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Comunicação e Expressão 2024

O documento aborda regras de ortografia da língua portuguesa, incluindo o uso correto de letras, sufixos e acentuação. Ele detalha a grafia de palavras, a formação de substantivos e a diferenciação entre homógrafos. Além disso, explica os quatro usos da palavra 'porquê' e a importância da acentuação gráfica para a pronúncia e compreensão das palavras.
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Comunicação e Expressão 2024

O documento aborda regras de ortografia da língua portuguesa, incluindo o uso correto de letras, sufixos e acentuação. Ele detalha a grafia de palavras, a formação de substantivos e a diferenciação entre homógrafos. Além disso, explica os quatro usos da palavra 'porquê' e a importância da acentuação gráfica para a pronúncia e compreensão das palavras.
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33ºBPM

/I
Aula 03 e 04 - ORTOGRAFIA
• ORTOGRAFIA é o estudo da correta grafia das palavras, segundo os padrões
cultos da língua. (do grego ortho = correto; grafia = escrita)
• Há na língua portuguesa vinte e seis letras:
A - B - C- D - E - F - G - H - I - J -K - L - M -N - O - P - Q - R - S - T - U - V- W - X - Y - Z.
Usamos as letras K, W e Y em:
Siglas, símbolos e unidades de medidas internacionais
Km (quilômetro), Kg (quilograma, quilo), W (tungstênio ou watt) Yd (jarda)
Palavras estrangeiras usadas entre nós com a grafia original –
marketing, know-how, show, playground
Nomes próprios originários de outra língua e seus derivados –
Shakespeare, shakespeariano; Kant, kantiano; Byron – byroniano.
33ºBPM
/I
O emprego dos sufixos: “-SSÃO”, “-SÃO” e
“-ÇÃO”
• Escreve-se com SS:...SSÃO - Todos os substantivos derivados de
verbos terminados em “GREDIR”, “MITIR”, “CEDER” e “CUTIR”.
• Exemplos: agredir = agressão, regredir=regressão /
transgredir=transgressão
omitir = omissão, emitir=emissão / admitir=adminissão
interceder = intercessão / Conceder – Concessão
proceder – processo / Exceder – Excesso
percutir = percussão, discutir=discussão / repercutir = repercussão
O emprego dos sufixos: “-SSÃO”, “-SÃO” e
“-ÇÃO”
• Grafa-se com S: ....... SÃO - Todos os substantivos derivados de
verbos terminados em NDER, NDIR, ERTER, ERTIR, ERGIR e PELIR.
• Exemplos: tender = tensão / compreender=compreensão
• expandir=expansão, fundir=fusão /
• verter = versão, reverter=reversão /
• divertir=diversão / aspergir=aspersão,
• imergir=imersão /
• expelir = expulsão / repelir=repulsão.
O emprego dos sufixos: “-SSÃO”, “-SÃO” e
“-ÇÃO”
• Escreve-se com Ç: ....... ÇÃO - Os substantivos correspondentes aos
verbos derivados dos verbos TER e TORCER.
Exemplos: reter = retenção /
Contorcer = contorção / torcer = torção / retorcer=retorção
• nas palavras derivadas de vocábulos terminados em -to, -tor, -tivo
Exemplo: correto = correção, intento=intenção, canto=canção /
infrator=infração, trator=tração / introspectivo=introspecção,
relativo=relação, ativo=ação, intuitivo=intuição.
O emprego dos sufixos: “-SSÃO”, “-SÃO” e
“-ÇÃO”
• Nos substantivos formados pela posposição do -ção ao tema de um
verbo. (Tema é o que sobra, quando se retira a desinência de
infinitivo - r - do verbo).
- ou seja, na formação de substantivos derivados de verbos com ideia
de ação.
Ex: Internar – r + ção = internação,
Nomear – r + ção = nomeação,
educar - r + ção = educação.
Uso da letra X , do dígrafo CH e
SC
1. Escrevem-se com X: EXEMPLOS exceção

mexer, mexilhão, mexerica, mexerico.


Palavras iniciadas por: ME - .... mecha
Palavras iniciadas por: EN - ..... encher, enchente
enxada, enxaqueca, enxurrada, enxame, (derivam de cheio).
enxerido, enxerto. encharcar (charco)

Após o ditongo
abaixar, ameixa, deixar, queixa, peixe, frouxo. recauchutar, guache

Palavras de origem indígena, xavante, xará, abacaxi (indígena). axé, caxumba


africana e inglesas (africana).
aportuguesadas. xerife, xampu, xerox (inglesa).

bexiga, laxante, xingar, xícara, xarope, faxina, graxa, praxe, roxo, puxar,
Outras: xenofobia, rixa.
Uso da letra X , do dígrafo CH e
SC
• Escrevem-se com CH, entre outros, os seguintes vocábulos:
Apetrecho, bucha, brecha, cachaça, chave, chassi, cheiro, chinelo,
chute, chuchu, cochilo, cochilar, fachada, ficha, flecha, mochila,
pechincha, sanduíche, tocha, pichar, piche, linchar.

• Algumas palavras em que se usa “SC”


Acréscimo, adolescente, consciência, crescer, convalescença, discente,
disciplina, imprescindível, oscilar, piscina, plebiscito.
Usa-se S: EXEMPLOS

Nos adjetivos terminados pelos sufixos -OSO /-OSA formoso, cheiroso, gostosa, teimosa. Exceção: gozo
Nos sufixos –ÊS / -ESA, indicadores de origem e títulos de
nobreza holandês, camponesa, princesa, calabrês.
No sufixo – ISA das ocupações feminina poetisa, sacerdotisa.
Depois de ditongo (com som de Z) mausoléu, coisa, maisena.
Nas formas dos verbos PÔR e QUERER pus, pusera, puser, quis, quiséssemos, quisera.

casa – casinha – casebre


lápis – lapiseira - lapisinho atrás – atrasar
– atrasado análise – analisar
aviso –avisar paralisia – paralisar
Nas palavras derivadas cujo radical termina em S pesquisa – pesquisar liso – alisar

Exceções da terminação -isar:


catequese – catequizar
batismo – batizar síntese –
sintetizar
EXEMPLOS
Usa-se Z
Nos sufixos –EZ / -EZA, formadores de substantivos
abstratos a partir de adjetivos que denotam pobreza (de pobre), limpeza (de limpo), frieza (de
qualidade física ou moral frio).

fértil = fertilizar, fertilizantes; civil = civilizar,


civilização; social = socializar;
Os verbos formados com o sufixo - IZAR (quando na
palavra primitiva não tiver S) valor = valorizar; suave = suavizar;
legal = legalizar; imune = imunizar;
atual = atualizar, final = finalizar etc.

cicatrizante, cicatrizar (de cicatriz), cruzeiro (de


Nas palavras derivadas de uma primitiva cruz), enraizar (de raiz), esvaziar (de vazio),
grafada com Z deslize (deslizamento, deslizante, desliza) etc.

Outras: azar, amizade, aprazível (agradável), buzina, ojeriza


(antipatia), prezado, embriaguez etc.
USO DAS LETRAS “G” E “J” PARA
REPRESENTAR O FONEMA /J/
ESCREVEM-SE COM G:
• Os substantivos terminados em –AGEM, -IGEM, -UGEM:
• Exemplos: garagem, massagem, viagem (viagem é substantivo),
origem, vertigem, ferrugem. Exceção: Pajem, Lajem e Lambujem

• As palavras terminadas em –ÁGIO, -ÉGIO, -ÍGIO, -ÓGIO, -ÚGIO:


• Exemplos: contágio, estágio, colégio, prestígio, privilégio, prodígio,
relógio (do latim: horologium), refúgio.
USO DAS LETRAS “G” E “J” PARA
REPRESENTAR O FONEMA /J/
ESCREVEM-SE COM G:

• Palavras derivadas de outras que se grafam com G:


Exemplos: massagista (massagem) – vertiginoso (vertigem) –
ferruginoso (ferrugem) – engessar (gesso) – faringite (faringe) –
selvageria (selvagem), exigir (exigência), atingir (atingem), tingir
(tingido) etc.
USO DAS LETRAS “G” E “J” PARA REPRESENTAR O
FONEMA /J/
• ESCREVEM-SE COM J:
Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm - J:
• laranja: laranjeira, loja: lojinha, granja: granjeiro, gorja: gorjeta, lisonja:
lisonjeiro, laje, lajedo (piso em placa para proteger o solo-construção),
nojo – nojeira, projeto - projetar, jeito – jeitoso, enjeitar.

• Todas as formas da conjunção dos verbos terminados em JAR ou JEAR:


arranjar: arranje, viajar: viaje (verbo), despejar: despejei, gorjear: gorjeia
USO DAS LETRAS “G” E “J” PARA REPRESENTAR O
FONEMA /J/
• ESCREVEM-SE COM J:
• Palavras de origem indígena ou africana:
• Moji (tupi: rio), mojiano, canjica (africa: “kanzika”), jerimum (tupi),
jequitibá (tupi), jenipapo(tupi), jiló (africa/asia), pajé(tupi) etc. Caçula,
moleque, fuba, cachaça - (africa)
• (Por tradição, usa-se G em Mogi das Cruzes, Mogi-Mirim e Sergipe)
• As seguintes palavras:
projétil ou projetil, berinjela, majestade, majestoso, sujeira, traje,
ultraje.
ATENÇÃO NA ORTOGRAFIA DESTAS PALAVRAS:

beneficente, cadeado, empecilho, meritíssimo, tábua,


supetão, bueiro, botequim, bússola, seringa.
TAMBÉM NÃO CONFUNDA!

TAXA (imposto)....TACHA (prego) /


SUAR (transpirar) SOAR (som, bater o sino)
CUMPRIMENTO (saudação)........... COMPRIMENTO (medida)
OS QUATRO PORQUÊS DA LÍNGUA
PORTUGUESA
A palavra porquê, conforme sua posição e seu significado na frase,
aparece escrita de quatro maneiras diferentes. .
• POR QUE: Utilizado em perguntas diretas ou indiretas, sempre quando houver uma dúvida ou curiosidade. Pode ser
substituído por "pelo qual", "pela qual", "pelos quais", "pelas quais" quando a pergunta envolver um objeto ou motivo.
Exemplo:

a) = POR QUAL MOTIVO (pronome interrogativo). Eis por que ele faltou. Por que você tirou férias?
Perguntaram-me por que havia saído. Por que estávamos preocupados?

b) = PELO (A) QUAL, PELOS (AS) QUAIS (pronome relativo).


Os motivos por que ele gritou são desconhecidos. Aqui está a porta por que entrei na casa.

c) = POR QUAL (pronome indefinido). Por que caminho seguiremos? Não sei por que razão ela quer voltar.

d) POR (preposição) + QUE (conjunção integrante). Quando "por" é seguido da conjunção "que", formando a expressão
"por que," ele atua como uma conjunção integrante. Aquela que introduz oração substantiva.

Todos ansiavam por que a festa começasse. Luto por que minhas ideias sejam aceitas.
(para que) (para que) : preposição + conjunção
• PORQUE: (conjunção causal ou explicativa) uma explica o que está
dito na outra. = pois, por causa que, uma vez que. (Resposta)
Frases afirmativas que indiquem causa ou explicação.
Ele faltou porque estava cansado.
Venha logo, porque a festa já vai começar.
Vá embora, porque ela já vai chegar.
Escolhemos esta viagem, porque é a melhor.
PORQUÊ: (substantivo masculino). Explicação de uma ação. Aquilo que faz
com que algo aconteça = a causa, o motivo. Sempre antecedido por um
determinante, “o” ou “um”.
Também usado para esclarecer um fato. Ele sabe o porquê desta situação.
Exemplos:
Eis o porquê de ele ter faltado.
Não sei o porquê de sua pergunta.
Agora já sei seus porquês.
Não entendo o porquê dessa discussão.
Qual seria o porquê desse casamento.
POR QUÊ: em final de frase (seguido de ponto, interrogação,
exclamação, reticências ou dois pontos).

Não entendi por quê! /


As medidas foram tomadas por quê? /
Explique por quê.
Respostas
Perguntas
Perguntasno
==porque
fim
Pordas
quefrases = por quê Uma
Por
Porvez
qual
qual
que,
razão
motivo
pois
Substantivo = (o) porquê o motivo

OS QUATRO PORQUÊS DA LÍNGUA


PORTUGUESA
• ...ou seja:
• Por que: usado para Perguntas. (pode ser trocado por: “Por qual razão”)
• Porque: usado para Respostas. (pode ser trocado por: “Uma vez que,
pois”)
• Por quê: usado para Perguntas no fim das frases. (pode ser trocado por:
“Por qual motivo”)
• Porquê: funciona como Substantivo. O porquê = o motivo
1. Forme outras palavras, acrescendo-lhe os • expandir = expansão
sufixos “-são”, “-ssão” e “-ção”. • reverter = reversão
regredir = regressão • imergir = imersão
transgredir = transgressão • divertir = diversão
demitir = demissão • deter = detenção
transmitir = transmissão • distorcer = distorção
admitir = admissão • conter = contenção
conceder = concessão • exceto = exceção
repercutir = repercussão • intuitivo = intuição
• compreender = compreensão • redator = redação
• apreender = apreensão
• pretender = pretensão
2.Transforme o substantivo em verbo, usando IZAR ou ISAR
Análise = analisar
paralisia = paralisar
pesquisa = pesquisar
civil = civilizar
legal = legalizar
normal = normalizar
suave = suavizar
deslize = deslizar
Aulas 05 e 06 - Acentuação
Gráfica
A acentuação gráfica é um conjunto
de regras da língua portuguesa que
determina o uso de acentos gráficos
sobre determinadas vogais para
indicar aspectos fonéticos, de
intensidade ou de tonicidade das
palavras.

Os principais acentos são o agudo (´), o circunflexo (^) e o til (~).


• Diferenciação de Palavras:
A acentuação gráfica é crucial para distinguir palavras homógrafas, ou seja,
aquelas que se escrevem da mesma forma, mas têm significados diferentes.
"pá" (instrumento) e "pa" (abreviação de palavra).

