UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO TEIXEIRA ANDRADE MARIA DO SOCORRO B. HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Brasília – DF 2001

UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Projeto apresentado à COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília, parte dos requisitos para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores Orientador: Prof. César de Souza Machado

Brasília – DF 2001

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DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Este projeto foi julgado adequado para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores e aprovado em sua forma final pela COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília.

___________________________________ Prof. ……………………. Coordenador

Banca Examinadora: ___________________________________ Prof. César de Souza Machado. Orientador

___________________________________ Prof. Joaquim Gomide

___________________________________ Prof. Alex Delgado Casañas

Agradecemos a todos de coração. que durante todo o curso de pós graduação e elaboração do projeto final entenderam nossas faltas e ausências nos incentivando com palavras e atos. .iii Aos nossos familiares e companheiros. estamos neste momento concluindo mais uma importante etapa em nossa jornada profissional. Graças a estas pessoas tão especiais.

........................................................ HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA .......................................................................49 3............34 3........ Algoritmos para Geração de Assinatura Digital......................iv SUMÁRIO PÁGINA LISTA DE ILUSTRAÇÕES ......19 3.................2.............................6.........................................17 3........................................48 3...12 2.............................10......................... INTRODUÇÃO .............10...........9..5.....................9................ PKI (Public Key Infrastructure) ..... PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA ......... Criptografia ......... Criptografia Assimétrica ..9................................................................................................... FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA........................46 3................9................... Principais Atores ..........2...................... NORMA DE SEGURANÇA .................................15 2...........9.........9...9.......29 3............... POLÍTICA DE SEGURANÇA................................ SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO.............................3................9................................................. MODELO DE SEGURANÇA .......................39 3.............................45 3......2........................................................... OBJETIVOS .....................................................10.................................................27 3................................. Considerações Importantes ...................26 3.........1.. Classificação das Informações ....41 3..............................10...............8..........2......18 3......9.................................1............................3......... Visão Geral de uma Política de Segurança.................7.........................................................5....9......39 3......31 3.........19 3..................................................1. OBJETIVO GERAL .....1....5......... Análise de Ameaças ..............45 3......9.10.. Plano de Contingência...............7....1...............................................10...8...........10........................................................................................... Conteúdo Essencial.........49 ...................................9....4............................................ Análise de Riscos ...29 3................... Algoritmos de Chave Assimétrica............................1...............6...... VIII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ......................6...................................... IX 1.....................................9...................... Identificação dos Recursos ................................22 3.............................2...1..........................................11.....17 3..........9........................1....................4... Criptografia Simétrica ........ PLANO DE SEGURANÇA ...................................20 3... Flexibilidade ....................................................... Auditoria ....................30 3.....................................46 3..... Riscos Internos ............1..................................................................................................................................................................................................................................... Algoritmos Criptográficos............................17 3.42 3......2................. ARQUITETURA DE SEGURANÇA ....... PROJETO DE SEGURANÇA ............... Premissas Básicas....9.........9..VII LISTA DE TABELAS ....................4............ Algoritmos de Chave Simétrica....9........35 3..................................................12................................................................................................................................................15 2....36 3.....45 3... FERRAMENTAS DE SEGURANÇA ............................10...........1.........47 3.............. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:................3................... Riscos Externos ................................................................................31 3................................................1....10........2.................15 3........................10.....................21 3..............................................33 3.................1...............

..............................91 5..........10...............................................10.81 5...............................1......................4.......2.3.............97 .......................................................10..........................................9....5..............................................1...................2..............53 3........................................60 3...94 5.......72 4........................72 4...... POLÍTICA DE SEGURANÇA................86 5..................1.........................................4.............................................10.........4... Token Card.......... Departamento de Tributação.........................................................1..............4.....................................1......................10.. Vulnerabilidades .........................................10.........................................................78 5... PLANO DE CONTINGÊNCIA ...............................3........ VPN (Virtual Private Network)........8............................................1.............4....................... Requisitos Básicos de um Antivírus...............................................59 3......................4...................... Biometria................69 4....................... Departamento de Arrecadação.................... Firewall.................................10..................................1........ COMPETÊNCIAS GENÉRICAS ............... Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico ....... IDS (Intrusion Detection System ) ...............................5.......... OBJETIVOS ESPECÍFICOS .9..............................61 3.................1................................................73 4.5..........................2....................................................................................9...............................................................4.. Softwares de Detecção .........................................10......9...81 5...54 3..................1......................1............................85 5..............................1................3 Identificação de Ameaças e Contramedidas........... ORGANOGRAMA PADRÃO ...........................................10.............85 5...89 5.................94 5...10...2...4........3.................................83 5..............84 5............................72 4...........................71 4.........8............1.86 5.....3................. Anti-Vírus. RESPONSABILIDADE .....4..............................................1..........................................3........7....58 3.........1 Plano de Ação para Emergências .........1..........57 3..... ANÁLISE DE RISCOS .................... NORMAS DE SEGURANÇA .....96 5...................62 4.......................................................8...1................................10.. OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ......73 4........................... APLICABILIDADE ......................83 5................. RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) ..........6.v 3.................................10................55 3........ POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA ................................................. Software de Identificação .7................................. IPSec...................68 4...........6..............4.... Softwares de Prevenção...............70 4..................................87 5............ Outras Vulnerabilidades ...53 3..................4...............7..........4....... SANÇÕES ............................4..........................................95 5.......... PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO .........................4...............3..9............1..........................1................................ POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000.............10.......5.............................................4.......................2.......................73 4..................70 4.71 4......1............................... Vulnerabilidades Referentes a Aplicações .................94 5.... Call Back..95 5. Backup...10.....................68 4.................................................... INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES .................................................................................................. Departamento de Fiscalização ..................1..... Coordenação de Administração ..............4....................... POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 .......................54 3...........................................1....................10............................... MATRIZ DE USO DE DADOS .....5. Vulnerabilidades Externas........................ PERFIL DO USUÁRIO ..................... Departamento de Atendimento ao Contribuinte ........................51 3............................................ Vulnerabilidades Internas..54 3.........................................2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade......... Coordenação de Informática ..........................................................5...................................62 3...11....6....................6...............................

.3 Plano de Recuperação de Desastre ................ Metodologia ......... Quando Devem ser Feitas as Auditorias ........................ AUDITORIA ..............................99 5..............116 ...103 5.......................................114 ANEXO II............................................................................................... Recomendações ISO/IEC 17799:2000..............................................................1....115 ANEXO III ...............................................10...9....5.....106 6..........................................................111 ANEXO I ...............................10..................vi 5......104 5..2...................................................................109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............4.............................10....100 5.............................................100 5....102 5.........................................................10............................ CONCLUSÃO..................10......................10. Como Auditar................................................................................................................... Tipos de Auditoria Propostos ........................................................................3..............2 Procedimento de Resposta Imediata..............101 5...................................................................................................9.....................

............................................................................... ....vii LISTA DE ILUSTRAÇÕES PÁGINA Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança............................... ............ 76 Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000............................................... 70 Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita...... 63 Figura 6 – Autenticação com Sincronismo....................................................................... 108 .. 64 Figura 7 ..........Metodologia CobiT.....Formação da Cultura de Segurança ................Estrutura Básica das Secretarias de Receita ........................................................................................................................... 42 Figura 4 ......................................................... ................................... 22 Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança ............... 50 Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha ............................ 75 Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita.................................. 78 Figura 13 ... 27 Figura 3 ........................................... 101 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT................. 74 Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 ............................................................................ 77 Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos....................................Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking:..............

................................................................................................................. 97 Tabela 4 – Identificação de Ameaças ........................... 98 Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas.................viii LISTA DE TABELAS PÁGINA Tabela 1 .... 80 Tabela 2 – Análise de Ameaças....................................................................... 82 Tabela 3 – Contagem de Recursos .................................... 99 ......................................................................................................................................Matriz de Uso de dados ......

ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ATM ACK AES AH BS CA CC CCITSE CCSC CD-Rom CHAP CNPJ CO2 CobiT COSO CPD CPF CPU CRL CSI/FBI CTCPEC CTN CVM DES DTI ESP FD FTP GB HD HP HTTP IBM ICMS ID IDEA IDS IETF IKE INC. IP IPSec IPVA ISO/IEC IT ITSEC LAN MB MD5 MS-Office Asynchronous Transfer Mode Acknowledgement Advanced Encryption Standard Authentication Header British Standard Certificate Authorities Common Criteria Common Criteria for Information Technology Security Evaluation Centro Comercial de Segurança na Computação Compact Disc-Read Only Memory Challenge Handshake Authentication Protocol Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica Gás Carbônico Control Objectives for Information and Related Technology Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission Centro de Processamento de Dados Cadastro de Pessoa Física Central Process Unit Lista de Certificados Revogados Computer Crime and Security Survey/Federal Bureau of Investigation Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria Código Tributário Nacional Comissão de Valores Mobiliários Data Encryption Standard Departamento de Comércio Britânico Encapsulating Security Payload Floppy Disk File Transfer Protocol Gigabyte Hard Disk Hewlett Packard Hypertext Transfer Protocol International Business Machines Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Identification International Data Encryption Algorithm Intrusion Detective System Internet Engineering Task Force Internet Key Exchange Incorporated Internet Protocol Internet Protocol Security Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores International Organization for Standardization/International Engineer Committee Information Technology Information Technology Security Evaluation Criteria Local Area Networks Megabyte Message Digest 5 Microsoft Office .

x NAS NBS NCC NIC NIST NSA OSI PAP PKI PNAFEM POP3 PPP PPTP RA RADIUS RAM RAS RC2. Shamir. RC4 RFC RIP RSA RSA/DSI SAC SAS SMTP SP SSL TCP TCSEC TFTP TI UDP UNEB UPS VB VPN WAN Web ( WWW. Adleman Rivest. Shamir. Systems Auditability and Control Statements on Auditing Standards Simple Mail Transfer Protocol Service Pack Secure Sockets Layer Transport Control Protocol Trusted Computer System Evaluation Criteria Trivial File Transfer Protocol Tecnologia da Informação User Datagrama Protocol União Educacional de Brasília Uninterruptable Power System Visual Basic Virtual Private Network Wide Area Networks World Wide Web . W3) Network Access Server National Bureau of Standards National Computing Center Network Interface Card National Institute of Standards in Technology National Security Agency Open System Interconnect Password Authentication Protocol Public Key Infrastructure Programa Nacional de Apoio à Administração dos Estados e Municípios Post Office Protocol versão 3 Point to Point Point to Point Tunneling Protocol Registration Authorities Remote Access Dial In User Service Random Access Memory Remote Access Server Rivest Cipher Request for Comments Routing Information Protocol Rivest. Adleman Data Security Inc.

. é atitude de um desequilibrado.. nós sempre nos preocupamos com possíveis invasões externas..... “ Regina Peres Teles Borges Ex Diretora do PRODASEN tentando explicar a violação do painel de votações do Senado Federal Junho/2001 “. qualificando um ex funcionário de sua empresa que divulgou para a imprensa esquemas das redes de grandes clientes para os quais prestava consultoria Maio/2001 “..” Fernando Néri Presidente da Módulo Security.” Altair Lemos Moura Diretor de administração do Ministério da Fazenda em São Paulo justificando as fraudes no sistema de pagamento de pensionistas do Ministério ..xi Abril/2001 “.... nunca imaginamos que um servidor de nossa carreira pudesse cometer um crime destes .. não imaginamos que alguém da casa pudesse cometer tal desatino .

é uma diretriz que se materializa gradativamente. comunicar e usar informações vitais. em diversas oportunidades. O Governo Federal. Paralelamente. levando-nos a propor uma discussão sobre a formulação de uma política de segurança da informação aplicada às instituições governamentais de administração tributária. a prestação de serviços com qualidade pode se tornar inviável. É fundamental garantir o direito dos cidadãos à privacidade. garantida através de mecanismos de segurança para as diversas linhas de aplicação e suporte às atividades dentro e fora do governo. sejam elas relativas aos usuários ou às pessoas que compõem a Administração Pública. armazenar. tem se manifestado no sentido de assegurar a proteção da informação sob sua guarda e aquelas de interesse do cidadão. que doravante chamaremos de Secretarias de Receita. a indústria de segurança de rede inicialmente concentrou seus . turma B. Recentes fatos noticiados na imprensa coincidiram com a conclusão do curso de Redes de Computadores 2000/2001 – UNEB. A distribuição da massa informacional. os aspectos de segurança atingiram tamanha complexidade que há a necessidade do desenvolvimento de equipes cada vez mais especializadas para sua implementação e gerência. Tal preocupação decorreu do fato destas instituições terem passado recentemente por grandes revoluções no campo da informática aplicada quando decidiram caminhar na direção da autonomia e se libertar das Companhias Estaduais/Municipais de Processamento de Dados. INTRODUÇÃO No âmbito do Governo existem perdas que podem causar danos irreparáveis. previsto na Constituição. a preocupação em relação à proteção destas contra o acesso não autorizado e possível destruição cresceu de forma acentuada. Logo depois que as organizações começaram a utilizar intensamente os ambientes de computação em rede para aprimorar sua capacidade de criar.12 1. sem computadores e redes de comunicação. além do direito à consulta sobre os dados disponibilizados nos sistemas governamentais. Com a chegada dos computadores pessoais e das redes de computadores que se conectam ao mundo inteiro. os sistemas de informação também adquiriram uma importância vital para a sobrevivência da maioria das organizações modernas. Os sites de Internet devem comprometer-se em garantir a confiabilidade das informações de caráter pessoal que são armazenadas em suas bases de dados. Como ocorreu na evolução de vários outros produtos. já que.

para identificar outras áreas vulneráveis que necessitavam de atenção. Sua principal meta é tornar o gerenciamento de risco de segurança da rede parte integrante do conjunto de ferramentas básicas da organização para um gerenciamento “24 X 7” ou seja. por fim. o conceito de verificação e teste surgiu em produtos direcionados ao mercado de invasores potenciais e. seus mecanismos de classificação não iam muito além de graduações relativamente grosseiras. Embora a maioria dos produtos comerciais de verificação fizessem um trabalho confiável de identificação das vulnerabilidades e das medidas de segurança que podiam ser utilizadas para solucioná-las. orientado para gerenciamento. Em um primeiro momento. em seguida. testes e análises. partindo. estes sistemas de segunda geração também raramente incluíam recursos para simular diferentes cenários de proteção e/ou realizar uma análise de custo/benefício das medidas de segurança propostas. como o tradicional sistema de prioridades: Alta. Média e Baixa. proteções e outras medidas de segurança. Em vez de ser uma atividade de escopo limitado ou um evento periódico. A variedade e a complexidade das redes levaram ao desenvolvimento de mecanismos mais sofisticados para identificar áreas vulneráveis que exigiam atenção constante. O principal objetivo da verificação era identificar o maior número possível de vulnerabilidades no sistema. O grande mérito das soluções de segurança de rede de terceira geração é reunir todos os recursos já existentes em um único recurso abrangente. as metas e os objetivos comerciais da empresa. compatível com as suas metas estratégicas. Estes produtos tinham como principal objetivo identificar pontos fracos na rede através da aplicação de uma variedade de cenários de invasão. simulando invasões em vários pontos diferentes. levando em consideração a missão geral. as organizações reguladoras e padronizadoras do setor de segurança têm dado ênfase à definição e à implantação de sistemas de gerenciamento de risco abrangentes. Para oferecer suporte à decisão. Diante da nova situação surgiu uma nova categoria de produtos que consistia em sistemas de “verificação e teste”. deram origem a vários produtos comerciais. Nos últimos anos. que permite tomar decisões de segurança de forma racional. disponibilidade da rede 24 horas dos 7 dias da semana. um gerenciamento de segurança realmente eficaz deve ser capaz de fornecer um contexto amplo para a aplicação mais apropriada de métodos de verificação.13 esforços em proteger os pontos fracos mais óbvios. .

devem-se adotar políticas de segurança que determinem quais itens devem merecer atenção e com quais custos. sendo o grande desafio desta questão a criação de um ambiente controlado e confiável. perceberam que se tornaram vulneráveis. da catalogação e análise iniciais dos ativos de informação será possível avaliar os impactos de sua possível destruição ou comprometimento. . Para evitar que isto ocorra. o gerenciamento estruturado dos riscos deve invariavelmente começar com a compreensão da importância e do valor relativos de todas as informações. tanto públicas quanto privadas. mas que não retirasse do usuário a agilidade necessária ao bom funcionamento do negócio. O inventário de informações (ativos) oferece um contexto apropriado para julgar os riscos reais decorrentes das possíveis vulnerabilidades e ameaças a estes ativos. Como as organizações. A tendência de negligência quanto aos procedimentos de segurança até que ocorra algum problema grave é muito comum nos ambientes denominados “cliente-servidor”.14 Considerando a organização como um todo. procuraram implementar metodologias e ferramentas de segurança. Apenas através da identificação.

Apresentar os riscos. autenticidade. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança da informação e as contramedidas pare prevenir ataques.15 2. Atualmente. seus sistemas de informação e redes de computadores são colocados a prova por diversos tipos de ameaças à segurança da informação. apresentando controles físicos. vandalismo. 2.2. surge a necessidade de se implementarem mecanismos eficientes que possam garantir a integridade. confidencialidade. Conscientizar os funcionários e prestadores de serviço quanto à segurança das informações.1. que garante o sigilo fiscal. OBJETIVO GERAL Este trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta de política de segurança baseada na norma ISO/IEC 17799:2000 às Secretarias de Receita. . fogo e inundação. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • • • Levantar as necessidades das Secretarias de Receita quanto à segurança das informações em seu poder. Cada vez mais estas organizações. OBJETIVOS 2. lógica e pessoal. A realidade das Secretarias de Receita ainda baseia-se em Sistemas Corporativos voltados para ambientes fechados (mainframe). sabotagem. sendo quase impossível manter seus negócios sem o auxílio do computador. as grandes organizações e instituições estão cada vez mais dependentes de novas tecnologias. A excessiva demanda da comunidade por acesso às informações residentes e tratadas nestas instituições levou seus administradores a buscarem novos meios para dar vazão a esta demanda.CTN. Desenvolver controles de segurança física. espionagem. lógicos e pessoais. disponibilidade da informação e não repúdio dos dados. incluindo fraudes eletrônicas. Considerando que os dados e informações residentes nas Secretarias de Receita podem refletir a vida financeira e contábil de pessoas e empresas e são legalmente protegidas pelo Código Tributário Nacional .

Elaborar um plano de contingência visando garantir a continuidade do negócio das Secretarias de Receita. . Propor uma metodologia de auditoria como elemento de apoio à administração de segurança da informação.16 • • • Apresentar uma proposta de política de segurança à alta administração das Secretarias de Receita buscando comprometimento e apoio para implementação da mesma.

Um desses aspectos consiste na elaboração de um plano de segurança. Disponibilidade . FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A fim de facilitar o entendimento geral. OPPENHEIMER. Não repúdio .1. SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO A segurança da informação de uma instituição passa primeiramente por uma relação considerável de normas que regem os comportamentos de seu público interno e suas próprias atitudes em relação aos clientes externos.garantia de que o emissor não negará um procedimento por ele realizado. 3. PROJETO DE SEGURANÇA A estratégia de segurança da informação de uma empresa exige a elaboração de um projeto de segurança que descreva todos os aspectos da segurança da informação na empresa. A segurança da informação consiste na preservação dos seguintes atributos: • • • Confidencialidade .garantia de que as informações e métodos de processamento somente sejam alterados através de ações planejadas e autorizadas. (FRASER.garantia da identidade da origem e do destinatário de uma informação.garantia de que a informação é acessível somente por pessoas autorizadas. 1997. 1999). também podem ser fundamentais para garantir a segurança da informação: • • Autenticação .17 3. 3. consideram-se as ferramentas de hardware e software utilizadas e o domínio da aplicabilidade das mesmas pela organização. . Conforme o caso.garantia de que os usuários autorizados tenham acesso à informação e aos ativos correspondentes quando necessário (ISO/IEC 17799:2000).2. além disso. Integridade . serão descritos a seguir alguns conceitos básicos importantes para a discussão do tema.

quem terá acesso aos serviços. o modo como o acesso será fornecido e quem irá administrar os serviços. O plano deve estar baseado na análise de ativos de redes e riscos. PLANO DE SEGURANÇA Plano de Segurança é um documento de alto nível que propõe o que uma organização deve fazer para satisfazer os requisitos de segurança. Definição de uma norma de segurança. É muito importante que a administração corporativa . envolve várias etapas de trabalho: • • • • • • • Identificação dos ativos da empresa em termos de informações. Análise dos requisitos de segurança e compromissos. a descrição detalhada de sua implementação. dos procedimentos de controle dos ambientes. Desenvolvimento de um plano de segurança. Desenvolvimento de procedimentos para implantar a norma e uma estratégia de implementação. as pessoas e outros recursos que serão necessários para desenvolver uma norma de segurança e alcançar a implementação técnica da norma. Análise dos riscos de segurança. e Implementação. 3. como por exemplo. gerenciamento e auditoria dos procedimentos de segurança. quais áreas da empresa disponibilizam os serviços. correio eletrônico e outros. Um dos aspectos mais importantes do plano de segurança é uma especificação das pessoas que devem estar envolvidas na implementação da segurança de rede: • • • Serão contratados administradores de segurança especializados? Como os usuários finais e seus gerentes estarão envolvidos? Como os usuários finais. incidentes e contingências. FTP.3. quem terá acesso aos serviços. gerentes e pessoal técnico serão treinados sobre normas e procedimentos de segurança? Para ser útil. contendo a relação dos serviços de TI disponibilizados. um plano de segurança precisa ter o apoio de todos os níveis de funcionários dentro da organização. segundo Oppenheimer (1999). Web. O plano especifica o tempo. Deve fazer referência à topologia de rede e incluir uma lista de serviços de rede que serão fornecidos.18 O projeto de segurança. Esta lista deve especificar quem fornecerá os serviços.

a norma de segurança deve ter o comprometimento de funcionários. norma de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível intermediário.5. A norma deve especificar os mecanismos pelos quais estas obrigações podem ser cumpridas. A norma de segurança informa aos usuários. O pessoal técnico da rede e de locais remotos deve se envolver no plano. gerentes. definem processos de configuração.19 apoie plenamente o plano de segurança. Podem-se definir procedimentos de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível operacional. gerentes e ao pessoal técnico de suas obrigações para proteger os ativos de tecnologia e informações. a nível de descrição de execução de . ou seja. 3. executivos e pessoal técnico. A norma de segurança é um documento vivo. O desenvolvimento de uma norma de segurança é trabalho dos administradores de redes. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações e recursos de uma instituição. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA Os procedimentos de segurança implementam normas de segurança. 1999). da mesma forma que os usuários finais (Oppenheimer. Uma vez desenvolvida. The Site Security Handbook). Da mesma forma que o plano. as normas de segurança devem ser atualizadas com regularidade a fim de refletirem novas orientações comerciais e mudanças tecnológicas (Oppenheimer. 3. (RFC 2196.4. entre o nível estratégico e o de descrição de procedimentos. a norma de segurança deve ser explicada a todos pela gerência superior. login. Muitas empresas exigem que o pessoal assine uma declaração indicando que leu. ou seja. NORMA DE SEGURANÇA Norma de segurança é uma declaração formal das regras às quais as pessoas que têm um determinado acesso à tecnologia e aos ativos de informações de uma organização devem obedecer. compreendeu e concorda em cumprir as normas. auditoria e configuração. Pelo fato de as organizações mudarem continuamente. 1999). Pode-se definir ainda. dentro de um segmento particular do ambiente desta corporação.

a arquitetura de segurança recomendada deve fornecer as bases para os aspectos de segurança dos seguintes elementos: aplicações. dentro de um segmento particular do ambiente da corporação. Devem ser escritos procedimentos de segurança para usuários finais. Os procedimentos de segurança podem ser comunicados aos usuários e administradores em turmas de treinamento lideradas por instrutores qualificados.20 ações. é criado um documento denominado política de segurança para ser divulgado em toda empresa. dados. administradores de redes e administradores de segurança. são criados o plano de contingência e o processo de auditoria. A divulgação deve ser restrita aos funcionários diretamente envolvidos. impactos e custos ao qual ele está submetido. Para implementar a política de segurança deve ser criada uma arquitetura de segurança que consiste na aplicação de todos os controles físicos. Uma arquitetura de segurança deve levar em consideração três elementos básicos: pessoas. 2001). Em um ambiente como o da Secretaria de Receita. comunicação de dados e gerência de sistemas e rede. técnicos e administrativos necessários para a garantia da segurança da informação (ROBERTI. . o modelo de segurança e a junção de padrões e tecnologias. Os procedimentos de segurança devem especificar como controlar incidentes (quer dizer. fazer auditoria e desenvolver o plano de contingência com objetivo de manter o negócio da Secretaria de Receita sempre ativo. lógicos. baseado na arquitetura clienteservidor. o que fazer e quem contatar se uma intromissão for detectada). Uma arquitetura de segurança representa um elenco de recomendações que define os princípios e fundamentos que devem ser observados na implementação de um ambiente considerado seguro em relação aos riscos.6. Para tanto. Com base nessa arquitetura. 3. ARQUITETURA DE SEGURANÇA Com base na norma de segurança. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações de uma instituição. deve existir uma arquitetura de segurança com potencial necessário para atingir todas as metas e objetivos de segurança desejáveis sem comprometer a capacidade de adaptabilidade e a independência dos recursos de TI (Tecnologia da Informação).

