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Psicologia B

Resumo
2010/2011 – 2º Período

Jorge Barbosa
Factores Fundamentais da
Cognição Social
•  A cognição apresenta uma dimensão social,
na medida em que um grande número de
pessoas partilha uma série considerável de
noções comuns.
•  A cognição social abarca um conjunto de
processos de conhecimento e relacionamento
com os outros, dos quais se destacam:
–  as impressões,
–  as expectativas,
–  as atitudes e
–  as representações.
Factores Fundamentais
da Cognição Social
•  As impressões sociais são noções:
–  criadas no contacto com as pessoas, e que
–  nos fornecem um quadro interpretativo para
julgarmos o que elas são e como se
comportam.
•  As impressões sociais facilitam a
categorização das pessoas, ou seja,
a sua inclusão em determinadas
classes ou categorias.
Factores Fundamentais
da Cognição Social
•  O conhecimento das pessoas e a sua
categorização organizam-se em torno
de traços centrais, que constituem
uma espécie de directriz ou padrão de
caracteres que dá sentido a outros que
se lhe subordinam.
Factores Fundamentais
da Cognição Social
•  As expectativas são atitudes
psicoafectivas que, em face de certos
indícios, conduzem as pessoas a
antecipações de determinadas
ocorrências sociais.
•  Asch refere-se ao “efeito de primazia”
para designar o papel das primeiras
impressões que, à semelhança dos
traços centrais, condicionam as
cognições posteriores.
Factores Fundamentais
da Cognição Social
•  As atitude são predisposições adquiridas e
relativamente estáveis que levam as pessoas
a reagir de modo positivo ou negativo perante
objectos de natureza social.
•  As atitudes resultam de uma crença ou
elemento intelectual que, em conjugação
com o elemento emocional, gera um
elemento comportamental que consiste numa
predisposição ou intenção de fazer alguma
coisa.
Factores Fundamentais
da Cognição Social
•  Festinger designa por dissonância cognitiva
a situação de inconsistência psicológica
verificada nos casos em que o elemento
intelectual colide com o emocional,
determinando um conflito de actuação.
Factores Fundamentais
da Cognição Social
•  Representações sociais são formas de
conhecimento de objectos e fenómenos
sociais complexos, elaboradas com objectivos
práticos, e que contribuem para a constituição
de uma realidade comum a várias pessoas.
•  Designam-se por sociais porque são forjadas
na comunicação ou interacção entre
pessoas, são partilhadas por elas e são uma
espécie de programa de acção para a
comunidade.
Processos de influência entre
indivíduos

  Os principais processos de influências


interpessoais são
  a normalização,
  o conformismo e
  a obediência.
Processos de influência entre
indivíduos

  Normas sociais são escalas de


referência que definem os comportamentos
e as atitudes permitidos ou condenáveis
numa determinada comunidade.
  A normalização é o estabelecimento de
normas sociais com base na influência
recíproca dos elementos de um grupo social,
hesitantes relativamente a modos de pensar
e agir (sem normas ou com normas
imprecisas).
Processos de influência entre
indivíduos

  Designa-se por conformismo a tendência das


pessoas para aceitar as normas, isto é, para
aproximarem as suas atitudes e condutas das
dos outros elementos do grupo.
  O grau de conformismo de uma pessoa
depende de factores como:
  a confiança em si próprio,
  a unanimidade de opiniões dos elementos do grupo e
  o contacto visual.
Processos de influência entre
indivíduos

  A obediência é a tendência das pessoas para


se submeterem a ordens ditadas por outrem e
para as cumprir.
  Os factores que interferem na obediência
podem relacionar-se com
  a pessoa que dá as ordens ou
  com aquela que as cumpre.
Processos de influência entre
indivíduos

  Em relação ao ordenante, a obediência é


facilitada se for uma
  pessoa atraente,
  merecer credibilidade e
  possuir capacidades de liderança e de autoridade.
Processos de influência entre
indivíduos