• Marcação de Sílaba Tônica


Os acentos indicam a sílaba tônica das palavras, o que é fundamental para
a correta pronúncia e compreensão do significado.
"pôr" (verbo), a sílaba tônica é "pô", enquanto em "por" (preposição), a
sílaba tônica é "por".
• Correção Gramatical
A acentuação gráfica contribui para a correção gramatical das palavras,
sendo uma parte essencial das normas de escrita da língua portuguesa.
O seu uso adequado é fundamental em contextos formais, como
documentos oficiais, redações e comunicações profissionais.

• Conservação do Sentido
A ausência ou aplicação incorreta dos acentos pode alterar o sentido das
palavras e, consequentemente, o significado das frases.
• Padronização da Escrita
As regras de acentuação gráfica proporcionam uma padronização na escrita
da língua portuguesa, o que é essencial para a comunicação eficiente e
compreensão mútua entre os falantes.

Portanto, a acentuação gráfica desempenha um papel fundamental na


linguagem escrita, contribuindo para a correção, clareza e precisão da
comunicação em português.
NORMAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA, SEGUNDO O
ACORDO ORTOGRÁFICO
• MONOSSÍLABAS: são palavras formadas com uma sílaba. PÁ, PÉ, PÓ.
• SÍLABA TÔNICA: sílaba mais forte em uma palavra, ou seja, que pronunciamos
com maior intensidade. Dividem-se em:
• OXÍTONA:quando a sílaba tônica é a última sílaba.
Ex: fu-NIL, ca-FÉ, ca-QUI, ra-PAZ, u-re-TER, ca-JU...
• PAROXÍTONA: quando a sílaba tônica é a penúltima sílaba..
Ex: gra-TUI-to, es-CO-la, sol-DA-do, o-cor- rên-cia, Mai-u-me...
• PROPAROXÍTONA: quando a sílaba tônica é a antepenúltima sílaba.
Ex: pÚ-bli-co, qui-LÔ-me-tro,...
• DITONGO: é a junção de uma vogal (a,e,o) com uma semivogal (i,u)
proferidas em uma só sílaba, as quais não se separam.
Ex: á-gua, po-lí-cia, pai, rei, sou.
• HIATO: é a ligação de vogais proferidas em sílabas distintas, ou seja, em
sílabas separadas.
Ex: ca-í-da, ga-ú-cho boi-a-da, a-or-ta, do-er, cru-el, vo-o, co-e-lho.

As regras de acentuação estão relacionadas com o posicionamento da sílaba


tônica (a sílaba pronunciada com maior intensidade).
Há regras específicas para palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
NORMAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA, SEGUNDO O
ACORDO ORTOGRÁFICO

• Todas as palavras PROPAROXÍTONAS são acentuadas:


Ex.: vítima, amazônica, parabólica, matemática, lâmpada, veículo, público,
exército, gótico, fôlego, iídiche e feiíssimo etc.
• Língua indo-européia

Não se acentua a primeira vogal dos hiatos “OO” e “EE:”. voo, coo, enjoo,
perdoo, zoo, abençoo, creem, deem, leem, veem, descreem, releem, etc.
Acentuam-se as palavras PAROXÍTONAS terminadas em:

L: amável, níquel, difícil...


júri, lápis, tênis, táxi, beribéri,
I (S):
tênis.
N: pólen, hífen, éden....
U (s): bônus, vírus, vênus, ônus...
R:caráter, revólver, açúcar...
X: fênix, clímax, ônix...
Ã(s):órfã, órfãs, ímã, ímãs.
ÃO(s): órgão, órgãos, bênção, sótão...
UM/UNS): fórum, fóruns, álbum, álbuns...
PS:bíceps, fórceps, tríceps...
história, tênue, ânsia, mágoa, pátios,
DITONGO crescente seguido ou não de S: série, mágoa.
PAROXÍTONAS não acentuados:

A:
Ultra, apoia, ajuda, adeia,
Pare, sobre,
alcatalcaloide,
eia...
E:
O:
Teto, apoio, abraço, acerto,
amizade...
M: acordoquerem...
Imagem, homem, ..

...seguidos ou não de S
Lembr
•ete:
Nas paroxítonas, os ditongos abertos –EI e –OI não são acentuados.
Ex.: colmeia, assembleia, ideia, asteroide, paranoico, jiboia, plateia,
Coreia, boia, heroico, paranoia, ...
.

Acentuam-se HIATOS quando:


• São acentuados as letras: /I/ ou /U/ tônicos quando ficarem sozinhos ou
acompanhados de / s /.
Exemplos:
ru-í-na= hiato com a segunda vogal /I/ que ficou sozinha na sílaba.
ego-ís-ta= hiato com a segunda vogal /I/ acompanhado com /S/ na sílaba.

caí = ca-í; saída = sa-í-da, saúva = sa-ú-va; faísca = fa-ís-ca, ra-í-zes,


balaústre=ba-la-ús-tre, he-ro-í-na, ca-fe-í-na, ju-í-zo, con-tra-í-la, Gra-ja-ú.
Não acentuam-se os HIATOS quando:
Quando o /I/ ou /U/ forem seguidas de NH / ou antecedidas de ditongo.
• ra-i-nha= hiato com a segunda vogal /I/ que ficou sozinha na sílaba, porém
seguido de nh, por isso não se acentua. (= para: moinho, tainha)
•bai-u-ca= hiato com a segunda vogal /U/ que ficou sozinha na sílaba, porém
antecedido de ditongo, por isso não se acentua.
• (O mesmo ocorre com: feiura, taoismo, bo-cai-u-va, fei-i-nho, Mai-u-me –
termina com e , Mai-ú-mi – termina com i (acentua-se as parox term em i).
• houver o “I” ou o “U” duplicado.
Tapii (espécie de formiga), tapiira (anta), xiita, sucuuba (espécie de árvore), paracuuba (espécie de árvore)
• Atenção: O acento também não ocorre quando o i ou u tônico formarem sílaba com as letras l, m, n, r ou z
Exemplo: a-da-il, ru-im, con-tri-bu-in-te, re-tri-bu-ir-des, ra-iz.
NORMAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA, SEGUNDO O
ACORDO ORTOGRÁFICO
• Acentuam-se as MONOSSÍLABAS tônicas terminadas em:
• A (s): pá, má, más...
• E (s): pé, pés, fé, mês...
• O (s): dó, só, sós...

• Acentuam-se as OXÍTONAS terminadas em:


• A (s): cajá, vatapá, serás.
• E (s): café, até, vocês...
• O (s): dominó, avô, avós...
• EM (s): também, armazém, parabéns, ningém, ele intervém.
Normas de acentuação gráfica
Acentuam-se as formas verbais OXÍTONAS E
MONOSSÍLABAS, terminadas em:
- - seguidas deLO(s) e
A
E O, LA(s).
Ex: fazê-la, cantá-la, recebê-las, pô-la, vê-lo, quí-lo.
Ditongos abertos ÉI(S), ÉU(S) e ÓI (S), são acentuados nas
palavras monossílabas e oxítonas.
Ex.: réis, anéis, papéis, tonéis, pastéis, réu, céu (s), chapéu
(s), herói, véu (s), rouxinóis.
• Na oxítonas, as vogais i(s) e u(s), são acentuadas depois de um ditongo.
Ex: Piauí, tuiuiú e teiús
Acento em formas verbais: verbos ter e vir, bem como em seus derivados (deter, manter, reter, intervir, etc.).

Acento em formas verbais: verbos ter e vir, bem como em seus derivados
(deter, manter, reter, intervir, etc.).
3ª Pessoa Singular (ele) 3ª Pessoa Plural (eles)
Tem Têm
Vem Vêm
Contém Contêm
Mantém Mantêm
Intervém Intervêm
Detém Detêm
Convém Convêm
Usa-se o acento diferencial nas palavras: ele é utilizado para permitir a identificação
mais fácil de palavras homófonas, ou seja, que têm a mesma pronúncia.
Antigamente, usavamos o acento diferencial - agudo ou circunflexo - em vocábulos como:

pára(verbo), evitando confundir com para (preposição), e mais:

pela” (preposição com artigo) e “péla” (conjugação do verbo “pelar” – tirar a pele)
pelo” (preposição com artigo) e “pêlo” (substantivo)

pólo (jogo) e polo (a união antiga e popular de por + lo) e


polo (filhote de gavião com menos de um ano – pronúncia igual bolo);
pêra (fruto) e péra (o substantivo arcaico que significa pedra), em oposição a pera (a
preposição arcaica que significa para).
NO ENTANTO, duas palavras obrigatoriamente continuarão recebendo o acento diferencial:
pôde (passado) ≠ pode (presente)
Ela pode me mandar uma mensagem amanhã.
Ela não pôde vir à reunião da semana passada, pois estava doente.
pôr (verbo) ≠ por (preposição)
Você pode pôr a chave ali em cima, por favor.
Vamos procurar por quanto tempo?
Observação: É facultativo o emprego do acento circunflexo para diferenciar as palavras
forma / fôrma, desde que garantida a clareza da frase.
• Exemplo: Ela fez um bolo naquela fôrma com forma de coração.
Podemos verificar a diferença de significado também entre estas palavras:
O bebê bebe leite. / A sábia sabiá sabia voar. / Sentimos um dó do rapaz.
Desde maio ela não usava maiô.
A babá limpou a baba da criança. / Meus pais viajaram para fora do país. /
Eu publico matérias no jornal parao público. / A secretária encontra-se na
secretaria. / Por que esta menina esta chorando tanto.

O camelô nunca viu um camelo. / Controlada a ira, ela irá conversar com ele.
Solicito uma reunião com o solícito prefeito.
Eu não me medico, pois prefiro ir ao médico. / Paguei o carnê e fui ao
mercado comprar carne. Pessoas más chegaram, mas não me inportei.
Trema

Usa-se o trema somente nas palavras derivadas de nomes próprios


estrangeiros: mülleriano, de Müller, etc.

NÃO ERRE estas palavras: Rubrica ou Rúbrica. / Ínterim ou Interim.

O correto: RU-BRI-CA.(palavra paroxítona)


ÍN-TE-RIM. (palavra proparoxítona).
O HÍFEN é um sinal gráfico, entre suas funções podemos citar:

* ligar palavras compostas; fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas


formas verbais; separar as sílabas de um dado vocábulo; ligar algumas palavras
precedidas de prefixos etc.

* A última reforma ortográfica trouxe mudanças em relação à aplicabilidade do


hífen.

* Sendo assim, dada a complexidade que se atribui ao sinal em


questão, enfatizaremos apenas alguns casos.
Uso do hífen em termos
compostos
• Com o passar do tempo, alguns compostos perderam a noção de
composição, e passaram a se escrever aglutinadamente, como é o caso
de: girassol, madressilva, pontapé, etc.

E estas palavras já se escrevem aglutinadas:


paraquedas, paraquedistas (e afins, paraquedismo, paraquedístico) e
mandachuva.
Prefixos terminados em vogal e falsos prefixos:
• Usa-se o hífen quando o segundo elemento se inicia por vogal
idêntica à vogal final do prefixo ou por H:
Micro-ondas = micro-ondas
Anti higiênico = anti-higiênco
Co herdeiro = co-herdeiro
Sobre humano = sobre-humano
Entre-eixo,
anti-inflamatório e etc.
• Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento
começa com vogal diferente, ou com “s” ou com “r”, neste último caso
duplica-se essas letras.
• Antes: contra-regra, agora: Contrarregra .
• Anti-semita = antissemita
• Infra-estrutura = infraestrutura
• Agro-industrial = agroindustrial; antiaéreo; autoescola; coautor;
infraestrutura; semiaberto; Biorritmo, minissaia, semirrígido.

• Mas atenção! O prefixo “co” junta-se com a 2ª palavra mesmo quando ela
iniciar com O.
• Exemplo: Coordenar; cooperar; cooperação
Prefixos terminado em B (sub)
• Usa-se o hífen quando o 2º elemento é iniciado por B, H ou R:
Ex.: Subepático = sub-hepático; sub-região; sub-humano; sub-reitor; sub-bloco

Dúvida: O acordo não deixa claro se “subumano” passará a ser grafado como
“sub-humano” (não encontrei essa informação, lá diz que é subumano, pg 31)

• Nos demais casos, não devemos usar o hífen, veja:


• Subaéreo, subafluente, subagência, subalimentação, subdelegado,
subdiretor, subinspetor subnutrido.
Lembrando que há também exceções
Prefixo co- ou com- :
• Usa-se o hífen quando o segundo elemento é iniciado por H.
A palavra “co-herdar” não mudou / Co herdeiro = co-herdeiro

• (o hífen desaparece nos outros casos)


Co-edição = coedição
Co-autor = coautor;
coprodução, copiloto, corréu, corresponsável , cogerente, cogestão,
coirmão, e cogestor.
Dúvida: O acordo não deixa claro se “coabitar” passará a ser grafado como “co-habitar”.
Prefixo AD-
Ocorre como prefixo, exprimindo movimento, com o sentido de para,
direção, aproximação, e vários outros sentidos, como em adaptar, aderir,
adventício, advogar etc.

Usa-se o hífen quando o segundo elemento é iniciado por D, H ou R.


“ad-digital” não mudou,
temos também: ad-ligar (ligar-se ou prender-se a algo)
ad-rogação (Ato de pedir ou solicitar algo com insistência)
Prefixo AD-
Dúvida: “Adrenalina” deve continuar igual, mas não está claro se “adrenal”
se torna “ad-renal” (Relacionado às glândulas suprarrenais.)

Mas já está consagrado pelo uso = adrenalina, adrenalite e afins.

Emprega-se o hífen quando o 1.º elemento termina por consoante igual à


que inicia o 2.º elemento:
ad-digital, inter-racial, sub-base, super-revista, etc. (Evanildo Bechara –
Moderna Gramática Portuguesa)
Prefixo CIRCUM- , PAN-
• Usa-se o hífen quando o segundo elemento é iniciado por vogal, H, M
ou N.
Ex.: Circumurado = circum-murado,
circum-navegação, pan-americano,
circum-hospitalar,
circum-oral, etc
Prefixo BEM

Emprega-se o hífen quando o 1º elemento da palavra composta for bem e o


2º elemento começar por vogal ou h:
• bem-apanhado, bem-humorado, bem-estar, bem-amado, etc.

