Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008

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Curso de Hidráulica e Saneamento fevereiro de 2008

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Apresentação Este livro denominado Curso de Rede de Água resultou de curso ministrado no SAAE em 2008 com 64h. Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo a oportunidade de realizar esta tarefa. Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

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Capítulo 1-Método de Hardy-Cross para redes de água

Um dos maiores matemáticos de Portugal foi sem dúvida Bento de Jesus Caraça (19011948). O seu livro “Conceitos Fundamentais da Matemática” editado em Lisboa em 1958 foi meu livro de cabeceira a partir de 1960. Todo jovem deveria ler este livro.

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Alfabeto grego

α β γ δ ε ζ

Alfa Beta Gama Delta Epsilon Zeta

η θ ι κ λ μ

Eta Theta Iota Kappa Lambda Mu

ν ξ ο π ρ σ

Nu Xi Omicron Pi Rho Sigma

τ υ φ χ

Tau Upsílon Phi Chi

ψ Psi ω Omega

Maiúscula Α Β Γ Δ Ε Ζ Η Θ Ι Κ Λ Μ Ν Ξ Ο Π Ρ Σ Τ Υ Φ Χ Ψ Ω

Minúscula α β γ δ ε ζ η θ ι κ λ μ ν ξ ο π ρ σ τ υ φ χ ψ ω

Nome Alfa Beta Gama Delta Epsilon Dzeta Eta Teta Iota Capa Lambda Mu Nu Csi Ômicron Pi Rho Sigma Tau Upsílon Fi Qui Psi Ômega

Letra A B G D E Z H Q I K L M N X O P R S T U F C Y W

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Algumas unidades úteis 1 ft3=28,316 litros 1 ft= 0,3049m 1m= 3,28084 ft 1 psi= 1 lb/in2 1 psi=6894,24 Pa 1Pa= 0,000145 psi 1 Pa= 1 N/m2 1 in= 2,54cm 1cm= 0,393701in 1 gal= 3,784 litros 1 litro= 1000cm3 1 L/s= 15,83782 gpm 1m3=35,31467 ft3 1 gpm= 0,00223 ft3/s=0,06314 L/s 1 Mpa= 100 mca=10 kg/cm2 1psi= 0,00689424 MPa=0,6894 mca 1 psi= 0,070307 kg/cm2 1psi= 0,7032 mca 1 kg/cm2= 14,232 lb/in2= 14,223 psi 1 CV= 736 w 1 HP= 745 w

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A1= PI x D12/4= 3.01767m2 A2= PI x D2 2/4= 3. 1974 Em duas seções 1 e 2 do mesmo tubo se pode escrever: A1 x V1 = A2 x V2 Exemplo 1.br Capítulo 1.1 Dado um tubo em que a seção 1 tem diâmetro de 0. A água doce a 20ºC tem valor ρ =9.007 x 10-6 m2/s Equação da continuidade Baseada nas leis de Newton de conservação de massa.1416x 0.81 x 1000 x 9810 N/m3 O valor correto seria γ = 9792. energia e de movimento temos: Q= A x V Sendo: Q= vazão (m3/s) A= área molhada da seção (m2) V= velocidade media da água na seção (m/s) Figura 1.34 N/m3. Viscosidade cinemática ν A viscosidade cinemática da água a 20ºC tem a letra grega ν e se pronuncia: ni. Densidade ou massa especifica ρ É a relação entre a massa de determinado volume do corpo considreado e a massa de igual volume de água considerado.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.2 kg/m3.30 e por onde passa a vazão de 0.1. É representada usualmente pela letra grega ρ com pronuncia: ro.15m e a seção de saída 2 tem diâmetro de 0.Equação da continuidade Fonte: Lucarelli et al.15 2/ 4= 0.1416 x 0. ν = 1.1 Introdução Vamos recordar alguns conceitos importantes na distribuição de rede de água potável.Método de Hardy Cross para redes de água 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. Peso especificio γ O peso especifico é representada pela letra grega γ que se pronuncia: gama.0314m2 1-6 . γ=gxρ γ = 9. mas na prática se uda ρ =1000kg/m3. Calcular a velocidade da água no ponto 1 e 2.998.30 2/4=0.20m3/s.com.

0314m2= 6.2.0246m3. Σ Qi=0 Q1+Q2-Q3-Q4=0 0.01767m2= 11.0269m3/s.Teorema de Bernouilli Fonte: Lucarelli et al. Consoderamos o líquido imcompressivel. considerando um sinal negativo para a saída. 1974 Num determinado trecho de tubulalçaio baseado num nível de referencia vale o seguinte: Sendo: Z= energia de posição que é a cota (m) p/ γ = energia de pressão (m) V2/ 2g= energia cinética hL= perda de energia (m) distribuida e localizada.0317m3/s Equação de Bernouilli A equação fundamental da hidráulica é a de Bernouilli que foi deduzida através das Leis de Newton.0246+0.034-0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Figura 1.4m/s Exemplo 1. Z1+ p1/γ + V12/2g= Z2 + p2/ γ + V2 2/ 2g + hL Linha Piezométrica= Z + p/ γ Linha de energia=linha de carga total= Z + p/ γ + V2/ 2g 1-7 .20m3/s V1= Q1/ A1= 0.com.2 Seja um nó onde entra Q1=0.20m3/s / 0.br Q=Q1=Q2=0.0269-Q4=0 Q4=0. Sai do nó Q3=0.034m3/s e Q2=0.3 m/s V2= Q2/ A2= 0. Qual a vazão no nó Q4? No nó a somatória das vazões que entram e que saem é igual a zero.Curso de Rede de água Capitulo 1.20m3/s/ 0.

programação dinâmica com o uso ou não de algoritmo genético. • Em 1985 Gessler e Walski desenvolveram o conhecido programa WADISO para o Corpo de Engenheiros dos Estados Unidos nos anos 1983 a 1987 usando o método de Hardy-Cross com método dos nós.com. etc. Um dos defeitos do método de Hardy Cross é a convergência vagarosa. ΔH O método mais conhecido é o método das correções das vazões ΔQ nos loops. pois assim poderia mudar as unidades para as do sistema internacional (SI). Assim temos a programação linear. O programa é muito bom com o inconveniente das unidades inglesas. Em 1969 o mesmo método foi desenvolvido por Epp-Fowler. et al. • Em 1950 surgiram os grandes computadores (mainframe) e foram feitos alguns cálculos de rede malhada neles (cidade de Dalas no Texas). • Em 1978 Jepson desenvolveu o famoso Método da Teoria Linear.2 Análise de rede de água Os estudos de vazão. O método dos nós pode ser visto em Fair.br 1. Nota: Hardy Cross nasceu em Virginia. resistências para simular uma rede de água. • Em 1940 McElroy usou método analógico. que com algumas alterações possibilita calcular problemas complicados de redes de água com reservatórios.Curso de Rede de água Capitulo 1. boosters.3 Método de Hardy Cross Existem vários métodos para resolver problemas de análise de redes malhadas e o método mais antigo é o atribuído a Hardy Cross que ainda é utilizado. Atualmente existe o programa como o da Haestad Method que é muito usado chamado WaterCAD (water distribution modeling and design) que foi feito por Thomas Walski. 1984 e Waslki et al.1990 Por curiosidade o programa em fortran Wadiso tem 140 folhas em papel A4 e usa unidades inglesas. Usei no SAAE o programa Wadiso em várias áreas setorizadas e consegui achar grandes vazamentos conferindo-se as pressões ao longo das malhas. quando não se dispunham de computadores. USA em 1885 e morreu em 1959. com fios elétricos. • Em 1965 Shamir-Howard desenvolveu o método de Newton-Raphson. Existe ainda o programa EPANET 2. As redes malhadas começaram a ser calculadas a partir de 1936 com os estudos de Hardy Cross. bombas. Vamos nos ater ao Método de Hardy-Cross. 1966.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1-8 . Stephenson. Era um método bastante prático de ser usado. principalmente quando há bombas ou e boosters. Posteriormente usou-se a minimização dos custos (otimização) nos cálculos. pressão e transientes hidráulicos em redes de água é denominado de análise. 1. Todos conhecem o método da correção das vazões que é o método dos Loops de Hardy Cross em 1936. Não consegui o compilador adequado para o programa. mas esquecem que foram criado dois métodos de cálculos: método da correção das vazões nos Loops ΔQ método da correção ds pressões nos Nós. • Em 1970 Wood fez um programa na Universidade de Utah.0 feito pela USEPA que é gratuito e que tem manual em português traduzido pelo LNEC de Portugal em março de 2002.

) 1-9 . hf= r Q n Sendo: r= uma função de diâmetro (D) e chamada na prática de resistência. hf= perda de carga (m) (Unidades S.f. Σ hf=0 b) Lei dos Nós A vazão que chega a um nó deve ser igual à vazão que sai. n=2 para fórmula de Darcy-Weisbach e n=1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.8 m/s2.85 onde 10. g= aceleração da gravidade= 9.Curso de Rede de água Capitulo 1.π2 Sendo: r= resistência.85 para fórmula de Hazen-Willians.87 (unidades S. Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r . D 4.L r= --------------------g . D= diâmetro (m). f= coeficiente de atrito (adimensional).br Podemos ter as unidades inglesas e do sistema internacional (SI). Numa rede de condutos devem ser satisfeitas basicamente três condições: a) Lei das Malhas A soma algébrica das quedas de pressão ao longo de cada circuito deve ser nula.. D5 . L=comprimento (m) C=Coeficiente de Hazen-Willians f = coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach. L= comprimento (m). o valor da resistência r é dado pela fórmula: hf= r . Σ Q=0 c) Lei de Resistência A equação de Darcy-Weisbach ou a fórmula de Hazen-Willians possuem uma relação específica entre perda de carga e vazão para cada conduto.I. C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians. Q1.I. L r= --------------------C1.com.Sistema Internacional) L= comprimento (m).643 . Q2 8.85 . D= diâmetro (m) r= resistência hf= perda de carga (m) Para a fórmula de Darcy-Weisbach.

.. Para um tubo qualquer no qual se admite a vazão inicial Qo. ΔQ Senfo f(x)=0 ΔQ= ..4 Série de Taylor Uma fórmula importante e fantástica na matemática é a série de Taylor que tem a seguinte apresentação: f’’(a) . A última equação é resolvida em ΔQ para cada malha da rede: Σ r Qo|Qo| n-1 = -. ( x.. 1-10 . Para uma malha teremos: Σhf= Σ rQ|Q| n-1 = Σ r Qo|Qo| n-1 + ΔQ Σ r n |Qo|n-1=0 onde ΔQ foi posto fora do sinal de somatória porque é o mesmo para todos os condutos da malha e o sinal de módulo foi usado para levar em conta o sentido de percurso do circuito.Curso de Rede de água Capitulo 1.5 Método da correção das vazões nos Loops ΔQ O método de Hardy Cross admite vazões em cada conduto de modo que a equação da continuidade (Q=VxA) seja satisfeita em todos os nós. Calcula-se uma correção na vazão em cada malha em seqüência até que se consiga um equilíbrio entre as malhas.. ( x.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.. ( x.a ) + ------------------2! f(x)= f(a) + f’(a) ..br 1. (x . todos os termos da série após o segundo podem ser desprezados..a)2 f(x)= f(a) + f’(a) . Basicamente é aplicação da fórmula de Taylor.com.) Se ΔQ é pequeno em relação a Q0...a ) + ------------------2! Sendo: f(x) a função f( a) o valor da função no ponto a f ‘(a) : derivada de f(x) com o valor de a f’’(a) : derivada segunda de f(x) com o valor de a Dica: o método de Hardy Cross é simplesmente a aplicação da série de Taylor usando somente a primeira derivada.. f’’(a) . (x .f(a)/ f´(a) 1. para cada conduto teremos: hf= rQn= r( Q0 + ΔQ)n=r(Q0n + n Qo n-1 Δ Q + . + . Então.------------------------------(2) ΔQ Σ r n |Qo|n-1 + .a ) ΔQ=(x-a) f(x)= f(a) + f’(a) . Q= Qo +ΔQ (1) onde Q é a vazão correta e ΔQ é a correção.a)2 f(x)= f(a) + f’(a) .

1979 conforme Figura (1. 4.3).3 Vamos dar um exemplo conforme Cetesb.Curso de Rede de água Capitulo 1. o sentido do percurso é importante. Continuar para todas as malhas.com. A seqüência para um procedimento de cálculo aritmético pode ser relacionada nos seguintes itens: 1. Exemplo 1. calcular a perda de carga e forma a soma Σ hf=Σ r Qn Calcular também Σ r n | Q | n-1 para a malha.Admite-se que a melhor distribuição de vazões que satisfaça a continuidade pelo exame cuidadoso da rede. O quociente indicado na equação (2) fornece a correção que é então somada algebricamente a cada uma das vazões da malha para corrigi-las.3. 3. de acordo com a equação (1).br Quando ΔQ é aplicado a cada tubo de uma malha.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Os anéis possuem diâmetro de 200mm a 300mm com comprimento que variam de 1000m e 2000m. Para cada conduto de uma malha.Esquema da rede de água a ser calculada pelo método de Hardy Cross 1-11 . soma-se ΔQ às vazões no sentido horário e subtrai-se das vazões no sentido anti-horário. Passar para outra malha e repetir o processo de correção do número 2. Usar a fórmula de Hazen-Willians com C=100. Figura 1. Em três nós existem a demanda de 20 L/s a 50L/s. Repetir os passos 2 e 3 quantas vezes for necessário até que as correções ΔQ’s se tornem arbitrariamente pequenas. 1975 e Silvestre. 2. isto é.

3 Ho 9.8 5383.85 x 0.9 5.br Tabela 1.221 0.8 x 0.0.170 0.2 h1/Q1 Col.5 +0.2/ (1. 2 250 200 250 300 L (m) Col.7 +3.5 hI (m) Col .96 QI (L/s) Col.656 ΔQ1 (L/s) Col. D 4.96 L/s será a correção a ser feita em cada trecho.4 -4. Observar que no final da coluna 6 temos a somatória com sinal dos valores ho que é de +3. Para os outros tramos procede-se assim: Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r .4m Tabela 1.87) = 3631.8 Ho= RAB x Q 1.1 2.96 -2.0 +3.2 -4.96 -2.96 ΔQ1= .96 62..675)= -2.8 -4.4 3.656)= -0.96 JI (m/km) Col. 12 0.8 747.9 -3.165 -0. 14 36.2 2.0401.5 4.165 -0.4 3. 8 -2.8 -2.643 x 2000)/ (100 1. 6 9. Coluna 7= dividimos a perda de carga total no trecho pela vazão em L/s e somamos todos os valores dando a soma igual a 0. Coluna 1= trechos da rede Coluna 2= diâmetro das tubulações (mm) Coluna 3= comprimento das tubulações (m) Coluna 4=Qo= inicialização das vazões nos tramos.85 x 0.85 . L r= --------------------C1.675 ΔQo (L/s) Col.235 0.165 -0.5 -4.3.85 x 0.04 17.675)= -2.194 0.96. 7 0.0 ho (m) Col. 10 4. L r= --------------------C1. 1 A-B B-C D-C D-A D (mm) Col. Q1.643 .3 3631.067 0. sendo sentido horario positivo e antihorario negativo (L/s) Coluna 5= Cálculo da perda de carga em m/Km de cada trecho.Cálculo da perda de carga em cada tramo usando Hazen-Willians Trecho A-B B-C D-C D-A D (mm) 250 200 250 300 L (m) 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) 40 20 -30 -60 r 3631.85= 9. D 4. O valor -2.96 -2.85 .7 ho/Qo Col.85= 3631. Assim no trecho AB teremos perda de carga total de 4. 1-12 . 3 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) Col.7m.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.165 Na Tabela (1. 13 -0.3. 4 40 20 -30 -60 Jo (m/km) Col.85 x 0. 5 +4.7m.13 ΔQo= .87 16.183 0.9 -6.165 Q2 (L/s) Col.8 -4 Coluna 6= perda de carga total já calculado no intem anterior.675.190 0.11 8.8 -2.25 4.Curso de Rede de água Capitulo 1.643 .com.87 Para o tubo A-B teremos: 10.071 0.1 Jo (m/km) 4. Trecho Col.7/ (1.04 -32.1) temos 14 colunas.85 onde 10. Coluna 8= Calcula-se o valor ΔQo=.1.87 RAB= (10.Planilha de cálculo do método de Hardy-Cross pelo método dos loops numa malha simples.87 -33. 9 37.7 3.13 -63.7/ (1.2.8 -5.

O método é assim: F´(xo)= F(xo) / (xo – x1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) F´(xo)= derivada da função no ponto xo.6 Newton-Raphson Streeter. 1982. H = Ao + A1x Q+A2 xQ2+A3x Q3 A derivada de H em função de Q será uma perda de carga com sinal negativio ΔQ= Diferença de altura dos reservatórios na malha – (Ao + A1x Q+A2 Q2+A3x Q3)/ (0+2QA2+2x A3x Q2) Para maiores detalhes deverá ser consultado o livro do Streeter.87 L/s e assim por diante. 1982 mostra como achar a solução de uma equação diferencial usando o método de Newton-Raphson.85 x 0.04 L/s e assim por diante.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1. Seja um função y = F(x) com x=xo um valor aproximado da raiz.2. 1982 usa a equação da bomba H no terceiro grau. Primeiramente conforme Streeter.656 Coluna 13= obtem-se a correção nas vazões ΔQ1= -0. Assim para a primeira linha teremos: 40 L/s -2.656)= 0. a coluna 8. 1. as novas perdas de cargas.04= 36. Coluna 11= perda de carga no trecho (m) Coluna 12=repete-se o que já foi feito na coluna 7.2/ (1.br Coluna 9= é a soma da coluna 4 com a coluna das correções.96= 37. Streeter.165 Coluna 14= soma-se a correção -0.2) acrescenta-se a bomba ficando assim 1-13 . 1982 para um trecho 8 da Figura (1. A somatória dos h1/Q serão iguais a 0.2) onde está inserida uma bomba com a equação do terceiro grau.165 com 37. 1082 muito habilmente para o caso de um pseudo loop faz: hf= r x Q n Um valor ΔQ será: F(xo)= Qn F´(xo) =n x Q (n-1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) ΔQ= – Qn/ n x Q (n-1) Para o caso de uma bomba.com. Coluna 10= calcula-se para as novas vazões. Somam-se os valores das perdas de cargas com sinal e resulta +0. isto é. H = Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83 Usando o conceito de Newton-Raphson teremos que fazer: ΔQ= -Função/ derivada da função = – Qn/ n x Q (n-1) A derivada da função da bomba H será: dH/ dQ= A1+2A2 xQ8+3A3x Q82 Na correção da vazão conforme Figura (1. A raiz x=B e teremos F(x)=0. Vamos explicar com mais detalhes a grande vantagem de usar Newton-Raphson para o uso de bombas. Streeter. só que com novos valores.

Esquema de bombas e falsos loops.com.br ΔQ4= . 1982.Curso de Rede de água Capitulo 1.{135 – 117 – (Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83)+ r5 Q5 ABS(Q5) n-1}/ {n .4) que será.4.r5 abs(Q5) n-1 – [A1+2A2 xQ8+3A3x Q82]} Sendo: 135= cota do reservatório 117= cota do reservatório no sentido horário Figura 1. 1982 usa o chamado pseudo-anel.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Pseudo loop Streeter.{150-135 – r4 Q4 abs(Q4) abs(Q1) n-1} n-1 – r1 Q1 x abs (Q1) n-1 } / {nr4 abs(Q4) n-1 + nr1 1-14 . como por exemplo o ΔQ3 da Figura (1. Fonte: Streeter. ΔQ3= .

O cálculo é feito por iterações até que a diferença de pressão entre o inicio e o fim de um tubo será zero com certo erro admitido de precisão.br 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.4 Dada a Figura (1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Figura 1.5.Esquema das redes malhadas. 1-15 . No método das correções das vazões precisamos de uma inicialização com as vazões em cada trecho e no método de correção das pressões também precisamos de uma inicialização com as pressões em cada nó a não ser que tenhamos um ponto com cata prefixada como um reservatório.------------------------------ΔH Σ (Q/H) As vazões e as perdas de cargas são consideradas positivas quando entram no nó e quando saem são negativas. Dada então as pressões calculamos as vazões em cada trecho de tubulação e depois fazemos uma correção ΔH. nΣ Q = -. Em cada nó.com.5) calcular as redes malhadas pelo método das correções das pressões.7 Método de correção nas pressões O método da correção das pressões ΔH não é muito conhecido e o conceito é semelhante ao método das correções das vazões. Exemplo 1. As entradas são positivas e as saídas negativas.

055556 0.com.92 -4.92 -6.00 -30.027273 0.85 J = ----------------------C1.050000 0.019 0.254 120 100 100 12 -18 -33 0 0 0 E BE DE EF 300 660 270 0.305 0.85 .92 0.027778 Primeiro Qo (m3/s) 0.007 0.019 0.16 0.00 0.011 0.br Usaremos o método de Fair et al.254 120 120 100 C Ho (m) 9 -15 15 0 0 0 D CD DE DF 180 660 540 0.14 -10.08 -39. J / 10. C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians.94 4. Q 1. os valores de C de Hazen-Willians e o diâmetro da tubulação.34 -0.85) Observar que num determinado trecho a pressão no nó 1 menos a pressão no nó 2 é : hf=(H1-H2) São feitas varias iterações. 1966 usando as unidades SI.305 0.023 Qo/Ho ho (m) -10.254 0.015 -30.29 0.006 -0.06 4.06 Tabela 1.11 -0.87 .027273 0.3.29 0.06 -6. Dado Ho e o comprimento obtemos so= Ho/comprimento (m/m) 10. D4.00 0.85 .254 120 100 100 15 18 -15 0.305 0.92 30 5. D4.94 -10.06 -5.11 0.17 0.017 -6.94 0.08 -45.Arbitra-se os valores da perda de carga em cada tubulação e obtem-se os valores das vazões e da nova perda de carga e depois se recalcula tudo novamente até chegar a uma precisão desejada.24 -30.11 -0. Tabela 1.00 -30.254 0.643 .066667 0. D= diâmetro em metros.87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m).92 so (por 1000) 0. Obtemos: Qo= (C1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Q= vazão em m3/s. São dados os comprimentos.32 -0.036 -0.006 -0.4.Curso de Rede de água Capitulo 1.94 30 Correção H1 (m) -1.061111 0.92 -6.050000 0.94 6.060000 0.028 -0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross 1-16 .005 0.08 5.305 0.94 -10.643) (1/1.00 10.Método das correções das pressões de Hardy-Cross Entrada No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.

166668 4.91 -2.80 -1.013530 0.17 6.86 -1.17 2.007693 0.05 -1.09 E BE DE EF 120 100 100 0.83 1-17 .9 0.254 0.040 1.17 0.9 4.83 300 660 270 0.83 1.05 -0.5.93 -1.305 0.254 -4.74 -40.305 0.050 Qo/Ho ho (m) -1.74 -38.93 -4.305 0.74 -38.040 1.1 4.91 2.005 0.05 0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.028206 0.18 -0.254 0.04 2.17 4.1 -5.028206 0.0 4.1 -39.035 0.007697 0.013534 0.1 5.05 -0.166668 4.86 180 660 540 0.83 Tabela 1.305 0.011 -0.97 2.011 -0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross terceiro No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.049 Qo/Ho ho (m) -1.93 -1.035 0.013163 0.14 0.13 D CD DE DF 120 100 100 0.04 -2.027 0.93 180 660 540 0.011 -0.1 -45.1 -45.073931 1.305 0.011 -0.006 0.17 0.035 0.29 -0.013 0.86 -1.03 1.254 120 120 100 C Ho (m) -2.9 0.17 Correção H1 (m) -3.09 4.17 4.05 -0.97 -2.17 4.83 1.83 -4.254 120 120 100 C Ho (m) -1.91 2.305 0.17 4.0 0.254 5.14 -0.03 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.007693 0.042 -0.83 300 660 270 0.1 so (por 1000) 0.1 -39.86 -4.21 -0.83 1.1 so (por 1000) 0.0 0.254 0.93 -1.007516 Qo (m3/s) 0.29 -0.007697 0.com.86 -1.005 0.14 0.05 -1.254 5.21 -0.18 -0.09 4.05 -0.254 -4.17 1.83 0.007516 Qo (m3/s) 0.14 0.05 0.042 -0.17 Correção H1 (m) -3.072 -0.305 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.027 0.013530 0.83 1.305 0.br Segundo No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.254 0.14 -0.1 5.013 0.006 0.071 -0.83 -4.013534 0.20 D CD DE DF 120 100 100 0.1 -5.1 4.74 -40.83 0.012941 0.035 0.073931 1.14 0.17 6.

21 -0.83 1.Método das correções das pressões de Hardy-Cross quarto No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.05 -0.011 -0.254 0.05 0.013 0.85 (Equação 1. Figura 1.83 300 660 270 0.6.305 0.03 1.Esquema de Thomas Walski Walski justifica o uso da fórmula de Hazen-Willians que apesar de não ser teoricamente correta como a de Darcy-Weisbach mas tem a facilidade da escolha dos coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians muito mais fácil de se estimar do que a rugosidade em mm dos tubos conforme Darcy-Weisbach.305 0.83 0.035 0.1 -45.013530 0.1) Sendo: 1-18 .007516 Qo (m3/s) 0.007693 0. A perda de carga hi por Hazen-Willians é dada por: hi= ci .013628 0.8 Metodo de correção nos nós usado por Thomas Walski.254 0.1 4.006 0.83 1.08 -2. Qi 1.005 0.08 -2.17 4.05 -2.17 6. O método provém de Hardy Cross feito em 1936 com algumas alterações feitas por Thomas Walski que ainda hoje é usado em inúmeros softwares no mundo.17 Correção H1 (m) -4.070 -0.254 120 120 100 C Ho (m) -2.08 -4.83 -4.08 180 660 540 0.1 -5.09 E BE DE EF 120 100 100 0.91 2.29 -0.09 4.1 5.17 4.05 -0.14 -0.042 -0.1 -39.Curso de Rede de água Capitulo 1.013534 0.12 -2.028206 0.048 Qo/Ho ho (m) -2.14 0.74 -38.14 0. 1990 Thomas Walski usou a fórmula de Hazen-Willians no programa Wadiso escrito em Fortran.18 -0.19 1.83 1.254 5.17 2.166668 4.035 0.011 -0.305 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.254 -4.9 0.14 -2.007697 0.98 D CD DE DF 120 100 100 0.br Tabela 1.6.0 0.03 -1.073931 1.74 -40.040 2.027 0.17 0.0 4.1 so (por 1000) 0.305 0.

85) + 0.3) e(16.85) Equação 1.3) Sendo: Hi e Hk= pressões no inicio da tubulação i e no fim.85 +1/c5Q5o0.br hi= perda de carga em metros Qi = vazão em m3/s ci= características da tubulação i ci= 10. Não há necessidade de estimar os valores de H.85) + + 0.85 ci Qio 0. com Hi > Hk Qio= vazão estimada na tubulação i (m3/s) Podemos definir ainda: Qi = Qio + q (Equação 1.7) Isto permite que simplifiquemos a Equação (1.Curso de Rede de água Capitulo 1.85) H1 + (1/c1Q1o0.87] (Equação 1.4) eliminando-se o valor de q será: Qi= 0.85) H3 .6) + 0.6) considerando o nó 2 para servir de exemplo.54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0. Para a Figura (1.46 Qio + 0.85 q (Equação 1.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.1) pode ser linearizada com a devida correção: Hi – Hk = ci Qio 1.54 (Hi-Hk)/ (ci Qio 0.46Qd2=0 (Equação 1.2) Sendo: Li= comprimento da tubulação i em metros Di=diâmetro da tubulação i em metros Ci= coeficiente de Hazen-Willians (adimensional) A Equação (1.643. positivas.4) A combinação das Equações (16.( 1/(c1Q10 0. podemos ter: -0.85 +1/c2Q2o0.46Q10+0. H2.85 + 1.46 Q2o + 0.( 1/(c2Q20 0.46Q50+0.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0.com. 1-19 .54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0.85)+ (Equação 1. Teremos matrizes simétricas.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Se a estimativa das vazões estimadas são próximas do valor correto das vazões então teremos: -0.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0.85)+ (Equação 1.8) +0. pois temos uma matriz de coeficientes H1. Li / [Ci1.85) H2 . Na primeira iteração fazemos o valor de Q em todos os tramos ser igual a 1cfs (28.6) ficando: -0.85) + Qd2=0 Onde Qd2 é a quantidade de água que sai do nó número 2.( 1/(c5Q50 0.85) =0 .5) Sendo: Hi> Hk e Qio>0.3 L/s) onde calcularemos os valores de H e depois com o novo valor de Q obtido continuaremos os cálculos.85 x Di 4.46 Qio -0.46 Q50 +0. H3 e H5 e Qd2 para resolver.46Q2o+0.85) H5 = -Qd2 Note que a equação está linearizada.

5 m/s.Esquema da matriz de Thomas Walski Fonte: Paulo Mignosa.br Figura 1. D Estados Unidos V=1. 1-20 .Azevedo Neto De modo geral as velocidades aceitáveis vão até 3.50 . Acima disto acontece muitos problemas devido que com aumento da velocidade. Universita degli Studi di Parma.50 .68 .7): Tabela 1. D Itália V=0.com.7.Plínio Tomaz V=0.80 + 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.68 + 1. D Brasil.Diversas fórmulas práticas adotadas em redes de distribuição Origem da fórmula Fórmula adotada Brasil.7.61 . Italia 1. aumenta as perdas de carga exponencialmente e podemos ter problemas de golpes de aríete.60 + 1.8 Regras práticas: velocidades limites e perdas de carga na tubulação Existem vários critérios para velocidades limites conforme Tabela (1.00 + 1. D V=0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

10 0.0040 0.40 1.10 0.8064 1.3283 1.60 2.3043 0.001964 0.3mm.00 1.0075 0.45 2.05 0. Os hidrantes devem ser separados pela distância máxima de 600m contada ao longo dos eixos das ruas.1275 0.9 ABNT NBR 12218/94 A ABNT NBR 12218/1994 de Projetos de Redes de Distribuição de Água Potável para Abastecimento Público. 1-21 .03 0. mas sugere que de preferência seja usado a fórmula de Darcy-Weisbach (formula universal) considerando o envelhecimento dos tubos. A tolerância da vazão: 0.8.30 1.0053 0.8 + 1.15 1.br Tabela 1.05m.08 0.25 0. Deve ser considerado nos cálculos o funcionamento dos hidrantes apenas um de cada vez.20 0.30 0. Os hidrantes deverão ter 10L/s para áreas residenciais e 20L/s para áreas comerciais.70 0. públicas e industriais.35 0.502656 2.1759 0.80 0.com. O valor da rugosidade equivalente K para redes novas deverá ser maior que K=0.55 0.007854 0.0181 0.90 4. Em comunidades com vazão total inferior a 50 L/s não são necessários instalar hidrantes sendo necessário somente uma tomada de água para caminhões tanque no reservatório.40 0.60 0.004418 0.25 0.70 0.070686 1.20 1.1mm e para redes existentes maior que K=0.125664 1.539384 2.5. A norma não prevê o método de calculo das tubulações.384846 1.90 0.00 0.282744 1.95 0.50 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.10 0.88 0.9405 1.196350 1.785400 2.031416 1.91 0.096212 1. O hidrante pode ser de coluna ou subterrâneo e o diâmetro do mesmo deverá ser de 100mm para áreas de risco e 75mm para áreas de menor risco.0017 0.0346 0.3678 1.18 0.950334 2. Os hidrantes devem ser instalados em tubulações com o diâmetro mínimo de 150mm.130976 2.4642 1.7120 0.017672 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.4807 0.0884 0.85 0.049088 1.33 0.Vazão e velocidade em função do diâmetro para prédimensionamento V=0.0577 0. D Diametr Area Velocidade Vazão o (m) (m2) (m/s) (m3/s) 0.1 L/s e a tolerância nas perdas de carga é de 0.15 0.40 0.636174 2.

Quando queremos levar em conta a confiabilidade de uma rede de água o problema fica mais difícil ainda. Assim se a água que chega a um reservatório provem de três bombeamentos. O melhor processo é o da exaustão. tudo isto valendo para as demandas iniciais e finais. 10 m..Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.10 Dimensionamento prévio Para ser feito um dimensionamento prévio. 1. isto é. apontaram como a rede mais econômica a rede em espinha de peixe. mas não pode haver sucaçao direta da rede para consumo de água. devendo ser interligadas as pontas com os diâmetros mínimos para que a água circule. que são bastante grandes em determinadas situações.c.5m/s. Deverá ser previsto manual de operação e manutenção. Será estabelecido um setor de medição da água a cada 25km de tubulação. A válvula de descarga para tubos inferior a 100mm deverá ser de 50mm e para tubos superiores a 100mm a descarga deverá ser de 100mm. os engenheiros tem grande grau de liberdade para dimensionar as suas redes de água.11 Reservatórios Para o dimensionamento de reservatórios de sistema de abastecimento de água apesar de existir diversas formulações. Alguns critérios seguem a pressão mínima.Curso de Rede de água Capitulo 1. O consumo de água de consumidores especiais deverão estar incluso nas vazões dos nós. e a pressão máxima de 50 m.c. há sempre a possibilidade de não haver 1-22 . até o presente.a. As zonas de pressão deverão ter pressão estática máxima de 50mca e mínima de 10mca. isto é. Serão aceitos pressões maiores que 50mca e menores que 10mca desde que justificadas. fazer varias tentativas viáveis tecnicamente e ver em qual delas tem o mínimo custo.6m/s e a máxima de 3. A norma estabelece dois tipos principais de condutos:principais e secundários.a.br A velocidade mínima nas canalizações é de 0. pois até o momento não há um método simples. De modo geral a melhor rede de água será aquela que atende o mínimo custo. 1.com. A norma não fala de ventosas. Não há outro processo de dimensionar previamente os diâmetros das tubulações a não ser este. a rede tem que ser suposta que não é malhada. Um deste problemas é a confiabilidade. será uma rede espinha de peixe ou uma rede sem loop. mas aconselhamos que as mesmas sejam instaladas nos condutos principais. O diâmetro mínimo é de 50mm. O interessante é que pesquisas feitas na Alemanha para redes de distribuição de água potável. a comumente adotada pelos projetistas é a seguinte: Volume mínimo do reservatório= 1/3 do volume do dia de maior consumo Existem algumas considerações a serem feitas sobre o volume a estabelecer para o reservatório. isto é. A melhor solução é alcançada através de inúmeras tentativas de maneira que é suposta a rede espinha de peixe. Pode haver booster na rede de distruibuição. Portanto. Não deve ser esquecido de se verificar nos cálculos as vazões para os hidrantes.

Quase todo ele é apoiado no terreno e somente um pequeno trecho junto a chácara do Biondi no Jardim Palmira é que foi feito em túnel.169 331 0 272 aC Aqua Márcia 92. a 104 dC) no ano 97 dC que tomou conta do abastecimento de água de Roma durante os anos de 97dC a 104 dC.000 hab.com.736 47 dC 1-23 .050 73-950 3450+914 9.265 909 6 343 aC Anio Vetus 64.371m em túneis.500 64. Exercício 1.9). Frontinus descreve os 10 grandes aquedutos que chegavam à Roma sendo o maior o aqueduto Márcia que demorou 2 anos para ser construído sendo inaugurado em 146 aC tendo 92. igual a da cidade de Guarulhos no ano 2005. Tabela 1. Uma outra curiosidade é que os aquedutos foram construídos e idealizados por homens e possuíam nome de mulher.25 Consumo diário no dia de > consumo= 67. Seria o que o psicanalista Carl Gustave Jung chamaria de “anima” do homem o que é muito comum.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.900m3 Volume = 1/3 de 16. O aqueduto do Cabuçu em Guarulhos foi executado entre 1905 e 1907 e tinha 16. Conforme o caso deve aumentar o volume para cobrir tais incertezas.25/1000 = 16.566m sendo 81.361 26.566 81. A barragem de concreto arco gravidade da represa do Cabuçu é considerada no Brasil a primeira obra grande de concreto feita entre 1905 e 1907.200. Existem trechos em sifão que os romanos não faziam.345 914 14. O livro descreve todo o abastecimento de Roma de 94 dC quando a população era de 1. Cheguei a ver reservatórios executados para três dias de consumo médio devido a adutora passar em região pantanosa e de difícil acesso de manutenção. Uma outra curiosidade é que Frontinus foi governador da Britania (atual Inglaterra) onde comandou quatro legiões romanas.200 0 0 33 aC Aqua Claudia 69.640 792 9.609 54.258 32.350 47 dC Anio Novus 88.9.781 0 537 2 aC Aqua Augusta 1.12.900m3= 5.708 35 aC Aqua Virgo 23.br energia elétrica por umas 3h e de romper uma tubulação que pode levar o conserto de 8h a 12h principalmente se for no período no noturno.600m de comprimento com diâmetro de 1.5 Dimensionar o volume de um reservatório para 67.600 x 200 x 1.403 146 aC Tepula 127 aC Julia 23.371 792 10.Aquedutos romanos Total Subterrâneo Apoiado no Aqueduto Ano de Aqueduto terreno em arco construção (m) (m) (m) (m) Aqua Apia 26.140 12.633m3 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.406 810 1. 792m construídos sobre o terreno e 792m construído sobre arcos conforme Tabela (1.20m e foi feito em concreto armado.200 1. Aquedutos O primeiro livro sobre abastecimento de água de uma cidade escrito no mundo é de autoria por um engenheiro militar romano Sextus Julius Frontinus (36dc.266 21.600hab com quota per capita de 200 litros/habitantexdia e coeficiente do dia de maior consumo K1=1.050 20 aC Aqua Alsietena 33.

br 421. ou seja de 1000 litros. O consumo ou demanda é feito por métodos determinísticos ou probabilísticos. Nos Estados Unidos e Europa o abastecimento de água potável é continuo e direto. pressão e continuidade ou não dos serviços de abastecimento de água. Na verdade procuramos dentro das incertezas do futuro as condições de demanda em que o sistema de instalação de água fria será submetido. O volume de um reservatório deverá atender quatro diferentes funções. a água entra pelo cavalete e vai até a caixa d’água e de lá se faz a distribuição para toda a casa. devido a não possuirmos as curvas de suprimento e as curvas de consumo em função do tempo. mais conhecido como caixa d’água. Alguns projetistas adotam 2 dias de consumo ou 2. Uma das funções do reservatório que é a falta d’água. desde que haja justificativa técnica e econômica. Há dois conceitos importantes no dimensionamento do reservatório: o suprimento e a demanda (consumo). o reservatório deverá ser suficiente para no mínimo um dia de consumo. Uma regra prática bastante usada para o dimensionamento de reservatórios é prever 60% do consumo diário para o reservatório inferior e 40% para o superior. água para ar condicionado e água para sistema de combate a incêndio com rede de hidrantes ou sprinklers. não havendo necessidade de reservatórios domiciliares. sendo escolhido rotineiramente um ou dois dias. Caso o local onde o usuário resida tenha problemas de rodízios 1-24 . isto é.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Pelas normas técnicas NBR 12218/1994 “a pressão na rede pública deve ser de 10 metros de coluna de água (mca) até 50 mca”. sem considerar o volume de combate a incêndio”. adota-se uma superior.13 Reservatórios domiciliares No mundo são poucos os países que usam o reservatório domiciliar. o consumo diário será de 160 litros/dia/hab x 5 hab = 800 litros/dia. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) através da norma de “Instalação predial de água fria” NBR 5626/1998 diz que o “reservatório para uso doméstico deve ter no mínimo o necessário para 24 horas de consumo normal do edificio. compensação para atender a demanda. Observamos que atualmente as normas não são recomendações e sim obrigatoriedade. O suprimento significa as condições de vazão.093 109 dC 109 dC 226 dC 1.067 8. Portanto.Curso de Rede de água Capitulo 1. Assim uma residência com 5 habitantes. Como não existe caixa d’água de 800 litros.5 dias (Macyntire). Pesquisa feita na SABESP em 1995.950 Aqua Trajana (Frontinus) Aqua Alexandriana 368. Os métodos determinísticos e probabilísticos são aplicados somente em casos especiais. deve ser consultado a população local. A norma permite que a pressão mínima seja um pouco menor e máxima um pouco maior. A escolha do tamanho do reservatório deverá ser estudado com todo bom senso. No Brasil o sistema de distribuição interna de água fria é indireto. Uma residência de valor médio consome por habitante cerca de 160 litros/dia.com. que estão a disposição. mostrou que 80% das residências em São Paulo possuem caixas d’água. tais como reserva contra falta de água dos serviços públicos.

Finalmente devemos lembrar que os reservatórios domiciliares são um ponto de contaminação e é porisso que os americanos não se utilizam deles.Curso de Rede de água Capitulo 1. ----. O mesmo recomendou a instalação de caixa acoplada a bacia sanitária. teremos que instalar reservatório com 2000 litros ou duas caixas d’água de 1000 litros. V= velocidade em metro/segundo.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1973.52 / Re x f0. Atualmente nos depósitos de materiais encontramos de reservatórios domiciliares de diferentes materiais e volumes que vão de 250 litros a 15.. Na prática usamos a fórmula de Colebrook-White para numero de Reynolds maior que 4000 como também para número de Reynolds acima de 2100. Re < 2100 Então achamos o valor de f através da equação: f = 64/ Re Entre número de Reynolds de 2100 a 4000 temos um regime de transição.g Sendo: hf= perda de carga localizada (m) L= comprimento em metros. dizia Artigas. 3.35/Re f0.5= 1. adota-se dois dias ou mais para previsão de consumo.5= 2 log10 K/(D.8 m/s2. Vários autores tentaram fazer uma fórmula explícita do coeficiente de atrito f. 1.5) Quando o tubo é hidraulicamente rugoso e o movimento é turbulento fazemos Re muito grande e simplificando temos que é independente do número de Reynolds. foi feito cálculo especial conforme recomendação do grande engenheiro-arquiteto brasileiro Vilanova Artigas. pois. ----D 2. Existem bairros que não precisam de caixas d’água nos prédios. 1/f0. Assim para dois dias sem água da rede pública.14 – 2 log 10(K/D + 9. A fórmula de Colebrook-White pode ser apresentar de duas maneiras: 1/f0. g= aceleração da gravidade 9. “nós somos um país pobre e temos que economizar água”. que só pode ser resolvida por iteração. D= diâmetros em metros. Em Guarulhos o único bairro que não precisa de reservatórios nos prédios é o Parque Cecap.5]= 1.br ou freqüentes interrupções devido a arrebentamentos na rede. 1-25 (4) . f= coeficiente de atrito(adimensional) Escoamento laminar O escoamento é laminar quando o número de Reynolds for menor que 2100 conforme Jeppson.7) + 2. como medida de economia de água.000 litros. Os reservatórios devem ser limpos e desinfetados com produto clorado no mínimo uma vez por ano.14 Fórmula Universal ou de Darcy Weisbach A fórmula é a seguinte: L V2 hf= f .com. “Para que lavar a rede de esgoto sanitário”.14 – 2 log 10(K/D) A fórmula que fornece o valor de f é de Colebrook-White.

presença de defeitos nas juntas. O erro de precisão da fórmula é de 1% (um por cento) A fórmula vale nos seguintes limites: 0.125 Tubos de cobre.02 1-26 .com. 0. K= rugosidade uniforme equivalente em metros.001 m e quando houver formação de possíveis depósitos a adotar K=0.02 5. falta de alinhamento preciso.25 Tubos de PVC 0.K.325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3. Em redes de distribuição temos elevado número de perdas singulares de difícil avaliação.Valores de K citados por Victor Streeter Material Valor de K (mm) Ferro fundido revestido com cimento 0. A rugosidade relativa é K / D.000 A rugosidade uniforme equivalente tem a letra K . etc. D + 5. Jain.000 ≤ R ≤ 100.74/ Re0. O importante da fórmula de Swammee e Jain é que é direta sem necessidade de iteração. publicada em 1976 no Journal Hydraulics Division da ASCE. Estas perdas estão nas conexões. válvulas.30 Tubos de aço c/ revestimento 0.000. D= diâmetro em metros. A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1. no trabalho intitulado Explicit Equations for pipe-flows problems.002 m.10) valores de K comuns: Tabela 1. latão etc. sendo em geral não consideradas.125 Ídem sem revestimento 0. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano.000001 ≤ K/D ≤ 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.7 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. pp 657-664 maio.10 Tubos de Concreto 0. Victor Streeter cita na Tabela (1.K.10. registros.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional). Por isso na França a Dupont recomenda para tubos de ferro fundido em redes de distribuição de água a usar K=0. Swammee and A.br No caso a que achamos melhor é a fórmula de P.

br Tabela 1.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Fonte: Heller. 2006 1-27 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.11. et al.com.Curso de Rede de água Capitulo 1.

