FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. para o setor agrícola. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. O meteorologista pode atuar em diversas áreas. Por exemplo. entre outras. b. previsão de relâmpagos. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. A palavra Meteorologia vem do grego. clima (Climatologia).METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. Pesquisas atmosféricas em laboratórios. também é conhecida como Ciências Atmosféricas. universidades. e estrago na colheita. etc. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. aviação. etc. hidrologia (Hidrometeorologia). existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. a seca resulta na falta de água. c. entre outras podemos citar: a. interação ar-mar (interações com a Oceanografia). A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. previsão de eventos extremos como furacões e tornados. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). Mas a Meteorologia não faz só isso. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. aumento do potencial de incêndios. biologia (Biometeorologia).

Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 . Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista.METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. também conhecida como Agrometeorologia. é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas. safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3.

VULCANISMO.: TEMPERATURA.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. 6 . UMIDADE. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional. ÓRBITA TERRESTRE). ATIVIDADE ANTRÓPICA. levando-se em conta as exigências térmicas. CHUVA. Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola. VENTO. etc. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. NEBULOSIDADE.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. PRESSÁO ATM. hídricas e fotoperiódicas. etc.

A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. 7 .0º). isto é. No inverno não se vê o Sol.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. mais frio será. enxerga o Sol 24 horas por dia. Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. mesmo ao meio dia. no verão. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado. Isto ocorre. enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. mais frio será e quanto menor a altitude. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude. entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. mas ele está sempre inclinado e. Além disso. Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior.90º norte ou sul). nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor. parece o Sol do início da manhã. entre outros motivos. mais quente. Por exemplo. mais quente será. Quem está muito próximo dos pólos.

Por sua vez. menor será o calor acumulado. Quanto maior a reflexão. Ao atingirem a superfície. os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. 8 . o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%).

TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. etc). atuação de massas de ar e frentes. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. em que a topografia condiciona o topo-clima. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. como a latitude. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. altitude. correntes oceânicas. oceanalidade/continentalidade. adensamento de plantio. Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. devido aos fatores geográficos. 9 . Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. ou seja. cultivo protegido.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO. ESPESSURA: 3 – 5 km. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA. OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES.5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. ÀS PLANTAS. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO. É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC). ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES.” 13 . É ISOTÉRMICA (~0ºC). PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR.000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. ESPESSURA: 3 km.TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6. ESPESSURA: ~10 km. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES. É ISOTÉRMICA (~0ºC). 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA.

14 .

0 -3. PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS.0 +10.0 +2. A UMA TEMPERATURA DE 25° C. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6.0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .0 -3. RESPONDA 1.5 +5.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO).5 +3.

Posições relativas do sol 16 . em aproximadamente 4 de julho. Figura 2 .Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica). o afélio (152 x 106 km). o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte. meio dia) varia no decorrer do ano.MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. A posição mais próxima ao Sol. As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. Figura 1 . A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. para uma dada hora do dia (por exemplo. Isto significa que a altura do Sol. o periélio (147x 106 km). A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante. Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol.

reflexão ou espalhamento. a altura do Sol varia com a latitude. os dias mais curtos e há menos radiação solar. Se a altura do sol decresce. Fig. o que reduz sua intensidade na superfície.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. Quando menor a altura solar. os dias mais longos e há mais radiação solar. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras.Variação da altura do Sol com a latitude. Se a altura do Sol é pequena. Segundo. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente. Primeiro. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. Como a Terra é curva. mais espalhada e menos intensa a radiação. 17 . os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. 3. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. 2) e a radiação solar sofre maior absorção. eles são mais concentrados. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

Este é o solstício de inverno para o HS.Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio). Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). Fig. Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer).Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . 4). No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig. 4. A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração).

SOLSTÍCIOS 20 .

Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano. sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra. REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 .EQUINÓCIOS Além da variação temporal. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N).

de dados meteorológicos precisos.edu. Porém. f) Altura da base das nuvens. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. antes de tudo. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. c) Pressão atmosférica. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. da água e do solo. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel.cefetsc. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. g) Quantidade de chuva. b) Temperatura do ar. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. mas não pode saber o valor exato da mesma. De acordo com o modo de realizar a leitura. e) Velocidade e direção do vento. i) Radiação solar. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. d) Umidade. Estas observações se denominam observações sensoriais.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. porém cada medida necessita de uma leitura. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações.br) 22 . facilidade de manejo e solidez de construção. h) Quantidade de evaporação. Por exemplo. Por exemplo. precisão. para o qual é necessário consultar um instrumento. as observações se chamam observações instrumentais. Os primeiros são mais precisos. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. Neste caso.

Evaporação . 23 .Temperaturas extremas .ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: .Precipitação . por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos.Temperatura do momento .Umidade relativa .

As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura. vento. umidade. cujas paredes são dispostas como persianas.Termômetro de Máxima . Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum. integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção. PLUVIÓGRAFO 24 .Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro. precipitação. altura de nuvens até os 1500 metros. pressão. que permitem a livre circulação do ar. cobertura de céu nublado. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada.Termômetro de Mínima .Higrotermógrafo . alcance visual de pista(visibilidade). Os instrumentos que ficam dentro da casa são: . Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação. etc.

É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. um chamado "Termômetro Seco". 25 . em milímetros (mm). PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. serve essencialmente para obter a temperatura do ar. e o outro. PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto. é formado por dois termômetros idênticos. Mede a quantidade de chuva caída. chamado "Termômetro Úmido".

cm-²). HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. Mede a velocidade do vento (m/s) e. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. 26 . em alguns tipos. A unidade usada é (cal.ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. também a direção (em graus).

COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. Todos os componentes do sistema climático. 27 . RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. MILÍMETROS. EXPRIME-SE EM METROS. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. DURANTE UM MINUTO. SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. 4.RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2.UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). 3. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. ETC.). a litosfera e a biosfera. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). Por isso. designadamente a atmosfera. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. METALIZAÇÕES. É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. pelas circulações oceânicas. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. a hidrosfera. responsáveis pelas condições meteorológicas. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. ISTO É. devem a sua origem e as suas características à radiação solar. 2. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) .

VARIA DE 0 a 1. POR OUTRO LADO.5. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. 9. a+r+t=1 8. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). 6. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. 28 . 7. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL.

seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha. marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 . deserto Grama Floresta Neve (limpa.Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia.

DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra.CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. 30 . PRESSÃO. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS. AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. CHUVA. VENTO.

ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO. DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA. ENTÃO CERCA DE 500s (8.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA. 31 . ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I. NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 .

DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES.EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. NA ALTA ATMOSFERA. DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. . DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. PELA DISPERSÃO. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS.

A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. ENTÃO.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. 33 . VINDO DE TODOS OS LADOS. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. COM A ATMOSFERA LIMPA. NESTE CASO. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. A REFLEXÃO.

OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA .

dia) 35 .DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .média anual típica (Wh/m2.

Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . 2. POR MEIO DE ONDAS. a. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. emite a mesma quantidade de energia que recebe. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. aquecendo a superfície terrestre. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. OU SEJA.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. em equilíbrio térmico. encontrandose. por sua vez. por isso. b. ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. Esta. a radiação solar converte-se em energia calorífica. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). Ao ser absorvida pela Terra. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1.

Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). por sua vez. o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente. Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. Vamos examinar este balanço na abaixo.BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. A superfície. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. Portanto. As restantes 70 unidades são absorvidas.Como resultado deste processo. 37 . caso contrário.

4 a 0. verdes e parte das vermelhas 0.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM.4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.2 a 0.7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0.

em diferentes comprimentos de onda.COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar. 39 .

40 . Nestas pequenas formações microscópicas. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. o verde. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar. vegetação etc. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais. Dentro do espectro absorvido. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. também podem ser gorduras. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares. Da radiação líquida disponível. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. já que a água do mar filtra a radiação.). cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. Portanto. porém. que ilumina tenuemente o seu espaço vital.

GERMINAÇÃO DE SEMENTES. 41 . MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO. O TRECHO PRÓXIMO À 1. 5ª BANDA (0. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA. 4ª BANDA (0.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS. 7ª BANDA (0. 6ª BANDA (0.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA. 3ª BANDA (0.0 > λ > 0.72 > λ > 0.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA.40 > λ > 0.72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.51 > λ > 0. 2ª BANDA (1.315 > λ > 0. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA.61 > λ > 0.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES).28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO.

mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B. A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm).A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. como a UV-B. entre 280 e 320nm. 42 . porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona.

MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). MÉDIA E MÁXIMA. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. EM CAMADAS DISTINTAS. EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. TRIGO. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL. CENTEIO. SORGO. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO.

44 . TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA. NEBULOSIDADE. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). VENTOS. PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO). VAPOR D’ÁGUA.5 A 2. A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1. AEROSÓIS. A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA. ETC.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL..0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO). POEIRA. PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR.

O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO.FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO. BATATA. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. PIMENTA) 45 .TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1. FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) . ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE.

OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. 46 . QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA. OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE).

O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. ACUMULADO DURANTE O DIA.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . TRIGO: 2000°C. TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. CEVADA = 1700°C. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. RESPOSTA LINEAR. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. MAIOR EFICIÊNCIA). A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C.

VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18.00 JANEIRO = 40. QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE. LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP.00 NOVEMBRO = 70.00 OUTUBRO = 60.00 DEZEMBRO = 80. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO.00 48 . MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO).5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50.

FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA. EXISTENTE NA ATMOSFERA. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. 49 .

50 .MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA. PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts. GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS.Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO. SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR. EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA).

O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. PRÓXIMO À 100%. VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO. ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO). SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE.

TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .

Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. O vento. proporcionando melhores condições para a produção. maior será a velocidade de deslocamento.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. A manipulação do solo. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. 53 . MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. que é o ar em movimento. MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS.

MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera. sendo função dos gradientes de pressão. Meso e Micro. b. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul). Classificação dos Ventos em nível Global 54 . é possível se verificar uma certa tendência: a. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. c.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. Regiões Polares: Ventos de Leste.

a terra aquece mais rapidamente. do mar para terra. que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. Brisa marítima . sistema orográfico e topografia. formam-se baixas pressões. Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia). 55 . formando-se aí altas pressões e nos vales. variando diariamente ou sazonalmente. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). os cumes arrefecem mais rapidamente. Brisa do vale . e conseqüente diferença de pressão.MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado. Brisa da montanha . com um arrefecimento mais lento. Ventos Foehn ou Chinook. entre continentes e oceanos. formando-se nos cumes baixas pressões. Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia). configuração da encosta. Durante o dia.vento que sopra de dia.sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale.vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite.entre a superfície aquosa e terrestre. Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões.

porém. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas.vento que sopra de noite.Brisa terrestre . MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. enquanto a água arrefece mais lentamente. Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente. Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 . com menor magnitude do fenômeno. criando-se no mar baixas pressões. etc. objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. da terra para o mar. áreas irrigadas e não irrigadas. formando-se aqui altas pressões.

Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. ln . Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. a irrigação por aspersão. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. por exemplo. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. ρ= densidade do ar. ABSORÇÃO DE CO2 a. cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como.40. varia com a rugosidade. o que favorece a fotossíntese b. τ1/2 /ρ . Ex. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1. Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 .: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. É variável conforme a espécie vegetal c. τ= força tangencial. TRANSPIRAÇÃO a. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . que é determinada pela área exposta f. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. Zo= parâmetro de rugosidade. k=constante de von Karman de valor 0. Em condições normais.

Estudo com a cana de açúcar (HARTT. com oito direções fundamentais: N. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1. 1963): i.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c. SE.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2.  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h.b. S. NO. NE. sendo que 1 m/s = 3.6 km/h. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO. SO E O. ii. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 .  Nos sensores digitais a direção é dada em graus. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3.

amenizando assim o efeito da temperatura. Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. quando o ar se torna mais denso. sendo decisivo na implantação de projetos. podendo ser muito utilizada no campo. 59 . facilitando a disseminação e diversificação de espécies. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. Translocação de vapor d’água. Dispersão de esporos. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. pólen. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias.velocidade média do vento. sementes. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. atuando como substância de arrefecimento. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. Fonte limpa e renovável de energia. Renovação do ar próximos às plantas. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar.

 Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados. resultando em diminuição de ganho de peso. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes.  Conseqüente diminuição da produtividade.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens.  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais. 60 .  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese. constituindo um acelerador do processo de desertificação.  Desfolha por efeito mecânico do vento. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas.

tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. para que as atividades agrícolas sejam viáveis.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. através da utilização de quebra-ventos. interferindo no crescimento de culturas e animais. 61 . sendo necessário a proteção das culturas. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores. sejam eles naturais ou artificiais. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais. mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores. principalmente.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área.

cana-deaçúcar. pinus. Ex. com menor demanda atmosférica por água. principalmente em regiões planas. repercutindo na produtividade. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. Geralmente. ajudando também na contenção de dunas. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. minimizando o processo de desertificação. c. promovendo uma certa diversidade biológica. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. sorgo. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. principalmente a luminosidade e o vento.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. b. Seringueira. Desse modo. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. que passa a viver num ambiente menos estressante. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. Ex: grevílea. Permanentes: árvores. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. 62 . Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal. bananeira. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. capim. Ex: milho. grevílea e milho. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo. eucalipto.

as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. Ex: sombrites e ripados. pois dependem da durabilidade do produto empregado. que gira o rotor. Quando captada. ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. sendo temporários. moer grãos e serrar madeira. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. para a realização de tarefas como bombear água. em energia elétrica. Energia eólica 63 .

carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. 64 . A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. caracterizamse pela intensidade moderada. curta duração. completando o ciclo hidrológico. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. podendo ocorrer descargas elétricas. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano. trovoadas. longa duração (dias) e sem horário predominante. ventos fortes e granizos. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. quantidade. podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. provocam muitos danos (erosão. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. tamanho. após a evaporação e condensação. derrubada de vegetação. É resultado da diferença de temperatura. Pela forte intensidade. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. inundação).

denominada altura de precipitação. é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. indicando os totais mensais. através da expressão: h = 10 . 65 .Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). em decorrencia da precipitação. assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura. Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal.

equinócio de primavera é menos chuvoso. Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos. com época mais chuvosa no equinócio de primavera. 66 . em torno do solsticio de verão.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos. Região Norte: precipitações mensais elevadas.

aumentando de tamanho e formando as névoas. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. nevoeiros. orvalho e geadas. e que são chamadas de núcleo de condensação. produzidos nos centros urbanos e industriais. ALÉM DE POEIRA. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. etc. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. PARTÍCULAS DE GELO. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. OU DE AMBAS. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. O processo de condensação pode ser descontínuo. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. 67 . nuvens.

Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. Stratocumulus. São sempre brancas. maior a condensação.  Cumuloninbus 68 .Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2. Quanto mais núcleos. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. dimensão. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes. Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. número e distribuição no espaço. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. mesmo com Umidade Relativa baixa. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento.

Classificação das Nuvens 69 .

produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. quando o sol está fortemente aquecido. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. que é constituída por gotículas de água . Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. formadas entre 5 e 11Km. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. ao contrário da bruma. colocando-se a eles. congelando instantaneamente. anunciando a chegada de tempo instável. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. As nuvens de gelo tais como os cirros. formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). Cúmulos (cu) 70 . todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. Crescem a partir de cúmulos grandes. das extensões de maior altitude. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. A cúpula borbulhante. enquanto o sol aquece. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. Contudo. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. característica dos cúmulos em desenvolvimento. que tem movimento horizontal. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente.Após o congelamento estas nuvens tendem. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. Em condições instáveis. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. antes de penetrar completamente nela. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer.Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos.

"rabos de égua": 71 . nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). de acordo com a temperatura do ar abaixo dela .Estratos(st) A camada nebulosa. Dá lugar a chuva ou neve. com a base entre os 2Km e 6Km. mas onde o vento à superfície mantém. às vezes listrada. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. tem a base a cerca de 400metros. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. quando a chuva. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. ao mesmo tempo em que a arrefece. a temperaturas acima do ponto de congelamento.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas. fria. separando duas massas de ar úmido e resultam. quase sempre com porções escuras. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. Quando é possível ver o sol através dos estratos. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. e logo empurradas pelo vento. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. Quando estas nuvens são espessas. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. cai numa camada mais quente. no ar frio e úmido subjacente. pela aproximação de uma frente. A força do vento molda-os em filamentos delicados. ou neve fraca a maior altitude. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. os contornos são nítidos. separadas por vezes por porções de céu descoberto. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. o ar quente é obrigado a subir. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido.. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. Num dia de sol. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. dos altostratos que engrossam e descem. que se estendem até perder de vista. ou ainda mais abaixo. neste caso. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. mas podem provocar chuvisco. mas sem o deixar ver claramente. e inversamente. baixa e cinzenta. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. com base entre os 900 metros e os 3 km. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. constituídas por massas globulares ou em rolos. cinzenta. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. Altocúmulos Os Altocúmulos. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. designada por estrato. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . muitas vezes sombria. pois estão mais altos e mais longe. ou neve. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. produzida por este. as nuvens causadoras de chuva. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. sobre uma superfície plana e uniforme. forte e contínua. Formam-se em condições de atmosfera estável. formam-se acima dos estratocúmulos. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. podem transformar-se em nimbostratos. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. abaixo da base da nuvem. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. ou neve fraca mas persistente.

à medida que o avião atravessa a nuvem. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. cor de carvão. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. tendem a dar chuva mais lenta e persistente. mais leves e finos. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. são sinal certo de chuva iminente. que chegam aos 15 Km de altitude. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. despejarem numa tarde um dilúvio. Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. que pouco mais é que neblina. que pode durar horas e até dias seguidos. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. Lençóis de nimbostratos. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente.Um dia de chuva Nuvens sombrias. que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. 72 . como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel).

por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação. PENMAN (1948). CAMARGO (1966).EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). que são verificados no solo nu. I= irrigação. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. Destes. então. iniciou uma série de estudos. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. Na região dos cerrados. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. Evapotranspiração é. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. 73 . que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. cobrindo totalmente o solo. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. corresponde à evapotranspiração potencial do período. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. ES = escoamento superficial. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso.  = variação no S armazenamento de água no solo. e no crescimento das plantas. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. num determinado intervalo de tempo. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. D = drenagem. contribuindo para a melhoria das condições de produção. Em 1944.

pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. para atender à demanda evaporante da atmosfera. A evaporação é uma perda indesejável. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. do ponto de vista agronômico. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). o calor. Evapotranspiração 74 .Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. utilizando uma energia externa. do sistema solo-planta para a atmosfera. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. participa de suas atividades biológicas. Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento.

EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. sob as condições normais de cultivo. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. cobrindo completamente o solo. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. 5. em fase de crescimento ativo. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. de pequeno porte.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. 75 . EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1. 1981). 3. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. 5. 4. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. ETR será sempre menor ou igual a ETP. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. 1956). 4. 2. isto é. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. 2. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. 3. fertilidade e disponibilidade de água no solo.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. Figura 3 – Modelos de TDR 79 . que mede a condutividade hidráulica do solo.Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo. e dá a resposta em termos de umidade.

dado pela equação: ET0 = EvTA . Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque. EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). prático e econômico (STONE & SILVEIRA. O Tanque Classe A é preciso. 1995). Por meio da evaporação do tanque (EAC). é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . assentado sobre um poço tranqüilizador. Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque. construído normalmente de aço galvanizado. Para transformar esses dados em evapotranspiração.

Blaney & Criddle. Rn + (1 – W) .Radiação líquida f (u).EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração.Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c . é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . vento e insolação ou radiação.Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO. umidade. que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos. f (u) . etc. 1992). Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. Nas áreas que possuem dados de temperatura. Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman. Makkink. Diretos) 81 . pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA. Monteith) Thornthwaite.Fator relacionado com a temperatura Rn . A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. Hargreaves & Samani. { W . sugere-se o emprego da equação de Penman modificado.Fator de correção W . (ea – ed) Onde: ET0 .

COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência). Exemplo de Gráfico para Kc. Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 . e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo.

83 . redução de contaminação do lençol freático. Conservação ambiental: água e energia. etc. Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico. manutenção. água. fertilizantes. etc.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. energia.

Armazenamento da água da chuva. 84 . na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. Como calcular. numa região. Consumo hídrico de diferentes culturas. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). ao longo do ano. Zoneamento agroclimático. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação.

000 e 18. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius. argônio (A) a 0. ATMOSFERA . ARCO-ÍRIS .033%. ANTICICLONE . Do branco ao cinzento.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva. é o oposto de uma área de baixa pressão.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho. ALTITUDE .000 metros (15. seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos.Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área. como altocumulus castellanus. efetivamente. às vezes. Isto varia de acordo com a textura. Pode formar vários sub-tipos.Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e.Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. Virga também provém destas nuvens.Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz. Um dos componentes mais importantes do ar. estratosfera.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada. não existe umidade no ar.O movimento horizontal do ar mais frio em um local. ADVECÇÃO QUENTE . É criado por refração. ou ciclone. ou altocumulus lenticularis.000 e 20. chuvas e condensação. AJUSTE DE ALTÍMETRO . de cristais de gelo. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol. ANEMÔMETRO .Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO). muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol.Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. verde. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. é encontrada entre 4. É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78. ALERTA DE FURACÃO .Instrumento que mede a velocidade e força do vento. oxigênio (O2) a 20. em terra e no mar. e a variação da temperatura é de -6.09%. ADVECÇÃO . Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte. Virga freqüentemente provém destas nuvens. A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência. ionospera e exosfera. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície. amarelo. É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva. Nas latitudes médias. ABSORÇÃO . de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. A observação é usada para informar à população. azul. mesosfera. é geralmente encontrada entre 2. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão".000 pés) de altitude. ou 29. sobre o local. ÁRIDO .O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. nas próximas 24 a 36 horas. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. ALTOCUMULUS . Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade. grossas e cinzentas.400 e 6. ALTÍMETRO DE PRESSÃO .946%. No caso da Terra. Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve. a intensidade e o movimento da tempestade. e da maioria dos gases importantes em meteorologia. onde.Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. pelo reflexo total e pela dispersão da luz.Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra).Composta de massas globulares baixas.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. ou num grupo de ilhas. Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus.300 e 5. laranja.GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO . ALTOSTRATUS .25 milibares.Em meteorologia. ADVECÇÃO FRIA . Nas latitudes média s.92 polegadas de mercúrio.000 metros (8.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul. o padrão de pressão é de 1. 85 .000 pés) de altitude . e violeta).Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento).93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. O altímetro é ajustado com a aeronave no chão. ALTÍMETRO . Também conhecida como área de alta pressão. ALTAS LATITUDES . ATMOSFERA PADRÃO . azul claro.013.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. AR .Termo usado para definir um clima extremamente seco. ou sobre o nível do mar. ALBEDO . é o vapor de água (H2O). Também chamada de região polar.

Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro. a aproximadamente 9. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera.Quantidade de precipitação de qualquer tipo. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar. Oposto de crista. A circulação fica restrita a uma região específica.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica.Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares.T. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica.Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. ou polar.02 polegadas).Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem. BATITERMÓGRAFO . Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. Em termos oceânicos. tanto ao norte quanto ao sul do equador.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador. como os trópicos. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento).Um instrumento para medir a pressão atmosférica. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647). protegendo o planeta da radiação ultravioleta. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar.O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. CHUVISCO . regiões de clima temperado. às vezes. À medida em que a pressão atmosférica aumenta. BIOSFERA . quando não há nenhum vento ou ondulação. Possa ser chamado de um B. É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar.Qualquer ciclone de origem não tropical. principalmente da água em estado líquido.Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica. Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). o que influencia o clima dessas regiões. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. CICLONE EXTRATROPICAL .Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. CICLOGÊNESE . É um tubo de vidro longo.5 a 12. CEILÔMETRO . físico e matemático italiano. CAVADO EQUATORIAL . o mercúrio volta para o fundo. BARÓGRAFO .Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. CICLONE . BARÔMETRO . BARÔMETRO DE MERCÚRIO . Também chamado de região tropical ou tórrida. ou ciclone. CHUVA .Área de pressão de circulação fechada. CICLONE TROPICAL .Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano. o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo. Como exemplo. CALOR . ou intensifica um sistema preexistente. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera. CAMADA DE OZÔNIO . com ventos convergentes e circulares. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. aberto numa ponta e fechado na outra.5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra. ou para elevar sua energia interna. BARÔMETRO ANERÓIDE . Na condição de ozônio ela age como um filtro. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. tornados e sistemas tropical e extratropical. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. CÉU CLARO . para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. depositando-o num tanque de mercúrio. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO .Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura.O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação. CICLO DA ÁGUA . dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. que se desenvolve sobre as águas tropicais e. 86 . foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. quando a pressão atmosférica di minui. depois que o mercúrio desce. veja Barômetro aneróide. C CALMARIA . por um número determinado de anos. é a ausência aparente de movimento da superfície de água.5 milímetros (0. instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva.Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude. considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão.B BAIXAS LATITUDES .

Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico. CÚMULUNIMBUS .Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. Nas latitudes médias. CRISTA . CIRRUSTRATUS . as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo. é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. com a aparência de um lenço l plano e fibroso.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança. mas o topo pode variar em altura. Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior.000 pés). tempestade tropical. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. porém. Às vezes é confundida com altocumulus. e jatos subtropicais. COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície. CLIMATOLOGIA . CISALHAMENTO DIRECIONAL .Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus). klima. com as quais é associada no céu. CIRRUS . é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área. e que se movimenta de forma circular organizada. c huva de granizo. Oposto de divergência. CONVERGÊNCIA .subtropicais. CLIMA . Também é um dos três tipos de nuvem alta. ou delgada. jatos polares. Inclui dados climáticos. uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3. Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade.O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. CIRROCUMULUS . que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical. Em termos oceânicos. furacão ou tufão. é o oposto de subsidência. tornados. A palavra é derivada do grego. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z). CORRENTE DE JATO . trovões e. com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical. gerando um efeito ondulado. ocasionalmente. Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. se formam em alturas excessivas. Em meteorologia. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais. CONDENSAÇÃO . É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA . usado pelas comunidades científicas e militares. Oposto do circulação ascendente ("upslope"). Também é um dos dois tipos de nuvem baixa.Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica. associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular.A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior. Cirrus é uma nuve m magra. que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. às vezes. jatos de superfície. É o processo físico oposto ao da evaporação.000 metros de altitude (20. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . COALESCÊNCIA . Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis).000 pés de altitude (6. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. ou pelo contato de uma substância com outra. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. do oeste para leste.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul.Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. depressão tropical. ou ventos fortes e tempestuosos.Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação.Nuvem do tipo cirrus. ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). a partir da base (fundo) para cima. o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical.Área alongada de alta pressão atmosférica.O estudo do clima. Quando vistos da superfície da Terra. CONVECÇÃO . é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera. CUMULUS . do estado gasoso para o estado líquido. Também chamada de nuvem de temporal. Em algumas condições atmosféricas.000 metros). É a nuvem mais alta que se forma no céu.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha. raios. ou mais. CONDUÇÃO . É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia.000 e 30.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado.000 pés). Cria geralmente um "céu escamado". Em números absolutos. CORREDOR DOS TORNADOS .000 e 9. na troposfera. É o oposto de cavado equatorial ("trough"). Clima excessivamente seco numa região específica. Com o aquecimento adicional da superfície da Terra. composta de cristais de gelo.Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). CIRCULAÇÃO .

Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C.Escala de temperatura em que a água. um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio. sendo. uma baixa. cinzenta e baixa. é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão.Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta. DEPRESSÃO TROPICAL . ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo.Distância vertical sobre o nível médio do mar.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada.Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K.Ciclone tropical. devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água.2 graus Fahrenheit. Divergência a níveis mais baixos está associada. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo.Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro. o qual é composto da velocidade de vento. um termo descritivo. É usada principalmente para propósitos científicos. e m geral.maiores. Em oceanografia. e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. É baseado na Força ou Número de Beaufort. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) . Barão de Largs (1824-1907). pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. a mais comum de todas as nuvens baixas. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul. enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. interrompendo seu processo de ascenção. É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. Oposto de convergência. ESCALA SINÓTICA . hidrógrafo da Marinha Real Britânica. EL NIÑO . EFEITO ESTUFA . Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular.500 metros de altitude acima da superfície da Terra.Inundação que acontece muito rapidamente. Tendo.O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. no máximo. ESCALA DE BEAUFORT .Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera. EQUINÓCIO . com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO . E EFEITO CORIOLIS .Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. Contrasta com macro-escala. A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857). No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. No Hemisfério Norte. ou cavado equatorial ("trough"). ou menos. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA .Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. no alto. no nível do mar. um ou mais isóbaras fechadas. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais.033%. mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. Embora possa produzir garoa ou neve. com um movimento descendente do ar suspenso. ENCHENTE REPENTINA . DEPRESSÃO . Foi criada por Anders Celsius em 1742. que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius". caracteristicamente. talvez.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus).Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. Kelvin. Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736).0 graus Celsius ou 39. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. 60 quilômetros por hora (33 nós). conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. raramente produz 88 .Em meteorologia. é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. Apresentada em 1848 por William T. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação. que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. Em 1948. EQUADOR . pelo rompimento de uma represa. Abrange 0. O mesmo que centígrado. D DENSIDADE . ESTRATOS . É grossa . resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. meso-escala e tempestades. DIVERGÊNCIA . físico e matemático escocês nascido na Irlanda. Dias e noites são quase iguais em duração.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador.

Por exemplo.Condição marcada por temperatura realmente baixa.A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. o ar fica claro depois da passagem da frente. ar úmido e frio e ar seco.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar. Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e. FUMAÇA .Forma sólida de água. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA .Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. Sob temperaturas mais frias. é transformado em estado gasoso. acrescida da transpiração das plantas. É també m conhecida como frente estacionária. Geralmente. bolas de neve. F FOTOS DE SATÉLITE . Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. FRONTOGÊNESE . uma linha de tormenta pode antecipar a frente. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas.Também conhecida como "oclusão". geralmente antecedem a frente na superfície. quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. EVAPORAÇÃO . embora os ventos troquem de direção (em geral. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. FRENTE . ou nenhuma fronteira distinta. Precipitação em forma de chuva. Bolas isoladas são chamadas de pedras. a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. assim como chuvas convectivas e temporais. são considerados granizo. Veja Frente fria e Frente quente. a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte).Fronteira quase sempre semi-contínua. Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. Em geral. substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). a área de convergência entre calor. Veja frente oclusa e frente fria.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. FURACÃO .Frente que é quase estacionária. GRAU . É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. FRONTÓLISE . o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia. É o processo físico oposto de condensação. G GELO . no Oceano Atlântico Norte. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica.Precipitação que se origina de nuvens convectivas. FRENTE OCLUSA .Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). ou granizo mole.O processo físico pelo qual um líquido. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar". ou quando as partículas maiores se dispersam. é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. Veja Frente Fria e Frente Quente. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo. por exemplo GRANIZO . que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. ou "água sólida". nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais. a temperatura e a umidade diminuem. criando uma frente. FRIO .Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. como a água. como cumulunimbus. quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). FRENTE QUENTE . FRENTE FRIA . FRENTE POLAR . com a passagem de uma frente quente. Ausência de calor. bolas de gelo e granizo. O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram. Também conhecida como frente semi-estacionária. mar caribenho. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. com a passagem de uma frente fria. É composto da evaporação do líquido. Geralmente. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. neve. de forma muito rápida. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. Veja Frente Oclusa e Frente Quente. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. ou mais. ao avançar. o que normalmente implica temperaturas diferentes.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. ou mais). Oposto de frontólise. como vapor de água. ou garoa. FRENTE ESTACIONÁRIA . como o fluxo do vapor de água. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar. Neste caso. Fahrentheit e 89 .O término ou "morte" de uma frente.precipitação pesada. a pressão atmosférica sobe e. Veja escalas em Celsius.Nascimento ou criação de uma frente. a temperatura e a umidade aumentam.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes.

