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27 de Outubro de 1984
Presidente Nacional Reverendo Pr. Gilson Aristeu de Oliveira
Coordenador Geral Pr. Antony Steff Gilson de Oliveira

APOSTILA Nº. 25/300.000 MIL CURSOS GRATIS EM 18 PAGINAS.

Apostila 25

BÊNÇÃOS E MALDIÇÕES:
Que Dizem as Escrituras?
Parte I
Não creio haver motivos escusos que levem os teólogos das maldições a pregar,
escrever e divulgar suas idéias acerca do que chamam "maldições
hereditárias".Não creio que seja este o caso dos autores dos livros e livretos
Bênção e Maldição ; Quebre a Cadeia das Maldições Hereditárias e Quebrando as
Maldições Hereditárias . Pelo contrário, entendo serem homens e mulheres de
Deus comprometidos com o Seu reino, mas desviados do que deve ser uma boa
hermenêutica, e um apego à boa doutrina e tradição dos apóstolos, conforme
Paulo exorta em 2Tessalonicenses 2.15: "Conservai as tradições que vos foram
ensinadas".
O Pr. Ricardo Gondim, da Assembléia de Deus Betesda, tem sobre assunto uma
posição ortodoxa, bíblica e, por isso, tradicional, e lembra no seu O Evangelho da
Nova Era que toda essa celeuma, esse desencontro doutrinário provém do que ele
chama "anarquia teológica", quando se concedem poderes independentes tanto à
bênção quanto à maldição com a capacidade de se concretizarem nas vidas das
pessoas. As inquietantes perguntas são: "existe a maldição hereditária?" É a
primeira pergunta. "Estou eu preso a um pacto feito pelos meus antepassados
com os espíritos, com o espiritismo, com o candomblé?" Creio que melhor será
fazermos um estudo, mesmo que breve, a respeito dessas palavras bênção e
maldição examinando o que diz a Bíblia sobre esse tema.

A BÊNÇÃO

A Sagrada Escritura revela que a bênção divina é uma manifestação específica e


perfeitamente reconhecível do favor dos céus, incluindo coisas como a chuva (Ez
34.26), a paz (Sl 29.11), riqueza (Pv 10.22), e outras tantas benesses que os céus

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nos tem concedido. Aliás, há todo um vocabulário da bênção.

Em hebraico a raiz é B-R-K, ou seja, a bênção que se concede a alguém. A


mesma raiz aparece na palavra berek que quer dizer joelho. Há uma proximidade,
portanto, entre o ajoelhar-se como sentimento de fraqueza diante de Deus (Na
2.10), de submissão diante do Pai (Is 45.23), para que a b'rachah (a bênção)
venha sobre o suplicante, o cultuante, o expectante de bênçãos. Significa também
berek o cuidado materno, colocar no joelho, no colo (Rs 4.20).

Outra importante palavra é baruk, usada, inclusive, como nome próprio (Baruque)
com o significado de abençoado, bendito (Benedito do latim benedictus). Deus é o
abençoador e o abençoado, o "bendito" por excelência. Por isso, concede favores
como a força (Sl 68.35), a vitória (Gn 14.20; 2Sm 18.28), uma boa esposa (Pv
19.14), promessas cumpridas (1Rs 8.15), proteção ao justo (1Sm 25.39), e, até,
boas idéias, conforme Esdras 7.27. Por essa razão, "Seja bendito o nome de Deus
para todo o sempre, porque são dele a sabedoria e a força" (Dn 2.20).

No Antigo Testamento, de acordo com o ponto de vista cristão, a bênção constitui


a mais importante categoria teológica. A Aliança e toda a promessa decorrente
feita por Deus se expressam como uma bênção messiânica (cf. Gn 12.1-3). Essa
bênção tão cantada, proclamada, esperada, anunciada é o Messias, razão porque
a palavra de Deus vai dizer:

"Vós sois os filhos dos profetas, desde Samuel e do pacto que Deus fez com
vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as
famílias da terra. Deus suscitou a seu Servo, e a vós primeiramente vo-lo enviou
para que vos abençoasse, desviando-vos, a cada um, das vossas maldades" (At
3.25,26).

Está falando de Jesus, o Cristo, e isso quer dizer que a bênção do Antigo
Testamento é a preparação da graça no Novo Testamento, é o seu prelúdio.

Assim, só Deus dá a bênção (Gn 27.28,29); toda bênção vem de Deus (Gn
49.25s), e a bênção divina domina toda a criação, e dela depende, inclusive, a
fertilidade do homem, dos animais e do campo. No Novo Testamento, os
conceitos da Antiga Aliança são mantidos, muito mais coloridos e floridos, até,
enfatizando seu caráter cristológico, espiritual e escatológico. Jesus abençoou as
criancinhas (Mc 10.16; Mt 19.13-15), os discípulos (Lc 24.50), os sinais que Ele
mesmo efetuou (Mc 6.41; 8.7), e ensinou a responder com uma bênção às
maldições que jogarem sobre nós , e que a bênção definitiva é a eterna felicidade
dos Seus, a ressurreição e a vida eterna (Mt 25.34-41; 1Pe 3.9).
Pedro sumariza a missão de Jesus Cristo (cf. At 3.26). As bênçãos que vêm de
Jesus não são os bens terrenos como no Antigo Testamento, mas a Sua graça, os
favores e bens espirituais, de acordo com Efésios 1.3:

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou
com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo".

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E, com isso, vemos que o Novo Testamento dá um tiro de misericórdia na
chamada "teologia da prosperidade", pois Jesus Cristo mesmo disse, "Pois que
aproveitará ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida?", razão
porque devemos repetir o que no final dos tempos ouviremos: "Vinde, benditos de
meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do
mundo" (Mt 25.34). A autêntica Teologia da Prosperidade, o reino reservado pelo
Criador!

A MALDIÇÃO
O livro Diario de un Exorcista, escrito pelo Pr. Win Worley e publicado pela
Hegewisch Baptist Church, dá a seguinte definição de maldição:

"Pronunciar um desejo maligno contra alguém; imprecar o mal sobre alguém;


clamar para que caia prejuízo ou dano sobre alguém; aborrecer, trazer o mal
sobre alguém; infamar, amaldiçoar, acossar com grandes calamidades".