1-28 .0005 0. centrifugado liso formas metálicas 0.0001 0.0001 0.br Tabela 1.000007 0.terra.0001 0. Fonte: site http://paginas. centrifugado Fibrocimento Manilha cerâmica Latão.0001 0. com ferrugem leve fund. K/D= 0.00006 0.00015 0.35 comercial galvanizado com ferrugem leve com grandes incrustações com cimento centrifugado revestido com asfalto rev. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o número de Reynolds. Tullis. c/cim.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.024.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Material do tubo ---------------Aço Aço Aço Aço Aço Aço Aço Rug. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D.12.0005 0. Jardim.htm Diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (1.00025 0. cobre Plásticos Rocha (galeria) não revestida Nota: valores extraídos de Assy. epoxi Alumínio Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Ferro Ferro Ferro Ferro Ferro fundido asfaltado galvanizado fund.com.0015 0. (m) --------------0.Curso de Rede de água Capitulo 1.0003 0.000004 muito rugoso rugoso liso muito liso alisado. Simon.007 0. equiv. c/esmalte. vinil. Quintela.0006 0.00006 0.com.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0.00006 0.0003 0.00012 0. Lencastre. não revestido novo fund.00016 0.002 0.br/servicos/hidrotec/tabrug.00006 0.6) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da fórmula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o número de Reynolds.000122 0. por exemplo.

Curso de Rede de água Capitulo 1.13) mostra os valores de K usado na fórmula de Darcy-Weisbach e relembramos que deverá ser consultada sempre a tabela do fabricante e ver os valores para tubos novos e para tubos daqui a 20anos. Tabela 1.com.13.Valores do coeficiente K da fórmula de DarcyWeisbach 1-29 .br Figura 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.6 Diagrama de Moody A Tabela (1.

C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians.63 . 1-30 .Curso de Rede de água Capitulo 1. L Sndo : hf= perda de carga no trecho em metros de coluna de água.14) estão alguns valores do coeficiente de rugosidade de Hazen Willians : Tabela 1.54 Sendo: V= velocidade (m/s). Para tubos menores que 50mm pode-se usar várias outras fórmulas como a de Flamant. J= perda de carga unitária ( m/m).com. C . A grande vantagem da fórmula de Hazen-Willians é que facilita a admissão do coeficiente de rugosidade C que é mais fácil de sugerir que os valores de K da fórmula de Darcy-Weisbach. Q 1.15 Fórmula empírica de Hazen-Willians É ainda muito usada nos Estados Unidos e no Brasil em redes de distribuição a fórmula de Hazen-Willians usada para tubos com diâmetros igual ou maiores que 50mm.63 .br 1. J0.87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m).0. será: hf= J . D= diâmetro em metros. D2. J. C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians (adimensional) D= diâmetro (m). D0.14. L= comprimento da tubulação (m). D4. J= perda unitária obtida da fórmula (4). A fórmula da vazão de Hazen-Willians é a seguinte: Q= 0. Q= vazão em m3/s.643 .355 . Na Tabela (1.Coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians Material Coeficiente de rugosidade C 130 Ferro fundido novo 130 Ferro fundido revestido com cimento Aço novo Aço em uso PVC Ferro Fundido em uso 120 90 150 90 A fórmula da perda de carga no trecho do tubo de comprimento L. C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians. C .54 (6) Sendo: Q= vazão (m3/s).Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. A velocidade na fórmula de Hazen-Willians é a seguinte: (5) V=0.275 .85 . 10.85 J = ----------------------(4) C1.

causam um distúrbio local e as perdas localizadas podem então existir em uma tubulação.87 -------. Apresentamos aqui um método para achar o tubo equivalente..Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.16 Tubos equivalentes Uma rede de tubulações inclui tubos em série e tubos em paralelo. A fórmula de Hazen-Willians é questionável para altas velocidades e para valores de C muito abaixo de 100. Para um tubo genérico vale: h=r.87 = L1 -------. Assim deverá ser limitada a sua aplicação para no máximo 3 (três) m/s.Também as curvas.87 L2 D24.85 para Hazen-Willians Vamos apresentar as fórmulas básicas usados nos comprimentos equivalentes. para ser usado na rede de tubos a ser analisada. quando podemos substituir um tubo por um outro no diâmetro que nós queremos.87 L3 D34..com.+-----------.br J= perda de carga (m/m). ( Hazen-Willians) 1-31 .Tubos em série Para a fórmula para tubos em série de Hazen-Willians temos: L ------D4. Tubos em série Vamos examinar os condutos em série que tem a mesma rugosidade. porém diâmetros diferentes. medidores e outros aparelhos. Figura 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. 1. isto é. Tudo isto pode ser combinado ou convertido a um tubo equivalente. O conceito de tubo equivalente é útil em simplificar redes de água.+ D14.+ . Qn Sendo: h=perda de carga r=resistência n=coeficiente da fórmula • n=2 para Darcy-Weisbach e • n=1.7.

59 D12.Curso de Rede de água Capitulo 1.+-----------. com a mesma rugosidade.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.405 300 0.305 250 0. ( Darcy Weisbach) Exercício 1. ( Hazen-Willians) 1-32 .59 D22.63 L30.40m D3=0..+ . porém.= ------.+ D15 L2 D25 D35 L3 -------..br Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: L ------D5 = L1 -------.8.63 L10.+------------ Achamos L= 2173.30m D2=0.com.35m usando a equação de Darcy-Weisbach L1= 200m L2= 250m L3=300m D1=0.97m Tubos em paralelo Vamos examinar tubos em paralelo com diâmetros e comprimentos diferentes.63 L20.6 Calcular o comprimento equivalente L de três tubos em serie cujo diâmetro final seja D=0.+ 0.255 -------.+ -----------. Figura 1.59 ----------.+ .25m L ------0.+ ---------.59 D32..63 L0.355 = 200 -------.Esquema de redes em paralelo Para a fórmula de Hazen-Willians para tubos em paralelo temos: D2..

7 Dados: D1=0.+ L1 D25 ----------. Deverá ser verificada também a capacidade dos reservatórios bem como das bombas centrifugas.+ ---------- Achamos L=65.20% • Aumento da demanda: 15% a 25% • Diminuição da demanda: 15% a 25% Procura-se prever também a localização de demandas grandes de água em diversos locais da rede malhada.. O manual AWWA M32 recomenda para o modelo de redes de distribuição que : • Aumento da rugosidade C de Hazen-Willians: + 20% • Dimuição da rugosidade C de Hazez-Willians: .59 0.63 4000.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol..17 Análise de Sensibilidade Os americanos costumam verificar a análise de sensibilidade das redes calculadas.59 ----------.( Darcy Weisbach) L3 1.= ------. 0.302.com.+ L2 D35 ---------.+ . 1-33 .br Exemplo 1..Curso de Rede de água Capitulo 1.63 L0.25m D3=0.47m Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: D5 ------.202.63 4500.59 0.+ ---------.59 0.= L D15 -------.402.30m usando fórmula de HazenWillians.252.20m D2= 0.63 5000.40m L1= 500m L2= 400m L3=450m Achar o comprimento do tubo equivalente com D=0.

Tabela 1. K D Problemas tipos A ABNT bem como outros livros. ν. logicamente o diâmetro não será aquele encontrado na prática. L. indicam basicamente três problemas tipo.com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. deverá ser feito outro estudo para a resolução do problema. mas valerá apenas . usando a fórmula de Darcy-Weisbach e três problemas tipos apresentados na ABNT PNB-591/77. supondo o escoamento turbulento uniforme em tubos comerciais. K hf II hf.15. Sistema S. não se aplicando os problemas tipos aqui apresentados. da linha de energia.I.Tipo de problemas usuais em adutoras Tipo de problema Dados Obter I Q. dada a perda de carga total e a vazão. admitimos que coincide a linha piezométrica com a linha de carga. de condutos de secção circular. D. não estamos levando em consideração a perda de carga localizada. ν. por gravidade. obter o valor mais próximo e depois verificar com o problema tipo número um. dado o diâmetro e a perda de carga total. L.br 1. L. como a velocidade máxima considerada é pequena. Linha piezométrica Supomos também que a adutora de água potável que estamos estudando não corta a linha piezométrica. K Q III hf. que é' o problema mais comum. ou devida ao atrito. D. ν. transformemos a perda de carga localizada em comprimento equivalente e façamos a soma com o comprimento real. sendo o metro para o comprimento. • No primeiro achamos a perda de carga total. Q. Caso a adutora corte a linha piezométrica. o m3/s para a vazão e m/s para a velocidade. dada a escolha da secção. são entendidos como aqueles nos quais a perda de carga distribuída. no tubo é a única perda presente. nós admitimos que é desprezível o termo cinético da linha de carga ou como os americanos dizem. 1-34 . • No terceiro procuramos o diâmetro. mas isto poderá ser feito caso. Em outras palavras.18 Problemas usuais em adutoras Cálculo de adutoras de água potável.Curso de Rede de água Capitulo 1. Usamos aqui as unidades do sistema internacional. Então. Os problemas simples de escoamentos em tubos segundo Streeter. isto é. Temperatura Considera-se que a temperatura é de 20ºC com a viscosidade cinemática correspondente. • No segundo procuramos a vazão.

20/ 1.8 Problema Tipo I Tipo de problema I Dados: Q=0.25mm ν=1.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter Q=? Dados hf.46m/s Re= Vx D/ ν= 4.14m3/s.0314m2 Q=Ax V Portanto V= Q/A= 0. D.30 x 6. K Obter Q Q= -0.5] = 0.955 x D2 x (g x D x hf/L)0.5 x ln[ 3/(3.325 f = ------------------------------[ln( k/3.81 x 0.0/300)0.20m L=400m K=0.-------------------=0.007x10-6) / (0.325 ------------------------------.1316x0.9)]2 f= 1.994 A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1.7xD) + (1.30 x (9.81x 0. ν. L.20) x 4.0/300)0.857.14m3/s D=0.32 x (9.5x D.74/ Re0.30 x 6.955 x 0.00125 A=PI x D2/4= 3.7 + 5. K Obter hf K/D= 0.com.46 x 0.78 x ν) / (D x (g x D x hf/L)0.8+1.021 x (400/ 0. ν.30m ν= 1.br Velocidade Considera-se que a velocidade varia com o diâmetro de acordo com a equação V=0.74/ 88579940.007 x 10-6 m2/s Hf=? Dados Q.007 x 10-6= 8. D + 5.123m3/s 1-35 .9 Tipo de problema II Dados: Hf= 6.81)= 42.58m Exercicio 1.78 x 1.021 [ln( 0.7 .00125/3.0314m2= 4.7x300) + (1.Curso de Rede de água Capitulo 1.9)]2 hf= f x L/D x V2/2g= 0.202/4=0. 0.5] Substituindo os dados do problema teremos: Q= -0. Exercicio 1. D.25/200= 0. L.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.462/ (2 x9.00m L=300m D=0.5 x ln[ K/(3.

81 x 6.81x6.19 Regras básicas de esqueletização Vamos apresentar algumas regras básicas para esqueletização. deverão ser tratados sem a ajuda do modelo. 1-36 .0) 5. A precisão de um modelo é de 5% a 10%.. isto é. Nos Estados Unidos já foram feitos muitos modelos com precisão de 5%. cargas isoladas etc. d) as bombas centrifugas e boosters deverão fazer parte dos modelos.10 Tipo de problema Dados Obter III hf.4 x (L/gxhf) 5. é escolhida uma situação no caso a pior.2 ] 0. ν. A inclusão desta tubulação freqüentemente trás problemas ao modelo adotado. Adotamos aqui o modelo denominado pelos americanos de Steady-State.123m3/s L=300m D=0. a) tubulação de grande diâmetro.1232/ 9. e) as bombas podem as vezes entrar no modelo como um reservatório equivalente a altura manométrica. Q.75 + νi x Q9.2 ] 0. Os casos de áreas isoladas.com.75 + 1. Calibração do modelo Quando se faz um modelo é necessário verificar se o mesmo está de acordo com a realidade. O modelo pode simular variação de vazões.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter D=? D=0.04 D=0. acima de 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.04 = 0.30m ν= 1.003 1. e comerciais. K D Dados: Hf= 6. f) os reservatórios elevado e apoiado. não são normalmente inclusas no modelo.30m 1. como por exemplo.007 x 10-6 x 0. L.40m deverão fazer parte do modelo adotado. são freqüentemente colocadas na esqueletização.25 x (300 x 0.0) 4.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. O custo de Calibração de um modelo significa cerca de 10% do custo da rede malhada de água executa.66 x [ K 1.4 x (300/9.br Exercicio 1.66 x [ 0. A curva das bombas e boosters são freqüentemente usadas.00m Q=0.01239. b) as redes de 150mm e 200mm que abastecem áreas residenciais. também deverão fazer parte do modelo.25 x (L x Q2/ g x hf) 4. c) tubulações menores que 150mm que tem pouca vazão comparada com outros tubos.

Erro de truncamento -como exemplo o truncamento da serie binomial no método de Hardy Cross. Na Tabela (1. Erro de arredondamento cometido durante os cálculos -aritmética de ponto flutuante como por exemplo passar da base decimal para base binaria.16) temos quatro métodos conhecidos sendo o mais antigo o método de Hardy Cross com loops e que é necessário muitas iterações. pois precisa de pouquíssimas iterações. escolha do K etc. O método de Newton-Raphson precisa de bem menos iterações. A solução numérica de uma rede de água (análise) poderão ser facilmente comparadas para grandes redes.20 Modelo matemático A solução de um problema está associado a escolha do modelo matemático que irá ser escolhido.br 1. diâmetros.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.como exemplo.Esquema de uma modelagem matemática Poderá haver vários erros: Erro na escolha do modelo matemático: .com. erros nos comprimentos. Problema Modelagem Resolução Modelo matemático Solução Figura 1. Tabela 1. mas o método da teoria linear é o melhor de todos.16.Curso de Rede de água Capitulo 1. -Erros nos dados .9.Métodos de cálculos e numero de iterações Método de calculo Hardy Cross Newton Raphson Newton-Cross Teoria Linear Ano Numero de Iterações 1936 1954 1969 1972 635 24 151 4 1-37 . verificando no fim a solução. escolha do C. devido ao tempo de computador. Este é o método que usaremos neste livro.vazões concentradas nos nós e não distribuída como é realmente. O método de Newton-Cross que é uma mistura do dois precisa de menos iterações. onde o problema da quantidade de iterações é importante.

o programa o faz automaticamente. Quando terminar. variação da vazão para curva da bomba e os quatro pontos da curva da bomba a começar pelo primeiro quando Q=0 espaçados conforme a variação de vazão mencionada.000 nós.454. Os dados de entrada do programa deverão estar no arquivo texto não documento. No resultado. O programa pede também o caminho dos nós e tramos. O programa pede também o número do nó e a cota do terreno. deve-se eliminar o tramo e refazer o programa. É a primeira tentativa. Quando no looping ou na verificação das cotas colocar o sinal ao contrario do que daria se fosse uma bomba. Não é necessário calcular previamente a curva da bomba. Streeter e Benjamin Wylie. sai as vazões nos tramos com sinal e as cotas piezométricas nos nós. colocar zero e começar de novo.br 1. o comprimento e o diâmetro da tubulação. Podem ser usadas as fórmulas de Hazen-Willians (HW) e Darcy-Weisbach (DW). Pede também o número do tramo. É pedido também a fórmula da resistência a ser usada Hazen-Willians (HW) ou Darcy Weisbach (DW). por exemplo. o que é básico no método de Hardy Cross.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.dat. O programa prevê loops verdadeiros e loops falsos.f foi feito em Fortran 77 GNU. A saída dos dados é na tela ou em arquivo que você determinar fazendo: cross. caso a bomba precisasse do sinal negativo. a vazão. As unidades podem ser as inglesas (EN). então teríamos que colocar o sinal positivo. usei o seguinte artificio e deu certo.Curso de Rede de água Capitulo 1.21 Programa de computador O programa Cross. bombas ou e boosters. O programa pede também o número de tramos no looping e os referidos tramos nos looping com sinais. vazão que passa. válvulas redutoras de pressão e perdas de carga localizada. Trata-se do cálculo de redes malhadas ou não. a viscosidade cinemática que usualmente é 0. O programa básico está no livro de mecânica dos fluidos do Victor L. Considere a queda de pressão na válvula redutora de pressão. pelo método de Hardy Cross. o número de tramos. O programa é previsto para até 2.000 tramos e 5.exe > meuarquivo. como uma bomba com curva característica da forma de uma reta. desde que os pontos sejam espaçados e começando da vazão zero e o numero de pontos deverá ser de 4 (quatro). editora McGraw-Hill. 1-38 . como as unidades do Sistema Internacional SI) como o metro cúbico por segundo e metro.txt O programa pede a unidade que pode ser EN ou SI. Como não está previsto a válvula redutora de pressão (VPR). a precisão nas vazões. Deverá ter sinal quando contrario ao ponteiro dos relógios e positivo no sentido horário. como pés cubico/segundo e pés. Para as bombas (PU) o programa pede o número do nó da bomba ou boosters. O programa foi adaptado pelo Eng. o programa pede o número do tramo ou nó e a diferença de altura de reservatórios de acordo com o sinal. Para válvula de retenção. É necessário entrar com as vazões nos tramos. p. No pseudo loop PS. denominado cross. pois.com. Colocamos o sinal positivo. É previsto reservatórios. Plínio Tomaz em 28/03/91.00001007 m/s2 e a rugosidade da tubulação. combinado com a série de Taylor. de modo a atingir todos os nós.

A perda de carga localizada pode ser transformada em comprimento equivalente.Curso de Rede de água Capitulo 1. Os russos fizeram uma grande quantidade de pesquisas em perdas singulares as mais incríveis de se imaginar. e considerando o comprimento equivalente Le temos: Ks .22 Perdas localizadas As perdas de cargas localizadas são também chamadas de perdas singulares e são importantes.17). D= diâmetro da tubulação em metros. V= velocidade média em m/s. V2 hL= Ks . É muito difícil especificar claramente quando deve ser desprezada ou não. Alguns autores desprezam as perdas localizadas quando as mesmas tem menos de 5% do total de perdas.. Igualando-se as perdas de cargas fornecidas pela perda localizada e pela fórmula de Darcy-Weisbach.I. -------2.81 m/s2. Os americanos traduziram para o inglês e saiu o livro Handbook of Hydraulic Resistance de autoria de I.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) Comumente a perda de carga localizada é transformada em comprimento equivalente de tubo. Idelchik. Por exemplo. g Sendo: hL= perda localizada em metros. 1-39 . grelhas etc. D Le = ---------f Sendo: Le= comprimento equivalente em metros.. Alguns aconselham desprezar uma perda localizada quando a distância da tubulação for de aproximadamente 1000 diâmetros. como mangueira. em bombeamento. as vezes o desprezo das perdas de cargas tem levado a inúmeros erros de dimensionamento de conjuntos motor-bombas centrífugas. As perdas localizadas são expressas em função de v2/2g através do coeficiente de perda de carga Ks . g= aceleração da gravidade 9. cotovelos. colocando-se comprimento equivalente.com. 1.br O programa também não tem válvulas parcialmente abertas. mas pode ser feito. Vamos citar alguns valores de Ks citados por Walski (1992) e Streeter (1986) conforme Tabela (1. 1994. válvulas etc. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional). o qual se encontra tabelado no livro citado. f= coeficiente de atrito(adimensional). Ocorrem em curvas.

Coeficientes Ks de perda localizada Tipo de perda localizada Coeficiente de perda localizada Ks Válvula de gaveta aberta Idem ¾ aberta Idem ½ aberta Idem ¼ aberta Válvula globo aberta Válvula borboleta aberta Entrada bem arredondada Entrada em projeção Entrada suave Saída reservatório Cotovelo comum Cotovelo de raio médio Cotovelo de raio longo Te comum Curva de raio curto 0. portanto ser considerado no cálculo do método de Hardy Cross.60 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. qualquer perda localizada pode ser transformada em comprimento equivalente e ser.br Tabela 1.2 0.10 4.78 0.50 1.0 0.8 2.com.Curso de Rede de água Capitulo 1. 1-40 .75 0.0 10.8 27.2 0.0 1.39 1.9 0.19 Em conclusão.17.

10).br 1. Corte a rede numa séries de linhas aproximadamente paralelas e espaçadas por igual. 1966 apresentou o método das secções que tive oportunidade de usar em Guarulhos quando queria conferir o equilíbrio de vazões de uma rede de distribuição bastante complicada conforme Figura (1.23 Método das secções O método das seções é destinado a conferir uma rede malhada e não é destinado ao dimensionamento da rede. 1966 1-41 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.10.com. O método é extremamente simples e funciona mesmo. Fair et al. 2. Estime a quantidade de água a ser usada além da linha e confira com o número de tubulares e capacidade de cada tubo para ver se eles são suficientes para atender aquela área escolhida.Curso de Rede de água Capitulo 1. Figura 1.Aplicação do método das secções Fonte: Fair et al. O método é o seguinte: 1.

Quando há vazões concentradas nos nós como é usual.11. É um método bastante simples.20. qn=0.Curso de Rede de água Capitulo 1. Para bombas na rede ou perto de reservatórios o método também não dá para ser aplicado. No ponto (1) chega a água de dois lugares diferentes causando uma pressaoP1 e outra P2 de maneira que quando (P1-P2)/P1<0. Calcular a rede da Figura (1. Trata-se de uma rede malhada que é seccionada formando redes espinhas de peixe. O método está muito bem explicado no livro Técnica de abastecimento e tratamento de água elaborado em 1967 pela Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. Assim vamos ajustando as vazões até a solução final. pois pode ser usado facilmente usando planilha Excel da Microsoft.0050 L/s x m Deve ser calculada as pressoes vinda de dois lugares nas quatro cortes fictícios da rede malhada e verificar se a diferença não passa de 10%.com. 1-42 . A vazão específica de distribuição qm será: qm= (1300 hab x 200 L/hab/dia x 1.25 com comprimento total L=1080m. o método não funciona e daí a sua pouca utilização na prática.24 Método do seccionamento ficticio A desvantagem do método das seções fictícias é que só é aplicado para pequenas redes onde se consegue achar uma vazão distribuída por metro linear como por exemplo. K2=1.10 o problema é aceitável. calculam-se as pressões e vazões e verificam-se os resultados nos locais onde foram feitos os seccionamentos conforme Figura (1.br 1.005 L/s x m. Figura 1.20 x 1.8).11). quota per capita de 200 L/diaxhab e coeficiente K1=1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.50)/ (86400x 1080) =0.Croquis de redes usando método do seccionamento fictício Exemplo 1.11 Dado a população de 1300hab.

13 Qual o comprimento máximo que uma rede de PVC com vazão Qmax=3 L/s pode atingir conforme Figura (1.12).2 x 1.Distância d máxima d x L x Qd / 10000= Qmax d= Qmax x 10000 /( Qdx L) 1-43 . Figura 1.625 L/sx ha d= (3 x 2 x 100000/ (100 x 0.br 1.13.13).5 / 86400= 0.com. Qd= 150 hab x ha x 200 Lxha/dia x1.12.12 Dado anéis de 200mm e redes de PVC com vazão máxima de 3L/s.625 L/s x ha [(L x d)/2] x Qd/ 10000 = Qmax d= Qmax x 2 x 10000/ (L x Qd) Figura 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. Exemplo 1.625)= 960 Exemplo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.25 Distância entre condutos principais Em redes espinhas de peixe ou grelha interessa as vezes calcular a distância L entre as redes conforme Figura (1. Qmax=3 L/s Qd=0.Distância d máxima Sendo: L=100.

2d -120 d 2 x 0.000625 = ( d/100 -1) x 4 x 0.003m3/s d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax 2 d x 0.2d -120 d 2 x 0.000625 = 1. Queremos saber a máxima distância d que podemos fazer conforme Figura (1.000625 = ( d/100 -1) x 120 d 2 x 0.625 L/sx ha= 0.14 Dada uma rede malhada com rede secundaria espaçada de 100m.000625 = 1.2d +120=0 Temos uma equação do segundo grau por tentativas achamos d=1814m 1-44 .003 x 10000 d 2 x 0.625 x 100)= 480m Exemplo 1.Distância d máxima d x d x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax L=100m Qd= 0.14.625 L/sx ha d= Qmax x 10000 /( Qd x L d= 3 x 10000 /( 0. Figura 1.1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.14).Curso de Rede de água Capitulo 1.com.br Sendo L=100m Qd=0.000625 .000625m3/s x ha Qmax= 3 L/s= 0.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. De onde surgiu o -8m ? Para a pressão de vapor de água a 20ºC é igual a 2.00m (pressão subatmosferica admissivel) Um tubo não pode ter pressão interna menor que -8.3m 10. Uma das causas é a experiência e o uso do coeficiente C.3m= 8. a não ser em adutoras de grandes diâmetros e grandes velocidades. 1.3m – 2. isto é.060 x (e/D) 3 Sendo: P2= pressão externa (kgf/cm2) P1= pressão interna (kgf/cm2) D=diâmetro (mm) e= espessura do aço (mm) Conforme Azevedo Neto os tubos de aço devem ter uma espessura mínima para evitar o colapso do mesmo conforme Tabela (1. P2-P1= 3. 1-45 . Devido a esta facilidade do conhecimento do coeficiente C de Hazen-Willians é que ainda é muita usada no Brasil e no mundo. A subpressão quando atinge valores abaixo de -8m causa o colapso da tubulação. Cheguei a checar em varias redes de água em Guarulhos qual é o coeficiente de Hazen-Willians para tubulação de ferro fundido.com.12).529.27 Colapso Uma tubulação pode ter sobrepressao e subpressao. É mais fácil acertar as previsões para o coeficiente C de Hazen-Willians do que para o valor de K para a fórmula de Darcy-Weisbach. os especialistas preferem usar a mais simples.26 Qual fórmula usar: Hazen-Willians ou Darcy-Weisbach? Em redes malhadas ou espinha de peixe é indiferente usar uma fórmula ou outra e portanto.00m. foi calcular a rede como espinha de peixe e depois unir os diâmetros dos anéis de 200mm formando redes malhadas. Espinha de peixe A maneira mais prática de calcular que eu usei muito no SAAE de Guarulhos.br 1. Depois na prática medi a vazão e a pressão de cada hidrante e aplicando teoria de Thomas Walski achei o coeficiente de Hazen-Willians. Para isto fiz os cálculos de pressões e vazões em todas as redes e simulei em programa de computador uma vazão determinada em varias hidrantes.Curso de Rede de água Capitulo 1.3m e a pressão atmosférica é igual a 10.28 Colapso de tubo de aço Para tubos de ao a fórmula de Stwart conforme a antiga ABNT 591/77. Existem tantas imprecisões na escolha das previsões populações e da demanda que as vezes a precisão da formula de Darcy-Weisbach não ajuda em nada. Hazen-Willians. 1. principalmente em redes.

16 Um tubo de aço exposto ao sol tem L=300m e sobre uma variação de temperatura de Δt= 20ºC.5/1400) 3 = 1.com.15 Dado um tubo de aço com diâmetro D=1400mm e espessura do açode 3/8” (9. ΔL= L x C xΔ t ΔL= 300 x 12x10-6 x20= 0.10 kgf/cm2 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.29 Espessura mínima dos tubos de aço e= (px D) / (2 x T) Sendo: e= espessura da parede (cm) D=diametro (cm) T= 1000 kgf/cm2 para o aço soldado e T=1400 kgf/cm2 aço costurado 1. Calcular a variação de comprimento.30 Dilatação térmica do tubo de aço A dilatação térmica longitudinal do aço é dada pela equação: ΔL= L x C xΔ t Sendo: ΔL= variação do comprimento do tubo (m) L= comprimento do tubo (m) C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) Exemplo 1.Espessura mínima do tubo de aço conforme o diametro para evitar o colapso.18.5mm).529. Achar a pressão de colapso.2 x 106 kgf/cm2 C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) 1-46 .br Tabela 1. P2-P1= 3.31 Tensão longitudinal do aço A tensão longitudinal no tubo de aço causada por uma diferença de temperatura Δt será: T= E x C xΔ t Sendo: T= tensão longitudinal do aço (kgf/cm2) E= módulo de elasticidade do aço= 2 a 2.060 x (9.Curso de Rede de água Capitulo 1. Diâmetro do tubo Espessura da parede do tubo de aço (mm) (polegadas) 700 a 900 ¼ 1000 a 1100 5/16 1200 a 1400 3/8 1500 a 1600 7/16 1700 a 1800 1/2 Exemplo 1.072m 1.

E' importante observar que nos catálogos modernos esta fórmula por incrível que parece não foi localizada.17 Calcular a tensao longitudinal para um tubo de aço com variação de temperatura de 20ºC T= E x C xΔ t T= 2.3 a 0.3 P=E x(((PI4)/(N4*(N2-1)))*(D/(2*L)) 4+(N2-1)*(M2/(12*(M2-1)))*(2.Curso de Rede de água Capitulo 1.0*E/D) 2) x(2xE/D) P=Pressão de colapso em tubos de PVC de esgoto (kg/cm2) 1-47 .com.33 O valor do módulo da elasticidade para tubos de PVC a 20 graus centígrados variavel de 25000 a 30000 kgf/cm2.Quando N=2 temos duas dobras.15D N é tambem chamado de constante de achatamento. No caso aqui estamos usando em tubos de PVC marca Tigre de esgotos sanitários com diâmetro variando de 75mm a 400mm que a gama de diâmetros existentes atualmente.33 sendo: 1/M e' a relação de Poisson que é igual a 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br Exemplo 1.30 o que nos fornece para o valor de M=3. A fórmula vale para qualquer tubo de PVC podendo ser para esgoto ou para agua. M=3. A fórmula que está aplicada aqui e para quando a espessura do tubo é menor que 0.32 Colapso de tubo de PVC de esgoto Objetivo:determinar a pressão externa uniforme máxima que um tubo de PVC suporta.1D ou 0. quando N=3 temos três dobras e quanto N=4 temos quatro dobras no achatamento O valor de P em kgf/cm2 é a pressao limite Para a relacao de Poisson 1/M adotadomos 1/M =0.2x106x20x12x10-6=528 kgf/cm2 1. Os estudos estao em catálogo antigo da Tigre.

que este contém muitas informações escondidas que não podem aparecer no programa de entrada do Fortran.33 Programa Fortran No site http://www. Exemplo 1.zip unzip g77doc.19).f.br 1.zip g77lib.6).18 Base: livro do Victor Streter.09 H(m) 30 29 26 20 1-48 .zip Deverá ser arranjado o arquivo unzip. O arquivo cross. Existe um arquivo em acrobat reader que é um guia tem 122páginas e contém as explicações das funções do Fortran Fazendo cross>exercicio1. ou seja.19.zip g77doc. página 452 Vamos resolver o problema da Figura (1.03 0. no C: do microcomputador.Curso de Rede de água Capitulo 1.doc.zip O programa g77 é um compilador gratuito do Fortran. Entrando no prompt do DOS faz-se: unsip de g77exe.06 0.com.zip unzip g77lib. Temos a entrada de dados. Trata-se de programa em MSDOS feito por editor de texto especial que não coloca os caracteres especiais escondidos do word comum. 1982. Fizemos o programa em fortran de forma não formatada para facilitar a entrada para aqueles não acostumados com o Fortran.com/Athens/olympus/5564 achamos os arquivos: g77exe.exe Nota importante: todos os três arquivos acima deverão ser instalados na raiz.dat que é a entrada de dados em Fortran não é um documento ponto.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.txt teremos a saída em arquivo exercício.txt que pode ser aberto e impresso usado o Wordpad.geocities. notando duas coisas fundamentais: Vazão zero (shut-off) Espaçamento da vazão Tabela 1.Vazões e pressões tirados da curva da bomba Q(m3/s) 0 0. Depois entrando no Windows em “program” ache “acessórios” e depois o “prompt do comando DOS”. a saida de dados na tela do monitor e o programa em fortran cross. A bomba é fornecida pela Tabela (1.

120 600 0.0 29. 'SI' 30 0.15 100 0.030 300 0.12).0 20.030 400 0.0 0 0 0 0 'PU' 8 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.0 'PT' 4 100.0 5 'HW' 1 0.0 '&&' 0 0 1-49 .com.00 '&&' 0 0 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 100.000 500 0.6 100 0 0 'HW' 4 0.0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 '&&' 00000000000 'PT' 5 117.0 0 'HW' 3 0.030 300 0.0 0.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Entrada de dados em arquivo cross.15.001 0.03 30.3 100 0 0 'PS' 6 0 15.0 26.0 'HW' 2 0.3 100 0.0 'PT' 3 135.3 100 0 0 'HW' 5 0. Notar que a entrada de dados não é formatda.dat da Figura (1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00 'PT' 5 117.06 0.0 'PT' 2 150.000001007 100.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18.br Figura 1. como é usual em alguns programas em Fortran.

030 300.0 0 0 'HW' 3 0.6 100. isto é.0 29.001 é a tolerância na vazão em m3/s Nota: 0.C da bomba.0 5 Nota: 1 é o número do tramo Nota: 0.0 26.030 300. Nota: SI é sistema internacionaç Nota: HW é que iremos usar a formula de Hazen-Willians Nota: 30 é o número de iterações máximas que consideramos Nota: 0.0 0 0 'HW' 2 0.0 0.03 são as vazões em m3/s da curva da bomba Nota: 30. Abaixo daremos algumas explicações que não deverão constar da entrada de dados já feita acima.0 Nota: para termino usar ´&&´ e não esquecer que temos 7 valores 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 Nota: PT é um carácter com duas letras e no caso coloquei as iniciais do meu nome.com.00 são valores da altura manométrica 'PU' 8 0. 20.06 e 0.000001 100.30 100.0 0.030 400.03 30. quando a vazão é igual a zero. bombas em português Nota: 8 é o numero da posição da bomba na rede Nota: São os pontos que precisamos para calcular os valores A.12).00m é a pressão em shut-off.0 é o desnível no loop 150-135=15m Nota> os quatro valores de 0 estao vagos 'PS' 6 0 15.Curso de Rede de água Capitulo 1.0 0.0 0 0 Nota: PS que dizer Pseudo-Loop Nota: 6 é o numero do pseudo.00 é a distância em metros Nota: 0.001 0.30 100.dat da Figura (1. Nota: o número 3 significa o número de tramos que são três Nota: os tramos estão com sinal: 2 1 -3 1-50 . Notar que a entrada de dados não é formatada.0 0.06 0.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18.br Entrada de dados em arquivo cross.0 20. Usamos no programa Fortran ponto ao invés de virgula.0 0.0 0 0 'HW' 4 0.30m é o diâmetro da tubulação em metros Nota: 100 é o valor da rugosidade no tramo Nota: 0 reservado Nota: 0 reservado 'HW' 1 0.120 é a vazão em m3/s Nota: 600.000001 é a viscosidade cinemática Nota: 100 é o valor da rugosidade de Hazen-Willians Nota: 5 é o número de cotas no terreno 'SI' 30 0. como é usual em alguns programas em Fortran. Nota: 0.0 0 0 'HW' 5 0. ou seja.B.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.15 100.0 0 0 0 0 Nota: PU quer dizer pump.30 100.0 26. Nota: 29.000 500.loop Nota: 0 vago Nota: 15.120 600.

'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 Nota: é o final e notar que temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 5 é o número da cota Nota: 117. depois 4 que é o nó.0 Nota: final com 2 zeros '&&' 0 0 1-51 . Nota: terminar com zeros até completar 11 números 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 Nota: temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 1 número do nó e a cota admitida 100.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.00 é o valor da cota 'PT' 5 117.Curso de Rede de água Capitulo 1.00 Nota: é o término e temos dois zeros espaçados aleatoriamente '&&' 0 0 Nota: 5 é o inicio da sequencia. depois nó 2 e assim por diante até atingir toda a rede.br Nota: terminado o numero 3 signfica que temos mais três tramos 4 -5 3 Nota: o numero 3 indica novamente que temos três tramos 6 -4 -1 Nota: o numero 3 indica mais três tramos que são 5 7 8 Nota: importante que em cada linha temos que ter 11 números e se não tiver números preencher com zeros espaçados.0 'PT' 5 117.00m 'PT' 1 100.0 'PT' 3 135. Depois teremos tramo 2.0 'PT' 2 150.0 'PT' 4 100. Depois teremos 8 que é a bomba.

811 2 150.0 0.0034 ITERACAO N0.300 100.000 37.Curso de Rede de água Capitulo 1.19 3 0.78 6.00700004E-006 100.0 26.exe A saída padrão é na tela.44 2 -0. COTA TERR.0 COEF.00 8 CURVA BOMBA.000 4 100.0 0.000 5 117.000 NO' COTA PIEZ.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.dat deverá ser feito com com o WORDPAD que tem no Windows.03 4 0.300 100.I.00000 6 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 15.09 0..13 2. DA VAZAO= 0.00000 4 0. 3 SOMA DAS CORR.0 0. UNIDADES S. 2 SOMA DAS CORR.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.33 2. DA VAZAO= 0.0 0.811 100. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 137. 4 SOMA DAS CORR.txt SI 30 0.com.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.00 7 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 18.044 1-52 .150 100.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.26 20.1385 ITERACAO N0.556 -6172.094 1.03 12.DQ= 0.080 1.02 0. DA VAZAO= 0.0 20.00000 5 0. O arquivo cross. 1 SOMA DAS CORR.79 9. Não pode ser feito usando o WORD.95 5 0.143 2.br Saida de dados na arquivo saida1.027 0.030 H= 30.111 -555.300 100.030 300.030 300.000 0.91 -12.36 -41.840 IND= 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 0 ITERACAO N0.120 600. mas para sair em arquivo fazemos assim: Cross>saida1. DA VAZAO= 0.000 3 135.000 500. 5 SOMA DAS CORR.030 400.0 0.DA BOMBA IGUAL= 30.dat de entrada dos dados entra automaticamente no programa cross.txt O arquivo cross.00100000005 1. DA VAZAO= 0.600 100. 5 ESPEC.0 29.0372 ITERACAO N0.00000 3 0.044 150.034 -1.000 2 150.31 IX= 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 100.00000 2 0.1040 ITERACAO N0.000 -11.

COTA PIEZOMETRICA DOS NOS C NOTA 1 NECESSARIO ENTRAR COM AS VAZOES NOS TRAMOS.VALVULA REDUTORA C DE PRESSAO E PERDA DE CARGA LOCALIZADA C BIBLIOGRAFIA LIVRO DE MECANICA DOS FLUIDOS DO VICTOR L.F C OBJETIVO CALCULO DE REDES MALHADAS OU NAO.BOMBAS OU E BOOSTERS.044 135.exe C ENTRADA OS DADOS ESTAO NO ARQUIVO TEXTO EM CODIGO ASCII CROSS. C NOTA 2 TRAMOS: 2000 C NOS: 5000 C NUMERO DE TRAMOS EM UM LOOP:100 C NOTA 3 FORMULAS USADAS: HAZEN WILLIANS(HW) E DARCY WEISBACH(DW) C UNIDADES SI:SISTEMA INTERNACIONAL METRO CUBICO/SEGUNDO.f em fortran C********************************************************************* C PROGRAMA CROSS.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br 3 135. METRO C ES: NORMAS INGLESAS PES CUBICO/SEGUNDO.Curso de Rede de água Capitulo 1.DESDE QUE OS PONTOS C SEJA ESPACADOS E COMECANDO DA VAZAO ZERO E O NUMERO DE C PONTOS DEVERA' SER DE 4(QUATRO). PES C ENG PLINIO TOMAZ 28/03/91 C COMPILADOR G77 gratuito C g77 cross.STREETER E C E.000 Programa cross. SETIMA EDICAO DA MCGRAW-HILL C PAGINA 454.000 5 117. PELO METODO DE HARDY C CROSS.com.COMBINADO COM O METODO DE NEWTONRAPHSON.797 0.DAT C SAIDA NA TELA C ENTRADA 1-53 .000 0. C NECESSARIO LOOP VERDADEIRO E AS VEZES O LOOP FALSO C NAO E' NECESSARIO CALCULAR PREVIAMENTE A CURVA DA BOMBA C POIS.797 100.NO LIVRO HA VARIOS EXEMPLOS. O PROGRAMA O FAZ AUTOMATICAMENTE.f -o cross.000 4 137.000 117.044 37. BENJAMIN WYLIE .CALCULA C COM RESERVATORIOS. C NOTA: mudei nesta versao para entrada nao formatada C assim ficara mais facil C VERSAO:2 25/7/93 C RESULTADO VAZOES NOS TRAMOS E COM SINAL.

DEVERA' TER SINAL QUANDO CONTRARIO AO PONTEIRO DOS RELOGIOS C E POSITIVO NO SENTIDO HORARIO. CASO C A BOMBA PRECISASSE DO SINAL NEGATIVO. QUANDO TERMINAR. DIFERENCA DE ALTURA DE RESERVATORIOS C PU. 1-54 .br C UNIDADE.RUGOSIDADE C FORMULA.COTA DO RESERVATORIO C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C CAMINHO DE NO'S E TRAMOS. FIZ UM TESTE DO EXERCICIO DA PAGINA 462 ALTERANDO C O TRAMO 9 E SUBDIVIDINDO EM DOIS TRAMOS UM SENDO 9 E OUTRO 23 E C COLOCANDO A "BOMBA" DE NUMERO 22 E OS PONTOS 20 E 21 A MONTANTE C E A JUZANTE RESPECTIVAMENTE.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. C NOTA 5 O PROGRAMA NAO PREVE VALVULA DE RETENCAO.NUMERO DO TRAMO. POR EXEMPLO. NUMERO DO TRAMO OU NO'.com.PRECISAO. NUMERO DO NO DA BOMBA OU BOOSTERS. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DE TRAMOS NO LOOPING E OS REFERIDOS TRAMOS NOS LOOPING COM SINAIS C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DO NO'.VAZAO. COLOCAR ZERO E COMECAR C OUTRA SEQUENCIA DE NOS E TRAMOS E ASSIM POR DIANTE. OS QUATROS PONTOS DA CURVA DA BOMBA A COMECAO C PELO PRIMEIRO QUANDO Q=0 ESPACADOS CONFORME A VARIACAO DE VAZAO JA' C VISTA ACIMA. MAS PODE SER FEITO C REFAZENDO O PROGRAMA NOVAMENTE.COLOCAMOS O SINAL POSITIVO. C QUANDO NO LOOPING OU NA VERIFICACAO DAS COTAS COLOCAR O SINAL C AO CONTRARIO DO QUE DARIA SE FOSSE UMA BOMBA.VISCOSIDADE CINEMATICA.VAZAO QUE PASSA.COMPRIMENTO.VARIACAO DA VAZAO C PARA A CURVA DA BOMBA. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NOTA 4 COMO NAO ESTA' PREVISTO VPR OU SEJA VALVULA REDUTORA DE PRESSAO C USEI O SEGUINTE ARTIFICIO E DEU CERTO !: CONSIDERE A QUEDA DE C PRESSAO DA VALVULA COMO UMA BOMBA COM CURVA CARACTERISTICA DA C FORMA DE UMA RETA. NOS E TRAMOS DE MODO A ATINGIR TODOS OS C OS NO'S.Curso de Rede de água Capitulo 1. NUMERO DE TRAMOS.DIAMETRO C PS. ENTAO TERIAMOS QUE COLOCAR C O SINAL POSITIVO.ELIMINANDO O TRAMO.