Para tanto. funcionários. Um modelo de segurança deve prover a habilidade de proteger adequadamente a informação. Ambientes de TI como os da Secretaria de Receita geralmente são dinâmicos e sujeitos a muitas pressões da sociedade. . é necessário saber quais recursos podem ser utilizados com segurança e quais informações são confidenciais.7. Estar em conformidade com padrões infacto. Ser alavancada por tecnologias de segurança amadurecidas. a arquitetura deve possuir as seguintes qualidades: • • • • • • • Ser independente de plataforma operacional. por exemplo: criptografias e cartão inteligente. Um modelo de segurança endereça os requisitos técnicos de segurança exigidos conforme figura a seguir.21 É importante salientar que a arquitetura de segurança proposta deve conduzir a implementações que sejam financeiramente possíveis para a organização. Definir relacionamentos entre os componentes de segurança: autenticação e permissão de acesso. Em um ambiente confiável. programas) confiar em um sistema. antes de qualquer entidade (usuários. padrões e tecnologias usadas em um Modelo de Segurança. Possuir um modo consistente de gerenciamento. aplicação de rede. pode reduzir o custo do desenvolvimento e do gerenciamento da segurança. procedimentos e mecanismos de segurança. como por exemplo a norma ISO/IEC 17799:2000 e CobiT. e Obter a conscientização de usuários finais. denomina-se modelo de segurança que. se corretamente implementado. Ter performance e disponibilidade dos mecanismos de segurança. MODELO DE SEGURANÇA O conjunto de todos os controles. por exemplo. Uma arquitetura de segurança eficiente e eficaz deve levar em conta o trinômio: pessoas. 3.

Reino Unido e Canadá têm se empenhado no desenvolvimento de Padrões de . Os controles referem-se a gerência e mensuração das operações sobre sistemas e dados no ambiente.22 MODELO DE SEGURANÇA AMBIENTE CONFIÁVEL SEGURANÇA INTEGRIDADE AUTORIZAÇÃO CONFIDENCIALIDADE AUTENTICAÇÃO PERFORMANC DISPONIBILIDADE CONTROLES ACESSO FÍSICO ACESSO À REDE GERÊNCIA MONITORAÇÃO E DETECÇÃO RECUPERAÇÃO CONTINUIDADE DURABILIDADE CONSISTÊNCIA GERÊNCIA DE MUDANÇAS NÃO REPÚDIO AUDITORIA FUNDAÇÃO POLÍTICAS DE SEGURANÇA PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA PADRÕES E CRITÉRIOS DE SEGURANÇA EDUCAÇÃO Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança. países como Estados Unidos. requisitos de autenticação e os controles. recuperação e para assegurar conformidade às leis e regulamentos aplicáveis à arquitetura de segurança. É através dos princípios que a Arquitetura de Segurança será definida. HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA Nas últimas duas décadas. políticas e procedimentos de segurança da instituição que servirão como guia para a gerência de riscos. Alemanha. Holanda. 3. França. Fonte: Arquitetura de Segurança desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral A fundação consiste de declarações claras e concisas. proteção de dados e recursos.8. Entende-se por ambiente confiável a combinação de segurança. performance e disponibilidade dentro dos limites aceitáveis e definidos nos princípios e na política de segurança. Os princípios indicam itens como identificação. Os princípios de segurança são declarações particulares que definem o que a segurança significa para a organização e como será administrada.

1 em dezembro de 1992 e vol. cuja versão final saiu em 1985.(ITSEC). sistemas multi-processados. a confidencialidade. A enorme disponibilidade de produtos no mercado internacional gerou a necessidade de padrões que pudessem ter ampla aceitação e aplicabilidade no mercado. banco de dados e periféricos não foram suficientemente conceituados por esta norma. a integridade. e permite a seleção arbitrária da segurança funcional a níveis de graus de garantia. A norma canadense. 2 em janeiro de 1993. Este último descreve o tipo. CTCPEC. conhecido como o Orange Book. Esta norma européia introduz o conceito de separar as exigências funcionais e as exigências de garantia. sistemas distribuídos. e outros. elaborado pela França. passou a ser o critério de normatização do Canadá (janeiro de 1993. e modelo de documentação requerido a cada tipo de evento. a disponibilidade e a legitimidade. a evidência escrita na forma de guias de usuário.23 Segurança para Tecnologia da Informação. Holanda e Reino Unido e adotado pelos países membros do Mercado Comum Europeu. Como o comércio não poderia dispor e avaliar produtos em múltiplos países com múltiplos padrões. O Orange Book (TCSEC) define a Política de Segurança e conceitos de responsabilidade. Alemanha.(TCSEC). sistemas de rede. O Federal Criteria for Information Technology Security foi elaborado em conjunto pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) e o National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos. testes. em quatro critérios: da garantia em TI. bancos de dados. a Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria (CTCPEC). O Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançou em 1983 o Trusted Computer System Evaluation Criteria . Vol. subsistemas. Os sistemas de administração de redes. A primeira tentativa de desenvolver um critério padrão foi o Information Technology Security Evaluation Criteria . manuais. tornou-se necessária uma normatização e posteriormente uma harmonização. O ITSEC faz a primeira tentativa de desenvolver critérios padronizados para a Comunidade Européia. última edição). A canadense. garantia e documentação. lançado em junho de 1991. alarga o horizonte para incluir sistemas monolíticos. Os critérios divididos anteriormente em funcionalidade e confiabilidade passam a serem divididos na CTCPEC. estes critérios são definidos como critérios .

a comunicação.CCITSE (Critério Comum para Avaliação de Segurança da Tecnologia da Informação). visando permitir comunicações cada vez mais seguras e prover uma abordagem consistente para segurança em ambiente ISO.24 O Federal Criteria tem como característica a especificação. Este padrão é conhecido como Common Criteria for Information Technology Security Evaluation . O modelo de referência OSI/ISO/IEC inicialmente foi elaborado para permitir a interconexão entre sistemas baseados em diferentes plataformas.0) foi publicada em Janeiro de 1996. e para determinar suas responsabilidades em apoiar e avaliar seus produtos. os recursos e os usuários do ambiente. a versão 2. O CC também serve para auxiliar os avaliadores a julgar se um produto preenche ou não os requisitos de segurança e para fornecer dados quando estiver formando métodos específicos de avaliação. O CC pode ser útil para os desenvolvedores auxiliando na escolha de quais requisitos de segurança vão incluir em seus produtos. O modelo básico foi ao longo do tempo sendo complementado com adição de outros documentos. França. Reino Unido. o desenvolvimento e a avaliação de produtos de segurança para TI. Alemanha. O Common Criteria é um esforço multinacional de escrever um sucessor para o TCSEC e ITSEC. em conjunto com o esquema básico definido no modelo de referência. Em Janeiro de 1996. geralmente referido apenas como “Common Criteria” (CC). orientações e restrições para o aperfeiçoamento dos padrões existentes além de guiar o desenvolvimento de novos padrões. Canadá e Holanda publicaram uma avaliação de padrões desenvolvida em conjunto para um mercado multinacional. A chave deste esforço é o avanço do estado da arte da segurança em TI e a harmonização de esforços internacionais. dentre eles o ISO/IEC 7498-2 que trata dos aspectos relativos à segurança e sua forma de aplicação em circunstâncias onde é necessário proteger os dados.0 em maio de 1998 e a última versão em agosto de 1999. que combina os melhores aspectos de ambos. e também para publicar suas exigências de segurança de forma que os vendedores possam desenvolver produtos que estejam de acordo com as mesmas. os Estados Unidos. 1. Uma versão inicial (v. . A arquitetura de segurança ISO estabelece. O Common Criteria pode ser usado por consumidores para ajudá-los a decidir quais produtos de segurança comprar baseados nas classificações do CC. para desenvolver e criar produtos de forma a provar aos avaliadores que tais produtos preenchem os requisitos.

a princípio. Neste ínterim. oito pequenas modificações ao texto da BS foram aprovadas e o padrão foi publicado como ISO/IEC 17799:2000 em 1 de dezembro de 2000. A parte 1 do padrão foi proposta como um padrão ISO em outubro de 1999 e aprovada por maioria em votação internacional em agosto de 2000. Uma segunda parte. integridade a disponibilidade das informações de seus clientes. deram continuidade ao seu desenvolvimento para garantir que o Código era tanto significativo quanto prático do ponto de vista dos usuários. a segunda tarefa era ajudar os usuários a produzirem um código de boas práticas de segurança que resultou em um “Código de Práticas para Usuários”. Consistia em um código de práticas para gerenciamento de segurança da informação. a primeira revisão do padrão. A arquitetura ISO trata exclusivamente dos aspectos de segurança relacionados à comunicação entre os sistemas finais não abrangendo medidas de segurança que devem ser adotadas nos sistemas complementares necessárias para garantir a proteção completa dos recursos e dados do sistema. principalmente da Indústria Britânica. a BS7799:1999. o comitê responsável pelo desenvolvimento da BS 7799 está se preparando para atualizar a parte 2 de forma a ser proposta como padrão ISO. como um documento de orientação dos Padrões Britânicos. o CCSC tinha duas principais tarefas: a primeira era auxiliar os vendedores de produtos de segurança de TI a estabelecer um conjunto de critérios de avaliação de segurança reconhecido internacionalmente. foi publicada em abril de 1999. O resultado final foi publicado. Seguindo um período de mais consultas públicas. . Em outubro de 2000. A ISO/IEC 17799:2000 tem como objetivo permitir que companhias que cumprem a norma demostrem publicamente que podem resguardar a confidencialidade. A origem da ISO/IEC 17799:2000 remonta aos dias do Centro Comercial de Segurança na Computação (CCSC) do Departamento de Comércio Britânico (DTI). O National Computing Center (NCC) e posteriormente um consórcio de usuários. o PD 0003.25 A arquitetura de segurança apresentada no modelo ISO/IEC 7498-2 possui os seguintes objetivos: • • Descrever os serviços de segurança e os mecanismos a eles relacionados e Definir a posição dos serviços de segurança e dos mecanismos associados no modelo de referência. foi posteriormente relançado como a British Standard BS7799:1995. Após um período de extensivas revisões e consultas públicas que iniciou em novembro de 1997. bem como um esquema associado de avaliação e certificação. Fundado em maio de 1987. a BS 7799-2:1998 foi adicionada em fevereiro de 1998. publicado em 1989.

Uma política de segurança é a expressão formal das regras pelas quais é fornecido acesso aos recursos tecnológicos da empresa. configurar e auditar sistemas computacionais e redes. O principal propósito de uma política de segurança é informar aos usuários. A política deve especificar as metas de segurança da organização. Cada regra da política serve como referência básica para a elaboração do conjunto de regras particulares e detalhadas que compõem as normas e os procedimentos de segurança. conscientização sobre segurança para os funcionários. Além de fornecer controles detalhados de segurança para computadores e redes. uma tentativa de utilizar um conjunto de ferramentas de segurança na ausência de pelo menos uma política de segurança implícita não faz sentido (RFC 2196). a ISO/IEC 17799:2000 dá orientações sobre políticas de segurança. 3. Portanto. onde as responsabilidades recaem. Outro propósito é oferecer um ponto de referência a partir do qual se possa adquirir. A administração deve estabelecer uma política clara e demonstrar apoio e comprometimento com a segurança da informação através da emissão e manutenção de uma política de segurança da informação para toda a organização (ISO/IEC 17799:2000). as suas obrigações para a proteção da tecnologia e do acesso à informação. A política deve especificar os mecanismos através dos quais estes requisitos podem ser alcançados. plano de continuidade dos negócios e requisitos legais. equipe e gerentes. e qual o comprometimento da organização com a segurança. aprovação e aplicação sigam os ritos internos da instituição na qual será aplicada. Com o intuito de tornar a política de segurança um instrumento que viabilize a aplicação prática e a manutenção de uma infra-estrutura de segurança para a instituição.9. Uma vez que a política é um estatuto.26 A ISO/IEC 17799:2000 fornece mais de 127 orientações de segurança estruturadas em 10 títulos principais para possibilitar aos leitores identificarem os controles de segurança apropriados para sua organização ou áreas de responsabilidade. é . O caráter estratégico de uma política de segurança deve garantir que a mesma aborde questões que são essenciais para a corporação como um todo. é necessário que a sua elaboração. POLÍTICA DE SEGURANÇA A política de segurança tem por objetivo prover à administração uma direção e apoio para a segurança da informação. para que sejam adequados aos requisitos propostos.

É importante lembrar que toda regra aplicada a uma instituição deve estar em consonância com os objetivos fins da mesma. uma política só apresentará efetividade ao longo do tempo se sofrer constantes reavaliações e atualizações conforme o ciclo de etapas mostrado a seguir. regras complementares. tal qual numa hierarquia. ou controles. Cabe ressaltar que. Considerando a mutabilidade de tais elementos e dos próprios objetivos e metas da organização.9. quanto mais baixo o nível hierárquico de um documento de segurança em relação à política. sendo que o limite será ditado pelas necessidades e conveniências da instituição para a qual são elaborados as regras de segurança. Visão Geral de uma Política de Segurança A elaboração de um programa sistematizado de segurança de informações parte da análise das seguintes indagações: . mais detalhado e de caráter operacional será. Estes estatutos podem ser referidos como políticas específicas. A política de segurança como um elemento institucional da organização possui um ciclo de vida indefinido e deve prever todos os mecanismos de defesa contra qualquer ameaça conforme estabelecido no estudo de custos x benefícios. mas um meio para se chegar a um objetivo maior. Outros níveis podem existir.27 necessário que a política seja desdobrada em estatutos mais detalhados. normas. Implementação Auditoria Administração Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança Diretrizes e normas 3. A segurança não é um fim em si mesma.1.

O primeiro passo para isto é avaliar o valor do bem ou recurso a ser protegido e sua importância para a organização. A análise de risco envolve determinar o que se deve proteger. para a maioria das organizações. Disponibilidade – garantia de que os serviços e os dados estejam disponíveis no momento em que são requisitados por pessoa ou entidade autorizada.. confiança e outras medidas menos óbvias. deve-se atentar para os seguintes princípios que norteiam um bom programa de segurança de informação: • • • Confidencialidade – garantia contra o acesso de qualquer pessoa/entidade não explicitamente autorizada. e como proteger. o que ajuda a definir quanto vale a pena gastar com proteção.28 • • • • • • • • O que se deseja proteger? Contra que ou quem? Quais são as ameaças mais prováveis? Qual a importância de cada recurso? Qual o grau de proteção desejado? Quanto tempo. Este é o processo de examinar todos os riscos e ordenar esses . Uma das razões mais importantes de criar uma política de segurança da informação é assegurar que esforços despendidos em segurança renderão benefícios efetivos. Custo neste contexto significa incluir perdas expressas em moeda corrente real. recursos financeiros e humanos se pretendem gastar para atingir os objetivos de segurança desejados? Qual a expectativa dos usuários e clientes em relação à segurança das informações? Quais as conseqüências no caso dos recursos serem corrompidos ou roubados? Obtidas as respostas às indagações acima. Embora isto possa parecer óbvio. Como por exemplo. mas a grande parte das pesquisas sobre segurança mostram que. a maior perda ocorre com intrusos internos. do que se deve proteger. identificar os pontos vulneráveis e determinar uma solução adequada para a organização. é possível se enganar sobre onde os esforços são necessários. reputação. saber quais as conseqüências da falta de segurança. É preciso conhecer os riscos. existe muita publicidade sobre intrusos externos em sistemas de computadores. Integridade – garantia de que os dados não sejam apagados ou de alguma forma alterados sem a permissão competente.

2.3. roteadores.9. administradores e suporte de hardware.29 riscos por nível de severidade. programas objeto. sistemas operacionais e programas de comunicação. drives. armazenados on-line. tais como informações proprietárias. estações de trabalho. Pessoas: usuários. . No entanto. terminais. não é possível tomar boas decisões sobre segurança. procedimentos 3. computadores pessoais. impressoras. formulários. Dados: durante execução. backups. hardware. logs de auditoria. sem antes determinar quais são as suas metas de segurança. teclados. programas de diagnóstico. Documentação: administrativos. Conforme sugerido por Pfleeger (Pfleeger. 3. local. Uma política de segurança não deve prejudicar os processos de produção da organização. Identificação dos Recursos O primeiro passo de uma análise de risco é a identificação de todos os elementos que necessitam de proteção. tal como as pessoas que de fato usam os sistemas. Este processo envolve a tomada de decisão sobre o custo benefício do que se deve proteger. 1989). sendo assim. fitas e mídia magnéticas. propriedade intelectual e todos os vários componentes de hardware. sistemas. utilitários. deve preocupar-se com as funcionalidades que irá manter e qual será a facilidade de utilizá-las. boards. linhas de comunicação. alguns são negligenciados.9. arquivados off-line. Considerações Importantes O domínio das ferramentas de proteção disponíveis no mercado aliado a uma consistente análise dos riscos constituem a base para a formação de um sólido programa destinado à segurança institucional dos dados de uma organização e irá determinar quão segura é a rede de comunicação e os dados nela residentes. e Materiais: papel. servidores de terminais. mas. discos. • • • • • Software: programas fonte. programas. Alguns são óbvios. bancos de dados e mídia de comunicação. a seguir está uma lista de categorias: • Hardware: CPUs. O ponto de partida é a lista de todos as partes que podem ser afetadas por um problema de segurança.

mas mais seguro. e geradores de senha one-time). o risco é superior ao benefício do mesmo. pessoal operacional.9. torna o sistema ainda mais difícil de utilizar. não haveria segurança. 3. • Facilidade de uso versus segurança . dados. Requerer senhas one-time geradas por dispositivos. necessita observar alguns princípios elementares elencados a seguir: • • • • Apoiar-se sempre nos objetivos da organização e nunca em ferramentas e plataformas. impossibilidade de acesso à rede). desta forma. Demonstrar os riscos e ameaças que está combatendo e as proteções propostas. e a perda de serviços (ocupar todo o espaço disponível em disco. ambientes e pessoas. Definir responsabilidades para implementação e manutenção de cada proteção. chamado de Política de Segurança.30 Uma política de segurança deve nortear seus objetivos a partir das seguintes considerações: • Serviços oferecidos versus segurança fornecida . e facilidade de uso. Premissas Básicas Uma política de segurança deve ser elaborada visando toda a organização a que se prestará e suas concepções institucionais. .Há muitos custos diferentes para segurança: monetário (o custo da aquisição de hardware e software como Firewalls. e • Custo da segurança versus o risco da perda . Cada tipo de custo deve ser contrabalançado ao tipo de perda. Solicitar senhas torna o sistema um pouco menos conveniente. Para alguns serviços. performance (tempo de cifragem e decifragem). Descrever o programa geral de segurança da rede. Os objetivos. e gerentes através de um conjunto de regras de segurança. Há também muitos níveis de risco: perda de privacidade (a leitura de uma informação por indivíduos não autorizados). isto é.Cada serviço oferecido para os usuários carrega seu próprio risco de segurança. e o administrador deve optar por eliminar o serviço ao invés de tentar torná-lo menos inseguro.O sistema mais fácil de usar deveria permitir acesso a qualquer usuário e não exigir senha. metas e regras devem ser comunicados indistintamente a todos os usuários. perda de dados (corrupção ou deleção de informações). mas bastante mais seguro.4.

6. Conteúdo Essencial Como instrumento de caráter institucional. os seguintes elementos: • Justificativa da importância da adoção dos procedimentos de segurança explicando-os junto aos usuários para que o entendimento dos mesmos leve ao comprometimento com todas as ações de segurança. A seguinte lista de indivíduos deve estar envolvida na criação e revisão dos documentos da política de segurança: • • • Representante da administração superior da organização. no mínimo. caso contrário haverá pouca chance que ela tenha o impacto desejado. Determinação da gerência específica e responsabilidades dos envolvidos no controle e manuseio do ambiente operacional. • • • • Descrição dos procedimentos para fornecimento e revogação de privilégios.9. Suporte técnico.9. Administrador de segurança do site. e Definir sanções e penalidades. 3. ela deve ter a aceitação e o suporte de todos os níveis de empregados dentro da organização. Principais Atores Para que uma política de segurança se torne apropriada e efetiva. . informação de violação de segurança. e quem é afetado pelas orientações.5. É especialmente importante que a gerência corporativa suporte de forma completa o processo da política de segurança.31 • • Definir normas e padrões comportamentais para usuários. 3. uma política de segurança deve apresentar em seu contexto. • Identificação precisa de quem desenvolveu as orientações. Identificação dos recursos que se quer proteger e que software são permitidos em quais locais. e Descrição dos procedimentos para os casos de exceção. quem detém privilégios e determina autorizações. para que o documento seja utilizado como prova se ocorrer alguma violação. quem as aprovou.

