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PORTUGUÊS 1º E 2º GRAUS

PORTUGUÊS 1º E 2º GRAUS

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LÍNGUA PORTUGUESA FONÉTICA Em sentido mais elementar, a Fonética é o estudo dos sons ou dos fonemas, entendendo-se por fonemas

os sons emitidos pela voz humana, os quais caracterizam a oposição entre os vocábulos. Ex.: em pato e bato é o som inicial das consoantes p- e b- que opõe entre si as duas palavras. Tal som recebe a denominação de FONEMA. Quando proferimos a palavra aflito, por exemplo, emitimos três sílabas e seis fonemas: a-fli-to. Percebemos que numa sílaba pode haver um ou mais fonemas. No sistema fonética do português do Brasil há, aproximadamente, 33 fonemas. É importante não confundir letra com fonema. Fonema é som, letra é o sinal gráfico que representa o som. Vejamos alguns exemplos: Manhã – 5 letras e quatro fonemas: m / a / nh / ã Táxi – 4 letras e 5 fonemas: t / a / k / s / i Corre – letras: 5: fonemas: 4 Hora – letras: 4: fonemas: 3 Aquela – letras: 6: fonemas: 5 Guerra – letras: 6: fonemas: 4 Fixo – letras: 4: fonemas: 5 Hoje – 4 letras e 3 fonemas Canto – 5 letras e 4 fonemas Tempo – 5 letras e 4 fonemas Campo – 5 letras e 4 fonemas Chuva – 5 letras e 4 fonemas LETRA - é a representação gráfica, a representação escrita, de um determinado som. CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS VOGAIS a, e, i, o, u SEMIVOGAIS

Só há duas semivogais: i e u, quando se incorporam à vogal numa mesma sílaba da palavra, formando um ditongo ou tritongo. Exs.: cai-ça-ra, te-sou-ro, Pa-ra-guai. CONSOANTES b, c, d, f, g, h, j, l, m, n, p, q, r, s, t, v, x, z ENCONTROS VOCÁLICOS Ã seqüência de duas ou três vogais em uma palavra, damos o nome de encontro vocálico. Ex. : cooperativa Três são os encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato DITONGO É a combinação de uma vogal + uma semivogal ou vice-versa. Dividem-se em: orais: pai, fui nasais: mãe, bem, pão decrescentes: (vogal + semivogal) – meu, riu, dói crescentes: (semivogal + vogal) – pátria, vácuo TRITONGO semivogal + vogal + semivogal Pa-ra-guai, U-ru-guai, Ja-ce-guai, sa-guão, quão, iguais, mínguam HIATO Ê o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente, em duas diferentes emissões de voz. fa-ís-ca, sa-ú-de, do-er, a-or-ta, po-di-a, ci-ú-me, po-ei-ra, cru-el, ju-í-zo SÌLABA Dá-se o nome de sílaba ao fonema ou grupo de fonemas pronunciados numa só emissão de voz. Quanto ao número de sílabas, o vocábulo classifica-se em:

Monossílabo - possui uma só sílaba: pá, mel, fé, sol. Dissílabo - possui duas sílabas: ca-sa, me-sa, pom-bo. Trissílabo - possui três sílabas: Cam-pi-nas, ci-dade, a-tle-ta. Polissílabo - possui mais de três sílabas: es-co-lari-da-de, hos-pi-ta-li-da-de. TONICIDADE Nas palavras com mais de uma sílaba, sempre existe uma sílaba que se pronuncia com mais força do que as outras: é a sílaba tônica. Exs.: em lá-gri-ma, a sílaba tônica é lá; em ca-der-no, der; em A-ma-pá, pá. Considerando-se a posição da sílaba tônica, classificam-se as palavras em: Oxítonas - quando a tônica é a última sílaba: Para-ná, sa-bor, do-mi-nó. Paroxítonas - quando a tônica é a penúltima sílaba : már-tir, ca-rá-ter, a-má-vel, qua-dro. Proparoxítonas - quando a tônica é a antepenúltima sílaba: ú-mi-do, cá-li-ce, ' sô-fre-go, pês-sego, lá-gri-ma. ENCONTROS CONSONANTAIS É a sequência de dois ou mais fonemas consonânticos num vocábulo. atleta, brado, creme, digno etc. DÍGRAFOS São duas letras que representam um só fonema, sendo uma grafia composta para um som simples. Há os seguintes dígrafos: 1) Os terminados em h, representados pelos grupos ch, lh, nh. Exs.: chave, malha, ninho. 2) Os constituídos de letras dobradas, representados pelos grupos rr e ss. Exs. : carro, pássaro. 3) Os grupos gu, qu, sc, sç, xc, xs. Exs.: guerra, quilo, nascer, cresça, exceto, exsurgir. 4) As vogais nasais em que a nasalidade é indicada por m ou n, encerrando a sílaba em uma

palavra. Exs.: pom-ba, cam-po, on-de, can-to, man-to. NOTAÇÕES LÉXICAS São certos sinais gráficos que se juntam às letras, geralmente para lhes dar um valor fonético especial e permitir a correta pronúncia das palavras. São os seguintes: o acento agudo – indica vogal tônica aberta: pé, avó, lágrimas; o acento circunflexo – indica vogal tônica fechada: avô, mês, âncora; o acento grave – sinal indicador de crase: ir à cidade; o til – indica vogal nasal: lã, ímã; a cedilha – dá ao c o som de ss: moça, laço, açude; o trema – indica que o u soa: lingüeta, freqüente, tranqüilo; o apóstrofo – indica supressão de vogal: mãed’água, pau-d’alho; o hífen – une palavras, prefixos, etc.: arcos-íris, peço-lhe, ex-aluno. ORTOGRAFIA OFICIAL Ao escrever uma palavra com som de s, de z, de x ou de j, deve-se procurar a origem dela, pois, na Língua Portuguesa, a palavra primitiva, em muitos casos, indica como deveremos escrever a palavra derivada. Ç 01) Escreveremos com -ção as palavras derivadas de vocábulos terminados em -to, -tor, -tivo e os substantivos formados pela posposição do -ção ao tema de um verbo (Tema é o que sobra, quando se retira a desinência de infinitivo - r - do verbo). Portanto deve-se procurar a origem da palavra terminada em -ção. Por exemplo: Donde provém a palavra conjunção? Resposta: provém de conjunto. Por isso, escrevemo-la com ç. Exemplos: erudito = erudição exceto = exceção setor = seção intuitivo = intuição redator = redação

ereto = ereção educar - r + ção = educação exportar - r + ção = exportação repartir - r + ção = repartição 02) Escreveremos com -tenção os substantivos correspondentes aos verbos derivados do verbo ter. Exemplos: manter = manutenção reter = retenção deter = detenção conter = contenção 03) Escreveremos com -çar os verbos derivados de substantivos terminados em -ce. Exemplos: alcance = alcançar lance = lançar S Escreveremos com -s- as palavras derivadas de verbos terminados em -nder e –ndir Exemplos: pretender = pretensão defender = defesa, defensivo despender = despesa compreender = compreensão fundir = fusão expandir = expansão 02) Escreveremos com -s- as palavras derivadas de verbos terminados em -erter, -ertir e -ergir. Exemplos: perverter = perversão converter = conversão divertir = diversão aspergir = aspersão imergir = imersão 03) Escreveremos -puls- nas palavras derivadas de verbos terminados em -pelir e -curs-, nas palavras derivadas de verbos terminados em -correr. Exemplos: expelir = expulsão impelir = impulso compelir = compulsório concorrer = concurso

discorrer = discurso percorrer = percurso 04) Escreveremos com -s- todas as palavras terminadas em -oso e -osa, com exceção de gozo. Exemplos: gostosa glamorosa saboroso horroroso 05) Escreveremos com -s- todas as palavras terminadas em -ase, -ese, -ise e -ose, com exceção de gaze e deslize. Exemplos: fase crase tese osmose 06) Escreveremos com -s- as palavras femininas terminadas em -isa. Exemplos: poetisa profetisa Heloísa Marisa 07) Escreveremos com -s- toda a conjugação dos verbos pôr, querer e usar. Exemplos: Eu pus Ele quis Nós usamos Eles quiseram Quando nós quisermos Se eles usassem Ç ou S? Após ditongo, escreveremos com -ç-, quando houver som de s, e escreveremos com -s-, quando houver som de z. Exemplos: eleição traição Neusa

coisa S ou Z? 01-a) Escreveremos com -s- as palavras terminadas em -ês e -esa que indicarem nacionalidades, títulos ou nomes próprios. Exemplos: português norueguesa marquês duquesa Inês Teresa 01-b) Escreveremos com -z- as palavras terminadas em -ez e -eza, substantivos abstratos que provêm de adjetivos, ou seja, palavras que indicam a existência de uma qualidade. Exemplos: embriaguez limpeza lucidez nobreza acidez pobreza 02-a) Escreveremos com -s- os verbos terminados em -isar, quando a palavra primitiva já possuir o -s-. Exemplos: análise = analisar pesquisa = pesquisar paralisia = paralisar 02-b) Escreveremos com -z- os verbos terminados em -izar, quando a palavra primitiva não possuir -s-. Exemplos: economia = economizar terror = aterrorizar frágil = fragilizar Cuidado: catequese = catequizar síntese = sintetizar hipnose = hipnotizar batismo = batizar 03-a) Escreveremos com -s- os diminutivos terminados em -sinho e -sito, quando a palavra primitiva já possuir o -s- no final do radical. Exemplos: casinha asinha portuguesinho camponesinha Teresinha Inesita 03-b) Escreveremos com -z- os diminutivos terminados em -zinho e -zito, quando a palavra primitiva não possuir -s- no final do radical. Exemplos: mulherzinha arvorezinha alemãozinho aviãozinho pincelzinho corzinha SS 01) Escreveremos com -cess- as palavras derivadas de verbos terminados em -ceder. Exemplos: anteceder = antecessor exceder = excesso conceder = concessão 02) Escreveremos com -press- as palavras derivadas de verbos terminados em -primir. Exemplos: imprimir = impressão comprimir = compressa deprimir = depressivo 03) Escreveremos com -gress- as palavras derivadas de verbos terminados em -gredir. Exemplos: agredir = agressão progredir = progresso transgredir = transgressor

04) Escreveremos com -miss- ou -mess- as palavras derivadas de verbos terminados em -meter. Exemplos: comprometer = compromisso intrometer = intromissão prometer = promessa remeter = remessa ÇS ou SS Em relação ao verbos terminados em -tir, teremos:

Escreveremos com -j- as palavras de origem tupi, africana ou popular. Exemplos: jeca jibóia jiló pajé G Escreveremos com -g- todas as palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio. Exemplos:

01) Escreveremos com -ção, se apenas retirarmos a desinência de infinitivo -r, dos verbos terminados em -tir. Exemplo: curtir - r + ção = curtição 02) Escreveremos com -são, quando, ao retirarmos toda a terminação -tir, a última letra for consoante. Exemplo: divertir - tir + são = diversão 03) Escreveremos com -ssão, quando, ao retirarmos toda a terminação -tir, a última letra for vogal.] Exemplo: discutir - tir + ssão = discussão J Escreveremos com -j- as palavras derivadas dos verbos terminados em -jar. Exemplos: trajar = traje, eu trajei. encorajar = que eles encorajem viajar = que eles viajem Escreveremos com -j- as palavras derivadas de vocábulos terminados em -ja. Exemplos: loja = lojista gorja = gorjeta canja = canjica

pedágio colégio sacrilégio prestígio relógio refúgio Escreveremos com -g- todas as palavras terminadas em -gem, com exceção de pajem, lambujem e a conjugação dos verbos terminados em -jar. Exemplos: a viagem a coragem a personagem a vernissagem a ferrugem a penugem X Escreveremos com -x- as palavras iniciadas por mex-, com exceção de mecha. Exemplos: mexilhão mexer mexerica México mexerico mexido Escreveremos com -x- as palavras iniciadas por enx-, com exceção das derivadas de vocábulos iniciados por ch- e da palavra enchova. Exemplos: enxada

enxerto enxerido enxurrada mas: cheio = encher, enchente charco = encharcar chiqueiro = enchiqueirar Escreveremos -x- após ditongo, com exceção de recauchutar e guache. Exemplos: ameixa deixar queixa feixe peixe gueixa UIR e OER Os verbos terminados em -uir e -oer terão as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo escritas com -i-. Exemplos: tu possuis ele possui tu constróis ele constrói tu móis ele mói tu róis ele rói UAR e OAR Os verbos terminados em -uar e -oar terão todas as pessoas do Presente do Subjuntivo escritas com -eExemplos: Que eu efetue Que tu efetues Que ele atenue Que nós atenuemos Que vós entoeis Que eles entoem USO DO PORQUÊ Há quatro maneiras de se escrever o porquê: porquê, porque, por que e por quê. Vejamo-las:

Porquê: É um substantivo, por isso somente poderá ser utilizado, quando for precedido de artigo (o, os), pronome adjetivo (meu(s), este(s), esse(s), aquele(s), quantos(s)...) ou numeral (um, dois, três, quatro) Ex. Ninguém entende o porquê de tanta confusão. Este porquê é um substantivo. Quantos porquês existem na Língua Portuguesa? Existem quatro porquês. Por quê: Sempre que a palavra que estiver em final de frase, deverá receber acento, não importando qual seja o elemento que surja antes dela. Ex. Ela não me ligou e nem disse por quê. Você está rindo de quê? Você veio aqui para quê? 03) Por que: Usa-se por que, quando houver a junção da preposição por com o pronome interrogativo que ou com o pronome relativo que. Para facilitar, dizemos que se pode substituí-lo por por qual razão, pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais, por qual. Ex. Por que não me disse a verdade? = por qual razão Gostaria de saber por que não me disse a verdade. = por qual razão As causas por que discuti com ele são particulares. = pelas quais Ester é a mulher por que vivo. = pela qual 04) Porque: É uma conjunção subordinativa causal ou conjunção subordinativa final ou conjunção coordenativa explicativa, portanto estará ligando duas orações, indicando causa, explicação ou finalidade. Para facilitar, dizemos que se pode substituí-lo por já que, pois ou a fim de que. Ex. Não saí de casa, porque estava doente. = já que É uma conjunção, porque liga duas orações. = pois

Estudem, porque aprendam. = a fim de que Acentuação gráfica Em nenhum idioma se enunciam igualmente as sílabas de um vocábulo, nem as palavras de uma frase. Todos os idiomas recorrem à acentuação, seja ela expressa por sinais gráficos ou não, para dar destaque a sílabas ou palavras. Acentuação é o ato, modo ou sistema de dar ênfase à pronúncia de uma sílaba (no caso de um vocábulo) ou de um termo (no caso de uma frase). O acento é de quantidade (sílabas longas que se opõem às breves), de musicalidade (sílabas agudas, que se destacam das graves) ou de intensidade (sílabas tônicas em contraposição às átonas). No grego e no latim, a musicalidade e a quantidade predominavam; por isso, a nomenclatura que adotaram, e que ainda se usa, é eminentemente musical, a começar pela palavra "prosódia", ou "acento", ligadas ao grego ode e ao latim cantus, que significam "canto". No inglês, no alemão e no francês prevalece a intensidade, mas a quantidade tem grande importância. No italiano e no espanhol, exatamente como no português, a intensidade é o único relevo. Na frase, porém, a entonação musical é decisiva e recai sobre determinados elementos de sua composição, para assinalar a indagação, a dúvida, a admiração e outros estados emocionais. No português, os monossílabos são tônicos ou átonos segundo o ritmo da frase. Os dissílabos são oxítonos quando acentuados na última sílaba (contém, fuzil), ou paroxítonos (contem, fúsil). Os trissílabos, como os polissílabos, podem ter o acento na última (continuou, amarão), na penúltima (continuo, amaram, sabia), ou na antepenúltima sílaba (árabe, gótico), e são portanto oxítonos, paroxítonos ou proparoxítonos. Na frase, as formas verbais podem ligar-se a pronomes átonos, formando metaproparoxítonos (amávamos-te, dava-se-lhe). Algumas palavras, como os grandes polissílabos, têm acentos secundários, que se chamam subtônicos (sabiamente, mulherzinha). A acentuação gráfica em português é complexa porque tem dupla função: indicar a sílaba tônica da palavra (intensidade) e sugerir o timbre vocálico da sílaba acentuada, isto é, a pronúncia aberta ou fechada. Há quatro sinais diacríticos: acento agudo (') para a sílaba tônica aberta; acento grave (`) para indicar a contração da preposição a

