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APOSTILA CLIMATOLOGIA AGRICOLA

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FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

previsão de relâmpagos. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação.METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. aumento do potencial de incêndios. Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). entre outras. b. etc. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. Por exemplo. a seca resulta na falta de água. entre outras podemos citar: a. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. clima (Climatologia). também é conhecida como Ciências Atmosféricas. meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. c. para o setor agrícola. Mas a Meteorologia não faz só isso. biologia (Biometeorologia). Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. e estrago na colheita. universidades. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. previsão de eventos extremos como furacões e tornados. aviação. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. O meteorologista pode atuar em diversas áreas. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. interação ar-mar (interações com a Oceanografia). etc. Pesquisas atmosféricas em laboratórios. A palavra Meteorologia vem do grego. hidrologia (Hidrometeorologia).

OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 .METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. também conhecida como Agrometeorologia. safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas.

hídricas e fotoperiódicas. FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. levando-se em conta as exigências térmicas. etc. ATIVIDADE ANTRÓPICA. ÓRBITA TERRESTRE). Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. etc. NEBULOSIDADE. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional. VENTO. PRESSÁO ATM.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. CHUVA.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES.: TEMPERATURA. 6 . UMIDADE. VULCANISMO.

Além disso. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude. Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. mais frio será e quanto menor a altitude. Quem está muito próximo dos pólos. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . isto é. ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). enxerga o Sol 24 horas por dia. No inverno não se vê o Sol. mais quente será. Isto ocorre. mesmo ao meio dia. mas ele está sempre inclinado e. mais frio será. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado. entre outros motivos. parece o Sol do início da manhã. mais quente.0º). Por exemplo. no verão. Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna.90º norte ou sul). porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. 7 . enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor.

o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). menor será o calor acumulado. Por sua vez. Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). 8 . Quanto maior a reflexão. as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. Ao atingirem a superfície. os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto.

A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. etc). Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. devido aos fatores geográficos. oceanalidade/continentalidade. ou seja. como a latitude. correntes oceânicas. Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. adensamento de plantio. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. altitude. atuação de massas de ar e frentes. 9 . Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. cultivo protegido. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. em que a topografia condiciona o topo-clima. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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ESPESSURA: ~10 km. O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. ESPESSURA: 3 – 5 km.000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. É ISOTÉRMICA (~0ºC).” 13 . 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX.TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6. É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC). OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES. É ISOTÉRMICA (~0ºC). TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX.5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES. ÀS PLANTAS. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA. ESPESSURA: 3 km.

14 .

0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE.0 -3.5 +5. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .0 +10. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO. RESPONDA 1. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO).0 -3.0 +2. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS.5 +3. A UMA TEMPERATURA DE 25° C.

o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte.MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. Figura 2 . A posição mais próxima ao Sol. Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol. para uma dada hora do dia (por exemplo. As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas. em aproximadamente 4 de julho. meio dia) varia no decorrer do ano. A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite.Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica). o afélio (152 x 106 km). o periélio (147x 106 km). A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. Figura 1 . é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante. Isto significa que a altura do Sol.Posições relativas do sol 16 . O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão.

a altura do Sol varia com a latitude. reflexão ou espalhamento. Quando menor a altura solar. Primeiro. mais espalhada e menos intensa a radiação. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol. Como a Terra é curva. os dias mais curtos e há menos radiação solar. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente.Variação da altura do Sol com a latitude. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. Se a altura do sol decresce. o que reduz sua intensidade na superfície. Fig. os dias mais longos e há mais radiação solar. eles são mais concentrados. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. 2) e a radiação solar sofre maior absorção. 17 . 3. Se a altura do Sol é pequena. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. Segundo.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

4). Este é o solstício de inverno para o HS. A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração). Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer).Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. 4. Fig. Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio).Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig.

SOLSTÍCIOS 20 .

Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N). sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra.EQUINÓCIOS Além da variação temporal. REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 .

Estas observações se denominam observações sensoriais. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações. as observações se chamam observações instrumentais.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. de dados meteorológicos precisos. f) Altura da base das nuvens. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel. Os primeiros são mais precisos. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. antes de tudo. g) Quantidade de chuva.br) 22 . nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. Por exemplo. i) Radiação solar. Neste caso. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. De acordo com o modo de realizar a leitura. facilidade de manejo e solidez de construção. para o qual é necessário consultar um instrumento. d) Umidade. h) Quantidade de evaporação. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. e) Velocidade e direção do vento. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. c) Pressão atmosférica.cefetsc. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. porém cada medida necessita de uma leitura. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. precisão. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento.edu. da água e do solo. b) Temperatura do ar. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. Porém. Por exemplo. mas não pode saber o valor exato da mesma.

por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Temperaturas extremas .Evaporação .ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: .Precipitação . 23 .Umidade relativa .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos.Temperatura do momento .

alcance visual de pista(visibilidade). PLUVIÓGRAFO 24 . cujas paredes são dispostas como persianas. integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: . Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum.As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura.Termômetro de Máxima . Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação. que permitem a livre circulação do ar. etc. cobertura de céu nublado.Termômetro de Mínima . vento.Higrotermógrafo . ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro. umidade.Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. altura de nuvens até os 1500 metros. precipitação. pressão.

e o outro. 25 . PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. um chamado "Termômetro Seco". As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada.É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). é formado por dois termômetros idênticos. chamado "Termômetro Úmido". Mede a quantidade de chuva caída. que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto. serve essencialmente para obter a temperatura do ar. em milímetros (mm).

Mede a velocidade do vento (m/s) e. HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. também a direção (em graus). A unidade usada é (cal. 26 .ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. em alguns tipos.cm-²).

ETC. pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. EXPRIME-SE EM METROS. a litosfera e a biosfera. EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. responsáveis pelas condições meteorológicas.RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. Todos os componentes do sistema climático. CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. 3. pelas circulações oceânicas. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA.UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. a hidrosfera.). NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) . MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). MILÍMETROS. QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. 2. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. 27 . DURANTE UM MINUTO. designadamente a atmosfera. 4. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. METALIZAÇÕES. devem a sua origem e as suas características à radiação solar. ISTO É. Por isso.

VARIA DE 0 a 1.5. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. 6. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO. a+r+t=1 8. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. 28 . ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). 7. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. POR OUTRO LADO. 9. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL.

marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 .Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia. deserto Grama Floresta Neve (limpa. seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha.

UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS. DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. CHUVA. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS. VENTO. PRESSÃO. AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra. AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS.CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. 30 .

ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL. ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO. 31 . NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 . RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA. ENTÃO CERCA DE 500s (8. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8.

32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. PELA DISPERSÃO. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS.EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2. NA ALTA ATMOSFERA. DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. . A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU.

COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. COM A ATMOSFERA LIMPA. QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. 33 . A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. A REFLEXÃO. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. NESTE CASO. A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. VINDO DE TODOS OS LADOS. ENTÃO.

OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA .

DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .dia) 35 .média anual típica (Wh/m2.

CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). a. OU SEJA. por isso. a radiação solar converte-se em energia calorífica. por sua vez. ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. 2. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. emite a mesma quantidade de energia que recebe. Ao ser absorvida pela Terra. b. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. encontrandose. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . Esta. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. em equilíbrio térmico. aquecendo a superfície terrestre. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. POR MEIO DE ONDAS.

BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. A superfície. Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. As restantes 70 unidades são absorvidas. 37 .Como resultado deste processo. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. Vamos examinar este balanço na abaixo. por sua vez. usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. Portanto. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. caso contrário. Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente. Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra.

2 a 0.7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .4 a 0.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM.4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0. verdes e parte das vermelhas 0.2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0.

39 .COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar. em diferentes comprimentos de onda.

Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. o verde. porém. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm.). também podem ser gorduras. Nestas pequenas formações microscópicas. 40 . Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar. Dentro do espectro absorvido. Da radiação líquida disponível. já que a água do mar filtra a radiação. que ilumina tenuemente o seu espaço vital. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. vegetação etc. cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. Portanto. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares.

72 > λ > 0.0 > λ > 0. 2ª BANDA (1. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. 5ª BANDA (0. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO.72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS.40 > λ > 0. 6ª BANDA (0.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA.51 > λ > 0. MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA. 3ª BANDA (0.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS. GERMINAÇÃO DE SEMENTES. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES). QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS. O TRECHO PRÓXIMO À 1.315 > λ > 0. 41 . GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. 7ª BANDA (0. 4ª BANDA (0. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA.61 > λ > 0.

A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B. entre 280 e 320nm. A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. 42 . UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. como a UV-B. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre. porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre.

EM CAMADAS DISTINTAS. TRIGO. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO. CENTEIO. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). ATÉ UM VALOR MÁXIMO. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. MÉDIA E MÁXIMA. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. SORGO.

0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO). ETC. NEBULOSIDADE. POEIRA. A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL.5 A 2. A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO). NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA. VAPOR D’ÁGUA. PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES. A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR.. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA. 44 . VENTOS. AEROSÓIS.

TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) . BATATA. O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO. FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”.FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2. PIMENTA) 45 .

QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. 46 . O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL. TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA.

MAIOR EFICIÊNCIA). TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. ACUMULADO DURANTE O DIA. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. TRIGO: 2000°C. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. RESPOSTA LINEAR. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. CEVADA = 1700°C. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA.

QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO.00 48 . VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18. LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO).00 NOVEMBRO = 70. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE.00 OUTUBRO = 60.00 DEZEMBRO = 80.00 JANEIRO = 40.5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50.

EXISTENTE NA ATMOSFERA. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA. 49 . QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR.

50 . GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS.MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS. EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO. PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts. EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR.Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA.

A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO. VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE. PRÓXIMO À 100%. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO). ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR.

GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .

MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. maior será a velocidade de deslocamento. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. proporcionando melhores condições para a produção.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. A manipulação do solo. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. 53 . que é o ar em movimento. O vento. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local.

c. Meso e Micro. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul). Regiões Polares: Ventos de Leste. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. b.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. Classificação dos Ventos em nível Global 54 . é possível se verificar uma certa tendência: a. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície. MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera. sendo função dos gradientes de pressão.

formando-se nos cumes baixas pressões.vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite. Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. Brisa marítima . originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões. e conseqüente diferença de pressão. Durante o dia. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). Brisa do vale . Brisa da montanha .vento que sopra de dia. Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia). configuração da encosta. os cumes arrefecem mais rapidamente. Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia).sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale. com um arrefecimento mais lento. do mar para terra. sistema orográfico e topografia. Ventos Foehn ou Chinook. formando-se aí altas pressões e nos vales. a terra aquece mais rapidamente.MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado. formam-se baixas pressões. 55 . entre continentes e oceanos.entre a superfície aquosa e terrestre. variando diariamente ou sazonalmente. que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira.

Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 . Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente. etc.vento que sopra de noite. enquanto a água arrefece mais lentamente. com menor magnitude do fenômeno. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas. formando-se aqui altas pressões. áreas irrigadas e não irrigadas.Brisa terrestre . porém. objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. da terra para o mar. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. criando-se no mar baixas pressões.

a irrigação por aspersão. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 . Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. τ1/2 /ρ . Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. o que favorece a fotossíntese b. cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. ρ= densidade do ar. É variável conforme a espécie vegetal c. que é determinada pela área exposta f.40. k=constante de von Karman de valor 0. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. ln .PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d. varia com a rugosidade.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. τ= força tangencial. Zo= parâmetro de rugosidade. Ex. Em condições normais. Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1. ABSORÇÃO DE CO2 a. por exemplo. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. TRANSPIRAÇÃO a. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h.

NE. S. SO E O.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus.b. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição. 1963): i. NO.  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. sendo que 1 m/s = 3. ii. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. com oito direções fundamentais: N. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 .6 km/h. SE. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c. Estudo com a cana de açúcar (HARTT.

quando o ar se torna mais denso. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. sementes. podendo ser muito utilizada no campo. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. Dispersão de esporos. Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. sendo decisivo na implantação de projetos. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar. Renovação do ar próximos às plantas. Translocação de vapor d’água. atuando como substância de arrefecimento. pólen. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. amenizando assim o efeito da temperatura.velocidade média do vento. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. 59 . Fonte limpa e renovável de energia. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais.

 Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas. resultando em diminuição de ganho de peso.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais.  Desfolha por efeito mecânico do vento. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens. constituindo um acelerador do processo de desertificação. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese. 60 .  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor.  Conseqüente diminuição da produtividade.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias.

Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais. para que as atividades agrícolas sejam viáveis.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores. através da utilização de quebra-ventos. sendo necessário a proteção das culturas. sejam eles naturais ou artificiais. interferindo no crescimento de culturas e animais.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. principalmente. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. 61 .

Seringueira. com menor demanda atmosférica por água. repercutindo na produtividade. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. Ex: milho. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. ajudando também na contenção de dunas. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. Ex: grevílea. Geralmente. b. eucalipto. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. minimizando o processo de desertificação. cana-deaçúcar. sorgo. bananeira. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. que passa a viver num ambiente menos estressante. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. pinus. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. Ex. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. promovendo uma certa diversidade biológica. c. principalmente em regiões planas. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. Permanentes: árvores. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. capim.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. Desse modo. principalmente a luminosidade e o vento. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. 62 . grevílea e milho. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese.

Ex: sombrites e ripados. moer grãos e serrar madeira. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica. sendo temporários. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. Quando captada. pois dependem da durabilidade do produto empregado. que gira o rotor. para a realização de tarefas como bombear água. Energia eólica 63 . Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. em energia elétrica. ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico.

completando o ciclo hidrológico. 64 . Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. trovoadas. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. após a evaporação e condensação. curta duração. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. caracterizamse pela intensidade moderada. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. longa duração (dias) e sem horário predominante. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. inundação). Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). derrubada de vegetação. podendo ocorrer descargas elétricas. Pela forte intensidade. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. ventos fortes e granizos. tamanho. É resultado da diferença de temperatura. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. quantidade. carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. provocam muitos danos (erosão.

em decorrencia da precipitação. 65 . indicando os totais mensais. V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal.Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. denominada altura de precipitação. é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. através da expressão: h = 10 . assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura.

não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos. com época mais chuvosa no equinócio de primavera. Região Norte: precipitações mensais elevadas. 66 .Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. equinócio de primavera é menos chuvoso. Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. em torno do solsticio de verão. Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos.

EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. etc. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. e que são chamadas de núcleo de condensação. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. O processo de condensação pode ser descontínuo. PARTÍCULAS DE GELO. nuvens. 67 . Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. OU DE AMBAS.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. orvalho e geadas. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. ALÉM DE POEIRA. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. produzidos nos centros urbanos e industriais. aumentando de tamanho e formando as névoas. nevoeiros.

Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. Stratocumulus. Quanto mais núcleos. São sempre brancas. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento. maior a condensação.  Cumuloninbus 68 . Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. número e distribuição no espaço. dimensão. mesmo com Umidade Relativa baixa.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus.

Classificação das Nuvens 69 .

Em condições instáveis. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. As nuvens de gelo tais como os cirros. colocando-se a eles. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. Crescem a partir de cúmulos grandes. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. A cúpula borbulhante. anunciando a chegada de tempo instável. Cúmulos (cu) 70 .Após o congelamento estas nuvens tendem. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. Contudo. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. das extensões de maior altitude. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. que é constituída por gotículas de água .Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. antes de penetrar completamente nela. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. formadas entre 5 e 11Km. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. enquanto o sol aquece. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. congelando instantaneamente. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). ao contrário da bruma. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. que tem movimento horizontal. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. quando o sol está fortemente aquecido. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. característica dos cúmulos em desenvolvimento. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas.

cinzenta. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. constituídas por massas globulares ou em rolos. e logo empurradas pelo vento. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. fria. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. e inversamente. de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. baixa e cinzenta. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. a temperaturas acima do ponto de congelamento. o ar quente é obrigado a subir. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. Dá lugar a chuva ou neve. no ar frio e úmido subjacente. Formam-se em condições de atmosfera estável. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. podem transformar-se em nimbostratos. ou ainda mais abaixo. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. cai numa camada mais quente. nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. Quando estas nuvens são espessas. pois estão mais altos e mais longe. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. ou neve. às vezes listrada. mas onde o vento à superfície mantém. tem a base a cerca de 400metros. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. "rabos de égua": 71 . Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. designada por estrato. ou neve fraca a maior altitude. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . separando duas massas de ar úmido e resultam. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. Num dia de sol. com base entre os 900 metros e os 3 km. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. produzida por este. as nuvens causadoras de chuva. pela aproximação de uma frente. quase sempre com porções escuras. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. quando a chuva. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. os contornos são nítidos. abaixo da base da nuvem. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. sobre uma superfície plana e uniforme. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. ao mesmo tempo em que a arrefece. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. dos altostratos que engrossam e descem. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. A força do vento molda-os em filamentos delicados. mas podem provocar chuvisco. muitas vezes sombria. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. neste caso. mas sem o deixar ver claramente. separadas por vezes por porções de céu descoberto. com a base entre os 2Km e 6Km. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa.Estratos(st) A camada nebulosa. formam-se acima dos estratocúmulos.. Quando é possível ver o sol através dos estratos. Altocúmulos Os Altocúmulos. que se estendem até perder de vista. ou neve fraca mas persistente. forte e contínua. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela.

O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. 72 . que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. Lençóis de nimbostratos. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. que pode durar horas e até dias seguidos. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. à medida que o avião atravessa a nuvem. que chegam aos 15 Km de altitude. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. despejarem numa tarde um dilúvio. são sinal certo de chuva iminente. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. tendem a dar chuva mais lenta e persistente. cor de carvão.Um dia de chuva Nuvens sombrias. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. mais leves e finos. que pouco mais é que neblina.

então. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. Em 1944. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. que são verificados no solo nu. e no crescimento das plantas. corresponde à evapotranspiração potencial do período. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. Na região dos cerrados. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. PENMAN (1948). Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). Evapotranspiração é. iniciou uma série de estudos. I= irrigação. que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. contribuindo para a melhoria das condições de produção. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. 73 . D = drenagem. cobrindo totalmente o solo. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. ES = escoamento superficial. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. num determinado intervalo de tempo. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. CAMARGO (1966). Destes. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação.  = variação no S armazenamento de água no solo.

que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). para atender à demanda evaporante da atmosfera. o calor. utilizando uma energia externa. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa. Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. participa de suas atividades biológicas. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. do ponto de vista agronômico.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. do sistema solo-planta para a atmosfera. pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. A evaporação é uma perda indesejável. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. Evapotranspiração 74 . que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento.

