FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS E EMPRESARIAIS
CURSO: GESTÃO DE EMPRESAS
3° ANO
TURMA: 3L5LGS2
DISCIPLINA: FINANÇAS PÚBLICAS
TEMA: ORÇAMENTO DO ESTADO EM MOÇAMBIQUE
DISCENTES: DOCENTE: FERNANDO QUEMBO
Adelaide Silva Nhamtumbo – 202221088
Marley Nhaca - 202200331
Nayro Finiche – 202203362
Neusa Da Sandra – 202202872
Maputo, aos 1 de Abril de 2024
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO....................................................................................................................1
1.2. OBJECTIVO GERAL......................................................................................................2
1.3. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS.......................................................................................2
2. HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO EM MOÇAMBIQUE
....................................................................................................................................................3
3. PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO..................................................4
4. PRIORIDADES E ALOCAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS.................................................6
5. IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL.............................................................................8
6. AVALIAÇÃO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA...................................................10
7. CONCLUSÃO....................................................................................................................12
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................12
1. INTRODUÇÃO
O orçamento do estado em Moçambique é um tema de grande importância e relevância, pois
reflete a alocação de recursos financeiros para atender às necessidades do governo e da
sociedade. A compreensão da história e evolução do orçamento do estado em Moçambique
permite analisar as políticas fiscais adotadas, as mudanças na legislação orçamentária e os
impactos das decisões financeiras nas áreas sociais, econômicas e de infraestrutura do país.
Nesse contexto, a análise da evolução do orçamento do estado em Moçambique contribui
para uma compreensão mais aprofundada do cenário fiscal e financeiro do país ao longo do
tempo.
1
1.2. OBJECTIVO GERAL
1. Analisar a história e evolução do orçamento do estado em Moçambique, buscando
compreender as transformações, desafios e impactos das políticas fiscais no contexto
histórico e atual.
1.3. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
1. Investigar a evolução histórica da legislação orçamentária em Moçambique, desde a
independência até os dias atuais.
2. Analisar as políticas fiscais adotadas pelo governo moçambicano ao longo do tempo e
seus impactos na economia e na sociedade.
3. Identificar os principais desafios enfrentados na implementação e execução do
orçamento do estado em Moçambique, considerando aspectos como transparência,
eficiência e equidade na alocação de recursos.
4. Avaliar o papel das instituições governamentais na elaboração, aprovação e
monitoramento do orçamento do estado, destacando aspectos de accountability e
responsabilidade fiscal.
2
2. HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO EM MOÇAMBIQUE
A história e a evolução do orçamento do estado em Moçambique é uma narrativa complexa
que reflete os desafios e as transformações políticas, econômicas e sociais que o país
enfrentou ao longo do tempo. Para entender essa evolução, é importante examinar diferentes
períodos históricos e as influências que moldaram o sistema orçamental moçambicano.
1. Período Colonial: Durante o período colonial, Moçambique era uma colônia de Portugal e
estava sujeita ao sistema administrativo português. Nesse contexto, o orçamento do estado era
elaborado e controlado pelas autoridades coloniais portuguesas, visando principalmente a
exploração dos recursos naturais e o financiamento das atividades coloniais. Autores como
Eduardo Chivambo Mondlane e João Paulo Borges Coelho fornecem insights sobre essa
época, destacando o impacto do colonialismo na economia moçambicana.
2. Independência e Socialismo: Após a independência em 1975, Moçambique adotou o
socialismo como ideologia dominante sob a liderança do partido FRELIMO (Frente de
Libertação de Moçambique). Durante este período, o governo moçambicano implementou
políticas de nacionalização e coletivização, incluindo no setor econômico e financeiro. O
orçamento do estado refletia os princípios socialistas, com um foco em programas de
desenvolvimento social, educação e saúde. Autores como Samora Machel e Marcelino dos
Santos discutem a política econômica e orçamental deste período.
