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DOENÇAS VIRAIS, BACTERIANAS,

FÚNGICAS, ENDO E
ECTOPARASITAS

Prevenção e tratamento para


emas e avestruzes
PRINCIPAIS CAUSAS DE DOENÇA

 Alta densidade populacional;

 Deficiência nutritiva;

 Manejo incorreto.
MANEJO BÁSICO

 Controle da água e dos alimentos servidos;

 Impedimento de criação de outras espécies


de aves na área;

 Instalação de reservatórios de
higienização(“rodolúvios” e “pedilúvios”);
MANEJO BÁSICO

 Cuidados com a introdução de novos animais


no plantel;

 Evitar transportar e manter junto, aves de


idades e tamanhos diferentes;

 Excesso de tráfego e visitações no criatório.


CARACTERÍSTICAS DE UMA AVE SAUDÁVEL

 Pescoço sempre
ereto e olhar
atento;

 Está sempre em
movimento;
CARACTERÍSTICAS DE UMA AVE SAUDÁVEL

 Permanece sempre em grupos;

 Apresenta uma plumagem exuberante, macia e


brilhante;

 Urina deve ser clara e líquida, e suas fezes


devem ser firmes e escuras.

Fonte: www.panoramaavestruz.com.br
EXAME DA AVE DOENTE

 Aspecto geral e hábitos;

 Marcha;

 Aspecto de cada parte do corpo em


particular;
EXAME DA AVE DOENTE

 Presença de ruídos anormais emitidos pela


ave;

 Existência de parasitos externos;

 Existência de constipação ou diarréia.


ENDOPARASITOS
ENDOPARASITOS

 Entre os vários problemas sanitários que


afetam as aves silvestres, as enfermidades
parasitárias estão entre as mais freqüentes,
podendo causar desde infecções sub-clínicas
até a morte, sendo as endoparasitoses muito
comum principalmente em casos de alta
densidade populacional.
TRABALHO CIENTÍFICO

 Prevalência de endoparasitas em amostras


fecais de aves silvestres e exóticas examinadas
no laboratório de ornitopatologia e no
laboratório de enfermidades parasitárias da
FMVZ-
FMVZ-UNESP/ Botucatu-
Botucatu-SP

 Guilherme A. Marietto-Gonçalves, Thiago F. Martins, Edna T. de


Lima, Raimundo S. Lopes, Raphael L. Andreatti Filho
MATERIAL E MÉTODOS

 Análise de amostras fecais;

 Aves silvestres e exóticas de vida livre e de


criadores particulares;

 212 amostras de 46 espécies diferentes.


RESULTADOS

 Ovos de Ascaridia sp., Capillaria sp. e Heterakis


sp.;

 Cistos de Balantidium sp., Blastocystis sp. e


Entamoeba sp;

 Oocistos de Coccídeos.
Ordem T P Prevalência (%)
Caprimulgiformes 1 0 0
Ciconiiformes 4 0 0
Columbiformes 1 0 0
Coracciformes 3 0 0
Falconiformes 8 1 12,5
Galliformes 3 1 33,3
Gruiformes 2 0 0
Passeriformes 149 36 24,6
Piciformes 11 1 9,1
Psittaciformes 17 2 11,8
Rheiformes 5 0 0
Strigiformes 5 0 0

Tabela 1: Prevalência de endoparasitoses nas diferentes ordens analisadas; T:


total de amostras analisadas; P: amostras positivas
ENDOPARASITOS - CESTÓDEOS
 Cestódeos: são vermes
longos e chatos que
medem de 50 a 100 cm
e vivem no intestino
delgado e privam a ave
dos nutrientes
essenciais o que
ocasiona um quadro de
má nutrição.
ENDOPARASITAS - CESTÓDEOS

 Infestações severas podem causar


obstrução do lúmen intestinal;

 Tratamento regular a cada três meses com


endoparasiticida de boa qualidade combate
efetivamente os parasitas.
ENDOPARASITAS - NEMATÓDEOS
 Nematódeos: são vermes
pequenos, cilíndricos e
avermelhados, que têm
por volta de 3 mm de
comprimento.
ENDOPARASITAS - NEMATÓDEOS

 Esse parasito é quase invisível a olho nu e


causa muito prejuízo para parede estomacal;

 Pode ocasionar morte súbita, pois o


endoparasita suga o sangue do animal e causa
severa inflamação do estômago.
DISTRIBUIÇÃO DOS PARASITAS
ECTOPARASITOS
O COURO E AS PLUMAS

