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MATERIAL DE HISTÓRIA PARA O 6º ANO DO ENSINO

FUNDAMENTAL

ADAPTADO DE ACORDO COM O CBC DE MINAS GERAIS

Autora:
Natania A.da Silva Nogueira
Escola Municipal Judith Lintz
Guedes Machado - 2º edição -
(Revisada e ampliada em janeiro
de 2011 - ainda não está
totalmente de acordo com a nova
norma ortográfica) .

Ano – 2011
2

INDICE

I – INTRODUZINDO O ESTUDO DA HISTÓRIA 03

II - A PRÉ-HISTÓRIA 15

III - AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES 23


41
IV – AS CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS

V - AS GRANDES NAVEGAÇÕES E GRANDES DESCOBERTAS 64

VI - A OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO 71

VII - HISTÓRIA LOCAL 77


3
I – INTRODUZINDO O ESTUDO DA HISTÓRIA

• O que é História?

História é tudo o que está relacionado à presença, às atividades, as


maneiras de ser das pessoas. Também é dado outro sentido: História,
ciência que estuda a vida humana através do tempo. O estudo da história
pode servir a diferentes finalidades, que variam conforme o ponto de vista.
Historiador é a pessoa que interpreta os fatos históricos ou experiências
humanas com ajuda dos registros deixados de um povo. Em história há
tempos de curta, média e longa duração. Curta duração é aquele que passa
imediatamente. Média duração é um fato no nosso tempo. E longa duração
é aquele que ocorreu há muito tempo atrás.

• Porque estudamos História?

Estudamos história para aprender a questionar e refletir sobre


acontecimentos que já aconteceram como forma de melhorar nosso
entendimento sobre a realidade. A partir deste questionamento passamos a
construir nosso conhecimento e a fazer melhor uso do conjunto da
experiência e conhecimento humanos, passados de geração a geração.

• Como dividimos o estudo da História?

A história começa quando os homens encontram os elementos de sua


existência nas realizações de seus antepassados. Do ponto de vista europeu,
divide-se em cinco grandes períodos: Pré-história, Antiguidade, Idade
Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.
4
As ciências auxiliares da História

Para estudar a história, os historiadores precisam da ajuda de outros


cientistas, que também trabalham com o passado. Dos mais importantes
auxiliares dos historiadores, estão:
• Os arqueólogos: eles escavam a terra, entram em cavernas,
mergulham em mares de rios em busca de vestígios. Os arqueólogos
trabalham com o que chamamos de cultura material. Cultura material
é tudo aquilo que foi produzido pelo homem ou que marca a presença
dele em determinado local. Por exemplo: pedaços de cerâmica,
objetos pessoas, construções antigas ou restos delas;
• Os paleontólogos: estudo os fósseis, restos de animais, como
dinossauros ou de plantas que com o tempo foram fossilizadas
(transformadas em pedra ou em algum outro tipo de matéria
orgânica);
• Os antropólogos: eles estudam as sociedades humanas e, em
alguns casos, os restos humanos, como esqueletos, múmias, que são
encontrados pelos arqueólogos em suas escavações.
• Geólogo: estuda a historia da terra, das rochas, das montanhas.
Ele é capaz de dizer quando um fenômeno natural como um terremoto
ou a erupção de vulcão ocorreram e quais foram os estragos causados,
apenas analisando camadas de rocha e terra.

Com a ajuda dos documentos produzidos por estes cientistas o Historiador


analisa as informações e reconstitui a história de uma pessoa, de um povo,
de uma época. É um trabalho muito lento e longo, que é feito a cada dia. A
história é, portanto, uma ciência dinâmica e que caminha junto com outras
ciências.

Os Tipos de História
Há muitos tipos de história, mas três são considerada mais importantes:
1. A HISTÓRIA CIÊNCIA: aquela baseada em pesquisas científicas e que
nós estudamos nos livros de história;
2. A HISTÓRIA DE FICÇÃO: aquela usada para se fazer romances, filmes,
novelas, histórias em quadrinhos. São histórias não verdadeiras, mas
que não são mentiras, pois quando elas são criadas é para divertir e
não para enganar as pessoas;
3. A HISTÓRIA DE VIDA: é a nossa história, a história de cada pessoa que
caminha sobre a terra.
5
A CONTAGEM DO TEMPO HISTÓRICO

A contagem das épocas ou eras da História varia segundo o parâmetro de


cada civilização. Desde a Antiguidade, os povos adotam diferentes sistemas
para a contagem do tempo anual (calendário) e, posteriormente, para o
início de sua própria história (era). Hoje o calendário cristão é
predominante, mas ainda subsistem os calendários hebreu, chinês e
muçulmano.

Primeiro calendário - Surge no Egito Antigo em cerca de 3.000 a.C.


Considera as fases da Lua e divide o ano em 12 meses de 29 ou 30 dias.

Calendário hebreu- O ano 1 da era judaica corresponde a 3.761 a.C. Em


setembro de 1995 começa o ano 5756 dos judeus. Seu calendário é
lunissolar (considera o Sol e a Lua), com ano médio de 356,246 dias e meses
de 29 ou 30 dias.

Calendário chinês- É lunissolar e comporta dois ciclos: um de 12 anos (de


354 ou 355 dias, ou 12 meses lunares) e um de sete anos (com anos de 383
ou 384 dias, ou 13 meses). Os anos do primeiro ciclo têm nomes de animais:
rato, boi, tigre, lebre, dragão, serpente, cavalo, cabra, macaco, galo,
cachorro e porco.

Calendário cristão - É proposto em 525 pelo historiador grego Dionísio, o


Menor, para pôr fim à desordem dos diversos sistemas de contagem
cronológica então empregados. Calculando a data da Páscoa cristã, Dionísio
toma o nascimento de Jesus Cristo como ano 1 do século I, tendo por base o
calendário juliano. Os períodos e acontecimentos anteriores a isso passam a
ser datados com a sigla a.C. (antes de Cristo) e contados de trás para
diante.

Era cristã - O calendário cristão é adotado no ocidente a partir do século


VI. No século X a era cristã é oficializada pela Igreja Romana e introduzida
na Igreja bizantina. No final do século XIX, quando a contagem cronológica
da História pelo sistema de Dionísio já está difundida e uniformizada pelo
mundo, descobre-se um erro de cálculo. Cristo nasce, segundo a moderna
historiografia, no ano 4 a.C.
6

Atividades

1 - Relacione palavras e imagens:

1 – História ficção ( )

2 – História ciência ( )

3 - Paleontólogo ( )

4 - Geólogo ( )
7

5 - Antropólogo ( )
8

2 - Resolva os seguintes problemas:

a - Um fóssil de um ancestral do homem foi encontrado numa caverna e


seus ossos possuem mais de 200 mil anos. Este Homens viveu num período
antes ou depois de Cristo? Justifique sua resposta:
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

b - Um grande rei nasceu no ano 344 a.C. Se ele estivesse vivo até os hoje,
quantos anos ele teria?
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

3 – Sobre os arqueólogos, responda:


a) Como o arqueólogo trabalha?
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

b) Geralmente, onde o arqueólogo encontra os vestígios (objetos produzidos


pelo ser humano) mais antigos?
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
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APRENDENDO A CONTAR O TEMPO POR MEIO DOS SÉCULOS

O tempo histórico é normalmente agrupado em séculos. Cada século tem


100 anos e passa a ser contado a partir do ano 01. Para sabermos a qual
século corresponde um determinado ano, basta fazer um cálculo muito
simples. Nós pegamos um ano, acrescentamos 01 à sua centena e o
resultado é o século que buscamos. EX:

1356
+1__
14 = XIV
Os séculos são representados por algarismos romanos. Assim o século 14 =
XIV

1 - A partir destas informações, faça a conversão de anos para séculos, na


tabela abaixo:

Anos Século Anos


Séculos
01 - 100 1001 – 1100
101 – 200 1101 – 1200
201 – 300 1201 – 1300
301 – 400 1301 – 1400
401 – 500 1401 – 1500
501 – 600 1501 – 1600
601 – 700 1601 – 1700
701 – 800 1701 - 1800
801 – 900 1801 – 1900
901 – 1000 1901 - 2000
2001 - 2100

2 – Siga o exemplo descubra a que século pertence os anos abaixo:


1134= XII 1100= 434=
1567= 890= 2001=
1300= 84= 587=
1678= 1000= 434=
1790= 1340= 1888=
234= 1123= 587=
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11

O SURGIMENTO DA VIDA NA TERRA

Não se sabe ao certo quando surgiu a vida na terra, mas os cientistas


acreditam que tudo tenha começado na água, onde teriam se desenvolvido
desenvolveram os primeiros microorganismos. Os microorganismos são
seres muito pequenos que não podem ser vistos a olho nu e, para enxergá-
los, precisa-se da ajuda de um microscópio.

Dentre os seres microscópicos, tem-se as BACTÉRIAS, alguns FUNGOS


(leveduras e bolores), os PROTOZOÁRIOS, as ALGAS microscópicas e os
VÍRUS (estes últimos são tão pequenos que para enxergá-los é preciso usar
microscópio eletrônico).

Os microrganismos encontram-se distribuídos em praticamente todos os


lugares da natureza. Estão no ar, na água (mares, rios, lagos e água
subterrânea) e no solo. Veja abaixo alguns exemplos de microorganismos.

Fonte: http://baraodemel.blogspot.com/2010_04_25_archive.html

Alguns desses primeiros seres vivos passaram por milhões e milhões de anos
de evolução e acabaram dando origem às espécies animais que ocuparam
nosso planeta. Leia a história em quadrinhos abaixo e entenda melhor como
tudo aconteceu.
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Fonte: Portal da Turma da Mônica


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Atividades:

1 – O que são microorganismos?


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2 – Que tipo de microorganismos existem?


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3 – Após ler a história em quadrinhos do Horácio, descreva de forma


resumida como supostamente nasceu o primeiro ser vivo do nosso planeta:
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
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_________________________________________________________________
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4 – Onde este ser unicelular vivia?


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5- Explique como um único ser vivo pode ter dado origem a outros seres,
todos tão diferentes:
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6 – Caça palavras:

R T X B R U J K L M Procure as seguintes
S H H I S T O R I A Palavras:
U N I C E L U L A R 1 - Povoar
R E T W R A I R T Y 2 - Evolução
F Z V E T Z Q A M S 3 - Unicelular
A X P O V O A R A D 4 - Oceano
S C Y C L Q I G R K 5 - História
D V U E G U L Y B E
G B I A J W Ç F X O
L N O N K T F A T K
B U P O A U H L O J
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II - A PRÉ-HISTÓRIA

Vamos falar um pouco da PRÉ-HISTÓRIA, que é um dos períodos mais longos


da história da humanindade, com mais de 3 milhões de anos. Este período
se divide em três partes: Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais.

A Pré-História começa com o surgimento do ser humano e termina com a


invenção da escrita. Neste período os dinossauros já não caminhavam mais
pela terra e, portanto, nossos ancestrais nunca chegaram a serem
devorados por um Tiranossauro Rex.

Muitas vezes, quando assistimos a um filme, a um desenho animado ou


mesmo lemos uma revista em quadrinhos, podem aparecer homens pré-
históricos perseguidos por dinossauros. Isto se chama licença poética. É
quando um escritor cria uma história onde ele mistura personagens reais
com imaginários, utiliza elementos da história sem respeitar o tempo de
cada coisa.

Assim, temos que prestar atenção para não confundir história real com
ficção e mostrar que somos craques em interpretação, pois entender as
informações contidas em filmes, histórias em quadrinhos, livros de romance
e encenações de teatro são formas de ler a realidade na qual vivemos.
Assim, interpretar é entender a mensagem que nos passam em uma
conversa, em uma novela, em um programa de rádio, no livro escolar, etc.
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O paleolítico

Segundo a ciência, o ser humano passou por um longo processo de evolução,


até que só restasse a nossa espécie: o homo sapiens, sapiens.
Nosso ancestral mais antigo foi o australopithecus, que teria surgido no
mundo há mais ou menos 3 milhões de anos. Ele era um hominídio.
Existiram dois tipos de hominídeos: os australopithecus e os homo. Nós
pertencemos à espécie homo. Antes de nós, havia o homo habilis, o homo
erectus e o homo sapiens neanderthalensis.

Durante o PALEOLÍTICO ,
também chamado de IDADE DA
PEDRA LASCADA, os primeiros
seres humanos – os hominídeos
– criaram seus primeiros
instrumentos, feitos com pedra
lascada, ossos de animais e
madeira.

Nesta época os hominídeos


moravam nas cavernas e
dependiam do que a natureza
lhes oferecia como raízes,
frutos, animais para caçar e
peixes para pescar.

A vida era muito difícil e nem sempre se conseguia o alimento para todos.
Por esta razão, os nossos ancestrais estavam sempre se mudando, indo atrás
de comida. Como não ficavam muito tempo em um mesmo lugar, eles eram
NÔMADES.

Comiam, no início, a carne de animais sem cozinhar, depois aconteceu uma


coisa muito importante: os hominídeos aprenderam a dominar o fogo e,
assim, a cozinhar seu alimento, se aquecer no inverno e a defender suas
cavernas e abrigos dos animais selvagens.

A descoberta do fogo mudou a vida dos nossos ancestrais e representou um


dos maiores feitos humanos do Paleolítico. Mas não foi uma tarefa fácil.
Primeiro, os hominídeos tiravam o fogo da natureza, depois, eles
aprenderam a dominar e a produzir o fogo. Observe a história em
quadrinhos abaixo, e entenda melhor:
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Fonte: Portal da Turma da Mônica


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O Neolítico

O Paleolítico termina quando os hominídeos aprendem a cultivar seus


alimentos. Esta mudança recebeu o nome de REVOLUÇÃO AGRÍCOLA e
marca o início de uma nova fase da pré-história: o NEOLÍTICO, ou IDADE DA
PEDRA POLIDA.

A partir da observação da natureza, eles foram aprendendo o ciclo da vida


e que animais e plantas podiam ser domesticados. Aprenderam a selecionar
as plantas que lhes trariam mais alimentos e os animais que seriam mais
úteis, fornecendo carne, couro, leite e força de trabalho (transportando
madeira, alimentos, pessoas, etc).

O primeiro animal a ser


Não é à toa
domesticado foi o cão. Produzindo que sou o
o seu alimento, os grupos humanos melhor
começaram a se fixar em um só amigo do
lugar, a construir casas e a se homem!
tornarem agricultores e criadores
de animais. Com isto, deixaram de
ser nômades se tornaram
SEDENTÁRIOS.

A Idade dos Metais

Os grupos humanos ficaram mais numerosos e mais saudáveis, passando as


pessoas a viverem mais tempo. Surgiram as primeiras habitações
construídas pelos seres humanos.