3. Transição para a Economia de Mercado: A partir do final da década de 1980,
Moçambique iniciou um processo de transição do socialismo para uma economia de
mercado, influenciado pela queda do bloco soviético e pressões internacionais. Isso levou a
reformas econômicas e fiscais significativas, incluindo a liberalização do comércio e a
privatização de empresas estatais. O orçamento do estado passou por mudanças para refletir
essa nova orientação, com ênfase na promoção do investimento privado e na estabilização
macroeconômica. Autores como Carlos Nuno Castel-Branco e Joseph Hanlon analisam
essas transformações econômicas em Moçambique.
4. Desafios e Perspectivas Atuais: Nos últimos anos, Moçambique enfrentou uma série de
desafios, incluindo a crise da dívida pública, a instabilidade política e os impactos da
pandemia de COVID-19. Esses desafios têm colocado pressão sobre o orçamento do estado,
exigindo medidas de austeridade e uma revisão das prioridades de gastos. Autores
contemporâneos e analistas econômicos, como Adriano Nuvunga e Anabela Abreu,
fornecem insights sobre os desafios atuais enfrentados pelo sistema orçamental moçambicano
e possíveis caminhos para o futuro.
3
Em resumo, a história e a evolução do orçamento do estado em Moçambique refletem as
transformações políticas e econômicas pelas quais o país passou ao longo do tempo, desde o
período colonial até os desafios contemporâneos da economia de mercado. Uma análise
dessas mudanças pode fornecer insights valiosos para compreender a trajetória e os desafios
futuros do sistema orçamental moçambicano.
3. PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO
O processo de elaboração do orçamento do estado é um procedimento complexo que envolve
várias etapas e atores-chave. Inicialmente, o processo geralmente começa com o
estabelecimento de metas e prioridades pelo governo, que podem ser influenciadas por uma
variedade de fatores, como políticas públicas, necessidades sociais, expectativas econômicas
e pressões políticas.
Uma vez estabelecidas as metas e prioridades, inicia-se a coleta de informações e dados
relevantes, tanto sobre a situação econômica do país quanto sobre as demandas e
necessidades específicas de cada setor. Isso pode envolver consultas a diferentes ministérios,
órgãos governamentais, especialistas em políticas públicas, bem como análise de relatórios
econômicos e sociais.
Com base nessas informações, o governo começa a formular sua proposta de orçamento, que
inclui estimativas de receitas e despesas para o próximo período fiscal. Isso geralmente é
feito por meio de projeções econômicas, análise de tendências passadas e consideração de
possíveis mudanças na legislação fiscal e nas políticas governamentais.
Uma vez que a proposta de orçamento é elaborada, ela é submetida ao parlamento ou
congresso para revisão e aprovação. Este é um processo crucial, onde os legisladores têm a
oportunidade de analisar detalhadamente as propostas do governo, fazer emendas e sugerir
alterações, com base em suas próprias prioridades e nas necessidades de seus constituintes.
Durante o processo legislativo, podem ocorrer debates intensos e negociações entre os
diferentes partidos políticos, cada um defendendo suas próprias agendas e interesses. Em
muitos casos, isso pode levar a compromissos e ajustes no orçamento proposto, à medida que
os legisladores buscam alcançar um consenso e garantir o apoio necessário para sua
aprovação final.
4
Uma vez que o orçamento é aprovado pelo parlamento ou congresso, ele se torna lei e entra
em vigor no início do próximo período fiscal. No entanto, o processo de elaboração do
orçamento não termina aí. Ao longo do ano fiscal, o governo monitora a execução do
orçamento, fazendo ajustes conforme necessário para garantir que as metas e prioridades
estabelecidas sejam alcançadas e que os recursos sejam utilizados de forma eficiente e eficaz.
Isso pode envolver realocações de verbas, cortes de gastos ou a implementação de novas
políticas e programas, dependendo das circunstâncias e necessidades em curso.
O processo de elaboração do orçamento do estado geralmente envolve várias etapas distintas,
que incluem:
1. Planeamento e Definição de Metas: O governo define suas metas e prioridades para o
próximo período fiscal, considerando as necessidades sociais, econômicas e políticas do país.
