UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO TEIXEIRA ANDRADE MARIA DO SOCORRO B. HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Brasília – DF 2001

UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Projeto apresentado à COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília, parte dos requisitos para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores Orientador: Prof. César de Souza Machado

Brasília – DF 2001

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DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Este projeto foi julgado adequado para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores e aprovado em sua forma final pela COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília.

___________________________________ Prof. ……………………. Coordenador

Banca Examinadora: ___________________________________ Prof. César de Souza Machado. Orientador

___________________________________ Prof. Joaquim Gomide

___________________________________ Prof. Alex Delgado Casañas

estamos neste momento concluindo mais uma importante etapa em nossa jornada profissional. Graças a estas pessoas tão especiais. . Agradecemos a todos de coração.iii Aos nossos familiares e companheiros. que durante todo o curso de pós graduação e elaboração do projeto final entenderam nossas faltas e ausências nos incentivando com palavras e atos.

................9....................42 3..............................................................................6.5...........45 3................ Criptografia Simétrica ...................39 3.......... POLÍTICA DE SEGURANÇA....4............................11.........4...............45 3......... PROJETO DE SEGURANÇA .... PLANO DE SEGURANÇA .........................................10......................................... Criptografia Assimétrica ............... Auditoria ..................1................4.................30 3... OBJETIVOS ......................................36 3................... Algoritmos de Chave Simétrica.................10................ MODELO DE SEGURANÇA ................................... ARQUITETURA DE SEGURANÇA ....iv SUMÁRIO PÁGINA LISTA DE ILUSTRAÇÕES ...................................1........................29 3. Algoritmos para Geração de Assinatura Digital..............1................... PKI (Public Key Infrastructure) .............................................17 3...................... Criptografia ........................................................................................................1..10..................10................... Riscos Externos ..... Algoritmos de Chave Assimétrica....18 3.....9......................................47 3....33 3...........45 3........34 3.............................. Premissas Básicas.............9......................3...17 3..........................................9.......9........... FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..................................9............... OBJETIVO GERAL .........................15 3................................................. Visão Geral de uma Política de Segurança........................................ Análise de Ameaças ...... Flexibilidade ................................ NORMA DE SEGURANÇA .....10.....................................................................................1.........9.. VIII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ........46 3............................35 3......................................9..9...................................................... SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO.................10......46 3.............................2..........................1...................................2............................. Classificação das Informações .. Análise de Riscos .........6..........................................2...................1.......................................................... Plano de Contingência...........................19 3.9..............................22 3..................17 3.................................................39 3..............................21 3........49 3.........26 3... Riscos Internos .......................................10.8................7.................................................9.................5...............10...........................1................................................3.........................................27 3...............................1.......................1..........15 2........................................................ HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA .......29 3............. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA ...........49 ..........................................9..8................................12............................ Principais Atores ..........................................5................................20 3..... FERRAMENTAS DE SEGURANÇA ...9....................................................19 3........................7.......................................15 2.........10................9....................................................................12 2.....31 3.....................9.. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:...........2......................................................................VII LISTA DE TABELAS ...............................2..............9..........1........................... INTRODUÇÃO ............................................................2....................... Identificação dos Recursos .....9.....48 3..................... IX 1.....................31 3...................1...............6............ Considerações Importantes ......10................................2...... Algoritmos Criptográficos..................................3....41 3... Conteúdo Essencial....................................

................... Softwares de Prevenção......................................1...2. Vulnerabilidades .................11......9.................. RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) ...............................................................7.........3.........................10......1......................................... Coordenação de Informática ......................10........85 5.................................5.............................................1..............................................1.....................72 4..............................51 3...3........................1.............................................................................................9......................................................................1........ PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO ....................................................................................53 3....4............................ VPN (Virtual Private Network)......................................2.........................54 3.......57 3.1. IPSec.87 5........................68 4................................................ ANÁLISE DE RISCOS ....4..................................1.....9............................................................................59 3.70 4..........1..... PLANO DE CONTINGÊNCIA ...........5............................5....8............4........................................................................ MATRIZ DE USO DE DADOS .......85 5.......8...................................................................10.........................1................................6.................. Departamento de Arrecadação......................4..............................................................................................................1.......91 5........................69 4...................58 3....... OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ..81 5.......72 4....4...................................10.......78 5......94 5..........61 3..3..............86 5........................... RESPONSABILIDADE .............94 5......................95 5...............4........10....10...........................................83 5..........54 3.................9..89 5..................... Biometria........97 .......... Departamento de Fiscalização .................................4....95 5...... NORMAS DE SEGURANÇA ...............3....................................7................................4.........5....................................................1....................................... Departamento de Atendimento ao Contribuinte ..................................................................1.......53 3..3 Identificação de Ameaças e Contramedidas................10........................62 4.....84 5......................................................3..........73 4....................................... Software de Identificação ..............................................10........... Vulnerabilidades Referentes a Aplicações ..........................68 4..................4...........................................................70 4.86 5.......4.............2....6.............96 5..........73 4....... Vulnerabilidades Externas..83 5..........2................................................. SANÇÕES ......................................4........................................10.......94 5.............. POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA ...10....8.........1.2............. Token Card........ Vulnerabilidades Internas.....................71 4.... OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................60 3..72 4............1......... COMPETÊNCIAS GENÉRICAS .......... POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 ................................................. APLICABILIDADE ....................... IDS (Intrusion Detection System ) ....................73 4....62 3.............. Departamento de Tributação...... INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES .........9...1...............71 4.........................10............ Backup.........4.6....4...................55 3..................5...... POLÍTICA DE SEGURANÇA..........5......................................................................4............. Outras Vulnerabilidades ...... Anti-Vírus............6....4........................10....1.............................10...................81 5................. Firewall.........................1.......................... ORGANOGRAMA PADRÃO ...........4...........10........................................................................3.........2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade........7.....................1...... PERFIL DO USUÁRIO ............... Call Back.......... Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico .............. Softwares de Detecção .........................................v 3..10.......................1............ POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000...........1 Plano de Ação para Emergências ............................... Requisitos Básicos de um Antivírus.....................................54 3. Coordenação de Administração .............................

....................................4.........115 ANEXO III ..................103 5.......................... Tipos de Auditoria Propostos .. AUDITORIA ................................10..... Como Auditar...........................10................................................................................10..............................................................................3 Plano de Recuperação de Desastre .....111 ANEXO I ...................................106 6..........................2........109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........10.......100 5............. CONCLUSÃO....................................................................... Recomendações ISO/IEC 17799:2000..............................3......99 5...................................................................................................104 5...............................10................................................................ Quando Devem ser Feitas as Auditorias ....................................................................................................9......101 5..1.........................9.................................................................100 5.........10.....114 ANEXO II................5............................................116 ...............vi 5........................................................102 5............... Metodologia .....................2 Procedimento de Resposta Imediata.

........... 64 Figura 7 ...Metodologia CobiT................................................................ 108 ......... . 76 Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000............................................. 63 Figura 6 – Autenticação com Sincronismo.... 75 Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita............ 78 Figura 13 .....................................Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking:................ 22 Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança ...... 77 Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos.................................................... 42 Figura 4 ......vii LISTA DE ILUSTRAÇÕES PÁGINA Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança........................................ ......................................................................................................................................... 101 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT... 70 Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita.......................................................................................................Estrutura Básica das Secretarias de Receita ... 50 Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha ............................................. .........................................................................Formação da Cultura de Segurança ...... 74 Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 ........ 27 Figura 3 ................................................................................

.... 80 Tabela 2 – Análise de Ameaças........................ 82 Tabela 3 – Contagem de Recursos ..............................................................................................Matriz de Uso de dados ................................viii LISTA DE TABELAS PÁGINA Tabela 1 .................................................................... 99 ..................................................... 98 Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas............................................................. 97 Tabela 4 – Identificação de Ameaças ........................................................................

IP IPSec IPVA ISO/IEC IT ITSEC LAN MB MD5 MS-Office Asynchronous Transfer Mode Acknowledgement Advanced Encryption Standard Authentication Header British Standard Certificate Authorities Common Criteria Common Criteria for Information Technology Security Evaluation Centro Comercial de Segurança na Computação Compact Disc-Read Only Memory Challenge Handshake Authentication Protocol Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica Gás Carbônico Control Objectives for Information and Related Technology Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission Centro de Processamento de Dados Cadastro de Pessoa Física Central Process Unit Lista de Certificados Revogados Computer Crime and Security Survey/Federal Bureau of Investigation Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria Código Tributário Nacional Comissão de Valores Mobiliários Data Encryption Standard Departamento de Comércio Britânico Encapsulating Security Payload Floppy Disk File Transfer Protocol Gigabyte Hard Disk Hewlett Packard Hypertext Transfer Protocol International Business Machines Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Identification International Data Encryption Algorithm Intrusion Detective System Internet Engineering Task Force Internet Key Exchange Incorporated Internet Protocol Internet Protocol Security Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores International Organization for Standardization/International Engineer Committee Information Technology Information Technology Security Evaluation Criteria Local Area Networks Megabyte Message Digest 5 Microsoft Office .ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ATM ACK AES AH BS CA CC CCITSE CCSC CD-Rom CHAP CNPJ CO2 CobiT COSO CPD CPF CPU CRL CSI/FBI CTCPEC CTN CVM DES DTI ESP FD FTP GB HD HP HTTP IBM ICMS ID IDEA IDS IETF IKE INC.

x NAS NBS NCC NIC NIST NSA OSI PAP PKI PNAFEM POP3 PPP PPTP RA RADIUS RAM RAS RC2. Systems Auditability and Control Statements on Auditing Standards Simple Mail Transfer Protocol Service Pack Secure Sockets Layer Transport Control Protocol Trusted Computer System Evaluation Criteria Trivial File Transfer Protocol Tecnologia da Informação User Datagrama Protocol União Educacional de Brasília Uninterruptable Power System Visual Basic Virtual Private Network Wide Area Networks World Wide Web . Adleman Data Security Inc. Shamir. Shamir. W3) Network Access Server National Bureau of Standards National Computing Center Network Interface Card National Institute of Standards in Technology National Security Agency Open System Interconnect Password Authentication Protocol Public Key Infrastructure Programa Nacional de Apoio à Administração dos Estados e Municípios Post Office Protocol versão 3 Point to Point Point to Point Tunneling Protocol Registration Authorities Remote Access Dial In User Service Random Access Memory Remote Access Server Rivest Cipher Request for Comments Routing Information Protocol Rivest. RC4 RFC RIP RSA RSA/DSI SAC SAS SMTP SP SSL TCP TCSEC TFTP TI UDP UNEB UPS VB VPN WAN Web ( WWW. Adleman Rivest.

.” Fernando Néri Presidente da Módulo Security..” Altair Lemos Moura Diretor de administração do Ministério da Fazenda em São Paulo justificando as fraudes no sistema de pagamento de pensionistas do Ministério ...... qualificando um ex funcionário de sua empresa que divulgou para a imprensa esquemas das redes de grandes clientes para os quais prestava consultoria Maio/2001 “.. “ Regina Peres Teles Borges Ex Diretora do PRODASEN tentando explicar a violação do painel de votações do Senado Federal Junho/2001 “..xi Abril/2001 “. é atitude de um desequilibrado.. nós sempre nos preocupamos com possíveis invasões externas. não imaginamos que alguém da casa pudesse cometer tal desatino . nunca imaginamos que um servidor de nossa carreira pudesse cometer um crime destes ...

Como ocorreu na evolução de vários outros produtos. além do direito à consulta sobre os dados disponibilizados nos sistemas governamentais. É fundamental garantir o direito dos cidadãos à privacidade. comunicar e usar informações vitais. a prestação de serviços com qualidade pode se tornar inviável. a indústria de segurança de rede inicialmente concentrou seus . levando-nos a propor uma discussão sobre a formulação de uma política de segurança da informação aplicada às instituições governamentais de administração tributária. em diversas oportunidades. garantida através de mecanismos de segurança para as diversas linhas de aplicação e suporte às atividades dentro e fora do governo. sem computadores e redes de comunicação. INTRODUÇÃO No âmbito do Governo existem perdas que podem causar danos irreparáveis. sejam elas relativas aos usuários ou às pessoas que compõem a Administração Pública. é uma diretriz que se materializa gradativamente.12 1. armazenar. tem se manifestado no sentido de assegurar a proteção da informação sob sua guarda e aquelas de interesse do cidadão. os sistemas de informação também adquiriram uma importância vital para a sobrevivência da maioria das organizações modernas. A distribuição da massa informacional. Paralelamente. já que. a preocupação em relação à proteção destas contra o acesso não autorizado e possível destruição cresceu de forma acentuada. turma B. que doravante chamaremos de Secretarias de Receita. Logo depois que as organizações começaram a utilizar intensamente os ambientes de computação em rede para aprimorar sua capacidade de criar. O Governo Federal. previsto na Constituição. Tal preocupação decorreu do fato destas instituições terem passado recentemente por grandes revoluções no campo da informática aplicada quando decidiram caminhar na direção da autonomia e se libertar das Companhias Estaduais/Municipais de Processamento de Dados. Recentes fatos noticiados na imprensa coincidiram com a conclusão do curso de Redes de Computadores 2000/2001 – UNEB. os aspectos de segurança atingiram tamanha complexidade que há a necessidade do desenvolvimento de equipes cada vez mais especializadas para sua implementação e gerência. Os sites de Internet devem comprometer-se em garantir a confiabilidade das informações de caráter pessoal que são armazenadas em suas bases de dados. Com a chegada dos computadores pessoais e das redes de computadores que se conectam ao mundo inteiro.

as metas e os objetivos comerciais da empresa.13 esforços em proteger os pontos fracos mais óbvios. Em vez de ser uma atividade de escopo limitado ou um evento periódico. por fim. como o tradicional sistema de prioridades: Alta. um gerenciamento de segurança realmente eficaz deve ser capaz de fornecer um contexto amplo para a aplicação mais apropriada de métodos de verificação. Embora a maioria dos produtos comerciais de verificação fizessem um trabalho confiável de identificação das vulnerabilidades e das medidas de segurança que podiam ser utilizadas para solucioná-las. Média e Baixa. . disponibilidade da rede 24 horas dos 7 dias da semana. testes e análises. simulando invasões em vários pontos diferentes. proteções e outras medidas de segurança. compatível com as suas metas estratégicas. para identificar outras áreas vulneráveis que necessitavam de atenção. O grande mérito das soluções de segurança de rede de terceira geração é reunir todos os recursos já existentes em um único recurso abrangente. levando em consideração a missão geral. A variedade e a complexidade das redes levaram ao desenvolvimento de mecanismos mais sofisticados para identificar áreas vulneráveis que exigiam atenção constante. Sua principal meta é tornar o gerenciamento de risco de segurança da rede parte integrante do conjunto de ferramentas básicas da organização para um gerenciamento “24 X 7” ou seja. deram origem a vários produtos comerciais. Diante da nova situação surgiu uma nova categoria de produtos que consistia em sistemas de “verificação e teste”. partindo. as organizações reguladoras e padronizadoras do setor de segurança têm dado ênfase à definição e à implantação de sistemas de gerenciamento de risco abrangentes. Para oferecer suporte à decisão. O principal objetivo da verificação era identificar o maior número possível de vulnerabilidades no sistema. seus mecanismos de classificação não iam muito além de graduações relativamente grosseiras. que permite tomar decisões de segurança de forma racional. orientado para gerenciamento. estes sistemas de segunda geração também raramente incluíam recursos para simular diferentes cenários de proteção e/ou realizar uma análise de custo/benefício das medidas de segurança propostas. Nos últimos anos. em seguida. Estes produtos tinham como principal objetivo identificar pontos fracos na rede através da aplicação de uma variedade de cenários de invasão. Em um primeiro momento. o conceito de verificação e teste surgiu em produtos direcionados ao mercado de invasores potenciais e.

devem-se adotar políticas de segurança que determinem quais itens devem merecer atenção e com quais custos. sendo o grande desafio desta questão a criação de um ambiente controlado e confiável. Apenas através da identificação. procuraram implementar metodologias e ferramentas de segurança. perceberam que se tornaram vulneráveis. tanto públicas quanto privadas. . O inventário de informações (ativos) oferece um contexto apropriado para julgar os riscos reais decorrentes das possíveis vulnerabilidades e ameaças a estes ativos. o gerenciamento estruturado dos riscos deve invariavelmente começar com a compreensão da importância e do valor relativos de todas as informações. da catalogação e análise iniciais dos ativos de informação será possível avaliar os impactos de sua possível destruição ou comprometimento.14 Considerando a organização como um todo. mas que não retirasse do usuário a agilidade necessária ao bom funcionamento do negócio. Como as organizações. Para evitar que isto ocorra. A tendência de negligência quanto aos procedimentos de segurança até que ocorra algum problema grave é muito comum nos ambientes denominados “cliente-servidor”.

sendo quase impossível manter seus negócios sem o auxílio do computador. autenticidade. seus sistemas de informação e redes de computadores são colocados a prova por diversos tipos de ameaças à segurança da informação. incluindo fraudes eletrônicas.CTN. surge a necessidade de se implementarem mecanismos eficientes que possam garantir a integridade. Apresentar os riscos. A realidade das Secretarias de Receita ainda baseia-se em Sistemas Corporativos voltados para ambientes fechados (mainframe). OBJETIVO GERAL Este trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta de política de segurança baseada na norma ISO/IEC 17799:2000 às Secretarias de Receita. Considerando que os dados e informações residentes nas Secretarias de Receita podem refletir a vida financeira e contábil de pessoas e empresas e são legalmente protegidas pelo Código Tributário Nacional . confidencialidade. espionagem. 2. OBJETIVOS 2.15 2. fogo e inundação. Conscientizar os funcionários e prestadores de serviço quanto à segurança das informações. apresentando controles físicos.1. . vandalismo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • • • Levantar as necessidades das Secretarias de Receita quanto à segurança das informações em seu poder. que garante o sigilo fiscal. lógicos e pessoais. Atualmente. Desenvolver controles de segurança física.2. A excessiva demanda da comunidade por acesso às informações residentes e tratadas nestas instituições levou seus administradores a buscarem novos meios para dar vazão a esta demanda. as grandes organizações e instituições estão cada vez mais dependentes de novas tecnologias. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança da informação e as contramedidas pare prevenir ataques. disponibilidade da informação e não repúdio dos dados. Cada vez mais estas organizações. lógica e pessoal. sabotagem.

Elaborar um plano de contingência visando garantir a continuidade do negócio das Secretarias de Receita.16 • • • Apresentar uma proposta de política de segurança à alta administração das Secretarias de Receita buscando comprometimento e apoio para implementação da mesma. Propor uma metodologia de auditoria como elemento de apoio à administração de segurança da informação. .

também podem ser fundamentais para garantir a segurança da informação: • • Autenticação . 1999). OPPENHEIMER. consideram-se as ferramentas de hardware e software utilizadas e o domínio da aplicabilidade das mesmas pela organização. A segurança da informação consiste na preservação dos seguintes atributos: • • • Confidencialidade . SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO A segurança da informação de uma instituição passa primeiramente por uma relação considerável de normas que regem os comportamentos de seu público interno e suas próprias atitudes em relação aos clientes externos.garantia de que o emissor não negará um procedimento por ele realizado. PROJETO DE SEGURANÇA A estratégia de segurança da informação de uma empresa exige a elaboração de um projeto de segurança que descreva todos os aspectos da segurança da informação na empresa. além disso.17 3. .garantia de que a informação é acessível somente por pessoas autorizadas. 1997.garantia de que os usuários autorizados tenham acesso à informação e aos ativos correspondentes quando necessário (ISO/IEC 17799:2000). Disponibilidade . 3. Um desses aspectos consiste na elaboração de um plano de segurança. Conforme o caso.1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A fim de facilitar o entendimento geral. 3. Não repúdio . Integridade .2. serão descritos a seguir alguns conceitos básicos importantes para a discussão do tema.garantia da identidade da origem e do destinatário de uma informação. (FRASER.garantia de que as informações e métodos de processamento somente sejam alterados através de ações planejadas e autorizadas.

quais áreas da empresa disponibilizam os serviços. incidentes e contingências. Um dos aspectos mais importantes do plano de segurança é uma especificação das pessoas que devem estar envolvidas na implementação da segurança de rede: • • • Serão contratados administradores de segurança especializados? Como os usuários finais e seus gerentes estarão envolvidos? Como os usuários finais. Definição de uma norma de segurança. Análise dos riscos de segurança. PLANO DE SEGURANÇA Plano de Segurança é um documento de alto nível que propõe o que uma organização deve fazer para satisfazer os requisitos de segurança. contendo a relação dos serviços de TI disponibilizados.18 O projeto de segurança. gerentes e pessoal técnico serão treinados sobre normas e procedimentos de segurança? Para ser útil. as pessoas e outros recursos que serão necessários para desenvolver uma norma de segurança e alcançar a implementação técnica da norma. segundo Oppenheimer (1999). Desenvolvimento de um plano de segurança. e Implementação. um plano de segurança precisa ter o apoio de todos os níveis de funcionários dentro da organização.3. quem terá acesso aos serviços. O plano deve estar baseado na análise de ativos de redes e riscos. Esta lista deve especificar quem fornecerá os serviços. correio eletrônico e outros. É muito importante que a administração corporativa . a descrição detalhada de sua implementação. 3. Análise dos requisitos de segurança e compromissos. Desenvolvimento de procedimentos para implantar a norma e uma estratégia de implementação. como por exemplo. quem terá acesso aos serviços. o modo como o acesso será fornecido e quem irá administrar os serviços. O plano especifica o tempo. Deve fazer referência à topologia de rede e incluir uma lista de serviços de rede que serão fornecidos. dos procedimentos de controle dos ambientes. gerenciamento e auditoria dos procedimentos de segurança. envolve várias etapas de trabalho: • • • • • • • Identificação dos ativos da empresa em termos de informações. FTP. Web.

ou seja. entre o nível estratégico e o de descrição de procedimentos. Uma vez desenvolvida. Podem-se definir procedimentos de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível operacional. as normas de segurança devem ser atualizadas com regularidade a fim de refletirem novas orientações comerciais e mudanças tecnológicas (Oppenheimer. gerentes e ao pessoal técnico de suas obrigações para proteger os ativos de tecnologia e informações. (RFC 2196. 3. a norma de segurança deve ser explicada a todos pela gerência superior. executivos e pessoal técnico. NORMA DE SEGURANÇA Norma de segurança é uma declaração formal das regras às quais as pessoas que têm um determinado acesso à tecnologia e aos ativos de informações de uma organização devem obedecer. login. The Site Security Handbook). A norma de segurança é um documento vivo. Pode-se definir ainda. dentro de um segmento particular do ambiente desta corporação.4. O desenvolvimento de uma norma de segurança é trabalho dos administradores de redes. Muitas empresas exigem que o pessoal assine uma declaração indicando que leu.19 apoie plenamente o plano de segurança. compreendeu e concorda em cumprir as normas. Pelo fato de as organizações mudarem continuamente. a norma de segurança deve ter o comprometimento de funcionários. a nível de descrição de execução de . 1999). ou seja. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações e recursos de uma instituição. 3. A norma de segurança informa aos usuários. gerentes. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA Os procedimentos de segurança implementam normas de segurança. da mesma forma que os usuários finais (Oppenheimer. O pessoal técnico da rede e de locais remotos deve se envolver no plano. definem processos de configuração. norma de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível intermediário. 1999). Da mesma forma que o plano.5. auditoria e configuração. A norma deve especificar os mecanismos pelos quais estas obrigações podem ser cumpridas.

