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Livro8 Redes Agua Potavel

Livro8 Redes Agua Potavel

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Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008

pliniotomaz@uol.com.br

Curso de Hidráulica e Saneamento fevereiro de 2008

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Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.br

Apresentação Este livro denominado Curso de Rede de Água resultou de curso ministrado no SAAE em 2008 com 64h. Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo a oportunidade de realizar esta tarefa. Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

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Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.br

Capítulo 1-Método de Hardy-Cross para redes de água

Um dos maiores matemáticos de Portugal foi sem dúvida Bento de Jesus Caraça (19011948). O seu livro “Conceitos Fundamentais da Matemática” editado em Lisboa em 1958 foi meu livro de cabeceira a partir de 1960. Todo jovem deveria ler este livro.

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Alfabeto grego

α β γ δ ε ζ

Alfa Beta Gama Delta Epsilon Zeta

η θ ι κ λ μ

Eta Theta Iota Kappa Lambda Mu

ν ξ ο π ρ σ

Nu Xi Omicron Pi Rho Sigma

τ υ φ χ

Tau Upsílon Phi Chi

ψ Psi ω Omega

Maiúscula Α Β Γ Δ Ε Ζ Η Θ Ι Κ Λ Μ Ν Ξ Ο Π Ρ Σ Τ Υ Φ Χ Ψ Ω

Minúscula α β γ δ ε ζ η θ ι κ λ μ ν ξ ο π ρ σ τ υ φ χ ψ ω

Nome Alfa Beta Gama Delta Epsilon Dzeta Eta Teta Iota Capa Lambda Mu Nu Csi Ômicron Pi Rho Sigma Tau Upsílon Fi Qui Psi Ômega

Letra A B G D E Z H Q I K L M N X O P R S T U F C Y W

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Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.br

Algumas unidades úteis 1 ft3=28,316 litros 1 ft= 0,3049m 1m= 3,28084 ft 1 psi= 1 lb/in2 1 psi=6894,24 Pa 1Pa= 0,000145 psi 1 Pa= 1 N/m2 1 in= 2,54cm 1cm= 0,393701in 1 gal= 3,784 litros 1 litro= 1000cm3 1 L/s= 15,83782 gpm 1m3=35,31467 ft3 1 gpm= 0,00223 ft3/s=0,06314 L/s 1 Mpa= 100 mca=10 kg/cm2 1psi= 0,00689424 MPa=0,6894 mca 1 psi= 0,070307 kg/cm2 1psi= 0,7032 mca 1 kg/cm2= 14,232 lb/in2= 14,223 psi 1 CV= 736 w 1 HP= 745 w

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998. É representada usualmente pela letra grega ρ com pronuncia: ro.15 2/ 4= 0. Densidade ou massa especifica ρ É a relação entre a massa de determinado volume do corpo considreado e a massa de igual volume de água considerado. Calcular a velocidade da água no ponto 1 e 2.007 x 10-6 m2/s Equação da continuidade Baseada nas leis de Newton de conservação de massa.30 2/4=0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.30 e por onde passa a vazão de 0. energia e de movimento temos: Q= A x V Sendo: Q= vazão (m3/s) A= área molhada da seção (m2) V= velocidade media da água na seção (m/s) Figura 1. γ=gxρ γ = 9.20m3/s.Equação da continuidade Fonte: Lucarelli et al.15m e a seção de saída 2 tem diâmetro de 0.1 Dado um tubo em que a seção 1 tem diâmetro de 0.0314m2 1-6 .com.1416 x 0.Curso de Rede de água Capitulo 1. Peso especificio γ O peso especifico é representada pela letra grega γ que se pronuncia: gama.01767m2 A2= PI x D2 2/4= 3. 1974 Em duas seções 1 e 2 do mesmo tubo se pode escrever: A1 x V1 = A2 x V2 Exemplo 1.34 N/m3. mas na prática se uda ρ =1000kg/m3.br Capítulo 1. A1= PI x D12/4= 3.81 x 1000 x 9810 N/m3 O valor correto seria γ = 9792. Viscosidade cinemática ν A viscosidade cinemática da água a 20ºC tem a letra grega ν e se pronuncia: ni.1 Introdução Vamos recordar alguns conceitos importantes na distribuição de rede de água potável.2 kg/m3. A água doce a 20ºC tem valor ρ =9.1416x 0.1. ν = 1.Método de Hardy Cross para redes de água 1.

01767m2= 11. Sai do nó Q3=0.20m3/s/ 0. Qual a vazão no nó Q4? No nó a somatória das vazões que entram e que saem é igual a zero.0246+0.0314m2= 6. considerando um sinal negativo para a saída. Consoderamos o líquido imcompressivel.3 m/s V2= Q2/ A2= 0.0246m3.com.2 Seja um nó onde entra Q1=0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1974 Num determinado trecho de tubulalçaio baseado num nível de referencia vale o seguinte: Sendo: Z= energia de posição que é a cota (m) p/ γ = energia de pressão (m) V2/ 2g= energia cinética hL= perda de energia (m) distribuida e localizada.0269-Q4=0 Q4=0. Figura 1.20m3/s / 0.br Q=Q1=Q2=0.034-0. Σ Qi=0 Q1+Q2-Q3-Q4=0 0. Z1+ p1/γ + V12/2g= Z2 + p2/ γ + V2 2/ 2g + hL Linha Piezométrica= Z + p/ γ Linha de energia=linha de carga total= Z + p/ γ + V2/ 2g 1-7 .034m3/s e Q2=0.20m3/s V1= Q1/ A1= 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.2.0269m3/s.Teorema de Bernouilli Fonte: Lucarelli et al.0317m3/s Equação de Bernouilli A equação fundamental da hidráulica é a de Bernouilli que foi deduzida através das Leis de Newton.4m/s Exemplo 1.

• Em 1940 McElroy usou método analógico. As redes malhadas começaram a ser calculadas a partir de 1936 com os estudos de Hardy Cross.com. 1984 e Waslki et al.1990 Por curiosidade o programa em fortran Wadiso tem 140 folhas em papel A4 e usa unidades inglesas. • Em 1965 Shamir-Howard desenvolveu o método de Newton-Raphson. • Em 1970 Wood fez um programa na Universidade de Utah. resistências para simular uma rede de água. que com algumas alterações possibilita calcular problemas complicados de redes de água com reservatórios. quando não se dispunham de computadores. O método dos nós pode ser visto em Fair. etc. bombas. et al. Atualmente existe o programa como o da Haestad Method que é muito usado chamado WaterCAD (water distribution modeling and design) que foi feito por Thomas Walski. programação dinâmica com o uso ou não de algoritmo genético. Não consegui o compilador adequado para o programa. Todos conhecem o método da correção das vazões que é o método dos Loops de Hardy Cross em 1936.0 feito pela USEPA que é gratuito e que tem manual em português traduzido pelo LNEC de Portugal em março de 2002. • Em 1978 Jepson desenvolveu o famoso Método da Teoria Linear. boosters. ΔH O método mais conhecido é o método das correções das vazões ΔQ nos loops. com fios elétricos.2 Análise de rede de água Os estudos de vazão. Em 1969 o mesmo método foi desenvolvido por Epp-Fowler.Curso de Rede de água Capitulo 1.3 Método de Hardy Cross Existem vários métodos para resolver problemas de análise de redes malhadas e o método mais antigo é o atribuído a Hardy Cross que ainda é utilizado. Vamos nos ater ao Método de Hardy-Cross. principalmente quando há bombas ou e boosters. • Em 1985 Gessler e Walski desenvolveram o conhecido programa WADISO para o Corpo de Engenheiros dos Estados Unidos nos anos 1983 a 1987 usando o método de Hardy-Cross com método dos nós. USA em 1885 e morreu em 1959. O programa é muito bom com o inconveniente das unidades inglesas. 1-8 . Usei no SAAE o programa Wadiso em várias áreas setorizadas e consegui achar grandes vazamentos conferindo-se as pressões ao longo das malhas. 1. Posteriormente usou-se a minimização dos custos (otimização) nos cálculos. Existe ainda o programa EPANET 2. Assim temos a programação linear. Nota: Hardy Cross nasceu em Virginia. pois assim poderia mudar as unidades para as do sistema internacional (SI). 1966. • Em 1950 surgiram os grandes computadores (mainframe) e foram feitos alguns cálculos de rede malhada neles (cidade de Dalas no Texas). Um dos defeitos do método de Hardy Cross é a convergência vagarosa.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. mas esquecem que foram criado dois métodos de cálculos: método da correção das vazões nos Loops ΔQ método da correção ds pressões nos Nós. Stephenson.br 1. Era um método bastante prático de ser usado. pressão e transientes hidráulicos em redes de água é denominado de análise.

C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians.L r= --------------------g .85 onde 10. hf= r Q n Sendo: r= uma função de diâmetro (D) e chamada na prática de resistência. f= coeficiente de atrito (adimensional).) 1-9 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.85 para fórmula de Hazen-Willians. Σ Q=0 c) Lei de Resistência A equação de Darcy-Weisbach ou a fórmula de Hazen-Willians possuem uma relação específica entre perda de carga e vazão para cada conduto. Σ hf=0 b) Lei dos Nós A vazão que chega a um nó deve ser igual à vazão que sai. Q2 8.π2 Sendo: r= resistência. D= diâmetro (m) r= resistência hf= perda de carga (m) Para a fórmula de Darcy-Weisbach. L= comprimento (m). D= diâmetro (m).Curso de Rede de água Capitulo 1. Q1.87 (unidades S. hf= perda de carga (m) (Unidades S. n=2 para fórmula de Darcy-Weisbach e n=1.com.85 .br Podemos ter as unidades inglesas e do sistema internacional (SI). L=comprimento (m) C=Coeficiente de Hazen-Willians f = coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach. Numa rede de condutos devem ser satisfeitas basicamente três condições: a) Lei das Malhas A soma algébrica das quedas de pressão ao longo de cada circuito deve ser nula.8 m/s2. Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r ..I. g= aceleração da gravidade= 9. L r= --------------------C1. D5 . D 4.I.643 . o valor da resistência r é dado pela fórmula: hf= r .Sistema Internacional) L= comprimento (m).f.

Calcula-se uma correção na vazão em cada malha em seqüência até que se consiga um equilíbrio entre as malhas..br 1.a ) + ------------------2! Sendo: f(x) a função f( a) o valor da função no ponto a f ‘(a) : derivada de f(x) com o valor de a f’’(a) : derivada segunda de f(x) com o valor de a Dica: o método de Hardy Cross é simplesmente a aplicação da série de Taylor usando somente a primeira derivada.a)2 f(x)= f(a) + f’(a) .a ) ΔQ=(x-a) f(x)= f(a) + f’(a) . ( x..com. + . f’’(a) ..4 Série de Taylor Uma fórmula importante e fantástica na matemática é a série de Taylor que tem a seguinte apresentação: f’’(a) .. Então.. ( x. 1-10 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. A última equação é resolvida em ΔQ para cada malha da rede: Σ r Qo|Qo| n-1 = -.. Basicamente é aplicação da fórmula de Taylor.------------------------------(2) ΔQ Σ r n |Qo|n-1 + . Para uma malha teremos: Σhf= Σ rQ|Q| n-1 = Σ r Qo|Qo| n-1 + ΔQ Σ r n |Qo|n-1=0 onde ΔQ foi posto fora do sinal de somatória porque é o mesmo para todos os condutos da malha e o sinal de módulo foi usado para levar em conta o sentido de percurso do circuito. ( x..Curso de Rede de água Capitulo 1.. Para um tubo qualquer no qual se admite a vazão inicial Qo.) Se ΔQ é pequeno em relação a Q0.f(a)/ f´(a) 1... Q= Qo +ΔQ (1) onde Q é a vazão correta e ΔQ é a correção. todos os termos da série após o segundo podem ser desprezados.a ) + ------------------2! f(x)= f(a) + f’(a) . para cada conduto teremos: hf= rQn= r( Q0 + ΔQ)n=r(Q0n + n Qo n-1 Δ Q + .. (x .a)2 f(x)= f(a) + f’(a) .5 Método da correção das vazões nos Loops ΔQ O método de Hardy Cross admite vazões em cada conduto de modo que a equação da continuidade (Q=VxA) seja satisfeita em todos os nós. ΔQ Senfo f(x)=0 ΔQ= . (x .

A seqüência para um procedimento de cálculo aritmético pode ser relacionada nos seguintes itens: 1. o sentido do percurso é importante.3. 4. Usar a fórmula de Hazen-Willians com C=100. Figura 1.br Quando ΔQ é aplicado a cada tubo de uma malha. Em três nós existem a demanda de 20 L/s a 50L/s. Continuar para todas as malhas. 3. Exemplo 1. calcular a perda de carga e forma a soma Σ hf=Σ r Qn Calcular também Σ r n | Q | n-1 para a malha. soma-se ΔQ às vazões no sentido horário e subtrai-se das vazões no sentido anti-horário.3 Vamos dar um exemplo conforme Cetesb. isto é. Repetir os passos 2 e 3 quantas vezes for necessário até que as correções ΔQ’s se tornem arbitrariamente pequenas. Passar para outra malha e repetir o processo de correção do número 2.Curso de Rede de água Capitulo 1. Os anéis possuem diâmetro de 200mm a 300mm com comprimento que variam de 1000m e 2000m. Para cada conduto de uma malha. 2. 1979 conforme Figura (1.3). 1975 e Silvestre. de acordo com a equação (1).Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Esquema da rede de água a ser calculada pelo método de Hardy Cross 1-11 . O quociente indicado na equação (2) fornece a correção que é então somada algebricamente a cada uma das vazões da malha para corrigi-las.com.Admite-se que a melhor distribuição de vazões que satisfaça a continuidade pelo exame cuidadoso da rede.

1) temos 14 colunas. 1-12 .87) = 3631. 1 A-B B-C D-C D-A D (mm) Col.1 2.5 +0.85 .656)= -0.165 -0. Observar que no final da coluna 6 temos a somatória com sinal dos valores ho que é de +3.04 -32.2 -4.96.190 0.8 747.8 5383.194 0. Coluna 8= Calcula-se o valor ΔQo=. 13 -0.com. L r= --------------------C1.Planilha de cálculo do método de Hardy-Cross pelo método dos loops numa malha simples.87 16.2.13 ΔQo= .96 QI (L/s) Col. Assim no trecho AB teremos perda de carga total de 4.165 -0.Curso de Rede de água Capitulo 1.2 h1/Q1 Col. 10 4. sendo sentido horario positivo e antihorario negativo (L/s) Coluna 5= Cálculo da perda de carga em m/Km de cada trecho.235 0.96 JI (m/km) Col. Trecho Col.87 -33.8 -5.9 5.656 ΔQ1 (L/s) Col.87 RAB= (10.5 hI (m) Col .85 x 0.170 0. 3 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) Col.7 +3. Q1.0401.11 8.8 -4 Coluna 6= perda de carga total já calculado no intem anterior.9 -6.1 Jo (m/km) 4.675)= -2.87 Para o tubo A-B teremos: 10.9 -3.85 x 0.8 -2. Coluna 1= trechos da rede Coluna 2= diâmetro das tubulações (mm) Coluna 3= comprimento das tubulações (m) Coluna 4=Qo= inicialização das vazões nos tramos.96 62. Coluna 7= dividimos a perda de carga total no trecho pela vazão em L/s e somamos todos os valores dando a soma igual a 0.643 . 7 0.5 -4.165 -0.2 2.96 L/s será a correção a ser feita em cada trecho.96 -2.96 -2. 12 0.675 ΔQo (L/s) Col.1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 4 40 20 -30 -60 Jo (m/km) Col.8 -4.8 -2.4 3..2/ (1.071 0.7 3.br Tabela 1.0.85 .067 0.675.7m.7/ (1.0 ho (m) Col. 6 9.3 Ho 9. L r= --------------------C1.3.04 17.Cálculo da perda de carga em cada tramo usando Hazen-Willians Trecho A-B B-C D-C D-A D (mm) 250 200 250 300 L (m) 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) 40 20 -30 -60 r 3631.3 3631. 2 250 200 250 300 L (m) Col. D 4.7 ho/Qo Col.85= 9.4 -4. O valor -2.96 -2.7/ (1.85= 3631.675)= -2.13 -63.183 0. Para os outros tramos procede-se assim: Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r .85 x 0.643 x 2000)/ (100 1.4m Tabela 1. 14 36.0 +3.165 Na Tabela (1.4 3. 5 +4.85 onde 10.85 x 0. 8 -2.96 ΔQ1= .8 Ho= RAB x Q 1.7m.643 . D 4.5 4.165 Q2 (L/s) Col.25 4. 9 37.221 0.3.8 x 0.

165 com 37. as novas perdas de cargas. 1. 1982 para um trecho 8 da Figura (1. H = Ao + A1x Q+A2 xQ2+A3x Q3 A derivada de H em função de Q será uma perda de carga com sinal negativio ΔQ= Diferença de altura dos reservatórios na malha – (Ao + A1x Q+A2 Q2+A3x Q3)/ (0+2QA2+2x A3x Q2) Para maiores detalhes deverá ser consultado o livro do Streeter. A somatória dos h1/Q serão iguais a 0. Seja um função y = F(x) com x=xo um valor aproximado da raiz. a coluna 8.96= 37.656 Coluna 13= obtem-se a correção nas vazões ΔQ1= -0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.04 L/s e assim por diante. só que com novos valores.br Coluna 9= é a soma da coluna 4 com a coluna das correções.87 L/s e assim por diante. Coluna 11= perda de carga no trecho (m) Coluna 12=repete-se o que já foi feito na coluna 7.com. O método é assim: F´(xo)= F(xo) / (xo – x1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) F´(xo)= derivada da função no ponto xo. isto é.656)= 0.6 Newton-Raphson Streeter. 1082 muito habilmente para o caso de um pseudo loop faz: hf= r x Q n Um valor ΔQ será: F(xo)= Qn F´(xo) =n x Q (n-1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) ΔQ= – Qn/ n x Q (n-1) Para o caso de uma bomba. 1982 mostra como achar a solução de uma equação diferencial usando o método de Newton-Raphson.2) acrescenta-se a bomba ficando assim 1-13 . H = Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83 Usando o conceito de Newton-Raphson teremos que fazer: ΔQ= -Função/ derivada da função = – Qn/ n x Q (n-1) A derivada da função da bomba H será: dH/ dQ= A1+2A2 xQ8+3A3x Q82 Na correção da vazão conforme Figura (1.2) onde está inserida uma bomba com a equação do terceiro grau. Assim para a primeira linha teremos: 40 L/s -2. Streeter. Primeiramente conforme Streeter. A raiz x=B e teremos F(x)=0. Somam-se os valores das perdas de cargas com sinal e resulta +0. Vamos explicar com mais detalhes a grande vantagem de usar Newton-Raphson para o uso de bombas.2/ (1. 1982 usa a equação da bomba H no terceiro grau. 1982. Streeter.Curso de Rede de água Capitulo 1.165 Coluna 14= soma-se a correção -0.2.04= 36.85 x 0. Coluna 10= calcula-se para as novas vazões.

1982 usa o chamado pseudo-anel. ΔQ3= . 1982. Fonte: Streeter.r5 abs(Q5) n-1 – [A1+2A2 xQ8+3A3x Q82]} Sendo: 135= cota do reservatório 117= cota do reservatório no sentido horário Figura 1.br ΔQ4= .com.{150-135 – r4 Q4 abs(Q4) abs(Q1) n-1} n-1 – r1 Q1 x abs (Q1) n-1 } / {nr4 abs(Q4) n-1 + nr1 1-14 .Curso de Rede de água Capitulo 1. como por exemplo o ΔQ3 da Figura (1.Esquema de bombas e falsos loops.{135 – 117 – (Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83)+ r5 Q5 ABS(Q5) n-1}/ {n .4.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Pseudo loop Streeter.4) que será.

Dada então as pressões calculamos as vazões em cada trecho de tubulação e depois fazemos uma correção ΔH. Exemplo 1. Em cada nó.5. nΣ Q = -.com.br 1.------------------------------ΔH Σ (Q/H) As vazões e as perdas de cargas são consideradas positivas quando entram no nó e quando saem são negativas.Curso de Rede de água Capitulo 1.4 Dada a Figura (1. As entradas são positivas e as saídas negativas. O cálculo é feito por iterações até que a diferença de pressão entre o inicio e o fim de um tubo será zero com certo erro admitido de precisão.5) calcular as redes malhadas pelo método das correções das pressões.7 Método de correção nas pressões O método da correção das pressões ΔH não é muito conhecido e o conceito é semelhante ao método das correções das vazões. 1-15 .Esquema das redes malhadas.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Figura 1. No método das correções das vazões precisamos de uma inicialização com as vazões em cada trecho e no método de correção das pressões também precisamos de uma inicialização com as pressões em cada nó a não ser que tenhamos um ponto com cata prefixada como um reservatório.

254 120 100 100 15 18 -15 0.643 .060000 0.028 -0. Obtemos: Qo= (C1.3. São dados os comprimentos.92 so (por 1000) 0. Tabela 1. C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians.036 -0. os valores de C de Hazen-Willians e o diâmetro da tubulação. D4.08 5.34 -0.00 0.005 0.643) (1/1.16 0.Arbitra-se os valores da perda de carga em cada tubulação e obtem-se os valores das vazões e da nova perda de carga e depois se recalcula tudo novamente até chegar a uma precisão desejada. D4.87 . 1966 usando as unidades SI.94 6.85 J = ----------------------C1. J / 10.Curso de Rede de água Capitulo 1.019 0.87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m).Método das correções das pressões de Hardy-Cross 1-16 .06 4.017 -6.050000 0.85) Observar que num determinado trecho a pressão no nó 1 menos a pressão no nó 2 é : hf=(H1-H2) São feitas varias iterações.254 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.066667 0.019 0.06 -5.00 -30.br Usaremos o método de Fair et al.92 30 5.17 0.92 -4. Q= vazão em m3/s.00 0.06 -6.94 30 Correção H1 (m) -1. D= diâmetro em metros. Dado Ho e o comprimento obtemos so= Ho/comprimento (m/m) 10.85 .92 -6.055556 0.11 -0.94 0.254 0.32 -0.29 0.254 120 100 100 12 -18 -33 0 0 0 E BE DE EF 300 660 270 0.254 120 120 100 C Ho (m) 9 -15 15 0 0 0 D CD DE DF 180 660 540 0.11 0.29 0.92 -6.027273 0.94 -10.023 Qo/Ho ho (m) -10.06 Tabela 1.00 -30.011 0.305 0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross Entrada No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.11 -0.92 0. Q 1.08 -45.85 .050000 0.com.24 -30.00 10.027273 0.94 4.006 -0.08 -39.007 0.305 0.027778 Primeiro Qo (m3/s) 0.4.305 0.14 -10.94 -10.006 -0.061111 0.305 0.015 -30.

5.007697 0.17 0.028206 0.1 so (por 1000) 0.013534 0.042 -0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.83 -4.Método das correções das pressões de Hardy-Cross terceiro No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.007693 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.007516 Qo (m3/s) 0.013 0.93 180 660 540 0.040 1.14 0.011 -0.17 4.028206 0.83 300 660 270 0.013530 0.1 -5.305 0.09 4.21 -0.035 0.93 -1.83 1-17 .17 0.17 4.17 4.007697 0.049 Qo/Ho ho (m) -1.74 -40.005 0.91 2.011 -0.91 2.17 Correção H1 (m) -3.05 -0.9 0.74 -38.br Segundo No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.040 1.011 -0.1 -39.254 0.1 -45.1 -45.83 0.073931 1.86 180 660 540 0.013530 0.1 4.97 -2.05 -0.254 5.05 0.17 1.83 Tabela 1.305 0.14 0.073931 1.86 -4.254 0.18 -0.013534 0.29 -0.03 1.05 -0.027 0.18 -0.05 -1.9 4.83 1.17 Correção H1 (m) -3.027 0.13 D CD DE DF 120 100 100 0.1 5.013 0.305 0.254 120 120 100 C Ho (m) -1.83 1.05 0.305 0.0 0.166668 4.05 -0.254 0.305 0.005 0.0 4.86 -1.09 E BE DE EF 120 100 100 0.14 -0.1 5.050 Qo/Ho ho (m) -1.80 -1.17 2.17 6.9 0.com.013163 0.17 4.071 -0.035 0.007516 Qo (m3/s) 0.83 -4.93 -4.1 4.305 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.012941 0.91 -2.072 -0.20 D CD DE DF 120 100 100 0.74 -38.007693 0.1 -39.254 5.254 0.035 0.93 -1.1 -5.305 0.83 1.17 6.93 -1.83 300 660 270 0.05 -1.86 -1.04 2.83 1.305 0.14 0.14 0.21 -0.166668 4.0 0.14 -0.04 -2.1 so (por 1000) 0.97 2.006 0.83 0.006 0.29 -0.254 120 120 100 C Ho (m) -2.09 4.011 -0.042 -0.86 -1.254 -4.74 -40.254 -4.035 0.03 1.

05 0.14 -2.09 4.18 -0.011 -0.14 0.006 0.073931 1.6.91 2.305 0.0 0.17 0.1 5.035 0.305 0.042 -0.17 6.14 -0.08 -2.1 -45.83 1.05 -2.74 -40.013628 0.0 4.08 -2.254 120 120 100 C Ho (m) -2.013534 0.83 -4.007693 0.040 2.254 0. 1990 Thomas Walski usou a fórmula de Hazen-Willians no programa Wadiso escrito em Fortran.17 4.254 5.74 -38.305 0.028206 0.254 -4.007516 Qo (m3/s) 0.12 -2. Figura 1.1 -39.14 0.Esquema de Thomas Walski Walski justifica o uso da fórmula de Hazen-Willians que apesar de não ser teoricamente correta como a de Darcy-Weisbach mas tem a facilidade da escolha dos coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians muito mais fácil de se estimar do que a rugosidade em mm dos tubos conforme Darcy-Weisbach.83 1.08 180 660 540 0.6.03 -1.Método das correções das pressões de Hardy-Cross quarto No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.03 1.013530 0.21 -0.007697 0.85 (Equação 1. Qi 1.305 0.1 so (por 1000) 0.83 1.17 Correção H1 (m) -4.166668 4.98 D CD DE DF 120 100 100 0.05 -0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.254 0.011 -0.048 Qo/Ho ho (m) -2.070 -0.1 4.83 0.013 0.17 2. A perda de carga hi por Hazen-Willians é dada por: hi= ci .com.17 4.br Tabela 1.8 Metodo de correção nos nós usado por Thomas Walski.035 0.83 300 660 270 0.08 -4.Curso de Rede de água Capitulo 1.9 0.05 -0.1) Sendo: 1-18 .1 -5.027 0. O método provém de Hardy Cross feito em 1936 com algumas alterações feitas por Thomas Walski que ainda hoje é usado em inúmeros softwares no mundo.19 1.29 -0.005 0.

6) + 0.( 1/(c5Q50 0. Para a Figura (1.( 1/(c2Q20 0.46 Q2o + 0.85)+ (Equação 1. 1-19 .3) Sendo: Hi e Hk= pressões no inicio da tubulação i e no fim.46 Qio -0.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.85) Equação 1.643.Curso de Rede de água Capitulo 1. H2.85)+ (Equação 1. Teremos matrizes simétricas.85 x Di 4. Li / [Ci1.5) Sendo: Hi> Hk e Qio>0.85 +1/c2Q2o0.85 +1/c5Q5o0. Na primeira iteração fazemos o valor de Q em todos os tramos ser igual a 1cfs (28.46 Qio + 0.85) H2 .54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0.4) A combinação das Equações (16.1) pode ser linearizada com a devida correção: Hi – Hk = ci Qio 1.85 + 1.( 1/(c1Q10 0. H3 e H5 e Qd2 para resolver.2) Sendo: Li= comprimento da tubulação i em metros Di=diâmetro da tubulação i em metros Ci= coeficiente de Hazen-Willians (adimensional) A Equação (1.46Q2o+0.3 L/s) onde calcularemos os valores de H e depois com o novo valor de Q obtido continuaremos os cálculos.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Não há necessidade de estimar os valores de H.com.85) H3 .85 ci Qio 0.85 q (Equação 1.54 (Hi-Hk)/ (ci Qio 0.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0. positivas.46Q50+0.6) ficando: -0.7) Isto permite que simplifiquemos a Equação (1.85) + 0.85) + Qd2=0 Onde Qd2 é a quantidade de água que sai do nó número 2.46Qd2=0 (Equação 1. podemos ter: -0.85) H1 + (1/c1Q1o0.8) +0.87] (Equação 1.85) + + 0.3) e(16.46Q10+0.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.4) eliminando-se o valor de q será: Qi= 0. pois temos uma matriz de coeficientes H1.br hi= perda de carga em metros Qi = vazão em m3/s ci= características da tubulação i ci= 10. com Hi > Hk Qio= vazão estimada na tubulação i (m3/s) Podemos definir ainda: Qi = Qio + q (Equação 1.85) =0 .54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0. Se a estimativa das vazões estimadas são próximas do valor correto das vazões então teremos: -0.54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0.46 Q50 +0.85) H5 = -Qd2 Note que a equação está linearizada.6) considerando o nó 2 para servir de exemplo.

50 .5 m/s. Acima disto acontece muitos problemas devido que com aumento da velocidade.Esquema da matriz de Thomas Walski Fonte: Paulo Mignosa. aumenta as perdas de carga exponencialmente e podemos ter problemas de golpes de aríete.br Figura 1.50 . D Estados Unidos V=1. 1-20 .8 Regras práticas: velocidades limites e perdas de carga na tubulação Existem vários critérios para velocidades limites conforme Tabela (1. Italia 1.60 + 1.Plínio Tomaz V=0.7.00 + 1.68 .7. D V=0.com.61 .68 + 1.7): Tabela 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Azevedo Neto De modo geral as velocidades aceitáveis vão até 3. D Itália V=0. D Brasil.Diversas fórmulas práticas adotadas em redes de distribuição Origem da fórmula Fórmula adotada Brasil. Universita degli Studi di Parma.80 + 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.

001964 0.384846 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.10 0.9405 1.70 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.125664 1.1275 0.Vazão e velocidade em função do diâmetro para prédimensionamento V=0.0053 0.60 2. 1-21 .90 0.15 1.00 0.20 0.40 1.3mm.3678 1.br Tabela 1.0017 0.130976 2.785400 2.55 0. D Diametr Area Velocidade Vazão o (m) (m2) (m/s) (m3/s) 0.88 0.502656 2.0040 0.08 0.70 0.1759 0.com.0577 0.8 + 1. Os hidrantes devem ser instalados em tubulações com o diâmetro mínimo de 150mm.9 ABNT NBR 12218/94 A ABNT NBR 12218/1994 de Projetos de Redes de Distribuição de Água Potável para Abastecimento Público.15 0.196350 1.30 0.40 0.4642 1. O hidrante pode ser de coluna ou subterrâneo e o diâmetro do mesmo deverá ser de 100mm para áreas de risco e 75mm para áreas de menor risco.539384 2. A tolerância da vazão: 0.070686 1.0181 0.95 0.05m.03 0.004418 0.5.10 0. A norma não prevê o método de calculo das tubulações.1mm e para redes existentes maior que K=0. Deve ser considerado nos cálculos o funcionamento dos hidrantes apenas um de cada vez.90 4.60 0. O valor da rugosidade equivalente K para redes novas deverá ser maior que K=0.096212 1. mas sugere que de preferência seja usado a fórmula de Darcy-Weisbach (formula universal) considerando o envelhecimento dos tubos.18 0.049088 1.33 0.950334 2. Os hidrantes devem ser separados pela distância máxima de 600m contada ao longo dos eixos das ruas.30 1.0884 0.282744 1.20 1.0075 0. públicas e industriais.91 0.3043 0.8.0346 0.80 0.636174 2.10 0. Em comunidades com vazão total inferior a 50 L/s não são necessários instalar hidrantes sendo necessário somente uma tomada de água para caminhões tanque no reservatório.017672 1.45 2.35 0.007854 0.50 0.4807 0.031416 1.25 0.8064 1.05 0.3283 1.25 0. Os hidrantes deverão ter 10L/s para áreas residenciais e 20L/s para áreas comerciais.40 0.85 0.00 1.1 L/s e a tolerância nas perdas de carga é de 0.7120 0.

O consumo de água de consumidores especiais deverão estar incluso nas vazões dos nós.a. a comumente adotada pelos projetistas é a seguinte: Volume mínimo do reservatório= 1/3 do volume do dia de maior consumo Existem algumas considerações a serem feitas sobre o volume a estabelecer para o reservatório. Um deste problemas é a confiabilidade. pois até o momento não há um método simples. devendo ser interligadas as pontas com os diâmetros mínimos para que a água circule. fazer varias tentativas viáveis tecnicamente e ver em qual delas tem o mínimo custo. Será estabelecido um setor de medição da água a cada 25km de tubulação.10 Dimensionamento prévio Para ser feito um dimensionamento prévio. Não deve ser esquecido de se verificar nos cálculos as vazões para os hidrantes.c. As zonas de pressão deverão ter pressão estática máxima de 50mca e mínima de 10mca.Curso de Rede de água Capitulo 1. que são bastante grandes em determinadas situações. De modo geral a melhor rede de água será aquela que atende o mínimo custo.5m/s. isto é. os engenheiros tem grande grau de liberdade para dimensionar as suas redes de água. Não há outro processo de dimensionar previamente os diâmetros das tubulações a não ser este. mas aconselhamos que as mesmas sejam instaladas nos condutos principais. apontaram como a rede mais econômica a rede em espinha de peixe. há sempre a possibilidade de não haver 1-22 . A válvula de descarga para tubos inferior a 100mm deverá ser de 50mm e para tubos superiores a 100mm a descarga deverá ser de 100mm.com.c. 1. 10 m. mas não pode haver sucaçao direta da rede para consumo de água. isto é. a rede tem que ser suposta que não é malhada. O diâmetro mínimo é de 50mm.a. será uma rede espinha de peixe ou uma rede sem loop. até o presente. Deverá ser previsto manual de operação e manutenção. tudo isto valendo para as demandas iniciais e finais. A norma estabelece dois tipos principais de condutos:principais e secundários. Assim se a água que chega a um reservatório provem de três bombeamentos. O interessante é que pesquisas feitas na Alemanha para redes de distribuição de água potável. A melhor solução é alcançada através de inúmeras tentativas de maneira que é suposta a rede espinha de peixe. isto é. e a pressão máxima de 50 m. 1. Serão aceitos pressões maiores que 50mca e menores que 10mca desde que justificadas. Pode haver booster na rede de distruibuição.br A velocidade mínima nas canalizações é de 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.6m/s e a máxima de 3. A norma não fala de ventosas. Portanto.. Alguns critérios seguem a pressão mínima.11 Reservatórios Para o dimensionamento de reservatórios de sistema de abastecimento de água apesar de existir diversas formulações. Quando queremos levar em conta a confiabilidade de uma rede de água o problema fica mais difícil ainda. O melhor processo é o da exaustão.

br energia elétrica por umas 3h e de romper uma tubulação que pode levar o conserto de 8h a 12h principalmente se for no período no noturno.050 73-950 3450+914 9.566 81.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Conforme o caso deve aumentar o volume para cobrir tais incertezas.500 64.566m sendo 81. Cheguei a ver reservatórios executados para três dias de consumo médio devido a adutora passar em região pantanosa e de difícil acesso de manutenção.Curso de Rede de água Capitulo 1.266 21.371 792 10.25/1000 = 16.9). O aqueduto do Cabuçu em Guarulhos foi executado entre 1905 e 1907 e tinha 16.200 0 0 33 aC Aqua Claudia 69.633m3 1. Frontinus descreve os 10 grandes aquedutos que chegavam à Roma sendo o maior o aqueduto Márcia que demorou 2 anos para ser construído sendo inaugurado em 146 aC tendo 92.265 909 6 343 aC Anio Vetus 64.169 331 0 272 aC Aqua Márcia 92.140 12.406 810 1.200 1.5 Dimensionar o volume de um reservatório para 67. Seria o que o psicanalista Carl Gustave Jung chamaria de “anima” do homem o que é muito comum.350 47 dC Anio Novus 88.403 146 aC Tepula 127 aC Julia 23.609 54. igual a da cidade de Guarulhos no ano 2005.781 0 537 2 aC Aqua Augusta 1.345 914 14.900m3 Volume = 1/3 de 16.640 792 9.600m de comprimento com diâmetro de 1. A barragem de concreto arco gravidade da represa do Cabuçu é considerada no Brasil a primeira obra grande de concreto feita entre 1905 e 1907.900m3= 5.361 26.371m em túneis.200.20m e foi feito em concreto armado.600hab com quota per capita de 200 litros/habitantexdia e coeficiente do dia de maior consumo K1=1.Aquedutos romanos Total Subterrâneo Apoiado no Aqueduto Ano de Aqueduto terreno em arco construção (m) (m) (m) (m) Aqua Apia 26. O livro descreve todo o abastecimento de Roma de 94 dC quando a população era de 1. Tabela 1.708 35 aC Aqua Virgo 23.000 hab.com. Quase todo ele é apoiado no terreno e somente um pequeno trecho junto a chácara do Biondi no Jardim Palmira é que foi feito em túnel. Aquedutos O primeiro livro sobre abastecimento de água de uma cidade escrito no mundo é de autoria por um engenheiro militar romano Sextus Julius Frontinus (36dc.9.25 Consumo diário no dia de > consumo= 67.736 47 dC 1-23 . 792m construídos sobre o terreno e 792m construído sobre arcos conforme Tabela (1.600 x 200 x 1. Exercício 1. Uma outra curiosidade é que Frontinus foi governador da Britania (atual Inglaterra) onde comandou quatro legiões romanas. a 104 dC) no ano 97 dC que tomou conta do abastecimento de água de Roma durante os anos de 97dC a 104 dC.258 32. Uma outra curiosidade é que os aquedutos foram construídos e idealizados por homens e possuíam nome de mulher. Existem trechos em sifão que os romanos não faziam.050 20 aC Aqua Alsietena 33.12.

Alguns projetistas adotam 2 dias de consumo ou 2. A escolha do tamanho do reservatório deverá ser estudado com todo bom senso. Uma regra prática bastante usada para o dimensionamento de reservatórios é prever 60% do consumo diário para o reservatório inferior e 40% para o superior. sem considerar o volume de combate a incêndio”. mostrou que 80% das residências em São Paulo possuem caixas d’água. tais como reserva contra falta de água dos serviços públicos. Como não existe caixa d’água de 800 litros. Os métodos determinísticos e probabilísticos são aplicados somente em casos especiais. Portanto. deve ser consultado a população local. Pesquisa feita na SABESP em 1995. o consumo diário será de 160 litros/dia/hab x 5 hab = 800 litros/dia. O consumo ou demanda é feito por métodos determinísticos ou probabilísticos. Uma residência de valor médio consome por habitante cerca de 160 litros/dia. Observamos que atualmente as normas não são recomendações e sim obrigatoriedade. Caso o local onde o usuário resida tenha problemas de rodízios 1-24 . No Brasil o sistema de distribuição interna de água fria é indireto.5 dias (Macyntire). Na verdade procuramos dentro das incertezas do futuro as condições de demanda em que o sistema de instalação de água fria será submetido. devido a não possuirmos as curvas de suprimento e as curvas de consumo em função do tempo.br 421. O suprimento significa as condições de vazão. isto é.067 8.Curso de Rede de água Capitulo 1.093 109 dC 109 dC 226 dC 1. Pelas normas técnicas NBR 12218/1994 “a pressão na rede pública deve ser de 10 metros de coluna de água (mca) até 50 mca”. adota-se uma superior. que estão a disposição. ou seja de 1000 litros. pressão e continuidade ou não dos serviços de abastecimento de água. não havendo necessidade de reservatórios domiciliares.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. água para ar condicionado e água para sistema de combate a incêndio com rede de hidrantes ou sprinklers. a água entra pelo cavalete e vai até a caixa d’água e de lá se faz a distribuição para toda a casa. mais conhecido como caixa d’água. Há dois conceitos importantes no dimensionamento do reservatório: o suprimento e a demanda (consumo).13 Reservatórios domiciliares No mundo são poucos os países que usam o reservatório domiciliar. compensação para atender a demanda. sendo escolhido rotineiramente um ou dois dias. Uma das funções do reservatório que é a falta d’água. A norma permite que a pressão mínima seja um pouco menor e máxima um pouco maior. Nos Estados Unidos e Europa o abastecimento de água potável é continuo e direto.950 Aqua Trajana (Frontinus) Aqua Alexandriana 368. o reservatório deverá ser suficiente para no mínimo um dia de consumo. desde que haja justificativa técnica e econômica.com. Assim uma residência com 5 habitantes. O volume de um reservatório deverá atender quatro diferentes funções. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) através da norma de “Instalação predial de água fria” NBR 5626/1998 diz que o “reservatório para uso doméstico deve ter no mínimo o necessário para 24 horas de consumo normal do edificio.

