Você está na página 1de 43

1 Velocidade de propagação de uma onda

numa corda
• v depende apenas das propriedades do meio.

(1) Propriedade elástica: F – tensão


(2) Propriedade inercial: µ – densidade linear

• Quanto + rápido um ponto da corda subir e descer, maior v.

• Quanto + tensa estiver a corda, + rápido um ponto sobe e desce.


• Quanto > µ, mais resistência ao movimento, e portanto + lento é
o sobe e desce.

F v µ v
2 Velocidade de propagação
• Só existe uma combinação matemática de F e µ que tem unidade
de velocidade!

[ (F/µ)1/2 ] = (N / kg m-1)1/2 = (kg m s-2 kg-1 m)1/2 = (m2 s-2)1/2

= m s-1 

Análise dimensional: v = v(F,µ) ~ (F/µ)1/2

• Uma demonstração mais rigorosa dá... v = (F/µ)1/2


3
Uma corda uniforme, com massa de 0,300 kg e 6,0 m de comprimento, passa
por uma polia e tem uma massa de 2,0 kg suspensa na sua extremidade. (a)
Determine a velocidade de propagação de uma onda nesta corda. (b) Se o
bloco é posto a oscilar entre os ângulos máx   200 em relação a vertical,
qual é o intervalo de velocidades de propação de uma onda na porção
horizontal da corda?
4
5

Transmissão de
energia em uma onda
harmônica
6 Energia e Potência em uma onda
--------------------------------------------------------------

Obviamente, um pulso / onda transporta energia.

Quando um pulso passa por uma parte antes quieta de


uma corda, ele a faz oscilar. Como ela estava parada, teve
de ganhar energia, que veio (e vai!) com o pulso.

Para ondas harmônicas:

Potência média = P = ½ µ v w2 A2
7
Uma onda movendo-se numa corda esticada transporta
tanto energia potencial como energia cinética.
- Sua função de onda é:
y ( x, t )  A cos[k x   t  ],
- A velocidade transversal de um elemento oscilante da corda
é:  y
u   A sen ( k x   t )
t

- Energia potencial:.A força elástica sobre um elemento de


massa dm da corda é d F  dm  a onde:

d m   dx e a   u   2 A cos ( k x   t ) , logo:
t

d F   [( d x) 2 ] A cos ( k x   t )   [dm 2 ] y ( x, t )


e
1
d F   k y ( x, t ) . Concluímos que d U  k  y ( x, t )  2

2
8
1 e
d U    A  cos( k x   t ) dx
2 2 2

2
dU 1
   v A  cos( k x   t ) 
2 2 2

dt 2

- Energia cinética: A energia cinética de um elemento de massa


dm da corda é dada por
1 1
dK  dm u  
2
2

2     A 2
 sen( k x t 
2
 dx e

dK 1
   v A  sen ( k x   t ) 
2 2 2

dt 2

. Temos então que a potência transmitida pela onda é:


9 dE dK dU
P   
dt dt dt
1
2
2 2

  v A  sen ( k x   t )   cos ( k x   t ) 
2 2

dE 1
P   vA
2 2

dt 2
2
10
Uma corda com densidade linear de massa   5  10 kg / m está
sob uma tensão de 80 N. (a) Qual a potência que deve ser
fornecida à esta corda para gerar nela uma onda senoidal de
frequência f=1000 Hz e amplitude de 6 cm? (b) Se esta corda
transmitir a uma taxa de 1000 W, qual deverá ser a amplitude
requerida para a onda? Considerar que todos os outros
parâmetros permaneçam os mesmos.(c) Escrever a função de
onda, associada a situação do primeiro ítem , sabendo que
y(0,0)=0 e u(0,0)>0?
11

Princípio da
Superposição
12 Princípio da Superposição

Até aqui consideramos apenas 1 pulso / onda


atuando sobre uma corda. O que acontece se
mais de um pulso / onda atuam sobre uma corda?

+ = ?
13 Princípio da Superposição

y1(x,t) = A1 sen(k1x – w1t + φ1)

y2(x,t) = A2 sen(k2x – w2t + φ2)

y3(x,t) = ...

y(x,t) = y1(x,t) + y2(x,t) + ...

Ondas se somam! (é menos óbvio do que parece...)