3. A divulgação deve ser restrita aos funcionários diretamente envolvidos. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações de uma instituição. a arquitetura de segurança recomendada deve fornecer as bases para os aspectos de segurança dos seguintes elementos: aplicações. o modelo de segurança e a junção de padrões e tecnologias. Uma arquitetura de segurança representa um elenco de recomendações que define os princípios e fundamentos que devem ser observados na implementação de um ambiente considerado seguro em relação aos riscos. Com base nessa arquitetura. dentro de um segmento particular do ambiente da corporação. Devem ser escritos procedimentos de segurança para usuários finais. técnicos e administrativos necessários para a garantia da segurança da informação (ROBERTI. Os procedimentos de segurança devem especificar como controlar incidentes (quer dizer. impactos e custos ao qual ele está submetido. Em um ambiente como o da Secretaria de Receita. administradores de redes e administradores de segurança. baseado na arquitetura clienteservidor.20 ações. Para tanto. Uma arquitetura de segurança deve levar em consideração três elementos básicos: pessoas. são criados o plano de contingência e o processo de auditoria. comunicação de dados e gerência de sistemas e rede. deve existir uma arquitetura de segurança com potencial necessário para atingir todas as metas e objetivos de segurança desejáveis sem comprometer a capacidade de adaptabilidade e a independência dos recursos de TI (Tecnologia da Informação). fazer auditoria e desenvolver o plano de contingência com objetivo de manter o negócio da Secretaria de Receita sempre ativo. . Para implementar a política de segurança deve ser criada uma arquitetura de segurança que consiste na aplicação de todos os controles físicos. é criado um documento denominado política de segurança para ser divulgado em toda empresa. Os procedimentos de segurança podem ser comunicados aos usuários e administradores em turmas de treinamento lideradas por instrutores qualificados. ARQUITETURA DE SEGURANÇA Com base na norma de segurança. 2001). o que fazer e quem contatar se uma intromissão for detectada).6. lógicos. dados.

pode reduzir o custo do desenvolvimento e do gerenciamento da segurança. Definir relacionamentos entre os componentes de segurança: autenticação e permissão de acesso. a arquitetura deve possuir as seguintes qualidades: • • • • • • • Ser independente de plataforma operacional. por exemplo: criptografias e cartão inteligente. e Obter a conscientização de usuários finais. Um modelo de segurança endereça os requisitos técnicos de segurança exigidos conforme figura a seguir. denomina-se modelo de segurança que. por exemplo. procedimentos e mecanismos de segurança. Ter performance e disponibilidade dos mecanismos de segurança. se corretamente implementado. como por exemplo a norma ISO/IEC 17799:2000 e CobiT. Ser alavancada por tecnologias de segurança amadurecidas. Em um ambiente confiável. Ambientes de TI como os da Secretaria de Receita geralmente são dinâmicos e sujeitos a muitas pressões da sociedade. Para tanto. MODELO DE SEGURANÇA O conjunto de todos os controles. aplicação de rede. Um modelo de segurança deve prover a habilidade de proteger adequadamente a informação. funcionários. Uma arquitetura de segurança eficiente e eficaz deve levar em conta o trinômio: pessoas.7. programas) confiar em um sistema. 3. Possuir um modo consistente de gerenciamento.21 É importante salientar que a arquitetura de segurança proposta deve conduzir a implementações que sejam financeiramente possíveis para a organização. antes de qualquer entidade (usuários. Estar em conformidade com padrões infacto. . é necessário saber quais recursos podem ser utilizados com segurança e quais informações são confidenciais. padrões e tecnologias usadas em um Modelo de Segurança.

8. Entende-se por ambiente confiável a combinação de segurança. países como Estados Unidos. políticas e procedimentos de segurança da instituição que servirão como guia para a gerência de riscos. proteção de dados e recursos. É através dos princípios que a Arquitetura de Segurança será definida. 3. Holanda. requisitos de autenticação e os controles.22 MODELO DE SEGURANÇA AMBIENTE CONFIÁVEL SEGURANÇA INTEGRIDADE AUTORIZAÇÃO CONFIDENCIALIDADE AUTENTICAÇÃO PERFORMANC DISPONIBILIDADE CONTROLES ACESSO FÍSICO ACESSO À REDE GERÊNCIA MONITORAÇÃO E DETECÇÃO RECUPERAÇÃO CONTINUIDADE DURABILIDADE CONSISTÊNCIA GERÊNCIA DE MUDANÇAS NÃO REPÚDIO AUDITORIA FUNDAÇÃO POLÍTICAS DE SEGURANÇA PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA PADRÕES E CRITÉRIOS DE SEGURANÇA EDUCAÇÃO Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança. Os princípios de segurança são declarações particulares que definem o que a segurança significa para a organização e como será administrada. Fonte: Arquitetura de Segurança desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral A fundação consiste de declarações claras e concisas. Reino Unido e Canadá têm se empenhado no desenvolvimento de Padrões de . França. recuperação e para assegurar conformidade às leis e regulamentos aplicáveis à arquitetura de segurança. Os princípios indicam itens como identificação. Os controles referem-se a gerência e mensuração das operações sobre sistemas e dados no ambiente. HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA Nas últimas duas décadas. performance e disponibilidade dentro dos limites aceitáveis e definidos nos princípios e na política de segurança. Alemanha.

em quatro critérios: da garantia em TI. tornou-se necessária uma normatização e posteriormente uma harmonização. lançado em junho de 1991. banco de dados e periféricos não foram suficientemente conceituados por esta norma. e modelo de documentação requerido a cada tipo de evento. Vol. última edição). A enorme disponibilidade de produtos no mercado internacional gerou a necessidade de padrões que pudessem ter ampla aceitação e aplicabilidade no mercado.(ITSEC). a integridade. a confidencialidade. Esta norma européia introduz o conceito de separar as exigências funcionais e as exigências de garantia. A canadense. testes. Holanda e Reino Unido e adotado pelos países membros do Mercado Comum Europeu. sistemas de rede. manuais. Os critérios divididos anteriormente em funcionalidade e confiabilidade passam a serem divididos na CTCPEC. O ITSEC faz a primeira tentativa de desenvolver critérios padronizados para a Comunidade Européia. e outros. a disponibilidade e a legitimidade. cuja versão final saiu em 1985. alarga o horizonte para incluir sistemas monolíticos. Este último descreve o tipo. estes critérios são definidos como critérios . 1 em dezembro de 1992 e vol. conhecido como o Orange Book. elaborado pela França. 2 em janeiro de 1993. A norma canadense. a Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria (CTCPEC). Alemanha. sistemas multi-processados. bancos de dados. sistemas distribuídos. Os sistemas de administração de redes. e permite a seleção arbitrária da segurança funcional a níveis de graus de garantia. a evidência escrita na forma de guias de usuário. CTCPEC. A primeira tentativa de desenvolver um critério padrão foi o Information Technology Security Evaluation Criteria . subsistemas.23 Segurança para Tecnologia da Informação.(TCSEC). garantia e documentação. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançou em 1983 o Trusted Computer System Evaluation Criteria . Como o comércio não poderia dispor e avaliar produtos em múltiplos países com múltiplos padrões. O Federal Criteria for Information Technology Security foi elaborado em conjunto pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) e o National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos. O Orange Book (TCSEC) define a Política de Segurança e conceitos de responsabilidade. passou a ser o critério de normatização do Canadá (janeiro de 1993.

Reino Unido. A chave deste esforço é o avanço do estado da arte da segurança em TI e a harmonização de esforços internacionais. que combina os melhores aspectos de ambos.0) foi publicada em Janeiro de 1996. os Estados Unidos. e para determinar suas responsabilidades em apoiar e avaliar seus produtos.24 O Federal Criteria tem como característica a especificação. e também para publicar suas exigências de segurança de forma que os vendedores possam desenvolver produtos que estejam de acordo com as mesmas. O CC pode ser útil para os desenvolvedores auxiliando na escolha de quais requisitos de segurança vão incluir em seus produtos. A arquitetura de segurança ISO estabelece. França. para desenvolver e criar produtos de forma a provar aos avaliadores que tais produtos preenchem os requisitos. Uma versão inicial (v.CCITSE (Critério Comum para Avaliação de Segurança da Tecnologia da Informação). O Common Criteria é um esforço multinacional de escrever um sucessor para o TCSEC e ITSEC. Canadá e Holanda publicaram uma avaliação de padrões desenvolvida em conjunto para um mercado multinacional. Em Janeiro de 1996. geralmente referido apenas como “Common Criteria” (CC). Este padrão é conhecido como Common Criteria for Information Technology Security Evaluation . a versão 2. em conjunto com o esquema básico definido no modelo de referência. a comunicação. o desenvolvimento e a avaliação de produtos de segurança para TI. os recursos e os usuários do ambiente. O Common Criteria pode ser usado por consumidores para ajudá-los a decidir quais produtos de segurança comprar baseados nas classificações do CC. 1. . dentre eles o ISO/IEC 7498-2 que trata dos aspectos relativos à segurança e sua forma de aplicação em circunstâncias onde é necessário proteger os dados. visando permitir comunicações cada vez mais seguras e prover uma abordagem consistente para segurança em ambiente ISO. O modelo básico foi ao longo do tempo sendo complementado com adição de outros documentos. orientações e restrições para o aperfeiçoamento dos padrões existentes além de guiar o desenvolvimento de novos padrões. O CC também serve para auxiliar os avaliadores a julgar se um produto preenche ou não os requisitos de segurança e para fornecer dados quando estiver formando métodos específicos de avaliação. O modelo de referência OSI/ISO/IEC inicialmente foi elaborado para permitir a interconexão entre sistemas baseados em diferentes plataformas.0 em maio de 1998 e a última versão em agosto de 1999. Alemanha.

a princípio. A parte 1 do padrão foi proposta como um padrão ISO em outubro de 1999 e aprovada por maioria em votação internacional em agosto de 2000. A ISO/IEC 17799:2000 tem como objetivo permitir que companhias que cumprem a norma demostrem publicamente que podem resguardar a confidencialidade. a BS 7799-2:1998 foi adicionada em fevereiro de 1998. como um documento de orientação dos Padrões Britânicos. Em outubro de 2000. o PD 0003. A origem da ISO/IEC 17799:2000 remonta aos dias do Centro Comercial de Segurança na Computação (CCSC) do Departamento de Comércio Britânico (DTI). o comitê responsável pelo desenvolvimento da BS 7799 está se preparando para atualizar a parte 2 de forma a ser proposta como padrão ISO. Consistia em um código de práticas para gerenciamento de segurança da informação. Após um período de extensivas revisões e consultas públicas que iniciou em novembro de 1997. foi publicada em abril de 1999. foi posteriormente relançado como a British Standard BS7799:1995. oito pequenas modificações ao texto da BS foram aprovadas e o padrão foi publicado como ISO/IEC 17799:2000 em 1 de dezembro de 2000. bem como um esquema associado de avaliação e certificação. Seguindo um período de mais consultas públicas. O National Computing Center (NCC) e posteriormente um consórcio de usuários. a BS7799:1999. integridade a disponibilidade das informações de seus clientes. publicado em 1989. A arquitetura ISO trata exclusivamente dos aspectos de segurança relacionados à comunicação entre os sistemas finais não abrangendo medidas de segurança que devem ser adotadas nos sistemas complementares necessárias para garantir a proteção completa dos recursos e dados do sistema. Neste ínterim. Uma segunda parte. a primeira revisão do padrão. deram continuidade ao seu desenvolvimento para garantir que o Código era tanto significativo quanto prático do ponto de vista dos usuários. . Fundado em maio de 1987. o CCSC tinha duas principais tarefas: a primeira era auxiliar os vendedores de produtos de segurança de TI a estabelecer um conjunto de critérios de avaliação de segurança reconhecido internacionalmente. a segunda tarefa era ajudar os usuários a produzirem um código de boas práticas de segurança que resultou em um “Código de Práticas para Usuários”.25 A arquitetura de segurança apresentada no modelo ISO/IEC 7498-2 possui os seguintes objetivos: • • Descrever os serviços de segurança e os mecanismos a eles relacionados e Definir a posição dos serviços de segurança e dos mecanismos associados no modelo de referência. principalmente da Indústria Britânica. O resultado final foi publicado.

aprovação e aplicação sigam os ritos internos da instituição na qual será aplicada. plano de continuidade dos negócios e requisitos legais. Outro propósito é oferecer um ponto de referência a partir do qual se possa adquirir. Cada regra da política serve como referência básica para a elaboração do conjunto de regras particulares e detalhadas que compõem as normas e os procedimentos de segurança. configurar e auditar sistemas computacionais e redes. e qual o comprometimento da organização com a segurança. A política deve especificar as metas de segurança da organização. A política deve especificar os mecanismos através dos quais estes requisitos podem ser alcançados. é necessário que a sua elaboração. para que sejam adequados aos requisitos propostos. conscientização sobre segurança para os funcionários. é . A administração deve estabelecer uma política clara e demonstrar apoio e comprometimento com a segurança da informação através da emissão e manutenção de uma política de segurança da informação para toda a organização (ISO/IEC 17799:2000). O principal propósito de uma política de segurança é informar aos usuários. Portanto. POLÍTICA DE SEGURANÇA A política de segurança tem por objetivo prover à administração uma direção e apoio para a segurança da informação. onde as responsabilidades recaem. Além de fornecer controles detalhados de segurança para computadores e redes. equipe e gerentes. uma tentativa de utilizar um conjunto de ferramentas de segurança na ausência de pelo menos uma política de segurança implícita não faz sentido (RFC 2196).26 A ISO/IEC 17799:2000 fornece mais de 127 orientações de segurança estruturadas em 10 títulos principais para possibilitar aos leitores identificarem os controles de segurança apropriados para sua organização ou áreas de responsabilidade. as suas obrigações para a proteção da tecnologia e do acesso à informação. O caráter estratégico de uma política de segurança deve garantir que a mesma aborde questões que são essenciais para a corporação como um todo. Com o intuito de tornar a política de segurança um instrumento que viabilize a aplicação prática e a manutenção de uma infra-estrutura de segurança para a instituição. Uma vez que a política é um estatuto. 3.9. Uma política de segurança é a expressão formal das regras pelas quais é fornecido acesso aos recursos tecnológicos da empresa. a ISO/IEC 17799:2000 dá orientações sobre políticas de segurança.

27 necessário que a política seja desdobrada em estatutos mais detalhados. sendo que o limite será ditado pelas necessidades e conveniências da instituição para a qual são elaborados as regras de segurança. ou controles.1.9. normas. Considerando a mutabilidade de tais elementos e dos próprios objetivos e metas da organização. Visão Geral de uma Política de Segurança A elaboração de um programa sistematizado de segurança de informações parte da análise das seguintes indagações: . uma política só apresentará efetividade ao longo do tempo se sofrer constantes reavaliações e atualizações conforme o ciclo de etapas mostrado a seguir. Implementação Auditoria Administração Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança Diretrizes e normas 3. Cabe ressaltar que. mas um meio para se chegar a um objetivo maior. regras complementares. quanto mais baixo o nível hierárquico de um documento de segurança em relação à política. É importante lembrar que toda regra aplicada a uma instituição deve estar em consonância com os objetivos fins da mesma. tal qual numa hierarquia. Estes estatutos podem ser referidos como políticas específicas. mais detalhado e de caráter operacional será. A segurança não é um fim em si mesma. A política de segurança como um elemento institucional da organização possui um ciclo de vida indefinido e deve prever todos os mecanismos de defesa contra qualquer ameaça conforme estabelecido no estudo de custos x benefícios. Outros níveis podem existir.

A análise de risco envolve determinar o que se deve proteger. recursos financeiros e humanos se pretendem gastar para atingir os objetivos de segurança desejados? Qual a expectativa dos usuários e clientes em relação à segurança das informações? Quais as conseqüências no caso dos recursos serem corrompidos ou roubados? Obtidas as respostas às indagações acima. deve-se atentar para os seguintes princípios que norteiam um bom programa de segurança de informação: • • • Confidencialidade – garantia contra o acesso de qualquer pessoa/entidade não explicitamente autorizada. é possível se enganar sobre onde os esforços são necessários. do que se deve proteger. confiança e outras medidas menos óbvias. Uma das razões mais importantes de criar uma política de segurança da informação é assegurar que esforços despendidos em segurança renderão benefícios efetivos. O primeiro passo para isto é avaliar o valor do bem ou recurso a ser protegido e sua importância para a organização. Custo neste contexto significa incluir perdas expressas em moeda corrente real. a maior perda ocorre com intrusos internos. reputação. Embora isto possa parecer óbvio. para a maioria das organizações. mas a grande parte das pesquisas sobre segurança mostram que. saber quais as conseqüências da falta de segurança. identificar os pontos vulneráveis e determinar uma solução adequada para a organização. e como proteger. Integridade – garantia de que os dados não sejam apagados ou de alguma forma alterados sem a permissão competente.28 • • • • • • • • O que se deseja proteger? Contra que ou quem? Quais são as ameaças mais prováveis? Qual a importância de cada recurso? Qual o grau de proteção desejado? Quanto tempo. Como por exemplo. Disponibilidade – garantia de que os serviços e os dados estejam disponíveis no momento em que são requisitados por pessoa ou entidade autorizada. É preciso conhecer os riscos. o que ajuda a definir quanto vale a pena gastar com proteção. existe muita publicidade sobre intrusos externos em sistemas de computadores. Este é o processo de examinar todos os riscos e ordenar esses ..

boards. estações de trabalho. drives. administradores e suporte de hardware. Identificação dos Recursos O primeiro passo de uma análise de risco é a identificação de todos os elementos que necessitam de proteção. mas. logs de auditoria. Conforme sugerido por Pfleeger (Pfleeger. teclados. • • • • • Software: programas fonte. 3. tais como informações proprietárias. impressoras. hardware. Considerações Importantes O domínio das ferramentas de proteção disponíveis no mercado aliado a uma consistente análise dos riscos constituem a base para a formação de um sólido programa destinado à segurança institucional dos dados de uma organização e irá determinar quão segura é a rede de comunicação e os dados nela residentes.3. sistemas. terminais. utilitários. Documentação: administrativos. alguns são negligenciados. armazenados on-line. computadores pessoais. local. Uma política de segurança não deve prejudicar os processos de produção da organização. No entanto. Alguns são óbvios.29 riscos por nível de severidade. procedimentos 3. não é possível tomar boas decisões sobre segurança.2. Pessoas: usuários. programas objeto. discos. e Materiais: papel. programas. sistemas operacionais e programas de comunicação. tal como as pessoas que de fato usam os sistemas. 1989). servidores de terminais. arquivados off-line. a seguir está uma lista de categorias: • Hardware: CPUs.9. propriedade intelectual e todos os vários componentes de hardware. fitas e mídia magnéticas. backups.9. bancos de dados e mídia de comunicação. sendo assim. deve preocupar-se com as funcionalidades que irá manter e qual será a facilidade de utilizá-las. Este processo envolve a tomada de decisão sobre o custo benefício do que se deve proteger. O ponto de partida é a lista de todos as partes que podem ser afetadas por um problema de segurança. linhas de comunicação. programas de diagnóstico. Dados: durante execução. sem antes determinar quais são as suas metas de segurança. . roteadores. formulários.

Cada tipo de custo deve ser contrabalançado ao tipo de perda. o risco é superior ao benefício do mesmo. mas mais seguro. necessita observar alguns princípios elementares elencados a seguir: • • • • Apoiar-se sempre nos objetivos da organização e nunca em ferramentas e plataformas. não haveria segurança. e gerentes através de um conjunto de regras de segurança. e o administrador deve optar por eliminar o serviço ao invés de tentar torná-lo menos inseguro. Há também muitos níveis de risco: perda de privacidade (a leitura de uma informação por indivíduos não autorizados). dados. 3. • Facilidade de uso versus segurança . torna o sistema ainda mais difícil de utilizar. desta forma. Premissas Básicas Uma política de segurança deve ser elaborada visando toda a organização a que se prestará e suas concepções institucionais. pessoal operacional. Requerer senhas one-time geradas por dispositivos. e a perda de serviços (ocupar todo o espaço disponível em disco. e facilidade de uso.O sistema mais fácil de usar deveria permitir acesso a qualquer usuário e não exigir senha. ambientes e pessoas. Solicitar senhas torna o sistema um pouco menos conveniente. mas bastante mais seguro. .9. chamado de Política de Segurança.Há muitos custos diferentes para segurança: monetário (o custo da aquisição de hardware e software como Firewalls. performance (tempo de cifragem e decifragem). metas e regras devem ser comunicados indistintamente a todos os usuários. e • Custo da segurança versus o risco da perda . Os objetivos. isto é.4. Definir responsabilidades para implementação e manutenção de cada proteção. e geradores de senha one-time). Descrever o programa geral de segurança da rede.Cada serviço oferecido para os usuários carrega seu próprio risco de segurança. Para alguns serviços. perda de dados (corrupção ou deleção de informações). impossibilidade de acesso à rede).30 Uma política de segurança deve nortear seus objetivos a partir das seguintes considerações: • Serviços oferecidos versus segurança fornecida . Demonstrar os riscos e ameaças que está combatendo e as proteções propostas.

e quem é afetado pelas orientações.9. Identificação dos recursos que se quer proteger e que software são permitidos em quais locais. quem detém privilégios e determina autorizações. ela deve ter a aceitação e o suporte de todos os níveis de empregados dentro da organização. os seguintes elementos: • Justificativa da importância da adoção dos procedimentos de segurança explicando-os junto aos usuários para que o entendimento dos mesmos leve ao comprometimento com todas as ações de segurança. É especialmente importante que a gerência corporativa suporte de forma completa o processo da política de segurança. 3. 3. Suporte técnico. para que o documento seja utilizado como prova se ocorrer alguma violação. Determinação da gerência específica e responsabilidades dos envolvidos no controle e manuseio do ambiente operacional.9. A seguinte lista de indivíduos deve estar envolvida na criação e revisão dos documentos da política de segurança: • • • Representante da administração superior da organização. Principais Atores Para que uma política de segurança se torne apropriada e efetiva. no mínimo.5. . uma política de segurança deve apresentar em seu contexto. quem as aprovou. • • • • Descrição dos procedimentos para fornecimento e revogação de privilégios. Administrador de segurança do site. informação de violação de segurança. Conteúdo Essencial Como instrumento de caráter institucional.6. • Identificação precisa de quem desenvolveu as orientações. e Definir sanções e penalidades. e Descrição dos procedimentos para os casos de exceção. caso contrário haverá pouca chance que ela tenha o impacto desejado.31 • • Definir normas e padrões comportamentais para usuários.