com o artigo a ou com os demonstrativos aqueles (s), aquela (s), aquilo; acento circunflexo (^) para sílaba tônica fechada; e til (~) para a nasal. O sistema parte do pressuposto de que toda palavra de duas ou mais sílabas, não acentuada graficamente, é paroxítona. Regras de acentuação em português. Segundo a prosódia, acentuam-se as palavras: (1) Proparoxítonas: todas, sem exceção. (2) Paroxítonas: (a) terminadas em -i, -is, -us (júri, tênis, ônus); (b) terminadas em -ã, ãs, -ão, ãos, (ímã, órfãs, órgão, órfãos); (c) terminadas em -um e uns (álbum, álbuns); (d) terminadas em -om e -ons (rádom, eléctrons); (e) terminadas em ditongos orais, seguidos ou não de -s (jóquei, fósseis); (f) terminadas em -l, -n, -x, -ps (fútil, hífen, mártir, fênix, fórceps). Os prefixos paroxítonos por não possuírem existência autônoma na língua, jamais são acentuados (super-resistente, anti-realista). (3) Oxítonas: (a) terminadas em -a, -e, -o, seguidos ou não de -s (marajá, ipê, cipó, cajás, buquês, jilós); (b) terminadas em -em e -ens (ninguém, manténs). Além desse critério, há uma série de regras de acentuação, segundo a sistemática gramatical, a saber: (1) Acentuam-se o -i e o -u tônicos, que estejam em hiato com o anterior, quando formarem sílabas sozinhos ou quando seguidos de -s (Gravataí, saúde, egoísmo, balaústre). Não são acentuados, contudo, -i e -u tônicos em hiatos com a vogal anterior, quando seguidos de -nh (tainha, graunha). (2) Acentua-se o -u proferido, quando precedido de g- ou q- e seguido de -e ou -i (averigúe, argúi). (3) Recebe acento circunflexo o primeiro o- tônico do hiato -ôo, em final de vocábulos, seguido ou não de -s (perdôo, vôos). (4) Recebe acento circunflexo o primeiro e- tônico do hiato -êem, ocorrente na terceira pessoa do plural dos verbos ler, ver, dar e crer e seus compostos (lêem, vêem, dêem, crêem). (5) Acentua-se a base dos ditongos tônicos éi, ói e éu (dispnéia, cinzéis, apóio, sóis, réu, chapéus). (6) Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em -a, -e, -o, seguidos ou não de -s (pá, pé, pó, ás, és, nós, mês, pôs). (7) Recebe trema o u proferido, precedido de g- ou q- e seguidos de e- ou i(agüentar, conseqüência, lingüiça, tranqüilidade). Acento diferencial. Antes da reforma ortográfica de 1971, empregava-se, no Brasil, o acento diferencial de timbre, isto é, recebiam acento circunflexo o -e e -o fechados da sílaba tônica de

palavras em homografia com outras em que aquelas vogais fossem abertas. A partir de então deixou-se de usar esse acento, com exceção da palavra pôde (perfeito) em homografia com pode (presente). Permanecem, contudo, em vigor os seguintes acentos diferenciais: (1) De intensidade, que serve para distinguir os homógrafos átonos dos tônicos. Ex.: pára (verbo)/para (preposição); pôr (verbo)/por (preposição); péla, pélas (verbo e substantivo)/pela, pelas (combinação da preposição com artigo), pêlo, pêlos, pélo (substantivos e verbo)/pelo e pelos (combinação de preposição com artigo); pólo, pólos (substantivo)/polo, polos (combinações populares de preposição com artigo); côa, côas (verbo)/coa, coas (contração de preposição com artigo, com perda da ressonância nasal, empregada em poesia); porquê (substantivo)/porque (conjunção); quê (substantivo, interjeição e em final da frase)/que (pronome relativo e conjunção); (2) De número, usado na terminação -em da terceira pessoa do plural de certos verbos (ele vem, mantém, provém/eles vêm, mantêm, provêm). ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. Divisão silábica Na modalidade escrita, indicamos a divisão silábica com o hífen. Esta separação obedece às regras de silabação. Não se separam: 1. as letras com que representamos os dígrafos ch, lh e nh: cha-ma, ma-lha, ma-nhã, a-char, fi-lho, a-ma-nhecer; 2. os encontros consonantais que iniciam sílaba: a-blu-ção, cla-va, re-gra, a-bran-dar, dra-gão, trave; 3. a consoante inicial seguida de outra consoante: gno-mo, mne-mô-ni-co, psi-có-ti-co; 4. as letras com que representamos os ditongos: a-ni-mais, cá-rie, sá-bio, gló-ria, au-ro-ra, or-deiro, jó-ia, réu; 5. as letras com que representamos os tritongos: a-güen-tar, sa-guão, Pa-ra-guai, u-ru-guai-a-na, argüiu, en-xá-guam. Separam-se: 1. as letras com que representamos os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc: car-ro, pás-sa-ro, des-ci-da, cres-ça, ex-ce-len-te; 2. as letras com que representamos os hiatos: sa-ú-de, cru-el, gra-ú-na, re-cu-o, vô-o;

3. as consoantes seguidas que pertencem a sílabas diferentes: ab-di-car, cis-mar, ab-dô-men, bis-ca-te, sub-locar, as-pec-to. Crase A crase é a fusão da preposição a com: - o artigo definido feminino a: Fui à cidade. - o pronome aquele e sua flexões: Ficamos atentos àqueles estranhos. - o pronome a qual e sua flexão de plural: Atenção! Muitas pessoas tendem a pronunciar a crase como se fosse um a dobrado: Fui "aa" sua casa. A pronúncia acima é errada. Mesmo com o acento indicador de crase, o a é lido sem repetição. (Aliás, a repetição não faz sentido. Se o a é lido duplamente, não fusão; se não há fusão, não há crase.) Outro erro bastante comum é a confusão das palavras crase e acento grave. Crase é o fenômeno da fusão - que é indicado através do acento grave (`); portanto crase e acento grave são coisas diferentes. Não se deve dizer que "falta colocar uma crase", mas sim que "falta colocar o acento grave". 1 - Quando surgir uma palavra que reja a preposição a e um substantivo feminino que exija o artigo feminino a. Não falte à festa! 2 - Nas locuções femininas adverbiais, prepositivas e conjuntivas: a) adverbiais: - à esquerda, à direita, às vezes, às escuras, às claras, às pressas, à toa, às escondidas, às seis horas, à meia-noite, etc. Observação! A crase será facultativa nas locuções adverbiais de instrumento Foi ferido a bala .(à bala) Fecharam a porta a chave. (à chave) b) prepositivas (a + palavra feminina + de) - à beira de, à moda de, à maneira de, à frente de, etc. Observação! Nas expressões à moda de, à maneira de, a palavra central pode ficar oculta. Nesse caso, o à poderá vir diante de palavras masculinas. Vestia-se à Luís XV. (à moda de) Churrasco à gaúcha. (à moda) c) conjuntivas à medida que, à proporção que, etc. Crase proibida 1) Diante de palavras masculinas: andar a cavalo, chegar a tempo, passear a pé, etc. 2) Diante de verbos: Ficou a contemplar o oceano.

3) Diante de pronomes de tratamento: O que direi a V. Exª? Exceção: os pronomes senhora e senhorita: Já escrevi à senhora. 4) Diante de pronomes que não admitem artigo: Fiz alusão a esta aluna. Referi-me a ela. Não vou a qualquer parte. 5) Diante de palavra no plural, se o a estiver no singular. Muitas pessoas se prestam a exibições lamentáveis. 6) Diante do artigo indefinido uma: Não se deve chegar a uma atitude drástica como esta. 7) Diante da palavra terra, quando esta designar chão firme: Os tripulantes voltara a terra. Observação! Se a palavra terra designar local, região, pátria ou planeta, ocorrerá crase. Não se esqueça de ir à terra de seus avós. 8) Diante da palavra casa, quando não vier determinada por adjunto adnominal: Quando voltou a casa, estava exausta. Observação! Se a palavra casa vier determinada, ocorrerá a crase. Você deve voltar à casa de teus pais. 9) Nas locuções formadas por palavras repetidas: cara a cara, frente a frente, lado a lado, etc. 10) Diante de nome de cidades: Fui a São Paulo. Observação! Se o nome vier determinado, ocorrerá crase: Fui à São Paulo das indústrias. Crase facultativa 1) Diante de nome próprio feminino: Escrevi uma carta à Marina. (a Marina) 2) Diante de pronome possessivo feminino: Dirija-se à sua sala.(a sua sala) 3) Depois da preposição até. Foi até à janela .(a janela) Dicas 1) Substitua a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante da palavra masculina, é porque ocorre a crase. Volta às aulas. (Volta ao colégio.) Refirome à aluna indisciplinada. (Refiro-me ao aluno indisciplinado.) Entreguei os livros às pessoas

interessadas. (Entreguei os livros aos indivíduos interessados.) 2) Substitua o a por para ou para a. Se a frase ficar correta com para a, ocorrerá a crase. Enviei uma carta a você. (Enviei uma carta para você.) Entreguei o material à colega. (Entreguei o material para a colega.) 3) Substitua o verbo ir pelo verbo voltar. Se aparecer a expressão voltar da, é porque ocorre a crase. Iremos à Bahia. (Voltaremos da Bahia.) Vamos a Ouro Preto. (Voltaremos de Ouro Preto.) Vamos à histórica Ouro Preto. (Voltaremos da histórica Ouro Preto.) Pontuação Com a fixação da linguagem escrita, foi necessário criar certo número de sinais para indicar pausas e entonação, além de deixar mais claro o sentido preciso das palavras e orações. A pontuação consiste de um conjunto de sinais destinados a facilitar a leitura e a interpretação do texto. A pontuação de língua portuguesa, materialmente, nada tem de particular em relação às outras línguas de cultura. Seus principais sinais são o ponto ou ponto final (.), o ponto de interrogação (?) e o de exclamação (!), o doispontos (:), o ponto-e-vírgula (;), a vírgula(,), o travessão (--), os parênteses (()) e as reticências (...). Emprega-se o ponto no fim do período para indicar que o texto que o antecede forma sentido completo: "Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo, serviram-me o amor como dobrada fria." O sinal corresponde, pois, a uma pausa relativamente grande, ou a um descenso de voz. A vírgula, como se vê no exemplo acima, se emprega no interior da frase, com a função de isolar proposições, elementos da frase ou da proposição e indicações de tempo e lugar. Na leitura, a vírgula sugere uma pequena pausa. O ponto-e-vírgula substitui a vírgula, desde que se trate de separar elementos que já contenham vírgulas: "Ali havia velhos, esquecidos de suas mazelas; jovens, ávidos de diversão; crianças, para quem tudo é brincadeira." Pouco usado em português, aparece quase exclusivamente nas enumerações ou em períodos longos e coordenados. O dois-pontos estabelece estreita relação entre os dois membros de frase que separa. Precede uma explicação, conseqüência ou

enumeração: "Três raças convergiram para a formação do tipo étnico brasileiro: o branco, o negro e o índio." Seguido de aspas ou travessão, o dois-pontos anuncia uma citação literal. O ponto de interrogação marca o fim de uma frase interrogativa: "Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?" e o de exclamação denota surpresa, admiração, medo, alegria, temor etc: "Arre, estou farto de semideuses!" Às vezes se empregam os dois juntos, para indicar intervenção ao mesmo tempo interrogativa e exclamativa, como em "Que absurdo foi esse?!" Os parênteses servem para demarcar e isolar uma observação junto ao objeto principal do discurso. Colocam-se no começo e fim da expressão intercalada: "Na região Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo) se produz aproximadamente a metade da riqueza agropecuária brasileira." As reticências servem para indicar que a frase anterior permanece inacabada: "O dia triste, a pouca vontade para tudo..." Em certos casos, são empregadas para sugerir em vez de dizer, insinuar sem definir: "Na verdade, não lhe inspirava confiança..." O travessão é usado para indicar a mudança de interlocutor, num diálogo. Emprega-se ainda para isolar uma parte da frase, no lugar dos parênteses: "Na região Sudeste -- São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo -- se produz aproximadamente a metade da riqueza agropecuária brasileira.
MORFOLOGIA Estrutura e formação das Palavras

1ª conjugação = Verbos terminados em AR. 2ª conjugação = Verbos terminados em ER. 3ª conjugação = Verbos terminados em IR. Obs.: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que proveio do antigo verbo poer. Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e U, no final da palavra, evitando que ela termine em consoante. Por exemplo, nas palavras meia, pente, táxi, couro, urubu.
Tema:

É a junção do radical com a vogal temática. Se não existir a vogal temática, o tema e o radical serão o mesmo elemento; o mesmo acontecerá, quando o radical for terminado em vogal. Por exemplo, em se tratando de verbo, o tema sempre será a soma do radical com a vogal temática estuda, come, parti; em se tratando de substantivos e adjetivos, nem sempre isso acontecerá. Vejamos alguns exemplos: No substantivo pasta, past é o radical, a, a vogal temática, e pasta o tema; já na palavra leal, o radical e o tema são o mesmo elemento - leal, pois não há vogal temática; e na palavra tatu também, mas agora, porque o radical é terminado pela vogal temática.
Desinências: é o

termo que indica modo, tempo. número e pessoa do verbo e o gênero e o número dos nomes.
Desinências verbais:

Estudar a estrutura das palavras é estudar os elementos que formam a palavra, denominados de morfemas. São os seguintes os morfemas da Língua Portuguesa.
Radical: O

que contém o sentido básico do vocábulo. Ex. fal-ar, com-er, dorm-ir, cas-a, carr-o.
Obs: Em

= indicam o tempo e o modo. São quatro as desinências modo-temporais: -va- e -ia-, para o Pretérito Imperfeito do Indicativo = estudava, vendia, partia. -ra-, para o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo = estudara, vendera, partira. -ria-, para o Futuro do Pretérito do Indicativo = estudaria, venderia, partiria. -sse-, para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = estudasse, vendesse, partisse.
Modo-temporais

se tratando de verbos, descobre-se o radical, retirando-se a terminação AR, ER ou IR.
Vogal Temática:

= indicam a pessoa e o número. São três os grupos das desinências númeropessoais.
Número-pessoais

Nos verbos, são as vogais A, E, I e indicam a que conjugação o verbo pertence:

Grupo I: i, ste, u, mos, stes, ram, para o Pretérito Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu cantaste, ele

cantou, nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram. Grupo II: -, es, -, mos, des, em, para o Infinitivo Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo = Era para eu cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles cantarem. Quando eu puser, tu puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem. Grupo III: -, s, -, mos, is, m, para todos os outros tempos = eu canto, tu cantas, ele canta, nós cantamos, vós cantais, eles cantam.
Desinências nominais:

Derivação Prefixal:

Acréscimo de um prefixo à palavra primitiva; também chamado de prefixação. Por exemplo: antepasto, reescrever, infeliz.
Derivação Sufixal: Acréscimo

de um sufixo à palavra primitiva; também chamado de sufixação. Por exemplo: felizmente, igualdade, florescer.
Derivação Prefixal e Sufixal: Acréscimo

de um prefixo e de um sufixo, em tempos diferentes; também chamado de prefixação e sufixação. Por exemplo: infelizmente, desigualdade, reflorescer.
Derivação Parassintética: Acréscimo

de gênero = indica o gênero da palavra. A palavra terá desinência nominal de gênero, quando houver a oposição masculino - feminino. Por exemplo: cabeleireiro - cabeleireira. A vogal a será desinência nominal de gênero sempre que indicar o feminino de uma palavra, mesmo que o masculino não seja terminado em o. Por exemplo: crua, ela, traidora. de número = indica o plural da palavra. É a letra s, somente quando indicar o plural da palavra. Por exemplo: cadeiras, pedras, águas.
Afixos: São

de um prefixo e de um sufixo, simultaneamente; também chamado de parassíntese. Por exemplo: envernizar, enrijecer, anoitecer. Obs.: A maneira mais fácil de se estabelecer a diferença entre Derivação Prefixal e Sufixal e Derivação Parassintética é a seguinte: retira-se o prefixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, retira-se, agora, o sufixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, será Der. Parassintética. Por exemplo, retire o prefixo de envernizar: não existe a palavra vernizar; agora, retire o sufixo: também não existe a palavra enverniz. Portanto, a palavra foi formada por Parassíntese.
Derivação Regressiva:

elementos que se juntam a radicais para formar novas palavras. São eles: Prefixo: É o afixo que aparece antes do radical. Por exemplo destampar, incapaz, amoral. Sufixo: É o afixo que aparece depois do radical, do tema ou do infinitivo. Por exemplo pensamento, acusação, felizmente. Vogais e consoantes de ligação: São vogais e consoantes que surgem entre dois morfemas, para tornar mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras. Por exemplo flores, bambuzal, gasômetro, canais.
Formação das palavras

É a retirada da parte final da palavra primitiva, obtendo, por essa redução, a palavra derivada. Por exemplo: do verbo debater, retira-se a desinência de infinitivo -r: formou-se o substantivo debate.
Derivação Imprópria:

É a formação de uma nova palavra pela mudança de classe gramatical. Por exemplo: a palavra gelo é um substantivo, mas pode ser transformada em um adjetivo: camisa gelo.
Composição:

Para analisar a formação de uma palavra, deve-se procurar a origem dela. Caso seja formada por apenas um radical, diremos que foi formada por derivação; por dois ou mais radicais, composição. São os seguintes os processos de formação de palavras: Derivação: Formação de novas palavras a partir de apenas um radical.

