UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO TEIXEIRA ANDRADE MARIA DO SOCORRO B. HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Brasília – DF 2001

UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Projeto apresentado à COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília, parte dos requisitos para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores Orientador: Prof. César de Souza Machado

Brasília – DF 2001

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DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Este projeto foi julgado adequado para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores e aprovado em sua forma final pela COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília.

___________________________________ Prof. ……………………. Coordenador

Banca Examinadora: ___________________________________ Prof. César de Souza Machado. Orientador

___________________________________ Prof. Joaquim Gomide

___________________________________ Prof. Alex Delgado Casañas

Agradecemos a todos de coração.iii Aos nossos familiares e companheiros. que durante todo o curso de pós graduação e elaboração do projeto final entenderam nossas faltas e ausências nos incentivando com palavras e atos. Graças a estas pessoas tão especiais. . estamos neste momento concluindo mais uma importante etapa em nossa jornada profissional.

. Algoritmos de Chave Simétrica.....7...... MODELO DE SEGURANÇA ... Algoritmos para Geração de Assinatura Digital...........1...10......................................9..............................................15 2..............8................5.............9...........................................10.... NORMA DE SEGURANÇA ........................... Principais Atores .....6...............9......27 3...................................31 3........................... Riscos Externos ..............................26 3...........................................21 3......................8...... Flexibilidade ........2................................................................................................ SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO...........46 3.15 3..............10....................... Classificação das Informações ...........................................................................................49 ..........1......... ARQUITETURA DE SEGURANÇA ........... Criptografia ......................5.......46 3................... FERRAMENTAS DE SEGURANÇA .1.................................................................17 3............2.......10..........................2..31 3..................... Visão Geral de uma Política de Segurança.............9..........................35 3................................................... Análise de Riscos .....................................................4.......10.....................45 3............................................... Identificação dos Recursos .29 3................... Auditoria .......................................................................................39 3.......................................................................... Criptografia Assimétrica .....................1..1......................................................................................42 3................48 3........................................................ Plano de Contingência.. Algoritmos Criptográficos................................. Riscos Internos ..........................................................34 3...............1.....1.................30 3....10.........iv SUMÁRIO PÁGINA LISTA DE ILUSTRAÇÕES ............2...............15 2..................2.....................................2...........3..............................................29 3.17 3...........................................19 3... Conteúdo Essencial........................9..................................................2.......10.................................... PKI (Public Key Infrastructure) ............. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:...................... PROJETO DE SEGURANÇA .......................VII LISTA DE TABELAS ................................................ Análise de Ameaças ........6.........................................7..9.33 3....17 3........................................ PLANO DE SEGURANÇA .............9......45 3....................................39 3.................9.............................. INTRODUÇÃO .............. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA .........9........................................22 3..............................................................................................1...........................................................................10........................1.....................................................1.............................................3... Considerações Importantes .............9................... Premissas Básicas................................................3.........................9... POLÍTICA DE SEGURANÇA.1............20 3................18 3.......................... OBJETIVOS ....10............................12.5............11..............6......................................................................47 3..... HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA ..............4..12 2........9..........4........ Criptografia Simétrica .................................................... Algoritmos de Chave Assimétrica..49 3....................19 3......... VIII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ..............45 3.........9................. OBJETIVO GERAL .......1....................10.............................................. IX 1............36 3..............9..9..........................9....... FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA........................9.....41 3.........

........61 3.................2..........70 4..............9...........................1..............................4....1..1..51 3..........94 5..1. POLÍTICA DE SEGURANÇA.......5.......................1........................................1..............................................5...... Token Card.......9.........3............10.1..........................6.........................3......3........................9........................72 4..........81 5..................... Departamento de Arrecadação.................................................................4.. Vulnerabilidades Externas......86 5...................1... NORMAS DE SEGURANÇA ......... Softwares de Prevenção............................................ ORGANOGRAMA PADRÃO .1.......................8.................................................59 3........................... PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO ......................2................ Vulnerabilidades Internas.....4......... Coordenação de Administração ...................73 4...9...............................6..........87 5.........................................................................84 5..............................................................3..... ANÁLISE DE RISCOS ... IDS (Intrusion Detection System ) ......................................6........................................................ Requisitos Básicos de um Antivírus........9........................ PLANO DE CONTINGÊNCIA ............................... Anti-Vírus...................................1...................2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade...................2..5........................10............... Coordenação de Informática ......4.............72 4..................7.....7...............83 5........95 5.............53 3...........58 3..........................................94 5..................................................... Departamento de Fiscalização ....................10. POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 ...........................62 3...1.......10.... POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000............54 3.......................................1....................... Software de Identificação ..................62 4.........................86 5.............10..............2...................83 5....................................... POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA ... SANÇÕES .......................................... MATRIZ DE USO DE DADOS ........71 4.........81 5..........10...................8..4..................... Departamento de Atendimento ao Contribuinte .............. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES ...............................................1......60 3............................................................................1.........................................4.................4........54 3.....97 ................. OBJETIVOS ESPECÍFICOS .........78 5..............................55 3.70 4...........................5................1..................3 Identificação de Ameaças e Contramedidas........96 5...................................................5....................................................94 5.........2.............................................v 3...............10........................................................10.......................................85 5.....1....................................1.................4................ RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) ......................................................................... Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico ............4................1........91 5.......................1........................ Call Back.............................73 4......5.........4..8......................................57 3.......10..........................10.........4...........................................73 4.................68 4........................69 4.............................68 4....3.....................................6.11................................................89 5...................................................4.95 5.................................................................... Backup....... Vulnerabilidades Referentes a Aplicações .....10..............72 4...... Biometria. Firewall.....10.......... Vulnerabilidades . Outras Vulnerabilidades ....10............. APLICABILIDADE ..4................85 5.......... Softwares de Detecção ........................4. RESPONSABILIDADE .53 3........10..7.................54 3.................................................. IPSec.... VPN (Virtual Private Network).71 4................................ OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ...........................3...............................................................................................1..........10............................................... PERFIL DO USUÁRIO ........4..................................................1 Plano de Ação para Emergências .......................................................................... COMPETÊNCIAS GENÉRICAS ....................4. Departamento de Tributação............

.......................................................9.....................................................................................................................................115 ANEXO III ......10...1..103 5..................................................................114 ANEXO II................................................... Metodologia .10..............101 5...........................................................10.............................. Como Auditar..............109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......106 6..........................................116 ..... Tipos de Auditoria Propostos ................................................................................................ Recomendações ISO/IEC 17799:2000.......................102 5...................3........ Quando Devem ser Feitas as Auditorias ......10.......111 ANEXO I ................................................vi 5...................10..............................................9...........3 Plano de Recuperação de Desastre ..........4.........99 5............................100 5.....10................................................................................................................... CONCLUSÃO...........100 5..................2............2 Procedimento de Resposta Imediata.........................................5.........104 5................................... AUDITORIA .................................

........ 22 Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança .......................................................................................................................Formação da Cultura de Segurança .............................................................. 108 ..... 101 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT.................................................. 50 Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha ............................................................ 75 Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita................ .............. 77 Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos..................................... 42 Figura 4 .... 63 Figura 6 – Autenticação com Sincronismo....... 78 Figura 13 .............................................. ....................... .................. 70 Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita..........................Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking:................. 64 Figura 7 ............................. 76 Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000..............................Estrutura Básica das Secretarias de Receita ....................................vii LISTA DE ILUSTRAÇÕES PÁGINA Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança....................................................... 27 Figura 3 ............................Metodologia CobiT............................ 74 Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 ..............................................

............. 97 Tabela 4 – Identificação de Ameaças .......................................................................................................... 98 Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas.................................................................................................. 82 Tabela 3 – Contagem de Recursos .......................................................................viii LISTA DE TABELAS PÁGINA Tabela 1 ...................... 99 ..................................................... 80 Tabela 2 – Análise de Ameaças........Matriz de Uso de dados .....................................

IP IPSec IPVA ISO/IEC IT ITSEC LAN MB MD5 MS-Office Asynchronous Transfer Mode Acknowledgement Advanced Encryption Standard Authentication Header British Standard Certificate Authorities Common Criteria Common Criteria for Information Technology Security Evaluation Centro Comercial de Segurança na Computação Compact Disc-Read Only Memory Challenge Handshake Authentication Protocol Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica Gás Carbônico Control Objectives for Information and Related Technology Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission Centro de Processamento de Dados Cadastro de Pessoa Física Central Process Unit Lista de Certificados Revogados Computer Crime and Security Survey/Federal Bureau of Investigation Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria Código Tributário Nacional Comissão de Valores Mobiliários Data Encryption Standard Departamento de Comércio Britânico Encapsulating Security Payload Floppy Disk File Transfer Protocol Gigabyte Hard Disk Hewlett Packard Hypertext Transfer Protocol International Business Machines Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Identification International Data Encryption Algorithm Intrusion Detective System Internet Engineering Task Force Internet Key Exchange Incorporated Internet Protocol Internet Protocol Security Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores International Organization for Standardization/International Engineer Committee Information Technology Information Technology Security Evaluation Criteria Local Area Networks Megabyte Message Digest 5 Microsoft Office .ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ATM ACK AES AH BS CA CC CCITSE CCSC CD-Rom CHAP CNPJ CO2 CobiT COSO CPD CPF CPU CRL CSI/FBI CTCPEC CTN CVM DES DTI ESP FD FTP GB HD HP HTTP IBM ICMS ID IDEA IDS IETF IKE INC.

Adleman Rivest. Systems Auditability and Control Statements on Auditing Standards Simple Mail Transfer Protocol Service Pack Secure Sockets Layer Transport Control Protocol Trusted Computer System Evaluation Criteria Trivial File Transfer Protocol Tecnologia da Informação User Datagrama Protocol União Educacional de Brasília Uninterruptable Power System Visual Basic Virtual Private Network Wide Area Networks World Wide Web . Adleman Data Security Inc. RC4 RFC RIP RSA RSA/DSI SAC SAS SMTP SP SSL TCP TCSEC TFTP TI UDP UNEB UPS VB VPN WAN Web ( WWW. Shamir. W3) Network Access Server National Bureau of Standards National Computing Center Network Interface Card National Institute of Standards in Technology National Security Agency Open System Interconnect Password Authentication Protocol Public Key Infrastructure Programa Nacional de Apoio à Administração dos Estados e Municípios Post Office Protocol versão 3 Point to Point Point to Point Tunneling Protocol Registration Authorities Remote Access Dial In User Service Random Access Memory Remote Access Server Rivest Cipher Request for Comments Routing Information Protocol Rivest.x NAS NBS NCC NIC NIST NSA OSI PAP PKI PNAFEM POP3 PPP PPTP RA RADIUS RAM RAS RC2. Shamir.

.. “ Regina Peres Teles Borges Ex Diretora do PRODASEN tentando explicar a violação do painel de votações do Senado Federal Junho/2001 “...xi Abril/2001 “.....” Fernando Néri Presidente da Módulo Security. é atitude de um desequilibrado. qualificando um ex funcionário de sua empresa que divulgou para a imprensa esquemas das redes de grandes clientes para os quais prestava consultoria Maio/2001 “.. não imaginamos que alguém da casa pudesse cometer tal desatino ... nós sempre nos preocupamos com possíveis invasões externas. nunca imaginamos que um servidor de nossa carreira pudesse cometer um crime destes ..” Altair Lemos Moura Diretor de administração do Ministério da Fazenda em São Paulo justificando as fraudes no sistema de pagamento de pensionistas do Ministério .

a prestação de serviços com qualidade pode se tornar inviável. os sistemas de informação também adquiriram uma importância vital para a sobrevivência da maioria das organizações modernas. os aspectos de segurança atingiram tamanha complexidade que há a necessidade do desenvolvimento de equipes cada vez mais especializadas para sua implementação e gerência. Como ocorreu na evolução de vários outros produtos. levando-nos a propor uma discussão sobre a formulação de uma política de segurança da informação aplicada às instituições governamentais de administração tributária. a preocupação em relação à proteção destas contra o acesso não autorizado e possível destruição cresceu de forma acentuada. armazenar. é uma diretriz que se materializa gradativamente. INTRODUÇÃO No âmbito do Governo existem perdas que podem causar danos irreparáveis. O Governo Federal. Os sites de Internet devem comprometer-se em garantir a confiabilidade das informações de caráter pessoal que são armazenadas em suas bases de dados. além do direito à consulta sobre os dados disponibilizados nos sistemas governamentais. É fundamental garantir o direito dos cidadãos à privacidade. comunicar e usar informações vitais. Tal preocupação decorreu do fato destas instituições terem passado recentemente por grandes revoluções no campo da informática aplicada quando decidiram caminhar na direção da autonomia e se libertar das Companhias Estaduais/Municipais de Processamento de Dados. Logo depois que as organizações começaram a utilizar intensamente os ambientes de computação em rede para aprimorar sua capacidade de criar. já que. turma B. a indústria de segurança de rede inicialmente concentrou seus . Paralelamente. A distribuição da massa informacional. previsto na Constituição. sem computadores e redes de comunicação. sejam elas relativas aos usuários ou às pessoas que compõem a Administração Pública. Recentes fatos noticiados na imprensa coincidiram com a conclusão do curso de Redes de Computadores 2000/2001 – UNEB. em diversas oportunidades. Com a chegada dos computadores pessoais e das redes de computadores que se conectam ao mundo inteiro. garantida através de mecanismos de segurança para as diversas linhas de aplicação e suporte às atividades dentro e fora do governo. que doravante chamaremos de Secretarias de Receita.12 1. tem se manifestado no sentido de assegurar a proteção da informação sob sua guarda e aquelas de interesse do cidadão.

disponibilidade da rede 24 horas dos 7 dias da semana. levando em consideração a missão geral. Embora a maioria dos produtos comerciais de verificação fizessem um trabalho confiável de identificação das vulnerabilidades e das medidas de segurança que podiam ser utilizadas para solucioná-las. Para oferecer suporte à decisão. as metas e os objetivos comerciais da empresa. . testes e análises. O principal objetivo da verificação era identificar o maior número possível de vulnerabilidades no sistema. deram origem a vários produtos comerciais. partindo. Em vez de ser uma atividade de escopo limitado ou um evento periódico. estes sistemas de segunda geração também raramente incluíam recursos para simular diferentes cenários de proteção e/ou realizar uma análise de custo/benefício das medidas de segurança propostas. por fim. Média e Baixa. um gerenciamento de segurança realmente eficaz deve ser capaz de fornecer um contexto amplo para a aplicação mais apropriada de métodos de verificação. o conceito de verificação e teste surgiu em produtos direcionados ao mercado de invasores potenciais e. orientado para gerenciamento. Em um primeiro momento. para identificar outras áreas vulneráveis que necessitavam de atenção.13 esforços em proteger os pontos fracos mais óbvios. as organizações reguladoras e padronizadoras do setor de segurança têm dado ênfase à definição e à implantação de sistemas de gerenciamento de risco abrangentes. simulando invasões em vários pontos diferentes. como o tradicional sistema de prioridades: Alta. Estes produtos tinham como principal objetivo identificar pontos fracos na rede através da aplicação de uma variedade de cenários de invasão. A variedade e a complexidade das redes levaram ao desenvolvimento de mecanismos mais sofisticados para identificar áreas vulneráveis que exigiam atenção constante. proteções e outras medidas de segurança. compatível com as suas metas estratégicas. O grande mérito das soluções de segurança de rede de terceira geração é reunir todos os recursos já existentes em um único recurso abrangente. em seguida. Diante da nova situação surgiu uma nova categoria de produtos que consistia em sistemas de “verificação e teste”. seus mecanismos de classificação não iam muito além de graduações relativamente grosseiras. que permite tomar decisões de segurança de forma racional. Sua principal meta é tornar o gerenciamento de risco de segurança da rede parte integrante do conjunto de ferramentas básicas da organização para um gerenciamento “24 X 7” ou seja. Nos últimos anos.

O inventário de informações (ativos) oferece um contexto apropriado para julgar os riscos reais decorrentes das possíveis vulnerabilidades e ameaças a estes ativos. mas que não retirasse do usuário a agilidade necessária ao bom funcionamento do negócio. Como as organizações. tanto públicas quanto privadas. sendo o grande desafio desta questão a criação de um ambiente controlado e confiável. da catalogação e análise iniciais dos ativos de informação será possível avaliar os impactos de sua possível destruição ou comprometimento. devem-se adotar políticas de segurança que determinem quais itens devem merecer atenção e com quais custos. . Apenas através da identificação. o gerenciamento estruturado dos riscos deve invariavelmente começar com a compreensão da importância e do valor relativos de todas as informações.14 Considerando a organização como um todo. procuraram implementar metodologias e ferramentas de segurança. perceberam que se tornaram vulneráveis. A tendência de negligência quanto aos procedimentos de segurança até que ocorra algum problema grave é muito comum nos ambientes denominados “cliente-servidor”. Para evitar que isto ocorra.

Cada vez mais estas organizações.15 2. surge a necessidade de se implementarem mecanismos eficientes que possam garantir a integridade. autenticidade. espionagem. . seus sistemas de informação e redes de computadores são colocados a prova por diversos tipos de ameaças à segurança da informação. OBJETIVOS 2. disponibilidade da informação e não repúdio dos dados. Apresentar os riscos.2. que garante o sigilo fiscal. 2. Considerando que os dados e informações residentes nas Secretarias de Receita podem refletir a vida financeira e contábil de pessoas e empresas e são legalmente protegidas pelo Código Tributário Nacional . Desenvolver controles de segurança física. sabotagem.CTN. apresentando controles físicos. lógica e pessoal. OBJETIVO GERAL Este trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta de política de segurança baseada na norma ISO/IEC 17799:2000 às Secretarias de Receita. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • • • Levantar as necessidades das Secretarias de Receita quanto à segurança das informações em seu poder. A realidade das Secretarias de Receita ainda baseia-se em Sistemas Corporativos voltados para ambientes fechados (mainframe).1. A excessiva demanda da comunidade por acesso às informações residentes e tratadas nestas instituições levou seus administradores a buscarem novos meios para dar vazão a esta demanda. confidencialidade. vandalismo. Conscientizar os funcionários e prestadores de serviço quanto à segurança das informações. lógicos e pessoais. Atualmente. sendo quase impossível manter seus negócios sem o auxílio do computador. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança da informação e as contramedidas pare prevenir ataques. fogo e inundação. as grandes organizações e instituições estão cada vez mais dependentes de novas tecnologias. incluindo fraudes eletrônicas.

.16 • • • Apresentar uma proposta de política de segurança à alta administração das Secretarias de Receita buscando comprometimento e apoio para implementação da mesma. Elaborar um plano de contingência visando garantir a continuidade do negócio das Secretarias de Receita. Propor uma metodologia de auditoria como elemento de apoio à administração de segurança da informação.

Integridade . 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A fim de facilitar o entendimento geral.garantia de que as informações e métodos de processamento somente sejam alterados através de ações planejadas e autorizadas. PROJETO DE SEGURANÇA A estratégia de segurança da informação de uma empresa exige a elaboração de um projeto de segurança que descreva todos os aspectos da segurança da informação na empresa.17 3. Não repúdio . além disso. A segurança da informação consiste na preservação dos seguintes atributos: • • • Confidencialidade . serão descritos a seguir alguns conceitos básicos importantes para a discussão do tema. (FRASER. consideram-se as ferramentas de hardware e software utilizadas e o domínio da aplicabilidade das mesmas pela organização. também podem ser fundamentais para garantir a segurança da informação: • • Autenticação . Conforme o caso. 3. OPPENHEIMER. 1997. Disponibilidade . SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO A segurança da informação de uma instituição passa primeiramente por uma relação considerável de normas que regem os comportamentos de seu público interno e suas próprias atitudes em relação aos clientes externos.garantia da identidade da origem e do destinatário de uma informação. 1999).garantia de que o emissor não negará um procedimento por ele realizado. .2.1. Um desses aspectos consiste na elaboração de um plano de segurança.garantia de que os usuários autorizados tenham acesso à informação e aos ativos correspondentes quando necessário (ISO/IEC 17799:2000).garantia de que a informação é acessível somente por pessoas autorizadas.

Análise dos requisitos de segurança e compromissos. e Implementação. Desenvolvimento de um plano de segurança. contendo a relação dos serviços de TI disponibilizados. PLANO DE SEGURANÇA Plano de Segurança é um documento de alto nível que propõe o que uma organização deve fazer para satisfazer os requisitos de segurança. correio eletrônico e outros. envolve várias etapas de trabalho: • • • • • • • Identificação dos ativos da empresa em termos de informações. Um dos aspectos mais importantes do plano de segurança é uma especificação das pessoas que devem estar envolvidas na implementação da segurança de rede: • • • Serão contratados administradores de segurança especializados? Como os usuários finais e seus gerentes estarão envolvidos? Como os usuários finais. incidentes e contingências. quem terá acesso aos serviços. Web. FTP. Desenvolvimento de procedimentos para implantar a norma e uma estratégia de implementação. dos procedimentos de controle dos ambientes. quais áreas da empresa disponibilizam os serviços. Esta lista deve especificar quem fornecerá os serviços. Deve fazer referência à topologia de rede e incluir uma lista de serviços de rede que serão fornecidos. 3. as pessoas e outros recursos que serão necessários para desenvolver uma norma de segurança e alcançar a implementação técnica da norma. O plano especifica o tempo. quem terá acesso aos serviços. É muito importante que a administração corporativa .3. O plano deve estar baseado na análise de ativos de redes e riscos. gerentes e pessoal técnico serão treinados sobre normas e procedimentos de segurança? Para ser útil. como por exemplo. gerenciamento e auditoria dos procedimentos de segurança. um plano de segurança precisa ter o apoio de todos os níveis de funcionários dentro da organização. segundo Oppenheimer (1999). Definição de uma norma de segurança. Análise dos riscos de segurança. a descrição detalhada de sua implementação.18 O projeto de segurança. o modo como o acesso será fornecido e quem irá administrar os serviços.

as normas de segurança devem ser atualizadas com regularidade a fim de refletirem novas orientações comerciais e mudanças tecnológicas (Oppenheimer. entre o nível estratégico e o de descrição de procedimentos. O desenvolvimento de uma norma de segurança é trabalho dos administradores de redes.19 apoie plenamente o plano de segurança. gerentes. A norma de segurança informa aos usuários. NORMA DE SEGURANÇA Norma de segurança é uma declaração formal das regras às quais as pessoas que têm um determinado acesso à tecnologia e aos ativos de informações de uma organização devem obedecer. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA Os procedimentos de segurança implementam normas de segurança. executivos e pessoal técnico. a norma de segurança deve ser explicada a todos pela gerência superior. Da mesma forma que o plano. login. 1999). ou seja. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações e recursos de uma instituição.5. Pode-se definir ainda.4. 3. dentro de um segmento particular do ambiente desta corporação. auditoria e configuração. Muitas empresas exigem que o pessoal assine uma declaração indicando que leu. Pelo fato de as organizações mudarem continuamente. a nível de descrição de execução de . 1999). A norma deve especificar os mecanismos pelos quais estas obrigações podem ser cumpridas. A norma de segurança é um documento vivo. Uma vez desenvolvida. 3. compreendeu e concorda em cumprir as normas. da mesma forma que os usuários finais (Oppenheimer. gerentes e ao pessoal técnico de suas obrigações para proteger os ativos de tecnologia e informações. (RFC 2196. norma de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível intermediário. Podem-se definir procedimentos de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível operacional. definem processos de configuração. O pessoal técnico da rede e de locais remotos deve se envolver no plano. The Site Security Handbook). ou seja. a norma de segurança deve ter o comprometimento de funcionários.