A maldição, então, é causada por alguém que trabalha em harmonia com uma
atividade específica de espíritos malignos, segundo a teologia do Pr. Worley.
Conceitos outros são, por exemplo:
"Quando usamos os lábios para amaldiçoar, estamos chamando a nós o que
existe no inferno"
"Com nossa própria boca podemos autorizar o diabo a atuar nas circunstâncias e
nas vidas das pessoas"
"Quando uma mulher se submete ao marido, recebe proteção especial contra o
mundo dos espíritos malignos"
Tenho sérias dúvidas acerca das definições apresentadas porque sem permissão
de Deus, essas maldições não acontecem dentro da minha casa!

"Orar, impor as mãos e orações a longa distância, quando são indicadas,


inapropriadas, erradas ou mal motivadas, podem produzir resultados daninhos e
espantosos com os efeitos de uma maldição"

Vamos entender: ele está dizendo que se alguém orar erradamente, em vez de
abençoar, vai amaldiçoar a pessoa por quem está orando?! E conta histórias como
a do casal de irmãos pentecostais que "orava" pelos enfermos, e cuja esposa
julgava ter o dom da cura divina. Conta o autor que ela impunha as mãos sobre os
doentes, e piorava o estado em que se encontravam. Diz, ainda, que o esposo lia
intensamente, embora fosse um crente em Jesus Cristo, os livros de Edgard
Cayce. autor espírita norte-americano, além de outros. Com essas leituras,
recebia inconscientemente poderes ocultos do Maligno, e passava sem o saber, à
esposa, de modo que quando ela impunha as mãos sobre um enfermo, eles
ficavam em estado pior porque liberava maldições. Completa o Pr. Worley dizendo
que havia expulsado desses doentes o Príncipe (é como chama ele ao Diabo),
Enfermidades Terminais, Câncer Controlado, Distrofia Muscular, Leucemia,
Tuberculose e Doenças Cardíacas. Recomenda que se use Gálatas 3.13 e
Colossenses 2.14 para quebrar essas maldições. Isso me parece muito com certa

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apresentadora de um quadro de um programa que apresentava um programa de
tarô, búzios, etc, mandando "fazer o salmo tal" para resolver este ou aquele
problema num autêntico uso mágico da Bíblia, coisa nunca autorizada em suas
páginas.

Em Bênção e Maldição, o autor menciona a história de uma senhora que vivia


desanimada e triste. Perguntou-lhe o nome, e ela respondeu, "Maria das Dores".
Ao que ele afirmou, "A maldição está no seu nome; é preciso mudá-lo". Ela se
entregou a Jesus Cristo, e foi instruida a não mais assinar esse nome, e usar
apenas uma rubrica; desejou a senhora ser chamada Maria de Jesus em lugar do
antigo nome para evitar a maldição. Não parece o conselho dos astrólogos e
numerólogos que fizeram a cantora Sandra Sá mudar para Sandra de Sá, e o
Jorge Ben a se tornar Jorge Benjor, e o ex-presidente Fernando Collor de Mello a
assinar F. Collor? E deu bom resultado? Não tem todos esses casos, inclusive o
conselho vindo do pastor, cheiro, sabor e textura de superstição?

O mesmo autor também ensina que carros saem amaldiçoados porque quem os
fabrica em São Paulo e Minas Gerais são pessoas infiéis, e por isso, deve-se
"quebrar a maldição" Menciona, ainda, uma senhora que viu um pezinho de
abóbora entre pedras de uma construção em frente de sua casa, e dissera em tom
de brincadeira, "Eu te abençoo, ó pé de abóbora. Vamos ver o que acontece":
colheu abóboras enormes, maravilhosas?!

Segundo os teólogos das maldições, uma maldição pode ser devolvida a quem a
enviou, e se for hereditária, pode ser quebrada. No primeiro caso,

"Quando maldições são quebradas e espíritos devolvidos a quem os enviou (Sl


109.17), reverberações são geradas no mundo dos espíritos, levando os feiticeiros
a se tornar mais cuidadosos. Demônios que retornam a quem os enviou podem
ser mais vingativos, zangados, cruéis e perigosos a quem os mandou".

Por outro lado,

"Devolvendo as maldições e os espíritos que elas geraram e liberarem sobre suas


vítimas à pessoa que os enviou, você pode estar 'abençoando-as' (Sl 7.16; 9.15;
35.8; 70.2,3; 109.17; Ne 4.4)".

Quanto à herança das maldições,

"Nas vidas dos descendentes de Adão outro princípio de julgamento emerge, e


que é encontrado através da Palavra de Deus. Os filhos sofrem pelos pecados dos
pais"

O Pr. Worley se esquece de Ezequiel 18, capítulo, aliás, pouco lido, e, menos
ainda, comentado pelos teólogos dasa maldições:

"Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a

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alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. ... A alma que pecar, essa
morrerá, o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do
filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele"
(vv.4,20).

No livro Curse of the Vagabond, John Eckhardt menciona o que chama de "a
maldição do vagabundo" que se reflete nas pessoas que vagueiam de cidade em
cidade, de trabalho em trabalho, de casa em casa, de igreja em igreja, ou de
ministério em ministério, no caso de pastores. Diz o autor: "São
vagabundos".Usando como base o Salmo 107.1-8, identifica o autor no verso 4,
espíritos de Nomadismo e Solidão; no verso 5a, espíritos de Pobreza , Desespero,
Desencorajamento e Depressão. No verso 7, a libertação desses espíritos leva a
uma habitação e abrigo; e no verso 8, a libertação provoca o louvor, e é uma das
obras maravilhosas de Deus (não deixa de sê-lo).

O primeiro vagabundo da Bíblia, de acordo com Eckhardt, é Caim (Gn 4.11,12), e


em Lamentações 3.64-66 identifica o resultado dessa maldição que é dureza de
coração, e inclui Fracasso, Tragédia, Frustração, Morte, Destruição, Problemas
Familiares, Dor, Problemas Conjugais, Doenças, Problemas Mentais, Suicídio,
Aborto, Acidentes, Depressão, Tristeza, Luto, Tormento, Vergonha, Amargura etc.