Formação de novas palavras a partir de dois ou mais radicais.
Composição por justaposição: Na união,

os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se unirem os radicais

ponta e pé, obtém-se a palavra pontapé. O mesmo ocorre com mandachuva, passatempo, guarda-pó.
Composição por aglutinação:

concreto x abstrato (cadeira x trabalho) Observações: - substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais maiúsculas. - os substantivos abstratos indicam qualidade (tristeza), sentimento (raiva), sensações (fome), ações (briga) ou estados (vida) - dentre os comuns, merecem destaque os coletivos que, mesmo no singular, designam um conjunto de seres de mesma espécie Flexão dos substantivos (gênero e número) Gênero (masculino x feminino) biformes: uma forma para masculino e outra para feminino. (gato x gata, príncipe x princesa). São heterônimos aqueles que fazem distinção de gênero não pela desinência mas através do radical. (bode x cabra, homem x mulher) uniformes: uma única forma para ambos os gêneros. Dividem-se em: - epicenos - usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea) - comum de dois gêneros - designam pessoas, fazendo a distinção dos sexos através de palavras determinantes - sobrecomuns - um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos. Observação: alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. (o cabeça x a cabeça) o cabeça (o chefe, o líder) o capital (dinheiro, bens) o rádio (aparelho receptor) o moral (ânimo) o lotação (veículo) o lente (o professor) a cabeça (parte do corpo) a capital(cidade principal) a rádio (estação transmissora) a moral (parte da Filosofia, conclusão) a lotação (capacidade) a lente (vidro de aumento)

Na união, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se unirem os radicais água e ardente, obtém-se a palavra aguardente, com o desaparecimento do a. O mesmo acontece com embora (em boa hora), planalto (plano alto).
Hibridismo:

é a formação de novas palavras a partir da união de radicais de idiomas diferentes. Por exemplo: automóvel, sociologia, sambódromo, burocracia. Onomatopéia: Consiste em criar palavras, tentando imitar sons da natureza. Por exemplo: zunzum, cricri, tique-taque, pingue-pongue.
Abreviação Vocabular:

Consiste na eliminação de um segmento da palavra, a fim de se obter uma forma mais curta. Por exemplo: de extraordinário forma-se extra; de telefone, fone; de fotografia, foto; de cinematografia, cinema ou cine.
Siglas: As siglas

são formadas pela combinação das letras iniciais de uma seqüência de palavras que constitui um nome: Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano).
Neologismo semântico: Forma-se uma

palavra por neologismo semântico, quando se dá um novo significado, somado ao que já existe. Por exemplo, a palavra legal significa dentro da lei; a esse significado somamos outro: pessoa boa, pessoa legal.
Empréstimo lingüístico: É o

aportuguesamento de palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se modifica, ela deve ser escrita entre aspas. Por exemplo: estresse, estande, futebol, bife, "show", xampu, "shopping center". Substantivos Palavra variável que denomina os seres em geral. Quanto à sua formação, pode ser: primitivo x derivado (jornal x jornalista) simples x composto (água x girassol) Quanto à sua classificação, pode ser: comum x próprio (rio x Amazonas)

Números (singular e plural) [Nos substantivos simples, forma-se o plural em função do final da palavra.

vogal ou ditongo (exceto -ÃO): acréscimo de -S (porta x portas, troféu x troféus) ditongo -ÃO: -ÕES/-ÃES/-ÃOS, variando em cada palavra (anãos, balões, alemães, cristãos). Apresentam múltiplos plurais: alão- alões, alãos, alães / alazão- alazões, alazães / aldeãoaldeões, aldeãos, aldeães / vilão- vilões, vilãos / ancião- anciões, anciãos, anciães / verão- verões, verãos / castelão- castelões, castelãos / rufiãorufiões, rufiães / ermitão- ermitões, ermitãos, ermitães / sultão- sultões, sultães, sultãos. -R, -S ou -Z: -ES (mar x mares, país x países, raiz x raízes). As não-oxítonas terminadas em -S são invariáveis, marcando o número pelo artigo (os atlas, os lápis, os ônibus) -N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen x hifens ou hífenes) -X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax x os tórax) -AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal x animais, barril x barris) IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, trocar -L por -EIS. (til x tis, míssil x mísseis) sufixo diminutivo -ZINHO(A)/-ZITO(A): colocar a palavra primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar o sufixo com -S (caezitos, coroneizinhos, mulherezinhas) metafonia: -O tônico fechado no singular muda para o timbre aberto no plural, também variando em função da palavra. (ovo x ovos, mas bolo x bolos) Apresentam metafonia: abrolho, contorno, caroço, corcovo, corvo, coro, despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno, foro, fosso, imposto, jogo, miolo, olho, osso, ovo, poço, porco, posto, povo, reforço, socorro, tijolo, toco, torto, troco. Grau Os substantivos podem apresentar diferentes graus, porém grau não é uma flexão nominal. São três: normal, aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos:

analítico - associando os adjetivos (grande x pequeno) ao substantivo sintético - anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão x menininho) Observações: - o grau nos substantivos também pode denotar sentido afetivo e carinhoso ou pejorativo, irônico. (Ele é um velhinho legal / Que mulherzinha implicante) - certos substantivos, apesar da forma, não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. (cartão, cartilha) Adjetivos Palavra variável que acompanha o substantivo, indicando qualidades e características deste. Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número. Adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica, normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas: alagoano). Podem ser simples ou compostos, referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões; nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita, com exceção do último elemento (franco-ítalobrasileiro). Locuções adjetivas: expressões, geralmente, formadas por preposição e substantivo que equivalem a adjetivos (anel de prata = anel argênteo). Flexão dos adjetivos: Gênero Uniforme ou biforme (inteligente x honesto [a]) Número Os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples, em função de sua terminação (agradável x agradáveis). Os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza). Os adjetivos terminados em -OSO, além do acréscimo do -S de plural, mudam o timbre do primeiro -O, num processo de metafonia.

Grau São três: normal, comparativo e superlativo comparativo: mesma qualidade entre dois ou mais seres, duas ou mais qualidades de um mesmo ser. - igualdade - tão ... quanto (como) - superioridade - mais ... (do) que - inferioridade - menos ... (do) que superlativo: exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso. - absoluto - quando a qualidade não se refere à de outros elementos. Pode ser analítico (acréscimo de palavra modificadora - muito) ou sintético (íssimo, -érrimo, -ílimo). (muito veloz X velocíssimo) - relativo - qualidade relacionada, favorável ou desfavoravelmente, à de outros elementos. Pode ser de superioridade (o mais ... que) ou de inferioridade (o menos ... que) Verbos Palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou fenômeno da natureza. Tipos de verbos Conforme visto nos elementos mórficos, os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática (-a/-e/-i), podem-se criar 3 paradigmas verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classificação: regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão) anômalos: verbos irregulares com mudanças profundas nos radicais (ser/ir) defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no pres. do ind. só apresenta a 1ª e a 2ª pess. do plural) abundantes: apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Mais freqüente no particípio, devendo-se usar o particípio regular com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso)

auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais Obs.: - certos verbos possuem pron. pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Nestes casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.) - formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical - nós cantaríamos) Flexões verbais número - singular ou plural pessoa gramatical- 1ª, 2ª ou 3ª tempo - referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro) modo - indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, advertência ou pedido) voz - ativa, passiva e reflexiva Tempos primitivos: presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo derivados: - presente do indicativo - presente do subjuntivo e imperativo negativo (da 1ª pess. sing.); imperativo afirmativo (2as pess. sem S e demais = pres. do subjuntivo) - pret. perfeito do indicativo - pret. mais-queperfeito do indicativo (3ª pess. plural sem M + DNPs), fut. do subjuntivo (3ª pess. plural sem AM + DNPs.), pret. imperfeito do subjuntivo (3ª pess. plural sem RAM + DMT SSE e DNPs) - infinitivo impessoal - fut. do presente (+ -ei, -ás, -á, -emos, -eis, -ão), fut. do pretérito (+ -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam) e pret. imperfeito (se 1ª conj. + DMT=VA, de 2ª ou 3ª conj. + DMT=IA), sendo todos do indicativo Vozes ativa: sujeito é agente da ação verbal passiva: sujeito é paciente da ação verbal. Pode ser analítica ou sintética: analítica - verbo auxiliar (TD) + particípio do verbo principal sintética - verbo (TD) na 3ª pess. do singular SE (partícula apassivadora)

reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo) Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo verbo ser. Entretanto, nas locuções verbais, o ser assume a forma do verbo principal na voz ativa. Ex.: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito por ele (mantido o pret. perf. do ind.) O vento ia levando as folhas - As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal) Verbos notáveis Encontram-se listados aqui alguns verbos que podem apresentar problemas de conjugação. Desta maneira, dedique uma atenção especial a este grupo. Abolir (defectivo): não possui a 1ª pess. do sing. do pres. do indicativo, por isso não possui pres. do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir) Acudir (alternância vocálica o/u): pres. ind. acudo, acodes... e / pret. perf do ind. - com u (=bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir) Adequar (defectivo): só possui a 1ª e a 2ª pess. do plural no pres. do ind. Aderir (alternância vocálica e/i): pres. ind. - adiro, adere... (= advertir, cerzir, despir, diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir) Agir (acomodação gráfica g/j): pres. ind. - ajo, ages... (= afligir, coagir, erigir, espargir, refulgir, restringir, transigir, urgir) Agredir (alternância vocálica e/i): pres. ind. agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir) Aguar (reg.): pres. ind. - águo, águas..., / pret. perf do ind. - agüo, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar) Apiedar-se (pronominal) Aprazer (irreg.): pres. ind. - aprazo, aprazes, apraz... / pret. perf do ind. - aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram

Argüir (irregular com alternância vocálica o/u): pres. ind. - arguo (ú), argúis, argúi, argüimos, argüis, argúem / pret. perf - argüi, argüiste... (com trema ) Atrair (irreg.): pres. ind. - atraio, atrais... / pret. perf - atraí, atraíste... (=abstrair, cair, distrair, sair, subtrair) Atribuir (irreg.): pres. ind. - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem / pret. perf. atribuí, atribuíste, atribuiu... (= afluir, concluir, destituir, excluir, , instruir, possuir, usufruir) Averiguar (alternância vocálica o/u): pres. ind. averiguo (ú), averiguas (ú), averigua (ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) / pret. perf. - averigüei, averiguaste... (= apaziguar) Caber (irreg.): pres. ind. - caibo, cabes... / pret. perf. - coube, coubeste... Cear (irreg.): pres. ind. - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam / pret. perf. ind. - ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear: falsear, passear... - alguns apresentam pronúncia aberta: estréio, estréia...) Coar (irreg.): pres. ind. - côo, côas, côa, coamos, coais, coam / pret. perf. - coei, coaste, coou... (= abençoar, magoar, perdoar) Comerciar (reg.): pres. ind. - comercio, comercias... / pret. perf. - comerciei... (= verbos em -iar , exceto os seguintes verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar) Compelir (alternância vocálica e/i): pres. ind. compilo, compeles... / pret. perf. ind. - compeli, compeliste... Compilar (reg.): pres. ind. - compilo, compilas, compila... / pret. perf. ind. - compilei, compilaste... Construir (irregular e abundante): pres. ind. construo, constróis (ou construis), constrói (ou constui), construímos, construís, constroem (ou construem) / pret. perf. ind. - construí, construíste... Crer (irreg.): pres. ind. - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem / pret. perf. ind. - cri, creste, creu, cremos, crestes, creram / imp. ind. - cria, crias, cria, críamos, críeis, criam Dignar-se (pronomina): (= persignar-se) Dizer (irreg.): pres. ind. - digo, dizes, diz... / pret. perf. ind. - disse, disseste... Falir (defectivo): pres. ind. - falimos, falis / pret. perf. ind. - fali, faliste... (= aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir) Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i): pres. ind. - frijo, freges, frege,

frigimos, frigis, fregem / pret. perf. ind. - frigi, frigiste... Ir (irreg.): pres. ind. - vou, vais, vai, vamos, ides, vão / pret. perf. ind. - fui, foste... / pres. subj. - vá, vás, vá, vamos, vades, vão Jazer (irreg.): pres. ind. - jazo, jazes... / pret. perf. ind. - jazi, jazeste, jazeu... Mobiliar (irreg.): pres. ind. - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam / pret. perf. ind. - mobiliei, mobiliaste... Obstar (reg.): pres. ind. - obsto, obstas... / pret. perf. ind. - obstei, obstaste... Pedir (irreg.): pres. ind. þ peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem / pret. perf. ind. - pedi, pediste... (= despedir, expedir, medir) Polir (alternância vocálica e/i): pres. ind. - pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem / pret. perf. ind. - poli, poliste... Precaver-se (defectivo e pronominal): pres. ind. precavemo-nos, precaveis-vos / pret. perf. ind. precavi-me, precaveste-te... Prover (irreg.): pres. ind. - provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem / pret. perf. ind. provi, proveste, proveu... Reaver (defectivo): pres. ind. - reavemos, reaveis / pret. perf. ind. - reouve, reouveste, reouve... (verbo derivado do haver, mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v) Remir (defectivo): pres. ind. - remimos, remis / pret. perf. ind. - remi, remiste... Requerer (irreg.): pres. ind. - requeiro, requeres... / pret. perf. ind. - requeri, requereste, requereu... (derivado do querer, diferindo dele na 1ª pess. sing. do pres. ind. e no pret. perf. do ind. e derivados, sendo regular) Rir (irreg.): pres. ind. - rio, rir, ri, rimos, rides, riem / pret. perf. ind. - ri, riste... (= sorrir) Saudar (alternância vocálica) þ pres. ind. - saúdo, saúdas... / pret. perf. ind. - saudei, saudaste... Suar (reg.): pres. ind. - suo, suas, sua... / pret. perf. ind. - suei, suaste, sou... (= atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar) Valer (irreg.): pres. ind. - valho, vales, vale... / pret. perf. ind. - vali, valeste, valeu... Ver (irreg.): pres. ind. - vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem / Pret. perf. ind. - vi, viste, viu... (= antever, prever, rever etc.) Vir (irreg.): pres. ind. - venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm / pret. perf. ind. - vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram (= advir, convir, intervir, provir, sobrevir etc.)

Infinitivo pessoal ou impessoal? O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas. impessoal: sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa pessoal: refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase. Usa-se o impessoal: sem referência a nenhum sujeito - É proibido fumar na sala nas locuções verbais - Devemos avaliar a sua situação quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos - É um problema fácil de solucionar quando o infinitivo possui valor de imperativo Ele respondeu: "Marchar!" Usa-se o pessoal: quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal - Eu não te culpo por saíres daqui quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito - Foi um erro responderes dessa maneira. quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pess. do pl.) - Escutei baterem à porta Artigos Palavra colocada antes do substantivo para determiná-lo, mantendo com ele relação de concordância. Pode ser classificado em: definido: o, a, os, as - determinam o substantivo de modo preciso, específico indefinido :um, uma, uns, umas - determinam o substantivo de modo vago, impreciso Podem aparecer combinados com preposições. (numa, do, à ...) O artigo tem a propriedade de substantivar qualquer palavra precedida por ele. Esse processo chama-se substantivação. (fumar-verbo / O fumar faz mal à saúde)

Observação: - para se certificar de que uma palavra é artigo, troque o gênero do substantivo posterior. Se o suposto artigo não mudar de gênero, pertence à outra classe. Emprego não se deve usar artigo depois de cujo e suas flexões não se usa artigo diante de expressões de tratamento iniciadas por possessivos é obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral ambos e o substantivo a que se refere (ambos os cônjuges) diante do possessivo adjetivo o uso é facultativo; mas se o pronome for substantivo, torna-se obrigatório antes de nomes de pessoas, geralmente, não se utiliza o artigo não se usa artigo diante das palavras casa (=lar, moradia) e terra (=chão firme) a menos que essas palavras sejam especificadas diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo, a não ser que venham modificados usa-se artigo definido antes dos nomes de estados brasileiros, exceto: AL, GO, MT, MG, PE, SC, SP e SE não se combina com preposição o artigo que faz parte de nomes de jornais, revistas e obras literárias (li em Os Lusíadas) depois de todo, emprega-se o artigo para conferir idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá participar) Numerais Palavra que indica quantidade, número de ordem, múltiplo ou fração. Classifica-se como: cardinal (1, 2, 3, ...), ordinal (primeiro, segundo, terceiro, ...), multiplicativo (dobro, duplo, triplo, ...), fracionário (meio, metade, terço) Valor do Numeral Podem apresentar valor adjetivo ou substantivo. Se estiverem acompanhando e modificando um substantivo, terão valor adjetivo. Já se estiverem substituindo um substantivo e designando seres, terão valor substantivo.