Curso de Rede de água Capitulo 1.5= 2 log10 K/(D.com. como medida de economia de água. pois. f= coeficiente de atrito(adimensional) Escoamento laminar O escoamento é laminar quando o número de Reynolds for menor que 2100 conforme Jeppson. Atualmente nos depósitos de materiais encontramos de reservatórios domiciliares de diferentes materiais e volumes que vão de 250 litros a 15. 1.35/Re f0. Finalmente devemos lembrar que os reservatórios domiciliares são um ponto de contaminação e é porisso que os americanos não se utilizam deles.14 Fórmula Universal ou de Darcy Weisbach A fórmula é a seguinte: L V2 hf= f . foi feito cálculo especial conforme recomendação do grande engenheiro-arquiteto brasileiro Vilanova Artigas.5= 1. 1/f0.br ou freqüentes interrupções devido a arrebentamentos na rede. ----. “nós somos um país pobre e temos que economizar água”. Vários autores tentaram fazer uma fórmula explícita do coeficiente de atrito f. adota-se dois dias ou mais para previsão de consumo. 3.8 m/s2.g Sendo: hf= perda de carga localizada (m) L= comprimento em metros. O mesmo recomendou a instalação de caixa acoplada a bacia sanitária.7) + 2. 1973. A fórmula de Colebrook-White pode ser apresentar de duas maneiras: 1/f0. Na prática usamos a fórmula de Colebrook-White para numero de Reynolds maior que 4000 como também para número de Reynolds acima de 2100. Re < 2100 Então achamos o valor de f através da equação: f = 64/ Re Entre número de Reynolds de 2100 a 4000 temos um regime de transição.14 – 2 log 10(K/D + 9. 1-25 (4) .000 litros. ----D 2. Assim para dois dias sem água da rede pública. D= diâmetros em metros. “Para que lavar a rede de esgoto sanitário”. V= velocidade em metro/segundo. Os reservatórios devem ser limpos e desinfetados com produto clorado no mínimo uma vez por ano. teremos que instalar reservatório com 2000 litros ou duas caixas d’água de 1000 litros. Existem bairros que não precisam de caixas d’água nos prédios.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.52 / Re x f0.5]= 1. que só pode ser resolvida por iteração. dizia Artigas. g= aceleração da gravidade 9.14 – 2 log 10(K/D) A fórmula que fornece o valor de f é de Colebrook-White.. Em Guarulhos o único bairro que não precisa de reservatórios nos prédios é o Parque Cecap.5) Quando o tubo é hidraulicamente rugoso e o movimento é turbulento fazemos Re muito grande e simplificando temos que é independente do número de Reynolds.

falta de alinhamento preciso.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.K. Victor Streeter cita na Tabela (1.000 A rugosidade uniforme equivalente tem a letra K .02 1-26 . K= rugosidade uniforme equivalente em metros. sendo em geral não consideradas. O erro de precisão da fórmula é de 1% (um por cento) A fórmula vale nos seguintes limites: 0. D= diâmetro em metros.Curso de Rede de água Capitulo 1.02 5. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano. A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1.125 Ídem sem revestimento 0.74/ Re0. etc. registros. Estas perdas estão nas conexões.com.Valores de K citados por Victor Streeter Material Valor de K (mm) Ferro fundido revestido com cimento 0.25 Tubos de PVC 0. Em redes de distribuição temos elevado número de perdas singulares de difícil avaliação.K.br No caso a que achamos melhor é a fórmula de P. publicada em 1976 no Journal Hydraulics Division da ASCE. A rugosidade relativa é K / D.10.7 .000.001 m e quando houver formação de possíveis depósitos a adotar K=0.30 Tubos de aço c/ revestimento 0.000001 ≤ K/D ≤ 0. válvulas. no trabalho intitulado Explicit Equations for pipe-flows problems. O importante da fórmula de Swammee e Jain é que é direta sem necessidade de iteração. D + 5.10 Tubos de Concreto 0.000 ≤ R ≤ 100. presença de defeitos nas juntas.10) valores de K comuns: Tabela 1. Jain.325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional). 0. Por isso na França a Dupont recomenda para tubos de ferro fundido em redes de distribuição de água a usar K=0. Swammee and A. pp 657-664 maio.125 Tubos de cobre.002 m. latão etc.

2006 1-27 .br Tabela 1.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Fonte: Heller.com. et al.11.Curso de Rede de água Capitulo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

12.00006 0. Lencastre.0006 0.0005 0.0003 0. vinil. equiv. c/esmalte. Tullis.00006 0. não revestido novo fund.002 0.0003 0.com.Curso de Rede de água Capitulo 1. Simon.br Tabela 1.0001 0. Jardim.00006 0. centrifugado liso formas metálicas 0. (m) --------------0.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0.35 comercial galvanizado com ferrugem leve com grandes incrustações com cimento centrifugado revestido com asfalto rev.007 0.br/servicos/hidrotec/tabrug.024. K/D= 0.00015 0.0001 0. centrifugado Fibrocimento Manilha cerâmica Latão.terra.0005 0.000007 0.0001 0.000004 muito rugoso rugoso liso muito liso alisado. c/cim.0015 0. epoxi Alumínio Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Ferro Ferro Ferro Ferro Ferro fundido asfaltado galvanizado fund. 1-28 .6) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da fórmula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o número de Reynolds. por exemplo.00016 0. cobre Plásticos Rocha (galeria) não revestida Nota: valores extraídos de Assy. Quintela. com ferrugem leve fund.htm Diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00006 0. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o número de Reynolds.00012 0.00025 0.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Material do tubo ---------------Aço Aço Aço Aço Aço Aço Aço Rug.0001 0.com.000122 0. Fonte: site http://paginas.

6 Diagrama de Moody A Tabela (1.com.Valores do coeficiente K da fórmula de DarcyWeisbach 1-29 .br Figura 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.13.13) mostra os valores de K usado na fórmula de Darcy-Weisbach e relembramos que deverá ser consultada sempre a tabela do fabricante e ver os valores para tubos novos e para tubos daqui a 20anos.Curso de Rede de água Capitulo 1. Tabela 1.

com.355 . L= comprimento da tubulação (m). J.0.Curso de Rede de água Capitulo 1. Na Tabela (1. Q 1.63 .br 1. Q= vazão em m3/s.54 (6) Sendo: Q= vazão (m3/s).54 Sendo: V= velocidade (m/s). C .85 J = ----------------------(4) C1. D4.14.63 . A fórmula da vazão de Hazen-Willians é a seguinte: Q= 0. J= perda unitária obtida da fórmula (4).275 . D0.14) estão alguns valores do coeficiente de rugosidade de Hazen Willians : Tabela 1. J0.643 .85 . J= perda de carga unitária ( m/m). Para tubos menores que 50mm pode-se usar várias outras fórmulas como a de Flamant.15 Fórmula empírica de Hazen-Willians É ainda muito usada nos Estados Unidos e no Brasil em redes de distribuição a fórmula de Hazen-Willians usada para tubos com diâmetros igual ou maiores que 50mm. A grande vantagem da fórmula de Hazen-Willians é que facilita a admissão do coeficiente de rugosidade C que é mais fácil de sugerir que os valores de K da fórmula de Darcy-Weisbach. C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians (adimensional) D= diâmetro (m).87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m).Coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians Material Coeficiente de rugosidade C 130 Ferro fundido novo 130 Ferro fundido revestido com cimento Aço novo Aço em uso PVC Ferro Fundido em uso 120 90 150 90 A fórmula da perda de carga no trecho do tubo de comprimento L. D= diâmetro em metros. L Sndo : hf= perda de carga no trecho em metros de coluna de água. 10.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians. A velocidade na fórmula de Hazen-Willians é a seguinte: (5) V=0. D2. C . C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians. será: hf= J . 1-30 .

1.br J= perda de carga (m/m). isto é.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.87 L3 D34. Figura 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. quando podemos substituir um tubo por um outro no diâmetro que nós queremos.. para ser usado na rede de tubos a ser analisada. Tubos em série Vamos examinar os condutos em série que tem a mesma rugosidade.+ .87 L2 D24. Para um tubo genérico vale: h=r. O conceito de tubo equivalente é útil em simplificar redes de água.. porém diâmetros diferentes. Qn Sendo: h=perda de carga r=resistência n=coeficiente da fórmula • n=2 para Darcy-Weisbach e • n=1. medidores e outros aparelhos. causam um distúrbio local e as perdas localizadas podem então existir em uma tubulação. Tudo isto pode ser combinado ou convertido a um tubo equivalente.+-----------.com.87 -------.+ D14. A fórmula de Hazen-Willians é questionável para altas velocidades e para valores de C muito abaixo de 100.Também as curvas.16 Tubos equivalentes Uma rede de tubulações inclui tubos em série e tubos em paralelo.85 para Hazen-Willians Vamos apresentar as fórmulas básicas usados nos comprimentos equivalentes. Assim deverá ser limitada a sua aplicação para no máximo 3 (três) m/s. Apresentamos aqui um método para achar o tubo equivalente. ( Hazen-Willians) 1-31 .87 = L1 -------.7.Tubos em série Para a fórmula para tubos em série de Hazen-Willians temos: L ------D4.

com.355 = 200 -------.63 L20..+ ---------.Esquema de redes em paralelo Para a fórmula de Hazen-Willians para tubos em paralelo temos: D2.25m L ------0.63 L0..40m D3=0.30m D2=0.+ D15 L2 D25 D35 L3 -------. porém. ( Hazen-Willians) 1-32 .+ 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.= ------.+ -----------. ( Darcy Weisbach) Exercício 1.8.59 D22.+-----------.35m usando a equação de Darcy-Weisbach L1= 200m L2= 250m L3=300m D1=0.59 ----------.6 Calcular o comprimento equivalente L de três tubos em serie cujo diâmetro final seja D=0.+ ..Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.+------------ Achamos L= 2173.59 D12. Figura 1. com a mesma rugosidade.63 L30.405 300 0.63 L10..97m Tubos em paralelo Vamos examinar tubos em paralelo com diâmetros e comprimentos diferentes.+ .305 250 0.br Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: L ------D5 = L1 -------.59 D32.255 -------.

O manual AWWA M32 recomenda para o modelo de redes de distribuição que : • Aumento da rugosidade C de Hazen-Willians: + 20% • Dimuição da rugosidade C de Hazez-Willians: .+ ---------. 1-33 .20% • Aumento da demanda: 15% a 25% • Diminuição da demanda: 15% a 25% Procura-se prever também a localização de demandas grandes de água em diversos locais da rede malhada.30m usando fórmula de HazenWillians.+ .63 L0. Deverá ser verificada também a capacidade dos reservatórios bem como das bombas centrifugas.252.17 Análise de Sensibilidade Os americanos costumam verificar a análise de sensibilidade das redes calculadas..47m Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: D5 ------.= L D15 -------.63 5000.59 0.202.7 Dados: D1=0.40m L1= 500m L2= 400m L3=450m Achar o comprimento do tubo equivalente com D=0.+ L2 D35 ---------.63 4500.br Exemplo 1.( Darcy Weisbach) L3 1.+ L1 D25 ----------.= ------.Curso de Rede de água Capitulo 1.20m D2= 0. 0.com.63 4000.25m D3=0..59 0.302.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.+ ---------- Achamos L=65..402.59 ----------.59 0.

L.18 Problemas usuais em adutoras Cálculo de adutoras de água potável. K Q III hf.I. • No terceiro procuramos o diâmetro. K hf II hf. dada a perda de carga total e a vazão. D. Caso a adutora corte a linha piezométrica. • No primeiro achamos a perda de carga total.Tipo de problemas usuais em adutoras Tipo de problema Dados Obter I Q. da linha de energia. Os problemas simples de escoamentos em tubos segundo Streeter. L. sendo o metro para o comprimento. L. ou devida ao atrito. no tubo é a única perda presente. como a velocidade máxima considerada é pequena. K D Problemas tipos A ABNT bem como outros livros. D. Então. ν. o m3/s para a vazão e m/s para a velocidade. não se aplicando os problemas tipos aqui apresentados. logicamente o diâmetro não será aquele encontrado na prática. nós admitimos que é desprezível o termo cinético da linha de carga ou como os americanos dizem.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com. transformemos a perda de carga localizada em comprimento equivalente e façamos a soma com o comprimento real. ν. dada a escolha da secção. Em outras palavras. indicam basicamente três problemas tipo. Tabela 1. de condutos de secção circular. Usamos aqui as unidades do sistema internacional.br 1. usando a fórmula de Darcy-Weisbach e três problemas tipos apresentados na ABNT PNB-591/77. não estamos levando em consideração a perda de carga localizada. mas isto poderá ser feito caso. Temperatura Considera-se que a temperatura é de 20ºC com a viscosidade cinemática correspondente.15. por gravidade. admitimos que coincide a linha piezométrica com a linha de carga. Q. • No segundo procuramos a vazão. isto é. ν. mas valerá apenas .Curso de Rede de água Capitulo 1. são entendidos como aqueles nos quais a perda de carga distribuída. Linha piezométrica Supomos também que a adutora de água potável que estamos estudando não corta a linha piezométrica. supondo o escoamento turbulento uniforme em tubos comerciais. Sistema S. dado o diâmetro e a perda de carga total. obter o valor mais próximo e depois verificar com o problema tipo número um. que é' o problema mais comum. deverá ser feito outro estudo para a resolução do problema. 1-34 .

7 + 5. D + 5.32 x (9.81 x 0. L.00m L=300m D=0.955 x D2 x (g x D x hf/L)0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter Q=? Dados hf.123m3/s 1-35 . Exercicio 1.14m3/s.20m L=400m K=0.994 A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1.25/200= 0.325 ------------------------------.8 Problema Tipo I Tipo de problema I Dados: Q=0.007 x 10-6 m2/s Hf=? Dados Q.021 x (400/ 0.0314m2 Q=Ax V Portanto V= Q/A= 0.46 x 0.00125/3.007x10-6) / (0.202/4=0.5 x ln[ K/(3.30m ν= 1. ν.021 [ln( 0.br Velocidade Considera-se que a velocidade varia com o diâmetro de acordo com a equação V=0.com.14m3/s D=0.30 x 6.00125 A=PI x D2/4= 3.46m/s Re= Vx D/ ν= 4.8+1.1316x0.9 Tipo de problema II Dados: Hf= 6.25mm ν=1.0314m2= 4.81x 0. ν.325 f = ------------------------------[ln( k/3.7xD) + (1.7 . L.74/ 88579940.74/ Re0.78 x 1.9)]2 f= 1.0/300)0.0/300)0.955 x 0. 0.20/ 1.5] = 0. K Obter hf K/D= 0.78 x ν) / (D x (g x D x hf/L)0.7x300) + (1.9)]2 hf= f x L/D x V2/2g= 0.857.-------------------=0.5x D.462/ (2 x9. D.007 x 10-6= 8.Curso de Rede de água Capitulo 1.5] Substituindo os dados do problema teremos: Q= -0.5 x ln[ 3/(3. D.20) x 4.30 x (9.30 x 6. K Obter Q Q= -0.81)= 42.58m Exercicio 1.

deverão ser tratados sem a ajuda do modelo.66 x [ K 1.30m 1. b) as redes de 150mm e 200mm que abastecem áreas residenciais. são freqüentemente colocadas na esqueletização. como por exemplo.66 x [ 0.4 x (L/gxhf) 5.00m Q=0.10 Tipo de problema Dados Obter III hf. K D Dados: Hf= 6. Q. Adotamos aqui o modelo denominado pelos americanos de Steady-State.81 x 6.04 D=0.75 + 1.25 x (300 x 0..04 = 0. O custo de Calibração de um modelo significa cerca de 10% do custo da rede malhada de água executa.4 x (300/9. Calibração do modelo Quando se faz um modelo é necessário verificar se o mesmo está de acordo com a realidade.br Exercicio 1. ν.40m deverão fazer parte do modelo adotado.2 ] 0.19 Regras básicas de esqueletização Vamos apresentar algumas regras básicas para esqueletização.30m ν= 1. f) os reservatórios elevado e apoiado.81x6.75 + νi x Q9.1232/ 9. isto é. O modelo pode simular variação de vazões. A precisão de um modelo é de 5% a 10%. L.Curso de Rede de água Capitulo 1.2 ] 0. e comerciais. cargas isoladas etc. acima de 0.com.0) 5.123m3/s L=300m D=0. e) as bombas podem as vezes entrar no modelo como um reservatório equivalente a altura manométrica.25 x (L x Q2/ g x hf) 4.01239. d) as bombas centrifugas e boosters deverão fazer parte dos modelos.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter D=? D=0. também deverão fazer parte do modelo.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.007 x 10-6 x 0.0) 4. A inclusão desta tubulação freqüentemente trás problemas ao modelo adotado. c) tubulações menores que 150mm que tem pouca vazão comparada com outros tubos. 1-36 .003 1. não são normalmente inclusas no modelo. é escolhida uma situação no caso a pior. a) tubulação de grande diâmetro. A curva das bombas e boosters são freqüentemente usadas. Os casos de áreas isoladas. Nos Estados Unidos já foram feitos muitos modelos com precisão de 5%.

br 1. -Erros nos dados .com.vazões concentradas nos nós e não distribuída como é realmente.Métodos de cálculos e numero de iterações Método de calculo Hardy Cross Newton Raphson Newton-Cross Teoria Linear Ano Numero de Iterações 1936 1954 1969 1972 635 24 151 4 1-37 . erros nos comprimentos. verificando no fim a solução.Esquema de uma modelagem matemática Poderá haver vários erros: Erro na escolha do modelo matemático: . escolha do C. diâmetros.16) temos quatro métodos conhecidos sendo o mais antigo o método de Hardy Cross com loops e que é necessário muitas iterações.16. Este é o método que usaremos neste livro.Curso de Rede de água Capitulo 1. O método de Newton-Cross que é uma mistura do dois precisa de menos iterações. Erro de truncamento -como exemplo o truncamento da serie binomial no método de Hardy Cross.como exemplo.20 Modelo matemático A solução de um problema está associado a escolha do modelo matemático que irá ser escolhido. onde o problema da quantidade de iterações é importante.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Na Tabela (1. A solução numérica de uma rede de água (análise) poderão ser facilmente comparadas para grandes redes. devido ao tempo de computador. Tabela 1.9. O método de Newton-Raphson precisa de bem menos iterações. escolha do K etc. pois precisa de pouquíssimas iterações. Problema Modelagem Resolução Modelo matemático Solução Figura 1. mas o método da teoria linear é o melhor de todos. Erro de arredondamento cometido durante os cálculos -aritmética de ponto flutuante como por exemplo passar da base decimal para base binaria.

Considere a queda de pressão na válvula redutora de pressão. Os dados de entrada do programa deverão estar no arquivo texto não documento.000 nós.f foi feito em Fortran 77 GNU. 1-38 . Streeter e Benjamin Wylie.Curso de Rede de água Capitulo 1. Pede também o número do tramo. No pseudo loop PS. combinado com a série de Taylor. Deverá ter sinal quando contrario ao ponteiro dos relógios e positivo no sentido horário. sai as vazões nos tramos com sinal e as cotas piezométricas nos nós.br 1. Como não está previsto a válvula redutora de pressão (VPR).Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. vazão que passa. bombas ou e boosters. O programa básico está no livro de mecânica dos fluidos do Victor L. Para válvula de retenção. de modo a atingir todos os nós. As unidades podem ser as inglesas (EN). o número de tramos. caso a bomba precisasse do sinal negativo. Quando no looping ou na verificação das cotas colocar o sinal ao contrario do que daria se fosse uma bomba. como pés cubico/segundo e pés. A saída dos dados é na tela ou em arquivo que você determinar fazendo: cross. a vazão. como uma bomba com curva característica da forma de uma reta. Plínio Tomaz em 28/03/91. pois.000 tramos e 5. Para as bombas (PU) o programa pede o número do nó da bomba ou boosters. É previsto reservatórios. pelo método de Hardy Cross. usei o seguinte artificio e deu certo. Não é necessário calcular previamente a curva da bomba. p. O programa pede também o número de tramos no looping e os referidos tramos nos looping com sinais. É a primeira tentativa. É pedido também a fórmula da resistência a ser usada Hazen-Willians (HW) ou Darcy Weisbach (DW). editora McGraw-Hill. o que é básico no método de Hardy Cross. a precisão nas vazões. Quando terminar. o comprimento e o diâmetro da tubulação. por exemplo.dat. como as unidades do Sistema Internacional SI) como o metro cúbico por segundo e metro. variação da vazão para curva da bomba e os quatro pontos da curva da bomba a começar pelo primeiro quando Q=0 espaçados conforme a variação de vazão mencionada. Colocamos o sinal positivo.txt O programa pede a unidade que pode ser EN ou SI. É necessário entrar com as vazões nos tramos.21 Programa de computador O programa Cross. O programa pede também o caminho dos nós e tramos. colocar zero e começar de novo. válvulas redutoras de pressão e perdas de carga localizada. o programa pede o número do tramo ou nó e a diferença de altura de reservatórios de acordo com o sinal. O programa pede também o número do nó e a cota do terreno.454.00001007 m/s2 e a rugosidade da tubulação. O programa prevê loops verdadeiros e loops falsos.exe > meuarquivo. então teríamos que colocar o sinal positivo. desde que os pontos sejam espaçados e começando da vazão zero e o numero de pontos deverá ser de 4 (quatro). deve-se eliminar o tramo e refazer o programa. Podem ser usadas as fórmulas de Hazen-Willians (HW) e Darcy-Weisbach (DW). O programa foi adaptado pelo Eng.com. No resultado. denominado cross. Trata-se do cálculo de redes malhadas ou não. a viscosidade cinemática que usualmente é 0. O programa é previsto para até 2. o programa o faz automaticamente.

válvulas etc. em bombeamento.22 Perdas localizadas As perdas de cargas localizadas são também chamadas de perdas singulares e são importantes. as vezes o desprezo das perdas de cargas tem levado a inúmeros erros de dimensionamento de conjuntos motor-bombas centrífugas. g= aceleração da gravidade 9. -------2. Os americanos traduziram para o inglês e saiu o livro Handbook of Hydraulic Resistance de autoria de I. As perdas localizadas são expressas em função de v2/2g através do coeficiente de perda de carga Ks .. Vamos citar alguns valores de Ks citados por Walski (1992) e Streeter (1986) conforme Tabela (1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Igualando-se as perdas de cargas fornecidas pela perda localizada e pela fórmula de Darcy-Weisbach. f= coeficiente de atrito(adimensional).81 m/s2. Idelchik.. o qual se encontra tabelado no livro citado. É muito difícil especificar claramente quando deve ser desprezada ou não. g Sendo: hL= perda localizada em metros. cotovelos. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) Comumente a perda de carga localizada é transformada em comprimento equivalente de tubo. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional). e considerando o comprimento equivalente Le temos: Ks . 1-39 . como mangueira. colocando-se comprimento equivalente. Os russos fizeram uma grande quantidade de pesquisas em perdas singulares as mais incríveis de se imaginar. Por exemplo.com.br O programa também não tem válvulas parcialmente abertas. grelhas etc. Ocorrem em curvas. 1. V= velocidade média em m/s. A perda de carga localizada pode ser transformada em comprimento equivalente. Alguns aconselham desprezar uma perda localizada quando a distância da tubulação for de aproximadamente 1000 diâmetros. D= diâmetro da tubulação em metros.17). 1994. D Le = ---------f Sendo: Le= comprimento equivalente em metros.Curso de Rede de água Capitulo 1. V2 hL= Ks .I. mas pode ser feito. Alguns autores desprezam as perdas localizadas quando as mesmas tem menos de 5% do total de perdas.

60 1. portanto ser considerado no cálculo do método de Hardy Cross.10 4.0 10. 1-40 .2 0.50 1.0 1.br Tabela 1.39 1.78 0.2 0.19 Em conclusão.8 27.75 0.9 0. qualquer perda localizada pode ser transformada em comprimento equivalente e ser.com.Curso de Rede de água Capitulo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.8 2.17.0 0.Coeficientes Ks de perda localizada Tipo de perda localizada Coeficiente de perda localizada Ks Válvula de gaveta aberta Idem ¾ aberta Idem ½ aberta Idem ¼ aberta Válvula globo aberta Válvula borboleta aberta Entrada bem arredondada Entrada em projeção Entrada suave Saída reservatório Cotovelo comum Cotovelo de raio médio Cotovelo de raio longo Te comum Curva de raio curto 0.

10). O método é extremamente simples e funciona mesmo. Estime a quantidade de água a ser usada além da linha e confira com o número de tubulares e capacidade de cada tubo para ver se eles são suficientes para atender aquela área escolhida. 1966 apresentou o método das secções que tive oportunidade de usar em Guarulhos quando queria conferir o equilíbrio de vazões de uma rede de distribuição bastante complicada conforme Figura (1.10.com.Curso de Rede de água Capitulo 1. Corte a rede numa séries de linhas aproximadamente paralelas e espaçadas por igual.br 1.Aplicação do método das secções Fonte: Fair et al. O método é o seguinte: 1.23 Método das secções O método das seções é destinado a conferir uma rede malhada e não é destinado ao dimensionamento da rede. 1966 1-41 . Fair et al.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 2. Figura 1.

005 L/s x m. o método não funciona e daí a sua pouca utilização na prática. pois pode ser usado facilmente usando planilha Excel da Microsoft.11 Dado a população de 1300hab. Assim vamos ajustando as vazões até a solução final.25 com comprimento total L=1080m. A vazão específica de distribuição qm será: qm= (1300 hab x 200 L/hab/dia x 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. Quando há vazões concentradas nos nós como é usual. No ponto (1) chega a água de dois lugares diferentes causando uma pressaoP1 e outra P2 de maneira que quando (P1-P2)/P1<0. qn=0. 1-42 . Calcular a rede da Figura (1. K2=1. É um método bastante simples. O método está muito bem explicado no livro Técnica de abastecimento e tratamento de água elaborado em 1967 pela Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP.20 x 1.br 1.0050 L/s x m Deve ser calculada as pressoes vinda de dois lugares nas quatro cortes fictícios da rede malhada e verificar se a diferença não passa de 10%.8). calculam-se as pressões e vazões e verificam-se os resultados nos locais onde foram feitos os seccionamentos conforme Figura (1.50)/ (86400x 1080) =0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com. Trata-se de uma rede malhada que é seccionada formando redes espinhas de peixe. Figura 1.Croquis de redes usando método do seccionamento fictício Exemplo 1.11).24 Método do seccionamento ficticio A desvantagem do método das seções fictícias é que só é aplicado para pequenas redes onde se consegue achar uma vazão distribuída por metro linear como por exemplo. Para bombas na rede ou perto de reservatórios o método também não dá para ser aplicado.11. quota per capita de 200 L/diaxhab e coeficiente K1=1.20.10 o problema é aceitável.

12).br 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Figura 1.5 / 86400= 0.13.625)= 960 Exemplo 1.Distância d máxima Sendo: L=100.Distância d máxima d x L x Qd / 10000= Qmax d= Qmax x 10000 /( Qdx L) 1-43 .com.625 L/s x ha [(L x d)/2] x Qd/ 10000 = Qmax d= Qmax x 2 x 10000/ (L x Qd) Figura 1. Qd= 150 hab x ha x 200 Lxha/dia x1.13 Qual o comprimento máximo que uma rede de PVC com vazão Qmax=3 L/s pode atingir conforme Figura (1.2 x 1.25 Distância entre condutos principais Em redes espinhas de peixe ou grelha interessa as vezes calcular a distância L entre as redes conforme Figura (1.625 L/sx ha d= (3 x 2 x 100000/ (100 x 0.13). Qmax=3 L/s Qd=0.12. Exemplo 1.12 Dado anéis de 200mm e redes de PVC com vazão máxima de 3L/s.Curso de Rede de água Capitulo 1.

000625 .Curso de Rede de água Capitulo 1.2d +120=0 Temos uma equação do segundo grau por tentativas achamos d=1814m 1-44 .14. Queremos saber a máxima distância d que podemos fazer conforme Figura (1.625 L/sx ha d= Qmax x 10000 /( Qd x L d= 3 x 10000 /( 0.000625 = ( d/100 -1) x 120 d 2 x 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.2d -120 d 2 x 0.14).000625m3/s x ha Qmax= 3 L/s= 0.003 x 10000 d 2 x 0.2d -120 d 2 x 0. Figura 1.000625 = ( d/100 -1) x 4 x 0.14 Dada uma rede malhada com rede secundaria espaçada de 100m.625 x 100)= 480m Exemplo 1.000625 = 1.625 L/sx ha= 0.com.1.br Sendo L=100m Qd=0.Distância d máxima d x d x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax L=100m Qd= 0.000625 = 1.003m3/s d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax 2 d x 0.

060 x (e/D) 3 Sendo: P2= pressão externa (kgf/cm2) P1= pressão interna (kgf/cm2) D=diâmetro (mm) e= espessura do aço (mm) Conforme Azevedo Neto os tubos de aço devem ter uma espessura mínima para evitar o colapso do mesmo conforme Tabela (1. P2-P1= 3. Devido a esta facilidade do conhecimento do coeficiente C de Hazen-Willians é que ainda é muita usada no Brasil e no mundo.3m 10.27 Colapso Uma tubulação pode ter sobrepressao e subpressao. Espinha de peixe A maneira mais prática de calcular que eu usei muito no SAAE de Guarulhos. Para isto fiz os cálculos de pressões e vazões em todas as redes e simulei em programa de computador uma vazão determinada em varias hidrantes.3m – 2.26 Qual fórmula usar: Hazen-Willians ou Darcy-Weisbach? Em redes malhadas ou espinha de peixe é indiferente usar uma fórmula ou outra e portanto.3m= 8. Cheguei a checar em varias redes de água em Guarulhos qual é o coeficiente de Hazen-Willians para tubulação de ferro fundido.Curso de Rede de água Capitulo 1.br 1.00m. 1.00m (pressão subatmosferica admissivel) Um tubo não pode ter pressão interna menor que -8.12). os especialistas preferem usar a mais simples. 1. foi calcular a rede como espinha de peixe e depois unir os diâmetros dos anéis de 200mm formando redes malhadas.com. A subpressão quando atinge valores abaixo de -8m causa o colapso da tubulação.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. a não ser em adutoras de grandes diâmetros e grandes velocidades. 1-45 . Existem tantas imprecisões na escolha das previsões populações e da demanda que as vezes a precisão da formula de Darcy-Weisbach não ajuda em nada. É mais fácil acertar as previsões para o coeficiente C de Hazen-Willians do que para o valor de K para a fórmula de Darcy-Weisbach.529. Depois na prática medi a vazão e a pressão de cada hidrante e aplicando teoria de Thomas Walski achei o coeficiente de Hazen-Willians. De onde surgiu o -8m ? Para a pressão de vapor de água a 20ºC é igual a 2. isto é. Uma das causas é a experiência e o uso do coeficiente C. Hazen-Willians.28 Colapso de tubo de aço Para tubos de ao a fórmula de Stwart conforme a antiga ABNT 591/77.3m e a pressão atmosférica é igual a 10. principalmente em redes.

br Tabela 1.Espessura mínima do tubo de aço conforme o diametro para evitar o colapso.16 Um tubo de aço exposto ao sol tem L=300m e sobre uma variação de temperatura de Δt= 20ºC. Diâmetro do tubo Espessura da parede do tubo de aço (mm) (polegadas) 700 a 900 ¼ 1000 a 1100 5/16 1200 a 1400 3/8 1500 a 1600 7/16 1700 a 1800 1/2 Exemplo 1.10 kgf/cm2 1. Achar a pressão de colapso.Curso de Rede de água Capitulo 1.2 x 106 kgf/cm2 C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) 1-46 .18. ΔL= L x C xΔ t ΔL= 300 x 12x10-6 x20= 0.30 Dilatação térmica do tubo de aço A dilatação térmica longitudinal do aço é dada pela equação: ΔL= L x C xΔ t Sendo: ΔL= variação do comprimento do tubo (m) L= comprimento do tubo (m) C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) Exemplo 1.com.15 Dado um tubo de aço com diâmetro D=1400mm e espessura do açode 3/8” (9. P2-P1= 3.072m 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.5/1400) 3 = 1.29 Espessura mínima dos tubos de aço e= (px D) / (2 x T) Sendo: e= espessura da parede (cm) D=diametro (cm) T= 1000 kgf/cm2 para o aço soldado e T=1400 kgf/cm2 aço costurado 1.529.5mm). Calcular a variação de comprimento.31 Tensão longitudinal do aço A tensão longitudinal no tubo de aço causada por uma diferença de temperatura Δt será: T= E x C xΔ t Sendo: T= tensão longitudinal do aço (kgf/cm2) E= módulo de elasticidade do aço= 2 a 2.060 x (9.

br Exemplo 1. E' importante observar que nos catálogos modernos esta fórmula por incrível que parece não foi localizada. Os estudos estao em catálogo antigo da Tigre. quando N=3 temos três dobras e quanto N=4 temos quatro dobras no achatamento O valor de P em kgf/cm2 é a pressao limite Para a relacao de Poisson 1/M adotadomos 1/M =0.3 P=E x(((PI4)/(N4*(N2-1)))*(D/(2*L)) 4+(N2-1)*(M2/(12*(M2-1)))*(2.30 o que nos fornece para o valor de M=3. A fórmula vale para qualquer tubo de PVC podendo ser para esgoto ou para agua.33 O valor do módulo da elasticidade para tubos de PVC a 20 graus centígrados variavel de 25000 a 30000 kgf/cm2.com.33 sendo: 1/M e' a relação de Poisson que é igual a 0. A fórmula que está aplicada aqui e para quando a espessura do tubo é menor que 0. No caso aqui estamos usando em tubos de PVC marca Tigre de esgotos sanitários com diâmetro variando de 75mm a 400mm que a gama de diâmetros existentes atualmente.17 Calcular a tensao longitudinal para um tubo de aço com variação de temperatura de 20ºC T= E x C xΔ t T= 2.15D N é tambem chamado de constante de achatamento.2x106x20x12x10-6=528 kgf/cm2 1. M=3.0*E/D) 2) x(2xE/D) P=Pressão de colapso em tubos de PVC de esgoto (kg/cm2) 1-47 .1D ou 0.32 Colapso de tubo de PVC de esgoto Objetivo:determinar a pressão externa uniforme máxima que um tubo de PVC suporta.3 a 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Quando N=2 temos duas dobras.

br 1.geocities. página 452 Vamos resolver o problema da Figura (1.06 0.18 Base: livro do Victor Streter.zip g77lib.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Vazões e pressões tirados da curva da bomba Q(m3/s) 0 0.txt que pode ser aberto e impresso usado o Wordpad.03 0.6).com. Fizemos o programa em fortran de forma não formatada para facilitar a entrada para aqueles não acostumados com o Fortran. Depois entrando no Windows em “program” ache “acessórios” e depois o “prompt do comando DOS”. Entrando no prompt do DOS faz-se: unsip de g77exe. O arquivo cross.zip Deverá ser arranjado o arquivo unzip.09 H(m) 30 29 26 20 1-48 . A bomba é fornecida pela Tabela (1. a saida de dados na tela do monitor e o programa em fortran cross. que este contém muitas informações escondidas que não podem aparecer no programa de entrada do Fortran. no C: do microcomputador.com/Athens/olympus/5564 achamos os arquivos: g77exe. Existe um arquivo em acrobat reader que é um guia tem 122páginas e contém as explicações das funções do Fortran Fazendo cross>exercicio1.Curso de Rede de água Capitulo 1.zip unzip g77doc. Trata-se de programa em MSDOS feito por editor de texto especial que não coloca os caracteres especiais escondidos do word comum.19).doc.zip g77doc.zip O programa g77 é um compilador gratuito do Fortran. 1982.zip unzip g77lib. Temos a entrada de dados. notando duas coisas fundamentais: Vazão zero (shut-off) Espaçamento da vazão Tabela 1.exe Nota importante: todos os três arquivos acima deverão ser instalados na raiz.33 Programa Fortran No site http://www.txt teremos a saída em arquivo exercício. ou seja.dat que é a entrada de dados em Fortran não é um documento ponto.19. Exemplo 1.f.

0 0.0 '&&' 0 0 1-49 .000001007 100.030 300 0.00 'PT' 5 117.0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 '&&' 00000000000 'PT' 5 117.com.0 0 0 0 0 'PU' 8 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.00 '&&' 0 0 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 100.0 26.0 'HW' 2 0.0 'PT' 4 100.001 0. 'SI' 30 0.0 29.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.3 100 0 0 'HW' 5 0.120 600 0.br Figura 1.15 100 0.6 100 0 0 'HW' 4 0.06 0.3 100 0.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Entrada de dados em arquivo cross.0 0 'HW' 3 0.000 500 0.0 20. como é usual em alguns programas em Fortran.dat da Figura (1.3 100 0 0 'PS' 6 0 15.0 'PT' 3 135.030 400 0.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18.0 5 'HW' 1 0.0 'PT' 2 150.030 300 0.15.12). Notar que a entrada de dados não é formatda.03 30.

0 0 0 'HW' 2 0.0 5 Nota: 1 é o número do tramo Nota: 0.0 0 0 Nota: PS que dizer Pseudo-Loop Nota: 6 é o numero do pseudo. Abaixo daremos algumas explicações que não deverão constar da entrada de dados já feita acima. Nota: 29.0 Nota: para termino usar ´&&´ e não esquecer que temos 7 valores 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 Nota: PT é um carácter com duas letras e no caso coloquei as iniciais do meu nome.03 30. quando a vazão é igual a zero.03 são as vazões em m3/s da curva da bomba Nota: 30.06 0.30 100.00 é a distância em metros Nota: 0.120 é a vazão em m3/s Nota: 600.loop Nota: 0 vago Nota: 15.0 0.00m é a pressão em shut-off.15 100.00 são valores da altura manométrica 'PU' 8 0.0 0 0 0 0 Nota: PU quer dizer pump.001 é a tolerância na vazão em m3/s Nota: 0.30m é o diâmetro da tubulação em metros Nota: 100 é o valor da rugosidade no tramo Nota: 0 reservado Nota: 0 reservado 'HW' 1 0. bombas em português Nota: 8 é o numero da posição da bomba na rede Nota: São os pontos que precisamos para calcular os valores A.12).000 500. Notar que a entrada de dados não é formatada.0 0 0 'HW' 3 0.0 0 0 'HW' 4 0. ou seja.0 29.000001 é a viscosidade cinemática Nota: 100 é o valor da rugosidade de Hazen-Willians Nota: 5 é o número de cotas no terreno 'SI' 30 0. 20.0 20. Usamos no programa Fortran ponto ao invés de virgula. isto é.30 100.030 300. Nota: o número 3 significa o número de tramos que são três Nota: os tramos estão com sinal: 2 1 -3 1-50 .Curso de Rede de água Capitulo 1.C da bomba.com.06 e 0.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18.0 0 0 'HW' 5 0.0 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.001 0.030 300.30 100. como é usual em alguns programas em Fortran.0 0.0 26.000001 100.br Entrada de dados em arquivo cross. Nota: SI é sistema internacionaç Nota: HW é que iremos usar a formula de Hazen-Willians Nota: 30 é o número de iterações máximas que consideramos Nota: 0.B.dat da Figura (1. Nota: 0.6 100.120 600.0 26.0 é o desnível no loop 150-135=15m Nota> os quatro valores de 0 estao vagos 'PS' 6 0 15.0 0.030 400.0 0.

Nota: terminar com zeros até completar 11 números 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 Nota: temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 1 número do nó e a cota admitida 100.0 Nota: final com 2 zeros '&&' 0 0 1-51 .00 Nota: é o término e temos dois zeros espaçados aleatoriamente '&&' 0 0 Nota: 5 é o inicio da sequencia. depois nó 2 e assim por diante até atingir toda a rede. depois 4 que é o nó.0 'PT' 3 135.Curso de Rede de água Capitulo 1. Depois teremos 8 que é a bomba. Depois teremos tramo 2.com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 Nota: é o final e notar que temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 5 é o número da cota Nota: 117.0 'PT' 2 150.00m 'PT' 1 100.0 'PT' 4 100.br Nota: terminado o numero 3 signfica que temos mais três tramos 4 -5 3 Nota: o numero 3 indica novamente que temos três tramos 6 -4 -1 Nota: o numero 3 indica mais três tramos que são 5 7 8 Nota: importante que em cada linha temos que ter 11 números e se não tiver números preencher com zeros espaçados.00 é o valor da cota 'PT' 5 117.0 'PT' 5 117.

