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Quimioterapia e Radioterapia

Quimioterapia e Radioterapia

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Quimiote rapia & Radioter apia

porém eles acarretam maior dano às células malignas do que às dos tecidos normais. como. De acordo com as suas finalidades. na maioria dos tumores. e a interferência nesses processos irá afetar a função e a proliferação tanto das células normais como das neoplásicas. Tipos e finalidades da quimioterapia A quimioterapia pode ser feita com a aplicação de um ou mais quimioterápicos.Os quimioterápicos que atuam somente nas células que se encontram em proliferação. como é o caso da ciclofosfamida. a quimioterapia é classificada em: . A partir da publicação. deste modo.(1969) classificaram os quimioterápicos conforme a sua atuação sobre o ciclo celular em: • Ciclo-inespecíficos . quimioterápicos mais ativos e menos tóxicos encontram-se disponíveis para uso na prática clínica. A quimioterapia pode ser utilizada em combinação com a cirurgia e a radioterapia. Os citotóxicos não são letais às células neoplásicas de modo seletivo. ARN ribossômico e ARN mensageiro e. As diferenças existentes entre o crescimento das células malignas e os das células normais e as pequenas diferenças bioquímicas verificadas entre elas provavelmente se combinam para produzir seus efeitos específicos. sendo atualmente de uso muito restrito. • Fase-específicos . determina qual enzima irá ser sintetizada pela célula. • Ciclo-específicos . e a melhor compreensão do ciclo celular normal levou à definição clara dos mecanismos de ação da maioria das drogas. A poliquimioterapia é de eficácia comprovada e tem como objetivos atingir populações celulares em diferentes fases do ciclo celular. Após a exposição de soldados a este agente.Aqueles que atuam nas células que estão ou não no ciclo proliferativo. material genético de todas as células. o metotrexato (fase S). por exemplo.Aqueles que atuam em determinadas fases do ciclo celular. devido às diferenças quantitativas entre os processos metabólicos dessas duas populações celulares. As enzimas são responsáveis pela maioria das funções celulares. a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica. na área da quimioterapia antineoplásica. Mecanismos de ação e classificação das drogas antineoplásicas Os agentes utilizados no tratamento do câncer afetam tanto as células normais como as neoplásicas. utilizar a ação sinérgica das drogas. têm facilitado consideravelmente a aplicação de outros tipos de tratamento de câncer e permitido maior número de curas. Quando aplicada ao câncer. a mostarda nitrogenada. chamados quimioterápicos. por exemplo. O primeiro quimioterápico antineoplásico foi desenvolvido a partir do gás mostarda. A maioria das drogas utilizadas na quimioterapia antineoplásica interfere de algum modo nesse mecanismo celular. em 1946. Foi a partir dessa definição que Bruce e col. Os avanços verificados nas últimas décadas. Atualmente. age como modelador na produção de formas específicas de ARN transportador. o etoposídeo (fase G2) e a vincristina (fase M). usado nas duas Guerras Mundiais como arma química.Quimioterapia A quimioterapia é o método que utiliza compostos químicos. no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. como. observou-se que eles desenvolveram hipoplasia medular e linfóide. dos estudos clínicos feitos com o gás mostarda e das observações sobre os efeitos do ácido fólico em crianças com leucemias. verificou-se avanço crescente da quimioterapia antineoplásica. O ADN. diminuir o desenvolvimento de resistência às drogas e promover maior resposta por dose administrada. o que levou ao seu uso no tratamento dos linfomas malignos. O uso de drogas isoladas (monoquimioterapia) mostrou-se ineficaz em induzir respostas completas ou parciais significativas.

