Mouser Cf16
Mouser Cf16
Como Funciona
Aparelhos, Circuitos e
Componentes Eletrônicos
Volume 16
Newton C. Braga
Patrocinado por
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São Paulo - Brasil - 2021
Instituto NCB
www.newtoncbraga.com.br
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Nosso Podcast
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
- Volume 16
Autor: Newton C. Braga
São Paulo - Brasil - 2021
Palavras-chave: Eletrônica – aparelhos eletrônicos –
componentes – física – química – circuitos eletrônicos – como
funciona
Copyright by
INTITUTO NEWTON C BRAGA.
1ª edição
4
Índice
APRESENTAÇÃO DA SÉRIE..........................................................8
APRESENTAÇÃO......................................................................10
CONHEÇA OS CAPACITORES CERÂMICOS MULTICAMADAS MLCC 11
CARACTERÍSTICAS DESEJADAS................................................11
O QUE SÃO OS MLCC...............................................................12
CONHEÇA OS EFEITOS DE SOM.................................................15
FUZZ.......................................................................................17
UÁ-UÁ (WA-WA).......................................................................18
TRÉMULO................................................................................19
LESLIE.....................................................................................20
VIBRATO..................................................................................22
REVERBERAÇÃO......................................................................22
ECO......................................................................................... 23
PHASER...................................................................................27
FLANGER.................................................................................28
CHORUS..................................................................................29
CONCLUSÃO............................................................................29
CONHEÇA O DETECTOR DE RAIOS AS3936 DA SPARKFUN..........31
COMO FUNCIONA....................................................................33
IDEIAS PARA PROJETOS...........................................................37
CONHEÇA O LM158 258 358.....................................................39
APLICAÇÕES............................................................................43
CONHEÇA O LM4136- QUÁDRUPLO AMPLIFICADOR OPERACIONAL
..............................................................................................46
CIRCUITOS...............................................................................48
CONHEÇA O TDA7050..............................................................52
CONFIGURAÇÕES....................................................................55
APLICAÇÕES PRÁTICAS............................................................57
Minicaixa amplificada.................................................57
Microrreceptor de AM.................................................58
CONHEÇA O 4060....................................................................61
APLICAÇÕES............................................................................65
a) Timer de longo período..........................................65
5
b) Instrumento musical de 3 oitavas..........................67
c) Divisor para aplicações lógicas...............................68
CONHEÇA A MATRIZ DE CONTATOS DE 170 PONTOS..................69
PROJETO DE EXEMPLO: ACENDENDO UM LED E APAGANDO
OUTRO COM UM POTENCIÔMETRO..............................................72
Explicação..................................................................72
Montagem..................................................................72
CONHEÇA AS INDUTÂNCIAS.....................................................75
REFORÇANDO O CAMPO..........................................................78
REATÂNCIA INDUTIVA..............................................................85
INDUTÂNCIA............................................................................85
REATÂNCIA E OSCILAÇÕES......................................................86
CONHEÇA O ANALISADOR DE ESPECTRO...................................91
O ANALISADOR DE ESPECTRO.................................................92
PARA O TÉCNICO INSTALADOR DE ANTENAS..........................94
VALE À PENA INVESTIR..........................................................100
REGULADOR DE TENSÃO LM723.............................................102
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS..............................................103
CIRCUITOS.............................................................................105
CIRCUITO 1...............................................................106
CIRCUITO 2...............................................................106
CIRCUITO 3...............................................................107
CIRCUITO 4...............................................................107
CIRCUITO 5...............................................................108
CIRCUITO 6...............................................................109
CIRCUITO 7...............................................................110
CIRCUITO 8...............................................................111
CIRCUITO 9...............................................................112
CIRCUITO 10.............................................................112
CIRCUITO 11.............................................................113
CONCLUSÃO..........................................................................114
WIRELESS POWER TRANSMISSION: TRANSMISSÃO DE ENERGIA
SEM FIO................................................................................115
CARREGADORES SEM FIO X CARREGADORES COM FIO.........118
OS EFEITOS SOBRE A SAÚDE.................................................119
BLINDAGEM...........................................................................120
CONCLUSÃO..........................................................................122
ESPECTRO ESPALHADO..........................................................124
6
UMA INVENÇÃO FEMININA.....................................................124
A TECNOLOGIA SPREAD SPECTRUM......................................128
CONCLUSÃO..........................................................................132
CONSTRUINDO GERADORES EÓLICOS.....................................133
UM MOTOR DE CORRENTE CONTÍNUA COMO GERADOR.......133
SIMULADOR DE GERADOR ALTERNATIVO..............................139
O GERADOR COM SCR...........................................................141
O GERADOR TRANSISTORIZADO...........................................143
O QUE EXPLICAR...................................................................146
COMO FUNCIONA A IMPRESSORA JATO DE BOLHAS.................147
DSP - PROCESSADORES DE SINAL DIGITAIS.............................151
CONVERTENDO SINAIS ANALÓGICOS EM DIGITAL.................152
REQUISITOS MÍNIMOS............................................................154
COMO A CONVERSÃO DO SINAL É FEITA...............................157
O MICROPROCESADOR..........................................................159
TRANSFORMADA DE FOURIER...............................................161
OS DSPS COMERCIAIS...........................................................162
RELÉS DE ESTADO SÓLIDO.....................................................165
TECNOLOGIAS E VANTAGENS................................................165
ESPECIFICAÇÕES DE RELÉS – EMR/ESR.................................168
VANTAGENS EM FUNCIONAMENTO........................................169
RUÍDOS.................................................................................169
OUTROS PROBLEMAS............................................................170
CONCLUSÃO..........................................................................170
OUTROS MAIS DE 160 LIVROS DE ELETRÔNICA E TECNOLOGIA DO
INCB.....................................................................................171
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
APRESENTAÇÃO DA SÉRIE
Esta é uma série de livros que levamos aos nossos leitores
sob patrocínio da Mouser Electronics (www.mouser.com). Os
livros são baseados nos artigos que ao longo de nossa carreira
como escritor técnico publicamos em diversas revistas, livros e no
nosso site. São artigos que representam 50 anos de evolução das
tecnologias eletrônicas e, portanto, têm diversos graus de
atualidade. Os mais antigos foram analisados com eventuais
atualizações. Outros pela sua finalidade didática, tratando de
tecnologias antigas e mesmo de ciência não foram muito
alterados a não ser pela linguagem que sofreu modificações. Os
livros da série consistirão numa excelente fonte de informações
para nossos leitores.
Os artigos têm diversos níveis de abordagem, indo dos
mais simples que são indicados para os que gostam de
tecnologia, mas que não possuem uma fundamentação teórica
forte ou ainda não são do ramo. Neles abordamos o
funcionamento de aparelhos de uso comum como
eletroeletrônicos, não nos aprofundando em detalhes técnicos
que exijam conhecimento de teorias que são dadas nos cursos
técnicos ou de engenharia.
Outros tratam de componentes, ideais para os que
gostam de eletrônica e já possuem uma fundamentação quer seja
estudando ou praticando com as montagens que descrevemos
em nossos artigos. Estes já exigem um pequeno conhecimento
básico da eletrônica. Estes artigos também vão ser uma
excelente fonte de consulta para professores que desejam
preparar suas aulas.