75 . em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. 1956). 1981). em fase de crescimento ativo. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. ETR será sempre menor ou igual a ETP. 2. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. 5. fertilidade e disponibilidade de água no solo. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. 3. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. 4. 4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. isto é. 3. sob as condições normais de cultivo. cobrindo completamente o solo. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. 2. de pequeno porte. 5. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

e dá a resposta em termos de umidade. que mede a condutividade hidráulica do solo. com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. Figura 3 – Modelos de TDR 79 .Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo.

Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). construído normalmente de aço galvanizado. dado pela equação: ET0 = EvTA . estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. Por meio da evaporação do tanque (EAC). A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque. assentado sobre um poço tranqüilizador. O Tanque Classe A é preciso. é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. prático e econômico (STONE & SILVEIRA. Para transformar esses dados em evapotranspiração. Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque. 1995).

que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos. sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. f (u) . Rn + (1 – W) . umidade. é utilizada a seguinte equação: ET0 = c .Fator de correção W . pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA. Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. { W . Hargreaves & Samani. Nas áreas que possuem dados de temperatura. Monteith) Thornthwaite.Radiação líquida f (u). 1992). Makkink. vento e insolação ou radiação. A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. (ea – ed) Onde: ET0 .Fator relacionado com a temperatura Rn . etc. Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman.Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c . Blaney & Criddle.EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração.Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO. Diretos) 81 .

e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo. Exemplo de Gráfico para Kc.COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência). Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 .

Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico. 83 . Conservação ambiental: água e energia. manutenção. redução de contaminação do lençol freático.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. fertilizantes. água. etc. energia. etc.

BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. Armazenamento da água da chuva. ao longo do ano. 84 . Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. numa região. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. Como calcular. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. Zoneamento agroclimático. Consumo hídrico de diferentes culturas.

pelo reflexo total e pela dispersão da luz.400 e 6. e da maioria dos gases importantes em meteorologia. ANTICICLONE . ALTÍMETRO DE PRESSÃO . não existe umidade no ar. A observação é usada para informar à população. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78.Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz.Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área. muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua.000 pés) de altitude .O movimento horizontal do ar mais frio em um local.000 e 20. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. ou ciclone. ARCO-ÍRIS . é encontrada entre 4. ANEMÔMETRO . mesosfera.946%.Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva. 85 . ionospera e exosfera. ALTITUDE . Do branco ao cinzento. ALTAS LATITUDES .Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO).000 e 18. laranja.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão. É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte.Composta de massas globulares baixas.Instrumento que mede a velocidade e força do vento. ÁRIDO . é o vapor de água (H2O).Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra). Pode formar vários sub-tipos.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho. ATMOSFERA . Nas latitudes médias. ALBEDO .000 metros (15.033%. ou sobre o nível do mar.Em meteorologia. ADVECÇÃO QUENTE . enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. oxigênio (O2) a 20. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius.000 metros (8. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra. ABSORÇÃO . é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície. AJUSTE DE ALTÍMETRO . Isto varia de acordo com a textura.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada. ou num grupo de ilhas. efetivamente. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. É criado por refração.000 pés) de altitude. ATMOSFERA PADRÃO . Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade. ADVECÇÃO FRIA . grossas e cinzentas. em terra e no mar. ALTÍMETRO . Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve.92 polegadas de mercúrio. Virga também provém destas nuvens.Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. a intensidade e o movimento da tempestade. sobre o local. ou 29.Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento).É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência.O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus. Virga freqüentemente provém destas nuvens. ALTOSTRATUS . seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. verde. e a variação da temperatura é de -6. estratosfera. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular. Um dos componentes mais importantes do ar. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. às vezes.300 e 5. e violeta).25 milibares. Também chamada de região polar.GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO . nas próximas 24 a 36 horas. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". chuvas e condensação. O altímetro é ajustado com a aeronave no chão.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado.Termo usado para definir um clima extremamente seco. ALTOCUMULUS .09%. é geralmente encontrada entre 2.Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e. azul. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. como altocumulus castellanus. AR .013. de cristais de gelo. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar. Também conhecida como área de alta pressão. ADVECÇÃO . argônio (A) a 0. No caso da Terra.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul. ALERTA DE FURACÃO . Nas latitudes média s. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva.Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. onde. é o oposto de uma área de baixa pressão. ou altocumulus lenticularis. amarelo. azul claro. o padrão de pressão é de 1. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera.

tanto ao norte quanto ao sul do equador.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. BATITERMÓGRAFO .5 milímetros (0. é a ausência aparente de movimento da superfície de água. aberto numa ponta e fechado na outra. principalmente da água em estado líquido. BARÔMETRO ANERÓIDE . BARÔMETRO DE MERCÚRIO .Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. CAMADA DE OZÔNIO . É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico.B BAIXAS LATITUDES . CÉU CLARO . considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local.Um instrumento para medir a pressão atmosférica. para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. que se desenvolve sobre as águas tropicais e. As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares.Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar.Área de pressão de circulação fechada. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. depois que o mercúrio desce. CICLO DA ÁGUA . quando não há nenhum vento ou ondulação. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. CAVADO EQUATORIAL . As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. C CALMARIA . depositando-o num tanque de mercúrio. Na condição de ozônio ela age como um filtro. A circulação fica restrita a uma região específica.O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. CALOR . ou para elevar sua energia interna. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar. CICLOGÊNESE . CHUVA .Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. Também chamado de região tropical ou tórrida. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo.5 a 12. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem.Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. veja Barômetro aneróide. Como exemplo. Em termos oceânicos.Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera.Qualquer ciclone de origem não tropical. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. a aproximadamente 9. tornados e sistemas tropical e extratropical.Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro. BARÓGRAFO . Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva. ou ciclone.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. regiões de clima temperado. o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo. o que influencia o clima dessas regiões. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio.02 polegadas). O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647). ou intensifica um sistema preexistente. dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. ou polar. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo.5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra. Possa ser chamado de um B.T. CEILÔMETRO .Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador.O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). quando a pressão atmosférica di minui. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera. BIOSFERA . por um número determinado de anos. às vezes.Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio. É um tubo de vidro longo. Oposto de crista. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão. À medida em que a pressão atmosférica aumenta. CICLONE EXTRATROPICAL . protegendo o planeta da radiação ultravioleta. CICLONE . Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos. com ventos convergentes e circulares. CHUVISCO . feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO .Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. o mercúrio volta para o fundo. BARÔMETRO . O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula.Quantidade de precipitação de qualquer tipo. 86 . CICLONE TROPICAL . É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar. como os trópicos. físico e matemático italiano.Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano.

