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Lab1: Configuração do CLP e software

1.1 – Características do TPW-03

O TPW-03 é um CLP compacto que possui as seguintes características descritas em


seu manual de instalação:

 Alta velocidade de processamento: Instruções básicas: 0,45us/passos (Ladder).


 Capacidade de memória de programa de até 16k passos.
 Possui funções aritméticas entre outras funções como seno, cosseno, entre outros.
 Conexão ao computador: um computador pode controlar até 255 TPW-03.
 Conexão de Dados: O TPW-03 mestre pode se comunicar com até 15 escravos.
Cada CLP tem disponível 64bits para troca de dados.
 E/S Remota: O TPW-03 mestre pode controlar as E/S de até 4 outros TPW-03
Escravos.
 Compatível com MODBUS.
 Saídas de pulso de alta velocidade, de até 100kHz.
 Contadores de alta velocidade.

Descrição do código do produto:

Módulo básico:
Módulo de expansão de entradas e saídas:

Módulo de expansão Analógica:

Especificações Técnicas do módulo principal:


Componentes do Módulo Básico do TPW-03:

Lista de Expansões:
1.2 – Apresentação do Software TPW03-PClink

Cada aluno receberá arquivos provindos da WEG, onde nestes arquivos se


encontram o necessário para a instalação e utilização dos dispositivos utilizados em nossa
disciplina.

Procure por TPW03-PClink e instale o mesmo, como de costume ao instalar


softwares em seu PC. Depois de instalado abra o software para que se inicie a
apresentação do mesmo.

1.3 – Iniciando o software

Após a instalação, ao abrir o programa a seguinte tela será mostrada para o usuário:

Para abrir um programa clica-se no seguinte ícone:


Para criar um novo programa Aplicação usa-se:

Para se conectar ao CLP, ler o programa aplicação disponível no mesmo ou


gravar:

Como ainda não estamos com nenhum CLP conectado e nem programas a serem
gravados ou testados vamos criar um programa novo, clicando no ícone referente a essa
função:
Escolha o tipo de CLP a ser usado (TPW03-30HR-A). O ambiente de trabalho a
ser mostrado é o seguinte:

1.4 - Inserção de Contatos

Para inserir contatos existem dois simples métodos, o primeiro é pelos contatos
exibidos na barra de ferramentas vista no programa, e o segundo é pelos atalhos do
teclado. Pela barra de ferramentas temos:
Ao se escolher o tipo de contato desejado de um único clique no mesmo, e o
software irá abrir a seguinte caixa de dialogo:

Nesta caixa você escolhera por exemplo se utilizará uma entrada (X001, etc) ou
marcador ou outro tipo de variável.

Pelo teclado: O contato que se quer inserir será colocado no local selecionado do
ambiente de trabalho. Clicando em alguma letra correspondente a uma variável o mesmo
abrirá a mesma caixa de diálogo vista anteriormente.

1.4 - Inserindo uma função

Para inserir uma função use a descrição já utilizadas acima, será direcionada uma
aula somente sobre a utilização de funções para que o aluno fixe o conceito e utilize as
funções de modo correto. Um exemplo de é mostrado a seguir:
1.5 - Inserir Contador ou Temporizador

Os princípios de inserção de um contator ou temporizador são os mesmos que os


anteriores, mas para a uma melhor fixação de como inseri-los temos:

Lembrando que, ambos devem ser inseridos como uma saída para a sua
configuração correta. O valor de contagem ou temporização pode ser uma constante ou
uma variável do tipo D. Os tipos de Contadores e Temporizadores serão vistos em outras
aulas.

1.6 – Inserir comentários

Existem três tipos de comentários, o do elemento, o da linha e o de saída. Estes


podem ser encontrados na barra de ferramentas disponível no software.