Temos ainda os artigos teóricos que tratam de circuitos e
tecnologias de uma forma mais profunda com a abordagem de
instrumentação e exigindo uma fundamentação técnica mais alta.
São indicados aos técnicos com maior experiência, engenheiros e
professores.
Também lembramos que no formato virtual o livro conta
com links importantes, vídeos e até mesmo pode passar por
atualizações on-line que faremos sempre que julgarmos
necessário.
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NEWTON C. BRAGA
Newton C. Braga
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
APRESENTAÇÃO
Saber como funcionam componentes, circuitos e
equipamentos eletrônicos é fundamental não apenas para os
profissionais da eletrônica que usam de forma prática a
tecnologia em seu dia a dia como também para aqueles que não
sendo técnicos, mas possuindo certo conhecimento, precisam
conhecer o funcionamento básico das coisas.
São os profissionais de outras áreas que, para usar melhor
equipamentos e tecnologias precisam ter um conhecimento
básico que os ajude.
Assim, tratando de conceitos básicos sobre componentes e
circuitos neste primeiro volume e depois de equipamentos
prontos num segundo, levamos ao leitor algo muito importante
que já se tornou relevante em recente estudo feito por
profissionais.
A maior parte dos acidentes que ocorrem com o uso de
equipamentos de novas tecnologias ocorre com pessoas que não
tem um mínimo de conhecimento sobre o seu princípio de
funcionamento.
A finalidade deste livro não é, portanto, ajudar apenas os
estudantes, professores e profissionais, mas também os que
usam tecnologia no dia a dia e desejam saber um pouco mais
para melhor aproveitá-la e não cometer erros que podem
comprometer a integridade de seus equipamentos e até causar
acidentes graves.
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NEWTON C. BRAGA
CONHEÇA OS CAPACITORES
CERÂMICOS MULTICAMADAS MLCC
Novas tecnologias para o desenvolvimento de
componentes estão constantemente surgindo. Assim, ao lado dos
antigos capacitores cerâmicos tipo disco ou mesmo tubulares,
com as montagens de componentes em superfície cada vez mais
frequentes, os capacitores também evoluíram e novos tipos
surgiram. Neste artigo trataremos especificamente dos
capacitores cerâmicos multicamadas ou MLCC (Multilayer Ceramic
Capacitor).
Apesar do desenvolvimento de circuitos integrados com
cada vez maior número de componentes internos, tais como
resistores, transistores e diodos, a integração do capacitor ainda
está longe de alcançar a perfeição. Não podemos integrar num
chip capacitores que vão além de uns poucos picofarads.
Isso faz com que os capacitores como componentes
discretos ainda sejam necessários em qualquer montagem
eletrônica. Capacitores eletrolíticos de tântalo hoje são comuns
com capacitâncias cada vez maiores e tamanhos mais reduzidos.
Um tipo que se tornou muito popular atualmente nas
montagens eletrônicas é o capacitor cerâmico multicamada de
que trataremos neste artigo.
CARACTERÍSTICAS DESEJADAS
Como já abordamos em diversos de nossos artigos, um
capacitor não é apenas um capacitor.
Quando analisamos o comportamento real de um capacitor
num circuito vemos que além da capacitância, ele apresenta
também uma resistência e uma indutância parasita. Assim,
podemos dizer que um capacitor consiste num circuito RLC série
em que o C é o principal, mas em alguns casos R e L não são
desprezíveis.
E, não sendo desprezíveis, podem afetar o funcionamento
do componente num circuito como elementos parasitas. Na figura
1 temos o circuito equivalente a um capacitor.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
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NEWTON C. BRAGA
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
No nosso curso de leitura de códigos de componentes
ensinamos como ler as marcações desses componentes, mas na
tabela mostrada na figura 4 temos um exemplo.
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NEWTON C. BRAGA
Figura 1
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
A finalidade de um amplificador e da maioria dos circuitos
eletrônicos de reprodução ou gravação de sons e processar um
sinal de áudio, mantendo o mais fielmente possível sua
frequência e seu timbre.
Um amplificador de boa qualidade deve apenas aumentar
a intensidade de um sinal. Se houver qualquer tipo de
deformação, isso se manifestará de maneira desagradável,
caracterizando o que chamamos de distorção. No entanto,
existem alguns tipos de deformações de um sinal de áudio que,
se introduzidas de forma controlada, podem resultar em efeitos
interessantes e até tomar agradável uma música ou a reprodução
da voz humana.
Da mesma forma, podemos acrescentar a um sinal outros
sinais que sejam gerados de forma especial por um circuito e,
com isso, obter efeitos interessantes tanto pela sua soma quanto
pela modulação de um sobre o outro, conforme vemos na figura
2.
Figura 2
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NEWTON C. BRAGA
FUZZ
O fuzz é um efeito que consiste na deformação proposital
de um som de modo a modificar seu timbre. Este efeito é mais
usado com instrumentos musicais de corda (guitarras e violões),
pois com a voz humana ele se torna desagradável (voz fanhosa).
Na figura 3 temos algumas das deformações que podem ocorrer
com as formas de onda a partir desse efeito.
Figura 3
Figura 4
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Obs.: o funcionamento deste circuito
depende das características do sinal
gerado pelo captador do instrumento.
Em alguns casos, pode ser necessário
agregar um pré-amplificador casador
de impedâncias.
UÁ-UÁ (WA-WA)
Esse é um efeito muito usado em conjuntos musicais para
modular o som de guitarras, segundo o padrão sugerido pelo
próprio nome.
O circuito básico consta de um pedal que controla um
amplificador seletivo (que trabalha somente com determinadas
frequências). Dessa forma, ao pressionar o pedal ritmadamente,
modulamos em amplitude o som produzido, mas nas frequências
apropriadas, modificando assim seu timbre.
Uma chave, no próprio circuito, faz com que o sinal passe
diretamente para o amplificador quando não se desejar o efeito.
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NEWTON C. BRAGA
Figura 5
TRÉMULO
O efeito de trêmulo consiste na variação de modo ritmado
da amplitude de um som, conseguida através de um circuito
modulador externo. Na figura 6 damos uma ideia do que ocorre
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
com a forma de onda de um sinal que tenha passado por esse
efeito.
Figura 6
Figura 7
LESLIE
O efeito “Leslie” tem certa semelhança com o trêmulo
quanto aos resultados finais, já que produz variações da
intensidade do som, mas a maneira como é feito é diferente.
Nele, temos um alto-falante que se movimenta ou um sistema
acústico móvel, 0 que faz com que o som mude de direção de
emissão constantemente; veja a figura 8.
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NEWTON C. BRAGA
Figura 8
Figura 9
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
VIBRATO
O efeito de “vibrato” consiste na modulação em frequência
de um som, obtendo-se algo que lembra a guitarra havaiana, no
caso de instrumentos de corda.
Este efeito é mais fácil de ser obtido em órgãos, teclados e
sintetizadores que possuam em sua configuração normal VCOs,
ou seja, osciladores controlados por tensão.