  O desejo de agradar e de ser aceite são


factores associados às pessoas que obedecem,
contribuindo para incrementar a tendência a
obedecer.
  A autoconfiança da pessoa que se espera que
obedeça contribui para diminuir essa tendência.
Processos de influência entre
indivíduos
  A organização social assenta numa boa dose de
conformismo e de obediência por parte dos seus
membros constituintes.
  Contudo, inconformismo e desobediência não
são necessariamente negativos, sendo tidos como
factores de progresso social, quando alteram
costumes sem sentido ou quando são respostas a
ordens injustas e inexequíveis.
  O inconformismo considera-se ainda de modo
positivo quando se reflecte em avanço científico-
tecnológico e revoluciona de modo favorável o
campo das ideias e da arte.
Processos de relação entre
indivíduos e grupos

  Entre indivíduos e grupos


desenham-se relações sociais de:
  atracção,
  agressão e
  intimidade.
Processos de relação entre
indivíduos e grupos
  A atracção entre seres humanos é um processo
que implica um conjunto de sentimentos positivos, que
criam o desejo de aproximação entre eles, facilitados
por:
  Proximidade física,
  afinidades pessoais e culturais,
  boa aparência,
  desejo de afiliação e
  reciprocidade de sentimentos
Processos de relação entre
indivíduos e grupos
  Considera-se agressão qualquer comportamento
físico ou verbal realizado por um indivíduo com a
intenção de provocar sofrimento, dor ou prejuízo a
pessoas, a objectos ou a si mesmo.
  Além de poder ser desencadeada por outras
situações, a agressividade tem origem
  na aprendizagem social,
  na frustração e
  no efeito cumulativo de contrariedades.
Processos de relação entre
indivíduos e grupos
  A intimidade é um estado de proximidade
emocional entre pessoas caracterizado por uma
comunicação estabelecida com autenticidade e sem
qualquer intenção de manipular.
  O amor é o caso de intimidade por excelência,
podendo revestir-se de vários cambiantes: maternal,
paternal, filial, fraternal, romântico, apaixonado,
amistoso, amor ao próximo, etc.
Processos de relação entre
indivíduos e grupos
  Para além da afeição e do respeito, características
próprias do gostar, o amor exige:
  vinculação ou apego ao outro,
  preocupação e
  responsabilização por ele e ainda
  intimidade ou comunicação profunda e
empática.
Processos de relação entre
indivíduos e grupos
  Sternberg apresenta uma classificação de
modelos de amor alargada, dependendo cada um
deles da presença ou ausência dos factores
  intimidade,
  paixão e
  compromisso.
Processos de relação entre
indivíduos e grupos
  Na relação entre indivíduos e grupos são vulgares
  os estereótipos, resultantes da
categorização social,
  os preconceitos, derivados da visão
estereotipada da sociedade, e ainda
  os fenómenos de discriminação,
manifestações visíveis dos preconceitos.
Processos de relação entre
indivíduos e grupos
  Os estereótipos são:
  crenças rígidas e simplificadas acerca
de
  pessoas ou
  de grupos,
  resultantes de uma generalização abusiva e
muitas vezes inexacta e resistente a nova
informação.
Processos de relação entre
indivíduos e grupos
  Os estereótipos fixam-se e mantêm-se nos
grupos, dado serem
  “verdades” facilmente corroboradas,
  possuírem elevado poder cognitivo e
preditivo e
  serem uma espécie de hábitos sociais
na coesão do grupo e na integração dos
indivíduos.
Processos de relação entre
indivíduos e grupos
  Preconceitos são
  atitudes em relação a uma pessoa,
  atribuindo-lhe caracteres do grupo a que
pertence,
  mas sem que se tenha informação
suficiente a seu respeito.
  Os preconceitos encontram-se normalmente
carregados de hostilidade, que na prática se traduz
em atitudes discriminatórias lançadas contra
minorias, geradoras de instabilidade e de conflitos
sociais.
Modelo Bioecológico do Desenvolvimento
Humano de Bronfenbrenner

