UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO TEIXEIRA ANDRADE MARIA DO SOCORRO B. HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Brasília – DF 2001

UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Projeto apresentado à COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília, parte dos requisitos para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores Orientador: Prof. César de Souza Machado

Brasília – DF 2001

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DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Este projeto foi julgado adequado para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores e aprovado em sua forma final pela COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília.

___________________________________ Prof. ……………………. Coordenador

Banca Examinadora: ___________________________________ Prof. César de Souza Machado. Orientador

___________________________________ Prof. Joaquim Gomide

___________________________________ Prof. Alex Delgado Casañas

iii Aos nossos familiares e companheiros. Graças a estas pessoas tão especiais. . que durante todo o curso de pós graduação e elaboração do projeto final entenderam nossas faltas e ausências nos incentivando com palavras e atos. Agradecemos a todos de coração. estamos neste momento concluindo mais uma importante etapa em nossa jornada profissional.

...............................................................................................................................9............................... Análise de Riscos .. Classificação das Informações ...17 3........48 3...... Plano de Contingência......7............ Principais Atores ....2.....46 3.................................2.....................................................29 3................................. Considerações Importantes ..............8..................................................15 3......................1.....10....................................................................6....................... Riscos Internos .........................................................1........ Premissas Básicas.........................................9......................45 3............................................................................................9....27 3..............10.....4.......................7...................................5...........................4............................ Análise de Ameaças ..........................................3......20 3................................30 3..12........................................ Algoritmos de Chave Simétrica.19 3....................................................1............................42 3.................. VIII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ....9.................. Algoritmos de Chave Assimétrica............................................................................9.......10....... PKI (Public Key Infrastructure) ...... FERRAMENTAS DE SEGURANÇA ............. Riscos Externos ..................10.............41 3...........2........10................................ HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA .....3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:....35 3............ SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO....................... PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA ...........17 3.................10..........4..........................15 2......22 3............ INTRODUÇÃO ........................................9......................18 3............. MODELO DE SEGURANÇA ........................... Criptografia Simétrica ................................................................................................. Criptografia ..................9..................................................9. Flexibilidade ................................1.............45 3......8.............1.................................... Algoritmos Criptográficos...........9..10......9........................31 3.39 3..........................................2...................................................49 .2.............................................................................................................12 2.9............9................iv SUMÁRIO PÁGINA LISTA DE ILUSTRAÇÕES ..................................................................................... ARQUITETURA DE SEGURANÇA .... IX 1....................................VII LISTA DE TABELAS ...........49 3..... OBJETIVO GERAL .................................................1..17 3.............................9.........26 3.....6.....11..............9............................... PLANO DE SEGURANÇA .............................21 3......................1................33 3............9..............2...........................39 3....1.....1............ Auditoria ................................................... Algoritmos para Geração de Assinatura Digital......... Conteúdo Essencial.......................................5.....6........10.....................34 3...................................................29 3............................. POLÍTICA DE SEGURANÇA.............................5............................................................................................ Visão Geral de uma Política de Segurança.................................1....15 2..................................................... FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...................................... Criptografia Assimétrica .. PROJETO DE SEGURANÇA ..9......31 3...........46 3................ NORMA DE SEGURANÇA ......... OBJETIVOS ........1...19 3...10..............45 3.47 3..................... Identificação dos Recursos ..9.............3.................36 3................................2.......1....................................................10.......................

...............54 3..............2....87 5..........................5.................................7........4. Anti-Vírus.............. POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000...........................................7....62 4........................... Firewall....10........59 3..... IDS (Intrusion Detection System ) ..........2.......9............................................68 4............... OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............. Departamento de Tributação.............................3.........6......1...................... POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 ....95 5...4.2.........................................................1.......1...... Software de Identificação .............9........................1..........................................................................................57 3.............10.10.............1.....................................................4.............................. ANÁLISE DE RISCOS ....91 5............11.......................1.5.......................... IPSec.10..................60 3..................81 5...................10.........4..........95 5....................................................4...................72 4....................................... Coordenação de Administração ................... Token Card.... NORMAS DE SEGURANÇA ............................................................. Vulnerabilidades Externas...................................................................................................................................................................... RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) .........................72 4...... RESPONSABILIDADE .................... Softwares de Prevenção..................97 ....4................................................................................10................... Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico ..........................1 Plano de Ação para Emergências ............54 3...78 5..54 3.................................71 4...................................................94 5....1...1...1...............1..................................................1............ POLÍTICA DE SEGURANÇA......................1.......55 3..83 5.................................................................. Call Back...... COMPETÊNCIAS GENÉRICAS .....1...............................61 3....4........73 4........6...............................9............. Departamento de Atendimento ao Contribuinte ....2...................8..............................85 5................................4............6................1.....3............................85 5................70 4.................................... SANÇÕES .........................5..........10........................ OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ...................................................................... Requisitos Básicos de um Antivírus..................... Outras Vulnerabilidades ............. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES .................1.............. PERFIL DO USUÁRIO ............................53 3........ Biometria............................9..70 4..... Softwares de Detecção ..................83 5...94 5..86 5.......................1...51 3.......... Backup........... ORGANOGRAMA PADRÃO ..........................................................10.89 5............8................2.................... Departamento de Arrecadação..............................3 Identificação de Ameaças e Contramedidas.......................3.................................................................................94 5......1......................................10............96 5............73 4.........4.....................................69 4.......4........................................4...................... MATRIZ DE USO DE DADOS .........................58 3......10.......... Coordenação de Informática ............ Vulnerabilidades Referentes a Aplicações ...............................84 5...............10.72 4........................................................ Vulnerabilidades Internas............... APLICABILIDADE ...................10...............................................................................................53 3.........2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade.......1..1....62 3...4.....................10................4.................... POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA .......5...................... PLANO DE CONTINGÊNCIA ....v 3.6........4........................................................3..................... VPN (Virtual Private Network).........................73 4.................................................. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO ............10.68 4..................4.............................10.................8..............1.............................. Departamento de Fiscalização ............4.......86 5.......................5.......................................................3...............................9....7. Vulnerabilidades ..........5............3.....................................81 5..............71 4.....

.....................................100 5....2...101 5...........................................111 ANEXO I .......3 Plano de Recuperação de Desastre ................10..................3............... Recomendações ISO/IEC 17799:2000.....4...................................................104 5......................................................10..........................................................102 5........5.........106 6..... Quando Devem ser Feitas as Auditorias ......................................... AUDITORIA ...................................................................................................................... Como Auditar.............10....................................10..........................99 5..............................................................1.................................................100 5................................2 Procedimento de Resposta Imediata..............115 ANEXO III ...................9........................................................................................114 ANEXO II.9................................................................................vi 5........10............109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................ CONCLUSÃO..........10.................................103 5..................... Metodologia .................. Tipos de Auditoria Propostos ..............................................116 ............

......................... 63 Figura 6 – Autenticação com Sincronismo............. 42 Figura 4 ...................................... 77 Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos...........Formação da Cultura de Segurança .......Estrutura Básica das Secretarias de Receita .............. 50 Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha .................................. 74 Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 ................................ .............. ............................................................................................... 22 Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança ...... 64 Figura 7 ................................................................................... 75 Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita....................................vii LISTA DE ILUSTRAÇÕES PÁGINA Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança.Metodologia CobiT....... 27 Figura 3 ..................................................................Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking:............ 70 Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita.............................................. 78 Figura 13 ........................................................................... 108 .. ...................................... 101 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT.............................................................. 76 Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000...............................................

........................................................... 80 Tabela 2 – Análise de Ameaças............viii LISTA DE TABELAS PÁGINA Tabela 1 ...................................... 97 Tabela 4 – Identificação de Ameaças ............................................................. 98 Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas................................................. 82 Tabela 3 – Contagem de Recursos .............Matriz de Uso de dados ....................................................................................... 99 .........................................................................................

ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ATM ACK AES AH BS CA CC CCITSE CCSC CD-Rom CHAP CNPJ CO2 CobiT COSO CPD CPF CPU CRL CSI/FBI CTCPEC CTN CVM DES DTI ESP FD FTP GB HD HP HTTP IBM ICMS ID IDEA IDS IETF IKE INC. IP IPSec IPVA ISO/IEC IT ITSEC LAN MB MD5 MS-Office Asynchronous Transfer Mode Acknowledgement Advanced Encryption Standard Authentication Header British Standard Certificate Authorities Common Criteria Common Criteria for Information Technology Security Evaluation Centro Comercial de Segurança na Computação Compact Disc-Read Only Memory Challenge Handshake Authentication Protocol Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica Gás Carbônico Control Objectives for Information and Related Technology Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission Centro de Processamento de Dados Cadastro de Pessoa Física Central Process Unit Lista de Certificados Revogados Computer Crime and Security Survey/Federal Bureau of Investigation Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria Código Tributário Nacional Comissão de Valores Mobiliários Data Encryption Standard Departamento de Comércio Britânico Encapsulating Security Payload Floppy Disk File Transfer Protocol Gigabyte Hard Disk Hewlett Packard Hypertext Transfer Protocol International Business Machines Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Identification International Data Encryption Algorithm Intrusion Detective System Internet Engineering Task Force Internet Key Exchange Incorporated Internet Protocol Internet Protocol Security Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores International Organization for Standardization/International Engineer Committee Information Technology Information Technology Security Evaluation Criteria Local Area Networks Megabyte Message Digest 5 Microsoft Office .

Shamir. W3) Network Access Server National Bureau of Standards National Computing Center Network Interface Card National Institute of Standards in Technology National Security Agency Open System Interconnect Password Authentication Protocol Public Key Infrastructure Programa Nacional de Apoio à Administração dos Estados e Municípios Post Office Protocol versão 3 Point to Point Point to Point Tunneling Protocol Registration Authorities Remote Access Dial In User Service Random Access Memory Remote Access Server Rivest Cipher Request for Comments Routing Information Protocol Rivest. Shamir. RC4 RFC RIP RSA RSA/DSI SAC SAS SMTP SP SSL TCP TCSEC TFTP TI UDP UNEB UPS VB VPN WAN Web ( WWW. Systems Auditability and Control Statements on Auditing Standards Simple Mail Transfer Protocol Service Pack Secure Sockets Layer Transport Control Protocol Trusted Computer System Evaluation Criteria Trivial File Transfer Protocol Tecnologia da Informação User Datagrama Protocol União Educacional de Brasília Uninterruptable Power System Visual Basic Virtual Private Network Wide Area Networks World Wide Web .x NAS NBS NCC NIC NIST NSA OSI PAP PKI PNAFEM POP3 PPP PPTP RA RADIUS RAM RAS RC2. Adleman Rivest. Adleman Data Security Inc.

..... nós sempre nos preocupamos com possíveis invasões externas. não imaginamos que alguém da casa pudesse cometer tal desatino .xi Abril/2001 “.” Fernando Néri Presidente da Módulo Security...” Altair Lemos Moura Diretor de administração do Ministério da Fazenda em São Paulo justificando as fraudes no sistema de pagamento de pensionistas do Ministério . qualificando um ex funcionário de sua empresa que divulgou para a imprensa esquemas das redes de grandes clientes para os quais prestava consultoria Maio/2001 “. nunca imaginamos que um servidor de nossa carreira pudesse cometer um crime destes ... “ Regina Peres Teles Borges Ex Diretora do PRODASEN tentando explicar a violação do painel de votações do Senado Federal Junho/2001 “. é atitude de um desequilibrado....

Logo depois que as organizações começaram a utilizar intensamente os ambientes de computação em rede para aprimorar sua capacidade de criar. tem se manifestado no sentido de assegurar a proteção da informação sob sua guarda e aquelas de interesse do cidadão. comunicar e usar informações vitais. a preocupação em relação à proteção destas contra o acesso não autorizado e possível destruição cresceu de forma acentuada. INTRODUÇÃO No âmbito do Governo existem perdas que podem causar danos irreparáveis. turma B. é uma diretriz que se materializa gradativamente. a prestação de serviços com qualidade pode se tornar inviável. já que. previsto na Constituição. Paralelamente. O Governo Federal. Os sites de Internet devem comprometer-se em garantir a confiabilidade das informações de caráter pessoal que são armazenadas em suas bases de dados.12 1. a indústria de segurança de rede inicialmente concentrou seus . que doravante chamaremos de Secretarias de Receita. Como ocorreu na evolução de vários outros produtos. garantida através de mecanismos de segurança para as diversas linhas de aplicação e suporte às atividades dentro e fora do governo. Recentes fatos noticiados na imprensa coincidiram com a conclusão do curso de Redes de Computadores 2000/2001 – UNEB. É fundamental garantir o direito dos cidadãos à privacidade. os sistemas de informação também adquiriram uma importância vital para a sobrevivência da maioria das organizações modernas. armazenar. além do direito à consulta sobre os dados disponibilizados nos sistemas governamentais. A distribuição da massa informacional. sem computadores e redes de comunicação. sejam elas relativas aos usuários ou às pessoas que compõem a Administração Pública. Com a chegada dos computadores pessoais e das redes de computadores que se conectam ao mundo inteiro. os aspectos de segurança atingiram tamanha complexidade que há a necessidade do desenvolvimento de equipes cada vez mais especializadas para sua implementação e gerência. em diversas oportunidades. Tal preocupação decorreu do fato destas instituições terem passado recentemente por grandes revoluções no campo da informática aplicada quando decidiram caminhar na direção da autonomia e se libertar das Companhias Estaduais/Municipais de Processamento de Dados. levando-nos a propor uma discussão sobre a formulação de uma política de segurança da informação aplicada às instituições governamentais de administração tributária.

Em um primeiro momento. Para oferecer suporte à decisão. disponibilidade da rede 24 horas dos 7 dias da semana. um gerenciamento de segurança realmente eficaz deve ser capaz de fornecer um contexto amplo para a aplicação mais apropriada de métodos de verificação. orientado para gerenciamento. seus mecanismos de classificação não iam muito além de graduações relativamente grosseiras. A variedade e a complexidade das redes levaram ao desenvolvimento de mecanismos mais sofisticados para identificar áreas vulneráveis que exigiam atenção constante. para identificar outras áreas vulneráveis que necessitavam de atenção. O principal objetivo da verificação era identificar o maior número possível de vulnerabilidades no sistema. Diante da nova situação surgiu uma nova categoria de produtos que consistia em sistemas de “verificação e teste”. simulando invasões em vários pontos diferentes. Estes produtos tinham como principal objetivo identificar pontos fracos na rede através da aplicação de uma variedade de cenários de invasão. por fim. Sua principal meta é tornar o gerenciamento de risco de segurança da rede parte integrante do conjunto de ferramentas básicas da organização para um gerenciamento “24 X 7” ou seja. compatível com as suas metas estratégicas. Em vez de ser uma atividade de escopo limitado ou um evento periódico. Embora a maioria dos produtos comerciais de verificação fizessem um trabalho confiável de identificação das vulnerabilidades e das medidas de segurança que podiam ser utilizadas para solucioná-las. testes e análises. . as metas e os objetivos comerciais da empresa. que permite tomar decisões de segurança de forma racional. em seguida. como o tradicional sistema de prioridades: Alta. as organizações reguladoras e padronizadoras do setor de segurança têm dado ênfase à definição e à implantação de sistemas de gerenciamento de risco abrangentes. estes sistemas de segunda geração também raramente incluíam recursos para simular diferentes cenários de proteção e/ou realizar uma análise de custo/benefício das medidas de segurança propostas. partindo. o conceito de verificação e teste surgiu em produtos direcionados ao mercado de invasores potenciais e. Nos últimos anos. Média e Baixa. O grande mérito das soluções de segurança de rede de terceira geração é reunir todos os recursos já existentes em um único recurso abrangente.13 esforços em proteger os pontos fracos mais óbvios. proteções e outras medidas de segurança. deram origem a vários produtos comerciais. levando em consideração a missão geral.

Apenas através da identificação. procuraram implementar metodologias e ferramentas de segurança. O inventário de informações (ativos) oferece um contexto apropriado para julgar os riscos reais decorrentes das possíveis vulnerabilidades e ameaças a estes ativos. o gerenciamento estruturado dos riscos deve invariavelmente começar com a compreensão da importância e do valor relativos de todas as informações. Para evitar que isto ocorra. da catalogação e análise iniciais dos ativos de informação será possível avaliar os impactos de sua possível destruição ou comprometimento. A tendência de negligência quanto aos procedimentos de segurança até que ocorra algum problema grave é muito comum nos ambientes denominados “cliente-servidor”.14 Considerando a organização como um todo. Como as organizações. perceberam que se tornaram vulneráveis. devem-se adotar políticas de segurança que determinem quais itens devem merecer atenção e com quais custos. . mas que não retirasse do usuário a agilidade necessária ao bom funcionamento do negócio. sendo o grande desafio desta questão a criação de um ambiente controlado e confiável. tanto públicas quanto privadas.

seus sistemas de informação e redes de computadores são colocados a prova por diversos tipos de ameaças à segurança da informação. sendo quase impossível manter seus negócios sem o auxílio do computador. A realidade das Secretarias de Receita ainda baseia-se em Sistemas Corporativos voltados para ambientes fechados (mainframe). A excessiva demanda da comunidade por acesso às informações residentes e tratadas nestas instituições levou seus administradores a buscarem novos meios para dar vazão a esta demanda. Considerando que os dados e informações residentes nas Secretarias de Receita podem refletir a vida financeira e contábil de pessoas e empresas e são legalmente protegidas pelo Código Tributário Nacional . ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança da informação e as contramedidas pare prevenir ataques. OBJETIVOS 2. Apresentar os riscos.15 2. disponibilidade da informação e não repúdio dos dados.1. fogo e inundação. que garante o sigilo fiscal. espionagem. Conscientizar os funcionários e prestadores de serviço quanto à segurança das informações. as grandes organizações e instituições estão cada vez mais dependentes de novas tecnologias.CTN. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • • • Levantar as necessidades das Secretarias de Receita quanto à segurança das informações em seu poder. autenticidade. lógica e pessoal. lógicos e pessoais. surge a necessidade de se implementarem mecanismos eficientes que possam garantir a integridade. sabotagem. confidencialidade. apresentando controles físicos. Cada vez mais estas organizações.2. Atualmente. Desenvolver controles de segurança física. OBJETIVO GERAL Este trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta de política de segurança baseada na norma ISO/IEC 17799:2000 às Secretarias de Receita. incluindo fraudes eletrônicas. vandalismo. . 2.

Elaborar um plano de contingência visando garantir a continuidade do negócio das Secretarias de Receita. . Propor uma metodologia de auditoria como elemento de apoio à administração de segurança da informação.16 • • • Apresentar uma proposta de política de segurança à alta administração das Secretarias de Receita buscando comprometimento e apoio para implementação da mesma.

1999).17 3. Conforme o caso. além disso. Disponibilidade .2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A fim de facilitar o entendimento geral.garantia de que o emissor não negará um procedimento por ele realizado. Integridade . SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO A segurança da informação de uma instituição passa primeiramente por uma relação considerável de normas que regem os comportamentos de seu público interno e suas próprias atitudes em relação aos clientes externos. 1997. 3. serão descritos a seguir alguns conceitos básicos importantes para a discussão do tema. Não repúdio . consideram-se as ferramentas de hardware e software utilizadas e o domínio da aplicabilidade das mesmas pela organização. Um desses aspectos consiste na elaboração de um plano de segurança. 3. A segurança da informação consiste na preservação dos seguintes atributos: • • • Confidencialidade .garantia de que os usuários autorizados tenham acesso à informação e aos ativos correspondentes quando necessário (ISO/IEC 17799:2000). também podem ser fundamentais para garantir a segurança da informação: • • Autenticação .garantia da identidade da origem e do destinatário de uma informação.garantia de que as informações e métodos de processamento somente sejam alterados através de ações planejadas e autorizadas.garantia de que a informação é acessível somente por pessoas autorizadas.1. . PROJETO DE SEGURANÇA A estratégia de segurança da informação de uma empresa exige a elaboração de um projeto de segurança que descreva todos os aspectos da segurança da informação na empresa. (FRASER. OPPENHEIMER.

3. gerenciamento e auditoria dos procedimentos de segurança. PLANO DE SEGURANÇA Plano de Segurança é um documento de alto nível que propõe o que uma organização deve fazer para satisfazer os requisitos de segurança. O plano especifica o tempo. quem terá acesso aos serviços. incidentes e contingências. as pessoas e outros recursos que serão necessários para desenvolver uma norma de segurança e alcançar a implementação técnica da norma. Esta lista deve especificar quem fornecerá os serviços. um plano de segurança precisa ter o apoio de todos os níveis de funcionários dentro da organização. É muito importante que a administração corporativa . contendo a relação dos serviços de TI disponibilizados. Análise dos riscos de segurança. FTP. e Implementação. Desenvolvimento de procedimentos para implantar a norma e uma estratégia de implementação. quem terá acesso aos serviços. dos procedimentos de controle dos ambientes. segundo Oppenheimer (1999). 3. correio eletrônico e outros. Deve fazer referência à topologia de rede e incluir uma lista de serviços de rede que serão fornecidos. como por exemplo. O plano deve estar baseado na análise de ativos de redes e riscos.18 O projeto de segurança. Um dos aspectos mais importantes do plano de segurança é uma especificação das pessoas que devem estar envolvidas na implementação da segurança de rede: • • • Serão contratados administradores de segurança especializados? Como os usuários finais e seus gerentes estarão envolvidos? Como os usuários finais. quais áreas da empresa disponibilizam os serviços. Web. Desenvolvimento de um plano de segurança. Definição de uma norma de segurança. o modo como o acesso será fornecido e quem irá administrar os serviços. a descrição detalhada de sua implementação. envolve várias etapas de trabalho: • • • • • • • Identificação dos ativos da empresa em termos de informações. gerentes e pessoal técnico serão treinados sobre normas e procedimentos de segurança? Para ser útil. Análise dos requisitos de segurança e compromissos.

19 apoie plenamente o plano de segurança. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações e recursos de uma instituição. as normas de segurança devem ser atualizadas com regularidade a fim de refletirem novas orientações comerciais e mudanças tecnológicas (Oppenheimer. Pode-se definir ainda. ou seja. A norma deve especificar os mecanismos pelos quais estas obrigações podem ser cumpridas. da mesma forma que os usuários finais (Oppenheimer. auditoria e configuração. 3. executivos e pessoal técnico. compreendeu e concorda em cumprir as normas. Da mesma forma que o plano. dentro de um segmento particular do ambiente desta corporação. A norma de segurança é um documento vivo. a norma de segurança deve ser explicada a todos pela gerência superior. entre o nível estratégico e o de descrição de procedimentos. a norma de segurança deve ter o comprometimento de funcionários. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA Os procedimentos de segurança implementam normas de segurança. Uma vez desenvolvida. O pessoal técnico da rede e de locais remotos deve se envolver no plano. gerentes e ao pessoal técnico de suas obrigações para proteger os ativos de tecnologia e informações. (RFC 2196. 1999). Muitas empresas exigem que o pessoal assine uma declaração indicando que leu. 1999). definem processos de configuração. O desenvolvimento de uma norma de segurança é trabalho dos administradores de redes. a nível de descrição de execução de . The Site Security Handbook). Podem-se definir procedimentos de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível operacional.5. gerentes. login.4. 3. Pelo fato de as organizações mudarem continuamente. A norma de segurança informa aos usuários. norma de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível intermediário. NORMA DE SEGURANÇA Norma de segurança é uma declaração formal das regras às quais as pessoas que têm um determinado acesso à tecnologia e aos ativos de informações de uma organização devem obedecer. ou seja.