Ex.: Ele foi o primeiro jogador a chegar. (valor adjetivo) Ele será o primeiro desta vez. (valor substantivo) Emprego os fracionários têm como forma própria meio, metade e terço, todas as outras representações de divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da palavra avos (quarto, décimo, milésimo, quinze avos etc.) designando séculos, reis, papas e capítulos, utiliza-se na leitura ordinal até décimo; a partir daí usam-se os cardinais. (Luís XIV - quatorze, Papa Paulo II - segundo) Observação: - se o numeral vier antes do substantivo, será obrigatório o ordinal (XX Bienal - vigésima, IV Semana de Cultura - quarta) zero e ambos (as) também são numerais cardinais dúzia, centena... são chamados numerais coletivos, por designarem um conjunto de seres um - numeral ou artigo? Nestes casos, a distinção é feita pelo contexto. Numeral indicando quantidade e artigo quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma indefinida NÚME PESS RO OA singular 1ª 2ª 3ª plural 1ª 2ª 3ª CASO RETO eu tu ele, ela nós vós eles, elas CASO OBLÍQUO me, mim, comigo te, ti, contigo se, si, consigo, o, a. lhe nos, conosco vos, convosco se, si, consigo, os, as lhes

Flexão Variam em gênero e número Gênero Cardinais: um, dois e os duzentos a novecentos; todos os ordinais; os multiplicativos e fracionários, quando expressam uma idéia adjetiva em relação ao substantivo Número:

Cardinais terminados em -ão; todos os ordinais; os multiplicativos, quando têm função adjetiva; os fracionários, dependendo do cardinal que os antecede Os cardinais, quando substantivos, vão para o plural se terminarem por som vocálico PRONOMES

Convidaram-te (te) Convidaram-vos (vós) 3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente. Ele saiu (ele) Eles sairam (eles) Convidei-o (o) Convidei-os (os) Os pronomes pessoais são os seguintes. Pronomes de Tratamento

Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso. Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome substantivo. Ele chegou. (ele ) Convidei-o (o) Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a extensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo. Esta casa é antiga. (esta) Meu livro é antigo. (meu ) Classificação dos Pronomes Há, em Português, seis espécies de pronomes: - pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas de tratamento: - possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões; - demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo; - relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde; - indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vários, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, outrem, nada, cada, algo. - interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases interrogativas. Pronomes Pessoais Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do discurso: 1ª pessoa: quem fala, o emissor. Eu sai (eu) Nós saímos (nós) Convidaram-me (me) Convidaram-nos (nós) 2ª pessoa: com quem se fala, o receptor. Tu saíste (tu) Vós saístes (vós)

Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. Veja a seguir alguns desses pronomes. PRONOME ABREVIATURA EMPREGO Vossa Alteza V. A. príncipes, duques a Vossa Eminência V .Em Cardeais Vossa Excelência V.Exa Altas autoridades em geral Vossa Magnificência V. Mag a Reitores de universidades Vossa Reverendíssima V. Revma Sacerdotes em geral Vossa Santidade V.S. Papas Vossa Senhoria V.Sa Funcionários graduados Vossa Majestade V.M. Reis, imperadores São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vocês Emprego dos Pronomes Pessoais 1. Os pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele/ela, nós. vós. eles/elas) devem ser empregados na função sintática de sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento. Convidaram ele para a festa (errado) Receberam nós com atenção (errado) Eu cheguei atrasado (certo) Ele compareceu à festa (certo) 2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os pronomes retos.

Convidei ele ( errado) Chamaram nós ( errado) Convidei-o (certo) Chamaram-nos (certo) 3. Os pronomes retos (exceto eu e tu), quando antecipados de preposição, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se correto seu emprego como complemento: Informaram a ele os reais motivos Emprestaram a nós os livros Eles gostam muito de nós 4. As formas eu e tu só podem funcionar como sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento. Nunca houve desentendimento entre eu e tu (errado) Nunca houve desentendimento entre mim e ti (certo) Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de preposição não se usam as formas retas eu e tu, mas as formas oblíquas mim e ti: Ninguém irá sem eu ( errado) Nunca houve discussões entre eu e tu (errado) Ninguém irá sem mim (certo) Nunca houve discussões entre mim e ti (certo) Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas eu e tu mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo no infinitivo. Deram o livro para EU ler ( ler: sujeito) Deram o livro para TU leres (leres: sujeito) Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas eu e tu é obrigatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de sujeito. 5. Os pronomes oblíquos se, si, consigo devem ser empregados somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em que os referidos pronomes não sejam reflexivos: Querida, gosto muito de si. (errado) Preciso muito falar consigo. (errado) Querida, gosto muito de você. (certo) Preciso muito falar com você. (certo) Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os pronomes se, si, consigo foram empregados como reflexivos: Ele feriu-se Cada um faça por si mesmo a redação

O professor trouxe as provas consigo 6. Os pronomes oblíquos conosco e convosco são utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios 7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As combinações possíveis são as seguintes: me+o=mo te+o=to lhe+o=lho nos + o = no-lo vos + o = vo-lo lhes + o = lho me + os = mos te + os = tos lhe + os = lhos nos + os = no-los vos + os = vo-los lhes + os = lhos A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos a, as. me+a=ma me + as = mas te+a=ta te + as = tas - Você pagou o livro ao livreiro? - Sim, paguei-lho. Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que representa o livreiro) com O (que representa o livro). 8. As formas oblíquas O, AS, OS, AS são sempre empregadas como complemento verbos transitivos diretos, ao passo que as formas LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos indiretos: O menino convidou-a (V.T.D ) O filho obedece-lhe (V.T. l ) Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões) aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de verbos transitivos diretos:

Eu lhe vi ontem Nunca o obedeci Eu o vi ontem Nunca lhe obedeci

(errado) (errado) (certo) (certo)

Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração. 14. Você e os demais pronomes de tratamento (Vossa Majestade, Vossa Alteza, embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como pronomes de terceira pessoa: Você trouxe seus documentos? Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas. Colocação de Pronomes Em relação ao verbo, os pronomes átonos (me, te, se, lhe, o. a. nós, vós. lhes, os, as) podem ocupar três posições: 1. Antes do verbo - próclise Eu te observo há dias. 2. Depois do verbo - ênclise Observo-te há dias. 3. No interior do verbo - mesóclise Observar-te-ei sempre. Ênclise Na linguagem culta, a colocação que pode ser considerada normal é a ênclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento direto ou indireto. O pai esperava-o na estação agitada. Expliquei-lhe o motivo das férias. Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a ênclise é a colocação recomendada nos seguintes casos: 1. Quando o verbo iniciar a oração. Voltei-me em seguida para o céu límpido. 2. Quando o verbo iniciar a oração principal precedida de pausa. Como eu achasse muito breve, explicou-se. 3. Com o imperativo afirmativo. Companheiros, escutai-me. 4. Com o infinitivo impessoal. A menina não entendera que engorda-las seria apressar-lhes um destino na mesa. 5. Com o gerúndio, não precedido da preposição em. E saltou, chamando-me pelo nome. conversou comigo. 6. Com o verbo que inicia a coordenada assindética.

9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar como sujeito ocorre com os verbos deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir, ver seguidos de infinitivo: o nome oblíquo será sujeito desse infinitivo: Deixei-o sair. Vi-o chegar. Sofia deixou-se estar à janela. É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desenvolvendo as orações reduzidas de infinitivo: Deixei-o sair = deixei que ele saísse 10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos: A mim, ninguém me engana. A ti tocou-te a máquina mercante. Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonasmo vicioso, e sim ênfase. 11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo exercendo função sintática de adjunto adnominal: Roubaram-me o livro = roubaram meu livro Não escutei-lhe os conselhos = não escutei os seus conselhos 12. As formas plurais nós e vós podem ser empregadas para representar uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de modéstia: Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes. Vós sois minha salvação, meu Deus! 13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de vossa, quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por sua, quando falamos dessa pessoa: Ao encontrar o governador, perguntou-lhe: - Vossa Excelência já aprovou os projetos?

A velha amiga trouxe um lenço, pediu-me uma pequena moeda de meio franco. Próclise Na linguagem culta, a próclise é recomendada 1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos, interrogativos e conjunções. As crianças que me serviram durante anos eram bichos. Tudo me parecia que ia ser comida de avião. Quem lhe ensinou esses modos? Quem os ouvia, não os amou. Que lhes importa a eles a recompensa? Emília tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez. 2. Nas orações optativas (que exprimem desejo) Papai do céu o abençoe. A terra lhes seja leve. 3. Com o gerúndio precedido da preposição em: Em se animando, começa a contagiar-nos. Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse. 4. Com advérbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja pausa entre eles. Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova. Antes, falava-se tão-somente na aguardente da terra. Mesóclise Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presente e do futuro do pretérito do indicativo. desde que estes verbos não estejam precedidos de palavras que reclamem a próclise. Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris. Dir-se-ia vir do oco da terra. mas: Não me lembrarei de alguns belos dias em Paris. Jamais se diria vir do oco da terra. Com essas formas verbais e ênclise é inadmissível: Lembrarei-me (!?) Diria-se (!?) O Pronome Átono nas Locuções Verbais

1. Auxiliar + infinitivo ou gerúndio - o pronome pode vir proclítico ou enclítico ao auxiliar, ou depois do verbo principal. Podemos contar-lhe o ocorrido Podemos-lhe contar o ocorrido Não lhes podemos contar o ocorrido O menino foi-se descontraindo O menino foi descontraindo-se O menino não se foi descontraindo 2. Auxiliar + particípio passado - o pronome deve vir enclítico ou proclítico ao auxiliar, mas nunca enclítico ao particípio. "Outro mérito do positivismo em relação a mim foi ter-me levado a Descartes " Tenho-me levantado cedo. Não me tenho levantado cedo. O uso do pronome átono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o auxiliar e o gerúndio, já está generalizado, mesmo na linguagem culta. Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, é o da colocação do pronome no inicio da oração o que se deve evitar na linguagem escrita. Pronomes Possessivos Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso. atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. Quando digo, por exemplo, meu livro, a palavra meu informa que o livro pertence á 1ª pessoa (eu) Eis as formas dos pronomes possessivos. 1ª pessoa singular meu, minha, meus, minhas. 2ª pessoa singular teu, tua, teus, tuas. 3ª pessoa singular seu, sua, seus, suas. 1ª pessoa plural nosso, nossa, nossos, nossas. 2ª pessoa plural. vosso, vossa, vossos, vossas. 3ª pessoa plural seu, sua, seus, suas. Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele. A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles. Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio. Os possessivos devem ser usados com critério Substitui-los pelos pronomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância. Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as suas mãos). Não me respeitava a adolescência.

A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face. O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos. Além da idéia de posse, podem ainda os pronomes exprimir: 1 . Cálculo aproximado, estimativa: Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos 2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma história O nosso homem não se deu por vencido. Chama-se Falcão o meu homem 3. O mesmo que os indefinidos certo, algum Eu cá tenho minhas dúvidas Cornélio teve suas horas amargas 4. Afetividade, cortesia Como vai, meu menino? Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de parentes família. É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensidade. Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando não sabia o que dizer. Pronomes Demonstrativos São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da coisa designada em relação á pessoa gramatical. Quando digo este livro, estou afirmando que o livro se encontra perto de mim a pessoa que fala Por outro lado, esse livro indica que o livro está longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; aquele livro indica que o livro está longe de ambas as pessoas. Os pronomes demonstrativos são estes este (e variações), isto = 1ª pessoa esse (e variações), isso = 2ª pessoa aquele (e variações), próprio (e variações) mesmo (e variações), próprio (e variações) semelhante (e variação), tal (e variação) Emprego dos Demonstrativos 1. ESTE (e variações) e ISTO usam-se: a) Para indicar o que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela que fala). Este documento que tenho nas mãos não é meu.

Isto que carregamos pesa 5 kg. b) Para indicar o que está em nós ou o que nos abrange fisicamente: Este coração não pode me trair. Esta alma não traz pecados. Tudo se fez por este país.. c) Para indicar o momento em que falamos: Neste instante estou tranqüilo. Deste minuto em diante vou modificar-me. d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas próximo do momento em que falamos: Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile. Esta noite (= a noite que passou) não dormi bem. Um dia destes estive em Porto Alegre. e) Para indicar que o período de tempo é mais ou menos extenso e no qual se inclui o momento em que falamos: Nesta semana não choveu. Neste mês a inflação foi maior Este ano será bom para nós. Este século terminará breve. f) Para indicar aquilo de que estamos tratando: Este assunto já foi discutido ontem. Tudo isto que estou dizendo já é velho. g) Para indicar aquilo que vamos mencionar: Só posso lhe dizer isto. nada somos. Os tipos de artigo são estes: definidos e indefinidos. 2. ESSE (e variações) e ISSO usam-se: a) Para indicar o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela com quem se fala): Esse documento que tens na mão é teu? Isso que carregas pesa 5 kg. b) Para indicar o que está na 2ª pessoa ou que a abrange fisicamente: Esse teu coração me traiu. Essa alma traz inúmeros pecados Quantos vivem nesse pais? c) Para indicar o que se encontra distante de nós, ou aquilo de que desejamos distância: O povo já não confia nesses políticos. Não quero mais pensar nisso. d) Para indicar aquilo que já foi mencionado pela 2ª pessoa: Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde. O que você quer dizer com isso? e) Para indicar tempo passado, não muito próximo do momento em que falamos: Um dia desses estive em Porto Alegre. Comi naquele restaurante dia desses.

f) Para indicar aquilo que já mencionamos: Fugir aos problemas? Isso não é do meu feitio. Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia não está muito distante. 3. AQUELE (e variações) e AQUILO usam-se: a) Para indicar o que está longe das duas primeiras pessoas e refere-se á 3ª. Aquele documento que lá está é teu? Aquilo que eles carregam pesa 5 kg. b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante. Naquele instante estava preocupado. Daquele instante em diante modifiquei-me. Usamos, ainda, aquela semana, aquele mês, aquele ano, aquele século para exprimir que o tempo já decorreu. 4. Quando se faz referência a duas pessoas ou coisas já mencionadas, usa-se este (ou variações) para a última pessoa ou coisa e aquele (ou variações) para a primeira: Ao conversar com lsabel e Luís, notei que este se encontrava nervoso e aquela tranqüila. 5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos da preposição DE, pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural: Você teria coragem de proferir um palavrão desses, Rose? Com um frio destes não se pode sair de casa. Nunca vi uma coisa daquelas. Mesmo e próprio variam em gênero e número quando têm caráter reforçativo: Zilma mesma (ou própria) costura seus vestidos. Luís e Luísa mesmos (ou próprios) arrumam suas camas. 6. O (e variações) é pronome demonstrativo quando equivale a aquilo, isso ou aquele (e variações) Nem tudo a (aquilo) que reluz é ouro. O (aquele) que tem muitos vícios tem muitos mestres. Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames. A sorte é mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela não ama os homens superiores. 7. Nisto, em inicio de frase, significa então, no mesmo instante: A menina ia cair, nisto o pai a segurou

8. Tal é pronome demonstrativo quando tomado na acepção de este, isto, esse, isso. aquele, aquilo Tal era a situação do País. Não disse tal. Tal não pôde comparecer. Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitudes tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompanha que, formando a expressão que tal? (? que lhe parece?) em frases como Que tal milha filha'?. Que tais minhas filhas? e quando correlativo de qual ou outro tal: Suas manias eram tais quais as minhas. A mãe era tal quais as filhas. Os filhos são tais qual o pai. Tal pai, tal filho. É pronome substantivo em frases como: Não encontrarei tal (= tal coisa). Não creio em tal (= tal coisa). Pronomes Relativos Veja este exemplo: Armando comprou a casa QUE lhe convinha A palavra que representa o nome casa, relacionase com o termo casa é um pronome relativo PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já referidos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos. A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente. No exemplo dado, o antecedente de que é casa. Outros exemplos de pronomes relativos: Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos O lugar onde paramos era deserto. Traga tudo quanto lhe pertence. Leve tantos ingressos quantos quiser. Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso? Eis o quadro dos pronomes relativos: INVARIÁVEIS Masculino o qual os quais cujo cujos Feminino a qual as quais cuja cujas quem que

quanto quantos

quanta quantas

onde

Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de modo impreciso à 3ª pessoa do discurso. Exemplos: Que há? Que dia é hoje? Reagir contra quê? Por que motivo não veio? Quem foi? Qual será? Quantos vêm? Quantas irmãs tens? Advérbios Pode modificar um verbo, um adjetivo, outro advérbio ou uma frase inteira. Classificam-se de acordo com as circunstâncias que expressam: lugar: longe, junto, acima, atrás, alhures... tempo: breve, cedo, já, dentro, ainda... modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, a maioria dos adv. com sufixo -mente negação: não, tampouco, absolutamente... dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, possivelmente... intensidade: muito, pouco, bastante, mais, demais, tão... afirmação: sim, certamente, realmente, efetivamente... Obs.: as palavras onde (de lugar), como (de modo), por que (de causa) e quando (de tempo), usadas em frases interrogativas diretas ou indiretas, são classificadas como advérbios interrogativos. São locuções adverbiais: à direita, à frente, à vontade, de cor, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, de repente, de vez em quando, em breve, etc. São classificadas, também, em função da circunstância que expressam. Grau Apesar de pertencer à categoria das palavras invariáveis, o advérbio pode apresentar variações de grau comparativo ou superlativo. Comparativo:

Observações: 1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente, vem sempre antecedido de preposição e equivale a O QUAL. O médico de quem falo é meu conterrâneo. 2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem sempre um substantivo sem artigo. Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar? 3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. Tenho tudo quanto quero. Leve tantos quantos precisar. Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou. 4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a em que. A casa onde (= em que) moro foi de meu avô. Pronomes Indefinidos Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, indeterminado. 1. São pronomes indefinidos substantivos: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo Exemplos: Algo o incomoda? Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve. Não faças a outrem o que não queres que te façam. Quem avisa amigo é. Encontrei quem me pode ajudar. Ele gosta de quem o elogia. 2. São pronomes indefinidos adjetivos: cada, certo, certos, certa certas. Cada povo tem seus costumes. Certas pessoas exercem várias profissões. Certo dia apareceu em casa um repórter famoso. Pronomes Interrogativos

igualdade: tão+adv+quanto superioridade: mais+adv+(do) que inferioridade: menos+adv+(do) que Superlativo: sintético: + sufixo -íssimo analítico: muito+adv. Obs.: bem e mal admitem grau comparativo de superioridade sintético: melhor e pior. As formas mais bem e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. (Ele está mais bem informado do que eu) Emprego na linguagem coloquial, o advérbio recebe sufixo diminutivo. Nesses casos, embora ocorra o diminutivo, o advérbio assume valor superlativo a repetição de um mesmo advérbio também assume valor superlativo quando os advérbio terminados em -mente estiverem coordenados, é comum o uso do sufixo só no último antes de particípios, bem e mal aparecem nas formas analíticas do comparativo de superioridade (mais bem e mais mal) e não como melhor e pior muito e bastante podem aparecer como advérbio (invariável) ou pron. indefinido (variável determina subst.) adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis (terminaram rápido o trabalho) Palavras denotativas Série de palavras que se assemelham ao advérbio. A NGB considera-as apenas como palavras denotativas, não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais. Classificam-se em função da idéia que expressam: adição: ainda, além disso etc. (Comeu tudo e ainda queria mais) afastamento: embora (Foi embora daqui) afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente (Ainda bem que passei de ano) aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de etc. (É quase 1h a pé) designação: eis (Eis nosso carro novo) exclusão: apesar, somente, só, unicamente, inclusive, exceto, senão, sequer, apenas etc. (Todos saíram, menos ela)

explicação: isto é, por exemplo, a saber etc. (Li vários livros, a saber, os clássicos) inclusão: até, ainda, também, inclusive etc. (Eu também vou) limitação: só, somente, unicamente, apenas etc. (Apenas um me respondeu) realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E você lá sabe essa questão?) retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc. (Somos três, ou melhor, quatro) situação: então, mas, se, agora, afinal etc. (Afinal, quem perguntaria a ele?) Preposições Palavra invariável que liga dois termos entre si, estabelecendo relação de subordinação (regente regido). Divide-se em: essenciais (maioria das vezes são preposições): a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás acidentais (podem exercer função de preposição): afora, conforme, consoante, durante, exceto, salvo, segundo, senão etc. preposições essenciais regem pron. obl. tônicos; enquanto preposições acidentais regem as formas retas dos pron. pessoais. (Falei sobre ti/Todos, exceto eu, vieram) São locuções prepositivas: abaixo de, acerca de, a fim de, além de, ao lado de, apesar de, através de, de acordo com, em vez de, junto de, perto de etc. Obs.: a última palavra da loc. prepositiva é sempre uma preposição, enquanto a última palavra de uma loc. adverbial nunca é preposição Emprego combinação: preposição + outra palavra sem perda fonética (ao/aos) contração: preposição + outra palavra com perda fonética (na/àquela) não se deve contrair de se o termo seguinte for sujeito (Está na hora de ele falar) Pronome pessoal oblíquo x preposição x artigo Preposição - liga 2 termos, sendo invariável Pron. oblíquo - substitui um substantivo Artigo - antecede o substantivo, determinando-o

Relações estabelecidas pelas preposições autoria - música de Caetano lugar - cair sobre o telhado / estar sob a mesa tempo - nascer a 15 de outubro / viajar em uma hora modo - chegar aos gritos / votar em branco causa - tremer de frio / preso por vadiagem assunto - falar sobre política fim ou finalidade - vir em socorro / vir para ficar instrumento - escrever a lápis / ferir-se com a faca companhia - sair com amigos meio - voltar a cavalo / viajar de ônibus matéria - anel de prata / pão com farinha posse - carro de João oposição - Flamengo contra Fluminense conteúdo - copo de (com) vinho preço - vender a (por) R$ 300, 00 origem - descender de família humilde destino - ir a Roma Conjunções Palavra que liga orações, estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). As conjunções classificam-se em: Coordenativas: ligam duas orações independentes (coordenadas), ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração. Apresentam 5 tipos: aditivas (adição) - e, nem, mas também, mas ainda etc. adversativas (adversidade, oposição) - mas, porém, todavia, contudo etc. alternativas (alternância, exclusão, escolha) - ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer etc. conclusivas (conclusão) - logo, portanto, pois (depois do verbo) etc. explicativas (justificação) - pois (antes do verbo), porque, que etc. Subordinativas: ligam duas orações dependentes, subordinando uma à outra. Apresentam 10 tipos. causais - porque, visto que, já que, uma vez que etc. comparativas - como, que (precedido de mais ou menos) etc. condicionais - se, caso, contanto que, desde que etc.

consecutivas (conseqüência, resultado, efeito) que (precedido de tal, tanto, tão etc. - indicadores de intensidade), de modo que, de maneira que etc. conformativas (conformidade, adequação) conforme, segundo, consoante, como etc. concessiva - embora, se bem que, ainda que, mesmo que etc. temporais - quando, enquanto, logo, desde que etc. finais - a fim de que, para que, que etc. proporcionais - à medida que, à proporção que, ao passo que etc. integrantes - que, se As conjunções integrantes introduzem as orações subordinadas substantivas, enquanto as demais iniciam orações subordinadas adverbiais. Muitas vezes a função de interligar orações é desempenhada por locuções conjuntivas. Interjeições Expressa estados emocionais do falante, variando de acordo com o contexto emocional. Podem expressar: alegria: ah!, oh!, oba! etc. advertência: cuidado!, atenção etc. afugentamento: fora!, rua!, passa!, xô! etc. alívio: ufa!, arre! animação: coragem!, avante!, eia! aplauso: bravo!, bis!, mais um! etc. chamamento: alô!, olá!, psit! etc. desejo: oxalá!, tomara! etc. dor: ai!, ui! etc. espanto: puxa!, oh!, chi!, ué! etc. impaciência: hum!, hem! etc. silêncio: silêncio!, psiu!, quieto! São locuções interjeitivas: puxa vida!, não diga!, que horror!, graças a Deus!, ora bolas!, cruz credo! etc. SINTAXE: TERMOS DA ORAÇÃO FRASE Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. O tempo está nublado. Socorro! Que calor! ORAÇÃO

Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal. A fanfarra desfilou na avenida. As festas juninas estão chegando. PERÍODO Período é a frase estruturada em oração ou orações. O período pode ser: - simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta). Fui à livraria ontem. - composto - quando constituído por mais de uma oração. Fui à livraria ontem e comprei um livro. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO São dois os termos essenciais da oração: SUJEITO Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa. Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito = bandeirantes) O sujeito pode ser : - simples: quanto tem um só núcleo As rosas têm espinhos. (sujeito: as rosas; núcleo: rosas) - composto: quando tem mais de um núcleo O burro e o cavalo saíram em disparada. (suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, cavalo) - oculto: (ou elíptico ou implícito na desinência verbal) Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu) - indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal Come-se bem naquele restaurante. - Inexistente: quando a oração não tem sujeito. Choveu ontem. Há plantas venenosas. PREDICADO Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito. O predicado classifica-se em:

1. - nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo do sujeito. Nosso colega está doente. Principais verbos de ligação: ser, estar, parecer, permanecer, etc. Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a comunicar estado ou qualidade do sujeito. Nosso colega está doente. A moça permaneceu sentada. 2. - predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo. O avião sobrevoou a praia. Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento. O sabiá voou alto. Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento. - Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio de proposição. Minha equipe venceu a partida. - Transitivo indireto: é o verbo que necessita de complemento com auxílio de preposição. Ele precisa de um esparadrapo. - Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de complemento com auxilio de preposição. Damos uma simples colaboração a vocês. - predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de verbo intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais predicativo do sujeito. Os rapazes voltaram vitoriosos. - Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo-nominal, ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito. Ele morreu rico. - predicativo do objeto é o termo que, que no predicado verbo-nominal, ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto direto ou indireto. Elegemos o nosso candidato vereador. TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO

Chama-se TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO os que completam a significação transitiva dos verbos e dos nomes. São indispensáveis à compreensão do enunciado. 1. OBJETO DIRETO Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo direto. Mamãe comprou peixe. 2. OBJETO INDIRETO Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto. As crianças precisam de carinho. 3. COMPLEMENTO NOMINAL Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de um nome com auxílio de preposição. Esse nome pode ser representado por um substantivo, por um adjetivo ou por um advérbio. Toda criança tem amor aos pais. - amor (substantivo) O menino estava cheio de vontade. - cheio (adjetivo) Nós agíamos favoravelmente às discussões. favoravelmente (advérbio). 4. AGENTE DA PASSIVA Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na voz passiva. A mãe é amada pelo filho. O cantor foi aplaudido pela multidão. Os melhores alunos foram premiados pela direção. TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na oração uma função secundária, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo alguma circunstância. São termos acessórios da oração: 1. ADJUNTO ADNOMINAL

Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os substantivos. Pode ser expresso: - pelos adjetivos: água fresca, - pelos artigos: o mundo, as ruas - pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas - pelos numerais : três garotos; sexto ano - pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem escrúpulos 2. ADJUNTO ADVERBIAL Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Cheguei cedo. José reside em São Paulo. 3. APOSTO Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração. Dr. João, cirurgião-dentista, Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. VOCATIVO Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou interpelar alguém ou alguma coisa. Tem compaixão de nós, ó Cristo. Professor, o sinal tocou. Rapazes, a prova é na próxima semana. PERÍODO COMPOSTO - PERÍODO SIMPLES No período simples há apenas uma oração, a qual se diz absoluta. Fui ao cinema. O pássaro voou. PERÍODO COMPOSTO No período composto há mais de uma oração. [Não sabem] [que nos calores do verão a terra dorme] [e os homens folgam].

Período composto por coordenação - apresenta orações independentes. [Fui à cidade], [comprei alguns remédios] [e voltei cedo. ] Período composto por subordinação - apresenta orações dependentes. [É bom) [que você estude]. Período composto por coordenação e subordinação - apresenta tanto orações dependentes como independentes. Este período é também conhecido como misto. [Ele disse] [que viria logo], [mas não pôde]. SINTAXE: COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO ORAÇÃO COORDENADA Oração coordenada é aquela que é independente. As orações coordenadas podem ser: - sindética: aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção coordenativa. Viajo amanhã, mas volto logo. - assindética: aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou ponto e vírgula. Chegou, olhou, partiu. A oração coordenada sindética pode ser:

OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel, OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva! ( C. Meireles) 4. CONCLUSIVAS: ligam uma oração a outra que exprime conclusão (logo, pois, portanto, por conseguinte, por isto, assim, de modo que, etc. Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVA DO. Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ. 5. EXPLICATIVAS: ligam a uma oração, geralmente com o verbo no imperativo, outro que a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.) Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É PIOR. Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS. ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE É aquela que vem entre os termos de uma outra oração. O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido. A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos: continuar, dizer, exclamar, falar etc. ORAÇÃO PRINCIPAL

1. ADITIVA: expressa adição, seqüência de pensamento. (e, nem (=e não), mas, também: Ele falava E EU FICAVA OUVINDO. Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM. A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ. 2. ADVERSATIVA: ligam orações, dando-lhes uma idéia de compensação ou de contraste (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc. A espada vence MAS NÃO CONVENCE. O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR DENTRO. Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO. 3. ALTERNATIVAS : (ligam palavras ou orações de sentido separado, uma excluindo a outra) (ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, etc.) Mudou o natal OU MUDEI EU?

Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida por um conectivo. ELES DISSERAM que voltarão logo. ELE AFIRMOU que não virá. PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma) ORAÇÃO SUBORDINADA Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a oração principal nem sempre é a primeira do período. Quando ele voltar, eu saio de férias. Oração principal; EU SAIO DE FÉRIAS Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função de um substantivo.

Por terem as funções do substantivo, as orações subordinadas substantivas classificam-se em: 1) SUBJETIVA (sujeito) Convém que você estude mais. Importa que saibas isso bem. . É necessário que você colabore. (SUA COLABOR ÇÃO) é necessária. 2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto) Desejo QUE VENHAM TODOS. Pergunto QUEM ESTÁ Aí. 3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto) Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE. Daremos o prêmio A QUEM O MERECER. 4) COMPLETIVA NOMINAL (complemento nominal) Ser grato A QUEM TE ENSINA. Sou favorável A QUE O PRENDAM. 5) PREDICATIVA (predicativo) Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA) Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. Não sou QUEM VOCÊ PENSA. 6) APOSITIVAS (servem de aposto) Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME. 7) AGENTE DA PASSIVA: O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = ( PELO SEU A TOR) A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de um adjetivo. Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: 1) EXPLICATIVAS: explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma informação. Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará. Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria.

2) RESTRITIVAS: restringem ou limitam a significação do termo antecedente, sendo indispensáveis ao sentido da frase: Pedra QUE ROLA não cria limo. As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem. Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais aqui. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de um advérbio. As orações subordinadas adverbiais classificam-se em: 1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão: Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE. O tambor soa PORQUE É OCO. 2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma comparação. O som é menos veloz QUE A LUZ. Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. 3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se admite: POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram. Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com agrado. CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava. 4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese: SE O CONHECESSES, não o condenarias. Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? 5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato com outro: Fiz tudo COMO ME DISSERAM. Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI. 6) CONSECUTIVAS: exprimem uma conseqüência, um resultado: A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS. Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA! Tenho medo disso QUE ME PÉLO! 7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto:

Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE. Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR. 8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade: À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende. QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo. 9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na oração principal: ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam. QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam. 10) MODAIS: exprimem modo, maneira: Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE. Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE. ORAÇÕES REDUZIDAS Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais: gerúndio, infinitivo e particípio. Exemplos: Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO. Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ. FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES ASSIM, conseguirás. É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE FIQUEMOS A TENTOS. AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO, entristeceu-se. É interesse ESTUDARES MAIS.= É interessante QUE ESTUDES MAIS. SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure-me. Concordância nominal e verbal O correto emprego das normas de concordância é indispensável à eficiência e beleza da frase. Seu desconhecimento favorece a imprecisão, dá lugar a repetições desnecessárias e impede uma redação elegante e objetiva.

Sintaxe de concordância é o capítulo da gramática em que se cuida da acomodação flexional de uma palavra em relação a outra ou outras na frase. Dizse que a concordância é nominal quando determinada pelo nome, isto é, pelo substantivo ou pelo pronome que esteja em seu lugar, e verbal quando trata da flexão do verbo em sua relação com o sujeito. Concordância nominal O adjetivo concorda em gênero e número com o termo a que se refere (substantivo ou pronome), quer exerça a função de adjunto adnominal (Comprei um bom livro), quer a de predicativo (O livro é bom). Adjunto adnominal. Referindo-se a mais de um substantivo ou pronome, o adjunto adnominal a estes antepostos concorda em gênero e número com o mais próximo (O professor exigiu completo silêncio e disciplina. Galoparam por estreitas estradas e caminhos); sendo nomes próprios ou de parentesco os termos modificados pelo adjunto, este vai para o plural (os dedicados Pedro e Paulo; os estudiosos João e Maria). Se o adjunto adnominal está posposto a mais de um substantivo ou pronome, pode concordar em gênero com o termo mais próximo a que se refira, ou adotar a flexão masculina, se os termos modificados tiverem gêneros diferentes; e pode concordar em número com o termo mais próximo a que se refira, ou ir para o plural. Exemplos (a concordância mais rara está entre parênteses): (1) livro e caderno encapado (ou encapados); (2) livro e caderneta encapada (ou encapados); (3) livros e caderno encapados (ou encapado); (4) livros e cadernetas encapadas (ou encapados). Predicativo. As normas de concordância do predicativo com o sujeito composto são idênticas às que se aplicam ao adjunto adnominal, com as seguintes ressalvas: (1) Sendo do mesmo gênero os termos que compõem o sujeito, o predicativo conserva esse gênero e, de preferência, vai para o plural (O livro e o caderno estão encapados); (2) se os gêneros dos termos que compõem o sujeito forem diversos, o predicativo vai, normalmente, para o masculino plural (O livro e a caderneta estão encapados). A concordância do predicativo do objeto segue, em geral, as mesmas normas que se aplicam à concordância do predicativo do sujeito. Se o sujeito for uma oração, o predicativo fica no masculino singular (É vantajoso saber-se uma