Possuir definições claras das áreas de responsabilidade para os usuários. Ela deve oferecer linhas de condutas para conexões externas.32 • • • • Desenvolvedores de softwares. Possuir guias para a compra de tecnologia computacional que especifiquem os requisitos ou características que os produtos devem possuir. e oferecer a conduta no caso de incidentes (por exemplo. e não simplesmente welcome). adição de novos softwares. conexão de dispositivos a uma rede. pessoal e gerentes. e Help-Desk. através da especificação de linhas de conduta dos usuários. mensagens de conexão devem oferecer aviso sobre o uso autorizado e monitoração de linha. entre outros. Ser implementada por meio de ferramentas de segurança quando apropriado. e acesso aos arquivos dos usuários. administradores e gerentes. destacam-se: • • • • • • Ser implementável por meio de procedimentos administrativos anteriormente instituídos. Deve especificar a capacidade de auditoria. . e aplicar sanções onde a prevenção efetiva não for tecnicamente possível. Conter a indicação de uma política de privacidade que defina expectativas razoáveis de privacidade relacionadas a aspectos como a monitoração de correio eletrônico. Vários fatores podem trazer efetividade para uma política de segurança. Também deve especificar quaisquer mensagens de notificação requeridas (por exemplo. comunicação de dados. Administradores de grandes grupos de usuários dentro da organização. logs de atividades. o que fazer e a quem contatar se for detectada uma possível intromissão). • Discriminar uma política de acesso que defina os direitos e os privilégios para proteger a organização de danos. • Definir uma política de contabilidade que indique as responsabilidades dos usuários. Representantes de todos os grupos de usuários afetados pela política de segurança. Possuir regras de uso aceitáveis. dentre outros.

através da linha de conduta para autenticação de acessos remotos e o uso de dispositivos de autenticação. • Definir um relatório de violações que indique quais os tipos de violações devem ser relatados e a quem estes relatos devem ser feitos. devem manipular e acessar a tecnologia. a política deve ser revisada por um conselho legalmente instituído para tal fim. Finalmente sua política deve ser revisada regularmente para verificar se está suportando com sucesso suas necessidades de segurança. afirmando que leram. Pode haver requisitos regulatórios que afetem alguns aspectos de uma política de segurança tal como a monitoração. Outra área para considerar é a terceirização e como ela é gerenciada. Deve-se criar um documento que os usuários assinem. Ele deve endereçar aspectos como redundância e recuperação. Flexibilidade No intuito de tornar a política viável a longo prazo. é necessária bastante flexibilidade baseada no conceito de segurança arquitetural. • Definir uma tecnologia de informação e política de manutenção de rede que descreva como. tanto o pessoal de manutenção interno como externo. pessoal e gerentes. No mínimo. a política deve ser claramente comunicada aos usuários. • Possuir um documento de disponibilidade que defina as expectativas dos usuários para a disponibilidade de recursos. Uma vez estabelecida. e • Oferecer aos usuários informações sobre como agir na ocorrência de qualquer tipo de violação. Os criadores da política devem considerar a busca de assistência legal na criação da mesma. Uma política deve ser . Ele também deve incluir informações para contato para relatar falhas de sistema e de rede. Esta é uma parte importante do processo. 3.9. Um tópico importante a ser tratado aqui é como a manutenção remota é permitida e como tal acesso é controlado.33 • Viabilizar uma política de autenticação que estabeleça confiança por meio de uma política efetiva de senhas. Uma atmosfera de não ameaça e a possibilidade de denúncias anônimas irá resultar em uma grande probabilidade de uma violação ser relatada. bem como especificar horários de operação e de manutenção. entenderam e concordaram com a política estabelecida (vide Anexo II).7.

3) Confidenciais: informações e sistemas tratados como confidenciais dentro da instituição e protegidos contra o acesso externo. 3. se isto ocorrer. contratos .34 largamente independente de hardware e software específicos. causar danos financeiros ou perdas de fatias do mercado para o concorrente. Os mecanismos para a atualização da política devem estar claros. a política pode definir como tratá-la de acordo com sua classe. Por isso a classificação das informações é um dos primeiros passos para o estabelecimento de uma política de segurança de informações. Também pode haver casos em que múltiplos usuários terão acesso à mesma userid. diferentes tipos de informação devem ser protegidos de diferentes maneiras. as conseqüências não serão críticas. 2000). A classificação mais comum de informações é aquela que as divide em 04 níveis: 1) Públicas ou de uso irrestrito: as informações e os sistemas assim classificados podem ser divulgados a qualquer pessoa sem que haja implicações para a instituição. O acesso a estes sistemas e informações é feito de acordo com sua estrita necessidade. Classificação das Informações Segundo Claudia Dias (Dias.9. Um vez classificada a informação. senhas. em sistemas com um usuário root. Porém. escolhendo mecanismos de segurança mais adequados. balanços entre outros. informações sobre vulnerabilidades de segurança dos sistemas institucionais. sob que condições um administrador de sistema tem direito a pesquisar nos arquivos do usuário. informações divulgadas à imprensa ou pela internet 2) Internas ou de uso interno: as informações e os sistemas assim classificados não devem sair do âmbito da instituição. Sempre que possível a política deve expressar quais expectativas foram determinadas para a sua existência. Exemplo: Dados pessoais de clientes e funcionários. Por exemplo. os usuários só podem acessá-los se estes forem fundamentais para o desempenho satisfatório de suas funções na instituição. Exemplo: serviços de informação ao público em geral. Isto inclui o processo e as pessoas envolvidas.8. Exemplo: Serviços de informação interna ou documentos de trabalho corriqueiros que só interessam aos funcionários. isto é. Por exemplo. O acesso não autorizado a esses dados e sistemas pode comprometer o funcionamento da instituição. Também é importante reconhecer que há expectativas para cada regra. múltiplos administradores de sistema talvez conheçam a senha e utilizem a conta. .

e os custos envolvidos na sua prevenção ou recuperação. . Na verdade. O gerenciamento de risco é o processo de identificação. determinar a probabilidade de uma ameaça se concretizar e entender os riscos potenciais. vulnerabilidades e impactos em um determinado ambiente. as vulnerabilidades e conseqüentemente os impactos. levando em consideração justificativas de custos. é preciso inicialmente identificar as ameaças e os impactos. É imprescindível que o número de pessoas autorizadas seja muito restrito e o controle sobre o uso dessas informações seja total. Análise de Riscos Análise de riscos é a análise das ameaças. Para tomar as devidas precauções. talvez não seja aconselhável tomar quaisquer medidas preventivas neste sentido. de forma a proporcionar a adoção de medidas apropriadas tanto às necessidades de negócio da instituição ao proteger seus recursos de informação.9. nível de proteção e facilidade de uso.35 4) Secretas: o acesso interno ou externo de pessoas não autorizadas a este tipo de informação é extremamente crítico para a instituição. como aos usuários que precisam utilizar esses recursos. controle e minimização ou eliminação dos riscos de segurança que podem afetar os sistemas de informação a um custo aceitável (ISO/IEC 17799:2000). tais como ameaças. a qual identifica os componentes críticos e o custo potencial aos usuários do sistema. A análise de risco é o ponto chave da política de segurança englobando tanto a análise de ameaças e vulnerabilidades quanto a análise de impactos. Muitas vezes o termo risco é utilizado como sinônimo de ameaça ou da probabilidade de uma ameaça ocorrer.9. Os riscos podem apenas ser reduzidos. declarações de imposto de renda. Se combater uma ameaça for mais caro do que seu dano potencial. risco é uma combinação de componentes. Conhecer com antecedência as ameaças aos recursos informacionais e seus impactos pode resultar em medidas efetivas para reduzir as ameaças. classificando-os por nível de importância e severidade da perda. 3. impactos e vulnerabilidades das informações e das instituições de processamento das mesmas e da probabilidade de sua ocorrência. Exemplo: Informações dos contribuintes. A quebra de segurança sempre poderá ocorrer. já que é impossível eliminar todos.

36 3. programas executáveis sobre os quais os usuários têm direito de escrita. Os vírus podem ser inofensivos (apenas mostram uma mensagem ou tocam uma música). Os códigos de vírus procuram entre os arquivos dos usuários. não necessitam se atracar a um programa ou arquivo “hospedeiro”. estão os warms. Worms e Trojans Segundo o CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. • • • • Eles se replicam. Quando um arquivo de programa está infectado com vírus é executado e o vírus imediatamente assume o comando. a replicação ocorre através dos links de comunicação. .1.9. e Sua habilidade de replicação é limitada aos sistema virtual. Riscos Externos Relacionados a seguir estão alguns tipos de riscos externos aos quais freqüentemente as organizações estão sujeitas: Vírus.9. ou nocivos apagando ou modificando arquivos do computador. através de e-mails ou disquetes contaminados. circulam e se multiplicam em sistemas multi-tarefa. Podem ser inseridos por hackers que entram no sistema e plantam o vírus. Na mesma categoria dos vírus. Para worms de rede. ao contrário dos vírus. encontrando e infectando outros programas e arquivos. assim como os vírus. Ele infecta o arquivo colocando nele parte de um código. Residem. os vírus estão em primeiro lugar entre as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001. É ativado por uma ação externa. algumas das quais os diferenciam dos vírus. Precisa de um programa “hospedeiro” portador’. São entidades autônomas. A seguir estão algumas características de um vírus: • • • • Consegue se replicar. que são programas projetados para replicação e possuem as seguintes características.

São intercessões de pacotes no tráfego para leitura por programas de usuários não legítimos. que são camuflados com esta finalidade Spoofing .Esta técnica consiste em atuar em nome de usuário legítimo para realizar tarefas de tampering ou snoofing. É um programa em si mesmo e não requer um “hospedeiro” para carregá-lo. Modificação e Fabricação Tampering ou Data Diddling. ou ainda outros de forma que oculte sua identidade. A base desta atuação é tomar posse do logins e senhas das vítimas. Esta categoria trata da modificação não autorizada de dados. bem como em roteadores ou gateways. A utilização de cavalos de Tróia está dentro desta categoria para tomar controle remoto dos sistemas vítimas. fazendo download para a sua própria máquina. interceptando e-mails e outros tipos de informações. e outros tipos de bancos de dados. invasão de outros computadores ou até um terceiro. Geralmente são espalhados por e-mails. Snoofing e Downloading . Quando o programa é rodado. Com um software instalado em um sistema o atacante modifica ou apaga arquivos. . Entre as vítimas estão bancos. autarquias fiscais. Na Web há inúmeros exemplos de home pages invadidas para colocação de slogans ou marcas de presença. O sniffer pode ser colocado na estação de trabalho conectada à rede. mas na verdade está destruindo.São intercessões do mesmo tipo do sniffer sem modificação do conteúdo dos pacotes embora a ação seja diferente. Entre os programas mais comuns estão o Back Orifice e o NetBus. tal como um jogo ou uma tabela que tem a aparência de seguro. Esta forma de looping torna muito difícil a sua identificação. pois o atacante se apossa de documentos que trafegam na rede. danificando ou alterando informações por trás. Este método é utilizado para intercessão de logins e senhas de usuários. números de cartões de crédito e direcionamento das trocas de e-mails estabelecendo as relações entre indivíduos e organizações. Uma das formas pode ser o envio de e-mail falso em nome da vítima.37 O Trojan (Cavalos de Tróia) é um código escondido em um programa. escolas. mas possui efeitos escondidos. parece funcionar como o usuário esperava. Intercessão Eavesdropping e Packet Sniffing .

e gostaria que a senha fosse trocada. não dando lugar às conexões legítimas. o username e a senha necessários para o início de seu ataque. . O atacante satura o sistema com mensagens de que querem estabelecer conexão através de vários computadores com a vítima e ao invés de indicar a direção do IP dos emissores estas direções são falsas. A melhor defesa contra este ataque é o treinamento dos funcionários e usuários de redes e computadores.38 Interrupção Jamming ou Flooding. a obtenção de informações através de engenharia social ainda é utilizada com muito sucesso em diversas organizações e seu sucesso depende exclusivamente do conhecimento do pessoal em assuntos de redes e computadores.O ataque consiste em programas sabotadores introduzidos nas máquinas das vítimas com intuito de destruir as informações ou paralisá-las. Uma forma mais fácil ainda é de ligar para o setor de informática dizendo ser “o fulano de tal” que esqueceu a senha. dizendo ser um novo funcionário de um determinado setor e dizer que precisa de um username e senha para acesso ao sistema. São interrupções do funcionamento do sistema através da saturação de dados. O sistema responde as mensagens. o hacker tem que conhecer o nome de um usuário do sistema que esteja há muito tempo sem utilizá-lo. pode ser espaço de um disco ou envio de pacotes até a saturação do tráfego da rede vítima impossibilitando-a de receber os pacotes legítimos. Muitas vezes o hacker. consegue através deste telefonema. Claro que desta forma. Bombas Lógicas . Variando muito de organização para organização. mas como não recebe as respostas acumula o buffer com informações em aberto. Outros ataques comuns são “ping da morte” e a saturação de e-mails. Um bom exemplo de ataque de engenharia social é o de ligar para um setor de informática de uma corporação. Engenharia Social Este mecanismo de recolhimento de informações é uma das formas mais perigosas e eficientes utilizada pelos hackers.

Não se podem prever ou evitar os desastres naturais tais como enchentes. A melhor ação a ser tomada é ter em vigor um plano de recuperação de desastres.2. é necessário implementar defesas contra eles. acessar informações indevidas e entrar informações incorretas no sistema. Os empregados descuidados geralmente não tem intenção de causar nenhum dano ao sistema.2. desastres naturais e pessoas.9.39 3. raios. lugar: Vírus de computador 2o. Riscos Internos Os riscos internos são decorrentes de duas fontes principais. lugar: Uso interno indevido do acesso à rede 3o. que podem causar sérios danos aos sistemas de computação. lugar: Roubos de notebooks 4o.10.9. Os empregados insatisfeitos podem tentar sabotar o sistema de informação. Análise de Ameaças Antes de decidir como proteger um sistema é necessário saber contra o que ele será protegido. lugar: Penetração externa no sistema. e Inserindo dados incorretamente. ou incêndios. Destruindo dados ou programas com bombas lógicas. Derrubando os sistemas. as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001 foram: 1o. mas podem apagar arquivos importantes. lugar: Acesso interno não autorizado 5o. das seguintes formas: • • • • • Modificando ou apagando dados. Segundo o 2001 CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. 3. Os riscos pessoais podem ser causados por empregados insatisfeitos ou apenas descuidados. . Destruindo os equipamentos ou instalações. estragar um computador pelo mal uso. Contudo.

Alguns conceitos importantes para se realizar uma análise de ameaças são: • Recurso: componente de um sistema computacional. Depende da probabilidade de uma ameaça atacar o sistema e do impacto resultante deste ataque. Risco: medida de exposição a qual o sistema computacional está sujeito.40 Segundo Claudia Dias (Dias. Impacto: conseqüência de uma vulnerabilidade do sistema ter sido explorada por uma ameaça. invasão de hackers. espionagem. podendo ser acidental (falha de hardware. Iindependentemente do tipo. as ameaças consideradas mais comuns em um ambiente informatizado são: • • • • Vazamento de informações (voluntário ou involuntário) – informações desprotegidas ou reveladas a pessoas não autorizados. sabotagem. Indisponibilidade de serviços de informática . erros do usuário. Ataque: ameaça concretizada. hardware ou informação. bugs de software) ou deliberada (roubos. • • • • • Ameaça é tudo aquilo que pode comprometer a segurança de um sistema.impedimento deliberado de acesso aos recursos computacionais por usuários não autorizados. erros de programação. fraude. entre outros). desastres naturais. e Acesso e uso não autorizado . 2000) a análise das ameaças e vulnerabilidades do ambiente de informática deve levar em consideração todos os eventos adversos que podem explorar as fragilidades de segurança desse ambiente e acarretar danos. . Vulnerabilidade: fraqueza ou deficiência que pode ser explorada por uma ameaça. Pode ser associada à probabilidade da ameaça ocorrer. podendo ser recurso físico. Probabilidade: chance de uma ameaça atacar com sucesso o sistema computacional. Violação de integridade .comprometimento da consistência de dados.um recurso computacional é utilizado por pessoa não autorizada ou de forma não autorizada. software. É o resultado da concretização de uma ameaça.

O domínio é a metodologia empregada. 2000). dando-lhe suporte na monitoração. a efetividade. físicos e humanos em uma entidade a fim de garantir na informação: a eficiência. A prática da auditoria é o meio fundamental para acompanhar este dinamismo e reduzir os riscos nas etapas atuais e futuras. aumentado assim sua vulnerabilidade. a confidencialidade. interagem entre si. será baseado na tecnologia de auditoria CobiT. o recurso e a informação. a integridade. A metodologia de auditoria para que as Secretarias de Receita desenvolvam uma Governança de TI. . a disponibilidade. No atual estágio do desenvolvimento da tecnologia de informação composta por pessoas. Isto a faz a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. Auditoria A auditoria envolve o exame de recursos: lógicos. O recurso são os instrumentos disponíveis à governabilidade de TI. sistemas de aplicativos. no planejamento e organização. A informação é o conteúdo que estabelece os critérios de qualidade para o negócio das Secretarias de Receita.9. a fim de alcançar os objetivos de receber e distribuir pecúlio às outras secretarias. a confiabilidade e o cumprimento dos objetivos estabelecidos.41 3. dados. na aquisição e implementação e na distribuição e suporte (CobiT. o próprio processo se transforma antes mesmo de se ter um conhecimento profundo de suas etapas. pois a eficácia administrativa está no domínio destes conhecimentos continuamente adquiridos. A Governança de TI se alicerça em três pilastras: o domínio. tecnológicos. como meio de desenvolver este conceito. máquinas e ambiente que além de complexos.11.

e consequentemente as missões críticas e funções dos negócios. ou de . t= Objetivo do negócio. Tais eventos podem ser uma queda de energia.9. falha de hardware.Metodologia CobiT Dimensionamento da Auditoria: x=Domínio.42 Figura 3 . Geralmente chamada de Plano de Contingência (também conhecido como plano de recuperação de desastre. Para evitar possíveis contingências e desastres ou minimizar os danos que eles causam.12. Plano de Contingência Contingência de segurança computacional é um evento com potencial para interromper operações computacionais. três categorias de desastres podem afetar as organizações: • • • Desastres naturais (eventos). Se um evento for muito destrutivo. e Desastres relacionados a seres humanos (comportamento). y=Informação. de continuidade do negócio. de continuidade das operações. incêndio ou tempestade. Desastres técnicos (panes). x* y* z= Governança de TI (figura baseada na metodologia CobiT de Auditoria) 3. as organizações podem tomar medidas de precaução para controlar o evento. De forma geral. z=Recursos de Tecnologia da Informação. é geralmente chamado de desastre.

43 retomada do negócio). d) Selecionar as estratégias do plano de contingência. c) Antecipar potenciais contingências ou desastres. esta atividade está intimamente ligada ao manejo de incidentes. Tais planos devem ser mantidos e testados de forma a se tornarem parte integrante de todos os outros processos gerenciais (ISO/IEC 17799:2000). e) Implementar as estratégias de contingência. é crucial que se observem os seguintes elementos-chave: a) Obter o apoio da alta diretoria. descrevendo quem assume o controle por alguém se um funcionário morrer ou tornar-se inapto para desempenhar suas tarefas. Os planos de contingência devem ser desenvolvidos e implementados para garantir que os processos do negócio possam ser recuperados no tempo devido. O objetivo do Plano de Contingência é não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de grandes falhas ou desastres (ISO/IEC 17799:2000). e) Definir claramente as responsabilidades de todos os envolvidos estabelecendo antecipadamente quem é o responsável por cada tarefa de recuperação e exatamente o que essa responsabilidade significa. e g) Ter flexibilidade. ou seja. e f) Testar e revisar a estratégia. um bom plano deve ser atualizado anualmente ou conforme a necessidade da empresa/organização. f) Evitar um ponto único de falha para que o sucesso ou falha do plano inteiro não deve ficar sob a responsabilidade de uma única pessoa. b) Possuir um objetivo claro que defina exatamento o que o plano vai realizar. b) Identificar os recursos que dão suporte às funções críticas. Os seguintes passos devem ser seguidos no processo de elaboração de um plano de contingência: a) Identificar as funções críticas da organização. . Deve haver uma cadeia de comando. que primeiramente trata ameaças técnicas maliciosas tais como hackers e vírus. c) Priorizar as funções críticas para manter a empresa em funcionamento. Para a elaboração de um plano de contingência eficaz. d) Verificar quais recursos financeiros estão disponíveis para o realizar o plano que for necessário.

e) Teste de atualização dos planos. Recuperação refere-se aos passos tomados para continuar o suporte às funções críticas. Especial atenção deve ser dada à análise de dependência de recursos e serviços externos aos negócios e aos contratos existentes. Seja qual for o tipo de instalação. fria. Retomada é o retorno às operações normais. incluindo a gerência de crise. Site redundante – Um local equipado e configurado exatamente como o primeiro. A resposta de emergência aborda as ações iniciais tomadas para proteger vidas e limitar danos.44 De acordo com a ISO/IEC 17799:2000. d) Treinamento adequado da equipe nos procedimentos e processos de emergências definidos. o processo de planejamento da continuidade do negócio deve considerar os seguintes itens: a) Definição e reconhecimento de todas as responsabilidades e procedimentos de emergência. A estratégia utilizada para possibilitar a capacidade de processamento está agrupada nas seguintes categorias: • • • • • Hot site (instalações quentes) – Um prédio equipado de antemão com capacidade de processamento e outros serviços. ou híbrida a equipe de suporte precisa estar apta a preencher as seguintes funções: . De acordo com o NIST Handbook a estratégia de um plano de contingência consiste de três partes: resposta de emergência. quente. c) Documentação dos processos e procedimentos definidos. Cold site (instalações frias) – Um prédio para abrigar processadores que podem ser facilmente adaptados para uso. tal como usar um hot site como backup caso uma instalação redundante seja destruída por uma outra contingência. Acordo de reciprocidade – Um acordo que permite que duas organizações apoiem uma a outra. recuperação e retomada. b) Implementação dos procedimentos de emergência que viabilizem a recuperação e restauração nos prazos necessários. Híbridas – Qualquer combinação acima.