Estamos caminhando para a IDADE DOS METAIS, quando os grupos humanos


desenvolveram as técnicas de fundição do metal (derretimento a altas
temperaturas), e criaram as primeiras ligas metálicas feitas com cobre,
bronze, ouro, prata, ferro, etc.

Através do domínio de técnicas de fundição, o homem teve condições de


criar instrumentos mais eficientes para o cultivo agrícola, derrubada de
floretas e a prática da caça. Infelizmente, o domínio sobre os metais teve
influência nas disputas entre as comunidades que competiam pelo controle
das melhores pastagens e áreas de cultivo, surgindo assim as primeiras
guerras.

Nesta época irão surgir, também, as primeiras cidades, os primeiros


governos e o ser humano irá desenvolver novas habilidades, surgiram
21
profissões como a de ferreiro, marceneiro, padeiro, soldado dentre outras.
Ao final deste período, surgirá a escrita e com ela chegará ao fim a Pré-
história.

Nós não sabemos


escrever, porque não
temos mãos... Será
que vai fazer tanta
diferença assim?

A partir da criação da escrita, a humanidade começa uma nova etapa de


sua evolução social: a Civilização. Nesta etapa iremos estudar como as
pessoas passaram a viver em sociedades complexas, organizadas sobre um
governo, com leis para todos e com o crescente desenvolvimento da
economia.
22

Atividades

1 - Para o homem primitivo os instrumentos


feitos de pedra eram uma tecnologia
avançada. Sobre este assunto faça uma
pequena produção de texto relacionando a
tecnologia que temos hoje com a tecnologia
produzida durante a pré-história,
comparando os benefícios que elas nos
trouxeram e ainda trazem.
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2 – Preste atenção na mensagem do quadrinho abaixo:


Nós, dinossauros, Atualmente, estamos
Havia muitos de
caminhamos sobre a extintos. Restaram de nós
nós. Alguns eram
terra há milhões de apenas algumas marcas
grandes, outros
anos. nas pedras e nossos ossos.
eram pequenos.

Vamos fazer um exercício de interpretação.


a) Os dinossauros ainda existem?
( ) Sim ( ) Não
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b) O que aconteceu com os dinossauros?
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_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

c) Como sabemos que eles existiram, um dia?


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3 - Levando em conta o que você aprendeu


sobre homens e dinossauros, diga o que há
de errado na figura ao lado:
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4 - Arqueólogos encontram sinais de fogo controlado há 790 mil anos.


Hominídeos que migraram da África em direção à
Ásia e à Europa já controlavam o fogo há 790 mil
anos. As evidências indicam que espécies
semelhantes ao homem moderno, como o Homo
erectus, tinham um comportamento sofisticado.
De acordo com os pesquisadores da Universidade
Hebraica, foram encontrados vestígios de
diferentes tipos de madeiras queimadas que datam
de 690 mil a 790 mil anos atrás. O local também
guardava ferramentas de pedra e ossos com marcas
de corte, o que sugere consumo de carne. Os
pesquisadores acreditam que o local servia como
uma espécie de lareira e descartam a hipótese de Fonte do texto: Folha
fogo natural. "[O controle do fogo] certamente online, 29/04/2004
levou a mudanças profundas de comportamento Fonte da Imagem: Portal
[destes hominídeos], no que se refere à dieta, à da Turma da Mônica
defesa e à interação social".
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a) Segundo o texto, quando o homem começou a dominar o fogo?


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b) Explique, usando seus conhecimentos, qual foi a importância do fogo


para o homem primitivo.
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_________________________________________________________________
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5 – Na historia em quadrinhos sobre o controle do fogo, os seres humanos


estão representados por animais imaginários, inclusive dinossauros. Mas a
mensagem que a história nos passa é verdadeira. Usando seus
conhecimentos sobre o assunto, preencha os balões abaixo e coloque em
palavras os pensamentos dos personagens.

4 – Explique o que foi a Idade dos Metais e cite uma coisa boa e uma coisa
ruim que ocorreu neste período:
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_______________________________________________________________
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III - AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES1

Uma civilização é um tipo de comunidade ou de sociedade humana que


conseguiu um grande nível de evolução social, cultural, econômica e
política. Quando o ser humano alcança este nível de desenvolvimento, ele
deixa de pertencer a uma sociedade primitiva e se tornou “civilizado”.

As cidades surgem para organizar a sociedade, nelas ficavam os governos,


as igrejas (que representam a religião de cada povo), os exércitos (que
devem proteger as pessoas). Nelas são comercializados a produção agrícola
e artesanal e são oferecidos serviços como de marceneiro, carpinteiro,
ferreiro, padeiro e qualquer outra atividade produtiva, que caracteriza a
economia de uma comunidade (economia se refere a tudo aquilo que se
produz, ao trabalho que a pessoa desempenha em alguma atividade, a tudo
que produz, à riqueza material de um povo). Só nós, da espécie humana,
somos capazes de nos organizar na forma de civilização.

As primeiras civilizações das quais se tem notícia surgiram na Mesopotâmia


e no Egito.

A Mesopotâmia fica
no Oriente Médio.
Ela é uma região
banhada por dois
importantes rios: o
Rio Tigre e o Rio
Eufrates. Nas
A civilização egípcia
margens destes dois
nasceu no nordeste
rios, nasceram as
da África, nas
primeiras cidades das
margens do rio Nilo.
quais se tem notícia.

1
Imagens adaptadas do livro em quadrinhos História do Mundo em quadrinhos , de Larry Gonick,
26

A MESOPOTÂMIA

A MESOPOTÂMIA é a região do Oriente Médio que compreende os vales e


planícies entre os rios Tigres e Eufrates, que deságuam no Golfo Pérsico.
Mesopotâmia do grego quer dizer “terra entre rios”. Hoje, esta região
equivale ao território do Iraque e países vizinhos. Nela é que se têm o
registro das primeiras civilizações, perto de 4000 a.C. Neste período
começa a estruturar-se o Estado, o surgimento da escrita,o
desenvolvimento da economia comercial e a utilização da roda nos veículos.

Na Mesopotâmia as pessoas aprenderam a irrigar os campos, a drenar os


pântanos e a evitar as inundações, garantindo o armazenamento de água
para os períodos de seca. Lá a agricultura prosperou e milhares de pessoas
podiam ser alimentadas, sem necessidade de se buscar alimentos em outras
regiões.

O rio vai nos ajudar a


Nesta terra fértil
ter boas colheitas!
nossa civilização
Vamos poder plantar
pode prosperar.
mais e comer mais.

Tudo isto ajudou no desenvolvimento e no crescimento das cidades,


algumas delas com mais de 10 mil habitantes. Algumas dessas cidades
tornaram-se muito poderosas, possuíam reis que as governavam e exércitos
que as protegiam. Em torno delas havia aldeias de camponeses que
trabalhavam na agricultura.
27
Como estas cidades eram organizadas como pequenos países, elas foram
chamadas de cidades-estados. De tempos em tempos, uma cidade-estado se
destacava na região, sob o governo de algum rei muito poderoso.

Muitos povos viveram na Mesopotâmia, mas alguns deles se destacaram


mais. Vamos conhecer um pouco sobre cada um deles?

Os Sumérios

Este povo viveu na Mesopotâmia


entre 3.500 – 2.550 a.C. Eles
fundaram importantes cidades-
estado como Ur, Uruk, Eridu e
Lagash. A população nestas
cidades variava entre 10 mil a 50
mil habitantes. No caso da
cidade de Ur , a população
chegou a 200 mil habitantes.

Cada cidade tinha um PATESI,


um representante político, com
funções políticas e militares. Era
auxiliado pelos sacerdotes do
templo e altos funcionários. Ele
controlava as construções civis e
hidráulicas, administrava os
tributos (impostos pagos) da
população.

Os governantes destas cidades eram considerados intermediários ou


representantes dos deuses da terra (é o que chamamos de teocracia,
quando uma pessoa ou um grupo de pessoas governa em nome de um deus).
Os deuses eram considerados donos das terras. Nas cidades, havia templos
chamados de ZIGURATES – pirâmides de tijolos maciços - que serviam de
santuários e meio de comunicação entre deuses e humanos. Eles eram
erguidos como meio de homenagear e agradecer o deus patrono de cada
cidade.

Entre algumas das mais importantes realizações culturais dos sumérios,


temos:

• ESCRITA: escrita cuneiforme, feita em argila mole, com um estilete


em forma de cunha. Foi utilizado nas relações comerciais com os povos
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do Mediterrâneo e do vale do Indo. Com o tempo passou a ser usada não
só no comércio, mas em textos religiosos, literários e jurídicos.

• INVENÇÃO E USO DA RODA: antes os veículos dos Sumérios eram trenós


puxados por animais, por isso a necessidade de melhorar e acelerar os
transportes os levou a utilizar a roda. Isso serviu para acelerar as
comunicações por meios terrestres e revolucionar os meios de locomoção
da época.

Os Amoritas ou Babilônios

Viveram na Mesopotâmia entre 2000 a.C.-1750 a.C. Eles vieram do deserto


da Arábia e estabeleceram na cidade de Babilônia, sendo depois
denominados babilônios. O rei mais conhecido e importante de Babilônia
foi Hamurábi. Ele é responsável pela elaboração de um dos primeiros
códigos de leis (jurídico) escrito da humanidade: a Código de Hamurábi.

O Código Hamurábi tinha o objetivo de dar disciplina à vida econômica e


garantir a propriedade privada e ordem na sociedade. Baseava-se em um
princípio bem prático “olho por olho e dente por dente”, este era o
“princípio de Talião”, onde o castigo ou punição do criminoso deveria ser
equivalente ao crime cometido.

Este código envolvia todos os aspectos da vida babilônica, como, por


exemplo: comércio, família, adultério, escravidão e outros. Mas as punições
variavam de acordo com a posição social, tanto da vítima quanto do
infrator.

Depois da morte de Hamurábi, o império entrou em decadência.

Os Assírios

Foi outro importante povo da Mesopotâmia, entre os anos de 1300 a.C.-


612 a.C. Assíria quer dizer : lugar de passagem, vem da palavra Assur,
cidade do norte mesopotâmico. É o nome da principal divindade assíria.

Os Assírios eram um povo guerreiro que vivia da conquista e do saque de


povos vizinhos. Os Assírios organizaram um dos primeiros exércitos
permanentes da época. Além de terem uma avançada técnica militar, eles
eram guerreiros cruéis. Vencer não era o suficiente: havia o massacre e a
tortura dos povos vencidos. Isto servia de intimidação sobre os povos
conquistados.
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Os assírios são um povo muito feroz, Os outros povos têm muito medo
que não tem medo da guerra. Eles dos assírios, mas mesmo assim
conquistam e matam sem piedade. sempre lutam para se defender.

A sociedade Assíria era composta por uma camada aristocrática-


sacerdotal e militar, que sujeitava a massa camponesa, através de
pagamento de tributos (impostos), tanto em alimentação com em prestação
de serviços gratuitos para o governo.

O mais conhecido rei dos assírios foi Assurbanipal. Este rei, além de ter um
espírito guerreiro, era apreciador da ciência e da literatura, tanto que criou
uma grande biblioteca em Nínive, a capital dos assírios, considerada a
maior biblioteca do mundo antigo.

Os Caudeus

Viveram na Mesopotâmia entre 612 a.C.- 539 a.C. Eles eram chamados,
também, de neobabilônios (novos babilônios). Quando derrotaram os
assírios, fizeram de Babilônia, a capital da Mesopotâmia, reconstruindo-a e
fazendo dela a mais bela cidade da antiguidade.

O rei mais destacado foi Nabucodonosor. Este foi um brilhante construtor,


foi responsável pela construção dos Jardins suspensos de Babilônia,
considerado uma das sete maravilhadas do mundo antigo. Mesmo com
tanto esplendor e glória, esse reinado não durou muito. Após a morte de
Nabucodonosor, a cidade foi conquistada. Em 539 a.C., o rei Persa Ciro,
anexou Babilônia ao império Persa.

A religião dos povos da Mesopotâmia, assim como da maioria dos povos


antigos, era POLITEÍTA. Eles possuíam vários deuses, embora um ou outro se
destacasse.
30

Atividades

1 - Uma civilização é:
a) uma forma de organização inventada na pré-história pelos homens
primitivos.
b) uma forma de se organizar a produção de alimentos para que eles nunca
faltem.
c) um tipo de comunidade ou de sociedade humana que conseguiu um
grande nível de evolução social, cultural, econômica e política.
d) o nome dado ao período da Idade dos Metais.
e) a denominação que damos para a evolução das espécies.

2 – Observando o mapa, responda:


Na região da Mesopotâmia surgiram as
primeiras cidades. Escreva
resumidamente como elas eram e o
que atividades se desenvolviam nelas:
_________________________________
_________________________________

3 – As primeiras civilizações surgiram na região à qual damos o nome de


Crescente Fértil esta região se localiza:
a) à região que fica no norte do Amazonas, onde há muitos rios.
b) à região que fica no sul do Brasil, onde há muitas cachoeiras.
c) à região que fica no leste do Canadá, onde tem muitos lagos.
d) à região banhada pelos Rios Tigre, Eufrates, Jordão e Nilo
e) à região que próxima ao Mar do Norte, na Europa.

4 – Explique Como a presença de rios ajudou no desenvolvimento das


cidades?
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

5 - Os assírios destacaram-se:
a) Pelas suas realizações científicas.
b) Pelo notável desenvolvimento comercial.
31
c) Pelo fato de fazerem da guerra a base da sua economia.
d) Pela codificação do antigo direito consuetudinário.
e) Pela construção de tumbas monumentais para seus reis.

6 - Observe a imagem, ela é a representação de


a) uma pirâmide egípcia, erguida
em homenagem a um faraó.
b) uma pirâmide maia, localizada
na América Central.
c) um castelo medieval, localizado
na Alemanha.
d) um templo, chamado de
Zigurate.
e) uma fortaleza, erguida pelos
Assírios.

7 – Explique c que foi o Código de Hamurábi?


_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

8 – Caracterize a religião dos povos antigos?


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_________________________________________________________________
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32
O EGITO ANTIGO

A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano às margens


do rio Nilo, aproximadamente em 3200 a.C. O rio era utilizado como via de
transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio
Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas
épocas de cheias, favorecendo a agricultura.
Eu sou o
Faraó,
A sociedade egípcia estava dividida em várias
sou um camadas, sendo que o faraó era a autoridade
deus. máxima. O faraó era o rei e concentrava em si
autoridade militar, religiosa e política. Como
era considerado um deus vivo, ele também
exercia um poder teocrático.

Eu sou um escriba, eu
Sacerdotes, militares e escribas faço todos os
registros escritos do
(responsáveis pela escrita) também Egito.
ganharam importância na sociedade. Esta
era sustentada pelo trabalho e impostos
pagos por camponeses, artesãos e
pequenos comerciantes, todos
considerados servos do Estado. Havia,
também, em menor quantidade, escravos
que eram geralmente pessoas capturadas
em guerras.

