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Neoclassicismo: Arte e História do Século XVIII

O documento descreve o movimento artístico do Neoclassicismo entre os séculos XVIII e XIX. O Neoclassicismo surgiu como uma reação contra os estilos Barroco e Rococó, buscando inspiração na arte clássica greco-romana. Uma figura central foi Johann Joachim Winckelmann, que estudou a arte clássica e defendeu sua superioridade. Sua obra influenciou muitos artistas da época.

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Rafaela Simões
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Neoclassicismo: Arte e História do Século XVIII

O documento descreve o movimento artístico do Neoclassicismo entre os séculos XVIII e XIX. O Neoclassicismo surgiu como uma reação contra os estilos Barroco e Rococó, buscando inspiração na arte clássica greco-romana. Uma figura central foi Johann Joachim Winckelmann, que estudou a arte clássica e defendeu sua superioridade. Sua obra influenciou muitos artistas da época.

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Neoclassicismo (séc.

XVIII - XIX)

Neo = novo
Classicismo = arte da idade clássica, constituída pela arte grega e arte romana

Antes do neoclassicismo, na Europa, já́ se tinha estudado o passado grego e romano


na altura do Renascimento (séc. XV).

Pode considerar-se o renascimento o primeiro neoclassicismo, mas há diferenças


entre o homem do século XV e do século XVIII:

 o homem do século XVIII tem mais ferramentas à sua disposição e está mais
preparado para realizar uma pesquisa e um estudo mais eficientes e
completos;

 o homem do século de XV dificilmente teria um livro à sua disposição;

Quando surgiu o Neoclassicismo (meados do século XVIII) os Barroco e o Rococó


eram os estilos artísticos em voga.

 O Neoclassicismo vem então reagir contra o Rococó assim como o


Renascimento reagiu contra o Clássico.

Neoclassicismo – arte ligada à razão, à aristocracia e à monarquia absoluta.

 Ter em conta o cunho político do neoclassicismo – muitos defensores dos


ideais da revolução francesa defendiam o neoclassicismo uma vez que estão
contra o antigo regime.

Johann Joachim Winckelmann (1717-1768)

 Importante estudioso do passado clássico (“pai” do neoclassicismo).

Publicou várias obras das quais se destacam:

Reflexão sobra a imitação da arte grega na Pintura e na Escultura, 1755-56

 “panfleto” estético de manifesto;

 defende a superioridade da arte grega sobre a arte atual.

História da Arte da Antiguidade, 1764

 primeira obra com um certo rigor científico;

 ocorre uma pesquisa das fontes e não apenas uma recolha de testemunhos
pouco fidedignos.

1
MonumentosAntigosInéditos,1767(dois volumes)

 recolha de todos os monumentos que se conheciam da antiguidade;

 permitia as pessoas terem um conhecimento dos monumentos “no conforto de


sua casa”;

 novidade: obra ilustrada (conhecimento através da imagem);

 este conhecimento através da imagem é um conceito que surge no século


XVIII;

 permite também que as pessoas analfabetas possam conhecer.

Qual a obra mais importante publicada no século XVIII? Enciclopédia

 obra dividida em vários volumes

 “dicionário ilustrado”

 apanhado geral de todas as áreas do saber humano

 pretendia recolher o saber sobre todos os temas – conhecimento artístico,


científico, literário...

 através do novo conceito do conhecimento através da imagem a enciclopédia


permite que mais pessoas tenham uma ideia geral sobre as coisas.

Descoberta importantíssima nesta época em Itália (Nápoles) – descobrem-se duas


cidades romanas: Pompeia e Herculano.

 Estas duas cidades ficaram preservadas da ação humana, ou seja,


“congeladas no tempo”.

 Possibilitouumconhecimentomuitomaisaprofundadosobrehábitosalimentares,
materiais, técnicas e da arte.

 Grandedescobertaemtermosartísticos–frescosdePompeia(pinturasafresco). As
pessoas do século XVIII viram pela primeira vez pinturas romanas.

Belo Ideal (o neoclassicismo é uma arte idealista)

 O Neoclassicismo parte do princípio do Belo Ideal)

 Belo Ideal – a natureza não é perfeita e a arte deve ser sempre bela
 Belo Ideal: Neoclassicismo (J. J. Winkelmann) = Natureza + História;
Racionalismo (Salomon Gessner) = Natureza + Razão

2
 Neoclássicos – arte clássica é retrospetiva (vai ao passado) e projetiva
(projeta-se para o futuro)
 Racionalistas – também acreditam que a arte clássica é um bom exemplo do
belo ideal mas defende que o presente não tem qualquer relação com o
passado
 Neoclassicismo: Filo-helenistas (J. J. Winkelmann) = superioridade da arte
grega; Filo-latinistas (G. B. Piranesi) = superioridade da arte romana

Esta divisão é benéfica pois pela 1ª vez se distinguiu o que pertencia a uns e outros e
porque cada um começou a aprofundar o seu conhecimento e a procurar melhores
qualidades de cada um dos estilos.

Arquitetura Neoclássica

Barroco

 Nasce no século
 Começa por nascer na europa
 Depois espalha-se por toda a europa e depois por todo o mundo
 Tem a sua principal expressão na europa
 Grande intensidade decorativa
 Adquire caraterísticas regionais dependendo da região onde se insere
 Arte ao serviço da religião
 Arte que se dirige sobretudo aos sentidos e às emoções
 Estilo luxuoso

Francesco Barromini, Igreja San Carlo, Roma

 Fachada ondulante - concava, convexa e concava de novo - em S (confere


dinamismo)
 Zonas de claro/escuro - utilização da luz como forma de expressão – criando
pontos de interesse
 Praticamente sem superfícies vazias
 Arte “para encher o olho”
 Arte para impressionar
 Utiliza todas as formas de artes visuais decorativas que colaboram umas com
as outras para causar maior impacto - pintura, escultura...
 Apela a todos os sentidos - audição, visão e tato - maior impacto

Zwinger, Dresden

 Já́ considerado Rococó́


 Fachada repleta de escudos e trofeus
 Dinâmica da linha curva
 Circularidade
 Estrutura côncava (braços)
 Corpo central (convexo)

3
França

Jacques-Anje Gabriel, Petit Trianon, 1762-1768, Versalhes

 Pertencia à rainha Maria Antonieta


 Dos primeiros edifícios do neoclassicismo
 Contraste nítido com o barroco
 Quase sem linhas curvas
 Simplicidade decorativa
 Predomínio da razão e não das emoções
 Fachada exterior é mais simples do que a virada para o interior - não tem o
objetivo de impressionar o observador (do exterior) porque o que interessa é
que as pessoas vejam quando lá vivem/frequentam - querem usufruir ao
máximo das suas casas então a parte mais bonita vai ser a interior
 Fachada límpida
 Fachada ornamentada por colunas
 Colunas com muito detalhe - decoração do friso - deriva da forma do
neoclassicismo de olhar para o passado - ao contrario do renascimento que
não é rigoroso na forma que olha para o passado, o neoclassicismo, por ter
meios para o fazer, tem um estudo mais rigoroso dos detalhes do passado

Templo do amor

 Um dos templos que estão perto do lago em Versalhes


 Tempos circulares
 Colunas

Pavilhão das festas

 Interior mais decorado (decoração de protesco) - inspirado na decoração


romana

Pierre Vignon, Igreja de Madeleine, Paris, 1764-1824

 Demorou muito tempo por causa da revolução francesa que é anti religião
 Quase a copia de um templo romano transformado numa igreja católica - com
colunas e frontão triangular

Curiosidade:
Templos gregos VS Templos romanos - Os templos romanos estão em cima de uma
base/pódio enquanto os gregos estão assentes numa sapata apenas com 3 degraus.
Os templos romanos têm apenas tem um acesso: lei da frontalidade enquanto nos
templos gregos podem entrar por qualquer lado.