N_TRAMOS) ITYPE(J)=5 IF (J .I2.AREA.X2.MULTIPLICADOR.ELEM. COLOCANDO-SE COMPRIMENTO DE TUBULACAO EQUIVALENTE.0001) DIMENSION ITY(4).I.ID(2).'SI'/ 10 DO 12 J=1.Curso de Rede de água Capitulo 1.DH.'PS'.NTY.EX.ELEMENTOS=10000) PARAMETER(FLAGUE=-1000.UNITS REAL*4 BB INTEGER*4 IX.G.LE.COTATERRENO PARAMETER(N_TRAMOS=2000.NCOTAS INTEGER*4 NUM_COTA REAL*4 FLAGUE.R.N.NUM_COTA(ELEMENTOS) DATA ITY /'HW'. C********************************************************************* * C HARDY CROSS LOOP BALANCING INCLUDING MULTIPLI RESERVOIRS & PUMPS(PU) C HAZEN-WILLIANS(HW) OR DARCY-WEISBACH(DW) MAY BE USED FOR PIPES C ENGLISH(EN) OR SI UNITS(SI) MAY BE USED.ID.X4.DQ.EN.N_TRAMOS_LOOP=100.TOL.LE.ELEMENTOS IF (J .S.ITY.H(ELEMENTOS).ONDE A PERDA LOCALIZADA ENTRA COM FORMULA C H=RESISTENCIA*Q**2. C NOTA 7 QUALQUER PERDA LOCALIZADA.TOLERANCIA. ELEMENTOS) IX(J)=0 12 IND(J)=0 1-55 .NT INTEGER*4 N_TRAMOS.Q(N_TRAMOS).ID/'EN'.J. IE/'&&'/.IND.N_TRAMOS_LOOP.LE.PERDA DE CARGA.ELEMENTOS.PERDA(N_TRAMOS).H.COTAS DO TERRENO E PRESSAO C NOTA 10 PARA CALCULO DE PERDAS LOCALIZADAS. C NOTA 8 O PROGRAMA FOI APORTUGUESADO C NOTA 9 FOI ACRESCIDO VELOCIDADE.IND(ELEMENTOS).HH.FOR C FEITO POR NOS.VNU REAL*4 X1.QQ.PODE SER TRANSFORMADA EM COMPRIMENTO C EQUIVALENTE.USAR O PROGRAMA MINORLOS. $IX(ELEMENTOS) DIMENSION AREA(N_TRAMOS).DDQ.POSITIVE DH IN ELEMENT IS C HEAD DROP REAL*4 Q..TOLERANCIA=0.ITYPE(N_TRAMOS).MAS PODE SER C FEITO.DEF.X5.I1. N_TRAMOS) H(J)=FLAGUE IF (J .QUE E' PARABOLA PASSANDO PELA ORIGEM.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.HDQ.REY.'PU'/.ITYPE.IP.SS.PERDA.KP.S(N_TRAMOS_LOOP).com.KK CHARACTER*2 IE.K.br C NOTA 6 O PROGRAMA NAO TEM VALVULAS PARCIALMENTE ABERTAS.MULTIPLICADOR(N_TRAMOS) DIMENSION COTATERRENO(ELEMENTOS).ELEM(ELEMENTOS) $ .X3.'DW'.

VISCOSIDADE EM FT**2/SEC='.174 GOTO 22 20 WRITE(6.EQ.DEF.VNU. $I5 // ' TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG') 26 READ(5. X2=DIAMETRO EX=1.EQ.NCOTAS WRITE(*.I.F10.7854) !RESISTENCIA DW AREA(I)=0.3X.F10.21) VNU 21 FORMAT(' ESPEC.*) NT.VNU. IE) GOTO 68 Q(I)=QQ IF (X2 .7.8704) AREA(I)=0.7854*0.DEF.X5 C I= NUMERO DO NO QQ=VAZAO COM SINAL X1=COMPRIMENTO X2=DIAMETRO C X3=RUGOSIDADE 30 FORMAT(A2.852*X2**4.X3.852 GOTO 43 42 IF (X3 .*) NT./X1 ! PARA CALCULAR PERDA DE CARGA POR 1000 END IF DO 32 NTY=1.F10. 0.7) UNITS=10.4.2F10. 0.4 IF (NT .QQ.F5.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. UNIDADE INGLESA.*) NT.F10.KK 24 FORMAT(' TOLERANCIA NA VAZAO ='.X1.F10.3F10. ITY(NTY)) GOTO 33 32 CONTINUE 33 ITYPE(I)=NTY KP=4*(I-1)+1 GOTO (41.STATUS='OLD') READ(5.*G*X2**5*0.. ELEM(KP)=X1/(2.3.TOL.br C READ PARAMETERS FOR PROBLEM AND ELEMENT DATA OPEN(5.I8.Curso de Rede de água Capitulo 1.64).3) IF (NT .42. UNIDADES S. 0) THEN MULTIPLICADOR(I)=1000.5.NE.X2.7854*X2*X2 !AREA DA SECCAO TRANSVERSAL 1-56 .I8) IF (NT .F10.X4.I.VISCOSIDADE EM M**2/SEC='.EQ.3.EQ.KK.) X3=DEF ! RUGOSIDADE ELEM(KP)=UNITS*X1/(X3**1.EQ.) X3=DEF EX=2.FILE='CROSS.24) TOL.NTY 41 IF (X3 .TOL.DAT'.727 G=32.com. ID(2)) GOTO 20 WRITE(6.' NO DE ITERACOES='.5.674 G=9.18) VNU 18 FORMAT(' ESPEC.806 22 WRITE(6.7) UNITS=4.I5.53.KK.7854*X2*X2 !AREA.NCOTAS C KK=NUMERO DE ITERACOES TOL=TOLERANCIA NA VAZAO C VNU=VISCOSIDADE CINEMATICA DEF=RUGOSIDADE C NCOTAS=NUMERO DE NOS PARA AS COTAS DO TERRENO 15 FORMAT( A2.

0) GOTO 124 DH=0.X1 55 FORMAT( I5.F12.1/5X.7*X2) 43 WRITE(6.1.55) I.F10.LE.*(X4-X3)-X2)/(6.I2) 75 FORMAT( A2.4) 66 FORMAT( I5.X5.' DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS='.X2.KK DDQ=0.82 81 S(J)=-1.15I4) IF ( NT .PIPE.X4.X1.J=1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.' H='.*X1**2)-ELEM(KP+3)*3.92.I1 I=IND(IP+J) IF (I) 81.I=I1.104).F14. 1) GOTO 140 WRITE(6.X3 45 FORMAT (I5.F18.4F11. PIPES.79) (IND(I).5) EN=EX-1.*X1**3) ELEM(KP+2)=(X4-2.2) GOTO 26 64 ELEM(KP)=X2 ELEM(KP+3)=(X5-3. PIPE.7854*X2*VNU) ELEM(KP+2)=X3/(3.X2.X1.com.Curso de Rede de água Capitulo 1. HDQ=0.NTY 1-57 .4F8.br ELEM(KP+1)=1.EQ.I1) 79 FORMAT(' IND='/(11I4)) C BALANCE ALL LOOPS DO 130 K=1.(ELEM(KP+J-1). 83 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (91.EQ.*X3+X2)/(2.*) NT.Q(I).' CURVA BOMBA.DQ='.I=1.DA BOMBA IGUAL='. ETC CLOCKWISE +CC68 I1=1 70 I2=I1+10 ! Mudei de 14 para 10 para ter na linha no maximo 11 READ(5.F12.X3.45) I.3.(IND(I). GOTO 26 53 ELEM(KP)=X1 WRITE(6. IE) GOTO 78 I1=I2+1 GOTO 70 78 IF (I1 . I=-I GOTO 83 82 S(J)=1. IP=1 80 I1=IND(IP) IF (I1 .66) I.*X1 ELEM(KP+1)=(X3-X2)/X1-ELEM(KP+2)*X1-ELEM(KP+3)*X1*X1 WRITE(6. DO 110 J=1.103.3.110. $' COEF.F7.IND=NC.2X./(0.3) GOTO 26 C READ LOOP INDEXING DATA .3.

143) I.F10.150). DA VAZAO='.'.' SOMA DAS CORR.Q(I).150. TOLERANCIA) HDQ=1.Q(I)/AREA(I). IF (REY-2000.*ELEM(KP+3)*Q(I)**2) 110 CONTINUE IF (ABS(HDQ) .125) K.N_TRAMOS NTY=ITYPE(I) GOTO(142.4) IF (DDQ .I4.9))**2 PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN !INTRODUZI AS PERDAS AQUI 95 DH=DH+S(J)*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN HDQ=HDQ+EX*R*ABS(Q(I))**EN GOTO 110 103 DH=DH+S(J)*ELEM(KP) GOTO 110 104 DH=DH-S(J)*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) HDQ=HDQ-(ELEM(KP+1)+2.142.*ELEM(KP+2)*Q(I)+3.) REY=1.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.LT.Curso de Rede de água Capitulo 1.) 93.EQ.94 93 R=ELEM(KP)*64.74/REY**0.94./REY PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 C TEMOS ABAIXO RESISTENCIA=ELEM(KP)* F CALCULADO POR SWAMEE 94 R=ELEM(KP)*1.LT.F10. TOL) GOTO 140 130 CONTINUE 140 WRITE(6. 3) GOTO 120 Q(I)=Q(I)+S(J)*DQ 120 CONTINUE IP=IP+I1+1 GOTO 80 124 WRITE(6. DQ=-DH/HDQ DDQ=DDQ+ABS(DQ) DO 120 J=1.3. 1.com.141) 141 FORMAT(' TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000') DO 150 I=1. $MULTIPLICADOR(I)*PERDA(I) 143 FORMAT(I5.PERDA(I).3F10.DDQ 125 FORMAT(' ITERACAO N0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.150.I1 I=IABS(IND(IP+J)) IF (ITYPE(I) .LT.2) 150 CONTINUE 1-58 .NTY 142 WRITE(6.br 91 R=ELEM(KP) PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 92 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY .

1) I1=IX(IP) I=IX(IP+J) N=IX(IP+J+1) IF (I) 181.EQ. 1-59 .K.182 181 SS=-1.*) NT.(ELEMENTOS-2).J.Curso de Rede de água Capitulo 1.I1) 171 FORMAT(' IX='/(15I4)) C********************************************************************* * C LEITURA DO NUMERO DO NO E DA COTA DO TERRENO I=1 700 CONTINUE READ(5.*) 'NUMERO DO NO COTA TERRENO' DO I=1. IE) GOTO 170 I1=I2+1 GOTO 162 170 WRITE(6.EQ. IE) GOTO 710 COTATERRENO(J)=BB GOTO 700 710 CLOSE(5) ! FECHA O ARQUIVO WRITE(6.ETC 152 READ(5. IE) GOTO 160 H(K)=HH GOTO 152 C*********************************************************** 160 I1=1 162 I2=I1+10 ! mudei 14 para 10 para termos 11 em cada linha READ(5.20X.3) IF (NT .*) NT.IX=JUNC.BB !COTAS DO TERRENO NUM_COTA(I)=J I=I+1 503 FORMAT(I8.510) J.*) NT.I8.F10.171) (IX(I).ELEM.EQ.com.199.F10.3) END DO C******************************************************************** IP=1 180 DO 200 J=1.JUNC.3) IF(NT . I=-I GOTO 183 182 SS=1.EQ. 510 FORMAT(I8.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.JUNC.NCOTAS J=NUM_COTA(I) WRITE(6.(IX(K).K=I1.COTATERRENO(J) !IMPRIME NA TELA OS NOS E COTAS TERR.F10.HH 155 FORMAT(A2.I2) IF (NT . ELEMENT .br C READ DATA FOR HGL COMPUTATION .I=1.2 IF (J .

190. PRESSAO EM COLUNA DAGUA') DO 220 N=1. 0) GOTO 210 IF (IX(J+IP+2) .EQ. IF (REY-2000.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.H(N).74/REY**0.com.189.3F10. 1. FLAGUE) GOTO 220 WRITE(6. 0) GOTO 205 200 I1=N 205 IP=IP+J+3 GOTO 180 210 WRITE(6.3) 220 CONTINUE 99 STOP 'TERMINADO O PROGRAMA CROSS. COTA TERR.EQ.199)./REY GOTO 188 187 R=ELEM(KP)*1.520) N.H(N)-COTATERRENO(N) 520 FORMAT(I8.187 186 R=ELEM(KP)*64.215) 215 FORMAT(' NO'' COTA PIEZ.9))**2 188 H(N)=H(I1)-SS*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 199 189 H(N)=H(I1)-SS*ELEM(KP) GOTO 199 190 H(N)=H(I1)+SS*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) 199 IF (IX(J+IP+3) .EQ.Curso de Rede de água Capitulo 1.COTATERRENO(N).) 186. ) REY=1.EXE-VERSAO 3' END C******************************************************************** Observar que o Streeter usa a curva de uma equação do terceiro grau de uma bomba na forma: H= Ao + A1 Q + A2x Q 2 + A3 x Q3 1-60 .185.187.LT.br 183 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (184.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.N_TRAMOS IF (H(N) .NTY 184 R=ELEM(KP) GOTO 188 185 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY .

3 0.19 da página 461 do livro do Victor Streeter Figura 1.16) 'SI' 30 0.0 0. 0.0 0 0 0 0 'PS' 14 0 20.6 0.5 3000.0005 0 0 'DW' 2 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0005 0 0 'DW' 10 1.0005 0 0 'PS' 13 0 -45. 1.0 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.0005 0 0 'DW' 12 1.com.0005 0 0 'DW' 5 0.16. 4000.0 0.4 4000.000001007 0. 1982 Dados: arquivo cross.0005 0 0 'DW' 4 0.0 0.001 0.5 0.0005 0 0 'DW' 3 1.0005 0 0 'DW' 8 0.5 3000.0005 0 0 'DW' 11 0.0 0. 3000. 3000.0 0.6 0.br Exemplo 1.0 0.dat que pode ser aberto com o Worldpad Figura (1.6 0.8 0.0005 0 0 'DW' 7 0.4 4000.4 4000.5 0.0 0.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.6 3000.0 0.0 3000.0005 0 0 'DW' 9 1.8 0. 0.0005 9 'DW' 1 3.0 0 0 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 'PT' 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -1 1-61 .0 0. 3000.0 1.

2 SOMA DAS CORR.0 1.800 0.00050 10 1.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 3.2056 ITERACAO N0.500 0.600 0.0 0. DA VAZAO= 1.00050 13 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= -45.500 0.3400 ITERACAO N0.000 3000. DA VAZAO= 0.0 1.300 0. 8 SOMA DAS CORR.000 3000.400 4000.00050 4 0. 6 SOMA DAS CORR. 9 SOMA DAS CORR.0590 ITERACAO N0.1510 ITERACAO N0.0 0. UNIDADES S.0203 ITERACAO N0.00050 2 1.0 0.0064 ITERACAO N0. DA VAZAO= 0.Curso de Rede de água Capitulo 1. DA VAZAO= 0.000 3000. DA VAZAO= 0.00050 7 0. 3 SOMA DAS CORR.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.com.00050 5 0.00700004E-006 0.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1-62 . DA VAZAO= 0. DA VAZAO= 0.600 3000. 5 SOMA DAS CORR.000 0.0 0.br 'PT' -11 6 12 9 0 2 9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 'PT' 2 400 'PT' 3 400 'PT' 4 400 'PT' 5 475 'PT' 6 400 'PT' 7 400 'PT' 8 500 'PT' 9 300 '&&' 0 0 Fim 7 -8 8 0 Saída em arquivo exercicio2.400 4000.00050 9 1. 1 SOMA DAS CORR.000 3000.400 4000.0 0.00050 8 0. DA VAZAO= 0.00 14 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 20.0 1.000 4000.txt aberto com Wordpad SI 30 0. 4 SOMA DAS CORR.0020 ITERACAO N0.00100000005 1. 7 SOMA DAS CORR.600 0.500 3000.I.00 IND= 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 -1 0 ITERACAO N0.0 0.0 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00050 11 0. DA VAZAO= 0.500 3000.0 0.800 0.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.000 0.000500000024 9 ESPEC.6128 ITERACAO N0.600 0..000 0.00050 12 1.00050 3 1.

62 9.977 1.23 8 0.001 500.000 7 400.000 0.104 0.000 2 400.44 0.052 0.153 Fim 1-63 .000 2 504.94 12.com.00 IX= 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -11 6 12 9 0 2 9 7 -8 8 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 520.34 12 1.478 400.000 6 400.389 5 474.13 7 0.297 8 500.199 1.000 104.000 -0.000 520.000 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.28 10.44 -1.297 400.000 91.123 400.000 81.411 400.20 2 0.251 1.008 6 490.40 2.95 0.222 0.59 5.001 9 332.35 -0.70 0.000 99.274 1.389 400.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.18 2.000 3 400.000 90.925 2.000 5 475.992 475.29 11 -0.10 3.45 15.00 0.153 300.21 5.13 5 0.37 4 0.000 32.411 3 491.11 1. COTA TERR.71 0.948 1.000 NO' COTA PIEZ.126 -0.39 2.123 7 499.31 3 0.01 6.28 10 1.478 4 481.000 9 300.000 8 500.000 4 400.93 4. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 520.br 1 1.37 0.400 4.73 6.24 9 0.

1982 1-64 .Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.Curso de Rede de água Capitulo 1.com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Streeter e E.17.20 página 462 Mecânica dos fluidos do Victor L.br Exemplo 1. Benjamin Wylie Figura 1.

com. Stephenson. O sistema de equações lineares é então resolvido por cálculo de matrizes. sendo praticamente impossível a resolução do mesmo sem o computador.34 Q3 – Q4 = -2. Vamos mostrar de uma maneira bem simplificada o que fez Jeppson. A grande vantagem do método da teoria linear é que não precisa de inicialização. da mesma maneira que temos no método de Hardy-Cross.23 -Q5 – Q6= 3. 1984 mostra que no método da teoria linear a relação envolvendo número de trechos (i) .Esquema de aplicação do método da teoria linear Basicamente o método da teoria linear é a montagem de um sistema de equações não lineares que através de um artifício são linearizadas. faltam duas equações. O método só pode ser feito através de microcomputadores. de valores admitidos antecipadamente e converge em aproximadamente 4 a 10 iteraçoes.br 1. isto é. 1984 alerta que quando a diferença de pressão é muito baixa em um tramo teremos problema de convergência mesmo no método da teoria linear. Jeppson no seu livro Analysis of flow in pipe networks em 1976. usando o método de Gauss ou de Gauss-Jordan. Figura 1.18.99223 ft3/s=4. número de nós (j) e número de loops (m) será constante: i= j+m -1 A rede malhada da Figura (1. O método da teoria linear tem diferenças entre os métodos de Hardy-Cross e Newton-Raphson.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Stephenson. 1976. Stephenson. As duas equações são montadas aplicando o seguinte truque: 1-65 .Curso de Rede de água Capitulo 1.15) tem 6 nós e isto nos dará 5 equações da continuidade independentes que são facilmente montadas assim: Vazão que entra e vazão que sai Quando a vazão entra é positivo.34 Método da Teoria Linear O método da teoria linear para análise de redes de água foi desenvolvido por Roland W.34 Temos sete variaveis e somente 5 equações. Quando a vazão sai do nó é negativo: Q1 + Q4 = 2000gmp = 2000 x 9. 1984 informa que Wood e Charles em 1972 propuzeram um método de converter equações para equações lineares. Portanto.45 -Q1 – Q2 +Q5=0 Q2 –Q3 –Q7= -3.

1984 como inicialização a velocidade unitária 1m/s para todos os trechos de tubulações.71 Q1 – 0.71 no tramo 2 R2=0.402 Q2 -1. Q4. Assim como se a vazão fosse 1. Figura 1.14 Q5 -11. Uma outra alternativa é estimar que em todos os trechos de tubulação haja para inicialização um regime laminar. Para resolver precisamos usar sistema de matrizes Gauss. Q3.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. cálculos todos os valores de R para cada tramo.37 Q3 -0.35 Q7 + 0. Isto também foi idéia de Wood e Charles em 1972 conforme Stephenson. Usando estes valores como iniciais recalculamos tudo de novo: Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Até ponto em que a vazão obtida é praticamente igual a vazão anterior num erro que toleramos.Jordan. sem termos uma inicialização como o método de Hardy-Cross.402 e assim por diante. Fazendo procedemos achamos mais duas equações necessárias do loop que são: Sentido horário: positivo Sentido anti-horario: negativo 4.3 Q6 + 3. Achamos então os valores de Q1.com.Curso de Rede de água Capitulo 1. por exemplo.Esquema de rede conforme Jepson 1-66 . Em três ou quatro iterações o problema está resolvido. Q2. Assim teremos no tramo 1 R1=4. Stephenson. 1984.19. Q6 e Q7. Q5.br Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Sendo: R1=[R x Qn-1 ] Um dos truques de inicialização de Jepson é usar a vazão unitária 1.264 Q4=0 1.402 Q2=0 Temos portanto 7 incógnitas e 7 equações.

Curso de Rede de água Capitulo 1.21.Esquema de rede conforme Jepson 1-67 .com.Esquema de rede conforme Jepson Figura 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br Figura 1.20.

1984. Técnica de abastecimento e tratamento de água. 201páginas. Pipeflow analysis. -BILLINGS MR. Hydrosystems Engineering&Management.I. 1992. 1984. Hidráulica Geral. Modelli matematici delle reti di distribuziona idrica.com/page/p_bookstore/cwbsa/Chap5. -IDELCHIK. PASCHOAL. São Paulo. Dipartamento di Ingegneria Civile. Water Distribution Systems: simulation and sizing. 1992. 1996. VICTOR L.ROLAND W. Italia. -TSUTIYA. DAVID.THOMAS M. Abastecimento de água. -WALSKI. AWWA. Universita degli Studi di Parma. Analysis of Flow in Pipe Networks. 1989. et al.. -MIGNOSSA. -STEPHENSON. ISBN 0-444-41668-2 -STREETER. 1976. LTC Livros Técnicos e Científicos Editora S. -CETESB.pdf http://www. Projeto de Sistemas de Distribuição de Água. 19páginas. PAULO. BRUCE et al. McGraw-Hill.35 Bibliografia e livros consultados: -ANALYSIS OF COMPLEX NETWORKS acessado em 16 de abril de 2007 -AWWA MANUAL M32. -CHAPTER 3.THOMAS M.br 1.mun. 1994. -WALSKI. MILTON TOMOYUKI.A. 164 páginas. 1-68 . -JEPPSON. -MAYS. Distribution network analysis for water utilities. 1975.1967.washington.. C.engr. 1990. Forecasting Urban Water Demand. 1982. LARRY W. -HWANG. Handbook of Hidraulic Resistance.pdf -FACULDADE DE HIGIENE E SAUDE PUBLICA DA USP.mwhsoft. Prentice/Hall do Brasil. NED H. 641páginas. Sistemas de Engenharia Hidráulica.pdf http://www. Analysis of Water Distribution Systems.edu/markbenj/CEE342/Abbreviated%20Hardy-Cross. McGraw-Hil. CRC Press..Curso de Rede de água Capitulo 1. 1983. Krieger Publishing.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.ca/muzychka/Chapter3.E.Flow analysis acessado em 16 de abril de 2007 http://faculty. 102p. 2004. -NETWORKS ANALYSIS acessado em 16 de abril de 2007 -SILVESTRE.. et al. Ann Arbor Science Publisher. Mecânica dos Fluidos. EPUSP.

Esquema das redes malhadas 1-69 . Figura 1.104.Curso de Rede de água Capitulo 1.br Exemplo 1.txt. Vamos calcular pelo programa em Fortran denominado cross.dat e saída em texto cross4.com.21 Tomamos um exemplo de rede malhada de Cross feito por Silvestre p.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.exe com entrada de dado cross.22.

0 100.00 900.Curso de Rede de água Capitulo 1.30 'HW' 6 0.00 900.30 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 4 2 1 8 -2 -7 11 -3 -10 4 4 4 5 100.com.0 0. 100.1 900.0 100.0 0.1 1200.0 100.dat (original) 'SI' 30 0.0 0.08 1200.45 'HW' 11 0.0 100.0 100.0 0. 0.30 'HW' 12 0.05 1200.35 'HW' 10 0. 100.30 'HW' 9 0.30 'HW' 7 0.00 900. 0.00 900.05 900.0 0.00 900.0 100.0 100. 0.35 'HW' 3 0.50 'HW' 8 0.0 9 12 -5 -6 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -8 4 -11 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 960 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 4 3 'PT' 11 5 2 4 10 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' '&&' 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 900.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.001 0.05 1200.0 100.00 900.br Entrada de dados com o arquivo cross.15 900.0 0.08 900.0 0.3 1200.40 'HW' 5 0.00 900.00 900.0 100.0 100.2 900.35 'HW' 4 0.0 0.1 900.000001007 'HW' 1 0.0 0.dat Cross4.00 0 9 7 3 6 0 12 0 9 0 6 0 8 1-70 .45 'HW' 2 0.2 1200.

148 1.74 10 0. 1 SOMA DAS CORR.txt fazendo cross>r4.99 4.615 900.350 100.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.000 59.000 8 900.txt R4.100 1200.300 1200.00000 7 0.942 900.00000 5 0.000 4 900.091 0.080 900.246 900.350 100.84 IX= 1 1 2 4 3 9 6 12 9 -6 8 -11 5 -2 4 -7 1 0 8 -3 7 -10 4 0 2 8 5 0 0 0 0 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 900.891 900.16 6 0. 4 SOMA DAS CORR.000 44.97 4. UNIDADES S.000 52. DA VAZAO= 0.095 0.29 6.0 0.93 2 0.000 49.064 0.0 0.680 3 949.00000 2 0.18 4.000 NO' COTA PIEZ.08 8 0.11 4.300 100.050 1200.00000 6 0.150 900.942 2 954.000 5 900.77 4.286 1.066 0.195 1.00000 9 0.0053 ITERACAO N0.03 4. 9 ESPEC.64 5.00700004E-006 100.000 48.350 100.46 7.23 5.0384 ITERACAO N0.br Saida dos cálculos com o arquivo R4.200 900. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 959.068 0.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.99 4. DA VAZAO= 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.300 100.200 1200.000 7 900.00000 10 0.0 0.48 4 0.0021 ITERACAO N0.912 900.00000 3 0. 5 SOMA DAS CORR.450 100. DA VAZAO= 0.450 100.00000 8 0.00000 11 0.24 12 0.0 0.0 0.000 6 900.000 3 900.00000 4 0.I.57 7 0.0116 ITERACAO N0.29 5.214 1.99 11 0.0 0.300 100.0008 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.com.02 5.00000 12 0.00100000005 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.246 1-71 .098 1.050 1200.300 100.81 4.txt (original) SI 30 0.93 5. COTA TERR.680 900.000 9 900.76 4.0 0.0 0.000 2 900.34 5.100 900.31 5 0.300 100.18 3 0.080 1200.500 100.912 4 952.0 0.93 5.000 54.34 5. DA VAZAO= 0.0 0.615 5 948.00000 IND= 4 1 8 -2 -7 4 4 9 -5 -8 4 2 11 -3 -10 4 5 12 -6 -11 0 0 0 ITERACAO N0.400 100.78 5.100 900.066 0.69 4.91 4. 3 SOMA DAS CORR.98 6.0 0.95 3..891 6 944. 2 SOMA DAS CORR.050 900.069 0. DA VAZAO= 0.80 9 0.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.0 0.

575 938.452 900.000 46.br 7 8 9 946.Curso de Rede de água Capitulo 1.575 38.452 1-72 .com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.000 900.617 942.617 42.000 900.

As bolhas geralmente possuem diâmetros entre 1mm a 5mm.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Capitulo 2-Ar nas tubulações 2. O ar em pacote pode se deslocar ou sair pelas ventosas.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 2. O ar pode estar em solução ou em forma livre em forma de bolhas ou pacotes de ar. Para a temperatura de 30ºC a saída de ar da água é de 2.1 .5 maior que a 15ºC. Os pacotes de ar implica em relativo volume de ar que se acumula no topo do tubo. Quanto maior a temperatura maior a possibilidade de saída de ar da água. As bolhas podem se juntar e formar pacotes de ar no topo das tubulações.Ar armazenado na tubulação Fonte: Val-Matic Valve. 1993 2.1) a (2.1 Introdução O ar está sempre presente em tubulações de água.1981. Figura 2.1. Somente causa problema quando há redução de pressão é que o ar forma bolhas e que os problemas aumentam. pois em temperaturas normais temos sempre dissolvido 2% de ar na água a 20ºC. O ar pode ser absorvido pelas superfícies líquidas ou também poder entrar através de regime de escoamento turbulento na entrada de uma tubulação conforme Stephenson.4) temos vários locais onde há o problema de ar. O ar em solução não é problema de engenharia. Nas Figuras (2.

Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.2 .Ar criado na bomba submersa de poço tubular profundo Fonte: Val-Matic Valve.2. 1993 2.

Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.3 .Ar criado por descarga de hidrante Fonte: Val-Matic Valve. 1993 2.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 2.3.

1993 2.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 2. Em transientes hidráulicos a entrada do ar causa problemas sérios na tubulação inclusive o rompimento da mesma. 2.2 O ar é um problema? Conforme Lauchlan.4 . sem que a temperatura do líquido mude.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura. além do desgaste dos rotores. Em bombas teremos a cavitação. Em bombas ou turbinas a presença do ar diminui a eficiência. Os efeitos mecânicos. Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba. uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH.4. Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor. 2005 os pacotes de ar nas tubulações diminuem a seção transversal reduzindo a capacidade de escoamento.Tipos de ventosas Fonte: Val-Matic Valve. Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido. causa vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. Para isto usa-se o que se chama NPSH (net positive suction head) e há duas.

0066 x (Fr – 1) 1. 2005. Se a capacidade de transporte é excedida em escoamento em condutos. Em condutos fechados o transporte de ar é dependente da orientação do escoamento.5 .5 Critérios para o movimento do ar nas tubulações Conforme Little. 1980 e Wisner et al 1975 in Lauchalan. Em movimento lento a entrada de bolhas de ar é distribuída em todo o líquido o escoamento pode mudar drasticamente devido as bolhas de ar. 2005 mostraram que a velocidade crítica da água para mover as bolhas de ar é função da tensão superficial.509 x (tan(Θ)) 0. do número de Reynolds e da declividade da tubulação. 1984.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 2. 2005 o movimento do ar nas tubulações se passa da seguinte maneira: O transporte da água depende da razão entre a velocidade da água e a velocidade de ascensão da bolha de ar.5 V= velocidade média a montante (m/s) g= aceleração da gravidade =9. 2005 não há uma solução analítica do transporte de bolhas de ar pelas tubulações aceita por todos os especialistas apesar de que os resultados são baseados em experiências. Qar/ Qágua = 0. Em águas estagnadas a capacidade de transporte é zero e o as bolhas de ar chegarão a superfície. do número de Froude.4 Ar em ressalto hidráulico Em ressalto hidráulico o valor da entrada de ar pode ser estimado pela equação conforme Lauchlan. o ar ficar em pacotes na parte alta da tubulação. 2.5 sendo g a aceleração da gravidade e D o diâmetro do tubo. Falvey. Em canais abertos com alta velocidade o transporte de ar aumenta com o aumenta da velocidade e intensidade da turbulência do escoamento.4 Sendo: Qar= vazão do ar (m3/s) Qagua= vazão da água (m3/s) Fr= número de Froude= V/ (g x y) 0. O transporte de ar é máximo quando o escoamento for vertical de baixo para cima e mínimo quando o escoamento for vertical de cima para baixo.81m/s2 y= altura do nível da água a montante (m) 2. 2002 in Lauchlan. 2. 1991 in Lauchlan.5 Sendo: Vc= velocidade crítica da água para o ar se movimentar (m/s) 2.3 Mecanismo de movimento do ar Conforme Kobus. Bendikse. Onde os efeitos da tensão superficial são desprezíveis a velocidade critica da água para mover as bolhas de ar é proporcional a (gD)0.6 Equação de Kalinske e Bliss Experimentalmente Kalisnke e Bliss obtiveram a equação que mostra a velocidade crítica da água para que o ar se mova na tubulação descendente com declividade maiores que 5% (2. Vc/ (gxD)0.9º ou 0.05m/m).5 = 1.

Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade =9.81m/s2 D= diâmetro da tubulação (m) Θ= ângulo da declividade descendente (radianos) Para arrastar o ar numa tubulação de 300mm com declividade de 0.3 0.27 0.1.070 0.89 1.09 0.09m/m (9%) é necessário uma velocidade mínima de 0.349 0.05 0.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 2.051 0.09 1.349 0.07 0.2 0.27 0.2 0.4 0.56 0.3 0.9 4 5 10 15 20 2.070 0.55 1.28 0.34 1.262 0.27 0.349 0.07 0.2 0.18 0.56 0.6 .2 0.262 0.3 0.5 0.05 0.58 0.051 0.175 0.09 0.070 0.05 0. Tabela 2.4 0.36 0.88 0.087 0.73 2.262 0.99 1.087 0.175 0.4 0.175 0.77m/s.18 0.349 Declividade (m/m) 0.5 0.5 Ângulo Θ graus radianos 2.40 1.2 0.5 0.18 0.4 0.5 0.67 0.051 0.79 0.3 0.77 1.9 4 5 10 15 20 2.9 4 5 10 15 20 2.07 0.175 0.27 0.36 0.09 1.63 0.087 0.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kalinske e Bliss.36 Velocidade critica m/s 0.80 0.05 0.3 0.75 0.88 1. D (m) 0.18 0.2 0.4 0.9 4 5 10 15 20 0.087 0.070 0.68 0.5 0.07 0.3 0.36 0.09 0.262 0.26 1.051 0.02 2.48 0.09 0.4 0.

785 50 0.97 2.349 25 0.611 40 0.047 Declividade (m/m) 0.2 0.36 0.2 0.698 45 0.58 0.2.47 0.53 2.785 50 0.59 2.31 2.41 2.77 1.5 = 0.56 1.2 0.28 1.3 Ângulo Θ Graus radianos º 15 0. D (m) 0.78 1.8 Equação de Davies e Taylor.70 0.2 0.58 0. 1950 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.349 25 0.84 1.33 Tabela 2.2 0.3 0.73 0.86 2.3 0.80 0.40 0.83 3.047 15 0.873 55 0.5 Tabela 2.524 35 0.2 0.2 0.873 55 0.960 60 1.34 1.436 30 0.262 20 0.11 2.698 45 0.3 0.2 0.09 1.46 0.5 = 0.43 1.00 1.27 0.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Davies e Taylor.2 0.73 0.27 0. 1950 para movimento vertical Vc/ (gxD)0.3.3 0.57 0.3 0.73 Velocidade critica m/s 1.2 0.3 0.47 0.84 1.61 1.3 0.611 40 0.3 0.94 2.70 0.09 3.43 1.44 1.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.37 2.960 60 1.77 1.65 0.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 2.7 Equação de Kent Para tubulações com declividades que variam de 15º a 60º temos: Vc/ (gxD)0.00 1.3 0.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kent.436 30 0.55 + 0.19 1.7 .5 x (sen(Θ)) 0.262 20 0.19 1.36 0.524 35 0.17 2.

Tabela 2.9 Equação de Benjamin.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Benjamim.5.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Corços.55 1. 1968 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.67 2.93 1.76 0.4.638 Sendo: Vs= velocidade mínima para mover um pacote de ar estacionário.8 .20 1. As ventosas são de orifícios pequenos e orifícios maiores que 25mm.09 1.26 1. 2005 a ventosa deve ser posiciona estrategicamente em um ponto para a permitir a entrada e saída de ar quando da tubulação estiver funcionando ou quando a mesma está sendo dada uma descarga. 2003 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.5 = 0.42 2.542 Tabela 2.89 1.77 0. G.41 1. De modo geral as velocidade do ar nas ventosas não deve ser maior que 30m/s (trinta metros por segundo).07 1.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.5 = 0.10 Equação de Corcos. 1968 para movimento horizontal Vc/ (gxD)0.66 0.31 1.11 Remoção de ar nas ventosas Conforme CIRIA Report 179 in Lauchlan. 2003 Para mover o ar em uma tubulação por gravidade em áreas rurais e prevenir a acumulação de ar temos: Vs/ (gxD)0. Posicionamento das ventosas: 2.

5 2.9 . a mesma deverá estar alguns metros (3 m ou 4 m ) na parte descendente.002m/m) no trecho ascendente. • A declividade de 1: 500 (0. van Vuuren da Universidade de Pretoria.0033m/m). Esta regra é muito importante.6) fornece o comprimento critico entre ventosas conforme o diâmetro da tubulação. • A distância mínima entre as ventosas varia de 50mm a 800m.002m/m) é sugerida como o mínimo gradiente que deve ser construída uma tubulação. Saint Gobain • A Saint Gobain sugere que as tubulações sejam assentadas na declividade mínima de 1: 250 (0.34 x a x (g x h/ Dar )0. AWWA A AWWA Manual M51 que se refere a ventosas possui também as suas recomendações.6. 1990 D (mm) 150 200 300 400 500 600 Ls (m) 85 113 170 227 283 340 O fabricante de ventosas Vent-O-Mat da África do Sul recomenda que em tubulações ascendentes deve ser colocada uma ventosa em cada 600m de rede. • Quando a ventosa for instalada no ponto alto.004m/m) no trecho descendente de 1: 500 (0. Saída de ar pelas ventosas Stephenson. Distância entre as ventosas O professor S. Qa= 0. Ls= 85 x D/ 150 Sendo: Ls= comprimento crítico entre as ventosas (m) D= diâmetro do tubo (mm) A Tabela (2.Distância máxima entre as ventosas conforme Van Vuuren. J. Considerações gerais • A velocidade mínima da água para que o ar se movimente deve ser de 1m/s a 2m/s. 1990 sugere que o intervalo entre as ventosa seja dada pela equação.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 As ventosas devem ser colocadas nos pontos altos da rede e uns 3m ou 4m abaixo do ponto alto na direção de declividade.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 2. Tabela 2. 1983 baseado na teoria dos orifícios desenvolveu a equação para a vazão de ar pela ventosa. É recomendada a declividade mínima no trecho descendente de 1: 300 (0. Para trechos longos descendentes e horizontais são seguidas as mesmas recomendações.

5 Qa= 99. Reservatório ou câmara de ar comprimido 8.01 z D ou seja.01x D d=0.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 2.3 x a= Para sair 1% de ar da tubulação de água com a velocidade de 1m/s e na pressão absoluta de 10m que é o mínimo para não haver vácuo temos: Qa= 0. Válvula de alivio 2. Bypass 6. Volante de inércia 7.15 x 10-3 Fazendo-se as substituições achamos: Qa= 0.64)=0.12 Medidas para evitar golpe de aríete Existe uma variedade muito grande de dispositivos para evitar os golpes de aríete devendo-se estudar as mais adequadas conforme Figura (2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Sendo: Qa= vazão de ar (m3/s) a= área do orifício (m2) g= aceleração da gravidade = 9. Válvula de retenção 2.81m/s2 h= pressão (m)= 10m Dar= densidade relativa do ar na pressão inicial = 1.81 x 10/ 1.34 x a x (g x h/ Dar )0.01D2=93xd2 D/10=9.15x10-3 )0.64x d d=D/ (10 x 9.34 x a x (9. Chaminé de equilíbrio 3.5).01 x 1m/s x PI x D2/4= 93 x PI x d2/4 0. 1% do diâmetro d= diâmetro da ventosa (m) D= diâmetro do tubo (m) Então o orifício deve ter cerca de 1% do diâmetro do tubo para expelir 1% de ar na tubulação 2.5 0.10 .01 x 1m/s x A= 93x a 0. Tanques unidirecionais 4. As medidas mais comuns são: 1. Ventosas 5.

1981. Dica: recomendamos que em rede de distribuição sejam instaladas ventosas nos condutos principais. um dispositivo para registrar automaticamente em gráfico as pressões durante um dia inteiro ou durante sete dias. O porque até hoje não sei. A vazão que chegava na ETA Cumbica era de 90 L/s e passou para somente 30 L/s. 2.Esquema das varias soluções existentes para proteção do golpe de aríete. de 100kPa”.14 Os rodízios e o ar nos hidrômetros Conforme a NBR 12218 de julho de 1994 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) de Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público. Isto significa. e a pressão dinâmica mínima.13 Ventosas em redes de distribuição Apesar de existir inúmeras equações e recomendações. Fonte: Stephenson.11 .Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2. Lembro que uma vez numa adutora de 8km o antigo DAE tirou todas as 15 ventosas de uma vez só para manutenção.5.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 2. Em adutoras todos são unânimes em afirmar que devemos instalar vem tosas. 2.mas em redes de distribuição devemos ou não instalar ventosas? O meu ponto de vista é que devemos instalar ventosas nos condutos principais para evitar em descargas e enchimento que as ligações de água se transformem em ventosas. Foram colocadas aleatoriamente 4 ventosas e a vazão chegou praticamente a 90 L/s. sendo que as outras 11 ventosas não fizeram diferença. é instalar um Manômetro Registrador junto a torneira do cavalete de entrada de água potável do concessionário. Uma maneira de se comprovar a variação das pressões. É possível pressões mais elevadas do que 50 mca e menores que 10 mca. que a pressão máxima deve ser de 50 metros de coluna de água (mca) e a pressão mínima deve ser de 10 mca. desde que justificadas. 2. diz que a “pressão estática máxima nas tubulações distribuidoras deverá ser de 500 kPa. a localização das ventosas é difícil de ser feita.