Para a "quebra" das maldições, ensinam os seus teólogos, começamos por apelar
a Deus pelo perdão dos pecados dos nossos antepassados e ancestrais. O
escritor de Quebrando as Maldições Hereditárias sugere que se trace a árvore
genealógica da pessoa até a terceira geração. Colocam-se os nomes dos pais,
avós e bisavós; anota-se a nacionalidade, a raça, a religião, o tipo de morte mais
comum na família, a enfermidade freqüente, e como o casamento é avaliado
dentro da família. Há outras perguntas dentro desse quadro de levantamento da
árvore familiar. Naturalmente, ele considera básicos textos como Êxodo 20.5;
Provérbios 3.33; Salmo 37.22,28; Provérbios 17.13; 2Samuel 3.29; Salmo
109.5,6,9,10. E apesar de apresentar textos como Romanos 5.17-19, onde explica
que Deus quebrou as maldições dando-nos uma herança em Cristo, a graça, a
justificação e a vida, ainda assim, ensina a se fazer a árvore genealógica para
pedir a Deus a quebra das maldições e perdão dos pecados dos pais, avós e
bisavós?! Isso é caminhar em dois perigosíssimos terrenos! Um é o terreno
mórmon, e o outro é o católico-romano. No mórmon, a confecção das árvores
genealógicas para batismo visando à salvação dos parentes falecidos! No terreno
do romanismo, é de se indagar se já estamos fazendo orações por quem está no
purgatório! Visto que parece estar sendo criado um tipo de purgatório evangélico
com essa idéia de quebrar pecados e maldições, pedindo perdão a Deus por
pecados praticados pelos antepassados?!

Um dos teólogos das maldições afirma que se alguém orar por três ou quatro
gerações e não der certo (???), se não conseguir quebrar a maldição (como vai
saber se a maldição do tio-avô foi quebrada?), ele diz: "Quando um fenômeno
parece resistir à quebra de uma maldição, vá a quinze ou vinte gerações". Isso é
complemente fora de sentido! Observe-se que mesmo que se "quebrem" as

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maldições, há outros descendentes dos antepassados (tios, irmãos, primos) nos
quais os problemas vão permanecer. E como explicar?

Aqui uma Fórmula para quebrar maldições

"Em nome de Jesus Cristo, eu repreendo, quebro e liberto a mim mesmo e minha
família de qualquer e todas as maldições malignas, feitiços, encantamentos,
bruxarias, magias, todo azar, todos os poderes psíquicos, fascínio, feitiçaria,
poções amorosas, e orações psíquicas que têm sido postas sobre nós até dez
gerações atrás em ambos os lados da minha família.

"Quebro e liberto a mim mesmo de espíritos associados ou relacionados a


qualquer pessoa ou pessoas, a qualquer fonte de ocultismo ou psíquica. Eu te
peço, Pai Celeste, que os faça voltar a quem nos enviou! (Gn 12.3,28; 27.29; Dt
30.7; Sl 109.17-19). Que quem ama a maldição a receba em si mesmo".

Pronto! Acabamos de virar pai-de-santo evangélico, babalorixá cristão, e discípulo


de Cristo amaldiçoador, quando ensina a palavra de Deus:

"Abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis" (Rm 12.14);

"Finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, cheios de amor


fraternal, misericordiosos, humildes, não retribuindo mal por mal, ou injúria por
injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; porque para isso fostes chamados, para
herdardes uma bênção" (1Pe 3.8,9);

"Bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam" (Lc 6.28; cf. 1Co
4.12).

QUE DIZ A ESCRITURA SOBRE AS MALDIÇÕES

Não se deve julgar a maldição no Antigo Testamento de acordo com a concepção


politico-religiosa do mundo de hoje. Esse é o grande problema: tomar as
categorias de um outro mundo, semita, de quatro mil anos atrás, complemente
distinto no seu modo de pensar do modo grego que é o nosso. Quer dizer, as
palavras têm outras categorias; não podemos simplesmente ler algo que foi escrito
numa categoria de pensamento oriental (e nós somos ocidentais), há quatro mil
anos (quando somos quase do século 21), e dizer que valem a mesma coisa.

É aí que vem a hermenêutica, uma atualização do que se disse no passado para


as realidades do presente. Afinal, havia algumas relevantes variáveis em relação
ao tempo atual. Naquele tempo, não havia ordem pública policiada. Era diferente!
Hoje temos a segurança trazida pela ordem policial. Naquele tempo, se uma
pessoa se sentisse ameaçada, jogava uma maldição naquele ou naquilo que o
ameaçava. No mundo antigo, uma maldição era pior que a presença de um
policial.

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Por outro lado, não havia investigação de crimes com a perícia técnica,
laboratórios, depoimentos, etc.: criminosos e soldados inimigos temiam a vingança
em forma de palavra.

Um escravo falsamente acusado usava desse recurso. Lembra o livro dos


Provérbios:

"Não calunies o servo diante de seu senhor, para que ele não te amaldiçoes e
fiques tu culpado" (30.10).

O escravo não podia recorrer à justiça processando alguém por perdas e danos;
então, esse era o seu único recurso. O teólogo Von Imschoot lembra que a
maldição era, quantas vezes, a única arma do oprimido. Um pessoa oprimida só
tinha como se vingar lançando uma praga em alguém. Também o pobre faminto:

"Ao que retém o trigo o povo o amaldiçoa; mas bênção haverá sobre a cabeça do
que o vende" (Pv 11.26).

Já imaginaram o que aconteceria com esses comerciantes que escondem


mercadoria para aumentar o preço? E o explorado pelo agiota?

"Ai de mim, minha mãe! porque me deste à luz, homem de rixas e homem de
contendas para toda a terra. Nunca lhes emprestei com usura, nem eles me
emprestaram a mim com usura, todavia cada um deles me amaldiçoa" (Jr 15.10).

Afinal, para os orientais antigos (assírios, cananeus, hebreus, e outros), a


maldição, como a bênção, era considerada uma força ativa, como algo
extremamente concreto, estava em conexão com o poder da palavra, e era tanto
mais eficaz quanto mais perto de Deus se encontrasse quem amaldiçoava, quanto
maior fosse o pecado conhecido, e quanto mais importante fosse o bem protegido
pela maldição.

