércio) para ampliação do conceito da divisão internacional do trabalho até chegar-se ao que se convencionou chamar de Política do Status Quo. a exclusão social. suas contradições quanto a:  Produção versus consumo  Produção versus controle  Produção versus circulação de bens e serviços aprofundando. a pobreza. por conta da rigidez da divisão internacional do trabalho. não somente nos próprios países hegemônicos. as contradições das crises:  Ecológica mundial  Demográfica intra e internacional  Da sobrevivência humana em termos de alimentação.

para o Brasil. Iniciativas do Do vista da Regulamentar Estado acredita-se .AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA PERMANENTE Análise dos Fatores Políticos Psicossociais Econômicos Militares Síntese: Premissas Básicas Conceito Estratégico Nacional Diretrizes Governamentais Estratégia Política Estratégica Econômica Estratégia Psicossocial Estratégia Militar COMÉRCIO EXTERIOR Premissas Específicas Estratégica de Comércio Exterior Política de Comércio Exterior ASPECTOS Comercial ponto deFinanceiro Política de Comércio e Administrativo Exterior.

demográficos e ecológicos brasileiros no âmbito de negociações nacionais e mundiais. sociais. fazendo um levantamento das necessidades para alcançar os objetivos explícitos nas estratégias do planejamento situacional  Envidar conhecimento amplo e perfeito das necessidades dos países cêntricos do G7 e da Comunidade Européia. para o Brasil.Do ponto de vista da política de comércio exterior para o Brasil acredita-se que o leitor pode e deve produzir conhecimentos nos seguintes pontos de análises com vistas à construção de sua base de conhecimento: a) Sociedade brasileira no quadro do sistema mundo do capitalismo. poderia obedecer aos seguintes requisitos:  Isenção de impostos às exportações de produtos industrializados. principalmente de alta tecnologia  Baixas taxações dos produtos do agronegócio e agropastoril exceto madeiras de lei  Altas taxações e altos impostos na exportação de produtos minerais estratégicos. Eles têm a ver com um modelo autônomo de desenvolvimento sustentável. Sob essa ótica. particularmente nordestinos. o que. Uma boa política de comércio exterior. dos países emergentes e subdesenvolvidos. de buscar os seguintes objetivos:  Definir estratégias iniciando com um planejamento estratégico situacional a partir do conhecimento pleno de seus objetivos nacionais permanentes e da integração da América do Sul  Ter perfeito conhecimento dos campos a ser conquistados. particularmente naquilo que foi discutido e que obteve consenso na UNCTAD XI. particularmente. que têm altíssima produtividade e competitividade b) Os problemas econômicos. deve o Brasil adotar uma política de comércio exterior inteligente e autônoma capaz. sem valor agregado  Isenção de impostos à importação de insumos básicos e produtos industrializados sem similar nacional . na cidade de São Paulo. dos africanos com vistas à expansão do comércio Sul-Sul  Levantar com detalhes o “portfólio” dos produtos e serviços de que dispõe possíveis de serem negociados e trocados no comércio mundial  Buscar o conhecimento amplo e adequado dos mercados compradores e da capacidade de reação e retaliação dos países cêntricos como. agora. por exemplo. em junho de 2004. fazem os Estados Unidos com as exportações dos crustáceos brasileiros. Nele além da economia privada competitiva do capitalismo (excluidora de força de trabalho) há que se constituir uma forte economia pública estatal ou não capaz de mediar os efeitos da exclusão social em benefício de outra economia socialcomunitária com viés de incluir as pessoas marginalizadas pelas economias privadas competitivas capitalistas com vistas a erradicar as assimetrias de renda entre as pessoas e entre os espaços dinâmicos e letárgicos do Brasil c) Rodadas de negócios no âmbito da OMC e dos blocos econômicos devem seguir rigorosamente o sentido hoje doado pelo Itamaraty nas negociações internacionais.

pelo centro hegemônico do sistema mundo do capitalismo. pela exclusão social que lhe é imposta de fora para dentro. BIRD e OMC é a unilateralidade dos Estados Unidos aos países emergentes e pobres do planeta são insustentáveis e tão brutais quanto o tão propalado terrorismo ora existente no mundo. FMI. tal e qual aconteceram no passado pelo velho e desmoralizado colonialismo e) Aspectos da economia brasileira com vistas ao comércio mundial descansam no rompimento dos grilhões que entravam sua política econômica nacional e a atrelam aos interesses alienígenas em vez de terem um caráter libertador de seu povo. ditam o sentido da economia nacional frontalmente contra as necessidades da maioria absoluta da população brasileira. Portanto. Ao impor ao mundo a privatização de dado conhecimento. em sua política econômica: Proceder a uma auditoria em suas dívidas interna e externa  Produzir mais e melhor  Reduzir custos de produção em seu sistema produtor de mercadorias para exportação ao tempo que deve consolidar uma forte  . Tudo isso sem ferir os princípios já acordados na OMC e com o MERCOSUL d) Desenvolvimento da ciência. É sabido que tanto o Ministério da Fazenda quanto o Banco Central e o sistema financeiro são geridos de fora para dentro. inclusive da vida. um reflexo e um espectro do terrorismo de estado imposto pelos nortes americanos ao chamado mundo livre. em matéria de comércio exterior. além daquelas preconizados por Smith (natureza. e da criatividade dos brasileiros com vistas a mitigar e anular a forma mais cruel de dominação e exploração dos países cêntricos sobre os países pobres. da tecnologia. É possível que a atual política econômica nacional seja. o BIRD e a OMC. apenas. Altas taxações e altos impostos sobre importações de manufaturados. trabalho e capital). não somente de sua força de trabalho. Eles. o centro hegemônico do sistema mundo do capitalismo cria e aplica uma nova e sofisticada modalidade de colonialismo sobre as nações periféricas do sistema. cabe aos brasileiros desenvolver sua criatividade. sejam eles estrangeiros ou nacionais. sua ciência e suas tecnologias com vistas a romper com as amarras do centro hegemônico que controlam e submetem aos seus interesses as organizações internacionais a partir de suas empresas transnacionais que fazem rapacidade generalizada sobre os países pobres. Há que se ter criatividade e coragem para modificar essa situação neocolonial que faz dos brasileiros um povo prostituído ou possuído em sua essência pela alienação. de toda ordem. pelas patentes. mas também. capitaneado pelo FMI. Aqueles colocam o conhecimento. Cabe ao Brasil. e taxas e impostos reduzidos às importações de bens de capital ou de produção sem similar nacional. à luz do chamado e propalado “mercado”. essa ordem ou desordem mundial imposta pelo sistema mundo do capitalismo via G7. a ciência e a tecnologia como fatores de produção no processo de acumulação incessante de capital. da ciência e da tecnologia. Sem dúvida. Essa é a razão da existência da política de juros extorsivos que alimenta uma dívida interna e externa incômoda e que drena as energias e a mais valia de toda a nação para os especuladores.

o México a partir do NAFTA d) A OMC e a política brasileira de comércio exterior. há que se buscar. quiçá. particularmente dos Estados Unidos. semelhantes aos da União Européia. há que se tratar dos seguintes aspectos referentes à Política brasileira de comércio exterior: a) Contextualização das teorias e da política de comércio exterior. levando de reboque. deve ser tema constante do MERCOSUL e. da América Latina. também. principalmente nióbio). da União Européia e do Japão. fortalecer o MERCOSUL e o comércio SUL-SUL conforme foi amplamente discutido no âmbito da UNCTAD XI. no espaço aéreo nacional e na plataforma submarina. da flora. No plano acadêmico. Deve. bem como da América do Sul. cujo objetivo é perpetuar a política do status quo dos países hegemônicos no comércio mundial. em junho de 2004 na cidade de São Paulo . deve o Brasil desenvolver sua astrofísica com veículos lançadores de satélites. da ampliação do MERCOSUL e da rodada de Doha da OMC b) A legislação brasileira de comércio exterior necessita ser contextualizada. também. Deve ser revista e a ela contrapor-se outra com vistas a incorporar novos paradigmas oriundos da UNCTAD XI. o Brasil e os demais países da América do Sul devem contrapor-se aos interesses neocolonialistas dos EUA/Canadá. Para tanto. Quanto à ALCA. dos minerais. reformada e atualizada de forma democrática pelas universidades brasileiras e entidades públicas e privadas vinculadas ao setor. da fauna. particularmente da teoria do status quo empregadas e praticadas pelos países desenvolvidos. ao comércio mundial do Brasil em contraponto à propalada e divulgada “mão invisível do mercado”. inclusive antes de ser votada pelo Congresso Nacional c) O MERCOSUL e as negociações com o ALCA devem obedecer aos princípios de integração. nas negociações. a erradicação dos subsídios agrícolas em um tempo não-superior a dez anos. para os países da América do Sul e.economia pública e uma economia social comunitária voltada para seu mercado interno e a inclusão social  Abastecer o mercado interno sem as formas assimétricas ora existentes e exportar todos os excedentes  Continuar com a política de substituição importações de bens de produção  Escapar das pressões norte-americanas sobre o acordo de patentes e da ALCA nos termos por eles colocados f) Necessidade de se programar e implementar o planejamento estratégico situacional com vistas à totalidade nacional e. os submarinos atômicas e sofisticadas tecnologias aeroespaciais com vistas a sua soberania na Amazônia (com suas riquezas de água. A defesa e o uso do aqüífero Guarani. de todos os países. Quanto a esse tema. em particular. do Pacto Amazônico.