Dessa forma, o efeito pode ser obtido facilmente,
modulando-se em frequência o sinal no mesmo instante em que
ele é gerado.
Para outros tipos de sons como, por exemplo, os que
venham de fontes externas que não podem ter alterações simples
de frequência, a obtenção deste efeito é mais difícil.
REVERBERAÇÃO
Se, num ambiente de grandes dimensões, ocorrerem
reflexões sucessivas de um som, que deem a sensação de seu
prolongamento, teremos o efeito denominado “reverberação”.
Para que seja possível obter este efeito, as reflexões
sucessivas devem ocorrer em intervalos inferiores a 0,1 segundo.
Isso se deve ao fato desse tempo corresponder ao que
denominamos “persistência auditiva”.
Só podemos distinguir dois sons sucessivos se entre eles
houver um intervalo maior que 0,1 segundo. Dois tiros dados com
intervalos inferiores a 0,1 segundo, serão ouvidos como um só
que “se prolonga”.
Na figura 10 temos uma ilustração em que vemos de que
modo as reflexões sucessivas, chegando em intervalos muito
curtos aos nossos ouvidos, produzem o efeito da reverberação.
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NEWTON C. BRAGA
Figura 10
ECO
O eco é produzido pela reflexão do som, de tal forma que
nos permite distinguir o som original do som que se reflete (e
chega depois). Podemos dizer que o eco é a repetição do som
devido as reflexões.
Para que haja eco, o tempo de ida e volta do sinal sonoro
deve ser maior que 0,1 segundo. Para uma reflexão num
obstáculo físico, levando em conta a velocidade do som de 340
metros por segundo, isso significa uma distância de pelo menos
17 metros; observe afigura 11.
Figura 11
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Assim, temos as chamadas “câmaras de eco” que
proporcionam retardos controlados aos sinais de áudio e que são
intercaladas entre as fontes de sinais e os amplificadores.
Diversas são as técnicas empregadas na produção do eco e da
reverberação:
Uma delas, muito frequente em estúdios, mas já
antiquada, é a que faz uso de uma fita magnética sem fim e
diversas cabeças de gravação e leitura, conforme mostra a figura
12.
Figura 12
Figura 13
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NEWTON C. BRAGA
Figura 14
25
Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
assim, o retardo. O sistema mais moderno, entretanto, é o digital
que faz uso de memórias com enormes quantidades de células.
São comuns as memórias com 1 milhão de células que, não só
permitem retardos grandes com um eco bem acentuado, como
também a repetição de parte dos sons gravados em sequência
(até uma frase completa), e com uma faixa de frequências
passantes suficientemente ampla para garantir uma excelente
fidelidade para o efeito.
Na figura 15 damos uma ideia de como funciona uma
dessas câmeras de eco digital. O sinal de áudio é, inicialmente,
digitalizado, ou seja, convertido em “números” que correspondem
a “1s” e “0s” e depois gravado nas células da memória.
Figura 15
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NEWTON C. BRAGA
PHASER
Neste efeito, os sinais de áudio são submetidos a um
retardo da ordem de 0,1 a 20 ms, 0 que é suficiente para que os
nossos ouvidos possam ter percepção de alguma alteração. Trata-
se, portanto, de um tempo inferior ao necessário até para a
reverberação.
Contudo, o efeito final que se obtém quando o sinal é
colocado nesta faixa de tempos e misturado ao sinal original. é
bem interessante.
Tomamos como exemplo um sinal de 1 kHz que seja
retardado de 1 ms, conforme sugere a figura 16.
Figura 16
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Figura 17
FLANGER
A diferença entre o Phaser e este efeito é que os sinais
neste são misturados antes da linha de retardo, conforme mostra
a figura 18.
Figura 18
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NEWTON C. BRAGA
CHORUS
Nesse efeito, o sinal de áudio de entrada é separado em
duas trajetórias: uma delas tem um caminho direto para a saída,
enquanto a outra passa pela linha de retardo, ajustada para
tempos de atraso entre 10 e 25 ms, como mostrado na figura 19.
Figura 19
CONCLUSÃO
Todos estes efeitos são comuns nos equipamentos para os
conjuntos musicais, músicos independentes e nos teclados e nas
placas de som dos computadores.
De fato, as interfaces tipo MIDI que permitem fazer música
com o computador ligado a um teclado, incluem não só esses
efeitos, como muitos outros.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
O conhecimento do que cada um dos efeitos faz e as
experiências práticas no sentido de “sentir” o que acontece com a
música em cada um, é fundamental para que os músicos,
compositores e arranjadores tirem o seu máximo proveito.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Figura 1 – O sensor
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NEWTON C. BRAGA
COMO FUNCIONA
Para uma detecção precisa da distância em que ocorre
uma descarga ou onde se localiza uma tormenta, os sistemas
avançados usam um processo de triangulação que já exploramos
em nossos artigos.
A placa da Sparkfun, por outro lado usa de um outro
processo de detecção. Ela se baseia num algoritmo em que se
compara a frequência da descarga com a distância estimada,
conforme mostra a figura 3.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
analisados, por exemplo, os dados do registro ao se gravar dados
e enviar para as interfaces.
Um exemplo é dado no diagrama de tempos da interface
I2C mostrado na figura 5.
Figura 6 – Eficiência
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NEWTON C. BRAGA
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
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https://br.mouser.com/new/sparkfun/sparkfun-as3935-lightning-
detector/. Veja o vídeo.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Figura 1 - Pinagem
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
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NEWTON C. BRAGA
Figuras 2, 3 e 4 - gráficos
APLICAÇÕES
O circuito da figura 5 mostra como podemos usar estes
integrados em uma configuração inversora com fonte de
alimentação não simétrica (simples).
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
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NEWTON C. BRAGA
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
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NEWTON C. BRAGA
Máximos Absolutos
Tensão de alimentação: 18-0-18 V
Tensão de entrada: 15-0-15 V
Dissipação de potência: 1,04 W
(*) Para tensões de alimentação
menores que 15 V, a máxima tensão
de entrada é a tensão de
alimentação.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Na tabela 1, temos as características elétricas a uma
temperatura de 25 ºC e com tensão de alimentação de 15-0-15 V,
a não ser quando especificado de forma diferente.
CIRCUITOS
Na figura 3, temos um filtro passa-faixas ativo tipo
Butterworth com frequência de corte de 400 Hz.
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NEWTON C. BRAGA
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Os valores dos resistores indicados no diagrama devem ser
rigorosamente casados, para que & performance desejada seja
alcançada. Evidentemente a fonte de alimentação não incluída no
desenho deve ser do tipo simétrico. Na figura 5, temos um
divisor/multiplicador analógico usando os quatro amplificadores
operacionais do LM4136.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
CONHEÇA O TDA7050
Projetos que envolvam amplificadores de áudio de
pequena potência, com baixa tensão de alimentação, ficarão
sensivelmente simplificados com este novo componente da
Philips. Trata-se de um integrado que funciona a partir de 1,6V e
fornece potências de até 140 mW, com um ganho excelente, da
ordem de 26 dB.
