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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CAMPUS REGIONAL DE GOIOERÊ DISCIPLINA: CONTROLE DE QUALIDADE II PROFESSOR: EDSON MIZOGUCHI ACADÊMICOS:

Luciana Crespim

R.A.: 15480

: CONTROLE DE QUALIDADE II PROFESSOR : EDSON MIZOGUCHI ACADÊMICOS : Luciana Crespim R.A.: 15480 Goioerê,

Goioerê, Maio de 2000.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

ÍNDICE

1 – TÍTULO

 

2

2 -

OBJETIVO

2

3 - INTRODUÇÃO TEÓRICA

2

3.1

– Tecidos Planos

2

3.1.1- Geometria e propriedade dos tecidos planos:

2

3.1.2

-

Tecimento

3

3.1.3

- Propriedades Físicas:

3

3.2

- Malharia de Trama:

6

3.2.1-

 

Classificação:

6

3.2.3- Geometria e propriedades:

7

3.2.4 -Estruturas básicas da malharia por trama:

7

3.2.5

– Comprimento mediano do fio absorvido e controlo da regularidade de absorção de

fios de um tecido de malha:

9

3.3

- Titulação dos fios:

9

3.3.1- Sistema direto de titulação:

9

3.3.2

- Sistema Indireto de titulação:

10

3.4

- Seleção de peças de um lote :

10

3.5

-

Amostras:

10

3.7

- Corpos de Prova:

11

3.8

-

Atmosfera padrão:

11

3.9

- Equilíbrio Higrométrico:

11

3.10-

Observações:

11

3.11 -Normalização e Normas técnicas:

11

3.4.1

– A norma técnica como instrumento de qualidade e competitividade:

12

4 - MATERIAIS UTILIZADOS

14

4.1- ensaios realizados em tecidos planos:

14

4.1.1

– Para a retirada dos corpos de prova:

14

4.1.2- Ligamento do tecido:

14

4.1.3

-

Gramatura:

14

4.1.4 - Densidade de fios:

14

4.1.5 – Largura do tecido:

14

4.1.6 - Título em amostra reduzida:

14

4.1.7 - Desvio de Trama:

14

4.1.8 - Contração e Ondulação:

14

4.2- Ensaios realizados em malha de trama:

15

4.2.1

– Para a retirada dos corpos de prova:

15

4.2.2-

 

Gramatura:

15

4.2.3

- Título em amostra reduzida:

15

4.2.4

– Comprimento de fio absorvido no controle da regularidade de absorção de fios de

um tecido de trama:

15

5 - PROCEDIMENTO

16

5.1- Procedimentos referentes aos ensaios realizados em tecidos planos:

16

5.1.1-

 

Ligamento:

16

5.1.2-

Gramatura

16

5.1.3-

Densidade:

16

5.1.4 – Medida da largura do tecido:

16

5.1.5 - Título em amostra reduzida:

17

5.1.6 - Contração e ondulação:

17

5.1.7 - Desvio de trama

18

5.2- Procedimento referente aos ensaios realizados em tecidos de malhas de trama:

19

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

5.2.2 - Título em amostra reduzida:

20

5.2.3 - Comprimento do fio absorvido no controle da regularidade de absorção de fios:

21

6 - RESULTADOS

22

6.1- Retirada dos Corpos de Prova

22

6.2

- Resultados referentes aos ensaios realizados em tecidos planos:

22

6.2.1- Ligação do tecido:

22

6.2.2-

Gramatura:

22

6.2.3

– Densidade:

23

6.2.4- Largura do tecido:

23

6.2.5- Título em amostra reduzida:

23

6.2.6

– Desvio de Trama:

26

6.2.6

- Contração e ondulação:

27

6.3

– Resultados referente aos ensaios realizados em tecidos de malhas de trama

29

6.3.1-

Gramatura

29

6.3.2 –Título:

29

6.3.3 -Comprimento do fio absorvido no controle da regularidade de absorção de fios

31

7 CONCLUSÃO

33

8 BIBLIOGRAFIA

35

9 – ANEXOS

36

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

1 – TÍTULO Ensaios destinados à análise em tecidos planos e malhas de trama.

2 - OBJETIVO Com base nas normas especificas observar o ligamento, gramatura, densidade e largura do tecido, realizar ensaios de titulação, contração/ondulação e desvio de trama no tecido plano. Para a malha de trama realizar ensaios de gramatura, título em amostras reduzidas , comprimento médio do foi absorvido e controle da regularidade de absorção de fios.

3 - INTRODUÇÃO TEÓRICA

3.1 – Te cidos Planos

3.1.1- Geometria e propriedade dos tecidos planos:

Os materiais têxteis possuem propriedades mecânicas quase únicas, tais como, sua flexibilidade e resistência, que os tornam extremamente importantes para a maior parte das finalidades em que são

utilizados. Estas propriedades devem-se não somente ás propriedades das fibras utilizadas mas também a estrutura do aglomerado fibroso.

É possível estudar-se a geometria dos tecidos a dois níveis nomeadamente, o descritivo e o

mecanístico. O primeiro apenas tenta descrever a geometria de determinado tecido. A maneira mais óbvia de o fazer descrever a posição do fio em determinado tecido através das coordenadas do eixo do fio à medida que este progride no módulo de repetição da estrutura. Devido à estrutura e a dificuldade de se obter este tipo de descrição na prática, mesmo a partir de microfotografias da estrutura, métodos mais simplificados são geralmente utilizados. Estes consistem normalmente em conceber um modelo geométrico hipotético da estrutura, que pode intuitivamente ser visto como possuindo muitas das peculiaridades visíveis na estrutura real. A partir das equações de geometria assim assumida, é possível analisar o efeito de forças e binários no modelo. A concepção mecanística, por outro lado, tenta descobrir as razões pelas quais os elementos do tecido possuem determinada geometria. As três áreas mais importantes e aplicação da geometria dos “tecidos” são as seguintes:

- A análise das propriedades mecânicas dos tecidos; -O cálculo das dimensões a partir de parâmetros utilizados para a afinação das máquinas e o problema inverso, isto é, o cálculo dos parâmetros de acerto das máquinas a utilizar a fim de produzir determinado tecido; -As variações dimensionais dos tecidos durante sua produção e utilização.

As características de um tecido dependem essencialmente:

- o tipo da ligação (Tela, Sarja, etc.);

- Do espaçamento de fios (inverso de densidade de fios);

- Das propriedades do fio utilizado.

O estudo da geometria dos tecidos têm por objetivo investigar a interação entre esses fatores e a

sua influência nas propriedades dos tecidos tais como:

- Cobertura do tecido;

- O comportamento á flexão do tecido.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

3.1.2 - Tecimento

O tecimento é uma das artes mais antigas. Como muitas outras artes passaram-se

séculos sendo

realizados de uma mesma maneira e suas melhorias eram muito lentas, tão lentas que uma mesma geração não conseguia não conseguia notar qualquer modificação. Porém, hoje vivemos em um século de grandes modificações e aperfeiçoamentos tecnológicos,

de

nascimento.

que uma melhoria poderá deixar de ter interesse após alguns poucos anos de

tal

maneira

O formado pelas máquinas de tecer é denominado tecido plano, que é formado a partir do

entrelaçamento de um conjunto de fios paralelos , no sentido longitudinal do tecidos chamados Urdume, com outros fios situados transversalmente ao tecido, chamados Trama.

Abaixo temos, indicado pelas setas, o sentido da trama e do urdume :

Tecido

TRAMA URDUME
TRAMA
URDUME

3.1.3 - Propriedades Físicas:

A maneira como as matérias utilizadas e a própria geometria dos tecidos influencia as suas

propriedades físicas, são fatores de grande importância no que

seu comportamento durante o processamento e a utilização. As razões que levam ao ensaio de tecidos para avaliar as suas propriedades são variáveis. Sendo as mais comuns :

diz respeito à concepção de têxteis e ao

-verificar se o “tecido” se encontra de acordo com as especificações, norma ISO; -analisar o efeito de modificações na estrutura ; -analisar o efeito de tratamentos físicos e químicos ; -obter informações quanto ao comportamento durante a sua utilização; -investigar falhas e reclamações de clientes ; -estudar a interação entre as propriedades das fibras, dos fios e dos tecidos.

A escolha da instrumentação mais apropriada depende do tipo de informação pretendida.

Em alguns casos não existe equipamento que permita efetuar os ensaios e nesse caso torna-se necessário conceber aparelhos especiais.