 A pele do avestruz é muito resistente à


umidade, o que a torna indestrutível por anos;

 As plumas são usadas na confecção de


roupas e alegorias em todo o mundo;

 O Brasil é o maior consumidor mundial das


plumas do avestruz;
O COURO E AS PLUMAS

 20% ficam distribuídos


entre empresas de
espanadores,
travesseiros e
vestimentas.
O COURO E AS PLUMAS

 80% do volume total


das 60 toneladas de
plumas importadas
por ano pelo Brasil,
são absorvidos pelas
escolas de samba do
Rio de Janeiro e São
Paulo;
ECTOPARASITOS - CARRAPATOS
 O mais comum é o
Argasidae

 Transmitem doenças,
entre elas estão a “Febre
do Congo”, que é uma
zoonose;

 A forte mandíbula dos


carrapatos causa danos
à pele do animal.
ECTOPARASITOS - CARRAPATOS

 Avestruzes podem ser tratados contra


carrapatos com remédios contendo piretróides.
 Cipermetrina:
 Cyperbio

 Cypermeit

 Flytick
ECTOPARASITOS – PIOLHOS E ÁCAROS

 Se alimentam da substância gelatinosa


localizada na ranhura ventral das hastes de
inserção onde ficam ancoradas as plumas, e
além de prejudicarem seu crescimento fazem
com que percam o brilho e também o seu o
valor comercial.
ECTOPARASITOS - PIOLHOS
 Piolhos – dentre eles as
espécies Struthiolipeurus
nandu e S. rheae,
localizadas facilmente nas
regiões dorsal e próximo à
cauda;

 Sua transmissão é feita


através de contato direto
entre as aves,
principalmente à noite onde
se agrupam para dormir.
Ácaros – os dois gêneros
ECTOPARASITOS - ÁCAROS

e espécies distintas mais
comuns são o
Dermaglyphus
pachynemis, o Gabucinia
bicaudata além do G.
sculpturata encontrados
preferencialmente nas
plumas das asas e
raramente na cauda.
ECTOPARASITOS
ECTOPARASITOS
ECTOPARASITOS - CONTROLE

 Pode ser feito através de banhos de imersão


ou pulverização a base de cipermetrina ou
triclorfon;

 Poucos resultados e alta toxidade;

 Apenas os ectoparasitos adultos são


eliminados.
ECTOPARASITOS - CONTROLE
 “Pulverização a seco” através de produtos à base
de carbarila (carbamato);

 Menor toxidade e melhores resultados;

 Atuam sobre todas as fases de desenvolvimento


do piolho;

 Combatem os parasitas de ninhos e piquetes,


dependendo do grau de infestação.
DOENÇAS VIRAIS

•Doença de Newcastle

•Influenza Aviária

•Bouba Aviária
DOENÇA DE NEWCASTLE

 Doença viral, aguda e altamente contagiosa;

 Notificação compulsória;

 Dependendo da virulência da amostra de vírus


envolvida, pode variar desde uma infecção
assintomática, até doença com 100% de
mortalidade.
DOENÇA DE NEWCASTLE
 Sinais clínicos: perda de
apetite, severa
desidratação, febre,
sinais respiratórios,
manifestações nervosas
(tremores, torcicolo,
opistótono,
incoordenação motora),
diarréia e edema da
cabeça
DOENÇA DE NEWCASTLE

 Via de transmissão:
 horizontal através de aerossóis;

o vírus está presente no ar expirado, nas fezes,


nos ovos de aves doentes e em todas as partes
da carcaça.
DOENÇA DE NEWCASTLE
 Diagnóstico:
 Inibiçãoda Hemaglutinação (HI) e ELISA (provas de
triagem);

 Isolamento através do Índice de Patogênicidade


Intracerebral (IPIC) e Índice de Patogenicidade
Intravenoso (IPIV) prova conclusiva;

 Na necrópsia não são identificadas lesões


características.
DOENÇA DE NEWCASTLE

 Controle:
 isolamentodas aves doentes e sacrifício das
que apresentam sintomas nervosos;

 desinfecção dos abrigos e queima das camas.


