FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

b. entre outras. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. para o setor agrícola. aumento do potencial de incêndios. A palavra Meteorologia vem do grego. interação ar-mar (interações com a Oceanografia). c. meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. e estrago na colheita. a seca resulta na falta de água. previsão de eventos extremos como furacões e tornados. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. etc. Por exemplo. previsão de relâmpagos. clima (Climatologia). O meteorologista pode atuar em diversas áreas. também é conhecida como Ciências Atmosféricas. biologia (Biometeorologia). Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. hidrologia (Hidrometeorologia). etc. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. Pesquisas atmosféricas em laboratórios. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. aviação. Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia).METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. Mas a Meteorologia não faz só isso. universidades. entre outras podemos citar: a. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana).

safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 . é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas.METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. também conhecida como Agrometeorologia.

ATIVIDADE ANTRÓPICA. Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola. 6 . FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. PRESSÁO ATM. CHUVA. VENTO. levando-se em conta as exigências térmicas. NEBULOSIDADE. etc. VULCANISMO. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional. etc. hídricas e fotoperiódicas.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias.: TEMPERATURA. ÓRBITA TERRESTRE). ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. UMIDADE.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES.

mesmo ao meio dia. mais frio será. enxerga o Sol 24 horas por dia. A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . mais frio será e quanto menor a altitude.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos .90º norte ou sul).0º). Por exemplo. Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. mais quente. Além disso. Isto ocorre. parece o Sol do início da manhã. 7 . enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. mais quente será. entre outros motivos. mas ele está sempre inclinado e. ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). No inverno não se vê o Sol. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude. no verão. Quem está muito próximo dos pólos. entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. isto é.

as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. Quanto maior a reflexão. a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar).Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). Por sua vez. 8 . Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas. Ao atingirem a superfície. menor será o calor acumulado.

pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. ou seja. Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. cultivo protegido. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. correntes oceânicas. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. devido aos fatores geográficos. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. adensamento de plantio. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. oceanalidade/continentalidade. A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. etc). TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. como a latitude. 9 . em que a topografia condiciona o topo-clima. Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. altitude. atuação de massas de ar e frentes.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6. É ISOTÉRMICA (~0ºC).5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA. OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES. ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES.000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. ÀS PLANTAS.” 13 . É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC). PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. ESPESSURA: 3 – 5 km.5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO. É ISOTÉRMICA (~0ºC). POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA. TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. ESPESSURA: 3 km. ESPESSURA: ~10 km.

14 .

5 +5.0 -3. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2.0 +10. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS.0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO).5 +3. RESPONDA 1.0 -3. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .0 +2. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. A UMA TEMPERATURA DE 25° C. PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km.

A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. em aproximadamente 4 de julho.MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. Figura 2 . o periélio (147x 106 km). A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. meio dia) varia no decorrer do ano. A posição mais próxima ao Sol. Isto significa que a altura do Sol. Figura 1 . As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas.Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica). é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante. o afélio (152 x 106 km). Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol. para uma dada hora do dia (por exemplo. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão.Posições relativas do sol 16 . o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte.

17 . Se a altura do Sol é pequena. 2) e a radiação solar sofre maior absorção.Variação da altura do Sol com a latitude. os dias mais curtos e há menos radiação solar. a altura do Sol varia com a latitude. Segundo. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. os dias mais longos e há mais radiação solar. Primeiro. Fig. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol. 3. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. reflexão ou espalhamento. mais espalhada e menos intensa a radiação. eles são mais concentrados.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. Como a Terra é curva. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente. o que reduz sua intensidade na superfície. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. Se a altura do sol decresce. Quando menor a altura solar.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). 4). No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio). 4.Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig. A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração). Fig. Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer). Este é o solstício de inverno para o HS. Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS).Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 .

SOLSTÍCIOS 20 .

sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra.EQUINÓCIOS Além da variação temporal. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N). REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 . Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano.

podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. porém cada medida necessita de uma leitura. Por exemplo. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. i) Radiação solar. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. Por exemplo. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. f) Altura da base das nuvens. Neste caso. c) Pressão atmosférica. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. antes de tudo. h) Quantidade de evaporação. Estas observações se denominam observações sensoriais. precisão. as observações se chamam observações instrumentais. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. Os primeiros são mais precisos. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar.br) 22 . para o qual é necessário consultar um instrumento. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. Porém. g) Quantidade de chuva. facilidade de manejo e solidez de construção. mas não pode saber o valor exato da mesma.edu. e) Velocidade e direção do vento. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. De acordo com o modo de realizar a leitura. de dados meteorológicos precisos. da água e do solo. d) Umidade. b) Temperatura do ar. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www.cefetsc. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações.

Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos. 23 .Umidade relativa .Temperaturas extremas .Evaporação .Precipitação . por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: .Temperatura do momento .

Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum.Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro. que permitem a livre circulação do ar. PLUVIÓGRAFO 24 . vento. integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção. umidade.As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura. cujas paredes são dispostas como persianas. cobertura de céu nublado. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: .Termômetro de Máxima . pressão. precipitação. altura de nuvens até os 1500 metros.Termômetro de Mínima . etc. alcance visual de pista(visibilidade). As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação.Higrotermógrafo .

em milímetros (mm). chamado "Termômetro Úmido". As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada.É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. Mede a quantidade de chuva caída. e o outro. é formado por dois termômetros idênticos. um chamado "Termômetro Seco". 25 . serve essencialmente para obter a temperatura do ar. PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto.

cm-²). Mede a velocidade do vento (m/s) e. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. A unidade usada é (cal.ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. também a direção (em graus). em alguns tipos. 26 . HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos.

a litosfera e a biosfera. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. devem a sua origem e as suas características à radiação solar. ISTO É. EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. MILÍMETROS. É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. ETC.RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. a hidrosfera. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) . DURANTE UM MINUTO. pelas circulações oceânicas. designadamente a atmosfera. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. Por isso. 3. SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. EXPRIME-SE EM METROS. 27 . QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA.). NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). 2. Todos os componentes do sistema climático. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL.UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). responsáveis pelas condições meteorológicas. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. 4. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. METALIZAÇÕES.

28 . Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL. 6. POR OUTRO LADO. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. 9. REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. VARIA DE 0 a 1. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE. 7. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). a+r+t=1 8. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL.5. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO.

deserto Grama Floresta Neve (limpa. marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 .Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia. seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha.

AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. CHUVA. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra. VENTO.CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. 30 . UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS. PRESSÃO. AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES.

3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA. 31 . APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA. ENTÃO CERCA DE 500s (8.ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 . ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I.

DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. . DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. PELA DISPERSÃO. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2. NA ALTA ATMOSFERA.EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA.

SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. ENTÃO. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. VINDO DE TODOS OS LADOS. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. 33 . A REFLEXÃO. GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE. COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. NESTE CASO. COM A ATMOSFERA LIMPA.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg).

OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA .

média anual típica (Wh/m2.dia) 35 .DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .

encontrandose. Esta. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. em equilíbrio térmico. a. a radiação solar converte-se em energia calorífica. POR MEIO DE ONDAS. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. por sua vez. Ao ser absorvida pela Terra. aquecendo a superfície terrestre. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). emite a mesma quantidade de energia que recebe. b. 2. OU SEJA. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. por isso.

por sua vez. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. caso contrário. usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). A superfície. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). As restantes 70 unidades são absorvidas. Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente. Portanto. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. 37 . absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra.Como resultado deste processo. por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. Vamos examinar este balanço na abaixo.BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço.

verdes e parte das vermelhas 0.2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0.7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.4 a 0.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM.2 a 0.

39 . em diferentes comprimentos de onda.COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar.

que ilumina tenuemente o seu espaço vital. 40 . cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. o verde. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais. Dentro do espectro absorvido. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. Da radiação líquida disponível. já que a água do mar filtra a radiação. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. também podem ser gorduras. Portanto. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. vegetação etc. porém. Nestas pequenas formações microscópicas. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho.). A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese.

3ª BANDA (0.61 > λ > 0. 5ª BANDA (0. 6ª BANDA (0. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS.51 > λ > 0.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO. MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL. 2ª BANDA (1.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS. 7ª BANDA (0.315 > λ > 0.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1.0 > λ > 0. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS. 4ª BANDA (0.72 > λ > 0. O TRECHO PRÓXIMO À 1.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES). GERMINAÇÃO DE SEMENTES.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA.40 > λ > 0. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA. 41 .

como a UV-B.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre. porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona. Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. entre 280 e 320nm. 42 . não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B.

FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. SORGO. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). CENTEIO. EM CAMADAS DISTINTAS. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. MÉDIA E MÁXIMA. TRIGO. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO.

0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO). VENTOS. NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA.. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA).5 A 2. VAPOR D’ÁGUA. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO).TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. ETC. A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1. A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). NEBULOSIDADE. AEROSÓIS. POEIRA. PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES. 44 . A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL. PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR. TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA.

O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) . FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”.TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1. BATATA. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE.FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2. PIMENTA) 45 .

A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). 46 . OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL. TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL. A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO.

UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. CEVADA = 1700°C. ACUMULADO DURANTE O DIA. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. TRIGO: 2000°C. CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. RESPOSTA LINEAR. MAIOR EFICIÊNCIA). NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA.

5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50.00 NOVEMBRO = 70.00 OUTUBRO = 60. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO).00 JANEIRO = 40.00 48 . LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP. QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO.00 DEZEMBRO = 80. VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18.

UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. 49 . GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. EXISTENTE NA ATMOSFERA. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA. NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA.

GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS. SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA. EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO. EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). 50 .MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS.Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts.

TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO). O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE. PRÓXIMO À 100%. A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO.

GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .

MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. O vento. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. A manipulação do solo.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. proporcionando melhores condições para a produção. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. 53 . maior será a velocidade de deslocamento. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. que é o ar em movimento. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO.

b. sendo função dos gradientes de pressão. Regiões Polares: Ventos de Leste. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. c. é possível se verificar uma certa tendência: a. Meso e Micro. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície. MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera. Classificação dos Ventos em nível Global 54 . Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul).EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro.

vento que sopra de dia. variando diariamente ou sazonalmente. configuração da encosta. formam-se baixas pressões. Brisa do vale . e conseqüente diferença de pressão. que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. os cumes arrefecem mais rapidamente. formando-se nos cumes baixas pressões. Brisa da montanha . sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). formando-se aí altas pressões e nos vales.MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado. sistema orográfico e topografia. a terra aquece mais rapidamente. 55 . entre continentes e oceanos. com um arrefecimento mais lento.vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite.sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale. Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia). Brisa marítima . Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões. Ventos Foehn ou Chinook. Durante o dia. do mar para terra.entre a superfície aquosa e terrestre. Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia).

Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 . da terra para o mar. Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente. etc. objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas. com menor magnitude do fenômeno.vento que sopra de noite. criando-se no mar baixas pressões.Brisa terrestre . enquanto a água arrefece mais lentamente. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. formando-se aqui altas pressões. porém. áreas irrigadas e não irrigadas.

por exemplo. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. É variável conforme a espécie vegetal c. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. Zo= parâmetro de rugosidade. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. ln . Ex. Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. ρ= densidade do ar. TRANSPIRAÇÃO a. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. Em condições normais. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. τ= força tangencial. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 . Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. a irrigação por aspersão. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. k=constante de von Karman de valor 0. τ1/2 /ρ . que é determinada pela área exposta f. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d. cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e.40. o que favorece a fotossíntese b. varia com a rugosidade. ABSORÇÃO DE CO2 a.

Estudo com a cana de açúcar (HARTT.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. com oito direções fundamentais: N. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO.b.6 km/h. SE. ii. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 . Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. sendo que 1 m/s = 3. NE.  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h. 1963): i. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3. NO. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d. SO E O. S. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus.

ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. 59 . facilitando a disseminação e diversificação de espécies. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes.velocidade média do vento. amenizando assim o efeito da temperatura. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar. atuando como substância de arrefecimento. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. pólen. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. Translocação de vapor d’água. sendo decisivo na implantação de projetos. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. quando o ar se torna mais denso. Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. Dispersão de esporos. Fonte limpa e renovável de energia. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. Renovação do ar próximos às plantas. podendo ser muito utilizada no campo. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. sementes. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência.

 Conseqüente diminuição da produtividade.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese.  Desfolha por efeito mecânico do vento.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento.  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados. constituindo um acelerador do processo de desertificação.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento. resultando em diminuição de ganho de peso.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas. 60 .  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos.