Há, também, todo um vocabulário da maldição. A raiz em hebraico é 'arar, que


significa maldizer, amaldiçoar, falar mal. Daí vem meerah significando maldição.
Há outras palavras (qabab, naqab, za'am), mas o sentido de todas elas é desejar
mal a outrem (Gn 12.3), quando se confirma a própria promessa (Jó 31.30), ou
como garantia da verdade de seu testemunho perante a lei .

Quando Deus pronuncia uma maldição, é sempre uma denúncia do pecado, e um


julgamento. Por essa razão, quem sofre as conseqüências do pecado, por motivo
do julgamento divino, é chamado de maldito, anátema.

Voltando ao que já observado, para os hebreus, uma palavra não era


simplesmente um som ou um grupo de fonemas, mas um agente enviado : tinha
vida. São os casos da bênção e da maldição, e daí que, em Mateus 8.8, o
centurião exclama: "Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado,
mas somente dize uma palavra". Bastava essa palavra ser dita, e atingiria o seu

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servo. O mesmo ocorre no verso 16:

"Caída a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele com a sua palavra


expulsou os espíritos, e curou todos os enfermos".

E, ainda:

"Jesus lhe respondeu (a Satanás): Está escrito: Nem só de pão viverá o homem,
mas de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4.4; Dt 8.3), porque, por trás da
palavra, está Aquele que a criou.

A maldição é, na Bíblia, um perigo para o surdo porque ele não pode se defender.
Alguém lhe joga uma praga, e ele não tem com revidar, e nem pode pedir uma
bênção do Senhor quando a maldição estiver em curso, razão porque é proibida
de acordo com Levitico 19.14: "Não amaldiçoarás ao surdo...; mas temerás a teu
Deus. Eu sou o Senhor" (cf. Mt 11.15).

A mesma aliança que Deus faz com Israel é uma aliança de bênção e maldição.
Assim também, o evangelho de Cristo é uma aliança de bênção e de maldição:
"Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não
verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36).

A maioria das maldições cai em uma das seguintes categorias: declaração de


castigos, declaração de ameaças ou proclamação de leis. E, em todos os casos,
as maldições são reflexo de violação de relações com Deus: é a idolatria, o
desrespeito aos pais , enganar o próximo, aproveitar-se da desvantagem de
alguém, aberrações sexuais, propina, a falta de observância da lei de Deus.

LIÇÕES

1. Só Deus é o Senhor absoluto de todas as declarações de 'arur (maldito). Por


essa razão, só Ele pode amaldiçoar alguém, uma coisa ou uma terra.

2. Ele pode reverter bênçãos, e torná-las maldições.

3. É por natureza amaldiçoado o perverso, o criminoso, quem viola os


mandamentos, quem não desempenha seu encargo sagrado.

4. Quem age dentro da esfera do proibido pelo Senhor é maldito, por outro lado,
baruk é quem edifica sua vida no temor e poder de Deus, ou seja, é abençoado
quem tem como alicerce a Cristo. É, no entanto, 'arur (amaldiçoado) quem confia
no próprio poder ou no poder humano. Jeremias, o profeta, já falava sobre isso:
"Maldito o varão que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu
coração do Senhor" (17.5,7). Queremos, aliás, esclarecer que este texto não quer
dizer que se tem de olhar desconfiado para o vizinho; não diz que é maldito quem
confia no vizinho; maldito é aquele que não reconhece que toda força humana é
fraqueza diante do poder de Deus.

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MALDIÇÃO E NOVA ALIANÇA

O problema da maldição não é a palavra em si. À luz do Novo Testamento, o


problema da maldição é o sentimento que a provoca. Jesus abordou esse assunto
quando, no Sermão da Montanha, disse: "Todo aquele que se encolerizar contra
seu irmão será réu de juízo" (Mt 5.22a). É o sentimento, pois "Todo aquele que
disser a seu irmão: Raca (terrível palavra na língua aramaica), será réu diante do
sinédrio; e quem lhe disser: Tolo (imbecil), será réu do fogo do inferno" (Mt 5.22b),
porque por trás dessas palavras está o sentimento que faz com que elas sejam
pronunciadas. O problema é o coração, a consciência, a mente que planeja e
executa. E aqui está a palavra de Jesus: " Raça de víboras! como podeis vós falar
coisas boas, sendo maus? pois do que há em abundância no coração, disso fala a
boca" (Mt 12.34). E, naturalmente, isso vale para a bênção (1Jo 3.18)! Palavras de
bênção ou de maldição em si não são absolutamente coisa alguma segundo
ensina Tiago:

"Se um irmâo ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano,
e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes
desdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso?" (2.15,16).

Assim, para quem está em Cristo, para quem é nova criatura, maldição,
condenação, juízo não mais existem! E, realmente, não mais existem por causa da
cruz de Jesus Cristo:

"Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele
me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, ma já passou da morte para a
vida" (Jo 5.24);

"Portanto, agora nenhuma condenção há para os que estão em Cristo Jesus" (Rm
8.1).

Cristo redime da maldição todo o que nEle crê, sendo Ele mesmo feito maldição
por nós, de acordo com Gálatas 3.13:

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se, fazendo-se maldição por nós;
porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro".

Cristo levou o símbolo da maldição quando na Sua cabeça foi posta uma coroa de
espinhos (Mt 27.29). É esse evangelho que traz a bênção! No entanto, para quem
prega um falso evangelho, deturpado, sem coroa de espinhos, sem Calvário, sem
dor, para esse há sempre e sempre uma maldição. Lemos na Escritura:

"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho
além do que já vos pregamos, seja anátema (maldito). Como antes temos dito,
assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do
que já recebestes, seja anátema (maldito)" (Gl 1.8,9).

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Não! Jesus Cristo não fez trabalho pela metade! Pensar assim, equivale a dizer
que Ele salva, mas não batiza no Espírito Santo; que nos resgata da maldição,
mas continuamos tendo na alma, nos ombros, em cada fibra moral, espiritual e
física as maldições dos antepassados! Não! Jesus Cristo faz a diferença, e essa
maldição foi quebrada pelo perdão de Deus em minha vida, em sua vida; pelo
perdão meu àqueles que me ofenderam (cf. Rm 12.14); pelo amor, portanto (Mt
5.44; Cl 3.13). É exatamente o contrário da Antiga Aliança que diz, "Amaldiçoado
seja quem te amaldiçoar'(Gn 12.3), enquanto a Aliança da Graça diz, "Abençoado
seja quem te amaldiçoar" (Lc 6.28). Sim; porque Jesus Cristo faz a enorme
diferença!