A divulgação deve ser restrita aos funcionários diretamente envolvidos. . impactos e custos ao qual ele está submetido. dentro de um segmento particular do ambiente da corporação. dados. comunicação de dados e gerência de sistemas e rede. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações de uma instituição. Uma arquitetura de segurança representa um elenco de recomendações que define os princípios e fundamentos que devem ser observados na implementação de um ambiente considerado seguro em relação aos riscos. baseado na arquitetura clienteservidor. Com base nessa arquitetura. Para implementar a política de segurança deve ser criada uma arquitetura de segurança que consiste na aplicação de todos os controles físicos. Os procedimentos de segurança devem especificar como controlar incidentes (quer dizer. Em um ambiente como o da Secretaria de Receita. Uma arquitetura de segurança deve levar em consideração três elementos básicos: pessoas. deve existir uma arquitetura de segurança com potencial necessário para atingir todas as metas e objetivos de segurança desejáveis sem comprometer a capacidade de adaptabilidade e a independência dos recursos de TI (Tecnologia da Informação). ARQUITETURA DE SEGURANÇA Com base na norma de segurança.20 ações. Devem ser escritos procedimentos de segurança para usuários finais. são criados o plano de contingência e o processo de auditoria. técnicos e administrativos necessários para a garantia da segurança da informação (ROBERTI. 2001). administradores de redes e administradores de segurança. Os procedimentos de segurança podem ser comunicados aos usuários e administradores em turmas de treinamento lideradas por instrutores qualificados. a arquitetura de segurança recomendada deve fornecer as bases para os aspectos de segurança dos seguintes elementos: aplicações. é criado um documento denominado política de segurança para ser divulgado em toda empresa. fazer auditoria e desenvolver o plano de contingência com objetivo de manter o negócio da Secretaria de Receita sempre ativo. Para tanto. o modelo de segurança e a junção de padrões e tecnologias. 3. lógicos.6. o que fazer e quem contatar se uma intromissão for detectada).

a arquitetura deve possuir as seguintes qualidades: • • • • • • • Ser independente de plataforma operacional. Em um ambiente confiável. aplicação de rede. Um modelo de segurança deve prover a habilidade de proteger adequadamente a informação. antes de qualquer entidade (usuários.21 É importante salientar que a arquitetura de segurança proposta deve conduzir a implementações que sejam financeiramente possíveis para a organização. por exemplo. MODELO DE SEGURANÇA O conjunto de todos os controles. funcionários. Definir relacionamentos entre os componentes de segurança: autenticação e permissão de acesso. . Ter performance e disponibilidade dos mecanismos de segurança. Ambientes de TI como os da Secretaria de Receita geralmente são dinâmicos e sujeitos a muitas pressões da sociedade. 3. Para tanto. procedimentos e mecanismos de segurança. é necessário saber quais recursos podem ser utilizados com segurança e quais informações são confidenciais. por exemplo: criptografias e cartão inteligente. Uma arquitetura de segurança eficiente e eficaz deve levar em conta o trinômio: pessoas. Estar em conformidade com padrões infacto. Um modelo de segurança endereça os requisitos técnicos de segurança exigidos conforme figura a seguir. se corretamente implementado.7. e Obter a conscientização de usuários finais. denomina-se modelo de segurança que. Ser alavancada por tecnologias de segurança amadurecidas. padrões e tecnologias usadas em um Modelo de Segurança. Possuir um modo consistente de gerenciamento. programas) confiar em um sistema. pode reduzir o custo do desenvolvimento e do gerenciamento da segurança. como por exemplo a norma ISO/IEC 17799:2000 e CobiT.

políticas e procedimentos de segurança da instituição que servirão como guia para a gerência de riscos. Alemanha. proteção de dados e recursos. Reino Unido e Canadá têm se empenhado no desenvolvimento de Padrões de . HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA Nas últimas duas décadas. 3. Os controles referem-se a gerência e mensuração das operações sobre sistemas e dados no ambiente. França. recuperação e para assegurar conformidade às leis e regulamentos aplicáveis à arquitetura de segurança. requisitos de autenticação e os controles. Entende-se por ambiente confiável a combinação de segurança. Os princípios de segurança são declarações particulares que definem o que a segurança significa para a organização e como será administrada. É através dos princípios que a Arquitetura de Segurança será definida. Fonte: Arquitetura de Segurança desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral A fundação consiste de declarações claras e concisas. Os princípios indicam itens como identificação.8. países como Estados Unidos. Holanda. performance e disponibilidade dentro dos limites aceitáveis e definidos nos princípios e na política de segurança.22 MODELO DE SEGURANÇA AMBIENTE CONFIÁVEL SEGURANÇA INTEGRIDADE AUTORIZAÇÃO CONFIDENCIALIDADE AUTENTICAÇÃO PERFORMANC DISPONIBILIDADE CONTROLES ACESSO FÍSICO ACESSO À REDE GERÊNCIA MONITORAÇÃO E DETECÇÃO RECUPERAÇÃO CONTINUIDADE DURABILIDADE CONSISTÊNCIA GERÊNCIA DE MUDANÇAS NÃO REPÚDIO AUDITORIA FUNDAÇÃO POLÍTICAS DE SEGURANÇA PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA PADRÕES E CRITÉRIOS DE SEGURANÇA EDUCAÇÃO Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança.

testes. a confidencialidade.(ITSEC). A norma canadense. e permite a seleção arbitrária da segurança funcional a níveis de graus de garantia. estes critérios são definidos como critérios . e outros. banco de dados e periféricos não foram suficientemente conceituados por esta norma. bancos de dados. Este último descreve o tipo. A primeira tentativa de desenvolver um critério padrão foi o Information Technology Security Evaluation Criteria . tornou-se necessária uma normatização e posteriormente uma harmonização. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançou em 1983 o Trusted Computer System Evaluation Criteria . manuais. Alemanha. Os critérios divididos anteriormente em funcionalidade e confiabilidade passam a serem divididos na CTCPEC. a integridade. A canadense. elaborado pela França. sistemas distribuídos. passou a ser o critério de normatização do Canadá (janeiro de 1993. O ITSEC faz a primeira tentativa de desenvolver critérios padronizados para a Comunidade Européia. 2 em janeiro de 1993. O Orange Book (TCSEC) define a Política de Segurança e conceitos de responsabilidade. Como o comércio não poderia dispor e avaliar produtos em múltiplos países com múltiplos padrões. A enorme disponibilidade de produtos no mercado internacional gerou a necessidade de padrões que pudessem ter ampla aceitação e aplicabilidade no mercado. cuja versão final saiu em 1985. 1 em dezembro de 1992 e vol. a evidência escrita na forma de guias de usuário. e modelo de documentação requerido a cada tipo de evento. conhecido como o Orange Book. última edição). CTCPEC. Vol. a Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria (CTCPEC). lançado em junho de 1991. Esta norma européia introduz o conceito de separar as exigências funcionais e as exigências de garantia. alarga o horizonte para incluir sistemas monolíticos. em quatro critérios: da garantia em TI. O Federal Criteria for Information Technology Security foi elaborado em conjunto pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) e o National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos.(TCSEC).23 Segurança para Tecnologia da Informação. a disponibilidade e a legitimidade. Holanda e Reino Unido e adotado pelos países membros do Mercado Comum Europeu. sistemas multi-processados. garantia e documentação. subsistemas. Os sistemas de administração de redes. sistemas de rede.

Reino Unido. visando permitir comunicações cada vez mais seguras e prover uma abordagem consistente para segurança em ambiente ISO. Este padrão é conhecido como Common Criteria for Information Technology Security Evaluation .CCITSE (Critério Comum para Avaliação de Segurança da Tecnologia da Informação). o desenvolvimento e a avaliação de produtos de segurança para TI. A arquitetura de segurança ISO estabelece. e também para publicar suas exigências de segurança de forma que os vendedores possam desenvolver produtos que estejam de acordo com as mesmas. O Common Criteria pode ser usado por consumidores para ajudá-los a decidir quais produtos de segurança comprar baseados nas classificações do CC. O CC também serve para auxiliar os avaliadores a julgar se um produto preenche ou não os requisitos de segurança e para fornecer dados quando estiver formando métodos específicos de avaliação. A chave deste esforço é o avanço do estado da arte da segurança em TI e a harmonização de esforços internacionais. para desenvolver e criar produtos de forma a provar aos avaliadores que tais produtos preenchem os requisitos. O Common Criteria é um esforço multinacional de escrever um sucessor para o TCSEC e ITSEC. O CC pode ser útil para os desenvolvedores auxiliando na escolha de quais requisitos de segurança vão incluir em seus produtos. geralmente referido apenas como “Common Criteria” (CC). a versão 2. O modelo básico foi ao longo do tempo sendo complementado com adição de outros documentos. Em Janeiro de 1996. O modelo de referência OSI/ISO/IEC inicialmente foi elaborado para permitir a interconexão entre sistemas baseados em diferentes plataformas. Alemanha. que combina os melhores aspectos de ambos. e para determinar suas responsabilidades em apoiar e avaliar seus produtos. em conjunto com o esquema básico definido no modelo de referência. orientações e restrições para o aperfeiçoamento dos padrões existentes além de guiar o desenvolvimento de novos padrões. os recursos e os usuários do ambiente. França. Uma versão inicial (v.24 O Federal Criteria tem como característica a especificação. a comunicação. dentre eles o ISO/IEC 7498-2 que trata dos aspectos relativos à segurança e sua forma de aplicação em circunstâncias onde é necessário proteger os dados.0 em maio de 1998 e a última versão em agosto de 1999.0) foi publicada em Janeiro de 1996. 1. . os Estados Unidos. Canadá e Holanda publicaram uma avaliação de padrões desenvolvida em conjunto para um mercado multinacional.

principalmente da Indústria Britânica. Neste ínterim. . foi publicada em abril de 1999. oito pequenas modificações ao texto da BS foram aprovadas e o padrão foi publicado como ISO/IEC 17799:2000 em 1 de dezembro de 2000. A parte 1 do padrão foi proposta como um padrão ISO em outubro de 1999 e aprovada por maioria em votação internacional em agosto de 2000. a princípio. O resultado final foi publicado. integridade a disponibilidade das informações de seus clientes. A origem da ISO/IEC 17799:2000 remonta aos dias do Centro Comercial de Segurança na Computação (CCSC) do Departamento de Comércio Britânico (DTI). Fundado em maio de 1987. o comitê responsável pelo desenvolvimento da BS 7799 está se preparando para atualizar a parte 2 de forma a ser proposta como padrão ISO. a BS7799:1999. a segunda tarefa era ajudar os usuários a produzirem um código de boas práticas de segurança que resultou em um “Código de Práticas para Usuários”. publicado em 1989. Consistia em um código de práticas para gerenciamento de segurança da informação. deram continuidade ao seu desenvolvimento para garantir que o Código era tanto significativo quanto prático do ponto de vista dos usuários.25 A arquitetura de segurança apresentada no modelo ISO/IEC 7498-2 possui os seguintes objetivos: • • Descrever os serviços de segurança e os mecanismos a eles relacionados e Definir a posição dos serviços de segurança e dos mecanismos associados no modelo de referência. Em outubro de 2000. foi posteriormente relançado como a British Standard BS7799:1995. o PD 0003. Após um período de extensivas revisões e consultas públicas que iniciou em novembro de 1997. Uma segunda parte. o CCSC tinha duas principais tarefas: a primeira era auxiliar os vendedores de produtos de segurança de TI a estabelecer um conjunto de critérios de avaliação de segurança reconhecido internacionalmente. bem como um esquema associado de avaliação e certificação. a BS 7799-2:1998 foi adicionada em fevereiro de 1998. A ISO/IEC 17799:2000 tem como objetivo permitir que companhias que cumprem a norma demostrem publicamente que podem resguardar a confidencialidade. como um documento de orientação dos Padrões Britânicos. Seguindo um período de mais consultas públicas. a primeira revisão do padrão. O National Computing Center (NCC) e posteriormente um consórcio de usuários. A arquitetura ISO trata exclusivamente dos aspectos de segurança relacionados à comunicação entre os sistemas finais não abrangendo medidas de segurança que devem ser adotadas nos sistemas complementares necessárias para garantir a proteção completa dos recursos e dados do sistema.

plano de continuidade dos negócios e requisitos legais. O caráter estratégico de uma política de segurança deve garantir que a mesma aborde questões que são essenciais para a corporação como um todo. Portanto.26 A ISO/IEC 17799:2000 fornece mais de 127 orientações de segurança estruturadas em 10 títulos principais para possibilitar aos leitores identificarem os controles de segurança apropriados para sua organização ou áreas de responsabilidade. Com o intuito de tornar a política de segurança um instrumento que viabilize a aplicação prática e a manutenção de uma infra-estrutura de segurança para a instituição. e qual o comprometimento da organização com a segurança. uma tentativa de utilizar um conjunto de ferramentas de segurança na ausência de pelo menos uma política de segurança implícita não faz sentido (RFC 2196). a ISO/IEC 17799:2000 dá orientações sobre políticas de segurança. as suas obrigações para a proteção da tecnologia e do acesso à informação. é necessário que a sua elaboração. para que sejam adequados aos requisitos propostos. O principal propósito de uma política de segurança é informar aos usuários. equipe e gerentes. Outro propósito é oferecer um ponto de referência a partir do qual se possa adquirir. Uma política de segurança é a expressão formal das regras pelas quais é fornecido acesso aos recursos tecnológicos da empresa. Cada regra da política serve como referência básica para a elaboração do conjunto de regras particulares e detalhadas que compõem as normas e os procedimentos de segurança. aprovação e aplicação sigam os ritos internos da instituição na qual será aplicada. Além de fornecer controles detalhados de segurança para computadores e redes. Uma vez que a política é um estatuto. A administração deve estabelecer uma política clara e demonstrar apoio e comprometimento com a segurança da informação através da emissão e manutenção de uma política de segurança da informação para toda a organização (ISO/IEC 17799:2000). onde as responsabilidades recaem. POLÍTICA DE SEGURANÇA A política de segurança tem por objetivo prover à administração uma direção e apoio para a segurança da informação. A política deve especificar os mecanismos através dos quais estes requisitos podem ser alcançados. é .9. conscientização sobre segurança para os funcionários. A política deve especificar as metas de segurança da organização. configurar e auditar sistemas computacionais e redes. 3.

quanto mais baixo o nível hierárquico de um documento de segurança em relação à política. sendo que o limite será ditado pelas necessidades e conveniências da instituição para a qual são elaborados as regras de segurança. É importante lembrar que toda regra aplicada a uma instituição deve estar em consonância com os objetivos fins da mesma.1. mais detalhado e de caráter operacional será. Outros níveis podem existir. uma política só apresentará efetividade ao longo do tempo se sofrer constantes reavaliações e atualizações conforme o ciclo de etapas mostrado a seguir.27 necessário que a política seja desdobrada em estatutos mais detalhados. Estes estatutos podem ser referidos como políticas específicas. A política de segurança como um elemento institucional da organização possui um ciclo de vida indefinido e deve prever todos os mecanismos de defesa contra qualquer ameaça conforme estabelecido no estudo de custos x benefícios. A segurança não é um fim em si mesma.9. Cabe ressaltar que. Considerando a mutabilidade de tais elementos e dos próprios objetivos e metas da organização. ou controles. tal qual numa hierarquia. mas um meio para se chegar a um objetivo maior. Implementação Auditoria Administração Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança Diretrizes e normas 3. regras complementares. normas. Visão Geral de uma Política de Segurança A elaboração de um programa sistematizado de segurança de informações parte da análise das seguintes indagações: .

Disponibilidade – garantia de que os serviços e os dados estejam disponíveis no momento em que são requisitados por pessoa ou entidade autorizada. Integridade – garantia de que os dados não sejam apagados ou de alguma forma alterados sem a permissão competente. deve-se atentar para os seguintes princípios que norteiam um bom programa de segurança de informação: • • • Confidencialidade – garantia contra o acesso de qualquer pessoa/entidade não explicitamente autorizada. O primeiro passo para isto é avaliar o valor do bem ou recurso a ser protegido e sua importância para a organização. Como por exemplo. e como proteger. Este é o processo de examinar todos os riscos e ordenar esses . A análise de risco envolve determinar o que se deve proteger. existe muita publicidade sobre intrusos externos em sistemas de computadores. do que se deve proteger. recursos financeiros e humanos se pretendem gastar para atingir os objetivos de segurança desejados? Qual a expectativa dos usuários e clientes em relação à segurança das informações? Quais as conseqüências no caso dos recursos serem corrompidos ou roubados? Obtidas as respostas às indagações acima. é possível se enganar sobre onde os esforços são necessários.28 • • • • • • • • O que se deseja proteger? Contra que ou quem? Quais são as ameaças mais prováveis? Qual a importância de cada recurso? Qual o grau de proteção desejado? Quanto tempo.. Custo neste contexto significa incluir perdas expressas em moeda corrente real. a maior perda ocorre com intrusos internos. Uma das razões mais importantes de criar uma política de segurança da informação é assegurar que esforços despendidos em segurança renderão benefícios efetivos. para a maioria das organizações. o que ajuda a definir quanto vale a pena gastar com proteção. saber quais as conseqüências da falta de segurança. identificar os pontos vulneráveis e determinar uma solução adequada para a organização. Embora isto possa parecer óbvio. mas a grande parte das pesquisas sobre segurança mostram que. É preciso conhecer os riscos. reputação. confiança e outras medidas menos óbvias.

tais como informações proprietárias. administradores e suporte de hardware. alguns são negligenciados. sendo assim. discos. 3. e Materiais: papel. utilitários.29 riscos por nível de severidade. impressoras. mas. teclados. sem antes determinar quais são as suas metas de segurança. sistemas. armazenados on-line. programas. terminais. sistemas operacionais e programas de comunicação. não é possível tomar boas decisões sobre segurança. Identificação dos Recursos O primeiro passo de uma análise de risco é a identificação de todos os elementos que necessitam de proteção. programas de diagnóstico. local. deve preocupar-se com as funcionalidades que irá manter e qual será a facilidade de utilizá-las. No entanto. procedimentos 3. propriedade intelectual e todos os vários componentes de hardware. a seguir está uma lista de categorias: • Hardware: CPUs. servidores de terminais. computadores pessoais. O ponto de partida é a lista de todos as partes que podem ser afetadas por um problema de segurança.9.3. Documentação: administrativos. formulários. logs de auditoria.9. linhas de comunicação. hardware. Uma política de segurança não deve prejudicar os processos de produção da organização. tal como as pessoas que de fato usam os sistemas. Alguns são óbvios. roteadores. arquivados off-line. • • • • • Software: programas fonte. estações de trabalho. 1989). Pessoas: usuários. bancos de dados e mídia de comunicação. Considerações Importantes O domínio das ferramentas de proteção disponíveis no mercado aliado a uma consistente análise dos riscos constituem a base para a formação de um sólido programa destinado à segurança institucional dos dados de uma organização e irá determinar quão segura é a rede de comunicação e os dados nela residentes. drives. backups. Dados: durante execução. boards.2. Conforme sugerido por Pfleeger (Pfleeger. Este processo envolve a tomada de decisão sobre o custo benefício do que se deve proteger. fitas e mídia magnéticas. . programas objeto.

9. impossibilidade de acesso à rede). desta forma. Os objetivos. metas e regras devem ser comunicados indistintamente a todos os usuários. chamado de Política de Segurança.30 Uma política de segurança deve nortear seus objetivos a partir das seguintes considerações: • Serviços oferecidos versus segurança fornecida .Há muitos custos diferentes para segurança: monetário (o custo da aquisição de hardware e software como Firewalls. necessita observar alguns princípios elementares elencados a seguir: • • • • Apoiar-se sempre nos objetivos da organização e nunca em ferramentas e plataformas. não haveria segurança. ambientes e pessoas.4. 3. Demonstrar os riscos e ameaças que está combatendo e as proteções propostas.Cada serviço oferecido para os usuários carrega seu próprio risco de segurança. perda de dados (corrupção ou deleção de informações). pessoal operacional. performance (tempo de cifragem e decifragem). Cada tipo de custo deve ser contrabalançado ao tipo de perda. e facilidade de uso. e o administrador deve optar por eliminar o serviço ao invés de tentar torná-lo menos inseguro. Solicitar senhas torna o sistema um pouco menos conveniente. mas bastante mais seguro. Premissas Básicas Uma política de segurança deve ser elaborada visando toda a organização a que se prestará e suas concepções institucionais. . Há também muitos níveis de risco: perda de privacidade (a leitura de uma informação por indivíduos não autorizados). Descrever o programa geral de segurança da rede. • Facilidade de uso versus segurança . isto é. e a perda de serviços (ocupar todo o espaço disponível em disco. dados.O sistema mais fácil de usar deveria permitir acesso a qualquer usuário e não exigir senha. mas mais seguro. o risco é superior ao benefício do mesmo. Definir responsabilidades para implementação e manutenção de cada proteção. Para alguns serviços. e • Custo da segurança versus o risco da perda . e geradores de senha one-time). torna o sistema ainda mais difícil de utilizar. e gerentes através de um conjunto de regras de segurança. Requerer senhas one-time geradas por dispositivos.

para que o documento seja utilizado como prova se ocorrer alguma violação. • • • • Descrição dos procedimentos para fornecimento e revogação de privilégios. caso contrário haverá pouca chance que ela tenha o impacto desejado.6. e Descrição dos procedimentos para os casos de exceção. 3. A seguinte lista de indivíduos deve estar envolvida na criação e revisão dos documentos da política de segurança: • • • Representante da administração superior da organização. quem detém privilégios e determina autorizações. no mínimo. . Suporte técnico. É especialmente importante que a gerência corporativa suporte de forma completa o processo da política de segurança. • Identificação precisa de quem desenvolveu as orientações. uma política de segurança deve apresentar em seu contexto. Conteúdo Essencial Como instrumento de caráter institucional. 3. Determinação da gerência específica e responsabilidades dos envolvidos no controle e manuseio do ambiente operacional. Identificação dos recursos que se quer proteger e que software são permitidos em quais locais.31 • • Definir normas e padrões comportamentais para usuários. ela deve ter a aceitação e o suporte de todos os níveis de empregados dentro da organização.9. e quem é afetado pelas orientações. Administrador de segurança do site. e Definir sanções e penalidades.5. informação de violação de segurança. quem as aprovou.9. os seguintes elementos: • Justificativa da importância da adoção dos procedimentos de segurança explicando-os junto aos usuários para que o entendimento dos mesmos leve ao comprometimento com todas as ações de segurança. Principais Atores Para que uma política de segurança se torne apropriada e efetiva.