811 2 150.300 100.31 IX= 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 100.78 6.91 -12. 1 SOMA DAS CORR.0 20.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0. DA VAZAO= 0. O arquivo cross.00000 5 0.13 2.00 7 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 18. Não pode ser feito usando o WORD.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.03 12.000 2 150.0 0.00100000005 1.00000 6 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 15.Curso de Rede de água Capitulo 1.027 0.030 H= 30.0 29.600 100.000 0. mas para sair em arquivo fazemos assim: Cross>saida1.0 COEF. 2 SOMA DAS CORR.00000 3 0.com.044 1-52 . DA VAZAO= 0.000 5 117.I.DA BOMBA IGUAL= 30.txt SI 30 0.000 3 135.1385 ITERACAO N0.00000 2 0.44 2 -0.09 0.034 -1. 5 SOMA DAS CORR.0 0.00000 4 0.000 500.120 600.br Saida de dados na arquivo saida1. DA VAZAO= 0.080 1.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0. 4 SOMA DAS CORR.0 26. 5 ESPEC.0034 ITERACAO N0.300 100. 3 SOMA DAS CORR. DA VAZAO= 0.300 100..19 3 0.00700004E-006 100.79 9.000 4 100.811 100.36 -41.dat de entrada dos dados entra automaticamente no programa cross.840 IND= 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 0 ITERACAO N0.txt O arquivo cross.1040 ITERACAO N0. DA VAZAO= 0.0 0.044 150.111 -555.0372 ITERACAO N0.000 37.02 0.000 -11.exe A saída padrão é na tela.0 0.03 4 0.33 2. COTA TERR.dat deverá ser feito com com o WORDPAD que tem no Windows.143 2.030 300.26 20.000 NO' COTA PIEZ.030 400.0 0. UNIDADES S.094 1.030 300.DQ= 0.95 5 0. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 137.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00 8 CURVA BOMBA.556 -6172.150 100.

STREETER E C E.DESDE QUE OS PONTOS C SEJA ESPACADOS E COMECANDO DA VAZAO ZERO E O NUMERO DE C PONTOS DEVERA' SER DE 4(QUATRO).br 3 135.com.NO LIVRO HA VARIOS EXEMPLOS.000 5 117. C NOTA: mudei nesta versao para entrada nao formatada C assim ficara mais facil C VERSAO:2 25/7/93 C RESULTADO VAZOES NOS TRAMOS E COM SINAL.000 0.000 Programa cross.044 37.000 4 137.000 117.BOMBAS OU E BOOSTERS.f -o cross.044 135. PES C ENG PLINIO TOMAZ 28/03/91 C COMPILADOR G77 gratuito C g77 cross.797 100.CALCULA C COM RESERVATORIOS.797 0. BENJAMIN WYLIE .exe C ENTRADA OS DADOS ESTAO NO ARQUIVO TEXTO EM CODIGO ASCII CROSS.DAT C SAIDA NA TELA C ENTRADA 1-53 .VALVULA REDUTORA C DE PRESSAO E PERDA DE CARGA LOCALIZADA C BIBLIOGRAFIA LIVRO DE MECANICA DOS FLUIDOS DO VICTOR L. PELO METODO DE HARDY C CROSS. SETIMA EDICAO DA MCGRAW-HILL C PAGINA 454.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.f em fortran C********************************************************************* C PROGRAMA CROSS.COMBINADO COM O METODO DE NEWTONRAPHSON. METRO C ES: NORMAS INGLESAS PES CUBICO/SEGUNDO. O PROGRAMA O FAZ AUTOMATICAMENTE. C NECESSARIO LOOP VERDADEIRO E AS VEZES O LOOP FALSO C NAO E' NECESSARIO CALCULAR PREVIAMENTE A CURVA DA BOMBA C POIS. C NOTA 2 TRAMOS: 2000 C NOS: 5000 C NUMERO DE TRAMOS EM UM LOOP:100 C NOTA 3 FORMULAS USADAS: HAZEN WILLIANS(HW) E DARCY WEISBACH(DW) C UNIDADES SI:SISTEMA INTERNACIONAL METRO CUBICO/SEGUNDO.Curso de Rede de água Capitulo 1.F C OBJETIVO CALCULO DE REDES MALHADAS OU NAO.COTA PIEZOMETRICA DOS NOS C NOTA 1 NECESSARIO ENTRAR COM AS VAZOES NOS TRAMOS.

VAZAO QUE PASSA.VISCOSIDADE CINEMATICA. 1-54 . NUMERO DO TRAMO OU NO'.com.RUGOSIDADE C FORMULA. NUMERO DO NO DA BOMBA OU BOOSTERS. FIZ UM TESTE DO EXERCICIO DA PAGINA 462 ALTERANDO C O TRAMO 9 E SUBDIVIDINDO EM DOIS TRAMOS UM SENDO 9 E OUTRO 23 E C COLOCANDO A "BOMBA" DE NUMERO 22 E OS PONTOS 20 E 21 A MONTANTE C E A JUZANTE RESPECTIVAMENTE.NUMERO DO TRAMO. COLOCAR ZERO E COMECAR C OUTRA SEQUENCIA DE NOS E TRAMOS E ASSIM POR DIANTE.PRECISAO. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NOTA 4 COMO NAO ESTA' PREVISTO VPR OU SEJA VALVULA REDUTORA DE PRESSAO C USEI O SEGUINTE ARTIFICIO E DEU CERTO !: CONSIDERE A QUEDA DE C PRESSAO DA VALVULA COMO UMA BOMBA COM CURVA CARACTERISTICA DA C FORMA DE UMA RETA.COLOCAMOS O SINAL POSITIVO. POR EXEMPLO.DEVERA' TER SINAL QUANDO CONTRARIO AO PONTEIRO DOS RELOGIOS C E POSITIVO NO SENTIDO HORARIO.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. DIFERENCA DE ALTURA DE RESERVATORIOS C PU. C QUANDO NO LOOPING OU NA VERIFICACAO DAS COTAS COLOCAR O SINAL C AO CONTRARIO DO QUE DARIA SE FOSSE UMA BOMBA.DIAMETRO C PS.COMPRIMENTO.Curso de Rede de água Capitulo 1. NUMERO DE TRAMOS. QUANDO TERMINAR.COTA DO RESERVATORIO C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C CAMINHO DE NO'S E TRAMOS.ELIMINANDO O TRAMO.VARIACAO DA VAZAO C PARA A CURVA DA BOMBA. C NOTA 5 O PROGRAMA NAO PREVE VALVULA DE RETENCAO.VAZAO. CASO C A BOMBA PRECISASSE DO SINAL NEGATIVO. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DE TRAMOS NO LOOPING E OS REFERIDOS TRAMOS NOS LOOPING COM SINAIS C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DO NO'. MAS PODE SER FEITO C REFAZENDO O PROGRAMA NOVAMENTE.br C UNIDADE. ENTAO TERIAMOS QUE COLOCAR C O SINAL POSITIVO. NOS E TRAMOS DE MODO A ATINGIR TODOS OS C OS NO'S. OS QUATROS PONTOS DA CURVA DA BOMBA A COMECAO C PELO PRIMEIRO QUANDO Q=0 ESPACADOS CONFORME A VARIACAO DE VAZAO JA' C VISTA ACIMA.

PERDA DE CARGA.LE.PODE SER TRANSFORMADA EM COMPRIMENTO C EQUIVALENTE.KP.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.NTY.NCOTAS INTEGER*4 NUM_COTA REAL*4 FLAGUE.LE.I2.H.FOR C FEITO POR NOS.MULTIPLICADOR.VNU REAL*4 X1.TOL.QQ.'DW'.I.ONDE A PERDA LOCALIZADA ENTRA COM FORMULA C H=RESISTENCIA*Q**2.R.0001) DIMENSION ITY(4).DDQ.S(N_TRAMOS_LOOP).USAR O PROGRAMA MINORLOS.LE.ID.NUM_COTA(ELEMENTOS) DATA ITY /'HW'.G.'SI'/ 10 DO 12 J=1.TOLERANCIA.IP.X3.ELEM.HDQ.ITYPE.br C NOTA 6 O PROGRAMA NAO TEM VALVULAS PARCIALMENTE ABERTAS.I1.X4.N_TRAMOS_LOOP=100.IND.ELEM(ELEMENTOS) $ . N_TRAMOS) ITYPE(J)=5 IF (J .ID/'EN'.MAS PODE SER C FEITO.POSITIVE DH IN ELEMENT IS C HEAD DROP REAL*4 Q.J.UNITS REAL*4 BB INTEGER*4 IX.K.ITY. COLOCANDO-SE COMPRIMENTO DE TUBULACAO EQUIVALENTE.DH.X5.PERDA.DEF. IE/'&&'/.'PS'. ELEMENTOS) IX(J)=0 12 IND(J)=0 1-55 .ELEMENTOS.COTAS DO TERRENO E PRESSAO C NOTA 10 PARA CALCULO DE PERDAS LOCALIZADAS.PERDA(N_TRAMOS).IND(ELEMENTOS).SS.HH..COTATERRENO PARAMETER(N_TRAMOS=2000.Curso de Rede de água Capitulo 1.Q(N_TRAMOS).ITYPE(N_TRAMOS). C********************************************************************* * C HARDY CROSS LOOP BALANCING INCLUDING MULTIPLI RESERVOIRS & PUMPS(PU) C HAZEN-WILLIANS(HW) OR DARCY-WEISBACH(DW) MAY BE USED FOR PIPES C ENGLISH(EN) OR SI UNITS(SI) MAY BE USED.'PU'/. $IX(ELEMENTOS) DIMENSION AREA(N_TRAMOS).DQ.MULTIPLICADOR(N_TRAMOS) DIMENSION COTATERRENO(ELEMENTOS).ELEMENTOS IF (J . C NOTA 8 O PROGRAMA FOI APORTUGUESADO C NOTA 9 FOI ACRESCIDO VELOCIDADE.X2.AREA.EN. C NOTA 7 QUALQUER PERDA LOCALIZADA.REY.S.NT INTEGER*4 N_TRAMOS.H(ELEMENTOS).ID(2).N. N_TRAMOS) H(J)=FLAGUE IF (J .QUE E' PARABOLA PASSANDO PELA ORIGEM.ELEMENTOS=10000) PARAMETER(FLAGUE=-1000.EX.com.N_TRAMOS_LOOP.TOLERANCIA=0.KK CHARACTER*2 IE.

) X3=DEF EX=2.VISCOSIDADE EM FT**2/SEC='.EQ.*) NT.8704) AREA(I)=0.*) NT.EQ.NCOTAS C KK=NUMERO DE ITERACOES TOL=TOLERANCIA NA VAZAO C VNU=VISCOSIDADE CINEMATICA DEF=RUGOSIDADE C NCOTAS=NUMERO DE NOS PARA AS COTAS DO TERRENO 15 FORMAT( A2.18) VNU 18 FORMAT(' ESPEC.727 G=32.KK.F10.NTY 41 IF (X3 .X3.KK.X2. UNIDADE INGLESA.TOL..TOL.3F10.F5.42.852*X2**4.*) NT.64).DAT'. UNIDADES S.7854*0. ID(2)) GOTO 20 WRITE(6. 0.NCOTAS WRITE(*.7854*X2*X2 !AREA DA SECCAO TRANSVERSAL 1-56 .7) UNITS=4.3X.7) UNITS=10.53. 0) THEN MULTIPLICADOR(I)=1000.F10.DEF.I8) IF (NT .EQ.F10.com./X1 ! PARA CALCULAR PERDA DE CARGA POR 1000 END IF DO 32 NTY=1.5.3) IF (NT .EQ.*G*X2**5*0. X2=DIAMETRO EX=1.21) VNU 21 FORMAT(' ESPEC. ELEM(KP)=X1/(2.5.X1.4.3.674 G=9.) X3=DEF ! RUGOSIDADE ELEM(KP)=UNITS*X1/(X3**1.I.806 22 WRITE(6. IE) GOTO 68 Q(I)=QQ IF (X2 .3.I.F10.I5. 0.I8.24) TOL.DEF.EQ.VNU. $I5 // ' TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG') 26 READ(5.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1.4 IF (NT .KK 24 FORMAT(' TOLERANCIA NA VAZAO ='.NE.7854) !RESISTENCIA DW AREA(I)=0.852 GOTO 43 42 IF (X3 .X4.174 GOTO 22 20 WRITE(6.2F10.FILE='CROSS.F10.X5 C I= NUMERO DO NO QQ=VAZAO COM SINAL X1=COMPRIMENTO X2=DIAMETRO C X3=RUGOSIDADE 30 FORMAT(A2.F10.VISCOSIDADE EM M**2/SEC='. ITY(NTY)) GOTO 33 32 CONTINUE 33 ITYPE(I)=NTY KP=4*(I-1)+1 GOTO (41.VNU.7854*X2*X2 !AREA.' NO DE ITERACOES='.7.br C READ PARAMETERS FOR PROBLEM AND ELEMENT DATA OPEN(5.STATUS='OLD') READ(5.QQ.

4F8.F7.DQ='.KK DDQ=0.3.4F11.PIPE.br ELEM(KP+1)=1. IE) GOTO 78 I1=I2+1 GOTO 70 78 IF (I1 .LE.66) I.J=1.3.EQ.X4.I1 I=IND(IP+J) IF (I) 81.' DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS='. HDQ=0.45) I.*X3+X2)/(2. $' COEF.F18.X5.7854*X2*VNU) ELEM(KP+2)=X3/(3.3.82 81 S(J)=-1.' H='.*(X4-X3)-X2)/(6.X2.X1.104).I=I1.F12.F14. I=-I GOTO 83 82 S(J)=1.X3.*X1 ELEM(KP+1)=(X3-X2)/X1-ELEM(KP+2)*X1-ELEM(KP+3)*X1*X1 WRITE(6./(0.(IND(I).7*X2) 43 WRITE(6.X2.2) GOTO 26 64 ELEM(KP)=X2 ELEM(KP+3)=(X5-3.79) (IND(I). GOTO 26 53 ELEM(KP)=X1 WRITE(6. PIPE.3) GOTO 26 C READ LOOP INDEXING DATA . 1) GOTO 140 WRITE(6. 83 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (91. 0) GOTO 124 DH=0.110.Q(I).*X1**3) ELEM(KP+2)=(X4-2.X3 45 FORMAT (I5.X1.com.1.(ELEM(KP+J-1).F12.4) 66 FORMAT( I5.15I4) IF ( NT .*) NT.*X1**2)-ELEM(KP+3)*3. PIPES. IP=1 80 I1=IND(IP) IF (I1 .I=1.F10.103.NTY 1-57 .EQ.1/5X. DO 110 J=1.55) I.IND=NC.DA BOMBA IGUAL='.92.2X. ETC CLOCKWISE +CC68 I1=1 70 I2=I1+10 ! Mudei de 14 para 10 para ter na linha no maximo 11 READ(5.I2) 75 FORMAT( A2.5) EN=EX-1.X1 55 FORMAT( I5.Curso de Rede de água Capitulo 1.I1) 79 FORMAT(' IND='/(11I4)) C BALANCE ALL LOOPS DO 130 K=1.' CURVA BOMBA.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

1.N_TRAMOS NTY=ITYPE(I) GOTO(142.NTY 142 WRITE(6.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.EQ.F10./REY PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 C TEMOS ABAIXO RESISTENCIA=ELEM(KP)* F CALCULADO POR SWAMEE 94 R=ELEM(KP)*1.150).Q(I)/AREA(I). DA VAZAO='.Q(I).142.com.125) K.Curso de Rede de água Capitulo 1. IF (REY-2000.PERDA(I).*ELEM(KP+3)*Q(I)**2) 110 CONTINUE IF (ABS(HDQ) . $MULTIPLICADOR(I)*PERDA(I) 143 FORMAT(I5.'. TOL) GOTO 140 130 CONTINUE 140 WRITE(6.143) I.150. DQ=-DH/HDQ DDQ=DDQ+ABS(DQ) DO 120 J=1.4) IF (DDQ .F10. TOLERANCIA) HDQ=1.br 91 R=ELEM(KP) PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 92 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY .I1 I=IABS(IND(IP+J)) IF (ITYPE(I) .DDQ 125 FORMAT(' ITERACAO N0.LT.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.94.9))**2 PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN !INTRODUZI AS PERDAS AQUI 95 DH=DH+S(J)*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN HDQ=HDQ+EX*R*ABS(Q(I))**EN GOTO 110 103 DH=DH+S(J)*ELEM(KP) GOTO 110 104 DH=DH-S(J)*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) HDQ=HDQ-(ELEM(KP+1)+2.' SOMA DAS CORR.3F10.*ELEM(KP+2)*Q(I)+3.) 93.LT.LT.141) 141 FORMAT(' TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000') DO 150 I=1. 3) GOTO 120 Q(I)=Q(I)+S(J)*DQ 120 CONTINUE IP=IP+I1+1 GOTO 80 124 WRITE(6.150.) REY=1.3.74/REY**0.94 93 R=ELEM(KP)*64.2) 150 CONTINUE 1-58 .I4.

1-59 . I=-I GOTO 183 182 SS=1.199.HH 155 FORMAT(A2.I8.3) IF(NT .com.JUNC.20X.*) NT. 1) I1=IX(IP) I=IX(IP+J) N=IX(IP+J+1) IF (I) 181.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.IX=JUNC.I1) 171 FORMAT(' IX='/(15I4)) C********************************************************************* * C LEITURA DO NUMERO DO NO E DA COTA DO TERRENO I=1 700 CONTINUE READ(5.510) J.*) NT.NCOTAS J=NUM_COTA(I) WRITE(6.3) END DO C******************************************************************** IP=1 180 DO 200 J=1.I=1.182 181 SS=-1.J. IE) GOTO 710 COTATERRENO(J)=BB GOTO 700 710 CLOSE(5) ! FECHA O ARQUIVO WRITE(6.br C READ DATA FOR HGL COMPUTATION .F10.ELEM. ELEMENT . IE) GOTO 170 I1=I2+1 GOTO 162 170 WRITE(6.2 IF (J .EQ.F10.3) IF (NT .ETC 152 READ(5.COTATERRENO(J) !IMPRIME NA TELA OS NOS E COTAS TERR.(IX(K). IE) GOTO 160 H(K)=HH GOTO 152 C*********************************************************** 160 I1=1 162 I2=I1+10 ! mudei 14 para 10 para termos 11 em cada linha READ(5.EQ.F10.*) 'NUMERO DO NO COTA TERRENO' DO I=1.JUNC.K=I1.EQ.*) NT.BB !COTAS DO TERRENO NUM_COTA(I)=J I=I+1 503 FORMAT(I8. 510 FORMAT(I8.171) (IX(I).Curso de Rede de água Capitulo 1.EQ.(ELEMENTOS-2).I2) IF (NT .K.

3F10.EQ.Curso de Rede de água Capitulo 1.br 183 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (184.3) 220 CONTINUE 99 STOP 'TERMINADO O PROGRAMA CROSS.H(N).NTY 184 R=ELEM(KP) GOTO 188 185 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY . 0) GOTO 205 200 I1=N 205 IP=IP+J+3 GOTO 180 210 WRITE(6.N_TRAMOS IF (H(N) ./REY GOTO 188 187 R=ELEM(KP)*1. 1. 0) GOTO 210 IF (IX(J+IP+2) .EQ.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.187 186 R=ELEM(KP)*64. ) REY=1.H(N)-COTATERRENO(N) 520 FORMAT(I8.215) 215 FORMAT(' NO'' COTA PIEZ.189.185. FLAGUE) GOTO 220 WRITE(6.EXE-VERSAO 3' END C******************************************************************** Observar que o Streeter usa a curva de uma equação do terceiro grau de uma bomba na forma: H= Ao + A1 Q + A2x Q 2 + A3 x Q3 1-60 .325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.EQ.520) N.74/REY**0.com.LT.187. PRESSAO EM COLUNA DAGUA') DO 220 N=1.9))**2 188 H(N)=H(I1)-SS*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 199 189 H(N)=H(I1)-SS*ELEM(KP) GOTO 199 190 H(N)=H(I1)+SS*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) 199 IF (IX(J+IP+3) . COTA TERR. IF (REY-2000.199).190.) 186.COTATERRENO(N).

0 0.0005 9 'DW' 1 3.4 4000. 1982 Dados: arquivo cross.0 0.0 0. 3000.5 0.0005 0 0 'DW' 9 1.0 0.0 0.8 0.com.0005 0 0 'DW' 5 0.0 0 0 0 0 'PS' 14 0 20.6 0. 0.5 0.0005 0 0 'DW' 4 0.6 0.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.0 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.8 0.4 4000.0 0.0005 0 0 'DW' 8 0.br Exemplo 1.19 da página 461 do livro do Victor Streeter Figura 1.0005 0 0 'DW' 11 0.000001007 0.0005 0 0 'DW' 2 1.6 0. 4000. 3000.16) 'SI' 30 0.6 3000.0 1.0 0.16.5 3000.0 0 0 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 'PT' 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -1 1-61 . 0. 3000.3 0.0005 0 0 'DW' 7 0.5 3000.0 0.dat que pode ser aberto com o Worldpad Figura (1.0005 0 0 'DW' 12 1.0005 0 0 'DW' 3 1.001 0.0 3000.0 0.0005 0 0 'PS' 13 0 -45.4 4000.0005 0 0 'DW' 10 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. 1.

000 3000.800 0.00050 2 1.6128 ITERACAO N0.0 0. DA VAZAO= 0.2056 ITERACAO N0.000500000024 9 ESPEC.00050 11 0.000 3000.000 0.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1-62 .00 IND= 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 -1 0 ITERACAO N0.500 0.600 0.0 0. DA VAZAO= 0.000 4000.00050 13 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= -45.0 1.000 0.400 4000.400 4000.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.00050 5 0.0 0.00050 9 1.500 3000.0 0.500 3000. 1 SOMA DAS CORR.0 1.0590 ITERACAO N0. DA VAZAO= 0. 3 SOMA DAS CORR.3400 ITERACAO N0.0 0.00050 12 1.00 14 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 20.00050 3 1. 6 SOMA DAS CORR..000 3000. UNIDADES S.00050 4 0.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 3.000 3000.0 1. DA VAZAO= 0.600 3000.00050 8 0.00100000005 1. DA VAZAO= 1.500 0.800 0.0203 ITERACAO N0.000 0. DA VAZAO= 0.00050 10 1. 4 SOMA DAS CORR.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.0020 ITERACAO N0. 7 SOMA DAS CORR.I.Curso de Rede de água Capitulo 1.600 0.com.0064 ITERACAO N0.600 0. 5 SOMA DAS CORR. 8 SOMA DAS CORR.0 0. DA VAZAO= 0. 9 SOMA DAS CORR. 2 SOMA DAS CORR.00700004E-006 0. DA VAZAO= 0.1510 ITERACAO N0.300 0.br 'PT' -11 6 12 9 0 2 9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 'PT' 2 400 'PT' 3 400 'PT' 4 400 'PT' 5 475 'PT' 6 400 'PT' 7 400 'PT' 8 500 'PT' 9 300 '&&' 0 0 Fim 7 -8 8 0 Saída em arquivo exercicio2.0 0.00050 7 0.0 0. DA VAZAO= 0.txt aberto com Wordpad SI 30 0.400 4000.

28 10 1.00 IX= 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -11 6 12 9 0 2 9 7 -8 8 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 520.73 6.39 2.62 9.000 3 400.199 1.000 6 400.000 7 400. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 520.251 1.001 500.000 81.70 0.008 6 490.153 Fim 1-63 .13 5 0.948 1.052 0.29 11 -0.478 4 481.000 0.24 9 0.104 0.00 0.000 520.35 -0.10 3.18 2.274 1.000 91.11 1.000 2 400.000 9 300.40 2.411 400.com.28 10.153 300.001 9 332.000 -0.45 15.71 0.222 0.37 0.389 5 474.000 99.94 12.000 5 475.992 475.389 400.34 12 1.21 5.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.925 2.000 104.000 32.000 NO' COTA PIEZ.br 1 1.31 3 0.01 6.297 400.93 4.44 -1.20 2 0.44 0.000 90.000 4 400.59 5.126 -0.400 4.Curso de Rede de água Capitulo 1.478 400.977 1.37 4 0.000 8 500.411 3 491.23 8 0.95 0. COTA TERR.13 7 0.297 8 500.123 7 499.000 0.123 400.000 2 504.

1982 1-64 .Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Streeter e E.com.17.br Exemplo 1. Benjamin Wylie Figura 1.20 página 462 Mecânica dos fluidos do Victor L.Curso de Rede de água Capitulo 1.

isto é. número de nós (j) e número de loops (m) será constante: i= j+m -1 A rede malhada da Figura (1. faltam duas equações. Stephenson. sendo praticamente impossível a resolução do mesmo sem o computador. da mesma maneira que temos no método de Hardy-Cross. O método só pode ser feito através de microcomputadores.15) tem 6 nós e isto nos dará 5 equações da continuidade independentes que são facilmente montadas assim: Vazão que entra e vazão que sai Quando a vazão entra é positivo.br 1.18. Figura 1. usando o método de Gauss ou de Gauss-Jordan.34 Método da Teoria Linear O método da teoria linear para análise de redes de água foi desenvolvido por Roland W.com. Stephenson. Quando a vazão sai do nó é negativo: Q1 + Q4 = 2000gmp = 2000 x 9.34 Q3 – Q4 = -2.34 Temos sete variaveis e somente 5 equações. 1984 alerta que quando a diferença de pressão é muito baixa em um tramo teremos problema de convergência mesmo no método da teoria linear. Jeppson no seu livro Analysis of flow in pipe networks em 1976. 1984 informa que Wood e Charles em 1972 propuzeram um método de converter equações para equações lineares. 1976. A grande vantagem do método da teoria linear é que não precisa de inicialização. de valores admitidos antecipadamente e converge em aproximadamente 4 a 10 iteraçoes.Esquema de aplicação do método da teoria linear Basicamente o método da teoria linear é a montagem de um sistema de equações não lineares que através de um artifício são linearizadas. O método da teoria linear tem diferenças entre os métodos de Hardy-Cross e Newton-Raphson.99223 ft3/s=4.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1.23 -Q5 – Q6= 3. As duas equações são montadas aplicando o seguinte truque: 1-65 . O sistema de equações lineares é então resolvido por cálculo de matrizes. 1984 mostra que no método da teoria linear a relação envolvendo número de trechos (i) . Portanto. Stephenson. Vamos mostrar de uma maneira bem simplificada o que fez Jeppson.45 -Q1 – Q2 +Q5=0 Q2 –Q3 –Q7= -3.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. sem termos uma inicialização como o método de Hardy-Cross.br Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Sendo: R1=[R x Qn-1 ] Um dos truques de inicialização de Jepson é usar a vazão unitária 1. Stephenson.402 e assim por diante. Isto também foi idéia de Wood e Charles em 1972 conforme Stephenson.264 Q4=0 1.402 Q2=0 Temos portanto 7 incógnitas e 7 equações.Curso de Rede de água Capitulo 1. cálculos todos os valores de R para cada tramo.19. Figura 1.71 no tramo 2 R2=0. Para resolver precisamos usar sistema de matrizes Gauss.35 Q7 + 0. 1984. Q3.Esquema de rede conforme Jepson 1-66 . Assim teremos no tramo 1 R1=4. Assim como se a vazão fosse 1.402 Q2 -1.3 Q6 + 3. Fazendo procedemos achamos mais duas equações necessárias do loop que são: Sentido horário: positivo Sentido anti-horario: negativo 4.com. Q5. 1984 como inicialização a velocidade unitária 1m/s para todos os trechos de tubulações.Jordan. Em três ou quatro iterações o problema está resolvido.71 Q1 – 0. Q6 e Q7. por exemplo. Achamos então os valores de Q1.37 Q3 -0. Q2.14 Q5 -11. Uma outra alternativa é estimar que em todos os trechos de tubulação haja para inicialização um regime laminar. Usando estes valores como iniciais recalculamos tudo de novo: Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Até ponto em que a vazão obtida é praticamente igual a vazão anterior num erro que toleramos. Q4.

br Figura 1.Esquema de rede conforme Jepson Figura 1.20.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.21.Curso de Rede de água Capitulo 1.Esquema de rede conforme Jepson 1-67 .com.

CRC Press. EPUSP. Abastecimento de água. Ann Arbor Science Publisher. Hidráulica Geral.1967.pdf http://www. -BILLINGS MR. -WALSKI. Forecasting Urban Water Demand. Handbook of Hidraulic Resistance. 1982. 1984. 1-68 . 1990. 2004.I.A. MILTON TOMOYUKI.mwhsoft. 1992.35 Bibliografia e livros consultados: -ANALYSIS OF COMPLEX NETWORKS acessado em 16 de abril de 2007 -AWWA MANUAL M32. McGraw-Hil. 1976. Hydrosystems Engineering&Management. et al.THOMAS M. Modelli matematici delle reti di distribuziona idrica. Universita degli Studi di Parma. -STEPHENSON. 102p. 1996.. -JEPPSON. LTC Livros Técnicos e Científicos Editora S.ca/muzychka/Chapter3. Water Distribution Systems: simulation and sizing. -HWANG. Projeto de Sistemas de Distribuição de Água.ROLAND W.com/page/p_bookstore/cwbsa/Chap5. 19páginas. Analysis of Water Distribution Systems.engr. -CETESB.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 641páginas. Italia. -TSUTIYA. 201páginas.THOMAS M. 1989.com. Técnica de abastecimento e tratamento de água.edu/markbenj/CEE342/Abbreviated%20Hardy-Cross. -MAYS. Krieger Publishing. -NETWORKS ANALYSIS acessado em 16 de abril de 2007 -SILVESTRE. -MIGNOSSA. Dipartamento di Ingegneria Civile. Distribution network analysis for water utilities. AWWA. -CHAPTER 3. 164 páginas. McGraw-Hill.. VICTOR L. PAULO. 1983. DAVID. LARRY W.E.washington. Pipeflow analysis. -IDELCHIK. 1992.Curso de Rede de água Capitulo 1. NED H. ISBN 0-444-41668-2 -STREETER.Flow analysis acessado em 16 de abril de 2007 http://faculty. 1984. PASCHOAL. São Paulo. BRUCE et al. 1994. Sistemas de Engenharia Hidráulica. -WALSKI. C. 1975..br 1. Mecânica dos Fluidos. Analysis of Flow in Pipe Networks.pdf -FACULDADE DE HIGIENE E SAUDE PUBLICA DA USP. Prentice/Hall do Brasil. et al..pdf http://www.mun.

dat e saída em texto cross4.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.104.Curso de Rede de água Capitulo 1. Vamos calcular pelo programa em Fortran denominado cross. Figura 1.com.txt.22.21 Tomamos um exemplo de rede malhada de Cross feito por Silvestre p.exe com entrada de dado cross.Esquema das redes malhadas 1-69 .br Exemplo 1.

dat (original) 'SI' 30 0.2 1200.2 900.dat Cross4.0 0.30 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 4 2 1 8 -2 -7 11 -3 -10 4 4 4 5 100.0 0.0 0.00 900. 0.br Entrada de dados com o arquivo cross.00 900.00 900. 100.35 'HW' 4 0. 0.0 0.05 900.45 'HW' 11 0.08 900.0 100.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0 0.15 900.05 1200.0 100.08 1200.00 900.1 900.0 0.35 'HW' 3 0.0 100.3 1200.30 'HW' 12 0.40 'HW' 5 0.com.05 1200.Curso de Rede de água Capitulo 1.00 900.00 0 9 7 3 6 0 12 0 9 0 6 0 8 1-70 .0 100.001 0.0 9 12 -5 -6 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -8 4 -11 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 960 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 4 3 'PT' 11 5 2 4 10 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' '&&' 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 900.000001007 'HW' 1 0.30 'HW' 6 0.1 900.45 'HW' 2 0.30 'HW' 7 0. 100.00 900.0 100.0 100.00 900.0 0.00 900.0 100.0 100.0 0.50 'HW' 8 0.30 'HW' 9 0.1 1200.0 100.0 100.35 'HW' 10 0. 0.0 0.

912 4 952.000 7 900.80 9 0.00700004E-006 100.064 0.99 11 0. 9 ESPEC.br Saida dos cálculos com o arquivo R4.300 100.350 100. UNIDADES S.246 900.Curso de Rede de água Capitulo 1.0 0.46 7.0021 ITERACAO N0.300 1200.350 100.100 900.000 3 900.000 54.93 5.150 900.615 900.000 5 900.300 100.000 9 900. DA VAZAO= 0.680 900.91 4.18 4.95 3.000 6 900.com.31 5 0.I.00000 5 0.34 5.77 4.000 2 900.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0384 ITERACAO N0.000 59.84 IX= 1 1 2 4 3 9 6 12 9 -6 8 -11 5 -2 4 -7 1 0 8 -3 7 -10 4 0 2 8 5 0 0 0 0 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 900. DA VAZAO= 0.18 3 0.0 0.000 52.450 100.03 4.93 5.0 0.0 0.200 1200.78 5.246 1-71 .0 0.00000 10 0.000 NO' COTA PIEZ.11 4.97 4.891 6 944.93 2 0.0 0.57 7 0.050 900.912 900.200 900.23 5.000 8 900. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 959.100 1200.00000 6 0.091 0.00000 IND= 4 1 8 -2 -7 4 4 9 -5 -8 4 2 11 -3 -10 4 5 12 -6 -11 0 0 0 ITERACAO N0.069 0.txt R4. 2 SOMA DAS CORR. COTA TERR.891 900. 3 SOMA DAS CORR.00000 11 0.0 0.txt (original) SI 30 0.00000 4 0.195 1.050 1200.0 0.066 0.095 0. DA VAZAO= 0.69 4.0 0.29 5.08 8 0.214 1.350 100.00100000005 1.0116 ITERACAO N0. 1 SOMA DAS CORR.00000 7 0.050 1200.99 4.00000 12 0.000 4 900.942 900.500 100. DA VAZAO= 0.99 4.0 0.286 1.0 0.300 100.068 0.16 6 0.txt fazendo cross>r4.02 5. 5 SOMA DAS CORR.74 10 0.0008 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.29 6.066 0.00000 3 0.000 48.00000 9 0..680 3 949.00000 2 0.400 100.148 1.100 900. DA VAZAO= 0.81 4.000 49.24 12 0.080 1200.64 5.98 6.080 900.000 44.450 100.615 5 948.0 0.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0. 4 SOMA DAS CORR.76 4.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.0053 ITERACAO N0.00000 8 0.34 5.942 2 954.48 4 0.300 100.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.098 1.300 100.

575 38.617 42.000 900.452 900.Curso de Rede de água Capitulo 1.000 46.452 1-72 .com.br 7 8 9 946.000 900.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.617 942.575 938.

Quanto maior a temperatura maior a possibilidade de saída de ar da água. O ar pode ser absorvido pelas superfícies líquidas ou também poder entrar através de regime de escoamento turbulento na entrada de uma tubulação conforme Stephenson. O ar em solução não é problema de engenharia. 1993 2.5 maior que a 15ºC. O ar em pacote pode se deslocar ou sair pelas ventosas.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 2. Para a temperatura de 30ºC a saída de ar da água é de 2.4) temos vários locais onde há o problema de ar.1981. Figura 2.1.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Capitulo 2-Ar nas tubulações 2. Somente causa problema quando há redução de pressão é que o ar forma bolhas e que os problemas aumentam. O ar pode estar em solução ou em forma livre em forma de bolhas ou pacotes de ar.1 Introdução O ar está sempre presente em tubulações de água. As bolhas podem se juntar e formar pacotes de ar no topo das tubulações.1) a (2.Ar armazenado na tubulação Fonte: Val-Matic Valve. Nas Figuras (2.1 . As bolhas geralmente possuem diâmetros entre 1mm a 5mm. Os pacotes de ar implica em relativo volume de ar que se acumula no topo do tubo. pois em temperaturas normais temos sempre dissolvido 2% de ar na água a 20ºC.

1993 2.Ar criado na bomba submersa de poço tubular profundo Fonte: Val-Matic Valve.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.2 .Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 2.2.

Ar criado por descarga de hidrante Fonte: Val-Matic Valve.3 .3.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2. 1993 2.

Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba. Para isto usa-se o que se chama NPSH (net positive suction head) e há duas. Em bombas ou turbinas a presença do ar diminui a eficiência. Em transientes hidráulicos a entrada do ar causa problemas sérios na tubulação inclusive o rompimento da mesma. Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor. Em bombas teremos a cavitação. causa vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura. sem que a temperatura do líquido mude. 1993 2.Tipos de ventosas Fonte: Val-Matic Valve. Os efeitos mecânicos. Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido. uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH.4 . além do desgaste dos rotores.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 2. 2005 os pacotes de ar nas tubulações diminuem a seção transversal reduzindo a capacidade de escoamento. 2.4.2 O ar é um problema? Conforme Lauchlan.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.

Em canais abertos com alta velocidade o transporte de ar aumenta com o aumenta da velocidade e intensidade da turbulência do escoamento. 2005 não há uma solução analítica do transporte de bolhas de ar pelas tubulações aceita por todos os especialistas apesar de que os resultados são baseados em experiências. 1984.5 V= velocidade média a montante (m/s) g= aceleração da gravidade =9. 2002 in Lauchlan. Onde os efeitos da tensão superficial são desprezíveis a velocidade critica da água para mover as bolhas de ar é proporcional a (gD)0. 2.5 .3 Mecanismo de movimento do ar Conforme Kobus. Em águas estagnadas a capacidade de transporte é zero e o as bolhas de ar chegarão a superfície.5 Sendo: Vc= velocidade crítica da água para o ar se movimentar (m/s) 2.5 sendo g a aceleração da gravidade e D o diâmetro do tubo. 2005 o movimento do ar nas tubulações se passa da seguinte maneira: O transporte da água depende da razão entre a velocidade da água e a velocidade de ascensão da bolha de ar. o ar ficar em pacotes na parte alta da tubulação.9º ou 0. 1980 e Wisner et al 1975 in Lauchalan. do número de Reynolds e da declividade da tubulação. Em movimento lento a entrada de bolhas de ar é distribuída em todo o líquido o escoamento pode mudar drasticamente devido as bolhas de ar.5 Critérios para o movimento do ar nas tubulações Conforme Little.5 = 1. Vc/ (gxD)0.4 Ar em ressalto hidráulico Em ressalto hidráulico o valor da entrada de ar pode ser estimado pela equação conforme Lauchlan.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 2.4 Sendo: Qar= vazão do ar (m3/s) Qagua= vazão da água (m3/s) Fr= número de Froude= V/ (g x y) 0. Bendikse. do número de Froude.05m/m). Se a capacidade de transporte é excedida em escoamento em condutos.6 Equação de Kalinske e Bliss Experimentalmente Kalisnke e Bliss obtiveram a equação que mostra a velocidade crítica da água para que o ar se mova na tubulação descendente com declividade maiores que 5% (2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. Qar/ Qágua = 0. 2005. Em condutos fechados o transporte de ar é dependente da orientação do escoamento.509 x (tan(Θ)) 0. Falvey. 1991 in Lauchlan. O transporte de ar é máximo quando o escoamento for vertical de baixo para cima e mínimo quando o escoamento for vertical de cima para baixo. 2005 mostraram que a velocidade crítica da água para mover as bolhas de ar é função da tensão superficial. 2.81m/s2 y= altura do nível da água a montante (m) 2.0066 x (Fr – 1) 1.

81m/s2 D= diâmetro da tubulação (m) Θ= ângulo da declividade descendente (radianos) Para arrastar o ar numa tubulação de 300mm com declividade de 0.3 0.77m/s.09 0.77 1.09 1.9 4 5 10 15 20 2.9 4 5 10 15 20 0.262 0.4 0.73 2.5 Ângulo Θ graus radianos 2.051 0.2 0. D (m) 0.56 0.27 0.56 0.262 0.40 1.18 0.36 Velocidade critica m/s 0.18 0.99 1.9 4 5 10 15 20 2.3 0.3 0.5 0.070 0.4 0.5 0.80 0.349 0.349 0.2 0.02 2.05 0.89 1.48 0.88 1.070 0.5 0.88 0. Tabela 2.27 0.349 0.4 0.09 0.070 0.27 0.087 0.2 0.36 0.09m/m (9%) é necessário uma velocidade mínima de 0.58 0.07 0.5 0.2 0.051 0.3 0.05 0.36 0.175 0.262 0.6 .27 0.09 0.051 0.67 0.175 0.05 0.4 0.2 0.175 0.3 0.09 0.28 0.75 0.087 0.07 0.07 0.9 4 5 10 15 20 2.2 0.36 0.3 0.5 0.79 0.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kalinske e Bliss.07 0.175 0.34 1.051 0.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade =9.63 0.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 2.087 0.4 0.26 1.087 0.262 0.4 0.070 0.18 0.09 1.05 0.18 0.1.349 Declividade (m/m) 0.68 0.55 1.

