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Resumos de História

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 Desenvolvimento do comércio e da economia monetária

A partir do séc. XI o comércio está mais ativo, desta forma as portagens de circulação
de mercadoria aumentam e resultam conflitos após esta medida.
Matérias- primas, produtos alimentares e produtos artesanais pois existem excedentes na
produção e mais consumidores e vai sendo tecida uma rede de trocas na cristandade.
Existe também uma crescente influenciada circulação monetária, que se estende do
urbano ao mundo rural coma emissão da moeda a ser mais frequente e regular.
A maior parte da população (rural) acostuma-se com a economia monetária.
-3 áreas mais dinâmicas:
 Hansa Teutónica, ou Liga Hanseática (cidades do mar báltico);
 Flandres;
 Cidades do Norte da PItálica;
Entre o Mar mediterrânico e Mar Báltico intensificam-se as rotas terrestres e marítimas.
 O grande comércio internacional- as rotas terrestres
Feiras e mercados} organização e desenvolvimento da economia europeia.
Locais previamente agendados, onde periodicamente os mercadores e os consumidores
se dirigem para vender e comprar produtos da terra, gado ou instrumentos artesanais. O
número das feiras cresce rapidamente a partir do século XII, alastrando-se a quase todas
as regiões.
Nas feiras decorre um comércio grossista, diferente do volume mais reduzido de
trocas dos mercados de bens essenciais (frutas, verduras, carne, peixe, cereais,
condimentos) e, por vezes, de produtos luxuosos (sedas e especiarias). Assumem
particular importância em territórios de baixa densidade populacional, em que não se
justifica a existência de um mercado diário ou semanal .
A sua localização devia ser acessível para várias comunidades e que estivessem
relacionadas com os principais eixos de comunicação. Outra característica é a garantia
de proteção por castelos e abadias. O sucesso das feiras dependia também de um
conjunto de privilégios que pretendiam atrair os mercadores, como os salvos-condutos,
segurança e a isenção de portagens.
A Feira de Champanhe teve um grande sucesso. Era situada estrategicamente entre as
duas regiões economicamente mais dinâmicas da Europa, a Flandres e as regiões do
norte da Península Itálica. Os condes da região de Champagne, valorizavam a
atividade comercial, pois dela, obtinham muitos lucros, incentivaram a criação de feiras
através de várias medidas:

 Garantiam a proteção dos marcadores, instituindo as guardas de feiras.

 Exercício da jurisdição durante a realização das feiras. Assumindo a


responsabilidade de resolver conflitos ou aplicar penas aos infratores.
 Construção de alojamentos onde se podiam recolher os mercadores
vindos de outras regiões.

Existiam seis feiras de Champagne ,no entanto, todas eram em épocas diferentes para
evitar a concorrência e todas funcionarem em complementaridade.

Produtos vendidos:

 Flamengos vendiam tecidos de lã;

 Italianos transportavam as sedas e especiarias orientais;

 Sul de França vinham os couros;

 mercadores alemães vendiam peles e objetos de metalurgia;

Por motivos de carência de metais preciosos, pois o volume das cunhagens não se
ajustava ao ritmo do crescimento das transações comerciais, instauraram-se novos
mecanismos financeiros, como o crédito, as letras de feira, as letras de pagamento e as
livranças que permitiam regular as dívidas, transferindo os créditos de feira para feira.

As feiras ultrapassaram a sua dimensão económica e passam a ser locais de interação


social e cultural.

 Os camponeses escoavam os excedentes agrícolas;

 Os artesãos vendiam esses instrumentos técnicos;

 Os mercadores especializados de outras regiões, por vezes distantes, traziam


com os seus produtos notícias de reis, rainhas e príncipes de guerras, de fome e
de epidemias;

 Ouvia-se música e também se dançava. Muitas vezes, as feiras coincidiam com


festividades religiosas.