90 . de um dado ponto na superfície da Terra. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e. enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . Para um exemplo. temperatura. hidrometeorologia operacional e sinóptica.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. semi-contínua. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. veja o mapa de frio do vento. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal.Localização.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador.Localização. uma característica semi-permanente.013. MICRO-BARÓGRAFO . Não é a temperatura atual do ar. É medida em graus. a informação deve conter. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada. Segundo o Metar. I ÍNDICE DE CALOR . mínima das 00 e 12TMG. visibilidade. MASSA DE AR POLAR . dinâmica.e o Meridiano Principal. METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS . MESO-ESCALA . LONGITUDE . este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. L LANTERNA . em geral. aviação. LATITUDE . Tal como a latitude. mais freqüentemente. METAR .Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. e nos meses de Junho. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. em relação ao Meridiano Principal. Isto ocorre nos meses de Dezembro. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. MILIBAR .Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. J JATO SUBTROPICAL . corresponde a zero grau de longitude. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. MCSs e as rajadas de vento. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos.Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. ponto de condensação e ajuste de altímetro.Do ponto de vista astronômico. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. INVERSÃO . as temperaturas máxima.Kelvin. INVERNO .Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul.Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. no mínimo: velocidade e direção dos ventos. Para um exemplo. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. de um dado ponto na superfície da Terra. condições da pista. em relação à linha do equador. A região também é chamada de zona temperada.A temperatura média de um dia. entre outros. Isto inclui os MCCs. A pressão padrão da superfície terrestre é 1. a mais de 12. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. condições atuais do tempo. É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano. M MAPA SINÓTICO . É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície. condições do céu.000 metros de altitude. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul.Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. e a linha do equador está a zero grau.Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte. Veja Tempo Médio de Greenwich. Não se trata de temperatura atual do ar. confira o mapa dos índices de calor.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado.Um corpo extenso de ar. MASSA DE AR . é medida em graus .Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA . considerando-se a média das leituras de hora em hora ou.2 milibares. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. pode ficar mais rasa em altura. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar. na medida em que se movimenta para o sul. LATITUDES MÉDIAS . em Greenwich.

Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem. neve. como na fumaça ou nas partículas de poeira. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos .Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar.Nuvem típica da formação de chuva ou neve.852 quilômetros por hora. Maryland. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. NEVOEIRO . Em geral. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. aparecer em qualquer estação.e suficientes núcleos de condensação estão presentes. pressão. Pode ser em estado sólido ou líquido. Na Inglaterra. ou 1. situado em Silver Spring.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. na superfície da Terra ou no alto. ou ventos que descrevem o estado da atmosfera. Pode variar em tamanho. ventos (velocidade e direção). O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO . NÉVOA . O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. NÓ . as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. reduz a visibilidade para apenas 400 metros.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. freqüentemente. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. e grande quantidade de neve e ve nto no ar. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. NUVEM . como temperatura.Precipitação congelada em forma de neve. NIMBUSTRATUS .Em meteorologia.). em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. contate o NOAA. Para informação adicional. formas arredondadas e cilíndricas. quantidade de nuvens. etc. temporais. OLHO . NEVADA . NUBLADO . NORMAL . formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. a tempestade está se intensificando. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente.2C). mas o tamanho comum é de 32 quilômetros. O OBSERVAÇÃO .N NASCER DO SOL . Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. próximas ou junto à superfície da Terra. ou menos. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. The Weather Channel usa 91 . o que.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. com o topo e a base relativamente planos.Centro de uma tempestade tropical ou furacão. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. baixas e variações). Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. por um número determinado de anos.ou quase os mesmos . como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). Invisíveis a olho nu.Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa. precipitação (chuva. mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. etc. Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. quando o olho começa a diminuir seu tamanho. NUVENS ESPARSAS . ou mais. Núcleos de condensação. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta. NEVE .Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) . Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação.Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. e dura pelo menos três horas. Pode durar vários dias ou várias semanas. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico.Medida de velocidade náutica. com ventos de 56Kmh. É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato. Um nó é equivalente a 1. estas nuvens podem. ONDA DE CALOR . Nos Estados Unidos. igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. NEVASCA . de 8 a 96 quilômetros. caracterizada por um começo e um fim súbitos. percentagem de umidade relativa. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. pressão.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. NEBLINA . caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas.151 milhas por hora.Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. contudo.