Índia. são gentes como a gente.. em geral. na Europa. os EUA que continuam a crescer ainda graças a perto de 1 milhão de imigrantes legais ou não por ano. os mais prósperos a consumir estarão no Sul. e as novas medidas de um possível acordo no âmbito da OMC. É tempo de olhar mais para os parceiros do Sul. . No plano prático vale lembrar. na Espanha. dá-se inicio a uma tendência de reversão do processo de controle dos países cêntricos que naquele ano consumiam 69% das exportações dos países periféricos ou em desenvolvimento. O comércio Sul-Sul parecia promessa para o futuro. Coréia do Sul.). quase ficção científica. mas porque inelutavelmente estão ficando menos numerosos. Desde os anos de 1980. na Itália. que em matéria de Política de comércio exterior. Sob esse aspecto. essa tendência vai acentuar-se pelos próximos anos não pelo fato de que “os ricos vão ficar menos ricos. . ele é realidade com potencial que começa somente ser arranhado. ou seja. etc. que não nos exigem que vendamos a alma”. onde o chamado mercado livre serve apenas ao domínio e ao controle dos países cêntricos sobre os países periféricos todos os negócios se dão de forma monopolizada como negação do mercado livre. ao ledor. vai encolher uma população que já está próxima a saturação ao nível de consumo. ... 12% em 20 anos.. Segundo Ricúpero (quando Secretário Geral da UNCTAD. Hoje. nossos sócios no G3 ou no G20. aquela proporção caía para 57%. 90% dos jovens.. Em 2001. em São Paulo. Em poucas décadas. Em outras palavras. há que se fortalecerem os consensos obtidos por ocasião da UNCTAD XI. com o crescimento dos países asiáticos (China.e) A UNCTAD. o comércio e o desenvolvimento dos países pobres. em artigo na Folha de São Paulo 7/12/03). Esses não nos exigem concessões em propriedade intelectual em investimento como condição para o que é de nosso interesse mútuo: explorar a complementaridade de nossas economias.. O declínio demográfico no Japão. .

XVI. No reboque da rodada. pilhagem ou confisco de renda dos países pobres. Suíça e Noruega que protegem seus subsídios e altas tarifas. Hoje. as negociações sobre o setor serviço. África do Sul. ainda. por eles praticados. que a partir dos resquícios do período colonial têm acesso “privilegiado” aos mercados dos países colonialistas e ricos por meio de cotas e que temem concorrer com outros países caso percam essas “esmolas ou privilégios”  Países que têm grande produção agrícola e economia aberta como Austrália. ano de 2012. A partir daquela rodada. São dois pesos e duas medidas contra os pobres. Na medida em que os países . em muito. praticam um incomensurável saque. entram em jogo. além de prevalecer à política do status quo nas relações comerciais mundiais. pela primeira vez. nos anos 80 e 90 do século passado. China e outros países em desenvolvimento) liderados pelo Brasil. houve verdadeira capitulação dos países periféricos em relação às suas reivindicações frente aos países hegemônicos que pela via de um acordo comercial injusto praticaram e. agricultura e serviços. Coréia do Sul. Frente a esses conflitos de interesse. que resultam na pilhagem supradita  G 20 (Brasil. Nova Zelândia e Chile que defendem abertura em todos os setores: indústrias. o GATT foi transformado em Organização Mundial do Comércio (OMC). teve início a rodada de Doha onde estão em jogo os seguintes interesses:  Estados Unidos e União Européia forçam os países em desenvolvimento a abrir mais seus mercados para os produtos de suas empresas transnacionais e se negam a abrir seus mercados e põem barreiras aos produtos agrícolas (que eles fortemente subsidiam) aos países em desenvolvimento. Índia. ao tempo em que resistem a abrir seus mercados agrícolas. quer o fim dos subsídios praticados pelos países ricos e o corte das tarifas que dificultam o acesso de bens agrícolas aos mercados dos ricos  Países ricos superprotecionistas como Japão. os subsídios oficiais praticados pela União Européia e os Estados Unidos ultrapassam a US $ 50 bilhões por ano o que implica uma incomensurável pilhagem à economia dos países pobres. exigem dos países pobres que abram mais seus mercados a seus bens industriais e de serviços  Países em desenvolvimento mais pobres. RODADA DE DOHA DA OMC/CONFERÊNCIA DE HONG KONG Na rodada do Uruguai. com uma conseqüente redução das tarifas dos bens industrializados. os países desenvolvidos aumentaram seus subsídios aos produtores agrícolas tanto no lado da produção quanto no da circulação dos bens produzidos pelos chamados países em via de desenvolvimento. Dentro desse contexto.

porém sem quaisquer avanços no comércio internacional. liderado pelo Brasil. foi marcada uma data para o fim dos subsídios europeus. o destaque foi a eficiente e eficaz liderança do Brasil no G 20. que foi bom para o G 20 liderado pelo Brasil. em muito. Sem dúvida. fortemente pressionada e desgastada na Conferência. O incomensurável conflito de interesses chegou ao ápice na Conferência de Hong Kong. Para isso a evolução da crise iniciada em 2008 pode. . ano de 2013. A rodada foi uma oportunidade para reescreverem-se as normas do injusto sistema de comércio mundial onde os países ricos mantêm tarifas altíssimas e acochantes sobre os bens produzidos pelos países pobres.desenvolvidos pressionam os países em desenvolvimento para abrir seus mercados. ou seja. fez valer a assertiva de que é melhor terminar a Conferência sem acordo do que se firmar ou sucumbir a um novo acordo ruim e lesivo aos interesses dos povos pobres do mundo. Também a União Européia. que sobreviveu ao mais duro teste de resistência nas negociações em que pesem algumas ambigüidades e vacilações. Dessa forma. foram essas as negociações de soma zero da Conferência de Hong Kong. O máximo que se conseguiu foi uma negociação de soma zero. mesmo com posições ambíguas. O debate e as negociações continuarão e a tendência é de os países pobres conseguirem um melhor acordo ou a OMC entrará em profunda crise institucional/mundial. porém. comemorou a data de 2013 na medida em que ia ao encontro do tempo necessário a sua pretendida reforma na Política Agrícola Comum. Em todo o embate nas negociações. na Conferência de Hong Kong da rodada de Doha. Estados Unidos e Japão. em dezembro de 2005. como aconteceu na rodada do Uruguai. como já aconteceu com o GATT. jamais desintegração ou capitulação como era comum acontecer em evento desse porte. o G 20. tentam proteger-se e colocar os serviços como trunfo ou moeda de troca para negociar o fim dos subsídios aos produtos agrícolas. em contraponto. estes. contribuir para tal fim pelos danos causados às economias da: União Européia.