O entrelaçamento é o fato de passar uma ou vários fios de urdume por cima ou por baixo de um

ou vários fios de trama. O entrelaçamento mais simples entre estas duas direções de fios é a tela ou

tafetá. A evolução dos fios de urdume poderá ser feita nas mais diversas formas obtendo assim, os mais complicados tipos de ligamentos. Os mais conhecidos são:

- Tela ou tafetá;

- Sarja;

- Cetim ou raso

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

Para conseguir-se a passagem da trama entre os fios de urdume (cala), utiliza-se o elemento chamado porta-tramas. Dentre eles o mais conhecido é e lançadeira. Os movimentos básicos para o tecimento são:

- Abertura da cala;

- Inserção da trama;

- Batida do pente

Para formar um tecido no tear, somos obrigados a formar uma cala. Para conseguir lançar uma trama somos obrigados, através de liços, excêntricos e outros meios, dividir os fios de urdume e, conforme o desenho, criar a ligação. Os fios de urdume levantados são denominados cala de cima e os fios abaixados, cala de baixo. Dentro desta cala lança-se o fio de trama através de uma lançadeira que

possui uma espula na qual foi enrolado fio de trama. Esta lançadeira vai de um lado para o outro atravessando a cala e deposita aí a trama. Posteriormente esta trama é empurrada pelo pente para frente encostando-a no tecido já formado. Após cada trama lançada forma-se uma nova cala. Conforme o desenho os fios levantados e abaixados mudam. Nos retornos da lançadeira de um para outro lado, as ourelas seguram a trama. Geralmente elas são feitas com densidades em dobro do que o próprio fundo do tecido ou fios retorcidos. Estas ourelas servem, também, no acabamento do tecido quando o mesmo é passado na rama, onde este é segurado pelas ourelas, por isto a largura das ourelas deve ser de aproximadamente 1 cm, especialmente quando se trata de tecido médio ou pesado.

A ourela apresenta a qualidade do trabalho na tecelagem e é vista como referência da empresa.

Muitas vezes colocam-se, também, alguns fios coloridos

A densidade de um tecido representa o número de fios ou tramas por unidade de comprimento.

E varia em função da fase de seu processamento :

- Densidade no tear.

- Tecido cru. -Tecido acabado.

Gramatura:

Gramatura é a massa por unidade de superfície. Sua unidade de medida é gramas por metro quadrado. O tecido pode ser avaliado através da gramatura conforme a tabela abaixo:

Tabela-1

Classificação da gramatura

 

g/m 2

AVALIAÇÃO

P

< 140

LEVE

140 £ P £ 250

MÉDIO

P

> 250

PESADO

Desvio de trama:

Trata-se de métodos de testes padrão para curvas (arco) e inclinação (bias) de trama em tecidos

de malha.Este padrão é resultado da designação fixada

pala norma ASTM D 3882; o número

imediatamente seguido a designação indica o ano da adoção original ou, em caso de

última

(E) indica uma troca editorial desde a última revisão ou reaprovação.

revisão, o ano da

revisão. Em número e em parênteses indica o ano da última reaprovação. Um subscrito épsilon

Este método abriga a medição da distorção

da ocupação dos fios nos tecidos planos e cursos

dos tecidos de malha com relação ao comprimento perpendicular normal dos tecidos. Para outras referências de imperfeições consultar Fed. Std. Nª 4b, Vocabulários de Imperfeições de Tecidos Planos; MIL STD 1491, Vocabulário de Imperfeições de Tecidos de Malhas; ou MIL STD 655; Previsões para Evolução da Qualidade de Roupas, Lã e Lã Mista.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

A ondulação e a contração dos fios do tecido:

Ondulação é a relação entre a diferença do comprimento do fio esticado e o comprimento do fio contraído, enquanto a contração (ou encolhimento) é a relação dessa diferença com o fio esticado. Isto pode ser obtido pelas formulas:

O nd % = l – p .100

P

Onde: O nd % = percentual de ondulação;

l

= comprimento do fio esticado;

p

= comprimento do fio contraído.

A

contração do fio pode ser provocada pela torção, dada a formação em hélice fornecida ás

fibras, ou seja, pelo efeito da torção o fio passa a ter um comprimento menor do que tinha quando com zero torção.A contração faz, portanto, com que um fio modifique seu comprimento, mantendo inalterada sua massa, modificando, assim sua densidade linear. Desta maneira, a porcentagem de contração deve ser considerada quando se deseja um determinado título. A porcentagem de contração pode ser dada por:

O tr % =

l – p .100

P

Onde: O tr % = percentual de contração;

l

= comprimento do fio esticado;

p

= comprimento do fio contraído.

A importância da contração e da ondulação Observa-se que, a partir das mesmas variáveis obtém-se valores diferentes entre a ondulação e a contração. Alguns técnicos preferem trabalhar com o porcentual de ondulação, enquanto outros

optam pelo porcentual de contração. Ambos os valores são precisos, desde que aplicados corretamente. Como as variáveis são as mesmas, os conceitos a seguir são válidos tanto á contração (ou encolhimento) quanto á ondulação, apesar de apenas a primeira a ser citada.

A contração sofrida pelo fio, tem importância, principalmente, para cálculos de previsão de

consumo de material. É importante também, na determinação de várias características do tecido, como:

resistência à tensão, rigidez, permeabilidade ao ar, etc.

É um dos elementos mais difíceis de serem previstos com precisão, teoricamente. Um valor

preciso somente pode ser obtido por um controle estatístico sistemático que, evidentemente, é impossível de se ter quando do desenvolvimento de um novo produto. Todos os tecidos contraem-se durante o acabamento, contraem-se também no tecimento e o seu montante é influenciado por diversos fatores. Pode estar entre esses fatores que influenciam a contração, a matéria-prima utilizada, a umidade e a temperatura do ambiente durante o tecimento. Outros fatores são o tipo e a regulagem de tempereiro utilizado, a tensão aplicada durante o tecimento e a engomagem efetuada.Afetam a contração da trama dos tecidos com ligamento tela e, conseqüentemente, a largura do tecido:

4alta densidade de urdume (h 1 ) com trama grossa reduzem a contração; 4alta densidade de trama (h 2 ) contrai mais do que baixa densidade. Isto é influenciado também pelo diâmetro da trama; 4quanto mais grosso for o urdume, maior será a contração.

Afetam a contração do urdume e, portanto, o comprimento do tecido:

4quanto maior for a densidade de urdume (h 1 ), maior será a contração; 4quanto maior for a densidade de trama (h 2 ), maior será a contração; 4quanto mais grossa for a trama, maior será a contração.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

Um importante parâmetro de um modelo geométrico do tecido é o deslocamento vertical máximo dos fios de urdume e da trama. A curvatura mútua é obtida no entrelaçamento dos fios, dando- lhes uma forma ondulada. Comparando-se os deslocamentos a partir do eixo do urdume com o do eixo da trama, observa-se que há diferença entre os deslocamentos a partir do plano do tecido. A ondulação (Ond%) e a contração da trama (Ctr%) são maiores que a ondulação (Ond%) e a contração do urdume (Ctr%).Os valores das curvaturas dos fios são caracterizados pelas formas dos eixos dos fios quando no tecido. fios quando no tecido. Existe também uma certa relação entre o deslocamento do urdume e o deslocamento da trama, o deslocamento do urdume decresce, enquanto o deslocamento da trama eleva-se, e vice-versa. A soma dos deslocamentos do urdume e da trama é constante para um certo tecido e é igual à soma dos diâmetros desses fios.

3.2 - Malharia de Trama:

Malhas são “tecidos” produzidos com base em métodos de formação de laçadas. Embora se desconheça a data da descoberta do método manual de fazer malha ou tricotar, recentes descobertas de “tecidos” de malha no Egito, provam que este método já era conhecido no século V a.C. É de notar no entanto que o 1º tear de malha surgiu nas Inglaterra em 1589.

Chama-se malha de trama a todo o tecido produzido por processos de fabricação nos quais pelo menos um fio de trama é transformado em malha. Durante o processo de tricotagem, o fio de trama é frisado da maneira a formar uma linha horizontal de laçadas a que se da o nome de fileira. Cada fileira interlaça-se com a fileira superior (posteriormente formada) resultando num tecido de malha um que cada fileira, à exceção de primeira se da última, se encontram interlaçadas com a fileira superior e inferior.

3.2.1- Classificação:

Os tecidos de malha são geralmente classificados em dois grupos: malhas de trama e malhas de teia (ou urdume). Em tricotagem de malha de trama, o “tecido” pode formar-se em aberto ou tubularmente a partir de um ou mais fios de trama. O “tecido” produzido em aberto por meios mecânicos corresponde aquele que se produz em tricotagem manual com duas agulhas, enquanto que o “tecido” produzido em tubo ou manga por meios mecânicos corresponde àquele produzido em tricotagem manual, com três ou mais agulhas. Em tricotagem de malha de teia, o “tecido” pode também se formar em aberto ou tubularmente. Utiliza-se um conjunto de fios de teia que se interlaçam entre si, no sentido longitudinal e lateral. O “tecido” produzido corresponde aquele que se produz em “crochê” manual com apenas um fio e no qual as laçadas se formam predominantemente na direção longitudinal mas por vezes lateralmente. Estes dois tipos fundamentais de malha podem encontrar-se em combinações de vários tipos, podendo citar-se a título exemplificativo a introdução de fios de teia em malha de trama por meio de bordadores ou riscadores verticais, e a introdução de tramas em malha de teia através de dispositivos de inserção de trama. Quando apenas fios de trama são utilizados é possível desfiar o tecido lateral, circular ou espiralmente. Contudo, quando fios de teia são utilizados, é normalmente impossível desfiá-lo, podendo em alguns casos desmanchar-se uma coluna longitudinal laçada a laçada. A laçada é o elemento fundamental de um “tecido” de malha, normalmente formada por flexão do fio. Os principais tipos de laçada são a laçada normal, a laçada carregada e a laçada flutuante. O termo “fileira” é utilizado para designar uma linha horizontal de laçadas, enquanto que o termo “coluna” se utiliza para designar uma linha vertical de laçadas. A menor unidade repetitiva de uma estrutura de malha é conhecida por módulo de repetição ou célula estrutural do ponto. Os seus desenvolvimentos no sentido vertical e horizontal formam o “tecido”.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

representação

gráfica assume elevada importância.