Possuir regras de uso aceitáveis. e oferecer a conduta no caso de incidentes (por exemplo. dentre outros. Também deve especificar quaisquer mensagens de notificação requeridas (por exemplo. e Help-Desk. entre outros. Administradores de grandes grupos de usuários dentro da organização. comunicação de dados. Ser implementada por meio de ferramentas de segurança quando apropriado. Vários fatores podem trazer efetividade para uma política de segurança. Possuir definições claras das áreas de responsabilidade para os usuários. • Definir uma política de contabilidade que indique as responsabilidades dos usuários. logs de atividades. conexão de dispositivos a uma rede. e acesso aos arquivos dos usuários.32 • • • • Desenvolvedores de softwares. e aplicar sanções onde a prevenção efetiva não for tecnicamente possível. através da especificação de linhas de conduta dos usuários. Possuir guias para a compra de tecnologia computacional que especifiquem os requisitos ou características que os produtos devem possuir. Deve especificar a capacidade de auditoria. . mensagens de conexão devem oferecer aviso sobre o uso autorizado e monitoração de linha. o que fazer e a quem contatar se for detectada uma possível intromissão). destacam-se: • • • • • • Ser implementável por meio de procedimentos administrativos anteriormente instituídos. Ela deve oferecer linhas de condutas para conexões externas. Representantes de todos os grupos de usuários afetados pela política de segurança. Conter a indicação de uma política de privacidade que defina expectativas razoáveis de privacidade relacionadas a aspectos como a monitoração de correio eletrônico. administradores e gerentes. adição de novos softwares. pessoal e gerentes. e não simplesmente welcome). • Discriminar uma política de acesso que defina os direitos e os privilégios para proteger a organização de danos.

através da linha de conduta para autenticação de acessos remotos e o uso de dispositivos de autenticação. Outra área para considerar é a terceirização e como ela é gerenciada. devem manipular e acessar a tecnologia. 3. Os criadores da política devem considerar a busca de assistência legal na criação da mesma. bem como especificar horários de operação e de manutenção. Pode haver requisitos regulatórios que afetem alguns aspectos de uma política de segurança tal como a monitoração. Ele deve endereçar aspectos como redundância e recuperação. • Definir uma tecnologia de informação e política de manutenção de rede que descreva como. Esta é uma parte importante do processo. Deve-se criar um documento que os usuários assinem. Ele também deve incluir informações para contato para relatar falhas de sistema e de rede. e • Oferecer aos usuários informações sobre como agir na ocorrência de qualquer tipo de violação. Uma política deve ser . entenderam e concordaram com a política estabelecida (vide Anexo II). No mínimo. Flexibilidade No intuito de tornar a política viável a longo prazo. pessoal e gerentes.9.7. a política deve ser revisada por um conselho legalmente instituído para tal fim. Finalmente sua política deve ser revisada regularmente para verificar se está suportando com sucesso suas necessidades de segurança. tanto o pessoal de manutenção interno como externo. Um tópico importante a ser tratado aqui é como a manutenção remota é permitida e como tal acesso é controlado. afirmando que leram. é necessária bastante flexibilidade baseada no conceito de segurança arquitetural.33 • Viabilizar uma política de autenticação que estabeleça confiança por meio de uma política efetiva de senhas. Uma atmosfera de não ameaça e a possibilidade de denúncias anônimas irá resultar em uma grande probabilidade de uma violação ser relatada. Uma vez estabelecida. • Possuir um documento de disponibilidade que defina as expectativas dos usuários para a disponibilidade de recursos. a política deve ser claramente comunicada aos usuários. • Definir um relatório de violações que indique quais os tipos de violações devem ser relatados e a quem estes relatos devem ser feitos.

a política pode definir como tratá-la de acordo com sua classe.34 largamente independente de hardware e software específicos. Um vez classificada a informação. Porém. contratos . informações sobre vulnerabilidades de segurança dos sistemas institucionais. senhas. Também pode haver casos em que múltiplos usuários terão acesso à mesma userid. diferentes tipos de informação devem ser protegidos de diferentes maneiras. Também é importante reconhecer que há expectativas para cada regra. 2000). O acesso não autorizado a esses dados e sistemas pode comprometer o funcionamento da instituição. sob que condições um administrador de sistema tem direito a pesquisar nos arquivos do usuário. Exemplo: Serviços de informação interna ou documentos de trabalho corriqueiros que só interessam aos funcionários. Isto inclui o processo e as pessoas envolvidas. se isto ocorrer. Exemplo: Dados pessoais de clientes e funcionários.9. 3) Confidenciais: informações e sistemas tratados como confidenciais dentro da instituição e protegidos contra o acesso externo. A classificação mais comum de informações é aquela que as divide em 04 níveis: 1) Públicas ou de uso irrestrito: as informações e os sistemas assim classificados podem ser divulgados a qualquer pessoa sem que haja implicações para a instituição. Sempre que possível a política deve expressar quais expectativas foram determinadas para a sua existência. escolhendo mecanismos de segurança mais adequados. Exemplo: serviços de informação ao público em geral. 3. causar danos financeiros ou perdas de fatias do mercado para o concorrente. informações divulgadas à imprensa ou pela internet 2) Internas ou de uso interno: as informações e os sistemas assim classificados não devem sair do âmbito da instituição. O acesso a estes sistemas e informações é feito de acordo com sua estrita necessidade. . múltiplos administradores de sistema talvez conheçam a senha e utilizem a conta. Os mecanismos para a atualização da política devem estar claros. balanços entre outros. Por isso a classificação das informações é um dos primeiros passos para o estabelecimento de uma política de segurança de informações. as conseqüências não serão críticas. Por exemplo.8. em sistemas com um usuário root. os usuários só podem acessá-los se estes forem fundamentais para o desempenho satisfatório de suas funções na instituição. Por exemplo. isto é. Classificação das Informações Segundo Claudia Dias (Dias.

A análise de risco é o ponto chave da política de segurança englobando tanto a análise de ameaças e vulnerabilidades quanto a análise de impactos. levando em consideração justificativas de custos. como aos usuários que precisam utilizar esses recursos. 3. declarações de imposto de renda. O gerenciamento de risco é o processo de identificação. risco é uma combinação de componentes. Os riscos podem apenas ser reduzidos. A quebra de segurança sempre poderá ocorrer. Análise de Riscos Análise de riscos é a análise das ameaças. Exemplo: Informações dos contribuintes. já que é impossível eliminar todos. classificando-os por nível de importância e severidade da perda. Para tomar as devidas precauções. tais como ameaças. Na verdade. Muitas vezes o termo risco é utilizado como sinônimo de ameaça ou da probabilidade de uma ameaça ocorrer. determinar a probabilidade de uma ameaça se concretizar e entender os riscos potenciais.9. Conhecer com antecedência as ameaças aos recursos informacionais e seus impactos pode resultar em medidas efetivas para reduzir as ameaças. de forma a proporcionar a adoção de medidas apropriadas tanto às necessidades de negócio da instituição ao proteger seus recursos de informação. talvez não seja aconselhável tomar quaisquer medidas preventivas neste sentido. a qual identifica os componentes críticos e o custo potencial aos usuários do sistema. . nível de proteção e facilidade de uso. é preciso inicialmente identificar as ameaças e os impactos. e os custos envolvidos na sua prevenção ou recuperação.35 4) Secretas: o acesso interno ou externo de pessoas não autorizadas a este tipo de informação é extremamente crítico para a instituição. as vulnerabilidades e conseqüentemente os impactos. impactos e vulnerabilidades das informações e das instituições de processamento das mesmas e da probabilidade de sua ocorrência. controle e minimização ou eliminação dos riscos de segurança que podem afetar os sistemas de informação a um custo aceitável (ISO/IEC 17799:2000). Se combater uma ameaça for mais caro do que seu dano potencial. vulnerabilidades e impactos em um determinado ambiente.9. É imprescindível que o número de pessoas autorizadas seja muito restrito e o controle sobre o uso dessas informações seja total.

Os vírus podem ser inofensivos (apenas mostram uma mensagem ou tocam uma música). • • • • Eles se replicam. a replicação ocorre através dos links de comunicação.36 3. não necessitam se atracar a um programa ou arquivo “hospedeiro”. Residem. os vírus estão em primeiro lugar entre as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001. Riscos Externos Relacionados a seguir estão alguns tipos de riscos externos aos quais freqüentemente as organizações estão sujeitas: Vírus. É ativado por uma ação externa. através de e-mails ou disquetes contaminados. Na mesma categoria dos vírus. que são programas projetados para replicação e possuem as seguintes características. ou nocivos apagando ou modificando arquivos do computador. Os códigos de vírus procuram entre os arquivos dos usuários. Precisa de um programa “hospedeiro” portador’. assim como os vírus. A seguir estão algumas características de um vírus: • • • • Consegue se replicar. Para worms de rede. programas executáveis sobre os quais os usuários têm direito de escrita. São entidades autônomas. algumas das quais os diferenciam dos vírus. e Sua habilidade de replicação é limitada aos sistema virtual.9. Ele infecta o arquivo colocando nele parte de um código. circulam e se multiplicam em sistemas multi-tarefa.1. ao contrário dos vírus. Worms e Trojans Segundo o CSI/FBI Computer Crime and Security Survey.9. encontrando e infectando outros programas e arquivos. Podem ser inseridos por hackers que entram no sistema e plantam o vírus. Quando um arquivo de programa está infectado com vírus é executado e o vírus imediatamente assume o comando. estão os warms. .

Esta forma de looping torna muito difícil a sua identificação. mas na verdade está destruindo.São intercessões do mesmo tipo do sniffer sem modificação do conteúdo dos pacotes embora a ação seja diferente. números de cartões de crédito e direcionamento das trocas de e-mails estabelecendo as relações entre indivíduos e organizações. e outros tipos de bancos de dados. interceptando e-mails e outros tipos de informações. Geralmente são espalhados por e-mails. invasão de outros computadores ou até um terceiro. . tal como um jogo ou uma tabela que tem a aparência de seguro.São intercessões de pacotes no tráfego para leitura por programas de usuários não legítimos. Esta categoria trata da modificação não autorizada de dados. Snoofing e Downloading . pois o atacante se apossa de documentos que trafegam na rede. Uma das formas pode ser o envio de e-mail falso em nome da vítima. ou ainda outros de forma que oculte sua identidade. escolas. A base desta atuação é tomar posse do logins e senhas das vítimas. O sniffer pode ser colocado na estação de trabalho conectada à rede. fazendo download para a sua própria máquina. É um programa em si mesmo e não requer um “hospedeiro” para carregá-lo. A utilização de cavalos de Tróia está dentro desta categoria para tomar controle remoto dos sistemas vítimas. Entre os programas mais comuns estão o Back Orifice e o NetBus. Modificação e Fabricação Tampering ou Data Diddling. Na Web há inúmeros exemplos de home pages invadidas para colocação de slogans ou marcas de presença. parece funcionar como o usuário esperava. Quando o programa é rodado. que são camuflados com esta finalidade Spoofing . Com um software instalado em um sistema o atacante modifica ou apaga arquivos. mas possui efeitos escondidos. danificando ou alterando informações por trás.37 O Trojan (Cavalos de Tróia) é um código escondido em um programa. autarquias fiscais. bem como em roteadores ou gateways. Este método é utilizado para intercessão de logins e senhas de usuários. Entre as vítimas estão bancos.Esta técnica consiste em atuar em nome de usuário legítimo para realizar tarefas de tampering ou snoofing. Intercessão Eavesdropping e Packet Sniffing .

dizendo ser um novo funcionário de um determinado setor e dizer que precisa de um username e senha para acesso ao sistema. a obtenção de informações através de engenharia social ainda é utilizada com muito sucesso em diversas organizações e seu sucesso depende exclusivamente do conhecimento do pessoal em assuntos de redes e computadores. o hacker tem que conhecer o nome de um usuário do sistema que esteja há muito tempo sem utilizá-lo.38 Interrupção Jamming ou Flooding. não dando lugar às conexões legítimas. consegue através deste telefonema. Bombas Lógicas . Claro que desta forma. Variando muito de organização para organização. Outros ataques comuns são “ping da morte” e a saturação de e-mails. Muitas vezes o hacker.O ataque consiste em programas sabotadores introduzidos nas máquinas das vítimas com intuito de destruir as informações ou paralisá-las. Um bom exemplo de ataque de engenharia social é o de ligar para um setor de informática de uma corporação. pode ser espaço de um disco ou envio de pacotes até a saturação do tráfego da rede vítima impossibilitando-a de receber os pacotes legítimos. O atacante satura o sistema com mensagens de que querem estabelecer conexão através de vários computadores com a vítima e ao invés de indicar a direção do IP dos emissores estas direções são falsas. O sistema responde as mensagens. e gostaria que a senha fosse trocada. mas como não recebe as respostas acumula o buffer com informações em aberto. São interrupções do funcionamento do sistema através da saturação de dados. Uma forma mais fácil ainda é de ligar para o setor de informática dizendo ser “o fulano de tal” que esqueceu a senha. . A melhor defesa contra este ataque é o treinamento dos funcionários e usuários de redes e computadores. o username e a senha necessários para o início de seu ataque. Engenharia Social Este mecanismo de recolhimento de informações é uma das formas mais perigosas e eficientes utilizada pelos hackers.

lugar: Roubos de notebooks 4o.9.2. Contudo. lugar: Vírus de computador 2o. Destruindo dados ou programas com bombas lógicas. e Inserindo dados incorretamente.10. acessar informações indevidas e entrar informações incorretas no sistema. estragar um computador pelo mal uso. Os riscos pessoais podem ser causados por empregados insatisfeitos ou apenas descuidados. desastres naturais e pessoas. Segundo o 2001 CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. A melhor ação a ser tomada é ter em vigor um plano de recuperação de desastres.9. lugar: Acesso interno não autorizado 5o. Os empregados insatisfeitos podem tentar sabotar o sistema de informação. ou incêndios. que podem causar sérios danos aos sistemas de computação. as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001 foram: 1o. lugar: Uso interno indevido do acesso à rede 3o. lugar: Penetração externa no sistema. é necessário implementar defesas contra eles. 3. Análise de Ameaças Antes de decidir como proteger um sistema é necessário saber contra o que ele será protegido. Destruindo os equipamentos ou instalações. raios. Riscos Internos Os riscos internos são decorrentes de duas fontes principais.2. Os empregados descuidados geralmente não tem intenção de causar nenhum dano ao sistema. mas podem apagar arquivos importantes. . Derrubando os sistemas. Não se podem prever ou evitar os desastres naturais tais como enchentes.39 3. das seguintes formas: • • • • • Modificando ou apagando dados.

Indisponibilidade de serviços de informática . Probabilidade: chance de uma ameaça atacar com sucesso o sistema computacional. Risco: medida de exposição a qual o sistema computacional está sujeito.comprometimento da consistência de dados.40 Segundo Claudia Dias (Dias. bugs de software) ou deliberada (roubos. É o resultado da concretização de uma ameaça. 2000) a análise das ameaças e vulnerabilidades do ambiente de informática deve levar em consideração todos os eventos adversos que podem explorar as fragilidades de segurança desse ambiente e acarretar danos. as ameaças consideradas mais comuns em um ambiente informatizado são: • • • • Vazamento de informações (voluntário ou involuntário) – informações desprotegidas ou reveladas a pessoas não autorizados. Vulnerabilidade: fraqueza ou deficiência que pode ser explorada por uma ameaça. • • • • • Ameaça é tudo aquilo que pode comprometer a segurança de um sistema. software. podendo ser recurso físico. Alguns conceitos importantes para se realizar uma análise de ameaças são: • Recurso: componente de um sistema computacional. Depende da probabilidade de uma ameaça atacar o sistema e do impacto resultante deste ataque. podendo ser acidental (falha de hardware. hardware ou informação. desastres naturais. espionagem. Violação de integridade . entre outros). sabotagem. invasão de hackers.um recurso computacional é utilizado por pessoa não autorizada ou de forma não autorizada. Ataque: ameaça concretizada. erros do usuário. e Acesso e uso não autorizado .impedimento deliberado de acesso aos recursos computacionais por usuários não autorizados. . erros de programação. Iindependentemente do tipo. fraude. Pode ser associada à probabilidade da ameaça ocorrer. Impacto: conseqüência de uma vulnerabilidade do sistema ter sido explorada por uma ameaça.

no planejamento e organização. A prática da auditoria é o meio fundamental para acompanhar este dinamismo e reduzir os riscos nas etapas atuais e futuras. O recurso são os instrumentos disponíveis à governabilidade de TI. a efetividade.11. o próprio processo se transforma antes mesmo de se ter um conhecimento profundo de suas etapas. sistemas de aplicativos. máquinas e ambiente que além de complexos. físicos e humanos em uma entidade a fim de garantir na informação: a eficiência.9. a fim de alcançar os objetivos de receber e distribuir pecúlio às outras secretarias. como meio de desenvolver este conceito. pois a eficácia administrativa está no domínio destes conhecimentos continuamente adquiridos. a confiabilidade e o cumprimento dos objetivos estabelecidos. a confidencialidade. A Governança de TI se alicerça em três pilastras: o domínio. A informação é o conteúdo que estabelece os critérios de qualidade para o negócio das Secretarias de Receita.41 3. tecnológicos. O domínio é a metodologia empregada. o recurso e a informação. dando-lhe suporte na monitoração. a disponibilidade. aumentado assim sua vulnerabilidade. interagem entre si. Isto a faz a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. a integridade. 2000). . dados. na aquisição e implementação e na distribuição e suporte (CobiT. Auditoria A auditoria envolve o exame de recursos: lógicos. No atual estágio do desenvolvimento da tecnologia de informação composta por pessoas. será baseado na tecnologia de auditoria CobiT. A metodologia de auditoria para que as Secretarias de Receita desenvolvam uma Governança de TI.

incêndio ou tempestade. e Desastres relacionados a seres humanos (comportamento). é geralmente chamado de desastre. três categorias de desastres podem afetar as organizações: • • • Desastres naturais (eventos). Se um evento for muito destrutivo. z=Recursos de Tecnologia da Informação. de continuidade das operações. falha de hardware. Desastres técnicos (panes). De forma geral. x* y* z= Governança de TI (figura baseada na metodologia CobiT de Auditoria) 3. de continuidade do negócio.Metodologia CobiT Dimensionamento da Auditoria: x=Domínio. y=Informação. as organizações podem tomar medidas de precaução para controlar o evento. e consequentemente as missões críticas e funções dos negócios.42 Figura 3 .12. Geralmente chamada de Plano de Contingência (também conhecido como plano de recuperação de desastre.9. ou de . Tais eventos podem ser uma queda de energia. Plano de Contingência Contingência de segurança computacional é um evento com potencial para interromper operações computacionais. t= Objetivo do negócio. Para evitar possíveis contingências e desastres ou minimizar os danos que eles causam.

c) Priorizar as funções críticas para manter a empresa em funcionamento. que primeiramente trata ameaças técnicas maliciosas tais como hackers e vírus. Deve haver uma cadeia de comando. d) Selecionar as estratégias do plano de contingência. O objetivo do Plano de Contingência é não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de grandes falhas ou desastres (ISO/IEC 17799:2000). e g) Ter flexibilidade. b) Possuir um objetivo claro que defina exatamento o que o plano vai realizar. Para a elaboração de um plano de contingência eficaz. Os planos de contingência devem ser desenvolvidos e implementados para garantir que os processos do negócio possam ser recuperados no tempo devido. b) Identificar os recursos que dão suporte às funções críticas. Tais planos devem ser mantidos e testados de forma a se tornarem parte integrante de todos os outros processos gerenciais (ISO/IEC 17799:2000). d) Verificar quais recursos financeiros estão disponíveis para o realizar o plano que for necessário. . esta atividade está intimamente ligada ao manejo de incidentes.43 retomada do negócio). f) Evitar um ponto único de falha para que o sucesso ou falha do plano inteiro não deve ficar sob a responsabilidade de uma única pessoa. um bom plano deve ser atualizado anualmente ou conforme a necessidade da empresa/organização. e) Implementar as estratégias de contingência. ou seja. descrevendo quem assume o controle por alguém se um funcionário morrer ou tornar-se inapto para desempenhar suas tarefas. Os seguintes passos devem ser seguidos no processo de elaboração de um plano de contingência: a) Identificar as funções críticas da organização. é crucial que se observem os seguintes elementos-chave: a) Obter o apoio da alta diretoria. e) Definir claramente as responsabilidades de todos os envolvidos estabelecendo antecipadamente quem é o responsável por cada tarefa de recuperação e exatamente o que essa responsabilidade significa. e f) Testar e revisar a estratégia. c) Antecipar potenciais contingências ou desastres.

Recuperação refere-se aos passos tomados para continuar o suporte às funções críticas. o processo de planejamento da continuidade do negócio deve considerar os seguintes itens: a) Definição e reconhecimento de todas as responsabilidades e procedimentos de emergência. Acordo de reciprocidade – Um acordo que permite que duas organizações apoiem uma a outra. ou híbrida a equipe de suporte precisa estar apta a preencher as seguintes funções: . Híbridas – Qualquer combinação acima. A estratégia utilizada para possibilitar a capacidade de processamento está agrupada nas seguintes categorias: • • • • • Hot site (instalações quentes) – Um prédio equipado de antemão com capacidade de processamento e outros serviços. incluindo a gerência de crise. fria. tal como usar um hot site como backup caso uma instalação redundante seja destruída por uma outra contingência. b) Implementação dos procedimentos de emergência que viabilizem a recuperação e restauração nos prazos necessários. e) Teste de atualização dos planos. recuperação e retomada. A resposta de emergência aborda as ações iniciais tomadas para proteger vidas e limitar danos. Site redundante – Um local equipado e configurado exatamente como o primeiro. Especial atenção deve ser dada à análise de dependência de recursos e serviços externos aos negócios e aos contratos existentes.44 De acordo com a ISO/IEC 17799:2000. Seja qual for o tipo de instalação. d) Treinamento adequado da equipe nos procedimentos e processos de emergências definidos. quente. Cold site (instalações frias) – Um prédio para abrigar processadores que podem ser facilmente adaptados para uso. Retomada é o retorno às operações normais. De acordo com o NIST Handbook a estratégia de um plano de contingência consiste de três partes: resposta de emergência. c) Documentação dos processos e procedimentos definidos.

