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BATALHA ESPIRITUAL NO CASAMENTO

“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te
deu debaixo do sol, todos os dias da tua vida vã; porque este é o teu quinhão nesta
vida, e do teu trabalho, que tu fazes debaixo do sol.” (Eclesiastes 9.9)
CAPÍTULO 1
IDENTIFICANDO UM CASAMENTO EM CRISE

Assim que me casei, ainda no período de lua de mel, visitei um casal de amigos
que estava casado há mais de 17 anos. Eles conversaram bastante conosco, e na
intenção de mostrar o valor de um bom casamento, disseram-me que eu e minha
esposa jamais deveríamos discutir ou nos desentender. Afirmaram ainda: “Nós mesmos
já temos 17 anos de casados, e nunca discutimos”.
Eu e minha esposa saímos daquela casa motivados, e certos que seria facilmente
possível termos um casamento sem brigas, mas esta certeza durou apenas algumas
semanas. Logo veio a primeira discórdia, a primeira discussão. Naquele momento veio
sobre nós um peso gigantesco da irresponsabilidade, e nos culpamos, pois concluímos:
Por causa desta discussão, jamais poderemos dizer: “Nunca discutimos”.
Com o passar do tempo, e com a experiência conjugal e pastoral, descobrimos
que é impossível um casal viver sem jamais haver ao menos uma eventual discussão.
Somos seres imperfeitos, e crescemos em culturas e educação diferentes. Haverão
conflitos, a questão é: Como passar por eles, sem prejudicar o bom relacionamento em
um casamento.
Cresce cada vez mais o número de divórcios entre famílias em todo o Brasil, e no
mundo. Isso tem acontecido em todos os lugares, inclusive com muitos cristãos. Alguns
argumentam biblicamente seus divórcios, mas na verdade não foram capazes de manter
saudáveis seus relacionamentos, e por isso desistiram.
Os problemas conjugais existem, e acontecem desde os primórdios da
humanidade. Abraão teve sérios problemas em seu relacionamento, e o mesmo
aconteceu com Jacó, Ló, Jó, Sansão, e diversos outros homens de Deus nas Sagradas
Escrituras. O próprio Davi, homem segundo o coração de Deus, passou por tempestades
em seus relacionamentos, e tais tempestades estão registradas na Bíblia.
Nossa intenção é trazer para você um entendimento dos motivos pelos quais
acontecem a maioria dos problemas conjugais, tornando assim possível a solução para
tais problemas. Deus é fiel e tem solução para todos!

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1. Definindo casamento

“18 Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma
ajudadora que lhe seja idônea. 19 Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os
animais o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes
chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome. 20
Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os
animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. 21 Então o
Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe,
então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; 22 e da costela que o senhor
Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. 23 Então disse o homem:
Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa,
porquanto do varão foi tomada. 24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e
unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne. 25 E ambos estavam nus, o homem e
sua mulher; e não se envergonhavam.” (Gênesis 2.18-25)

Logo no início da criação do homem, Deus deixa-nos um mandamento para o


casamento. “Deixa o homem pai e mãe, se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma
só carne”. Esta frase, constituída de três verbos, indica a necessidade e o propósito do
casamento entre homem e mulher.

• Deixar o pai e mãe é o ato oficial, espiritual e legal, onde o casal sai de sua casa
e juntos iniciam uma nova vida.

• “Unirá” tem origem hebraica, e significa juntar ou aderir. O amor entre o casal
torna-os um mesmo corpo (espiritualmente). Sem esta união espiritual em amor,
o casamento torna-se apenas uma farsa.

• “Tornando-se uma só carne” indica o compartilhamento total entre as duas


pessoas. Corpos se compartilham através do ato sexual, mas também se
compartilham os bens materiais, emoções, sentimentos, alegrias, tristeza,
esperanças, temores, sucessos, fracassos, etc.

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Quando o casal não vive como “uma só carne”, passa a ter um “casamento
incompleto”, longe da direção e aprovação de Deus, sendo assim um potencial
casamento fracassado.

