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RELATÓRIO DE FISICO-QUÍMICA EXPERIMENTAL I - DENSIDADE DE SÓLIDOS E LÍQUIDOS E VARIAÇÃO DA DENSIDADE DE LÍQUIDOS EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA

RELATÓRIO DE FISICO-QUÍMICA EXPERIMENTAL I - DENSIDADE DE SÓLIDOS E LÍQUIDOS E VARIAÇÃO DA DENSIDADE DE LÍQUIDOS EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA

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Publicado porThiago Lopes
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INDUSTRIAL

AULA Nº. 04 DENSIDADE DE SÓLIDOS E LÍQUIDOS E VARIAÇÃO DA DENSIDADE DE LÍQUIDOS EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA

Aluno: Thiago Oliveira Lopes Eduardo Andrade Professora: Msc. Lílian Físico-Química Experimental I Experimento realizado dia 23/03/2009.

Anápolis, Março de 2009.

3. INTRODUÇÃO: Os estados da matéria podem, de forma simplificada, ser agrupados em sólido, líquido e gasoso. Uma das propr
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INDUSTRIAL

AULA Nº. 04 DENSIDADE DE SÓLIDOS E LÍQUIDOS E VARIAÇÃO DA DENSIDADE DE LÍQUIDOS EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA

Aluno: Thiago Oliveira Lopes Eduardo Andrade Professora: Msc. Lílian Físico-Química Experimental I Experimento realizado dia 23/03/2009.

Anápolis, Março de 2009.

3. INTRODUÇÃO: Os estados da matéria podem, de forma simplificada, ser agrupados em sólido, líquido e gasoso. Uma das propr

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INDUSTRIAL

AULA Nº. 04 DENSIDADE DE SÓLIDOS E LÍQUIDOS E VARIAÇÃO DA DENSIDADE DE LÍQUIDOS EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA

Aluno: Thiago Oliveira Lopes Eduardo Andrade Professora: Msc. Lílian Físico-Química Experimental I Experimento realizado dia 23/03/2009.

Anápolis, Março de 2009.

3. INTRODUÇÃO: Os estados da matéria podem, de forma simplificada, ser agrupados em sólido, líquido e gasoso. Uma das propriedades macroscópicas que geralmente distingue esses três estados da matéria é a densidade específica (massa/volume), pois em geral (mas nem sempre) a densidade de gases é menor do que a de líquidos, e essa menor ainda do que a de sólidos. A densidade é uma grandeza intensiva, isto é, não depende da quantidade de matéria. Assim, a densidade da água pura contida em um litro ou numa colher de 5ml é a mesma. De forma geral, se a substância é homogênea, então a sua densidade é a mesma em todos os pontos do volume que ocupa. A densidade depende do tipo de substância, mas é em geral influenciada pela temperatura e pela pressão. No presente contexto, o termo densidade tem o significado de “massa específica”. Contudo, o termo é também comumente empregado em outros contextos, para designar, em geral, o grau de concentração de grandezas físicas num determinado volume, como energia, partículas, etc [1]. Há também o termo “densidade aparente”, que é usado para expressar a densidade absoluta de uma substância que não se tem certeza de sua pureza. A densidade absoluta ou massa específica é definida como a massa por unidade de volume de uma substância ou simplesmente massa por unidade de volume [2] :
µa =
ma Va

