Você está na página 1de 24

| Cipreste |15 de Agosto 2009 | 1

O que eu espero é voltar para Por-


tugal, mais tarde ou mais cedo,
mas quanto mais cedo melhor.
Augusto Nunes| Entrevista pág.20

1.00 €
II série nº 3 Mensal
15 de Agosto de 2009
Director: Rui Miranda
Fundado em 1997

À espera da
Cipreste
Paragem do Autocarro
Macedo não tem uma estação para a situação geográfica e estra-
de camionagem que permita aos tégica de Macedo.
utentes do serviço de transportes Em época de eleições ouve-se,
colectivos condições de espera ou mais uma vez, anunciar a constru-
sanitárias, nem o encontro de vá- ção de uma central de camiona-
rios autocarros, o que é relevante gem. Será desta? | Pág. 13

Golfe no Azibo
Turismo em Macedo: já tem
protocolo
ofertas para todos assinado|última
Ossétia, um
ano depois|P15

1997
Macedo vs Morais o
derby macedense
abre o campeonato
a 6 de Setembro
|Desporto

Macedo de Cavaleiros tem


de tudo o que pode esperar para
as férias. Praia, montanha, sol e
tadas de qualidade e económi-
cas. E não só no verão, a oferta
estende-se por todo o ano, tendo
2009
Macedo como um bom destino,
Se é de cá acredite que pode
haver muito Macedo por des-
calor, silêncio e arraiais, museus na época da caça um outro pico. cobrir, se é de fora, seja bem
e património natural, gastrono- Se ainda não decidiu onde vindo, nós damos-lhe algumas
mia tradicional e fast food, es- vai passar as férias, reconsidere dicas.
2 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste |
Mesmo no verão o concelho de Macedo de Cavaleiros tem alternativas às praias. Uma
delas é a Geologia no Verão, do programa ciência viva que, a 29 de Agosto, a proposta
intitula-se “Maciço de Morais: antigo oceano enquadrado por dois antigos continentes”,
para além de Morais os “geólogos” passarão por Macedo de Cavaleiros, Izeda, Santu-
lhão, Paradinha de Besteiros e Lagoa.

Turismo em Macedo
Reportagem
Um Mar de Oportunidades
M
acedo de Cavaleiros
é um concelho com
elevado potencial
turístico, no meio em que está si-
tuado. Sem motivos de interesse
relevantes na sede de concelho,
nem a nível de património nem
urbanístico, o concelho em sí
mantém uma mais-vaia que se
caracteriza pelo facto dos seus
factores de atractibilidade não
serem apenas sazonais, a sê-lo,
são vários e estendem-se por di-
versas alturas do ano.
A caça, que é uma poderosa
fonte de receita e de dinamiza-
ção económica, tem em Mace-
do de Cavaleiros condições de
atracção e desenvolvimento. O
reflexo é a Feira da Caça, evento
de relevo no panorama nacional
da caça, que se tem afirmado
mesmo no mercado castelhano. Praia Azibo é destino privilegiado pelos visitantes do concelho
As espécies com mais relevo no
concelho têm época de caça en- extensão de areal, vigiadas por e com acesso privilegiado pelo celho tem no Verão. Está a ser implementado um
tre Outubro e Fevereiro. nadadores salvadores, Implan- IP4. programa que pretende a dinami-
A gastronomia e o património tadas num meio natural, são Mas uma ligação à albufeira, Umbigo do mundo zação turística do local, intitulado
natural, de que o concelho tem uma boa e efectiva alternativa às por Vale de Prados, vai ser cons- “Percorra Milhões de Anos de
particulares motivos de interesse, águas do mar. truída em breve, bem como uma Muito antes do nosso umbigo História”, que pretende ir ao en-
com a diversidade que a serra, o Há transporte gratuito de Ma- praia naquela zona. já havia o umbigo do mundo. Em contro dos amantes da geologia,
planalto e a albufeira oferecem, cedo para as praias e também A via, que tem a designação Morais. sem esquecer que o Monte de
têm, ao longo do ano, motivos para o regresso. O transporte é de panorâmica, já tem financia- São milhões de anos de his- Morais é rico em flora e fauna.
irrefutáveis para a atracção de efectuado por um miniautocarro mento garantido pelo QREN, na tória do globo azul que em Mo-
visitantes. e uma carrinha de passageiros, ordem dos 2.350.000 euros, de- rais saltam à vista, vindos das Alojamento
Mas o verão, e porque esta- parte das piscinas municipais pe- vendo ser construída até 2012. profundezas tectónicas e que
mos em Agosto, é marcado pela las 9 horas com regresso às 12 e Esta via ligará Vale de Prados contam como nasceu o “Gondu- O alojamento em Macedo é
Albufeira do Azibo. 30 h; à tarde o horário é às 14 e ao local onde nascerá uma nova ana”, pela vontade de um ocea- um caso atípico. Fecharam-se
30 h, com regresso às 18 e 30 h. praia. no e dois continentes, que deram unidades carismáticas na sede
Azibo Esta praia, que ainda não origem a um super continente, de concelho, mas aumentou a
Praia de Macedo tem financiamento garantido, que milhões de anos mais tarde, oferta fora da cidade.
O Azibo é um dos pontos de deverá ter equipamentos seme- revelou a cartografia como a co- De uma forma geral o visi-
maior, se não o maior ponto, de Há muito que Macedo recla- lhantes aos existentes na praia nhecemos. tante pode encontrar, por todo
potencial turístico de toda a re- ma um acesso privilegiado que da Ribeira. Piscina flutuante, bar, Em todo o mundo há só mais o concelho, unidades com boa
gião. ligue a albufeira à cidade, como estacionamento, acessibilidades, cinco lugares como este. qualidade, mesmo na relação
São as praias do Azibo, com meio de ligação dos visitantes parque de merendas, e deve- Os indícios geológicos ali, preço/qualidade.
a sua qualidade certificada por do concelho á sede de conce- rá estar concluída também em em Morais, são visíveis, havendo A sede de concelho viu dois
seis bandeiras azuis consecuti- lho. É uma tarefa difícil já que 2012. mesmo uma falha à distância de locais com história na activida-
vas, o maior factor de atracção os equipamentos do Azibo estão Será mais uma oferta para os um palmo que une os vestígios de fecharem portas: Residencial
para os milhares de pessoas localizados na outra extremidade milhares de visitantes que o con- desses dois continentes anciãos. Costa do Sol e Estalagem O Ca-
que ali vêm durante os meses çador. Embora com um número
de Julho e Agosto. Mas o Azibo inferior de quartos, este impacto
não é só praias. O património na-
tural da Paisagem Protegida da
Parque de guns anos os parques de cam-
pismo da região resumiam-se
campismo. Mas Macedo tem o
Azibo. Um pólo que atrai mi-
foi minorado pela abertura há
cerca de um ano da unidade de
Albufeira do Azibo, são cerca de
5000 ha “que tem como objecti-
campismo a Bragança, Mirandela e Vila
Flor, este último era, e é, desti-
lhares de visitantes. Muitos
deles ficam em parques de
turismo no espaço rural Solar do
Morgado Oliveira.
vos a conservação da natureza e no de muitos jovens maceden- campismo em Mirandela ou Foi este tipo de alojamento
a valorização do seu património
natural”, e ainda a “promoção do
P arque de campismo
público, não há. Nem
deverá haver, já que a autar-
ses no verão. Recentemente
foram inaugurados vários par-
Bragança.
O parque foi prometido e
que mais tem crescido no nosso
concelho, recentemente apare-
repouso e do recreio ao ar livre ques de campismo: Vinhais, anunciado, mas nunca che- ceram várias unidades, um pou-
quia não é sensível ao turista Mogadouro, Freixo de Espada gou a passar disso: de uma
em equilíbrio com os valores na- que utiliza parques de campis- co por todo o concelho, mas com
turais salvaguardados”. Ali prote- à Cinta, Vimioso, Miranda do promessa. Há sete anos, no especial incidência nas proximi-
mo. Quanto a iniciativas priva- Douro, Torre de Moncorvo ad- início do primeiro mandato,
gidas, as espécies autóctones e dades da Albufeira do Azibo.
das, o Cipreste ainda não as quiriu, em 2008 na freguesia o actual presidente da câ-
migratórias encontram condições Ao que a nossa reportagem
conhece.
favoráveis, propiciando um lugar de Cabanas, o terreno para a mara anunciou a construção apurou, as taxas de ocupação
Enquanto a autarquia de- construção de um parque de do parque de campismo no
único para os amantes da natu- este verão têm sido muito eleva-
fende que já “ninguém faz turis- campismo e caravanismo. Azibo, algum tempo depois
reza. das, havendo alguns casos em
mo em parques de campismo”, E nenhum deles tem o Azi- re-anunciou-o com uma nova
As praias são o ponto forte que a lotação se encontra esgo-
a maior parte dos concelhos da
do ex-líbris do concelho, dotadas bo. localização, agora parece tê- tada durante semanas. n
região já têm as suas unidades. Só Alfândega e Macedo de lo renunciado.
de boas condições de acesso e
Mas não tem o Azibo. Há al-
parqueamento, limpas, com boa Cavaleiros não têm Parque de Mas Macedo tem o Azibo. Rui Miranda
Notícias | Cipreste |15 de Agosto 2009 | 3
Canoagem

Outra forma de apreciar Alojamento


a paisagem protegida
Hotelaria Turismo em Espaço
Rural

Convento de Balsamão Quinta Bela Vista do Azibo

A
Escola de Canoagem
Telf: 278468010 Telf: 933286119
do Azibo é mais uma
oferta turística que a Balsamão Vale Pereiro - Podence
Paisagem Protegida tem para 5340-091 Chacim 5340-392 Podence
quem a visita. A funcionar duran- e-mail: belavistadoazibo@
te o ano inteiro, a escola recebe gmail.com
Residencial Avenida
grupos organizados e também
Telf: 278421236 Casa da Ribeirinha
aulas isoladas. Outrora ligada ao
Inatel, daí que fossem frequentes Av. D. Nuno Álvares Pereira Telf: 916388211
os grupos que chegavam ao lo- 5340- 202 Macedo Cavalei- Albufeira do Azibo, Estrada
cal, o contrato foi quebrado e hoje ros de Stª Combinha
a escola sobrevive apenas com o 5340-410 Macedo Cavaleiros
auxílio da autarquia e, claro está, Residencial Azibo
dos turistas que se dirigem ao Casa Malheiro de Pinhovelo
Telf: 278428140
espaço para conhecer um lado Telf: 278 432220
diferente do Azibo. Largo da Cruz
5340-392 Macedo Cavaleiros Pinhovelo
A escola é dirigida por André
5340-024 Amendoeira
Petrov. O gosto pela canoagem
começou na Ucrânia, desde os Residencial Capitólio
seus seis anos quando começou Casa Pimentel - Turismo Rural
Telf: 278421355
a nadar. Apesar de ter ingressado Telf: 918754180
Ribeirinha Rua da Pedreira, nº22
na altura numa escola de cano-
agem, abandonou-a para passar 5340-292 Macedo Cavaleiros 5340-051 Bornes
pelo futebol, basquetebol e só de- André Petrov fez parte das seleções russa e uraniana
pois regressou à canoagem per- Residencial Churrasqueira Casa dos Pinelas – Turismo
cebendo que era o seu desporto. como tudo em Portugal, como mais procurada. “Há muita gente Telf: 278421731 Rural
Com 20 anos de canoagem, vocês dizem aqui, tem andado que tem medo porque não sabe Rua Pereira Charula Telf: 967713789
André Petrov foi federado, che- devagarinho”. Trabalhámos du- nadar e outros porque têm que Limãos
5340-278 Macedo Cavaleiros
gou a fazer parte da selecção rante seis anos para o Inatel, mas andar todo o ano na água, inclusi- 5340- 400 Limãos
russa e também ucraniana e depois “mandaram-me embora”. vamente no Inverno, acabam por
acumularam-se os troféus e as André Petrov apenas agradece não querer”, afirma André Petrov. Casa da Praça de Bornes –
medalhas. “A canoagem é a pro- à Câmara de Macedo por lhe ter Contudo, não saber nadar Residencial Granjo
Turismo Rural
fissão da minha vida”, confessa. permitido continuar no pavilhão não é problema porque a escola Telf: 278426875
Telf:916022640/ 914090226
Foi campeão nacional, ganhou da praia da Fraga da Pegada, possui coletes salvavidas, que Rua Dr. Àguedo de Oliveira
uma vez que o Inatel tinha dado apesar de ser mais desconfortá- Largo da Praça
diversas Taças do Mundo e che- 5340-227 Macedo Cavaleiros
gou a ir aos Jogos Olímpicos. “A ordem de despejo. Normal este vel para remar é obrigatório para 5340-051 Bornes
primeira prova da Taça do Mundo, apoio da autarquia, uma vez que quem não se atreva a dar umas
na Bélgica, foi a que me marcou só o município tem a ganhar com braçadas. Quanto à facilidade de Residencial Monte Mel Solar das Arcas - Turismo
mais, porque ganhámos os 200m a existência de uma escola de aprender, “a melhor idade é até Telf: 278421378 Rural
e nos 1500m ficámos em terceiro canoagem na albufeira, acumu- aos 15 anos, porque depois o Praça Agostinho Valente Telf: 278400010
lugar, foi muito bom”, recorda. lando assim mais uma oferta tu- peso é a mais e a altura também”, 5340-223 Macedo Cavaleiros Arcas
Chegou a Portugal em 1999, rística. “Este ano, a nível de par- o que não significa que seja im- 5340-031 Arcas
porque foi o país que lhe abriu as ticulares já devemos ter tido 500 possível.
Residencial Muchacho
fronteiras e porque tinha amigos participantes”. Na escola pode encontrar ain- Solar de Chacim - Turismo
em Espanha, aqui mesmo ao Uma escola de canoagem da a mulher, Natália Petrov, tam- Telf: 278422658
de Habitação
lado, que lhe possibilitaram prati- tem obrigatoriamente que fun- bém ela um dia desportista de ca- Rua Pereira Charula
Telf:278468000- 919908108
car o seu desporto favorito. Mas, cionar durante todo o ano, pois o noagem. Aliás, foi em provas de 5340-278 Macedo Cavaleiros
Chacim
como não encontrou emprego Inverno permite o treino e o Verão canoagem que se conheceram,
5340-092 Chacim
nas Astúrias decidiu vir para Por- as competições. No total são 15 uma vez que na Ucrânia viviam a Residencial Panorama
tugal. Chegaram a Lisboa, mas jovens e 5 adultos que frequen- 600km de distância.
Telf: 278421444 Casa Vinhais de Sá
foi um empreiteiro que tinha uma tam a escola. Agora é preciso remar contra
a maré e tentar permanecer com Pontão de Lamas Telf:933452666 - 912299431
obra em Rossas que lhe propor-
cionou conhecer a barragem do Macedenses pouco a escola aberta, pois os fundos 5340-291 Macedo Cavaleiros Lamalonga
Azibo. “Disse logo que era muito adeptos dos desportos que permitem investir na estrutu-
fixe, e que possibilidades como náuticos ra chegam do aluguer das “gaivo- Quinta do Azibo - Turismo
esta não há muitas”. Foi assim tas”, típicas para passeios a dois de Habitação
que nasceu a ideia da abertura Apesar de existir há pelo em pleno Verão, que também são Telf:273324791- 914649370
da Escola de Canoagem. menos seis anos, a Escola de exploradas pela família Petrov. n R. Dr. Francisco Felgueiras,
Estávamos em 2003, “mas Canoagem do Azibo poderia ser Miguel Midões 35
5300 Podence

Discurso Directo Solar do Morgado Oliveira


Telf:278432276- 912346200
A ntónio Bom Pastor é músi-
co e escolhe o Azibo, todos
os anos, há 15 anos, para passar
R. Pereira Charula,16
5340 Macedo de Cavaleiros
uma semana de férias em Agos-
to. Este ano acompanhado com Fonte: www.azibo.org
a mulher e um amigo emigrante
em Londres, confessou ao Ci-
preste que a Paisagem Protegida
é belíssima, mas há o entrave do
alojamento em Macedo. A oferta
é pequena, excluindo o turismo
rural, e o preço nem sempre é o Como ficou a conhecer o É fácil encontrar aloja-
mais acessível. Por isso mesmo, Azibo? mento em Macedo de Cavalei-
Bragança acolhe-os praticamen- Casualmente, já lá vão uns ros, uma vez que já vêm há 15
te todos os anos. 15 anos. De ano para ano, o anos?
espaço ia sempre melhorando, Vimos de Gondomar e nor-
Quais são as razões que o havendo uma coisa diferente e malmente ficávamos numa resi-
trazem aqui ao Azibo? maravilhosa. Vi uma reportagem dencial em Bragança. Este ano
Isto é um paraíso na terra na televisão há um mês com pa- queríamos ficar por aqui em Ma-
como se vêem muito poucos. norâmicas e reparámos que es- cedo, ainda fiz contactos mas
Por isso, já há uns anos que eu tava tudo modificado, porque o não consegui. Mas, acabámos
e a minha mulher vimos para ano passado foi o único ano em por arranjar com uns amigos
aqui. Procuramos sempre uma que não viémos. E, este ano foi que estão emigrados em Lon-
semana de Agosto para vir até uma inovação grande, de várias dres uma moradia. n
aqui porque isto é de um des- coisas.
canso maravilhoso. Miguel Midões
4 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste |
Santo André, de Fornos de Ledra,
freguesia de Lamalonga