os pêlos e a mucosa do tubo digestivo. medicamentos novos são postos à disposição dos oncologistas visando à redução da toxicidade dos quimioterápicos (mesna. por exemplo). a quimioterapia é aplicada em ciclos periódicos. leucemias agudas. como a medula óssea. até que se determine o grau de toxicidade e de reversibilidade dos sintomas indesejáveis. que a maioria desses medicamentos e métodos tem se mostrado inacessível à maioria dos pacientes. desde que observado o intervalo de tempo necessário para a recuperação da medula óssea e da mucosa do tubo digestivo. como nos casos de doença de Hodgkin.quando se segue à cirurgia curativa. diminuindo a incidência de metástases à distância. É o caso da quimioterapia indicada para carcinoma indiferenciado de células pequenas do pulmão. Exemplo: quimioterapia adjuvante aplicada em caso de câncer de mama operado em estádio II. a par de consitutuir-se ele próprio em um método terapêutico de doenças hematológicas. Os efeitos terapêuticos e tóxicos dos quimioterápicos dependem do tempo de exposição e da concentração plasmática da droga.• Curativa . como as células normais apresentam um tempo de recuperação previsível. A toxicidade é variável para os diversos tecidos e depende da droga utilizada. são também atingidas pela ação dos quimioterápicos. . No entanto. Nem todos os quimioterápicos ocasionam efeitos indesejáveis tais como mielode-pressão. porém. ao contrário das células anaplásicas. Toxicidade dos quimioterápicos Os quimioterápicos não atuam exclusivamente sobre as células tumorais. pela vimblastina e pela cisplatina • Nefrotoxidade devida à cisplatina Ultra-Tardios (meses ou anos) • Infertilidade • Carcinogênese • Mutagênese • Distúrbio do crescimento em crianças • Seqüelas no sistema nervoso central • Fibrose/cirrose hepática devida ao metotrexato * Síndrome da toxicidade precoce (Delgado 1983) A cada dia. Exemplo: quimioterapia pré-operatória aplicada em caso de sarcomas de partes moles e ósseos. tendo o objetivo de esterilizar células residuais locais ou circulantes. visando a permitir uma complementação terapêutica com a cirurgia e/ou radioterapia. As doses para pessoas idosas e debilitadas devem ser menores.quando é usada com o objetivo de se conseguir o controle completo do tumor. à adriamicina e ao 5-fluoruracil Tardios (meses) • Miocardiopatia devida aos antracícliclos e outros • Hiperpigmentação e esclerodermia causadas pela bleomicina • Alopecia • Pneumonite devida à bleomicina • Imunossupressão • Neurotoxidade causada pela vincristina. por exemplo). O transplante de medula óssea também tem permitido superar o problema da toxicidade hematológica da quimioterapia como fator limitante do tratamento. conforme a época em que se manifestam após a aplicação. carcinomas de testículo. por exemplo). Usada com a finalidade de melhorar a qualidade da sobrevida do paciente. • Neoadjuvante ou prévia . As estruturas normais que se renovam constantemente. • Adjuvante . Precoces* (de 0 a 3 dias) • Náuseas • Vômitos • Mal estar • Adinamia • Artralgias • Agitação • Exantemas • Flebites Imediatos (de 7 a 21 dias) • Mielossupressão granulocitopenia plaquetopenia anemia • Mucosites • Cistite hemorrágica devida à ciclofosfamida • Imunossupressão • Potencialização dos efeitos das radiações devida à actinomicina D. coriocarcinoma gestacional e outros tumores. Por este motivo. • Paliativa . e a intensificação dos quimioterápicos (ácido folínico. é possível que a quimioterapia seja aplicada repetidamente. à manutenção da quimioterapia (fatores de crescimento hematopoético e antieméticos. O quadro abaixo mostra exemplos de efeitos tóxicos dos quimioterápicos. mais por seus custos do que por sua disponibilidade (comercial. alopecia e alterações gastrintestinais (náuseas. vômitos e diarréia). É preciso salientar.quando indicada para se obter a redução parcial do tumor.não tem finalidade curativa. inicialmente.

• capacidade funcional correspondente aos três primeiros níveis. mas devem ser adaptados às características individuais do paciente e do tumor que o acomete.0 mg/dl Transferasses (transaminases) < 50 Ul/ml Ressalte-se que esses critérios não são rígidos. Avaliação da capacidade funcional Níveis ZUBROD 0 1 2 3 4 KARNOFSKY 100-90% 89-70% 69-50% 49-30% 29-10% Critérios Paciente assintomático ou com sintomas mínimos Paciente sintomático. Esses critérios são variados e dependem das condições clínicas do paciente e das drogas selecionadas para o tratamento.): Leucócitos > 4. Esta resistência ocorre ou porque as populações celulares desenvolvem nova codificação genética (mutação) ou porque são estimuladas a . (Os valores exigidos para aplicação da quimioterapia em crianças são menores. além do que eles também se acompanham de efeitos tardios ainda não totalmente conhecidos nem bem controlados. • ausência de contra-indicações clínicas para as drogas selecionadas. são obedecidos critérios para a indicação da quimioterapia. constantes necessitando de cuidados Resistência aos quimioterápicos A maior falha da quimioterapia antineoplásica é devida à resistência às drogas. • ausência de infecção ou infecção presente.000/mm³ Hemoglobina > 10 g/dl Dosagens séricas: Uréia < 50 mg/dl Creatinina < 1.000/mm³ Plaquetas > 150.000/mm³ Neutrófilos > 2. A seguir. Critérios para aplicação da quimioterapia Para evitar os efeitos tóxicos intoleráveis dos quimioterápicos e que eles ponham em risco a vida dos pacientes.institucional ou de doadores de órgãos). são listados alguns requisitos ideais para a aplicação da quimioterapia: Condições gerais do paciente: • menos de 10% de perda do peso corporal desde o início da doença. mas sob controle.5 mg/dl Bilirrubina total < 3. mas com capacidade para o atendimento ambulatorial Paciente permanece no leito menos da metade do dia Paciente permanece no leito mais da metade do dia Paciente acamado. Contagem das células do sangue e dosagem de hemoglobina. segundo os índices propostos por Zubrod e Karnofsky.0 mg/dl Ácido Úrico < 5.