000 tipos de novos materiais e aponta para cenários de aumento exponencial nos grupos de: metais. quando o capital. e não a mais valia. o monopólio como antítese e o estado como a síntese do “deus mercado”. a reificação do mercado e de sua propalada mão invisível segundo a teoria de Smith adotada por Keynes e os neoclássicos. em outras palavras: a tese. Segundo Bottomore. por exemplo. Todos os novos materiais criados pelos humanos são recursos tipos bens econômicos com qualidades superiores as matérias primas que lhes dão origem e possui amplas aplicações nas esferas de produção. membranas. valor de uso e valor de troca o que o torna necessária e obrigatoriamente uma mercadoria. ainda.XVII. FETICHE DOS RECURSOS NATURAIS E DOS NOVOS MATERIAIS COMO MERCADORIAS Como foi visto todo o recurso natural como bem econômico é dotado de: valor. fibras. polímeros. materiais bioinertes. mas como o que realmente são: relações materiais entre pessoas e relações entre coisas”. . não como relações sociais direta entre indivíduos em seu trabalho. A revolução científica e tecnológica. como. Essa assertiva deixa claro que todo o fetichismo do recurso natural está imbricado. Em decorrência dos problemas climáticos que hoje se dão no planeta o futuro aponta para o desenvolvimento de materiais “inteligentes” que possam prever e mitigarem ameaças de terremotos e intempéries climáticas e ambientais de toda ordem. A simplicidade do fetichismo da mercadoria faz dele um ponto de partida e uma boa referência para a análise das relações não econômicas. “o fetichismo da mercadoria é o exemplo mais simples e universal do modo pelo qual as formas econômicas do capitalismo ocultam as relações sociais a elas subjacentes. etc. o que tem aplicação na teoria da reificação e da alienação”. A supra dita revolução ao penetrar no átomo leva os humanos a mover. semicondutores. Jamais explicam o mercado como tese. Segundo ele “as relações que ligam o trabalho de um indivíduo com o trabalho dos outros aparecem. é tido como fonte de lucro. a negação e a negação da negação (síntese) no processo da lógica dialética. materiais magnéticos. biopreabsorvíveis. ligas. Dessa forma a ele se aplica plenamente a teoria do fetichismo da mercadoria desenvolvida por Marx. Sua análise estabelece uma dicotomia entre aparência e realidade ocultada (sem que a primeira seja necessariamente falsa) que pode ser levada para a análise da ideologia: discute relações sociais vividas como sob a forma de relações entre mercadorias ou coisas. entender e controlar desde átomos individuais até agrupamentos de átomos para sua engenharia de novos materiais no mundo dos elementos químicos que formam as substâncias. materiais “inteligentes”. como quer que seja entendido. compósitos. circulação e consumo de bens econômicos. cerâmicas. já produziu mais de 50.

age sob o princípio de causa e efeito sem absoluta intencionalidade fazendo-a ser muito mais caótica do que já é. . também. Mesmo que para isso o metabolismo do capital. O que se sabe e pode ser comprovada é a tese de que a ausência dos humanos no planeta levaria. ainda. Vale lembrar que o ser humano com toda sua revolução científicotecnológica não tem a mínima possibilidade de alterar ou modificar o clima global do planeta salvo em uma hecatombe atômica onde o próprio ente humano será extinto na terra. a natureza a se recompor e reconstituir-se totalmente destruindo toda e qualquer obra humana na terra. Esse terror. se aplica aos interesses das corporações internacionais nas questões das mudanças climáticas globais sob patrocínio das Nações Unidas e levadas aos estados nacionais inclusive com um discurso de desenvolvimento sustentável. como ela. hoje. raciais. venha apelando para os mais terríveis meios de destruição em massa a partir de armas altamente sofisticadas científica e tecnicamente. aqui. hoje. O controle da natureza pelos entes humanos envolve as relações entre cultura e materialidade pelo processo de trabalho social que é histórico e. Toda essa assertiva reforça a tese de que a natureza é desprovida de doar sentido as demais formas de vida que. Isto os obriga a se envolverem na trama das contradições dialéticas de ordem intra e inter-humanas nos diferentes conflitos sejam eles: culturais. “a finalidade última do homem é a criação racional do próprio homem. religiosos. se envolve em uma visão antro política no dizer de Morin. O ser humano é a origem de finalidades na ação transformadora no planeta. no sistema mundo do capitalismo. Muito dessas armas são para chantagear e fraudar a humanidade na medida em que não podem ser usadas por terem em si o poder de destruição da própria humanidade indo ao encontro das teses apocalípticas muito divulgadas pelo campo religioso. isto é. O planeta certamente voltaria a ter paisagem semelhante aquelas que existiram entre 200 e 60 milhões de anos atrás quando. As células de hidrogênio ampliam em muito as possibilidades de futuramente termos uma economia energética tão limpa quanto à das hidrelétricas a partir de hidrogênio sem ainda ampliar e falar do uso da energia termo nuclear. de fotossínteses em laboratórios como hoje fazem naturalmente todos os vegetais. em curto espaço de tempo (máximo de 50 mil anos). nações. da conversão do desconhecido em conhecido. em sua obra Ciência e Existência. Esta é mediada pela sociedade a que os humanos pertencem. O ser humano. etc. por um objetivo mediato a transformação da sociedade e a humanização da existência que acontece pelo seu papel político. A esse fim é que serve o conhecimento científico produzido pela consciência crítica da realidade e pela compreensão dialética da necessidade de criação de uma sociedade que permita ao homem atingir a plenitude de sua humanização”. de classes sociais. étnicos. tribos. A própria consciência humana é sabedora de que só da natureza pode emanar e advir os bens que lhe oferecerão a infinitude dos recursos naturais para uma vida humanizada feliz quando. Segundo Vieira Pinto. pode apenas alterar algumas situações climáticas de forma local e muito restrita.No campo da biotecnologia e da produção energética não tarda a produção econômica de energia solar por células fotovoltaicas e. existiram os dinossauros e outras formas de vida sem a existência dos primatas que evoluíram para o gênero humano a cerca de 6 milhões de anos. portanto. dotado de sentido.

por corporações em todos os seus matizes do trabalho até mesmo escravista em pleno Século XXI e da crescente e incontrolável produção de lixo provocada pelo metabolismo do capital nas corporações e externalizadas para as populações  Concorrência monopolista ou desigual no mercado mundial onde os países hegemônicos através de suas corporações. inclusive de crianças. manifesta-se segundo:  Desordem nas cotações do comércio das matérias-primas ou “commodities” em cadeias econômicas de empresas com profunda exclusão social e exploração dos países pobres  Relações monetárias artificiais. fechamentos de fronteiras e guerras localizadas que se manifestam sob as óticas: ora de racismo. por eles controlados. seus estados nacionais e das organizações internacionais. cortiços ou assentamentos subnormais com péssimas ou inumanas qualidades de vida e com violência social de toda ordem. simultaneamente. contém nele e provoca subdesenvolvimento”. precárias e desreguladas de forma a ser um desastroso cassino global sob a égide de uma seletiva plutocracia imbricada às corporações e ao capital financeiro  Surgimento de máfias sob epítetos de corporações que mutilam as sociedades de todos os países em todos os continentes a partir da hedonística caça ao lucro e ao poder liderado por uma poderosa cleptocracia corporativista  Perturbações sistêmicas no metabolismo do capital que levam aos bloqueios. DESENVOLVIMENTO/SUBDESENVOLVIMENTO Considerando as oscilações das crises e não-crises da economia política mundial. agora. A partir desses pressupostos é que no entender dos autores o cientista Edgar Morin mostra que “o problema do desenvolvimento depara-se diretamente com o problema cultural/civilizacional e o problema ecológico. da exploração hiperintensiva da mão de obra. impõem fome e miséria a 80% da população mundial de forma a beneficiar 20% da mesma população  Desruralização do mundo altamente perversa em favor de uma vida urbana em guetos. BIRD. O próprio sentido da palavra desenvolvimento. FMI. tal como foi aceito.). bem como. (OMC. com duas ou mais vertentes sob a base de uma política econômica hegemônica/imperialista  Acumulação incessante de capital a custa da depredação da natureza (biomas e ecossistemas). descartáveis ou não. favelas. Conselho de Segurança da ONU. no sistema mundo do capitalismo. ora religiosa e ora étnica ou. suas regulamentações e desregulamentações sob os epítetos de “progresso/recessão” ou de “desenvolvimento/subdesenvolvimento” o mercado entre os países. . etc.XVIII. mocambos.

