FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

aumento do potencial de incêndios. b. hidrologia (Hidrometeorologia). entre outras podemos citar: a. também é conhecida como Ciências Atmosféricas. clima (Climatologia). Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . c. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). Pesquisas atmosféricas em laboratórios. institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. entre outras. Por exemplo. para o setor agrícola. A palavra Meteorologia vem do grego. aviação. e estrago na colheita. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. interação ar-mar (interações com a Oceanografia).METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. biologia (Biometeorologia). A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. previsão de eventos extremos como furacões e tornados. Mas a Meteorologia não faz só isso. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. etc. universidades. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). a seca resulta na falta de água. meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). O meteorologista pode atuar em diversas áreas. previsão de relâmpagos. existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. etc.

Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. também conhecida como Agrometeorologia.METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 .

hídricas e fotoperiódicas. UMIDADE. ATIVIDADE ANTRÓPICA. levando-se em conta as exigências térmicas. ÓRBITA TERRESTRE). FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. VENTO. 6 . VULCANISMO. etc.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola. PRESSÁO ATM. etc. NEBULOSIDADE. CHUVA. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional.: TEMPERATURA. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES.

Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. mais frio será. 7 . mais quente.90º norte ou sul). mais quente será. mas ele está sempre inclinado e. entre outros motivos. No inverno não se vê o Sol. isto é. mesmo ao meio dia. no verão. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado.0º). enxerga o Sol 24 horas por dia. Por exemplo. Isto ocorre. Quem está muito próximo dos pólos. ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. mais frio será e quanto menor a altitude. parece o Sol do início da manhã. Além disso. entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor.

Quanto maior a reflexão. Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas. Ao atingirem a superfície. 8 . Por sua vez.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). menor será o calor acumulado.

cultivo protegido. A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. oceanalidade/continentalidade. em que a topografia condiciona o topo-clima. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. altitude.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. 9 . correntes oceânicas. Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. adensamento de plantio. como a latitude. TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. ou seja. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. atuação de massas de ar e frentes. etc). devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. devido aos fatores geográficos.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6. OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES. É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC). EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO. ESPESSURA: 3 – 5 km. O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO. TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. ESPESSURA: 3 km. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA. ESPESSURA: ~10 km. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. É ISOTÉRMICA (~0ºC). É ISOTÉRMICA (~0ºC). ÀS PLANTAS.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA.000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES. 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3.” 13 .5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX.

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0 +2. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .5 +5. PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO.0 +10.5 +3. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2.0 -3. RESPONDA 1. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km. A UMA TEMPERATURA DE 25° C. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS.0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO).0 -3.

As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas.Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica).MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. em aproximadamente 4 de julho. meio dia) varia no decorrer do ano. para uma dada hora do dia (por exemplo. A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. Isto significa que a altura do Sol. Figura 2 .Posições relativas do sol 16 . é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante. Figura 1 . o periélio (147x 106 km). Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol. A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte. o afélio (152 x 106 km). A posição mais próxima ao Sol.

os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. Se a altura do sol decresce.Variação da altura do Sol com a latitude. Quando menor a altura solar. Como a Terra é curva. os dias mais longos e há mais radiação solar. o que reduz sua intensidade na superfície. Fig. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. Segundo. 3. eles são mais concentrados. a altura do Sol varia com a latitude. Primeiro.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. 17 . reflexão ou espalhamento. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. 2) e a radiação solar sofre maior absorção. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente. Se a altura do Sol é pequena. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol. os dias mais curtos e há menos radiação solar. mais espalhada e menos intensa a radiação.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

4. No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio). A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração).Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer). Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). Fig.Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. 4). No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig. Este é o solstício de inverno para o HS. Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS).

SOLSTÍCIOS 20 .

Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano. REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 . sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra.EQUINÓCIOS Além da variação temporal. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N).

Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. mas não pode saber o valor exato da mesma.br) 22 . g) Quantidade de chuva.edu. b) Temperatura do ar. Estas observações se denominam observações sensoriais. as observações se chamam observações instrumentais. d) Umidade. h) Quantidade de evaporação. e) Velocidade e direção do vento. i) Radiação solar. De acordo com o modo de realizar a leitura. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. Neste caso. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. antes de tudo. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. para o qual é necessário consultar um instrumento. da água e do solo. de dados meteorológicos precisos.cefetsc. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. f) Altura da base das nuvens. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. Porém. Por exemplo. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações. precisão. c) Pressão atmosférica. Os primeiros são mais precisos. Por exemplo. porém cada medida necessita de uma leitura. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel. facilidade de manejo e solidez de construção.

Umidade relativa .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos. 23 .Evaporação .ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: . por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Temperaturas extremas .Temperatura do momento .Precipitação .

etc. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: . vento. pressão. PLUVIÓGRAFO 24 . As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. umidade. integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção.As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura. ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro. alcance visual de pista(visibilidade).Higrotermógrafo . que permitem a livre circulação do ar.Termômetro de Máxima .Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. cobertura de céu nublado. cujas paredes são dispostas como persianas. Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação. precipitação. altura de nuvens até os 1500 metros. Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum.Termômetro de Mínima .

As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. em milímetros (mm). um chamado "Termômetro Seco". PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). 25 . e o outro. Mede a quantidade de chuva caída. é formado por dois termômetros idênticos. que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto. chamado "Termômetro Úmido". serve essencialmente para obter a temperatura do ar.É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma.

PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre.cm-²). 26 . HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos.ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. em alguns tipos. A unidade usada é (cal. Mede a velocidade do vento (m/s) e. também a direção (em graus).

a litosfera e a biosfera. DURANTE UM MINUTO. NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. ETC. designadamente a atmosfera. 2. MILÍMETROS. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) . SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES.RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. pelas circulações oceânicas. 3. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. Por isso. responsáveis pelas condições meteorológicas. EXPRIME-SE EM METROS.UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. ISTO É. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. a hidrosfera. METALIZAÇÕES. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. 27 . 4.). Todos os componentes do sistema climático. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. devem a sua origem e as suas características à radiação solar.

QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. 6. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE. 7. VARIA DE 0 a 1. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. 9. POR OUTRO LADO. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. 28 . a+r+t=1 8. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO.5.

deserto Grama Floresta Neve (limpa. marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 . seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha.Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia.

AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. 30 . UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS. CHUVA. PRESSÃO. VENTO. DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra.CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO.

ENTÃO CERCA DE 500s (8. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 .ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I. 31 .5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA.

PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. PELA DISPERSÃO. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. NA ALTA ATMOSFERA. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS. .EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2.

QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg).PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. 33 . A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. A REFLEXÃO. NESTE CASO. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. COM A ATMOSFERA LIMPA. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. ENTÃO. VINDO DE TODOS OS LADOS. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO.

BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA . OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .

DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .dia) 35 .média anual típica (Wh/m2.

a radiação solar converte-se em energia calorífica. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . aquecendo a superfície terrestre. 2. Esta. b. emite a mesma quantidade de energia que recebe. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. Ao ser absorvida pela Terra. a. por isso. encontrandose. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. POR MEIO DE ONDAS. em equilíbrio térmico. ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. por sua vez. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. OU SEJA. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido.

Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. A superfície.BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. 37 . a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). As restantes 70 unidades são absorvidas. usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera.Como resultado deste processo. caso contrário. nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. Portanto. Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente. Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. por sua vez. Vamos examinar este balanço na abaixo. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades.

ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.4 a 0.2 a 0. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM. verdes e parte das vermelhas 0.2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0.4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis.

em diferentes comprimentos de onda. 39 .COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar.

Dentro do espectro absorvido. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. Nestas pequenas formações microscópicas. já que a água do mar filtra a radiação. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar. Da radiação líquida disponível. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. Portanto.). que ilumina tenuemente o seu espaço vital. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares. vegetação etc. A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese. 40 . o verde. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. porém. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. também podem ser gorduras. cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar.

0 > λ > 0. 6ª BANDA (0. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO. 5ª BANDA (0. 7ª BANDA (0.72 > λ > 0.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA. 41 . GERMINAÇÃO DE SEMENTES. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. 2ª BANDA (1.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA. 4ª BANDA (0.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS.40 > λ > 0. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES). O TRECHO PRÓXIMO À 1.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. 3ª BANDA (0. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA.51 > λ > 0.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1.315 > λ > 0.61 > λ > 0. MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO.

Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. entre 280 e 320nm. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). como a UV-B. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B. 42 . A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre. O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona. porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo.

QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. EM CAMADAS DISTINTAS. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. CENTEIO. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. TRIGO. EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. SORGO. MÉDIA E MÁXIMA.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL.

o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO). VENTOS. PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES. VAPOR D’ÁGUA. TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA. A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR.5 A 2. AEROSÓIS. POEIRA. NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA.. ETC.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1. 44 . AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). NEBULOSIDADE.0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO). A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL.

FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. BATATA.TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) .FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2. PIMENTA) 45 . ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO.

TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. 46 . OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA.

TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. MAIOR EFICIÊNCIA).UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. ACUMULADO DURANTE O DIA. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. RESPOSTA LINEAR. CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. TRIGO: 2000°C. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. CEVADA = 1700°C. TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS.

LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS.00 DEZEMBRO = 80. VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18.00 NOVEMBRO = 70.5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50.00 48 .00 OUTUBRO = 60. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO).00 JANEIRO = 40. QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO.

FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. 49 . NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. EXISTENTE NA ATMOSFERA. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX.

EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA. EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO. GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS.Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR. PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts. 50 .MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS.

VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE. PRÓXIMO À 100%. ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO). VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO.

GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .

maior será a velocidade de deslocamento. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. que é o ar em movimento. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. A manipulação do solo. proporcionando melhores condições para a produção. MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. 53 . O vento. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção.

c.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. b. Classificação dos Ventos em nível Global 54 . Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul). Regiões Polares: Ventos de Leste. é possível se verificar uma certa tendência: a. Meso e Micro. MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície. sendo função dos gradientes de pressão.

Durante o dia. a terra aquece mais rapidamente. do mar para terra. formando-se aí altas pressões e nos vales. variando diariamente ou sazonalmente. formam-se baixas pressões.MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado. Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia). e conseqüente diferença de pressão. entre continentes e oceanos. 55 . Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite).vento que sopra de dia. que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. Ventos Foehn ou Chinook. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões. os cumes arrefecem mais rapidamente. Brisa marítima . configuração da encosta. Brisa do vale . Brisa da montanha .vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite.entre a superfície aquosa e terrestre. Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia).sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale. com um arrefecimento mais lento. sistema orográfico e topografia. formando-se nos cumes baixas pressões.

Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas. áreas irrigadas e não irrigadas. com menor magnitude do fenômeno. Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente. da terra para o mar. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala.vento que sopra de noite. porém. etc. enquanto a água arrefece mais lentamente.Brisa terrestre . criando-se no mar baixas pressões. objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 . formando-se aqui altas pressões.

cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. a irrigação por aspersão. que é determinada pela área exposta f. τ= força tangencial. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. por exemplo. Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 . Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. É variável conforme a espécie vegetal c. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. o que favorece a fotossíntese b. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d. varia com a rugosidade. Zo= parâmetro de rugosidade. Em condições normais. ABSORÇÃO DE CO2 a. Ex. TRANSPIRAÇÃO a.40.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. ln . k=constante de von Karman de valor 0. τ1/2 /ρ . ρ= densidade do ar. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b.

S. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d. SO E O. NO.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c.b.6 km/h. ii. NE. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1.  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 . As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO. 1963): i. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3. sendo que 1 m/s = 3. SE. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. Estudo com a cana de açúcar (HARTT.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus. com oito direções fundamentais: N.

pólen. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. atuando como substância de arrefecimento. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. Fonte limpa e renovável de energia. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. Dispersão de esporos. Renovação do ar próximos às plantas. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. podendo ser muito utilizada no campo.velocidade média do vento. 59 . Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar. quando o ar se torna mais denso. sementes. sendo decisivo na implantação de projetos. amenizando assim o efeito da temperatura. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. Translocação de vapor d’água. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno.

diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.  Conseqüente diminuição da produtividade. resultando em diminuição de ganho de peso.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais. 60 . podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados. constituindo um acelerador do processo de desertificação. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento.  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese.  Desfolha por efeito mecânico do vento.

apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores. sejam eles naturais ou artificiais. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais. mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. através da utilização de quebra-ventos. principalmente. sendo necessário a proteção das culturas. interferindo no crescimento de culturas e animais. para que as atividades agrícolas sejam viáveis. 61 .

c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. com menor demanda atmosférica por água. Ex: grevílea. Ex: milho. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. eucalipto. repercutindo na produtividade. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. Desse modo.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. c. principalmente em regiões planas. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. b. 62 . bananeira. Ex. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. minimizando o processo de desertificação. grevílea e milho. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. capim. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. Seringueira. cana-deaçúcar.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. principalmente a luminosidade e o vento. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. ajudando também na contenção de dunas. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. Permanentes: árvores. Geralmente. que passa a viver num ambiente menos estressante.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. promovendo uma certa diversidade biológica. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. pinus. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. sorgo. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo.

a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. Energia eólica 63 . Ex: sombrites e ripados. pois dependem da durabilidade do produto empregado. em energia elétrica. Quando captada. sendo temporários. ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. moer grãos e serrar madeira. para a realização de tarefas como bombear água. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica. que gira o rotor.