14 Princípio da Superposição

Ondas/Pulsos se somam!
15 Princípio da Superposição
16

Análise de Fourier
17 Análise de Fourier
Como vimos, a superposição de 2 ondas pode produzir figuras
de várias formas. Superpondo 3 ou mais ondas, pode-se
basicamente obter QUALQUER COISA! Esta é a base da
análise de Fourier, ou análise espectral:

Construir / reconstruir uma função qualquer


a partir da soma de senos!

f(t) = Σi Ai sen(wit)
= A0 + A1 sen(w1t) + A2 sen(w2t) + ...

wi = i . w = 0 , w , 2w , 3w , ... i = 0...N
18 Análise de Fourier

• Onda Quadrada
19 Análise de Fourier

• Onda Dente de (J.) Serra


20 Análise de Fourier
Quanto mais termos (isto é, + senos) incluirmos na
Série de Fourier melhor será o ajuste da curva
21 Análise de Fourier: Síntese harmônica
• Diferentes instrumentos musicais produzem ondas com
diferentes formas, mesmo quanto tocam a mesma nota!
Através da análise de Fourier podemos imitar estas ondas e
sintetizar diferentes sons!

• O TIMBRE de um som depende da combinação dos Ai, isto é,


das amplitudes relativas das diferentes freqüências que compõe
uma onda complexa.

Ai “Espectro”

w
w1 w2 w3 w4 w5 w6
22
INTERFERÊNCIA
1 – Duas ondas com  ,  e A iguais mas
com fases  diferentes (interferência construtiva
e destrutiva).

2 – Ondas estacionárias: interferência de duas


ondas iguais mas viajando em sentidos opostos.

3 – Duas ondas com A e  iguais, mas com 


 e ligeiramente diferentes (batimentos).
1 – Duas ondas com  ,  e A iguais
23
mas com fases  diferentes (interferência
construtiva e destrutiva).
Sejam duas ondas dadas pelas funções de onda:
y1 ( x, t )  A sen [(k x   t )  ] e y2 ( x, t )  A sen [k x   t ].

Pelo princípio da superposição a onda resultante


tem um deslocamento transversal dado por:
y ( x, t )  y1 ( x, t )  y2 ( x, t )
 A  sen [(k x   t )  ]  sen [(k x   t )]

Aplicando a identidade trigonométrica


           
sen   sen   2 sen   cos   obtemos
 2   2 
24
y ( x, t )   2 A cos  / 2 sen[(k x   t )   / 2]

(a) Interferência construtiva (fig.a) :

y ( x, t )  2 A sen(k x   t )   0, 2 , . . . ., 2 n  rad

(b) Interferência destrutiva (fig.b) :


y ( x, t )  0    3 , . . ., (2 n  1)  rad ; n  0, 1, 2, 3, . . .

(a) (b)
25 A uma diferença de trajetória, entre duas ondas,
igual a um comprimento de onda corresponde
uma diferença de fase de 2  rad .Sendo assim
temos que:
  2 
2 
(r2  r1 )   , de onde obtemos:  (r2  r1 )

(a) Interferência construtiva: (r2  r1 )  n 



(b) Interferência destrutiva: (r2  r1 )  (2 n  1) 2
26

Ondas de suas fontes


S1 e S2 , que estão em fase
quando emitidas, se encontram
no ponto P1 . (a) Quando a
diferença das trajetórias é de um
comprimento de onda
 , as
ondas estão em fase e interferem
construtivamente. (b) Quando a
diferença das trajetórias é de
meio comprimento de onda
elas estão fora de fase e
 / 2 interferem destrutivamente.
então
Se as ondas forem de igual
amplitude em P2, elas se
cancelaram neste ponto.
27
28
29
Dois alto falantes estão colocados um em frente ao
outro, como mostra a figura, a uma distância de 90 cm entre
si. Os dois alto falantes são alimentados pelo mesmo
oscilador de audio que uma frequência de 680 Hz. Localize
os pontos ao longo da linha que une os dois alto falantes a
intensidade do som é: (a) máxima e (b) mínima. Despreze a
variação da amplitude com a distância, e tome a velocidade
do som como sendo de 340 m/s.
30
Duas fontes sonoras oscilam em fase. Num ponto a
5,00 m de uma das fontes e a 5,17 m da outra, a amplitude
de cada fonte separadamente é po. Determine a amplitudeda
onda resultante se a frequência do som das fontes é (a)
1000 Hz, (b) 2000 Hz, e (c) 500 Hz. (Use 340 m/s para a
velocidade do so)
31
2 – Onda estacionárias: interferência de duas
ondas iguais ( mesma s A e mesma f )mas
viajando em sentidos opostos.

y1 ( x, t )  A sen [k x   t ]. e y2 ( x, t )  A sen [k x   t ].

y ( x, t )  y1 ( x, t )  y2 ( x, t )
 A  sen (k x   t )  sen (k x   t )

sen   sen   2 sen 


    cos 
   
 
 2   2 

y ( x, t )   2 A sen kx  cos t
32
- Nós ocorrem quando:
sen k x  0  k x  n , para n  1, 2, ..............

