FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

O meteorologista pode atuar em diversas áreas. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). entre outras. Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . para o setor agrícola. aviação. aumento do potencial de incêndios. biologia (Biometeorologia). e estrago na colheita. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. Por exemplo. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. etc. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. hidrologia (Hidrometeorologia). institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. previsão de relâmpagos. b. etc.METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. c. também é conhecida como Ciências Atmosféricas. entre outras podemos citar: a. clima (Climatologia). Pesquisas atmosféricas em laboratórios. universidades. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. interação ar-mar (interações com a Oceanografia). os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. A palavra Meteorologia vem do grego. Mas a Meteorologia não faz só isso. previsão de eventos extremos como furacões e tornados. a seca resulta na falta de água.

Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 . Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. também conhecida como Agrometeorologia. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5.METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias.

UMIDADE. etc. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional. levando-se em conta as exigências térmicas. ÓRBITA TERRESTRE). FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola. PRESSÁO ATM. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. 6 . NEBULOSIDADE. ATIVIDADE ANTRÓPICA.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES.: TEMPERATURA. VULCANISMO. CHUVA. VENTO. etc. hídricas e fotoperiódicas.

mais frio será e quanto menor a altitude. Por exemplo. porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. 7 . entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . Isto ocorre. A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. mais quente será. ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). mesmo ao meio dia. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor. Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. entre outros motivos. Quem está muito próximo dos pólos. isto é. no verão. mais quente. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude.0º). No inverno não se vê o Sol.90º norte ou sul). Além disso. mas ele está sempre inclinado e. mais frio será. enxerga o Sol 24 horas por dia. parece o Sol do início da manhã. enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor.

os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. menor será o calor acumulado.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. 8 . o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). Ao atingirem a superfície. Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas. a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). Por sua vez. Quanto maior a reflexão.

TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. adensamento de plantio. Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. altitude. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. etc). cultivo protegido. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno. oceanalidade/continentalidade. devido aos fatores geográficos.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. em que a topografia condiciona o topo-clima. Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. como a latitude. atuação de massas de ar e frentes. Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. correntes oceânicas. A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. 9 . ou seja. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. ESPESSURA: 3 – 5 km. OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES. ÀS PLANTAS. 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO.TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6. É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC). TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES.5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. É ISOTÉRMICA (~0ºC). ESPESSURA: 3 km.” 13 . É ISOTÉRMICA (~0ºC). ESPESSURA: ~10 km.

14 .

PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS.0 +10.0 +2.5 +3. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS.5 +5. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO). DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2. RESPONDA 1.0 -3. A UMA TEMPERATURA DE 25° C. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE.0 -3.

Posições relativas do sol 16 . A posição mais próxima ao Sol. Isto significa que a altura do Sol. em aproximadamente 4 de julho.Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica). Figura 2 . o afélio (152 x 106 km). para uma dada hora do dia (por exemplo.MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte. é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante. Figura 1 . A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas. meio dia) varia no decorrer do ano. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. o periélio (147x 106 km). Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol.

Segundo. reflexão ou espalhamento.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. o que reduz sua intensidade na superfície. Quando menor a altura solar. eles são mais concentrados. Como a Terra é curva. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. Se a altura do Sol é pequena. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol. a altura do Sol varia com a latitude. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. os dias mais curtos e há menos radiação solar. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. mais espalhada e menos intensa a radiação. Se a altura do sol decresce. Primeiro. 17 .Variação da altura do Sol com a latitude. Fig. 2) e a radiação solar sofre maior absorção. 3. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. os dias mais longos e há mais radiação solar.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração). Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig. 4). 4. Este é o solstício de inverno para o HS. Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio). Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer). Fig.Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra.Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 .

SOLSTÍCIOS 20 .

o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N). REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 . sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra. Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano.EQUINÓCIOS Além da variação temporal.

antes de tudo. Porém. da água e do solo. c) Pressão atmosférica. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações. d) Umidade.br) 22 . De acordo com o modo de realizar a leitura.edu. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. facilidade de manejo e solidez de construção.cefetsc. precisão. g) Quantidade de chuva. b) Temperatura do ar. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. e) Velocidade e direção do vento. Por exemplo. f) Altura da base das nuvens. porém cada medida necessita de uma leitura. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. Estas observações se denominam observações sensoriais. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. h) Quantidade de evaporação. de dados meteorológicos precisos. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. mas não pode saber o valor exato da mesma. para o qual é necessário consultar um instrumento. Neste caso. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. as observações se chamam observações instrumentais. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. Por exemplo. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. Os primeiros são mais precisos. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. i) Radiação solar. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel.

Precipitação .Temperatura do momento .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos. por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Evaporação .Temperaturas extremas .ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: . 23 .Umidade relativa .

que permitem a livre circulação do ar.Termômetro de Mínima .Termômetro de Máxima . integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção.Higrotermógrafo . umidade. altura de nuvens até os 1500 metros. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. PLUVIÓGRAFO 24 .Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. precipitação. alcance visual de pista(visibilidade). vento. cobertura de céu nublado. Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum. etc. ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro. pressão. Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação. cujas paredes são dispostas como persianas. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: .As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura.

25 . é formado por dois termômetros idênticos. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. Mede a quantidade de chuva caída. PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. um chamado "Termômetro Seco". e o outro. que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto. em milímetros (mm).É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. serve essencialmente para obter a temperatura do ar. chamado "Termômetro Úmido".

A unidade usada é (cal.cm-²). HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre.ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. em alguns tipos. Mede a velocidade do vento (m/s) e. também a direção (em graus). 26 .

). a hidrosfera. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A).UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). 3. MILÍMETROS. pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) . Por isso. CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. ISTO É. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. 2. responsáveis pelas condições meteorológicas. a litosfera e a biosfera. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. EXPRIME-SE EM METROS.RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. DURANTE UM MINUTO. NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. ETC. pelas circulações oceânicas. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. 27 . SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. devem a sua origem e as suas características à radiação solar. EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. METALIZAÇÕES. 4. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. designadamente a atmosfera. Todos os componentes do sistema climático. É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M).

ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL.5. a+r+t=1 8. VARIA DE 0 a 1. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. 9. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. POR OUTRO LADO. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. 28 . 6. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. 7. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE.

marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 .Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia. deserto Grama Floresta Neve (limpa. seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha.

CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS. UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS. 30 . PRESSÃO. VENTO. CHUVA. DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra.

ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA. DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1. ENTÃO CERCA DE 500s (8.ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. 31 . NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 .

EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. . DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. PELA DISPERSÃO. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. NA ALTA ATMOSFERA. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2.

COM A ATMOSFERA LIMPA. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. A REFLEXÃO. GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. VINDO DE TODOS OS LADOS. QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. NESTE CASO. SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. 33 . DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. ENTÃO. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO.

OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA .

dia) 35 .média anual típica (Wh/m2.DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .

PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. encontrandose. emite a mesma quantidade de energia que recebe. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. OU SEJA. aquecendo a superfície terrestre. Esta. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. a radiação solar converte-se em energia calorífica. a. em equilíbrio térmico. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. 2. por sua vez. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. b. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . Ao ser absorvida pela Terra. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. POR MEIO DE ONDAS.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. por isso.

Vamos examinar este balanço na abaixo. Portanto. As restantes 70 unidades são absorvidas. Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. 37 .BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). por sua vez. A superfície. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). caso contrário. nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra.Como resultado deste processo. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente.

2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM. verdes e parte das vermelhas 0.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.2 a 0.7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis.4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.4 a 0.

em diferentes comprimentos de onda.COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar. 39 .

a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares. Portanto. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. vegetação etc.). Da radiação líquida disponível. 40 . já que a água do mar filtra a radiação. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. também podem ser gorduras. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese. cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. o verde. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. Nestas pequenas formações microscópicas. porém. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. que ilumina tenuemente o seu espaço vital. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. Dentro do espectro absorvido. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda.

6ª BANDA (0.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS. 4ª BANDA (0.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES).0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO. 7ª BANDA (0. 2ª BANDA (1. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA. O TRECHO PRÓXIMO À 1.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS.72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS.51 > λ > 0.40 > λ > 0. MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. 3ª BANDA (0.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA. 41 .315 > λ > 0.0 > λ > 0.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1. GERMINAÇÃO DE SEMENTES.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.72 > λ > 0.61 > λ > 0. 5ª BANDA (0.

A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. entre 280 e 320nm. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre. como a UV-B. 42 . porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre.

EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). SORGO. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO. EM CAMADAS DISTINTAS. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. CENTEIO. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. TRIGO. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. MÉDIA E MÁXIMA. DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA.

NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA. 44 . ETC. TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA. AEROSÓIS. VAPOR D’ÁGUA. A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL. A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). POEIRA.0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO).5 A 2.. PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO). VENTOS. PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. NEBULOSIDADE. A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA).

O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO. BATATA. FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO. PIMENTA) 45 . FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) . A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE.TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1.FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2.

OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. 46 .TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA.

É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. ACUMULADO DURANTE O DIA. SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. RESPOSTA LINEAR. MAIOR EFICIÊNCIA). O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. TRIGO: 2000°C. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. CEVADA = 1700°C.

00 DEZEMBRO = 80.00 48 .00 NOVEMBRO = 70.00 OUTUBRO = 60. VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP.5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50. LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS.00 JANEIRO = 40. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO). O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO. QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO.

NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. EXISTENTE NA ATMOSFERA.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. 49 . 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA.

Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts. GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS. 50 . SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA. EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO.MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS.

VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO. PRÓXIMO À 100%. EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE. ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 .VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO).

GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .

MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. proporcionando melhores condições para a produção. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. que é o ar em movimento. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. 53 . MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. O vento. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. A manipulação do solo. maior será a velocidade de deslocamento.

MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul). Classificação dos Ventos em nível Global 54 . sendo função dos gradientes de pressão. Meso e Micro. c.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. Regiões Polares: Ventos de Leste. b. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície. é possível se verificar uma certa tendência: a.

Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia).MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado.sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale.entre a superfície aquosa e terrestre. os cumes arrefecem mais rapidamente. formando-se aí altas pressões e nos vales. a terra aquece mais rapidamente. configuração da encosta. com um arrefecimento mais lento.vento que sopra de dia. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões. Ventos Foehn ou Chinook. que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. entre continentes e oceanos. Durante o dia.vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite. Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. e conseqüente diferença de pressão. do mar para terra. 55 . Brisa do vale . formando-se nos cumes baixas pressões. Brisa marítima . Brisa da montanha . Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia). formam-se baixas pressões. sistema orográfico e topografia. variando diariamente ou sazonalmente. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite).

objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. criando-se no mar baixas pressões. com menor magnitude do fenômeno. Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 .vento que sopra de noite. etc. áreas irrigadas e não irrigadas.Brisa terrestre . formando-se aqui altas pressões. Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente. enquanto a água arrefece mais lentamente. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas. porém. da terra para o mar. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala.

cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. por exemplo. Zo= parâmetro de rugosidade. TRANSPIRAÇÃO a. varia com a rugosidade. ρ= densidade do ar. τ1/2 /ρ . Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 .PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. τ= força tangencial. É variável conforme a espécie vegetal c. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. a irrigação por aspersão. Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . Ex. k=constante de von Karman de valor 0. ln . Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b.40. Em condições normais. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. o que favorece a fotossíntese b. que é determinada pela área exposta f. ABSORÇÃO DE CO2 a.

 A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h. NE. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c. S. com oito direções fundamentais: N. SO E O. ii. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 . As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. Estudo com a cana de açúcar (HARTT. sendo que 1 m/s = 3.6 km/h. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d. SE. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO.b. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. NO. 1963): i.

diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. sendo decisivo na implantação de projetos. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. Fonte limpa e renovável de energia. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. quando o ar se torna mais denso. Translocação de vapor d’água. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. Renovação do ar próximos às plantas. 59 . Dispersão de esporos. amenizando assim o efeito da temperatura. sementes. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar.velocidade média do vento. podendo ser muito utilizada no campo. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. atuando como substância de arrefecimento. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. pólen. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado.

