TESTES PRELIMINARES
Prof.(a): Adriana Diniz
Bacharel em Optometria
Pós graduação em Ortóptica e Ciências da Visão
Especialista em Contatologia
Mestranda em Neuro Oftalmologia
• Graus da Visão Binocular;
• Luzes de Worth
TESTES
• Vidros Estriados de Bagolini PRELIMINARES
• Estereopsia – 3º Grau da Visão Binocular
• Titmus ou Fly Test AULA 4
• Teste de Lang
• Randot
• Frisby
CA/A relação
WORTH dividiu a visão binocular em:
1º GRAU - PERCEPÇÃO SIMULTÂNEA ( 2 imagens totalmente
diferentes, mas complementares ).
2º GRAU - FUSÃO ( as 2 imagens são semelhantes, mas alguns
detalhes variam ).
3º GRAU - VISÃO ESTEREOSCÓPICA ( Imagens são idênticas,
mas um pouco deslocadas ).
VISÃO BINOCULAR
integridade anatómica e dióptrica dos globos oculares
campo visual binocular
importância da correspondência retiniana
integridade do mecanismo muscular
MECANISMOS DE VISÃO BINOCULAR
Incoordenação ocular normal até aos 6 meses.
Até ao 4º mês, a acomodação é impossível, dado que os músculos ciliares e a
fóvea não são ainda desenvolvidas.
Do 6º mês até aos 3 anos de idade, existe um desacordo entre a acomodação e
a convergência, explicando o início tardio dos estrabismos acomodativos.
DESENVOLVIMENTO DA VISÃO BINOCULAR
Deve ser realizada em crianças que apresentam problemas de aprendizagem e
baixo rendimento escolar.
Podemos avaliar a percepção simultânea, a fusão, e quantificar o nível de
estereopsia do paciente.
Com base nas respostas do paciente, os testes subjetivos identificará se existe
alguma alteração na Visão Binocular ou se possui uma visão normal.
AVALIAÇÃO DA VISÃO BINOCULAR
MEDIDAS SUBJETIVAS DE DESVIO
É um dos testes subjetivos que requer a participação do paciente para mostrar
a disparidade da fixação.
É necessário a visão simultânea e não determina o grau do desvio.
Colocamos a lente RED MADDOX no olho direito do paciente e a 40 cm
apontamos um reflexo luminoso, a resposta sobre como o ele vê o reflexo,
revelará o tipo da heteroforia.
TESTE DE MADDOX
RED MADDOX, ASA DE MADDOX, MADDOX WING
1- Prismas do Maddox horizontais mede desvios verticais
2 - Prismas Maddox verticais mede os desvios horizontais
VIDROS ESTRIADOS DE BAGOLINI
O estímulo único estimula a fóvea do olho fixador e o ponto
zero do olho desviado.
VANTAGEM:
São utilizados em condições muito próximas da visão normal
É composto de lentes planas opticamente, com estriações
imperceptíveis, e que produzem uma faixa luminosa, quando a
pessoa olha para uma fonte luminosa.
VIDROS ESTRIADOS BAGOLINI
Através dos vidros estriados de Bagolini, é possível avaliar:
• Supressão;
• Correspondência retiniana;
• Desvios torcionais (somente tropias);
• Tropias e forias (horizontais e verticais).
O Teste consiste em posicionar duas lentes estriadas à frente de ambos
os olhos.
O paciente verá uma linha posicionada a 45º no olho direito, e no olho
esquerdo, verá a linha posicionada a 135º
VIDROS ESTRIADOS DE BAGOLINI
Paciente com fusão e Correspondência Retiniana Normal (CRN) ou com
heterotropia e Correspondência Retiniana Anômala (CRA) deverá ver o
cruzamento de 2 linhas, uma linha a 135º com o olho direito, e uma linha a 45º
com o olho esquerdo.
RESULTADOS
RESULTADOS
RESULTADOS
As disparidades horizontais das imagens que estimulam ambas as retinas são responsáveis pela
estereopsia.
Há uma relação entre a Acuidade Visual e a Acuidade Esteroscópica como mostrado na Tabela a
seguir.
Por exemplo, se a esteropsia é 60’’ de arco, sua Acuidade Visual deve ser pelo menos 20/40.
