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Sugestões de atividades com quadrinhos sobre Proclamação da República no Brasil

Sugestões de atividades com quadrinhos sobre Proclamação da República no Brasil

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Atividades sobre proclamação da república
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Sugestões de atividades com quadrinhos sobre Proclamação da República do Brasil (Do ensino fundamental ao Médio

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Natania A. Silva Nogueira Professora de História da Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado

A Proclamação da República (Texto introdutório do tema)
A proclamação do regime republicano brasileiro aconteceu em decorrência da crise do poder imperial, ascensão de novas correntes de pensamento político e interesse de determinados grupos sociais. Aos fins do Segundo Reinado, o governo de Dom Pedro II enfrentou esse quadro de tensões responsável pela queda da monarquia. Mesmo buscando uma posição política conciliadora, Dom Pedro II não conseguia intermediar os interesses confiantes dos diferentes grupos sociais do país. A questão da escravidão era um dos maiores campos dessa tensão político-ideológica. Os intelectuais, militares e os órgãos de imprensa defendiam a abolição como uma necessidade primordial dentro do processo de modernização sócio-econômica do país. Por um lado, os fazendeiros da oligarquia nordestina e sulista faziam oposição ao fim da escravidão e, no máximo, admitiam-na com a concessão de indenizações do governo. De outro, os cafeicultores do Oeste Paulista apoiavam a implementação da mão-de-obra assalariada no Brasil. Durante todo o Segundo Reinado essa questão se arrastou e ficou presa ao decreto de leis de pouco efeito prático. Os abolicionistas, que associavam a escravidão ao atraso do país, acabavam por também colocar o regime monárquico junto a essa mesma idéia. É nesse contexto que as idéias republicanas ganham espaço. O Brasil, única nação americana monarquista, se transformou num palco de uma grande campanha republicana apoiada por diferentes setores da sociedade. A partir disso, observamos a perda das bases políticas que apoiavam Dom Pedro II. Até mesmo os setores mais conservadores, com a abrupta aprovação da Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, começaram a ver a monarquia como um regime incapaz de atender os seus interesses. A Igreja, setor de grande influência ideológica, também passou a engrossar a fila daqueles que maldiziam o poder imperial. Tudo isso devido à crise nas relações entre os clérigos e Dom Pedro II. Naquela época, de acordo com a constituição do país, a Igreja era subordinada ao Estado por meio do regime de padroado. Nesse regime, o imperador tinha o poder de nomear padres bispos e cardeais. Em 1864, o Vaticano resolveu proibir a existência de párocos ligados à maçonaria. Valendo-se do regime do padroado, Dom Pedro II, que era maçom, desacatou a ordem papal e repudiou aqueles que seguiram as ordens do papa Pio IX. Mesmo anulando as punições dirigidas aos bispos fiéis ao papa, D. Pedro II foi declarado autoritário e infiel ao cristianismo. Ao mesmo tempo, alguns representantes do poder militar do Brasil

começaram a ganhar certa relevância política. Com a vitória na Guerra do Paraguai, o oficialato alcançou prestígio e muitos jovens de classes médias e populares passaram a ingressar no Exército. As instituições militares dessa época também foram influenciadas pelo pensamento positivista, que defendia a “ordem” como caminho indispensável para o “progresso”. Desta forma, os oficiais – que já se julgavam uma classe desprestigiada pelo poder imperial – compreendiam que o rigor e a organização dos militares poderiam ser úteis na resolução dos problemas do país. Os militares passaram a se opor ferrenhamente a Dom Pedro II, chegando a repudiar ordens imperiais e realizar críticas ao governo nos meios de comunicação. Em 1873, foram criados o Partido Republicano e o Partido Republicano Paulista. Aproximando-se dos militares insatisfeitos, os republicanos organizaram o golpe de Estado contra a monarquia. Nos fins de 1889, sob fortes suspeitas que Dom Pedro II iria retaliar os militares, o marechal Deodoro da Fonseca mobilizou suas tropas, que promoveram um cerco aos ministros imperiais e exigiram a deposição do rei. Em 15 de novembro daquele ano, o republicano José do Patrocínio oficializou a proclamação da República. (Capturado em: http://www.mundoeducacao.com.br/historiadobrasil/proclamacaorepublica.htm, acesso em 10/11/2009)

APRESENTANDO OS PERSONAGENS:

Sugestão: quadrinhos da Turma da Mônica são recomendados para introduzir o tema no ensino fundamental até o 7º ano. Comece contando a história da proclamação – que não tem que ser necessariamente o texto acima sugerido – e depois apresente seus principais personagens.

Volte no tempo, falando sobre os movimentos que antecederam a Proclamação e que também desejavam implantar a República no Brasil. Para isso o professor pode usar os fragmentos de quadrinhos abaixo e a partir deles montar atividades, de acordo com a turma para a qual está explicando o conteúdo:

Observação: usar este tipo de quadrinhos é ideal para estas turmas, que ainda não tiveram contato com este conteúdo nas aulas de história, pois facilita o entendimento do aluno.

O que é uma monarquia?

Curiosidades sobre a República

Atividades que podem ser usadas

Observação: o professor pode usar estas atividades sem problemas, mas deve também criar as suas, a partir daquilo que foi trabalhado com seus alunos. Para professores de educação infantil, o tema também pode ser abordado, no caso, as atividades são mais simples, como desenhos para colorir, apresentando personagens, ou mesmo jogo dos sete erros, se o professor achar que os alunos não terão dificuldades. Seguem outras sugestões de atividades

Para alunos do 8º ano ao ensino médio, seguem alguns fragmentos de quadrinhos que podem ser usados para montar atividades e mesmo avaliações sobre o tema.

As duas página acima, foram retiradas de uma HQ as EBAL, publicada em 1971, elas ilustram a crise do Império, com uma reunião do movimento republicano, o último baile do Império e já mostra os indícios da crise. Comente os quadros com os alunos. É bom lembrar que se trata de uma visão oficial do evento, o que pode, por si só gerar um outro debate.

Aqui, temos a questão servil e a abolição da escravidão, temas que podem ser debatidos amplamente com os alunos.

Esta página mostra o início do Golpe, e tem um dado interessante: sempre se lê que não se soltou um só tiro durante a proclamação. Interessante que o último quadro mostra o contrário. Mas é uma visão oficial, que mostra os monarquistas desesperados apelando para a violência.

A deposição do ministério: Deodoro sempre apresentado como pessoa calma e serena. Bem diferente do Deodoro Presidente, que enfrentou o congresso e teve que entregar a presidência a seu vice, Floriano Peixoto.

Os quadrinhos que se seguem, mostram uma visão crítica da proclamação e foram retirados da HQ da Historiadora Lilia Moritz Schiwarcz, ilustrada pelo cartunista Angeli. As páginas a seguir referem-se à questão militar e a questão religiosa

O Quadro acima é interessante para se propor um debate com os alunos. Seria bom pedir que eles dissertassem sobre ele.

Ótimo quadro para iniciar debate ou introduzir questões durante uma avaliação.

Fontes: ANÍSIO, Pedro. A proclamação da República em quadrinhos. Rio de Janeiro, EBAL, 1971 SCHWARCX, Lilia Moritz. Cai o Império! República vou ver. São Paulo, ed. Brasiliense, 1995. SOUSA, Maurício. Você sabia? Turma da Mônica: Proclamação da República. São Paulo, Ed. Globo, 2003.

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