Deve especificar a capacidade de auditoria. Representantes de todos os grupos de usuários afetados pela política de segurança. logs de atividades. e acesso aos arquivos dos usuários. pessoal e gerentes. e Help-Desk. dentre outros. Possuir definições claras das áreas de responsabilidade para os usuários. comunicação de dados. Conter a indicação de uma política de privacidade que defina expectativas razoáveis de privacidade relacionadas a aspectos como a monitoração de correio eletrônico. . • Discriminar uma política de acesso que defina os direitos e os privilégios para proteger a organização de danos. Possuir guias para a compra de tecnologia computacional que especifiquem os requisitos ou características que os produtos devem possuir. e não simplesmente welcome). Também deve especificar quaisquer mensagens de notificação requeridas (por exemplo. • Definir uma política de contabilidade que indique as responsabilidades dos usuários. Ser implementada por meio de ferramentas de segurança quando apropriado. o que fazer e a quem contatar se for detectada uma possível intromissão). mensagens de conexão devem oferecer aviso sobre o uso autorizado e monitoração de linha. Administradores de grandes grupos de usuários dentro da organização. e aplicar sanções onde a prevenção efetiva não for tecnicamente possível. adição de novos softwares. administradores e gerentes.32 • • • • Desenvolvedores de softwares. destacam-se: • • • • • • Ser implementável por meio de procedimentos administrativos anteriormente instituídos. Vários fatores podem trazer efetividade para uma política de segurança. Possuir regras de uso aceitáveis. através da especificação de linhas de conduta dos usuários. conexão de dispositivos a uma rede. entre outros. Ela deve oferecer linhas de condutas para conexões externas. e oferecer a conduta no caso de incidentes (por exemplo.

tanto o pessoal de manutenção interno como externo. Um tópico importante a ser tratado aqui é como a manutenção remota é permitida e como tal acesso é controlado. a política deve ser claramente comunicada aos usuários. 3.7. • Definir um relatório de violações que indique quais os tipos de violações devem ser relatados e a quem estes relatos devem ser feitos. No mínimo. através da linha de conduta para autenticação de acessos remotos e o uso de dispositivos de autenticação. Uma política deve ser . Esta é uma parte importante do processo. entenderam e concordaram com a política estabelecida (vide Anexo II).33 • Viabilizar uma política de autenticação que estabeleça confiança por meio de uma política efetiva de senhas. Uma atmosfera de não ameaça e a possibilidade de denúncias anônimas irá resultar em uma grande probabilidade de uma violação ser relatada. Pode haver requisitos regulatórios que afetem alguns aspectos de uma política de segurança tal como a monitoração. Uma vez estabelecida. devem manipular e acessar a tecnologia. pessoal e gerentes. a política deve ser revisada por um conselho legalmente instituído para tal fim.9. bem como especificar horários de operação e de manutenção. Finalmente sua política deve ser revisada regularmente para verificar se está suportando com sucesso suas necessidades de segurança. afirmando que leram. Deve-se criar um documento que os usuários assinem. e • Oferecer aos usuários informações sobre como agir na ocorrência de qualquer tipo de violação. • Definir uma tecnologia de informação e política de manutenção de rede que descreva como. Ele deve endereçar aspectos como redundância e recuperação. Os criadores da política devem considerar a busca de assistência legal na criação da mesma. • Possuir um documento de disponibilidade que defina as expectativas dos usuários para a disponibilidade de recursos. é necessária bastante flexibilidade baseada no conceito de segurança arquitetural. Flexibilidade No intuito de tornar a política viável a longo prazo. Ele também deve incluir informações para contato para relatar falhas de sistema e de rede. Outra área para considerar é a terceirização e como ela é gerenciada.

múltiplos administradores de sistema talvez conheçam a senha e utilizem a conta. Por exemplo. 3. as conseqüências não serão críticas. Porém. isto é. . escolhendo mecanismos de segurança mais adequados. Exemplo: Dados pessoais de clientes e funcionários. Os mecanismos para a atualização da política devem estar claros. O acesso a estes sistemas e informações é feito de acordo com sua estrita necessidade. contratos .9. Isto inclui o processo e as pessoas envolvidas. Também é importante reconhecer que há expectativas para cada regra. Também pode haver casos em que múltiplos usuários terão acesso à mesma userid. senhas. informações divulgadas à imprensa ou pela internet 2) Internas ou de uso interno: as informações e os sistemas assim classificados não devem sair do âmbito da instituição. Classificação das Informações Segundo Claudia Dias (Dias. informações sobre vulnerabilidades de segurança dos sistemas institucionais. O acesso não autorizado a esses dados e sistemas pode comprometer o funcionamento da instituição. os usuários só podem acessá-los se estes forem fundamentais para o desempenho satisfatório de suas funções na instituição. 2000). Por exemplo. se isto ocorrer. a política pode definir como tratá-la de acordo com sua classe. Sempre que possível a política deve expressar quais expectativas foram determinadas para a sua existência. balanços entre outros. Exemplo: serviços de informação ao público em geral. 3) Confidenciais: informações e sistemas tratados como confidenciais dentro da instituição e protegidos contra o acesso externo. causar danos financeiros ou perdas de fatias do mercado para o concorrente. em sistemas com um usuário root. Por isso a classificação das informações é um dos primeiros passos para o estabelecimento de uma política de segurança de informações. sob que condições um administrador de sistema tem direito a pesquisar nos arquivos do usuário.34 largamente independente de hardware e software específicos. A classificação mais comum de informações é aquela que as divide em 04 níveis: 1) Públicas ou de uso irrestrito: as informações e os sistemas assim classificados podem ser divulgados a qualquer pessoa sem que haja implicações para a instituição. Um vez classificada a informação.8. Exemplo: Serviços de informação interna ou documentos de trabalho corriqueiros que só interessam aos funcionários. diferentes tipos de informação devem ser protegidos de diferentes maneiras.

É imprescindível que o número de pessoas autorizadas seja muito restrito e o controle sobre o uso dessas informações seja total. classificando-os por nível de importância e severidade da perda. de forma a proporcionar a adoção de medidas apropriadas tanto às necessidades de negócio da instituição ao proteger seus recursos de informação. Os riscos podem apenas ser reduzidos. risco é uma combinação de componentes. talvez não seja aconselhável tomar quaisquer medidas preventivas neste sentido. Exemplo: Informações dos contribuintes. impactos e vulnerabilidades das informações e das instituições de processamento das mesmas e da probabilidade de sua ocorrência. Conhecer com antecedência as ameaças aos recursos informacionais e seus impactos pode resultar em medidas efetivas para reduzir as ameaças. como aos usuários que precisam utilizar esses recursos. as vulnerabilidades e conseqüentemente os impactos. Se combater uma ameaça for mais caro do que seu dano potencial. controle e minimização ou eliminação dos riscos de segurança que podem afetar os sistemas de informação a um custo aceitável (ISO/IEC 17799:2000). .35 4) Secretas: o acesso interno ou externo de pessoas não autorizadas a este tipo de informação é extremamente crítico para a instituição. O gerenciamento de risco é o processo de identificação. já que é impossível eliminar todos. 3. A análise de risco é o ponto chave da política de segurança englobando tanto a análise de ameaças e vulnerabilidades quanto a análise de impactos. A quebra de segurança sempre poderá ocorrer. levando em consideração justificativas de custos.9. declarações de imposto de renda. a qual identifica os componentes críticos e o custo potencial aos usuários do sistema. tais como ameaças. e os custos envolvidos na sua prevenção ou recuperação. determinar a probabilidade de uma ameaça se concretizar e entender os riscos potenciais. Muitas vezes o termo risco é utilizado como sinônimo de ameaça ou da probabilidade de uma ameaça ocorrer. é preciso inicialmente identificar as ameaças e os impactos.9. Análise de Riscos Análise de riscos é a análise das ameaças. nível de proteção e facilidade de uso. Na verdade. Para tomar as devidas precauções. vulnerabilidades e impactos em um determinado ambiente.

Os códigos de vírus procuram entre os arquivos dos usuários.36 3. através de e-mails ou disquetes contaminados. e Sua habilidade de replicação é limitada aos sistema virtual. • • • • Eles se replicam.1.9. . encontrando e infectando outros programas e arquivos. Quando um arquivo de programa está infectado com vírus é executado e o vírus imediatamente assume o comando. Worms e Trojans Segundo o CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. circulam e se multiplicam em sistemas multi-tarefa. Podem ser inseridos por hackers que entram no sistema e plantam o vírus. assim como os vírus. É ativado por uma ação externa. A seguir estão algumas características de um vírus: • • • • Consegue se replicar. Ele infecta o arquivo colocando nele parte de um código. Na mesma categoria dos vírus. que são programas projetados para replicação e possuem as seguintes características. São entidades autônomas. algumas das quais os diferenciam dos vírus. Para worms de rede. Residem. Precisa de um programa “hospedeiro” portador’. Os vírus podem ser inofensivos (apenas mostram uma mensagem ou tocam uma música). estão os warms. programas executáveis sobre os quais os usuários têm direito de escrita. os vírus estão em primeiro lugar entre as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001.9. não necessitam se atracar a um programa ou arquivo “hospedeiro”. ao contrário dos vírus. ou nocivos apagando ou modificando arquivos do computador. a replicação ocorre através dos links de comunicação. Riscos Externos Relacionados a seguir estão alguns tipos de riscos externos aos quais freqüentemente as organizações estão sujeitas: Vírus.

números de cartões de crédito e direcionamento das trocas de e-mails estabelecendo as relações entre indivíduos e organizações. Quando o programa é rodado.Esta técnica consiste em atuar em nome de usuário legítimo para realizar tarefas de tampering ou snoofing. parece funcionar como o usuário esperava. Snoofing e Downloading . .São intercessões de pacotes no tráfego para leitura por programas de usuários não legítimos. interceptando e-mails e outros tipos de informações. mas na verdade está destruindo. bem como em roteadores ou gateways. autarquias fiscais. Modificação e Fabricação Tampering ou Data Diddling. Uma das formas pode ser o envio de e-mail falso em nome da vítima. Esta categoria trata da modificação não autorizada de dados. A base desta atuação é tomar posse do logins e senhas das vítimas. tal como um jogo ou uma tabela que tem a aparência de seguro. Esta forma de looping torna muito difícil a sua identificação. Geralmente são espalhados por e-mails. invasão de outros computadores ou até um terceiro. que são camuflados com esta finalidade Spoofing . mas possui efeitos escondidos. Na Web há inúmeros exemplos de home pages invadidas para colocação de slogans ou marcas de presença. A utilização de cavalos de Tróia está dentro desta categoria para tomar controle remoto dos sistemas vítimas.São intercessões do mesmo tipo do sniffer sem modificação do conteúdo dos pacotes embora a ação seja diferente. pois o atacante se apossa de documentos que trafegam na rede. Entre as vítimas estão bancos. e outros tipos de bancos de dados. Intercessão Eavesdropping e Packet Sniffing . ou ainda outros de forma que oculte sua identidade. escolas. O sniffer pode ser colocado na estação de trabalho conectada à rede. Com um software instalado em um sistema o atacante modifica ou apaga arquivos. Entre os programas mais comuns estão o Back Orifice e o NetBus. Este método é utilizado para intercessão de logins e senhas de usuários.37 O Trojan (Cavalos de Tróia) é um código escondido em um programa. fazendo download para a sua própria máquina. É um programa em si mesmo e não requer um “hospedeiro” para carregá-lo. danificando ou alterando informações por trás.

Um bom exemplo de ataque de engenharia social é o de ligar para um setor de informática de uma corporação. A melhor defesa contra este ataque é o treinamento dos funcionários e usuários de redes e computadores. mas como não recebe as respostas acumula o buffer com informações em aberto. O sistema responde as mensagens. Bombas Lógicas . a obtenção de informações através de engenharia social ainda é utilizada com muito sucesso em diversas organizações e seu sucesso depende exclusivamente do conhecimento do pessoal em assuntos de redes e computadores. o username e a senha necessários para o início de seu ataque. pode ser espaço de um disco ou envio de pacotes até a saturação do tráfego da rede vítima impossibilitando-a de receber os pacotes legítimos. Claro que desta forma.O ataque consiste em programas sabotadores introduzidos nas máquinas das vítimas com intuito de destruir as informações ou paralisá-las. Variando muito de organização para organização. não dando lugar às conexões legítimas. . e gostaria que a senha fosse trocada.38 Interrupção Jamming ou Flooding. São interrupções do funcionamento do sistema através da saturação de dados. Engenharia Social Este mecanismo de recolhimento de informações é uma das formas mais perigosas e eficientes utilizada pelos hackers. consegue através deste telefonema. Muitas vezes o hacker. dizendo ser um novo funcionário de um determinado setor e dizer que precisa de um username e senha para acesso ao sistema. Uma forma mais fácil ainda é de ligar para o setor de informática dizendo ser “o fulano de tal” que esqueceu a senha. O atacante satura o sistema com mensagens de que querem estabelecer conexão através de vários computadores com a vítima e ao invés de indicar a direção do IP dos emissores estas direções são falsas. Outros ataques comuns são “ping da morte” e a saturação de e-mails. o hacker tem que conhecer o nome de um usuário do sistema que esteja há muito tempo sem utilizá-lo.

39 3.2.2. Análise de Ameaças Antes de decidir como proteger um sistema é necessário saber contra o que ele será protegido. lugar: Penetração externa no sistema. Os empregados descuidados geralmente não tem intenção de causar nenhum dano ao sistema. e Inserindo dados incorretamente. Destruindo os equipamentos ou instalações. acessar informações indevidas e entrar informações incorretas no sistema.9. lugar: Uso interno indevido do acesso à rede 3o. 3. raios. Os riscos pessoais podem ser causados por empregados insatisfeitos ou apenas descuidados. que podem causar sérios danos aos sistemas de computação. A melhor ação a ser tomada é ter em vigor um plano de recuperação de desastres. Derrubando os sistemas. Riscos Internos Os riscos internos são decorrentes de duas fontes principais.10. desastres naturais e pessoas. as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001 foram: 1o. Os empregados insatisfeitos podem tentar sabotar o sistema de informação. lugar: Vírus de computador 2o. Não se podem prever ou evitar os desastres naturais tais como enchentes. estragar um computador pelo mal uso. Segundo o 2001 CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. Destruindo dados ou programas com bombas lógicas. das seguintes formas: • • • • • Modificando ou apagando dados. mas podem apagar arquivos importantes. Contudo. é necessário implementar defesas contra eles. lugar: Roubos de notebooks 4o. . lugar: Acesso interno não autorizado 5o. ou incêndios.9.

Alguns conceitos importantes para se realizar uma análise de ameaças são: • Recurso: componente de um sistema computacional. É o resultado da concretização de uma ameaça. Iindependentemente do tipo. Vulnerabilidade: fraqueza ou deficiência que pode ser explorada por uma ameaça. Depende da probabilidade de uma ameaça atacar o sistema e do impacto resultante deste ataque. entre outros).40 Segundo Claudia Dias (Dias. Probabilidade: chance de uma ameaça atacar com sucesso o sistema computacional. sabotagem. Risco: medida de exposição a qual o sistema computacional está sujeito. bugs de software) ou deliberada (roubos. fraude. hardware ou informação. Pode ser associada à probabilidade da ameaça ocorrer. podendo ser recurso físico. desastres naturais. 2000) a análise das ameaças e vulnerabilidades do ambiente de informática deve levar em consideração todos os eventos adversos que podem explorar as fragilidades de segurança desse ambiente e acarretar danos.impedimento deliberado de acesso aos recursos computacionais por usuários não autorizados. podendo ser acidental (falha de hardware. Impacto: conseqüência de uma vulnerabilidade do sistema ter sido explorada por uma ameaça. Indisponibilidade de serviços de informática . as ameaças consideradas mais comuns em um ambiente informatizado são: • • • • Vazamento de informações (voluntário ou involuntário) – informações desprotegidas ou reveladas a pessoas não autorizados. erros de programação. Violação de integridade . invasão de hackers. Ataque: ameaça concretizada. erros do usuário.comprometimento da consistência de dados.um recurso computacional é utilizado por pessoa não autorizada ou de forma não autorizada. espionagem. e Acesso e uso não autorizado . • • • • • Ameaça é tudo aquilo que pode comprometer a segurança de um sistema. software. .

11. a integridade. Auditoria A auditoria envolve o exame de recursos: lógicos. A metodologia de auditoria para que as Secretarias de Receita desenvolvam uma Governança de TI. sistemas de aplicativos. A Governança de TI se alicerça em três pilastras: o domínio. como meio de desenvolver este conceito. na aquisição e implementação e na distribuição e suporte (CobiT. o recurso e a informação. 2000). físicos e humanos em uma entidade a fim de garantir na informação: a eficiência. a disponibilidade. . a confidencialidade. A informação é o conteúdo que estabelece os critérios de qualidade para o negócio das Secretarias de Receita. dando-lhe suporte na monitoração. tecnológicos. será baseado na tecnologia de auditoria CobiT. Isto a faz a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. O recurso são os instrumentos disponíveis à governabilidade de TI. No atual estágio do desenvolvimento da tecnologia de informação composta por pessoas.9. a fim de alcançar os objetivos de receber e distribuir pecúlio às outras secretarias. A prática da auditoria é o meio fundamental para acompanhar este dinamismo e reduzir os riscos nas etapas atuais e futuras. máquinas e ambiente que além de complexos. o próprio processo se transforma antes mesmo de se ter um conhecimento profundo de suas etapas. no planejamento e organização. a confiabilidade e o cumprimento dos objetivos estabelecidos. a efetividade.41 3. aumentado assim sua vulnerabilidade. O domínio é a metodologia empregada. pois a eficácia administrativa está no domínio destes conhecimentos continuamente adquiridos. dados. interagem entre si.

De forma geral. Geralmente chamada de Plano de Contingência (também conhecido como plano de recuperação de desastre. três categorias de desastres podem afetar as organizações: • • • Desastres naturais (eventos). x* y* z= Governança de TI (figura baseada na metodologia CobiT de Auditoria) 3.42 Figura 3 . Para evitar possíveis contingências e desastres ou minimizar os danos que eles causam. y=Informação. e consequentemente as missões críticas e funções dos negócios. é geralmente chamado de desastre. ou de . de continuidade do negócio. Plano de Contingência Contingência de segurança computacional é um evento com potencial para interromper operações computacionais. Se um evento for muito destrutivo.Metodologia CobiT Dimensionamento da Auditoria: x=Domínio. de continuidade das operações. as organizações podem tomar medidas de precaução para controlar o evento. Desastres técnicos (panes).9. falha de hardware.12. Tais eventos podem ser uma queda de energia. z=Recursos de Tecnologia da Informação. incêndio ou tempestade. t= Objetivo do negócio. e Desastres relacionados a seres humanos (comportamento).

. Para a elaboração de um plano de contingência eficaz. c) Antecipar potenciais contingências ou desastres. e g) Ter flexibilidade. f) Evitar um ponto único de falha para que o sucesso ou falha do plano inteiro não deve ficar sob a responsabilidade de uma única pessoa. esta atividade está intimamente ligada ao manejo de incidentes. b) Possuir um objetivo claro que defina exatamento o que o plano vai realizar. Os planos de contingência devem ser desenvolvidos e implementados para garantir que os processos do negócio possam ser recuperados no tempo devido. d) Verificar quais recursos financeiros estão disponíveis para o realizar o plano que for necessário. O objetivo do Plano de Contingência é não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de grandes falhas ou desastres (ISO/IEC 17799:2000). e) Definir claramente as responsabilidades de todos os envolvidos estabelecendo antecipadamente quem é o responsável por cada tarefa de recuperação e exatamente o que essa responsabilidade significa. e) Implementar as estratégias de contingência. um bom plano deve ser atualizado anualmente ou conforme a necessidade da empresa/organização.43 retomada do negócio). é crucial que se observem os seguintes elementos-chave: a) Obter o apoio da alta diretoria. Tais planos devem ser mantidos e testados de forma a se tornarem parte integrante de todos os outros processos gerenciais (ISO/IEC 17799:2000). Deve haver uma cadeia de comando. d) Selecionar as estratégias do plano de contingência. c) Priorizar as funções críticas para manter a empresa em funcionamento. que primeiramente trata ameaças técnicas maliciosas tais como hackers e vírus. Os seguintes passos devem ser seguidos no processo de elaboração de um plano de contingência: a) Identificar as funções críticas da organização. descrevendo quem assume o controle por alguém se um funcionário morrer ou tornar-se inapto para desempenhar suas tarefas. e f) Testar e revisar a estratégia. b) Identificar os recursos que dão suporte às funções críticas. ou seja.

tal como usar um hot site como backup caso uma instalação redundante seja destruída por uma outra contingência. incluindo a gerência de crise. o processo de planejamento da continuidade do negócio deve considerar os seguintes itens: a) Definição e reconhecimento de todas as responsabilidades e procedimentos de emergência. recuperação e retomada. Recuperação refere-se aos passos tomados para continuar o suporte às funções críticas. A estratégia utilizada para possibilitar a capacidade de processamento está agrupada nas seguintes categorias: • • • • • Hot site (instalações quentes) – Um prédio equipado de antemão com capacidade de processamento e outros serviços. Acordo de reciprocidade – Um acordo que permite que duas organizações apoiem uma a outra. b) Implementação dos procedimentos de emergência que viabilizem a recuperação e restauração nos prazos necessários. Híbridas – Qualquer combinação acima. c) Documentação dos processos e procedimentos definidos. Retomada é o retorno às operações normais. Cold site (instalações frias) – Um prédio para abrigar processadores que podem ser facilmente adaptados para uso.44 De acordo com a ISO/IEC 17799:2000. fria. d) Treinamento adequado da equipe nos procedimentos e processos de emergências definidos. Seja qual for o tipo de instalação. quente. De acordo com o NIST Handbook a estratégia de um plano de contingência consiste de três partes: resposta de emergência. Especial atenção deve ser dada à análise de dependência de recursos e serviços externos aos negócios e aos contratos existentes. Site redundante – Um local equipado e configurado exatamente como o primeiro. e) Teste de atualização dos planos. A resposta de emergência aborda as ações iniciais tomadas para proteger vidas e limitar danos. ou híbrida a equipe de suporte precisa estar apta a preencher as seguintes funções: .

somente depois da Segunda Guerra Mundial. A criptografia é tão antiga quanto a própria escrita. Permitir que sua empresa funcione tanto como uma unidade administrativa.10. FERRAMENTAS DE SEGURANÇA Com base no levantamento dos riscos.1.10. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança das informações. Estas chaves devem ser . 3. autenticidade e integridade das informações.10.1. e Armazenar backups de dados e a biblioteca de software. 3. quanto como uma unidade operacional. 3. o nível apropriado de proteção deve ser identificado levando-se em conta o tipo e a qualidade do algoritmo criptográfico usado e o tamanho das chaves a serem utilizadas (ISO/IEC 17799:2000). Contudo.1. Estes algoritmos. Para que uma mensagem seja cifrada utilizam-se uma ou mais chaves (seqüência de caracteres) que serão embaralhadas com a mensagem original. Criptografia A criptografia tem como objetivo. com a invenção do computador.45 • • • Armazenar cópias do plano contra desastres da empresa. proteger a confidencialidade. chave única e chave pública e privada. apresentamos a seguir algumas das ferramentas de segurança mais freqüentemente utilizadas. são usados para diferentes aplicações e deve-se analisar qual é o melhor para cada caso. Baseado na análise de risco. Os romanos utilizavam códigos secretos para comunicar planos de batalha. Algoritmos Criptográficos Existem dois tipos básicos de algoritmos criptográficos que podem ser utilizados tanto sozinhos como em combinação. O trabalho criptográfico formou a base para a ciência da computação moderna. Técnicas e sistemas criptográficos devem ser usados para a proteção das informações que são consideradas de risco e para aquelas que os outros controles não fornecem proteção adequada. o uso da criptografia tomou maior impulso em seu desenvolvimento.