Os mercados tinham uma periodicidade que poderia ser diária, semanal ou mais
espaçada no tempo. Estes respondiam às dimensões do espaço urbano em que estavam
inseridos. No caso dos mercados diários, baseavam se em bens essenciais para
alimentação e decorriam no local onde existiam tendas permanentes. Comerciantes
estavam sujeitos ao pagamento de tributos para garantir o seu direito a desenvolver esta
atividade económica.
 O grande comércio internacional- as rotas marítimas

O movimento das Cruzadas reabria o mar Mediterrâneo à navegação cristã,


nomeadamente os barcos das cidades da Península Itálica, Reanimando as rotas
marítimas do comércio Internacional.

No Império Bizantino, os Venezianos, os Pisanos e os Genoveses têm a concessão de


um bairro na cidade de Constantinopla para instalarem os seus mercadores, que obtêm
autorização de comerciar em quase todo o Império Bizantino e ficando isentos do
pagamento de taxas.

No Egito os mercadores pisanos conseguiram estabelecer um tratado comercial com o


Califa, reatando as relações comerciais interrompidas com a segunda cruzada, isto
permite lhes uma posse de um entreposto comercial, e a liberdade de vender em todo o
califado em troca de pagamento de taxas. Também os venezianos conseguiram tomar
posse de um entreposto comercial.

Desta forma, estavam restabelecidas as relações comerciais entre o Ocidente e o


Império Bizantino e abertas ao mundo muçulmano, o Mediterrâneo era novamente uma
plataforma para atividade comercial.

Inicialmente, o comércio marítimo mediterrânico era mais lucrativo para os


muçulmanos:

 As especiarias mais diversas, entre elas condimentos, drogas e corantes;

 As matérias-primas necessárias à indústria têxtil;

 Os tecidos de seda provenientes da China;

 As peles russas vindas de distantes territórios;

Uma grande variedade de produtos da Cristandade faz a viagem inversa e dá-se assim
o equilíbrio da balança de pagamentos:

 Produtos alimentares como os cereais de Sicília;

 Tecidos da Inglaterra e Flandres;

 Couros e peles dos reinos do centro da Europa;

 Madeira e metais do norte da Europa;


 Vinhos das ilhas gregas sal e cortiça da Península Ibérica;

 O litoral Atlântico

Mar do Norte e Mar Báltico

Estabeleceram-se rotas comerciais regulares que vão articular o comércio mediterrânico


mar do Norte e o Mar Báltico.

 O surto urbano na Idade Média

Renascimento de cidades pré-existentes que, apesar da interrupção das correntes


comerciais, mantiveram algumas estruturas da antiga, rede urbana imperial.
Relacionadas com as funções de sede bispal ou de importância estratégica militar
também, como a fundação de novos núcleos, mas impulsionados pelo ressurgimento
do grande comércio, pelo aumento da produção agrícola e pelas inovações no
domínio dos transportes.

Diversas origens:

 Económicas- quando se situam no cruzamento das rotas comerciais, mas


também nas regiões agrícolas com maior produção de excedentes e, por vezes,
na sequência de processos de arroteamentos (preparar a terra) e de fixação de
populações nesses territórios;

 Político militares- quando são criadas sob desígnio régio com objetivos político
militares, o que é muito frequente no caso da Península Ibérica, com os reis
cristãos imersos no contexto da Reconquista;

 Religiosos- quando se situam junto de centros de atração religiosa. Roma nunca


perdeu o caráter urbano. Surgiram novas aglomerações que ganharam
centralidade por motivos de organização clerical ou por se tornarem importantes
centros de peregrinação (igrejas e catedrais recolhiam santas relíquias), com
destaque para o caso da cidade de Compostela.

 Os núcleos urbanos e a burguesia


As cidades tornaram-se verdadeiros polos de atração de populações rurais que vão
instalar-se dentro e junto das muralhas dos burgos. As elites aristocráticas e eclesiais
integram-se interagem com esta nova sociedade urbana e surgem conflitos e tensões
com as massas populares, nomeadamente com as associações comunais que resistem à
extensão dos direitos senhoriais, laicos e eclesiásticos, aos novos aglomerados,
conseguindo obter documentos em que ficam definidos os seus direitos e obrigações (a
Carta de comuna ou carta de Foral).

As grandes cidades da Cristandade quando comparadas às cidades muçulmanas,


eram bastante reduzidas.