• Obs.: O advérbio bem pode ou não aglutinar-se ao segundo elemento ainda


que este comece por consoante, com o é o caso de:
bendito (=abençoado), benfeito – substantivo (=beneficio), benfeitor.

*** agora, bem-feito funcionando como adjetivo = feito com capricho,


harmonioso
• O hífen desaparece: nas palavras citadas no acordo e nas suas
correlatas, provocando a aglutinação.
Como ocorre em :
Bem-feito = benfeito = beneficio
Bem-querer = benquerer
Bem-querido = benquerido
• Benfeito (substantivo): Não leva hífen e é sinônimo de benfeitoria.
Exemplos: O benfeito da prefeitura melhorou a praça.

• Bem feito (sem hífen):


• É uma interjeição usada para expressar satisfação maldosa diante de uma
consequência negativa sofrida por alguém.
Exemplos:
• “Se deu mal? Bem feito!”
• “Não estudou e tirou nota baixa? Bem feito!”
Prefixo terminado em R:
• continua com o hífen, quando o segundo elemento é iniciado por H
ou R

• NÃO MUDA: super-homem, inter-relação, super-raro, anti-herói, inter-


regional
• Prefixo terminado em MAL:
continua e passa a ser usado diante de L, H e vogal:
• Mal limpo = mal-limpo, mal-humorado = mal-humorado,
mal-habituado=mal-habituado, mal-estar, mal-informado.

• Excessão: malcriado, malgrado, malvisto, etc.


Aulas 7 e 8 - Classes de Palavras: Substantivo, Adjetivo,
Artigo e Numeral.
CLASSES DAS PALAVRAS Temos 10 classes gramaticais

Variáveis: substantivo, adjetivo, artigo,


numeral, pronome e verbo.
Invariáveis: preposição, advérbio, conjunção
e interjeição.

Segundo Celso Cunha: Interjeição é um vocábulo-frase,


ficando excluída de quaisquer das classificações.
* SUBSTANTIVO:
• dá nome a tudo o que existe ou imaginamos existir.
blusa, beleza, medo, Brasil, fantasma, Maria, mesa (...).

Processo de substantivação:
Qdo uma palavra funciona como substantivo quando aparece modificada
por um artigo ou por um pronome (pessoal, possessivo, demonstrativo ou indefinido).

• O amanhã não chegará.


• Nosso jantar será servido a partir das 18h30min.
• Lembrando que ele pode ser flexionado em gênero, número e grau. (9 tipos)
• Comum, Próprio, Simples, Composto, Concreto, Abstrato, Primitivo, Derivado e Coletivo.
* SUBSTANTIVAÇÃO:
• Adjetivo – “Belo”, “estudioso” e “rico” são adjetivos em “belo
espetáculo”, “aluno estudioso” e “homem rico”, MAS Acompanhados de
artigo, porém, transformam-se em substantivos, como em:

“A estética estuda o belo”;


“Os estudiosos não tiveram do que reclamar” e
“Os ricos moram ali”.
• Verbo – É muito comum a substantivação de verbos. Veja que em
“Quero andar mais depressa”, “Vamos falar francamente” e “Não se trata
de ser bom ou ter qualidades”, vemos que:
“andar”, “falar”, “ser” e “ter” são nitidamente verbos.
Entretanto, tais palavras mudam de sentido ao tornarem-se
substantivos em:
“O andar dele é característico”,
“São vários os falares regionais brasileiros” e
“Segue o ensinamento cristão quem se preocupa mais com o ser do
que com o ter”.
ADJETIVO:
• expressa uma qualidade ou característica do ser e se "encaixa"
diretamente ao lado de um substantivo. Concordando com o
número do substantivo a que se referem.
• Ao analisarmos a palavra: bondoso, por exemplo, percebemos que
além de expressar uma qualidade, ela pode ser "encaixada
diretamente" ao lado de um substantivo: homem bondoso, moça
bondosa, pessoa bondosa.
Devemos ainda ficar atentos ao emprego de expressões formadas,
geralmente, por preposição + substantivo que têm valor de adjetivo.
• Essas expressões são chamadas de locuções adjetivas.
Veja alguns exemplos

• Locução: conjunto de duas ou mais palavras que atuam juntas, geralmente desempenhando uma função
gramatical específica na frase.
A Flexão dos Adjetivos pode acontecer de três formas: gênero, número e grau

• em gênero (uniforme e biforme):


A) Uniformes apresentam a mesma forma para o masculino e para o feminino.
Exemplos: inteligente, amável, feliz.
B) Biformes apresentam uma forma diferente para o masculino e outra para o feminino.
Exemplos: atencioso-atenciosa, engraçado-engraçada, ativo-ativa.
• em número (singular e plural), os adjetivos podem assumir a forma singular ou plural. A sua
formação se assemelha a dos substantivos. e
• em grau (comparativo e superlativo) Com grau comparativo comparam-se as características
atribuídas aos substantivos. Podem ser de: Igualdade, Superioridade, Inferioridade.
• Superlativos: Reforça as características atribuídas aos substantivos. Podem ser:
• Relativo - expressa-se em relação a outros elementos de forma superior ou inferior.
• Absoluto - não se expressa em relação a outros elementos. Pode apresentar a forma sintética ou
analítica. O menino é muito atencioso. (superlativo absoluto analítico).
• O menino é atenciosíssimo. (superlativo absoluto sintético)
• Artigo:
indica se o substantivo está sendo empregado de maneira definida ou
indefinida. Indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos
substantivos.
• CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS

• Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira precisa: o, a, os, as.


Ex.: Eu matei o animal. O garoto foi jantar na casa dos pais. As meninas foram
viajar.
• Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de maneira vaga: um,
uma, uns, umas.
Ex: Eu matei um animal. Um dia iremos nos encontrar.
Cuidado para não confundir o artigo indefinido “um” com o numeral “um”, pois o numeral é uma
palavra utilizada para indicar quantidade.
• Os artigos sempre devem concordar com o substantivo em gênero
(masculino e feminino) e número (singular e plural).
Exemplos: o garoto - os garotos.
• Combinação dos Artigos: É muito presente a combinação dos artigos.
ao/aos (a + o/os). Exemplo: O texto é dedicado aos pais.
à/às (a + a/as). Exemplo: Vou à escola todas as manhãs.
da/das (de + a/as). Exemplo: Ganhamos muitos presentes da Inês.
do/dos (de + o/os). Exemplo: Os móveis eram dos nossos avós.
na/nas (em + a/as). Exemplo: O colar está nas coisas da Sônia.
no/nos (em + o/os). Exemplo: Encontramos o anel no corredor.
num/nuns (em + um/uns). Exemplo: Hoje estamos num congresso.
numa/numas (em + uma/umas). Exemplo: Almocei numa lanchonete essa semana.
dum/duns (de + um/uns). Exemplo: Os cadernos encontrados são dum pesquisador.
duma/dumas (de + uma/umas). Exemplo: Preciso dumas blusas para sair.
• NUMERAL:
Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é, que
atribui quantidade aos seres ou os situa em determinada sequência.
• CLASSIFICAÇÃO:
Cardinais: expressam a quantidade: um, dois, setenta, cem;
Ordinais : expressam a ordem em uma sequência: primeiro, segundo, trigésimo,
septuagésimo;
Multiplicativos: expressam a quantidade de vezes em que o número foi
multiplicado: dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo;
Fracionário : expressam a quantidade de vezes que uma quantidade foi
dividida: meio, um terço, um quarto, um quinto;
Coletivos : usados no singular, expressam a quantidade de um conjunto de seres:
dúzia, centena, bimestre, década, novena.
• EMPREGO DOS NUMERAIS:
1.Para indicar os dias do mês
No primeiro dia é utilizado o ordinal: Viajarei em primeiro de outubro.
Nos demais dias usa-se os cardinais: Voltarei em três de março.
2.Para indicar leis, decretos, portarias e outros textos oficiais.
Até o 9 emprega-se o ordinal: Artigo 1º
A partir do 10 emprega-se o cardinal: Artigo 20
3.Para identificar reis, imperadores, papas, séculos e capítulos de livros
Do 1 até o 10 são usados os números ordinais: João Paulo II (segundo), D. Pedro II,
D. João VI (sexto) Século V (quinto).
Do 11 em diante são usados os cardinais, mas o numeral deve estar após o substantivo:
Luís XVI (dezesseis), João XXIII (vinte e três), Século XX (vinte), Capítulo XV (quinze).
• FLEXÕES DOS NUMERAIS:
• Cardinais
Flexiona o gênero: um/uma, dois/duas e os que representam
centenas, duzentos/duzentas, trezentos/trezentas em diante.
Flexiona em número: milhão, bilhão, trilhão, etc. milhões, bilhões,
trilhões, etc.
• Ordinais:
• Flexiona o gênero e número: primeiro/primeira/primeiros.
• contiuna...
• FLEXÕES DOS NUMERAIS:
• Multiplicativos
Quando atuam como substantivo permanecem invariáveis:
Vieram o dobro de pessoas esperadas.
Quando atuam como adjetivos flexionam em gênero e número:
Precisou tomar doses duplas de remédio.
Fracionários
Flexionam em gênero e número: um terço/uma terça parte, dois
terços/duas terças partes
Coletivos: Flexionam em número: uma dúzia, duas dúzias,
bimestre/bimestres
• FLEXÕES DOS NUMERAIS:
Resumindo:
Assim como os adjetivos, os numerais podem concordar em
gênero e número com os substantivos que modificam.
Por exemplo:
Ontem comprei "dois livros", "dois" concorda com "livros" em número.

Ali tem duas gatas brancas", "dois" concorda em gênero e número com
"gatas" (plural feminino).
Ela é a primeira da fila. / Ela pegou o segundo livro. / Ele foi o segundo
colocado. / Os quartos lugares. A terceira edição.
• FLEXÕES DOS NUMERAIS:
Alguns numerais, como os cardinais, podem ser invariáveis e NÃO mudam sua forma,
independentemente do gênero ou número do substantivo ao qual se referem, ou
quando indicam quantidade exata ou não tem como concordar mesmo.

"três livros", "cinco cadeiras", "dez alunos“, "Dez anos" - O numeral "dez" permanece
invariável, não importa se estamos falando de "dez anos" ou "dez anos" (masculino ou
feminino, singular ou plural).

Lembrando que: Alguns numerais podem ser invariáveis em certas


expressões idiomáticas, como “meio-dia”, meia-noite.
• Curiosidade sobre os numerais:
• Ambos e ambas:
são numerais e indicam “os dois”, “um e outro”, “uma e outra”,
“as duas”. Sua utilização é para não repetir nomes/seres que já
foram citados.
• Veja como fica:
• Marcelo e Pedro prestaram o mesmo concurso público e ambos
foram aprovados.
• Lembrando que: não existe a frase: Ambos os dois.
Exercícios
1. Leia as seguintes frases e identifique os substantivos:

• "O policial realizou uma abordagem cuidadosa durante a operação."


• "O Pelotão treinou intensamente para o TAF." "A patrulha recebeu
elogios pela eficiência no policiamento."
• "O policial explicou detalhadamente os procedimentos de segurança."
• "O soldado demonstrou coragem durante a ocorrência.“
• "O Sargento comandou a Unidade de Cavalaria.”
Exercícios
2. Leia as seguintes frases e identifique os adjetivos:

• "A operação policial foi bem-sucedida graças ao planejamento eficiente."


• "O sargento elogiou a atuação rápida da equipe durante a intervenção."
• "A abordagem cuidadosa do policial resultou em uma prisão segura."
• "O treinamento intensivo preparou a tropa para situações desafiadoras."
• "A investigação minuciosa revelou detalhes importantes sobre o caso."
Exercícios
3. Leia as seguintes frases e identifique os Artigos:

• a) "O soldado deve seguir os POP estabelecidos."


• b) "Cada soldado deve ter um uniforme adequado."
• c) "Ao utilizar as armas de fogo, o policial deve seguir as normas
estabelecidas pelos superiores."
• d) "Os policiais realizaram a abordagem seguindo as diretrizes."
• e) "Um policial militar deve reportar qualquer incidente imediatamente."
Exercícios
4. Leia as seguintes frases e identifique os Numerais:

• a) "Vinte policiais foram designados para o patrulhamento."


• b) "A unidade recebeu três novas viaturas para reforçar o patrulhamento."
• c) "Primeiro designar funções, depois montar o boqueio e por último
realizar as fiscalizações."
• d) "O tempo de resposta para atender a uma ocorrência é de dez minutos."
• e) "Cinquenta armas de fogo, vinte coletes à prova de balas, quinze viaturas
e cinco drones."
Aulas 9 e 10 - Classes de Palavras: Verbo
e Advérbio
• VERBO:
O verbo é a palavra que indica: ação, movimento, estado ou fenômeno
meteorológico. Sofre variações de acordo com suas flexões.
• FLEXÃO EM NÚMERO E PESSOA :
A flexão de pessoa e número indica quem está realizando a ação (pessoa) e se é
singular ou plural (número). Eles são conjugados em seis pessoas: primeira,
segunda e terceira pessoa do singular e do plural. Exemplos:
Singular: eu corro, tu corres, ele/ela corre e

no plural: nós corremos, vós correis, eles correm.


MODO VERBAL = indica a atitude do falante em relação à ação expressa pelo verbo.
• Modo Indicativo: quando o falante tem a certeza ou fato é ou será uma realidade.
Exemplos: Estudei muito para a prova. / Estudarei bastante para essa prova.

• Modo Subjuntivo: quando o falante não tem certeza da atitude; o fato é


duvidoso, incerto. Há uma possibilidade de que aconteça.
Exemplos: Pode ser que eu estude hoje. / Se eu fosse você, estudaria.

• Modo Imperativo: quando o falante expressa uma ordem, pedido ou conselho.


Exemplos: Não sejas tão indisciplinado! / “Sê tu uma benção!” Gênesis 12
TEMPO VERBAL = Indica o momento em que a ação ocorre.
São três: presente, pretérito e futuro.
• Presente: tem relação com um fato ou ação que ocorre no momento em que
se fala.
Exemplos: A Unidade de Serviço está em QAP. Eu corro 10 km diariamente.

• Pretérito: tem relação com um fato ou ação que ocorreu anterior à fala.
Exemplos: A Unidade de Serviço estava em QAP. Eu corri 10 km ontem.