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Figura 1 – Invólucro
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- Corrente de polarização de entrada: 40 nA (típ.) x Ganho
de tensão: 26dB
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CONFIGURAÇÕES
Na figura 4 temos o circuito básico para a aplicação mono.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
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APLICAÇÕES PRÁTICAS
Minicaixa amplificada
Um primeiro circuito aplicativo é o mostrado na figura 6,
em que temos uma minicaixa amplificada para walkman.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Microrreceptor de AM
Com um único transistor de efeito de campo e um
TDA7050 podemos montar o sensível receptor de AM da figura 7.
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Figura 7 – Microrreceptor AM
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
A bobina L1 consiste em 80 voltas de fio 28 AWG num
bastão de ferrite de 1ocm de comprimento, ou um pouco mais, e
aproximadamente 1cm de diâmetro.
CV é um variável de 150 a 360 pF para AM.
O fone deve ser dinâmico de 32 ohms ou mais.
Se o fone for estéreo basta fazer a ligação em série dos
dois canais no próprio jaque de saída, conforme mostra a figura 9.
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NEWTON C. BRAGA
CONHEÇA O 4060
Um circuito integrado que contenha um divisor de 14
estágios e um oscilador incorporado serve para uma infinidade de
aplicações práticas interessantes, como: bases de tempo, timers,
instrumentos musicais, geradores de efeitos etc. O circuito
integrado que abordamos neste artigo faz tudo isso. Denominado
4060, este integrado contém um contador-divisor até 16 384 e
ainda elementos para elaboração de um oscilador próprio.
O circuito integrado 4060 consiste num contador binário
do tipo 'ripple' e que opera no sentido crescente com lógica
positiva.
Elaborado com tecnologia CMOS, pode ser encontrado em
diversas versões que são diferenciadas pelas siglas no final da
especificação. Assim a sigla A é para os integrados com
alimentação de 3 a 12 V e a sigla B para os que admitem
alimentação de 3 a 15 Volts.
Para o tipo B a frequência máxima de operação (clock) é
de 12 MHz com a alimentação com tensão máxima.
À medida que a tensão de alimentação é reduzida também
diminui a velocidade máxima em que o integrado pode operar.
Observamos que nesta frequência máxima de operação é
válida para as etapas contadoras já que o oscilador tem um limite
de operação bem menor em torno de 1 MHz.
Na figura 1, temos a pinagem deste circuito integrado que
é apresentado em invólucro DlL (Dual ln Line) de 16 pinos.
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– Volume 16
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
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Características básicas do circuito são dadas na tabela a
seguir:
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APLICAÇÕES
Damos a seguir alguns circuitos simples que podem servir
de base para projetos, usando este circuito integrado.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
eles deverão ser trabalhados por filtros e circuitos de efeitos
apropriados.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Estes contatos formam filas ou carreiras que são
interligadas entre si.
Desta forma, conforme podemos observar na figura 1,
todos os furinhos das filas verticais de uma matriz de contatos
estão interligados entre si.
Assim, se ligarmos o polo positivo de uma fonte de
alimentação na fila superior, qualquer componente que seja
conectado a esta fila receberá a alimentação positiva e da mesma
forma na fila inferior, conforme mostra a figura 2.
70
NEWTON C. BRAGA
Atenção:
1. Não deixe o terminal de um componente encostar no
terminal de outro. Isso pode provocar curtos que levam
componentes à queima. Mesmo que não ocorra a queima, o
circuito não funcionará.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
2. Observe que determinados componentes como LEDs,
transistores e capacitores eletrolíticos, circuitos integrados,
e outros têm posições certas de colocação. Se forem
invertidos, o circuito não funciona.
3. Confira sempre a montagem antes de ligar as pilhas. Nunca
faça a montagem com as pilhas ligadas. Se houver algum
erro, e você não descobrir antes de conferir, pode ocorrer a
queima de componentes.
4. Não altere um circuito, trocando um componente por outro,
ou invertendo se você descobrir que isso é preciso, com as
pilhas ligadas.
5. Se usar fonte de alimentação, ela será a última a ser ligada
e nunca altere sua tensão com o circuito ligado.
Explicação
Quando giramos o eixo de um potenciômetro ou trimpot ao
mesmo tempo em que a resistência entre um extremo e o cursor
aumenta, diminui a resistência entre o outro extremo e o cursor.
Assim, se ligarmos LEDs nos extremos de um
potenciômetro, quando o cursor corre para o lado de um ou do
outro, a corrente neles aumenta e com isso o brilho.
Isso significa que ao mesmo tempo em que o brilho de um
aumenta o do outro diminui.
Nosso circuito pode então ser montado com um trimpot
comum, dois LEDs, um resistor e a fonte de alimentação.
Montagem
Na figura 5 temos o circuito de demonstração do
funcionamento do trimpot ou potenciômetro.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Material Usado
LED1, LED2 – LEDs comuns
R1 – 1 k ohms – resistor – marrom, preto, vermelho
P1 – Potenciômetro de 47 k ohms
B1 – 6 V – 4 pilhas pequenas
Diversos:
Matriz de contatos, suporte de pilhas, fios, solda etc.
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CONHEÇA AS INDUTÂNCIAS
A maioria dos montadores não gosta muito das chamadas
"bobinas", por diversos motivos. Um deles é o desconhecimento
de seu princípio de funcionamento. O outro é a dificuldade em
obtê-las. Neste artigo vamos falar um pouco dos indutores ou
bobinas, que são componentes muito usados nas montagens
eletrônicas, dando algumas orientações que, sem dúvida, serão
de utilidade para nossos leitores.
Foi Hans Christian Oersted, um professor dinamarquês que
no século passado descobriu que era possível criar campos
magnéticos a partir de correntes elétricas. O efeito magnético da
corrente elétrica aparecia quando
uma corrente circulava por um fio e "criava" forças
suficientemente intensas para mudar de posição uma agulha
magnetizada, conforme mostra a figura 1.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Evidentemente, naquela época o fenômeno não passou de
curiosidade, mas com o tempo, esse efeito foi aproveitado em
diversos tipos de dispositivos e hoje é muito importante para
eletrônica.
Para que possamos entender como esse efeito é
aproveitado em diversos tipos de dispositivos eletrônicos, será
interessante estudarmos sua natureza desde o início.
Quando cargas elétricas se movimentam, em torno de sua
trajetória aparece um campo magnético, conforme mostra a
figura 2.
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– Volume 16
REFORÇANDO O CAMPO
O campo magnético que aparece em torno de um fio
percorrido por uma corrente é muito fraco, mal conseguindo
deflexionar uma agulha imantada.
No entanto, é possível aumentar a intensidade desse
campo, se enrolarmos o fio condutor de modo a formar uma
bobina, como sugere a figura 5.
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Figura 8 –O relé
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– Volume 16
Figura 9 – O solenoide
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– Volume 16
Se os fios cortarem as linhas de um campo quer seja pelo
seu próprio movimento quer pelo movimento do campo, é
induzida uma tensão neste fio, figura 11.