quanto como uma unidade operacional. Criptografia A criptografia tem como objetivo.10. o nível apropriado de proteção deve ser identificado levando-se em conta o tipo e a qualidade do algoritmo criptográfico usado e o tamanho das chaves a serem utilizadas (ISO/IEC 17799:2000). o uso da criptografia tomou maior impulso em seu desenvolvimento. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança das informações. Baseado na análise de risco. Contudo. 3. A criptografia é tão antiga quanto a própria escrita. somente depois da Segunda Guerra Mundial. com a invenção do computador. Os romanos utilizavam códigos secretos para comunicar planos de batalha. Estes algoritmos. Para que uma mensagem seja cifrada utilizam-se uma ou mais chaves (seqüência de caracteres) que serão embaralhadas com a mensagem original. Técnicas e sistemas criptográficos devem ser usados para a proteção das informações que são consideradas de risco e para aquelas que os outros controles não fornecem proteção adequada.45 • • • Armazenar cópias do plano contra desastres da empresa. Estas chaves devem ser . FERRAMENTAS DE SEGURANÇA Com base no levantamento dos riscos.10. Permitir que sua empresa funcione tanto como uma unidade administrativa.10. e Armazenar backups de dados e a biblioteca de software. apresentamos a seguir algumas das ferramentas de segurança mais freqüentemente utilizadas. O trabalho criptográfico formou a base para a ciência da computação moderna. Algoritmos Criptográficos Existem dois tipos básicos de algoritmos criptográficos que podem ser utilizados tanto sozinhos como em combinação. chave única e chave pública e privada. autenticidade e integridade das informações. proteger a confidencialidade. 3.1. são usados para diferentes aplicações e deve-se analisar qual é o melhor para cada caso. 3.1.1.

um texto legível (informação aberta) – x . a qual deve ser utilizada no algoritmo inverso f –1 (y). Vistos os anúncios da possibilidade do cálculo da chave secreta do DES por força bruta estarem sendo cada vez mais viáveis economicamente em função inclusive do tamanho desta chave (56 bits). utilizando-se uma chave K e uma função y=f(x). se for seguro. O DES é usado em muitas aplicações mais seguras da Internet.em um texto ilegível (informação criptografada) – y – O texto y é transmitido para o destino onde y é decriptografado pelo algoritmo inverso f –1 (y) obtendo-se o texto legível – x – se e só se o destinatário conhece a chave K. chamado AES – Advanced Encryption Standard. 3.10.10. Para quem desconhece a chave K é computacionalmente difícil obter-se y a partir do conhecimento de x se o algoritmo for bem projetado.46 mantidas em segredo. a NIST (National Institute of Standards in Technology antiga NBS . e esta deve ser mantida em segredo.2. no qual um bloco de dados é criptografado três vezes com diferentes chaves. ele é relativamente rápido e é usado com freqüência para criptografar grandes volumes de dados de uma só vez. o algoritmo de criptografia Rijndael. DES Triplo (Triple DES) . sendo que das cinco finalistas foi escolhido. entre duzentos. Projetado para ser implementado em componentes de hardware. O primeiro tipo de algoritmo que surgiu foi o de chave única. isto é.Uma cifra de bloco criada pela IBM e endossada pelo governo dos Estados Unidos em 1977. incluindo a SSL (Secure Sockets Layer) e a maioria das alternativas mais seguras do IP. produzido por dois Belgas. o sistema usa a mesma chave tanto para a cifragem como para a decifragem dos dados. Neste.O DES triplo é uma evolução do DES. Criptografia Simétrica A Criptografia Simétrica consiste em transformar.3. também chamado de algoritmo de chave simétrica. Nesta competição foram apresentadas 18 propostas. . Algoritmos de Chave Simétrica DES (Data Encryption Standard) . pois somente com o conhecimento delas é que se poderá decifrar a mensagem.1.1.National Bureau of Standards) lançou em 1997 uma competição aberta para o sucessor do DES. 3. O DES utiliza uma chave de 56 bits e opera em blocos de 64 bits.

mas deve ser conhecido pelas partes de uma comunicação) e um par de chaves (conhecidas como chave privada e chave pública) e que tem.47 Algumas das vantagens do AES são: poder usar chaves de 128. Pode ser usado como substituto do DES.4. Como solução para tal situação temos o algoritmo de chaves assimétricas. pois ambos são cifras de bloco. Os S-boxes são tabelas não-lineares que determinam como o algoritmo de criptografia substitui bytes por outros. Criptografia Assimétrica O problema da criptografia simétrica é que as partes na comunicação devem conhecer a mesma chave.Ron Rivest da RSA DSI (Data Security Inc. pois se um terceiro elemento não autorizado tiver acesso à chave poderá comprometer a segurança atribuída pela criptografia. basicamente. Em softwares. É bastante forte e resistente a várias formas de criptoanálise. sendo projetado para ser facilmente calculado em softwares.10. Esta solução é composta basicamente de um algoritmo de criptografia e de decriptografia (o qual pode ser ou não de conhecimento público. O IDEA (International Data Encryption Algorithm) foi criado em 1991. visto que alguns observadores temiam que essa mudança poderia introduzir uma armadilha e poderia permitir que um atacante decifrasse mensagens criptografadas pelo DES sem testar todas possíveis chaves.1. as seguintes premissas: . ao passo que o RC4 é 10 vezes mais rápido que o DES. sendo que o mesmo algoritmo é usado para cifrar e decifrar os textos.) projetou essas cifras com tamanho de chave variável para proporcionar uma criptografia em alto volume que fosse muito rápida. RC2 e RC4 . 192 e 256 bits ou maiores e ser executado eficazmente em um grande número de ambientes. cartões inteligentes. que deve ser divulgada entre as partes de forma sigilosa. 3. Opera com blocos de textos em claro no tamanho de 64 bits e possui uma chave de 128 bits. enquanto o DES foi projetado principalmente para hardware Outro problema do DES foram as mudanças propostas pela NSA nas S-Boxes do algoritmo original (Lucifer). softwares de computador e browsers. o RC2 é aproximadamente 2 vezes mais rápido do que o DES.

criado antes do RSA. e A mensagem criptografada com a chave pública de B só pode ser decriptografada pela chave privada de B. geralmente. cada um. como por exemplo A e B. Um dos parâmetros para se medir a resistência de um algoritmo é o tamanho de suas chaves. teoricamente. de forma confiável. Dessa forma a comunicação entre duas partes. e modificado posteriormente. algoritmos assimétricos são utilizados apenas para estabelecer sessão e a troca. A criptografa a informação com essa chave e envia a B. e • A chave pública de uma entidade é amplamente divulgada sendo que a chave privada só é de conhecimento da mesma. 3. Uma chave não pode ser descoberta a partir da outra (mesmo conhecendo o algoritmo de criptografia e de decriptografia e tendo a informação criptografada). De pose da chave pública de B. visto que pode ser “quebrado” por um intruso que capta toda a troca de informações. Algoritmos de Chave Assimétrica Dentre os diversos algoritmos de chave assimétrica destacam-se: Diffie-Hellman – Protocolo para troca de chaves. Algoritmos assimétricos (ou de chave pública e privada) são muito complexos sendo que as chaves utilizadas são números primos entre si e de valores muito grandes. maior a resistência do algoritmo contra ataques. maior o número de possíveis combinações e. de uma chave simétrica. Se A deseja enviar a B. um par de chaves (pública e privada).10. ele solicita a chave pública de B. Por isso. entre as partes envolvidas na comunicação. Quanto maior o número de bits das chaves.5. . é feita como se segue: • • • • Tanto A quanto B possuem.1.48 • • A informação criptografada por uma chave só pode ser decriptografada pela outra. o que torna muito lenta a cifragem e decifragem de uma grande quantidade de dados.

gerar uma informação criptografada de tamanho n onde n é muito menor que m..10. computador. Uma PKI é utilizada para prover a identificação de uma entidade eletrônica (usuário. etc. e o RSA. Baseado na dificuldade computacional de se fatorar um número inteiro muito longo (por exemplo 512 bytes de tamanho) em dois números primos. que é um aprimoramento do MD4. também usado para gerar assinaturas digitais de 128 bits para mensagens de qualquer tamanho. Tal função em um algoritmo assimétrico é conhecida como função de Hash ou de Espalhamento. O RSA é um algoritmo que gera assinaturas digitais de 160 bits para mensagens de qualquer tamanho.2 – PKI). É considerado mais seguro que o MD5.É um algoritmo criado e patenteado pela RSA Data Security Inc. no sentido de que se pode concluir falsamente que o número inteiro é primo mas com baixa probabilidade.10.) na Internet. Algoritmos para Geração de Assinatura Digital. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. PKI (Public Key Infrastructure) É o processo de certificação digital que possibilita a identificação inequívoca da identidade.49 RSA . Os algoritmos mais conhecidos são o MD5 (Message Digest 5). Miller e Rabin – Outro algoritmo de criptografia assimétrica muito usado. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. . porém tem uma performance em média 50% inferior.1. Consiste de algoritmos que utilizam chaves privada e pública para. Um dos fatores que determinam a popularidade do RSA é o fato de ele também poder ser usado para assinatura digital (ver 3. a partir de um texto legível de tamanho m. 3. Similar ao RSA mas é um algoritmo probabilístico.6.2. porém com uso liberado para quaisquer aplicações. baseado na troca de chaves criptografadas. mas é considerado um algoritmo bastante rápido além de seguro.10. 3. procedência e conteúdo das informações.

(Certificate Authorities – Autoridade Certificadora) : Responsável por criar. As chaves privadas são armazenadas em um hard disk ou em um Token. Validação: verificação se o certificado está ou não expirado e se as informações nele são verdadeiras. distribuir e revogar certificados digitais. Revogação: um certificado não pode ser apagado ou reutilizado.df. CA 3 – Checando e Validando 1 – Certificado Emitido Usuário 2 – Certificado Enviado www. Os usuários da PKI podem descobrir o status atual de um certificado digital utilizando o processo Real-time Online Certificate Status Checking.br Figura 4 .Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking: . RA . o qual possui o nome. Neste caso a chave somente pode ser utilizada quando o token for inserido no computador (um exemplo é o smart card).50 A identificação digital de um usuário é chamada de Certificado Digital.sef. É usado para validar uma assinatura digital que pode ser anexada a um e-mail ou formatos eletrônicos.Autoridade Registradora): Registra novos usuários. Podemos citar ainda outros conceitos utilizados em PKI: • • • Certificação: é o processo de associação de uma chave pública a um usuário. Uma PKI é composta dos seguintes componentes: • • CA . chave pública (ver criptografia assimétrica) e outros dados de um usuário. Quando o mesmo não é mais válido é marcado pela CA como revogado.gov.(Registration Authorities .

51 Outro modo. junto com a mensagem de e-mail e o certificado digital do remetente para o destinatário.10.2. uma combinação de elementos. garantindo assim que uma mensagem não foi falsificada por terceiros. A assinatura digital somente pode ser decriptografada e verificada usando-se a chave pública embutida no certificado digital do remetente. É um dos elementos utilizados para segmentar a rede e criar um perímetro de defesa definido em uma política de segurança. .10. a qual é enviada. de checar o status de um certificado requer que os usuários da PKI façam um download de uma lista de certificados revogados (CRL) pela CA. 3. 3. impedindo acessos indevidos e ataques. com o objetivo de oferecer segurança às informações que trafegam na rede. pelo fato de possuir uma CRL desatualizada. O firewall de uma rede não é apenas um roteador ou servidor para defesa. Um dos maiores benefícios do firewall é o de facilitar o trabalho do administrador da rede que consolida a segurança no sistema de firewall evitando distribuir todo um esquema de segurança por cada um dos servidores que integram a rede privativa. Firewall Firewall é um sistema baseado em software ou hardware capaz de controlar o acesso entre duas redes ou sistemas. de estar confiando em um certificado que acabou de ser revogado.1. seja ela uma intranet ou internet. gera um alarme antes que ocorra efetivamente um ataque ou suceda algum problema no trânsito dos dados. que cria a assinatura digital utilizando a chave pública do remetente e compara com a assinatura recebida. O firewall oferece um ponto de segurança que pode ser monitorado e. O maior problema das CRLs é o fato de que muitos certificados são revogados por dia. caso apareça alguma atividade suspeita. É na verdade.3. Para criar uma assinatura digital para uma mensagem de e-mail. por exemplo. uma cópia da mensagem é criptografada (algoritmo Hash) usando a chave privada (assinatura digital). menos confiável. Uma empresa pode correr risco. Assinatura Digital As assinaturas digitais fornecem os meios para proteção da autenticidade e integridade de documentos eletrônicos (ISO/IEC 17799:2000).

Um firewall típico se compõe de uma ou mais combinações dos seguintes obstáculos: • • • Roteador filtra-pacotes. números de porta UDP origem e destino.modem conectado à rede interna e à Internet via telefônica. O problema do filtro de pacotes IP é que não pode prover um controle eficiente sobre o tráfego. O roteador toma decisões de recusar ou permitir a entrada de cada um dos pacotes que são recebidos. Quando se avalia um roteador para ser usado para filtragem de pacotes. Tudo que não é especificamente proibido é permitido. por exemplo. De engenharia social. . e Gateways a nível de circuito. Cada um destes pontos de acesso significa um ponto potencial de ataque à rede interna. As premissas do sistema de firewall que descrevem a filosofia fundamental da segurança da organização são as seguintes: • • Tudo que não é especificamente permitido. O roteador examina cada datagrama para determinar se este corresponde a um dos seus pacotes filtrados e se foi aprovado por suas regras de filtro. Vírus passados internamente através de arquivos e softwares. Isto ocorre quando aparentemente dados inofensivos são enviados e copiados em um servidor interno e executados despachando um ataque. números de porta TCP origem e destino. Um firewall não pode proteger a rede contra os seguintes ataques: • • • • Backdoors (portas dos fundos) . e direção do fluxo de pacotes. Gateways a nível de aplicação. Ele pode permitir ou negar um serviço em particular. é proibido. os quais devem ser monitorados regularmente. os seguintes critérios devem ser observados: endereços de IP origem e destino. estado do bit ACK no pacote TCP.52 A preocupação principal de um administrador de rede são os múltiplos acessos à Internet que podem ser controlados através do firewall. e Possíveis ataques em transferência de dados. mas não é capaz de compreender o contexto todo deste serviço.

Mas são apenas uma parte da solução. O maior esforço atual em técnicas de firewall é encontrar uma combinação de um par de roteadores de filtragem com um ou mais servidores proxy na rede entre dois roteadores.4. 3. negando todas as outras. Esta configuração permite ao roteador externo bloquear qualquer tentativa de usar a camada IP subjacente para quebrar a segurança.4.10. conexão e informação de aplicação. O Statefull Inspection é um firewall composto por um filtro de pacotes mais inteligente. Apesar disso. 3. Um dos maiores defeitos dos softwares de prevenção é que a maioria deles não consegue evitar a contaminação do segmento de boot. Permite uma verificação a nível de camada de aplicação sem requerer um proxy para cada tipo de serviço segurado. Conhece os estados de cada comunicação que passa pela máquina do firewall. A finalidade do roteador interno é bloquear todo tráfego exceto para o servidor proxy. Eles não podem proteger seu site contra todos os tipos de ataques. Eles acompanham todos os processos do sistema.53 O gateway de aplicação pode ser configurado para suportar unicamente as características específicas de uma aplicação que o administrador considere relevantes. quando o software antivírus nem foi carregado para a memória. Softwares de Prevenção Os programas de prevenção permanecem residentes em memória durante todo o período de uso do computador. A razão é simples: a contaminação do segmento de boot acontece durante a inicialização da máquina. Servidores de segurança fazem a verificação do conteúdo de acordo com a definição do usuário. O gateway de aplicação pode também exercer a função de um servidor proxy o qual é utilizado para concentrar serviços de aplicação através de uma única máquina. Anti-Vírus Anti-vírus é um software capaz de detectar e eliminar viroses de computador.10. enquanto permite ao servidor proxy tratar potenciais furos de segurança nos protocolos das camadas superiores. Esses programas filtram os acessos a arquivos feitos por outros programas. Os firewalls podem ser uma grande ajuda quando se está implementando segurança em um site e protegem contra uma variedade de ataques. incluindo pacote. assegurando integridade e disponibilidade das informações.1. após a . atentos para sinais de contaminação ou reprodução do vírus.

3.4. Os programas de detecção são mais eficazes que os de prevenção e detectam qualquer tipo de vírus. Depois disso.4. memória e interrupções do computador). O vírus será identificado pelo programa que pesquisa no disco rígido a procura de características internas e específicas de cada tipo de vírus nele cadastrado. Se traços de contaminação forem detectados. Software de Identificação Esse tipo de programa antivírus somente funciona nos casos em que o vírus que contaminou o sistema é conhecido.54 inicialização do computador conseguem identificar a contaminação e indicam o procedimento para a remoção do vírus. Esse tipo de programa de detecção cadastra todas as informações críticas do sistema na hora da instalação inicial de cada pacote de software.10. Requisitos Básicos de um Antivírus A seguir estão alguns requisitos básicos que um software antivírus deve possuir: • Capacidade de monitorar todo o tráfego de arquivos e informações e o sistema computacional (programas/processos em execução.10. uma verificação rotineira é executada para comparar as informações cadastradas com as atuais.4.4.2. . isto é.3. a área do disco será identificada e o usuário. o programa efetua uma alteração no arquivo contaminado. comparar a imagem do disco original contra a atual. 3. alertado. 3. Os softwares antivírus que usam essa técnica têm sido muito bem sucedidos na identificação de uma grande variedade de vírus digitais. Uma vez localizado o vírus. Softwares de Detecção Os programas de detecção baseiam-se no princípio de que uma contaminação pode ser localizada e contida imediatamente após ter ocorrido.10. tentando restaurar seu formato original. incluindo o sistema operacional e o segmento de boot. Os programas detectam o vírus por meio das pistas deixadas por eles durante a invasão do sistema. A forma mais eficaz de proteção disponível atualmente é alcançada por produtos que usam a técnica que cria uma imagem do disco.

renomeado ou aberto. no mínimo. através de links dedicados ou discados. Oferecer em tempo real para downloads da Internet (via HTTP.5. arquivo local de rede e executável. possibilitando o fluxo de dados através da Internet. ZIP. excluir. ZIP2EXE. e Opção inteligente para atualização via internet (HTTP e FTP). controles Active X.55 • • Capacidade de detectar vírus quando o arquivo estiver sendo executado. tornar inacessível o arquivo contaminado ou apenas avisar sobre arquivo infectado. • • • Detectar e tomar medidas de prevenção em arquivos compactados. copiado. applets Java. Ser ativado/inicializado toda vez que o computador for ligado. • Detectar e tomar medidas de prevenção para todos os tipos de vírus (vírus de inicialização. FTP. sobretudo nos casos em que enlaces internacionais ou nacionais de longa distância estão envolvidos. Links dedicados podem ser substituídos pela Internet. SMTP ou POP3) e para arquivos e informações provenientes da rede de computadores a qual o equipamento está conectada. VB Script e outros códigos). por outro programa. vírus de macros para arquivos produzidos pelos produtos/softwares do MS-Office. Esta solução pode ser muito interessante sob o ponto de vista econômico. para os formatos PKZIP. . Tomar medidas de prevenção com as seguintes opções de configuração: limpar. 3. As LANs podem. vírus polimorfos. Uma VPN garante a segurança (modificação e interceptação) de dados transmitidos pela Internet e a redução de custos com comunicação corporativa. RAR e CAB. “Cavalos de Tróia”.10. VPN (Virtual Private Network) Sistema implementado por software ou hardware capaz de assegurar uma conexão de dados segura em meios públicos (como a internet) através de mecanismos de autenticação e criptografia. vírus de programa. • • Detectar e tomar medidas de prevenção contra vírus desconhecidos pela ferramenta antivírus ofertada. movido. ARJ. conectar-se a algum provedor de acesso local e interligar-se a outras LANs.

56 O acesso remoto a redes corporativas utilizando a Internet pode ser viabilizado com a tecnologia VPN através da ligação local a um provedor de acesso. sendo que o primeiro é o mais usado. Na comunicação remota o protocolo de comunicação para transmissão segura é o PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol). As VPNs possibilitam a conexão física entre redes locais. como um datagrama IP normal. Adicionalmente. o pacote criptografado é roteado e enviado via internet. A informação enviada entre as redes passa por um gateway VPN que forma o túnel. ATM ou X. conectando-se à Internet e o software de VPN cria uma rede virtual privada entre o usuário remoto e o servidor de VPN corporativo através da Internet. Um cliente VPN é requerido no equipamento do usuário móvel (alguns sistemas operacionais como o Windows 2000 suportam o protocolo PPTP). Para se implementar uma VPN entre duas redes (ou até mesmo um notebook ou um computador de casa e uma rede LAN) interconectadas através de uma terceira rede (esta pública como a internet ou até mesmo frame-relay. O servidor VPN não irá atuar como um roteador entre a rede departamental e o resto da rede corporativa uma vez que o roteador permitiria a conexão entre as duas redes autorizando o acesso de qualquer usuário à rede departamental sensitiva.25) deve-se utilizar em cada uma um gateway VPN (que inclusive pode ser um software de comunicação ou até o próprio sistema operacional que utiliza protocolo de comunicação que suporta VPN em um notebook por exemplo). toda comunicação ao longo da VPN pode ser criptografada assegurando a confidencialidade das informações. que é a extensão do PPP usado em conexões dial-up tradicionais. restringindo acessos indesejados através da inserção de um servidor VPN entre elas. encapsula e criptografa a informação a nível de rede (padrão atual é IPSEC). Uma VPN pode ser implementada de dois modos: tunelamento e por pacote. Depois. Para a implementação de uma VPN é necessário o uso de Gateway ou roteador VPN (alguns roteadores de borda fazem este papel) que crie o túnel de comunicação segura. . por exemplo. A estação remota disca para o provedor de acesso.

então ele adiciona um novo header contendo o IP destino do gateway VPN. Toda a comunicação LAN. o IPSec oferece a vantagem de esconder da Internet os endereços IP originais. IKE (Internet Key Exchange) – Para as parte envolvidas em uma transmissão de dados segura se comunicarem é preciso serem concluídas três etapas importantes: • • • Negociação entre as partes sobre protocolos. Troca de chaves de um modo eficiente. O IPSec funciona como uma subcamada logo acima da camada IP. A autenticação do AH difere do ESP porque a autenticação do AH não protege as informações que estão no cabeçalho do pacote IPSec.10. . IPSec O problema das soluções de segurança. O padrão IPSec provê segurança a nível de autenticação. mesmo porque alguns campos são alterados à medida em que atravessam a rede em função do roteamento.57 3. o payload agora é autenticado com algoritmos de hash (assinatura digital). algoritmos de criptografia e chaves a serem utilizadas na sessão. um subgrupo do IETF (Internet Engineering Task Force) desenvolveu um padrão para comunicação TCP/IP de forma genérica. e Manter estes requisitos durante a conversação. a nível de camada de aplicação. AH (Authentication Header) – Depois de criado o novo header. Os procedimentos utilizados são os seguintes: ESP (Encapsulating Security Payload) – O ESP possibilita a construção de túneis (tunelamento) criptografados. Esta solução é chamada de IPSec (IP Security Suite). Desta forma. o IPSec criptografa o pacote IP. Como resposta a isto.1. Como parte final da operação. é que são específicas para um ou outro serviço/aplicação. A autenticação deve suportar algoritmos de hash específicos e que estejam dentro do padrão IPSec. para garantir a segurança. De forma geral. este deve ser autenticado. onde o header e o payload do datagrama IP são encapsulados e criptografados (utilizando algoritmo simétrico) no novo payload do IPSec. confiabilidade e confidencialidade. WAN e Internet utiliza o controle de roteamento baseado na camada de rede.5. impedindo a leitura por ataques de monitoração de tráfego.