O cáculo do poente. pelo menos. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente. Veja Nascer do Sol para uma comparação. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica.Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente. Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. ou simplesmente nublado. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. ou furacão. ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. quando a temperatura cai até o ponto de condensação. Para mais 5informações. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar. PERTURBAÇÃO . Fundada pelas Nações Unidas em 1951. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. ou mais. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. PONTO DE EBULIÇÃO . É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar. Em oceanografia. PONTO DE CONGELAMENTO . e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical. Isto ocorre nos meses de Setembro. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição.É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas.Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 .Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. geralmente durante a noite. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. POLEGADAS DE MERCÚRIO . Suíça.Outro nome atribuído a uma ondulação a leste. Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas.40 milímetros. Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. Abril e Maio no Hemis fério Sul.Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). P PARCIALMENTE NUBLADO . PAREDE DO OLHO . "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. Do ponto de vista astronômico.Este termo tem várias aplicações.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. contate a OMM. ou ciclone pequeno em tamanho e influência.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica.M. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. PASSAGEM DE FRENTE . cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias."Instrumento que mede o índice de queda de chuva.Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra. POENTE OU PÔR-DO-SOL .Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. Contém nuvem cumulunimbus.Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. ORVALHO . bem como de outros serviços de interesse público. é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. OZÔNIO . É o oposto de fusão. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois. incluindo mudanças e atividades do clima. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. situada em Genebra. predomínio de nublado. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. OUTONO . O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647). OXIGÊNIO . O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical. Pode ser chamada de "fropa". a O. a OMM tem 184 sócios.86 milibares. nuvens espalhadas. nuvens esparsas. estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais. Refere-se a tempo bom. A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. ciências hidrológicas e oceanográficas. chuva intensa e ventos muito fortes. aquele diminui. ou centro de um ciclone tropical.01""). comércio e atividades sociais.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte.Área de convecção organizada.M. Nos Estados Unidos. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar.M. ONDA FRIA . indústria. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. por um número determinado de anos. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão. Na Inglaterra. ou mesmo do setor privado e comercial. PERTURBAÇÃO TROPICAL . Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. OSCILAÇÃO DO SUL .Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. PLUVIÔMETRO . ou 25.os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. Veja Pressão Barométrica. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia. e que demanda cuidados especiais na agricultura.) .M. ou mais. Com freqüência. ONDA TROPICAL . tempestade tropical.

PREVISÃO . cristais de gelo. Do ponto de vista astronômico. PRESSÃO BAROMÉTRICA . alcançando o solo: garoa.Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas.entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. Christian Doppler que. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura. ou gelo (SHPE). ou flutuações rápidas da velocidade do vento.033 gramas por centímetro quadrado. PRESSÃO DA ESTAÇÃO . Sua medida pode ser expressada em milibares. considerando a pressão padrão. ou 29. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos. 760 milímetros de mercúrio.que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. PRECIPITAÇÃO REPENTINA . chuva. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul.7 libras por polegada quadrada. Acontece na forma de chuva (SHRA). determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão. chuva fria. e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu. ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas. É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar.Todas as formas de água.A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. mais a habilidade e experiência de um meteorologista.25 milibares.se líquida ou sólida . caracterizada por um começo e um fim súbitos. Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. RADIAÇÃO . normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. O ponto de ebulição da água pura. RADAR DOPPLER .8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. É também conhecida como pressão barométrica. PRECIPITAÇÃO DE NEVE . veja descarga elétrica esférica. Também chamada de prognóstico. um de bulbo molhado e outro de bulbo seco. bolas de gelo. que caem das nuvens. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar. é 100 graus Celsius. em 1842. Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro.Medida da pressão atmosférica em condições padrões. neve.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. PRESSÃO . PONTO DE ORVALHO .Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. Ondas de som também são radiações.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica.92 polegadas de mercúrio. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. Consiste de dois termômetros.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias.Pressão atmosférica média do nível do mar. PRESSÃO ATMOSFÉRICA . Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28. Também conhecida como pressão atmosférica. PRECIPITAÇÃO . Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz. 2) entre duas ou mais nuvens. Mais predomi nante quando o ar 93 . Isto ocorre nos meses de Março. entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. PREDOMÍNIO DE NUBLADO . Seu volume é expressado geralmente em polegadas. RAJADA DE VENTO . ou 1. garoa gelada. 3) dentro de uma única nuvem. que também são formas de radiação.Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). bolas de neve e partículas de neve. como gotas de precipitação.É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto. PRIMAVERA .Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo. ou 212 graus Fahrenheit. A duração normalmente é menor do que 20 segundos.4 quilômetros por hora). Rebaixamento ou movimento descendente do ar. 14. líquida ou sólida. ou sobre a superfície da Terra.Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR . Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica.Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. É equivalente a 1. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte. em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg). freqüentemente observado em anticiclones. PSICRÔMETRO .Aumento súbito e significativo. Para um exemplo.Precipitação típica do inverno. Q QUEDA DE NEVE .013. R RADAR . ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). neve (SHSN).Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento. RAIO . granizo. ""Predomínio de nublado"" significa que. referindo-se ao estado da água . Sua medida pode ser expressada em milibares.

Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. mas são antecedidas pelo sinal mais (+).Esta é uma descrição subjetiva. TERMÔMETRO DE BULBO SECO . Em observações de superfície.VISIBILIDADE VERTICAL .Essencialmente. nevascas. TEMPO BOM . T TEMPERATURA . sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. TROVÃO . duração relativamente curta. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). S SAFFIR-SIMPSON . O estrondo do trovão é 94 . precipitação. casa do Observatório Real. umidade. O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. TERMÓGRAFO . O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. Este é também o Principal Meridiano de Longitude. raios.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. veja Escala Saffir-Simpson. TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. caracterizado por trovões. São as variações de curto prazo da atmosfera. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. visibilidade e vento. RESSACA . refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra. um termômetro que também é um registrador. Considerado como condições agradáveis do tempo. Registra continuamente a temperatura num mapa. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. que variam de moderados a extremamente fortes e que. TEMPO SEVERO . opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. TETO . desde que existam as condições certas. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. Para o oeste. caso o vento favoreça essa condição. precipitação.Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. TEMPORAL COM TROVOADAS . É também medida de calor ou de frio. Pode acontecer em qualquer parte do mundo. TERMÔMETRO . Inglaterra. então Diretor do National Hurricane Center. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). o trovão aquece os gases da atmosfera. antecedidas pelo sinal menos ( -). ou o tempo de uma hora separadamente. TEMPESTADE TROPICAL .Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago. Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. Para mais informações.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia.Elevação do nível do mar. SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações.000 graus Celsius em fração de segundos. Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar. Se o céu estiver totalmente obscurecido.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra.Condições da atmosfera por um determinado período.Instrumento usado para medir a temperatura. é a altura da visibilidade vertical. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). Para o leste deste meridiano. SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. Não são sistemas de natureza transitória. podem se transformar em tornados.está mais frio e mais denso no alto. turbulência. que primeiro utilizou este método de tempo mundial.Termômetro usado para medir a temperatura ambiente. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. ou tornados. na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. ventos tempestuosos de superfície. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. granizo. sob condições mais graves. no máximo. TEMPERATURA MÉDIA . Compare com um satélite geo-estacionário. temporais intensos com trovoadas. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius. dentro e imediatamente em torno deste canal. engenheiro consultor. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte. 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). é um evento de micro-escala. Quando isto acontece. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT). resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. TEMPO . gelo.A camada mais baixa de nuvem. cujos ventos de sustentação na superfície são de.Geralmente. TORNADO .Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. As temperaturas podem chegar a mais de 10. e Robert Simpson. qualquer evento destrutivo do tempo. temperatura. com respeito ao período do ano e à localizaçã o física.Ciclone tropical.

criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. No Hemisfério Norte. mas que evapora antes de alcançar o chão. que sopram do leste na direção da cavada equatorial.edu. sondas meteorológicas. ou tornado. VIRGA . em geral.Dois cinturões de ventos persistentes. É mais comum nas proximidades das correntes de vento. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. são ventos de nível mais baixo. Fonte: Weather.br) 95 . pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. exceto em algumas regiões tropicais. VENTO . Quando estão próximos da superfície da Terra. TUFÃO . Quando está em observação. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais.Quantidade de vapor de água no ar. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. UMIDADE RELATIVA . enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. Isto ocorre durante os meses de Junho. os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul. ou milhas náuticas por hora. É o movimento atmosférico persistente dominante. como os ventos convergentes do leste. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. e durante os meses de Dezembro. como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos. caracterizados por um grande poder de direção.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto. TURBULÊNCIA . velocidade. VERÃO . Quatro características do vento são verificadas: direção. VISIBILIDADE . embora não esteja limitada apenas a estes locais. num arco de 45 graus da linha do horizonte. Tipos de umidade incluem umidade absoluta. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja. umidade e umidade específica. é medida em nós. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador. o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura.Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. VELOCIDADE DO VENTO .Água em forma gasosa. a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. alto-estrato. originários de alta pressão subtropical central.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste. diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas. onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas.Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado. ou da variação de temperatura e pressão. tanto o efeito Coriolis. É expressado em percentagem. TWISTER . em baixas fechadas em grandes altitudes. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. ou mais. VENTO DE LESTE . e é chamado de ciclone no Oceano Índico. sopram da direção sudeste. VENTOS CONVERGENTES . Pode ser medida de vários modos.Ar que flui. Devido ao seu conteúdo molecular.Do ponto de vista astronômico. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. Vista a distância. É um dos componentes mais importantes da atmosfera. horizontalmente sobre a superfície da Terra. V VAPOR DE ÁGUA . Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. sem nenhum alerta em forma de nuvem.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós).cefetsc. ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. pelo menos. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte. ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. Julho e Agosto no Hemisfério Norte. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. assim co mo em regiões de cisalhamento. Durante o verão no Hemisfério Norte. Basicamente.Movimentos irregulares e instantâneos do ar.Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . VENTOS DO OESTE . ou por relatórios feitos de uma aeronave. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. U UMIDADE . É freqüentemente chamada de CAT. geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL .Medida da nebulosidade da atmosfera.

2. 17. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. 8. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. Dê exemplos. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. Em termos gerais. ATMOSFERA 12. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. Defina atmosfera terrestre. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. 9. Qual é a sua importância? 13. Diferencie Tempo de Clima. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. Explique como a altitude influencia na formação do clima. 16. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). CO 2 e O3) da atmosfera. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6.

MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. 30. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. Plantas de Dias Longos. Se um material tem albedo negativo. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. Defina: a. ocorre transferência de calor nas plantas. O que é fotoperiodismo? 44. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. O que é radiação líquida? 39. Quais são os processos de transferência de energia (calor). Diferencie solstício de equinócio. a sobrevivência vegetal seria impossível. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. RADIAÇÃO SOLAR 26. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. três processos podem ocorrer com a energia incidente. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. 21. 42. b. Assim como na atmosfera. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. Plantas de Dias Curtos. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. Conceitue-os. em termos quantitativos? 40. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. Descreva os três processos. que ocorrem na atmosfera? 27. 41. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. 29. 24. Defina Afélio e Periélio. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. 97 . o que isto significa? 31. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. Discuta: sem radiação solar.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20.

59. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. 46. 98 . Conceitue umidade absoluta do ar. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. sabendo que. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. 64. Qual é o conceito de graus-dia? 53. 50.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). Conceitue umidade relativa do ar. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. O que é temperatura? 48. 54. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. 49.45. 61. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. em determinado dia. O que é termoperiodismo? 57. TEMPERATURA 47. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. Calcule a umidade relativa do ar. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. O que é temperatura-base ou basal? 52.

Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. O que são precipitações orográficas? 81. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. Como é feita a medida de precipitação? 84.VENTO 66. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. 69. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . 76. 87. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68.. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. O que são nuvens e como se formam? 86. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. O que é e como se dá a formação do vento? 67. 73. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. Explique a formação dos ventos em macroescala.

( solo. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo.93. 95. isto é. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. ) Evapotranspiração de determinada cultura. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio). ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. pelo método do Tanque Classe A. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. Determine os valores da ETc para o feijão. 99. em qualquer estádio de crescimento. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. Evapotranspiração Máxima 9. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. na mesma semana. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. 100 . em fase de crescimento ativo. 100. Relacione: 6. Evapotranspiração Potencial 7. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. de pequeno porte. Evapotranspiração Da Cultura 10. fertilidade e disponibilidade de água no solo. Evapotranspiração De Referência 8. sob as condições normais de cultivo.65 se a temperatura média for maior que 22° C.

Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. Na agricultura d. Créditos de Carbono f. mais a correção normal. 2. econômicas. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Generalistas (tecnológicas. visando completar o aprendizado dos alunos. Formação c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. Conceito b. por um outro colega. 3. 1. Formação c. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. tecnológicos. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. Conceito b. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. 101 . políticas. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. Práticas mitigadoras i. Conceito b. EFEITO ESTUFA a. Principais agravantes do Efeito Estufa i. Práticas mitigadoras e. políticos ii. Formação do Efeito Estufa c. Gerais (industriais. Como afeta as atividades agrícolas d. FOTOPERIODISMO a. CAMADA DE OZÔNIO a. impreterivelmente. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. etc) ii.

102 . ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f.4. Exemplos práticos de utilização f. Como é feito o zoneamento agroclimático c. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. QUEBRA-VENTOS a. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d. Conceito b. Conceito b. Utilização Agronômica dos QV c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. 5. Exemplo prático de utilização de QV g. Como fazer um QV d. Tipos de Espécies de QV e.

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