Figura 11 – A indução
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NEWTON C. BRAGA
REATÂNCIA INDUTIVA
Evidentemente, num circuito de corrente contínua só
teremos problemas com a indutância no momento em, que a
corrente for estabelecida ou desligada.
No entanto, as bobinas podem ser usadas em circuitos de
correntes alternadas, onde as correntes estão variando
constantemente.
Nestes circuitos, o que ocorre é que a bobina está
constantemente “reagindo” às variações da corrente.
Isso significa que, a intensidade da corrente que circula
numa bobina, quando ligada num circuito de corrente alternada,
não depende somente da resistência do fio usado, mas de um
fator adicional: a reatância.
As bobinas possuem então uma "reatância indutiva" que é
a propriedade de se opor à circulação de uma corrente alternada.
Assim, uma bobina que tenha, uma resistência do fio de 10
ohms para a circulação de uma corrente contínua apresenta uma
oposição, 100 ohms, por exemplo, quando num circuito de
corrente alternada.
É o que ocorre com um pequeno transformador: se
medirmos com o multímetro a resistência de seu enrolamento
primário encontramos um valor
baixo que nos levaria a calcular uma corrente muito alta
quando ele fosse ligado na rede de energia.
No entanto, ao ser ligado na rede de energia, o
transformador cujo enrolamento primário é uma bobina ou
indutor, deixa circular uma corrente muito menor.
Veja que a reatância indutiva também é medida em ohms,
pois ela é uma "oposição à passagem da corrente" exatamente
como a resistência.
INDUTÂNCIA
A principal característica de uma bobina é a sua
indutância.
A indutância indica de que modo essa bobina "reage" às
variações de corrente e de que modo ela produz um campo
magnético no seu interior.
A indutância é medida em henrys (H) mas nas aplicações
eletrônicas é comum especificarmos as indutâncias em
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
submúltiplos do henry como o milihenry (mH) e o microhenry
(uH). O milihenry é a milésima parte do henry e o microhenry a
milionésima parte do henry.
A indutância de uma bobina depende de diversos fatores
como:
a) Número de espiras: quanto maior o número de espiras,
maior a indutância.
b) Diâmetro: quanto maior o diâmetro, maior será a
indutância.
c) Comprimento: quando maior o comprimento, maior será
a indutância.
d) Existência ou não de núcleo: um núcleo de ferrite ou de
material ferroso aumenta a indutância.
REATÂNCIA E OSCILAÇÕES
Conforme vimos, as bobinas reagem às variações da
corrente, apresentando uma oposição que denominamos
reatância indutiva.
Ora, quanto mais rápidas forem as variações da corrente,
maior será a reação da bobina.
Isso nos leva a concluir que a reatância depende tanto da
frequência como da indutância de uma bobina.
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A frequência deste circuito é justamente determinada
pelas características da bobina e do capacitor, ou seja, da sua
tendência em manter o ciclo de carga e descarga numa
velocidade constante.
Dizemos que o circuito LC ressoa numa determinada
frequência e nela ele tende a oscilar quando excitado.
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NEWTON C. BRAGA
CONHEÇA O ANALISADOR DE
ESPECTRO
Este artigo é antigo, mas totalmente
valido em nossos dias, pois o princípio
de funcionamento e o modo de uso
do analisador de espectro não
mudou. Muda apenas a tecnologia
empregada nos tipos mais modernos.
Importante para todos que estão
ligados às telecomunicações.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Se bem que pareça "de longe" com um osciloscópio, e que
também faça a análise de sinais projetando o resultado numa
tela, o princípio de funcionamento do analisador de espectro é
outro e igualmente sua utilidade.
O ANALISADOR DE ESPECTRO
Se aplicarmos na entrada de um osciloscópio os sinais
captados por um circuito que responda a uma determinada banda
de frequências, conforme mostra a figura 2, teremos como
resultado a projeção da forma de onda dos sinais presentes no
circuito, mas de maneira combinada.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Varrendo esta faixa, ele vai determinar a frequência e a
intensidade com que aparece cada sinal aplicado a sua entrada,
por exemplo a partir de uma antena.
Assim, supondo que o técnico esteja em busca de
interferências num local em que vai instalar um equipamento, ele
pode perfeitamente "localizar" no espectro os sinais das estações
em 120, 150 e 180 MHz e sinais interferentes ou que precisem ser
identificados em frequências de 110, 140, 170 e 190 MHz, alguns
"espalhando" por uma faixa algo larga.
Veja então que é possível "explorar" uma determinada
faixa do espectro, detectando todos os sinais com suas
intensidades relativas que estejam presentes nesta faixa.
Ligado à saída de um transmissor ou de um oscilador,
podemos detectar os sinais espúrios, as harmônicas com suas
intensidades relativas, conforme mostra a figura 4.
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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Tensão máxima de entrada: 40 V
Faixa de tensões de saída: 2 a 37 V
Corrente no diodo zener: 25 mA (max)
Regulação de linha: 0,3% (tip)
Regulação de carga: 0,15% (tip)
Rejeição de ripple: 74 dB (tip)
Corrente de curto-circuito limitada em: 65 mA (tip)
Tensão de referência: 7,15 V (tip)
Faixa de tensões de entrada: 9,5 a 40 V
Corrente em standby: 1.7 mA (tip)
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CIRCUITOS
Os seguintes circuitos foram obtidos de manuais de
fabricantes (Motorola, National, Texas etc.) que fabricam este
mesmo componente. Sugerimos que os leitores interessados em
mais informações acessem o datasheet deste componente num
dos fabricantes os quais os disponibilizam em formato PDF.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
CIRCUITO 1
Na figura 4 temos a configuração básica do LM723 para
saídas de 2 a 7 volts. Os valores dos componentes básicos são
dados na tabela 1.
CIRCUITO 2
Mostramos na figura 5 a configuração básica para saídas
de 7 a 37 volts também com os valores dos resistores dados na
tabela 1.
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CIRCUITO 3
O circuito mostrado na figura 6 é de um regulador de
tensão negativo para uma tensão de saída de 15 V.
CIRCUITO 4
Na figura 7 temos um regulador de tensão positivo com
saída de 15 V que pode fornecer uma corrente de 1 A com uma
regulagem de carga de 15 mV.
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CIRCUITO 5
O circuito apresentado na figura 8 pode fornecer correntes
de saída de 1 A sob tensão de 5 V devendo o transistor ser
montado em radiador de calor.
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CIRCUITO 6
Na figura 9 temos um circuito com limitação de corrente
do tipo "foldback" com a capacidade de fornecer uma corrente de
saída de 10 mA e uma corrente de curto-circuito de 20 mA.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
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CIRCUITO 7
No circuito da figura 10 temos um regulador positivo
flutuante com a capacidade de fornecer tensões de saída de 50 V
com regulagem de 20 mV para uma corrente de 50 mA.
Para outras tensões os valores dos componentes são
dados na tabela. O transistor admite equivalentes.
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CIRCUITO 8
Um regulador negativo flutuante capaz de fornecer uma
tensão de saída de -100 V com regulagem de 20 mV para uma
corrente de carga de 100 mA é mostrado na figura 11.