É nas cidades que se vai estabelecer um novo grupo social. A burguesia constituída por
mercadores e artesãos, o Citadino ou Burguês é uma novidade pela forma de vida que
contém e a atividade económica que constitui. Este vai romper com as tradicionais
categorias tripartidas feudais.

 O movimento feudal

Associação de moradores de um espaço urbano que tem o direito de escolher os seus


magistrados com a missão de representar e defender os usos, costumes e privilégios
dos habitantes das comunas. Estas comunidades revelam também uma consciência
coletiva que é reforçada pelo culto aos Santos padroeiros ou na calendarização de
festividades.

Nas cartas de comuna ficavam definidos.:

 Os impostos, requisições e corveias;

 Os deveres militares, que podiam ser convocados pelas autoridades régia ou


senhorial;

 Os magistrados, com funções administrativas nos domínios financeiros, de


defesa, judiciais e de vigilância do cumprimento das regras.

Os direitos e deveres definidos nestas cartas, eram muito diferentes, mesmo no interior
do mesmo reino, existindo cidades com uma autonomia muito alargada, enquanto outras
estavam constrangidas por atribuições de reis, condes ou bispos.

As sociedades urbanas também não eram homogéneas. As diferenças entre uma


população de assalariados e uma burguesia de comerciantes vai sendo aprofundada: A
diferenciação social tem como critério o poder financeiro e a burguesia tem detém o
poder económico, mas não beneficia dos privilégios do clero e da nobreza.
 Uma nova realidade religiosa

A geografia religiosa dos séc. XII a XIV

Europa era dominada pelas religiões do livro, dividida em 3 áreas:

O cristianismo romano católico no ocidente, o cristianismo ortodoxo a leste e o


islão, situado a sudoeste na península ibérica, e era a extensão ocidental de um
Império que percorria desde o oriente todo o litoral mediterrânico de África, neste
quadro religioso nunca devemos esquecer a presença de importantes comunidades
judaicas. Estas eram mais ou menos assimiladas e com mais ou menos liberdade
religiosa mediante o pagamento de tributos.

Cristãos, muçulmanos e judeus habitavam os mesmos espaços, apesar dos seus


longos conflitos bélicos. No entanto, existiam contactos pacíficos com objetivos
comerciais e dos quais resultaram influências culturais mútuas que ajudaram ao
progresso da economia e dos conhecimentos técnicos nos mais variados domínios da
agricultura e artesanato, aos transportes terrestres e marítimos e organização militar
e administrativa.

 O movimento da paz e das tréguas de Deus

Emerge na igreja um movimento designado de paz e tréguas de Deus. Este


movimento eclesiástico ia contra os abusos da nobreza feudal perante a ausência dos
poderes públicos que assumissem essa responsabilidade. Na sua essência, a paz de
Deus visava travar os saques e a violência que perturbavam a vida quotidiana.
Garantindo alguma paz social, isto beneficiou a aceleração demográfica e o
desenvolvimento comercial da cristandade.

 As cruzadas e o ideal de guerra santa

O movimento das Cruzadas tinha o princípio da afirmação da comunidade cristã


perante os inimigos da fé, acreditavam que era o único caminho para se obter a paz.

A Reconquista da Península Ibérica já decorria com o avanço dos reinos cristãos e


o recuo do mundo muçulmano quando o Papa urbano II, em 1095, decide apresentar
o projeto de uma expedição militar para libertar Jerusalém da posse muçulmana.

Com a pregação de cruzadas a igreja:

 Respondia ao apelo de auxílio militar contra o avanço dos turcos por parte
do Imperador Bizantino;
 Impelia a uma unidade cristã.;

 Propiciava aos ambiciosos cavaleiros cristãos, ocasião de praticar atos de


heroísmo bélico ao serviço da Guerra Justa e oportunidades de
enriquecimento através de saques que acompanhavam as conquistas
militares. Esta, possibilidade de glória e de prosperidade era particularmente
atraente para os filhos segundos da nobreza que não acediam às heranças;

 Espiritualizava e domesticava a nobreza guerreira , tornaram-se soldados da


Igreja sendo responsabilizados coletivamente por executar a missão de
expandir a fé cristã.

 Garantia a segurança das rotas, Peregrinação que permitiam aos cristãos e


rezar a lugares Santos da Palestina.