Quando as estruturas são produzidas por apenas um sistema de agulhas, a face da frente é sempre diferente da parte de trás. Neste caso, devido à diferença de tensões existentes entre as duas faces as bordas do tecido enrolam.

de

laçadas: normal, carregada e flutuante, que pode ser completada e enriquecida pela utilização de técnicas de fabricação especiais de fabricação. Para a formação do tecido de malha devemos Ter um certo número de agulhas, essas devem, ser consecutivas e estarem dispostas em um mesmo plano. As agulhas não se movem sozinhas tornando-se necessário que exista um sistema que a obrigue a fazer os movimentos de vai-e-vem. Deve ainda existir um dispositivo que forneça fios às agulhas, formando desta maneira o tecido de malha. É utilizada a pedra castelinho (D). Fang é um artifício utilizado na malharia, no qual o fio é alimentado as agulhas mas não faz malha, ou seja, não forma laçada. A aplicação desse processo nos permite obter um grande número de efeitos nos tecidos. É utilizada a pedra fang. Não trabalha, a agulha se encontra fora da ação das pedras, portanto, não sobe para pegar o fio. Quando as estruturas são produzidas com dois sistemas de agulhas a face da frente pode ser igual à face da trás, equilibrando as tensões e produzindo malha mais estável às estruturas produzidas com dois sistemas de agulhas dependem da disposição das relativas das agulhas nos dois sistemas:

interlock (quando opostas) e rib (quando alternadas).

Malhas

são

estruturas

complexas,

difíceis

de

descrever.

Neste

contexto

sua

A variação

estrutural

é

normalmente

obtida

por

combinação

dos

três

principais

tipos

3.2.3- Geometria e propriedades:

A estrutura e a geometria dos tecidos de malha diferenciam-se substancialmente dos tecidos

tradicionais de tecelagem, onde a trama e o urdume entrelaçam-se formando uma armação rígida que resulta em produto final sobre tudo resistente.

A malha ao contrário, não nasce de uma armação trama-urdume, mas é feita com um só fio que

corre em forma de espiral horizontalmente (malharia de trama) ou de vários fios longitudinais, um por agulha (malharia de urdume). Em ambos os casos o fio assume a forma de laçada, sendo que cada laçada passa por dentro da laçada anterior sem que exista algum ponto de ligamento fixo entre elas. Essas laçadas ou malhas assumem um aspecto de fios em forma senoidal que se sustentam entre si e que são livres para mover-se quando submetidas a alguma tensão, o que caracteriza a flexibilidade dos tecidos de malha, os quais podem, dessa forma, abraça as mais complexas formas do corpo humano.

O tecido de malha é ainda elástico porque as laçadas podem escorregar umas sobre as outras,

quando sob tensão e retornar a posição inicial quando se cessa a solicitação. Outra propriedade das malhas é a porosidade, o que proporciona um conforto fisiológico

notável.

3.2.4 -Estruturas básicas da malharia por trama:

No campo da malharia por trama encontramos três estruturas que nos dão o fundamento para a

produção de tecidos de malhas, seja em base linear ou circular, seja por peça dimensionada ou, ainda, por peça tubular. Essas três estruturas são as seguintes, por ordem de simplicidade:

- Jersey

- rib

- ponto reverso (link).

JERSEY (tecido monofrontura).

reverso

(links) possuem duas, apresentando a mesma aparência em qualquer deles, ou seja, tanto do direito, como do avesso, ainda que suas estruturas difiram completamente uma das outras.

O tecido

de

jersey

possui uma única face, ao passo que o tecido "rib" e o

de

ponto

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

Como pode ser notado, é característica do tecido de jersey repousar ao entrelaçamento de pontos na mesma direção, no lado direito, ao passo que no avesso notamos as laçadas produzidas de forma semicircular. A produção de tecido de jersey é feita em máquinas que possuem um único conjunto de agulhas (frontura). No entanto, também podemos tecê-lo em máquinas que disponham de dois conjuntos de agulhas (dupla frontura), onde naturalmente só se verificará o tecimento num dos conjuntos da agulha (frontura).

MEIA MALHA

esses

equipamentos são chamados também de máquinas de meia malha. A produção é igual ao número total de sistemas em trabalho. No lado direito da malha aparecem pernas, enquanto aparece no lado avesso: pés e cabeças. Meia malha listrada horizontal: o aspecto é idêntico ao da meia malha simples, o que difere é que se trabalha a malha com mais de uma cor. A produção fica em função do raporte do listrado. Seria igual ao número de sistemas em trabalho, portanto deve-se primeiro verificar quantos sistema pode trabalhar para que o raporte encaixe completamente. Meia malha vanisada (vanisé) :consiste em artigo dupla fase, onde teremos um fio no lado direito e outro no avesso. Para que isso ocorra é necessários termos dois fios no mesmo alimentador, com altura dos furos diferentes, com tesões diferentes, de maneira que esses fios formaram malhas em paralelos. Deve-se cuidar na escolha dos títulos, pois é a somatória dos dois fios que deve ser levado em conta na escolha na finura da máquina, o normal é uma composição com o fio de filamento no lado externo e fio fiado no lado interno. A produção é igual ao número total de sistema em trabalho.

Meia

malha

Simples:

é

a

contextura

básica

das

máquinas

monofrontura,

por

isso

PIQUÉ

Piqué lacoste simples : no pique lacoste simples temos a introdução de carreiras de meia malha.

ag/pol, com algodão Ne

O lacoste original é realizado com a contextura a baixo, em circular J-20 40/2 ou 45/2. A produção é 3/4 do número de sistema em trabalho.

Piqué lacoste duplo :

como no Brasil a maioria das máquinas são de finuras 24 e 28

ag/pol, foi

necessário realizar algumas modificações na contextura para compensar o fato de estarmos usando circulares mais finas e conseqüentemente fios mais finos. Moletom: A contextura moletom é uma das mais utilizadas na malharia circular, principalmente nas estações outono-inverno. Ela é baseada no princípio de existir um fio grosso flutuando no lado avesso, e um fio (de título adequado à finura da máquina) tricotando a meia malha. Esse fio grosso no lado avesso proporciona toque mais agradável aos artigos e melhor isolamento térmico.O fio grosso utilizado no avesso é normalmente de título Ne 8/1,10/1,12/1,16/1 em função da

gramatura e aplicação. Por ser de título muito diferente dos normalmente recomendados para as finuras 18,20 ou 24 ag/pol., ele é amarrado em fang. Moletom 3 x 1 – trama defasada:É a contextura mais utilizada e que é chamada apenas de

moletom.O 3

significa que para cada carreira de meia malha teremos um fio grosso e sua amarração se alterna. A

produção é metade do número de sistemas em trabalho.

para cada

carreira de meia malha. A produção é um terço do número de sistemas em trabalho.Trata-se de um artigo mais pesado, com maior poder de cobertura e isolante térmico, sendo recomendado para moletom felpado. Atualmente não é muito utilizado pelo seu custo mais elevado.

x

1

significa que o fio grosso

pula 3

agulhas e é amarrado em fang na Quarta.O 1

Molleton 3 x 1 – 2 tramas defasadas:

Nessa contextura teremos dois fios grossos

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

3.2.5 – Comprimento mediano do fio absorvido e controlo da regularidade de absorção de fios de um tecido de malha:

Conforme a norma ASNOR NF G 07-101/1971 (ver norma em anexo). O comprimento de fio absorvido (em L.F.A resumo), permite caracterizar facilmente uma malha, além da a regularidade de absorção do fio entre carreiras de malhas constitui um elemento essencial da regularidade de aspecto do tricote terminado.

O interesse principal do método descrito reside na grande precisão com que ele nos permite

apreciar estas duas características importante de tricotagem: comprimento de linha absorvida e a regularidade de absorção da linha. Geralmente, com título indicativo, a pessoa considera que uma malha é de boa fabricação , a medida em que este conserve a regularidade, quando o L.F.A, sobre a aplicação do método, tem um valor mediano entendido em limites de mais ou menos 3% ao redor do LFA mediano. Além disso, a

pessoa avalia que um tricote é “sem defeito”, quando o difundindo dos valores individuais medidos do L.F.A, este estiverem entre os limites de mais ou menos 3% em todos os lados .

A presente norma tem para objeto, descrever um método de medida do comprimento mediano

de fio absorvido por ponto de um tricote e controle da regularidade de absorção de fio entre carreiras de malhas.

A regularidade de absorção é provavelmente julgada pela análise dos valores individuais e

através de raport para este valor regular, aparecendo um gráfico e assim, este constitui o resultado do teste.

O valor do comprimento médio de fio absorvido por carreira corresponde ao comprimento

médio do fio, dividido pelo número de colunas destinadas ao teste.