São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. trovoadas. Pela forte intensidade. após a evaporação e condensação. derrubada de vegetação. inundação). tamanho. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. quantidade. podendo ocorrer descargas elétricas. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano. completando o ciclo hidrológico. É resultado da diferença de temperatura. caracterizamse pela intensidade moderada. longa duração (dias) e sem horário predominante. curta duração. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. 64 . carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. provocam muitos danos (erosão. ventos fortes e granizos. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar.

Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal. através da expressão: h = 10 . 65 . em decorrencia da precipitação. V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras).Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura. indicando os totais mensais. denominada altura de precipitação.

Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. equinócio de primavera é menos chuvoso. Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos. em torno do solsticio de verão. Região Norte: precipitações mensais elevadas.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos. com época mais chuvosa no equinócio de primavera. 66 .

Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. OU DE AMBAS. nuvens. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. 67 . Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. O processo de condensação pode ser descontínuo. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. e que são chamadas de núcleo de condensação. aumentando de tamanho e formando as névoas. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. ALÉM DE POEIRA.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. etc. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. nevoeiros. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. orvalho e geadas. PARTÍCULAS DE GELO. produzidos nos centros urbanos e industriais.

Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. São sempre brancas.  Cumuloninbus 68 . mesmo com Umidade Relativa baixa. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. número e distribuição no espaço. Quanto mais núcleos. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. dimensão. Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. Stratocumulus.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. maior a condensação.

Classificação das Nuvens 69 .

formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. formadas entre 5 e 11Km. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. A cúpula borbulhante. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km.Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. antes de penetrar completamente nela. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). Crescem a partir de cúmulos grandes. anunciando a chegada de tempo instável. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. Em condições instáveis. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. enquanto o sol aquece. característica dos cúmulos em desenvolvimento. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. que tem movimento horizontal. colocando-se a eles. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. Contudo. As nuvens de gelo tais como os cirros. congelando instantaneamente.com o aspecto de um véu nebuloso transparente.Após o congelamento estas nuvens tendem. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. quando o sol está fortemente aquecido. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. das extensões de maior altitude. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. que é constituída por gotículas de água . formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. ao contrário da bruma. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. Cúmulos (cu) 70 .

Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. ou neve fraca a maior altitude. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. Formam-se em condições de atmosfera estável. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. e logo empurradas pelo vento. mas sem o deixar ver claramente. mas podem provocar chuvisco. tem a base a cerca de 400metros. mas onde o vento à superfície mantém. "rabos de égua": 71 . pois estão mais altos e mais longe. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. dos altostratos que engrossam e descem. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. muitas vezes sombria. A força do vento molda-os em filamentos delicados. Dá lugar a chuva ou neve. a temperaturas acima do ponto de congelamento. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. Quando estas nuvens são espessas. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. ou ainda mais abaixo. separando duas massas de ar úmido e resultam. Num dia de sol. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. separadas por vezes por porções de céu descoberto. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. forte e contínua. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . sobre uma superfície plana e uniforme.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. com base entre os 900 metros e os 3 km.. o contraste entre as partes claras e escuras é grande.Estratos(st) A camada nebulosa. produzida por este. fria. Altocúmulos Os Altocúmulos. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. no ar frio e úmido subjacente. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. quando a chuva. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. pela aproximação de uma frente. podem transformar-se em nimbostratos. o ar quente é obrigado a subir. designada por estrato. às vezes listrada. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. e inversamente. neste caso. as nuvens causadoras de chuva. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. ou neve fraca mas persistente. Quando é possível ver o sol através dos estratos. abaixo da base da nuvem. quase sempre com porções escuras. constituídas por massas globulares ou em rolos. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. com a base entre os 2Km e 6Km. ao mesmo tempo em que a arrefece. cinzenta. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. baixa e cinzenta. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. que se estendem até perder de vista. formam-se acima dos estratocúmulos. ou neve. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. os contornos são nítidos. cai numa camada mais quente.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas.

Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. 72 . O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. despejarem numa tarde um dilúvio. que chegam aos 15 Km de altitude. são sinal certo de chuva iminente.Um dia de chuva Nuvens sombrias. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. Lençóis de nimbostratos. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. mais leves e finos. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. tendem a dar chuva mais lenta e persistente. que pouco mais é que neblina. cor de carvão. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. à medida que o avião atravessa a nuvem. como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). que pode durar horas e até dias seguidos.

EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. 73 . cobrindo totalmente o solo. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. e no crescimento das plantas. PENMAN (1948). que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. que são verificados no solo nu. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. I= irrigação. num determinado intervalo de tempo. corresponde à evapotranspiração potencial do período. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. Destes. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor.  = variação no S armazenamento de água no solo. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). ES = escoamento superficial. contribuindo para a melhoria das condições de produção. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. então. CAMARGO (1966). a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. Na região dos cerrados. Evapotranspiração é. Em 1944. D = drenagem. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. iniciou uma série de estudos. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas.

Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. utilizando uma energia externa. pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. participa de suas atividades biológicas. A evaporação é uma perda indesejável. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. Evapotranspiração 74 . do ponto de vista agronômico. para atender à demanda evaporante da atmosfera. do sistema solo-planta para a atmosfera. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). o calor. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor.

isto é. 5. 1981). de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. 3. 75 . EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. 4. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. em fase de crescimento ativo.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. 2. 4. ETR será sempre menor ou igual a ETP. 2. 5. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. fertilidade e disponibilidade de água no solo. cobrindo completamente o solo. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. sob as condições normais de cultivo. de pequeno porte. 3. 1956). EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

Figura 3 – Modelos de TDR 79 .Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo. e dá a resposta em termos de umidade. com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. que mede a condutividade hidráulica do solo.

Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque. O Tanque Classe A é preciso.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. Para transformar esses dados em evapotranspiração. estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. construído normalmente de aço galvanizado. assentado sobre um poço tranqüilizador. Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . 1995). A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque. é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. Por meio da evaporação do tanque (EAC). dado pela equação: ET0 = EvTA . prático e econômico (STONE & SILVEIRA. A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm).

pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA.Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO. é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . Diretos) 81 .Radiação líquida f (u). 1992). que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos. Hargreaves & Samani. f (u) . sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. vento e insolação ou radiação.EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração.Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c .Fator relacionado com a temperatura Rn . Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman. Makkink. etc. Blaney & Criddle.Fator de correção W . Nas áreas que possuem dados de temperatura. (ea – ed) Onde: ET0 . Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. { W . Rn + (1 – W) . umidade. Monteith) Thornthwaite. A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét.

em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência). e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo. Exemplo de Gráfico para Kc. Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 .COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas.

energia. água. etc. fertilizantes. 83 . Conservação ambiental: água e energia. Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico. redução de contaminação do lençol freático.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. etc. manutenção.

Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. numa região. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. Consumo hídrico de diferentes culturas. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). 84 . Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. ao longo do ano. Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. Como calcular. Zoneamento agroclimático. Armazenamento da água da chuva.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região.

Instrumento que mede a velocidade e força do vento. ADVECÇÃO . verde.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. azul claro. Nas latitudes média s. No caso da Terra. argônio (A) a 0. e violeta).Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho.Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz.92 polegadas de mercúrio. em terra e no mar. ALBEDO . ALTAS LATITUDES . Virga também provém destas nuvens. ATMOSFERA PADRÃO . é o vapor de água (H2O).400 e 6.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão. AR . Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus. ou 29. ADVECÇÃO QUENTE . é geralmente encontrada entre 2. e da maioria dos gases importantes em meteorologia. Também conhecida como área de alta pressão.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO).000 metros (15. Nas latitudes médias.Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e. azul.000 e 20. grossas e cinzentas. ADVECÇÃO FRIA . Isto varia de acordo com a textura.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. o padrão de pressão é de 1. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". ALTOSTRATUS . é o oposto de uma área de baixa pressão. As divisões da atmosfera incluem: troposfera.946%.000 pés) de altitude. muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. ATMOSFERA .Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área. ANTICICLONE . amarelo.Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. efetivamente. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol. Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água.Composta de massas globulares baixas. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius. ALTOCUMULUS . Também chamada de região polar. ALTITUDE . Virga freqüentemente provém destas nuvens.013. AJUSTE DE ALTÍMETRO .O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta.Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento).Termo usado para definir um clima extremamente seco. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. ALTÍMETRO DE PRESSÃO . como altocumulus castellanus. não existe umidade no ar.Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. e a variação da temperatura é de -6. sobre o local. Do branco ao cinzento. A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência. Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. 85 . O altímetro é ajustado com a aeronave no chão. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar.25 milibares. às vezes.000 metros (8. de cristais de gelo. ABSORÇÃO . nas próximas 24 a 36 horas.033%. a intensidade e o movimento da tempestade. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul. é encontrada entre 4. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol. chuvas e condensação. ou num grupo de ilhas.Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra). seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos. ou ciclone.Em meteorologia.O movimento horizontal do ar mais frio em um local.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular. é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície. É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva. ANEMÔMETRO .GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO .09%. pelo reflexo total e pela dispersão da luz. Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada. laranja. Pode formar vários sub-tipos. ALERTA DE FURACÃO .000 pés) de altitude . oxigênio (O2) a 20. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva.000 e 18. onde. estratosfera. A observação é usada para informar à população. ÁRIDO . enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. ARCO-ÍRIS . ou sobre o nível do mar. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. Um dos componentes mais importantes do ar. ALTÍMETRO . ionospera e exosfera. mesosfera. ou altocumulus lenticularis. É criado por refração. É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas.Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância.300 e 5.

CICLONE TROPICAL . CAVADO EQUATORIAL . A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo. como os trópicos.Um instrumento para medir a pressão atmosférica. tornados e sistemas tropical e extratropical. tanto ao norte quanto ao sul do equador.Quantidade de precipitação de qualquer tipo. Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro.B BAIXAS LATITUDES . ou para elevar sua energia interna. às vezes. BARÔMETRO DE MERCÚRIO . com ventos convergentes e circulares.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula. C CALMARIA . BATITERMÓGRAFO . Como exemplo. quando a pressão atmosférica di minui. É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar. BARÔMETRO .Qualquer ciclone de origem não tropical. depositando-o num tanque de mercúrio.Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano. CICLOGÊNESE . Na condição de ozônio ela age como um filtro. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. CALOR . feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. a aproximadamente 9.5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra. quando não há nenhum vento ou ondulação.Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. CÉU CLARO . instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva. protegendo o planeta da radiação ultravioleta. BARÓGRAFO . no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera.Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica.Área de pressão de circulação fechada.T. considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera. depois que o mercúrio desce. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico. CICLONE EXTRATROPICAL . Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem. A circulação fica restrita a uma região específica. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. CICLO DA ÁGUA . principalmente da água em estado líquido. CHUVA .Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador. é a ausência aparente de movimento da superfície de água. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO .Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude. físico e matemático italiano. CHUVISCO . Também chamado de região tropical ou tórrida.5 a 12. É um tubo de vidro longo.02 polegadas). Em termos oceânicos. o que influencia o clima dessas regiões. ou ciclone. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647).O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. CAMADA DE OZÔNIO . regiões de clima temperado. ou polar. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. CICLONE .Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem.5 milímetros (0. BARÔMETRO ANERÓIDE . BIOSFERA . Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. aberto numa ponta e fechado na outra. o mercúrio volta para o fundo. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. CEILÔMETRO .O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares. por um número determinado de anos.Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio. 86 . Possa ser chamado de um B. o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. veja Barômetro aneróide. que se desenvolve sobre as águas tropicais e. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos. dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão.Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. À medida em que a pressão atmosférica aumenta. Oposto de crista. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. ou intensifica um sistema preexistente.

Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. Oposto do circulação ascendente ("upslope"). na troposfera.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus). Quando vistos da superfície da Terra. Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico.subtropicais. Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. CISALHAMENTO DIRECIONAL . É o processo físico oposto ao da evaporação.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. composta de cristais de gelo. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. Inclui dados climáticos. c huva de granizo. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia. jatos polares.000 e 30. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. CIRROCUMULUS . Cria geralmente um "céu escamado". ou pelo contato de uma substância com outra.Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis).Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança. jatos de superfície. que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. a partir da base (fundo) para cima. ou mais.000 pés de altitude (6. Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade. CONDUÇÃO . tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. CORREDOR DOS TORNADOS . estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. CUMULUS .000 metros de altitude (20. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área. gerando um efeito ondulado. e que se movimenta de forma circular organizada.O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. Às vezes é confundida com altocumulus.O estudo do clima. se formam em alturas excessivas.A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior. mas o topo pode variar em altura. do estado gasoso para o estado líquido. que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z). e jatos subtropicais. trovões e. Clima excessivamente seco numa região específica.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. CLIMATOLOGIA . normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20. COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo. CONVECÇÃO .Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus).O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha.Nuvem do tipo cirrus. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. ocasionalmente. raios. furacão ou tufão. Oposto de divergência. com a aparência de um lenço l plano e fibroso.Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. Nas latitudes médias. Com o aquecimento adicional da superfície da Terra.Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. usado pelas comunidades científicas e militares. É o oposto de cavado equatorial ("trough"). do oeste para leste. Cirrus é uma nuve m magra. CONVERGÊNCIA . CIRCULAÇÃO . A palavra é derivada do grego. esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA . porém. ou ventos fortes e tempestuosos. Em números absolutos. é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera.000 e 9. CONDENSAÇÃO . ou delgada. COALESCÊNCIA .Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical. associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. Em algumas condições atmosféricas. CIRRUSTRATUS .Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica. klima. tornados. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície. É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical. Em meteorologia. CLIMA . É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. CIRRUS . o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical. às vezes. CRISTA . a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais. CÚMULUNIMBUS . Várias dessas correntes incluem jatos do ártico.000 pés).000 metros). significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. Em termos oceânicos. é o oposto de subsidência. Também é um dos três tipos de nuvem alta. com as quais é associada no céu. depressão tropical. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). Também chamada de nuvem de temporal.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. É a nuvem mais alta que se forma no céu.000 pés). A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3.Área alongada de alta pressão atmosférica. CORRENTE DE JATO . Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado. tempestade tropical.

ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO . para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas. ESCALA SINÓTICA . A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação. ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . uma baixa. caracteristicamente. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro.Inundação que acontece muito rapidamente. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. pelo rompimento de uma represa. ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada. O mesmo que centígrado. Em oceanografia.033%. ESCALA DE BEAUFORT . Abrange 0. É usada principalmente para propósitos científicos.Escala de temperatura em que a água. Embora possa produzir garoa ou neve. EQUADOR . É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água. Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736). tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. DEPRESSÃO .Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. e m geral. interrompendo seu processo de ascenção. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem.500 metros de altitude acima da superfície da Terra.Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. Tendo.2 graus Fahrenheit. ou cavado equatorial ("trough"). é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão. ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . no nível do mar.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus).Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra. e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. ENCHENTE REPENTINA . Em 1948. ou menos.O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. Oposto de convergência. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. Dias e noites são quase iguais em duração. cinzenta e baixa. enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. o qual é composto da velocidade de vento. EQUINÓCIO . é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. a mais comum de todas as nuvens baixas. ESTRATOS . talvez. EFEITO ESTUFA . que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul.0 graus Celsius ou 39. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo.Ciclone tropical. No Hemisfério Norte. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo.Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. Contrasta com macro-escala. EL NIÑO . no alto.Em meteorologia. no máximo.Distância vertical sobre o nível médio do mar.Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius". DIVERGÊNCIA . É baseado na Força ou Número de Beaufort. Divergência a níveis mais baixos está associada. Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. DEPRESSÃO TROPICAL . hidrógrafo da Marinha Real Britânica. raramente produz 88 . Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. É grossa . DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) . 60 quilômetros por hora (33 nós). E EFEITO CORIOLIS . que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. meso-escala e tempestades. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa. conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. físico e matemático escocês nascido na Irlanda. com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. Apresentada em 1848 por William T. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta.Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. com um movimento descendente do ar suspenso. Barão de Largs (1824-1907). um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio.maiores. sendo.Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K.Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. Kelvin. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. um ou mais isóbaras fechadas. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA .Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. D DENSIDADE . A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857). Foi criada por Anders Celsius em 1742.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. um termo descritivo.

Veja Frente fria e Frente quente. É composto da evaporação do líquido. quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes.Também conhecida como "oclusão". pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. é transformado em estado gasoso. criando uma frente. Sob temperaturas mais frias.O processo físico pelo qual um líquido. Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura.Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. assim como chuvas convectivas e temporais. Veja Frente Oclusa e Frente Quente. ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais. FRONTOGÊNESE . com a passagem de uma frente quente.Condição marcada por temperatura realmente baixa. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). como vapor de água. FRENTE OCLUSA . como o fluxo do vapor de água. a temperatura e a umidade diminuem. FRENTE FRIA . É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia.A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho.precipitação pesada.Nascimento ou criação de uma frente. bolas de neve. por exemplo GRANIZO .Fronteira quase sempre semi-contínua. Veja frente oclusa e frente fria. FRENTE . a pressão atmosférica sobe e. ou quando as partículas maiores se dispersam.Frente que é quase estacionária. ou garoa. ou mais. EVAPORAÇÃO . acrescida da transpiração das plantas. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar". o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. Também conhecida como frente semi-estacionária.O término ou "morte" de uma frente. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . a temperatura e a umidade aumentam. Bolas isoladas são chamadas de pedras. embora os ventos troquem de direção (em geral. com a passagem de uma frente fria. F FOTOS DE SATÉLITE . são considerados granizo. FRONTÓLISE . o que normalmente implica temperaturas diferentes. Neste caso. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. geralmente antecedem a frente na superfície. o ar fica claro depois da passagem da frente.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora. a área de convergência entre calor. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas. É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. Oposto de frontólise. ou mais). Veja escalas em Celsius. Geralmente. FRENTE POLAR . a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). Ausência de calor. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar.Forma sólida de água. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite.Precipitação que se origina de nuvens convectivas. Fahrentheit e 89 . FRENTE ESTACIONÁRIA . Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. Em geral. neve. de forma muito rápida. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. ou "água sólida". quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. ou nenhuma fronteira distinta.Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). FURACÃO . FRENTE QUENTE . ao avançar. Precipitação em forma de chuva. ou granizo mole. bolas de gelo e granizo. Geralmente. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. como cumulunimbus.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo. FUMAÇA . Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar. É també m conhecida como frente estacionária. G GELO . Por exemplo. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. É o processo físico oposto de condensação. Veja Frente Fria e Frente Quente.Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. ar úmido e frio e ar seco. como a água. FRIO . as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. GRAU . uma linha de tormenta pode antecipar a frente. mar caribenho. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. no Oceano Atlântico Norte. O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram.

Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte. corresponde a zero grau de longitude. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. condições atuais do tempo. J JATO SUBTROPICAL . entre outros.Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal.e o Meridiano Principal. é medida em graus . Veja Tempo Médio de Greenwich. hidrometeorologia operacional e sinóptica. Não é a temperatura atual do ar. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. a informação deve conter. de um dado ponto na superfície da Terra. L LANTERNA .Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais. semi-contínua. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA . quando o Sol está sobre o hemisfério oposto.Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). MESO-ESCALA . M MAPA SINÓTICO .A temperatura média de um dia. É medida em graus.013. LATITUDE . Para um exemplo. no mínimo: velocidade e direção dos ventos. Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. Isto inclui os MCCs. aviação. 90 .Do ponto de vista astronômico. Segundo o Metar.Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. Isto ocorre nos meses de Dezembro.Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. condições da pista. Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. em geral. MASSA DE AR .Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica. ponto de condensação e ajuste de altímetro.2 milibares. a mais de 12. A região também é chamada de zona temperada. MILIBAR . As Zonas de tempo são relacionadas à longitude. em Greenwich. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e. veja o mapa de frio do vento. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar.Um corpo extenso de ar. MICRO-BARÓGRAFO . e a linha do equador está a zero grau. METAR .Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. condições do céu. visibilidade. É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. dinâmica.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. considerando-se a média das leituras de hora em hora ou. Tal como a latitude. MCSs e as rajadas de vento. em relação à linha do equador. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul.Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica.Localização. pode ficar mais rasa em altura.Kelvin. e nos meses de Junho. uma característica semi-permanente. as temperaturas máxima.000 metros de altitude. Para um exemplo. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado. I ÍNDICE DE CALOR .Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS . confira o mapa dos índices de calor. A pressão padrão da superfície terrestre é 1. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. MASSA DE AR POLAR .Localização. mais freqüentemente. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. LATITUDES MÉDIAS . mínima das 00 e 12TMG. temperatura. Não se trata de temperatura atual do ar. de um dado ponto na superfície da Terra. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. em relação ao Meridiano Principal. este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. na medida em que se movimenta para o sul. INVERSÃO .Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos. LONGITUDE . INVERNO .

852 quilômetros por hora. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. contudo. precipitação (chuva. Para informação adicional. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos . enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. como na fumaça ou nas partículas de poeira.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar.Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. Pode ser em estado sólido ou líquido. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. com ventos de 56Kmh. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação. situado em Silver Spring.2C). Em geral.Precipitação congelada em forma de neve. ou mais. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem. na superfície da Terra ou no alto. Na Inglaterra. ou menos. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. Maryland. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. Pode variar em tamanho. contate o NOAA. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno.151 milhas por hora.Nuvem típica da formação de chuva ou neve. percentagem de umidade relativa. dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa.Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. Invisíveis a olho nu.ou quase os mesmos . freqüentemente. as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. o que. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. próximas ou junto à superfície da Terra.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. Núcleos de condensação. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. NUVENS ESPARSAS . como temperatura. formas arredondadas e cilíndricas.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. NIMBUSTRATUS . Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. O OBSERVAÇÃO . É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. NEBLINA . Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo. e dura pelo menos três horas. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. ou 1. NEVE . por um número determinado de anos. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. ONDA DE CALOR . ou ventos que descrevem o estado da atmosfera.N NASCER DO SOL . Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. OLHO .Em meteorologia.Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos.Centro de uma tempestade tropical ou furacão. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) . Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. NEVASCA . NÉVOA . é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). etc. NUBLADO . em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. baixas e variações). igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. temporais.e suficientes núcleos de condensação estão presentes. é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. NÓ . É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato.). NEVOEIRO . neve. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. pressão.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. a tempestade está se intensificando. caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas. de 8 a 96 quilômetros. Pode durar vários dias ou várias semanas. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. Nos Estados Unidos.Medida de velocidade náutica. Um nó é equivalente a 1. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. etc.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO .Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem.Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas. aparecer em qualquer estação. mas o tamanho comum é de 32 quilômetros. estas nuvens podem. The Weather Channel usa 91 . ventos (velocidade e direção). NUVEM . com o topo e a base relativamente planos. pressão. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. reduz a visibilidade para apenas 400 metros. Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. quantidade de nuvens. caracterizada por um começo e um fim súbitos. e grande quantidade de neve e ve nto no ar. NORMAL . NEVADA . quando o olho começa a diminuir seu tamanho.

Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2).É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. ONDA TROPICAL . e que demanda cuidados especiais na agricultura. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 . quando a temperatura cai até o ponto de condensação. PLUVIÔMETRO . Suíça. a OMM tem 184 sócios. aquele diminui. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia.01""). O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647).Outro nome atribuído a uma ondulação a leste. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. chuva intensa e ventos muito fortes. é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece. Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão. tempestade tropical.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. É o oposto de fusão. Pode ser chamada de "fropa". ou mesmo do setor privado e comercial. bem como de outros serviços de interesse público. comércio e atividades sociais. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. ORVALHO . É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. ONDA FRIA . Em oceanografia. Na Inglaterra. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical. OSCILAÇÃO DO SUL . é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica.M. pelo menos. Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. incluindo mudanças e atividades do clima. PERTURBAÇÃO . PONTO DE EBULIÇÃO . ciências hidrológicas e oceanográficas. cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias.Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. a O. O cáculo do poente. A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. ou 25. Abril e Maio no Hemis fério Sul.Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. ou simplesmente nublado. Veja Pressão Barométrica. Contém nuvem cumulunimbus." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar.86 milibares. estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. ou centro de um ciclone tropical. PAREDE DO OLHO .Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. POENTE OU PÔR-DO-SOL . por um número determinado de anos. Para mais 5informações.Área de convecção organizada. Com freqüência. PERTURBAÇÃO TROPICAL . OXIGÊNIO . Do ponto de vista astronômico. PONTO DE CONGELAMENTO . O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical. situada em Genebra.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. Isto ocorre nos meses de Setembro. P PARCIALMENTE NUBLADO ."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. OUTONO . predomínio de nublado. OZÔNIO . para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas.os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e.M. ou mais. POLEGADAS DE MERCÚRIO .Este termo tem várias aplicações. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição. incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas.M. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar. geralmente durante a noite. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. Refere-se a tempo bom.40 milímetros. indústria. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. Nos Estados Unidos. Fundada pelas Nações Unidas em 1951. ou ciclone pequeno em tamanho e influência. ou furacão. nuvens espalhadas. nuvens esparsas. ou mais.M. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. Veja Nascer do Sol para uma comparação.Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso.Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. contate a OMM. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente.) . PASSAGEM DE FRENTE .

Medida da pressão atmosférica em condições padrões. em 1842. O ponto de ebulição da água pura. bolas de gelo. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . PRESSÃO DA ESTAÇÃO . como gotas de precipitação.Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). RADAR DOPPLER .Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento.Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. ou 212 graus Fahrenheit. chuva fria. 3) dentro de uma única nuvem. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar. é 100 graus Celsius. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28. RAIO .Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias. normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas.que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. 14. freqüentemente observado em anticiclones. PREVISÃO . neve (SHSN).Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. PRIMAVERA . O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR .4 quilômetros por hora). líquida ou sólida. Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz. garoa gelada. Seu volume é expressado geralmente em polegadas. ou sobre a superfície da Terra. PRECIPITAÇÃO . referindo-se ao estado da água .Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio.013. caracterizada por um começo e um fim súbitos. que também são formas de radiação.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto.Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo. Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares.se líquida ou sólida .A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. ""Predomínio de nublado"" significa que. PRECIPITAÇÃO DE NEVE . Christian Doppler que. RADIAÇÃO . Acontece na forma de chuva (SHRA). mais a habilidade e experiência de um meteorologista.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. Rebaixamento ou movimento descendente do ar. ou 1.033 gramas por centímetro quadrado. granizo. ou 29. Consiste de dois termômetros.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. 2) entre duas ou mais nuvens. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte. considerando a pressão padrão. A duração normalmente é menor do que 20 segundos. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. É também conhecida como pressão barométrica. ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. bolas de neve e partículas de neve.Pressão atmosférica média do nível do mar. entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem. Também chamada de prognóstico. Também conhecida como pressão atmosférica. PREDOMÍNIO DE NUBLADO . neve.Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. PSICRÔMETRO . É equivalente a 1. ou flutuações rápidas da velocidade do vento. PRESSÃO . cristais de gelo.Todas as formas de água. 760 milímetros de mercúrio. Sua medida pode ser expressada em milibares. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos.Aumento súbito e significativo. ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu. em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg). normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada.Precipitação típica do inverno. Isto ocorre nos meses de Março. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. alcançando o solo: garoa.8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. veja descarga elétrica esférica. que caem das nuvens. PRESSÃO ATMOSFÉRICA . PONTO DE ORVALHO . Sua medida pode ser expressada em milibares.92 polegadas de mercúrio. determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar. este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão. Do ponto de vista astronômico.7 libras por polegada quadrada. PRECIPITAÇÃO REPENTINA . que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura. um de bulbo molhado e outro de bulbo seco. Mais predomi nante quando o ar 93 . RAJADA DE VENTO . Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos. Ondas de som também são radiações.É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. R RADAR . Q QUEDA DE NEVE . chuva. É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar. PRESSÃO BAROMÉTRICA . Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro. ou gelo (SHPE).Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. Para um exemplo. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul.25 milibares.entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido.

A camada mais baixa de nuvem. O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. O estrondo do trovão é 94 . TERMÓGRAFO .Esta é uma descrição subjetiva.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. As temperaturas podem chegar a mais de 10. TETO . antecedidas pelo sinal menos ( -). Registra continuamente a temperatura num mapa. gelo. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT.Ciclone tropical. São as variações de curto prazo da atmosfera. TEMPO SEVERO . como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. É também medida de calor ou de frio. Se o céu estiver totalmente obscurecido. podem se transformar em tornados. então Diretor do National Hurricane Center. caso o vento favoreça essa condição. TEMPORAL COM TROVOADAS . granizo. Não são sistemas de natureza transitória. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT).Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago.Elevação do nível do mar. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. umidade. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. ou o tempo de uma hora separadamente. TEMPESTADE TROPICAL . temperatura. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. Compare com um satélite geo-estacionário. precipitação.Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte. que primeiro utilizou este método de tempo mundial. S SAFFIR-SIMPSON . qualquer evento destrutivo do tempo.Geralmente. que variam de moderados a extremamente fortes e que. precipitação.Instrumento usado para medir a temperatura. e Robert Simpson. mas são antecedidas pelo sinal mais (+). Pode acontecer em qualquer parte do mundo. A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. Este é também o Principal Meridiano de Longitude. sob condições mais graves. na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. Inglaterra. dentro e imediatamente em torno deste canal.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. raios. engenheiro consultor. é a altura da visibilidade vertical. Quando isto acontece. Em observações de superfície.VISIBILIDADE VERTICAL . turbulência. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. Considerado como condições agradáveis do tempo. refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra. TERMÔMETRO DE BULBO SECO . O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. visibilidade e vento. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius. caracterizado por trovões. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). desde que existam as condições certas. é um evento de micro-escala. T TEMPERATURA . TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar. RESSACA . TEMPO . opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas.Essencialmente. Para mais informações. TORNADO . TEMPERATURA MÉDIA . ventos tempestuosos de superfície. casa do Observatório Real. TEMPO BOM . as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. nevascas. temporais intensos com trovoadas. Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. veja Escala Saffir-Simpson.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia.Condições da atmosfera por um determinado período. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra.Termômetro usado para medir a temperatura ambiente. Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. duração relativamente curta.Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo.000 graus Celsius em fração de segundos. um termômetro que também é um registrador. Para o oeste. TROVÃO . mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. o trovão aquece os gases da atmosfera. no máximo. resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. ou tornados.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. cujos ventos de sustentação na superfície são de. o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. com respeito ao período do ano e à localizaçã o física. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). TERMÔMETRO .está mais frio e mais denso no alto. Para o leste deste meridiano.

