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FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009


6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas
UNIDADE/ CONTÉUDO
pressões)
1. Introdução e importância dos fatores 6.3. Classificação de ventos
climáticos e meteorológicos
6.4. Equipamentos e instrumentos de medição
1.1 . Definição de tempo e clima / do vento
meteorologia e climatologia 7. Chuvas
1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e
sua relação com outras ciências. 7.1. Classificação de nuvens e chuvas
1.3 . Elementos e fatores climáticos 7.2. Formação atmosférica diferenciada
1.4 . Escala espacial dos fenômenos 7.3. Conseqüências para a agricultura
atmosféricos
2. Atmosfera terrestre 7.4. Medição e elaboração de mapas
pluviométricos
2.1. Importância 8. Evapotranspiração
2.2. Composição atmosférica 8.1. Definições e tipos de evapotranspiração
2.3. Estrutura vertical da atmosfera
8.2. Determinação da evapotranspiração
2.4. Controle atmosférico como ferramenta (métodos diretos e indiretos)
agrícola 8.3. Coeficiente de cultura (Kc)
8.4. Aplicações agronômicas da
3. Radiação solar Evapotranspiração
9. Balanço Hídrico Climatológico
3.1. Espectros solares e sua significação
biológica 9.1. Definições dos fatores que determinam o
3.2. Balanço e distribuição geográfica da BHC
radiação solar 9.2. Determinação do BHC
3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal
(fotoperíodo) 9.3. Aplicações do BHC
4. Temperatura 10. Interações agrometeorológicas na
agricultura e Zoneamento Agroclimático
4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, 11. Glossário Meteorológico
vernalização e unidades térmicas
4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 12. Estudo Dirigido
5. Umidade do ar 13. Trabalhos Extra-Classe
14. Referências Bibliográficas
5.1. Características físicas
5.2. Cálculo da umidade relativa
6. Ventos

6.1. Correntes de ventos

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA

INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA


TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA
VARIAÇÃO GEOGRÁFICA
VARIAÇÃO TEMPORAL
EXPERIÊNCIA DIÁRIA
INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA

CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO


CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE
TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM
PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS.
VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA)
VARIAÇÃO TEMPORAL
SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS
INTERPOLAÇÃO DE DADOS

SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS


– TEMPO.

METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO)


FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA
EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA
CONSIDERA A BIOSFERA
ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM.
COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica


CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA
APLICAÇÕES PRÁTICAS
MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA
RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA,
TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA)
CIÊNCIA APLICADA
VISA O BENEFICIO HUMANO
MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros

AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA

RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS


PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE
RISCOS
OPORTUNIDADES
MELHORAMENTO
IRRIGAÇÃO
ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO

Agrometeorologia e interdisciplinaridade
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METEOROLOGIA

Meteorologia é a ciência que estuda a


atmosfera terrestre e seus fenômenos; também
é conhecida como Ciências Atmosféricas. A
palavra Meteorologia vem do grego, meteoron
(alto no céu) e logia (conhecimento). Os
gregos da antiguidade observavam as nuvens,
os ventos e a chuva e tentavam entender como
eles estavam conectados. A compreensão do
tempo era importante naquela época por causa
da agricultura e das atividades de navegação.
As relações da sociedade atual com o meio
ambiente se tornaram muito mais complexas e
por isso podemos ser mais seriamente afetados
com as mudanças que ocorrem na atmosfera. O
tempo pode nos afetar de diversas maneiras.
Por exemplo, a seca resulta na falta de água, aumento do potencial de incêndios, e estrago na colheita.

Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma
região, existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. Mas
a Meteorologia não faz só isso; ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. Isto significa
que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura
(Agrometeorologia), biologia (Biometeorologia), clima (Climatologia), hidrologia
(Hidrometeorologia), interação ar-mar (interações com a Oceanografia), ilhas de calor urbana
(Meteorologia Urbana); entre outras. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da
atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica.

O meteorologista pode atuar em diversas áreas, entre outras podemos citar:

a. Pesquisas atmosféricas em laboratórios, universidades, institutos de pesquisa com problemas


relacionados com aquecimento global; com química atmosférica que estuda processos relacionados
com poluição atmosférica; previsão de eventos extremos como furacões e tornados; previsão de
relâmpagos; etc.

b. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade
através dos meios de comunicação, para o setor agrícola, aviação, etc.

c. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de
conhecimento especializado de um profissional da área

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METEOROLOGIA AGRÍCOLA

A Meteorologia Agrícola, também conhecida como Agrometeorologia, é o ramo


da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades
agropecuárias. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências
Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do
Engenheiro Agrônomo / Zootecnista.

OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES:

1. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não?


2. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas, safra da seca ou
safrinha e safra de inverno?
3. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ?
4. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de
produção ?
5. Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ?
6. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ?
7. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ?

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Zoneamento Agroclimático

Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura, levando-se em conta as


exigências térmicas, hídricas e fotoperiódicas.

Tomadas de Decisão

Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática


agrícola, em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da
previsão do tempo para os próximos dias. A isso chamamos de Agrometeorologia
Operacional.

ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS

ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO


EX.: TEMPERATURA, UMIDADE, CHUVA, VENTO, NEBULOSIDADE, PRESSÁO ATM, etc.

FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS


EX.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES, ÓRBITA TERRESTRE), VULCANISMO, ATIVIDADE
ANTRÓPICA, etc.

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Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são:
1) Latitude
Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos - 90º norte ou sul), mais frio será. E
quanto menor a latitude (mais perto do equador - 0º), mais quente será. Junto ao equador
os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes
latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior.
Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. Por
exemplo, entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, o Sol atinge a superfície de forma
perpendicular ou pouco inclinado, isto é, ao meio dia no hemisfério sul o Sol está
exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no
inverno). Quem está muito próximo dos pólos, no verão, enxerga o Sol 24 horas por dia,
mas ele está sempre inclinado e, mesmo ao meio dia, parece o Sol do início da manhã.
No inverno não se vê o Sol.

Latitudes terrestres

2) Altitude
Quanto maior a altitude, mais frio será e quanto menor a altitude, mais quente.
Isto ocorre, entre outros motivos, porque os raios solares chegam com certo
comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento.
Além disso, nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por
isso tem maior capacidade de acumular calor, enquanto nas altas altitudes o ar é mais
rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. A altitude é tão importante para
a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos
encontrar montanhas com neve eterna.

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Altitude

3) Albedo
O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. Quanto maior a
reflexão, menor será o calor acumulado. Ao atingirem a superfície, os raios solares
encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto, o gelo é muito claro e por isso
reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%), a cidade
é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar).
Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas. Por
sua vez, as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%.

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Escala espacial dos fenômenos atmosféricos

MACRO-ESCALA
Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica, que caracteriza o macro-clima de
grandes áreas, devido aos fatores geográficos, como a latitude, altitude, correntes oceânicas,
oceanalidade/continentalidade, atuação de massas de ar e frentes. Esses fatores são
denominados “macroclimáticos”. O macroclima é o primeiro a ser considerado no
zoneamento agroclimático.

TOPO-ESCALA
Refere-se aos fenômenos em escala local, em que a topografia condiciona o topo-clima,
devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno. Esses fatores são
denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola.

MICRO-ESCALA
É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala,
ou seja, pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação,
adensamento de plantio, cultivo protegido, etc). Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um
microclima diferenciado. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um
microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. A presença de mato
nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. O
uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima, especialment e
reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna.
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ATMOSFERA TERRESTRE

CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE.


CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE
NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS,
CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA
AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA
FLUXO DE ENERGIA
FLUXO HÍDRICO
PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA
o RADIAÇÃO
o TEMPERATURA
o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS
o BARREIRA MECÂNICA

EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO


FENÔMENOS METEOROLÓGICOS
INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE
AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA

TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980)

CONSTITUINTE % POR VOLUME


NITROGÊNIO – N2 78,084
OXIGÊNIO – O2 20,948
ARGÔNIO – Ar 0,934
NEÔNIO – Ne 1,818 x 10-3
HÉLIO – He 5,24 x 10-4
METANO – CH4 2 x 10-4
CRIPTÔNIO – Kr 1,14 x 10-4
HIDROGÊNIO – H 0,5 x 10 –4
XENÔNIO – Xe 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980)


CONSTITUINTE % POR VOLUME
VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7
DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033
OZÔNIO – O3 0 a 0,01
DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001
DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002

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CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS

AEROSÓIS
PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO
MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE
CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE
RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS.
EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc.

VAPOR D’ÁGUA
MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS
VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR
IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO
TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2)


TERMORREGULADOR
SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO)
SUBPRODUTO TECNOLÓGICO
AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3)
PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS
SUBPRODUTO INDUSTRIAL
POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE)
PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada
de ozônio”)
AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA
DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO
o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA


A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À:

COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA –


estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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TROPOSFERA
CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE
ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS)
ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO)
FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES
MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS
TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6,5º C / km)
AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE
CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA

TROPOPAUSA
REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA. É ISOTÉRMICA (-50
a –55ºC). ESPESSURA: 3 km.

ESTRATOSFERA
LIMITE SUPERIOR: APROX. 50 km DE ALTITUDE
TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO)
FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS

ESTRATOPAUSA
REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA. É ISOTÉRMICA
(~0ºC). ESPESSURA: 3 – 5 km.

MESOSFERA
LIMITE SUPERIOR: APROX. 80 km DE ALTITUDE
TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3,5 ºC / km)
TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC)
PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES

MESOPAUSA
REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. É ISOTÉRMICA
(~0ºC). ESPESSURA: ~10 km.

TERMOSFERA
A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE
LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1.000 km DE ALTITUDE)
IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA)
o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E
ELÉTRONS LIVRES, PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR, O
QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO.

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

“PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES, EM QUANTIDADE E


DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO, ÀS
PLANTAS, À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES, OU QUE INTERFIRAM NO
CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES.”

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UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE


TERRESTRE (SOLO), COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES
ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km, PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS
CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO. CONSIDERANDO OS DADOS
FORNECIDOS, RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS.

DADOS
CAMADA LIMITE ESPESSURA AMPLITUDE
ATMOSFÉRICA SUPERIOR TÉRMICA (° C
(km) /km)
TROPOSFERA 15 15 -6,5
TROPOPAUSA 18 3 +5,0
ESTRATOSFERA 50 32 +2,0
ESTRATOPAUSA 55 5 -3,0
MESOSFERA 80 25 -3,5
MESOPAUSA 90 10 +3,0
TERMOSFERA 1000 ~ 910 +10,0

A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O


AMBIENTE, A UMA TEMPERATURA DE 25° C.

RESPONDA
1. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL?
2. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA?

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MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES

A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. A rotação em torno de seu
eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita
elíptica em torno do Sol.
A posição mais próxima ao Sol, o periélio (147x 106 km), é atingido aproximadamente em 3 de
janeiro e o ponto mais distante, o afélio (152 x 106 km), em aproximadamente 4 de julho. As
variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas.

Figura 1 - Relações entre o Sol e a Terra

As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à


perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica). Esta inclinação faz com que a
orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol. O
Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o
nosso verão. Isto significa que a altura do Sol, o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte, para
uma dada hora do dia (por exemplo, meio dia) varia no decorrer do ano.

Figura 2 - Posições relativas do sol

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No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores, os dias mais longos e há
mais radiação solar. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores, os
dias mais curtos e há menos radiação solar.

A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do


dia como também da altura do Sol. Como a Terra é curva, a altura do Sol varia
com a latitude.

A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras.


Primeiro, quando os raios solares atingem a Terra verticalmente, eles são mais
concentrados. Quando menor a altura solar, mais espalhada e menos intensa a
radiação.

Segundo, a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera.


Se a altura do sol decresce, o percurso dos raios solares através da atmosfera
cresce (Fig. 2) e a radiação solar sofre maior absorção, reflexão ou espalhamento,
o que reduz sua intensidade na superfície.

Fig. 3- Variação da altura do Sol com a latitude. Se a altura do Sol é pequena, os raios que atingem a
Terra percorrem distância maior na atmosfera.
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MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO

DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”)

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Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. No
dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de
Capricórnio). Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS).

Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer). Este é o solstício


de inverno para o HS.

A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração).
Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). No HS o equinócio de
primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março
(Fig. 4).

Fig. 4- Características dos solstícios e equinócios

Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres

DATA EVENTO ESTAÇÃO POSIÇÃO FOTOPERÍODO


DO SOL
22 DEZ Solstício de VERÃO 90º Trópico > 12 h
Verão de
Capricórnio
21 MAR Equinócio de OUTONO 90º Equador = 12 h
Outono
22 JUN Solstício de INVERNO 90º Trópico < 12 h
Inverno de Câncer
23 SET Equinócio de PRIMAVERA 90º Equador = 12 h
Primavera

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SOLSTÍCIOS

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EQUINÓCIOS

Além da variação temporal, o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra


origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como
do fotoperíodo (N). Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da
irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano, sendo esses os fatores mais importantes
na formação do clima da Terra.

REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1)


LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1)
REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1)

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Instrumentação meteorológica*

A importância dos instrumentos

Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor, antes de tudo, de dados


meteorológicos precisos. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem
estimar um grande número de observações. Por exemplo, podemos observar a quantidade de
nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. Estas
observações se denominam observações sensoriais.
Porém, nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. Por exemplo,
uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo, mas não pode
saber o valor exato da mesma, para o qual é necessário consultar um instrumento. Neste caso,
as observações se chamam observações instrumentais.
Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são:
a) Duração da insolação ou brilho solar.
b) Temperatura do ar, da água e do solo.
c) Pressão atmosférica.
d) Umidade.
e) Velocidade e direção do vento.
f) Altura da base das nuvens.
g) Quantidade de chuva.
h) Quantidade de evaporação.
i) Radiação solar.

A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos.


É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios.
Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes
requisitos: regularidade no funcionamento, precisão, facilidade de manejo e solidez de
construção.
De acordo com o modo de realizar a leitura, os instrumentos meteorológicos podem se
dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos
registradores. Os primeiros são mais precisos, porém cada medida necessita de uma leitura.
Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se
amplia por alavancas, que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel. Estas
bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada.

Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www.cefetsc.edu.br)

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ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS
A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos
meteorológicos mais comuns:

ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL

Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e
professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como:

- Temperatura do momento
- Umidade relativa
- Temperaturas extremas
- Precipitação
- Evaporação
- Horas de sol

ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA

Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos, por sua característica de funcionamento


pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode
funcionar com baterias.

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As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura, umidade, pressão,
vento, precipitação, alcance visual de pista(visibilidade), altura de nuvens até os 1500 metros, cobertura
de céu nublado, etc.
Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum, integra todos os
dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção.

ABRIGO METEOROLÓGICO

É uma casa de madeira ou fibra de vidro, cujas paredes são dispostas como persianas, que
permitem a livre circulação do ar. Os instrumentos que ficam dentro da casa são:
- Termômetro de Máxima
- Termômetro de Mínima
- Higrotermógrafo
- Psicrômetro

EVAPORÍMETRO

Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo
de tempo. Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve
para medir a evaporação. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada.

PLUVIÓGRAFO

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É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da
mesma. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada.

PLUVIÔMETRO

É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado


(cada 6 horas). Mede a quantidade de chuva caída, em milímetros (mm).

PSICRÔMETRO

Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera, é formado por dois termômetros
idênticos, um chamado "Termômetro Seco", serve essencialmente para obter a temperatura do ar, e o
outro, chamado "Termômetro Úmido", que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto.

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ANEMÔMETRO

Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e
velocidade do vento. Mede a velocidade do vento (m/s) e, em alguns tipos, também a direção (em
graus).

HELIÓGRAFO

Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em
horas e décimos.

PIRANÔMETRO

Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste
sobre uma superfície horizontal terrestre. A unidade usada é (cal.cm-²).

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RADIAÇÃO SOLAR

SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA

A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na
Terra, responsáveis pelas condições meteorológicas, pelas circulações oceânicas, pela modelação da
crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. Todos os componentes do sistema climático,
designadamente a atmosfera, a hidrosfera, a litosfera e a biosfera, devem a sua origem e as suas
características à radiação solar. Por isso, podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico
essencial do ambiente.

CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR

1. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA, SOB A FORMA DE LUZ E


CALOR, RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL.

2. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO


LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2, NA
PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES, DURANTE UM MINUTO. EXPRIME-SE
EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN.

3. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS


CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). EXPRIME-SE
EM METROS, MILÍMETROS, MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). O
COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA,
ISTO É, QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É
O SEU COMPRIMENTO DE ONDA.

4. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) - UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM), É UMA


UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU
1 × 10-6 M). EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. É USADO PARA
DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO
CIVIL, NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS
MATERIAIS (PINTURAS, METALIZAÇÕES, ETC.).
27
5. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA
PELO MATERIAL. VARIA DE 0 a 1.

6. REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA


PELO MATERIAL.

7. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É


TRANSMITIDA PELO MATERIAL.

a+r+t=1

8. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE


RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE
ABSORVER, POR OUTRO LADO, TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE
ELE.

9. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. É O


COEFICIENTE DE REFLEXÃO. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO
RAIO SOLAR, MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO).

Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares.

28
Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % )

Solo descoberto 10-25

Areia, deserto 25-40

Grama 15-25

Floresta 10-20

Neve (limpa, seca) 75-95

Neve (molhada e/ou suja) 25-75

Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) <10

Superfície do mar (pequena altura do sol) 10-70

Nuvens espessas 70-80

Nuvens finas 25-50

Vidros (janela) 08-52

Tinta branca 50-90

Tinta vermelha, marrom ou verde 20-35

Concreto 10-35

Asfalto 05-20

Albedo de diferentes superfícies


29
CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR
É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA
É UM FATOR METEOROLÓGICO
É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO, AFETANDO TODOS OS OUTROS
ELEMENTOS (TEMPERATURA, PRESSÃO, VENTO, CHUVA, UMIDADE)
É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS
METEOROLÓGICOS
É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES:
o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO
o FOTOSSINTESE
o FLUXO DE CALOR
o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA
o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS
o TEMPESTADES
o VENTOS E FURACÕES
o DIVERSIDADE DE CLIMAS, DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES
POLARES, PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS, AOS
QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS.
FUNDAMENTAL EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE
ENERGÉTICA

Distribuição da Radiação Solar na Terra.

30
ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR
É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA, PROPAGANDO-SE
SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO.
DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1,5 * 10 8 km)
VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s
A RADIAÇÃO GASTA, ENTÃO CERCA DE 500s (8,3 min) NESTA TRAJETÓRIA
TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A
PELO MENOS 8,3 min
O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES
SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I, ENTÃO O
TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I.
NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À
SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D)
O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA
ÁREA 4 Π D2 , RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I
/ D2
DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA, OU SEJA: “ A
ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO
QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA”
DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL, APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA
ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA, NA FORMA DE FEIXE DE
RAIOS PARALELOS ENTRE SI.

31
EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE

AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA, A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS


CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA:
QUANTIDADE, QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES

ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS, DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE


ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO:

1. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO
É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA
CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS
PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA)
GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE
RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO)
RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA
TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO
CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE
MICROORGANISMOS)
EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR
NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR
A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM
SOFRER ABSORÇÃO

2. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO

OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS


SOLARES. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O
ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO

O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO

ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU, PELA DISPERSÃO, NA ALTA


ATMOSFERA, DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL,
PRINCIPALMENTE O OZÔNIO.
32
PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL

FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS, COM MUITA POEIRA OU


POLUIÇÃO. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO, VINDO DE TODOS
OS LADOS, NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS, SENDO DENOMINADA DE
RADIAÇÃO DIFUSA (Qc)

RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS


FACILMENTE DISPERSOS. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS
CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO.

COM A ATMOSFERA LIMPA, GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE


DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE, PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. É A
RADIAÇÃO DIRETA (Qd)

A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO


ZENITAL DOS RAIOS SOLARES

A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE


RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg), SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A
RADIAÇÃO DIRETA.

A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE, ENTÃO, DAS


CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO

ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO, A


REFLEXÃO, QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE
UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS, SEPARANDO-A
DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO, NESTE CASO, DÃO
COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA.

33
BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA

A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM


DUAS PARTES:

RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR


DIFUSA , OU

Qg = Qd + Qc

Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera

Componentes da radiação solar ao nível do solo

34
DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Radiação solar global diária - média anual típica (Wh/m2.dia)

35
PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA

Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta, sem o qual a
temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado
sólido. Ao ser absorvida pela Terra, a radiação solar converte-se em energia calorífica, aquecendo a
superfície terrestre. Esta, por sua vez, emite a mesma quantidade de energia que recebe, encontrando-
se, por isso, em equilíbrio térmico.

Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são:

1. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA.

2. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR, ÁGUA)


PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE.
a. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER;
b. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO
c. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO

A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA


ATMOSFERA (1500 – 3000m).
PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL

3. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA


OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO, OU SEJA, POR
MEIO DE ONDAS.

Ilustração dos mecanismos de transferência de calor


36
BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO
Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade
de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço; caso contrário, o sistema
Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. Vamos examinar este
balanço na abaixo, usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da
atmosfera.

Balanço de Calor da Terra e atmosfera

Da radiação total interceptada pela Terra, aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para
o espaço. As restantes 70 unidades são absorvidas, 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela
superfície da Terra (Terra-oceano). Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda
de radiação terrestre, absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta
para a Terra.Como resultado deste processo, a superfície recebe uma grande quantidade de radiação
de onda longa da atmosfera (95 unidades). A superfície, por sua vez, irradia 116 unidades de energia
de onda longa para a atmosfera. Portanto, nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho
líquido de 15 unidades, enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. As restantes 6
unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. Até agora contamos
uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. E
as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera
através de calor latente, por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades).
Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível
(condução e convecção -7 unidades). Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64
unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa, fechando o balanço entre radiação
incidente e radiação emitida.

37
ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA
ENERGIA SOLAR:
CONJUNTO DE RADIAÇÕES
COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS
0,2 A 4 MICRAS
CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR

ESPECTRO SOLAR
0,2 a 0,4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9%
0,4 a 0,7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41%
Radiações azuis, verdes e parte das vermelhas
0,7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50%

ESPECTRO VISÍVEL
EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE –
AMARELO – LARANJA – VERMELHO
UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO
CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA

INFRAVERMELHO
RADIAÇÃO TERMAL
LONGO COMPRIMENTO DE ONDA
ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS
PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO
IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL
FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA
RADIAÇÃO
EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS
ULTRAVIOLETA
ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM.
OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM
PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO

38
COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR

As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar, em diferentes


comprimentos de onda.

39
UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS
Da energia recebida na superfície da terra, aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas,
enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo, vegetação etc.). Da radiação líquida disponível, 40% é
utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e
crescimento dos vegetais.

Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal

Nas plantas com clorofila, cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. Nestas pequenas formações
microscópicas, a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos
finais são diversos tipos de açúcares, porém, também podem ser gorduras.

Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400
nm e 720 nm. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. Dentro do
espectro absorvido, a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho, emitindo a radiação com
outros comprimentos de onda. A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese.
Portanto, as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar, o verde.
Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno
inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz
solar, que ilumina tenuemente o seu espaço vital, já que a água do mar filtra a radiação.

40
BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM
O CRESCIMENTO VEGETAL

1ª BANDA (λ > 1,0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA
PLANTA.
2ª BANDA (1,0 > λ > 0,72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O
CRESCIMENTO DAS PLANTAS. O TRECHO PRÓXIMO À 1,0 μ É IMPORTANTE
PARA O FOTOPERIODISMO, GERMINAÇÃO DE SEMENTES, CONTROLE DA
FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS.

3ª BANDA (0,72 > λ > 0,61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE


ABSORVIDA PELA CLOROFILA. GERA FORTE ATIVIDADE
FOTOSSINTÉTICA, APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE
ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA.
4ª BANDA (0,61 > λ > 0,51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO
FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA.
CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL.

5ª BANDA (0,51 > λ > 0,40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA
CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES). CORRESPONDE
AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE
FOTOSSINTÉTICA, EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO
DA PLANTA.
6ª BANDA (0,40 > λ > 0,315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS
DEFORMATIVOS NAS PLANTAS, QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM
FOLHAS MAIS ESPESSAS.
7ª BANDA (0,315 > λ > 0,28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS,
MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO.

41
A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS

A radiação solar mais conhecida é a faixa visível, mas duas outras faixas importantes são a do
ultravioleta e a do infravermelho. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320
nm), UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100).

A UV-A chega normalmente à superfície terrestre, não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos
constituintes atmosféricos. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde, porém esta
não tende a aumentar sua intensidade com o tempo, como a UV-B.

A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre, causando uma variação
muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. Já o UV-
C é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre.

A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada
de ozônio.

O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras, que seriam muito
agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona. A camada de ozônio absorve
apenas a radiação UV-B, entre 280 e 320nm.

42
TEMPERATURA

ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR, DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO


DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES
DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL.

O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS


PROCESSOS DE CONDUÇÃO, CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR
(“RADIAÇÃO”) OCORREM, EM CAMADAS DISTINTAS.

TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO.

VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO


E DESENVOLVIMENTO VEGETAL.

RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA;


EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0
a 40ºC);
ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA;
PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E
HEMISFÉRIO SUL);
MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A
DIFERENTES TEMPERATURAS;
CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE
TEMPERATURA;

MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS, QUE


MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA, MÉDIA E MÁXIMA.

TEMPERATURAS CARDEAIS

O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE


VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO, PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO, ATÉ UM VALOR
MÁXIMO. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME:

COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA
CULTURAS DE INVERNO (AVEIA, TRIGO, CENTEIO, CEVADA):
 MÍNIMA: 0° a 5° C
 ÓTIMA: 25° a 31° C
 MÁXIMA: 31° a 37° C

CULTURAS DE VERÃO (MELÃO, SORGO, FRUTEIRAS TROPICAIS):


 MÍNIMA: 15° a 18°C
 ÓTIMA: 31° a 37° C
 MÁXIMA: 44° a 50° C
43
TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM:
FISIOLOGIA
ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO
ESPÉCIE
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

TEMPERATURA DO AR E DO SOLO
A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A
ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS:
CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR
CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO

TEMPERATURA DO AR

É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR


OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA
(CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA)
A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA
CALOR, VAPOR D’ÁGUA, AEROSÓIS, POEIRA, ETC., PARA AS CAMADAS
SUPERIORES

VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL


VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR
INTENSIDADE AO MEIO DIA)
VARIAÇÃO ESPACIAL
o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA
RADIAÇÃO SOLAR; VENTOS; NEBULOSIDADE; TRANSPORTE
CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA
ATMOSFERA.
o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO
SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA
o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO
TERRENO

PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É


MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO), PARA QUE SE PERMITA A
COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA
PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). NESSE CASO AS DIFERENÇAS
REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA.
A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1,5 A 2,0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO
DO ABRIGO).
A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS
HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM
DIAS SEM NUVENS).
A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL.
44
TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS

1. FASE VEGETATIVA
FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO
TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) - FIGURA
FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C
RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C

EXEMPLO: TOMATEIRO

TEMPERATURA: 20 ° C TEMPERATURA: 35° C


BAIXA RESPIRAÇÃO ALTA RESPIRAÇÃO
MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS BAIXA PRODUÇÃO DE MS
DESENVOLVIMENTO LENTO DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO
CICLO TARDIO CICLO PRECOCE
GRANDES CÉLULAS PEQUENAS CÉLULAS
BOA COLHEITA MÁ COLHEITA

2. FASE REPRODUTIVA
INDUÇÃO FLORAL
POLINIZAÇÃO
FERTILIZAÇÃO
FORMAÇÃO DO FRUTO
DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS
CICLOS DE CRESCIMENTO

LEI DE VAN’T HOFF

“PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA, CONSIDERANDO-SE ENTRE O


MÍNIMO E O ÓTIMO, A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”.

O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE:


TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO, ERVILHA)
TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE, BATATA,
PIMENTA)

45
TEMPERATURA DO SOLO
FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E
DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS
EFICIENTE QUE O DE GANHO.

OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL, DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E


VARIAÇÃO ESPACIAL, QUE DEPENDE DOS:

FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O


BALANÇO NA SUPERFÍCIE)

FATORES INTRÍNSECOS
o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS
(VEGETAÇÃO, MULCH)
o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À
RADIAÇÃO SOLAR
o TIPO DE SOLO = TEXTURA, ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA.

OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA

CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS


PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA;
A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO
SOLO
COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS, A PLANTA DIMINUI SEU
METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO;
TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL.

46
UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO

TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS


NÃO SE DESENVOLVEM. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL.

UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA


DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA,
NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE.

O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO


QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL;
É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS,
ACUMULADO DURANTE O DIA;

CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA, É A TEMPERATURA


ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA.

SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A


TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA, A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA, QUALQUER
QUE SEJA A SITUAÇÃO;
É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA
CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL;
TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS.
APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO;
EXEMPLOS: MILHO = 2500°C; CEVADA = 1700°C; TRIGO: 2000°C.

SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE


25°C, O CICLO SERÁ DE 100 DIAS.
MÉTODOS DE CÁLCULO:
DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C
RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C
EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS
TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO

IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA:


SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO;
TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO;
RESPOSTA LINEAR;
TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO,
QUANTO MAIOR A TEMPERATURA, MAIOR EFICIÊNCIA);
O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO.
OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM

47
FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA
FERTILIDADE
POPULAÇÃO DE PLANTAS
SOLOS
TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP. DO AR)
UMIDADE

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS)

UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA


CIDADE, MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O
PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO). O AGRICULTOR DISPÕE DE
APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15
DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO. LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE
PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS, QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO,
VISANDO MAIOR LUCRO?

VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA)


Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer
Temperatura-base = 6°C

TEMPERATURA MÉDIA MENSAL

SETEMBRO = 18°C
OUTUBRO = 22°C
NOVEMBRO = 20° C
DEZEMBRO = 18,5 °C
JANEIRO = 17°C

SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca)

SETEMBRO= 50,00
OUTUBRO = 60,00
NOVEMBRO = 70,00
DEZEMBRO = 80,00
JANEIRO = 40,00

48
UMIDADE DO AR

ÁGUA NA FORMA DE VAPOR, EXISTENTE NA ATMOSFERA.

FONTES NATURAIS:
SUPERFÍCIES DE ÁGUA, GELO E NEVE
SOLO
SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS

PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES


EVAPORAÇÃO
SUBLIMAÇÃO
TRANSPIRAÇÃO

CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA


BAIXA (MÁX. 4%)
EXTREMAMENTE VARIÁVEL
LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE
DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA

TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA


BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA
TRÊS PROCESSOS:
o DIFUSÃO
o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA)
o ADVECÇÃO

CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO

AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO


MÁXIMA.

QUANTO MAIOR A TEMPERATURA, MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA.

UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE


VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO, NA PRESSÃO
E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA.

49
MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR

PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS, SENDO:


o 1 BULBO SECO
o 1 BULBO ÚMIDO

HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO


CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR.

PSICRÔMETROS (COMO MEDIR)


VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts)
VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu)
VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d)

d = Ts- Tu

ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA


ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO

UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE


NO AR, EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO.

A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA, EM LOCAL VENTILADO E


PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS
METEOROLÓGICOS.

50
VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR

A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR,


SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE. ISTO PORQUE A TENSÃO
DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À
TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR.

O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA.

EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO, A UR TENDE A SE


ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO, PRÓXIMO À 100%, ATÉ A MANHA SEGUINTE
(ORVALHO E/OU NEVOEIRO).

VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR

ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO.

TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES


REGIÕES:

ESTADO PRECIPITAÇÃO (mm) UMIDADE RELATIVA (%)


CE 971 70
DF 1000 65
BA 1203 72
MT 1404 75
MG 1421 76
RS 1555 77
AM 2705 87

51
GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares)

DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td - TW)

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

- 28
20

- 40
18
- 48 0
16

- 55 11
14

- 61 23
12
- 66 33 0
10

-8 71 41 13
-6 73 48 20 0

-4 77 54 32 11
-2 79 58 37 20 1

0 81 63 45 28 11

2 83 67 51 36 20 6
4 85 70 56 42 27 14

6 86 72 59 46 35 22 10 0
8 87 74 62 51 39 28 17 6

10 88 76 65 54 43 33 24 13 4

12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2
14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1

16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 1
18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 0

20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 0
22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 0

24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 4 0

26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 5
28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 4

30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 4
32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 4

34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 5
36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7

38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10

40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13

52
VENTO

O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE.

O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção.
Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. A
manipulação do solo, a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas
utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local, proporcionando melhores condições
para a produção.

A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões, principalmente


por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. O
vento, que é o ar em movimento, se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor
pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas, maior será a
velocidade de deslocamento.

ORIGEM
GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA
ROTAÇÃO DA TERRA
FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA
ATRITO COM A SUPERFÍCIE

GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA


GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA
VARIAÇÃO DE PRESSÃO

ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA.


CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA
DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO
CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO
O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO
DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES, NA
TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS.
ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO.
QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS, MAIOR O GRADIENTE DE
PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO.

EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA


MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE
O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE, MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE;

53
EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA
O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS
MOVIMENTO CURVO
FORÇA
CENTRÍFUGA
ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS)

ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO


Ocorre nas três escalas do clima: Macro, Meso e Micro.

MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera, sendo função dos
gradientes de pressão. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície, é possível
se verificar uma certa tendência:
a. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE
(Hemisfério Sul).
b. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste.
c. Regiões Polares: Ventos de Leste.

Classificação dos Ventos em nível Global

54
MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de
tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado, e conseqüente diferença de pressão, entre
continentes e oceanos; configuração da encosta, sistema orográfico e topografia, variando diariamente
ou sazonalmente. Os principais tipos de vento na mesoescala são:
 Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia);
 Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia);
 Ventos Foehn ou Chinook.

Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de
superfícies adjacentes, sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante
a noite), que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por
unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona
costeira,entre a superfície aquosa e terrestre.

Brisa da montanha - vento fresco e moderado que sopra à noite do cume


da montanha para o vale porque à noite, os cumes arrefecem mais
rapidamente, formando-se aí altas pressões e nos vales, com um
arrefecimento mais lento, formam-se baixas pressões.

Brisa do vale - sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes


da montanha aquecem primeiro que o vale, formando-se nos cumes baixas
pressões.

Brisa marítima - vento que sopra de dia, do mar para terra. Durante o dia,
a terra aquece mais rapidamente, originando em terra baixas pressões e no
mar altas pressões.

55
Brisa terrestre - vento que sopra de noite, da terra para o mar. Durante a
noite a terra arrefece mais rapidamente, formando-se aqui altas pressões,
enquanto a água arrefece mais lentamente, criando-se no mar baixas
pressões.

MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala, porém, com menor magnitude do


fenômeno. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas; objetos com
diferentes coeficientes de absorção de radiação solar; áreas irrigadas e não irrigadas, etc.

Vento em microescala (luz/sombra)

Mapa de ventos do Brasil


56
PERFIL DO VENTO

É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo.

Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido
de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura.

Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de
diversas práticas agrícolas como, por exemplo, a irrigação por aspersão, cuja locação dos irrigadores é
dependente da velocidade do vento no local.

Equação Logarítmica do Perfil do Vento


O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação:

V = 1/k . τ1/2 /ρ . ln . Z/Zo

V= velocidade do vento na altura Z;


k=constante de von Karman de valor 0,40;
τ= força tangencial;
ρ= densidade do ar;
Zo= parâmetro de rugosidade.

EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS

O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE):

1. TRANSPIRAÇÃO
a. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto
b. É variável conforme a espécie vegetal
c. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática
d. Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular
e. Em condições normais, varia com a rugosidade, que é determinada pela área exposta
f. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações
i. Ex.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2
m/s
g. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento
h. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas
i. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos)

2. ABSORÇÃO DE CO2
a. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência, o que favorece a fotossíntese
b. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167
cm / s

3. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS


a. Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas

57
b. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar
c. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação
e fotossíntese
d. Estudo com a cana de açúcar (HARTT, 1963):
i. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a
fotossíntese em 30%;
ii. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100%
e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada.

CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS


FORTES

1. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras

2. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor


proporção

3. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição.

MEDIDA DO VENTO

 O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO.

 A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h, sendo que 1 m/s = 3,6 km/h.

 A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem, com oito direções fundamentais: N,
NE, NO, S, SE, SO E O.

 Nos sensores digitais a direção é dada em graus.

 Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS:

O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço


percorrido) por um odômetro. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a

58
velocidade média do vento. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o
ANEMÓGRAFO.

ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS


Escala Categoria Velocidade (km/h)
0 Calmo: fumaça vertical <2
1 Quase calmo: fumaça desviada 2a5
2 Brisa amena: agitação das folhas 6 a 10
3 Vento leve: agitação das bandeiras 11 a 20
4 Vento moderado: poeira no ar 21 a 30
5 Vento forte: ondas em lagos e rios 31 a 40
6 Vento muito forte 41 a 50
7 Ventos fortíssimos: fios assobiam 51 a 60
8 Ventania: impossível caminhar 61 a 75
9 Vendaval: danos em edificações 76 a 100
10 Tornado, furacão: danos generalizados > 100

Efeitos do vento na Agricultura

Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura, desde a
criação de animais até o cultivo de vegetais. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto
negativos, sendo decisivo na implantação de projetos. Os efeitos podem ser favoráveis ou
desfavoráveis.