3.3 - Titulação dos fios:

O titulo do fio é a relação entre a massa (m) e o comprimento (c) ou a relação inversa onde,

dependendo do sistema, um deles (m ou c) é fixo e o outro variável. Os sistemas de titulagem são classificados em sistema direto e indireto.

3.3.1- Sistema direto de titulação:

Este sistema tem a massa (em gramas) por comprimento (em metros) de fio, diretamente proporcional à sua “espessura”, ou seja, pode-se afirmar que quanto maior é a massa por comprimento de fio, mais “espesso” ele é, e por isto são conhecidos por sistemas diretos de titulação, o que não significa que o titulo seja diretamente proporcional ao seu diâmetro. Apesar dos sistemas denier e dtex serem os mais conhecidos não são os únicos diretos. O dtex é um submúltiplo do sistema tex que, evidentemente, também é um sistema direto de titulação. Este sistema foi desenvolvido pelo The Textile Institute (em Manchester, Inglaterra), com a finalidade de ser utilizado mundialmente, apesar da maior parte dos países terem criado normas nacionais considerando o sistema tex como oficial. Isto ocorre também no Brasil (norma In metro NBR 8427), (porem apenas as empresas produtoras de fibras químicas adotaram plenamente o sistema utilizando o dtex para titulação das fibras contínuas e descontínuas).

O tex é um sistema bastante simples de se trabalhar, admitindo-se submúltiplos como o decitex

(ou, dtex), cuja base é 1 grama por 10 000 metros, utilizado principalmente em filamentos.

O cálculo de títulos para o grupo direto pode ser calculado através da formula que segue:

T = KxP

C

onde : T = titulo do fio

P = peso;

C = comprimento;

K = constante do sistema.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

3.3.2 - Sistema Indireto de titulação:

O sistema indireto de titulação toma como base à massa fixa e o comprimento variável. Neste caso o número do fio é indiretamente proporcional a sua “espessura”.

ser

denominado do fio, é obtido por sistema direto, enquanto o numero é obtido Por sistema indireto. Os sistemas de numeração mais conhecidos são: o numero inglês (“Ne c ”, para fios fiados em processo de fibra curta), estabelecido em meadas de 840 jardas (768,1m) cada para se obter 1 libra

(453,6g) de fio e o número métrico (“Nm”, para fios fiados em processo de fibra longa) estabelecido pela quantidade de meadas de 1000 metros cada para se obter 1 000 gramas de fio.

Observe

que

uma

distinção

entre

titulo

e

número.

O

título,

que

também

pode

O título é calculado por :

T = KxC

P

onde : C é o comprimento, P é o peso,

K é a constante do sistema;

A fórmula para o cálculo de título será sempre a mesma, o que irá mudar de um sistema para

outro será o valor da constante K. No caso do algodão com título no sistema inglês os valores da

constante serão:

K = 0,59 g/m ;

K = 0,54 g/jd ;

K = 8,33 g/jd ;

K = 9,11 g/m.

São inúmeros os sistemas de titulação e de numeração,entretanto os mais utilizados são os títulos: denier, dtex, tex, ktex e os números: Ne c e Nm, Para medir o número de um fio é necessário que existam dispositivos que permitam medir com precisão, tanto o comprimento de fios como o peso destes. Os métodos utilizados têm que ser adaptados á forma em que se o fio se encontra que pode ser em bobinas ou mesmo como trama e urdume num tecido. Quando um fio se encontra num tecido ou malha é necessário retirá-los das amostras por desfiamento. Seguidamente as pequenas porções de fio devem ser medidas com o frisado removido em dispositivo apropriado.

3.4 - Seleção de peças de um lote :

Tabela 02- Seleção de pacas em um lote

Número de Peças no Lote

Número de Separadas para Controle

£

3

1

4 a 10

2

11

a 30

3

31

a 75

4

67

5

3.5 - Amostras:

Parte selecionada de um tecido, tida como representativa e destinada a fornecer dados para a avaliação da qualidade. Retirada da amostra :

Os critérios para a retirada da amostra varia com o tipo de tecido a ser analisado, e com o tipo de ensaio à ser analisado. Entretanto, podemos notar a existência de algumas especificações que comumente são determinadas, para o tipo de ensaio proposto no presente trabalho, entre estas estão:

- Toda a largura.

- Comprimento mínimo de 1 m.

- Distância inferior a 3 m (início/fim).

- Não tenha irregularidades ou deformações visíveis.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

3.7 - Corpos de Prova:

Uma ou mais unidades retiradas da amostra, sobre as quais serão processados testes ou

medições. Retirada dos corpos de prova :

Os critérios para retirada de corpos de prova são variáveis, conforme o tipo de têxtil a ser analisado, e o tipo de ensaio aplicado a este. Para a retirada de corpos de prova em tecidos plano sãodeterminadas as seguintes condições:

- Não retirar a uma distância 1/10 da largura em relação à ourela.

- Não devem conter mesmo fios de urdume ou trama (retirar em diagonal).

- Dimensão influente igual ao desfiamento das bordas.

- Identificar o sentido urdume/trama e numerados.

3.8 - Atmosfera padrão:

Atmosfera condicionada e mantida em determinado estado higrométrico e certa temperatura:

-Temperatura 25ºC ± 2ºC ; -Umidade Relativa padrão : 65% ± 2%.

3.9 - Equilíbrio Higrométrico:

Estado onde não há troca sensível de umidade entre a amostra e a atmosfera ambiente.

3.10- Observações:

- Equilíbrio Higrométrico deve ser alcançado a partir de um estado mais seco (absorção de umidade).

- Para um “pré-acondicionamento”, 10%-25% UR (umidade relativa),e temperatura maior que 50ºC.

- Tempo de acondicionamento : 24 horas com livre circulação de ar.

- Equilíbrio Higrométrico (E.H.) = Pesagem a cada duas horas.

- Não apresentar diferença de massa superior à :

0,25% (AFNOR) 0,20% (ABNT)

3.11 -Normalização e Normas técnicas:

Normalização é o processo que objetiva estabelecer e aplicar regras, visando a abordagem ordenada de uma atividade específica para o benefício e com a participação de todos os interessados. Norma técnica é um documento normativo resultante de um processo de “normalização” que tem por objetivo estabelecer padrões e critérios capazes de garantir uniformidade a um produto ou processo. Pode-se dizer que existe benefícios qualitativos e quantitativos na aplicação de normas técnicas, como apresentado no quadro abaixo:

Quadro 01- Benefícios qualitativos e quantitativos

Benefícios qualitativos

Benefícios quantitativos

 

Utilização adequada de recursos

Redução do consumo e do desperdício

 

Disciplina de produção

Especificação de matérias-primas

 

Uniformidade do trabalho

Padronização

de

componentes

e

 

equipamentos

 

Registro do conhecimento tecnológico

Procedimentos para cálculos e projetos

 

Controle dos produtos e processos

Aumento da produtividade

 

Segurança do pessoal e dos equipamentos

Melhoria

da

qualidade

de

produtos

e

 

serviços

Exceto as normas relativas à saúde e a segurança, as outras são voluntárias. Porém como um dos objetivos da normalização é garantir a qualidade de produtos e serviços, ou seja, proteger o

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

consumidor, a relação da causa e efeito entre o desejo do consumidor e as normas necessárias e disponíveis está prevista no Código de Proteção e Defesa do Consumidor. O texto do código que diz respeito à normalização é:

Seção IV – Das práticas abusivas Artigo 39 – É vedado ao fornecedor de produtos e serviços:

Inciso VIII – Colocar no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela

Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia , Normalização e Qualidade Industrial (CONMETRO).

uma

norma. Então o Comitê Brasileiro do Setor (órgão de ABNT) ou um organismo de normalização

setorial (NOS) analisa e inclui no seu programa de Normalização Setorial (PNS).

O próximo passo é criar uma Comissão de Estudo (CE) com uma participação voluntária de

Uma

norma

técnica

nasce

quando

a

sociedade

brasileira

manifesta

a

necessidade

de

fornecedores, consumidores e neutros, como representantes dos vários segmentos da sociedade . A CE

elabora um Projeto de Norma com base no `consenso de sues participantes. O Projeto de norma é submetido a uma Votação Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados. As sugestões recebidas após a Votação são analisadas pela CE, após o que é aprovado como Norma Brasileira. Por fim a Norma Brasileira é impressa.

3.4.1 – A norma técnica como instrumento de qualidade e competitividade:

A nova estratégia industrial do país tem levado a indústria têxtil brasileira a adotar uma série de

medidas de ajuste a um ambiente mais aberto e competitivo

A opção preferencial, em curto prazo, foi e eliminação de ineficiências na produção visando

à

busca de níveis adequados de competitividade, que é um dos grandes benefícios da utilização de normas técnicas. As normas de produto são utilizadas por mais de 60% das indústrias, seguidas por normas de sistemas por 30 %, enquanto que as normas administrativas são pouco aplicadas. Um número muito significativo de empresas considera as normas muito importantes e outro tanto as considera indispensáveis, o que represente o aumento da consciência das indústrias. Convém ressaltar que esta conscientização cresce a cada dia. No quadro abaixo estão alguns exemplos de Normas Técnicas do setor têxtil / vestuário:

Quadro 02 – Normas técnicas do setor têxtil/vestuário

N.º INMETRO

Título

Tipo da norma

NBR 13401

Fio do filamento texturizado

Terminologia

NBR 10332

Lã suja

Classificação

NBR 10592

Zíper

Terminologia

NBR 12744

Fibras têxteis

Classificação

NBR 13483

Material têxtil – Tipos de Pontos

Classificação

   

NBR 7031

Indicação do sentido da torção dos fios têxteis

Procedimento

   

NBR 12251

Designação dos fios no sistema tex.