Desta forma.10. é crucial que o IDS funcione conforme a expectativa da organização que o está implementando. 3. Diferentes IDSs têm diferentes classificações de intrusão. Sistemas com falhas não só fornecem menos informações.58 O IKE funciona basicamente em duas fases: a primeira é o estabelecimento de uma sessão segura (utilizando-se chaves assimétricas) e a segunda é a negociação da troca das chaves. como também uma perigosa falsa sensação de segurança. que é o uso não autorizado ou inadequado de um sistema de computação. os IDSs compartilham uma definição geral de intrusão. A detecção de intrusos é um componente importante de um sistema de segurança e complementa outras tecnologias.6. Dadas as implicações de falhas em um componente do IDS. o administrador do site precisa poder confiar na informação fornecida pelo sistema. é correto presumir que os IDSs em si são alvos óbvios para ataques. o IDS permite não apenas a detecção de ataques explicitamente endereçados por outros componentes de segurança (tais como firewalls). IDS (Intrusion Detection System ) A detecção de intrusos é uma tecnologia de segurança capaz de identificar e isolar intrusões contra um sistema de computação e iniciar procedimentos de alerta e contraataque. enquanto que um sistema que se proponha a monitorar protocolos dinâmicos de roteamento pode considerar apenas RIP spoofing. os IDSs tentam fazer com que os “atacantes” se tornem responsáveis por suas ações. como também tentativas de notificação de novos ataques não previstos por outros componentes. Ao fornecer informações ao administrador do site. Os IDSs também fornecem informação que potencialmente permitem às organizações descobrirem as origens de um ataque. Um sistema tentando detectar ataques contra servidores Web pode considerar apenas pedidos maliciosos HTTP. e até certo ponto. Um intruso mais esperto que perceba que um IDS foi implementando em uma rede que ele está atacando irá muito provavelmente atacar primeiro o IDS tentando desabilitá-lo ou forçando-o a dar informações falsas (distraindo o pessoal de segurança do verdadeiro ataque). Devido a sua importância dentro de um sistema de segurança. Independente do tipo. . servem para desestimular futuros ataques. Para que o IDS seja útil.

e 4) Os procedimentos de recuperação devem ser verificados e testados periodicamente para garantia de sua efetividade e de que podem ser completados dentro do prazo determinado nos procedimentos operacionais para recuperação. Backup dos dados essenciais do negócio e de arquivos de programa devem ser feitos regularmente. ele precisa ser projetado e implementado com um entendimento claro sobre os meios específicos pelos quais ele pode ser atacado. devem ser mantidos em local remoto a uma distância suficiente para livrá-los de qualquer dano que possa ocorrer na instalação principal. Procedimentos alternativos para sistemas independentes devem ser regularmente testados para a garantia de que eles satisfaçam os requisitos dos planos de continuidade de negócios. ópticos e outros. Infelizmente.59 Para que um componente de software possa resistir a ataques. sempre que possível. 3. juntamente com o registro completo e atualizado destas cópias e com a documentação dos procedimentos de recuperação. várias empresas só descobrem a importância da implementação de um bom .10. de modo a garantir a sua confiabilidade de uso quando for necessário em caso de emergência. contudo pode ser facilmente negligenciado quando tudo parece estar funcionando bem. Os seguintes controles devem ser considerados: 1) Um nível mínimo de cópias de segurança. Fazer backup dos dados e programas de uma rede é uma das ferramentas de segurança mais fáceis e baratas de serem implementadas em uma organização.7. Recursos e instalações alternativos devem ser disponibilizados de forma a garantir que todos os dados e sistemas aplicativos essenciais ao negócio possam ser recuperados após um desastre ou problemas em mídias. 2) Os backups devem ser objeto de proteção física e ambiental compatíveis com os padrões utilizados no ambiente principal. Backup Sistema que possibilita a reprodução e a posterior restauração de informações a partir de meios magnéticos. (ISO/IEC 17799:2000). 3) As mídias utilizadas para backup devem ser periodicamente testadas. Os controles adotados para as mídias e para o ambiente principal devem ser estendidos para o ambiente alternativo.

Network Access Server) passa a ser um cliente do servidor RADIUS (também conhecido como proxy RADIUS).8. através do Algoritmo RSA – MD5 utilizando a senha do usuário. O RADIUS opera tanto com mecanismos de autenticação do Unix e Windows quanto com protocolos de autenticação.60 plano de backup quando perdem seus dados por um acidente na sala do servidor. como o PAP e o CHAP. a senha segue criptografada entre o RAS e o RADIUS por uma chave conhecida por ambos os servidores. ao conectar-se a um servidor RAS. As funções primárias do servidor RADIUS são autenticação e autorização de usuários remotos (dial-up) para conexão a uma rede. Neste caso. A negociação entre o usuário e o RADIUS se dá basicamente da seguinte forma: Todo usuário. as quais são analisadas pelo RADIUS. deve informar as suas credencias (nome.o usuário envia a sua senha aberta na rede e o servidor retorna as permissões do usuário. . sobre o protocolo PPP. O servidor RAS envia o Message recebido ao servidor RADIUS que conhece a senha do usuário e que a utiliza para criar um Message Digest e comparar com o recebido. 3.10. RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) O RADIUS é um padrão utilizado para autenticação remota. Este desafio consiste em criar um Message Digest. O servidor RAS encaminha ao proxy RADIUS um pedido de acesso contendo as credenciais do usuário (access-request). O RADIUS valida o usuário e retorna ao RAS as permissões e configurações do usuário (access-accept) ou rejeição de acesso (access-reject). Um servidor RAS (ou qualquer servidor NAS . senha. PAP (Protocolo de Autenticação de Senha) . ou por um descuido de algum usuário apagando todos os seus arquivos. e outras quando necessário). Neste caso é enviado pela rede um desafio. CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) – O mais utilizado em autenticação RADIUS. A segurança da confidencialidade da senha está no fato do RSA ser um algoritmo de Hash (a mensagem original não pode ser obtida através do conhecimento da chave e da mensagem criptografada).

O primeiro aplica-se às senhas. Este mecanismo está sujeito à ocorrência de três situações: identificação com sucesso. face e velocidade de digitação são características que permitem a identificação de usuários. geometria da mão. restando ao sistema . Exemplificando. neste caso o sistema confirma a identidade do usuário. Quando ocorre o acerto.61 3. No entanto. um processo automatizado de reconhecimento biométrico dos traços digitais pode ser altamente confiável. quando o interlocutor já é conhecido mas não é prontamente identificado estamos diante de um fato denominado falso-negativo. porém. Esta abordagem confirma a unicidade e estabilidade destas características. o falso-positivo e o falso-negativo. cujo índice de similaridade vai determinar o sucesso da identificação. ou seja. O reconhecimento das pessoas é realizado por meio da comparação das características biométricas. voz. Existem atualmente dois métodos de reconhecimento: reconhecimento 1:1 e reconhecimento 1:N. especializado na captura de digitais humanas. quando se atende o telefone há grandes chances de se identificar o interlocutor pela voz e em algumas vezes errar no reconhecimento. este advém do fato da voz do interlocutor possuir muitas características em comum com a correspondente já memorizada.10. Biometria A biometria é o estudo das características mensuráveis do ser humano que possibilitam o reconhecimento de um indivíduo. O mesmo acontece com a captura da imagem do olho para o reconhecimento da íris que é realizado por uma câmera de vídeo especialmente projetada para trabalhar com maior sensibilidade capaz de registrar todos os detalhes de um olho. onde o usuário se identifica por meio de um código alfanumérico e apresenta sua identificação biométrica. Um scanner de impressão digital é um dispositivo de dimensões reduzidas com as mesmas funcionalidades de scanner de mesa. o que permite o reconhecimento ao longo da vida. íris. se as características biométricas apresentadas são muito parecidas com as armazenadas. Quando ocorre uma troca na identificação do interlocutor estamos diante de um fato denominado falso-positivo. Na observação de uma carteira de identidade é possível identificar rapidamente seu proprietário pela foto mas não pela impressão digital que requer um complexo processo de análise comparativa que a mente humana não está acostumada a fazer. Cada tecnologia de identificação possui seu próprio mecanismo de captura de dados. rápido e economicamente viável. A impressão digital. retina. Por fim. A identificação biométrica procura trabalhar como a mente humana. neste caso temos uma identificação com sucesso.9.

10. efetua nova chamada ao ponto remoto utilizando o número telefônico anteriormente informado como sendo do usuário.10.10. a extração de partes do corpo humano para forjar uma presença inexistente não obterá êxito numa possível fraude.11. Exemplificando.) a partir de inúmeras comparações que resultam na escolha de um conjunto já armazenado e que mais se aproxima daquele capturado. Call Back É o procedimento para identificar um terminal remoto. etc. Desta forma. com a identificação do ponto discado. voz. O método de reconhecimento 1:N. e Autenticação por sincronismo. Após a troca de informação de identificação o equipamento do usuário derruba a chamada e aguarda a solicitação de conexão do servidor RAS. 3. É um mecanismo utilizado pelo servidor RAS para garantir a autenticidade do ponto remoto que deseja acessar a rede. este processo pode ocorrer da seguinte forma: o usuário através de sua linha telefônica solicita conexão ao servidor RAS. íris. portanto esta tecnologia pode ser aplicada para permitir ou negar acesso físico a ambientes protegidos além de controlar acessos lógicos a sites de serviços eletrônicos. O mesmo. o host desconecta a ligação logo após a chamada e a seguir liga para o número de telefone autorizado do terminal remoto para restabelecer a conexão. Tais mecanismos baseiam-se em dois métodos diferentes: • • Desafio e Resposta. A identificação biométrica leva em conta características dos seres na presença de vida. No procedimento call back. é pouco utilizado devido a sua alta complexidade pois o usuário deverá ser identificado apenas por suas características biométricas (impressão digital. 3. .62 comparar as características desta com aquelas já armazenadas. Token Card Dentre um variado número de protocolos para verificação da autenticidade de usuários encontramos um modelo baseado em Cartões de Identificação comumente conhecidos por token card ou smart card.

63 O esquema baseado em desafios e respostas pressupõe a pré liberação controlada de um semi identificador do usuário que irá compor sua identificação completa no ato da entrada no sistema. b) O usuário informa um número de identificação pessoal (PIN) a seu token card e obtém como resultado um número representando sua senha para ser usada uma única vez no servidor. O usuário informa seu ID pessoal para o servidor e este retorna-lhe um número aleatório. resumidamente. Este método. e O usuário então insere este número em seu token card. funciona da seguinte forma: a) b) c) O usuário aciona o servidor de autenticação. Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha Na autenticação por sincronismo ocorrem os seguintes passos: a) O usuário efetua seu login de acesso no servidor que emite um prompt para receber um código de acesso. o mesmo é cifrado junto com a chave do usuário contida no cartão transformando-se numa resposta que é enviada para o servidor. caso as mesmas sejam equivalentes o acesso do usuário à rede é permitido. que o autentica ou não caso essa resposta esteja de conformidade com informações de sua base de dados. e este emite um prompt para que o mesmo efetue seu login. e c) O token card transmite ao servidor a senha obtida e este a compara com outra gerada em seu ambiente. . que aparece em sua tela. O esquema a seguir demonstra o funcionamento do mecanismo de desafio/resposta. denominado desafio.

Figura 6 – Autenticação com Sincronismo A utilização de um dos dois sistemas faz com que o usuário tenha que carregar um dispositivo tal qual um cartão de crédito.64 O esquema a seguir ilustra o mecanismo de autenticação com token card realizado por sincronismo. para providenciar suas credenciais de autenticação. .

por quase todas as unidades da federação. • • A transparência ou amplas facilidades de acesso à informação pública pelo cidadão. a questão da segurança não pode se limitar ao problema dos ataques a sistemas. A comunidade dos hackers atualmente é estimada em cerca de 3. 800 bulletinboards contendo o que poderia ser qualificado como “receitas” de assalto aos sistemas. Não haveria como realmente estimar os custos envolvidos na expansão da área de segurança em virtude de rápida evolução tecnológica no setor. dentro de uma nova concepção que pode ser sintetizada na simbologia “24x7”. com vistas a apreciação do Programa Nacional de Apoio à Administração Fazendária dos Estados e Municípios – PNAFEM. As ameaças à segurança das comunicações eletrônicas provocam uma perda estimada de cerca de US$ 84. CONTEXTUALIZAÇÃO As conseqüências da expansão das comunicações eletrônicas sobre os serviços ofertados pelos Governos à sociedade são objeto de prognósticos que destacam a velocidade e amplitude surpreendentes dos impactos esperados. e . Tratando das organizações governamentais brasileiras. além de aproximadamente 50 publicações especializadas. porque também inclui a ocorrência de acidentes ou de falhas não intencionais.4 bilhões anuais decorrentes de ataques aos sistemas de transações eletrônicas (dados do The Management Advice Group).500 sites na Internet. O surgimento dos hackers tem assustado. impondo o desafio da elaboração de respostas com idêntica agilidade. Segundo a Network Associates. especificamente daquelas responsáveis pela administração tributária. onde aparecem com freqüência os seguintes temas: • A busca de meios para suprir uma oferta continuada de serviços demandados pela população. são criados na Internet cerca de 10 novos vírus por dia. criatividade e flexibilidade. Contudo. A busca da mais ampla capilaridade. a formação de uma clara agenda de questões a serem enfrentadas pelo citado segmento do setor público. A segurança aparece hoje como responsável por 81% das intenções de investimento. segundo dados de pesquisas do Gartner Group. constatamos junto às cartas consultas encaminhadas ao Ministério da Fazenda desde 1997.65 4.

A adoção de políticas de segurança. cyber-crimes. marcas e nomes de domínio na Internet. o que deverá ensejar não somente a expansão e redesenho da prestação de serviços mas também a criação de novos mecanismos de interação entre governo e sociedade. associados com a divulgação de ocorrências dessa natureza. considerando os riscos de imagem para as instituições que realizam transações com clientes em meio eletrônico. Desenvolvimento de uma cultura de segurança.66 • A busca de meios para a materialização do “governo dentro de casa”. compreendendo em particular os seguintes assuntos: • • • • • assinatura eletrônica. Dessa forma. moeda eletrônica. segurança não é simples proteção. porque precisa igualmente contemplar a prevenção. Os custos envolvidos são componentes cada vez mais indissociáveis no esquema de modernização. e direitos autorais sobre multimídias. Conforme aponta a sétima pesquisa Módulo Security. Para o Estado além da preocupação com a melhor forma de aplicação interna das novas tecnologias em consonância com seus aspectos organizacionais e demandas da sociedade. Aspecto importante é o indício de que os dados a respeito da criminalidade eletrônica são subestimados. 53% dos ataques contra organizações brasileiras tem como autores funcionários insatisfeitos das organizações atingidas. em especial: • • • • • Conhecimento das ameaças que rondam seus negócios. A construção de sistemas sólidos de identificação e de autenticação. Em síntese os desafios da segurança impõem às organizações. na medida em que a decisão pela aquisição de uma ferramenta para tal fim deve considerar os riscos e sua gradação. Há uma relação de implicação evidente entre segurança e custos. a partir de um diagnóstico preciso e da opção dentre um amplo leque de tecnologias. metodologias e instrumentos. coloca-se a discussão de sua prévia e necessária intervenção regulatória. No âmbito de qualquer organização. . por meio do contato direto com o cidadão. a detecção e a reação a ataques ou a falhas. e A implementação de forma efetiva da política de segurança. a manutenção da segurança depende da adequada formulação e implementação de políticas corporativas.

a pornografia infantil (objeto da Lei n. tem pressionado os gestores responsáveis pelas funções de Estado de administração tributária a se desdobrarem em soluções imediatistas que por vezes não têm observado os princípios básicos da segurança necessária. a espionagem e a violação de bancos de dados.716/96 da Constituição Federal –CF). acompanhado de exemplos significativos de excelentes serviços prestados pela rede mundial. só podem ser tipificados a partir de evidências materiais (o registro da informação) e não por meio de testemunhos.º 7. Limitadas pela legislação que lhes impõem inúmeras regras e contando com orçamentos restritos destinados a novos investimentos. crimes que já eram objeto de tipificação legal podem ser praticados com o auxílio de equipamentos de computação. no espaço virtual da Internet. porque têm lugar. tais como o acesso indevido e a violação de sistemas.º 9.º 8. O aumento da demanda com o aparecimento constante de novos contribuintes. conhecida como “grampo” (Lei n. Entretanto. tais como o estelionato (por meio da transferência eletrônica de fundos). verificados junto a um grande número de Secretarias de Receita: . Tratando expressamente das Secretarias de Receita. tais instituições se viram obrigadas a desenvolver soluções caseiras na busca do atendimento das demandas da comunidade. constatamos que a maioria delas apresentam situações similares quanto ao desenvolvimento de seus sistemas de computação. Além desses.296/96 da CF). a velocidade e facilidade de movimentação. são características que dificultam a investigação convencional. Os cyber crimes estão levando a uma revisão de conceitos na área jurídica em virtude de suas características inovadoras.67 O aperfeiçoamento da legislação brasileira já possibilita a criminalização de condutas que anteriormente eram de difícil enquadramento legal. por exemplo. a cópia não autorizada de programas. o rol de práticas criminosas em meio eletrônico desafia os limites das abordagens convencionais na sua investigação e demanda soluções criativas. a obtenção de segredos. Por outro lado. a discriminação racial (objeto de legislação específica: a Lei n. São crimes que extrapolam a territorialidade convencional. O anonimato. Relacionamos a seguir uma série de problemas mais comuns na área das tecnologias de informática aplicadas. a extrema dispersão territorial. a falsificação de documentos em meio eletrônico.069/91 da CF) e a interceptação telemática.

Ferramentas tecnologicamente desatualizadas. No elenco de agentes e atribuições governamentais verificamos um segmento responsável pela administração tributária cuja missão principal é suprir as necessidades financeiras para suporte das ações desenvolvidas pelo Estado. o Governo funciona baseado em uma divisão clara das tarefas a serem desenvolvidas no plano de sustentação interna e. Proposição dos modelos de tributação. e Ausência de um sistema de segurança e controle de acessos. Sistemas corporativos com baixa integração. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A missão de captar recursos junto à sociedade resulta de uma variedade de sub funções que precedem o ato de recolhimento e vão muito além deste. Má alocação de equipamentos de informática. . 4. Falta de clareza de produtos contratados com terceiros. a disposição da sociedade em participar como coautora das ações do Governo. 4. propor a forma de participação destes e implementar os mecanismos de captação dos citados recursos. além da capacidade. Cabe às entidades de administração tributária a missão de definir a capacidade contributiva de cada um de seus membros. A captação dos citados recursos origina-se de um conceito onde os bens comuns devem ser providos por toda a sociedade mediante uma participação proporcional de cada um de seus membros conforme suas disponibilidades e posses. As principais atividades de uma instituição de administração tributária estão resumidas a seguir: • • Elaboração de estudos demonstrativos da viabilidade econômico/tributária. daquelas de natureza finalística onde os resultados são ofertados diretamente à comunidade.1. principalmente. Estudos preliminares devem apontar. Grande dependência de serviços de terceiros. OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Como em qualquer organização.2.68 • • • • • • • Falta de um plano diretor de tecnologia visando maximizar os investimentos na aquisição e manutenção de hardwares e softwares.

e • As novas ferramentas de processamento eletrônico de dados foram adotadas em larga escala sem grandes preocupações com a segurança dos mesmos. • • • • • • • • • Realizar lançamentos. onde. O aparecimento dos crimes cibernéticos mostrou grandes vulnerabilidades e o aparecimento de novas atividades internas. constatou-se a predominância absoluta de uma estrutura clássica conforme apresentada a seguir. 4. Atender aos contribuintes. Controlar pagamentos. Gerenciar contencioso fiscal. Fiscalização. Este fato especializou as demandas dos cidadãos que ainda revestidos de direitos passaram a cobrar com veemência as respectivas contrapartidas. Devemos ressaltar que nos últimos tempos dois fatores vêm causando uma verdadeira revolução no âmbito da administração tributária agregando-lhes novas atribuições internas.3. Controlar repasses bancários. Cobrar inadimplências. obrigando tais instituições a buscarem rapidamente qualidade nas suas funções de atendimento aos contribuintes.69 • Arrecadação de impostos e taxas. Julgamentos da instância administrativa. . comumente. a saber: • O vertiginoso desenvolvimento dos meios de comunicação disseminou conceitos de cidadania participativa até então restritos a uma pequena parte da sociedade. Administrar de declarações. não aparece definida uma entidade cuja missão principal seja a formulação e gestão de políticas destinadas proteger os ativos de tecnologia e informações existentes. ORGANOGRAMA PADRÃO Após um longo período de observação das estruturas organizacionais existentes nos estados e municípios destinadas ao suporte das atividades tributárias.

de material. de pessoal ativo. e de serviços gerais da Secretaria. Coordenação de Administração Compete à Coordenação de Administração. procedendo ao registro e ao controle dos bens móveis e imóveis.TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização .INF Junta de Recursos Fiscais . COMPETÊNCIAS GENÉRICAS 4.4.70 SECRETÁRIO DE RECEITA Coordenação de Administração Coordenação de Informática .4. diretamente subordinada ao Secretário de Receita. • • • • • • Elaborar as normas internas relativas à administração geral.FIS Departamento de Atendimento aos contribuintes ATE Figura 7 . respeitada a orientação definida pelos órgãos centrais. Coordenar a gestão orçamentária da secretaria. Elaborar a programação e supervisionar a execução dos trabalhos dos órgãos que lhe são diretamente subordinados. .1. de administração financeira e de material e de apoio logístico. Prestar apoio operacional a todos os órgãos subordinados à secretaria. inativo e pensionista.JRF Departamento de Tributação . Coordenar as atividades referentes às operações patrimoniais internas. Coordenar e controlar a execução dos trabalhos das gerências de recursos humanos.Estrutura Básica das Secretarias de Receita 4. as seguintes atividades básicas: • Coordenar e. executar as atividades de administração financeira. por intermédio dos órgãos a ele subordinados.