Museu de Arte Sacra

Museus

Sala-Museu Museu Rural Real Filatório Casa do Careto


de Arqueologia de Salselas de Chacim
Inaugurada em Maio de 2005, a Sa- Agosto é mês de parabéns para o Chacim teve indústria com tecnolo- A Casa do Careto, na aldeia de Po-
la-Museu de Arqueologia expõe objectos Museu Rural de Salselas, situado na gia de ponta, o Real Filatório de Chacim, dence, nas imediações da Paisagem
resultantes das escavações efectuadas freguesia do concelho de Macedo de na segunda metade do séc. XVIII. A tec- Protegida da Albufeira do Azibo é de pa-
no concelho pela associação Terras Cavaleiros que lhe dá o nome. Fundado nologia foi ali instalada por vontade Real ragem obrigatória. Construída em 2004,
Quentes, no âmbito das suas interven- no ano 2000, o museu está situado num pelos italianos piemonteses Arnaud. a casa reúne o espólio de uma tradição
ções arqueológicas em vários arqueosí- edifício que alberga ainda a sede da Hoje o local merece uma visita, pelo apreciada por muitos e que faz chegar
tios do concelho. Junta de Freguesia. Nos seus 180m2, o contexto. a Podence, todos os anos, milhares de
O espólio, que o visitante pode apre- Museu Rural de Salselas proporciona ao O visitante encontra as ruínas conso- turistas, de todo o país e até do estran-
ciar na Sala Museu, é multifacetado, o visitante, com a sua exposição perma- lidadas, de acesso livre, da fábrica que geiro. Composta por uma sala de expo-
que se justifica pela diversidade de ori- nente, uma viagem por dois universos: o em 1804 produziu 80.000 arratéis de sições com uma mostra da tradição car-
gens. Desde objectos de natureza bélica do Homem e também o do mundo rural. seda. (1 arrátel = 459 g ; 80.000 arratéis navalesca dos Caretos, tem ainda uma
a religiosa ou fúnebre, o visitante pode Nas 18 secções que o compõem = 36720 kg.), que chegou a empregar tasquinha regional, de onde tem uma
encontrar vários materiais, utilizações e encontra-se tudo o que representa o 220 trabalhadores e possuía 57 teares. vista panorâmica para o Azibo.
vários períodos da história do que hoje é árduo trabalho da terra e das técnicas Em 1930 só estariam em funcionamen- O Grupo de Caretos de Podence foi
o concelho de Macedo de Cavaleiros. e ferramentas ancestrais, que apoia- to 14 e nove anos depois estaria já em constituído em 1985 com o intuito de
Os objectos são parte do espólio re- vam a população tipicamente rural. O ruínas. não deixar morrer uma tradição secular,
cuperado dos sítios: museu alberga peças da região, mas Para além das ruínas o local tem um enraizada na população local, tendo já
Mamoa de Santo Ambrósio; Fraga a maior parte veio de vários cantos do centro interpretativo, que está fechado passado por vários eventos de renome
dos Corvos; Povoado Romanizado do concelho de Macedo de Cavaleiros. Da mas pode ser visitado mediante marca- nacional e internacional.
Caramanchão; Povoado Mineiro do Bo- cultura do pão, azeite, linho e vinho, o ção prévia, em qualquer dia do ano. Os enigmáticos Caretos percorrem
vinho; Forno romano de Barreiros; Cas- museu permite ainda reviver profissões No centro interpretativo o visitante, as ruas da aldeia de Podence, nos dias
tro Romanizado da Terronha de Pinho- como o sapateiro, o barbeiro, o ferreiro, com a ajuda de um guia, tem acesso à de carnaval, chocalhando tudo quanto
velo; Necrópole do Sobreirinho; Fraga a cesteira e o alfaiate, bem como a típi- informação sobre o funcionamento da são meninas e moças, despertando a
da Pegada. ca casa transmontana, onde não falta o instalação e da temática da seda. Ali atenção dos demais pela sua sedução e
Alguns dos locais intervencionados espaço de oração.A última aquisição foi está exposto algum do espólio recupe- mistério do rosto escondido debaixo da
pela Terras Quentes deverão, no futuro, a escultura de dois bois, que se vieram rado durante a intervenção arqueológica máscara de lata.
poder ser convertidos em locais visitá- juntar ao tradicional e já existente carro. que decorreu na fábrica. Joana Salvador foi apenas mais
veis. A acontecer, aumentará a oferta Um objecto fundamental, pois Salselas uma. A pintora esteve no carnaval do
do concelho em motivos de interesse foi em tempos a “capital” da carpintaria ano passado e inspirou-se nos Caretos
arqueológico. rural. de Podence para a sua mais recente
A Sala-Museu de Arqueologia está A ideia da criação do Museu Rural exposição que está patente na própria
localizada no Núcleo Central da Paisa- de Salselas nasceu do escritor António Casa do Careto até 26 de Setembro. A
gem Protegida da Albufeira do Azibo, Cravo, que mobilizou a população para mostra consiste em várias telas inspira-
com acessos a partir de Vale da Porca e a preservação do património local. das nas figuras enigmáticas, ou a forma
de Salselas, com uma paisagem que, só como foram vistas pela pintora, daí que
por sí, também merece uma visita. seja intitulada “Olhos”.

Local: Núcleo Central da Paisagem Local: Museu Rural de Salselas, As visitas podem ser marcadas no Local: Casa do Careto,
Protegida da Albufeira do Azibo, Salselas posto de turismo de Macedo de Ca- Podence
Salselas. valeiros.

Contacto: 278 448 007 Contacto: Contacto: 278 426 193 Contacto: 91 975 07 71
Museus | Cipreste |15 de Agosto 2009 | 5
Pendente em bronze,
encontrado na Fraga dos
Corvos.

Sala-Museu de Arqueologia

Museu de Arte Núcleo Museoló-


Sacra gico do Azeite
Em pleno coração da cidade de Ma- Situado na aldeia dos Cortiços, está
cedo de Cavaleiros encontra-se o Museu o Núcleo Museológico do Azeite, de pro-
de Arte Sacra, instalado na Casa Falcão. priedade privada, pertencente a Luís
Inaugurado a 18 de Maio de 2009 pelo Patrício. O espaço é uma oportunidade
ministro da Cultura, José António Pinto para ter contacto com o mundo do azeite
Ribeiro, o espaço museológico ultra- e a história dos Cortiços.
passou os mil visitantes em apenas um No local o visitante pode encontrar
mês. informação sobre todos os processos
Neste momento com a exposição que envolvem a produção do azeite.
“Do Espírito à Imagem”, o espólio resulta Desde a mobilização dos solos, à plan-
do inventário realizado pela Associação tação da árvore, apanha do fruto e sua
Terras Quentes ao património histórico transformação.
e arqueológico, religioso, da diocese de O sitio é um antigo lagar, em xisto,
Bragança-Miranda. que deixou de laborar em 1953. Os equi-
No total são 80 peças, que vão do pamentos que tem são dessa época mas
século XIV ao século XX e que são pro- há memórias de utilização de tecnologia
venientes das capelas e igrejas das vá- muito antiga.
rias aldeias do município. A exposição Para além da temática do azeite,
será em regime de rotatividade. também é possível ali encontrar vestí-
O museu tem recebido centenas gios retirados de explorações feitas no
de excursões, principalmente ao fim- local designado por Caramanchão, perto
de-semana, uma vez que o seu dia de dos Cortiços. O sitio é descrito em algu-
encerramento é à segunda-feira, vindas ma literatura como sendo um povoado
de vários pontos do país, algumas das romano, mas estão documentadas três
quais exclusivamente para visitar o es- fases de ocupação no local, uma da Ida-
paço museológico. Já o mesmo não se de do Bronze ou Ferro e uma outra inse-
pode dizer dos macedenses que têm fal- rida no período romano, nomeadamente
tado à contagem não dando o real valor entre os séculos II e IV d. C.
ao espaço que ali lhes é apresentado. Os objectos expostos no Núcleo Mu-
Dentro das figuras mais conhecidas seológico do Azeite, são algum do espó-
que já tiveram a curiosidade de visitar o lio retirado pelos proprietários do museu,
museu destaca-se a pintora transmonta- muito outro material está na sala museu
na Graça Morais. de arqueologia.
A entrada no museu é gratuita e o ho- O proprietário é também produtor de
rário foi alargado no período de verão. azeite de qualidade.

As visitas podem ser marcadas no Local: Núcleo Museológico do Azeite,


posto de turismo de Macedo de Ca- Cortiços
valeiros

Contacto: 278 426 193 Contacto: 278 432 034


6 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste | Publireportagem

“A magia e a beleza do turismo


de habitação”

Q
ualidade é o me- modelo do pequeno almoço histórica, data de 1676. Toda
lhor adjectivo que aqui se serve é aquele que s as actuais habitações que o
para qualificar a comia quando era miúdo em rodeiam nasceram em cima
Casa de Turismo Lamalonga em casa da minha dos terrenos que faziam parte
de Habitação Solar Morgado avó”. das propriedades do solar. A
de Oliveira, em pleno coração À mesa encontramos o pão par da Casa Falcão (que ou-
da cidade de Macedo de Cava- tradicional, ainda feito em forno trora tinha ligação também ao
leiros. Com cinco quartos, vá- a lenha, “que desperta sabores solar), a Casa de Turismo de
rias salas, recantos de leitura da infância”; bons queijos de Habitação Morgado de Olivei-
e um jardim abrilhantado com ovelha e de cabra de produto- ra é o que sobrevive dos so-
uma piscina, o solar pretende res locais, presunto, salpicão lares que existiam há alguns
mostrar a quem vem o que fatiado e ainda as compotas séculos em Macedo de Cava-
de melhor resta da história do que são todas confecciona- leiros.
concelho. Uma casa seiscen- das no próprio solar, e o bolo Classificado como de inte-
tista, de finais do século XVII, de manteiga e noz. Mais típi- resse concelhio pela sua mais
como não há igual em Macedo. co ainda é o azeite, que está valia, o Solar Morgado de Oli- tas, o que reflecte “uma maior refere Luís Miranda Pereira,
A história está de mãos dadas sempre presente para molhar veira apresenta vários recan- vivacidade de Macedo e de o proprietário, um dos princi-
com o requinte e o acolhimen- a torrada. tos de história, com peças que procura do concelho por par- pais comentados neste portal
to do espaço que, depois do O solar tem três quartos foram contemporâneas à vida te dos turistas”. Esta atracção devido à simpatia do seu aco-
encerramento da Estalagem (dois com camas duplas e um do mesmo, e com outras que turística está também na in- lhimento. n
do Caçador, se isolou como o com cama de casal) e duas foram requintadamente bem ternet, onde também podem Miguel Midões
mais alto nível de qualidade de suites, que permitem acolher restauradas e depois enqua- ser feitas as reservas, em
alojamento da cidade. famílias com crianças, comple- dradas nas amplas divisões www.morgado-oliveira.com. Contactos
Para quem gosta de um mentados com sala de jogos da casa. O salão continua de Para além da própria mora-
atendimento mais intimista, (snooker, dardos, entre outros origem, com um tecto com da digital, as reservas podem Solar Morgado-Oliveira
esta é uma casa de habitação, passatempos) e ainda uma pis- mais de 300 anos, bem como ainda ser efectuadas por pes- Rua Pereira Charula 16
“onde o dono vive e recebe cina, que no Verão é o local de algumas peças de mobiliário. quisa na Internet. “É um cha- 5340-278 Macedo Cavaleiros,
pessoas que gostam deste tipo frequência obrigatória. mariz porque depois de lidos Tlf. e Fax +351 278 432 276
de ambiente, com uma envol- Procura cada vez os comentários, há turistas Tlm. +351 912346200
vência diferente”. No interior Turismo com história maior que chegam a vir para aqui
há uma comunhão com as tra- que nem sequer pensavam Mail: smo@morgado-oliveira.com
dições da região, expressas à O brasão do solar é repre- O Solar tem notado uma no Nordeste Transmontano”, www.morgado-oliveira.com
mesa do pequeno-almoço. “O sentativo da sua importância crescente procura de turis-
| Cipreste |15 de Agosto 2009 | 7
As cidades, as vilas, as estradas e as aldeias portuguesas devem ser desenhadas com arte; para
serem elas em si macro-obras de arte.
Nunca haja uma rua que não tenha árvores. As árvores como que são o lado da natureza huma-
na do humano. As árvores são alma da natureza, belíssimas esculturas da natureza, acalentam
de luz os olhos do espírito. Transformam o agressivo em cordial.
Duarte Bento

EDITORIAL
Ideias & debate Ultima fronteira

H Arquitexturas
á doze anos que o Cipreste regista políticos a de-
fenderem o turismo como a tábua de salvação do
nordeste.
É um lugar comum, venham de baixo, ou de cá

da Terra
de dentro, sejam governo ou oposição, o turismo
apresenta-se como a actividade que pode gerar desenvolvimento
sustentável. Que pode interagir com outros ramos da economia,

Esculturada
de forma sinergética, integrada de modo a promover a fixação
de população, revitalizando actividades colaterais de produção e
comercio de bens e serviços.
Não é psitacismo, embora possa ser recitado de olhos fechados n Duarte Bento
de tantas vezes ser ouvido. Até soa bem…

O problema está identificado, debatido, estão identificadas

N
inguém duvida seu interagir? Como podem os
estratégias. da beleza pura humanos dessa casa serem
Basta lembras O III Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro da terra não to- cordiais, tolerantes, terem espí-
que em 2002 juntou Chefes de Estado, de Governo, ministros, cada por mãos rito democrático, se a fealdade Da arquitextura
deputados, professores, estudiosos, eruditos… nas conclusões humanas. E arquitectural grassar à sua vol-
(pode consultar em http://www.trasosmontes.com/IIIcongresso/), ninguém duvida de que o Ho- ta? A fealdade arquitectura! É
mem é o senhor da terra. antidemocrática. A beldade ar- da paisagem como
o turismo e ordenamento do território aparecem como vectores
Este senhor da terra, o quitectural é pró-democrática.
cruciais para o desenvolvimento da região, poucos anos antes, Homem, arquitecto paisagista Coisas simples de dizer e
professores da UTAD assinam um estudo que onde se “lêem” as natural e por natureza, pode simplíssimas coisas ditas. Apa- macro-escultura
mesmas conclusões. transfigurar a terra, o chão, rentes, até, lugares comuns.

Mas nestes 12 anos, a região, como um todo muito pouco evoluiu.


numa paisagem maior, gran-
diloquente, afável e carinhosa
Mas quem vive bem, no senti-
do do interagir social, se sentir nasce a cordia-
para os humanos; como pode sombrio o seu lugar de luz? O
transfigurá-la em rosto horren-
O que falta? Euros. Muitos euros, assim como… os que são gastos
do, crispado e adverso, inimigo
sombrio ocupando o seu lugar
de luz!
lidade, nasce a
em turismo num mês em investimentos publico e privado no
dos humanos. Portugal, terra de grandes
Algarve.
E falta, acima de tudo, políticos de coragem que tracem verti-
Olhando para a terra portu- espaços e espaços abertos ao felicidade, nasce
guesa, poderemos ver a Terra olhar, está verdadeiramente fe-
calmente, a partir de Lisboa, uma estratégia a médio prazo, que da Luz. chado ao olhar das gentes.
garantam o investimento para a sua execução, que exijam a sua Mas vemos a Terra da Luz Porque fazem uma rua es- e se fortalece a
fiscalização e implementação, sujeita às sombras da destrui- treita onde podiam fazer uma
ção dessa mesma luz. Pela luta rua larga? Porque constroem
Ressalve-se que Macedo tem um cenário diferente da maior par- no Homem entre Luz e Sombra, apartamentos cubiculares onde tolerância demo-
te da região, hoje o concelho é visitando por milhares de pessoas pela luta entre Sombra e Luz. podiam construir apartamentos
no verão, o que não acontecia. Realizaram-se investimentos Muitos planos luminosos largos, amplos e arejados? Por-
públicos importantes no Azibo, e a iniciativa privada tem, de
anti-sombrios foram elaborados que não há um jardim junto de crática
para o traçado transformador qualquer e todo o aglomerado
algum modo, tentado corresponder, embora com uma dimensão da paisagem portuguesa. Na de prédios?
muito pequena: a dimensão local, sem investimentos de grandes maior parte das vezes, porém, Coisas simples, lugares co-
grupos que possam, realmente, dar um salto de adulto, na oferta restou no passado a voluntario- muns do dizer, do fazer, e do
do concelho. sa atitude transformante indivi- ver fazer. Sempre em silêncio.
Mas, quanto ao Azibo, Macedo vai pagar durante muito tempo dual, sem qualquer matriz re- Nenhuma voz se ouvindo dizer agressivo em cordial.
(sempre?) a factura dos investimentos não terem sido realizados lacional, dando quase sempre que os portugueses têm muito Da arquitextura da paisa-
com uma estratégia de protecção ao concelho. Os investimentos como resultado quase sempre espaço. Que Portugal tem mui- gem como macro-escultura
são feitos por nós mas há concelhos limítrofes a retirar mais par- urbanismo caótico, agressivo e to espaço. nasce a cordialidade, nasce a
desconfortável para os olhos do As cidades, as vilas, as es- felicidade, nasce e se fortalece
tido deles do que Macedo. É disso exemplo uma entrevista nesta
espírito. tradas e as aldeias portuguesas a tolerância democrática.
edição, de um frequentador do Azibo, há 15 anos, proveniente A sociedade do Homem tem devem ser desenhadas com Parece estranho mas não é,
do Minho e que fica alojado em Bragança. l uma casa. Uma casa global arte; para serem elas em si ma- é coisa simples. É chão fértil.
Rui Miranda onde habita toda a sociedade. cro-obras de arte. Quem transforma a paisa-