Onde: µa é a densidade absoluta ou massa específica do corpo, m a é a massa do corpo e Va é o volume do corpo. A densidade expressa a quantidade de matéria presente em uma dada unidade de volume. Quando dizemos que o chumbo tem maior densidade do que alumínio isto significa que num dado volume de chumbo há mais matéria que no mesmo volume de alumínio [2]. As densidades de sólidos e líquidos são comumente expressas em gramas por centímetro cúbico, g/cm3. Os gases são muito menos densos do que os outros estados da matéria, por isso a unidade S.I. é grama por decímetro cúbico g/dm3 [2]. Para um sólido que tenha uma forma regular (exemplo, um cubo), o volume pode ser calculado pela medida direta dos comprimentos das arestas, e a massa pode ser obtida pesando-se o sólido. Se o sólido for irregular, mas relativamente grande, o seu volume poderá ser determinado mergulhando-o num liquido de densidade menor e medindo o volume do liquido deslocado, ou por cálculos diferenciais. Estas técnicas não são apropriadas para objetos pequenos tais como cristais minúsculos. O método de flutuação permite que se façam com exatidão razoável, estimativas das densidades de objetos sólidos pequenos, em particular cristais pequenos. Preparando-se uma série de soluções de concentrações diferentes, é possível encontrar uma, cuja densidade seja igual à do cristal. Quando o cristal é colocado em solução inerte de densidade menor, ele afundará. Flutuará em uma solução de densidade maior, mas em outra, cuja densidade for igual a do cristal, ele permanecerá em suspensão. Uma vez que a solução apropriada tenha sido encontrada, um volume medido pode ser removido e pesado [3].

Por outro lado defini-se densidade relativa é definida pela razão entre as densidades absolutas de duas substâncias, onde a densidade absoluta no denominador é a da substância escolhida como padrão:

ρ A− B =

µA µB

É comum considerar a água como tal padrão, pois além da conveniência de sua 3 abundância, sua densidade absoluta é de ρ H1O ≅ 1,00 g/ cm para a temperatura ambiente (25 °C).
ρsubst .−água = µsubst . µágua

Para líquidos, é comum usar o mesmo volume de água e da substância analisada, portanto [4]:

ρ subst .−água

m subst . = V mágua V
m subst . mágua

ρsubst . =

4. OBJETIVOS: Determinar e comparar a massa especifica ( µ ) e a densidade ( ρ ) de líquidos e sólidos cedidos, usando os métodos apresentados na apostila e/ou outros métodos encontrados.

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:

1.

PRIMEIRA PARTE:
1.1 Determinação da massa especifica (μ) do estanho metálico: Iniciou-se o experimento pesando-se a barra de estanho na balança de três casas decimais, que teve em seguida anotada sua massa (m). Em uma proveta de capacidade volumétrica de 20 mL foi-se adicionado 15 mL de água então o estanho foi adicionado à proveta e foi observado que houve um certo deslocamento de volume da água e anotou-se esse volume deslocado. 1.2 Determinação da densidade (ρ) do estanho metálico: Um picnômetro foi completamente cheio de água destilada e foi pesado anotou-se essa massa (m1), então o picnômetro com o volume de estanho fora dele foi pesado e teve sua massa (m2) anotada, e novamente o picnômetro com a água mais o volume de estanho, dessa vez dentro do picnômetro, foi pesado e teve sua massa (m3) anotada. 1.3 Determinação da massa específica (μ) e da densidade (ρ) do etanol: Um picnômetro de 50 mL foi pesado em uma balança de três casas e teve sua massa anotada (m1). Em seguida foi adicionado etanol no picnômetro, ele ficou totalmente cheio, e teve sua massa averiguada (m2). Em seguida o mesmo picnômetro foi cheio com água e pesado (m3).

2. SEGUNDA PARTE:
2.1 Determinação da massa especifica (μ) e da densidade (ρ) do chumbo (procedimento proposto): Para determinação da massa específica não foi proposto nenhum experimento, foi realizado o mesmo para o estanho, para a densidade foi proposto uma procedimento, já que o chumbo não cabia no picnômetro. Primeiramente o metal foi pesado e anotouse sua massa (mchumbo). Em uma proveta de 20 mL foi-se adicionado 15 mL de água destilada, adicionou-se o cobre e observou-se o volume de água deslocado (Vchumbo). Então, com a ajuda de um termômetro, mediu-se a temperatura da água (25 ºC no momento do experimento) e através de uma tabela contida na apostila da aula pôde-se saber a sua densidade. Um picnômetro de 50 mL, seco, foi pesado e teve sua massa anotada (mpic), logo após foi cheio com água e novamente pesado (mpic + água). 2.2 Determinação da massa de NaCl: Certa massa de cloreto de sódio (que não foi pesada) foi dissolvida em um béquer de capacidade volumétrica 100 mL e em seguida foi transferido de forma quantitativa para um balão volumétrico de 250 mL. Completado seu volume com água

destilada até o traço de aferição e homogeneizada a solução, com ajuda de um densímetro mediu-se a densidade da solução preparada, e com os dados obtidos pôde-se calcular a massa de sal utilizada.

