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Juiz arbitral

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Juiz arbitral: mercado promissor

Com um número de profissionais quase seis vezes menor do que o ideal, o mercado para quem
deseja se tornar juíz arbitral é promissor. Conheça um pouco sobre essa profissão, que como pouca
gente sabe, pode ser eercida bastando apenas investir em cursos de formação
!" #an !$$" % &'h$(min
)ara aqueles que enfrentam grandes dificuldades como a espera por sentenças do )oder #udici*rio,
h* uma segunda opção+ a #ustiça ,rbitral. ,ntigamente, a arbitragem era usada para resolver
conflitos entre os países durante as guerras. -oje, é uma forma alternativa de decidir controvérsias e
por meio da qual um ou mais juizes arbitrais determinam e emitem sentença com força legal sobre o
objeto da contestação. , profissão de juiz arbitral foi autorizada pela .ei /ederal 0.($", de !( de
setembro de &001 e tem um mercado em franca epansão.
, arbitragem se aplica aos chamados direitos patrimoniais disponíveis, isto é, 2s quest3es que se
referirem a bens de valor econ4mico e monet*rio quantificados e que podem ser comercializados
livremente, nas quais o juiz deve ser capaz de solucionar conflitos específicos.
, opção pela ,rbitragem é feita por meio da Cl*usula Compromiss5ria, ou seja, cl*usula inserida no
contrato assinado por ambas as partes do acordo, estabelecendo sua utilização em caso de futuras
controvérsias. 6e não houver a Cl*usula Compromiss5ria, dever* ser procurada uma 7nstituição de
8ediação e ,rbitragem que intimar* a outra parte a comparecer em uma audi9ncia, na qual ser*
assinado o Compromisso ,rbitral.
:ma das vantagens da #ustiça ,rbitral, é a rapidez. , partir do momento em que é firmado o
Compromisso ,rbitral, a duração m*ima para a sentença é de seis meses, não podendo eceder
esse prazo.
,té que seja aprovada uma nova lei, qualquer pessoa sentindo%se capaz, pode ser juiz arbitral. ;
necess*rio fazer o curso de formação. , ,ssociação Cearense dos #uízes ,rbitrais é o 5rgão que
reúne as sete instituiç3es da *rea no <stado. = pioneiro foi o >ribunal ,rbitral do <stado do Cear*
que eiste desde !$$&, possuindo hoje !$ juízes arbitrais e j* tendo julgado 0 mil causas. ?@ossas
maiores preocupaç3es são capacitar pessoas e formar juízes arbitrais, lançar novos *rbitros, difundir
a arbitragem e estimular as pessoas a construir suas associaç3es arbitrais?, afirma a presidente da
associação, 6Amia BalesCa Carvalho. )ara ela, as pessoas interessadas em atuar na profissão,
devem gostar de se relacionar com pessoas, ter consci9ncia de que estarão equiparadas ao
funcionalismo público e de que respondem criminal e civilmente por seus atos.
6egundo o )residente do >ribunal ,rbitral do <stado do Cear*, juiz arbitral Dilberto Eibeiro de
,rruda, o fundamental para eercer a profissão é possuir, além do conhecimento da teoria e das leis,
o domínio da pr*tica. ?, pr*tica é uma prerrogativa, é necess*rio ter o conhecimento completo.
Coisas fundamentais como preencher uma petição, saber como se faz uma sentença e a forma
como deve se comportar um juiz é b*sico para a aprendizagem da profissão?, ressalta.
,s instituiç3es que atuam como juizados arbitrais podem ser cAmaras, cortes, tribunais ou
associaç3es. = 5rgão que registra os juízes arbitrais no Frasil é a ,ssociação @acional dos #uízes e
6ervidores da #ustiça ,rbitral e =rganizaç3es de 8ediação Conciliação e ,rbitragem do Frasil
G,najusH. <studo realizado pela associação aponta que /ortaleza poder* comportar cerca de I!
1
instituiç3es arbitrais, ou seja, hoje h* car9ncia de (', portanto, este é um mercado que sinaliza boas
perspectivas.
- Direito & Defesa do Consumidor -
01 / fevereiro / 2006
L! "#$0%/"6
ntenda o &ue ' o Juizado (rbitral
Por Fernando Toscano (*)
Boc9 sabe o que é arbitragemJ )ara que serve e qual sua utilidadeJ ,baio irei eplanar o
que é um #uizado ,rbitral e como isso pode ser útil para voc9, sua empresa e seus neg5cios. <m
minha opinião é um dos maiores avanços jurídicos, uma forma r*pida e eficiente de se resolver
contendas, quest3es pendentes e diverg9ncias, desde que na *rea cível ou comercial. , *rea
criminal não é abrangida pela arbitragem.
Lei "#$0%/"6:
<sta .ei, também chamada .ei 8arco 8aciel, d* 2s sentenças arbitrais a mesma
força e efic*cia das 6entenças <statais e diz que os *rbitros são #uízes de fato e de direito. ; a .ei
que instituiu a utilização da mediação e arbitragem no Frasil.