Lentes filtrantes como as polarizadas ou verde vermelho provocarão uma disparidade retiniana e
dessa forma se medirá a estereopsia
Estereopsia
AV Estereopsia
AV
ESTEREOPSIA 40” 20/25 140” 20/70
3º GRAU DA VISÃO 50” 20/30 200” 20/80
60” 20/40 400” 20/100
BINOCULAR 80” 20/50 800” 20/200
100” 20/60 <800” <20/800
O Teste de TITMUS usa cartões vectorgráficos.
Ele deverá ver as asas da mosca como se elas estivessem em alto relevo ou
saindo para fora da página.
Se ele não conseguir isso, indica visão monocular. Não tem estereopsia ou
visão 3D
TITMUS OU FLY TEST
O Teste de Lang consiste em telas cilíndricas que fazem com que cada olho veja
alternadamente uma imagem diferente.
A Visão Binocular unirá as imagens por meio da fusão. Não há necessidade de usarmos
filtros polarizados e nem verdevermelhos.
O Teste de Lang I foi criado para facilitar a medição da estereopsia em crianças. : pequenos
pontos casuais e em um retículo de lentes cilíndricas paralelas.
Os estereogramas provocam uma disparidade retiniana horizontal quando há visão binocular.
Nesse caso, a figura pode ser vista em relevo. Já na visão monocular, não podem ser
percebidas.
TESTE DE LANG
Observe os movimentos dos olhos durante a avaliação;
Mantenha o cartão de Teste exatamente perpendicular, a
uma distância de cerca de 40cm;
Pergunte se a criança pode ver algum objeto ou desenho no
Teste e observe os movimentos de busca de seus olhos;
PROCEDIMENTO – LANG I E II
Quando ela reconhecer um objeto tridimensional, peça para procurar objetos
3D adicionais e também para apontá-los e descrevêlos.
Podemos passar para a parte II do teste.
Positivo: localização correta e nomenclatura de todos os objetos ocultos, movimentos
olhos normalmente saltando de um objeto para o outro;
Negativo: nenhum objeto pode ser descoberto e os movimentos dos olhos também não
indicam reconhecimento de objetos 3D. Os olhos examinam o cartão de teste, mas não
são capazes de encontrar as figuras;
Duvidoso: apenas um objeto 3D oculto é localizado e chamado corretamente, os olhos
fazem a varredura do cartão para procurar objetos.
Útil para rastreamento em crianças. Sem necessidade de filtros
RESULTADOS
O Teste de Randot é formado por duas imagens sobrepostas de pontos pseudo
aleatórios com polarização oposta, um polarizado a 45º e a outra a 135º.
É um teste que pode detectar esteropsia em uma faixa de 20 a 500 segundos de
arco, a desvantagem é que há pistas monoculares presentes.
As crianças podem facilmente ver as figuras de animais.
RANDOT
Em cada placa quadrada transparente (são 3 placas no total), quatro padrões
semelhantes (esterogramas de pontos aleatórios) são impressos em um dos
lados.
No outro lado da placa, na parte central de um dos quatro padrões, há uma
área circular onde é impressa a parte central da imagem podendo ser notada
por aqueles que tem estereopsia, pois aparece em profundidade.
Podemos alternar os lados da placa: ora o paciente vê o círculo alto como se
estivesse saindo da placa, e ora vê o círculo fundo na placa.
FRISBY
As três placas, quando observadas em diferentes distâncias, podem produzir
uma disparidade retiniana da área circular entre 600 e 7 segundos de arco.
Para evitar a percepção monocular, o paciente não deve mover a cabeça
durante o teste. Mudando a posição da placa, por exemplo, virando de cabeça
para baixo ou girando 180º, é possível alterar a posição do padrão com relevo.
O paciente deve estar sempre corrigido opticamente (óculos ou lentes de
contato) quando em avaliação da Visão Binocular (percepção simultânea,
fusão e estereopsia).
É diagnóstico:
• Mede os desvios, classificando os ângulos de medição em objetivo e subjetivo
(ou seja, o que é medido pelo observador e o que o doente refere)
• Avalia fusão, percepção simultânea, estereopsia e amplitudes de fusão
• Mede relação CA/A
• Mede o escotoma de supressão
• Quantifica o desvio torsional
SINOPTÓFORO
É terapêutico:
Permite a execução de exercícios de convergência que estimulam a fusão.