698 45 0.349 25 0.047 15 0.80 0.17 2.40 0.57 0.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.97 2.7 Equação de Kent Para tubulações com declividades que variam de 15º a 60º temos: Vc/ (gxD)0.84 1.00 1.09 3.3 0.7 .70 0.53 2.86 2.73 Velocidade critica m/s 1.2 0.436 30 0.77 1.611 40 0.611 40 0.3 0.44 1.00 1.2.2 0.83 3.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Davies e Taylor.436 30 0.09 1.46 0.65 0.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 2.94 2.34 1.8 Equação de Davies e Taylor.58 0.5 x (sen(Θ)) 0.524 35 0.960 60 1.47 0.524 35 0.785 50 0.262 20 0.55 + 0.2 0.2 0.28 1.3 0.58 0. 1950 para movimento vertical Vc/ (gxD)0.27 0.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kent.262 20 0.785 50 0.2 0.37 2.960 60 1.19 1.3 0.27 0.61 1.41 2.43 1.11 2.59 2.5 Tabela 2.2 0.36 0. 1950 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.47 0.3.2 0.56 1.3 0.2 0.77 1.78 1.3 0.2 0.3 Ângulo Θ Graus radianos º 15 0.5 = 0.43 1. D (m) 0.70 0.31 2.73 0.873 55 0.873 55 0.33 Tabela 2.36 0.5 = 0.73 0.698 45 0.3 0.84 1.3 0.349 25 0.3 0.19 1.047 Declividade (m/m) 0.2 0.

Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Benjamim.55 1. 2005 a ventosa deve ser posiciona estrategicamente em um ponto para a permitir a entrada e saída de ar quando da tubulação estiver funcionando ou quando a mesma está sendo dada uma descarga.5. As ventosas são de orifícios pequenos e orifícios maiores que 25mm.67 2.26 1.07 1.31 1. 2003 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.20 1.77 0.89 1.5 = 0.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Corços. Posicionamento das ventosas: 2.9 Equação de Benjamin.5 = 0.93 1.09 1.10 Equação de Corcos. 1968 para movimento horizontal Vc/ (gxD)0. Tabela 2.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 2.542 Tabela 2.8 . G. 1968 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.41 1.66 0. De modo geral as velocidade do ar nas ventosas não deve ser maior que 30m/s (trinta metros por segundo).638 Sendo: Vs= velocidade mínima para mover um pacote de ar estacionário. 2003 Para mover o ar em uma tubulação por gravidade em áreas rurais e prevenir a acumulação de ar temos: Vs/ (gxD)0.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.11 Remoção de ar nas ventosas Conforme CIRIA Report 179 in Lauchlan.4.76 0.42 2.

004m/m) no trecho descendente de 1: 500 (0. a mesma deverá estar alguns metros (3 m ou 4 m ) na parte descendente. Ls= 85 x D/ 150 Sendo: Ls= comprimento crítico entre as ventosas (m) D= diâmetro do tubo (mm) A Tabela (2.34 x a x (g x h/ Dar )0.Distância máxima entre as ventosas conforme Van Vuuren. 1990 D (mm) 150 200 300 400 500 600 Ls (m) 85 113 170 227 283 340 O fabricante de ventosas Vent-O-Mat da África do Sul recomenda que em tubulações ascendentes deve ser colocada uma ventosa em cada 600m de rede. Saída de ar pelas ventosas Stephenson.5 2.0033m/m). 1990 sugere que o intervalo entre as ventosa seja dada pela equação.6. Considerações gerais • A velocidade mínima da água para que o ar se movimente deve ser de 1m/s a 2m/s.002m/m) no trecho ascendente. van Vuuren da Universidade de Pretoria. É recomendada a declividade mínima no trecho descendente de 1: 300 (0. • A distância mínima entre as ventosas varia de 50mm a 800m. Para trechos longos descendentes e horizontais são seguidas as mesmas recomendações. Saint Gobain • A Saint Gobain sugere que as tubulações sejam assentadas na declividade mínima de 1: 250 (0. J. • A declividade de 1: 500 (0. 1983 baseado na teoria dos orifícios desenvolveu a equação para a vazão de ar pela ventosa. Qa= 0. Tabela 2. Esta regra é muito importante.002m/m) é sugerida como o mínimo gradiente que deve ser construída uma tubulação.9 . AWWA A AWWA Manual M51 que se refere a ventosas possui também as suas recomendações.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 As ventosas devem ser colocadas nos pontos altos da rede e uns 3m ou 4m abaixo do ponto alto na direção de declividade. Distância entre as ventosas O professor S.6) fornece o comprimento critico entre ventosas conforme o diâmetro da tubulação.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 2. • Quando a ventosa for instalada no ponto alto.

As medidas mais comuns são: 1.5 Qa= 99.64x d d=D/ (10 x 9.5).64)=0.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Sendo: Qa= vazão de ar (m3/s) a= área do orifício (m2) g= aceleração da gravidade = 9. 1% do diâmetro d= diâmetro da ventosa (m) D= diâmetro do tubo (m) Então o orifício deve ter cerca de 1% do diâmetro do tubo para expelir 1% de ar na tubulação 2.01 x 1m/s x A= 93x a 0.34 x a x (9.34 x a x (g x h/ Dar )0.15x10-3 )0.01D2=93xd2 D/10=9. Volante de inércia 7. Ventosas 5. Válvula de retenção 2.15 x 10-3 Fazendo-se as substituições achamos: Qa= 0. Bypass 6.10 .Método de10 Hardy-Cross Capitulo 2.01 z D ou seja. Tanques unidirecionais 4. Chaminé de equilíbrio 3. Válvula de alivio 2.12 Medidas para evitar golpe de aríete Existe uma variedade muito grande de dispositivos para evitar os golpes de aríete devendo-se estudar as mais adequadas conforme Figura (2.81m/s2 h= pressão (m)= 10m Dar= densidade relativa do ar na pressão inicial = 1. Reservatório ou câmara de ar comprimido 8.3 x a= Para sair 1% de ar da tubulação de água com a velocidade de 1m/s e na pressão absoluta de 10m que é o mínimo para não haver vácuo temos: Qa= 0.01 x 1m/s x PI x D2/4= 93 x PI x d2/4 0.5 0.81 x 10/ 1.01x D d=0.

11 . um dispositivo para registrar automaticamente em gráfico as pressões durante um dia inteiro ou durante sete dias. a localização das ventosas é difícil de ser feita.Esquema das varias soluções existentes para proteção do golpe de aríete. diz que a “pressão estática máxima nas tubulações distribuidoras deverá ser de 500 kPa. sendo que as outras 11 ventosas não fizeram diferença. Uma maneira de se comprovar a variação das pressões. Lembro que uma vez numa adutora de 8km o antigo DAE tirou todas as 15 ventosas de uma vez só para manutenção.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 2. de 100kPa”.13 Ventosas em redes de distribuição Apesar de existir inúmeras equações e recomendações. 2. que a pressão máxima deve ser de 50 metros de coluna de água (mca) e a pressão mínima deve ser de 10 mca. 1981. é instalar um Manômetro Registrador junto a torneira do cavalete de entrada de água potável do concessionário. Isto significa. 2. Em adutoras todos são unânimes em afirmar que devemos instalar vem tosas.5. Dica: recomendamos que em rede de distribuição sejam instaladas ventosas nos condutos principais. 2. Fonte: Stephenson. desde que justificadas. A vazão que chegava na ETA Cumbica era de 90 L/s e passou para somente 30 L/s. O porque até hoje não sei.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.mas em redes de distribuição devemos ou não instalar ventosas? O meu ponto de vista é que devemos instalar ventosas nos condutos principais para evitar em descargas e enchimento que as ligações de água se transformem em ventosas. É possível pressões mais elevadas do que 50 mca e menores que 10 mca. Foram colocadas aleatoriamente 4 ventosas e a vazão chegou praticamente a 90 L/s. e a pressão dinâmica mínima.14 Os rodízios e o ar nos hidrômetros Conforme a NBR 12218 de julho de 1994 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) de Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público.

º 246 de 17 de outubro de 20000 estabelecida pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. 1 dias com água e 2 dia sem água e assim por diante. variando com o tempo a vazão e a pressão. Como no Brasil o abastecimento de água é indireto.0%. 2. onde recebem água do serviço público. Uma outra observação importante e pouco aplicada no Brasil. 1 dia com água e 3 dias sem água. Europa e Japão a respeito dos rodízios. Isto significa que o hidrômetro deve ser revisado pelo serviço público pelo menos de cinco em cinco anos. o “hidrômetro é o instrumento destinado a medir e indicar continuamente. que possui 12% das reservas mundiais de água doce. que estando a caixa vazia. Com os problemas de freqüentes falta de água no Brasil.5%.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 2. pois. O aparelho que mede a água: hidrômetro Segundo a Portaria n.5% e 15. é que o INMETRO através da citada Portaria 29/94 exige que as verificações periódicas são efetuadas nos hidrômetros em uso. Na caixa d’água existe uma torneira de bóia. Canada. Na região Sul e Centro-Oeste temos 6. devem ser previstas ventosas” O grande problema de entrada de ar nas tubulações de rede pública de abastecimento de água potável é na ocasião de enchimento e esvaziamento das linhas. o suprimento de água é menor que a demanda (consumo) e conseqüentemente a distribuição de água potável não é continua. o volume de água que o atravessa”. Infelizmente não temos experiências nos Estados Unidos. fazem os denominados rodízios de água. nas condições normais de utilização”. Normalização e Qualidade Industrial).Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 A NBR 12218/94 prevê que a distribuição de água potável aos consumidores seja de “forma contínua em quantidade e pressão recomendadas”. As residências têm as suas instalações hidráulicas de água iniciadas após o cavalete.12 . o hidrômetro deverá ser instalado de tal maneira que ”esteja permanentemente cheio de água. Ainda na mesma Portaria 246/2000 do INMETRO. como é comum no Brasil. Os rodízios podem ser de 12 horas com água e 12 horas sem água. naqueles lugares. No Brasil a água doce está concentrada na região Norte com cerca de 68. Frisamos que o hidrômetro é destinado a medir a água que passa pelo mesmo e não o ar. as concessionárias dos serviços públicos de abastecimento de água.7% de água doce . que nem sempre é obedecido. No Brasil de modo geral.3% e 6. não bloqueia a entrada de água e nem de ar. em intervalos estabelecidos pelo INMETRO ”não superiores a cinco anos”. Ventosas na rede de distribuição A NBR 12218/94 prevê que “nos pontos altos dos condutos principais.1 dia com água e 1 dia sem água. não existe o problema de falta de água ou de rodízios freqüentes. o abastecimento primeiramente vai até a caixa d’água e depois vai para a distribuição na residência. enquanto que no Nordeste e Sudeste temos 3.

Na prática são instaladas ventosas principalmente nas tubulações de grande diâmetro e nas tubulações de aço. haverá influência de ar na rede. seria a revisão ou troca das ventosas existentes e colocação de ventosas adicionais nas redes primárias em pontos altos. pois. mas aumentando a pressão do ar. não funcionaram conforme o previsto. 6% a mais de consumo de água durante o mês. sendo que o restante 65% a 90% do ar é medido pelo hidrômetro como sendo água. Um grande fabricante de hidrômetros em Minas Gerais construiu há uns anos uma ventosa de cavalete e pouco tempo depois a retirou de circulação. com a produção de vácuo relativo.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 2. enquanto que no esvaziamento temos cerca de 10%. A Tabela (2.13 . Aguardamos o resultado de testes em novas ventosas que realmente funcionem. para serem instaladas em cavaletes para eliminar o ar antes que chegue aos hidrômetros. praticamente não são instaladas ventosas. o hidrômetro passa a marcar como se fosse água. O enchimento da rede provoca cerca de 90% do ar nos hidrômetros. Para expulsar o ar. ou seja.7% de probabilidade que o usuário paga cerca de 2% a mais de água devido ao problema de ar no hidrômetro. ainda não existe no mercado nacional. nenhuma ventosa de cavalete que realmente elimine todo o ar no cavalete. Após a passagem do ar vem em seguida a água. haverá o colapso da tubulação. ou seja. ficando a mesma toda amassada de fora para dentro. quando queremos que entre o ar na rede. Mas na prática estas ventosas que são instaladas em cavaletes só funcionam quando a pressão do ar é baixa.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 causando movimento desordenado do ar dentro das tubulações e acumulo de ar em pontos elevados. em torno de 2mca e neste caso reduzem o ar de 10% a 35%. Até a presente data. funcionando como eliminador de ar todas as ligações de água. o ar é empurrado dentro das tubulações. sendo que parte é expelido pelas ventosas existentes e parte continua até atingir as residências entrando pelos cavaletes e passando pelo hidrômetro. Na prática a pressão do ar é bem maior que 2mca e as ventosas dos cavaletes. concluiu com 96. Nas tubulações de pequeno diâmetro. Pesquisas feita em 1997 em região com abastecimento de água potável com rodízio de 1 dia sem água e 2 dias com água (10 dias de rodízio durante o mês). Existe uma proporcionalidade entre o número de rodízios no mês e o ar medido pelos hidrômetros. não funcionam. As ventosas também servem. purgar. As vendas destas ventosas está cada vez maior. são instalados dispositivos denominados ventosas. pois é grande o desespero dos usuários que vêm sua conta aumentar com os rodízios de água. A melhor solução para as ventosas de rede. As ventosas na redes de maior diâmetro eliminam uma parte do ar. principalmente em tubulações de aço. Desconto na conta d’água devido aos rodízios Em havendo rodízios. Um pouco de ar não faz o hidrômetro girar. Assim para 30 dias de rodízio teremos três vezes mais problema de ar nos hidrômetros. ou seja. Ventosas no ramal domiciliar das ligações de água Quando são feitos os rodízios.7) mostra como funciona: 2. mas no entanto não resolvem totalmente o problema de ar nos hidrômetros causado pelos rodízios. não havendo a purga do ar. Ultimamente vem sendo vendidas ventosas de latão ou plásticos ou mistas. na ocasião do enchimento da rede de distribuição com água. pois o próprio ar fecha a ventosa. pois.

com os rodízios os hidrômetros não funcionam corretamente devendo haver um desconto geral no volume de água conforme o número de rodízios feitos durante o mês. Um outro problema é a água aparecer barrenta. Dica: ventosinha não funciona no ramal predial 2. adotando-se uma tarifa mínima 10m3/mês para todos os imóveis da área afetada pelo rodízio.Método de14 Hardy-Cross Capitulo 2.Número de rodízios e influência do ar Número de dias com água 2 1 0.7. pode ocorrer a formação de vácuo relativo e a água poluída que está perto da tubulação entra na mesma. onde há uma mistura da água limpa com a água suja denominado pelos americanos de cross-connection.5 2 Número de rodízios no mês 10 15 30 10 Aumento do consumo de água devido a influência do ar 2% 3% 6% 2% Na área de rodízio haverá casos em que a influência do ar será muito grande. sugerimos usar filtro ou purificador doméstico.5 1 Número de dias sem água 1 1 0. É a retrossifonagem. Deverão ser tomadas todas as cautelas pelas concessionárias de abastecimento de água potável no que concerne ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Lei 8078 de 11 de setembro de 1990) no seu artigo 6º parágrafo X: “São direitos básico do consumidor a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral”. devendo para isto ser pesquisadas as casas vizinhas da mesma quadra e as da quadra em frente ao imóvel em questão. Quando a rede está com pressão e existe um pequeno vazamento a água sai da tubulação e quando a rede fica vazia. Nos casos de o abastecimento ser completamente descontrolado. A grande necessidade de se manter uma pressão mínima de 10mca exigido pela ABNT é uma medida sanitária para assegurar que não exista penetração de água poluída existente próxima a tubulação. quando esta se esvazia.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Tabela 2. principalmente em locais onde existem tubulações antigas de ferro fundido.14 . Problema sanitário com os rodízios O maior problema nos rodízios no sistema de distribuição de água potável é sanitário. praticamente não se faz a leitura dos hidrômetros. Quando o usuário tiver alguma dúvida sobre a qualidade da água para beber. Em conclusão. Haverá usuários em que a influência do ar será significativa e a análise deverá ser caso a caso. para ser feito o abatimento adequado e verificando se não houve um aumento de consumo do usuário. água mineral ou ainda ferver a água de torneira durante o mínimo de 15 minutos.

84 páginas -STEPHENSON. 1981. et al. DAVID. 2005.15 .Método de15 Hardy-Cross Capitulo 2. S. ISBN-0444-41669-2. Pipeline design for water engineers. HR Wallingford.14 Bibliografia -LAUCHALAN. C. Report SR 649 April. 2a ed Elsivier scientific publishing company.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. Air in pipelines. 2.

Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.com.br Previsão de consumo de água 3.1 .

estruturas da tarifas. pois. O Uso Não Consultivo da água é aquele em que a água é um meio para um fim desejado. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. sendo portanto um conceito descritivo.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. e) Clima: temperatura. sendo portanto um conceito analítico. dados históricos mensais por economias e por categorias. densidade de moradias.Previsão de consumo de água 3. A Previsão de Demanda de Água é baseada nos usos anteriores da água. A Previsão da Demanda da Água é uma estimativa do futuro com quatro dimensões: quantidade. o futuro não existe (Encel et al. no uso atual e no uso futuro. O Uso da Água se refere a quantidade de água necessária para atender aos vários fins a que se destina. Geralmente uma previsão tem de 15 a 25 anos para médio prazo e para longo prazo cerca de 50 anos. do transporte e da recreação.com. É o caso das usinas hidrelétricas. A previsão contudo não é um método científico. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos. semanas. chuvas. O uso da água pode ser dividido em duas categorias: uso consultivo e uso não consultivo. suprimentos particulares. tempo e espaço. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações.. A Demanda da Água é quantidade de água a ser consumida na unidade de tempo com um preço determinado. aumento da renda. dias. falando propriamente. projeção do aumento da renda. O Uso Consultivo da água é aquele que água tem um fim em si mesma. meses ou anos. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. a agricultura.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão da demanda em um sistema de abastecimento de água potável. O total da água trata é a Água Produzida e o Abastecimento de Água é toda a água necessária para uma cidade. O futuro para a previsão pode se referir a horas. tamanho dos lotes etc. qualidade. f) Estatísticas de água: preços.br Capitulo 3. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família. Isto inclui as populações e indústrias futuras. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%. aceitabilidade pelo público etc. perdas d’água. novas tecnologias e as novas peças que economizam água. medidas de redução do consumo de água. 3. sendo o seu destino por exemplo o abastecimento público. Projeções dos empregos agregados e desagregados.2 . b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia. O que vamos tratar é o Uso Consultivo da água. isto inclui o abastecimento de água. evapotranspiração. Há inúmeras incertezas em uma previsão podendo ocorrer uma grande variedade de erros. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água. a indústria e mineração.1976).Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 3.

Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada. renda. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare. a quota per capita. Existem varias tabelas sobre o assunto. Tabela 3. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo. pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas. por exemplo.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 3. Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência. volume por ligação. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1 a 2 L/s x ha 3.com. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas.2 Previsão usando densidade A previsão de consumo é muito difícil.1.br Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita.3 . 3. pois usa poucos dados. Este método é bom para previsões a curto prazo. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial.

3.14 56. 3.2.com.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) 2 Bairros residências de luxo com lotes de 800m 100 Idem 450m2 120 2 Idem 250m 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 3.14 23.64 51. É normal e aceitável a variação na previsão de população de 10% a 20% sendo a média de 15%. programas de conservação da água.64 29.3 Cenários de previsão de consumo de água Os cenários futuros para previsão de população podem variar bastante desde as condições climáticas.14 45. comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da. AI= -3.64 84. nível de renda da população.64 40.br Tabela 3.14 67. ilhas de calor.14 89. etc. densidade (hab/ha).64 73. O livro de Previsão de Consumo de água de Plínio Tomaz também deverá ser consultado.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. R. Vaughan Jones elaboraram para a AWWA o livro sobre Forecasting Urban Water Demand que deve ser consultado pelos especialistas.64 18. tarifas de água.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12.64 3.64 62.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) Tabela 3.4 .86 + 0.14 78. Bruce Billings e C.14 34.

Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação. 1985. 4. apesar de os processos usados serem muito “modernos”. Método de crescimento geométrico 3.5 . 1978. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al. Todas as informações são levada somente a uma pessoa (oráculo) que faz a condensação dos dados.com. Método Logístico 3. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região. economia e outras. 1968. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões. Barnes et al. Metcalf & Eddy. Método geométrica 3. 1981. CETESB. 6.5 Previsão de população Qasim. Vi várias previsões de população e de consumo de água para Guarulhos e todas elas sem exceção deram erros muito grandes. Método de crescimento aritmético 2.br Um dos métodos que podem ser usados é o Método de Delfos usado inicialmente pela Força Aérea dos Estados Unidos. Nota: tive oportunidade de ver uma previsão de população de Guarulhos feita em 1964 e que saiu totalmente da realidade. Método aritmético 2. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. Método da previsão de empregos 8.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. agricultura. 3. Qasim. O resultado será o melhor possível que nem os método cientifico mais modernos podem conseguir. 7. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 3. 1. onde um grupo de especialistas que não se conhecem fazem as varias estimativas de futuro em varias áreas do conhecimento como engenharia. 5.

779 6.984 1.000 828.422 17.863 444.994 1.980 1.974 1.528 158.992 1.439 6.159 414.971 1.181 597.975 1.com.301 95.197 173.455 384.480 630.186 22.966 1.989 209.626 345.326 407.982 1.744 97.940 1.975 532.950 1.486 37. Tabela 3.580 81.497 182.126 242.099 196.988 1.690 55.000 857.000 794.343 296.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.489 68.972 1.093 77.294 6.000 801.6 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (3.000 739.526 366.273 23.4).754 236.518 717.751 355.000 893.723 45.976 1.969 1.885 59.745 19.968 1.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 3.940 773.000 922.979 1.162 90.062 581.585 266.026 263.237 6.304 17.br 3.101 101.264 500.045 728.6 .326 102.000 916.000 5.000 2.523 18.073 33.000 761.981 1.977 1.426 387.894 662.960 1.989 1.000 746.908 104.967 1.973 1.226 428.986 1.000 35.072.000 771.970 1.000 811.000 680.717 3.996 1.678 672.990 1.869 223.294 900.001 1.776 77.697 86.926 283.876 189.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.047 325.811 15.677 41.237 972.995 1.145 463.660 35.000 55.826 304.627 24.4.987 1.469 24.985 1.999 2.546 833.550 205.997 1.567 473.268 539.000 7.000 48.998 1.197 1.000 863.993 1.271 503.682 565.281 50.983 1.226 221.991 1.726 325.690 806.000 52.000 709.978 1.

Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 3.003 2.004 2.283. Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 3.6) 3.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000. Yassuda e Paulo S.006 1.251.com.253 Na Tabela (3.Po)/ (t1.7 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.179 1.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (3. Tabela 3.br 2.6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: r= (P1.7 .002 2.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.005 2.

8 .com.br População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 3.Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 3.1.7.Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a méda das três ultimas razões teremos: Media =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 3.

q (t-to) P= 806000 x 1.03 (2030-1990) =2.9 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP.717 hab. q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1.P12) b= {1/ (0.000 hab.P1. P2 . q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1. (K-Po)}} to=0 t1=d. P= Po .03 obtermos para o ano 2030.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.9 . 1967 pelo método geométrico será: P= Po . log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980.4343 x d)} .com. (´Po+P2)] / (Po .Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 3.072.766hab Tabela 3.8 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.03 Adotando a razão q= 1.603. 3.P2 – P12 .8. P= K / (1 + 2.br 3.718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2.Po. Po= 806.4343) .Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 3. 1967. P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K. log { [Po (K-P1)]/ {P1 . No caso d=10anos t2=2d a = (1/0.

65504716 Po.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.07232125 a = (1/0.br Tabela 3. P2 .850 Tabela 3.4343 x d)} .07232125 a=0.10 .65504716 P= Ks / (1 + 2.558.65504-0.P2 – P12 .Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0. (´532908+1072717)] / (532908x 1072717 .9.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 .889 Portanto. (Ks-Po)}} b= {1/ (0.718 0.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 3. pois to=1980. Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim. log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 . P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.277.65504-0. (2010-1980 )= 1.4343 x 10)} .t ) O tempo começa a contar de 1980. P= 1558889 / (1 + 2.558.718 0.P1.8060002)= 1.4343) .889 habitantes.Po.07232. b= {1/ (0. t2 3. to P1. log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 . t1 P2. log [(K-Po)/Po] a = (1/0.718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2. (1558889532908)}}= -0.com. log [(1558889-532908)/532908]= 0.4343) .10. a população de saturação será de K=1.07232.Valores de Po. (´Po+P2)] / (Po .

as casas e prédios não possuem reservatórios e daí ser necessário introduzir um coeficiente K3 ou admitir o produto K1 x K2 com maior valor de maneira semelhante aos Estados Unidos ou Europa por exemplo.5x 2. et al. Caso fosse incluso 40% de perdas a quota per capita seria de 211+84= 295 L/dia x hab. Usualmente se toma k1=1. 2004 cita Thomas Walski que recomenda k1 entre 1.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 3. No Parque Cecap em Guarulhos chegamos a média de 211 litros/hab x dia incluso as perdas. Em abastecimentos semelhantes poderemos usar os valores médios estimados Tudo se passa como se existisse um coeficiente K3 para quando não houvesse reservatórios e K3=2.br 3. 3.2 e K2=1. isto é.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.11 Perdas de água As perdas na rede de distribuição também deverão ser levadas em contas.5=3. Fayer et al.0 a 3.2 a 3.11.20 (antiga PNB 587 da ABNT)e k2=1. 1966.Valores médios de k1 e k2 segundo Fair. No Brasil é usual perdas de 30% a 45%.0 Valores médios K1=1.2 a 2.5 K2=2.50 (antiga PNB 587 da ABNT) que são usados no Brasil para sistema onde o abastecimento é direto.10 Variações de consumo Conforme FHSP. isto é. Conforme Tsutiya.50 sendo que K1 x K2 x K3=3. 1966 apresenta a Tabela (3. Tsutiya. Em um abastecimento direto como o Parque Cecap em Guarulhos onde não há reservatórios.com.11) que vale para os Estados Unidos onde o abastecimento é direto.0 e k2 entre 3 e 6 para os Estados Unidos. Salientamos que nos países do primeiro mundo o abastecimento é direto.2 e K=3 sendo o produto k1xk2=3.0 Varia de 2.11 . poder-se-ia admitir K1=1.75 3.o que significa que não estão inclusas as perdas.6 Tabela 3. k1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano k2= maior vazão horária no dia/ vazão méia horária no dia É sempre uma dificuldade estimar o valor de k1 e k2 quando fazemos um projeto.0 para K1=1. as casas possuem reservatórios domiciliares. para abastecimento direto Razão Máximo no dia/ média diária (K1) Máxima na hora: media da horas (K2) Faixa normal de variação Varia de 1.5 K1xK2= 1. 1967 as variações de consumo diárias e horárias são assim definidas. 2004 cita que a Sabesp tem quota per capitã efetiva varia de 130 a 273 L/dia x hab sendo a media de 221 L/hab x dia.

13 Método Delfos É um método estruturado de maneira que vários especialistas respondem um questionário e depois recebem as opiniões do grupo enviadas por um coordenador.Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Paises Perdas (%) Albânia Até 75% Alemanha (média nacional) 8. O método Delfos cobre algumas áreas das filosofias para a procura da verdade. Kant.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.8 Alemanha oriental 15. Sofia 30 a 40% Croácia 30 a60% Dinamarca 4 a 16 Eslovaquia 27 Espanha 24 a 34 Espanha 22 Finlândia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália média 15 Itália. O método Delfos foi desenvolvido nos Estados Unidos nos anos de1950 pela Força Aérea.br Tabela 3. 3. principalmente em cidades de veraneio. principalmente de Locke. Roma 31 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8. Uma das críticas do método Delfos é que o mesmo pode ser influenciado pelo coordenador do grupo.4m3/km e 243 L/propriedade x dia República Checa 20 a 30 Slovenia 40 Ucrania Em torno de 50 3. isto é. 3.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 3.12 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta. Linstone e Murray Turoff do ano de 2002 com 618páginas.12. A base do método é que todos devem ser especialistas e que o grupo seja anônimo e haja um feedback do resultado. Informações mais detalhadas sobre o Método Delfos pode ser obtido no trabalho “The Delphi Method.12 .com. O método não permite que as pessoas se conheçam e discutam o assunto entre elas. Hegel e Singer. O método Delfos deve-se ao modo que os oráculos de Delfos respondiam na antiga Grécia. pois o oráculo era o intermediário entre os conselhos dos deuses e o homem. O mínimo de especialistas deve ser de quatro. aquele mais conhecido. Leibniz.9 Armênia 50 a 55% Bulgária. pois ele é quem faz as perguntas adequadas.8 Alemanha ocidental 6.Techniques and Applications” de Haroldo A. para não haver influência e aconteça que as pessoas sigam o líder do grupo.

Water supply and wastewater removal. 2006. 1967. 2004. 1996. 1966.br 3.planing. Denver. LEO et al. BRUCE et al.1994.com. Belo Horizonte. -FHSP. GORDON M. Abastecimento de água. EPUSP. Wastewatrer treatment plants. NBR 12211/92. MILTON TOMOYUKI.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 3. American Water Works Association. -TSUTIYA.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.BILLINGS. 726páginas.13 . . Colorado. -QASIM.. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. Forecasting urban water demand. 859 páginas. -HELLER. ISBN 0-471-25130-5 3. et al. R. Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. SYED R.14 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água. Edutira John Willey. Abastecimento de água para consumo humano. ISBN 1-56676-134-4. 643páginas -FAIR. design and operation.

Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4.Método de Hardy Cross Capitulo 4.Perdas de água 4-1 .

Porcentagem de perdas SAAE em 1995 Tipo de perda Porcentagem de perdas . entregue ao sistema de distribuição. Na Tabela (4. a IWA separa a perda em três tipos: vazamentos. deverão ser estimadas: a água gasta para conter incêndios através dos hidrantes públicos. teremos a verdadeira perda. c) É importante que toda a água seja medida. b) Determinar o total de água vendida através dos micromedidores. não é paga. produzida ou comprada. furtos de água.1) seguem as perdas d’água do SAAE em 1995. a água de descarga por vazamentos ou para limpeza de redes devido a algum odor ou sabor estranho. eram praticamente as mesmas.12% micromedição 12. principalmente. Tabela 4. O Japão e o Brasil usam termos como effectively used water e not effectively used (água efetivamente utilizada e não utilizada: perdas físicas e perdas não-físicas). A verdadeira perda UFW representa os vazamentos de água.SAAE 19. incluída a água que é medida e que.1 Introdução A AWWA definiu que é a perda d’água: a) Determinar precisamente a quantidade de água. micromedição e outras perdas.0% Total Guarulhos tem dados de perdas de água de toda a cidade desde 1972 e não conheço nenhuma cidade do Brasil que tenha estudo de toda a cidade na época conforme Tabela (4. chamada pelos americanos de unaccounted-for-water (UFW). a perda de água é definida como a diferença entre a quantidade entregue ao sistema e a água realmente consumida nas categorias doméstica. hidrômetros impróprios para o consumo.04% vazamentos 8. em 1991. as imprecisões nos hidrômetros. mas há casos em que isto não é possível e. durante um período de 12 meses consecutivos. a perda é a diferença entre a quantidade de água que entra num sistema e a soma da água vendida. Para a Alemanha. d) Subtraindo o item b do item a e subtraindo o índice c do que restou.2). comercial e industrial. A International Water Association-IWA mostra que inúmeros países têm conceitos de perda diferenciados. então. a água que foi extravasada dos reservatórios. De modo geral. por alguma razão. realizado em Copenhague. Hong Kong tem também conceitos diferentes. deverá ser realizada a estimativa da água usada. em volumes.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4. Assim.1.84% outras perdas 40. erros de leitura de hidrômetros e erros cadastrais. caminhões-tanque e outras. 4-2 . contas de água subestimada. Segundo o Congresso Internacional da IWA. para que não haja falhas na contagem. e) A AWWA aconselha que o erro seja calculado.Método de Hardy Cross Capitulo 4. a água dos reservatórios do serviço público.Perdas de água 4.

através de comitê especial para o assunto.23 1976 24. Em 1957. o limite tolerável de 25 % de perdas d’água. adotou como toleráveis.84 1995 42.46 1981 29.20 1975 32. a Associação Americana de Instalações de Água (American Water Works Association – AWWA). o que durou até julho de 1996. devido às novas tecnologias e ao crescente custo da água. índices para as perdas d’água desde que menores que 10 %.53 1994 40.26 1980 26. a taxa de perda foi diminuída para menos de 10% .77 1990 26.00 1988 30.69 1985 33. quando. para os países desenvolvidos.2.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4.36 1982 34. para países em desenvolvimento.16 1973 22.20 1987 24.92 1978 24.20 1983 38. a AWWA tinha adotado a taxa de 15% como tolerável.49 1993 38.04 1974 19.86 1977 25.09 1992 35.Perdas de água do SAAE de 1972 a 1995 Ano Perdas de água (%) 1972 29.00 O Banco Mundial e os demais bancos internacionais adotam. 4-3 .73 1991 32. desde julho de 1996.94 1989 34.Método de Hardy Cross Capitulo 4. Enquanto isto.11 1979 25.31 1984 35.49 1986 27.

8 Alemanha oriental 15.3. Tabela 4. 2002 que é o seguinte: Tabela 4.9 Armenia 50 a 55 Bulgaria >60 Croacia 30 a 60 Dinamarca 4 a 16 Eslovenia 40 Espanha 22 Finlandia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália 30 Moldavia 40 a 60 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8.Método de Hardy Cross Capitulo 4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tsutiya. Bulgaria 30 a 40 Ucrania Em torno de 50% 4-4 .4. 2001 e Baggioi. 2004 mostra a Tabela (4. 2004 Na Tabela (4.8 Alemanha ocidental 6.3) adaptada de Weimer.Índice percentuais de perdas Índice total de perdas (%) Classificação do sistema < 25% Bom Entre 25 e 40 Regular > 40 Ruim Fonte: Tsutiya.Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Perdas (%) Paises Albania > 75 Alemanha (média nacional) 8.4) estão dados atualizados das perdas de água em cidades e regiões da Europa de 2007.4m3/km e 243 L/propriedade x dia Romenia 21 a 40 Sofia.

7.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia Suíça (%) (%) (%) 33 14 33 Toilet Banho+chuveiro 20 29 32 Máquina de lavar roupas e pratos 14 30 16 Beber e cozinhar 3 4 3 Vários 27 21 14 Uso externo 3 2 2 Na Europa em média a descarga nas bacias sanitárias é de 9 litros.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Na Tabela (4.7). Para o banho se gasta de 16litros a 50 litros conforme se pode ver na Tabela (4. os comentários a respeito de cada tipo de perda são os seguintes: Vazamentos: são as perdas físicas verificadas nas redes e nos ramais prediais. Tabela 4. Tabela 4. Micromedição: neste tema encontram-se englobados os diversos aspectos correlacionados com o sistema atual de micromedição.5. observando-se que a média Européia é de 150 L/dia x hab. muito parecida com a média brasileira. Tabela 4.6). incluindo perdas inerentes ao sistema (existência de caixas d’água em 80% dos domicílios e as próprias características 4-5 .Média de consumo em 19 de julho de 2007 Pais Média de consumo (L/dia x hab) Espanha 260 Lituânia 90 França 160 Alemanha 120 Média da Europa 150 O uso da água em três paises da Europa estão na Tabela (4.6. As demais causas de perdas demonstraram-se insignificantes ou inexistentes.5L/descarga 6 9 9 Máquina de lavar roupa 80L/ ciclo 74 a 117 75 72 a 90 Lavar pratos 35 L/ ciclo 25 24 27 a 47 Chuveiro 35 L/banho 60 16 30 a 50 Banheira 80 L/banho Em síntese.Método de Hardy Cross Capitulo 4. Macromedição: deve-se a ausência de medidores ou medidores deficientes na venda de água por atacado ao município de Guarulhos.5) estão as médias de consumo doméstico de alguns paises e de toda a Europa. Podemos observar que o consumo das toilet (bacias sanitárias) está entre 14% a 33% do consumo total.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia França Alemanha Toilet 9.

6 Total Na tabela anterior. por exemplo: o não-cadastramento em tempo real das novas ligações.8). política de cobrança. totalizando 20.1%).84 6. erros na micromedição (20.12 2.8. hidrômetros avariados e afins.8). Gestão comercial: neste âmbito. ligações reativas clandestinas.88 1. como. Como pode ser verificado na Tabela (4. Tabela 4.3%). As perdas físicas são vazamentos (redes e ligações) e constituem praticamente 47.Método de Hardy Cross Capitulo 4. por exemplo: hidrômetros inclinados. hidrômetros com idade de utilização vencida.84 Gestão comercial 40.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 dos hidrômetros) e deficiências atuais. como elas constituem 40% deste. As ligações clandestinas em habitações subnormais (favelas) correspondem a 3. As perdas não-físicas somam 49% e decorrem de erros na macromedição (5. pode ser observado que as perdas d’água por vazamentos são de 19. Como as perdas estão relacionadas ao total do sistema operado e.12 Macromedição 8.12 Micromedição 3. deficiências diversas de cadastro. subavaliações e fraudes de diversos tipos. 51% das perdas são físicas e 49% são perdas não-físicas.36 2.0% 20.36%.4%. 4-6 .12 8.3%) e falhas do cadastro do usuário em gestão comercial (17.52 Habitações subnormais 6.Perdas físicas e não físicas Perdas físicas Perdas não-físicas Tipo de perda (%) (%) (%) 19. enquadram-se várias causas de perdas não-físicas. como.6%.3%).04 19. falhas de cadastro em habitações subnormais (6.4 % das perdas . no qual podem ser melhor observadas as porcentagens de perdas d’água na Tabela (4.4 19. faremos.04 Vazamentos 2. um quadro um pouco diferente.04% e que as perdas por ligações clandestinas em favelas é de 1. então. Habitações subnormais: a este tipo de perda estão associados os aspectos decorrentes da política estadual de abastecimento de água das favelas da Região Metropolitana de São Paulo.

