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Espectro electromagnético

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SPECTRUM 11ºG

André Ferreira Nº2

Espectro electromagnético

Índice

Índice…………………………………………. pág – 2 Introdução…………………………………….. pág – 3 Espectro electromagnético……………………. pág – 4 Constituição do espectro electromagnético…… pág – 5 Características principais das radiações……….. pág – 7 Cálculo da energia das radiações………………. pág – 10 Natureza ondulatória da luz……………………. pág – 11
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Conclusão……………………………………… pág – 12 Bibliografia…………………………………….. pág – 13

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Introdução

A palavra espectro (do latim "Spectrum", que significa fantasma ou aparição) foi usada por Isaac Newton, no século XVII, para descrever a faixa de cores que apareceu quando numa experiência a luz do Sol atravessou um prisma de vidro, dividindo a luz visível nas várias cores que a compõem. Assim sendo espectro significa o conjunto de radiações emitidas por uma fonte de luz. O nosso trabalho irá abordar o que se entende por espectro electromagnético, a sua constituição, incluindo as principais características das radiações, e abordar também a natureza ondulatória da luz.

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Espectro electromagnético

Ilustração 1 Raios do espectro electromagnético

Espectro electromagnético
Actualmente chama-se espectro electromagnético à faixa de frequências e respectivos comprimentos de ondas que caracterizam os diversos tipos de ondas electromagnéticas. As ondas electromagnéticas no vácuo têm a mesma velocidade, sendo apenas diferente a frequência e o comprimento de onda. Simplificando electromagnéticas. o espectro electromagnético é o conjunto das radiações

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Ondas electromagnéticas As ondas electromagnéticas são uma combinação de um campo eléctrico e de um campo magnético que se propagam simultaneamente através do espaço á mesma velocidade e transportam energia (luz). Exemplo de ondas electromagnéticas

Ilustração 2

Constituição do espectro electromagnético
Como anteriormente dito o espectro electromagnético é o conjunto das radiações electromagnéticas. Logicamente a sua constituição é feitas por estas radiações, mas isto leva-nos uma dúvida mas que radiações são essas? A resposta é simples e fácil: O espectro electromagnético é constituído pelas seguintes radiações ordenadas por ordem de energia decrescente – Raios Cósmicos - Raios Gama – Raios X – Raios Ultravioleta – Luz Visível – Infravermelhos - Microondas – Ondas Hertzianas (ondas rádio e de TV). É de salientar ainda que quanto maior for a energia e a frequência menor será o comprimento de onda, e vice-versa, quanto maior for o comprimento de onda menor será a frequência e a energia de uma onda electromagnética.
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Ilustração 3 - Distribuição das radiações por ordem crescente de frequência

Ilustração 4- Distribuição das radiações por ordem crescente de comprimento de onda

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Principais radiações

Depois de se ter falado no espectro electromagnético, e da sua constituição nada melhor que falar das características dos seus constituintes, de seguida serão apresentadas as características principais de cada radiação.

Região do espectro electromagnético Raios Gama Raios X Raios Ultravioleta Luz Visível Infravermelho curto Infravermelho Infravermelho médio Infravermelho longo Microondas UHF VHF Ondas de rádio SW MW LW

Comprimento de onda (m) 10-10 a 10-13 10-8 a 10-10 10-7 a 10-8 10 a 10
-6 -7

Frequência (Hz) 1019 a 1021 1017 a 1019 1015 a 1017 1015

Características Frequência e energia alta, comprimento pequeno Única visível aos olhos humanos

7x10-7 a 10-5 10-5 a 6x10-5 6x10-5 a 3x10-4 10-1 a 10-3 1 a 10-1 10 a 1 102 a 10 103 a 102 104 a 103 1010 a 1011 109 a 1010 108 a 109 107 a 108 106 a 107 105 a 106 1011 a 1014 Frequências e energias baixas, mas comprimento de onda elevado

Nota: Estes valores são aproximados.