2  
k xn para n  0, 1, 2, . . . . . . . .
 2

Que são as posições de amplitude nula (nós)

- Antinós(ventres) ocorrem quando:


 1
sen k x  1  k x   n   , para n  1, 2, .........
 2
 1 
x  n  para n  0, 1, 2, . . . . . . . . Que são as posições de
 2 2
amplitude máxima
(antinós, ventres)
33 Formação de Ondas Estacionárias
• Corda com extremidade direita fixa.

• Forçamos a extremidade esquerda a oscilar y(x,t) = 2A sen kx cos wt


harmonicamente (MHS) com freqüência f e
amplitude baixa (praticamente fixa).

• A onda refletida se superpõe a onda original.

• Para certas freqüências f a interferência será


construtiva e a onda se amplificará:
corda
 Ressonância!

MHS
34 Ondas Estacionárias - Harmônicos

H: Seja uma corda de comprimento L, fixa em ambas


extremidades (x = 0 e x = L).

(Exemplo: Uma corda de guitarra, violino... piano...berimbau)

Q: Que ondas estacionárias cabem nesta corda?

R: Como as extremidades são fixas, qualquer onda


estacionária deve ter nodos em x = 0 e x = L.
Esta condição só se cumpre para alguns λ’s...
35 Ondas Estacionárias – 1o Harmônico

A maior onda que podemos encaixar em uma corda de


comprimento L tem λ = 2 L.
2 Nodos: x = 0 e x = L.

1 λ = L
2

L
36 Ondas Estacionárias – 2o Harmônico

A 2a maior onda que podemos encaixar em uma corda de


comprimento L tem λ = L.
3 Nodos: x = 0, x = L/2 e x = L.

2 λ = L
2

L
37 Ondas Estacionárias – 3o Harmônico

A 3a maior onda que podemos encaixar em uma corda de


comprimento L tem λ = 2L/3.
4 Nodos: x = 0, x = L/3, x = 2L/3 e x = L.

3 λ = L
2

L
38 Ondas Estacionárias – no Harmônico

Extrapolando, a n-ésima maior onda que podemos encaixar


em uma corda de comprimento L tem λ dado por

n λ = L λn = 2 L
2 n

Esta condição decorre naturalmente da equação para uma onda


estacionária: y(x,t) = 2 A sen (kx) cos (wt)

Nos nodos y(x,t) = 0 para qualquer t,  sen (kx) = 0,


 kx = n π; n = 0, 1, 2, ...  x = n λ / 2 ...
39 Ondas Estacionárias: Harmônicos 1–5
1λ/2 =L λ=2L/1

2λ/2 =L λ=2L/2

2λ/2 =L λ=2L/3

4λ/2 =L λ=2L/4

5λ/2 =L λ=2L/5
40 FreqüênciaS naturaiS / ressonanteS

Se a “mão” que cria a onda na ponta esquerda da corda não


oscila com f = v / λn então a interferência não será tão
construtiva. A corda vibrará, mas com baixa amplitude.
Não haveria ressonância!

fn = v = n v FreqüênciaS naturaiS de
λn 2L vibração de uma corda

λn = 2 L
n
41 Freqüências naturais / ressonantes

• Um OHS, como um sistema massa-mola ou um


pêndulo, tem UMA freqüência natural de vibração.

• Já uma corda tem MUITAS freqüências naturais

• Perturbando um OHS ele oscila com sua freqüência


natural (= freqüência de ressonância)

• Perturbando uma corda ela oscila com várias


freqüências ao mesmo tempo!!

• ... Série de Fourier ... Espectro ...


42 Uma corda com 3 m de comprimento e densidade linear
de massa igual a 0,0025 kg/m é fixada em ambas
extremidades. Uma de suas frequências de ressonância é
252 Hz. A próxima frequência de ressonância mais alta é
336 Hz. (a) Qual é a ordem do harmônico de 252 Hz? (b)
Qual é a frequência do harmônico fundamental? (c) Qual é
a tensão na corda?
43 Uma corda de violão tem uma densidade linear de
7,2 g/m e está sob uma tensão igual a 150 N. As
extremidades fixas desta corda estão distanciadas de 90
cm. A corda está oscilando de acordo com o padrão de
onda estacionária mostrado na figura. Calcule: (a) a
velocidade escalar, o comprimento de onda e (c) a
frequência das ondas cuja superposição gerou esta onda
estacionária.

90 cm