Desenvolver e administrar os sistemas internos da Secretaria de Receita. e Executar de forma sistêmica as rotinas estabelecidas para a proteção dos dados (backups). . coordenar. órgão de direção executiva. Treinar usuários na utilização dos sistemas.2. o contencioso administrativo fiscal. Acompanhar junto à Procuradoria Geral do Estado as ações judiciais contra a Secretaria de Receita.4. supervisionar e orientar as atividades de informatização da Secretaria de Receita.4. e Atender a diligências do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais. e Coordenar e controlar a execução financeira da secretaria. Coordenação de Informática Compete à Coordenação de Tecnologia e Informação as seguintes atividades básicas: • • • • • • • Planejar. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • Propor alterações na legislação tributária estadual. Analisar e relatar. Prestar esclarecimentos sobre a aplicação da legislação tributária. Registrar e controlar as ocorrências de defeitos técnicos. Analisar solicitações de benefícios fiscais. Elaborar a programação financeira mensal da secretaria. Departamento de Tributação Compete ao Departamento de Tributação. 4. Realizar auditorias em softwares e hardwares.71 • • • Propor normas e procedimentos para registro e controle dos bens patrimoniais próprios. 4.3. Prestar assistência técnica preventiva aos equipamentos de informática. em primeira instância.

órgão de direção executiva. Realizar fiscalizações itinerantes.4. Controlar a arrecadação de tributos e a execução dos convênios celebrados com os agentes arrecadadores. e . Monitorar e auditar estabelecimentos industriais. diretamente subordinado à Secretário de Receita. Administrar e manter os cadastros de contribuintes. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • • Realizar estudos com o objetivo de estabelecer as metas de arrecadação e fornecer subsídios para a elaboração dos planos anual e plurianual. Realizar o atendimento remoto ao contribuinte. órgão de direção executiva.4. órgão de direção executiva. Departamento de Atendimento ao Contribuinte Compete ao Departamento de Atendimento ao Contribuinte. Inscrever. Processar e controlar os documentos de arrecadação e de acompanhamento da receita. Acompanhar e controlar o parcelamento de débitos fiscais. e Acompanhar os registros de informações de cadastro de veículos automotores.6. as seguintes atividades: • • • • Estabelecer o programa de ação fiscal e realizar o seu acompanhamento. Departamento de Fiscalização Compete ao Departamento de Fiscalização Tributária. controlar e baixar os débitos em dívida ativa. Departamento de Arrecadação Compete ao Departamento de Arrecadação.5.4. 4. 4.72 4. notificar. comerciais e prestadores de serviços. Operar os sistemas de registro de consultas técnicas (call center).4. e Administrar os postos fiscais e depósitos de mercadorias apreendidas. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades básicas: • • • Propor normas para sistematizar o atendimento aos contribuintes.

4. contavam ainda com as manobras financeiras decorrentes da espiral inflacionária. Além dos servidores pertencentes aos quadros permanentes é comum serem identificados alguns funcionários externos. Aliados a estas facilidades.7. sendo este composto por Auditores Fiscais e Técnicos Tributários. Anteriormente à Constituição Federal de 1998. prestadores de serviços. os governos salvavam-se dos débitos orçamentários elevando a carga tributária por meio de um sem número de manobras legais. PERFIL DO USUÁRIO As Secretarias de Receita aparecem em todos os estados como uma das unidades do Governo que opera baseada num quadro de funcionários de carreira detentores das maiores qualificações técnicas. normalmente ligados às atividades de processamento de dados.6. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO As unidades de administração das Secretarias de Receita sofreram um grande impacto decorrente da especialização das demandas por informações gerenciais resultantes do tratamento de um volume cada vez maior de dados relativos a declarações e recolhimentos de tributos. tanto no desenvolvimento de sistemas quanto na produção dos mesmos. as Secretarias de Receita necessitam de uma constante interação com as seguintes entidades: • • • • • • Contribuintes Procuradoria Poder judiciário Imprensa Assembléias legislativas Institutos de pesquisas Contabilistas Bancos Entidades de Classe Tribunais de Contas Ministério Público Fiscos Estaduais Fornecedores diversos Ministério da Fazenda Receita Federal. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Devido à natureza das atividades que exercem. . 4.73 • Promover o atendimento direto aos contribuintes. Banco Central CVM 4. tais como aumento de alíquotas e criação de novas taxas e contribuições sem o devido estudo de viabilidade econômica.5.

Falha em equipamentos. e. unidades de armazenamento. Defeitos nos sistemas aplicativos. conforme ilustrado a seguir. tendo como principais ameaças: • • • • Invasão interna. principalmente. A simples geração de relatórios operacionais passou a não atender a especialização ocorrida nas demandas ao enorme volume de dados que se apresentava para tratamento. facilitaram o surgimento de uma nova fase na administração tributária onde a mesma eliminou sua digitação interna e passou a captar seus dados declaratórios diretamente de dispositivos . CONTRIBUINTES BANCOS PAGAMENTOS DE IMPOSTOS DE CAPTAÇÃO EMISSÃO PA RESUMO DE DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS OPERACIONAIS Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita. como os discos magnéticos portáteis e sistemas destinados à automação de pequenos e médios escritórios.74 Até o início da década de 90 observou-se uma estrutura onde os contribuintes de uma forma geral e a rede bancária enviavam enormes quantidades de papel às Secretarias de Receita que se desdobravam num oneroso processo de captação gerando. outros relatórios pouco operacionais. dentre eles o barateamento dos componentes de informática. tais como processadores. invariavelmente. A popularização de novos meios de armazenamento. e Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Devemos ressaltar que outros fatores contribuíram para uma mudança de forma de trabalho.

Falhas nos equipamentos. e Vírus. Defeitos nos sistemas aplicativos. Incompatibilidades nas tecnologias de armazenamento. os dados resultantes de pagamentos passaram a ser recebidos diretamente em meio magnético da rede bancária. ainda mantinham-se passivos no processo. Além destes. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Neste modelo os contribuintes. Esta conformação. mostrada na Figura 9. apresentando suas informações mas não tendo acesso a elas. Armazenamento inadequado. verdadeiros donos dos dados armazenados nas suas respectivas organizações de administração tributária.75 enviados pelos contribuintes. trouxe uma nova forma de ambiente com um visível aumento no volume de dados processados e o aumento dos seguintes riscos: • • • • • • • Invasões internas. CONTRIBUINTES PAGAMENTOS DE IMPOSTOS BANCOS CAPTAÇÃO E EMISSÃO DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 .

CONTRIBUINTES BANCOS INTERNET REDES PRIVADAS DEC E N.F. Além dos riscos existentes nos modelos anteriores. Defeitos nos sistemas aplicativos. Vírus especialistas. Armazenamento inadequado. Falhas nos equipamentos. agregou novos riscos considerados de difícil controle conforme a relação abaixo: • • • • • • • Invasões externas. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. CAPTAÇÃO E PROCESSAMENTO PAG DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita .76 Com a especialização das redes e principalmente a disseminação e estabilidade da Internet ocorreu uma nova mudança a partir da qual os agentes que interagem com as organizações de administração tributária passaram a obter os serviços desejados diretamente a partir dos cadastros básicos residentes naqueles órgãos e previamente processados por eles. ilustrada a seguir. esta modalidade. e Defeitos nos sistemas aplicativos.

Outro fator que exigirá uma revolução nos padrões atuais reside no fato de que todas as operações comerciais que representem entradas ou saídas de mercadorias e serviços realizadas por qualquer contribuinte deverão ser informadas à sua circunscrição fiscal.77 Novos modelos de administração tributária pressupõem atendimentos especializados e com a maior comodidade possível aos contribuintes. Além disso. na sua unidade de origem e as demais tenham acesso irrestrito a eles. Esta premissa é fundamental para que os novos sistemas de fiscalização sejam eficazes. pressupõem extrema interligação entre todas as unidades da federação de modo que tenha seus dados cadastrais residentes em um único local. ou seja. Nesta direção existem conjecturas no sentido de buscar meios técnicos para operacionalizar um sistema onde os dados históricos fiquem armazenados nos sites dos próprios contribuintes e estejam permanentemente disponíveis às Secretarias de Receita conforme o modelo a seguir: CONTRIBUINTES BANCOS DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (ANALÍTICO) INTERNET DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (SINTÉTICO) DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000. O sistema deverá operar em modo distribuído. .

TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização . No campo externo ocupado pela sociedade em geral. Internamente há um elenco de discussões sobre as atualizações necessárias e suas formas de implementação.FIS Departamento de Atendimento aos Contribuintes Junta de Recursos Fiscais . 4.78 A operacionalização com base no esquema demonstrado anteriormente é uma realidade dependente exclusivamente do tempo. representada pelos contribuintes. As estruturas organizacionais tendem a se complementar com a especialização das já existentes unidades operacionais de informática e o acréscimo de outra sub-unidade de natureza colegiada responsável pela elaboração e manutenção de uma política de segurança dos recursos e informações conforme mostra a figura a seguir: RECEITA TRIBUTÁRIA Coordenação de Administração Coordenação de Informática . MATRIZ DE USO DE DADOS A seguir apresentamos o modelo de uma matriz de uso de dados utilizada pela Secretaria de Receita de Brasília. ocorre uma visível movimentação exigindo maior transparência e efetividade no trato dos recursos públicos. .8.JRF Conselho de gestão da política de segurança da informação Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos.INF Departamento de Tributação .

C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.A.C C C A.C C I.A.A.A.C C C C C C JRF C C C C C C C C C C I.C I.C C C I.C C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C .A.C C C C I.C C C C C C C C I.A.C A.C I.C C C C C C A.C C C C C I.C C A.C I.C C A.C I.C C C A.A.C C C I.C A.A.C A.C A.C I.A.C I.C A.C C I.A.A.C A.A.C C C C C C C C I.A.C C A.C C C C C A.C I.A.C A.C C C C C C I.A.C A.C C C C C C C C I.C C C C C C C C C C C C I.C I.A.A.C C C C C C A.A.C I.A.A.A.A.C C A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.A.C C C C C C I.C I.A.A.C C C A.C C I.C C C C C C I.A.A.A.A.A.C A.C C C C I.C I.C C C C C I.A.C A.C C C C C A.C A.C A.A.C I.A.C I.A.A.79 CADASTROS Abrangência da coletoria Acionista x capital Aditamento de contrato Aditamento do convênio Agência bancária Alíquotas Atividade econômica Atribuição de cargo Atribuição de função Auto de infração Requisições Autorização de impressão de documento Fiscal Autorização de uso de documento fiscal Autorização para uso de documento fiscal eletrônico Categoria de estabelecimentos Categoria de veículos Classificação contábil da receita Classificação tributária da receita Classificação de produtos – NCM Código fiscal de operações Códigos de receita Conhecimentos de transporte Contratos Datas de vencimentos Denúncias Documento de inscrição em dívida ativa Documentos de arrecadação Declaração mensal de serviços prestados Declaração mensal de empresas de pequeno Porte Declaração mensal de micro empresas Equipamentos emissores de cupom fiscal Escalas de plantão Ficha cadastral de contribuinte Grupo financeiro Guia de informação mensal de ICMS Guia de Informação sobre valor agregado Guia nacional de informação de ICMS Histórico de instituição Histórico de processos Indicador de desempenho Indicadores demográficos Indicadores econômicos Índices de depreciação Índices de participação Item de produto Legislação e atos legais Leilão Log de auditoria Logradouros Marcas de veículos Modelos de veículos Moedas Nota fiscal USUÁRIOS INTERNOS TRI ARR FIS ATE ADM C C C C C I.A.A.C I.C C C C I.C C I.C C C C I.C C A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C I.C C I.A.C A.A.A.C I.C A.A.C C C C C C C C C C C C C C C CTB OUTROS C C C C C C C C C C C C C C I.C A.C C C I.A.C C A.C C C C C I.A.A.C I.A.C C C I.C A.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C USUÁRIOS EXTERNOS INF C C C C C C C C C C I.C I.C A.A.C A.A.C C C C C C I.C C I.C C A.C A.C I.C I.C A.C I.C I.A.A.A.C A.C I.C A.C I.A.C C A.C C C I.C A.A.A.C A.C I.C C C C C I.C I.C C C I.C C C C C C A.A.C I.C C C C A.C A.A.A.A.C C C C A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C I.C A.A.C I.C C C C C C C C C I.C A.A.A.C I.A.A.C C A.C C C C I.A.A.

C C C I.A.C C C C C I.C C C I.C I.A.A.C I.A.C C C C I.C A.A.C I.A. apenas sua desativação.A.C C C I.C C I.C A.C C C C A.C A.C A.A.C A.C I. .C C I.A.C C A.C C C C C C C C C A.C A.80 Notificações Ordem de serviço Pauta de valor de IPVA Portarias de citação Processos Recibos Regiões demográficas Termo de fiscalização Termo de responsabilidade Tipo de documento Tipo de documento fiscal Tipo de ordem de serviço Tipo de participação Tipo de processo Transferência de crédito fiscal Transportadoras Unidade de medida Usuários de sistemas Valor de produto por município Vigências C I.C I.A. CTB – Contribuintes OUTROS .A.C I.A.C C A.A.C I.C I.C I.C A.A.C C C A.C A.Outras entidades I – Inclusão A – Alteração C – Consulta Obs: A opção “E” para exclusão não foi utilizada pois em sistemas de administração tributária não ocorre a remoção de registros.C A.C C C I.A.C C I.A.C C I.A.C I.A.A.A.A.C A.C C C C C C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C Tabela 1 .A.C I.A.A.C C C A.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C C I.C A.C I.C A.C A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C I.Matriz de Uso de dados Legenda : TRI – Departamento de tributação ARR – Departamento de Arrecadação FIS – Departamento de Fiscalização ATE – Atendimento aos Contribuintes ADM – Coordenação de Administração INF – Coordenação de Informática JRF – Junta de Recursos Fiscais.C I.C I.C A.C A.A.C A.C A.C C C I.C A.C I.A.A.

De acordo com o Risk Management Guide do NIST (Junho/2001) podem-se classificar as probabilidades de ocorrência de ameaças em 3 categorias: Alta: a fonte da ameaça é altamente motivada e suficientemente capaz e as contramedidas para evitar que as vulnerabilidades se concretizem são ineficazes. POLÍTICA DE SEGURANÇA 5. a probabilidade de ocorrências e os possíveis impactos. Na tabela apresentada a seguir relacionamos as ameaças às quais as Secretarias de Receita estão expostas. ocorrerão invasões dos mais variados tipos capazes de causar algum impacto. com maior ou menor grau de probabilidade. é lícito prever que. ANÁLISE DE RISCOS Em ambientes das Secretarias de Receita onde são depositadas informações capazes de espelhar toda a vida financeira das empresas da circunscrição.81 5. os controles para prevenir ou ao menos impedir que as vulnerabilidades se concretizem foram implementados com sucesso. ou a fonte da ameaça não é motivada para concretizar estas vulnerabilidades ou é apenas parcialmente capaz de fazê-lo Baixa: a fonte da ameaça não possui motivação ou capacidade ou então. . não importando seu porte ou atividade econômica. Média: a fonte da ameaça é motivada e suficientemente capaz mas as contramedidas já estão implementadas para impedir que as vulnerabilidades sejam concretizadas com sucesso.1.

Fraude. Perda de Credibilidade Fraude Fraude Interceptação de informação Perda de credibilidade Destruição de informação Fornecimento inconsciente de informações Média sigilosas Instalação de hardware não autorizado Instalação de software não autorizado Vírus Problemas nos sistemas operacionais Cavalos de Tróia Alta Alta Alta Alta Alta Invasores disfarçados Média Desastres naturais Conflitos (guerras) Sabotagem Roubo Grampos telefônicos Monitoramento não autorizado do tráfego na rede Modificação criminosa dos dados armazenados Acesso ao arquivo de senhas Baixa Baixa Média Média Média Baixa Média Média Uso de senhas frágeis Alta Acesso físico não autorizado Alta Não cumprimento de normas Alta Repúdio Backdoor Média Alta Tabela 2 – Análise de Ameaças . Perda de receita. Divulgação de informações sigilosas.82 Ameaça Destruição acidental Configuração incorreta de sistemas Probabilidade de ocorrência Média Média Impactos • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Fraude Possibilidade de processo legal contra o órgão Perda de credibilidade Fraude Fraude Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Sistemas vitais não disponíveis Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis. Fraude. Perda de credibilidade Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal Perda de credibilidade. Divulgação de informações sigilosas. Perda de credibilidade Perda de credibilidade. Possibilidade de processo legal. Fraude. Divulgação de informações sigilosas. Divulgação de informações sigilosas. Fraude. Possibilidade de processo legal Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal. Possibilidade de processo legal. Possibilidade de processo legal. Sistema vitais não disponíveis. e Perda de arrecadação.

83 Neste trabalho constatamos as principais vulnerabilidades com alta probabilidade de ocorrência, sobre as quais discorremos a seguir: • Divulgação de informações sigilosas ou com restrições de divulgação, que ocorre quando o funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita, que tem acesso às informações classificadas como sigilosas, divulga-as indevidamente para outros não autorizados; • Inserção de informação, programas danosos ou vírus de computador sem controle de recebimento ou tratamento adequado para evitar danos, que ocorre quando funcionários ou prestadores de serviço com acesso às informações das Secretarias de Receita inserem, sem autorização da Gerência de Segurança, arquivo ou programa que provoque danos na base de informação; • • Possibilidade de acesso/modificação da informação realizada por usuários não autorizados; Possibilidade de modificação, divulgação ou destruição de informação por aplicações em teste ou operadas por usuários sem conhecimento do uso correto do programa; e • Utilização de endereço eletrônico de qualquer funcionário para disponibilização ou divulgação de informação sem o conhecimento do dono da conta. 5.1.1. Vulnerabilidades As vulnerabilidades são os pontos fracos de uma instituição que permitem ataques e são uma fonte de riscos. O levantamento das vulnerabilidades existentes é fundamental para se mensurar de forma clara e enxuta quais ações, metodologias, práticas e ferramentas devem-se aplicar para garantir a integridade, confidencialidade, autenticidade e disponibilidade da informação. 5.1.1.1. Vulnerabilidades Externas • • Controle de acesso (visualização, adição, alteração ou exclusão da informação) sem utilização de autenticação confiável. Falta de procedimentos de anuência hierárquica e documentação da disponibilização de informações;

84 • • • • • Falta de uma política e regras claras quanto à disponibilização da informação por outros meios (exemplo, informações por telefone); Falta de controle do volume de acessos ao site e informações disponibilizadas para acesso externo; Existência de diretório de FTP anônimo; Utilização de TFTP (uma versão simplificada do FTP que não usa senha para autenticação de usuários); e Falta de sistema de detecção de intrusos.

5.1.1.2. Vulnerabilidades Internas • • • Falta de controle, por autenticação, das estações; Existência de contas padrão – muitos programas e pacotes de terceiros vêm com contas padrão com senhas padrão. Contas como guest ou de Administrador; Uso de senhas fracas – podem ser de contas padrão com senhas padrão, contas de convidados, contas compartilhadas, contas sem senha ou com senha facilmente identificável. Utilização, nos sistemas com autenticação, de usuários e senhas comuns (divulgação de senhas); • • • • • • • • Falta de política de troca e bloqueio de contas e senhas; Falta de controle de permissão de uso das estações (policies); Falta de gerenciamento e controle de privilégios de usuários com definição clara dos perfis e permissões das contas de cada usuário; Não há uma revisão periódica dos critérios, permissões dos usuários; Não há definição de procedimentos e autoridades para conceber criação de contas e permissões de concessões de privilégios; Falta de controle de log quanto a acessos de usuários incluindo data e hora. Existência de pontos de rede ociosos habilitados; Qualquer notebook, estação ou equipamento, com interface ethernet pode ser conectado a um ponto da rede e funcionar (controle de acesso ao meio físico da LAN); • Usuários não esclarecidos sobre as conseqüências do uso incorreto de informação da instituição;

85 • Qualquer pessoa que tenha acesso físico à estação pode utilizá-la e pode também instalar ou desinstalar qualquer aplicativo (inclusive programas danosos ou modems – portas dos fundos); • • • • Ferramenta antivírus sem procedimentos para atualização periódica e possível de ser desativada por qualquer usuário; Terminais e Workstations sem controle de tempo de conexão; Falta de controle do acesso físico às estações; e Falta de gerenciamento de processamento de informação sobre responsabilidade de terceirizados. 5.1.1.3. Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico • • • • Informações não públicas circulam dentro e fora da rede através de e-mail sem controle/certificação do usuário remetente; Não há garantia da entrega da informação; Qualquer usuário com acesso à rede interna pode enviar e-mail informando o endereço eletrônico de outro; e Arquivos anexados só são verificados contra vírus na estação.