3. são criados o plano de contingência e o processo de auditoria.6. Os procedimentos de segurança devem especificar como controlar incidentes (quer dizer. impactos e custos ao qual ele está submetido. lógicos. Com base nessa arquitetura. Uma arquitetura de segurança deve levar em consideração três elementos básicos: pessoas. é criado um documento denominado política de segurança para ser divulgado em toda empresa. dados. A divulgação deve ser restrita aos funcionários diretamente envolvidos. Uma arquitetura de segurança representa um elenco de recomendações que define os princípios e fundamentos que devem ser observados na implementação de um ambiente considerado seguro em relação aos riscos. deve existir uma arquitetura de segurança com potencial necessário para atingir todas as metas e objetivos de segurança desejáveis sem comprometer a capacidade de adaptabilidade e a independência dos recursos de TI (Tecnologia da Informação). o modelo de segurança e a junção de padrões e tecnologias. fazer auditoria e desenvolver o plano de contingência com objetivo de manter o negócio da Secretaria de Receita sempre ativo. 2001).20 ações. baseado na arquitetura clienteservidor. a arquitetura de segurança recomendada deve fornecer as bases para os aspectos de segurança dos seguintes elementos: aplicações. administradores de redes e administradores de segurança. o que fazer e quem contatar se uma intromissão for detectada). cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações de uma instituição. . Os procedimentos de segurança podem ser comunicados aos usuários e administradores em turmas de treinamento lideradas por instrutores qualificados. Devem ser escritos procedimentos de segurança para usuários finais. comunicação de dados e gerência de sistemas e rede. dentro de um segmento particular do ambiente da corporação. Em um ambiente como o da Secretaria de Receita. Para tanto. ARQUITETURA DE SEGURANÇA Com base na norma de segurança. técnicos e administrativos necessários para a garantia da segurança da informação (ROBERTI. Para implementar a política de segurança deve ser criada uma arquitetura de segurança que consiste na aplicação de todos os controles físicos.

Uma arquitetura de segurança eficiente e eficaz deve levar em conta o trinômio: pessoas. antes de qualquer entidade (usuários. funcionários. por exemplo: criptografias e cartão inteligente. Possuir um modo consistente de gerenciamento. Ter performance e disponibilidade dos mecanismos de segurança. por exemplo. Estar em conformidade com padrões infacto. Para tanto. procedimentos e mecanismos de segurança. aplicação de rede. e Obter a conscientização de usuários finais. Ser alavancada por tecnologias de segurança amadurecidas. pode reduzir o custo do desenvolvimento e do gerenciamento da segurança.21 É importante salientar que a arquitetura de segurança proposta deve conduzir a implementações que sejam financeiramente possíveis para a organização. . denomina-se modelo de segurança que. Um modelo de segurança deve prover a habilidade de proteger adequadamente a informação. Definir relacionamentos entre os componentes de segurança: autenticação e permissão de acesso. padrões e tecnologias usadas em um Modelo de Segurança. MODELO DE SEGURANÇA O conjunto de todos os controles. como por exemplo a norma ISO/IEC 17799:2000 e CobiT. programas) confiar em um sistema. Em um ambiente confiável. a arquitetura deve possuir as seguintes qualidades: • • • • • • • Ser independente de plataforma operacional. Ambientes de TI como os da Secretaria de Receita geralmente são dinâmicos e sujeitos a muitas pressões da sociedade. se corretamente implementado. 3. Um modelo de segurança endereça os requisitos técnicos de segurança exigidos conforme figura a seguir. é necessário saber quais recursos podem ser utilizados com segurança e quais informações são confidenciais.7.

Holanda. requisitos de autenticação e os controles. É através dos princípios que a Arquitetura de Segurança será definida. políticas e procedimentos de segurança da instituição que servirão como guia para a gerência de riscos.22 MODELO DE SEGURANÇA AMBIENTE CONFIÁVEL SEGURANÇA INTEGRIDADE AUTORIZAÇÃO CONFIDENCIALIDADE AUTENTICAÇÃO PERFORMANC DISPONIBILIDADE CONTROLES ACESSO FÍSICO ACESSO À REDE GERÊNCIA MONITORAÇÃO E DETECÇÃO RECUPERAÇÃO CONTINUIDADE DURABILIDADE CONSISTÊNCIA GERÊNCIA DE MUDANÇAS NÃO REPÚDIO AUDITORIA FUNDAÇÃO POLÍTICAS DE SEGURANÇA PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA PADRÕES E CRITÉRIOS DE SEGURANÇA EDUCAÇÃO Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança. performance e disponibilidade dentro dos limites aceitáveis e definidos nos princípios e na política de segurança. Os princípios indicam itens como identificação. países como Estados Unidos. França. proteção de dados e recursos. Os princípios de segurança são declarações particulares que definem o que a segurança significa para a organização e como será administrada. recuperação e para assegurar conformidade às leis e regulamentos aplicáveis à arquitetura de segurança.8. Reino Unido e Canadá têm se empenhado no desenvolvimento de Padrões de . Fonte: Arquitetura de Segurança desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral A fundação consiste de declarações claras e concisas. Entende-se por ambiente confiável a combinação de segurança. Alemanha. HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA Nas últimas duas décadas. 3. Os controles referem-se a gerência e mensuração das operações sobre sistemas e dados no ambiente.

passou a ser o critério de normatização do Canadá (janeiro de 1993. e permite a seleção arbitrária da segurança funcional a níveis de graus de garantia. 2 em janeiro de 1993. elaborado pela França. A norma canadense. Holanda e Reino Unido e adotado pelos países membros do Mercado Comum Europeu. Este último descreve o tipo. a integridade. CTCPEC. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançou em 1983 o Trusted Computer System Evaluation Criteria . bancos de dados. garantia e documentação. A primeira tentativa de desenvolver um critério padrão foi o Information Technology Security Evaluation Criteria . sistemas multi-processados. 1 em dezembro de 1992 e vol. a evidência escrita na forma de guias de usuário. e outros. a disponibilidade e a legitimidade. tornou-se necessária uma normatização e posteriormente uma harmonização.(ITSEC). testes. Os sistemas de administração de redes. manuais. e modelo de documentação requerido a cada tipo de evento. a Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria (CTCPEC). subsistemas. A canadense. Alemanha.(TCSEC). banco de dados e periféricos não foram suficientemente conceituados por esta norma. conhecido como o Orange Book. cuja versão final saiu em 1985.23 Segurança para Tecnologia da Informação. Como o comércio não poderia dispor e avaliar produtos em múltiplos países com múltiplos padrões. estes critérios são definidos como critérios . O ITSEC faz a primeira tentativa de desenvolver critérios padronizados para a Comunidade Européia. O Federal Criteria for Information Technology Security foi elaborado em conjunto pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) e o National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos. Esta norma européia introduz o conceito de separar as exigências funcionais e as exigências de garantia. lançado em junho de 1991. Vol. Os critérios divididos anteriormente em funcionalidade e confiabilidade passam a serem divididos na CTCPEC. sistemas distribuídos. a confidencialidade. alarga o horizonte para incluir sistemas monolíticos. sistemas de rede. A enorme disponibilidade de produtos no mercado internacional gerou a necessidade de padrões que pudessem ter ampla aceitação e aplicabilidade no mercado. última edição). O Orange Book (TCSEC) define a Política de Segurança e conceitos de responsabilidade. em quatro critérios: da garantia em TI.

1. O Common Criteria pode ser usado por consumidores para ajudá-los a decidir quais produtos de segurança comprar baseados nas classificações do CC.0 em maio de 1998 e a última versão em agosto de 1999. .24 O Federal Criteria tem como característica a especificação. O CC pode ser útil para os desenvolvedores auxiliando na escolha de quais requisitos de segurança vão incluir em seus produtos. Em Janeiro de 1996. os Estados Unidos. em conjunto com o esquema básico definido no modelo de referência. geralmente referido apenas como “Common Criteria” (CC). a comunicação. o desenvolvimento e a avaliação de produtos de segurança para TI. A chave deste esforço é o avanço do estado da arte da segurança em TI e a harmonização de esforços internacionais. Canadá e Holanda publicaram uma avaliação de padrões desenvolvida em conjunto para um mercado multinacional. O modelo básico foi ao longo do tempo sendo complementado com adição de outros documentos. para desenvolver e criar produtos de forma a provar aos avaliadores que tais produtos preenchem os requisitos. os recursos e os usuários do ambiente. Uma versão inicial (v. Reino Unido.0) foi publicada em Janeiro de 1996. orientações e restrições para o aperfeiçoamento dos padrões existentes além de guiar o desenvolvimento de novos padrões. França. e também para publicar suas exigências de segurança de forma que os vendedores possam desenvolver produtos que estejam de acordo com as mesmas. dentre eles o ISO/IEC 7498-2 que trata dos aspectos relativos à segurança e sua forma de aplicação em circunstâncias onde é necessário proteger os dados. a versão 2. O Common Criteria é um esforço multinacional de escrever um sucessor para o TCSEC e ITSEC. Alemanha. e para determinar suas responsabilidades em apoiar e avaliar seus produtos. O modelo de referência OSI/ISO/IEC inicialmente foi elaborado para permitir a interconexão entre sistemas baseados em diferentes plataformas.CCITSE (Critério Comum para Avaliação de Segurança da Tecnologia da Informação). Este padrão é conhecido como Common Criteria for Information Technology Security Evaluation . visando permitir comunicações cada vez mais seguras e prover uma abordagem consistente para segurança em ambiente ISO. O CC também serve para auxiliar os avaliadores a julgar se um produto preenche ou não os requisitos de segurança e para fornecer dados quando estiver formando métodos específicos de avaliação. que combina os melhores aspectos de ambos. A arquitetura de segurança ISO estabelece.

foi posteriormente relançado como a British Standard BS7799:1995. A arquitetura ISO trata exclusivamente dos aspectos de segurança relacionados à comunicação entre os sistemas finais não abrangendo medidas de segurança que devem ser adotadas nos sistemas complementares necessárias para garantir a proteção completa dos recursos e dados do sistema. . a primeira revisão do padrão. integridade a disponibilidade das informações de seus clientes. o comitê responsável pelo desenvolvimento da BS 7799 está se preparando para atualizar a parte 2 de forma a ser proposta como padrão ISO. o CCSC tinha duas principais tarefas: a primeira era auxiliar os vendedores de produtos de segurança de TI a estabelecer um conjunto de critérios de avaliação de segurança reconhecido internacionalmente. oito pequenas modificações ao texto da BS foram aprovadas e o padrão foi publicado como ISO/IEC 17799:2000 em 1 de dezembro de 2000. a BS 7799-2:1998 foi adicionada em fevereiro de 1998. foi publicada em abril de 1999. A ISO/IEC 17799:2000 tem como objetivo permitir que companhias que cumprem a norma demostrem publicamente que podem resguardar a confidencialidade. Em outubro de 2000. a princípio. Fundado em maio de 1987. O resultado final foi publicado. Uma segunda parte. principalmente da Indústria Britânica.25 A arquitetura de segurança apresentada no modelo ISO/IEC 7498-2 possui os seguintes objetivos: • • Descrever os serviços de segurança e os mecanismos a eles relacionados e Definir a posição dos serviços de segurança e dos mecanismos associados no modelo de referência. A origem da ISO/IEC 17799:2000 remonta aos dias do Centro Comercial de Segurança na Computação (CCSC) do Departamento de Comércio Britânico (DTI). Neste ínterim. a BS7799:1999. como um documento de orientação dos Padrões Britânicos. Seguindo um período de mais consultas públicas. a segunda tarefa era ajudar os usuários a produzirem um código de boas práticas de segurança que resultou em um “Código de Práticas para Usuários”. Consistia em um código de práticas para gerenciamento de segurança da informação. deram continuidade ao seu desenvolvimento para garantir que o Código era tanto significativo quanto prático do ponto de vista dos usuários. A parte 1 do padrão foi proposta como um padrão ISO em outubro de 1999 e aprovada por maioria em votação internacional em agosto de 2000. Após um período de extensivas revisões e consultas públicas que iniciou em novembro de 1997. o PD 0003. O National Computing Center (NCC) e posteriormente um consórcio de usuários. publicado em 1989. bem como um esquema associado de avaliação e certificação.

O caráter estratégico de uma política de segurança deve garantir que a mesma aborde questões que são essenciais para a corporação como um todo. POLÍTICA DE SEGURANÇA A política de segurança tem por objetivo prover à administração uma direção e apoio para a segurança da informação. Uma vez que a política é um estatuto. A administração deve estabelecer uma política clara e demonstrar apoio e comprometimento com a segurança da informação através da emissão e manutenção de uma política de segurança da informação para toda a organização (ISO/IEC 17799:2000). Além de fornecer controles detalhados de segurança para computadores e redes. as suas obrigações para a proteção da tecnologia e do acesso à informação. conscientização sobre segurança para os funcionários. aprovação e aplicação sigam os ritos internos da instituição na qual será aplicada. configurar e auditar sistemas computacionais e redes. Uma política de segurança é a expressão formal das regras pelas quais é fornecido acesso aos recursos tecnológicos da empresa. Portanto. 3. O principal propósito de uma política de segurança é informar aos usuários.26 A ISO/IEC 17799:2000 fornece mais de 127 orientações de segurança estruturadas em 10 títulos principais para possibilitar aos leitores identificarem os controles de segurança apropriados para sua organização ou áreas de responsabilidade. A política deve especificar os mecanismos através dos quais estes requisitos podem ser alcançados. Cada regra da política serve como referência básica para a elaboração do conjunto de regras particulares e detalhadas que compõem as normas e os procedimentos de segurança. para que sejam adequados aos requisitos propostos. é necessário que a sua elaboração. onde as responsabilidades recaem. Com o intuito de tornar a política de segurança um instrumento que viabilize a aplicação prática e a manutenção de uma infra-estrutura de segurança para a instituição. plano de continuidade dos negócios e requisitos legais. Outro propósito é oferecer um ponto de referência a partir do qual se possa adquirir.9. equipe e gerentes. e qual o comprometimento da organização com a segurança. é . a ISO/IEC 17799:2000 dá orientações sobre políticas de segurança. A política deve especificar as metas de segurança da organização. uma tentativa de utilizar um conjunto de ferramentas de segurança na ausência de pelo menos uma política de segurança implícita não faz sentido (RFC 2196).

tal qual numa hierarquia. Estes estatutos podem ser referidos como políticas específicas. mas um meio para se chegar a um objetivo maior. A segurança não é um fim em si mesma. Considerando a mutabilidade de tais elementos e dos próprios objetivos e metas da organização. uma política só apresentará efetividade ao longo do tempo se sofrer constantes reavaliações e atualizações conforme o ciclo de etapas mostrado a seguir.1.27 necessário que a política seja desdobrada em estatutos mais detalhados.9. É importante lembrar que toda regra aplicada a uma instituição deve estar em consonância com os objetivos fins da mesma. regras complementares. Implementação Auditoria Administração Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança Diretrizes e normas 3. sendo que o limite será ditado pelas necessidades e conveniências da instituição para a qual são elaborados as regras de segurança. Cabe ressaltar que. ou controles. Outros níveis podem existir. normas. Visão Geral de uma Política de Segurança A elaboração de um programa sistematizado de segurança de informações parte da análise das seguintes indagações: . mais detalhado e de caráter operacional será. A política de segurança como um elemento institucional da organização possui um ciclo de vida indefinido e deve prever todos os mecanismos de defesa contra qualquer ameaça conforme estabelecido no estudo de custos x benefícios. quanto mais baixo o nível hierárquico de um documento de segurança em relação à política.

o que ajuda a definir quanto vale a pena gastar com proteção. O primeiro passo para isto é avaliar o valor do bem ou recurso a ser protegido e sua importância para a organização. do que se deve proteger. a maior perda ocorre com intrusos internos. existe muita publicidade sobre intrusos externos em sistemas de computadores. confiança e outras medidas menos óbvias. recursos financeiros e humanos se pretendem gastar para atingir os objetivos de segurança desejados? Qual a expectativa dos usuários e clientes em relação à segurança das informações? Quais as conseqüências no caso dos recursos serem corrompidos ou roubados? Obtidas as respostas às indagações acima. mas a grande parte das pesquisas sobre segurança mostram que. Como por exemplo. Embora isto possa parecer óbvio.. é possível se enganar sobre onde os esforços são necessários. Disponibilidade – garantia de que os serviços e os dados estejam disponíveis no momento em que são requisitados por pessoa ou entidade autorizada. Este é o processo de examinar todos os riscos e ordenar esses . A análise de risco envolve determinar o que se deve proteger.28 • • • • • • • • O que se deseja proteger? Contra que ou quem? Quais são as ameaças mais prováveis? Qual a importância de cada recurso? Qual o grau de proteção desejado? Quanto tempo. deve-se atentar para os seguintes princípios que norteiam um bom programa de segurança de informação: • • • Confidencialidade – garantia contra o acesso de qualquer pessoa/entidade não explicitamente autorizada. identificar os pontos vulneráveis e determinar uma solução adequada para a organização. Uma das razões mais importantes de criar uma política de segurança da informação é assegurar que esforços despendidos em segurança renderão benefícios efetivos. Integridade – garantia de que os dados não sejam apagados ou de alguma forma alterados sem a permissão competente. reputação. Custo neste contexto significa incluir perdas expressas em moeda corrente real. saber quais as conseqüências da falta de segurança. para a maioria das organizações. e como proteger. É preciso conhecer os riscos.

utilitários. sistemas operacionais e programas de comunicação. . deve preocupar-se com as funcionalidades que irá manter e qual será a facilidade de utilizá-las. Documentação: administrativos. impressoras. Dados: durante execução. tal como as pessoas que de fato usam os sistemas. terminais. • • • • • Software: programas fonte. programas objeto. hardware. programas. logs de auditoria. tais como informações proprietárias.9. Uma política de segurança não deve prejudicar os processos de produção da organização. roteadores.2. administradores e suporte de hardware. backups. fitas e mídia magnéticas. local. Pessoas: usuários. teclados. sem antes determinar quais são as suas metas de segurança. a seguir está uma lista de categorias: • Hardware: CPUs. drives. mas.9. procedimentos 3. programas de diagnóstico. bancos de dados e mídia de comunicação. formulários.29 riscos por nível de severidade. No entanto. arquivados off-line. alguns são negligenciados. computadores pessoais. discos. Alguns são óbvios. sistemas. Considerações Importantes O domínio das ferramentas de proteção disponíveis no mercado aliado a uma consistente análise dos riscos constituem a base para a formação de um sólido programa destinado à segurança institucional dos dados de uma organização e irá determinar quão segura é a rede de comunicação e os dados nela residentes. boards. O ponto de partida é a lista de todos as partes que podem ser afetadas por um problema de segurança. sendo assim. e Materiais: papel. não é possível tomar boas decisões sobre segurança. 3. estações de trabalho.3. linhas de comunicação. Este processo envolve a tomada de decisão sobre o custo benefício do que se deve proteger. Conforme sugerido por Pfleeger (Pfleeger. armazenados on-line. servidores de terminais. Identificação dos Recursos O primeiro passo de uma análise de risco é a identificação de todos os elementos que necessitam de proteção. propriedade intelectual e todos os vários componentes de hardware. 1989).

necessita observar alguns princípios elementares elencados a seguir: • • • • Apoiar-se sempre nos objetivos da organização e nunca em ferramentas e plataformas. • Facilidade de uso versus segurança . Demonstrar os riscos e ameaças que está combatendo e as proteções propostas.30 Uma política de segurança deve nortear seus objetivos a partir das seguintes considerações: • Serviços oferecidos versus segurança fornecida . mas bastante mais seguro. não haveria segurança.4. Há também muitos níveis de risco: perda de privacidade (a leitura de uma informação por indivíduos não autorizados). . e gerentes através de um conjunto de regras de segurança.Cada serviço oferecido para os usuários carrega seu próprio risco de segurança. torna o sistema ainda mais difícil de utilizar. pessoal operacional. e a perda de serviços (ocupar todo o espaço disponível em disco. e o administrador deve optar por eliminar o serviço ao invés de tentar torná-lo menos inseguro. mas mais seguro. ambientes e pessoas. performance (tempo de cifragem e decifragem). 3. Definir responsabilidades para implementação e manutenção de cada proteção. metas e regras devem ser comunicados indistintamente a todos os usuários.O sistema mais fácil de usar deveria permitir acesso a qualquer usuário e não exigir senha. Os objetivos. e geradores de senha one-time). Cada tipo de custo deve ser contrabalançado ao tipo de perda.9. chamado de Política de Segurança. Premissas Básicas Uma política de segurança deve ser elaborada visando toda a organização a que se prestará e suas concepções institucionais. isto é. Requerer senhas one-time geradas por dispositivos. o risco é superior ao benefício do mesmo. e facilidade de uso. impossibilidade de acesso à rede).Há muitos custos diferentes para segurança: monetário (o custo da aquisição de hardware e software como Firewalls. perda de dados (corrupção ou deleção de informações). Descrever o programa geral de segurança da rede. dados. Solicitar senhas torna o sistema um pouco menos conveniente. Para alguns serviços. desta forma. e • Custo da segurança versus o risco da perda .