, principal característica dessa .ei é a estipulação de um prazo m*imo de seis meses
para a solução dos conflitos. <la troue tr9s novos fatores importantíssimos a mediação
anteriormente eistente no Frasil+
&. ,ssegurou 2 arbitragem desenvolvimento r*pido e um resultado pr*tico e eficazK
!. Eeduziu a um mínimo a intervenção do )oder #udici*rio no processo arbitral+ nela ocorreu a
supressão da homologação judicial da decisão proferida pelo *rbitro Gantes dessa .ei as
sentenças proferidas pelos *rbitros deveriam ser, obrigatoriamente, homologadas por um #uiz de
Lireito do >ribunal de #ustiça comumHK
(. <quiparou a 6entença ,rbitral 2 decisão proferida pelo #uiz estatal + ,rt. (& % ?A sentença arbitral
produz, entre as partes e seus sucessores, os mesmos efeitos da sentença proferida pelos
órgãos do Poder Judicirio e, sendo condenatória, constitui t!tulo e"ecuti#o?.
=u seja, um #uiz ,rbitral ganhou a força e o poder de um #uiz de Lireito dos >ribunais de
#ustiça comuns em algumas situaç3es M não em todas Gcomo na *rea criminal ou trabalhista, por
eemploH. , responsabilidade desses #uízes também aumentou proporcionalmente a força que uma
sentença por ele proferida tomou.
)ual a diferen*a entre concilia*+o, media*+o e arbitra-em.
, conciliação ocorre quando um terceiro ou terceiros GconciliadoresH desenvolvem esforços e
se empenham, com sugest3es e propostas, para o consenso dos interessados diretos em resolver
os conflitos.
, mediação é um di*logo entre duas ou mais partes em conflito, assistidas por um mediador,
para que possam chegar a um acordo satisfat5rio para ambas as partes. @a mediação prevalece
2
sempre a vontade das partes. = mediador não imp3e soluç3es, apenas aproima as partes para que
negociem diretamente e reconheçam o conflito para buscar algum tipo de solução que contemple e
satisfaça razoavelmente os interesses de todas elas.
@a arbitragem oGsH *rbitroGsH, substituindo a vontade das partes em diverg9ncia, decideGmH a
pend9ncia pela confiança que foi neleGsH depositada pela eleição prévia em cl*usula compromiss5ria.
@o Frasil, a .ei 0.($" de !( de setembro de &001, autorizou a utiliização da arbitragem para
o julgamento de litígios envolvendo bens patrimoniais disponíveis, ou seja, aqueles direitos nos quais
as partes podem transacionar % contratos em geral Gcivis ou comerciaisH. ,s sentenças proferidas
pelos tribunais arbitrais t9m a mesma efic*cia da sentença judicial. , principal diferença é o prazo
m*imo de seis meses para a solução dos conflitos.
/ 0ribunal (rbitral e as contendas
,ntes de tudo deve ficar claro que o >ribunal ,rbitral é um tribunal privado com todas as
obrigaç3es, direitos e deveres de uma empresa comum, porém dotado de instrumentos jurídicos
legais capazes de decidir discuss3es cíveis ou comerciais. , sentença emitida pelo #uiz ,rbitral tem
força de lei e dela não cabe recurso. 7mportante+ = >ribunal ,rbitral não é um tribunal paralelo aos
>ribunais de #ustiça, mas um instrumento jurídico legal com poderes especiais para dirimir
pend9ncias, dúvidas e casos omissos em tudo que envolva bens patrimoniais disponíveis.
)odem ser submetidas aos tribunais arbitrais quaisquer controvérsias de origem civil ou
comercial que envolvam bens patrimoniais disponíveis, havidas entre pessoas jurídicas ou físicas
capazes de contratar.
= primeiro passo para poder utilizar a mediação e a arbitragem de um >ribunal ,rbitral é
inserir uma cl*usula nos contratos % sejam eles de locação, venda e compra, prestação de serviços,
contrato social, de planos de saúde ou seguro, além de qualquer outro que verse sobre direito civil e
comercial % elegendo%o. <ssa cl*usula, chamada Cl*usula Compromiss5ria, deve ser regida mais ou
menos nos seguintes termos+ ?Fica eleito o Tribunal Arbitral de """""""""", com endereço $
"""""""""""""""""""", na cidade de """""""""""""%"", para a resolução de &uais&uer d'#idas
ad#indas do presente contrato?.
, Cl*usula Compromiss5ria pode ser colocada em dois momentos+
% na elaboração do contratoK
% nos contratos em vig9ncia, por meio de aditamento.
@os casos em que o litígio j* esteja instalado e não eista Cl*usula Compromiss5ria, o
>ribunal ,rbitral poder* atuar com a concordAncia das partes que deverão firmar o >ermo de
Compromisso ,rbitral.
,s vantagens da ,rbitragem, aplicada em um >ribunal ,rbitral, são numerosas+
. <fic*cia Gmesmo valor da sentença estatalHK
. ,gilidade Gprazo m*imo de seis mesesHK
. <specialização Gconferida pela presença de *rbitros%peritosHK
. 6igilo Ggarantido pela .ei 0.($"N01HK
. )reval9ncia da autonomia das partes Gelas que escolhem os *rbitrosHK
. 8enor custo e menor tempo gasto Gviabiliza economicamente a utilização da arbitragemH.