A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu
a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas
formas de escrita: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais
complexa e formada por desenhos e símbolos). Uma espécie de papel
chamado papiro, que era produzido a partir de uma planta de mesmo nome,
era utilizado para registrar os textos. Os textos também eram escritos em
pedra, principalmente nas paredes dos templos e das tumbas.
33

Nossa, quanta
coisa
escrita!

A economia egípcia era baseada na agricultura que era realizada,


principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também
praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores
rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum
tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos,
diques).

A religião egípcia tinha vários deuses (muitos deles com corpo formado por
parte de ser humano e parte de animal sagrado) que interferiam na vida das
pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito
realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-
os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida.
Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.

Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres,


colocando-os em tumbas cujo tamanho e a riqueza dependiam da fortuna
de quem estava sendo enterrado. Os faraós, por exemplo, mandavam
construir pirâmides para guardar seu corpo e seus bens materiais, pois
acreditavam na vida após a morte.

Mônica, Cebolinha, vejam só! São as


pirâmides do Egito! Era nelas que os
faraós eram enterrados, com todos os
seus tesouros!
34

Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de


acordo com as características que apresentavam : chacal (esperteza
noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios
e pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar),
escaravelho (ligado à ressurreição).

Algumas curiosidades sobre os egípcios:


• As cidades: as casas e palácios do Egito antigo eram construídas com
tijolo e, ao contrário dos templos que eram construídos em pedra, não
resistiram ao passar dos séculos.

• As Ciências: a ciência egípcia era voltada para a solução dos


problemas do dia-a-dia. A matemática, por exemplo, procurava
encontrar soluções para a medição das terras ou para o traçado dos
planos das pirâmides e templos. A medicina, que teve como patrono o
sábio Imhotep, foi uma das ciências que se desenvolveu bastante,
principalmente em função do tratamento que era dado aos cadáveres
para preservá-los intactos.

• Os enterros: os egípcios enterravam seus mortos na banda ocidental


do rio Nilo, pois lá — acreditava-se — o sol iniciava sua jornada
noturna através do mundo dos mortos. Assim, no deserto ocidental,
instalaram-se imensas necrópoles (cemitérios), nas quais as pirâmides,
os templos mortuários e os túmulos abertos em plena rocha eram
edificados e mantidos.

• A Higiene: sendo um povo muito asseado, os antigos egípcios


cuidavam bastante de sua higiene pessoal e de suas vestimentas.
Lavavam-se várias vezes ao dia. Limpar as unhas dos pés, lavar a boca
e cuidar dos cabelos, também fazia parte das ocupações cotidianas
com o corpo. A maquiagem ocupava uma parte considerável de tais
ocupações, tanto para as mulheres quanto para os homens. Os
cosméticos, os enfeites para a cabeça e os acessórios tinham papel
marcante na aparência da mulher egípcia. Todos se vestiam,
geralmente, com roupas de linho que se apresentavam sempre limpas
e em perfeito estado de conservação.

Conheça mais sobre a religião egípcia por meio de seus Deuses.


35
OS DEUSES EGÍPCIOS
Osíris Ísis
Irmão de Seth e marido de Ísis, é A deusa mais popular do Egito, ela
o filho primogênito de Geb(terra) representava a magia e os mistérios
e Nut(céu) e por isso teve o daquela região, a mãe perfeita em
direito de governar o trono do sua dedicação. É representada
Egito. Seu irmão Seth, por inveja como uma mulher que costuma
destrói Osíris e espalha seus carregar inscritos sobre sua cabeça
pedaços por todo o Egito. É os hieróglifos referentes ao seu
representado em forma de nome.
múmia, com uma coroa branca,
plumas e chifres.

Anúbis Horus

Conduzia as almas para Osíris É uma divindade solitária


julgá-las. Era o senhor da Terra relacionado ao juízo das almas no
do Silêncio do Ocidente, a terra mundo inferior, apresentando as
dos mortos, o preparador do almas ao Juiz Divino. Era
caminho para o outro mundo. considerado idêntico e feito da
mesma substância de seu pai,
Osíris.

Hathor Maat

É a deusa-vaca, símbolo do Céu; Representa o equilíbrio , a


era representante do sexo harmonia do universo e personifica
feminino, da alegria, do amor, da a justiça, protegendo os tribunais
fecundidade e do prazer.

Neftis Thoth

Irmã de Ísis e, junto com ela, Deus da sabedoria e do mistério, o


representava o aspecto dual da deus escrevente; o juíz, cuja
natureza; Ísis representava o bem sabedoria e autoridade é marcante
e Neftis o mal. sobre todos os outros deuses. Anota
os pensamentos, palavras e ações
dos homens durante a vida e as
pesa na balança da justiça divina.

Seth

Deus que simbolizava o lado escuro
O primeiro dos deuses, criado a de Osíris, o mesmo que o
partir do Caos Inicial, emergiu da Adversário, o lado malígno
escuridão numa flor de lótus. contrapondo-se a Osíris. Matou seu
Também conhecido como Amon- irmão Osíris numa luta pelo poder
Rá, o Deus Sol. no Egito.
36

Atividades

1 – Leia os quadrinhos com atenção:

Cebolinha, eu tenho que achar o endereço da


minha amiga Neph, mas não entendo o que está É porque está
escrito aqui... escrito em egípcio,
sua boba!

Ajude a Mônica a encontrar e a entender o endereço, explicando como é a


escrita egípcia:
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
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2 - Observe a imagem. Ela mostra u fragmento da


escrita egípcia, uma das mais antigas do mundo.
Este tipo de escrita, que mistura símbolos e
desenhos tem um nome específico. Ela se chama
escrita: escrita egípcia era a:
a) Cuneiforme
b) Hieroglífica
c) Arábica
d) Bizantina
e) Ocidental
37

3 - Eu sou Cleópatra, rainha do Egito.


Eu faço parte da elite egípcia, ou seja,
do grupo dos mais ricos. Mas só há
pessoas ricas no Egito? Descubra
quais são os grupos sociais que
compunham a sociedade egípcia e
faça uma lista deles, abaixo:

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_________________________________________________________________
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_________________________________________________________________
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4 – No Egito qual a função era função das pirâmides?


a) Serem somente obras para mostrar o poder da capacidade egípcia de
construção.
b) Marcos para mostrar a permanência dos hebreus no Egito.
c) Serem templos aos deuses, onde inclusive eram feitos sacrifícios
humanos.
d) O de serem túmulos aos faraós que as mandavam construir. Após sua
morte elas também eram usadas como templos para cultuar os faraós
mortos.
e) Marcos do poder militar dos egípcios frente aos povos da África.

5 – Caracterize a religião egípcia:


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6 – Cite quem eram os trabalhadores no Antigo Egito:


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7 – Descreva como eram as casas dos egípcios?
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

8 - Para os egípcios a higiene era muito importante. E para você, ela é?


Descreva abaixo seus hábitos de higiene, da hora que você acorda até a
hora de dormir:
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7 - Vamos pesquisar?
Procure na biblioteca algumas curiosidade sobre o Egito:
a) A extensão do Rio Nilo:
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b) O nome das três maiores pirâmides do Egito:


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c) O que é a Esfinge:
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_________________________________________________________________

8 – Vamos nos divertir um pouco?


Preencha os balões e crie uma aventura de Cebolinha, Mônica e Cascão no
antigo Egito:
39
O segredo da Pirâmide
40
41
42

Dica de leitura:

As Crônicas dos Kane: A pirâmide Vermelha, Rick Riordan (autor da série


Percy Jackson e os Olimpianos), editora.

Na obra “A Pirâmide Vermelha”, os irmãos Carter e Sadie Kane vivem


separados desde a morte da mãe. Sadie é criada em Londres pelos avôs e
Carter viaja o mundo como o pai, o Dr. Julius Kane, um famoso
egiptologista. Levados pelo pai ao Bristish Museum, os irmãos descobrem
que os deuses do Egito estão despertando. Para piorar, Set, o deus mais
cruel, tem vigiado os Kane. A fim de detê-lo, os irmãos embarcam em uma
perigosa jornada em busca que revelará a verdade sobre sua família e sua
ligação com uma ordem secreta do tempo dos faraós.

Riodan, Rick. A Pirâmide Vermelha. Intrínseca, 2010. 445 p. (série As


Crônicas dos Kane, Vol. 1)
43

IV – AS CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS

Chamamos de civilizações clássicas as civilizações grega e romana. Elas são


consideradas o berço da civilização moderna, da qual fazemos parte. Elas
têm muitas coisas em comum, como o fato de adotarem a escravidão como
forma de trabalho. Vamos saber mais um pouco sobre elas?

A GRÉCIA ANTIGA

A civilização grega surgiu entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo, por


volta de 2000 AC. Os gregos originaram-se de povos que migraram para a
península balcânica: os aqueus, os jônicos, os dóricos e os eólios. As
populações invasoras são em geral conhecidas como "helênicas", pois sua
organização de clãs fundamentava-se na crença de que descendiam do deus
Heleno, filho de Deucalião e Pirra.

Os que não falavam grego eram chamados de bárbaros. Jamais chegaram a


formar um governo nacional, porém estavam unidos pela mesma cultura,
religião e língua.

Situada na sul da Península Balcânica, o território da Grécia continental


caracteriza-se pelo seu relevo montanhoso, banhada pelo Mar Egeu da costa
ocidental e banhada pelo Mar Adriático.

O território da Grécia continental era muito montanhoso, tornando a


agricultura uma atividade difícil. Por esta razão, os gregos migraram para
outras regiões, onde fundaram colônias. As colônias foram o meio utilizado
pelos gregos para disseminarem a sua religião e seus hábitos por toda a
extensão do Mediterrâneo. Foram algumas colônias gregas:: vilas na Sicília,
sul da Itália, Turquia, terras no mar Negro, Índia, Portugal e Sudão.
44
O mundo grego era dividido em centenas de cidades-estados, espalhadas em
várias partes do mundo conhecido (Ásia Menor, África e Europa). Estas
cidades-estados eram chamadas de Polis. Cada cidade-estado tinha sua
própria forma político-administrativa, organização social e deuses
protetores.

A economia dos gregos baseava-se no cultivo de oliveiras, trigo e vinhedos.


O artesanato grego, com destaque para a cerâmica, teve grande aceitação
no Mar Mediterrâneo. Com o comércio marítimo, os gregos alcançaram
grande desenvolvimento, chegando até mesmo a cunhar moedas de metal.
Os escravos, devedores ou prisioneiros de guerras, foram utilizados como
mão-de-obra na Grécia. Algumas de suas cidades-estados se tornaram
centros econômicos muito poderosos As duas pólis mais importantes da
Grécia foram: Esparta e Atenas.

Atenas

Ei!  Que  democracia  é  esta  onde 


Legal! Estamos em Atenas, terra da 
as  mulheres  não  podem 
democracia! Aqui o povo pode decidir o 
participar?
que deve ser feito pela cidade. Não é 
legal?

Atenas era uma cidade jônica, situada na pequena península da Ática.


Desde os tempos dos antigos, seus habitantes se entregavam à navegação
marítima e, em contato com outros povos de civilizações adiantadas,
aprenderam e desenvolveram os elementos de uma vida espiritual e
materialmente superior.

As tradições davam à cidade como fundada por Cécrope, colono egípcio.


Um dos seus monarcas lendários teria sido o herói Teseu. O último desta
fase foi Codro que sacrificou a própria vida para salvar o país da invasão dos
dórios. A fim de honrar-lhes a memória, os atenienses aboliram a realeza,
declararam que ninguém possuía dignidade bastante para substituir um rei
com aquelas qualidades.

Em Atenas dava-se muito valor à cultura, leitura e artes de forma geral. Os


cidadãos atenienses dedicavam-se a estas atividades enquanto os escravos
45
trabalhavam. Por esta razão, os atenienses nos deixaram muitas heranças,
que podem ser apreciadas até hoje.

A organização social de Atenas

A população de Atenas dividia-se em três classes: cidadãos, metecos e


escravos. A cidadania era um privilégio que se adquiria pelo nascimento.
Somente filhos de pai e mãe atenienses se reservavam o direito de serem
cidadãos. Os estrangeiros e seus descendentes, domiciliados em Atenas,
formavam a classe dos metecos, excluídos, como os escravos, da vida
política. Em Atenas, todos os cidadãos tinham direitos políticos, mas nem
todos habitantes eram cidadãos.

A organização política de Atenas

Tal como nas demais cidades da Grécia, havia em Atenas a classe dos
aristocratas, os eupátridas (bem nascidos), como ali eram chamados. Estes,
durante muito tempo, governaram a polis.

O governo dos nobres era opressor e indiferente às necessidades do povo.


Com o tempo, formou-se uma nova classe social: a dos comerciantes e de
industrias que desejavam participar dos atos de governo. Uniram-se, por
isso, aos demais e deram começo a uma série de lutas, visando a melhores
condições de vida de toda a população.

No século VII a.C., surgiram as primeiras leis escritas, atribuídas a Drácon e


que se tornaram famosas pela severidade e rigor. Era um passo à frente na
conquista dos direitos humanos. Foram os gregos que inventaram a
democracia, forma de governo onde quem toma as decisões é o povo. Os
cidadãos atenienses reuniam-se em uma praça chamada Apela e lá todos os
cidadãos adultos tinham direito de falar (exceto mulheres, escravos e
estrangeiros). Os cidadãos decidiam através de um plebiscito reformas que
deveriam ser feitas na cidade, nas leis, etc. A democracia é uma das
grandes heranças que temos dos gregos até hoje.

Educação em Atenas

Em Atenas, apesar das mulheres também serem educadas para as tarefas de


mãe e esposa, a educação era tratada de outra forma, pois até mesmo nas
classes mais pobres da sociedade ateniense encontravam-se homens
alfabetizados. Eles eram instruídos para cuidarem não só da mente, como
também do corpo, o que lhes dava vantagem na hora da guerra, pois eram
tão bons guerreiros quanto eram estrategistas.
46

Esparta

Para o espartano só existe um tipo de


morte: lutando bravamente durante
uma batalha.

Esparta era uma polis totalmente diferente de Atenas. Localizava-se no


sudoeste do Peloponeso. A região, que é quase toda cercada de montanhas,
chamou-se, em outros tempos, de Lacônia. Inicialmente foi habitada pelos
pelasgos, depois foi invadida pelos aqueus e, por fim, conquistada pelos
dórios. Esses últimos fixaram o centro de sua atividade na cidade de
Esparta.

A hostilidade dos aqueus, vencidos mas não conformados, a influência do


solo áspero, do clima e da própria situação geográfica, tornaram os
espartanos, no decorrer dos séculos, um povo guerreiro.