 Desfolha por efeito mecânico do vento. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas. 60 .  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.  Conseqüente diminuição da produtividade.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese. constituindo um acelerador do processo de desertificação.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo. resultando em diminuição de ganho de peso. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos.

mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores. interferindo no crescimento de culturas e animais. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. para que as atividades agrícolas sejam viáveis. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores. principalmente. sendo necessário a proteção das culturas.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais. sejam eles naturais ou artificiais.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. através da utilização de quebra-ventos. 61 .

c. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. bananeira. Ex: grevílea. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. promovendo uma certa diversidade biológica.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. principalmente a luminosidade e o vento. sorgo. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. minimizando o processo de desertificação. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. grevílea e milho. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. que passa a viver num ambiente menos estressante. Geralmente. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. Seringueira. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. pinus. Permanentes: árvores. ajudando também na contenção de dunas.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. cana-deaçúcar. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. principalmente em regiões planas. com menor demanda atmosférica por água. Ex. b. Desse modo. Ex: milho. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo. eucalipto. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. 62 . capim. repercutindo na produtividade.

para a realização de tarefas como bombear água. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. Ex: sombrites e ripados. pois dependem da durabilidade do produto empregado. que gira o rotor. Energia eólica 63 . ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. em energia elétrica. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. moer grãos e serrar madeira. Quando captada. sendo temporários.

as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. ventos fortes e granizos. caracterizamse pela intensidade moderada. quantidade. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. curta duração. completando o ciclo hidrológico. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. É resultado da diferença de temperatura. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. Pela forte intensidade. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano. provocam muitos danos (erosão. tamanho. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. podendo ocorrer descargas elétricas. longa duração (dias) e sem horário predominante. trovoadas. após a evaporação e condensação. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. inundação). 64 . Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. derrubada de vegetação.

denominada altura de precipitação.Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. em decorrencia da precipitação. através da expressão: h = 10 . assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura. V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal. 65 . indicando os totais mensais.

com época mais chuvosa no equinócio de primavera. Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos. 66 . equinócio de primavera é menos chuvoso. não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. em torno do solsticio de verão. Região Norte: precipitações mensais elevadas.

OU DE AMBAS. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. orvalho e geadas. etc. nuvens.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. e que são chamadas de núcleo de condensação. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. aumentando de tamanho e formando as névoas. Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. ALÉM DE POEIRA. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. nevoeiros. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. produzidos nos centros urbanos e industriais. 67 . O processo de condensação pode ser descontínuo. PARTÍCULAS DE GELO.

Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. Quanto mais núcleos. mesmo com Umidade Relativa baixa. número e distribuição no espaço. São sempre brancas.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza.  Cumuloninbus 68 . Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. dimensão. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM. maior a condensação. Stratocumulus.

Classificação das Nuvens 69 .

alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. antes de penetrar completamente nela. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. Contudo. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. Em condições instáveis. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa.Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. As nuvens de gelo tais como os cirros. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. característica dos cúmulos em desenvolvimento. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. ao contrário da bruma.Após o congelamento estas nuvens tendem. formadas entre 5 e 11Km. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. Crescem a partir de cúmulos grandes. das extensões de maior altitude. que tem movimento horizontal. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. A cúpula borbulhante. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. que é constituída por gotículas de água . enquanto o sol aquece. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. anunciando a chegada de tempo instável. Cúmulos (cu) 70 . Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. congelando instantaneamente. colocando-se a eles. formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. quando o sol está fortemente aquecido. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação.

Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. produzida por este. tem a base a cerca de 400metros. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. no ar frio e úmido subjacente.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas. ou neve fraca a maior altitude. formam-se acima dos estratocúmulos. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. pela aproximação de uma frente. a temperaturas acima do ponto de congelamento. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos.. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. mas podem provocar chuvisco. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. quase sempre com porções escuras. dos altostratos que engrossam e descem. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. A força do vento molda-os em filamentos delicados. separadas por vezes por porções de céu descoberto. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. e inversamente. Num dia de sol.Estratos(st) A camada nebulosa. podem transformar-se em nimbostratos. "rabos de égua": 71 . fria. muitas vezes sombria. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. mas onde o vento à superfície mantém. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. e logo empurradas pelo vento. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. ao mesmo tempo em que a arrefece. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. quando a chuva. sobre uma superfície plana e uniforme. designada por estrato. as nuvens causadoras de chuva. Quando é possível ver o sol através dos estratos. cai numa camada mais quente. ou neve. nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. às vezes listrada. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. Altocúmulos Os Altocúmulos. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. que se estendem até perder de vista. Dá lugar a chuva ou neve. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. separando duas massas de ar úmido e resultam. Formam-se em condições de atmosfera estável. neste caso. os contornos são nítidos. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. ou ainda mais abaixo. baixa e cinzenta. com base entre os 900 metros e os 3 km. o ar quente é obrigado a subir. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. mas sem o deixar ver claramente. forte e contínua. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. pois estão mais altos e mais longe. constituídas por massas globulares ou em rolos. Quando estas nuvens são espessas. com a base entre os 2Km e 6Km. ou neve fraca mas persistente. cinzenta. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. abaixo da base da nuvem. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal.

72 . como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). são sinal certo de chuva iminente. cor de carvão. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. à medida que o avião atravessa a nuvem. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. que pouco mais é que neblina. mais leves e finos. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. despejarem numa tarde um dilúvio. que chegam aos 15 Km de altitude. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões.Um dia de chuva Nuvens sombrias. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. que pode durar horas e até dias seguidos. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. Lençóis de nimbostratos. Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. tendem a dar chuva mais lenta e persistente.

I= irrigação. cobrindo totalmente o solo. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. contribuindo para a melhoria das condições de produção. e no crescimento das plantas. então. que são verificados no solo nu. Destes. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. Na região dos cerrados. D = drenagem. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. 73 . o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. PENMAN (1948).  = variação no S armazenamento de água no solo. Em 1944. num determinado intervalo de tempo.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. corresponde à evapotranspiração potencial do período. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). CAMARGO (1966). Evapotranspiração é. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. iniciou uma série de estudos. ES = escoamento superficial. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico.

A evaporação é uma perda indesejável. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. participa de suas atividades biológicas. do sistema solo-planta para a atmosfera. pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa. Evapotranspiração 74 . TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. para atender à demanda evaporante da atmosfera. o calor. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). do ponto de vista agronômico. que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. utilizando uma energia externa.

EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. cobrindo completamente o solo. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. 2. fertilidade e disponibilidade de água no solo. isto é. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1. 3. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. 2. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. 75 . 1956). 4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. 4.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. 5. ETR será sempre menor ou igual a ETP. 3. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). em fase de crescimento ativo. sob as condições normais de cultivo. 1981). 5. de pequeno porte.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

e dá a resposta em termos de umidade.Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo. Figura 3 – Modelos de TDR 79 . com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. que mede a condutividade hidráulica do solo.

Por meio da evaporação do tanque (EAC). Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque. assentado sobre um poço tranqüilizador. construído normalmente de aço galvanizado. Para transformar esses dados em evapotranspiração.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque. 1995). prático e econômico (STONE & SILVEIRA. Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). dado pela equação: ET0 = EvTA . O Tanque Classe A é preciso. é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm).

umidade.Fator relacionado com a temperatura Rn . Hargreaves & Samani. sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. vento e insolação ou radiação. Blaney & Criddle.Radiação líquida f (u).EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração. 1992). é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . Makkink. que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos. pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA. Nas áreas que possuem dados de temperatura. Diretos) 81 . A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. (ea – ed) Onde: ET0 . etc. Rn + (1 – W) .Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c . Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman. { W . f (u) .Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO. Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. Monteith) Thornthwaite.Fator de correção W .

e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo. em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência). Exemplo de Gráfico para Kc.COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 .

etc. redução de contaminação do lençol freático. etc. água. manutenção. 83 . fertilizantes. Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. energia. Conservação ambiental: água e energia.

Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. ao longo do ano. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. Zoneamento agroclimático. numa região. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. 84 . GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. Armazenamento da água da chuva. Como calcular. Consumo hídrico de diferentes culturas.

000 metros (15.000 e 18. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul. argônio (A) a 0.Instrumento que mede a velocidade e força do vento.300 e 5. ALTÍMETRO . Pode formar vários sub-tipos.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO). No caso da Terra. pelo reflexo total e pela dispersão da luz.Termo usado para definir um clima extremamente seco.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol. ou sobre o nível do mar. Um dos componentes mais importantes do ar.Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz. ATMOSFERA . ALTITUDE . Nas latitudes média s. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar.400 e 6. Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão.Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área. É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso.013. ALBEDO . ADVECÇÃO QUENTE . ÁRIDO . azul claro. É criado por refração. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve. Nas latitudes médias. é encontrada entre 4.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra.Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e.000 pés) de altitude . ou altocumulus lenticularis. é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície.033%.GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO . projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol. e a variação da temperatura é de -6. Do branco ao cinzento. e violeta). A observação é usada para informar à população. É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva.000 e 20. AR .Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. em terra e no mar.25 milibares.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. ou ciclone. de cristais de gelo. ADVECÇÃO FRIA . o padrão de pressão é de 1. laranja. ionospera e exosfera. ADVECÇÃO .Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência. a intensidade e o movimento da tempestade. e da maioria dos gases importantes em meteorologia. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78. ABSORÇÃO . enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. é geralmente encontrada entre 2.Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra). é o oposto de uma área de baixa pressão.000 pés) de altitude. Virga também provém destas nuvens. ALTAS LATITUDES . onde. é o vapor de água (H2O). ou 29. ALTÍMETRO DE PRESSÃO . efetivamente.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera.946%. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade.09%. Isto varia de acordo com a textura. às vezes. ALERTA DE FURACÃO .Em meteorologia. ARCO-ÍRIS . ou num grupo de ilhas. oxigênio (O2) a 20. verde. Também conhecida como área de alta pressão.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. não existe umidade no ar. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva. ANTICICLONE . ALTOSTRATUS .Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento). O altímetro é ajustado com a aeronave no chão. Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte.000 metros (8. grossas e cinzentas. amarelo. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra. chuvas e condensação. mesosfera. ATMOSFERA PADRÃO .O movimento horizontal do ar mais frio em um local. AJUSTE DE ALTÍMETRO . muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho.92 polegadas de mercúrio. ANEMÔMETRO . azul.Composta de massas globulares baixas. seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos.O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. sobre o local. estratosfera. Virga freqüentemente provém destas nuvens. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. ALTOCUMULUS . nas próximas 24 a 36 horas.Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. Também chamada de região polar. 85 . Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus. como altocumulus castellanus. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius.

CICLOGÊNESE .Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera.Um instrumento para medir a pressão atmosférica.5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra.T. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. BARÔMETRO ANERÓIDE . CEILÔMETRO . Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo. BATITERMÓGRAFO . A circulação fica restrita a uma região específica. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. depois que o mercúrio desce.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. Como exemplo. por um número determinado de anos. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. CAVADO EQUATORIAL . O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647). A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. CICLONE . Em termos oceânicos.O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação. CALOR . Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica. BARÔMETRO DE MERCÚRIO . ou polar. As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares.Área de pressão de circulação fechada. CICLONE TROPICAL . Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. ou ciclone. quando não há nenhum vento ou ondulação. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera.Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura.Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. Possa ser chamado de um B. o que influencia o clima dessas regiões. veja Barômetro aneróide. principalmente da água em estado líquido. o mercúrio volta para o fundo. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. CICLO DA ÁGUA . físico e matemático italiano. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. Oposto de crista. regiões de clima temperado. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro. depositando-o num tanque de mercúrio.02 polegadas).O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. tanto ao norte quanto ao sul do equador. como os trópicos. quando a pressão atmosférica di minui. dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. aberto numa ponta e fechado na outra. instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva. Também chamado de região tropical ou tórrida.Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador. BIOSFERA . CICLONE EXTRATROPICAL .Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. tornados e sistemas tropical e extratropical. À medida em que a pressão atmosférica aumenta. ou intensifica um sistema preexistente.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. ou para elevar sua energia interna. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local. CHUVISCO .5 a 12. É um tubo de vidro longo.B BAIXAS LATITUDES . CÉU CLARO . Na condição de ozônio ela age como um filtro. com ventos convergentes e circulares. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos.Qualquer ciclone de origem não tropical. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO . a aproximadamente 9. BARÓGRAFO .Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. CAMADA DE OZÔNIO . que se desenvolve sobre as águas tropicais e. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula. É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar. às vezes. C CALMARIA .Quantidade de precipitação de qualquer tipo. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo. BARÔMETRO . Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. 86 . protegendo o planeta da radiação ultravioleta.5 milímetros (0.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. é a ausência aparente de movimento da superfície de água. CHUVA .Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica.Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar.

Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico. A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3.O estudo do clima. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. depressão tropical.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. tempestade tropical. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical. às vezes. que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina. COALESCÊNCIA .000 e 30. É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical. c huva de granizo.000 metros de altitude (20.Nuvem do tipo cirrus. ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). ou ventos fortes e tempestuosos. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. CLIMA . Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade. uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . ou delgada. furacão ou tufão.Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna.000 pés). é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. A palavra é derivada do grego. com a aparência de um lenço l plano e fibroso. as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo. Também é um dos três tipos de nuvem alta. do oeste para leste. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . Com o aquecimento adicional da superfície da Terra.subtropicais. ou mais. CIRRUS .Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA .Área alongada de alta pressão atmosférica. CORRENTE DE JATO .Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica. porém. jatos de superfície. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. CLIMATOLOGIA .Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. Em meteorologia.Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. do estado gasoso para o estado líquido.O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis). ocasionalmente.000 metros). CISALHAMENTO DIRECIONAL . Às vezes é confundida com altocumulus.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança. jatos polares. Cirrus é uma nuve m magra. que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. trovões e. Inclui dados climáticos.000 e 9.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus).000 pés). é o oposto de subsidência. É o processo físico oposto ao da evaporação. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície. É a nuvem mais alta que se forma no céu. Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical. Clima excessivamente seco numa região específica. Em números absolutos. usado pelas comunidades científicas e militares. CORREDOR DOS TORNADOS . Em algumas condições atmosféricas. É o oposto de cavado equatorial ("trough"). raios.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa. CUMULUS . com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. CIRROCUMULUS . e que se movimenta de forma circular organizada. associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical. klima. composta de cristais de gelo. ou pelo contato de uma substância com outra. gerando um efeito ondulado. Oposto do circulação ascendente ("upslope"). CONVECÇÃO . a partir da base (fundo) para cima. CÚMULUNIMBUS . na troposfera. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z). esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. CONDUÇÃO . Em termos oceânicos.Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. com as quais é associada no céu. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia. CRISTA .A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior. tornados.000 pés de altitude (6. Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado. CIRRUSTRATUS . se formam em alturas excessivas. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. CONVERGÊNCIA . Cria geralmente um "céu escamado". O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. Oposto de divergência. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha. CIRCULAÇÃO . Nas latitudes médias. CONDENSAÇÃO . tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. mas o topo pode variar em altura. Quando vistos da superfície da Terra. Também chamada de nuvem de temporal. é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. e jatos subtropicais.

0 graus Celsius ou 39.O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. EQUINÓCIO . é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão. a mais comum de todas as nuvens baixas. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. 60 quilômetros por hora (33 nós). raramente produz 88 . É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. o qual é composto da velocidade de vento. No Hemisfério Norte. ESCALA SINÓTICA .Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. Em oceanografia. devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água. conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. pelo rompimento de uma represa. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação. É grossa .Em meteorologia. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA .Inundação que acontece muito rapidamente.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular.033%.Escala de temperatura em que a água. Apresentada em 1848 por William T. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra. um ou mais isóbaras fechadas. físico e matemático escocês nascido na Irlanda.Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. Foi criada por Anders Celsius em 1742.2 graus Fahrenheit.Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. DEPRESSÃO . um termo descritivo. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta.Distância vertical sobre o nível médio do mar. Embora possa produzir garoa ou neve. é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. talvez. interrompendo seu processo de ascenção. Barão de Largs (1824-1907). caracteristicamente. Tendo. ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas. ou cavado equatorial ("trough"). tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. no alto. É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. meso-escala e tempestades.Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra.maiores. enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. ESTRATOS . É baseado na Força ou Número de Beaufort. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro. a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius". sendo. com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. D DENSIDADE . DIVERGÊNCIA .Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) . DEPRESSÃO TROPICAL . e m geral. no máximo. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. com um movimento descendente do ar suspenso. que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. ou menos. ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO . Oposto de convergência. É usada principalmente para propósitos científicos. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. ESCALA DE BEAUFORT .Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. Divergência a níveis mais baixos está associada. e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. O mesmo que centígrado.Ciclone tropical. ENCHENTE REPENTINA . ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857). E EFEITO CORIOLIS . ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo.Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa. Contrasta com macro-escala. Kelvin. EL NIÑO . no qual os ventos de sustentação da superfície são de. EFEITO ESTUFA . uma baixa.Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus. Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736). mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. Abrange 0. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio. ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada.500 metros de altitude acima da superfície da Terra. cinzenta e baixa. que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. Em 1948. EQUADOR . Dias e noites são quase iguais em duração. no nível do mar.Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento.

a temperatura e a umidade diminuem. Por exemplo. geralmente antecedem a frente na superfície. G GELO . ao avançar. Neste caso.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera.Fronteira quase sempre semi-contínua. como vapor de água. são considerados granizo. GRAU .O término ou "morte" de uma frente. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). ou "água sólida". Geralmente. Veja Frente fria e Frente quente. É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia. Veja Frente Oclusa e Frente Quente. Bolas isoladas são chamadas de pedras. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes.Condição marcada por temperatura realmente baixa. o que normalmente implica temperaturas diferentes. como cumulunimbus. assim como chuvas convectivas e temporais. bolas de neve. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. ou granizo mole. ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais. é transformado em estado gasoso. EVAPORAÇÃO . a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. Veja escalas em Celsius. a pressão atmosférica sobe e.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes. é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente.Também conhecida como "oclusão". FRONTOGÊNESE . Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar".Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. Veja frente oclusa e frente fria. com a passagem de uma frente fria. Veja Frente Fria e Frente Quente. o ar fica claro depois da passagem da frente.Forma sólida de água. É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. ou mais). Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. F FOTOS DE SATÉLITE . a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar. Sob temperaturas mais frias.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. FRENTE FRIA . ar úmido e frio e ar seco. Precipitação em forma de chuva. Oposto de frontólise. de forma muito rápida. substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora. embora os ventos troquem de direção (em geral. uma linha de tormenta pode antecipar a frente. Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar. Ausência de calor. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. acrescida da transpiração das plantas. como a água.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. FRENTE POLAR . ou mais. com a passagem de uma frente quente. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . É també m conhecida como frente estacionária. FRENTE ESTACIONÁRIA . FRONTÓLISE . O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram. É o processo físico oposto de condensação. mar caribenho. Em geral. neve. Geralmente.precipitação pesada. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. como o fluxo do vapor de água. Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e. criando uma frente. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. ou garoa. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo.O processo físico pelo qual um líquido.Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. no Oceano Atlântico Norte. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. a área de convergência entre calor. FRENTE .Frente que é quase estacionária. por exemplo GRANIZO .Precipitação que se origina de nuvens convectivas. FUMAÇA . FURACÃO . Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. bolas de gelo e granizo. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). Também conhecida como frente semi-estacionária.Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. a temperatura e a umidade aumentam. É composto da evaporação do líquido.Nascimento ou criação de uma frente. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. FRENTE QUENTE . FRENTE OCLUSA . Fahrentheit e 89 . FRIO . as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. ou quando as partículas maiores se dispersam.A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. ou nenhuma fronteira distinta.

Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. INVERSÃO . condições do céu. a informação deve conter. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. MICRO-BARÓGRAFO . LATITUDES MÉDIAS . ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. Para um exemplo. de um dado ponto na superfície da Terra.A temperatura média de um dia. Tal como a latitude.Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. hidrometeorologia operacional e sinóptica. M MAPA SINÓTICO .Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul. I ÍNDICE DE CALOR . de um dado ponto na superfície da Terra.013. considerando-se a média das leituras de hora em hora ou.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado. Não é a temperatura atual do ar. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA .Do ponto de vista astronômico. em geral. 90 . É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície.Kelvin. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. L LANTERNA . é medida em graus . É medida em graus. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e. Para um exemplo. semi-contínua. este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. MILIBAR . mínima das 00 e 12TMG. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. em relação ao Meridiano Principal.000 metros de altitude. MCSs e as rajadas de vento.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem.Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. veja o mapa de frio do vento. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar. corresponde a zero grau de longitude. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. A região também é chamada de zona temperada. Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. em Greenwich. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto. condições atuais do tempo. visibilidade.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. temperatura.Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. aviação. em relação à linha do equador. Segundo o Metar. e a linha do equador está a zero grau.Localização. J JATO SUBTROPICAL . na medida em que se movimenta para o sul. dinâmica. pode ficar mais rasa em altura. condições da pista.Localização. e nos meses de Junho. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos. INVERNO . METAR .Um corpo extenso de ar. Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. entre outros. Não se trata de temperatura atual do ar. as temperaturas máxima. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. no mínimo: velocidade e direção dos ventos. MESO-ESCALA .2 milibares. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. LATITUDE .Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS . a mais de 12. Veja Tempo Médio de Greenwich. LONGITUDE . Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada. uma característica semi-permanente. MASSA DE AR POLAR . Isto ocorre nos meses de Dezembro. ponto de condensação e ajuste de altímetro. confira o mapa dos índices de calor.Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente.e o Meridiano Principal. MASSA DE AR . mais freqüentemente. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude.Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica. Isto inclui os MCCs. A pressão padrão da superfície terrestre é 1. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador.

ou ventos que descrevem o estado da atmosfera.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. The Weather Channel usa 91 . precipitação (chuva. Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. temporais. próximas ou junto à superfície da Terra. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa. freqüentemente. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos . ou menos.Precipitação congelada em forma de neve. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. por um número determinado de anos. Para informação adicional. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. reduz a visibilidade para apenas 400 metros. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. ou 1. Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. NEVADA . Na Inglaterra.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.N NASCER DO SOL . as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco. NEVE . Em geral. mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. Um nó é equivalente a 1. baixas e variações). NORMAL . percentagem de umidade relativa. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. Pode variar em tamanho. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve.Nuvem típica da formação de chuva ou neve. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo. NUBLADO . NUVENS ESPARSAS . de 8 a 96 quilômetros. pressão. Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. OLHO . Núcleos de condensação. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação.ou quase os mesmos . É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. como temperatura. contate o NOAA.e suficientes núcleos de condensação estão presentes. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO . caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas. situado em Silver Spring. NUVEM . Nos Estados Unidos.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. Invisíveis a olho nu.Centro de uma tempestade tropical ou furacão. Pode durar vários dias ou várias semanas. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). NEBLINA . em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. na superfície da Terra ou no alto. ou mais. e grande quantidade de neve e ve nto no ar. NEVASCA . O OBSERVAÇÃO . igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. ventos (velocidade e direção). e dura pelo menos três horas. ONDA DE CALOR . etc. Maryland. com o topo e a base relativamente planos. contudo. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno. NÓ . É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. NIMBUSTRATUS . a tempestade está se intensificando. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. pressão. etc. neve. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. caracterizada por um começo e um fim súbitos. com ventos de 56Kmh.Medida de velocidade náutica. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem. aparecer em qualquer estação. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. quando o olho começa a diminuir seu tamanho. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. quantidade de nuvens. Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. como na fumaça ou nas partículas de poeira. formas arredondadas e cilíndricas. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação.Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar.Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. Pode ser em estado sólido ou líquido. É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato. mas o tamanho comum é de 32 quilômetros.Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. NEVOEIRO .151 milhas por hora.Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas.). NÉVOA .2C). estas nuvens podem.852 quilômetros por hora. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. o que. é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) .Em meteorologia.