Comentários de elementos: Este tipo de comentário é visto abaixo de cada elemento


colocado no programa Aplicação e o mesmo comentário será visualizado sempre que o
elemento for repetido:
Comentários da Linha: O comentário da linha aparece logo acima de uma linha de
comando. O número máximo de caracteres que pode ser usado em uma única linha é 64,
porém, o número de linhas é indefinido. Não é possível acentuar palavras, mas existem
caracteres de acentuação:

Comentário na saída: Como no comentário da linha, comentário na saída suporta até


64 caracteres. É possível escrever apenas uma linha de comentário de saída:
Se ao colocar comentários os mesmos não aparecerem, você deverá fazer a
seguinte modificação:

1.7 – Primeiros passos para a programação

Endereços Básicos de Memória usados na Programação:

Basicamente existem seis tipos de endereços de memória que podem ser utilizados
para programação do PLC. Para viabilizar a rápida e fácil identificação de tipo de
memória, cada endereço possui uma letra inicial específica:

 X – Identifica todas as entradas físicas e diretas ao CLP.


 Y – Identifica todas as saídas físicas e diretas do CLP.
 T – Identifica os temporizadores internos do CLP.
 C – Identifica os contadores internos do CLP.
 M e S - São marcadores que podem ser utilizados para as operações internas
do PLC.
Todos os endereços mencionados acima são endereços de BIT, ou seja, podem
armazenar somente dois estados, ON ou OFF, ou 1 e 0. Veja o seguinte exemplo:
Justamente por causa da associação da lógica LADDER aos circuitos elétricos, o
programa pode ser interpretado sempre da esquerda para a direita, ou seja, a corrente deve
passar por diversos contatos, por exemplo, do tipo X0 e X1, para ligar a bobina de saída
Y0 na posição ON. Portanto, no exemplo mostrado, ligando o X0 na posição ON faz com
que a saída Y0 também ligue na posição ON. Se, no entanto, a chave limite X1 é ativada,
a saída Y0 desliga na posição OFF. Isto porque o fluxo do sinal deveria passar por X0 e
X1 para acionar a saída, mas como X1 em ON bloqueia do fluxo do sinal a saída é
desenergizada.

Início de lógica (Load, Load Inverse):

As instruções LD e LDI devem sempre ser utilizadas no inicio de cada ramo de


lógica, conectada a linha esquerda do circuito.

Instruções de Saída (OUT):

A instrução OUT sempre deve estar conectada a linha direita do circuito para
finalizar um ramo de lógica.

É possível conectar múltiplas instruções OUT em paralelo, desde que respeitando


a lógica do programa Aplicação.

Os endereços de entrada do tipo X não podem ser utilizados nas instruções do tipo
OUT.
Pulso na Borda de Subida e Pulso na borda de Descida:

São utilizados para dar apenas um pulso de duração curta. Utilizados quando se
quer apenas um sinal informativo de que tal BIT teve sua borda de subida ou descida
modificada.

Exemplo de programa:

Utilizando pulsos na borda de subida e descida:

1.8 – Exercício: Controle de misturador de líquidos

Desenvolva em Ladder um programa para o funcionamento de um dispositivo que efetua


a mistura de dois líquidos. O motor do misturador é acionado quando um dos líquidos é
liberado. O acionamento do motor está ligado na saída Y0 do CLP.

Entradas:

X0= chave de liberação do líquido A


X1= botão de liberação do líquido B
X2= botão de parada de emergência
X3= botão para ligar o sistema
1.9 Botoeira e selo

Ao contrário das chaves comuns, a “chave industrial”


(botoeira ou botão de pulso) possui o retorno para a
posição de repouso através de uma mola, como pode
ser observado na figura ao lado. O entendimento
desta característica é fundamental para compreender
o porquê da existência de um selo (ver figura abaixo,
em vermelho) no circuito de comando. A figura
mostra o caso de uma botoeira para comutação de 4
polos, porém, existem botoeiras com apenas um
contato. O contato NA (Normalmente Aberto) pode
ser utilizado como botão LIGA e o NF
(Normalmente Fechado) como botão DESLIGA.