Os rodízios podem ser de 12 horas com água e 12 horas sem água.7% de água doce . Isto significa que o hidrômetro deve ser revisado pelo serviço público pelo menos de cinco em cinco anos. Na caixa d’água existe uma torneira de bóia.12 . Ventosas na rede de distribuição A NBR 12218/94 prevê que “nos pontos altos dos condutos principais. Frisamos que o hidrômetro é destinado a medir a água que passa pelo mesmo e não o ar. No Brasil a água doce está concentrada na região Norte com cerca de 68. é que o INMETRO através da citada Portaria 29/94 exige que as verificações periódicas são efetuadas nos hidrômetros em uso. Normalização e Qualidade Industrial). Na região Sul e Centro-Oeste temos 6.1 dia com água e 1 dia sem água. em intervalos estabelecidos pelo INMETRO ”não superiores a cinco anos”. No Brasil de modo geral.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 A NBR 12218/94 prevê que a distribuição de água potável aos consumidores seja de “forma contínua em quantidade e pressão recomendadas”. não bloqueia a entrada de água e nem de ar. pois. o hidrômetro deverá ser instalado de tal maneira que ”esteja permanentemente cheio de água. Europa e Japão a respeito dos rodízios. 1 dia com água e 3 dias sem água.5%. o suprimento de água é menor que a demanda (consumo) e conseqüentemente a distribuição de água potável não é continua. Infelizmente não temos experiências nos Estados Unidos. nas condições normais de utilização”. Ainda na mesma Portaria 246/2000 do INMETRO. devem ser previstas ventosas” O grande problema de entrada de ar nas tubulações de rede pública de abastecimento de água potável é na ocasião de enchimento e esvaziamento das linhas. o volume de água que o atravessa”. enquanto que no Nordeste e Sudeste temos 3. 1 dias com água e 2 dia sem água e assim por diante. o abastecimento primeiramente vai até a caixa d’água e depois vai para a distribuição na residência. como é comum no Brasil. as concessionárias dos serviços públicos de abastecimento de água. que nem sempre é obedecido. o “hidrômetro é o instrumento destinado a medir e indicar continuamente.5% e 15. As residências têm as suas instalações hidráulicas de água iniciadas após o cavalete. Canada. O aparelho que mede a água: hidrômetro Segundo a Portaria n. Uma outra observação importante e pouco aplicada no Brasil. naqueles lugares. fazem os denominados rodízios de água. variando com o tempo a vazão e a pressão. que possui 12% das reservas mundiais de água doce. onde recebem água do serviço público. não existe o problema de falta de água ou de rodízios freqüentes.0%.º 246 de 17 de outubro de 20000 estabelecida pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. 2. que estando a caixa vazia. Como no Brasil o abastecimento de água é indireto.3% e 6. Com os problemas de freqüentes falta de água no Brasil.

purgar. mas no entanto não resolvem totalmente o problema de ar nos hidrômetros causado pelos rodízios. sendo que parte é expelido pelas ventosas existentes e parte continua até atingir as residências entrando pelos cavaletes e passando pelo hidrômetro. Após a passagem do ar vem em seguida a água.7% de probabilidade que o usuário paga cerca de 2% a mais de água devido ao problema de ar no hidrômetro. não havendo a purga do ar. são instalados dispositivos denominados ventosas. pois o próprio ar fecha a ventosa. com a produção de vácuo relativo. não funcionaram conforme o previsto. Nas tubulações de pequeno diâmetro. As ventosas também servem. Ventosas no ramal domiciliar das ligações de água Quando são feitos os rodízios. em torno de 2mca e neste caso reduzem o ar de 10% a 35%. 6% a mais de consumo de água durante o mês. A Tabela (2. concluiu com 96. nenhuma ventosa de cavalete que realmente elimine todo o ar no cavalete. Mas na prática estas ventosas que são instaladas em cavaletes só funcionam quando a pressão do ar é baixa. Aguardamos o resultado de testes em novas ventosas que realmente funcionem. Existe uma proporcionalidade entre o número de rodízios no mês e o ar medido pelos hidrômetros. ou seja. não funcionam. na ocasião do enchimento da rede de distribuição com água. Na prática são instaladas ventosas principalmente nas tubulações de grande diâmetro e nas tubulações de aço. ainda não existe no mercado nacional. As vendas destas ventosas está cada vez maior. pois. quando queremos que entre o ar na rede. funcionando como eliminador de ar todas as ligações de água. Um grande fabricante de hidrômetros em Minas Gerais construiu há uns anos uma ventosa de cavalete e pouco tempo depois a retirou de circulação. o hidrômetro passa a marcar como se fosse água. A melhor solução para as ventosas de rede. Assim para 30 dias de rodízio teremos três vezes mais problema de ar nos hidrômetros. pois é grande o desespero dos usuários que vêm sua conta aumentar com os rodízios de água. ou seja. Um pouco de ar não faz o hidrômetro girar. seria a revisão ou troca das ventosas existentes e colocação de ventosas adicionais nas redes primárias em pontos altos. Pesquisas feita em 1997 em região com abastecimento de água potável com rodízio de 1 dia sem água e 2 dias com água (10 dias de rodízio durante o mês). Desconto na conta d’água devido aos rodízios Em havendo rodízios. As ventosas na redes de maior diâmetro eliminam uma parte do ar. praticamente não são instaladas ventosas. principalmente em tubulações de aço. ou seja. haverá o colapso da tubulação. sendo que o restante 65% a 90% do ar é medido pelo hidrômetro como sendo água.13 . Na prática a pressão do ar é bem maior que 2mca e as ventosas dos cavaletes. ficando a mesma toda amassada de fora para dentro. haverá influência de ar na rede. o ar é empurrado dentro das tubulações.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 causando movimento desordenado do ar dentro das tubulações e acumulo de ar em pontos elevados. mas aumentando a pressão do ar. Ultimamente vem sendo vendidas ventosas de latão ou plásticos ou mistas. pois. enquanto que no esvaziamento temos cerca de 10%.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 2.7) mostra como funciona: 2. Para expulsar o ar. O enchimento da rede provoca cerca de 90% do ar nos hidrômetros. Até a presente data. para serem instaladas em cavaletes para eliminar o ar antes que chegue aos hidrômetros.

Número de rodízios e influência do ar Número de dias com água 2 1 0. para ser feito o abatimento adequado e verificando se não houve um aumento de consumo do usuário. água mineral ou ainda ferver a água de torneira durante o mínimo de 15 minutos. pode ocorrer a formação de vácuo relativo e a água poluída que está perto da tubulação entra na mesma. Em conclusão.14 . onde há uma mistura da água limpa com a água suja denominado pelos americanos de cross-connection. Quando o usuário tiver alguma dúvida sobre a qualidade da água para beber. A grande necessidade de se manter uma pressão mínima de 10mca exigido pela ABNT é uma medida sanitária para assegurar que não exista penetração de água poluída existente próxima a tubulação. principalmente em locais onde existem tubulações antigas de ferro fundido. quando esta se esvazia. devendo para isto ser pesquisadas as casas vizinhas da mesma quadra e as da quadra em frente ao imóvel em questão. Haverá usuários em que a influência do ar será significativa e a análise deverá ser caso a caso.7. Deverão ser tomadas todas as cautelas pelas concessionárias de abastecimento de água potável no que concerne ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Lei 8078 de 11 de setembro de 1990) no seu artigo 6º parágrafo X: “São direitos básico do consumidor a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral”. sugerimos usar filtro ou purificador doméstico. É a retrossifonagem. Problema sanitário com os rodízios O maior problema nos rodízios no sistema de distribuição de água potável é sanitário. com os rodízios os hidrômetros não funcionam corretamente devendo haver um desconto geral no volume de água conforme o número de rodízios feitos durante o mês. Dica: ventosinha não funciona no ramal predial 2. Nos casos de o abastecimento ser completamente descontrolado.5 2 Número de rodízios no mês 10 15 30 10 Aumento do consumo de água devido a influência do ar 2% 3% 6% 2% Na área de rodízio haverá casos em que a influência do ar será muito grande. praticamente não se faz a leitura dos hidrômetros. adotando-se uma tarifa mínima 10m3/mês para todos os imóveis da área afetada pelo rodízio. Quando a rede está com pressão e existe um pequeno vazamento a água sai da tubulação e quando a rede fica vazia.Método de14 Hardy-Cross Capitulo 2. Um outro problema é a água aparecer barrenta.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Tabela 2.5 1 Número de dias sem água 1 1 0.

Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. 2.Método de15 Hardy-Cross Capitulo 2. Pipeline design for water engineers. DAVID.15 . 84 páginas -STEPHENSON. ISBN-0444-41669-2. S. 2005. Air in pipelines. C.14 Bibliografia -LAUCHALAN. HR Wallingford. 2a ed Elsivier scientific publishing company. Report SR 649 April. 1981. et al.

1 .Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.com.br Previsão de consumo de água 3.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 3.

Previsão de consumo de água 3. A previsão contudo não é um método científico.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão da demanda em um sistema de abastecimento de água potável. Isto inclui as populações e indústrias futuras. falando propriamente. O futuro para a previsão pode se referir a horas. e) Clima: temperatura. A Previsão de Demanda de Água é baseada nos usos anteriores da água. meses ou anos. estruturas da tarifas.. aceitabilidade pelo público etc. sendo portanto um conceito analítico. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%. O total da água trata é a Água Produzida e o Abastecimento de Água é toda a água necessária para uma cidade. Geralmente uma previsão tem de 15 a 25 anos para médio prazo e para longo prazo cerca de 50 anos. no uso atual e no uso futuro. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. semanas. isto inclui o abastecimento de água. medidas de redução do consumo de água. perdas d’água. tempo e espaço.br Capitulo 3. É o caso das usinas hidrelétricas. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos.com. novas tecnologias e as novas peças que economizam água. O que vamos tratar é o Uso Consultivo da água. densidade de moradias. tamanho dos lotes etc. sendo o seu destino por exemplo o abastecimento público. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações. do transporte e da recreação. O Uso Consultivo da água é aquele que água tem um fim em si mesma. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água.2 . projeção do aumento da renda. chuvas. 3. A Demanda da Água é quantidade de água a ser consumida na unidade de tempo com um preço determinado. aumento da renda. o futuro não existe (Encel et al. suprimentos particulares. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. dias. a agricultura. Projeções dos empregos agregados e desagregados. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia. Há inúmeras incertezas em uma previsão podendo ocorrer uma grande variedade de erros. O Uso da Água se refere a quantidade de água necessária para atender aos vários fins a que se destina. evapotranspiração. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família. sendo portanto um conceito descritivo. O Uso Não Consultivo da água é aquele em que a água é um meio para um fim desejado. qualidade.1976). O uso da água pode ser dividido em duas categorias: uso consultivo e uso não consultivo.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. A Previsão da Demanda da Água é uma estimativa do futuro com quatro dimensões: quantidade. pois.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 3. dados históricos mensais por economias e por categorias. f) Estatísticas de água: preços. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. a indústria e mineração.

Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial.com.2 Previsão usando densidade A previsão de consumo é muito difícil. Existem varias tabelas sobre o assunto. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas.1.3 . Tabela 3. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. pois usa poucos dados.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas. Este método é bom para previsões a curto prazo.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 3. a quota per capita.br Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1 a 2 L/s x ha 3. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão. renda. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. volume por ligação. por exemplo. pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada.

programas de conservação da água. É normal e aceitável a variação na previsão de população de 10% a 20% sendo a média de 15%. tarifas de água. O livro de Previsão de Consumo de água de Plínio Tomaz também deverá ser consultado.64 73. ilhas de calor. Vaughan Jones elaboraram para a AWWA o livro sobre Forecasting Urban Water Demand que deve ser consultado pelos especialistas.4 . densidade (hab/ha). nível de renda da população.14 45.14 34.64 84. comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da.64 62.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12.14 67. 3.64 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) 2 Bairros residências de luxo com lotes de 800m 100 Idem 450m2 120 2 Idem 250m 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial.3 Cenários de previsão de consumo de água Os cenários futuros para previsão de população podem variar bastante desde as condições climáticas.14 89.64 29.2.14 56.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) Tabela 3. Bruce Billings e C.14 23.3.64 51.14 78. etc.br Tabela 3.86 + 0.64 40.64 18. R. AI= -3.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 3.com.

br Um dos métodos que podem ser usados é o Método de Delfos usado inicialmente pela Força Aérea dos Estados Unidos. economia e outras. 1978.5 . 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. 4. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região. CETESB. Todas as informações são levada somente a uma pessoa (oráculo) que faz a condensação dos dados. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al. Metcalf & Eddy. Método de crescimento geométrico 3. 5. Nota: tive oportunidade de ver uma previsão de população de Guarulhos feita em 1964 e que saiu totalmente da realidade. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões. 7. Método da previsão de empregos 8. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado. 3. Vi várias previsões de população e de consumo de água para Guarulhos e todas elas sem exceção deram erros muito grandes.com. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1. Qasim.5 Previsão de população Qasim. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais. apesar de os processos usados serem muito “modernos”. O resultado será o melhor possível que nem os método cientifico mais modernos podem conseguir.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 3. Método geométrica 3. agricultura. Método aritmético 2. Método Logístico 3. Método de crescimento aritmético 2. Barnes et al. onde um grupo de especialistas que não se conhecem fazem as varias estimativas de futuro em varias áreas do conhecimento como engenharia.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. 6. 1968. 1981. Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação. 1985. 1.

026 263.226 428.497 182.991 1.966 1.989 209.294 6.894 662.045 728.986 1.145 463.4).301 95. Tabela 3.281 50.518 717.754 236.940 1.985 1.811 15.099 196.com.987 1.186 22.000 680.885 59.940 773.723 45.976 1.550 205.422 17.974 1.326 407.690 806.001 1.047 325.489 68.480 630.989 1.000 771.000 857.000 761.162 90.779 6.993 1.000 811.072.000 5.990 1.751 355.995 1.567 473.455 384.000 35.000 922.159 414.968 1.967 1.971 1.237 6.697 86.988 1.000 916.181 597.000 828.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 3.000 709.000 2.981 1.6 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (3.660 35.000 746.682 565.677 41.294 900.237 972.271 503.000 7.523 18.000 893.486 37.197 173.268 539.6 .126 242.926 283.439 6.690 55.546 833.975 1.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.br 3.726 325.826 304.950 1.999 2.343 296.970 1.983 1.197 1.776 77.062 581.093 77.717 3.4.972 1.994 1.273 23.626 345.000 794.678 672.304 17.264 500.982 1.869 223.226 221.996 1.585 266.998 1.744 97.000 52.469 24.426 387.580 81.984 1.000 55.627 24.908 104.975 532.863 444.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.000 48.997 1.101 101.979 1.977 1.969 1.978 1.992 1.980 1.000 801.000 739.000 863.326 102.073 33.526 366.876 189.528 158.973 1.745 19.960 1.

6) 3.Po)/ (t1.005 2.283.br 2.003 2.004 2.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (3.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 3.com.7 .Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 3.002 2.6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: r= (P1. Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 3.251.253 Na Tabela (3.179 1.006 1. Yassuda e Paulo S. Tabela 3.7 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.

Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a méda das três ultimas razões teremos: Media =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 3.7.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.1.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 3.Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 3.8 .com.br População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 3.

9 . (´Po+P2)] / (Po .8 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.4343) . P= Po .br 3.03 obtermos para o ano 2030.072.9 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP.Po. 1967 pelo método geométrico será: P= Po .P2 – P12 . log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980.8. q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1.P1. P2 . P= K / (1 + 2.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 3.718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2.4343 x d)} . log { [Po (K-P1)]/ {P1 .03 Adotando a razão q= 1.717 hab.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. 3.03 (2030-1990) =2.Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 3. (K-Po)}} to=0 t1=d. q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1.603.766hab Tabela 3. Po= 806.000 hab. q (t-to) P= 806000 x 1.P12) b= {1/ (0. No caso d=10anos t2=2d a = (1/0. 1967. P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K.com.

log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 .Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0.P1.277.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 3.com. (´532908+1072717)] / (532908x 1072717 .8060002)= 1. a população de saturação será de K=1. to P1.10 . t1 P2.4343) . b= {1/ (0.t ) O tempo começa a contar de 1980.4343 x 10)} .65504-0. (2010-1980 )= 1.07232.65504-0.10. P2 .889 Portanto.718 0.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 .558.07232.P2 – P12 .718 0. P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.07232125 a=0.65504716 Po. log [(K-Po)/Po] a = (1/0.4343 x d)} . t2 3.Valores de Po. (´Po+P2)] / (Po .Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.65504716 P= Ks / (1 + 2. (Ks-Po)}} b= {1/ (0.Po.br Tabela 3. P= 1558889 / (1 + 2. (1558889532908)}}= -0.9. Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim.889 habitantes.558.718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2. log [(1558889-532908)/532908]= 0.850 Tabela 3.07232125 a = (1/0.4343) . pois to=1980. log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 .

5 K1xK2= 1.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.o que significa que não estão inclusas as perdas.0 para K1=1.5x 2.0 e k2 entre 3 e 6 para os Estados Unidos.Valores médios de k1 e k2 segundo Fair.11 .com. Em um abastecimento direto como o Parque Cecap em Guarulhos onde não há reservatórios. Conforme Tsutiya. et al. 3. as casas e prédios não possuem reservatórios e daí ser necessário introduzir um coeficiente K3 ou admitir o produto K1 x K2 com maior valor de maneira semelhante aos Estados Unidos ou Europa por exemplo. isto é.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 3.0 a 3.0 Valores médios K1=1.10 Variações de consumo Conforme FHSP.75 3. Fayer et al.50 (antiga PNB 587 da ABNT) que são usados no Brasil para sistema onde o abastecimento é direto. isto é.11 Perdas de água As perdas na rede de distribuição também deverão ser levadas em contas. 2004 cita Thomas Walski que recomenda k1 entre 1.2 e K=3 sendo o produto k1xk2=3.11) que vale para os Estados Unidos onde o abastecimento é direto.11. Tsutiya.0 Varia de 2. poder-se-ia admitir K1=1. 1966.20 (antiga PNB 587 da ABNT)e k2=1. 2004 cita que a Sabesp tem quota per capitã efetiva varia de 130 a 273 L/dia x hab sendo a media de 221 L/hab x dia.50 sendo que K1 x K2 x K3=3.2 a 2. No Brasil é usual perdas de 30% a 45%.br 3. Salientamos que nos países do primeiro mundo o abastecimento é direto.2 a 3. No Parque Cecap em Guarulhos chegamos a média de 211 litros/hab x dia incluso as perdas. 1967 as variações de consumo diárias e horárias são assim definidas. 1966 apresenta a Tabela (3.5 K2=2.6 Tabela 3. as casas possuem reservatórios domiciliares. Caso fosse incluso 40% de perdas a quota per capita seria de 211+84= 295 L/dia x hab. k1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano k2= maior vazão horária no dia/ vazão méia horária no dia É sempre uma dificuldade estimar o valor de k1 e k2 quando fazemos um projeto.5=3. Usualmente se toma k1=1. Em abastecimentos semelhantes poderemos usar os valores médios estimados Tudo se passa como se existisse um coeficiente K3 para quando não houvesse reservatórios e K3=2. para abastecimento direto Razão Máximo no dia/ média diária (K1) Máxima na hora: media da horas (K2) Faixa normal de variação Varia de 1.2 e K2=1.

Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Paises Perdas (%) Albânia Até 75% Alemanha (média nacional) 8. pois ele é quem faz as perguntas adequadas.8 Alemanha ocidental 6. O mínimo de especialistas deve ser de quatro.13 Método Delfos É um método estruturado de maneira que vários especialistas respondem um questionário e depois recebem as opiniões do grupo enviadas por um coordenador. para não haver influência e aconteça que as pessoas sigam o líder do grupo. O método Delfos deve-se ao modo que os oráculos de Delfos respondiam na antiga Grécia. Leibniz. isto é. Kant. aquele mais conhecido.9 Armênia 50 a 55% Bulgária. O método Delfos foi desenvolvido nos Estados Unidos nos anos de1950 pela Força Aérea.8 Alemanha oriental 15. Roma 31 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8.br Tabela 3. principalmente em cidades de veraneio. A base do método é que todos devem ser especialistas e que o grupo seja anônimo e haja um feedback do resultado.12 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta. 3. Sofia 30 a 40% Croácia 30 a60% Dinamarca 4 a 16 Eslovaquia 27 Espanha 24 a 34 Espanha 22 Finlândia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália média 15 Itália. O método Delfos cobre algumas áreas das filosofias para a procura da verdade.com.4m3/km e 243 L/propriedade x dia República Checa 20 a 30 Slovenia 40 Ucrania Em torno de 50 3.12 . Hegel e Singer.Techniques and Applications” de Haroldo A. Linstone e Murray Turoff do ano de 2002 com 618páginas.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. 3. pois o oráculo era o intermediário entre os conselhos dos deuses e o homem. principalmente de Locke.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 3.12. Informações mais detalhadas sobre o Método Delfos pode ser obtido no trabalho “The Delphi Method. Uma das críticas do método Delfos é que o mesmo pode ser influenciado pelo coordenador do grupo. O método não permite que as pessoas se conheçam e discutam o assunto entre elas.

Técnica de Abastecimento e tratamento de água.BILLINGS. American Water Works Association. -HELLER. 859 páginas. Abastecimento de água para consumo humano. 1967. Belo Horizonte. R. EPUSP. 726páginas.. Colorado. Forecasting urban water demand.planing. MILTON TOMOYUKI. -QASIM. 1996. Edutira John Willey. et al. SYED R. . -TSUTIYA. Denver. LEO et al. Wastewatrer treatment plants. Abastecimento de água.1994.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 3. GORDON M. BRUCE et al. 1966. NBR 12211/92. 2004.14 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. 2006.13 . Water supply and wastewater removal. design and operation. ISBN 0-471-25130-5 3. -FHSP. 643páginas -FAIR.br 3.com. ISBN 1-56676-134-4. Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP.

Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4.Perdas de água 4-1 .Método de Hardy Cross Capitulo 4.

então. erros de leitura de hidrômetros e erros cadastrais. por alguma razão. Assim. O Japão e o Brasil usam termos como effectively used water e not effectively used (água efetivamente utilizada e não utilizada: perdas físicas e perdas não-físicas). 4-2 . em volumes.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4. em 1991. comercial e industrial. não é paga. eram praticamente as mesmas. a água que foi extravasada dos reservatórios. a água dos reservatórios do serviço público. a perda de água é definida como a diferença entre a quantidade entregue ao sistema e a água realmente consumida nas categorias doméstica. b) Determinar o total de água vendida através dos micromedidores.1 Introdução A AWWA definiu que é a perda d’água: a) Determinar precisamente a quantidade de água. durante um período de 12 meses consecutivos.0% Total Guarulhos tem dados de perdas de água de toda a cidade desde 1972 e não conheço nenhuma cidade do Brasil que tenha estudo de toda a cidade na época conforme Tabela (4. micromedição e outras perdas.SAAE 19. produzida ou comprada. hidrômetros impróprios para o consumo. A verdadeira perda UFW representa os vazamentos de água.2).84% outras perdas 40. principalmente. deverão ser estimadas: a água gasta para conter incêndios através dos hidrantes públicos. deverá ser realizada a estimativa da água usada.Método de Hardy Cross Capitulo 4. Segundo o Congresso Internacional da IWA. d) Subtraindo o item b do item a e subtraindo o índice c do que restou. mas há casos em que isto não é possível e.Porcentagem de perdas SAAE em 1995 Tipo de perda Porcentagem de perdas . furtos de água. Tabela 4. entregue ao sistema de distribuição.1) seguem as perdas d’água do SAAE em 1995. c) É importante que toda a água seja medida. incluída a água que é medida e que. a água de descarga por vazamentos ou para limpeza de redes devido a algum odor ou sabor estranho.Perdas de água 4. Para a Alemanha. De modo geral. realizado em Copenhague. contas de água subestimada. A International Water Association-IWA mostra que inúmeros países têm conceitos de perda diferenciados.04% vazamentos 8. para que não haja falhas na contagem. e) A AWWA aconselha que o erro seja calculado. a perda é a diferença entre a quantidade de água que entra num sistema e a soma da água vendida. as imprecisões nos hidrômetros.1.12% micromedição 12. a IWA separa a perda em três tipos: vazamentos. Na Tabela (4. caminhões-tanque e outras. Hong Kong tem também conceitos diferentes. teremos a verdadeira perda. chamada pelos americanos de unaccounted-for-water (UFW).

09 1992 35.00 1988 30. desde julho de 1996. para países em desenvolvimento.04 1974 19. índices para as perdas d’água desde que menores que 10 %. o limite tolerável de 25 % de perdas d’água. para os países desenvolvidos. a taxa de perda foi diminuída para menos de 10% . através de comitê especial para o assunto.Método de Hardy Cross Capitulo 4.Perdas de água do SAAE de 1972 a 1995 Ano Perdas de água (%) 1972 29.20 1983 38.53 1994 40.46 1981 29.86 1977 25.77 1990 26.2.84 1995 42. o que durou até julho de 1996. 4-3 .73 1991 32.69 1985 33. adotou como toleráveis.23 1976 24.36 1982 34.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4. Enquanto isto. a Associação Americana de Instalações de Água (American Water Works Association – AWWA). a AWWA tinha adotado a taxa de 15% como tolerável.31 1984 35.20 1987 24.26 1980 26.49 1986 27.92 1978 24. quando.16 1973 22. devido às novas tecnologias e ao crescente custo da água.11 1979 25.00 O Banco Mundial e os demais bancos internacionais adotam.20 1975 32.49 1993 38. Em 1957.94 1989 34.

4) estão dados atualizados das perdas de água em cidades e regiões da Europa de 2007.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tsutiya.3.3) adaptada de Weimer. 2004 Na Tabela (4. Bulgaria 30 a 40 Ucrania Em torno de 50% 4-4 .4. 2004 mostra a Tabela (4.8 Alemanha ocidental 6.9 Armenia 50 a 55 Bulgaria >60 Croacia 30 a 60 Dinamarca 4 a 16 Eslovenia 40 Espanha 22 Finlandia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália 30 Moldavia 40 a 60 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8. Tabela 4. 2001 e Baggioi.Índice percentuais de perdas Índice total de perdas (%) Classificação do sistema < 25% Bom Entre 25 e 40 Regular > 40 Ruim Fonte: Tsutiya.4m3/km e 243 L/propriedade x dia Romenia 21 a 40 Sofia. 2002 que é o seguinte: Tabela 4.8 Alemanha oriental 15.Método de Hardy Cross Capitulo 4.Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Perdas (%) Paises Albania > 75 Alemanha (média nacional) 8.

observando-se que a média Européia é de 150 L/dia x hab.5L/descarga 6 9 9 Máquina de lavar roupa 80L/ ciclo 74 a 117 75 72 a 90 Lavar pratos 35 L/ ciclo 25 24 27 a 47 Chuveiro 35 L/banho 60 16 30 a 50 Banheira 80 L/banho Em síntese.6). Micromedição: neste tema encontram-se englobados os diversos aspectos correlacionados com o sistema atual de micromedição.7).5. Podemos observar que o consumo das toilet (bacias sanitárias) está entre 14% a 33% do consumo total. Tabela 4.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia França Alemanha Toilet 9.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia Suíça (%) (%) (%) 33 14 33 Toilet Banho+chuveiro 20 29 32 Máquina de lavar roupas e pratos 14 30 16 Beber e cozinhar 3 4 3 Vários 27 21 14 Uso externo 3 2 2 Na Europa em média a descarga nas bacias sanitárias é de 9 litros. Para o banho se gasta de 16litros a 50 litros conforme se pode ver na Tabela (4.5) estão as médias de consumo doméstico de alguns paises e de toda a Europa. muito parecida com a média brasileira.Média de consumo em 19 de julho de 2007 Pais Média de consumo (L/dia x hab) Espanha 260 Lituânia 90 França 160 Alemanha 120 Média da Europa 150 O uso da água em três paises da Europa estão na Tabela (4. Tabela 4. incluindo perdas inerentes ao sistema (existência de caixas d’água em 80% dos domicílios e as próprias características 4-5 .Método de Hardy Cross Capitulo 4. As demais causas de perdas demonstraram-se insignificantes ou inexistentes.6. os comentários a respeito de cada tipo de perda são os seguintes: Vazamentos: são as perdas físicas verificadas nas redes e nos ramais prediais.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Na Tabela (4.7. Macromedição: deve-se a ausência de medidores ou medidores deficientes na venda de água por atacado ao município de Guarulhos. Tabela 4.

12 Micromedição 3.04 Vazamentos 2. Tabela 4.8). Como as perdas estão relacionadas ao total do sistema operado e.04 19. por exemplo: hidrômetros inclinados. As ligações clandestinas em habitações subnormais (favelas) correspondem a 3. hidrômetros com idade de utilização vencida. deficiências diversas de cadastro. As perdas não-físicas somam 49% e decorrem de erros na macromedição (5. um quadro um pouco diferente. faremos. hidrômetros avariados e afins. Como pode ser verificado na Tabela (4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 dos hidrômetros) e deficiências atuais. no qual podem ser melhor observadas as porcentagens de perdas d’água na Tabela (4. 51% das perdas são físicas e 49% são perdas não-físicas.36%. As perdas físicas são vazamentos (redes e ligações) e constituem praticamente 47.6 Total Na tabela anterior.04% e que as perdas por ligações clandestinas em favelas é de 1. ligações reativas clandestinas.12 2. política de cobrança.4%.Perdas físicas e não físicas Perdas físicas Perdas não-físicas Tipo de perda (%) (%) (%) 19.8).3%). pode ser observado que as perdas d’água por vazamentos são de 19.84 Gestão comercial 40. como.88 1.Método de Hardy Cross Capitulo 4.4 % das perdas .1%).4 19.3%).0% 20. Habitações subnormais: a este tipo de perda estão associados os aspectos decorrentes da política estadual de abastecimento de água das favelas da Região Metropolitana de São Paulo.36 2. 4-6 . como elas constituem 40% deste. subavaliações e fraudes de diversos tipos. por exemplo: o não-cadastramento em tempo real das novas ligações. erros na micromedição (20.6%.12 Macromedição 8. totalizando 20. falhas de cadastro em habitações subnormais (6. enquadram-se várias causas de perdas não-físicas. então.8. como.12 8.3%) e falhas do cadastro do usuário em gestão comercial (17. Gestão comercial: neste âmbito.52 Habitações subnormais 6.84 6.

46% e a presença de caixas de água totalizando 11. 4. na micromedição. da AWWA.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. 4-7 .2 Perdas por erros na micromedição do SAAE Guarulhos Foram escolhidos. Porcentagem em relação Perdas por micromedição em ao total de perdas Guarulhos 4. o problema é praticamente impossível de resolver.52% para 6% do total de perdas d’água. incluindo hidrômetros inclinados. cem hidrômetros residenciais de 3m3/h x ¾".52% de erros na micromedição conforme Tabela (4. no Departamento de Manutenção do SAAE de Guarulhos. da AWWA. segundo recomendação do manual Medições e Detecção de Vazamentos (Audits and Leak Dectection). Reabilitação de redes Como pode ser observado no quadro acima. Tabela 4.52 % Total Quando da presença das caixas d’água.00 Condições médias dos hidrômetros 1. chegaram às seguintes conclusões (aproximadas) que estão na Tabela (4. Observa-se que nas redes de água temos somente 9% dos vazamentos mas que correspondem a 48% do volume de água perdido. devendo ser priorizado o combate aos vazamentos nas ligações. que têm vazão mínima de 30 L/h ao invés de 40 L/h. Acreditamos que. aleatoriamente. ao invés de proceder ao remanejamento de redes distribuidoras. a não ser com o uso de hidrômetros mais sensíveis. mais de 90% dos vazamentos são decorrentes de ramais prediais. de Classe Metrológica “A”.Perda por micromedição do SAAE de Guarulhos em 1995.06 Presença de caixas d’água 6.46 Inclinação dos hidrômetros 11.Quantidade de vazamentos e água perdida Quantidade de vazamentos Volume de água perdida Pesquisa SAAE de (%) estimada (m3) vazamentos 9% 48% em rede 91% 52% em ramais prediais 100% 100% Total Foram calculados os volumes perdidos nas redes e ligações por método estimativo.3 Determinação de parâmetros de execução de vazamentos As pesquisas elaboradas durante três meses e finalizadas em julho de 1993.Método de Hardy Cross Capitulo 4.9).10. com base em cálculos de orifícios. Tabela 4. A estes erros deve ser acrescido os erros nos hidrômetros inclinados de 1. o máximo que podemos fazer é passar de 11. O erro médio encontrado foi de 6% para o consumo residencial. tais como da Classe Metrológica “B”.10).9.

Ampliação ou implantação de sistemas produtores: Foi demonstrado pela Sabesp que. também. a fim de serem evitados os chamados rodízios no abastecimento de água. As perdas de água ocorrem 40% a mais nas áreas que têm pressões superiores a 60mca. As pesquisas na SABESP demonstraram. Portanto.4 Redução das perdas físicas nas redes e ligações de água Como foi verificado.Redes do SAAE em 1995 Comprimento SAAE (%) Material (km) 14 0.620 100. tendo sido este fenômeno uma das causas do incremento de perdas nos últimos anos.11. de ferro galvanizado.65 Ferro Fundido 4 0.00 % Total Tomando como base o ano de 2008 a rede do SAAE é praticamente nova. A Sabesp fez estudos sobre as pressões das redes de água e verificou que 30% da rede têm pressões superiores a 60mca. cerca de 50% das perdas físicas deve-se a vazamentos nas redes e ligações de água. 25 Fibrocimento 911 56. nas regiões submetidas a rodízios de abastecimento de água induz a um notável incremento de perdas (físicas e não-físicas).12). apresentaram a seguinte disposição.11). 4-8 . estimamos que somente 20% da rede de água. Somente cerca de 40 km de rede de ferro fundido têm em torno de 36 anos de idade. Tabela 4. em 1995. o que não é muito (2. além do combate às perdas d’água. A afirmação da Sabesp de que os rodízios aumentam as perdas d’água de uma maneira bastante significativa. isto é. não deve ser esquecido a necessidade de novos sistemas produtores. os quais também deverão ser trocados.24 PVC 1. é apropriada. conforme o material da tubulação conforme Tabela (4. É muito importante que seja realizado o rebaixamento de pressões com a utilização de válvulas reguladoras (RPV). de 422 quilômetros. Em Guarulhos.47%). grande taxa de vazamento em ramais de PEAD recentemente instalados.Método de Hardy Cross Capitulo 4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Reabilitação dos ramais prediais A troca sistemática de ramais prediais antigos. As redes de distribuição de Guarulhos.86 Aço 691 42. possui menos de 30 anos. 4. Pesquisas feitas na Sabesp sobre vazamentos invisíveis estão resumidas na Tabela (4. possuem pressão maior que 60 mca. por ramais de polietileno de alta densidade (PEAD) deverá prosseguir.

55 vazamentos por rede/km e 5. levando em consideração os preços de materiais e serviços.78 551 350 266 79 294 0. incluindo pavimentação.19 1.2 551. considerando a substituição completa do ramal e um acréscimo de preço de 100%. pois pode ser verificado que as redes novas de PVC.conserto de ramal com substituição Total vazão recuperadora por km 5 69 0.0 112. com mais de 30 anos e pressões maiores do que 60 mca.conserto rede US$/un . relativos a vazamentos invisíveis.22 m3/h 978. possuem mais perdas d’água. com pressão maior. têm vazão recuperadora de 1. para as medições de vazamentos visíveis e invisíveis.00 por unidade. A SABESP escolheu duas situações características: redes novas de PVC com menos de 30 anos e pressões dentro das normas e redes antigas de ferro fundido.5 194.22 m3/h.rede . que são executadas anualmente.0 315.pesquisa US$/km .73 0.86 Redes velhas de ferro fundido com mais de 30 anos e pressão maior que 60 mca 247.68US$ /km 1.63 m3/h.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4. e foi de US$ 551. isto é. a média é de 0.51 vazamento/km nas redes antigas.2 US$ /km 2. têm 2.12.32 1. Os resultados são evidentes. com menos de 30 anos.00 por unidade.85 extensão de rede pesquisada (km) número de vazamentos encontrados .Método de Hardy Cross Capitulo 4.rede .78 vazamento/km nas redes novas e 1.Vazamentos invisíveis na SABESP em 1993 Discriminação Redes nova de PVC com menos de 30 anos e pressão menor que 60 mca 94. É fundamental lembrar que a Sabesp encontrou 0. enquanto as redes antigas de ferro fundido.0 17.ramais vazamentos /km .51 551 350 266 551. No SAAE.18 762.conserto de rede .79 vazamentos por ramais prediais/km conforme Tabela (4.substituição ramal US$/un custos unitários por km de rede .13). O custo do reparo do ramal predial foi de US$ 266.pesquisa . 4-9 .05 0.00 por quilômetro de rede.ramais .63 m3/h O custo da pesquisa de vazamentos está embasado em relatórios da Ambitec (SABESP). O custo de reparo da rede distribuidora foi de US$ 350.total custos unitários .

900. tomamos a pior situação. redes com mais de 60 mca e mais de 30 anos. Nestas regiões. Para a previsão de vazamentos em redes e ligações. deverão ser instaladas válvulas redutoras de pressão.000.009.00 durante um ano. o que mostra que os serviços são viáveis e que o custo de US$ 189.240.00 Verifica-se que a relação benefício/custo é igual a US$ 1. sendo previsto o custo unitário de US$ 10.32/m3.00 1.225.009.600 m3 US$ 1. 4-10 .00 nos dará uma economia de US$ 1. quantidade e preços totais Preços unitários Quantidade Preços totais Discriminação US$ US$ Extensão a pesquisar para 240 km recuperar 0.152. Para cada dólar aplicado.152.153.152.18 / un.900.79 ramais prediais 6. principalmente nos 324 quilômetros de rede de água com pressão superior a 60 mca (20% da rede).009.Método de Hardy Cross Capitulo 4. - 240 km 286 un.00 ou seja.32/m3 551 / km 194. 17.00/189.14. A pesquisa de vazamentos invisíveis deverá começar nas áreas que possuem mais água disponível e naquelas que têm maiores pressões.13-Vazamentos/km SAAE 1995 Vazamentos/km SAAE (visíveis) Tipos de vazamentos 0.55 redes 5. ou seja.1 m3/s (100 L/s) Custos Pesquisa Reparo de ramais Reparo de rede Custo Total Volume recuperado por ano Benefício à base de US$ 0. Considerou-se somente o custo do metro cúbico da água adquirida da SABESP. teremos cinco dólares de economia de pagamento de água à SABESP. Basta pesquisar 240 quilômetros de rede de água para se ter uma economia de 100 l/s. operação e manutenção. 5.00/ano 132. que é de US$ 0.00.34 Totais Tabela 4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4. 3.5 / un.00 55. 70 un.535.3.900.00 US$ 189.Preços unitários. Não foram levados em conta os custos de bombeamento com energia elétrica.

20 70 0. sendo que 70% consistem na substituição das tubulações e os restantes 30% consistem em renovação através de revestimento com argamassa de cimento e areia.25 40 0.6 165 4. Tabela 4.060 0.1 1000 Pesquisa na Europa 19881994 Zurique Amsterdã Viena Genebra Hamburgo Munique Milão Antuérpia Budapeste Londres 1 Leak Noise Correlator: equipamento para detecção de vazamento através do som. Nos métodos não-destrutivos.200 0.25 45 1.32/m3 (dados de 16/3/95) Custo médio domiciliar que o SAAE vende aos usuários: US$ 0.15 45 0.68/m3 (dados de 16/3/95) 4. ou outros processos.6 Reabilitação de redes de água Há basicamente três métodos de reabilitação de redes de água: • limpeza.200 0.090 0.35 40 0. não são abertas valas e instalamse novas tubulações aproveitando.00/ km de rede linear Preço que SAAE paga a SABESP: US$ 0. na Tabela (4.5% a 2% ao ano. A reabilitação de redes de água é muito importante.91 40 1.180 0. • renovação e • substituição.92 40 0.00/km de rede linear Custo médio com o uso do geofone mecânico : US$ 300. mostraram que a média de reabilitação é de 1.Taxa de reposição e vazamento (kmxano) Compr.0 100 5.700 0.420 0.2% da tubulação existente.70 40 1.Método de Hardy Cross Capitulo 4.7 60 2.000 0. ou não. resinas epoxis.15. recomenda-se taxa anual de reabilitação de redes de água de 1. A renovação da rede é feita através do seu revestimento com argamassa de cimento e areia.8 125 2.2 85 1. Na Europa.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4.7 145 2. Apresentamos.200 0.15 30 1. dados de reabilitações de redes de água em várias cidades da Europa (IWSA-14/setembro/1995).7 60 3. Rede Idade Média Taxa de Expectativa da Vaz/km/ano da rede de reposição de vida rede água (anos) (%) (anos) 1.2 500 28.9 110 3. A limpeza é feita ou através de descargas na rede.5 Parâmetros Pesquisas em tubos de ferro fundido: 4 km/dia/equipe Pesquisas em tubos de PVC: 2 km/dia/equipe Custo médio com o uso do Leak Noise Correlator 1: US$ 551. a tubulação existente.000 0. ou limpeza com polypig ou algum sistema de jateamento. Pesquisas feitas em 32 cidades pela IWSA. 4-11 .15).15 30 0. A substituição das tubulações pode ser feita por métodos destrutivos ou não.

quando há mais de quatro vazamentos em uma tubulação. devido às tensões causadas pelo calor e frio. são os distúrbios que ocorrem quando o tubo é reparado. porém com menos influência. 4-12 . As causas são: a má qualidade da mão-deobra. golpe de aríete. Em 1997. adotaremos o índice de 1% ao ano de substituições parciais das tubulações. segundo a IWSA. c) condições ambientais.16. diâmetro e idade. f) número de vazamentos ocorridos anteriormente. atualmente. três ou quatro vazamentos num determinado trecho de tubulação podemos dizer que são decorrentes da idade da tubulação. é a ocorrência de vazamentos em uma tubulação específica. próximo ao anterior. o risco de vazamentos não depende mais da idade da tubulação e sim de um conjunto de outros fatores. tais como: corrosão do solo e cargas externas: d) condições operacionais. anualmente. A segunda causa. Os critérios mais modernos baseiam-se na freqüência dos vazamentos.Expectativa de vida de diversos materiais Expectativa de vida Materiais (anos) 20 a 180 Ferro fundido cinzento 20 a 120 Ferro fundido dúctil ( simples proteção) 40 a 200 Ferro fundido dúctil ( proteção integral) 40 a 120 Aço 40 a 100 Polietileno 20 a 60 Proteção interna e externa das tubulações. Para a substituição de redes. A estimativa do número de vazamentos para uma tubulação depende basicamente de seis fatores: a) qualidade da tubulação. pesquisas feitas na Suécia indicaram que os vazamentos de água se aglutinam em certas áreas formando clusters. Já foi comprovado que a idade das redes é um agravante dos índices de vazamentos de água e podemos dizer que estão relacionados à sua idade. tais como: pressão interna.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 A expectativa de vida dos materiais usados nas redes. b) qualidade da mão-de-obra de assentamento das tubulações. após um período de tempo. Este procedimento garantirá às redes uma expectativa média de vida de cem anos. diz respeito aos critérios seguros utilizados para estabelecer quais as redes que serão substituídas ou renovadas. deverão ser trocados 16 quilômetros de rede de água. Quando há dois. Para a reabilitação das redes de água é importante a sua substituição após alguns anos de uso. Mas. podendo ocorrer ainda outros.620 quilômetros. de um total de 1. Outras duas causas estão sendo investigadas. e) influência do clima. A primeira. Um dos grandes problemas que temos. é a seguinte: Tabela 4. a baixa qualidade da tubulação e as condições ambientais e operacionais.Método de Hardy Cross Capitulo 4. As mudanças da pressão da água e as condições do solo poderão causar um novo vazamento. Assim.

temos uma aglutinação de vazamentos. Estas perturbações aumentam as tensões nos tubos próximos e causam os futuros vazamentos. Como exemplo. considerando o intervalo entre os mesmos. é importante lembrar que os vazamentos se aglutinam geograficamente. Estudos realizados na Suécia e na Inglaterra mostraram que os vazamentos se distribuem na municipalidade em aglomerações.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Estudos feitos nos Estados Unidos mostraram que o número de vazamentos varia em diferentes áreas de um determinado serviço de água. A prevenção sistemática de possíveis falhas é menos custosa do que o conserto das redes.Método de Hardy Cross Capitulo 4. há um distúrbio das pressões internas da tubulação e do solo adjacente. foi observado que 46% dos vazamentos ocorreram a 20 metros do outro vazamento. quando temos que fazer a reabilitação de redes. .a detectação e reparo dos vazamentos invisíveis. Impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes: A manutenção e o reparo de vazamentos de água ocasionam novos vazamentos. Estudo semelhante também foi feito na Suécia. na cidade de Malmo.o controle e reparo de hidrantes. As possíveis causas podem ser atribuídas a três situações: a) impacto da localização geográfica. na cidade de Winnipeg do Canadá. 4-13 . . Estudos na França dizem que 70% dos vazamentos em uma rede de água provavelmente ocorrerão em uma rede onde já houve um vazamento anterior. . quando ocorre alguma falha. . b) impacto de vários vazamentos em uma tubulação. num período de seis meses. c) impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes. principalmente nas decisões de substituição de redes. fundamentalmente.7 Manutenção das redes de água A falta de manutenção das redes de água é notada. Impacto da localização geográfica: As pesquisas mostraram que as áreas mais densas e com mais ligações de água têm mais vazamentos. Ela deverá contemplar: . Portanto. Quando isto acontece várias vezes. onde 41% dos vazamentos ocorreram numa faixa de 200 metros. e que a maioria dos vazamentos ocorre em um número limitado de tubulações. Impacto de vários vazamentos em uma tubulação: As pesquisas mostraram que é muito difícil analisar as causas dos repetidos vazamentos em uma rede. 4. após um dia.o reparo de registros e peças especiais.a construção de caixas de registros . 42% dos vazamentos ocorreram a um metro do vazamento anterior.o reparo de caixas de registros. Durante o reparo. Ainda mais.