9. e quem é afetado pelas orientações.6. os seguintes elementos: • Justificativa da importância da adoção dos procedimentos de segurança explicando-os junto aos usuários para que o entendimento dos mesmos leve ao comprometimento com todas as ações de segurança. Conteúdo Essencial Como instrumento de caráter institucional. quem detém privilégios e determina autorizações.9. A seguinte lista de indivíduos deve estar envolvida na criação e revisão dos documentos da política de segurança: • • • Representante da administração superior da organização. • • • • Descrição dos procedimentos para fornecimento e revogação de privilégios. quem as aprovou. Determinação da gerência específica e responsabilidades dos envolvidos no controle e manuseio do ambiente operacional. e Definir sanções e penalidades. Identificação dos recursos que se quer proteger e que software são permitidos em quais locais. Administrador de segurança do site. e Descrição dos procedimentos para os casos de exceção. 3. É especialmente importante que a gerência corporativa suporte de forma completa o processo da política de segurança. caso contrário haverá pouca chance que ela tenha o impacto desejado.31 • • Definir normas e padrões comportamentais para usuários. Principais Atores Para que uma política de segurança se torne apropriada e efetiva. Suporte técnico. • Identificação precisa de quem desenvolveu as orientações. ela deve ter a aceitação e o suporte de todos os níveis de empregados dentro da organização. 3.5. uma política de segurança deve apresentar em seu contexto. no mínimo. para que o documento seja utilizado como prova se ocorrer alguma violação. informação de violação de segurança. .

dentre outros. e aplicar sanções onde a prevenção efetiva não for tecnicamente possível. comunicação de dados. Possuir regras de uso aceitáveis. logs de atividades. e Help-Desk. e não simplesmente welcome). Possuir definições claras das áreas de responsabilidade para os usuários. Também deve especificar quaisquer mensagens de notificação requeridas (por exemplo. Ser implementada por meio de ferramentas de segurança quando apropriado. mensagens de conexão devem oferecer aviso sobre o uso autorizado e monitoração de linha. pessoal e gerentes. Ela deve oferecer linhas de condutas para conexões externas. adição de novos softwares. Deve especificar a capacidade de auditoria. Conter a indicação de uma política de privacidade que defina expectativas razoáveis de privacidade relacionadas a aspectos como a monitoração de correio eletrônico. e acesso aos arquivos dos usuários. Administradores de grandes grupos de usuários dentro da organização. • Definir uma política de contabilidade que indique as responsabilidades dos usuários. destacam-se: • • • • • • Ser implementável por meio de procedimentos administrativos anteriormente instituídos. . conexão de dispositivos a uma rede. entre outros. o que fazer e a quem contatar se for detectada uma possível intromissão). administradores e gerentes. • Discriminar uma política de acesso que defina os direitos e os privilégios para proteger a organização de danos. através da especificação de linhas de conduta dos usuários. Representantes de todos os grupos de usuários afetados pela política de segurança. e oferecer a conduta no caso de incidentes (por exemplo. Possuir guias para a compra de tecnologia computacional que especifiquem os requisitos ou características que os produtos devem possuir.32 • • • • Desenvolvedores de softwares. Vários fatores podem trazer efetividade para uma política de segurança.

33 • Viabilizar uma política de autenticação que estabeleça confiança por meio de uma política efetiva de senhas. • Definir uma tecnologia de informação e política de manutenção de rede que descreva como. • Possuir um documento de disponibilidade que defina as expectativas dos usuários para a disponibilidade de recursos. • Definir um relatório de violações que indique quais os tipos de violações devem ser relatados e a quem estes relatos devem ser feitos.7. e • Oferecer aos usuários informações sobre como agir na ocorrência de qualquer tipo de violação.9. através da linha de conduta para autenticação de acessos remotos e o uso de dispositivos de autenticação. tanto o pessoal de manutenção interno como externo. Esta é uma parte importante do processo. a política deve ser revisada por um conselho legalmente instituído para tal fim. Flexibilidade No intuito de tornar a política viável a longo prazo. Uma vez estabelecida. No mínimo. pessoal e gerentes. Os criadores da política devem considerar a busca de assistência legal na criação da mesma. bem como especificar horários de operação e de manutenção. Uma atmosfera de não ameaça e a possibilidade de denúncias anônimas irá resultar em uma grande probabilidade de uma violação ser relatada. Finalmente sua política deve ser revisada regularmente para verificar se está suportando com sucesso suas necessidades de segurança. entenderam e concordaram com a política estabelecida (vide Anexo II). Pode haver requisitos regulatórios que afetem alguns aspectos de uma política de segurança tal como a monitoração. é necessária bastante flexibilidade baseada no conceito de segurança arquitetural. Outra área para considerar é a terceirização e como ela é gerenciada. 3. Ele também deve incluir informações para contato para relatar falhas de sistema e de rede. devem manipular e acessar a tecnologia. Um tópico importante a ser tratado aqui é como a manutenção remota é permitida e como tal acesso é controlado. Ele deve endereçar aspectos como redundância e recuperação. Deve-se criar um documento que os usuários assinem. a política deve ser claramente comunicada aos usuários. Uma política deve ser . afirmando que leram.

Por exemplo. Também é importante reconhecer que há expectativas para cada regra. se isto ocorrer. informações divulgadas à imprensa ou pela internet 2) Internas ou de uso interno: as informações e os sistemas assim classificados não devem sair do âmbito da instituição. 3. informações sobre vulnerabilidades de segurança dos sistemas institucionais. Exemplo: Dados pessoais de clientes e funcionários. Exemplo: serviços de informação ao público em geral. 3) Confidenciais: informações e sistemas tratados como confidenciais dentro da instituição e protegidos contra o acesso externo. O acesso a estes sistemas e informações é feito de acordo com sua estrita necessidade. Porém. Os mecanismos para a atualização da política devem estar claros. senhas. Por isso a classificação das informações é um dos primeiros passos para o estabelecimento de uma política de segurança de informações. a política pode definir como tratá-la de acordo com sua classe. balanços entre outros. Exemplo: Serviços de informação interna ou documentos de trabalho corriqueiros que só interessam aos funcionários.34 largamente independente de hardware e software específicos. contratos . Um vez classificada a informação. as conseqüências não serão críticas. Sempre que possível a política deve expressar quais expectativas foram determinadas para a sua existência. em sistemas com um usuário root. múltiplos administradores de sistema talvez conheçam a senha e utilizem a conta. . diferentes tipos de informação devem ser protegidos de diferentes maneiras. O acesso não autorizado a esses dados e sistemas pode comprometer o funcionamento da instituição. os usuários só podem acessá-los se estes forem fundamentais para o desempenho satisfatório de suas funções na instituição. causar danos financeiros ou perdas de fatias do mercado para o concorrente. Isto inclui o processo e as pessoas envolvidas. isto é. Por exemplo.9. 2000). Também pode haver casos em que múltiplos usuários terão acesso à mesma userid. escolhendo mecanismos de segurança mais adequados. A classificação mais comum de informações é aquela que as divide em 04 níveis: 1) Públicas ou de uso irrestrito: as informações e os sistemas assim classificados podem ser divulgados a qualquer pessoa sem que haja implicações para a instituição. sob que condições um administrador de sistema tem direito a pesquisar nos arquivos do usuário.8. Classificação das Informações Segundo Claudia Dias (Dias.

Para tomar as devidas precauções. como aos usuários que precisam utilizar esses recursos. Conhecer com antecedência as ameaças aos recursos informacionais e seus impactos pode resultar em medidas efetivas para reduzir as ameaças. de forma a proporcionar a adoção de medidas apropriadas tanto às necessidades de negócio da instituição ao proteger seus recursos de informação. levando em consideração justificativas de custos. e os custos envolvidos na sua prevenção ou recuperação. Se combater uma ameaça for mais caro do que seu dano potencial. a qual identifica os componentes críticos e o custo potencial aos usuários do sistema. talvez não seja aconselhável tomar quaisquer medidas preventivas neste sentido.35 4) Secretas: o acesso interno ou externo de pessoas não autorizadas a este tipo de informação é extremamente crítico para a instituição. risco é uma combinação de componentes. 3.9. já que é impossível eliminar todos. impactos e vulnerabilidades das informações e das instituições de processamento das mesmas e da probabilidade de sua ocorrência. tais como ameaças. nível de proteção e facilidade de uso. Os riscos podem apenas ser reduzidos. É imprescindível que o número de pessoas autorizadas seja muito restrito e o controle sobre o uso dessas informações seja total. O gerenciamento de risco é o processo de identificação. A quebra de segurança sempre poderá ocorrer. A análise de risco é o ponto chave da política de segurança englobando tanto a análise de ameaças e vulnerabilidades quanto a análise de impactos.9. Exemplo: Informações dos contribuintes. Na verdade. Análise de Riscos Análise de riscos é a análise das ameaças. . determinar a probabilidade de uma ameaça se concretizar e entender os riscos potenciais. vulnerabilidades e impactos em um determinado ambiente. é preciso inicialmente identificar as ameaças e os impactos. classificando-os por nível de importância e severidade da perda. declarações de imposto de renda. as vulnerabilidades e conseqüentemente os impactos. Muitas vezes o termo risco é utilizado como sinônimo de ameaça ou da probabilidade de uma ameaça ocorrer. controle e minimização ou eliminação dos riscos de segurança que podem afetar os sistemas de informação a um custo aceitável (ISO/IEC 17799:2000).

através de e-mails ou disquetes contaminados. Precisa de um programa “hospedeiro” portador’. a replicação ocorre através dos links de comunicação. Quando um arquivo de programa está infectado com vírus é executado e o vírus imediatamente assume o comando.9.1. que são programas projetados para replicação e possuem as seguintes características. ao contrário dos vírus. Residem. Na mesma categoria dos vírus. Podem ser inseridos por hackers que entram no sistema e plantam o vírus. encontrando e infectando outros programas e arquivos. Ele infecta o arquivo colocando nele parte de um código. É ativado por uma ação externa.9. Os vírus podem ser inofensivos (apenas mostram uma mensagem ou tocam uma música). não necessitam se atracar a um programa ou arquivo “hospedeiro”. Os códigos de vírus procuram entre os arquivos dos usuários. Riscos Externos Relacionados a seguir estão alguns tipos de riscos externos aos quais freqüentemente as organizações estão sujeitas: Vírus. Para worms de rede. A seguir estão algumas características de um vírus: • • • • Consegue se replicar. programas executáveis sobre os quais os usuários têm direito de escrita. e Sua habilidade de replicação é limitada aos sistema virtual. assim como os vírus. Worms e Trojans Segundo o CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. • • • • Eles se replicam. os vírus estão em primeiro lugar entre as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001. algumas das quais os diferenciam dos vírus.36 3. . circulam e se multiplicam em sistemas multi-tarefa. ou nocivos apagando ou modificando arquivos do computador. São entidades autônomas. estão os warms.

Esta categoria trata da modificação não autorizada de dados. Na Web há inúmeros exemplos de home pages invadidas para colocação de slogans ou marcas de presença. . escolas. Modificação e Fabricação Tampering ou Data Diddling. fazendo download para a sua própria máquina. parece funcionar como o usuário esperava. Esta forma de looping torna muito difícil a sua identificação. e outros tipos de bancos de dados. O sniffer pode ser colocado na estação de trabalho conectada à rede. autarquias fiscais.São intercessões de pacotes no tráfego para leitura por programas de usuários não legítimos. pois o atacante se apossa de documentos que trafegam na rede. Snoofing e Downloading . Geralmente são espalhados por e-mails. Uma das formas pode ser o envio de e-mail falso em nome da vítima. Entre os programas mais comuns estão o Back Orifice e o NetBus. Entre as vítimas estão bancos. A base desta atuação é tomar posse do logins e senhas das vítimas. mas possui efeitos escondidos. danificando ou alterando informações por trás. Quando o programa é rodado.Esta técnica consiste em atuar em nome de usuário legítimo para realizar tarefas de tampering ou snoofing. Este método é utilizado para intercessão de logins e senhas de usuários. É um programa em si mesmo e não requer um “hospedeiro” para carregá-lo. A utilização de cavalos de Tróia está dentro desta categoria para tomar controle remoto dos sistemas vítimas. tal como um jogo ou uma tabela que tem a aparência de seguro. interceptando e-mails e outros tipos de informações. que são camuflados com esta finalidade Spoofing .37 O Trojan (Cavalos de Tróia) é um código escondido em um programa. mas na verdade está destruindo. bem como em roteadores ou gateways. Intercessão Eavesdropping e Packet Sniffing . ou ainda outros de forma que oculte sua identidade.São intercessões do mesmo tipo do sniffer sem modificação do conteúdo dos pacotes embora a ação seja diferente. invasão de outros computadores ou até um terceiro. Com um software instalado em um sistema o atacante modifica ou apaga arquivos. números de cartões de crédito e direcionamento das trocas de e-mails estabelecendo as relações entre indivíduos e organizações.

Claro que desta forma. o username e a senha necessários para o início de seu ataque. Variando muito de organização para organização. o hacker tem que conhecer o nome de um usuário do sistema que esteja há muito tempo sem utilizá-lo. mas como não recebe as respostas acumula o buffer com informações em aberto.O ataque consiste em programas sabotadores introduzidos nas máquinas das vítimas com intuito de destruir as informações ou paralisá-las. Outros ataques comuns são “ping da morte” e a saturação de e-mails. . O sistema responde as mensagens. Um bom exemplo de ataque de engenharia social é o de ligar para um setor de informática de uma corporação. consegue através deste telefonema. e gostaria que a senha fosse trocada. São interrupções do funcionamento do sistema através da saturação de dados. Bombas Lógicas . não dando lugar às conexões legítimas. a obtenção de informações através de engenharia social ainda é utilizada com muito sucesso em diversas organizações e seu sucesso depende exclusivamente do conhecimento do pessoal em assuntos de redes e computadores. A melhor defesa contra este ataque é o treinamento dos funcionários e usuários de redes e computadores. Muitas vezes o hacker. Uma forma mais fácil ainda é de ligar para o setor de informática dizendo ser “o fulano de tal” que esqueceu a senha.38 Interrupção Jamming ou Flooding. pode ser espaço de um disco ou envio de pacotes até a saturação do tráfego da rede vítima impossibilitando-a de receber os pacotes legítimos. dizendo ser um novo funcionário de um determinado setor e dizer que precisa de um username e senha para acesso ao sistema. O atacante satura o sistema com mensagens de que querem estabelecer conexão através de vários computadores com a vítima e ao invés de indicar a direção do IP dos emissores estas direções são falsas. Engenharia Social Este mecanismo de recolhimento de informações é uma das formas mais perigosas e eficientes utilizada pelos hackers.

A melhor ação a ser tomada é ter em vigor um plano de recuperação de desastres. e Inserindo dados incorretamente. lugar: Penetração externa no sistema. Derrubando os sistemas. desastres naturais e pessoas. lugar: Roubos de notebooks 4o. Segundo o 2001 CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001 foram: 1o. Contudo. que podem causar sérios danos aos sistemas de computação. acessar informações indevidas e entrar informações incorretas no sistema. Destruindo dados ou programas com bombas lógicas. Destruindo os equipamentos ou instalações. das seguintes formas: • • • • • Modificando ou apagando dados. é necessário implementar defesas contra eles. Não se podem prever ou evitar os desastres naturais tais como enchentes. lugar: Uso interno indevido do acesso à rede 3o.2. Os riscos pessoais podem ser causados por empregados insatisfeitos ou apenas descuidados. raios. estragar um computador pelo mal uso. ou incêndios. . 3.39 3. Análise de Ameaças Antes de decidir como proteger um sistema é necessário saber contra o que ele será protegido.2. lugar: Vírus de computador 2o. mas podem apagar arquivos importantes. Riscos Internos Os riscos internos são decorrentes de duas fontes principais.9. lugar: Acesso interno não autorizado 5o. Os empregados insatisfeitos podem tentar sabotar o sistema de informação.9. Os empregados descuidados geralmente não tem intenção de causar nenhum dano ao sistema.10.

bugs de software) ou deliberada (roubos.um recurso computacional é utilizado por pessoa não autorizada ou de forma não autorizada. as ameaças consideradas mais comuns em um ambiente informatizado são: • • • • Vazamento de informações (voluntário ou involuntário) – informações desprotegidas ou reveladas a pessoas não autorizados. Probabilidade: chance de uma ameaça atacar com sucesso o sistema computacional. podendo ser recurso físico. Alguns conceitos importantes para se realizar uma análise de ameaças são: • Recurso: componente de um sistema computacional. Iindependentemente do tipo. Depende da probabilidade de uma ameaça atacar o sistema e do impacto resultante deste ataque. entre outros). erros de programação. Violação de integridade . invasão de hackers. • • • • • Ameaça é tudo aquilo que pode comprometer a segurança de um sistema. Indisponibilidade de serviços de informática . e Acesso e uso não autorizado . Risco: medida de exposição a qual o sistema computacional está sujeito. hardware ou informação. sabotagem.comprometimento da consistência de dados. É o resultado da concretização de uma ameaça. erros do usuário. Pode ser associada à probabilidade da ameaça ocorrer. software.impedimento deliberado de acesso aos recursos computacionais por usuários não autorizados. podendo ser acidental (falha de hardware. fraude. espionagem.40 Segundo Claudia Dias (Dias. Vulnerabilidade: fraqueza ou deficiência que pode ser explorada por uma ameaça. Impacto: conseqüência de uma vulnerabilidade do sistema ter sido explorada por uma ameaça. desastres naturais. 2000) a análise das ameaças e vulnerabilidades do ambiente de informática deve levar em consideração todos os eventos adversos que podem explorar as fragilidades de segurança desse ambiente e acarretar danos. . Ataque: ameaça concretizada.

O domínio é a metodologia empregada. dando-lhe suporte na monitoração. como meio de desenvolver este conceito. será baseado na tecnologia de auditoria CobiT. a confiabilidade e o cumprimento dos objetivos estabelecidos. A metodologia de auditoria para que as Secretarias de Receita desenvolvam uma Governança de TI. dados. A Governança de TI se alicerça em três pilastras: o domínio. aumentado assim sua vulnerabilidade. O recurso são os instrumentos disponíveis à governabilidade de TI. No atual estágio do desenvolvimento da tecnologia de informação composta por pessoas. o recurso e a informação. o próprio processo se transforma antes mesmo de se ter um conhecimento profundo de suas etapas.9. físicos e humanos em uma entidade a fim de garantir na informação: a eficiência. Isto a faz a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. Auditoria A auditoria envolve o exame de recursos: lógicos. .11.41 3. a efetividade. na aquisição e implementação e na distribuição e suporte (CobiT. a confidencialidade. A prática da auditoria é o meio fundamental para acompanhar este dinamismo e reduzir os riscos nas etapas atuais e futuras. interagem entre si. 2000). sistemas de aplicativos. a integridade. pois a eficácia administrativa está no domínio destes conhecimentos continuamente adquiridos. máquinas e ambiente que além de complexos. tecnológicos. A informação é o conteúdo que estabelece os critérios de qualidade para o negócio das Secretarias de Receita. a disponibilidade. a fim de alcançar os objetivos de receber e distribuir pecúlio às outras secretarias. no planejamento e organização.

y=Informação. é geralmente chamado de desastre. ou de .42 Figura 3 . e Desastres relacionados a seres humanos (comportamento). Para evitar possíveis contingências e desastres ou minimizar os danos que eles causam. Plano de Contingência Contingência de segurança computacional é um evento com potencial para interromper operações computacionais. de continuidade das operações. de continuidade do negócio. as organizações podem tomar medidas de precaução para controlar o evento. Tais eventos podem ser uma queda de energia. x* y* z= Governança de TI (figura baseada na metodologia CobiT de Auditoria) 3. três categorias de desastres podem afetar as organizações: • • • Desastres naturais (eventos). falha de hardware. e consequentemente as missões críticas e funções dos negócios.9. De forma geral. Se um evento for muito destrutivo. t= Objetivo do negócio. incêndio ou tempestade. Geralmente chamada de Plano de Contingência (também conhecido como plano de recuperação de desastre. z=Recursos de Tecnologia da Informação. Desastres técnicos (panes).Metodologia CobiT Dimensionamento da Auditoria: x=Domínio.12.

b) Identificar os recursos que dão suporte às funções críticas. e) Implementar as estratégias de contingência. O objetivo do Plano de Contingência é não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de grandes falhas ou desastres (ISO/IEC 17799:2000). um bom plano deve ser atualizado anualmente ou conforme a necessidade da empresa/organização. Para a elaboração de um plano de contingência eficaz. esta atividade está intimamente ligada ao manejo de incidentes. Deve haver uma cadeia de comando. ou seja. c) Antecipar potenciais contingências ou desastres. descrevendo quem assume o controle por alguém se um funcionário morrer ou tornar-se inapto para desempenhar suas tarefas. e) Definir claramente as responsabilidades de todos os envolvidos estabelecendo antecipadamente quem é o responsável por cada tarefa de recuperação e exatamente o que essa responsabilidade significa. e f) Testar e revisar a estratégia. d) Verificar quais recursos financeiros estão disponíveis para o realizar o plano que for necessário. é crucial que se observem os seguintes elementos-chave: a) Obter o apoio da alta diretoria. Os seguintes passos devem ser seguidos no processo de elaboração de um plano de contingência: a) Identificar as funções críticas da organização. . b) Possuir um objetivo claro que defina exatamento o que o plano vai realizar. Os planos de contingência devem ser desenvolvidos e implementados para garantir que os processos do negócio possam ser recuperados no tempo devido. que primeiramente trata ameaças técnicas maliciosas tais como hackers e vírus. f) Evitar um ponto único de falha para que o sucesso ou falha do plano inteiro não deve ficar sob a responsabilidade de uma única pessoa. d) Selecionar as estratégias do plano de contingência. e g) Ter flexibilidade. Tais planos devem ser mantidos e testados de forma a se tornarem parte integrante de todos os outros processos gerenciais (ISO/IEC 17799:2000). c) Priorizar as funções críticas para manter a empresa em funcionamento.43 retomada do negócio).