composta de cristais de gelo. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis). CONDENSAÇÃO . CIRRUS .Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. Nas latitudes médias. mas o topo pode variar em altura.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus). raios. CÚMULUNIMBUS . CIRRUSTRATUS . o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular.Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. CUMULUS . as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo. associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical. c huva de granizo. CRISTA . ocasionalmente. tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. e jatos subtropicais. CLIMA . Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade. com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo. Cirrus é uma nuve m magra. O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. ou mais. CISALHAMENTO DIRECIONAL . depressão tropical.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície. klima. Em números absolutos. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais. COALESCÊNCIA . que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. a partir da base (fundo) para cima.A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação.Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. Também chamada de nuvem de temporal. esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. com as quais é associada no céu.000 metros de altitude (20.000 pés).Nuvem do tipo cirrus.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical. tempestade tropical. É a nuvem mais alta que se forma no céu.000 pés). é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha. Em meteorologia. porém. É o processo físico oposto ao da evaporação. é o oposto de subsidência.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical. CIRCULAÇÃO .Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica.Área alongada de alta pressão atmosférica. que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina. e que se movimenta de forma circular organizada. CLIMATOLOGIA . CONVECÇÃO . normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20. ou delgada. Oposto do circulação ascendente ("upslope"). Com o aquecimento adicional da superfície da Terra. CORREDOR DOS TORNADOS . do estado gasoso para o estado líquido. Também é um dos três tipos de nuvem alta. furacão ou tufão.O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região.subtropicais. uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. com a aparência de um lenço l plano e fibroso. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . Inclui dados climáticos. Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA . É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. trovões e. ou pelo contato de uma substância com outra. se formam em alturas excessivas. É o oposto de cavado equatorial ("trough"). Clima excessivamente seco numa região específica. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área. CORRENTE DE JATO . A palavra é derivada do grego. gerando um efeito ondulado. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z).000 e 9. Às vezes é confundida com altocumulus.O estudo do clima. CIRROCUMULUS . CONDUÇÃO . Em algumas condições atmosféricas. ou Tempo Médio de Greenwich (GMT).Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. Oposto de divergência. às vezes. CONVERGÊNCIA .Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. jatos polares.000 e 30. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. jatos de superfície. ou ventos fortes e tempestuosos. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. na troposfera. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa.Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). usado pelas comunidades científicas e militares. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . Em termos oceânicos. Quando vistos da superfície da Terra. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar.000 metros). Cria geralmente um "céu escamado". é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico. tornados. do oeste para leste.000 pés de altitude (6.

Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação.500 metros de altitude acima da superfície da Terra. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro. É baseado na Força ou Número de Beaufort. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. Dias e noites são quase iguais em duração. talvez. pelo rompimento de uma represa. ESCALA SINÓTICA .Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). EQUADOR . e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. ou cavado equatorial ("trough"). Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento.2 graus Fahrenheit. enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra. Abrange 0. no nível do mar. é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857). caracteristicamente.Em meteorologia. ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada.Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. Em 1948. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) . Apresentada em 1848 por William T. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. ESCALA DE BEAUFORT . tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. um termo descritivo. É usada principalmente para propósitos científicos. para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas. o qual é composto da velocidade de vento.maiores. Tendo. físico e matemático escocês nascido na Irlanda.Inundação que acontece muito rapidamente. E EFEITO CORIOLIS . com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. sendo. um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt.Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. Contrasta com macro-escala. Divergência a níveis mais baixos está associada.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. Oposto de convergência.Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. com um movimento descendente do ar suspenso. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. ou menos. EFEITO ESTUFA .Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida.Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. O mesmo que centígrado. ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO .Ciclone tropical. É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. no alto. EQUINÓCIO . Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. ESTRATOS .Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. e m geral. meso-escala e tempestades. ENCHENTE REPENTINA . um ou mais isóbaras fechadas. Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736). ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . DIVERGÊNCIA . Kelvin. no máximo. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA .Distância vertical sobre o nível médio do mar. Barão de Largs (1824-1907). a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius". Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. uma baixa. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. interrompendo seu processo de ascenção. É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo. No Hemisfério Norte. ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . DEPRESSÃO TROPICAL .O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta.Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial.0 graus Celsius ou 39. 60 quilômetros por hora (33 nós).033%. a mais comum de todas as nuvens baixas. EL NIÑO . pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. Foi criada por Anders Celsius em 1742. Embora possa produzir garoa ou neve. Em oceanografia. D DENSIDADE . É grossa . raramente produz 88 .Escala de temperatura em que a água.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. cinzenta e baixa. é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão. DEPRESSÃO .

É o processo físico oposto de condensação. ou granizo mole. com a passagem de uma frente quente. É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar. a temperatura e a umidade diminuem. o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. embora os ventos troquem de direção (em geral. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. por exemplo GRANIZO . Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. Bolas isoladas são chamadas de pedras.Também conhecida como "oclusão". É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar". ou nenhuma fronteira distinta. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. FRENTE QUENTE . FUMAÇA .Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. Neste caso.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram. EVAPORAÇÃO . quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes.Condição marcada por temperatura realmente baixa. como vapor de água. FRONTOGÊNESE . É composto da evaporação do líquido. a área de convergência entre calor. as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. ao avançar. Veja frente oclusa e frente fria. bolas de gelo e granizo. Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e. Precipitação em forma de chuva. como cumulunimbus. Geralmente. Veja escalas em Celsius. Veja Frente Oclusa e Frente Quente. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . É també m conhecida como frente estacionária.A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. bolas de neve. substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora. no Oceano Atlântico Norte. ou garoa. ou mais). Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). acrescida da transpiração das plantas. a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). como a água. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes.O processo físico pelo qual um líquido. Oposto de frontólise. ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais. Fahrentheit e 89 . FRIO . é transformado em estado gasoso. Por exemplo. a pressão atmosférica sobe e. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. Geralmente.O término ou "morte" de uma frente. o ar fica claro depois da passagem da frente. de forma muito rápida. geralmente antecedem a frente na superfície. FRENTE OCLUSA . neve. com a passagem de uma frente fria. Sob temperaturas mais frias. é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente.Fronteira quase sempre semi-contínua.precipitação pesada. G GELO .Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). como o fluxo do vapor de água. mar caribenho. que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes. FURACÃO . assim como chuvas convectivas e temporais. Veja Frente Fria e Frente Quente.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão.Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. F FOTOS DE SATÉLITE .Forma sólida de água.Precipitação que se origina de nuvens convectivas. FRENTE .Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. uma linha de tormenta pode antecipar a frente. Veja Frente fria e Frente quente. Também conhecida como frente semi-estacionária. ou quando as partículas maiores se dispersam. Ausência de calor. são considerados granizo. criando uma frente. FRENTE ESTACIONÁRIA . Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas.Nascimento ou criação de uma frente. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. a temperatura e a umidade aumentam. ar úmido e frio e ar seco. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. FRONTÓLISE . o que normalmente implica temperaturas diferentes. ou "água sólida".Frente que é quase estacionária. a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. GRAU . FRENTE POLAR . ou mais. Em geral. FRENTE FRIA .