 O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. sejam eles naturais ou artificiais. principalmente. para que as atividades agrícolas sejam viáveis. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. sendo necessário a proteção das culturas.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. 61 . através da utilização de quebra-ventos. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais. interferindo no crescimento de culturas e animais. mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores.

devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. Ex: milho. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. Ex: grevílea. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. promovendo uma certa diversidade biológica. Geralmente. c. principalmente a luminosidade e o vento. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. minimizando o processo de desertificação. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. Seringueira. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. sorgo. grevílea e milho. eucalipto. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. principalmente em regiões planas. 62 . Permanentes: árvores. ajudando também na contenção de dunas. pinus.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. com menor demanda atmosférica por água. bananeira. repercutindo na produtividade. b. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. que passa a viver num ambiente menos estressante. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. cana-deaçúcar. capim. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo. Desse modo. Ex.

 ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. pois dependem da durabilidade do produto empregado. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica. para a realização de tarefas como bombear água. em energia elétrica. Ex: sombrites e ripados. sendo temporários. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. moer grãos e serrar madeira. Energia eólica 63 . Quando captada. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. que gira o rotor.

Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. inundação). pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. trovoadas. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano. podendo ocorrer descargas elétricas. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. completando o ciclo hidrológico. carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. derrubada de vegetação. É resultado da diferença de temperatura. curta duração. longa duração (dias) e sem horário predominante. ventos fortes e granizos. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. provocam muitos danos (erosão. caracterizamse pela intensidade moderada. podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. tamanho. após a evaporação e condensação. Pela forte intensidade. quantidade. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. 64 .

assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura. através da expressão: h = 10 . denominada altura de precipitação. em decorrencia da precipitação. Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal. 65 . indicando os totais mensais. V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras).Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida.

Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos. 66 . não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. equinócio de primavera é menos chuvoso. Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. em torno do solsticio de verão. Região Norte: precipitações mensais elevadas. com época mais chuvosa no equinócio de primavera.

67 . aumentando de tamanho e formando as névoas. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. ALÉM DE POEIRA. e que são chamadas de núcleo de condensação. produzidos nos centros urbanos e industriais. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. etc. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. PARTÍCULAS DE GELO. Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. nuvens. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. O processo de condensação pode ser descontínuo. orvalho e geadas. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. OU DE AMBAS. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. nevoeiros.

Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. mesmo com Umidade Relativa baixa. Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. dimensão.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. Quanto mais núcleos. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. número e distribuição no espaço. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM. São sempre brancas. maior a condensação. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento.  Cumuloninbus 68 . Stratocumulus.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes.

Classificação das Nuvens 69 .

Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. enquanto o sol aquece. A cúpula borbulhante. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. que é constituída por gotículas de água . Cúmulos (cu) 70 . à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. das extensões de maior altitude. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). Crescem a partir de cúmulos grandes. ao contrário da bruma. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. quando o sol está fortemente aquecido. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. formadas entre 5 e 11Km. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. colocando-se a eles. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor.Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. congelando instantaneamente. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. As nuvens de gelo tais como os cirros. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. que tem movimento horizontal. formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. antes de penetrar completamente nela. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera.Após o congelamento estas nuvens tendem. característica dos cúmulos em desenvolvimento. devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. Em condições instáveis. Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . anunciando a chegada de tempo instável. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. Contudo. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada.

Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. ou neve. ou neve fraca mas persistente. as nuvens causadoras de chuva. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. produzida por este. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). os contornos são nítidos. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. pois estão mais altos e mais longe. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. ou ainda mais abaixo. e logo empurradas pelo vento. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. baixa e cinzenta. com a base entre os 2Km e 6Km. separadas por vezes por porções de céu descoberto. mas onde o vento à superfície mantém. tem a base a cerca de 400metros. mas podem provocar chuvisco.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas. fria. "rabos de égua": 71 . A força do vento molda-os em filamentos delicados. cinzenta. forte e contínua. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . muitas vezes sombria. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. Altocúmulos Os Altocúmulos. dos altostratos que engrossam e descem. formam-se acima dos estratocúmulos. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões.Estratos(st) A camada nebulosa.. ao mesmo tempo em que a arrefece. Quando estas nuvens são espessas. Quando é possível ver o sol através dos estratos. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. podem transformar-se em nimbostratos. mas sem o deixar ver claramente. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. que se estendem até perder de vista. quando a chuva. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. quase sempre com porções escuras. neste caso. o ar quente é obrigado a subir. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. a temperaturas acima do ponto de congelamento. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. Formam-se em condições de atmosfera estável. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. Num dia de sol. sobre uma superfície plana e uniforme. nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. Dá lugar a chuva ou neve. separando duas massas de ar úmido e resultam. às vezes listrada. pela aproximação de uma frente. ou neve fraca a maior altitude. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. com base entre os 900 metros e os 3 km. no ar frio e úmido subjacente. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. designada por estrato.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. cai numa camada mais quente. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. abaixo da base da nuvem. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. e inversamente. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. constituídas por massas globulares ou em rolos. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes.

que chegam aos 15 Km de altitude. como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). tendem a dar chuva mais lenta e persistente.Um dia de chuva Nuvens sombrias. 72 . Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. são sinal certo de chuva iminente. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. despejarem numa tarde um dilúvio. que pouco mais é que neblina. que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. à medida que o avião atravessa a nuvem. Lençóis de nimbostratos. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. que pode durar horas e até dias seguidos. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. mais leves e finos. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. cor de carvão. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos.

contribuindo para a melhoria das condições de produção. que são verificados no solo nu.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. num determinado intervalo de tempo. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. e no crescimento das plantas. corresponde à evapotranspiração potencial do período. Na região dos cerrados. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. Em 1944. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). D = drenagem. I= irrigação. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. Destes. 73 . que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação.  = variação no S armazenamento de água no solo. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. cobrindo totalmente o solo. então. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. CAMARGO (1966). Evapotranspiração é. ES = escoamento superficial. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. iniciou uma série de estudos. PENMAN (1948). mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor.

A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). para atender à demanda evaporante da atmosfera. o calor.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. participa de suas atividades biológicas. Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. Evapotranspiração 74 . que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. do ponto de vista agronômico. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. do sistema solo-planta para a atmosfera. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa. utilizando uma energia externa. A evaporação é uma perda indesejável. pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura.