Efeitos favoráveis do vento na agricultura


 Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias, amenizando assim o
efeito da temperatura;

 Translocação de vapor d’água, tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões


mais secas;

 Dispersão de gases e partículas suspensas no ar, diminuindo as concentrações que podem


ser problemáticas principalmente no inverno, quando o ar se torna mais denso;

 Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes, atuando como substância de
arrefecimento;

 Renovação do ar próximos às plantas, mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas


durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência;

 Dispersão de esporos, sementes, pólen, facilitando a disseminação e diversificação de


espécies;

 Fonte limpa e renovável de energia, podendo ser muito utilizada no campo.

59
Efeitos desfavoráveis

 Erosão eólica e deformação de paisagens, constituindo um acelerador do processo de


desertificação;

 Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande


incidência de ventos;

 Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor, fazendo com que o


metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal
constante, resultando em diminuição de ganho de peso;

 Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento;

 Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento;

 Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua, permitindo a penetração de patógenos


e diminuindo a translocação de substâncias, acarretando diminuição na taxa de
fotossíntese;

 Desfolha por efeito mecânico do vento;

 Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos;

 Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados;

 Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema


radicular profundo, podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto
excessivo de energia com as raízes;

 Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número
de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de
fotossíntese;

 Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos


tecidos danificados, diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e
desenvolvimento;

 Disseminação de patógenos e ervas-daninhas;

 Aumento do risco de incêndios em áreas florestais;

 Conseqüente diminuição da produtividade.

60
Irrigação por Pivô Central

Irrigação por Aspersão


Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados, em geral
plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente, apresentam:

 Redução no crescimento no desenvolvimento

 Internódios menores e em menor número

 Nanismo da parte aérea

 Menor diâmetro

 Menor número de folhas (menores, mais grossas)

 Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores.

O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área, interferindo no
crescimento de culturas e animais, tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. Ventos
excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais, sendo necessário a proteção
das culturas, principalmente, através da utilização de quebra-ventos, sejam eles naturais ou artificiais,
para que as atividades agrícolas sejam viáveis.
61
Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento
 Locais menos sujeitos à incidência dos ventos

 Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola, deve-
se escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos.

 Uso de Quebraventos (QV)

QUEBRA – VENTOS (QV)

 Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres
vivos;

 Geralmente, se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger.
Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV;

 Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal, ajudando também na contenção de


dunas, minimizando o processo de desertificação, principalmente em regiões planas.

VANTAGENS DO USO DE QV

a) altera o microclima, principalmente a luminosidade e o vento, que por conseqüência altera as taxas
de evapotranspiração da cultura, que passa a viver num ambiente menos estressante, com menor
demanda atmosférica por água, o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo.
Desse modo, os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese.
b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. A redução da velocidade do vento promove
ambiente mais agradável aos animais, repercutindo na produtividade.

c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre, contribuindo para a
manutenção do equilíbrio ecológico da área. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a
possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV, promovendo uma certa diversidade
biológica.

d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros, inimigos naturais


de alguns insetos predadores da cultura.

TIPOS DE QV

 VEGETAIS: utilizados para grandes áreas

a. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. Ex: milho, sorgo, cana-de-


açúcar. bananeira, capim;

b. Permanentes: árvores. Ex: grevílea. eucalipto, pinus. Seringueira;

c. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. Ex. grevílea e milho.


62
 ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto
valor econômico, sendo temporários, pois dependem da durabilidade do produto
empregado. Ex: sombrites e ripados.

Energia eólica
É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da
Terra. Quando captada, a energia eólica pode ser convertida em energia
mecânica, para a realização de tarefas como bombear água, moer grãos e
serrar madeira. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a
um gerador elétrico, as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica, que gira o
rotor, em energia elétrica.

Energia eólica

63
PRECIPITAÇÃO (CHUVA)

Na região tropical, as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre,
após a evaporação e condensação, completando o ciclo hidrológico.

Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente


a superfície terrestre. A precipitação ocorre sob as formas:
Pluvial (chuva)
Granizo
Neve

Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se
elevam na atmosfera, podendo ser dos tipos:
Orográfico
Convecctivo
Frontal

A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva”


Superação da força da gravidade;
Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. É resultado da diferença
de temperatura, quantidade, tamanho, carga elétrica e turbulência das gotículas no interior
das nuvens.

Precipitações orográficas
Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude, podendo abranger o ano
todo ou qualquer época dele.
Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões
montanhosas)

Precipitações convectivas
Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano.
São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte
intensidade, curta duração, podendo ocorrer descargas elétricas, trovoadas, ventos fortes e
granizos, predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão);
Pela forte intensidade, provocam muitos danos (erosão, derrubada de vegetação, inundação),
pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo.

Precipitações frontais
Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente, caracterizam-
se pela intensidade moderada, longa duração (dias) e sem horário predominante;
Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar.

64
Medição da precipitação
A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. Consiste em determinar a espessura
da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal, em decorrencia da
precipitação, assumindo-se que:

Evaporação
Escorrimento superficial
Infiltração
Interceptação

Esta espessura, denominada altura de precipitação, é determinada pela medida do volume de água
captado por uma superfície horizontal de área conhecida, através da expressão:
h = 10 . V / A
Onde:
h = altura de precipitação (mm)
V = volume de água captada (ml)
Área da superfície coletora (cm2)

Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo

Variação anual da precipitação


O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras),
indicando os totais mensais.

65
Precipitação no Brasil

Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano, não


existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos;
Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais
quente do ano, em torno do solsticio de verão;
Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais
chuvosos; equinócio de primavera é menos chuvoso.
Região Norte: precipitações mensais elevadas, com época mais chuvosa no
equinócio de primavera;

66
Chuva na agricultura

Fornecimento de água p/ as plantas


Umidade relativa do ar
Umidade do solo
Ciclos biogeoquímicos
Fator de intemperização
Água para consumo humano e animal
Muitos outros efeitos.
NUVENS

QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA, PARTÍCULAS


DE GELO, OU DE AMBAS, EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA.
EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA
DE MAIORES DIMENSÕES, ALÉM DE POEIRA, FUMAÇA OU RESÍDUOS
INDUSTRIAIS.

FORMAÇÃO DAS NUVENS


A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens, nevoeiros, orvalho e
geadas.
Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação.
A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge
a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no
interior da massa de ar, e que são chamadas de núcleo de condensação.
Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos, provenientes da água do
mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo, produzidos nos centros urbanos e
industriais.
Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a
umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e
começam a adsorver moléculas de vapor d’água, aumentando de tamanho e formando as
névoas, nuvens, etc.
O processo de condensação pode ser descontínuo, com a diminuição do teor de vapor e
liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições
que propiciam a saturação da massa de ar;
Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento, adição de
vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor.
67
Processos de formação das Nuvens
Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o
meio externo;
Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia
interna – resfriamento.
Se o inverso acontece: dispersão das nuvens;
Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos
núcleos existentes.
Quanto mais núcleos, maior a condensação, mesmo com Umidade Relativa baixa.
Deslocamento vertical de massas de ar

Depende de:
Relevo (esquema)
Altitude do nível de condensação
Processo de convecção térmica
Superfícies frontais

Classificação das nuvens

O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de:


Natureza, dimensão, número e distribuição no espaço, DAS PARTÍCULAS
QUE A CONSTITUEM;
São sempre brancas. As colorações são decorrência de sua posição em relação
ao sol e ao observador;
Podem assumir infinitas formas
Atlas internacional de nuvens
Constituem-se em quatro famílias

Famílias de nuvens

Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)


 Cirrus, Cirrocumulus e Cirrostratus
Médias: Ocorrem entre 2.000 e 6000 m
 Autocumulus e Altostratus
Baixas: do solo até 2000 m
 Cumulus, Stratocumulus, Stratus e Ninbostratus
Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da
atmosfera.
 Cumuloninbus
68
Classificação das Nuvens

69
Tipos de nuvens

As nuvens em forma de filamentos, das extensões de maior altitude, formam-se entre os 5 e os 11 Km de


Cirros altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. Elas podem apresentarem a forma de pequenos
fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos
com as extremidades enroladas. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o
pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. Quando uma massa de ar quente
se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se,
congelando instantaneamente. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de
cristais de gelo que caem lentamente. As nuvens de gelo tais como os cirros, cirrostratos e cirrocúmulos
formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela
imediatamente.Após o congelamento estas nuvens tendem, não a evaporar mas sim a crescer e podem ter
uma duração longa.

Cirrocúmulos

Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. São constituídas
por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos
brancos. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação, anunciando a
chegada de tempo instável.

Cirrostratos(Cs)

Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo ,com o aspecto de um véu nebuloso transparente, formadas
entre 5 e 11Km. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente, mas difícil distingui -
las da bruma ou da neblina. Contudo, ao contrário da bruma, que é constituída por gotículas de água , os
minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz, produzindo os
característicos halos à roda do sol e da lua.

Pileus

Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus, pode ter-se a sorte de avistar os
sinais da evasiva nuvem pileus, uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada, formada
transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. Quando os cúmulos se elevam até uma camada
superior de ar, que tem movimento horizontal, o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha
nesta camada, antes de penetrar completamente nela. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma
pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha, mas rapidamente o topo do cúmulo
chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva.

Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos, brancos nos
Cumulonimbos (cb)
bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da
troposfera. Crescem a partir de cúmulos grandes, têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre
os 3 e 6 Km. Em condições instáveis, o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança
e assim as nuvens continuam a crescer, devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior.
O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes
ascendentes de ar quente. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo, que crescem constantemente
à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima, colocando-se a eles. A cúpula borbulhante,
característica dos cúmulos em desenvolvimento, torna-se achatada assim que congela e espraia-se
freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"), por ação dos ventos dominantes a grande altitude. Os
cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou
trovoadas.

Cúmulos (cu) Os cúmulos são freqüentes em dia de sol, quando o sol está fortemente aquecido. Formam-se muitas vezes
agrupamentos destas nuvens, todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). O aquecimento
local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas), cada uma das quais produz uma nuvem
em forma de couve flor, à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. Os cúmulos
têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem, alimentada pelas
correntes ascendentes de ar quente, e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. Os cúmulos
pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos, dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente
que alimenta a sua formação. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã, enquanto o
sol aquece, alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a
arrefecer.

70
Estratos(st)
A camada nebulosa, baixa e cinzenta, designada por estrato, tem a base a cerca de 400metros, ou ainda
mais abaixo, Formam-se em condições de atmosfera estável, mas onde o vento à superfície mantém, abaixo
da base da nuvem, uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer
condensação. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência., e
inversamente, os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. Os estratos raramente são suficientemente
espessos para produzir chuva, mas podem provocar chuvisco, ou neve fraca a maior altitude. Quando é
possível ver o sol através dos estratos, os contornos são nítidos. Os estratos podem também formar-se por
baixo de um nimbostrato, quando a chuva, fria, produzida por este, cai numa camada mais quente,
evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada, ao mesmo tempo em que a arrefece.

Altocúmulos
Os Altocúmulos, nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa, com a base entre os
2Km e 6Km, formam-se acima dos estratocúmulos. Podem Ter origem em extensões mais altas de
estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões; Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando,
pela aproximação de uma frente, o ar quente é obrigado a subir. Os Altocúmulos são basicamente
constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. De acordo
com o movimento do ar podem tomar variadas formas, incluindo as bandas paralelas e configurações em
célula. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus
elementos individuais parecem geralmente mais pequenos, pois estão mais altos e mais longe.

Altostratos(as)
Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens, às vezes listrada, cobrindo o
céu totalmente ou parcialmente, com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. Esta camada é por vezes
suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela, mas sem o deixar ver claramente,
Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas, mas estas podem congelar ao serem
capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. Substituem os cirrostratos à medida que uma
frente quente se aproxima. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e
úmido, podem transformar-se em nimbostratos, as nuvens causadoras de chuva, ou neve, forte e contínua.

Nimbostratos
O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa, cinzenta, muitas vezes sombria, com base entre os 900
metros e os 3 km. Dá lugar a chuva ou neve, de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . O nimbostrato
produz um céu pesado cinzento e úmido, freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos
soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal; ou então um céu
quase negro que anuncia queda de neve. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é
forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha, e quando a nuvem resultante tem a
capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores
da nuvem. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes, separando duas massas de ar
úmido e resultam, neste caso, dos altostratos que engrossam e descem, no ar frio e úmido subjacente.

Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar
Estracumulos(Sc) úmido junto ao solo , misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. O
estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra
"cúmulos").Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas, quase
sempre com porções escuras, constituídas por massas globulares ou em rolos, separadas por vezes por
porções de céu descoberto. Quando estas nuvens são espessas, o contraste entre as partes claras e
escuras é grande. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km.São muito freqüentes no inverno quando ar
úmido se desloca para norte. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar
apenas chuva fraca ou chuvisco, a temperaturas acima do ponto de congelamento, ou neve fraca mas
persistente, nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. Podem resultar do espraiamento das
partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. O topo
dos cúmulos

Alinhamento das nuvens


Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. Estas formações são por
vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes
térmicas, e logo empurradas pelo vento. Num dia de sol, sobre uma superfície plana e uniforme, formam-se
bandas paralelas regulares de nuvens, que se estendem até perder de vista. Isto resulta de uma sucessão
de correntes ascendentes e descendentes, criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. Nas
imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os
oceanos.

Os cirros formam-se a grande altitude, onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. A força do
Rabos de égua
vento molda-os em filamentos delicados, "rabos de égua":

71
Um dia de chuva

Nuvens sombrias, cor de carvão, são sinal certo de chuva iminente. Estas nuvens são escuras porque são
tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. As maiores precipitações vêm das nuvens
mais espessas e mais escuras, que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. Nos
trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes, que chegam aos 15 Km de altitude, despejarem numa tarde um
dilúvio. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. Lençóis de nimbostratos, mais leves e
finos, tendem a dar chuva mais lenta e persistente, que pode durar horas e até dias seguidos. Estratos
baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente, que pouco mais é que neblina.

Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões, como
resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da
combustão do fuel). Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente, numa atmosfera úmida permanecem
durante muito tempo, atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. O espaço entre o
motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada
para que se possa dar condensação de imediato. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo,
resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores, à medida que o avião
atravessa a nuvem.

72
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas
mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração, num determinado
intervalo de tempo. Evapotranspiração é, então, a restituição de água para a
atmosfera nas condições naturais do meio físico.

Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico, obtém-se a equação:

P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde:
P= precipitação; I= irrigação; D = drenagem; ES = escoamento superficial; S = variação no
armazenamento de água no solo. Isolando-se a Evapotranspiração:

ET = P + I ± ΔS – D – ES

HISTÓRICO
O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e
apareceu no início do século passado com SPALDING (1905), que analisou a influência da
intensidade da luz na demanda da transpiração.

Em 1944, o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE, para expressar a


ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno
porte, cobrindo totalmente o solo.

Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os
parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. Destes, PENMAN (1948),
preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço
hídrico, iniciou uma série de estudos, onde a evapotranspiração é tratada como um processo
físico, constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a
vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor, que são verificados no solo
nu, e no crescimento das plantas.

CAMARGO (1966), mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso, por
precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação,
corresponde à evapotranspiração potencial do período. Seu trabalho foi um marco nos estudos
de evapotranspiração no Brasil.

Na região dos cerrados, estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS, de
maneira a determinar a ET de culturas no cerrado, contribuindo para a melhoria das condições
de produção.

73
Processos que atuam na Evapotranspiração

EVAPORAÇÃO
É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa, utilizando uma
energia externa, o calor.
A evaporação é uma perda indesejável, do ponto de vista agronômico, pois é uma água que
sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura.

TRANSPIRAÇÃO
É a evaporação da água que se dá através dos estômatos, que são estruturas microscópicas (<50
μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2), para atender à demanda evaporante da
atmosfera.
Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa, que é o gradiente de
pressão de vapor e a velocidade do vento.
A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela
dissipação de calor.
A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água, pois esta água que passa
pela planta e se perde na atmosfera, participa de suas atividades biológicas.

Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de


água na forma de vapor, do sistema solo-planta para a atmosfera. Esta perda de água dá-
se na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da
transpiração.

Evapotranspiração

74
TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
1. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL
2. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA
3. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA
4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA
5. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL

1. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP)


Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde, de
pequeno porte, cobrindo completamente o solo, de altura uniforme e não submetida a
qualquer restrições de água (PENMAN, 1956).

2. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr)


Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por
vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura), em fase de crescimento
ativo, sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada.

3. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm)


Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de
densidade, fertilidade e disponibilidade de água no solo, com determinada bordadura e
condições atmosféricas típicas, em qualquer estádio de crescimento (BERLATO &
MOLION, 1981).

4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc)


Evapotranspiração de determinada cultura, quando se tem ótimas condições de umidade
e nutrientes no solo, de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas
condições de campo.

5. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR)


É a evapotranspiração de determinada cultura, sob as condições normais de cultivo, isto
é, sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo.
ETR será sempre menor ou igual a ETP.

Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da


cultura.

75
Evapotranspiração

FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO

 Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação.


 Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de
desenvolvimento.
 Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e
drenagem.
 Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76
MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO

1. DIRETOS
Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em
campo.

2. INDIRETOS
Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração
Equações empíricas

MÉTODOS DIRETOS

LISÍMETROS
O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um
tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do
fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser
cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos
horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma
camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do
tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação


Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB)


77
SONDA DE NÊUTRONS
Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no
princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para
diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de
hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos
irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta
ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS
Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no
solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de
umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será
variável conforme a variação no teor de umidade.

78
Figura 1: Tensiômetros digitais

Figura 2: Tensiômetros instalados no solo, com a cultura da soja (FAL – UnB)

TDR
Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica,
que mede a condutividade hidráulica do solo, e dá a resposta em termos de umidade.

Figura 3 – Modelos de TDR


79
MÉTODOS INDIRETOS
TANQUE CLASSE A
EQUAÇÕES EMPÍRICAS

TANQUE CLASSE A
Consiste em um recipiente circular, construído normalmente de aço galvanizado.
Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique
a 5 cm da borda superior do tanque. A evapotranspiração é medida em micrômetros de
gancho, assentado sobre um poço tranqüilizador. Por meio da evaporação do tanque
(EAC), estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp
que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. O Tanque Classe A é
preciso, prático e econômico (STONE & SILVEIRA, 1995).
A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é
medida a partir da evaporação da água do tanque. Para transformar esses dados em
evapotranspiração, é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque, dado pela
equação:
ET0 = EvTA . Kp Onde:
ET0 = evapotranspiração de referência (mm); EvTA = evaporação no Tanque Classe A
(mm); Kp = coeficiente do tanque

Figura 1 – Tanque Classe A

Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB)


80
EQUAÇÕES EMPÍRICAS
Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração, que se baseiam
em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos.
Nas áreas que possuem dados de temperatura, umidade, vento e insolação ou
radiação, sugere-se o emprego da equação de Penman modificado, pois é provável que
proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as
necessidades de água das plantas (MOREIRA, 1992).
Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman, é utilizada a seguinte
equação:
ET0 = c . { W . Rn + (1 – W) . f (u) . (ea – ed)
Onde:
ET0 - Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia)
c - Fator de correção
W - Fator relacionado com a temperatura
Rn - Radiação líquida
f (u)- Função relacionada com o vento
(ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real
OUTRAS EQUAÇÕES:
Modificações da equação de Penman (FAO; Monteith)
Thornthwaite, Hargreaves & Samani, Blaney & Criddle, Makkink,
etc.

A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:


 Fatores climáticos envolvidos
 Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. Indiretos)
 Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. Diretos)

81
COEFICIENTE DA CULTURA (Kc)

Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de


referência:

Kc = ETc / ET0

Pra que serve o Kc?


O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de
diferentes culturas, e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo, em
relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência).

Exemplo de Gráfico para Kc.

Fatores que influenciam o Kc:


Genética da planta
Época do plantio
Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo
As condições climáticas
Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de
crescimento
82
Utilização agronômica da evapotranspiração

Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação


Calculo de irrigação: quando e quanto?
Redução de custos: investimentos, manutenção, água, energia, fertilizantes, etc.
Conservação ambiental: água e energia; redução de contaminação do lençol
freático, etc.
Maximização da produtividade das culturas
Sanidade das culturas (diminuição de doenças)
Conservação do solo
Aumento do nível de controle na produção
Desenvolvimento tecnológico.

83
BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO
Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência
hídrica, sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de
irrigação e/ou drenagem, numa região.

Como calcular, na prática o balanço hídrico climatológico?

P + D – ET – Δa – E = 0

Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo)


Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração
Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas
(indiretos)
Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros, sonda
de nêutrons) ou tabelas (recomendações).

Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa

Aplicações agronômicas do BHC

À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico, pode-se


obter:
 Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma
região;
 Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades
agrícolas, ao longo do ano;
 Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação;
 Armazenamento da água da chuva;
 Consumo hídrico de diferentes culturas;
 Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de
espécies vegetais exóticas;
 Zoneamento agroclimático;
 Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse
econômico;
 Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica

O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O


FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO,
CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS, GERANDO
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

84
GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO
ABRIGO METEOROLÓGICO - Estrutura semelhante a uma caixa ventilada, projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da
exposição direta ao Sol, chuvas e condensação.

ABSORÇÃO - Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. A radiação absorvida é então transformada em energia
molecular.

ADVECÇÃO - Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento). Exemplos inclue m
transmissão horizontal de calor e umidade.

ADVECÇÃO FRIA - O movimento horizontal do ar mais frio em um local.

ADVECÇÃO QUENTE - Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área.

AJUSTE DE ALTÍMETRO - O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado, de forma que ela indique a altitude de
uma aeronave em relação ao nível do mar. O altímetro é ajustado com a aeronave no chão.

ALBEDO - Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz. Isto
varia de acordo com a textura, cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia
e neve, enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca.

ALERTA DE FURACÃO - Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área
litorânea, ou num grupo de ilhas, nas próximas 24 a 36 horas. A observação é usada para informar à população, em terra e no mar, sobre o local, a
intensidade e o movimento da tempestade.

ALTAS LATITUDES - Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul. Também chamada de região polar.

ALTÍMETRO - Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. Normalmente os meteorologistas medem a altitude
a partir da pressão do nível do mar.

ALTÍMETRO DE PRESSÃO - Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão.

ALTITUDE - Em meteorologia, é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície, ou sobre o nível do
mar.

ALTOCUMULUS - Composta de massas globulares baixas, grossas e cinzentas, esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água.
Nas latitudes médias, é geralmente encontrada entre 2.300 e 5.000 metros (8.000 e 18.000 pés) de altitude . A característica que a define é uma camada
inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". Muitas vezes confundida
com nuvens do tipo cirrocumulus, seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos. Pode formar
vários sub-tipos, como altocumulus castellanus, ou altocumulus lenticularis. Virga também provém destas nuvens.

ALTOSTRATUS - Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e, às vezes, de cristais de gelo. Nas latitudes média s, é
encontrada entre 4.400 e 6.000 metros (15.000 e 20.000 pés) de altitude. Do branco ao cinzento, as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou
lençol fibroso, muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. Virga
freqüentemente provém destas nuvens.

ANEMÔMETRO - Instrumento que mede a velocidade e força do vento.

ANTICICLONE - Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra). Move-se no sentido no sentido anti-
horário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte. Também conhecida como área de alta pressão; é o oposto de uma área de baixa pressão, ou
ciclone.

AR - É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a
78,09%, oxigênio (O2) a 20,946%, argônio (A) a 0,93% e dióxido de carbono (CO2) a 0,033%. Um dos componentes mais importantes do ar, e da
maioria dos gases importantes em meteorologia, é o vapor de água (H2O).

ARCO-ÍRIS - Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, azul claro, e violeta). É criado
por refração, pelo reflexo total e pela dispersão da luz. É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva, o que ocorre
durante ou imediatamente após uma chuva. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol.

ÁRIDO - Termo usado para definir um clima extremamente seco, onde, efetivamente, não existe umidade no ar. É considerado o oposto de úmido
quando se fala em climas.

ATMOSFERA - O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. No caso da Terra, está situada mais ou menos perto da superfície e m
razão da atração gravitacional da Terra. As divisões da atmosfera incluem: troposfera, estratosfera, mesosfera, ionospera e exosfera.

ATMOSFERA PADRÃO - Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO). É quando a
temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius, o padrão de pressão é de 1.013,25 milibares, ou 29,92 polegadas de mercúrio, e a variação
da temperatura é de -6.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera.

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B

BAIXAS LATITUDES - Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude, tanto ao norte quanto ao sul do equador. Também chamado de região
tropical ou tórrida.
BARÓGRAFO - Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica. Como exemplo, veja
Barômetro aneróide.

BARÔMETRO - Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio.

BARÔMETRO ANERÓIDE - Um instrumento para medir a pressão atmosférica. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para
medir variações na pressão atmosférica. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula, feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de
berílio. As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares.

BARÔMETRO DE MERCÚRIO - Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. É um tubo de vidro longo, aberto numa ponta e
fechado na outra. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente, depositando-o num tanque de mercúrio. Um vazio quase perfeito se
forma na parte fechada do tubo, depois que o mercúrio desce. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar. À medida em que a
pressão atmosférica aumenta, o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo; quando a pressão atmosférica di minui, o mercúrio volta
para o fundo. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos, foram eles que levaram os
observadores a usar os Barômetros Aneróide. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647), físico e matemático
italiano, para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica.