Para tanto. a noção de desenvolvimento se apresenta gravemente subdesenvolvida. Considera Morin que na nova problemática política fora da insensatez da ideologia desenvolvimento/subdesenvolvimento “o viver. psíquicos e morais. do destino humano. o pensamento limitado. masculino. em que o crescimento econômico é o motor necessário e suficiente de todos os desenvolvimentos sociais. no sentido da vida. Com uma análise. as turbulências. portanto. isto é. inclusive a humana. “as grandes potências conservam o monopólio da alta tecnologia e se aproximam até mesmo do poder cognitivo e manipulador do capital genético das espécies vivas. O terceiro mundo continua a sofrer a exploração econômica. ao desequilíbrio explícito no clivar Norte/Sul.” Confirmando a “tragédia do desenvolvimento” Morin mostra os dois aspectos fundamentais do desenvolvimento. As perturbações que afetam as noções de pai. em breve se arrisca a ser normatizada por um poder político que disponha do poder de manipular o poder de manipulação. ou seja: “de um lado. Por isso. Assim. Esta leva a concretizar. da comunidade. A noção de subdesenvolvimento é um produto pobre e abstrato da noção pobre e abstrata de desenvolvimento”. O mundo desenvolvido destrói seus excedentes agrícolas. é um mito global no qual as sociedades industrializadas atingem o bem-estar. reclamam normas políticas. Em sua crítica a cegueira da ideologia do desenvolvimento e do subdesenvolvimento Morin mostra que as incertezas. nas desigualdades humanas do sistema mundo capitalista. reduzem suas desigualdades extremas e dispensam aos indivíduos o máximo de felicidade que uma sociedade pode dispensar. da solidariedade. Quando há guerras civis ou desastres naturais. se vê de fato levada a assumir o destino e o devir do ente humano assim como do planeta”. o que havia de fundamental na organização da família e da sociedade. que tende a confirmar a chamada hipótese 20/80. feminino. é uma concepção redutora. tornado modificável por manipulações.Em sua contextualização ou desconstrução da categoria de desenvolvimento Morin mostra que a partir dos anos de 1945 (pós 2ª Guerra Mundial) surge como panacéia imbricada a categoria de desenvolvimento a tríade “ciência-técnica-indústria” como uma ideologia acoplada ou atrelada à noção positivista de “progresso”. mãe. da cultura. Do outro. o nascer e o morrer estão doravante no campo político. o subdesenvolvimento moral e intelectual do mundo desenvolvido”. das finalidades humanas. no sistema mundo capitalista. põe suas terras em pousio enquanto fomes e miséria se multiplicam no mundo pobre. as bifurcações e as oscilações imprevistas da realidade histórica têm levado renomados economistas e cientistas a condicionar seu ponto de vista a uma . mas sofre também a cegueira. doravante politizado. a ajuda filantrópica momentânea é devorada por parasitas burocráticos ou políticos interessados em negócios. Morin antever na “antro política” que o devir do ser humano “traz em si o problema filosófico. A política. A noção de ser humano. Essa concepção tecno-econômica ignora os problemas humanos da identidade. uma total e absoluta incapacidade de conceber um futuro para a humanidade em termos de “antro política” que vem a ser uma política do ente humano com vistas a tratar a biosfera em sua multidimensionalidade de problemas. filho. Morin mostra que no após guerra ou nos últimos 60 anos (voltados para a ideologia do desenvolvimento e subdesenvolvimento o capitalismo levou o planeta.

da ordem e da desordem ou simplesmente da teoria do caos. neles existentes. ou seja: “o possível é impossível e vivemos num mundo impossível em que é impossível atingir a solução possível”. no Brasil. os grandes magazines. Eles percorrem as vitrines. Com essa assertiva augura-se aos discentes e leitores possam entender o metabolismo do capital que tem imbricado em si o espírito de competição. no processo de circulação das mercadorias. ambivalência. a saúde. que “os econocratas. Ele subordina o ente humano produtor ao ser humano consumidor e este ao produto vendido no mercado monopolizado que por sua vez fomenta as orças libidinais. segundo Morin. tem sistematicamente apontado os desvios dos econocratas na sua coluna Sextante na revista Carta Capital. cada vez menos controladas. Também Antônio Delfim Neto. em conjunturas de depressão ou crise. os antiquários. principalmente.interpretação economicista da história. de êxito. o que permite ao alunado criar suas próprias idéias sobre os modelos de aderência àquilo que se denomina ou se imagina ser realidade. A economia “ignora os acidentes. O consumo desregrado torna-se super-consumo insaciável que alterna com curas de privação. Esta é regida pelos princípios da incerteza. e desenvolve o hedonismo a um nível tal a dissolver toda e qualquer possibilidade de solidariedade humana. da técnica. os mercados de pulgas. Segundo ele. os indivíduos. portanto. Dessa forma. portanto. Ela julga perceber a natureza profunda da realidade numa concepção que a torna cega à natureza complexa dessa realidade”. a realidade “não é feita só de imediato. Essa agitação econômico-social mercadológica é. as paixões. ele se tornou demasiado pequeno para se ocupar dos grandes problemas agora planetários. a obsessão dietética e a obsessão com a forma fisica multiplicam os temores narcísicos e os caprichos alimentares sustentam o culto dispendioso das vitaminas e dos oligo-elementos. envolvendo os vieses das ideologias. a loucura humana. Entre os ricos o consumo se torna histérico. não conseguem imaginar soluções novas de reorganização do trabalho e de repartição da riqueza”. especialmente. não é senão nossa idéia de realidade depende também da aposta” e não refletindo a realidade concreta apenas a traduz “de um modo que pode ser errôneo”. a tez pura. muito capazes de adaptar o progresso técnico aos humanos. maníoaco pelo prestígio. Sobre o papel do estado-nação. A bibelomania se conjuga com a bugingangomania”. o técnico-econômico se torna um problema político permanente. na competição técnico-econômica entre os países e. nesta desconstrução do desenvolvimento/subdesenvolvimento vale lembrar que Morin mostra que sobrepor o técnico-econômico ao político é pura ingenuidade. embora seja demasiado grande para se ocupar dos problemas singulares concretos de seus cidadãos”. Morin é enfático em afirmar que “se tornou bastante forte para destruir maciçamente humanos e sociedades. de progresso. não é legível de maneira evidente nos fatos. A crítica de Morin tem muita procedência o que leva os leitores e discentes a desconstruirem muitas das assertivas. a beleza. É. a autenticidade. Conclui. da ciência e das idéias enfraquecendo o papel democrático vital às soluções dos conflitos. “superfícial e se apodera dos indivíduos assim que escapam às coerções escravizantes do trabalho. As classes sociais subordinadas nos estados-nação são “cada vez mais incapazes de salvaguardar as identidades culturais que são provinciais e . Ainda.

em sua argumentação.. até porque estão tão concentrados em seus próprios problemas que se esquecem que isso afeta a todos. ‘a corporação ré é um indivíduo que goza das premissas da 14a Emenda da Constituição dos Estados Unidos. que proíbe ao Estado que este negue. “O que mais me impressiona nesse documentário é a nossa impotência diante de tudo isso. A citada aluna assim resume sua contextualização: “O filme. corporações poderiam considerar-se como indivíduos”. perante as leis Norte Americanas. enfrentou nos tribunais a Southern Pacific Railroad. o juiz responsável pelo caso declarou. sem maiores explicações. vender e vender. produzir mais consumo e vender mais sonhos. e quando alguém tenta. é a satisfação da usar um tênis. “O documentário mostra os rumos da vida nesse planeta ao gerenciarmos de forma irresponsável e inconseqüente os recursos que por aqui existem. não têm corpo físico definido e. Podem comprar. o fato de milhões de crianças ingerirem leite podre e estragado e ninguém fazer nada. Sua principal razão de ser é a obtenção de lucro. falido e. porque no mundo em que vivemos não importa quem somos e sim o quanto ganhamos. . para finalizar. mas sua integração em associações mais amplas.. acionar judicialmente. Estamos legando para as próximas gerações de habitantes da Terra um mundo destruído. mesmo que isso se oponha ao bem estar comum de toda a coletividade humana”. só acho uma pena que a maioria dos jovens de hoje pouco se preocupem com isso. não ao menos um futuro no mínimo decente”. alugar. a partir daquele momento. incorporar patrimônio e tantas outras ações que as pessoas físicas realizam durante suas existências nesse planeta. nos EUA.. Para o leitor ter idéia do que vem a ser corporação vale transcrever. poderosa companhia de estradas de ferro. tampouco alma. a contextualização da dileta aluna Marluce de Castro Acosta (Curso de Publicidade e Propaganda) sobre o documentário canadense “The Corporation” dirigido por Mark Achbar e Jennifer Abbott com roteiro de Joel Bakan apresentado em sala de aula. quando o condado de Santa Clara. no final o que importa. Tudo se deu início em 1886. “A superação do Estado-nação não é sua liquidação. ou documentário descreve. Isso significa que.se defendem justamente exigindo a diminuição dos poderes do Estado”. . a qualquer pessoa sob sua jurisdição. também não importa se uma menina de nove anos trabalha por prato de comida. de fato é uma corporação. No veredicto. o que. não importando-se com nada exceto bater metas. inclusive à eles próprios”. uma camisa ou uma bolsa que foi confeccionada através do trabalho escravo de uma inocente que não tem futuro. capitalizar ganhos. “É lógico que o documentário nos mostra uma mídia que só está preocupada em lucros e em vender. Achei o documentário excelente sim. era estabelecida uma jurisprudência através da qual. sofrer perdas. Diferentemente de mim ou de você. a limitação de seu poder absoluto de vida e de morte sobre etnias e sobre os indivíduos”. igual proteção perante a lei’. doente ou até mesmo morto”. “Corporações são consideradas como pessoas perante a lei. vender.. é obrigado a se calar.