2. em fase de crescimento ativo.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. isto é. ETR será sempre menor ou igual a ETP. 5. 75 . EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. 3. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1. 1956). EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. 3. sob as condições normais de cultivo. fertilidade e disponibilidade de água no solo. 2. 4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. de pequeno porte. cobrindo completamente o solo. 1981). 5. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. 4. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

Figura 3 – Modelos de TDR 79 . e dá a resposta em termos de umidade. com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. que mede a condutividade hidráulica do solo.Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo.

Para transformar esses dados em evapotranspiração. assentado sobre um poço tranqüilizador. A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. prático e econômico (STONE & SILVEIRA. A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque. Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . O Tanque Classe A é preciso. construído normalmente de aço galvanizado. Por meio da evaporação do tanque (EAC). 1995). EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. dado pela equação: ET0 = EvTA .

etc. que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos. Blaney & Criddle. Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman.EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração.Radiação líquida f (u). { W . umidade.Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c .Fator de correção W .Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO. A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. Makkink. Rn + (1 – W) . vento e insolação ou radiação. sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. Hargreaves & Samani. 1992). Nas áreas que possuem dados de temperatura.Fator relacionado com a temperatura Rn . Monteith) Thornthwaite. (ea – ed) Onde: ET0 . Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. Diretos) 81 . pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA. é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . f (u) .

e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo. em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência). Exemplo de Gráfico para Kc. Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 .COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas.

etc. etc. Conservação ambiental: água e energia. manutenção. 83 . Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico. energia. água. redução de contaminação do lençol freático.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. fertilizantes.

ao longo do ano. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Zoneamento agroclimático. na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. Consumo hídrico de diferentes culturas. 84 . numa região. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. Armazenamento da água da chuva. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. Como calcular. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS.

Nas latitudes média s. ATMOSFERA PADRÃO . É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva. de cristais de gelo.000 pés) de altitude.GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO . efetivamente. Nas latitudes médias. ABSORÇÃO . nas próximas 24 a 36 horas. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol.Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e.Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve. É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. ALTOCUMULUS .O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. ÁRIDO . Um dos componentes mais importantes do ar. é geralmente encontrada entre 2. grossas e cinzentas.000 e 18.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul. ADVECÇÃO QUENTE . AJUSTE DE ALTÍMETRO . Também conhecida como área de alta pressão. ou num grupo de ilhas. ou 29. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. é encontrada entre 4. ou sobre o nível do mar. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. amarelo. como altocumulus castellanus. azul claro. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho. é o vapor de água (H2O).Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área.033%. ALTAS LATITUDES . e da maioria dos gases importantes em meteorologia.92 polegadas de mercúrio.300 e 5. ANTICICLONE . oxigênio (O2) a 20. ou altocumulus lenticularis.013. laranja.25 milibares.Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento). azul. chuvas e condensação. às vezes.Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra). projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular. onde. e violeta).Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão. ou ciclone. 85 . mesosfera. ALTITUDE . a intensidade e o movimento da tempestade.09%. Do branco ao cinzento. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva.O movimento horizontal do ar mais frio em um local. No caso da Terra. não existe umidade no ar. estratosfera. É criado por refração. e a variação da temperatura é de -6.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO). seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos. ALERTA DE FURACÃO . ANEMÔMETRO . AR . A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". o padrão de pressão é de 1. A observação é usada para informar à população.Em meteorologia. enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. Também chamada de região polar. argônio (A) a 0. O altímetro é ajustado com a aeronave no chão.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. verde. Virga também provém destas nuvens.Termo usado para definir um clima extremamente seco.Composta de massas globulares baixas. Virga freqüentemente provém destas nuvens.Instrumento que mede a velocidade e força do vento.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0.400 e 6. pelo reflexo total e pela dispersão da luz. Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade.000 pés) de altitude . sobre o local. Isto varia de acordo com a textura. em terra e no mar. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar.000 e 20. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. ALTÍMETRO . ADVECÇÃO FRIA . É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade.Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. é o oposto de uma área de baixa pressão.Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência.Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz. muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra. ARCO-ÍRIS . ATMOSFERA .5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água.946%.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. ALTOSTRATUS . é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície. ionospera e exosfera. ADVECÇÃO . ALBEDO .000 metros (8. ALTÍMETRO DE PRESSÃO . Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte.000 metros (15. Pode formar vários sub-tipos.

veja Barômetro aneróide.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador.B BAIXAS LATITUDES . CAVADO EQUATORIAL . considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local. BIOSFERA . tanto ao norte quanto ao sul do equador.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. ou intensifica um sistema preexistente.Área de pressão de circulação fechada. Também chamado de região tropical ou tórrida. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem. CHUVISCO . o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo.02 polegadas).Quantidade de precipitação de qualquer tipo. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO .Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura.Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. É um tubo de vidro longo. ou ciclone. Na condição de ozônio ela age como um filtro. como os trópicos.Qualquer ciclone de origem não tropical.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. CHUVA . feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. C CALMARIA . regiões de clima temperado. dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. protegendo o planeta da radiação ultravioleta.T. é a ausência aparente de movimento da superfície de água. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. BARÔMETRO DE MERCÚRIO . com ventos convergentes e circulares. CAMADA DE OZÔNIO . A circulação fica restrita a uma região específica. a aproximadamente 9. Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). ou polar. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. que se desenvolve sobre as águas tropicais e. CEILÔMETRO . tornados e sistemas tropical e extratropical. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula. quando a pressão atmosférica di minui.5 a 12. CICLO DA ÁGUA .Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo. Possa ser chamado de um B. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical.5 milímetros (0. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647). CICLONE TROPICAL .O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar. o que influencia o clima dessas regiões. ou para elevar sua energia interna. BARÔMETRO ANERÓIDE . BARÔMETRO .Zona de transição entre a Terra e a atmosfera. CÉU CLARO .Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. À medida em que a pressão atmosférica aumenta. Oposto de crista. CICLONE . por um número determinado de anos. BARÓGRAFO .Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos. CICLOGÊNESE . Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. o mercúrio volta para o fundo. quando não há nenhum vento ou ondulação.Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano.Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. 86 . mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera.Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica. foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. principalmente da água em estado líquido. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. depositando-o num tanque de mercúrio. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). Como exemplo. instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva. depois que o mercúrio desce. É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. físico e matemático italiano. às vezes. CICLONE EXTRATROPICAL .5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra.Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo.Um instrumento para medir a pressão atmosférica. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. BATITERMÓGRAFO . As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares.Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio.O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro. CALOR . Em termos oceânicos. aberto numa ponta e fechado na outra. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico.