1.10. proteger a confidencialidade. quanto como uma unidade operacional. Para que uma mensagem seja cifrada utilizam-se uma ou mais chaves (seqüência de caracteres) que serão embaralhadas com a mensagem original. A criptografia é tão antiga quanto a própria escrita. FERRAMENTAS DE SEGURANÇA Com base no levantamento dos riscos. apresentamos a seguir algumas das ferramentas de segurança mais freqüentemente utilizadas. 3. autenticidade e integridade das informações. somente depois da Segunda Guerra Mundial. o nível apropriado de proteção deve ser identificado levando-se em conta o tipo e a qualidade do algoritmo criptográfico usado e o tamanho das chaves a serem utilizadas (ISO/IEC 17799:2000).45 • • • Armazenar cópias do plano contra desastres da empresa. 3. Criptografia A criptografia tem como objetivo. Baseado na análise de risco. Permitir que sua empresa funcione tanto como uma unidade administrativa. O trabalho criptográfico formou a base para a ciência da computação moderna. Estes algoritmos. Algoritmos Criptográficos Existem dois tipos básicos de algoritmos criptográficos que podem ser utilizados tanto sozinhos como em combinação. chave única e chave pública e privada. e Armazenar backups de dados e a biblioteca de software. Técnicas e sistemas criptográficos devem ser usados para a proteção das informações que são consideradas de risco e para aquelas que os outros controles não fornecem proteção adequada. são usados para diferentes aplicações e deve-se analisar qual é o melhor para cada caso.1. com a invenção do computador. 3. Estas chaves devem ser .10.10. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança das informações. Os romanos utilizavam códigos secretos para comunicar planos de batalha. o uso da criptografia tomou maior impulso em seu desenvolvimento. Contudo.1.

National Bureau of Standards) lançou em 1997 uma competição aberta para o sucessor do DES. DES Triplo (Triple DES) . se for seguro. Neste. o algoritmo de criptografia Rijndael. . também chamado de algoritmo de chave simétrica. ele é relativamente rápido e é usado com freqüência para criptografar grandes volumes de dados de uma só vez. Vistos os anúncios da possibilidade do cálculo da chave secreta do DES por força bruta estarem sendo cada vez mais viáveis economicamente em função inclusive do tamanho desta chave (56 bits). Algoritmos de Chave Simétrica DES (Data Encryption Standard) . e esta deve ser mantida em segredo.46 mantidas em segredo.1. Para quem desconhece a chave K é computacionalmente difícil obter-se y a partir do conhecimento de x se o algoritmo for bem projetado. Projetado para ser implementado em componentes de hardware. sendo que das cinco finalistas foi escolhido. um texto legível (informação aberta) – x . o sistema usa a mesma chave tanto para a cifragem como para a decifragem dos dados.10. entre duzentos. incluindo a SSL (Secure Sockets Layer) e a maioria das alternativas mais seguras do IP.10.em um texto ilegível (informação criptografada) – y – O texto y é transmitido para o destino onde y é decriptografado pelo algoritmo inverso f –1 (y) obtendo-se o texto legível – x – se e só se o destinatário conhece a chave K. isto é. 3. chamado AES – Advanced Encryption Standard. O DES utiliza uma chave de 56 bits e opera em blocos de 64 bits. O primeiro tipo de algoritmo que surgiu foi o de chave única. produzido por dois Belgas. O DES é usado em muitas aplicações mais seguras da Internet. Criptografia Simétrica A Criptografia Simétrica consiste em transformar.3. Nesta competição foram apresentadas 18 propostas. utilizando-se uma chave K e uma função y=f(x).1. a NIST (National Institute of Standards in Technology antiga NBS . 3. pois somente com o conhecimento delas é que se poderá decifrar a mensagem. a qual deve ser utilizada no algoritmo inverso f –1 (y).Uma cifra de bloco criada pela IBM e endossada pelo governo dos Estados Unidos em 1977.O DES triplo é uma evolução do DES. no qual um bloco de dados é criptografado três vezes com diferentes chaves.2.

3. Opera com blocos de textos em claro no tamanho de 64 bits e possui uma chave de 128 bits. mas deve ser conhecido pelas partes de uma comunicação) e um par de chaves (conhecidas como chave privada e chave pública) e que tem. basicamente. que deve ser divulgada entre as partes de forma sigilosa. O IDEA (International Data Encryption Algorithm) foi criado em 1991. RC2 e RC4 . pois ambos são cifras de bloco.Ron Rivest da RSA DSI (Data Security Inc. visto que alguns observadores temiam que essa mudança poderia introduzir uma armadilha e poderia permitir que um atacante decifrasse mensagens criptografadas pelo DES sem testar todas possíveis chaves. sendo que o mesmo algoritmo é usado para cifrar e decifrar os textos.10.4. ao passo que o RC4 é 10 vezes mais rápido que o DES. 192 e 256 bits ou maiores e ser executado eficazmente em um grande número de ambientes. Esta solução é composta basicamente de um algoritmo de criptografia e de decriptografia (o qual pode ser ou não de conhecimento público. sendo projetado para ser facilmente calculado em softwares. Criptografia Assimétrica O problema da criptografia simétrica é que as partes na comunicação devem conhecer a mesma chave. Os S-boxes são tabelas não-lineares que determinam como o algoritmo de criptografia substitui bytes por outros.) projetou essas cifras com tamanho de chave variável para proporcionar uma criptografia em alto volume que fosse muito rápida. as seguintes premissas: . Pode ser usado como substituto do DES. É bastante forte e resistente a várias formas de criptoanálise. o RC2 é aproximadamente 2 vezes mais rápido do que o DES. Em softwares. enquanto o DES foi projetado principalmente para hardware Outro problema do DES foram as mudanças propostas pela NSA nas S-Boxes do algoritmo original (Lucifer). Como solução para tal situação temos o algoritmo de chaves assimétricas.1. cartões inteligentes. softwares de computador e browsers.47 Algumas das vantagens do AES são: poder usar chaves de 128. pois se um terceiro elemento não autorizado tiver acesso à chave poderá comprometer a segurança atribuída pela criptografia.

1. de forma confiável. . maior o número de possíveis combinações e. Uma chave não pode ser descoberta a partir da outra (mesmo conhecendo o algoritmo de criptografia e de decriptografia e tendo a informação criptografada). e modificado posteriormente. teoricamente. Um dos parâmetros para se medir a resistência de um algoritmo é o tamanho de suas chaves. visto que pode ser “quebrado” por um intruso que capta toda a troca de informações. geralmente. 3. ele solicita a chave pública de B. como por exemplo A e B. Algoritmos de Chave Assimétrica Dentre os diversos algoritmos de chave assimétrica destacam-se: Diffie-Hellman – Protocolo para troca de chaves. maior a resistência do algoritmo contra ataques. algoritmos assimétricos são utilizados apenas para estabelecer sessão e a troca. Se A deseja enviar a B. criado antes do RSA. é feita como se segue: • • • • Tanto A quanto B possuem. um par de chaves (pública e privada). A criptografa a informação com essa chave e envia a B. Por isso. cada um. Quanto maior o número de bits das chaves. Algoritmos assimétricos (ou de chave pública e privada) são muito complexos sendo que as chaves utilizadas são números primos entre si e de valores muito grandes. de uma chave simétrica.10. De pose da chave pública de B. Dessa forma a comunicação entre duas partes.48 • • A informação criptografada por uma chave só pode ser decriptografada pela outra. o que torna muito lenta a cifragem e decifragem de uma grande quantidade de dados. e • A chave pública de uma entidade é amplamente divulgada sendo que a chave privada só é de conhecimento da mesma. entre as partes envolvidas na comunicação.5. e A mensagem criptografada com a chave pública de B só pode ser decriptografada pela chave privada de B.

a partir de um texto legível de tamanho m. Miller e Rabin – Outro algoritmo de criptografia assimétrica muito usado. Baseado na dificuldade computacional de se fatorar um número inteiro muito longo (por exemplo 512 bytes de tamanho) em dois números primos.49 RSA . PKI (Public Key Infrastructure) É o processo de certificação digital que possibilita a identificação inequívoca da identidade. mas é considerado um algoritmo bastante rápido além de seguro. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. etc. Consiste de algoritmos que utilizam chaves privada e pública para.2. 3. 3. Uma PKI é utilizada para prover a identificação de uma entidade eletrônica (usuário. O RSA é um algoritmo que gera assinaturas digitais de 160 bits para mensagens de qualquer tamanho.. porém tem uma performance em média 50% inferior. Algoritmos para Geração de Assinatura Digital.10. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. gerar uma informação criptografada de tamanho n onde n é muito menor que m.10. É considerado mais seguro que o MD5. baseado na troca de chaves criptografadas.É um algoritmo criado e patenteado pela RSA Data Security Inc. Os algoritmos mais conhecidos são o MD5 (Message Digest 5). computador. . procedência e conteúdo das informações. Um dos fatores que determinam a popularidade do RSA é o fato de ele também poder ser usado para assinatura digital (ver 3.6. porém com uso liberado para quaisquer aplicações. no sentido de que se pode concluir falsamente que o número inteiro é primo mas com baixa probabilidade. que é um aprimoramento do MD4.1. Tal função em um algoritmo assimétrico é conhecida como função de Hash ou de Espalhamento. Similar ao RSA mas é um algoritmo probabilístico.) na Internet.10. e o RSA. também usado para gerar assinaturas digitais de 128 bits para mensagens de qualquer tamanho.2 – PKI).

Os usuários da PKI podem descobrir o status atual de um certificado digital utilizando o processo Real-time Online Certificate Status Checking. o qual possui o nome.Autoridade Registradora): Registra novos usuários.Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking: . chave pública (ver criptografia assimétrica) e outros dados de um usuário. É usado para validar uma assinatura digital que pode ser anexada a um e-mail ou formatos eletrônicos. Validação: verificação se o certificado está ou não expirado e se as informações nele são verdadeiras. RA . CA 3 – Checando e Validando 1 – Certificado Emitido Usuário 2 – Certificado Enviado www.gov. Neste caso a chave somente pode ser utilizada quando o token for inserido no computador (um exemplo é o smart card).(Certificate Authorities – Autoridade Certificadora) : Responsável por criar. Quando o mesmo não é mais válido é marcado pela CA como revogado.br Figura 4 . As chaves privadas são armazenadas em um hard disk ou em um Token.50 A identificação digital de um usuário é chamada de Certificado Digital. Revogação: um certificado não pode ser apagado ou reutilizado.(Registration Authorities . Uma PKI é composta dos seguintes componentes: • • CA .df.sef. Podemos citar ainda outros conceitos utilizados em PKI: • • • Certificação: é o processo de associação de uma chave pública a um usuário. distribuir e revogar certificados digitais.

10.3.2.10. O firewall de uma rede não é apenas um roteador ou servidor para defesa. É um dos elementos utilizados para segmentar a rede e criar um perímetro de defesa definido em uma política de segurança. que cria a assinatura digital utilizando a chave pública do remetente e compara com a assinatura recebida. seja ela uma intranet ou internet. com o objetivo de oferecer segurança às informações que trafegam na rede. Firewall Firewall é um sistema baseado em software ou hardware capaz de controlar o acesso entre duas redes ou sistemas. Assinatura Digital As assinaturas digitais fornecem os meios para proteção da autenticidade e integridade de documentos eletrônicos (ISO/IEC 17799:2000). uma combinação de elementos. É na verdade. gera um alarme antes que ocorra efetivamente um ataque ou suceda algum problema no trânsito dos dados. Um dos maiores benefícios do firewall é o de facilitar o trabalho do administrador da rede que consolida a segurança no sistema de firewall evitando distribuir todo um esquema de segurança por cada um dos servidores que integram a rede privativa. A assinatura digital somente pode ser decriptografada e verificada usando-se a chave pública embutida no certificado digital do remetente. a qual é enviada. impedindo acessos indevidos e ataques. uma cópia da mensagem é criptografada (algoritmo Hash) usando a chave privada (assinatura digital). Uma empresa pode correr risco. de checar o status de um certificado requer que os usuários da PKI façam um download de uma lista de certificados revogados (CRL) pela CA. 3. pelo fato de possuir uma CRL desatualizada.1. caso apareça alguma atividade suspeita. Para criar uma assinatura digital para uma mensagem de e-mail. por exemplo. 3. O maior problema das CRLs é o fato de que muitos certificados são revogados por dia. garantindo assim que uma mensagem não foi falsificada por terceiros. O firewall oferece um ponto de segurança que pode ser monitorado e. junto com a mensagem de e-mail e o certificado digital do remetente para o destinatário. de estar confiando em um certificado que acabou de ser revogado.51 Outro modo. menos confiável. .

os quais devem ser monitorados regularmente. mas não é capaz de compreender o contexto todo deste serviço. Um firewall não pode proteger a rede contra os seguintes ataques: • • • • Backdoors (portas dos fundos) . Tudo que não é especificamente proibido é permitido.52 A preocupação principal de um administrador de rede são os múltiplos acessos à Internet que podem ser controlados através do firewall. Um firewall típico se compõe de uma ou mais combinações dos seguintes obstáculos: • • • Roteador filtra-pacotes. é proibido. e Gateways a nível de circuito. . os seguintes critérios devem ser observados: endereços de IP origem e destino.modem conectado à rede interna e à Internet via telefônica. O problema do filtro de pacotes IP é que não pode prover um controle eficiente sobre o tráfego. números de porta TCP origem e destino. Gateways a nível de aplicação. De engenharia social. e Possíveis ataques em transferência de dados. Quando se avalia um roteador para ser usado para filtragem de pacotes. e direção do fluxo de pacotes. Vírus passados internamente através de arquivos e softwares. Cada um destes pontos de acesso significa um ponto potencial de ataque à rede interna. Isto ocorre quando aparentemente dados inofensivos são enviados e copiados em um servidor interno e executados despachando um ataque. As premissas do sistema de firewall que descrevem a filosofia fundamental da segurança da organização são as seguintes: • • Tudo que não é especificamente permitido. Ele pode permitir ou negar um serviço em particular. por exemplo. números de porta UDP origem e destino. estado do bit ACK no pacote TCP. O roteador toma decisões de recusar ou permitir a entrada de cada um dos pacotes que são recebidos. O roteador examina cada datagrama para determinar se este corresponde a um dos seus pacotes filtrados e se foi aprovado por suas regras de filtro.

Conhece os estados de cada comunicação que passa pela máquina do firewall. Servidores de segurança fazem a verificação do conteúdo de acordo com a definição do usuário. Esta configuração permite ao roteador externo bloquear qualquer tentativa de usar a camada IP subjacente para quebrar a segurança. Apesar disso.4. Um dos maiores defeitos dos softwares de prevenção é que a maioria deles não consegue evitar a contaminação do segmento de boot. enquanto permite ao servidor proxy tratar potenciais furos de segurança nos protocolos das camadas superiores. conexão e informação de aplicação. Permite uma verificação a nível de camada de aplicação sem requerer um proxy para cada tipo de serviço segurado. 3. 3. Softwares de Prevenção Os programas de prevenção permanecem residentes em memória durante todo o período de uso do computador. incluindo pacote. negando todas as outras. assegurando integridade e disponibilidade das informações.10. Anti-Vírus Anti-vírus é um software capaz de detectar e eliminar viroses de computador. A razão é simples: a contaminação do segmento de boot acontece durante a inicialização da máquina.1. Os firewalls podem ser uma grande ajuda quando se está implementando segurança em um site e protegem contra uma variedade de ataques. O maior esforço atual em técnicas de firewall é encontrar uma combinação de um par de roteadores de filtragem com um ou mais servidores proxy na rede entre dois roteadores. O Statefull Inspection é um firewall composto por um filtro de pacotes mais inteligente. Mas são apenas uma parte da solução. Eles acompanham todos os processos do sistema. A finalidade do roteador interno é bloquear todo tráfego exceto para o servidor proxy. Esses programas filtram os acessos a arquivos feitos por outros programas.10. quando o software antivírus nem foi carregado para a memória. atentos para sinais de contaminação ou reprodução do vírus.4. após a . Eles não podem proteger seu site contra todos os tipos de ataques. O gateway de aplicação pode também exercer a função de um servidor proxy o qual é utilizado para concentrar serviços de aplicação através de uma única máquina.53 O gateway de aplicação pode ser configurado para suportar unicamente as características específicas de uma aplicação que o administrador considere relevantes.

10. isto é.54 inicialização do computador conseguem identificar a contaminação e indicam o procedimento para a remoção do vírus. Os softwares antivírus que usam essa técnica têm sido muito bem sucedidos na identificação de uma grande variedade de vírus digitais. memória e interrupções do computador). a área do disco será identificada e o usuário. . comparar a imagem do disco original contra a atual.4. Depois disso. Esse tipo de programa de detecção cadastra todas as informações críticas do sistema na hora da instalação inicial de cada pacote de software.2.4. Os programas de detecção são mais eficazes que os de prevenção e detectam qualquer tipo de vírus. o programa efetua uma alteração no arquivo contaminado.10. 3. 3.3.10. incluindo o sistema operacional e o segmento de boot. Requisitos Básicos de um Antivírus A seguir estão alguns requisitos básicos que um software antivírus deve possuir: • Capacidade de monitorar todo o tráfego de arquivos e informações e o sistema computacional (programas/processos em execução. tentando restaurar seu formato original. O vírus será identificado pelo programa que pesquisa no disco rígido a procura de características internas e específicas de cada tipo de vírus nele cadastrado.4. Softwares de Detecção Os programas de detecção baseiam-se no princípio de que uma contaminação pode ser localizada e contida imediatamente após ter ocorrido. uma verificação rotineira é executada para comparar as informações cadastradas com as atuais. A forma mais eficaz de proteção disponível atualmente é alcançada por produtos que usam a técnica que cria uma imagem do disco. Se traços de contaminação forem detectados. Software de Identificação Esse tipo de programa antivírus somente funciona nos casos em que o vírus que contaminou o sistema é conhecido. Os programas detectam o vírus por meio das pistas deixadas por eles durante a invasão do sistema.4. 3. Uma vez localizado o vírus. alertado.

sobretudo nos casos em que enlaces internacionais ou nacionais de longa distância estão envolvidos. e Opção inteligente para atualização via internet (HTTP e FTP). excluir. . ZIP2EXE. As LANs podem. vírus de macros para arquivos produzidos pelos produtos/softwares do MS-Office. VPN (Virtual Private Network) Sistema implementado por software ou hardware capaz de assegurar uma conexão de dados segura em meios públicos (como a internet) através de mecanismos de autenticação e criptografia.55 • • Capacidade de detectar vírus quando o arquivo estiver sendo executado. • Detectar e tomar medidas de prevenção para todos os tipos de vírus (vírus de inicialização. applets Java. VB Script e outros códigos). vírus polimorfos. SMTP ou POP3) e para arquivos e informações provenientes da rede de computadores a qual o equipamento está conectada. controles Active X. • • • Detectar e tomar medidas de prevenção em arquivos compactados. vírus de programa. ARJ. para os formatos PKZIP. Uma VPN garante a segurança (modificação e interceptação) de dados transmitidos pela Internet e a redução de custos com comunicação corporativa. FTP. Tomar medidas de prevenção com as seguintes opções de configuração: limpar. Links dedicados podem ser substituídos pela Internet. ZIP. através de links dedicados ou discados. “Cavalos de Tróia”. Oferecer em tempo real para downloads da Internet (via HTTP.5. Esta solução pode ser muito interessante sob o ponto de vista econômico. Ser ativado/inicializado toda vez que o computador for ligado. copiado. no mínimo. 3. conectar-se a algum provedor de acesso local e interligar-se a outras LANs. arquivo local de rede e executável.10. • • Detectar e tomar medidas de prevenção contra vírus desconhecidos pela ferramenta antivírus ofertada. RAR e CAB. possibilitando o fluxo de dados através da Internet. renomeado ou aberto. tornar inacessível o arquivo contaminado ou apenas avisar sobre arquivo infectado. movido. por outro programa.

Um cliente VPN é requerido no equipamento do usuário móvel (alguns sistemas operacionais como o Windows 2000 suportam o protocolo PPTP). conectando-se à Internet e o software de VPN cria uma rede virtual privada entre o usuário remoto e o servidor de VPN corporativo através da Internet. A informação enviada entre as redes passa por um gateway VPN que forma o túnel. como um datagrama IP normal. Na comunicação remota o protocolo de comunicação para transmissão segura é o PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol). Uma VPN pode ser implementada de dois modos: tunelamento e por pacote. A estação remota disca para o provedor de acesso. Para se implementar uma VPN entre duas redes (ou até mesmo um notebook ou um computador de casa e uma rede LAN) interconectadas através de uma terceira rede (esta pública como a internet ou até mesmo frame-relay. Para a implementação de uma VPN é necessário o uso de Gateway ou roteador VPN (alguns roteadores de borda fazem este papel) que crie o túnel de comunicação segura. que é a extensão do PPP usado em conexões dial-up tradicionais. restringindo acessos indesejados através da inserção de um servidor VPN entre elas. por exemplo. O servidor VPN não irá atuar como um roteador entre a rede departamental e o resto da rede corporativa uma vez que o roteador permitiria a conexão entre as duas redes autorizando o acesso de qualquer usuário à rede departamental sensitiva.25) deve-se utilizar em cada uma um gateway VPN (que inclusive pode ser um software de comunicação ou até o próprio sistema operacional que utiliza protocolo de comunicação que suporta VPN em um notebook por exemplo).56 O acesso remoto a redes corporativas utilizando a Internet pode ser viabilizado com a tecnologia VPN através da ligação local a um provedor de acesso. As VPNs possibilitam a conexão física entre redes locais. sendo que o primeiro é o mais usado. Adicionalmente. Depois. encapsula e criptografa a informação a nível de rede (padrão atual é IPSEC). o pacote criptografado é roteado e enviado via internet. . ATM ou X. toda comunicação ao longo da VPN pode ser criptografada assegurando a confidencialidade das informações.

57 3. Troca de chaves de um modo eficiente. O padrão IPSec provê segurança a nível de autenticação. De forma geral. impedindo a leitura por ataques de monitoração de tráfego. Esta solução é chamada de IPSec (IP Security Suite).1. então ele adiciona um novo header contendo o IP destino do gateway VPN. IPSec O problema das soluções de segurança. um subgrupo do IETF (Internet Engineering Task Force) desenvolveu um padrão para comunicação TCP/IP de forma genérica. e Manter estes requisitos durante a conversação. WAN e Internet utiliza o controle de roteamento baseado na camada de rede. confiabilidade e confidencialidade. A autenticação do AH difere do ESP porque a autenticação do AH não protege as informações que estão no cabeçalho do pacote IPSec. a nível de camada de aplicação. o IPSec criptografa o pacote IP. AH (Authentication Header) – Depois de criado o novo header. Desta forma. algoritmos de criptografia e chaves a serem utilizadas na sessão. IKE (Internet Key Exchange) – Para as parte envolvidas em uma transmissão de dados segura se comunicarem é preciso serem concluídas três etapas importantes: • • • Negociação entre as partes sobre protocolos.10. onde o header e o payload do datagrama IP são encapsulados e criptografados (utilizando algoritmo simétrico) no novo payload do IPSec. é que são específicas para um ou outro serviço/aplicação. Os procedimentos utilizados são os seguintes: ESP (Encapsulating Security Payload) – O ESP possibilita a construção de túneis (tunelamento) criptografados. mesmo porque alguns campos são alterados à medida em que atravessam a rede em função do roteamento. o payload agora é autenticado com algoritmos de hash (assinatura digital). O IPSec funciona como uma subcamada logo acima da camada IP. Toda a comunicação LAN. para garantir a segurança. este deve ser autenticado. Como parte final da operação. Como resposta a isto. A autenticação deve suportar algoritmos de hash específicos e que estejam dentro do padrão IPSec. o IPSec oferece a vantagem de esconder da Internet os endereços IP originais. .5.