BATITERMÓGRAFO - Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano. Possa ser chamado de um B.T.

BIOSFERA - Zona de transição entre a Terra e a atmosfera, dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. É considerada a
porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera.

CALMARIA - Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. Em termos oceânicos, é a ausência aparente de
movimento da superfície de água, quando não há nenhum vento ou ondulação.

CALOR - Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou
que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar, ou para elevar sua energia interna.

CAMADA DE OZÔNIO - Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio. Na condição de ozônio ela age
como um filtro, protegendo o planeta da radiação ultravioleta. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera, a aproximadamente 9,5 a 12,5 milhas (15 a 20
quilômetros) da superfície da Terra.

CAVADO EQUATORIAL - Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. Oposto de
crista.

CEILÔMETRO - Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. Mede o ângulo da base da nuve m
incluído pelo observador (ou equipamento), a lanterna e a mancha iluminada na nuvem.

CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO - Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador. A
circulação fica restrita a uma região específica, como os trópicos, regiões de clima temperado, ou polar, o que influencia o clima dessas regiões.

CÉU CLARO - O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação.

CHUVA - Quantidade de precipitação de qualquer tipo, principalmente da água em estado líquido. Normalmente mede-se a precipitação através de um
pluviômetro, instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva.

CHUVISCO - Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0,5 milímetros (0,02
polegadas). Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. É referida como "DZ" quando está em
observação e pelo Metar.

CICLO DA ÁGUA - Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico, considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local, por
um número determinado de anos. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual.

CICLOGÊNESE - O processo que cria um novo sistema de baixa pressão, ou ciclone, ou intensifica um sistema preexistente. Precede também o
aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough").

CICLONE - Área de pressão de circulação fechada, com ventos convergentes e circulares, no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. A
circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano
Índico, mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e
também como poeira do diabo, tornados e sistemas tropical e extratropical. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão.

CICLONE EXTRATROPICAL - Qualquer ciclone de origem não tropical. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório
encontrado nas médias e altas latitudes. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical.

CICLONE TROPICAL - Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica, que se desenvolve sobre as águas tropicais e, às vezes,

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subtropicais, e que se movimenta de forma circular organizada. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície, o fenômeno pode ser classificado
como perturbação tropical, depressão tropical, tempestade tropical, furacão ou tufão.

CIRCULAÇÃO - Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. Em meteorologia, é usado para descrever o fluxo de
ar que se move no sistema de pressão da atmosfera. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes
relativas e permanentes globais do ar. Em termos oceânicos, é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área.

CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA - O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma
montanha. Oposto do circulação ascendente ("upslope").

CIRROCUMULUS - Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical, que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas, gerando um
efeito ondulado. Cria geralmente um "céu escamado", uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. Às vezes é confundida com
altocumulus, porém, tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma
freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus, com as quais é associada no céu.

CIRRUS - Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus). Também é um dos três tipos de nuvem alta. Cirrus é uma nuve m
magra, ou delgada, composta de cristais de gelo, que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. Nas latitudes
médias, normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20.000 e 30.000 pés de altitude (6.000 e 9.000 metros). É a nuvem mais alta que se
forma no céu, com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que, ocasionalmente, se formam em alturas excessivas.

CIRRUSTRATUS - Nuvem do tipo cirrus, que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina, com a aparência de um lenço l
plano e fibroso. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado. Quando vistos da superfície da Terra, estes cristais de gelo podem criar o efeito de
halo ao redor do Sol ou da Lua. Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação, indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas.

CISALHAMENTO DIRECIONAL - Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura.

CLIMA - O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. As estatísticas são
extraídas de várias décadas de observação. A palavra é derivada do grego, klima, significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da
antiguidade atribuíram à influência do Sol. Clima excessivamente seco numa região específica. Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de
água cause sério desequilíbrio hidrológico.

CLIMATOLOGIA - O estudo do clima. Inclui dados climáticos, a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na
solução de objetivos específicos ou problemas operacionais.

COALESCÊNCIA - A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior.

CONDENSAÇÃO - Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança, do estado gasoso para o estado líquido. É o processo físico oposto ao da
evaporação.

CONDUÇÃO - Transferência de calor pela ação de uma substância molecular, ou pelo contato de uma substância com outra.

CONVECÇÃO - Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. Estas propriedades podem ser calor e/ou
umidade. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical, é o oposto de subsidência.

CONVERGÊNCIA - Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica. Ventos convergentes em níveis mais
baixos são associados com movimento superior. Oposto de divergência.

COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO - Um dos vários nomes para as 24 horas do dia, usado pelas comunidades científicas e militares.
Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z), ou Tempo Médio de Greenwich (GMT).

CORREDOR DOS TORNADOS - Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. Em números absolutos, esta
parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra.

CORRENTE DE JATO - Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões
subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo, do oeste para leste, as Correntes de Jato são causadas
pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o
pólo. É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico, jatos de
superfície, jatos polares, e jatos subtropicais.

CRISTA - Área alongada de alta pressão atmosférica, associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. É o oposto de cavado equatorial
("trough").

CÚMULUNIMBUS - Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de
bigorna. Também chamada de nuvem de temporal, é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas, raios, trovões e, às vezes, c huva de granizo,
tornados, ou ventos fortes e tempestuosos.

CUMULUS - Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). Também é um dos dois tipos de nuvem baixa. É uma nuve m
que se desenvolve numa direção vertical, a partir da base (fundo) para cima. A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de
altitude (3.000 pés), mas o topo pode variar em altura. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis).
Com o aquecimento adicional da superfície da Terra, elas podem crescer verticalmente ao longo do dia. O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e
6.000 metros de altitude (20.000 pés), ou mais, na troposfera. Em algumas condições atmosféricas, estas nuvens podem se trans formar em nuvens

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maiores, conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus.

DENSIDADE - Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. Em oceanografia, é equivalente a uma gravidade específica e
representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4,0 graus Celsius ou 39,2 graus
Fahrenheit.

DEPRESSÃO - Em meteorologia, é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão, uma baixa, ou cavado equatorial ("trough"). També m se
aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical, para distinguir o fenômeno de outras características
sinóticas.

DEPRESSÃO TROPICAL - Ciclone tropical, no qual os ventos de sustentação da superfície são de, no máximo, 60 quilômetros por hora (33 nós), ou
menos. Tendo, caracteristicamente, um ou mais isóbaras fechadas, pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical, ou de u ma ondulação
que está se dirigindo para o leste de forma organizada.

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) - Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. Abrange 0,033%.

DIVERGÊNCIA - Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. Divergência a níveis mais baixos
está associada, no alto, com um movimento descendente do ar suspenso. Oposto de convergência.

EFEITO CORIOLIS - Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. Depende da latitude e da
velocidade do objeto em movimento. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho, enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a
esquerda. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador.

EFEITO ESTUFA - Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra, devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de
água, que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra, mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço.

EL NIÑO - O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul, que pode resultar
em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as
águas mais frias da Corrente de Humbolt, interrompendo seu processo de ascenção.

ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO - Distância vertical sobre o nível médio do mar, que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão
atmosférica naquela estação.

ENCHENTE REPENTINA - Inundação que acontece muito rapidamente, com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que, e m
geral, resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva, pelo
rompimento de uma represa, ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo.

EQUADOR - Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e
Hemisfério Sul, sendo equidistante dos pólos Norte e Sul.

EQUINÓCIO - Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. Dias e noites são quase iguais em duração. No Hemisfério Norte, o equinócio da
primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro.

ESCALA DE BEAUFORT - Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. É baseado na Força ou Número de Beaufort, o qual é
composto da velocidade de vento, um termo descritivo, e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. A escala foi inventada por Sir
Francis Beaufort (1777-1857), hidrógrafo da Marinha Real Britânica.

ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS - Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C
(Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. Foi criada por Anders
Celsius em 1742. O mesmo que centígrado. Em 1948, a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau
Celsius".

ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA - Escala de temperatura em que a água, no nível do mar, tem um ponto de congelamento de +32
graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. Criada em 1714
por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736), um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio.

ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA - Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m
+373 graus K. É usada principalmente para propósitos científicos. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta. Apresentada em 1848 por
William T. Kelvin, Barão de Largs (1824-1907), físico e matemático escocês nascido na Irlanda.

ESCALA SINÓTICA - Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera, levando em consideração uma área
horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. Contrasta com macro-escala, meso-escala e tempestades.

ESTRATOS - Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. É uma
nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais, sendo, talvez, a mais comum de todas as nuvens baixas. É grossa , cinzenta e baixa,
tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1.500 metros de altitude acima da superfície da Terra. A nuvem estratos pode dar ao céu uma
aparência nebulosa. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. Embora possa produzir garoa ou neve, raramente produz

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precipitação pesada. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos.

EVAPORAÇÃO - O processo físico pelo qual um líquido, como a água, é transformado em estado gasoso, como vapor de água. É o processo físico
oposto de condensação.

EVAPOTRANSPIRAÇÃO - O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. É composto da evaporação do líquido, ou "água
sólida", acrescida da transpiração das plantas.

FOTOS DE SATÉLITE - Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes, como o fluxo do vapor de água, o movimento
das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar
as previsões do tempo. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas, que
revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite.

FRENTE - Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes, o que normalmente implica temperaturas
diferentes. Por exemplo, a área de convergência entre calor, ar úmido e frio e ar seco. Veja Frente Fria e Frente Quente.

FRENTE ESTACIONÁRIA - Frente que é quase estacionária, ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. Também conhecida
como frente semi-estacionária.

FRENTE FRIA - A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. Geralmente, com a passagem de
uma frente fria, a temperatura e a umidade diminuem, a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério
Norte). Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e, de forma muito rápida, uma linha de tormenta pode antecipar a frente. Veja Frente
Oclusa e Frente Quente.

FRENTE OCLUSA - Também conhecida como "oclusão", é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente
quente. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se
encontram. Veja Frente fria e Frente quente.

FRENTE POLAR - Fronteira quase sempre semi-contínua, semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. Parte integrante
de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar".

FRENTE QUENTE - Extremidade principal de uma massa de ar quente que, ao avançar, substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo
embora. Geralmente, com a passagem de uma frente quente, a temperatura e a umidade aumentam, a pressão atmosférica sobe e, embora os ventos
troquem de direção (em geral, do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte), a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a
passagem de uma frente fria. Precipitação em forma de chuva, neve, ou garoa, geralmente antecedem a frente na superfície, assim como chuvas
convectivas e temporais. Sob temperaturas mais frias, nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. Em geral, o ar fica claro depois da
passagem da frente, mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. Veja frente oclusa e frente fria.

FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA - Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. É també m
conhecida como frente estacionária.

FRIO - Condição marcada por temperatura realmente baixa. Ausência de calor.

FRONTOGÊNESE - Nascimento ou criação de uma frente. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas
diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos, criando uma frente. Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar, ou a mbas se movem sobre
uma superfície que fortalece suas propriedades originais. É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia, quando a massa de ar que se
move sobre o oceano tem uma fronteira fraca, ou nenhuma fronteira distinta. Oposto de frontólise.

FRONTÓLISE - O término ou "morte" de uma frente, quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. Oposto de Gênes e das
Frentes (frontogênese).

FUMAÇA - Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância
(40 a 160 quilômetros, ou mais), ou quando as partículas maiores se dispersam. Neste caso, as partículas restantes se espalham amplamente pela
atmosfera. É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar.

FURACÃO - Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós), ou mais, no Oceano Atlântico Norte, mar
caribenho, Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como
ciclone no Oceano Índico.

GELO - Forma sólida de água. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo, bolas de gelo e granizo, por exemplo

GRANIZO - Precipitação que se origina de nuvens convectivas, como cumulunimbus, e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ?
quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais, são considerados granizo; pedaços
menores de gelo são classificados como bolas de gelo, bolas de neve, ou granizo mole. Bolas isoladas são chamadas de pedras. É referido como "GR"
quando está em observação e pelo Metar. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar.

GRAU - Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. Veja escalas em Celsius, Fahrentheit e

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Kelvin.

ÍNDICE DE CALOR - Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. Não se trata de temperatura atual do
ar. Para um exemplo, confira o mapa dos índices de calor.

ÍNDICES DE FRIO DO VENTO - Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. Descreve a média da
perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. Não é a temperatura atual do ar. Para um exemplo, veja o mapa de frio do
vento.