água. atesta que graves crises. é possível que eu não tivesse consciência da dimensão desse problema. me certifica do que quero fazer. Isso é o fim”! . pois foi através da publicidade que tivemos acesso a esse tipo de material. e assistir algo assim é realmente libertador para mim. em alto e bom tom.“Eu sou uma pessoa positiva e que acredita ainda em mudanças. indústria bélica. pois. Outro depoimento. são um ótimo negócio para os investidores que apostam suas fichas diariamente em ouro. idéia essa que já existe”. como o ataque terrorista ao World Trade Center. alimentos. pode sim servir como um alerta. mesmo considerando que muitas das práticas contrariam seus princípios e filosofia de vida. ou guerras. impotente para mudar qualquer ação da empresa onde trabalha. É lógico que mesmo antes de assistir ao documentário em questão. e me mostra que a publícidade também pode servir para algo bom e positivo. questiona como seria se o mundo inteiro fosse privatizado. petróleo. de um destacado consultor do mercado financeiro. como aquelas que são travadas no Oriente Médio. mas isso já me preocupava. sempre preocupei-me com o fato das grandes corporações serem tão dominantes como são. o documentário mostra também os dois lados de uma mesma moeda. “Gostaria de destacar que a certa altura do documentário um alto executivo de uma multinacional se diz.

Está imbricada ao princípio da concorrência perfeita dos mercados mesmo sabendo que não passa de um mito na medida em que todo processo de produção e circulação de bens e serviços estão. quotas de fundos de muito tipos. surge em 1936. – destina-se antes de mais nada a partilhar riscos (ao menos subjetivamente) para o operador individual”. chamada procura agregada. marginalista e neoclássica. empresas e governo que fazem investimentos. serviços.nações ou países. Em outras palavras em situação de monopólios e monopsônios não existe mercado livre (lócus onde se dão as trocas de mercadorias e serviços) e a negação do monopólio/monopsônio se dá pelo estado/governo. fortemente monopolizados por corporações mundiais que ditam os preços e o sentido das políticas e das economias os estados . Segundo Singer o investimento no modo de produção capitalista é uma atividade arriscada como se fosse um jogo de azar.XIX. famílias. Seus postulados estão nas teses de os mercados equilibrarem a livre concorrência do ponto de vista das necessidades dos consumidores. também. mão de obra e capitais. o poder persuasivo das corporações mundiais torna a missão da citada Autarquia inócuo. Não obstante. Autarquia ligada à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça. O desenvolvimento de uma intricada rede de intermediários financeiros de uma espantosa variedade de ‘ativos’ . .ações. A macroeconomia tem seu objeto na economia nacional como totalidade. Seus postulados estão voltados aos níveis das atividades econômicas. Esta é composta pelas compras dos: consumidores. SINÓPSE DA ECONOMIA REAL DE MERCADO Durante a 2ª Grande Crise Mundial do Capitalismo. debêntures. principalmente. títulos públicos. uma doutrina formulada por Keynes que teve e tem forte impacto sobre a teoria econômica (Economia Política) dividindo-a em dois importantes segmentos: a Microeconomia e a Macroeconomia. É adotada nas escolas econômicas. etc. etc. A microeconomia tem como objeto o comportamento individual do consumidor e da empresa ou firma. dos empregos e da renda pela procura efetiva. nos anos 30 do Século XX. na prática. depósitos em bancos. títulos privados. “A jogatina muita vezes desenfreadas nas bolsas de valores e nos demais mercados financeiro reflete o caráter aleatório das decisões econômicas.. o monopólio a antítese (negação) e o estado à síntese (negação da negação). Do ponto de vista dialético o mercado é a tese. hoje. Refuta toda e qualquer intervenção do estado/governo em quaisquer atividades dos mercados sejam eles de produção de mercadorias. No caso brasileiro essa negação da negação se opera através do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE.

os somatórios das contas implicam na identidade de que. geração de renda. Na contabilidade por partidas simples (usadas em nível pessoal e doméstico) as contas. ou seja. necessariamente em termos contábeis. o processo contábil obedece a princípios de que em todos os fluxos circulares de renda existe a lógica da identidade entre produto. De modo geral a contabilidade nacional ou social está imbricada a base estrutural e funcional dos modelos macroeconômicos. na América do Norte. Exemplo disso é atual crise que teve início em 2008. Nessas identidades prevalecem. Desde as técnicas da contabilidade de uma unidade empresarial até as técnicas ou método da contabilidade nacional ou social prevalece o paradigma de que “tudo que entra deve e tudo que sai tem haver”. Como o processo do circulo se rege por conflitos e manifestações contraditórias para atender as necessidades sociais dos valores de uso das mercadorias produzidas e comercializadas para a população do país torna-se imprescindível a presença do estado/governo como regulador do mercado. PNL=RNL=DNL. consumo. das contas que tratam do sistema da contabilidade nacional ou social de um dado país. assim como. Estados Unidos e Japão. na União Européia. Na macroeconomia é indispensável o conhecimento e uso de modelos econômicos. consumo. É importante explicitar que na contabilidade nacional ou social existem procedimentos metodológicos que evitam duplicação de lançamentos nas contas contábeis que venham falsear as informações que as consolidam no sistema de contas da contabilidade nacional ou social. acumulação e relação comercial e monetária entre países podem e devem ser quantificados e avaliados pelo método e técnicas da contabilidade. podem ser contabilizadas pelas entradas e saídas dispensando as partidas dobradas. isto é. pela suas simplicidades.Esses riscos e conflitos têm como resultados no sistema mundo capitalistas de que uma crise financeira leva necessariamente a uma crise maior no sistema econômico como um todo. Por ser parte integrante da teoria macroeconômica a contabilidade nacional ou social é indispensável para as análises dos fenômenos macroeconômicos em todos seus processos de certezas e incertezas. renda e despesa. ainda. Esta é uma metodologia da macroeconomia para registrar e quantificar os agregados macroeconômicos de forma coerente e sistemática de todos os fluxos circulares de renda e de produção. Todo circuito econômico de: produção. os fundamentos das partidas dobradas para as análises das contas contábeis desde uma Unidade Empresarial até a de um país. Em outras palavras significa dizer que em contabilidade nacional ou social PIB=RIB=DIB. financiamento. principalmente. acumulação e comércio. e que está muito longe de ser solucionada. menor ou maior que as necessidades sociais. Em virtude das incertezas e da anarquia da produçãocirculação-consumo das mercadorias a regulação das trocas deste circulo se dá pela Lei da oferta e da procura. Há desconhecimento se as ofertas globais dos valores de uso de seus bens econômicos são igual. todo ativo é igual ao passivo. Também. ou ainda. região ou bloco econômico. para cada crédito corresponder um débito. . Frente aos ambientes de incertezas dos mercados do sistema mundo do capitalismo onde todas as empresas atuam enquanto produzem e distribuem mercadorias.

segmentadas e fragmentadas tais como: economia monetária. Talvez essa seja a razão de nas faculdades a disciplina economia política ser lecionada por distintos segmentos das já comentadas macroeconomia e microeconomia. OMC e tantas outras entidades tangenciam ou passam longe das realidades econômicas sociais das unidades territoriais analisadas. FMI. economia fiscal. economia agrícola ou rural. economia dos transportes. etc. Não é a toa que previsões do Banco Central. PNUD. etc. fragmentação e segmentação da ciência economia política leva o discente a uma visão parcial. monetárias. economia do turismo. Para tal propósito o estado-governo regula o processo por políticas: salariais. Essa disciplinização.. etc. economia industrial. fiscais. naquilo que trata da monopolização-monopisonização no supra citado circulo. FAO. BIRD. Dessa forma surgem disciplinas altamente especializadas. muita das vezes ingênua causadora da cegueira acadêmica das organizações de ensino. . economia do comércio interior e exterior.particularmente. economia industrial. cambiais e de importação/exportação.