Contextos de vida
Contextos de Vida

•  HOLISMO
•  O holismo é uma teoria segundo a qual a realidade
existente só se compreende como um todo global e
não com um conjunto de aspectos isolados

Bronfenbrenner

Urie Bronfenbrenner propõe uma teoria ecológica


explicativa do desenvolvimento, de inspiração
holística, que pressupõe vários ambientes ou
sistemas e subsistemas, articulados entre si de
modo dinâmico.
Contextos de Vida

HOLISMO
•  MODELO DE BRONFENBRENNER

MICOSSISTEMA MESOSSSISTEMA EXOSSISTEMA MACROSSISTEMA

O desenvolvimento é perspectivado de forma inédita,


relevando os diversos contextos de que o ser
humano faz parte integrante e as suas interacções: o
micro, o meso, o exo e o macrossistema.
Contextos de Vida

•  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER

MICROSSISTEMA

•  O primeiro é o microssistema, contexto em que


as interacções com o ser humano se exercem de
modo directo e imediato.
Contextos de Vida

•  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER

MESOSSISTEMA

O mesossistema refere-se aos vários


microssistemas em que cada pessoa se insere,
bem como às interacções que entre eles se
estabelecem.
Contextos de Vida

•  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER

EXOSSISTEMA

O exossistema compreende os ambientes não


frequentados por um determinado ser humano, mas
que dão apoio às actividades de outras pessoas
que com ele interagem
Contextos de Vida

•  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER

MACROSSISTEMA

O macrossistema diz respeito à cultura, com as


cognições, as atitudes, os valores, as normas, os
credos religiosos, os instrumentos e outros recursos
técnicos, plataforma muito geral a interagir e
condicionar todos os outros ambientes.
Contextos de Vida

•  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER

•  Directa ou indirectamente, o ser humano


interage com todos os sistemas, podendo daqui
surgir efeitos positivos, caso incrementem o seu
desenvolvimento, ou negativos, se se lhe opõem
ou o dificultam.
•  Em períodos de crise, os suportes ou apoios
sociais, sejam eles de natureza material ou
psicológica, são fundamentais para ajudar a
solucionar os problemas.
Contextos de Vida

•  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER

•  As mudanças próprias do desenvolvimento dão-


se num sistema contínuo de reciprocidades
estabelecidas entre as pessoas e os contextos de
vida.
•  Um sistema semelhante de reciprocidade é
desenhado entre os diversos contextos, em que
uns agem sobre os outros.
•  A influência de cada microssistema é de
natureza complexa, resultante das interacções que
estabeleceu com outros sistemas.
Contextos de Vida

•  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER

•  Contextos e ser humano formam uma rede ou


configuração de relações e influências que se
exercem entre sistemas que, progressivamente, se
vão integrando em ambientes mais amplos.
•  Designa-se por rede social o sistema articulado
de pessoas ou grupos que conjugam esforços para
resolver problemas comunitários.
•  Cada ser humano é aquilo que é e comporta-se
da maneira como se comporta em virtude das
múltiplas interacções que se estabelece entre ele e
os contextos e entre os próprios contextos entre si.
Contextos de Vida

•  MODELO BIOECOLÓGICO DE BRONFENBRENNER

•  Contextos como o familiar e o escolar, entre


outros, são determinantes na forma de ser e de se
comportar do ser humano.
•  Na teia de relações entre os contextos, o ser
humano não se limita a receber influências
participando activamente também na sua criação.
•  Esta criação entende-se como recriação,
resultante do modo como o ser humano interpreta
os contextos com os significados particulares que
lhes atribui.
conjunto integrado de processos
cognitivos, emocionais e conativos
  O cérebro é a base fisiológica da mente, mas o
seu conhecimento especializado não é suficiente
para esclarecer os processos que nela ocorrem.
  Outrora, a mente era perspectivada como uma
série de componentes cognitivas ou intelectuais,
independentes umas das outras.
  Tinha-se uma concepção muito restrita da
mente, associando-a a funções meramente
cognitivas, nada tendo a ver com o corpo, com a
sensibilidade e com as emoções.
•  As conclusões dos estudos feitos pelos neurocientistas atestam que a
mente é um sistema de interacções organizadas de modo complexo.
•  Estas conclusões conduzem também a um conceito mais alargado de
mente, agregando processos intelectuais, afectivos e conativos.
COGNIÇÃO