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CIRCUITO 9
Uma fonte chaveada com saída de 5 V e saída de 2 A é
mostrada na figura 12.
CIRCUITO 10
O aplicativo mostrado na figura 13 pode ser cortado a
partir de controle lógico remoto. O shutdown pode vir de uma
saída TTL.
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CIRCUITO 11
O regulador tipo shunt apresentado na figura 14 pode
fornecer uma corrente de 100 mA e tensão de saída de 100 mA.
Outras tensões podem ser obtidas com a troca de valores
de componentes segundo a tabela 1.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
CONCLUSÃO
Com a utilização de transistores de correntes e ganhos
apropriados pode-se obter correntes muito maiores de saída para
qualquer dos circuitos apresentados. Da mesma forma, pela
tabela pode-se ver quais são os resistores que podem se tornar
variáveis possibilitando assim a elaboração de fontes ajustáveis.
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BLINDAGEM
Como o campo magnético criado pelo transmissor não se
limita à indução do receptor e, sim, a partes metálicas adjacentes
a ele, uma blindagem é importante para esta transmissão de
energia. Outro evento indesejado seria a interferência com outros
aparelhos e o aquecimento das baterias.
Para proteger um sistema das baixas frequências temos a
utilização de materiais permeáveis que desviam o fluxo
magnético, e das altas frequências com a geração de um fluxo
inverso. Como o fluxo tende a encontrar o material que oferece
menor resistência ferromagnética, o campo magnético que é
emitido acaba desviando-se. Para obter este efeito o ferrite tem
que ser bem grosso, porque senão a fuga será grande, conforme
é possível observar na figura 5.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
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CONCLUSÃO
Se pensarmos em termos de eficiência energética,
daremos créditos aos carregadores com fio, mas devemos
lembrar de outros fatores que não levamos em consideração
como, por exemplo, o fato de termos apenas um carregador de
bateria sem fio para diversos tipos de aparelhos, uma vez que
temos apenas um carregador de bateria e não é necessário
dispensar recursos para a fabricação de diversos carregadores,
isso envolvendo recursos naturais e energia para a fabricação,
bem como o transporte destes para os pontos de vendas, e na
ponta final do processo o lixo tecnológico gerado pelas trocas de
tecnologias. Outro fator seria a durabilidade do carregador, pois
enrolar o fio quando não for utilizado e desenrolar quando for
usar, quebra os finos fios de cobre, tendo que inutilizar todo o
carregador.
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ESPECTRO ESPALHADO
“O futuro é sem fio”. Essa afirmação feita há alguns anos é
um retrato fiel do que estamos presenciando em nossos dias. Os
cabos que interligam os diversos computadores e elementos de
uma rede estão desaparecendo e novos dispositivos, nunca
imaginados, estão se comunicando através de redes sem fio.
Tudo isso é possível graças a uma velha tecnologia, descoberta
por uma artista de cinema austríaca, da época da Segunda
Grande Guerra. Veja nesse artigo como tudo isso é possível e
como tudo começou.
As redes sem fio, telefones celulares, comunicações
digitais por RF têm um aspecto comum em sua tecnologia. Todas
operam pelo que se denomina Spread Spectrum (SS) ou Espectro
Espalhado. Em especial, os sistemas wireless de redes locais
(WLAN) que estão ocupando um espaço cada vez maior no
mercado e de muitos produtos que devem aparecer nos próximos
anos fazem uso dessa tecnologia.
Dessa forma, ao se falar em qualquer de rede que não
empregue meios físicos, ou seja, sem fio ou de tecnologia
wireless, o tema Spread Spectrum é obrigatório assim como a
tecnologia do salto de frequências ou frequency hopping. De
modo a levar aos nossos leitores conceitos básicos sobre o
assunto, preparamos esse artigo que certamente será útil para
que os profissionais reciclem seus conhecimentos, ou tome
contacto com uma tecnologia com a qual muitos ainda não estão
devidamente familiarizados. Trataremos das vantagens de seu
uso, seu princípio de operação além de alguns aspectos históricos
interessantes.
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Hedy Lamarr
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telefones celulares foram criados, deram-lhe como justa
homenagem o título de Patrona das Comunicações sem Fio.
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o funcionamento é o seguinte: a faixa de frequências que vai ser
utilizada é preenchida por sinais que estão constantemente
mudando de frequência, conforme mostra a figura 7. Conforme o
número sugere, os sinais “saltam” constantemente de uma
frequência para outra segundo um padrão determinado que o
receptor deve conhecer para acompanhar esses saltos.
Com isso, cada vez que o transmissor salta de uma
frequência para outra, o receptor acompanha de modo a manter
sua sintonia. Se usarmos um analisador de espectro para
visualizar um sinal desse tipo, teremos o padrão mostrado na
figura 7.
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CONCLUSÃO
Graças ao Spread Spectrum e Frequency Hoping as
tecnologias wireless conseguem ter um desempenho que permite
uma enorme gama de aplicações práticas. As redes sem fio
(WLAN), telefonia celular, sensoriamento remoto para uso
industrial são alguns exemplos de aplicações dessa tecnologia.
Com o desenvolvimento de novos produtos usando recursos sem
fio, que é o caminho da convergência entre internet, vídeo e
telefonia, a presença de sinais SS no ambiente em que vivemos
será cada vez maior.
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Um capacitor de valor elevado e um diodo servem para
manter mais estável a alimentação dos LEDs. Com um capacitor
grande carregado, os LEDs podem ficar acesos vários segundos
depois de pararmos de girar o motor.
Se na sua localidade os ventos forem bons o circuito pode
ser utilizado para obter mais energia, servindo até mesmo para
carregar pilhas pequenas para alimentar o seu rádio ou walkman.
Na figura 4 mostramos como isso pode ser feito.
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Lista de Material
SCR – TIC106B (D) – Diodo controlado de silício
D1 – 1N4002 ou equivalente – diodo se silício
R1 – 1 k ohms x 1/8 W – resistor – marrom,
preto, vermelho
M1 – Motor de corrente contínua (*)
X1 – Lâmpada incandescente de 5 a 40 W
Diversos:
Ponte de terminais, soquete para a lâmpada,
cabo de força, sistema mecânico para acionar o motor
(roda d’água, hélice, etc.).
O GERADOR TRANSISTORIZADO
Uma possibilidade mais simples de se ter o acionamento
de LEDs, lâmpadas ou mesmo um rádio é a que faz uso de um
circuito transistorizado, conforme mostra a figura 12.
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Lista de Material:
Q1 – TIP31 – transistor NPN de potência
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X1 – Lâmpada de 6 V x 20 a 100 mA (no protótipo foi usada
uma lâmpada de 50 mA)
R1 – 220 ohms x 1/8 W – resistor – vermelho, vermelho,
marrom
M1 – Qualquer motor de corrente contínua
B1 – 6 V – 4 pilhas pequenas
Diversos:
Ponte de terminais, suporte de pilhas, sistema mecânico para
acionar o motor, fios, solda, etc.
O QUE EXPLICAR
O conceito de que energia não pode ser criada e nem
destruída é fundamental no estudo de ciências. A transformação
dos diversos tipos de energia disponíveis na natureza em energia
aproveitáveis pelo homem também é assunto de grande
importância no ensino de nível fundamental e médio.