as nitrosuréias. Como todos os quimioterápicos. e a ifosfamida. tem se detectado. em que a quimioterapia é aplicada a intervalos irregulares e em que doses inadequadas são administradas. Eles se ligam ao ADN de modo a impedir a separação dos dois filamentos do ADN na dupla hélice espiralar. a cisplatina e o seu análago carboplatina. fenômeno este indispensável para a replicação. Deste modo. As principais drogas empregadas dessa categoria incluem a mostarda nitrogenada. embora interajam com o ADN e inibam a síntese deste ácido ou de proteínas. Este tipo de fenômeno passou a ser denominado "resistência a múltiplas drogas" e está relacionado à diminuição da concentração intracelular do quimioterápico e a presença de uma glicoproteína. A partir dos anos setenta. à produção de ácido timidílico (5-fluoruracil e metotrexato) e a outras etapas da síntese de ácidos nucléicos (citosina-arabinosídeo C). cuja característica comum é serem derivados de produtos naturais. o bussulfam. o que lhes permite enveredar por vias metabólicas alternativas. a mostarda fenil-alanina. ligada à membrana plasmática. Podem apresentar outro grupo funcional que lhes acrescenta novos mecanismos de ação. a fração de crescimento é grande e a probabilidade de resistência por parte das células com potencial mutagênico é mínima.desenvolver tipos celulares resistentes ao serem expostas às drogas. inibição enzimática (actinomicina D e mitramicina) ou inibição da função do ADN por intercalação (bleomicina. É necessário enfatizar a vantagem de iniciar-se a quimioterapia quando a população tumoral é pequena. É interessante deduzir-se que é possível reverter o mecanismo de resistência a partir do uso de compostos que inativem a glicoproteína 170-P. Por isso. Alguns deles já são conhecidos. daunorrubicina. A duração da vida das células tumorais suscetíveis determina a média de destruição destas células. um tipo de resistência cruzada apresentada por linhagens celulares. possuem em comum anéis insaturados que permitem a incorporação de excesso de elétrons e a conseqüente produção de radicais livres reativos. através da síntese de novas enzimas. a ciclofosfamida. Principais drogas utilizadas no tratamento do câncer Os agentes antineoplásicos mais empregados no tratamento do câncer incluem os alquilantes polifuncionais. Os antimetabólitos são particularmente ativos contra células que se encontram na fase de síntese do ciclo celular (fase S). os inibidores mitóticos e outros. Novas drogas estão sendo permanentemente isoladas e aplicadas experimentalmente em modelos animais antes de serem usadas no homem. eles raramente produzem efeito clínico ótimo sem a combinação com outros agentes fase-específicos do ciclo celular. como alquilação (mitomicina C). as quais são impedidas de entrar em mitose pela ação dos agentes metabólicos que atuam na fase S. . impedem a multiplicação e função normais da célula. a glicoproteína 170-P. Alquilantes São compostos capazes de substituir em outra molécula um átomo de hidrogênio por um radical alquil. Antimetabólitos Os antimetabólitos afetam as células inibindo a biossíntese dos componentes essenciais do ADN e do ARN. Como pode ser deduzido. Os alquilantes afetam as células em todas as fases do ciclo celular de modo inespecífico. as diferenças entre a cinética celular de cada tipo de tumor pode ter considerável efeito na clínica. em laboratório. É também observada resistência nos casos em que o tratamento é descontinuado. Estas são as condições ideais para se proceder à quimioterapia adjuvante. também apresentam efeitos colaterais indesejáveis. actinomicina D e adriamicina e seus análogos mitroxantona e epirrubicina). Apesar de efetivos como agentes isolados para inúmeras formas de câncer. entre quimioterápicos diversos. os antibióticos atuam tanto sobre as células normais como sobre as malignas. Esta inibição da biossíntese pode ser dirigida às purinas (como é a ação dos quimioterápicos 6-mercaptopurina e 6-tioguanina). tanto na indicação quanto no esquema de administração desses agentes. porém ainda encontram-se sob estudos clínicos. Antibióticos São um grupo de substâncias com estrutura química variada que. não atuam especificamente sobre uma determinada fase do ciclo celular. os antibióticos antitumorais. quando a população tumoral é ainda sensível às drogas. os antimetabólitos. Apesar de apresentarem tal variação.