Procedimento

   

NBR 12331

Fibras Têxteis – Taxa normal de condicionamento

Padronização

   

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

a

utilização de normas se tornou indispensável. No quadro abaixo estão apresentadas algumas normas que servem como base para a realização dos ensaios:

Assim

para

que

se

tenha

uma

confiança

desejável

no

resultado

dos

ensaios

efetuados

Quadro 03 – Normas utilizadas como base para a realização dos ensaios:

ENSAIOS

NORMAS

como base para a realização dos ensaios: ENSAIOS NORMAS Amostragem ABNT 10591 / 88 *ASTM D

Amostragem

para a realização dos ensaios: ENSAIOS NORMAS Amostragem ABNT 10591 / 88 *ASTM D 3776 AFNOR
para a realização dos ensaios: ENSAIOS NORMAS Amostragem ABNT 10591 / 88 *ASTM D 3776 AFNOR

ABNT 10591 / 88 *ASTM D 3776 AFNOR NF G 07 – 150

ABNT 10591 / 88 *ASTM D 3776 AFNOR NF G 07 – 150 Densidade *ABNT –

Densidade

ABNT 10591 / 88 *ASTM D 3776 AFNOR NF G 07 – 150 Densidade *ABNT –

*ABNT – P – MB - 412

AFNOR NF G 07 – 150 Densidade *ABNT – P – MB - 412 Gramatura *AFNOR

Gramatura

*AFNOR NF G 07 150 ASTM D 3776 - 96

*ASTM D 1059-87 ASTM D 1907-89 ISSO – 260 / 72 ABNT – 197 / 75 DIN – 53.830 / 65

*ASTM D 3883

*ASTM D 3882

ASTM D 3774 –96 AFNOR NF G 07 103

Título

*ASTM D 3882 ASTM D 3774 –96 AFNOR NF G 07 103 Título Contração/ondulação Desvio de

Contração/ondulação

3774 –96 AFNOR NF G 07 103 Título Contração/ondulação Desvio de trama Medida da largura Comprimento

Desvio de trama

NF G 07 103 Título Contração/ondulação Desvio de trama Medida da largura Comprimento médio de fio

Medida da largura

Contração/ondulação Desvio de trama Medida da largura Comprimento médio de fio absorvido e controle da
Contração/ondulação Desvio de trama Medida da largura Comprimento médio de fio absorvido e controle da

Comprimento médio de fio absorvido e controle da regularidade de absorção de fios de um tecido de trama

da regularidade de absorção de fios de um tecido de trama *AFNOR NF G 07- 101/1971

*AFNOR NF G 07- 101/1971

(*) Normas utilizadas como base para a realização dos respectivos ensaios.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

4 - MATERIAIS UTILIZADOS

- 2.0 metros de tecido plano.

- 1.5 metros de malha.

4.1- ensaios realizados em tecidos planos:

4.1.1 – Para a retirada dos corpos de prova:

- Tesoura;

- Escalímetro;

- Caneta.

4.1.2- Ligamento do tecido:

-Conta fios;

-Agulha.

4.1.3 - Gramatura:

- Balança analítica;

- 5 Corpos de prova;

- Escala graduada (0,5 mm).

4.1.4 - Densidade de fios:

- Conta fios;

- Agulha,

- 1 corpo de prova.

4.1.5 – Largura do tecido:

-Trena.

4.1.6 - Título em amostra reduzida:

- Balança de precisão;

- Agulha;

- Escalímetro;

- Caneta Esferográfica;

- Tesoura;

- Pesos;

- 10 fios de urdume com mais de 500 mm,

- 10 fios de trama com mais de 500 mm.

4.1.7 - Desvio de Trama:

- Escalímetro;

- Caneta esferográfica;

- Régua T;

- Agulha,

4.1.8 - Contração e Ondulação:

- Balança de precisão;

- Escalímetro;

- Caneta esferográfica;

- Pesos;

- Tesoura;

- 10 fios de urdume com mais de 500 mm,

- 10 fios de trama com mais de 500 mm

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

4.2- Ensaios realizados em malha de trama:

4.2.1 – Para a retirada dos corpos de prova:

- Tesoura;

- Escalímetro;

- Caneta.

4.2.2- Gramatura:

- Balança analítica;

- 5 Corpos de prova;

- Escala graduada (0,5 mm).

4.2.3 - Título em amostra reduzida:

- Balança de precisão;

- Agulha;

- Escalímetro;

- Caneta Esferográfica;

- Tesoura;

- Pesos;

- 10 fios de urdume com mais de 500 mm,

- 10 fios de trama com mais de 500 mm.

4.2.4 – Comprimento de fio absorvido no controle da regularidade de absorção de fios

de um tecido de trama:

- Balança de precisão;

- Escalímetro;

- Caneta esferográfica;

- Pesos;

- Tesoura;

- Conta-fios

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

5 - PROCEDIMENTO

Os

corpos

de

prova

não foram acondicionados para os respectivos ensaios, portanto não

estavam no equilíbrio higrométrico.

5.1- Procedimentos referentes aos ensaios realizados em tecidos planos:

5.1.1- Ligamento:

Com um conta-fios, observou-se a amostra do tecido, em com base ligamento.

5.1.2- Gramatura

na literatura retirou-se o

Neste ensaio é necessário observar que não foi eliminado das amostras goma e resinas. Obtenção dos corpos de prova:

Referência: AFNOR NFG 07-150

Retirou-se

da peça de tecido de dois

metros, 5

corpos de prova de 10

cm

x

10

cm. Na

diagonal, de maneira que os fios de urdume e de trama não eram os mesmos em nenhuma das amostras. Retiraram-se as amostras de maneira que as amostras laterais ficassem 1/10 da largura de trama do tecido afastada das ourelas. Como no esquema representado abaixo:

afastada das ourelas. Como no esquema representado abaixo: Pesaram-se 10 corpos de prova com dimensões de

Pesaram-se 10 corpos de prova com dimensões de 10 cm x 10 cm em balança analítica obtendo a massa (M) em gramas de cada um.

5.1.3- Densidade:

Referência: ASTM D 3775-96 (Ver norma em anexo)

Efetuou-se a contagem

dos fios no sentido de urdume e da trama em uma dimensão de 2,5 cm

obtendo assim a densidade de fios. A contagem foi feita cinco vezes, com o cuidado de não retirar amostras com os mesmos fios de urdume e de trama.

5.1.4 – Medida da largura do tecido:

Referência: ASTM D 3774- 96 (ver norma em anexo) Com uma trena mediu-se de uma ourela a outra a largura do tecido.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

5.1.5 - Título em amostra reduzida:

Deve-se observar que não foi eliminadas goma e resina antes do ensaio.

Obtenção dos corpos de prova:

Referência: ASTM D 1059- 87 (ver norma em anexo)

Retirou-se um corpo de prova (fio) de 500mm no sentido do urdume, aplicando-se sobre o fio uma certa tensão no momento em que se mediu o fio e cortou o mesmo.

Determinação do titulo em Ne e Tex:

Referência: ASTM D 1059

Pesou-se o corpo de prova e através da formula:

Tex = Peso (g) x 1000 Comprimento (m)

e

obteve-se o título em Tex.

Por outra fórmula de relação de titulo, obteve-se o titulo em Ne

Título (Ne) = 590,548 Título (Tex)

Através do titulo em Tex, calcula-se a carga necessária para a eliminação da ondulação, com base na carga mínima de pré-tensão (conforme a norma ASTM D 3883) de 0.25gf/Tex, pela formula:

Titulo (Tex) x 0,25 gf/Tex = X gramas forças

fim de que as amostras

retiradas não sofram influência de deferentes cargas de tensões. Aplicando-se a carga estipulada, retirou-se outra amostra de fio, pesou-se e comparou-se este valor com o valor do peso da primeira amostra, a diferença entre os valores não deve ser maior que 5%, caso seja deve-se realizar a retida da primeira amostra de fio, aplicando uma tensão maior ou menor conforme o valor da diferença. Caso o valor da diferença entre os pesos seja menor que 10%.Com a carga estipulada, retirou- se outras 9 amostras sob esta tensão. Calculou-se os títulos referentes as 10 amostras em Ne e Tex, a media dos títulos e o CV%. Repetiu-se o mesmo procedimento para o calculo de título dos fios de trama.

Com este resultado, sabe-se a carga ideal a ser

aplicada no fio, a

5.1.6 - Contração e ondulação:

Referência: ASTM D 3883

Efetuou-se na amostra de tecido sem deformação, dois traços paralelos A e B numa direção perpendicular aos fios a serem analisados, distanciados em 250 mm (conforme a norma ASTM). Tomou-se o cuidado para que as marcas das retas permanecessem visíveis nos fios após estes serem retirados do tecido.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

Executou-se, paralelamente aos traços A e B, dois cortes distanciados de 450 mm, de modo que os traços ficassem eqüidistantes dos cortes, conforme representado no esquema abaixo.