Vistos os anúncios da possibilidade do cálculo da chave secreta do DES por força bruta estarem sendo cada vez mais viáveis economicamente em função inclusive do tamanho desta chave (56 bits). ele é relativamente rápido e é usado com freqüência para criptografar grandes volumes de dados de uma só vez. . O DES é usado em muitas aplicações mais seguras da Internet.10. o sistema usa a mesma chave tanto para a cifragem como para a decifragem dos dados. um texto legível (informação aberta) – x . isto é.Uma cifra de bloco criada pela IBM e endossada pelo governo dos Estados Unidos em 1977.National Bureau of Standards) lançou em 1997 uma competição aberta para o sucessor do DES. a qual deve ser utilizada no algoritmo inverso f –1 (y). pois somente com o conhecimento delas é que se poderá decifrar a mensagem. Para quem desconhece a chave K é computacionalmente difícil obter-se y a partir do conhecimento de x se o algoritmo for bem projetado. Algoritmos de Chave Simétrica DES (Data Encryption Standard) . o algoritmo de criptografia Rijndael.em um texto ilegível (informação criptografada) – y – O texto y é transmitido para o destino onde y é decriptografado pelo algoritmo inverso f –1 (y) obtendo-se o texto legível – x – se e só se o destinatário conhece a chave K. no qual um bloco de dados é criptografado três vezes com diferentes chaves. O primeiro tipo de algoritmo que surgiu foi o de chave única. DES Triplo (Triple DES) .3. a NIST (National Institute of Standards in Technology antiga NBS . entre duzentos. incluindo a SSL (Secure Sockets Layer) e a maioria das alternativas mais seguras do IP. Neste. Criptografia Simétrica A Criptografia Simétrica consiste em transformar. 3. 3. utilizando-se uma chave K e uma função y=f(x).2. O DES utiliza uma chave de 56 bits e opera em blocos de 64 bits. se for seguro. Projetado para ser implementado em componentes de hardware. também chamado de algoritmo de chave simétrica.O DES triplo é uma evolução do DES.46 mantidas em segredo. e esta deve ser mantida em segredo. sendo que das cinco finalistas foi escolhido.10. produzido por dois Belgas. Nesta competição foram apresentadas 18 propostas. chamado AES – Advanced Encryption Standard.1.1.

4. sendo que o mesmo algoritmo é usado para cifrar e decifrar os textos. ao passo que o RC4 é 10 vezes mais rápido que o DES.Ron Rivest da RSA DSI (Data Security Inc. Pode ser usado como substituto do DES. É bastante forte e resistente a várias formas de criptoanálise. Como solução para tal situação temos o algoritmo de chaves assimétricas.10. RC2 e RC4 . que deve ser divulgada entre as partes de forma sigilosa. 3. cartões inteligentes.1. basicamente. sendo projetado para ser facilmente calculado em softwares. Os S-boxes são tabelas não-lineares que determinam como o algoritmo de criptografia substitui bytes por outros. O IDEA (International Data Encryption Algorithm) foi criado em 1991. pois ambos são cifras de bloco.47 Algumas das vantagens do AES são: poder usar chaves de 128.) projetou essas cifras com tamanho de chave variável para proporcionar uma criptografia em alto volume que fosse muito rápida. Em softwares. 192 e 256 bits ou maiores e ser executado eficazmente em um grande número de ambientes. softwares de computador e browsers. Esta solução é composta basicamente de um algoritmo de criptografia e de decriptografia (o qual pode ser ou não de conhecimento público. o RC2 é aproximadamente 2 vezes mais rápido do que o DES. Opera com blocos de textos em claro no tamanho de 64 bits e possui uma chave de 128 bits. visto que alguns observadores temiam que essa mudança poderia introduzir uma armadilha e poderia permitir que um atacante decifrasse mensagens criptografadas pelo DES sem testar todas possíveis chaves. pois se um terceiro elemento não autorizado tiver acesso à chave poderá comprometer a segurança atribuída pela criptografia. Criptografia Assimétrica O problema da criptografia simétrica é que as partes na comunicação devem conhecer a mesma chave. mas deve ser conhecido pelas partes de uma comunicação) e um par de chaves (conhecidas como chave privada e chave pública) e que tem. as seguintes premissas: . enquanto o DES foi projetado principalmente para hardware Outro problema do DES foram as mudanças propostas pela NSA nas S-Boxes do algoritmo original (Lucifer).

entre as partes envolvidas na comunicação. o que torna muito lenta a cifragem e decifragem de uma grande quantidade de dados. de forma confiável. e modificado posteriormente. visto que pode ser “quebrado” por um intruso que capta toda a troca de informações.5. e • A chave pública de uma entidade é amplamente divulgada sendo que a chave privada só é de conhecimento da mesma. como por exemplo A e B. . A criptografa a informação com essa chave e envia a B.10. um par de chaves (pública e privada). algoritmos assimétricos são utilizados apenas para estabelecer sessão e a troca. teoricamente. ele solicita a chave pública de B. Algoritmos assimétricos (ou de chave pública e privada) são muito complexos sendo que as chaves utilizadas são números primos entre si e de valores muito grandes. Se A deseja enviar a B. e A mensagem criptografada com a chave pública de B só pode ser decriptografada pela chave privada de B. maior o número de possíveis combinações e. 3. Por isso. Quanto maior o número de bits das chaves. Um dos parâmetros para se medir a resistência de um algoritmo é o tamanho de suas chaves. maior a resistência do algoritmo contra ataques. Algoritmos de Chave Assimétrica Dentre os diversos algoritmos de chave assimétrica destacam-se: Diffie-Hellman – Protocolo para troca de chaves.1. criado antes do RSA. é feita como se segue: • • • • Tanto A quanto B possuem. Dessa forma a comunicação entre duas partes. cada um. geralmente. de uma chave simétrica. Uma chave não pode ser descoberta a partir da outra (mesmo conhecendo o algoritmo de criptografia e de decriptografia e tendo a informação criptografada). De pose da chave pública de B.48 • • A informação criptografada por uma chave só pode ser decriptografada pela outra.

também usado para gerar assinaturas digitais de 128 bits para mensagens de qualquer tamanho.49 RSA . 3. Baseado na dificuldade computacional de se fatorar um número inteiro muito longo (por exemplo 512 bytes de tamanho) em dois números primos. porém com uso liberado para quaisquer aplicações. . procedência e conteúdo das informações. baseado na troca de chaves criptografadas. Miller e Rabin – Outro algoritmo de criptografia assimétrica muito usado. que é um aprimoramento do MD4.6.. 3.2 – PKI). Uma PKI é utilizada para prover a identificação de uma entidade eletrônica (usuário. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. no sentido de que se pode concluir falsamente que o número inteiro é primo mas com baixa probabilidade. computador. Os algoritmos mais conhecidos são o MD5 (Message Digest 5). porém tem uma performance em média 50% inferior.1.10. Similar ao RSA mas é um algoritmo probabilístico. a partir de um texto legível de tamanho m.2. Algoritmos para Geração de Assinatura Digital. gerar uma informação criptografada de tamanho n onde n é muito menor que m. e o RSA. etc.É um algoritmo criado e patenteado pela RSA Data Security Inc.) na Internet. mas é considerado um algoritmo bastante rápido além de seguro. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. É considerado mais seguro que o MD5.10. PKI (Public Key Infrastructure) É o processo de certificação digital que possibilita a identificação inequívoca da identidade. Um dos fatores que determinam a popularidade do RSA é o fato de ele também poder ser usado para assinatura digital (ver 3. Tal função em um algoritmo assimétrico é conhecida como função de Hash ou de Espalhamento. Consiste de algoritmos que utilizam chaves privada e pública para.10. O RSA é um algoritmo que gera assinaturas digitais de 160 bits para mensagens de qualquer tamanho.

Validação: verificação se o certificado está ou não expirado e se as informações nele são verdadeiras.br Figura 4 . chave pública (ver criptografia assimétrica) e outros dados de um usuário.Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking: .(Certificate Authorities – Autoridade Certificadora) : Responsável por criar. distribuir e revogar certificados digitais. Podemos citar ainda outros conceitos utilizados em PKI: • • • Certificação: é o processo de associação de uma chave pública a um usuário. Quando o mesmo não é mais válido é marcado pela CA como revogado.gov. CA 3 – Checando e Validando 1 – Certificado Emitido Usuário 2 – Certificado Enviado www. Uma PKI é composta dos seguintes componentes: • • CA . Revogação: um certificado não pode ser apagado ou reutilizado. o qual possui o nome.50 A identificação digital de um usuário é chamada de Certificado Digital. É usado para validar uma assinatura digital que pode ser anexada a um e-mail ou formatos eletrônicos. As chaves privadas são armazenadas em um hard disk ou em um Token.sef.(Registration Authorities .df.Autoridade Registradora): Registra novos usuários. RA . Neste caso a chave somente pode ser utilizada quando o token for inserido no computador (um exemplo é o smart card). Os usuários da PKI podem descobrir o status atual de um certificado digital utilizando o processo Real-time Online Certificate Status Checking.

de checar o status de um certificado requer que os usuários da PKI façam um download de uma lista de certificados revogados (CRL) pela CA. Uma empresa pode correr risco.3.1. garantindo assim que uma mensagem não foi falsificada por terceiros. Assinatura Digital As assinaturas digitais fornecem os meios para proteção da autenticidade e integridade de documentos eletrônicos (ISO/IEC 17799:2000). junto com a mensagem de e-mail e o certificado digital do remetente para o destinatário.51 Outro modo. caso apareça alguma atividade suspeita. uma combinação de elementos. . uma cópia da mensagem é criptografada (algoritmo Hash) usando a chave privada (assinatura digital). menos confiável. por exemplo. 3. É um dos elementos utilizados para segmentar a rede e criar um perímetro de defesa definido em uma política de segurança. O firewall de uma rede não é apenas um roteador ou servidor para defesa. gera um alarme antes que ocorra efetivamente um ataque ou suceda algum problema no trânsito dos dados. seja ela uma intranet ou internet. Para criar uma assinatura digital para uma mensagem de e-mail. A assinatura digital somente pode ser decriptografada e verificada usando-se a chave pública embutida no certificado digital do remetente. É na verdade. Um dos maiores benefícios do firewall é o de facilitar o trabalho do administrador da rede que consolida a segurança no sistema de firewall evitando distribuir todo um esquema de segurança por cada um dos servidores que integram a rede privativa. com o objetivo de oferecer segurança às informações que trafegam na rede. pelo fato de possuir uma CRL desatualizada. a qual é enviada. O firewall oferece um ponto de segurança que pode ser monitorado e.10. 3. de estar confiando em um certificado que acabou de ser revogado.2. O maior problema das CRLs é o fato de que muitos certificados são revogados por dia. impedindo acessos indevidos e ataques. Firewall Firewall é um sistema baseado em software ou hardware capaz de controlar o acesso entre duas redes ou sistemas.10. que cria a assinatura digital utilizando a chave pública do remetente e compara com a assinatura recebida.

Vírus passados internamente através de arquivos e softwares. Ele pode permitir ou negar um serviço em particular. Cada um destes pontos de acesso significa um ponto potencial de ataque à rede interna. De engenharia social. e Gateways a nível de circuito. As premissas do sistema de firewall que descrevem a filosofia fundamental da segurança da organização são as seguintes: • • Tudo que não é especificamente permitido. por exemplo. números de porta TCP origem e destino. e direção do fluxo de pacotes. Tudo que não é especificamente proibido é permitido. Um firewall não pode proteger a rede contra os seguintes ataques: • • • • Backdoors (portas dos fundos) . O problema do filtro de pacotes IP é que não pode prover um controle eficiente sobre o tráfego. mas não é capaz de compreender o contexto todo deste serviço. O roteador toma decisões de recusar ou permitir a entrada de cada um dos pacotes que são recebidos. estado do bit ACK no pacote TCP. Gateways a nível de aplicação. é proibido. os quais devem ser monitorados regularmente. .52 A preocupação principal de um administrador de rede são os múltiplos acessos à Internet que podem ser controlados através do firewall. números de porta UDP origem e destino. O roteador examina cada datagrama para determinar se este corresponde a um dos seus pacotes filtrados e se foi aprovado por suas regras de filtro. os seguintes critérios devem ser observados: endereços de IP origem e destino. e Possíveis ataques em transferência de dados.modem conectado à rede interna e à Internet via telefônica. Um firewall típico se compõe de uma ou mais combinações dos seguintes obstáculos: • • • Roteador filtra-pacotes. Quando se avalia um roteador para ser usado para filtragem de pacotes. Isto ocorre quando aparentemente dados inofensivos são enviados e copiados em um servidor interno e executados despachando um ataque.

O maior esforço atual em técnicas de firewall é encontrar uma combinação de um par de roteadores de filtragem com um ou mais servidores proxy na rede entre dois roteadores. Permite uma verificação a nível de camada de aplicação sem requerer um proxy para cada tipo de serviço segurado. Um dos maiores defeitos dos softwares de prevenção é que a maioria deles não consegue evitar a contaminação do segmento de boot.4. Softwares de Prevenção Os programas de prevenção permanecem residentes em memória durante todo o período de uso do computador. Anti-Vírus Anti-vírus é um software capaz de detectar e eliminar viroses de computador. Servidores de segurança fazem a verificação do conteúdo de acordo com a definição do usuário. Os firewalls podem ser uma grande ajuda quando se está implementando segurança em um site e protegem contra uma variedade de ataques. quando o software antivírus nem foi carregado para a memória.4. A finalidade do roteador interno é bloquear todo tráfego exceto para o servidor proxy. Esta configuração permite ao roteador externo bloquear qualquer tentativa de usar a camada IP subjacente para quebrar a segurança.10. incluindo pacote. 3. Eles acompanham todos os processos do sistema.53 O gateway de aplicação pode ser configurado para suportar unicamente as características específicas de uma aplicação que o administrador considere relevantes. enquanto permite ao servidor proxy tratar potenciais furos de segurança nos protocolos das camadas superiores. O Statefull Inspection é um firewall composto por um filtro de pacotes mais inteligente. Apesar disso. atentos para sinais de contaminação ou reprodução do vírus.1. A razão é simples: a contaminação do segmento de boot acontece durante a inicialização da máquina. Conhece os estados de cada comunicação que passa pela máquina do firewall. Eles não podem proteger seu site contra todos os tipos de ataques.10. 3. O gateway de aplicação pode também exercer a função de um servidor proxy o qual é utilizado para concentrar serviços de aplicação através de uma única máquina. Mas são apenas uma parte da solução. negando todas as outras. Esses programas filtram os acessos a arquivos feitos por outros programas. assegurando integridade e disponibilidade das informações. conexão e informação de aplicação. após a .

Softwares de Detecção Os programas de detecção baseiam-se no princípio de que uma contaminação pode ser localizada e contida imediatamente após ter ocorrido.10. 3.2. incluindo o sistema operacional e o segmento de boot.10. . Esse tipo de programa de detecção cadastra todas as informações críticas do sistema na hora da instalação inicial de cada pacote de software.54 inicialização do computador conseguem identificar a contaminação e indicam o procedimento para a remoção do vírus.3. a área do disco será identificada e o usuário. uma verificação rotineira é executada para comparar as informações cadastradas com as atuais. Requisitos Básicos de um Antivírus A seguir estão alguns requisitos básicos que um software antivírus deve possuir: • Capacidade de monitorar todo o tráfego de arquivos e informações e o sistema computacional (programas/processos em execução. tentando restaurar seu formato original.4. alertado. memória e interrupções do computador).4. Se traços de contaminação forem detectados. Os programas detectam o vírus por meio das pistas deixadas por eles durante a invasão do sistema. isto é. Software de Identificação Esse tipo de programa antivírus somente funciona nos casos em que o vírus que contaminou o sistema é conhecido.4.4. 3. comparar a imagem do disco original contra a atual. 3. Os programas de detecção são mais eficazes que os de prevenção e detectam qualquer tipo de vírus. Os softwares antivírus que usam essa técnica têm sido muito bem sucedidos na identificação de uma grande variedade de vírus digitais. Depois disso. A forma mais eficaz de proteção disponível atualmente é alcançada por produtos que usam a técnica que cria uma imagem do disco.10. o programa efetua uma alteração no arquivo contaminado. Uma vez localizado o vírus. O vírus será identificado pelo programa que pesquisa no disco rígido a procura de características internas e específicas de cada tipo de vírus nele cadastrado.

ZIP2EXE. renomeado ou aberto.55 • • Capacidade de detectar vírus quando o arquivo estiver sendo executado.10. Oferecer em tempo real para downloads da Internet (via HTTP. ZIP. sobretudo nos casos em que enlaces internacionais ou nacionais de longa distância estão envolvidos. Ser ativado/inicializado toda vez que o computador for ligado. através de links dedicados ou discados. vírus de programa. Esta solução pode ser muito interessante sob o ponto de vista econômico. SMTP ou POP3) e para arquivos e informações provenientes da rede de computadores a qual o equipamento está conectada. As LANs podem. conectar-se a algum provedor de acesso local e interligar-se a outras LANs. possibilitando o fluxo de dados através da Internet. FTP. vírus polimorfos. Uma VPN garante a segurança (modificação e interceptação) de dados transmitidos pela Internet e a redução de custos com comunicação corporativa. “Cavalos de Tróia”. VPN (Virtual Private Network) Sistema implementado por software ou hardware capaz de assegurar uma conexão de dados segura em meios públicos (como a internet) através de mecanismos de autenticação e criptografia. applets Java. arquivo local de rede e executável. controles Active X.5. tornar inacessível o arquivo contaminado ou apenas avisar sobre arquivo infectado. vírus de macros para arquivos produzidos pelos produtos/softwares do MS-Office. por outro programa. • Detectar e tomar medidas de prevenção para todos os tipos de vírus (vírus de inicialização. • • • Detectar e tomar medidas de prevenção em arquivos compactados. RAR e CAB. 3. no mínimo. . movido. e Opção inteligente para atualização via internet (HTTP e FTP). ARJ. para os formatos PKZIP. VB Script e outros códigos). Tomar medidas de prevenção com as seguintes opções de configuração: limpar. excluir. Links dedicados podem ser substituídos pela Internet. copiado. • • Detectar e tomar medidas de prevenção contra vírus desconhecidos pela ferramenta antivírus ofertada.

restringindo acessos indesejados através da inserção de um servidor VPN entre elas. A estação remota disca para o provedor de acesso. conectando-se à Internet e o software de VPN cria uma rede virtual privada entre o usuário remoto e o servidor de VPN corporativo através da Internet. que é a extensão do PPP usado em conexões dial-up tradicionais. o pacote criptografado é roteado e enviado via internet. Para a implementação de uma VPN é necessário o uso de Gateway ou roteador VPN (alguns roteadores de borda fazem este papel) que crie o túnel de comunicação segura. Na comunicação remota o protocolo de comunicação para transmissão segura é o PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol). por exemplo. A informação enviada entre as redes passa por um gateway VPN que forma o túnel.56 O acesso remoto a redes corporativas utilizando a Internet pode ser viabilizado com a tecnologia VPN através da ligação local a um provedor de acesso. . Uma VPN pode ser implementada de dois modos: tunelamento e por pacote.25) deve-se utilizar em cada uma um gateway VPN (que inclusive pode ser um software de comunicação ou até o próprio sistema operacional que utiliza protocolo de comunicação que suporta VPN em um notebook por exemplo). As VPNs possibilitam a conexão física entre redes locais. O servidor VPN não irá atuar como um roteador entre a rede departamental e o resto da rede corporativa uma vez que o roteador permitiria a conexão entre as duas redes autorizando o acesso de qualquer usuário à rede departamental sensitiva. como um datagrama IP normal. sendo que o primeiro é o mais usado. encapsula e criptografa a informação a nível de rede (padrão atual é IPSEC). toda comunicação ao longo da VPN pode ser criptografada assegurando a confidencialidade das informações. Para se implementar uma VPN entre duas redes (ou até mesmo um notebook ou um computador de casa e uma rede LAN) interconectadas através de uma terceira rede (esta pública como a internet ou até mesmo frame-relay. Depois. Adicionalmente. ATM ou X. Um cliente VPN é requerido no equipamento do usuário móvel (alguns sistemas operacionais como o Windows 2000 suportam o protocolo PPTP).

então ele adiciona um novo header contendo o IP destino do gateway VPN. De forma geral. Troca de chaves de um modo eficiente. O IPSec funciona como uma subcamada logo acima da camada IP. Toda a comunicação LAN. WAN e Internet utiliza o controle de roteamento baseado na camada de rede. AH (Authentication Header) – Depois de criado o novo header. IKE (Internet Key Exchange) – Para as parte envolvidas em uma transmissão de dados segura se comunicarem é preciso serem concluídas três etapas importantes: • • • Negociação entre as partes sobre protocolos. Como parte final da operação. IPSec O problema das soluções de segurança. e Manter estes requisitos durante a conversação. algoritmos de criptografia e chaves a serem utilizadas na sessão. Desta forma. a nível de camada de aplicação. . o payload agora é autenticado com algoritmos de hash (assinatura digital). confiabilidade e confidencialidade.5.1. impedindo a leitura por ataques de monitoração de tráfego. O padrão IPSec provê segurança a nível de autenticação. para garantir a segurança. Os procedimentos utilizados são os seguintes: ESP (Encapsulating Security Payload) – O ESP possibilita a construção de túneis (tunelamento) criptografados.10.57 3. onde o header e o payload do datagrama IP são encapsulados e criptografados (utilizando algoritmo simétrico) no novo payload do IPSec. A autenticação do AH difere do ESP porque a autenticação do AH não protege as informações que estão no cabeçalho do pacote IPSec. mesmo porque alguns campos são alterados à medida em que atravessam a rede em função do roteamento. este deve ser autenticado. Esta solução é chamada de IPSec (IP Security Suite). o IPSec criptografa o pacote IP. um subgrupo do IETF (Internet Engineering Task Force) desenvolveu um padrão para comunicação TCP/IP de forma genérica. o IPSec oferece a vantagem de esconder da Internet os endereços IP originais. é que são específicas para um ou outro serviço/aplicação. A autenticação deve suportar algoritmos de hash específicos e que estejam dentro do padrão IPSec. Como resposta a isto.

os IDSs tentam fazer com que os “atacantes” se tornem responsáveis por suas ações.58 O IKE funciona basicamente em duas fases: a primeira é o estabelecimento de uma sessão segura (utilizando-se chaves assimétricas) e a segunda é a negociação da troca das chaves. IDS (Intrusion Detection System ) A detecção de intrusos é uma tecnologia de segurança capaz de identificar e isolar intrusões contra um sistema de computação e iniciar procedimentos de alerta e contraataque. o IDS permite não apenas a detecção de ataques explicitamente endereçados por outros componentes de segurança (tais como firewalls). Os IDSs também fornecem informação que potencialmente permitem às organizações descobrirem as origens de um ataque. Diferentes IDSs têm diferentes classificações de intrusão. como também uma perigosa falsa sensação de segurança. Dadas as implicações de falhas em um componente do IDS. é correto presumir que os IDSs em si são alvos óbvios para ataques. 3. que é o uso não autorizado ou inadequado de um sistema de computação. Devido a sua importância dentro de um sistema de segurança. Independente do tipo. o administrador do site precisa poder confiar na informação fornecida pelo sistema. Sistemas com falhas não só fornecem menos informações.10. e até certo ponto. os IDSs compartilham uma definição geral de intrusão.6. A detecção de intrusos é um componente importante de um sistema de segurança e complementa outras tecnologias. é crucial que o IDS funcione conforme a expectativa da organização que o está implementando. Um sistema tentando detectar ataques contra servidores Web pode considerar apenas pedidos maliciosos HTTP. . Um intruso mais esperto que perceba que um IDS foi implementando em uma rede que ele está atacando irá muito provavelmente atacar primeiro o IDS tentando desabilitá-lo ou forçando-o a dar informações falsas (distraindo o pessoal de segurança do verdadeiro ataque). servem para desestimular futuros ataques. Para que o IDS seja útil. Desta forma. enquanto que um sistema que se proponha a monitorar protocolos dinâmicos de roteamento pode considerar apenas RIP spoofing. como também tentativas de notificação de novos ataques não previstos por outros componentes. Ao fornecer informações ao administrador do site.