em relação à linha do equador. de um dado ponto na superfície da Terra. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. É medida em graus. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. ponto de condensação e ajuste de altímetro.013. MILIBAR . na medida em que se movimenta para o sul. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal.Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul.Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). pode ficar mais rasa em altura. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada. LATITUDES MÉDIAS . Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão.Localização. MICRO-BARÓGRAFO .Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. condições da pista. em Greenwich. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude. mais freqüentemente. Isto ocorre nos meses de Dezembro.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . Para um exemplo. LATITUDE . M MAPA SINÓTICO .Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais.Do ponto de vista astronômico. Não se trata de temperatura atual do ar. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. a informação deve conter. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície. mínima das 00 e 12TMG. semi-contínua.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado. de um dado ponto na superfície da Terra. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador. 90 . É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e.Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. MESO-ESCALA .Um corpo extenso de ar.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. dinâmica. uma característica semi-permanente. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. Para um exemplo. MASSA DE AR . L LANTERNA . e nos meses de Junho. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. condições do céu.Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. condições atuais do tempo. LONGITUDE . aviação. temperatura. METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS .000 metros de altitude. J JATO SUBTROPICAL . no mínimo: velocidade e direção dos ventos. em relação ao Meridiano Principal. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA . a mais de 12. entre outros. considerando-se a média das leituras de hora em hora ou. I ÍNDICE DE CALOR . visibilidade.Kelvin. A pressão padrão da superfície terrestre é 1. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte. MCSs e as rajadas de vento.A temperatura média de um dia. corresponde a zero grau de longitude.Localização. METAR . é medida em graus . as temperaturas máxima. em geral. e a linha do equador está a zero grau. A região também é chamada de zona temperada. Segundo o Metar. Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. veja o mapa de frio do vento. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. INVERNO . Não é a temperatura atual do ar.e o Meridiano Principal.Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica. enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. INVERSÃO . este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. hidrometeorologia operacional e sinóptica. Veja Tempo Médio de Greenwich. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos.2 milibares. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. Isto inclui os MCCs. Tal como a latitude.Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos. É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. confira o mapa dos índices de calor. MASSA DE AR POLAR .

Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. ONDA DE CALOR . ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. Pode durar vários dias ou várias semanas. e dura pelo menos três horas. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. ou ventos que descrevem o estado da atmosfera.2C). NEBLINA . NÉVOA . percentagem de umidade relativa. Na Inglaterra. a tempestade está se intensificando. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. ou mais. Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. etc. NUVENS ESPARSAS . NEVASCA . caracterizada por um começo e um fim súbitos.Em meteorologia. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. NUBLADO . na superfície da Terra ou no alto. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. quando o olho começa a diminuir seu tamanho. Maryland. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação.N NASCER DO SOL . Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação.). aparecer em qualquer estação. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. Núcleos de condensação. mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. NIMBUSTRATUS . Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial.Centro de uma tempestade tropical ou furacão. formas arredondadas e cilíndricas.Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. pressão.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos.Precipitação congelada em forma de neve. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. quantidade de nuvens. neve. Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa. situado em Silver Spring.151 milhas por hora. precipitação (chuva. pressão. ou menos. o que.Nuvem típica da formação de chuva ou neve. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas. igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar.Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). NEVOEIRO . etc.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. temporais. com ventos de 56Kmh. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos .Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. NUVEM .Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. contate o NOAA. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO .852 quilômetros por hora.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. ou 1. como na fumaça ou nas partículas de poeira.e suficientes núcleos de condensação estão presentes. Para informação adicional. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. com o topo e a base relativamente planos. OLHO . É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. NEVADA . ventos (velocidade e direção). baixas e variações). mas o tamanho comum é de 32 quilômetros. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. como temperatura. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. próximas ou junto à superfície da Terra. Invisíveis a olho nu. NÓ . formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. Pode ser em estado sólido ou líquido. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta. freqüentemente.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) . estas nuvens podem. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. de 8 a 96 quilômetros.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. Pode variar em tamanho. contudo. reduz a visibilidade para apenas 400 metros. Em geral. NEVE . as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. Um nó é equivalente a 1. por um número determinado de anos. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco.ou quase os mesmos . Nos Estados Unidos. The Weather Channel usa 91 . e grande quantidade de neve e ve nto no ar. NORMAL .Medida de velocidade náutica. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos.Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O OBSERVAÇÃO .