é crucial que o IDS funcione conforme a expectativa da organização que o está implementando.58 O IKE funciona basicamente em duas fases: a primeira é o estabelecimento de uma sessão segura (utilizando-se chaves assimétricas) e a segunda é a negociação da troca das chaves. enquanto que um sistema que se proponha a monitorar protocolos dinâmicos de roteamento pode considerar apenas RIP spoofing.6. Um intruso mais esperto que perceba que um IDS foi implementando em uma rede que ele está atacando irá muito provavelmente atacar primeiro o IDS tentando desabilitá-lo ou forçando-o a dar informações falsas (distraindo o pessoal de segurança do verdadeiro ataque). Devido a sua importância dentro de um sistema de segurança. Ao fornecer informações ao administrador do site. 3. Desta forma. que é o uso não autorizado ou inadequado de um sistema de computação. os IDSs compartilham uma definição geral de intrusão. Um sistema tentando detectar ataques contra servidores Web pode considerar apenas pedidos maliciosos HTTP. Diferentes IDSs têm diferentes classificações de intrusão. como também tentativas de notificação de novos ataques não previstos por outros componentes. como também uma perigosa falsa sensação de segurança. o IDS permite não apenas a detecção de ataques explicitamente endereçados por outros componentes de segurança (tais como firewalls). servem para desestimular futuros ataques.10. e até certo ponto. Dadas as implicações de falhas em um componente do IDS. IDS (Intrusion Detection System ) A detecção de intrusos é uma tecnologia de segurança capaz de identificar e isolar intrusões contra um sistema de computação e iniciar procedimentos de alerta e contraataque. o administrador do site precisa poder confiar na informação fornecida pelo sistema. Sistemas com falhas não só fornecem menos informações. Independente do tipo. Os IDSs também fornecem informação que potencialmente permitem às organizações descobrirem as origens de um ataque. é correto presumir que os IDSs em si são alvos óbvios para ataques. Para que o IDS seja útil. . A detecção de intrusos é um componente importante de um sistema de segurança e complementa outras tecnologias. os IDSs tentam fazer com que os “atacantes” se tornem responsáveis por suas ações.

10. 2) Os backups devem ser objeto de proteção física e ambiental compatíveis com os padrões utilizados no ambiente principal.7. contudo pode ser facilmente negligenciado quando tudo parece estar funcionando bem. ópticos e outros. Backup Sistema que possibilita a reprodução e a posterior restauração de informações a partir de meios magnéticos. Procedimentos alternativos para sistemas independentes devem ser regularmente testados para a garantia de que eles satisfaçam os requisitos dos planos de continuidade de negócios. (ISO/IEC 17799:2000). várias empresas só descobrem a importância da implementação de um bom . 3. juntamente com o registro completo e atualizado destas cópias e com a documentação dos procedimentos de recuperação. Recursos e instalações alternativos devem ser disponibilizados de forma a garantir que todos os dados e sistemas aplicativos essenciais ao negócio possam ser recuperados após um desastre ou problemas em mídias. Fazer backup dos dados e programas de uma rede é uma das ferramentas de segurança mais fáceis e baratas de serem implementadas em uma organização. de modo a garantir a sua confiabilidade de uso quando for necessário em caso de emergência. Os controles adotados para as mídias e para o ambiente principal devem ser estendidos para o ambiente alternativo. 3) As mídias utilizadas para backup devem ser periodicamente testadas. Backup dos dados essenciais do negócio e de arquivos de programa devem ser feitos regularmente. devem ser mantidos em local remoto a uma distância suficiente para livrá-los de qualquer dano que possa ocorrer na instalação principal. sempre que possível. e 4) Os procedimentos de recuperação devem ser verificados e testados periodicamente para garantia de sua efetividade e de que podem ser completados dentro do prazo determinado nos procedimentos operacionais para recuperação. Os seguintes controles devem ser considerados: 1) Um nível mínimo de cópias de segurança. Infelizmente. ele precisa ser projetado e implementado com um entendimento claro sobre os meios específicos pelos quais ele pode ser atacado.59 Para que um componente de software possa resistir a ataques.

60 plano de backup quando perdem seus dados por um acidente na sala do servidor. através do Algoritmo RSA – MD5 utilizando a senha do usuário. deve informar as suas credencias (nome. como o PAP e o CHAP. ou por um descuido de algum usuário apagando todos os seus arquivos. Neste caso. A negociação entre o usuário e o RADIUS se dá basicamente da seguinte forma: Todo usuário. A segurança da confidencialidade da senha está no fato do RSA ser um algoritmo de Hash (a mensagem original não pode ser obtida através do conhecimento da chave e da mensagem criptografada). CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) – O mais utilizado em autenticação RADIUS. as quais são analisadas pelo RADIUS.8.Network Access Server) passa a ser um cliente do servidor RADIUS (também conhecido como proxy RADIUS). Este desafio consiste em criar um Message Digest. a senha segue criptografada entre o RAS e o RADIUS por uma chave conhecida por ambos os servidores. O RADIUS valida o usuário e retorna ao RAS as permissões e configurações do usuário (access-accept) ou rejeição de acesso (access-reject). Neste caso é enviado pela rede um desafio. PAP (Protocolo de Autenticação de Senha) . e outras quando necessário).10. sobre o protocolo PPP.o usuário envia a sua senha aberta na rede e o servidor retorna as permissões do usuário. O servidor RAS encaminha ao proxy RADIUS um pedido de acesso contendo as credenciais do usuário (access-request). Um servidor RAS (ou qualquer servidor NAS . O servidor RAS envia o Message recebido ao servidor RADIUS que conhece a senha do usuário e que a utiliza para criar um Message Digest e comparar com o recebido. senha. As funções primárias do servidor RADIUS são autenticação e autorização de usuários remotos (dial-up) para conexão a uma rede. RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) O RADIUS é um padrão utilizado para autenticação remota. O RADIUS opera tanto com mecanismos de autenticação do Unix e Windows quanto com protocolos de autenticação. ao conectar-se a um servidor RAS. 3. .

Este mecanismo está sujeito à ocorrência de três situações: identificação com sucesso. O mesmo acontece com a captura da imagem do olho para o reconhecimento da íris que é realizado por uma câmera de vídeo especialmente projetada para trabalhar com maior sensibilidade capaz de registrar todos os detalhes de um olho. o que permite o reconhecimento ao longo da vida. A impressão digital. Quando ocorre uma troca na identificação do interlocutor estamos diante de um fato denominado falso-positivo. se as características biométricas apresentadas são muito parecidas com as armazenadas. rápido e economicamente viável. ou seja. Na observação de uma carteira de identidade é possível identificar rapidamente seu proprietário pela foto mas não pela impressão digital que requer um complexo processo de análise comparativa que a mente humana não está acostumada a fazer. Por fim. O reconhecimento das pessoas é realizado por meio da comparação das características biométricas. quando o interlocutor já é conhecido mas não é prontamente identificado estamos diante de um fato denominado falso-negativo. um processo automatizado de reconhecimento biométrico dos traços digitais pode ser altamente confiável. Esta abordagem confirma a unicidade e estabilidade destas características. Um scanner de impressão digital é um dispositivo de dimensões reduzidas com as mesmas funcionalidades de scanner de mesa. Existem atualmente dois métodos de reconhecimento: reconhecimento 1:1 e reconhecimento 1:N. O primeiro aplica-se às senhas. geometria da mão. Cada tecnologia de identificação possui seu próprio mecanismo de captura de dados. especializado na captura de digitais humanas. Exemplificando. retina. íris. onde o usuário se identifica por meio de um código alfanumérico e apresenta sua identificação biométrica.10. quando se atende o telefone há grandes chances de se identificar o interlocutor pela voz e em algumas vezes errar no reconhecimento.61 3. voz. cujo índice de similaridade vai determinar o sucesso da identificação. neste caso temos uma identificação com sucesso. A identificação biométrica procura trabalhar como a mente humana. Quando ocorre o acerto. este advém do fato da voz do interlocutor possuir muitas características em comum com a correspondente já memorizada. face e velocidade de digitação são características que permitem a identificação de usuários. Biometria A biometria é o estudo das características mensuráveis do ser humano que possibilitam o reconhecimento de um indivíduo. porém. o falso-positivo e o falso-negativo.9. restando ao sistema . No entanto. neste caso o sistema confirma a identidade do usuário.

o host desconecta a ligação logo após a chamada e a seguir liga para o número de telefone autorizado do terminal remoto para restabelecer a conexão.10.11. Exemplificando. Após a troca de informação de identificação o equipamento do usuário derruba a chamada e aguarda a solicitação de conexão do servidor RAS. este processo pode ocorrer da seguinte forma: o usuário através de sua linha telefônica solicita conexão ao servidor RAS. é pouco utilizado devido a sua alta complexidade pois o usuário deverá ser identificado apenas por suas características biométricas (impressão digital. O mesmo. etc. portanto esta tecnologia pode ser aplicada para permitir ou negar acesso físico a ambientes protegidos além de controlar acessos lógicos a sites de serviços eletrônicos.62 comparar as características desta com aquelas já armazenadas. Desta forma. No procedimento call back. com a identificação do ponto discado. íris. . a extração de partes do corpo humano para forjar uma presença inexistente não obterá êxito numa possível fraude. O método de reconhecimento 1:N. e Autenticação por sincronismo. voz.10. Tais mecanismos baseiam-se em dois métodos diferentes: • • Desafio e Resposta. efetua nova chamada ao ponto remoto utilizando o número telefônico anteriormente informado como sendo do usuário.) a partir de inúmeras comparações que resultam na escolha de um conjunto já armazenado e que mais se aproxima daquele capturado. 3. Call Back É o procedimento para identificar um terminal remoto. É um mecanismo utilizado pelo servidor RAS para garantir a autenticidade do ponto remoto que deseja acessar a rede. Token Card Dentre um variado número de protocolos para verificação da autenticidade de usuários encontramos um modelo baseado em Cartões de Identificação comumente conhecidos por token card ou smart card. A identificação biométrica leva em conta características dos seres na presença de vida. 3.10.

e c) O token card transmite ao servidor a senha obtida e este a compara com outra gerada em seu ambiente. b) O usuário informa um número de identificação pessoal (PIN) a seu token card e obtém como resultado um número representando sua senha para ser usada uma única vez no servidor. .63 O esquema baseado em desafios e respostas pressupõe a pré liberação controlada de um semi identificador do usuário que irá compor sua identificação completa no ato da entrada no sistema. e O usuário então insere este número em seu token card. o mesmo é cifrado junto com a chave do usuário contida no cartão transformando-se numa resposta que é enviada para o servidor. caso as mesmas sejam equivalentes o acesso do usuário à rede é permitido. denominado desafio. resumidamente. Este método. Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha Na autenticação por sincronismo ocorrem os seguintes passos: a) O usuário efetua seu login de acesso no servidor que emite um prompt para receber um código de acesso. O esquema a seguir demonstra o funcionamento do mecanismo de desafio/resposta. que aparece em sua tela. que o autentica ou não caso essa resposta esteja de conformidade com informações de sua base de dados. e este emite um prompt para que o mesmo efetue seu login. funciona da seguinte forma: a) b) c) O usuário aciona o servidor de autenticação. O usuário informa seu ID pessoal para o servidor e este retorna-lhe um número aleatório.

Figura 6 – Autenticação com Sincronismo A utilização de um dos dois sistemas faz com que o usuário tenha que carregar um dispositivo tal qual um cartão de crédito.64 O esquema a seguir ilustra o mecanismo de autenticação com token card realizado por sincronismo. . para providenciar suas credenciais de autenticação.

Não haveria como realmente estimar os custos envolvidos na expansão da área de segurança em virtude de rápida evolução tecnológica no setor. porque também inclui a ocorrência de acidentes ou de falhas não intencionais. Contudo. A comunidade dos hackers atualmente é estimada em cerca de 3. por quase todas as unidades da federação. O surgimento dos hackers tem assustado.65 4. • • A transparência ou amplas facilidades de acesso à informação pública pelo cidadão. A busca da mais ampla capilaridade. com vistas a apreciação do Programa Nacional de Apoio à Administração Fazendária dos Estados e Municípios – PNAFEM. onde aparecem com freqüência os seguintes temas: • A busca de meios para suprir uma oferta continuada de serviços demandados pela população. são criados na Internet cerca de 10 novos vírus por dia. CONTEXTUALIZAÇÃO As conseqüências da expansão das comunicações eletrônicas sobre os serviços ofertados pelos Governos à sociedade são objeto de prognósticos que destacam a velocidade e amplitude surpreendentes dos impactos esperados. especificamente daquelas responsáveis pela administração tributária. segundo dados de pesquisas do Gartner Group. 800 bulletinboards contendo o que poderia ser qualificado como “receitas” de assalto aos sistemas. A segurança aparece hoje como responsável por 81% das intenções de investimento. constatamos junto às cartas consultas encaminhadas ao Ministério da Fazenda desde 1997. e .4 bilhões anuais decorrentes de ataques aos sistemas de transações eletrônicas (dados do The Management Advice Group). criatividade e flexibilidade. impondo o desafio da elaboração de respostas com idêntica agilidade. a questão da segurança não pode se limitar ao problema dos ataques a sistemas. a formação de uma clara agenda de questões a serem enfrentadas pelo citado segmento do setor público. além de aproximadamente 50 publicações especializadas. dentro de uma nova concepção que pode ser sintetizada na simbologia “24x7”.500 sites na Internet. Segundo a Network Associates. As ameaças à segurança das comunicações eletrônicas provocam uma perda estimada de cerca de US$ 84. Tratando das organizações governamentais brasileiras.

a detecção e a reação a ataques ou a falhas. em especial: • • • • • Conhecimento das ameaças que rondam seus negócios. Conforme aponta a sétima pesquisa Módulo Security. Desenvolvimento de uma cultura de segurança. Dessa forma. Para o Estado além da preocupação com a melhor forma de aplicação interna das novas tecnologias em consonância com seus aspectos organizacionais e demandas da sociedade. segurança não é simples proteção. No âmbito de qualquer organização. Aspecto importante é o indício de que os dados a respeito da criminalidade eletrônica são subestimados.66 • A busca de meios para a materialização do “governo dentro de casa”. marcas e nomes de domínio na Internet. metodologias e instrumentos. porque precisa igualmente contemplar a prevenção. na medida em que a decisão pela aquisição de uma ferramenta para tal fim deve considerar os riscos e sua gradação. Em síntese os desafios da segurança impõem às organizações. associados com a divulgação de ocorrências dessa natureza. o que deverá ensejar não somente a expansão e redesenho da prestação de serviços mas também a criação de novos mecanismos de interação entre governo e sociedade. A adoção de políticas de segurança. a manutenção da segurança depende da adequada formulação e implementação de políticas corporativas. a partir de um diagnóstico preciso e da opção dentre um amplo leque de tecnologias. 53% dos ataques contra organizações brasileiras tem como autores funcionários insatisfeitos das organizações atingidas. e A implementação de forma efetiva da política de segurança. por meio do contato direto com o cidadão. coloca-se a discussão de sua prévia e necessária intervenção regulatória. cyber-crimes. compreendendo em particular os seguintes assuntos: • • • • • assinatura eletrônica. moeda eletrônica. A construção de sistemas sólidos de identificação e de autenticação. e direitos autorais sobre multimídias. . Os custos envolvidos são componentes cada vez mais indissociáveis no esquema de modernização. Há uma relação de implicação evidente entre segurança e custos. considerando os riscos de imagem para as instituições que realizam transações com clientes em meio eletrônico.

São crimes que extrapolam a territorialidade convencional. Limitadas pela legislação que lhes impõem inúmeras regras e contando com orçamentos restritos destinados a novos investimentos.º 8. a extrema dispersão territorial. acompanhado de exemplos significativos de excelentes serviços prestados pela rede mundial. Relacionamos a seguir uma série de problemas mais comuns na área das tecnologias de informática aplicadas. a espionagem e a violação de bancos de dados. a falsificação de documentos em meio eletrônico. a velocidade e facilidade de movimentação.º 7. são características que dificultam a investigação convencional. por exemplo. só podem ser tipificados a partir de evidências materiais (o registro da informação) e não por meio de testemunhos. porque têm lugar. no espaço virtual da Internet.67 O aperfeiçoamento da legislação brasileira já possibilita a criminalização de condutas que anteriormente eram de difícil enquadramento legal.296/96 da CF). conhecida como “grampo” (Lei n. tais como o acesso indevido e a violação de sistemas. verificados junto a um grande número de Secretarias de Receita: . O anonimato. tais como o estelionato (por meio da transferência eletrônica de fundos). Além desses.716/96 da Constituição Federal –CF). a obtenção de segredos. Por outro lado.069/91 da CF) e a interceptação telemática. Entretanto. Tratando expressamente das Secretarias de Receita. o rol de práticas criminosas em meio eletrônico desafia os limites das abordagens convencionais na sua investigação e demanda soluções criativas. a cópia não autorizada de programas. tem pressionado os gestores responsáveis pelas funções de Estado de administração tributária a se desdobrarem em soluções imediatistas que por vezes não têm observado os princípios básicos da segurança necessária. tais instituições se viram obrigadas a desenvolver soluções caseiras na busca do atendimento das demandas da comunidade. O aumento da demanda com o aparecimento constante de novos contribuintes. constatamos que a maioria delas apresentam situações similares quanto ao desenvolvimento de seus sistemas de computação. a discriminação racial (objeto de legislação específica: a Lei n. a pornografia infantil (objeto da Lei n. Os cyber crimes estão levando a uma revisão de conceitos na área jurídica em virtude de suas características inovadoras.º 9. crimes que já eram objeto de tipificação legal podem ser praticados com o auxílio de equipamentos de computação.

Cabe às entidades de administração tributária a missão de definir a capacidade contributiva de cada um de seus membros. a disposição da sociedade em participar como coautora das ações do Governo. propor a forma de participação destes e implementar os mecanismos de captação dos citados recursos. e Ausência de um sistema de segurança e controle de acessos. Falta de clareza de produtos contratados com terceiros. Proposição dos modelos de tributação. 4. OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Como em qualquer organização. o Governo funciona baseado em uma divisão clara das tarefas a serem desenvolvidas no plano de sustentação interna e. daquelas de natureza finalística onde os resultados são ofertados diretamente à comunidade. A captação dos citados recursos origina-se de um conceito onde os bens comuns devem ser providos por toda a sociedade mediante uma participação proporcional de cada um de seus membros conforme suas disponibilidades e posses.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A missão de captar recursos junto à sociedade resulta de uma variedade de sub funções que precedem o ato de recolhimento e vão muito além deste. Sistemas corporativos com baixa integração. As principais atividades de uma instituição de administração tributária estão resumidas a seguir: • • Elaboração de estudos demonstrativos da viabilidade econômico/tributária. Estudos preliminares devem apontar.1. além da capacidade. Grande dependência de serviços de terceiros.68 • • • • • • • Falta de um plano diretor de tecnologia visando maximizar os investimentos na aquisição e manutenção de hardwares e softwares. Má alocação de equipamentos de informática. Ferramentas tecnologicamente desatualizadas. principalmente. No elenco de agentes e atribuições governamentais verificamos um segmento responsável pela administração tributária cuja missão principal é suprir as necessidades financeiras para suporte das ações desenvolvidas pelo Estado. . 4.

O aparecimento dos crimes cibernéticos mostrou grandes vulnerabilidades e o aparecimento de novas atividades internas.69 • Arrecadação de impostos e taxas. Cobrar inadimplências. ORGANOGRAMA PADRÃO Após um longo período de observação das estruturas organizacionais existentes nos estados e municípios destinadas ao suporte das atividades tributárias. constatou-se a predominância absoluta de uma estrutura clássica conforme apresentada a seguir. Administrar de declarações. a saber: • O vertiginoso desenvolvimento dos meios de comunicação disseminou conceitos de cidadania participativa até então restritos a uma pequena parte da sociedade. não aparece definida uma entidade cuja missão principal seja a formulação e gestão de políticas destinadas proteger os ativos de tecnologia e informações existentes. Gerenciar contencioso fiscal. Controlar pagamentos. onde. Julgamentos da instância administrativa. Controlar repasses bancários. e • As novas ferramentas de processamento eletrônico de dados foram adotadas em larga escala sem grandes preocupações com a segurança dos mesmos. Atender aos contribuintes. Fiscalização.3. Este fato especializou as demandas dos cidadãos que ainda revestidos de direitos passaram a cobrar com veemência as respectivas contrapartidas. Devemos ressaltar que nos últimos tempos dois fatores vêm causando uma verdadeira revolução no âmbito da administração tributária agregando-lhes novas atribuições internas. 4. obrigando tais instituições a buscarem rapidamente qualidade nas suas funções de atendimento aos contribuintes. comumente. • • • • • • • • • Realizar lançamentos. .

COMPETÊNCIAS GENÉRICAS 4. Coordenar as atividades referentes às operações patrimoniais internas. de administração financeira e de material e de apoio logístico.TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização . e de serviços gerais da Secretaria. procedendo ao registro e ao controle dos bens móveis e imóveis. executar as atividades de administração financeira. de material.1. • • • • • • Elaborar as normas internas relativas à administração geral. Coordenar e controlar a execução dos trabalhos das gerências de recursos humanos.4. Coordenar a gestão orçamentária da secretaria. . Elaborar a programação e supervisionar a execução dos trabalhos dos órgãos que lhe são diretamente subordinados.Estrutura Básica das Secretarias de Receita 4. de pessoal ativo. inativo e pensionista.4. diretamente subordinada ao Secretário de Receita.FIS Departamento de Atendimento aos contribuintes ATE Figura 7 . Prestar apoio operacional a todos os órgãos subordinados à secretaria. Coordenação de Administração Compete à Coordenação de Administração. por intermédio dos órgãos a ele subordinados.70 SECRETÁRIO DE RECEITA Coordenação de Administração Coordenação de Informática .JRF Departamento de Tributação . respeitada a orientação definida pelos órgãos centrais.INF Junta de Recursos Fiscais . as seguintes atividades básicas: • Coordenar e.