A cognição refere-se aos processos mentais ligados


ao pensamento, ou seja, à compreensão, ao
processamento e à comunicação do saber.
EMOÇÃO

A emoção refere-se a aspectos afectivos,


agradáveis ou desagradáveis, que acompanham as
nossas vivências.
CONAÇÃO

A conação refere-se à dinamização para a acção,


isto é, aos factores motivacionais e intencionais da
pessoa.
O Carácter Específico dos
Processos Cognitivos
A PERCEPÇÃO
Percepção
•  A percepção liga-nos ao mundo: é ela que
organiza e interpreta as sensações de
modo a reconhecermos e identificarmos o
que se passa à nossa volta.
•  As sensações são os modos apropriados
de os órgãos dos sentidos captarem as
impressões provenientes dos estímulos
exteriores.
•  Captar é diferente de interpretar: as
sensações apenas dão conta de que algo
exterior nos impressiona os órgãos dos
sentidos.
Percepção
•  A percepção, processo cognitivo que
envolve a participação de áreas
específicas do córtex cerebral, é que
interpreta as sensações.
•  Não percepcionamos todos os estímulos,
o que nos beneficia, evitando que
possamos cair num estado de confusão
mental.
•  A possibilidade de alguns estímulos
atingirem o cérebro e outros não deve-se
a uma espécie de filtro seleccionador
designado por atenção.
Percepção
•  A atenção é condicionada por vários
factores:
–  externos, inerentes aos estímulos do meio:
•  Intensidade dos estímulos
•  Contraste
•  Luminosidade
•  Movimento.
–  internos, inerentes ao ser humano:
•  Motivações,
•  Hábitos,
•  Expectativas,
•  Estatuto social e a profissão.
Percepção
•  Segundo os psicólogos da gestalt (teoria
da forma), a percepção é sempre de
figuras ou formas salientes ou vivas que
se inscrevem em fundos reentrantes e
neutros.
•  A percepção como organização de
estímulos é facilitada pela segregação
processada no campo perceptivo entre a
figura e o fundo.
Percepção
•  Quando o contraste entre a figura e o
fundo se atenua, torna-se mais difícil
interpretar o que percepcionamos,
havendo casos de:
–  indiferenciação figura-fundo,
–  reversibilidade figura-fundo e
–  ambiguidade da figura.
Percepção
•  Quando o contraste entre a figura e o
fundo se atenua, torna-se mais difícil
interpretar o que percepcionamos,
havendo casos de:
–  indiferenciação figura-fundo,
–  reversibilidade figura-fundo e
–  ambiguidade da figura.
Percepção

•  A tendência inata do ser humano é de


organizar os estímulos de modo a
construir boas formas, ou seja, figuras
–  simples,
–  regulares e
–  simétricas.
Percepção
•  Nesta organização, o ser humano
obedece a leis, designadas por leis da
gestalt ou leis da percepção, que explicam
a estruturação de boas formas:
–  o fechamento,
–  a continuidade ou bom prolongamento,
–  a semelhança e
–  a proximidade.
Percepção
•  Na leitura que fazemos do mundo, temos
tendência a resistir a certas mudanças,
percepcionando as coisas como se estas
se mantivessem constantes.
•  A constância perceptiva manifesta-se em
relação
–  à grandeza,
–  à cor e
–  à forma dos objectos,
•  e impede-nos de viver num mundo em que
as mudanças verificadas o tornariam
irreconhecível.
Percepção
•  A percepção é uma construção cerebral de cada
um, pelo que a objectividade do mundo é
interpretada subjectivamente, em função dos
significados que cada um atribui ao que o rodeia.
•  Entre os factores de significação, contam-se:
–  a idade,
–  o sexo,
–  as motivações,
–  a profissão,
–  a experiência anterior,
–  as expectativas,
–  o estatuto social, etc.
Percepção
•  O facto de, ao percepcionar, cada sujeito
projectar significações no que o rodeia, faz com
que a percepção, mais do que uma cópia do
mundo, seja uma construção recriada desse
mesmo mundo.
•  Há casos em que o campo perceptivo se
organiza de tal modo que, ao interpretar o real, o
ser humano comete erros involuntários.
•  Tais erros designam-se por ilusões, e são
provocados por uma espécie de forças
Dinâmicas próprias dos campos perceptivos, e
não dos sujeitos.
Psic
olog
ia!
APRENDIZAGEM  
APRENDIZAGEM  