3
, ,rbitragem permite o desafogamento do judici*rio. Consequentemente, proporcionar*
melhores condiç3es para que o judici*rio se dedique aos litígios que envolvam interesse público ou
direitos indisponíveis.
/ Juiz (rbitral
= #uiz ,rbitral é pessoa capaz, dotada de conhecimentos técnicos, e com especialização em
pelo menos uma *rea do conhecimento humano Gtecnologia, medicina, odontologia, arquitetura,
engenharia, etcH e passa por um treinamento especial de forma a ter condiç3es técnicas e
conhecimentos jurídicos suficientes para poder decidir diverg9ncias com segurança e proferir
sentença, da qual não cabe recurso, salvo erro formal da mesma.
= #uiz ,rbitral M ou simplesmente #uiz do >ribunal ,rbitral M possui documento de
identificação emitido pelo >ribunal do qual ele est* integrado, que pode ser utilizado no eercício de
suas funç3es e tem valor em todo territ5rio nacional. , carteira de identificação do #uiz ,rbitral não
pode, em hip5tese alguma, ser apreendida, a não ser por ordem judicial epressa.
Ouando o compromisso arbitral contiver a fiação dos honor*rios do *rbitro Gart. &&, B7H, e
não for honrado, este constituir* título eecutivo etrajudicial podendo o #uiz ,rbitral recorrer a
justiça comum para cobrança e eecução do mesmo.
,os #uízes ,rbitrais são conferidos, no que couber, os mesmos deveres e responsabilidades
dos #uízes de Lireito, conforme art. &I da .ei 0.($"N01 e de acordo com o C5digo de )rocesso Civil
Frasileiro.
@os termos dos arts. &"N&P da mesma .ei, os *rbitros, quando no eercício de suas funç3es
ou em razão delas, ficam equiparados aos funcion*rios públicos, para os efeitos da legislação penal
e é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação
pelo )oder #udici*rio.
Das senten*as
,rt. (&. QA sentença arbitral produz, entre as partes e seus sucessores, os mesmos efeitos da
sentença proferida pelos órgãos do Poder Judicirio e, sendo condenatória, constitui t!tulo
e"ecuti#o.R G.ei 0.($"N01H.
, sentença poder* ser anulada seguindo procedimento comum, previsto no C5digo de
)rocesso Civil e dever* ser proposta no prazo de até noventa dias ap5s o recebimento da
notificação da sentença arbitral ou de seu aditamento.
, sentença arbitral estrangeira ser* reconhecida ou eecutada no Frasil de conformidade
com os tratados internacionais com efic*cia no ordenamento interno e, na sua aus9ncia,
estritamente de acordo com os termos desta .ei e dever* ser homologada, obrigatoriamente, pelo
6upremo >ribunal /ederal%6>/, para ser reconhecida ou eecutada no Frasil.
4
1resid2ncia da 3ep4blica
Casa Civil
5ubc6efia para (ssuntos Jur7dicos
L! 89 "#$0%, D 2$ D 50:;3/ D 1""6#
Lisp3e sobre a arbitragem.
/ 135!D80 D( 31<;L!C( /aço saber que o Congresso @acional decreta e eu sanciono a seguinte .ei+
Capítulo 7
Lisposiç3es Derais
,rt. &S ,s pessoas capazes de contratar poderão valer%se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos
patrimoniais disponíveis.
,rt. !S , arbitragem poder* ser de direito ou de eqTidade, a critério das partes.
U &S )oderão as partes escolher, livremente, as regras de direito que serão aplicadas na arbitragem, desde que não
haja violação aos bons costumes e 2 ordem pública.
U !S )oderão, também, as partes convencionar que a arbitragem se realize com base nos princípios gerais de
direito, nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio.
Capítulo 77
La Convenção de ,rbitragem e seus <feitos
,rt. (S ,s partes interessadas podem submeter a solução de seus litígios ao juízo arbitral mediante convenção de
arbitragem, assim entendida a cl*usula compromiss5ria e o compromisso arbitral.
,rt. IS , cl*usula compromiss5ria é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem%se a
submeter 2 arbitragem os litígios que possam vir a surgir, relativamente a tal contrato.
U &S , cl*usula compromiss5ria deve ser estipulada por escrito, podendo estar inserta no pr5prio contrato ou em
documento apartado que a ele se refira.
U !S @os contratos de adesão, a cl*usula compromiss5ria s5 ter* efic*cia se o aderente tomar a iniciativa de instituir
a arbitragem ou concordar, epressamente, com a sua instituição, desde que por escrito em documento aneo ou em
negrito, com a assinatura ou visto especialmente para essa cl*usula.
5
,rt. 'S Eeportando%se as partes, na cl*usula compromiss5ria, 2s regras de algum 5rgão arbitral institucional ou
entidade especializada, a arbitragem ser* instituída e processada de acordo com tais regras, podendo, igualmente, as
partes estabelecer na pr5pria cl*usula, ou em outro documento, a forma convencionada para a instituição da arbitragem.
,rt. 1S @ão havendo acordo prévio sobre a forma de instituir a arbitragem, a parte interessada manifestar* 2 outra
parte sua intenção de dar início 2 arbitragem, por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação, mediante
comprovação de recebimento, convocando%a para, em dia, hora e local certos, firmar o compromisso arbitral.