INVERNO - Do ponto de vista astronômico, é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. É caracterizado pelas temperaturas mais frias
do ano, quando o Sol está sobre o hemisfério oposto. Isto ocorre nos meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte, e nos meses de
Junho, Julho e Agosto no Hemisfério Sul.

INVERSÃO - O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. Normalmente refere-se
à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude, que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos.

JATO SUBTROPICAL - Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais, este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical
e o ar tropical. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e, em geral, a mais de 12.000 metros de altitude. Tende a migrar para o
sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão.

LANTERNA - Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem.

LATITUDE - Localização, em relação à linha do equador, de um dado ponto na superfície da Terra. É medida em graus, e a linha do equador está a zero
grau. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. Os pólos Norte e Sul
estão a 90 graus em relação à linha do equador.

LATITUDES MÉDIAS - Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul. A região também é chamada de zona
temperada.

LONGITUDE - Localização, em relação ao Meridiano Principal, de um dado ponto na superfície da Terra. Tal como a latitude, é medida em graus - e o
Meridiano Principal, em Greenwich, corresponde a zero grau de longitude. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo
Norte ao Pólo Sul. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. As Zonas de tempo são relacionadas à
longitude. Veja Tempo Médio de Greenwich.

MAPA SINÓTICO - Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento
determinado.

MASSA DE AR - Um corpo extenso de ar, ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes.

MASSA DE AR POLAR - Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos, caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. O limite desta
massa de ar é freqüentemente definido como frente polar, uma característica semi-permanente, semi-contínua. Quando esta massa de ar se move de sua
região de origem, pode ficar mais rasa em altura, na medida em que se movimenta para o sul.

MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA - A temperatura média de um dia, considerando-se a média das leituras de hora em hora ou, mais
freqüentemente, as temperaturas máxima, mínima das 00 e 12TMG.

MESO-ESCALA - Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. Isto inclui
os MCCs, MCSs e as rajadas de vento. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala, enquanto que os de maior extensão são
classificados na escala sinóptica.

METAR - Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para
informar sobre condições meteorológicas na superfície. Segundo o Metar, a informação deve conter, no mínimo: velocidade e direção dos ventos,
visibilidade, condições da pista, condições atuais do tempo, condições do céu, temperatura, ponto de condensação e ajuste de altímetro.

METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS - Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. Algumas áreas da meteorologia
abrangem estudos sobre agricultura aplicada, aviação, dinâmica, hidrometeorologia operacional e sinóptica, entre outros. Cientistas que estudam a
atmosfera e os fenômenos atmosféricos.

MICRO-BARÓGRAFO - Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão
atmosférica.

MILIBAR - Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados
Unidos). Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. A pressão padrão da superfície terrestre é 1.013,2 milibares.

90
N

NASCER DO SOL - Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. Nos Estados Unidos, é
considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. Na Inglaterra, refere-se ao momento em que
o centro do disco solar está à vista. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma
comparação.

NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) - Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, é a
principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). Promove e qualifica medidas de interesse
do meio-ambiente mundial, enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. Para informação adicional, contate o NOAA, situado em Silver Spring,
Maryland.

NEBLINA - Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. Invisíveis a olho nu, as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente
numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar.

NEVADA - Precipitação congelada em forma de neve, caracterizada por um começo e um fim súbitos. É informado como "SHSN" quando está em
observação e pelo Metar.

NEVASCA - Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas, com ventos de 56Kmh, ou mais, e grande quantidade de neve e ve nto no
ar, o que, freqüentemente, reduz a visibilidade para apenas 400 metros, ou menos, e dura pelo menos três horas. Uma nevasca violenta é caracterizada
por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12,2C), ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação
de neve.

NEVE - Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos, em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados, formados diretamente pelo
congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato, mas também pode se
originar das nuvens do tipo cúmulo. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. É informado como "SN" quando está em observação e
pelo Metar.

NÉVOA - Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é
confundida com chuvisco.

NEVOEIRO - Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera, próximas ou junto à superfície da Terra, que reduzem a
visibilidade horizontal para menos de mil metros. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos - ou quase os
mesmos - e suficientes núcleos de condensação estão presentes. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar.

NIMBUSTRATUS - Nuvem típica da formação de chuva ou neve. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação. Geralmente
associadas com as condições climáticas do outono e do inverno, estas nuvens podem, contudo, aparecer em qualquer estação.

NÓ - Medida de velocidade náutica, igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. Usado principalmente para interesses
marítimos e em observações do tempo. Um nó é equivalente a 1.151 milhas por hora, ou 1.852 quilômetros por hora.

NORMAL - Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico, considerando a média de sua ocorrência em um determinado local, por um
número determinado de anos. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. Os Parâmetros podem incluir
temperaturas (altas, baixas e variações), pressão, precipitação (chuva, neve, etc.), ventos (velocidade e direção), temporais, quantidade de nuvens,
percentagem de umidade relativa, etc.

NUBLADO - Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. O cálculo é baseado
na soma de todas as nuvens daquela camada específica

NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO - Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. Pode ser em estado sólido ou líquido.

NUVEM - Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria, como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. Uma nuvem se forma na atmosfera
por causa da condensação do vapor de água. Núcleos de condensação, como na fumaça ou nas partículas de poeira, formam uma sup erfície na qual o
vapor de água pode condensar. Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem. Pode se formar de nuvens do tipo
Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico, formas arredondadas e cilíndricas, com o
topo e a base relativamente planos. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado, dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar
que a atravessa.

NUVENS ESPARSAS - Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta.
O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica.

OBSERVAÇÃO - Em meteorologia, é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos, como temperatura, pressão, ou ventos que descrevem o
estado da atmosfera, na superfície da Terra ou no alto. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos.

OLHO - Centro de uma tempestade tropical ou furacão, caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas. Um olho
normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. Pode variar em tamanho, de 8 a 96 quilômetros, mas o tamanho comum é
de 32 quilômetros. Em geral, quando o olho começa a diminuir seu tamanho, a tempestade está se intensificando.

ONDA DE CALOR - Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. Pode durar vários dias ou várias semanas. The Weather Channel usa

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os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e, pelo menos, cinco graus
acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias, ou mais.

ONDA FRIA - Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas, e que demanda cuidados especiais na agricultura, indústria, comércio e atividades
sociais.

ONDA TROPICAL - Outro nome atribuído a uma ondulação a leste, é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do
oeste através dos ventos convergentes do leste. Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas, e pode ser associada com o
possível desenvolvimento de um ciclone tropical.

ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O.M.M.) - De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição, incluindo mudanças e atividades
do clima, estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais, a O.M.M. coordena a atividade científica global visando
à constante precisão de informações meteorológicas, bem como de outros serviços de interesse público, ou mesmo do setor privado e comercial,
incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. Fundada pelas Nações Unidas em 1951, a OMM tem 184 sócios. Para mais
5informações, contate a OMM, situada em Genebra, Suíça. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera, ciências
hidrológicas e oceanográficas.

ORVALHO - Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão, geralmente
durante a noite, quando a temperatura cai até o ponto de condensação.

OSCILAÇÃO DO SUL - Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño.
Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica.

OUTONO - Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes
médias. Isto ocorre nos meses de Setembro, Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março, Abril e Maio no Hemis fério Sul. Do ponto
de vista astronômico, é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno.

OXIGÊNIO - Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico, considerando a média de sua ocorrência em um determinado local, por um
número determinado de anos. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual.

OZÔNIO - Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de
dois.

PARCIALMENTE NUBLADO - Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes, mas o céu não está completamente coberto e m
nenhum momento do dia. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu
encoberto para esta condição. Refere-se a tempo bom, nuvens esparsas, nuvens espalhadas, predomínio de nublado, ou simplesmente nublado.

PAREDE DO OLHO - Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho, ou centro de um ciclone tropical. Contém nuvem cumulunimbus, chuva
intensa e ventos muito fortes.

PASSAGEM DE FRENTE - É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. É percebida pela mudança no ponto de condensação
e na temperatura, pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e
nuvens. Pode ser chamada de "fropa".

PERTURBAÇÃO - Este termo tem várias aplicações. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão, ou ciclone pequeno em tamanho e influência.
Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. O termo também é usado para definir uma fase de
desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical, para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas.

PERTURBAÇÃO TROPICAL - Área de convecção organizada, que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas
características por 24 horas, ou mais. Com freqüência, é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente, tempestade
tropical, ou furacão.

PLUVIÔMETRO - "Instrumento que mede o índice de queda de chuva. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0,01"")." POEIRA -
Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo
Metar.

POENTE OU PÔR-DO-SOL - Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra. Nos Estados Unidos, é
considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar. Na Inglaterra, refere-se ao momento
em que o centro do disco do sol desaparece. O cáculo do poente, ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. Veja Nascer do Sol
para uma comparação.

POLEGADAS DE MERCÚRIO - Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão
do ar. Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33,86 milibares, ou 25,40 milímetros. Veja Pressão Barométrica. O físico e matemático italiano
Evangelista Torricelli (1608-1647), foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica.

PONTO DE CONGELAMENTO - Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob
qualquer condição. A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. É o oposto de fusão. Em oceanografia, o
ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente, aquele diminui.

PONTO DE EBULIÇÃO - Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor

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entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. O ponto de ebulição da água pura, considerando a pressão padrão, é 100 graus Celsius,
ou 212 graus Fahrenheit.

PONTO DE ORVALHO - A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado.

PRECIPITAÇÃO - Todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens, alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo,
cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expressado geralmente em polegadas, referindo-se ao estado
da água - se líquida ou sólida - que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

PRECIPITAÇÃO DE NEVE - Precipitação típica do inverno, que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando
caem no solo ou em qualquer outra superfície dura. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar.

PRECIPITAÇÃO REPENTINA - Precipitação que parte de uma nuvem convectiva, caracterizada por um começo e um fim súbitos, e por mudancas
intensas e bruscas no aspecto do céu. Acontece na forma de chuva (SHRA), neve (SHSN), ou gelo (SHPE). É informada como "SH" quando está e m
observação e pelo Metar.

PREDOMÍNIO DE NUBLADO - Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos.
""Predomínio de nublado"" significa que, entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem. O cálculo é baseado
na soma de todas as nuvens daquela camada específica.

PRESSÃO - É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto, ou sobre a superfície da Terra. Também conhecida como
pressão atmosférica ou pressão barométrica.

PRESSÃO ATMOSFÉRICA - Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. Sua medida pode ser expressada em milibares, em
polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg). É também conhecida como pressão barométrica.

PRESSÃO BAROMÉTRICA - Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. Sua medida pode ser expressada em milibares, ou em
polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). Também conhecida como pressão atmosférica.

PRESSÃO DA ESTAÇÃO - Pressão atmosférica relativa à elevação da estação.

PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR - Pressão atmosférica média do nível do mar, normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é
observada.

PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE - Medida da pressão atmosférica em condições padrões. É equivalente a 1.013,25 milibares, ou 29,92
polegadas de mercúrio, 760 milímetros de mercúrio, 14,7 libras por polegada quadrada, ou 1.033 gramas por centímetro quadrado.

PREVISÃO - Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos
parâmetros atmosféricos, mais a habilidade e experiência de um meteorologista. Também chamada de prognóstico.

PRIMAVERA - Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes
médias. Isto ocorre nos meses de Março, Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro, Outubro e Novembro no Hemis fério Sul. Do ponto
de vista astronômico, este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão.

PSICRÔMETRO - Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. Consiste de dois termômetros, um de bulbo molhado e
outro de bulbo seco.

QUEDA DE NEVE - Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período, normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve
num período superior a seis horas.

RADAR - Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos
a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos
sinais eletromagnéticos por eles refletidos. Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares.

RADAR DOPPLER - Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento, como gotas de precipitação, determinando
se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade
das partículas. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. Christian Doppler que, em 1842, explicou por que o apito de um trem é mais alto quando
que está se aproximando do que quando parte.

RADIAÇÃO - Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. Radiação eletromagnética é a
que emite calor e luz, que também são formas de radiação. Ondas de som também são radiações.

RAIO - Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo; 2) entre
duas ou mais nuvens; 3) dentro de uma única nuvem, ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. Para um exemplo, veja descarga elétrica esférica.

RAJADA DE VENTO - Aumento súbito e significativo, ou flutuações rápidas da velocidade do vento. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16
nós (28,8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18,4 quilômetros por hora). A duração normalmente é
menor do que 20 segundos. Rebaixamento ou movimento descendente do ar, freqüentemente observado em anticiclones. Mais predomi nante quando o ar

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está mais frio e mais denso no alto. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica.

RESSACA - Elevação do nível do mar, comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. Embora as elevações mais dramáticas
estejam associadas com a presença de furacões, sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar,
caso o vento favoreça essa condição. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade.