Tabela 4. aleatoriamente. O erro médio encontrado foi de 6% para o consumo residencial. Acreditamos que.10). da AWWA. 4.06 Presença de caixas d’água 6.9. Reabilitação de redes Como pode ser observado no quadro acima. A estes erros deve ser acrescido os erros nos hidrômetros inclinados de 1. devendo ser priorizado o combate aos vazamentos nas ligações. na micromedição. Observa-se que nas redes de água temos somente 9% dos vazamentos mas que correspondem a 48% do volume de água perdido. a não ser com o uso de hidrômetros mais sensíveis. chegaram às seguintes conclusões (aproximadas) que estão na Tabela (4.3 Determinação de parâmetros de execução de vazamentos As pesquisas elaboradas durante três meses e finalizadas em julho de 1993.Perda por micromedição do SAAE de Guarulhos em 1995. no Departamento de Manutenção do SAAE de Guarulhos. que têm vazão mínima de 30 L/h ao invés de 40 L/h. Tabela 4. mais de 90% dos vazamentos são decorrentes de ramais prediais.Método de Hardy Cross Capitulo 4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. de Classe Metrológica “A”.2 Perdas por erros na micromedição do SAAE Guarulhos Foram escolhidos. o problema é praticamente impossível de resolver. incluindo hidrômetros inclinados.00 Condições médias dos hidrômetros 1. com base em cálculos de orifícios.Quantidade de vazamentos e água perdida Quantidade de vazamentos Volume de água perdida Pesquisa SAAE de (%) estimada (m3) vazamentos 9% 48% em rede 91% 52% em ramais prediais 100% 100% Total Foram calculados os volumes perdidos nas redes e ligações por método estimativo.52% de erros na micromedição conforme Tabela (4.9). o máximo que podemos fazer é passar de 11.52 % Total Quando da presença das caixas d’água.10. Porcentagem em relação Perdas por micromedição em ao total de perdas Guarulhos 4. 4-7 .46 Inclinação dos hidrômetros 11.46% e a presença de caixas de água totalizando 11. tais como da Classe Metrológica “B”. da AWWA. cem hidrômetros residenciais de 3m3/h x ¾".52% para 6% do total de perdas d’água. ao invés de proceder ao remanejamento de redes distribuidoras. segundo recomendação do manual Medições e Detecção de Vazamentos (Audits and Leak Dectection).

de 422 quilômetros. nas regiões submetidas a rodízios de abastecimento de água induz a um notável incremento de perdas (físicas e não-físicas). conforme o material da tubulação conforme Tabela (4. É muito importante que seja realizado o rebaixamento de pressões com a utilização de válvulas reguladoras (RPV).65 Ferro Fundido 4 0. apresentaram a seguinte disposição.Método de Hardy Cross Capitulo 4. o que não é muito (2. Somente cerca de 40 km de rede de ferro fundido têm em torno de 36 anos de idade. não deve ser esquecido a necessidade de novos sistemas produtores. de ferro galvanizado. As perdas de água ocorrem 40% a mais nas áreas que têm pressões superiores a 60mca. cerca de 50% das perdas físicas deve-se a vazamentos nas redes e ligações de água. estimamos que somente 20% da rede de água. 4-8 . Pesquisas feitas na Sabesp sobre vazamentos invisíveis estão resumidas na Tabela (4.12). tendo sido este fenômeno uma das causas do incremento de perdas nos últimos anos. grande taxa de vazamento em ramais de PEAD recentemente instalados. é apropriada.47%).620 100.00 % Total Tomando como base o ano de 2008 a rede do SAAE é praticamente nova.86 Aço 691 42. Tabela 4. Portanto. A afirmação da Sabesp de que os rodízios aumentam as perdas d’água de uma maneira bastante significativa. também. além do combate às perdas d’água.11).Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Reabilitação dos ramais prediais A troca sistemática de ramais prediais antigos. possuem pressão maior que 60 mca.Redes do SAAE em 1995 Comprimento SAAE (%) Material (km) 14 0. A Sabesp fez estudos sobre as pressões das redes de água e verificou que 30% da rede têm pressões superiores a 60mca. 4. por ramais de polietileno de alta densidade (PEAD) deverá prosseguir. Em Guarulhos.11. em 1995. possui menos de 30 anos. os quais também deverão ser trocados. 25 Fibrocimento 911 56.24 PVC 1.4 Redução das perdas físicas nas redes e ligações de água Como foi verificado. isto é. a fim de serem evitados os chamados rodízios no abastecimento de água. As pesquisas na SABESP demonstraram. Ampliação ou implantação de sistemas produtores: Foi demonstrado pela Sabesp que. As redes de distribuição de Guarulhos.

0 17. com mais de 30 anos e pressões maiores do que 60 mca.pesquisa US$/km .51 551 350 266 551.63 m3/h.5 194.Vazamentos invisíveis na SABESP em 1993 Discriminação Redes nova de PVC com menos de 30 anos e pressão menor que 60 mca 94. O custo do reparo do ramal predial foi de US$ 266.rede . com menos de 30 anos. considerando a substituição completa do ramal e um acréscimo de preço de 100%.00 por unidade.85 extensão de rede pesquisada (km) número de vazamentos encontrados .00 por quilômetro de rede.51 vazamento/km nas redes antigas. a média é de 0. possuem mais perdas d’água.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4. incluindo pavimentação. isto é. pois pode ser verificado que as redes novas de PVC.73 0.22 m3/h. têm vazão recuperadora de 1.conserto de ramal com substituição Total vazão recuperadora por km 5 69 0.63 m3/h O custo da pesquisa de vazamentos está embasado em relatórios da Ambitec (SABESP).05 0.substituição ramal US$/un custos unitários por km de rede .78 vazamento/km nas redes novas e 1.86 Redes velhas de ferro fundido com mais de 30 anos e pressão maior que 60 mca 247.19 1. levando em consideração os preços de materiais e serviços.ramais .68US$ /km 1. para as medições de vazamentos visíveis e invisíveis.00 por unidade.13).78 551 350 266 79 294 0. É fundamental lembrar que a Sabesp encontrou 0. No SAAE.conserto de rede .79 vazamentos por ramais prediais/km conforme Tabela (4.0 315. Os resultados são evidentes.55 vazamentos por rede/km e 5.32 1.2 US$ /km 2.ramais vazamentos /km .conserto rede US$/un .pesquisa .total custos unitários . A SABESP escolheu duas situações características: redes novas de PVC com menos de 30 anos e pressões dentro das normas e redes antigas de ferro fundido. que são executadas anualmente. 4-9 .Método de Hardy Cross Capitulo 4.18 762. têm 2.rede . com pressão maior.12.2 551. relativos a vazamentos invisíveis.22 m3/h 978. enquanto as redes antigas de ferro fundido.0 112. e foi de US$ 551. O custo de reparo da rede distribuidora foi de US$ 350.

900.00 Verifica-se que a relação benefício/custo é igual a US$ 1. A pesquisa de vazamentos invisíveis deverá começar nas áreas que possuem mais água disponível e naquelas que têm maiores pressões.009.152. 5.152.535. Para a previsão de vazamentos em redes e ligações.14.900. Considerou-se somente o custo do metro cúbico da água adquirida da SABESP.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4.00.3. 17.240.00 nos dará uma economia de US$ 1. Basta pesquisar 240 quilômetros de rede de água para se ter uma economia de 100 l/s.153.00/ano 132. o que mostra que os serviços são viáveis e que o custo de US$ 189.1 m3/s (100 L/s) Custos Pesquisa Reparo de ramais Reparo de rede Custo Total Volume recuperado por ano Benefício à base de US$ 0. 4-10 .225. quantidade e preços totais Preços unitários Quantidade Preços totais Discriminação US$ US$ Extensão a pesquisar para 240 km recuperar 0. deverão ser instaladas válvulas redutoras de pressão.152.79 ramais prediais 6. operação e manutenção. 70 un.00 55.55 redes 5.00 durante um ano.009.009.00 US$ 189. redes com mais de 60 mca e mais de 30 anos. que é de US$ 0. principalmente nos 324 quilômetros de rede de água com pressão superior a 60 mca (20% da rede). Para cada dólar aplicado. - 240 km 286 un. ou seja.Preços unitários.00 ou seja.600 m3 US$ 1.5 / un. Não foram levados em conta os custos de bombeamento com energia elétrica.00/189.Método de Hardy Cross Capitulo 4.13-Vazamentos/km SAAE 1995 Vazamentos/km SAAE (visíveis) Tipos de vazamentos 0.18 / un. 3. teremos cinco dólares de economia de pagamento de água à SABESP.000.900. Nestas regiões.32/m3 551 / km 194.34 Totais Tabela 4. sendo previsto o custo unitário de US$ 10. tomamos a pior situação.00 1.32/m3.

420 0. dados de reabilitações de redes de água em várias cidades da Europa (IWSA-14/setembro/1995). A reabilitação de redes de água é muito importante.8 125 2.00/km de rede linear Custo médio com o uso do geofone mecânico : US$ 300.35 40 0.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. na Tabela (4. a tubulação existente. A limpeza é feita ou através de descargas na rede. Pesquisas feitas em 32 cidades pela IWSA. sendo que 70% consistem na substituição das tubulações e os restantes 30% consistem em renovação através de revestimento com argamassa de cimento e areia.20 70 0. mostraram que a média de reabilitação é de 1.5% a 2% ao ano. ou não. recomenda-se taxa anual de reabilitação de redes de água de 1. ou outros processos.200 0.000 0.700 0.6 165 4.7 60 2.15. • renovação e • substituição. resinas epoxis.70 40 1.7 60 3.Método de Hardy Cross Capitulo 4. Rede Idade Média Taxa de Expectativa da Vaz/km/ano da rede de reposição de vida rede água (anos) (%) (anos) 1.060 0. Apresentamos.200 0.00/ km de rede linear Preço que SAAE paga a SABESP: US$ 0. ou limpeza com polypig ou algum sistema de jateamento.000 0.6 Reabilitação de redes de água Há basicamente três métodos de reabilitação de redes de água: • limpeza.25 40 0.2 500 28.15 45 0. 4-11 . não são abertas valas e instalamse novas tubulações aproveitando. A renovação da rede é feita através do seu revestimento com argamassa de cimento e areia.1 1000 Pesquisa na Europa 19881994 Zurique Amsterdã Viena Genebra Hamburgo Munique Milão Antuérpia Budapeste Londres 1 Leak Noise Correlator: equipamento para detecção de vazamento através do som.2% da tubulação existente. Tabela 4.68/m3 (dados de 16/3/95) 4.9 110 3.32/m3 (dados de 16/3/95) Custo médio domiciliar que o SAAE vende aos usuários: US$ 0.15 30 0. Na Europa.Taxa de reposição e vazamento (kmxano) Compr.5 Parâmetros Pesquisas em tubos de ferro fundido: 4 km/dia/equipe Pesquisas em tubos de PVC: 2 km/dia/equipe Custo médio com o uso do Leak Noise Correlator 1: US$ 551.25 45 1.200 0.92 40 0.91 40 1.090 0.15).0 100 5.7 145 2.2 85 1.180 0. A substituição das tubulações pode ser feita por métodos destrutivos ou não. Nos métodos não-destrutivos.15 30 1.

golpe de aríete. A segunda causa. segundo a IWSA.Método de Hardy Cross Capitulo 4. próximo ao anterior. três ou quatro vazamentos num determinado trecho de tubulação podemos dizer que são decorrentes da idade da tubulação. Os critérios mais modernos baseiam-se na freqüência dos vazamentos. Já foi comprovado que a idade das redes é um agravante dos índices de vazamentos de água e podemos dizer que estão relacionados à sua idade. 4-12 . Em 1997. é a ocorrência de vazamentos em uma tubulação específica. diâmetro e idade.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 A expectativa de vida dos materiais usados nas redes. Mas.16. A estimativa do número de vazamentos para uma tubulação depende basicamente de seis fatores: a) qualidade da tubulação. f) número de vazamentos ocorridos anteriormente. Quando há dois. podendo ocorrer ainda outros. tais como: pressão interna. adotaremos o índice de 1% ao ano de substituições parciais das tubulações.Expectativa de vida de diversos materiais Expectativa de vida Materiais (anos) 20 a 180 Ferro fundido cinzento 20 a 120 Ferro fundido dúctil ( simples proteção) 40 a 200 Ferro fundido dúctil ( proteção integral) 40 a 120 Aço 40 a 100 Polietileno 20 a 60 Proteção interna e externa das tubulações. porém com menos influência. devido às tensões causadas pelo calor e frio. e) influência do clima. Outras duas causas estão sendo investigadas. atualmente. a baixa qualidade da tubulação e as condições ambientais e operacionais. de um total de 1. Para a substituição de redes. Assim. é a seguinte: Tabela 4.620 quilômetros. A primeira. deverão ser trocados 16 quilômetros de rede de água. diz respeito aos critérios seguros utilizados para estabelecer quais as redes que serão substituídas ou renovadas. pesquisas feitas na Suécia indicaram que os vazamentos de água se aglutinam em certas áreas formando clusters. b) qualidade da mão-de-obra de assentamento das tubulações. quando há mais de quatro vazamentos em uma tubulação. As causas são: a má qualidade da mão-deobra. anualmente. tais como: corrosão do solo e cargas externas: d) condições operacionais. após um período de tempo. Este procedimento garantirá às redes uma expectativa média de vida de cem anos. As mudanças da pressão da água e as condições do solo poderão causar um novo vazamento. Um dos grandes problemas que temos. o risco de vazamentos não depende mais da idade da tubulação e sim de um conjunto de outros fatores. são os distúrbios que ocorrem quando o tubo é reparado. c) condições ambientais. Para a reabilitação das redes de água é importante a sua substituição após alguns anos de uso.

o reparo de registros e peças especiais. . c) impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes. b) impacto de vários vazamentos em uma tubulação. . Como exemplo. Ela deverá contemplar: .Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Estudos feitos nos Estados Unidos mostraram que o número de vazamentos varia em diferentes áreas de um determinado serviço de água. foi observado que 46% dos vazamentos ocorreram a 20 metros do outro vazamento. quando temos que fazer a reabilitação de redes.Método de Hardy Cross Capitulo 4. . As possíveis causas podem ser atribuídas a três situações: a) impacto da localização geográfica.7 Manutenção das redes de água A falta de manutenção das redes de água é notada. na cidade de Malmo. e que a maioria dos vazamentos ocorre em um número limitado de tubulações. após um dia. Impacto de vários vazamentos em uma tubulação: As pesquisas mostraram que é muito difícil analisar as causas dos repetidos vazamentos em uma rede. principalmente nas decisões de substituição de redes. há um distúrbio das pressões internas da tubulação e do solo adjacente. Estudo semelhante também foi feito na Suécia. é importante lembrar que os vazamentos se aglutinam geograficamente. Impacto da localização geográfica: As pesquisas mostraram que as áreas mais densas e com mais ligações de água têm mais vazamentos. Quando isto acontece várias vezes.a detectação e reparo dos vazamentos invisíveis. 42% dos vazamentos ocorreram a um metro do vazamento anterior. num período de seis meses. temos uma aglutinação de vazamentos. Durante o reparo.a construção de caixas de registros . 4-13 . quando ocorre alguma falha. 4. considerando o intervalo entre os mesmos. Estudos realizados na Suécia e na Inglaterra mostraram que os vazamentos se distribuem na municipalidade em aglomerações. A prevenção sistemática de possíveis falhas é menos custosa do que o conserto das redes.o reparo de caixas de registros. na cidade de Winnipeg do Canadá.o controle e reparo de hidrantes. fundamentalmente. Estudos na França dizem que 70% dos vazamentos em uma rede de água provavelmente ocorrerão em uma rede onde já houve um vazamento anterior. Portanto. onde 41% dos vazamentos ocorreram numa faixa de 200 metros. Impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes: A manutenção e o reparo de vazamentos de água ocasionam novos vazamentos. . Ainda mais. Estas perturbações aumentam as tensões nos tubos próximos e causam os futuros vazamentos.

40 2. Este mesmo índice. Tabela 4.44 > 30 4-14 . e até 7 mca. A Coplasa também examinou a ocorrência de falhas relacionadas à idade da rede de água . A Coplasa S. Engenharia de Projetos.22 46 a 60 1. para áreas abrangendo 5%. a partir de 60 mca. com tolerância de até 60 mca. o tema 1.93 1.Método de Hardy Cross Capitulo 4.62 11 a 15 0.45 2.00 6.A.41 3.70 2. os resultados dessa pesquisa. Foi constatada a ocorrência de 88% de vazamentos em ligações prediais.00 21 a 25 1.16 16 a 20 1. Vamos descrever. O estudo abrangeu 662 km de rede de água da capital de São Paulo. por faixa de pressões.40 7. sendo 2. a rede de distribuição parece ser muito mais sensível às elevadas pressões do que às ligações prediais. Tabela 4. para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão.07 26 a 30 2. Em resumo. A escolha destes setores visaram conduzir a amostragem para valores próximos da média geral de distribuição. Cidade Vargas e Jaraguá. apresentou para a SABESP em junho de 1988 no Seminário da Superintendência de Distribuição e Coleta da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). denominado Setorização da RMSP.17).8 Influência da pressão.35 1. o índice de vazamentos/km/ano nas redes de distribuição dá um salto.81 1. para áreas abrangendo 5%. idade e material nos vazamentos de água Em 1988. A SABESP estabelecia os seguintes parâmetros: • pressões estáticas máximas de 50 mca. e até 75 mca.10 31 a 45 1.5 9.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4.17.5 vezes maior do que o índice de falhas observado na faixa de 0 a 30 mca. para a SABESP.51 1.18.Vazamento conforme faixa de idade Rede de água Correlação com Faixa de idade vazamento/km/ano primeira faixa (ano) 0. estudo de setorização. abrangendo os setores de abastecimento de água da Água Branca. com tolerância de até 10 mca para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão. são bastante interessantes conforme Tabela (4.67 1.86 1. Vila Medeiros. sucintamente.38 1. Vila Alpina.70 0 a 10 0. a firma Coplasa realizou. Os resultados de comparação de vazamentos. é apenas 36% superior. para ligações prediais. • pressões dinâmicas mínimas de 15 mca.36 61 a 75 Observa-se que.00 0 a 30 0.Vazamento/kmx ano conforme a pressão Rede Correlação com a Ramal predial Correlação Faixa de pressão Vaz/km/ano primeira faixa vaz/km/ano com a (mca) primeira faixa 0.75 8.17 1.

. em Plymouth (Inglaterra). 4-15 . Estes relatórios são “a bíblia” dos conhecimentos sobre este assunto. aconteciam em diâmetros pequenos. As redes pesquisadas pela Coplasa.19. A Coplasa também realizou estudos sobre a qualidade dos materiais: Tabela 4. em sua maior parte.os tubos com mais de 30 anos apresentam três vezes mais vazamentos do que os encontrados na faixa de 20 anos. em comparação ao que ocorre nos tubos de ferro fundido dúctil. A conclusão foi que as maiores falhas. até 100mm.24vaz/km/ano. Um deles é o famoso Report 26.815 Redes pesquisadas 257 14 Redes com idade superior a 30 anos 401 22 Rede com pressão superior a 60 mca A Coplasa chegou às seguintes conclusões: .20.Vazamentos por km/ano conforme os materiais Rede de água Material vaz/km/ano 1. o índice de vazamentos é 2. para a SABESP. 4. isto é.Método de Hardy Cross Capitulo 4. .a quantidade de vazamentos é maior nos tubos de ferro fundido instalados até 1970. publicado pela primeira vez em 1980. . ou seja. pelo Conselho Nacional de Água da Inglaterra.5 superior ao índice da faixa de pressão entre 0 a 30 mca. 1. aço e PVC.74 PVC 0.9 Sistema de monitoramento das redes para detecção de vazamentos Em 1970.68 Ferro dúctil após 1970 0.a extensão dos trechos críticos atinge de 15 a 20% do total das redes em operação. aos vazamentos nas juntas de chumbo dos tubos de ferro fundido. a firma inglesa South West Water Services Limited começou a escrever uma série de relatórios técnicos sobre o monitoramento de redes para detecção de vazamentos em todo o país. os quais correspondem à quase totalidade da extensão das redes desta faixa.Extensão de rede de água pesquisadas pela Coplasa Extensão de rede de água (%) Discriminação (km) 1.quando a pressão na rede é maior que 60 mca.existem mais vazamentos (quantidade) em ligações prediais do que em rede de água.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Os elevados índices observados nas faixas acima de 21 anos devem ser creditados. .48 Aço Outra pesquisa realizada pela Coplasa diz respeito ao diâmetro das redes de água. foram as seguintes: Tabela 4.43 Ferro fundido até 1970 0.

poucas perdas de água por vazamentos. Na divisão primária. . já que a detecção dos maiores vazamentos é feita rapidamente. chamada WIS.10 Distribuição das perdas As perdas de água podem ser distribuídas seguindo a tipologia da tabela abaixo: Tabela 4. são usados métodos tradicionais para detecção de vazamentos. A medição de pressão é instantânea e acontece a cada dez segundos. Foi introduzido o conceito da vazão mínima noturna em uma área de controle. são instalados medidores de pressão diferencial ou eletromagnéticos para medição fixa. Em suma. Localizado o DMA com mais perdas previstas. ajustadas automaticamente 24 horas por dia. a região é dividida em pequenos distritos chamados District Meter Areas (DMA).04 Vazamentos 2.84 Gestão comercial 40.88 6.necessidade do uso da telemetria (WIS) e do data logger em campo (DMA). Uma economia entre 12% a 23% já foi constatada com o uso automático do PRV. A cada três meses.várias medidas do nível de vazamentos dos WIS. Nos DMA. Através do software LAS . possibilitando a pesquisa da área certa e evitando desperdício de tempo. com o objetivo de diminuir as perdas de água durante a noite. instalado no DMA.12 Micromedição Habitações subnormais 3.WIS) com população de 21 mil habitantes ou menos. A South West Services Limited divide o abastecimento de água em zonas (Water Into Supply.custos menores do que um programa alternativo de busca por geofone ou leak noise correlator.Tipos de perdas de água (%) Tipo de perda 19.0% Total 4-16 . temos: . as quais fornecerão medidas adequadas ao administrador. Secundariamente. com população aproximada de 3 mil habitantes. é feita a análise dos dados coletados pelo data logger. Existe. Anualmente. tais como o uso do geofone e do leak noise correlator. 4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Nele está explicada a metodologia para decisão de um nível econômico para detecção de vazamentos em áreas de controle.Método de Hardy Cross Capitulo 4.Leakage Analysis Software. os dados são passados a uma central de comando.uma redução dos reparos de emergência. um controle especial destas válvulas. . . geofonando áreas de pouco vazamentos. os medidores são recalibrados.21. inclusive. os data loggers são retirados e os dados são transferidos para um computador PC portátil. . A medição de vazão é medida com intervalos de 15min. também que a South West Water Services Limited possui um controle de válvulas redutoras de pressão (PRV) via telemetria. os medidores são instalados com uma bateria e as medidas são feitas por poderosos aparelhos chamados data loggers. Por telemetria.12 Macromedição 8. É interessante notar.

em 1996.9 pessoas/barraco. a média de 26. pois deve estar havendo muito desperdício de água por partes dos moradores como um barraco servindo de água outro barraco pelo mesmo hidrômetro. o que correspondia a 12% da população urbana.Método de Hardy Cross Capitulo 4. O acompanhamento deverá ser feito pelo Departamento de Manutenção.11 Favelas Em 1995.78 m3/mês em 100 amostras. A rede também deverá ser monitorada por medidores eletromagnéticos fixos e com uso da telemetria.6 m3/mês. 4. deverá estar prevista a reabilitação da rede de água de 1% /ano.13 Perdas na macromedição Através do Departamento de Operação.921 barracos e 127. o consumo de água médio dos barracos está muito alto. 16 km aproximadamente.12 Perdas por vazamentos Deverá ser contratada uma firma de consultoria para a localização dos vazamentos invisíveis primeiramente nos 324 quilômetros de rede de água com abastecimento contínuo e pressão de mais de 60 mca.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. isto é. com 25. deverão ser solicitados. Somente um recadastramento corrigiria esta falha. No futuro. com uma média de consumo de 21. os laudos técnicos de aferição de todos os seus pontos de entrega para a região de Guarulhos. junto à SABESP. Segundo pesquisa realizada por mim.12 m3/mês por barraco com desvio padrão de 29. 4. pois. A média de ocupação desses núcleos era de 4.013 favelados. 4-17 . Estudos feitos na SABESP concluíram que o consumo de água de cada barraco varia de 11 a 37m3/mês. Guarulhos possuía 240 núcleos de favelas.

Método de Hardy Cross Capitulo 4- Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008

4.14 Bibliografia -Adalberto Cavalcanti Coelho. Medição de água e política e prática, manual de consulta, janeiro 1996 -Annual Conference -Proceedings, Engineering and Operations, Anahein, California, june 18-22, 1995, The never ending leakage audit- using continuos system monitoring to target work for leakage detection teams, South West Water Services Limited, Exeter, Devon, England page 583 –591; -Committe report: water accountability. Journal AWWA, page 108- 111 (July, 1996) -Diagnóstico do Sistema de Água e Esgoto do SAAE Guarulhos, Estudo para Modernização técnica-operacional e melhoria dos serviços de água e esgoto de Guarulhos, firma Cyro Laurenza, junho de 1996 -Instituto Nacional de Metrologia, Normalizaçao e Qualidade Industrial, Portaria 29 de 7 de fevereiro de 1994 – INMETRO; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-1 - The economics of leakage control in the UK: theory and practice; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-5 - New technology for leakage detection and control, Spain, Canal de Isabel II. -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban, SS3-5 - Methods of diagnosis and perfomance indicators for rehabilitation policies- A Swiss point of view: pipelenes networks, Zurich Water Supply, Switerzeland. -IWSA, International Report, 25-31 of 1991 -Copenhague, 18 th International Water Suply Congress and Exhbition, Unaccounted for water and the economics of leak detection ( Eaux perdues et economie de la detection de fuites), Lai Cheng Cheong. -Journal of Water Supply Research and Technology(AQUA), vol. 46, number 1, february 1997- IWSA-Geographical analysis of water main pipe breaks in the city of Malmo,Sweden, page 40-47. -Programa de Redução de águas não-faturadas, SABESP, outubro 1993 revisão de janeiro de 1994, Lyonnaise des eaux Services Associés - Lysa -Setorização da RMSP - Seminário SDC - Superintendência de Distribuição e Coleta, SABESP, Coplasa S.A. Engenharia de Projetos, junho de 1988 -Sizing Water Service Lines and Meters, AWWA, Manual M22, 1975; -Water and Revenue Losses: unaccounted-for water, Research Foundation AWWA, 1987; -Water Audits and Leak Detection, AWWA, Manual M36, 1990; -Water Meters-selection, installatiom, testing and Maintenance, American Water Works Association (AWWA) Manual M6, 1986 -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI. Abastecimento de água. EPUSP, 2004, 643páginas. -TOMAZ, PLINIO. Conservação da água. Guarulhos, 1999. 294 páginas.

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Análise de Incerteza

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Sumário 1) Objetivo
2) Fórmula Racional 3) Fórmula de Manning para seção plena 4) Método da Margem de Segurança 5) Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional 6) Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena 7) Influencia dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para o item 3 8) Abastecimento de uma cidade. 9) Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s

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Capitulo 5- Análise de incerteza 5.1 Introdução Pretendemos explicar, de uma maneira bastante prática, a utilidade da Análise de Incerteza. Serão evitadas as demonstrações trabalhosas e detalhadas, que poderão ser encontradas nos livros de Mays e Tung,1992, Lamberson e Kapur, 1977, Elsayed, 1996 e Chow ,1988. É importante, sempre que se fizer a aplicação de uma fórmula, que seja avaliado o erro nela cometido, pois, as variáveis que introduzimos contêm erros. Neste sentido, basta substituir os valores e fazer várias simulações. Em análise de redes de água, costuma-se variar os coeficientes para verificar a sensibilidade da mesma face às mudanças. Uma maneira mais correta de se verificar a Análise de Incerteza em fórmulas é aplicando a Fórmula de Taylor. Desta aplicação resultou o chamado Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. Na Hidrologia, Hidráulica e Estruturas é importante a Análise de Incerteza. As variáveis dependentes de uma fórmula, normalmente, apresentam incertezas que por sua vez, se refletem na variável independente. Vamos procurar mostrar, através de exemplos, o uso desta ferramenta indispensável aos engenheiros para avaliação correta de seus cálculos. A Análise de Incerteza é conhecida também como Método Delta ou Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. 5.2 Fórmula Racional Como exemplo, mostraremos a Fórmula Racional: Q= C.I.A (1) Onde: Q= vazão em litros por segundo; C= coeficiente adimensional relativo à impermeabilização do solo; I= intensidade de chuva em litros/segundo x hectare; A= área em hectares. As incertezas na fórmula (1) referente ao coeficiente C, à intensidade de chuva e à área de drenagem, fornecerão uma incerteza ao valor da vazão Q. Os dados do problema são: O valor adotado do coeficiente C da fórmula racional é C=0,82 e o erro estimado em sua avaliação é de 7% ou seja o coeficiente de variação de C é ΩC =0,07.

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Quanto a intensidade adotada é de 300 l/s x hectare, sendo que a estimativa de erro na avaliação da Intensidade I é de 17% ou seja o coeficiente de variação de I é ΩI =0,17. A área A de captação é 7,5 hectares e o erro de estimativa cometido é de 5% ou seja o coeficiente de variação de A é ΩA=0,05. Substituindo os valores na formula racional temos: Q = C . I . A = 0,82 . 300 . 7,5 = 1.845 litros/segundo Queremos achar a incerteza final ΩQ na fórmula racional, considerando as incertezas nas variáveis C , I e A. Ω2Q= (δQ/δC)2 . ( C /Q)2 . Ω2c + (δQ/ δI)2 . (I/Q)2 Ω2I + (δQ/ δA)2 . (A/Q)2 Ω2A onde: C, I, A = são os valores das variáveis independentes; δQ/ δC = derivada da fórmula(1) em relação a C; δQ/ δI = derivada da fórmula(1) em relação a I; δQ/ δA = derivada da fórmula(1) em relação a A. Substituindo teremos: Ω2Q= ( I. A)2 . ( C / C. I. A)2 . Ω2c + (C. A )2 . (I/C.I.A)2 Ω2I + (C . I )2 . (A/C.I.A.)2 Ω2A Fazendo as simplificações, teremos: Ω2Q= Ω2c + Ω2I + Ω2A (2) Substituindo os valores: Ω2Q = (0,07)2 + (0,17)2 + ( 0,05)2 =0,0363 ΩQ = 0,0363 =0,19052, ou seja, 0,19 Portanto, para a vazão de 1.845 l/s temos uma incerteza de 0,19, ou seja, de 19%. É importante observar que as variáveis C, I e A são independentes uma das outras.
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Consideremos que o diâmetro seja de D=1.845 =350. Vamos calcular a vazão Q usando os dados fornecidos: Q= 0.355 m3/s 5.19 .938 l/s Queremos calcular a incerteza no cálculo da vazão da fórmula de Manning (2) para seção plena.015 com incerteza de 5%.312 .0011/2 Q= 1. D = diâmetro da tubulação em metros (m).05.312 . ou seja. 0. D e I possuem incertezas.001 m/m com incerteza de 7%.).I.com. Queremos a incerteza da vazão Q na fórmula (2).07. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A declividade I= 0. n-1 . D8/3 . 0. Ωn = 0. Q= 0. n-1 .3 Fórmula de Manning para seção plena Vamos usar a Fórmula de Manning para seção plena nas unidades do sistema internacional (S. As variáveis dependentes n. D8/3 .312 .Análise de incerteza. I1/2 sendo: Q = vazão em metro cúbico por segundo (m3/s). I1/2 = 0. (D/Q)2 Ω2D + (3) 5-5 . ou seja. (n/Q)2 (δQ/ δI)2 . Ω2n + (δQ/ δD)2 .br 01/01/2008 O coeficiente de variação da vazão na Fórmula Racional (1) é: ΩQ = σQ / μQ Então.50m com incerteza de 1%. n = coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional). 1.58/3. I = declividade da tubulação em metro por metro (m/m). com coeficiente de variação ΩD= 0. ΩI= 0. (I/Q)2 Ω2I .55 l/s = 0.938 m3/s = 1. o desvio padrão será: σQ = ΩQ .Método de Hardy-Cross Capitulo 5.01. ou seja.015-1 . μQ σQ = 0. 1. Ω2Q= (δQ/δn)2 . A rugosidade de Manning n = 0.

(1/2) . ΩD2 + (1/4).05)2 + (64/9) .312 .07)2 Ω2Q = 0.Análise de incerteza. ( I/Q)2 .Método de Hardy-Cross Capitulo 5. I1/2 e fazendo as simplificações: Ω2Q =Ωn2 +(8/3)2. I1/2)2.br 01/01/2008 onde: n.004435 ΩQ = 0. D8/3 . ( n / Q)2 . 1938 = 129. coeficiente de variação de Ω2Q = 0.312 . fazendo as substituições na fórmula (4). δQ/ δD = derivada da fórmula(2) em relação a D. n-1 .7%. D e I acarretam. ΩD2+ (0.001225 = 0. D8/3-1 .067. ΩI2 (4) Como temos os coeficientes de variação de n .85 l/s = 0. ΩI2 Ω2Q =Ωn2 + (64/9). ou seja. δQ/ δn= derivada da fórmula(2) em relação a n. O desvio padrão é dado pela fórmula abaixo.067 .004435 = 0. na variável dependente Q. ΩI2 Substituindo o valor de Q= 0.0025 + 0.312 .12985 m3/s 5-6 . n-1 . a incerteza de 6.0670 Assim. D8/3 .I1/2-1)2 .00071 + 0. (0.312 . ( 0. a incerteza nas variáveis independentes n . μQ substituindo os valores: σQ = 0. I1/2 )2 . (D/Q)2 . δQ/ δI = derivada da fórmula(2) em relação a I. D e I. temos: Ω2Q = (0.01)2 + (1/4) .066595. ou seja. I = são os valores das variáveis independentes. Ω2Q= ( -0. D. n-1 . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. (8/3). ΩD2 + (1/2)2. ΩQ = 0. n-1-1 . D8/3 .Ωn2+ (0. σQ = ΩQ .com.

que esgotará as águas de chuvas. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Façamos o seguinte esquema: μC= 1.845 l/s (média da carga) σC = 350.br 01/01/2008 5. que queremos calcular o grau de incerteza de uma galeria de 1.Análise de incerteza.1.50m de diâmetro.Esquema da galeria e da bacia μR= 1938 l/s (média da resistência) σR = 129.com.55 l/s (desvio padrão da carga) Bacia Galeria Figura 5.4 Método da Margem de Segurança Vamos supor.1).82 e intensidade de chuva de 300 l/s x hectare conforme Figura (5. de uma bacia com 7.5 hectares.μC 5-7 .Método de Hardy-Cross Capitulo 5. com C=0.85 l/s (desvio padrão da resistência) Usemos o Método da Margem de Segurança (MS): μ MS= μR .

938 e μC= 1.83 l/s Conforme Chow et al.25 = Z 378.μC = 1.br 01/01/2008 sendo o índice subscrito R resistência e C a carga e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Na Figura (5. conhecida também como Curva Normal em função de Z = (x .------.938 .μ) / σ .= .2) podemos ver um esquema da Resistência e da Carga (loading).1.Análise de incerteza.83 σMS Devemos entrar agora na tabela da Curva de Gauss. 1992 Para o caso que estamos estudando μR= 1.845 μ MS= μR . 5-8 .2. Observe-se que -μ MS / σMS é semelhante à apresentação de Z. Figura 5.32 σMS = 373.= ----------.0.55)2 = 139746.Figura mostrando a Resistência (resistance) e a Carga (looading) Fonte: Tung.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.85)2 + 350. 1988 para termos o risco R devemos ter: .com.845 = 93 l/s σ2MS = σ2R + σ2C =(129.93 μ MS .

. que são: • Número PI= 3...13% de haver falhas. 1991 mostra que na curva normal temos os três números mais famosos na historia da matemática.. Então para há 40. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.4013=0.71828.br 01/01/2008 A função da distribuição normal é bastante conhecida e tabelada. A curva normal foi descoberta em 1720 por Abraham de Moivre. Entrando na Tabela (5. σ a média e o desvio padrão. a confiabilidade do sistema é de 59.5987 Portanto.. Em 1870 o matemático Belga Adolph Quetelet teve a idéia de usar a curva num histograma ideal para o qual os dados podiam ser comparados.. exp ⎨ -( ½ ) .Método de Hardy-Cross Capitulo 5. 5-9 .μ ) / σ ]2 ⎬ para .com.∞ <x< ∞ sendo μ. Na prática é tabelada.1) da curva normal em função de Z = -0.4013. a seguinte função: f(x)= 1/ ( 2..Análise de incerteza. Freedman et al. • Raiz quadrada de 2. em função de Z. pi ..5 Sendo: PI= 3.87% Nota sobre a curva normal. [(x . respectivamente. • Número e-2.. e=2.1416. A probabilidade P para não haver falhas é: P = 1 – R= 1.25 achamos o risco R=0.0.1415.. A curva normal y em função de x tem a forma: Y= 100 x e –x2 / (2 x PI) 0. σ ) ...71828.

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Tabela 5.1- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

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Tabela 5.2- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

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5.5 Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional Vamos calcular a contribuição dos parâmetros C, I, A da Fórmula Racional. Para cada parâmetro, a contribuição é o quociente do coeficiente de variação ao quadrado, dividido pelo coeficiente de variação do parâmetro da vazão ao quadrado. Cada quociente, por sua vez, é multiplicado pelo coeficiente da fórmula (2) que, no caso são igual a 1. (1). Ω2 C / Ω2Q = (1). (0,07)2 / (0,19052)2 = 0,135 (13,5%) (1). Ω2 I / Ω2Q = (1) . (0,17)2 / (0,19052)2 = 0,796 (79,6%) (1). Ω2A / Ω2Q = (1). (0,05)2 / (0,19052)2 = 0,0693(6,9%) Como pode ser verificado acima, a incerteza da intensidade da chuva contribui com 79,6% das incertezas para o cálculo da vazão. O coeficiente C contribui com 13,5% e a área da bacia com 6,9%, totalizando 100%. 5.6 Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena Observar que os coeficientes da fórmula (4) = (0,05)2 / (0,066595)2 = 0,5636( 56,36%) (1). Ω2n / Ω2Q 2 2 2 2 = 0,2762( 27,62%) (1/4) . Ω I / Ω Q = ( (1/4) .(0,07) / (0,066595) 2 2 2 2 (64/9) .Ω D / Ω Q = ( 64/9) . (0,01) / (0,066595) = 0,1602(16,02%) O coeficiente que mais causa incerteza na Fórmula de Manning de seção plena é a rugosidade n com 56,36%, seguida da declividade I, com 27,62%, e do diâmetro D, com 16,02%, totalizando 100%.

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5.7 Influência dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para Seção Plena

A formulação é feita assim: (1) . Ω2C / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,07)2/ (0,0363+0,004435) = 0,0049/0,040735 = 0.1202( 12,02%) 2 2 2 = (0,17)2 /0,040735= 0,7095 (70,95%) ( 1) . Ω I / (Ω QC + Ω QR) ( 1) . Ω2A / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,05)2 / 0,040735= 0,0614(6,14%) = (0,05)2/0,040735= 0,0614(6,14%) ( 1) . Ω2n / (Ω2QC + Ω2QR) ( 64/9) . Ω2D / (Ω2QC + Ω2QR) = (64/9).(0,01)2/0,0407350= 0,0175(1,75%) ( 1/4) . Ω2I / (Ω2QC + Ω2QR) = (1/4).(0,07)2/0,040735= 0,0300(3,00%) Não se deve esquecer de colocar os coeficientes multiplicadores como (64/9) e (1/4). Observe-se que a maior influência na Fórmula Racional é a intensidade da chuva, que entra no cálculo da bacia e galeria com 70,95% das incertezas, sendo seguida pelo coeficiente C da Formula Racional com 12,02%, pela área da bacia e do coeficiente de rugosidade n, com 6,14%; 3% devidos à declividade da galeria e 1,75% devidos ao diâmetro da galeria, tudo isto totalizando 100%.

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Resumidamente teremos: Tabela 5.1- Resumo dos cálculos efetuados Incertezas Parâmetros das fórmulas Fórmula Racional Parâmetro adimensional C Intensidade de chuva I Área da bacia A Subtotal Fórmula de Manning seção plena Rugosidade de Manning n Diâmetro da tubulação D Declividade da galeria I Subtotal Total 6,14% 1,75% 3,00% 10,89% 100,00% 12.02% 70,95% 6,14% 89,11%

A Fórmula Racional entra com 89,11% das incertezas, enquanto a Fórmula de Manning entra com 10,89%.

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30 m. 5-15 . não é absurdo.2mm. com erro de 15%. de 1977.30 m Cota 50 m Cidade Figura 5.Análise de incerteza. Vamos admitir que a vazão distribuída na cidade seja de 0. é viável um erro de 10 a 15% na demanda de água de uma cidade. Para isto. em uma cidade. mesmos nos países mais adiantados. nas quais é apresentado o cálculo de f devido a forma de Colebrook-White. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.3. A média obtida foi de 18% de erro no valor de f.8 Abastecimento de uma cidade A cidade é abastecida por um reservatório que está a 3000 m de distância. ou seja.1mm ou K= 0.50m3/s. O erro de 15% em uma estimativa de vazão.Esquema de abastecimento de uma cidade A rugosidade uniforme equivalente da tubulação K é fornecida em milímetros. o erro mínimo que se obtém numa previsão de vazão é de 5%. que tem cota de 50 m. com 500 mm de diâmetro.br 01/01/2008 5. com vários valores de K/D e vários números de Reynolds. consultamos em uma publicação da CETESB. Cota 84.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. com adutora de ferro fundido dúctil revestida internamente. Houve uma indecisão do projetista quanto à adoção de K= 0. sobre o emprego da fórmula universal de perda de carga e as limitações das fórmulas empíricas do professor Tufi Mamed Assy. Esta indefinição em adotar o valor de K acarreta um erro no coeficiente de atrito f (adimensional) de 18%. Portanto.15. com coeficiente de variação ΩQ= 0. A cota de serviço do reservatório é de 84. Este reservatório abastece outro reservatório na cidade. pois.com.