)ar*grafo único. @ão comparecendo a parte convocada ou, comparecendo, recusar%se a firmar o compromisso
arbitral, poder* a outra parte propor a demanda de que trata o art. "S desta .ei, perante o 5rgão do )oder #udici*rio a
que, originariamente, tocaria o julgamento da causa.
,rt. "S <istindo cl*usula compromiss5ria e havendo resist9ncia quanto 2 instituição da arbitragem, poder* a parte
interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim de lavrar%se o compromisso, designando o
juiz audi9ncia especial para tal fim.
U &S = autor indicar*, com precisão, o objeto da arbitragem, instruindo o pedido com o documento que contiver a
cl*usula compromiss5ria.
U !S Comparecendo as partes 2 audi9ncia, o juiz tentar*, previamente, a conciliação acerca do litígio. @ão obtendo
sucesso, tentar* o juiz conduzir as partes 2 celebração, de comum acordo, do compromisso arbitral.
U (S @ão concordando as partes sobre os termos do compromisso, decidir* o juiz, ap5s ouvir o réu, sobre seu
conteúdo, na pr5pria audi9ncia ou no prazo de dez dias, respeitadas as disposiç3es da cl*usula compromiss5ria e
atendendo ao disposto nos arts. &$ e !&, U !S, desta .ei.
U IS 6e a cl*usula compromiss5ria nada dispuser sobre a nomeação de *rbitros, caber* ao juiz, ouvidas as partes,
estatuir a respeito, podendo nomear *rbitro único para a solução do litígio.
U 'S , aus9ncia do autor, sem justo motivo, 2 audi9ncia designada para a lavratura do compromisso arbitral,
importar* a etinção do processo sem julgamento de mérito.
U 1S @ão comparecendo o réu 2 audi9ncia, caber* ao juiz, ouvido o autor, estatuir a respeito do conteúdo do
compromisso, nomeando *rbitro único.
U "S , sentença que julgar procedente o pedido valer* como compromisso arbitral.
,rt. PS , cl*usula compromiss5ria é aut4noma em relação ao contrato em que estiver inserta, de tal sorte que a
nulidade deste não implica, necessariamente, a nulidade da cl*usula compromiss5ria.
)ar*grafo único. Caber* ao *rbitro decidir de ofício, ou por provocação das partes, as quest3es acerca da
eist9ncia, validade e efic*cia da convenção de arbitragem e do contrato que contenha a cl*usula compromiss5ria.
,rt. 0S = compromisso arbitral é a convenção através da qual as partes submetem um litígio 2 arbitragem de uma
ou mais pessoas, podendo ser judicial ou etrajudicial.
U &S = compromisso arbitral judicial celebrar%se%* por termo nos autos, perante o juízo ou tribunal, onde tem curso a
demanda.
U !S = compromisso arbitral etrajudicial ser* celebrado por escrito particular, assinado por duas testemunhas, ou
por instrumento público.
,rt. &$. Constar*, obrigatoriamente, do compromisso arbitral+
7 % o nome, profissão, estado civil e domicílio das partesK
77 % o nome, profissão e domicílio do *rbitro, ou dos *rbitros, ou, se for o caso, a identificação da entidade 2 qual as
partes delegaram a indicação de *rbitrosK
6
777 - a matéria que ser* objeto da arbitragemK e
7B - o lugar em que ser* proferida a sentença arbitral.
,rt. &&. )oder*, ainda, o compromisso arbitral conter+
7 % local, ou locais, onde se desenvolver* a arbitragemK
77 % a autorização para que o *rbitro ou os *rbitros julguem por eqTidade, se assim for convencionado pelas partesK
777 - o prazo para apresentação da sentença arbitralK
7B - a indicação da lei nacional ou das regras corporativas aplic*veis 2 arbitragem, quando assim convencionarem
as partesK
B - a declaração da responsabilidade pelo pagamento dos honor*rios e das despesas com a arbitragemK e
B7 % a fiação dos honor*rios do *rbitro, ou dos *rbitros.
)ar*grafo único. /iando as partes os honor*rios do *rbitro, ou dos *rbitros, no compromisso arbitral, este
constituir* título eecutivo etrajudicialK não havendo tal estipulação, o *rbitro requerer* ao 5rgão do )oder #udici*rio que
seria competente para julgar, originariamente, a causa que os fie por sentença.
,rt. &!# <tingue%se o compromisso arbitral+
7 % escusando%se qualquer dos *rbitros, antes de aceitar a nomeação, desde que as partes tenham declarado,
epressamente, não aceitar substitutoK
77 % falecendo ou ficando impossibilitado de dar seu voto algum dos *rbitros, desde que as partes declarem,
epressamente, não aceitar substitutoK e
777 % tendo epirado o prazo a que se refere o art. &&, inciso 777, desde que a parte interessada tenha notificado o
*rbitro, ou o presidente do tribunal arbitral, concedendo%lhe o prazo de dez dias para a prolação e apresentação da
sentença arbitral.
Capítulo 777
Los Vrbitros
,rt. &(. )ode ser *rbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes.