4. e Atender a diligências do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais. o contencioso administrativo fiscal.3. Departamento de Tributação Compete ao Departamento de Tributação. Analisar e relatar. Elaborar a programação financeira mensal da secretaria.71 • • • Propor normas e procedimentos para registro e controle dos bens patrimoniais próprios. supervisionar e orientar as atividades de informatização da Secretaria de Receita. 4. Realizar auditorias em softwares e hardwares. Treinar usuários na utilização dos sistemas. Desenvolver e administrar os sistemas internos da Secretaria de Receita. 4. Coordenação de Informática Compete à Coordenação de Tecnologia e Informação as seguintes atividades básicas: • • • • • • • Planejar. em primeira instância. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • Propor alterações na legislação tributária estadual. Analisar solicitações de benefícios fiscais. coordenar. e Executar de forma sistêmica as rotinas estabelecidas para a proteção dos dados (backups).2. Registrar e controlar as ocorrências de defeitos técnicos. Prestar esclarecimentos sobre a aplicação da legislação tributária. e Coordenar e controlar a execução financeira da secretaria.4. Acompanhar junto à Procuradoria Geral do Estado as ações judiciais contra a Secretaria de Receita. Prestar assistência técnica preventiva aos equipamentos de informática. . órgão de direção executiva.

as seguintes atividades: • • • • Estabelecer o programa de ação fiscal e realizar o seu acompanhamento. Departamento de Fiscalização Compete ao Departamento de Fiscalização Tributária.5. controlar e baixar os débitos em dívida ativa.4. órgão de direção executiva. Realizar fiscalizações itinerantes. Controlar a arrecadação de tributos e a execução dos convênios celebrados com os agentes arrecadadores. e Acompanhar os registros de informações de cadastro de veículos automotores. Departamento de Arrecadação Compete ao Departamento de Arrecadação. notificar. e Administrar os postos fiscais e depósitos de mercadorias apreendidas. Inscrever.4. Departamento de Atendimento ao Contribuinte Compete ao Departamento de Atendimento ao Contribuinte. Monitorar e auditar estabelecimentos industriais. Processar e controlar os documentos de arrecadação e de acompanhamento da receita. Administrar e manter os cadastros de contribuintes.4. Operar os sistemas de registro de consultas técnicas (call center). comerciais e prestadores de serviços. órgão de direção executiva.6. 4. e . Realizar o atendimento remoto ao contribuinte. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades básicas: • • • Propor normas para sistematizar o atendimento aos contribuintes. órgão de direção executiva. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • • Realizar estudos com o objetivo de estabelecer as metas de arrecadação e fornecer subsídios para a elaboração dos planos anual e plurianual. 4. Acompanhar e controlar o parcelamento de débitos fiscais.4. diretamente subordinado à Secretário de Receita.72 4.

normalmente ligados às atividades de processamento de dados. Além dos servidores pertencentes aos quadros permanentes é comum serem identificados alguns funcionários externos. Aliados a estas facilidades. Anteriormente à Constituição Federal de 1998. tanto no desenvolvimento de sistemas quanto na produção dos mesmos. contavam ainda com as manobras financeiras decorrentes da espiral inflacionária.5. PERFIL DO USUÁRIO As Secretarias de Receita aparecem em todos os estados como uma das unidades do Governo que opera baseada num quadro de funcionários de carreira detentores das maiores qualificações técnicas. tais como aumento de alíquotas e criação de novas taxas e contribuições sem o devido estudo de viabilidade econômica. . prestadores de serviços. 4. os governos salvavam-se dos débitos orçamentários elevando a carga tributária por meio de um sem número de manobras legais. 4.73 • Promover o atendimento direto aos contribuintes. Banco Central CVM 4.7. as Secretarias de Receita necessitam de uma constante interação com as seguintes entidades: • • • • • • Contribuintes Procuradoria Poder judiciário Imprensa Assembléias legislativas Institutos de pesquisas Contabilistas Bancos Entidades de Classe Tribunais de Contas Ministério Público Fiscos Estaduais Fornecedores diversos Ministério da Fazenda Receita Federal.6. sendo este composto por Auditores Fiscais e Técnicos Tributários. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Devido à natureza das atividades que exercem. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO As unidades de administração das Secretarias de Receita sofreram um grande impacto decorrente da especialização das demandas por informações gerenciais resultantes do tratamento de um volume cada vez maior de dados relativos a declarações e recolhimentos de tributos.

conforme ilustrado a seguir. Defeitos nos sistemas aplicativos. principalmente. A simples geração de relatórios operacionais passou a não atender a especialização ocorrida nas demandas ao enorme volume de dados que se apresentava para tratamento. invariavelmente. como os discos magnéticos portáteis e sistemas destinados à automação de pequenos e médios escritórios. e Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. tais como processadores. dentre eles o barateamento dos componentes de informática. Falha em equipamentos. tendo como principais ameaças: • • • • Invasão interna.74 Até o início da década de 90 observou-se uma estrutura onde os contribuintes de uma forma geral e a rede bancária enviavam enormes quantidades de papel às Secretarias de Receita que se desdobravam num oneroso processo de captação gerando. CONTRIBUINTES BANCOS PAGAMENTOS DE IMPOSTOS DE CAPTAÇÃO EMISSÃO PA RESUMO DE DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS OPERACIONAIS Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita. facilitaram o surgimento de uma nova fase na administração tributária onde a mesma eliminou sua digitação interna e passou a captar seus dados declaratórios diretamente de dispositivos . outros relatórios pouco operacionais. Devemos ressaltar que outros fatores contribuíram para uma mudança de forma de trabalho. A popularização de novos meios de armazenamento. unidades de armazenamento. e.

os dados resultantes de pagamentos passaram a ser recebidos diretamente em meio magnético da rede bancária. verdadeiros donos dos dados armazenados nas suas respectivas organizações de administração tributária. Além destes.75 enviados pelos contribuintes. Esta conformação. mostrada na Figura 9. apresentando suas informações mas não tendo acesso a elas. Armazenamento inadequado. Neste modelo os contribuintes. e Vírus. CONTRIBUINTES PAGAMENTOS DE IMPOSTOS BANCOS CAPTAÇÃO E EMISSÃO DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 . trouxe uma nova forma de ambiente com um visível aumento no volume de dados processados e o aumento dos seguintes riscos: • • • • • • • Invasões internas. Falhas nos equipamentos. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. ainda mantinham-se passivos no processo. Defeitos nos sistemas aplicativos. Incompatibilidades nas tecnologias de armazenamento.

CONTRIBUINTES BANCOS INTERNET REDES PRIVADAS DEC E N.76 Com a especialização das redes e principalmente a disseminação e estabilidade da Internet ocorreu uma nova mudança a partir da qual os agentes que interagem com as organizações de administração tributária passaram a obter os serviços desejados diretamente a partir dos cadastros básicos residentes naqueles órgãos e previamente processados por eles. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. agregou novos riscos considerados de difícil controle conforme a relação abaixo: • • • • • • • Invasões externas. Vírus especialistas. Armazenamento inadequado. CAPTAÇÃO E PROCESSAMENTO PAG DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita .F. esta modalidade. Defeitos nos sistemas aplicativos. Falhas nos equipamentos. Além dos riscos existentes nos modelos anteriores. e Defeitos nos sistemas aplicativos. ilustrada a seguir.

77 Novos modelos de administração tributária pressupõem atendimentos especializados e com a maior comodidade possível aos contribuintes. Além disso. Outro fator que exigirá uma revolução nos padrões atuais reside no fato de que todas as operações comerciais que representem entradas ou saídas de mercadorias e serviços realizadas por qualquer contribuinte deverão ser informadas à sua circunscrição fiscal. ou seja. Nesta direção existem conjecturas no sentido de buscar meios técnicos para operacionalizar um sistema onde os dados históricos fiquem armazenados nos sites dos próprios contribuintes e estejam permanentemente disponíveis às Secretarias de Receita conforme o modelo a seguir: CONTRIBUINTES BANCOS DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (ANALÍTICO) INTERNET DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (SINTÉTICO) DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000. na sua unidade de origem e as demais tenham acesso irrestrito a eles. . O sistema deverá operar em modo distribuído. pressupõem extrema interligação entre todas as unidades da federação de modo que tenha seus dados cadastrais residentes em um único local. Esta premissa é fundamental para que os novos sistemas de fiscalização sejam eficazes.

8. Internamente há um elenco de discussões sobre as atualizações necessárias e suas formas de implementação. representada pelos contribuintes.FIS Departamento de Atendimento aos Contribuintes Junta de Recursos Fiscais . As estruturas organizacionais tendem a se complementar com a especialização das já existentes unidades operacionais de informática e o acréscimo de outra sub-unidade de natureza colegiada responsável pela elaboração e manutenção de uma política de segurança dos recursos e informações conforme mostra a figura a seguir: RECEITA TRIBUTÁRIA Coordenação de Administração Coordenação de Informática . 4.78 A operacionalização com base no esquema demonstrado anteriormente é uma realidade dependente exclusivamente do tempo.INF Departamento de Tributação .TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização . .JRF Conselho de gestão da política de segurança da informação Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos. ocorre uma visível movimentação exigindo maior transparência e efetividade no trato dos recursos públicos. No campo externo ocupado pela sociedade em geral. MATRIZ DE USO DE DADOS A seguir apresentamos o modelo de uma matriz de uso de dados utilizada pela Secretaria de Receita de Brasília.

A.A.C C C C C C I.A.C C I.C A.C C C C I.A.C A.C C C C C C C C C C C C C C C USUÁRIOS EXTERNOS INF C C C C C C C C C C I.C C C C C C C C C C C C I.C C I.C I.C I.C C I.A.C C C C C C C C C I.C C C C I.A.C C C C C C I.C C C C C C A.A.A.C I.C C A.A.C A.C I.C A.A.C C A.A.C C C A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C I.C C C A.A.A.C C C C C I.A.A.C C C C I.C C C C C C C C C C C C C C C C I.A.A.A.A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.A.A.C I.A.C I.A.A.C C C C I.A.A.C I.A.79 CADASTROS Abrangência da coletoria Acionista x capital Aditamento de contrato Aditamento do convênio Agência bancária Alíquotas Atividade econômica Atribuição de cargo Atribuição de função Auto de infração Requisições Autorização de impressão de documento Fiscal Autorização de uso de documento fiscal Autorização para uso de documento fiscal eletrônico Categoria de estabelecimentos Categoria de veículos Classificação contábil da receita Classificação tributária da receita Classificação de produtos – NCM Código fiscal de operações Códigos de receita Conhecimentos de transporte Contratos Datas de vencimentos Denúncias Documento de inscrição em dívida ativa Documentos de arrecadação Declaração mensal de serviços prestados Declaração mensal de empresas de pequeno Porte Declaração mensal de micro empresas Equipamentos emissores de cupom fiscal Escalas de plantão Ficha cadastral de contribuinte Grupo financeiro Guia de informação mensal de ICMS Guia de Informação sobre valor agregado Guia nacional de informação de ICMS Histórico de instituição Histórico de processos Indicador de desempenho Indicadores demográficos Indicadores econômicos Índices de depreciação Índices de participação Item de produto Legislação e atos legais Leilão Log de auditoria Logradouros Marcas de veículos Modelos de veículos Moedas Nota fiscal USUÁRIOS INTERNOS TRI ARR FIS ATE ADM C C C C C I.A.A.C C A.C C I.A.A.C C C C A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C .A.C C I.A.A.C C C C C C A.C C A.C C A.A.C C C C C C C C I.C C C C C C C C I.C I.A.A.C A.C I.C C C C C C I.C A.C C C I.C I.A.C A.C C C C C I.A.A.C C C I.C A.C I.C I.C A.A.C I.C A.A.C I.C A.C I.C C C C C I.C A.A.C A.A.C A.A.C C C I.A.A.A.C I.A.C A.A.C A.C A.C I.C C C I.A.C A.A.C C C A.C C C C C I.C C A.A.A.C C C C C A.C C A.A.C I.C C C I.C C I.C C A.C A.A.C C C C C C C C I.A.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C CTB OUTROS C C C C C C C C C C C C C C I.C I.C A.C C C C C A.C C I.A.C A.C I.A.C A.C I.C A.C A.C I.C C C C C C I.A.C A.C I.C C C I.C C C C A.C I.C I.A.A.C A.C C C C C C JRF C C C C C C C C C C I.C I.C C C C C C A.C C A.C A.A.A.C C C C I.

A.C A.C C I.A.C A.A.A.C A.A.C C I.A.C C A.A.A.Outras entidades I – Inclusão A – Alteração C – Consulta Obs: A opção “E” para exclusão não foi utilizada pois em sistemas de administração tributária não ocorre a remoção de registros.C C A.C I.C C I.A.A.A.C C C C C I.C A.C A.C A.A.C A.C A.C I.C I.C I.C I.C C I.C A.C C C C A.A.A.C C I.C A.C C C A.C C C I.A. apenas sua desativação.C A.C C C C C C I.C I.A.A.A.A.C C C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C C C A. .C A.A.80 Notificações Ordem de serviço Pauta de valor de IPVA Portarias de citação Processos Recibos Regiões demográficas Termo de fiscalização Termo de responsabilidade Tipo de documento Tipo de documento fiscal Tipo de ordem de serviço Tipo de participação Tipo de processo Transferência de crédito fiscal Transportadoras Unidade de medida Usuários de sistemas Valor de produto por município Vigências C I.A. CTB – Contribuintes OUTROS .C A.C C C I.C I.A.C I.A.A.C A.C I.C A.C C C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C Tabela 1 .C I.C I.C A.A.C I.Matriz de Uso de dados Legenda : TRI – Departamento de tributação ARR – Departamento de Arrecadação FIS – Departamento de Fiscalização ATE – Atendimento aos Contribuintes ADM – Coordenação de Administração INF – Coordenação de Informática JRF – Junta de Recursos Fiscais.A.C I.C C C C C C C C C A.C C C I.C A.C A.A.A.C C C C I.A.C I.A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C I.

não importando seu porte ou atividade econômica. Média: a fonte da ameaça é motivada e suficientemente capaz mas as contramedidas já estão implementadas para impedir que as vulnerabilidades sejam concretizadas com sucesso. com maior ou menor grau de probabilidade. os controles para prevenir ou ao menos impedir que as vulnerabilidades se concretizem foram implementados com sucesso. é lícito prever que. POLÍTICA DE SEGURANÇA 5.81 5. . Na tabela apresentada a seguir relacionamos as ameaças às quais as Secretarias de Receita estão expostas. a probabilidade de ocorrências e os possíveis impactos.1. De acordo com o Risk Management Guide do NIST (Junho/2001) podem-se classificar as probabilidades de ocorrência de ameaças em 3 categorias: Alta: a fonte da ameaça é altamente motivada e suficientemente capaz e as contramedidas para evitar que as vulnerabilidades se concretizem são ineficazes. ou a fonte da ameaça não é motivada para concretizar estas vulnerabilidades ou é apenas parcialmente capaz de fazê-lo Baixa: a fonte da ameaça não possui motivação ou capacidade ou então. ANÁLISE DE RISCOS Em ambientes das Secretarias de Receita onde são depositadas informações capazes de espelhar toda a vida financeira das empresas da circunscrição. ocorrerão invasões dos mais variados tipos capazes de causar algum impacto.

Possibilidade de processo legal. Divulgação de informações sigilosas. Perda de receita. Divulgação de informações sigilosas. Divulgação de informações sigilosas.82 Ameaça Destruição acidental Configuração incorreta de sistemas Probabilidade de ocorrência Média Média Impactos • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Fraude Possibilidade de processo legal contra o órgão Perda de credibilidade Fraude Fraude Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Sistemas vitais não disponíveis Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis. Fraude. Perda de credibilidade Divulgação de informações sigilosas. Fraude. Possibilidade de processo legal. Possibilidade de processo legal Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal Perda de credibilidade. Possibilidade de processo legal. e Perda de arrecadação. Fraude. Divulgação de informações sigilosas. Sistema vitais não disponíveis. Fraude. Possibilidade de processo legal. Perda de Credibilidade Fraude Fraude Interceptação de informação Perda de credibilidade Destruição de informação Fornecimento inconsciente de informações Média sigilosas Instalação de hardware não autorizado Instalação de software não autorizado Vírus Problemas nos sistemas operacionais Cavalos de Tróia Alta Alta Alta Alta Alta Invasores disfarçados Média Desastres naturais Conflitos (guerras) Sabotagem Roubo Grampos telefônicos Monitoramento não autorizado do tráfego na rede Modificação criminosa dos dados armazenados Acesso ao arquivo de senhas Baixa Baixa Média Média Média Baixa Média Média Uso de senhas frágeis Alta Acesso físico não autorizado Alta Não cumprimento de normas Alta Repúdio Backdoor Média Alta Tabela 2 – Análise de Ameaças . Perda de credibilidade Perda de credibilidade.

83 Neste trabalho constatamos as principais vulnerabilidades com alta probabilidade de ocorrência, sobre as quais discorremos a seguir: • Divulgação de informações sigilosas ou com restrições de divulgação, que ocorre quando o funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita, que tem acesso às informações classificadas como sigilosas, divulga-as indevidamente para outros não autorizados; • Inserção de informação, programas danosos ou vírus de computador sem controle de recebimento ou tratamento adequado para evitar danos, que ocorre quando funcionários ou prestadores de serviço com acesso às informações das Secretarias de Receita inserem, sem autorização da Gerência de Segurança, arquivo ou programa que provoque danos na base de informação; • • Possibilidade de acesso/modificação da informação realizada por usuários não autorizados; Possibilidade de modificação, divulgação ou destruição de informação por aplicações em teste ou operadas por usuários sem conhecimento do uso correto do programa; e • Utilização de endereço eletrônico de qualquer funcionário para disponibilização ou divulgação de informação sem o conhecimento do dono da conta. 5.1.1. Vulnerabilidades As vulnerabilidades são os pontos fracos de uma instituição que permitem ataques e são uma fonte de riscos. O levantamento das vulnerabilidades existentes é fundamental para se mensurar de forma clara e enxuta quais ações, metodologias, práticas e ferramentas devem-se aplicar para garantir a integridade, confidencialidade, autenticidade e disponibilidade da informação. 5.1.1.1. Vulnerabilidades Externas • • Controle de acesso (visualização, adição, alteração ou exclusão da informação) sem utilização de autenticação confiável. Falta de procedimentos de anuência hierárquica e documentação da disponibilização de informações;

84 • • • • • Falta de uma política e regras claras quanto à disponibilização da informação por outros meios (exemplo, informações por telefone); Falta de controle do volume de acessos ao site e informações disponibilizadas para acesso externo; Existência de diretório de FTP anônimo; Utilização de TFTP (uma versão simplificada do FTP que não usa senha para autenticação de usuários); e Falta de sistema de detecção de intrusos.

5.1.1.2. Vulnerabilidades Internas • • • Falta de controle, por autenticação, das estações; Existência de contas padrão – muitos programas e pacotes de terceiros vêm com contas padrão com senhas padrão. Contas como guest ou de Administrador; Uso de senhas fracas – podem ser de contas padrão com senhas padrão, contas de convidados, contas compartilhadas, contas sem senha ou com senha facilmente identificável. Utilização, nos sistemas com autenticação, de usuários e senhas comuns (divulgação de senhas); • • • • • • • • Falta de política de troca e bloqueio de contas e senhas; Falta de controle de permissão de uso das estações (policies); Falta de gerenciamento e controle de privilégios de usuários com definição clara dos perfis e permissões das contas de cada usuário; Não há uma revisão periódica dos critérios, permissões dos usuários; Não há definição de procedimentos e autoridades para conceber criação de contas e permissões de concessões de privilégios; Falta de controle de log quanto a acessos de usuários incluindo data e hora. Existência de pontos de rede ociosos habilitados; Qualquer notebook, estação ou equipamento, com interface ethernet pode ser conectado a um ponto da rede e funcionar (controle de acesso ao meio físico da LAN); • Usuários não esclarecidos sobre as conseqüências do uso incorreto de informação da instituição;

85 • Qualquer pessoa que tenha acesso físico à estação pode utilizá-la e pode também instalar ou desinstalar qualquer aplicativo (inclusive programas danosos ou modems – portas dos fundos); • • • • Ferramenta antivírus sem procedimentos para atualização periódica e possível de ser desativada por qualquer usuário; Terminais e Workstations sem controle de tempo de conexão; Falta de controle do acesso físico às estações; e Falta de gerenciamento de processamento de informação sobre responsabilidade de terceirizados. 5.1.1.3. Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico • • • • Informações não públicas circulam dentro e fora da rede através de e-mail sem controle/certificação do usuário remetente; Não há garantia da entrega da informação; Qualquer usuário com acesso à rede interna pode enviar e-mail informando o endereço eletrônico de outro; e Arquivos anexados só são verificados contra vírus na estação.

5.1.1.4. Vulnerabilidades Referentes a Aplicações • Em muitos casos apenas um usuário é responsável pela informação sem haver, portanto, controle de log ou outro usuário para confirmar a operação (permitindo o uso danoso da informação por funcionários insatisfeitos, por exemplo); • • • • • Não há controle de atualização e uso de versões anteriores de aplicações; Ambiente de produção, desenvolvimento e teste único; Falta de documentação dos procedimentos de produção; Código fonte de aplicações distribuídas sem controle; e Falta de regras de segurança para orientação dos desenvolvedores quanto à segurança de acesso e divulgação de informação pelos programas.

2. Facilidade para o roubo e furto de equipamentos e programas. • • Não é aplicada a regra: Tudo deve ser proibido a menos que expressamente permitido (ISO/IEC 17799:2000).86 5. com base na legislação vigente e qualquer obrigação contratual. divulgação de cópias não autorizadas. e Falta de ferramenta de inventário automatizado da rede (hardware e software em servidores e estações). destruição. uso interno e uso público. NORMAS DE SEGURANÇA 1 . .O critério de classificação das informações deverá ser designado de forma a garantir que as mesmas sejam avaliadas em duas escalas: • • níveis de importância: crítica. 4 – Todo acesso à informação deve ser registrado de forma a viabilizar auditoria quando necessário. a segurança de dados e serviço. Falta de revisão do controle de falhas.1. a inclusão de cláusula no contrato de funcionários e prestadores de serviço que especifiquem sanções em caso de tentativa de acesso não autorizado (ISO/IEC 17799:2000). essencial e não essencial. 5. e níveis de sensibilidade: confidencial. Não é utilizada. Outras Vulnerabilidades • • • • • • • • Acessos e troca de informações via RAS sem criptografia (VPN) ou autenticação segura (PKI por exemplo). alteração. Falta de monitoração de uso (garantir disponibilidade). quer seja acidental ou intencional. Não há controle de software pirata ou não homologado. 3 .1.5.A proteção da informação deve ser preventiva viabilizando o processo de recuperação de dados. Falta de procedimentos para atualização de patches e SP (Service Pack).Toda e qualquer informação da Secretaria de Receita armazenada e disponibilizada por meio de recursos de informática deve ser protegida contra acesso. 2 . Backups não testados ou sem controle.

roubo. acessos.87 5 . bem como monitorar toda a informação que trafega na rede. 6 . acompanhando rotineiramente. 7 . através de um documento escrito. prestadores de serviços e estagiários autorizados a usar os recursos da rede devem ser treinados em segurança da informação através de seminários. fraude ou uso indevido de instalações. palestras. em preservar o sigilo das informações. 11 .Nos contratos que impliquem o manuseio de informações das Secretarias de Receita por parte de terceiros. POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Reduzir os riscos de erro humano. conforme necessário. devem constar cláusulas que garantam a observância da política de segurança da mesma. 9 .O cumprimento das normas estabelecidas pela Política de Segurança da Informação é obrigatório a todos os usuários com direito de acesso à rede. Funcionários e prestadores de serviços eventuais que acessam as instalações de processamento da informação da Secretaria de Receita devem se comprometer. folders e outros. 1. 2. e não à própria pessoa. 12 – Estas normas segurança deverão ser documentadas e disponibilizadas a todas as partes interessadas. sanções. Prestadores de serviços eventuais que não tenham contrato assinado deverão assinar documento garantindo a segurança das informações das bases de dados antes de terem .3.O acesso à rede das Secretarias de Receita através de equipamentos de usuários remotos ou de equipamento para teste deverá ter aprovação da autoridade competente.Todos os empregados.O Departamento Geral de Informática das Secretarias de Receita tem o dever de monitorar as informações disponíveis em todos os servidores e estações.Um plano de contingência deverá ser elaborado e mantido a fim de possibilitar a restauração imediata dos serviços em caso de sinistro. 8 . material explicativo.O direito de acesso à informação está ligado à posição ocupada pela pessoa dentro das Secretarias de Receita ou fora dela. 10 . 5. uso de recursos e inspecionando arquivos.