material. Tem cada vez mais uma ação condicionante ou mesmo determinante sobre o corpo. ou seja. civilizações. a família.XX. etc. moral e estética. o termo ambiente é definido como o conjunto de elementos bióticos e abióticos que permite a vida de uma espécie. 2004). as rochas. CONCEITO DE AMBIENTE Este capítulo resulta de uma síntese de um curso de pós-graduação patrocinado pela Cátedra Jose Marti do Centro de Educação da UFPE sob a Coordenação do Professor Docente Doutor Vantuil Barroso Filho. clima. os vegetais. No caso dos seres humanos. histórico-cultural. uma realidade constituída por elementos visíveis e invisíveis em interação constante entre si estabelecendo uma dinâmica de extrema complexidade. gêneros e idades. Considera-se que os seres humanos. biológica. Ou seja. como o ar. a recomendação n2 de Tbilisi. social e psicológica. Em seus princípios básicos. em Tbilisi. as empresas e outras instituições e organizações fazem parte do ambiente. a partir da tecnociência. classes sociais. a escola. A literatura dominante enfatiza apenas a história ecológica da Terra. ambiente representa uma totalidade constituída pela interação de quatro dimensões da realidade: física. sociais. deixando de lado o papel crescente da reinvenção social do natural (Florit. a consciência e a práxis dos seres humanos componentes privilegiados desta realidade. Tradicionalmente. neste trabalho. os animais. Geórgia estão de acordo com esta concepção de meio. os fundamentos filosóficos de sua definição. Esta concepção é reducionista ao considerar de maneira explícita ou implícita. em seus aspectos naturais e criados pelos seres humanos abrangendo as dimensões econômicas. vegetação. o meio é o suporte da humanidade constituído por todos os seus componentes. além do relevo. Assim. uma natureza que estaria sendo recriada por alguns seres humanos para a acumulação privada de capital. apenas as dimensões físicas e biológicas como constitutivas do ambiente ou do meio ambiente. políticas. Esta definição ainda pode ser considerada como redutora. regiões. participantes de estruturas públicas e privadas. a igreja. Ai incluídas as estruturas mentais dos grupos humanos que participam das diferentes.. ao afirmar que o meio globalmente considerado é constituído tanto por elementos materiais de ordem física ou biológica quanto econômicos e culturais. a água. As recomendações emanadas da Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental realizada em 1977. O termo ambiente. ou seja. vai buscar em Josué de Castro (1964). países. fauna e solo. considera o meio ambiente em sua totalidade. pois não leva em conta uma dimensão real para milhões de seres humanos: a dimensão espiritual de grande impacto sobre a realidade concreta. por exemplo. Assim. exercem ações diferenciadas sobre a estabilidade ou .

no caso do Recife. físicas. GÊNESE DO MEIO AMBIENTE O meio ambiente atual é fruto de transformações históricas da matéria estelar a partir do resfriamento da Terra que constituiu sucessivamente. numa sociedade capitalista avançada. no transporte. Se no caso de apartamento em qual andar se situa.) e o outro constituído pela natureza e a sociedade também em todas as suas dimensões e sistemas. O poder de compra influencia no tipo de alimentação. em todas as atividades do ser humano. potencialidade da matéria estelar originária. estão cada vez mais sendo conduzidas pelas decisões tomadas pelas elites da humanidade. a antroposfera. consubstanciando um relacionamento diferenciado com o ambiente que geograficamente compartilha com milhões de pessoas em permanente processo de recriação. de antagonismo e de complementação. Cada uma tem uma dinâmica própria. ambiente ou meio ambiente pode ser aqui definido como o conjunto formado pelas relações dialéticas. a litosfera. 1. epifenômenos do processo histórico de acumulação de capital. Se a residência tem ou não condicionadores de ar. cada camada foi formando à seguinte que interfere sobre a que lhe deu origem e prepara o advento de uma sucessora. além dos aspetos de porte e acabamento da moradia. As transformações da matéria. antes comandadas por uma força natural. enfim. etc. deve se levar em conta. a sociosfera e a noosfera. de ação e retroação. notadamente ocidentais. a litosfera ou geosfera. com o uso crescente da ciência e da tecnologia. No caso de organismos fala-se em metabolismo embora seja necessário enfatizar que algo semelhante ocorre também com todas as formas materiais. indiferente ou mesmo predatório. Iniciando pela residência. no lazer. pois este aspecto poderá condicionar um tipo de comportamento em relação ao ambiente mais próximo. No caso do ocupante deve ser levado em conta até a situação do morador. que são incorporados ao conjunto de . na poluição. se a mesma está situada em frente ao mar. Dessa maneira. a umidade. preservacionista.equilíbrio do meio e são atingidos diferentemente pelos problemas ambientais e sociais. de acordo com a posição que ocupam nas diversas estruturas das sociedades. intelectuais. que afeta e é afetada pela dinâmica das demais. Estabelecidas entre o indivíduo (e suas dimensões constitutivas. no vestuário. isto é além das características arquitetônicas. a hidrosfera. A partir de uma massa incandescente inicial. Estas estão utilizando novas e mais eficazes formas de organização do espaço em benefício próprio. pois dependendo da altura a temperatura. se está voltada para o nascente ou o poente. própria. isto é. religiosas. se proprietário ou não. diariamente aparecem novos materiais e novas recombinações orgânicas. Em tese. interna. a biosfera. todas as outras características ligadas ao sítio e situação do imóvel. o ambiente não é o mesmo para pessoas que tenham rendimentos profundamente diferenciados. alguns elementos do clima e até a própria paisagem se diferenciam. no consumo. De uma maneira extrema. de confronto e de colaboração. ou seja. emocionais. pode se considerar ambiente como o produto do poder aquisitivo que permite percepções e assim relações diferenciadas com o meio em que vive. a atmosfera. ou nos córregos e alagados. Em resumo. embora convivam na mesma cidade ou até no mesmo bairro ou edifício.

social e psicológico. EVOLUÇÃO DO MEIO AMBIENTE. Alguns historiadores datam o seu início com a ação de Paulo de levar o cristianismo para. a natureza e a natureza humana. um ambiente central e outro periférico: metrópole e colônia. é a existência de uma crescente periferização do centro sem que haja uma correspondente centralização da periferia. Estas novas ferramentas de alteração da realidade não são politicamente neutras. embora haja manchas cinzentas de interpenetração. a partir de decisões tomadas nos sucessivos centros hegemônicos do sistema-mundo capitalista. se acelerou em três momentos nos últimos séculos:  A partir das grandes navegações. 2. indica de modo claro que ele é aqui o prolongamento dessa metrópole. países desenvolvidos e subdesenvolvidos. biológico. mas a história de sua nação no território explorado. Historicamente. E porque se refere constantemente à história de sua metrópole. aproveitando-se das prerrogativas de flexibilidade espacial que hoje o poder assegura a seus detentores. A imobilidade a que está condenado o colonizado só pode ter fim se o colonizado se dispuser a pôr termo à história da colonização. por exemplo. a expansão do modelo ocidental de sociedade é muito antiga e dirige a recriação de acordo com os interesses e possibilidades das elites de cada época. Ao contrário. a história da região por ele saqueada. 38). Assim definida. O colonialismo. sujeito a fluxos e refluxos. centrais e periféricos. para criar a história da nação. A ocidentalização. processo de expansão da cultura ocidental para o resto do mundo é o principal mecanismo de recriação do ambiente incluindo as pessoas que dele participam. Estão a serviço de uma política de ocidentalização do mundo que cobre praticamente todos os espectros da realidade. A história que escreve não é. pg. a formação dos estados nacionais e a colaboração da filosofia iluminista e da ideologia liberal . principalmente americano. violado. os elementos reitores. No entanto. A tendência atual. alterando a evolução dita natural. a história da pilhagem. europeu ocidental e norte-americano." Frantz Fanon (1979. os centros das forças estruturantes do ambiente estão cada vez mais concentrados em certas forças sociais que eventualmente podem se disseminar paisagisticamente. portanto.elementos do meio ambiente. constituiu-se um modelo dicotômico. se constituem de elementos invariantes universais (embora também variem em escala temporal mais lenta) e de elementos que variam de época para época. o imperialismo e a globalização são etapas da recriação do meio ambiente mundial. ibérico. Este processo. toda a região do que hoje é o Oriente Médio. a história da descolonização. “O colonizador faz a história e sabe que a faz. sobretudo a conquista da América no século XV  A partir da revolução industrial européia do século XVIII. As conseqüências desses arranjos projetam-se no nível físico. Outros indicam as cruzadas que a partir do século XI pretendiam estender a fé cristã para os povos islâmicos.