U &S ,s partes nomearão um ou mais *rbitros, sempre em número ímpar, podendo nomear, também, os respectivos
suplentes.
U !S Ouando as partes nomearem *rbitros em número par, estes estão autorizados, desde logo, a nomear mais um
*rbitro. @ão havendo acordo, requererão as partes ao 5rgão do )oder #udici*rio a que tocaria, originariamente, o
julgamento da causa a nomeação do *rbitro, aplic*vel, no que couber, o procedimento previsto no art. "S desta .ei.
U (S ,s partes poderão, de comum acordo, estabelecer o processo de escolha dos *rbitros, ou adotar as regras de
um 5rgão arbitral institucional ou entidade especializada.
U IS 6endo nomeados v*rios *rbitros, estes, por maioria, elegerão o presidente do tribunal arbitral. @ão havendo
consenso, ser* designado presidente o mais idoso.
U 'S = *rbitro ou o presidente do tribunal designar*, se julgar conveniente, um secret*rio, que poder* ser um dos
*rbitros.
7
U 1S @o desempenho de sua função, o *rbitro dever* proceder com imparcialidade, independ9ncia, compet9ncia,
dilig9ncia e discrição.
U "S )oder* o *rbitro ou o tribunal arbitral determinar 2s partes o adiantamento de verbas para despesas e
dilig9ncias que julgar necess*rias.
,rt. &I. <stão impedidos de funcionar como *rbitros as pessoas que tenham, com as partes ou com o litígio que
lhes for submetido, algumas das relaç3es que caracterizam os casos de impedimento ou suspeição de juízes, aplicando%
se%lhes, no que couber, os mesmos deveres e responsabilidades, conforme previsto no C5digo de )rocesso Civil.
U &S ,s pessoas indicadas para funcionar como *rbitro t9m o dever de revelar, antes da aceitação da função,
qualquer fato que denote dúvida justificada quanto 2 sua imparcialidade e independ9ncia.
U !S = *rbitro somente poder* ser recusado por motivo ocorrido ap5s sua nomeação. )oder*, entretanto, ser
recusado por motivo anterior 2 sua nomeação, quando+
aH não for nomeado, diretamente, pela parteK ou
bH o motivo para a recusa do *rbitro for conhecido posteriormente 2 sua nomeação.
,rt. &'. , parte interessada em argTir a recusa do *rbitro apresentar*, nos termos do art. !$, a respectiva eceção,
diretamente ao *rbitro ou ao presidente do tribunal arbitral, deduzindo suas raz3es e apresentando as provas pertinentes.
)ar*grafo único. ,colhida a eceção, ser* afastado o *rbitro suspeito ou impedido, que ser* substituído, na forma
do art. &1 desta .ei.
,rt. &1. 6e o *rbitro escusar%se antes da aceitação da nomeação, ou, ap5s a aceitação, vier a falecer, tornar%se
impossibilitado para o eercício da função, ou for recusado, assumir* seu lugar o substituto indicado no compromisso, se
houver.
U &S @ão havendo substituto indicado para o *rbitro, aplicar%se%ão as regras do 5rgão arbitral institucional ou
entidade especializada, se as partes as tiverem invocado na convenção de arbitragem.
U !S @ada dispondo a convenção de arbitragem e não chegando as partes a um acordo sobre a nomeação do
*rbitro a ser substituído, proceder* a parte interessada da forma prevista no art. "S desta .ei, a menos que as partes
tenham declarado, epressamente, na convenção de arbitragem, não aceitar substituto.
,rt. &". =s *rbitros, quando no eercício de suas funç3es ou em razão delas, ficam equiparados aos funcion*rios
públicos, para os efeitos da legislação penal.
,rt. &P. = *rbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação
pelo )oder #udici*rio.
Capítulo 7B
Lo )rocedimento ,rbitral
,rt. &0. Considera%se instituída a arbitragem quando aceita a nomeação pelo *rbitro, se for único, ou por todos, se
forem v*rios.
)ar*grafo único. 7nstituída a arbitragem e entendendo o *rbitro ou o tribunal arbitral que h* necessidade de
eplicitar alguma questão disposta na convenção de arbitragem, ser* elaborado, juntamente com as partes, um adendo,
firmado por todos, que passar* a fazer parte integrante da convenção de arbitragem.
,rt. !$. , parte que pretender argTir quest3es relativas 2 compet9ncia, suspeição ou impedimento do *rbitro ou dos
*rbitros, bem como nulidade, invalidade ou inefic*cia da convenção de arbitragem, dever* faz9%lo na primeira
oportunidade que tiver de se manifestar, ap5s a instituição da arbitragem.
8
U &S ,colhida a argTição de suspeição ou impedimento, ser* o *rbitro substituído nos termos do art. &1 desta .ei,
reconhecida a incompet9ncia do *rbitro ou do tribunal arbitral, bem como a nulidade, invalidade ou inefic*cia da
convenção de arbitragem, serão as partes remetidas ao 5rgão do )oder #udici*rio competente para julgar a causa.