Cipreste
É sabido que se não se gos- Nunca haja uma rua que gem deverá ser arquitecto pai-
tar da casa que se habita, nin- não tenha árvores. As árvores sagista, já não por direito natu-
guém viverá minimamente feliz como que são o lado da natu- ral, mas por direito intelectual,
nessa casa. reza humana do humano. As científico, e artístico.
Director: Rui Miranda Redacção: Miguel Midões; Nélio Pimentel; A sociedade vivendo numa árvores são alma da natureza, Poder-se-á até dizer que o
Paulo Nunes dos Santos; casa de que não gosta, como belíssimas esculturas da natu- arquitecto paisagista é funda-
Colaboraram nesta edição: António Duarte Bento; Fernando pode a sociedade viver bem reza, acalentam de luz os olhos mental e base para uma sã e
Mascarenhas; Helena Cavadinhas; Manuel Cardoso; Manuel Vi- com ela própria e viver bem no do espírito. Transformam o verdadeira democracia. l
torino; Rogério Paulo Correia; Virginia do Carmo;
Registado no ICS com o n.º 127096
Paginação: Edições Imaginarium, Lda.
Impressão: Casa de Trabalho - Bragança
Sede: Edificio Translande Loja, 49
Apartado 82 - 5340 219 Macedo de cavaleiros
Telf. /Fax 278 422 511;
e-mail: geral@cipreste.com
Sitio Internet: www.cipreste.com
Propriedade e editor: Rui Jorge Miranda da Silva; Macedo de
Cavaleiros
8 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste | Ideias & Debate

Incitamento
Graça Morais à esperança
n Manuel Cardoso
outros nada têm a ver. Têm a ligioso o profano, mesmo que n Virgínia do Carmo

P
s que lêem este arti-
go, Graça Morais tem ver (terão?) com uma mistura não seja sagrado.
uma coisa em co- de remorsos, mistura de pavo- É um grande risco afirmar
mum com elas: o húmus. Todos res, medo de repetir pesadelos. isto mas creio bem que virá o dia
temos raízes mergulhadas no Cargas de um passado de que – ou a noite – em que GM nos
É um grande risco
S
mesmo húmus. Depois, germi- não se consegue afastar as in- irá surpreender com uma des- empre fui uma pes-
nada a raiz, cada planta é úni- felicidades? continuidade. Com um sonho, soa de crenças e uma
afirmar isto mas ca. Cada um de nós é único. E, Intranquilidade, revolta in- em vez do pesadelo, com uma das coisas em que
sempre acreditei foi na honesti-
creio bem que virá como tal, GM é única. Mas não
só por isso e apesar disso.
tensa, desassossego. E, con-
siderando que o húmus é o
pincelada tranquila, em vez de
tensa, com tons de esperança, dade dos políticos. Ingénua, di-
rão vocês. Mas eu discordo. Se
o dia – ou a noite Desde há semanas que
tem estado uma exposição em
mesmo, estará aqui uma faceta
visível, artisticamente visível,
em vez de desesperos. Porque
o húmus é o mesmo. Também todos deixarmos de acreditar,
pode dar flores. deixamos de ser, nós próprios,
– em que GM nos Bragança que junta trabalhos
de GM e de Paula Rego. A indi-
da insidiosa teimosia que nos
faz, trasmontanos, ser tão per- GM pinta mesmo muito
aquilo em que antes acreditáva-
mos para sermos o oposto.
irá surpreender ferença é impossível perante o sistentes no nosso pessimismo, bem. Se não pintasse bem,
É certo, no entanto, que re-
que está exposto. E se com PR tão tendenciosos a deitar abai- seria impossível ter leituras,
centemente a minha fé sofreu
com uma desconti- é possível cultivar uma caute- xo, tão repetitivos e fatalistas no a começar por esta que aqui
um ligeiro abalo. À custa de tan-
losa distância que nos permita aceitar da não-esperança? faço, defeituosa decerto. Mas
to “ver” (ver, de testemunhar)
nuidade. Com um por a salvo, fugir-lhe aos aná- Se é possível aceitar que a faço-a como quem está à von-
percebi a existência de pres-
temas e atitudes ofensivas que arte de PR não seja nossa, do tade de ter acedido a um con-
sonho, em vez do assume para com o público que nosso húmus, mais difícil ou im- vite: o de ter ido ver a exposi-
sões, de medos, de teias elabo-
radas no silêncio discreto dos
a admira, já com GM isso é de possível se torna tal com GM. ção. Que me foi feito por GM.
pesadelo, com uma todo impossível. Por causa do Seria o mesmo que ficar impá- No mesmo dia em que visitou
favores, de palavras abafadas e
de passos que não se dão com
húmus. É impossível que não vidos perante o que é mais do o nosso museu de Arte Sacra,
pincelada tranqui- haja pelo menos um traço, um que uma tentativa de subversão em Macedo, dois ou três dias
medo do buraco que alguém vai
abrir ao dobrar de uma esquina
tom ou um tema que nos não de nós próprios. Daí que GM antes da abertura em Bgc.
la, em vez de tensa, arranque um pedaço de casca, esteja ali, naquelas paredes da Já mais de duas mil pessoas
não prevista no mapa dos inte-
resses instalados.
que não nos deixe uma cicatriz galeria, a cumprir uma das mui- passaram pelo Museu de Arte
com tons de espe- no tronco… É impossível, para tas (não está a penas a cumprir Sacra. Entre elas esteve GM.
O processo foi lento e pouco
claro. No ecrã da visibilidade,
rança, em vez de nós, fugirmos à linguagem ar-
tística de GM.
uma, é claro, mas está pelo
menos com essa) funções da
Não sei quantas estiveram já
em Bragança. Muitas, com
muita animação, promessas,
boa vontade. No rodapé, em
desesperos. Porque Trata-se de uma pintura
muito forte. Nascida de um chão
arte: a de não deixar ninguém
indiferente. Salomé, Pietá, A In-
certeza. Uma delas fui eu. Vim
de lá com a esperança de um
letras miúdas… as contraparti-
das.
o húmus é o mes- denso e forte, curtida por vidas
densas e fortes. Que atormenta.
dulgência da Morte I e II, outros
títulos e temas em continuidade
dia poder ver telas de GM em
que as cores, os traços e os
E agora temos dois grupos
de pessoas: as que estão nes-
mo. Também pode Há artistas que pintam sonhos e ou descontinuidade, segundo temas tenham a ver com es- te ciclo de dependências por
delícias. GM e PR pintam pesa- Jorge Costa numa “clara tenta- perança. No meio de todas as apego afectivo aos respectivos
dar flores. delos, coisas ácidas. Que terão tiva de dessacralização da reli- nossas fatalidades, foi a coisa valores, e as que estão suspen-
a ver também connosco, claro, giosidade”. que nos manteve neste torrão, sas na sua trama com receio de
e daí a adesão que se sente JC não está a ver os tras- embebidos neste húmus. O
neste e naquele quadro. Mas montanos, que até tornam re- mesmo húmus. l

É importante que

Pensamentos
cada um esteja
atento e faça a sua
parte: é urgente
n Manuel Vitorino
resistir e dizer
lhes, querendo, submeterem-se

C
laro que ao adoptar- a vida de uns quantos. Quan-
mos rótulos brejeiros Quando categori- do categoricamente se afirma a sufrágio Sem pretender “fula- BASTA para que
e ideias de pura char- – nem se quer se opina – que nizar” – não o farei - cabe aqui
latanice se conquistam adeptos camente se afir- os indivíduos indiciados, acusa- e agora tecer loas à presidente ACREDITAR volte
e mesmo fervorosos defenso- dos, sem sentença transitada do PPD-PSD. Provou que sabe,
res. É fácil, muito fácil servir á ma – nem se quer em julgado, não devem ser can- conhece e pratica o conceito de a ser possível para
mesa do povo comezinhas re- didatos ao que quer que seja, “presunção de inocência”. Foi
feições, combinadas aqui e ali, se opina – que os estamos a atirar setas à “águia directa. Não se pode comparar todos e para cada
não vá o diabo tecê-las, com da liberdade” que felizmente lhe ao animal de fábula que não
pitadas de algum bom senso. indivíduos indi- não acertam porque voa para sabia por qual feixe devia optar. um de nós.
Assim se farão digestões de
aldrabices que dejectam abun-
ciados, acusados, incomensuráveis altura.
Lamentamos que se perca
Bem-haja. Acresce ainda a su-
pletiva estratégia de acordar com
dantemente e “ad nausea” junto sem sentença tempo neste inferno dantesco do abanão, desfazendo sonhos,
dos seus pares, multiplicando vilipêndio. É execrável e desres- esfregando alvoraçadamente
tão funesta e vil semeadura. Na transitada em jul- peitosa a hedionda tentativa de os olhos, alguns que – sabe-se
imprensa se compram ideias. condenação à morte cívica e po- lá porquê - pensavam ter direito
Quaisquer que sejam as ideias gado, não devem litica” daqueles que nenhum tri- a ser vitaliciamente deputados, caírem no abismo.
ou opiniões. bunal, em definitivo, sentenciou. relegando-os para lugares que Mas como todas as constru-
Ainda bem, longe vai o tem- ser candidatos ao Trata-se, nem mais, nem menos talvez sejam mais consentâne- ções que se alicerçam em areia,
po do macabro utilizador do lá-
pis azul. Mas é, precisamente,
que quer que seja, de coarctar direitos constitucio-
nalmente plasmados. Já não se
os com a sua real valia. Claro
que causa desgostos, amuos,
assim gente que se alicerça em
maus princípios não demorará
devido à absoluta grandeza da
liberdade que não admite deficit
estamos a atirar trata de segregação social, sem
culpa formada, como se passa-
arrelias, não poder explanar os
tesouros do saber, sobretudo se
a cair.
É importante que cada um
nem superavit, que nos encon- setas à “águia da va nos vergonhosos tempos do adquiriram tais competências, noesteja atento e faça a sua parte:
tramos amarrados ao seu uso Estado Novo, mas antes de fu- é urgente resistir e dizer BASTA
difícil tirocínio de oratória ouvindo
parcimonioso, atento e vigilan- liberdade” que zilar civicamente, sem direito de o pregão das varinas da capital.para que ACREDITAR volte a
te. A não ser assim e muitas defesa, ou pelo menos, sem ha- O parlamentar não há-de ser possível para todos e para
vezes não o é, ao deixar que a felizmente lhe não verem sido esgotadas todas as ser psitacista, mas que se cuidecada um de nós. Acreditar que
pena corra livremente, ao falar defesas possíveis. Mais senho- da mudez. as alternativas existem, que o
com o típico à vontade dos ig- acertam porque res, estes comportamentos não leme da mudança nos perten-
ce, que não somos de ninguém
norantes, podemos insultar a
liberdade. Assim é, quando do
voa para incomen- quadram com a lei e muito me-
nos com a justiça. A soberania
“ …..
Senhor falta cumprir-se Por- e nada nos comanda se não a
alto da presumível grandeza suráveis altura. reside no povo. Aos demais, não tugal” nossa própria consciência. Este
é o meu apelo pessoal. l
se quer comandar a vontade e legalmente impedidos, cabe- FP l
| Cipreste |15 de Agosto 2009 | 9
10 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste |
Encontro de gerações
Um mês mais cedo do que era habitual, este ano o Encontro de Gerações, organi-
zado pelo Projecto Trampolim, em parceria com a Câmara Municipal de Macedo de
Cavaleiros, teve lugar no Santo Ambrósio, freguesia de Vale da Porca. O encontro
contou com cerca de 50 participantes.

Central de camionagem
Macedo
À espera da paragem de autocarro
M
uitas são as pro-
messas de constru-
ção de uma central
de camionagem em Macedo de
Cavaleiros. Foi prometida por
Beraldino Pinto, e por outros
antes dele. Mas a obra, nin-
guém a viu.
Com o encerramento da li-
nha de caminho de ferro entre
Mirandela e Bragança, a única
ponte de ligação, de transporte
público, com o exterior são os
autocarros. Serviço que teve
um aumento de procura sig-
nificativo na década de 90 e
princípio desta década, com os
alunos do Piaget.
Macedo de Cavaleiros tem
duas estruturas de metal, com
cerca de 20 metros quadrados,
que são as paragens de autocar-
ro. Estas estruturas pouco diferem
das que há em qualquer aldeia, e
estão dimensionadas para a utili-
zação ocasional e por um número Autocarros paragem sem condições para profissionais e utentes
muito reduzido de pessoas.
Quer estejam 40 graus cen- algum café, por ali. Não há uma tes. Quando há muito movimen- celhos de Vimioso, Mogadouro Feira de S. Pedro.
tígrados, em Agosto, ou 5 nega- estrutura de apoio que dê con- to, a confusão é frequente. ou Miranda do Douro. Segundo o autarca maceden-
tivos em Fevereiro, os utentes dições e dignidade às pessoas De referir que Macedo de se a obra irá ser lançada até ao fi-
do serviço de transportes, o que utilizam transportes públi- Cavaleiros é um ponto-chave Rotunda dos Cavaleiros nal do ano, havendo financiamen-
único que ainda resta na região, cos em Macedo de Cavaleiros. na rede viária da região, já que to aprovado no âmbito do QREN,
estão entregues aos caprichos Em Macedo de Cavaleiros é aqui que se encontram as vias À semelhança do que tem no valor de 450.000 euros. A obra
do tempo, faça sol ou faça chu- os autocarros apenas podem que fazem a ligação norte-sul e acontecido em outras épocas será instalada entre a rotunda de
va. O resultado é evidente, se estar de passagem, chegam nascente-poente do distrito de eleitorais, volta-se a falar de Travanca, ou dos Cavaleiros, e as
chove, molham-se, se faz sol dois para entupir a paragem de Bragança. É aqui que se faz uma central de camionagem oficinas do município. As oficinas
transpira-se; se é preciso usar autocarro e os táxis tem que transbordo de passageiros, em para Macedo. Beraldino Pinto serão deslocadas. n
um balneário hà que recorrer a disputar o espaço com os uten- algumas ligações para os con- anunciou-o na inauguração da Rui Miranda

Discurso Directo
Macedo de Cavaleiros. nidade. Isto que temos em Macedo de
Esse mesmo aspecto foi ignorado e Cavaleiros é uma vergonha para este Maria de Fátima
hoje deparamo-nos com a real situação concelho. Teixeira
em termos de central de camionagem Professora
José Reis existente, que isto não é nada. Inclusi- A construção já foi anunciada, e até
Gonçalves vamente, sendo eu taxista, não temos agora nada feito, o que pensa disso? O que pensa da paragem de auto-
Taxista minimamente condições para servir os carros de Macedo?
utentes. Ela começou a ser anunciada já no Em Macedo de Cavaleiros não há
O que pensa da paragem de autocar- fim do último mandato do ex-presidente condições nenhumas, a paragem de
ros de Macedo? autocarros tem que ser maior, com mais
O que fazia falta? da câmara António Joaquim Ferreira, o
capacidade, devia ter um espaço para
célebre “Pescadinha”, grande presiden-
Em primeiro lugar gostava de ressal- os carros estacionarem… Por exemplo
Faz falta a começar precisamente te deste concelho, foi uma das bandei-
var dois aspectos que são realmente quando venho cá, ou estão os táxis em
pela central de camionagem, que não ras de campanha do PS, quando o luís segunda fila, ou as pessoas estão ao sol
fundamentais e perante os quais, depois
tem minimamente condições, e nós Vaz foi eleito presidente da câmara, e ou à chuva. O espaço que existe é míni-
do 25 de Abril alguns políticos desta ter-
próprios sentimo-nos na necessidade posteriormente veio o PSD e já lá es- mo para as pessoas esperarem, ficam á
ra têm ignorado, não sei porquê, se com
de aconselhar as pessoas quando pre- tão há 8 anos. Eu inclusivamente sugeri chuva, ao sol, numa cidade como Mace-
intenção ou por ignorância. Principal-
tendem, por razões óbvias e naturais, ir em defesa dos utentes, que uma cen- do tem que ter pelo menos um centro de
mente nos dois últimos mandatos tanto
a uma casa de banho, procuramos se tral de camionagem nunca deveria ser camionagem, como há em muitos sítios.
por parte do PS ou do PSD.
algum dos cafés aqui na zona esteja instalada numa extremidade da sede do
Primeiro, Macedo de Cavaleiros é con-
aberto para lhe indicar a onde. concelho, por razões óbvias. Ouvi dizer A central de camionagem já foi
siderada como uma terra de passagem
Uma sala de espera, para esperar a que sim que iam construí-la perto de anunciada várias vezes pela autar-
obrigatória, por razões estratégicas, é
partida e a chegada dos autocarros com travanca, e oxalá que sim, que seja o sí- quia, mas ainda nada foi feito, o que
o eixo rodoviário chamado de Bragan- pensa disso?
o mínimo de dignidade que não a têm, tio ideal, embora eu mantenha a minha
ça – Lisboa, Miranda do Douro – Porto, Se pensam fazer, têm que fazê-lo, por-
porque no Inverno é o frio, é chuva, no opinião. Mas uma vez que já se tardou,
e segundo aspecto, precisamente em que primeiro tiraram o comboio, o com-
verão é o calor e todo esta falta de con- como já aconteceu com outras obras
termos de acessibilidades, fomos con- boio fazia falta tinha condições, claro que
dições. E em Terceiro lugar, com certe- concretizadas nesta cidade, então é
templados com o traçado do IP4, logo já era um pouco antigo, mas tinha condi-
za que faz falta um bar de apoio, para preferível que esperemos mais 3 ou 4
isso implica e obriga a que as pessoas
que os passageiros passam continuar anos e que se construa no sítio certo e ções, mas tiraram o comboio e ficaram as
tenham que passar forçosamente por camionetas sem condições nenhumas.
a sua viagem com um mínimo de dig- com a devida dignidade.
| Cipreste |15 de Agosto 2009 | 11
Jardim plano
Concorrência desleal?
Tanques do Jardim foram PS questiona pro-
demolidos cesso
democrático
P
arte do mês de Julho e de
Agosto, em que Macedo
de Cavaleiros tem mais
população, o Jardim 1º de Maio es-
teve em grande parte encoberto. O
motivo foi a demolição dos tanques.
O líder da concelhia socialista de Macedo de
Cavaleiros, e também candidato à Câma-
ra Municipal, nas próximas eleições autárquicas
A construção dos tanques nunca de 11 de Outubro, Rui Vaz, colocou em causa, no
recolheu unanimidade. E a sua vida passado mês de Julho, o processo democrático de
foi curta. Construídos por Luís Vaz, constituição de listas às Juntas de Freguesia para
aquando da remodelação do centro o sufrágio autárquico. Em causa, segundo este res-
urbano de Macedo de Cavaleiros, os ponsável, parece estar a reunião de um sem núme-
tanques tinham repuxos de água que ro de assinaturas para a lista do PSD, quando são
se encontravam há algum tempo de- apenas precisos 14 elementos para a comporem e
sactivados. serem apresentados no Tribunal de Macedo.
Tal atitude provoca no terreno uma maior dificul-
Segundo Beraldino Pinto, autarca
dade para as outras forças políticas, acima de tudo
macedense, o facto dos tanques te- nas freguesias mais pequenas do concelho. “Há situ-
rem problemas funcionais foi o prin- ações com mais de 40 assinaturas recolhidas”, refere
cipal motivo para a sua demolição. Rui Vaz, “quando sabemos que o juiz só aceita 14”,
Haveria dois cenários, por um lado acrescenta. O líder rosa apresenta-se indignado “pela
poder-se-ia recuperar o equipamen- forma pouco democrática do processo” e “ de haver
Jardim depois da demolição terreno ficou amplo
to, infiltrações, etc. por outro a sua freguesias com um número perfeitamente anormal”.
demolição e reposição do solo ao Rui Vaz disse ainda em conferência de impren-
dade temporal em que decorreram que não permitiram o início da obra
mesmo nível devolveria à população sa, na sede do partido, que “alguém não quer que
as obras, num período em que, por antes. Reforçando que a obra foi cé-
os adversários constituam listas”, frisando algumas
o espaço que a infra-estrutura ocupa- ser verão, há mais gente a utilizar o lere e o objectivo era que estivesse freguesias onde a atitude está presente, como: Vale
va na praça. A segunda foi a opção Jardim, facto acentuado por ser em concluída para o Macedo Comvida, o Benfeito, Vale Prados e Vinhas. À normal lista que
seguida pela autarquia. plena época de emigrantes, Beraldi- que aconteceu. n vai ser apresentada ao Tribunal está a ser criada
Questionado sobre a oportuni- no Pinto afirmou que houve atrasos Rui Miranda uma “lista de apoio e simpatizantes à lista”.