Três motivos principais levaram os espartanos a guerras de conquista:

1- A preocupação de abater qualquer outro Estado que, por seu poderio,


constituísse ameaça ao polis;

2- A necessidade de outras terras para a população crescente;

3- O desejo de aumentar o poderio militar, absorvendo novas tropas


auxiliares ou aliadas.

A organização social espartana

A organização política e social de Esparta é atribuída a Licurgo,


personagem lendária, que teria vivido no século IX a.C. A população se
compunha de três classes sociais: espaciatas, periecos e ilotas.

Os espaciatas, também chamados espartanos, eram descendentes dos


antigos dórios e formavam a classe dos iguais, espécie de aristrocacia
47
dominante. Os periecos integravam a classe formada pelos antigos aqueus
que não foram despojados de suas pequenas propriedades; não tinham
direitos políticos, mas gozavam de completa liberdade social e econômica.
Os ilotas eram também aqueus, pertencentes, porém, àquela grande
maioria que fora privada de seus haveres e reduzida a condições de
trabalho humilde.

A organização política de Esparta

Em Esparta predominava a oligarquia, uma forma de governo onde poucos


tinham poder. Esparta era governada por dois reis ao mesmo tempo. Em
época de guerra, somente um deles marchava para o combate. O poder dos
monarcas sofria, porém, limitações impostas pelos seguintes outros órgãos
de governo:

I - A Gerúsia, câmara formada de cidadãos maiores de 60 anos, que redigia


as leis a serem por todos obedecidas;
II - A Ápela, assembléia em que tomavam parte os maiores de 30 anos, com
poderes para aceitar ou rejeitar as propostas da Gerúsia;
III - Os Éforos, conselheiros ou magistrados, em números de cinco, eleitos
por um ano e com atribuições de convocarem as duas câmaras, de darem
ordem a militares, de administrar justiça e de vigiar a vida particular dos
adultos.

A educação espartana

Nós,  espartanos,  não fugimos 


A educação dos espartanos
de uma boa briga. Com apenas 
visava fazer de cada indivíduo 300  soldados,  nosso  exército 
um soldado. O recém-nascido enfrentou  mais  de  100  mil 
que apresentasse defeito para persas.
a vida militar era morto por
ordem do Estado. Quando os
meninos alcançavam os setes
anos de idade, tornavam-se
recrutas e passavam a fazer
parte de uma pequena tropa.

Sob as ordens de um monitor, praticavam diariamente exercícios atléticos e


ginástica. Aos vinte anos, o jovem ingressava no exército; aos trinta, podia
casar-se e participar da Ápela. A vida militar só findava quando o homem
espartano chegava aos 60 anos de idade. Todos, mesmo os monarcas, antes
dessa idade, eram obrigados a tomar parte nos exércitos militares. A
cultura intelectual foi quase nula em Esparta, limitando-se ao ensino de
48
poesias sagradas, a cantos de guerra e a uma eloqüência particular que
devia expressar muitas coisas em poucas palavras. Chama-se lacônica a
linguagem breve, concisa, sentenciosas, igual a que e falava na Lacônia.

Religião e cultura da Grécia Antiga

Os gregos criaram vários mitos para poder


passar mensagens para as pessoas e
também com o objetivo de preservar a
memória histórica de seu povo. Há três
mil anos, não havia explicações científicas
para grande parte dos fenômenos da
natureza ou para os acontecimentos
históricos. Portanto, para buscar um
significado para os fatos políticos,
econômicos e sociais, os gregos criaram
uma série de histórias, de origem
imaginativa, que eram transmitidas,
principalmente, através da literatura oral.

Deuses gregos

De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo,


principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e
as relações sociais e políticas dos seres humanos.

Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres


humanos. Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características
encontradas no Olímpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e
acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais
surgiam os heróis.

Todos nós já ouvimos falar sobre eles, mesmo sem saber. A mitologia grega
foi uma das heranças que os gregos nos deixaram. Nela há aventuras,
romances e tragédias que inspiraram escritores, pintores e escultores em
todas as épocas. Quem já não ouviu falar de Zeus, de Hércules ou de
Afrodite?
49

A Mulher Maravilha,
famosa super heroína
das histórias em
quadrinhos, é uma
guerreira amazona, filha
da lendária rainha das
amazonas Hipólita. Os
mitos gregos são até hoje
fontes de novas criações,
principalmente nos
quadrinhos e no cinema.

Conheça os principais deuses gregos :

• Zeus - deus de todos os deuses. • Ares - divindade da guerra.


• Afrodite - deusa do amor e • Artemis - deusa da caça.
beleza. • Atena - deusa da sabedoria e
• Poseidon - deus dos mares da serenidade.
• Hades - deus dos mortos. • Hermes - divindade que
• Hera - deusa dos casamentos e representava o comércio e as
da maternidade. comunicações.
• Apolo - deus da luz e das obras
de artes. • Hefestos - divindade do fogo e
do trabalho.

Praticavam, ainda, os gregos, o culto dos heróis, eram seres mitológicos


considerados pelos gregos, como seus antecessores, fundadores de suas
cidades, às quais davam proteção: Teseu, Épido, Perseu, Belerofonte e
Hércules.

Leia abaixo o trecho de uma adaptação de uma lenda grega, feita por
Maurício de Sousa.
50
51

Fonte: Portal da Turma da Mônica


52
Os Jogos Olímpicos

Diversos jogos periódicos eram promovidos pelos gregos em homenagem aos


deuses, como os Jogos Olímpicos, dedicados a Zeus, na cidade Olímpia. Os
Jogos Olímpicos eram praticados de quatro em quatro anos. Durante sua
realização, não havia guerras, e respeitavam-se como as pessoas sagradas
os seus participantes.

Os jogos olímpicos eram realizados em honra a Zeus (o mais importante


deus grego) e incluíam provas de diversas modalidades esportivas: corridas,
saltos, arremesso de disco, lutas corporais. Além do esporte, havia também
competições musicais e poéticas.

Fonte: Axterix nos Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos eram anunciados por todo o mundo grego dez meses
antes de sua realização. Os gregos atribuíam tamanha importância a essas
competições que chegavam a interromper guerras entre cidades (trégua
sagrada) para não prejudicar a realização dos jogos. Pessoas dos lugares
mais distantes iam a Olímpia a fim de assistir aos jogos. Havia, entretanto,
proibição à participação das mulheres, seja como esportistas, seja como
espectadoras.

Os atletas que participavam das competições eram respeitados pelos gregos


em geral. O prêmio para os vencedores era apenas uma coroa feita com
ramos de oliveira colhidos num bosque consagrado a Zeus. Mas a sua glória
era imensa. As cidades recepcionavam os vitoriosos com festas e
homenagens.

Os Jogos Olímpicos da Idade Antiga foram celebrados até 393 d.C., quando
o imperador romano Teodósio, que era cristão, mandou fechar o templo de
Zeus em Olímpia, para combater cultos não-cristãos. Quinze séculos depois
o educador francês Pierre de Fredy, o barão de Coubertin (1836-1937),
empreendeu esforços para restaurar os Jogos Olímpicos. Sua "causa" obteve
simpatia e adesão internacionais. Em 1896, foram realizados em Atenas os
53
primeiros Jogos Olímpicos da época contemporânea. As atuais Olimpíadas,
também realizadas de quatro em quatro anos, reunindo atletas de diversos
países do mundo, procuram preservar o ideal de unir os povos por meio do
esporte.

Atividades:

1 – Como surgiu a Grécia?


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2 – O que era a Polis?


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3 – Que classes sociais existiam em Atenas?


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4 – Como era a educação dos jovens atenienses?


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5 – Como era a religião dos gregos?


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6 - A Eugenia em Esparta
Os espartanos tinham uma preocupação obsessiva com o que se entendia
ser a “qualidade” de sua raça. A necessidade de se constituir um exército
forte acabaria requerendo um material humano de primeira linha, dessa
maneira, mantinham um acompanhamento cuidadoso na gravidez de suas
mulheres que eram levadas para fazer exercícios que possibilitassem uma
melhor gestação. Ao nascer, a criança espartana era inspecionada por
membros do governo, que verificavam seu estado de saúde. Se fosse
saudável, merecia os cuidados do Estado. Se fosse doente ou apresentasse
alguma deficiência física ou mental, podia ser imediatamente morta
(chamamos essa prática de eugenia). Quando nascia uma criança
espartana, pendurava-se na porta da casa um ramo de oliveira (se fosse um
menino) ou uma fita de lã (se nascesse uma menina). Havia rituais privados
de purificação e reconhecimento da criança pelo pai, além de uma festa de
nascimento conhecida como genetlia, na qual o recém-nascido recebia um
nome e presentes de parentes e amigos.

a) Porque os espartanos preocupavam-se com a qualidade de sua raça?


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b) O que acontecia com a criança que nascia com algum defeito físico ou
mental?
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c) Como as pessoas sabiam o sexo de uma criança que acabara de nascer na


cidade?
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7 - O teatro na Grécia Antiga
O teatro grego surgiu a partir da evolução das
artes e cerimônias gregas como, por exemplo, a
festa em homenagem ao deus Dionísio (deus do
vinho e das festas). Durante o período clássico da
história da Grécia (século V a.C.) foram
estabelecidos os estilos mais conhecidos de
teatro: a tragédia e a comédia. Ésquilo e Sófocles
são os dramaturgos de maior importância desta
época. A ação, diversos personagens e temas
cotidianos foram representados nos teatros gregos
desta época. Nesta época clássica foram
construídos diversos teatros ao ar livre.
Os atores representavam usando máscaras e túnicas de acordo com o
personagem. As mulheres eram proibidas de participar. Os temas mais
representados nas peças teatrais gregas eram: tragédias relacionadas a
fatos cotidianos, problemas emocionais e psicológicos, lendas e mitos,
homenagem aos deuses gregos, fatos heróicos e críticas humorísticas aos
políticos.
a) Qual a origem do teatro?
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b) Quais eram os estilos de teatro mais conhecidos?


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c) Quais eram os temas mais comuns das peças teatrais?


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8 – As Olimpíadas
A ideia de um festival esportivo nos moldes das Olimpíadas surgiu na Era
Antiga, aproximadamente 2500 a.C., quando os gregos realizavam festivais
em honra a Zeus. Conta a lenda que os Jogos foram criados por Hércules,
que plantou a oliveira de onde eram retiradas as folhas para a confecção da
coroa dos vencedores. Após a primeira Olimpíada, ficou acertado que os
Jogos seriam realizados a cada quatro anos, durante os meses de julho ou
agosto. Podiam competir gregos que fossem cidadãos livres e nunca
tivessem cometido assassinatos ou outros crimes. O termo olímpico,
chegaria quase dois mil anos depois. Em 776 a.C., o rei de Ilia, fez uma
aliança com Licurgo, monarca de Esparta, e Clístenes, rei da Pissa. O
56
acordo foi selado no templo de Hera, no santuário de Olímpia, surgindo
assim o nome Olimpíadas. Esse tratado estabeleceu uma "trégua sagrada"
em toda a Grécia enquanto os Jogos eram realizadas não poderia haver
guerra. Essa trégua era respeitada à risca. A vitória nos Jogos Olímpicos
consagrava o atleta e proporcionava a ele uma recepção de herói no retorno
à sua cidade de origem.

Com exceção das sacerdotisas de Dêmetra, apenas os homens podiam


assistir às disputas. Pouco antes dos Jogos Olímpicos, as mulheres, usando
cabelos soltos e túnicas curtas e competindo no mesmo estádio de Olímpia,
participavam de uma outra competição, a Heraea, em homenagem à Hera,
mulher de Zeus.

a) Como e onde surgiram a Olimpíada?


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b) Explique como funcionava a trégua sagrada:
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c) Quem podia participar dos jogos?
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d) Como as mulheres participavam?


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9 – Sobre a democracia ateniense é correto afirmar que:
a) havia uma ampla participação popular - inclusive de mulheres.
b) baseava-se num sistema de participação indireta, com eleições para
delegados distritais que representavam a população em assembléias
realizadas na Agora.
c) era marcada pela restrição na participação, já que o critério de exclusão
era a alfabetização
d) foi erroneamente denominada dessa maneira, já que a participação era
restrita e indireta.
e) Escravos, mulheres e estrangeiros estavam excluídos da participação
política.

10 – Observe a imagem abaixo, ela é a representação de uma polis.

Sobre as poleis é correto afirmar que:


a) Possuíam reis que faziam as leis e as impunham para a população.
b) Eram aglomerados de casas, sem qualquer organização, distribuídas de
forma irregular.
c) Eram cidades-estados governadas pela comunidade, através de
assembléias.
d) Eram cidades-estados com o tipo de organização semelhante às cidades-
estados da Mesopotâmia.
e) Organizavam-se em confederações, lideradas pela cidade mais
importante da época: Tebas
58

A ROMA ANTIGA

Alguns historiadores acreditam que Roma tenha se formado a partir de uma


aldeia de agricultores e pastores, onde teria sido erguida uma fortificação
para defender o território de invasões De uma pequena fortaleza, Roma
acabou se transformando no centro de um vasto império. Essa trajetória
pode ser dividida em três grandes períodos:

- Monárquico (753 a.C. )


- Republicano (509-27 a.C.)
- Imperial (27 a.C – 476 d.C)

Período Monárquico

Nesta época a cidade foi governada por reis de diferentes origens, os


últimos eram etruscos e dominaram a cidade por cerca de cem anos.
Durante o governo os etruscos, Roma adquiriu o aspecto de cidade, foram
realizadas diversas obras públicas, como a construção de templos,
drenagem de pântanos e sistema de esgoto. A sociedade romana estava
assim dividia:

• Patrícios ou nobres: descendentes das famílias que promoveram a


ocupação inicial de Roma. Eram os grandes proprietários de terra e
gado.
• Plebeus: eram pequenos agricultores, comerciantes, pastores e
artesãos. Constituíam a maioria da população e não tinham direitos
políticos.
• Escravos – eram plebeus endividados e principalmente prisioneiros de
guerra. Realizavam todo tipo de trabalho e eram considerados bens
materiais. Não tinham nenhum direito civil ou político.

O último rei etrusco foi Tarquipínio. Ele foi deposto em 509 a.C, por ter
descontentado os patrícios, com medidas a favor dos plebeus. No seu lugar
os patrícios colocaram no poder dois magistrados, chamados de Cônsules.
Com isso terminava o período monárquico e tinha início o período
republicano.

Período Republicano

República é uma palavra de origem latina que significa “coisa pública”.


Nela, os patrícios tinham o poder e controlavam as instituições políticas e a
justiça. Eles exerciam o governo em benefício próprio. Para os plebeus, sem
59
direito à participação política, restavam apenas deveres, como pagar
impostos e servir o exército.