2. Coleta de Dados e Informações: São coletados dados econômicos, sociais e financeiros
relevantes, bem como informações sobre as demandas e necessidades de diferentes setores da
sociedade.
3. Formulação da Proposta de Orçamento: Com base nas metas estabelecidas e nas
informações coletadas, o governo elabora uma proposta de orçamento que inclui estimativas
de receitas e despesas, bem como políticas e programas específicos.
4. Revisão e Análise: A proposta de orçamento é revisada e analisada por diferentes órgãos
governamentais, ministérios e especialistas, para garantir sua viabilidade e alinhamento com
as prioridades estabelecidas.
5. Apresentação ao Parlamento ou Congresso: A proposta de orçamento é submetida ao
parlamento ou congresso para revisão e aprovação. Durante este processo, os legisladores
podem propor emendas e alterações.
6. Debate e Negociação: O orçamento é debatido no parlamento ou congresso, onde podem
ocorrer negociações e compromissos entre os diferentes partidos políticos para garantir sua
aprovação.
5
7. Aprovação e Implementação: Uma vez aprovado pelo parlamento ou congresso, o
orçamento se torna lei e é implementado no início do próximo período fiscal.
8. Monitoramento e Avaliação: Ao longo do ano fiscal, o governo monitora a execução do
orçamento, fazendo ajustes conforme necessário para garantir o cumprimento das metas
estabelecidas e o uso eficiente dos recursos.
Essas etapas podem variar de acordo com o sistema político e administrativo de cada país,
mas geralmente refletem o processo básico de elaboração do orçamento do estado.
4. PRIORIDADES E ALOCAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS
Prioridades e alocações orçamentárias são componentes essenciais do processo de elaboração
do orçamento do estado, refletindo as escolhas e compromissos do governo em relação ao uso
dos recursos públicos para atender às necessidades da sociedade. Esses aspectos envolvem
uma série de considerações complexas e multifacetadas, que abrangem desde questões
econômicas e sociais até políticas e ideológicas.
Em primeiro lugar, as prioridades orçamentárias refletem as metas e objetivos de longo prazo
estabelecidos pelo governo, que podem incluir áreas como educação, saúde, segurança
pública, infraestrutura, meio ambiente, entre outros. Essas prioridades são influenciadas por
uma série de fatores, incluindo demandas da população, crises emergentes, compromissos
internacionais, e agendas políticas do governo.
Além disso, as alocações orçamentárias refletem as decisões específicas sobre como os
recursos serão distribuídos entre os diferentes programas e atividades dentro de cada área
prioritária. Isso pode envolver uma série de considerações, como a eficácia e eficiência dos
programas existentes, o impacto potencial das novas iniciativas, as necessidades de
financiamento de projetos em andamento e a capacidade de implementação das políticas
propostas.
O processo de determinação das prioridades e alocações orçamentárias também está sujeito a
uma série de pressões e desafios. Por exemplo, o governo pode enfrentar restrições fiscais,
limitando sua capacidade de expandir o financiamento em todas as áreas prioritárias. Além
disso, há frequentemente tensões entre diferentes setores e grupos de interesse, cada um
defendendo suas próprias prioridades e necessidades.
6
A formulação das prioridades e alocações orçamentárias também pode ser influenciada por
considerações políticas e ideológicas, com diferentes partidos e coalizões buscando promover
suas agendas e satisfazer suas bases eleitorais. Isso pode levar a debates acalorados e
negociações complexas durante o processo de elaboração do orçamento, à medida que os
diferentes interesses competem por recursos e influência.
Por fim, é importante destacar que as prioridades e alocações orçamentárias não são estáticas,
mas podem evoluir ao longo do tempo em resposta a mudanças nas circunstâncias
econômicas, sociais e políticas. O governo pode precisar revisar suas prioridades e realocar
recursos conforme necessário para enfrentar novos desafios e aproveitar novas oportunidades,
garantindo assim que o orçamento continue a atender às necessidades em constante mudança
da sociedade.
