FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

etc. existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. também é conhecida como Ciências Atmosféricas. A palavra Meteorologia vem do grego. e estrago na colheita. a seca resulta na falta de água. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. universidades. previsão de relâmpagos. para o setor agrícola. clima (Climatologia). entre outras podemos citar: a. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. O meteorologista pode atuar em diversas áreas. Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. hidrologia (Hidrometeorologia). Mas a Meteorologia não faz só isso. meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). biologia (Biometeorologia). entre outras. etc. c.METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. b. interação ar-mar (interações com a Oceanografia). ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. Por exemplo. Pesquisas atmosféricas em laboratórios. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. aumento do potencial de incêndios. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). aviação. previsão de eventos extremos como furacões e tornados.

é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas. também conhecida como Agrometeorologia. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 . Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2.METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7.

FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. PRESSÁO ATM. CHUVA. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. ATIVIDADE ANTRÓPICA. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. etc. VENTO.: TEMPERATURA. hídricas e fotoperiódicas. ÓRBITA TERRESTRE). 6 . NEBULOSIDADE. UMIDADE. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. VULCANISMO.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES. etc. levando-se em conta as exigências térmicas. Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola.

A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. enxerga o Sol 24 horas por dia.0º). mais frio será e quanto menor a altitude.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . mesmo ao meio dia. enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. mais quente será. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . no verão. ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. mais frio será. 7 . parece o Sol do início da manhã. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude.90º norte ou sul). mas ele está sempre inclinado e. isto é. mais quente. Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. entre outros motivos. Por exemplo. No inverno não se vê o Sol. Além disso. entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. Isto ocorre. porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. Quem está muito próximo dos pólos. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor.

a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas. o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). menor será o calor acumulado. 8 . os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. Ao atingirem a superfície. Por sua vez. Quanto maior a reflexão.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares.

correntes oceânicas. etc). cultivo protegido. altitude. em que a topografia condiciona o topo-clima. atuação de massas de ar e frentes. adensamento de plantio. oceanalidade/continentalidade. devido aos fatores geográficos. Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno. TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. como a latitude. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. 9 . A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. ou seja. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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ÀS PLANTAS. ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES. É ISOTÉRMICA (~0ºC). ESPESSURA: 3 km. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO.000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES.5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES. ESPESSURA: ~10 km. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA.TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES.” 13 . O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO. É ISOTÉRMICA (~0ºC). MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC). ESPESSURA: 3 – 5 km.

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0 +2. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS.5 +5. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2.0 -3.0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE.5 +3. A UMA TEMPERATURA DE 25° C.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO). DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km.0 -3. PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .0 +10. RESPONDA 1.

As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas.MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. o afélio (152 x 106 km). O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. em aproximadamente 4 de julho. Isto significa que a altura do Sol.Posições relativas do sol 16 . Figura 1 . Figura 2 . A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante. o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte. A posição mais próxima ao Sol. para uma dada hora do dia (por exemplo. Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol. meio dia) varia no decorrer do ano. o periélio (147x 106 km).Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica).

os dias mais curtos e há menos radiação solar. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol. Primeiro. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. eles são mais concentrados. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. a altura do Sol varia com a latitude. os dias mais longos e há mais radiação solar. Se a altura do sol decresce. Como a Terra é curva. Fig. Se a altura do Sol é pequena.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. 2) e a radiação solar sofre maior absorção. Segundo. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. mais espalhada e menos intensa a radiação. o que reduz sua intensidade na superfície. Quando menor a altura solar. reflexão ou espalhamento.Variação da altura do Sol com a latitude. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. 17 . 3. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). Fig. 4. Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer). A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração). No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio). No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig. 4).Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . Este é o solstício de inverno para o HS.

SOLSTÍCIOS 20 .

Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N). REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 .EQUINÓCIOS Além da variação temporal. sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra.

mas não pode saber o valor exato da mesma. de dados meteorológicos precisos.br) 22 . Porém. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. e) Velocidade e direção do vento. Neste caso. porém cada medida necessita de uma leitura. f) Altura da base das nuvens. facilidade de manejo e solidez de construção. Estas observações se denominam observações sensoriais. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. antes de tudo. b) Temperatura do ar. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. h) Quantidade de evaporação. c) Pressão atmosférica. De acordo com o modo de realizar a leitura. as observações se chamam observações instrumentais. Por exemplo. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. precisão. d) Umidade. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. g) Quantidade de chuva.edu. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. da água e do solo. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. Os primeiros são mais precisos.cefetsc. para o qual é necessário consultar um instrumento. Por exemplo. i) Radiação solar. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel.

por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Umidade relativa . 23 .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos.Evaporação .Temperaturas extremas .Temperatura do momento .Precipitação .ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: .

Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação. vento.Termômetro de Máxima . PLUVIÓGRAFO 24 . Os instrumentos que ficam dentro da casa são: . alcance visual de pista(visibilidade). pressão. cobertura de céu nublado.Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. umidade.Higrotermógrafo .Termômetro de Mínima . As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro.As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura. altura de nuvens até os 1500 metros. precipitação. Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum. etc. que permitem a livre circulação do ar. cujas paredes são dispostas como persianas. integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção.

que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto. é formado por dois termômetros idênticos. PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). serve essencialmente para obter a temperatura do ar. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. em milímetros (mm). 25 .É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. e o outro. um chamado "Termômetro Seco". Mede a quantidade de chuva caída. PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. chamado "Termômetro Úmido".

em alguns tipos. Mede a velocidade do vento (m/s) e. HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. A unidade usada é (cal. também a direção (em graus).cm-²). 26 .ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento.

CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1.UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. METALIZAÇÕES. NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). responsáveis pelas condições meteorológicas. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA.). NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. Por isso. a litosfera e a biosfera. ETC. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. ISTO É. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. 2. pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). DURANTE UM MINUTO.RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) . designadamente a atmosfera. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. EXPRIME-SE EM METROS. 27 . devem a sua origem e as suas características à radiação solar. 4. pelas circulações oceânicas. Todos os componentes do sistema climático. 3. MILÍMETROS. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. a hidrosfera. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A).

REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO).5. 6. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO. POR OUTRO LADO. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. 9. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. VARIA DE 0 a 1. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. 7. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE. 28 . a+r+t=1 8. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER.

deserto Grama Floresta Neve (limpa. marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 . seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha.Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia.

DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS. CHUVA. PRESSÃO. 30 .CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS. AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. VENTO. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra.

PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 . APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA. ENTÃO CERCA DE 500s (8. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1.ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I. 31 . OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL.

ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2. NA ALTA ATMOSFERA. DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. PELA DISPERSÃO. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. .EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE.

É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). NESTE CASO. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. VINDO DE TODOS OS LADOS. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. 33 . ENTÃO. COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE. COM A ATMOSFERA LIMPA. A REFLEXÃO. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA.

BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA . OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .

dia) 35 .DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .média anual típica (Wh/m2.

A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). encontrandose. Esta. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. por sua vez. POR MEIO DE ONDAS. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. por isso. Ao ser absorvida pela Terra. 2. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. b. a radiação solar converte-se em energia calorífica. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. aquecendo a superfície terrestre.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. OU SEJA. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. em equilíbrio térmico. emite a mesma quantidade de energia que recebe. a. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3.

nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. Vamos examinar este balanço na abaixo. As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). por sua vez. As restantes 70 unidades são absorvidas. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. 37 . por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. caso contrário. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. A superfície.Como resultado deste processo. irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. Portanto. usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades).BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades).

7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis.4 a 0.4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM.2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0. verdes e parte das vermelhas 0. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .2 a 0.

COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar. 39 . em diferentes comprimentos de onda.

vegetação etc. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. já que a água do mar filtra a radiação. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. que ilumina tenuemente o seu espaço vital. também podem ser gorduras. Da radiação líquida disponível. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar.). A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese. Nestas pequenas formações microscópicas. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. 40 . o verde. cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. Portanto. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais. porém. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. Dentro do espectro absorvido.

GERMINAÇÃO DE SEMENTES. MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO.72 > λ > 0.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS. O TRECHO PRÓXIMO À 1.51 > λ > 0. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA. 2ª BANDA (1.40 > λ > 0.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS. 4ª BANDA (0.0 > λ > 0.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA.61 > λ > 0. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA.315 > λ > 0.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1. 7ª BANDA (0. 3ª BANDA (0.72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. 41 . CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS. 6ª BANDA (0.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES). 5ª BANDA (0.

como a UV-B. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre. O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona. mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B. entre 280 e 320nm. 42 .

DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. SORGO. MÉDIA E MÁXIMA. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. CENTEIO. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO. TRIGO. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA. ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. EM CAMADAS DISTINTAS.

A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1.0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO).. PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO). VENTOS. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). AEROSÓIS. NEBULOSIDADE. 44 . A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES.5 A 2. POEIRA. NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA. ETC. A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA. VAPOR D’ÁGUA.

BATATA. O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO.FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) .TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO. PIMENTA) 45 . FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE.

46 . TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL. A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS.

TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. ACUMULADO DURANTE O DIA. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . TRIGO: 2000°C. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. CEVADA = 1700°C. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. MAIOR EFICIÊNCIA). É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. RESPOSTA LINEAR. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL.

LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS.00 NOVEMBRO = 70.00 DEZEMBRO = 80.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP.5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50.00 OUTUBRO = 60. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE.00 JANEIRO = 40. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO.00 48 . QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO. VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO).

NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. EXISTENTE NA ATMOSFERA. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. 49 .

Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR.MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS. GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA. EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO. PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts. 50 . EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA).

EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO). ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO. PRÓXIMO À 100%.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE.

GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .

EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. 53 . O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. O vento. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. proporcionando melhores condições para a produção. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. A manipulação do solo. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO. maior será a velocidade de deslocamento. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. que é o ar em movimento. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões.

b. Regiões Polares: Ventos de Leste. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul). MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera. sendo função dos gradientes de pressão.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. Classificação dos Ventos em nível Global 54 . c. é possível se verificar uma certa tendência: a. Meso e Micro. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície.

vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite.vento que sopra de dia. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). e conseqüente diferença de pressão. Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia). Brisa marítima . sistema orográfico e topografia. formando-se nos cumes baixas pressões. Ventos Foehn ou Chinook. a terra aquece mais rapidamente. Brisa do vale . os cumes arrefecem mais rapidamente. formando-se aí altas pressões e nos vales. que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões. configuração da encosta. Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia). formam-se baixas pressões. do mar para terra.sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale. Durante o dia.MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado. entre continentes e oceanos. Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. 55 . Brisa da montanha .entre a superfície aquosa e terrestre. com um arrefecimento mais lento. variando diariamente ou sazonalmente.

formando-se aqui altas pressões. objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. porém.vento que sopra de noite. enquanto a água arrefece mais lentamente. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 . etc. criando-se no mar baixas pressões. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas. com menor magnitude do fenômeno. áreas irrigadas e não irrigadas. da terra para o mar.Brisa terrestre . Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente.

varia com a rugosidade. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. TRANSPIRAÇÃO a. τ= força tangencial. É variável conforme a espécie vegetal c. Zo= parâmetro de rugosidade. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 . que é determinada pela área exposta f. Em condições normais. cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. por exemplo. Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. k=constante de von Karman de valor 0. Ex. ρ= densidade do ar. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. o que favorece a fotossíntese b. a irrigação por aspersão. Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. τ1/2 /ρ .40. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. ln . O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. ABSORÇÃO DE CO2 a.

O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 .  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. com oito direções fundamentais: N. SE. ii. Estudo com a cana de açúcar (HARTT. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1.b. NO.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c. S. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. NE. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d.  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h. 1963): i.6 km/h. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3. SO E O. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO. sendo que 1 m/s = 3.

59 . Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. Dispersão de esporos. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. quando o ar se torna mais denso. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. Renovação do ar próximos às plantas. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. amenizando assim o efeito da temperatura. pólen. atuando como substância de arrefecimento. sementes. Fonte limpa e renovável de energia. sendo decisivo na implantação de projetos. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. Translocação de vapor d’água. podendo ser muito utilizada no campo. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado.velocidade média do vento.

permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias.  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento. resultando em diminuição de ganho de peso.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas.  Desfolha por efeito mecânico do vento.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese. 60 .  Conseqüente diminuição da produtividade. constituindo um acelerador do processo de desertificação.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais.

Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. através da utilização de quebra-ventos. principalmente. 61 . mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. interferindo no crescimento de culturas e animais. para que as atividades agrícolas sejam viáveis. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores. sejam eles naturais ou artificiais. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais. sendo necessário a proteção das culturas.

Ex. principalmente em regiões planas. sorgo. grevílea e milho. que passa a viver num ambiente menos estressante. eucalipto. promovendo uma certa diversidade biológica. Ex: milho. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. bananeira.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. Desse modo. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. 62 . o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal. Seringueira. cana-deaçúcar. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. pinus. capim. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. Permanentes: árvores.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. Geralmente.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. Ex: grevílea. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. minimizando o processo de desertificação. repercutindo na produtividade. c. b. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. com menor demanda atmosférica por água. principalmente a luminosidade e o vento. ajudando também na contenção de dunas.

Ex: sombrites e ripados. Energia eólica 63 . moer grãos e serrar madeira. ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica. para a realização de tarefas como bombear água. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. Quando captada. em energia elétrica. pois dependem da durabilidade do produto empregado. sendo temporários. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. que gira o rotor.

derrubada de vegetação. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. trovoadas. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. curta duração. inundação). Pela forte intensidade. 64 . caracterizamse pela intensidade moderada. quantidade. carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. provocam muitos danos (erosão. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. É resultado da diferença de temperatura. após a evaporação e condensação. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). podendo ocorrer descargas elétricas. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. tamanho. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. completando o ciclo hidrológico. longa duração (dias) e sem horário predominante. ventos fortes e granizos.

denominada altura de precipitação. em decorrencia da precipitação. é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura.Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal. indicando os totais mensais. 65 . através da expressão: h = 10 .

Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. equinócio de primavera é menos chuvoso. não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos. Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. Região Norte: precipitações mensais elevadas. com época mais chuvosa no equinócio de primavera. 66 . em torno do solsticio de verão.

FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. aumentando de tamanho e formando as névoas.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. nuvens. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. O processo de condensação pode ser descontínuo. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. ALÉM DE POEIRA. orvalho e geadas. 67 . e que são chamadas de núcleo de condensação. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. PARTÍCULAS DE GELO. produzidos nos centros urbanos e industriais. etc. OU DE AMBAS. nevoeiros. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação.

As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. maior a condensação. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento.  Cumuloninbus 68 . Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. São sempre brancas. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2. Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes. dimensão. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM. Quanto mais núcleos.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. Stratocumulus. número e distribuição no espaço. mesmo com Umidade Relativa baixa.

Classificação das Nuvens 69 .

A cúpula borbulhante. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. ao contrário da bruma. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). que é constituída por gotículas de água . Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. quando o sol está fortemente aquecido. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. As nuvens de gelo tais como os cirros. colocando-se a eles. Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. antes de penetrar completamente nela. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. que tem movimento horizontal. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. característica dos cúmulos em desenvolvimento. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. Contudo. congelando instantaneamente. formadas entre 5 e 11Km. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo.Após o congelamento estas nuvens tendem. Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . Em condições instáveis. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. Cúmulos (cu) 70 . das extensões de maior altitude.Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. Crescem a partir de cúmulos grandes. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. anunciando a chegada de tempo instável. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. enquanto o sol aquece. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa.

Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. tem a base a cerca de 400metros. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. ou ainda mais abaixo. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. sobre uma superfície plana e uniforme. formam-se acima dos estratocúmulos. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. produzida por este. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. ou neve fraca a maior altitude. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. mas podem provocar chuvisco. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. a temperaturas acima do ponto de congelamento. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. forte e contínua. dos altostratos que engrossam e descem. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. A força do vento molda-os em filamentos delicados. ou neve. os contornos são nítidos. e inversamente. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . podem transformar-se em nimbostratos. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. às vezes listrada. quase sempre com porções escuras. baixa e cinzenta. de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. muitas vezes sombria.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. Altocúmulos Os Altocúmulos. Quando é possível ver o sol através dos estratos. pela aproximação de uma frente. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. no ar frio e úmido subjacente. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. separadas por vezes por porções de céu descoberto. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. que se estendem até perder de vista. fria. com base entre os 900 metros e os 3 km. separando duas massas de ar úmido e resultam. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. e logo empurradas pelo vento. neste caso. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. cinzenta. pois estão mais altos e mais longe. Num dia de sol. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. mas sem o deixar ver claramente. as nuvens causadoras de chuva. Formam-se em condições de atmosfera estável. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. cai numa camada mais quente. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. abaixo da base da nuvem.. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. mas onde o vento à superfície mantém. quando a chuva. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. o ar quente é obrigado a subir. com a base entre os 2Km e 6Km. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. "rabos de égua": 71 . nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. ao mesmo tempo em que a arrefece. ou neve fraca mas persistente. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. Quando estas nuvens são espessas. constituídas por massas globulares ou em rolos. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos.Estratos(st) A camada nebulosa. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. designada por estrato. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. Dá lugar a chuva ou neve.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas.

Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. mais leves e finos. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. à medida que o avião atravessa a nuvem. 72 . atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. que pode durar horas e até dias seguidos. como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa.Um dia de chuva Nuvens sombrias. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. que pouco mais é que neblina. tendem a dar chuva mais lenta e persistente. que chegam aos 15 Km de altitude. são sinal certo de chuva iminente. Lençóis de nimbostratos. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. despejarem numa tarde um dilúvio. que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. cor de carvão.

que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. Na região dos cerrados. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. num determinado intervalo de tempo. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. iniciou uma série de estudos. I= irrigação. PENMAN (1948). que são verificados no solo nu. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. CAMARGO (1966). Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. ES = escoamento superficial. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. Destes. corresponde à evapotranspiração potencial do período.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. D = drenagem. Evapotranspiração é. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. 73 . Em 1944. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. e no crescimento das plantas. contribuindo para a melhoria das condições de produção. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). então.  = variação no S armazenamento de água no solo. cobrindo totalmente o solo.

participa de suas atividades biológicas. do ponto de vista agronômico. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. utilizando uma energia externa. que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. do sistema solo-planta para a atmosfera. para atender à demanda evaporante da atmosfera. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. A evaporação é uma perda indesejável. Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. Evapotranspiração 74 . o calor. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa.

de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. 5. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. fertilidade e disponibilidade de água no solo. 3. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. 4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1. sob as condições normais de cultivo. isto é. cobrindo completamente o solo. 2. Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. ETR será sempre menor ou igual a ETP. 3. 5. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. em fase de crescimento ativo. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. 4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. 2. 1981). de pequeno porte. 75 . 1956).