Fazer backup dos dados e programas de uma rede é uma das ferramentas de segurança mais fáceis e baratas de serem implementadas em uma organização. ele precisa ser projetado e implementado com um entendimento claro sobre os meios específicos pelos quais ele pode ser atacado. Backup dos dados essenciais do negócio e de arquivos de programa devem ser feitos regularmente. juntamente com o registro completo e atualizado destas cópias e com a documentação dos procedimentos de recuperação. Procedimentos alternativos para sistemas independentes devem ser regularmente testados para a garantia de que eles satisfaçam os requisitos dos planos de continuidade de negócios.10. ópticos e outros.7. Backup Sistema que possibilita a reprodução e a posterior restauração de informações a partir de meios magnéticos. sempre que possível. 2) Os backups devem ser objeto de proteção física e ambiental compatíveis com os padrões utilizados no ambiente principal.59 Para que um componente de software possa resistir a ataques. Os controles adotados para as mídias e para o ambiente principal devem ser estendidos para o ambiente alternativo. Recursos e instalações alternativos devem ser disponibilizados de forma a garantir que todos os dados e sistemas aplicativos essenciais ao negócio possam ser recuperados após um desastre ou problemas em mídias. de modo a garantir a sua confiabilidade de uso quando for necessário em caso de emergência. devem ser mantidos em local remoto a uma distância suficiente para livrá-los de qualquer dano que possa ocorrer na instalação principal. e 4) Os procedimentos de recuperação devem ser verificados e testados periodicamente para garantia de sua efetividade e de que podem ser completados dentro do prazo determinado nos procedimentos operacionais para recuperação. Os seguintes controles devem ser considerados: 1) Um nível mínimo de cópias de segurança. contudo pode ser facilmente negligenciado quando tudo parece estar funcionando bem. 3) As mídias utilizadas para backup devem ser periodicamente testadas. várias empresas só descobrem a importância da implementação de um bom . (ISO/IEC 17799:2000). Infelizmente. 3.

8.60 plano de backup quando perdem seus dados por um acidente na sala do servidor. ao conectar-se a um servidor RAS. Um servidor RAS (ou qualquer servidor NAS . as quais são analisadas pelo RADIUS. RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) O RADIUS é um padrão utilizado para autenticação remota. sobre o protocolo PPP. A negociação entre o usuário e o RADIUS se dá basicamente da seguinte forma: Todo usuário. O RADIUS opera tanto com mecanismos de autenticação do Unix e Windows quanto com protocolos de autenticação. PAP (Protocolo de Autenticação de Senha) . como o PAP e o CHAP. O RADIUS valida o usuário e retorna ao RAS as permissões e configurações do usuário (access-accept) ou rejeição de acesso (access-reject). a senha segue criptografada entre o RAS e o RADIUS por uma chave conhecida por ambos os servidores.o usuário envia a sua senha aberta na rede e o servidor retorna as permissões do usuário. A segurança da confidencialidade da senha está no fato do RSA ser um algoritmo de Hash (a mensagem original não pode ser obtida através do conhecimento da chave e da mensagem criptografada). ou por um descuido de algum usuário apagando todos os seus arquivos. através do Algoritmo RSA – MD5 utilizando a senha do usuário. 3. deve informar as suas credencias (nome. Neste caso é enviado pela rede um desafio.Network Access Server) passa a ser um cliente do servidor RADIUS (também conhecido como proxy RADIUS). O servidor RAS envia o Message recebido ao servidor RADIUS que conhece a senha do usuário e que a utiliza para criar um Message Digest e comparar com o recebido. As funções primárias do servidor RADIUS são autenticação e autorização de usuários remotos (dial-up) para conexão a uma rede.10. Neste caso. . e outras quando necessário). Este desafio consiste em criar um Message Digest. CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) – O mais utilizado em autenticação RADIUS. senha. O servidor RAS encaminha ao proxy RADIUS um pedido de acesso contendo as credenciais do usuário (access-request).

Por fim. quando o interlocutor já é conhecido mas não é prontamente identificado estamos diante de um fato denominado falso-negativo. A impressão digital. neste caso o sistema confirma a identidade do usuário. Esta abordagem confirma a unicidade e estabilidade destas características. Este mecanismo está sujeito à ocorrência de três situações: identificação com sucesso. geometria da mão. Existem atualmente dois métodos de reconhecimento: reconhecimento 1:1 e reconhecimento 1:N.9. Cada tecnologia de identificação possui seu próprio mecanismo de captura de dados. voz. especializado na captura de digitais humanas. este advém do fato da voz do interlocutor possuir muitas características em comum com a correspondente já memorizada. Exemplificando. rápido e economicamente viável. quando se atende o telefone há grandes chances de se identificar o interlocutor pela voz e em algumas vezes errar no reconhecimento. ou seja. Quando ocorre o acerto. onde o usuário se identifica por meio de um código alfanumérico e apresenta sua identificação biométrica.61 3. restando ao sistema . Quando ocorre uma troca na identificação do interlocutor estamos diante de um fato denominado falso-positivo. A identificação biométrica procura trabalhar como a mente humana. Biometria A biometria é o estudo das características mensuráveis do ser humano que possibilitam o reconhecimento de um indivíduo. um processo automatizado de reconhecimento biométrico dos traços digitais pode ser altamente confiável. face e velocidade de digitação são características que permitem a identificação de usuários.10. O mesmo acontece com a captura da imagem do olho para o reconhecimento da íris que é realizado por uma câmera de vídeo especialmente projetada para trabalhar com maior sensibilidade capaz de registrar todos os detalhes de um olho. neste caso temos uma identificação com sucesso. cujo índice de similaridade vai determinar o sucesso da identificação. porém. se as características biométricas apresentadas são muito parecidas com as armazenadas. Um scanner de impressão digital é um dispositivo de dimensões reduzidas com as mesmas funcionalidades de scanner de mesa. O primeiro aplica-se às senhas. O reconhecimento das pessoas é realizado por meio da comparação das características biométricas. retina. íris. o que permite o reconhecimento ao longo da vida. No entanto. o falso-positivo e o falso-negativo. Na observação de uma carteira de identidade é possível identificar rapidamente seu proprietário pela foto mas não pela impressão digital que requer um complexo processo de análise comparativa que a mente humana não está acostumada a fazer.

etc.10. com a identificação do ponto discado. Token Card Dentre um variado número de protocolos para verificação da autenticidade de usuários encontramos um modelo baseado em Cartões de Identificação comumente conhecidos por token card ou smart card. íris. é pouco utilizado devido a sua alta complexidade pois o usuário deverá ser identificado apenas por suas características biométricas (impressão digital. O método de reconhecimento 1:N.62 comparar as características desta com aquelas já armazenadas. portanto esta tecnologia pode ser aplicada para permitir ou negar acesso físico a ambientes protegidos além de controlar acessos lógicos a sites de serviços eletrônicos. Exemplificando. e Autenticação por sincronismo. Tais mecanismos baseiam-se em dois métodos diferentes: • • Desafio e Resposta. a extração de partes do corpo humano para forjar uma presença inexistente não obterá êxito numa possível fraude.) a partir de inúmeras comparações que resultam na escolha de um conjunto já armazenado e que mais se aproxima daquele capturado. A identificação biométrica leva em conta características dos seres na presença de vida. este processo pode ocorrer da seguinte forma: o usuário através de sua linha telefônica solicita conexão ao servidor RAS. o host desconecta a ligação logo após a chamada e a seguir liga para o número de telefone autorizado do terminal remoto para restabelecer a conexão. efetua nova chamada ao ponto remoto utilizando o número telefônico anteriormente informado como sendo do usuário. Desta forma. 3.11. É um mecanismo utilizado pelo servidor RAS para garantir a autenticidade do ponto remoto que deseja acessar a rede. voz. No procedimento call back. O mesmo. 3.10. Após a troca de informação de identificação o equipamento do usuário derruba a chamada e aguarda a solicitação de conexão do servidor RAS. Call Back É o procedimento para identificar um terminal remoto.10. .

O usuário informa seu ID pessoal para o servidor e este retorna-lhe um número aleatório. b) O usuário informa um número de identificação pessoal (PIN) a seu token card e obtém como resultado um número representando sua senha para ser usada uma única vez no servidor. e c) O token card transmite ao servidor a senha obtida e este a compara com outra gerada em seu ambiente. e este emite um prompt para que o mesmo efetue seu login. Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha Na autenticação por sincronismo ocorrem os seguintes passos: a) O usuário efetua seu login de acesso no servidor que emite um prompt para receber um código de acesso. funciona da seguinte forma: a) b) c) O usuário aciona o servidor de autenticação.63 O esquema baseado em desafios e respostas pressupõe a pré liberação controlada de um semi identificador do usuário que irá compor sua identificação completa no ato da entrada no sistema. resumidamente. denominado desafio. que aparece em sua tela. O esquema a seguir demonstra o funcionamento do mecanismo de desafio/resposta. . caso as mesmas sejam equivalentes o acesso do usuário à rede é permitido. o mesmo é cifrado junto com a chave do usuário contida no cartão transformando-se numa resposta que é enviada para o servidor. que o autentica ou não caso essa resposta esteja de conformidade com informações de sua base de dados. Este método. e O usuário então insere este número em seu token card.

para providenciar suas credenciais de autenticação.64 O esquema a seguir ilustra o mecanismo de autenticação com token card realizado por sincronismo. Figura 6 – Autenticação com Sincronismo A utilização de um dos dois sistemas faz com que o usuário tenha que carregar um dispositivo tal qual um cartão de crédito. .

Contudo. especificamente daquelas responsáveis pela administração tributária. Segundo a Network Associates. As ameaças à segurança das comunicações eletrônicas provocam uma perda estimada de cerca de US$ 84. segundo dados de pesquisas do Gartner Group. CONTEXTUALIZAÇÃO As conseqüências da expansão das comunicações eletrônicas sobre os serviços ofertados pelos Governos à sociedade são objeto de prognósticos que destacam a velocidade e amplitude surpreendentes dos impactos esperados.500 sites na Internet. a questão da segurança não pode se limitar ao problema dos ataques a sistemas. O surgimento dos hackers tem assustado. impondo o desafio da elaboração de respostas com idêntica agilidade. Tratando das organizações governamentais brasileiras. Não haveria como realmente estimar os custos envolvidos na expansão da área de segurança em virtude de rápida evolução tecnológica no setor. a formação de uma clara agenda de questões a serem enfrentadas pelo citado segmento do setor público.4 bilhões anuais decorrentes de ataques aos sistemas de transações eletrônicas (dados do The Management Advice Group). são criados na Internet cerca de 10 novos vírus por dia. A segurança aparece hoje como responsável por 81% das intenções de investimento. constatamos junto às cartas consultas encaminhadas ao Ministério da Fazenda desde 1997. dentro de uma nova concepção que pode ser sintetizada na simbologia “24x7”. com vistas a apreciação do Programa Nacional de Apoio à Administração Fazendária dos Estados e Municípios – PNAFEM. 800 bulletinboards contendo o que poderia ser qualificado como “receitas” de assalto aos sistemas. onde aparecem com freqüência os seguintes temas: • A busca de meios para suprir uma oferta continuada de serviços demandados pela população. • • A transparência ou amplas facilidades de acesso à informação pública pelo cidadão. A busca da mais ampla capilaridade. porque também inclui a ocorrência de acidentes ou de falhas não intencionais.65 4. criatividade e flexibilidade. por quase todas as unidades da federação. além de aproximadamente 50 publicações especializadas. e . A comunidade dos hackers atualmente é estimada em cerca de 3.

e direitos autorais sobre multimídias. Os custos envolvidos são componentes cada vez mais indissociáveis no esquema de modernização. moeda eletrônica. na medida em que a decisão pela aquisição de uma ferramenta para tal fim deve considerar os riscos e sua gradação. A construção de sistemas sólidos de identificação e de autenticação. Conforme aponta a sétima pesquisa Módulo Security. Desenvolvimento de uma cultura de segurança. Dessa forma. por meio do contato direto com o cidadão. a detecção e a reação a ataques ou a falhas. o que deverá ensejar não somente a expansão e redesenho da prestação de serviços mas também a criação de novos mecanismos de interação entre governo e sociedade.66 • A busca de meios para a materialização do “governo dentro de casa”. marcas e nomes de domínio na Internet. a manutenção da segurança depende da adequada formulação e implementação de políticas corporativas. cyber-crimes. associados com a divulgação de ocorrências dessa natureza. compreendendo em particular os seguintes assuntos: • • • • • assinatura eletrônica. em especial: • • • • • Conhecimento das ameaças que rondam seus negócios. porque precisa igualmente contemplar a prevenção. segurança não é simples proteção. Há uma relação de implicação evidente entre segurança e custos. Para o Estado além da preocupação com a melhor forma de aplicação interna das novas tecnologias em consonância com seus aspectos organizacionais e demandas da sociedade. No âmbito de qualquer organização. considerando os riscos de imagem para as instituições que realizam transações com clientes em meio eletrônico. coloca-se a discussão de sua prévia e necessária intervenção regulatória. 53% dos ataques contra organizações brasileiras tem como autores funcionários insatisfeitos das organizações atingidas. e A implementação de forma efetiva da política de segurança. Em síntese os desafios da segurança impõem às organizações. a partir de um diagnóstico preciso e da opção dentre um amplo leque de tecnologias. . Aspecto importante é o indício de que os dados a respeito da criminalidade eletrônica são subestimados. metodologias e instrumentos. A adoção de políticas de segurança.

a falsificação de documentos em meio eletrônico. a pornografia infantil (objeto da Lei n. Limitadas pela legislação que lhes impõem inúmeras regras e contando com orçamentos restritos destinados a novos investimentos. tem pressionado os gestores responsáveis pelas funções de Estado de administração tributária a se desdobrarem em soluções imediatistas que por vezes não têm observado os princípios básicos da segurança necessária.º 8.716/96 da Constituição Federal –CF). acompanhado de exemplos significativos de excelentes serviços prestados pela rede mundial. a extrema dispersão territorial. o rol de práticas criminosas em meio eletrônico desafia os limites das abordagens convencionais na sua investigação e demanda soluções criativas. tais como o acesso indevido e a violação de sistemas. Tratando expressamente das Secretarias de Receita. O aumento da demanda com o aparecimento constante de novos contribuintes. a cópia não autorizada de programas. tais como o estelionato (por meio da transferência eletrônica de fundos). verificados junto a um grande número de Secretarias de Receita: . a espionagem e a violação de bancos de dados. a discriminação racial (objeto de legislação específica: a Lei n. por exemplo. Os cyber crimes estão levando a uma revisão de conceitos na área jurídica em virtude de suas características inovadoras. Entretanto. O anonimato.º 9.296/96 da CF). conhecida como “grampo” (Lei n.67 O aperfeiçoamento da legislação brasileira já possibilita a criminalização de condutas que anteriormente eram de difícil enquadramento legal.º 7. Por outro lado. são características que dificultam a investigação convencional. só podem ser tipificados a partir de evidências materiais (o registro da informação) e não por meio de testemunhos. no espaço virtual da Internet. São crimes que extrapolam a territorialidade convencional. crimes que já eram objeto de tipificação legal podem ser praticados com o auxílio de equipamentos de computação. a velocidade e facilidade de movimentação. Além desses. constatamos que a maioria delas apresentam situações similares quanto ao desenvolvimento de seus sistemas de computação. Relacionamos a seguir uma série de problemas mais comuns na área das tecnologias de informática aplicadas. porque têm lugar. tais instituições se viram obrigadas a desenvolver soluções caseiras na busca do atendimento das demandas da comunidade.069/91 da CF) e a interceptação telemática. a obtenção de segredos.

4. Má alocação de equipamentos de informática. além da capacidade.68 • • • • • • • Falta de um plano diretor de tecnologia visando maximizar os investimentos na aquisição e manutenção de hardwares e softwares. No elenco de agentes e atribuições governamentais verificamos um segmento responsável pela administração tributária cuja missão principal é suprir as necessidades financeiras para suporte das ações desenvolvidas pelo Estado. Proposição dos modelos de tributação. propor a forma de participação destes e implementar os mecanismos de captação dos citados recursos. e Ausência de um sistema de segurança e controle de acessos. Ferramentas tecnologicamente desatualizadas. o Governo funciona baseado em uma divisão clara das tarefas a serem desenvolvidas no plano de sustentação interna e. Falta de clareza de produtos contratados com terceiros. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A missão de captar recursos junto à sociedade resulta de uma variedade de sub funções que precedem o ato de recolhimento e vão muito além deste. As principais atividades de uma instituição de administração tributária estão resumidas a seguir: • • Elaboração de estudos demonstrativos da viabilidade econômico/tributária. 4. daquelas de natureza finalística onde os resultados são ofertados diretamente à comunidade. A captação dos citados recursos origina-se de um conceito onde os bens comuns devem ser providos por toda a sociedade mediante uma participação proporcional de cada um de seus membros conforme suas disponibilidades e posses. Estudos preliminares devem apontar. principalmente. . Grande dependência de serviços de terceiros.1. Sistemas corporativos com baixa integração. Cabe às entidades de administração tributária a missão de definir a capacidade contributiva de cada um de seus membros. a disposição da sociedade em participar como coautora das ações do Governo. OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Como em qualquer organização.2.

Julgamentos da instância administrativa. Gerenciar contencioso fiscal. Controlar repasses bancários. ORGANOGRAMA PADRÃO Após um longo período de observação das estruturas organizacionais existentes nos estados e municípios destinadas ao suporte das atividades tributárias. obrigando tais instituições a buscarem rapidamente qualidade nas suas funções de atendimento aos contribuintes. Atender aos contribuintes.3. não aparece definida uma entidade cuja missão principal seja a formulação e gestão de políticas destinadas proteger os ativos de tecnologia e informações existentes. Administrar de declarações. Controlar pagamentos. Fiscalização. Cobrar inadimplências. • • • • • • • • • Realizar lançamentos. Devemos ressaltar que nos últimos tempos dois fatores vêm causando uma verdadeira revolução no âmbito da administração tributária agregando-lhes novas atribuições internas. . O aparecimento dos crimes cibernéticos mostrou grandes vulnerabilidades e o aparecimento de novas atividades internas. 4.69 • Arrecadação de impostos e taxas. onde. constatou-se a predominância absoluta de uma estrutura clássica conforme apresentada a seguir. comumente. e • As novas ferramentas de processamento eletrônico de dados foram adotadas em larga escala sem grandes preocupações com a segurança dos mesmos. Este fato especializou as demandas dos cidadãos que ainda revestidos de direitos passaram a cobrar com veemência as respectivas contrapartidas. a saber: • O vertiginoso desenvolvimento dos meios de comunicação disseminou conceitos de cidadania participativa até então restritos a uma pequena parte da sociedade.

Prestar apoio operacional a todos os órgãos subordinados à secretaria.4.INF Junta de Recursos Fiscais . de pessoal ativo.JRF Departamento de Tributação . de material. executar as atividades de administração financeira. Elaborar a programação e supervisionar a execução dos trabalhos dos órgãos que lhe são diretamente subordinados. de administração financeira e de material e de apoio logístico.FIS Departamento de Atendimento aos contribuintes ATE Figura 7 . e de serviços gerais da Secretaria. Coordenar a gestão orçamentária da secretaria. Coordenar e controlar a execução dos trabalhos das gerências de recursos humanos.70 SECRETÁRIO DE RECEITA Coordenação de Administração Coordenação de Informática . . Coordenação de Administração Compete à Coordenação de Administração.TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização . as seguintes atividades básicas: • Coordenar e. respeitada a orientação definida pelos órgãos centrais.Estrutura Básica das Secretarias de Receita 4.1. procedendo ao registro e ao controle dos bens móveis e imóveis. COMPETÊNCIAS GENÉRICAS 4. por intermédio dos órgãos a ele subordinados. • • • • • • Elaborar as normas internas relativas à administração geral. Coordenar as atividades referentes às operações patrimoniais internas. inativo e pensionista.4. diretamente subordinada ao Secretário de Receita.