•  O comportamental, As mudanças que Conjunto das


vocacionado para o ocorrem devido à alterações processadas
fazer; e maturação fisiológica, pela experiência, pelo
• O cognitivo, ao cansaço, a treino ou pelo estudo, e
vocacionado para o acidentes, a doenças, que incidem no
pensar. ao álcool ou às drogas comportamento ou no
conhecimento.

Dois Modelos da Não se inscrevem no  Designa-se por


Aprendizagem conceito de aprendizagem  
aprendizagem
APRENDIZAGEM   SCENE

Dois Grandes Modelos Teóricos

Modelo Comportamental Modelo Cognitivo

 Considera-se que o sujeito   Considera-se que o sujeito pode ter


aprendeu quando dá prova de saber aprendido sem ter oportunidade de
fazer. o mostrar na prática.
 Podem incluir-se as aprendizagens   Podem incluir-se
 pelo condicionamento clássico   a aprendizagem por insight e
e   a aprendizagem social.
 pelo condicionamento operante.
APRENDIZAGEM  
Condicionamento

Condicionamento Clássico
Condicionamento Condicionamento Operante

Baseia-se na associação de um • Sistematizado por Skinner, é uma


estímulo neutro e de um estímulo aprendizagem dinamizada pela
natural (incondicionado), de modo a obtenção do reforço, tendo na base a
que o indivíduo reaja ao primeiro da sua associação à resposta esperada.
mesma maneira como reage ao • O condicionamento operante assenta
segundo. no princípio de que
• a resposta que conduz a algo de
agradável tende a ser repetida e
• a que conduz a algo
desagradável tende a ser evitada.
APRENDIZAGEM   SCEE

Condicionamento

Condicionamento Clássico
Condicionamento Condicionamento Operante
Condicionamento

Dá-se o nome de reforço a um


• Este condicionamento foi estudado estímulo que, surgindo em
por Pavlov, que sistematizou outros consequência de um comportamento,
processos que acompanham a aumenta a probabilidade da sua
aquisição de uma nova conduta, tais ocorrência.
como
• a extinção,
• a recuperação espontânea,
• recondicionamento,
• reextinção,
• generalização do estímulo e
• discriminação.
APRENDIZAGEM   SCEE

Condicionamento Operante

Condicionamento Operante
Condicionamento

  O reforço pode ser positivo ou negativo:


  O reforço positivo é a apresentação de um estímulo
apetecível que faz aumentar a ocorrência do comportamento
desejado;
  O reforço negativo é a retirada de um estímulo aversivo que
faz aumentar também a ocorrência do comportamento desejado.
  O castigo é um estímulo desagradável que surge em
consequência de um comportamento e que diminui a
probabilidade da sua ocorrência.
APRENDIZAGEM   SCEE

Condicionamento

Condicionamento Clássico
Condicionamento Condicionamento Operante
Condicionamento

O condicionamento clássico, no qual O condicionamento operante, no qual


o estímulo precede a resposta, o reforço se sucede à resposta,
caracteriza-se por ser uma reacção caracteriza-se por ser uma reacção
involuntária e específica a uma não específica, da iniciativa do sujeito,
situação também específica. a uma situação constituída por
estímulos não identificados.
APRENDIZAGEM   SCEE

