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A MONARQUIA CONSTITUCIONAL

• Em 1820 Portugal faz a sua Revolução


Liberal e, embora continue a vigorar
um regime monárquico, o país passa a
ter uma constituição que consagra a
divisão de poderes.
De acordo com a Carta Constitucional de
1826 (documento constitucional que vai
vigorar com algumas interrupções até
1910) o poder do rei é, nalguns aspectos
essenciais, determinante.

• Apesar de em meados do século XIX o


país iniciar um período de estabilidade
política , muitos liberais continuaram a
contestar a monarquia e o poder régio.
Entre os intelectuais, sobretudo a
partir da década de sessenta, a
contestação tornou-se mais acentuada.

• Na década de setenta, entre os


descontentes com a monarquia,
PA R T ID O R E P U B LIC A N O

• A ideologia republicana desenvolve-se
em Portugal ao longo do século XIX,
particularmente após a Revolução liberal
de 1820.

• Influenciados pelos ideais de Liberdade,
Igualdade e Fraternidade que nortearam
a Revolução Francesa , bem como pelas
injustiças da sociedade burguesa, alguns
portugueses anseiam por um regime do
povo para o povo.

• Em Abril de1876, num esforço de
organização, foi eleito um Directório
Republicano. Nascia o Partido
Republicano Português.

• Embora os republicanos tivessem
conseguido eleger um deputado logo em
1879, só a partir do ultimato inglês o seu
crescimento vai incomodar a Monarquia.

• Até 1910 o crescimento do Partido C a rta z d e p ro p a g a n d a R e p u b lica n a
( 1906? )
Republicano fez-se com elementos de
O ULTIMATO INGLÊS – O ORGULHO FERIDO

•A s p re te n sõ e s p o rtu g u e sa s e m Á frica ,
a p re se n ta d a s n u m a co n fe rê n cia q u e se
re a lizo u e m B e rlim e m 1 8 8 5 e exp re ssa s
n o M a p a co r-d e -ro sa , im p e d ia m a
co n cre tiza çã o d o p ro je cto in g lê s p a ra
a q u e le co n tin e n te d e lig a r p o r via fé rre a
o N o rte a o S u l, o u se ja o C a iro a o C a b o .

•C o m o co n se q u ê n cia , n o d ia 1 1 d e
Ja n e iro d e 1 8 9 0 , Po rtu g a lé co n fro n ta d o
co m o u ltim a to d a G rã -B re ta n h a . A o
a b rig o d o p rin cíp io d a o cu p a çã o e fe ctiva
e sta b e le cid o n a C o n fe rê n cia d e B e rlim ,
M a p a co r-d e -ro sa – p ro je cto p o rtu g u ê s
o s in g le se s exig ia m q u e re n u n ciá sse m o s
p a ra o co n tin e n te a frica n o a o s te rritó rio s q u e lig a m A n g o la a
M o ça m b iq u e , já q u e n ã o tín h a m o s
co n d içõ e s p a ra o s o cu p a r d e fa cto .

•E sta a m e a ça va i in d ig n a r o p a ís e
d e sp o le ta r u m a crise p o lítica n a q u a lse
in se re a p rim e ira te n ta tiva p a ra
O ULTIMATO INGLÊS – O ORGULHO FERIDO • Perante a cedência do governo
e do rei às imposições
inglesas, o País explodiu em
ira. As manifestações de
patriotismo e de apelo à
guerra sucederam-se por
todo o país.

• Poucos dias depois do Ultimato


o governo caiu e foi
empossado um novo
ministério presidido por
António de Serpa Pimentel,
o conselheiro que defendera
a resistência à imposição
britânica.
O Ultimato inglês – caricatura de Rafael Bordalo •
Pinheiro
• Os republicanos não
desperdiçaram a ocasião e
aproveitaram o clima quase
insurreccional que se
estabeleceu.
31 DE JANEIRO DE 1891 – A PRIMEIRA REVOLTA REPUBLICANA
•A q u e stã o d o U ltim a to In g lê s p ro vo co u u m m o vim e n to g e n e ra liza d o
co n tra a M o n a rq u ia e o re i. O s re p u b lica n o s tin h a m a g o ra m a is u m
a rg u m e n to d e p e so p a ra co n te sta r a m o n a rq u ia e co n q u ista r a d e p to s .