Os cônsules exerciam o cargo por um ano, auxiliados por um conselho de


100 cidadãos, responsáveis pelas finanças e pelos assuntos externos. Esse
conselho recebia no nome de Senado, e a ele competia ainda aprovar as leis
que eram elaboradas pela Assembléia dos Cidadãos, dominada pelos
patrícios.

Eu sou Asterix, sou um gaulês e um famoso personagem 
de histórias em quadrinhos.  Meu povo viveu na  época 
dos  romanos.  Somos  chamados  de  bárbaros,  pois  não 
somos  romanos.  Os  romanos  expandiram  muito  suas 
terras  durante  a  República  e  se  tornaram  o  maior 
Império da Antiguidade. 

À medida que Roma foi crescendo e se tornando poderosa, as diferenças


entre plebeus e patrícios foram se acentuando. Marginalizados, os plebeus
desencadearam uma luta contra os patrícios, que se estendeu por cerca de
dois séculos. Durante este período, os plebeus conquistaram vários direitos.
Entre eles, o de eleger seus próprios representantes, chamados de
Tribunos da Plebe.

Os tribunos tinham o poder de vetar as decisões do Senado que fossem


prejudiciais aos plebeus. Outras conquistas foram: a proibição da
escravidão por dívidas e o estabelecimento de leis escritas, válidas tanto
para plebeus quanto para patrícios. Conseguiram ainda a igualdade civil e a
autorização para casamentos entre plebeus e patrícios, além de igualdade
política e religiosa.
60

Período do Império

Eu, Júlio César, fui um grande general,


conquistador e governante de Roma. Não
cheguei a ser Imperador, mas lancei as
bases do Império, tanto que todos que
vieram depois de mim fizeram questão de
serem chamados de “Césares”

Entre 133 a.C. e 27 a.C., diversos conflitos sociais e disputas políticas


agitaram Roma, provocando o fim da República e o início do Império.
Colaboraram para essa transição o enfraquecimento das instituições
republicanas e fortalecimento de líderes do exército, que ganharam
popularidade com as vitórias nas guerras e conquistas. Assim, diversos
generais romanos sucederam-se no poder até a implantação definitiva do
império. O período imperial, tradicionalmente, costuma ser dividido em
dois momentos:

• Alto Império, período em que Roma alcançou esplendor (que vai até o
século III d. C);
• Baixo Império, fase marcada por crises que conduziram à
desagregação do Império Romano (do século III ao século V).

Economia Romana

Na Roma antiga, a agricultura era a atividade econômica fundamental dos


romanos, diferente de outros povos da época, que preferiam dar maior
importância ao comércio e ao artesanato. Mas isso se deve, em parte, à
geografia favorável da península Itálica, que, ao contrário das terras da
Grécia, por exemplo, permitia o trabalho agrícola em grande quantidade.

Quanto mais terras você possuía, mais prestígio social teria, no mundo
romano antigo. Essas terras, porém, podiam ser públicas ou privadas. As
terras privadas eram ocupadas por famílias romanas desde os primeiros
61
tempos, e as terras públicas, por sua vez, geralmente eram as conquistadas
de outros povos durante a expansão romana.

Normalmente, os pequenos proprietários não possuíam escravos, ao


contrário das famílias mais ricas, cuja produção era maior pelo uso da mão-
de-obra escrava obtida nas guerras. As viúvas e os filhos dos pequenos
agricultores, não encontrando meios de cultivar suas propriedades,
acabavam por desfazer-se delas.

Para piorar essa situação, os produtos agrícolas importados das regiões


conquistadas chegavam por baixo preço, levando os pequenos agricultores a
enfrentar situações difíceis, culminando em dívidas e na perda de suas
próprias terras.

A propriedade fundiária (de terra) era vista, na Roma antiga, como algo
sagrado. Entre os princípios religiosos originais dos romanos, estava o de
que a terra era confiada a um chefe de família pelos deuses e pelos
antepassados, tornando-se inseparável dele.

Cultura e religião Romana

Os romanos eram práticos e 
não  eram  bobos.  O  que  eles 
puderam  aprender  com 
gregos,  etruscos  e  outros 
povos eles aprenderam.

A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos


adotaram muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega. A língua
romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro
cantos do império, dando origem, na Idade Média, ao português, francês,
italiano, romeno e espanhol.

Os romanos eram práticos e realizaram grandes obras de engenharia,


construindo aquedutos que levavam água para toda a cidade e uma rede
muito eficiente de estradas. Os romanos começaram a urbanização de
Europa. Além de Roma, eles fundaram Paris (França), Londres (Inglaterra),
Lyon (França), Bordeaux, Cologne, Toledo (Espanha), e Milão (Itália).
62
Foram eles, também, que criaram o primeiro Código de Direito Civil,
preservado pelos Bizantinos e que serve de base para nossos códigos de lei
atuais.

A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os


romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da
origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os
principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de
Proserpina.

Desde os tempos da fundação de Roma, havia a crença em muitos deuses.


Ao longo dos séculos, os romanos assimilaram numerosas influências
religiosas.

Quando os romanos conquistaram a Grécia, acabaram por adotar os deuses


gregos, mudando-lhes apenas o nome. Por exemplo, Zeus tornou-se Júpiter,
Ares virou Marte, Afrodite passou a ser chamada de Vênus.

Durante o período do Império, os romanos conheceram o Cristianismo. Os


romanos perseguirem os cristãos durante muitos anos, até que o Imperador
Teodósio (379-395) se converteu ao Cristianismo, que passou a ser a religião
do Império.

O Fim do Império

O Império Romano chegou ao fim no Quem invade, 


século V, quando a capital Roma foi um dia também 
tomada por povos bárbaros que já há é invadido. 
muitos anos vinham invadindo as terras Agora é a nossa 
do Império. O último imperador vez!!!
romano, Rômulo Augusto, ainda bem
jovem, foi destronado. Nesta época o
Império Romano estava dividido em
duas partes: Roma Ocidental e Roma
Oriental. A Roma Oriental, chamada
Império Bizantino, ainda sobreviveria
por mais 1000 anos.
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Atividades

1 – Quais eram as classes sociais existentes em Roma?


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2 – O que significa República? Quem governava nesta fase da história de


Roma?
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3 – Quais foram as conquistas dos romanos durante a República?


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4 - O que os romanos produziam?


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5 – Qual a diferença entre as terras públicas e as terras privadas?


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6 – Quem eram os escravos romanos?


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7 – Cite duas contribuições deixadas pelos Romanos:


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8 – Caio Júlio César, foi um patrício,


líder militar e político romano.
Desempenhou um papel crítico na
transformação da República Romana no
Império Romano. O seu assassinato nos
idos de Março de 44 a.C. por um grupo
de senadores travou o seu trabalho e
abriu caminho a uma instabilidade
política que viria a culminar no fim da
República e início do Império Romano.
Os feitos militares de César são
conhecidos através do seu próprio punho
e de relatos de autores como Suetónio e
Plutarco. Sobre Júlio César é correto
afirmar que:
a) Subiu ao poder durante o II Triunvirato.
b) Foi rei de Roma durante a monarquia.
c) Participou do I Triunvirato e depois governou como ditador.
d) Tornou-se senador romano e foi eleito Imperador.
e) É considerado o primeiro Imperador Romano.

9 - Acerca do fascínio exercido pelos espetáculos de sangue na arena,


muitos romanos afirmavam que eles inspiravam um nobre desprezo pela
morte. Mas é possível interpretar esses espetáculos como um ritual que
reafirmava o poder e a autoridade do Estado romano. Os gladiadores, por
exemplo, eram indivíduos sem direitos, marginalizados ou condenados por
subversão da ordem pública. Ao executá-los em público, o povo romano
reunido celebrava a sua superioridade e o seu direito de dominar.
(Adaptado de J. A. Shelton, As the Romans Did, Oxford, 1998, p. 350.)
65
Sobre o circo romano e a política de controle da população, podemos
afirmar que:

a) as lutas de gladiadores eram importantes instrumentos de manutenção


da ordem, pois o gladiadores eram escravos rebeldes, sacrificados na arena
como exemplo para quem desafiasse o governo.
b) o circo empregava muitos plebeus que conseguiam com isso aumentar a
renda de suas famílias
c) durante o império foi criada a política do pão e circo: durante as
batalhas e encenações o povo recebia pão e trigo de graça, esquecendo
assim dos graves problemas sociais e econômicos que caracterizaram
aquele período.
d) O governo investia no circo como uma forma de arrecadar impostos da
população, que durante as festividades tinha que efetuar pagamentos aos
ficais que ficavam de plantão durante todo o espetáculo.
e) As lutas de gladiadores representavam um tradição religiosa muito
antiga, herdada dos gregos e dos macedônios.

10 – Leia com atenção e responda:

Olha eu aqui de novo: Cleópatra, rainha do


Egito. O que eu estou fazendo aqui? Pois
bem, eu vivi durante o período romano e fui
amante de Julio César. Eu me suicidei logo
após a morte dele, pois me recusava e
entregar meu reino aos romanos. Mas o
Império Romano não durou para sempre.
Explique o que aconteceu com ele:
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V - AS GRANDES NAVEGAÇÕES E GRANDES DESCOBERTAS

Do Império Romano, vamos fazer uma viagem de aproximadamente 1500


anos no futuro. Vamos desembarcar em Portugal, um pequeno país
localizado na península Ibérica, uma pequena faixa de terra cercada pelo
mar e localizada no continente europeu. Portugal foi o primeiro país a ser
formado na Europa, ainda no século XII. Seu território havia pertencido ao
antigo Império Romano por isto o idioma dos portugueses – o português – é
de origem latina (o latim era a língua falada pelos romanos, lembra?).

Também na península Ibérica


ficava um outro país, a
Espanha. Junto com Portugal,
a Espanha teve um papel
muito importante nas
Grandes Navegações e na
descoberta e povoamento do
continente americano. Agora,
iremos conhecer um
pouquinho mais sobre esta
história e sobre as conquistas
destes dois países, muito
ligados à história do nosso
Brasil.
Mapa da península Ibérica. A parte escura
representa a Espanha, a parte menor, clara,
representa Portugal.

Navegações portuguesas e espanholas

Os portugueses eram grandes comerciantes e se dedicavam principalmente


ao comércio marítimo. Como Portugal era cercado pelo mar, nada mais
natural que os portugueses aprendessem a navegar muito bem. Os reis de
Portugal incentivavam a navegação e comércio, principalmente D.
Henrique, o Infante, que criou um centro de estudos: A Escola de Sagres.

A escola de Sagres reunia um grupo de marinheiros, cartógrafos e outras


pessoas que se interessavam pelo mar e pela navegação que se reuniam
para tentar encontrar formas mais modernas de viajar pelos mares e
oceanos, em navios mais resistentes e com novos instrumentos náuticos.
Graças à escola de Sagres, Portugal se tornou o pioneiro, ou seja, o
primeiro país a entrar nas GRANDES NAVEGAÇÕES.

As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que


expandiram os limites do mundo conhecido até então. Mares nunca antes
67
navegados, terras, povos, flora e fauna começaram a ser descobertas pelos
europeus. Com as descobertas marítimas muitas crenças passadas de
geração a geração, foram conferidas, confirmadas, ou desmentidas. Eram
crenças de que os oceanos eram povoados por animais gigantescos ou que
em outros lugares habitavam seres estranhos e perigosos. Ou que a terra
poderia acabar a qualquer momento no meio do oceano, o que faria os
navios caírem no nada.

O motivo poderoso que fez alguns europeus desafiarem o desconhecido,


enfrentando medo, foi a necessidade de encontrar um novo caminho para
se chegar às regiões produtoras de especiarias (sedas, de porcelana, de
ouro, temperos, marfim, corantes, etc), enfim, da riqueza.

A caravela foi uma invenção


Portuguesa. Um navio mais leve,
mais rápido e com capacidade
de carga maior que os navios até
então utilizados. Junto com
outros instrumentos náuticos
como a bússula, astrolábio e os
mapas marítimos, a caravela foi
fundamental para as conquistas
marítimas portuguesas.

Os dois primeiros países que possuíam essas condições favoráveis eram


Portugal e Espanha. Portugal, conhecedor de que as Índias (como
genericamente era chamado o Oriente), ficava a Leste, decidiu navegar
nessa direção, contornando o continente africano. Esta rota foi chamada
Ciclo Oriental. Já a Espanha apostou no projeto trazido pelo genovês
Cristóvão Colombo, que acreditava na idéia de que a terra ra redonda e
que bastaria navegar sempre em direção do ocidente para se contornar a
terra e se atingir as Índias. Era o Ciclo Ocidental. E a disputa estava
iniciada entre os dois países.

Veja como foram as conquistas portuguesas:


• 1415 conquistaram Ceuta, importante cidade comercial que ficava no
norte da África;
• durante o século XV conquistou outras regiões no litoral da África e Ilha
da Madeira, Açores, Cabo Verde e Cabo Bojador;
• 1488 chegaram ao Sul da África, contornando o Cabo da Boa Esperança;
• 1498 atingiram a Índia com Vasco da Gama, encontrado, finalmente, o
caminho marítimo para as índias.

A Espanha começou a navegar mais tarde, só após conseguir expulsar os


68
mulçumanos de seu território (o longo processo de expulsão dos
mulçumanos da península Ibéria recebeu o nome de guerras da
Reconquista).

Em 1492, Cristóvão Colombo obteve


do rei espanhol as três caravelas,
Santa Maria, Pinta e Nina, com as
quais deveria dar a volta ao mundo e
chegar às Índias. Após um mês de
viagem ele chegou à terra firme,
pensando ter atingido seu destino.
Infelizmente para Colombo,
descobriu-se pouco depois que ele
não havia chegado às Índias, e
"apenas" tinha descoberto um novo
continente, que recebeu o nome de
América, em homenagem a Américo
Vespúcio que foi o navegador que
constatou isso.

Colombo caiu em desgraça, morreu na miséria. A primeira viagem em torno


da terra foi realizada em 1519 por Fernão de Magalhães e Sebastião del
Cano.

Portugal apressou-se a garantir também para si as vantagens dessa


descoberta e, em 1494, assinou com a Espanha o famoso Tratado das
Tordesilhas, que simplesmente dividia o mundo entre os dois países
pioneiros das grandes navegações. Foi traçada uma linha imaginária que
passava a 370 léguas de Cabo Verde. As terras a Leste desta linha seriam
portuguesas e as que ficavam a Oeste seriam espanholas. Foi assim que
parte do Brasil ficou pertencendo a Portugal seis anos antes de Portugal
aqui chegar.