Na adutora temos: Diâmetro= 500mm= 0.72% 50.0318 6.18635m2 Para a perda h.Análise de incerteza. A vazão necessária para abastecer a cidade é de 0. que deverá ser mantida. V2/ 2.50m. obtemos o valor de Q: V=Q/A = Q/ (PI x D2/4) 5-16 . g= 9.0183 30.Número de Reynolds em função de K/D Reynolds Valor K/D=0.14.05% 500.14.com.0002 f= 1/ (1.003 Valor K/d=0.2log(D/K))2 f= 1/ (1.0396 0.g sendo : h= perda de carga (m) L= comprimento (m) D= diâmetro (m) V= velocidade em m/s. Na cidade o coeficiente de variação ΩQC = 0.81 m/s2. ( L/D) .50m3/s e o reservatório está na cota 50 m. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.0265 0.0338 0.000 0.000 0.26% 100.0381 3.93% 5. terá o subscrito R de Resistência.br 01/01/2008 Tabela 5.0235 0. ou seja.02% 1.29% 10000 0.0002 Erro em f 0.0229 15.0251 0.2log(0. A= área da secção transversal do tubo (m2) Como Q= A x V.000 Média = 18% A cidade exigirá da adutora a demanda prevista e terá o subscrito C de Carga e a adutora.0002))2 f=0.1/500= 0.0238 0.15.000.0137 A=0.000 0.2. 15% de erro na demanda de água potável. Rugosidade Uniforme Equivalente adotada K= 0.0178 32.0207 21.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.1mm K/D= 0. temos a fórmula de Darcy Weisbach: h= f .000 0.

14162 x 9.30 x 0.0=34.12)2 +(25/4) . isto é.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.00m/s < 3. ( L/D) . (0.01 ΩQR 2= (1/4) .2mm) ΩD = 0. ou seja.K2) H=84.001)2 +( 1/4) .g h= f .56/0.com. da adutora de 500 mm. D5) / ( f . D5) / ( f . Ωf 2+ (1/4) ΩL 2 + (1/4) Ωh 2+ (25/4) .br 01/01/2008 V2= 16Q2/ (PI2 x D4) h= f .56m3/s V= 0. ( L/D) . (0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 5-17 .0137 L=3000m D=0.18)2 + (1/4) . (1/ 2.012 ΩQR = 0. V2/ 2.K2) Q= K2=8 / (PI2 x 9.50m K2=0.30m f=0.1mm e K= 0. há incerteza de 11% no cálculo da vazão Q da resistência.01)2 ΩQR 2= 0.50m/s OK Aplicando-se o que já foi mostrado na Análise de Incerteza de Primeira Ordem.55)/ ( 0. 8Q2 / (PI2 x g) K2=8 / (PI2 x 9.81)=8/(3.18 ΩL = 0.81)=0. L.08263] 0.81) (h .001 Ωh = 0. (0. 16Q2/ (PI2 x D4) h= f x L/D5 .5 Q=0.Análise de incerteza.18635=3.30-50.11.0137 x 3000 x 0. ΩD2 Substituindo: Ωf = 0.08263 Q= [ 34. teremos como resultado: ΩQR 2= (1/4) . (0. L.g) .08263 Q= (h .12 (estimado quando K= 0.

50 = 0.76%.= -0.062m3/s μQR = 0.5m3/s μ MS= μR . 1988 o risco para haver falha será: -0.Análise de incerteza.06m3/s σ2MS = σ2R + σ2C = 0. isto é.0095 σMS = 0.06 μ MS . μR= 0. sendo o índice subscrito R resistência e C a carga μ MS= μR . μQ σQR = 0.15 x 0.50 = 0.7324 Portanto.com. a confiabilidade é de 73.075m3/s Usemos o Método da Margem de Segurança (MS). ou seja.097 σMS Na Tabela (5.2676=0.11 x 0. 5-18 .50m3/s σQC = 0.097m3/s Conforme Chow et al.0622 + 0.2676 Portanto. a probabilidade para haver falhas é de 26.1) entrando com z=-0.μC = 0.0752 = 0.= ----------.56m3/s e μC= 0.62 achamos R=0.24%. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/01/2008 A variância é fornecida pela fórmula: σQ = ΩQ . A probabilidade para não haver falhas.56m3/s Para a carga.------.62= z 0. para a cidade temos: μQC = 0.56 – 0.μC e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Para o caso que estamos estudando. P=1-0.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.56 = 0. a confiabilidade do sistema P=1-R.

facilmente encontraremos: Ω2Q = Ωn2 + (1/2)2. O coeficiente de rugosidade de Manning n= 0. (0. deve-se realizar a seguinte operação: 5-19 .00161/2= 16.82/3 .06 m3/s Para obtenção da performance de uma variável qualquer W.I.br 01/01/2008 5. ou seja. A .8 m A Fórmula de Manning para um canal aberto nas unidades S.2)2 + (0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 0.25. RH= raio hidráulico em metros. O raio hidráulico RH= área molhada/perímetro molhado RH= A/P= 8/10 = 0. A vazão média de capacidade do canal é: μQ ≅ (1/0.25.25). 0. ΩI2 = (0.9 Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s Consideremos um canal de concreto de seção trapezoidal.Análise de incerteza. é: Q = n-1 .22 m3/s Aplicando-se na equação de Manning para canais abertos. a incerteza na média da vazão é de 25%.30)2 Ω2Q = 0.25 .Método de Hardy-Cross Capitulo 5.com. μQ = 0. RH2/3 . Vamos calcular o desvio padrão da capacidade do canal de conduzir a água: σQ = ΩQ . I1/2 onde: Q= vazão em m3/s. o Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. n= coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional). sendo fornecida a área molhada A= 8m2 e perímetro molhado P= 10 m. ΩI2 = Ωn2 + 0.22 =4.0016 m/m à incerteza de 30%.0635 ΩQ = 0.017) . 16. I= declividade em metro/metro.017 está sujeito à incerteza de 20% e a declividade I= 0. A= área molhada. 8 .

22 ---------------. temos: 16.06 Como se pretende determinar a confiança para o canal transportar 10 m3/s. 5-20 .53.00 m3/s Portanto.22 – 10.00 .= .br 01/01/2008 μw -W --------σw em que μw e σw são a média e o desvio padrão desta variável.937 ou seja 93. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.-----------4.06 m3/s W = 10.3% de que o canal não consiga transportar 10 m3/s.53=z 4.Análise de incerteza.063.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. sem problemas. há probabilidade de 6. ou seja. substituindo acima obteremos: -6.063=0. Para o presente caso: μw = 16.22 m3/s σw = 4.com. e há P=1-R=1-0.06 Entrando na tabela da curva normal com z=-1. encontramos R=0.1.7% de probabilidade de que o canal possa transportar 10 m3/s.

New York. Análise de RegressãoUma Introdução à Econometria. SÔNIA 1983. 5-21 . RODOLFO e.Análise de incerteza. -HOFFMANN. 3a ed. Norton. Statitiscs.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. LAMBERSON. 578páginas. -K.br 01/01/2008 5.YEOU-KOUNG.10 Bibliografia -CHOW. 1998. VIEIRA.1992. Applied Hydrology. KAPUR e L. -ELSAYED A. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Hydrosystems Engineering & Management.C. McGraw-Hill. DAVID et al. Reliability Engineering. ELSAYED. Editora Hicitec-SP. John Wiley & Sons. LARRY W. VEN TE et al. Mc Graw-Hill. e TUNG . 1988. Reliabity in Engineering Design. -FREEDMAN. -MAYS. 1996.com.R. 1977. Addison Wesley Longman.

br 01/01/2008 Apendice A Fórmula de Hazen-Willians Q=0.50 = 0. teremos: Ω2Q = Ω2c + (2.075m3/s CV=0.005193 ΩQ = 0. de 0.54)20.006193 =0.63)2Ω2D + (0.63)2 (0.05142 =0. ou seja.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.54)2Ω2J Ω2Q = 0.072 Portanto. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.27842 C x D 2.54 Sendo: Q= vazão (m3/s) D= diâmetro (m) C= coeficiente de Hazen-Willians J= perda de carga unitária (m/m) Fazendo as simplificações. Como exemplo para a carga.63 J 0.50m3/s Variância σQC = 0.15 5-22 .com.50m3/s para a cidade temos: μQC = 0.15 x 0.15).Análise de incerteza.012+ (2. o coeficiente de variação de Q é 0.025)2+ (0.072 Previsão de consumo A previsão de consumo tem erro de no mínimo 15% (0.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos SAAE Capítulo 7-Bomba centrífuga dezembro/2007 7.1 .

Tipos de rotores: fechado e aberto Figura 7. 2005.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Capitulo 7-Bomba centrífuga 7.2) Figura 7.1.2 .1 Introdução Uma bomba é denominada centrífuga quando a direção de escoamento do fluido é perpendicular à do eixo de rotação da hélice.2. a bomba centrifuga é constituída por um rotor que gira no interior de uma carcaça conforme Figura (7. A energia cinética do fluindo aumenta do 7.1) e (7.Componentes de uma bomba centrifuga O fluido entra na bomba nas vizinhanças do eixo do rotor propulsor e é lançado para a periferia pela ação centrifuga conforme Grundfos. Na sua forma mais simples.

Esta energia cinética é convertida em pressão quando o fluido sai do rotor. 1974 hr= altura estática de recalque é a distância vertical entre a bomba e o nível de água do tanque que será alimentado (m).3). Vamos definir alguns parâmetros importantes: Hman= altura manométrica total (m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr). hs= altura estática de sucção é distancia vertical entre a bomba e o nível de água do tanque onde haverá sucção (m). Pode ser positivo ou negativo.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 centro do rotor para a ponta das palhetas propulsoras. As bombas centrifugas podem trabalhar de duas maneiras: sucção e afogadas conforme Figura (7. Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Figura 7.2.3 .Esquema de bomba afogada e bomba por sucção Fonte: Lucarelli et al. Hr=perda de carga distribuída e localizado do recalque (m) Hs= perda de carga distribuída e localizada na sucção (m) 7.

50. 1250. ½. 250. 1. !/4 HP.100. 5.2 Potência dos conjuntos elevatórios Conforme Azevedo Neto. 2.3 Padrão dos motores elétricos brasileiros Existe uma padronização dos motores no Brasil. 75.4 .5. 350. 800.1. 1998 temos: P= γ x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) Sendo: P= potência em HP Q= vazão em m3/s Hman= altura manométrica em metro de coluna de água. 7.125. 25.400. 600. 700. mas sempre se deve conferir com o fabricante de motores elétricos. 200. 1/3 HP. 6. 1000. 7.40. η= ηmotor x η bomba γ = peso especifico da água= 1000kgf/m3 Acréscimos recomendáveis de potência: Tabela 7. 1998 7. 450. 1500. 30. 3. 500. 60.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. 1. 300. 12. 900. 1750 e 2000.5 10.Acréscimo de potência recomendável Acréscimo da potência Potência da bomba 50% 2HP 30% 2 a 5HP 20% 5 a 10HP 15% 10 a 20HP 10% >20HP Fonte: Azevedo Neto.5 15. ¾..150.20.

2 Menores valores de rendimento para motores de alto rendimento (mercado norteamericano). 7. Fonte: catálogo eletrônico da Weg.5 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.

6= 28.9 η= ηmotor x η bomba = 0.6 Curva característica da tubulação A curva característica da tubulação ou curva característica do sistema fornece para cada vazão de bombeamento.736= 22.5 61% 10 66% 15 68% 20 71% 25 75% 30 80% 40 84% 50 85% 100 87% 200 88% Fonte: Azevedo Neto.6 .90.72 P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0.8=0.9= 2277 kgm/s 7. Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Ji= perdas de carga do trecho i (m/m) Li= comprimento do trecho i (m) Ki= coeficiente de perda de carga localizada da peça i Vi= velocidade média (m/s) 7.08 KW Caso queiramos outra unidade: P= 30 HP x 75.04 x 35.9 x 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. 1998 7.8 e o rendimento do motor igual a 0. Hman= Hg + Σ Ji x Li + Σ Ki x V2/ 2g Sendo: Hman= altura manométrica total 9m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr). isto é.9HP Escolhemos um motor padrão que é de P=30 HP A potencia consumida em KW será: P= 30 HP x 0.6 / (75 x 0.8 Motor ηM= 0.6m sendo o rendimento da bomba igual a 0. a perda de carga e a altura manométrica total.72 ) = 26HP Dando um acréscimo de 10% temos P= 26 + 2.04m3/s numa altura manométrica Hman= 35.1 Dimensionar o motor para recalcar 0.5 Normas da ABNT Existe a norma NBR 12214/92 que trata de projeto de sistema de bombeamento de água.3).4 Rendimentos das bombas centrífugas Tabela 7.3 Rendimento estimado da bomba em função da vazão de bombeamento Vazão Rendimento da litros /segundo bomba centrifuga ηb 5 52% 7. Em cada ponto da bomba a soma da altura geométrica com todas as perdas no sistema. perdas distribuídas e localizadas. A curva é feita tomando-se o desnível geométrico e somando-se as perdas de carga para cada vazão conforme Figura (7. Exemplo 7. Bomba ηB= 0.

Curva da bomba Fonte: Lucarelli et al.4).4.81 Notamos que a variação da perda de carga é quadrática em função da vazão o que dá a forma da Figura (7.Curva característica do sistema Cetesb. Figura 7.7 Curva da bomba Cada bomba tem um determinado rotor e tem uma determinada curva conforme se pode pode ver na Figura (7.7 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade (m/s2)= 9. 1975 7. Figura 7.5). 1974 7.5.

2006 Em bombas em paralelos somamos as vazões na horizontal o obtemos a curva das duas bombas e achamos o ponto de interseção com a curva do sistema. Figura 7. 1974 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.8). 7.9 Bombas em paralelo Quando se tem duas bombas em paralelo de modo geral as bombas são iguais.6).6.8 . mas podem ser diferentes.7) e (7.8 Curva da bomba e do sistema A resolução do problema para a escolha do conjunto motor-bomba centrifuga vai depender do ponto achado pela intersecção da curva da bomba com a curva do sistema conforme Figura (7. isto é.Bombas em paralelo Fonte: Heller. possuir curvas diferentes conforme Figura (7. Figura 7. Geralmente se escolhe o ponto da bomba como aquele de maior rendimento.Curva da bomba + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al.7.

8.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. 1974 7.Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al.9 .

1974 As bombas em série são muito usadas em poços tubulares profundos.9.10.11 Cavitação Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor.13). Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba conforme Figura (7. 2006 Vamos supor duas bombas em série iguais e então somamos as ordenadas na vertical obtendo a curva final cujo ponto será achado com a intersecção da curva do sistema.11) a (7.10).10 Bombas em série As bombas em série podem ser iguais o que é mais comum mas podem ser diferentes conforme Figura (7.Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al.Bombas em série Fonte: Heller.Estragos feito em um rotor de bomba devido a cavitação 7. Figura 7. Figura 7.11.9) e (7. 7. Figura 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.10 .

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Figura 7.12 Cavitação em bomba no ano 2007 7

Figura 7.13 Cavitação em bomba no ano 2007 Os efeitos mecânicos, além do desgaste dos rotores, causam vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura, sem que a temperatura do líquido mude.

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Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido. Para isto usa-se o que se chama NPSH que é um acrônimo do termo inglês Net Positive Suction Head e há duas, uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH. NPSH_disponível-NPSH_requerido ≥ 1,0m a 1,5mca. NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp Sendo: NPSHd= NPSH disponível no local (m) Hpa= pressão atmosfera na superfície do líquido no poço de sucção bombeado (m). Geralmente admitido como 10,3m ao nível do mar. Em São Paulo a pressão atmosférica é 9,5m. Hs= altura da sucção do líquido (m). É a altura da superfície do líquido no poço até o centro do rotor da bomba. Pode ser positivo ou negativo (sucção). hs= perdas de cargas total na linha de sucção (m) Hvp= pressão de vapor do líquido na temperatura de operação a 20ºC (m). Geralmente Hvp=0,235m. A pressão de vapor depende da temperatura ambiente e pode ser obtida conforme Tabela (7.4) Tabela 7.4-Vapor de pressão em função da temperatura
Temperatura (ºC) Pressão de Vapor Hvp (m)

0 15 20 23,9 37,8
Adaptado de FHWA, 2001

0,062 0,171 0,235 0,303 0,658

Tabela 7.1- Alturas máximas de sucção conforme altitude e pressão atmosférica Altitude Pressão atmosférica Limite prático de sucção (m) (m) (m) 0 10,33 7,60 300 10,00 7,40 600 9,64 7,10 900 9,30 6,80 1200 8,96 6,50 1500 8.62 6,25 1800 8,27 6,00 2100 8,00 5,70 2400 7,75 5,50 2700 7,50 5,40 3000 7,24 5,20 São Paulo cota 760 9,50

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Estimativa da pressão atmosférica em função da altitude Conforme Heller, 2006 podemos estimar o valor da pressão atmosférica local em função da altitude. Pa= 10,33 – h / 900 Para a capital de São Paulo h=760m Pa= 10,33- 760/900= 9,5m Exemplo 7.2 Calcular o NPSH disponível de uma bomba cujo nível mais baixo está a 2,40m acima do eixo do rotor da bomba, considerando as perdas de cargas desprezíveis. A pressão atmosférica é 9,5m de água e a de vapor é de 0,235m para temperatura de 20º C. Então teremos: Hpa= 9,5m (São Paulo) hs= 0,11m Hs= -2,4m (bomba afogada) Hvp= 0,235 conforme Tabela (7.4). NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9,5 - 2,4 – 0,11 – 0,235= 8,46m Portanto, o NPSH disponível é 8,46m. Teremos que comparar com o NPSHr que é o fornecido pelo fabricante. Supondo que seja de 3,10m então: NPSHd – NPSHr= 8,46m-3,10m= 5,36m > 1,5m OK Portanto, não haverá cavitação na bomba. Conforme Heller, 2006 quando não possuímos o NPSHr do fabricante podemos estimar pela equação: NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 Sendo: NPSHr= estimativa do NPSHr fornecido pelo fabricante da bomba centrífuga (m) n= rotação do motor em r.p.m. Q= vazão no ponto de rendimento máximo (m3/s) Exemplo 7.3 Dada uma bomba com 1750rpm e vazão de 0,045m3/s estimar o NPSHr. NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 NPSHr= 0,0012 x 1750 4/3 x 0,045 2/3 = 3,1m Nota: O NPSHr fornecido pelo fabricante é igual a 1,80m

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Margem de segurança do NPSH Segundo Grundfoss, 2005 a margem de segurança do NPSH deve ser suficientemente grande para suportar variações numa situação onde as condições reais podem ser diferentes das calculadas teoricamente. As perdas de carga na tubulação de sucção podem ser incorretamente calculadas e o ponto de funcionamento real da bomba pode diferir da teoria devido a variações da curva Q/H e cálculos incorretos da resistência da tubulação de sucção. A Grundfoss, 2005 baseado no Europump, 1997- NPSH for rotodynamic pumps, reference guide recomenda que para bombas instadas horizontalmente em tubulações retilíneas deve ser usada margem de segurança de 1,0m a 1,5m. Para bombas instaladas verticalmente a margem de segurança deve ser de 2,0m a 2,50m. NPSHd ≥ NPSHr +1,5m Dica: o NPSH disponível deve ser sempre maior que 1,5m do NPSH requerido Dica: o diâmetro da sucção é sempre um diâmetro maior que o de recalque. Assim um recalque de 200mm o diâmetro da sucção será de 250mm. Altura máxima de sucção A altura máxima de sucção precisamos da equação do NPSHd.é mostrada na Figura (7.14).

Figura 7.14- Altura estática de sucção 7.12- Velocidade específica Ns A velocidade específica Ns, apesar de ser considerada adimensional, tem as dimensões e é um índice usado para verificação dos rotores das bombas. A velocidade especifica da bomba tem as seguintes atribuições: • Selecionar a forma da curva da bomba • Determinar a eficiência da bomba • Antecipar problemas com NPSH

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Selecionar o mínimo custo da bomba

Uma bomba de fluxo radial de Ns entre 500 e 4000 e é a típica bomba centrifuga com simples ou dupla sucção conforme Figura (7.16) As bombas mistas estão entre 2000 e 8000 e as bombas axiais estão entre 7000 e 20000. A velocidade especifica segundo Azevedo Neto, 1998 é de grande utilidade na caracterização das bombas. Ns= Nx Q 0,5/ H 0,75 Sendo: Ns= velocidade específica da bomba (adimensional) N= número de rotações por minuto (rpm) H= altura manométrica total da bomba (ft) Q= capacidade da bomba no melhor ponto (gpm- galão por minuto). Fórmula de Thoma; Thoma criou o adimensional σ= (Ha-Hv-Hs)/ H Sendo: σ= número de Thoma Ha=9,5m (São Paulo)= pressão atmosférica local (m) Hv= 0,235m=pressão de vapor local (m) Hs= altura de sucção da bomba (m) H= altura manométrica total (m) Devemos calcular o numero de Thoma e a velocidade especifica Ns usando as unidades americanas, Entramos no gráfico da Figura (7.15) e verificamos se a bomba está em zona segura ou zona perigosa.

Figura 7.15- Velocidade específica Ns e valores do número de Thoma σ
7- 15

5/ H 0.16 . Isto mostra que os efeitos das perdas singulares não se dão na própria curva e sim em um determinado comprimento de tubo a jusante.17) onde a água sofre mudanças de velocidade e criação de espirais duplas que persistem até 50 diâmetros ou 100 diâmetros a jusante.5-0.Valores da velocidade específica Exemplo 7.15 Entrando na Figura (7.30m= 152 ft Ns= Nx Q 0.045m3/s e altura manométrica de 45.045x 1000 x 60s/ 3.15 e Ns=1080. contrações.235-2. 7. isto é.12) com o número de Thoma=0.61m / 0. Jeppson. Q= 0. etc introduzidas numa canalização causam perda de energia.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Fonte: Karassik et al. válvulas.75 = 1080 Fórmula de Thoma σ= (Ha-Hv-Hs)/ H σ= (9.78 litros= 714 galao por minuto= 714gpm H=45.16.61m.4 Calcular a velocidade especifica Ns da bomba com 1750 rpm com vazão de 0. 1996 Figura 7. peças.61 = 0.75 Ns= 1750x 714 0.13 Perda de carga localizada As curvas. perdas de cargas localizadas ou também chamadas de perdas singulares. 7. Estaremos dentro de uma região segura onde não haverá cavitação.5/ 152 0. 1973 mostra a Figura (7.40)/ 45.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Sendo: hL= perda de carga localizada em metros V= velocidade média da água no recalque em m/s g= aceleração da gravidade =9.Perda de carga em uma curva Fonte: Jeppson. Figura 7.81m/s2 Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) conforme Tabela (7.17 . 1973 A perda de carga localizada é calculada pela equação: hL= Ks x V2/ 2g 7.6).17.

00 Saída da canalização 1.30 Válvula globo aberta 10 Válvula de ângulo aberta 5 Válvula de gaveta aberta 0.Valores de Ks para cálculo das perdas de cargas localizadas Peça Valor de Ks Crivo 0.00 Tê passagem direta 0.40 Curva de 90 0.40 Entrada normal 1.60 Tê saída lateral 1.75 Curva de 22.18 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.19 Válvula de gaveta ¾ aberta 1.0 Válvula de gaveta ½ aberta 5.80 Válvula de gaveta 0.6. 1973 7.0 Válvula de retenção 2.10 Curva de 45 0.6 Fonte: adaptado de Jeppson.19 Válvula de pé 15.5 0.

19 .18. 1973 As entradas de tubulações conforme Figura (7. 1973 Figura 7.3 x 105 Fonte: Jeppson. na entrada de um reservatório há perda de carga hL= Ks .Perda de carga em uma curva de 90º com diâmetro constante Fonte: Jeppson.V2/2g = V2/2g 7.19.20) possuem perda de carga conforme ela é arredondada ou não conforme o desenho. ou seja.Perda de carga em uma curva de raio variável considerando o número de Reynolds > 2.0. É muito comum usar-se a entrada de um reservatório com Ks=1.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

5 Calcular a perda de carga localizada numa adutora de 0.Perda de carga em vários tipos de entrada Fonte: Jeppson.5. Uma maneira mais detalhada para calcular um alargamento de uma tubulação é através da equação: hL= Ks x (V1 –V2) 2/ 2g Sendo: hL= perda de carga do alargamento (m) Ks= coeficiente de perda de carga do alargamento (adimensional) V1= velocidade da secção de menor diâmetro (m/s) V2= velocidade da secção de maior diâmetro (m/s) A Figura (7.25m de diâmetro e com duas curvas de 90.252/4= 0. Figura 7.04 e para uma contração abrupta usa-se Ks=0.21.21) fornece os valores de Ks conforme o ângulo.1416 x 0.049m2 Q=A x V 7.Perda de carga em uma expansão Fonte: Jeppson. 1973 Exemplo 7. Área da seção transversal= PI x D2/4= 3. Para uma contração gradual usa-se Ks=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. 1973 A contração de uma tubulação se comporta similarmente a uma entrada.20 .20.

02m= 0.40 400 1.20 300 1.40 x 1.15 Velocidade mínima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades mínima na sucção conforme Tabela (7.7). Tabela 7.7.5 7.040m2= 1.0 D= K . Q 0.8) Tabela 7.02m Como são duas peças então h= 2 x 0.04m 7.50 7.30 Suspensão arenosas 0.7 a 1.81)=0.040m3/s/ 0.Velocidade mínima na sucção conforme NBR 12214/92 Tipo de material Velocidade mínima na sucção (m/s) Matéria orgânica 0.90 150 1.5 D= 1.45 7.14 Velocidade máxima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades máxima na sucção conforme Tabela (7. Atualmente está sendo usado K=1. O valor de K varia de 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 V= Q/A= 0. Usa-se então a formula de Bresse: D= K .00 . Q 0.Velocidade máxima na sucção conforme NBR 12214/92 Diâmetro nominal Velocidade máxima na sucção (m/s) 50 0.16 Fórmula de Bresse Quando se faz um bombeamento é comum se procurar um diâmetro econômico que leva em conta as despesas de energia bem como os custos de construção.80 100 0.0m/s h= Ks x V2/ 2g 2 h= 0.8.21 .0 / (2 x 9.70 75 0.30 Suspensão siltosas 0. Q 0.00 200 1.5 Sendo: D= diâmetro da tubulação de recalque (m) Q= vazão (m3/s) K= coeficiente obtido na prática.10 250 1. manutenção e operação..8.

7 Calcular o diâmetro econômico para vazão média diária de 0.3 D= 1.85 x D 4.045m3/s durante 24horas. ou seja. O comprimento da tubulação de recalque é de 220m e a bomba encontra-se a hs=2.40m.0. Q 0.85)/ (C1.3 . X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h X= 8h/24h=0.643 x Q 1.30m + 42. Perdas de cargas localizadas na sucção Entrada da tubulação Válvula de pé Curva de 90º Redução excêntrica de 400x300 Redução excêntrica de 300x150 Total A velocidade na sucção é: J= (10.15m3/s x 86400s=12.5 =0.33 . Usar a equação de Hazen-Willians com C=100.5 =0.5 Ks= 16.6 Calcular o diâmetro econômico para vazão de 0.960m3 Durante 8h a vazão será Q= 12960/(8h x 3600s)=0. 0.45 0.0 Ks= 0.00 Vamos calcular as perdas de cargas localizadas na sucção e no recalque. 0.30m do nível da água para sucção.33 Durante um dia o volume V=0.5 D= 1.4 .3 .5 Ks= 0. Q 0.8 Dimensionar uma tubulação de recalque para vazão de 0.30m Portanto.3 .0 Ks= 15.045 0.3 . 0.28m=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7.70m.40 Ks= 0.22 Ks=1.15m3/s adotando o valor K=1.70m Exemplo 7.5 Sendo: X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h Exemplo 7.3 . Q 0.30m e de sucção será um diâmetro maior.5 D= 1. Hg= hr + hs (sucção) A altura geométrica Hg= hs + hr= 2.87) 7. O diâmetro econômico pela formula de Bresse é: D= 1.15 0.X ¼ . D=0.3 .66m Adoto D=0.70m= 45.45m3/s D= 1.15m3/s. para 8horas de bombeamento por dia.5 ¼ D= 1.3 . O rendimento total do motor e da bomba é 70%.50m Quando se leva em conta o número de horas de bombeamento por dia se usa: D= 1.X ¼ . o diâmetro do recalque será de 0.5 =0. Q 0. A altura de recalque hr é igual a 42.

85)/ (1001.2.0024m/m=0.1257=0.61m 3 Q=0.30m + 3.643 x 0.1416x0.045m /s Rendimento total motor igual a 90% e bomba= 67.000594m/m Area= PI x D2/4= 3.643 x Q 1.045 1.8 KW NPSH disponível NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9.1257m2 V= Q/A= 0.045/0.85 x 0.013m + 0.41 HP Adoto P=50 HP PKW= 0.0024m/m Area= PI x D2/4= 3.01 HP Colocando-se tolerância de 10% teremos P= 44.64 m/s hL= Ks x V2/ 2g= 16.80m x 0.594m Altura manométrica da bomba Hman= Hg + Hr + Hs= 45.000594m/m=0.40m/s OK hL= Ks x V2/ 2g= 16.045x 45.045m3/s D=0.3 – 0.23 .00m Perdas distribuída no recalque= 220mx 0.64 2/ (2 x 9.40 4.5 .87)=0.01 + 4.302/4=0.87)=0.066m= 0.36 m/s <1.30m C=100 J= (10.643 x 0.00 2 redução concêntricas Ks= 2.0 + 0.80 Registro de gaveta aberto Ks=0.85 x D 4.594m+ 0.50m (dentro da água)= 5.40= 48.0034m Hs= 0.1416x0.87) Q=0.85 x 0.045 1.61 / (75x 0.81)=0.0706m2 V= Q/A= 0.9 x 0.0164m Observemos que a perda localizada é bem maior que a perda distribuída devido as varias peças existentes num trecho curto.0 Total Ks= 6.0034m=0.7% P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0.40m C=100 J= (10.0164m= 45.4 x 0.045/0.164 – 0.19 Saída da canalização Ks=1.80m 7.235= 6.29 A velocidade na sucção é: J= (10.0706=0.402/4=0.736 x 50= 36.1257 2/ (2 x 9.066m Perda distribuída no recalque Lr= 220.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Q=0.85)/ (1001.30 2 Curvas de 90º Ks= 0.528m + 0.81)=0.80 Perdas na sucção= 5.528m Perda de carga total no recalque= Hr= 0.045m3/s D=0.013m Perda distribuída na sucção Ls= 2.85)/ (C1.30 4. Perdas de cargas no recalque Válvula de retenção Ks= 2.4 x 0.677 )= 44.

50m NPSHd >1. potência 39.80m.22.50m=3.Sucção da bomba 7. Fonte: catalogo da Imbil Figura 7.7%.30m OK Figura 7. rendimento da bomba de 67.24 .8mm. rotor com diâmetro de 300.23.89 HP NPSHr=1.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Mas o valor do NPSHr= 1.80 +1.Bomba Imbil -ID 65 -INI 125-315 com 1750 rpm.80m NPSHd > NPSHr +1.

61m 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.25 . Bomba INI 125-315 para 45 L/s (162m3/h) e Hman= 45.24.

25.26 .A bomba Imbil linha INI 125-315 tem 1750 rpm e DNs sução=150mm e DNp = 125mm para recalque Fonte: catalogo da Imbil 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.26.Reduções flangeadas concêntricas e excêntricas da Saint Gobain 7.27 .

7.4440 kg x m2.1 HP Adoto 50HP 7.17 Estimativa de potência Conforme Azevedo Neto. A Tabela (7. Recordando o momento polar de um cilindro de massa m e raio r em relação ao seu eixo é: I= 1/2x m x r2. 1998 podemos estimar a potência usando: P = Q x Hman/ 50 Sendo: P= potencia em HP Q= vazão em L/s Exemplo 7.61m P=QxH man/ 50 P = 45 x 45. 7.9) fornece os momentos de inércia do rotor dos motores de diversas potencias e rotações.9 Calcular a potência do motor para Q=45 L/s e Hman=45.18 Momento de inércia das bombas e motores É muito importante nos estudos dos transientes hidráulicos de bombeamento saber o momento de inércia da parte girante das bombas e dos motores.28 . Assim um motor de 50 CV tem momento de inércia a 1750 rpm de 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Peças na sucção Redução excêntrica 400 x 300 Redução excêntrica 300x 150 Curva de 90 Válvula de pé com crivo Peças no recalque Redução concêntrica 125x150 Redução concêntrica 150x300 Válvula de retenção Registro de gaveta 2 curvas de 45º no trajeto 2 curva de 90º na chegada ao reservatório.1=45.61/ 50 = 41 HP Mais 10% de tolerância P= 41+ 4.

Assim uma bomba tamanho 125-315 tem momento de inércia 0. Tigre Observar que para a mesma potência o momento de inércia do rotor do motor é diferente para rotação de 3600 RPM e 1750 RPM.Momento de inércia do rotor de motores de diversas potências e rotações diferentes.29 .9. Salientamos também que os motores fabricados depois da década de 1960 possuem menores momento de inércia devido a isto se deve ter o cuidado em usar equações antigas para pré-dimensionamento dos momento de inércia de motores. Camargo. Fonte: Engenheiro Luiz A. 7. 1991. quanto maior a rotação.774 kg x m2.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7. menor é o momento polar de inércia. Na Tabela (7.10) estão os momentos de inércia da bombas KSB.

Momento de inércia de bombas da KSB Fonte: Engenheiro Luiz A.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7. Camargo. África do Sul Uma maneira conservativa para se obter os momentos polares de inércia de motores e de bombas pode ser dado pelas seguintes equações: Momento de inércia de bombas I= 0.75 7. Tigre O momento polar de inércia das bombas é fornecido pelo fabricante em kgxm2.844 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kg x m2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto.03407 x (P/N) 0.30 . Assim 1750 rpm será N=1. Para uso do método das características necessitamos do momento de inércia dos rotores do motor e da bomba. 1991.10. Universidade de Pretoria.

435 I=0.3901=0.48 I= 0.4454 kgxm2 Momento de inércia dos motores I= 0.844 I= 0.75 Exemplo 7.8/1.4454kgxm2 + 0.8355 Koelle e Betâmio.75) 0.3604 kg x m2 para WR2 (lb x ft2) 0.8KW calcular o momento polar de inércia do motor sendo a rotação de 1750rpm.48 = 0.12 Para motor de 50HPx 0. Calcular o momento polar de inércia do motor e da bomba.8KW 1750 rpm.736=36.0043 x (36.3901 kgxm2 Nota: o momento de inércia da bomba e do motor é 0.75) 1.48 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kgxm2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto.11 Dada um motor de 36.844 = 0. I= 228 x (KW/ rpm) 1.31 .736 x 50=36.03407 x (36.8936 kgxm2 Koelle e Betâmio. Exemplo 7.868= 4.435 Sendo: I= momento polar de inércia em kgxm2 KW= potencia do motor em KW Rpm= rotação da bomba em rotação por minuto Exemplo 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7.435 I= 228 x (36.0043 x (P/N) 1.03407 x (P/N) 0. I= 0.10 Dada uma bomba com motor de 50HP=0.13 Converter 0. I= 0.28 lb x ft2 7.8 /1750) 1.868.868 conforme Parmakian e ao contrario temos que dividir por 11. Assim 1750 rpm será N=1.8KW calcular o momento polar de inércia sendo a rotação de 1750rpm.3604 x 11. 1992 ainda comentam que uma solução aproximada do momento de inércia da bomba é que o mesmo é aproximadamente 10% do momento de inércia do motor. 1992 apresentam uma fórmula empírica para achar o momento de inércia da bomba e do motor.0043 x (P/N) 1. I= 228 x (KW/ rpm) 1.8/1. Conversão de unidades Para converter GD2 (kg x m2) para WR2 (lbx ft2) multiplicar por 11.

Q .03 Q2=0.1388.00.C = coeficiente obtidos na análise de regressão.09 H (m) 30 H1=29 H2=26 H3=20 Sendo: Q= vazão da bomba em m3/s.87 .00 H=30. conforme o espaçamento que será escolhido e no caso é 0. A.00 + 15.87 B= (H3 – CQ32 – A)/ Q3 B= 15. a bomba pode ser transformada em um reservatório com a altura a ser determinada pelo calculista da rede malhada. Para este programa a vazão é espaçada de 0. Trata-se então de um booster. Existem programas de Hardy Cross que consideram o polinômio até o terceiro ou até o quarto grau. Q2 A curva característica da bomba é calculada automaticamente pelo programa.03 m3/s. Q2 Sendo : H= altura manométrica total em metros. obtemos a polinômio do segundo grau: H=A + B.0 C= (H2XQ3 – H3 X Q2 – AX Q3 + A X Q2)/ [Q2 X Q3 X (Q2. A bomba pode funcionar junto a um reservatório como uma bomba normalmente considerada ou na linha. Em caso do funcionamento junto ao reservatório.32 .03 m3/s em 0. Tabela 7.06 Q3=0. isto é.Q +C .B e C da bomba Q( m3/s) 0 Q1=0. Exemplo 7.12). Nós iremos considerar para os cálculos o polinômio do segundo grau somente. Para a vazão zero. Q2 A=30.B.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. H= altura manométrica da bomba em metros de coluna de água.12. 7.14 Assim como exemplo.Q3)] Achamos C= -1388. shut-off.19 Equação da curva da bomba As bombas centrifugas são geralmente da fórmula: H=A + B. sempre começando com a vazão igual a zero e depois fornecer a altura manométrica.Q +C . Que é a equação de uma parábola.Vazões e pressões necessários para o calculo dos coeficientes A. temos H=30 m.03m3/s. conforme Tabela (7. Q= vazão em m3/s.

61lb x ft2 calcular o tempo que o motor leva da rotação 0 até a rotação de 1750rpm.8936 x 11. As duas curvas devem-se cruzar no ponto que corresponde à velocidade nominal conforme Macintyre. Vamos mostrar o que é momento de inércia e o que é torque ou conjugado.868=10. Conforme Carvalho.8936 kgxm2 que multiplicando por 11.9). 1980 conforme Figura (7.33 .61 x (1750 – 0)/ (308 x 150)= 0. O conjugado resistente da bomba deve ter suas ordenadas inferiores as curvas do conjunto do motor elétrico. Deverá sempre ser verificado se o conjugado do motor é maior que o conjugado da bomba e do volante.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. Um motor deve ter o conjunto motor C maior que o conjugado resistente oferecido pela bomba e pelo volante de inércia.40s Dica: o torque do motor tem que ser maior que o torque da bomba 7. O torque ou conjugado é o esforço aplicado a um objeto com que faz que o mesmo gire em torno de um eixo. pois caso não seja suficiente a bomba não irá funcionar.20 Momento e torque Quando a opção é usar volantes de inércia é importante recordar alguns conceitos do que é conjugado de um motor. para acelerá-lo até que atinja a velocidade normal ou de regime.15 Calcular o conjunto de um motor de 50HP com n=1750 rpm e momento de inércia de 0.868 resulta em 0. 1968 temos: C= 5250 x HP/ n Sendo: HP= potência do motor em HP C= conjugado ou torque de aceleração do motor em lbxft2 n=rotações por minuto (rpm) t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) Sendo: t= tempo de aceleração em segundos WK2= momento de inércia do conjunto girante motor +bomba em lb x ft2 n2= rotação final em rpm n1= rotação inicial em rpm C=conjugado médio de aceleração lb x ft Exemplo 7. C=5250 x HP/n= 5250 x 50/ 1750=150 lbx ft n1=0 n2=1750 rpm t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) t= 10.

28) mostra varias curvas características de uma bomba com diferentes velocidades de rotação em rpm.1980 É aconselhável que o conjugado máximo deveria ser acima de 150% do conjugado de plena carga para levar em contas as flutuações de tensão e de freqüência da rede. 2005 a Figura (7. independente do consumo da rede. por exemplo. para uma pressão constante de 7.23 Variação das curvas características Conforme a velocidade da bomba variam as características Q2/ Q1= N2/ N1 H2/H1 = (N2/N1)2 P2/P1= (N2/N1)3 Sendo: Q= vazão da bomba N= rotação da bomba P= potencia aplicada a bomba Conforme Grundfos. 7. quer por variação de consumo.21 Bombas de velocidade fixa Geralmente a bombas com que trabalhos em engenharia sanitária são bombas de velocidade fixa e onde a pressão de bombeamento é mantida aproximadamente constante. As variações de pressão de descarga das bombas provocadas quer por alteração de pressão de aspiração.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.22 Bombas de velocidade variável Mas existem bombas de velocidade variável cuja pressão é mantida constante. são detectadas por um sensor que atua no variador de velocidade de forma a manter a pressão de bombeamento constante conforme Grundfos. 2005.34 . 7.27 Conjugado do motor e conjugado da bomba Fonte: Macyntire. 7.5 bar e uma variação de vazão entre 500 e 1000m3/h corresponde uma variação de rendimento Maximo compreendido entre 70% e 80%. Podemos observar que o rendimento da bomba não varia com a velocidade da bomba. 7.