22 46 a 60 1. A Coplasa S. os resultados dessa pesquisa.18. O estudo abrangeu 662 km de rede de água da capital de São Paulo. A escolha destes setores visaram conduzir a amostragem para valores próximos da média geral de distribuição. Em resumo.00 6. denominado Setorização da RMSP. para a SABESP.17 1. Vila Medeiros.81 1.A.93 1. Engenharia de Projetos.40 7. a firma Coplasa realizou. Vamos descrever.Vazamento/kmx ano conforme a pressão Rede Correlação com a Ramal predial Correlação Faixa de pressão Vaz/km/ano primeira faixa vaz/km/ano com a (mca) primeira faixa 0.Vazamento conforme faixa de idade Rede de água Correlação com Faixa de idade vazamento/km/ano primeira faixa (ano) 0. idade e material nos vazamentos de água Em 1988. o tema 1. A SABESP estabelecia os seguintes parâmetros: • pressões estáticas máximas de 50 mca.51 1. apresentou para a SABESP em junho de 1988 no Seminário da Superintendência de Distribuição e Coleta da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).41 3.44 > 30 4-14 . com tolerância de até 60 mca.67 1.16 16 a 20 1. é apenas 36% superior.00 0 a 30 0. o índice de vazamentos/km/ano nas redes de distribuição dá um salto. estudo de setorização.5 9. por faixa de pressões.17.8 Influência da pressão. abrangendo os setores de abastecimento de água da Água Branca. Tabela 4.36 61 a 75 Observa-se que. sucintamente. Cidade Vargas e Jaraguá.38 1. a partir de 60 mca. • pressões dinâmicas mínimas de 15 mca. Tabela 4. A Coplasa também examinou a ocorrência de falhas relacionadas à idade da rede de água . e até 75 mca.45 2. com tolerância de até 10 mca para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão. Os resultados de comparação de vazamentos. sendo 2.75 8.Método de Hardy Cross Capitulo 4. para áreas abrangendo 5%.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4.40 2.62 11 a 15 0. para áreas abrangendo 5%. Foi constatada a ocorrência de 88% de vazamentos em ligações prediais.70 2. a rede de distribuição parece ser muito mais sensível às elevadas pressões do que às ligações prediais.86 1.10 31 a 45 1.35 1. para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão. Este mesmo índice.07 26 a 30 2.5 vezes maior do que o índice de falhas observado na faixa de 0 a 30 mca. são bastante interessantes conforme Tabela (4.70 0 a 10 0.17). e até 7 mca. Vila Alpina.00 21 a 25 1. para ligações prediais.

43 Ferro fundido até 1970 0.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Os elevados índices observados nas faixas acima de 21 anos devem ser creditados.os tubos com mais de 30 anos apresentam três vezes mais vazamentos do que os encontrados na faixa de 20 anos. . a firma inglesa South West Water Services Limited começou a escrever uma série de relatórios técnicos sobre o monitoramento de redes para detecção de vazamentos em todo o país. pelo Conselho Nacional de Água da Inglaterra. para a SABESP.48 Aço Outra pesquisa realizada pela Coplasa diz respeito ao diâmetro das redes de água.Vazamentos por km/ano conforme os materiais Rede de água Material vaz/km/ano 1.74 PVC 0. os quais correspondem à quase totalidade da extensão das redes desta faixa. o índice de vazamentos é 2.existem mais vazamentos (quantidade) em ligações prediais do que em rede de água. publicado pela primeira vez em 1980.815 Redes pesquisadas 257 14 Redes com idade superior a 30 anos 401 22 Rede com pressão superior a 60 mca A Coplasa chegou às seguintes conclusões: .a quantidade de vazamentos é maior nos tubos de ferro fundido instalados até 1970.a extensão dos trechos críticos atinge de 15 a 20% do total das redes em operação. aço e PVC.Extensão de rede de água pesquisadas pela Coplasa Extensão de rede de água (%) Discriminação (km) 1.5 superior ao índice da faixa de pressão entre 0 a 30 mca.Método de Hardy Cross Capitulo 4.24vaz/km/ano. em Plymouth (Inglaterra). aconteciam em diâmetros pequenos.68 Ferro dúctil após 1970 0. .19. 4. A Coplasa também realizou estudos sobre a qualidade dos materiais: Tabela 4. Um deles é o famoso Report 26. Estes relatórios são “a bíblia” dos conhecimentos sobre este assunto.9 Sistema de monitoramento das redes para detecção de vazamentos Em 1970. até 100mm. ou seja. As redes pesquisadas pela Coplasa.20. aos vazamentos nas juntas de chumbo dos tubos de ferro fundido. 1. foram as seguintes: Tabela 4. em comparação ao que ocorre nos tubos de ferro fundido dúctil. em sua maior parte. . A conclusão foi que as maiores falhas. . isto é.quando a pressão na rede é maior que 60 mca. 4-15 .

com população aproximada de 3 mil habitantes.12 Macromedição 8.poucas perdas de água por vazamentos. Secundariamente. instalado no DMA. chamada WIS. É interessante notar. geofonando áreas de pouco vazamentos. os data loggers são retirados e os dados são transferidos para um computador PC portátil.88 6. os medidores são instalados com uma bateria e as medidas são feitas por poderosos aparelhos chamados data loggers. os dados são passados a uma central de comando. 4. Localizado o DMA com mais perdas previstas. A medição de pressão é instantânea e acontece a cada dez segundos. . são instalados medidores de pressão diferencial ou eletromagnéticos para medição fixa. já que a detecção dos maiores vazamentos é feita rapidamente.Leakage Analysis Software. . ajustadas automaticamente 24 horas por dia.uma redução dos reparos de emergência.10 Distribuição das perdas As perdas de água podem ser distribuídas seguindo a tipologia da tabela abaixo: Tabela 4. Nos DMA.WIS) com população de 21 mil habitantes ou menos. também que a South West Water Services Limited possui um controle de válvulas redutoras de pressão (PRV) via telemetria. Por telemetria. . Anualmente.várias medidas do nível de vazamentos dos WIS. Uma economia entre 12% a 23% já foi constatada com o uso automático do PRV. a região é dividida em pequenos distritos chamados District Meter Areas (DMA).Tipos de perdas de água (%) Tipo de perda 19.84 Gestão comercial 40. inclusive. A cada três meses. os medidores são recalibrados.04 Vazamentos 2.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Nele está explicada a metodologia para decisão de um nível econômico para detecção de vazamentos em áreas de controle. é feita a análise dos dados coletados pelo data logger. temos: . . A South West Services Limited divide o abastecimento de água em zonas (Water Into Supply.custos menores do que um programa alternativo de busca por geofone ou leak noise correlator. são usados métodos tradicionais para detecção de vazamentos. A medição de vazão é medida com intervalos de 15min. Existe.0% Total 4-16 . possibilitando a pesquisa da área certa e evitando desperdício de tempo. Na divisão primária. com o objetivo de diminuir as perdas de água durante a noite. Em suma. as quais fornecerão medidas adequadas ao administrador.12 Micromedição Habitações subnormais 3. tais como o uso do geofone e do leak noise correlator. Foi introduzido o conceito da vazão mínima noturna em uma área de controle.necessidade do uso da telemetria (WIS) e do data logger em campo (DMA).Método de Hardy Cross Capitulo 4.21. Através do software LAS . um controle especial destas válvulas.

A rede também deverá ser monitorada por medidores eletromagnéticos fixos e com uso da telemetria.013 favelados. isto é. 4. o que correspondia a 12% da população urbana. Guarulhos possuía 240 núcleos de favelas. em 1996.11 Favelas Em 1995. com 25.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4.921 barracos e 127. 4-17 .13 Perdas na macromedição Através do Departamento de Operação. pois deve estar havendo muito desperdício de água por partes dos moradores como um barraco servindo de água outro barraco pelo mesmo hidrômetro.12 Perdas por vazamentos Deverá ser contratada uma firma de consultoria para a localização dos vazamentos invisíveis primeiramente nos 324 quilômetros de rede de água com abastecimento contínuo e pressão de mais de 60 mca. os laudos técnicos de aferição de todos os seus pontos de entrega para a região de Guarulhos. a média de 26. Segundo pesquisa realizada por mim. Somente um recadastramento corrigiria esta falha. O acompanhamento deverá ser feito pelo Departamento de Manutenção. com uma média de consumo de 21. junto à SABESP.78 m3/mês em 100 amostras.9 pessoas/barraco. deverão ser solicitados. o consumo de água médio dos barracos está muito alto.12 m3/mês por barraco com desvio padrão de 29. 16 km aproximadamente. No futuro. pois. 4.6 m3/mês. deverá estar prevista a reabilitação da rede de água de 1% /ano. A média de ocupação desses núcleos era de 4. Estudos feitos na SABESP concluíram que o consumo de água de cada barraco varia de 11 a 37m3/mês.Método de Hardy Cross Capitulo 4.

Método de Hardy Cross Capitulo 4- Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008

4.14 Bibliografia -Adalberto Cavalcanti Coelho. Medição de água e política e prática, manual de consulta, janeiro 1996 -Annual Conference -Proceedings, Engineering and Operations, Anahein, California, june 18-22, 1995, The never ending leakage audit- using continuos system monitoring to target work for leakage detection teams, South West Water Services Limited, Exeter, Devon, England page 583 –591; -Committe report: water accountability. Journal AWWA, page 108- 111 (July, 1996) -Diagnóstico do Sistema de Água e Esgoto do SAAE Guarulhos, Estudo para Modernização técnica-operacional e melhoria dos serviços de água e esgoto de Guarulhos, firma Cyro Laurenza, junho de 1996 -Instituto Nacional de Metrologia, Normalizaçao e Qualidade Industrial, Portaria 29 de 7 de fevereiro de 1994 – INMETRO; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-1 - The economics of leakage control in the UK: theory and practice; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-5 - New technology for leakage detection and control, Spain, Canal de Isabel II. -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban, SS3-5 - Methods of diagnosis and perfomance indicators for rehabilitation policies- A Swiss point of view: pipelenes networks, Zurich Water Supply, Switerzeland. -IWSA, International Report, 25-31 of 1991 -Copenhague, 18 th International Water Suply Congress and Exhbition, Unaccounted for water and the economics of leak detection ( Eaux perdues et economie de la detection de fuites), Lai Cheng Cheong. -Journal of Water Supply Research and Technology(AQUA), vol. 46, number 1, february 1997- IWSA-Geographical analysis of water main pipe breaks in the city of Malmo,Sweden, page 40-47. -Programa de Redução de águas não-faturadas, SABESP, outubro 1993 revisão de janeiro de 1994, Lyonnaise des eaux Services Associés - Lysa -Setorização da RMSP - Seminário SDC - Superintendência de Distribuição e Coleta, SABESP, Coplasa S.A. Engenharia de Projetos, junho de 1988 -Sizing Water Service Lines and Meters, AWWA, Manual M22, 1975; -Water and Revenue Losses: unaccounted-for water, Research Foundation AWWA, 1987; -Water Audits and Leak Detection, AWWA, Manual M36, 1990; -Water Meters-selection, installatiom, testing and Maintenance, American Water Works Association (AWWA) Manual M6, 1986 -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI. Abastecimento de água. EPUSP, 2004, 643páginas. -TOMAZ, PLINIO. Conservação da água. Guarulhos, 1999. 294 páginas.

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Análise de Incerteza

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Sumário 1) Objetivo
2) Fórmula Racional 3) Fórmula de Manning para seção plena 4) Método da Margem de Segurança 5) Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional 6) Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena 7) Influencia dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para o item 3 8) Abastecimento de uma cidade. 9) Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s

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Capitulo 5- Análise de incerteza 5.1 Introdução Pretendemos explicar, de uma maneira bastante prática, a utilidade da Análise de Incerteza. Serão evitadas as demonstrações trabalhosas e detalhadas, que poderão ser encontradas nos livros de Mays e Tung,1992, Lamberson e Kapur, 1977, Elsayed, 1996 e Chow ,1988. É importante, sempre que se fizer a aplicação de uma fórmula, que seja avaliado o erro nela cometido, pois, as variáveis que introduzimos contêm erros. Neste sentido, basta substituir os valores e fazer várias simulações. Em análise de redes de água, costuma-se variar os coeficientes para verificar a sensibilidade da mesma face às mudanças. Uma maneira mais correta de se verificar a Análise de Incerteza em fórmulas é aplicando a Fórmula de Taylor. Desta aplicação resultou o chamado Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. Na Hidrologia, Hidráulica e Estruturas é importante a Análise de Incerteza. As variáveis dependentes de uma fórmula, normalmente, apresentam incertezas que por sua vez, se refletem na variável independente. Vamos procurar mostrar, através de exemplos, o uso desta ferramenta indispensável aos engenheiros para avaliação correta de seus cálculos. A Análise de Incerteza é conhecida também como Método Delta ou Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. 5.2 Fórmula Racional Como exemplo, mostraremos a Fórmula Racional: Q= C.I.A (1) Onde: Q= vazão em litros por segundo; C= coeficiente adimensional relativo à impermeabilização do solo; I= intensidade de chuva em litros/segundo x hectare; A= área em hectares. As incertezas na fórmula (1) referente ao coeficiente C, à intensidade de chuva e à área de drenagem, fornecerão uma incerteza ao valor da vazão Q. Os dados do problema são: O valor adotado do coeficiente C da fórmula racional é C=0,82 e o erro estimado em sua avaliação é de 7% ou seja o coeficiente de variação de C é ΩC =0,07.

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Quanto a intensidade adotada é de 300 l/s x hectare, sendo que a estimativa de erro na avaliação da Intensidade I é de 17% ou seja o coeficiente de variação de I é ΩI =0,17. A área A de captação é 7,5 hectares e o erro de estimativa cometido é de 5% ou seja o coeficiente de variação de A é ΩA=0,05. Substituindo os valores na formula racional temos: Q = C . I . A = 0,82 . 300 . 7,5 = 1.845 litros/segundo Queremos achar a incerteza final ΩQ na fórmula racional, considerando as incertezas nas variáveis C , I e A. Ω2Q= (δQ/δC)2 . ( C /Q)2 . Ω2c + (δQ/ δI)2 . (I/Q)2 Ω2I + (δQ/ δA)2 . (A/Q)2 Ω2A onde: C, I, A = são os valores das variáveis independentes; δQ/ δC = derivada da fórmula(1) em relação a C; δQ/ δI = derivada da fórmula(1) em relação a I; δQ/ δA = derivada da fórmula(1) em relação a A. Substituindo teremos: Ω2Q= ( I. A)2 . ( C / C. I. A)2 . Ω2c + (C. A )2 . (I/C.I.A)2 Ω2I + (C . I )2 . (A/C.I.A.)2 Ω2A Fazendo as simplificações, teremos: Ω2Q= Ω2c + Ω2I + Ω2A (2) Substituindo os valores: Ω2Q = (0,07)2 + (0,17)2 + ( 0,05)2 =0,0363 ΩQ = 0,0363 =0,19052, ou seja, 0,19 Portanto, para a vazão de 1.845 l/s temos uma incerteza de 0,19, ou seja, de 19%. É importante observar que as variáveis C, I e A são independentes uma das outras.
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Ω2Q= (δQ/δn)2 .05.). ΩI= 0.50m com incerteza de 1%. 1.312 . D8/3 .312 . A declividade I= 0.Análise de incerteza. (D/Q)2 Ω2D + (3) 5-5 . I = declividade da tubulação em metro por metro (m/m).55 l/s = 0.com. (I/Q)2 Ω2I . ou seja.58/3. 1. o desvio padrão será: σQ = ΩQ . com coeficiente de variação ΩD= 0. n-1 .015 com incerteza de 5%. Vamos calcular a vazão Q usando os dados fornecidos: Q= 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. Ω2n + (δQ/ δD)2 . Consideremos que o diâmetro seja de D=1. D8/3 .938 m3/s = 1. D e I possuem incertezas. Q= 0.312 . Queremos a incerteza da vazão Q na fórmula (2).015-1 . ou seja. (n/Q)2 (δQ/ δI)2 .I.3 Fórmula de Manning para seção plena Vamos usar a Fórmula de Manning para seção plena nas unidades do sistema internacional (S.07.br 01/01/2008 O coeficiente de variação da vazão na Fórmula Racional (1) é: ΩQ = σQ / μQ Então. D = diâmetro da tubulação em metros (m). n-1 . A rugosidade de Manning n = 0. Ωn = 0. I1/2 = 0. 0.01.19 . μQ σQ = 0. 0.0011/2 Q= 1. n = coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional).001 m/m com incerteza de 7%.355 m3/s 5. ou seja.938 l/s Queremos calcular a incerteza no cálculo da vazão da fórmula de Manning (2) para seção plena. As variáveis dependentes n.845 =350. I1/2 sendo: Q = vazão em metro cúbico por segundo (m3/s). Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

312 . n-1 . (0. μQ substituindo os valores: σQ = 0. δQ/ δI = derivada da fórmula(2) em relação a I. n-1 .0025 + 0.05)2 + (64/9) . n-1-1 . D. ou seja. D8/3-1 .Ωn2+ (0. ΩQ = 0. (8/3).004435 = 0. D e I acarretam.066595.001225 = 0. I = são os valores das variáveis independentes. a incerteza de 6.312 .01)2 + (1/4) .com.Análise de incerteza. D8/3 . I1/2 e fazendo as simplificações: Ω2Q =Ωn2 +(8/3)2. D e I. I1/2)2. ΩD2 + (1/4). ΩD2+ (0. O desvio padrão é dado pela fórmula abaixo. ( n / Q)2 . ( I/Q)2 .br 01/01/2008 onde: n. ΩI2 Substituindo o valor de Q= 0. (D/Q)2 .312 .067. δQ/ δn= derivada da fórmula(2) em relação a n.7%. σQ = ΩQ . I1/2 )2 . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. coeficiente de variação de Ω2Q = 0. ou seja. temos: Ω2Q = (0. 1938 = 129. ΩI2 Ω2Q =Ωn2 + (64/9).067 .Método de Hardy-Cross Capitulo 5. a incerteza nas variáveis independentes n . δQ/ δD = derivada da fórmula(2) em relação a D. D8/3 . ( 0. D8/3 . fazendo as substituições na fórmula (4).312 . (1/2) .07)2 Ω2Q = 0. Ω2Q= ( -0. ΩD2 + (1/2)2.I1/2-1)2 .0670 Assim.004435 ΩQ = 0.85 l/s = 0. n-1 .12985 m3/s 5-6 . ΩI2 (4) Como temos os coeficientes de variação de n . na variável dependente Q.00071 + 0.

que esgotará as águas de chuvas.μC 5-7 .1).5 hectares.845 l/s (média da carga) σC = 350.85 l/s (desvio padrão da resistência) Usemos o Método da Margem de Segurança (MS): μ MS= μR . de uma bacia com 7. Façamos o seguinte esquema: μC= 1.4 Método da Margem de Segurança Vamos supor.55 l/s (desvio padrão da carga) Bacia Galeria Figura 5.Esquema da galeria e da bacia μR= 1938 l/s (média da resistência) σR = 129. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.82 e intensidade de chuva de 300 l/s x hectare conforme Figura (5. que queremos calcular o grau de incerteza de uma galeria de 1.Análise de incerteza.50m de diâmetro.com. com C=0.1.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.br 01/01/2008 5.

2.μC = 1.83 l/s Conforme Chow et al.Figura mostrando a Resistência (resistance) e a Carga (looading) Fonte: Tung. Figura 5.------. 1992 Para o caso que estamos estudando μR= 1.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.93 μ MS .com.1.0.938 e μC= 1. conhecida também como Curva Normal em função de Z = (x .83 σMS Devemos entrar agora na tabela da Curva de Gauss.= ----------.br 01/01/2008 sendo o índice subscrito R resistência e C a carga e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Na Figura (5.55)2 = 139746.= .845 = 93 l/s σ2MS = σ2R + σ2C =(129.32 σMS = 373. 5-8 . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.25 = Z 378. Observe-se que -μ MS / σMS é semelhante à apresentação de Z.2) podemos ver um esquema da Resistência e da Carga (loading).85)2 + 350.Análise de incerteza. 1988 para termos o risco R devemos ter: .938 .μ) / σ .845 μ MS= μR .

..25 achamos o risco R=0. A curva normal y em função de x tem a forma: Y= 100 x e –x2 / (2 x PI) 0..4013=0. que são: • Número PI= 3. em função de Z.br 01/01/2008 A função da distribuição normal é bastante conhecida e tabelada.5987 Portanto. [(x . Em 1870 o matemático Belga Adolph Quetelet teve a idéia de usar a curva num histograma ideal para o qual os dados podiam ser comparados. pi .∞ <x< ∞ sendo μ. 5-9 .5 Sendo: PI= 3. 1991 mostra que na curva normal temos os três números mais famosos na historia da matemática.1415. Freedman et al.Análise de incerteza.1416. σ ) .71828..13% de haver falhas.87% Nota sobre a curva normal. a confiabilidade do sistema é de 59..Método de Hardy-Cross Capitulo 5.71828.. e=2.. σ a média e o desvio padrão. A curva normal foi descoberta em 1720 por Abraham de Moivre. • Raiz quadrada de 2. respectivamente..com.1) da curva normal em função de Z = -0..μ ) / σ ]2 ⎬ para . A probabilidade P para não haver falhas é: P = 1 – R= 1. Na prática é tabelada. a seguinte função: f(x)= 1/ ( 2..0. Entrando na Tabela (5.4013. exp ⎨ -( ½ ) . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.. • Número e-2. Então para há 40..

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Tabela 5.1- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

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Tabela 5.2- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

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5.5 Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional Vamos calcular a contribuição dos parâmetros C, I, A da Fórmula Racional. Para cada parâmetro, a contribuição é o quociente do coeficiente de variação ao quadrado, dividido pelo coeficiente de variação do parâmetro da vazão ao quadrado. Cada quociente, por sua vez, é multiplicado pelo coeficiente da fórmula (2) que, no caso são igual a 1. (1). Ω2 C / Ω2Q = (1). (0,07)2 / (0,19052)2 = 0,135 (13,5%) (1). Ω2 I / Ω2Q = (1) . (0,17)2 / (0,19052)2 = 0,796 (79,6%) (1). Ω2A / Ω2Q = (1). (0,05)2 / (0,19052)2 = 0,0693(6,9%) Como pode ser verificado acima, a incerteza da intensidade da chuva contribui com 79,6% das incertezas para o cálculo da vazão. O coeficiente C contribui com 13,5% e a área da bacia com 6,9%, totalizando 100%. 5.6 Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena Observar que os coeficientes da fórmula (4) = (0,05)2 / (0,066595)2 = 0,5636( 56,36%) (1). Ω2n / Ω2Q 2 2 2 2 = 0,2762( 27,62%) (1/4) . Ω I / Ω Q = ( (1/4) .(0,07) / (0,066595) 2 2 2 2 (64/9) .Ω D / Ω Q = ( 64/9) . (0,01) / (0,066595) = 0,1602(16,02%) O coeficiente que mais causa incerteza na Fórmula de Manning de seção plena é a rugosidade n com 56,36%, seguida da declividade I, com 27,62%, e do diâmetro D, com 16,02%, totalizando 100%.

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5.7 Influência dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para Seção Plena

A formulação é feita assim: (1) . Ω2C / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,07)2/ (0,0363+0,004435) = 0,0049/0,040735 = 0.1202( 12,02%) 2 2 2 = (0,17)2 /0,040735= 0,7095 (70,95%) ( 1) . Ω I / (Ω QC + Ω QR) ( 1) . Ω2A / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,05)2 / 0,040735= 0,0614(6,14%) = (0,05)2/0,040735= 0,0614(6,14%) ( 1) . Ω2n / (Ω2QC + Ω2QR) ( 64/9) . Ω2D / (Ω2QC + Ω2QR) = (64/9).(0,01)2/0,0407350= 0,0175(1,75%) ( 1/4) . Ω2I / (Ω2QC + Ω2QR) = (1/4).(0,07)2/0,040735= 0,0300(3,00%) Não se deve esquecer de colocar os coeficientes multiplicadores como (64/9) e (1/4). Observe-se que a maior influência na Fórmula Racional é a intensidade da chuva, que entra no cálculo da bacia e galeria com 70,95% das incertezas, sendo seguida pelo coeficiente C da Formula Racional com 12,02%, pela área da bacia e do coeficiente de rugosidade n, com 6,14%; 3% devidos à declividade da galeria e 1,75% devidos ao diâmetro da galeria, tudo isto totalizando 100%.

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Resumidamente teremos: Tabela 5.1- Resumo dos cálculos efetuados Incertezas Parâmetros das fórmulas Fórmula Racional Parâmetro adimensional C Intensidade de chuva I Área da bacia A Subtotal Fórmula de Manning seção plena Rugosidade de Manning n Diâmetro da tubulação D Declividade da galeria I Subtotal Total 6,14% 1,75% 3,00% 10,89% 100,00% 12.02% 70,95% 6,14% 89,11%

A Fórmula Racional entra com 89,11% das incertezas, enquanto a Fórmula de Manning entra com 10,89%.

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é viável um erro de 10 a 15% na demanda de água de uma cidade.30 m Cota 50 m Cidade Figura 5. pois. o erro mínimo que se obtém numa previsão de vazão é de 5%. com coeficiente de variação ΩQ= 0.2mm.8 Abastecimento de uma cidade A cidade é abastecida por um reservatório que está a 3000 m de distância. Vamos admitir que a vazão distribuída na cidade seja de 0.50m3/s.br 01/01/2008 5. Este reservatório abastece outro reservatório na cidade.Análise de incerteza.30 m. Esta indefinição em adotar o valor de K acarreta um erro no coeficiente de atrito f (adimensional) de 18%.Esquema de abastecimento de uma cidade A rugosidade uniforme equivalente da tubulação K é fornecida em milímetros.com. A cota de serviço do reservatório é de 84. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Cota 84. nas quais é apresentado o cálculo de f devido a forma de Colebrook-White. 5-15 . com vários valores de K/D e vários números de Reynolds. com erro de 15%.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.1mm ou K= 0. em uma cidade. mesmos nos países mais adiantados. de 1977. Portanto. A média obtida foi de 18% de erro no valor de f. consultamos em uma publicação da CETESB. sobre o emprego da fórmula universal de perda de carga e as limitações das fórmulas empíricas do professor Tufi Mamed Assy. O erro de 15% em uma estimativa de vazão. ou seja. Para isto.15.3. não é absurdo. Houve uma indecisão do projetista quanto à adoção de K= 0. com adutora de ferro fundido dúctil revestida internamente. que tem cota de 50 m. com 500 mm de diâmetro.

terá o subscrito R de Resistência.Análise de incerteza.2.0338 0. Na cidade o coeficiente de variação ΩQC = 0.0251 0. 15% de erro na demanda de água potável. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.14.0178 32.000.0318 6. ou seja. obtemos o valor de Q: V=Q/A = Q/ (PI x D2/4) 5-16 .02% 1.50m.0265 0. ( L/D) .05% 500.br 01/01/2008 Tabela 5.0137 A=0.000 Média = 18% A cidade exigirá da adutora a demanda prevista e terá o subscrito C de Carga e a adutora.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.0183 30.003 Valor K/d=0.2log(D/K))2 f= 1/ (1.Número de Reynolds em função de K/D Reynolds Valor K/D=0. Rugosidade Uniforme Equivalente adotada K= 0.15.0002))2 f=0.2log(0.g sendo : h= perda de carga (m) L= comprimento (m) D= diâmetro (m) V= velocidade em m/s.000 0.000 0.0002 f= 1/ (1. A vazão necessária para abastecer a cidade é de 0.com.0381 3.0396 0. V2/ 2.1/500= 0. A= área da secção transversal do tubo (m2) Como Q= A x V.000 0.93% 5.72% 50.50m3/s e o reservatório está na cota 50 m.1mm K/D= 0.29% 10000 0.81 m/s2.000 0.26% 100.0229 15. g= 9.14.0238 0. que deverá ser mantida.0235 0.0002 Erro em f 0. Na adutora temos: Diâmetro= 500mm= 0.18635m2 Para a perda h.0207 21. temos a fórmula de Darcy Weisbach: h= f .

ou seja.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. (1/ 2.08263] 0.01 ΩQR 2= (1/4) .55)/ ( 0. 5-17 . ( L/D) .50m K2=0. (0.0137 x 3000 x 0.12 (estimado quando K= 0.001 Ωh = 0. D5) / ( f .0137 L=3000m D=0.br 01/01/2008 V2= 16Q2/ (PI2 x D4) h= f .012 ΩQR = 0. teremos como resultado: ΩQR 2= (1/4) .12)2 +(25/4) .Análise de incerteza. (0.56/0.11. ΩD2 Substituindo: Ωf = 0.00m/s < 3.g) . (0.08263 Q= [ 34.0=34.18635=3. da adutora de 500 mm.14162 x 9.5 Q=0.30-50.50m/s OK Aplicando-se o que já foi mostrado na Análise de Incerteza de Primeira Ordem.81)=8/(3.08263 Q= (h . D5) / ( f . isto é. Ωf 2+ (1/4) ΩL 2 + (1/4) Ωh 2+ (25/4) . há incerteza de 11% no cálculo da vazão Q da resistência. V2/ 2.30 x 0. ( L/D) . L.18 ΩL = 0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.30m f=0.com. 16Q2/ (PI2 x D4) h= f x L/D5 .K2) H=84.56m3/s V= 0. 8Q2 / (PI2 x g) K2=8 / (PI2 x 9.001)2 +( 1/4) .g h= f .K2) Q= K2=8 / (PI2 x 9. L.1mm e K= 0.2mm) ΩD = 0.81)=0.01)2 ΩQR 2= 0.18)2 + (1/4) .81) (h . (0.

50 = 0.------.56 – 0.0095 σMS = 0.56m3/s e μC= 0.= -0. a confiabilidade do sistema P=1-R.br 01/01/2008 A variância é fornecida pela fórmula: σQ = ΩQ .0752 = 0. 5-18 .50m3/s σQC = 0.1) entrando com z=-0.062m3/s μQR = 0.097 σMS Na Tabela (5.15 x 0.24%.2676 Portanto. μQ σQR = 0.0622 + 0. a probabilidade para haver falhas é de 26. sendo o índice subscrito R resistência e C a carga μ MS= μR . μR= 0.097m3/s Conforme Chow et al. 1988 o risco para haver falha será: -0.50 = 0. ou seja.62= z 0.com.075m3/s Usemos o Método da Margem de Segurança (MS).= ----------. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. P=1-0. isto é.06 μ MS . a confiabilidade é de 73. para a cidade temos: μQC = 0. A probabilidade para não haver falhas.Análise de incerteza.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.2676=0.62 achamos R=0.5m3/s μ MS= μR .11 x 0.7324 Portanto.μC e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Para o caso que estamos estudando.μC = 0.56 = 0.76%.06m3/s σ2MS = σ2R + σ2C = 0.56m3/s Para a carga.

RH2/3 . 0.22 =4. sendo fornecida a área molhada A= 8m2 e perímetro molhado P= 10 m. o Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem.30)2 Ω2Q = 0.com. 8 .Análise de incerteza.00161/2= 16. O coeficiente de rugosidade de Manning n= 0.2)2 + (0. é: Q = n-1 .017 está sujeito à incerteza de 20% e a declividade I= 0. 16.82/3 . a incerteza na média da vazão é de 25%. I= declividade em metro/metro.22 m3/s Aplicando-se na equação de Manning para canais abertos. ou seja. ΩI2 = (0. Vamos calcular o desvio padrão da capacidade do canal de conduzir a água: σQ = ΩQ . (0.8 m A Fórmula de Manning para um canal aberto nas unidades S.06 m3/s Para obtenção da performance de uma variável qualquer W.25).25. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.25 . RH= raio hidráulico em metros. deve-se realizar a seguinte operação: 5-19 .br 01/01/2008 5.I. A= área molhada.0635 ΩQ = 0. n= coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional). ΩI2 = Ωn2 + 0. I1/2 onde: Q= vazão em m3/s.0016 m/m à incerteza de 30%.9 Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s Consideremos um canal de concreto de seção trapezoidal. A .017) . A vazão média de capacidade do canal é: μQ ≅ (1/0.25. facilmente encontraremos: Ω2Q = Ωn2 + (1/2)2. O raio hidráulico RH= área molhada/perímetro molhado RH= A/P= 8/10 = 0. 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. μQ = 0.

temos: 16.00 .00 m3/s Portanto. e há P=1-R=1-0.53=z 4.22 ---------------.com.063. encontramos R=0. Para o presente caso: μw = 16.7% de probabilidade de que o canal possa transportar 10 m3/s.= . ou seja. há probabilidade de 6.22 – 10.06 Como se pretende determinar a confiança para o canal transportar 10 m3/s.06 m3/s W = 10. 5-20 .Análise de incerteza.22 m3/s σw = 4.06 Entrando na tabela da curva normal com z=-1. substituindo acima obteremos: -6.937 ou seja 93.1.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.-----------4.063=0.3% de que o canal não consiga transportar 10 m3/s.53.br 01/01/2008 μw -W --------σw em que μw e σw são a média e o desvio padrão desta variável. sem problemas. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

John Wiley & Sons. LAMBERSON.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.YEOU-KOUNG. New York.C. VIEIRA. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. McGraw-Hill. 5-21 . 578páginas. Applied Hydrology. RODOLFO e. VEN TE et al. -MAYS. Reliabity in Engineering Design. e TUNG . Editora Hicitec-SP. 1977. LARRY W. ELSAYED.br 01/01/2008 5. -HOFFMANN. Reliability Engineering.R.10 Bibliografia -CHOW. -FREEDMAN.1992. DAVID et al. -K. 1988. Análise de RegressãoUma Introdução à Econometria.Análise de incerteza. Mc Graw-Hill. -ELSAYED A. KAPUR e L. 3a ed. Norton. 1998. SÔNIA 1983. Hydrosystems Engineering & Management. Statitiscs. Addison Wesley Longman. 1996.com.

teremos: Ω2Q = Ω2c + (2.025)2+ (0.072 Portanto.05142 =0.63)2 (0. ou seja.br 01/01/2008 Apendice A Fórmula de Hazen-Willians Q=0.50 = 0.50m3/s Variância σQC = 0.63 J 0.50m3/s para a cidade temos: μQC = 0.012+ (2. de 0.54)2Ω2J Ω2Q = 0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.005193 ΩQ = 0. Como exemplo para a carga.63)2Ω2D + (0.54 Sendo: Q= vazão (m3/s) D= diâmetro (m) C= coeficiente de Hazen-Willians J= perda de carga unitária (m/m) Fazendo as simplificações.072 Previsão de consumo A previsão de consumo tem erro de no mínimo 15% (0.006193 =0.075m3/s CV=0.15 5-22 .15).Análise de incerteza. o coeficiente de variação de Q é 0.54)20.com.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.15 x 0.27842 C x D 2.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos SAAE Capítulo 7-Bomba centrífuga dezembro/2007 7.1 .

a bomba centrifuga é constituída por um rotor que gira no interior de uma carcaça conforme Figura (7. A energia cinética do fluindo aumenta do 7.1 Introdução Uma bomba é denominada centrífuga quando a direção de escoamento do fluido é perpendicular à do eixo de rotação da hélice.1.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Capitulo 7-Bomba centrífuga 7. Na sua forma mais simples. 2005.Componentes de uma bomba centrifuga O fluido entra na bomba nas vizinhanças do eixo do rotor propulsor e é lançado para a periferia pela ação centrifuga conforme Grundfos.2) Figura 7.1) e (7.Tipos de rotores: fechado e aberto Figura 7.2 .2.

2. 1974 hr= altura estática de recalque é a distância vertical entre a bomba e o nível de água do tanque que será alimentado (m).3 . Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Figura 7. Hr=perda de carga distribuída e localizado do recalque (m) Hs= perda de carga distribuída e localizada na sucção (m) 7.Esquema de bomba afogada e bomba por sucção Fonte: Lucarelli et al. Pode ser positivo ou negativo. Vamos definir alguns parâmetros importantes: Hman= altura manométrica total (m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr).Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 centro do rotor para a ponta das palhetas propulsoras.3). hs= altura estática de sucção é distancia vertical entre a bomba e o nível de água do tanque onde haverá sucção (m). Esta energia cinética é convertida em pressão quando o fluido sai do rotor. As bombas centrifugas podem trabalhar de duas maneiras: sucção e afogadas conforme Figura (7.

200. η= ηmotor x η bomba γ = peso especifico da água= 1000kgf/m3 Acréscimos recomendáveis de potência: Tabela 7. 5.1. 250. 1.400. 1. 800.40. 2. 1/3 HP. ¾. ½. 1000. 1998 7.20. 1250.5 10. 300. 75. 60. 7. 30. 7..3 Padrão dos motores elétricos brasileiros Existe uma padronização dos motores no Brasil.50. 900. 500.2 Potência dos conjuntos elevatórios Conforme Azevedo Neto. 12. 700. mas sempre se deve conferir com o fabricante de motores elétricos.150.5 15. 1998 temos: P= γ x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) Sendo: P= potência em HP Q= vazão em m3/s Hman= altura manométrica em metro de coluna de água. 1750 e 2000.4 . 600. 6.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.100. 1500. 3.Acréscimo de potência recomendável Acréscimo da potência Potência da bomba 50% 2HP 30% 2 a 5HP 20% 5 a 10HP 15% 10 a 20HP 10% >20HP Fonte: Azevedo Neto.125. 350. !/4 HP. 450.5. 25.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.5 .2 Menores valores de rendimento para motores de alto rendimento (mercado norteamericano). 7. Fonte: catálogo eletrônico da Weg.

90. Em cada ponto da bomba a soma da altura geométrica com todas as perdas no sistema. Bomba ηB= 0. Exemplo 7. Hman= Hg + Σ Ji x Li + Σ Ki x V2/ 2g Sendo: Hman= altura manométrica total 9m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr).72 ) = 26HP Dando um acréscimo de 10% temos P= 26 + 2.6= 28.6 Curva característica da tubulação A curva característica da tubulação ou curva característica do sistema fornece para cada vazão de bombeamento.9 η= ηmotor x η bomba = 0.8 Motor ηM= 0.9 x 0. A curva é feita tomando-se o desnível geométrico e somando-se as perdas de carga para cada vazão conforme Figura (7.04 x 35.5 Normas da ABNT Existe a norma NBR 12214/92 que trata de projeto de sistema de bombeamento de água.8=0. isto é.9= 2277 kgm/s 7.6 . perdas distribuídas e localizadas.3).Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.08 KW Caso queiramos outra unidade: P= 30 HP x 75.736= 22. a perda de carga e a altura manométrica total.3 Rendimento estimado da bomba em função da vazão de bombeamento Vazão Rendimento da litros /segundo bomba centrifuga ηb 5 52% 7.5 61% 10 66% 15 68% 20 71% 25 75% 30 80% 40 84% 50 85% 100 87% 200 88% Fonte: Azevedo Neto.8 e o rendimento do motor igual a 0.6 / (75 x 0.9HP Escolhemos um motor padrão que é de P=30 HP A potencia consumida em KW será: P= 30 HP x 0.1 Dimensionar o motor para recalcar 0.04m3/s numa altura manométrica Hman= 35.4 Rendimentos das bombas centrífugas Tabela 7.72 P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0. 1998 7.6m sendo o rendimento da bomba igual a 0. Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Ji= perdas de carga do trecho i (m/m) Li= comprimento do trecho i (m) Ki= coeficiente de perda de carga localizada da peça i Vi= velocidade média (m/s) 7.

4).Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade (m/s2)= 9. Figura 7. Figura 7.Curva característica do sistema Cetesb. 1975 7.5).81 Notamos que a variação da perda de carga é quadrática em função da vazão o que dá a forma da Figura (7.7 .5. 1974 7.4.Curva da bomba Fonte: Lucarelli et al.7 Curva da bomba Cada bomba tem um determinado rotor e tem uma determinada curva conforme se pode pode ver na Figura (7.

7. possuir curvas diferentes conforme Figura (7.9 Bombas em paralelo Quando se tem duas bombas em paralelo de modo geral as bombas são iguais.Curva da bomba + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al. isto é. 1974 7. mas podem ser diferentes.6).7.8).7) e (7. Figura 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.8 Curva da bomba e do sistema A resolução do problema para a escolha do conjunto motor-bomba centrifuga vai depender do ponto achado pela intersecção da curva da bomba com a curva do sistema conforme Figura (7.6. Figura 7.8 .Bombas em paralelo Fonte: Heller. Geralmente se escolhe o ponto da bomba como aquele de maior rendimento. 2006 Em bombas em paralelos somamos as vazões na horizontal o obtemos a curva das duas bombas e achamos o ponto de interseção com a curva do sistema.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.9 . 1974 7.8.Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al.

Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al.Bombas em série Fonte: Heller.9) e (7.10. Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba conforme Figura (7. Figura 7.Estragos feito em um rotor de bomba devido a cavitação 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.9.11. Figura 7.11 Cavitação Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor.10 . Figura 7. 1974 As bombas em série são muito usadas em poços tubulares profundos. 7.10).13). 2006 Vamos supor duas bombas em série iguais e então somamos as ordenadas na vertical obtendo a curva final cujo ponto será achado com a intersecção da curva do sistema.11) a (7.10 Bombas em série As bombas em série podem ser iguais o que é mais comum mas podem ser diferentes conforme Figura (7.

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Figura 7.12 Cavitação em bomba no ano 2007 7

Figura 7.13 Cavitação em bomba no ano 2007 Os efeitos mecânicos, além do desgaste dos rotores, causam vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura, sem que a temperatura do líquido mude.

