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Noções de ondulatória

Jonas Oliveira da Silva

2019
Ondas

Introdução

Onda
Qualquer efeito (perturbação) que transmite de um ponto
a outro de um meio.

A transmissão do efeito entre dois pontos distantes ocorre


sem que haja transporte direto de matéria de um desses
pontos ao outro.

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Ondas

Introdução
Pedra lançada na piscina
Uma pedra jogada em uma piscina provocará ondas na água, pois houve
uma perturbação.
Essa onda se propagará para todos os lados, quando vemos o efeito (cris-
tas) partindo do local da queda da pedra, até ir na borda.
Uma sequência de pulsos formam as ondas.

A pedra jogada na piscina é a


fonte da perturbação.

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Ondas

Introdução
Onda numa corda esticada
Numa corda esticada, o pulso é formado ao movimentarmos a mão para
cima e para baixo na extremidade da corda.
Essa onda se propagará em todos os pontos da corda, até a sua outra
extremidade.
Neste caso, a fonte da perturbação é a mão.

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Ondas

Introdução

Observações
Em cada caso o efeito se desloca ou se propaga com uma velo-
cidade definida através do meio. O módulo dessa velocidade é a
velocidade de propagação ou velocidade da onda.

O próprio meio não se desloca na direção de propagação da onda;


as partı́culas individuais do meio oscilam em torno das posições
de equilı́brio.

Para produzir o movimento de qualquer um dos sistemas observa-


dos é necessário fornecer energia através de um trabalho realizado
sobre o sistema. O movimento ondulatório transfere essa energia
de uma região para outra do meio.

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Ondas Classificação

Classificação das ondas

As ondas podem ser classificadas quanto a:


Sua natureza,
Sua direção de vibração e
Sua direção de propagação.

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Ondas Classificação

Natureza das ondas

Ondas mecânicas
São as que precisam de um meio material para se propagar.
Exemplo: ondas no mar, ondas sonoras, ondas em uma
corda etc.

Ondas eletromagnéticas
São as que não precisam de um meio material para se
propagar, mas também podem se propagar em meios ma-
teriais. Exemplos: luz, raios X, sinais de rádio etc.

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Ondas Classificação

Direção de vibração

Ondas transversais
Nelas, a vibração é perpendicular ao deslocamento da
onda. Ex.: ondas eletromagnéticas, ondas em uma corda
(você balança a mão para cima e para baixo para gerar as
ondas na corda).

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Ondas Classificação

Direção de vibração

Ondas longitudinais
Nelas, a direção da vibração é a mesma do deslocamento
da onda. Exemplos: as ondas sonoras.

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Ondas Classificação

Direção de propagação

Ondas unidimensionais
São as que se propagam em uma direção (uma dimensão),
como uma onda em uma corda.

Ondas bidimensionais
São as que se propagam em duas direções, como a onda
provocada pela queda de um objeto na superfı́cie da água.

Ondas tridimensionais
São as que se propagam em todas as direções possı́veis,
como ondas sonoras, a luz etc.
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Ondas Classificação

Direção de propagação

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Onda harmônica simples

Onda harmônica

As ondas harmônicas são um caso particular das ondas


que se propagam em uma dimensão.

São chamadas de harmônicas porque o seu perfil é


uma função senoidal.

Ondas harmônicas também são chamadas de ondas


periódicas, pois a forma da onda se repete da mesma
forma em intervalos de tempo regulares. Também são
chamadas de ondas senoidais.

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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica

y (x,0)

λ Crista
A

0 x

-A
λ Vale

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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica


Crista - ponto vertical
y (x,0) máximo da onda.

λ Crista
A

0 x

-A
λ Vale

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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica


Crista - ponto vertical
y (x,0) máximo da onda.

λ Crista
Vale - ponto vertical
A mı́nimo da onda.

0 x

-A
λ Vale

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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica


Crista - ponto vertical
y (x,0) máximo da onda.

λ Crista
Vale - ponto vertical
A mı́nimo da onda.

Amplitude (A) -
0 x deslocamento vertical
máximo da onda. É a
distância entre o eixo
-A horizontal da onda até a
λ Vale crista ou ao vale.

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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica


Crista - ponto vertical
y (x,0) máximo da onda.