3.

TERCEIRA PARTE:
Uma solução de Acetato de n-butila nos foi cedida para a determinação de sua densidade e massa específica. Um picnômetro vazio com sua tampa foi pesado, tendo sua massa anotada. O picnômetro foi cheio com acetato de n-butila e em seguida foi pesado novamente. Então o picnômetro foi levado a banho-maria. A temperatura ficou em aproximadamente 50ºC por 20 minutos, e em seguida o picnômetro foi novamente pesado. Com os dados colhidos foi possível calcular a massa especifica do acetato à temperatura ambiente e a 50 ºC. O experimento foi novamente realizado, com um banho-maria a 40°C.

6. RESULTADOS E DISCUSSÕES:
1. PRIMEIRA PARTE:
1.1 Determinação da massa especifica (μ) do estanho metálico: Sendo o Vágua = 150 mL e Vágua
Ves tanh o = 3 mL
+ es tanh o

=153 mL

, temos que:
m subst . , portanto: Vsubst .

e mes tanh o =10 ,51 g e como µ =
µ água = 3,5 g / vm 3

1.2 Determinação da densidade (ρ) do estanho metálico: Sendo m1 = 90 ,34 g , m2 = 100 ,92 g e m3 = 99 ,54 g e a definição de densidade relativa:
ρes tanh o −água =
mes tanh o m água

Temos que: ρes tanh o −água =

m2 − m1 , portanto: m 2 − m3 ρes tanh o −água = 7,66 g / cm 3

1.3 Determinação da massa específica (μ) e da densidade (ρ) do etanol: Sendo
m picnômetro
+ e tan ol

o
= 80 ,19 g

V picnômetro

= 50 mL
+ água

,

a

m picnômetro

= 38 ,09 g

,

a

ea

m picnômetro

= 90 ,34 g

, temos que:
ρe tan ol −água =
me tan ol 80 ,19 − 38 ,09 = m água 90 ,34 − 38 ,09

µe tan ol =

(80 ,19 − 36 ,09 ) g me tan ol = V picnômetro 50 mL

µe tan ol = 0,842 g / cm 3

ρe tan ol −água = 0,81 g / cm 3

2. SEGUNDA PARTE:
2.1 Determinação da massa especifica (μ) e da densidade (ρ) do chumbo (procedimento proposto): Sendo a m Pb = 22 ,95 g , o Vchumbo = 4 mL , temos que:

µchumbo =

mchumbo 22,95 = Vchumbo 4

ρchumbo −água =

µchumbo 5,74 = µágua 1,045

µchumbo = 5,74 g / cm 3

ρchumbo −água = 5,49 g / cm 3

O procedimento proposto para a densidade do chumbo foi eficaz, pois conseguiu determina-la de forma objetiva e eficaz. 2.2 Determinação da massa de NaCl:

µsolução

determinação instrumental (densímetro) chegamos 3 = 1,100 g / cm e tendo que o Vsolução = 250 ml , temos que:
µsolução =
m solução Vsolução

Por

que

a

1,100 =
m NaCl + mágua = 275 g

m NaCl + mágua 250

Segundo tabela 1, a massa específica da água a 25ºC é de portanto:
m água = µágua .V água = 250 ×0,9770770