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A seguir será apresentada uma lista de imagens dos raios constituintes do espectro electromagnético.

Ilustração 5

Ilustração 6

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Ilustração 7

Ilustração 8

Ilustração 9

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Ilustração 10

Ilustração 11

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Cálculo da energia das radiações
A expressão que traduz a relação entre a energia de uma radiação e a sua frequência foi estabelecida por Max Planck e é dada por E = n h n, em que E traduz a energia da radiação, n o número de partículas que constituem a radiação, fotões, pacotes quantificados de energia, quanta, h a constante de Planck, que assume o valor de 6,626 x 10-34 Js e n a frequência da radiação, isto é, o número de ciclos por segundo. Assim, a energia das radiações electromagnéticas está quantificada, sendo directamente proporcional às respectivas frequências estando patente a dualidade onda partícula.

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Teoria ondulatória da luz

A teoria ondulatória da luz tem muito a ver com a noção intuitiva de onda mecânica e, em especial, com a propagação de vibrações em meios fluidos como o ar ou a água. Esta teoria foi concebida por Christian Huyghens, em 1678, tendo em consideração a propagação da luz no vácuo, assumindo a existência de um éter a permear o universo. Uma coisa importante a referir é que o conceito de Huyghens sobre a teoria ondulatória da luz era um pouco diferente da actual. Sabemos hoje em dia que os choques entre partículas elementares, átomos e moléculas, dão-se à distância, por menor que seja essa distância. Até mesmo os fenómenos ondulatórios bem conhecidos exigem que alguma coisa passe de um corpúsculo para outro. Mas no caso da luz como se propaga? A luz propaga-se sob a forma de ondas electromagnéticas. As ondas electromagnéticas são constituídas por campos eléctricos e magnéticos, tendo assim a capacidade de se movimentar independentemente de existir ou não matéria, outro facto interessante é que as ondas electromagnéticas propagam-se em linha recta.

Págin a uma Ilustração 12 - Propagação de 13 onda electromagnética

Objecto y θ Imagem no S P d2 L 1sen(θ ) objecto y

Em 1801, Thomas Young realizou uma experiência que demonstrava a natureza ondulatória da luz.

Ilustração 13 – Experiencia realizada por Tomas Young (1801)

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Na sua experiência, um objecto x com duas fendas estreitas separadas por uma distância d, são iluminadas por uma única fonte de luz. As duas fendas passam a agir como duas fontes lineares de luz. A luz que se espalha destas fontes é observada num objecto y colocado a uma distância L das fendas. O que se observa no objecto y são uma sucessão de franjas claras e escuras semelhantes às mostradas no esquema. O fenómeno é denominado interferência de ondas.

Mais tarde, em 1850, uma das experiências marcantes a dar o veredicto à teoria ondulatória da luz foi realizada por Foucault, ao constatar que em meios opticamente densos a luz propaga-se em velocidades menores do que no vácuo. Mas actualmente sabe-se que num meio opticamente denso, a luz propaga-se na mesma velocidade v com que entrou nesse meio, acontece que durante a passagem pelo meio opticamente denso, a luz vai ser alternadamente absorvida e reemitida. O apogeu da teoria ondulatória da luz coincidiu com a publicação, por James Clerk Maxwell, de uma série de artigos (1855 a 1865). Durante a construção da sua teoria electromagnética, Maxwell gradativamente foi convencendo-se da existência de um hipotético éter electromagnético. Este éter seria o responsável pela propagação da radiação como uma vibração de linha de força, Maxwell refere-se a essa radiação, como propagação de ondulações num meio não condutor, Maxwell deduz então uma fórmula que relaciona as propriedades electromagnéticas definidas na sua teoria, com a velocidade de propagação desses distúrbios electromagnéticos Ao concluir a sua teoria, Maxwell tinha plena convicção de que o éter electromagnético seria o mesmo éter luminífero das teorias óptico-ondulatórias aceites na época, mas é importante ressaltar que as ondulações electromagnéticas eram encaradas, como hipóteses. Só em 1888 as ondulações electromagnéticas é que foram produzidas e detectadas por Heinrich Hertz.