O Tratado de Tordesilhas dividia, portanto, o "novo mundo" em duas partes,


a partir de um meridiano 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde,
as terras as leste pertenciam a Portugal e as terras ao oeste da linha
pertenciam à Espanha. O Tratado de Tordesilhas permaneceu válido até
1750, quando os portugueses começaram a avançar (descumprir o Tratado
de Tordesilhas) para terras a oeste, daí então passou a vigorar o princípio
que a terra pertencia a quem a ocupasse. O Meridiano de Tordesilhas
passava pelo Brasil, nas atuais cidades de Belém, no Pará, e Laguna, em
Santa Catarina. Muitos anos mais tarde, os bandeirantes ultrapassaram o
Meridiano de Tordesilhas.
69
O Brasil descoberto por Pedro Álvares Cabral

Embora Dom Henrique, o Infante (ou o


Navegador), tenha sido o grande incentivador
das navegações portuguesas, foi durante o
governo de Dom Manoel, o Venturoso, que
Portugal realizou suas grandes conquistas.

Partindo do Tejo a 9 de março de 1500, com


uma frota de 1.500 homens, Cabral seguiu a
costa africana. Na altura da Guiné, seguindo as
ordens recebidas, desvia-se da rota, com o
propósito aparente de procurar melhores
condições de vento.

A 22 de abril, chega às novas terras. Avistou em primeiro lugar um monte,


que denominou Monte Pascoal, e aportaram numa baía mais ao norte.O
Brasil acabaria por ser descoberto oficialmente no dia 22 de abril de
1500, mas há quem duvide de que a descoberta tenha sido um acidente.
Muitos acreditam, hoje, que Pedro Alvares Cabral teria feito o desvio de
sua rota para tomar posse de terras que já eram conhecidas por
Portugal.

A 26 de abril, Frei Henrique Soares rezou uma missa de ação de graças,


numa pequena ilha, por eles chamada Coroa Vermelha. Transferiram-se
então para o continente, onde asseguraram a posse da terra com outra missa,
rezada com a presença dos índios ali. encontrados, a 1° de maio.

Tendo dado por concluída a sua missão ali, Cabral parte no dia seguinte para
a índia, mandando ao mesmo tempo uma caravela com notícias da
descoberta para o rei de Portugal. Era uma carta, escrita por Pêro Vaz de
Caminha.

Em tão pouco tempo, Cabral não pôde decidir se havia desembarcado em um


continente ou não, e julgou haver alcançado uma grande ilha, que
denominou Ilha de Vera Cruz. Outras expedições vieram explorar o local
descoberto por Cabral, e averiguando ser realmente um continente,
denominaram-no Terra de Santa Cruz, em homenagem ao Cruzeiro do Sul,
principal constelação vista desta área.
70

Em 1511, com a exploração, eles descobriram o pau-brasil. Novamente o


continente obteve um outro nome: Brasil, como é conhecido hoje. Portugal
realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata
Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era
comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os
indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e
chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras
de madeira até as caravelas.

O Brasil era habitado por tribos nativas de diversas nações a quem os


portugueses, a exemplo dos espanhóis, chamaram de índio. Os índios
brasileiros estavam espalhados por todo o litoral e pelo interior e
viviam aqui há milhares de anos. O encontro entre europeus e índios foi
inicialmente pacífico. No entanto, tão logo começou a ocupação e
colonização do território brasileiro, os nossos índios foram escravizados
e mortos pelos colonizadores, que tomaram posse da terra como se ela
a eles pertencesse.

ATIVIDADES
1 – Que idioma de fala em Portugal? Qual a origem deste idioma?
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2 – O que era a Escola de Sagres?


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3 – O que foram as Grandes Navegações?


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4 – Por que as pessoas tinham medo dos oceanos naquela época?


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5 – Por que os portugueses resolveram enfrentar seu medo do oceano


Atlântico e partir para as navegações?
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6 - Observe a imagem abaixo e responda o que se pede:

A) Porque os índios tem “pena” de Colombo?


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B) Porque a América tem este nome?


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7 – Como os portugueses desejavam chegar às Índias?


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8 – Qual foi a primeira conquista portuguesa durante as navegações?
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9 – O que foi o meridiano de Tordesilhas?


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10 – Que nomes o Brasil recebeu?


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VI - A OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Em 1516, sob comando de Dom Manuel I. a Corte Portuguesa enviou pessoas


dispostas a iniciar o povoamento no Brasil e lhes entregou ferramentas
para que conseguissem iniciar o desbravamento de algumas terras. Dois
anos após a chegada dos portugueses, os índios invadiram e destruíram
a colônia firmada em Porto Seguro. Após este ataque, o Brasil
permaneceu até 1530 sem receber novas pessoas intencionadas em
residir ali. Costumamos denominar os primeiros 30 anos após a
descoberta como período pré-colonial, quando havia a exploração dos
recursos naturais do Brasil, mas ainda não havia povoamento.

No ano de 1530, Dom João III, rei de Portugal da época, enviou Martim
Afonso de Souza ao Brasil para explorar seu território em busca de
minerais e ainda fundar as primeiras vilas e povoados. Com total
autonomia dada pelo rei, Martim Afonso nomeava autoridades e
distribuía terras para aqueles que se comprometiam a realizar a missão
determinada pelo rei. Quase todo o litoral foi explorado por Martim
Afonso e suas expedições.

No litoral paulista foi fundada a primeira vila do Brasil, a Vila de São


Vicente. Lá também surgiram as primeiras plantações de cana-de-
açúcar, além dos primeiros engenhos. Para trabalhar nas plantações
foram trazidos escravos africanos e também usados escravos indígenas.
Mais tarde, a dificuldade em se escravizar o índio e as vantagens
comerciais da escravidão negra africana serão fatores que contribuirão
para o predomínio do trabalho do negro nas lavouras e , mais tarde nas
minas de ouro.

Expansão territorial: bandeiras e bandeirantes


Foram os bandeirantes os responsáveis pela ampliação do território
brasileiro além do Tratado de Tordesilhas. Os bandeirantes eram colonos
que se aventuravam no interior do Brasil, em busca de índios para
escravizar e de metais e pedras preciosas. Eles partiam da Vila de São
Vicente, no atual Estado de São Paulo. Foram os bandeirantes que
encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de Minas Gerais, Goiás
e Mato Grosso, no século XVIII.
75

A descoberta de ouro e o início da exploração da minas nas regiões auríferas


(Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocou uma verdadeira "corrida do
ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de
várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite
para o dia.

A descoberta do ouro e o povoamento de Minas Gerais

No final do século XVII, os bandeirantes paulistas finalmente encontraram


ouro no Brasil, para felicidade da Coroa Portuguesa. As pessoas passaram a
se referir ao local como a região das "minas dos Cataguás" (índios coroados)
ou "minas dos Cataguases". Eram tantos os lugares com ouro, que logo as
pessoas começaram a chamar a região como as "minas do ouro" ou as "minas
gerais".

Milhares de pessoas, de várias partes do Brasil e de Portugal, para lá se


dirigiram em busca de fortuna. Mas, naquele sertão, não havia plantações
ou criação de animais, nem mesmo estradas pelas quais pudessem ser
levados mantimentos para os mineradores. Foram tempos muito difíceis,
onde pessoas morriam de fome, com os bolsos cheios de ouro.

Durante muito tempo, a produção de ouro foi muito grande, mas ela
diminuiu fazendo com que as vilas e cidades mineradoras se esvaziassem, e
muitas famílias procurassem outras regiões para morar e trabalhar. Assim,
Minas Gerais começou a crescer e a aumentar seu território. No fim do
século XVIII, começou a ocupação das atuais regiões da Zona da Mata,
Norte de Minas, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
76
Os Sertões Proibidos (ou áreas proibidas)

Inicialmente conhecida como Sertões Proibidos, a Zona da Mata era


utilizada pelos contrabandistas de ouro como caminho para levar o ouro
tirado das minas, escondido do governo para assim não pagar imposto. Para
evitar o contrabando, o governo Português proibia a colonização da região,
dizendo que os índios que aqui habitavam eram muito perigosos. O nome
da Zona da Mata está ligado à presença da mata Atlântica que cobria as
encostas da serra da Mantiqueira.

A Zona da Mata passa a ser um importante centro de desenvolvimento de


Minas, com a redução da extração do ouro. O início da chegada de pessoas
para morarem na Zona da Mata se faz a partir do Caminho Novo, estrada
que ligava Minas Gerais à capital do país. Por este caminho levava-se ouro e
buscava-se mantimentos e escravos para as minas de ouro. São construídos
nesse caminho locais de parada para atender os viajantes que passavam
pelo interior das Gerais.

As famílias que queriam morar aqui recebiam a doação de uma sesmaria. O


sistema de Sesmaria foi criado pelo governo português, no ano de 1375,
para organizar a distribuição de terras doadas pelo rei. Sesmaria era o nome
que se dava a um pedaço de terra que era doado a uma pessoa (o
sesmeiro). Nesta terra ele deveria produzir alguma coisa: criar gado,
cultivar, etc.

ATIVIDADES

1 - Explique com suas palavras por que a Zona da Mata era chamada de
Sertões Proibidos.
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2 - Explique o que foi o sistema de sesmarias:


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3 - Procure no vocabulário as palavras que você não entendeu e escreva
seu significado no caderno.
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4 - A mineração, marcada pela extração de ouro e diamantes nas regiões de


Goiás, Mato Grosso e principalmente Minas Gerais, atingiu o apogeu entre
os anos de 1750 e 1770, justamente no período em que a Inglaterra se
industrializava e se consolidava como uma potência hegemônica, exercendo
uma influência econômica cada vez maior sobre Portugal.

Podemos afirmar sobre o período da mineração no Brasil que:


a) atraídos pelo ouro, vieram para o Brasil aventureiros de toda espécie,
que inviabilizaram a mineração.
b) a exploração das minas de ouro só trouxe benefícios para Portugal.
c) a mineração deu a uma sociedade urbana e permitiu o surgimento de
uma classe média socialmente ativa.
d) o ouro beneficiou apenas a Inglaterra, que financiou sua exploração.
e) a mineração serviu para isolar a região mineradora do restante do Brasil,
impedido a integração entre as várias regiões.

5 - Bandeiras eram:
a) expedições de portugueses que atraíam as tribos indígenas para serem
catequizadas pelos jesuítas;
b) expedições organizadas pela Coroa com o objetivo de conquistar as áreas
litorâneas e ribeirinhas do país;
c) expedições particulares que aprisionavam índios e buscavam metais e
pedras preciosas;
d) movimentos catequistas liderados pelos jesuítas e que pretendiam
formar uma nação indígena cristã;
e) expedições financiadas pela Coroa cujo objetivo era exclusivamente
descobrir metais e pedras preciosas.

6 - Sobre a pecuária, leia e responda:

A pecuária bovina foi introduzida no Brasil em meados do século XVI e se


desenvolveu inicialmente em Pernambuco e na Bahia, de onde penetrou
para os sertões consumidores desse produto brasileiros. Apesar da sua
importância como elemento de penetração e de povoamento de várias
79
regiões, a pecuária bovina foi sempre uma atividade secundária,
complementar, portanto às atividades econômicas principais como a lavoura
cavadeira e mais tarde a mineração.

Importante como fornecedora de força de tração animal e meio de


transporte para os engenhos, além de ser fonte de alimento e de couro, a
pecuária não exigia, como o engenho, muito capital para seu
desenvolvimento. Por isso mesmo, era muito mais fácil instalar uma
fazenda de gado do que um engenho de açúcar. Para formar uma fazenda
de gado, o eventual fazendeiro não precisava de mão-de-obra abundante
nem de importar equipamentos caros. O fundamental era a terra, em
grande extensão e aberta ao desbravamento no interior da colônia.

Nas margens do Rio São Francisco nasceram e cresceram muitas fazendas de


gado no decorrer do século XVII. A pecuária era o vínculo de ligação do
Nordeste com o litoral açucareiro. As fazendas nordestinas do senão
abasteciam a zona do açúcar, ao mesmo tempo que se tornavam área de
atração para as pessoas pobres e marginalizadas daquela região, que viam
na pecuária uma possibilidade de melhorar sua condição de vida.

a) Cite a região do Brasil onde a pecuária iniciou seu desenvolvimento


(quero a região e não os Estados):
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b) Indique as principais características das fazendas de gado:


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7 - Aleijadinho
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu por volta de 1738. Filho do
arquiteto português Manoel Francisco Lisboa e de uma negra, escrava de
sua propriedade, chamada Isabel. De personalidade forte e perseverante,
teve noções de música e latim, aprendeu a ler, escrever, estudou desenho e
arquitetura com os mestres da época. Em 1812 ficou totalmente paralítico e
morreu pobre em 1814. Seu corpo está enterrado no interior da Igreja
Matriz Nossa Senhora da Conceição. Antônio Francisco Lisboa herdou o
apelido de Aleijadinho devido a uma doença misteriosa, popularmente
conhecida na época como zamparina, que atacou seus membros,
atrofiando-os. A mutilação não abalou suas forças; seus escravos prendiam
os instrumentos em suas mãos. A doença é implacável. Cada vez mais
arredio, ele se esconde com a ajuda de seus leais escravos Maurício,
Agostinho e Januário. Executa belas obras em Sabará e Congonhas do
80
Campo, consagrando-se como o maior artista brasileiro do período colonial.
Quando uma obra isolada do mestre escultor está diante de nossos olhos,
ficamos com a impressão de que nela existe vida. Por volta de 1766 é
contratado pela Ordem Franciscana de Assis para construir a Igreja de São
Francisco de Assis, sua obra-prima, na qual consagra seu estilo rococó. Seu
nome e sua fama correm entre os aristocratas portugueses e de todos os
lugares das Minas Gerais chegam convites para o mestre.

a) Qual era a origem familiar de Antônio Francisco Lisboa?


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b) Qual foi a importância de Aleijadinho para a História do Brasil?


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VII - HISTÓRIA LOCAL

A ocupação e povoamento de Leopoldina

Os primeiros habitantes, os índios

Apesar de serem grandes inimigos, os índios Puris (descendentes dos


Goitacazes) e Botocudos habitavam a região da Zona da Mata, onde hoje
estão localizados os municípios de Viçosa, Coimbra, Ervália, São Geraldo,
Visconde do Rio Branco, Guiricema, Ubá, Tocantins, Rio Pomba,
Cataguases, Miraí, Miradouro, Muriaé, Laranjal, Santana de Cataguases e
Leopoldina.

Os Puris eram pacíficos e tinham uma vida muito simples, em contato com a
natureza. Não conheciam a rede e dormiam no chão, em buracos cavados
na terra. Suas tribos não possuíam ocas nem malocas. Procuravam fazer
seus abrigos debaixo das grandes árvores para evitar os raios solares; fugiam
o mais que podiam do sol, pois eles o consideravam prejudicial à saúde.
Fisicamente eram miúdos e franzinos.