• Futuro: tem relação com um fato ou ação que irá ocorrer posterior à fala.
Exemplos: A Unidade de Serviço estará em QAP. Eu correrei 10 km amanhã.
• FORMAS NOMINAIS DO VERBO
São chamadas de nominais por terem funções semelhantes às dos
substantivos, dos adjetivos ou dos advérbios e, sozinhas, não serem capazes
de expressar os modos e tempos verbais.
• FORMAS NOMINAIS DO VERBO
• Infinitivo: (ação)
é a forma nominal básica do verbo, que não está conjugada em pessoa, nº ou tempo.
Em português, os infinitivos terminam em "-ar", "-er" ou "-ir", dependendo da
conjugação do verbo.
Exemplos: “falar", "correr", "comer", "partir". ......mas e o ver pôr como fica???

O verbo pôr, e seus derivados (compor, repor, depor, etc.), pertence à 2º


conjugação, pq sua forma de terminação era em er: poer.

A vogal “e”, apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas


formas verbais: põe, pões, põem etc.
• FORMAS NOMINAIS DO VERBO
Lembrando que: O Infinitivo se subdivide em:
Infinitivo Pessoal: no qual o processo verbal se relaciona a um ser.
Exemplo: Eu preciso fazer atividade física. Pedir-lhe para sair mais cedo.
Mandei-o calar-se durante a reunião.

Infinitivo Impessoal: onde o processo verbal não se restringe a nenhum ser,


ou seja, não existe sujeito se relacionando com o verbo.
Exemplo: Fazer atividade física é essencial à saúde.
Viver é bom. É proibido fumar.
• FORMAS NOMINAIS DO VERBO
• Gerúndio (modo ou circunstância da ação):
indica uma ação em andamento, incompleta ou prolongada, sendo formado pelo radical
do verbo acrescido da terminação "-ndo".
Exemplos: “falando", "correndo", "comendo", "partindo".
Estou memorizando estas fórmulas para o teste de amanhã.

*O gerúndio também pode indicar ação simultânea a outra ação principal na frase.
Exemplo: "Ele estava correndo quando o vi."
Gerundismo é uma forma de falar que ficou conhecida no Brasil, mas não é correta na língua
portuguesa.
Isso ocorre porque, em português correto, o gerúndio não deve ser usado para indicar futuro. Para
expressar uma ação futura, devemos usar o futuro do indicativo.
Em vez de dizer "Vou analisar o relatório", algumas pessoas poderiam dizer "Vou estar
analisando o relatório".
• FORMAS NOMINAIS DO VERBO
• Particípio: (tempos verbais compostos - formados com o auxiliar "ter" ou "haver")
Revela o tempo passado da ação verbal e/ou para expressar ações já concluídas.
É usado para formar as locuções verbais, os tempos compostos, orações
reduzidas e os tempos passivos.
O particípio é formado geralmente acrescentando-se a terminação:
"-ado" (para verbos da primeira conjugação) ou
"-ido" (para verbos da segunda e terceira conjugação) ao radical do verbo.
Exemplos: "corrido", "comido", "partido".
Se você tivesse avisado, não teria chegado antes.
• FORMAS NOMINAIS DO VERBO
Particípio: tempos verbais compostos
Por exemplo:
• Pretérito Perfeito Composto: "Tenho estudado muito.”
(expressa uma ação que começou no passado e continua até o presente)

• Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: "Tínhamos terminado o trabalho


quando você chegou."
(expressa uma ação concluída no passado antes de outra ação também no passado)

• Futuro do Presente Composto: "Ela terá feito o dever de casa até amanhã.”
(expressa uma ação futura que estará concluída até um determinado ponto no futuro)
Sendo assim, o particípio também indica que uma ação já foi realizada e pode ter
algum efeito ou consequência no presente, como quando usamos os tempos
compostos dos verbos. Ele nos ajuda a expressar ações que já aconteceram e que
ainda têm importância no momento em que estamos falando.

Por exemplo:
* o particípio regular do verbo "comer" é "comido".
Se eu digo “Tenho comido a ração que me é oferecida no rancho", estou usando o particípio para
indicar que já comi algo, e essa ação continua tendo um efeito no presente.

* o particípio irregular de “fazer” é "feito".


Quando dizemos “Tenho feito meu dever de casa", estamos usando o particípio para indicar que
já fiz algo no passado e que isso continua tendo um efeito agora.
• DUPLO PARTÍCIPIO:
É a utilização de dois particípios em uma construção verbal. Isso ocorre em
situações específicas, geralmente em contextos formais ou literários.
• Em português, temos dois particípios:

o regular, formado a partir do radical do verbo, e

o irregular, possui uma forma específica para determinados verbos.

A construção com duplo particípio geralmente ocorre quando há um verbo


auxiliar seguido de outro verbo, e ambos estão conjugados no particípio.
Exemplo: - Ele tinha *ido* estudar quando a tempestade começou.
Se você tivesse *avisado*, não teria *chegado* antes.
Ele tinha *ido* estudar quando a tempestade começou.
• Nesse caso, "tinha" é o verbo auxiliar no particípio (tinha + ido), formado a
partir do verbo "ir". Aqui, temos o uso de dois particípios, "tinha" e "ido",
caracterizando o chamado duplo particípio.

• Essa construção é mais comum em situações mais formais ou literárias, sendo


menos frequente na linguagem cotidiana.

• Quando existir o duplo particípio, ou seja, particípio regular e irregular, seu


uso dependerá do VERBO AUXILIAR.
O
TINHA TINHA
U
CHEGO• Pode ser surpreendente
CHEGADO?
para alguns,
mas não existe o particípio “chego” na língua culta.

• O único particípio de “chegar” é “chegado”.

• A resposta para a pergunta do título (“chego ou chegado”?) é,


portanto, “tinha chegado”.
• Seu uso é obrigatório nas linguagens mais formais ou literárias,
sendo menos frequente na linguagem cotidiana.
Fica a dica...
1ª) Com TER e HAVER, usamos o PARTICÍPIO REGULAR.
Então, dizemos:
“Ana já tinha (ou havia) limpado a sala”;
“Eu tinha (ou havia) imprimido o texto todo”.
“O trem já tinha (ou havia) partido quando chegamos."
"Já haviam (ou tinham) comido quando eu cheguei à festa."

A maioria dos verbos tem um particípio regular, formado com as terminações


-ado (1.ª conjugação) e -ido (2.ª e 3.ª conjugações): estudado, comido, partido.
Fica a dica...
Qdo existir o duplo particípio, ou seja, particípio regular e
irregular, ai dependerá do VERBO AUXILIAR:

2ª) Com os verbos SER e ESTAR, usamos o PARTICÍPIO IRREGULAR:


“A sala foi limpa por Ana”;
“O texto estava impresso na casa dele”;
“Esse relatório foi feito;”
“ Pedro foi aceito na faculdade de Lins.
Cuidado com...
Particípio duplo: verbos abundantes: têm 02 particípios, um regular e um irregular:
Exemplo: pagado e pago, aceitado e aceito, imprimido e impresso.
• absorver: absorvido e absorto • libertar: libertado e liberto • sujar: sujado e sujo
• aceitar: aceitado e aceito • limpar: limpado e limpo • sujeitar: sujeitado e sujeito
• acender: acendido e aceso • livrar: livrado e livre • suprimir: suprimido e supresso
• afligir: afligido e aflito • manifestar: manifestado e • surpreender: surpreendido e
• agradecer: agradecido e grato manifesto surpreso

• anexar: anexado e anexo • pagar: pagado e pago • suspeitar: suspeitado e suspeito

• cegar: cegado e cego • pegar: pegado e pego • suspender: suspendido e suspenso

• completar: completado e completo • prender: prendido e preso • tingir: tingido e tinto


• soltar: soltado e solto • vagar: vagado e vago
• incluir: incluído e incluso
• isentar: isentado e isento • submergir: submergido e
submerso
• juntar: juntado e junto
• Estes verbos só possuem o particípio regular:
• achar: achado • continuar: continuado • estudar: estudado
• adquirir: adquirido • correr: corrido • falar: falado
• ajudar: ajudado • corrigir: corrigido • gostar: gostado
• amar: amado • crer: crido • lavar: lavado
• aprender: aprendido • cumprir: cumprido • levar: levado
• assistir: assistido • dançar: dançado • mandar: mandado
• bater: batido • deixar: deixado • morar: morado
• colocar: colocado • desistir: desistido • parar: parado
• comer: comido • dividir: dividido • partir: partido
• comprar: comprado • encontrar: encontrado • pular: pulado
• compreender: compreendido • entender: entendido • subir: subido
• contar: contado • esperar: esperado • tomar: tomado
• Verbos da 2ª e 3ª conjugação que só possuem particípio irregular:
• abrir: aberto • entreabrir: entreaberto • propor: proposto
• antepor: anteposto • entrever: entrevisto • reabrir: reaberto
• bendizer: bendito • escrever: escrito • recompor: recomposto
• circunscrever: circunscrito • expor: exposto • reescrever: reescrito
• cobrir: coberto • fazer: feito • refazer: refeito
• compor: composto • impor: imposto • repor: reposto
• contradizer: contradito • indispor: indisposto • rever: revisto
• descobrir: descoberto • intervir: intervindo • satisfazer: satisfeito
• descompor: descomposto • maldizer: maldito • sobrepor: sobreposto
• dispor: disposto • perfazer: perfeito • transpor: transposto
• dizer: dito • pôr: posto • ver: visto
• encobrir: encoberto • prever: previsto • vir: vindo
VOZES DO VERBO:
A voz do verbo faz referência ao tipo de relação entre sujeito e verbo, isto
é, se o sujeito é agente ou paciente.
• Voz ativa: acontece quando o sujeito pratica a ação expressa pelo verbo;
o sujeito é o agente da ação.
Exemplo: O aluno respondeu a pergunta da professora.
• Voz passiva: o sujeito sofre ação expressa pelo verbo. O sujeito é paciente.
Exemplo: A pergunta da professora foi respondida pelo aluno.

• Voz reflexiva: o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, pratica e


recebe a ação expressa pelo verbo.
Exemplo: O aluno cortou-se com a faca. Vi-me no espelho. Vista-se rápido.
A voz passiva pode ser: analítica ou sintética, veja:
Voz passiva analítica: é formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar)
mais o particípio de um verbo transitivo direto (ou direto e indireto).
A ação do verbo é destacada e o foco recai sobre o objeto que recebe a ação.

Exemplo: A pergunta da professora foi respondida pelo aluno.


Aqui, "foi respondida" é a forma do verbo “responder" na voz passiva analítica. "A pergunta da professora" é
o sujeito paciente, ou seja, aquele que sofre a ação de responder, e "pelo aluno" é o agente da ação, indicando
quem realizou a ação de responder.

Boas ações foram praticadas. / A escola será pintada. / O trabalho é feito por
ele.
• Voz passiva sintética:
A ação do verbo é expressa diretamente pelo verbo conjugado, sem a necessidade de verbo auxiliar como "ser".
O verbo é flexionado para indicar a voz passiva e tbém concorda em gênero e número com o sujeito paciente.

É formada por um verbo trans. direto (ou direto e indireto) na 3ª pessoa (do sing. ou pl.) mais
o pronome “SE” (apassivador).
Exemplo: A carta escreveu-se facilmente.
Aqui, "escreveu-se" é o verbo na voz passiva sintética.
"A carta" é o sujeito paciente, e
"facilmente" é um advérbio que modifica a ação de escrever.

Praticaram-se boas ações. Aluga-se apartamento.


Abriram-se as inscrições para o concurso.
• É uma palavra invariável que
modifica o sentido do verbo, do
adjetivo e do próprio advérbio,
exprimindo diversas
circunstâncias

• Os advérbios são
classificados de acordo
com o que querem
expressar.
Circunstâncias expressas pelos advérbios e as
locuções adverbiais:
• LUGAR: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá,
detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe,
debaixo, algures, defronte, adentro, afora, embaixo, externamente, de
longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta, por
fora.
• MODO: bem, mal, assim, melhor, pior, depressa, acinte, debalde,
devagar, às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às
escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em
geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte
dos que terminam em "-mente": calmamente, tristemente,
propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente,
escandalosamente, bondosamente, generosamente.
• AFIRMAÇÃO: sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente,
certo, decididamente, deveras.
• NEGAÇÃO: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma
nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.
• DÚVIDA: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, talvez,
casualmente, por certo, quem sabe.
• INTENSIDADE: muito, demais, pouco, tão, em excesso, bastante, mais,
menos, demasiado, quanto, quão, tanto, que (equivale a quão), tudo,
nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo, extremamente,
intensamente, grandemente, bem (quando aplicado a propriedades
graduáveis).
• ORDEM: depois, primeiramente, ultimamente.
• EXCLUSÃO: apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente,
só, unicamente.
• INCLUSÃO: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também.

• TEMPO: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, amanhã, cedo, depois,
ainda, antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora,
sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constantemente, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à
noite, de manhã, de repente, de vez em quando, a qualquer momento, de
tempos em tempos, em breve, hoje em dia.
Compare estes exemplos:
• O ônibus chegou. O ônibus chegou ontem.

• A palavra ontem acrescentou ao verbo chegou uma circunstância de


tempo: ontem é um advérbio.

• Marcos jogou bem.


• Marcos jogou muito bem.

• A palavra muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é um


advérbio.
LOCUÇÕES
conjunto de ADVERBIAIS
duas ou mais palavras que
têm valor de advérbio.
Normalmente formadas por preposição e substantivo ou por
preposição e advérbio.
• Exemplos:
O livro está à esquerda do computador.
Meu pai foi caminhar na praia pela manhã.
Em silêncio, os alunos prosseguiram seus estudos.
Tudo, sem dúvida, se resolverá!
De modo algum você poderá contar com minha participação.
Ele comeu em excesso.
Quem sabe se tudo não acabará bem.

preposição+substantivo = com certeza;


preposição+adjetivo = em breve;
Preposição+advérbio = por ali.
Aulas 11 e 12 - Classes de Palavras: Conjunção e Interjeição.

São palavras ou grupos de palavras que conectam elementos na


linguagem, como palavras, frases ou orações.
• Elas desempenham um papel importante na organização e na
estruturação do discurso, permitindo que diferentes partes de uma
frase ou sentença se relacionem entre si.