como a de Said (1990). e de elites enxameadas e subalternas de todas as demais civilizações (Huntington. hoje o excluído. Hoje. Cada etapa amplia a dominação ocidental para todos os setores da natureza e da sociedade através do uso crescente do saber. Uma interna. a branca. Assim a essência do Ocidente tem a ver com uma entidade geográfica. Culturalmente o Ocidente é uma amálgama constituída por três dimensões principais: judaica. sua imensa contribuição ao processo de ocidentalização que hoje atinge seu ápice e como tal incapaz de desenvolver um projeto alternativo de civilização. transformado em subalterno. Suas colunas principais podem ser identificadas às margens do Atlântico Norte. segundo algumas abordagens clássicas. dos germanos. é o modelo dominante em todo o mundo onde se materializa em maior ou menor grau de acordo com o processo histórico de implantação em cada país. Europa Ocidental e América do Norte. a Europa. o absolutismo. Após a Guerra Fria. apenas ligeiramente beneficiadas com as migalhas da conquista e a externa. pg. com uma religião. hoje é mais uma noção ideológica. a ideologia da globalização. com uma filosofia. o Oriente. não podemos captá-la senão em seu movimento". conforme as épocas. o nazi-fascismo e a social democracia. bio e noopolítica do que geográfica. Tratase de uma cultura. não só considera que este é o melhor sistema de sociedade como o único a ser seguido pela humanidade em sua permanente rota de aperfeiçoamento. e externos. helênica e cristã. de brancos honorários como os japoneses e coreanos do sul. mas o todo é maior do que a soma das partes. Segundo Latouche (1996. dividido em duas categorias. com um sistema econômico ou modo de produção. o iluminismo. o conservadorismo. Para seus adeptos. COLONIZAÇÃO IBÉRICA De acordo com o enfoque da ocidentalização do mundo e conseqüente recriação do meio ambiente. Esse processo de conquista ofusca a figura do oponente. dos eslavos. em grande parte resultante das migrações das áreas conquistadas. que deve ser identificada em sua singularidade e permanente superação. por exemplo. internos como o feudalismo. a história da América Latina pode ser dividida em três etapas: colonialismo. a cristandade. mas contam com contribuições diversas dos latinos. Após derrotar todos os inimigos. com uma raça. como o bolchevismo soviético e os movimentos de libertação nacional dos países periféricos. dos judeus. "se aceitarmos a pertinência desse conceito de Ocidente como unidade fundamental subjacente a toda uma série de fenômenos que se desdobrou na história. a mais guerreira da história. Face às transformações sofridas. imperialismo e globalização. geo. As ambas são negadas protagonizo sócio histórico. 1996). constituída pelas massas do próprio ocidente. instrumento da produção econômica. o neoliberalismo. o capitalismo. Os contornos de seu espaço geográfico são mais ou menos precisos. as populações não ocidentais.45). do poder . 3. o advento da globalização e de sua ideologia o neoliberalismo. Atualmente o comando está nas elites anglo-saxão.

animais e de microorganismos foram introduzidas e novas organizações sociais e objetivos econômicos determinados para os nativos. café. sem tradições.2003 pg. teve como característica os três M: mercadores. Citando Darcy Ribeiro.político e militar e do significado cultural. lima. fruta-pão. das feitorias e das missões. através das chamadas doenças negligenciadas. como cultural. Milhões de seres humanos foram mortos diretamente pela ação da superioridade bélica européia e ou pela modificação no meio ambiente o que incluiu a adoção de novas práticas sociais. melancia. LG. Novas espécies vegetais. uva. Laymert Garcia diz que o povo brasileiro. A partir do extrativismo vegetal. ) mas esse povo novo. as que não interessam aos laboratórios farmacêuticos como a malária e a tuberculose entre outras. porque nunca passou de uma aviltada força de trabalho a serviço de interesses externos e de uma elite que atua apenas como representante local desses mesmos interesses" (Santos. coqueiro. Os séculos iniciais da colonização marcaram profundamente a América desde o ponto de vista demográfico. e à sua própria terra. algodão. pimenta do reino. cada um atuando em sua área e reforçando o projeto de dominação. manga. camufladas por uma pretensa missão evangelizadora. As obras de Frei Bartolomeu de Las Casas (1474-1566). figo. é 'povo que não existe para si'. a colonização criou um povo desenraizado sem cultura própria. arroz. a varíola. ( . feijão. 29). animal e mineral os colonizadores passaram a produzir riqueza para exportação como o açúcar e outras culturas. gengibre. arrancado à sua comunidade tradicional. jaca. limão. tamarindo. O genocídio se estendeu pela transmissão de doenças para as quais o nativo não tinha defesa apropriada como a malária. A América foi invadida por hordas sequiosas de riquezas. Assim. O velho colonialismo marcava uma divisão muito clara entre dominadores e dominada ficando esta etapa do chamado processo civilizatório famoso por sua crueldade que resultou em degradação humana e mesmo extinção de etnias. processo histórico comandado pelas coroas ibéricas e executado por figuras privadas. biológica e social. Do ponto de vista ecológico. "formou-se a partir da deculturação e desterritorialização de suas três matrizes étnicas: do índio. laranja. os portugueses promoveram uma profunda alteração na biodiversidade brasileira introduzindo espécies exóticas como: cana-de-açúcar. denunciam as atrocidades dos conquistadores. Segundo Latouche esta etapa da recriação do ambiente. testemunha ocular da história. banana. desde os primórdios da colonização os ambientes de todos os continentes passaram a ser crescentemente alterados em graus diferenciados em todas as dimensões. de cerca de três séculos. carambola. A organização do espaço periférico físico e social ou desorganização se vista do ângulo das populações nativas. o tifo e o sarampo que mataram milhões de americanos e continuam matando até hoje. cravo. física. trigo. dividindo-se o botim percentualmente entre as partes beneficiadas. ambiental e psicológico. aveia. . Moendo e fundindo as matrizes originais em uma entidade étnica nova. sem laços com a terra. militares e missionários. inclui-a cada dia novos setores da realidade. do negro africano arrancado à sua tribo e exportado para o Novo Mundo como escravo e do camponês europeu arrancado à sua gleba e transformado em aventureiro. canela... tangerina. cujas atividades se projetaram na paisagem através dos fortes. hoje a forma mais expressiva de dominação. melão.

O fim do velho colonialismo não significou o fim do colonialismo. além da concessão de serviços públicos às empresas estrangeiras. pelo contrário. Sua paisagem se transformou pela ampliação das minas e das "plantations" já iniciadas anteriormente. amoras. uma nova divisão do mundo se iniciou. O embate com as culturas nativas gerou paisagens diferenciadas e. culminando com a eclosão da I Guerra Mundial entre 1914 e 1918. Apesar da tentativa de harmonizar os apetites das burguesias européias na Conferência de Berlim em 1885. IMPERIALISMO INGLÊS A partir do século XVIII na Europa uma nova organização da sociedade facilitou a concentração da riqueza e do poder em grupos sociais restritos. O mesmo ocorreu no que respeita os animais e a microflora e fauna. com repercussões positivas sobre o crescimento demográfico. aperfeiçoou o sistema de tal maneira que o dominado não percebe a dominação em que vive e enaltece a liberdade que julga possuir. Mas a partir da Conferência de Berlim. pêra. esta fase histórica ampliou e aprofundou os conflitos existentes. em 1885. A industrialização gerou a urbanização provocando novas demandas que o ambiente europeu não tinha condições de satisfazer. com a redivisão do continente africano pelas potências européias. talvez as mais susceptíveis de contaminar as populações metropolitanas. Neste período histórico que vai de 1889 a 1945. menos tratar-se de um processo pacífico. graviola e uma serie interminável de outras plantas inclusive medicinais. Na dimensão política. inclusive microorganismos patógenos. Nas primeiras décadas do século XIX quase todas as nações americanas conseguiram se livrar do velho colonialismo. O exemplo da fase histórica anterior. padrões de vida diferenciados de acordo com a maior ou menor permanência dos frutos do progresso material nessas áreas. A conquista territorial pura e simples. pêssego. nozes. pela construção de estradas de ferro e de portos para escoamento da riqueza produzida. pinha. maçã. sobretudo pelo comando arbitrário das coroas ibéricas sobre as terras e os habitantes do além-mar. romã. tudo pode ser dito sobre o imperialismo dos séculos XIX e XX. Muitos bairros das cidades periféricas foram saneados para abrigar as camadas dirigentes. o sistema de concessões e o protetorado. Novas matérias-primas foram solicitadas pelo voraz sistema produtivo industrial e o crescimento demográfico europeu necessitou de crescentes fontes de alimentos que passaram a ser desenvolvidos em outros continentes. O aspecto mais notório desta fase é dado pela dimensão econômica através da qual as sociedades tradicionais se transformaram em países subdesenvolvidos e passaram a exportar matérias-primas e produtos primários . 4. Algumas doenças contagiosas foram combatidas. cada um de acordo com a realidade encontrada pelos ocidentais em seu processo de expansão mundial.inhame. sapoti. por conseguinte. Vale ressaltar que após 1492 os barcos europeus iniciaram a diversificação dos ecossistemas de outros continentes ao levar para estes lugares representantes da fauna e flora. o Brasil passou a ser auto-administrado de acordo com as diretrizes da Europa. Três formas principais de relacionamento da Europa com os povos de outros continentes podem ser identificadas a partir de então. o velho colonialismo se caracterizou. de origem americana. continuada entre 1939 e 1945 (pela Segunda Guerra) e pela Guerra Fria concluída em 1991.