Igreja de Sainte Genevieve (panteão) , Paris, 1764-1790, Jacques Soufflot

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 Os revolucionários aproveitaram a estrutura já existente (para igreja) e usaram-
na para transformar no panteão
 Apesar de construído como igreja nunca foi usado como igreja porque se
tornou o panteão de Paris (assim como a Igreja de Santa Engrácia que
demorou imenso a ser construída em Lisboa e assim nasceu p Panteão
Nacional)
 Basicamente uma transposição do Panteão de Roma, 27 A.C:
 Panteão: edifício religioso dedicado a louvar todos os deuses do império
romano - templos com vários altares
 Frontão típico triangular por cima de uma fachada de colunas
 Planta em forma de cruz

Inglaterra

 Inglaterra não tinha grandes vestígios nem da arquitetura grega nem da


romana
 Foi então buscar as suas inspirações à arquitetura clássica dos séculos XV e
XVI

Catedral de São Paulo, Londres; 1675-1716, Christopher Wren

 Para se opor ao São Pedro dos católicos (esta em Londres era para os
protestantes)
 Maior cúpula do mundo - muito imponente
 Colunas gémeas - coluna, coluna espaço coluna, coluna espaço - isto não
existia na europa - arquitetura neopaladiana (André́ Paládio)

Greenwich Hospital, 1695, Christopher Wren

Chiswick House, 1720-1725, Lord Burlington

 Casa mais pequena (no sentido monumental do termo)


 Com duas fachadas
 Frontão triangularidade

 Praticamente uma cópia da Vila Rotunda, Vicenza, 1565-1569, Andrea Palladio


(esta tem quatro fachadas/entradas que dão a um haul principal)

Holkham Hall, Norfolk, 1734, Lord Burlington

ROBER ADAM (arquiteto)

 Foi cônsul de Inglaterra em Roma durante muitos anos - é daí que tem a sua
inspiração
 Grande importância a nível dos interiores e do mobiliário
 Produz gravuras e espelhos

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Sylon House, Londres, 1760-1769, Robert Adam

 Interiores que marcam o neoclassicíssimo


 Interiores brancos
 Interiores que transmitem clareza e pureza
 Decoração feita com base no estuque - sem talhas douradas
 Mais monocromática
 Exceções: salas pompeianas - salas específicas da sala com ornamentos
inspirados nos Frescos de Pompeia

Kenwood House, Hampstead, 1767-1769, Robert Adam

Cumberland Terrace, Reget ́s Park, Londres, 1826-1827, John Nash (agora entramos
no século. XIX - arte ao serviço do estado e sobretudo uma arte monumental)

 Neoclassicismo Inglês amadurecido - já́ é mais neogrego e neorromano


(principalmente neogrego)
 Monumental
 Colunas de acordo com o gosto grego

Estados Unidos da América

 O primeiro estilo na América é o neoclassicismo através do Thomas Jefferson

 Tomas foi cônsul em Paris e nessa altura tem contacto com a tradição clássica
francesa
 Quando regressa manda fazer a sua casa privada (com linhas clássicas)

Charlotesville, Virgínia, 1768-1784

 Casa do Tomas quando ele volta de França para os EUA


 Linhas clássicas
 O projeto tinha dois andares, mas inspira-se no panteão de Roma e acaba por
fazer só́ um andar com uma cúpula
 Este estilo impera nas casas dos grandes senhores especialmente nos estados
do sul dos EUA

State Capitol , Virginia, 1785-1789, Tomas Jefferson

 Inicialmente era só́ um grande bloco com fachada simples e com acesso lateral
 O estado da Virgínia foi se desenvolvendo e então criaram-se dois corpos
laterais
 Está em cima de um pódio, mas o acesso não é pela colunata - para quem
uma fachada imponente para ter uma entrada lateral?

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 Colunas lisas - os gregos não faziam isto

Nota: Colunas de ordem jónica - remete mais para os gregos, mas os romanos
também usam.

Palácio Presidencial (Casa Branca), Washington, 1793-1801, James Hoban

 Em 1900 houve um projeto para ampliar, mas não avançou

State Capitol Washington - mais imponente e famoso dos EUA

 Depois foi evoluindo - cúpulas maiores - cúpula inspirada no panteão de Paris


 Acrescentaram-se dois corpos laterais

Pintura Neoclássica

Jacques Louis David (1748-1825)

 Membro ativo da revolução francesa – o que fez que muitos não seguidores
destes ideais não o apoiassem

 As pinturas dele têm sempre uma mensagem/crítica para a sua época

A morte de Séneca, óleo sem tela, 1733

 Arte dirigida aos sentimentos

 Linha curva

 Mais barroco/rococó

 Teatral

 Exagero de gestos e posições

 Posturas retorcidas

 Iluminação típica de teatro

 Cortina no canto superior esquerdo que também remete para o teatro

 Sentido dramático

 Quadro com que David ganhou o prémio de Roma

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História da morte de Séneca (filósofo) – No ano 65, Séneca foi acusado de ter
participado da conspiração de Pisão, na qual o assassino de Nero teria sido planeado.
Sem qualquer julgamento, foi obrigado a cometer o suicídio. Na presença dos seus
amigos, cortou os pulsos com o ânimo sereno que defendia na sua filosofia.

Belisário recebendo esmola, óleo sem tela, 1781

 Já considerado um quanto neoclássico

 Cores mais sóbrias

 Predomínio da linha reta

 Cenário clássico

 Situa-se na história grega

Belisário – grande general ao serviço do império romano. Passados poucos anos da


invasão bárbara o imperador tentou recuperar o império romano do oriente – foi
Belisário que o recuperou – conforme ele ficava mais famoso foi acusado de
conspiração contra o imperador (foi só por inveja). Depois de ser libertado passou o
resto da sua vida a pedir esmolas na rua - pintura sobre a injustiça - tem uma moral da
história que pode ser usada no presente/futuro. As suas pinturas têm sempre uma
critica à sua época.

O juramento dos Horácios, óleo sem tela, 1784

 Das suas obras mais famosas


 Representa a luta entre Horácios e Coriáceos
 O povo conhecia estas histórias devido ao teatro
 Período em que Roma é dominada por reis - existiam duas fações que a certa
altura se chateiam - em vez de lutarem uns contra os outros escolhem então os
paladinos para decidirem o seu destino - os Horácios mataram os Coriáceos
 A figura masculina é marcada pela linha reta em contraste com a figura
feminina que é marcada pelas linhas curvas
 Sendo assim este quadro fala sobre a luta contra a tirania
 O Horácio é um homem comum - o que apela para “peguem nas armas
cidadãos e lutem contra a tirania”

A morte de Sócrates, óleo sem tela, 1787

 Sócrates foi um filosofo grego que foi condenado à morte por ser acusado de
desviar os jovens
 Mais uma vez o quadro fala de tirania, injustiça do estado e da censura e falta
de liberdade de expressão

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Os lictores trazendo os corpos dos filhos de Brutus, óleo sem tela, 1789

 Quadro pintado nas vésperas da revolução francesa


 Contraste entre o sofrimento das mães, irmãs e aia e a indiferença do pai
 Tendo em conta as ideologias políticas de David o Brutus é um herói uma vez
que coloca o bem comum à frente do seu bem - Brutus denunciou os seus
filhos que consequentemente foram condenados à morte
 Estruturas neoclássicas de fundo
 Todo o mobiliário e acessórios foram estudadas por David e inspiradas em
antiguidades da Roma

O juramento do jogo da Pela (20 de junho de 1789), 1791

 Obra de grande importância uma vez que marca uma mudança de David
 Deixa de existir a monarquia absoluta
 O rei (contra a evolução) manda fechar a Assembleia
 De qualquer das formas os deputados, burguesia e baixo clero reuniram-se (e
jornalistas, padres e outras figuras importantes)
 Momento muito importante - constituição francesa
 Diferença: este quadro já́ não tem absolutamente nada a ver com as histórias

gregas ou romanas - deixa de ter necessidade de ir ao passado e começa a pintar


sobre o seu presente - já́ não precisa de ir buscar inspiração às histórias gregas
romanas porque a história da revolução francesa é tao ou mais importante e grandiosa
que a outra.