Ela deve ser empregada e supervisionada por especialista bem treinado nas áreas da oncologia médica e/ou pediátrica e que disponha de condições físicas e materiais adequadas para a sua administração. a dose total de radiação a ser administrada é habitualmente fracionada em doses diárias iguais. teniposídeo). a procarbazina. no mercado. os cromossomos. sua localização e oxigenação. poderá ser pré-. destacam-se a dacarbazina. Também pode ser indicada antes. Entre elas. devido à sua ação sobre a proteína tubulina. pelo qual migram os cromossomos. assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada. A curabilidade local só é atingida quando a dose de radiação aplicada é letal para todas as células tumorais. desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução. com o menor dano possível às células normais circunvizinhas. Para que o efeito biológico atinja maior número de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos normais seja respeitada. indicada no tratamento do melanoma avançado. sarcomas de partes moles e linfomas. formadora dos microtúbulos que constituem o fuso espiralar. cujo mecanismo de ação não foi ainda completamente explicado. A radioterapia pode ser radical (ou curativa). Indicações da radioterapia Como a radioterapia é um método de tratamento local e/ou regional. durante a metáfase. A maioria dos tumores radiossensíveis são radiocuráveis. remissiva. do seu grau de diferenciação. mas não ultrapassa a tolerância dos tecidos normais. que esta impede a aplicação da dose de erradicação. a L-asparaginase. da oxigenação e da forma clínica de apresentação. Devido ao seu modo de ação específico. profilática. e que é utilizada no tratamento da doença de Hodgkin. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada. As radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Entretanto. durante ou logo após a quimioterapia. Deste modo. É necessário que o oncologista clínico mantenha-se atualizado com o constante lançamento. pode ser indicada de forma exclusiva ou associada aos outros métodos terapêuticos. alguns se disseminam independentemente do controle local. A morte celular pode ocorrer então por variados mecanismos. isto é. por sua complexidade. dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos como a hidrólise da água e a ruptura das cadeias de ADN. tais como a sensibilidade do tumor à radiação. A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores.ou pósoperatória. de novas drogas para uso em oncologia. os inibidores mitóticos devem ser associados a outros agentes para maior efetividade da quimioterapia. à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada. quando o objetivo é apenas a redução tumoral. etoposídeo. empregando feixe de radiações ionizantes. quando se trata a doença em fase subclínica. Neste grupo de drogas estão incluídos os alcalóides da vinca rósea (vincristina. ficam impedidos de migrar. e o VM-26. vimblastina e vindesina) e os derivados da podofilotoxina (o VP-l6. Depende fundamentalmente da sua origem celular. mas . Radiossensibilidade e radiocurabilidade A velocidade da regressão tumoral representa o grau de sensibilidade que o tumor apresenta às radiações. em um determinado tempo. Radioterapia A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais. quando se busca a cura total do tumor. que hidrolisa a L-asparagina e impede a síntese protéica. Outros agentes Algumas drogas não podem ser agrupadas em uma determinada classe de ação farmacológica. profissional devidamente capacitado para a sua indicação e aplicação. buscando erradicar todas as células tumorais. per.Inibidores mitóticos Os inibidores mitóticos podem paralisar a mitose na metáfase. Esta função tem sido útil na "sincronização" das células quando os inibidores mitóticos são combinados com agentes específicos da fase S do ciclo. É necessário ressaltar que a quimioterapia antineoplásica requer. ocorrendo a interrupção da divisão celular. Em combinação com a cirurgia. Ao interagirem com os tecidos. não há volume tumoral presente. quando se usa a terapia externa. a um volume de tecido que engloba o tumor. outros apresentam sensibilidade tão próxima à dos tecidos normais. utilizada no tratamento da leucemia linfocítica aguda.