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. Figura 3 – Modelos de TDR 79 . que mede a condutividade hidráulica do solo.Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo. e dá a resposta em termos de umidade.

construído normalmente de aço galvanizado. estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. dado pela equação: ET0 = EvTA . A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. 1995). Para transformar esses dados em evapotranspiração. Por meio da evaporação do tanque (EAC). prático e econômico (STONE & SILVEIRA. O Tanque Classe A é preciso. Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque. Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . assentado sobre um poço tranqüilizador.

Nas áreas que possuem dados de temperatura. Blaney & Criddle. etc. Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. Diretos) 81 . umidade. Monteith) Thornthwaite. Hargreaves & Samani.EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração. 1992). pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA.Fator relacionado com a temperatura Rn . vento e insolação ou radiação. (ea – ed) Onde: ET0 . Rn + (1 – W) . é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . { W . Makkink.Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO. que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos.Fator de correção W . A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman.Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c .Radiação líquida f (u). f (u) .

e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo.COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência). Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 . Exemplo de Gráfico para Kc.

Conservação ambiental: água e energia.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. etc. água. fertilizantes. 83 . etc. redução de contaminação do lençol freático. energia. manutenção. Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico.

Armazenamento da água da chuva. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). Zoneamento agroclimático. numa região. ao longo do ano. Consumo hídrico de diferentes culturas. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. 84 . Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. Como calcular. na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO.

azul claro. Um dos componentes mais importantes do ar.Em meteorologia.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. ADVECÇÃO FRIA . o padrão de pressão é de 1. seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos. ANEMÔMETRO .Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e.Instrumento que mede a velocidade e força do vento. É criado por refração. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius. A observação é usada para informar à população. ALTOCUMULUS . muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. é o oposto de uma área de baixa pressão.Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. ALTITUDE .Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. ATMOSFERA . o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular. ionospera e exosfera. projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol.013.946%.Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área. estratosfera. é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície.033%. às vezes. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. onde.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem.Termo usado para definir um clima extremamente seco.000 e 18. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra. ALTAS LATITUDES . É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. ou sobre o nível do mar. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. de cristais de gelo. Virga também provém destas nuvens. ou altocumulus lenticularis. ou 29.000 metros (8. ALTOSTRATUS . O altímetro é ajustado com a aeronave no chão.000 e 20. ATMOSFERA PADRÃO . ALBEDO . pelo reflexo total e pela dispersão da luz. ALERTA DE FURACÃO .Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. é o vapor de água (H2O).09%. é geralmente encontrada entre 2.Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz. AJUSTE DE ALTÍMETRO .O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO).92 polegadas de mercúrio. sobre o local. e violeta). ALTÍMETRO . chuvas e condensação.000 metros (15. a intensidade e o movimento da tempestade. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. 85 .Estrutura semelhante a uma caixa ventilada. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol. ADVECÇÃO QUENTE .O movimento horizontal do ar mais frio em um local. Do branco ao cinzento.Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento). oxigênio (O2) a 20. Pode formar vários sub-tipos. Também conhecida como área de alta pressão.000 pés) de altitude . Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte. amarelo.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus. e a variação da temperatura é de -6. ou num grupo de ilhas. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78. efetivamente. A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência. ALTÍMETRO DE PRESSÃO . grossas e cinzentas. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão".000 pés) de altitude. Virga freqüentemente provém destas nuvens. AR . Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar.Composta de massas globulares baixas. argônio (A) a 0.300 e 5. Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve. em terra e no mar.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera.GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO . ADVECÇÃO . é encontrada entre 4.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho. ÁRIDO . É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva. nas próximas 24 a 36 horas. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. e da maioria dos gases importantes em meteorologia.Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra). mesosfera. ABSORÇÃO . verde. ou ciclone. laranja. No caso da Terra. ANTICICLONE .Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul.25 milibares.400 e 6. Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade. Isto varia de acordo com a textura.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão. Nas latitudes médias. azul. ARCO-ÍRIS . Nas latitudes média s. não existe umidade no ar. Também chamada de região polar. como altocumulus castellanus.

Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão. o que influencia o clima dessas regiões. À medida em que a pressão atmosférica aumenta.Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude.5 milímetros (0.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. quando a pressão atmosférica di minui. com ventos convergentes e circulares.5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. tanto ao norte quanto ao sul do equador. É um tubo de vidro longo. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. regiões de clima temperado. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. por um número determinado de anos. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. BARÔMETRO DE MERCÚRIO . quando não há nenhum vento ou ondulação. CICLO DA ÁGUA . Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro. As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO .Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. CEILÔMETRO . o mercúrio volta para o fundo. CHUVA .B BAIXAS LATITUDES . ou polar. para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. Também chamado de região tropical ou tórrida.Área de pressão de circulação fechada. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. ou intensifica um sistema preexistente.Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio. ou ciclone. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera. CICLONE . BATITERMÓGRAFO .Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica. BARÔMETRO ANERÓIDE . ou para elevar sua energia interna.Qualquer ciclone de origem não tropical. o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar.Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar. Possa ser chamado de um B. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. Como exemplo.5 a 12. 86 . CAVADO EQUATORIAL . CÉU CLARO . CHUVISCO . veja Barômetro aneróide.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera. às vezes. Em termos oceânicos. CALOR . Na condição de ozônio ela age como um filtro. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647).Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura. BARÓGRAFO . É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador. tornados e sistemas tropical e extratropical. é a ausência aparente de movimento da superfície de água. CICLONE TROPICAL .T. Oposto de crista. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula. BARÔMETRO . Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). que se desenvolve sobre as águas tropicais e.Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. BIOSFERA . considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local.02 polegadas). CICLOGÊNESE . feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio.O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. físico e matemático italiano. C CALMARIA . instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva. dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. A circulação fica restrita a uma região específica. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). depositando-o num tanque de mercúrio. principalmente da água em estado líquido.Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. protegendo o planeta da radiação ultravioleta. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar. CAMADA DE OZÔNIO . aberto numa ponta e fechado na outra. depois que o mercúrio desce. como os trópicos. a aproximadamente 9. CICLONE EXTRATROPICAL .Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano.Quantidade de precipitação de qualquer tipo.Um instrumento para medir a pressão atmosférica. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte.O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação.

Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z). estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical. e jatos subtropicais.Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa.000 metros de altitude (20. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis). A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3. ou pelo contato de uma substância com outra. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. raios. Com o aquecimento adicional da superfície da Terra.000 pés). é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. Em meteorologia. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. É a nuvem mais alta que se forma no céu. que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical.000 metros). ou ventos fortes e tempestuosos.000 pés de altitude (6. é o oposto de subsidência. c huva de granizo. CORRENTE DE JATO . que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança. do estado gasoso para o estado líquido. normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20.Nuvem do tipo cirrus. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia. do oeste para leste. CONVECÇÃO . Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. Cria geralmente um "céu escamado". Em números absolutos.O estudo do clima. CIRROCUMULUS . Cirrus é uma nuve m magra. Em termos oceânicos.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus). CONVERGÊNCIA . Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico. Em algumas condições atmosféricas. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa.Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica. CORREDOR DOS TORNADOS .000 e 30. COALESCÊNCIA . Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. CIRRUS . Nas latitudes médias. jatos de superfície. CISALHAMENTO DIRECIONAL . É o oposto de cavado equatorial ("trough"). ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). Clima excessivamente seco numa região específica. ou mais. CRISTA . O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6.O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. CLIMATOLOGIA .O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha. A palavra é derivada do grego. COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . usado pelas comunidades científicas e militares. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado.A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior. esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. às vezes. com as quais é associada no céu. CIRCULAÇÃO . CIRRUSTRATUS . É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. CUMULUS . CONDUÇÃO . Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo. Inclui dados climáticos. mas o topo pode variar em altura.000 e 9. CÚMULUNIMBUS . com a aparência de um lenço l plano e fibroso. gerando um efeito ondulado. klima. e que se movimenta de forma circular organizada. ocasionalmente. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área.Área alongada de alta pressão atmosférica. com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera. trovões e. depressão tropical.000 pés).Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. tornados. porém. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. composta de cristais de gelo. CONDENSAÇÃO . as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo.Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. CLIMA . a partir da base (fundo) para cima.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA .Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). Oposto do circulação ascendente ("upslope").Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical. furacão ou tufão.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. Às vezes é confundida com altocumulus. ou delgada.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. se formam em alturas excessivas. Oposto de divergência. jatos polares. Também chamada de nuvem de temporal. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. Quando vistos da superfície da Terra. tempestade tropical. uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais.subtropicais. na troposfera. Também é um dos três tipos de nuvem alta. É o processo físico oposto ao da evaporação.

pelo rompimento de uma represa.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. Abrange 0.Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. DEPRESSÃO . sendo. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt.Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K. um termo descritivo. É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. Embora possa produzir garoa ou neve. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. No Hemisfério Norte. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. ESCALA SINÓTICA . E EFEITO CORIOLIS . com um movimento descendente do ar suspenso. com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. caracteristicamente. Barão de Largs (1824-1907). ou menos. no alto. Kelvin. A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857).Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. no nível do mar.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. ESTRATOS . físico e matemático escocês nascido na Irlanda.033%. ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical.0 graus Celsius ou 39. cinzenta e baixa. Foi criada por Anders Celsius em 1742. Em oceanografia.O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. meso-escala e tempestades. ENCHENTE REPENTINA . tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. Oposto de convergência. conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. interrompendo seu processo de ascenção.Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera. que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. ou cavado equatorial ("trough"). mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. talvez. a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius".Distância vertical sobre o nível médio do mar. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa. Divergência a níveis mais baixos está associada. ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . Tendo. um ou mais isóbaras fechadas. 60 quilômetros por hora (33 nós).Escala de temperatura em que a água. É usada principalmente para propósitos científicos. É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. O mesmo que centígrado. raramente produz 88 .2 graus Fahrenheit. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. Contrasta com macro-escala. ESCALA DE BEAUFORT . e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA . a mais comum de todas as nuvens baixas. e m geral. Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736).500 metros de altitude acima da superfície da Terra. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) . o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul.Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento.Em meteorologia. é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão. Em 1948.maiores. É grossa . Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus.Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água. é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra. EQUINÓCIO . EL NIÑO . DIVERGÊNCIA . EQUADOR . ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. uma baixa. o qual é composto da velocidade de vento. EFEITO ESTUFA . Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta.Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. É baseado na Força ou Número de Beaufort. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas.Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. no máximo. DEPRESSÃO TROPICAL . D DENSIDADE . Apresentada em 1848 por William T.Inundação que acontece muito rapidamente.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO .Ciclone tropical. enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. Dias e noites são quase iguais em duração.

Geralmente. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas. como cumulunimbus. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. uma linha de tormenta pode antecipar a frente.Precipitação que se origina de nuvens convectivas. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . criando uma frente. FRENTE POLAR . de forma muito rápida. como a água. a pressão atmosférica sobe e.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. Veja Frente Fria e Frente Quente. quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. ou nenhuma fronteira distinta.O término ou "morte" de uma frente.Fronteira quase sempre semi-contínua. FUMAÇA .Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura.Nascimento ou criação de uma frente. É composto da evaporação do líquido. ar úmido e frio e ar seco.Condição marcada por temperatura realmente baixa. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. assim como chuvas convectivas e temporais. a temperatura e a umidade diminuem.A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. no Oceano Atlântico Norte.Frente que é quase estacionária.Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. como vapor de água. é transformado em estado gasoso. FRONTOGÊNESE . ao avançar.Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. FRENTE ESTACIONÁRIA .Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). ou "água sólida". É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar.O processo físico pelo qual um líquido. a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. o ar fica claro depois da passagem da frente.Forma sólida de água. É també m conhecida como frente estacionária. Veja escalas em Celsius. mar caribenho. acrescida da transpiração das plantas. o que normalmente implica temperaturas diferentes. Geralmente. quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. a área de convergência entre calor. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. Veja Frente fria e Frente quente. Precipitação em forma de chuva. Veja Frente Oclusa e Frente Quente. como o fluxo do vapor de água. bolas de gelo e granizo. ou garoa. o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. com a passagem de uma frente quente. são considerados granizo. FRONTÓLISE . nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. ou granizo mole. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. FRIO . Também conhecida como frente semi-estacionária. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar. ou quando as partículas maiores se dispersam. FRENTE QUENTE . Em geral. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). F FOTOS DE SATÉLITE .precipitação pesada. Neste caso. Ausência de calor. as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. EVAPORAÇÃO . É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia. ou mais). Sob temperaturas mais frias. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). Veja frente oclusa e frente fria. É o processo físico oposto de condensação. que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. com a passagem de uma frente fria. por exemplo GRANIZO . O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes. a temperatura e a umidade aumentam.Também conhecida como "oclusão". Por exemplo. ou mais. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. GRAU . FRENTE OCLUSA . FRENTE FRIA . É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. embora os ventos troquem de direção (em geral. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . neve. G GELO . bolas de neve. Oposto de frontólise. ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. FURACÃO . Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar". substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo. Fahrentheit e 89 . FRENTE . geralmente antecedem a frente na superfície. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. Bolas isoladas são chamadas de pedras.