A morte de Marat, óleo sem tela, 1793

 Acontecimento real
 Que afeta muito David pois Marat era seu amigo

 Acontece em 1793 (ano de viragem), que é um ano muito importante para a


história da Revolução Francesa – quando a França passa da monarquia para
a República
 Marat era um jornalista radical na Revolução Francesa
 Persistentes perseguições fizeram dele o principal defensor do povo
 Torna-se um dos rostos da revolução francesa ao lado de G. Danton e M.
Rosbepierre
 Uma das maiores figuras da França revolucionária
 É assassinado por Charlotte de Corday
 Marat, no dia 13 de julho estava na banheira quando uma mulher (que dizia
que era uma mensageira) • Marat assina a lista de nome de todos os supostos
traidores que todos deveriam ser decapitados na guilhotina (condenação à
morte)
 No momento seguinte (a mulher que era uma Girondina) mantou-o com uma
facada no peito
 Foi um crime político

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 Ela foi condenada à morte 5 dias depois – processo de julgamento muito
rápido
 O assassinato provocou represálias em que vários adversários dos Jacobinos
que foram executados
 No julgamento ela testemunhou que tinha cometido o assassinato sozinha
 Afirma que o matou para poder salvar 100 mil homens – está na base no que
seria uma nova fase mais radical e rebelde da Revolução Francesa
 Ano em que o Rei e a Rainha são condenados à morte • Dá-se o início da
República em França
 David é chamado para organizar um grande funeral
 Toda a convença nacional assistiu ao funeral de Marat
 Esta pintura lembra-nos Cristo no episódio da Deposição – corpo morto e com
braço caído
 David que é completamente revolucionário e anti religião faz isto para tentar
torná-lo num “novo Deus” – assim como cristo foi traído pelos seus, Marat
também (uma vez que a mulher que o matou também era uma revolucionária).
É por este motivo que as duas personagens são associadas.
 Para além do começo da república em 1793 esta também é a Época do Terror
em França. – já́ não se sabe distinguir o bem e o mal – revolucionários a
matarem-se uns aos outros

As Sabinas, óleo sem tela, 1795-99

 Quadro de grandes dimensões (385X522 cm)


 Espécie de regresso porque volta a retratar a história antiga
 Representa um episodio lendário da história da cidade que mais tarde seria
Roma
 A cidade era habitada por dois povos- os Sabidos e os Latinos- os Sabinos
(mais agricultores e trabalhadores) eram liderados por Tácio e os Latinos (mais
rudes) por Rómulo
 Os Latinos (por terem poucas mulheres na tribo) raptam as mulheres dos
Sabinos
 Muito tempo depois os Sabinos preparam um exército para ir salvar/recuperar
as suas mulheres, filhas, irmãs...
 No entanto, nesta altura os Latinos já tinham tido imensos filhos das Sabinas
 A pintura tem o momento preciso que Hersília, filha do rei Sabino se interpõe
entre os dois exércitos
 Então este quadro fala de reconciliação e perdão
 Fala do triunfo sobre a guerra
 Este quadro foi pensado precisamente quando David estava na prisão
 O quadro faz lembrar o Juramento dos Horácios, mas desta vez as mulheres
são as protagonistas
 Quadro num momento em que França está num mau período (está a ser
invadida, guerra civil, lutas entre partidos...)
 Para que a mensagem a passar fosse mais clara para os franceses temos
atrás aquela estrutura arquitetónica que nada tem a ver com a época que está

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a representar, mas representa o perfil da Bastilha para fazer com que os
franceses percebessem/lembrassem de que quando estavam unidos
conseguiram conquistar a bastilha.

Napoleão atravessando os Alpes, óleo sem tela, 1801

 Inicia-se uma nova fase do trabalho de David


 Entramos no século XIX
 Retrata o que se passa no momento
 Napoleão virá a tomar as rédeas do poder e virá a ser visto como o salvador da
pátria
 Napoleão consegui expulsar as forças estrangeiras que estavam a invadir a
França para acabar com a revolução
 Conseguir acabar com os conflitos que existiam no interior da França
 No fundo é uma espécie de “amor reciproco” – David foi um dos grandes
apoiantes de Napoleão e Napoleão um dos grandes apoiantes e defensores de
David e também do próprio classicismo
 Fez com que o neoclassicismo se tornasse a arte oficial do império
napoleónico.

Coroação de Napoleão, óleo sem tela, 1805-1807

 Primeira obra encomendada a David (por Napoleão)


 David foi nomeado por Napoleão diretor da Academia de Pintura e Escultura
 Quadro de grande dimensão (621X979)
 Pessoas representas em tamanho natural
 Até à data, maior quadro coletivo
 Momento da coroação de Napoleão
 Representadas cerca de 250 pessoas
 Apesar da mãe e irmãs não terem assistido à coroação Napoleão pediu para
que as mesmas fossem representadas
 Josefina foi rejuvenescida

Madame Récamier, óleo sem tela, 1805

• Faz parte da nova fase da pintura de David


• Torna-se no retratista oficial da corte Napoleónica
• Mobiliário mais novo e moderno
• O tipo de vestidos mudou, agora são marcados em baixo do peito e caem a direito •
As perucas foram substituídas pelo cabelo natural
• Penteados inspirados nas senhoras da antiga Roma

Napoleão, óleo sem tela, 1812

• Retrato de Napoleão
• Grande diferença com o quadro que pintou 11 anos antes (Napoleão atravessando
os Alpes) • Já não temos um Napoleão com um olhar otimista, mas sim um olhar de
governante falível • Mobiliário estilo império

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• Em 1815 napoleão é derrotado e França é obrigada a voltar à Monarquia
• David perdes os cargos e é obrigado a exilar-se na Bélgica

A Cólera de Aquiles, óleo sem tela, 1819

• O neoclassicismo transformou-se numa arte académica e sem grande força,


praticamente decorativa • Bom exemplo do que se tornou o neoclassicismo

Marte desarmado por Vénus, óleo sem tela, 1824

• Grandes dimensões (308X262 cm)


• Último quadro pintado por David
• Aliás, ele não acabou de pintar este quadro (morreu antes de o acabar) e algumas
destas figuras

foram desenhadas pelos seus discípulos


• A Vénus de certa forma desproporcional faz lembras as obras do Ingres (A Grande
Odalisca) – não

está muito “certo” para com as regras da proporção


• Tudo isto tem um ar extremamente artificial
• Aquele “naturalismo” e “vulgarismo” das figuras típicas do neoclassicismo já não
existem
• Cenário que parece “falso”
• Pode considerar-se uma fase de decadência da obra de David – um homem que já
não tem nada para

dizer
• Passámos de um momento em que o Neoclassicismo é uma arte revolucionária para
se transformar

numa arte ao serviço do regime e por isso mais conservadora e não ao serviço da
revolução e

mudança
• Será a partir de aqui que Ingres irá retomar este Neoclassicismo, primeiro um pouco
indeciso entre

aderir às novidades do Romantismo, mas depois é recuperável para o Neoclassicismo.

JEAN AUGUSTE DOMINIQUE INGRES (1780-1868)

 Domina a cultura francesa por mais de meio seculo


 Também foi violinista
 Longa carreira de mais de 70 anos
 Mais de 4000 obras de pintura e desenho
 Pintor extraordinário
 Originalidade do seu estilo

1791 - Ingressa na Academia Real de Pintura, Escultura e Arquitetura, Toulouse

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 Com apenas 11 começou a sua educação artística
 Estudou com importantes pintores

1797 – Ingressa na Academia de Belas Artes de Paris

 Torna-se no discípulo preferido de J. L. David

Os enviados de Agamémnon na tenda de Aquiles, óleo sem tela, 1801

 A tradição clássica já́ não é o que era e o discípulo distâncias do mestre


 Afirma que a arte deve ser reformada
 Conhecido episódio da guerra de troia
 Importância da figura masculina

Bonaparte como Primeiro Cônsul. Óleo sem tela, 1804

 Assimilou a careza e monumentalidade na sua própria arte


 Retrato

Caroline Riviére, óleo sem tela, 1804

 Retrato
 Pintado pouco antes de partir para Roma

Napoleão I, óleo sem tela, 1806

 Retrato de Napoleão I como imperador


 Importante
 Imponente
 Detalhes meticulosos
 Realismo
 Delicadeza do pincel
 Estilo condenado como gótico o que deixou ingres muito desgostos

Édipo e a Esfinge, óleo sem tela, 1806

 Parte finalmente para a academia francesa


 Dedica-se à pintura de grandes conjuntos inspirados na mitologia clássica
 Estadia em Roma que permite o patrocínio de burocratas e administradores
franceses

A Banhista Valpinçon, óleo sem tela, 1808

 Pincelada bem visível


 Superfície fria
 Começa a rejeitar a arte neoclássica, pinturas de história
 Rejeita a ideia de que a arte deveria ser moral ou civicamente instrutiva
 Dividido em neoclássicos e românticos
 Importância do feminino
 Interrogamo-nos de quem é esta figura
 Vai retomar este tema mais vezes