"Quebrar a maldição" pela cruz não significa, porém, que após mim vem uma
geração de não-pecadores. Pois mesmo na genealogia de Jesus, encontramos
uma Raabe (ex-prostituta de Canaã), mãe de Boaz; encontramos Rute (ex-idólatra
de Moabe) que casou-se com Boaz, sendo os pais de Obede, avô de Davi, de
quem descendeu Jesus, o Cristo. Mas também de Davi descendeu Absalão. Davi
era um salvo, mas dele veio um rebelde que trouxe juízo para si (cf. 2Sm 15); um
que foi conspirador, polígamo e idólatra (1Rs 2.11); e Roboão, neto de Davi, era
ímpio, e não deu ouvidos aos bons conselhos, tendo dividido o reino (1Rs 14.21),
e Abião, bisneto de Davi, ímpio (1Rs 15.1-8).

No entanto, Asa, irmão de Abião, foi reto aos olhos de Deus (1Rs 15.9ss), e Jesus
descende de Davi pela linha de Salomão, Roboão, Abias, Asafe, Josafé, Jorão, e
outros.

Quem vive nesse esforço de "quebrar maldições hereditárias" de crentes em


Jesus Cristo, melhor faria em pregar o evangelho para fazer discípulos, porque
Jesus nunca ensinou que deixaria Sua missão incompleta! Pelo contrário, observo
a palavra de Deus em Jesus Cristo dizendo: "A minha comida é fazer a vontade
daquele que me enviou, e completar a sua obra". Mais adiante dirá:). E,
finalmente, depois de ter tomado vinagre na cruz: "Está consumado (Pronto, Meu
Pai, acabei de fazer tudo o que Eu tinha de fazer para a salvação de todo aquele
que crê..)

Irmão querido, amada irmã, você já saiu do reino das trevas para a maravilhosa
luz! As trevas da maldição já foram espantadas pela luz do evangelho do reino,
como bem o declarou 1Pedro 2.9.Realmente, todo o poder está em Cristo, todo o
poder está com Cristo, e todo o poder é de Jesus Cristo (Mt 28.18). Essa
autoridade, esse poder foi conquistado na cruz e na ressurreição. E Paulo o diz
tao bem: "e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente
e deles triunfou na mesma cruz" (Cl 2.15). Sim, na cruz a nota promissória que
devíamos ao Agiota-mór foi paga por Jesus Cristo: "e havendo riscado o escrito da
dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário,
removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz" (Cl 2.14).

O problema é que se confunde maldição com efeitos do pecado, por isso que diz a

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Escritura: "Pois quem faz injustiça recebrá a paga da injustiça que fez; e não há
acepção de pessoas" (Cl 3.25). Se um homem tem uma vida desregrada,
estragada, prejudicada no pecado, e pega uma sífilis, vai passá-la aos filhos.
Pecado não se transmite como uma herança maldita, mas os efeitos do pecado,
sim. Um homem de vida impura, degenerada, dissoluta vai levar sífilis ou a AIDS
para casa. Um ambiente degenerado vai trazer à luz filhos degenerados porque
isso é sistêmico. O Pr. Ricardo Gondim (p.116) lembra que se as maldições
familiares se transmitissem automaticamente (Ex 20.5), também as bençãos do
verso 6 deveriam ser automáticas. No entanto, a fé não salva automaticamente a
geração seguinte. Ezequiel 18, texto nunca comentado pelos teólogos das
maldições hereditárias, nos assegura no verso 20 que esse capítulo (o das
herança das maldições) é má interpretação da palavra de Deus. E se o irmão
amado, minha irmã querida crê em 1João 1.9 ("Se confessarmos os nossos
pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a
injustiça"), fiel é o Senhor para perdoar maldições e desgraças todas no passado
e nos purificar de toda injustiça, e não precisa viver ansioso, nervoso, neurótico,
assustado, "quebrando" infinitas maldições até a vigésima geração antes do
irmão, porque quando Jesus Cristo o perdoou, você foi purificado, você foi tornada
pura, minha irmã, por esse sangue de Jesus Cristo na cruz .

Agora, a ordem que temos é a de Efésios 4.27: "nem deis lugar ao Diabo", para
que não me exponha deliberada e conscientemente ao pecado e me torne
vulnerável ao Inimigo-de-nossas-almas (cf. Hb 3.13).

A SEGURANÇA DO CRENTE

Nós temos segurança! Está descrita em Romanos 8.31-33:

"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos
nós, como não nos dará também com ele todas as coisas? Quem intentará
acusação contra os escolhidos de Deus?" (cf. vv. 34-39).

E quem não se posiciona em Cristo permanece em condenação, é brinquedo de


Satanás (cf. 2Co 5.17), e continua sob maldição (Ef 2.1-3). É verdade que temos
uma feroz, constante, árdua batalha espiritual a vencer! Lutamos contra os
poderes do mal (Ef 6.12); o Inimigo quer nos levar ao pecado; quer que
duvidemos, e precisa dúvida maior que esta de fazer desacreditada a obra
completa de Jesus Cristo, dizendo que ainda estamos debaixo de maldição?
Paralela a isso, só a anticristã, anti-evangélica idéia de que o crente pode perder a
salvação...