•E m 3 1 d e Ja n e iro d e 1 8 9 1 , n a
cid a d e d o Po rto , o s m ilita re s
d a q u e la g u a rn içã o p ro m o ve ra m a
p rim e ira re vo lta re p u b lica n a .

•S e m o a p o io d a s fo rça s p o lítica s,
n e m d a g e n e ra lid a d e d o s
m ilita re s, o s re vo lto so s tive ra m
q u e ca p itu la r p e ra n te a
su p e rio rid a d e d a s fo rça s fié is à
m o n a rq u ia .

•Po d e co n sid e ra r-se a p rim e ira


m a n ife sta çã o d e fo rça d a o p o siçã o
A G u a rd a M u n icip a l a ta ca o s re vo lto so s e n trin ch e ira d o s a o re g im e m o n á rq u ico .
n o e d ifício d a C â m a ra M u n icip a ld o Po rto
In : re vista u n ive rsa lim p re ssa e m Pa ris, 1 8 9 1 , vo l. 8
G ra vu ra d e Lo u is Tyn a yre
A C R IS E P O LÍT IC A E A D ITA D U R A D E JO Ã O
FR A N C O
•N a ú ltim a d é ca d a o sé cu lo X IX e p rim e iro s a n o s d o
sé cu lo X X o s p a rtid o s m o n á rq u ico s, Pro g re ssista e
R e g e n e ra d o r, e n fre n ta m d issid ê n cia s e q u e stõ e s
p e sso a is q u e se m a n ife sta m n u m a vid a
p a rla m e n ta r tu rb u le n ta e p o u co e fica z . A s se ssõ e s
d a s C o rte s ( Pa rla m e n to ) vive m d e q u e stõ e s in ú te is
e q u e re la s p e sso a is p re ju d icia is a o siste m a p o lítico
e a o p a ís.

•A situ a çã o , exp lo ra d a p o r to d o s o s q u e se
o p u n h a m à m o n a rq u ia , n o m e a d a m e n te o s
re p u b lica n o s, le va o re i D . C a rlo s e m 1 9 0 6 a
n o m e a r Jo ã o Fra n co p a ra ch e fia r u m n o vo g o ve rn o .
Fa ce à s d ificu ld a d e s q u e e ste e n fre n ta o re i a ca b a
p o r d isso lve r a s C o rte s e m M a io d e 1 9 0 7 ,
p e rm itin d o -lh e g o ve rn a r e m d ita d u ra .

•O se u g o ve rn o va i e n tã o e n ve re d a r p e la re p re ssã o ,
p o r ve ze s vio le n ta , d o s o p o sito re s a o re g im e Jo ã o Fra n co
m o n á rq u ico . A re vo lta fa ce à s m e d id a s to m a d a s
a ca b a m p o r e sta r n a o rig e m d o re g icíd io d e 1 9 0 8
A Po rtu g u e sa
Às armas, às armas!
Heróis do mar, nobre povo,
Sobre a terra, sobre o mar,
Nação valente, imortal,
Às armas, às armas!
Levantai hoje de novo
Pela Pátria lutar
O esplendor de Portugal!
Contra os canhões marchar, marchar!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Saudai o Sol que desponta
Dos teus egrégios avós,
Sobre um ridente porvir;
Que há-de guiar-te à vitória!
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Às armas, às armas!
Raios dessa aurora forte
Sobre a terra, sobre o mar,
São como beijos de mãe,
Às armas, às armas!
Que nos guardam, nos sustêm,
Pela Pátria lutar
Contra as injúrias da sorte.
Contra os canhões marchar, marchar!
Às armas, às armas!
Desfralda a invicta Bandeira,
Sobre a terra, sobre o mar,
À luz viva do teu céu!
Às armas, às armas!
Brade a Europa à terra inteira:
Pela Pátria lutar
Portugal não pereceu
Contra os canhões marchar, marchar!
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
M ú sica : A lfre d o K e il
L e tra : H e n riq u e L o p e s d e
M e n d o n ça