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Resenha 2

Frederick Taylor, engenheiro mecânico, desenvolveu a teoria da Administração Científica durante a Segunda Revolução Industrial, focando na eficiência e produtividade através da padronização e incentivo salarial. Sua abordagem, embora pioneira, foi criticada por sua visão mecanicista do trabalho e falta de consideração pelo aspecto humano, como destacado por Simone Weil. Apesar das limitações, os princípios de Taylor ainda influenciam práticas de gestão contemporâneas, enfatizando a importância do planejamento e treinamento no ambiente de trabalho.
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Resenha 2

Frederick Taylor, engenheiro mecânico, desenvolveu a teoria da Administração Científica durante a Segunda Revolução Industrial, focando na eficiência e produtividade através da padronização e incentivo salarial. Sua abordagem, embora pioneira, foi criticada por sua visão mecanicista do trabalho e falta de consideração pelo aspecto humano, como destacado por Simone Weil. Apesar das limitações, os princípios de Taylor ainda influenciam práticas de gestão contemporâneas, enfatizando a importância do planejamento e treinamento no ambiente de trabalho.
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Frederick Taylor era um engenheiro mecânico que viveu nos Estados Unidos

durante a Segunda Revolução Industrial, por isso trabalhou em fábricas e oficinas


mecânicas. Essa época ficou marcada pela transição dos métodos artesanais para
industriais, em busca de eficiência, produtividade e redução de custos. Em sua obra
“Princípios da Administração Científica”, o autor desenvolve um método científico a
ser aplicado na administração do trabalho para alcançar melhores resultados.

Taylor desenvolveu a teoria da Administração Científica, o qual acreditava que se


fosse seguida corretamente não haveria chance de erro. É em casos de possíveis
falhas, não seria em sua teoria e sim na má execução da metodologia.

O autor desenvolveu sua teoria após trabalhar em uma fábrica onde percebeu
certas deficiências na operação, especialmente relacionadas aos operários. A
fábrica não tinha qualquer divisão do trabalho, que de acordo com Taylor, abria
espaço para o oportunismo dos operários. Ele nomeou isso como “vadiagem”, onde
os trabalhadores enrolavam no trabalho e levavam mais tempo que o necessário na
produção dos produtos.

Segundo a teoria, a vadiagem sistemática ocorria devido a falta de incentivo do


trabalhador em qualquer recompensa para aumento da produção. Seria uma
estratégia coletiva consciente dos operários devido ao medo de perderem o
emprego ou terão salários reduzidos, se produzissem a mais do que o normal. Para
Taylor, com incentivo justo e métodos eficientes de gestão seria possível eliminar
esse medo para então beneficiar empregados e empregadores.

O autor também aponta as decisões tomadas puramente por intuição sem qualquer
planejamento ou análise da produção. Outro ponto levantado é a falta de
treinamento dos operários, que eram colocados em funções as quais não tinham
qualquer aptidão.

O método da Administração Científica apresentava três fases, que seria


basicamente a resolução do problema dos salários, desenvolvimento de
planejamento e execução com base em princípios.

Taylor traz a ideia de ganho por peça como forma de incentivar mais a produção. O
salário era fixo e não dependia da produção, o que o autor achava que gerava
comodismo. Para sua teoria o homem é um ser “Homo Economicus”, onde apenas o
salário e bens materiais fossem capazes de influenciá-lo. E portanto, somente a
partir dessas recompensas poderia atingir o máximo da produção, afinal o operários
não trabalha porque gosta mas sim pelo dinheiro que lhe proporciona. A partir disso,
desenvolve um estudo sistemático do tempo, onde define um padrão de produção
com base no tempo que leva para produção de cada peça.
Com os trabalhadores devidamente incentivados, se faz necessário estabelecer
uma rotina para execução de tarefas. Para o autor, cada tarefa tem que ter uma
pessoa certa, dividindo a produção em várias etapas e garantir. Por isso, seria
necessário a partir desse momento a supervisão para acompanhar o
desenvolvimento da tarefa, além da necessidade da criação de seleção e
treinamento dos operários.

A partir de um planejamento, sem qualquer improvisação, tem maior controle se


seguido o método corretamente. A execução deve garantir que o trabalho seja bem
atribuído, ressaltando a responsabilidade de cada etapa, devendo o trabalhador ser
disciplinado.

A busca central do autor é a produtividade, substituindo qualquer uso de método


empírico e aprendizagem na prática, definindo o melhor método, ao estabelecer a
ferramenta correta que deve ser usada no tempo ideal.