Refere-se a tempo bom. É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar. ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente. ou mais. Com freqüência. ONDA TROPICAL . ou simplesmente nublado. incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. ou mesmo do setor privado e comercial. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. ou centro de um ciclone tropical. Fundada pelas Nações Unidas em 1951.Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. ciências hidrológicas e oceanográficas.86 milibares. PERTURBAÇÃO .M. É o oposto de fusão. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas. Nos Estados Unidos.Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho. ou mais. quando a temperatura cai até o ponto de condensação.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. ORVALHO . chuva intensa e ventos muito fortes.Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). Veja Pressão Barométrica.Outro nome atribuído a uma ondulação a leste. nuvens espalhadas. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois.40 milímetros. Em oceanografia. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura. PONTO DE CONGELAMENTO . Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. OXIGÊNIO . POENTE OU PÔR-DO-SOL .M. por um número determinado de anos. ou furacão. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647). Suíça. OSCILAÇÃO DO SUL .os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 . contate a OMM. indústria. PAREDE DO OLHO . Isto ocorre nos meses de Setembro. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece. ou ciclone pequeno em tamanho e influência.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente. P PARCIALMENTE NUBLADO . cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias.M. Para mais 5informações. Contém nuvem cumulunimbus. situada em Genebra. Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas.Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. nuvens esparsas.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. PONTO DE EBULIÇÃO . considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. comércio e atividades sociais. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. PERTURBAÇÃO TROPICAL . predomínio de nublado. geralmente durante a noite. incluindo mudanças e atividades do clima.M.01"").Área de convecção organizada. POLEGADAS DE MERCÚRIO . "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. ONDA FRIA . OZÔNIO . Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. Pode ser chamada de "fropa". OUTONO . Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. aquele diminui.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno.Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia.Este termo tem várias aplicações. PASSAGEM DE FRENTE . Na Inglaterra. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição. Abril e Maio no Hemis fério Sul. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. a OMM tem 184 sócios. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar. e que demanda cuidados especiais na agricultura. pelo menos. Veja Nascer do Sol para uma comparação. Do ponto de vista astronômico. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar.) . A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical.É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. O cáculo do poente. ou 25. bem como de outros serviços de interesse público.Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. tempestade tropical. a O. PLUVIÔMETRO .

é 100 graus Celsius.Pressão atmosférica média do nível do mar. RADIAÇÃO .que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. Para um exemplo. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul.Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas.entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. PRESSÃO ATMOSFÉRICA . Christian Doppler que. PREVISÃO .Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento. este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão. como gotas de precipitação. determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar. 14. Também chamada de prognóstico. PONTO DE ORVALHO . Sua medida pode ser expressada em milibares. chuva. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas.25 milibares. Mais predomi nante quando o ar 93 . 2) entre duas ou mais nuvens. ou sobre a superfície da Terra. ou 29. É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar. Seu volume é expressado geralmente em polegadas. um de bulbo molhado e outro de bulbo seco. neve. 760 milímetros de mercúrio. e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu.Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. Acontece na forma de chuva (SHRA).Todas as formas de água. bolas de neve e partículas de neve. RAIO .Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. Sua medida pode ser expressada em milibares. granizo. RAJADA DE VENTO . PRECIPITAÇÃO DE NEVE . normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. PSICRÔMETRO .033 gramas por centímetro quadrado. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . caracterizada por um começo e um fim súbitos. Rebaixamento ou movimento descendente do ar. ou flutuações rápidas da velocidade do vento. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. PRESSÃO BAROMÉTRICA .Precipitação típica do inverno. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. RADAR DOPPLER .Medida da pressão atmosférica em condições padrões. É equivalente a 1. Do ponto de vista astronômico.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias. neve (SHSN). ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg).A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. considerando a pressão padrão.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. PRECIPITAÇÃO . O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. PRIMAVERA .Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas. PRECIPITAÇÃO REPENTINA . Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz.É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto.013. Consiste de dois termômetros. chuva fria.Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte. que caem das nuvens.Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). alcançando o solo: garoa.4 quilômetros por hora). veja descarga elétrica esférica. Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. O ponto de ebulição da água pura. em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg). bolas de gelo. freqüentemente observado em anticiclones. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos. ""Predomínio de nublado"" significa que. que também são formas de radiação. líquida ou sólida.se líquida ou sólida . garoa gelada.7 libras por polegada quadrada. Ondas de som também são radiações. ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. PRESSÃO . É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar. mais a habilidade e experiência de um meteorologista.Aumento súbito e significativo. R RADAR . entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. ou 1. Isto ocorre nos meses de Março.92 polegadas de mercúrio. É também conhecida como pressão barométrica. em 1842. referindo-se ao estado da água . PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR . ou 212 graus Fahrenheit. A duração normalmente é menor do que 20 segundos. PREDOMÍNIO DE NUBLADO .Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. PRESSÃO DA ESTAÇÃO .Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura.8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. cristais de gelo. Também conhecida como pressão atmosférica. Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro. 3) dentro de uma única nuvem. Q QUEDA DE NEVE . ou gelo (SHPE).

visibilidade e vento. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). Este é também o Principal Meridiano de Longitude. que variam de moderados a extremamente fortes e que. raios.Geralmente.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. é a altura da visibilidade vertical.Elevação do nível do mar.Termômetro usado para medir a temperatura ambiente.Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. engenheiro consultor. qualquer evento destrutivo do tempo. o trovão aquece os gases da atmosfera. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. caso o vento favoreça essa condição. duração relativamente curta. TETO . É também medida de calor ou de frio. Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. temperatura. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. Considerado como condições agradáveis do tempo. antecedidas pelo sinal menos ( -).Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. ou tornados.Condições da atmosfera por um determinado período. Para o leste deste meridiano. dentro e imediatamente em torno deste canal. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius. Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . TEMPESTADE TROPICAL . TEMPO BOM . umidade. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. gelo. TEMPO . TORNADO . granizo. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. Se o céu estiver totalmente obscurecido. As temperaturas podem chegar a mais de 10. nevascas. temporais intensos com trovoadas. desde que existam as condições certas. TEMPORAL COM TROVOADAS . veja Escala Saffir-Simpson. precipitação. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT). A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós).Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. TEMPERATURA MÉDIA .Instrumento usado para medir a temperatura. TERMÔMETRO . caracterizado por trovões. Para o oeste. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. é um evento de micro-escala. podem se transformar em tornados. Para mais informações. TERMÓGRAFO .Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. O estrondo do trovão é 94 . O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. então Diretor do National Hurricane Center. mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. São as variações de curto prazo da atmosfera. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. Em observações de superfície. precipitação. um termômetro que também é um registrador.Esta é uma descrição subjetiva.Ciclone tropical. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade.A camada mais baixa de nuvem. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos.Essencialmente.000 graus Celsius em fração de segundos. na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. Compare com um satélite geo-estacionário. Registra continuamente a temperatura num mapa. SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. no máximo.VISIBILIDADE VERTICAL .está mais frio e mais denso no alto. RESSACA . mas são antecedidas pelo sinal mais (+). TROVÃO . cujos ventos de sustentação na superfície são de. que primeiro utilizou este método de tempo mundial. Quando isto acontece. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte. Pode acontecer em qualquer parte do mundo. Inglaterra. SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. TEMPO SEVERO . ou o tempo de uma hora separadamente. refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra. turbulência. T TEMPERATURA . e Robert Simpson. A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. S SAFFIR-SIMPSON . sob condições mais graves. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). casa do Observatório Real. ventos tempestuosos de superfície. TERMÔMETRO DE BULBO SECO . com respeito ao período do ano e à localizaçã o física. Não são sistemas de natureza transitória.