As prioridades e alocações orçamentárias refletem as escolhas fundamentais do governo em
relação ao uso dos recursos públicos e são um reflexo direto das políticas e objetivos
estabelecidos. Ao examinar esses aspectos, podemos entender melhor como o governo
prioriza suas despesas e como essas alocações impactam diferentes setores da sociedade.
1. Prioridades de Gastos do Governo: As prioridades de gastos do governo são
evidenciadas no orçamento através da alocação de recursos para áreas específicas. Por
exemplo, se o governo prioriza a educação, é esperado que uma parte significativa do
orçamento seja destinada a investimentos em escolas, treinamento de professores, aquisição
de materiais educativos, entre outros. De forma semelhante, se a segurança pública for uma
prioridade, espera-se que haja um aumento nos gastos com policiamento, justiça criminal e
prevenção da violência.
2. Alocações para Diferentes Setores: As alocações orçamentárias são distribuídas entre
diferentes setores com base nas prioridades identificadas pelo governo e nas necessidades da
população. Isso inclui áreas como saúde, educação, infraestrutura, agricultura, habitação,
entre outras. A eficácia dessas alocações depende da capacidade do governo de identificar as
necessidades prioritárias em cada setor e alocar recursos de forma eficiente para atender a
essas necessidades.
3. Eficácia na Implementação das Alocações: A eficácia na implementação das alocações
orçamentárias é crucial para garantir que os recursos sejam utilizados de forma eficiente e
que os resultados desejados sejam alcançados. Isso envolve uma série de fatores, incluindo a
capacidade institucional do governo, a qualidade da gestão financeira, a transparência na
7
utilização dos recursos, o monitoramento e avaliação dos programas e projetos financiados
pelo orçamento.
Em muitos casos, a eficácia na implementação das alocações orçamentárias pode ser
prejudicada por desafios como corrupção, má gestão, falta de capacidade técnica e burocracia
excessiva. Portanto, é importante que o governo adote medidas para fortalecer suas
capacidades institucionais, promover a transparência e a prestação de contas, e envolver a
sociedade civil e outras partes interessadas na monitorização e avaliação do uso dos recursos
públicos.
Ao examinar as prioridades de gastos do governo, as alocações para diferentes setores e a
eficácia na implementação dessas alocações, podemos avaliar como o orçamento reflete as
políticas e prioridades do governo e como essas políticas impactam a vida dos cidadãos e o
desenvolvimento do país.
5. IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL
O impacto econômico e social do orçamento do Estado refere-se às consequências que as
políticas de gastos públicos têm na economia e na sociedade de um país. Isso inclui uma
ampla gama de resultados que afetam diretamente a vida dos cidadãos e o desenvolvimento
do país.
Essencialmente, o orçamento do Estado influencia a distribuição de recursos e investimentos
em diferentes áreas, o que, por sua vez, molda o cenário econômico e social de um país. Isso
pode ser observado nos níveis de emprego, na disponibilidade de serviços básicos como
saúde e educação, na infraestrutura, na qualidade de vida e na desigualdade de renda.
Além disso, o orçamento do Estado desempenha um papel importante na criação de um
ambiente propício para o crescimento econômico sustentável, por meio de investimentos em
infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, incentivos fiscais e regulamentações que
promovem a atividade empresarial.
Por outro lado, as políticas de gastos públicos também podem ter impactos negativos, como o
aumento da dívida pública, a má distribuição de recursos, a corrupção e a falta de
transparência na gestão dos fundos públicos.
Portanto, o impacto econômico e social do orçamento do Estado é uma questão complexa que
exige análise cuidadosa e monitoramento constante para garantir que os recursos sejam
8
utilizados de forma eficiente e equitativa, promovendo o bem-estar geral da população e o
desenvolvimento sustentável do país.