71 • • • Propor normas e procedimentos para registro e controle dos bens patrimoniais próprios. o contencioso administrativo fiscal.4. Treinar usuários na utilização dos sistemas. Desenvolver e administrar os sistemas internos da Secretaria de Receita. Registrar e controlar as ocorrências de defeitos técnicos. Prestar esclarecimentos sobre a aplicação da legislação tributária.4. Analisar solicitações de benefícios fiscais. Analisar e relatar. Realizar auditorias em softwares e hardwares.3. Elaborar a programação financeira mensal da secretaria. Acompanhar junto à Procuradoria Geral do Estado as ações judiciais contra a Secretaria de Receita. coordenar. e Executar de forma sistêmica as rotinas estabelecidas para a proteção dos dados (backups). 4. 4. Coordenação de Informática Compete à Coordenação de Tecnologia e Informação as seguintes atividades básicas: • • • • • • • Planejar. Prestar assistência técnica preventiva aos equipamentos de informática. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • Propor alterações na legislação tributária estadual. órgão de direção executiva.2. supervisionar e orientar as atividades de informatização da Secretaria de Receita. Departamento de Tributação Compete ao Departamento de Tributação. . e Atender a diligências do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais. em primeira instância. e Coordenar e controlar a execução financeira da secretaria.

Acompanhar e controlar o parcelamento de débitos fiscais. Monitorar e auditar estabelecimentos industriais. diretamente subordinado à Secretário de Receita.4. 4.5. Administrar e manter os cadastros de contribuintes. Controlar a arrecadação de tributos e a execução dos convênios celebrados com os agentes arrecadadores. Realizar o atendimento remoto ao contribuinte. e Acompanhar os registros de informações de cadastro de veículos automotores. Processar e controlar os documentos de arrecadação e de acompanhamento da receita. comerciais e prestadores de serviços. órgão de direção executiva.4. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • • Realizar estudos com o objetivo de estabelecer as metas de arrecadação e fornecer subsídios para a elaboração dos planos anual e plurianual. 4.4.6. e . Inscrever.4.72 4. Departamento de Atendimento ao Contribuinte Compete ao Departamento de Atendimento ao Contribuinte. órgão de direção executiva. controlar e baixar os débitos em dívida ativa. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades básicas: • • • Propor normas para sistematizar o atendimento aos contribuintes. notificar. Operar os sistemas de registro de consultas técnicas (call center). Departamento de Arrecadação Compete ao Departamento de Arrecadação. órgão de direção executiva. Realizar fiscalizações itinerantes. as seguintes atividades: • • • • Estabelecer o programa de ação fiscal e realizar o seu acompanhamento. e Administrar os postos fiscais e depósitos de mercadorias apreendidas. Departamento de Fiscalização Compete ao Departamento de Fiscalização Tributária.

PERFIL DO USUÁRIO As Secretarias de Receita aparecem em todos os estados como uma das unidades do Governo que opera baseada num quadro de funcionários de carreira detentores das maiores qualificações técnicas. . Aliados a estas facilidades. Anteriormente à Constituição Federal de 1998. as Secretarias de Receita necessitam de uma constante interação com as seguintes entidades: • • • • • • Contribuintes Procuradoria Poder judiciário Imprensa Assembléias legislativas Institutos de pesquisas Contabilistas Bancos Entidades de Classe Tribunais de Contas Ministério Público Fiscos Estaduais Fornecedores diversos Ministério da Fazenda Receita Federal. os governos salvavam-se dos débitos orçamentários elevando a carga tributária por meio de um sem número de manobras legais. sendo este composto por Auditores Fiscais e Técnicos Tributários. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO As unidades de administração das Secretarias de Receita sofreram um grande impacto decorrente da especialização das demandas por informações gerenciais resultantes do tratamento de um volume cada vez maior de dados relativos a declarações e recolhimentos de tributos. tanto no desenvolvimento de sistemas quanto na produção dos mesmos. Banco Central CVM 4. prestadores de serviços. 4. normalmente ligados às atividades de processamento de dados. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Devido à natureza das atividades que exercem. 4.5. contavam ainda com as manobras financeiras decorrentes da espiral inflacionária. Além dos servidores pertencentes aos quadros permanentes é comum serem identificados alguns funcionários externos. tais como aumento de alíquotas e criação de novas taxas e contribuições sem o devido estudo de viabilidade econômica.6.73 • Promover o atendimento direto aos contribuintes.7.

principalmente. Devemos ressaltar que outros fatores contribuíram para uma mudança de forma de trabalho. e Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. A popularização de novos meios de armazenamento. tais como processadores. Falha em equipamentos. como os discos magnéticos portáteis e sistemas destinados à automação de pequenos e médios escritórios. CONTRIBUINTES BANCOS PAGAMENTOS DE IMPOSTOS DE CAPTAÇÃO EMISSÃO PA RESUMO DE DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS OPERACIONAIS Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita. invariavelmente. unidades de armazenamento.74 Até o início da década de 90 observou-se uma estrutura onde os contribuintes de uma forma geral e a rede bancária enviavam enormes quantidades de papel às Secretarias de Receita que se desdobravam num oneroso processo de captação gerando. tendo como principais ameaças: • • • • Invasão interna. dentre eles o barateamento dos componentes de informática. conforme ilustrado a seguir. Defeitos nos sistemas aplicativos. facilitaram o surgimento de uma nova fase na administração tributária onde a mesma eliminou sua digitação interna e passou a captar seus dados declaratórios diretamente de dispositivos . e. A simples geração de relatórios operacionais passou a não atender a especialização ocorrida nas demandas ao enorme volume de dados que se apresentava para tratamento. outros relatórios pouco operacionais.

Neste modelo os contribuintes. verdadeiros donos dos dados armazenados nas suas respectivas organizações de administração tributária. CONTRIBUINTES PAGAMENTOS DE IMPOSTOS BANCOS CAPTAÇÃO E EMISSÃO DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 . apresentando suas informações mas não tendo acesso a elas. Armazenamento inadequado. Defeitos nos sistemas aplicativos. os dados resultantes de pagamentos passaram a ser recebidos diretamente em meio magnético da rede bancária. ainda mantinham-se passivos no processo.75 enviados pelos contribuintes. trouxe uma nova forma de ambiente com um visível aumento no volume de dados processados e o aumento dos seguintes riscos: • • • • • • • Invasões internas. mostrada na Figura 9. e Vírus. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Além destes. Esta conformação. Falhas nos equipamentos. Incompatibilidades nas tecnologias de armazenamento.

Falhas nos equipamentos. Vírus especialistas. agregou novos riscos considerados de difícil controle conforme a relação abaixo: • • • • • • • Invasões externas. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. ilustrada a seguir. esta modalidade. Armazenamento inadequado. Além dos riscos existentes nos modelos anteriores. CONTRIBUINTES BANCOS INTERNET REDES PRIVADAS DEC E N. e Defeitos nos sistemas aplicativos. Defeitos nos sistemas aplicativos.F. CAPTAÇÃO E PROCESSAMENTO PAG DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita .76 Com a especialização das redes e principalmente a disseminação e estabilidade da Internet ocorreu uma nova mudança a partir da qual os agentes que interagem com as organizações de administração tributária passaram a obter os serviços desejados diretamente a partir dos cadastros básicos residentes naqueles órgãos e previamente processados por eles.

pressupõem extrema interligação entre todas as unidades da federação de modo que tenha seus dados cadastrais residentes em um único local. . ou seja. O sistema deverá operar em modo distribuído. Além disso. Esta premissa é fundamental para que os novos sistemas de fiscalização sejam eficazes. na sua unidade de origem e as demais tenham acesso irrestrito a eles. Nesta direção existem conjecturas no sentido de buscar meios técnicos para operacionalizar um sistema onde os dados históricos fiquem armazenados nos sites dos próprios contribuintes e estejam permanentemente disponíveis às Secretarias de Receita conforme o modelo a seguir: CONTRIBUINTES BANCOS DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (ANALÍTICO) INTERNET DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (SINTÉTICO) DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000. Outro fator que exigirá uma revolução nos padrões atuais reside no fato de que todas as operações comerciais que representem entradas ou saídas de mercadorias e serviços realizadas por qualquer contribuinte deverão ser informadas à sua circunscrição fiscal.77 Novos modelos de administração tributária pressupõem atendimentos especializados e com a maior comodidade possível aos contribuintes.

FIS Departamento de Atendimento aos Contribuintes Junta de Recursos Fiscais .8.JRF Conselho de gestão da política de segurança da informação Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos. 4. ocorre uma visível movimentação exigindo maior transparência e efetividade no trato dos recursos públicos.INF Departamento de Tributação . representada pelos contribuintes.78 A operacionalização com base no esquema demonstrado anteriormente é uma realidade dependente exclusivamente do tempo. Internamente há um elenco de discussões sobre as atualizações necessárias e suas formas de implementação. . No campo externo ocupado pela sociedade em geral.TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização . As estruturas organizacionais tendem a se complementar com a especialização das já existentes unidades operacionais de informática e o acréscimo de outra sub-unidade de natureza colegiada responsável pela elaboração e manutenção de uma política de segurança dos recursos e informações conforme mostra a figura a seguir: RECEITA TRIBUTÁRIA Coordenação de Administração Coordenação de Informática . MATRIZ DE USO DE DADOS A seguir apresentamos o modelo de uma matriz de uso de dados utilizada pela Secretaria de Receita de Brasília.

C C C C A.C I.A.A.A.C C C C C C JRF C C C C C C C C C C I.C C I.C A.C A.A.C C C C C I.C A.A.A.A.A.A.C C C A.A.A.C I.A.C I.C C C C I.C C C C I.A.C C I.A.C C C C C C C C I.C I.C C C C C C C C C C C C I.A.A.A.A.C C C C C A.C I.C A.C A.C C I.C C C C C I.C C C C C C I.C C A.C C C C C C C C C I.A.C A.C C I.C A.A.C I.C I.A.C A.A.C C A.C I.A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C C C C C C C C I.C C I.A.C I.C C A.79 CADASTROS Abrangência da coletoria Acionista x capital Aditamento de contrato Aditamento do convênio Agência bancária Alíquotas Atividade econômica Atribuição de cargo Atribuição de função Auto de infração Requisições Autorização de impressão de documento Fiscal Autorização de uso de documento fiscal Autorização para uso de documento fiscal eletrônico Categoria de estabelecimentos Categoria de veículos Classificação contábil da receita Classificação tributária da receita Classificação de produtos – NCM Código fiscal de operações Códigos de receita Conhecimentos de transporte Contratos Datas de vencimentos Denúncias Documento de inscrição em dívida ativa Documentos de arrecadação Declaração mensal de serviços prestados Declaração mensal de empresas de pequeno Porte Declaração mensal de micro empresas Equipamentos emissores de cupom fiscal Escalas de plantão Ficha cadastral de contribuinte Grupo financeiro Guia de informação mensal de ICMS Guia de Informação sobre valor agregado Guia nacional de informação de ICMS Histórico de instituição Histórico de processos Indicador de desempenho Indicadores demográficos Indicadores econômicos Índices de depreciação Índices de participação Item de produto Legislação e atos legais Leilão Log de auditoria Logradouros Marcas de veículos Modelos de veículos Moedas Nota fiscal USUÁRIOS INTERNOS TRI ARR FIS ATE ADM C C C C C I.A.C C C I.C I.A.C C C C C I.A.C C C C C C C C I.A.C I.C C A.C C C I.C C C C C C C C C C C C C C C USUÁRIOS EXTERNOS INF C C C C C C C C C C I.C C C C C A.A.C A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.A.A.A.C A.A.A.A.A.C A.C A.C C C A.C I.A.C I.C C C C C C I.C C C C C C A.A.C A.A.C A.C C A.A.A.C I.C I.A.C C C C C C I.C I.C C C C C C A.C I.C A.A.C C C A.A.C C A.C A.C C C C C C C C C C C C C C C C I.C C C C I.A.A.C I.C I.C A.C I.C C A.A.C I.C C C I.A.A.C A.C A.C I.C C C C A.C C A.C C A.C A.A.A.A.A.C A.C C C I.C I.A.C C C C C I.C C C C I.A.C I.A.C C C C C C A.A.A.A.C A.A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C .C A.C I.A.C I.A.A.C A.C C C C C C I.C C C C C C C C C C C C C C C C I.C C I.C I.A.C C C C I.A.C C C I.C A.C C C C C C C C C C C C C C C CTB OUTROS C C C C C C C C C C C C C C I.A.C A.C A.C I.A.C C I.C C C I.

C C C C I.C C I.A.C A.C I.C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.80 Notificações Ordem de serviço Pauta de valor de IPVA Portarias de citação Processos Recibos Regiões demográficas Termo de fiscalização Termo de responsabilidade Tipo de documento Tipo de documento fiscal Tipo de ordem de serviço Tipo de participação Tipo de processo Transferência de crédito fiscal Transportadoras Unidade de medida Usuários de sistemas Valor de produto por município Vigências C I.A.C A.A.C C I.C I.C A.C A.Matriz de Uso de dados Legenda : TRI – Departamento de tributação ARR – Departamento de Arrecadação FIS – Departamento de Fiscalização ATE – Atendimento aos Contribuintes ADM – Coordenação de Administração INF – Coordenação de Informática JRF – Junta de Recursos Fiscais.A. CTB – Contribuintes OUTROS .C I.A.A.C A.C A.C C I.C A.C I.C A.A.A.A.C A.C I.C C C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C I.A. apenas sua desativação.C A.A.A.C I. .C A.A.A.A.C I.C C I.C I.C A.C I.C C C C C C C C C A.A.A.C C C C C I.C A.A.C I.C C A.A.A.C C C C A.A.C I.A.C C C A.C A.C C C I.C C C I.C A.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C Tabela 1 .C C C A.C I.A.C A.C C C C C C I.C C C I.Outras entidades I – Inclusão A – Alteração C – Consulta Obs: A opção “E” para exclusão não foi utilizada pois em sistemas de administração tributária não ocorre a remoção de registros.C A.C I.A.C C A.C I.C A.A.A.A.C C C I.C C I.

os controles para prevenir ou ao menos impedir que as vulnerabilidades se concretizem foram implementados com sucesso. . com maior ou menor grau de probabilidade. Média: a fonte da ameaça é motivada e suficientemente capaz mas as contramedidas já estão implementadas para impedir que as vulnerabilidades sejam concretizadas com sucesso.1. é lícito prever que. não importando seu porte ou atividade econômica. POLÍTICA DE SEGURANÇA 5. ANÁLISE DE RISCOS Em ambientes das Secretarias de Receita onde são depositadas informações capazes de espelhar toda a vida financeira das empresas da circunscrição. ou a fonte da ameaça não é motivada para concretizar estas vulnerabilidades ou é apenas parcialmente capaz de fazê-lo Baixa: a fonte da ameaça não possui motivação ou capacidade ou então.81 5. a probabilidade de ocorrências e os possíveis impactos. Na tabela apresentada a seguir relacionamos as ameaças às quais as Secretarias de Receita estão expostas. De acordo com o Risk Management Guide do NIST (Junho/2001) podem-se classificar as probabilidades de ocorrência de ameaças em 3 categorias: Alta: a fonte da ameaça é altamente motivada e suficientemente capaz e as contramedidas para evitar que as vulnerabilidades se concretizem são ineficazes. ocorrerão invasões dos mais variados tipos capazes de causar algum impacto.

Divulgação de informações sigilosas. Perda de credibilidade Divulgação de informações sigilosas. Sistema vitais não disponíveis. Possibilidade de processo legal. Perda de Credibilidade Fraude Fraude Interceptação de informação Perda de credibilidade Destruição de informação Fornecimento inconsciente de informações Média sigilosas Instalação de hardware não autorizado Instalação de software não autorizado Vírus Problemas nos sistemas operacionais Cavalos de Tróia Alta Alta Alta Alta Alta Invasores disfarçados Média Desastres naturais Conflitos (guerras) Sabotagem Roubo Grampos telefônicos Monitoramento não autorizado do tráfego na rede Modificação criminosa dos dados armazenados Acesso ao arquivo de senhas Baixa Baixa Média Média Média Baixa Média Média Uso de senhas frágeis Alta Acesso físico não autorizado Alta Não cumprimento de normas Alta Repúdio Backdoor Média Alta Tabela 2 – Análise de Ameaças . Fraude. Perda de receita. Divulgação de informações sigilosas. Divulgação de informações sigilosas. Fraude. Possibilidade de processo legal Perda de credibilidade.82 Ameaça Destruição acidental Configuração incorreta de sistemas Probabilidade de ocorrência Média Média Impactos • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Fraude Possibilidade de processo legal contra o órgão Perda de credibilidade Fraude Fraude Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Sistemas vitais não disponíveis Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis. Possibilidade de processo legal. e Perda de arrecadação. Fraude. Fraude. Perda de credibilidade Perda de credibilidade. Possibilidade de processo legal. Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal. Possibilidade de processo legal Divulgação de informações sigilosas.

83 Neste trabalho constatamos as principais vulnerabilidades com alta probabilidade de ocorrência, sobre as quais discorremos a seguir: • Divulgação de informações sigilosas ou com restrições de divulgação, que ocorre quando o funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita, que tem acesso às informações classificadas como sigilosas, divulga-as indevidamente para outros não autorizados; • Inserção de informação, programas danosos ou vírus de computador sem controle de recebimento ou tratamento adequado para evitar danos, que ocorre quando funcionários ou prestadores de serviço com acesso às informações das Secretarias de Receita inserem, sem autorização da Gerência de Segurança, arquivo ou programa que provoque danos na base de informação; • • Possibilidade de acesso/modificação da informação realizada por usuários não autorizados; Possibilidade de modificação, divulgação ou destruição de informação por aplicações em teste ou operadas por usuários sem conhecimento do uso correto do programa; e • Utilização de endereço eletrônico de qualquer funcionário para disponibilização ou divulgação de informação sem o conhecimento do dono da conta. 5.1.1. Vulnerabilidades As vulnerabilidades são os pontos fracos de uma instituição que permitem ataques e são uma fonte de riscos. O levantamento das vulnerabilidades existentes é fundamental para se mensurar de forma clara e enxuta quais ações, metodologias, práticas e ferramentas devem-se aplicar para garantir a integridade, confidencialidade, autenticidade e disponibilidade da informação. 5.1.1.1. Vulnerabilidades Externas • • Controle de acesso (visualização, adição, alteração ou exclusão da informação) sem utilização de autenticação confiável. Falta de procedimentos de anuência hierárquica e documentação da disponibilização de informações;

84 • • • • • Falta de uma política e regras claras quanto à disponibilização da informação por outros meios (exemplo, informações por telefone); Falta de controle do volume de acessos ao site e informações disponibilizadas para acesso externo; Existência de diretório de FTP anônimo; Utilização de TFTP (uma versão simplificada do FTP que não usa senha para autenticação de usuários); e Falta de sistema de detecção de intrusos.

5.1.1.2. Vulnerabilidades Internas • • • Falta de controle, por autenticação, das estações; Existência de contas padrão – muitos programas e pacotes de terceiros vêm com contas padrão com senhas padrão. Contas como guest ou de Administrador; Uso de senhas fracas – podem ser de contas padrão com senhas padrão, contas de convidados, contas compartilhadas, contas sem senha ou com senha facilmente identificável. Utilização, nos sistemas com autenticação, de usuários e senhas comuns (divulgação de senhas); • • • • • • • • Falta de política de troca e bloqueio de contas e senhas; Falta de controle de permissão de uso das estações (policies); Falta de gerenciamento e controle de privilégios de usuários com definição clara dos perfis e permissões das contas de cada usuário; Não há uma revisão periódica dos critérios, permissões dos usuários; Não há definição de procedimentos e autoridades para conceber criação de contas e permissões de concessões de privilégios; Falta de controle de log quanto a acessos de usuários incluindo data e hora. Existência de pontos de rede ociosos habilitados; Qualquer notebook, estação ou equipamento, com interface ethernet pode ser conectado a um ponto da rede e funcionar (controle de acesso ao meio físico da LAN); • Usuários não esclarecidos sobre as conseqüências do uso incorreto de informação da instituição;

85 • Qualquer pessoa que tenha acesso físico à estação pode utilizá-la e pode também instalar ou desinstalar qualquer aplicativo (inclusive programas danosos ou modems – portas dos fundos); • • • • Ferramenta antivírus sem procedimentos para atualização periódica e possível de ser desativada por qualquer usuário; Terminais e Workstations sem controle de tempo de conexão; Falta de controle do acesso físico às estações; e Falta de gerenciamento de processamento de informação sobre responsabilidade de terceirizados. 5.1.1.3. Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico • • • • Informações não públicas circulam dentro e fora da rede através de e-mail sem controle/certificação do usuário remetente; Não há garantia da entrega da informação; Qualquer usuário com acesso à rede interna pode enviar e-mail informando o endereço eletrônico de outro; e Arquivos anexados só são verificados contra vírus na estação.

5.1.1.4. Vulnerabilidades Referentes a Aplicações • Em muitos casos apenas um usuário é responsável pela informação sem haver, portanto, controle de log ou outro usuário para confirmar a operação (permitindo o uso danoso da informação por funcionários insatisfeitos, por exemplo); • • • • • Não há controle de atualização e uso de versões anteriores de aplicações; Ambiente de produção, desenvolvimento e teste único; Falta de documentação dos procedimentos de produção; Código fonte de aplicações distribuídas sem controle; e Falta de regras de segurança para orientação dos desenvolvedores quanto à segurança de acesso e divulgação de informação pelos programas.

1. Backups não testados ou sem controle. a segurança de dados e serviço. 5. uso interno e uso público.1. • • Não é aplicada a regra: Tudo deve ser proibido a menos que expressamente permitido (ISO/IEC 17799:2000). essencial e não essencial.A proteção da informação deve ser preventiva viabilizando o processo de recuperação de dados. Facilidade para o roubo e furto de equipamentos e programas. NORMAS DE SEGURANÇA 1 . 3 . Falta de procedimentos para atualização de patches e SP (Service Pack). Outras Vulnerabilidades • • • • • • • • Acessos e troca de informações via RAS sem criptografia (VPN) ou autenticação segura (PKI por exemplo). e níveis de sensibilidade: confidencial. destruição. .2. Falta de monitoração de uso (garantir disponibilidade).O critério de classificação das informações deverá ser designado de forma a garantir que as mesmas sejam avaliadas em duas escalas: • • níveis de importância: crítica.Toda e qualquer informação da Secretaria de Receita armazenada e disponibilizada por meio de recursos de informática deve ser protegida contra acesso. Não é utilizada. 2 . 4 – Todo acesso à informação deve ser registrado de forma a viabilizar auditoria quando necessário. Falta de revisão do controle de falhas.86 5. e Falta de ferramenta de inventário automatizado da rede (hardware e software em servidores e estações). Não há controle de software pirata ou não homologado. alteração. quer seja acidental ou intencional.5. divulgação de cópias não autorizadas. a inclusão de cláusula no contrato de funcionários e prestadores de serviço que especifiquem sanções em caso de tentativa de acesso não autorizado (ISO/IEC 17799:2000). com base na legislação vigente e qualquer obrigação contratual.