“Pressão, chantagem e coacção”


Serie televisiva rodada em Macedo
São estas as três acções de que o PS acusa

Macedo é “Um lugar para viver” o PSD de estar a exercer no terreno, querendo “o
poder a todo o custo”. Mesmo com estas alegadas
pressões, o Partido Socialista adiantou que conse-
guiu constituir listas na maior parte das freguesias,
feliz por regressar a Portugal. O fio mas que podem surgir casos em que não apare-
D epois da casa de Vale Pra-
dinhos ter feito parte da
telenovela “A Outra”, de um canal
condutor da mesma consiste preci-
samente na família Pereira, que de-
cerá uma lista por “questões estratégicas”. Mesmo
depois de advertir que há inclusive candidatos que
só o são por chantagem. “Inclusivamente gente da
privado de televisão, agora é a vez vido às mais variadas peripécias se
nossa cor política a quem lhes ofereceram empre-
da televisão nacional aproveitar pai- vê quase que forçada a deixar o país gos para familiares”, diz Rui Vaz.
sagens do concelho de Macedo para onde estava emigrada e regressar Em jeito de comparação os socialistas aliaram
as gravações de uma série, que vai ao país natal. Mas, ao chegaram à este caso aos últimos processos democráticos que
estrear em meados de Setembro, no pacata aldeia que um dia os viu nas- envolveram entidades do concelho, nomeadamen-
canal público. cer, deparam-se com a localidade te, a Associação Humanitária dos Bombeiros Vo-
Com o argumento e a realização praticamente abandonada, apenas luntários e a Associação Comercial e Industrial.
de Artur Ribeiro, “Um lugar para vi- povoada por meia dúzia de idosos e
ver” começou a ganhar vida na Al- com a sua casa destruída pelas cha-
“Parece desculpa de quem está com
dificuldades”
bufeira do Azibo, tendo as filmagens mas. É o choque que leva à morte a
percorrido depois vários pontos da matriarca da família, Gracinda, que Carlos Barroso, presidente da concelhia social-
cidade de Macedo de Cavaleiros, antes de morrer pede que a enter- democrata, ouvido pelo Cipreste desmente que
como o hospital e ainda algumas rem no local onde a família irá mu- haja qualquer tipo de entrave à constituição das
ruas. Com caras bem conhecidas da dar. Mas, qual será “Um lugar para Rui Mendes listas por parte do PSD às outras forças partidárias
televisão nacional, como Carla Andri- viver”? “Andam por aí à procura de e alegou o trabalho de elaboração das mesmas
no, Ana Bustorff, Philippe Leroux, Rui um sítio para se instalarem e têm difi- “Mas esta zona é lindíssima”, refere. está entregue aos próprios candidatos nas respec-
Mendes e João Lagarto, esta série, culdades em enfrentar os problemas As filmagens em Macedo de tivas freguesias. Por isso respondeu que “não pode
adiantar grande coisa”, uma vez que, na altura, ain-
que será composta por 13 episódios com que se deparam”, confirma Rui Cavaleiros decorreram apenas du-
da não tinha recepcionado qualquer lista.
de 44 minutos cada, conta com a es- Mendes, embora pouco possam falar rante quatro dias e sabe-se que não Carlos Barroso adiantou que os laranjas já têm lis-
treia da modelo e apresentadora de da história. foi aqui que terá ficado enterrada a ta em todas as freguesias e que não tiveram qualquer
televisão Isabel Figueira. As filmagens começaram no Azi- matriarca da família. A história con- dificuldade em fazê-lo e afirmou que a reacção do PS
A história é um comédia de hu- bo, num dia de intenso calor, o que tinua na Terra Quente nos próximos lhe “parece desculpa de quem está com dificuldades”.
mor negro, tal como adiantou ao Ci- dificulta um pouco os trabalhos, ou episódios, uma vez que as filmagens O responsável mostrou-se “tranquilo, sereno
preste Rui Mendes, conhecido actor pelo menos agrava o cansaço dos seguiram para Alfândega da Fé e Mi- e com calma”, aguardando que sejam finalizados
nacional, que neste projecto desem- actores, mas “correram bem”, adian- randela. Vão ser vários os município os trabalhos nos terrenos. Quanto aos empregos,
penha o papel José Pereira, homem ta. Quanto a Macedo de Cavaleiros, que acolherão as filmagens, “mas o também vereador a tempo inteiro na autarquia de
Macedo respondeu: “quem neste momento está no
na casa dos 70, que nunca gostou de o conhecido actor confessa que não não serão todos a nível nacional se-
governo é o PS, também temos conhecimento de
estar emigrado em França, por isso conhecia muito bem, porque a maior não ficávamos velhinhos, bem eu já o algumas coisas”. n
detesta tudo quanto seja franceses parte dos trabalhos que já fez na re- sou” (risos). n Miguel Midões
e cultura francesa, estando no fundo gião foram em Bragança e Vila Real. Miguel Midões
12 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste | Publicidade
Mundo | Cipreste |15 de Agosto 2009 | 13
Geórgia
Há um ano atrás, o Presidente da Geórgia, Mikheil Sa-
akashvili, lançou uma operação militar contra as províncias
separatistas da Ossétia do Sul e Abcásia. Uma decisão que
viria a abalar o Cáucaso.

Mundo
O conflito que abalou o Cáucaso

Texto e imagens por Paulo Nunes dos Santos

concretizaram totalmente. Inicialmente fo- co o suficiente para provocar a Russia”,

P
recisamente há um ano atrás, do Sul, enquanto que o governo da Geór-
o Presidente da Geórgia, Mi- gia lançou um livro dedicado à guerra de ram oferecidas casas e dinheiro aos mais acrescenta.
kheil Saakashvili, lançou uma Agosto de 2008 no Cáucaso e intitulado afectados, mas até agora os milhares de
operação militar contra as “Informe sobre a agressão de envergadu- refugiados continuam a viver em habita- Questionado sobre a possibilidade dos
províncias separatistas da Ossétia do Sul ra lançada pela Rússia contra a Geórgia”, ções rudimentares e temporárias. dois países reiniciarem o conflito, Zaza
e Abcásia. Uma decisão que viria a abalar no qual são lançadas fortes acusações conclui que, “as tensas relações com a
o Cáucaso. A Rússia entendeu esta deci- contra Moscovo. Zaza Bzishvili, um jovem de 26 anos Rússia ainda nos preocupam, mas acre-
são como uma provocação e de imediato No entanto, a população georgiana, trabalhador da função pública, provenien- ditamos que não se voltará a fazer guerra.
iniciou uma intervenção militar de grande fortemente afectada pelo braço-de-ferro te Gori - terra natal de Estaline e povoação A Rússia só nos voltará a atacar se forem
escala contra território da Geórgia, a pre- entre os dois países, tem agora demons- vizinha com a Ossétia do Sul, que foi forte- novamente provocados”.l

Legenda
texto de defender a segurança dos seus trado um forte descontentamento para mente bombardeada pelas tropas russas
cidadãos na Ossétia do Sul. Este conflito, com a decisão de Saakashvili, acusando-o - em declarações à A23, afirma que “as
que viria a durar cinco dias, causou cente- de trazer instabilidade ao país e à região. pessoas estão cansadas desta situação”.
nas de mortes de civis e militares e forçou Há um ano atrás, após o início do conflito, “A população em geral esta descontente Em cima
milhares a abandonarem as suas casas milhares de georgianos saíram para as com a actuação do governo e a maioria Grupo de civis junto dos destroços causa-
dos pelas tropas russas em Gori.
em busca de um lugar seguro. ruas da capital Tbilisi para exigir a retirada odeia o Saakashvili”, acrescenta. Zaza
Um ano passou e as tensões entre das tropas russas das regiões separatis- explica ainda que “a razão pela qual os Em Baixo, da esquerda para a direita
Moscovo e Tiblisi permanecem inaltera- tas e demonstrar o suporte para com o georgianos ainda não tiraram Saakashvili Presidente Saakashvili rodeado pelos
das, com os dois governos recentemente presidente. Hoje em dia o cenário alterou- do poder, é pelo facto de não existir uma meios de comunicação social internacio-
a trocarem acusações provocatórias sobre se radicalmente. A maioria da população alternativa ao governo, e pelo apoio que nais, em Tbilisi.
as origens do conflito. O porta-voz do Co- não se revê nas políticas de Saakashvili, ele tem recebido dos Estados Unidos da
mité de Investigação da Procuradoria da e acusam-no de nada fazer para ajudar América (EUA) “. A recente visita de John Um homem em frente á sua casa, fortemen-
Rússia, Vladimir Markin, apresentou hoje aqueles que mais foram afectados pela Biden (vice-presidente dos EUA) “só veio te destruida pelas tropas russas em Gori.
a análise das provas dos crimes perpetra- guerra. As promessas de apoio às vítimas reforçar a ideia de que Saakasvili tem
Uma vitima do conflito no Hospital civil de
dos pelas tropas georgianas na Ossétia de guerra feitas pelo governo nunca se apoio externo, e talvez por isso seja lou- Gori.
14 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste |
Região duriense acolhe 1ª mostra internacional de cinema
Milos Forman, conhecido realizador checo, do filme “Voando sobre um ninho de cucos” vai ser o primeiro homenageado
do Douro “Film Harvest”. O evento trata-se de uma mostra internacional de cinema e vai decorrer em vários palcos da
região do Alto Douro Vinhateiro, de 9 a 13 de Setembro. O “Film Harvest” começa no dia em que se assinala a data de
nomeação do Douro como Património Mundial da Humanidade e conta ainda com a presença de Kyle Eastwood, filho
mais velho de Clint Eastwood, que compõe bandas sonoras para filmes. Os teatros de Vila Real, Lamego, Moncorvo e
Santa Marta de Penaguião são os palcos por onde vão passar os filmes.

Regional
Congida arreia
Hospitais da região Bandeira Azul
esperam pela Gripe A
A
praia da Fraga da Pega-
da na Albufeira do Azibo
voltou a ser a única praia

A
pesar do hospital de referên-
cia da Gripe A na região seja fluvial da região Norte do país com
o de Vila Real, o Centro Hos- bandeira azul. Aquando da atribui-
pitalar do Nordeste (CHNE), compostos ção dos galardões, a Praia Fluvial
pelas unidades de Bragança, Macedo da Congida (Freixo de Espada à
de Cavaleiros e Mirandela, já veio a pú- Cinta), no rio Douro, foi uma das
blico informar que está preparado para premiadas este ano também com a
quando surgirem os primeiros casos no bandeira. Mas, a Congida foi obri-
distrito de Bragança. Até ao momento, gada a arrear a distinção, depois
o nordeste transmontano tem apenas de análises efectuadas à água, que
um caso confirmado, que pelo que o Ci- não lhes concedia uma qualidade
preste conseguiu saber é de Mogadouro de excelência, exigida pela Asso-
e terá sido encaminhado precisamente ciação Bandeira Azul.
para Vila Real. Catarina Gonçalves, membro
É Sampaio da Veiga, director clínico desta associação, adiantou ainda
do CHNE, que afirma a existência de que uma vez arreada, a bandei-
espaços reservados para pessoas com ra não pode voltar a ser hasteada
gripe. Existe um plano, com “espaços nesta época balnear, necessitando
definidos para um possível internamen- a autarquia de voltar a fazer nova
to, quando pudermos internar porque candidatura apenas válida no pró-
neste momento os doentes são encami- CHNE unidades seguem plano nacional ximo ano. Os critérios são revistos
nhados para Vila Real, onde são feitos mensalmente e na Congida “o crité-
os estudos”. Contudo, a pandemia tem sentir com mais intensidade, e que con- veio a público alertar para que alguns rio 6, relativo à qualidade balnear”
tendência para aumentar de dia para sidere que “lá não estão a fazer alarido comportamentos habituais no sector se- decresceu entre as primeiras análi-
dia, chegando a um ponto a que todos nenhum, nem sequer se fala disso nas jam alterados. Dá como exemplo o tra- ses e as posteriores.
os hospitais vão necessitar estar prepa- notícias, só mesmo aqui em Portugal”. dicional cumprimento (aperto de mão) Esta responsável fez questão
rados para receberem doentes infecta- Os cuidados de prevenção como la- do empregado ao cliente, que deve ser de salientar que a água está própria
dos. var muitas vezes as mãos e tapar a boca trocado por uma vénia. para banhos, mas simplesmente
Até ao momento não há casos de quando se tosse ou se espirra devem ser No distrito de Bragança, as urgên- não está excelente, limitando-se ao
Gripe A, mas o seu aparecimento deve tidos em conta diariamente. Já se fala cias estão completamente preparadas aceitável, mas bem longe de estar
ser inevitável, mesmo assim ainda se que quando a pandemia atingir o pico, para receber doentes infectados com poluída. “Não está imprópria para
encontram pessoas que pensam que “é em meados de Outubro, há pequenas e o H1N1. Eugénia Madureira, a médica banhos, não está é com qualidade
mais política do que outra coisa”, e por médias empresas (PME) que podem fe- responsável pelo serviço, refere que “na de excelência. E mantém todos os
isso não tomam qualquer tipo de precau- char as portas por se encontrarem com entrada há um local com máscaras e so- outros critérios”.
ção. Mesmo assim, sabem que não de- todos os seus funcionários gripados. lução alcoólica desinfectante”. Por isso, Catarina Gonçalves lembrou
vem frequentar locais com muita gente Complicações que já levaram a Associa- quando um doente tem sintomas de que nem sempre estes critérios es-
e fechados, como discotecas e centros ção Nacional de Freguesias a pedir con- constipação ou de gripe deve imediata- tão dependentes das autarquias,
comercias. Na rua, há inclusive quem tenção nas festas e romarias, típicas do mente dirigir-se a este local, “para evitar
o que a leva a não culpabilizar o
tenha vindo do Canadá, um dos países mês de Agosto, em Portugal. Também a ao máximo propagar o contágio”. n
município, pois na origem podem
onde o surto do vírus H1N1 se tem feito Associação de Hotelaria e Restauração M.M. estar questões climatéricas. Ora,
depois de averiguações, a Câmara
Municipal de Freixo concluiu que a

Distrito com menos diminuição da qualidade da água


se deveu ao transbordo da ETAR

um deputado na Assembleia
(Estação de Tratamento de Águas
Residuais), devido a uma trovoada
que assolou a zona, na véspera da
análise.
mundial de litoralização. “Está a veri-

D
evido à diminuição do nú- aconteceu com José Sócrates, em Não conformado com a situação,
mero de eleitores, o distrito 2005, é que esta força política conse- ficar-se em todo o mundo, as pessoas José Santos, presidente da Câma-
de Bragança, tal como Lis- guiu eleger dois deputados pelo círcu- vão para a zona de mar. querer atribuir ra Municipal de Freixo, ordenou a
boa e Castelo Branco, vai perder um lo de Bragança. à falta de investimento não é sério,
realização de uma nova análise, da
deputado na Assembleia da Repúbli- Adão Silva, do PSD, considera que porque em Castelo Branco, onde até a
qual os resultados foram revelados
ca e a contar já a partir das próximas as causas estão na acentuada deser- oposição diz que há imensos investi-
no dia 11 de Agosto. A contra-aná-
eleições legislativas de 27 de Setem- tificação que o distrito sofreu nos últi- mentos vão perder um deputado”.
lise atesta que a Congida tem água
bro. A questão não só fez alterar as mos quatro anos e que se trata de um Ainda a CDU, na voz de José Brin-
de “excelente” qualidade. “Vamos
listas dos vários partidos à AR, como aviso pois “o processo de desertifica- quete afirma que a culpa recai nos
fazer tudo o que está ao nosso al-
por exemplo o PS que deixou de ter ção pode continuar e chegarmos à si- dois principais partidos acima mencio-
cance para tentar que a comunida-
oito nomes para passar a ter apenas tuação de Portalegre que tem apenas nados, por não criarem políticas de in-
de anule, porque a análise anterior
seis, como irá fazer com que a região dois deputados”. O líder laranja adian- vestimento no distrito, nas últimas dé-
foi uma questão pontual, esperamos
transmontana perca poder reivindica- ta ainda que os três deputados que cadas. O mesmo pensa Nuno Sousa,
tivo. forem eleitos terão de “empenhar-se do CDS-PP, que acrescenta ainda que que até ao final da época balnear
A público, especialistas da área da ainda mais” para dar voz à população são os partidos com menor represen- a bandeira volte a ser hasteada na
política institucional, vieram reiterar do distrito na AR. tatividade que mais têm a perder. Congida”, acrescenta.
que o partido que mais terá a perder Mota Andrade, do PS, diz que é Enquanto dois concelhos do inte- Caso tal não seja possível, o
com esta decisão será precisamente o “triste e mau”, porque há menos pes- rior e a capital perdem um deputado, autarca já confirmou que a candi-
PS, uma vez que o distrito de Bragan- soas na região e que não está rela- os distritos de Aveiro, Braga e Porto datura no próximo ano estará asse-
ça é por tradição PSD e só em anos cionado com a falta de investimentos ganham mais um. n gurada. n
de maioria absoluta socialista, como no interior, mas sim com um fenómeno M.M. M.M.
| Cipreste |15 de Agosto 2009 | 15
INOVARURAL
A candidatura INOVARURAL, apresentada pela Resíduos do Nordeste, EIM, para Reconhecimento
Formal como Estratégia de Eficiência Colectiva (EEC PROVERE), obteve o Reconhecimento Formal.
Há várias iniciativas apresentadas por empresários de Macedo de Cavaleiros enquadradas
nesta estratégia.