Investigar o impacto do orçamento do Estado nas condições econômicas e sociais de
Moçambique é crucial para compreender como as políticas de gastos públicos influenciam a
vida dos cidadãos e o desenvolvimento do país como um todo. Iremos abordar esses aspectos
com mais detalhes:
1. Desigualdade: O orçamento do Estado desempenha um papel significativo na mitigação
ou perpetuação da desigualdade em Moçambique. A forma como os recursos são alocados
entre os diferentes setores e grupos sociais pode afetar diretamente a distribuição de renda e
riqueza. Por exemplo, investimentos em educação e saúde podem ajudar a reduzir as
disparidades socioeconômicas, proporcionando oportunidades mais equitativas para todos os
moçambicanos. No entanto, se os gastos se concentrarem em áreas que beneficiam apenas
uma parcela da população, isso pode aumentar a desigualdade.
2. Pobreza: O orçamento do Estado tem o potencial de impactar significativamente os níveis
de pobreza em Moçambique. Investimentos em programas de proteção social, infraestrutura
básica, agricultura sustentável e criação de empregos podem ajudar a reduzir a pobreza e
melhorar as condições de vida das comunidades mais vulneráveis. No entanto, a eficácia
desses investimentos depende da sua adequada implementação e do alinhamento com as
necessidades reais da população em situação de pobreza.
3. Crescimento Econômico: O orçamento do Estado também pode influenciar o crescimento
econômico de Moçambique, através dos investimentos públicos em infraestrutura, educação,
saúde e outros setores-chave. Esses investimentos podem estimular a atividade econômica,
criar empregos, aumentar a produtividade e atrair investimentos privados. No entanto, é
importante que os recursos sejam alocados de forma eficiente e que as políticas
macroeconômicas sejam adequadas para sustentar um crescimento econômico inclusivo e
sustentável.
4. Desenvolvimento Humano: O orçamento do Estado desempenha um papel crucial no
desenvolvimento humano de Moçambique, influenciando a qualidade de vida, o acesso a
serviços básicos e as oportunidades de desenvolvimento para todos os cidadãos.
Investimentos em saúde, educação, habitação e proteção social são fundamentais para
promover um desenvolvimento humano abrangente e garantir que todos os moçambicanos
possam alcançar seu pleno potencial.
9
Ao analisar o impacto econômico e social do orçamento do Estado em Moçambique, é
importante considerar não apenas os resultados imediatos, mas também as tendências de
longo prazo e os desafios estruturais que o país enfrenta. Isso requer uma abordagem holística
e colaborativa, envolvendo o governo, a sociedade civil, o setor privado e outros atores
relevantes na formulação e implementação de políticas que promovam um desenvolvimento
econômico e social sustentável e inclusivo em Moçambique.
6. AVALIAÇÃO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
A avaliação da execução orçamentária em Moçambique é uma análise abrangente que
examina a gestão dos recursos públicos sem mencionar aspectos específicos. Isso implica
revisar como o governo administra os fundos disponíveis, assegurando que sejam gastos de
maneira eficiente e eficaz para alcançar os objetivos estabelecidos. Essa avaliação inclui
aspectos relacionados à implementação de programas e projetos, bem como à transparência e
responsabilidade na gestão dos recursos financeiros. O objetivo é garantir que o orçamento
seja executado de acordo com as prioridades estabelecidas, maximizando os benefícios para a
população e promovendo o desenvolvimento econômico e social do país.
Além disso, a avaliação da execução orçamentária também abrange a análise dos
procedimentos de contratação pública e aquisição de bens e serviços. Isso envolve garantir
que esses processos sejam conduzidos de maneira transparente, competitiva e de acordo com
as leis e regulamentos estabelecidos. Isso ajuda a prevenir casos de corrupção, má gestão e
desperdício de recursos públicos, garantindo que os recursos sejam utilizados da melhor
maneira possível para beneficiar a população.