Modelo Cognitivo

Aprendizagem
Insightpor Insight

  A aprendizagem por insight, estudada por Kohler, caracteriza-se


pela compreensão rápida e inesperada de um problema e do modo
de o resolver.
  Também designada por intuição, o insight é útil no quotidiano,
na colocação de hipóteses científicas, na criação literária e na
produção artística.
APRENDIZAGEM   SCEE

Modelo Cognitivo

Aprendizagem Social
Aprendizagem Social

  Estudada por Bandura, a aprendizagem social faz-se com base


na observação e na imitação de outras pessoas.
  Designa-se por modelagem ou modelação a aprendizagem
social feita por observação e imitação de modelos, ou seja, de
pessoas significativas.
  As pessoas aprendem umas com as outras não só de modo
directo, mas também indirecto ou vicariante.
APRENDIZAGEM   SCEE

Modelo Cognitivo

Aprendizagem
Aprendizagem Social
Social

  As aquisições em que as consequências dos actos recaem no


sujeito que os pratica inscrevem-se na aprendizagem directa.
  As aquisições em que os modos de proceder são sugeridos pela
observação do que acontece aos outros inscrevem-se na
aprendizagem indirecta ou vicariante.
Psic
olog
ia!
MEMÓRIA  
MEMÓRIA  

  O suporte da aprendizagem é a memória,


que consiste no processo de recordar conteúdos
previamente aprendidos e armazenados para
futuras utilizações.
  Segundo um modelo de inspiração
cibernética, existem quatro etapas na memória:
  recepção e codificação de informação;
  armazenamento;
  recuperação;
  esquecimento.
MEMÓRIA   SCEE

  Podemos falar de três tipos de memória:


  sensorial,
  a curto prazo e
  a longo prazo.
MEMÓRIA   SCEE

  A memória sensorial regista as impressões


visuais, auditivas, olfactivas ou tácteis sem as
processar e conserva-as aproximadamente
durante um quarto de segundo.
  Se não se prestar atenção aos dados da
memória sensorial, eles perdem-se;
  Se se lhes prestar atenção, codificam-se e
passam à memória de curto prazo.
MEMÓRIA   SCEE

  A memória a curto prazo é uma área iluminada, é o centro


consciente por onde passam as lembranças de que nos
servimos em dado momento.
  As lembranças são aí visíveis por 20 a 30 segundos.
  Se houver repetição estas informações passam para o
tratamento de memória de trabalho já com a duração de
alguns minutos;
  Se houver interferências, deterioram-se e desaparecem.
MEMÓRIA   SCEE

  A memória a curto prazo tem, entre outras, a função de


seleccionar as lembranças, enviando as mais significativas para
a memória a longo prazo.
  A memória a longo prazo é o “armazém” de um grande
número de informações, onde ficam retidas por um tempo
indeterminado, até que a memória de trabalho as venha buscar
para serem utilizadas.
MEMÓRIA   SCEE

  Muito do que se aprende esquece-se, isto é, não é


recuperável como informação consciente: passa por alterações
deturpadoras ou fica inacessível com o passar do tempo.
  A deturpação do traço mnésico pode relacionar-se com
falhas na codificação, no armazenamento ou na recuperação.
  Um dos factores do esquecimento são as outras
aprendizagens, capazes de interferir nos conteúdos mnésicos,
de forma retro ou proactiva.
Processos  Emocionais  

A afectividade (isto é, a capacidade


para afectarmos e sermos afectados
pelos outros e pelas situações) faz
parte da essência do ser humano,
naturalmente predisposto para criar
relações vinculativas mais ou menos
fortes com as pessoas e com tudo o
que o rodeia.
Processos  Emocionais  

  Designam-se por afectos as predisposições do ser


humano para reagir de modo agradável ou desagradável nas
relações vinculativas que estabelece.
  Os afectos são invisíveis, são simples predisposições que
se podem concretizar em sentimentos ou emoções.
Processos  Emocionais   SCEE