“21 sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. 22 Vós, mulheres, submetei-
vos a vossos maridos, como ao Senhor; 23 porque o marido é a cabeça da mulher,
como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. 24
Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em
tudo a seus maridos. 25 Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo
amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, 26 a fim de a santificar, tendo-a
purificado com a lavagem da água, pela palavra, 27 para apresentá-la a si mesmo
igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e
irrepreensível. 28 Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a
seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. 29 Pois nunca
ninguém aborreceu a sua própria carne, antes a nutre e preza, como também Cristo à
igreja; 30 porque somos membros do seu corpo. 31 Por isso deixará o homem a seu
pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne. 32 Grande é
este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja. 33 Todavia também vós,
cada um de per si, assim ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher
reverencie a seu marido.” (Efésios 5.21-33)

2. Onde começam os problemas conjugais?

Na definição sobre “Casamento” entendemos dentro da simplicidade das


escrituras a função do relacionamento conjugal. Porém quando saímos das normais
regras instituídas por Deus, trazemos para o relacionamento problemas e situações que
ocasionam o esfriamento e separação do casal. Observe abaixo alguns problemas que
denotam um casamento problemático:

• Comunicação contraditória: Um casal é constituído por um homem e uma


mulher que vivem debaixo do mesmo teto, formando assim um lar. Ambos se
conhecem, cada vez mais, conforme o passar do tempo. A comunicação
contraditória é percebida quando as palavras faladas contradizem as atitudes
vividas entre o casal. Por exemplo, um homem diz para a esposa - Eu te amo –

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mas suas atitudes contradizem suas palavras. Há uma contradição! Ou então, um
homem não consegue dizer eu te amo para a esposa, mas por outro lado compra-
lhe flores e bombons. Há aqui outra contradição!

A comunicação é feita através do envio de informações, sejam estas palavras ou


atos. Existe a comunicação verbal (feita por palavras), e a comunicação não
verbal (feita por atitudes, gestos, tom de voz, expressões faciais, etc). A
contradição entre estes dois tipos de comunicações gera desconfiança,
desconforto, dúvida, causando assim uma grave falha de relacionamento.
Uma certa vez antes de viajar para pregar a Palavra, perguntei a minha esposa se
ela concordava com a viagem. Ela disse “Sim bem, claro que concordo!”, mas seu
olhar e tom de voz contradiziam suas palavras. Francamente, no momento, não
soube se eu acreditava nos gestos ou nas palavras de minha esposa. Hoje temos
uma comunicação mais eficiente, mesmo que ela fale aquilo que eu não espero
ouvir, tenho certeza do pensamento e da vontade dela.
Uma característica de qualquer bom relacionamento é a boa comunicação, por
isso tenhamos todo o cuidado com a comunicação contraditória!

• Egocentrismo e atitude defensiva: O ser humano vive dentro de uma fortaleza


chamada “ego”. Nesta fortaleza ele esconde seus anseios, suas intimidades, suas
fraquezas. Ao se aproximar de outra pessoa, nossas intimidades ficam cada vez
mais expostas, e assim ficamos vulneráveis a críticas e até a rejeições. Antes do
casamento o homem ou a mulher aprende a viver por conta própria, e portanto
“sabe se defender”. Ao se entregar para outro, coloca em risco todos os seus
segredos tão bem protegidos até então. Por isso é tão difícil manter um
relacionamento.
Existem vários tipos de atitudes que criamos para nos proteger desta
vulnerabilidade imposta pelo relacionamento:

- Dificuldade em fazer confidências.


- Tendência de culpar outros pelos seus erros.
- Esconder-se dentro de si mesmo, permanecendo distante emocionalmente.
- Afastar-se do companheiro (manter-se distante)
- Atacar para se defender.

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Estas atitudes acima são normais na maioria dos relacionamentos, porém são
indicadores de falhas no relacionamento, que podem rapidamente denotar um
esfriamento na relação do casal. É necessário solucionar tais problemas.

• Conflitos inter-pessoais: Ao se casar, cada pessoa entra no relacionamento


com pelo menos 18 anos de experiências passadas. Nestes 18 anos, incluem-se
treinamentos, experiências, sonhos, perspectivas de vidas, traumas, medos,
culturas familiares e sociais, conselhos ouvidos e respeitados, etc. Ao se juntar é
natural que haja conflito inter-pessoal entre o casal, a questão é: É necessário
uma adaptação, formada por ajustes e muita renúncia. Isto deve ser feito com
boa vontade, dedicação e muita conversa entre o casal, no contrário, jamais
haverá o ajuste necessário. Alguns exemplos de áreas onde deve haver o bom
ajuste:

a) Sexo: Como sabemos há diferenças entre os desejos do homem e da mulher.