O autor desenvolveu um novo modelo de organização racional do trabalho nas


indústrias, uma forma de aplicar sistematicamente seus princípios. Em primeiro
momento, temos a análise do trabalho para estudo do tempo e movimento. Onde
sugere uma padronização dos movimentos, a fim de evitar desperdício ao treinar e
especializar o operário.

Seguindo o estudo, depois foca no operário, em especial a fadiga humana.


Considerando que é maior redutor de eficiência, buscando um método para diminuí-
la e elevar a produtividade. Em terceiro momento, foca na divisão e especialização
do trabalho, para aumentar a produtividade. Estabelecendo um trabalho repetitivo e
padronizado, com a atribuição de uma única tarefa para executar, por acreditar que
uma execução automática seria a melhor forma de trabalho. Com isso, tirar qualquer
liberdade de iniciativa do operário de estabelecer sua própria maneira de trabalhar.

Depois desenvolver os cargos e tarefas, em conjunto com definição de incentivos


salariais e prêmios de produção. Trazendo o conceito de Homo Economicus, onde o
trabalhador apenas é influenciado pela recompensa salarial. A partir disso melhora
as condições de trabalho e padronização do serviço, sendo necessário uma
supervisão funcional do trabalho.

Em “A Condição Operária”, Simone Weil apresenta uma crítica à visão mecanicista


do trabalho apresentada por Taylor, ao analisar a realidade vivida pelos
trabalhadores nas fábricas industriais. Sua obra denunciava que a redução do
operária como uma mera extensão da máquina, gerava um desgaste físico,
sofrimento psicológico e perda da dignidade humana. Weil considerava que não
considerar o aspecto humano na busca por eficiência, gerava um ambiente de
opressão e desespero para os trabalhadores. Sua obra chama atenção para a
urgência de se pensar em um modelo de administração que pense além dos lucros
e sim no bem estar dos trabalhadores.

A teoria de Taylor apresenta várias limitações como a visão mecanicista do trabalho,


a super especialização, a ideia de uma “homem que só executa, não pensa” e
centralidade do administrador. Podemos ver no filme “O Diabo Veste Prada” alguns
aspectos da deficiência do método científico. No longa-metragem, a protagonista
Andy Sachs começa um novo trabalho como assistente de uma poderosa editora de
moda, Miranda Priestly. Ao longo do filme, podemos observar um ambiente de
trabalho com um excessivo nível de exigência produtividade, com um subordinação
total às ordens superiores além de uma ausência de autonomia criativa dos
subordinados.

O filme mostra que em um ambiente de trabalho que apenas os gestores planejam e


decidem, enquanto o subordinado apenas executam geram consequências
negativas. Inicialmente, Andy se comportava como uma profissional entusiasmada
com o trabalho, mas devido a uma jornada exaustiva, falta de reconhecimento e
perda de sua identidade pessoal, a protagonista perde esse aspecto importante.
Com isso podemos ver que a visão mecanicista do autor, que trata o operário como
uma engrenagem produtiva, sem espaço para criatividade e relações interpessoais
que são fatores importantes para manter o trabalhador motivado.

O estudo de Taylor não tinha comprovação científica de seu método, afinal toda
teoria foi baseada em sua vivência em uma única fábrica sem aplicação em outros
ramos. O que resulta em uma abordagem incompleta, afinal só leva em conta o
ambiente de fabricação, sem pensar em uma estrutura diferente tanto de trabalho
quanto de produção. Seus métodos se baseiam apenas na observação empírica e
na sua experiência pontual em uma fábrica, desconsiderando métodos estatísticos
ou validação controlada. Além de desconsiderar variáveis humanas e psicológicas
que interferem na linha de produção, tornando sua abordagem parcial e limitada.

Para além das limitações, sua teoria foi um pioneiro na forma de pensar e métodos
para organizar e planejar o trabalho. A padronização do trabalho e a criação de uma
seleção e treinamento do trabalhador, foram aspectos que trouxeram avanços na
eficiência da organização. Seus conceitos são aplicados nas práticas de gestão
atuais, com o controle de qualidade, manuais operacionais, mapeamento dos
processos, entre outros.

Em sua Administração Científica, Taylor defendia a ideia de um trabalho planejado,


estudado e executado com base em métodos racionais para aumentar a eficiência e
produtividade. Seus métodos trouxeram novas formas de pensar a administração
como necessidade uma divisão clara entre o planejamento e execução, além de
uma seleção e treinamento dos trabalhadores. Se usada de forma adaptada nas
organizações atuais, considerando as necessidades humanas, se tornaram
ferramentas úteis no ambiente de trabalho. Sua abordagem foi essencial para
transformar administração em uma disciplina estruturada, influenciando a indústria
e outros setores de serviços.

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