A resposta de emergência aborda as ações iniciais tomadas para proteger vidas e limitar danos. Retomada é o retorno às operações normais.44 De acordo com a ISO/IEC 17799:2000. e) Teste de atualização dos planos. Acordo de reciprocidade – Um acordo que permite que duas organizações apoiem uma a outra. d) Treinamento adequado da equipe nos procedimentos e processos de emergências definidos. De acordo com o NIST Handbook a estratégia de um plano de contingência consiste de três partes: resposta de emergência. Recuperação refere-se aos passos tomados para continuar o suporte às funções críticas. incluindo a gerência de crise. fria. c) Documentação dos processos e procedimentos definidos. b) Implementação dos procedimentos de emergência que viabilizem a recuperação e restauração nos prazos necessários. tal como usar um hot site como backup caso uma instalação redundante seja destruída por uma outra contingência. Especial atenção deve ser dada à análise de dependência de recursos e serviços externos aos negócios e aos contratos existentes. recuperação e retomada. quente. o processo de planejamento da continuidade do negócio deve considerar os seguintes itens: a) Definição e reconhecimento de todas as responsabilidades e procedimentos de emergência. ou híbrida a equipe de suporte precisa estar apta a preencher as seguintes funções: . Híbridas – Qualquer combinação acima. A estratégia utilizada para possibilitar a capacidade de processamento está agrupada nas seguintes categorias: • • • • • Hot site (instalações quentes) – Um prédio equipado de antemão com capacidade de processamento e outros serviços. Seja qual for o tipo de instalação. Site redundante – Um local equipado e configurado exatamente como o primeiro. Cold site (instalações frias) – Um prédio para abrigar processadores que podem ser facilmente adaptados para uso.

e Armazenar backups de dados e a biblioteca de software. Criptografia A criptografia tem como objetivo. Contudo.10. quanto como uma unidade operacional. com a invenção do computador. apresentamos a seguir algumas das ferramentas de segurança mais freqüentemente utilizadas. o uso da criptografia tomou maior impulso em seu desenvolvimento. chave única e chave pública e privada. são usados para diferentes aplicações e deve-se analisar qual é o melhor para cada caso. autenticidade e integridade das informações. FERRAMENTAS DE SEGURANÇA Com base no levantamento dos riscos.1. Estes algoritmos. 3.45 • • • Armazenar cópias do plano contra desastres da empresa.10. somente depois da Segunda Guerra Mundial. O trabalho criptográfico formou a base para a ciência da computação moderna. Estas chaves devem ser . Técnicas e sistemas criptográficos devem ser usados para a proteção das informações que são consideradas de risco e para aquelas que os outros controles não fornecem proteção adequada. A criptografia é tão antiga quanto a própria escrita. Os romanos utilizavam códigos secretos para comunicar planos de batalha. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança das informações. proteger a confidencialidade.1. 3. Algoritmos Criptográficos Existem dois tipos básicos de algoritmos criptográficos que podem ser utilizados tanto sozinhos como em combinação. o nível apropriado de proteção deve ser identificado levando-se em conta o tipo e a qualidade do algoritmo criptográfico usado e o tamanho das chaves a serem utilizadas (ISO/IEC 17799:2000). Permitir que sua empresa funcione tanto como uma unidade administrativa. 3. Baseado na análise de risco.1. Para que uma mensagem seja cifrada utilizam-se uma ou mais chaves (seqüência de caracteres) que serão embaralhadas com a mensagem original.10.

no qual um bloco de dados é criptografado três vezes com diferentes chaves. o algoritmo de criptografia Rijndael. utilizando-se uma chave K e uma função y=f(x).46 mantidas em segredo. Nesta competição foram apresentadas 18 propostas. Projetado para ser implementado em componentes de hardware. se for seguro. a qual deve ser utilizada no algoritmo inverso f –1 (y). ele é relativamente rápido e é usado com freqüência para criptografar grandes volumes de dados de uma só vez. Vistos os anúncios da possibilidade do cálculo da chave secreta do DES por força bruta estarem sendo cada vez mais viáveis economicamente em função inclusive do tamanho desta chave (56 bits).2. O primeiro tipo de algoritmo que surgiu foi o de chave única. chamado AES – Advanced Encryption Standard. sendo que das cinco finalistas foi escolhido.3. isto é. a NIST (National Institute of Standards in Technology antiga NBS . incluindo a SSL (Secure Sockets Layer) e a maioria das alternativas mais seguras do IP. 3. . o sistema usa a mesma chave tanto para a cifragem como para a decifragem dos dados. DES Triplo (Triple DES) .Uma cifra de bloco criada pela IBM e endossada pelo governo dos Estados Unidos em 1977. também chamado de algoritmo de chave simétrica.em um texto ilegível (informação criptografada) – y – O texto y é transmitido para o destino onde y é decriptografado pelo algoritmo inverso f –1 (y) obtendo-se o texto legível – x – se e só se o destinatário conhece a chave K. entre duzentos. Neste. Para quem desconhece a chave K é computacionalmente difícil obter-se y a partir do conhecimento de x se o algoritmo for bem projetado.1.National Bureau of Standards) lançou em 1997 uma competição aberta para o sucessor do DES.10. produzido por dois Belgas. O DES utiliza uma chave de 56 bits e opera em blocos de 64 bits. Criptografia Simétrica A Criptografia Simétrica consiste em transformar.O DES triplo é uma evolução do DES.10. um texto legível (informação aberta) – x . e esta deve ser mantida em segredo. 3. O DES é usado em muitas aplicações mais seguras da Internet. pois somente com o conhecimento delas é que se poderá decifrar a mensagem.1. Algoritmos de Chave Simétrica DES (Data Encryption Standard) .

softwares de computador e browsers. enquanto o DES foi projetado principalmente para hardware Outro problema do DES foram as mudanças propostas pela NSA nas S-Boxes do algoritmo original (Lucifer). as seguintes premissas: . Esta solução é composta basicamente de um algoritmo de criptografia e de decriptografia (o qual pode ser ou não de conhecimento público. sendo projetado para ser facilmente calculado em softwares. sendo que o mesmo algoritmo é usado para cifrar e decifrar os textos. Opera com blocos de textos em claro no tamanho de 64 bits e possui uma chave de 128 bits. Como solução para tal situação temos o algoritmo de chaves assimétricas. RC2 e RC4 . Pode ser usado como substituto do DES. mas deve ser conhecido pelas partes de uma comunicação) e um par de chaves (conhecidas como chave privada e chave pública) e que tem. 3.) projetou essas cifras com tamanho de chave variável para proporcionar uma criptografia em alto volume que fosse muito rápida. pois se um terceiro elemento não autorizado tiver acesso à chave poderá comprometer a segurança atribuída pela criptografia.10. Em softwares. Os S-boxes são tabelas não-lineares que determinam como o algoritmo de criptografia substitui bytes por outros. É bastante forte e resistente a várias formas de criptoanálise. que deve ser divulgada entre as partes de forma sigilosa. basicamente. O IDEA (International Data Encryption Algorithm) foi criado em 1991. 192 e 256 bits ou maiores e ser executado eficazmente em um grande número de ambientes. visto que alguns observadores temiam que essa mudança poderia introduzir uma armadilha e poderia permitir que um atacante decifrasse mensagens criptografadas pelo DES sem testar todas possíveis chaves.Ron Rivest da RSA DSI (Data Security Inc.47 Algumas das vantagens do AES são: poder usar chaves de 128. cartões inteligentes.1. pois ambos são cifras de bloco.4. o RC2 é aproximadamente 2 vezes mais rápido do que o DES. ao passo que o RC4 é 10 vezes mais rápido que o DES. Criptografia Assimétrica O problema da criptografia simétrica é que as partes na comunicação devem conhecer a mesma chave.

maior o número de possíveis combinações e. é feita como se segue: • • • • Tanto A quanto B possuem. Por isso.10. 3. geralmente.48 • • A informação criptografada por uma chave só pode ser decriptografada pela outra. Uma chave não pode ser descoberta a partir da outra (mesmo conhecendo o algoritmo de criptografia e de decriptografia e tendo a informação criptografada). algoritmos assimétricos são utilizados apenas para estabelecer sessão e a troca. entre as partes envolvidas na comunicação. e • A chave pública de uma entidade é amplamente divulgada sendo que a chave privada só é de conhecimento da mesma. De pose da chave pública de B. ele solicita a chave pública de B. visto que pode ser “quebrado” por um intruso que capta toda a troca de informações. de uma chave simétrica. criado antes do RSA. e modificado posteriormente.5. maior a resistência do algoritmo contra ataques. cada um.1. teoricamente. de forma confiável. como por exemplo A e B. Dessa forma a comunicação entre duas partes. Algoritmos assimétricos (ou de chave pública e privada) são muito complexos sendo que as chaves utilizadas são números primos entre si e de valores muito grandes. Se A deseja enviar a B. Algoritmos de Chave Assimétrica Dentre os diversos algoritmos de chave assimétrica destacam-se: Diffie-Hellman – Protocolo para troca de chaves. Quanto maior o número de bits das chaves. Um dos parâmetros para se medir a resistência de um algoritmo é o tamanho de suas chaves. e A mensagem criptografada com a chave pública de B só pode ser decriptografada pela chave privada de B. o que torna muito lenta a cifragem e decifragem de uma grande quantidade de dados. . A criptografa a informação com essa chave e envia a B. um par de chaves (pública e privada).

gerar uma informação criptografada de tamanho n onde n é muito menor que m.10. porém tem uma performance em média 50% inferior. .10.6. Os algoritmos mais conhecidos são o MD5 (Message Digest 5). O RSA é um algoritmo que gera assinaturas digitais de 160 bits para mensagens de qualquer tamanho. Algoritmos para Geração de Assinatura Digital. e o RSA. a partir de um texto legível de tamanho m. procedência e conteúdo das informações. PKI (Public Key Infrastructure) É o processo de certificação digital que possibilita a identificação inequívoca da identidade. etc.2.. Um dos fatores que determinam a popularidade do RSA é o fato de ele também poder ser usado para assinatura digital (ver 3. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. no sentido de que se pode concluir falsamente que o número inteiro é primo mas com baixa probabilidade. computador. Consiste de algoritmos que utilizam chaves privada e pública para. mas é considerado um algoritmo bastante rápido além de seguro. É considerado mais seguro que o MD5. Uma PKI é utilizada para prover a identificação de uma entidade eletrônica (usuário. porém com uso liberado para quaisquer aplicações. baseado na troca de chaves criptografadas. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes.2 – PKI). Similar ao RSA mas é um algoritmo probabilístico. Baseado na dificuldade computacional de se fatorar um número inteiro muito longo (por exemplo 512 bytes de tamanho) em dois números primos.) na Internet. 3.49 RSA .10. também usado para gerar assinaturas digitais de 128 bits para mensagens de qualquer tamanho.1.É um algoritmo criado e patenteado pela RSA Data Security Inc. 3. Miller e Rabin – Outro algoritmo de criptografia assimétrica muito usado. Tal função em um algoritmo assimétrico é conhecida como função de Hash ou de Espalhamento. que é um aprimoramento do MD4.

Neste caso a chave somente pode ser utilizada quando o token for inserido no computador (um exemplo é o smart card). CA 3 – Checando e Validando 1 – Certificado Emitido Usuário 2 – Certificado Enviado www. Os usuários da PKI podem descobrir o status atual de um certificado digital utilizando o processo Real-time Online Certificate Status Checking. chave pública (ver criptografia assimétrica) e outros dados de um usuário.50 A identificação digital de um usuário é chamada de Certificado Digital. Uma PKI é composta dos seguintes componentes: • • CA .Autoridade Registradora): Registra novos usuários.(Certificate Authorities – Autoridade Certificadora) : Responsável por criar.sef.gov. Podemos citar ainda outros conceitos utilizados em PKI: • • • Certificação: é o processo de associação de uma chave pública a um usuário. RA . É usado para validar uma assinatura digital que pode ser anexada a um e-mail ou formatos eletrônicos. distribuir e revogar certificados digitais.br Figura 4 . Quando o mesmo não é mais válido é marcado pela CA como revogado.Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking: . Validação: verificação se o certificado está ou não expirado e se as informações nele são verdadeiras. Revogação: um certificado não pode ser apagado ou reutilizado. o qual possui o nome. As chaves privadas são armazenadas em um hard disk ou em um Token.df.(Registration Authorities .

pelo fato de possuir uma CRL desatualizada.3. É na verdade. A assinatura digital somente pode ser decriptografada e verificada usando-se a chave pública embutida no certificado digital do remetente. O firewall oferece um ponto de segurança que pode ser monitorado e. menos confiável. Um dos maiores benefícios do firewall é o de facilitar o trabalho do administrador da rede que consolida a segurança no sistema de firewall evitando distribuir todo um esquema de segurança por cada um dos servidores que integram a rede privativa. uma combinação de elementos.51 Outro modo. .10. por exemplo. que cria a assinatura digital utilizando a chave pública do remetente e compara com a assinatura recebida. de checar o status de um certificado requer que os usuários da PKI façam um download de uma lista de certificados revogados (CRL) pela CA. É um dos elementos utilizados para segmentar a rede e criar um perímetro de defesa definido em uma política de segurança. gera um alarme antes que ocorra efetivamente um ataque ou suceda algum problema no trânsito dos dados. uma cópia da mensagem é criptografada (algoritmo Hash) usando a chave privada (assinatura digital). O firewall de uma rede não é apenas um roteador ou servidor para defesa. seja ela uma intranet ou internet. junto com a mensagem de e-mail e o certificado digital do remetente para o destinatário. de estar confiando em um certificado que acabou de ser revogado. com o objetivo de oferecer segurança às informações que trafegam na rede. garantindo assim que uma mensagem não foi falsificada por terceiros. a qual é enviada. caso apareça alguma atividade suspeita. Firewall Firewall é um sistema baseado em software ou hardware capaz de controlar o acesso entre duas redes ou sistemas.2. Para criar uma assinatura digital para uma mensagem de e-mail.10.1. 3. impedindo acessos indevidos e ataques. O maior problema das CRLs é o fato de que muitos certificados são revogados por dia. Uma empresa pode correr risco. 3. Assinatura Digital As assinaturas digitais fornecem os meios para proteção da autenticidade e integridade de documentos eletrônicos (ISO/IEC 17799:2000).

Um firewall típico se compõe de uma ou mais combinações dos seguintes obstáculos: • • • Roteador filtra-pacotes. Tudo que não é especificamente proibido é permitido. As premissas do sistema de firewall que descrevem a filosofia fundamental da segurança da organização são as seguintes: • • Tudo que não é especificamente permitido. os quais devem ser monitorados regularmente. Um firewall não pode proteger a rede contra os seguintes ataques: • • • • Backdoors (portas dos fundos) . e direção do fluxo de pacotes. Quando se avalia um roteador para ser usado para filtragem de pacotes. Vírus passados internamente através de arquivos e softwares. Cada um destes pontos de acesso significa um ponto potencial de ataque à rede interna. Isto ocorre quando aparentemente dados inofensivos são enviados e copiados em um servidor interno e executados despachando um ataque.modem conectado à rede interna e à Internet via telefônica. Gateways a nível de aplicação. é proibido. por exemplo. e Possíveis ataques em transferência de dados. os seguintes critérios devem ser observados: endereços de IP origem e destino. números de porta UDP origem e destino. estado do bit ACK no pacote TCP. Ele pode permitir ou negar um serviço em particular.52 A preocupação principal de um administrador de rede são os múltiplos acessos à Internet que podem ser controlados através do firewall. . O problema do filtro de pacotes IP é que não pode prover um controle eficiente sobre o tráfego. mas não é capaz de compreender o contexto todo deste serviço. De engenharia social. O roteador toma decisões de recusar ou permitir a entrada de cada um dos pacotes que são recebidos. e Gateways a nível de circuito. números de porta TCP origem e destino. O roteador examina cada datagrama para determinar se este corresponde a um dos seus pacotes filtrados e se foi aprovado por suas regras de filtro.

A razão é simples: a contaminação do segmento de boot acontece durante a inicialização da máquina.10. assegurando integridade e disponibilidade das informações. 3. A finalidade do roteador interno é bloquear todo tráfego exceto para o servidor proxy. Mas são apenas uma parte da solução.10. Um dos maiores defeitos dos softwares de prevenção é que a maioria deles não consegue evitar a contaminação do segmento de boot.1. Softwares de Prevenção Os programas de prevenção permanecem residentes em memória durante todo o período de uso do computador. Eles não podem proteger seu site contra todos os tipos de ataques. Apesar disso. Anti-Vírus Anti-vírus é um software capaz de detectar e eliminar viroses de computador.53 O gateway de aplicação pode ser configurado para suportar unicamente as características específicas de uma aplicação que o administrador considere relevantes. O maior esforço atual em técnicas de firewall é encontrar uma combinação de um par de roteadores de filtragem com um ou mais servidores proxy na rede entre dois roteadores.4. quando o software antivírus nem foi carregado para a memória. Conhece os estados de cada comunicação que passa pela máquina do firewall. Eles acompanham todos os processos do sistema. 3. negando todas as outras. O gateway de aplicação pode também exercer a função de um servidor proxy o qual é utilizado para concentrar serviços de aplicação através de uma única máquina. incluindo pacote. Esta configuração permite ao roteador externo bloquear qualquer tentativa de usar a camada IP subjacente para quebrar a segurança. Servidores de segurança fazem a verificação do conteúdo de acordo com a definição do usuário. Permite uma verificação a nível de camada de aplicação sem requerer um proxy para cada tipo de serviço segurado. após a .4. Esses programas filtram os acessos a arquivos feitos por outros programas. atentos para sinais de contaminação ou reprodução do vírus. conexão e informação de aplicação. Os firewalls podem ser uma grande ajuda quando se está implementando segurança em um site e protegem contra uma variedade de ataques. enquanto permite ao servidor proxy tratar potenciais furos de segurança nos protocolos das camadas superiores. O Statefull Inspection é um firewall composto por um filtro de pacotes mais inteligente.

tentando restaurar seu formato original. Software de Identificação Esse tipo de programa antivírus somente funciona nos casos em que o vírus que contaminou o sistema é conhecido.4. alertado. 3. Depois disso.54 inicialização do computador conseguem identificar a contaminação e indicam o procedimento para a remoção do vírus.2. Softwares de Detecção Os programas de detecção baseiam-se no princípio de que uma contaminação pode ser localizada e contida imediatamente após ter ocorrido. incluindo o sistema operacional e o segmento de boot. a área do disco será identificada e o usuário. A forma mais eficaz de proteção disponível atualmente é alcançada por produtos que usam a técnica que cria uma imagem do disco. Requisitos Básicos de um Antivírus A seguir estão alguns requisitos básicos que um software antivírus deve possuir: • Capacidade de monitorar todo o tráfego de arquivos e informações e o sistema computacional (programas/processos em execução.4. o programa efetua uma alteração no arquivo contaminado. 3.3. Esse tipo de programa de detecção cadastra todas as informações críticas do sistema na hora da instalação inicial de cada pacote de software. uma verificação rotineira é executada para comparar as informações cadastradas com as atuais. isto é. .10. comparar a imagem do disco original contra a atual. Os softwares antivírus que usam essa técnica têm sido muito bem sucedidos na identificação de uma grande variedade de vírus digitais. Uma vez localizado o vírus. Os programas de detecção são mais eficazes que os de prevenção e detectam qualquer tipo de vírus. 3. Se traços de contaminação forem detectados.4.4. O vírus será identificado pelo programa que pesquisa no disco rígido a procura de características internas e específicas de cada tipo de vírus nele cadastrado.10.10. memória e interrupções do computador). Os programas detectam o vírus por meio das pistas deixadas por eles durante a invasão do sistema.

applets Java. sobretudo nos casos em que enlaces internacionais ou nacionais de longa distância estão envolvidos. renomeado ou aberto. Esta solução pode ser muito interessante sob o ponto de vista econômico. para os formatos PKZIP.5. • • Detectar e tomar medidas de prevenção contra vírus desconhecidos pela ferramenta antivírus ofertada. vírus polimorfos. VB Script e outros códigos). Ser ativado/inicializado toda vez que o computador for ligado. VPN (Virtual Private Network) Sistema implementado por software ou hardware capaz de assegurar uma conexão de dados segura em meios públicos (como a internet) através de mecanismos de autenticação e criptografia. “Cavalos de Tróia”. Links dedicados podem ser substituídos pela Internet. FTP. possibilitando o fluxo de dados através da Internet. excluir. SMTP ou POP3) e para arquivos e informações provenientes da rede de computadores a qual o equipamento está conectada. As LANs podem. • • • Detectar e tomar medidas de prevenção em arquivos compactados.10. controles Active X. Oferecer em tempo real para downloads da Internet (via HTTP. através de links dedicados ou discados.55 • • Capacidade de detectar vírus quando o arquivo estiver sendo executado. copiado. • Detectar e tomar medidas de prevenção para todos os tipos de vírus (vírus de inicialização. tornar inacessível o arquivo contaminado ou apenas avisar sobre arquivo infectado. movido. Uma VPN garante a segurança (modificação e interceptação) de dados transmitidos pela Internet e a redução de custos com comunicação corporativa. ZIP. vírus de programa. e Opção inteligente para atualização via internet (HTTP e FTP). por outro programa. . conectar-se a algum provedor de acesso local e interligar-se a outras LANs. Tomar medidas de prevenção com as seguintes opções de configuração: limpar. 3. ARJ. arquivo local de rede e executável. RAR e CAB. no mínimo. ZIP2EXE. vírus de macros para arquivos produzidos pelos produtos/softwares do MS-Office.

como um datagrama IP normal. ATM ou X. Para se implementar uma VPN entre duas redes (ou até mesmo um notebook ou um computador de casa e uma rede LAN) interconectadas através de uma terceira rede (esta pública como a internet ou até mesmo frame-relay. A informação enviada entre as redes passa por um gateway VPN que forma o túnel. conectando-se à Internet e o software de VPN cria uma rede virtual privada entre o usuário remoto e o servidor de VPN corporativo através da Internet. Na comunicação remota o protocolo de comunicação para transmissão segura é o PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol).56 O acesso remoto a redes corporativas utilizando a Internet pode ser viabilizado com a tecnologia VPN através da ligação local a um provedor de acesso. encapsula e criptografa a informação a nível de rede (padrão atual é IPSEC). Um cliente VPN é requerido no equipamento do usuário móvel (alguns sistemas operacionais como o Windows 2000 suportam o protocolo PPTP). toda comunicação ao longo da VPN pode ser criptografada assegurando a confidencialidade das informações. Depois. por exemplo. Uma VPN pode ser implementada de dois modos: tunelamento e por pacote. O servidor VPN não irá atuar como um roteador entre a rede departamental e o resto da rede corporativa uma vez que o roteador permitiria a conexão entre as duas redes autorizando o acesso de qualquer usuário à rede departamental sensitiva. sendo que o primeiro é o mais usado.25) deve-se utilizar em cada uma um gateway VPN (que inclusive pode ser um software de comunicação ou até o próprio sistema operacional que utiliza protocolo de comunicação que suporta VPN em um notebook por exemplo). restringindo acessos indesejados através da inserção de um servidor VPN entre elas. Adicionalmente. A estação remota disca para o provedor de acesso. que é a extensão do PPP usado em conexões dial-up tradicionais. As VPNs possibilitam a conexão física entre redes locais. Para a implementação de uma VPN é necessário o uso de Gateway ou roteador VPN (alguns roteadores de borda fazem este papel) que crie o túnel de comunicação segura. . o pacote criptografado é roteado e enviado via internet.

Como parte final da operação. IKE (Internet Key Exchange) – Para as parte envolvidas em uma transmissão de dados segura se comunicarem é preciso serem concluídas três etapas importantes: • • • Negociação entre as partes sobre protocolos. o IPSec oferece a vantagem de esconder da Internet os endereços IP originais. onde o header e o payload do datagrama IP são encapsulados e criptografados (utilizando algoritmo simétrico) no novo payload do IPSec. o IPSec criptografa o pacote IP. a nível de camada de aplicação. O padrão IPSec provê segurança a nível de autenticação. Troca de chaves de um modo eficiente. A autenticação do AH difere do ESP porque a autenticação do AH não protege as informações que estão no cabeçalho do pacote IPSec. Desta forma. confiabilidade e confidencialidade. AH (Authentication Header) – Depois de criado o novo header. para garantir a segurança. . Os procedimentos utilizados são os seguintes: ESP (Encapsulating Security Payload) – O ESP possibilita a construção de túneis (tunelamento) criptografados. este deve ser autenticado. impedindo a leitura por ataques de monitoração de tráfego. é que são específicas para um ou outro serviço/aplicação. algoritmos de criptografia e chaves a serem utilizadas na sessão.5. mesmo porque alguns campos são alterados à medida em que atravessam a rede em função do roteamento. Esta solução é chamada de IPSec (IP Security Suite). O IPSec funciona como uma subcamada logo acima da camada IP. o payload agora é autenticado com algoritmos de hash (assinatura digital). e Manter estes requisitos durante a conversação. Como resposta a isto.10. um subgrupo do IETF (Internet Engineering Task Force) desenvolveu um padrão para comunicação TCP/IP de forma genérica.1. A autenticação deve suportar algoritmos de hash específicos e que estejam dentro do padrão IPSec.57 3. Toda a comunicação LAN. De forma geral. IPSec O problema das soluções de segurança. WAN e Internet utiliza o controle de roteamento baseado na camada de rede. então ele adiciona um novo header contendo o IP destino do gateway VPN.

