Tema VI:
Precipitação
Aspectos Gerais de Precipitação
Medição da Precipitação
Determinação da Precipitação Sobre uma Região
Preenchimento de Falhas nos Registos
Analise de Dados Pluviométricos
Distribuição temporal da precipitação
Precipitação Intensa e Curvas de idf
Precipitação em Moçambique
Hidrologia
d
O que é Precipitação?
Aspectos Gerais de Precipitação
Definição:
• A precipitação é entendida como qualquer forma de água proveniente da
atmosfera que atinge a superfície terrestre.
• Formas de precipitação: chuva, chuvisco, aguaceiro, neve, granizo, orvalho e
geada. O que diferencia as várias formas de precipitação é o estado em que a
água se encontra.
• Pela sua importância no gerar do escoamento, a chuva é o tipo de precipitação
mais importante em hidrologia.
• As características principais da precipitação: seu total, a duração e o modo como
se distribui no espaço e no tempo.
Aspectos Gerais de Precipitação
Mecanismos de Formação da Precipitação
• A precipitação ocorre a partir da presença de vapor de água na atmosfera, que
sob determinadas condições precipita na forma de neve, gelo, chuva, etc.
Os mecanismos necessários para produzir as quantidades de precipitação podemos
destacar:
A. Arrefecimento do ar
• Deve-se haver condições para que ocorra o arrefecimento do ar, que pode ser
por:
- redução da pressão: ar da superfície do solo até as camadas superiores da
atmosfera.
• O arrefecimento do ar origina a formação de gotas por meio da condensação.
Aspectos Gerais de Precipitação
B. Condensação C. Crescimento das gotas
• A condensação ocorre em volta de
pequenas partículas chamadas • O crescimento das gotas ocorre por
como núcleos de condensação. meio de choque entre gotas
(processo que se dá o nome de
coalescência).
• Os núcleos de condensação são
partículas orgânicas, sais, cristais de
gelo, produtos resultantes da • O crescimento continuo das gotas
combustão, entre outros. de água faz com que possuam peso
superior às forças que lhes mantem
em suspensão, podendo precipitar.
• As gotas de chuva tendem a
condensar sobre tais partículas e,
mediante alguns processos físicos,
ocorre o crescimento das gotas.
Aspectos Gerais de Precipitação
D. Acumulação de humidade
• Para que haja precipitação significativa numa região onde iniciou a precipitação é
necessário que haja um fluxo de ar húmido que alimentem a continuação da
precipitação continua.
Tipos de Precipitação
• A ocorrência de precipitação está geralmente relacionada à ascensão de ar
húmido, após o qual se dá o processo de condensação sobre os núcleos e de
crescimento das gotas.
• Devido aos mecanismos que originam a ascensão do ar húmido, as precipitações
são classificadas em:
Aspectos Gerais de Precipitação
A. Convectiva
• É causada pela ascensão de ar quente (é menos
denso) para as camadas superiores da atmosfera (é
mais fria) onde arrefece, condensa o vapor de agua e
precipita.
• Está associada instabilidade provocada por um
aquecimento desigual da superfície do solo.
• Origina chuvas intensas e de curta duração,
frequentemente acompanhadas de trovoadas e
abrange pequenas áreas.
Aspectos Gerais de Precipitação
B. Precipitações frontais (ou ciclónicas)
• São precipitações que estão associadas com o movimento de massas de ar de
regiões de alta pressão para regiões de baixa pressão, causadas por aquecimento
desigual.
• Diz-se uma frente quando uma massa de ar frio entra em contacto com ar mais
quente, sendo a superfície de contacto bem definida.
• As chuvas de origem ciclónica ou frontal são de grande duração, com
intensidades médias, mas afectando grandes áreas.
• As precipitações frontais são distinguidas de frente fria e frente quente:
Aspectos Gerais de Precipitação
Frente quente
Se a massa de ar move-se de tal forma que o ar frio é substituído por ar mais
quente, a frente é conhecida como frente quente.
Frente fria
Se o ar frio move-se de tal
modo que o ar quente é
substituído por ar frio a
frente é conhecida como
frente fria.