Quer quebrar maldições? Eis a fórmula: seja um evangelista! Cada vez que o
irmão ganha para Jesus Cristo uma vida, a maldição sobre aquela vida é
quebrada; Satanás se torna impotente! Mas não confunda problemas emocionais,
memórias mal curadas, pesadas heranças de uma infância sem carinho, de
adolescência mal cuidada, ou casamento mal amado com maldições dos

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antepassados! Não confunda problemas da psiquê (tristes heranças genéticas ou
causados por rejeição, traumas, machucões) com maldição da bisavó! Não ande
desenhando árvore genealógica para tirar de um "purgatório evangélico" os
parentes que já faleceram. Isso é heresia! É, como foi dito, combinação de
doutrinas católico-romanas com doutrinas do mormonismo! É a velha tendência de
pregar o evangelho e mais alguma coisa porque só o evangelho é considerado
insuficiente?! Há quem pregue o batismo infantil para a salvação, ou Jesus e
Maria como mediadores; outros grupos s pregam o batismo nas águas e o batismo
no Espírito Santo como segunda bênção; a guarda da Lei tem sido anunciada e
evidenciada na guarda do sétimo dia (ou guarda o sábado ou perde a
salvação?!);e neopentecostais e carismáticos com a salvação mais a quebra de
maldições hereditárias para que seja tornada completa a obra de Cristo?!

Olhe para o Calvário! Quer quebrar maldições? Olhe para a cruz, porque ali Jesus
foi considerado "amaldiçoado":

"levando ele mesmo (Jesus Cristo) os nossos pecados em seu corpo sobre o
madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e
pelas suas feridas fostes sarados" (2Pe 2.24).

Ali, Ele tomou sobre Si nossas enfermidades (ou seja, maldições), nossas dores
(maldições), nossas feridas (maldições), os nossos machucões, os nossos
pecados!

É; a "Teologia das Maldições Hereditárias" é o evangelho sem cruz, sem Calvário,


sem dor, e é o evangelho da vingança. Se eu sou um acúmulo de maldições de
gerações passadas (meus pais, avós, bisavós, trisavós), as maldições têm que ser
quebradas em mim. Todo esse refugo, esse lixo de pecado, essa tralha, essa
imundície é minha, e vai para a cruz de Jesus Cristo! Eu tenho consciência, no
entanto, do que ensina a palavra de Deus, e sei que nunca vou ouvir dos lábios de
Jesus esta expressão tão cheia de dor: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo
eterno preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41), por uma razão:

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está
escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro" (Gl 3.13).

E, assim:

"agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Rm 8.1).

Sim; há um lugar onde as maldições são quebradas: NA CRUZ, e isso acontece


na sua vida quando você recebe a Jesus Cristo. Há uma maldição que é
irrevogável, e nunca poderá ser quebrada. É a de Mateus 25.41: "Apartai-vos de
mim, malditos, para o fogo eterno". É a dor dos que estão ao lado de Satanás. No
entanto, no destino final, na herança final, no dia final, na Jerusalém eterna,
encontro esta expressão: "ALI NÃO HAVERÁ JAMAIS MALDIÇÃO". E fora da
Jerusalém Eterna ficarão os malditos ("Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os

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adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira" ). E, à
luz do Novo Testamento, estes que isto praticaram, e não foram libertos pelo
sangue do Cordeiro de Deus, porque quem o foi quebrou esta maldição! Que o
Senhor nos abençoe!

Leituras Sugeridas]
CODER, S. Maxwell. Blessing. In: EVANS, William. The Great Doctrines of the
Bible. Ed. Ampliada. Chicago, Moody, 1976. P. 280-281.
________. Curse. In: EVANS, op. cit. p. 284.

ECKHARDT, John. Curse of the Vagabond and Why Does Deliverance Take So
Long? Lansing, IL, H.B.C., 1989.

GONDIM, Ricardo. O Evangelho da Nova Era. 2a ed. SP, Abba Press, 1993.

HAMILTON, Victor P. ('Arar) To curse. In: HARRIS, R. Laird et al.(Orgs.).


Theological Wordbook of the Old Testament. Vol. 1, 2a impressão. Chicago,
Moody, 1981. P. 75-76.

HICKEY, Marilyn. Quebre a Cadeia da Maldição Hereditária. São Gonçalo,


ADHONEP, 1988. Trad. A. A. Vassão.

KIVITZ, Ed René. Quebrando as Maldições. In: UNIJOVEM. Ano XII, no. 53


(4T94), p. 18-22.
LINHARES, Jorge. Bênção e Maldição, 2a ed. Venda Nova, Betânia, 1992.

MOTYER, J. A. Maldição.In: DOUGLAS, J. D. et al. (Orgs.). Novo Dicionário da


Bíblia. Vol. 2. SP, Junta Editorial Cristã, 1966. Trad. J. Bentes. p. 987 - 988.

OSWALT, John N. (Barak) To kneel, bless, praise, salute, curse. In: HARRIS, Op.
cit. p. 132-133.

RODOVALHO, Robson. Quebrando as Maldições Hereditárias. Goiânia, Koinonia,


1991.

SCHARBERT, Josef. Blessing. In: BAUER, Johannes B. (Org.). Encyclopedia of


Biblical Theology. NY, Crossroads, 1981. P. 69-75.
________. Curse.In: BAUER, Op. cit. p. 174-179.

TERRA, J. E. M. Teologia da Bênção na Sagrada Escritura e Religião Popular. In:


Revista de Cultura Bíblica (RCB). Vol. VIII (nos. 29/30), 1984. P. 3-18.
________. A Maldição na Sagrada Escritura. In: RCB, p. 37-42.
________. Bênção no Antigo Testamento. In: RCB, p. 37-72.
________. A Bênção no Novo Testamento. In: (RCB), p. 80-88.

VAN IMSCHOOT, P. Bênção. In: VAN DEN BORN, A. (Org.) Dicionário


Enciclopédico da Bíblia. 2a ed. Petrópolis, Vozes, 1977. Trad. F. Stein. P. 170-

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 13


171.
________. Maldição. In VAN DEN BORN, Op. cit., p. 927.

WENHAM, John W. O Enigma do Mal. SP, Vida Nova, 1989. Trad. M. L. Redondo.

WORLEY, Win. Eradicating the Hosts of Hell. Lansing, IL, H.B.C., 1983.
________. Curses and Soul Ties/ Binding and Loosing Spirits. Reimpr. Lansing,
IL.: HBC, 1990.
________. Warfare Prayers. Revisado. Lansing, IL, H.B.C., 1991.
________. Diario de un Exorcista. Lansing, IL, HBC, s/d. Trad. F. Boshold et al.