VACINAÇÃO

 Como os avestruzes são provavelmente


suscetíveis a doenças aviárias, seria
recomendável, em criadouros intensivos,
adotar um esquema de vacinação semelhante
ao adotado em granjas de galinhas.
VACINAÇÃO
Período Vacina Aplicação
(dias)
01 Bouba Marek Punção na membrana da asa (IM)
10 Newcastle e Bronquite Inta-ocular, intra-nasal ou na água de beber
Infecciosa
21 Bouba Escarificação na coxa (só no caso de não ter
sido feita no 1º dia de vida) ou punção na
membrana da asa
35 Newcastle e Bronquite Inta-ocular, intra-nasal ou na água de beber
Infecciosa ou nebulilzação
63 Bouba Escarificação na coxa
ou punção na membrana da asa
84 Newcastle Água ou nebulização
161 Newcastle Água ou nebulização
INFLUENZA AVIÁRIA

 Doença infecciosa viral altamente contagiosa,


causada pelos vírus da influenza aviária (AIV);

 Notificação e erradicação obrigatórias,


classificada no grupo A de doenças da OIE
(Office International des Epizooties).
INFLUENZA AVIÁRIA
 Sinais clínicos: quadros
respiratórios de leves a
graves, conjuntivite,
corrimento nasal, edema da
face e cabeça
acompanhados ou não de
diarréia e/ou quadro
nervoso.
INFLUENZA AVIÁRIA
 Fontes de transmissão - podem ser
categorizadas por importância:
 (1) outras espécies de aves domésticas;

 (2) aves de companhia exóticas;

 (3) aves selvagens;

 (4) outras espécies animais.


INFLUENZA AVIÁRIA

 Vias de transmissão:
 secreções dos sistemas respiratório e digestório,
direta ou indiretamente;

 equipamentos contaminados com fezes (veículos,


bebedouros, comedouros, gaiolas, roupas,
calçados etc.);

 água e ração.
INFLUENZA AVIÁRIA

 Diagnóstico: depende do isolamento e


identificação do vírus, uma vez que os sinais
clínicos e lesões são muito variáveis entre os
episódios.

 O laboratório de referência para a identificação


de AIV no Brasil é o LARA (Laboratório de
Referência Animal) em Campinas, São Paulo.
INFLUENZA AVIÁRIA

 Diagnóstico sorológico: testes de inibição da


hemaglutinação, inibição da neuraminidase
ou imunoenzimáticos (ELISA);

 PCR: métodos da biologia molecular para a


detecção e caracterização do genoma de AIV
têm sido utilizados.
INFLUENZA AVIÁRIA

 Controle:
 prevenção da exposição;
 biossegurança;

 vigilância epidemiológica e diagnóstico;

 educação;

 quarentena;

 depopulação.
INFLUENZA AVIÁRIA

 Tratamento:
 uso na profilaxia e terapêutica

 hidrocloreto de amantadina e a rimantadina;

 concentração entre 0,2 e 0,4 µg/ml.


INFLUENZA AVIÁRIA - ZOONOSE

 A ameaça de pandemia por AIV em humanos é


preocupação da saúde pública;

 Há evidências dos vírus H5N1 e H9N2 terem


sido transmitidos de aves para humanos nos
mercados de aves de Hong Kong em 1997.
INFLUENZA AVIÁRIA – DISTRIBUIÇÃO
MUNDIAL

Países com aves domésticas ou selvagens mortas por H5N1

Países com humanos, aves domésticas e selvagens mortas por H5N1


Fonte: Wikipedia.org
PROGRAMA NACIONAL DE SANIDADE AVÍCOLA

 Normas de atuação para o controle e


erradicação da Influenza Aviária e da doença
de Newcastle:
 1. Notificação de focos da doença (confirmação
laboratorial no LARA-Campinas);

 2. Assistência a focos;

 3. Medidas de desinfecção;
PROGRAMA NACIONAL DE SANIDADE AVÍCOLA

 4. Sacrifício sanitário;

 5. Vazio sanitário;

 6. Vacinação dos plantéis ou esquemas emergenciais;

 7. Controle e fiscalização dos animais susceptíveis;

 8. Outras medidas sanitárias.


BOUBA AVIÁRIA

 Agente etiológico : Pox vírus


BOUBA AVIÁRIA

 Conhecida com varíola aviária, difteria aviária,


epitelioma viral e bouba
 Caracterizada pelo desenvolvimento de
proliferações nodulares da pele, lesões
proliferativas de caráter fibrino - necrótico, com
formação de membrana mucosa sobre áreas
do trato respiratório, língua, e esôfago,
recebendo o nome de difteria aviária.
BOUBA AVIÁRIA