Aspectos Gerais de Precipitação
Em Moçambique:
• As regiões Centro e Sul são frequentemente afectadas pelas frentes frias.
• As massas de ar fria provenientes da região temperada e polar deslocam-se em e
encontram sobre o continente massas de ar quente, forçando-as a subir.
• O movimento de ascensão causa o arrefecimento das massas de ar que
originando a condensação e posteriormente a precipitação.
Aspectos Gerais de Precipitação
C. Precipitação de origem orográfica
• Resultam da ascensão mecânica de correntes de ar húmido horizontal sobre
barreiras naturais, tais como montanhas.
• São caracterizadas por serem de
pequena intensidade, mas longa
duração, cobrindo pequenas áreas.
• Devido ao relevo de Moçambique esse tipo de precipitação ocorre na região
centro e norte do país. Na região sul, apresenta um relevo pouco acentuado
onde as massas de ar marítima dão origem as precipitações nas regiões
montanhosas de Africa de Sul, Suazilândia e Zimbabué.
Medição da Precipitação
Medição das precipitações
• A quantidade de precipitação, P, é expressa em milímetros (mm) e traduz:
− A quantidade de precipitação correspondente a um volume de um litro por um
metro quadrado de superfície (1 mm = 1 l/m2 = 10 m3/ha =1000 m3/ km2).
• A intensidade média de precipitação, é ∆𝒉
𝒊𝒎 =
normalmente expressa mm/h, tal que: ∆𝒕
• No limite da intensidade média quando a duração
𝝏𝒉
da chuva se aproxima a zero temos a intensidade 𝒊=
𝝏𝒕
instantânea dada por:
Medição da Precipitação
Instrumentos de mediação
• Os instrumentos usuais de medição da
precipitação são: udómetro e
pluviógrafo:
• A interceptação da chuva pelos
instrumentos devem ser feita:
- A uma altura média de 1 a 1,5 metros
acima da superfície do solo;
- Longe de qualquer obstáculo que
possa prejudicar a medição (prédios,
árvores, relevo, etc.).
Medição da Precipitação
Udómetro (ou pluviómetro)
• O udómetro é mais utilizado devido a
simplicidade de suas instalações e operação,
principalmente nas cedes municipais.
• No udómetro é lido a altura total de agua
precipitada, sendo que seus registos são
sempre fornecidos em mm/dia.
Medição da Precipitação
Em Moçambique:
• Com vista a garantir os valores medidos, os
instrumentos de medição são padronizados tanto
nas dimensões como a sua localização.
• As características dos udómetros usados em
Moçambique:
- Diâmetro da boca: ≈ 16 cm;
- superfície receptora: 200 cm²;
- altura da boca acima do solo: 1.5 m
Medição da Precipitação
• Na proveta graduada a precipitação recolhida é
medida em volume. A altura de precipitação é
determinada por:
𝑉𝑜𝑙
ℎ=
𝐴𝑟𝑒𝑐
• As medidas em intervalos de 24h e registado em
impresso por um agente (leitor).
• As medições são feitas sempre as 9h da manhã.
Medição da Precipitação
Udógrafo (ou pluviógrafo)
• Os udógrafos são instrumentos que permitem conhecer a variação da
precipitação em função do tempo utilizando um sistema de registo contínuo.
• Os udógrafos possuem um mecanismo de registo
automático da precipitação gerando informações em
intervalo de tempo menor.
• Os udógrafos, considerados antigos, utilizam rolo de
papel graduado com os valores de precipitação.
Medição da Precipitação
• Os pluviógrafos, considerados modernos, armazenam informações de
precipitação em meio magnético ou enviam em tempo real por sistema de
transmissão remoto de dados.
• Vantagens de pluviógrafo:
- Informações mais detalhadas ao longo do tempo;
- Regista com maior precisão;
- Não necessita vista diária de um agente, excepto para a troca do papel ou
descarregar os dados em um computador.
Medição da Precipitação
• O gráfico resultante dos udógrafos chamam-se udograma ou pluviograma.