Gostavam de pescar, usando para isto uma linha sem anzol, na ponta da
qual amarravam minhocas. Em águas mais fundas, usavam redes feitas com
o fio do tucum ou com a embira da embaúba branca. Também pescavam
com timbó ou com balaios de boca larga que possuíam uma armadilha para
fechar a tampa quando o peixe entrasse. Nadavam muito bem e construíam
jangadas.

Da terra tiravam favas de caratinga, batatas doces, bananas da terra e


milho, mas não desenvolveram a agricultura. Alimentavam-se, também, de
mel, frutas, raízes, principalmente a raiz do caratinga. Eram grandes
corredores e muito bons caçadores. Andavam sempre agachados. Os índios
Puris só tinham como arma a flecha e o bodoque. Alguns furavam orelhas,
lábios e pintavam todo o corpo com uma tinta azul.

"EIVIR", "VIRU" ou "CATIPUERA" era o nome da bebida usada pelos Puris, e


era preparada com farinha de milho fermentada. Tinha um gosto
semelhante ao da cerveja, mas era muito mais forte. Os Puris casavam-se
jovens e por afeição, ainda na puberdade. Como não possuíam instrumentos
musicais, o único recurso de que dispunham para exprimir o ritmo era a
voz. Suas danças eram acompanhadas de cantigas. As danças, de caráter
religioso, eram em louvor ao sol, à lua e às estrelas.

Os índios Botocudos eram diferentes dos Puris, sendo um grupo muito


violento. O termo botocudos é a denominação dada pelos portugueses aos
82
indígenas que usavam botoques labiais e auriculares (peças arredondadas,
às vezes grandes, que fixavam nos lóbulos das orelhas e nos lábios,
conferindo-lhes aparência particularmente assustadora).

Atacavam as aldeias dos Puris, seus adversários tradicionais, ou caravana de


viajantes e até fazendas, incendiando o que encontravam no caminho.
Habitavam o litoral. Com a colonização dos portugueses, fugiram para o
interior do Brasil, para escaparem da escravidão.

O casamento acontecia de acordo com a vontade do casal e de seus pais,


sem cerimônia. Poderia acabar com muita facilidade. As mulheres e os
filhos trabalhavam muito e obedeciam ao marido e ao pai. Além da coleta e
da pesca, a mulher construía a cabana e transportava objetos pesados,
inclusive os filhos pequenos, carregados às costas ou pelas mãos. Quanto à
religião, há poucos registros sobre suas crenças, sabe-se apenas que a lua
era venerada como Iam.

Os Botocudos eram muito supersticiosos e atribuíam aos Puris todas as


desgraças que lhes aconteciam. Até mesmo a morte de um membro da tribo
era atribuída aos Puris. Para vingar seus mortos, os Botocudos faziam
grandes caminhadas através da mata para encontrar os Puris e matá-los,
vingando, assim, os seus parentes falecidos.

O Arraial do Feijão Cru

Localizado na Zona da Mata Leste, o município de Leopoldina ocupa


atualmente uma área de 942,74 km². Em 1828, os primeiros exploradores
chegaram ao território que hoje pertence ao município de Leopoldina,
que ficou inicialmente conhecido com Arraial do Feijão Cru. Essa história
é narrada de forma folclórica, pela Lenda do Feijão Cru, tida como marco
do surgimento de Leopoldina, encontra-se representada em um painel
pintado pelo artista Funchal Garcia, no centro da Cidade de Leopoldina, na
Praça Felix Martins.

São considerados seus fundadores, e receberam as primeiras sesmarias, o


tenente Joaquim Ferreira de Brito e seu genro Francisco Corrêa de
Lacerda. Em 1831, eles doaram terras de suas sesmarias para que fosse
construída a primeira igreja (onde hoje está a Igreja do Rosário) e as duas
primeiras casas do arraial. No entanto, existe uma dúvida sobre quem deu
início a ocupação de Leopoldina: se a família Almeida ou a família Monteiro
de Barros. A lei que teria criado o distrito de paz e policial, foi a de 30
de setembro de 1830, por época da elevação da localidade a distrito da
Vila de São Manuel do Pomba , em 1837, tendo pertencido,
anteriormente, a Barbacena e mais tarde a Mar de Espanha.
83

Em 1854, o município de Leopoldina foi separado do município de Mar de


Espanha e, no dia 27 de abril daquele ano, através da Lei 666, criou-se o
município da vila de Leopoldina. Sua instalação ocorreu no ano seguinte,
no dia 20 de janeiro. Em 1861, a vila de Leopoldina, sede do
município, é elevada à categoria de cidade.

O primeiro recenseamento realizado no Brasil foi em 1872, por ordens de D.


Pedro II, e encontrou na província de Minas Gerais 3.184.099 habitantes e
na Paróquia de São Sebastião de Leopoldina, tínhamos 4.835 habitantes. O
município possuía 481 casas.

A dificuldade em estudar, devido a falta de escolas, fez com que 3.386


pessoas fossem analfabetas, sendo a maior parte mulheres. Em Leopoldina,
no ano de 1872, havia apenas 160 estudantes, dos quais 97 eram homens.
Nessa época a mulher era criada para ser apenas obediente ao homem,
portanto, para elas não era fácil estudar. Já no ano de 1890, Leopoldina
possuía uma população de 13.942 habitantes, destes 2.586 sabiam ler e
escrever, continuando grande o número de pessoas que não podiam
estudar. A luz elétrica chega a Leopoldina em 1908, com o início do
funcionamento da Companhia Força e Luz Cataguases Leopoldina,
também atendeu aos municípios vizinhos, como São João Nepomuceno,
Cataguases e Rio Novo.
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ATIVIDADES

1 – Faça uma relação de quais objetos os índios utilizavam e quais ainda são
usados por você em sua casa.
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2- Os índios Puris tinham cuidado em não tomar muito sol. Hoje, nós
fazemos o mesmo? Por quê?
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3 – A chegada do homem branco traz sempre transformações na vida dos


índios. Observe a tirinha e responda: que transformações o homem branco
trouxe para a natureza, nas regiões onde ele colonizou?

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4 – Será que temos algum antepassado indígena? Procure saber se na sua
família há ou houve alguém de origem indígena.
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5 - Qual foi primeiro nome do nosso município?


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6 - Em que ano Leopoldina se tornou um município?


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7 - Após ler esta lei, faça em seu caderno as questões abaixo:


“LEI Nº 666 _ de 27 de abril de 1854.
Lei declarando à cathegoria de Freguezia e de Villa o Districto de S.
Sebastião do Feijão-Crú com a denominação de Villa Leopoldina, e contêm
outras disposições a respeito. [...]
Art. 1º Fica elevado à Freguezia o Districto de S. Sebastião do Feijão-
Crú do Municipio do Mar d’Hespanha.
Art. 2º Fica elevada à cathegoria de Villa com a denominação de
_Villa Leopoldina_ a Freguezia de S. Sebastião do Feijão-Crú creada por
esta lei.
Art. 3º O Municipio da Villa Leopoldina fica pertencendo à Comarca
do Pomba e comprehenderá os Districtos da Villa, Piedade, Rio Pardo,
Madre de Deos, S. José do Parahyba, Conceição da Boa-Vista, Capivara,
Laranjal e Meia Pataca, desmembrados dos Municípios do Mar d’Hespanha e
Presidio. na Secretaria da Presidencia da Provincia em 29 de abril de 1854.
Antonio José Ribeiro Bhering”.

a) Reescreva essa lei, mudando a ortografia antiga para a atual.


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8 - Após realizar a atividade anterior, responda:


a) Do que fala a lei?
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b) Antes de ser elevada à Vila, a cidade possuía um nome, qual era? E


depois, qual nome passou a ter?
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c) Quais as localidades que fazem parte da nova Vila?


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87
Leopoldina: uma cidade rumo ao progresso

No final da década de 1870, a Estrada de Ferro Leopoldina Railway foi


construída na nossa região, ao mesmo tempo a produção de café aumentou
muito. Essa ferrovia foi construída com dinheiro de fazendeiros da nossa
região e seu trajeto acompanhou as fazendas do café.

A facilidade de transporte ajuda a aumentar a venda do café. Ela trazia


novos trabalhadores para a lavoura cafeeira, os imigrantes. A ferrovia
ajuda, também, a desenvolver o comércio local.

A ferrovia chega primeiro a Cataguases, e depois, a partir do ramal de Vista


Alegre, chega a Leopoldina, nossa cidade. Em 1877, a Leopoldina Railway
transportou 12,9 milhões de quilos de café de Além Paraíba, Leopoldina e
Cataguases, para a cidade do Rio de Janeiro, onde era vendido para outros
países.

A ferrovia levava o café e trazia mercadorias que eram vendidas na cidade,


para aqueles que possuíam dinheiro – que eram poucos, pois o café não
trouxe riqueza para todos. Os vagões do trem traziam, também, estudantes
que, principalmente na década de 1910, entravam na cidade em grande
quantidade, atraídos pela excelente rede de escolas particulares.
Entre 1896 e 1914, foram fundadas cerca de 12 escolas particulares,
oferecendo diversos cursos, recebendo a cidade o apelido de Atenas da
Zona da Mata.

Em 1907 foi criado o Grupo Escolar de Leopoldina que, mais tarde, em


1922, passou a se chamar Grupo Escolar Ribeiro Junqueira. Essa escola
ficou conhecida em todo o Brasil por ter tido como diretor o professor
paraibano Augusto dos Anjos, em 1914. Augusto dos Anjos morreu em
Leopoldina, aos 30 anos, tendo publicado apenas um livro de poesias “Eu”,
mas que o tornaria famoso em todo o país. Ele foi enterrado no cemitério
de Leopoldina, onde há também um memorial em sua homenagem. Pessoas
de todas as partes do Brasil vêm a Leopoldina para visitar seu túmulo.
O teatro, a música e o cinema eram formas de arte e lazer muito
apreciados pela população da nossa cidade. Era comum os jornais
anunciarem a apresentação de companhias teatrais, saraus e filmes.
88

A cidade crescia e prosperava, graças ao café. Em 1907, Leopoldina foi


assim descrita pelo Jornal do Comércio, de Juiz de Fora:

“Leopoldina apresenta deslumbrante aspecto. Nas ruas, pelas quais se


viam palmeiras, galhardes, flores, era enorme o movimento, notando-se
a presença de grande número de pessoas vindas de fora. À entrada da
rua Cotegipe, foi erguido um arco triunfal, no qual se lê o nome do sr.
Dr. João Pinheiro, circundado de bandeiras da nossa nacionalidade.
Essa rua, à noite, apresentava brilhante aspecto, pela sua profusa
iluminação”.

Na cidade viviam aproximadamente 10% do total de habitantes do


município, enquanto que nos distritos rurais estava o restante dos
leopoldinenses. Essa população que vivia no campo era formada,
principalmente, por pequenos agricultores, agregados, ruralistas que
trabalhavam em regime de meação ou em troca de um salário. Havia
também imigrantes, principalmente italianos, que residiam na Colônia
Constança, localizada a alguns quilômetros da sede do município, onde
hoje é o bairro Boa Sorte. Estes eram os responsáveis por boa parte da
produção de gêneros alimentícios comercializados na cidade.
A indústria de Leopoldina resumia-se (até 1913) em duas máquinas de
beneficiamento de arroz e um engenho de café, estando mais próxima do
campo do que da zona urbana. Os membros da elite agrária e os
comerciantes limitavam-se a conquistar novos benefícios urbanos. Mas estes
benefícios não eram para todos e não chegavam aos trabalhadores mais
pobres.

Podemos afirmar, então, que havia uma Leopoldina moderna e uma


Leopoldina atrasada. Apesar de ser um município agrário, onde a economia
girava em torno do café, leite e gêneros alimentícios como arroz,
Leopoldina, a cidade, buscava acompanhar de perto a modernidade. A
cidade representada era diferente dos distritos rurais. Ela estava sempre
preocupada com os avanços do progresso.

O principal líder político de Leopoldina, naquela época, foi José Monteiro


Ribeiro Junqueira (1871- 1946). Foi um dos homens mais importantes do
nosso município. Foi banqueiro, promotor, advogado, empresário e
fazendeiro. Fundou o Ginásio Leopoldinense, a Companhia Força e Luz, o
Banco Ribeiro Junqueira, dentre outros empreendimentos. Na política foi
deputado estadual, deputado federal e senador.
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O café em Leopoldina

O café veio trazido para o Brasil no início do século XVIII. Era plantado nos
quintais das grandes propriedades, para uso dos moradores. Mas, a partir de
1870, tornou-se uma importante mercadoria para exportação.

Foi o Vale do Paraíba (que vai do Rio de Janeiro a Minas Gerais) que
começou a produzir café, em 1830. Como essa região estava ligada à Zona
da Mata de Minas, o café acabou chegando até nós. Era plantado
principalmente no Sul e na Zona da Mata, e utilizava basicamente a mão-de-
obra escrava. O plantio de café era feito em grandes propriedades de terra,
grandes fazendas chamadas de latifúndios.

Minas Gerais acabou se tornando um grande produtor de café, graças à


presença de muitas terras livres para cultivo, além de trabalhadores para as
lavouras, primeiro escravos, depois homens livres, com destaque para os
municípios de Leopoldina, Juiz de Fora, Mar de Espanha, Cataguases e Ubá.
Em um discurso feito à Assembléia Mineira, em 1859, o Visconde de
Caravelas, Carneiro Campos, falava sobre a importância do crescimento
da lavoura de café nos municípios de Mar de Espanha e Leopoldina.
O município de Leopoldina se tornou um grande centro produtor de café,
um dos mais ricos e importantes da Zona da Mata. Toda a produção de café
era comercializada no Rio de Janeiro e de lá embarcada em navios para
outros países.

As fazendas eram bastante numerosas. De 1883 a 1887, em Leopoldina,


existiam cerca de 42 unidades produtivas. Havia muitas pequenas
90
propriedades, mas a maior parte da terra estava nas mãos dos grandes
proprietários, que tinham melhores condições de expandir o cultivo.

A decadência econômica de Leopoldina

No início do século XX, o preço do café começou a baixar, porque a


concorrência de outros países estava prejudicando o Brasil, e os fazendeiros
perderam muito dinheiro. Minas Gerais era o segundo maior produtor de
café do Brasil, perdendo apenas para São Paulo. Durante os trinta primeiros
anos do século XX, o município de Leopoldina lutava para salvar a lavoura
do café.