Transmissão :
 Da ave doente para ave sadia, através de lesões
de pele ou de mucosa (da mesma espécie ou
espécie silvestre) por desprendimento do vírus da
pele ou partículas de fezes ou ar pela ave doente;

 Transmitido por secreções como lágrimas, fezes,


saliva;
BOUBA AVIÁRIA

 Através de artrópodes como a picada de


mosquitos Culex e Aedes, ácaros Dermanyssus
e Argas da pele;
 vetores mecânicos através de fomites

 transmissão através do ácaro de traquéia não


foi comprovada;
 Aves portadoras sãs.
BOUBA AVIÁRIA

 Incubação :
> O período de incubação da doença varia entre
4 a 10 dias . A mortalidade pode chegar a 80-
100% do plantel nos casos diftéricos;
BOUBA AVIÁRIA

 Sintomas :
> forma cutânea:
 formação de nódulos na pele ou vesículas com
pus ao redor da pele dos olhos, do bico,
narinas, osso;
 coloração amarelada a marrom escura, pode
descamar;
 Contaminadas por agentes secundários;
BOUBA AVIÁRIA
 Forma diftérica:
> Lesões em placas de tecido branco, com
necrose, na cavidade bucal, língua, faringe,
laringe, com formação de secreção fibrinosa,
verde ou marrom.
> Dispnéia, e asfixia por obstrução da laringe
com a secreção fibrinoso da placas de necrose.
Dificuldade para beber, comer, pois não
consegue apreender o alimento e deglutir;
BOUBA AVIÁRIA

 Forma septicêmica:
septicêmica:
> Perda das penas, perda de apetite, coloração
arroxeada da pele, sonolência e morte.
> Lesões cutâneas são raras.
BOUBA AVIÁRIA

 Forma de coriza:
> Conjuntivite com as pálpebras abertas;

 Forma de tumores:
> tumores de pele, faringe e adenomas.
BOUBA AVIÁRIA

 LESÕES :
> Formas verrucosas , nódulos e tumores, nas
regiões sem penas, comissura do bico e dedos.
> Diftérica, placas membranosa com necrose
abaixo da lesão, na boca, língua, laringe
brônquios e trato digestivo.
BOUBA AVIÁRIA

 DIAGNÓSTICO :
> forma presuntiva, avaliando-se os sintomas das
aves; ou através da evolução epidemiológica
da doença no plantel; através de exames
laboratoriais como a histologia e virologia.
> Pode ser realizado através de necrópsia de
aves mortas, coletando-se fragmentos de
orgãos para virologia, histologia.
BOUBA AVIÁRIA
 Prevenção e Controle
 vacinação específica para
cada tipo de ave criada.
> Devemos evitar a superpopulação do plantel;
presença de mosquitos com o uso de telas
próprias nas janelas e portas. Controlar piolhos
e entrada de aves silvestres no criatório.
BOUBA AVIÁRIA

 Não recomendamos o uso


de vacinas não aprovadas;
> fazer quarentena
> Realizar necrópsia em todas as aves que
morrerem no plantel. Manter sempre limpo o
ambiente. Usar medicamentos alopáticos ou
homeopáticos.
BOUBA AVIÁRIA

 Tratamento:

> Não há tratamento específico para o vírus ou


para a doença.
> Alopatia e homeopatia.
BOUBA AVIÁRIA

 Alimentação nutritiva como frutas, legumes,


larvas e farinhadas; suplementação vitamínica,
principalmente vitamina A e biotina, auxiliares
na renovação da pele e tecidos do trato
digestivo e respiratório.
BOUBA AVIÁRIA

 Para a homeopatia nenhum caso é exatamente


igual ao outro, pois isso existe uma análise
detalhada dos sintomas gerais, diagnóstico e
tratamento diferenciado, com chances muito
maiores de melhoria do quadro clínico, com
diminuição da mortalidade.
DOENÇAS BACTERIANAS
• Enterite Bacteriana gram-negativa

• Rinites

• Enterotoxemia Clostrídica

• Pasteurelose

• Micoplasmose
ENTERITE BACTERIANA GRAM-NEGATIVA

 Agente causador: Salmonella ssp e Escherichia


coli;

 Filhotes criados em chão de cimento;