Até Dezembro
Economia Consultório de Fundos
Finanças Comunitários

de cara lavada
Linha de crédito PME investe IV/
QREN - micro e pequenas empresas
Sou gerente de uma pequena fábrica situada no distrito de Bra-
gança, que emprega 20 trabalhadores. Neste momento, a empre-
sa debate-se com graves dificuldades financeiras, originadas pela
falta de encomendas, dificuldade nas cobranças e escasso apoio
bancário.
Se não formos apoiados, seremos obrigados a encerrar após
as férias.
Como poderemos resolver o problema?

RESPOSTA
Precisamente para tentar minorar os problemas criados às em-
presas pela bancos e seguradoras, por sua vez altamente afec-
tados pela crise financeira internacional, o Governo, a banca e
as autoridades de gestão do QREN, têm lançado linhas de cré-
dito bonificadas (em que a taxa de juro é suportada pelos fundos
QREN), sendo a última denominada PME INVESTE IV/QREN e
que poderá resolver alguns dos problemas que menciona.
A Linha de Crédito PME INVESTE IV/QREN tem duas linhas es-
pecíficas: Sectores Exportadores e Micro e Pequenas Empresas.
Passaremos a descrever sucintamente a Linha de Crédito PME
INVESTE IV/QREN para sectores exportadores, que não se apli-
ca ao vosso caso concreto:
1. Montante global: até 200 milhões de euros
2. Empresas beneficiárias: empresas industriais, comerciais
ou de serviços que desenvolvam actividade enquadrada na lista
de CAE`s elegíveis e que: a) não integrem grupos empresariais
Tesouraria Finanças e Tersouraria irão funcionar no mesmo espaço com facturação consolidada > 150 milhões de euros e b) exportem
pelo menos 10% da facturação ou mais de 150.000€, incluindo
o próximo mês de DGF, que não soube informar facturação de produtos e serviços incorporados directamente em

N
com mobilidade reduzida e
Dezembro, a dele- difíceis de subir para a maio- em quanto a obra está or- exportações de outras empresas exportadoras. As exportações
gação da Direcção ria dos utilizadores dos ser- çada, mas que confirmou os directas são comprovadas através das contas do último exercício
Geral de Impostos, vulgar- viços serão assim eliminadas trabalhos no local e os seus aprovado e as exportações indirectas através de declaração da
empresa.
mente conhecida por Finan- de vez e no rés-do-chão sur- prazos de execução. Alguns
3. Outras condições: a) sem incidentes não justificados na
ças, deve estar de cara lava- girá ainda uma rampa para funcionários da repartição banca; b) situação regularizada junto da Segurança Social e Admi-
da. Actualmente a funcionar deficientes e carrinhos de também mostraram agrado nistração Fiscal; c) sem dívidas perante o IAPMEI, a PME Investi-
em dois andares, a tesoura- bebé. em relação às obras e princi- mentos, o Finova e as SGM; d) não se encontrar em situação de
ria no rés-do-chão e serviço Funcionários e utentes palmente no que consiste no dificuldade, caracterizada nos seguintes termos: - possuir capitais
de finanças no segundo piso, estão satisfeitos com a re- melhoramento que irá existir próprios inferiores a metade do capital social e ter perdido mais de
depois das obras concluídas, modelação, que deve durar também ao nível informáti- ¼ do capital social nos últimos 12 meses (aplicável para empre-
tudo ficará no rés-do-chão. cinco meses, pelo menos é co, que permitirá a resolução sas que tenham iniciado actividade há mais de 3 anos); reunir as
As actuais escadas de este o prazo de execução. dos assuntos com outra cele- condições para ser objecto de um processo de falência ou de in-
acesso ao segundo piso, in- O Cipreste falou com Antó- ridade. n solvência; e) possuir um exercício completo de contas aprovadas;
f) indicador EBITDA não negativo no último exercício aprovado,
transponíveis para pessoas nio Fernandes, membro da M.M. para empresas classificadas no escalão de risco A, B ou C.
4. Operações elegíveis: financiamento destinado ao reforço
Discurso
Discurso Directo
Directo dos capitais permanentes, a ser aplicado em investimento em ac-
tivos fixos ou fundo de maneio.
5. Operações não elegíveis: a) aquisição de activos financei-
ros, terrenos, imóveis ou viaturas e bens em estado de uso; b)
reestruturação financeira e/ou consolidação de crédito vivo; c)
operações destinadas a substituir de forma directa ou indirecta
financiamentos anteriormente acordados com o banco; d) opera-
ções financeiras que se destinem a actividades relacionadas com
a exportação para países terceiros e estados-membros, nomea-
damente a criação e funcionamento de redes de distribuição.
6. Montante de financiamento: até um milhão de euros ( 1,5
Manuel António José António Carrazeda Ana Freire milhões de euros, no caso de PME líder)
Ferreira (Macedo) Murçós (Macedo) Ferreira (Emigrada em França) 7. Prazo de financiamento: até 5 anos, com um período de
carência até 24 meses.
“Acho que sim. Então por- “Até já ouvi dizer que as finan- “Sim, já tinha reparado que 8. Taxa de juro a cargo da empresa: euribor 3 meses + 1%
que não há-de ficar melhor. Já ças iam sair daqui. Mas, todas o edifício estava em obras. 9. Garantias: garantia mútua até 50% do capital em dívida em
conheço isto quase há oitenta no rés-do-chão há sempre van- Não sei muito bem se eram cada momento.
anos, desde que funcionavam tagens, acima de tudo para as precisas. Podiam colocar um
no edifício da câmara. As es- pessoas mais idosas. Aqui tudo elevador, mas se fica tudo no
cadas custam bastante a subir, em baixo fica tudo mais prático primeiro piso também não é
apesar de terem corrimão. Aqui e mais adequado. Quanto ao mau. Tudo aqui concentrado
tudo no rés-do-chão, para pes- serviço informático, acho muito em baixo e mais rápido a ní-
soas como eu, é bem melhor, bem” vel informático é melhor, bem
porque assim é cansativo” melhor. Hoje não havia muita
gente, mas no mês de Agos-
to costuma ser um caos para
tratar de todos os papéis que
precisamos”
16 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste |
A 1ª eliminatória da Taça de Portugal representa o 1º jogo oficial na nova época para Macedo e Morais. Decorrerá
já no próximo dia 30 e ambas as equipas tiveram a sorte do sorteio do seu lado, já que evitam as deslocações. O
Atlético recebe o Lourosa, da 2ª Divisão/Norte e o Morais a formação do Olivais e Moscavide da 3ª Divisão Série E.
Apesar de visitado, o Morais não poderá utilizar o Campo de Sto André, já que não dispõe de um terreno relvado,
indispensável para esta edição da Taça de Portugal. Afastada está a hipótese de recorrer ao Estádio Municipal, porque
também o Macedo jogará em casa. Assim, Bragança e Mirandela (ambas jogarão fora) surgem como possibilidades.

Clube Atlético de Macedo


Desporto
Nova época com nove reforços
É um facto que a equipa sofreu

À
terceira será de vez!
É com este propósito algumas alterações, como tem
que o Atlético de Ma- vindo a sofrer ao longo dos úl-
cedo parte para a nova época. timos anos, como acontece em
Falhado o objectivo de chegar quase todos os clubes. Impor-
aos 6 primeiros classificados da tante, é que os que já cá es-
geral nas últimas duas épocas, tavam, ajudem os novos joga-
por diferenças pontuais muito dores, e que estes dêem uma
escassas, a equipa de Rui Vi- força maior ao clube, de modo
larinho parte com a intenção a dignificar-mos o nome da ter-
de ser desta que o objectivo ra e assegurar-mos os nossos
primeiro seja alcançado. “Fa- objectivos.” Questionado sobre
lhamos, de facto, o objectivo o facto de jogadores naturais de
primeiro de assegurar um lugar Macedo, que já há alguns anos
nos 6 primeiros. Isso já perten- representavam o clube, agora
ce ao passado, sabemos o por- terem saído, casos de Arrábi-
quê de termos falhado, agora das, Hélio, Pires e Valadares,
é mais uma época, mais uma o técnico assegura que “não
vez queremos praticar um fu- se perde a identidade do clube,
tebol competitivo, proporcionar nem pensar. O clube já existiu
bons momentos de espectáculo com apenas dois jogadores de
às pessoas e, se possível ga- Macedo durante muitos anos e
nhar. É isso que temos como nunca perdeu a identidade. É
meta, ganhar o maior número bom termos jogadores da terra,
de jogos possíveis para conse- mas nós também os cá temos.
guirmos ter mais um pouco de Rui Vilarinho orienta treino nas piscinas É um ciclo. Uns saíram de uma
sorte, ou de competência, do forma, outros por outro motivo,
que tivemos nas duas épocas qui a 1 ou 2 meses. Temos que redes), Rafael e Zé Rafael (mé- res aconteceu em 24h. Tem-se que não interessa estar aqui re-
anteriores em que falhamos por avaliar jogadores e só quando dios). Areias e Edra são defe- visto nos treinos que os atletas ferenciar. Entraram 5 jogadores
um ponto.” for uma certeza é que será con- sas nos juniores. estão perfeitamente familiariza- da formação que farão parte do
O Plantel treina desde o fim tratado um avançado. Não nos Numa equipa que sofreu dos uns com os outros. Agora, plantel, vão treinar regularmen-
de Julho, com 17 atletas, aos iremos precipitar”, garante o algumas alterações, em que a adaptação, ou inadaptação, te durante a época, podendo, a
quais será acrescentado mais técnico. Serão integrados jun- se registam, para já, a entrada surge em momentos menos qualquer altura, fazer parte dos
um reforço para a frente de ata- to da equipa principal, 5 jovens de 9 caras novas, Rui Vilari- bons que podem acontecer eleitos para o Domingo.” n
que, que, eventualmente, até jogadores da formação. 3 são nho afirma “que a integração e daqui a 6 ou 7 meses. Espera-
poderá “ser só contratado da- ainda juvenis, Diogo (guarda- adaptação dos novos jogado- mos, é que isso não aconteça. Nélio Pimentel

Clube Atlético Plantel Jogos Preparação Campeonato


Macedo Guarda-redes Data Adversario Campo Result Jorn/Data Adversario Campo Result

Hugo (Rebordosa)
Equipa Técnica Tiago (Chaves) 05/08 Moncorvo F 1-3 1ª 06/09/09 Morais C
Rui Vilarinho (Treinador) Diogo (Juvenil)
06/08 Bragança C 0-1 2ª 20/09/09 Bragança F
Quintino Angélico (Adjunto) Defesas
Corunha 08/08 Montalegre F 3-2 3ª 27/09/09 Santa Maria C
Miro Valadar (Adjunto)
Bernardino 12/08 Moncorvo C 0-1 4ª 11/10/09 Fão F
Didácio 13/08 Morais F 5ª 25/10/09 Maria Fonte C
Equipa Médica Eurico
Mário Mesquita (Médico) 15/08 Torneio Vidago F 6ª 01/11/09 Amares F
Eduardo
Jorge Pinto (Fisioterapeuta) Areias (Júnior) 16/08 Torneio Vidago F 7ª 08/11/09 Montalegre F
Alípio Marcos (Enfermeiro) Edra (Júnior) 18/08 Morais C 8ª 15/11/09 Mirandela C
Rui Linhares (Enfermeiro) Médios 20/08 Bragança F 9ª 06/12/09 Marinhas F
Norberto Carvalho (Enfermeiro) Luís Gancho
22/08 Apresentação C (21H) 10ª 13/12/09 Valenciano C
Hugo Ribeiro
Ibson (Lixa) 11ª 20/12/09 Limianos F
Toninho (Arouca)
Luís Carlos (Vila Real)
Nuno Meia (Vila Real)
Ivan (Santa Marta)
Rafael (Juvenil)
Zé Rafael (Juvenil)
Avançados
Branquinho
Bertinho (Joane)
Rui Vilarinho Tó Mané (Morais)
Desporto | Cipreste |15 de Agosto 2009 | 17
Morais FC

Regresso
R com optimismo
egressado à 3ª Divi-
são, o Morais parte
com o objectivo de
realizar uma melhor prestação
as coisas com realidade e não
será um trabalho fácil”, no en-
tanto diz ser necessário “incutir
dinâmica na equipa e fazer va-
que há dois anos atrás, em que ler o melhor dos jogadores, que
foi últimoegressado
classificado. à 3ªTem vin- assão atletas
comcapazes e de qua-

R
Divi- coisas realidade e não
do a cumprir um plano
são, o Morais parte trabalhos lidade. É importante
será um trabalho fácil”, no en- começar
desde hácom 3 semanas, em que
o objectivo dena bem,
tanto dizenfrentar o trabalho
ser necessário com
“incutir
primeira
realizar uma realizou
melhorduas sessões
prestação seriedade
dinâmica nade modoeafazer
equipa podermosva-
quedehátreino diárias.
dois anos Fernandinho,
atrás, em que lerfazer a festa
o melhor dosdajogadores,
manutenção queno
foi oúltimo classificado.
técnico da subida Tem e quevin-este sãofinal da época.”
atletas capazes e de qua-
do ano continua
a cumprir á frente
um plano da equi-
trabalhos lidade.O plantel ainda não
É importante estando
começar
desde
pa, há 3 semanas,
admite que a em que nada
intenção bem, enfrentar
totalmente o trabalho“come-
desenhado, com
primeira
equiparealizou
passa por duasassegurar
sessões a ça a ficar
seriedade definido”.
de modo A equipa
a podermos
de manutenção.
treino diárias.“Sou Fernandinho,
por norma fazer
nãoa excederá
festa da manutenção
um total deno20
o técnico da subida
uma pessoa optimista, e que este é um final da época.”
jogadores, sendo que para já
anofacto.
continua á frente
Mas, acima de da
tudo,equi-
acre- O plantel
vão-se ainda não
treinando 19. estando
Segundo
pa,dito
admite
no meu que a intenção
trabalho da
e no traba- totalmente
o técnico,desenhado,
será necessário “come-as-
equipa passa por assegurar a ça a ficar definido”. A equipa
lho das pessoas que trabalham segurar um guarda-redes, um
manutenção. “Sou por norma não excederá um total de 20
comigo. Assim, sem demagogia médio defensivo e um avança-
uma pessoa optimista, é um jogadores, sendo que para já
alguma,
facto. Mas, o nosso
acima deobjectivo
tudo, acre- pas- do de treinando
vão-se área. Assim 19.sendo
Segundodeve-
sa por assegurarmos
dito no meu trabalho e no traba- uma ma- rá algum dos actuais
o técnico, será necessário as- jogado-
lho das pessoas que trabalhamno
nutenção que seria inédita res serum
segurar dispensado. Na baliza,
guarda-redes, um
clube”,Assim,
comigo. diz o treinador,
sem demagogiaque este Fernandinho
médio defensivo exige
e um3 avança-
opções e
ano contará
alguma, o nossocom o auxílio
objectivo pas-do do“sóde num
área.caso
Assim extremo” admite
sendo deve-
sa adjunto Zézé, anterior
por assegurarmos umarespon-
ma- rá ficar comdos
algum apenas dois jogado-
actuais homens.
sável pelas
nutenção que equipas de Juvenis
seria inédita no res“Sósersedispensado.
tiver de optar Naentre um
baliza,
clube”, diz o treinador,
e Juniores do Bragança. que este Fernandinho
de campo eexige 3 opções e
um guarda-redes”,
Fernandinho
ano contará com oadmiteauxíliodificul-
do “sóadianta.
num caso  extremo” admite Vortis nonse doluptating exer si tionsequat.Rosto
adjunto
dades,Zézé,“temosanterior
que respon-
enfrentar ficar com apenas dois Pimentel
Nélio homens.
sável pelas equipas de Juvenis “Só se tiver de optar entre um
e Juniores do Bragança. de campo e um guarda-redes”,
Fernandinho admite dificul- adianta. n Plantel Jogos Preparação Campeonato
MORAIS FUTEBOL
dades, “temos que enfrentar Nélio Pimentel
Treino campeonato já faz equecer

CLUBE Guarda-redes Data Adversario Campo Result Jorn/Data Adversario Campo Result