λ Crista
Vale - ponto vertical
A mı́nimo da onda.

Amplitude (A) -
0 x deslocamento vertical
máximo da onda. É a
distância entre o eixo
-A horizontal da onda até a
λ Vale crista ou ao vale.

Comprimento de onda (λ) - distância entre duas cristas ou dois


vales consecutivos; é a distância mı́nima em que a forma de onda se
repete.
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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica

y (0,t)
Perı́odo (T ) - tempo
necessário para que
A
a onda percorra uma
distância igual a um
comprimento de onda λ.
0 t

Frequência (f ) -
número de oscilações
-A por unidade de tempo.
T

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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica

y (0,t)
Perı́odo (T ) - tempo
necessário para que
A
a onda percorra uma
distância igual a um
comprimento de onda λ.
0 t

Frequência (f ) -
número de oscilações
-A por unidade de tempo.
T
A curva do gráfico acima não mostra a forma da onda, mas sim
como se comporta o deslocamento vertical dos pontos do meio
em função do tempo.
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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica

Relação entre o perı́odo e a frequência:

1 1
T = f=
f T

1 1
[T ] = s [f ] = = = Hz
[T ] s

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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica

Velocidade de propagação

v = λf
A expressão acima indica que a onda se desloca de ∆x = λ
durante um intervalo de tempo ∆t = T .

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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica

Pense rápido
Na figura está representada a configuração de uma
onda mecânica que se propaga com a velocidade de
10 m/s. Determine: (a) o comprimento de onda e (b)
o perı́odo da onda.

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Onda harmônica simples

Grandezas fı́sicas da onda harmônica

Pense rápido
A figura representa, nos
instantes t = 0 s e t =
2,0 s, configurações de
uma corda sob tensão
constante, na qual se
propaga um pulso cuja
forma não varia. Qual
é a velocidade de pro-
pagação do pulso?

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Onda harmônica simples

Equação da onda harmônica

Onda senoidal que progride para a direita


y(x,t) = ym sen(kx − ωt)

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Onda harmônica simples

Equação da onda harmônica

Onda senoidal que progride para a direita

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Onda harmônica simples

Equação da onda harmônica

Definições

k é o número de onda:


k= [k] = rad/m
λ
ω é a frequência angular:


ω= −→ ω = 2πf [ω] = rad/s
T
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Onda harmônica simples

Equação da onda harmônica

Pense rápido
Uma onda que se propaga numa corda é descrita pela equação
y(x,t) = 3,27 × 10−3 sen(72,1x − 2,72t), onde as constantes
numéricas estão em unidades do SI (3,27 × 10−3 m, 72,1 rad/m e
2,72 rad/s).
(a) Qual é a amplitude da onda?
(b) Quais são o comprimento de onda, o perı́odo e a frequência da
onda?
(c) Qual é a velocidade da onda?
(d) Qual é o deslocamento vertical para x = 22,5 cm e t = 18,9 s?

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Velocidade da onda em uma corda

Velocidade de uma onda transversal

(1) A velocidade da onda está relacionada ao λ e à f da


onda, mas é determinada pelas propriedades do meio
em que se propaga.

(2) Um meio elástico é constituı́do de qualquer material


que tende a preservar seu comprimento, forma e vo-
lume contra as forças externas.

(3) As propriedades do meio que influenciam a velocidade


de propagação da onda são a densidade e a elasticidade
do meio.

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Velocidade da onda em uma corda

Velocidade de uma onda transversal

Para ondas transversais numa corda esticada


r
F
v=
µ
Em que F é a tensão na corda e µ é a densidade linear da corda. No
SI [v] = m/s.
m
µ=
L
Em que m é a massa da corda e L é seu comprimento. No SI [µ] =
kg/m.

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Velocidade da onda em uma corda

Velocidade de uma onda transversal

A velocidade de propagação de uma onda não depende


da forma da onda: depende só das propriedades do
meio em que ela se propaga.