5.1.1.4. Vulnerabilidades Referentes a Aplicações • Em muitos casos apenas um usuário é responsável pela informação sem haver, portanto, controle de log ou outro usuário para confirmar a operação (permitindo o uso danoso da informação por funcionários insatisfeitos, por exemplo); • • • • • Não há controle de atualização e uso de versões anteriores de aplicações; Ambiente de produção, desenvolvimento e teste único; Falta de documentação dos procedimentos de produção; Código fonte de aplicações distribuídas sem controle; e Falta de regras de segurança para orientação dos desenvolvedores quanto à segurança de acesso e divulgação de informação pelos programas.

e níveis de sensibilidade: confidencial.2.Toda e qualquer informação da Secretaria de Receita armazenada e disponibilizada por meio de recursos de informática deve ser protegida contra acesso. uso interno e uso público. NORMAS DE SEGURANÇA 1 .86 5. 5.A proteção da informação deve ser preventiva viabilizando o processo de recuperação de dados. • • Não é aplicada a regra: Tudo deve ser proibido a menos que expressamente permitido (ISO/IEC 17799:2000). Falta de monitoração de uso (garantir disponibilidade). 2 . Não é utilizada.5. 3 . Não há controle de software pirata ou não homologado. alteração. divulgação de cópias não autorizadas. Falta de revisão do controle de falhas. . e Falta de ferramenta de inventário automatizado da rede (hardware e software em servidores e estações). Facilidade para o roubo e furto de equipamentos e programas. a inclusão de cláusula no contrato de funcionários e prestadores de serviço que especifiquem sanções em caso de tentativa de acesso não autorizado (ISO/IEC 17799:2000). destruição.1.O critério de classificação das informações deverá ser designado de forma a garantir que as mesmas sejam avaliadas em duas escalas: • • níveis de importância: crítica. Backups não testados ou sem controle. com base na legislação vigente e qualquer obrigação contratual. 4 – Todo acesso à informação deve ser registrado de forma a viabilizar auditoria quando necessário. Falta de procedimentos para atualização de patches e SP (Service Pack). essencial e não essencial. Outras Vulnerabilidades • • • • • • • • Acessos e troca de informações via RAS sem criptografia (VPN) ou autenticação segura (PKI por exemplo).1. a segurança de dados e serviço. quer seja acidental ou intencional.

em preservar o sigilo das informações. POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Reduzir os riscos de erro humano. folders e outros. 8 .Um plano de contingência deverá ser elaborado e mantido a fim de possibilitar a restauração imediata dos serviços em caso de sinistro. conforme necessário.O Departamento Geral de Informática das Secretarias de Receita tem o dever de monitorar as informações disponíveis em todos os servidores e estações. sanções. acessos. 5. bem como monitorar toda a informação que trafega na rede.87 5 .Todos os empregados.O acesso à rede das Secretarias de Receita através de equipamentos de usuários remotos ou de equipamento para teste deverá ter aprovação da autoridade competente. material explicativo.O cumprimento das normas estabelecidas pela Política de Segurança da Informação é obrigatório a todos os usuários com direito de acesso à rede.O direito de acesso à informação está ligado à posição ocupada pela pessoa dentro das Secretarias de Receita ou fora dela. palestras. Funcionários e prestadores de serviços eventuais que acessam as instalações de processamento da informação da Secretaria de Receita devem se comprometer.Nos contratos que impliquem o manuseio de informações das Secretarias de Receita por parte de terceiros. roubo. 1. e não à própria pessoa. Prestadores de serviços eventuais que não tenham contrato assinado deverão assinar documento garantindo a segurança das informações das bases de dados antes de terem . através de um documento escrito. 11 .3. devem constar cláusulas que garantam a observância da política de segurança da mesma. 9 . fraude ou uso indevido de instalações. 6 . acompanhando rotineiramente. prestadores de serviços e estagiários autorizados a usar os recursos da rede devem ser treinados em segurança da informação através de seminários. 12 – Estas normas segurança deverão ser documentadas e disponibilizadas a todas as partes interessadas. 10 . uso de recursos e inspecionando arquivos. 2. 7 .

4. 5. Todo funcionário. prestador de serviço ou colaborador será responsável pela segurança das informações contidas na base de dados durante um período de tempo definido mesmo após o termino do contrato de trabalho ou de prestação de serviços na Secretaria de Receita. CNPJ entre outros) e qualificação técnica e profissional confirmados e verificados. falhas ou mal funcionamento que possam ter impactos na segurança dos ativos organizacionais. como remoção e software suspeito sem a devida autorização da mesma. não devendo executar nenhum tipo de ação. 9. prestadores de serviços e fornecedores (serviços e equipamentos) deverão ter seus dados de apresentação (identidade. 7. 10.88 acesso as instalações nas quais ocorrem os processamentos visando garantir e proteger a integridade das informações armazenadas. 6. 3. 11. . O gerente de cada área deverá constantemente supervisionar a atuação de sua equipe de trabalho certificando-se do uso e implementação das regras básicas de segurança da informação. A Gerência de Segurança da Secretaria de Receita supervisionará a atuação de colaboradores novos e inexperientes com relação aos acessos a sistemas considerados de maior importância. Todo usuário do sistema deverá notificar o mal funcionamento de software à Gerência de Segurança. ameaças. 8. Todos os usuários do sistema de informação devem estar conscientes dos procedimentos para notificação dos incidentes como violação de segurança. Todas as regras e responsabilidades de segurança da Secretaria de Receita devem ser documentadas e divulgadas a todos que possuam acesso ao sistema em concordância com a Política de Segurança da mesma. colaborador. CPF . Será definido um processo disciplinar formal para tratar com os usuários que tenham violado as políticas e procedimentos de segurança estabelecidas e implementadas pela Gerência de Segurança. Todo funcionário. Todos os usuários deverão ser treinados nos procedimentos de segurança e no uso correto das instalações de processamento da informação de forma a garantir a integridade das informações minimizando possíveis riscos de ataques e alterações em sua base de dados. Será proibida a instalação de quaisquer programas pelos usuários visando proteger a base de dados contra vírus ou instalação de softwares piratas. 12.

não poderá ser repassada adiante. 1.exe. . isto é. 3. caracteres especiais e números inviabilizando o uso de nomes de familiares ou datas que poderiam ser facilmente descobertas. notas de esclarecimentos. 5. bat. e outros. . Deverá ser remetida para o Conselho de Segurança que analisará o conteúdo e remeterá notas esclarecedoras ao interessado. . 5. protegendo a base de dados de ataques de novos vírus. 7. A conta do usuário será bloqueada após três tentativas erradas de logon e somente será desbloqueada mediante autorização do Gerente de Segurança. com terminação . POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA Objetivo: Reduzir os riscos relacionados às configurações lógicas dos sistemas e acessos. As senhas dos usuários do sistema de informações deverão ser trocadas a cada 30 dias e serão canceladas. . 8. Qualquer notícia recebida sobre vírus através do correio eletrônico. 6. As últimas 5 senhas deverão ser registradas na base de dados e não poderão ser repetidas pelos usuários do sistema de informação.com. visando manter a integridade da base de informações da Secretaria de Receita . que não for do comitê antivírus. Será proibida a abertura de arquivos executáveis. recebidos por e-mail para impedir que estes arquivos transfiram para a rede algum tipo de vírus que possa prejudicar o sistema de informação.pif. A política antivírus será feita de modo sistemático através de e-mails semanais em forma de notícias. A atualização do antivírus será feita de forma automatizada em todos os computadores da rede. em 10 dias. Deverá existir um procedimento de orientação a todos os usuários do sistema de informação da Secretaria de Receita quanto ao acesso de recursos e serviços oferecidos na Internet quando os mesmos forem de procedência duvidosa ou desconhecida.4. As senhas deverão conter no mínimo oito caracteres entre letras maiúsculas e minúsculas. por falta de uso. além do sistema de defesa nos servidores. ou palestras. 4.89 13. 2.

10. O usuário será automaticamente desconectado se ficar sem usar o sistema por mais de 15 minutos (time-out) para evitar o uso do mesmo por outro usuário que poderá estar mal intencionado quanto ao acesso e consulta das informações . 14. Deverá ser instalado na rede um software para detecção de intrusos (IDS) para identificação de qualquer tipo de intrusão que possa prejudicar o sistema de informações da Secretaria de Receita. Os microcomputadores em rede deverão possuir senha no setup e devem estar configurados de forma a não permitir o boot por unidade de discos flexíveis ou Cdrom. 20. Deverá ser elaborado um plano de contingência para recuperação de informações da base de dados da Secretaria de Receita em caso de ataques diversos. 15. 13.90 9. Deverá ser garantida e protegida toda infra-estrutura das redes físicas da Secretaria de Receita com intuito de proteger consequentemente as informações da rede lógica. 16. após registro no sistema de controles de help desk. 18. Os controles de falhas devem ser constantemente revisados e atualizados de modo a garantir a não ocorrência de falhas por repetidas vezes. 19. A utilização de sistemas ou de permissão de uso de microcomputadores deverá ser solicitada formalmente ao Departamento Geral de Informática. O suporte a equipamentos de informática só poderá ser prestado por técnicos do Departamento Geral de Informática ou com o acompanhamento deste. diretórios e outros recursos só será efetuado por técnicos do Departamento Geral de Informática e de forma a não comprometer os requisitos mínimos de segurança. 12. O compartilhamento de arquivos. Deverá ser implementada uma lista de procedimentos para o gerenciamento e controle do uso de mídias removíveis como fitas. discos. cartuchos e formulários impressos . ou desastres. As senhas não deverão ser compartilhadas ou anotadas visando proteger as informações do acesso de pessoas não autorizadas. Deverão ser estabelecidos procedimentos de rotina para execução das cópias de arquivos e disponibilização dos recursos de reserva. 11. 17.

1. 22. 23. O perímetro de segurança deve estar claramente definido e ser fisicamente consistente inviabilizando invasões por algum tipo de brecha ou falha . 7. Todos os funcionários ou prestadores de serviço deverão utilizar alguma forma visível de identificação e informar à segurança sobre a presença de qualquer pessoa não identificada ou de qualquer estranho não acompanhado. dano e interferência às instalações físicas da organização e à sua informação. interligado a um sistema de IDS para reforçar a segurança. POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Prevenir o acesso não autorizado. Deverão ser utilizados controles de autenticação para autorizar e validar qualquer acesso. As portas de incêndio no perímetro de segurança devem possuir sensores de alarmes e mola para fechamento automático. 4. As Secretarias de Receita devem usar perímetros de segurança para proteger as áreas que contemplam as instalações de processamento de informações criticas ou sensíveis. 21. 3. As redes de computadores deverão ser protegidas por um firewall que seja um produto bem conceituado no mercado. devidamente configurado e permanentemente atualizado. Apenas pessoal autorizado poderá ter acesso às instalações de processamento de informações sensíveis. Deverá existir uma supervisão/vigilância constante aos visitantes das áreas de segurança através de registro em livro específico no qual serão indicadas as horas de entrada e saída e a identificação do local (departamento/gerência) para onde se dirigiu o visitante em questão. 6. 5. .5.91 visando impedir a divulgação e exposição classificadas como sigilosas ou de acesso restrito. sigilosas ou críticas. Deverá existir um servidor RADIUS para autenticação de usuários visando oferecer maior segurança nos acessos remotos. 2. O acesso remoto deverá ser protegido por VPN e certificação digital (PKI). 5.

O sistema de energia elétrica deverá incluir além de alimentação múltipla. 12. 17. 11. 16. . Equipamentos de contingência e meios magnéticos de reserva devem ser guardados a uma distância segura para evitar danos que podem se originar em um desastre da instalação principal. 9. Somente pessoal autorizado previamente pelas áreas de segurança da rede e das informações poderão ter acesso a área de manipulação e suporte (carga e descarga) externa ao prédio da Secretaria de Receita . Os equipamentos devem ser protegidos contra falhas de energia e outras anomalias na alimentação elétrica utilizando-se sempre UPS (no-breaks). 14. devem ser instalados de forma apropriada dentro de áreas de segurança para evitar acesso do público de modo a não comprometer a segurança da informação. Os arquivos e as listas de telefones internas que identificam os locais de processamento das informações sensíveis não devem ser acessados pelo público. sendo o mesmo registrado conforme orientação da Gerência de Segurança. 19. geradores e no-breaks visando a continuidade da operabilidade de acesso às informações da base de dados.92 8. Materiais combustíveis ou perigosos devem ser guardados de forma segura a uma distância apropriada de uma área de segurança. seja fotografia. As portas e janelas deverão ser mantidas fechadas quando não utilizadas. Todo trabalho desenvolvido em área de segurança deverá ser supervisionado por um funcionário da Gerência de Segurança. som ou outro tipo de equipamento. só deve ser utilizado a partir de autorização da alta administração. vídeo. 18. As instalações de processamento da informação gerenciadas pela Secretaria de Receita devem ficar fisicamente separadas daquelas gerenciadas por terceiros ou contratados eventuais. sendo instaladas proteções externas principalmente quando essas portas e janelas se localizarem em andar térreo. 10. Equipamentos como fotocopiadoras e máquinas de fax. 15. Equipamentos conectados à rede local não poderão possuir placas ou hardware do tipo fax modem uma vez que a mesma pode servir como porta de entrada para possíveis ataques à base de informações da Secretaria de Receita. Todo o material de entrada deve ser inspecionado contra potenciais perigos antes de ser transportado para a área na qual será utilizado. 13. 20. Qualquer equipamento de gravação.

33. informações ou software não devem ser retirados da instituição sem autorização. Papéis e meios magnéticos de computadores devem ser guardados em gavetas adequadas com fechaduras ou em outros itens de mobiliários seguros quando não estiverem sendo utilizados. 22. Computadores pessoais. quando impressas. 25. chaves ou outros controles quando não estiverem em uso. 30. 29. Os cabeamentos elétricos e de telecomunicação que transmitem dados ou suportam serviços de informação devem ser protegidos contra interceptação ou dano. 28. onde possível. 24. segundo a orientação do fabricante do mesmo. Equipamentos. Informações sensíveis e classificadas. As linhas elétricas e de telecomunicações dos recursos de processamento da informação devem possuir aterramento. ou serem submetidas a proteção alternativa adequada. 34. 32. O uso de qualquer equipamento para o processamento das informações fora dos limites da Secretaria de Receita deverá ser autorizado pela alta administração da mesma. 26. especialmente fora do horário normal de trabalho. o acesso por pessoa não autorizada ao interior do equipamento. Os cabos elétricos devem ficar separados dos cabos de comunicação para prevenir interferências. evitando que a ocorrência de falhas possa prejudicar o acesso à base de informações. devem ser retiradas da impressora rapidamente. Todo equipamento deverá ter sua manutenção revista de tempos em tempos. . por exemplo pelo uso de conduítes ou evitando a sua instalação através de áreas públicas. Os equipamentos servidores e dispositivos que caracterizam o CPD deverão estar em uma sala devidamente climatizada com controle de acesso.93 21. 23. 27. terminais de computador e impressoras não devem ser deixados ligados quando não assistidos e devem ser protegidos com senhas. Todos os microcomputadores em rede deverão possuir chave de segurança para travamento da CPU. não permitindo. Deve-se usar uma cobertura adequada de seguro para proteger os equipamentos existentes fora das instalações da Secretaria de Receita. A sala do CPD deverá permanecer trancada com acesso livre apenas ao pessoal autorizado da Gerência de Segurança. O cabeamento da rede deverá ser protegido contra interceptações não autorizadas ou danos. 31. portanto.

. O CPD deverá possuir um sistema de detecção/alarme e combate automático para caso de incêndio. O backup dos dados deverá ser feito diariamente de forma incremental e semanalmente de forma completa.7. 5. Suspensão do direito de uso de serviço da intranet.8.94 35. 38. RESPONSABILIDADE Todo funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita será responsável pelo cumprimento das orientações estabelecidas na Política de Segurança. Advertência escrita. de forma intencional ou não. e 40. As mídias de backup deverão ser acondicionadas em cofre com características especiais para suportar incêndios e outros tipos de intempéries. 5. cabe aos gerentes de cada departamento o controle e o acompanhamento do cumprimento das mesmas. Deverá existir um sistema de iluminação alternativa para o CPD e áreas de fuga. 37. APLICABILIDADE A Política de Segurança das Secretarias de Receita será aplicável a todo funcionário ou prestador de serviço que tenha acesso às dependências da mesma. 5. caso necessário.6. Todas as saídas de emergência deverão estar claramente identificadas e desimpedidas visando facilitar a fuga. Todas as salas internas do CPD deverão possuir extintores para combate de incêndio elétrico (CO2/Pó químico). SANÇÕES Aos usuários que. 39. desrespeitarem as normas estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Secretarias de Receita serão aplicadas as seguintes sanções: • • • Advertência verbal. 36. contudo.

de extravio. que são o Plano de Ação para Emergências e o Plano de Recuperação de Desastres. O desenvolvimento e manutenção do plano de ação deve ser feito da seguinte forma: • O Gerente da Rede/Especialista em TI. 5. ou mesmo de sofrer processos penais por crimes de peculato. PLANO DE CONTINGÊNCIA O Plano de Contingência da Secretaria de Receita será formado por dois componentes distintos. Observação: A aplicação destas sanções não isenta o usuário da base de dados das Secretarias de Receita de sofrer outras penalidades previstas em Regulamentos Internos da Secretaria. . 5.1 Plano de Ação para Emergências O plano de ação é composto do seguintes itens: • • A primeira seção é um inventário completo de todos os recursos de informação e uma avaliação de sua criticidade.95 • • Suspensão do direito de uso de serviços oferecidos pela rede Secretarias de Receita por tempo determinado. sonegação e inutilização de livro ou documento. de violação de sigilo funcional entre outros estabelecidos no código penal. O propósito do Plano de Recuperação é restaurar de maneira segura as operações após a contenção dos danos. e • A terceira seção é o procedimento de resposta imediata documentando ações remediais a serem tomadas após a identificação das ameaças. e Demissão. de condescendência criminosa.9. A segunda seção é a identificação de possíveis ameaças às operações do site das Secretarias de Receita e as contramedidas existentes/propostas para cada ameaça.1. Ambos os planos ajudarão as Secretarias de Receita a proteger sua capacidade de processar dados. O propósito do Plano de Ação para Emergências é prevenir e/ou limitar os danos aos recursos de informação.9. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem realizar um inventário dos recursos e.

• • Sempre que houver uma compra significativa de novos recursos de informação. 5. o Plano de Ação deve ser atualizado para refletir tais mudanças. determinar a criticidade de cada recurso identificado usando o formato fornecido mais adiante.2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade A contagem dos recursos e avaliação de criticidade identificam todos os recursos de informação e depois documentam a criticidade dos mesmos. Recursos também incluem serviços tais como telefonia.a Secretaria pode funcionar até duas semanas sem este recurso 3 . • O Gerente da Rede/Especialista em TI. modems. eletricidade e internet. periféricos. • O Gerente da Rede/Especialista em TI. sistemas de controle climático. armazenagem de mídia.2.96 subseqüentemente. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem formular um Procedimento Imediato de Resposta usando a informação fornecida neste documento.a Secretaria pode funcionar até quatro horas sem este recurso . e O Gerente da Rede/Especialista em TI e o encarregado da segurança devem rever anualmente o conteúdo deste plano e fazer as devidas mudanças sempre que necessário. Para fins de uniformidade uma escala de 0 a 5 deve ser usada e definida da seguinte forma: 0 – a Secretaria pode funcionar indefinidamente sem este recurso 1 – a Secretaria pode funcionar até um mês sem este recurso 2 . máquinas de fax. usando o formato fornecido neste documento. Os recursos identificados devem incluir hardware e software.a Secretaria pode funcionar até uma semana sem este recurso 4 . documentação e pessoal. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem em seguida identificar as possíveis ameaças a estes recursos e as devidas contramedidas existentes ou propostas.9.a Secretaria pode funcionar até um dia sem este recurso 5 . A criticidade destes recursos deve ser determinada em termos de quanto tempo as Secretarias podem funcionar sem eles.

44MB FD. 14GB HD. A seguir encontra-se uma lista abrangente de ameaças divididas em três categorias distintas. Monitor Pentium/800 server: 128MB RAM. 9GB HD. Esta lista não tem a pretensão de ser exaustiva. e relacionadas a suporte. 1. Os sites da Secretaria de Receita tornam-se vulneráveis quando contramedidas não forem implementadas para impedir ou diminuir o impactos de todas as ameaças identificadas. ambiental. . Há várias outras possíveis ameaças particulares a cada unidade das Secretarias de Receita.44MB FD. Ameaças são concretizadas quando uma ou mais vulnerabilidades são exploradas. Ameaças são vistas como sendo de natureza física. Monitor CD-ROM 10BASE-T Transceiver HP Laserjet 4500 32 bit NIC card (extra) MS Office 97 Serviço de telefonia Eletricidade Pessoal operacional Extintores de incêndio (água) Tabela 3 – Contagem de Recursos 5.97 O quadro é um exemplo de como pode ser feita a contagem e classificação de recursos: CRITI 4 3 2 4 4 1 4 5 5 4 3 QUANT 1 1 5 3 5 2 10 1 1 2 4 DESCRIÇÃO DO RECURSO Pentium/800 server: 128MB RAM. Identificação de Ameaças e Contramedidas Ameaça é qualquer circunstância ou evento com potencial para comprometer e/ou interromper as operações diárias de uma instituição.2.9. 1. Esta lista tem como objetivo servir de base para a identificação das ameaças existentes nas Secretaria de Receita em geral.

Vapores químicos . uma solução provisória deve ser identificada.Umidade excessiva .Derramamento/queda .Roedores . .Temperaturas instáveis .Sabotagem .Riscos de acidentes de viagem .Ativação de sprinklers .Fumaça .Enchente .Roubo .Insetos .Terrorismo/ameaça de bomba .Fogo .Explosões .Transporte inadequado de equipamentos . Após a identificação de todas as possíveis ameaças. a Secretaria de Receita deve avaliá-las e delinear todas as contramedidas existentes ou propostas para cada ameaça aos recursos. independente das contramedidas.Vandalismo . Caso as contramedidas propostas não possam ser implementadas em tempo.Descarga Eletrostática .Manutenção imprópria .Supressão Inadequada de Incêndio RELATIVAS A SUPORTE .Falha no sistema de telefonia Tabela 4 – Identificação de Ameaças Cada Secretaria de Receita deve escolher a lista de ameaças que diz respeito a qualquer recurso de informação em sua localidade.Ruído elétrico/aterramento inadequado . As Secretarias de Receita devem fazer uma distinção entre as contramedidas existentes e as propostas.Vazamento de água FÍSICAS .Poeira .Condições climáticas adversas .98 AMBIENTAIS .Queda de energia .Interferência eletromagnética .Indisponibilidade de pessoal .Extorsão .Raios .Montagem/Armazenamento incorreto .Acesso não autorizado às instalações .

Raio 4. Montagem/ Armazenamento Incorreto 14. ***Propõem-se que eletricistas e o pessoal de manutenção dos computadores revisem e consertem todo o aterramento. Insetos 7. Queda de energia elétrica 8.2 Procedimento de Resposta Imediata O propósito do Procedimento de Resposta Imediata é limitar os danos no caso de uma ameaça contra um recurso de informação se concretizar ou ser iminente. Fogo CONTRAMEDIDA Ter um sistema de sprinklers espalhados por todo o prédio. Aterramento inadequado 9. 2. Possuir um gerador para suportar todo o prédio. **Propõe-se a instalação de UPS para os servidores. Supressão Incorreta de Incêndio Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas 5. Colocação de trancas em todas as áreas de acesso. Fumaça 5.99 Mostramos a seguir o exemplo de uma relação das ameaças e suas contramedidas: AMEAÇA 1. Filtros de ar instalados na sala do servidor e trocados mensalmente. Todos os extintores de incêndio com água devem ser removidos da sala do servidor. Este procedimento deve documentar ações corretivas em ordem de execução e indivíduos e/ou organizações especificas a serem contatadas. Pára-raios instalados no teto. . Ativar alarmes fora do horário de expediente.** Solução provisória – instalação de extintores de dióxido de carbono na sala do servidor. Manter trancadas as áreas de acesso. A área de armazenagem deve ser fora da sala do computador com acesso e temperatura controlados. Explosão 3. Poeira 6. Ter todos os equipamentos instalados corretamente para reduzir a possibilidade de pancada ou queda. Colisão 15. Acesso não autorizado 11. Manutenção preventiva com limpeza de todo o equipamento. Detetores de fumaça em todo o prédio. Roubo 16. Indisponibilidade de pessoal 10. Fazer uma lista com os números de telefone do pessoal de operações e suporte para os casos de emergência. Colocar telas em todas as portas e janelas. Ter um acordo com outra organização onde uma apóie a outra em caso de explosão.9. Fazer limpeza completa do prédio. Todos os equipamentos devem ser posicionados longe de áreas com muito movimento. Extintores de incêndio disponíveis em locais de fácil acesso em todo o prédio. **Propõe-se a instalação de equipamento de identificação e combate a incêndio na sala do servidor.