4. 8. A Gerência de Segurança da Secretaria de Receita supervisionará a atuação de colaboradores novos e inexperientes com relação aos acessos a sistemas considerados de maior importância. CPF . Todo funcionário. como remoção e software suspeito sem a devida autorização da mesma. 10. 7. prestadores de serviços e fornecedores (serviços e equipamentos) deverão ter seus dados de apresentação (identidade. não devendo executar nenhum tipo de ação. colaborador. CNPJ entre outros) e qualificação técnica e profissional confirmados e verificados. 5. Será proibida a instalação de quaisquer programas pelos usuários visando proteger a base de dados contra vírus ou instalação de softwares piratas. Será definido um processo disciplinar formal para tratar com os usuários que tenham violado as políticas e procedimentos de segurança estabelecidas e implementadas pela Gerência de Segurança. Todas as regras e responsabilidades de segurança da Secretaria de Receita devem ser documentadas e divulgadas a todos que possuam acesso ao sistema em concordância com a Política de Segurança da mesma. Todo usuário do sistema deverá notificar o mal funcionamento de software à Gerência de Segurança. 6. Todos os usuários deverão ser treinados nos procedimentos de segurança e no uso correto das instalações de processamento da informação de forma a garantir a integridade das informações minimizando possíveis riscos de ataques e alterações em sua base de dados. Todo funcionário.88 acesso as instalações nas quais ocorrem os processamentos visando garantir e proteger a integridade das informações armazenadas. 3. O gerente de cada área deverá constantemente supervisionar a atuação de sua equipe de trabalho certificando-se do uso e implementação das regras básicas de segurança da informação. . Todos os usuários do sistema de informação devem estar conscientes dos procedimentos para notificação dos incidentes como violação de segurança. 9. 11. ameaças. prestador de serviço ou colaborador será responsável pela segurança das informações contidas na base de dados durante um período de tempo definido mesmo após o termino do contrato de trabalho ou de prestação de serviços na Secretaria de Receita. 12. falhas ou mal funcionamento que possam ter impactos na segurança dos ativos organizacionais.

exe. em 10 dias. notas de esclarecimentos. por falta de uso. 4. ou palestras. A política antivírus será feita de modo sistemático através de e-mails semanais em forma de notícias. com terminação . além do sistema de defesa nos servidores. recebidos por e-mail para impedir que estes arquivos transfiram para a rede algum tipo de vírus que possa prejudicar o sistema de informação. 7. 5. Qualquer notícia recebida sobre vírus através do correio eletrônico. 2. caracteres especiais e números inviabilizando o uso de nomes de familiares ou datas que poderiam ser facilmente descobertas. e outros. Deverá ser remetida para o Conselho de Segurança que analisará o conteúdo e remeterá notas esclarecedoras ao interessado.pif. não poderá ser repassada adiante. 8. Deverá existir um procedimento de orientação a todos os usuários do sistema de informação da Secretaria de Receita quanto ao acesso de recursos e serviços oferecidos na Internet quando os mesmos forem de procedência duvidosa ou desconhecida. As senhas deverão conter no mínimo oito caracteres entre letras maiúsculas e minúsculas. A conta do usuário será bloqueada após três tentativas erradas de logon e somente será desbloqueada mediante autorização do Gerente de Segurança. 3. visando manter a integridade da base de informações da Secretaria de Receita . . protegendo a base de dados de ataques de novos vírus. que não for do comitê antivírus. 5. . POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA Objetivo: Reduzir os riscos relacionados às configurações lógicas dos sistemas e acessos.4. Será proibida a abertura de arquivos executáveis. As últimas 5 senhas deverão ser registradas na base de dados e não poderão ser repetidas pelos usuários do sistema de informação.com. isto é.89 13. 1. 6. . A atualização do antivírus será feita de forma automatizada em todos os computadores da rede. bat. As senhas dos usuários do sistema de informações deverão ser trocadas a cada 30 dias e serão canceladas. .

A utilização de sistemas ou de permissão de uso de microcomputadores deverá ser solicitada formalmente ao Departamento Geral de Informática. discos. O usuário será automaticamente desconectado se ficar sem usar o sistema por mais de 15 minutos (time-out) para evitar o uso do mesmo por outro usuário que poderá estar mal intencionado quanto ao acesso e consulta das informações . 16. 18. Deverá ser implementada uma lista de procedimentos para o gerenciamento e controle do uso de mídias removíveis como fitas. ou desastres. Os microcomputadores em rede deverão possuir senha no setup e devem estar configurados de forma a não permitir o boot por unidade de discos flexíveis ou Cdrom. após registro no sistema de controles de help desk. 20. 15. 12. 17. O suporte a equipamentos de informática só poderá ser prestado por técnicos do Departamento Geral de Informática ou com o acompanhamento deste. Deverá ser garantida e protegida toda infra-estrutura das redes físicas da Secretaria de Receita com intuito de proteger consequentemente as informações da rede lógica. diretórios e outros recursos só será efetuado por técnicos do Departamento Geral de Informática e de forma a não comprometer os requisitos mínimos de segurança. Os controles de falhas devem ser constantemente revisados e atualizados de modo a garantir a não ocorrência de falhas por repetidas vezes. 11. 14. cartuchos e formulários impressos . O compartilhamento de arquivos. Deverá ser elaborado um plano de contingência para recuperação de informações da base de dados da Secretaria de Receita em caso de ataques diversos. Deverá ser instalado na rede um software para detecção de intrusos (IDS) para identificação de qualquer tipo de intrusão que possa prejudicar o sistema de informações da Secretaria de Receita. Deverão ser estabelecidos procedimentos de rotina para execução das cópias de arquivos e disponibilização dos recursos de reserva. As senhas não deverão ser compartilhadas ou anotadas visando proteger as informações do acesso de pessoas não autorizadas. 10.90 9. 13. 19.

21. 7. devidamente configurado e permanentemente atualizado. Apenas pessoal autorizado poderá ter acesso às instalações de processamento de informações sensíveis. O acesso remoto deverá ser protegido por VPN e certificação digital (PKI). Todos os funcionários ou prestadores de serviço deverão utilizar alguma forma visível de identificação e informar à segurança sobre a presença de qualquer pessoa não identificada ou de qualquer estranho não acompanhado. 5. 2. dano e interferência às instalações físicas da organização e à sua informação. As portas de incêndio no perímetro de segurança devem possuir sensores de alarmes e mola para fechamento automático. As redes de computadores deverão ser protegidas por um firewall que seja um produto bem conceituado no mercado. Deverão ser utilizados controles de autenticação para autorizar e validar qualquer acesso. 23. O perímetro de segurança deve estar claramente definido e ser fisicamente consistente inviabilizando invasões por algum tipo de brecha ou falha . As Secretarias de Receita devem usar perímetros de segurança para proteger as áreas que contemplam as instalações de processamento de informações criticas ou sensíveis. Deverá existir um servidor RADIUS para autenticação de usuários visando oferecer maior segurança nos acessos remotos. 1. interligado a um sistema de IDS para reforçar a segurança. 3. 5. 22. 4. Deverá existir uma supervisão/vigilância constante aos visitantes das áreas de segurança através de registro em livro específico no qual serão indicadas as horas de entrada e saída e a identificação do local (departamento/gerência) para onde se dirigiu o visitante em questão. POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Prevenir o acesso não autorizado. .91 visando impedir a divulgação e exposição classificadas como sigilosas ou de acesso restrito. 6.5. sigilosas ou críticas.

Equipamentos como fotocopiadoras e máquinas de fax. 20. 18. 9. 16. devem ser instalados de forma apropriada dentro de áreas de segurança para evitar acesso do público de modo a não comprometer a segurança da informação. vídeo. Equipamentos conectados à rede local não poderão possuir placas ou hardware do tipo fax modem uma vez que a mesma pode servir como porta de entrada para possíveis ataques à base de informações da Secretaria de Receita. 13. Os arquivos e as listas de telefones internas que identificam os locais de processamento das informações sensíveis não devem ser acessados pelo público. Qualquer equipamento de gravação. . O sistema de energia elétrica deverá incluir além de alimentação múltipla. 10. 17. Materiais combustíveis ou perigosos devem ser guardados de forma segura a uma distância apropriada de uma área de segurança. seja fotografia. As portas e janelas deverão ser mantidas fechadas quando não utilizadas. 14. 15. Equipamentos de contingência e meios magnéticos de reserva devem ser guardados a uma distância segura para evitar danos que podem se originar em um desastre da instalação principal. 12. Todo trabalho desenvolvido em área de segurança deverá ser supervisionado por um funcionário da Gerência de Segurança. As instalações de processamento da informação gerenciadas pela Secretaria de Receita devem ficar fisicamente separadas daquelas gerenciadas por terceiros ou contratados eventuais. sendo instaladas proteções externas principalmente quando essas portas e janelas se localizarem em andar térreo. só deve ser utilizado a partir de autorização da alta administração. geradores e no-breaks visando a continuidade da operabilidade de acesso às informações da base de dados. sendo o mesmo registrado conforme orientação da Gerência de Segurança. Os equipamentos devem ser protegidos contra falhas de energia e outras anomalias na alimentação elétrica utilizando-se sempre UPS (no-breaks).92 8. 19. Todo o material de entrada deve ser inspecionado contra potenciais perigos antes de ser transportado para a área na qual será utilizado. som ou outro tipo de equipamento. Somente pessoal autorizado previamente pelas áreas de segurança da rede e das informações poderão ter acesso a área de manipulação e suporte (carga e descarga) externa ao prédio da Secretaria de Receita . 11.

Deve-se usar uma cobertura adequada de seguro para proteger os equipamentos existentes fora das instalações da Secretaria de Receita. O uso de qualquer equipamento para o processamento das informações fora dos limites da Secretaria de Receita deverá ser autorizado pela alta administração da mesma. A sala do CPD deverá permanecer trancada com acesso livre apenas ao pessoal autorizado da Gerência de Segurança. onde possível. ou serem submetidas a proteção alternativa adequada. chaves ou outros controles quando não estiverem em uso. especialmente fora do horário normal de trabalho. o acesso por pessoa não autorizada ao interior do equipamento. 25. portanto. 22. Os cabeamentos elétricos e de telecomunicação que transmitem dados ou suportam serviços de informação devem ser protegidos contra interceptação ou dano. quando impressas. por exemplo pelo uso de conduítes ou evitando a sua instalação através de áreas públicas. As linhas elétricas e de telecomunicações dos recursos de processamento da informação devem possuir aterramento.93 21. 33. 29. 26. devem ser retiradas da impressora rapidamente. 30. 31. Todos os microcomputadores em rede deverão possuir chave de segurança para travamento da CPU. 27. terminais de computador e impressoras não devem ser deixados ligados quando não assistidos e devem ser protegidos com senhas. 24. O cabeamento da rede deverá ser protegido contra interceptações não autorizadas ou danos. segundo a orientação do fabricante do mesmo. não permitindo. evitando que a ocorrência de falhas possa prejudicar o acesso à base de informações. Informações sensíveis e classificadas. Todo equipamento deverá ter sua manutenção revista de tempos em tempos. informações ou software não devem ser retirados da instituição sem autorização. 28. Os cabos elétricos devem ficar separados dos cabos de comunicação para prevenir interferências. Papéis e meios magnéticos de computadores devem ser guardados em gavetas adequadas com fechaduras ou em outros itens de mobiliários seguros quando não estiverem sendo utilizados. . Equipamentos. 23. Os equipamentos servidores e dispositivos que caracterizam o CPD deverão estar em uma sala devidamente climatizada com controle de acesso. 34. 32. Computadores pessoais.

SANÇÕES Aos usuários que. O backup dos dados deverá ser feito diariamente de forma incremental e semanalmente de forma completa. desrespeitarem as normas estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Secretarias de Receita serão aplicadas as seguintes sanções: • • • Advertência verbal. 38. As mídias de backup deverão ser acondicionadas em cofre com características especiais para suportar incêndios e outros tipos de intempéries. caso necessário. APLICABILIDADE A Política de Segurança das Secretarias de Receita será aplicável a todo funcionário ou prestador de serviço que tenha acesso às dependências da mesma. 5. RESPONSABILIDADE Todo funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita será responsável pelo cumprimento das orientações estabelecidas na Política de Segurança. O CPD deverá possuir um sistema de detecção/alarme e combate automático para caso de incêndio.6. e 40. Advertência escrita.94 35.7. contudo. cabe aos gerentes de cada departamento o controle e o acompanhamento do cumprimento das mesmas. Suspensão do direito de uso de serviço da intranet. 36.8. 5. Todas as salas internas do CPD deverão possuir extintores para combate de incêndio elétrico (CO2/Pó químico). de forma intencional ou não. . 37. Todas as saídas de emergência deverão estar claramente identificadas e desimpedidas visando facilitar a fuga. 39. Deverá existir um sistema de iluminação alternativa para o CPD e áreas de fuga. 5.

PLANO DE CONTINGÊNCIA O Plano de Contingência da Secretaria de Receita será formado por dois componentes distintos. O desenvolvimento e manutenção do plano de ação deve ser feito da seguinte forma: • O Gerente da Rede/Especialista em TI. sonegação e inutilização de livro ou documento. 5. . 5. O propósito do Plano de Ação para Emergências é prevenir e/ou limitar os danos aos recursos de informação. A segunda seção é a identificação de possíveis ameaças às operações do site das Secretarias de Receita e as contramedidas existentes/propostas para cada ameaça. e • A terceira seção é o procedimento de resposta imediata documentando ações remediais a serem tomadas após a identificação das ameaças. de extravio. Observação: A aplicação destas sanções não isenta o usuário da base de dados das Secretarias de Receita de sofrer outras penalidades previstas em Regulamentos Internos da Secretaria. de violação de sigilo funcional entre outros estabelecidos no código penal.1 Plano de Ação para Emergências O plano de ação é composto do seguintes itens: • • A primeira seção é um inventário completo de todos os recursos de informação e uma avaliação de sua criticidade.9. O propósito do Plano de Recuperação é restaurar de maneira segura as operações após a contenção dos danos. e Demissão.1.95 • • Suspensão do direito de uso de serviços oferecidos pela rede Secretarias de Receita por tempo determinado. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem realizar um inventário dos recursos e. que são o Plano de Ação para Emergências e o Plano de Recuperação de Desastres.9. Ambos os planos ajudarão as Secretarias de Receita a proteger sua capacidade de processar dados. de condescendência criminosa. ou mesmo de sofrer processos penais por crimes de peculato.

2. • O Gerente da Rede/Especialista em TI.a Secretaria pode funcionar até duas semanas sem este recurso 3 . e O Gerente da Rede/Especialista em TI e o encarregado da segurança devem rever anualmente o conteúdo deste plano e fazer as devidas mudanças sempre que necessário.9. máquinas de fax. periféricos.2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade A contagem dos recursos e avaliação de criticidade identificam todos os recursos de informação e depois documentam a criticidade dos mesmos. A criticidade destes recursos deve ser determinada em termos de quanto tempo as Secretarias podem funcionar sem eles. Para fins de uniformidade uma escala de 0 a 5 deve ser usada e definida da seguinte forma: 0 – a Secretaria pode funcionar indefinidamente sem este recurso 1 – a Secretaria pode funcionar até um mês sem este recurso 2 . os encarregados da segurança e outros membros do staff devem em seguida identificar as possíveis ameaças a estes recursos e as devidas contramedidas existentes ou propostas. documentação e pessoal. eletricidade e internet.96 subseqüentemente. o Plano de Ação deve ser atualizado para refletir tais mudanças.a Secretaria pode funcionar até um dia sem este recurso 5 . os encarregados da segurança e outros membros do staff devem formular um Procedimento Imediato de Resposta usando a informação fornecida neste documento. • O Gerente da Rede/Especialista em TI. 5. armazenagem de mídia. Recursos também incluem serviços tais como telefonia.a Secretaria pode funcionar até quatro horas sem este recurso .a Secretaria pode funcionar até uma semana sem este recurso 4 . Os recursos identificados devem incluir hardware e software. determinar a criticidade de cada recurso identificado usando o formato fornecido mais adiante. • • Sempre que houver uma compra significativa de novos recursos de informação. sistemas de controle climático. usando o formato fornecido neste documento. modems.

Há várias outras possíveis ameaças particulares a cada unidade das Secretarias de Receita. Monitor Pentium/800 server: 128MB RAM.97 O quadro é um exemplo de como pode ser feita a contagem e classificação de recursos: CRITI 4 3 2 4 4 1 4 5 5 4 3 QUANT 1 1 5 3 5 2 10 1 1 2 4 DESCRIÇÃO DO RECURSO Pentium/800 server: 128MB RAM. Ameaças são vistas como sendo de natureza física. 14GB HD. Monitor CD-ROM 10BASE-T Transceiver HP Laserjet 4500 32 bit NIC card (extra) MS Office 97 Serviço de telefonia Eletricidade Pessoal operacional Extintores de incêndio (água) Tabela 3 – Contagem de Recursos 5. 9GB HD.44MB FD. e relacionadas a suporte. Identificação de Ameaças e Contramedidas Ameaça é qualquer circunstância ou evento com potencial para comprometer e/ou interromper as operações diárias de uma instituição. A seguir encontra-se uma lista abrangente de ameaças divididas em três categorias distintas. . Esta lista não tem a pretensão de ser exaustiva. ambiental.2. Os sites da Secretaria de Receita tornam-se vulneráveis quando contramedidas não forem implementadas para impedir ou diminuir o impactos de todas as ameaças identificadas.44MB FD. 1. 1. Esta lista tem como objetivo servir de base para a identificação das ameaças existentes nas Secretaria de Receita em geral.9. Ameaças são concretizadas quando uma ou mais vulnerabilidades são exploradas.

Descarga Eletrostática .Extorsão .Poeira .Insetos .Umidade excessiva .Ruído elétrico/aterramento inadequado .Vandalismo .Explosões .Condições climáticas adversas .Raios .Temperaturas instáveis .Supressão Inadequada de Incêndio RELATIVAS A SUPORTE .Vapores químicos .Fumaça .Fogo .Transporte inadequado de equipamentos .Vazamento de água FÍSICAS . a Secretaria de Receita deve avaliá-las e delinear todas as contramedidas existentes ou propostas para cada ameaça aos recursos.Roedores .Enchente .Montagem/Armazenamento incorreto .Ativação de sprinklers .Acesso não autorizado às instalações .Falha no sistema de telefonia Tabela 4 – Identificação de Ameaças Cada Secretaria de Receita deve escolher a lista de ameaças que diz respeito a qualquer recurso de informação em sua localidade.Interferência eletromagnética .98 AMBIENTAIS .Sabotagem .Terrorismo/ameaça de bomba . Caso as contramedidas propostas não possam ser implementadas em tempo. As Secretarias de Receita devem fazer uma distinção entre as contramedidas existentes e as propostas. uma solução provisória deve ser identificada.Riscos de acidentes de viagem .Roubo . Após a identificação de todas as possíveis ameaças.Indisponibilidade de pessoal .Queda de energia . . independente das contramedidas.Manutenção imprópria .Derramamento/queda .

Ter todos os equipamentos instalados corretamente para reduzir a possibilidade de pancada ou queda. Fumaça 5. 2. Ter um acordo com outra organização onde uma apóie a outra em caso de explosão. Este procedimento deve documentar ações corretivas em ordem de execução e indivíduos e/ou organizações especificas a serem contatadas. Fazer limpeza completa do prédio.2 Procedimento de Resposta Imediata O propósito do Procedimento de Resposta Imediata é limitar os danos no caso de uma ameaça contra um recurso de informação se concretizar ou ser iminente. ***Propõem-se que eletricistas e o pessoal de manutenção dos computadores revisem e consertem todo o aterramento. Colisão 15. Colocar telas em todas as portas e janelas.** Solução provisória – instalação de extintores de dióxido de carbono na sala do servidor. Acesso não autorizado 11. Montagem/ Armazenamento Incorreto 14. Queda de energia elétrica 8. Roubo 16. Ativar alarmes fora do horário de expediente. Possuir um gerador para suportar todo o prédio. Fazer uma lista com os números de telefone do pessoal de operações e suporte para os casos de emergência. Poeira 6. **Propõe-se a instalação de UPS para os servidores.99 Mostramos a seguir o exemplo de uma relação das ameaças e suas contramedidas: AMEAÇA 1. Manutenção preventiva com limpeza de todo o equipamento. **Propõe-se a instalação de equipamento de identificação e combate a incêndio na sala do servidor. Pára-raios instalados no teto. Aterramento inadequado 9. Filtros de ar instalados na sala do servidor e trocados mensalmente. Todos os equipamentos devem ser posicionados longe de áreas com muito movimento. Extintores de incêndio disponíveis em locais de fácil acesso em todo o prédio. A área de armazenagem deve ser fora da sala do computador com acesso e temperatura controlados. Explosão 3. Detetores de fumaça em todo o prédio. Colocação de trancas em todas as áreas de acesso. Raio 4. Manter trancadas as áreas de acesso. Indisponibilidade de pessoal 10. Fogo CONTRAMEDIDA Ter um sistema de sprinklers espalhados por todo o prédio. Todos os extintores de incêndio com água devem ser removidos da sala do servidor.9. Insetos 7. . Supressão Incorreta de Incêndio Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas 5.

10. números de telefones de emergência do encarregado de ativar o plano de contingência. bombeiros e hospitais locais. e 3) Número de telefone da polícia. pois a eficácia administrativa está na aplicação dos conhecimentos continuamente adquiridos. A eficácia da auditoria dependerá de sua continuidade e de seu dinamismo em acompanhar um processo em seu desenvolvimento. .3 Plano de Recuperação de Desastre Este é um plano que facilita a segura restauração das operações do sistema após a concretização de uma ameaça e a contenção dos danos. do gerente da rede. 5. entre outros).9. A auditoria tem o papel de colher informações e transformá-las em conhecimento. e do pessoal de manutenção dos sistemas. Esta resposta deve adotar o conceito de compartilhamento e/ou redirecionamento de recursos sobressalentes de informação entre as diversas unidades das Secretarias de Receita. é gerar conhecimento de suas várias etapas. Este conceito incentiva o apoio mútuo entre as unidades sem incorrer em custos adicionas substanciais. Auditar um processo. O propósito deste plano é reduzir o impacto de um desastre através de uma rápida recuperação. queda de energia. É a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. do encarregado da segurança de sistemas. AUDITORIA Auditar e ouvir são sinônimos.100 No mínimo as seguintes informações devem ser incluídas no procedimento de resposta imediata e verificadas a cada três meses: 1) Instruções detalhadas das ações corretivas para as ameaças existentes (tais como fogo. 5. 2) Os nomes. a fim de transformá-las em correções ou melhorias deste processo. vazamento de água. do pessoal operacional. Este plano prevê uma resposta regional ou global a desastres através de esforços combinados entre as Secretarias de Receita. A recuperação é efetuada por meio de coordenação e efetiva utilização de todos os recursos de informação disponíveis. portanto auditoria é ouvir as informações sobre um processo. pois vêm do verbo latino auditare.