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 Sem referência à pessoa ou ao espaço
 A Pequena Odalisca, óleo sem tela, 1828
 Mais preciso
 Pessoa que está no arem

O banho turco, óleo sem tela, 1862

 Espaço mais povoado


 Clara alusão a um arem de uma local cheio de mulheres despidas
 Ostentação de sensualidade e sexualidade
 Dos quadros mais inspiradores da arte ocidental

Zeus e Tétis, óleo sem tela, 1811

 Muito criticado pela falta de modelagem

 Critica das formas anatómicas caracterizadoras da sua arte

 Figura distorcida de Tétis

A grande odalisca, óleo sem tela, 1814

 Pintura histórica em grande escala

 Quadro encomendado por irmão de Napoleão Bonaparte

 Assunto comum à época

 Distorção anatómica do feminino

 Interesse por ambiente orientais (médio oriente e norte de África)

 Parece estar a oscilar para o romantismo

Mademoiselle Henriette-Ursule Claire e o seu cão, óleo sem tela, 1816

 Recorre à execução de desenhos em pequena escala

 Desenho caracterizado por controlo de linhas finas firmes

 Impressionante capacidade de registar uma semelhança exata

O voto de Luís XIII, óleo sem tela, 1824

 Regressa finalmente a paria

 Catedral Montauban

 França obrigada a voltar à monarquia após a derrota de Napoleão

 Nomeado professor da escola de belas-artes

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 Abandona a arte do retrato

Apoteose de Homero, teto do Museu Carlos X no Louvre, 1827

 Arre mais ambiciosa té ao momento

 Grande tela

 Marca um momento de viragem

 Por um lado Ingres, parece ter enterrado de uma vez por toda David, mas por
outro a oposição ao movimento romântico torna-se cada vez mais forte

 Retrato de grupo

 Manifesto da estética neoclássica

 Defendia uma fé́ inabalável na autoridade dos antigos

 Superioridade do desenho sobre a cor

 Compromisso coma a idealização em oposição à mera replica da natureza

 Pintura como manifesto do classicismo

 Composição com o grande Homero (grande autor das famosas obras ilíada
Odisseia - obras representadas sentadas aos pés de Homero)

 Encontramos gregos, romanos, pintores, escultores

 Não são apenas os mestres gregos os e romanos que podem servir de base
para o a neoclassicismo, mas também os grandes mestres dos séculos XV e
XVI

Senhor Bertin, óleo sem tela, 1832

 Retrato da recém imponderada classe média

 Acusado de imperialismo artístico - de tentar impor o seu estilo artístico

Virgem adorando a Hóstia, óleo sem tela, 1841

 Recebe duras críticas

 Atacado por todos resolve regressar a Roma no ano seguinte

Antioquo e Stratonice, óleo sem tela, 1840

 Sucesso

 Este é o seu triunfo que p faz regressar a Paris

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Condessa de Haussonville, óleo sem tela, 1845

 Regressou a paris

 Retoma os seus retratos

 Obtinha mais facilmente a aceitação da sociedade

 Mulheres da alta sociedade parisiense

 Enormes capacidades técnicas

 Capacidade excecional de representar as texturas - diferenças dos tecidos

Princesa Pauline Elenore de Broglie, óleo sem tela, 1853

 Época em que era o retratista mais procurado

 Mais um retrato feminino

 Clareza

 Precisão minuciosa dos detalhes

 As rendas parecem pintadas linha a linha

 Dada muita atenção às joias

 Detalhe extremo

 Quase um realismo fotográfico

 De certa forma desaparecem aquelas distorções anatómicas que


caracterizavam a sua pintura inicial

Madame Sigbert Moitessier, óleo sem tela, 1856

 Precisão minuciosa dos detalhes e texturas

1855 – Recebe a medalha da religião da honra

1862 – Senador do Império

Romantismo
 Primeiro movimento artístico da idade contemporânea
 Nasce no séc. XIX
 Pré-romantismo: séc. XVIII – interesse pela natureza e pelo campo

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Anne-Louise Germaine de Stael-Holsteis (1766-1817)
 Das personagens mais importantes e pioneiras para a introdução do
movimento romântico em França
 Acabou por publicar em 1810 uma obra chamada “De L’Allemagne”
o Livro de grande importância porque acabou por explorar vários
conceitos:
 Embora a arte italiana se basei na herança racional e
ordenada dos clássicos (gregos e romanos), os países do
norte da Europa eram muito diferentes;
 A cultura nativa da Alemanha (e da França) não era clássica,
mas sim gótica, ou seja, estava mais vocacionada para as
emoções, espiritualidade e naturalidade que se
sobrepunham à razão clássica.

Henri-Marie Beyle “Stendhal” (1783-1842)


 Outro autor com uma relevância considerável, mas com uma opinião diferente
 Escreve “Histoire de la Peinture em Italie” em 1817
o Equipara O Romantismo à Modernidade
o Apela a uma arte moderna que possa refletir as “paixões turbulentas”
do novo século

Romantismo
 Assenta fundamentalmente sobre duas grandes ideias: Ideia de Natureza e
Ideia de História

Ideia de Natureza (representa em grande parte do Romantismo)


 Rejeição da vida moderna e oposição à industrialização
 A industrialização tinha provocado uma descaracterização urbana e poluição
das cidades
o As grandes zonas industriais situavam-se junto aos rios, por um lado
pelo transporte fluviais e marítimos e acesso à água e carvão que
chegavam por via marítima
o Isto, por algumas cidades como Paria e Londres, que são atravessadas
por um rio, levava a que estas cidades se situassem precisamente no
coração das cidades
o Levou à poluição do ar e dos rios
 Por outro lado, outro fenómeno que está ligado à industrialização são as
migrações
o Assiste-se a uma enorme massa de pessoas do campo que vêm para a
cidade na esperança de terem uma melhor qualidade de vida – muitas
vezes não era bem-sucedido e acabavam por perder o pouco que
tinham e viviam em condições quase desumanas
 Também, o desenvolvimento das fábricas levou ao aparecimento de uma nova
classe social, o proletariado
 Este proletariado, que começa a ganhar força social leva a várias greves e
crises sociais o que levou a uma insegurança geral onde este proletariado tinha
mais força, ou seja, nas cidades mais industrializadas
 Ao mesmo tempo de insegurança, a pobreza e consequentemente das
doenças também estavam muito presentes nestas cidades

17
 Por outro lado, há aquilo que se considera na altura, uma espécie de busca da
idade da inocência. O campo é visto como uma espécie de paraíso perdido, a
ideia de que a “natureza humana e pura” está no campo e não nas cidades e
também a ideia do poder da Natureza e do Sentimento.
o Caracteriza-se por um lado no paisagismo, mas também numa
oposição à raça humana, ao despoletar das paixões (que podemos
encontrar na literatura, no romance e na poesia), da literatura, do
romance e da poesia.
o Assenta fundamentalmente sobre as seguintes características:
 Imaginação
 Fantasia
 Sonho

Ideia de História
 Passado como “paraíso perdido”
 Ocorre a uma rejeição do presente que leva a um refúgio no passado
 Leva à “fuga no espaço” que sucede a “fuga no tempo” – fuga para o campo
 Este passado é a Idade Média – passado mais misterioso
 Idade Média
o Sociedade rural
o Não urbana
o Não industrializada
o Marcada por lendas, por mitos e por fantasia – interesse romântico pela
imaginação
o Razão política: na idade média é onde se situa o berço das principais
Nações Europeias e o consequente Nacionalismo e Liberalismo
romântico
 Se este interesse pelo passado, por um lado diferente em termos temporais do
interesse desenvolvido pelos neoclássicos (não é a idade grega e romana mas
sim a idade média), não é só uma questão do “o quê” mas também do “como”.
Ou seja, não é um interesse arqueológico, racional e científico pelo passado
(como nos neoclássicos) mas sim, pelo contrário, um interesse mais fantasista
e imaginativo, e daí um grande interesse que vem a ter o Ruinismo (poder da
imaginação, espaço para a fantasia e uma perfeita síntese entre a ideia de
Natureza e de História. Ex: pinturas de ruínas num jardim)
 A presença da arquitetura na arte sobretudo como fundo cenográfico de muitas
pinturas representa esta capacidade do homem de ir à natureza buscar os
materiais, dos somar de acordo com a sua vontade e fazer as suas obras.
 Ruína é o significado oposto uma vez que representa que a natureza caba por
se sobrepor à própria vontade humana (a natureza recupera “o que é seu” daí
as ruínas)
 A ruína dá espaço para a imaginação e para a fantasia
 Este interesse pelas ruínas levou a alguns exageros, inclusive inventaram-se
ruínas. Isto é um sintoma que não é um interesse rigoroso e racional sobre o
passado, mas muito mais o “parecer ser”