L 0 =250mm A B 450mm
L 0 =250mm
A
B
450mm

Posteriormente retirou-se 10 fios para a análise. Através do comprimento inicial de 25 cm e a média dos comprimentos obtidos com a pré- tensão (já calculada anteriormente para os fios de urdume e para os fios de trama) calculou-se a contração e a ondulação dos fios. Através das formulas:

C% = L – L 0 x 100

L

O% = L – L 0 x 100

L

“Take up”

“Crimp”

Onde:L = comprimento do fio esticado sob tensão. L 0 = comprimento inicial do fio.

Obs: O teste foi realizado com dois corpos de prova, um no sentido do urdume e o outro no sentido da trama.

5.1.7 - Desvio de trama Retirou-se um fio de trama por toda largura do tecido. Traçou-se uma reta perpendicular ao comprimento do tecido, por toda a largura do mesmo. a) Mediu-se a maior distância entre a reta e o defeito causado pela retirada do fio de trama, obteve-se os resultados referentes ao:

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

Arco de Trama:

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama Arco de Trama: Inclinação de Trama: A =

Inclinação de Trama:

e Malha de Trama Arco de Trama: Inclinação de Trama: A = (d / AC) x

A = (d / AC) x 100

I = (AB / AC) x 100

5.2- Procedimento referente aos ensaios realizados em tecidos de malhas de trama:

5.2.1- Gramatura Neste ensaio é necessário observar que não foi eliminado das amostras goma e resinas. Obtenção dos corpos de prova:

Referência: AFNOR NFG 07-150 Retirou-se da peça de tecido de 1,5 metro, 5 corpos de prova de 10 cm x 10 cm. Na diagonal, de maneira que os fios de trama não eram os mesmos em nenhuma das amostras. Retiraram-se as amostras como no esquema representado abaixo:

.

as amostras como no esquema representado abaixo: . Após a obtenção dos corpos de prova pesaram-se

Após a obtenção dos corpos de prova pesaram-se 10 corpos de prova com dimensões de 10 cm x 10 cm em balança analítica obtendo a massa (M) em gramas de cada um. E calculou-se a gramatura

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

5.2.2 - Título em amostra reduzida:

Obtenção dos corpos de prova:

Referência: ASTM D 1682.

Retirou-se

um

corpo

de

prova

(fio

de

trama)

de

500mm,

desconhecida. Determinação do titulo em Ne e Tex:

Referência: ASTM D 1059 Pesou-se o corpo de prova e através da formula:

Tex = Peso (g) x 1000 Comprimento (m)

e

obteve-se o título em Tex.

aplicando-se

uma

pré-tensão

Por outra fórmula de relação de titulo, obteve-se o titulo em Ne

Título (Ne) =

590,548

Título (Tex)

Através do titulo em Tex, calcula-se a carga necessária para a eliminação da ondulação, com base na carga mínima de pré-tensão, indicado pela formula, na tabela que segue abaixo.

Tabela 03 –Carga mínima para o calculo da pré-tensão

MATERIAL

TÍTULO

PRÉ-TENSÃO (Centinewtons)

Algodão

Inferior ou igual a 7 Superior a 7

0,75*Título

 

0,2*Título + 4

Lã penteada

Entre 15 a 60 Entre 61 a 300

0,2*Título +4

 

0,07*Título +12

Filamentos ou sintéticos

Todos os valores

1,5*Título

Fonte: Norma AFNOR NF G 7 01/1971

Com o resultado, sabe-se a carga ideal a ser aplicada no fio, a fim de que as amostras retiradas não sofram influência de deferentes cargas de tensões. Aplicando-se a carga estipulada, retirou-se outra amostra de fio, pesou-se e comparou-se este valor com o valor do peso da primeira amostra, a diferença entre os valores não deve ser maior que 5%, caso seja deve-se realizar a retida da primeira amostra de fio, aplicando uma tensão maior ou menor conforme o valor da diferença. Caso o valor da diferença entre os pesos seja menor que 5%.Com a carga estipulada, retiraram- se outras nove amostras sob esta tensão.Calcularam-se os títulos referentes as 10 amostras em Ne e Tex, a media dos títulos e o CV%. Repetiu-se o mesmo procedimento para o calculo de título dos fios de trama.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

5.2.3 - Comprimento do fio absorvido no controle da regularidade de absorção de fios:

Referência: Norma AFNOR NF G 07 – 101/1971

Procurou-se a seção de desmalhagem da amostra. Escolheu-se para medida um número de 100 colunas, considerando que a máquina possuía 96 alimentadores utilizados na fabricação do tricô, e marcaram-se 100 colunas na amostra. Cortou-se uma tira da malha com número de colunas ligeiramente superior ao número de colunas escolhido anteriormente para medida, igualou-se a parte superior através de desmalhagem. Adquiriu-se assim uma referência para o comprimento inicial que é equivalente as 100 colunas escolhidas anteriormente. Desmalhou-se a primeira carreira sob a tensão pré-calculada para eliminação da ondulação , mediu-se o comprimento do fio e anotou-se este valor.

Repetiu-se o mesmo procedimento para os 99 fios seguintes. Informou-s os valores individuais obtidos em um gráfico, que corresponde ao o controle de regularidade de absorção entre carreiras.

fio

absorvido. O mínimo de amostra requeridas para o ensaio é de 10 corpos de prova.

prova.

Calculou-se a média aritmética, e posteriormente duração de fio absorvido por pontos. O resultado

foi expresso em pontos por centímetro.

Através

desses

valores

os

estipulou-se

individuais

também

de

o

controle

o

comprimento

para

cada

mediano

corpo

de

do

Informaram-se

valores

medida

adquiridos

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

6 - RESULTADOS

6.1- Retirada dos Corpos de Prova Os corpos de prova não foram acondicionados para os respectivos ensaios, pelo fato do laboratório não dispor de um sistema de ar condicionado, portanto não estavam no equilíbrio higrométrico, além disso, não fio retirado dos corpos de prova gomas e resinas. Isso com certeza vai influenciar no resultado de todos os ensaios efetuados.

6.2 - Resultados referentes aos ensaios realizados em tecidos planos:

6.2.1- Ligação do tecido:

6.2.2- Gramatura:

Ourela Tecido
Ourela
Tecido

Ligação da ourela: Reps Ligação do tecido: Tela

Tabela 04

Peso (g)

100 cm 2

Peso (g)

1m 2

1

0,9236

92,36

2

0,8787

87,87

3

0,8667

86,67

4

0,8923

89,23

5

0,8849

88,49

Média

0,8892

88,92

Desvio Padrão

0,0214

2,1377

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio (5.1.2).

Foi utilizada a fórmula g/m 2 = M x 100, para conversão da gramatura de g/cm 2 para g/m 2 ; onde M é a massa em gramas de 100 cm 2 . Com o valor da gramatura média obtida g/m 2 = 277 , podemos classificar o tecido como sendo um tecido pesado de acordo com a tabela 01 apresentada na introdução teórica:

A norma utilizada como referência para a realização do ensaio foi AFNOR NFG 07-1`50 Que dita que os corpos de prova têm que ter 100 cm 2 (10 cm x 10cm)

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

6.2.3 – Densidade:

Densidade de fios e contextura.

Tabela 05 -da densidade dos fios:

 

Sentido dos fios

Amostra

Urdume (fios/cm)

Trama (fios/cm)

1

24

16

2

24

16

3

24

16

Média

24

16

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio (5.1.3).

A norma utilizada como referencia para realização do ensaio foi ABNT-P-MB 412:

Tabela 06 – Dimensão utilizada para contagem dos fios

Densidade (fios/cm)

d (cm)

10

2,5

10

7,5

Pela análise do tecido ficou claro que a densidade de fios tanto do urdume quanto da trama era maior do que 10 fios/cm, assim sendo a dimensão utilizada para a contagem dos fios foi de 2,5 cm.

6.2.4- Largura do tecido:

Largura do tecido x 1 = 83,4cm

x 2 =

83,5cm

x 3 =

83,4cm

AC= x= 83,5cm

x 4 = 83,6cm x 5 = 83,6cm

CV% =0,11

6.2.5- Título em amostra reduzida:

Fio de trama Para a retirada do primeiro corpo de prova utilizou-se uma pré-tensão desconhecida. O peso dessa amostra de fio de trama foi 0,0127g. o titulo em Tex:

Titulo (Tex) = 0,0127 x 1000

0,5

Titulo (Tex) = 25,4

Fez-se então o calculo para carga a ser aplicada:

25,4 x 0,25 = 6,35gf

Para efeito de confirmação dos resultados acima, efetuou-se novamente o teste, porém, com uma nova amostra e aplicando-se a tenção calculada. Titulo (Tex) = 0,0134 x 1000

0,5

Titulo (Tex) = 26,8

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

Como a diferença entre os dois pesos encontrados é menor que 10%, prosseguiu-se a retirada de mais 9 amostras, aplicando-se a carga e posteriormente pesou-se as mesmas.