• Intensidade média da precipitação entre as 3 e as 6 horas do dia 1/2 é:
ℎ6−ℎ3 10+1.6−3.6
• 𝑖3−6 = = = 2.7 𝑚𝑚/ℎ
∆𝑡 3
Determinação da Precipitação Sobre uma Região
Precipitação média em uma bacia
• A precipitação média em uma bacia é a altura uniforme sobre toda a sua área,
associada a um período de tempo (um dia, um mês, etc.).
• Os postos pluviométricos registam a precipitação pontual, naquele local onde
estão instalados.
• Devido irregularidade espacial e temporal da precipitação, as medições em
postos geograficamente próximos são distintas.
• Para determinar a precipitação média em uma bacia hidrográfica são usados os
seguintes métodos: a média aritmética, o método de Thiessen e o método das
isoietas.
Determinação da Precipitação Sobre uma Região
Método da média aritmética
• Consiste em obter a precipitação média a partir da média aritmética das
precipitações nos vários postos da região.
𝑃1 + 𝑃2 + ⋯ σ𝑛𝑖=1 𝑃𝑖
𝑃𝑚 = =
𝑛 𝑛
Onde: 𝑃𝑚 é a precipitação media da região;
𝑃1 + 𝑃2 + ⋯ são as precipitações nos postos 1, 2, …;
𝑛 é o numero de postos.
Determinação da Precipitação Sobre uma Região
Método de Thiessen
• O método consiste na determinação da precipitação média em uma bacia a
partir das precipitações observada nos postos considerando o peso de cada um
deles em função da sua área de influência.
• São traçados os polígonos de Thiessen, que definem a área de influencia de cada
posto em relação a bacia hidrográfica.
• Para traçar o polígono de Thiessen obedecesse os seguintes passos:
Determinação da Precipitação Sobre uma Região
1. Liga-se cada posto com todos aqueles que lhe
ficam próximos, definindo segmentos de recta;
2. São traçadas rectas perpendiculares
(mediatrizes) aos segmentos que unem os
postos;
• As rectas perpendiculares são prolongadas até o
cruzamento com as demais.
Determinação da Precipitação Sobre uma Região
3. As mediatrizes, juntamente com os limites da
região definem polígonos à volta dos vários postos -
Polígonos de Thiessen;
4. Calculam-se os coeficientes de Thiessen para os vários postos:
𝐴𝑖
𝐶𝑖 = para o caso da figura teremos: 𝐶𝑧 = 𝐴 𝐴𝑍 ; 𝐶𝑋 = 𝐴 𝐴𝑋 ; 𝐶𝑌 = 𝐴 𝐴𝑌 ; 𝐶𝑊 = 𝐴𝐴𝑊
𝐴𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
5. Calcula-se a precipitação na região através da expressão: 𝑃𝑚 = 𝐶𝑖 ∙ 𝑃𝑖
𝑖=1
Para o caso da figura teremos: 𝑃𝑚 = 𝐶𝑧 ∙ 𝑃𝑍 + 𝐶𝑋 ∙ 𝑃𝑋 + 𝐶𝑌 ∙ 𝑃𝑌 + 𝐶𝑊 ∙ 𝑃𝑊
Determinação da Precipitação Sobre uma Região
• O método admite a hipótese de que cada posto tem uma área de influência na
bacia hidrográfica;
• Os postos fora da região da bacia hidrográfica podem ter um polígono dentro
dela;
• O método atribui a todos os pontos dum polígono uma precipitação igual à
registada no respectivo posto;
• O método não leva em conta as características do relevo;
• O método presenta bons resultados quando:
- o terrenos é levemente ondulados e,
- quando há uma boa densidade de postos de medição da precipitação.
Determinação da Precipitação Sobre uma Região
Método das isoietas
• As isoietas são linhas de igual precipitação,
traçadas para um evento específico ou para
uma determinada duração.
• As isoietas são determinadas por
interpolação a partir dos dados disponíveis
nos postos da área em estudo.