A relação sexual deve ser constituída em uma troca. O homem deve saber
exatamente o que espera a mulher e realizar seus anseios. Da mesma forma ele
deve ser realizado pela sua esposa. A não realização sexual pode ocasionar
enfraquecimento na relação conjugal, trazendo insatisfação no casamento.
Existem três principais problemas que podem causar falhas na relação sexual:
impaciência, infidelidade, frigidez. Quando os problemas sexuais não são
solucionados certamente os matrimônios são prejudicados.

b) Papéis: Apesar da Bíblia trazer claramente as funções do homem e da


mulher, existem centenas de interpretações diferentes feitas pelos homens
quanto a estas questões. Vivemos a era da libertação feminina, e honramos isto,
porém cada vez mais torna-se difícil saber: Qual é o papel de cada um no
casamento?

c) Religião: Muitos casos de problemas conjugais são ocasionados por


divergências religiosas. A Bíblia orienta contra o casamento entre pessoas de
religiões diferentes.

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“Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e
ela consente em habitar com ele, não se separe dela. E se alguma mulher tem
marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque
o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada
pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora
são santos.
Mas, se o incrédulo se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou a irmã,
não está sujeito à servidão; pois Deus nos chamou em paz. Pois, como sabes tu,
ó mulher, se salvarás teu marido? ou, como sabes tu, ó marido, se salvarás tua
mulher?” (1 Coríntios 7.12-16)

Como percebemos, no caso de casamento entre incrédulo e crente, o crente tem


a obrigação de santificar o incrédulo, porém esta função não é nada fácil. Este
tipo de relacionamento muitas vezes é representado por discórdias, ameaças,
competições, infidelidade.

d) Valores: Cada um no casal tem seus próprios valores. Com o tempo estes
valores devem ser comuns entre o casal, para que não haja divergências. Alguns
exemplos clássicos de valores: O que é importante na vida? Quais são meus
planos e objetivos? Quando pedi uma esposa para Deus, especifiquei detalhes
sobre os valores dela e os meus. Pensei nisto pois sabia que eu tinha grandes
sonhos ministeriais e se me casasse com alguém que tivesse valores
contraditórios, meus sonhos jamais seriam realizados. Assim realizei meus sonhos
e ao mesmo tempo os da minha esposa, afinal, somos comuns na maioria dos
valores, e nos demais ainda estamos nos ajustando. Valores se contradizem.

Exemplo:
- Cartão de credito é bênção?
- Posso ou não posso ter talão de cheque?
- Televisão é um bom entretenimento ou não devemos tê-la em casa?
- O crente deve falar em línguas e glorificar na igreja, ou deve ser mais discreto?

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Não devemos perder nossa personalidade e nossos valores pessoais, mas quando
a contrariedade entre os valores do casal interfere no bom relacionamento, torna-
se um grave problema conjugal.

e) Dinheiro: Uma grande causa dos desencontros emocionais entre o casal é


sem dúvida o problema financeiro. A má administração financeira pode causar
stress, tensão, iniciando assim conflitos entre o casal. Algumas questões são
levantadas pelos casais:
- Quem administrará as finanças?
- Como será gasto o dinheiro do casal?
- O que é necessário para o casal, e o que é capricho?
- Quanto deve ser ofertado à igreja?
- O que acontece quando acaba o dinheiro?

O momento do conflito começa quando há divergência na resposta de perguntas


como esta. O importante é que o bom ajuste em relação as finanças é
extremamente importante para o sossego e harmonia no lar.

f) Influencia externas: Muitos conflitos são estimulados por influencias externa,


como por exemplo:
- Sogros e sogras que criticam ou exigem atitudes entre o casal.
- Filhos que acidentalmente entram entre o casal, prejudicando o mesmo.
- Amigos (as vezes do sexo oposto), que por se tornarem fiéis confidentes podem
influenciar negativamente o casal, e em alguns casos até iniciar uma infidelidade.
- Crises e problemas dos parentes, trazendo tensão para o casal.
- Problemas profissionais.

É necessário lutar e resistir a estas pressões, sem ignorá-las, pois elas são
poderosas ameaças ao relacionamento e à harmonia do casal.

g) Tédio e acomodação: AO passar do tempo, o casal entra na “rotina”. Esta


rotina pode fazer desaparecer a alegria e o prazer da vida a dois, formando assim
um relacionamento tedioso. Quando o casamento vira rotina, o marido e a mulher
tende a procurar em outros lugares aventuras e desafios. Esta busca deve ser

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feita pelo casal, e não por um apenas, pois isso pode causar infidelidade, ou
desajuste na realização do casal. Se um vencer o tédio, e o outro não, o
casamento continuará prejudicado.

“Vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos, como convém no Senhor. Vós,
maridos, amai a vossas mulheres, e não as trateis asperamente.”
(Colossenses 3.18,19)

"1 Semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos; para que
também, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavra
pelo procedimento de suas mulheres, 2 considerando a vossa vida casta, em
temor. 3 O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos
cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, 4 mas seja o do íntimo
do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo, que és, para
que permaneçam as coisas 5 Porque assim se adornavam antigamente também
as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam submissas a seus
maridos; 6 como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós
sois filhas, se fazeis o bem e não temeis nenhum espanto. 7 Igualmente vós,
maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso
mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não
sejam impedidas as vossas orações." (1 Pedro 3.1-7)

2) Os efeitos de problemas conjugais não resolvidos

Acima vimos as causas para os problemas nos relacionamentos. Talvez você


mesmo ao ler este livro se identifique com algumas destas causas. Estes problemas
acontecem “nas melhores famílias”, porém quando são ignorados, podem se transformar
em grandes crises, trazendo consigo trágicas conseqüências. Gostaria de relacionar
alguns dos efeitos ocasionados pelos problemas conjugais.

• Desespero e confusão: No momento que percebe a crise em que se encontra o


casamento, o marido ou a mulher se desespera, pois não sabe o que pode ser
feito. Muitas tentativas de soluções são feitas em meio ao desespero, e muitas

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delas, por isto, ineficientes, desanimando ainda mais o casal. Chega então o
momento em que o cônjuge diz: “Por que tentar se não consigo êxito algum?”

• Argumentos: As brigas constantes se repetem com o mesmo tema e os mesmos


assuntos. Ambos no casal tem argumentos e convicções, e se um não der o braço
a torcer, jamais o casal chegará em um acordo.

• Afastamento: “Pra mim chega!” Existe uma grande porcentagem de casais que
apesar de estarem casados legalmente, vivem afastados dentro do lar. As vezes
até dormem juntos na cama, mas sem afeição alguma. Em outros casos, já nem
dormem mais na mesma cama. O afastamento é um passo antes do divórcio,
nesta fase o casal só não se divorciou por medo da reprovação da sociedade.
Algumas características denotam um casal que vive sob afastamento:

- Cada um vive “sua vida”.


- Falta de comunicação entre o casal.
- Frieza e insensibilidade no relacionamento
- Falta de intimidade ou amor pelo cônjuge.

Nestes casos os conflitos permanecem, mas graças ao afastamento as batalhas se


tornam poucas e menores. Alguns casos de afastamento duram anos, décadas, e
até toda uma vida.

• Busca de consolo externo: Insatisfeito com a situação que não se resolve, o


cônjuge busca preencher sua carência buscando consolo externo. Este consolo
pode ser uma atividade, esporte, religião, amizades do mesmo sexo; mas a
situação se agrava ainda mais quando as “propostas indecentes” são colocadas
diante do cônjuge em crise.

• Abandono do lar: Algumas pessoas abandonam o lar ao perceber a imensidão


das tensões conjugais e familiares. É grande a estatística de casos como este. O
abandono difere de um divórcio, pois não é feito sob os termos legais. Existe a

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possibilidade do tribunal exigir a volta do cônjuge para o lar, porém muitas vezes
esta pessoa se esconde e desaparece dos olhos da sociedade em que vivia.

• Divórcio: O divórcio marca o fim legal de um relacionamento. É uma solução


triste e fracassada para os problemas conjugais, porem realizada por milhares de
casais. Não posso negar que existem casos em que o divórcio acaba sendo uma
solução mais viável, mas estes casos devem ser analisados sob a Luz das
Escrituras.

“Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e
adúlteros, Deus os julgará.” (Hebreus 13.4)

3) Como evitar os problemas conjugais

Como já observamos, os problemas conjugais acontecem, porem a diferença está


em como lidamos com eles. Estes problemas podem ser evitados, se formos
devidamente “vacinados” contra eles. Observe abaixo, alguns passos importantes para
evitar os problemas conjugais.

• Conheça os princípios bíblicos para o casamento: Os casais da igreja


precisam entender o que a Bíblia ensina acerca do casamento. Existem
orientações profundas das escrituras que se constituem alicerces básicos para o
casamento. Como exemplo, entendemos biblicamente que um homem deverá
casar com apenas uma mulher, e vice versa; Deus estabeleceu o casamento; O
homem é o cabeça do lar, etc. Deve-se ensinar também sobre o amor, sexo,
respeito, comportamento, ética, etc.