os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. caracterizados por um grande poder de direção. É freqüentemente chamada de CAT. Devido ao seu conteúdo molecular.Dois cinturões de ventos persistentes. horizontalmente sobre a superfície da Terra. V VAPOR DE ÁGUA . Vista a distância. É um dos componentes mais importantes da atmosfera. os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul. pelo menos. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte. e durante os meses de Dezembro. embora não esteja limitada apenas a estes locais. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. ou da variação de temperatura e pressão. VENTOS CONVERGENTES .Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. VENTOS DO OESTE . onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. TURBULÊNCIA .cefetsc.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. sopram da direção sudeste. Quatro características do vento são verificadas: direção. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. assim co mo em regiões de cisalhamento. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL .Medida da nebulosidade da atmosfera. tanto o efeito Coriolis. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano.Quantidade de vapor de água no ar.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste. a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia.br) 95 . Julho e Agosto no Hemisfério Norte. É mais comum nas proximidades das correntes de vento. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde. é medida em nós.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). são ventos de nível mais baixo. Quando está em observação. VELOCIDADE DO VENTO . Pode ser medida de vários modos. que sopram do leste na direção da cavada equatorial. alto-estrato.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto.edu. VIRGA . Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas.Movimentos irregulares e instantâneos do ar. ou tornado.Ar que flui. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. exceto em algumas regiões tropicais. Tipos de umidade incluem umidade absoluta. VENTO DE LESTE . Quando estão próximos da superfície da Terra. ou por relatórios feitos de uma aeronave. num arco de 45 graus da linha do horizonte.criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo. originários de alta pressão subtropical central. enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos.Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. VERÃO . o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. Isto ocorre durante os meses de Junho. em baixas fechadas em grandes altitudes. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. VISIBILIDADE . ou milhas náuticas por hora. sondas meteorológicas. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. No Hemisfério Norte. É expressado em percentagem. Basicamente. VENTO . U UMIDADE . Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . UMIDADE RELATIVA .Água em forma gasosa. TWISTER .Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. mas que evapora antes de alcançar o chão. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. É o movimento atmosférico persistente dominante. TUFÃO . Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. velocidade. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros. Fonte: Weather. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. sem nenhum alerta em forma de nuvem. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar.Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. em geral.Do ponto de vista astronômico. ou mais. como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos. Durante o verão no Hemisfério Norte. umidade e umidade específica. como os ventos convergentes do leste.

Em termos gerais. Diferencie Tempo de Clima. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4. CO 2 e O3) da atmosfera. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . Defina atmosfera terrestre. 2. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. 16. Qual é a sua importância? 13. 8. ATMOSFERA 12. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. Explique como a altitude influencia na formação do clima. 9. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. Dê exemplos. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. 17. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1.

Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. Plantas de Dias Longos. que ocorrem na atmosfera? 27. O que é radiação líquida? 39. 24. três processos podem ocorrer com a energia incidente. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. Diferencie solstício de equinócio. 30. ocorre transferência de calor nas plantas. a sobrevivência vegetal seria impossível. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. em termos quantitativos? 40. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. 42. b. Se um material tem albedo negativo. Conceitue-os.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. Discuta: sem radiação solar. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. Plantas de Dias Curtos. Defina: a. RADIAÇÃO SOLAR 26. Assim como na atmosfera. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. 21. 29. 41. Descreva os três processos. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. o que isto significa? 31. Defina Afélio e Periélio. O que é fotoperiodismo? 44. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. 97 . Quais são os processos de transferência de energia (calor). Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43.

8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. 54. Conceitue umidade absoluta do ar. O que é temperatura? 48. Qual é o conceito de graus-dia? 53.45. 59. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. 98 . 64. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65. 61. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. Calcule a umidade relativa do ar. O que é termoperiodismo? 57. Conceitue umidade relativa do ar. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. 50. 49. TEMPERATURA 47. O que é temperatura-base ou basal? 52. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. 46.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. em determinado dia. sabendo que. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58.

Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. O que são nuvens e como se formam? 86. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85.. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. O que são precipitações orográficas? 81. 76.VENTO 66. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. 73. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. Como é feita a medida de precipitação? 84. 87. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. O que é e como se dá a formação do vento? 67. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . 69. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. Explique a formação dos ventos em macroescala. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68.

Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. Evapotranspiração De Referência 8. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. 99. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. pelo método do Tanque Classe A. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. em fase de crescimento ativo. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada.65 se a temperatura média for maior que 22° C. 100 . ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94. Evapotranspiração Potencial 7. Evapotranspiração Da Cultura 10. Evapotranspiração Máxima 9. sob as condições normais de cultivo. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. ) Evapotranspiração de determinada cultura. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. isto é. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio). Determine os valores da ETc para o feijão. 100. fertilidade e disponibilidade de água no solo. Relacione: 6. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo.93. em qualquer estádio de crescimento. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB. de pequeno porte. 95. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. na mesma semana. ( solo. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas.

Práticas mitigadoras e. 3. por um outro colega. 2. Gerais (industriais. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. EFEITO ESTUFA a. Conceito b. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. tecnológicos. Generalistas (tecnológicas. visando completar o aprendizado dos alunos. Formação do Efeito Estufa c. Conceito b. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. Práticas mitigadoras i. impreterivelmente. Conceito b. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. etc) ii. Na agricultura d. Principais agravantes do Efeito Estufa i. Como afeta as atividades agrícolas d. Formação c. Créditos de Carbono f. CAMADA DE OZÔNIO a. 1. 101 . políticos ii. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. Formação c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. FOTOPERIODISMO a. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. econômicas. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. políticas. mais a correção normal.

Exemplos práticos de utilização f. 5. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Como fazer um QV d. Utilização Agronômica dos QV c. 102 . Conceito b. Exemplo prático de utilização de QV g. Conceito b.4. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Tipos de Espécies de QV e. Como é feito o zoneamento agroclimático c. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. QUEBRA-VENTOS a. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f.