Fio de urdume Para a retirada do primeiro corpo de prova utilizou-se uma pré-tensão desconhecida. O peso dessa amostra de fio de trama foi 0,096g. o titulo em Tex:

Titulo (Tex) = 0,099 x 1000

0,5

Titulo (Tex) = 19,8 Fez-se então o calculo para carga a ser aplicada:

19,2 x 0,25 = 4,95gf

Para efeito de confirmação dos resultados acima, efetuou-se novamente o teste, porém, com uma nova amostra e aplicando-se a tensão calculada.

Titulo (Tex) = 0,0101 x 1000

0,5

Titulo (Tex) = 20,2 Como a diferença entre os dois pesos encontrados é menor que 10%, prosseguiu-se a retirada de mais 9 amostras, aplicando-se a carga encontrada, e posteriormente pesou-se as mesmas. Esta pré-tensão têm, por finalidade, retirar toda e qualquer ondulação e contração do fio, para que se possa obter o título real do fio.

Tabela 07 –Peso dos fios:

 

Peso (g) dos fios

 

Amostras

Urdume

Trama

Comprimento (m)

1

0,0101

0,0134

0,5

2

0,00996

0,0132

0,5

3

0,0106

0,0129

0,5

4

0,0099

0,0143

0,5

5

0,0098

0,0142

0,5

6

0,0102

0,0134

0,5

7

0,0103

0,0137

0,5

8

0,01

0,0135

0,5

9

0,0097

0,0136

0,5

10

0,0109

0,0134

0,5

Média

0,010146

0,01356

 

Desvio Padrão

0,000370

0,000425

 

C.V%

3,6561

3,6561

 

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio (5.1.5).

Através dos dados da tabela a cima, utilizando as fórmulas

Título (Tex) = Peso (g) x 1000

e Título (Ne) =

590,548

Comprimento (m) Obteve-se os seguintes resultados:

Título (Tex)

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

Tabela 08-Título dos fios de trama e urdume em Tex e Ne

Amostras

Urdume

Trama

Tex

Ne

Tex

Ne

 

1 20,20

29,21

26,80

22,01

 

2 19,92

29,62

26,40

22,35

 

3 21,20

27,83

25,80

22,87

 

4 19,80

29,80

28,60

20,63

 

5 19,60

30,10

28,40

20,77

 

6 20,40

28,92

26,80

22,01

 

7 20,60

28,64

27,40

21,53

 

8 20,00

29,50

27,00

21,85

 

9 19,40

30,41

27,20

21,69

 

10 21,80

27,06

26,80

22,01

Média

20,29

29,14

27,12

21,79

Desvio Padrão

0,74

1,05

0,85

0,67

C.V%

3,65

3,65

2,34

2,34

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio (5.1.5).

Gráfico 01-Títulos em (Ne) dos fios de urdume

e sua variação,comparado ao titulo médio

31,00 30,50 30,00 29,50 29,00 28,50 Ne 28,00 Média 27,50 27,00 26,50 0 1 2
31,00
30,50
30,00
29,50
29,00
28,50
Ne
28,00
Média
27,50
27,00
26,50
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
Amostras dos fios de urdume
Título (Ne

Fonte: Tabela 08.

Gráfico 02-Títulos em (Ne) dos fios de trama

e sua variação,comparado ao titulo médio

23,00 22,50 22,00 21,50 21,00 20,50 0 1 2 3 4 5 6 7 8
23,00
22,50
22,00
21,50
21,00
20,50
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
Título (Ne

Amostras

Ne Média
Ne
Média

Fonte: Tabela 08.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

6.2.6 – Desvio de Trama:

O

desvio

característico:

da

trama

encontrada

no

de Trama: O desvio característico: da trama encontrada no tecido teve nas três I = (AB

tecido

teve

nas

três

I = (AB / AC) x 100

Tabeba 09- Desvio de trama

amostras

o

mesmo

desenho

Amostra

deformação máxima A-B d(cm)

1

5,3

2

5,2

3

5,3

Média

5,26

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio (5.1.7).

Assim calculou-se apenas o valor da inclinação do tecido:

Para AB 1 = 5,30cm

I =

AB x 100 AC

 

I 1 = 5,30

x 100

I 1 = 6,35 %

 

83,5

Para AB 2 = 5,20cm

 

I 2 =

5,20 x 100

I 2 = 6,23 %

 

83,5

Para AB 3 = 5,30cm

 

I 3 =

5,30 x 100

I 3 = 6,35 %

 

83,5

Portanto podemos considerar um valor médio de inclinação de trama de 6,31%

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

6.2.6 - Contração e ondulação:

Tabela 10 - Comprimento inicial(L 0 ) e final (L) dos fios de urdume

Amostras de trama

Comprimento. Inicial (cm) - L 0

Comprimento Final (cm) - L

1

25

26,5

2

25

26,8

3

25

26,6

4

25

26,5

5

25

26,8

6

25

26,5

7

25

26,4

8

25

26,6

9

25

26,5

10

25

26,7

 

Média

26,59

Desvio Padrão

0,137

C.V.%

0,515

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio 5.1.6.

Tabela 11 - Comprimento inicial(L 0 ) e final (L) dos fios de trama

Amostras de trama

Comprimento. Inicial (cm) – L 0

Comprimento Final (cm) - L

1

25

27,8

2

25

28,2

3

25

27,7

4

25

28,1

5

25

27,9

6

25

27,6

7

25

27,8

8

25

27,8

9

25

28,4

10

25

27,6

 

Média

27,89

Desvio Padrão

0,264365067

C.V.%

0,947884788

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio 5.1.6.

A pré-tensão utilizada foi à mesma utilizada para o teste de título:

Pré-tensão (gf) = 0,25 cN / tex x Tex

Os valores obtidos foram:

- Urdume 4,95 gf

- Trama 6,35 gf

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

Cálculos de contração obtidos a partir do valor médio:

C%

Urdume = (L - L 0 ) x 100

=

(26,59- 25) x 100

= 5,97 %

L

26,59

C% Trama = (L - L 0 ) x 100

=

(27,89 - 25) x 100

= 10,36 %

L

27,89

Cálculos de ondulação obtidos a partir do valor médio:

O% Urdume = (L - L 0 ) x 100

=

(26,59- 25) x 100

= 6,36 %

L 0

25

O% Trama = (L - L 0 ) x 100

=

(27,89 - 25) x 100

= 11,56 %

L 0

25

Tabela 12- Resumo dos resultados dos ensaios em tecido plano:

Densidade

 

Título (Valor médio)

Desvio

Contração

Ondulação

Urdume

Trama

Urdume

Trama

de trama

(%)

(%)

fios/cm

fios/cm

Tex

Ne

Tex

Ne

I(%)

U

T

U

T

24

16

20,29

29,14

29,11

21,79

6,31

5,97

10,36

6,36

11,56

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

6.3 – Resultados referente aos ensaios realizados em tecidos de malhas de trama 6.3.1- Gramatura

Tabela 13- Gramatura das amostras de malha de trama

Amostra

Peso (g)

100 cm 2

Peso (G) 1 m 2

 

1 1,657

165,700

 

2 1,546

154,600

 

3 1,670

167,000

 

4 1,586

158,600

 

5 1,612

161,200

Média

1,614

161,420

Desvio Padrão

0,051

5,098

C.V.%

3,158

3,158

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio (5.2.1).

6.3.2 –Título:

Para a retirada do primeiro corpo de prova utilizou-se uma pré-tensão desconhecida. O peso dessa amostra de fio de trama foi 0,0030g. o titulo em Tex:

Titulo (Tex) = 0,0030 x 1000

0,1

Titulo (Tex) = 30

Fez-se então o calculo para carga a ser aplicada:

(30 x 0,20) + 4 = 10gf

Para efeito de confirmação dos resultados acima, efetuou-se novamente o teste, porém, com uma nova amostra e aplicando-se a tenção calculada.

Titulo (Tex) = 0,0031 x 1000

0,1

Titulo (Tex) = 31

Como a diferença entre os dois pesos encontrados é menor que 10%, prosseguiu-se a retirada de mais 9 amostras, aplicando-se a carga e posteriormente pesou-se as mesmas.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

Tabela 13- Título dos fios da malha de trama

Amostras

Peso (g)

Tex

Ne

1

0,0032

32,00

18,44

2

0,0034

19,92

29,62

3

0,0033

21,20

27,83

4

0,0035

19,80

29,80

5

0,0034

19,60

30,10

6

0,0031

20,40

28,92

7

0,0033

20,60

28,64

8

0,0035

20,00

29,50

9

0,0033

19,40

30,41

10

0,0035

21,80

27,06

Média

21,47

28,03

Desvio Padrão

3,77

3,53

C.V.%

3,66

3,66

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio (5.2.2).