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Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido. Para isto usa-se o que se chama NPSH que é um acrônimo do termo inglês Net Positive Suction Head e há duas, uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH. NPSH_disponível-NPSH_requerido ≥ 1,0m a 1,5mca. NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp Sendo: NPSHd= NPSH disponível no local (m) Hpa= pressão atmosfera na superfície do líquido no poço de sucção bombeado (m). Geralmente admitido como 10,3m ao nível do mar. Em São Paulo a pressão atmosférica é 9,5m. Hs= altura da sucção do líquido (m). É a altura da superfície do líquido no poço até o centro do rotor da bomba. Pode ser positivo ou negativo (sucção). hs= perdas de cargas total na linha de sucção (m) Hvp= pressão de vapor do líquido na temperatura de operação a 20ºC (m). Geralmente Hvp=0,235m. A pressão de vapor depende da temperatura ambiente e pode ser obtida conforme Tabela (7.4) Tabela 7.4-Vapor de pressão em função da temperatura
Temperatura (ºC) Pressão de Vapor Hvp (m)

0 15 20 23,9 37,8
Adaptado de FHWA, 2001

0,062 0,171 0,235 0,303 0,658

Tabela 7.1- Alturas máximas de sucção conforme altitude e pressão atmosférica Altitude Pressão atmosférica Limite prático de sucção (m) (m) (m) 0 10,33 7,60 300 10,00 7,40 600 9,64 7,10 900 9,30 6,80 1200 8,96 6,50 1500 8.62 6,25 1800 8,27 6,00 2100 8,00 5,70 2400 7,75 5,50 2700 7,50 5,40 3000 7,24 5,20 São Paulo cota 760 9,50

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Estimativa da pressão atmosférica em função da altitude Conforme Heller, 2006 podemos estimar o valor da pressão atmosférica local em função da altitude. Pa= 10,33 – h / 900 Para a capital de São Paulo h=760m Pa= 10,33- 760/900= 9,5m Exemplo 7.2 Calcular o NPSH disponível de uma bomba cujo nível mais baixo está a 2,40m acima do eixo do rotor da bomba, considerando as perdas de cargas desprezíveis. A pressão atmosférica é 9,5m de água e a de vapor é de 0,235m para temperatura de 20º C. Então teremos: Hpa= 9,5m (São Paulo) hs= 0,11m Hs= -2,4m (bomba afogada) Hvp= 0,235 conforme Tabela (7.4). NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9,5 - 2,4 – 0,11 – 0,235= 8,46m Portanto, o NPSH disponível é 8,46m. Teremos que comparar com o NPSHr que é o fornecido pelo fabricante. Supondo que seja de 3,10m então: NPSHd – NPSHr= 8,46m-3,10m= 5,36m > 1,5m OK Portanto, não haverá cavitação na bomba. Conforme Heller, 2006 quando não possuímos o NPSHr do fabricante podemos estimar pela equação: NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 Sendo: NPSHr= estimativa do NPSHr fornecido pelo fabricante da bomba centrífuga (m) n= rotação do motor em r.p.m. Q= vazão no ponto de rendimento máximo (m3/s) Exemplo 7.3 Dada uma bomba com 1750rpm e vazão de 0,045m3/s estimar o NPSHr. NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 NPSHr= 0,0012 x 1750 4/3 x 0,045 2/3 = 3,1m Nota: O NPSHr fornecido pelo fabricante é igual a 1,80m

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Margem de segurança do NPSH Segundo Grundfoss, 2005 a margem de segurança do NPSH deve ser suficientemente grande para suportar variações numa situação onde as condições reais podem ser diferentes das calculadas teoricamente. As perdas de carga na tubulação de sucção podem ser incorretamente calculadas e o ponto de funcionamento real da bomba pode diferir da teoria devido a variações da curva Q/H e cálculos incorretos da resistência da tubulação de sucção. A Grundfoss, 2005 baseado no Europump, 1997- NPSH for rotodynamic pumps, reference guide recomenda que para bombas instadas horizontalmente em tubulações retilíneas deve ser usada margem de segurança de 1,0m a 1,5m. Para bombas instaladas verticalmente a margem de segurança deve ser de 2,0m a 2,50m. NPSHd ≥ NPSHr +1,5m Dica: o NPSH disponível deve ser sempre maior que 1,5m do NPSH requerido Dica: o diâmetro da sucção é sempre um diâmetro maior que o de recalque. Assim um recalque de 200mm o diâmetro da sucção será de 250mm. Altura máxima de sucção A altura máxima de sucção precisamos da equação do NPSHd.é mostrada na Figura (7.14).

Figura 7.14- Altura estática de sucção 7.12- Velocidade específica Ns A velocidade específica Ns, apesar de ser considerada adimensional, tem as dimensões e é um índice usado para verificação dos rotores das bombas. A velocidade especifica da bomba tem as seguintes atribuições: • Selecionar a forma da curva da bomba • Determinar a eficiência da bomba • Antecipar problemas com NPSH

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Selecionar o mínimo custo da bomba

Uma bomba de fluxo radial de Ns entre 500 e 4000 e é a típica bomba centrifuga com simples ou dupla sucção conforme Figura (7.16) As bombas mistas estão entre 2000 e 8000 e as bombas axiais estão entre 7000 e 20000. A velocidade especifica segundo Azevedo Neto, 1998 é de grande utilidade na caracterização das bombas. Ns= Nx Q 0,5/ H 0,75 Sendo: Ns= velocidade específica da bomba (adimensional) N= número de rotações por minuto (rpm) H= altura manométrica total da bomba (ft) Q= capacidade da bomba no melhor ponto (gpm- galão por minuto). Fórmula de Thoma; Thoma criou o adimensional σ= (Ha-Hv-Hs)/ H Sendo: σ= número de Thoma Ha=9,5m (São Paulo)= pressão atmosférica local (m) Hv= 0,235m=pressão de vapor local (m) Hs= altura de sucção da bomba (m) H= altura manométrica total (m) Devemos calcular o numero de Thoma e a velocidade especifica Ns usando as unidades americanas, Entramos no gráfico da Figura (7.15) e verificamos se a bomba está em zona segura ou zona perigosa.

Figura 7.15- Velocidade específica Ns e valores do número de Thoma σ
7- 15

5/ 152 0. 1973 mostra a Figura (7. etc introduzidas numa canalização causam perda de energia.16 .15 e Ns=1080.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Fonte: Karassik et al.30m= 152 ft Ns= Nx Q 0.12) com o número de Thoma=0.045m3/s e altura manométrica de 45.5/ H 0. 7. Q= 0.40)/ 45.045x 1000 x 60s/ 3.4 Calcular a velocidade especifica Ns da bomba com 1750 rpm com vazão de 0.61m / 0.235-2. Isto mostra que os efeitos das perdas singulares não se dão na própria curva e sim em um determinado comprimento de tubo a jusante.16.17) onde a água sofre mudanças de velocidade e criação de espirais duplas que persistem até 50 diâmetros ou 100 diâmetros a jusante. isto é.75 = 1080 Fórmula de Thoma σ= (Ha-Hv-Hs)/ H σ= (9. contrações.75 Ns= 1750x 714 0.13 Perda de carga localizada As curvas.15 Entrando na Figura (7. 1996 Figura 7.61 = 0. perdas de cargas localizadas ou também chamadas de perdas singulares.5-0. peças.61m. 7.Valores da velocidade específica Exemplo 7. válvulas.78 litros= 714 galao por minuto= 714gpm H=45. Estaremos dentro de uma região segura onde não haverá cavitação. Jeppson.

Perda de carga em uma curva Fonte: Jeppson.17.17 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Sendo: hL= perda de carga localizada em metros V= velocidade média da água no recalque em m/s g= aceleração da gravidade =9. 1973 A perda de carga localizada é calculada pela equação: hL= Ks x V2/ 2g 7.6).81m/s2 Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) conforme Tabela (7. Figura 7.

40 Entrada normal 1.6 Fonte: adaptado de Jeppson.5 0. 1973 7.60 Tê saída lateral 1.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.19 Válvula de gaveta ¾ aberta 1.0 Válvula de retenção 2.18 .80 Válvula de gaveta 0.19 Válvula de pé 15.40 Curva de 90 0.00 Tê passagem direta 0.6.10 Curva de 45 0.Valores de Ks para cálculo das perdas de cargas localizadas Peça Valor de Ks Crivo 0.0 Válvula de gaveta ½ aberta 5.75 Curva de 22.30 Válvula globo aberta 10 Válvula de ângulo aberta 5 Válvula de gaveta aberta 0.00 Saída da canalização 1.

19 .18.20) possuem perda de carga conforme ela é arredondada ou não conforme o desenho.Perda de carga em uma curva de 90º com diâmetro constante Fonte: Jeppson. 1973 As entradas de tubulações conforme Figura (7.0. na entrada de um reservatório há perda de carga hL= Ks .19. 1973 Figura 7.V2/2g = V2/2g 7.Perda de carga em uma curva de raio variável considerando o número de Reynolds > 2.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.3 x 105 Fonte: Jeppson. ou seja. É muito comum usar-se a entrada de um reservatório com Ks=1.

21.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. 1973 A contração de uma tubulação se comporta similarmente a uma entrada.5.20.5 Calcular a perda de carga localizada numa adutora de 0. Uma maneira mais detalhada para calcular um alargamento de uma tubulação é através da equação: hL= Ks x (V1 –V2) 2/ 2g Sendo: hL= perda de carga do alargamento (m) Ks= coeficiente de perda de carga do alargamento (adimensional) V1= velocidade da secção de menor diâmetro (m/s) V2= velocidade da secção de maior diâmetro (m/s) A Figura (7.Perda de carga em uma expansão Fonte: Jeppson.1416 x 0.252/4= 0.04 e para uma contração abrupta usa-se Ks=0. 1973 Exemplo 7. Para uma contração gradual usa-se Ks=0.21) fornece os valores de Ks conforme o ângulo.20 . Área da seção transversal= PI x D2/4= 3.049m2 Q=A x V 7.Perda de carga em vários tipos de entrada Fonte: Jeppson. Figura 7.25m de diâmetro e com duas curvas de 90.

8) Tabela 7.Velocidade mínima na sucção conforme NBR 12214/92 Tipo de material Velocidade mínima na sucção (m/s) Matéria orgânica 0.0 / (2 x 9.30 Suspensão siltosas 0.45 7.40 400 1.7 a 1. Q 0.15 Velocidade mínima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades mínima na sucção conforme Tabela (7.00 .5 Sendo: D= diâmetro da tubulação de recalque (m) Q= vazão (m3/s) K= coeficiente obtido na prática.7. manutenção e operação.Velocidade máxima na sucção conforme NBR 12214/92 Diâmetro nominal Velocidade máxima na sucção (m/s) 50 0.16 Fórmula de Bresse Quando se faz um bombeamento é comum se procurar um diâmetro econômico que leva em conta as despesas de energia bem como os custos de construção.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 V= Q/A= 0.90 150 1. Atualmente está sendo usado K=1.70 75 0.0 D= K .20 300 1.80 100 0. Tabela 7.8.02m= 0.40 x 1.040m3/s/ 0.21 ..0m/s h= Ks x V2/ 2g 2 h= 0.040m2= 1.5 D= 1.14 Velocidade máxima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades máxima na sucção conforme Tabela (7.7).00 200 1. Q 0. Usa-se então a formula de Bresse: D= K .5 7. Q 0.04m 7.02m Como são duas peças então h= 2 x 0.8.81)=0.50 7.30 Suspensão arenosas 0.10 250 1. O valor de K varia de 0.

Q 0. D=0. para 8horas de bombeamento por dia. Q 0.45m3/s D= 1.33 .15m3/s. O rendimento total do motor e da bomba é 70%. Hg= hr + hs (sucção) A altura geométrica Hg= hs + hr= 2. A altura de recalque hr é igual a 42.X ¼ . 0.4 . Usar a equação de Hazen-Willians com C=100.3 .3 .5 =0.22 Ks=1.3 .50m Quando se leva em conta o número de horas de bombeamento por dia se usa: D= 1.40 Ks= 0.33 Durante um dia o volume V=0.30m + 42.8 Dimensionar uma tubulação de recalque para vazão de 0.5 D= 1. o diâmetro do recalque será de 0.5 Ks= 16.40m.85)/ (C1. Q 0.28m=0.66m Adoto D=0.3 .45 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7.3 . X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h X= 8h/24h=0.643 x Q 1.15m3/s x 86400s=12.045m3/s durante 24horas.70m= 45.15m3/s adotando o valor K=1.30m e de sucção será um diâmetro maior. O comprimento da tubulação de recalque é de 220m e a bomba encontra-se a hs=2.3 .3 D= 1.30m Portanto.5 ¼ D= 1.0 Ks= 0.X ¼ .3 . 0.7 Calcular o diâmetro econômico para vazão média diária de 0.5 Ks= 0.5 =0.30m do nível da água para sucção. Perdas de cargas localizadas na sucção Entrada da tubulação Válvula de pé Curva de 90º Redução excêntrica de 400x300 Redução excêntrica de 300x150 Total A velocidade na sucção é: J= (10.70m. ou seja.0.85 x D 4.6 Calcular o diâmetro econômico para vazão de 0. 0. Q 0.70m Exemplo 7. O diâmetro econômico pela formula de Bresse é: D= 1.5 D= 1.045 0.5 Sendo: X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h Exemplo 7.87) 7.960m3 Durante 8h a vazão será Q= 12960/(8h x 3600s)=0.15 0.00 Vamos calcular as perdas de cargas localizadas na sucção e no recalque.0 Ks= 15.5 =0.

1257 2/ (2 x 9.1416x0.643 x Q 1.045m3/s D=0.40 4.87)=0.01 + 4.80 Registro de gaveta aberto Ks=0.5 .1257m2 V= Q/A= 0.0034m=0.61m 3 Q=0.0706=0.0024m/m Area= PI x D2/4= 3.528m Perda de carga total no recalque= Hr= 0.066m= 0.0 + 0.045 1.40= 48.41 HP Adoto P=50 HP PKW= 0.0164m= 45.85 x 0.64 2/ (2 x 9.19 Saída da canalização Ks=1.81)=0.29 A velocidade na sucção é: J= (10.594m+ 0.528m + 0.00m Perdas distribuída no recalque= 220mx 0.0164m Observemos que a perda localizada é bem maior que a perda distribuída devido as varias peças existentes num trecho curto.0034m Hs= 0.0706m2 V= Q/A= 0.2.85 x D 4.00 2 redução concêntricas Ks= 2.013m Perda distribuída na sucção Ls= 2.045 1. Perdas de cargas no recalque Válvula de retenção Ks= 2.643 x 0.30 2 Curvas de 90º Ks= 0.045/0.85)/ (C1.302/4=0.36 m/s <1.045m /s Rendimento total motor igual a 90% e bomba= 67.045x 45.40m C=100 J= (10.000594m/m Area= PI x D2/4= 3.85 x 0.013m + 0.045m3/s D=0.594m Altura manométrica da bomba Hman= Hg + Hr + Hs= 45.643 x 0.4 x 0.87) Q=0.80m 7.23 .8 KW NPSH disponível NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9.9 x 0.40m/s OK hL= Ks x V2/ 2g= 16.87)=0.80 Perdas na sucção= 5.402/4=0.1416x0.61 / (75x 0.80m x 0.7% P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0.0 Total Ks= 6.235= 6.0024m/m=0.85)/ (1001.066m Perda distribuída no recalque Lr= 220.50m (dentro da água)= 5.81)=0.85)/ (1001.64 m/s hL= Ks x V2/ 2g= 16.30 4.1257=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Q=0.164 – 0.01 HP Colocando-se tolerância de 10% teremos P= 44.000594m/m=0.677 )= 44.3 – 0.30m C=100 J= (10.045/0.736 x 50= 36.30m + 3.4 x 0.

30m OK Figura 7.7%. Fonte: catalogo da Imbil Figura 7.8mm. rendimento da bomba de 67.50m=3.23.50m NPSHd >1.Sucção da bomba 7.89 HP NPSHr=1. potência 39.24 .80m NPSHd > NPSHr +1.80 +1.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Mas o valor do NPSHr= 1.22. rotor com diâmetro de 300.80m.Bomba Imbil -ID 65 -INI 125-315 com 1750 rpm.

24.25 .61m 7. Bomba INI 125-315 para 45 L/s (162m3/h) e Hman= 45.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

26 .25.A bomba Imbil linha INI 125-315 tem 1750 rpm e DNs sução=150mm e DNp = 125mm para recalque Fonte: catalogo da Imbil 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.26.Reduções flangeadas concêntricas e excêntricas da Saint Gobain 7.27 .

18 Momento de inércia das bombas e motores É muito importante nos estudos dos transientes hidráulicos de bombeamento saber o momento de inércia da parte girante das bombas e dos motores.4440 kg x m2.1=45. 1998 podemos estimar a potência usando: P = Q x Hman/ 50 Sendo: P= potencia em HP Q= vazão em L/s Exemplo 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Peças na sucção Redução excêntrica 400 x 300 Redução excêntrica 300x 150 Curva de 90 Válvula de pé com crivo Peças no recalque Redução concêntrica 125x150 Redução concêntrica 150x300 Válvula de retenção Registro de gaveta 2 curvas de 45º no trajeto 2 curva de 90º na chegada ao reservatório.9 Calcular a potência do motor para Q=45 L/s e Hman=45. 7. Assim um motor de 50 CV tem momento de inércia a 1750 rpm de 0.1 HP Adoto 50HP 7. A Tabela (7.61/ 50 = 41 HP Mais 10% de tolerância P= 41+ 4.28 .61m P=QxH man/ 50 P = 45 x 45. Recordando o momento polar de um cilindro de massa m e raio r em relação ao seu eixo é: I= 1/2x m x r2.9) fornece os momentos de inércia do rotor dos motores de diversas potencias e rotações.17 Estimativa de potência Conforme Azevedo Neto. 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7. quanto maior a rotação. Camargo. Fonte: Engenheiro Luiz A. 1991. Tigre Observar que para a mesma potência o momento de inércia do rotor do motor é diferente para rotação de 3600 RPM e 1750 RPM. menor é o momento polar de inércia.Momento de inércia do rotor de motores de diversas potências e rotações diferentes.10) estão os momentos de inércia da bombas KSB. Na Tabela (7.29 .774 kg x m2. Assim uma bomba tamanho 125-315 tem momento de inércia 0. Salientamos também que os motores fabricados depois da década de 1960 possuem menores momento de inércia devido a isto se deve ter o cuidado em usar equações antigas para pré-dimensionamento dos momento de inércia de motores.9. 7.

África do Sul Uma maneira conservativa para se obter os momentos polares de inércia de motores e de bombas pode ser dado pelas seguintes equações: Momento de inércia de bombas I= 0. Tigre O momento polar de inércia das bombas é fornecido pelo fabricante em kgxm2.10. 1991.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.844 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kg x m2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto. Assim 1750 rpm será N=1. Universidade de Pretoria.03407 x (P/N) 0. Camargo.75 7. Para uso do método das características necessitamos do momento de inércia dos rotores do motor e da bomba.Momento de inércia de bombas da KSB Fonte: Engenheiro Luiz A.30 .

8 /1750) 1.8KW calcular o momento polar de inércia do motor sendo a rotação de 1750rpm.48 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kgxm2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto.31 .0043 x (36.0043 x (P/N) 1.03407 x (36. Exemplo 7.868.12 Para motor de 50HPx 0.844 = 0.75) 1.8/1.435 I=0.8KW 1750 rpm. 1992 apresentam uma fórmula empírica para achar o momento de inércia da bomba e do motor.435 Sendo: I= momento polar de inércia em kgxm2 KW= potencia do motor em KW Rpm= rotação da bomba em rotação por minuto Exemplo 7. Calcular o momento polar de inércia do motor e da bomba.28 lb x ft2 7.4454kgxm2 + 0.736 x 50=36.8936 kgxm2 Koelle e Betâmio.03407 x (P/N) 0. I= 0.8KW calcular o momento polar de inércia sendo a rotação de 1750rpm. I= 0.4454 kgxm2 Momento de inércia dos motores I= 0.868 conforme Parmakian e ao contrario temos que dividir por 11.10 Dada uma bomba com motor de 50HP=0.48 = 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7. I= 228 x (KW/ rpm) 1.844 I= 0.3901=0.0043 x (P/N) 1. Conversão de unidades Para converter GD2 (kg x m2) para WR2 (lbx ft2) multiplicar por 11.868= 4.75 Exemplo 7.3901 kgxm2 Nota: o momento de inércia da bomba e do motor é 0.736=36.3604 x 11.8355 Koelle e Betâmio. 1992 ainda comentam que uma solução aproximada do momento de inércia da bomba é que o mesmo é aproximadamente 10% do momento de inércia do motor.8/1. Assim 1750 rpm será N=1.13 Converter 0.435 I= 228 x (36. I= 228 x (KW/ rpm) 1.11 Dada um motor de 36.48 I= 0.75) 0.3604 kg x m2 para WR2 (lb x ft2) 0.

a bomba pode ser transformada em um reservatório com a altura a ser determinada pelo calculista da rede malhada. Q2 A curva característica da bomba é calculada automaticamente pelo programa. A bomba pode funcionar junto a um reservatório como uma bomba normalmente considerada ou na linha.03 Q2=0. Para a vazão zero. isto é.Q . temos H=30 m.Vazões e pressões necessários para o calculo dos coeficientes A. A.00.Q3)] Achamos C= -1388.12.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.C = coeficiente obtidos na análise de regressão.03 m3/s.0 C= (H2XQ3 – H3 X Q2 – AX Q3 + A X Q2)/ [Q2 X Q3 X (Q2.Q +C .B e C da bomba Q( m3/s) 0 Q1=0. Que é a equação de uma parábola.19 Equação da curva da bomba As bombas centrifugas são geralmente da fórmula: H=A + B. Exemplo 7. Q2 A=30. Para este programa a vazão é espaçada de 0. obtemos a polinômio do segundo grau: H=A + B. shut-off. Em caso do funcionamento junto ao reservatório.Q +C . sempre começando com a vazão igual a zero e depois fornecer a altura manométrica. Tabela 7.32 . Nós iremos considerar para os cálculos o polinômio do segundo grau somente.00 H=30.03m3/s.06 Q3=0.12). H= altura manométrica da bomba em metros de coluna de água. Trata-se então de um booster. Q2 Sendo : H= altura manométrica total em metros. Existem programas de Hardy Cross que consideram o polinômio até o terceiro ou até o quarto grau.87 .87 B= (H3 – CQ32 – A)/ Q3 B= 15. Q= vazão em m3/s.03 m3/s em 0. conforme o espaçamento que será escolhido e no caso é 0.B.00 + 15.14 Assim como exemplo. 7. conforme Tabela (7.09 H (m) 30 H1=29 H2=26 H3=20 Sendo: Q= vazão da bomba em m3/s.1388.

9).40s Dica: o torque do motor tem que ser maior que o torque da bomba 7.15 Calcular o conjunto de um motor de 50HP com n=1750 rpm e momento de inércia de 0.20 Momento e torque Quando a opção é usar volantes de inércia é importante recordar alguns conceitos do que é conjugado de um motor. As duas curvas devem-se cruzar no ponto que corresponde à velocidade nominal conforme Macintyre. C=5250 x HP/n= 5250 x 50/ 1750=150 lbx ft n1=0 n2=1750 rpm t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) t= 10. O torque ou conjugado é o esforço aplicado a um objeto com que faz que o mesmo gire em torno de um eixo.8936 kgxm2 que multiplicando por 11. Vamos mostrar o que é momento de inércia e o que é torque ou conjugado.868 resulta em 0. 1968 temos: C= 5250 x HP/ n Sendo: HP= potência do motor em HP C= conjugado ou torque de aceleração do motor em lbxft2 n=rotações por minuto (rpm) t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) Sendo: t= tempo de aceleração em segundos WK2= momento de inércia do conjunto girante motor +bomba em lb x ft2 n2= rotação final em rpm n1= rotação inicial em rpm C=conjugado médio de aceleração lb x ft Exemplo 7. Deverá sempre ser verificado se o conjugado do motor é maior que o conjugado da bomba e do volante.61lb x ft2 calcular o tempo que o motor leva da rotação 0 até a rotação de 1750rpm. pois caso não seja suficiente a bomba não irá funcionar.868=10. Um motor deve ter o conjunto motor C maior que o conjugado resistente oferecido pela bomba e pelo volante de inércia.33 .61 x (1750 – 0)/ (308 x 150)= 0. para acelerá-lo até que atinja a velocidade normal ou de regime.8936 x 11. O conjugado resistente da bomba deve ter suas ordenadas inferiores as curvas do conjunto do motor elétrico. 1980 conforme Figura (7. Conforme Carvalho.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

28) mostra varias curvas características de uma bomba com diferentes velocidades de rotação em rpm. para uma pressão constante de 7. Podemos observar que o rendimento da bomba não varia com a velocidade da bomba. 2005 a Figura (7. 2005. 7.34 .21 Bombas de velocidade fixa Geralmente a bombas com que trabalhos em engenharia sanitária são bombas de velocidade fixa e onde a pressão de bombeamento é mantida aproximadamente constante.27 Conjugado do motor e conjugado da bomba Fonte: Macyntire. 7.22 Bombas de velocidade variável Mas existem bombas de velocidade variável cuja pressão é mantida constante.5 bar e uma variação de vazão entre 500 e 1000m3/h corresponde uma variação de rendimento Maximo compreendido entre 70% e 80%. por exemplo. são detectadas por um sensor que atua no variador de velocidade de forma a manter a pressão de bombeamento constante conforme Grundfos. independente do consumo da rede.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. As variações de pressão de descarga das bombas provocadas quer por alteração de pressão de aspiração. 7.23 Variação das curvas características Conforme a velocidade da bomba variam as características Q2/ Q1= N2/ N1 H2/H1 = (N2/N1)2 P2/P1= (N2/N1)3 Sendo: Q= vazão da bomba N= rotação da bomba P= potencia aplicada a bomba Conforme Grundfos. 7.1980 É aconselhável que o conjugado máximo deveria ser acima de 150% do conjugado de plena carga para levar em contas as flutuações de tensão e de freqüência da rede. quer por variação de consumo.

28. A idéia é muito antiga.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.24 Variadores de velocidade O bombeamento pode ser feito para um reservatório elevado ou num alto de um morro.Peerless Há anos o SAAE de Guarulhos começou a usar variadores de velocidade hidrocinético ao mesmo tempo que a Sabesp que executou o booster enterrado do Shangrilá na capital de São Paulo.35 . A manutenção dos variadores de velocidade era muito grande e estávamos a espera dos variadores de velocidade baseados na variação da freqüência. 2005 7. 7. Como manter constante a pressão era o problema até parecer no Brasil a Mark. Como fazer o bombeamento diretamente para rede e assim eliminaríamos uma torre de uns 15m de altura. o qual visitamos antes da nossa primeira experiência em Guarulhos. Eram dispositivos mecânicos envolvidos em óleo e fabricados no Brasil pela Mark-Peerless de Santo André Estado de São Paulo.Curvas características de uma bomba com velocidades diferentes Fonte: Grundfos. O problema era que a vazão variava bastante e olhando a curva da bomba. Daí a água é distribuída saindo de uma pressão constante variando o consumo durante o dia até os picos de vazão. quando aumenta a vazão diminuía a pressão.

31.36 .Variador de velocidade de 75HP da firma Mark-Peerless 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

dr. 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Vamos mostrar slides de palestra do prof. Milton Tomoyuki Tsutiya da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.37 .

38 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.39 .

40 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.41 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.42 .

43 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

44 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

45 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

ano 2007. Trecho 3 7. Itatiba.46 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Loteamento denominado Villa Trump. Estado de São Paulo.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.47 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.48 .

49 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.50 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.51 .

52 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

53 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

54 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

55 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Dispositivo antigolpe usado: acumulador de membrana Chegou-se com o acumulador de membrana as seguintes pressões: 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.56 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.57 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.58 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.59 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.60 .

ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. Portugal. Singapure. In Grundfos. McGrawHill. 859páginas. EDUARDO. Portugal.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. 2007. Manual de Hidráulica. NBR-12214/92. Manual de engenharia. -GRUNDFOS. Cetesb. PNB-591/91. Bombas. ISBN 025040119-3. Editora UMFG. 724páginas. 8 páginas -AZEVEDO NETO.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS.61 . RAUL PERAGALLO. 260 páginas. MILTON TOMOYUKI. ISBN 0-07033302-5. Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público. PNB-591/77. Pump Handbook. et al. 2004. EPUSP. -TORREIRA. Analysis of flow in pipe networks. ISBN 85-900126-1-1. 2005. São Paulo. 164páginas. 215paginas.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. -LUCARELLI. 64páginas. 437 páginas -CETESB. DRAUSIO L. Bombas e sistemas de recalque. -ABNT. Portugal. -MATOS. ROLAND W. -KARASSIK. -ABNT. Bombas industriais. et al. 669 páginas -BLACK. MCT-Produções gráficas. 335páginas. -NUNES. 641páginas. 2006. PERRY O. -JEPPSON. Livro Técnico: 1979 1ª ed. USA. 1996. IGOR J.Arbor Science Publishers. -TSUTIYA. -HELLER. válvulas e acessórios. Abastecimento de água para consumo humano. 1976. Interciência. Petrobras 1998. Grunfos Catálogo versão 2007. Bombas. Projeto de sistema de distribuição de água. 1986. 7. 2005. Projetos de adutoras para abastecimento público. São Paulo. Abastecimento de água. LEO et al. 1974. São Paulo. 1975. Sistemas de pressurização com velocidade fixa e velocidade variável.25 Bibliografia e livros consultados -ABNT. EDSON EZEQUIEL et al. ISBN 972-99554-0-9. 2a ed. 8ª edição. 2a ed. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público. -GRUNDFOS. MA.

Hvp NPSHr= Bomba Imbil 1750 rpm ID280 Linha BEW Modelo 80/7 rendimento da bomba =64.94 0.17 54803 76 98040 16500 114540 20272 75074 9.4 0.62 .Hs + hs . Afogada (positivo).Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Custos médios de energia elétrica em Guarulhos em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) R$ 0.87) 7. sucção (negativo) hs= perda de cargas na adução (m) NPSH disponível= Hpa . São Paulo Diâmetro da tubulação de recalque (m) Coeficiente de C de Hazen-Willians Comprimento do recalque (m) Vazão (m3/s) 50m3/h Área secção transversal (m2) Velocidade (m/s) Perda de carga unitária J (m/m) Coeficiente de perda de carga Ks total Perda de carga localizada estimada KsxV2/2g Perda de carga total (m) Altura geométrica (m) Altura manométrica recalque (m) Rendimento estimado da bomba = Potencia do motor em HP Potencia do motor em HP adotada Potencia em KW= HP x 0.1 EEAB3 Villa Trump.94 138 148.19/kwh Exemplo 7.15 100 1290 0.5 0.38 Perda distribuída HW J= (10.Hs + hs . juros e amortização R$ NPSH disponível= Hpa .4% 0.0 36.2 9.29 /kWh Média tensão (75kw a 5000 Kw) R$ 0.8 883 0.47 2.79 0.85)/ (C1.643 x Q 1.235 0.Hvp Hpa= pressão atmosférica= 9. Itatiba.64 47.9 50.736 Energia consumida por dia (KWH) Custo médio do kwh (R$) Custo médio anual de energia elétrica (R$) Custo unitário dos tubos R$/m Custo total dos tubos R$ Custo de 2 conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Custo total dos tubos + conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Amortização anual de capital a juros de 12% ao ano e em 10anos R$ Dispêndio anual com energia elétrica.01388 0.5m em São Paulo Hvp= pressão de vapor a 20graus= 0.85 x D 4.63 10.007997 20 0.235m Hs= altura da sucção do liquido (m).017672 0.

12 7.63 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Perda localizada hL hL= Ks x V2/2g Amortização de capital em 10anos a juros de 12% ao ano n n Amortização = Custo das obra x i . (1 + i ) / [ (1+i) -1] n=10anos I= 12%=0.

1 .Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 8.

01 l/s Precisão na perda de carga: 0.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 8. Os prédios do Parque Cecap não possuem reservatórios. Thomas M.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8. C=130) A= F/ [(b/a) x (Qe + F) – Qe] Sendo: b= (h2/h4) Z B= F/ (b (Qe +F) – a x Qe] a= (h1/h3) Z Para o caso das perdas serem muito pequenas: C= Ce x (h4/h2) Z 8. Queríamos o coeficiente C não de uma rede de uma rede malhada total que foi projetada para C=130.1 Introdução O objetivo desta apresentação para achar o coeficiente C numa rede de água é para incentivar as pesquisas.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Capitulo 8. Teoria Toda a teoria se baseia em publicação na página 38 do jornal da AWWA (American Water Works Association) de dezembro de 1985 num artigo publicado pelo grande calculista em hidráulica prof. por exemplo. sendo que 80% dos mesmos são revestidos com argamassa de cimento e areia.2 . Waslki e mais tarde publicado no livro de denominado Analysis of Water Distribution Systems publicado em 1992 Para o modelo matemático foi usado: Método de Hardy-Cross Fómula de Hazen-Willians C=130 Tubos de ferro fundido revestido com argamassa de cimento e areia Precisão na vazão: 0.2 Pesquisa sobre o coeficiente C de Hazen-Willians O objetivo foi achar o coeficiente C de Hazen-Willians numa rede malhada do Parque Cecap em Guarulhos instalada aproximadamente em 1970 com diâmetros variando de 100mm a 600mm e em tubos de ferro fundido. sendo o abastecimento direto. Q= A x Qe C= B x Ce Sendo: Qe= estimativa inicial estimada em litros por segundo A= fator de correção pelo uso da água B= fator de correção da estimativa de C Ce= coeficiente C inicial (no projeto inicial. 8. dr.05m Método Trata-se de comparar um hidrante aberto e fechado usando um modelo matemático e tomando-se dados em campo.

11/5. Com o hidrante aberto a pressão estabilizou-se em 25. caminhão tanque com 6.81/ano=36 130 – 36= 94 Conclusão: usar para projeto C=94 para 20 anos de previsão para tubos de ferro fundido. supomos no modelo de Hardy-Cross que o hidrante estava perdendo 21 L/s de água. A cota mínima do reservatório é de 764.40 – 761.000 litros de capacidade. O manômetro usado tinha variação de 0 a 100mca.000 litros foi de 4min e 42s. O hidrante era de 100mm com duas mangueiras de 2” ½ que foram instaladas nas bocas do hidrante de coluna da Bárbara.00 e a cota de fundo 759.11m (763. O tempo de enchimento do caminhão tanque de 6. isto é.5m. A medida de pressão sendo que a mesma variava de 28.39m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante fechado no modelo matemático) Os valores de h1 e h2 são: h1= 2.81/ano Em 20 anos teremos: 20anos x 1.40m – 758.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 8.11m real (763.40m.40m. Achamos então: h4= 3.3 .42= 101 (medido) Portanto. isto é.29) h2= 5.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Sendo: Z= 0. 130 – 101= 29 e como temos 16 anos de uso a partir de 1970 teremos: 29/ 16= 1.5mca. 282 segundos e vazão =6000 litros/ 182 s = 21.5 para tubo áspero e Z=0.29) real Usando a solução aproximada teremos: C= Ce x (h4/h2) Z C= 130 x (3.0m adotando-se 28. achamos o coeficiente C=101 para a rede malhada do Parque Cecap em 1986.11) 0.5m a 29. 8.11m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto no modelo matemático) h3= 2.00m A altura do reservatório semi-enterrado é de 5m e o reservatório tem capacidade máxima de 5 milhões de litros.2 Experiência No dia 10 de abril de 1986 as 9h 45min no Parque Cecap em Guarulhos junto do Parque Infantil foi feito teste com medição direta usando cronômetro. ou seja.64 para tubo liso F= vazão no hidrante durante a descarga (litros/segundo) h1= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (real) h2=perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante aberto (real) h3= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (modelo) h4= perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto (modelo) 8.5 =101. A cota do reservatório era de 763.28 L/s Os cálculos foram feitos em computador calculando-se: a) modelo das redes malhadas com cálculo de Hardy-Cross b) Suposto hidrante aberto no modelo com 21 L/s. m o nível em relação a cota de fundo era de de 4.

Departamento de Obras Novas.07 L/s Consumo médio mensal somente dos apartamentos é: (94342+94524)2= 94.433m3/mês Tabela 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Tabela 8.4 .5 x 30)= 190 litros/dia x hab Previsão futura da SABESP SAM-53 1980: 175 litros/dia x habitante Análise do sistema de distribuição de água potável do Parque Cecap DON.1-Parque Cecap.SAAE-Guarulhos 29/04/1991 Método de Newton-Raphson Fórmula de Hazen-Willians C=130 Número de nós= 18 Número de tramos=22 Nível médio do reservatório= Na =761.dados estatísticos Consumo dos prédios 4733 apartamentos Dezembro de 1985 94.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 8.50m 8.5 habitante/apartamento 30dias Q= 94433000 litros/ (4728 x 3.88 L/s Fevereiro de 1986 94.2-Prédios no Parque Cecap em 1986 Área do Parque Cecap verificada Situação existente Apartamentos 4728 Escola 2 Centro comunitário 1 Mercado 1 Ceagesp 1 Média mensal= 94433m3/ 4728 economias= 20m3/economia 3.342m3 36.22 L/s Janeiro de 1986 112.524m3 39.166m3 41.

3= 87.3 m2 Total= 61 m2+ 6 m2+ 20.74m3/apartamento Terceiro Andar 19.51 m3/habitante 210 litros/habitante Despesas com água e esgoto por apartamento= 80% Área do apartamento: 61 m2 Área comum do apartamento: 6 m2 Garagem: 20.3m2 São Paulo: 480 apartamento Paraná: 480 Rio Grande do Sul: 480 apartamentos Santa Catarina: 360 apartamentos Total= 1. isto é. Tabela 8. não existe reservatório domiciliar nos prédios Os prédios possuem 3 andares Conclusão: quanto maior a pressão nas torneiras.56m3/apartametno 8. O consumo do primeiro andar é 10% maior do que o do terceiro andar.880 apartamentos na parte velha Consumo por andar Local: condomínio Minas Gerais 480 apartamentos Abastecimento direto.97m3/apartamento Segundo andar 19.5 m3/apartamento 6.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 PESQUISAS NO PARQUE CECAP EM GUARULHSO 3.5 habitante/apartamento ( 03/01/1994) 22.Consumo por apartamento no Parque Cecap Pavimentos Consumo por apartamento Pavimento térreo: estacionamento de veículos Primeiro andar 21.3.5 .06 m3/apartamento Média geral do condomínio Minas Gerais 20.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 8. maior é o consumo.

6 .Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 8.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 8.

8.7 .Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 8. 26 de fevereiro de 1997.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Rehabilittion .

Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Hidrantes em prédios 9-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 9.

Arbitrando-se várias vazões teremos várias perdas de cargas e podemos desenhar a curva na Figura (9. Da mesma maneira que fizemos para a tubulação 1 fazermos para a tubulação 2 e tubulação 3. A soma das vazões Q1.2. As pressões P1. No ponto M as pressões de cada tubulação serão sempre a mesma Pm. Na Figura (9.2).Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 9. isto é. Z2 e Z3. teremos a perda de carga no trecho. P2 e P3 são fornecidas e uma é diferente da outra. Nekrasov. Q= Q1+ Q2 +Q3. 1965 Figura9.1.Hidrantes em prédios 9.¶ Livro de “Hidráulica “ do B. A vazão no ponto M será a soma das vazões nas três ramificações.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Capitulo 9. Editado em espanhol Editorial Paz Moscou¶ ¶ ¶ 9-2 .1) mostra três tubulações saindo de um ponto M.Esquema de pressão e vazão de tubulações ramifacadas Fonte: Nekrasov. Figura 9.1) com a vazão na abscissa e pressão H na ordenada.1965 Excluído: um livro russo editado em espanhol pela é a¶ O livro do Nekrasov é muito bom.1 Introdução O livro do russo Nekrasov denominado “Hidráulica “ para engenheiros e tecnólogos da indústria de aviação da antiga URSS e importante para cálculos hidráulicos complexos. Cada tubulação termina em um ponto e assim temos as cotas Z1. Q2 e Q3 será igual a vazão total Q e entrando-se com o valor de Q obtemos a soma das vazões conforme Figura (9. Arbitrando-se um diâmetro mínimo para a tubulação número 1 e usando a cota Z1.Esquema de tubulação ramificada partindo de um ponto Fonte: Nekrasov.

Tanaka Prédio de apartamento com 5 pavimentos com área total de 2500m2. Exemplo 9.3 Cálculo de hidrantes de Takudy Tanaka Takudy.1 Cálculo de hidrantes O calculo de hidrantes tem sido fonte de inúmeras dúvidas e devido a isto é que iremos recordar alguns conceitos.5=84.00m Diâmetro da mangueira= 38mm Comprimento da mangueira= 30.5 Q= 34.3) calcular o valor de p2=? sendo dado p1=6.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 9. Conforme equação do esguicho temos: Q= 0. elaborou um modelo bastante simples do cálculo de hidrantes de incêndio em um prédio.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Sendo: Z1. No esquema da Figura (9.Colocando-se num gráfico achamos a vazão correspondente a Pm.58 x H 0. 1986 no seu excelente livro de Instalações prediais e sanitárias que se acha esgotado. 2 e 3 Z1´.00m obtemos: Q= 34.2046 x d2 x H 0. Z2.70 litros/minuto= 1.5 Para diâmetro do esguicho d=13mm temos: Q= 0.2.2 e 3 Aplicando a equação de Bernouilli na seção M-M para as tubulaçes1.00m Diâmetro do esguicho d=13mm 9-3 . e 3 R1.41 L/s Desta maneira obtemos Pm. Com o valor de Pm achamos o valor correto de Q2 e de P2.5 Aplicando ao tramo 1 com H=6.1. Z3= as cotas em metro dos pontos 1. R2. Pressão mínima na boca do esguicho mais desfavorável = 6.2046 x 132 x H 0. Z3´ =as cotas piezométricas nos pontos 1. Risco Classe A. Q2. Q3= são as vazões nas tubulações 1. Z2´. Do tramo2 entramos com vários H e obtemos vários Q e por conseguinte vários Pms.00m. Σ h2 e Σ h3= são a somatória das perdas de cargas nas tubulações 1. 2 e 3 temos: Pm/γ= Z1 + p1/γ + Σ h1 Pm/γ= Z2 + p2/γ + Σ h2 Pm/γ= Z3 + p3/γ + Σ h3 Pm/γ= Z1´ + R1xQ1m Pm/γ= Z2´ + R2x Q2m Pm/γ= Z3´ + R3x Q3m Z1´= Z1 + p1/γ Z2´= Z2 + p2/γ Z3´= Z2 + p3/γ 9.2 e 3 Σ h1.58 x 6 0. 9. e R3= são as resistências de cada tubulação Q1.

5 Sendo: Q= vazão (litros/minuto) d=diâmetro do esguicho (mm) H=pressão (m) Para esguicho com d=13mm e pressão mínima de 6.Esquema de colocação de hidrantes em um prédio Fonte: Tanaka.2046 x d2 x H0.2046 x d2 x H0.5 Q= 0. 1986 Vazão: Q= 0. 9-4 .Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Figura 9.70 litros/minuto=1.00m temos: Q= 0.41 L/s Consideramos então que a vazão mais desfavorável seja Q1 e deveremos ter então Q2>Q1 e Q3>Q2.2046 x 132 x 60.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 9.5= 84.3.