é correto presumir que os IDSs em si são alvos óbvios para ataques. servem para desestimular futuros ataques. como também uma perigosa falsa sensação de segurança. Ao fornecer informações ao administrador do site. Desta forma. Sistemas com falhas não só fornecem menos informações. . os IDSs compartilham uma definição geral de intrusão. Independente do tipo. Diferentes IDSs têm diferentes classificações de intrusão. A detecção de intrusos é um componente importante de um sistema de segurança e complementa outras tecnologias.58 O IKE funciona basicamente em duas fases: a primeira é o estabelecimento de uma sessão segura (utilizando-se chaves assimétricas) e a segunda é a negociação da troca das chaves. Um sistema tentando detectar ataques contra servidores Web pode considerar apenas pedidos maliciosos HTTP. Para que o IDS seja útil. Os IDSs também fornecem informação que potencialmente permitem às organizações descobrirem as origens de um ataque.6. Dadas as implicações de falhas em um componente do IDS. IDS (Intrusion Detection System ) A detecção de intrusos é uma tecnologia de segurança capaz de identificar e isolar intrusões contra um sistema de computação e iniciar procedimentos de alerta e contraataque. que é o uso não autorizado ou inadequado de um sistema de computação. enquanto que um sistema que se proponha a monitorar protocolos dinâmicos de roteamento pode considerar apenas RIP spoofing.10. como também tentativas de notificação de novos ataques não previstos por outros componentes. o IDS permite não apenas a detecção de ataques explicitamente endereçados por outros componentes de segurança (tais como firewalls). Devido a sua importância dentro de um sistema de segurança. o administrador do site precisa poder confiar na informação fornecida pelo sistema. Um intruso mais esperto que perceba que um IDS foi implementando em uma rede que ele está atacando irá muito provavelmente atacar primeiro o IDS tentando desabilitá-lo ou forçando-o a dar informações falsas (distraindo o pessoal de segurança do verdadeiro ataque). e até certo ponto. 3. os IDSs tentam fazer com que os “atacantes” se tornem responsáveis por suas ações. é crucial que o IDS funcione conforme a expectativa da organização que o está implementando.

e 4) Os procedimentos de recuperação devem ser verificados e testados periodicamente para garantia de sua efetividade e de que podem ser completados dentro do prazo determinado nos procedimentos operacionais para recuperação. 3) As mídias utilizadas para backup devem ser periodicamente testadas. Recursos e instalações alternativos devem ser disponibilizados de forma a garantir que todos os dados e sistemas aplicativos essenciais ao negócio possam ser recuperados após um desastre ou problemas em mídias. Backup dos dados essenciais do negócio e de arquivos de programa devem ser feitos regularmente. juntamente com o registro completo e atualizado destas cópias e com a documentação dos procedimentos de recuperação. 3. ópticos e outros. devem ser mantidos em local remoto a uma distância suficiente para livrá-los de qualquer dano que possa ocorrer na instalação principal. Fazer backup dos dados e programas de uma rede é uma das ferramentas de segurança mais fáceis e baratas de serem implementadas em uma organização. contudo pode ser facilmente negligenciado quando tudo parece estar funcionando bem. Os controles adotados para as mídias e para o ambiente principal devem ser estendidos para o ambiente alternativo.59 Para que um componente de software possa resistir a ataques. Infelizmente.7. Os seguintes controles devem ser considerados: 1) Um nível mínimo de cópias de segurança. Backup Sistema que possibilita a reprodução e a posterior restauração de informações a partir de meios magnéticos. de modo a garantir a sua confiabilidade de uso quando for necessário em caso de emergência. 2) Os backups devem ser objeto de proteção física e ambiental compatíveis com os padrões utilizados no ambiente principal. Procedimentos alternativos para sistemas independentes devem ser regularmente testados para a garantia de que eles satisfaçam os requisitos dos planos de continuidade de negócios. várias empresas só descobrem a importância da implementação de um bom . sempre que possível.10. ele precisa ser projetado e implementado com um entendimento claro sobre os meios específicos pelos quais ele pode ser atacado. (ISO/IEC 17799:2000).

ou por um descuido de algum usuário apagando todos os seus arquivos. RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) O RADIUS é um padrão utilizado para autenticação remota.o usuário envia a sua senha aberta na rede e o servidor retorna as permissões do usuário. O RADIUS valida o usuário e retorna ao RAS as permissões e configurações do usuário (access-accept) ou rejeição de acesso (access-reject).8. . Neste caso é enviado pela rede um desafio. através do Algoritmo RSA – MD5 utilizando a senha do usuário. ao conectar-se a um servidor RAS. as quais são analisadas pelo RADIUS. Neste caso.Network Access Server) passa a ser um cliente do servidor RADIUS (também conhecido como proxy RADIUS). senha. deve informar as suas credencias (nome. PAP (Protocolo de Autenticação de Senha) . como o PAP e o CHAP. a senha segue criptografada entre o RAS e o RADIUS por uma chave conhecida por ambos os servidores. sobre o protocolo PPP. e outras quando necessário). Este desafio consiste em criar um Message Digest. Um servidor RAS (ou qualquer servidor NAS . 3. A segurança da confidencialidade da senha está no fato do RSA ser um algoritmo de Hash (a mensagem original não pode ser obtida através do conhecimento da chave e da mensagem criptografada). O servidor RAS encaminha ao proxy RADIUS um pedido de acesso contendo as credenciais do usuário (access-request). As funções primárias do servidor RADIUS são autenticação e autorização de usuários remotos (dial-up) para conexão a uma rede. O servidor RAS envia o Message recebido ao servidor RADIUS que conhece a senha do usuário e que a utiliza para criar um Message Digest e comparar com o recebido. O RADIUS opera tanto com mecanismos de autenticação do Unix e Windows quanto com protocolos de autenticação.60 plano de backup quando perdem seus dados por um acidente na sala do servidor. CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) – O mais utilizado em autenticação RADIUS. A negociação entre o usuário e o RADIUS se dá basicamente da seguinte forma: Todo usuário.10.

Cada tecnologia de identificação possui seu próprio mecanismo de captura de dados. um processo automatizado de reconhecimento biométrico dos traços digitais pode ser altamente confiável. este advém do fato da voz do interlocutor possuir muitas características em comum com a correspondente já memorizada. ou seja. O mesmo acontece com a captura da imagem do olho para o reconhecimento da íris que é realizado por uma câmera de vídeo especialmente projetada para trabalhar com maior sensibilidade capaz de registrar todos os detalhes de um olho. o falso-positivo e o falso-negativo. Quando ocorre o acerto. A impressão digital. Por fim. geometria da mão. O reconhecimento das pessoas é realizado por meio da comparação das características biométricas. neste caso temos uma identificação com sucesso.10. onde o usuário se identifica por meio de um código alfanumérico e apresenta sua identificação biométrica. Um scanner de impressão digital é um dispositivo de dimensões reduzidas com as mesmas funcionalidades de scanner de mesa. quando o interlocutor já é conhecido mas não é prontamente identificado estamos diante de um fato denominado falso-negativo. A identificação biométrica procura trabalhar como a mente humana. Exemplificando. Quando ocorre uma troca na identificação do interlocutor estamos diante de um fato denominado falso-positivo. cujo índice de similaridade vai determinar o sucesso da identificação. retina. face e velocidade de digitação são características que permitem a identificação de usuários. No entanto. Na observação de uma carteira de identidade é possível identificar rapidamente seu proprietário pela foto mas não pela impressão digital que requer um complexo processo de análise comparativa que a mente humana não está acostumada a fazer. o que permite o reconhecimento ao longo da vida. restando ao sistema .61 3. porém. Este mecanismo está sujeito à ocorrência de três situações: identificação com sucesso. O primeiro aplica-se às senhas. quando se atende o telefone há grandes chances de se identificar o interlocutor pela voz e em algumas vezes errar no reconhecimento. íris. Existem atualmente dois métodos de reconhecimento: reconhecimento 1:1 e reconhecimento 1:N. se as características biométricas apresentadas são muito parecidas com as armazenadas. Biometria A biometria é o estudo das características mensuráveis do ser humano que possibilitam o reconhecimento de um indivíduo. voz. neste caso o sistema confirma a identidade do usuário. Esta abordagem confirma a unicidade e estabilidade destas características. rápido e economicamente viável.9. especializado na captura de digitais humanas.

voz. Desta forma. É um mecanismo utilizado pelo servidor RAS para garantir a autenticidade do ponto remoto que deseja acessar a rede. a extração de partes do corpo humano para forjar uma presença inexistente não obterá êxito numa possível fraude. Call Back É o procedimento para identificar um terminal remoto. Token Card Dentre um variado número de protocolos para verificação da autenticidade de usuários encontramos um modelo baseado em Cartões de Identificação comumente conhecidos por token card ou smart card. etc. O mesmo. Tais mecanismos baseiam-se em dois métodos diferentes: • • Desafio e Resposta. 3. é pouco utilizado devido a sua alta complexidade pois o usuário deverá ser identificado apenas por suas características biométricas (impressão digital.10. No procedimento call back. 3. Após a troca de informação de identificação o equipamento do usuário derruba a chamada e aguarda a solicitação de conexão do servidor RAS. este processo pode ocorrer da seguinte forma: o usuário através de sua linha telefônica solicita conexão ao servidor RAS. efetua nova chamada ao ponto remoto utilizando o número telefônico anteriormente informado como sendo do usuário. com a identificação do ponto discado. íris.62 comparar as características desta com aquelas já armazenadas.10.) a partir de inúmeras comparações que resultam na escolha de um conjunto já armazenado e que mais se aproxima daquele capturado. O método de reconhecimento 1:N.11.10. e Autenticação por sincronismo. Exemplificando. A identificação biométrica leva em conta características dos seres na presença de vida. portanto esta tecnologia pode ser aplicada para permitir ou negar acesso físico a ambientes protegidos além de controlar acessos lógicos a sites de serviços eletrônicos. o host desconecta a ligação logo após a chamada e a seguir liga para o número de telefone autorizado do terminal remoto para restabelecer a conexão. .

63 O esquema baseado em desafios e respostas pressupõe a pré liberação controlada de um semi identificador do usuário que irá compor sua identificação completa no ato da entrada no sistema. denominado desafio. e O usuário então insere este número em seu token card. Este método. e este emite um prompt para que o mesmo efetue seu login. . caso as mesmas sejam equivalentes o acesso do usuário à rede é permitido. b) O usuário informa um número de identificação pessoal (PIN) a seu token card e obtém como resultado um número representando sua senha para ser usada uma única vez no servidor. Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha Na autenticação por sincronismo ocorrem os seguintes passos: a) O usuário efetua seu login de acesso no servidor que emite um prompt para receber um código de acesso. funciona da seguinte forma: a) b) c) O usuário aciona o servidor de autenticação. resumidamente. e c) O token card transmite ao servidor a senha obtida e este a compara com outra gerada em seu ambiente. O esquema a seguir demonstra o funcionamento do mecanismo de desafio/resposta. O usuário informa seu ID pessoal para o servidor e este retorna-lhe um número aleatório. que o autentica ou não caso essa resposta esteja de conformidade com informações de sua base de dados. o mesmo é cifrado junto com a chave do usuário contida no cartão transformando-se numa resposta que é enviada para o servidor. que aparece em sua tela.

para providenciar suas credenciais de autenticação. .64 O esquema a seguir ilustra o mecanismo de autenticação com token card realizado por sincronismo. Figura 6 – Autenticação com Sincronismo A utilização de um dos dois sistemas faz com que o usuário tenha que carregar um dispositivo tal qual um cartão de crédito.

A comunidade dos hackers atualmente é estimada em cerca de 3.65 4. A segurança aparece hoje como responsável por 81% das intenções de investimento. por quase todas as unidades da federação.500 sites na Internet. porque também inclui a ocorrência de acidentes ou de falhas não intencionais. segundo dados de pesquisas do Gartner Group. além de aproximadamente 50 publicações especializadas.4 bilhões anuais decorrentes de ataques aos sistemas de transações eletrônicas (dados do The Management Advice Group). criatividade e flexibilidade. A busca da mais ampla capilaridade. são criados na Internet cerca de 10 novos vírus por dia. • • A transparência ou amplas facilidades de acesso à informação pública pelo cidadão. impondo o desafio da elaboração de respostas com idêntica agilidade. especificamente daquelas responsáveis pela administração tributária. Contudo. dentro de uma nova concepção que pode ser sintetizada na simbologia “24x7”. Tratando das organizações governamentais brasileiras. com vistas a apreciação do Programa Nacional de Apoio à Administração Fazendária dos Estados e Municípios – PNAFEM. constatamos junto às cartas consultas encaminhadas ao Ministério da Fazenda desde 1997. 800 bulletinboards contendo o que poderia ser qualificado como “receitas” de assalto aos sistemas. O surgimento dos hackers tem assustado. Não haveria como realmente estimar os custos envolvidos na expansão da área de segurança em virtude de rápida evolução tecnológica no setor. a questão da segurança não pode se limitar ao problema dos ataques a sistemas. Segundo a Network Associates. a formação de uma clara agenda de questões a serem enfrentadas pelo citado segmento do setor público. e . onde aparecem com freqüência os seguintes temas: • A busca de meios para suprir uma oferta continuada de serviços demandados pela população. As ameaças à segurança das comunicações eletrônicas provocam uma perda estimada de cerca de US$ 84. CONTEXTUALIZAÇÃO As conseqüências da expansão das comunicações eletrônicas sobre os serviços ofertados pelos Governos à sociedade são objeto de prognósticos que destacam a velocidade e amplitude surpreendentes dos impactos esperados.

Os custos envolvidos são componentes cada vez mais indissociáveis no esquema de modernização. moeda eletrônica. em especial: • • • • • Conhecimento das ameaças que rondam seus negócios.66 • A busca de meios para a materialização do “governo dentro de casa”. . cyber-crimes. considerando os riscos de imagem para as instituições que realizam transações com clientes em meio eletrônico. Desenvolvimento de uma cultura de segurança. Para o Estado além da preocupação com a melhor forma de aplicação interna das novas tecnologias em consonância com seus aspectos organizacionais e demandas da sociedade. porque precisa igualmente contemplar a prevenção. a detecção e a reação a ataques ou a falhas. associados com a divulgação de ocorrências dessa natureza. coloca-se a discussão de sua prévia e necessária intervenção regulatória. por meio do contato direto com o cidadão. compreendendo em particular os seguintes assuntos: • • • • • assinatura eletrônica. na medida em que a decisão pela aquisição de uma ferramenta para tal fim deve considerar os riscos e sua gradação. Em síntese os desafios da segurança impõem às organizações. Conforme aponta a sétima pesquisa Módulo Security. Há uma relação de implicação evidente entre segurança e custos. Dessa forma. a manutenção da segurança depende da adequada formulação e implementação de políticas corporativas. A adoção de políticas de segurança. 53% dos ataques contra organizações brasileiras tem como autores funcionários insatisfeitos das organizações atingidas. A construção de sistemas sólidos de identificação e de autenticação. No âmbito de qualquer organização. metodologias e instrumentos. marcas e nomes de domínio na Internet. Aspecto importante é o indício de que os dados a respeito da criminalidade eletrônica são subestimados. o que deverá ensejar não somente a expansão e redesenho da prestação de serviços mas também a criação de novos mecanismos de interação entre governo e sociedade. e direitos autorais sobre multimídias. a partir de um diagnóstico preciso e da opção dentre um amplo leque de tecnologias. e A implementação de forma efetiva da política de segurança. segurança não é simples proteção.

º 7. tais como o estelionato (por meio da transferência eletrônica de fundos). a discriminação racial (objeto de legislação específica: a Lei n. Tratando expressamente das Secretarias de Receita.º 9. tais como o acesso indevido e a violação de sistemas. Relacionamos a seguir uma série de problemas mais comuns na área das tecnologias de informática aplicadas. a cópia não autorizada de programas. a pornografia infantil (objeto da Lei n. São crimes que extrapolam a territorialidade convencional. porque têm lugar. o rol de práticas criminosas em meio eletrônico desafia os limites das abordagens convencionais na sua investigação e demanda soluções criativas. tem pressionado os gestores responsáveis pelas funções de Estado de administração tributária a se desdobrarem em soluções imediatistas que por vezes não têm observado os princípios básicos da segurança necessária.716/96 da Constituição Federal –CF). Os cyber crimes estão levando a uma revisão de conceitos na área jurídica em virtude de suas características inovadoras.67 O aperfeiçoamento da legislação brasileira já possibilita a criminalização de condutas que anteriormente eram de difícil enquadramento legal. a obtenção de segredos.º 8. acompanhado de exemplos significativos de excelentes serviços prestados pela rede mundial. a falsificação de documentos em meio eletrônico. só podem ser tipificados a partir de evidências materiais (o registro da informação) e não por meio de testemunhos. Entretanto.069/91 da CF) e a interceptação telemática. a espionagem e a violação de bancos de dados. O aumento da demanda com o aparecimento constante de novos contribuintes. constatamos que a maioria delas apresentam situações similares quanto ao desenvolvimento de seus sistemas de computação. no espaço virtual da Internet. Além desses. Limitadas pela legislação que lhes impõem inúmeras regras e contando com orçamentos restritos destinados a novos investimentos. são características que dificultam a investigação convencional. conhecida como “grampo” (Lei n. a extrema dispersão territorial.296/96 da CF). O anonimato. tais instituições se viram obrigadas a desenvolver soluções caseiras na busca do atendimento das demandas da comunidade. crimes que já eram objeto de tipificação legal podem ser praticados com o auxílio de equipamentos de computação. verificados junto a um grande número de Secretarias de Receita: . por exemplo. a velocidade e facilidade de movimentação. Por outro lado.

Cabe às entidades de administração tributária a missão de definir a capacidade contributiva de cada um de seus membros. No elenco de agentes e atribuições governamentais verificamos um segmento responsável pela administração tributária cuja missão principal é suprir as necessidades financeiras para suporte das ações desenvolvidas pelo Estado. propor a forma de participação destes e implementar os mecanismos de captação dos citados recursos. e Ausência de um sistema de segurança e controle de acessos. o Governo funciona baseado em uma divisão clara das tarefas a serem desenvolvidas no plano de sustentação interna e. OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Como em qualquer organização. daquelas de natureza finalística onde os resultados são ofertados diretamente à comunidade. Grande dependência de serviços de terceiros. além da capacidade. Falta de clareza de produtos contratados com terceiros.68 • • • • • • • Falta de um plano diretor de tecnologia visando maximizar os investimentos na aquisição e manutenção de hardwares e softwares. Sistemas corporativos com baixa integração. As principais atividades de uma instituição de administração tributária estão resumidas a seguir: • • Elaboração de estudos demonstrativos da viabilidade econômico/tributária. Estudos preliminares devem apontar. . 4.2. a disposição da sociedade em participar como coautora das ações do Governo. 4. Proposição dos modelos de tributação. Ferramentas tecnologicamente desatualizadas. A captação dos citados recursos origina-se de um conceito onde os bens comuns devem ser providos por toda a sociedade mediante uma participação proporcional de cada um de seus membros conforme suas disponibilidades e posses. Má alocação de equipamentos de informática. principalmente.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A missão de captar recursos junto à sociedade resulta de uma variedade de sub funções que precedem o ato de recolhimento e vão muito além deste.

Atender aos contribuintes. • • • • • • • • • Realizar lançamentos. Controlar repasses bancários.69 • Arrecadação de impostos e taxas. Julgamentos da instância administrativa. comumente. a saber: • O vertiginoso desenvolvimento dos meios de comunicação disseminou conceitos de cidadania participativa até então restritos a uma pequena parte da sociedade. Gerenciar contencioso fiscal. Controlar pagamentos.3. onde. Este fato especializou as demandas dos cidadãos que ainda revestidos de direitos passaram a cobrar com veemência as respectivas contrapartidas. ORGANOGRAMA PADRÃO Após um longo período de observação das estruturas organizacionais existentes nos estados e municípios destinadas ao suporte das atividades tributárias. Fiscalização. 4. O aparecimento dos crimes cibernéticos mostrou grandes vulnerabilidades e o aparecimento de novas atividades internas. . obrigando tais instituições a buscarem rapidamente qualidade nas suas funções de atendimento aos contribuintes. e • As novas ferramentas de processamento eletrônico de dados foram adotadas em larga escala sem grandes preocupações com a segurança dos mesmos. Cobrar inadimplências. Devemos ressaltar que nos últimos tempos dois fatores vêm causando uma verdadeira revolução no âmbito da administração tributária agregando-lhes novas atribuições internas. não aparece definida uma entidade cuja missão principal seja a formulação e gestão de políticas destinadas proteger os ativos de tecnologia e informações existentes. constatou-se a predominância absoluta de uma estrutura clássica conforme apresentada a seguir. Administrar de declarações.