em relação à linha do equador. LONGITUDE . uma característica semi-permanente. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. INVERSÃO . MILIBAR . Para um exemplo. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície. hidrometeorologia operacional e sinóptica. enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada. a informação deve conter.Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. MESO-ESCALA . em Greenwich. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto. Não é a temperatura atual do ar. L LANTERNA . Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. MASSA DE AR .Do ponto de vista astronômico. visibilidade. corresponde a zero grau de longitude.Localização. LATITUDE . confira o mapa dos índices de calor. J JATO SUBTROPICAL . condições atuais do tempo. na medida em que se movimenta para o sul. A pressão padrão da superfície terrestre é 1.A temperatura média de um dia. veja o mapa de frio do vento. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. É medida em graus. Segundo o Metar. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. M MAPA SINÓTICO . de um dado ponto na superfície da Terra.Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). em relação ao Meridiano Principal. I ÍNDICE DE CALOR .Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA . considerando-se a média das leituras de hora em hora ou. pode ficar mais rasa em altura.Localização. Isto inclui os MCCs. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. no mínimo: velocidade e direção dos ventos. a mais de 12.Um corpo extenso de ar.Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais. mínima das 00 e 12TMG.Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. METAR . e nos meses de Junho. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. é medida em graus .e o Meridiano Principal. condições da pista. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. as temperaturas máxima. MCSs e as rajadas de vento.Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. condições do céu. Não se trata de temperatura atual do ar.Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. em geral. temperatura. LATITUDES MÉDIAS .013. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos. 90 . mais freqüentemente. aviação. Tal como a latitude. MASSA DE AR POLAR .Kelvin. semi-contínua.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado.2 milibares. Veja Tempo Médio de Greenwich.000 metros de altitude. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. MICRO-BARÓGRAFO . A região também é chamada de zona temperada. Isto ocorre nos meses de Dezembro. Para um exemplo. ponto de condensação e ajuste de altímetro.Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. de um dado ponto na superfície da Terra. METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS . dinâmica. É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. e a linha do equador está a zero grau. INVERNO . A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. entre outros. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador.

quantidade de nuvens. com o topo e a base relativamente planos. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. como temperatura. mas o tamanho comum é de 32 quilômetros. Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. Na Inglaterra. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar.151 milhas por hora.). O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO . É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. ou menos.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. NUBLADO . NÓ .Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. pressão. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. a tempestade está se intensificando. ou 1. ventos (velocidade e direção). ou mais. NUVENS ESPARSAS . de 8 a 96 quilômetros. com ventos de 56Kmh. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) . Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. NEBLINA . mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. o que. NUVEM . e grande quantidade de neve e ve nto no ar. caracterizada por um começo e um fim súbitos.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. NIMBUSTRATUS . igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem. situado em Silver Spring. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. Pode ser em estado sólido ou líquido.N NASCER DO SOL . NEVOEIRO .Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. por um número determinado de anos. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo. contudo. reduz a visibilidade para apenas 400 metros. dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. precipitação (chuva. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. Em geral. as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. The Weather Channel usa 91 . como na fumaça ou nas partículas de poeira. Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato.Medida de velocidade náutica. formas arredondadas e cilíndricas. percentagem de umidade relativa. estas nuvens podem. ou ventos que descrevem o estado da atmosfera. NEVE .Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos.e suficientes núcleos de condensação estão presentes. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. etc. pressão. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local.852 quilômetros por hora. e dura pelo menos três horas.ou quase os mesmos . NÉVOA .Precipitação congelada em forma de neve. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação.Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas. temporais. caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas. ONDA DE CALOR . Invisíveis a olho nu. aparecer em qualquer estação. freqüentemente. neve. NORMAL . Maryland.2C). É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. Núcleos de condensação. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. contate o NOAA. em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. Um nó é equivalente a 1. quando o olho começa a diminuir seu tamanho. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno.Em meteorologia.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. baixas e variações).Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. O OBSERVAÇÃO .Centro de uma tempestade tropical ou furacão. Pode variar em tamanho. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco. OLHO . Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água.Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta. NEVASCA . é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. próximas ou junto à superfície da Terra. etc. NEVADA . Para informação adicional. Nos Estados Unidos. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. na superfície da Terra ou no alto. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos . Pode durar vários dias ou várias semanas.Nuvem típica da formação de chuva ou neve.