Bruno
Morais Futebol
Equipa Técnica Plantel Jogos Preparação Campeonato
1ª 06/09/09 Macedo F
Gamito (Vila Real) 13/08 Macedo C
Fernandinho (Treinador)
Clube Defesas 16/08 Adversario
Bragança C 2ª 20/09/09
Jorn/Data Mirandela
Adversario C
Campo Result
Guarda-redes Data Campo Result
Zézé (Adjunto) Stigas 3ª 27/09/09 Marinhas F
Bruno 18/08 Macedo F
Equipa Técnica Fanã (Vila Real)
Gamito 13/08
21/08 Macedo
Pedras Salgadas CF 1ª
4ª 06/09/09
11/10/09 Macedo
Valenciano F
C
Equipa Médica
Fernandinho (Treinador) Inácio
Defesas 16/08
23/08 Bragança
Bragança CF 2ª
5ª 20/09/09
25/10/09 Mirandela
Limianos FC
João
Zézé Morais (Fisioterapeuta)
(Adjunto) Karaté (Bragança)
Stigas 3ª
18/08 Macedo F 6ª 27/09/09
01/11/09 Marinhas
Montalegre F
C
P. Arrábidas (Macedo)
Fanã 21/08 Pedras Salgadas F 4ª 11/10/09 Valenciano C
Equipa Médica 7ª 08/11/09 Bragança C
Inácio
Rui (Vizela) 23/08 Bragança F 5ª 25/10/09 Limianos F
João Morais (Fisioterapeuta) Karaté (Bragança) 8ª 15/11/09 Santa Maria F
Médios 6ª 01/11/09 Montalegre C
P.Filipe
Arrábidas (Macedo) 9ª 06/12/09 Fão C
7ª 08/11/09 Bragança C
Rui (Vizela)
Renato 10ª 13/12/09 Maria Fonte F
8ª 15/11/09 Santa Maria F
Médios
Silva 11ª 20/12/09 Amares C
9ª 06/12/09 Fão C
Filipe
Feija
Renato 10ª 13/12/09 Maria Fonte F
Gene (Mãe D’ Água)
Silva 11ª 20/12/09 Amares C
Passi (Mucifalense)
Feija
Filipe II (Vizela)
Gene (Mãe D’ Água)
Lixa (Bragança)
Passi (Mucifalense)
Alex II(1ª
Filipe inscrição)
(Vizela)
Avançados
Lixa (Bragança)
Reis(1ª inscrição)
Alex
Fernandinho Pires (Macedo)
Avançados
Reis
Fernandinho Pires (Macedo)
Campeonato Nacional de Volei

Azibovolta
com ao
volei mais uma vez
Campeonato Nacional de Volei

Volei Azibo
AA
praia
praiadadaRibeira,
Ribeira,nana forma
mais de umapromover
forma de opromover
turismo, o ticas
ticase etodos
todospróximos
próximosde de uma
uma
Albufeira
Albufeiradodo Azibo,
Azibo,vaivai uma vez que
turismo, “as que
uma vez pessoas vêm
“as pessoas possível
possívelvitória.
vitória.“O“Oque
queacontece
acontece
Grand Slam de Macedo
dede1212 a 16 de
a 16 de Agosto
Agosto a vêm
Macedo, tomam contacto
a Macedo, tomam contacto com é éque,que,neste
nestemomento,
momento, há há um
um Masculino Feminino
receber
recebermais uma
mais umaetapa dodo
etapa Cam-
Cam- uma
comrealidade que lhes
uma realidade quedesperta
lhes des- equilíbrio
equilíbriomuito
muitogrande
grandeentre
entreas as 14 a 16 de Agosto de 2009 15 a 16 de Agosto de 2009
peonato
peonato Nacional
Nacional dede Volei.
Volei.Para
Para a atenção e voltam”,
perta a atenção diz.
e voltam”, diz. primeiras
primeirasseis seisou ou sete
sete duplas”,
duplas”,
alémalémdasdas24 duplas presentes
24 duplas no
presentes Manuel
Manuel Oliveira,dadaFPV,
Oliveira, FPV,nãonão por
porissoissomesmo
mesmooopresidente
presidenteda da Reunião Técnica - Quadro Reunião Técnica - Quadro
campeonato
no campeonatomasculino, em com-em
masculino, escondeu
escondeuque quefoifoio osucesso
sucessodada Federação
Federaçãonão nãoquis
quisavançar
avançarcomcom Data: 14 de Agosto de 2009 (sexta) Data: 15 de Agosto de 2009 (sába-
petição vão estar
competição vão ainda mais 16
estar ainda mais prova
provadodoano anopassado
passadoque queaca-
aca- qualquer
qualquernome nomeparaparaum umpossível
possível Hora: 09:00 do)
duplas na categoria
16 duplas de femininos.
na categoria de femini- bou
bouporpor
ditar a repetição
ditar a repetiçãodadaetapa
etapa vencedor.
vencedor. Hora: 09:00
Nonos.lançamento do evento,
No lançamento que
do evento, ememterras
terrasmacedenses.
macedenses.“Costu- “Costu- Este
Esteano,ano, destaque
destaque parapara aa Sexta:
decorreu na Praia Jogos: 1 a 24 ( 3 Campos ) Sábado:
que decorreu na da Fraga
Praia da
da Fraga ma-se
ma-sedizerdizerque
queem emequipa
equipaque que ausência
ausênciadadadupla duplaMiguel
Miguel Maia
Maia Jogos: 25 a 32 ( 2 Campos ) Jogos: 1 a 26 ( 2 Campos )
Pegada, Beraldino
da Pegada, Pinto, Pinto,
Beraldino autarcaau- ganha
ganha nãonãosesemexe”,
mexe”,reiterou.
reiterou.OO e eJoão
JoãoBrenha,
Brenha,que quedesfizeram
desfizeram
de tarca
Macedo de de Cavaleiros,
Macedo acom-
de Cavaleiros, responsável
responsável sublinhou
sublinhouaindaaindanãonão a adupla,
dupla, devido
devido àsàs constantes
constantes Sábado: Domingo:
panhado pelo presidente
acompanhado da Fede-da
pelo presidente sósóososaspectos
aspectosorganizacionais
organizacionais lesões
lesões dodo segundo
segundo elemento,
elemento, Início jogos: 9:30 Jogo 27 - 10h00 (a confirmar)
ração NacionalNacional
Federação de Voleibol
de (FPV)
Voleibol dodoevento
eventodede2008,2008,comocomotam- tam- muito
muitoprovocadas
provocadaspelo peloadiantado
adiantado Jogos: 33 a 42 ( 1 Campo ) Jogo 28 - 10h45 (a confirmar)
e ainda
(FPV)oedirector
ainda ode prova,de
director rea-
pro- bém
béma acompetitividade
competitividadedodocam- cam- dadaidade.
idade.AAúltima
última participação
participação Jogo 29 - 13h00 (a confirmar)
va, reafirmou
firmou que a vindaque de
a vinda
maisde mais
esta peonato,que
peonato, quealiás
aliáseste
esteanoanonãonão dadaconhecida
conhecidadupla dupla portuguesa
portuguesa Domingo: Jogo 30 - 15h00 (a confirmar)
estapelo
etapa, etapa, pelo segundo
segundo ano conse- ano será
será diferente.
diferente. Mais
Mais umavez
uma vezesta
esta foifoirecentemente
recentementenos nosJogos
Jogos da da Meias Finais e Finais
consecutivo,
cutivo, pretende propor-
pretende proporcionar “um será
será a penúltima
a penúltima etapaetapa do cam-
do campe- Lusofonia,mas
Lusofonia, mas apenas
apenas porque
porque Jogo 43 - 10h00 (a confirmar)
Jogo 44 - 10h45 (a confirmar)
cionar “um
espectáculo paraespectáculo
os macedensespara os peonato
onato e a disputa
e a disputa pelos pelos primei-
primeiros eraimperativa
era imperativaaasua suaparticipação
participação Jogo 45 - 14h00 (a confirmar)
macedenses
e para e para
quem visita o quem
concelhovisita ros lugares
lugares está está bastante
bastante renhida,
renhida, como campeões
como campeões nacionais
nacionais do do Jogo 46 - (a seguir à final feminina)
o concelho
nesta altura donesta
ano”.altura
Para do ano”.
a edi- com
com osos seteprimeiros
sete primeirosclassifica-
classifica- anoanterior.n
ano anterior. 16h00 (a confirmar)
Paraesta
lidade, a edilidade,
é também esta é também
mais uma dos
dos comcompontuações
pontuaçõesmuito muitoidên-
idên- MiguelMidões
Miguel Midões
18 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste | Desporto
Campeonato Nacional Terceira Divisão
Mundo da Bola
Macedo vs Morais Carlos Tevez
a abrir campeonato lesiona-se no duche
Protagonista de uma das

M
acedo – Morais. Assim mais interessantes novelas
abre o próximo campeo- do defeso futebolístico inter-
nato da 3ª Divisão Série nacional, Carlos Tevez voltou
A. É um dérbi do concelho, a ser re- a ganhar destaque na im-
alizado na sede, no relvado do Muni- prensa mundial. Ultrapassa-
cipal, assim ditou o sorteio do último da a troca de palavras pouco
dia 6. Este sorteio foi pródigo em der- amigáveis com Alex Fergus-
bies nas jornadas iniciais do campe- son, o técnico do Manchester
onato. Depois de defrontar o Morais, United, depois de o avançado
o Macedo tem deslocação agendada argentino ter trocado o clube
a Bragança. Já a equipa do Morais pelo eterno rival City, Carlos Tevez regressou aos jor-
receberá no Stº André o Mirandela, nais. Desta vez não por alguma transferência ou golo
recente despromovido da 2ª Divisão marcado, mas por uma lesão no mínimo estranha.
Nacional. Já fora do âmbito conce- Pois é, Carlos Tevez lesionou-se enquanto tomava
lhio, mas também assinalável, na 3ª banho, o que lhe valeu pouco mais de uma semana de
jornada será a vez de Mirandela e paragem nos trabalhos de pré-época do Manchester
Bragança se defrontarem no S. Se- City. Para evitar qualquer tipo de suspeita, o “Mundo
bastião. Sorteio macedenses tem motivos para ir à bola da Bola” conseguiu apurar que, no momento da que-
O Campeonato tem inicio agenda- da, o argentino não se terá agachado para apanhar o
do para 6 de Setembro e finalizará ao e vontade de vencer. As equipas es- subida à 2ª Divisão, continuarão a ter sabonete e que ele era o único presente no duche no
fim de 22 jornadas a 14 de Março de tarão empenhadas, e nós queremos lugar os 2 primeiros classificados. quarto de hotel onde se deu o incidente. O que não
2010. Depois, seguir-se-ão o “Play- proporcionar bons espectáculos en- Segundo o “ponto 501.03” do Re- conseguimos apurar é se este incidente terá resultado,
off” e “Play-out”. Apesar de todos os frentando estes jogos sempre com o gulamento da 3ª Divisão Nacional, ou não, de uma praga rogada pelo treinador escocês.
derbies das primeiras jornadas, mais propósito de alcançar a vitória.” aprovado a 23 de Maio de 2009, “as O avançado argentino encontra-se já a 100%.n
haverão ao longo da época. Na 7ª equipas que disputam o Campeona-
Jornada o Morais jogará com o Bra- 3ª Divisão com 12 equipas to Nacional da 3ª Divisão deverão
gança em casa e, também em casa,
na 8ª Jornada, o Atlético de Macedo Para a edição que aí vem da 3ª
dispor, obrigatoriamente, de campo
relvado (natural ou sintético), (…),
Estreou-se aos 12 anos
Não temos a certeza,
defrontará o Mirandela. Divisão são apenas 12 equipas que não podendo qualquer jogo deste mas todas as pesquisas
Os técnicos de Macedo e Morais se apresentarão em prova. Assim Campeonato ser disputado noutro realizadas nos indicam
mostram-se satisfeitos com o calen- será ao longo das próximas duas tipo de campo.” É, no entanto res- que Mauricio Baldivieso
dário sorteado e ambos demonstram épocas, já que em 2010/2011 é de salvado, que esta obrigatoriedade é o mais jovem de sempre
vontade em começar bem o campeo- esperar que seja estreado o modelo entrará apenas em vigor na época a estrear-se numa compe-
nato. Rui Vilarinho, do Macedo, clas- de Campeonato Regional. Estas duas 2010/2011. Assim, a equipa do Mo- tição oficial de seniores a
sifica de “curioso” o sorteio realizado, épocas são apelidadas pela Federa- rais poderá continuar a utilizar o Sto nível mundial.
porque, diz “em 4 épocas começa- ção Portuguesa de Futebol, como André, mas, caso consiga a manu- A 26 de Julho último, no
mos sempre ou com Bragança, ou “épocas de transição”. Facto é que tenção na 3ª Divisão, já terá que rel- campeonato principal da
Mirandela, ou agora Morais. É engra- já desde 2006/2007 que se vive em var o seu terreno ou optar por jogar Bolívia, Mauricio Baldivieso estreou-se com a camisola
çado. Morais, a seguir Bragança, é épocas de transição. Assim parece, em “casa emprestada”. Já este ano, do Aurora com 12 anos, a poucos dias de fazer os 13.
interessante e temos de os encarar porque desde essa época que as “re- os jogos da Taça de Portugal não Faltavam 5 minutos para o final do jogo entre o Aurora
já como os jogos complicados da gras do jogo” têm vindo a ser suces- poderão ser disputados em campos e o La Paz. A sua equipa perdia por 1-0 e assim ficou.
época, porque são os que vêm já. sivamente alteradas. Em 2006/2007 que não relvados. Mas a notícia não será o resultado, é mesmo a estreia
Primeiro temos de nos preparar para estreou-se o modelo de 16 equipas, Ainda relativamente ao modelo deste miúdo. Nos 5 minutos que esteve em campo,
o da Taça e depois Morais, Bragan- em detrimento das 18 com que competitivo, após a época 2010/2011 pouco ajudou a sua equipa, é um facto, mas não se li-
ça e assim sucessivamente.” O téc- desde há muitos anos se disputava permanece a incerteza, já que os vrou de um carga muito dura de um adversário. Depois
nico macedense, relativamente ao cada Série da 3ª Divisão. Na época regulamentos ainda não foram de- de muitas dores no tornozelo e de algumas lágrimas
jogo inaugural como o Morais, deixa imediatamente a seguir, 2007/2008, vidamente aprovados. Ao que tudo caídas, conseguiu chegar ao final da partida.
o aviso de que não haverá facilitis- registou-se nova redução do número indica, não deverá fugir muito disto: Aqui chegados, foi o alvo de todas as atenções da
mos: “Que ninguém pense que va- de equipas. Passavam então a ser Um campeonato “pró nacional – dis- comunicação social, a quem disse ter-se sentido bem
mos facilitar frente ao Morais, porque apenas 14 equipas por Série, estre- trital/regional”, com um mínimo de com a estreia. Não deixou de agradecer ao seu pai
sabemos que é uma equipa que se ando-se o modelo de competição 10 equipas, da responsabilidade de por lhe ter proporcionado este momento. Sim, ao seu
recheou de bons jogadores, que tem tal e qual como o conhecemos. Em cada uma das Associações Distri- pai! Júlio Baldivieso, pai de Mauricio, é um ex. inter-
um excelente treinador, que trabalha cada Série, na “Segunda Fase” os 6 tais de Futebol. Os vencedores dos nacional boliviano, e treinador do Aurora. É caso para
sério. Eles não vêm para a 3ª Divisão primeiros classificados disputam um 18 campeonatos distritais, mais os dizer que Mauricio não precisou de padrinhos, bastou
para brincar. Já tiveram uma experi- “Play-off” para discutir a subida, en- segundos classificados das Asso- a ajuda do seu pai para atingir o escalão mais alto do
ência e desceram, e agora sei que quanto as restantes 8, divididas em ciações Distritais com mais clubes futebol boliviano. Cunha ou não, alguns comentadores
farão tudo para se manter. Encarare- duas “sub-séries” nos “Play-out”, pro- federados, transitarão para a 3ª Divi- bolivianos auguram um futuro promissor para o jovem
mos o jogo com toda a atenção e pro- curam fugir aos 4 lugares de descida. são. Serão divididas em 6 séries de avançado.
fissionalismo que nos é exigido.” Fer- Assim foi até à época passada. Para 4 equipas cada. Os 2 primeiros clas- Ironia do destino, poucos dias após este aconte-
nandinho, do Morais, diz esperar “um esta, o modelo competitivo mantém- sificados de cada série (12 no total) cimento, a direcção do Aurora decidiu prescindir dos
bom início de campeonato.” Admite se, mas o número de equipas desce terão passagem assegurada para a serviços de Júlio e Mauricio Baldivieso. Agora, pai e
“uma motivação maior por parte dos para 12. De registar que, passada a 2ª Divisão Nacional. As restantes, re- filho estão no desemprego. n
jogadores para este tipo de jogos”, “Segunda Fase” descem aos campe- gressarão ao campeonato distrital. n
avisando que “é necessário trabalhar onatos distritais os 3 últimos classifi-
sempre com a mesma determinação cados, e não 4 como até aqui. Para a Nélio Pimentel Eriksson na 3ª Divisão
Lamas Já imaginou ver um an-
tigo seleccionador da Ingla-

Novo balneário
terra e do México orientar uma
equipa de 3ª Divisão? Prova-
velmente não, e se o fez, com
certeza que de pronto esque-
ceu a ideia. Afinal, qual seria
o treinador de classe mundial