O problema era que a vazão variava bastante e olhando a curva da bomba. 7. 2005 7. Como fazer o bombeamento diretamente para rede e assim eliminaríamos uma torre de uns 15m de altura.Peerless Há anos o SAAE de Guarulhos começou a usar variadores de velocidade hidrocinético ao mesmo tempo que a Sabesp que executou o booster enterrado do Shangrilá na capital de São Paulo. Daí a água é distribuída saindo de uma pressão constante variando o consumo durante o dia até os picos de vazão. Eram dispositivos mecânicos envolvidos em óleo e fabricados no Brasil pela Mark-Peerless de Santo André Estado de São Paulo.28. Como manter constante a pressão era o problema até parecer no Brasil a Mark.24 Variadores de velocidade O bombeamento pode ser feito para um reservatório elevado ou num alto de um morro. o qual visitamos antes da nossa primeira experiência em Guarulhos. quando aumenta a vazão diminuía a pressão.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. A idéia é muito antiga.35 .Curvas características de uma bomba com velocidades diferentes Fonte: Grundfos. A manutenção dos variadores de velocidade era muito grande e estávamos a espera dos variadores de velocidade baseados na variação da freqüência.

31.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.Variador de velocidade de 75HP da firma Mark-Peerless 7.36 .

37 . Milton Tomoyuki Tsutiya da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. 7. dr.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Vamos mostrar slides de palestra do prof.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.38 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.39 .

40 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

41 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.42 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.43 .

44 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.45 .

Trecho 3 7. Itatiba. ano 2007. Estado de São Paulo.46 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Loteamento denominado Villa Trump.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.47 .

48 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.49 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.50 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.51 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.52 .

53 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.54 .

55 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Dispositivo antigolpe usado: acumulador de membrana Chegou-se com o acumulador de membrana as seguintes pressões: 7.

56 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

57 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

58 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

59 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

60 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

ISBN 972-99554-0-9. 8 páginas -AZEVEDO NETO. -TORREIRA. Projetos de adutoras para abastecimento público. -MATOS. -ABNT.Arbor Science Publishers. PNB-591/77. 1976. ISBN 0-07033302-5. RAUL PERAGALLO. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público. et al. 2004. DRAUSIO L. Cetesb. ISBN 025040119-3. Portugal. 8ª edição. Projeto de sistema de distribuição de água. Sistemas de pressurização com velocidade fixa e velocidade variável. Petrobras 1998. Singapure. 2007. 859páginas. -GRUNDFOS. ROLAND W. Livro Técnico: 1979 1ª ed. São Paulo. válvulas e acessórios. MCT-Produções gráficas. ISBN 85-900126-1-1. 669 páginas -BLACK. 2006. -JEPPSON. 1996. São Paulo. In Grundfos. 2a ed. Interciência. 2005. Portugal. EDUARDO. -HELLER. 64páginas. 335páginas. IGOR J. -KARASSIK. Bombas e sistemas de recalque. Bombas industriais. Pump Handbook.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. 260 páginas. 1986.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. 2a ed. 164páginas. Editora UMFG. EDSON EZEQUIEL et al. Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público. NBR-12214/92.25 Bibliografia e livros consultados -ABNT. 215paginas. -GRUNDFOS.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. MA. LEO et al. USA. Analysis of flow in pipe networks. Portugal. -ABNT.61 . PNB-591/91. 1975. MILTON TOMOYUKI. Bombas. 724páginas. 641páginas. McGrawHill. EPUSP. Abastecimento de água para consumo humano. -NUNES. -TSUTIYA. 437 páginas -CETESB. 7. Grunfos Catálogo versão 2007. São Paulo.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. et al. 2005. PERRY O. Manual de Hidráulica. Manual de engenharia. -LUCARELLI. Abastecimento de água. Bombas. 1974.

19/kwh Exemplo 7.62 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Custos médios de energia elétrica em Guarulhos em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) R$ 0.5m em São Paulo Hvp= pressão de vapor a 20graus= 0.85 x D 4. sucção (negativo) hs= perda de cargas na adução (m) NPSH disponível= Hpa .9 50.38 Perda distribuída HW J= (10.0 36.8 883 0. Itatiba.63 10. São Paulo Diâmetro da tubulação de recalque (m) Coeficiente de C de Hazen-Willians Comprimento do recalque (m) Vazão (m3/s) 50m3/h Área secção transversal (m2) Velocidade (m/s) Perda de carga unitária J (m/m) Coeficiente de perda de carga Ks total Perda de carga localizada estimada KsxV2/2g Perda de carga total (m) Altura geométrica (m) Altura manométrica recalque (m) Rendimento estimado da bomba = Potencia do motor em HP Potencia do motor em HP adotada Potencia em KW= HP x 0.736 Energia consumida por dia (KWH) Custo médio do kwh (R$) Custo médio anual de energia elétrica (R$) Custo unitário dos tubos R$/m Custo total dos tubos R$ Custo de 2 conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Custo total dos tubos + conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Amortização anual de capital a juros de 12% ao ano e em 10anos R$ Dispêndio anual com energia elétrica.94 0.87) 7. juros e amortização R$ NPSH disponível= Hpa .79 0.4 0.Hvp Hpa= pressão atmosférica= 9.47 2.643 x Q 1.15 100 1290 0.94 138 148.Hs + hs . Afogada (positivo).1 EEAB3 Villa Trump.007997 20 0.Hs + hs .235 0.17 54803 76 98040 16500 114540 20272 75074 9.29 /kWh Média tensão (75kw a 5000 Kw) R$ 0.4% 0.Hvp NPSHr= Bomba Imbil 1750 rpm ID280 Linha BEW Modelo 80/7 rendimento da bomba =64.64 47.017672 0.01388 0.235m Hs= altura da sucção do liquido (m).85)/ (C1.5 0.2 9.

63 .12 7. (1 + i ) / [ (1+i) -1] n=10anos I= 12%=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Perda localizada hL hL= Ks x V2/2g Amortização de capital em 10anos a juros de 12% ao ano n n Amortização = Custo das obra x i .

1 .Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 8.

dr. Thomas M.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Capitulo 8. C=130) A= F/ [(b/a) x (Qe + F) – Qe] Sendo: b= (h2/h4) Z B= F/ (b (Qe +F) – a x Qe] a= (h1/h3) Z Para o caso das perdas serem muito pequenas: C= Ce x (h4/h2) Z 8. por exemplo.05m Método Trata-se de comparar um hidrante aberto e fechado usando um modelo matemático e tomando-se dados em campo.2 Pesquisa sobre o coeficiente C de Hazen-Willians O objetivo foi achar o coeficiente C de Hazen-Willians numa rede malhada do Parque Cecap em Guarulhos instalada aproximadamente em 1970 com diâmetros variando de 100mm a 600mm e em tubos de ferro fundido.1 Introdução O objetivo desta apresentação para achar o coeficiente C numa rede de água é para incentivar as pesquisas.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 8.01 l/s Precisão na perda de carga: 0. Queríamos o coeficiente C não de uma rede de uma rede malhada total que foi projetada para C=130. Os prédios do Parque Cecap não possuem reservatórios. Waslki e mais tarde publicado no livro de denominado Analysis of Water Distribution Systems publicado em 1992 Para o modelo matemático foi usado: Método de Hardy-Cross Fómula de Hazen-Willians C=130 Tubos de ferro fundido revestido com argamassa de cimento e areia Precisão na vazão: 0. 8. sendo o abastecimento direto. Teoria Toda a teoria se baseia em publicação na página 38 do jornal da AWWA (American Water Works Association) de dezembro de 1985 num artigo publicado pelo grande calculista em hidráulica prof.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8.2 . sendo que 80% dos mesmos são revestidos com argamassa de cimento e areia. Q= A x Qe C= B x Ce Sendo: Qe= estimativa inicial estimada em litros por segundo A= fator de correção pelo uso da água B= fator de correção da estimativa de C Ce= coeficiente C inicial (no projeto inicial.

11) 0.11m (763.000 litros de capacidade. supomos no modelo de Hardy-Cross que o hidrante estava perdendo 21 L/s de água. O tempo de enchimento do caminhão tanque de 6.81/ano Em 20 anos teremos: 20anos x 1.11m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto no modelo matemático) h3= 2.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Sendo: Z= 0.5 =101. m o nível em relação a cota de fundo era de de 4.00 e a cota de fundo 759.64 para tubo liso F= vazão no hidrante durante a descarga (litros/segundo) h1= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (real) h2=perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante aberto (real) h3= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (modelo) h4= perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto (modelo) 8. Com o hidrante aberto a pressão estabilizou-se em 25.3 .29) h2= 5. A cota mínima do reservatório é de 764. 8.28 L/s Os cálculos foram feitos em computador calculando-se: a) modelo das redes malhadas com cálculo de Hardy-Cross b) Suposto hidrante aberto no modelo com 21 L/s. A medida de pressão sendo que a mesma variava de 28.000 litros foi de 4min e 42s. Achamos então: h4= 3.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 8.00m A altura do reservatório semi-enterrado é de 5m e o reservatório tem capacidade máxima de 5 milhões de litros. achamos o coeficiente C=101 para a rede malhada do Parque Cecap em 1986.0m adotando-se 28.29) real Usando a solução aproximada teremos: C= Ce x (h4/h2) Z C= 130 x (3.5 para tubo áspero e Z=0.5mca.40 – 761.81/ano=36 130 – 36= 94 Conclusão: usar para projeto C=94 para 20 anos de previsão para tubos de ferro fundido.11m real (763.11/5.5m a 29.40m – 758.39m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante fechado no modelo matemático) Os valores de h1 e h2 são: h1= 2.40m. O hidrante era de 100mm com duas mangueiras de 2” ½ que foram instaladas nas bocas do hidrante de coluna da Bárbara.42= 101 (medido) Portanto. isto é.40m. ou seja.2 Experiência No dia 10 de abril de 1986 as 9h 45min no Parque Cecap em Guarulhos junto do Parque Infantil foi feito teste com medição direta usando cronômetro. 130 – 101= 29 e como temos 16 anos de uso a partir de 1970 teremos: 29/ 16= 1.5m. isto é. 282 segundos e vazão =6000 litros/ 182 s = 21. O manômetro usado tinha variação de 0 a 100mca. caminhão tanque com 6. A cota do reservatório era de 763.

dados estatísticos Consumo dos prédios 4733 apartamentos Dezembro de 1985 94.88 L/s Fevereiro de 1986 94.433m3/mês Tabela 8.SAAE-Guarulhos 29/04/1991 Método de Newton-Raphson Fórmula de Hazen-Willians C=130 Número de nós= 18 Número de tramos=22 Nível médio do reservatório= Na =761.22 L/s Janeiro de 1986 112.342m3 36.524m3 39.5 habitante/apartamento 30dias Q= 94433000 litros/ (4728 x 3.5 x 30)= 190 litros/dia x hab Previsão futura da SABESP SAM-53 1980: 175 litros/dia x habitante Análise do sistema de distribuição de água potável do Parque Cecap DON.07 L/s Consumo médio mensal somente dos apartamentos é: (94342+94524)2= 94.50m 8.Departamento de Obras Novas.166m3 41.4 .Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 8.2-Prédios no Parque Cecap em 1986 Área do Parque Cecap verificada Situação existente Apartamentos 4728 Escola 2 Centro comunitário 1 Mercado 1 Ceagesp 1 Média mensal= 94433m3/ 4728 economias= 20m3/economia 3.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Tabela 8.1-Parque Cecap.

06 m3/apartamento Média geral do condomínio Minas Gerais 20.3m2 São Paulo: 480 apartamento Paraná: 480 Rio Grande do Sul: 480 apartamentos Santa Catarina: 360 apartamentos Total= 1.97m3/apartamento Segundo andar 19.74m3/apartamento Terceiro Andar 19.Consumo por apartamento no Parque Cecap Pavimentos Consumo por apartamento Pavimento térreo: estacionamento de veículos Primeiro andar 21.5 m3/apartamento 6. não existe reservatório domiciliar nos prédios Os prédios possuem 3 andares Conclusão: quanto maior a pressão nas torneiras.3. Tabela 8.5 .51 m3/habitante 210 litros/habitante Despesas com água e esgoto por apartamento= 80% Área do apartamento: 61 m2 Área comum do apartamento: 6 m2 Garagem: 20.880 apartamentos na parte velha Consumo por andar Local: condomínio Minas Gerais 480 apartamentos Abastecimento direto.56m3/apartametno 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 PESQUISAS NO PARQUE CECAP EM GUARULHSO 3.5 habitante/apartamento ( 03/01/1994) 22.3= 87. O consumo do primeiro andar é 10% maior do que o do terceiro andar. maior é o consumo.3 m2 Total= 61 m2+ 6 m2+ 20. isto é.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 8.

Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 8.6 .Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 8.

Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 8. 26 de fevereiro de 1997.7 . 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Rehabilittion .

Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 9.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Hidrantes em prédios 9-1 .

P2 e P3 são fornecidas e uma é diferente da outra. Na Figura (9.2. teremos a perda de carga no trecho. Da mesma maneira que fizemos para a tubulação 1 fazermos para a tubulação 2 e tubulação 3. Editado em espanhol Editorial Paz Moscou¶ ¶ ¶ 9-2 . Nekrasov. A vazão no ponto M será a soma das vazões nas três ramificações. isto é.1. Z2 e Z3. Cada tubulação termina em um ponto e assim temos as cotas Z1.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 9.Hidrantes em prédios 9.2).Esquema de pressão e vazão de tubulações ramifacadas Fonte: Nekrasov. No ponto M as pressões de cada tubulação serão sempre a mesma Pm. Q2 e Q3 será igual a vazão total Q e entrando-se com o valor de Q obtemos a soma das vazões conforme Figura (9.1) mostra três tubulações saindo de um ponto M. As pressões P1. Q= Q1+ Q2 +Q3. Arbitrando-se várias vazões teremos várias perdas de cargas e podemos desenhar a curva na Figura (9. A soma das vazões Q1.1 Introdução O livro do russo Nekrasov denominado “Hidráulica “ para engenheiros e tecnólogos da indústria de aviação da antiga URSS e importante para cálculos hidráulicos complexos. Arbitrando-se um diâmetro mínimo para a tubulação número 1 e usando a cota Z1.Esquema de tubulação ramificada partindo de um ponto Fonte: Nekrasov.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Capitulo 9.¶ Livro de “Hidráulica “ do B. Figura 9.1965 Excluído: um livro russo editado em espanhol pela é a¶ O livro do Nekrasov é muito bom. 1965 Figura9.1) com a vazão na abscissa e pressão H na ordenada.

Z3= as cotas em metro dos pontos 1.00m. 2 e 3 Z1´. 2 e 3 temos: Pm/γ= Z1 + p1/γ + Σ h1 Pm/γ= Z2 + p2/γ + Σ h2 Pm/γ= Z3 + p3/γ + Σ h3 Pm/γ= Z1´ + R1xQ1m Pm/γ= Z2´ + R2x Q2m Pm/γ= Z3´ + R3x Q3m Z1´= Z1 + p1/γ Z2´= Z2 + p2/γ Z3´= Z2 + p3/γ 9.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Sendo: Z1.00m Diâmetro da mangueira= 38mm Comprimento da mangueira= 30.70 litros/minuto= 1.3) calcular o valor de p2=? sendo dado p1=6.58 x H 0.3 Cálculo de hidrantes de Takudy Tanaka Takudy.1. Pressão mínima na boca do esguicho mais desfavorável = 6. Q2. 9.1 Cálculo de hidrantes O calculo de hidrantes tem sido fonte de inúmeras dúvidas e devido a isto é que iremos recordar alguns conceitos. R2. Exemplo 9.5 Para diâmetro do esguicho d=13mm temos: Q= 0.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 9. Com o valor de Pm achamos o valor correto de Q2 e de P2.2046 x 132 x H 0.Colocando-se num gráfico achamos a vazão correspondente a Pm. Q3= são as vazões nas tubulações 1.58 x 6 0.2 e 3 Σ h1.2. Σ h2 e Σ h3= são a somatória das perdas de cargas nas tubulações 1.5 Aplicando ao tramo 1 com H=6.2046 x d2 x H 0. Z2´. 1986 no seu excelente livro de Instalações prediais e sanitárias que se acha esgotado.2 e 3 Aplicando a equação de Bernouilli na seção M-M para as tubulaçes1. Do tramo2 entramos com vários H e obtemos vários Q e por conseguinte vários Pms. Risco Classe A. Conforme equação do esguicho temos: Q= 0. Z2. e R3= são as resistências de cada tubulação Q1. Z3´ =as cotas piezométricas nos pontos 1.5 Q= 34.00m Diâmetro do esguicho d=13mm 9-3 . No esquema da Figura (9. elaborou um modelo bastante simples do cálculo de hidrantes de incêndio em um prédio. e 3 R1.41 L/s Desta maneira obtemos Pm.5=84.Tanaka Prédio de apartamento com 5 pavimentos com área total de 2500m2.00m obtemos: Q= 34.

5 Q= 0. 9-4 .3.2046 x d2 x H0.00m temos: Q= 0.Esquema de colocação de hidrantes em um prédio Fonte: Tanaka.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Figura 9.2046 x d2 x H0. 1986 Vazão: Q= 0.5 Sendo: Q= vazão (litros/minuto) d=diâmetro do esguicho (mm) H=pressão (m) Para esguicho com d=13mm e pressão mínima de 6.5= 84.70 litros/minuto=1.41 L/s Consideramos então que a vazão mais desfavorável seja Q1 e deveremos ter então Q2>Q1 e Q3>Q2.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 9.2046 x 132 x 60.

011m/m Lt= L+ Leq= 2.50= 7.62m Cálculo de PB Adotando Q2= 1.00+ 13.Te 90 saída lateral 63mm 3.7951x1.011 x 15. PA= H1 + ΔH A-H1 + ΔH1mangueira Para mangueira de 38mm e usando a fórmula de Hazen-Willians teremos: ΔH1mangueira= 0.83m ΔH2t= 0.40.00m .83m Comprimento total= 2.20462 x 132)= 8.01=10.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 O cálculo é feito por tentativas.46 x 0.42 L/s Para C=100 de Hazen-Willians e D=63mm temos: J=1493.83m ΔHA-H1= 0.70m Recalculo para achar o valor de PB.redução 63x 38mm 0.85 J2=1492.65 L/s J2=1492.85= 2.000165 1.50m Para tubo de ferro galvanizado de 63mm que é o mínimo admissível temos: D1= 63mm Achamos J1 tubo= 0.85 = 0.17m Perda de carga na mangueira: ΔH2= 0.12m PA= 6.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 9. Vamos achar a pressão no ponto A que denominaremos de PA. Através da coluna recalcamos o valor de PB e obtermos PB=10.01m PB= H2+ ΔH2t +ΔH2m= 8.20+0.20m Perda de carga D2= 63mm Q2= 1.0 litros/minuto Usando a fórmula da vazão do esguicho tiraremos o valor de H.83= 15. Como vemos o cálculo é feito por tentativas.90 L/s= 114 L/min Acharemos Pc= 13.65 L/s= 99.17+2.85= 0.0081m/m Comprimento real Lr=2.00m Comprimento equivalente: Leq -registro de ângulo 63mm 10.46 x Q 1.00+ 0.5 H2= Q2 2/ (0.20462 x d2) H2= 99 2/ (0.46 x Q 1.7951 x Q1 1.00142 1.m .85=1493. Q= 0.83= 0.43m Total= Leq= 13.85= 1.00m + 13.65 1.0079m/m Q1= 1.411.38m Calculo da pressão PC Adotando Q3= 1.2046 x d2 x H0. 9-5 .72m que é um pouco maior que 10.0079 x 15.8 3=15.38m e portanto consideramos a vazão arbitrada em B como certa.7951x 1.46 x 0.85 =0.12+ 1.83= 0.

Hidráulica. Moscou. 208 páginas. Livro em espanhol. 1965 (?). 279 páginas. 1986.ISBN 85-216-0461-0. B.4 Bibliografia e livros consultados -NEKRASOV. 9-6 . Editora Livros Técnicos e científicos. -TANAKA. Livro esgotado. Instalações prediais hidráulicas e sanitárias.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 9. TAKUDY.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 9. Editora Paz.

Dados a posição de três reservatórios. 10-1 . Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D. os diâmetros e comprimentos achar as vazões nos três tramos. Geralmente em se tratando de adutoras se usa a formula de Darcy-Weisbach. Figura 10.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 10.2) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da formula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o numero de Reynolds.1 Introdução Um dos problemas clássicos de todos os livros de hidráulica é o problema dos três reservatórios conforme Figura (10.1).Problema dos três reservatórios Fonte: Streeter et al.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Capitulo 10-Problema dos três reservatórios 10.1.2 Calculo do f usando o diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (10.024. 1982 10. K/D= 0.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0. por exemplo. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o numero de Reynolds.

O valor de f explicito será: f= 1/ [ 1.14 – 2x log10 (K/D ) Donde se vê que o valor de f dependerá somente da relação K/D.0002)] 2 = 0.Diagrama de Moody 10.2.35/ Re x f 0.14 – 2 x log10 (0.010 f= 1/ [ 1.01.5 = 1. 1/ f 0.002 e K/D=0.020 10-2 .14 – 2 x log10 (K/D)] 2 Exemplo 10.002)] 2 = 0. Para K/D=0.023 K/D=0.14 – 2x log10 (K/D + 9. K/D=0. donde podemos fazer uma aproximação: 9.0002 f= 1/ [ 1.35/ Re x f 0.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 10.3 Estimativa analítica do f Como geralmente o numero de Reynolds Re > 4000 para tubos comerciais podemos usar a equação de Colebrook-White.001)] 2 = 0.5 = 1.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Figura 10.5) Sendo: f= coeficiente de atrito (adimensional) K= rugosidade da tubulação (mm ou m) D= diâmetro da tubulação (mm ou m) Re= numero de Reynolds (adimensional) Considerando que na prática o numero de Re é um valor muito alto.5 = 0 Então a equação de Colebrook-White fica: 1/ f 0.002 f= 1/ [ 1.14 – 2 x log10 (0.0002.014 K/D=0.14 – 2 x log10 (0.1 Estimar o valor do coeficiente de atrito f para K/D=0.

45m K2/D2= 0.0002 Cota Z1= 30m f1=0.60 x V32/ 2 x 9. Dados Reservatório 1 Comprimento L1=3000m Diâmetro D1=1.00m K1/D1= 0.0m + 11. fixa-se novo valor para a cota piezométrica em J. A equação básica é hf= f x L/D x V2/2g de Darcy-Weisbach Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30. 1983 usa o seguinte método: a) Fixa-se a cota piezométrica no ponto J b) Calculas-e Q1.291m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J seja de 24.0 – 9.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 10. A idéia geral do problema é supor no ponto J uma certa pressão.87m/s Q3=0. de 11m e então teremos a cota piezométrica: Cota piezométrica no ponto J= cota de J + pressão estimada = 12.81 V3=2.4 Problema dos três reservatórios O exemplo é de Streeter.75m/s Q2=0.0 – 23. Q2 e Q3 a partir deste valor c) Se a equação da continuidade for satisfeita.001 Cota Z3= 9.811)=0.002 Cota Z2= 18m f2=0. Se não for. o que é usual em hidráulica.75m/s Q1=1.81 V1=1.380m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 23-18=5= f2 x 3000 / 0.60m K3/D3= 0.Q2 e Q3 10-3 .0 = f1 x 3000/ 1.020 Cota da junção J =Z=12m (suposto por nós) Lencastre.45 x V22/2 x 9. até se obter um valor que a satisfaça.0m Como a velocidade é baixa.0m f3=0.00 x V12/ 2 x 9.6m e achamos novamente as vazões Q.278+0.278m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 23.380m3/s e saem Q2=0.(0. 1982 que consideramos o melhor modelo para resolver o problema.014 Reservatório 2 Comprimento L2=600m Diâmetro D2=0. o problema está resolvido.024 Reservatório 3 Comprimento L3=1000m Diâmetro D3=0.380m3/s.0 = 23. O problema é resolvido por tentativas. corrigindo o valor anterior a partir da observação da equação da continuidade. desprezamos o termo V2/2g e teremos somente a linha piezométrica.81 V2=1.0= 7.811m3/s A diferença 1.0= 14= f3 x 1000/ 0.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10.811m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1.278m3/s e Q3=0. por exemplo.

81 V1=1.Q2 e Q3 10. por exemplo.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional).(0.205m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 24.0 – 24.856)=0.7 . 10-4 .4 = f1 x 3000/ 1.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 10.856m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1.6= f3 x 1000/ 0. K= rugosidade uniforme equivalente em metros.45 x V22/2 x 9.029m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J serja de 24.325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3. D= diâmetro em metros.6 – 9.029m/s Q3=0. D + 5.0= 15.205m3/s.6= f2 x 3000 / 0.8m e achamos novamente as vazões Q1. 1.320m3/s e Q3=0.856m3/s A diferença 1. onde poderemos facilmente estimar o valor de f usando a vazão obtida em cada tentativa usando.5 Fórmula de Swammee e Jain O problema pode ser resolvido em microcomputador usando planilha Excel.81 V3=3.011m/s Q2=0.320m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 24.00 x V12/ 2 x 9.534m/s Q1=1.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30.74/ Re0.205m3/s e saem Q2=0.60 x V32/ 2 x 9.6= 5.6-18=6. a equação de Swammee e Jain.81 V2=2. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano.320+0.

Hidráulica Geral. Mecânica dos fluidos. Edição Luso-Brasileira. 10-5 .E WYLIE. 1982. BENJAMIN. VICTOR L. 585 páginas -LENCASTRE. McGraw-Hill.5 Bibliografia -STREETER. 1983. 7a edição.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 10. E. ARMANDO.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10. 654páginas.

Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação linear 11-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 11.

Daí faziam o tradicional. onde tratou da minimização de custo numa rede simples e salientando os problemas de uma rede malhada. Há tempos quando estava estudando programação linear perguntei a um proprietário de uma firma projetista porque não faziam o projeto com minimização de custos e ele me respondeu que geralmente os engenheiros das companhias estaduais não entendiam do assunto e não solicitavam. Um programa de programação linear consiste em minimizar (ou maximizar) uma função linear: Minimizar H= c1 x1 + c2 x2 + . Informa ainda que hoje no mundo os engenheiros possuem bastante liberdade para dimensionar uma rede de distribuição de água potável e que não existe sistema que não tenha falhas. A programação é utilizada para otimizar (maximizar ou minimizar) 11-2 . Geralmente os programas de cálculos de redes em espinha de peixe ou malhadas não são feitas com o chamado critério de mínimo custo atendendo as restrições hidráulicas. Walski. que não forme um sistema de malhas. O método Simplex foi pela primeira vez publicado em 1948 por Dantzig.. 1992 que é atualmente o maior calculista do mundo em redes hidráulicas de água diz que os cálculos de minimização de custos de uma rede só podem ser feitos se a mesma for ramificada. mas certas características do método somente foram justificadas em 1982 no trabalho de Stephen Smale. 1992.. mas os custos também o são. O prof David Stephenson professor de Johanesburg na África do Sul em 1981 publicou um livro Pipeline design for water engineers. 2000. A programação linear para se obter o mínimo custo pode ser feita como Solver da planilha Excel. 1984. onde fizeram comparação de um projeto elaborado por um engenheiro experiente e foi concluído que o resultado era praticamente o mesmo. 1.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Capítulo 11-Programação linear 11. Cheguei a ver o estudo do uso de algoritmos genéticos para dimensionamento de redes de água onde entra a minimização dos custos. O método Simplex sistematiza o processo de obtenção dos vértices da região de restrição e procura a solução ótima conforme Shimizu. Existem rotinas do Método Simplex em Fortran e linguagem C feitas pela Universidade de Cambridge. pois o seu custo seria totalmente inviável.. Introdução Na resolução de um problema de redes de água é muito importante os cálculos hidráulicos. Para achar este ponto admissível extremo foi criado um algoritmo chamado método Simplex conforme Scheid. conforme Cambridge. Um importante teorema da programação linear estabelece que o mínimo (ou o máximo) ocorre num ponto admissível extremo. de tal modo que alguma função ou objetivo seja otimizado conforme Shimizu.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 11. 1984.2 Programação linear A programação linear (PL) é um procedimento matemático para designar ou distribuir uma quantidade fixa de recursos para uma determinada finalidade. isto é.

25 251 0. Primeiramente vamos supor que os custos das tubulações são os da Tabela (11. Tabela 11.02 x 0.255 x 3. A melhor maneira de entender o assunto é mostrar num problema exposto por Stephenson.205 x 3.1).002708 Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0.20 181 0.15 148 Perda de carga unitária A perda de carga unitária pela equação de Darcy-Weisbach é: Admitimos f=0. 1.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.001012 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0. O objetivo é obter os comprimentos com o mínimo custo.0142 x 8)/ (9.00m conforme Figura (11.1) A idéia da programação linear é usar diâmetros de 250mm e 200mm para os primeiros 500m e 200mm e 150mm para os últimos 400m.25m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.02 x 0.81 x 0.0402 x 8)/ (9.Custos das tubulações por metro linear Diâmetro Custo (m) (R$/m) 0.02 x 0.15m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) 11-3 .008263 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0.14162)= 0. 1981.205 x 3.81 x 0.02 hf/ L = f x (L/D) x V2/2g Q=A x V V= Q/A A= PI x D2/4 V2= 16 Q2/(D4 x PI2) Substituindo em: hf/ L = f x V2/(2gD) hf/ L = f x (1/2gD) x16 Q2/(D4 x PI2) hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) Supondo que f=0.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 11.14162)= 0.3 Problema de Stephenson Temos um reservatório nível de água de 10m e uma rede tronco onde a 500m sai 26 L/s e a 900m da origem sai 14 L/s que deverá ter uma pressão mínima de 5.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Para a resolução do problema foi desenvolvido o Método Simplex e existe uma infinidade de softwares para o método de otimização de custo (maximização ou minimização).02 teremos: Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0.0402 x 8)/ (9.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.14162)= 0.81 x 0.1.

Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 hf/L= (0.004265X4 =5 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo A maneira mais prática de resolver é usando o Solver do Excel.002707504X1+ 0. O resultado será: X1= 0.2 Perdas de cargas nas tubulações em m/m Diâmetro (m) Perda de carga para 0.14162)= 0. 1. X1 + X2+0X3+0X4= 500 0X1+0X2+X3 + X4=400 0.040m3/s (m/m) 0.004265X4 A função objetivo que queremos é aquela com mínimo custo: 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo (função objetivo que queremos minimizar) Temos portando 4 equações.002707X1+ 0.43m 200mm 11-4 .Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 11. X1 + X2= 500 No outro trecho de 400m temos: X3 + X4=400 As perdas de cargas serão: 10.001012 0.155 x 3.0010122X2 +0.5= 5 = 0.014m3/s (m/m) 0.00m 200mm X3=257.25 0.008262 Perda de carga para 0.Esquema do abastecimento de água Fonte: Stephenson.004265 Figura 11.004265 Tabela 11.0142 x 8)/ (9.20 0.002708 0.15 0.0 250mm X2= 500.02 x 0.001012X2 +0.81 x 0.0082626471X2 + 0. 1981 Vamos supor que no primeiro trecho dos 500m tenhamos dois comprimentos X1 e X2 cuja soma é 500m.0082621X2 + 0.

F3.3.3). F4 e F5.Dados do problema no Excel A 1 2 3 4 5 Equação 1 Equação 2 Equação 3 Mínimo custo Solução B a1 1 0 0.57 x4 F total 500 400 5 158195.09 conforme Tabela (11. $B$6:$C$6) e copia em F2. x3 e x3 11-5 .00 x2 D a3 0 1 0. Passos a serem dados no uso do Solver do Excel Primeiro temos que ver se temos a ferramenta Solver. Se não tiver vai ter que instalar o solver.002707504 251 0.195. x2. Procure em Ferramentas e depois em suplemento e torne ativo o solver do Excel.09 G sinal = = = O mínimo custo é R$ 158.00 x1 C a2 1 0 0.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 X4=142.008262647 181 500.57m 150mm Tabela 11.004265 148 142. Na célula F2.0010122 181 257.ponha a formula SOMARPRODUTO (B2:C2. Ponha na célula F5 na minimização do custo que queremos Abra o solver Através do mouse coloque as variáveis e as restrições etc Entre no solver opções e ponha não negativo e modelo linear Não esquecer de colocar no solver que queremos a minimização dos custos Ponha resolver no solver e ache a solução de x1.43 x3 E a4 0 1 0.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 11.

FERNANDO. 1992.5 Bibliografia -CAMBRIGE. Elsevier Scientific Publishing company. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel. Cambridge University. Pesquisa Operacional em engenharia. -STEPHENSON. Analysis of water distribution systems. Numerical Recipes in Fortran.Tutorial sobre softwares. 1992. ISBN 0-444-41669-2. 360 páginas. THOMAS. -WALSKI. 2ª ed. FRDANCIS. Análise numérica. -LISBOA.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 11. ISBN 0-89464-624-9 11-6 . printede en the Netherlands.Editora Guanabara dois. Programação Linear. http://www.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 11. 1991 ISBN 0-07-055221-5. 1981. 1984. Florida. Pipeline design for water engineers. -SCHEID. DAVID.br -NOGUERIA. TAMIO. 2ª edição. economia e administração . M. -SHIMIZU..ericolisboa.eng. 2a ed. 963 páginas. 275páginas. Pesquisa Operacional. ERICO. McGraw-Hill. Portugal.

85 R$ 129.80 R$ 182.48 R$ 134.44 91.77 R$ 250.42 R$ 128.41 R$ 218.1.41 11-7 .90 4.02 R$ 546.43 R$ 764.81 R$ 638.12 R$ 351.98 36.89 R$ 114.43 88.88 R$ R$ R$ 34.12 R$ 179.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Apêndice A Custos de tubulações Custos de tubulação considerando a média de que em cada 1000m temos uma válvula e uma curva para os materiais.98 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.3 R$ R$ R$ 4.08 23.11 87.21 Ferro Fundido 80mm 100mm 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm 500mm 600mm 700mm R$ R$ 81.76 10.90 16.23 R$ 251.14 R$ 207. Tabela 11.59 42.02 6.75 42.65 71.74 MO (40%) R$ R$ R$ 1.66 14.89 24.66 82.56 R$ 276.00 R$ 124.83 R$ R$ R$ R$ R$ 9.Estimativa de preço de material e mão de obra para dezembro de 2007 sendo 1US$ =R$ 1.22 62.06 16.19 R$ 180.80 R$ 290.09 R$ 197.02 R$ 100.70 Custo/metro Diâmetros 50mm 75mm 100mm PVC 6.69 R$ 471.69 Mat+MO R$ R$ R$ 6.57 35.57 R$ 148. A mão de obra é estimada em 40% do preço do material.34 51.73 78.42 R$ 105.43 PVC 12 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ R$ R$ R$ 24.01 R$ 456.65 59.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 11.21 R$ 337.

$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B4:E4.00 x2 a3 0 1 0.$B$6:$E$6) 2.001012174 181 257. 8) Clicar novamente no local das variáveis e colocar o destinoi B6:E6 sempre no local das variáveis. Clicar em minimizar 5. Clicar no meio onde estão os sinais e escolher o sinal de =.57 x4 total 500 400 5 158195. Por o cursor na celula F5 onde está o mínimo custo que é a função objetivo 3) Clicar em ferramentas e clicar em solver 4. Clicar em restrição e clicar em H2 a H4.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 11. mas tomar o cuidado para não chegar onde está o mínimo. 1.00 x1 a2 1 0 0. Cuidado não errar. F$ e F5 Ficando assim: SOMARPRODUTO(B2:E2.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B5:E5. Clicar OK e sair 7) Clicar na célula das variáveis e entrar o quadro das variáveis que vai de B2 a E5. 10) O programa está resolvido e aparecerá na tela em solução o valor das variáveis x1 a x4 bem como o mínimo custo a1 1 0 0.09 sinal = = = b 500 400 5 restrição 1 Restrição 2 Restrição 3 Mínimo custo solução 11-8 . 8) Clicar em resolver 9) Clicar em manter solução do solver.004265 148 142.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B3:E3. Clicar em adicionar Clicar em referencia de células e clicar com o mouse em F2 até F4 onde estao as formulas. Clicar em opções e clicar em: Presumir modelo linear Presumir não negativo Clicar em OK e volta ao programa principal do Solver 6.008262647 181 500.002707504 251 0.43 x3 a4 0 1 0.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação Linear. $B$6: $E$6 Copiar para as células F3. Na célula F2 colocar a fórmula: SOMARPRODUTO (B2:E2.Uso do Solver em Excel Primeiramente fazer uma copia logo abaixo para segurança dos dados.

1 Organização de sistemas de operação e manutenção. .

Saliento a importância da manutenção preventiva. Engenheiro Plínio Tomaz 13 de dezembro de 2007 .2 I Introdução Escanei as 14páginas de apostila feita de resumo de aulas na CETESB em 1976 com respeito a organização de sistemas de operação e manutenção.

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Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Algoritmo genético 13-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 13.