1. Comando simples com uma botoeira

2. Comando simples com duas botoeiras

1.10 Intertravamento

Intertravamento é um sistema de segurança utilizado em processos industriais e de


automação para garantir que determinadas ações ou operações ocorram em uma
sequência correta e segura. Ele impede que determinados eventos ou ações aconteçam se
certas condições não forem atendidas, prevenindo acidentes e danos aos equipamentos.
O intertravamento programável utiliza software e lógica de controle em CLPs para
assegurar que certas operações só ocorram em condições seguras e específicas. Observe
os exemplos a seguir:
1. Comando reversor com intertravamento por Y1 e Y2

2. Comando reversor com intertravamento por Y1, Y2, X2 e X3.

1.11 – Exercícios

1. Controle de lubrificador de placas metálicas


A figura abaixo mostra um sistema para lubrificar a superfície de placas metálicas para
melhorar o desempenho do sistema de estampagem e de corte. O sistema possui um sensor
de proximidade para detectar se há ou não uma chapa sobre a esteira. Caso haja chapa na
esteira, o sistema deve acionar o ar comprimido e a névoa lubrificante. Assim que a chapa
sair da proximidade do sensor, o sistema deve desligar o ar comprimido e a névoa
lubrificante. Esse sistema é controlado por dois botões no painel de controle. O botão de
“Start” deve ligar o motor e habilitar o funcionamento do ar comprimido e da névoa
lubrificante. O botão de “Stop” deve ser usado para desligar todo o sistema. Considere
que estes dois botões sejam pulsantes, ou seja, não retentivos. Projete este sistema em
linguagem Ladder.
2. Controle de lubrificador de placas metálicas (2)
Semelhante ao Exercício 1, a figura abaixo mostra um sistema para lubrificar a superfície
de placas metálicas. O sistema possui um sensor de proximidade que detecta a chapa para
a aplicação de ar comprimido e outro que detecta a chapa para a aplicação de névoa
lubrificante. Assim que a chapa sair da proximidade dos sensores, o sistema deve desligar
o ar comprimido e a névoa lubrificante, respectivamente. O botão de “Start” deve ligar o
motor e habilitar o funcionamento do ar comprimido e da névoa lubrificante. O botão de
“Stop” deve ser usado para desligar todo o sistema.

3. Controle de relés
Elaborar um programa em ladder para controlar dois relés (Y0 e Y1) de tal maneira que
Y0 pode atuar de forma independente e Y1 só pode atuar se Y0 estiver ligado, mas pode
continuar ligado após o desligamento de Y0. Os relés Y0 e Y1 são ligados pelas botoeiras
X11 e X12, e são desligados pelas botoeiras X6 e X7, respectivamente.
4. Controle de refrigerador de líquidos
Elaborar um programa em ladder para controlar um sistema de refrigeração de líquidos.
O sistema possui duas botoeiras (Start e Stop), um termostato (T1) e três válvulas (V1,
V2 e V3). O processo inicia quando a botoeira Start é pressionada, liberando o gás
refrigerante em V1. O termostato T1 se fecha quando a temperatura do líquido atingir um
valor mínimo, liberando as válvulas V2 (entrada de líquido) e V3 (saída de líquido
refrigerado). Quando o líquido atingir o valor máximo de temperatura, T1 se abre
novamente e impede a passagem de líquido por V2 e V3. A qualquer momento, se a
botoeira Stop for pressionada o processo para e todas as válvulas são fechadas.

5. Controle de selecionadora de caixas


Em uma esteira são transportadas caixas de três tamanhos diferentes (tamanho 1, tamanho
2 e tamanho 3) que passam por três sensores ópticos SZ1, SZ2 e SZ3 (barreira de luz). A
operação inicia movimentando a esteira após ser pressionado o botão de Start e é
interrompida pelo botão Stop, ambos não retentivos. A escolha do tamanho da caixa a ser
selecionada é definida por uma chave seletora de três posições (contatos NA denominados
S1, S2 e S3). Assim, se for selecionado o tamanho 1, a esteira deve parar e ativar um
sinaleiro de Falha, se for detectada uma caixa no tamanho 2 ou tamanho 3. Para todas as
situações, a caixa no tamanho indesejado será retirada manualmente pelo operador, que
deverá reiniciar a operação pressionando novamente o botão Start. Fazer um programa
em ladder para controlar a selecionadora de caixas da figura abaixo.

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