PONTO DE CONGELAMENTO .Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. pelo menos. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica. ORVALHO . P PARCIALMENTE NUBLADO . ou centro de um ciclone tropical.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar. Abril e Maio no Hemis fério Sul. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. PERTURBAÇÃO .Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. nuvens espalhadas.Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. Na Inglaterra.M. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical.40 milímetros. situada em Genebra. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. comércio e atividades sociais. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. indústria. é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. ou mais. aquele diminui. quando a temperatura cai até o ponto de condensação. incluindo mudanças e atividades do clima. Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. a OMM tem 184 sócios.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. OZÔNIO . É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar. cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias. geralmente durante a noite. ONDA FRIA . É o oposto de fusão. Com freqüência. ou mais. predomínio de nublado. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura.Outro nome atribuído a uma ondulação a leste. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois. PAREDE DO OLHO . Fundada pelas Nações Unidas em 1951. Suíça.) . ou ciclone pequeno em tamanho e influência. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição. bem como de outros serviços de interesse público. Veja Nascer do Sol para uma comparação.Este termo tem várias aplicações.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. e que demanda cuidados especiais na agricultura. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. POLEGADAS DE MERCÚRIO . OSCILAÇÃO DO SUL ."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. tempestade tropical. ou furacão. Veja Pressão Barométrica. Do ponto de vista astronômico.01""). ciências hidrológicas e oceanográficas.Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. ou 25.É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. por um número determinado de anos.M. ou mesmo do setor privado e comercial.Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente.M. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece.M. ONDA TROPICAL . Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. Refere-se a tempo bom. OUTONO . A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 . incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. contate a OMM. a O. A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit.Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. Para mais 5informações.Área de convecção organizada. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. OXIGÊNIO . O cáculo do poente. PONTO DE EBULIÇÃO . Isto ocorre nos meses de Setembro. Em oceanografia. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647). Nos Estados Unidos. PLUVIÔMETRO . PERTURBAÇÃO TROPICAL . O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical. ou simplesmente nublado. Pode ser chamada de "fropa".os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e. Contém nuvem cumulunimbus. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. chuva intensa e ventos muito fortes. POENTE OU PÔR-DO-SOL .86 milibares. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. nuvens esparsas. PASSAGEM DE FRENTE . "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia.Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2).

Pressão atmosférica média do nível do mar.Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. Para um exemplo. é 100 graus Celsius. Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. A duração normalmente é menor do que 20 segundos.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. PRESSÃO .Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28. É também conhecida como pressão barométrica. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura. bolas de gelo. Também conhecida como pressão atmosférica. 14. Sua medida pode ser expressada em milibares.entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. neve (SHSN). RADAR DOPPLER .013.que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. bolas de neve e partículas de neve. este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul. cristais de gelo. ou 1. É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar. Também chamada de prognóstico. 760 milímetros de mercúrio. como gotas de precipitação. ou gelo (SHPE). PRIMAVERA . O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. chuva fria. RADIAÇÃO . que caem das nuvens. PSICRÔMETRO . PRESSÃO ATMOSFÉRICA . PONTO DE ORVALHO . e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu. PREVISÃO . É equivalente a 1. chuva. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. Christian Doppler que. R RADAR . Mais predomi nante quando o ar 93 . caracterizada por um começo e um fim súbitos.Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. ou 212 graus Fahrenheit. Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz.Precipitação típica do inverno. líquida ou sólida.8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. PREDOMÍNIO DE NUBLADO . Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro.7 libras por polegada quadrada.Todas as formas de água. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. 2) entre duas ou mais nuvens. ou 29. entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. neve.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. PRECIPITAÇÃO DE NEVE . RAIO .Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR . Acontece na forma de chuva (SHRA). É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar.92 polegadas de mercúrio. 3) dentro de uma única nuvem. garoa gelada. normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem.É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias. Seu volume é expressado geralmente em polegadas. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas. PRECIPITAÇÃO . Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. Sua medida pode ser expressada em milibares. Isto ocorre nos meses de Março.Medida da pressão atmosférica em condições padrões. Q QUEDA DE NEVE . ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. PRESSÃO BAROMÉTRICA . referindo-se ao estado da água . ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. mais a habilidade e experiência de um meteorologista. Do ponto de vista astronômico. ou sobre a superfície da Terra. que também são formas de radiação.Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. granizo.Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento.Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos.Aumento súbito e significativo. em 1842. RAJADA DE VENTO . PRECIPITAÇÃO REPENTINA . Rebaixamento ou movimento descendente do ar. ""Predomínio de nublado"" significa que. considerando a pressão padrão. Consiste de dois termômetros.4 quilômetros por hora). PRESSÃO DA ESTAÇÃO . O radar recebeu o nome do físico austríaco J.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg).033 gramas por centímetro quadrado. freqüentemente observado em anticiclones. ou flutuações rápidas da velocidade do vento.A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. alcançando o solo: garoa.25 milibares. O ponto de ebulição da água pura. um de bulbo molhado e outro de bulbo seco.se líquida ou sólida . Ondas de som também são radiações. veja descarga elétrica esférica.

Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. qualquer evento destrutivo do tempo. dentro e imediatamente em torno deste canal. mas são antecedidas pelo sinal mais (+). Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. TERMÔMETRO .Condições da atmosfera por um determinado período. TEMPO SEVERO . 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. gelo. Para mais informações. Não são sistemas de natureza transitória. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT). SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. Quando isto acontece. que primeiro utilizou este método de tempo mundial. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. Para o oeste. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. é um evento de micro-escala. TEMPO BOM . as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. precipitação. TORNADO . opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . então Diretor do National Hurricane Center. refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra.está mais frio e mais denso no alto. visibilidade e vento.A camada mais baixa de nuvem.Essencialmente. RESSACA .Geralmente. Registra continuamente a temperatura num mapa. umidade. um termômetro que também é um registrador. podem se transformar em tornados. São as variações de curto prazo da atmosfera. O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. As temperaturas podem chegar a mais de 10. T TEMPERATURA . TERMÓGRAFO . o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. o trovão aquece os gases da atmosfera. na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. nevascas.Ciclone tropical. casa do Observatório Real. A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar. veja Escala Saffir-Simpson. TETO . ventos tempestuosos de superfície. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. Para o leste deste meridiano. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. cujos ventos de sustentação na superfície são de.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. caracterizado por trovões.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. duração relativamente curta. turbulência.Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. Se o céu estiver totalmente obscurecido. caso o vento favoreça essa condição. no máximo.Instrumento usado para medir a temperatura. TEMPERATURA MÉDIA . como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade.Esta é uma descrição subjetiva. mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. TROVÃO . ou o tempo de uma hora separadamente. sob condições mais graves. A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. Compare com um satélite geo-estacionário. TERMÔMETRO DE BULBO SECO .Termômetro usado para medir a temperatura ambiente. desde que existam as condições certas. temperatura.000 graus Celsius em fração de segundos. Pode acontecer em qualquer parte do mundo. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. Em observações de superfície. Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. TEMPORAL COM TROVOADAS .Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. O estrondo do trovão é 94 . antecedidas pelo sinal menos ( -). S SAFFIR-SIMPSON . É também medida de calor ou de frio. Inglaterra. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte. TEMPO . ou tornados.Elevação do nível do mar. é a altura da visibilidade vertical. temporais intensos com trovoadas.VISIBILIDADE VERTICAL . quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. raios. O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). Considerado como condições agradáveis do tempo. e Robert Simpson. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). granizo. TEMPESTADE TROPICAL . engenheiro consultor.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. precipitação. com respeito ao período do ano e à localizaçã o física. que variam de moderados a extremamente fortes e que. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. Este é também o Principal Meridiano de Longitude.

enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. UMIDADE RELATIVA . em geral.Medida da nebulosidade da atmosfera. umidade e umidade específica. VENTOS DO OESTE . VENTOS CONVERGENTES .Ar que flui. VENTO . assim co mo em regiões de cisalhamento. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. pelo menos. Tipos de umidade incluem umidade absoluta. U UMIDADE . alto-estrato. a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. Julho e Agosto no Hemisfério Norte. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. É freqüentemente chamada de CAT. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. ou mais.Água em forma gasosa. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono.Dois cinturões de ventos persistentes.Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. VELOCIDADE DO VENTO . Quatro características do vento são verificadas: direção. os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul.cefetsc. e durante os meses de Dezembro. mas que evapora antes de alcançar o chão.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. tanto o efeito Coriolis. Basicamente.Quantidade de vapor de água no ar. É mais comum nas proximidades das correntes de vento. É expressado em percentagem. Durante o verão no Hemisfério Norte. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . V VAPOR DE ÁGUA . "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. ou milhas náuticas por hora. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. em baixas fechadas em grandes altitudes. ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto.br) 95 . Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo. Devido ao seu conteúdo molecular. diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. VISIBILIDADE . VIRGA . o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. ou da variação de temperatura e pressão. No Hemisfério Norte. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. ou por relatórios feitos de uma aeronave. TWISTER . num arco de 45 graus da linha do horizonte. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. velocidade. É um dos componentes mais importantes da atmosfera.Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. VERÃO . como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos. Vista a distância. é medida em nós.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. Isto ocorre durante os meses de Junho. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação.edu.Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. originários de alta pressão subtropical central. sem nenhum alerta em forma de nuvem.criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. Fonte: Weather. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador. TUFÃO . e é chamado de ciclone no Oceano Índico. onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas. TURBULÊNCIA . É o movimento atmosférico persistente dominante.Do ponto de vista astronômico. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. Pode ser medida de vários modos. Quando estão próximos da superfície da Terra. ou tornado. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros. sopram da direção sudeste. sondas meteorológicas. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL . horizontalmente sobre a superfície da Terra. que sopram do leste na direção da cavada equatorial. caracterizados por um grande poder de direção. VENTO DE LESTE . Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. embora não esteja limitada apenas a estes locais. são ventos de nível mais baixo.Movimentos irregulares e instantâneos do ar. Quando está em observação. "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. como os ventos convergentes do leste. exceto em algumas regiões tropicais.

Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. Explique como a altitude influencia na formação do clima. Em termos gerais. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. 8.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . Diferencie Tempo de Clima. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. Dê exemplos. 17. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. 16. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. Defina atmosfera terrestre. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3. 2. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. 9. Qual é a sua importância? 13. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. CO 2 e O3) da atmosfera. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). ATMOSFERA 12.

INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. Defina: a. Se um material tem albedo negativo. Diferencie solstício de equinócio. Conceitue-os. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. a sobrevivência vegetal seria impossível. Plantas de Dias Curtos. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. 29. b. em termos quantitativos? 40. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. Defina Afélio e Periélio. o que isto significa? 31. 21. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. Quais são os processos de transferência de energia (calor). 24. RADIAÇÃO SOLAR 26. ocorre transferência de calor nas plantas. Plantas de Dias Longos. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. O que é fotoperiodismo? 44. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. 97 . 42. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. Assim como na atmosfera. Discuta: sem radiação solar. O que é radiação líquida? 39. que ocorrem na atmosfera? 27. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. 41. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. três processos podem ocorrer com a energia incidente. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. 30. Descreva os três processos.

Qual é o conceito de graus-dia? 53. O que é temperatura-base ou basal? 52. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62. Conceitue umidade absoluta do ar. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. O que é termoperiodismo? 57. sabendo que.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. Calcule a umidade relativa do ar. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. em determinado dia.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). 54. 59. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60.45. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. 49. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. 61. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar. O que é temperatura? 48. 50. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. 64. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. 46. TEMPERATURA 47. Conceitue umidade relativa do ar. 98 .

Como é feita a medida de precipitação? 84. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . O que é e como se dá a formação do vento? 67. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. 76. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas.. 73. O que são nuvens e como se formam? 86. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. O que são precipitações orográficas? 81. 69.VENTO 66. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. Explique a formação dos ventos em macroescala. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. 87. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78.

Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. sob as condições normais de cultivo. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. 100 . cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade.65 se a temperatura média for maior que 22° C. Evapotranspiração Máxima 9. 100. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. Evapotranspiração Potencial 7. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. ) Evapotranspiração de determinada cultura. Relacione: 6. fertilidade e disponibilidade de água no solo. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio). isto é. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. na mesma semana. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. de pequeno porte. pelo método do Tanque Classe A. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. 99. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. Evapotranspiração De Referência 8. Evapotranspiração Da Cultura 10. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. 95.93. ( solo. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. em fase de crescimento ativo. Determine os valores da ETc para o feijão.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. em qualquer estádio de crescimento.

Na agricultura d. Formação c. Gerais (industriais. Práticas mitigadoras i. Conceito b. Formação do Efeito Estufa c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. CAMADA DE OZÔNIO a. mais a correção normal. 2. Formação c. Práticas mitigadoras e. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. FOTOPERIODISMO a. Generalistas (tecnológicas. políticos ii. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. por um outro colega. 3. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Principais agravantes do Efeito Estufa i. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. Créditos de Carbono f. EFEITO ESTUFA a. 101 . Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. impreterivelmente. visando completar o aprendizado dos alunos. Como afeta as atividades agrícolas d. Conceito b. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. políticas. tecnológicos.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. 1. econômicas. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. Conceito b. etc) ii.

Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. 5. Como é feito o zoneamento agroclimático c.4. Utilização Agronômica dos QV c. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d. Exemplos práticos de utilização f. Como fazer um QV d. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Conceito b. Exemplo prático de utilização de QV g. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Tipos de Espécies de QV e. QUEBRA-VENTOS a. Conceito b. 102 .

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