O acesso à rede das Secretarias de Receita através de equipamentos de usuários remotos ou de equipamento para teste deverá ter aprovação da autoridade competente. 9 . conforme necessário. bem como monitorar toda a informação que trafega na rede. folders e outros.O direito de acesso à informação está ligado à posição ocupada pela pessoa dentro das Secretarias de Receita ou fora dela.Um plano de contingência deverá ser elaborado e mantido a fim de possibilitar a restauração imediata dos serviços em caso de sinistro. palestras. prestadores de serviços e estagiários autorizados a usar os recursos da rede devem ser treinados em segurança da informação através de seminários. fraude ou uso indevido de instalações. Funcionários e prestadores de serviços eventuais que acessam as instalações de processamento da informação da Secretaria de Receita devem se comprometer. 2.Todos os empregados. 1. acompanhando rotineiramente.O cumprimento das normas estabelecidas pela Política de Segurança da Informação é obrigatório a todos os usuários com direito de acesso à rede. POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Reduzir os riscos de erro humano.3. e não à própria pessoa. material explicativo.O Departamento Geral de Informática das Secretarias de Receita tem o dever de monitorar as informações disponíveis em todos os servidores e estações. Prestadores de serviços eventuais que não tenham contrato assinado deverão assinar documento garantindo a segurança das informações das bases de dados antes de terem . 10 . 7 . uso de recursos e inspecionando arquivos. sanções.87 5 . através de um documento escrito. 5. 11 . 6 . 8 .Nos contratos que impliquem o manuseio de informações das Secretarias de Receita por parte de terceiros. em preservar o sigilo das informações. acessos. 12 – Estas normas segurança deverão ser documentadas e disponibilizadas a todas as partes interessadas. devem constar cláusulas que garantam a observância da política de segurança da mesma. roubo.

. 10. Todos os usuários deverão ser treinados nos procedimentos de segurança e no uso correto das instalações de processamento da informação de forma a garantir a integridade das informações minimizando possíveis riscos de ataques e alterações em sua base de dados. A Gerência de Segurança da Secretaria de Receita supervisionará a atuação de colaboradores novos e inexperientes com relação aos acessos a sistemas considerados de maior importância. O gerente de cada área deverá constantemente supervisionar a atuação de sua equipe de trabalho certificando-se do uso e implementação das regras básicas de segurança da informação. 3. Todo funcionário. Todo funcionário. 6. 8. Todo usuário do sistema deverá notificar o mal funcionamento de software à Gerência de Segurança. 9. CNPJ entre outros) e qualificação técnica e profissional confirmados e verificados. 5. Será proibida a instalação de quaisquer programas pelos usuários visando proteger a base de dados contra vírus ou instalação de softwares piratas. ameaças. não devendo executar nenhum tipo de ação. 11. como remoção e software suspeito sem a devida autorização da mesma. falhas ou mal funcionamento que possam ter impactos na segurança dos ativos organizacionais. Será definido um processo disciplinar formal para tratar com os usuários que tenham violado as políticas e procedimentos de segurança estabelecidas e implementadas pela Gerência de Segurança. 7. 4. Todas as regras e responsabilidades de segurança da Secretaria de Receita devem ser documentadas e divulgadas a todos que possuam acesso ao sistema em concordância com a Política de Segurança da mesma. 12. CPF . prestadores de serviços e fornecedores (serviços e equipamentos) deverão ter seus dados de apresentação (identidade. prestador de serviço ou colaborador será responsável pela segurança das informações contidas na base de dados durante um período de tempo definido mesmo após o termino do contrato de trabalho ou de prestação de serviços na Secretaria de Receita.88 acesso as instalações nas quais ocorrem os processamentos visando garantir e proteger a integridade das informações armazenadas. colaborador. Todos os usuários do sistema de informação devem estar conscientes dos procedimentos para notificação dos incidentes como violação de segurança.

Qualquer notícia recebida sobre vírus através do correio eletrônico.89 13. As senhas dos usuários do sistema de informações deverão ser trocadas a cada 30 dias e serão canceladas. 4. isto é. e outros. A conta do usuário será bloqueada após três tentativas erradas de logon e somente será desbloqueada mediante autorização do Gerente de Segurança. que não for do comitê antivírus. em 10 dias. As últimas 5 senhas deverão ser registradas na base de dados e não poderão ser repetidas pelos usuários do sistema de informação. A política antivírus será feita de modo sistemático através de e-mails semanais em forma de notícias. 5. além do sistema de defesa nos servidores.pif.4. recebidos por e-mail para impedir que estes arquivos transfiram para a rede algum tipo de vírus que possa prejudicar o sistema de informação. 6.com. 2. . notas de esclarecimentos. Deverá existir um procedimento de orientação a todos os usuários do sistema de informação da Secretaria de Receita quanto ao acesso de recursos e serviços oferecidos na Internet quando os mesmos forem de procedência duvidosa ou desconhecida. por falta de uso. Deverá ser remetida para o Conselho de Segurança que analisará o conteúdo e remeterá notas esclarecedoras ao interessado. POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA Objetivo: Reduzir os riscos relacionados às configurações lógicas dos sistemas e acessos. . bat. caracteres especiais e números inviabilizando o uso de nomes de familiares ou datas que poderiam ser facilmente descobertas. As senhas deverão conter no mínimo oito caracteres entre letras maiúsculas e minúsculas. 3. protegendo a base de dados de ataques de novos vírus. com terminação . Será proibida a abertura de arquivos executáveis. visando manter a integridade da base de informações da Secretaria de Receita . 1. 5. 7. não poderá ser repassada adiante. .exe. ou palestras. 8. A atualização do antivírus será feita de forma automatizada em todos os computadores da rede. .

Deverão ser estabelecidos procedimentos de rotina para execução das cópias de arquivos e disponibilização dos recursos de reserva. 17. 12. 14. Deverá ser elaborado um plano de contingência para recuperação de informações da base de dados da Secretaria de Receita em caso de ataques diversos. diretórios e outros recursos só será efetuado por técnicos do Departamento Geral de Informática e de forma a não comprometer os requisitos mínimos de segurança. 16. 15. 11. Os controles de falhas devem ser constantemente revisados e atualizados de modo a garantir a não ocorrência de falhas por repetidas vezes. O usuário será automaticamente desconectado se ficar sem usar o sistema por mais de 15 minutos (time-out) para evitar o uso do mesmo por outro usuário que poderá estar mal intencionado quanto ao acesso e consulta das informações . 18. A utilização de sistemas ou de permissão de uso de microcomputadores deverá ser solicitada formalmente ao Departamento Geral de Informática. 13. cartuchos e formulários impressos . O compartilhamento de arquivos. ou desastres. As senhas não deverão ser compartilhadas ou anotadas visando proteger as informações do acesso de pessoas não autorizadas. 20. Deverá ser garantida e protegida toda infra-estrutura das redes físicas da Secretaria de Receita com intuito de proteger consequentemente as informações da rede lógica. 10. discos. Deverá ser implementada uma lista de procedimentos para o gerenciamento e controle do uso de mídias removíveis como fitas. O suporte a equipamentos de informática só poderá ser prestado por técnicos do Departamento Geral de Informática ou com o acompanhamento deste.90 9. após registro no sistema de controles de help desk. Deverá ser instalado na rede um software para detecção de intrusos (IDS) para identificação de qualquer tipo de intrusão que possa prejudicar o sistema de informações da Secretaria de Receita. Os microcomputadores em rede deverão possuir senha no setup e devem estar configurados de forma a não permitir o boot por unidade de discos flexíveis ou Cdrom. 19.

As portas de incêndio no perímetro de segurança devem possuir sensores de alarmes e mola para fechamento automático.91 visando impedir a divulgação e exposição classificadas como sigilosas ou de acesso restrito. As redes de computadores deverão ser protegidas por um firewall que seja um produto bem conceituado no mercado. 3. 2. 5. 21. POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Prevenir o acesso não autorizado.5. As Secretarias de Receita devem usar perímetros de segurança para proteger as áreas que contemplam as instalações de processamento de informações criticas ou sensíveis. Deverá existir um servidor RADIUS para autenticação de usuários visando oferecer maior segurança nos acessos remotos. sigilosas ou críticas. dano e interferência às instalações físicas da organização e à sua informação. O perímetro de segurança deve estar claramente definido e ser fisicamente consistente inviabilizando invasões por algum tipo de brecha ou falha . Todos os funcionários ou prestadores de serviço deverão utilizar alguma forma visível de identificação e informar à segurança sobre a presença de qualquer pessoa não identificada ou de qualquer estranho não acompanhado. 5. interligado a um sistema de IDS para reforçar a segurança. 6. 4. 22. 1. Deverão ser utilizados controles de autenticação para autorizar e validar qualquer acesso. Deverá existir uma supervisão/vigilância constante aos visitantes das áreas de segurança através de registro em livro específico no qual serão indicadas as horas de entrada e saída e a identificação do local (departamento/gerência) para onde se dirigiu o visitante em questão. Apenas pessoal autorizado poderá ter acesso às instalações de processamento de informações sensíveis. . devidamente configurado e permanentemente atualizado. 23. O acesso remoto deverá ser protegido por VPN e certificação digital (PKI). 7.

O sistema de energia elétrica deverá incluir além de alimentação múltipla. som ou outro tipo de equipamento. Todo o material de entrada deve ser inspecionado contra potenciais perigos antes de ser transportado para a área na qual será utilizado. só deve ser utilizado a partir de autorização da alta administração. 10. As instalações de processamento da informação gerenciadas pela Secretaria de Receita devem ficar fisicamente separadas daquelas gerenciadas por terceiros ou contratados eventuais. Os equipamentos devem ser protegidos contra falhas de energia e outras anomalias na alimentação elétrica utilizando-se sempre UPS (no-breaks). Qualquer equipamento de gravação. . 11. devem ser instalados de forma apropriada dentro de áreas de segurança para evitar acesso do público de modo a não comprometer a segurança da informação. 15. 9. geradores e no-breaks visando a continuidade da operabilidade de acesso às informações da base de dados. Todo trabalho desenvolvido em área de segurança deverá ser supervisionado por um funcionário da Gerência de Segurança. sendo instaladas proteções externas principalmente quando essas portas e janelas se localizarem em andar térreo. Equipamentos conectados à rede local não poderão possuir placas ou hardware do tipo fax modem uma vez que a mesma pode servir como porta de entrada para possíveis ataques à base de informações da Secretaria de Receita. Materiais combustíveis ou perigosos devem ser guardados de forma segura a uma distância apropriada de uma área de segurança. 16. 20. 12. sendo o mesmo registrado conforme orientação da Gerência de Segurança. seja fotografia. 19.92 8. Somente pessoal autorizado previamente pelas áreas de segurança da rede e das informações poderão ter acesso a área de manipulação e suporte (carga e descarga) externa ao prédio da Secretaria de Receita . Equipamentos de contingência e meios magnéticos de reserva devem ser guardados a uma distância segura para evitar danos que podem se originar em um desastre da instalação principal. 13. vídeo. As portas e janelas deverão ser mantidas fechadas quando não utilizadas. Equipamentos como fotocopiadoras e máquinas de fax. Os arquivos e as listas de telefones internas que identificam os locais de processamento das informações sensíveis não devem ser acessados pelo público. 17. 14. 18.

33. Deve-se usar uma cobertura adequada de seguro para proteger os equipamentos existentes fora das instalações da Secretaria de Receita. Todos os microcomputadores em rede deverão possuir chave de segurança para travamento da CPU. chaves ou outros controles quando não estiverem em uso. 22. ou serem submetidas a proteção alternativa adequada. As linhas elétricas e de telecomunicações dos recursos de processamento da informação devem possuir aterramento. O uso de qualquer equipamento para o processamento das informações fora dos limites da Secretaria de Receita deverá ser autorizado pela alta administração da mesma. . quando impressas. 27. segundo a orientação do fabricante do mesmo. Os cabos elétricos devem ficar separados dos cabos de comunicação para prevenir interferências. 32. devem ser retiradas da impressora rapidamente.93 21. Informações sensíveis e classificadas. 23. não permitindo. evitando que a ocorrência de falhas possa prejudicar o acesso à base de informações. 25. Todo equipamento deverá ter sua manutenção revista de tempos em tempos. 28. O cabeamento da rede deverá ser protegido contra interceptações não autorizadas ou danos. onde possível. Computadores pessoais. 34. 30. portanto. terminais de computador e impressoras não devem ser deixados ligados quando não assistidos e devem ser protegidos com senhas. por exemplo pelo uso de conduítes ou evitando a sua instalação através de áreas públicas. 31. 29. Equipamentos. especialmente fora do horário normal de trabalho. A sala do CPD deverá permanecer trancada com acesso livre apenas ao pessoal autorizado da Gerência de Segurança. informações ou software não devem ser retirados da instituição sem autorização. Os cabeamentos elétricos e de telecomunicação que transmitem dados ou suportam serviços de informação devem ser protegidos contra interceptação ou dano. Os equipamentos servidores e dispositivos que caracterizam o CPD deverão estar em uma sala devidamente climatizada com controle de acesso. 26. Papéis e meios magnéticos de computadores devem ser guardados em gavetas adequadas com fechaduras ou em outros itens de mobiliários seguros quando não estiverem sendo utilizados. o acesso por pessoa não autorizada ao interior do equipamento. 24.

. 5. contudo. 37.94 35. caso necessário. As mídias de backup deverão ser acondicionadas em cofre com características especiais para suportar incêndios e outros tipos de intempéries. cabe aos gerentes de cada departamento o controle e o acompanhamento do cumprimento das mesmas. O backup dos dados deverá ser feito diariamente de forma incremental e semanalmente de forma completa. 5. 39. 38. Deverá existir um sistema de iluminação alternativa para o CPD e áreas de fuga. APLICABILIDADE A Política de Segurança das Secretarias de Receita será aplicável a todo funcionário ou prestador de serviço que tenha acesso às dependências da mesma.8.7. e 40. de forma intencional ou não. Todas as salas internas do CPD deverão possuir extintores para combate de incêndio elétrico (CO2/Pó químico). RESPONSABILIDADE Todo funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita será responsável pelo cumprimento das orientações estabelecidas na Política de Segurança.6. 36. O CPD deverá possuir um sistema de detecção/alarme e combate automático para caso de incêndio. desrespeitarem as normas estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Secretarias de Receita serão aplicadas as seguintes sanções: • • • Advertência verbal. 5. Todas as saídas de emergência deverão estar claramente identificadas e desimpedidas visando facilitar a fuga. Suspensão do direito de uso de serviço da intranet. SANÇÕES Aos usuários que. Advertência escrita.

ou mesmo de sofrer processos penais por crimes de peculato.9. A segunda seção é a identificação de possíveis ameaças às operações do site das Secretarias de Receita e as contramedidas existentes/propostas para cada ameaça. O desenvolvimento e manutenção do plano de ação deve ser feito da seguinte forma: • O Gerente da Rede/Especialista em TI. O propósito do Plano de Ação para Emergências é prevenir e/ou limitar os danos aos recursos de informação. . Ambos os planos ajudarão as Secretarias de Receita a proteger sua capacidade de processar dados. sonegação e inutilização de livro ou documento. de extravio. Observação: A aplicação destas sanções não isenta o usuário da base de dados das Secretarias de Receita de sofrer outras penalidades previstas em Regulamentos Internos da Secretaria.95 • • Suspensão do direito de uso de serviços oferecidos pela rede Secretarias de Receita por tempo determinado. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem realizar um inventário dos recursos e.1 Plano de Ação para Emergências O plano de ação é composto do seguintes itens: • • A primeira seção é um inventário completo de todos os recursos de informação e uma avaliação de sua criticidade. O propósito do Plano de Recuperação é restaurar de maneira segura as operações após a contenção dos danos. e • A terceira seção é o procedimento de resposta imediata documentando ações remediais a serem tomadas após a identificação das ameaças. 5. que são o Plano de Ação para Emergências e o Plano de Recuperação de Desastres. e Demissão. de condescendência criminosa.9.1. PLANO DE CONTINGÊNCIA O Plano de Contingência da Secretaria de Receita será formado por dois componentes distintos. de violação de sigilo funcional entre outros estabelecidos no código penal. 5.

o Plano de Ação deve ser atualizado para refletir tais mudanças. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem formular um Procedimento Imediato de Resposta usando a informação fornecida neste documento. e O Gerente da Rede/Especialista em TI e o encarregado da segurança devem rever anualmente o conteúdo deste plano e fazer as devidas mudanças sempre que necessário.9. armazenagem de mídia. Os recursos identificados devem incluir hardware e software. • • Sempre que houver uma compra significativa de novos recursos de informação. Recursos também incluem serviços tais como telefonia.a Secretaria pode funcionar até quatro horas sem este recurso .a Secretaria pode funcionar até um dia sem este recurso 5 .2. • O Gerente da Rede/Especialista em TI. periféricos. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem em seguida identificar as possíveis ameaças a estes recursos e as devidas contramedidas existentes ou propostas.a Secretaria pode funcionar até uma semana sem este recurso 4 . eletricidade e internet.a Secretaria pode funcionar até duas semanas sem este recurso 3 . modems.96 subseqüentemente. determinar a criticidade de cada recurso identificado usando o formato fornecido mais adiante.2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade A contagem dos recursos e avaliação de criticidade identificam todos os recursos de informação e depois documentam a criticidade dos mesmos. documentação e pessoal. Para fins de uniformidade uma escala de 0 a 5 deve ser usada e definida da seguinte forma: 0 – a Secretaria pode funcionar indefinidamente sem este recurso 1 – a Secretaria pode funcionar até um mês sem este recurso 2 . 5. máquinas de fax. sistemas de controle climático. A criticidade destes recursos deve ser determinada em termos de quanto tempo as Secretarias podem funcionar sem eles. • O Gerente da Rede/Especialista em TI. usando o formato fornecido neste documento.

Ameaças são concretizadas quando uma ou mais vulnerabilidades são exploradas.44MB FD. Os sites da Secretaria de Receita tornam-se vulneráveis quando contramedidas não forem implementadas para impedir ou diminuir o impactos de todas as ameaças identificadas. Esta lista tem como objetivo servir de base para a identificação das ameaças existentes nas Secretaria de Receita em geral. . Esta lista não tem a pretensão de ser exaustiva. 9GB HD. 1. Monitor CD-ROM 10BASE-T Transceiver HP Laserjet 4500 32 bit NIC card (extra) MS Office 97 Serviço de telefonia Eletricidade Pessoal operacional Extintores de incêndio (água) Tabela 3 – Contagem de Recursos 5.9.97 O quadro é um exemplo de como pode ser feita a contagem e classificação de recursos: CRITI 4 3 2 4 4 1 4 5 5 4 3 QUANT 1 1 5 3 5 2 10 1 1 2 4 DESCRIÇÃO DO RECURSO Pentium/800 server: 128MB RAM. Monitor Pentium/800 server: 128MB RAM. 1. ambiental.2. e relacionadas a suporte. 14GB HD. Há várias outras possíveis ameaças particulares a cada unidade das Secretarias de Receita. Ameaças são vistas como sendo de natureza física.44MB FD. A seguir encontra-se uma lista abrangente de ameaças divididas em três categorias distintas. Identificação de Ameaças e Contramedidas Ameaça é qualquer circunstância ou evento com potencial para comprometer e/ou interromper as operações diárias de uma instituição.

Raios .Derramamento/queda .Indisponibilidade de pessoal .Fogo .Poeira .Queda de energia .Riscos de acidentes de viagem .Roedores .Sabotagem .Vapores químicos .Acesso não autorizado às instalações .Extorsão . uma solução provisória deve ser identificada. .Enchente .Fumaça .Ativação de sprinklers . Após a identificação de todas as possíveis ameaças.Interferência eletromagnética . a Secretaria de Receita deve avaliá-las e delinear todas as contramedidas existentes ou propostas para cada ameaça aos recursos.Vandalismo .Umidade excessiva .Insetos . Caso as contramedidas propostas não possam ser implementadas em tempo.Terrorismo/ameaça de bomba . As Secretarias de Receita devem fazer uma distinção entre as contramedidas existentes e as propostas.98 AMBIENTAIS .Roubo .Montagem/Armazenamento incorreto . independente das contramedidas.Temperaturas instáveis .Supressão Inadequada de Incêndio RELATIVAS A SUPORTE .Falha no sistema de telefonia Tabela 4 – Identificação de Ameaças Cada Secretaria de Receita deve escolher a lista de ameaças que diz respeito a qualquer recurso de informação em sua localidade.Condições climáticas adversas .Ruído elétrico/aterramento inadequado .Explosões .Vazamento de água FÍSICAS .Descarga Eletrostática .Manutenção imprópria .Transporte inadequado de equipamentos .

2. **Propõe-se a instalação de equipamento de identificação e combate a incêndio na sala do servidor. Colocação de trancas em todas as áreas de acesso.** Solução provisória – instalação de extintores de dióxido de carbono na sala do servidor. Queda de energia elétrica 8. Explosão 3. Filtros de ar instalados na sala do servidor e trocados mensalmente. Fumaça 5.99 Mostramos a seguir o exemplo de uma relação das ameaças e suas contramedidas: AMEAÇA 1. Poeira 6. ***Propõem-se que eletricistas e o pessoal de manutenção dos computadores revisem e consertem todo o aterramento. Todos os extintores de incêndio com água devem ser removidos da sala do servidor. Fazer limpeza completa do prédio. . Possuir um gerador para suportar todo o prédio. Detetores de fumaça em todo o prédio. Pára-raios instalados no teto. Ativar alarmes fora do horário de expediente. Acesso não autorizado 11. Ter um acordo com outra organização onde uma apóie a outra em caso de explosão. Todos os equipamentos devem ser posicionados longe de áreas com muito movimento. Ter todos os equipamentos instalados corretamente para reduzir a possibilidade de pancada ou queda. Manter trancadas as áreas de acesso. Manutenção preventiva com limpeza de todo o equipamento. Aterramento inadequado 9. Montagem/ Armazenamento Incorreto 14. Fazer uma lista com os números de telefone do pessoal de operações e suporte para os casos de emergência.2 Procedimento de Resposta Imediata O propósito do Procedimento de Resposta Imediata é limitar os danos no caso de uma ameaça contra um recurso de informação se concretizar ou ser iminente. Raio 4. A área de armazenagem deve ser fora da sala do computador com acesso e temperatura controlados. Extintores de incêndio disponíveis em locais de fácil acesso em todo o prédio.9. Insetos 7. Supressão Incorreta de Incêndio Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas 5. Roubo 16. Fogo CONTRAMEDIDA Ter um sistema de sprinklers espalhados por todo o prédio. **Propõe-se a instalação de UPS para os servidores. Este procedimento deve documentar ações corretivas em ordem de execução e indivíduos e/ou organizações especificas a serem contatadas. Colocar telas em todas as portas e janelas. Colisão 15. Indisponibilidade de pessoal 10.