• As conjunções servem de ponte entre esses elementos, dando mais


fluidez ao enunciado.

• Existem vários tipos de conjunções, e elas podem ser classificadas em


diferentes categorias.
• Observe a explicação:
• O Policial do batalhão de choque retirou as munições químicas e as
colocou na mesa para instrução quando os alunos chegaram.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
1) retirou as munições químicas 2) colocou-as na mesa 3) os alunos chegaram

• Cada informação está estruturada em torno de um verbo:


retirar, colocar, chegar.
• Assim, há nessa frase três orações.
• A segunda oração liga-se à primeira por meio do "e", e a terceira oração
liga-se à segunda por meio do "quando".
• As palavras "e" e "quando" ligam, portanto, orações.
• Essas palavras funcionam como “Conjunções”.

“As CONJUNÇÕES podem ser dividida em:


conjunções subordinativas e
conjunções coordenativas.
E cada uma dessas classificações possui suas subdivisões conforme a
estrutura e o sentido determinados”
Observe:
O soldado segurou a arma aberta e mostrou quando viu o instrutor de tiro.
1) segurou a arma aberta 2) o soldado mostrou 3) viu o instrutor de tiro
• Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
segurou, mostrou, viu.
• Assim, há três orações:
• 1ª oração: O soldado segurou a arma aberta
• 2ª oração: e mostrou
• 3ª oração: quando viu o intrutor de tiro.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do "e", e a terceira oração liga-se à segunda por meio do "quando".
As palavras "e" e "quando" ligam, portanto, orações.
• CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
São aquelas que ligam orações de sentido completo e independente ou termos
da oração que têm a mesma função gramatical. Veja como fica:

"A Força Tática atua com firmeza e o Policiamento comunitário assegura o bom
relacionamento com os cidadãos.”
1) A Força Tática atua com firmeza;

2) o Policiamento comunitário assegura o bom relacionamento com os


cidadãos.
Essas orações não precisam uma da outra pra existir.
Vamos ver um outro exemplo:

Eu amo estudar__E / MAS__ tenho muitas matérias para colocar em dia .

Usando “E”, estabelecer-se-a a ideia de adição.

Se usar “MAS” estabelecer-se-a a ideia de contraste, oposição = adversativa .

É bom que se memorise ao menos 3 conjunções de cada grupo, para que, se for necessario
confirmar se a conjunção é mesmo do grupo que imagina-se pertencer, ou seja, se vc tiver
dúvidas por exemplo que aquela conjunção é conclusiva, substitua aquela conjunção por outras
do mesmo grupo.
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS:

• É uma construção gramatical que não pode funcionar como uma sentença
completa e depende de uma oração principal para ter sentido completo.

• Essa dependência cria uma relação de subordinação entre as orações,


onde uma delas desempenha o papel principal (or. principal) e a outra
funciona como um elemento secundário ou subordinado (or.
subordinada).
Exemplo: "Enquanto o pelotão realizava a patrulha na área periférica, o
sargento coordenava as operações com precisão."
• A oração principal é "o sargento coordenava as operações com precisão", pois
ela pode funcionar como uma sentença independente.
• A oração subordinativa é "Enquanto o pelotão realizava a patrulha na área
periférica", que fornece informações adicionais sobre as circunstâncias em
que o sargento estava coordenando as operações.

A conjunção subordinativa "Enquanto" introduz a relação temporal entre as


duas ações, indicando que a coordenação das operações pelo sargento ocorreu
simultaneamente com a patrulha realizada pelo pelotão.
Ligam orações ou palavras, expressando ideia de acrescentamento ou adição.

Ex.: A sua parte é clara e objetiva.


Ele não só atendeu a ocorrência como também escreveu o relatório.
O indivíduo abordado não fala nem ouve.
Ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou
compensação.
Ex.: Tentei chegar mais cedo, porém não consegui.
“Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.”
"Conduziu a uma velocidade acima da permitida por lei, não obstante, não
conseguiu chegar a tempo".
"São frequentes os avisos de perigo à excessiva exposição solar, não
obstante, as pessoas continuam a não ter os cuidados necessários para evitar
doenças".
• A conjunção: “mas”, deve ser usado sempre no início da oração.

• As outras conjunções podem vir no início ou no meio.

Exemplo:
Ninguém reclamou do regulamento, mas alguns candidatos
desistiram.

Ninguém reclamou do regulamento; alguns candidatos, porém,


desistiram.
Ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha,
indicando fatos que se realizam separadamente.
Ou estudo agora, ou serei escolhido pela vaga.
Ora ele escuta MPB, ora escuta Rock.
Seja fácil, seja difícil você precisa estudar muito.
Quer você goste, quer você não goste, terá que respeitar seus colegas.
Ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou
consequência.
O Pelotão estava bem preparada para o TAF, portanto ninguém ficou de VF.
A palavra “pois”, quando é conjunção conclusiva, vem geralmente após um ou mais termos da
oração a que pertence. E vem entre virgulas.
Exemplo: Você o provocou com essa palavras; não e queixe, POIS, de seus ataques.

**quando é conjunção explicativa, POIS vem, geralmente, após um verbo no imperativo e sempre no início da
oração a que pertence. Exemplo: Não tenha receio, pois eu a protegerei.
Ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela
contida.
Exemplo: Não se atrase, que o efetivo da Cia já vai entrar em forma.
Não demore, que o filme já vai começar.
Chove bastante, logo a colheita está garantida. (vc pode substituir por concluo que para
confirmar que se é conclusiva)
Não choveu, porque nada está molhado.
Ela não saiu de casa, pois estava chovendo. (serve para explicar a razão ou justificativa para o que foi
dito na oração anterior.)
POIS, também pode vir após o verbo, quando este estiver no modo imperativo, e sempre no início da oração a
que pertence. Exemplo: Não tenha receio, pois eu a protegerei.
* As explicativas podem se confundir com as subordinadas adverbiais causais.
* As explicativas podem se confundir com as subordinadas adverbiais causais.
Tanto as conjunções coordenadas explicativas quanto as subordinadas
adverbiais causais fornecem uma explicação ou justificativa para o que foi dito
na oração principal.

A pequena diferença: as conjunções coordenadas explicativas (como


"pois", "porque", "que") não introduzem uma nova oração, enquanto as
subordinadas adverbiais causais (como "porque", "como", "já que")
introduzem uma nova oração que depende da principal. Por isso é
importante considerar o contexto e o significado da frase como um todo
para ver qual tipo de conjunção está sendo usada.
Conjunção Coordenada Explicativa ("pois"):
Exemplo: "Estou cansado, pois trabalhei o dia todo."
Aqui, "POIS" é uma conjunção coordenada explicativa.
A frase principal é "Estou cansado". "Pois" introduz uma explicação para essa condição, indicando que a razão
para estar cansado é o fato de ter trabalhado o dia todo.
A conjunção "pois" não introduz uma nova oração; ela apenas fornece uma explicação direta para a oração
principal.

Subordinada Adverbial Causal ("porque"):


Exemplo: "Estou cansado porque trabalhei o dia todo."
Já, "PORQUE" é uma subordinada adverbial causal.
A frase principal é "Estou cansado". "Porque" introduz uma nova oração subordinada, "trabalhei o dia todo",
que fornece a razão para a condição descrita na oração principal.
Aqui, "porque" está conectando duas cláusulas independentes e introduzindo uma relação causal entre elas.
CONJUNÇÕES
SUBORDINATIVAS
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma delas dependente da outra.
A oração dependente, introduzida pelas conjunções subordinativas, recebe o
nome de oração subordinada.
• As conjunções subordinativas subdividem-se em:
• Integrantes e Adverbiais:
Em resumo, a diferença principal reside no papel que as orações
desempenham na estrutura da frase.
* As conjunções integrantes introduzem orações que são essenciais para a
estrutura da frase; Ex.: Espero que você chegue rápido.
* As conjunções adverbiais introduzem orações que funcionam advérbios,
expressando circunstâncias como tempo, lugar, causa, condição, modo, entre
outros. Exemplo:
Eu serei classificado na nova unidade quando o CFSd acabar.
Introduzem uma oração que é causa da ocorrência da oração principal.
Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios.

Eu acreditei nele porque havia confiança.


oração principal Oração Sub. Causal

conj. Subord.
Exemplos: Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios. /
Como não se interessa por arte, desistiu do curso. /
Não fui à aula porque choveu. / Como fiquei doente não pude ir à aula.

Reparem que a conjunção “porque” está no grupo das coordenativas


explicativas e no grupo das subordinativas causais.

E agora?

Se a conjunção estiver entre orações subordinadas, será adverbial causal.

Se a conjunção estiver entre orações coordenadas, será coordenativa


explicativa.
Introduzem uma oração que expressa ideia de comparação com referência à
oração principal.
Exemplos:
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem. Ele é preguiçoso tal como o
irmão. Meu pai é mais inteligente do que o seu.

Para não confundi-las com as conformativas: saiba quais são cada uma
delas e substitua por outras do mesmo grupo para ver se mantêm o
sentido.
Introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no
entanto, impedir sua realização.
Exemplos: Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem.
Mesmo que ele não queira, nós partiremos.
Vou à praia, embora esteja chovendo.
Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.
Todas as vezes que a conjunção subordinativa estiver no começo do período, o que vai unir a oração subordinada a
oração prinicipal será a virgula. Olhe onde está a virgula, assim vc descobrirá onde pode estar a conjunção ou locução
cunjuntiva; no começo do período ou logo após a virgula.
Introduzem uma oração que indica a hipótese ou a condição para ocorrência
da principal.
Exemplos: Se precisar de minha ajuda, telefone-me.

Não acordarei na madrugada hoje, a não ser que seja acionado o


plano de chamada.
Introduzem uma oração em que se exprime a conformidade de um fato
com outro.
A instrução de POP ocorreu como havíamos planejado
Cada um colhe conforme semeia.
O passeio ocorreu como havíamos planejado.
Arrume a exposição segundo as ordens do professor.
Introduzem uma oração que expressa a consequência da principal.
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do exame.
A dor era tanta que a moça desmaiou.
Foi tamanho o susto que ela desmaiou. (que – porque tem como antecedente:
tamanho)

Pode-se confundir com as causais, mas para não haver engano, basta saber quais são as
causais e quais são as consecutivas, pois elas são diferentes.
Além de que as consecutivas ligam orações subordinadas e as causais, coordenadas.
Introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o objetivo com que se
realiza a principal.
Arrume o material bélico segundo as ordens do instrutor.
Estamos aqui para que ele fique tranquilo.
Toque o sinal para que todos entrem no salão.
Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor.
introduzem uma oração que expressa um fato relacionado
proporcionalmente à ocorrência da principal.
O preço fica mais caro à medida que os produtos escasseiam.

Quanto mais trabalho, menos recebo

Quanto mais reclamava menos atenção recebia.

É como um e feito de balança.


Introduzem uma oração que acrescenta uma circunstância de tempo ao fato
expresso na oração principal.
A VC começou assim que o sargento permitiu.
Quando eu cheguei, começou a prova. =
Mal eu cheguei, começou a prova.
A briga começou assim que saímos da festa.
A cidade ficou mais triste depois que ele partiu.
Completa ou integra o sentido da principal. Introduzem orações que
equivalem a substantivos.
Exemplo: Não sei se ele voltará.
Espero que você volte. (Espero sua volta). equivalem a substantivo

Definição: são conjunções subordinativas que introduzem orações substantivas,


ou seja, orações que atuam como um substantivo na frase, desempenhando
funções de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal,
predicado nominal e aposto.
LOCUÇÃO CONJUNTIVA expressão formada por duas ou mais palavras

Recebem o nome de locução conjuntiva os conjuntos de palavras que atuam como


conjunção.

Essas locuções geralmente terminam em "que". Observe os exemplos:

Visto que; desde que; ainda que; por mais que; à medida que; à
proporção que; logo que; a fim de que.
 O telefone parou de tocar assim que cheguei a casa.
 Continuaremos amigas mesmo que você se mude do Brasil.
 Falei com todos pessoalmente para que não houvesse confusões
INTERJEIÇÃO: são palavras invariáveis que expressam uma emoção, um
sentimento, uma sensação, uma ordem, um apelo ou descrevem um ruído.
• de alegria: ah! oh! oba! • de alívio: ufa! Arre!
• de aplauso: viva! bis! bravo! • de admiração: ah! oh! puxa!
• de chamamento: ó! olá! alô! nossa!
• de dor: ui! ai! • de desejo: oxalá! tomara!
• de silêncio: silêncio! psiu! • de saudação: salve! viva! olá!
• de surpresa: oh! ah! • de terror: ui! credo! cruzes!,
• de advertência: cuidado!
atenção!
A ideia expressa pela interjeição depende muitas
vezes da entonação com que é pronunciada: por
isso, pode ocorrer que uma
interjeição
tenha mais de um sentido.

Exemplos:
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de
contrariedade)
Oh! Que bom te encontrar! (idéia de alegria)

Oh! Meu Deus!!! => após uma noticia boa.

Oh! Meu Deus!!! => após uma noticia ruim


LOCUÇÕES INTERJETIVAS – são duas ou mais palavras que,
combinadas, têm o mesmo valor de uma interjeição.
Veja os exemplos:
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.
Exemplos:
Ué! = Eu não esperava por essa! Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu tom exclamativo;
por isso, palavras de outras classes gramaticais podem aparecer como
interjeições.
Exemplos: Viva! Basta! (Verbos) Fora! Francamente! (Advérbios)
3) A interjeição pode ser considerada uma "palavra-frase" porque sozinha pode
constituir uma mensagem.
Exemplos: Socorro! Ajudem- me! Silêncio! Fique quieto!
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, que exprimem
ruídos e vozes.
Exemplos: Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque!
Quá-quá-quá!, etc.

5) Não se deve confundir a interjeição de apelo "ó" com a sua homônima


"oh!", que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa
depois do" oh!" exclamativo e não a fazemos depois do "ó" vocativo.
Exemplos:
"Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!" (Olavo Bilac). Oh! A jornada negra!
‖(Olavo Bilac).
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas de palavras
de outras classes, podem aparecer flexionadas no diminutivo ou no
superlativo.
Exemplos:

Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!