• Considerando a área entre duas isoietas consecutivas 𝑖 e 𝑖 + 1, a precipitação
média pode ser determinada por:
𝑃𝑖 + 𝑃𝑖+1
σ 𝐴𝑖,𝑖+1 ×
2
𝑃𝑚 =
𝐴𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
Preenchimento de Falhas nos Registos
Preenchimento de Falhas
• Consiste de métodos para realizar preenchimentos de falhas em series de
precipitação, tornando-os continuas.
• As falhas são caracterizadas por erro humano ou avarias do instrumento de
medição, em que não são registadas as 1 ou mais dias.
• Os métodos de preenchimento de falhas mais utilizados são o método da razão
normal, o método do US National Weather Service e o método da regressão
linear múltipla.
Preenchimento de Falhas nos Registos
Método da razão normal
• Este método consiste em estimar a precipitação ocorrida no posto com falha
considerando-a proporcional às precipitações em postos vizinhos.
• São selecionados ao menos 3 postos vizinhos àquele com falha, os quais devem
estar localizados em região climatologicamente semelhante ao posto com falha.
• Consideramos as estações A, B e C as estação vizinhas a X que tenha sido
encontrada falha. A falha é preenchida por meio da expressão:
Preenchimento de Falhas nos Registos
𝑃𝑋𝑚 𝑃𝐴 𝑃𝐵 𝑃𝐶
𝑃𝑋 é a precipitação a determinar, 𝑃𝑋𝑚 é a
𝑃𝑋 = + + precipitação media do posto a determinar, 𝑃𝐴𝑚 ,
3 𝑃𝐴𝑚 𝑃𝐵𝑚 𝑃𝐶𝑚
𝑃𝐵𝑚 e 𝑃𝐶𝑚 são as precipitações medias nas
estações A, B e C.
O método da razão normal:
• É normalmente usado para séries mensais ou anuais;
• É não recomendado para séries diárias, devido à grande variabilidade temporal
e espacial da precipitação.
Preenchimento de Falhas nos Registos
Método do US National Weather Service
• Consiste em dividir em quatro quadrantes, considerando a estacão X no centro.
Toma-se em cada quadrante a estacão que estiver mais próxima de X.
• O valor da precipitação na estacão X será determinada pela expressão:
1
σ4𝑖=1 𝑃𝑖
𝑑𝑖2
𝑃𝑋 =
1
σ4𝑖=4 2
𝑑𝑖
Preenchimento de Falhas nos Registos
Método da regressão linear múltipla
• O metodo de regressao linear multipla cinsideram-se n estacoes proximas a
estacao X e estabelece-se a expressao da regressao linear multipla:
𝑃𝑋 = 𝐶𝑜 + 𝐶1 ∙ 𝑃1 + 𝐶2 ∙ 𝑃2 + ⋯ + 𝐶𝑛 ∙ 𝑃𝑛
• Onde:𝐶𝑜 , 𝐶1 , 𝐶2 , 𝐶𝑛 são os coeficientes de corelação parcial.
• Para períodos de precipitação inferiores a 15 dias ou um mês é difícil obter uma
boa expressão.
Analise de Dados Pluviométricos
Analise de Consistência
• Uma série de dados de precipitação diz-se consistente:
− Se o seu comportamento não for anómalo relativamente ao comportamento
observado nas séries da sua vizinhança.
• Séries revelando inconsistências nos seus registos devem ser corrigidas ou,
eventualmente, eliminadas das caracterizações posteriores da precipitação.
• Para verificação da consistência é usual recorrer-se aos:
− Método médias móveis e,
− Método das duplas acumulações.
Analise de Dados Pluviométricos
Método das duplas acumulações
• Consiste em representação gráfica dos pares de pontos obtidos pelas
acumulações sucessivas de duas séries de dados obtidos no mesmo intervalo de
tempo.
• Se as séries forem consistentes os valores duplamente acumulados distribuem-se
em torno de uma recta cujo declive representa a constante de proporcionalidade
entre as séries.
