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Julgados de paz

Docente: Susana Gil


Discente: Joana silva
O que são?
• Os Julgados de Paz são tribunais “diferentes” porque possuem
características próprias de funcionamento e organização.
• Os primeiros Julgados de paz surgiram em janeiro de 2002,
com um intuito experimental para que houvessem novas
formas de resolver litígios.
• Estes eram assentes em modelos práticos de jurisdição com
auxílio do poder local e com vista na proximidade entre a
jurisdição e os cidadãos.
• Os Julgados de Paz assentam então, numa parceria
público-privada, e como tal o financiamento é partilhado
pelo Estado e as Autarquias.
• Em 2013, com as alterações introduzidas á Lei dos
Julgados de Paz, passou a ser notório que outras entidades
públicas de reconhecido mérito pudessem também
participar na criação de julgados de paz.
Onde se encontram ?
• Porto;
• Vila Nova de Gaia;
• Vila Real;
• Coimbra;
• Lisboa;
• Sintra;
• Funchal.
Como funcionam ?
• Como referido anteriormente os Julgados de paz são
tribunais diferentes e por isso têm também uma
tramitação processual própria.
• Os litígios que dão entrada nestes Tribunais podem ser
resolvidos com a mediação, conciliação, transação ou
Julgamento seguido de uma sentença.
• A mediação só tem lugar quando as partes estiverem de
acordo para assim proporcionar a possibilidade dos
mesmos deliberarem as suas divergências, de forma
amigável que conta com a intervenção do mediador.
• Se a mediação não resultar em acordo, o processo segue
os seus trâmites e o juiz tenta a conciliação. Se este
também não conseguir, decorre então o julgamento onde
se ouvem ambas as partes e profere-se a sentença.
Mediação
•  A mediação tem natureza voluntária e é um
instrumento de decisão alternativa de litígios, que
é feita através da ajuda de um mediador de
conflitos.
• O mediador é um terceiro imparcial,
independente e confidencial que ao contrário de
um juiz não tem poder de decisão. Este é o
“mentor” das partes, ajudando-as assim a
estabelecer comunicação necessária para que elas
possam constatar, por si mesmas, a base do
acordo que colocará fim ao conflito.
A mediação confere segurança, visto que se trata de um serviço publico promovido
pelo Ministério da Justiça, prestado por mediadores com formação específica.
Verifica-se também um trabalho ativo das partes na resolução do litígio que por sua
vez visa a aproximação da Justiça aos cidadãos.
Como se processa?
• Quando começa o processo tem lugar a pré-mediação em
que as partes voluntariamente aceitam, ou não, resolver o
conflito através da mediação. Uma vez aceite por todas as
partes e escolhido o mediador, inicia-se o processo de
mediação que decorre numa sala reservada para esse
efeito.
• Cada parte terá a oportunidade de apresentar o seu caso
e manifestar os seus interesses. O acordo que possa vir a
ser estabelecido será, posteriormente, sujeito a
homologação do Juiz de Paz, por sentença.
Litígios aceites :
• Ações de natureza cível, cujo valor não exceda os €15.000;
• Ações de entrega de coisas móveis;
• Ações destinadas a efetivar o cumprimento de obrigações;
• Ações de resolução de litígios entre proprietários de
prédios relativos a passagem forçada momentânea,
escoamento natural de águas, obras defensivas das águas,
comunhão de valas…
• Ações que digam respeito ao arrendamento urbano,
exceto as ações de despejo;
• Ações que respeitem à responsabilidade civil contratual e
extracontratual;
• Ações que respeitem ao incumprimento civil contratual,
exceto contrato de trabalho e arrendamento rural;
• Ações que respeitem à garantia geral das obrigações;
• Ações relativas a pedidos de indemnização cível, quando
não tenha sido apresentada participação criminal ou após
desistência da mesma, emergente dos seguintes crimes:
ofensas corporais simples, ofensa à integridade física por
negligência;
• Entre outros..
Custos
• O usufruto dos Julgados de Paz está sujeito a uma taxa
única no valor de 70€ a cargo da parte vencida, sendo que
o juiz também pode decidir dividir esse valor entre as
duas partes.
• Se houver acordo durante a mediação, o valor a pagar é
de 50€, dividido por ambas as partes. Caso o litígio esteja
excluído da competência do Julgado de Paz e seja utilizado
o serviço de mediação é devida uma taxa de 25€ por cada
um dos intervenientes.
• Rapidez-o processo termina
normalmente em 3 meses;
• Custo Reduzido;
Vantagens • Resolve mais litígios por acordo
entre as partes, através da
mediação, da conciliação e da
transação;
• Resolve litígios de forma mais
próxima do cidadão.
Competências do Conselho
• Apreciar e decidir as suspeições e os pedidos de escusa relativos aos Juízes
de Paz;
• Autorizar férias, admitir a justificação de faltas e atos de natureza
analógica referentes a Juízes de Paz;
• Propor à Assembleia da República e ao Governo as providências legislativas
ou regulamentares relativas aos Julgados de Paz;
• Emitir parecer sobre diplomas legislativos ou regulamentares relativos aos
Julgados de Paz;
• Aprovar os regulamentos indispensáveis ao cumprimento das suas funções;
• Entre outros..
Presidência

Jaime Octávio Cardona


Ferreira

Juiz Conselheiro Jubilado


Ex-Presidente do Supremo
Tribunal de Justiça.
Bibliografia

http://
www.conselhodosjulgadosdepaz.com.
pt
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