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Velocidade da onda em uma corda

Velocidade de uma onda transversal

Pense rápido
Uma das extremidades de uma corda de 2,00 kg
está presa a um suporte fixo no topo de um
poço vertical de uma mina com profundidade
igual a 80,0 m (figura ao lado). A corda fica
esticada pela ação do peso de uma caixa de
minérios com massa igual a 20,0 kg, presa na
extremidade inferior da corda. Um geólogo
no fundo da mina, balançando a corda lateral-
mente, envia um sinal para seu colega que está
no topo.
(a) Qual é a velocidade da onda transversal
que se propaga na corda?
(b) Sabendo que um ponto da corda executa
um MHS com f = 2,00 Hz, qual o com-
primento de onda?

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Velocidade da onda em uma corda

Velocidade de uma onda transversal


Alimentação e ondas transversais

Engolir comida gera movimentos pe-


ristálticos, nos quais uma onda trans-
versal se propaga esôfago abaixo.

A onda é uma contração radial do


esôfago, que empurra o bolo alimentar
(a massa de alimento engolido) no sen-
tido do estômago.

A velocidade dessa onda peristáltica não


é constante: ela é próxima de 3 cm/s
no esôfago superior, cerca de 5 cm/s no
esôfago médio e cerca de 2,5 cm/s no
esôfago inferior.
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Energia de uma onda progressiva

Energia no movimento ondulatório

Para ondas transversais numa corda esticada

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Energia de uma onda progressiva

Energia no movimento ondulatório

Para ondas transversais numa corda esticada


À medida que a onda se propaga, cada porção do meio exerce
uma força, que realiza trabalho sobre a porção adjacente.

Assim, a onda pode transportar energia de uma região do espaço


para outra.

Quando a onda passa por partes da corda que estavam anterior-


mente em repouso a energia é transferida para essas partes.

A onda transporta energia ao longo da corda.

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Energia de uma onda progressiva

Energia no movimento ondulatório

Potência instantânea
P (x,t) = µvω 2 ym
2 cos2 (kx − ωt)

Potência máxima
Pmáx = µvω 2 ym
2

Potência média
1
Pméd = µvω 2 ym
2
2
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Energia de uma onda progressiva

Energia no movimento ondulatório

Os termos µ e v dependem do material e da tensão


na corda, respectivamente.

Os termos ω e ym dependem do processo usado para


produzir a onda.

A proporcionalidade entre Pméd , ω 2 e ym


2
é válida para
ondas mecânicas de todos os tipos.

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Energia de uma onda progressiva

Energia no movimento ondulatório

P
Pmáx

1
Pméd = Pmáx
2

0 t

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Energia de uma onda progressiva

Energia no movimento ondulatório

Pense rápido

Uma corda tem uma densidade linear µ = 525 g/m e está subme-
tida a uma tração T = 45 N. Uma onda senoidal de frequência
f = 120 Hz e amplitude ym = 8,5 mm é produzida na corda. A
que taxa média a onda transporta energia?

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Energia de uma onda progressiva

Intensidade da onda

Para ondas que se propagam em 3D, definimos a intensidade (I)


como a taxa média de tempo em que a energia é transportada
pela onda, por unidade de área, sobre uma superfı́cie perpendi-
cular à direção de propagação.

A intensidade nesse caso é a potência média por unidade de área,


geralmente medida em watts por metro quadrado (W/m2 ).

Vamos considerar que as ondas se expandem igualmente em todas


as direções a partir de uma fonte.

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Energia de uma onda progressiva

Intensidade da onda

P P
I1 = I2 =
4πr12 4πr22

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Energia de uma onda progressiva

Intensidade da onda

P P
I1 = I2 =
4πr12 4πr22

Se P é igual para ambas as esferas (se não


há perda de energia entre elas), então

4πr12 I1 = 4πr22 I2

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Energia de uma onda progressiva

Intensidade da onda

Lei do inverso do quadrado da distância

A intensidade é inversamente proporcional ao quadrado da distância


desde a fonte.

I1 r22
= 2
I2 r1

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Reflexão de ondas Reflexão numa corda com extremidade fixa

Reflexão numa corda com extremidade fixa

(a) Considere uma onda que se propaga


numa corda com extremidade fixa.

(b) Quando a onda alcança a extremi-


dade, ela exerce uma força para cima
sobre o suporte.

(c) De acordo com a 3a Lei de Newton, o


suporte exerce uma força oposta, de
mesmo módulo, sobre a corda. As-
sim, a onda refletida sofre inversão
em relação à onda incidente.