língua estrangeira = É vantajoso que se saiba uma língua estrangeira). Concordância dos pronomes pessoais o, a, os, as. Os pronomes o (lo) e a (la) substituem, respectivamente, um nome masculino singular ou um nome feminino singular (Encontrei João = Encontrei-o. Vou encontrar João = Vou encontrálo. Encontrei Maria = Encontrei-a. Vou encontrar Maria = Vou encontrá-la); o pronome os (los) substitui um nome masculino plural ou mais de um nome de gêneros diferentes (Encontrei meus amigos, ou meu amigo e minha amiga = Encontrei-os. Vou encontrar meus amigos, ou meus amigos e minhas amigas = Vou encontrálos); o pronome as (las) substitui um nome feminino plural ou mais de um nome feminino (Encontrei minhas amigas, ou encontrei Maria e Júlia = Encontrei-as. Vou encontrar minhas amigas, ou vou encontrar Maria e Júlia = Vou encontrá-las). Concordância dos pronomes possessivos. Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com o substantivo designativo do objeto possuído, e em pessoa com o possuidor desse objeto: João vendeu sua casa (sua = dele, João, 3a pessoa; sua = feminino singular, concordando com casa). Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo concorda com o que estiver mais próximo: Teu juízo e serenidade... Concordância verbal O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa: Eu sei (sei: 1a pessoa do singular, concordando com o sujeito eu). Havendo mais de um sujeito, o verbo vai para o plural: (1) na 1a pessoa (nós), se entre os sujeitos houver um da 1a pessoa (Eu, tu e ele saímos); (2) na 2a pessoa (vós), se, não existindo sujeito da 1a pessoa, houver um da 2a (Tu e ele saístes); (3) na 3a pessoa (eles ou elas), se os sujeitos forem todos da 3a pessoa (João, Carlos e seus irmãos saíram). A concordância do verbo na 2a pessoa do plural (vós), na linguagem corrente do Brasil, é de uso raro, não sendo poucos os exemplos literários em que o verbo com sujeito tu e ele aparece na 3a pessoa do plural. Casos particulares (com um só sujeito). Havendo um só sujeito, ocorrem, entre outros, os seguintes casos particulares de concordância verbal: (1) Verbo no singular: (a) Mais de um aluno não resolveu essa questão (sujeito = mais de um + substantivo); (b) Qualquer de nós (ou de vós) se apresentará? (sujeito = pronome interrogativo

singular, seguido de de nós, de vós, dentre nós ou dentre vós); (c) Algum (nenhum, qualquer) de nós (ou de vós) se apresentará (sujeito = pronome indefinido singular, seguido de de nós, de vós, dentre nós, dentre vós). (2) Verbo no plural: (a) Aproximaram-se cerca de vinte pessoas (sujeito = cerca de + substantivo plural); (b) Ele era um dos que sabiam a resposta (sujeito = um dos que, um daqueles que); (c) Quais (quantos) de vós sabeis a resposta? Quais (quantos) de nós teremos tempo para isso? (sujeito = quais? quantos? + de nós ou de vós; (d) Alguns (muitos, vários, poucos, quaisquer) de nós sabemos o que ocorreu. Quaisquer de vós sabeis (sujeito = indefinido plural + de nós, ou de vós); (e) Os Estados Unidos se empenharam na solução desse problema (sujeito = nomes de lugar com forma plural, precedidos de artigo); (f) As Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, são de publicação póstuma (sujeito = títulos de obras com forma plural, com artigo); (g) Deram (bateram, soaram) sete horas (verbos dar, bater, soar e sinônimos, empregados com referência às horas do dia: concordam com o número que indica as horas); (h) Disseram que você não viria (sujeito indeterminado, sem a partícula se). (3) Verbo no singular ou no plural: (a) Parte (o grosso, o resto, a metade) dos espectadores protestaram ou protestou (a concordância no plural evidencia os elementos componentes do todo; o verbo no singular realça o conjunto como unidade); (b) João foi um dos competidores que mais se destacaram ou que mais se destacou (o singular põe em realce o sujeito dentro do grupo em relação ao qual está sendo referido). (4) Sujeito pronome relativo "que": (a) Sou eu que quero; (b) Fomos nós os que resolvemos; (c) Sereis vós aqueles que tereis de resolver (o verbo concorda em número e pessoa com o pronome pessoal antecedente imediato ou mediato do relativo). (5) Sujeito pronome relativo "quem". O verbo com sujeito pronome relativo "quem", vai para a 3a pessoa do singular (Sou eu quem tem de resolver) ou concorda com o pronome pessoal sujeito da oração anterior (Sou eu quem tenho de resolver). (6) Verbo "ser" com o predicativo plural: (a) Que são três dias? Quem és tu? (oração iniciada pelos interrogativos que? e quem?; (b) Eram quatro horas (orações impessoais); (c) Tudo (isto, isso, aquilo, o = aquilo, o resto, o mais) são mentiras

(sujeito um dos pronomes tudo, isto, isso, aquilo, o = aquilo, ou expressão de sentido coletivo, como o resto, o mais); (d) Minha vida são eles, os meus filhos (substantivo como primeiro termo da oração; pronome pessoal como segundo). (7) Outros casos de concordância do verbo "ser": (a) Três semanas é pouco (sujeito = expressão numérica considerada como um todo; (b) da Vinci era muitos artistas num só gênio (sujeito nome de pessoa singular; o verbo deixa de concordar com o predicativo plural; (c) Ele era todo ouvidos (sujeito pronome pessoal; o verbo deixa de concordar com o predicativo plural; (d) Nós é que decidimos partir (frases construídas com a locução invariável de realce é que; o verbo concorda normalmente com o sujeito). Casos particulares (com sujeito composto). Com sujeito composto, o verbo pode concordar com o sujeito mais próximo, em casos como os que se seguem: (1) Imperava a violência, o crime, o desrespeito à pessoa humana (sujeitos pospostos); (2) Minha casa, minha pátria é aqui (sujeitos sinônimos ou quase sinônimos; (3) Um grito, uma palavra, um olhar bastava (sujeito com enumeração gradativa); (4) Castigos, conselhos, nada o corrigia (sujeito resumido por um pronome indefinido: nada, tudo, ninguém); (5) Nem luz de vela, nem luz de lampião lhe iluminavam o quarto. Jamais um grito ou uma palavra áspera lhe saíram dos lábios (substantivos no singular ligados por nem ou ou, podendo o fato expresso pelo verbo ser atribuído a todos os sujeitos); (6) Nem Pedro nem Antônio conseguirá eleger-se. Fui devagar, mas ou o pé ou o espelho traiu-me (composição do sujeito idêntica à anterior, só se podendo, todavia, atribuir o fato expresso pelo verbo a um dos sujeitos); (7) Ou eu ou ela iremos à festa. Nem eu nem ela iremos à festa (sujeitos de pessoas gramaticais diferentes, ligados por ou ou nem: o verbo concorda, no plural, com a pessoa que tiver precedência na ordem das pessoas gramaticais); (8) Um ou outro (um ou outro aluno) haverá de acertar. Nem um nem outro (nem um nem outro aluno) haverá de acertar (sujeito um ou outro, nem um nem outro, como pronomes substantivos ou como pronomes adjetivos: verbo no singular); (9) Um e outro são competentes (ou é competente) para isso (locução um e outro: admite verbo no plural ou no singular; (10) O menino com seu amigo brincavam à beira do lago. César, com suas legiões, levou o inimigo de vencida (sujeitos unidos pela partícula com: verbo

no plural, quando não houver realce de nenhum dos sujeitos; no singular, quando o primeiro sujeito estiver sendo realçado); (11) Você, como eu, parece ter jeito para música. Você como eu temos jeito para música (sujeitos ligados pelas conjunções comparativas como, assim como, bem como etc.; verbo no singular, quando se quer dar destaque ao primeiro sujeito; no plural, sem esse destaque). Concordância figurada (silepse). Concordância que se faz com o sentido ou idéia que as palavras exprimem, não com sua forma gramatical. A silepse pode ser: (a) de número (Era uma gente [coletivo] difícil de lidar: não sabiam o que queriam. Vós [referindo-se a uma única pessoa] fostes injusto; (b) de gênero (Vossa Senhoria [referindo-se a pessoa do sexo masculino] foi bem tratado?); (c) de pessoa (Estávamos presentes [incluída a pessoa que fala, ou 1a pessoa] uns dez interessados). Regência nominal e verbal Para que possam formar um todo significativo e contribuir para a clareza dos enunciados, as palavras de uma oração, sejam substantivos, adjetivos ou verbos, precisam estar corretamente relacionadas com seus complementos. Regência é a relação de subordinação, isto é, de dependência dos termos uns dos outros, seja quanto às preposições, partículas invariáveis que servem para estabelecer a relação entre os nomes (substantivos) ou os adjetivos e seus complementos, seja no que se refere à tendência de cada verbo para com seus complementos. Essa relação necessária entre duas palavras, uma das quais serve de complemento a outra, é o que se chama regência; a palavra dependente denominase regida ou regime, e o termo a que se subordina, regente ou subordinante. Regência nominal. Quando se refere à relação entre substantivos ou adjetivos e seus complementos, a regência denomina-se nominal, como nos seguintes exemplos: acostumado a, ou acostumado com; adido a; assíduo em; atenção a, ou atenção para; chute a; consulta a; curioso de; deputado por; desacostumado a, ou desacostumado com; falta a; grudado a; invasão de; liderança sobre; morador em; ódio a, ou ódio contra; palpite sobre; preferência por; presente a, ou presente em; pressão sobre; residente em; sito em; situado em. Regência verbal. Quanto à predicação, os verbos se dividem em transitivos e intransitivos. Estes

últimos são os que expressam uma idéia completa, como nos exemplos: fulano saiu, o cavalo galopava, o pássaro voou, o navio partiu etc. Os verbos transitivos, mais numerosos, exigem sempre o acompanhamento de uma palavra de valor substantivo (objeto direto ou indireto) para integrar-lhes o sentido. Exemplos: recebemos tuas lembranças, Mário gosta de flores, João entregou a carta ao destinatário. A ligação do verbo com seu complemento, ou seja, a regência verbal, pode ser estabelecida diretamente, sem uma preposição intermédia, quando o complemento ou objeto é direto. No caso, o verbo é transitivo direto. Será estabelecida indiretamente, mediante emprego de preposição, quando o complemento ou objeto é indireto. Nesse caso, o verbo é dito transitivo. O verbo que admite mais de uma regência denomina-se transitivo direto e indireto. Os exemplos seguintes se referem à regência de alguns verbos importantes, segundo a norma culta: Agradar é verbo transitivo direto quando significa fazer carinhos, mimar, acariciar: agradar filhos, agradar fregueses; é transitivo indireto no sentido de satisfazer: o espetáculo não agradou ao público; a anedota não agradou à platéia. O antônimo desagradar é sempre transitivo indireto: desagradar ao público; desagradar à platéia. Agradecer é exemplo de verbo transitivo direto e indireto, sendo que o objeto direto é sempre coisa e o indireto é sempre pessoa: o comerciante agradeceu a preferência aos fregueses; agradeci o enorme favor à moça. Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inalar: aspirar o ar do campo; aspirar um perfume, aspirar o pó do tapete; é transitivo indireto no sentido de almejar, ambicionar: ele sempre aspirou a esse emprego; nunca aspirei a nenhum cargo público. Assistir é transitivo direto no sentido de prestar assistência, socorrer: assistir um doente, assistir o réu; quando se refere à ação do espectador, é transitivo indireto: não assisto a esse programa de televisão, ele assistiu ao jogo; no sentido de caber, é também transitivo indireto: esse é um direito que assiste ao diretor, esse é um direito que lhe assiste. Atender pode ser transitivo direto ou indireto, indiferentemente, quando o complemento é pessoa: o presidente não atendeu o/ao banqueiro, o diretor atenderá todos/a todos os pais de alunos; quando o complemento é coisa, é apenas

transitivo indireto: a secretária atende ao telefone, ele atendeu à campainha. Chamar pode ser transitivo direto ou indireto, indiferentemente, no sentido de considerar: chameio-o palhaço, ou chamei-lhe palhaço; transitivo direto e indireto no sentido de repreender: chamei-o à atenção; transitivo direto no sentido de fazer vir, convocar: o professor chamou-me à frente da classe. Compartilhar só pode ser transitivo direto: compartilho a dor do meu vizinho, não compartilhamos essa opinião, queremos compartilhar sua alegria. Comunicar é transitivo direto e indireto, sendo que o objeto direto é sempre coisa, e o indireto é sempre pessoa: os vizinhos comunicaram o roubo à polícia, o ministro comunicou sua decisão ao presidente. Implicar é transitivo direto no sentido de acarretar: toda ação implica uma reação, esse gesto implicou sua demissão; transitivo indireto no sentido de envolver-se, sempre pronominal: implicou-se em tráfico de drogas; e transitivo indireto quando significa ter implicância: o professor implicou comigo. Lembrar é transitivo direto -- não lembro seu nome -- ou indireto -- não me lembro de seu nome --, mas no segundo caso é sempre pronominal; no sentido de fazer recordar, é sempre transitivo direto: esse rapaz lembra o pai; quando significa advertir, é transitivo direto e indireto: lembrei ao pessoal que já era tarde. Namorar é sempre transitivo direto e não admite, portanto, preposição alguma: namoro fulana, você está namorando alguém? Obedecer e desobedecer são transitivos indiretos em todos os casos: obedecer ao regulamento, bons filhos não desobedecem aos pais. Pedir é transitivo direto e indireto, mas com a preposição a: pedi um presente a ela, peça ao governo que o indenize; pedir para, só quando há idéia de licença, permissão: o aluno pediu para sair. Precisar é transitivo direto no sentido de indicar com exatidão: o piloto precisou o local do ataque e apertou o botão; no sentido de necessitar, é transitivo direto e indireto: não precisamos de ajuda. Puxar é transitivo indireto tanto no sentido de sair semelhante quando no de coxear: o filho puxou ao pai, o rapaz puxava de uma perna.

Querer é transitivo direto no sentido de desejar: o menino queria balas, mas transitivo indireto no sentido de estimar, amar: o menino queria muito ao pai. Reparar é transitivo direto no sentido de consertar: o marceneiro reparou a porta; mas transitivo indireto no sentido de observar, acompanhado da preposição em: repare no exemplo de seus pais, não repare na casa. Servir é transitivo direto no sentido de prestar serviço, ou de pôr sobre a mesa: o assessor serve bem o diretor, a cozinheira não serviu o almoço; é transitivo indireto no sentido de ser útil: essa máquina não serve ao meu escritório. Sobressair é transitivo indireto, mas nunca pronominal: o jogador que mais sobressaiu nos jogos do campeonato; nunca sobressaí em matemática. Usufruir é transitivo direto, como desfrutar, nunca com preposição: vou usufruir o verão, não pude desfrutar o descanso. Visar é transitivo direto no sentido de pôr o visto, apontar para: já visei o cheque, visei o alvo e atirei; transitivo indireto no sentido de desejar muito, almejar: todos os partidos políticos visam ao poder, os governadores deveriam somente visar ao bem-estar da população. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. SEMÂNTICA Quanto à significação, as palavras podem ser: 1. sinônimas - quando apresentam sentidos semelhantes: falecer e morrer, belo e bonito; longe e distante etc. 2. antônimas - quando têm significação oposta: triste e alegre, bondade e maldade, riqueza e pobreza. 3. homônimas - quando são escritas ou pronunciadas de modo idêntico mas são diferentes quanto ao significado. Os homônimos podem ser: a. perfeitos - quando possuem a mesma grafia (homógrafos) e a mesma pronúncia (homófonos): cura (padre) - cura (do v. curar) verão (estação) – verão (verbo ver) são (sadio) – são (verbo ser)

b. imperfeitos - quando têm a mesma grafia mas pronúncia diferente (homógrafos) ou a mesma pronúncia mas grafia diferente (homófonos). Exemplos: selo (substantivo) – selo (verbo selar) ele (pronome) – ele (letra) 4. parônimas - quando se assemelham na forma mas têm significados diferentes. Exemplos: descriminar (inocentar) - discriminar (distinguir) discente (relativo a alunos) - docente (relativo a professores) DENOTAÇAO E CONOTAÇAO A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original. A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se no seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias interpretações. Observe os exemplos Denotação As estrelas do céu. Vesti-me de verde. O fogo do isqueiro. Conotação As estrelas do cinema. O jardim vestiu-se de flores O fogo da paixão SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado Construi um muro de pedra - sentido próprio Maria tem um coração de pedra – sentido figurado. A água pingava lentamente – sentido figurado. Figuras de estilo ou linguagem Formas de utilizar as palavras no sentido conotativo, figurado, com o objetivo de ser mais expressivo. A seguir, as principais figuras de estilo em ordem alfabética:

1- Anacoluto- interrupção na seqüência lógica da oração deixando um termo solto, sem função sintática. Ex.: Mulheres, como viver sem elas? 2- Anáfora- repetição de palavras. Ex.: Ela trabalha, ela estuda, ela é mãe, ela é pai, ela é tudo! 3- Antonomásia - substituição do nome próprio por qualidade, ou característica que o distinga. é o mesmo que apelidado, alcunha ou cognome. Ex.: Xuxa ( Maria das Graças); O Gordo (Jô Soares) 4- Antítese - aproximação de idéias, palavras ou expressões de sentidos opostos. Ex.: Os bobos e os espertos convivem no mesmo espaço. 5- Apóstrofo ou invocação - invocação ou interpelação de ouvinte ou leitor, seres reais ou imaginários, presentes ou ausentes. Ex.: Mulher, venha aqui! / Ó meu Deus! Mereço tanto sofrimento? 6- Assíndeto - ausência da conjunção aditiva entre palavras da frase ou orações de um período. Essas aparecem justapostas ou separadas por vírgulas. Ex.: Nasci, cresci, morri. ( ou invés de: Nasci, cresci e morri.) 7- Catacrese - metáfora tão usada que perdeu seu valor de figura e tornou-se cotidiana não representando mais um desvio. Isso ocorre pela inexistência da palavras mais apropriadas. Surge da semelhança da forma ou da função de seres, fatos ou coisas. Ex.: céu da boca; cabeça de prego; asa da xícara; dente de alho. 8- Comparação ou símile - aproximação de dois elementos realçando pela sua semelhança. Conectivos comparativos são usados: como, feito, tal qual, que nem... Ex.: Aquela criança era delicado como uma flor. 9- Elipse - omissão de palavras ou orações que ficam subentendidas. Ex.: Marta trabalhou durante vários dias e ele, (trabalhou) durante horas. 10- Eufemismo – atenuação de algum fato ou expressão com objetivo de amenizar alguma verdade triste, chocante ou desagradável. Ex.: Ele foi desta para melhor. (evitando dizer: Ele morreu.) 11- Hipérbole - exagero proposital com objetivo expressivo. Ex.: Estou morrendo de cansada. 12- Ironia - forma intencional de dizer o contrário da idéia que se pretendia exprimir. O irônico é sarcástico ou depreciativo. Ex.: Que belo presente de aniversário! Minha casa foi assaltada. 13- Metáfora - é um tipo de comparação em que o conectivo está subentendido. O segundo termo é

usado com o valor do primeiro. Ex.: Aquela criança é (como) uma flor. 14- Metonímia - uso de uma palavra no lugar de outra que tem com ela alguma proximidade de sentido. A metonímia pode ocorrer quando usamos: a- o autor pela obra Ex.: Nas horas vagas, lê Machado. (a obra de Machado) b- o continente pelo conteúdo Ex.: Conseguiria comer toda a marmita. Comeria a comida (conteúdo) e não a marmita (continente) c- a causa pelo efeito e vice-versa Ex.: A falta de trabalho é a causa da desnutrição naquela comunidade. A fome gerada pela falta de trabalho que causa a desnutrição. d- o lugar pelo produto feito no lugar Ex.: O Porto é o mais vendido naquela loja. O nome da região onde o vinho é fabricado e- a parte pelo todo Ex.: Deparei-me com dois lindos pezinhos chegando. Não eram apenas os pés, mas a pessoa como um todo. f- a matéria pelo objeto Ex.: A porcelana chinesa é belíssima. Porcelana é a matéria dos objetos g- a marca pelo produto Ex.: - Gostaria de um pacote de bombril, por favor. Bom Bril é a marca, o produto é esponja de lã de aço. h- concreto pelo abstrato e vice-versa Ex.: Carlos é uma pessoa de bom coração Coração (concreto) está no lugar de sentimentos (abstrato) 15- Onomatopéia – uso de palavras que imitam sons ou ruídos. Ex.; Psiu! Venha aqui! 16- Paradoxo ou oxímoro – Aproximação de palavras ou idéias de sentido oposto em apenas uma figura. Ex.: "Estou cego e vejo. Arranco os olhos e vejo." (Carlos Drummond de Andrade) 17- Personificação, prosopopéia ou animismo – atribuição de características humanas a seres inanimados, imaginários ou irracionais. Ex.: A vida ensinou-me a ser humilde. 18- Pleonasmo ou redundância – repetição da mesma idéia com objetivo de realce. A redundância pode ser positiva ou negativa. Quando é proposital, usada como recurso

expressivo, enriquecerá o texto: Ex.: Posso afirmar que escutei com meus próprios ouvidos aquela declaração fatal. Quando é inconsciente, chamada de “pleonasmo vicioso”, empobrece o texto sendo considerado um vício de linguagem: Irá reler a prova de novo. Outros: subir para cima; entrar para dentro; monocultura exclusiva; hemorragia de sangue. 19- Polissíndeto – repetição de conjunções (síndetos). Ex.: Estudou e casou e trabalhou e trabalhou... 20- Silepse – concordância com a idéia, não com a forma. Ex.: Os brasileiros (3ª pessoa) somos (1ª pessoa) massacrados. Pessoa Vossa Santidade (fem.) será homenageado (masc.). Gênero Havia muita gente (sing.) na rua, corriam (plur.) desesperadamente. Número 21- Sinestesia - mistura da sensações em uma única expressão. Ex.: Aquele choro amargo e frio me espetava. Mistura de paladar (amargo) e tato (frio, espetava) INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Elementos constitutivos Texto narrativo As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, forças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar dos fatos. Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou heroína, personagem principal da história. O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do protagonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal contracena em primeiro plano. As personagens secundárias, que são chamadas também de comparsas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narração. O narrador que está a contar a história também é uma personagem, pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor importância, ou ainda uma pessoa estranha à história.

Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de personagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimensão psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações perante os acontecimentos. Seqüência dos fatos (enredo): Enredo é a seqüência dos fatos, a trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo podemos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, o desenlace ou desfecho. Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de interesses entre as personagens. O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior tensão do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho, ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos. Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens participam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gênero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, relacionados ao principal. Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lugares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas vezes, principalmente nos textos literários, essas informações são extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos narrativo.

Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num determinado tempo, que consiste na identificação do momento, dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade salienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fato que aconteceu depois. O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu espírito. Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dissemos, é a personagem que esta a contar a história. A posição em que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracterizado por : - visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acontecimentos narração é feita em 3a pessoa. - visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narrativa que é feito em 1a pessoa. - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê, aquilo que é observável exteriormente no comportamento da personagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narrador é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa. Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita em 1a pessoa ou 3a pessoa. Formas de apresentação da fala das personagens

Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. A três maneira de comunicar as falas das personagens. Discurso Direto: É a representação da fala das personagens através do diálogo. Exemplo: “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da verdade. Vem a policia e começa a falar em ordem pública. No carnaval a cidade é do povo e de ninguém mais”. No discurso direto é freqüente o uso dos verbo de locução ou descendi: dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas os verbos de locução podem ser omitidos. Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. Exemplo: “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passados, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os menos sombrios por vir”. Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração. Exemplo: “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles lugares, deram-me bonsdias desconfiados. Talvez pensassem que estivessem doido. Como poderia andar um homem aquela hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés no chão como eles? Só sendo doido mesmo”. (José Lins do Rego) Texto Descritivo Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais característicos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc.

As perspectivas que o observador tem do objeto, é muito importante, tanto na descrição literária quanto na descrição técnica, é esta atitude que vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem unificada. Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, variando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a pouco. Podemos encontra distinções entre uma descrição literária e outra técnica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas: Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subjetiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferencias, assim ele descreve o que quer e o pensa ver e não o que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objetivo, fenomênico, ela é exata e dimensional. Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamento, com a finalidade de situar personagem no contexto cultural, social e econômico modelado de seu como procedimento. Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama, para depois ao pouco em ordem de proximidade, abranger as partes mais típicas desse todo. Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes do interiores, dos ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma visualização da suas particularidades, de seus traços distintivos e típicos. Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada que se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de um incêndio, de uma briga, de um naufrágio.

Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características gerais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabulário mais preciso, se salientando com exatidão os pormenores. É predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanismos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. Texto Dissertativo Dissertar significa discutir, expor, interpretar idéias. A dissertação consta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou questão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever com clareza, coerência e objetividade. A dissertação pode ser argumentativa na qual o autor tenta persuadir o leitor a respeito dos seus pontos de vista, ou simplesmente, Ter com finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. A linguagem usada é a referencial, centrada, na mensagem, enfatizando o contexto. Quanto a forma, ela pode ser tripartida em : Introdução: Em poucas linhas coloca o leitor os dados fundamentais do assunto que esta tratando. É a enunciação direta e objetiva da definição do ponto de vista do autor. Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as idéias colocadas na introdução serão definidas com os dados mais relevantes. Todo desenvolvimento devem estruturar-se em blocos de idéias articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e desencadeia a conclusão. Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da idéia central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a introdução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese e opinião.

Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é a obra ou ação que realmente se praticou. Hipótese: É a suposição feita a cerca de uma coisa possível ou não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação sobre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e objetos descritos, é um parecer particular sentimento que se tem a respeito de algo. Leia o texto a seguir: Tem cada uma na vida Jamais entenderei a moça me procurou para fazer um pedido: queria (quer) ser artista de novela das 7. - Mais eu... - tentei informar. Ela não me deixou concluir a frase: - Até que não estou pedindo muito. Se pedisse para novela das 8, iam dizer que era pretensão. Também não desejo a novela das 6. Quando a gente é modesta demais, botam pra escanteio. - É, mas... - Então eu acho que no meio está a virtude, como gostava de falar o vovô. Vovô era entendido em coisas mil. O senhor conheceu vovô? Ele foi um cara importante no MEC. - Devo Ter conhecido. Qual era o nome dele? - Vovô Marreco. A gente chamava ele assim porque tinha uma cara gozada, cara de marreco. Uma ocasião... Bem, depois eu conto. O senhor vai me ajudar, não vai? Mas uma vez tentei explicar (não consegui) que não tenho nada com televisão, apenas sou amigo do Otton Lara Resende, na Rede Globo, e não me consta que o Otton selecione artista. Mas a moça prosseguia vivendo sonho, que não era sonho era projeto amadurecido. Os pais aprovavam. Mesmo que não aprovassem, estava decidida: - Força do destino. Minha tia-avó fugiu de casa para trabalhar na companhia de Leopoldo Fróis. Naquele tempo não havia televisão imagine como as opções eram limitadas. Minha mãe fez parte do caste da novelas da Rádio Nacional deixou o

brodecaste para casar. Meu pai impôs condição. Felizmente, evoluiu, hoje até faz gosto. - E o namorado? – perguntei, desistindo de esclarecer que ela batera à porta errada. - Namorado? Então o senhor acha que vou pedir consentimento a namorado, para trabalhar em novela? A gente tá em 1980, pô. - Lá isso é. - Inclusive meus namorados são todos descartáveis. Não me amarro a nenhum, porque meu futuro não está nos homens. Tá na arte. - Muito bem. - Não é que eu não queira negócio com homem, veja bem. Deus me livre e guarde. Só que minha vocação, minha carreira ficam acima de tudo. - Você tem experiência? - Que é que o senhor chama de experiência? - Experiência mesmo. Já transou cinema, teatro, expressão corporal, laboratório, essas coisas? Pensou para responder. Afinal: - Sim e não. - Sim e não, como? - Quer dizer, transei com gente ligada, mas não me deram chance para começar. - E vai logo começar de novela? - Olha, a base da novela hoje é naturalidade. Sou muito natural, o senhor tá vendo como sou natural. Se me contratarem eu tiro de letra. Aliás, eu treino sozinha. - Como? - Eu ensaio lá em casas, no meu quarto. Já fiz vários papeis, e não era papel mole, de figurante. fiz uma cena da Glória Meneses, que se ela visse fica boba de admiração. Não era para me gabar. Me considero tarimbada. - Ótimo. - O tempo que eu passo estudando as atrizes da tevê , não está no gibi. E só pra elas que olho. Conheço tudo, olhar, franzir dos lábios, cara de tristeza e cara de desejo de Maria Cláudia, Joana Fomm, Lúcia Alves, Débora Duarte... Quer ver? - Não precisa, minha filha. Eu acredito. - Só uma amostrinha pra provar que não estou mentindo. - Está-se vendo que você não mente. Obrigado. - Pois é. Ou eu entro na novela da 7 – qualquer novela, de qualquer época, eu sou como a Lucélia Santos, papel de escrava, de estudante, de garota fútil, eu topo – ou.... - Ou o quê? - Sê não entrar, não sei o será de minha vida. - Não diga isto!

- Digo. Minha vida depende do senhor, neste momento. Uma palavrinha sua, e... -E? - Tou contratada. Vamos, não me negue uma colher de chá. Eu sei que você pode fazer isso por mim. desculpe o tratamento, saiu sem querer. Por que você não diz logo que vai me ajudar? Por que não telefona logo pro pessoal da tevê? Por que ficou assim, duro, engasgado, sei lá se descrente de minhas possibilidades? Por que não confia em mim ? Diga, diga pelo amor de Deus! Você é ruim, homem! Você é íntimo do Daniel Filho e não quer mover uma palha em favor de uma pobre artista em potencial! - Tinha se levantado, no ardor da interpretação, agitou os braços, deixou-se cair na poltrona, exausta, pela primeira vez silenciosa. Só então pude jurar-lhe, também por Deus, que não conheço Daniel Filho. Olhou-me com desprezo: - Ah, é assim? E por que não me falou isso logo de começo? Me enganar esse tempo todo! E eu, feito boba, falando com a pessoa errada! Tem cada uma na vida.... ESTUDO DO TEXTO Identifique no texto lido, os elementos da narração estudados. 1 – Quem são os personagens? 2 – Qual o fato central da narrativa? 3 – Qual a natureza do fato contado? 4 – Onde acontecem os fatos narrados? 5 – Quando aconteceram os fatos? 6 – Como foi arrumado o enredo? 7 – Em que foco narrativo está o texto? Respostas 1- As personagens são: o narrador e a moça que quer ser atriz 2 – O narrador é procurado por uma moça que deseja que ele a ajude a tornar-se atriz da novela das sete. 3 – É um fato comum, cotidiano, que mostra a influência da televisão sobre determinadas pessoas. 4 – Não aparecem no texto o lugar onde eles conversaram.

5 – É conveniente observar que o texto está no presente. 6 – Diante da paixão da garota pelo trabalho em novelas, o narrador não consegue revelar que ela está falando com o homem errado. Quando ele revela que nada pode fazer por ela, a moça passa a agredi-lo. 7 – O texto está na primeira pessoa do singular. Funções da Linguagem Para melhor compreensão das funções de linguagem, torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação. Elementos da comunicação emissor - emite, codifica a mensagem receptor - recebe, decodifica a mensagem mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem referente - contexto relacionado a emissor e receptor canal - meio pelo qual circula a mensagem Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação Funções da linguagem Função emotiva (ou expressiva) centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor. Função referencial (ou denotativa) centralizada no referente, quando o emissor procura oferecer informações da realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos. Função apelativa (ou conativa) centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. Usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor. Função fática centralizada no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou

testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares. Função poética centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas etc. Função metalingüística centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem. Obs.: Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é saber qual a função predominante no texto, para então definilo. PROVA SIMULADA I 01. Ache o verbo que está erradamente conjugado no presente do subjuntivo: a ( ) requera ; requeras ; requera ; requeiramos ; requeirais ; requeram b ( ) saúde ; saúdes ; saúde ; saudemos ; saudeis ; saúdem c ( ) dê ; dês ; dê ; demos ; deis ; dêem d ( ) pula ; pulas ; pula ; pulamos ; pulais ; pulam e ( ) frija ; frijas ; frija ; frijamos ; frijais ; frijam 02. Assinale a alternativa falsa: a ( ) o presente do subjuntivo, o imperativo afirmativo e o imperativo negativo são tempos derivados do presente do indicativo; b ( ) os verbos progredir e regredir são conjugados pelo modelo agredir; c ( ) o verbo prover segue ver em todos os tempos; d ( ) a 3.ª pessoa do singular do verbo aguar, no presente do subjuntivo é : ágüe ou agúe; e ( ) os verbos prever e rever seguem o modelo ver. 03. Marque o verbo que na 2ª pessoa do singular, do presente do indicativo, muda para "e" o "i" que apresenta na penúltima sílaba? a ( ) imprimir b ( ) exprimir c ( ) tingir d ( ) frigir

e ( ) erigir 04. Indique onde há erro: a ( ) os puros-sangues simílimos b ( ) os navios-escola utílimos c ( ) os guardas-mores agílimos d ( ) as águas-vivas aspérrimas e ( ) as oitavas-de-final antiqüíssimas 05. Marque a alternativa verdadeira: a ( ) o plural de mau-caráter é maus-caráteres; b ( ) chamam-se epicenos os substantivos que têm um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos; c ( ) todos os substantivos terminados em -ão formam o feminino mudando o final em -ã ou -ona; d ( ) os substantivos terminados em -a sempre são femininos; e ( ) são comuns de dois gêneros todos os substantivos ou adjetivos substantivados terminados em -ista. 06. Identifique onde há erro de regência verbal: a ( ) Não faça nada que seja contrário dos bons princípios. b ( ) Esse produto é nocivo à saúde. c ( ) Este livro é preferível àquele. d ( ) Ele era suspeito de ter roubado a loja. e ( ) Ele mostrou-se insensível a meus apelos. 07. Abaixo, há uma frase onde a regência nominal não foi obedecida. Ache-a: a ( ) Éramos assíduos às festas da escola. b ( ) Os diretores estavam ausentes à reunião. c ( ) O jogador deu um empurrão ao árbitro. d ( ) Nossa casa ficava rente do rio. e ( ) A entrega é feita no domicílio. 08. Marque a afirmativa incorreta sobre o uso da vírgula: a ( ) usa-se a vírgula para separar o adjunto adverbial anteposto; b ( ) a vírgula muitas vezes pode substituir a conjunção e; c ( ) a vírgula é obrigatória quando o objeto pleonástico for representado por pronome oblíquo tônico; d ( ) a presença da vírgula não implica pausa na fala; e ( ) nunca se deve usar a vírgula entre o sujeito e o verbo.

