UCDB – Universidade Católica Dom Bosco
Arquitetura e Urbanismo
Teoria e História Da Arquitetura e do Urbanismo II
Renascimento
Arquitetura – O Neoclássico
Prof.: Michael Hideky Kubota
Renascimento
Arquitetura – O Neoclássico
ESTRUTURA – 2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA;
2.3.3 Florescimento do Classicismo na Alemanha da Restauração.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
“Só existiu e existe uma Arquitetura e só existirá uma Arquitetura, a saber,
aquela que na época da história e da cultura grega atingiu a perfeição",
escreveu Leo von Klenze, em 1830, na sua Sammlung architektonischer
Entwürfe (Recolha de projetos arquitetônicos). Klenze considerava a
arquitetura da Grécia Clássica como "a arte construtiva do mundo e de todos
os tempos não existindo clima, material ou diferença de costumes que se
oponha à sua aplicação generalizada". Perante o fato do Iluminismo ter
prosseguido com as ideias do Renascimento e do Humanismo, o retomar da
arquitetura da Antiguidade Clássica fazia todo sentido. De modo ainda mais
pronunciado do que nos séculos XV e XVI, via-se na Antiguidade Clássica a
origem da arquitetura que encerrava em si as leis eternas da harmonia e da
beleza.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
No entanto, já em meados do século XVIII tinha estalado uma disputa sobre
qual das Antiguidades, grega ou Romana, deveria ter a primazia tanto histórica
como arquitetônica: se Roma teria refinado a cultura grega ou se a teria
falsificado, ou se pelo contrário, orientado muito mais pelo legado etrusco.
Ambos os partidos se baseavam nas descobertas arqueológicas e nas ruínas
da Antiguidade Clássica, no seu país de origem, a Itália, assim como nos
escritos de Vitrúvio, ou seja, essencialmente na antiguidade romana.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
A partir do século XVIII, os europeus ocidentais visitavam cada vez mais a
Grécia, na altura uma província insignificante do império otomano. Os jovens
britânicos James Stuart e Nicholas Revett fizeram aí desenhos
pormenorizados de edifícios da antiguidade, que publicaram a partir de 1762
(Antiquities of Athens).
Em 1738 e 1748 começaram as escavações de Herculano e Pompéia
“conservadas" por uma erupção do Vesúvio no ano de 79. As escavações e o
que por meio destas via a luz do dia foram descritas pelo arqueólogo alemão,
que então vivia em Roma, Johann Joachim Winckelmann que, na sua obra
Geschichte der Kunst des Altertums (História da Arte na Antiguidade), fundou
as ciências da arte moderna.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 01 – Ruínas de Pompéia.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 02 – Ruínas de Pompéia.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 03, 04 e 05 – Antiquities of Athens - James Stuart e Nicholas Revett.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Na França e nos países anglo-saxônicos, onde a arquitetura "clássica" tinha
sido continuada desde o Renascimento sob a forma do Palladianismo tomou o
nome de Neoclassicismo". Na Alemanha esta designação só foi aplicada ao
ressurgimento das tendências clássicas por volta de 1900, que nessa altura
sofreram uma monumentalizarão cada vez mais pronunciada, tendo-se
igualmente tornado mais grosseira a linguagem das suas formas.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
A precocidade do Neoclassicismo na França pode ser verificada na igreja de
Santa Genoveva, em Paris, projetada por Jacques-Germain Soufflot a partir de
1757 e construída entre 1764-1790. A sua planta faz lembrar o Renascimento:
uma cúpula de tambor ergue-se sobre uma circunferência, no centro de uma
cruz grega. Os elementos arquitetônicos, no entanto, são assentes uns sobre
os outros de modo duro, e a cúpula entronada. Em 1791 este edifício adquiriu
uma nova função, a de memória e túmulo de franceses eminentes, tendo-lhe
sido atribuído o nome de Panteão". Ao espírito da época não correspondia
apenas a referência a uma das obras preservadas mais significativas da
Antiguidade romana: no lugar de todos os deuses, a que este edifício se
encontrava consagrado e aos quais se refere o seu nome, a Paris
revolucionária colocava todos os grandes espíritos.
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2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 06 – Igreja de Santa Genoveva -
Jacques-Germain Soufflot - Paris.
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2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 07 – Igreja de Santa Genoveva - Jacques-Germain Soufflot - Paris.
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2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 08 – Igreja de Santa Genoveva - Jacques-Germain Soufflot - Paris.
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2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 09 – Igreja de Santa Genoveva - Jacques-Germain Soufflot - Paris.