Literatura
 Teve uma importância fundamental para o Romantismo (assume o papel da
filosofia para os clássicos)
 É um movimento literário e artístico que reagiu contra a restrição e o
universalismo do Iluminismo

18
 Os românticos celebram a espontaneidade, a imaginação, a subjetividade e a
pureza da natureza
 É toda uma vasta literatura povoada pelos romances de cavalaria, lendas, mitos
e poemas sobre a Idade Média
 Surge fundamentalmente na Alemanha com um movimento chamado
Tempestade e Ímpeto que se baseia nesta emoção exacerbada e se opõe ao
equilíbrio artificial da poesia arcaica.
 Da Alemanha o movimento espalhou-se por toda a Europa
 A literatura elegia fundamentalmente o gótico como vemos em vários obras
 Aspetos que caracterizam esta literatura romântica:
o Individualismo – o individuo é encarado como o centro do mundo
o Sentimentalismo exacerbado
o Nacionalismo
o Idealização do amor e da mulher
o Tom depressivo – diversos autores desenvolvem um discurso que exalta
a fuga da realidade, seja pela morte, seja pelo sonho ou ainda pela arte

Johann W, von Goethe, Os sofrimentos do jovem Wether (1774)


 Obra ainda escrita no seculo XVIII mas que já enuncia de uma forma clara este
sentimento romântico do amor impossível
 Esta obra criou o efeito Werther uma vez que após a sua publicação assiste-se
a uma onda de suicídios pela Europa – claro que esta relação de causalidade
está ainda por comprovar

Vitor Hugo, Notre-Dame de Paris (1831)


 Faz parte do nosso imaginário coletivo
 Suscitou muitas obras do cinema, da banda desenhada e até mesmo cinema
de animação da Disney

Lord Byron, Don Juan (1824)


 Dá-nos uma visão completamente diferente de Don Juna
 Aqui é tornado numa vítima

Walter Scott, Ivanhoe (1820)


 Escritor muito conhecido
 Obra de grande importância
 Muito divulgada no cinema e na BD
 Vertente do romance histórico
 Personagens que acabam por se tornar muito importantes e populares
 Estilo literário muito divulgado na época e que acaba por ter um certo
paralelismo na própria arquitetura – interesse medieval e histórico

Almeida Garrett, Camões (1825)


 Obra portuguesa
 Autor que acaba por ser abandonado por todos
 Morre na pobreza

19
 Injustiça do estado para com os seus génios

Alexandre Herculano, Eurico, o Prebítero (1844)

Arquitetura

INGLATERRA
 Afirma o seu novo poder como uma super potência após a derrota de Napoleão
 Fazendo a ligação ao poder que tinha no século XIV (no tempo da rainha
[Link] I) que está associado a este espirito nacionalista
 O novo gosto reflete, por outro lado, a nova classe nobreza que ascendeu após
a revolução francesa
 Esta nostalgia pelo passado leva ao desenvolvimento dos revivalismos
 Valorizar o gótico Elizabetino

Incêndio no Parlamento, Westmister, 16 de outubro de 1834


 Acontecimento importante que acabará por ter influência no próprio
desenvolvimento da arquitetura romântica
 Destruiu o palácio
 Reconstituição do que era o conjunto de Westminster
 Incendio que marcou muito a vida de toda a Inglaterra, também pelo significado
político associado

Projetos para o novo Parlamento


 Qualquer pessoa poderia apresentar o seu projeto
 Os concorrentes tinham apenas 4 meses para apresentar as suas ideias
 O resultado da competição foi divulgado 2 anos após o incendio
 Foram apresentados 97 projetos
 A maioria deles apresentaram projetos em estilo gótico (assim como pedido)
 Ao tomas a sua decisão, os juízes limitaram-se à consideração da beleza do
design geral, à sua praticabilidade, à atenção prestada às instruções que
tinham sido entregues e à igual distribuição de luz e entradas de ar
 Ganhou o projeto número 67 de Charles Barry com a colaboração de Augustus
Pugin

Charles Barry
 Era um grande técnico do estilo clássico
 Mas o novo edifício tinha de seguir o estilo clássico
 Barry não tinha conhecimentos suficientes
 Por isso, contratou a maior autoridade do estilo na época: Pugin
 Pugin foi o responsável pelo desenho dos alçardes, dos detalhes decorativos e
da famosa Elizabeth Tower, hoje em dia conhecida como Big Ben

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Augustus W. N. Pugin
 Arquiteto, designer e autor
 A sua vida profissional começou em 1836 quando publica uma importante obra
 Tornou-se católico romano em 1835, sustentou que o declínio das artes era o
resultado de declínio espiritual ocasionado pela reforma
 Entre 1837 e 1840, Pugin disfrutou de uma crescente prática arquitetónica
 Ele é no fundo o que se pode considere o pai do Gothic Rvival e dos
Revivalismos históricos posteriores
 Os seus planos para a Cetedral de Saint Chad’s em Birmingham sofreram com
os limitados fundos disponíveis para a sua construção, no entanto demonstrou
a sua imaginação e os eu brilhantismo
 Morreu aos 40 anos de idade

Pugin, Contrasts or a parallel between the architecture on the 15th e 19th


centuries, 1836
 Pugin foi um critico feroz de um materialismo grosseiro e da exploração social
do início da revolução industrial e imaginou um retorno a uma sociedade mítica
da pré-reforma e dos verdadeiros valores cristãos e formas arquitetónicas que
servem a fé, que está perfeitamente bem evidente nas várias pranchas
 As suas pranchas são um com exemplo da sua mestre posição – uma cidade
católica que anos depois passa a uma cidade industrial na qual as igrejas
católicas dão lugar a fábricas – mostra como as coisas tinham piorado desde a
Idade Média
 Na segunda edição contrasta a casa pobre moderna com o radiante convento
medieval

Pugin, The True Principles of Pointed or Christian Architecture, 1841


 Baseado nos dois princípios fundamentais da arquitetura cristã
 Escreve que os artesãos contemporâneos que procuravam imitar o estilo da
obra medieval deveriam repetir os seus métodos
 Enuncia os dois princípios que deveriam ser seguidos pela arquitetura
o Não deveria haver no edifício nada que fosse não necessária à sua
construção, conveniência ou propriedade
o O ornamento não deve ser apenas aplicado, mas exprimir a estrutura
oficial do edifício

Pugin, An Apology for the Revival of Christian Architecture, 1843


 Muito de seu pensamento é sobre educação arquitetónica
 Exerce uma enorme influência na arquitetura, nas artes aplicadas e em formas
do design

John Ruskin (1816-1900)


 Principal critico da arte inglesa Vitorina
 Para além de padrão das artes foi também aguarelista, filosofo e filantropo
 Escreveu sobre assuntos variados como a geologia, a arquitetura, a literatura,
a mitologia, educação, botânica e política

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 O estilo elaborado que caracteriza as suas primeiras obras delegara uma
mensagem mais simples projetada para comunicar as suas ideias de uma
forma mais eficaz
 Nos seus escritos enfatizou as conexões entre natureza, arte e sociedade
 O seu crescente interesse pela arquitetura e claramente pelo gótico levaram à
sua primeira obra

Ruskin, As sete lâmpadas da arquitetura, 1849


 Continha 14 ilustrações gravadas pelo próprio autor
 O título alune às 7 categorias morais que Ruskin considerava vitais de toda a
arquitetura
o Saber
o Sacrifício
o Verdade
o Poder
o Beleza
o Vida
o Memoria
o Obediência
 Estas 7 lâmpadas deveriam promover as virtudes de uma forma clara e
protestante do gótico, o que acabou por ser um desafio à influencia católica de
Pugin

Ruskin, As Pedras de Veneza, 1851-1853


 Escreve depois de ter estado em Veneza
 3 volumes
 Desenvolve uma história técnica da arquitetura veneziana do romano ao
renascimento, para uma ampla história cultural
 Serve como alerta do espírito moral da sociedade
 No capítulo de natureza do gótico (2º volume) faz um elogio do ornamento
gótico