JRF Departamento de Tributação . de administração financeira e de material e de apoio logístico. Coordenar as atividades referentes às operações patrimoniais internas. diretamente subordinada ao Secretário de Receita. de pessoal ativo.FIS Departamento de Atendimento aos contribuintes ATE Figura 7 . por intermédio dos órgãos a ele subordinados. e de serviços gerais da Secretaria. as seguintes atividades básicas: • Coordenar e. Prestar apoio operacional a todos os órgãos subordinados à secretaria.1. de material. inativo e pensionista. Coordenar a gestão orçamentária da secretaria.4. procedendo ao registro e ao controle dos bens móveis e imóveis.4. . • • • • • • Elaborar as normas internas relativas à administração geral. Coordenação de Administração Compete à Coordenação de Administração. Elaborar a programação e supervisionar a execução dos trabalhos dos órgãos que lhe são diretamente subordinados. COMPETÊNCIAS GENÉRICAS 4.INF Junta de Recursos Fiscais .TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização .Estrutura Básica das Secretarias de Receita 4. respeitada a orientação definida pelos órgãos centrais. executar as atividades de administração financeira.70 SECRETÁRIO DE RECEITA Coordenação de Administração Coordenação de Informática . Coordenar e controlar a execução dos trabalhos das gerências de recursos humanos.

e Executar de forma sistêmica as rotinas estabelecidas para a proteção dos dados (backups). e Coordenar e controlar a execução financeira da secretaria. Analisar e relatar. Registrar e controlar as ocorrências de defeitos técnicos. Elaborar a programação financeira mensal da secretaria. Realizar auditorias em softwares e hardwares.4. órgão de direção executiva. supervisionar e orientar as atividades de informatização da Secretaria de Receita. Analisar solicitações de benefícios fiscais. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • Propor alterações na legislação tributária estadual. coordenar. Treinar usuários na utilização dos sistemas. . Coordenação de Informática Compete à Coordenação de Tecnologia e Informação as seguintes atividades básicas: • • • • • • • Planejar. em primeira instância. Acompanhar junto à Procuradoria Geral do Estado as ações judiciais contra a Secretaria de Receita. Departamento de Tributação Compete ao Departamento de Tributação.4. 4. Prestar esclarecimentos sobre a aplicação da legislação tributária.2. Prestar assistência técnica preventiva aos equipamentos de informática.3. Desenvolver e administrar os sistemas internos da Secretaria de Receita.71 • • • Propor normas e procedimentos para registro e controle dos bens patrimoniais próprios. o contencioso administrativo fiscal. 4. e Atender a diligências do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais.

4.4. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • • Realizar estudos com o objetivo de estabelecer as metas de arrecadação e fornecer subsídios para a elaboração dos planos anual e plurianual. Realizar fiscalizações itinerantes. e Acompanhar os registros de informações de cadastro de veículos automotores. Administrar e manter os cadastros de contribuintes. Departamento de Arrecadação Compete ao Departamento de Arrecadação. notificar. órgão de direção executiva. Departamento de Fiscalização Compete ao Departamento de Fiscalização Tributária. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades básicas: • • • Propor normas para sistematizar o atendimento aos contribuintes. Processar e controlar os documentos de arrecadação e de acompanhamento da receita. Controlar a arrecadação de tributos e a execução dos convênios celebrados com os agentes arrecadadores. Monitorar e auditar estabelecimentos industriais. comerciais e prestadores de serviços. Operar os sistemas de registro de consultas técnicas (call center). as seguintes atividades: • • • • Estabelecer o programa de ação fiscal e realizar o seu acompanhamento.5.6. Acompanhar e controlar o parcelamento de débitos fiscais. Departamento de Atendimento ao Contribuinte Compete ao Departamento de Atendimento ao Contribuinte.4.4. Realizar o atendimento remoto ao contribuinte. diretamente subordinado à Secretário de Receita. e . Inscrever. controlar e baixar os débitos em dívida ativa. órgão de direção executiva. e Administrar os postos fiscais e depósitos de mercadorias apreendidas.72 4. órgão de direção executiva.4. 4.

contavam ainda com as manobras financeiras decorrentes da espiral inflacionária. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Devido à natureza das atividades que exercem. prestadores de serviços. tais como aumento de alíquotas e criação de novas taxas e contribuições sem o devido estudo de viabilidade econômica. Anteriormente à Constituição Federal de 1998.6. Banco Central CVM 4. os governos salvavam-se dos débitos orçamentários elevando a carga tributária por meio de um sem número de manobras legais. tanto no desenvolvimento de sistemas quanto na produção dos mesmos. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO As unidades de administração das Secretarias de Receita sofreram um grande impacto decorrente da especialização das demandas por informações gerenciais resultantes do tratamento de um volume cada vez maior de dados relativos a declarações e recolhimentos de tributos. normalmente ligados às atividades de processamento de dados. as Secretarias de Receita necessitam de uma constante interação com as seguintes entidades: • • • • • • Contribuintes Procuradoria Poder judiciário Imprensa Assembléias legislativas Institutos de pesquisas Contabilistas Bancos Entidades de Classe Tribunais de Contas Ministério Público Fiscos Estaduais Fornecedores diversos Ministério da Fazenda Receita Federal. 4.5.73 • Promover o atendimento direto aos contribuintes. Além dos servidores pertencentes aos quadros permanentes é comum serem identificados alguns funcionários externos. 4. PERFIL DO USUÁRIO As Secretarias de Receita aparecem em todos os estados como uma das unidades do Governo que opera baseada num quadro de funcionários de carreira detentores das maiores qualificações técnicas. Aliados a estas facilidades. sendo este composto por Auditores Fiscais e Técnicos Tributários.7. .

74 Até o início da década de 90 observou-se uma estrutura onde os contribuintes de uma forma geral e a rede bancária enviavam enormes quantidades de papel às Secretarias de Receita que se desdobravam num oneroso processo de captação gerando. dentre eles o barateamento dos componentes de informática. Falha em equipamentos. conforme ilustrado a seguir. tendo como principais ameaças: • • • • Invasão interna. Devemos ressaltar que outros fatores contribuíram para uma mudança de forma de trabalho. facilitaram o surgimento de uma nova fase na administração tributária onde a mesma eliminou sua digitação interna e passou a captar seus dados declaratórios diretamente de dispositivos . CONTRIBUINTES BANCOS PAGAMENTOS DE IMPOSTOS DE CAPTAÇÃO EMISSÃO PA RESUMO DE DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS OPERACIONAIS Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita. e. unidades de armazenamento. invariavelmente. A simples geração de relatórios operacionais passou a não atender a especialização ocorrida nas demandas ao enorme volume de dados que se apresentava para tratamento. Defeitos nos sistemas aplicativos. como os discos magnéticos portáteis e sistemas destinados à automação de pequenos e médios escritórios. outros relatórios pouco operacionais. principalmente. tais como processadores. A popularização de novos meios de armazenamento. e Inexistência de cópias sistêmicas de segurança.

trouxe uma nova forma de ambiente com um visível aumento no volume de dados processados e o aumento dos seguintes riscos: • • • • • • • Invasões internas.75 enviados pelos contribuintes. Esta conformação. Neste modelo os contribuintes. mostrada na Figura 9. Falhas nos equipamentos. Incompatibilidades nas tecnologias de armazenamento. ainda mantinham-se passivos no processo. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Além destes. Defeitos nos sistemas aplicativos. Armazenamento inadequado. os dados resultantes de pagamentos passaram a ser recebidos diretamente em meio magnético da rede bancária. verdadeiros donos dos dados armazenados nas suas respectivas organizações de administração tributária. CONTRIBUINTES PAGAMENTOS DE IMPOSTOS BANCOS CAPTAÇÃO E EMISSÃO DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 . apresentando suas informações mas não tendo acesso a elas. e Vírus.

Além dos riscos existentes nos modelos anteriores.76 Com a especialização das redes e principalmente a disseminação e estabilidade da Internet ocorreu uma nova mudança a partir da qual os agentes que interagem com as organizações de administração tributária passaram a obter os serviços desejados diretamente a partir dos cadastros básicos residentes naqueles órgãos e previamente processados por eles. CONTRIBUINTES BANCOS INTERNET REDES PRIVADAS DEC E N. Armazenamento inadequado. e Defeitos nos sistemas aplicativos.F. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Vírus especialistas. ilustrada a seguir. Falhas nos equipamentos. CAPTAÇÃO E PROCESSAMENTO PAG DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita . agregou novos riscos considerados de difícil controle conforme a relação abaixo: • • • • • • • Invasões externas. esta modalidade. Defeitos nos sistemas aplicativos.

. pressupõem extrema interligação entre todas as unidades da federação de modo que tenha seus dados cadastrais residentes em um único local. ou seja. Outro fator que exigirá uma revolução nos padrões atuais reside no fato de que todas as operações comerciais que representem entradas ou saídas de mercadorias e serviços realizadas por qualquer contribuinte deverão ser informadas à sua circunscrição fiscal. na sua unidade de origem e as demais tenham acesso irrestrito a eles. Além disso. Esta premissa é fundamental para que os novos sistemas de fiscalização sejam eficazes. Nesta direção existem conjecturas no sentido de buscar meios técnicos para operacionalizar um sistema onde os dados históricos fiquem armazenados nos sites dos próprios contribuintes e estejam permanentemente disponíveis às Secretarias de Receita conforme o modelo a seguir: CONTRIBUINTES BANCOS DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (ANALÍTICO) INTERNET DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (SINTÉTICO) DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000. O sistema deverá operar em modo distribuído.77 Novos modelos de administração tributária pressupõem atendimentos especializados e com a maior comodidade possível aos contribuintes.

. MATRIZ DE USO DE DADOS A seguir apresentamos o modelo de uma matriz de uso de dados utilizada pela Secretaria de Receita de Brasília. As estruturas organizacionais tendem a se complementar com a especialização das já existentes unidades operacionais de informática e o acréscimo de outra sub-unidade de natureza colegiada responsável pela elaboração e manutenção de uma política de segurança dos recursos e informações conforme mostra a figura a seguir: RECEITA TRIBUTÁRIA Coordenação de Administração Coordenação de Informática .78 A operacionalização com base no esquema demonstrado anteriormente é uma realidade dependente exclusivamente do tempo.8. representada pelos contribuintes. No campo externo ocupado pela sociedade em geral.INF Departamento de Tributação . 4. Internamente há um elenco de discussões sobre as atualizações necessárias e suas formas de implementação. ocorre uma visível movimentação exigindo maior transparência e efetividade no trato dos recursos públicos.TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização .JRF Conselho de gestão da política de segurança da informação Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos.FIS Departamento de Atendimento aos Contribuintes Junta de Recursos Fiscais .

C A.C C C C C C C C C C C C C C C USUÁRIOS EXTERNOS INF C C C C C C C C C C I.C C C C C I.C C C C C C C C C C C C I.C A.A.C C C A.C I.A.C C C C C C C C I.C I.C C I.A.A.A.A.C A.C A.C I.A.C C I.C C C C A.A.C C C C C A.C C C C C C I.C C C I.C A.C I.A.C A.C I.A.C I.A.A.C C C C C I.A.C A.79 CADASTROS Abrangência da coletoria Acionista x capital Aditamento de contrato Aditamento do convênio Agência bancária Alíquotas Atividade econômica Atribuição de cargo Atribuição de função Auto de infração Requisições Autorização de impressão de documento Fiscal Autorização de uso de documento fiscal Autorização para uso de documento fiscal eletrônico Categoria de estabelecimentos Categoria de veículos Classificação contábil da receita Classificação tributária da receita Classificação de produtos – NCM Código fiscal de operações Códigos de receita Conhecimentos de transporte Contratos Datas de vencimentos Denúncias Documento de inscrição em dívida ativa Documentos de arrecadação Declaração mensal de serviços prestados Declaração mensal de empresas de pequeno Porte Declaração mensal de micro empresas Equipamentos emissores de cupom fiscal Escalas de plantão Ficha cadastral de contribuinte Grupo financeiro Guia de informação mensal de ICMS Guia de Informação sobre valor agregado Guia nacional de informação de ICMS Histórico de instituição Histórico de processos Indicador de desempenho Indicadores demográficos Indicadores econômicos Índices de depreciação Índices de participação Item de produto Legislação e atos legais Leilão Log de auditoria Logradouros Marcas de veículos Modelos de veículos Moedas Nota fiscal USUÁRIOS INTERNOS TRI ARR FIS ATE ADM C C C C C I.C C A.A.C C C C C C I.A.C C C C C C C C I.C I.C C C C A.C C C C I.A.A.C C I.C A.C A.A.A.C C C C C C C C I.C C A.A.C I.C I.C I.C C A.C A.A.A.C C C C C I.A.C I.A.C I.C I.C A.C A.A.A.C C C I.C C A.C C C C C C A.C C I.C A.C C C C C C A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C .C C C C C C C C C C C C C C C C I.C I.C I.C C C C C C I.A.C C C C I.C I.C I.C A.A.C C C C I.C I.A.A.A.C A.C C C C C C JRF C C C C C C C C C C I.A.A.C C A.A.A.C C C C I.A.A.A.A.A.C C C I.C A.A.A.A.C A.C A.A.A.C C C A.C C C I.A.C A.C A.C C C C C C C C C C C C C C C C I.A.C C C I.A.C C I.A.C C A.C I.C I.A.C I.C A.C I.C I.A.C C C C C C A.A.A.C C C A.C C A.A.C C C C I.C C I.A.C A.A.C C C C C A.C C A.C A.A.C C I.C A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C C C C C C C C C I.C I.A.A.C I.C A.C A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C I.A.C C C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C CTB OUTROS C C C C C C C C C C C C C C I.C C C C C I.A.A.C A.C I.C I.A.A.C C C C C C I.C C A.C I.

C I. .C C C A.C A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C Tabela 1 . CTB – Contribuintes OUTROS .C A.A.A.C A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C I.Outras entidades I – Inclusão A – Alteração C – Consulta Obs: A opção “E” para exclusão não foi utilizada pois em sistemas de administração tributária não ocorre a remoção de registros.C A.A.A.C C I.C A.C C C C C C I.A.A.C I.C C C C A.C C C A.C I.C A.C C C I.A.C A.C I.A.A.A.C C I.A.C C C I.C A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C I.C I.A.C C C I.C A.C C C I.C C C C C C C C C A.C I.C C A.C A.C A.A.C A.A.A.A.A.A.C C C C C I.A.A.Matriz de Uso de dados Legenda : TRI – Departamento de tributação ARR – Departamento de Arrecadação FIS – Departamento de Fiscalização ATE – Atendimento aos Contribuintes ADM – Coordenação de Administração INF – Coordenação de Informática JRF – Junta de Recursos Fiscais.80 Notificações Ordem de serviço Pauta de valor de IPVA Portarias de citação Processos Recibos Regiões demográficas Termo de fiscalização Termo de responsabilidade Tipo de documento Tipo de documento fiscal Tipo de ordem de serviço Tipo de participação Tipo de processo Transferência de crédito fiscal Transportadoras Unidade de medida Usuários de sistemas Valor de produto por município Vigências C I.C I.C A.C I.C A.C C C C I.A.A.A.C A.C I.C I.C I.A. apenas sua desativação.C C I.C A.C A.C I.A.A.C C I.A.C A.C C A.A.C C I.C C C I.C I.A.

ou a fonte da ameaça não é motivada para concretizar estas vulnerabilidades ou é apenas parcialmente capaz de fazê-lo Baixa: a fonte da ameaça não possui motivação ou capacidade ou então. POLÍTICA DE SEGURANÇA 5. os controles para prevenir ou ao menos impedir que as vulnerabilidades se concretizem foram implementados com sucesso. ocorrerão invasões dos mais variados tipos capazes de causar algum impacto. não importando seu porte ou atividade econômica. a probabilidade de ocorrências e os possíveis impactos.1.81 5. é lícito prever que. Na tabela apresentada a seguir relacionamos as ameaças às quais as Secretarias de Receita estão expostas. ANÁLISE DE RISCOS Em ambientes das Secretarias de Receita onde são depositadas informações capazes de espelhar toda a vida financeira das empresas da circunscrição. De acordo com o Risk Management Guide do NIST (Junho/2001) podem-se classificar as probabilidades de ocorrência de ameaças em 3 categorias: Alta: a fonte da ameaça é altamente motivada e suficientemente capaz e as contramedidas para evitar que as vulnerabilidades se concretizem são ineficazes. . Média: a fonte da ameaça é motivada e suficientemente capaz mas as contramedidas já estão implementadas para impedir que as vulnerabilidades sejam concretizadas com sucesso. com maior ou menor grau de probabilidade.

e Perda de arrecadação. Divulgação de informações sigilosas. Divulgação de informações sigilosas. Sistema vitais não disponíveis. Fraude. Possibilidade de processo legal. Possibilidade de processo legal. Possibilidade de processo legal Perda de credibilidade. Possibilidade de processo legal. Fraude. Perda de receita. Perda de Credibilidade Fraude Fraude Interceptação de informação Perda de credibilidade Destruição de informação Fornecimento inconsciente de informações Média sigilosas Instalação de hardware não autorizado Instalação de software não autorizado Vírus Problemas nos sistemas operacionais Cavalos de Tróia Alta Alta Alta Alta Alta Invasores disfarçados Média Desastres naturais Conflitos (guerras) Sabotagem Roubo Grampos telefônicos Monitoramento não autorizado do tráfego na rede Modificação criminosa dos dados armazenados Acesso ao arquivo de senhas Baixa Baixa Média Média Média Baixa Média Média Uso de senhas frágeis Alta Acesso físico não autorizado Alta Não cumprimento de normas Alta Repúdio Backdoor Média Alta Tabela 2 – Análise de Ameaças . Perda de credibilidade Perda de credibilidade. Fraude. Divulgação de informações sigilosas. Fraude. Perda de credibilidade Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal Divulgação de informações sigilosas.82 Ameaça Destruição acidental Configuração incorreta de sistemas Probabilidade de ocorrência Média Média Impactos • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Fraude Possibilidade de processo legal contra o órgão Perda de credibilidade Fraude Fraude Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Sistemas vitais não disponíveis Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis. Possibilidade de processo legal. Divulgação de informações sigilosas.

83 Neste trabalho constatamos as principais vulnerabilidades com alta probabilidade de ocorrência, sobre as quais discorremos a seguir: • Divulgação de informações sigilosas ou com restrições de divulgação, que ocorre quando o funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita, que tem acesso às informações classificadas como sigilosas, divulga-as indevidamente para outros não autorizados; • Inserção de informação, programas danosos ou vírus de computador sem controle de recebimento ou tratamento adequado para evitar danos, que ocorre quando funcionários ou prestadores de serviço com acesso às informações das Secretarias de Receita inserem, sem autorização da Gerência de Segurança, arquivo ou programa que provoque danos na base de informação; • • Possibilidade de acesso/modificação da informação realizada por usuários não autorizados; Possibilidade de modificação, divulgação ou destruição de informação por aplicações em teste ou operadas por usuários sem conhecimento do uso correto do programa; e • Utilização de endereço eletrônico de qualquer funcionário para disponibilização ou divulgação de informação sem o conhecimento do dono da conta. 5.1.1. Vulnerabilidades As vulnerabilidades são os pontos fracos de uma instituição que permitem ataques e são uma fonte de riscos. O levantamento das vulnerabilidades existentes é fundamental para se mensurar de forma clara e enxuta quais ações, metodologias, práticas e ferramentas devem-se aplicar para garantir a integridade, confidencialidade, autenticidade e disponibilidade da informação. 5.1.1.1. Vulnerabilidades Externas • • Controle de acesso (visualização, adição, alteração ou exclusão da informação) sem utilização de autenticação confiável. Falta de procedimentos de anuência hierárquica e documentação da disponibilização de informações;

84 • • • • • Falta de uma política e regras claras quanto à disponibilização da informação por outros meios (exemplo, informações por telefone); Falta de controle do volume de acessos ao site e informações disponibilizadas para acesso externo; Existência de diretório de FTP anônimo; Utilização de TFTP (uma versão simplificada do FTP que não usa senha para autenticação de usuários); e Falta de sistema de detecção de intrusos.

5.1.1.2. Vulnerabilidades Internas • • • Falta de controle, por autenticação, das estações; Existência de contas padrão – muitos programas e pacotes de terceiros vêm com contas padrão com senhas padrão. Contas como guest ou de Administrador; Uso de senhas fracas – podem ser de contas padrão com senhas padrão, contas de convidados, contas compartilhadas, contas sem senha ou com senha facilmente identificável. Utilização, nos sistemas com autenticação, de usuários e senhas comuns (divulgação de senhas); • • • • • • • • Falta de política de troca e bloqueio de contas e senhas; Falta de controle de permissão de uso das estações (policies); Falta de gerenciamento e controle de privilégios de usuários com definição clara dos perfis e permissões das contas de cada usuário; Não há uma revisão periódica dos critérios, permissões dos usuários; Não há definição de procedimentos e autoridades para conceber criação de contas e permissões de concessões de privilégios; Falta de controle de log quanto a acessos de usuários incluindo data e hora. Existência de pontos de rede ociosos habilitados; Qualquer notebook, estação ou equipamento, com interface ethernet pode ser conectado a um ponto da rede e funcionar (controle de acesso ao meio físico da LAN); • Usuários não esclarecidos sobre as conseqüências do uso incorreto de informação da instituição;

85 • Qualquer pessoa que tenha acesso físico à estação pode utilizá-la e pode também instalar ou desinstalar qualquer aplicativo (inclusive programas danosos ou modems – portas dos fundos); • • • • Ferramenta antivírus sem procedimentos para atualização periódica e possível de ser desativada por qualquer usuário; Terminais e Workstations sem controle de tempo de conexão; Falta de controle do acesso físico às estações; e Falta de gerenciamento de processamento de informação sobre responsabilidade de terceirizados. 5.1.1.3. Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico • • • • Informações não públicas circulam dentro e fora da rede através de e-mail sem controle/certificação do usuário remetente; Não há garantia da entrega da informação; Qualquer usuário com acesso à rede interna pode enviar e-mail informando o endereço eletrônico de outro; e Arquivos anexados só são verificados contra vírus na estação.

5.1.1.4. Vulnerabilidades Referentes a Aplicações • Em muitos casos apenas um usuário é responsável pela informação sem haver, portanto, controle de log ou outro usuário para confirmar a operação (permitindo o uso danoso da informação por funcionários insatisfeitos, por exemplo); • • • • • Não há controle de atualização e uso de versões anteriores de aplicações; Ambiente de produção, desenvolvimento e teste único; Falta de documentação dos procedimentos de produção; Código fonte de aplicações distribuídas sem controle; e Falta de regras de segurança para orientação dos desenvolvedores quanto à segurança de acesso e divulgação de informação pelos programas.