 Sintomas: diarréia e depressão;

 Fonte de infecção por bactérias: moscas, ratos,


lagartos, ração e mãos de tratadores;
ENTERITE BACTERIANA GRAM-NEGATIVA
 Mortalidade elevada;

 Tratamento antibacteriano normalmente sem sucesso;

 Transmissão: Fezes de adultos;

 Prevenção: Uso de probióticos;

 O não estabelecimento da flora, pode originar


infecções da gema ou a sua retenção na cavidade
celomática.
RINITES

 Agente causador: Haemophilus gallinarum

 Diagnóstico: Culturas bacterianas

 Inflamações secundárias: sinusite, conjuntivite e


saculite aérea.
RINITES

 Sinais clínicos:

 Balançar a cabeça;

 Descarga nasal clara ou purulenta;

 Perda de peso.
RINITES
 Tratamento:

 Antibióticos
de largo espectro como tetraciclinas
ou sulfametoxina ;

 Água de beber;

 Mudanças no manejo: Aumentar a temperatura


ambiente.
 Tratamento individual:

 Tilosina;

 1Omg/Kg de peso corporal;

 Via intramuscular;

 Duas vezes ao dia, por 5 a 7 dias.


ENTEROTOXEMIA CLOSTRÍDICA
 Agente causador: Clostridium perfringens tipo A, B e
D;

 Filhotes jovens que ingerem alimento contaminado ou


filhote com estresse após tratamento com anti-
helmíntico;

 Casos crônicos: pequenas úlceras no int. delgado;


ENTEROTOXEMIA CLOSTRÍDICA
 Prevenção: Vacinação de filhotes de 1 semana de
idade;

 Repetir aos 30 dias de vida, com vacinas de


Clostridium perfringens tipo B e D;

 Recomendado o uso de probióticos nos primeiros


dias de vida;

 Tratamento: Penicilinas sintéticas.


PASTEURELOSE
 Agente causador: Pasteurella multocida;

 Impede a reabsorção do saco vitelíneo;

 Apresenta sinais respiratórios;

 Tratamento: 100mg/kg de cloranfenicol e 50 mg/kg


de tetraciclina.
MICOPLASMOSE

 Agente causador: Mycoplasma sp.

 Transmissão por contato: secreções


respiratórias, órgãos reprodutivos e sangue;

 Afeta principalmente o sistema respiratório;


MICOPLASMOSE
 Sintomas:
 Fome;

 Náuseas;

 Secreção de muco espesso amarelo ou esverdeado;

 Olhos fechados por crostas e muco;

 Dificuldade respiratória;

 Conjuntivite, sinusite, traqueite, broncopneumonia e


rinite.
MICOPLASMOSE
 Diagnóstico:
 Raspagem de feridas na traquéia, pálpebras e do falo para
cultura do micoplasma;
 Histopatologia de aves mortas;
 Soroaglutinação rápida e ELISA;
 Biologia molecular.

 Tratamento: Antibióticos;

 Prevenção: Desinfetantes, remoção de excreções das


aves, evitar excesso de animais e várias espécies juntas;

 Não existe vacina.


DOENÇAS FÚNGICAS

•Aspergilose

•Candidíase

•Megabasteriose
 Podem ser relacionadas ao:

 Armazenamento inadequado dos alimentos;

 Condições de elevada umidade ambiental;

 Processo de fermentação.
ASPERGILOSE

 Agente causador: o fungo Aspergillus sp.;

 O avestruz reduz a umidade relativa do seu ar


expirado a 85%. É uma adaptação para
sobrevivência em meio árido.
ASPERGILOSE
 O mecanismo “trapping” para apanhar água,
localiza-se nos seios nasais e pode fornecer
ambiente ideal para a incubação dos
esporos do Aspergillus.

 Diagnóstico: ante-mortem é difícil.

 Controle: Fumigação e desinfecção das


instalações com formaldeído.
ASPERGILOSE
 Tratamento: recomenda-se o uso de
antifúngicos utilizados normalmente em
outras espécies aviárias.

 Anfotericina;

 Cetoconazol;

 Tiabendazol.
CANDIDÍASE

 Agente causador: fungo Candida albicans;

 Infecta aparelho digestório, provocando


desidratação e fraqueza por falta de alimento.