09. Marque onde há apenas um vocábulo erradamente escrito: a ( ) abóboda ; idôneo ; mantegueira ; eu quiz b ( ) viço ; sócio-econômico ; pexote ; hidravião c ( ) hilariedade ; caçoar ; alforje ; apasiguar d ( ) alizar ; aterrizar ; óbulo ; teribintina e ( ) chale ; umedescer ; páteo ; obceno 10. Identifique onde não ocorre a crase: a ( ) Não agrade às girafas com comida, diz o cartaz. b ( ) Isso não atende às exigências da firma. c ( ) Sempre obedeço à sinalização. d ( ) Só visamos à alegria. e ( ) Comuniquei à diretoria a minha decisão. 11. Assinale onde não ocorre a concordância nominal: a ( ) As salas ficarão tão cheias quanto possível. b ( ) Tenho bastante dúvidas. c ( ) Eles leram o primeiro e segundo volumes. d ( ) Um e outro candidato virá. e ( ) Não leu nem um nem outro livro policiais. 12. Marque onde o termo em destaque está erradamente empregado: a ( ) Elas ficaram todas machucadas. b ( ) Fiquei quite com a mensalidade. c ( ) Os policiais estão alerta. d ( ) As cartas foram entregues em mãos. e ( ) Neste ano, não terei férias nenhumas. 13. Analise sintaticamente o termo em destaque: "A marcha alegre se espalhou na avenida..." a ( ) predicado b ( ) agente da passiva c ( ) objeto direto d ( ) adjunto adverbial e ( ) adjunto adnominal 14. Marque onde o termo em destaque não representa a função sintática ao lado: a ( ) João acordou doente. (predicado verbonominal) b ( ) Mataram os meus dois gatos. (adjuntos adnominais) c ( ) Eis a encomenda que Maria enviou. (adjunto adverbial) d ( ) Vendem-se livros velhos. (sujeito) e ( ) A idéia de José foi exposta por mim a Rosa. (objeto indireto)

15. Ache a afirmativa falsa: a ( ) usam-se os parênteses nas indicações bibliográficas; b ( ) usam-se as reticências para marcar, nos diálogos, a mudança de interlocutor; c ( ) usa-se o ponto-e-vírgula para separar orações coordenadas assindéticas de maior extensão; d ( ) usa-se a vírgula para separar uma conjunção colocada no meio da oração; e ( ) usa-se o travessão para isolar palavras ou frases, destacando-as. 16. Identifique o termo acessório da oração: a ( ) adjunto adverbial b ( ) objeto indireto c ( ) sujeito d ( ) predicado e ( ) agente da passiva 17. Qual a afirmativa falsa sobre orações coordenadas? a ( ) as coordenadas quando separadas por vírgula, se ligam pelo sentido geral do período; b ( ) uma oração coordenada muitas vezes é sujeito ou complemento de outra; c ( ) as coordenadas sindéticas subdividem-se de acordo com o sentido e com as conjunções que as ligam; d ( ) as coordenadas conclusivas encerram a dedução ou conclusão de um raciocínio; e ( ) no período composto por coordenação, as orações são independentes entre si quanto ao relacionamento sintático. 18. Identifique a afirmativa verdadeira: a ( ) as orações subordinadas ou são adjetivas ou adverbiais; b ( ) a preposição que introduz uma oração subordinada nunca pode ser omitida; c ( ) duas orações subordinadas podem estar coordenadas entre si; d ( ) uma oração se denomina principal porque vem primeiro que as outras; e ( ) o período composto por subordinação só pode ter duas orações. 19. Enumere a segunda coluna de acordo com a abreviatura da forma de tratamento adequada: ( 1 ) V.Ex.ª Rev.ma ( ) reitor de universidade ( 2 ) V.Mag.ª ( ) papa ( 3 ) V.Em.ª ( ) bispo e arcebispo

( 4 ) V.S. ( ) cardeal a()1;4;3;2d()4;2;3;1 b()2;4;1;3e()2;4;3;1 c()3;4;2;1 20. Onde o pronome está erradamente empregado? a ( ) fez + o = fê - lo b ( ) diríamos = di - lo - íamos c ( ) pondes + o = ponde - lo d ( ) tem + o = tem - no e ( ) diríeis + o = diríei – lo RESPOSTAS A A C A D C B B E A B D D C B A B C B E

05 Assinale a alternativa em que a forma verbal em destaque tenha sido CORRETAMENTE empregada. A) Preveu-se que faria mau tempo no fim de semana. B) A mãe interviu na briga e acalmou os ânimos. C) Após o encontro, os operários anteveram uma melhora salarial. D) A babá entretinha os meninos enquanto eu cuidava do lanche. 06 Assinale a alternativa que NÃO apresenta encontro consonantal. A) supermercado B) assoalho C) admissão D) fúcsia 07 Assinale a alternativa INCORRETA quanto à descrição da palavra. A) distinguir: um encontro consonantal e dois dígrafos B) cinqüentão: dois encontros consonantais, um ditongo crescente e um di-tongo decrescente C) qüiproquó: dois ditongos crescentes e um encontro consonantal D) antiguidade: dois dígrafos e nenhum ditongo 08 Assinale a alternativa CORRETA quanto à divisão silábica, à ortografia e à análise da estrutura fonética da palavra em destaque. A) SE-RI-ÍS-SI-MO - vocábulo proparoxítono, com um hiato e um dígrafo B) AR-RIT-MIA - vocábulo oxítono, com dois encontros consonantais e um ditongo decrescente C) FLU-I-DOS - vocábulo paroxítono, com um encontro consonantal e um hiato D) PRE-TEN-CI-O-SO - vocábulo paroxítono, com um encontro consonantal, um dígrafo e um hiato 09 Assinale a alternativa em que a classificação e a forma plural do termo destacado, indicadas entre parênteses, estejam CORRETAS. A) O rapaz, que era escrivão, não tinha a aprovação dos pais da noiva. (adjetivo, escrivães) B) Tomamos bastante cerveja na festa. (advérbio, bastantes)

PROVA SIMULADA II 01. Assinale a alternativa CORRETA quanto à grafia. A) discrição B) degladiar C) vigir D) suscinto 02 Todas as palavras a seguir devem ser acentuadas graficamente, EXCETO: A) hifen; B) item C) biquini D) juizes 03 Todas as palavras abaixo devem obrigatoriamente ser grafadas com trema, EXCETO: A) liquidação B) pinguim C) tranquilidade D) lingüiça 04 Todas as palavras a seguir apresentam o mesmo número de sílabas e são paroxítonas, EXCETO: A) gratuito B) silencio C) insensível D) melodia

C) Dei-lhe um bom-dia seco e saí. (substantivo composto, bons-dias) D) Chego em primeiríssimo lugar. (numeral, primeiriíssimos) 10 Assinale a alternativa em que esteja INCORRETA a classificação do período e da oração destacada. A) Soube-se que ela chega hoje. (Período composto por subordinação; oração subordinada substantiva subjetiva.) B) Carlos saiu cedo e voltou de madrugada. (Período composto por coordenação; oração coordenada sindética aditiva.) C) Parece que vai chover novamente. (Período composto por subordinação; oração subordinada substantiva objetiva direta.) D) O certo é que a cidade cresceu muito. (Período composto por subordinação; oração subordinada substantiva predicativa.) GABARITO 01-A | 02-B | 03-A | 04-A | 05-D | 06-B | 07-B | 08-A | 09-C | 10-C Redação A linguagem escrita tem identidade própria e não pretende ser mera reprodução da linguagem oral. Ao redigir, o indivíduo conta unicamente com o significado e a sonoridade das palavras para transmitir conteúdos complexos, estimular a imaginação do leitor, promover associação de idéias e ativar registros lógicos, sensoriais e emocionais da memória. Redação é o ato de exprimir idéias, por escrito, de forma clara e organizada. O ponto de partida para redigir bem é o conhecimento da gramática do idioma e do tema sobre o qual se escreve. Um bom roteiro de redação deve contemplar os seguintes passos: escolha da forma que se pretende dar à composição, organização das idéias sobre o tema, escolha do vocabulário adequado e concatenação das idéias segundo as regras lingüísticas e gramaticais. Para adquirir um estilo próprio e eficaz é conveniente ler e estudar os grandes mestres do idioma, clássicos e contemporâneos; redigir freqüentemente, para familiarizar-se com o processo e adquirir facilidade de expressão; e ser escrupuloso na correção da composição, retificando o que não saiu bem na primeira

tentativa. É importante também realizar um exame atento da realidade a ser retratada e dos eventos a que o texto se refere, sejam eles concretos, emocionais ou filosóficos. O romancista, o cientista, o burocrata, o legislador, o educador, o jornalista, o biógrafo, todos pretendem comunicar por escrito, a um público real, um conteúdo que quase sempre demanda pesquisa, leitura e observação minuciosa de fatos empíricos. A capacidade de observar os dados e apresentá-los de maneira própria e individual determina o grau de criatividade do escritor. Para que haja eficácia na transmissão da mensagem, é preciso ter em mente o perfil do leitor a quem o texto se dirige, quanto a faixa etária, nível cultural e escolar e interesse específico pelo assunto. Assim, um mesmo tema deverá ser apresentado diferentemente ao público infantil, juvenil ou adulto; com formação universitária ou de nível técnico; leigo ou especializado. As diferenças hão de determinar o vocabulário empregado, a extensão do texto, o nível de complexidade das informações, o enfoque e a condução do tema principal a assuntos correlatos. Organização das idéias. O texto artístico é em geral construído a partir de regras e técnicas particulares, definidas de acordo com o gosto e a habilidade do autor. Já o texto objetivo, que pretende antes de mais nada transmitir informação, deve fazê-lo o mais claramente possível, evitando palavras e construções de sentido ambíguo. Para escrever bem, é preciso ter idéias e saber concatená-las. Entrevistas com especialistas ou a leitura de textos a respeito do tema abordado são bons recursos para obter informações e formar juízos a respeito do assunto sobre o qual se pretende escrever. A observação dos fatos, a experiência e a reflexão sobre seu conteúdo podem produzir conhecimento suficiente para a formação de idéias e valores a respeito do mundo circundante. É importante evitar, no entanto, que a massa de informações se disperse, o que esvaziaria de conteúdo a redação. Para solucionar esse problema, pode-se fazer um roteiro de itens com o que se pretende escrever sobre o tema, tomando nota livremente das idéias que ele suscita. O passo seguinte consiste em organizar essas idéias e encadeá-las segundo a relação que se estabelece entre elas.

Vocabulário e estilo. Embora quase todas as palavras tenham sinônimos, dois termos quase nunca têm exatamente o mesmo significado. Há sutilezas que recomendam o emprego de uma ou outra palavra, de acordo com o que se pretende comunicar. Quanto maior o vocabulário que o indivíduo domina para redigir um texto, mais fácil será a tarefa de comunicar a vasta gama de sentimentos e percepções que determinado tema ou objeto lhe sugere. Como regras gerais, consagradas pelo uso, devese evitar arcaísmos e neologismos e dar preferência ao vocabulário corrente, além de evitar cacofonias (junção de vocábulos que produz sentido estranho à idéia original, como em "boca dela") e rimas involuntárias (como na frase, "a audição e a compreensão são fatores indissociáveis na educação infantil"). O uso repetitivo de palavras e expressões empobrece a escrita e, para evitá-lo, devem ser escolhidos termos equivalentes. A obediência ao padrão culto da língua, regido por normas gramaticais, lingüísticas e de grafia, garante a eficácia da comunicação. Uma frase gramaticalmente incorreta, sintaticamente mal estruturada e grafada com erros é, antes de tudo, uma mensagem ininteligível, que não atinge o objetivo de transmitir as opiniões e idéias de seu autor. Tipos de redação. Todas as formas de expressão escrita podem ser classificadas em formas literárias -- como as descrições e narrações, e nelas o poema, a fábula, o conto e o romance, entre outros -- e não-literárias, como as dissertações e redações técnicas. Descrição. Descrever é representar um objeto (cena, animal, pessoa, lugar, coisa etc.) por meio de palavras. Para ser eficaz, a apresentação das características do objeto descrito deve explorar os cinco sentidos humanos -- visão, audição, tato, olfato e paladar --, já que é por intermédio deles que o ser humano toma contato com o ambiente. A descrição resulta, portanto, da capacidade que o indivíduo tem de perceber o mundo que o cerca. Quanto maior for sua sensibilidade, mais rica será a descrição. Por meio da percepção sensorial, o autor registra suas impressões sobre os objetos, quanto ao aroma, cor, sabor, textura ou sonoridade, e as transmite para o leitor. Narração. O relato de um fato, real ou imaginário, é denominado narração. Pode seguir o tempo cronológico, de acordo com a ordem de sucessão

dos acontecimentos, ou o tempo psicológico, em que se privilegiam alguns eventos para atrair a atenção do leitor. A escolha do narrador, ou ponto de vista, pode recair sobre o protagonista da história, um observador neutro, alguém que participou do acontecimento de forma secundária ou ainda um espectador onisciente, que supostamente esteve presente em todos os lugares, conhece todos os personagens, suas idéias e sentimentos. A apresentação dos personagens pode ser feita pelo narrador, quando é chamada de direta, ou pelas próprias ações e comportamentos deste, quando é dita indireta. As falas também podem ser apresentadas de três formas: (1) discurso direto, em que o narrador transcreve de forma exata a fala do personagem; (2) discurso indireto, no qual o narrador conta o que o personagem disse, lançando mão dos verbos chamados dicendi ou de elocução, que indicam quem está com a palavra, como por exemplo "disse", "perguntou", "afirmou" etc.; e (3) discurso indireto livre, em que se misturam os dois tipos anteriores. O conjunto dos acontecimentos em que os personagens se envolvem chama-se enredo. Pode ser linear, segundo a sucessão cronológica dos fatos, ou não-linear, quando há cortes na seqüência dos acontecimentos. É comumente dividido em exposição, complicação, clímax e desfecho. Dissertação. A exposição de idéias a respeito de um tema, com base em raciocínios e argumentações, é chamada dissertação. Nela, o objetivo do autor é discutir um tema e defender sua posição a respeito dele. Por essa razão, a coerência entre as idéias e a clareza na forma de expressão são elementos fundamentais. A organização lógica da dissertação determina sua divisão em introdução, parte em que se apresenta o tema a ser discutido; desenvolvimento, em que se expõem os argumentos e idéias sobre o assunto, fundamentando-se com fatos, exemplos, testemunhos e provas o que se quer demonstrar; e conclusão, na qual se faz o desfecho da redação, com a finalidade de reforçar a idéia inicial. Texto jornalístico e publicitário. O texto jornalístico apresenta a peculiaridade de poder transitar por todos os tipos de linguagem, da mais formal, empregada, por exemplo, nos periódicos especializados sobre ciência e política, até aquela extremamente coloquial, utilizada em publicações voltadas para o público juvenil. Apesar dessa

aparente liberdade de estilo, o redator deve obedecer ao propósito específico da publicação para a qual escreve e seguir regras que costumam ser bastante rígidas e definidas, tanto quanto à extensão do texto como em relação à escolha do assunto, ao tratamento que lhe é dado e ao vocabulário empregado. O texto publicitário é produzido em condições análogas a essas e ainda mais estritas, pois sua intenção, mais do que informar, é convencer o público a consumir determinado produto ou apoiar determinada idéia. Para isso, a resposta desse mesmo público é periodicamente analisada, com o intuito de avaliar a eficácia do texto. Redação técnica. Há diversos tipos de redação não-literária, como os textos de manuais, relatórios administrativos, de experiências, artigos científicos, teses, monografias, cartas comerciais e muitos outros exemplos de redação técnica e científica. Embora se deva reger pelos mesmos princípios de objetividade, coerência e clareza que pautam qualquer outro tipo de composição, a redação técnica apresenta estrutura e estilo próprios, com forte predominância da linguagem denotativa. Essa distinção é basicamente produzida pelo objetivo que a redação técnica persegue: o de esclarecer e não o de impressionar. As dissertações científicas, elaboradas segundo métodos rigorosos e fundamentadas geralmente em extensa bibliografia, obedecem a padrões de estruturação do texto criados e divulgados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A apresentação dos trabalhos científicos deve incluir, nessa ordem: capa; folha de rosto; agradecimentos, se houver; sumário; sinopse ou resumo; listas (de ilustrações, tabelas, gráficos etc.); o texto do trabalho propriamente dito, dividido em introdução, método, resultados, discussão e conclusão; apêndices e anexos; bibliografia; e índice. A preparação dos originais também obedece a algumas normas definidas pela ABNT e pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD) para garantia de uniformidade. Essas normas dizem respeito às dimensões do papel, ao tamanho das margens, ao número de linhas por página e de caracteres ou espaços por linha, à entrelinha e à numeração das páginas, entre outras características.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. BIBLIOGRAFIA ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. ALMANAQUE ABRIL CULTURAL – Editora Abril/São Paulo Vários artigos foram extraídos da Internet: Provedores: uol, ig, bol, terra PORTUGUÊS, teoria e prática – Walter Rossignoli – Editora Ática/SP BIBLIOTECA INTEGRADA – Claudinei Flores – Editora Lisa S.A. Pciconcursos Organizador: Reni Osvaldo Martini

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