85 =0. Através da coluna recalcamos o valor de PB e obtermos PB=10.Te 90 saída lateral 63mm 3.00m .0081m/m Comprimento real Lr=2.65 1.20m Perda de carga D2= 63mm Q2= 1.411.83= 0.01m PB= H2+ ΔH2t +ΔH2m= 8.12+ 1.5 H2= Q2 2/ (0.46 x Q 1.85= 1.38m Calculo da pressão PC Adotando Q3= 1.85= 0.011 x 15.0 litros/minuto Usando a fórmula da vazão do esguicho tiraremos o valor de H.m .90 L/s= 114 L/min Acharemos Pc= 13. Como vemos o cálculo é feito por tentativas.43m Total= Leq= 13.7951x1.42 L/s Para C=100 de Hazen-Willians e D=63mm temos: J=1493.83m ΔH2t= 0.65 L/s J2=1492.46 x Q 1.85=1493.46 x 0.46 x 0.12m PA= 6.7951x 1.40.70m Recalculo para achar o valor de PB. 9-5 .00m + 13.83m Comprimento total= 2.62m Cálculo de PB Adotando Q2= 1.72m que é um pouco maior que 10.85 J2=1492.000165 1. Vamos achar a pressão no ponto A que denominaremos de PA.0079m/m Q1= 1.83m ΔHA-H1= 0.85 = 0.redução 63x 38mm 0.011m/m Lt= L+ Leq= 2.7951 x Q1 1.2046 x d2 x H0.17+2. Q= 0.00+ 0.00m Comprimento equivalente: Leq -registro de ângulo 63mm 10.0079 x 15.20+0.01=10.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 9.8 3=15.50m Para tubo de ferro galvanizado de 63mm que é o mínimo admissível temos: D1= 63mm Achamos J1 tubo= 0.85= 2.00142 1.00+ 13.20462 x 132)= 8.65 L/s= 99.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 O cálculo é feito por tentativas. PA= H1 + ΔH A-H1 + ΔH1mangueira Para mangueira de 38mm e usando a fórmula de Hazen-Willians teremos: ΔH1mangueira= 0.83= 15.50= 7.38m e portanto consideramos a vazão arbitrada em B como certa.20462 x d2) H2= 99 2/ (0.17m Perda de carga na mangueira: ΔH2= 0.83= 0.

Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 9. Editora Paz. 1986. 1965 (?). Hidráulica.ISBN 85-216-0461-0. 279 páginas. 9-6 . Moscou. 208 páginas. B. Livro esgotado. Livro em espanhol.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 9. Editora Livros Técnicos e científicos.4 Bibliografia e livros consultados -NEKRASOV. -TANAKA. TAKUDY. Instalações prediais hidráulicas e sanitárias.

1. 10-1 .1).Problema dos três reservatórios Fonte: Streeter et al.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0.024. K/D= 0.1 Introdução Um dos problemas clássicos de todos os livros de hidráulica é o problema dos três reservatórios conforme Figura (10.2 Calculo do f usando o diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (10. os diâmetros e comprimentos achar as vazões nos três tramos. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D. 1982 10. Dados a posição de três reservatórios. por exemplo. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o numero de Reynolds.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 10. Geralmente em se tratando de adutoras se usa a formula de Darcy-Weisbach. Figura 10.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Capitulo 10-Problema dos três reservatórios 10.2) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da formula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o numero de Reynolds.

14 – 2 x log10 (0.1 Estimar o valor do coeficiente de atrito f para K/D=0.14 – 2x log10 (K/D + 9.0002)] 2 = 0. 1/ f 0.5 = 0 Então a equação de Colebrook-White fica: 1/ f 0.14 – 2 x log10 (K/D)] 2 Exemplo 10.5 = 1.3 Estimativa analítica do f Como geralmente o numero de Reynolds Re > 4000 para tubos comerciais podemos usar a equação de Colebrook-White.020 10-2 .14 – 2 x log10 (0. Para K/D=0.5) Sendo: f= coeficiente de atrito (adimensional) K= rugosidade da tubulação (mm ou m) D= diâmetro da tubulação (mm ou m) Re= numero de Reynolds (adimensional) Considerando que na prática o numero de Re é um valor muito alto.0002 f= 1/ [ 1. O valor de f explicito será: f= 1/ [ 1.14 – 2 x log10 (0.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 10.14 – 2x log10 (K/D ) Donde se vê que o valor de f dependerá somente da relação K/D.01.014 K/D=0.023 K/D=0. K/D=0.35/ Re x f 0.001)] 2 = 0.002 f= 1/ [ 1.002)] 2 = 0.2.5 = 1.35/ Re x f 0.0002.010 f= 1/ [ 1.Diagrama de Moody 10. donde podemos fazer uma aproximação: 9.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Figura 10.002 e K/D=0.

fixa-se novo valor para a cota piezométrica em J.(0. O problema é resolvido por tentativas.380m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 23-18=5= f2 x 3000 / 0.0= 7.024 Reservatório 3 Comprimento L3=1000m Diâmetro D3=0. Q2 e Q3 a partir deste valor c) Se a equação da continuidade for satisfeita.0= 14= f3 x 1000/ 0.6m e achamos novamente as vazões Q.020 Cota da junção J =Z=12m (suposto por nós) Lencastre. A idéia geral do problema é supor no ponto J uma certa pressão.0m f3=0.014 Reservatório 2 Comprimento L2=600m Diâmetro D2=0.45m K2/D2= 0.278m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 23.278m3/s e Q3=0. Dados Reservatório 1 Comprimento L1=3000m Diâmetro D1=1.81 V1=1. o problema está resolvido.60 x V32/ 2 x 9. de 11m e então teremos a cota piezométrica: Cota piezométrica no ponto J= cota de J + pressão estimada = 12. por exemplo. 1983 usa o seguinte método: a) Fixa-se a cota piezométrica no ponto J b) Calculas-e Q1. corrigindo o valor anterior a partir da observação da equação da continuidade. 1982 que consideramos o melhor modelo para resolver o problema.4 Problema dos três reservatórios O exemplo é de Streeter.0 = 23.002 Cota Z2= 18m f2=0.45 x V22/2 x 9.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 10. desprezamos o termo V2/2g e teremos somente a linha piezométrica.Q2 e Q3 10-3 . A equação básica é hf= f x L/D x V2/2g de Darcy-Weisbach Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30.60m K3/D3= 0.278+0.001 Cota Z3= 9.00 x V12/ 2 x 9. o que é usual em hidráulica.75m/s Q2=0.380m3/s e saem Q2=0.811)=0.0002 Cota Z1= 30m f1=0.81 V2=1.0 – 9.811m3/s A diferença 1.291m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J seja de 24.0 = f1 x 3000/ 1.75m/s Q1=1.0m Como a velocidade é baixa.811m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1.00m K1/D1= 0.87m/s Q3=0.0 – 23.0m + 11.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10.380m3/s. Se não for.81 V3=2. até se obter um valor que a satisfaça.

325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3.6 – 9.81 V2=2.320m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 24.0 – 24.00 x V12/ 2 x 9.81 V1=1.320+0. a equação de Swammee e Jain.5 Fórmula de Swammee e Jain O problema pode ser resolvido em microcomputador usando planilha Excel.205m3/s. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano.6= f3 x 1000/ 0. onde poderemos facilmente estimar o valor de f usando a vazão obtida em cada tentativa usando. 1.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30.6= f2 x 3000 / 0.856)=0.011m/s Q2=0.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 10. K= rugosidade uniforme equivalente em metros.534m/s Q1=1.6= 5.6-18=6. 10-4 . D + 5.60 x V32/ 2 x 9. por exemplo.74/ Re0. D= diâmetro em metros.45 x V22/2 x 9.81 V3=3.856m3/s A diferença 1.7 .0= 15.856m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1.205m3/s e saem Q2=0.4 = f1 x 3000/ 1.029m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J serja de 24.320m3/s e Q3=0.8m e achamos novamente as vazões Q1.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional).205m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 24.029m/s Q3=0.Q2 e Q3 10.(0.

Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 10. 585 páginas -LENCASTRE.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10. Mecânica dos fluidos. 654páginas. 10-5 . E.5 Bibliografia -STREETER. 1982. VICTOR L. BENJAMIN. Edição Luso-Brasileira. 7a edição.E WYLIE. 1983. Hidráulica Geral. ARMANDO. McGraw-Hill.

Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 11.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação linear 11-1 .

A programação linear para se obter o mínimo custo pode ser feita como Solver da planilha Excel. 2000.2 Programação linear A programação linear (PL) é um procedimento matemático para designar ou distribuir uma quantidade fixa de recursos para uma determinada finalidade.. 1. 1992. onde tratou da minimização de custo numa rede simples e salientando os problemas de uma rede malhada. Daí faziam o tradicional. Para achar este ponto admissível extremo foi criado um algoritmo chamado método Simplex conforme Scheid.. mas os custos também o são. Há tempos quando estava estudando programação linear perguntei a um proprietário de uma firma projetista porque não faziam o projeto com minimização de custos e ele me respondeu que geralmente os engenheiros das companhias estaduais não entendiam do assunto e não solicitavam. Existem rotinas do Método Simplex em Fortran e linguagem C feitas pela Universidade de Cambridge. Cheguei a ver o estudo do uso de algoritmos genéticos para dimensionamento de redes de água onde entra a minimização dos custos. 1992 que é atualmente o maior calculista do mundo em redes hidráulicas de água diz que os cálculos de minimização de custos de uma rede só podem ser feitos se a mesma for ramificada. 1984. Um importante teorema da programação linear estabelece que o mínimo (ou o máximo) ocorre num ponto admissível extremo. que não forme um sistema de malhas. pois o seu custo seria totalmente inviável. Um programa de programação linear consiste em minimizar (ou maximizar) uma função linear: Minimizar H= c1 x1 + c2 x2 + . Walski. de tal modo que alguma função ou objetivo seja otimizado conforme Shimizu. O método Simplex sistematiza o processo de obtenção dos vértices da região de restrição e procura a solução ótima conforme Shimizu.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Capítulo 11-Programação linear 11. mas certas características do método somente foram justificadas em 1982 no trabalho de Stephen Smale.. O prof David Stephenson professor de Johanesburg na África do Sul em 1981 publicou um livro Pipeline design for water engineers. conforme Cambridge. A programação é utilizada para otimizar (maximizar ou minimizar) 11-2 . Introdução Na resolução de um problema de redes de água é muito importante os cálculos hidráulicos. 1984. isto é. onde fizeram comparação de um projeto elaborado por um engenheiro experiente e foi concluído que o resultado era praticamente o mesmo.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 11. Informa ainda que hoje no mundo os engenheiros possuem bastante liberdade para dimensionar uma rede de distribuição de água potável e que não existe sistema que não tenha falhas. Geralmente os programas de cálculos de redes em espinha de peixe ou malhadas não são feitas com o chamado critério de mínimo custo atendendo as restrições hidráulicas. O método Simplex foi pela primeira vez publicado em 1948 por Dantzig.

3 Problema de Stephenson Temos um reservatório nível de água de 10m e uma rede tronco onde a 500m sai 26 L/s e a 900m da origem sai 14 L/s que deverá ter uma pressão mínima de 5.15 148 Perda de carga unitária A perda de carga unitária pela equação de Darcy-Weisbach é: Admitimos f=0.25 251 0.81 x 0. A melhor maneira de entender o assunto é mostrar num problema exposto por Stephenson.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.1.00m conforme Figura (11.02 x 0.02 teremos: Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0.1) A idéia da programação linear é usar diâmetros de 250mm e 200mm para os primeiros 500m e 200mm e 150mm para os últimos 400m.81 x 0.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Para a resolução do problema foi desenvolvido o Método Simplex e existe uma infinidade de softwares para o método de otimização de custo (maximização ou minimização).Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 11.14162)= 0.14162)= 0.002708 Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0. 1981.0142 x 8)/ (9.02 x 0.255 x 3.001012 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0. O objetivo é obter os comprimentos com o mínimo custo.205 x 3.15m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) 11-3 .0402 x 8)/ (9.20 181 0. Tabela 11. Primeiramente vamos supor que os custos das tubulações são os da Tabela (11.1).25m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.008263 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0.Custos das tubulações por metro linear Diâmetro Custo (m) (R$/m) 0.02 x 0.14162)= 0.205 x 3.0402 x 8)/ (9. 1.81 x 0.02 hf/ L = f x (L/D) x V2/2g Q=A x V V= Q/A A= PI x D2/4 V2= 16 Q2/(D4 x PI2) Substituindo em: hf/ L = f x V2/(2gD) hf/ L = f x (1/2gD) x16 Q2/(D4 x PI2) hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) Supondo que f=0.

004265X4 A função objetivo que queremos é aquela com mínimo custo: 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo (função objetivo que queremos minimizar) Temos portando 4 equações.014m3/s (m/m) 0.155 x 3.25 0.0010122X2 +0.02 x 0.002708 0.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 hf/L= (0.008262 Perda de carga para 0. X1 + X2+0X3+0X4= 500 0X1+0X2+X3 + X4=400 0.002707504X1+ 0.004265 Figura 11.20 0. 1981 Vamos supor que no primeiro trecho dos 500m tenhamos dois comprimentos X1 e X2 cuja soma é 500m.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 11.0 250mm X2= 500.0082621X2 + 0. X1 + X2= 500 No outro trecho de 400m temos: X3 + X4=400 As perdas de cargas serão: 10. 1.81 x 0.Esquema do abastecimento de água Fonte: Stephenson.43m 200mm 11-4 .040m3/s (m/m) 0.004265 Tabela 11.15 0. O resultado será: X1= 0.002707X1+ 0.001012X2 +0.004265X4 =5 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo A maneira mais prática de resolver é usando o Solver do Excel.00m 200mm X3=257.5= 5 = 0.14162)= 0.001012 0.0142 x 8)/ (9.0082626471X2 + 0.2 Perdas de cargas nas tubulações em m/m Diâmetro (m) Perda de carga para 0.

ponha a formula SOMARPRODUTO (B2:C2.3). Ponha na célula F5 na minimização do custo que queremos Abra o solver Através do mouse coloque as variáveis e as restrições etc Entre no solver opções e ponha não negativo e modelo linear Não esquecer de colocar no solver que queremos a minimização dos custos Ponha resolver no solver e ache a solução de x1. $B$6:$C$6) e copia em F2. Passos a serem dados no uso do Solver do Excel Primeiro temos que ver se temos a ferramenta Solver. x2.00 x1 C a2 1 0 0. Na célula F2.3.57m 150mm Tabela 11.43 x3 E a4 0 1 0.0010122 181 257. x3 e x3 11-5 .195.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 X4=142.Dados do problema no Excel A 1 2 3 4 5 Equação 1 Equação 2 Equação 3 Mínimo custo Solução B a1 1 0 0.09 G sinal = = = O mínimo custo é R$ 158.004265 148 142. F4 e F5.57 x4 F total 500 400 5 158195. Se não tiver vai ter que instalar o solver.002707504 251 0. F3. Procure em Ferramentas e depois em suplemento e torne ativo o solver do Excel.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 11.008262647 181 500.00 x2 D a3 0 1 0.09 conforme Tabela (11.

ISBN 0-444-41669-2. Portugal. Florida. 1991 ISBN 0-07-055221-5. THOMAS. 360 páginas. http://www.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 11.eng..Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 11. 275páginas. Analysis of water distribution systems.Tutorial sobre softwares. 2a ed. economia e administração . Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel. ERICO. Programação Linear. 1992. 2ª ed. -WALSKI. ISBN 0-89464-624-9 11-6 .5 Bibliografia -CAMBRIGE. 1981. -LISBOA. TAMIO. 2ª edição.br -NOGUERIA. Pesquisa Operacional em engenharia. Pesquisa Operacional. M. -STEPHENSON. Elsevier Scientific Publishing company. Numerical Recipes in Fortran. Pipeline design for water engineers. 1992. -SCHEID. FRDANCIS.ericolisboa. 1984. -SHIMIZU. FERNANDO. DAVID.Editora Guanabara dois. Análise numérica. McGraw-Hill. printede en the Netherlands. 963 páginas. Cambridge University.

90 4.98 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.23 R$ 251.02 R$ 100.41 R$ 218.65 59.83 R$ R$ R$ R$ R$ 9.66 82.08 23.01 R$ 456.76 10.09 R$ 197.59 42.42 R$ 128.74 MO (40%) R$ R$ R$ 1.12 R$ 179.80 R$ 290.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Apêndice A Custos de tubulações Custos de tubulação considerando a média de que em cada 1000m temos uma válvula e uma curva para os materiais.1.21 R$ 337.3 R$ R$ R$ 4.48 R$ 134.98 36.66 14.81 R$ 638.44 91.02 R$ 546.57 R$ 148.41 11-7 .73 78. A mão de obra é estimada em 40% do preço do material.70 Custo/metro Diâmetros 50mm 75mm 100mm PVC 6.69 Mat+MO R$ R$ R$ 6.88 R$ R$ R$ 34.77 R$ 250.42 R$ 105.57 35.22 62.Estimativa de preço de material e mão de obra para dezembro de 2007 sendo 1US$ =R$ 1.85 R$ 129.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 11.19 R$ 180.21 Ferro Fundido 80mm 100mm 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm 500mm 600mm 700mm R$ R$ 81.00 R$ 124.75 42.02 6.11 87.14 R$ 207.89 24.89 R$ 114.80 R$ 182.56 R$ 276.90 16. Tabela 11.43 88.65 71.69 R$ 471.12 R$ 351.34 51.06 16.43 PVC 12 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ R$ R$ R$ 24.43 R$ 764.

Na célula F2 colocar a fórmula: SOMARPRODUTO (B2:E2.00 x1 a2 1 0 0.57 x4 total 500 400 5 158195. Por o cursor na celula F5 onde está o mínimo custo que é a função objetivo 3) Clicar em ferramentas e clicar em solver 4. F$ e F5 Ficando assim: SOMARPRODUTO(B2:E2. mas tomar o cuidado para não chegar onde está o mínimo. Clicar em minimizar 5.004265 148 142.43 x3 a4 0 1 0. Clicar no meio onde estão os sinais e escolher o sinal de =.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B3:E3. Clicar em opções e clicar em: Presumir modelo linear Presumir não negativo Clicar em OK e volta ao programa principal do Solver 6.Uso do Solver em Excel Primeiramente fazer uma copia logo abaixo para segurança dos dados. Clicar em restrição e clicar em H2 a H4.002707504 251 0.00 x2 a3 0 1 0. Clicar em adicionar Clicar em referencia de células e clicar com o mouse em F2 até F4 onde estao as formulas.008262647 181 500.001012174 181 257.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B5:E5. 8) Clicar novamente no local das variáveis e colocar o destinoi B6:E6 sempre no local das variáveis. 1. Clicar OK e sair 7) Clicar na célula das variáveis e entrar o quadro das variáveis que vai de B2 a E5. Cuidado não errar.$B$6:$E$6) 2. $B$6: $E$6 Copiar para as células F3.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 11. 8) Clicar em resolver 9) Clicar em manter solução do solver.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação Linear. 10) O programa está resolvido e aparecerá na tela em solução o valor das variáveis x1 a x4 bem como o mínimo custo a1 1 0 0.09 sinal = = = b 500 400 5 restrição 1 Restrição 2 Restrição 3 Mínimo custo solução 11-8 .$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B4:E4.

1 Organização de sistemas de operação e manutenção. .

Engenheiro Plínio Tomaz 13 de dezembro de 2007 . Saliento a importância da manutenção preventiva.2 I Introdução Escanei as 14páginas de apostila feita de resumo de aulas na CETESB em 1976 com respeito a organização de sistemas de operação e manutenção.

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Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 13.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Algoritmo genético 13-1 .

ln (pi) Sendo: S= entropia pi= conceito de vazão associada a probabilidade ln= logaritmo neperiano Ainda não foi estabelecida uma relação entre a entropia e confiança. 2007. Quanto a confiança não existe na literatura uma definição exata do termo. 1992. É de conhecimento de todos que a otimização de uma rede de água é um sistema ramificado conforme Afshar.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Capítulo 13-Algoritmo genético 13. 13-2 . No caso de redes de água a tecnologia envolve a integração das varias maneiras de cálculo dando um solução ideal.1 Introdução As tecnologias recentes para dimensionamento de redes de água são: • Algoritmo genético • Programação Dinâmica • Decision Support System (DSS) • Teoria do Caos • Teoria Fuzzy • Redes Neurais • Teoria da Entropia • Teoria gráfica para a confiabilidade Todas elas possuem como objetivo a minimização dos custos e maximização da confiança. Apesar de varias tentativas feitos por autores diferentes. permanece ainda confuso o termo confiança no sistema de rede de água. Teoria Gráfica Para a confiabilidade do sistema de redes de água a teoria gráfica que pretendem um mínimo custo e máxima confiabilidade. Decision Support Systems (DSS) São pacotes de softwares com toda a tecnologia disponível para resolver um problema. que incluíram a probabilidade um um rompimento de tubulação quando fizeram o uso da otimização.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 13.1992. A primeira consideração explicita de probabilidade na confiança de uma rede de água foi definida por Kettler e Goulter segundo Afshar. 2007. Teoria da Entropia (Entropy) O objetivo é o mínimo custo das redes e a máxima confiabilidade da rede de água conforme a equação de Shannon conforme Gouter. Para a confiabilidade das redes são usados gráficos e a solução final vai depender muito da experiência e bom senso do engenheiro conforme Gouter. S= Σ pi .

Montei uma vez uma programação dinâmica para redes de esgotos e foram ótimos os resultados. Charles Darwin apresentou em 1858 sua teoria de evolução através de seleção natural. São métodos generalizados de busca e otimização que simulam os processos naturais de evolução. os Algoritmos Genéticos capazes de "evoluir" soluções de problemas do mundo real. entre os animais de uma mesma espécie. hoje considerado a Bíblia de Algoritmos Genéticos. Por outro lado. Holland foi gradualmente refinando suas idéias e em 1975 publicou o seu livro "Adaptation in Natural and Artificial Systems". Este princípio foi desenvolvido durante os anos 30 e 40. Desde então. são produzidos métodos de grande robustez e aplicabilidade. muitos biólogos começaram a desenvolver simulações computacionais de sistemas genéticos. Os algoritmos Genéticos formam a parte da área dos Sistemas Inspirados na Natureza. consegue primeiro sucesso em aplicação industrial de Algoritmos Genéticos. a moderna teoria da evolução combina a genética e as idéias de Darwin e Wallace sobre a seleção natural. Entretanto. Estes cromossomos representam indivíduos que são levados ao longo de várias gerações.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Programação Dinâmica (DP) A programação dinâmica é um programa montado para especialmente para cada caso sendo mais usado em redes de esgotos do que em redes de água. Estes algoritmos estão baseados nos processos genéticos dos organismos biológicos. por biólogos e matemáticos de importantes centros de pesquisa. O trabalho do naturalista Carolus Linnaeus levou a acreditar na existência de uma certa relação entre as espécies. estes algoritmos vêm sendo aplicados com sucesso nos mais diversos problemas de otimização e aprendizado de máquinas. Nos anos 50 e 60. A combinação entre os genes dos indivíduos que perduram na espécie. 13. Na natureza os indivíduos competem entre si por recursos como comida. podem produzir um 13-3 . codificando uma possível solução a um problema de "cromossomo" composto por cadeia de bits e caracteres. Thomas Robert Malthus propôs que fatores ambientais tais como doenças e carência de alimentos limitavam o crescimento de uma população. aqueles que não obtêm êxito tendem provavelmente a ter um número reduzido de descendentes. a desenvolver as primeiras pesquisas no tema. entretanto o trabalho que dá é tão grande que nunca mais usei.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 13. Emulando estes processos. Por volta de 1900. Adicionalmente. Século XX: após anos de observações e experimentos.2 Algoritmos genéticos O texto abaixo foi extraído da Universidade Federal do Rio de Janeiro No século XIX os naturalistas acreditam que cada espécie havia sido criada separadamente por um ser supremo ou através de geração espontânea. tendo portanto menor probabilidade de seus genes serem propagados ao longo de sucessivas gerações. aluno de Holland. Nos anos 80 David Goldberg. aplicando a idéia darwiniana de seleção. descritos pela primeira vez por Charles Darwin em seu livro "Origem das Espécies". De acordo com a aptidão e a combinação com outros operadores genéticos. na forma similar aos problemas naturais. Não é necessário um software especifico pois o programa deve ser montado para cada caso. simulando os processos naturais e aplicando-os à solução de problemas reais. criando o princípio básico de Genética Populacional: a variabilidade entre indivíduos em uma população de organismos que se reproduzem sexualmente é produzida pela mutação e pela recombinação genética. evoluindo de acordo com os princípios de seleção natural e sobrevivência dos mais aptos. água e refúgio. foi John Holland quem seriamente.

as técnicas de computação evolucionária operam sobre uma população de candidatos em paralelo. As técnicas de busca e otimização tradicionais iniciam-se com um único candidato que. em uma grande variedade de problemas. Se um Algoritmo Genético for desenvolvido corretamente. corresponde a um ponto no espaço de soluções do problema de otimização. 2. um grande número de indivíduos. Os Algoritmos Genéticos utilizam uma analogia direta deste fenômeno de evolução na natureza. Os processos que mais contribuem para a evolução são o crossover e a adaptação baseada na seleção/reprodução. pois não impõem muitas das limitações encontradas nos métodos de busca tradicionais. as Redes Neurais estão baseadas no comportamento dos neurônios do cérebro.duo representa uma possível solução para um problema dado. Assim. 4. e a função de avaliação (ou função e custo). AGs trabalham com uma população e não com um único ponto. AGs utilizam regras de transição probabilísticas e não determinísticas. Algoritmos Genéticos são muito eficientes para busca de soluções ótimas. entre eles: o espaço de busca onde são consideradas todas as possibilidades de solução de um determinado problema. O Algoritmo Genético pode convergir em uma busca de azar. Toda tarefa de busca e otimização possui vários componentes. A cada indivíduo se atribui uma pontuação de adaptação. Por exemplo. AGs utilizam informações de custo ou recompensa e não derivadas ou outro conhecimento auxiliar. elas podem fazer a busca em diferentes áreas do espaço de solução. O processo de solução adotado nos algoritmos genéticos consiste em gerar. de forma a promover uma varredura tão extensa quanto necessária do espaço de soluções.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 13.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 novo indivíduo muito melhor adaptado às características de seu meio ambiente. a população (conjunto de possíveis respostas) convergirá a uma solução ótima para o problema proposto. Podendo ser utilizadas em uma grande variedade de problemas de classificação. produzindo descendentes com características de ambas as partes. iterativamente. Por outro lado. Aos mais adapta dos é dada a oportunidade de reproduzir-se mediante cruzamentos com outros indivíduos da população. através de regras específicas. dependendo da resposta dada ao problema por este indivíduo. e cada um destes passos possui muitas variações possíveis. é manipulado utilizando algumas estáticas diretamente associadas ao problema a ser solucionado. uma maneira de avaliar os membros do espaço de busca. alocando um número de membros apropriado para a busca em várias regiões. seu grau de importância continua sendo assunto de debate. chamado de indivíduo no AG. ou aproximadamente ótimas. 3. porém sua utilização assegura que nenhum ponto do espaço de busca tem probabilidade zero de ser examinado. como reconhecimento de padrões no processo de imagens. pois AGs são uma classe de procedimentos com muito s passos separados. A mutação também tem um papel significativo. no entanto. Os AGs não são a única técnica baseada em uma analogia da natureza. Deve ser observado que cada cromossomo. principalmente em quatro aspectos: 1. Os pesquisadores referem-se a "algoritmos genéticos" ou a "um algoritmo genético" e não "ao algoritmo genético". 13-4 . população. AGs trabalham com uma codificação do conjunto de parâmetros e não com os próprios parâmetros. onde cada indiv&iacut e. Os Algoritmos Genéticos (AGs) diferem dos métodos tradicionais de busca e otimização.

Modern concepts of a water distribution system. Policies for improvement of networks with shortcomings. 431 páginas 13-5 . M. 431 páginas.ufrj. Fevereiro de 2007. H.edu/~scientia/v14n1%20pdf/afshar. Martinez. Martinez. In Water Supply Systems organizado por E.3 Bibliografia -AFSHAR. Cabrera e F. A GODFREY. -INTERNET-http://www. -GOULTER. Evaluation os selection algorithms for simultaneous layout and pipe size optmization of water distribution networks.br/~marcio/genetic. editado em outubro de 1992. editado em outubro de 1992.pdf Acessado em 24 de dezembro de 2007. IAN C. Sharif University of Techonology.gta. Optimal desing of water distribution networks.sharif.html -WALTERS. Cabrera e F. In Water Supply Systems organizado por E. http://mehr.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 13.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 13.

89 e a=1.2 Lagrange Após as demonstrações devidas. A equação do custo em R$/metro de material e mão de obra é: C= a D b C= 1.95 D 0.br 18/12/07 Capitulo 14.89 Onde b=0. ] ] Figura 14. Ver a altura do reservatório Ho=100m e a pressão mínima Hn=60m que se deseja no último nó ou em alguns nós.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. 1982 chegou as seguintes conclusões para tubos grandes e tubos pequenos.1 Introdução Uma maneira de se otimizar uma rede de água por gravidade e com tubos em série é usar o multiplicador de Lagrange.Otimização com multiplicador de Lagrange 14.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. 1982 e no Shimizu. por exemplo e a função de custo do tubo por metro linear. 1982 14. 1982 que vamos explicar juntamente com um exemplo da Figura (14.95 (não é utilizado) nos cálculos. Walski. que está explicado no livro de Waski.1. 14-1 . A regra final feita por Walski.com. 1984. Iremos mostrar somente a de tubos grandes que se aplica também em tubos pequenos.1): 1. O método é uma mistura da hidráulica com os custos.Primeiramente calcular a vazão em cada nó e escolher a fórmula que vai usar como Darcy-Weisbach.Esquema de rede de água por gravidade e em série Fonte: Walski.

81 )]= 1015 x 0.6552 x 1012 O valor de f é o coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach. O diâmetro é considerado em milímetros e a vazão em m3/s. K2= f x 8.br 18/12/07 2. os comprimentos e o coeficiente f de atrito achamos os valores de Fi. 8.5 2= 8.5m3/s L1=3000m Q2= 2.26265E+14 4.26 x1013=1.082626471 Mudanças de unidades: para ter D em milímetros multiplica por 1015 !/ (D/1000)5 = 1015/D K2= 1015 x [8/ (PI2 x 9. Achamos portanto para cada trecho as vazões Qi e como escolhemos a fórmula de resistência temos o valor de m que para Darcy-Weisbach temos: m=5.6552 x 1012) x 1000 x 2.89 obtido por análise de regressão linear teremos: m/(b_+ m)= 5/ (0./ (PI2 x g) 8.81)= 0.Q2/ (PI2 x D4) hf= f x (L/ D) x 16.26 x 1013 =0.02 x 8.46574E+17 F2= (1.6552 x 1012) x 2000 x 0. Cálculo dos valores Fi Como é dada as vazões.03283E+16 F3= (1.5m3/s L3= 2000m Fi= K2 x Li x Qi 2 F1= (1.89 +5) =0.89 e o custo C=aDb=C= 1.5m3/s L2=1000m Q3= 0.14162 x 9.95 x D0. 3.26 x 1013 Como temos os comprimentos de cada trecho Li e temos o coeficiente K2 para a fórmula.85 1/m =1/5= 0.5 2 = 5.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.6552 x 1012) x 3000 x 10. Fi= K2 x Li x Qi (m-3) m=5 Por exemplo.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. A perda de carga segundo DW é.082626471=8.Q2/ (PI2 x D4 2g) hf= f x (L) x 8./ (PI2 x g)= 8/(3.5 2= 1.Q2/ (PI2 x D5 g) hf= f x (L/ D5)x Q2 . para: Q1= 10. b=0.2 14-2 . Cálculo dos diâmetros das tubulações nos diversos trechos Primeiramente se calcula o valor D1 pela equação: Lembramos que sendo m=5.com. hf= f x L/ D x V2/2g Q=A x V Q2= A2 x V2 V2= Q2/ A2 = 16.

Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.9.12256E+17/ 40 ) 0. temos os diâmetros: D1= 1779mm D2= 1159mm D3=717mm Vamos adotar diâmetros comerciais D1=1800mm D2= 1200mm D3=700mm 1779 1159 717 Vamos calcular a pressão em 1. Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] m/ (b+m) Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] 0. H1= Ho – F1/ D15 H2= H1 – F2/ D25 H3= H2 – F3/ D35 H1= 100.03944E+16) / 12005)=66.85 = 717 Portanto.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.79533E+16 F3 x [(L3 x F1)/ (L1 xF3)] 0.85 Então teremos: F1 x [(L1 x F1)/ (L1 xF1)] 0.85 = 1159 D3= 1781 x (F3 x L1/F1xL3) 0.85 = 8.85 = 7.12256E+17 D1= (7.46574E+17 F2 x [(L2 x F1)/ (L1 xF2)] 0.com.2 = 1781 Depois de calcular o primeiro diâmetro D1 calculam-se os demais usando a equação: D2= 1781 x (F2 x L1/F1xL2) 0.(1.5007E+17/ 18005)=70. 2 e 3.(5.7m 14-3 .br 18/12/07 Ho=100m Hn= 60m (admitido) Ho-H= 100-60=40m Vamos calcular a somatória que está dentro dos colchetes.9m H1= 70.77286E+16 A soma de F1+F2+F3= 7.85 = 5.12256E+17/ 40 ) 1/m D1= (7.

br 18/12/07 H1= 66.Calculo da velocidade média Diâmetro adotado ( mm) 1800 1200 700 Pressão (m) 70.3) Tabela 14.Novo diâmetro adotado para D1 Diâmetro adotado (mm) 2000 1200 700 Pressão (m) 82.1416 1.9 66.9 Área (m2) 3.13 2.30 A NBR 12218/94 para projeto de redes de distribuição de água para abastecimento recomenda como velocidade máxima de 3.8 Área (m2) 2.3848 V (m/s) 4.9 78..34 2.8 73.1310 0.5m/s.21 1. Tabela 14.34m/s < 3.3155E+14)/ 7005)=61.3).3. Então alteramos o diâmetro D1 para 2000mm e teremos velocidade de 3.(8.3.21 1.1310 0.30 14-4 .8m OK Verificamos também a velocidade na tubulação e constatamos velocidade muita alta no tubo de 1800mm conforme Tabela (14.com.50m/s OK conforme Tabela (14.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.7 61.3848 V (m/s) 3.7.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.5447 1.

printede en the Netherlands. TAMIO. 963 páginas.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. -WALSKI. -STEPHENSON. Cambridge University.ericolisboa.. Programação Linear. 1992. http://www. FRDANCIS. Analysis of water distribution systems. FERNANDO. ISBN 0-89464-624-9 14-5 . 1991 ISBN 0-07-055221-5.Editora Guanabara dois. Análise numérica. 2a ed. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel. DAVID. -LISBOA. 1984. 2ª ed. Numerical Recipes in Fortran. McGraw-Hill. THOMAS.br 18/12/07 14. Florida. -SHIMIZU.Tutorial sobre softwares. Pesquisa Operacional em engenharia. Portugal. Pipeline design for water engineers. 2ª edição. economia e administração .eng. Elsevier Scientific Publishing company. -SCHEID. 1981.br -NOGUERIA.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. 360 páginas. Pesquisa Operacional.com. ERICO. ISBN 0-444-41669-2. M. 275páginas. 1992.3 Bibliografia e livros recomendados -CAMBRIGE.

1. Σ XY – ΣX . podemos estabelecer uma correlação entre eles através de uma equação de uma reta conforme Figura (15.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. Y = aX + b +ε Sendo: Y= variável dependente X= variável independente b= intercepto da linha.Equação de uma linha reta Fonte: Sincich. ΣX) b= (ΣY – a ΣX)/ n n= número de dados 15-1 .1 Introdução A análise de regressão linear é feita pelo método dos mínimos quadrados Dado uma série de n números.Análise de regressão linear 15. 1993 Que é obtida da seguinte maneira: a= ( n.br 18/12/07 Capitulo 15.com. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX . isto é.1).Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. o ponto na qual a linha reta corta o eixo y a= declividade da linha reta ε= erro randômico Figura 15.

10 SSE=Σ(Y-y)2 =1. 1993.90 – 20.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.3 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (35 – 2.3 X – 2.4 4.20)= 2.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.7 7 9.1-Dados X Idade 2 3 4 5 6 ΣX=20 Y Pico de freqüência 2 5 7 10 11 ΣY=35 X2 X. Verificar se há correlação do crescimento do pico do EEG com a idade. 163 – 20 . ΣX) n=5 a= ( 5.1). Tabela 15. 35) / ( 5 .10 SSE= 1. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .br 18/12/07 Exemplo 15.Cálculo de s Y real 20 15 25 22 30 ycalculado 2.2 Estimativa do desvio padrão s Vamos ver como se faz a estimativa do desvio padrão s.09 7.3 11.3. Trata-se de crianças de várias idades onde foi feito eletroencefalograma EEG em crianças normais conforme Tabela (15. Queremos achar uma equação de uma reta da forma Y= aX + b Tabela 15.Y 4 9 16 25 36 ΣX2=90 4 15 28 50 66 ΣXY=163 a= ( n. Σ XY – ΣX .89E-31 0.49 0.2 A equação da reta obtida é: Y= 2.2.10 15-2 .1 Vamos mostrar um problema de Sincich.2 15.20)/ 5 = -2.16 0.6 (Y-y)2 0.36 Σ 1.com.

211 mostra a faixa de variação dos valores.36 Σ 1.7 7 9. significando que 97.6 (Y-y)^2 0.352/5= 54 R2= 1.com.10 s2= SSE / (n-2) s2= 1. Tabela 15.10/ 54= 1-0. isto é.yc)2 = 1. que os valores estão normalmente dentro desta faixa.(Σy)2 /n = 299. 15-3 .89E31 0.10 SSyy= Σy2 .6055 O valor de s é o desvio padrão estimado O valor 2s=2 x 0. levando-se em conta as variáveis consideradas.02037= 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.1) ycalc 2.49 0.10/3=0.4 4.09 7.SSE/ SSyy R2= 1. mas como estamos usando dados reais isto nunca vai ser alcançado. isto para uma curva perfeita.96% da soma total dos quadrados dos desvios das 5 amostras podem ser explicados usando-se o modelo adotado.1.9796 Foi obtido um coeficiente de determinação R2 igual a 0.3 11.3666 s=0. pois sempre haverá variáveis que não foram consideradas e trariam um acréscimo no consumo.6055=1.10 y2 4 25 49 100 121 Σ 299 R2= 1. sendo que o ideal é quando R2 =1.9796.br 18/12/07 Isto significa que qualquer outra reta escolhida o valor dos mínimos quadrados será maior que 1. haverá sempre um resíduo.16 0.10 / (5-2)= 1. 15.SSE/ SSyy Sendo: R2= coeficiente de terminação SSE= Σ (Y. Portanto.3 Coeficiente de determinação R2 O coeficiente de determinação o 0 ≤ R2 ≤ 1.3-Dados para o coeficiente de determinação do Exemplo (15.3666 s2= 0.

com.br 18/12/07 Exemplo 15.19 180.4). Os valores a e b deverão ser obtidos por análise de regressão linear.57 148.69 471.2 Queremos uma equação do custo por metro de rede em reais C na forma: C= a D b.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.12 351. Os dados estão na Tabela (15. Tabela 15.77 250.4.81 638.42 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 b Como C= a D não é um equação linear podemos artificialmente linearilizá-la aplicando logaritmo para os dois lados da equação: C= a D b Log C= Log (a D b) = log (a) + b x log (D) Log C= b x log (D) + log (a) Que é uma equação linear da forma: Y= log C X= log (D) b= log (a) 15-4 .43 764. sendo D= diâmetro do tubo em mm.00 124.Custo por metro de material e mão de obra conforme o diâmetro do tubo de ferro fundido base dezembro de 2007 X Diâmetro (mm) Y Custo R$/metro 114.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.80 290.

89 15.+ βk são os coeficientes.60 2.43 764.19 5.19 180.18 2. ΣX) n=10 a= ( 10.06 2.40 2.. β2. 24.85 24.72 5.00 2..12 351.09 59.28 7.40 2.24.77 7.18)= 0. 59.93=a C= a D b C= a D 0.18)/ 10= 0.X2.57 148.89 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (24.18.18 Y Log(custo) 2.91 4.+ βk. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .20 59. ε é a componente incontrolável e randômica do erro do modelo adotado e β0.Y 3.35 – 0.41 X.14 6. 15-5 .19 4.75 6.35 ΣY=24..74 5..17 2.55 2.com.67 2.89 O valor de é obtido com o conceito de logaritmo: 100. β1.41 ΣX2=59. X2 + .71 ΣXY=59.26 2.72 8.29 e b=0.80 290. Σ XY – ΣX .18 ΣX=24...75 6. 24.22 7.81 638.71 – 24. O modelo estatístico de uma regressão linear múltipla é: Ycalc= β0 + β1.30 2.70 2.Xk + ε Onde Y é a variável dependente e X1.59.00 4.4 Análise de Regressão Múltipla Temos uma regressão linear múltipla quando admitimos que o valor da variável dependente é função linear de duas ou mais variáveis independentes.81 2.Cálculos X diâmetro 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 Y Custo R$ 114.78 2.10 2.Xk são as variáveis independentes.35) / ( 10 ...00 124.71 a= ( n..br 18/12/07 Tabela 15.29 Y= 0.63 7.90 2.42 X log (D) 1.48 2.X1 + β2.62 4.29 5.10 6.69 471.89 X + 0.77 250.35 X2 3.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.88 24.5.41– 24.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.29 Mas Log C= b x log (D) + log (a) Portanto log (a) =0.89.18 .79 8.46 2.29=1.

5) Verificar se a etapa 2 está satisfeita.. β2. βk.. Outro software é o SPSS versão 8 para estudantes para no máximo 50 variáveis e 1500 linhas de dados.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.. X2 pode representar X12 . Por exemplo.LIN . Meyer.com. Usando o Excel da Microsoft foi usada função estatística PROJ.X2. Economics.1995. Usamos a Planilha Excel da Microsoft com o livro do Lapponi. β1.. 1993.. Inc. X3 pode representar X1. Um outro é o Minitab versão 6. β0.Xk podem representar termos de alta ordem.1 feito por David D.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. 2) Assumir que os erros são randômicos. 6) Se decidimos que o modelo é útil e que segue as hipóteses admitidas use o modelo para estimar o valor Y. 15-6 . É o ASP fornecido pela firma americana DMC Software.br 18/12/07 Deve-se lembrar que os símbolos X1.5 Softwares de estatística para cálculo da análise de regressão linear múltipla Não serão mostradas todas as fórmulas usadas na Análise de Regressão Múltipla. bem como cálculo de matrizes no Excel. inclusive com o uso de logaritmos.X2 e assim por diante.. pois para isso existem numerosos softwares e livros de estatística. and the Social Sciences. 3) Estimar os coeficientes. Krueger e Ruth K. Por anamorfose os vários modelos estatísticos podem se transformar em lineares. a Análise de Regressão Múltipla deve seguir as seguintes etapas: 1) Hipótese de que o modelo é linear. 4) Verificar se o modelo é útil em prever Y. Segundo Sincich.. 15. Um deles é Statistical Package for Business..