Outro aspecto importante é a avaliação dos mecanismos de prestação de contas e
responsabilização. Isso inclui garantir que os gestores públicos sejam responsáveis pelo uso
adequado dos recursos sob sua supervisão e que prestem contas de suas ações e decisões aos
órgãos competentes. A transparência nesse processo é fundamental para fortalecer a
confiança dos cidadãos nas instituições governamentais e promover uma cultura de
integridade e responsabilidade.
Além disso, a avaliação da execução orçamentária também pode incluir a identificação de
áreas de melhoria nos processos e práticas de gestão financeira do governo. Isso pode
envolver recomendações para aprimorar a eficiência operacional, fortalecer os controles
internos e implementar melhores práticas de governança corporativa.
Em suma, a avaliação da execução orçamentária é um processo contínuo e multifacetado que
visa garantir a eficácia, transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos. Ao
10
promover uma melhor gestão financeira e fiscal, esse processo contribui para o
desenvolvimento sustentável e o bem-estar da população em Moçambique.
A avaliação da execução orçamentária em Moçambique é fundamental para garantir a
transparência, a responsabilidade fiscal e o alcance dos resultados desejados em relação às
metas estabelecidas. Iremos abordar esses aspectos com mais detalhes:
1. Transparência: A transparência na execução do orçamento é essencial para promover a
prestação de contas e a confiança pública nas instituições governamentais. Isso envolve a
divulgação aberta e acessível de informações sobre como os recursos públicos estão sendo
gastos, incluindo detalhes sobre as despesas, receitas, contratos públicos e projetos
financiados pelo orçamento. Um maior nível de transparência permite que os cidadãos e
outras partes interessadas monitorem e avaliem a gestão dos fundos públicos e exijam
responsabilização por qualquer irregularidade ou má conduta.
2. Responsabilidade Fiscal: A responsabilidade fiscal refere-se à gestão responsável e
sustentável das finanças públicas, garantindo que os gastos governamentais estejam alinhados
com as receitas disponíveis e os objetivos de desenvolvimento de longo prazo. Isso inclui a
adoção de políticas e práticas que promovam a disciplina fiscal, como o controle do
endividamento público, o estabelecimento de metas realistas de gastos e a implementação de
medidas para garantir a eficiência e eficácia na utilização dos recursos públicos. Uma boa
gestão fiscal contribui para a estabilidade macroeconômica e para a sustentabilidade das
finanças públicas a longo prazo.
3. Resultados Alcançados em Relação às Metas Estabelecidas: A avaliação da execução
orçamentária também envolve a análise dos resultados alcançados em relação às metas
estabelecidas no orçamento. Isso inclui o acompanhamento do progresso na implementação
de programas e projetos financiados pelo orçamento, bem como a avaliação do impacto
dessas iniciativas na economia e na sociedade. Os indicadores de desempenho são utilizados
para medir o sucesso na consecução das metas orçamentárias e identificar áreas que requerem
ajustes ou melhorias.
Em resumo, a eficácia da execução do orçamento em Moçambique depende da promoção da
transparência, da observância da responsabilidade fiscal e da avaliação rigorosa dos
resultados alcançados. Um compromisso contínuo com esses princípios é essencial para
garantir que os recursos públicos sejam utilizados de forma eficiente e eficaz, contribuindo
assim para o desenvolvimento sustentável do país e o bem-estar de seus cidadãos.
11
7. CONCLUSÃO
O orçamento do estado em Moçambique é um tema de extrema importância para a gestão
financeira e o desenvolvimento econômico do país. O processo de elaboração e execução do
orçamento do estado tem um impacto significativo na alocação de recursos para setores como
saúde, educação, infraestrutura, segurança e outros serviços essenciais para a população.
A conclusão sobre o orçamento do estado em Moçambique é que a sua eficácia e
transparência são fundamentais para garantir o uso adequado dos recursos públicos, promover
o desenvolvimento socioeconômico e atender às necessidades da população. Além disso, a
participação ativa da sociedade civil no processo de elaboração e fiscalização do orçamento é
crucial para assegurar a prestação de contas e a transparência na gestão financeira do país.
12
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[Link]
[Link]
13