FRANÇA
 As circunstâncias politicas são marcantes
 Revitalização do catolicismo
 Vontade da nova casa reinante de identificar com a monarquia medieval
francesa
 Valorizou-se o gótico primário

Jean Baptiste Lassus (1807-1857)


 Dos principais paladinos do movimento francês
 Arquiteto
 Tornou-se especialista no restauro ou na remedição da arquitetura naval
 Acreditava firmemente no estilo da arquitetura gótica primitiva que considerava
ser uma verdadeira tradição francesa e cristã
 Opunha-se aos estilos clássicos greco-romanos
 Adversário militante do classicismo

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 Propagador da esperança de uma estética neogótica
 Criticou a academia francesa que só reconhecia a arquitetura grega e romana
 Defendeu que a arquitetura grega não se adequava à religião ou ao clima
francês, nem aos materiais disponíveis em França
 A favor do estilo cristão da França (o gótico)
 Purista- usava apenas matérias de construção históricos
 Tentava permanecer fiel aos conceitos originais
 Acreditava também que os edifícios góticos eram funcionais e racionais
 Considerava que a regeneração dos edifícios góticos deveria respeitar a sua
entidade formal e estrutural
 Os princípios do 1º período gótico serviam de base para uma nova arquitetura

Jean Batiste Lassus, Catedral de Moulins, 1851


 Edificio religioso
 Faz uma adaptação muito inteligente do gótico primitivo

Eugéne Viollet-le-duc (1814-1879)


 Personagem extremamente importante
 Podemos considear perfeito representante do histoiricismo ilustrado
 Resistente aquilo que eram os principios do ecletismo
 Foi historiador, arqueólogo, restaurador, critico e teórico
 Forma-se no contacto direto com os monumentos e pelas viagens que fez
 Inicia a sua carreira como reaturador (na Notre Dame)
 Publicou várias obras todas elas de grande importância
 Tem uma posição historicista moderna e não revivalista isto é muito importante
ter isto em conta. Ao contrário de muitos revivalistas o seu interesse pelo
passado não é nostálgico mas sim fundamentalmente estrutural

Viollet de Duc, dicionário da arquitetura francesa do séc. XI ao XVI, 1854-1868


 10 volumes ilustrados
 Poe em prática as observações arqueológicas feitas no decurso das suas
viagens e trabalhos

Viollet de Duc, “Composição em pedra e ferro”, Entretiens sur l’Architecture,


1863-1872
 Publicado também na europa e nos estados unidos
 Influencia gerações de arquitetos
 Interesse por novas técnicas como a arquitetura do ferro
 Chegou a fazer um projeto de uma catedral toda em ferro

PORTUGAL
 Valorizou-se o gótico tardio (do sec. XVI)
 Estilo Manuelino
 Restaurava valores nacionalistas e reafirmava a imagem de Portugal no
exterior

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Barão Von Eschwege, Palácio da Pena, 1836
 Edifício emblemático
 Aproveita uma antiga construção Manuelina
 Para alguns, é um exemplo mais do ecletismo uma vez que podemos observar
existem influencias de vários edifícios góticos portugueses (ecletismo
revivalista)

Cianatti e Rambois, Convento dos Jerónimos (restauro), 1867


 Tentativa de reconstituição
 Efetuado por cenógrafos
 Fizeram uma gigantesca torre
 Em 1878 a enorme torre caiu e assim ficou até 1920 – uma das infelizes
circunstâncias portuguesas
 Em 1920 decidiu-se dar cobro aquela ruína que se tinha tornada ao que
naquela altura eram as instalações da Casa Pia
 Hoje, o que eram os dormitórios, é ocupada pelo museu arqueológico nacional
e pelo museu da marinha

Luigi Manini, Palácio do Bussaco, 1888-1907


 Neomanuelino do final do séc. XIX
 Várias fases (neste edificio)
 Representa varrições do estilo manuelino

Luigi Manini, Palácio da Regaleira, Sintra, 1905


 Início do sé[Link]
 Interior como estruturas góticas

José Luis Monteiro, Estação Ferroviária do Rossio, 1886-1890


 O estilo também está presente em deíficos públicos
Nota: O nosso estilo manuelino também foi exportado para fora de Portugal
(especialmente para o Brasil)
Pintura

FRANÇA

Théodore Géricaul (1791-1824)


 Considerado o pai do Romantismo na pintura francesa
 Morreu com 33 anos de idade e por isso teve apenas 10 anos de carreira (uma
carreira muito curta interrompida por um acidente fatal num aqueda de um
cavalo à qual não sobreviveu)
 A sua obra é de grande importância

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Corrida de Cavalos em Roma, 1817 VS Derby em Epsom, 1821

 Diferenças entre clássico e romântico


 1817- em Roma
 1821- em Inglaterra
 O mesmo tema: Corridas de cavalos
 O quadro da esquerda é neoclássico enquanto que o da direita é romântico
 Direita (romântico)
o ponto de luz e jogo de cores
o harmonia com a natureza
o volta-se mais para os sentimentos
o natureza é uma força viva e autónoma e que não está ao serviço do
homem
o natureza pode ser vista como um obstáculo à vontade do homem
o céu nublado e ameaçador que ameaça uma tempestade – não
favorável para o homem
o “natureza violenta”
o bom exemplo do que é a força da natureza
o domina a natureza – os animais
o quadro muito influenciado pela pintura inglesa
o relacionada com a paisagem
 Esquerda (clássico)
o volta-se para a razão
o a natureza é algo que está ao serviço do homem
o quadro cheio de arquitetura clássica
o arquitetura representa a capacidade do homem de tirar algo da
natureza e transformar
o domina o homem – os animais estão a ser contidos pelo homem
o pode ser considerada uma pintura de história – corrida de cavalos que
se faz na Roma antiga – muito mais relacionada com o classicismo

T. Gericault, Oficial dos Hussardos à Carga, 1812


 Gericault tinha apenas 21 anos – único trabalho que apresentou e ganhou logo
a medalha de ouro
 Não era um retrato: sem indicação do cavaleiro e da batalha
 Quadro muito bem aceite tanto por clássicos como por românticos
 Mesma linha do classicismo uma vez que estamos de novo a dar importância à
história
 Mesma temático dos clássicos – importância dada à pintura de história
contemporânea – obviamente com algumas diferenças

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 Pode comparar-se com o quadro de David, Napoleão atravessando os Alpes,
1801 para identificar algumas diferenças:
o dois quadros que representam dois oficiais a cavalo
o Napoleão parece ter mais controlo sobre o cavalo
o no quadro de David há uma maior perfeição no desenho
o na pintura de David o cenário é muito mais nítido
o na pintura de Géricault as cores são muito mais escuras
o no quadro de David há uma maior procura pela perfeição
o no quadro de David sabemos quem é e onde está e no outro o espaço
é caótico e não racional
o o quadro de David é muito mais desenhado e perfeito enquanto que o
de Gericaul tem aquela pincelada romântica e rápida em que a pintura
parece quase um esboço – esta é a principal critica dos clássicos contra
os românticos (a técnica) – a técnica romântica pode ser considerada
inacabada e por isso medíocre
o já no quadro de Gericault há uma procura por demonstrar as emoções e
não só pela perfeição artística
o há uma diferença entre as expressões dos dois oficiais
o Napoleão tem um ar de confiança e coragem enquanto que o outro
cavaleiro reflete angústia, receio, medo e insegurança
o o quadro de David seria uma epopeia heroica enquanto que o de
Gericault seria um drama

T. Gericault, A Jangada do Medusa, 1818-1819


 Pintura mais importante de Gericault
 Depois do serviço militar viajou por Itália e por Inglaterra
 Causa grande choque por diversas razoes
o considerado pornográfico pelo nu integral – especialmente pelo nu
masculino frontal
o criticado pela história que estava a representar
 Trata-se de um naufrágio real em que havia a Medusa (fragada) que fazia a
ligação entre França e o Senegal
 Veio uma tempestade e o Medusa naufraga
 Veio a saber-se que a culpa do naufrágio teria sido do próprio comandante
(visconde)
 Este visconde era um nobre que tinha fugido para Inglaterra durante a
revolução francesa
 Este acontecimento foi aproveitado politicamente pelos opositores da
monarquia e do rei
 Fez-se uma jangada à pressa porque havia poucos botes salva vidas
 A jangada ficou à deriva
 Lutas entre marinheiros e soldados para saber quem ficava no centro da
jangada
 A água e comida caiu ao mar o que levou a cenas de canibalismo
 A pintura final tem cores muito mais escuras
 Para tornar a pintura mais mórbida ele foi buscar cadáveres à morgue para
poder estudar a decomposição do corpo humano
 Dos 147 passageiros da jangada sobreviverem 10 que foram salvos por um
navio
 Na pintura estão representados os sobreviventes
 História que envergonhou a França