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Reflexão de ondas Reflexão numa corda com extremidade móvel

Reflexão numa corda com extremidade móvel

(a) Considere uma onda que se propaga


numa corda com extremidade móvel
(como um anel que pode deslizar sem
atrito ao longo de uma barra).

(b) Quando a onda alcança o anel, ele se


desloca para cima ao longo da barra.

(c) Ao se mover, o anel puxa a corda,


esticando-a e produzindo uma onda
refletida sem ser invertida em relação
à onda incidente.

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Interferência de ondas

O princı́pio da superposição de ondas

Ondas superpostas se somam


algebricamente para produ-
zir uma onda resultante ou
onda total. Ondas super-
postas não se afetam mutu-
amente.

y 0 (x,t) = y1 (x,t) + y2 (x,t)

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Interferência de ondas

Interferência de ondas

Se duas ondas senoidais de mesma amplitude e comprimento de onda


se propagam no mesmo sentido em uma corda, elas interferem para
produzir uma onda resultante senoidal que se propagaga nesse sentido.

Diferença de fase – φ
Ondas em fase - os picos e os vales das duas ondas estão exata-
mente alinhados (φ = 0).
Ondas totalmente defasadas - os picos de uma estão exatamente
alinhados com os vales da outra (φ = πrad).

A interferência se refere aos deslocamentos verticais; a


propagação das ondas não é afetada.

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Interferência de ondas

Interferência de ondas

y y y

y1 (x,t) e y2 (x,t) y1 (x,t) y2 (x,t) y1 (x,t) y2 (x,t)

x x x
2
φ=0 φ = π rad φ = π rad
3
(a) (b) (c)

y y y
y 0 (x,t)
y 0 (x,t)
y 0 (x,t)
x x x

(d) (e) (f)

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Interferência de ondas Ondas estacionárias

Ondas estacionárias

Se duas ondas senoidais de mesma amplitude e comprimento de onda


se propagam em sentidos opostos em uma corda, a interferência
mútua produz uma onda estacionária.

A onda resultante é chamada de onda estacionária porque ela


não se move para a esquerda nem para a direita; as posições de
máximos e mı́nimos não variam com o tempo.

Nós e antinós
Nós são os pontos na corda que permanecem imóveis.
Antinós sáo os pontos na nos quais a amplitude é máxima; estão
entre dois nós vizinhos.

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Interferência de ondas Ondas estacionárias

Ondas estacionárias

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Interferência de ondas Ondas estacionárias

Ondas estacionárias

y 0 (x,t) = [2ym senkx] cos ωt


Esta equação descreve uma onda estacionária com ex-
tremidade fixa em x = 0.

[2ym senkx] é a amplitude de oscilação do elemento


da corda localizado em x.

A amplitude varia com a posição para esse tipo de


onda.

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Interferência de ondas Ondas estacionárias

Ondas estacionárias
Valores de x para os nós (pontos que permanecem
imóveis)

λ
x = n , n = 0,1,2,3, . . .
2
Valores de x para os antinós (pontos de amplitude
máxima)
 
1 λ
x= n+ , n = 0,1,2,3, . . .
2 2
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Interferência de ondas Ondas estacionárias

Ondas estacionárias

Pense rápido
Uma corda de violão esticada com uma das extremi-
dades presa (x = 0) é percorrida por uma onda pro-
gressiva que tem ym = 0,750 mm, v = 143 m/s e
f = 440 Hz. Essa onda progressiva somada à onda
refletida em x = 0 forma uma onda estacionária.
(a) Encontre y 0 (x,t).
(b) Localize os três primeiros pontos da corda que
não se movem, com relação a x = 0.