 Diagnóstico: O organismo é facilmente


identificado numa preparação de exsudato oral
montado em meio líquido.
CANDIDÍASE
 Sinais clínicos:
 Pseudomembrana amarelada se forma na
mucosa oral;

 Deformidades no bico são observadas devido à


necrose extensa da parte superior;

 As aves afetadas apresentam crescimento


inadequado e podem estar apáticas.
CANDIDÍASE
 Tratamento:
 As lesões orais devem ser limpas, retirando-se
as partes necrosadas;

 Nistatina líquida pediátrica três vezes ao dia;

 Loções de tiabendazol e anfotericina também


tem sido usado com sucesso comparável.
CANDIDÍASE

 Tratamento Alternativo:

 Recentemente, o cetoconazol tem sido usado


com sucesso em doses de 6mg/Kg de peso
corporal, duas vezes ao dia, em infecções que
envolvem a orofaringe.
MEGABACTERIOSE

 Agente Causador: Fungo ascomiceto Macrorhabdus


ornithogaster

 Infecções no ventrículo(moela) e proventrículo dos filhotes –


10 dias e 3 meses;

 Gastrite e conseqüente morte por inanição;

 Animais afetados apresentam comportamento normal, bicam


alimentos porém não ingere;

 Retardo no crescimento e perda de peso;


MEGABACTERIOSE
 90% mortalidade nas criações;

 Eliminação do fungo: esvaziamento sanitário das


intalações contaminadas durante 6 semanas;

 Tratamento: Antifúngicos – Nistatina, Itraconazol


e Anfotericina B;

 Associados a estimulantes gástricos e fluidos


energéticos.
DOENÇAS NÃO INFECCIOSAS
• Corpos estranhos

• Fraturas

• Síndrome do Entortamento das Pernas


CORPOS ESTRANHOS

 Se acumulam no ventrículo,
pró-ventrículo e intestinos
cessando a movimentação
digestiva;
CORPOS ESTRANHOS
 Objetos pontiagudos podem perfurar qualquer
porção do trato gastrintestinal;

 Corpos metálicos estranhos são uma fonte


potencial de envenenamento por metais
pesados;

 Pequenas impactações em filhotes causadas


por areia, pedregulhos ou materiais de cama.
CORPOS ESTRANHOS

 Tratamentos:

 Administração de óleo mineral com um cateter


gástrico;

 Tratamento cirúrgico.
CORPOS ESTRANHOS
 Cuidado especial com filhotes:

 Mantê-los sobre um substrato simples (capim seco com


folhas longas como forro para o chão ou cama);

 Introdução gradual de novos materiais para cama;

 Minimizar o acesso das aves a objetos metálicos,


além de fazer uma minuciosa vistoria nas
instalações.
FRATURAS

 Fratura de bico;

 Fratura das asas;

 Fratura das pernas.


FRATURAS DE BICO

 Fixação rígida por quatro a seis semanas;

 Suturas metálicas e materiais plásticos


como metacrilato de metil.
FRATURAS DE ASAS

 Nem sempre são notadas;

 Transporte ou manejo brusco;

 Não são necessárias para a locomoção.


FRATURAS DE ASAS

 Fixação ou amarração da asa junto ao corpo


numa posição natural;

 Três ou quatro semanas;

 Cirurgia: pino ou amputação.


FRATURAS DAS PERNAS

 Quase sempre associadas a danos extensos


aos tecidos moles;

 Reparo difícil;

 Eutanásia.
FRATURAS DAS PERNAS

Adultos Filhotes

• Características • Difícil redução • Mais leve

• Peso • Em estação em alguns


dias
• Anatomia - bípede

• Procedimentos • Sacrifício • Cirurgia

• Pós-operatório cuidadoso
DOENÇAS MÚSCULO-ESQUELÉTICAS

 Ocorre nas aves jovens em crescimento;


DOENÇAS MÚSCULO-ESQUELÉTICAS

 Causas:
 qualidade genética ruim ou endogamia;

 excesso de alimentação ou dietas muito


energéticas;

 crescimento rápido de filhotes criados em


fazendas;
DOENÇAS MÚSCULO-ESQUELÉTICAS

 desequilíbrio na relação cálcio: fósforo;

 falta de exercícios;

 estresse;

 doenças infecciosas.
DOENÇAS MÚSCULO-ESQUELÉTICAS

 Tratamento:
 Correção da alimentação

 Controle:
 Evitar cruzamentos consangüíneos

 Evitar estressar as aves

 Manejo sanitário adequado


FIM