é gerar conhecimento de suas várias etapas. a fim de transformá-las em correções ou melhorias deste processo. Esta resposta deve adotar o conceito de compartilhamento e/ou redirecionamento de recursos sobressalentes de informação entre as diversas unidades das Secretarias de Receita. do pessoal operacional. O propósito deste plano é reduzir o impacto de um desastre através de uma rápida recuperação. A eficácia da auditoria dependerá de sua continuidade e de seu dinamismo em acompanhar um processo em seu desenvolvimento. É a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. . 5.10. Este conceito incentiva o apoio mútuo entre as unidades sem incorrer em custos adicionas substanciais. pois vêm do verbo latino auditare. 2) Os nomes. do encarregado da segurança de sistemas. e do pessoal de manutenção dos sistemas. 5. A recuperação é efetuada por meio de coordenação e efetiva utilização de todos os recursos de informação disponíveis.100 No mínimo as seguintes informações devem ser incluídas no procedimento de resposta imediata e verificadas a cada três meses: 1) Instruções detalhadas das ações corretivas para as ameaças existentes (tais como fogo. do gerente da rede. entre outros). e 3) Número de telefone da polícia.3 Plano de Recuperação de Desastre Este é um plano que facilita a segura restauração das operações do sistema após a concretização de uma ameaça e a contenção dos danos. AUDITORIA Auditar e ouvir são sinônimos. portanto auditoria é ouvir as informações sobre um processo. vazamento de água. bombeiros e hospitais locais. Este plano prevê uma resposta regional ou global a desastres através de esforços combinados entre as Secretarias de Receita.9. A auditoria tem o papel de colher informações e transformá-las em conhecimento. números de telefones de emergência do encarregado de ativar o plano de contingência. Auditar um processo. pois a eficácia administrativa está na aplicação dos conhecimentos continuamente adquiridos. queda de energia.

equipamentos e ambiente. Para adequação da auditoria de sistemas de dados a uma política correta de segurança.Formação da Cultura de Segurança Para um processo de auditoria em uma instituição pública. Estas três primeiras diretrizes são as máximas que devem reger toda ação de aplicação de auditoria em qualquer tipo instituição.1. auditá-los. como a forma mais eficaz de conhecer o processo e os seus procedimentos. dados. Recomendações ISO/IEC 17799:2000 A auditoria tem com objetivo: Maximizar a eficácia e minimizar interferência no processo de auditoria de sistemas. aplicados à área de segurança de rede no ambiente de uma instituição tributária. . Proteção também é necessária para salvaguardar a integridade e prevenir o uso impróprio das ferramentas de auditoria. 5.10. ou melhor. é necessário obter informações sobre o sistema com usuários. este trabalho tem como base as recomendações ISO/IEC 17799:2000 para auditorias e apresenta em sua metodologia sugestões de diversos autores citados no decorrer do desenvolvimento. pois nos garante a aplicação limpa e didática da ação auditora. Devem existir controles para salvaguardar os sistemas operacionais e ferramentas durante as auditorias de sistemas.101 Figura 13 .

Requisitos de auditorias devem ser acordados com a administração apropriada. ampliando a troca de informação e conhecimento sobre o modus operare do processo. que devem ser apagadas quando a auditoria for finalizada. respondendo dinamicamente às ameaças e riscos que futuramente poderão surgir. As auditorias internas são mantidas com recursos e funcionários da própria empresa. Escopo da verificação deve ser acordado e controlado. A melhor maneira de se colherem informações de um sistema é com as pessoas que estão vivenciando o processo atual do sistema de dados e também com aquelas que têm . A verificação deve ser limitada para acesso ao software e aos dados somente paraleitura. Todos os procedimentos.10. Auditorias externas são formadas por firmas especializadas em auditoria de sistemas.2. envolvendo verificações nos sistemas operacionais que devem ser cuidadosamente planejadas e acordadas para minimizar riscos de interrupção dos processos do negócio. em sua maioria da área de informática. facilitando os ajustes e correções de falhas. Requisitos adicionais ou especiais devem ser identificados e acordados. Estas últimas normas a partir de seus registros e documentos darão o subsídio para debates e discussões que irão aprimorar as diretrizes e normas da política de segurança no decorrer do tempo. Outros acessos diferentes de apenas leitura devem somente ser permitidos a cópias isoladas de artigos do sistema.102 As auditorias requerem atividades. Todo o acesso deve ser monitorado e registrado de modo a produzir uma trilha de referência. requerimentos e responsabilidades devem ser documentados (ISO/IEC 17799:2000). 5. que disponibilizam os seus serviços a empresas contratantes. Os recursos de tecnologia para execução da verificação devem ser identificados explicitamente e tornados disponíveis. dada apropriada cumplicidade adquirida no processo auditado. As normas ISO/IEC 17799:2000 citadas anteriormente harmonizam a ação auditora ao ambiente operacional auditado. Tipos de Auditoria Propostos Aplicação de Auditoria Interna e Externa tem sido empregada com bastante êxito em várias empresas privadas ou públicas.

que trabalham em firmas de auditoria. na sua maioria do setor de informática.103 muita experiência neste tipo de processo e que vivam profissionalmente de organismos especializados em auditorias que capturam estes tipos de informação nas diversas empresas auditadas e se atualizam constantemente com as inovações do mercado. Esta constitui a auditoria de melhor proveito para colher informações e adquirir conhecimentos sobre sistema de informação de dados. interna e externa.10. devido à superposição de responsabilidades e uso comum de recursos. É evidente que não poderá haver regra de periodicidade muito rígida para que sejam feitas estas auditorias. Comumente se espera uma maior objetividade por partes destas empresas. são as guardiãs dos vários planos de segurança estabelecidos pela organização.3. Nas auditorias externas a equipe é formada por funcionários com dedicação exclusiva. uma vez que se dedicam com exclusividade a este ramo de negócio. mas comumente podem ter um ou outro funcionário ligado às áreas em questão. Seus relatórios e documentos são de uso exclusivo deste comitê. principalmente em se tratando de áreas de maior risco. são fortes fontes de consulta atualizada. ponto de apoio e base para as auditorias externas. 5. como condição sine qua non à continuidade do negócio. As auditorias interna e externa devem estar ligadas hierarquicamente ao Comitê de Segurança. por isso a necessidade de correção freqüente e continuada de seu sistema de segurança. principalmente nos sistemas muito especializados. é chamado de auditoria articulada. Quando Devem ser Feitas as Auditorias A auditoria advém da necessidade de que um sistema de dados seja seguro agora e continue sendo seguro no futuro. Podem somar conhecimento adquirido por experiências em outras empresas e através de altos graus de especialização e de renovação constante do conhecimento. têm como atuar periodicamente realizando revisões globais. com especialização em sistemas. O emprego das duas auditorias. o qual poderá convocá-las ou dissolvê-las. são mais econômicas pois seus recursos são menos onerosos. As equipes auditoras internas são compostas por funcionários. atuam muito rapidamente nos casos de emergência. Isto dependerá de muitos fatores. tais como grau de conscientização e aprendizado de usuários e administradores e da conceituação da política . As auditorias internas têm algumas vantagens importantes: não são tão perceptíveis aos funcionários quanto as auditorias externas.

10. físicos e ambientas das unidades de informação.104 de segurança empregada. como seu objetivo em contexto aos objetivos estratégicos e dos negócios da Secretaria de Receita como um todo. • • • Estações de trabalhos: entre 12 a 24 meses. O comprometimento é expresso em documento onde constam as principais diretrizes da política de segurança. Redes grandes: 24 meses. . e as pequenas: 12 meses. Alguns programas de integridade podem ajudar na identificação de mudanças ocorridas. Agendadas de manutenção. As auditorias emergenciais devem ocorrer logo após o incidente de segurança. ameaças. conscientização e vulnerabilidade. Também nas gerências imediatas e subalternas deve haver comprometimento como reforço adicional. devendo-se fazer primeiro uma análise dos estragos. no qual devemos desenvolver o comprometimento da alta gerência à sua implantação como premissa para êxito do empreendimento. O estado crítico. Serão usadas algumas recomendações de Wietse Venema & Dan Farmer (1996) para distribuir as Auditorias em relação ao tempo: • • • Antes do funcionamento da rede. 5. e riscos internos e externos. de Na auditoria antes do funcionamento deve-se fazer uma análise do grau politicamente e fisicamente a rede para a redução dos riscos de quebra de segurança. através da verificação de integridade do sistema antes do acidente. a complexidade e o corpo administrativo devem ser considerados para a decisão de periodicidade para auditorias agendadas. Como Auditar A preparação da auditoria passa pela criação de um ambiente propício à sua implementação.4. já adequando As auditorias agendadas devem ser continuadas de acordo com as necessidades e padrões de segurança assegurados a uma redução de riscos de incidentes de segurança na rede. dos sistemas lógicos. e Firewall: a cada 6 meses ou menos. e Auditoria Emergencial.

A cada término de entrevista devem-se recapitular perguntas respondidas e as informações obtidas que serão devidamente registradas e mostradas ao entrevistado como sua contribuição à auditoria. estudo dirigido. contato telefônico e contato direto. passa a maior parte do tempo falando com pessoas sobre procedimentos. que proporcionará as trocas de informação sobre os procedimentos. Na despedida deve lembrar que não estão encerrados os contatos. mas o número de respostas é muito baixo dificultando a análise dos resultados obtidos. Na apresentação o entrevistador deve atenuar a natural ansiedade do auditado. pois há uma redução considerável de custo nestes casos. debates ou outras formas didáticas a fim de proporcionar o desenvolvimento de uma cultura da necessidade de auditoria permanente e atuante como fonte de alimentação da política de segurança. pois haverá novos encontros em outras ocasiões. . O contato telefônico atinge um grande número de pessoas em um tempo de trabalho curto. em cada uma das etapas do processo em abordagem. A equipe de auditoria. em decorrência dos serviços que está prestando. Nas entrevistas de contato direto pode-se estabelecer de maneira mais fácil um contado amistoso com o auditado. resumindo as observações e recomendações. rotinas e sistemas. A remessa de carta via correio não pode ser considerada uma entrevista. É essencial o desenvolvimento da habilidade em entrevistas. Durante a entrevista deve incentivar a oportunidade ao entrevistado de dar sugestões a problemas específicos. discutindo os achados. mas perde a observação do entrevistador das reações não verbais do entrevistado e também o calor humano que é muito importante para estabelecimento de um ambiente de cooperação mútua entre auditor e auditado. Deve ser feito através de conferências explicativas. já que auditorias são instrumentos contínuos de melhoria do sistema e aperfeiçoamento da política de segurança. pois o tempo deve variar entre 30 a 15 minutos sendo o ideal apenas 15 minutos. As modalidades de entrevistas podem ser: contato pelo correio. rotinas e sistemas. Comumente é usada quando o universo é muito grande e disperso geograficamente. A habilidade do entrevistador é de suma importância para este clima. onde se desenvolve um ambiente propício à confiança e cooperação. mas é um contato onde não é necessária a presença do entrevistado.105 O engajamento dos funcionários é premissa complementar de uma boa auditoria.

É uma parte integrante de governo da empresa.5. . o do Institute of Internal Auditors Research Foundation. O segundo ponto. a Governança de TI: Uma estrutura de relações e processos para dirigir e controlar a empresa a fim de alcançar as metas do negócio.10. o Consideration of the Internal Control Structure in a Financial Statement Audit (SAS 55. e que eventos não desejados sejam evitados ou detectados e corrigidos. relatos e melhorias no controle interno em TI. Governança de TI é da responsabilidade da alta direção e da administração executiva. determina um início de reengenharia nos negócios se necessário. Pelo menos cinco documentos foram publicados por instituições diferentes com o intuito de definir acessos. 1995). É composta pela liderança da estrutura organizacional e o processo que garante que a TI da organização se apóie e se expanda às estratégias e aos objetivos da organização. o do American Institute of Certified Public Accountant. que por sua vez absorveram os conceitos de controle interno do SAS 55/78. revisada em 1994). 1998. adicionando valor enquanto balanceia risco verso retorno em TI e seus processos (CobiT. Os objetivos de controle se relacionam de maneira clara e distinta com os objetivos do negócio. de modo que o objetivo dos negócios seja alcançado. A definição conceitual CobiT adapta o controle do COSO: As políticas. No primeiro ponto estão as metas das Secretarias de Receita que são a sua arrecadação e a distribuição do erário público nas diversas secretarias. o Control Objectives for Information and related Technology (CobiT 1996. e a sua emenda (SAS 55/78. 3ª edição em julho de 2000).2000). como o do Information Systems Audit and Control Foundation. procedimentos. A metodologia empregada pela auditoria CobiT incorpora várias fontes conceituais de outras metodologias como a SAC e a COSO. práticas e estruturas organizacionais são orientadas para prover uma razoável garantia. Metodologia Nesta última década várias metodologias de auditoria foram criadas dada a necessidade de desenvolvimento da política segurança em TI.106 5. A metodologia CobiT é orientada em dois pontos de apoio: Objetivos ou Metas do Negócio e a Governança em TI. o do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. mostraremos o quadro comparativo de suas diferenças no Anexo I.1988). Internal ControlIntegrated Framework (COSO 1992). que definidos com uma orientação aos processos. o Systems Auditability and Control (SAC 1991.

. os chamados de objetivos de controles de alto nível. Os objetivos detalhados. Suporte e distribuição. e Monitoração. que cobrem toda a estrutura no aspecto de informação e seu suporte tecnológico. assegurando um exame detalhado dos processos de TI. A metodologia CobiT identifica os processos de TI a cada domínio. proporcionam à administração da empresa um panorama de real cumprimento das normas e regras ou recomendações e aprendizados para desenvolvimento de uma cultura forte em TI. um total de 34 objetivos. num total de 318. Aquisição e implementação.107 A metodologia CobiT identifica uma ferramenta que chama de Marco Diferencial de quatro domínios que está dentro da Governança de TI que são: • • • • Planejamento e organização. Ainda foi desenvolvido um instrumento guia de auditoria para cada um dos 34 objetivos de controles.

3rd Edition Boston July 2000. CobiT Steering Committee and the IT governance Institute .108 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT Fonte: Implementation Tool Set CobiT.

procedimentos de usuários. características próprias e situações encontradas durante o processo de levantamento de informações não puderam ser divulgados para garantir e resguardar o funcionamento e segurança das próprias Secretarias de Receita. O CobiT é bastante novo e pouco conhecido. Mecanismos e ferramentas de defesa tais como os apresentados neste trabalho foram apresentados com o intuito de garantir a proteção das informações consideradas sigilosas ou de acesso restrito. procurou-se sugerir às Secretarias de Receitas recursos de proteção das informações. Assim. baseando-nos no levantamento dos riscos. Neste trabalho.109 6. Enfatizamos a necessidade de criação e implementação importância de que todo este processo seja constantemente auditado. para cada Secretaria. pois muitos detalhes técnicos. a . Nossa base de estudo para coleta de dados foi a Secretaria de Receita de BrasíliaDF. métodos de controle através de auditorias e um plano de contingência que viabilizasse a continuidade dos negócios em caso de desastres ou qualquer tipo de infortúnio. não sendo encontrado muito material a seu respeito. seja implementada uma política de segurança adaptada à sua realidade. ameaças e vulnerabilidades a que este tipo de organização esta sujeita. CONCLUSÃO Com base no que foi apresentado e desenvolvido neste trabalho constatamos que a implementação de uma política de segurança de informação nas organizações como as Secretarias de Receita tornou-se fundamental. A ISO/IEC 17799:2000 serviu como principal fonte de referência e base para o trabalho no que se refere aos conceitos envolvidos na implementação de uma Política de de planos de ação emergenciais e recuperação de informação em caso de desastres reforçando ainda. É importante ressaltar que tivemos algumas limitações para a realização deste trabalho. Para apresentação deste tema. distribuída por todo território nacional. confidencialidade e autenticidade das informações exige das organizações uma meticulosa análise de vulnerabilidades e riscos que ameaçam suas bases de dados. A preocupação com a integridade. elaborado e inspirado na norma ISO/IEC 17799:2000. Constatamos que a prática constante de auditorias internas e externas é o modo mais eficaz de ouvir e responder ao dinamismo de um processo de TI. tomamos como base o sistema CobiT. faz-se necessário que.

Diversas outras fontes bibliográficas contribuíram para a consolidação do trabalho. softwares especializados. a ISO/IEC 17799:2000 é. a norma ISO/IEC 17799:2000 apresenta o tema de forma distribuída em sua maior parte. juntamente com o estabelecimento de controles baseados na norma ISO/IEC 17799:2000. proporcione a criação de um ambiente de informações resguardadas e protegidas. 80% dos mesmos foram modificados e adaptados ao contexto do trabalho. uso de firewall. abordando separadamente os aspectos de segurança de senhas e processos criptográficos. Os controles referentes às partes de segurança física e aplicada a pessoas foram. Apesar de ter sido primordial para a realização deste trabalho. . Não há um detalhamento dos procedimentos de segurança referentes à parte de software e acesso lógico à rede. enfim. A apresentação das ferramentas de segurança como métodos de criptografia. Existem poucos trabalhos para a consulta no aspecto da segurança de informação. a mais completa base de orientação para formação e consolidação de um programa de Política de Segurança. em sua maioria. a responsabilização dos usuários do sistema possibilitaram que o objetivo principal do trabalho fosse alcançado. o que de certa forma limitou nosso âmbito de pesquisa. não tendo sido ainda bastante divulgada para as organizações. não poderia ser exclusivamente baseada na ISO/IEC 17799:2000. atualmente. pioneiro na área de segurança de informações para instituições governamentais que tratem de tributação e arrecadação. análises de riscos e vulnerabilidades de uma base de dados e principalmente na parte de controles de segurança física e pessoal. Com relação aos controles lógicos. que este trabalho. Com relação a parte de segurança lógica. Cerca de 30% dos mesmos foram adaptados. anti-vírus. englobando os três elementos chaves da segurança: pessoas. ou seja. sirva de base e fonte de consulta para outros. Esperamos. a norma ISO/IEC 17799:2000 é uma fonte de informações recente. retirados da ISO/IEC 17799:2000. Acreditamos que o uso contínuo de auditorias bem estruturadas e com metodologias adequadamente empregadas.110 Segurança de informação. a sugestão de uma política de segurança eficaz para as Secretarias de Receita . dados e ambiente físico. a proposição de uma política de segurança para as Secretarias de Receita. Apesar da necessidade de complementações. Em virtude desta distribuição.

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113

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30th,1996. Santa Clara (CA). Disponível em http://www.porcupine.org/auditing. Acesso

114 ANEXO I

Comparação de Conceitos de Controle em Auditoria1
Instituições
Audiência primária

COBIT (1996)

SAC(1991)
Auditores internos

COSO(1992)
Administração

SAS 55(1988) /78(1995)
Auditores externos

Administração, usuários e auditores de sistema informação Controle Interno Conjunto dos visto como processos, inclusive Políticas, Procedimentos, Práticas, e as Estruturas de Organização Objetivos da Operações Efetivas Organizacional em & Eficiente, Controle Internos Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes ou Domínios: Domínios Planejamento e Organização, Aquisição e Implementação, Suporte e Distribuição, e Monitoramento Focos Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Conjunto de Processos, Subsistema e pessoas

Processo

Processo

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Sistemas Manuais & Automatizados, Procedimentos de Controle Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Efetividade de Controle Interna Responsabilidade para Sistema de CI Formato 187 páginas em 1193 páginas em quatro documentos 12 módulos
1

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Sobre toda a Entidade Por um tempo pontual Administração 353 páginas em quatro volumes

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Balanço Financeiro Por um período tempo Administração 63 páginas em dois documentos

A Comparison Internal Controls: CobitT®, SAC, COSO and SAS 55/78; By: Janet L. Colbert, Ph.D., CPA, CIA;and Paul L. Bowen, Ph.D., CPA, year 2001(http://www.isaca.org/bkr_cbt3.htm)

115

ANEXO II REQUERIMENTO Pelo presente requerimento, eu, (fulano de tal), solicito acesso aos Sistemas da Secretaria da Receita, declarando que utilizarei o mesmo somente no estrito cumprimento de minhas atividades profissionais estando de pleno acordo com as seguintes determinações: 1) Devo cumprir fielmente as normas, políticas, procedimentos e diretrizes da Secretaria de Receita destinadas à proteção de seus sistemas automatizados contra mal uso, abuso, perda ou acesso não autorizado. Compreendo que qualquer violação destes regulamentos podem resultar em ação administrativa, civil ou processo criminal, ou em demissão; 2) Devo proteger incondicionalmente o sigilo de minha senha. em caso de suspeita de comprometimento de seu segredo devo reportar o fato a meu supervisor ao administrador da rede; 3) Não devo compartilhar meu identificador de acesso (id) e senha com nenhum outro indivíduo; 4) Nunca devo transcrever minha senha em dispositivos ou locais que possam ser facilmente encontrados por outrem; 5) Devo criar e usar senhas com no mínimo 08 caracteres compostas de letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais e números, devendo ainda, trocá-la no intervalo de tempo determinado pelo sistema; 6) Devo desconectar-me do sistema (logoff) sempre que necessitar de um afastamento de minha estação de trabalho por um tempo superior a 10 minutos; 7) Independente do motivo, devo notificar imediatamente ao administrador da rede quando não necessitar mais de acesso aos recursos do sistema; 8) Devo acessar somente os aplicativos aos quais tenho permissão autorizada pelo gerente da rede e utilizar os computadores da Secretaria de Receita somente para fins lícitos; 9) Estou proibido de usar a informação obtida através do acesso aos sistemas de computação da Secretaria para realização de ganho pessoal, lucro financeiro, ou publicação sem aprovação formal de meu superior; 10) Estou proibido utilizar os computadores da Secretaria para atividades ofensivas a meus colegas de trabalho ou ao público em geral, tais atividades incluem, mas não se limitam a: discursos sobre ódio, artigos que ridicularizem outras pessoas com base em raça, credo, religião, cor, sexo, deficiência física ou mental, nacionalidade, ou orientação sexual; 11) Estou proibido de acessar, criar, visualizar, guardar, copiar, ou transmitir por meio da rede da Secretaria de Receita, materiais contendo pornografia, apologia ao uso de drogas e armas, divulgação de jogos ilegais, atividades terroristas ou qualquer outra de natureza ilegal ou proibida.

_________________________ NOME

________________________ ASSINATURA

__________________ DATA

Paragrafo 6. e 7 .116 ANEXO III ISO/IEC 17799:2000. First edition 10/12/2000.

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