Gráfico 03-Títulos em (Ne) dos fios da malha de trama e sua variação,comparado ao titulo médio

33 31 29 27 25 Ne 23 Média 21 19 17 15 1 2 3
33
31
29
27
25
Ne
23
Média
21
19
17
15
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Corpos de Prova
Título (Ne

Fonte: Tabela 13.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

6.3.3 -Comprimento do fio absorvido no controle da regularidade de absorção de fios Referência: Norma AFNOR NF G 07 – 101/1971

Quadro 04 – Comprimento final das amostras de fios da malha de trama

Amostra

Comprimento

Amostra

Comprimento

Amostra

Comprimento

Amostra

Comprimento

 

1 27,61

 

26 27,61

 

51 28,00

 

76 27,46

 

2 27,07

 

27 27,77

 

52 27,46

 

77 27,30

 

3 26,99

 

28 27,61

 

53 27,53

 

78 26,91

 

4 26,44

 

29 27,85

 

54 27,22

 

79 27,14

 

5 27,22

 

30 28,24

 

55 27,85

 

80 27,22

 

6 27,14

 

31 27,69

 

56 28,00

 

81 27,53

 

7 27,14

 

32 27,30

 

57 27,92

 

82 27,69

 

8 27,92

 

33 27,53

 

58 28,08

 

83 27,77

 

9 27,77

 

34 27,61

 

59 28,24

 

84 27,38

 

10 27,92

 

35 27,77

 

60 28,08

 

85 27,85

 

11 27,92

 

36 27,46

 

61 28,24

 

86 27,61

 

12 27,77

 

37 27,77

 

62 28,00

 

87 27,69

 

13 27,69

 

38 27,30

 

63 28,00

 

88 27,69

 

14 27,53

 

39 27,92

 

64 28,16

 

89 27,53

 

15 27,69

 

40 27,69

 

65 27,69

 

90 27,61

 

16 27,92

 

41 27,53

 

66 28,00

 

91 28,31

 

17 27,30

 

42 27,77

 

67 27,85

 

92 27,85

 

18 28,08

 

43 27,69

 

68 27,30

 

93 27,77

 

19 27,92

 

44 27,46

 

69 27,38

 

94 27,30

 

20 28,00

 

45 27,30

 

70 27,61

 

95 28,16

 

21 27,92

 

46 26,91

 

71 27,77

 

96 27,61

 

22 27,69

 

47 27,92

 

72 27,85

 

97 27,53

 

23 28,08

 

48 27,38

 

73 27,85

 

98 27,30

 

24 27,61

 

49 27,46

 

74 27,92

 

99 27,77

 

25 28,00

 

50 28,00

 

75 27,77

 

100 27,46

 

Média

0,2766

Desvio padrão

0,0033

CV%

1,21

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio (5.2.3).

Gráfico 04- Controle da Regularidade de Absorção entre Carreiras

29,50 5% 29,00 3% 28,50 28,00 Média 27,50 27,00 3% 26,50 5% 26,00 0 5
29,50
5%
29,00
3%
28,50
28,00
Média
27,50
27,00
3%
26,50
5%
26,00
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
55
60
65
70
75
80
85
90
95
100
105
110
115
120
Comprimento (cm)

Número da amostra

Fonte:Quadro 04.

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

O comprimento de fio absorvido por malha foi calculado dividindo-se o comprimento do fio absorvido pelo número total de malhas, selecionadas para o teste.

Quadro 05 -Comprimento de fio absorvido por cada malha

Amostra

Comprimento

Amostra

Comprimento

Amostra

Comprimento

Amostra

Comprimento

 

1 0,215

 

26 0,215

 

51 0,218

 

76 0,214

 

2 0,211

 

27 0,217

 

52 0,214

 

77 0,213

 

3 0,211

 

28 0,215

 

53 0,215

 

78 0,210

 

4 0,206

 

29 0,217

 

54 0,212

 

79 0,212

 

5 0,212

 

30 0,220

 

55 0,217

 

80 0,212

 

6 0,212

 

31 0,216

 

56 0,218

 

81 0,215

 

7 0,212

 

32 0,213

 

57 0,218

 

82 0,216

 

8 0,218

 

33 0,215

 

58 0,219

 

83 0,217

 

9 0,217

 

34 0,215

 

59 0,220

 

84 0,214

 

10 0,218

 

35 0,217

 

60 0,219

 

85 0,217

 

11 0,218

 

36 0,214

 

61 0,220

 

86 0,215

 

12 0,217

 

37 0,217

 

62 0,218

 

87 0,216

 

13 0,216

 

38 0,213

 

63 0,218

 

88 0,216

 

14 0,215

 

39 0,218

 

64 0,220

 

89 0,215

 

15 0,216

 

40 0,216

 

65 0,216

 

90 0,215

 

16 0,218

 

41 0,215

 

66 0,218

 

91 0,221

 

17 0,213

 

42 0,217

 

67 0,217

 

92 0,217

 

18 0,219

 

43 0,216

 

68 0,213

 

93 0,217

 

19 0,218

 

44 0,214

 

69 0,214

 

94 0,213

 

20 0,218

 

45 0,213

 

70 0,215

 

95 0,220

 

21 0,218

 

46 0,210

 

71 0,217

 

96 0,215

 

22 0,216

 

47 0,218

 

72 0,217

 

97 0,215

 

23 0,219

 

48 0,214

 

73 0,217

 

98 0,213

 

24 0,215

 

49 0,214

 

74 0,218

 

99 0,217

 

25 0,218

 

50 0,218

 

75 0,217

 

100 0,214

 

Média

0,2766

Desvio padrão

0,0033

CV%

1,21

Fonte: Dados obtidos no laboratório do CRG referentes ao ensaio (5.2.3)

Malhas por centimetro:

7,8cm -----------100malhas 1 cm ----------- X X= 12,8 malhas /cm

Análise em Tecidos Planos e Malha de Trama

7 – CONCLUSÃO Em nossos dias, grandes corporações mundiais têm se mobilizado cada vez mais na busca da qualidade total e continua, para tanto vale a pena refletir um pouco sobre as evoluções e revoluções que tem ocorrido os mercados globais (1996, Nº4, Revista têxtil, pág106 e 107). Assim uma das maiores exigências da atualidade, tanto no setor têxtil como em qualquer outro é qualidade. No setor

têxtil, para que este objetivo seja atingido, é necessário dispor de ferramentas adequadas, através dos quais seja possível controlar todo o processo têxtil, e a partir daí, analisar os resultados obtidos e executar correções e/ou melhorias necessárias, para se ter como resultado a qualidade final desejada. Este controle geralmente é feito através de ensaios laboratoriais, e para isso é necessário que estes ensaios sejam efetuados de forma que se possibilite atingir resultados confiáveis, isto é conseguido pela utilização de normas técnicas, que apesar de não garantir a qualidade, dão a credibilidade necessária aos ensaios realizados. Vale ressaltar que aparelhos e pessoas treinadas para a utilização destas normas técnicas são imprescindíveis. Os ensaios realizados, tanto no tecido plano como no de malha, teve como base, as normas técnicas apresentadas em anexo. Entretanto é importante observar que os resultados dos ensaios realizados podem não apresentar a confiabilidade esperada, isto porque, as amostras de tecido plano e malha analisadas, não foram acondicionadas corretamente e, no caso do tecido plano, não houve retirada de resíduos e gomas.

A análise em separado dos resultados de cada teste, nos levou a uma melhor avaliação do

tecido. Sobre ensaios realizados na amostra de tecido plano obteve-se as seguintes conclusões:

A amostra estudada se trata de um tecido tipo tela, devido ao tipo de ligação apresentada,

representada pelo desenho do item 6.2.1. Com o resultado da gramatura de 277g/m 2 , concluiu-se, pela análise da tabela 01, que este se trata de um tecido pesado. Mas este resultado não possui grande confiabilidade, é provável que a gramatura seja uma pouco menor que o valor obtido, pois no tecido temos uma parcela de gomas e resinas, incluídas no peso. Além disso sem o acondicionamento da amostra, o tecido pode ter absorvido mais ou menos umidade que o padrão, nisto também, a presença de gomas e resinas no

tecido influenciou no resultado. Outro fator que nos fez concluir que há pouca confiabilidade neste resultado é o fato da variação de massa existente entre a amostra mais pesada e a mais leve ser de 6,161%, e neste caso não podemos definir a causa desta diferença, ocorre entretanto várias possibilidades, entre elas, erros operacionais é o mais provável.

A densidade dos fios foi de 24 fios de urdume e 16 fios de trama por centímetro, como pode

ser observada a olho nu, a amostra se tratava de um tecido de baixa densidade. Através de medidas em diferentes pontos da amostra obtivemos uma largura média do tecido de 83.5 cm, com um CV% de 0,11, poderíamos concluir que a amostra não apresenta uma grande variação em sua largura se a mesma estivesse livre de gomas e resinas, pois baseado no fato de que estas vêm dar uma maior estabilidade dimensional ao tecido, não se pode afirmar que sem a presença desses produtos os valores referentes à largura permaneceriam inalterados. No que se refere aos valores obtidos com a titulagem dos fios, observamos que existiu uma variação considerável entre os valores encontrados nos testes e reais valores dos mesmos. Vários

fatores devem ter contribuído para esta diferença tais como o próprio fator dos fios que, quando estão tramados, ou seja, quando já estão dispostos em um tecido, sofrem deformações e, por isso dificultam

a avaliação real dos títulos. Além disso, o uso inadequado da pré-tensão também provoca alterações, pois uma pequena variação da mesma já produz uma alteração do fio, alongando