  Sentimentos são estados afectivos agradáveis ou


desagradáveis, de grande estabilidade, com papel moderador
nas relações que o sujeito estabelece com as pessoas, os
animais e outros elementos.
  Os sentimentos são sentimentos de emoções.
Processos  Emocionais   SCEE

  Emoções são reacções orgânicas agradáveis ou


desagradáveis relativamente a um acontecimento que interfere
na relação que o sujeito estabelece com a realidade.
  As emoções podem ser:
  primárias, dependentes do sistema nervoso autónomo
e do sistema límbico, e
  secundárias, envolvendo a participação do córtex
cerebral, sobretudo do córtex pré-frontal.
Processos  Emocionais   SCEE

  As primárias apresentam forte componente inata, o que


determina o seu carácter universal e a sua ocorrência nas
crianças de tenra idade.
  As secundárias, derivando das primárias e mantendo as
suas características centrais, manifestam-se quando os
indivíduos
  já são capazes de avaliar as situações,
  o que significa serem influenciadas pela aprendizagem
realizada no meio social e cultural.
Processos  Emocionais   SCEE

  Outrora, a emoção era encarada como um obstáculo às


tarefas cognitivas.
  Os avanços nas neurociências vêm ampliar o conceito de
mente, de forma a incluir as emoções, tidas como elementos
essenciais nas nossas decisões.
  António Damásio é um dos investigadores que salienta o
papel das emoções no bom funcionamento da mente e nas
decisões que tomamos ao longo da vida.
Processos  Emocionais   SCEE

  A concretização de tais decisões é ajudada pelos


marcadores somáticos, uma espécie de alarme que cria
automaticamente em nós uma predisposição de apetência ou
repulsa por coisas ou situações acerca das quais não temos
elementos para decidir racionalmente.
  A sobrevivência do ser humano põe em jogo a sua
racionalidade, constituída não apenas pelas capacidades
cognitivas, mas também pelas emoções, modos básicos de se
relacionar com o mundo, em que a orientação lhe é dada pela
procura de prazer e pela fuga ao sofrimento.
Processos  Cona:vos  