Assim, levar aos alunos ideias de como podemos
aproveitar formas de energia disponíveis na natureza e não
poluentes resulta tanto em assunto cuja discussão ampla é de
grande valia para a sua formação como também pode levar a
experimentos que fixam os conceitos envolvidos de forma
bastante eficiente.
Os experimentos que descrevemos envolvendo energia
alternativas como o vento (eólica), as marés e a própria força das
águas (que já é aproveitada) mostram então toda a sua utilidade,
atendendo assim muitas das recomendações do PCN.
Cabe aos professores elaborar o modo como os
experimentos descritos podem ser incluídos como assunto
transversal de suas disciplinas, enriquecendo-as com o uso de
uma tecnologia moderna que, no entanto, está ao alcance de
todos.
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Figura 1
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
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Figura 2
Figura 3
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– Volume 16
Evidentemente, essas dimensões são importantes, pois
determinam tanto a inércia térmica, como também o consumo de
energia. Assim, numa impressora deste tipo, apesar de termos
elementos térmicos que são sempre partes de consumo alto em
equipamentos comuns, seu consumo não é dos maiores.
Como a diferença entre as impressoras Jato de Tinta e Jato
de Bolhas é muito pequena, o leitor pode perceber que os
circuitos dos dois tipos são bastante semelhantes. As únicas
diferenças estão na presença de um circuito adicional de
aquecimento dos elementos resistivos dos bicos. Esses
elementos, no entanto, consomem muito pouco, operando com
pulsos de 24 a 50 V de amplitude.
Impressoras usadas com laptops, entretanto podem usar
cabeças que exigem pulsos de menor tensão ainda. A figura 4
mostra um cartucho típico de impressoras de jato de bolhas.
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REQUISITOS MÍNIMOS
Um ponto importante a ser considerado quando
convertemos um sinal analógico qualquer numa sequência de
valores digitais é a precisão que estes valores representam o
sinal original.
Se representarmos um sinal senoidal, por exemplo, com
apenas duas amostragens, uma para o valor máximo positivo e
outra para o valor máximo negativo estará claro que na
"recuperação" da forma de onda original não teremos uma boa
fidelidade, conforme sugere a figura 5.
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Assim, se tivermos um sinal de 10 MHz e desejamos
amostrá-lo 10 vezes em cada ciclo, isso significa 100 milhões de
amostragens por segundo e em cada segundo a produção de 800
milhões de bits, conforme sugerido pela figura 6.
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O MICROPROCESADOR
O sinal digital obtido pelo conversor é aplicado a um
microprocessador que vai submetê-lo a uma série de
processamentos, de acordo com a finalidade do projeto. Assim, no
chip do DSP além do conversor A/D encontramos um
microprocessador.
O uso de microprocessadores específicos para o DSP e não
tipos comuns deve-se principalmente ao fato de que os sinais
precisam ser processados em velocidades muito altas. Um
microprocessador comum não tem uma faixa passante
suficientemente larga para operar num DSP.
Além disso, normalmente as funções mais usadas se
resumem a adição, multiplicação e outras funções simples que
devem ser aplicadas rapidamente de forma repetitiva, o que é
uma modalidade diferente da operação esperada para os
microprocessadores comuns.
Isso significa que os microprocessadores usados nos DSPs
possuem características especiais, que os diferenciam dos
microprocessadores comuns.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Uma delas é a utilização de circuitos especiais que são
capazes de multiplicar números com velocidade muito grande.
Outra característica especial incorporada aos
microprocessadores dos DSPs e que leva em conta sua principal
aplicação que é com sinais de áudio e vídeo é a incorporação de
um modo especial de endereçamento denominado bit-swapped
addressing.
Como o nome sugere, a ordem de processamento dos bits
na entrada e saída é invertida. Assim com esta arquitetura, os
bits são armazenados na mesma ordem que eles são gerados
pela amostragem, mas endereçados na mesma ordem em que
eles são requisitados, sem a necessidade de se fazer cálculos
internos de endereçamento.
No entanto, uma das principais funções encontradas num
DSP é o cálculo das transformadas de Fourier.
Através da transformada de Fourier é possível representar
uma forma de onda em termos de frequência (pela intensidade
relativa do fundamental e harmônicas).
160
NEWTON C. BRAGA
TRANSFORMADA DE FOURIER
A ideia básica de Fourier é que qualquer tipo de sinal,
independentemente de sua forma de onda é na realidade
formado por um sinal senoidal de determinada frequência e uma
quantidade (que pode ser infinita) de sinais senoidais de
intensidades menores e de frequências múltiplas (harmônicas).
Isso significa que tanto um sinal de qualquer forma de
onda pode ser sintetizado por um sinal senoidal de certa
frequência e sinais senoidais de frequências harmônicas e
intensidades selecionadas como a recíproca é verdadeira:
qualquer sinal, independentemente de sua forma de onda pode
ser decomposto num sinal senoidal de frequência fundamental e
sinais senoidais de frequências harmônicas.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
OS DSPS COMERCIAIS
A Analog Devices possui uma ampla linha de DSPs
destacando-se o ADSP-2140 que é usado em brinquedos,
sintetizadores de música, além de outras aplicações.
Uma nova série de DSPs da Analog Devices usando a
arquitetura SHARC (Super Harvard Architeture) é indicada para
aplicações tais como impressoras, scanners, mixers de áudio
profissionais etc. A principal característica da arquitetura Super
Harvard é a de armazenar códigos e dados em bancos de
memórias separados com barramentos separados para acelerar o
acesso ao programa e aos dados.
Outro destaque da Analog Device é o par AD9853 e
AD8320, um consistindo num transmissor de percurso reverso
com sintetizador DDS (Direct Digital Synthesizer), além de outros
circuitos DSP num único chip e o outro um driver de ganho
variável ambos indicados. Estes integrados são indicados para
aplicações em TV a cabo, Modems, comunicações por satélite e
micro-ondas, além de outras.
Já, o AD15060/14160 da Analog Device é um módulo
multiprocessador DSP de alta velocidade com arquitetura SHARC
com uma performance de 480 MFLOPS e SRAM on chip de 16
MBytes.
Dentre as aplicações sugeridas para estes componentes
temos os equipamentos de controle de tráfego aéreo, mísseis,
radar/sonar, aviônica etc.
Informações sobre os DSPs da Analog Devices podem ser
obtidas na Internet no endereço: http://www.analog.com
A Motorola tem também DSPs em sua linha de produtos e
a família que pode ser citada como exemplo é a do DSP6300 que
podem executar uma instrução por ciclo de clock com baixa
potência de consumo. A frequência máxima deste dispositivo é da
ordem de 80 MHz e um PLL interno permite usar um cristal de
frequência mais baixa no seu controle. Dentre as aplicações deste
chip a Motorola sugere: DVD, HDTV, Dolby etc.
Um dos DSPs mais utilizados atualmente em projetos é o
TMS320 da Texas Instruments que tem a arquitetura mostrada na
figura 11.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Este DSP é fabricado segundo a arquitetura de Harvard
que permite acessos simultâneos a instruções e operadores de
dados.