5 . dependendo do elemento radioativo empregado.40 MeV Variável conforme o isótopo utilizado Método de aplicação Terapia superficial Terapia semiprofunda Teleterapia profunda Teleterapia profunda Braquiterapia Unidade de cobalto Raios gama Acelerador linear Isótopos radioativos Raios X de alta energia e elétrons* Raios gama e/ou beta * Os feixes de elétrons. Fontes de energia e suas aplicações São várias as fontes de energia utilizadas na radioterapia.) ou sais de rádio são utilizados sob a forma de tubos. Os efeitos colaterais podem ser classificados em imediatos e tardios. Os efeitos tardios são raros e ocorrem quando as doses de tolerância dos tecidos normais são ultrapassadas. e a medula óssea. habitualmente gama. e ablativa. Já o gray expressa a dose de radiação absorvida por qualquer material ou tecido humano. Efeitos adversos da radioterapia Normalmente. fios. a epiderme. Esses aparelhos são usados como fontes externas. para se obter a castração actínica. podem ser utilizados também na terapia superficial As unidades internacionalmente utilizadas para medir as quantidades de radiação são o röentgen e o gray. como as gônadas. como. epitelites. . por exemplo. As alterações de caráter genético e o desenvolvimento de outros tumores malignos são raramente observados. como. de forma intersticial ou intracavitária. desde que sejam respeitados os princípios de dose total de tratamento e a aplicação fracionada. Um gray (Gy) corresponde a 100 centigrays (cGy). os efeitos das radiações são bem tolerados. energias e métodos de aplicação. Os isótopos radioativos (cobalto.possíveis células neoplásicas dispersas. sementes ou placas e geram radiações. Manifestam-se clinicamente por anovulação ou azoospermia. pastilhas de cobalto. pois geralmente são bem tolerados e reversíveis. também conhecida por braquiterapia. constituindo-se na radioterapia cirúrgica. São aplicados. ou a partir de fontes de isótopo radioativo. liberando raios X e elétrons. mucosites e mielodepressão (leucopenia e plaquetopenia) e devem ser tratados sintomaticamente. as mucosas dos tratos digestivo. irídio etc. mantendo distâncias da pele que variam de 1 centímetro a 1 metro (teleterapia). na maior parte das vezes. Fonte Contatoterapia Roentgenterapia Tipo de radiação Raios X (superficial) Raios X (ortovoltagem) Energia 10 . Estas técnicas constituem a radioterapia clínica e se prestam para tratamento de lesões superficiais. Os efeitos tardios manifestam-se por atrofias e fibroses. de diferentes energias. Eles ocorrem somente se estes tecidos estiverem incluídos no campo de irradiação e podem ser potencializados pela administração simultânea de quimioterápicos. o ovário. as quais geram raios gama. agulhas. paliativa. Os efeitos imediatos são observados nos tecidos que apresentam maior capacidade proliferativa.25 MeV 1. No quadro abaixo estão relacionadas as diversas fontes usadas na radioterapia e os seus tipos de radiação gerada. na dependência de sua energia. semiprofundas ou profundas. quando se administra a radiação para suprimir a função de um órgão. sangramento e compressão de órgãos. dependendo da qualidade da radiação gerada pelo equipamento.60 kV 100 .300 kV 1. O röentgen (R) é a unidade que mede o número de ionizações desencadeadas no ar ambiental pela passagem de uma certa quantidade de radiação. césio. por exemplo. quando se busca a remissão de sintomas tais como dor intensa. urinário e genital. Há aparelhos que geram radiação a partir da energia elétrica.

Aluna: Darlene Barros Francisco Santos Nº 12 Turma: 12/10 Professor(a): Solange Trabalho de Andrologia – 2ª Chamada . Prognóstico Escola Técnica de Enfermagem Data: 10 de Abril de 2011.Todos os tecidos podem ser afetados. pelas radiações. A cirurgia e a quimioterapia podem contribuir para o agravamento destes efeitos. Normalmente. os efeitos se relacionam com a dose total absorvida e com o fracionamento utilizado. em graus variados.

Radioterapia 4.4 Efeitos adversos da radioterapia BIBLIOGRAFIA Sites: http://www.1 Radiossensibilidade e radiocurabilidade 4.3 Fontes de energia e suas aplicações 4.3 Toxicidade dos quimioterápicos 1.2 Indicações da radioterapia 4. Outros Agentes 4. Quimioterapia 1.gov.gov.org/wiki/Quimioterapia#Efeitos_Colaterais http://www.1 Mecanismos de ação e classificação das drogas antineoplásicas 1.br/conteudo_view. Principais drogas utilizadas no tratamento do câncer • Alquilantes • Antimetabólitos • Antibióticos • Inibidores mitóticos 3.inca.4 Critérios para aplicação da quimioterapia 1.Índice 1.br/conteudo_view.2 Tipos e finalidades da quimioterapia 1.wikipedia.5 Resistência aos quimioterápicos 2.inca.asp?ID= .asp?id=101 http://pt.

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