A cristandade organizou entre 1096 e 1272, 8 expedições militares com um objetivo,


restaurar o domínio cristão de Jerusalém.

Surgem as ordens religiosas-militares:

 a Ordem do Templo, fundada em 1118, em Jerusalém. Acumulou uma enorme


riqueza e contava com cerca de seis mil casas quando foi suprimida num
processo decidido pelo papa;

 ordem dos cavaleiros de São João de Jerusalém(hospitalários);

 ordem dos cavaleiros teutónicos, esta instalou-se nos reinos germânicos, na


península Itálica, na Transilvânia e na Hungria;

 Ordens mendicantes e a nova corrente espiritual

Formam-se novas ordens religiosas designadas de mendicantes pelos princípios que


preconizam: uma exigência de pobreza e a pregação itinerante junto das populações o
oposto da fixação dos monges nos mosteiros.

Franciscanos

No ano de 1205, Francisco de Assis vive uma de várias experiências místicas que se
repetiram ao longo da sua vida e opta por uma vida de retiro e oração vivendo de
esmolas, isto é, da mendicidade. Progressivamente atrai um grupo de discípulos formam
uma irmandade, respeitando o princípio de viver em uma pobreza radical. Este era o
conceito base das novas ordens religiosas mendicantes a pobreza inspirada no
Cristianismo primitivo e no que consideravam ser uma imitação da vida de Cristo.

A progressão franciscana estava centrada nas questões morais, clamando pela atenção
aos proscritos e aos mais pobres da sociedade e divulgavam uma mensagem inovadora
de amor por toda a criação divina, não apenas os seres humanos, mas também as outras
criaturas e a natureza.

Fundada por Clara de Assis, a pedido de Francisco de Assis, a ordem das clarissas era
o ramo feminino dos franciscanos. Ao contrário do ramo masculino, era uma ordem de
clausura que vivia nos conventos, em penitência e oração. O ideal de pobreza
evangélica.

No ano de 1221 São Francisco fundava ainda a ordem terceira de irmãos e irmãs de
penitência, uma fraternidade leiga que sem retirar do mundo ou fazer votos religiosos,
pretendia viver de acordo com os princípios franciscanos, nomeadamente fomentando
práticas caritativas junto dos mais pobres.

Os dominicanos

Domingos de Gusmão, no Reino de Castela, percorre com os seus pregadores o Sul do


Reino Franco com o objetivo de converter os valdenses e os Cátaros, seitas heréticas
que pregavam e praticavam a pobreza. Domingos e um pequeno grupo de seguidores
apresentam-se como pregadores, caminhantes que se deslocam a pé vivendo da caridade
das populações de acordo com o modelo de Cristo e os apóstolos.

Em 1216, o Papa autoriza a criação da ordem dos irmãos pregadores (Dominicanos),


permitindo lhes a possibilidade de ministrar sacramentos e de usufruir de isenção em
relação aos bispos.

Esta ordem preocupa-se com a formação intelectual dos frades, pois a pregação de
doutrina cristã até então era uma tarefa reservada aos bispos e exige que aqueles sigam
uma vida apostólica, não possuindo bens e praticando a mendicidade conventual, cada
comunidade apenas podia ter um convento e os frades apenas podiam dispor de livros.
Acompanharam o fenómeno da criação das universidades e frequentaram algumas
cátedras.

O próprio São Domingos vai criar uma ordem feminina, as monjas dominicanas, essas,
tal como as clarissas, viviam recolhidas em clausura, em conventos inseridos no espaço
urbano dedicavam-se à oração, intercedendo pela humanidade e pelo sucesso da missão
Apostólica da Igreja. Criaram também uma fraternidade leiga dominicana.
A prestação e o ensino dominado por dominicanos e franciscanos estabelecem se, nos
espaços urbanos, com o objetivo de combater as heresias e os infiéis através da missão
evangelizadora. Pregar a palavra e converter contrapondo ao projeto de Guerra Santa
das Cruzadas, mas emergem também conflitos com o clero secular, que sente estar a ser
afastado na direção espiritual das massas com os frades mendicantes a substituírem os
párocos na pregação.

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