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2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 10 – Igreja de Santa Genoveva - Jacques-Germain Soufflot - Paris.
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2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 11 – Igreja de Santa Genoveva - Jacques-Germain Soufflot - Paris.
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2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 12 – Igreja de Santa Genoveva -
Jacques-Germain Soufflot - Paris.
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2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
A arquitetura das últimas décadas do século XVIII e das primeiras do século
XIX foi totalmente dominada pelos princípios estruturantes do Classicismo:
clareza e depuração das fachadas exteriores e das plantas, dominância
das linhas e dos ângulos retos, elementos sobrepostos e dispostos lado
a lado de modo rígido, tranquilidade, austeridade, nobreza, tal como
competia à "grandeza" das ideias corporificadas ou das funções a
desempenhar pelos edifícios. A ética e moral sobrepunham-se à
suntuosidade e à representação do movimento. A decoração discreta parecia
muitas vezes colada. Os edifícios continuavam a ser rigorosamente simétricos.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
No Museu Britânico, em Londres, as colunas deveriam originalmente envolver
a totalidade do edifício, constituído por um paralelepípedo quase cúbico,
obtendo-se uma unidade bastante pronunciada das fachadas exteriores como
nos templos perípteros gregos, não sendo deste modo definida uma fachada
principal. As colunas passaram a ser utilizadas novamente como elemento
construtivo em vez de terem função simplesmente decorativas: a forma
deveria agora corresponder mais à construção, motivo pelo qual se
preferiam as ordens dóricas e Jônicas à coríntia, mais suntuosa, ou até o
capitel compósito.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 13 – Museu Britânico – Londres.
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2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 14 – Museu Britânico – Londres.
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2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 15 – Museu Britânico – Londres.
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2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.1 Tranquilidade, austeridade, magnificência;
Fig. 16 – Museu Britânico – Norman Foster (cobertura do pátio interno -1997) - Londres.
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2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
O Panteão de Roma também serviu de modelo a Thomas Jefferson, homem
de talentos múltiplos, para projetar Monticello, a sua casa de campo às portas
de Charlottesville: no início de uma pequena colina, cujo arredondamento é
reiterado pelo abobadado da cúpula. Apesar da utilização de tijolos à vista, o
edifício irradia muito mais um brio forte do que contenção e modéstia.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
Fig. 17 – Monticello – Thomas Jefferson Pkwy - Charlottesville – Virginia – Estados Unidos.
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2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
Fig. 18 – Monticello – Thomas Jefferson Pkwy - Charlottesville – Virginia – Estados Unidos.
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2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
Fig. 19 – Monticello – Thomas Jefferson Pkwy - Charlottesville – Virginia – Estados Unidos.
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2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
Quando a projetou, Jefferson tinha em mente a Villa Rotonda de Paládio, a
ligação ao Renascimento tardio e, através deste, à Antiguidade Clássica. Esta
ligação não é um acaso, tal como se pode ver na sede da primeira
universidade estatal dos EUA, que Jefferson criou entre 1817-1826 em
Charlotteville. Neste caso, um corpo arquitetônico inspirado no Panteão, desta
vez sob a forma de uma biblioteca implantada no alto de uma alameda
levemente ascendente, encontra—se emoldurada pelos pavilhões com
colunatas das várias faculdades, que apresentam as várias ordens romanas
ou as variantes.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
Fig. 20 – Villa Rotonda – Andrea Palladio – Vicenza
- Itália.
Fig. 21 – Monticello – Thomas Jefferson Pkwy -
Charlottesville – Virginia – Estados Unidos.
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2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
Fig. 22 – Universidade da Virgínia.
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2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
Fig. 23 – Panteon – Roma.
Fig. 24 – Universidade da Virgínia.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
A Roma republicana que ele via como tendo ressurgido nos EUA era o seu
modelo social e, deste modo, também arquitetônico. Esta ideia foi seguida ao
ponto de ser dado o nome de senado à assembleia representativa do povo,
que reúne na colina do capitólio. Como governador da Virgínia, ministro dos
negócios estrangeiros e finalmente como presidente dos EUA, Jefferson
fomentou uma arquitetura independente do modelo da Grã-Bretanha, ex-
potência administradora vencida, numa época em que se tinham tornado não
só necessários edifícios para o governo e administração pública, mas em que
o próprio país começava a erguer edifícios de grandes dimensões de um modo
generalizado.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
O Neoclassicismo americano atinge a sua expressão mais monumental no
Capitólio, o então maior e mais suntuoso edifício do novo estado, surgido dos
ideais do Iluminismo. A sua impressionante cúpula levou à construção,
segundo o seu modelo, de vários edifícios para os parlamentos dos outros
estados dos EUA, assim como na maioria dos países da América Central e do
Sul.