Aulas 13 e 14 - Classes de Palavras: Pronomes
e Preposição
• PRONOME:
É a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele se refere, ou ainda, que
acompanha o nome/substantivo qualificando-o de alguma forma.

• EXEMPLOS:
O Policial-militar é muito eficiente. Ele é muito eficiente. (substituição do nome)

O Soldado que atendeu a ocorrência registrou os dados no BOPM. (referência ao nome)

Esse Policial encerrou o curso com louvor. (qualificação do nome)


Classificação
Pronominal
• PESSOAIS, indicam uma das pessoas do discurso, comumente conhecidas
como: a pessoa que fala, a pessoa com quem se fala e a pessoa de quem
se fala.
• REFLEXIVO e RECÍPROCO - pronomes pessoais que indicam que o verbo se
aplica à própria pessoa que executa a ação.

• TRATAMENTO - são termos utilizados para expressar consideração, respeito


ou formalidade ao se dirigir a uma pessoa. Eles variam conforme o grau de
intimidade ou hierarquia entre as pessoas envolvidas na comunicação.
Representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores.
• POSSESSIVOS, fazem uma referência às pessoas do discurso indicando
uma relação de posse. Eles concordam em gênero e número com o
objeto possuído, podendo se referir a pessoas, animais ou objetos.
• DEMONSTRATIVOS, indicam o posicionamento de seres ou coisas em
relação às pessoas do discurso. São palavras variáveis em gênero e em
número.
• INDEFINIDOS, aqueles que se referem à 3ª pessoa de modo vago e pouco
preciso. São usados em situações em que não há exatidão sobre a 3ª
pessoa no discurso.
• INTERROGATIVOS:
são aqueles utilizados para expressar perguntas diretas e indiretas e, por
isso, possuem valor e uso específicos.

• RELATIVOS:
o pronome relativo é usado para relacionar duas orações, refere-se a um
termo anterior (o antecedente) e introduzindo a segunda.
PRONOMES
PESSOAISas três pessoas gramaticais
São os que substituem
do
1ª discurso.
(EU/ - a que
Ex.: Minha
Pessoa NÓS)carteira
fala.estava e
fui assaltada.
vazia quando
2ª (TU/ u
- com quem se fala.
Ex.: Tua VÓS)
Pessoa carteira estava vazia quando tu foste
assaltada?
3ª (ELE, - De quem se
Pessoa
Ex.: A carteira dela estava fala.
ELA/ELES,ELAS) vazia quando ela
foi assaltada.
OS PRONOMES PESSOAIS OBLÍQU DE
RETO TRATAMENT
PODEM SER: OS E
S, O.
RETO Os pronomes pessoais do caso reto fazemsuje
nas o papel de ito
Sorações.
:
Exempl
os:
Eu atendi a ocorrência.
Eu trabalhei muito.
Tu estudarás o suficiente.
Ela comprou um livro.
• Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome reto. Isso se dá
porque as próprias formas verbais marcam as pessoas do verbo indicadas
pelo pronome reto.
Ex: Fizemos boa Solicito autorização para trocar o
viagem. (Nós). serviço. (Eu).
OBLÍQUO Os pronomes pessoais do caso oblíquo fazem objeto
ou complementos
o papel denas orações s
S:
nas orações.
Exempl
os:
Sempre te apoiamos nas
ocorrências.
Beijou-a pela (a – objeto direto
manhã. (OD))
(te – complemento nominal-OD e se refere ao verbo indicando a
pessoa no discurso – 2ª pessoa do singular)

• * Mauro havia deitado tarde. Ele ainda dormia quando a mãe o chamou.
As palavras ele e o substituiem o nome Mauro, que é a 3ª pessoa
do discurso, ou seja, a pessoa de quem se fala. Por isso, ele e o,
nessa frase, são pronomes pessoais.
OS PRONOMES OBLÍQUOS SE DIVIDEM EM
ÁTONOS e TÔNICOS.
• PRONOME OBLÍQUO ÁTONO
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são precedidos de
preposição. Possuem acentuação tônica fraca.
1ª pessoa do singular (eu): me.
2ª pessoa do singular (eu): te.
3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe.
1ª pessoa do plural (nós): nos.
2ª pessoa do plural (vós): vos.
3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes.
Ex.: Ele me transferiu a ocorrência.
• Saiba mais:
Nas formas verbais terminadas em R, S, Z acrescentamos o L antes de o(s), a(s).
Exemplos:
Devemos aprendeR a lição. / Devemos aprendê-la.
EscolhemoS o livro. / Escolhemo-lo.
FeZ as pessoas felizes. / Fê-las felizes.

NOTE que as consoantes R, S e Z são cortadas e por vezes acentua-se a sílaba


final do verbo.
• Saiba mais:
• Nas formas verbais terminadas em sons nasais AM, EM, ÃO, ÕE,
acrescentamos a consoante N antes de o(s), (a)(s).
Exemplos:
• Enrolavam o novelo. / Enrolavam- no.
• Eles fazem o trabalho. / Eles fazem-no.
• Põe o livro sobre a mesa e estuda. / Põe-no sobre a mesa e estuda.

• NOTE que nesses casos NÃO se corta quaisquer letras dos verbos!!!
PRONOME OBLÍQUO TÔNICO
São sempre precedidos por preposições, em geral as preposições a,
para, de e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função de
objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.

• 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo. Observe que as únicas formas


próprias do pronome tônico são a
• 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo. primeira pessoa (mim) e segunda
• 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela. pessoa (ti).
• 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco. As demais repetem a forma do
pronome pessoal do caso reto.
• 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco.
• 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas.
As preposições essenciais introduzem sempre pronomes pessoais do caso
oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos contextos interlocutivos que
exigem o uso da língua formal, os pronomes costumam ser usados desta
forma:
Atenção:
• Não há mais nada entre mim e ti.
O correto é: Eu a vi.....
• Não há nenhuma acusação contra mim. Para eu fazer....

Preposições Essenciais:
- são as palavras que só funcionam como preposição, a saber:
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por,
sem, sob, sobre, trás.
RETOS X OBLÍQUOS
Os pronomes pessoais do caso reto não costumam ser usados como
complementos verbais na língua-padrão. Entretanto na fala vulgar e
familiar, frases como "Vi ele na rua", "Encontrei ela na praça",

"Trouxeram eu até aqui", são comuns na língua oral cotidiana, mas


devem ser evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua
formal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspondentes:
"Vi-o na rua", "Encontrei- a na praça", "Trouxeram- me até aqui".
Usamos o pronome do caso reto (eu, tu, ele (a), nós, vós, eles (as))
quando nos referimos ao sujeito da oração. Já os pronomes oblíquos
tônicos (mim, ti, ele (a), nós, vós, eles (as)) fazem papel de objeto e
surgem após uma preposição: para mim, de mim, por mim, e assim por
diante.
Já os pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, ele (a), nós, vós, eles (as)) fazem
papel de objeto e surgem após uma preposição:
para mim, de mim, por mim, e assim por diante.
• Exemplo:
Ela trouxe o presente para eu desembrulhar.
• Ela trouxe o presente para mim.
PRONOME REFLEXIVO e
São pronomes pessoaisRECÍPROCO
oblíquos que indicam que o sujeito pratica e
recebe a ação expressa pelo verbo.
Exemplos:
Eu não me vanglorio disso. Cortou-se com a faca.
Assim tu te prejudicas. Vós vos beneficiastes com a esta
Conhece a ti mesmo. conquista.
Ela deu a si um presente. Eles se conheceram.
Eu vou me trocar.
PRONOMES
Vossa Onipotência V. O.
DE TRATAMENTO
Deus
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Eminência V. Ema.(s) Cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
utilizado com pessoas desconhecidas e
Senhor / Senhora Sr. / Srª (s) quando há um nível de formalidade na
relação.
Você V. utilizado em situações informais.
• Observações:
Vossa Excelência X Sua Excelência:
* os pronomes de tratamento que possuem "Vossa (s)" são empregados
em relação à pessoa com quem falamos.
Exemplos:
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

* Emprega-se "Sua (s)" quando se fala a respeito da pessoa.


Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
• 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento se dirijam à 2ª pessoa, toda
a concordância deve ser feita com a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os
pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a
eles devem ficar na 3ª pessoa.
Exemplo:
*Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus
eleitores lhe fiquem reconhecidos.
*Todos os fiéis da sua paróquia acreditam em si e seguem seus
ensinamentos, Vossa Reverendíssima.
*Vossa Magnificência, sua opinião e suas decisões são muito importantes
para os estudantes desta universidade.
Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a
alguém, não é permitido mudar, ao longo do texto, a pessoa do tratamento
escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar
alguém de "você", não poderemos usar "te" ou "teu". O uso correto exigirá,
ainda, verbo na terceira pessoa.
• Exemplos:
• Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos.
(errado)
• Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos.
(correto)
• Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos.
(correto)
No Brasil é comum chamarmos os advogados de doutor ou doutora. Esse é um comportamento
tradicional, que por muitos anos foi feito com poucos questionamentos. Simplesmente vemos
nossos familiares chamando os advogados dessa forma e reproduzimos de maneira natural.
Mas atualmente muitos questionamentos têm sido feitos em torno desse assunto. Afinal, porque
os bacharéis em Direito são chamados de doutores, ainda que não possuam doutorado? Para
entendermos esse costume precisamos conhecer a Lei do Império, de 11 de agosto de 1827.
Essa Lei ainda está em vigência no Brasil e foi a responsável por instituir em terras nacionais os
cursos de Ciências Jurídicas e Sociais, além de introduzir o regulamento, estatuto para o curso
jurídico e ele, o título (grau) de doutor para os advogados.
artigo 9º Lei do Império, de 11 de agosto de 1827. “Os que freqüentarem os cinco annos de
qualquer dos Cursos, com approvação, conseguirão o gráo de Bachareis formados. Haverá
tambem o gráo de Doutor, que será conferido áquelles que se habilitarem com os requisitos que
se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e sò os que o obtiverem, poderão ser
escolhidos para Lentes.”
PRONOMES POSSESSIVOS
• São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor),
acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa possuída).
• Eles variam em gênero e número, conforme as pessoas que detém algo e
o número de coisas que elas possuem.

Ex.: Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)


Observações:
1. A forma seu não é um possessivo quando resultar da alteração fonética
da palavra senhor.
Ex.: Muito obrigado, seu José.
2. Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. Podem ter outros
empregos, como:
• indicar cálculo aproximado.
• indicar afetividade.
Ex.: Não faça isso, minha filha. Ex.: Ele já deve ter seus 40 anos.

* atribuir valor indefinido ao substantivo.


• Ex.: Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
• Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o pronome possessivo
fica na 3ª pessoa.
Ex.: Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
• Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo concorda com o mais
próximo.
• Ex.: Trouxe-me seus livros e anotações.

• Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos átonos assumem


valor de possessivo.
• Ex.: Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a posição de
uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, tempo ou discurso.
• No espaço:

• Compro este carro (aqui).


O pronome este indica que o carro está perto da pessoa que fala.

• Compro esse carro (aí).


O pronome esse indica que o carro está perto da pessoa com quem
falo, ou afastado da pessoa que fala.

• Compro aquele carro (lá).


O pronome aquele diz que o carro está afastado da pessoa que fala e
daquela com quem falo.
• Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto por meio de
correspondência, que é uma modalidade escrita de fala), são
particularmente importantes o este e o esse - o primeiro localiza os seres
em relação ao emissor; o segundo, em relação ao destinatário.
• Trocá-los pode causar ambiguidade.
No espaço...
• Neste espaço, a Polícia Militar realiza operações de patrulhamento (local
próximo).
• Nesse espaço, a atuação da Polícia Militar é crucial para manter a segurança
(local distante).
• Naquele Batalhão o PROERD é muito atuante (é distante de ambas as
pessoas).
No tempo:
• Este é o momento em que a Polícia Militar deve agir com firmeza.
(se refere ao tempo presente próximo à pessoa que fala).
• Este ano está sendo bom para nós. O pronome este refere-se ao ano
presente.
• Esse é o momento em que a Polícia Militar deve demonstrar sua eficiência.
(usado para um passado próximo da pessoa que fala).
• Esse ano que passou foi razoável.
• O pronome esse refere-se a um passado próximo.
• Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se referindo a
um passado distante.
TAMBÉM APARECEM COMO PRONOMES DEMONSTRATIVOS:
• MESMO (S), MESMA (S):
Ex.: Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
(atenção para não utilizar “o mesmo” como pronome pessoal)
• PRÓPRIO (S), PRÓPRIA (S):
Ex.: Os próprios alunos resolveram o problema.

• TAL, TAIS:
Ex.: Tal era a solução para o problema.
PRONOMES INDEFINIDOS
São palavras que se referem a terceira pessoa do discurso, dando-lhe
sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade indeterminada.
Exemplo: Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-plantadas.
Nenhum vestido serviu na Antônia. / Outras viagens virão.
Alguém deve me explicar a matéria. / Cada pessoa deve escolher seu caminho.

• Não é difícil perceber que "alguém" indica uma pessoa de quem se fala (uma
terceira pessoa, portanto) de forma imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de
indicar um ser humano que seguramente existe, mas cuja identidade é
desconhecida ou não se quer revelar.
• Os pronomes indefinidos podem ser divididos em variáveis e invariáveis.
Variáveis Invariáveis
Singular Plural
Masculino Feminino Masculino Feminino
algum alguma alguns algumas
nenhum nenhuma nenhuns nenhumas alguém
todo toda todos todas ninguém
muito muita muitos muitas outrem
pouco pouca poucos poucas tudo
vário vária vários várias nada
tanto tanta tantos tantas algo
outro outra outros outras cada
quanto quanta quantos quantas
qualquer quaisquer
PRONOMES INTERROGATIVOS
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou indiretas. Assim como os
pronomes indefinidos, referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso.
PRONOMES
• Eles têm RELATIVOS
esse nome, pois referem-se
a termos ANTERIORMENTE
MENCIONADOS na oração. Eles podem ser: variáveis e invariáveis.
Variáveis Invariáveis
O qual, a qual/ os quais, as Que (quando equivale a o qual e flexões)
quais/ cujo, cujos/ cuja, cujas/ Quem (quando equivale a o qual e flexões)
quanto, quanta/ quantos,
Onde (quando equivale a no qual e flexões)
quantas.
Exemplos: Todos conhecem o aluno cujo pai brigou na escola.
Vi um homem estranho que saiu da casa ao lado.
Aquela é a garota por quem ele apaixonou-se.
A cidade onde nasci é a mais bela. / Esse é o hospital cujos médicos são os melhores.
• OBSERVAÇÃO
O pronome QUEM é usado apenas para PESSOAS.
O pronome ONDE é usado apenas para LUGARES.
O pronome CUJO dá uma ideia de POSSE.