U !S @ão sendo acolhida a argTição, ter* normal prosseguimento a arbitragem, sem prejuízo de vir a ser eaminada
a decisão pelo 5rgão do )oder #udici*rio competente, quando da eventual propositura da demanda de que trata o art. ((
desta .ei.
,rt. !&. , arbitragem obedecer* ao procedimento estabelecido pelas partes na convenção de arbitragem, que
poder* reportar%se 2s regras de um 5rgão arbitral institucional ou entidade especializada, facultando%se, ainda, 2s partes
delegar ao pr5prio *rbitro, ou ao tribunal arbitral, regular o procedimento.
U &S @ão havendo estipulação acerca do procedimento, caber* ao *rbitro ou ao tribunal arbitral disciplin*%lo.
U !S 6erão, sempre, respeitados no procedimento arbitral os princípios do contradit5rio, da igualdade das partes, da
imparcialidade do *rbitro e de seu livre convencimento.
U (S ,s partes poderão postular por intermédio de advogado, respeitada, sempre, a faculdade de designar quem as
represente ou assista no procedimento arbitral.
U IS Competir* ao *rbitro ou ao tribunal arbitral, no início do procedimento, tentar a conciliação das partes,
aplicando%se, no que couber, o art. !P desta .ei.
,rt. !!. )oder* o *rbitro ou o tribunal arbitral tomar o depoimento das partes, ouvir testemunhas e determinar a
realização de perícias ou outras provas que julgar necess*rias, mediante requerimento das partes ou de ofício.
U &S = depoimento das partes e das testemunhas ser* tomado em local, dia e hora previamente comunicados, por
escrito, e reduzido a termo, assinado pelo depoente, ou a seu rogo, e pelos *rbitros.
U !S <m caso de desatendimento, sem justa causa, da convocação para prestar depoimento pessoal, o *rbitro ou o
tribunal arbitral levar* em consideração o comportamento da parte faltosa, ao proferir sua sentençaK se a aus9ncia for de
testemunha, nas mesmas circunstAncias, poder* o *rbitro ou o presidente do tribunal arbitral requerer 2 autoridade
judici*ria que conduza a testemunha renitente, comprovando a eist9ncia da convenção de arbitragem.
U (S , revelia da parte não impedir* que seja proferida a sentença arbitral.
U IS Eessalvado o disposto no U !S, havendo necessidade de medidas coercitivas ou cautelares, os *rbitros poderão
solicit*%las ao 5rgão do )oder #udici*rio que seria, originariamente, competente para julgar a causa.
U 'S 6e, durante o procedimento arbitral, um *rbitro vier a ser substituído fica a critério do substituto repetir as
provas j* produzidas.
Capítulo B
La 6entença ,rbitral
,rt. !(. , sentença arbitral ser* proferida no prazo estipulado pelas partes. @ada tendo sido convencionado, o prazo
para a apresentação da sentença é de seis meses, contado da instituição da arbitragem ou da substituição do *rbitro.
)ar*grafo único. ,s partes e os *rbitros, de comum acordo, poderão prorrogar o prazo estipulado.
,rt. !I. , decisão do *rbitro ou dos *rbitros ser* epressa em documento escrito.
U &S Ouando forem v*rios os *rbitros, a decisão ser* tomada por maioria. 6e não houver acordo majorit*rio,
prevalecer* o voto do presidente do tribunal arbitral.
U !S = *rbitro que divergir da maioria poder*, querendo, declarar seu voto em separado.
9
,rt. !'. 6obrevindo no curso da arbitragem controvérsia acerca de direitos indisponíveis e verificando%se que de sua
eist9ncia, ou não, depender* o julgamento, o *rbitro ou o tribunal arbitral remeter* as partes 2 autoridade competente
do )oder #udici*rio, suspendendo o procedimento arbitral.
)ar*grafo único. Eesolvida a questão prejudicial e juntada aos autos a sentença ou ac5rdão transitados em julgado,
ter* normal seguimento a arbitragem.
,rt. !1. 6ão requisitos obrigat5rios da sentença arbitral+
7 % o relat5rio, que conter* os nomes das partes e um resumo do litígioK
77 % os fundamentos da decisão, onde serão analisadas as quest3es de fato e de direito, mencionando%se,
epressamente, se os *rbitros julgaram por eqTidadeK
777 % o dispositivo, em que os *rbitros resolverão as quest3es que lhes forem submetidas e estabelecerão o prazo
para o cumprimento da decisão, se for o casoK e
7B % a data e o lugar em que foi proferida.
)ar*grafo único. , sentença arbitral ser* assinada pelo *rbitro ou por todos os *rbitros. Caber* ao presidente do
tribunal arbitral, na hip5tese de um ou alguns dos *rbitros não poder ou não querer assinar a sentença, certificar tal fato.
,rt. !". , sentença arbitral decidir* sobre a responsabilidade das partes acerca das custas e despesas com a
arbitragem, bem como sobre verba decorrente de litigAncia de m*%fé, se for o caso, respeitadas as disposiç3es da
convenção de arbitragem, se houver.
,rt. !P. 6e, no decurso da arbitragem, as partes chegarem a acordo quanto ao litígio, o *rbitro ou o tribunal arbitral
poder*, a pedido das partes, declarar tal fato mediante sentença arbitral, que conter* os requisitos do art. !1 desta .ei.