SAFFIR-SIMPSON - Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir, engenheiro consultor, e Robert Simpson, então Diretor do National
Hurricane Center, A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. O potencial de danos é baseado na pressão
barométrica, na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. Para mais informações, veja Escala Saffir-Simpson.

SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. Compare com um satélite geo-estacionário.

SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a
pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. Não são sistemas de natureza transitória, como os sistemas de baixa pressão
migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão
das Bermudas no Atlântico Norte.

TEMPERATURA - Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto,
quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. É também medida de calor ou de frio. Em observações de superfície, refere-se principalmente
ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra.

TEMPERATURA MÉDIA - Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. Freqüentemente a média entre temperaturas
máxima e mínima.

TEMPESTADE TROPICAL - Ciclone tropical, cujos ventos de sustentação na superfície são de, no máximo, 62 quilômetros (34 nós) a 116
quilômetros por hora (63 nós). Quando isto acontece, o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado.

TEMPO - Condições da atmosfera por um determinado período, considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. São
as variações de curto prazo da atmosfera, opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade
do dia, umidade, precipitação, temperatura, visibilidade e vento.

TEMPO BOM - Esta é uma descrição subjetiva. Considerado como condições agradáveis do tempo, com respeito ao período do ano e à localizaçã o
física.

TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) - Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. O "Tempo
Padrão" começa em Greenwich, Inglaterra, casa do Observatório Real, que primeiro utilizou este método de tempo mundial. Este é também o Principal
Meridiano de Longitude. O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco, ou o tempo de uma hora separadamente. Para o
leste deste meridiano, as zonas de tempo vão de uma a 12 horas, antecedidas pelo sinal menos ( -), pois o número de horas deve ser subtraído para se
obter o Tempo de Greenwich (GMT). Para o oeste, as zonas de tempo vão de uma a 12 horas, mas são antecedidas pelo sinal mais (+), i ndicando que o
número de horas deve ser somado para se obter o GMT. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu
(Z).

TEMPO SEVERO - Geralmente, qualquer evento destrutivo do tempo, mas normalmente se aplica a tempestades localizadas, nevascas, temporais
intensos com trovoadas, ou tornados.

TEMPORAL COM TROVOADAS - Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo, é um evento de micro-escala, duração relativamente curta,
caracterizado por trovões, raios, ventos tempestuosos de superfície, turbulência, granizo, gelo, precipitação, que variam de moderados a extremamente
fortes e que, sob condições mais graves, podem se transformar em tornados.

TERMÓGRAFO - Essencialmente, um termômetro que também é um registrador. Registra continuamente a temperatura num mapa.

TERMÔMETRO - Instrumento usado para medir a temperatura. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius, Fahrenheit e Kelvin (ou
Absoluto).

TERMÔMETRO DE BULBO SECO - Termômetro usado para medir a temperatura ambiente. A temperatura registrada é considerada idêntica à
temperatura do ar. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro.

TETO - VISIBILIDADE VERTICAL - A camada mais baixa de nuvem, conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. Se o céu estiver
totalmente obscurecido, é a altura da visibilidade vertical.

TORNADO - Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. É a mais
destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. Pode acontecer em qualquer parte do mundo, desde que
existam as condições certas, mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes
Apalaches (a leste).

TROVÃO - Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago. Acima de três-quartos
da descarga elétrica do raio, o trovão aquece os gases da atmosfera, dentro e imediatamente em torno deste canal. As temperaturas podem chegar a mais
de 10.000 graus Celsius em fração de segundos, resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. O estrondo do trovão é

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criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga.

TUFÃO - Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós), ou mais, e que costuma acontecer no oeste
do Oceano Pacífico Norte. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico, e é
chamado de ciclone no Oceano Índico.

TURBULÊNCIA - Movimentos irregulares e instantâneos do ar, compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. A turbulência
atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas, diferenças de
terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça, ou da variação de temperatura e pressão.

TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO - Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro, sem nenhum alerta em forma de
nuvem. É mais comum nas proximidades das correntes de vento, onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas, embora não esteja limitada
apenas a estes locais. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas, em baixas fechadas em grandes altitudes, assim co mo em regiões de
cisalhamento. É freqüentemente chamada de CAT.

TWISTER - Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado.

UMIDADE - Quantidade de vapor de água no ar. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. Tipos de umidade
incluem umidade absoluta, umidade e umidade específica.

UMIDADE RELATIVA - É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma
temperatura. É expressado em percentagem.

VAPOR DE ÁGUA - Água em forma gasosa. É um dos componentes mais importantes da atmosfera. Devido ao seu conteúdo molecular, o ar que
contém vapor de água é mais claro que o ar seco. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar.

VELOCIDADE DO VENTO - Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. Pode ser medida de vários modos. Quando está em
observação, é medida em nós, ou milhas náuticas por hora. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora.

VENTO - Ar que flui, em geral, horizontalmente sobre a superfície da Terra. Quatro características do vento são verificadas: direção, velocidade, tipo
(rajadas e ventanias) e troca de ventos. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros, enquanto que os ventos altos são detectados por
balões dirigidos, sondas meteorológicas, ou por relatórios feitos de uma aeronave.

VENTO DE LESTE - Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste, como os ventos convergentes do
leste.

VENTOS CONVERGENTES - Dois cinturões de ventos persistentes, originários de alta pressão subtropical central, que sopram do leste na direção da
cavada equatorial. Basicamente, são ventos de nível mais baixo, caracterizados por um grande poder de direção. No Hemisfério Norte, os ventos
convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul, sopram da direção sudeste.

VENTOS DO OESTE - Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste. É o movimento atmosférico
persistente dominante, centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. Quando estão próximos da superfície da Terra, os ventos do oeste se
estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador.

VERÃO - Do ponto de vista astronômico, é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. É caracterizado pelas temperaturas mais
quentes do ano, exceto em algumas regiões tropicais. Isto ocorre durante os meses de Junho, Julho e Agosto no Hemisfério Norte, e durante os meses de
Dezembro, Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul.

VIRGA - Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo, mas que evapora antes de alcançar o chão.
Vista a distância, pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil, ou tornado. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo,
alto-estrato, ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes.

VISIBILIDADE - Medida da nebulosidade da atmosfera, ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto. O
National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de
superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação; "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir
de um posto atual de observação; "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja, pelo menos, num arco de 45 graus da linha
do horizonte; "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto.

ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL - Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul, geralmente localizada a 10 graus
entre o norte e o sul do equador. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde, tanto o efeito Coriolis, como o declínio da baixa pressão
atmosférica estão enfraquecidos, permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. Durante o verão no Hemisfério Norte, a ZCIT se
move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia.

Fonte: Weather.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www.cefetsc.edu.br)
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ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES

TEMPO E CLIMA
1. Diferencie Tempo de Clima.
2. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia?
3. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia?
4. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ?
5. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ?
6. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e
qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ?
7. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. Dê exemplos.
8. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude
influencia o clima.
9. Explique como a altitude influencia na formação do clima.

ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS


10. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações?
11. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala.

ATMOSFERA
12. Defina atmosfera terrestre. Qual é a sua importância?
13. Em termos gerais, como é composta a atmosfera terrestre (em %)?
14. O que são aerosóis e qual é a sua importância?
15. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água; CO 2 e O3) da atmosfera.
16. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas).
17. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê?
18. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê?
19. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura?

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INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA
20. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”.
21. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e
Automáticas.
MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES
22. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam?
23. Defina Afélio e Periélio.
24. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul?
25. Diferencie solstício de equinócio.

RADIAÇÃO SOLAR
26. Quais são os processos de transferência de energia (calor), que ocorrem na atmosfera?
27. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais?
28. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo, três processos podem ocorrer com a
energia incidente. Conceitue-os.
29. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais.
30. Se um material tem albedo negativo, o que isto significa?
31. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem?
32. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera
terrestre?
33. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida?
34. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera?
35. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por
quê?
36. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer?
37. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)?
38. O que é radiação líquida?
39. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra, em termos quantitativos?
40. Assim como na atmosfera, ocorre transferência de calor nas plantas. Descreva os três processos.
41. Discuta: sem radiação solar, a sobrevivência vegetal seria impossível.
42. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida?
43. O que é fotoperiodismo?
44. Defina: a. Plantas de Dias Curtos; b. Plantas de Dias Longos.

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45. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal.
46. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar.

TEMPERATURA
47. O que é temperatura?
48. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos.
49. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como
estes processos são influenciados pela temperatura.
50. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática )
para esta lei?
51. O que é temperatura-base ou basal?
52. Qual é o conceito de graus-dia?
53. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com
conhecimento da mesma.
54. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica?
55. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia?
56. O que é termoperiodismo?
57. Em que consiste a vernalização?

UMIDADE
58. Conceitue umidade relativa do ar.
59. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera?
60. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os.
61. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera?
62. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar?
63. Conceitue umidade absoluta do ar.
64. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual?
65. Calcule a umidade relativa do ar, sabendo que, em determinado dia, a temperatura medida no
termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25,8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de
18,3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa).

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VENTO
66. O que é e como se dá a formação do vento?
67. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos?
68. Explique a formação dos ventos em macroescala.
69. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala?
70. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”?
71. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas?
72. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas.
73. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos?
74. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura?
75. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos
na agricultura..
76. O que é energia eólica?

CHUVA (PRECIPITAÇÃO)
77. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos?
78. Quais são as formas de precipitação existentes?
79. Quais são os tipos de precipitação existentes?
80. O que são precipitações orográficas?
81. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura?
82. O que são precipitações frontais e quando ocorrem?
83. Como é feita a medida de precipitação?
84. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras?
85. O que são nuvens e como se formam?
86. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique.
87. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar?
88. Do que depende o aspecto de uma nuvem?
89. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?:
90. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura?

EVAPOTRANSPIRAÇÃO
91. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET?
92. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo?

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93. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo?
94. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la.
95. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil?
96. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de
referência e como este problema pode ser solucionado?
97. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)?
98. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil
nesta prática.
99. Relacione:

6. Evapotranspiração Potencial
7. Evapotranspiração De Referência
8. Evapotranspiração Máxima
9. Evapotranspiração Da Cultura
10.Evapotranspiração Real
( ) É a evapotranspiração de determinada cultura, sob as condições normais de cultivo, isto é, sem
obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo.
( ) Evapotranspiração de determinada cultura, quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no
solo.
( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde, de pequeno porte,
cobrindo completamente o solo, de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água.
( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira, em fase de
crescimento ativo, sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada.
( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade, fertilidade
e disponibilidade de água no solo, com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas, em qualquer
estádio de crescimento.

100. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente
ano, cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB,
pelo método do Tanque Classe A. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0,5 se a
temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0,65 se a temperatura média for maior que 22° C.
Determine os valores da ETc para o feijão, na mesma semana, utilizando os dados da tabela 19
(DOORENBOS & PRUITT, 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de
desenvolvimento IV e utilize um valor médio).
100
TRABALHOS EXTRA-CLASSE

Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na


atualidade, que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. Cada trabalho está
relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola,
visando completar o aprendizado dos alunos.
O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas, impreterivelmente. Recomenda-se que o
aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia, por
um outro colega, pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota, mais a
correção normal.

1. CAMADA DE OZÔNIO
a. Conceito
b. Formação
c. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”)
d. Práticas mitigadoras
e. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão)
f. Referências Bibliográficas

Data da entrega: ____/____/2007.

2. EFEITO ESTUFA
a. Conceito
b. Formação do Efeito Estufa
c. Principais agravantes do Efeito Estufa
i. Gerais (industriais, tecnológicos, políticos
ii. Na agricultura
d. Práticas mitigadoras
i. Generalistas (tecnológicas, políticas, econômicas, etc)
ii. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa
e. Créditos de Carbono
f. Referências Bibliográficas

Data da entrega: ____/____/2007.

3. FOTOPERIODISMO
a. Conceito
b. Formação
c. Como afeta as atividades agrícolas
d. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo
e. Exemplos práticos (práticas agrícolas)
f. Referências Bibliográficas

Data da entrega: ____/____/2007.


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4. QUEBRA-VENTOS
a. Conceito
b. Utilização Agronômica dos QV
c. Como fazer um QV
d. Tipos de Espécies de QV
e. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV
f. Exemplo prático de utilização de QV
g. Referências Bibliográficas

Data da entrega: ____/____/2007.

5. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO
a. Conceito
b. Como é feito o zoneamento agroclimático
c. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático
d. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos
e. Exemplos práticos de utilização
f. Referências Bibliográficas

Data da entrega: ____/____/2007.

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