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2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
Fig. 25 – Capitólio dos Estados Unidos.
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2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
Fig. 26 – Congresso de Havana – Cuba.
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2.3.2 Thomas Jefferson e a arquitetura dos EUA
Fig. 27 – Congresso de Buenos Aires – Argentina.
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2.3.3 Florescimento do Classicismo na Alemanha da Restauração
A Europa encontrava-se em um período de grande efervescência geopolítica,
culminado em movimentos como, por exemplo, a Revolução Francesa em
1789. De certo modo toda a Europa passou por transformações guiadas por
revoltas populares que buscavam transformar as antigas nações absolutistas
em novos territórios "democráticos", seguindo os ideais Iluministas e por isso,
ainda ligados às origens greco-romanas, ou seja, à Antiguidade Clássica.
Neste período de refundação das nações a igreja teve seu poder banido em
alguns estados, seus mosteiros fechados, suas igrejas transformadas em
templos dedicados aos heróis de guerra. Na Alemanha da Restauração, o
Classicismo conheceu um período de florescimento.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.3 Florescimento do Classicismo na Alemanha da Restauração
Os seus centros foram os estados de Baden, da Baviera e da Prússia e as
respectivas capitais: Karlsurhe, onde Friedrich Weinbrenner preencheu a
planta barroca da cidade com edifícios clássicos, Munique, onde Leo von
Klenze foi empossado como arquiteto da corte em 1816 e Berlim, onde a Porta
de Bradenburgo de Carl Gotthard Langhans surge como obra fundadora do
Neoclassicismo alemão. Esta foi erguida em forma de arco do triunfo.
Fig. 28 – Porta de Bradenburgo - Carl
Gotthard Langhans – Berlim – Alemanha.
Fig. 29 – Porta de Bradenburgo - Carl
Gotthard Langhans – Berlim –
Alemanha.
Fig. 30 – Porta de Bradenburgo - Carl
Gotthard Langhans – Berlim – Alemanha.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.3 Florescimento do Classicismo na Alemanha da Restauração
O Portal de Bradenburgo, cuja tipologia pertence na realidade à arquitetura
romana, mas que apresenta uma inspiração nas formas da Antiguidade grega,
levou a que a linguagem arquitetônica grega dominasse os edifícios na Baviera
e na Prússia, que chegou inclusive a copiar literalmente edificações gregas,
muitas vezes tomando emprestado até seus nomes, como por exemplo no
Propileu de Munique ou do Walhalla, igualmente projetado por Klenze, perto
de Ratisbona: uma cópia do Parthenon foi construída numa elevação, sobre o
Danúbio, como galeria de honra de personagens "heroicas" germânicas. O rei
Luís I da Baviera mandou também construir um edifício com o mesmo objetivo
que o atribuído pela França revolucionária à igreja de Santa Genoveva, outro
exemplo do alcance do Iluminismo.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.3 Florescimento do Classicismo na Alemanha da Restauração
Fig. 31 – Propileu de Munique - Leo von Klenze – Munique – Alemanha.
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2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.3 Florescimento do Classicismo na Alemanha da Restauração
A partir de então deixaram praticamente de ser construídos palácios ou igrejas
de importância arquitetônica excepcional. Seguindo o ideal de cultura da
burguesia esclarecida, passaram a ser construídos, não apenas na Alemanha,
mas em todo lado, museus, bibliotecas e teatros, que apresentavam
frequentemente um pórtico, ou seja, um elemento proveniente originalmente
da arquitetura sacra.
Arquitetura – O Neoclássico
2.3 Arquitetura – O Neoclássico (1750-1840)
2.3.3 Florescimento do Classicismo na Alemanha da Restauração
Tratava-se de uma atitude consciente: o local da cultura tinha vindo substituir o
local do culto. No espírito do Iluminismo já não se tratava da fé, mas sim do
saber. Assim, também os bancos e as bolsas passaram a presentar fachadas
semelhantes aos templos da Antiguidade Clássica, e eram fundadas cada vez
mais universidades, escolas, edifícios governamentais ou para a administração
pública. As funções que anteriormente se concentravam nos palácios ou nos
conventos, recebiam agora edifícios independentes. A sociedade moderna
exigia uma maior especialização.
Arquitetura – O Neoclássico
Bibliografia
GLANCEY, Jonathan. A História da Arquitetura. São Paulo: Edições Loyola,
2001.