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 Quadro considerado como uma critica ao Rei
 Conceito novo de pintura de história – isto é como se fosse uma pintura de
história de jornal tratada como uma notícia com dignidade da história clássica –
ele transforma o conceito de pintura de história

Eugéne Delacroix (1798-1863)


 Devido à morte do seu amigo Gericault Eugéne torna-se no líder da pintura
romântica francesa

E. Delacoix, O Massacre de Kios (Grécia), 1824


 Quadro de grandes dimensões
 Importância da pintura de história contemporânea
 Massacre devido à luta pela independência da Grécia (do império Turco)
 A europa ocidental tinha uma grande simpatia por esta causa
 Os gregos massacraram toda a população de Kios
 Elementos típicos do romantismo: morte, drama, tragédia,
nacionalismo,sangue...
 Característica do Delacroix: mostrar os corpos nus juntamente com morte
 Pintura esboçada
 Espaço confuso e desorganizado
 Aqui não há heróis, mas apenas vitimas

E. Delacroix, A Grécia nas ruínas de Missolongui, 1826


 Retoma o tema da independência
 Outro episódio rela
 A cidade foi cercada pelos turcos e os habitantes para não se renderem
fizeram-se explodir
 Foi nesse cerco que esteve o famoso poeta Lord Byron ( que também esteve
em Portugal e viveu na vila de Sintra) – não morreu com a explosão mas sim
dois anos antes com a febre

E. Delacroix, Morte de Sardanápolo, 1827


 Muito criticado por causa do nu e pela violência
 História bíblica
 Todos os ingredientes de morte e terror
 Grande dimensão para criar maior impacto

E. Delacroix, A Liberdade guiando o Povo, 1830


 Quadro mais reconhecido e replicado do pintor
 Ilustra um episódio da revolução francesa no sé[Link] mas não tem nada a ver
uma vez que ocorre 50 anos depois
 Revolta do povo
 Várias pessoas de várias classes sociais todos aderindo à revolução
 A figura de cartola é um retrato de Delacroix que obviamente não esteve
presente no episodio

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 Homem despido da cintura para baixo que contrasta com a mulher despida da
cintura para cima
No final da sua vida...
 Faz uma viagem por Argélia, Marrocos e Espanha onde vai descobrir o
exotismo e a luz
 Delacroix tem uma importante ligação com a fotografia – primeira geração que
começa a descobrir esta ferramenta intrigante e fascinante que vem ocupar um
lugar muito importante no seu trabalho
 Delacroix vê a pintura com muito interesse para o desenvolvimento -
colecionava coleções fotográficas de obras de arte
 Fotografou com Derieu alguns álbuns e fez estudos de figuras do nu masculino
e feminino – estudos realizados a partir das fotografias de Derieu

Naturalismo
Pintura

“ESCOLA DE BARBIZON”
O AR-LIBRISMO

 A pintura do romantismo em França permanece ligada à pintura de história, ao


contrário do que sucede em Inglaterra, o que levou a que alguns artistas –
nomeadamente a geração mais nova – ficassem um pouco insatisfeitos com a
situação porque aquilo que realmente gostavam de fazer era pintar paisagens.
 Estes jovens ficaram muito satisfeitos com a exposição de pintura inglesa que
houve em Paris
 Geração mais nova que dá origem a um novo movimento: Naturalismo
 Movimento que tem alguns problemas
o Não tem um líder
o Não há uma doutrina
o Os artistas são sobretudo viajantes que não têm um local fixo
 Algo comum a todos: sentimento de natureza
 Levou à rede coberta da pintura holandesa do século XVII, nomeadamente a
de paisagem como alternativa ao paisagismo romântico inglês
 Esta redescoberta foi feita através de gravuras, das pinturas das gravuras do
museu do Louvre assim como de coleções particulares
 O naturalismo tem um ponto em comum com o naturalismo inglês: o interesse
pela natureza
 O interesse pela pintura holandesa vem criar uma alternativa à pintura inglesa
de paisagem
 Não por uma questão da rivalidade entre nações (França e Inglaterra) mas pelo
próprio conceito de naturalismo
 Semelhança nos interesses pela pintura de paisagem quer nos românticos
ingleses ou nos naturalistas franceses, mas a forma de olhar para a paisagem
é completamente diferente
 Ar-librismo: deriva de ar livre – quer dizer que a pintura é feita ao ar livre
 Enquanto que os românticos de preocupavam de não serem meros copistas da
realidade, os naturalistas afirmam que devem representar a forma mais real da
natureza – para o fazerem devem ter a natureza à sua frente

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 O artista vai para o campo pintar as suas paisagens – facilitado graças à
revolução industrial uma vez que aparecem as tintas armazenas em tubos – o
que permitia que os artistas se deslocassem e levassem as tintas preparadas
com eles
 Por outro lado, ao contrário do visto no neoclassicismo e romantismo, o
naturalismo aposta pelas pinturas de pequena dimensão (como se deslocavam
levavam pequenas tábuas de madeira na mochila)
 Essa é outra novidade, deixam a pintura em tela (que tem de ser presa num
cavalete e mexe-se com o vento) e usam uma tábua de madeira que pode ser
apoiada em qualquer lugar
 Outra consequência é que as pinturas são mais baratas e mais fáceis de
vender
 Nas cidades a maioria das pessoas eram de origem rural – tinham um
interesse particular por estas pinturas uma vez que as remete para as suas
origens
 A arte ganha uma grande popularidade no sé[Link]
 As exposições de arte começam a aparecer nos locais mais inusitados, como
por exemplo em lojas
 Há de facto um grande interesse pela arte (como não há hoje)
 As pessoas compravam arte (tornou-se mais acessível)
 A arte era notícia de jornal
 Por outro lado, havia as exposições internacionais/universais
 A exposição internacional de paris foi a primeira a ter um pavilhão dedicado às
artes plásticas

Theódore Rousseaun (1812-1867)


 Diz-se que foi o impulsionador do naturalismo
 Tinha saído recentemente da escola de Belas Artes
 Era um pintor com pouca sorte e muito rejeitado pelo salon
 Sai de Paris e vai para Barbizon
 Barbizon era uma pequena aldeia a cerca de 60km de Paris
 A sua intenção não era fundar uma escoa com um movimento novo mas
rapidamente outros colegas interessados em pi§ntar paisagem foram para
Barbizon
 Sem ser a sua intenção principal, criou uma “escola” em algumas estalagens –
inicialmente para ensinar os seus amigos
 Mais tarde vem a ter uma casa ao pé da igreja onde este vem a falecer com
apenas 55 anos de idade

Theódore Rousseaun, Floresta de Fontainebleau, 1866


 É este o tipo de pintura que caracteriza o pintor
 Natureza vegetal
 Imagens da natureza

Theódore Rousseaun, O Lago, 1840


 Populada por animais
 Animais do ambiente rural
 Arredores de Barbizon

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Theódore Rousseaun, A Borda da Floresta em Monts-Girard, Floresta
Fontainebleau, 1852

Jules Dupré (1811-1889)


 Colega de Rousseaun
 Também estevem em Barbizon

Jules Dupré, Pôr-do-sol na floresta, 1875


 Ainda tem alguns traços românticos
 Traços que se podem observar no quadro
 Por o sol
 Todo um ambiente

Jules Dupré, Paisagem, 1880


 Já tem menos traços românticos
 Aqui já há uma maior fidelidade à natureza

Jules Dupré, O velho carvalho junto ao rio


 Já é mais naturalista
 Quadros de pequena dimensão
 A pincelada mantém-se parecida à romântica
 Quadros muito esboçados
 Quadros pintados mais rapidamente pois são pintados no momento
 Não quer dizer que o pintor não esteja 2 dias no local
 Quadros muito esboçados e com uma técnica muito rápida
 Quadros que são “uma mancha”
 Apesar da intensão ser que a imagem seja muito semelhante à realidade não
há muito realismo fotográfico

Constant Troyon (1810-1865)


 Pintura muito característica: dá uma grande importância aos animais
 Muito animalesca
 Animais têm muito destaque

Constant Troyon, Tempestade que se aproxima


 Grande destaque para os animais

Constant Troyon, Vacas no campo, 1852


 Vaca com muito destaque
 Considerada pelo classicismo uma temática muito baixa (Quem vai comprar
uma pintura com uma vaca?)