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Em resumo:
A luz propaga-se sob a forma de onda electromagnética e, graças a cientistas como Huyghens, Young e Maxwell, hoje em dia sabemos que a luz se propaga sob a forma ondas electromagnéticas sempre em linha recta, e que estas consistem na oscilação de campos eléctricos e campos magnéticos perpendiculares entre si, não precisando de matéria para se deslocarem. É importante referir também que diferentes ondas podem ter comprimentos diferentes, assim como a sua frequência e energia. Quando se fala na luz não se pode também de deixar de referenciar alguns fenómenos ópticos, como a refracção e a reflexão. Ocorre refracção da luz quando esta passa de um meio para o outro, sofrendo um desvio na sua direcção e uma mudança de velocidade. A luz sofre reflexão quando as ondas incidem em superfícies planas, ou irregulares que estejam polidas. Em superfícies planas as ondas são reflectidas no mesmo ângulo de incidência, ou seja voltam para o meio de onde vieram. (por exemplo acontece isso quando estamos em frente a um espelho, a reflexão é feita no mesmo ângulo de incidência, que permite ver a nossa imagem). Quando a reflexão é feita em superfícies irregular as ondas incidentes são reflectidas em vários ângulos (direcções), esta reflexão tem como vantagem por exemplo permitir-nos ver o que nos rodeia.

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Conclusão

Após a realização do trabalho, foi-nos possivel verificar que o Universo é mágico! Existem coisas impressionantes como o caso das radiações, que só uma pequena parte é que conseguimos ver sem aparelhos, é também impressionante o comprimento que podem atingir certas radiações. Ao longo da realização deste trabalho foi nos possível aprender o que é o espectro electromagnético e porque se chama assim, as radiações que o constituem assim como a natureza ondulatória da luz. Não foi um trabalho difícil de realizar apesar de ter dado um bom bocado de trabalho, a maior dificuldade encontrada foi a procura de informação sobre a natureza ondulatória. Em suma apesar de algumas dificuldades envolvidas, foi bastante interessante fazer um trabalho sobre este tema, pois foi-nos permitido enriquecer os nossos conhecimentos.

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Bibliografia
Websites:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Onda_electromagn%C3%A9tica http://www.pop-rs.rnp.br/~berthold/etcom/teleproc2000/Microondas/espectro.html http://www.agr.feis.unesp.br/hrsilva/SERE_CAP1_13_arquivos/image004.jpg http://files.nucleoestagiofisicoquimica0809.webnode.com http://pomathron.files.wordpress.com/2008/10/espectro.jpg http://www.aceav.pt/blogs/cristinabrinco/CFQ/ATOMO/MODELO%20de %20ATOMO.bmp http://profs.ccems.pt/PauloPortugal/CHYMICA/REM/REM.html http://www.on.br/site_edu_dist_2009/site/modulos/modulo_1/3atmosferas/radiacao.html http://www.convertworld.com/pt/comprimento/Micr%C3%B4metro.html http://web.rcts.pt/luisperna/espectro_electro.htmhttp://web.rcts.pt/luisperna/espec tro_electro.htm http://www.edumedia-sciences.com/en/a185-transverse-electromagnetic-wave http://www.edumedia-sciences.com/en/a189-electromagnetic-spectrum http://www.e-escola.pt/topico.asp?id=476&ordem=1 http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/reflexao-da-luz/reflexao-da-luz.php http://www.ecientificocultural.com/ECC2/artigos/polar03.htm

Outros:
Caderno Diário
Págin a 18

Professora Filomena Rebelo

Págin a 19

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