Outras Vulnerabilidades • • • • • • • • Acessos e troca de informações via RAS sem criptografia (VPN) ou autenticação segura (PKI por exemplo). Falta de procedimentos para atualização de patches e SP (Service Pack). alteração. • • Não é aplicada a regra: Tudo deve ser proibido a menos que expressamente permitido (ISO/IEC 17799:2000). 3 .5. a inclusão de cláusula no contrato de funcionários e prestadores de serviço que especifiquem sanções em caso de tentativa de acesso não autorizado (ISO/IEC 17799:2000).Toda e qualquer informação da Secretaria de Receita armazenada e disponibilizada por meio de recursos de informática deve ser protegida contra acesso. 2 . Facilidade para o roubo e furto de equipamentos e programas. Não há controle de software pirata ou não homologado. essencial e não essencial. Falta de monitoração de uso (garantir disponibilidade). Não é utilizada. Backups não testados ou sem controle. divulgação de cópias não autorizadas. destruição.O critério de classificação das informações deverá ser designado de forma a garantir que as mesmas sejam avaliadas em duas escalas: • • níveis de importância: crítica. quer seja acidental ou intencional. uso interno e uso público. a segurança de dados e serviço. 5.2.86 5. NORMAS DE SEGURANÇA 1 . com base na legislação vigente e qualquer obrigação contratual. 4 – Todo acesso à informação deve ser registrado de forma a viabilizar auditoria quando necessário. Falta de revisão do controle de falhas. . e níveis de sensibilidade: confidencial.1.1. e Falta de ferramenta de inventário automatizado da rede (hardware e software em servidores e estações).A proteção da informação deve ser preventiva viabilizando o processo de recuperação de dados.

prestadores de serviços e estagiários autorizados a usar os recursos da rede devem ser treinados em segurança da informação através de seminários. 2. Funcionários e prestadores de serviços eventuais que acessam as instalações de processamento da informação da Secretaria de Receita devem se comprometer. 9 .Um plano de contingência deverá ser elaborado e mantido a fim de possibilitar a restauração imediata dos serviços em caso de sinistro. e não à própria pessoa. uso de recursos e inspecionando arquivos.Todos os empregados. 8 . em preservar o sigilo das informações. conforme necessário. 7 . fraude ou uso indevido de instalações. bem como monitorar toda a informação que trafega na rede. folders e outros. roubo. 12 – Estas normas segurança deverão ser documentadas e disponibilizadas a todas as partes interessadas. 5. devem constar cláusulas que garantam a observância da política de segurança da mesma.O Departamento Geral de Informática das Secretarias de Receita tem o dever de monitorar as informações disponíveis em todos os servidores e estações. material explicativo.O cumprimento das normas estabelecidas pela Política de Segurança da Informação é obrigatório a todos os usuários com direito de acesso à rede.3. Prestadores de serviços eventuais que não tenham contrato assinado deverão assinar documento garantindo a segurança das informações das bases de dados antes de terem .Nos contratos que impliquem o manuseio de informações das Secretarias de Receita por parte de terceiros. 11 . 6 . acessos. sanções.O direito de acesso à informação está ligado à posição ocupada pela pessoa dentro das Secretarias de Receita ou fora dela. POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Reduzir os riscos de erro humano.O acesso à rede das Secretarias de Receita através de equipamentos de usuários remotos ou de equipamento para teste deverá ter aprovação da autoridade competente.87 5 . através de um documento escrito. 10 . palestras. 1. acompanhando rotineiramente.

prestador de serviço ou colaborador será responsável pela segurança das informações contidas na base de dados durante um período de tempo definido mesmo após o termino do contrato de trabalho ou de prestação de serviços na Secretaria de Receita. 3. A Gerência de Segurança da Secretaria de Receita supervisionará a atuação de colaboradores novos e inexperientes com relação aos acessos a sistemas considerados de maior importância. Será proibida a instalação de quaisquer programas pelos usuários visando proteger a base de dados contra vírus ou instalação de softwares piratas. CNPJ entre outros) e qualificação técnica e profissional confirmados e verificados. 6. como remoção e software suspeito sem a devida autorização da mesma. Todo funcionário. . Todo usuário do sistema deverá notificar o mal funcionamento de software à Gerência de Segurança. colaborador. 5. 11. 10. Todos os usuários do sistema de informação devem estar conscientes dos procedimentos para notificação dos incidentes como violação de segurança. 4. 7. 8. falhas ou mal funcionamento que possam ter impactos na segurança dos ativos organizacionais. Todo funcionário. ameaças. O gerente de cada área deverá constantemente supervisionar a atuação de sua equipe de trabalho certificando-se do uso e implementação das regras básicas de segurança da informação. CPF . 12. prestadores de serviços e fornecedores (serviços e equipamentos) deverão ter seus dados de apresentação (identidade. não devendo executar nenhum tipo de ação.88 acesso as instalações nas quais ocorrem os processamentos visando garantir e proteger a integridade das informações armazenadas. Será definido um processo disciplinar formal para tratar com os usuários que tenham violado as políticas e procedimentos de segurança estabelecidas e implementadas pela Gerência de Segurança. 9. Todas as regras e responsabilidades de segurança da Secretaria de Receita devem ser documentadas e divulgadas a todos que possuam acesso ao sistema em concordância com a Política de Segurança da mesma. Todos os usuários deverão ser treinados nos procedimentos de segurança e no uso correto das instalações de processamento da informação de forma a garantir a integridade das informações minimizando possíveis riscos de ataques e alterações em sua base de dados.

A atualização do antivírus será feita de forma automatizada em todos os computadores da rede.89 13. que não for do comitê antivírus. Deverá existir um procedimento de orientação a todos os usuários do sistema de informação da Secretaria de Receita quanto ao acesso de recursos e serviços oferecidos na Internet quando os mesmos forem de procedência duvidosa ou desconhecida. As senhas dos usuários do sistema de informações deverão ser trocadas a cada 30 dias e serão canceladas. 5. caracteres especiais e números inviabilizando o uso de nomes de familiares ou datas que poderiam ser facilmente descobertas. POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA Objetivo: Reduzir os riscos relacionados às configurações lógicas dos sistemas e acessos. recebidos por e-mail para impedir que estes arquivos transfiram para a rede algum tipo de vírus que possa prejudicar o sistema de informação. A conta do usuário será bloqueada após três tentativas erradas de logon e somente será desbloqueada mediante autorização do Gerente de Segurança. As senhas deverão conter no mínimo oito caracteres entre letras maiúsculas e minúsculas. visando manter a integridade da base de informações da Secretaria de Receita . 1. e outros. Deverá ser remetida para o Conselho de Segurança que analisará o conteúdo e remeterá notas esclarecedoras ao interessado. . . 8. . ou palestras. 5. protegendo a base de dados de ataques de novos vírus. . isto é. bat. com terminação .com. Será proibida a abertura de arquivos executáveis.4. notas de esclarecimentos. 4. A política antivírus será feita de modo sistemático através de e-mails semanais em forma de notícias. além do sistema de defesa nos servidores. Qualquer notícia recebida sobre vírus através do correio eletrônico. As últimas 5 senhas deverão ser registradas na base de dados e não poderão ser repetidas pelos usuários do sistema de informação.pif. 6. em 10 dias. 7. 2. por falta de uso. não poderá ser repassada adiante. 3.exe.

O suporte a equipamentos de informática só poderá ser prestado por técnicos do Departamento Geral de Informática ou com o acompanhamento deste. As senhas não deverão ser compartilhadas ou anotadas visando proteger as informações do acesso de pessoas não autorizadas. Os microcomputadores em rede deverão possuir senha no setup e devem estar configurados de forma a não permitir o boot por unidade de discos flexíveis ou Cdrom. após registro no sistema de controles de help desk. 10. discos. Deverá ser garantida e protegida toda infra-estrutura das redes físicas da Secretaria de Receita com intuito de proteger consequentemente as informações da rede lógica. Deverão ser estabelecidos procedimentos de rotina para execução das cópias de arquivos e disponibilização dos recursos de reserva. O usuário será automaticamente desconectado se ficar sem usar o sistema por mais de 15 minutos (time-out) para evitar o uso do mesmo por outro usuário que poderá estar mal intencionado quanto ao acesso e consulta das informações . O compartilhamento de arquivos. 13.90 9. Os controles de falhas devem ser constantemente revisados e atualizados de modo a garantir a não ocorrência de falhas por repetidas vezes. Deverá ser implementada uma lista de procedimentos para o gerenciamento e controle do uso de mídias removíveis como fitas. Deverá ser instalado na rede um software para detecção de intrusos (IDS) para identificação de qualquer tipo de intrusão que possa prejudicar o sistema de informações da Secretaria de Receita. A utilização de sistemas ou de permissão de uso de microcomputadores deverá ser solicitada formalmente ao Departamento Geral de Informática. ou desastres. 11. diretórios e outros recursos só será efetuado por técnicos do Departamento Geral de Informática e de forma a não comprometer os requisitos mínimos de segurança. cartuchos e formulários impressos . 19. 20. 14. 18. 15. 12. 17. Deverá ser elaborado um plano de contingência para recuperação de informações da base de dados da Secretaria de Receita em caso de ataques diversos. 16.

21. 22. devidamente configurado e permanentemente atualizado. interligado a um sistema de IDS para reforçar a segurança. As Secretarias de Receita devem usar perímetros de segurança para proteger as áreas que contemplam as instalações de processamento de informações criticas ou sensíveis. O acesso remoto deverá ser protegido por VPN e certificação digital (PKI). 1. 2. 7. As portas de incêndio no perímetro de segurança devem possuir sensores de alarmes e mola para fechamento automático.91 visando impedir a divulgação e exposição classificadas como sigilosas ou de acesso restrito. Deverá existir uma supervisão/vigilância constante aos visitantes das áreas de segurança através de registro em livro específico no qual serão indicadas as horas de entrada e saída e a identificação do local (departamento/gerência) para onde se dirigiu o visitante em questão. Deverá existir um servidor RADIUS para autenticação de usuários visando oferecer maior segurança nos acessos remotos. 4. POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Prevenir o acesso não autorizado. 5. Deverão ser utilizados controles de autenticação para autorizar e validar qualquer acesso.5. 23. . Apenas pessoal autorizado poderá ter acesso às instalações de processamento de informações sensíveis. 6. 3. As redes de computadores deverão ser protegidas por um firewall que seja um produto bem conceituado no mercado. sigilosas ou críticas. dano e interferência às instalações físicas da organização e à sua informação. Todos os funcionários ou prestadores de serviço deverão utilizar alguma forma visível de identificação e informar à segurança sobre a presença de qualquer pessoa não identificada ou de qualquer estranho não acompanhado. O perímetro de segurança deve estar claramente definido e ser fisicamente consistente inviabilizando invasões por algum tipo de brecha ou falha . 5.

Todo trabalho desenvolvido em área de segurança deverá ser supervisionado por um funcionário da Gerência de Segurança. Somente pessoal autorizado previamente pelas áreas de segurança da rede e das informações poderão ter acesso a área de manipulação e suporte (carga e descarga) externa ao prédio da Secretaria de Receita . 15. 16. 17. 19. 14. 9. Todo o material de entrada deve ser inspecionado contra potenciais perigos antes de ser transportado para a área na qual será utilizado. Equipamentos de contingência e meios magnéticos de reserva devem ser guardados a uma distância segura para evitar danos que podem se originar em um desastre da instalação principal. só deve ser utilizado a partir de autorização da alta administração. As instalações de processamento da informação gerenciadas pela Secretaria de Receita devem ficar fisicamente separadas daquelas gerenciadas por terceiros ou contratados eventuais. vídeo. Os equipamentos devem ser protegidos contra falhas de energia e outras anomalias na alimentação elétrica utilizando-se sempre UPS (no-breaks). 20. 12. Equipamentos como fotocopiadoras e máquinas de fax. som ou outro tipo de equipamento. devem ser instalados de forma apropriada dentro de áreas de segurança para evitar acesso do público de modo a não comprometer a segurança da informação. geradores e no-breaks visando a continuidade da operabilidade de acesso às informações da base de dados. sendo o mesmo registrado conforme orientação da Gerência de Segurança. 18. 13. 11. . Materiais combustíveis ou perigosos devem ser guardados de forma segura a uma distância apropriada de uma área de segurança. O sistema de energia elétrica deverá incluir além de alimentação múltipla. Qualquer equipamento de gravação.92 8. As portas e janelas deverão ser mantidas fechadas quando não utilizadas. seja fotografia. sendo instaladas proteções externas principalmente quando essas portas e janelas se localizarem em andar térreo. Equipamentos conectados à rede local não poderão possuir placas ou hardware do tipo fax modem uma vez que a mesma pode servir como porta de entrada para possíveis ataques à base de informações da Secretaria de Receita. Os arquivos e as listas de telefones internas que identificam os locais de processamento das informações sensíveis não devem ser acessados pelo público. 10.

evitando que a ocorrência de falhas possa prejudicar o acesso à base de informações. Deve-se usar uma cobertura adequada de seguro para proteger os equipamentos existentes fora das instalações da Secretaria de Receita. onde possível. Os cabeamentos elétricos e de telecomunicação que transmitem dados ou suportam serviços de informação devem ser protegidos contra interceptação ou dano. Papéis e meios magnéticos de computadores devem ser guardados em gavetas adequadas com fechaduras ou em outros itens de mobiliários seguros quando não estiverem sendo utilizados. segundo a orientação do fabricante do mesmo. especialmente fora do horário normal de trabalho. Todo equipamento deverá ter sua manutenção revista de tempos em tempos. 22. terminais de computador e impressoras não devem ser deixados ligados quando não assistidos e devem ser protegidos com senhas. O uso de qualquer equipamento para o processamento das informações fora dos limites da Secretaria de Receita deverá ser autorizado pela alta administração da mesma. chaves ou outros controles quando não estiverem em uso.93 21. 24. quando impressas. Equipamentos. ou serem submetidas a proteção alternativa adequada. 31. 32. 29. As linhas elétricas e de telecomunicações dos recursos de processamento da informação devem possuir aterramento. 27. 26. A sala do CPD deverá permanecer trancada com acesso livre apenas ao pessoal autorizado da Gerência de Segurança. devem ser retiradas da impressora rapidamente. 30. 34. 33. 25. o acesso por pessoa não autorizada ao interior do equipamento. . informações ou software não devem ser retirados da instituição sem autorização. O cabeamento da rede deverá ser protegido contra interceptações não autorizadas ou danos. por exemplo pelo uso de conduítes ou evitando a sua instalação através de áreas públicas. Os cabos elétricos devem ficar separados dos cabos de comunicação para prevenir interferências. Todos os microcomputadores em rede deverão possuir chave de segurança para travamento da CPU. Informações sensíveis e classificadas. Os equipamentos servidores e dispositivos que caracterizam o CPD deverão estar em uma sala devidamente climatizada com controle de acesso. não permitindo. 28. 23. Computadores pessoais. portanto.

RESPONSABILIDADE Todo funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita será responsável pelo cumprimento das orientações estabelecidas na Política de Segurança.7. de forma intencional ou não. 5. 39. desrespeitarem as normas estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Secretarias de Receita serão aplicadas as seguintes sanções: • • • Advertência verbal. 5.6. . Todas as saídas de emergência deverão estar claramente identificadas e desimpedidas visando facilitar a fuga.8. 5. 38. cabe aos gerentes de cada departamento o controle e o acompanhamento do cumprimento das mesmas. APLICABILIDADE A Política de Segurança das Secretarias de Receita será aplicável a todo funcionário ou prestador de serviço que tenha acesso às dependências da mesma. SANÇÕES Aos usuários que. Advertência escrita. contudo. caso necessário. e 40. O backup dos dados deverá ser feito diariamente de forma incremental e semanalmente de forma completa. Deverá existir um sistema de iluminação alternativa para o CPD e áreas de fuga.94 35. 37. Todas as salas internas do CPD deverão possuir extintores para combate de incêndio elétrico (CO2/Pó químico). 36. O CPD deverá possuir um sistema de detecção/alarme e combate automático para caso de incêndio. Suspensão do direito de uso de serviço da intranet. As mídias de backup deverão ser acondicionadas em cofre com características especiais para suportar incêndios e outros tipos de intempéries.

ou mesmo de sofrer processos penais por crimes de peculato.9. O propósito do Plano de Ação para Emergências é prevenir e/ou limitar os danos aos recursos de informação.9. 5. . O propósito do Plano de Recuperação é restaurar de maneira segura as operações após a contenção dos danos.1 Plano de Ação para Emergências O plano de ação é composto do seguintes itens: • • A primeira seção é um inventário completo de todos os recursos de informação e uma avaliação de sua criticidade. de violação de sigilo funcional entre outros estabelecidos no código penal. que são o Plano de Ação para Emergências e o Plano de Recuperação de Desastres.95 • • Suspensão do direito de uso de serviços oferecidos pela rede Secretarias de Receita por tempo determinado. de extravio. sonegação e inutilização de livro ou documento. 5. PLANO DE CONTINGÊNCIA O Plano de Contingência da Secretaria de Receita será formado por dois componentes distintos. e Demissão. A segunda seção é a identificação de possíveis ameaças às operações do site das Secretarias de Receita e as contramedidas existentes/propostas para cada ameaça.1. Ambos os planos ajudarão as Secretarias de Receita a proteger sua capacidade de processar dados. Observação: A aplicação destas sanções não isenta o usuário da base de dados das Secretarias de Receita de sofrer outras penalidades previstas em Regulamentos Internos da Secretaria. O desenvolvimento e manutenção do plano de ação deve ser feito da seguinte forma: • O Gerente da Rede/Especialista em TI. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem realizar um inventário dos recursos e. de condescendência criminosa. e • A terceira seção é o procedimento de resposta imediata documentando ações remediais a serem tomadas após a identificação das ameaças.

• • Sempre que houver uma compra significativa de novos recursos de informação. o Plano de Ação deve ser atualizado para refletir tais mudanças. documentação e pessoal. armazenagem de mídia.96 subseqüentemente.9.2. eletricidade e internet. sistemas de controle climático. • O Gerente da Rede/Especialista em TI. Os recursos identificados devem incluir hardware e software. máquinas de fax. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem em seguida identificar as possíveis ameaças a estes recursos e as devidas contramedidas existentes ou propostas. 5.a Secretaria pode funcionar até duas semanas sem este recurso 3 .a Secretaria pode funcionar até um dia sem este recurso 5 .a Secretaria pode funcionar até quatro horas sem este recurso . modems. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem formular um Procedimento Imediato de Resposta usando a informação fornecida neste documento.2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade A contagem dos recursos e avaliação de criticidade identificam todos os recursos de informação e depois documentam a criticidade dos mesmos. e O Gerente da Rede/Especialista em TI e o encarregado da segurança devem rever anualmente o conteúdo deste plano e fazer as devidas mudanças sempre que necessário. A criticidade destes recursos deve ser determinada em termos de quanto tempo as Secretarias podem funcionar sem eles. usando o formato fornecido neste documento.a Secretaria pode funcionar até uma semana sem este recurso 4 . Recursos também incluem serviços tais como telefonia. Para fins de uniformidade uma escala de 0 a 5 deve ser usada e definida da seguinte forma: 0 – a Secretaria pode funcionar indefinidamente sem este recurso 1 – a Secretaria pode funcionar até um mês sem este recurso 2 . determinar a criticidade de cada recurso identificado usando o formato fornecido mais adiante. periféricos. • O Gerente da Rede/Especialista em TI.

9GB HD. 1. Monitor Pentium/800 server: 128MB RAM. Os sites da Secretaria de Receita tornam-se vulneráveis quando contramedidas não forem implementadas para impedir ou diminuir o impactos de todas as ameaças identificadas. Ameaças são vistas como sendo de natureza física. Há várias outras possíveis ameaças particulares a cada unidade das Secretarias de Receita. 14GB HD. ambiental. Identificação de Ameaças e Contramedidas Ameaça é qualquer circunstância ou evento com potencial para comprometer e/ou interromper as operações diárias de uma instituição. e relacionadas a suporte. Esta lista tem como objetivo servir de base para a identificação das ameaças existentes nas Secretaria de Receita em geral.44MB FD.44MB FD. Monitor CD-ROM 10BASE-T Transceiver HP Laserjet 4500 32 bit NIC card (extra) MS Office 97 Serviço de telefonia Eletricidade Pessoal operacional Extintores de incêndio (água) Tabela 3 – Contagem de Recursos 5.2.97 O quadro é um exemplo de como pode ser feita a contagem e classificação de recursos: CRITI 4 3 2 4 4 1 4 5 5 4 3 QUANT 1 1 5 3 5 2 10 1 1 2 4 DESCRIÇÃO DO RECURSO Pentium/800 server: 128MB RAM. . Ameaças são concretizadas quando uma ou mais vulnerabilidades são exploradas. Esta lista não tem a pretensão de ser exaustiva.9. A seguir encontra-se uma lista abrangente de ameaças divididas em três categorias distintas. 1.

Explosões .Ruído elétrico/aterramento inadequado .Raios .Acesso não autorizado às instalações .Extorsão .Roedores .Interferência eletromagnética .Manutenção imprópria .Supressão Inadequada de Incêndio RELATIVAS A SUPORTE .Terrorismo/ameaça de bomba .Vandalismo .Indisponibilidade de pessoal .Umidade excessiva . Após a identificação de todas as possíveis ameaças.Riscos de acidentes de viagem .Ativação de sprinklers .Enchente . Caso as contramedidas propostas não possam ser implementadas em tempo.Vazamento de água FÍSICAS .Fumaça .Derramamento/queda .Fogo .Insetos . independente das contramedidas.Vapores químicos .Transporte inadequado de equipamentos . a Secretaria de Receita deve avaliá-las e delinear todas as contramedidas existentes ou propostas para cada ameaça aos recursos.98 AMBIENTAIS .Roubo .Temperaturas instáveis . As Secretarias de Receita devem fazer uma distinção entre as contramedidas existentes e as propostas.Queda de energia .Poeira .Montagem/Armazenamento incorreto .Descarga Eletrostática .Condições climáticas adversas . .Sabotagem . uma solução provisória deve ser identificada.Falha no sistema de telefonia Tabela 4 – Identificação de Ameaças Cada Secretaria de Receita deve escolher a lista de ameaças que diz respeito a qualquer recurso de informação em sua localidade.

Montagem/ Armazenamento Incorreto 14. Poeira 6. Queda de energia elétrica 8. Ativar alarmes fora do horário de expediente. **Propõe-se a instalação de UPS para os servidores. Detetores de fumaça em todo o prédio. Colocar telas em todas as portas e janelas. **Propõe-se a instalação de equipamento de identificação e combate a incêndio na sala do servidor. Explosão 3. Acesso não autorizado 11. Ter um acordo com outra organização onde uma apóie a outra em caso de explosão. Colisão 15. Fogo CONTRAMEDIDA Ter um sistema de sprinklers espalhados por todo o prédio. Manter trancadas as áreas de acesso. Insetos 7. Possuir um gerador para suportar todo o prédio. Este procedimento deve documentar ações corretivas em ordem de execução e indivíduos e/ou organizações especificas a serem contatadas. A área de armazenagem deve ser fora da sala do computador com acesso e temperatura controlados. Raio 4.9. ***Propõem-se que eletricistas e o pessoal de manutenção dos computadores revisem e consertem todo o aterramento. Indisponibilidade de pessoal 10. Aterramento inadequado 9. Fazer uma lista com os números de telefone do pessoal de operações e suporte para os casos de emergência. Colocação de trancas em todas as áreas de acesso. Supressão Incorreta de Incêndio Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas 5.99 Mostramos a seguir o exemplo de uma relação das ameaças e suas contramedidas: AMEAÇA 1. Fazer limpeza completa do prédio. 2. Todos os equipamentos devem ser posicionados longe de áreas com muito movimento. Roubo 16.** Solução provisória – instalação de extintores de dióxido de carbono na sala do servidor. Ter todos os equipamentos instalados corretamente para reduzir a possibilidade de pancada ou queda.2 Procedimento de Resposta Imediata O propósito do Procedimento de Resposta Imediata é limitar os danos no caso de uma ameaça contra um recurso de informação se concretizar ou ser iminente. . Pára-raios instalados no teto. Filtros de ar instalados na sala do servidor e trocados mensalmente. Todos os extintores de incêndio com água devem ser removidos da sala do servidor. Manutenção preventiva com limpeza de todo o equipamento. Fumaça 5. Extintores de incêndio disponíveis em locais de fácil acesso em todo o prédio.