O
Lamas está a proceder a obra ronda os 40 Mil Euros, supor- Câmara Municipal é essencial para
obras nos balneários do tados em 25% pelo IDP. Valor idên- levar a cabo esta melhoria nas nos- que aceitaria ir para um clube
Campo Araújo Xavier. tico (10 Mil Euros) será suportado sas instalações”, disse-nos Leonel de um 4º escalão? A resposta
Segundo Leonel Pires, Presidente pela Câmara Municipal de Macedo Pontes. A intervenção teve inicio aparentemente difícil é mais
do clube, “esta intervenção visa a de Cavaleiros, com os restantes em Julho e deverá estar finalizada simples do que se possa ima-
remodelação e ampliação dos bal- 50% a serem da responsabilidade no final deste mês. ginar. Esse treinador é Sven-Goran Eriksson. O antigo
neários, dotando-os de melhores do clube. “20 Mil Euros é um va- Já disponível a tempo da próxi- técnico do Benfica e que passou pelas duas selecções
condições.” lor elevado para um clube como o ma temporada, o edifício do Araújo já citadas assumiu o cargo de director de futebol do
A remodelação desta infra-es- nosso, mas esta é uma obra que Xavier contará com uma ampliação Notts County, clube inglês a militar numa divisão equi-
trutura resulta de uma candidatura nós muito desejávamos. Teremos nos balneários da equipa visitada e valente à nossa 3ª. Notts Couty é tão só o clube mais
efectuada ao “Medida 1 – Saúde que trabalhar muito para conseguir visitante, bem como no da arbitra- velho do mundo, e Eriksson, tão habituado a escânda-
e segurança nas instalações des- essa verba, mas iremos conseguir. gem. Todos disporão de casas de los com meninas a exercerem a mais velha profissão
portivas” do Instituto do Desporto Apesar disso, não podemos deixar banho, com novo mobiliário. n do mundo, não resistiu ao desafio dos responsáveis
de Portugal (IDP). O custo total da de dizer que o apoio do IDP e da Nélio Pimentel do clube. n
Desporto | Cipreste |15 de Agosto 2009 | 19

Rali Financiamento

Subsídios
Pouco público, mas espectáculo diferentes
A Câmara Municipal de
Macedo de Cavaleiros já
justificou o porquê da atribuição

J
oão Carlos Domingues
foi o vencedor da 1ª Es- de subsídios díspares a duas
pecial de Rali realizada equipas que militam na mesma
em Macedo de Cavaleiros no divisão. A autarquia tem por há-
primeiro dia de Agosto. O piloto bito contribuir com uma ajuda fi-
nanceira aos clubes desportivos
brigantino da Auto Rujo percor-
do concelho de Macedo e, este
reu os 4,6 Km totais do percurso
ano, as verbas já foram aprova-
em 2:43.997 min. João Domin- das em reunião de câmara, tendo
gues fez uso do seu favoritismo, sido atribuídos 15 mil euros ao
já que o seu Ford Focus de 2000 Talhas e ao Lamas, que militam
cc era o carro mais forte presente ambas as equipas no Campeo-
na prova de Macedo. Na classe nato Distrital de Bragança. Já o
dos supermotores, utilizava um Morais Futebol Clube, na terceira
bloco de motor Ford Cosworth, divisão nacional tal como o Clu-
utilizado pela marca americana be Atlético de Macedo, receberá
na Fórmula 1 até há uns 12 anos 90 mil euros, ao passo que este
atrás. Devido a problemas mecâ- último citado contará com a aju-
nicos, o brigantino não alinhou da de 165mil euros da autarquia,
dos quais o Cipreste sabe que 15
na 2ª manga, mas acabaria por
mil são ainda referentes à época
nem ser necessário, porque o anterior.
tempo conseguido na 1ª bastou Duarte Moreno, vice-presiden-
para bater a concorrência. te da autarquia, justifica que esta
João Castela num Citroen diferença reside na existência ou
Saxo com 02:47.411 min e Jor- não de formação nas camadas
ge Simão num Peugeot 106 S16 Velocidade carros adaptados animaram as ruas da cidade mais jovens. “A Câmara faz essa
com 02:48.609 min, ambos com min, foi 10º na geral e o segundo No final, o balanço revelou-se va deverá repetir-se no próximo atribuição tendo em conta o pla-
um motor da classe de Gasolina melhor local. No último lugar do positivo. Júlio Mendes, Presiden- ano. Da nossa parte, estamos no de actividades de cada grupo
de 1400 a 1600 cc, ficaram res- pódio dos macedenses ficou Pe- te do Motor Clube de Guimarães, disponíveis. As indicações que que participa nos diversos esca-
pectivamente na 2ª e 3ª posição. dro Gaspar. O piloto que recen- organizador da prova, diz que “a nos foram dadas é que se esta lões”, refere. Ora tendo o CAM
Estes pilotos beneficiaram do temente venceu uma prova em Especial excedeu todas as ex- prova fosse inserida num cam- as chamadas escolinhas recebe
Le Mans, enfrentou problemas pectativas. Os pilotos gostaram peonato ou troféu seria melhor, mais para o apoio a essa mesma
tempo conseguido na 2ª manga,
no seu Datsun 1200 Sedan e do modelo e do trajecto. Tive- mas se mesmo assim se realizar formação. “O facto de o Clube
que se revelou decisivo para a
Atlético ter equipas de formação
classificação obtida. O mesmo não foi além do 13º da geral com mos muito público a assistir, com de forma isolada, está garantida
e o Morais apenas ter plantel sé-
não ocorreu com João Monteiro, 03:05.934 min. quem tivemos muito cuidado para a sua realização.” A realização nior faz com haja essa diferença
o melhor entre os pilotos mace- Entre a 1ª e 2ª mangas da precaver eventuais incidentes. de um campeonato com várias na distribuição de verbas às duas
denses. A conduzir um Renault prova de competição, decorreu Havia alguma expectativa sobre provas do género deverá mesmo equipas”, acrescenta.
Clio de Gasolina de 1600 a 2000 um desfile de clássicos. Nes- qual seria o comportamento do arrancar. O responsável do Motor Recorde-se que a actual di-
cc, conseguiu o 3º melhor tempo ta prova dividida pelas classes público, as coisas correram bem Clube garantiu que “a iniciativa recção do Morais Futebol Clube
na manga inicial, mas na 2ª aca- de Minis e de carros japoneses e temos de elogiar as pessoas.” tem sido falada com outros clu- ameaçou demitir-se caso a au-
baria por não conseguir melhorar, (Toyota e Datsun) era premiada Quanto ao futuro da prova, Júlio bes. Vamos ver se conseguimos tarquia não aumentasse a verba
caindo para a quinta posição final a regularidade do piloto que con- Mendes revelou “que estão reu- de facto, levar a efeito um Troféu de apoio. A notícia saiu inclusive
e segunda na sua classe. seguia aproximar-se da média nidas todas as condições para com várias Especiais urbanas na comunicação social, mas ao
Foram 7 os pilotos mace- dos 36 km/h ao longo do percur- que no próximo ano se realize em diferentes localidades. Quem que parece a verba manteve-se
so. Nos minis o vencedor foi Rui nova especial. A reacção do Se- sabe no próximo ano possa ocor- inalterável com a câmara a não
denses presentes na prova de
ceder os 125 mil euros pedidos e
competição. Wilson Miguéis num Costa e nos Japoneses Pedro nhor Presidente da Câmara foi rer a primeira edição.” n
as ideias mudaram. n
Opel 1904 SR com 02:59.719 Gaspar foi o mais feliz. positiva e disse-nos que a pro- Nélio Pimentel Miguel Midões

ACDR Bela Vista Vimont

Pódio em Radical continua


Bragança
P
elo quinto ano conse-
cutivo a Vimont orga-

A
Associação da Bela equipa marcará nova presença niza o seu “Radical
Vista foi a Bragança numa prova do género, desta Weekend”. Inicialmente marca-
arrecadar o 3º lugar. feita em Valpaços. Antes, a 16 do para os dias 8 e 9, este “Fim-
No Circuito Interno de Bragan- de Agosto, marcará presença de-semana radical” foi adiado
ça realizado a 31 de Julho à nas “6 Horas de Bragança” e, já para os próximos dias 29 e 30
noite, a formação macedense no final do mês, a 30, realizará de Agosto. Segundo Gonçalo
averbou colectivamente o últi- a prova “Vila Real - Srª da Gra- Aires, Presidente da Associa-
mo lugar do pódio. ça” em Mondim de Basto, tam- ção Juvenil de Vilar do Monte,
Esta era uma prova urbana bém em cicloturismo. “na base deste adiamento está
de regularidade de cicloturis- No Open Regional de XCO o facto de muitos dos nossos
mo, realizada na Avenida das em veteranos, Carlos Cunha, sócios e daqueles que habitu-
Forças Armadas em Bragança. também com as cores da Asso- almente participam nas nossas
As 25 voltas ao percurso totali- ciação da Bela Vista, ocupa o 2º actividades não estarem dispo-
zavam 38,830 Km. As equipas lugar da classificação geral. Es- níveis no fim-de-semana inicial-
participantes teriam que fazer tas provas são circuitos de BTT mente agendado.”
a prova aproximando-se de de 20 a 25 km. Carlos Cunha O Radical Weekend “tem Canoagem Azibo propicia desportos náuticos
uma média de 25 km/h. Esti- ocupava o 1º lugar da geral até como principio privilegiar o es- remos que todos se divirtam e de 29 para 30 será passada em
veram presentes perto de 35 à anterior prova realizada. Fal- pírito de diversão, descurando libertem o stress”, garante-nos convivo entre participantes e or-
participantes, divididos pelas 7 tou à etapa de Bragança e dei- a competição, entre todos os o líder da Vimont. ganização num acampamento
equipas. Pela equipa de Mace- xou-se ultrapassar. Agora, com participantes”, diz-nos Gonçalo A iniciativa decorrerá na para todos. O jantar de 29 e o
do marcaram presença Carlos apenas uma etapa por realizar Aires. Os inscritos participam de Barragem do Azibo, na Praia da pequeno-almoço da manhã se-
Cunha, Carlos Botelho, Hugo (Vinhais a 13 de Setembro), a forma individual “podendo cada Ribeira, a nova, congregando guinte está a cargo da Vimont.
Rocha e Nuno Ramos. Para tarefa não se afigura fácil. O 1º um deles, se achar que não é diversas actividades: Tiro com A inscrição é de 25 Euros para
efeitos de classificação final co- lugar só poderá ser recuperado capaz, abdicar de fazer alguma Arco e Zarabatana; Canoagem; sócios e de 30 para não sócios,
lectiva, eram contadas as mé- em caso de falta ou desistência modalidade. Se, pelo contrário, BTT; Slide; Rappel; Karting a podendo ser feita através de vi-
dias dos 3 melhores. do seu adversário directo. n até gostar e quiser repetir, é-lhe pedais; Paintball; Ponte Ventral; mont@gmail.com.n
A 6 de Setembro próximo, a Nélio Pimentel dada essa oportunidade Que- Matraquilhos Humanos. A noite Nélio Pimentel
20 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste |
Existem muitas mais portas abertas, mas não torna ...há muitos que pensam que não vale a pena
a coisa mais fácil porque torna-se um percurso ensinarem o português aos filhos
mais instável, torna mais difícil a sua gestão e
aprender isso é assumir que a vida é moldada por
circunstâncias externas em constante mutação

Entrevista
“Não há dia
em que não
pense em
Portugal”
Augusto Nunes e Pa- Porque para ganhar os ordena-
trícia Cordeiro são tio e dos que se ganha aqui e pagar os
estudos dos filhos não seria fácil.
sobrinha, para além disso e foi então que me apercebi que Não, precisamente por causa
têm em comum o facto Tem 42 anos, passou 22 fora, era português, e por acaso passei desta questão da Europa, tam-
de ambos trabalharem mais dos que passou aqui, Sinto-me sempre (risos).
Eu acho que a comunidade por-
bém não me sinto europeia, nem
espanhola, nem outra coisa, sin-
sente-se português?
fora do país que lhes deu
identidade.
Sinto-me sempre português,
até hoje não troco Portugal por
português tuguesa se integra bem, ao con-
trário das comunidades árabes,
to-me estrangeira em qualquer
lugar que esteja.
Separados por quase França ou outro país. que já não são tão bem vistas, e
às vezes por causa deles também Em Portugal também?
duas décadas represen-
Que dificuldades é que sen- a nossa comunidade sofre, visto Cá também, porque faço este
tam duas maneiras de tiu, quando chegou a França? que somos todos estrangeiros. papel de estrangeira que está nou-
sentir e viver o facto de No princípio, como era novo, tros lugares e conta as histórias
sentia falta de Portugal, depois daquilo que viveu, que é também
serem emigrantes.
a língua também foi complicado ...não me sinto euro- O que a levou a emigrar? o que eu faço lá fora, que falo de
Augusto Nunes é pedrei- porque não sabia falar Francês, Patrícia Cordeiro - As condi- Portugal e de como é viver aqui.
ro em Arcueil, na França, e fui aprendendo. peia, nem espanhola, ções são muito diferentes das que
impulsionaram o meu tio, eu vivo Consideras a tua pátria como
deixou para trás a aldeia
de Lagoa, onde pensa
Sentiu dificuldade em inte- nem outra coisa, num Portugal integrado na união este espaço comum…
grar-se? europeia e num período onde se Sim a minha pátria é este es-
voltar “quanto antes me- Não, eu ainda era jovem e não sinto-me estrangeira fomenta a partilha de estudantes paço todo, este espaço onde se
lhor”, mas os salários, as era nada acanhado, sentia-me à de uma universidade para outra. pode circular livremente, que é
condições e os filhos em vontade, sabia que ninguém me em qualquer lugar Parti para fazer um Erasmus, e
à partida seria um enriquecimen-
Europa. É claro que sou porta-
dora da cultura portuguesa onde
faria mal, também sabia que um
idade escolar vêm adian- dia mais tarde iria voltar para Por-
tugal, uma vez que eu só fui para
que esteja to do meu percurso universitário,
mas no fim dessa experiência tor-
quer que vá.
Ainda estou à procura do lugar
do esse sonho. Sente-se
França para ganhar mais dinheiro. nou-se uma opção de emigração, que será minha casa e não tenho
sempre Português. com um regresso indefinido. ambição que seja em Portugal,
Patrícia Cordeiro acabou E ainda pensa isso? A razão concreta não sei expli- mas não rejeito essa hipótese.
a licenciatura em Barce- Sim, não há dia em que não car, mas no princípio foi o querer
conhecer outros países e ver Sentes a Europa como um
lona e ali ficou para um pense aqui na nossa zona. França, e quiseram logo operar-
me, mas como temia não poder como é que era. espaço comum, sentes então
Master em gestão cultural, Mesmo sabendo que com os vir de férias, optei por vir primeiro que o conceito de emigrante é
pelo meio tem um percur- filhos é mais difícil regressar? a Portugal. Mas logo que regres- E depois do curso? diferente agora?
so em Bolonha, na Itália. Sim… se, sou operado imediatamente. Depois não se sabe, temos Sim porque agora esta questão
Em Portugal muito dificilmente a noção que não existe um tra- da cidadania confunde, porque
Saiu para “ir ver como é”,
E os seus filhos partilham isso aconteceria. balho para a vida toda, como os direitos que se tem aqui e lá
foi ficando. Sente-se cida- dessa mesma ideia? existe para os nossos pais. Pos- fora são iguais.
dã dum espaço comum, O mais velho, se lhe dissesse Onde é que os seus filhos sivelmente existem muitas mais
mas estrangeira em todo que ficava em Portugal, deixava aprenderam português? portas abertas, mas não torna a Sentes mesmo que são
o emprego que tem em França Eles têm lá escola portugue- coisa mais fácil porque torna-se iguais?
o lado. e vinha para aqui, agora o mais sa, embora não fossem muitas um percurso mais instável, torna Em Barcelona quando chega-
novo, como ainda não sabe o horas, mas eu sempre quis que mais difícil a sua gestão e apren- mos a primeira vez, como tinhas
que há-de fazer, já seria mais eles falassem português, pois há der isso é assumir que a vida é bilhete de identidade português
Cipreste - O que o levou a complicado, embora ele viesse muitos que pensam que não vale moldada por circunstâncias ex- circulas tranquilamente, mas por
emigrar? de boa vontade. a pena ensinarem o português ternas em constante mutação. uma questão de segurança tem
Augusto Nunes - O que me le- aos filhos. Se têm a oportunidade que se ir ao consulado registar e
vou a emigrar foi as condições de Quando vem, sente-se aco- de aprenderem as duas línguas Isso põe em causa perspecti- obténs um número de identifica-
vida aqui, primeiro porque elas lhido? é sempre vantajoso que apren- vas de futuro? ção de estrangeiro. Nesse edifí-
eram muito más, havia poucas Sim, sinto-me sempre bem aco- dam, nem que seja em casa. Sim… obviamente, uma pes- cio há duas secções, uma para
vantagens. O meu pai esteve em lhido, principalmente pela família. soa que esteve lá fora e ultra- os cidadãos da União Europeia
Angola e viemos no 25 de Abril, As pessoas do meu tempo que Já lhe aconteceu, por exem- passou os primeiros obstáculos, e outra para os cidadãos extra-
tinha eu 8 anos, comecei a tra- ficaram por cá também não tenho plo, ir ao médico e o médico pensa que pode mudar outra vez comunitários, nessa divisão dos
balhar por aqui nas obras, mas razões de queixa, talvez me con- ser português? porque já viveu isso, mas cria-se extra-comunitários havia uma
quando surgiu a oportunidade de siderem um francês, mas até hoje Por acaso ainda não, mas hou- alguma instabilidade. fila enorme que dava volta ao
ir para França, acabei por ir, tinha sempre fui bem recebido. ve uma situação que foi com um quarteirão, e tu como cidadão
eu 20 anos. O que eu espero é voltar para monitor da “Auto-escola”, era o De imediato irás procurar fu- europeu entras na outra porta ao
Portugal, mais tarde ou mais cedo, meu exame de condução, e sou- turo profissional onde? lado, sentaste numa cadeira con-
Nunca pensou em voltar? mas quanto mais cedo melhor. be que ele era português, porque Este ano procurarei em Espanha, fortável e esperas porque estás
Eu quero voltar. Mas voltar, Mesmo sabendo que há coi- ele disse-me para virar á esquer- depois não sei ainda, mas prova- a reclamar um direito, enquanto
agora, só se não tivesse filhos. sas que lá são muito melhores. da, em francês, e como não re- velmente não será em Portugal. que os outros estão a pedir um
Exemplo disso foi um problema agi logo, ele disse-me para virar favor… n
Porquê? de saúde que tive, agora em á esquerda mas em português, Sentes-te emigrante? Rui Miranda
| Cipreste |15 de Agosto 2009 | 21
Macedo com VIDA” durante cinco dias de Agosto, todos os transmontanos, emigrantes
ou não, a conviverem da animação gratuita no jardim 1º de Maio, em frente à Câmara
Municipal. As habituais festividades de Agosto prometem sempre “muita animação”,
mas também a tradicional Feira de Antiguidades e, este ano, o evento é conjugado com
o Voleibol de Praia, que se realiza na Albufeira do Azibo.