Uma pilha de hardware é um setor importante deste
microprocessador pois possibilita o processamento com
interrupções muito rápidas.
As portas I/O têm memória mapeada o que facilita a
transferência de dados para os circuitos periféricos.
Uma unidade de lógica paralela permite a manipulação
direta dos bits nos operandos da memória aumentando assim a
velocidade de processamento.
O TMS320 da Texas Instruments é encontrado em diversas
gerações e em versões tanto para operação com ponto fixo como
com ponto flutuante. A última geração que tem o chip TMS320Cx
opera em 200 MHz e tem uma nova arquitetura denominada Very
Long Instruction Word que opera com até 8 pacotes de instruções
de 32 bits num ciclo. Este dispositivo é também capaz de realizar
1024 transformadas de Fourier em apenas 70 ns.
Os tipos de ponto fixo têm uma arquitetura de 16 bits com
uma ALU de 32 bits e um acumulador sendo baseados na
arquitetura de Harvard com barramentos separados de dados e
programação.
Os tipos de ponto flutuante projetados para
processamento paralelo possuem uma arquitetura de 32 bits com
registradores de precisão estendida de 40 bits baseados na
arquitetura Von Neuman. Ele contém diversos barramentos de
modo a se obter melhor desempenho e, além disso, incorporam
multiplicadores e ALU de ponto-flutuante.
Mais informações sobre os DSPs da Texas podem ser
obtidas no site da Internet: http://www.ti.com
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NEWTON C. BRAGA
TECNOLOGIAS E VANTAGENS
A substituição de dispositivos que tenham partes
mecânicas por equivalentes que sejam totalmente de estado
sólido apresenta uma infinidade de vantagens tanto em termos
de custo como de confiabilidade. Este é o caso dos relés de
estado sólido (SSR – Solid State relays) que cada vez mais
substituem os equivalentes eletromecânicos (EMR – Electro-
Mechanical Relays). Veja neste artigo como funcionam estes
dispositivos e as suas principais vantagens.
Os relés eletromecânicos (EMR) combinam uma parte
elétrica como um sistema mecânico de acionamento. Neles,
conforme mostra a figura 1, uma bobina, ao ser energizada atrai
uma armadura que movimenta um conjunto de contatos que são
responsáveis pela ação do dispositivo num circuito elétrico.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
desgastam, produzem ruído ao operar e, além disso, os contatos
que estão sujeitos a diversos problemas como, por exemplo, o
repique e a produção de ruídos de natureza elétrica.
Num relé de estado sólido o que temos é um circuito de
acionamento formado por um acoplador óptico, o qual ao ser
energizado faz com que um fotossensor de potência conduza
intensamente a corrente, conforme diagrama de blocos mostrado
na figura 2, em que temos diversos tipos de sensores.
a) Montagem face-a-face
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NEWTON C. BRAGA
b) Montagem coplanar
c) Isolamento reforçado
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Vantagens
Os SSR são muito menores e mais leves que os relés
eletromecânicos (EMR) equivalentes. Isso é de grande
importância principalmente nas aplicações compactas. Os
SSR possibilitam uma grande economia de espaço na
placa de circuito impresso.
Como os SSRs não possuem partes móveis, sua
confiabilidade é muito maior. Não existem partes que se
desgastam e, além disso, seu funcionamento é
perfeitamente silencioso.
O problema do repique dos contatos, que ocorre com os
EMR não existe no caso dos SSR não havendo, portanto,
necessidade de circuitos ou recursos adicionais para sua
eliminação. Os SSR podem excitar diretamente circuitos
eletrônicos como muito maior facilidade.
A ausência de partes móveis também possibilita o alcance
de velocidades de operação muito maiores e uma vida útil
também maior.
Os SSR podem ser obtidos em versões tão pequenas que
possibilitam a montagem em superfície (SMT), o que os
torna ideal para a sua utilização em linhas de montagem
automatizadas.
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NEWTON C. BRAGA
VANTAGENS EM FUNCIONAMENTO
Na placa de circuito impresso, encontramos outras
vantagens para o SSR em relação aos EMR. Os relés
eletromecânicos produzem um campo magnético que pode
interagir com outros elementos do circuito causando problemas.
Isso não ocorre com os SSR. Temos ainda que a ação dos
contatos pode também gerar ruídos captados pelos diversos
elementos do circuito, causando problemas de funcionamento.
Os SSRs não produzem nenhum tipo de interação
magnética, não geram ruídos elétricos e são imunes a choques
mecânicos. Esse problema de gerar campos, no caso dos EMR,
também faz com que exista uma distância mínima recomendável
entre eles na montagem, para que não ocorram interações.
RUÍDOS
Nos dias atuais existe uma preocupação muito grande com
os ruídos tanto os gerados pelos equipamentos como os que
podem ser captados, tendo origem em outros equipamentos ou
em outras fontes.
Assim, EMI é um item de grande importância em qualquer
projeto e no caso dos EMR ela é especialmente crítica. Os relés
eletromecânicos podem gerar muitos ruídos devendo ser tomadas
medidas para que eles não influenciem o funcionamento do
equipamento ou ainda sejam irradiados. Para os relés devem ser
considerado os seguintes pontos.
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Como Funciona - Aparelhos, Circuitos e Componentes Eletrônicos
– Volume 16
Relés e circuitos semicondutores devem ser mantidos o
mais afastado um do outro quanto seja possível.
O supressor usado com o relé deve ficar o mais próximo
quanto seja possível deste componente.
Evite a passagem de trilhas de sinais, principalmente
áudio, próxima de um relé.
O traçado das trilhas que alimentam o relé devem ser os
mais curtos possíveis.
Se o circuito for sensível, utilize blindagem para evitar a
influência do relé.
OUTROS PROBLEMAS
Também deve ser levado em conta que os SSR não são tão
sensíveis às vibrações quanto os relés eletromecânicos. Para os
EMR, nos casos mais sensíveis deve-se até estudar a orientação
de sua montagem numa placa de modo a minimizar este
problema.
Os relés eletromecânicos também são mais sensíveis à
fadiga causadas pelas variações da temperatura, o que não
ocorre com os SSRs. Também temos os problemas de custos de
montagem, observando-se que a possibilidade de se ter SSRs
para montagem em superfície pode ser um fator determinante
para a adoção desta tecnologia, nos casos mais críticos.
CONCLUSÃO
Somando a tudo que vimos o isolamento muito maior que
é possível obter entre o circuito de controle e o circuito
controlado, vemos que a confiabilidade de um SSR é muito maior
do que a de um EMR na maioria das aplicações. No entanto, os
SSR também têm alguns pontos críticos que devem sem
observados em algumas aplicações. Nestes componentes, a
condução da corrente para a carga é feita por um MOSFET que
não é um dispositivo que tem uma resistência nula. Assim, existe
não só uma dissipação, mas também uma queda de tensão a ser
considerada. De qualquer forma, com os pontos abordados neste
artigo em mente, o leitor estará apto a fazer uma boa escolha
para seu novo projeto.
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