Parte II
MALDIÇÃO HEREDITÁRIA
O que é maldição? Vejamos:
Dicionário Aurélio: "Ato ou efeito de amaldiçoar ou maldizer". Maldizer: "praguejar
contra; amaldiçoar". Maldito: "Diz-se daquele ou daquilo a que se lançou
maldição".
Dicionário Teológico: "Praga que se arroga a alguém. Locuções previamente
formadas encerrando desgraças e insucessos".
Bíblia Online: "Chamamento de mal, sofrimento ou desgraça sobre alguém" (Gn
27.12; Rm 3.14).
Os que quebram a Lei estão debaixo de maldição. Cristo nos salvou dessa
maldição, fazendo-se maldição por nós (Gl 3.10-13)".
Difícil é conciliar a "Teologia da Maldição Hereditária" com a Palavra. Os que
defendem a existência de crentes amaldiçoados por maldições provindas de
antepassados, admitem que é possível estarmos de posse de uma herança
maldita, por nós desconhecida, e difícil de ser detectada no tempo e no espaço. O
remédio seria QUEBRAR, ANULAR, AMARRAR, REPREENDER essa maldição.
Feito isso, o crente ou não crente estaria leve, liberto e livre de todo peso. Nem ele
nem os seus descendentes sofreriam mais os danos desse mal. A maldição
hereditária – segundo os que a defendem – surge em decorrência de um trabalho
de feitiçaria ou de qualquer outra ação maligna lançada contra outra pessoa (a
vítima). Uma pessoa em sofrimento pode ter sido consagrada, antes ou depois do
seu nascimento, às entidades demoníacas. Uma palavra má pode ter sido lançada
sobre a vida de uma família, que nunca prosperará e será vítima de enfermidades
e angústias.

As pessoas sem temor a Deus, sem vida em Cristo, sem vida no altar, estão
sujeitas a problemas muito maiores do que esses, pois estão condenadas à morte
eterna. Sem Cristo a maldição nunca acaba Vejamos quais as promessas para os
que aceitarem a salvação que há em Cristo Jesus:

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que
não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Romanos 8.1). Poderia
ocorrer o caso de os salvos em Cristo carregarem, ainda, maldições herdadas?

"Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já

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passaram, tudo se fez novo" (2 Coríntios 5.17). Ocorreria uma situação em que o
NOVO carrega, ainda, coisas velhas?

"Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele
que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da
morte para a vida" (João 5.24). Dar-se-ia o caso de alguém entrar no céu,
carregando maldições?

"Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os
outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1.7).
A maldição lançada contra os salvos seria mais eficaz do que o sangue de Jesus?
Mais poderoso não é Aquele que está em nós?

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (Gálatas
3.13). Jesus tomou sobre si nossas maldições, e carregou nossos pecados.

"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8.36). Dar-se-ia
o caso de o crente ficar livre das correntes do pecado, mas permanecer amarrado,
ainda, às maldições resultantes de pecados cometidos por seus antepassados?

"Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que,
mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça. Pelas suas feridas
fostes sarados" (1 Pedro 2.24). "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-
se maldição por nós" (Gálatas 3.13). Morremos para o mundo e para o pecado,
mas não teríamos morrido para possíveis maldições sobre nós lançadas? A cruz
nos salvou da maldição da lei, mas o sangue de Jesus teria sido impotente para
nos livrar de maldições hereditárias?

Fica difícil de imaginar que uma pessoa beneficiária de tantas bênçãos possa
carregar sobre si o fardo das maldições. A solução para livrar-se delas é aceitar a
salvação que há em Cristo Jesus. As maldições não alcançarão os justos, porque
os muros de nossa fortaleza espiritual estão íntegros, sabendo-se que "a maldição
sem causa não virá" (Provérbios 26.2). Aos que se julgam debaixo de maldição,
Jesus faz um convite e uma promessa: "Vinde a mim todos os que estais
cansados e oprimidos e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28).

Parte III
A MALDIÇÃO DO HALLOWEEN
A partir do que aconteceu no jardim do Éden, o homem passou a gostar das
coisas impuras. Existe em cada ser humano uma tendência para o mal, para o que
é maligno, diabólico. Na sua condição natural, não recriado, não regenerado,
estando em abismo, procura outros abismos. Assemelha-se a esses exploradores
de cavernas: quanto mais se infiltram por buracos negros, mais vontade têm de
continuar descobrindo coisas novas, emocionantes e sensacionais. Para esses
exploradores, não importa se a caverna ou os abismos possuem dragões,
vampiros, aranhas gigantescas ou fantasmas. Como na corrida do Trem
Fantasma, não importa se no caminho surjam caveiras, mortalhas, gorilas ou

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demônios; importa a emoção, o prazer, o delírio, o devaneio, a surpresa.

UM POÇO SEM FIM


A humanidade pecadora deleita-se com o imundo. Os apetites bestiais são mesmo
insaciáveis. Vejam as festividades carnavalescas: três dias anuais não mais
atendiam aos desejos da carne. Em razão dessa necessidade premente, criou-se
em várias cidades, com o pronto consentimento dos governantes, o carnaval fora
de época: "O inferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca
se satisfazem" (Provérbios 27.20). "Um abismo chama outro abismo" (Salmos
42.7). Ora, se o povo clama por um bezerro de ouro, façamos a vontade do povo.
Os abismos se sucedem. Dentro da caverna tenebrosa do mundo pecador há
avenidas com vitrinas especialmente preparadas pelo Diabo para exposição de
seus produtos. Há mercadoria para todos os gostos: para rico, pobre, preto,
branco, analfabeto ou erudito. Em determinado local, uma vasta exposição dos
produtos do movimento Nova Era, onde o curioso descobrirá que "o homem é
Deus". Sendo Deus, ele seguirá até mais fortalecido para continuar descendo.
Noutra ala, encontrará a vitrina da consulta aos mortos. O explorador poderá
conversar com um parente que esteja no além, ou, se desejar emoções fortes,
optará por oferecer seu corpo para ser visitado por um espírito qualquer. Nesse
stand, instalados sob pirâmides purificadoras, enfileiram-se os adivinhadores com
seus apetrechos: búzios, baralho cigano, bola de cristal, tarô, mapa astral, tudo
destinado a predizer o futuro e indicar novos caminhos. Numa determinada sala o
explorador poderá praticar meditação transcendental; ficará com sua mente
passiva por algumas horas, em estado alfa, recebendo as "boas" mensagens do
além. Esta ala é mais visitada pelos eruditos. Para os menos exigentes, ou de
percepção menos aguda, os terreiros oferecem feitiçarias de vários tipos.
Caboclos, guias e orixás fazem a festa dos visitantes.