É a nuvem mais alta que se forma no céu. ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa.Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. mas o topo pode variar em altura. klima. ou mais. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z).Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico.subtropicais. que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado. CIRROCUMULUS . É o processo físico oposto ao da evaporação. É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis).000 e 9. É o oposto de cavado equatorial ("trough").Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus). esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. CONVECÇÃO . Com o aquecimento adicional da superfície da Terra. Em meteorologia. COALESCÊNCIA . Dependendo dos ventos de sustentação da superfície. jatos de superfície. é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera. Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. tempestade tropical.Nuvem do tipo cirrus.000 pés). é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área. depressão tropical. ou pelo contato de uma substância com outra. do oeste para leste.000 pés de altitude (6. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA . com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. é o oposto de subsidência. as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo. usado pelas comunidades científicas e militares. composta de cristais de gelo. uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO .000 e 30. Cirrus é uma nuve m magra. o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical. se formam em alturas excessivas. CONDENSAÇÃO . CISALHAMENTO DIRECIONAL . Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade. do estado gasoso para o estado líquido. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. com as quais é associada no céu. na troposfera.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. CLIMATOLOGIA . CIRRUSTRATUS . é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. CIRCULAÇÃO . tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20.000 pés). gerando um efeito ondulado.Área alongada de alta pressão atmosférica.A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior. que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina.Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. com a aparência de um lenço l plano e fibroso. Cria geralmente um "céu escamado". Inclui dados climáticos. c huva de granizo. Também chamada de nuvem de temporal. Em algumas condições atmosféricas. a partir da base (fundo) para cima. furacão ou tufão. CIRRUS . O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. Clima excessivamente seco numa região específica. Quando vistos da superfície da Terra.Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha. CONVERGÊNCIA . associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. CLIMA . Também é um dos três tipos de nuvem alta. raios.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical. trovões e. Oposto do circulação ascendente ("upslope").Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. CORRENTE DE JATO .000 metros de altitude (20. CRISTA . As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. jatos polares. ou delgada. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical. Em termos oceânicos.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. e jatos subtropicais. Às vezes é confundida com altocumulus. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. ocasionalmente. tornados. às vezes. Em números absolutos. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . CONDUÇÃO . ou ventos fortes e tempestuosos. Nas latitudes médias. Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo. A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3. A palavra é derivada do grego. e que se movimenta de forma circular organizada. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia. CUMULUS .Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. CORREDOR DOS TORNADOS .O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança.000 metros). Oposto de divergência. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais.O estudo do clima. porém. CÚMULUNIMBUS .

ESTRATOS . É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação. Embora possa produzir garoa ou neve. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) . E EFEITO CORIOLIS .Em meteorologia.Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. caracteristicamente. 60 quilômetros por hora (33 nós). sendo. um termo descritivo. Tendo. tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta. no máximo. Divergência a níveis mais baixos está associada. uma baixa. meso-escala e tempestades. ou menos.Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical.Ciclone tropical. devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água. ou cavado equatorial ("trough").Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. a mais comum de todas as nuvens baixas. talvez.Inundação que acontece muito rapidamente.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra. pelo rompimento de uma represa.Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. Barão de Largs (1824-1907).Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857). pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão. Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus. e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. D DENSIDADE .Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. EFEITO ESTUFA . O mesmo que centígrado. Contrasta com macro-escala. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul. Kelvin. DIVERGÊNCIA . conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. um ou mais isóbaras fechadas.O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador. Dias e noites são quase iguais em duração. o qual é composto da velocidade de vento. ENCHENTE REPENTINA .Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro.500 metros de altitude acima da superfície da Terra. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais.Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA .033%. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). No Hemisfério Norte. É baseado na Força ou Número de Beaufort. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento.0 graus Celsius ou 39. e m geral. para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. Em 1948.maiores. ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO . No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. ESCALA SINÓTICA . um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio. com um movimento descendente do ar suspenso. ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada. É usada principalmente para propósitos científicos. ESCALA DE BEAUFORT .Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa.Escala de temperatura em que a água.Distância vertical sobre o nível médio do mar. é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. DEPRESSÃO TROPICAL . Foi criada por Anders Celsius em 1742. cinzenta e baixa. que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. É grossa . EQUADOR . enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda.2 graus Fahrenheit. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. Abrange 0. raramente produz 88 . no alto. físico e matemático escocês nascido na Irlanda. ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . Apresentada em 1848 por William T. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius". Em oceanografia. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. no nível do mar. DEPRESSÃO . Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. EQUINÓCIO . Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736). Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. interrompendo seu processo de ascenção. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo. EL NIÑO . É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. Oposto de convergência.Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera. que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra.

Precipitação que se origina de nuvens convectivas. substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. de forma muito rápida. Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. É o processo físico oposto de condensação. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. com a passagem de uma frente quente.Frente que é quase estacionária. Veja Frente Fria e Frente Quente.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. Geralmente.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes. Também conhecida como frente semi-estacionária. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. Bolas isoladas são chamadas de pedras. FRENTE OCLUSA . ao avançar.Fronteira quase sempre semi-contínua.A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo. ou nenhuma fronteira distinta.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. É composto da evaporação do líquido. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar".Condição marcada por temperatura realmente baixa. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram. FRENTE FRIA . é transformado em estado gasoso. quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. bolas de gelo e granizo. uma linha de tormenta pode antecipar a frente. ou mais). como a água. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. mar caribenho. É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar. ou "água sólida".O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. embora os ventos troquem de direção (em geral. É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. por exemplo GRANIZO . é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). Neste caso.O término ou "morte" de uma frente. É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia. Geralmente.Forma sólida de água. bolas de neve. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. EVAPORAÇÃO . Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . a temperatura e a umidade aumentam. Veja escalas em Celsius. GRAU . Oposto de frontólise. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo.Também conhecida como "oclusão". Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. FRENTE . o ar fica claro depois da passagem da frente. a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. são considerados granizo. o que normalmente implica temperaturas diferentes.O processo físico pelo qual um líquido. Fahrentheit e 89 . Por exemplo. Veja Frente fria e Frente quente. ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais. nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. FUMAÇA .Nascimento ou criação de uma frente. geralmente antecedem a frente na superfície. ou granizo mole. ou mais.Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. F FOTOS DE SATÉLITE . criando uma frente.Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. FRENTE ESTACIONÁRIA . É també m conhecida como frente estacionária. FRIO . Veja Frente Oclusa e Frente Quente. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). ar úmido e frio e ar seco. a pressão atmosférica sobe e. as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. como vapor de água. como o fluxo do vapor de água. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. como cumulunimbus. ou garoa. com a passagem de uma frente fria. assim como chuvas convectivas e temporais. acrescida da transpiração das plantas. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . neve. FRENTE POLAR . Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. Sob temperaturas mais frias. o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). ou quando as partículas maiores se dispersam. FRENTE QUENTE . Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. FRONTOGÊNESE . Veja frente oclusa e frente fria. FURACÃO . G GELO . a temperatura e a umidade diminuem.Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). Ausência de calor. FRONTÓLISE . Em geral.precipitação pesada. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. Precipitação em forma de chuva. no Oceano Atlântico Norte. a área de convergência entre calor.

Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. MESO-ESCALA . METAR . É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e.e o Meridiano Principal. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada. A região também é chamada de zona temperada. METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS .Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos. em Greenwich. Tal como a latitude. este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. J JATO SUBTROPICAL . é medida em graus . Julho e Agosto no Hemisfério Sul. MASSA DE AR .Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report.Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. Para um exemplo. condições da pista. hidrometeorologia operacional e sinóptica. Não se trata de temperatura atual do ar. É medida em graus. LATITUDES MÉDIAS . uma característica semi-permanente. e a linha do equador está a zero grau.Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. dinâmica. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície.Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica. 90 . MILIBAR . Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. LONGITUDE . INVERNO . MASSA DE AR POLAR .013. Não é a temperatura atual do ar. mais freqüentemente.000 metros de altitude.Localização. ponto de condensação e ajuste de altímetro.Do ponto de vista astronômico. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude. Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. MICRO-BARÓGRAFO . pode ficar mais rasa em altura. aviação. L LANTERNA . em geral.Um corpo extenso de ar. em relação à linha do equador. INVERSÃO . no mínimo: velocidade e direção dos ventos. entre outros. veja o mapa de frio do vento. semi-contínua. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. LATITUDE . A pressão padrão da superfície terrestre é 1. as temperaturas máxima. Isto inclui os MCCs. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. condições atuais do tempo.Kelvin. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos.Localização.A temperatura média de um dia. a mais de 12. visibilidade.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem.Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. M MAPA SINÓTICO . Isto ocorre nos meses de Dezembro. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano.Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul. enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. mínima das 00 e 12TMG. em relação ao Meridiano Principal. a informação deve conter. Para um exemplo. confira o mapa dos índices de calor. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. de um dado ponto na superfície da Terra. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. MCSs e as rajadas de vento. corresponde a zero grau de longitude. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. na medida em que se movimenta para o sul. temperatura.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado. e nos meses de Junho.2 milibares. I ÍNDICE DE CALOR . Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador.Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. condições do céu. de um dado ponto na superfície da Terra. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA .Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. Segundo o Metar. Veja Tempo Médio de Greenwich. considerando-se a média das leituras de hora em hora ou.

Pode variar em tamanho. Nos Estados Unidos. Um nó é equivalente a 1. Em geral. percentagem de umidade relativa. NUBLADO . considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. Invisíveis a olho nu.852 quilômetros por hora.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. aparecer em qualquer estação.ou quase os mesmos .Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. com ventos de 56Kmh. a tempestade está se intensificando. pressão. quantidade de nuvens.Nuvem típica da formação de chuva ou neve. ou mais. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. NEVASCA . Núcleos de condensação.Medida de velocidade náutica. Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar.Em meteorologia. É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato. situado em Silver Spring.Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. de 8 a 96 quilômetros. igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação.2C). Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. e dura pelo menos três horas. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. Na Inglaterra. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. NEBLINA . reduz a visibilidade para apenas 400 metros.e suficientes núcleos de condensação estão presentes.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. NEVADA . caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas. caracterizada por um começo e um fim súbitos. ou ventos que descrevem o estado da atmosfera. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. Maryland. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. O OBSERVAÇÃO . É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. contate o NOAA. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta. NEVE . como na fumaça ou nas partículas de poeira. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. ou menos. NÉVOA . "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. baixas e variações). com o topo e a base relativamente planos. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. e grande quantidade de neve e ve nto no ar. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos . Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem. pressão. Para informação adicional. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno. mas o tamanho comum é de 32 quilômetros. formas arredondadas e cilíndricas. como temperatura. Pode ser em estado sólido ou líquido.Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. The Weather Channel usa 91 . Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. estas nuvens podem. NUVEM . as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. temporais. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação. na superfície da Terra ou no alto. é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos).151 milhas por hora. quando o olho começa a diminuir seu tamanho. neve. etc.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. ONDA DE CALOR . formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. contudo. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. freqüentemente. Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. ventos (velocidade e direção).Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas. precipitação (chuva.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. etc. por um número determinado de anos. OLHO . Pode durar vários dias ou várias semanas.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. NUVENS ESPARSAS . NORMAL .N NASCER DO SOL . NÓ . NEVOEIRO . é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar.).Precipitação congelada em forma de neve.Centro de uma tempestade tropical ou furacão. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) . ou 1.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO .Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. próximas ou junto à superfície da Terra. o que. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. NIMBUSTRATUS .