10. vazamento de água. . pois a eficácia administrativa está na aplicação dos conhecimentos continuamente adquiridos. entre outros). AUDITORIA Auditar e ouvir são sinônimos. 5. Esta resposta deve adotar o conceito de compartilhamento e/ou redirecionamento de recursos sobressalentes de informação entre as diversas unidades das Secretarias de Receita.100 No mínimo as seguintes informações devem ser incluídas no procedimento de resposta imediata e verificadas a cada três meses: 1) Instruções detalhadas das ações corretivas para as ameaças existentes (tais como fogo. pois vêm do verbo latino auditare. O propósito deste plano é reduzir o impacto de um desastre através de uma rápida recuperação. a fim de transformá-las em correções ou melhorias deste processo. números de telefones de emergência do encarregado de ativar o plano de contingência. bombeiros e hospitais locais. Este conceito incentiva o apoio mútuo entre as unidades sem incorrer em custos adicionas substanciais. A auditoria tem o papel de colher informações e transformá-las em conhecimento. queda de energia. 5. é gerar conhecimento de suas várias etapas. A recuperação é efetuada por meio de coordenação e efetiva utilização de todos os recursos de informação disponíveis. do gerente da rede. Este plano prevê uma resposta regional ou global a desastres através de esforços combinados entre as Secretarias de Receita. e do pessoal de manutenção dos sistemas. do pessoal operacional.3 Plano de Recuperação de Desastre Este é um plano que facilita a segura restauração das operações do sistema após a concretização de uma ameaça e a contenção dos danos. A eficácia da auditoria dependerá de sua continuidade e de seu dinamismo em acompanhar um processo em seu desenvolvimento. Auditar um processo.9. e 3) Número de telefone da polícia. É a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. 2) Os nomes. do encarregado da segurança de sistemas. portanto auditoria é ouvir as informações sobre um processo.

Para adequação da auditoria de sistemas de dados a uma política correta de segurança. . auditá-los. este trabalho tem como base as recomendações ISO/IEC 17799:2000 para auditorias e apresenta em sua metodologia sugestões de diversos autores citados no decorrer do desenvolvimento.101 Figura 13 . é necessário obter informações sobre o sistema com usuários. ou melhor. Estas três primeiras diretrizes são as máximas que devem reger toda ação de aplicação de auditoria em qualquer tipo instituição. Recomendações ISO/IEC 17799:2000 A auditoria tem com objetivo: Maximizar a eficácia e minimizar interferência no processo de auditoria de sistemas.10. Devem existir controles para salvaguardar os sistemas operacionais e ferramentas durante as auditorias de sistemas.1. pois nos garante a aplicação limpa e didática da ação auditora. dados. 5. equipamentos e ambiente.Formação da Cultura de Segurança Para um processo de auditoria em uma instituição pública. Proteção também é necessária para salvaguardar a integridade e prevenir o uso impróprio das ferramentas de auditoria. aplicados à área de segurança de rede no ambiente de uma instituição tributária. como a forma mais eficaz de conhecer o processo e os seus procedimentos.

Todo o acesso deve ser monitorado e registrado de modo a produzir uma trilha de referência. A melhor maneira de se colherem informações de um sistema é com as pessoas que estão vivenciando o processo atual do sistema de dados e também com aquelas que têm . Os recursos de tecnologia para execução da verificação devem ser identificados explicitamente e tornados disponíveis. dada apropriada cumplicidade adquirida no processo auditado. respondendo dinamicamente às ameaças e riscos que futuramente poderão surgir.2. Tipos de Auditoria Propostos Aplicação de Auditoria Interna e Externa tem sido empregada com bastante êxito em várias empresas privadas ou públicas. 5. Auditorias externas são formadas por firmas especializadas em auditoria de sistemas.102 As auditorias requerem atividades. Estas últimas normas a partir de seus registros e documentos darão o subsídio para debates e discussões que irão aprimorar as diretrizes e normas da política de segurança no decorrer do tempo. Todos os procedimentos. que devem ser apagadas quando a auditoria for finalizada. ampliando a troca de informação e conhecimento sobre o modus operare do processo. envolvendo verificações nos sistemas operacionais que devem ser cuidadosamente planejadas e acordadas para minimizar riscos de interrupção dos processos do negócio. As normas ISO/IEC 17799:2000 citadas anteriormente harmonizam a ação auditora ao ambiente operacional auditado. requerimentos e responsabilidades devem ser documentados (ISO/IEC 17799:2000).10. Requisitos adicionais ou especiais devem ser identificados e acordados. que disponibilizam os seus serviços a empresas contratantes. em sua maioria da área de informática. Requisitos de auditorias devem ser acordados com a administração apropriada. facilitando os ajustes e correções de falhas. Outros acessos diferentes de apenas leitura devem somente ser permitidos a cópias isoladas de artigos do sistema. As auditorias internas são mantidas com recursos e funcionários da própria empresa. A verificação deve ser limitada para acesso ao software e aos dados somente paraleitura. Escopo da verificação deve ser acordado e controlado.

Comumente se espera uma maior objetividade por partes destas empresas. As auditorias internas têm algumas vantagens importantes: não são tão perceptíveis aos funcionários quanto as auditorias externas. uma vez que se dedicam com exclusividade a este ramo de negócio. Seus relatórios e documentos são de uso exclusivo deste comitê. principalmente nos sistemas muito especializados. ponto de apoio e base para as auditorias externas. são as guardiãs dos vários planos de segurança estabelecidos pela organização. que trabalham em firmas de auditoria. Nas auditorias externas a equipe é formada por funcionários com dedicação exclusiva. na sua maioria do setor de informática.3. são fortes fontes de consulta atualizada.10. É evidente que não poderá haver regra de periodicidade muito rígida para que sejam feitas estas auditorias. atuam muito rapidamente nos casos de emergência. é chamado de auditoria articulada. tais como grau de conscientização e aprendizado de usuários e administradores e da conceituação da política . mas comumente podem ter um ou outro funcionário ligado às áreas em questão. têm como atuar periodicamente realizando revisões globais. principalmente em se tratando de áreas de maior risco. são mais econômicas pois seus recursos são menos onerosos. por isso a necessidade de correção freqüente e continuada de seu sistema de segurança.103 muita experiência neste tipo de processo e que vivam profissionalmente de organismos especializados em auditorias que capturam estes tipos de informação nas diversas empresas auditadas e se atualizam constantemente com as inovações do mercado. Quando Devem ser Feitas as Auditorias A auditoria advém da necessidade de que um sistema de dados seja seguro agora e continue sendo seguro no futuro. devido à superposição de responsabilidades e uso comum de recursos. interna e externa. o qual poderá convocá-las ou dissolvê-las. Esta constitui a auditoria de melhor proveito para colher informações e adquirir conhecimentos sobre sistema de informação de dados. Isto dependerá de muitos fatores. As auditorias interna e externa devem estar ligadas hierarquicamente ao Comitê de Segurança. 5. como condição sine qua non à continuidade do negócio. As equipes auditoras internas são compostas por funcionários. O emprego das duas auditorias. com especialização em sistemas. Podem somar conhecimento adquirido por experiências em outras empresas e através de altos graus de especialização e de renovação constante do conhecimento.

104 de segurança empregada. O estado crítico.4. como seu objetivo em contexto aos objetivos estratégicos e dos negócios da Secretaria de Receita como um todo. Agendadas de manutenção. Também nas gerências imediatas e subalternas deve haver comprometimento como reforço adicional. Serão usadas algumas recomendações de Wietse Venema & Dan Farmer (1996) para distribuir as Auditorias em relação ao tempo: • • • Antes do funcionamento da rede. e Firewall: a cada 6 meses ou menos. conscientização e vulnerabilidade. físicos e ambientas das unidades de informação. ameaças. a complexidade e o corpo administrativo devem ser considerados para a decisão de periodicidade para auditorias agendadas. As auditorias emergenciais devem ocorrer logo após o incidente de segurança. e riscos internos e externos. 5. e as pequenas: 12 meses. Redes grandes: 24 meses. no qual devemos desenvolver o comprometimento da alta gerência à sua implantação como premissa para êxito do empreendimento. devendo-se fazer primeiro uma análise dos estragos. e Auditoria Emergencial. de Na auditoria antes do funcionamento deve-se fazer uma análise do grau politicamente e fisicamente a rede para a redução dos riscos de quebra de segurança. . já adequando As auditorias agendadas devem ser continuadas de acordo com as necessidades e padrões de segurança assegurados a uma redução de riscos de incidentes de segurança na rede. através da verificação de integridade do sistema antes do acidente. O comprometimento é expresso em documento onde constam as principais diretrizes da política de segurança.10. Como Auditar A preparação da auditoria passa pela criação de um ambiente propício à sua implementação. dos sistemas lógicos. Alguns programas de integridade podem ajudar na identificação de mudanças ocorridas. • • • Estações de trabalhos: entre 12 a 24 meses.

passa a maior parte do tempo falando com pessoas sobre procedimentos. mas é um contato onde não é necessária a presença do entrevistado. pois haverá novos encontros em outras ocasiões. já que auditorias são instrumentos contínuos de melhoria do sistema e aperfeiçoamento da política de segurança. pois o tempo deve variar entre 30 a 15 minutos sendo o ideal apenas 15 minutos. resumindo as observações e recomendações. A cada término de entrevista devem-se recapitular perguntas respondidas e as informações obtidas que serão devidamente registradas e mostradas ao entrevistado como sua contribuição à auditoria. em decorrência dos serviços que está prestando. Nas entrevistas de contato direto pode-se estabelecer de maneira mais fácil um contado amistoso com o auditado. onde se desenvolve um ambiente propício à confiança e cooperação. A remessa de carta via correio não pode ser considerada uma entrevista. É essencial o desenvolvimento da habilidade em entrevistas. As modalidades de entrevistas podem ser: contato pelo correio. Comumente é usada quando o universo é muito grande e disperso geograficamente. O contato telefônico atinge um grande número de pessoas em um tempo de trabalho curto. contato telefônico e contato direto. discutindo os achados. Na apresentação o entrevistador deve atenuar a natural ansiedade do auditado. Durante a entrevista deve incentivar a oportunidade ao entrevistado de dar sugestões a problemas específicos. A equipe de auditoria.105 O engajamento dos funcionários é premissa complementar de uma boa auditoria. A habilidade do entrevistador é de suma importância para este clima. rotinas e sistemas. estudo dirigido. pois há uma redução considerável de custo nestes casos. rotinas e sistemas. mas o número de respostas é muito baixo dificultando a análise dos resultados obtidos. Na despedida deve lembrar que não estão encerrados os contatos. em cada uma das etapas do processo em abordagem. . mas perde a observação do entrevistador das reações não verbais do entrevistado e também o calor humano que é muito importante para estabelecimento de um ambiente de cooperação mútua entre auditor e auditado. debates ou outras formas didáticas a fim de proporcionar o desenvolvimento de uma cultura da necessidade de auditoria permanente e atuante como fonte de alimentação da política de segurança. Deve ser feito através de conferências explicativas. que proporcionará as trocas de informação sobre os procedimentos.

106 5. como o do Information Systems Audit and Control Foundation.2000). procedimentos. práticas e estruturas organizacionais são orientadas para prover uma razoável garantia. A definição conceitual CobiT adapta o controle do COSO: As políticas. o do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. Os objetivos de controle se relacionam de maneira clara e distinta com os objetivos do negócio. o Systems Auditability and Control (SAC 1991.10. É composta pela liderança da estrutura organizacional e o processo que garante que a TI da organização se apóie e se expanda às estratégias e aos objetivos da organização. relatos e melhorias no controle interno em TI. e a sua emenda (SAS 55/78. a Governança de TI: Uma estrutura de relações e processos para dirigir e controlar a empresa a fim de alcançar as metas do negócio. revisada em 1994). A metodologia CobiT é orientada em dois pontos de apoio: Objetivos ou Metas do Negócio e a Governança em TI. o Control Objectives for Information and related Technology (CobiT 1996. 3ª edição em julho de 2000). e que eventos não desejados sejam evitados ou detectados e corrigidos. Pelo menos cinco documentos foram publicados por instituições diferentes com o intuito de definir acessos. o Consideration of the Internal Control Structure in a Financial Statement Audit (SAS 55. adicionando valor enquanto balanceia risco verso retorno em TI e seus processos (CobiT. o do American Institute of Certified Public Accountant.1988). No primeiro ponto estão as metas das Secretarias de Receita que são a sua arrecadação e a distribuição do erário público nas diversas secretarias. que por sua vez absorveram os conceitos de controle interno do SAS 55/78.5. mostraremos o quadro comparativo de suas diferenças no Anexo I. É uma parte integrante de governo da empresa. A metodologia empregada pela auditoria CobiT incorpora várias fontes conceituais de outras metodologias como a SAC e a COSO. O segundo ponto. de modo que o objetivo dos negócios seja alcançado. 1998. Governança de TI é da responsabilidade da alta direção e da administração executiva. que definidos com uma orientação aos processos. . Metodologia Nesta última década várias metodologias de auditoria foram criadas dada a necessidade de desenvolvimento da política segurança em TI. Internal ControlIntegrated Framework (COSO 1992). 1995). o do Institute of Internal Auditors Research Foundation. determina um início de reengenharia nos negócios se necessário.

Suporte e distribuição. que cobrem toda a estrutura no aspecto de informação e seu suporte tecnológico. Ainda foi desenvolvido um instrumento guia de auditoria para cada um dos 34 objetivos de controles. e Monitoração. um total de 34 objetivos. A metodologia CobiT identifica os processos de TI a cada domínio. os chamados de objetivos de controles de alto nível.107 A metodologia CobiT identifica uma ferramenta que chama de Marco Diferencial de quatro domínios que está dentro da Governança de TI que são: • • • • Planejamento e organização. assegurando um exame detalhado dos processos de TI. . Os objetivos detalhados. num total de 318. proporcionam à administração da empresa um panorama de real cumprimento das normas e regras ou recomendações e aprendizados para desenvolvimento de uma cultura forte em TI. Aquisição e implementação.

108 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT Fonte: Implementation Tool Set CobiT. 3rd Edition Boston July 2000. CobiT Steering Committee and the IT governance Institute .

para cada Secretaria. procurou-se sugerir às Secretarias de Receitas recursos de proteção das informações. Mecanismos e ferramentas de defesa tais como os apresentados neste trabalho foram apresentados com o intuito de garantir a proteção das informações consideradas sigilosas ou de acesso restrito. procedimentos de usuários. características próprias e situações encontradas durante o processo de levantamento de informações não puderam ser divulgados para garantir e resguardar o funcionamento e segurança das próprias Secretarias de Receita. ameaças e vulnerabilidades a que este tipo de organização esta sujeita. Nossa base de estudo para coleta de dados foi a Secretaria de Receita de BrasíliaDF. A preocupação com a integridade. Constatamos que a prática constante de auditorias internas e externas é o modo mais eficaz de ouvir e responder ao dinamismo de um processo de TI. CONCLUSÃO Com base no que foi apresentado e desenvolvido neste trabalho constatamos que a implementação de uma política de segurança de informação nas organizações como as Secretarias de Receita tornou-se fundamental. O CobiT é bastante novo e pouco conhecido.109 6. confidencialidade e autenticidade das informações exige das organizações uma meticulosa análise de vulnerabilidades e riscos que ameaçam suas bases de dados. Para apresentação deste tema. seja implementada uma política de segurança adaptada à sua realidade. faz-se necessário que. Assim. elaborado e inspirado na norma ISO/IEC 17799:2000. métodos de controle através de auditorias e um plano de contingência que viabilizasse a continuidade dos negócios em caso de desastres ou qualquer tipo de infortúnio. a . Neste trabalho. distribuída por todo território nacional. É importante ressaltar que tivemos algumas limitações para a realização deste trabalho. pois muitos detalhes técnicos. A ISO/IEC 17799:2000 serviu como principal fonte de referência e base para o trabalho no que se refere aos conceitos envolvidos na implementação de uma Política de de planos de ação emergenciais e recuperação de informação em caso de desastres reforçando ainda. baseando-nos no levantamento dos riscos. tomamos como base o sistema CobiT. não sendo encontrado muito material a seu respeito. Enfatizamos a necessidade de criação e implementação importância de que todo este processo seja constantemente auditado.

Com relação a parte de segurança lógica. a proposição de uma política de segurança para as Secretarias de Receita. a norma ISO/IEC 17799:2000 apresenta o tema de forma distribuída em sua maior parte. abordando separadamente os aspectos de segurança de senhas e processos criptográficos.110 Segurança de informação. . ou seja. Acreditamos que o uso contínuo de auditorias bem estruturadas e com metodologias adequadamente empregadas. retirados da ISO/IEC 17799:2000. proporcione a criação de um ambiente de informações resguardadas e protegidas. uso de firewall. anti-vírus. Não há um detalhamento dos procedimentos de segurança referentes à parte de software e acesso lógico à rede. atualmente. a ISO/IEC 17799:2000 é. a norma ISO/IEC 17799:2000 é uma fonte de informações recente. A apresentação das ferramentas de segurança como métodos de criptografia. o que de certa forma limitou nosso âmbito de pesquisa. análises de riscos e vulnerabilidades de uma base de dados e principalmente na parte de controles de segurança física e pessoal. Apesar de ter sido primordial para a realização deste trabalho. a mais completa base de orientação para formação e consolidação de um programa de Política de Segurança. não tendo sido ainda bastante divulgada para as organizações. não poderia ser exclusivamente baseada na ISO/IEC 17799:2000. Em virtude desta distribuição. englobando os três elementos chaves da segurança: pessoas. em sua maioria. Os controles referentes às partes de segurança física e aplicada a pessoas foram. softwares especializados. Com relação aos controles lógicos. 80% dos mesmos foram modificados e adaptados ao contexto do trabalho. Diversas outras fontes bibliográficas contribuíram para a consolidação do trabalho. Esperamos. Existem poucos trabalhos para a consulta no aspecto da segurança de informação. Cerca de 30% dos mesmos foram adaptados. Apesar da necessidade de complementações. dados e ambiente físico. que este trabalho. pioneiro na área de segurança de informações para instituições governamentais que tratem de tributação e arrecadação. a responsabilização dos usuários do sistema possibilitaram que o objetivo principal do trabalho fosse alcançado. a sugestão de uma política de segurança eficaz para as Secretarias de Receita . enfim. sirva de base e fonte de consulta para outros. juntamente com o estabelecimento de controles baseados na norma ISO/IEC 17799:2000.

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113

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30th,1996. Santa Clara (CA). Disponível em http://www.porcupine.org/auditing. Acesso

114 ANEXO I

Comparação de Conceitos de Controle em Auditoria1
Instituições
Audiência primária

COBIT (1996)

SAC(1991)
Auditores internos

COSO(1992)
Administração

SAS 55(1988) /78(1995)
Auditores externos

Administração, usuários e auditores de sistema informação Controle Interno Conjunto dos visto como processos, inclusive Políticas, Procedimentos, Práticas, e as Estruturas de Organização Objetivos da Operações Efetivas Organizacional em & Eficiente, Controle Internos Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes ou Domínios: Domínios Planejamento e Organização, Aquisição e Implementação, Suporte e Distribuição, e Monitoramento Focos Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Conjunto de Processos, Subsistema e pessoas

Processo

Processo

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Sistemas Manuais & Automatizados, Procedimentos de Controle Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Efetividade de Controle Interna Responsabilidade para Sistema de CI Formato 187 páginas em 1193 páginas em quatro documentos 12 módulos
1

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Sobre toda a Entidade Por um tempo pontual Administração 353 páginas em quatro volumes

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Balanço Financeiro Por um período tempo Administração 63 páginas em dois documentos

A Comparison Internal Controls: CobitT®, SAC, COSO and SAS 55/78; By: Janet L. Colbert, Ph.D., CPA, CIA;and Paul L. Bowen, Ph.D., CPA, year 2001(http://www.isaca.org/bkr_cbt3.htm)

115

ANEXO II REQUERIMENTO Pelo presente requerimento, eu, (fulano de tal), solicito acesso aos Sistemas da Secretaria da Receita, declarando que utilizarei o mesmo somente no estrito cumprimento de minhas atividades profissionais estando de pleno acordo com as seguintes determinações: 1) Devo cumprir fielmente as normas, políticas, procedimentos e diretrizes da Secretaria de Receita destinadas à proteção de seus sistemas automatizados contra mal uso, abuso, perda ou acesso não autorizado. Compreendo que qualquer violação destes regulamentos podem resultar em ação administrativa, civil ou processo criminal, ou em demissão; 2) Devo proteger incondicionalmente o sigilo de minha senha. em caso de suspeita de comprometimento de seu segredo devo reportar o fato a meu supervisor ao administrador da rede; 3) Não devo compartilhar meu identificador de acesso (id) e senha com nenhum outro indivíduo; 4) Nunca devo transcrever minha senha em dispositivos ou locais que possam ser facilmente encontrados por outrem; 5) Devo criar e usar senhas com no mínimo 08 caracteres compostas de letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais e números, devendo ainda, trocá-la no intervalo de tempo determinado pelo sistema; 6) Devo desconectar-me do sistema (logoff) sempre que necessitar de um afastamento de minha estação de trabalho por um tempo superior a 10 minutos; 7) Independente do motivo, devo notificar imediatamente ao administrador da rede quando não necessitar mais de acesso aos recursos do sistema; 8) Devo acessar somente os aplicativos aos quais tenho permissão autorizada pelo gerente da rede e utilizar os computadores da Secretaria de Receita somente para fins lícitos; 9) Estou proibido de usar a informação obtida através do acesso aos sistemas de computação da Secretaria para realização de ganho pessoal, lucro financeiro, ou publicação sem aprovação formal de meu superior; 10) Estou proibido utilizar os computadores da Secretaria para atividades ofensivas a meus colegas de trabalho ou ao público em geral, tais atividades incluem, mas não se limitam a: discursos sobre ódio, artigos que ridicularizem outras pessoas com base em raça, credo, religião, cor, sexo, deficiência física ou mental, nacionalidade, ou orientação sexual; 11) Estou proibido de acessar, criar, visualizar, guardar, copiar, ou transmitir por meio da rede da Secretaria de Receita, materiais contendo pornografia, apologia ao uso de drogas e armas, divulgação de jogos ilegais, atividades terroristas ou qualquer outra de natureza ilegal ou proibida.

_________________________ NOME

________________________ ASSINATURA

__________________ DATA

116 ANEXO III ISO/IEC 17799:2000. e 7 . Paragrafo 6. First edition 10/12/2000.