o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco.cefetsc. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde. Quando estão próximos da superfície da Terra. os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador.Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo. originários de alta pressão subtropical central.edu. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. É expressado em percentagem. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar.criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. caracterizados por um grande poder de direção. ou tornado.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte. são ventos de nível mais baixo. num arco de 45 graus da linha do horizonte. em baixas fechadas em grandes altitudes.Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul.Do ponto de vista astronômico. TUFÃO . sondas meteorológicas. velocidade. que sopram do leste na direção da cavada equatorial. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. É freqüentemente chamada de CAT. ou por relatórios feitos de uma aeronave. V VAPOR DE ÁGUA . ou mais.Medida da nebulosidade da atmosfera.Água em forma gasosa. em geral. Vista a distância. ou da variação de temperatura e pressão. VERÃO . VENTO DE LESTE . umidade e umidade específica. UMIDADE RELATIVA . Basicamente. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério.Movimentos irregulares e instantâneos do ar. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. tanto o efeito Coriolis. alto-estrato. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. VISIBILIDADE . Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. Quatro características do vento são verificadas: direção. sem nenhum alerta em forma de nuvem. É o movimento atmosférico persistente dominante. TWISTER . é medida em nós. exceto em algumas regiões tropicais.Dois cinturões de ventos persistentes. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. mas que evapora antes de alcançar o chão. a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo.Ar que flui. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. É um dos componentes mais importantes da atmosfera. Durante o verão no Hemisfério Norte. e durante os meses de Dezembro. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. Tipos de umidade incluem umidade absoluta. como os ventos convergentes do leste. Pode ser medida de vários modos. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. ou milhas náuticas por hora. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. pelo menos. os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. assim co mo em regiões de cisalhamento. U UMIDADE . diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça.Quantidade de vapor de água no ar. Quando está em observação. sopram da direção sudeste.br) 95 . É mais comum nas proximidades das correntes de vento. Isto ocorre durante os meses de Junho. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano. ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto. horizontalmente sobre a superfície da Terra. VELOCIDADE DO VENTO . O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. Fonte: Weather. embora não esteja limitada apenas a estes locais. TURBULÊNCIA . enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. Devido ao seu conteúdo molecular. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL . VIRGA . VENTOS CONVERGENTES . Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja. VENTO .Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. No Hemisfério Norte. Julho e Agosto no Hemisfério Norte.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. VENTOS DO OESTE .

Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. 8. 2. Diferencie Tempo de Clima. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. 16. Dê exemplos. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. Em termos gerais. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). Qual é a sua importância? 13. 17. Explique como a altitude influencia na formação do clima. CO 2 e O3) da atmosfera. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. ATMOSFERA 12. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. Defina atmosfera terrestre. 9. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3.

RADIAÇÃO SOLAR 26. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. 97 . Defina: a. 24. a sobrevivência vegetal seria impossível. O que é radiação líquida? 39. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. Diferencie solstício de equinócio. Discuta: sem radiação solar. 30. Plantas de Dias Longos. 41. o que isto significa? 31.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. 21. três processos podem ocorrer com a energia incidente. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. ocorre transferência de calor nas plantas. Conceitue-os. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. 29. Quais são os processos de transferência de energia (calor). Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. em termos quantitativos? 40. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. Se um material tem albedo negativo. b. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. Plantas de Dias Curtos. Assim como na atmosfera. Defina Afélio e Periélio. que ocorrem na atmosfera? 27. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. O que é fotoperiodismo? 44. 42. Descreva os três processos.

O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. Conceitue umidade absoluta do ar. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62. 54. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65. TEMPERATURA 47. O que é temperatura? 48.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. sabendo que. 46. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). O que é temperatura-base ou basal? 52. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. 50. Conceitue umidade relativa do ar. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. O que é termoperiodismo? 57. Calcule a umidade relativa do ar. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. 59. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. 49. Qual é o conceito de graus-dia? 53. 98 . em determinado dia. 64.45. 61. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55.

Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique.. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. O que são precipitações orográficas? 81. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. 73. 69. O que são nuvens e como se formam? 86. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90.VENTO 66. Como é feita a medida de precipitação? 84. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. 76. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. 87. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. O que é e como se dá a formação do vento? 67. Explique a formação dos ventos em macroescala. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75.

de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. Evapotranspiração De Referência 8.65 se a temperatura média for maior que 22° C. 100 . Evapotranspiração Da Cultura 10. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. pelo método do Tanque Classe A. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. em qualquer estádio de crescimento. em fase de crescimento ativo. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática.93. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. Evapotranspiração Máxima 9. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. isto é. fertilidade e disponibilidade de água no solo.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. 100. 99. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio). com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. Determine os valores da ETc para o feijão. na mesma semana. de pequeno porte. ( solo. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo. Evapotranspiração Potencial 7. 95. Relacione: 6. ) Evapotranspiração de determinada cultura. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB. sob as condições normais de cultivo.

Conceito b. FOTOPERIODISMO a. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. Conceito b. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. Formação c. Generalistas (tecnológicas. econômicas. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. Créditos de Carbono f. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. 1. por um outro colega. impreterivelmente. 2. visando completar o aprendizado dos alunos. Principais agravantes do Efeito Estufa i. Práticas mitigadoras e. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. Na agricultura d. tecnológicos. Formação do Efeito Estufa c. Gerais (industriais. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. 101 . que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. Práticas mitigadoras i. Como afeta as atividades agrícolas d. Conceito b. mais a correção normal. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. etc) ii.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. políticos ii. CAMADA DE OZÔNIO a. 3. EFEITO ESTUFA a. Formação c. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. políticas.

4. Utilização Agronômica dos QV c. Exemplos práticos de utilização f. Como é feito o zoneamento agroclimático c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Conceito b. Como fazer um QV d. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. Tipos de Espécies de QV e. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. 5. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d. Exemplo prático de utilização de QV g. Conceito b. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. 102 . QUEBRA-VENTOS a.

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