,rt. !0. )roferida a sentença arbitral, d*%se por finda a arbitragem, devendo o *rbitro, ou o presidente do tribunal
arbitral, enviar c5pia da decisão 2s partes, por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação, mediante
comprovação de recebimento, ou, ainda, entregando%a diretamente 2s partes, mediante recibo.
,rt. ($. @o prazo de cinco dias, a contar do recebimento da notificação ou da ci9ncia pessoal da sentença arbitral, a
parte interessada, mediante comunicação 2 outra parte, poder* solicitar ao *rbitro ou ao tribunal arbitral que+
7 % corrija qualquer erro material da sentença arbitralK
77 % esclareça alguma obscuridade, dúvida ou contradição da sentença arbitral, ou se pronuncie sobre ponto omitido
a respeito do qual devia manifestar%se a decisão.
)ar*grafo único. = *rbitro ou o tribunal arbitral decidir*, no prazo de dez dias, aditando a sentença arbitral e
notificando as partes na forma do art. !0.
,rt. (&. , sentença arbitral produz, entre as partes e seus sucessores, os mesmos efeitos da sentença proferida
pelos 5rgãos do )oder #udici*rio e, sendo condenat5ria, constitui título eecutivo.
,rt. (!. ; nula a sentença arbitral se+
7 % for nulo o compromissoK
77 % emanou de quem não podia ser *rbitroK
777 % não contiver os requisitos do art. !1 desta .eiK
7B % for proferida fora dos limites da convenção de arbitragemK
B % não decidir todo o litígio submetido 2 arbitragemK
10
B7 % comprovado que foi proferida por prevaricação, concussão ou corrupção passivaK
B77 % proferida fora do prazo, respeitado o disposto no art. &!, inciso 777, desta .eiK e
B777 % forem desrespeitados os princípios de que trata o art. !&, U !S, desta .ei.
,rt. ((. , parte interessada poder* pleitear ao 5rgão do )oder #udici*rio competente a decretação da nulidade da
sentença arbitral, nos casos previstos nesta .ei.
U &S , demanda para a decretação de nulidade da sentença arbitral seguir* o procedimento comum, previsto no
C5digo de )rocesso Civil, e dever* ser proposta no prazo de até noventa dias ap5s o recebimento da notificação da
sentença arbitral ou de seu aditamento.
U !S , sentença que julgar procedente o pedido+
7 % decretar* a nulidade da sentença arbitral, nos casos do art. (!, incisos 7, 77, B7, B77 e B777K
77 % determinar* que o *rbitro ou o tribunal arbitral profira novo laudo, nas demais hip5teses.
U (S , decretação da nulidade da sentença arbitral também poder* ser argTida mediante ação de embargos do
devedor, conforme o art. "I& e seguintes do C5digo de )rocesso Civil, se houver eecução judicial.
Capítulo B7
Lo Eeconhecimento e <ecução de 6entenças
,rbitrais <strangeiras
,rt. (I. , sentença arbitral estrangeira ser* reconhecida ou eecutada no Frasil de conformidade com os tratados
internacionais com efic*cia no ordenamento interno e, na sua aus9ncia, estritamente de acordo com os termos desta .ei.
)ar*grafo único. Considera%se sentença arbitral estrangeira a que tenha sido proferida fora do territ5rio nacional.
,rt. ('. )ara ser reconhecida ou eecutada no Frasil, a sentença arbitral estrangeira est* sujeita, unicamente, 2
homologação do 6upremo >ribunal /ederal.
,rt. (1. ,plica%se 2 homologação para reconhecimento ou eecução de sentença arbitral estrangeira, no que
couber, o disposto nos arts. IP( e IPI do C5digo de )rocesso Civil.
,rt. (". , homologação de sentença arbitral estrangeira ser* requerida pela parte interessada, devendo a petição
inicial conter as indicaç3es da lei processual, conforme o art. !P! do C5digo de )rocesso Civil, e ser instruída,
necessariamente, com+
7 % o original da sentença arbitral ou uma c5pia devidamente certificada, autenticada pelo consulado brasileiro e
acompanhada de tradução oficialK
77 % o original da convenção de arbitragem ou c5pia devidamente certificada, acompanhada de tradução oficial.
,rt. (P. 6omente poder* ser negada a homologação para o reconhecimento ou eecução de sentença arbitral
estrangeira, quando o réu demonstrar que+
7 % as partes na convenção de arbitragem eram incapazesK
77 % a convenção de arbitragem não era v*lida segundo a lei 2 qual as partes a submeteram, ou, na falta de
indicação, em virtude da lei do país onde a sentença arbitral foi proferidaK
11
777 % não foi notificado da designação do *rbitro ou do procedimento de arbitragem, ou tenha sido violado o princípio
do contradit5rio, impossibilitando a ampla defesaK
7B % a sentença arbitral foi proferida fora dos limites da convenção de arbitragem, e não foi possível separar a parte
ecedente daquela submetida 2 arbitragemK
B % a instituição da arbitragem não est* de acordo com o compromisso arbitral ou cl*usula compromiss5riaK
B7 % a sentença arbitral não se tenha, ainda, tornado obrigat5ria para as partes, tenha sido anulada, ou, ainda, tenha
sido suspensa por 5rgão judicial do país onde a sentença arbitral for prolatada.