É o oposto de fusão. Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas. Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. geralmente durante a noite. ou mais. ciências hidrológicas e oceanográficas.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. Fundada pelas Nações Unidas em 1951. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. comércio e atividades sociais. indústria.Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2).M. por um número determinado de anos. ou mesmo do setor privado e comercial. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. tempestade tropical. Para mais 5informações. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura. pelo menos. P PARCIALMENTE NUBLADO . ou 25. quando a temperatura cai até o ponto de condensação. bem como de outros serviços de interesse público. incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0.M. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico.Outro nome atribuído a uma ondulação a leste.M. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois.01"")." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia. é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente.os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e. OXIGÊNIO . Isto ocorre nos meses de Setembro. Contém nuvem cumulunimbus. PLUVIÔMETRO . Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. Refere-se a tempo bom.Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho.Este termo tem várias aplicações. PERTURBAÇÃO . POENTE OU PÔR-DO-SOL . foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. contate a OMM. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. predomínio de nublado. a OMM tem 184 sócios. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 . incluindo mudanças e atividades do clima. nuvens espalhadas. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar. É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar.M. Com freqüência.) .Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. situada em Genebra.86 milibares. PAREDE DO OLHO . PONTO DE CONGELAMENTO . ou furacão. ONDA FRIA . PONTO DE EBULIÇÃO . Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647).Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra.40 milímetros. chuva intensa e ventos muito fortes. a O.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. ou mais. Veja Nascer do Sol para uma comparação. O cáculo do poente. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas. OSCILAÇÃO DO SUL .É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. nuvens esparsas. Do ponto de vista astronômico. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica. O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical. Nos Estados Unidos.Área de convecção organizada. aquele diminui. ORVALHO .Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. PERTURBAÇÃO TROPICAL . ou ciclone pequeno em tamanho e influência.Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. Pode ser chamada de "fropa". Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. OZÔNIO . PASSAGEM DE FRENTE . OUTONO . ou simplesmente nublado.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. Em oceanografia. Na Inglaterra. e que demanda cuidados especiais na agricultura. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente. ONDA TROPICAL . Abril e Maio no Hemis fério Sul. Veja Pressão Barométrica. ou centro de um ciclone tropical. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. POLEGADAS DE MERCÚRIO . Suíça.

A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR . Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos. em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg). O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. que caem das nuvens. neve.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. ou 29.8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. referindo-se ao estado da água . PREVISÃO .7 libras por polegada quadrada. PRECIPITAÇÃO DE NEVE . É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. Sua medida pode ser expressada em milibares.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. R RADAR . mais a habilidade e experiência de um meteorologista. Também conhecida como pressão atmosférica. chuva fria. considerando a pressão padrão. Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro. normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. Sua medida pode ser expressada em milibares. ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar. ou gelo (SHPE). bolas de neve e partículas de neve. 2) entre duas ou mais nuvens. ""Predomínio de nublado"" significa que. É equivalente a 1.4 quilômetros por hora). alcançando o solo: garoa.Todas as formas de água. PRESSÃO . Para um exemplo. É também conhecida como pressão barométrica. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28.se líquida ou sólida . PREDOMÍNIO DE NUBLADO . bolas de gelo.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas. Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. ou 212 graus Fahrenheit.Precipitação típica do inverno. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. PSICRÔMETRO . ou 1.Precipitação que parte de uma nuvem convectiva.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. PRECIPITAÇÃO . RAIO . caracterizada por um começo e um fim súbitos.013. Ondas de som também são radiações. É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar.Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. ou sobre a superfície da Terra. Christian Doppler que. em 1842. 14. PRESSÃO BAROMÉTRICA . Outubro e Novembro no Hemis fério Sul. neve (SHSN).92 polegadas de mercúrio. Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz. Também chamada de prognóstico. Do ponto de vista astronômico. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. O ponto de ebulição da água pura.Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio.Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. Q QUEDA DE NEVE . que também são formas de radiação. PRESSÃO ATMOSFÉRICA . chuva. PONTO DE ORVALHO . PRECIPITAÇÃO REPENTINA . RADAR DOPPLER . veja descarga elétrica esférica. entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem. ou flutuações rápidas da velocidade do vento. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte. granizo.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem.Medida da pressão atmosférica em condições padrões. Rebaixamento ou movimento descendente do ar.Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento. garoa gelada. cristais de gelo. freqüentemente observado em anticiclones.Pressão atmosférica média do nível do mar.que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. Isto ocorre nos meses de Março. normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu. ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). RAJADA DE VENTO . Mais predomi nante quando o ar 93 . Consiste de dois termômetros. 3) dentro de uma única nuvem. A duração normalmente é menor do que 20 segundos.25 milibares. 760 milímetros de mercúrio. PRESSÃO DA ESTAÇÃO .033 gramas por centímetro quadrado. Acontece na forma de chuva (SHRA).entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. como gotas de precipitação. Seu volume é expressado geralmente em polegadas. é 100 graus Celsius. RADIAÇÃO .É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto.Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão. um de bulbo molhado e outro de bulbo seco.Aumento súbito e significativo. determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar. líquida ou sólida. PRIMAVERA .Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo.

visibilidade e vento.Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. gelo. no máximo. podem se transformar em tornados.Geralmente. TORNADO . Pode acontecer em qualquer parte do mundo. e Robert Simpson. É também medida de calor ou de frio.Elevação do nível do mar. TERMÓGRAFO . S SAFFIR-SIMPSON . É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. temporais intensos com trovoadas. granizo. TERMÔMETRO DE BULBO SECO . As temperaturas podem chegar a mais de 10.Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. veja Escala Saffir-Simpson.Ciclone tropical. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. TEMPORAL COM TROVOADAS . temperatura. Considerado como condições agradáveis do tempo. A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar.Instrumento usado para medir a temperatura. caso o vento favoreça essa condição. resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. raios.000 graus Celsius em fração de segundos.está mais frio e mais denso no alto. que variam de moderados a extremamente fortes e que. TETO . Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. Se o céu estiver totalmente obscurecido. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte. TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . as zonas de tempo vão de uma a 12 horas.Termômetro usado para medir a temperatura ambiente. São as variações de curto prazo da atmosfera. TEMPESTADE TROPICAL . SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia.A camada mais baixa de nuvem. antecedidas pelo sinal menos ( -). desde que existam as condições certas. Quando isto acontece.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. Este é também o Principal Meridiano de Longitude. O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. Em observações de superfície. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius. precipitação. ventos tempestuosos de superfície. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. sob condições mais graves. então Diretor do National Hurricane Center. Registra continuamente a temperatura num mapa. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. precipitação. o trovão aquece os gases da atmosfera. O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. com respeito ao período do ano e à localizaçã o física.VISIBILIDADE VERTICAL . T TEMPERATURA . Compare com um satélite geo-estacionário. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. dentro e imediatamente em torno deste canal. duração relativamente curta. TEMPO SEVERO .Esta é uma descrição subjetiva. SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5.Essencialmente. é um evento de micro-escala. cujos ventos de sustentação na superfície são de.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). engenheiro consultor. como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. Para o oeste. Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. TEMPO . é a altura da visibilidade vertical. caracterizado por trovões. TROVÃO . mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. TEMPO BOM . que primeiro utilizou este método de tempo mundial. nevascas. ou o tempo de uma hora separadamente. mas são antecedidas pelo sinal mais (+). Inglaterra. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. O estrondo do trovão é 94 . RESSACA . umidade. Para o leste deste meridiano. Não são sistemas de natureza transitória. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT). 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). casa do Observatório Real. um termômetro que também é um registrador. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. ou tornados. refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra. opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. TERMÔMETRO . Para mais informações. Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. turbulência.Condições da atmosfera por um determinado período. qualquer evento destrutivo do tempo. TEMPERATURA MÉDIA .Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo.

Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste. TUFÃO . são ventos de nível mais baixo. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. TURBULÊNCIA . geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). Vista a distância.Do ponto de vista astronômico. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. Pode ser medida de vários modos. umidade e umidade específica. os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul. os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. Durante o verão no Hemisfério Norte.br) 95 . Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. ou tornado.edu. em baixas fechadas em grandes altitudes. o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. No Hemisfério Norte. exceto em algumas regiões tropicais. É expressado em percentagem.Ar que flui. Fonte: Weather. É o movimento atmosférico persistente dominante.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. velocidade. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. num arco de 45 graus da linha do horizonte. horizontalmente sobre a superfície da Terra. ou por relatórios feitos de uma aeronave. VENTO DE LESTE .criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. ou da variação de temperatura e pressão. alto-estrato. É um dos componentes mais importantes da atmosfera.Medida da nebulosidade da atmosfera. a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. UMIDADE RELATIVA . como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos. Quando estão próximos da superfície da Terra. é medida em nós. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. Isto ocorre durante os meses de Junho. que sopram do leste na direção da cavada equatorial.cefetsc. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas. originários de alta pressão subtropical central. caracterizados por um grande poder de direção. pelo menos. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. mas que evapora antes de alcançar o chão. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar.Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. Basicamente.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. VIRGA . ou mais. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO .Quantidade de vapor de água no ar. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. em geral.Água em forma gasosa. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL . ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. É freqüentemente chamada de CAT. sondas meteorológicas. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. sopram da direção sudeste. ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador. enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. tanto o efeito Coriolis. VENTO .Movimentos irregulares e instantâneos do ar. VERÃO . V VAPOR DE ÁGUA . VENTOS CONVERGENTES . Julho e Agosto no Hemisfério Norte. onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas.Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo.Dois cinturões de ventos persistentes. TWISTER . Quando está em observação. e durante os meses de Dezembro. Devido ao seu conteúdo molecular. VISIBILIDADE . assim co mo em regiões de cisalhamento. VELOCIDADE DO VENTO . sem nenhum alerta em forma de nuvem. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros. Quatro características do vento são verificadas: direção.Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. Tipos de umidade incluem umidade absoluta. embora não esteja limitada apenas a estes locais. diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. ou milhas náuticas por hora. como os ventos convergentes do leste. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde. U UMIDADE . É mais comum nas proximidades das correntes de vento. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. VENTOS DO OESTE .

ATMOSFERA 12.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. CO 2 e O3) da atmosfera. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. Dê exemplos. Explique como a altitude influencia na formação do clima. 8. Diferencie Tempo de Clima. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. 16. Defina atmosfera terrestre. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. 17. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4. Qual é a sua importância? 13. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. Em termos gerais. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . 9. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. 2.

24. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. três processos podem ocorrer com a energia incidente. 42. O que é fotoperiodismo? 44. Plantas de Dias Curtos. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. O que é radiação líquida? 39. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. 41. b. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. Defina: a. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. Descreva os três processos. 30. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. RADIAÇÃO SOLAR 26. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. Assim como na atmosfera. Quais são os processos de transferência de energia (calor). Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. 97 . a sobrevivência vegetal seria impossível. 29. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. Diferencie solstício de equinócio. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. Defina Afélio e Periélio. o que isto significa? 31. Plantas de Dias Longos. 21.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. em termos quantitativos? 40. Se um material tem albedo negativo. Conceitue-os. Discuta: sem radiação solar. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. ocorre transferência de calor nas plantas. que ocorrem na atmosfera? 27.

O que é temperatura? 48. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. Qual é o conceito de graus-dia? 53. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. 50. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. 59. 98 . Conceitue umidade relativa do ar. 49. Conceitue umidade absoluta do ar. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. Calcule a umidade relativa do ar. 64. 54. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). 61. TEMPERATURA 47. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. O que é temperatura-base ou basal? 52. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60.45. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. 46. sabendo que. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65. O que é termoperiodismo? 57. em determinado dia. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos.

Explique a formação dos ventos em macroescala. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. 69.. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. 76. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68. O que são nuvens e como se formam? 86. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. Como é feita a medida de precipitação? 84. 73. 87. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72.VENTO 66. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . O que são precipitações orográficas? 81. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. O que é e como se dá a formação do vento? 67.

( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. ( solo.93. fertilidade e disponibilidade de água no solo. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. 99. Evapotranspiração De Referência 8. de pequeno porte. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio). 100. Evapotranspiração Potencial 7. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. 95.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. Relacione: 6. ) Evapotranspiração de determinada cultura. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. Evapotranspiração Máxima 9. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. sob as condições normais de cultivo. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo. isto é.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. em qualquer estádio de crescimento. na mesma semana. Evapotranspiração Da Cultura 10. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. em fase de crescimento ativo. pelo método do Tanque Classe A. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo.65 se a temperatura média for maior que 22° C. Determine os valores da ETc para o feijão. 100 .

Conceito b. tecnológicos. FOTOPERIODISMO a. Práticas mitigadoras i. Principais agravantes do Efeito Estufa i. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. Conceito b. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. etc) ii.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. Formação c. Formação c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. Práticas mitigadoras e. impreterivelmente. EFEITO ESTUFA a. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. políticos ii. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. Formação do Efeito Estufa c. 1. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. 3. 101 . econômicas. Como afeta as atividades agrícolas d. Na agricultura d. mais a correção normal. visando completar o aprendizado dos alunos. Créditos de Carbono f. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. Conceito b. Generalistas (tecnológicas. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. políticas. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. CAMADA DE OZÔNIO a. por um outro colega. Gerais (industriais. 2. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007.

Conceito b. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Exemplo prático de utilização de QV g. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. 102 . ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Utilização Agronômica dos QV c. QUEBRA-VENTOS a. Tipos de Espécies de QV e. Conceito b. Como é feito o zoneamento agroclimático c. 5. Como fazer um QV d.4. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d. Exemplos práticos de utilização f. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007.

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