76 10. Waslki é necessário possuirmos o custo do material em função do diâmetro em milímetros e portanto vamos apresentar preços atuais de dezembro de 2007 para tubos de PVC e ferro fundido.021.83 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 128.20 R$ 105.00 R$ 337.66 82.43 764.827.08 23.976.44 91.118.02 16.14 250mm R$ 179.227.016.48 R$ 134.br 18/12/07 15.6).736.74 MO (40%) R$ R$ R$ R$ PVC 12 1.22 62.73 78.69 9.56 R$ 276.3 R$ R$ R$ 4.com.42 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ 24.00 R$ 456.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.80 R$ 182.00 R$ 179.12 200mm R$ 129.43 10.7) Tabela 15.57 148.00 R$ 42.98 100mm R$ 88.059.218.59 42.34 51.205.80 290. Os tubos de ferro fundido variam de 80mm a 700mm que são usuais em aplicações de redes de distribuição conforme Tabela (15.09 R$ 197.57 35.02 600mm R$ 456.Preço médio por metro linear de tubo de ferro incluso um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007 Diâmetro Custo para 1000m ferro fundido (mm) + 1registro e +1curva R$ 81.41 R$ 218.Preço médio por metro linear de tubo de PVC um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007.140.30 R$ 88.06 16.21 400mm R$ 251.42 R$ 100.19 180.00 R$ 207.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. Tabela 15.205.41 Os tubos de plásticos variam de 50mm a 400mm conforme Tabela (15.006.00 124.00 R$ R$ R$ R$ 24.66 14.77 250.6 Custos dos tubos Na otimização de Lagrange feita por Thomas M.21 15-7 .00 R$ 62.7.85 150mm R$ 105.849.749.02 700mm R$ 546.00 R$ 129.11 87.758.43 80mm R$ 81.00 R$ 91.12 Custo/metro PVC 6. Diâmetros 50mm 75mm 100mm Custo R$ R$ R$ 4.43 34.00 R$ 546.65 59.23 300mm R$ 207.440.75 42.12 351.00 Mão obra 40% R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.00 R$ 197.98 36.90 4.69 471.81 638.89 114.65 71.6.90 16.88 Mat+MO R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 6.427.02 6.89 24.01 500mm R$ 337.00 R$ 251.

classe 20. corpo.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. porca da haste em latão fundido.00 peça peça peça peça Tubo em Ferro Fundido Dúctil.00 88.Especificação e custos dos materiais dezembro 2007 Válvula de gaveta. centrifugado. centrifugado. haste não ascendente com rosca trapezoidal em aço inox ASTM A 276 Gr. conforme NBR 7675 revisada em 2005.637.00 204. sendo uma na posição de acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica.8.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. anéis da cunha e corpo em bronze fundido ASTM B62. Série K-7. com ponta e bolsa de Junta Elástica Integrada.360.0 MPa.3 extrudado. DN-080 x 6. tampa e cunha em ferro fundido dúctil. O tubo deve apresentar duas faixas indeléveis em sua ponta para a marcação dos posicionamentos de montagem. conforme NBR 7675 revisada em 2005. pressão de trabalho de 1.0 m DN-700 x 7. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676.6 MPa.00 20. fabricado de acordo com a ABNT NBR 5647-1 e NBR 5647-2.0m de comprimento.00 128.410.0 m DN-250 x 6. NBR 6916 classe 42012. a identificação do fabricante. acionamento com cabeçote. extremidades com bolsas para junta elástica JE fornecido com anéis de borracha.0 m DN-100 x 6. DN-400 DN-500 DN-600 DN-700 R$ R$ R$ R$ 6. de forma indelével.0 m R$ R$ 81.00 metro metro metro metro metro metro metro metro Tubo em PVC 6. DN-050 DN-075 R$ R$ 4. O tubo deve apresentar em toda a sua extensão.com.br 18/12/07 Na Tabela (15.0 m R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 105. Tabela 15. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676.00 29. em barras de 6. com anel de borracha incorporado.0 m DN-400 x 6.0 m DN-200 x 6. junta copro/tampa em borracha natural ASTM D 2000. para aplicações sob pressão de serviço de 1.50 metro metro Tubo em Ferro Fundido Dúctil.370. Série K-9.8) estão as especificações dos materiais e o custo das peças. para redes de distribuição de água potável..00 510.00 243.00 324. gaxeta em amianto grafitado.84 metro metro 15-8 . DN-150 x 6. Padrão construtivo NBR 12430. série métrica oval.0 m DN-500 x 6.00 9.00 431.58 9.0 m DN-300 x 6.770.00 177.0 m DN-600 x 6.

Método de Hardy-Cross Capitulo 15. Os tubos devem ser fornecidos com duas marcas indeléveis em sua ponta para posicionamento de montagem. PN=1.00 metro metro metro metro metro 15-9 .90 41.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.30 88.br DN-100 18/12/07 R$ 16.10 60. fabricado de acordo com a NBR 7665/2007. DN-150 DN-200 DN-250 DN-300 DN-400 R$ R$ R$ R$ R$ 23.0 MPa.60 189. sendo uma no seu acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica.40 metro Tubo em PVC 12 com diâmetro externo equivalente ao de tubos de ferro fundido (DEFoFo).com. com Junta Elástica Integrada.

Navegar Editora. Pesquisa Operacional em engenharia. TAMIO. Florida. 1992.TOMAZ. Analysis of water distribution systems.SHIMIZU. 275páginas.com. 2000. TERRY. THOMAS. 5a ed. 1006 páginas.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.SINCICH. economia e administração . São Paulo.br 18/12/07 15.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. ISBN 0-89464-624-9 15-10 .7 Bibliografia . 250 páginas . Previsão de consumo de água.WALSKI.Editora Guanabara dois. 1984. 360 páginas. M. New York. . PLINIO. . Statistics by example. 1993.

K3= K1 x K2=50588 x 1.736= 73.1.Otimização de bomba devido a Walski 16.com. Para facilitar o entendimento vamos explicar com um exemplo adaptado de Walski para o Brasil e para as unidades do SI (Sistema Internacional) Exemplo 16. K3 .6 Kw) R$ 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.95 x D0. Walski. Vamos calcular o valor de Ei.02 coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach e= rendimento total motor+bomba=0.89 Sendo a=1. 1992 na otimização do cálculo do diâmetro de tubulação onde há bombeamentos é que os custos dependem basicamente de: • custo da energia elétrica • custo dos tubos.316x1013 =1. K2 e K3 nada tem a ver com os coeficientes semelhantes de variação de consumo. Ei= S .045m3/s S=20anos (vida útil do bombeamento) f=0. O custo das bombas e equipamentos elétricos em si mesmo não são tão significantes do que as mudanças dos diâmetros e a energia elétrica.70 Preço de energia elétrica para baixa tensão= R$ 0.19/kwh Índice base do custo do material e maio de obra=100 Índice atual de dezembro de 2007 supomos= 100 Custo em reais do tubo de ferro fundido para dezembro de 2007 C= 1.br 18/12/07 Capíulo 16.95 e b=0. P (r .Q ) m-2 / e Sendo: Ei=variável a ser obtida S=número de anos=20 K3=83598546893639800.89 D em milímetros C= custo em reais A= a x Índice base/ Índice atual= 1.6632 x 1012 para Darcy-Weisbach K1=860 x 100/ valor do dólar atual= 860 x 100/ 1.95 K2= f x 8.00 16-1 .7= 50588 para vazão de m3/s e preço em reais.195 x 100/100= 1.00 Nota: K1.29/KWh (1US$= R$ 1.7 dezembro 2007) Custos médios de energia elétrica em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) Até 100HP ( 100HP x 0.60 r=razão entre a média das vazões/ vazão de pico = 0. Dado um bombeamentos com as seguintes informações: Vazão Q= 0.29 /kwh Média tensão (75kw a 5000 Kw) (de 100HP até 6793 HP) R$ 0.Baseado em Thomas M.1 Introdução Uma das conclusões muito interessante de Walski.6632 x 1012 =83598546893639800. adaptado para o Brasil.

60 Ei= S . Sugerimos que tais cálculos sejam feitos com as devidas precauções.17 D= [(Ei .5 =0. P (r .00x0.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.b)] 1/(b+m) A=1.045 ) 3/ 0.Q ) m-2/ e Ei= 20x (83598546893639800.7000 x 5)/(1.7 Q=0.5 D= 0.045 0.com.0 x Q 0.045m3/s m=5 (para fómula de Darcy-Weisbach) e=0. Adoto D=250mm Portanto.29 (0.95 x 0.95 e b=0. Os custos das tubulações bem como da energia elétrica também foi transformado em dólares para coerência dos dados.89+5)= 0.br 18/12/07 P= R$ 0.212m que é um tubo D=250m 16-2 . o diâmetro da tubulação de recalque é 250mm.60 =25258475408262. Comentários: Primeiramente não devemos nos esquecer que Walski se baseou nas experiências americanas.5 Para K=1 valor usual temos: D= 1. A fórmula de Bresser D= K x Q 0. m)/(A.Método de Hardy-Cross Capitulo 16. Nota: caso houve houvesse outros trechos de tubulações o cálculo seria o mesmo.89)] 0.29/Kwh r=0.7x0.7000 O diâmetro D é calculado pela equação: 1/(b+m)= 1/(0.17 = 227mm.89 D= [(25258475408262. K3 .

ISBN 0-89464-624-9 16-3 . 275páginas. M.2 Bibliografia e livros recomendados -WALSKI.com. Analysis of water distribution systems. THOMAS.br 18/12/07 16.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol. 1992.Método de Hardy-Cross Capitulo 16. Flórida.

2). 15 e 20 são classes de pressão e JEI é junta elástica integrada. em regime variado conforme NB 591/91 referente a Projeto de adutora de água para abastecimento público. 2006 Para tubos de ferro fundido K-7 e K-9 temos a Tabela (17.0 Tubo PVC classe 12.Método de Hardy Cross Capitulo 17. acessórios e equipamentos previstos em toda a instalação em face dos planos de cargas piezométricas de regime permanente e estáticas. Por exemplo. 15 e 20 JE PBA 50 0.0 Fonte: Heller. et al.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. O tubo de PVC classe 12 é para o máximo de 60m de pressão. A pressão máxima de serviço PMS inclui os transientes hidráulicos. Tabela 17.2 Tubos comumente usados Ainda segundo a NB 591/91 as pressões máximas devidas ao golpe de aríete.1.1).Golpe de aríete em adutoras 17.Pressão máxima de serviço (PMS) para tubos de PVC Tubos DN PMS (MPa) (mm) min max Tubo PVC classe 12. No diagnóstico admite-se a adutora desprovida de dispositivos de proteção para as condições normais e excepcionais.br Plínio Tomaz Capítulo 17.0 Tubo de PVC JE DEFOFO 100 a 300 1. para tubos de PVC com ponta e bolsa e DEFOFO conforme Tabela (17. As classes 12.1 Introdução Golpe de aríete é o fenômeno de escoamento de um líquido em conduto forçado. Na etapa do dimensionamento do golpe de aríete devem ser estudados os diversos dispositivos de proteção e controle selecionando aqueles que garantam as condições extremas de pressão e pelo menor custo de implantação e operação do sistema. 17-1 . 15 e 20 JEI PBA 50 a 180 0.6 1. 2006 as características de alguns tubos. e o classe 15 para 75m e o classe 20 para 100m de pressão. Vamos recordar segundo Heller et al. A NB 591/91 diz que a analise do golpe de aríete deve ser efetuada em duas etapas: diagnóstico e dimensionamento. ocorrentes em qualquer secção da adutora devem ser iguais ou inferiores às pressões admissíveis adotadas para as tubulações. 17.6 1.0 Tubo de PVC JEI DEFOFO 100 a 500 1. conexões. Quando são atendida as pressões máximas toleráveis da tubulação é dispensável o dimensionamento do golpe de aríete e instalação de dispositivos de proteção.com.

0 Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta travada interna 150 a 300 1.6 5 PEAD ISSO CD PE 63 6. 2006 Ainda segundo Heller et al. 2006 para tubos de PEAD (polietileno de alta densidade) e tubos de PP (polipropileno) temos a Tabela (17. válvulas.9 3.075 PE 80 8 1.2 a 3.5 vez a pressão de trabalho.PEAD e PP com suas normas e MRS Tensão no projeto Fator de de 50anos a 20ºC Material Norma Classificação MRS segurança (MPa) (MPa) PEAD DIN 8. Para tubos RPVC (PVC reforçado com fibra de vidro) com junta elástica a pressão de serviço está entre 0.3 1.3 4.427 PEAD ISSO CD P3 100 10 1. et al. equipamentos e acessórios.br Plínio Tomaz Tabela 17. Saliente a norma da ABNT que em condições excepcionais.4 Tubo de ferro fundido K-9 junta Pamlock 1400 a 1800 1.0 Fonte: Heller.3MPa mas com o fator de segurança igual a 1. a pressão admissível é de 1.3 1.5 1.9 3. a pressão admissível é definida pela classe de pressão de trabalho das tubulações.1 7. 2006.077 Homopolímero 10 2 5 PP DIN 8.25 6.2.2 MPa conforme Heller et al.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 4 2 4. Assim para um tubo de PEAD PE 63 o MRS=6.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.25 5 4.9 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta elástica 80 a 2000 3.427 PP DIN 8.3.7 Tubo de ferro fundido K-9c/ junta travada interna 80 a 300 1.Tubos de ferro fundido K-7 e K-9 e faixa de pressões máxima de serviço PMS PMS (MPa) 1MPa=100mca Tubos DN (mm) min máx Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta elástica 150 a 1200 2.25 8 4. Tabela 17.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 1.com. et al.25 5 PEAD DIN8.077 Copolímero 8. 2006 Recordemos a NB 591/91 que diz que em condições normais de operação.3).7 4.7 5 Fonte: Heller.2 1. Para 50anos de vida útil a temperatura de 20ºC MRS é minimum required strenght requerida.Método de Hardy Cross Capitulo 17.075 PE 63 6.0 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta travada externa 300 a 1200 1. 17-2 .5 6.25 teremos 5MPa.

Streeter em dois dos seus livros: Mecânica dos Fluidos e Fluid Transients. Vamos tratar neste capítulo de golpe de aríete em um tubo singelo alimentado por um reservatório. Se o fechamento ou abertura da válvula for rápido haverá problemas de transientes hidráulicos podendo ser danificada a tubulação. Figura 17.com.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.1) temos um esquema de um reservatório que alimenta uma tubulação e no final há uma válvula.Golpe de aríete em adutora por gravidade com fechamento brusco da válvula no fim da adutora. 17-3 .Método de Hardy Cross Capitulo 17.3 Golpe de aríete em adutora Na Figura (17.br Plínio Tomaz 17. esclarecendo que estamos nos baseando nos métodos apresentados por Victor L.1.

5 Estimativa dos transientes hidráulicos em adutoras sem atrito Uma maneira prática de se estimar os transientes hidráulicos numa adutora singela conforme Figura (17.Método de Hardy Cross Capitulo 17.1 Assim uma rede com L=4800m e celeridade a=1200m/s teremos: 2 x L/a= 2 x 4800/ 1200= 8 s Se o fechamento for menor que 8s teremos fechamento rápido e caso seja maior que 8s o fechamento será lento. 1989 ficando assim: ΔH= a ΔV/ g ( 1+Vo/a) Mas como sempre o valor a é bem maior que o valor de Vo. chega a atingir valores 100 vezes maior então podemos considerar Vo/a =0 e ficará: ΔH= a ΔV/ g (equação de Allievi) Figura 17. isto é. é supor que o líquido é incompressível e não haja dilatação do tubo com as pressões e que sejam ignoradas as perdas de cargas distribuídas ao longo da linha. 17.br Plínio Tomaz 17. 1989 17-4 .com.2).4 Fechamento e abertura de válvulas O fechamento de uma válvula em uma tubulação singela de comprimento L e celeridade de propagação das ondas “a” pode ser: • Lento • Rápido O fechamento é lento quando o tempo “tc” que levamos para fechar uma válvula é maior que 2 L/a e o fechamento é rápido quando o tempo é menor que 2L/a: Resumidamente fica: Fechamento lento: tc > 2 x L/ a Fechamento rápido tc < 2xL/a Exemplo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.2 Fechamento de válvula no final da rede Fonte: Tullis. Consideramos um tubo horizontal onde um fechamento instantâneo da válvula no final da rede provoca uma redução de velocidade ΔV e teremos um acréscimo de pressão ΔH conforme Tullis.

1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2.86 x 8 ) /( 9.81x 30)= 28m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 28m teremos 128m para fechamento lento com tc=30s e não estamos em levando em conta as perdas de cargas.1416x 22/4= 3. L=4800m a= 1200m/s Q=2. 1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2.71/ 3. ΔH= a ΔV/ g ΔH= 900 x (2.86 / 9. 17-5 . quando o tempo de fechamento tc for maior que 2L/a. Se a válvula for parcialmente fechada atingindo a velocidade de 1. sendo a celeridade a=900m/s.2 Um reservatório alimenta uma adutora de aço com velocidade Vo=2m/s.1416x 22/4= 3.4 Seja uma adutora singela com D=2.Método de Hardy Cross Capitulo 17.5m/s com será a sobrepressão. Nota: o cálculo exato usando o método das características levaria pressão máxima de 147. isto é.71m3/s.0m.1416=0.0m.3 Seja uma adutora singela com D=2.86m/s Hmax= a ΔV/ g Hmax= 1200 x 0.com. A= PI x D2/4= 3.81= 45.2m teremos 205.5)/ 9.2m pois não estamos considerando a perdas de cargas.2m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 105.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.9m Exemplo 17.6 Equação de Michauld A equação de Michauld só pode ser aplicada se a manobra for lenta. Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Sendo: Hmax= sobrepressão (m) a= celeridade da onda (m/s) Vo= velocidade da água na tubulação (m/s) μ= 2 x L/ a g= aceleração da gravidade= 9.1416=0. L=4800m a= 1200m/s Q=2. A= PI x D2/4= 3. 17.br Plínio Tomaz Exemplo 17.31m com válvula borboleta.0-1.71m3/s.71/ 3.86m/s μ= 2 x L/ a= 2 x 4800/1200= 8s Supomos tc= 30s Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Hmax= (1200 x 0.81=105.81m/s2 tc= tempo de fechamento da válvula (s) Exemplo 17.

g. esfera.Método de Hardy Cross Capitulo 17.br Plínio Tomaz 17. Conforme Pires et al. válvulas tipo esfera ou borboleta produzem uma variação mais gradual da vazão durante o curso de fechamento. As válvulas do tipo gaveta produzem uma variação grande na vazão somente nos últimos instantes do fechamento conforme Pires et al.Ho)0.Fechamento de varias válvulas como gaveta.7).com. Fonte: http://www. Por outro lado.pdf Figura 17.4.br/Trabalhos/13005. determina o modo como a vazão varia com a fração da abertura. Figura 17.3.Abertura de válvula (b) e fechamento de válvula (c) Fonte: Acunha. 2005 Para as condições iniciais: Qo= (Cd x Ag)o (2. globo.2005 a curva de fechamento da válvula. a forma como o coeficiente de descarga varia com a abertura . borboleta e outras conforme Figura (17. isto é. esfera e borboleta para tempo de fechamento de 60s.com.5 Para qualquer condição: 17-6 .7 Curvas das válvulas Existem vários tipos de válvulas: gaveta. globo.3) a (17.simdut. O fechamento das válvulas pode ser manual ou mecânico.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.2005.

pdf 17-7 . É o inicio do fechamento da válvula. Não iremos fazer o calculo.Gráfico de τ (Tau) para diversas válvulas: gaveta.br Plínio Tomaz Q= (Cd x Ag) (2.Método de Hardy Cross Capitulo 17. Fonte: Acunha.Válvula borboleta.com. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento Figura 17. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. Figura 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. 2005.5. borboleta Fonte: http://www.5 τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos. pois usaremos somente a relação τ.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%2 0Design%20Handbook).6.rh.H)0.g.

borboleta Fonte: http://www.7.Gráfico da relação de áreas de diversas válvulas: gaveta.rh.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20H andbook).br Plínio Tomaz Figura 17.Método de Hardy Cross Capitulo 17.pdf 17-8 .Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.

5) de Acunha.8. 1989. Nota: quando a válvula está aberta passa a vazão Qo e temos a pressão Ho na válvula. 2005 temos os valores de τ em função de t/tc e colocamos na Tabela (17.5 Da Figura (17. 17-9 . O valor de (CdxAg)o inicial pode ser calculado pela vazão Qo e a pressão no fim da linha Ho.com. Fonte: Tullis. Exemplo 17.Varias válvulas de controle.4).Método de Hardy Cross Capitulo 17.br Plínio Tomaz Figura 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.

5 (CdxAg)o= 2.6 11.0494 0.0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ 0.71 (2 x 9.0 30.061764 podemos calcular os outros valores.8 0.0062 0.81 x 98) 0.5. τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ Tabela 17. Streeter chama os valores de CVA que são no total 11 e no exemplo temos: Nota importante: considerando o espaçamento de 5s tiramos da Tabela (17.0000 0.32 0.0 0.10 0.0000 0.47 0. pois.0000 0.4 6.0370 0.0 3.0555 0.4 14.15 0.4) e fazemos a Tabela (17.4 9.7 0.0000 17-10 .9 0.6 0.00 0.0100 0.1 18.00 Obtemos assim os valores de (CdxAg) que podem ser colocados no programa em Fortran do Streeter para abertura ou fechamento de válvula no fim da linha.38 0.5 0.0309 0.23 0.com.18 0.0123 0.0618 0.Tempo de 5 em 5s que será usado. Precisamos de 10 CVA.0618 0.Valores de Cd x Ag em função do tempo de fechamento de 30s para um válvula borboleta τ 1.5 5.60 1.0450 0.81m/s2 e Ho=98m teremos: (CdxAg)o= Qo / (2 x g x Ho) 0. Tempo de fechamento tc=30s 0 5 10 15 20 25 30 35 40 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ CVA 0.5) Tabela 17.2 0.0062 0.0247 0.1 0.71m3/s g=9.0432 0.5 =0.0200 0.5 Assim se Qo=2.0 4.0 t/tc Tempo de fechamento tc=30s 0.9 8.0000 0.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.Método de Hardy Cross Capitulo 17.3 0.4 0.4.br Plínio Tomaz (CdxAg)o= Qo/ (2 x g x Ho) 0.0185 0.0618 Supondo tempo de fechamento da válvula em 30s e como calculamos (CV)o =0.28 0.

0000 0.N REAL F.0062. $ CVA(5)/0.0*G*D*AR*AR)+1. Usando o programa em Fortran abaixo: C C C C C C C C PROGRAMA BASICO DE GOLPE DE ARIETE COM RESERVATORIO A MONTANTE E FECHAMENTO DE VALVULA A JUSANTE.000 0.81m/s2 A adutora está dividida em N=4 trechos.31m. H(6).Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. 0. 0. A pressão na válvula que está aberta é de 98m. HRES/100.0/.020. CVA=PRODUTO DO COEFICIENTE DE DESCARGA DA VALVULA ABERTA COM VALORES DADOS NO INTERVALO DCV FORTRAN 77 GNU2005 www.Método de Hardy Cross Capitulo 17.01.0/.0*G) R=(HRES-HO)/(QO**2*N) DO 11 I=1.022/.000.DCV /5.81/. O intervalo entre os dados de fechamento da válvula é de 5s. 0. DADOS VALOR DE F.com PLINIO TOMAZ 22 DE dezembro DE 2007 Compila assim: g77 streeter2. CVA(11) INTEGER I.NS Q(I)=QO 11 H(I)=HRES-(I-1)*R*QO**2 17-11 . $ CVA(8)/0. O coeficiente f de Darcy-Weisbach f=0. TMAX/40/ DATA CVA(1)/0.DCV. 0000 0. HP(6).00/. CVA= 0. A=VELOCIDADE DA ONDA. N/4/.XL.exe FONTE STREETER MECANICA DOS FLUIDOS DIMENSION Q(6). $ CVA(9)/0. 0.00m de diâmetro e comprimento de 4800m.000.0618/.TMAX.045/.T DATA F/0.0/.000.CVA(3)/0.CVA(2)/0.02/.045. 0. 0. QP(6). XL/4800. O tempo de fechamento trc=30s (não entra nos cálculos. Entrando no programa em Fortran do Streeter achamos que a pressão máxima será 147.com. O tempo de processamento é de 40s A aceleração da gravidade g=9. 0. Usando o programa em Fortran do Streeter achamos a máxima pressão de 147.01/.G.A.JPR /1/ .JPR.kkourakis.1 Dado uma adutora por gravidade com reservatório a Hres=100m de altura e tubulação com D=2.HRES.0618.0*G*CV*CV))) HO=(QO/CV)**2/(2.0/ .br Plínio Tomaz 45 50 0.0062/.0/. $ G/9.7854*D*D B=A/(G*AR) NS=N+1 DT=XL/(A*N) CV=CVA(1) HP(1)=HRES J=0 T=0.00/ 10 AR=0.0000 Exemplo 17. Trata-se de válvula borboleta com CVA Nota: CVA são 11 dados. A/1200.022.tripod. J. FORMULA DE DARCY WEISBACH.0 QO=SQRT(HRES/(F*XL/(2.CVA(7) /0.0/(2. Queremos saber como se dá o fechamento da válvula em 30s. $ CVA(4)/0.CVA(11)/0.0000/.0/.f -o streeter2.CVA(6) /0.31m.0/. D/2. pois faz parte dos CVA).CVA.0/.CVA(10) /0.00.D.

05172 H=0 100.66 1.00 107.NS H(I)=HP(I) 16 Q(I)=QP(I) IF (J/JPR*JPR .01 Q= 1. 1 0 O O O O O O O O O O O PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO TEMPO CV X/L 0.71 2.39 130.70 9.48 126.73 110.0 0.58 144.50 0.61 115.71 2.96 1.24 119.63 Q= 1.71 2.CV.000 0. (H(I).29 2.31 2. TMAX) GO TO 99 K=T/DCV +1 CV=CVA(K)+(T-(K-1)*DCV)*(CVA(K+1)-CVA(K))/DCV C CONDICOES DE CONTORNO A JUSANTE CP=H(N)+Q(N)*(B-R*ABS(Q(N))) QP(NS)=-G*B*CV*CV+SQRT((G*B*CV*CV)**2+2.38 2.34 122.71 2.41 2.50 Q= 2.000 0.18 7.40 5.26 106.2/19X. J) GO TO 13 GOTO 14 99 STOP END Achamos os seguintes resultados.FMT=2) 1 FORMAT ("1 PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO") 2 FORMAT ("0 TEMPO CV X/L 0.FMT=3) T.29 118.F7.59 1.71 2.FMT=1) WRITE(6.61 2.29 Q= 2.51 109.5.17 126.00 99.29 6.71 1.71 101.11 2.1X.00 103.51 2.00 108.61 3.04836 H=0 100.F7.71 2.79 142.04500 H=0 100.00 2.39 10.000 0.NS).61 2.0*G*CV*CV*CP) HP(NS)=CP-B*QP(NS) C CONDICOES DE CONTORNO A MONTANTE QP(1)=Q(2)+(HRES-H(2)-R*Q(2)*ABS(Q(2)))/B C PONTOS NO INTERIOR DO 15 I=2.50 Q= 2.32 2.22 1.71 2.N CP=H(I-1)+Q(I-1)*(B-R*ABS(Q(I-1))) CM=H(I+1)-Q(I+1)*(B-R*ABS(Q(I+1))) HP(I)=0.78 106.04000 H=0 100.49 119.99 8.04 116.25 0.33 147.89 114.31m.00 98.24 1.40 Q= 2.00 98.81 Q= 2.80 1.com.000 0.26 Q= 2.02500 H=0 100.50 102.br Plínio Tomaz WRITE(6.85 1."Q=".08 1.3.5F8.00 102.81 2.Método de Hardy Cross Capitulo 17.71 2.00 99.5H H=0.44 Q= 2.71 2.000 0.02000 H=0 100.2) 14 T=T+DT J=J+1 IF (T .93 137.99 2.0") 13 WRITE(6.60 Q= 2.GT.5*(CP+CM) 15 QP(I)=(HP(I)-CM)/B DO 16 I=1.(Q(I).10 2.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. I=1.EQ.10 126.25 0.03000 H=0 100.0 0.50 99.51 2.88 1.00 99.99 135.5F8.52 2.00 99.61 105.00 108.71 2.99 133.000 0.000 0.0 98.000 0.00 107.89 1.50 1.80 2.99 2.NS) 3 FORMAT("O".00 111.05844 H=0 100.19 1.50 0.00 114.50 99.40 114.000 0.50 99.51 4.71 2. I=1.03500 H=0 100.75 0. mostrando que a pressão é 147.05508 H=0 100.75 $ 1.31 17-12 .19 110.000 0.71 2.000 0.06180 H=0 100.71 2.

14 95.00 78.12 0.35 80.23 77.69 100.73 102.42 0.48 0.54 -0.03 125.01200 O 15.00 -0.35 111.000 0.73 97.70 0.00 0.26 0.00496 O 22.29 100.07 85.55 100.58 111.35 0.10 85.00848 O 18.57 93.00 0.31 0.57 120.00 -0.51 0.00 0.000 0.01400 O 14.36 82.17 100.000 0.91 -0.95 0.28 90.00 -0.51 -0.16 100.20 102.80 0.18 82.27 124.89 114.27 75.67 94.12 95.39 0.82 -0.11 111.28 109.14 0.09 -0.00000 O 26.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.54 112.000 0.27 0.00000 O 30.09 -0.00 71.28 115.19 110.00 106.54 0.64 0.01 0.13 90.25 84.00 17-13 .68 0.31 82.34 86.35 0.45 82.99 0.01000 O 16.46 101.30 0.89 0.69 100.00 123.78 0.18 128.br Plínio Tomaz O 11.45 117.65 0.11 90.67 0.00 70.46 0.60 -0.67 0.16 100.30 0.57 0.03 122.00000 O 33.03 74.58 106.05 100.67 105.39 93.42 92.08 143.41 -0.05 0.000 0.42 -0.04 -0.57 -0.88 0.000 0.50 -0.83 0.44 0.00 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.14 85.000 0.52 98.000 0.00248 O 24.60 116.46 1.000 0.33 0.00 -0.49 96.000 0.98 -0.36 0.51 0.49 100.48 0.36 119.09 86.68 -0.000 0.76 100.com.55 100.84 0.28 0.06 121.000 0.77 0.84 135.37 0.65 -0.00 91.70 0.31 92.09 100.23 0.01600 O 13.30 -0.14 100.72 126.58 88.54 0.00 -0.16 97.19 81.000 0.00000 O 29.54 0.23 122.000 0.59 0.48 102.06 121.96 -0.21 0.74 128.23 -0.00 0.000 0.34 0.000 0.00000 O 32.79 0.00 -0.36 113.48 -0.28 82.34 0.00 126.00696 O 20.00 0.000 0.60 100.00 0.00 0.20 100.00 0.000 0.19 0.94 0.00 -0.98 -0.27 84.33 98.01 98.18 0.09 128.17 100.000 0.000 0.40 100.00000 O 34.89 0.90 0.00 -0.78 0.49 103.42 -0.00 -0.96 140.00 -0.13 139.000 0.64 0.00000 O 27.07 91.27 -0.40 100.55 91.55 108.30 89.00 0.17 106.76 100.39 0.30 0.33 0.00 0.61 0.00 0.28 81.33 0.000 0.60 100.91 127.64 1.00 -0.00 115.00 -0.38 87.00620 O 21.19 97.76 1.10 -0.03 77.30 91.87 135.14 114.83 0.23 0.54 100.45 0.000 0.17 83.55 96.00 76.00000 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= 1.22 1.09 71.01800 O 12.76 0.85 0.22 100.00 0.37 107.000 0.00 84.23 100.20 90.000 0.00 0.000 0.21 -0.00000 O 35.22 103.00 101.89 -0.06 78.64 101.00 0.22 0.18 117.00000 O 28.38 112.74 0.00924 O 17.73 100.00 129.46 0.000 0.28 0.34 100.20 100.00000 O 37.31 -0.00000 O 38.18 100.71 -0.00124 O 25.00000 O 31.98 0.00372 O 23.00 -0.61 0.18 0.87 0.000 0.73 100.49 -0.83 0.06 89.83 -0.00000 O 36.62 0.00772 O 19.99 -0.93 0.55 121.19 89.09 113.64 98.00 128.15 0.00 73.37 0.15 107.51 0.94 0.90 100.00 -0.

65 0. 1984.66 98.35 93.73 100.10 Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Streeter.31 0.40 0.57 106.00000 H=0 Q= H=0 Q= 100. Ag= área da secção do da válvula (m2) g= 9.Método de Hardy Cross Capitulo 17.48 0. 1982 Figura 17.72 102.00 0. 1982 chama os valores Cd x A de CVA.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.5 Q= CVA x (2 x g x HRES )0.Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Fonte: Streeter.00 108.58 96.000 0.00 A vazão que passa por uma válvula é dada pela equação do orifício conforme Figura (17.9. 17-14 .91 0.5 Os valores de CVA obtidos por interpolação linear são chamados de CV por Streeter.000 0. Q= (Cd x A) x (2 x g x HRES )0.69 0.00000 O 40.00 0.com.9): Q= (Cd x Ag) x (2 x g x HRES )0.br Plínio Tomaz O 39.53 0.69 101.5 QP(NS)= CV x (2 x g x HP(NS))0.8).81m/s2 HRES= pressão (m) Figura 17.5 Sendo: Q= vazão que passa pelo orifício (m3/s) Cd= coeficiente que varia com a abertura da válvula conforme Figura (17.88 0.31 107.

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Figura 17.11 Abertura de válvulas (%)
Fonte: Tullis, 1989

Figura 17.12- Válvula borboleta
Fonte: Acuna, 2005

17.8 Uma outra maneira de se tratar do fechamento de uma válvula Streeter, 1978 página 38 in Fluid Transients cita a seguinte equação para fechamento de válvula: τ= ( 1 – t / tc) Em Sendo: τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos. É o inicio do fechamento da válvula. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. Não iremos fazer o cálculo, pois usaremos somente a relação τ. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento

17-15

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Em= potência da relação. Quando Em=1 temos um fechamento linear. Streeter, 1978 usa como exemplo Em=1,25. tc= tempo de fechamento em segundos. Exemplo tc=20s O CDA inicial da bomba A vazão CDA= [(Qo2 / (2 g x Ho)] 0,5

QP= - B x CV + [(B x CV)2 + 2 x CV x CP)] 0,5

Sendo: QP= vazão no ponto P em m3/s
3

CV= (Qo x τ)2/ (2 x Ho)

Qo= vazão inicial em m /s Ho= pressão inicial no fim da adutora onde está a válvula (m) B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 17.9 Método das Características A NB 591/91 diz que os estudos de golpe de aríete devem ser feito pelo método das características. Streeter, 1982 chegou em duas equações básica, uma denominada de características positivas C+ e outra de características negativas C- conforme Figura (17.10). . C+ Hp= HA – a/gxA ( Qp – QA) – Δx x f x QA x ABS(QA)/ (2x g x D x A2) C- Hp= HB + a/gxA ( Qp – QB) + Δx x f x QB x ABS(QB)/ (2x g x D x A2) O ponto A é (I-1) e o ponto B é (I+1). Considerando os coeficientes B e R. B= a / (g x A) Sendo: a= celeridade de propagação das ondas (m/s) g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da tubulação (m2) D= diâmetro do tubo (m) QA=vazão no ponto A (m3/s) QB = vazão no ponto B(m3/s) QP= vazão no ponto P (m3/s) HA = pressão no ponto A (m) HB= pressão no ponto B (m) HP= pressão no ponto P (m) f= coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx=trecho da tubulação (m) Exemplo 17.6 17-16

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Calcular o coeficiente B para uma tubulação com velocidade de propagação da onda a=1150m/s e tubo de diâmetro D=0,25m. A=PI x D2/4= 3,1416x0,252/4= 0,0491m2 B= a / (g x A) B= 1150 / (9,81 x 0,0491) =2388 Dica: quando na linha há diâmetros diferentes teremos valores de B diferentes. Assim teremos B1, B2, B3 numa linha com trechos de diâmetros diferentes ou também de materiais diferentes. R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) Sendo: f=coeficiente de atrito da equação de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx = trecho da tubulação (m). Iremos usar sempre o comprimento da tubulação dividido por 3. Poderíamos também ter dividido por 4 ou 5 conforme nosso desejo. Δx=L/3 L= comprimento total da tubulação (m) D=diâmetro do tubo (m) A= área da seção transversal da tubulação (m2) Exemplo 17.7 Calcular o valor do coeficiente R numa adutora com 2300m que será dividido em 3 trechos. O valor de f=0,0342, D=0,25m, A=0,0491m2. Δx= 2300/3= 766,67m R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) R= ( 0,0342 x 766,67) / ( 2 x 9,81 x 0,25 x 0,04912)=2219 Dica: se houver trechos com diferentes diâmetros e comprimentos teremos valores diferentes de R e assim teremos R1, R2, R3,... Podemos reescrever as duas equações C+ e C- considerando os coeficientes B e R. C+ CHp= HA – B x( Qp – QA) – Rx QA x ABS(QA) Hp= HB + B x ( Qp – QB) + R x QB x ABS(QB)

Nota: abs é o número absoluto, isto é, com sinal positivo. Observar que é um produto que sempre terá o sinal de QA ou QB. Para uso em computador podemos usar: CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) Então teremos: HP (I)= CP – B x QP (I) HP (I)= CM + Bx QP (I) HP (I)= 0,5 x (CP + CM) QP (I)= (CP – HP (I))/ B 17-17

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Todas as secções internas podem ser calculadas deste modo. Somente para a parte interna (cuidado), pois nos contornos a jusante teremos a saída da válvula que estamos fechando e a montante temos o contorno devido ao reservatório.
Hpi, Qpi

C CP A Q (I -1), H (I -1) I

+

CCM B Q (I+1), H (I+1)

Figura 17.13- Esquema das equações C+ e CO esquema da Figura (17.13) onde mostram as equações C+ ou CP e C- ou CM mostram a visualização do problema que é bom para entender as situações de contorno. Condições de contorno Se referem as condições das extremidades da tubulação. No caso temos um reservatório a montante e uma válvula a jusante. Válvula na extremidade de jusante Conforme Figura (17.14) usaremos a equação C+ ou CP. Usamos a equação CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))). Precisamos das condições de contorno para as variáveis Hpn+1 e Qpn+1. No caso temos a equação da válvula que é um orifício que está sendo fechado. Qo= (Cd Av)o (2gHo)0,5

CP

Figura 17.14- Extremidade de jusante onde está a válvula A equação da válvula fornece a vazão Qo em regime permanente, Ho a perda de carga na válvula e (CdxAv)o a área da abertura. Não esquecer que temos o valor Qo e Ho que é a pressão na válvula. Para uma abertura genérica temos: Qp= Cd x Av (2gHp))0,5 A solução das equações será: Qpns= - g B (Cd Av)2+ {[gB(Cd.Av)2]2 + (Cd Av)2 2g Cp}0,5

17-18

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Condições de contorno no reservatório Paras a saída do reservatório usaremos somente a equação CM ou C- e conforme Figura (17.15) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))). Precisamos de condições externas com duas incógnitas Qp1 e Hp1. Supondo o nível do reservatório constante temos uma condição de contorno já estabelecida Hp1=Hg.

CM

Figura 17.15 Extremidade de montante onde está o reservatório O reservatório terá nível constante HG. No reservatório a cota de saída fica definida HG e usamos a equação CM ou C-. Qp= vazão em m3/s Hg= altura do reservatório em m B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) R= f x Δ x/ (2 x g x D x A2) D=diâmetro da adutora em m O valor de Hp é obtido desta maneira: Hp= CM + B x QP Como Hp=Hg Hg= CM + B x QP Tirando-se o valor de Qp Qp= ((Hg-CM) / B

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Se a tubulação tem o mesmo diâmetro teremos: L/ a = L1/a1=L2/a2=L3/a3 a= L / Σ Li/ai Se os diâmetros são diferentes: L= L1 + L2 x S1/ S2 + L3 x S1/ S3 + .10 Equivalência de tubulação É importante salientar logo de começo que a equivalência de tubulações conforme Streeter.Tubos de materiais e diâmetros diferentes L= L1+L2+L3+.. Se tivermos uma tubulação em série L1. com celeridades a1.. L2. a3... Celeridade equivalente Período equivalente Velocidade equivalente 17-20 ...br Plínio Tomaz 17.com.. .. L3.Método de Hardy Cross Capitulo 17..1978 só é válida se os materiais forem mais ou menos iguais e tiverem mais ou menos as mesmas espessuras conforme Figura (17. a2.16).Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. Vamos dar alguns conceitos úteis de equivalência em tubulações que são usados na prática.16. Podemos ter as seguintes relações: Figura 17..

.) 0.6s A velocidade equivalente é de 0.163 V1= 1.6s Portanto a celeridade equivalente será 464m/s: a= (L1+ L2 + L3) / ( L1/a1 + L2/a2 + L3/a3)= =(10+1200+90)/(10/50+1200/500+90/450)= 464m/s O período equivalente será de 5.68m/s Tabela 17.7 Cálculos efetuados Tubos L(m) 1 10 2 1200 3 90 Total 1300 período equivalente a (m/s) 50 500 450 464m/s 5.02059 /3.68m/s Q=A x V= 0.10m Comprimento L2=1200m D2=0..770m/s V2=0.68m/s O tubo equivalente terá 1300m com diâmetro dado pela velocidae equivalente de V=0.1416)0.5 = 0.666m/s Celeridade C1= a1=50m/s Celeridade C2= a2=500m/s Celeridade C3=a3=450m/s Velocidade equivalente= (L1 x D12 x v12 + L2 x D22 x v22+.6 segundos obtido: T= 2 ( L1+L2+L3)/ 464= 1300/464=5.162m L3=90m D3=0.8 Seja um recalque de casas de bombas com os seguintes dados: Vazão= 0..Método de Hardy Cross Capitulo 17.com.674m/s V3=0.162m=D 17-21 ./ (L1 x D12+ L1 x D22+.br Plínio Tomaz Exemplo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.68 x A A=0.02059m2 D= (4 x 0.5=0.014=0.014m3/s Comprimento L1= 10m diâmetro D1= 0..

1978. Golpe de aríete em condutos. 2005. Pipeline design for water enginners. J.hpg. 2001. São Paulo. -CAMARGO LUIZ A. Joinville 07 a 11 de outubro de 1989. http://www. Control valve characteristics. 1981 Elsevier Scientific Publishing Company. 710 páginas. 161páginas. Module 6.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT-ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NB-591/91.saneamento10. PAUL. ISBN 0-07072187-4. PNB-591/77. Análise de transientes devido a fechamento rápido de válvulas em dutos curtos. -ABNT-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. LUIZ FERNANDO GONÇALVES et al. -PIRES. 8 páginas. South Africa. Fluid transients. -INTERNETET http://www. 1989.ig. 1963. 266páginas. Tubos e conexões Tigre. 2006. Acessado em 23 de dezembro de 2007.5. 2a ed.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhamme r%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20Handbook).br/ -INTERNET Prof. LÉO et al. O golpe de aríete em tubulações de recalque. Abastecimento de água para consumo humano.Método de Hardy Cross Capitulo 17. McGraw-Hill.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. John Wiley &Sons. Dover publication. 17-22 . JOHN. Análise pelo método das características. E.com. Análise simplificada. -POINT-A-MOUSSON – Pipes and pipeline equipement. -ACUNA. University of Puerto Rico. 1982. Johannesburg.com. DAVI. United States of America. BENJAMIN E STREETER.Universidade de Algave. United States of America. 115páginas.ualg. France -SPIRA/SARCO.br Plínio Tomaz 17. -TULLIS. -CAMARGO LUIZ A. 233 páginas. Generalized water hammer algorithm for piping systems with unsteady friction. 1978. -STEPHENSON. Editora UFMG.pdf acessado em 20 de dezembro de 2007. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público com 188 páginas. Faro. BENJAMIN E STREETER. Waterhammer analysis. Hydraulics of pipelines. -WYLIE.pdf. JAIME SUAREZ. ISBN 0-471-83285-5. New YorK. Projetos de adutora de água para abastecimento público. 384 páginas. -HELLER.pt/~rlanca/sebenta-hid-aplicada/ha-07-golpe_de_ariete. Joinville 07 a 11 de outubro de 1997. VICTOR L. McGraw-Hill. Mecânica dos Fluídos. ISBN 0-444-41669-2.. -GOLPE DE ARIETE. Portugal . VICTOR L. 2007. E. 859páginas. Carlos Fernandes acessado em 20 de março de 2007 -PARMAKIAN. http://w3. -WYLIE.rh. Tubos e conexões Tigre.

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com.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. 2005 17-24 .Método de Hardy Cross Capitulo 17.br Plínio Tomaz Apêndice com Figuras de Acunha.

Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz Apêndice com Figuras de Acunha. 2005 17-25 .Método de Hardy Cross Capitulo 17.

Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz 17-26 .

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