Recomendações ISO/IEC 17799:2000 A auditoria tem com objetivo: Maximizar a eficácia e minimizar interferência no processo de auditoria de sistemas. Proteção também é necessária para salvaguardar a integridade e prevenir o uso impróprio das ferramentas de auditoria. 5. como a forma mais eficaz de conhecer o processo e os seus procedimentos. dados. . Devem existir controles para salvaguardar os sistemas operacionais e ferramentas durante as auditorias de sistemas. pois nos garante a aplicação limpa e didática da ação auditora. Para adequação da auditoria de sistemas de dados a uma política correta de segurança. ou melhor. este trabalho tem como base as recomendações ISO/IEC 17799:2000 para auditorias e apresenta em sua metodologia sugestões de diversos autores citados no decorrer do desenvolvimento.1.101 Figura 13 . aplicados à área de segurança de rede no ambiente de uma instituição tributária.Formação da Cultura de Segurança Para um processo de auditoria em uma instituição pública. equipamentos e ambiente. Estas três primeiras diretrizes são as máximas que devem reger toda ação de aplicação de auditoria em qualquer tipo instituição.10. auditá-los. é necessário obter informações sobre o sistema com usuários.

respondendo dinamicamente às ameaças e riscos que futuramente poderão surgir. que devem ser apagadas quando a auditoria for finalizada. Escopo da verificação deve ser acordado e controlado. ampliando a troca de informação e conhecimento sobre o modus operare do processo. 5. dada apropriada cumplicidade adquirida no processo auditado. Outros acessos diferentes de apenas leitura devem somente ser permitidos a cópias isoladas de artigos do sistema. Todos os procedimentos. Estas últimas normas a partir de seus registros e documentos darão o subsídio para debates e discussões que irão aprimorar as diretrizes e normas da política de segurança no decorrer do tempo. Requisitos de auditorias devem ser acordados com a administração apropriada. Todo o acesso deve ser monitorado e registrado de modo a produzir uma trilha de referência. Requisitos adicionais ou especiais devem ser identificados e acordados. requerimentos e responsabilidades devem ser documentados (ISO/IEC 17799:2000).2. que disponibilizam os seus serviços a empresas contratantes. A melhor maneira de se colherem informações de um sistema é com as pessoas que estão vivenciando o processo atual do sistema de dados e também com aquelas que têm . Os recursos de tecnologia para execução da verificação devem ser identificados explicitamente e tornados disponíveis. A verificação deve ser limitada para acesso ao software e aos dados somente paraleitura.102 As auditorias requerem atividades. envolvendo verificações nos sistemas operacionais que devem ser cuidadosamente planejadas e acordadas para minimizar riscos de interrupção dos processos do negócio. Auditorias externas são formadas por firmas especializadas em auditoria de sistemas. em sua maioria da área de informática. As normas ISO/IEC 17799:2000 citadas anteriormente harmonizam a ação auditora ao ambiente operacional auditado. facilitando os ajustes e correções de falhas. As auditorias internas são mantidas com recursos e funcionários da própria empresa.10. Tipos de Auditoria Propostos Aplicação de Auditoria Interna e Externa tem sido empregada com bastante êxito em várias empresas privadas ou públicas.

Nas auditorias externas a equipe é formada por funcionários com dedicação exclusiva. como condição sine qua non à continuidade do negócio. As auditorias interna e externa devem estar ligadas hierarquicamente ao Comitê de Segurança. com especialização em sistemas. devido à superposição de responsabilidades e uso comum de recursos.10. Quando Devem ser Feitas as Auditorias A auditoria advém da necessidade de que um sistema de dados seja seguro agora e continue sendo seguro no futuro. O emprego das duas auditorias. atuam muito rapidamente nos casos de emergência. principalmente em se tratando de áreas de maior risco. Isto dependerá de muitos fatores. Esta constitui a auditoria de melhor proveito para colher informações e adquirir conhecimentos sobre sistema de informação de dados. por isso a necessidade de correção freqüente e continuada de seu sistema de segurança. é chamado de auditoria articulada.3. 5. que trabalham em firmas de auditoria. na sua maioria do setor de informática. o qual poderá convocá-las ou dissolvê-las. principalmente nos sistemas muito especializados. Seus relatórios e documentos são de uso exclusivo deste comitê. são mais econômicas pois seus recursos são menos onerosos. ponto de apoio e base para as auditorias externas. Comumente se espera uma maior objetividade por partes destas empresas. interna e externa. mas comumente podem ter um ou outro funcionário ligado às áreas em questão. As equipes auditoras internas são compostas por funcionários.103 muita experiência neste tipo de processo e que vivam profissionalmente de organismos especializados em auditorias que capturam estes tipos de informação nas diversas empresas auditadas e se atualizam constantemente com as inovações do mercado. É evidente que não poderá haver regra de periodicidade muito rígida para que sejam feitas estas auditorias. são fortes fontes de consulta atualizada. Podem somar conhecimento adquirido por experiências em outras empresas e através de altos graus de especialização e de renovação constante do conhecimento. são as guardiãs dos vários planos de segurança estabelecidos pela organização. As auditorias internas têm algumas vantagens importantes: não são tão perceptíveis aos funcionários quanto as auditorias externas. têm como atuar periodicamente realizando revisões globais. tais como grau de conscientização e aprendizado de usuários e administradores e da conceituação da política . uma vez que se dedicam com exclusividade a este ramo de negócio.

As auditorias emergenciais devem ocorrer logo após o incidente de segurança. dos sistemas lógicos. físicos e ambientas das unidades de informação. Também nas gerências imediatas e subalternas deve haver comprometimento como reforço adicional. de Na auditoria antes do funcionamento deve-se fazer uma análise do grau politicamente e fisicamente a rede para a redução dos riscos de quebra de segurança.104 de segurança empregada. e riscos internos e externos. Serão usadas algumas recomendações de Wietse Venema & Dan Farmer (1996) para distribuir as Auditorias em relação ao tempo: • • • Antes do funcionamento da rede. como seu objetivo em contexto aos objetivos estratégicos e dos negócios da Secretaria de Receita como um todo. e as pequenas: 12 meses. Como Auditar A preparação da auditoria passa pela criação de um ambiente propício à sua implementação. Agendadas de manutenção. no qual devemos desenvolver o comprometimento da alta gerência à sua implantação como premissa para êxito do empreendimento. e Firewall: a cada 6 meses ou menos. O estado crítico. Alguns programas de integridade podem ajudar na identificação de mudanças ocorridas. • • • Estações de trabalhos: entre 12 a 24 meses. 5. . através da verificação de integridade do sistema antes do acidente. conscientização e vulnerabilidade.4. ameaças. e Auditoria Emergencial. a complexidade e o corpo administrativo devem ser considerados para a decisão de periodicidade para auditorias agendadas. devendo-se fazer primeiro uma análise dos estragos. O comprometimento é expresso em documento onde constam as principais diretrizes da política de segurança.10. já adequando As auditorias agendadas devem ser continuadas de acordo com as necessidades e padrões de segurança assegurados a uma redução de riscos de incidentes de segurança na rede. Redes grandes: 24 meses.

debates ou outras formas didáticas a fim de proporcionar o desenvolvimento de uma cultura da necessidade de auditoria permanente e atuante como fonte de alimentação da política de segurança. A cada término de entrevista devem-se recapitular perguntas respondidas e as informações obtidas que serão devidamente registradas e mostradas ao entrevistado como sua contribuição à auditoria. que proporcionará as trocas de informação sobre os procedimentos. onde se desenvolve um ambiente propício à confiança e cooperação. em decorrência dos serviços que está prestando. mas perde a observação do entrevistador das reações não verbais do entrevistado e também o calor humano que é muito importante para estabelecimento de um ambiente de cooperação mútua entre auditor e auditado. É essencial o desenvolvimento da habilidade em entrevistas. mas é um contato onde não é necessária a presença do entrevistado. . A remessa de carta via correio não pode ser considerada uma entrevista. discutindo os achados. A habilidade do entrevistador é de suma importância para este clima. O contato telefônico atinge um grande número de pessoas em um tempo de trabalho curto. contato telefônico e contato direto. passa a maior parte do tempo falando com pessoas sobre procedimentos.105 O engajamento dos funcionários é premissa complementar de uma boa auditoria. Durante a entrevista deve incentivar a oportunidade ao entrevistado de dar sugestões a problemas específicos. Na apresentação o entrevistador deve atenuar a natural ansiedade do auditado. Na despedida deve lembrar que não estão encerrados os contatos. em cada uma das etapas do processo em abordagem. já que auditorias são instrumentos contínuos de melhoria do sistema e aperfeiçoamento da política de segurança. Deve ser feito através de conferências explicativas. rotinas e sistemas. pois há uma redução considerável de custo nestes casos. mas o número de respostas é muito baixo dificultando a análise dos resultados obtidos. rotinas e sistemas. estudo dirigido. A equipe de auditoria. pois haverá novos encontros em outras ocasiões. pois o tempo deve variar entre 30 a 15 minutos sendo o ideal apenas 15 minutos. As modalidades de entrevistas podem ser: contato pelo correio. Comumente é usada quando o universo é muito grande e disperso geograficamente. resumindo as observações e recomendações. Nas entrevistas de contato direto pode-se estabelecer de maneira mais fácil um contado amistoso com o auditado.

5. o Consideration of the Internal Control Structure in a Financial Statement Audit (SAS 55. É composta pela liderança da estrutura organizacional e o processo que garante que a TI da organização se apóie e se expanda às estratégias e aos objetivos da organização. procedimentos. revisada em 1994). o do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. como o do Information Systems Audit and Control Foundation. 1995). No primeiro ponto estão as metas das Secretarias de Receita que são a sua arrecadação e a distribuição do erário público nas diversas secretarias. É uma parte integrante de governo da empresa. que por sua vez absorveram os conceitos de controle interno do SAS 55/78. A definição conceitual CobiT adapta o controle do COSO: As políticas.1988). o Control Objectives for Information and related Technology (CobiT 1996. adicionando valor enquanto balanceia risco verso retorno em TI e seus processos (CobiT. mostraremos o quadro comparativo de suas diferenças no Anexo I. 3ª edição em julho de 2000).2000). a Governança de TI: Uma estrutura de relações e processos para dirigir e controlar a empresa a fim de alcançar as metas do negócio. e que eventos não desejados sejam evitados ou detectados e corrigidos. 1998. práticas e estruturas organizacionais são orientadas para prover uma razoável garantia. relatos e melhorias no controle interno em TI. O segundo ponto. de modo que o objetivo dos negócios seja alcançado. Internal ControlIntegrated Framework (COSO 1992). o do Institute of Internal Auditors Research Foundation. Pelo menos cinco documentos foram publicados por instituições diferentes com o intuito de definir acessos. Os objetivos de controle se relacionam de maneira clara e distinta com os objetivos do negócio. Metodologia Nesta última década várias metodologias de auditoria foram criadas dada a necessidade de desenvolvimento da política segurança em TI. . Governança de TI é da responsabilidade da alta direção e da administração executiva. o do American Institute of Certified Public Accountant.106 5. determina um início de reengenharia nos negócios se necessário. o Systems Auditability and Control (SAC 1991.10. e a sua emenda (SAS 55/78. que definidos com uma orientação aos processos. A metodologia CobiT é orientada em dois pontos de apoio: Objetivos ou Metas do Negócio e a Governança em TI. A metodologia empregada pela auditoria CobiT incorpora várias fontes conceituais de outras metodologias como a SAC e a COSO.

num total de 318. proporcionam à administração da empresa um panorama de real cumprimento das normas e regras ou recomendações e aprendizados para desenvolvimento de uma cultura forte em TI. . um total de 34 objetivos. Suporte e distribuição. Ainda foi desenvolvido um instrumento guia de auditoria para cada um dos 34 objetivos de controles. assegurando um exame detalhado dos processos de TI. Os objetivos detalhados. que cobrem toda a estrutura no aspecto de informação e seu suporte tecnológico. os chamados de objetivos de controles de alto nível. Aquisição e implementação. e Monitoração.107 A metodologia CobiT identifica uma ferramenta que chama de Marco Diferencial de quatro domínios que está dentro da Governança de TI que são: • • • • Planejamento e organização. A metodologia CobiT identifica os processos de TI a cada domínio.

CobiT Steering Committee and the IT governance Institute .108 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT Fonte: Implementation Tool Set CobiT. 3rd Edition Boston July 2000.

Mecanismos e ferramentas de defesa tais como os apresentados neste trabalho foram apresentados com o intuito de garantir a proteção das informações consideradas sigilosas ou de acesso restrito. ameaças e vulnerabilidades a que este tipo de organização esta sujeita. pois muitos detalhes técnicos.109 6. métodos de controle através de auditorias e um plano de contingência que viabilizasse a continuidade dos negócios em caso de desastres ou qualquer tipo de infortúnio. Assim. não sendo encontrado muito material a seu respeito. confidencialidade e autenticidade das informações exige das organizações uma meticulosa análise de vulnerabilidades e riscos que ameaçam suas bases de dados. características próprias e situações encontradas durante o processo de levantamento de informações não puderam ser divulgados para garantir e resguardar o funcionamento e segurança das próprias Secretarias de Receita. para cada Secretaria. faz-se necessário que. baseando-nos no levantamento dos riscos. procurou-se sugerir às Secretarias de Receitas recursos de proteção das informações. distribuída por todo território nacional. seja implementada uma política de segurança adaptada à sua realidade. tomamos como base o sistema CobiT. A preocupação com a integridade. Nossa base de estudo para coleta de dados foi a Secretaria de Receita de BrasíliaDF. CONCLUSÃO Com base no que foi apresentado e desenvolvido neste trabalho constatamos que a implementação de uma política de segurança de informação nas organizações como as Secretarias de Receita tornou-se fundamental. procedimentos de usuários. a . Neste trabalho. É importante ressaltar que tivemos algumas limitações para a realização deste trabalho. elaborado e inspirado na norma ISO/IEC 17799:2000. A ISO/IEC 17799:2000 serviu como principal fonte de referência e base para o trabalho no que se refere aos conceitos envolvidos na implementação de uma Política de de planos de ação emergenciais e recuperação de informação em caso de desastres reforçando ainda. Constatamos que a prática constante de auditorias internas e externas é o modo mais eficaz de ouvir e responder ao dinamismo de um processo de TI. Enfatizamos a necessidade de criação e implementação importância de que todo este processo seja constantemente auditado. Para apresentação deste tema. O CobiT é bastante novo e pouco conhecido.

abordando separadamente os aspectos de segurança de senhas e processos criptográficos. A apresentação das ferramentas de segurança como métodos de criptografia. atualmente. a norma ISO/IEC 17799:2000 é uma fonte de informações recente. pioneiro na área de segurança de informações para instituições governamentais que tratem de tributação e arrecadação. Os controles referentes às partes de segurança física e aplicada a pessoas foram. ou seja. Esperamos. enfim. softwares especializados. Com relação a parte de segurança lógica. a ISO/IEC 17799:2000 é.110 Segurança de informação. sirva de base e fonte de consulta para outros. que este trabalho. a norma ISO/IEC 17799:2000 apresenta o tema de forma distribuída em sua maior parte. Existem poucos trabalhos para a consulta no aspecto da segurança de informação. Diversas outras fontes bibliográficas contribuíram para a consolidação do trabalho. Cerca de 30% dos mesmos foram adaptados. Apesar da necessidade de complementações. a proposição de uma política de segurança para as Secretarias de Receita. uso de firewall. a responsabilização dos usuários do sistema possibilitaram que o objetivo principal do trabalho fosse alcançado. 80% dos mesmos foram modificados e adaptados ao contexto do trabalho. . Em virtude desta distribuição. Não há um detalhamento dos procedimentos de segurança referentes à parte de software e acesso lógico à rede. Acreditamos que o uso contínuo de auditorias bem estruturadas e com metodologias adequadamente empregadas. não tendo sido ainda bastante divulgada para as organizações. a sugestão de uma política de segurança eficaz para as Secretarias de Receita . não poderia ser exclusivamente baseada na ISO/IEC 17799:2000. englobando os três elementos chaves da segurança: pessoas. proporcione a criação de um ambiente de informações resguardadas e protegidas. Apesar de ter sido primordial para a realização deste trabalho. retirados da ISO/IEC 17799:2000. dados e ambiente físico. o que de certa forma limitou nosso âmbito de pesquisa. anti-vírus. a mais completa base de orientação para formação e consolidação de um programa de Política de Segurança. em sua maioria. Com relação aos controles lógicos. análises de riscos e vulnerabilidades de uma base de dados e principalmente na parte de controles de segurança física e pessoal. juntamente com o estabelecimento de controles baseados na norma ISO/IEC 17799:2000.

org/bkr_cbt3.111 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A Comparison of Internal Controls: CobiT®. Ph. Foundations for the Harmonization of Information Technology Security Standards.. U. Information Systems Audit and Control Foundation. Information Systems Audit and Control Association (ISACA). .nist. 2001. Common Criteria Overview. Acesso em Março de 2001.org Acesso em abril de 2001. Desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral.mil/tpep/library/rainbow/ 5200. Orange Book: 26 December 1985 Disponível em http://www.D.radium. Acesso em abril de 2001. By: Janet L. Revised Draft. e Lei No.Itgovernace. Version b. National Institute of Standards and Technology. IT Governance Institute.716 de 1996 sobre discriminação racial.isaca.mil/tpep/library/ ccitse/cc_over. 9..28-STD. Abril 1993. CSI/FBI . CPA.org e http://www. Acesso em março de 2001. Department of Defense Trusted Computer System Evaluation Criteria. Lei n. Disponível em http://www.2001. Constituição Federal.nscs.296 de 96 sobre interceptação telemática (grampo). Disponível em: http://www.º 7. Lei No. Acesso em junho de 2001. Cooperation on Security of Information Systems Joint Task 01.htm.dnd.vol 2 Disponível em ftp. Bowen. Board Briefing on It Governance. 2001. Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria – (CTCPEC) vol1.S. CPA. (ISACF).html. BRASIL. Acesso em março de 2001. Colbert. Arquitetura de Segurança. COSO and SAS 55/78.html.isaca.radium. Ph. Computer Crime and Security Survey.gov. 8. Disponível em: http://www.cse.ca.D. e Paul L. An Introduction to Computer Security: The NIST Handbook. Disponível em http://www.ncsc. Special Publication 800-12. Department of Commerce.069 de 1991 sobre pornografia infantil. SAC.

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113

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30th,1996. Santa Clara (CA). Disponível em http://www.porcupine.org/auditing. Acesso

114 ANEXO I

Comparação de Conceitos de Controle em Auditoria1
Instituições
Audiência primária

COBIT (1996)

SAC(1991)
Auditores internos

COSO(1992)
Administração

SAS 55(1988) /78(1995)
Auditores externos

Administração, usuários e auditores de sistema informação Controle Interno Conjunto dos visto como processos, inclusive Políticas, Procedimentos, Práticas, e as Estruturas de Organização Objetivos da Operações Efetivas Organizacional em & Eficiente, Controle Internos Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes ou Domínios: Domínios Planejamento e Organização, Aquisição e Implementação, Suporte e Distribuição, e Monitoramento Focos Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Conjunto de Processos, Subsistema e pessoas

Processo

Processo

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Sistemas Manuais & Automatizados, Procedimentos de Controle Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Efetividade de Controle Interna Responsabilidade para Sistema de CI Formato 187 páginas em 1193 páginas em quatro documentos 12 módulos
1

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Sobre toda a Entidade Por um tempo pontual Administração 353 páginas em quatro volumes

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Balanço Financeiro Por um período tempo Administração 63 páginas em dois documentos

A Comparison Internal Controls: CobitT®, SAC, COSO and SAS 55/78; By: Janet L. Colbert, Ph.D., CPA, CIA;and Paul L. Bowen, Ph.D., CPA, year 2001(http://www.isaca.org/bkr_cbt3.htm)

115

ANEXO II REQUERIMENTO Pelo presente requerimento, eu, (fulano de tal), solicito acesso aos Sistemas da Secretaria da Receita, declarando que utilizarei o mesmo somente no estrito cumprimento de minhas atividades profissionais estando de pleno acordo com as seguintes determinações: 1) Devo cumprir fielmente as normas, políticas, procedimentos e diretrizes da Secretaria de Receita destinadas à proteção de seus sistemas automatizados contra mal uso, abuso, perda ou acesso não autorizado. Compreendo que qualquer violação destes regulamentos podem resultar em ação administrativa, civil ou processo criminal, ou em demissão; 2) Devo proteger incondicionalmente o sigilo de minha senha. em caso de suspeita de comprometimento de seu segredo devo reportar o fato a meu supervisor ao administrador da rede; 3) Não devo compartilhar meu identificador de acesso (id) e senha com nenhum outro indivíduo; 4) Nunca devo transcrever minha senha em dispositivos ou locais que possam ser facilmente encontrados por outrem; 5) Devo criar e usar senhas com no mínimo 08 caracteres compostas de letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais e números, devendo ainda, trocá-la no intervalo de tempo determinado pelo sistema; 6) Devo desconectar-me do sistema (logoff) sempre que necessitar de um afastamento de minha estação de trabalho por um tempo superior a 10 minutos; 7) Independente do motivo, devo notificar imediatamente ao administrador da rede quando não necessitar mais de acesso aos recursos do sistema; 8) Devo acessar somente os aplicativos aos quais tenho permissão autorizada pelo gerente da rede e utilizar os computadores da Secretaria de Receita somente para fins lícitos; 9) Estou proibido de usar a informação obtida através do acesso aos sistemas de computação da Secretaria para realização de ganho pessoal, lucro financeiro, ou publicação sem aprovação formal de meu superior; 10) Estou proibido utilizar os computadores da Secretaria para atividades ofensivas a meus colegas de trabalho ou ao público em geral, tais atividades incluem, mas não se limitam a: discursos sobre ódio, artigos que ridicularizem outras pessoas com base em raça, credo, religião, cor, sexo, deficiência física ou mental, nacionalidade, ou orientação sexual; 11) Estou proibido de acessar, criar, visualizar, guardar, copiar, ou transmitir por meio da rede da Secretaria de Receita, materiais contendo pornografia, apologia ao uso de drogas e armas, divulgação de jogos ilegais, atividades terroristas ou qualquer outra de natureza ilegal ou proibida.

_________________________ NOME

________________________ ASSINATURA

__________________ DATA

Paragrafo 6. e 7 .116 ANEXO III ISO/IEC 17799:2000. First edition 10/12/2000.

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