• Saiba a importância do casamento e da dedicação do casal: O casamento


tem como base a união, respeito, amor e amizade entre o casal. Com o passar
dos anos, vem as pressões, responsabilidades, igreja, trabalho, compromissos, e
a base do casamento vai ficando para segundo, terceiro, quarto plano, em diante.
O casal precisa entender que o casamento é a prioridade extrema da vida de cada

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cônjuge, e por isso deve ser dispensado esforço e dedicação para o sucesso do
mesmo.

• Pratique os princípios de comunicação e solução de conflitos: O casal


precisa aprender a ouvir na hora de ouvir, falar na hora de falar. Deve haver uma
boa comunicação em todos os momentos do relacionamento. Precisa saber se
abrir, aceitar um ao outro, renunciar muitas vezes, compreender.

• Enriqueça o matrimônio: Sempre haverá uma necessidade para o


aperfeiçoamento do relacionamento. É viável que os casais leiam livros juntos, ou
individualmente; façam cursos; encontros e retiros para casais; procurem uma
boa ajuda pastoral, se necessário.

• Procure aconselhamento: Muitos casais fracassam em tempos de crise por não


acreditarem que existe alguém que pode lhes orientar caminhos para uma solução
de seus problemas conjugais. Pastores experientes certamente já passaram por
conflitos uma vez na vida, além disso aconselharam muitos casais e tem
experiência sobre o assunto. Não podemos desconsiderar também que os
pastores foram altamente treinados para desenvolver o aconselhamento pastoral.
Lembre-se que quanto mais cedo procurarmos por ajuda, maior a possibilidade de
conseguirmos solução através do aconselhamento.

• Identifique e elimine os problemas: As vezes parece que estes problemas são


tantos que jamais serão eliminados do casamento. Mas se começarmos a
identifica-los, e ir eliminando um a um, todos eles em breve cairão por terra.
É importante lembrar que existem problemas de todo tipo, mas a maioria deles
tem origem espiritual. Satanás odeia a família! Ele odeia o casamento!

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CAPÍTULO 2
DEMÔNIOS QUE OPERAM NO CASAMENTO

“A taxa de divórcios no Brasil subiu 200% entre 1984 e 2007, segundo dados da
pesquisa "Estatísticas do Registro Civil 2007", divulgada nesta quinta-feira (4)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE). No período, o índice
passou de 0,46 divórcio para cada grupo de mil habitantes para 1,49 divórcio por
mil habitantes. Em números absolutos, os divórcios concedidos passaram de
30.847, em 1984, para 179.342, em 2007” Informação tirada do site
g1.globo.com em dezembro de 2008

A estatística citada pelo respeitado IBGE está desatualizada. Hoje ainda é maior o
índice de divórcios no Brasil, assim como de “recasamentos”.
Nunca foi tão comum a ideia de desistir de um relacionamento. Dentre os
principais motivos para tal ato de desistência, destaco alguns:

• Traição
• Incompatibilidade
• Ciúme excessivo
• Imaturidade
• Falta de diálogo
• Competição
• Agressividade
• Falta de amor
• Crises financeiras

Procure perguntar a um casal em crise qual o motivo de tal adversidade.


Possivelmente dirão um dos itens da lista acima; ou talvez citarão muitos outros que
não ousei citar.
Mas uma coisa é certa, praticamente nenhum casal dirá de primeira: O MOTIVO É
ESPIRITUAL. É UM ATAQUE DE DEMÔNIOS!!!

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Normalmente culpamos os demônios por nossos erros, por nossos pecados. Mas
dificilmente somos capazes de assumir a atuação de Satanás na vida daquelas pessoas
que queremos atribuir culpas.
Entenda que uma das coisas que Satanás mais teme é a família. A família é a
primeira igreja; primeira instituição criada por Deus. E a base da família é o casamento.
Um casamento bem sucedido é uma ameaça ao inferno!

Neste estudo falaremos sobre alguns demônios que atuam, das mais variadas
formas e estratégias, para desestruturar o casamento, e destruir a família.

ATENÇÃO. A CONTINUAÇÃO DESTE LIVRO É MATERIAL EXCLUSIVO DA


CONFERÊNCIA DE BATALHA ESPIRITUAL NO CASAMENTO.
PARA REALIZAR ESTA CONFERÊNCIA EM SUA IGREJA, SOLICITE INFORMAÇÕES
ATRAVÉS DO SITE WWW.ATOSDOIS.COM.BR OU PELO TELEFONE 21 96245227

Ministério Apostólico Atos Dois


Pr. Ricardo Ribeiro
(21) 9624-5227 / (21) 8263-0401

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