NÃO usa-se artigos após o pronome CUJO(A)(S).


Esse é o carro cuja a porta está quebrada. (ERRADO)
Esse é o carro cuja porta está quebrada. (CORRETO)
São palavras de caráter invariável. Elas estabelecem
diversas relações entre os termos de uma frase de tal
forma que o segundo completa ou explica o sentido do
primeiro.
Podem ser classificadas como essenciais ou acidentais.
Exemplos:

a) Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir.


Amigos de João / modo de vestir: elementos ligados por preposição de: preposição.

b) Ela esperou com entusiasmo aquele breve passeio.


Esperou com entusiasmo: elementos ligados por preposição com: preposição.
LOCUÇÃO PREPOSITIVA –
É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição.
A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição.
As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem
flexão de gênero, número ou variação em grau como os
nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz
como os verbos.
No entanto, em diversas situações as preposições se
combinam a outras palavras da língua (fenômeno da
contração) e, assim, estabelecem uma relação de
concordância em gênero e número com essas palavras às
quais se ligam.
Aulas 15 e 16 - Colocação Pronominal – Marcelo
B

É a parte da gramática que trata da correta colocação dos pronomes oblíquos átonos na frase.
Embora na linguagem falada a colocação dos pronomes não seja rigorosamente seguida,
algumas normas devem ser observadas, sobretudo, na linguagem escrita.
Aula 17 e 18 - Concordância Nominal
Aulas 19 e 20- Concordância Verbal
Chama-se concordância verbal à flexão do verbo para concordar
com o sujeito gramatical, flexionando-se em número e em pessoa.

Isso quer dizer que, quando o sujeito está no


singular, o verbo também deve estar no
singular e quando o sujeito estiver no plural,
o verbo também estará.
A concordância verbal é uma regra gramatical que estabelece a
correspondência entre o verbo e os outros elementos da frase,
especialmente o sujeito, em número (singular ou plural) e
pessoa (primeira, segunda ou terceira pessoa).
Essa correspondência é crucial para garantir a correção gramatical
da frase e para que a mensagem seja transmitida de forma clara e
precisa.
VERBOS IMPESSOAIS

Um verbo impessoal é um verbo que não tem um sujeito explícito na frase,


ou seja, não se refere a uma pessoa gramatical, coisa ou ser específico.

Esses verbos são usados para expressar fenômenos da natureza, condições


meteorológicas, tempo, entre outras situações em que não é necessário ou
relevante especificar quem está realizando a ação.
Os verbos impessoais são frequentemente conjugados apenas na 3ª pessoa
do singular, independentemente do contexto ou do número de pessoas ou
coisas envolvidas.
Alguns exemplos comuns de verbos impessoais incluem:
Chover: "Chove muito hoje."
Fazer: "Faz frio aqui."
Haver: "Há muitos problemas para resolver."
Bastar: "Basta uma olhada para perceber."
Ser: "É necessário estudar mais."
PRONOMES RELATIVOS
Esses pronomes têm a função de retomar um termo já mencionado na oração
principal e introduzir informações adicionais sobre esse termo.
Eles são chamados de "relativos" porque estabelecem uma relação entre duas
partes da frase, referindo-se a um antecedente na oração principal.
veja que o verbo concorda com o sujeito
Exemplo: "O aluno que estudou obteve boas notas.
Or. Principal Oração que introduz informação
adicional
Pron. Relativo
Concordância com Pronomes Relativos no Plural:

• Se o pronome relativo for "que" e se referir a pessoas, o verbo concorda com o termo
antecedente do pronome relativo.
Exemplo: Fui eu que escrevi a proposta.
Fostes tu que escreveste a resposta.

• Se o pronome relativo for "quem" e se referir a pessoas, o verbo geralmente concorda


com ele na terceira pessoa do singular.
Exemplo: Ele foi o aluno quem tirou a nota mais alta.
Fui eu quem escreveu a resposta. (3ª p do s.)
Fui eu quem escrevi a proposta. (1ª p do s.)

Quando o pronome relativo se refere a um antecedente no plural, o verbo da oração deve


concordar com esse antecedente em número e pessoa.
Exemplo: "Os alunos que estudaram bastante foram aprovados." (verbo concorda com
"alunos", que está no plural)
Concordância com Pronomes Relativos no Plural:

Concordância com Pronomes Relativos no Masculino e Feminino:


Quando o pronome relativo pode se referir a antecedentes de gêneros diferentes, o verbo
concorda com o antecedente mais próximo em número e pessoa.

Exemplo: "A menina e o menino que estudaram bastante foram premiados." (verbo concorda
com "menino", que está no singular)

Concordância com Pronomes Relativos em Expressões Numéricas:


Quando o antecedente é uma expressão numérica, o verbo concorda com o numeral.
• Exemplo: "Os três livros que comprei estão na estante." (verbo concorda com "três", que está
no plural)
INDICE DE INDETERMINÇÃO DO SUJEITO
É um conceito gramatical relacionado ao uso da palavra "se" em
orações. Quando a partícula "se" é utilizada em certas
construções, ela pode indicar que o sujeito da frase é
indeterminado, ou seja, não está claro quem está realizando a
ação do verbo.
Precisa-se de professores de balística.
Confia-se em professores especializados.
Trabalha-se muito aqui.
DICA: verifique se há ou não preposição. Com preposição o verbo, no singular, sem ela,
faça a concordância. Ex.: Vendem-se carros.
PARTÍCULA APASSIVADORA
O pronome “se" é utilizado como partícula apassivadora, ou seja, para indicar
que o sujeito sofre a ação, sem explicitar quem a realiza. Com enunciados
mais curtos, ou seja, sintéticos.
Essa construção é conhecida como voz passiva sintética.
Conserta-se sapato.
Consertam-se sapatos.
José conserta sapatos. (voz ativa)
Sapatos são consertados por José. (voz passiva-sujeito: sapatos)
Consertam-se sapatos. (voz passiva sintética-sujeito: sapatos)
**sujeito paciente no plural; logo, o verbo deve também estar no plural (concordância)
SE” é uma partícula linguística que pode desempenhar diversas
funções na língua portuguesa..

“Se” é pronome apassivador: o verbo concorda com o sujeito paciente.


Ex. Consertam-se sapatos. Conserta-se sapato

“Se” é indice de Inderminação do sujeito: o verbo fica no singular.


Precisa-se de professores de balística
DICA: verifique se há ou não preposição. Com preposição o verbo permanece no singular,
sem ela, faça a concordância.
A voz passiva sintética é formada por
um verbo transitivo direto (ou direto e indireto) na 3ª pessoa (do singular ou
plural), mais o pronome “se” (apassivador).

O sujeito pode aparecer após o verbo, mas atenção: se o sujeito estiver no plural, o
verbo na voz passiva ainda deve concordar em número (singular ou plural). Observe:

"Verbo principal + Partícula apassivadora + Sujeito"


Elegeu-se a candidata.
Vendem-se casas diariamente.
Buscam-se soluções para nossa empresa.
A voz passiva analítica é formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar)
mais o particípio de um verbo transitivo direto (ou direto e indireto)
As vezes, pode aparecer junto ao verbo na voz passiva: o agente da
passiva.
Ele indica o responsável por executar a ação do verbo, mesmo na voz
passiva. Observe:
REGRA GERAL DA CONCORDÂNCIA VERBAL
O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa. O verbo
pode vir antes ou depois do sujeito

O candidato estuda para o Concurso da PM.


Os candidatos estudam para o concurso da PM.

A aluna estudou muito. As alunas estudaram muito.

Eu gosto de pizza de queijo. Nós gostamos de pizza de queijo.


“Pelo quartel, chegaram os destemidos soldados."

À meia noite, entrou no alojamento, o cantarolante soldado.

O verbo pode vir antes do sujeito


O verbo vai para a 3ª pessoa do plural caso o SUJEITO SEJA
COMPOSTO e ANTEPOSTO ao verbo, ou seja, dois ou mais sujeitos o
verbo passa para o plural.
Ex.: Os alunos e as alunas gostam de estudar.
Interpretação de texto e gramática são importantes.
Cristina e Eva entraram no hospital.
Pai e filho conversam longamente.
Pais e filhos devem conversar com frequencia.
EXCEÇÃO:

Quando o sujeito vem seguido de aposto “resumidor” :


(tudo, nada, ninguém, cada um), o verbo permanece no singular.
Dedicação, estudo e confiança, tudo contribui para o sucesso do aluno.

Festas, passeios, jogos, nada o afastava do estudo.

Amélia, Camila, Pedro, ninguém o convenceu de mudar a opinião.


SUJEITO COMPOSTO POSPOSTO: se o sujeito composto estiver depois
do verbo, concordará no plural ou com o substantivo mais próximo.
• Chegaram o aluno e a professora à sala de aula. Chegou o aluno e a
professora à sala de aula.
• Não fossem o rádio e as revistas, que seria de Elisa? Não fosse o rádio e as
revistas, que seria de Elisa?

• Ali estavam o rio e suas lavadeiras. Ali estava o rio e suas lavadeiras.
• Proibiu-se o oficio e lojas de ourives. Proibiram-se o oficio e lojas de
ourives.
• Dividiram a comida a mãe, os seus filhos e os amigos de seus filhos.
Dividiu a comida a mãe, os seus filhos e os amigos de seus filhos.
Concordância Verbal quando o sujeito é uma expressão
partitiva:
Expressões partitivas são aquelas que indicam uma parte de um todo, como "metade de", "um terço de", "a maioria
de", entre outras, ou coletivo. (o verbo fica no singular ou plural)

Em português, a regra geral é que o verbo concorde com o núcleo do sujeito, independentemente da expressão
partitiva que o acompanha. Por exemplo:

A maioria dos alunos foi / foram bem na prova de português.


Um bando de aves invadiu / invadiram o telhado da escola.

A metade dos alunos foi à excursão.

A maioria das pessoas está preocupada com o meio ambiente.

Um terço das crianças gosta de sorvete.


Concordância Verbal quando o sujeito é indicativo de porcentagem:

Com indicações de porcentagem, a concordância é feita com o núcleo do sujeito.


(pode ser feita com o numeral ou com o substantivo a que se refere porcentagem. )
Por exemplo:
• Vinte por cento dos alunos foram à excursão.

• Cinquenta por cento das pessoas estão preocupadas com o meio ambiente.

• Dez por cento das crianças gostam de sorvete.


• 20 % dos candidatos acreditam em sorte para fazerem a prova.
• 80 % da população acredita em seu esforço.
REGRA DOS VERBOS IMPESSOAIS
O verbo haver, no sentido existir ou referindo-se a tempo, é
impessoal, não admite sujeito. O mesmo ocorre com o verbo fazer
referindo-se a tempo e com os verbos que indicam fenômenos da
natureza. Estes verbos ficam na 3ª pessoa do singular.
Há possibilidade de passar. (EXISTE possibilidade ...)
Havia pessoas interessantes no curso preparatório. (EXISTIAM pessoas ...)
Há meses não saio com meus amigos, só estudo para o concurso. (tempo decorrido)
Faz vinte minutos que ele saiu da sala. (tempo decorrido)
Choveu muitos dias em Curitiba. (fenômenos da natureza)
Havia muitos copos naquela mesa.
Houve dois meses sem mudanças.
Observações Especiais:
* Mesmo quando há expressões numéricas ou substantivos pluralizados na
frase, o verbo impessoal permanece no singular.
Exemplo:
"Faz vinte anos que nos conhecemos.“

* Alguns verbos impessoais, como "bastar" e "sobrar", podem ser seguidos


de um complemento, mas o verbo continua na forma singular.
Exemplo:
"Basta uma boa ideia para resolver o problema."
VERBO SER
Verbo ser pode concordar com o sujeito ou com o predicativo.
• quando o sujeito e o predicativo são nome de coisas (e não pessoas), o
.
verbo “ser” pode concordar com o sujeito ou predicativo, indiferentemente
Ex.:
Nossas vidas eram uma verdadeira festa / Nossas vidas era uma verdadeira
festa.
Tudo são flores / Tudo é flores.
Aquilo ERA implicâncias de adolescente. Aquilo ERAM implicâncias
de adolescente.
A concordância do predicativo

O predicativo é um termo da oração que completa um verbo de ligação, atribuindo uma


qualidade, estado ou condição ao sujeito ou ao objeto da oração.
Ele é fundamentalmente usado em orações com verbos de ligação, como "ser", "estar",
"parecer", entre outros.
Existem 02 tipos principais de predicativo:

1.Predicativo do Sujeito: (o que nos interessa nessa apostila)

Este predicativo concorda em gênero e número com o sujeito da oração. Ele descreve uma
característica atribuída ao sujeito. Por exemplo:

* Maria está feliz. (Feliz é o predicativo do sujeito, concordando com "Maria", que é o sujeito.)

* O cachorro parece cansado. (Cansado é o predicativo do sujeito, concordando com "o


cachorro", que é o sujeito.)
Predicativo do Objeto: Este predicativo atribui uma qualidade ao objeto da oração. Ele não
concorda com o objeto em gênero e número.
Por exemplo:

-Eles acham o filme interessante. (Interessante é o predicativo do objeto, não concordando


com "o filme", que é o objeto.)

-Ela encontrou a casa bagunçada. (Bagunçada é o predicativo do objeto, não concordando


com "a casa", que é o objeto.)

O predicativo contribui para enriquecer a descrição dos elementos da oração, acrescentando


informações sobre suas características, estados ou condições. Ele desempenha um papel
importante na estruturação e na compreensão das frases.
VERBO SER
• quando o sujeito e o predicativo designam pessoas, a concordância é
feita obrigatoriamente com a palavra que designa pessoa no sujeito.
.
Ex.:
O problema da empresa são os funcionários desmotivados.

Os amigos de infância eram sua grande alegria.