é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. ciências hidrológicas e oceanográficas. a OMM tem 184 sócios." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. nuvens espalhadas. tempestade tropical. É o oposto de fusão. ou ciclone pequeno em tamanho e influência.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. ORVALHO . considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas. PONTO DE CONGELAMENTO . o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente. ONDA TROPICAL . É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. ou furacão. Na Inglaterra.Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia. por um número determinado de anos. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. Contém nuvem cumulunimbus.Este termo tem várias aplicações. Isto ocorre nos meses de Setembro. Suíça.M. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. Do ponto de vista astronômico. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica.Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra.Outro nome atribuído a uma ondulação a leste. A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar.Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. ou mais. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. aquele diminui.40 milímetros. ou 25. incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. indústria. pelo menos. PASSAGEM DE FRENTE . refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece. bem como de outros serviços de interesse público. Em oceanografia. PONTO DE EBULIÇÃO . É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens.M. ou mais. estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica.M. Pode ser chamada de "fropa". OXIGÊNIO . ou centro de um ciclone tropical. Veja Pressão Barométrica. POENTE OU PÔR-DO-SOL . A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 . O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. incluindo mudanças e atividades do clima. Fundada pelas Nações Unidas em 1951. a O. contate a OMM. PERTURBAÇÃO . que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas.01""). O cáculo do poente. PAREDE DO OLHO . Abril e Maio no Hemis fério Sul.Área de convecção organizada. ou simplesmente nublado. PERTURBAÇÃO TROPICAL . POLEGADAS DE MERCÚRIO . Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. Com freqüência. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. Nos Estados Unidos. Refere-se a tempo bom. comércio e atividades sociais. P PARCIALMENTE NUBLADO . O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647).86 milibares. quando a temperatura cai até o ponto de condensação. OUTONO .Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho.M.os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e. ou mesmo do setor privado e comercial. situada em Genebra."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. Veja Nascer do Sol para uma comparação. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica.Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição. ONDA FRIA . O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical.Processo de mudança de um líquido para o estado sólido.É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar. nuvens esparsas. cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar. geralmente durante a noite. OSCILAÇÃO DO SUL . Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias.) . Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. OZÔNIO . PLUVIÔMETRO . predomínio de nublado. chuva intensa e ventos muito fortes. Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. e que demanda cuidados especiais na agricultura. Para mais 5informações.

e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu.Aumento súbito e significativo.Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio").se líquida ou sólida . Sua medida pode ser expressada em milibares. R RADAR .033 gramas por centímetro quadrado. RADIAÇÃO . PRECIPITAÇÃO .Todas as formas de água. bolas de neve e partículas de neve. é 100 graus Celsius. PRESSÃO BAROMÉTRICA .Precipitação típica do inverno. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. É também conhecida como pressão barométrica. O ponto de ebulição da água pura. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos. Também chamada de prognóstico. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar. 14. ou sobre a superfície da Terra. alcançando o solo: garoa.7 libras por polegada quadrada. um de bulbo molhado e outro de bulbo seco. A duração normalmente é menor do que 20 segundos. cristais de gelo. neve. veja descarga elétrica esférica. ou gelo (SHPE). PSICRÔMETRO . Q QUEDA DE NEVE .013. ou 29. normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas. freqüentemente observado em anticiclones. chuva. caracterizada por um começo e um fim súbitos.A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. PRESSÃO . O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. ""Predomínio de nublado"" significa que. líquida ou sólida. que também são formas de radiação.É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura. Christian Doppler que.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias. 760 milímetros de mercúrio.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. PONTO DE ORVALHO . ou 212 graus Fahrenheit. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar. este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão.Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. Seu volume é expressado geralmente em polegadas. normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. bolas de gelo.Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo. Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz.Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento. ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul.Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. garoa gelada. PRECIPITAÇÃO REPENTINA .Medida da pressão atmosférica em condições padrões. referindo-se ao estado da água . mais a habilidade e experiência de um meteorologista. Acontece na forma de chuva (SHRA). 2) entre duas ou mais nuvens. PREVISÃO .8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. Rebaixamento ou movimento descendente do ar. ou 1. PRIMAVERA . Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. em 1842. ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. Do ponto de vista astronômico. RAJADA DE VENTO . como gotas de precipitação. ou flutuações rápidas da velocidade do vento. Consiste de dois termômetros. 3) dentro de uma única nuvem.Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. Sua medida pode ser expressada em milibares. RADAR DOPPLER . A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. PREDOMÍNIO DE NUBLADO . entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR .entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. considerando a pressão padrão. neve (SHSN). que caem das nuvens.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. Também conhecida como pressão atmosférica. chuva fria. Ondas de som também são radiações. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. PRESSÃO DA ESTAÇÃO . Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. granizo.25 milibares. em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg).que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. É equivalente a 1. Mais predomi nante quando o ar 93 . determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar. Isto ocorre nos meses de Março.Pressão atmosférica média do nível do mar. RAIO .92 polegadas de mercúrio.4 quilômetros por hora).Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. Para um exemplo. PRESSÃO ATMOSFÉRICA . PRECIPITAÇÃO DE NEVE . Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28.

umidade. O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. antecedidas pelo sinal menos ( -). TERMÔMETRO .Ciclone tropical. 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). que primeiro utilizou este método de tempo mundial. TORNADO . Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. duração relativamente curta. turbulência. mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. mas são antecedidas pelo sinal mais (+). dentro e imediatamente em torno deste canal. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. TEMPERATURA MÉDIA .Elevação do nível do mar. TEMPESTADE TROPICAL . TEMPO . Inglaterra.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. TEMPO BOM .Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões.está mais frio e mais denso no alto. ventos tempestuosos de superfície. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). sob condições mais graves. Não são sistemas de natureza transitória. São as variações de curto prazo da atmosfera. Quando isto acontece. TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . TETO . Para o oeste. O estrondo do trovão é 94 . desde que existam as condições certas.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir.A camada mais baixa de nuvem. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. raios. TERMÓGRAFO . TROVÃO .Termômetro usado para medir a temperatura ambiente.Esta é uma descrição subjetiva. temporais intensos com trovoadas. Para mais informações.Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. É também medida de calor ou de frio. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. granizo. casa do Observatório Real. como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. o trovão aquece os gases da atmosfera. TERMÔMETRO DE BULBO SECO . as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. então Diretor do National Hurricane Center. nevascas. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. um termômetro que também é um registrador. opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. Considerado como condições agradáveis do tempo. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. veja Escala Saffir-Simpson. TEMPORAL COM TROVOADAS . e Robert Simpson. qualquer evento destrutivo do tempo. S SAFFIR-SIMPSON .Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. engenheiro consultor. ou o tempo de uma hora separadamente. é a altura da visibilidade vertical. Pode acontecer em qualquer parte do mundo. T TEMPERATURA .Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago.VISIBILIDADE VERTICAL . Este é também o Principal Meridiano de Longitude. A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar.000 graus Celsius em fração de segundos. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. caracterizado por trovões. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte. cujos ventos de sustentação na superfície são de. Compare com um satélite geo-estacionário.Essencialmente. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. Registra continuamente a temperatura num mapa. Se o céu estiver totalmente obscurecido. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. no máximo. As temperaturas podem chegar a mais de 10. refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. temperatura. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT).Condições da atmosfera por um determinado período.Instrumento usado para medir a temperatura. com respeito ao período do ano e à localizaçã o física. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. visibilidade e vento. Em observações de superfície. caso o vento favoreça essa condição. TEMPO SEVERO . Para o leste deste meridiano. ou tornados. RESSACA . que variam de moderados a extremamente fortes e que. gelo. precipitação.Geralmente. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). precipitação. é um evento de micro-escala. podem se transformar em tornados. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius.

Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano. TWISTER . como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos. É um dos componentes mais importantes da atmosfera. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. sondas meteorológicas. em geral.Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. que sopram do leste na direção da cavada equatorial. ou mais.cefetsc. o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. ou por relatórios feitos de uma aeronave. Durante o verão no Hemisfério Norte. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico.Do ponto de vista astronômico. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. ou milhas náuticas por hora.Dois cinturões de ventos persistentes. sopram da direção sudeste. Julho e Agosto no Hemisfério Norte. geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador. Basicamente. enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. UMIDADE RELATIVA . compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. VERÃO . diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. horizontalmente sobre a superfície da Terra.Medida da nebulosidade da atmosfera. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL . VELOCIDADE DO VENTO . Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul. ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. num arco de 45 graus da linha do horizonte. É freqüentemente chamada de CAT. Quando está em observação. É mais comum nas proximidades das correntes de vento. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador. Quatro características do vento são verificadas: direção. Devido ao seu conteúdo molecular. tanto o efeito Coriolis. e durante os meses de Dezembro. Quando estão próximos da superfície da Terra. V VAPOR DE ÁGUA . a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. pelo menos.br) 95 . velocidade. VENTOS DO OESTE . ou tornado. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. umidade e umidade específica. assim co mo em regiões de cisalhamento. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto. exceto em algumas regiões tropicais. É expressado em percentagem. são ventos de nível mais baixo. "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. em baixas fechadas em grandes altitudes. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. TUFÃO . onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas. VIRGA . Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas. VENTOS CONVERGENTES . caracterizados por um grande poder de direção. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. sem nenhum alerta em forma de nuvem.Movimentos irregulares e instantâneos do ar. embora não esteja limitada apenas a estes locais. Pode ser medida de vários modos. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . é medida em nós.Ar que flui. alto-estrato. No Hemisfério Norte. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte.Quantidade de vapor de água no ar. Isto ocorre durante os meses de Junho. VENTO . como os ventos convergentes do leste. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. TURBULÊNCIA . VISIBILIDADE . U UMIDADE . pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil.Água em forma gasosa. originários de alta pressão subtropical central. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde. os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. mas que evapora antes de alcançar o chão. É o movimento atmosférico persistente dominante.edu. Tipos de umidade incluem umidade absoluta. VENTO DE LESTE . ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós).Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste. ou da variação de temperatura e pressão. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo.criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. Fonte: Weather. Vista a distância.Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo.

O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. 8. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . ATMOSFERA 12. Dê exemplos. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. Explique como a altitude influencia na formação do clima. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3. Defina atmosfera terrestre. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. Qual é a sua importância? 13. 2. CO 2 e O3) da atmosfera. Diferencie Tempo de Clima. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4. 16.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. 9. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. Em termos gerais. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. 17.

Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. Diferencie solstício de equinócio. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. 21. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. Plantas de Dias Curtos. Plantas de Dias Longos. três processos podem ocorrer com a energia incidente. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. o que isto significa? 31. Se um material tem albedo negativo. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. em termos quantitativos? 40. Defina: a. RADIAÇÃO SOLAR 26. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. O que é fotoperiodismo? 44. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. 24. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. O que é radiação líquida? 39. 30. que ocorrem na atmosfera? 27. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. ocorre transferência de calor nas plantas. Defina Afélio e Periélio. 41. 42. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. Assim como na atmosfera. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. a sobrevivência vegetal seria impossível. b. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. Descreva os três processos.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. Discuta: sem radiação solar. Quais são os processos de transferência de energia (calor). 29. 97 . O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. Conceitue-os.

Conceitue umidade relativa do ar.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. sabendo que. Conceitue umidade absoluta do ar. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. 98 . Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. 46. O que é temperatura-base ou basal? 52. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. 59. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa).45. O que é temperatura? 48. TEMPERATURA 47. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. 50. Calcule a umidade relativa do ar. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. 49. 64. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. 54. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65. em determinado dia. Qual é o conceito de graus-dia? 53. 61. O que é termoperiodismo? 57. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62.

69. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. O que é e como se dá a formação do vento? 67. O que são nuvens e como se formam? 86. 73. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura.VENTO 66. O que são precipitações orográficas? 81. Como é feita a medida de precipitação? 84. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77.. Explique a formação dos ventos em macroescala. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. 76. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . 87.

65 se a temperatura média for maior que 22° C. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo. na mesma semana. Evapotranspiração Máxima 9. sob as condições normais de cultivo. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. Evapotranspiração Da Cultura 10. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. em fase de crescimento ativo. 99. Relacione: 6. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. ) Evapotranspiração de determinada cultura. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94. ( solo. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira.93. isto é. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. de pequeno porte. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. Evapotranspiração De Referência 8. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. Determine os valores da ETc para o feijão. 95. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. 100. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio). em qualquer estádio de crescimento. pelo método do Tanque Classe A. fertilidade e disponibilidade de água no solo. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. Evapotranspiração Potencial 7. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. 100 .

Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. CAMADA DE OZÔNIO a. Formação do Efeito Estufa c. Conceito b. Práticas mitigadoras i. Gerais (industriais. Generalistas (tecnológicas. 3. impreterivelmente. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. Créditos de Carbono f. políticas. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. mais a correção normal. FOTOPERIODISMO a. Práticas mitigadoras e. Conceito b. Principais agravantes do Efeito Estufa i. 101 . Na agricultura d. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. EFEITO ESTUFA a. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. visando completar o aprendizado dos alunos. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. tecnológicos. Conceito b. Formação c. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. Formação c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. por um outro colega. 2. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. Como afeta as atividades agrícolas d. econômicas. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. políticos ii. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. 1. etc) ii.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade.

4. 102 . Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d. Utilização Agronômica dos QV c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Como é feito o zoneamento agroclimático c. Como fazer um QV d. Conceito b. Exemplos práticos de utilização f. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. QUEBRA-VENTOS a. Conceito b. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Tipos de Espécies de QV e. Exemplo prático de utilização de QV g. 5.

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