Todos  os  animais  


possuem  ac:vidade,  o  que  
significa  serem  dotados  de  
capacidade  de  intervenção  
no  meio.    
Processos  Cona:vos
•  As  formas  de  intervenção  no  meio  são  variadas:    
•  Formas  directas  e  mecânicas  de  reacção  
–  São  formas  simples,  involuntárias  e  automá:cas,  
como  os  actos  reflexos,  os  hábitos  ou  os  
comportamentos  implicados  no  funcionamento  
interno  do  organismo.  
•   Respostas  individuais,  executadas  por  inicia:va  
própria.  
–  São  complexas,  voluntárias  e  próprias  de  sujeitos  com  
consciência  dos  objec:vos  a  a:ngir  e  dos  meios  com  
que  pretendem  alcançá-­‐los.  
Processos  Cona:vos
•  É  próprio  dos  seres  humanos  agirem  
voluntária  e  deliberadamente,  e  a  tendência  
que  manifestam  para  gir  desta  maneira  
designa-­‐se  por  conação,  isto  é:    
–  As  acções  especificamente  humanas  apresentam  
como  caracterís:cas  necessárias  serem  
conscientes,  voluntárias  e  intencionais.  
–  Enquanto  consciente,  a  acção  humana  diz  respeito  
a  um  conjunto  de  actos  realizados  por  um  sujeito  
que  sabe  aquilo  que  está  a  fazer.  
Processos  Cona:vos
•  Enquanto  voluntária,  reporta-­‐se  a  actos  
premeditados  por  um  sujeito  que  quer  fazer  
aquilo  que  faz  porque  assim  o  decidiu,  de  
modo  livre.  
•  Enquanto  intencional,  encontra-­‐se  associada  a  
actos  de  um  sujeito  que  sabe  para  que  age,  ou  
seja,  sabe  aquilo  que  pretende  a:ngir  com  a  
acção  que  se  dispõe  a  realizar.  
Processos  Cona:vos
•  Por  trás  da  acção  humana  há,  portanto,  
intenções  ou  mo:vos  que  nos  permitem  
compreendê-­‐la,  fornecendo-­‐nos  as  razões  por  
que  foi  realizada,  isto  é,  o  porquê  da  acção.  
•  A  acção  é  dinamizada  pelas  tendências,  ou  
seja,  por  disposições  mo:vacionais  internas  
que  nos  impelem  a  agir  
Processos  Cona:vos
•  Enquanto  suporte  ac:vo  das  acções,  as  
tendências  manifestam-­‐se  segundo  uma  
sequência  de  elementos  que  se  definem  
reciprocamente  e  da  qual  fazem  parte:  
–  a  necessidade,    
–  a  pulsão,    
–  o  comportamento,    
–  o  objec:vo  e    
–  a  saciedade.  
Processos  Cona:vos
•  Necessidade  é  o  estado  de  carência  ou  privação,  gerador  de  
um  desequilíbrio  que  nos  impulsiona  a  fazer  qualquer  coisa  
para  lhe  pôr  fim.  
•  Pulsão  é  o  estado  energé:co  que  desencadeia  o  
comportamento,  orientando-­‐o  num  determinado  sen:do.  
•  Comportamento  é  a  ac:vidade  movida  pela  pulsão  para  
a:ngir  o  fim  em  vista.  
•  O  objec:vo  é  a  finalidade  ou  meta  que  se  pretende  
alcançar  ao  fazer  o  que  se  faz.  
•  Saciedade  é  a  diminuição  ou  eliminação  da  pulsão,  
conseguida  por  meio  da  ac:vidade  que  foi  capaz  de  
alcançar  o  objec:vo  visado.    
Processos  Cona:vos
•  As  tendências  são  diversas,  podendo  
classificar-­‐se  em    
–  Primárias  e  inatas:  
•  visam  a  sa:sfação  de  necessidades  básicas  e  são  
independentes  da  aprendizagem.  É  o  caso  das  que  se  
relacionam  com  a  preservação  do  indivíduo  e  da  
espécie.  
–  Secundárias  e  aprendidas:  
•  visam  a  sa:sfação  das  necessidades  sociais  e  são  
adquiridas  por  aprendizagem.  É  o  caso  da  tendência  
para  a  música,  para  o  desenho  ou  para  o  desporto.  
Processos  Cona:vos
•  Abraham  Maslow  dispôs  as  mo:vações  do  ser  humano  
numa  escala  hierárquica  que  começa  com  as  
necessidades  básicas  e  culmina  com  as  necessidades  
de  realização  pessoal.  
•  Um  dos  pressupostos  de  Maslow  é  a  crença  de  que  as  
pessoas  só  sentem  tendências  de  nível  superior,  se  as  
carências  de  nível  inferior  es:verem  sa:sfeitas.  
•  À  medida  que  se  sobe  na  hierarquia,  o  número  de  
tendências  comuns  a  homens  e  animais  vai  diminuindo  
em  favor  das  que  são  especificamente  humanas.  
Processos  Cona:vos
•  As  tendências  colocadas  na  base  da  pirâmide  são  comuns  a  todos  
os  seres  humanos,  enquanto  as  de  cima  vão  surgindo  num  número  
cada  vez  mais  reduzido  de  pessoas.  
•  A  construção  de  si  mesmo  implica  ir  subindo  nos  degraus  da  
pirâmide,  em  que  a  dose  de  esforço  e  o  refinamento  de  
competências  exigidos  vão  sendo  progressivamente  superiores.  
•  A  auto-­‐realização  exige  tenacidade  do  sujeito,  que  se  esforça  por  
agir  em  função  de  objec:vos  ou  fins  que  elegeu  de  modo  
voluntário.  
•  Finalidades  e  mo:vos  são  a  razão  de  agir  dos  seres  humanos,  mas  é  
a  sua  vontade  que  os  escolhe  e  os  elege  como  capazes  de  o  
dinamizar  no  cumprimento  do  seu  projecto  pessoal  de  vida.    
PSICOLOGIA

RESUMO
2º Período

Jorge Barbosa