O PERIGO DAS TREVAS


Em busca de novos abismos, os homens resolveram prestar uma homenagem a
um deus chamado Diabo. Então, pensaram em fazer uma festa num determinado
dia do ano. Uma festa que em tudo se identificasse com o homenageado: a
indumentária, o ambiente, os participantes, as alegorias. Daí surgiu o Dia das
Bruxas, versão brasileira do Halloween, comemorado no dia 31 de outubro. Os
participantes vestem-se a caráter, isto é, com as cores da igreja do Diabo: preto e
vermelho; a maioria usa só a cor preta, caracterizando a situação de trevas sobre
trevas. As máscaras são as mais imaginativas: Diabo, vampiro, bruxa, morcego,
morte, caveira, monstros, fantasmas, tudo que tenha identidade com o maligno. O
Diabo certamente teria muita alegria em falar assim a essas bruxas: "Quanto à
indumentária está tudo bem. Vocês sabem que as cores da minha preferência são
preto e vermelho. Minha maior alegria é ver homens, mulheres e crianças, de
todas as idades, línguas e nações, empunhando as cores da bandeira do meu
reino. Um detalhe: as máscaras usadas por vocês ou as pinturas e fantasias, em
nada se assemelham ao original. Eu não sou tão bonito como se pinta por aí". É
evidente que há imperfeições, porque ninguém é perfeito. Mas os promotores
desses eventos se esforçam para que a decoração em tudo dê a impressão de
que o reino das trevas está ali naquele local, naquele ambiente festivo. E está. O

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Diabo está ali, de corpo presente ou representado. Creio que a maioria dos
participantes do Dia das Bruxas desconhece o grau de contaminação maligna a
que ficam expostos. Certamente acredita tratar-se de mais uma festa, mais uma
novidade. As "bruxas" estão ali para se divertirem e, com esse intuito, sujeitam-se
às regras do jogo. Desconhecem as origens satânicas do Halloween; não sabem
que nessa data os satanistas honram a Satanás com sacrifícios humanos; não
sabem que essa prática iniciou-se há muitos séculos entre os druídas - sacerdotes
dos Celtas - que vestiam suas fantasias, esculpiam em nabos ocos caricaturas de
demônios, e saíam pelas ruas amaldiçoando as pessoas que lhe negavam
alimentos. Em determinado site sobre satanismo li que o dia 31 de outubro é a
festa da luxúria [sensualidade, lascívia] e da indulgência [tolerância]. Que tipo de
indulgência podemos esperar de Satanás? A verdade é que grande é o perigo
para quem participa do Dia das Bruxas, dada a grande a probalidade de
contaminação. O Diabo, num sinal de agradecimento pela homenagem, não
hesitará em designar um de seus anjos para acompanhar a "bruxa" pelo resto da
vida. Algum mal nisso? Muitos males. Jesus afirmou que "o ladrão [o diabo] só
vem para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em
abundância" (João 10.10). O Diabo entra na vida dos homens para roubar a paz,
roubar a saúde, roubar os recursos financeiros; para causar a morte espiritual, e,
não raro, a morte física; para destruir a família, o lar, a comunhão com Deus. Daí
as insônias, os medos, as superstições, as doenças inexplicáveis, os tremores, os
vícios, a possessão. Convém sabermos que bruxa ou bruxo é aquela ou aquele
que faz bruxaria, e bruxaria é sinônimo de feitiçaria, magia negra, curandeirismo,
ocultismo, adivinhação, astrologia, e demais atividades ligadas ao poder das
trevas. Há

A LUZ QUE LIBERTA


"A condenação é esta: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas
do que a luz porque as suas obras eram más" (João 3.19). Só existe um nome,
uma Pessoa, que pode libertar o homem contaminado por demônios: é o Senhor
Jesus. Ele mesmo afirmou isso: "Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis
livres" (João 8.36). A Bíblia nos ensina que devemos pensar e fazer somente o
que é verdadeiro, amável, justo e puro, e que "todo o nosso espírito, alma e corpo
devem ser conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Salvador Jesus
Cristo" (1 Tessalonicenses 5.23). Uma pessoa que se fantasia de bruxa, coloca
máscaras com motivos demoníacos e passa horas a fio num ambiente de trevas,
estaria conservando seu corpo alma e espírito irrepreensíveis? Não, pelo
contrário, estaria invocando o poder das trevas; desejando maior aproximação
com os demônios. A Palavra ainda adverte: "Não vos voltareis para médiuns, nem
para os feiticeiros [bruxos], a fim de vos contaminardes com eles" (Levíticos
19.31). "Ninguém pode servir a dois senhores. Ou há de odiar a um e amar o
outro, ou se devotará a um e desprezará o outro" (Mateus 6.24). Não podemos ser
ao mesmo tempo servos das trevas e servos da luz. Ou somos filhos de Deus ou
filhos do Diabo. Quem serve ao Diabo com alegorias, fantasias, licores, danças e
outras coisas mais, não é servo do Altíssimo. Mas haveria uma saída para quem
está contaminado? Jesus responde: "Vinde a mim todos os que estais cansados e
sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28). "Eis que estou à porta, e

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bato; Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com
ele cearei, e ele comigo" (Apocalipse 3.20). Quem está enlaçado ao Diabo deve
saber que o Senhor Jesus veio "para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos
cegos, pôr em liberdade os oprimidos" (Lucas 4.18). Porque "em nenhum outro há
salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os
homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4.12).

Convenio FENIPE e FATEFINA Promoção dos 300.000 Cursos


Grátis Pelo Sistema de Ensino a Distancia – SED
CNPJ º 21.221.528/0001-60
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173/173 vº, Fundada em 01 de Janeiro de 1980, Registrada em
27 de Outubro de 1984
Presidente Nacional Reverendo Pr. Gilson Aristeu de Oliveira
Coordenador Geral Pr. Antony Steff Gilson de Oliveira

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