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Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Corda com extremidades fixas


Ondas estacionárias também são produzidas em cor-
das com ambas as extremidades fixas.
Para certas frequências a interferência produz uma
onda estacionária com nós e grandes antinós.
Uma onda estacionária desse tipo é gerada quando há
ressonância.
As frequências associadas são frequências de res-
sonância.
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Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Corda com extremidades fixas

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Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Corda com extremidades fixas

λ
L = n , n = 1,2,3, . . .
2

2L
λn = , n = 1,2,3, . . .
n
λn é o valor do comprimento de onda da onda que se propaga numa
corda de comprimento L para formação de uma onda estacionária.
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Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

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Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Frequências de ressonância
v
fn = n , n = 1,2,3, . . .
2L
Observação:
v é a velocidade das ondas progressivas na corda.
Para n = 1, tem-se o modo fundamental ou primeiro harmônico.
Para n = 2, tem-se o segundo harmônico e assim por diante.
O conjunto de todos os modos de oscilação possı́veis é chamado de
série harmônica e n é chamado de número harmônico do enésimo
harmônico.
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Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Um modo normal de um sistema oscilante é um mo-


vimento no qual todas as partı́culas do sistema se mo-
vem senoidalmente com a mesma frequência.

Para um sistema constituı́do por uma corda de com-


primento L com as duas extremidades fixas, cada uma
v
das frequências fornecidas por fn = n 2L corresponde
a um padrão com um modo normal possı́vel.

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Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Pense rápido
Na série de frequências de ressonância a seguir, uma
frequência (menor que 400 Hz) está faltando: 150,
225, 300, 375 Hz.
(a) Qual é a frequência que falta?
(b) Qual é a frequência do sétimo harmônico?

Respostas:

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Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Pense rápido
Na série de frequências de ressonância a seguir, uma
frequência (menor que 400 Hz) está faltando: 150,
225, 300, 375 Hz.
(a) Qual é a frequência que falta?
(b) Qual é a frequência do sétimo harmônico?

Respostas:
(a) 75 Hz

Jonas Oliveira da Silva FÍSICA APLICADA À BIOLOGIA 1o semestre de 2019 52


Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Pense rápido
Na série de frequências de ressonância a seguir, uma
frequência (menor que 400 Hz) está faltando: 150,
225, 300, 375 Hz.
(a) Qual é a frequência que falta?
(b) Qual é a frequência do sétimo harmônico?

Respostas:
(a) 75 Hz
(b) 525 Hz
Jonas Oliveira da Silva FÍSICA APLICADA À BIOLOGIA 1o semestre de 2019 52
Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Pense rápido
A figura abaixo mostra a oscilação ressonante de uma corda de massa
m = 2,500 g e comprimento L = 0,800 m sob uma tração F =
325,0 N.
(a) Qual é o comprimento de onda λ das ondas transversais res-
ponsáveis pela onda estacionária mostrada na figura?
(b) Qual é o número harmônico n?
(c) Qual é a frequência f das ondas transversais e das oscilações dos
elementos da corda?
Respostas:

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Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Pense rápido
A figura abaixo mostra a oscilação ressonante de uma corda de massa
m = 2,500 g e comprimento L = 0,800 m sob uma tração F =
325,0 N.
(a) Qual é o comprimento de onda λ das ondas transversais res-
ponsáveis pela onda estacionária mostrada na figura?
(b) Qual é o número harmônico n?
(c) Qual é a frequência f das ondas transversais e das oscilações dos
elementos da corda?
Respostas:
(a) 0,4 m

Jonas Oliveira da Silva FÍSICA APLICADA À BIOLOGIA 1o semestre de 2019 53


Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Pense rápido
A figura abaixo mostra a oscilação ressonante de uma corda de massa
m = 2,500 g e comprimento L = 0,800 m sob uma tração F =
325,0 N.
(a) Qual é o comprimento de onda λ das ondas transversais res-
ponsáveis pela onda estacionária mostrada na figura?
(b) Qual é o número harmônico n?
(c) Qual é a frequência f das ondas transversais e das oscilações dos
elementos da corda?
Respostas:
(a) 0,4 m
(b) 4

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Interferência de ondas Modos normais de vibração

Modos normais de uma corda

Pense rápido
A figura abaixo mostra a oscilação ressonante de uma corda de massa
m = 2,500 g e comprimento L = 0,800 m sob uma tração F =
325,0 N.
(a) Qual é o comprimento de onda λ das ondas transversais res-
ponsáveis pela onda estacionária mostrada na figura?
(b) Qual é o número harmônico n?
(c) Qual é a frequência f das ondas transversais e das oscilações dos
elementos da corda?
Respostas:
(a) 0,4 m
(b) 4
(c) 806 Hz
Jonas Oliveira da Silva FÍSICA APLICADA À BIOLOGIA 1o semestre de 2019 53