9.10. do pessoal operacional. pois vêm do verbo latino auditare. Esta resposta deve adotar o conceito de compartilhamento e/ou redirecionamento de recursos sobressalentes de informação entre as diversas unidades das Secretarias de Receita. a fim de transformá-las em correções ou melhorias deste processo. é gerar conhecimento de suas várias etapas. É a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. A recuperação é efetuada por meio de coordenação e efetiva utilização de todos os recursos de informação disponíveis.100 No mínimo as seguintes informações devem ser incluídas no procedimento de resposta imediata e verificadas a cada três meses: 1) Instruções detalhadas das ações corretivas para as ameaças existentes (tais como fogo. pois a eficácia administrativa está na aplicação dos conhecimentos continuamente adquiridos. queda de energia. A eficácia da auditoria dependerá de sua continuidade e de seu dinamismo em acompanhar um processo em seu desenvolvimento. do encarregado da segurança de sistemas. Este conceito incentiva o apoio mútuo entre as unidades sem incorrer em custos adicionas substanciais. e 3) Número de telefone da polícia. bombeiros e hospitais locais. AUDITORIA Auditar e ouvir são sinônimos. portanto auditoria é ouvir as informações sobre um processo. vazamento de água. Auditar um processo. e do pessoal de manutenção dos sistemas. do gerente da rede. A auditoria tem o papel de colher informações e transformá-las em conhecimento. 5. 5. números de telefones de emergência do encarregado de ativar o plano de contingência. . entre outros).3 Plano de Recuperação de Desastre Este é um plano que facilita a segura restauração das operações do sistema após a concretização de uma ameaça e a contenção dos danos. Este plano prevê uma resposta regional ou global a desastres através de esforços combinados entre as Secretarias de Receita. O propósito deste plano é reduzir o impacto de um desastre através de uma rápida recuperação. 2) Os nomes.

equipamentos e ambiente.1.10. ou melhor. Estas três primeiras diretrizes são as máximas que devem reger toda ação de aplicação de auditoria em qualquer tipo instituição. Para adequação da auditoria de sistemas de dados a uma política correta de segurança. pois nos garante a aplicação limpa e didática da ação auditora. como a forma mais eficaz de conhecer o processo e os seus procedimentos. Recomendações ISO/IEC 17799:2000 A auditoria tem com objetivo: Maximizar a eficácia e minimizar interferência no processo de auditoria de sistemas. aplicados à área de segurança de rede no ambiente de uma instituição tributária. auditá-los.101 Figura 13 . .Formação da Cultura de Segurança Para um processo de auditoria em uma instituição pública. este trabalho tem como base as recomendações ISO/IEC 17799:2000 para auditorias e apresenta em sua metodologia sugestões de diversos autores citados no decorrer do desenvolvimento. dados. Devem existir controles para salvaguardar os sistemas operacionais e ferramentas durante as auditorias de sistemas. é necessário obter informações sobre o sistema com usuários. Proteção também é necessária para salvaguardar a integridade e prevenir o uso impróprio das ferramentas de auditoria. 5.

requerimentos e responsabilidades devem ser documentados (ISO/IEC 17799:2000). que disponibilizam os seus serviços a empresas contratantes. dada apropriada cumplicidade adquirida no processo auditado. Requisitos adicionais ou especiais devem ser identificados e acordados. ampliando a troca de informação e conhecimento sobre o modus operare do processo. Auditorias externas são formadas por firmas especializadas em auditoria de sistemas.102 As auditorias requerem atividades. Requisitos de auditorias devem ser acordados com a administração apropriada. A melhor maneira de se colherem informações de um sistema é com as pessoas que estão vivenciando o processo atual do sistema de dados e também com aquelas que têm . Todos os procedimentos. Os recursos de tecnologia para execução da verificação devem ser identificados explicitamente e tornados disponíveis. Estas últimas normas a partir de seus registros e documentos darão o subsídio para debates e discussões que irão aprimorar as diretrizes e normas da política de segurança no decorrer do tempo. respondendo dinamicamente às ameaças e riscos que futuramente poderão surgir. A verificação deve ser limitada para acesso ao software e aos dados somente paraleitura. Todo o acesso deve ser monitorado e registrado de modo a produzir uma trilha de referência. Outros acessos diferentes de apenas leitura devem somente ser permitidos a cópias isoladas de artigos do sistema. As auditorias internas são mantidas com recursos e funcionários da própria empresa. envolvendo verificações nos sistemas operacionais que devem ser cuidadosamente planejadas e acordadas para minimizar riscos de interrupção dos processos do negócio. Tipos de Auditoria Propostos Aplicação de Auditoria Interna e Externa tem sido empregada com bastante êxito em várias empresas privadas ou públicas. Escopo da verificação deve ser acordado e controlado. que devem ser apagadas quando a auditoria for finalizada.10. As normas ISO/IEC 17799:2000 citadas anteriormente harmonizam a ação auditora ao ambiente operacional auditado. em sua maioria da área de informática. 5. facilitando os ajustes e correções de falhas.2.

têm como atuar periodicamente realizando revisões globais. interna e externa. As equipes auditoras internas são compostas por funcionários. são as guardiãs dos vários planos de segurança estabelecidos pela organização. Podem somar conhecimento adquirido por experiências em outras empresas e através de altos graus de especialização e de renovação constante do conhecimento. que trabalham em firmas de auditoria.10. principalmente nos sistemas muito especializados. Comumente se espera uma maior objetividade por partes destas empresas. como condição sine qua non à continuidade do negócio. Esta constitui a auditoria de melhor proveito para colher informações e adquirir conhecimentos sobre sistema de informação de dados. Seus relatórios e documentos são de uso exclusivo deste comitê. Quando Devem ser Feitas as Auditorias A auditoria advém da necessidade de que um sistema de dados seja seguro agora e continue sendo seguro no futuro. devido à superposição de responsabilidades e uso comum de recursos. 5. ponto de apoio e base para as auditorias externas. principalmente em se tratando de áreas de maior risco. As auditorias internas têm algumas vantagens importantes: não são tão perceptíveis aos funcionários quanto as auditorias externas. É evidente que não poderá haver regra de periodicidade muito rígida para que sejam feitas estas auditorias. é chamado de auditoria articulada. Nas auditorias externas a equipe é formada por funcionários com dedicação exclusiva. tais como grau de conscientização e aprendizado de usuários e administradores e da conceituação da política . O emprego das duas auditorias. mas comumente podem ter um ou outro funcionário ligado às áreas em questão.103 muita experiência neste tipo de processo e que vivam profissionalmente de organismos especializados em auditorias que capturam estes tipos de informação nas diversas empresas auditadas e se atualizam constantemente com as inovações do mercado. com especialização em sistemas. são fortes fontes de consulta atualizada. atuam muito rapidamente nos casos de emergência. As auditorias interna e externa devem estar ligadas hierarquicamente ao Comitê de Segurança. Isto dependerá de muitos fatores. uma vez que se dedicam com exclusividade a este ramo de negócio. por isso a necessidade de correção freqüente e continuada de seu sistema de segurança. na sua maioria do setor de informática.3. o qual poderá convocá-las ou dissolvê-las. são mais econômicas pois seus recursos são menos onerosos.

e Firewall: a cada 6 meses ou menos. O estado crítico. Serão usadas algumas recomendações de Wietse Venema & Dan Farmer (1996) para distribuir as Auditorias em relação ao tempo: • • • Antes do funcionamento da rede. e Auditoria Emergencial. Redes grandes: 24 meses.104 de segurança empregada. através da verificação de integridade do sistema antes do acidente. Alguns programas de integridade podem ajudar na identificação de mudanças ocorridas. físicos e ambientas das unidades de informação. Agendadas de manutenção. de Na auditoria antes do funcionamento deve-se fazer uma análise do grau politicamente e fisicamente a rede para a redução dos riscos de quebra de segurança. devendo-se fazer primeiro uma análise dos estragos. • • • Estações de trabalhos: entre 12 a 24 meses. conscientização e vulnerabilidade. e as pequenas: 12 meses. como seu objetivo em contexto aos objetivos estratégicos e dos negócios da Secretaria de Receita como um todo. dos sistemas lógicos. já adequando As auditorias agendadas devem ser continuadas de acordo com as necessidades e padrões de segurança assegurados a uma redução de riscos de incidentes de segurança na rede.10. 5. As auditorias emergenciais devem ocorrer logo após o incidente de segurança. O comprometimento é expresso em documento onde constam as principais diretrizes da política de segurança. ameaças.4. a complexidade e o corpo administrativo devem ser considerados para a decisão de periodicidade para auditorias agendadas. . no qual devemos desenvolver o comprometimento da alta gerência à sua implantação como premissa para êxito do empreendimento. Como Auditar A preparação da auditoria passa pela criação de um ambiente propício à sua implementação. Também nas gerências imediatas e subalternas deve haver comprometimento como reforço adicional. e riscos internos e externos.

As modalidades de entrevistas podem ser: contato pelo correio. resumindo as observações e recomendações. mas o número de respostas é muito baixo dificultando a análise dos resultados obtidos. onde se desenvolve um ambiente propício à confiança e cooperação. já que auditorias são instrumentos contínuos de melhoria do sistema e aperfeiçoamento da política de segurança. em decorrência dos serviços que está prestando. Na despedida deve lembrar que não estão encerrados os contatos. A equipe de auditoria. Comumente é usada quando o universo é muito grande e disperso geograficamente. Na apresentação o entrevistador deve atenuar a natural ansiedade do auditado. passa a maior parte do tempo falando com pessoas sobre procedimentos. rotinas e sistemas. que proporcionará as trocas de informação sobre os procedimentos. Nas entrevistas de contato direto pode-se estabelecer de maneira mais fácil um contado amistoso com o auditado. mas perde a observação do entrevistador das reações não verbais do entrevistado e também o calor humano que é muito importante para estabelecimento de um ambiente de cooperação mútua entre auditor e auditado. pois o tempo deve variar entre 30 a 15 minutos sendo o ideal apenas 15 minutos. discutindo os achados. O contato telefônico atinge um grande número de pessoas em um tempo de trabalho curto. Durante a entrevista deve incentivar a oportunidade ao entrevistado de dar sugestões a problemas específicos. rotinas e sistemas. estudo dirigido. mas é um contato onde não é necessária a presença do entrevistado. contato telefônico e contato direto.105 O engajamento dos funcionários é premissa complementar de uma boa auditoria. em cada uma das etapas do processo em abordagem. A remessa de carta via correio não pode ser considerada uma entrevista. pois haverá novos encontros em outras ocasiões. É essencial o desenvolvimento da habilidade em entrevistas. pois há uma redução considerável de custo nestes casos. . A cada término de entrevista devem-se recapitular perguntas respondidas e as informações obtidas que serão devidamente registradas e mostradas ao entrevistado como sua contribuição à auditoria. A habilidade do entrevistador é de suma importância para este clima. debates ou outras formas didáticas a fim de proporcionar o desenvolvimento de uma cultura da necessidade de auditoria permanente e atuante como fonte de alimentação da política de segurança. Deve ser feito através de conferências explicativas.

106 5. No primeiro ponto estão as metas das Secretarias de Receita que são a sua arrecadação e a distribuição do erário público nas diversas secretarias. e a sua emenda (SAS 55/78. A metodologia CobiT é orientada em dois pontos de apoio: Objetivos ou Metas do Negócio e a Governança em TI. que por sua vez absorveram os conceitos de controle interno do SAS 55/78.10. a Governança de TI: Uma estrutura de relações e processos para dirigir e controlar a empresa a fim de alcançar as metas do negócio. mostraremos o quadro comparativo de suas diferenças no Anexo I. Governança de TI é da responsabilidade da alta direção e da administração executiva. revisada em 1994). procedimentos. 1998. determina um início de reengenharia nos negócios se necessário. o do American Institute of Certified Public Accountant. A metodologia empregada pela auditoria CobiT incorpora várias fontes conceituais de outras metodologias como a SAC e a COSO. o Control Objectives for Information and related Technology (CobiT 1996.2000). o do Institute of Internal Auditors Research Foundation. Metodologia Nesta última década várias metodologias de auditoria foram criadas dada a necessidade de desenvolvimento da política segurança em TI. relatos e melhorias no controle interno em TI. adicionando valor enquanto balanceia risco verso retorno em TI e seus processos (CobiT. e que eventos não desejados sejam evitados ou detectados e corrigidos. o Systems Auditability and Control (SAC 1991. como o do Information Systems Audit and Control Foundation.1988). Pelo menos cinco documentos foram publicados por instituições diferentes com o intuito de definir acessos. Os objetivos de controle se relacionam de maneira clara e distinta com os objetivos do negócio. O segundo ponto. . Internal ControlIntegrated Framework (COSO 1992). o do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. 1995). É uma parte integrante de governo da empresa. que definidos com uma orientação aos processos.5. práticas e estruturas organizacionais são orientadas para prover uma razoável garantia. o Consideration of the Internal Control Structure in a Financial Statement Audit (SAS 55. É composta pela liderança da estrutura organizacional e o processo que garante que a TI da organização se apóie e se expanda às estratégias e aos objetivos da organização. de modo que o objetivo dos negócios seja alcançado. A definição conceitual CobiT adapta o controle do COSO: As políticas. 3ª edição em julho de 2000).

Ainda foi desenvolvido um instrumento guia de auditoria para cada um dos 34 objetivos de controles. assegurando um exame detalhado dos processos de TI. que cobrem toda a estrutura no aspecto de informação e seu suporte tecnológico. Aquisição e implementação.107 A metodologia CobiT identifica uma ferramenta que chama de Marco Diferencial de quatro domínios que está dentro da Governança de TI que são: • • • • Planejamento e organização. . Suporte e distribuição. A metodologia CobiT identifica os processos de TI a cada domínio. e Monitoração. num total de 318. um total de 34 objetivos. os chamados de objetivos de controles de alto nível. Os objetivos detalhados. proporcionam à administração da empresa um panorama de real cumprimento das normas e regras ou recomendações e aprendizados para desenvolvimento de uma cultura forte em TI.

108 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT Fonte: Implementation Tool Set CobiT. 3rd Edition Boston July 2000. CobiT Steering Committee and the IT governance Institute .

confidencialidade e autenticidade das informações exige das organizações uma meticulosa análise de vulnerabilidades e riscos que ameaçam suas bases de dados. A ISO/IEC 17799:2000 serviu como principal fonte de referência e base para o trabalho no que se refere aos conceitos envolvidos na implementação de uma Política de de planos de ação emergenciais e recuperação de informação em caso de desastres reforçando ainda. a . métodos de controle através de auditorias e um plano de contingência que viabilizasse a continuidade dos negócios em caso de desastres ou qualquer tipo de infortúnio. Neste trabalho. não sendo encontrado muito material a seu respeito. Constatamos que a prática constante de auditorias internas e externas é o modo mais eficaz de ouvir e responder ao dinamismo de um processo de TI. A preocupação com a integridade. faz-se necessário que. para cada Secretaria. procurou-se sugerir às Secretarias de Receitas recursos de proteção das informações. características próprias e situações encontradas durante o processo de levantamento de informações não puderam ser divulgados para garantir e resguardar o funcionamento e segurança das próprias Secretarias de Receita. O CobiT é bastante novo e pouco conhecido. baseando-nos no levantamento dos riscos. distribuída por todo território nacional. Nossa base de estudo para coleta de dados foi a Secretaria de Receita de BrasíliaDF. Para apresentação deste tema. tomamos como base o sistema CobiT. É importante ressaltar que tivemos algumas limitações para a realização deste trabalho. elaborado e inspirado na norma ISO/IEC 17799:2000. seja implementada uma política de segurança adaptada à sua realidade. pois muitos detalhes técnicos. ameaças e vulnerabilidades a que este tipo de organização esta sujeita. Assim. procedimentos de usuários. Mecanismos e ferramentas de defesa tais como os apresentados neste trabalho foram apresentados com o intuito de garantir a proteção das informações consideradas sigilosas ou de acesso restrito. CONCLUSÃO Com base no que foi apresentado e desenvolvido neste trabalho constatamos que a implementação de uma política de segurança de informação nas organizações como as Secretarias de Receita tornou-se fundamental. Enfatizamos a necessidade de criação e implementação importância de que todo este processo seja constantemente auditado.109 6.

proporcione a criação de um ambiente de informações resguardadas e protegidas. o que de certa forma limitou nosso âmbito de pesquisa. atualmente. em sua maioria. uso de firewall. a norma ISO/IEC 17799:2000 é uma fonte de informações recente. Os controles referentes às partes de segurança física e aplicada a pessoas foram. softwares especializados. Não há um detalhamento dos procedimentos de segurança referentes à parte de software e acesso lógico à rede. Diversas outras fontes bibliográficas contribuíram para a consolidação do trabalho. abordando separadamente os aspectos de segurança de senhas e processos criptográficos. Apesar de ter sido primordial para a realização deste trabalho. pioneiro na área de segurança de informações para instituições governamentais que tratem de tributação e arrecadação. ou seja. Apesar da necessidade de complementações. Com relação a parte de segurança lógica. dados e ambiente físico. a norma ISO/IEC 17799:2000 apresenta o tema de forma distribuída em sua maior parte. não tendo sido ainda bastante divulgada para as organizações. enfim. a proposição de uma política de segurança para as Secretarias de Receita. anti-vírus. a sugestão de uma política de segurança eficaz para as Secretarias de Receita . Acreditamos que o uso contínuo de auditorias bem estruturadas e com metodologias adequadamente empregadas. Com relação aos controles lógicos. Em virtude desta distribuição. a mais completa base de orientação para formação e consolidação de um programa de Política de Segurança. que este trabalho. Cerca de 30% dos mesmos foram adaptados. Esperamos. . retirados da ISO/IEC 17799:2000. não poderia ser exclusivamente baseada na ISO/IEC 17799:2000. a responsabilização dos usuários do sistema possibilitaram que o objetivo principal do trabalho fosse alcançado.110 Segurança de informação. 80% dos mesmos foram modificados e adaptados ao contexto do trabalho. a ISO/IEC 17799:2000 é. sirva de base e fonte de consulta para outros. Existem poucos trabalhos para a consulta no aspecto da segurança de informação. análises de riscos e vulnerabilidades de uma base de dados e principalmente na parte de controles de segurança física e pessoal. A apresentação das ferramentas de segurança como métodos de criptografia. juntamente com o estabelecimento de controles baseados na norma ISO/IEC 17799:2000. englobando os três elementos chaves da segurança: pessoas.

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113

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30th,1996. Santa Clara (CA). Disponível em http://www.porcupine.org/auditing. Acesso

114 ANEXO I

Comparação de Conceitos de Controle em Auditoria1
Instituições
Audiência primária

COBIT (1996)

SAC(1991)
Auditores internos

COSO(1992)
Administração

SAS 55(1988) /78(1995)
Auditores externos

Administração, usuários e auditores de sistema informação Controle Interno Conjunto dos visto como processos, inclusive Políticas, Procedimentos, Práticas, e as Estruturas de Organização Objetivos da Operações Efetivas Organizacional em & Eficiente, Controle Internos Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes ou Domínios: Domínios Planejamento e Organização, Aquisição e Implementação, Suporte e Distribuição, e Monitoramento Focos Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Conjunto de Processos, Subsistema e pessoas

Processo

Processo

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Sistemas Manuais & Automatizados, Procedimentos de Controle Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Efetividade de Controle Interna Responsabilidade para Sistema de CI Formato 187 páginas em 1193 páginas em quatro documentos 12 módulos
1

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Sobre toda a Entidade Por um tempo pontual Administração 353 páginas em quatro volumes

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Balanço Financeiro Por um período tempo Administração 63 páginas em dois documentos

A Comparison Internal Controls: CobitT®, SAC, COSO and SAS 55/78; By: Janet L. Colbert, Ph.D., CPA, CIA;and Paul L. Bowen, Ph.D., CPA, year 2001(http://www.isaca.org/bkr_cbt3.htm)

115

ANEXO II REQUERIMENTO Pelo presente requerimento, eu, (fulano de tal), solicito acesso aos Sistemas da Secretaria da Receita, declarando que utilizarei o mesmo somente no estrito cumprimento de minhas atividades profissionais estando de pleno acordo com as seguintes determinações: 1) Devo cumprir fielmente as normas, políticas, procedimentos e diretrizes da Secretaria de Receita destinadas à proteção de seus sistemas automatizados contra mal uso, abuso, perda ou acesso não autorizado. Compreendo que qualquer violação destes regulamentos podem resultar em ação administrativa, civil ou processo criminal, ou em demissão; 2) Devo proteger incondicionalmente o sigilo de minha senha. em caso de suspeita de comprometimento de seu segredo devo reportar o fato a meu supervisor ao administrador da rede; 3) Não devo compartilhar meu identificador de acesso (id) e senha com nenhum outro indivíduo; 4) Nunca devo transcrever minha senha em dispositivos ou locais que possam ser facilmente encontrados por outrem; 5) Devo criar e usar senhas com no mínimo 08 caracteres compostas de letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais e números, devendo ainda, trocá-la no intervalo de tempo determinado pelo sistema; 6) Devo desconectar-me do sistema (logoff) sempre que necessitar de um afastamento de minha estação de trabalho por um tempo superior a 10 minutos; 7) Independente do motivo, devo notificar imediatamente ao administrador da rede quando não necessitar mais de acesso aos recursos do sistema; 8) Devo acessar somente os aplicativos aos quais tenho permissão autorizada pelo gerente da rede e utilizar os computadores da Secretaria de Receita somente para fins lícitos; 9) Estou proibido de usar a informação obtida através do acesso aos sistemas de computação da Secretaria para realização de ganho pessoal, lucro financeiro, ou publicação sem aprovação formal de meu superior; 10) Estou proibido utilizar os computadores da Secretaria para atividades ofensivas a meus colegas de trabalho ou ao público em geral, tais atividades incluem, mas não se limitam a: discursos sobre ódio, artigos que ridicularizem outras pessoas com base em raça, credo, religião, cor, sexo, deficiência física ou mental, nacionalidade, ou orientação sexual; 11) Estou proibido de acessar, criar, visualizar, guardar, copiar, ou transmitir por meio da rede da Secretaria de Receita, materiais contendo pornografia, apologia ao uso de drogas e armas, divulgação de jogos ilegais, atividades terroristas ou qualquer outra de natureza ilegal ou proibida.

_________________________ NOME

________________________ ASSINATURA

__________________ DATA

First edition 10/12/2000.116 ANEXO III ISO/IEC 17799:2000. e 7 . Paragrafo 6.

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