0,9970770

g / cm 3 ,

m água = 249 ,25 g

m NaCl = m solução − m água = 275 − 249 ,25 m NaCl = 25 ,75 g

3. TERCEIRA PARTE (Gráfico 2):
O peso verificado dos picnômetro, previamente secos, foi: m pic −1 = 38 ,20 g e m pic −2 = 28 ,16 g ; seus volumes V pic −1 = 53 mL e V pic −2 = 52 mL . Sendo que no picnômetro 1 foi feito a verificação de massa especifica com acetato de n-butila e no picnômetro 2 com água. A primeira pesagem foi realizada a 24ºC, nela as massas de acetato e água macetato = 45 ,29 g e mágua = 49 ,80 g ; considerando os volumes como: foram: Vacetato = 53 mL e Vágua = 52 mL ; temos as massas específicas iguais a: µacetato = 0,854 g / cm ³ e µágua = 0,958 g / cm ³ . A segunda pesagem foi realizada a 51°C, nela as massas de acetato e água foram: macetato = 44 ,29 g e mágua = 49 ,35 g ; considerando os volumes como: Vacetato = 53 mL e Vágua = 52 mL ; temos as massas específicas iguais a: µacetato = 0,836 g / cm ³ e µágua = 0,949 g / cm ³ . A terceira pesagem foi realizada a 42°C, nela as massas de acetato e água foram: macetato = 44 ,83 g e mágua = 49 ,61 g ; considerando os volumes como: Vacetato = 53 mL e Vágua = 52 mL ; temos as massas específicas iguais a: µacetato = 0,846 g / cm ³ e µágua = 0,954 g / cm ³ .

ANEXOS:
Tabela 1 [4]: Densidade da água pura, livre de ar. Temperatura (°C) 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 Densidade (g/cm³) 0,9998681 0,9999267 0,9999679 0,9999922 1,0000000 0,9999919 0,9999682 0,9999296 0,9998764 Temperatura (°C) 9,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 Densidade (g/cm³) 0,9998091 0,9997282 0,9991266 0,9982343 0,9970770 0,9956780 0,9940610 0,9922479

1,0010000 1,0000000 0,9990000 0,9980000 0,9970000 0,9960000 0,9950000 0,9940000 0,9930000 0,9920000 0,9910000 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 Temperatura (°C)
Gráfico 1: Densidade da água pura, livre de ar.

A densidade da água, pura, tem um comportamento polinomial decrescente, ou seja, na fase sólida sua densidade tem uma variação quase insignificante, porém na fase líquida, quanto mais se aumenta à temperatura, mais a densidade decresce.

Densidade (g/cm³)

0,980 0,960 Densidade (g/cm³) 0,940 0,920 0,900 0,880 0,860 0,840 0,820 0,0 20,0 0,854 0,958

0,954 0,949 Acetato Água 0,846 0,836 40,0 60,0

Temperatura (°C)
Gráfico 2: Densidades experimentais encontradas de Acetato de n-butila e água na Parte Experimental 3.

Observa-se através do gráfico 2 que o acetato de n-butila tem uma maior coeficiente de expansão térmica, pois o mesmo tem uma diferença de densidade, nas faixas de temperatura observada, maior que a da água. Isso se deve ao fato de que o acetato expande mais que a água, ou seja, tem um maior aumento de volume.

CONCLUSÃO:

Após a realização dos experimentos, foi concluído que a massa específica e a densidade relativa de materiais podem ser facilmente calculadas na prática, e que tais valores acabaram sendo mais próximos que o esperado, já que foram utilizados, diversas vezes, materiais não apropriados, como cadinhos trincados e com volumes não aferidos, e até mesmo reagentes com suas purezas não comprovadas. Também foi concluído que massa específica e temperatura são inversamente proporcionais, ou seja, com o aumento da temperatura a massa específica diminui devido à expansão térmica (aumento do volume). A relação dos diversos acetatos não foi possível devido a erros analíticos, como não padronização de métodos, materiais e material humana (grupos de laboratório altamente diversificados).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1. www.fcfrp.usp.br/dfq/Fisica/Guia%20Densidade%20de%20L %EDquidos/Densidade-Liquidos.pdf. Acessado no dia 23/03/2009 2. “Química Geral: Volume I”; RUSSEL. John B; Makron Books do Brasil ed. Ltda; Rio de Janeiro RJ; 2ª ed.; 1994. 3. “Fundamentos de Química”; O’ CONNOR, Rod.; Harbras ed.; São Paulo SP; 1977. 4. Adaptado de “Apostila de Físico-Química Experimental I”; SILVA, Valmir Jacinto.

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