Morais Olé!!!
Cultura
Touros atraem muito publico
A
aldeia de Morais, em sentação em Portugal, este ano. Paulo Pessoa de Carvalho, que
Macedo de Cavaleiros, Depois de um percurso em Espa- lembrou que “não sendo um es-
recebeu a 1ª Grande nha, onde não faltaram aplausos, pectáculo conhecido, as pesso-
Corrida de Touros Nossa Senho- Ana Rita brilhou na arena de Mo- as nem sempre se entregam da
ra da Oliveira, inserida nas festas rais. “O público foi maravilhoso”, mesma maneira”. Mas, a entrega
em louvor da padroeira. Cerca de comentou a toureira, que mesmo foi total, mesmo para os mais
duas mil pessoas compareceram com algum receio de falhar foi cépticos que só acreditaram que
ao chamamento e viram em Mo- certeira na pontaria e nos ferros. o evento se realizava quando
rais encher a Praça de Touros, Proezas que já fez em Espanha, começaram a ver a arena a ser
construída para o efeito, no cam- onde por exemplo em Marbella montada.
po do Santo André. cortou duas orelhas e saiu em Joaquim Bastinhas, Telles
Com nomes conhecidos da ombros. Bastos e Ana Rita passaram
tauromaquia nacional, como Jo- Os objectivos não falharam duas vezes pela arena, intervala-
aquim Bastinhas e Telles Bastos, e a praça de touros estava pra- dos com a pega dos respectivos
esta corrida contou ainda com ticamente cheia, o que admirou touros pelo Grupo de Forcados
uma participação feminina, para o empresário responsável pela de Montemor. n
a qual foi mesmo a primeira apre- vinda destes toureiros a Morais, M.M

Discurso Directo
Gilberto Abílio
Constantino José Oliveira
Marisa (Macedo de Cavaleiros) (Pinela – Bragança)
(Mirandela)
Está a ser muito bom. Ao vivo Estou a achar a coisa mais
Acho que está a correr muito é a primeira vez. Podem conti- ou menos, os touros são um
bem. Está fantástico. É a pri- nuar. Sou de Macedo de Cava- pouco pequeninos. Mas, tem
meira vez que vejo uma corri- leiros e vim de propósito para estado bem. Venho sempre a
da de Touros ao vivo, sem pa- ver a corrida. Acho que devem todos os sítios onde haja cor-
lavras, é único, principalmente é fazer mais senão até morre- ridas. Gosto imenso e as que
a Ana Rita a tourear. Vim de mos aqui para Trás-os-Montes. houver pela região, só se não
propósito para esta corrida Isto dá ânimo às pessoas. puder é que não vou. Ana Rita as mulheres também lidam

Segada à moda antiga

Morais recorda tradição


A
cegada e a malhada
dos cereais foi, pelo
quarto ano consecutivo,
revivida na freguesia de Morais,
em Macedo de Cavaleiros. Hoje
uma tradição, ontem um hábito
que marcou a vida de muitos ha-
bitantes que compõem a fregue-
sia. Inácia Veiguinha é apenas um
exemplo. Somente com 14 anos
quando fez a sua primeira jeira,
foi com tenra idade que ainda o
dia apenas ameaçava acordar já
Inácia estava preparada para co-
meçar a trabalhar. Ganhava, por
dia, doze escudos, que revertiam
na totalidade para a família, afinal
era para ajudar em casa que já
Tradição Suar por gosto, não cansa
trabalhava. “Tão contente que fi-
cava”, lembra os tempos de há 40 Também o marido está ligado início à Cegada e à Malha dos
anos. Depois trocava-se saca de à história da malha dos cereais. Cereais, que já vai na quarta
trigo por duas de sal. Sacas que Até há oito anos a malhadeira edição, agora realizada a par da
eram, na altura, em linho. “Dantes que possuia era incansável, ou Feira do Pão, que já conta com
era tudo mais bonito”, afirma. não fosse 12% da produção re- a sua segunda edição. É ainda
Como era tão nova, o próprio verter para si. “Dormia nas eiras uma forma de “mostrar aos mais
responsável pela cegada fazia junto da malhadeira”, recorda. novos aquilo que nunca viram”,
questão de a mandar à “água E porque esta tradição con- acrescenta.
fresquinha” a umas hortas, por tinua tão presente e tão viva na Em Morais estiveram expos-
forma a matar a sede às compa- memória das gentes de Morais, tos vários produtos típicos como
nheiras e de lhe dar um pouco de Mário Teles, presidente da Junta o pão, o mel e o artesanato. n
descanso a ela. de Freguesia local, decidiu dar MIguel Midões
22 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste | Cultura

Festa do Emigrante
M
acedo tem festas anos, que não pagam bilhete, e
em Agosto, durante nos sócios da associação.
quatro dias a Festa O responsável pela organi-
Transmontana do Emigrante dá zação afirma que a adesão do
animação à cidade. Pouco de- público tem vindo a crescer de
pois é vez do Macedo Comvida. ano para ano e que o evento
Entre 7 e 10 de Agosto o Par- está a afirmar-se na continuida-
que Municipal de Exposições de.
foi palco da V Festa Transmon- Ainda segundo a mesma
tana do Emigrante. Seguindo fonte, a maioria das entradas
o modelo de anos anteriores o eram pessoas emigrantes. O
recinto propunha vários diverti- facto das entradas serem a um
mentos, para os mais pequenos euro, não permite grandes or-
vários insuflaveis, elásticos e çamentos para o evento, mas o
matraquilhos humanos, para os cartaz de artistas é dimensiona-
mais afoitos a proposta era uma do à mesma escala, o que per-
escalada seguida de descida mite um equilibrio nas contas.
em rapel, carrinhos de choque e António Cunha, à nossa re-
o salta montes. Este último foi, portagem, salientou o contributo
provavelmente, a diversão mais da Rádio Onda Livre na organi-
solicitada pelo público. zação do evento já que, afirma,
Os automóveis também já assim foi possivel contar com
são tradição no evento, o encon- artistas a um preço mais aces-
tro de tuning, que se realizou no sível.
sábado e o passeio de clássicos Adrenalina diversões de adrenalina foram as mais procuradas Esta edição contou com o
no domingo também atrairam ao palco subiram artistas popu- da ACIMC, entidade organiza- visitantes. O número é estimado patrocinio da autarquia de Ma-
aficionados das quatro rodas. lares portugueses. dora, estima que tenham esta- uma vez que não há controle cedo de Cavaleiros. n
A música também fez festa e António Cunha presidente do no recinto entre 15 a 20 mil nas entradas de crianças até 12 Rui Miranda

GRFCPMC
Arte ao vento
Macedenses
Macedo mais colorido encantam Klaipéda

Rancho danças transmontanas no norte da europa

O
Grupo Cultural e Re- além dos muitos espectáculos
creativo da Casa do que foi dando nas ruas. “Carinho-
Povo de Macedo de samente aplaudido e muito visto
Cavaleiros participou na última pelos lituanos”, frisa o autarca.
edição da Européade, que já vai Neste encontro houve ainda o
na sua 46ª. Para os macedenses desfile de 3km pelas ruas de Klai-
foi a 25ª presença neste encontro péda, considerado o ponto alto do
Lençois coloridos várias técnicas e motivos nas varandas de Macedo internacional de Arte e Cultura Po- evento, no qual participaram 200
pular, que se realiza a nível euro- grupos, num total de cinco mil par-

A
té ao próximo dia 16 do Centro Cultural. arte à população, em vez de ser peu. O país de acolhimento este ticipantes.
de Agosto, as janelas Sílvia Garcia, vereadora da a população a procurar a arte. ano foi a Lituânia e foi na cidade “Cor e som, com os vários
da cidade de Macedo Educação e Cultura, na Câmara “Mesmo que as pessoas não te- de Kaipéda que os maceden- grupos que ao longo da rua vão
de Cavaleiros, principalmente as Municipal de Macedo de Cava- nham interesse ou não tenham ses desfilaram. A convite, Duarte dançando”, um cenário difícil de
do centro, vão estar mais colori- leiros, adianta que a autarquia disponibilidade vão acabar por Moreno acompanhou o grupo. O imaginar, segundo Duarte More-
das. A mostra denominada “Arte abraçou o projecto porque, ao fazê-lo ao circular pelas ruas de vice-presidente da Câmara Mu- no, porque “quando uns estão a
ao Vento” reúne pintores nacio- longo do ano, as exposições Macedo”, afirma. nicipal de Macedo, refere que a chegar, ainda outros estão a sair
nais, mas sobretudo estrangei- que Macedo acolhe são mais O segundo objectivo desta participação do Grupo Cultural e do percurso”.
ros, sendo Susana Piteira a úni- viradas para a escultura e não exposição é o facto de permitir Recreativo da Casa do Povo de No próximo ano está garan-
ca portuguesa. Desde o dia 24 para a pintura, devido ao espaço recuperar uma tradição, que ou- Macedo de Cavaleiros foi “exce- tida a presença do grupo mace-
de Julho que vários prédios de do Centro Cultural. Esta forma trora era bastante marcada em lente”, até porque o grupo é “re- dense, em Itália, na 47ª Européa-
Macedo exibem telas de gran- de “dar a conhecer outros artis- Macedo: “o de colocar colchas conhecido internacionalmente” e de, sendo ainda desconhecida a
des dimensões, que não teriam tas aos macedenses”, é para a nas janelas em dias de festa”. n por isso foi convidado a participar cidade. n
cabido na sala de Exposições vereadora uma forma de levar a Miguel Midões no espectáculo de abertura, para M.M.
Suaves | Cipreste |15 de Agosto 2009 | 23

Sabia que... Macedo no seu melhor

Fátima Felgueiras, a Presidente da Câmara de Felgueiras,


é inocente no caso dos subsídios ao clube de futebol. Assim
têm determinado as sentenças nos sucessivos casos em que
se encontra envolvida.

Onde há fumo nem sempre há fogo. Viva a Justiça Portu-


guesa!

Ali perto da Junta de Freguesia de Macedo a estrada já tem


piso novo. Foram os carros da Especial de Rally que o estrea-
ram. Quando é a próxima prova?

Denunciar vale a pena. O Cipreste já conseguiu que fossem


alteradas duas anomalias apresentadas na secção “Macedo no
seu melhor”. Falamos da vala no bairro S. Francisco e no rasgo
Esta imagem é repetida neste jornal, bem sabemos, mas também os utentes do serviço de trans-
da estrada da r. Damião de Góis. Ficamos todos a ganhar. Da
portes que repetidamente ali se deslocam encontram sempre as mesmas condições: nenhumas.
nossa parte aqui fica o reconhecimento aos responsáveis.

Reciclar é preciso. Senão é por si, que seja pelos seus


filhos.

A Barragem do Azibo já tem um corpo de vigilantes perma-


nente activo. Se estiver por lá à noite e lhe for apontada a luz
de uma lanterna, não se preocupe, “é a segurança”.

Pode acampar na Barragem do Azibo. Desde que ninguém


o veja…

…a Estalagem do Caçador abriu. Mas só para os actores,


no dia 8…

Fizeram um piquenique no bar das piscinas. Mas foi de ma-


drugada e arrombaram a porta, de resto levaram 80 euros, e ali
ficaram a comer gelados, bolicaus…

Sudoku Lixeira na estrada de Vale da Porca. Passados tantos anos ainda há quem não saiba que Macedo
tem um ecocentro.

Regras sudoku 3 7 8 1 9 4 5 2 6
O objectivo do Sudoku e preencher os quadrados vazios com números 1 5 6 3 2 7 9 8 4
4 2 9 6 8 5 3 1 7
entre 1 e 9:
2 3 1 5 7 6 8 4 9
1. um número só pode aparecer apenas uma vez em cada linha; 9 4 5 8 3 2 7 6 1
2. um número só pode aparecer apenas uma vez em cada coluna; 8 6 7 4 1 9 2 3 5
Se não consegue ler a placa nós damos uma ajuda: “ambulâncias 6 lugares”. Será que é utilizado
3. um número só pode aparecer apenas uma vez em cada quadro de 3x3. 7 1 2 9 4 8 6 5 3

Solução mês anterior


6
5
9
8
3
4
2
7
5
6
1
3
4
1
7
9
8
2
só por pessoas que não sabem ler?

Porquê assinar o Cipreste? Assine o Cipreste


Porque este jornal é seu. Jornal Informativo de Macedo de Cavaleiros
É de quem o lê, de quem colabora e escreve, de todos os
Assinatura Anual Portugal: 10.00 Euros Europa: 20.00 Euros
que acreditam que a liberdade de expressão é fundamental
para uma comunidade mais justa, equilibrada e apta. Nome:
É ao público e leitores que compete decidir se vale a pena
Macedo ter um jornal ou não. Morada:
Pela nossa parte compete-nos fazê-lo. Código Postal: Telefone:
Da sua parte, lê-lo, apreciá-lo, comentá-lo, discuti-lo, discordá-lo.
Mas para que isso seja uma relação duradoura precisamos Junto Envio: Cheque nº s/Banco
que todos colaborem, ao assiná-lo, com 10 euros por ano,
está também a fazer a sua parte. Vale de Correio nº
Se isso acontecer nós cumpriremos a nossa. Para: Nota: cheques e vales do correio devem ser passados à ordem de:
Cipreste Edições Imaginarium, Lda.
Também o pode fazer através do nosso sitio da Internet: Edifício Translande Lj 49 - 5340 Macedo de Cavaleiros
www.jornalcipreste.com
24 | 15 de Agosto 2009 | Cipreste | Última

Golfe

Uma modalidade a nascer e a


descobrir

Vortis nonse doluptating exer si tionsequat.Rosto

Golfe, e que apenas o pode Como tudo ainda está de- Para Laurentino Dias falar

A
inda é difícil apre- atenção as garantias ecológi-
sentar um prazo fazer no Algarve, onde se cas. pendente de uma candidatura em Campo de Golfe não signi-
porque nem a au- encontra a maior parte dos Beraldino Pinto, presidente ao QREN (Quadro de Refe- fica que se tenha de falar em
tarquia, nem mesmo o go- campos. Todos eles privados, da Câmara Municipal de Ma- rência Estratégico Nacional), alojamento, pois na opinião
verno, sabem quando estará apenas ultimamente o gover- cedo, sublinha as declarações é difícil para os responsáveis do secretário de Estado este
a funcionar o Ecocampo de no decidiu apostar na modali- do governante e refere que avançarem com qualquer data segundo aspecto pode apare-
Golfe do Azibo, mas sabe-se dade estando praticamente a quem conhece o sítio sabe de início de obra no terreno, cer depois de implementado o
que daqui a uns tempos será finalizar o primeiro, situado no que “ a intervenção no terreno muito menos a da sua abertu- primeiro. Acrescentou ainda
mais uma oferta da Paisagem Jamor, sendo o de Macedo de é mínima”, pois será aprovei- ra ao público. “Está a ser exe- que o Campo de Golfe será
Protegida. Pelo menos foi com Cavaleiros o segundo campo tado o relevo existente e man- cutado o projecto com o gabi- feito com investimento público
essa finalidade que Lauren- de Golfe em Portugal. tidas todas as espécies de flo- nete da FPG e esperamos ter (75% comparticipado pelo Es-
tino Dias, secretário de Esta- ra que são autóctones. em cuto prazo o projecto de tado), mas que o alojamento/
do da Juventude e Desporto, Condições ambientais Por norma, os campos de execução, mas depois esta- hotelaria terá sempre de surgir
esteve na última semana de salvaguardadas Golfe são sujeitos a regras mos dependentes da candida- de investimento de privados.
Julho, em Macedo de Cava- exaustivas e também à colo- tura ao QREN”, frisa Beraldino Contudo, fez questão de lem-
leiros. Instituto do Desporto “Os campos de Golfe são, cação de produtos químicos Pinto. brar que essa pasta também
de Portugal (IDP), Federação por natureza, infra-estruturas para a manutenção da relva, O autarca lembra que esta não é a sua, e por isso não
Portuguesa de Golfe (FPG) e que são objecto de estudos mas ao que parece governo e é uma obra que precisa de tem qualquer responsabilida-
Câmara Municipal de Macedo apurados e exaustivos”, frisou autarquia têm tudo salvaguar- tempo, que só depois da can- de no assunto. “Cada coisa a
assinaram um protocolo com o secretário de Estado aquan- dado. didatura é que poderá avançar seu tempo e a cada um a sua
vista à construção do campo do da assinatura do protoco- um prazo de conclusão. responsabilidade”, atalhou. n
de Golfe, que terá numa pri- lo. Laurentino Dias lembrou Não há data de
meira fase 9 buracos e poste- também que o campo terá em abertura Alojamento: entrave? Miguel Midões
riormente outros nove, e ain-
da também à criação de uma
Academia de Golfe na cidade, Pousada da juventude longe
com a finalidade de começar
a contextualizar a população O secretário de Estado garantiu, no dia de assinatura do protocolo para a instalação do campo
com a modalidade. de golfe, que a antiga residência de estudantes de Macedo não será convertida, remodelada e aber-
ta como uma unidade do género. Laurentino Dias adiantou que não há fundos para a construção
O interesse é turístico e
de raíz ou mesmo melhoramentos de edifícios que conduzam a Pousadas da Juventude e que o
económico, pretendendo-se quadro de financiamento para as mesmas já está fechado. Em Portugal há 50 estruturas do género,
chamar outro tipo de turis- espalhadas por todo o território nacional, e foi o próprio secretário de Estado que, há meses, em
ta que chega todos os anos Macedo, deu alento em relação a esta questão, mostrando que seria possível o aproveitamento do
a Portugal, cerca de 300 mil, edifício.
para praticar exclusivamente