São contestados por alguns estrabologistas por um lado o seu resultado é transitório, e
por outro aumentam a variabilidade do ângulo, o que dificulta o planejamento
cirúrgico.
Pode hipervalorizar os ESOdesvios e hipovalorizar os EXOdesvios
RELAÇÃO DE CA/A
A relação CA/A mede a relação da convergência ocular (CA) associada à
acomodação (A).
Pode ser utilizado para avaliação de estrabismos acomodativos.
O diagnóstico é feito pelo estudo da variação do ângulo do desvio, com e sem
correção óptica.
Uma relação muito alta pode levar a um esodesvio e uma muito baixa, a um
exodesvio.
MÉTODOS DE MEDIÇÃO CA/A: método da heteroforias e método
gradiente
ESTRABISMO ACOMODATIVO
A relação CA/A é definida como a quantidade de convergência medida em
dioptrias prismáticas por unidade em dioptrias de resposta acomodativa.
Toda acomodação produz certa quantidade de convergência, denominada
convergência acomodativa.
RELAÇÃO CONVERGÊNCIA ACOMODATIVA/
ACOMODAÇÃO (CA/A)
MÉTODO HETEROFORIA
Calcula a relação dividindo a diferença entre as medidas de perto e de longe,
pela fixação de perto em dioptrias (3 dioptrias) ou multiplicando este valor
pela distância de perto (1/3m). O número obtido é somado à distância
interpupilar em centímetros.
MÉTODOS DE MEDIÇÃO CA/A
PD = DISTÂNCIA INTERPUPILAR
Δ N = DESVIO DE PERTO
Δ d = DESVIO DE LONGE
MÉTODO DA HETEROFORIA
Δ 1= desvio das lente somadas (perto)
Δ 0 = desvio das lentes somadas (longe)
D = poder das lentes em dioptrias
MÉTODO GRADIENTE
MÉTODO GRADIENTE
Usamos lentes +3.00 e -3.00 somadas à correção óptica a uma distancia fixa.
O examinador tem que assegurar que o paciente faz um esforço para ver um objeto de
fixação.
O método mais usado para essa avaliação é o gradiente, que se baseia na variação da resposta
vergencial frente a um estímulo acomodativo, sem variar a distância de teste, estimulando
com lentes positivas a exoforia (X), e com lentes negativas a esoforia (E).
Tem por objetivo avaliar a possibilidade de diminuir os sintomas de astenopia por fazer
alteração do valor esférico da refração final em, no máximo, 1,00 D em AO, sendo ela
positiva ou negativa.
MÉTODOS DE MEDIÇÃO CA/A
Paciente corrigido para longe na armação de prova;
Avaliar possíveis forias através do cover teste, realizando a medida do desvio em dioptrias prismáticas
– foria sem as lentes de 1,00 D;
Diante de exoforia, usar lentes de –1,00 D em AO e para esoforia, lentes de +1,00 D
Com as lentes de 1,00 D, repetir o cover teste medindo o tamanho do desvio, se houver;
Com tais dados poderemos calcular a relação de CA/A:
Entre 4 e 3,5 é considerado normal.
Acima de 4 é considerado alto.
Abaixo de 3,5 é considerado baixo.
CALCULANDO CA/A PELO MÉTODO
DO GRADIENTE
A sincinesia entre a acomodação e
convergência produz efeitos
fisiológicos importantes na visão
binocular ao fixar o olhar para perto,
adequando a convergência binocular a
cada demanda acomodativa.
Para manter a binocularidade,
pacientes exofóricos e/ou esofóricos
exercem esforço extra para convergir
ou divergir os eixos visuais – por isso
relatam sintomas de astenopia.
CALCULANDO EM MÉTODO GRADIENTE
MÉTODO GRADIENTE
CALCULANDO PELO MÉTODO DAS
HETEROFORIAS
No método de heteroforias usaremos a DIP em cm, o tamanho do desvio em
dioptrias prismáticas para longe e para perto e a distância em metros. O
paciente deve usar a sua correção total.
MÉTODO DE HETEROFORIAS
Para baixa proporção de CA/A: aumentar lentes negativas ou abaixar as lentes
positivas.
Para alta proporção de CA/A: bifocais ou multifocais
O uso de prismas ou deslocamento da DP pode ser estudado.
RELAÇÃO DE CA/A
BONS ESTUDOS
PROF(A).: ADRIANA DINIZ
21.99296-1218
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