,rt. (0. >ambém ser* denegada a homologação para o reconhecimento ou eecução da sentença arbitral
estrangeira, se o 6upremo >ribunal /ederal constatar que+
7 % segundo a lei brasileira, o objeto do litígio não é suscetível de ser resolvido por arbitragemK
77 % a decisão ofende a ordem pública nacional.
)ar*grafo único. @ão ser* considerada ofensa 2 ordem pública nacional a efetivação da citação da parte residente
ou domiciliada no Frasil, nos moldes da convenção de arbitragem ou da lei processual do país onde se realizou a
arbitragem, admitindo%se, inclusive, a citação postal com prova inequívoca de recebimento, desde que assegure 2 parte
brasileira tempo h*bil para o eercício do direito de defesa.
,rt. I$. , denegação da homologação para reconhecimento ou eecução de sentença arbitral estrangeira por vícios
formais, não obsta que a parte interessada renove o pedido, uma vez sanados os vícios apresentados.
Capítulo B77
Lisposiç3es /inais
,rt. I&. =s arts. !1", inciso B77K ($&, inciso 7WK e 'PI, inciso 777, do C5digo de )rocesso Civil passam a ter a seguinte
redação+
?,rt. !1".........................................................................
B77 % pela convenção de arbitragemK?
?,rt. ($&.........................................................................
7W % convenção de arbitragemK?
?,rt. 'PI...........................................................................
777 % a sentença arbitral e a sentença homologat5ria de transação ou de conciliaçãoK?
,rt. I!. = art. '!$ do C5digo de )rocesso Civil passa a ter mais um inciso, com a seguinte redação+
?,rt. '!$...........................................................................
B7 % julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem.?
,rt. I(. <sta .ei entrar* em vigor sessenta dias ap5s a data de sua publicação.
,rt. II. /icam revogados os arts. &.$(" a &.$IP da .ei nS (.$"&, de &S de janeiro de &0&1, C5digo Civil FrasileiroK os
arts. &$& e &.$"! a &.&$! da .ei nS '.P10, de && de janeiro de &0"(, C5digo de )rocesso CivilK e demais disposiç3es em
contr*rio.
12
Frasília, !( de setembro de &001K &"'S da 7ndepend9ncia e &$PS da Eepública.
/<E@,@L= -<@E7O:< C,EL=6=
(elson A) Jobim
<ste teto não substitui o publicado no L.=.:. de !I.0.&001
13

Na mediação prevalece 2 . este é um mercado que sinaliza boas perspectivas. A mediação é um diálogo entre duas ou mais partes em conflito. Em minha opinião é um dos maiores avanços jurídicos. hoje há carência de 35. mediação e arbitragem? A conciliação ocorre quando um terceiro ou terceiros (conciliadores) desenvolvem esforços e se empenham. para que possam chegar a um acordo satisfatório para ambas as partes. 2. 3. constitui título executivo".307/96 Entenda o que é o Juizado Arbitral Por Fernando Toscano (*) Você sabe o que é arbitragem? Para que serve e qual sua utilidade? Abaixo irei explanar o que é um Juizado Arbitral e como isso pode ser útil para você. Ou seja. . os mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos do Poder Judiciário e."A sentença arbitral produz.Direito & Defesa do Consumidor 01 / fevereiro / 2006 LEI 9.instituições arbitrais. A responsabilidade desses Juízes também aumentou proporcionalmente a força que uma sentença por ele proferida tomou. obrigatoriamente. dá às sentenças arbitrais a mesma força e eficácia das Sentenças Estatais e diz que os árbitros são Juízes de fato e de direito. para o consenso dos interessados diretos em resolver os conflitos. 31 . Lei 9. com sugestões e propostas. A área criminal não é abrangida pela arbitragem. portanto. ou seja. Equiparou a Sentença Arbitral à decisão proferida pelo Juiz estatal : Art. desde que na área cível ou comercial. questões pendentes e divergências. Assegurou à arbitragem desenvolvimento rápido e um resultado prático e eficaz. um Juiz Arbitral ganhou a força e o poder de um Juiz de Direito dos Tribunais de Justiça comuns em algumas situações – não em todas (como na área criminal ou trabalhista. sua empresa e seus negócios. Reduziu a um mínimo a intervenção do Poder Judiciário no processo arbitral: nela ocorreu a supressão da homologação judicial da decisão proferida pelo árbitro (antes dessa Lei as sentenças proferidas pelos árbitros deveriam ser. Qual a diferença entre conciliação. sendo condenatória. uma forma rápida e eficiente de se resolver contendas. por exemplo). homologadas por um Juiz de Direito do Tribunal de Justiça comum). entre as partes e seus sucessores. Ela trouxe três novos fatores importantíssimos a mediação anteriormente existente no Brasil: 1.307/96: Esta Lei. assistidas por um mediador. É a Lei que instituiu a utilização da mediação e arbitragem no Brasil. A principal característica dessa Lei é a estipulação de um prazo máximo de seis meses para a solução dos conflitos. também chamada Lei Marco Maciel.

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