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 Os principais compradores eram aqueles que tinham a sua origem e vida
ligada ao campo

Constant Troyon, O repouso


 Outro exemplo com vacas

Constant Troyon, A caminho do mercado, 1859


 Já aparecem pessoas o que faz com que este quadro seja mais dentro da
pintura de género (conhecida como pintura de costumes)
 Há um misto entre paisagem e pintura de costumes

Charles-François Daubigny (1817-1878)


 Dos artistas mais consagrados a níveis internacional
 Influência muitos artistas de todo o mundo

Charles-François Daubigny, Margens do rio Oise, 1850


 Paisagens muito características
 Como se usássemos uma lente de grande angular
 Grandes planos em vez de coisas mais aproximadas como sucede noutros
paisagistas
 Paisagens muito alargadas

Charles-François Daubigny , A ceifa, 1851


 Por vezes aparecem figuras humanas embora que com pouco destaque
 Fazendo a ligação entre pintura de paisagem e de costumes

Narcise Virgile Diaz de la Peña (1807-1876)


 Embora tenha origens espanholas é francês
 Artista da mesma geração de Barbizon

Narcise Virgile, Paisagem com pinheiro, 1864


 Pintura muito interessante
 Pincelada muito rápida e quase esboçada
 A proximidade à verdade da natureza não é fotográfica
 Imagem não é realista e fotográfica
 Pintura de mancha
 Aspeto típico: figuras solitárias – velha a carregar lenha à costa

Narcise Virgile, Apanhando lenha debaixo das árvores, 1864


 Figura solitária – rapariga a apanhar lenha
 Apontamento de figuras humanas isoladas

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 Toque que mostra a sensação de solidão da humanidade perante a vastidão
da natureza

Camille Corot (1796-1875)


 Artista mais popular e conhecido internacionalmente
 Conhecidos pelos falsos Corots
 Teve uma produção muito vasta: cerca de 3000 pinturas
 Devido ao sucesso da sua obra foi dos mais copiados do seu tempo
 Publicou um catálogo das suas obras para evitar as copias para tentar evitar a
difusão dos falsos Corots
 O causador das cópias foi ele mesmo
 Começou por copiar os seus quadros para ganhar muito dinheiro
 Situação que não é exclusiva do Corot
 Pintores que fazem várias versões das suas obras para ganhar o máximo
possível
 Explorou muito o lado comercial da pintura

Camille Corot, O fórum de Roma visto dos Jardins Farnense, 1826


 A ambição dos artistas franceses era Roma
 Marcado pelas vistas italianas
Camille Corot, A Floresta de Fontainebleau, 1846
 Nos anos 40 vai para Barbizon
 Quando é influenciado pela pintura de paisagem

Camille Corot, A Rebeca, 1839


 Característica particular: tem um interesse pela pintura de história
 Mas é uma pintura de história diferente do normal
 Temos um quadro com uma personagem do antigo testamento, mas quando
olhamos para aqui nunca pensaríamos que é uma pintura religiosa porque
parece muito mais uma pintura de costumes

Camille Corot, Batismo de Cristo,1845


 Faz uma síntese entre o paisagismo do naturalismo e a pintura de história de
clássica
 Influencias italianas

Camille Corot, São Sebastião numa paisagem, 1853


 Ótimo exemplo das influências italianas
 É no fundo uma pintura de história religiosa
 Se tirássemos as pessoas ficava uma típica paisagem naturalista de Barbizon

Camille Corot, O repouso, 1860


 Apela a uma figura da mitologia clássica

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 Tem a ver com a temática que seria entendida por uma pintura de historia, mas
num ambiente típico do naturalismo

Camille Corot, Pastorinha sentada a ler, 1855-1861


 Embora seja considerado um paisagista representava figuras humanas
 Durante muito tempo os trabalhos em que o pintor retratava figuras humanas
foram criticados dizendo que estas eram apêndices da obra naturalista
 Desde o início do século XX confirmou-se que ele tinha uma paixão pela figura
humana – mais de 300 obras em que apenas representa a figura humana

Camille Corot, Leitura interrompida, 1870


 Destacam-se jovens modelos do sexo feminino
 Geralmente agarram um objeto como livros ou instrumentos musicais
 Interpretação muito pessoal da figura humana
 Salienta a importância da leitura na obra do pintor
 São mulheres de camadas sociais mais baixas

Camille Corot, Agostina, 1866


 A mulher era uma pessoa real
 Retrato
 Foi uma modelo muito famosa
 Pousou para pintores muito importantes
 Dona de um café em Paris

Camille Corot, A mulher da pérola, 1870


 Quadro considerada a Monalisa do séc. XIX
 Quadro mais importante do pintor
 Semelhança propositada
 Reflete o que irá ser uma característica muito importante do séc XIX: olhar para
o passado e fazer a junção entre tradição e modernidade
 Ideia que se pode ser moderno usando a tradição da pintura

Camille Corot, Souvenir de Mortefontaine, 1864


 Fase final da pintura de Corot
 Alguns consideram uma coisa romântica da saudade, mas continuam a ser
pinturas de paisagem

Winslow Homer (1839-1910)


 A partir de 1855 quando o naturalismo é representado pela exposição universal
de Paris, o naturalismo internacionalizar-se
 Abre as portas ao mundo
 Os estrangeiros vão para Barbizon
 Homer era um pintor americano

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 Homer esteve em Paris em 1856 – logo no ano seguinte ao da exposição
internacional
 É esta estadia em Barbizon que o inspira, quando regressa aos estados
unidos, a introduzir o naturalismo nos estados unidos

Winslow Homer, Os apanhadores de pássaros, 1865


Winslow Homer, Veterano num campo novo, 1865
 Mostra esta imagem de uma América Rural, apesar de ser considerada
extremamente desenvolvida e industrial
 Mas, assim como se vê nos filmes de cowboys, o anterior era todo muito mais
“atrasado” e rural no meio do deserto onde não havia lei nem ordem
 América selvagem – esta é a representada

Winslow Homer, O meio-dia, 1872


 América rural
 Parte da sua pintura era marinha (pintava muitas figuras de barcos e
pescadores) mas o mais marcante são as imagens rurais

Winslow Homer, Gloucester Farm, 1874

José Tomáz da Anunciação (1818-1879)


 Os portugueses começam a chegar a Barbizon nos anos 70 – muito depois dos
restantes
 Foi pintor romântico toda a sua vida
 Só conseguiu ir para Paris no final da sua vida

José Tomáz, O vitelo, 1873


 Quando vai a paris pinta isto
 Imagem pura e simples daquilo que é a natureza sem grande sentimentalismo

José Tomáz, Vista com camponeses e gado


 Uma obvia aproximação à pintura naturalista

António Silva Porto (1850-1893)


 Pai do naturalismo português
 Vem a Lisboa concorrer para a bolsa de pintura de paisagem que ganhou
 Vai para paris durante 5 anos como bolseiro
 Em Paris vai para Barbizon
 Quando regressa a Portugal é quase aclamado como o grande herói introdutor
da pintura moderna em Portugal
 Na altura Portugal estava muito ligado ao Romantismo
 Não volta para o Porto, fica em Lisboa onde concorre para o lugar da cadeira
de pintura de paisagem

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 Um dos organizadores do grupo do leão
 É através do grupo do leão que se difunde o naturalismo em Portugal

João Marques de Oliveira (1853-1927)


 Como no porto não há cadeira de pintura de paisagem concorre à pintura de
história
 Ganhou a bolsa e vai para Paris com Silva porto na mesma altura
 O que ele realmente gosta é de pintar de paisagem e por isso é o que ele
desenvolve
 Quando regressa é professor da cadeira pintura de história
 Como era professor pintava pintura de história
 Nos tempos livres pinta paisagem
 Divulga e desenvolve a pintura do naturalismo
 Fez parte do grupo do leão

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