Em 1930, já não havia mais esperança para a cafeicultura e muitos


fazendeiros perderam suas fortunas. Os municípios que dependiam do café
também foram afetados, pois como o dinheiro começou a sumir, os
impostos recolhidos também diminuíram. Foi o que aconteceu com
Leopoldina, um município rico que acabou se tornando um município pobre.
Políticos como José Monteiro Ribeiro Junqueira passaram a incentivar a
policultura e a criação de gado leiteiro, que se tornou mais tarde muito
importante para nosso município. Em 20 de setembro 1900, foi criada a lei
353, criando a feira de gado de Leopoldina, com o objetivo de incentivar a
produção oferecendo prêmios e comendas. A Cooperativa dos Produtores
de Leite de Leopoldina tornou-se em pouco tempo uma das maiores
fornecedoras do produto para o Estado do Rio de Janeiro.

Leopoldina nunca conseguiu se industrializar, como a vizinha Cataguases, e


a sua população foi aos poucos se reduzindo. O município que recebia
trabalhadores e estudantes vindos de várias regiões de Minas e do Brasil e
que, em 1872 possuía mais de 40 mil habitantes, foi esvaziando. Mas isso
não aconteceu apenas aqui: poucos foram os municípios da Mata que
conseguiram sobreviver ao fim da cafeicultura na região.

O escravo

Nós sabemos que o Brasil foi um país escravista, ou seja, onde quase todo o
trabalho era feito pelo escravo. Os primeiros escravos foram os índios, que
foram tirados de suas aldeias para trabalhar em fazendas de cana-de-
açúcar. Depois, vieram os negros africanos. Estes trabalhadores eram
capturados na África e trazidos para o nosso país para trabalharem,
primeiro nas plantações de cana-de-açúcar, na mineração e depois nas
plantações de café. A escravidão é uma parte triste da nossa história, que
durou mais de 300 anos.
91
Muitas pessoas tinham preconceito contra o trabalho, que era tido como
“coisa de escravo”, a maior parte das atividades realizadas na agricultura,
na cidade ou nas casas eram feitas por escravos negros. A colheita do café
também era feita pelos escravos. Eles arrancavam os grãos com as mãos e
peneiravam para separar as folhas. Depois de colhido, era lavado e
colocado para secar. Os grãos secos eram amontoados e ensacados.

Havia propriedades com muitos escravos, chegando a centenas, mas nas


pequenas propriedades rurais, o número de cativos não passava de cinco.
Em Leopoldina existiam pequenas e grandes fazendas.

Leopoldina teve muitos escravos, que trabalhavam nas lavouras de café. Em


1872, a população do nosso município era de 41.886 habitantes, dos quais
15.253 eram escravos e 26.633 livres. Os municípios que possuíam mais
escravos eram Juiz de Fora e Leopoldina. Em 1883, Leopoldina já era a
segunda cidade com maior número de escravos de Minas Gerais, com
16.001.

Em 1876 nossa cidade possuía 15.253 escravos, passando para 16.001 em


1883. O aumento do número de escravos mostra o tamanho da riqueza
produzida pelo café no município, pois o escravo era uma mão-de-obra
muito cara. Por essa razão, os nossos senhores de escravos lutaram contra a
sua libertação.

Apesar de viverem sem liberdade, obrigados a trabalhar e sem receber


nenhum pagamento pelo seu serviço, os escravos podiam constituir famílias,
se casavam com as bênçãos dos padres, tinham padrinhos em seus
casamentos que poderiam ser outros escravos, seu proprietário, algum
homem ou mulher branca, ou mesmo um escravo que já havia se libertado.
Os filhos de escravos também eram batizados e tinham padrinhos livres ou
escravos.

Os escravos trabalhavam e enriqueciam nossos fazendeiros, que viviam no


luxo, possuindo tudo o que o dinheiro pudesse comprar, sempre imitando a
moda do Rio de Janeiro. Os escravos moravam nas senzalas e possuíam
apenas a roupa com que trabalhavam e recebiam uma refeição simples.
Quando não trabalhavam direito, podiam ser castigados de forma cruel,
com chicotadas e surras. Muitos de nossos fazendeiros lutaram contra o fim
da escravidão, através de nossos representantes políticos na Corte.
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Mas nem todos os donos de escravos eram cruéis e nem todos os


leopoldinenses defendiam a escravidão. A historiadora Nilza Cantoni nos
conta que em Leopoldina havia pessoas que eram contra a escravidão. Um
desses casos foi o do José Jeronymo de Mesquita, o Barão do Bonfim,
proprietário da Fazenda do Paraíso que, em 15 de abril de 1888, alforriou
182 escravos e os levou para a cidade onde assistiram juntos a uma missa,
como homens livres.

Segundo sua biografia, o Barão do Bonfim teria recebido a fazenda Paraíso


como presente de casamento de seu avô. A fazenda de café possuía 300
escravos, que eram bem tratados e cujos filhos, inclusive, recebiam aulas.
Ele chegou a construir uma sala de música para os escravos aprenderem a
tocar instrumentos musicais.

Um dos grandes abolicionistas brasileiros, que morou e trabalhou em


Leopoldina, foi o Dr. Antônio Augusto de Lima (1859-1934), jornalista,
poeta, magistrado, jurista, professor e político. Nasceu em Congonhas de
Sabará (hoje Nova Lima), MG. Foi eleito para a Academia Brasileira de
93
Letras, em 5 de fevereiro de 1903. Foi nomeado promotor do Termo de
Leopoldina, e, em 1885, era juiz municipal. Chegou a ser governador de
Minas Gerais, em 1895 (na época título de governador correspondia a
“presidente do Estado”).

Em 13 de maio de 1888, a Princesa Izabel assinou a Lei Áurea, que libertava


todos os escravos do Brasil. Os donos de escravos leopoldinenses se
sentiram prejudicados e realizaram vários protestos contra a monarquia,
pois eles acreditavam que o governo brasileiro os havia prejudicado com tal
lei e que eles deveriam, portanto, receber indenizações, pagamentos
devido à perda da mercadoria deles. Mas bem antes disso, o trabalho do
escravo já estava sendo substituído pelo trabalho livre do imigrante, vindo
da Europa, em busca de uma nova vida no Brasil.

O imigrante

Com o fim da escravidão, em 1888, Minas Gerais tentou solucionar o


problema da falta de trabalhadores para a lavoura. Já há alguns anos,
fazendeiros estavam libertando seus escravos e substituindo o trabalho
escravo pelo livre. Eles ofereciam aos seus ex-escravos a oportunidade de
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continuarem trabalhando nas fazendas, recebendo um salário. Eles também
traziam para suas fazendas imigrantes.

Os imigrantes vinham para o Brasil com suas famílias, fugindo da fome e das
guerras que estavam acontecendo na Europa, principalmente entre os anos
da década de 1870. A maioria deles era de italianos e alemães. Os
imigrantes vinham em busca de trabalho e de terras. Muitos traziam toda a
sua família e a maioria preferia trabalhar em São Paulo, onde o salário pago
era muito maior do que o oferecido pelos fazendeiros de Minas Gerais

Minas Gerais era a região mais


populosa do Brasil, ou seja,
tínhamos mais habitantes do
que outros Estados. Por esta
razão, na Zona da Mata havia
mais trabalhadores nacionais
do que imigrantes, mas eles
também foram muito
importantes na construção da
nossa história.

Os imigrantes alemães preferiam trabalhar nas cidades em pequenas


fábricas ou abrindo pequenos comércios. Os italianos já eram mais ligados
ao campo, e procuravam terras para cultivar.

Os primeiros imigrantes que chegaram em Leopoldina foram comerciantes,


na década de 1850, quase sempre identificados como "turcos". A sala de
suas casas era a loja. Entre eles estão os primeiros mascates, homens que
visitavam as fazendas levando os produtos para serem vendidos. Entre 1860
e 1888, com a abertura da estrada que servia para transportar a produção
de café, foi fundada a Companhia União e Indústria, que contratou
engenheiros, técnicos e operários especializados na Alemanha em 1856.
Muitos deles, juntamente com suas famílias, permaneceram na Zona da
Mata.
95
A partir de 1877, com a chegada da ferrovia, o número de imigrantes em
Leopoldina aumentou. Há relatos de que em Vista Alegre havia uma
hospedaria de imigrantes, local onde os imigrantes descansavam até serem
enviadas para fazendas ou cidades onde iriam morar e trabalhar.

Com o fim da escravidão, em 1888, o número de imigrantes que aqui


chegaram aumentou bastante. A partir de então, nossa região passou a
receber agricultores, espanhóis e italianos. Diferentemente dos primeiros
imigrantes que aqui chegaram, esses eram, em geral, pessoas de origem
muito humilde, analfabetos em nossa língua e, por esta razão, acabaram
por ser explorados pelos fazendeiros, muitos dos quais os tratavam como
escravos e nem sempre lhes pagavam o salário devido.

Os primeiros que conseguiram se livrar dos abusos dos fazendeiros


estabeleceram-se no trecho que ligava a sede do município a Tebas. Na
Onça e na vizinha Fazenda da Constança, famílias de alemães e espanhóis
haviam fixado residência e receberam os novos imigrantes sem dificuldades
e, principalmente, sem o preconceito que os impedia de participarem
ativamente da vida econômica da cidade.

Colônia Constança.
A organização de colônias agrícolas, em Minas Gerais, surgiu da necessidade
de oferecer vantagens que fixassem os imigrantes em seu território.
Lembrem-se de que a maioria deles preferia ir para São Paulo, trabalhar
nas lavouras de café ou na cidade. Oferecer lotes de terra para famílias
cultivarem – mesmo que elas não fossem proprietárias – era uma maneira de
atrair para nosso Estado trabalhadores.

Em Leopoldina foi criada a Colônia Agrícola Constança pelo decreto nº 280,


em 12 de abril de 1910 e foi constituída inicialmente a partir das fazendas
Constança, Boa Sorte, Onça e Puris, adquiridas pelo Estado. Foram divididos
e distribuídos lotes de terra para imigrantes que desejassem produzir ali
gêneros alimentícios variados, para serem vendidos na cidade ou na "venda
de secos e molhados" do Sr. Augusto Timbiras, que ficava na entrada do
Bairro Boa Sorte.

Os italianos que chegaram em Leopoldina vinham quase todos da região de


Veneto, na Itália, e na chegada ao Brasil, em 1910, ficaram alojados na
Hospedaria da Ilha das Flores, no Rio de Janeiro, até que foram
transferidos para a Colônia Constança. A partir de junho de 1910, eles
passaram a ser o maior grupo residente na Colônia, assim como o mais
ativo. Um exemplo disso era que Leopoldina já possuía, um ano depois, um
representante de Victor Manoel III, Rei da Itália naquela época.
96
Os imigrantes vinham para trabalhar na
colheita do café e produzir gêneros
alimentícios, mas desenvolviam, também,
outras atividades, como a produção de
telhas e tijolos, serviços de carpintaria,
pedreiros, carreteiros, podadores,
ferreiros e outros serviços. O dinheiro
extra era poupado para, futuramente, a
compra de uma pequena propriedade
rural.

Muitos imigrantes que foram para Juiz de


Fora, onde ficaram durante algum tempo
na Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de
Fora, vieram para Leopoldina entre o final
de 1888 e 1909, para trabalhar na Colônia
Santo Antônio.

A Colônia Santo Antonio foi um núcleo organizado pela Câmara Municipal de


Leopoldina, localizado nas proximidades da Igreja de Santo Antônio do
Onça, e que durou pouco tempo. Estes imigrantes estiveram, quase sempre,
ligados ao distrito de Tebas. Em 1917, a população da Constança chegava a
1065 habitantes, cerca de 15 pessoas para cada lote.

Um grupo de famílias de colonos alemães chegou a morar na colônia


Agrícola da Constança, antes da primeira Guerra Mundial, mas não
desejavam ficar no campo e sim trabalhar na cidade, por isto acabaram
indo embora algum tempo depois. Tivemos também espanhóis, franceses,
gregos, holandeses que se encantaram com nossa terra e por aqui
permaneceram.

Em 1911, chegam diversos italianos a Leopoldina se dedicando à lavoura,


depois passam a investir suas economias em pequenas oficinas. Outros são
sapateiros, donos de bar, padres, sacristãos, açougueiros, alfaiates,
jardineiros e exercem outras atividades.
Diversos portugueses também vieram morar em nossa cidade, dedicando-se
a atividades diversas; entre elas, o comércio de atacado e varejo, dirigindo
jornal, cuidando da agricultura, sendo médico, barbeiro e artistas.
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ATIVIDADES
1 – Observe a imagem

Usando argumentos tirados do texto e informações complementares,


explique qual foi a importância da ferrovia para a nossa região.
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2 – Ainda trabalhando com imagens, localize em Leopoldina as espaços
públicos que aparece nas imagens abaixo, que pertencem ao início do
século XX:

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3 – Por que Leopoldina era chamada de Atenas da Zona da Mata?


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4 – Qual era a principal atividade econômica do nosso município durante o


Império e a Primeira República?
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5 – Que tratamento recebiam os escravos nas fazendas de café?


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6 – O que é um abolicionista?
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Quais foram os principais núcleos de imigrantes que formaram-se em


Leopoldina?
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6 – Leia a história em quadrinhos abaixo e discuta seu conteúdo com seus


colegas na sala de aula:
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101
102
103
104
105

(A história em quadrinhos acima não tem referência exata pois veio de um


fragmento de revista, sem capa e faltando páginas).
106
FONTES PESQUISADAS E ADAPTADAS

OS microorganismos. Capturado em:


http://decomposicao.vilabol.uol.com.br/pagina4.htm, acesso em
27/01/2011.

Portal Turma da Mônica. http://www.monica.com.br/index.htm, acesso em


02/02/2008.

Arqueólogos encontram sinais de fogo controlado há 790 mil anos.


Capturado em
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u11659.shtml,
acesso em: 29/04/2004.

Eugenia (apostila do prof. Ramiro). Capturado em


http://www.portalimpacto.com.br/docs/01Ramiro1ANOAula03APolisGregaE
sparta.pdf, acesso em 28/05/2010.

Olimpíadas da Grécia Antiga. Capturado em


http://olimpiadas.uol.com.br/2008/historia/grecia/historia.jhtm, acesso
em 28/05/2010

Teatro Grego. Capturado em


http://www.suapesquisa.com/musicacultura/teatro_grego.htm, acesso em
28/05/2010

Esparta. Capturado em
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-grega/esparta.php,
acesso em 02/02/2008.

Roma Antiga. Capturado em http://pt.wikipedia.org/wiki/Roma_Antiga,


acesso em 02/02/2008.

Observação: Algumas partes do texto foram copiadas, outras adaptadas e


uma boa parte delas escrita por mim. Como na época eu pretendia usar o
texto apenas na sala de aula e tive pouco tempo para prepara-lo não tive o
cuidado de relacionar adequadamente as fontes utilizadas. Tentei faze-lo
nesta revisão (2011), mas sei que alguma coisa deve ter escapado. Peço
antecipadamente desculpas e esclareço que não tenho intenção de plagiar
ou tomar para mim textos de outros autores. Foi descuido mesmo.