Basta.. o colonialismo é um fracasso. os Estados Unidos após a Guerra Fria. "Se escrevemos a história das batalhas. mas continuam sendo os produtores do espetáculo" C. março de 2012 . Analisando-se a história como uma luta pelo controle da riqueza mundial pode-se considerar que as chamadas guerras mundiais são na verdade três batalhas de uma só guerra pelo controle do mundo. Recife. porém escrever a história das mentalidades para percebemos que ele é a maior conquista de todos os tempos. mas novas relações de dominação foram estabelecidas inclusive em países que heroicamente obtiveram sua independência pela força da insurreição.e importar produtos industrializados dos países desenvolvidos estabelecendose a primeira divisão internacional do trabalho. Nesse sentido. A cada guerra "mundial" o número de protagonistas principais diminuía. principalmente na década de 60. O comércio desigual estabelecido entre as elites associadas escondia o domínio do saber de um dos pólos do sistema sobre o outro. A obra-prima do colonialismo é a farsa da descolonização(. Eis o histórico do subdesenvolvimento: crescimento demográfico acelerado e não acesso às riquezas produzidas. Após a Segunda Guerra. Exotisme colonial. 1985. Paris. Em síntese. desviadas em beneficio de populações estrangeiras. o saque colonial e o comércio desigual enriqueceram a Europa e seu herdeiro os Estados Unidos que não cessam de inovar em suas relações com o resto do mundo. afinal ganha pelo projeto liberal de sociedade agora transformado em neoliberal na era da globalização. acabando por sobrar apenas um. Maurel. é importante não desprezar o papel inovador e estimulador do crescimento econômico e do desenvolvimento representado pelas guerras internas européias que se propagaram pelo mundo. Robert Laffont.. muitas das antigas colônias passaram a ser juridicamente independentes de suas metrópoles.) Os brancos passaram para os bastidores.

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UFPB. Foi co-autor de vários planos diretores setoriais e urbanos nos estados do Nordeste e. 2007). 1984). particularmente na “Primavera de Praga”. (Ed. cursos de graduação . e conferencista em mais de 50 eventos em várias universidades brasileiras e professor convidado em mais de 20 cursos de pós-graduação. Aspectos gerais da agropecuária do Nordeste (volume 3 da Série Projeto Nordeste. 2003). 2008). 1984). Agenda 21 de Igarassu (FADURPE. Foi agricultor (premiado pelo INCRA como agricultor modelo no município de Gravatá por duas vezes) e fez parte do quadro de técnicos e de dirigentes da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) durante 22 anos. é Professor Universitário (dá aulas em cursos de pós-graduação. também. No momento. Em junho de 2004. participou da UNCTAD XI (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento) em São Paulo. Habilitado pelo CORECON sob o nº 777. Têm publicado mais de 75 ensaios e trabalhos científicos incluindo-se entre eles: relatórios técnicos e trabalhos em equipe. patrocinada pela Faculdade Boa Viagem. no Brasil e. 1990). Em diferentes ocasiões foi Consultor da FAO.O AUTOR Geraldo Medeiros de Aguiar. Política fundiária no Nordeste (Massangana. 2004). (UFPEPIMES/ SUDENE / IPEA. UFPB. SUDENE. e Nicarágua. Políticas econômicas setoriais e desigualdades regionais. 2004). Tem seus diplomas revalidados: o de Engenharia Econômica como Economista na Universidade Federal da Paraíba e o de Mestre em Administração de Empresas na Universidade Federal Rural de Pernambuco. (Vozes. 1985) e. Agenda 21 do Ipojuca (FADURPE/SEDETMA. Agriculturas no Nordeste. desenvolvimento local e integração regional (Ed. Participou do quadro técnico e trabalhou como Consultor em grandes empresas e ONGs. de EIAs e RIMAs de diferentes barragens para o DNOCS. 1971). privado e da economia social. Foi ativista estudantil. ainda na República Tcheca. (Livro Rápido. Eslováquia. BID e IICA através de contratos específicos e temporários. Possui longa experiência nos setores: público. Tem obras publicadas em co-autoria ou não. Engenheiro Econômico e Mestre em Engenharia e Administração de Empresas pela Escola Superior de Economia de Praga (República Tcheca). Segurança alimentar e biocombustíveis. OEA. Agenda 21 do Estado de Pernambuco (SECTMA. Polônia. É autor dos livros: Agenda 21 e desenvolvimento sustentável. co-autor das obras: Estudo de problemas brasileiros (UFPE. Apreciação e sugestões de políticas. (Caminhos e desvios). 2006) e Turismo.

Foi relator de temas: nas Agendas 21 de Pernambuco e dos municípios do Ipojuca e de Igarassu. cujo site é: www. Moxotó.cnpq. É Analista de Tecnologia e Inovação da Secretaria de Ciência. Tecnologia (SECTEC). Professor da Faculdade Boa Viagem e da Faculdade São Miguel. Conferencista e palestrante em seminários ou oficinas de trabalho (workshop) no Brasil.superior e de especialização profissional) em diferentes organizações de ensino.org. É Consultor Autônomo e da FADURPE (para elaboração de agendas 21. Itaparica e São Francisco pelo CRÉDITO FUNDIÁRIO/FUNTEPE e elaborou projetos para o PCPR/PROJETO RENASCER financiado pelo BIRD e Ministério do Desenvolvimento Agrário.com. Atende pelo telefones (081) 3326-6428. planos diretores e planejamento estratégico). nos estados da Região Nordeste da qual é grande conhecedor transdisciplinar.br . muito em particular.br Tem curriculum vitae detalhado no sistema LATES do CNPQ. 3465-7718 celular (081) 99728025 e pelo e-mail gmaguiar@yahoo. Como Coordenador Técnico do CENTRU (Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural) capacitou e coordenou a assistência técnica a 32 comunidades nos sertões do: Pajeú.

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de suas formas de lutas e ações. Ativista Político e Intelectual Brasileiro Florestan Fernandes. Economista e Historiador Brasileiro Leôncio Basbaun. foram os PROFETAS DO POVO BRASILEIRO. também. Ao Presidente LULA. Historiador e Ativista Marxista Brasileiro Celso Furtado. Professor e Educador do povo Brasileiro Gregório Bezerra. Todos eles. Sociólogo. . Pedagogo. Renomado Espírita Brasileiro Darcy Ribeiro. Antropólogo e Cientista do Povo Brasileiro Álvaro Vieira Pinto. Filósofo e Cientista do Povo Brasileiro Paulo Freire. Humanista e Cientista Brasileiro Miguel Arraes. no seu dia-a-dia. Andrei e Ian Victor ao meu Genro Fabrício Azevedo e aos colegas Vantuil Barroso Filho. independentemente. exemplos de vida e de amor ao Povo Brasileiro que. Guerrilheiro Brasileiro Margarida Maria Alves. Entre os vivos. Político e Marxista Brasileiro Josué de Castro. na certeza de a esperança vencer o medo e de ele conformar uma ÉPOCA HISTÓRICA NACIONAL mais significativa que as marcadas pelos grandes presidentes já falecidos: GETÚLIO e JUSCELINO. Dedico. Ambientalista Brasileiro Caio Prado Júnior. dedico o trabalho a meus filhos Eugênio. Líder Camponês e Político Brasileiro Francisco (Chico) Mendes. Milena. Visionário e Revolucionário Brasileiro e Sul Americano. Político Brasileiro e Governador Abreu e Lima. Revolucionário e Comunista Brasileiro Osvaldo Orlando da Costa. Agricultora Brasileira Francisco Julião. Tiago e Lucas. buscam construir um BRASIL GRANDE COM INCLUSÃO SOCIAL. Arcebispo Brasileiro (Olinda e Recife) Francisco Cândido Xavier.DEDICATÓRIAS Este trabalho é dedicado à memória de: Don Helder Câmara. a minha esposa Mauriceia Marta Wanderley de Aguiar aos meus netos Thaís. George Emílio. a todos aqueles e aquelas que.

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