Analise de Dados Pluviométricos
Método das duplas acumulações
Os valores errados podem ser corrigidos se
multiplicados por um fator de correção 𝐶𝑝:
𝐭𝐚𝐧 𝜶
𝑪𝒑 =
𝐭𝐚𝐧 𝜷
Onde:
− tan 𝛼 é o coeficiente angular no intervalo de tempo
tomado como referência para o ajustamento;
− tan 𝛽 é o coeficiente angular da reta
correspondente às observações a ajustar.
Distribuição temporal da precipitação
Frequência, F(X), de totais de precipitação
• É uma análise que permite verificar a frequência com qual eles ocorrem
historicamente, com base nos dados observados.
• Os dados são dispostos em ordem decrescente de valores, sendo atribuído a
cada um deles um número de 𝑚 = 1, 2, 3, … , 𝑁.
• O valor de 𝐹 pode ser obtido empiricamente, como uma probabilidade de
posição, pela aplicação da expressão de Weibull:
𝒎
𝑭(𝑿) =
𝑵+𝟏
Distribuição temporal da precipitação
Período de retorno (𝑻𝒓)
• 𝑻𝒓 representa o número médio de anos durante o qual espera-se que uma
determinada precipitação seja igualada ou superada.
− Exemplo, ao referir-se que o tempo de retorno é de 10 anos, significa que
deve-se esperar 10 anos para que tal precipitação seja igualada ou superada.
𝟏 𝟏
• O valor de 𝑻𝒓 é determinado por: 𝑻𝒓 = =
𝑮(𝑿) 𝟏 − 𝑭(𝑿)
; sendo 𝑮 𝑿 = 𝟏 − 𝑭(𝑿)
• 𝑭(𝑿) traduz a probabilidade de não excedência, ou seja, corresponde à
probabilidade de um determinado valor de precipitação não ser superado
𝐹(𝑋) = 𝑃(𝑋 ≤ 𝑥), e 𝐺(𝑋) a probabilidade de excedência.
Precipitação Intensa e Curvas de idf
• Para o dimensionamento de obras hidráulica urbanas, agrícola, dique de proteção
contra cheias torna-se imprescindível a caracterização das precipitações
máximas.
• Estimação dos caudais de dimensionamento é frequentemente feita a partir de
precipitação com dada duração, em função do período de retorno adoptado.
• Procura-se obter relações entre intensidade (ou altura de precipitação), duração
da chuva e a frequência (ou o período de retorno) – curvas de idf.
Precipitação Intensa e Curvas de idf
• Para um determinado tempo de retorno
(Tr), a curva i-d-f estabelece as máximas
intensidades da precipitação (i) para
cada duração (t), tendo geralmente a
seguinte forma:
𝐶1 × 𝑇𝑟 𝐶2
𝑖=
𝑡 + 𝐶3 𝐶4
Os coeficientes C1, C2, C3 e C4 são
coeficientes ajustados para cada região.
Precipitação em Moçambique
• A precipitação ponderada anual média sobre
Moçambique é de cerca de 950 mm, ou seja
de 740 biliões de metros cúbicos (Carmo Vaz).
• São três factores que influenciam mais
fortemente a ocorrência da precipitação em
Moçambique: o relevo, a distância ao litoral e
a latitude.
Precipitação em Moçambique
• O relevo tem enorme influência na
distribuição da precipitação em Moçambique.
• As maiores precipitações anuais médias
registam-se nas zonas de maior altitude:
- Alta Zambézia;
- Interior da província de Manica;
- Planaltos da Angónia, Marávia e Lichinga.
Precipitação em Moçambique
• A latitude influencia a precipitação pois a
região Norte tem um regime de chuvas
diferente do das regiões Centro e Sul.
• Região Centro e Sul: a precipitação tem
origem principalmente a partir de frentes
frias;
• Região Norte: o movimento (para sul, na
época das chuvas) da zona de
convergência intertropical (ZCIT), criando
centros de baixas pressões, que é o factor
principal a ter em conta.
Precipitação em Moçambique
• A distância ao litoral: a medida em
que as massas de ar húmido
marítimo vão perdendo humidade à
medida que progridem para o
interior. Este efeito é muito sensível
na região Sul do Save (interior das
províncias de Gaza e Inhambane) e
no sul da província de Tete.
Questões