Nesse caso, a concordância é feita com a palavra "amigos", que é o
núcleo do sujeito, e não com "alegria". Mesmo que "alegria" esteja
relacionada ao sujeito como predicativo, a concordância deve
seguir a palavra que designa pessoas no sujeito, que é "amigos".
VERBO SER
• O verbo SER concorda com o pronome pessoal:

.
Ex.:
Quem fez a denúncia FOI ele.

A estrela SOU eu.


VERBO SER
As expressões “É POUCO”, “É MUITO”, “É DEMAIS”- que
indicam quantidade (preço, peso, medida) são invariáveis:

Dez reais É MUITO por uma passagem de ônibus.

Cem dólares É MENOS que cem euros.

Cinco filhos É DEMAIS nos dias de hoje.


VERBO SER
O verbo SER indicando horas, distância e datas, concorda com a
expressão numérica.

É uma hora;
SÃO três quilômetros;
ERAM seis da tarde quando ele chegou.
VERBO SER
Na indicação de datas, o verbo ser concorda com a palavra dia(s), que
pode estar expressa Ou subentendida na frase.

Hoje É dia 03 de abril de 2024.

Hoje SÃO 03 de abril de 2024. (= Hoje são três [dias] de abril)

Hoje É 03 de abril de 2024. ( = Hoje é [dia] 03 de abril)


Aulas 21 e 22 - Regência Nominal
Regência Nominal
A regência nominal estabelece a relação entre um substantivo
(ou pronome) e os termos que o acompanham na frase, tais
como adjetivos, preposições e outros substantivos.
Essa relação determina como os termos se conectam
sintaticamente para formar uma expressão coesa e correta
gramaticalmente.
Existem diferentes tipos de regência nominal, dependendo
da preposição ou do termo utilizado para complementar o
substantivo.
Substantivos com preposições
Por exemplo, em "gosto de música", a preposição "de" é
necessária para estabelecer a relação entre o substantivo
"gosto" e o complemento "música".
Demonstrou habilidade em resolver problemas.
A preposição “em" é usada para indicar a relação entre o
substantivo “habilidade" e “problemas”.
Essa relação é fundamental para expressar significados
específicos e garantir a precisão na comunicação.
Ao compreender a regência nominal, os falantes conseguem construir
frases gramaticalmente corretas e transmitir suas ideias de maneira
clara e coerente.
Adjetivos com preposições
Por exemplo, em "Ela está feliz com o resultado", adjetivo "feliz" pede
a preposição "com" antes do complemento
• "Ele é muito hábil em matemática.
A preposição "em" é usada para estabelecer a relação entre o adjetivo
"hábil" e o substantivo "matemática".
Portanto, a expressão correta é "hábil em matemática".
Substantivos ou adjetivos que exigem preposições específicas:
Por exemplo
Ele participou de uma reunião importante."
(O substantivo "participar" exige a preposição "de" nesse contexto.)

Ele tem aversão a mentiras.


Ela sente fascínio por história antiga.
Ficamos contentes com seu progresso.
Estou satisfeito com os resultados.
Advérbios com preposições:
Ao contrário de adjetivos e substantivos, os
advérbios geralmente não exigem
preposições para estabelecer relações.

No entanto, existem alguns casos em que


certos advérbios podem ser usados com
preposições para expressar significados
específicos.
Advérbios com preposições:
Por exemplo
Eles caminharam rapidamente por todo o parque."
(O advérbio "rapidamente" exige a preposição "por" antes do complemento.)

O preço está abaixo do esperado. Abaixo de:


Ele correu atrás do ônibus. Atrás de:
Fiquei diante da situação difícil. Diante de:
Ela estava junto da família. Junto de:
Adjetivos ou substantivos que dispensam preposições:
Por exemplo
"Ela está ansiosa para a viagem." (acredito que seja um .....da apostila)
(O adjetivo "ansiosa" não exige preposição antes do complemento "viagem".)
Sem preposição: Quando o adjetivo “ansiosa” é usado diretamente para expressar inquietação ou angústia, não
requer preposição. Por exemplo: “Quando o vi, parecia ansiosa.” O correto seria: Ela está ansiosa com a viagem.

Cada verbo, adjetivo ou substantivo pode ter suas próprias exigências de


regência nominal, e é fundamental aprender essas combinações para usar
o português de forma precisa. Dicionários, gramáticas e prática na leitura
e escrita são recursos valiosos para aprimorar o conhecimento sobre
regência nominal.
Adjetivos ou substantivos que dispensam preposições:
Café quente: "Eu gosto de café quente."
Aqui, "quente" descreve diretamente o substantivo "café".

Amigos leais: "Os amigos leais são difíceis de encontrar."


O adjetivo "leais" está diretamente associado ao substantivo "amigos"

Montanhas majestosas: Fiquei admirando as montanhas majestosas.


o adjetivo "majestosas" descreve diretamente o substantivo "montanhas" sem
a necessidade de uma preposição específica.
Longe de

Perto de

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o


regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.
Aqui estão algumas dicas práticas e compreensíveis sobre regência nominal:
1.Observe o substantivo:
1. Comece identificando o substantivo que você deseja complementar.
2.Verifique se há preposição:
1. Se o substantivo pedir uma preposição, use-a corretamente. Por exemplo: "gosto de música",
"interesse por ciência".
3.Escolha os adjetivos corretos:
1. Ao usar adjetivos para modificar o substantivo, lembre-se de que alguns adjetivos exigem
preposições específicas. Por exemplo: "atento a detalhes", "ansioso por novidades".
4.Esteja atento às variações de sentido:
1. Às vezes, a escolha da preposição pode alterar o significado da expressão. Por exemplo:
"apaixonado por música" (gosta muito) versus "apaixonado de música" (dedicado à música).
5.Conheça as regências específicas:
1. Algumas palavras têm regências específicas que você precisa aprender. Por exemplo:
"satisfeito com", "independente de", "hábil em".
6.Confira em dicionários ou gramáticas:
1. Se tiver dúvidas sobre a regência de uma palavra específica, consulte dicionários ou
gramáticas confiáveis. Eles costumam fornecer informações sobre como uma palavra se
relaciona com outras na frase.
Aulas 23 e 24 - Regência Verbal. (Marcelo)
ATENÇÃO
Antes de entrarmos na regência de alguns
verbos tradicionais, é importante que
saiba que não é possível abordar todos os
verbos em uma gramática, para isso
existem Dicionários de Regência.
Regência Verbal.
Trata da relação de dependência que se estabelece entre o
verbo (termo regente) e o seu complemento (termo regido),
completando seu sentido.
A regência determina se uma preposição é necessária para ligar o verbo
a seu complemento.
Em alguns casos, a variação de regência provoca uma alteração de sentido no verbo.
Lembrando que:
Termo Regente: É o verbo que exige complemento.
Termos Regidos: São os objetos (dir. e indir) e os adjuntos adverbiais que se ligam ao verbo.
Regência Verbal.
Ex: Joana assistiu um paciente no hospital onde trabalha. (ajuda)
Ex: Joana assistiu ao jogo da seleção brasileira. (ver)

Na primeira o verbo assistir é transitivo direto, exige complemento


(objeto direto) e tem significado aproximado de ― prestar assistência.

Na segunda oração o verbo assistir é transitivo indireto, exige


complemento, porém precedido de preposição e significa ― ver.
Reger é determinar a flexão de um termo, que neste caso é o
complemento, já que o verbo é o termo regente.
Há uma dependência sintática entre regente (verbo) e termo regido
(complemento), uma vez que o último completa o sentido do primeiro:

Ex.: Joana comprou uma bolsa para Jussara.

O verbo “comprou” é transitivo direto e pede um complemento:

Joana comprou o que? Uma bolsa (termo regido), para quem?

Para Jussara (objeto indireto: precedido da preposição ― para).


Os pronomes pessoais oblíquos o, a, os, as e suas variações la, lo, los, las, no,
na, nos, nas são objetos diretos. Já os pronomes lhe, lhes são objetos indiretos.
O pronome lhe é equivalente a expressões como: “a ele”, “a ela”, “a você”, “ao
senhor”, e outras formas de tratamento correspondentes...

Ex.: Joana disse que iria comprá-la. (Joana disse que iria comprar. Comprar o que?
La (algo, um objeto, o qual pode ser uma bolsa, uma blusa, etc.)

Joana lhe explicou por que não era para comprar.

(Joana explicou. Explicou o que? O motivo pelo qual não era para comprar.
Explicou para quem? Lhe (para você: objeto indireto precedido de preposição).
Joana é a pessoa que realizou a ação (sujeito da frase).
“Explicou” é o verbo que Joana realizou.

“Por que não era para comprar” é o complemento da ação (objeto direto).

“Lhe” é o pronome que se refere ao complemento (objeto indireto).

Portanto, a frase significa que Joana explicou a alguém (representado pelo


pronome “lhe”) o motivo pelo qual não era adequado comprar algo.
Regência Verbal.
Inicialmente é necessário entender alguns conceitos.

PREDICAÇÃO VERBAL

Trata-se da relação que os verbos estabelecem com seus


complementos. Há três formas básicas de predicação verbal:
verbos transitivos, intransitivos e de Ligação
VERBOS TRANSITIVOS
DIRETOS: exigem complemento (objeto direto), sem preposição. A
ligação entre o verbo e o complemento é direta:
Ex.: Maria adora doce.

Ana vende livros. (livros = objeto direto)


O pai abraçou o filho. (o filho = objeto direto)
Você conhece o José? (o José = objeto direto)
Convidei meus amigos. (meus amigos = objeto direto)
INDIRETOS: exigem complemento (objeto indireto) com preposição:

Ex: Maria gosta de doce.

Tenho receio de errar. (de errar = complemento nominal)


Ele não acredita na sua competência. (na sua competência = objeto indireto)
Seja obediente às regras. (às regras = complemento nominal)
Eu confio em você. (em você = objeto indireto)
Assisti ao filme e gostei dele.
DIRETOS e INDIRETOS: ao mesmo tempo:
Ex.: Barganhei meu doce por uma rosa.
Prefiro doce a salgado. (“doce” é objeto direto, "a salgado" é objeto
indireto)
Ela revelou à polícia os detalhes. (“à polícia” é objeto indireto, “os
detalhes” é objeto direto)
Devolveu o livro à biblioteca. (“o livro” é objeto direto, "à biblioteca" é
objeto indireto)
Ana emprestou o livro ao colega. (“o livro” é objeto direto, “ao colega” é
objeto indireto)
VERBOS INTRANSITIVOS
São aqueles verbos que não pedem complemento:
Ex.: Maria saiu.
• Verbo nascer: Minha filha nasceu!
• Verbo morrer: Seu avô morreu?
• Verbo viver: Minha bisavó ainda vive.
• Verbo chegar: Ainda não cheguei.
• Verbo voltar: Ele ainda não voltou.
• Verbo proceder: As reclamações procederam.
• Verbo casar: Meu irmão casa amanhã.
• Verbo levantar: O tempo levantou.
VERBOS DE LIGAÇÃO
São aqueles verbos que ligam o predicativo (estado, modo, sentimento ou
condição em vez de uma ação) ao sujeito:
Ou seja, têm a função de ligar o sujeito a suas características,
que são chamadas de predicativo do sujeito.
Ex.: Maria é linda. Maria está doente. Maria epermaneceu dcalada.

Para identificar o verbo de ligação, basta analisar se ele expressa ideia de


estado ou de classificação, em vez de ideia de ação. Esse estado pode ser
permanente, transitório ou mesmo aparente, mas não indica nenhuma ação
do sujeito.
O garoto estava apressado. / O garoto correu apressadamente.
Minha filha é muito inteligente. / Nós continuamos parados.

Eu ando cabisbaixa, ultimamente...


Minha família continua alegre!
Estamos perto.
Nossas amigas ficaram contentes por você.
Serei muito alto quando crescer.
Regência de alguns verbos:
ASPIRAR
No sentido de ―respirar, ―cheirar, ―absorver, ―inalar é transitivo direto,
logo não tem preposição.
Ex.: Ela adora aspirar o aroma das flores.
Os soldados aspiraram o odor dos corpos tombados.
No sentido de ―almejar, ―desejar muito é transitivo indireto, logo,
exige preposição “a”.
Ex.: Nós aspiramos ao cargo.
Os soldados aspiram ao sucesso pessoal e profissional.
Os quase mil candidatos aspiravam à (a+a) única vaga disponível.
ASSISTIR
No sentido de ― prestar assistência, ―socorrer, ―ajudar é transitivo
direto, logo não tem preposição.
Ex.: A enfermeira assiste os idosos.

No sentido de ―ver, ―presenciar, ―ser espectador é transitivo


indireto, logo necessita de preposição.
Ex.: Nós assistimos ao filme.
Eles assistiram a um filme ontem.
Elas assistiram ao pôr do sol.
ASSISTIR

Ainda há outro significado para o verbo assistir, que é


- pertenceer, ― caber, ― ter competência. Nesse
caso, será transitivo indireto, portanto, exigirá
preposição:
Ex.: Assiste ao diretor aprovar as regras.
Assiste aos prejudicados o direito de indenização.”
AVISAR
Trata-se de verbo transitivo direto e indireto.
Quem avisa, avisa alguma coisa a alguém ou avisa alguém de alguma
coisa.

Atenção! Evite dois objetos indiretos.

Estão erradas frases como: ―Avisamos aos candidatos do horário.


Correto: ―Avisamos os candidatos do horário.
CHEGAR / IR

Trata-se de verbo transivo indireto (pede a preposição ―a).

Quem chega, chega a algum lugar. Quem vai, vai a algum lugar.

Ex.: Ele chegou a Paris. Posso ir ao médico?

Obs.: Muito embora, seja usual, em textos formais


preposição é bom evitar a
― em.
COMUNICAR
É transitivo direto e indireto. O objeto direto é sempre coisa, e o indireto é
pessoa.

Ex.:
A diretoria comunicou as férias coletivas (OD) aos empregados (OI).

Comunicaremos nossa decisão (OD) ao professor (OI).


OBEDECER e DESOBEDECER

Esses verbos são transitivos indiretos e exigem a preposição


―a.
Ex:
Filhos devem obedecer aos pais.

Não desobedeçam a seus pais.

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