S= Σ pi . 2007. permanece ainda confuso o termo confiança no sistema de rede de água.1992. ln (pi) Sendo: S= entropia pi= conceito de vazão associada a probabilidade ln= logaritmo neperiano Ainda não foi estabelecida uma relação entre a entropia e confiança. No caso de redes de água a tecnologia envolve a integração das varias maneiras de cálculo dando um solução ideal. que incluíram a probabilidade um um rompimento de tubulação quando fizeram o uso da otimização. Decision Support Systems (DSS) São pacotes de softwares com toda a tecnologia disponível para resolver um problema. A primeira consideração explicita de probabilidade na confiança de uma rede de água foi definida por Kettler e Goulter segundo Afshar. Teoria da Entropia (Entropy) O objetivo é o mínimo custo das redes e a máxima confiabilidade da rede de água conforme a equação de Shannon conforme Gouter. Quanto a confiança não existe na literatura uma definição exata do termo. 2007. É de conhecimento de todos que a otimização de uma rede de água é um sistema ramificado conforme Afshar. 13-2 .Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Capítulo 13-Algoritmo genético 13.1 Introdução As tecnologias recentes para dimensionamento de redes de água são: • Algoritmo genético • Programação Dinâmica • Decision Support System (DSS) • Teoria do Caos • Teoria Fuzzy • Redes Neurais • Teoria da Entropia • Teoria gráfica para a confiabilidade Todas elas possuem como objetivo a minimização dos custos e maximização da confiança. 1992.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 13. Apesar de varias tentativas feitos por autores diferentes. Teoria Gráfica Para a confiabilidade do sistema de redes de água a teoria gráfica que pretendem um mínimo custo e máxima confiabilidade. Para a confiabilidade das redes são usados gráficos e a solução final vai depender muito da experiência e bom senso do engenheiro conforme Gouter.

simulando os processos naturais e aplicando-os à solução de problemas reais. A combinação entre os genes dos indivíduos que perduram na espécie. consegue primeiro sucesso em aplicação industrial de Algoritmos Genéticos. Não é necessário um software especifico pois o programa deve ser montado para cada caso.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 13. Adicionalmente. Este princípio foi desenvolvido durante os anos 30 e 40. Nos anos 50 e 60. aqueles que não obtêm êxito tendem provavelmente a ter um número reduzido de descendentes. De acordo com a aptidão e a combinação com outros operadores genéticos. Entretanto. na forma similar aos problemas naturais. entre os animais de uma mesma espécie. Charles Darwin apresentou em 1858 sua teoria de evolução através de seleção natural. hoje considerado a Bíblia de Algoritmos Genéticos. Nos anos 80 David Goldberg. Século XX: após anos de observações e experimentos. os Algoritmos Genéticos capazes de "evoluir" soluções de problemas do mundo real. Por outro lado. tendo portanto menor probabilidade de seus genes serem propagados ao longo de sucessivas gerações. por biólogos e matemáticos de importantes centros de pesquisa. aplicando a idéia darwiniana de seleção. Holland foi gradualmente refinando suas idéias e em 1975 publicou o seu livro "Adaptation in Natural and Artificial Systems". estes algoritmos vêm sendo aplicados com sucesso nos mais diversos problemas de otimização e aprendizado de máquinas. entretanto o trabalho que dá é tão grande que nunca mais usei.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Programação Dinâmica (DP) A programação dinâmica é um programa montado para especialmente para cada caso sendo mais usado em redes de esgotos do que em redes de água. Desde então. aluno de Holland. Thomas Robert Malthus propôs que fatores ambientais tais como doenças e carência de alimentos limitavam o crescimento de uma população.2 Algoritmos genéticos O texto abaixo foi extraído da Universidade Federal do Rio de Janeiro No século XIX os naturalistas acreditam que cada espécie havia sido criada separadamente por um ser supremo ou através de geração espontânea. foi John Holland quem seriamente. podem produzir um 13-3 . São métodos generalizados de busca e otimização que simulam os processos naturais de evolução. a desenvolver as primeiras pesquisas no tema. Por volta de 1900. Estes cromossomos representam indivíduos que são levados ao longo de várias gerações. Na natureza os indivíduos competem entre si por recursos como comida. evoluindo de acordo com os princípios de seleção natural e sobrevivência dos mais aptos. água e refúgio. Estes algoritmos estão baseados nos processos genéticos dos organismos biológicos. são produzidos métodos de grande robustez e aplicabilidade. Os algoritmos Genéticos formam a parte da área dos Sistemas Inspirados na Natureza. Montei uma vez uma programação dinâmica para redes de esgotos e foram ótimos os resultados. criando o princípio básico de Genética Populacional: a variabilidade entre indivíduos em uma população de organismos que se reproduzem sexualmente é produzida pela mutação e pela recombinação genética. codificando uma possível solução a um problema de "cromossomo" composto por cadeia de bits e caracteres. muitos biólogos começaram a desenvolver simulações computacionais de sistemas genéticos. descritos pela primeira vez por Charles Darwin em seu livro "Origem das Espécies". O trabalho do naturalista Carolus Linnaeus levou a acreditar na existência de uma certa relação entre as espécies. 13. a moderna teoria da evolução combina a genética e as idéias de Darwin e Wallace sobre a seleção natural. Emulando estes processos.

seu grau de importância continua sendo assunto de debate. Os processos que mais contribuem para a evolução são o crossover e a adaptação baseada na seleção/reprodução.duo representa uma possível solução para um problema dado. através de regras específicas. um grande número de indivíduos. chamado de indivíduo no AG. e a função de avaliação (ou função e custo). entre eles: o espaço de busca onde são consideradas todas as possibilidades de solução de um determinado problema. Podendo ser utilizadas em uma grande variedade de problemas de classificação. a população (conjunto de possíveis respostas) convergirá a uma solução ótima para o problema proposto. Toda tarefa de busca e otimização possui vários componentes. em uma grande variedade de problemas. AGs utilizam regras de transição probabilísticas e não determinísticas. AGs utilizam informações de custo ou recompensa e não derivadas ou outro conhecimento auxiliar. pois não impõem muitas das limitações encontradas nos métodos de busca tradicionais. Se um Algoritmo Genético for desenvolvido corretamente. 2. Por exemplo. pois AGs são uma classe de procedimentos com muito s passos separados. uma maneira de avaliar os membros do espaço de busca. 4. iterativamente. Algoritmos Genéticos são muito eficientes para busca de soluções ótimas. alocando um número de membros apropriado para a busca em várias regiões. é manipulado utilizando algumas estáticas diretamente associadas ao problema a ser solucionado. A cada indivíduo se atribui uma pontuação de adaptação. O processo de solução adotado nos algoritmos genéticos consiste em gerar. ou aproximadamente ótimas. Os Algoritmos Genéticos utilizam uma analogia direta deste fenômeno de evolução na natureza. Deve ser observado que cada cromossomo. elas podem fazer a busca em diferentes áreas do espaço de solução. dependendo da resposta dada ao problema por este indivíduo. porém sua utilização assegura que nenhum ponto do espaço de busca tem probabilidade zero de ser examinado. Os pesquisadores referem-se a "algoritmos genéticos" ou a "um algoritmo genético" e não "ao algoritmo genético".Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 novo indivíduo muito melhor adaptado às características de seu meio ambiente. Aos mais adapta dos é dada a oportunidade de reproduzir-se mediante cruzamentos com outros indivíduos da população. as Redes Neurais estão baseadas no comportamento dos neurônios do cérebro. e cada um destes passos possui muitas variações possíveis. Os AGs não são a única técnica baseada em uma analogia da natureza. onde cada indiv&iacut e. A mutação também tem um papel significativo. população. AGs trabalham com uma codificação do conjunto de parâmetros e não com os próprios parâmetros. Assim. no entanto. 3. como reconhecimento de padrões no processo de imagens. corresponde a um ponto no espaço de soluções do problema de otimização. 13-4 . as técnicas de computação evolucionária operam sobre uma população de candidatos em paralelo. Os Algoritmos Genéticos (AGs) diferem dos métodos tradicionais de busca e otimização. principalmente em quatro aspectos: 1. Por outro lado. produzindo descendentes com características de ambas as partes.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 13. O Algoritmo Genético pode convergir em uma busca de azar. As técnicas de busca e otimização tradicionais iniciam-se com um único candidato que. AGs trabalham com uma população e não com um único ponto. de forma a promover uma varredura tão extensa quanto necessária do espaço de soluções.

A GODFREY.3 Bibliografia -AFSHAR. 431 páginas. Policies for improvement of networks with shortcomings. 431 páginas 13-5 . Cabrera e F.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 13. H. Martinez.ufrj. editado em outubro de 1992.br/~marcio/genetic.pdf Acessado em 24 de dezembro de 2007. In Water Supply Systems organizado por E.sharif.gta. Martinez. IAN C.html -WALTERS. In Water Supply Systems organizado por E. Cabrera e F.edu/~scientia/v14n1%20pdf/afshar. editado em outubro de 1992. M. Fevereiro de 2007. Modern concepts of a water distribution system. -GOULTER. http://mehr. Evaluation os selection algorithms for simultaneous layout and pipe size optmization of water distribution networks. Optimal desing of water distribution networks. -INTERNET-http://www.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 13. Sharif University of Techonology.

Esquema de rede de água por gravidade e em série Fonte: Walski. 1984.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.1.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.89 Onde b=0. ] ] Figura 14.95 D 0. Iremos mostrar somente a de tubos grandes que se aplica também em tubos pequenos. A regra final feita por Walski. 1982 chegou as seguintes conclusões para tubos grandes e tubos pequenos. Walski. 1982 que vamos explicar juntamente com um exemplo da Figura (14.1): 1.Otimização com multiplicador de Lagrange 14. O método é uma mistura da hidráulica com os custos. que está explicado no livro de Waski.2 Lagrange Após as demonstrações devidas.95 (não é utilizado) nos cálculos. Ver a altura do reservatório Ho=100m e a pressão mínima Hn=60m que se deseja no último nó ou em alguns nós. 1982 14.br 18/12/07 Capitulo 14.com. por exemplo e a função de custo do tubo por metro linear. 14-1 .1 Introdução Uma maneira de se otimizar uma rede de água por gravidade e com tubos em série é usar o multiplicador de Lagrange. 1982 e no Shimizu.89 e a=1. A equação do custo em R$/metro de material e mão de obra é: C= a D b C= 1.Primeiramente calcular a vazão em cada nó e escolher a fórmula que vai usar como Darcy-Weisbach.

/ (PI2 x g)= 8/(3.082626471=8.89 obtido por análise de regressão linear teremos: m/(b_+ m)= 5/ (0. para: Q1= 10.Q2/ (PI2 x D4 2g) hf= f x (L) x 8.26 x 1013 Como temos os comprimentos de cada trecho Li e temos o coeficiente K2 para a fórmula.2 14-2 .Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.6552 x 1012) x 3000 x 10.5m3/s L3= 2000m Fi= K2 x Li x Qi 2 F1= (1.81)= 0.85 1/m =1/5= 0.5m3/s L1=3000m Q2= 2.5 2 = 5. 8.03283E+16 F3= (1.26 x1013=1.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.95 x D0.5m3/s L2=1000m Q3= 0.br 18/12/07 2./ (PI2 x g) 8.Q2/ (PI2 x D4) hf= f x (L/ D) x 16. os comprimentos e o coeficiente f de atrito achamos os valores de Fi.02 x 8. K2= f x 8. Cálculo dos diâmetros das tubulações nos diversos trechos Primeiramente se calcula o valor D1 pela equação: Lembramos que sendo m=5.com.89 e o custo C=aDb=C= 1.6552 x 1012) x 1000 x 2.6552 x 1012 O valor de f é o coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach. hf= f x L/ D x V2/2g Q=A x V Q2= A2 x V2 V2= Q2/ A2 = 16.Q2/ (PI2 x D5 g) hf= f x (L/ D5)x Q2 . 3.81 )]= 1015 x 0.89 +5) =0.26265E+14 4. O diâmetro é considerado em milímetros e a vazão em m3/s.5 2= 8. A perda de carga segundo DW é.14162 x 9.5 2= 1. Fi= K2 x Li x Qi (m-3) m=5 Por exemplo. Cálculo dos valores Fi Como é dada as vazões. b=0. Achamos portanto para cada trecho as vazões Qi e como escolhemos a fórmula de resistência temos o valor de m que para Darcy-Weisbach temos: m=5.082626471 Mudanças de unidades: para ter D em milímetros multiplica por 1015 !/ (D/1000)5 = 1015/D K2= 1015 x [8/ (PI2 x 9.46574E+17 F2= (1.6552 x 1012) x 2000 x 0.26 x 1013 =0.

85 = 1159 D3= 1781 x (F3 x L1/F1xL3) 0.79533E+16 F3 x [(L3 x F1)/ (L1 xF3)] 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.77286E+16 A soma de F1+F2+F3= 7. temos os diâmetros: D1= 1779mm D2= 1159mm D3=717mm Vamos adotar diâmetros comerciais D1=1800mm D2= 1200mm D3=700mm 1779 1159 717 Vamos calcular a pressão em 1.46574E+17 F2 x [(L2 x F1)/ (L1 xF2)] 0.03944E+16) / 12005)=66.85 = 717 Portanto.12256E+17/ 40 ) 1/m D1= (7.7m 14-3 .85 Então teremos: F1 x [(L1 x F1)/ (L1 xF1)] 0.9m H1= 70.(5.com.12256E+17 D1= (7.9.85 = 8.85 = 5. Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] m/ (b+m) Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] 0. 2 e 3.br 18/12/07 Ho=100m Hn= 60m (admitido) Ho-H= 100-60=40m Vamos calcular a somatória que está dentro dos colchetes.5007E+17/ 18005)=70.85 = 7.2 = 1781 Depois de calcular o primeiro diâmetro D1 calculam-se os demais usando a equação: D2= 1781 x (F2 x L1/F1xL2) 0.(1.12256E+17/ 40 ) 0. H1= Ho – F1/ D15 H2= H1 – F2/ D25 H3= H2 – F3/ D35 H1= 100.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.

br 18/12/07 H1= 66..Método de Hardy-Cross Capitulo 14.30 14-4 .Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.3848 V (m/s) 3.5m/s.34 2. Então alteramos o diâmetro D1 para 2000mm e teremos velocidade de 3.8 73.9 78.Novo diâmetro adotado para D1 Diâmetro adotado (mm) 2000 1200 700 Pressão (m) 82.3848 V (m/s) 4.1416 1.9 66.8 Área (m2) 2.7 61.3) Tabela 14.9 Área (m2) 3.3).3155E+14)/ 7005)=61.21 1.Calculo da velocidade média Diâmetro adotado ( mm) 1800 1200 700 Pressão (m) 70.50m/s OK conforme Tabela (14.com.8m OK Verificamos também a velocidade na tubulação e constatamos velocidade muita alta no tubo de 1800mm conforme Tabela (14.3.1310 0.3. Tabela 14.5447 1.1310 0.7.13 2.34m/s < 3.(8.21 1.30 A NBR 12218/94 para projeto de redes de distribuição de água para abastecimento recomenda como velocidade máxima de 3.

963 páginas.com.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. 1981. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel.Tutorial sobre softwares. 1991 ISBN 0-07-055221-5. http://www.Editora Guanabara dois.br 18/12/07 14. Numerical Recipes in Fortran. FERNANDO.eng. THOMAS. Pesquisa Operacional.br -NOGUERIA. ISBN 0-89464-624-9 14-5 . 1992. Análise numérica. 2ª edição. DAVID. TAMIO. -SHIMIZU.. M. -WALSKI.ericolisboa. 1992. Elsevier Scientific Publishing company. McGraw-Hill. Pipeline design for water engineers. 2a ed.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. FRDANCIS. -STEPHENSON. economia e administração . 275páginas. 2ª ed. Cambridge University. 1984.3 Bibliografia e livros recomendados -CAMBRIGE. printede en the Netherlands. ISBN 0-444-41669-2. Pesquisa Operacional em engenharia. Analysis of water distribution systems. 360 páginas. ERICO. -SCHEID. Portugal. Programação Linear. Florida. -LISBOA.

1 Introdução A análise de regressão linear é feita pelo método dos mínimos quadrados Dado uma série de n números.Equação de uma linha reta Fonte: Sincich. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX . isto é.br 18/12/07 Capitulo 15. 1993 Que é obtida da seguinte maneira: a= ( n.com. podemos estabelecer uma correlação entre eles através de uma equação de uma reta conforme Figura (15. o ponto na qual a linha reta corta o eixo y a= declividade da linha reta ε= erro randômico Figura 15. Σ XY – ΣX .Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. Y = aX + b +ε Sendo: Y= variável dependente X= variável independente b= intercepto da linha.1). ΣX) b= (ΣY – a ΣX)/ n n= número de dados 15-1 .Método de Hardy-Cross Capitulo 15.Análise de regressão linear 15.1.

09 7. Queremos achar uma equação de uma reta da forma Y= aX + b Tabela 15.br 18/12/07 Exemplo 15.20)/ 5 = -2.36 Σ 1.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.3.4 4.89E-31 0.2 Estimativa do desvio padrão s Vamos ver como se faz a estimativa do desvio padrão s.1 Vamos mostrar um problema de Sincich. 163 – 20 . Σ XY – ΣX .1).49 0.1-Dados X Idade 2 3 4 5 6 ΣX=20 Y Pico de freqüência 2 5 7 10 11 ΣY=35 X2 X. 1993.10 SSE= 1.Cálculo de s Y real 20 15 25 22 30 ycalculado 2.3 X – 2.com.2.7 7 9.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.Y 4 9 16 25 36 ΣX2=90 4 15 28 50 66 ΣXY=163 a= ( n.10 15-2 .2 15. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX . Trata-se de crianças de várias idades onde foi feito eletroencefalograma EEG em crianças normais conforme Tabela (15.2 A equação da reta obtida é: Y= 2.16 0.20)= 2. Tabela 15.10 SSE=Σ(Y-y)2 =1.6 (Y-y)2 0. 35) / ( 5 .90 – 20.3 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (35 – 2. Verificar se há correlação do crescimento do pico do EEG com a idade.3 11. ΣX) n=5 a= ( 5.

09 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.96% da soma total dos quadrados dos desvios das 5 amostras podem ser explicados usando-se o modelo adotado.6055 O valor de s é o desvio padrão estimado O valor 2s=2 x 0.1) ycalc 2.10 SSyy= Σy2 .3666 s2= 0.3666 s=0. 15-3 .02037= 0.3 11.10 s2= SSE / (n-2) s2= 1.10 y2 4 25 49 100 121 Σ 299 R2= 1.1.10/ 54= 1-0. levando-se em conta as variáveis consideradas. 15.7 7 9.SSE/ SSyy Sendo: R2= coeficiente de terminação SSE= Σ (Y.352/5= 54 R2= 1. pois sempre haverá variáveis que não foram consideradas e trariam um acréscimo no consumo.9796.3-Dados para o coeficiente de determinação do Exemplo (15.10 / (5-2)= 1.10/3=0.br 18/12/07 Isto significa que qualquer outra reta escolhida o valor dos mínimos quadrados será maior que 1. significando que 97. mas como estamos usando dados reais isto nunca vai ser alcançado. haverá sempre um resíduo. sendo que o ideal é quando R2 =1.3 Coeficiente de determinação R2 O coeficiente de determinação o 0 ≤ R2 ≤ 1.SSE/ SSyy R2= 1.16 0. isto para uma curva perfeita.89E31 0. que os valores estão normalmente dentro desta faixa.yc)2 = 1.6055=1.9796 Foi obtido um coeficiente de determinação R2 igual a 0.49 0.4 4. isto é.211 mostra a faixa de variação dos valores.6 (Y-y)^2 0.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. Tabela 15.com.36 Σ 1. Portanto.(Σy)2 /n = 299.

77 250.57 148.42 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 b Como C= a D não é um equação linear podemos artificialmente linearilizá-la aplicando logaritmo para os dois lados da equação: C= a D b Log C= Log (a D b) = log (a) + b x log (D) Log C= b x log (D) + log (a) Que é uma equação linear da forma: Y= log C X= log (D) b= log (a) 15-4 .43 764.81 638.com. Tabela 15.80 290.Custo por metro de material e mão de obra conforme o diâmetro do tubo de ferro fundido base dezembro de 2007 X Diâmetro (mm) Y Custo R$/metro 114.2 Queremos uma equação do custo por metro de rede em reais C na forma: C= a D b. Os valores a e b deverão ser obtidos por análise de regressão linear.4).69 471.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. sendo D= diâmetro do tubo em mm.12 351.br 18/12/07 Exemplo 15.00 124.19 180.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. Os dados estão na Tabela (15.4.

29 Mas Log C= b x log (D) + log (a) Portanto log (a) =0.com.72 8.18)= 0. O modelo estatístico de uma regressão linear múltipla é: Ycalc= β0 + β1.18 .29 Y= 0..79 8.60 2.18 Y Log(custo) 2.Cálculos X diâmetro 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 Y Custo R$ 114.19 180..57 148.24. β2.89 O valor de é obtido com o conceito de logaritmo: 100.71 ΣXY=59. β1.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.62 4.35) / ( 10 .88 24.41 ΣX2=59. 24. ΣX) n=10 a= ( 10.5.41 X...89 X + 0.18)/ 10= 0.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.29 e b=0.26 2. 59. Σ XY – ΣX .19 4.10 6.77 250.72 5.55 2.30 2.77 7. 15-5 .18 2.35 X2 3.90 2.28 7.59. 24.91 4.10 2.93=a C= a D b C= a D 0.42 X log (D) 1.14 6. X2 + .20 59.46 2.+ βk.81 638.41– 24.22 7.75 6.78 2.Xk + ε Onde Y é a variável dependente e X1.18.69 471.Xk são as variáveis independentes.09 59.89 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (24.29 5.74 5.06 2.71 a= ( n.00 2..80 290.X1 + β2.X2.71 – 24.67 2.12 351.00 124.br 18/12/07 Tabela 15.75 6..40 2.81 2.+ βk são os coeficientes.17 2...Y 3. ε é a componente incontrolável e randômica do erro do modelo adotado e β0.00 4.43 764.89 15.4 Análise de Regressão Múltipla Temos uma regressão linear múltipla quando admitimos que o valor da variável dependente é função linear de duas ou mais variáveis independentes.18 ΣX=24.19 5.48 2.35 ΣY=24.85 24.89.29=1.63 7.35 – 0. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX ..70 2.40 2.

β0. Economics. 1993. β1. Um outro é o Minitab versão 6.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. Usamos a Planilha Excel da Microsoft com o livro do Lapponi. 2) Assumir que os erros são randômicos. X2 pode representar X12 . Um deles é Statistical Package for Business. and the Social Sciences... Meyer.. Por exemplo. 3) Estimar os coeficientes.. Usando o Excel da Microsoft foi usada função estatística PROJ. 5) Verificar se a etapa 2 está satisfeita. 4) Verificar se o modelo é útil em prever Y. 6) Se decidimos que o modelo é útil e que segue as hipóteses admitidas use o modelo para estimar o valor Y.1 feito por David D.1995. Segundo Sincich. Por anamorfose os vários modelos estatísticos podem se transformar em lineares.Xk podem representar termos de alta ordem.. Krueger e Ruth K. Inc.X2. 15. pois para isso existem numerosos softwares e livros de estatística.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.. 15-6 .X2 e assim por diante. É o ASP fornecido pela firma americana DMC Software. Outro software é o SPSS versão 8 para estudantes para no máximo 50 variáveis e 1500 linhas de dados.5 Softwares de estatística para cálculo da análise de regressão linear múltipla Não serão mostradas todas as fórmulas usadas na Análise de Regressão Múltipla. bem como cálculo de matrizes no Excel. X3 pode representar X1. β2.LIN .br 18/12/07 Deve-se lembrar que os símbolos X1.. a Análise de Regressão Múltipla deve seguir as seguintes etapas: 1) Hipótese de que o modelo é linear..com. inclusive com o uso de logaritmos. βk.

00 124.22 62.01 500mm R$ 337.66 82.00 R$ 337.02 6.41 Os tubos de plásticos variam de 50mm a 400mm conforme Tabela (15.6 Custos dos tubos Na otimização de Lagrange feita por Thomas M.42 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ 24.65 59.749.06 16.69 471. Waslki é necessário possuirmos o custo do material em função do diâmetro em milímetros e portanto vamos apresentar preços atuais de dezembro de 2007 para tubos de PVC e ferro fundido.7.059.59 42.89 24.80 290.73 78.56 R$ 276.74 MO (40%) R$ R$ R$ R$ PVC 12 1.427.Preço médio por metro linear de tubo de ferro incluso um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007 Diâmetro Custo para 1000m ferro fundido (mm) + 1registro e +1curva R$ 81.00 R$ 42.08 23.41 R$ 218.com.14 250mm R$ 179.43 764.00 R$ R$ R$ R$ 24. Tabela 15.90 4.00 R$ 91.88 Mat+MO R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 6.77 250.66 14.20 R$ 105.98 100mm R$ 88.12 351.57 148.19 180.48 R$ 134.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.65 71.976.81 638.90 16.3 R$ R$ R$ 4.34 51.00 R$ 251.736.00 R$ 129.42 R$ 100.140.21 400mm R$ 251.76 10. Diâmetros 50mm 75mm 100mm Custo R$ R$ R$ 4.440.11 87.006.43 10.6).21 15-7 .69 9.00 R$ 197.br 18/12/07 15.00 Mão obra 40% R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.09 R$ 197.57 35.7) Tabela 15.00 R$ 207.75 42.12 200mm R$ 129.85 150mm R$ 105.021.89 114.Preço médio por metro linear de tubo de PVC um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007.849.83 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 128.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.00 R$ 62.02 700mm R$ 546.12 Custo/metro PVC 6.218. Os tubos de ferro fundido variam de 80mm a 700mm que são usuais em aplicações de redes de distribuição conforme Tabela (15.43 80mm R$ 81.758.827.00 R$ 546.00 R$ 456.43 34.205.80 R$ 182.118.016.6.00 R$ 179.44 91.02 600mm R$ 456.02 16.30 R$ 88.23 300mm R$ 207.227.205.98 36.

com. gaxeta em amianto grafitado.00 88. DN-150 x 6.00 204.6 MPa.0 m DN-200 x 6. extremidades com bolsas para junta elástica JE fornecido com anéis de borracha. série métrica oval. pressão de trabalho de 1.410. DN-050 DN-075 R$ R$ 4.637.370.00 29. de forma indelével.3 extrudado.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. NBR 6916 classe 42012.0 m DN-500 x 6.00 9.0 m DN-400 x 6. centrifugado.00 243. Padrão construtivo NBR 12430.770. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676. para redes de distribuição de água potável. classe 20. Tabela 15. tampa e cunha em ferro fundido dúctil. corpo.br 18/12/07 Na Tabela (15. DN-400 DN-500 DN-600 DN-700 R$ R$ R$ R$ 6. porca da haste em latão fundido. haste não ascendente com rosca trapezoidal em aço inox ASTM A 276 Gr.0 m DN-700 x 7.00 peça peça peça peça Tubo em Ferro Fundido Dúctil.00 431. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676. com ponta e bolsa de Junta Elástica Integrada.0 m DN-600 x 6.00 510. sendo uma na posição de acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica. acionamento com cabeçote.0m de comprimento.58 9..8) estão as especificações dos materiais e o custo das peças. para aplicações sob pressão de serviço de 1. DN-080 x 6. O tubo deve apresentar duas faixas indeléveis em sua ponta para a marcação dos posicionamentos de montagem. a identificação do fabricante.00 177. conforme NBR 7675 revisada em 2005.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.00 324.0 m DN-100 x 6.0 MPa. conforme NBR 7675 revisada em 2005. junta copro/tampa em borracha natural ASTM D 2000. com anel de borracha incorporado.0 m R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 105.360.84 metro metro 15-8 .00 20. Série K-7.Especificação e custos dos materiais dezembro 2007 Válvula de gaveta. Série K-9.0 m DN-250 x 6. fabricado de acordo com a ABNT NBR 5647-1 e NBR 5647-2.50 metro metro Tubo em Ferro Fundido Dúctil. em barras de 6. centrifugado.0 m R$ R$ 81.00 128.8. O tubo deve apresentar em toda a sua extensão.00 metro metro metro metro metro metro metro metro Tubo em PVC 6. anéis da cunha e corpo em bronze fundido ASTM B62.0 m DN-300 x 6.

Os tubos devem ser fornecidos com duas marcas indeléveis em sua ponta para posicionamento de montagem.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.10 60.0 MPa. com Junta Elástica Integrada.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.br DN-100 18/12/07 R$ 16.40 metro Tubo em PVC 12 com diâmetro externo equivalente ao de tubos de ferro fundido (DEFoFo).com.90 41. fabricado de acordo com a NBR 7665/2007.00 metro metro metro metro metro 15-9 . PN=1. sendo uma no seu acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica. DN-150 DN-200 DN-250 DN-300 DN-400 R$ R$ R$ R$ R$ 23.30 88.60 189.

Analysis of water distribution systems. Navegar Editora. ISBN 0-89464-624-9 15-10 . TAMIO. 2000. 1993. PLINIO. 275páginas. Statistics by example. 1006 páginas. THOMAS. 5a ed.br 18/12/07 15. . 1984. 250 páginas . Pesquisa Operacional em engenharia.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. São Paulo.Editora Guanabara dois. .TOMAZ. Florida.SHIMIZU. economia e administração . Previsão de consumo de água.WALSKI. M.7 Bibliografia .com. TERRY.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. New York. 1992. 360 páginas.SINCICH.

adaptado para o Brasil.045m3/s S=20anos (vida útil do bombeamento) f=0.1 Introdução Uma das conclusões muito interessante de Walski.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.95 K2= f x 8. Walski. Dado um bombeamentos com as seguintes informações: Vazão Q= 0.19/kwh Índice base do custo do material e maio de obra=100 Índice atual de dezembro de 2007 supomos= 100 Custo em reais do tubo de ferro fundido para dezembro de 2007 C= 1.89 Sendo a=1.29 /kwh Média tensão (75kw a 5000 Kw) (de 100HP até 6793 HP) R$ 0.com.7 dezembro 2007) Custos médios de energia elétrica em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) Até 100HP ( 100HP x 0.6632 x 1012 =83598546893639800. K3 .1.195 x 100/100= 1.70 Preço de energia elétrica para baixa tensão= R$ 0.Otimização de bomba devido a Walski 16.00 16-1 .60 r=razão entre a média das vazões/ vazão de pico = 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.6632 x 1012 para Darcy-Weisbach K1=860 x 100/ valor do dólar atual= 860 x 100/ 1.Baseado em Thomas M.02 coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach e= rendimento total motor+bomba=0. Vamos calcular o valor de Ei.br 18/12/07 Capíulo 16.6 Kw) R$ 0.7= 50588 para vazão de m3/s e preço em reais.95 e b=0.Q ) m-2 / e Sendo: Ei=variável a ser obtida S=número de anos=20 K3=83598546893639800. Para facilitar o entendimento vamos explicar com um exemplo adaptado de Walski para o Brasil e para as unidades do SI (Sistema Internacional) Exemplo 16. P (r . K2 e K3 nada tem a ver com os coeficientes semelhantes de variação de consumo. O custo das bombas e equipamentos elétricos em si mesmo não são tão significantes do que as mudanças dos diâmetros e a energia elétrica. K3= K1 x K2=50588 x 1.736= 73. Ei= S .89 D em milímetros C= custo em reais A= a x Índice base/ Índice atual= 1.316x1013 =1.95 x D0. 1992 na otimização do cálculo do diâmetro de tubulação onde há bombeamentos é que os custos dependem basicamente de: • custo da energia elétrica • custo dos tubos.00 Nota: K1.29/KWh (1US$= R$ 1.

Método de Hardy-Cross Capitulo 16.com.7 Q=0. Nota: caso houve houvesse outros trechos de tubulações o cálculo seria o mesmo.5 Para K=1 valor usual temos: D= 1.7000 O diâmetro D é calculado pela equação: 1/(b+m)= 1/(0.Q ) m-2/ e Ei= 20x (83598546893639800.212m que é um tubo D=250m 16-2 .95 x 0.045 0. P (r .89+5)= 0.b)] 1/(b+m) A=1.89 D= [(25258475408262.29 (0.17 = 227mm.5 =0.045m3/s m=5 (para fómula de Darcy-Weisbach) e=0.7x0. K3 . A fórmula de Bresser D= K x Q 0. o diâmetro da tubulação de recalque é 250mm. Os custos das tubulações bem como da energia elétrica também foi transformado em dólares para coerência dos dados.5 D= 0.89)] 0. Sugerimos que tais cálculos sejam feitos com as devidas precauções.60 =25258475408262. Comentários: Primeiramente não devemos nos esquecer que Walski se baseou nas experiências americanas.60 Ei= S .045 ) 3/ 0. m)/(A.7000 x 5)/(1.0 x Q 0.00x0.95 e b=0.br 18/12/07 P= R$ 0. Adoto D=250mm Portanto.29/Kwh r=0.17 D= [(Ei .Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.

Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.com. THOMAS.2 Bibliografia e livros recomendados -WALSKI. 275páginas. Analysis of water distribution systems. ISBN 0-89464-624-9 16-3 . 1992. M.br 18/12/07 16. Flórida.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.

Tabela 17.2). Na etapa do dimensionamento do golpe de aríete devem ser estudados os diversos dispositivos de proteção e controle selecionando aqueles que garantam as condições extremas de pressão e pelo menor custo de implantação e operação do sistema.0 Tubo PVC classe 12. As classes 12. acessórios e equipamentos previstos em toda a instalação em face dos planos de cargas piezométricas de regime permanente e estáticas. Por exemplo. 15 e 20 JE PBA 50 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.2 Tubos comumente usados Ainda segundo a NB 591/91 as pressões máximas devidas ao golpe de aríete.6 1.Golpe de aríete em adutoras 17.6 1.1. para tubos de PVC com ponta e bolsa e DEFOFO conforme Tabela (17. conexões. 2006 as características de alguns tubos.Pressão máxima de serviço (PMS) para tubos de PVC Tubos DN PMS (MPa) (mm) min max Tubo PVC classe 12. A NB 591/91 diz que a analise do golpe de aríete deve ser efetuada em duas etapas: diagnóstico e dimensionamento. em regime variado conforme NB 591/91 referente a Projeto de adutora de água para abastecimento público.0 Fonte: Heller. 2006 Para tubos de ferro fundido K-7 e K-9 temos a Tabela (17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.1 Introdução Golpe de aríete é o fenômeno de escoamento de um líquido em conduto forçado. 15 e 20 são classes de pressão e JEI é junta elástica integrada.com.0 Tubo de PVC JE DEFOFO 100 a 300 1. et al.1). 15 e 20 JEI PBA 50 a 180 0. 17. No diagnóstico admite-se a adutora desprovida de dispositivos de proteção para as condições normais e excepcionais. A pressão máxima de serviço PMS inclui os transientes hidráulicos.br Plínio Tomaz Capítulo 17. ocorrentes em qualquer secção da adutora devem ser iguais ou inferiores às pressões admissíveis adotadas para as tubulações. Vamos recordar segundo Heller et al. O tubo de PVC classe 12 é para o máximo de 60m de pressão. e o classe 15 para 75m e o classe 20 para 100m de pressão. Quando são atendida as pressões máximas toleráveis da tubulação é dispensável o dimensionamento do golpe de aríete e instalação de dispositivos de proteção.0 Tubo de PVC JEI DEFOFO 100 a 500 1. 17-1 .

Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.0 Fonte: Heller.7 4.075 PE 80 8 1.5 vez a pressão de trabalho.2. 2006.3MPa mas com o fator de segurança igual a 1.075 PE 63 6.com. Tabela 17. Para 50anos de vida útil a temperatura de 20ºC MRS é minimum required strenght requerida.3 4.9 3.0 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta travada externa 300 a 1200 1.9 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta elástica 80 a 2000 3. et al. válvulas.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 4 2 4.2 a 3.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 1.25 5 PEAD DIN8.2 1.25 8 4.077 Copolímero 8.25 6.1 7. Saliente a norma da ABNT que em condições excepcionais.0 Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta travada interna 150 a 300 1.3.077 Homopolímero 10 2 5 PP DIN 8.6 5 PEAD ISSO CD PE 63 6.7 5 Fonte: Heller.25 5 4. equipamentos e acessórios. Para tubos RPVC (PVC reforçado com fibra de vidro) com junta elástica a pressão de serviço está entre 0. 2006 Recordemos a NB 591/91 que diz que em condições normais de operação.Tubos de ferro fundido K-7 e K-9 e faixa de pressões máxima de serviço PMS PMS (MPa) 1MPa=100mca Tubos DN (mm) min máx Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta elástica 150 a 1200 2.9 3. 2006 para tubos de PEAD (polietileno de alta densidade) e tubos de PP (polipropileno) temos a Tabela (17.2 MPa conforme Heller et al.Método de Hardy Cross Capitulo 17.PEAD e PP com suas normas e MRS Tensão no projeto Fator de de 50anos a 20ºC Material Norma Classificação MRS segurança (MPa) (MPa) PEAD DIN 8.25 teremos 5MPa.5 1.5 6.427 PP DIN 8.3 1.7 Tubo de ferro fundido K-9c/ junta travada interna 80 a 300 1. Assim para um tubo de PEAD PE 63 o MRS=6. a pressão admissível é definida pela classe de pressão de trabalho das tubulações. a pressão admissível é de 1.3). 2006 Ainda segundo Heller et al.4 Tubo de ferro fundido K-9 junta Pamlock 1400 a 1800 1.427 PEAD ISSO CD P3 100 10 1.br Plínio Tomaz Tabela 17. 17-2 .3 1. et al.

17-3 .br Plínio Tomaz 17.1) temos um esquema de um reservatório que alimenta uma tubulação e no final há uma válvula. Vamos tratar neste capítulo de golpe de aríete em um tubo singelo alimentado por um reservatório. Figura 17. esclarecendo que estamos nos baseando nos métodos apresentados por Victor L.1.com. Streeter em dois dos seus livros: Mecânica dos Fluidos e Fluid Transients.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutora por gravidade com fechamento brusco da válvula no fim da adutora. Se o fechamento ou abertura da válvula for rápido haverá problemas de transientes hidráulicos podendo ser danificada a tubulação.3 Golpe de aríete em adutora Na Figura (17.

1 Assim uma rede com L=4800m e celeridade a=1200m/s teremos: 2 x L/a= 2 x 4800/ 1200= 8 s Se o fechamento for menor que 8s teremos fechamento rápido e caso seja maior que 8s o fechamento será lento. chega a atingir valores 100 vezes maior então podemos considerar Vo/a =0 e ficará: ΔH= a ΔV/ g (equação de Allievi) Figura 17. 17.Método de Hardy Cross Capitulo 17. 1989 17-4 .4 Fechamento e abertura de válvulas O fechamento de uma válvula em uma tubulação singela de comprimento L e celeridade de propagação das ondas “a” pode ser: • Lento • Rápido O fechamento é lento quando o tempo “tc” que levamos para fechar uma válvula é maior que 2 L/a e o fechamento é rápido quando o tempo é menor que 2L/a: Resumidamente fica: Fechamento lento: tc > 2 x L/ a Fechamento rápido tc < 2xL/a Exemplo 17.2 Fechamento de válvula no final da rede Fonte: Tullis. Consideramos um tubo horizontal onde um fechamento instantâneo da válvula no final da rede provoca uma redução de velocidade ΔV e teremos um acréscimo de pressão ΔH conforme Tullis.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. 1989 ficando assim: ΔH= a ΔV/ g ( 1+Vo/a) Mas como sempre o valor a é bem maior que o valor de Vo. é supor que o líquido é incompressível e não haja dilatação do tubo com as pressões e que sejam ignoradas as perdas de cargas distribuídas ao longo da linha.com.5 Estimativa dos transientes hidráulicos em adutoras sem atrito Uma maneira prática de se estimar os transientes hidráulicos numa adutora singela conforme Figura (17. isto é.br Plínio Tomaz 17.2).

1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2.81= 45.9m Exemplo 17.5)/ 9.5m/s com será a sobrepressão. 1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2.2 Um reservatório alimenta uma adutora de aço com velocidade Vo=2m/s.71/ 3.81x 30)= 28m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 28m teremos 128m para fechamento lento com tc=30s e não estamos em levando em conta as perdas de cargas.2m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 105.1416=0.6 Equação de Michauld A equação de Michauld só pode ser aplicada se a manobra for lenta.31m com válvula borboleta.3 Seja uma adutora singela com D=2.81m/s2 tc= tempo de fechamento da válvula (s) Exemplo 17.0-1.71m3/s.2m pois não estamos considerando a perdas de cargas.1416x 22/4= 3.br Plínio Tomaz Exemplo 17.1416=0.0m. A= PI x D2/4= 3.com. Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Sendo: Hmax= sobrepressão (m) a= celeridade da onda (m/s) Vo= velocidade da água na tubulação (m/s) μ= 2 x L/ a g= aceleração da gravidade= 9. A= PI x D2/4= 3. sendo a celeridade a=900m/s.86m/s μ= 2 x L/ a= 2 x 4800/1200= 8s Supomos tc= 30s Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Hmax= (1200 x 0. 17.0m.86 / 9.86 x 8 ) /( 9.81=105. isto é.86m/s Hmax= a ΔV/ g Hmax= 1200 x 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17. ΔH= a ΔV/ g ΔH= 900 x (2. 17-5 . L=4800m a= 1200m/s Q=2. L=4800m a= 1200m/s Q=2.4 Seja uma adutora singela com D=2.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. quando o tempo de fechamento tc for maior que 2L/a.71m3/s. Se a válvula for parcialmente fechada atingindo a velocidade de 1.71/ 3.1416x 22/4= 3.2m teremos 205. Nota: o cálculo exato usando o método das características levaria pressão máxima de 147.

com.7 Curvas das válvulas Existem vários tipos de válvulas: gaveta.br/Trabalhos/13005.3) a (17. Conforme Pires et al.7). esfera.Ho)0.3.Método de Hardy Cross Capitulo 17. válvulas tipo esfera ou borboleta produzem uma variação mais gradual da vazão durante o curso de fechamento. isto é.Abertura de válvula (b) e fechamento de válvula (c) Fonte: Acunha.2005 a curva de fechamento da válvula. borboleta e outras conforme Figura (17. determina o modo como a vazão varia com a fração da abertura.simdut. Fonte: http://www.4.5 Para qualquer condição: 17-6 . 2005 Para as condições iniciais: Qo= (Cd x Ag)o (2. Por outro lado.2005. globo.br Plínio Tomaz 17.Fechamento de varias válvulas como gaveta. O fechamento das válvulas pode ser manual ou mecânico. a forma como o coeficiente de descarga varia com a abertura .g.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. As válvulas do tipo gaveta produzem uma variação grande na vazão somente nos últimos instantes do fechamento conforme Pires et al.com. esfera e borboleta para tempo de fechamento de 60s. Figura 17. globo.pdf Figura 17.

rh.pdf 17-7 .br Plínio Tomaz Q= (Cd x Ag) (2. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento Figura 17.Método de Hardy Cross Capitulo 17. É o inicio do fechamento da válvula.g. borboleta Fonte: http://www.5.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.5 τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos. Figura 17. Fonte: Acunha.Gráfico de τ (Tau) para diversas válvulas: gaveta. pois usaremos somente a relação τ.com.Válvula borboleta.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%2 0Design%20Handbook).6. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. Não iremos fazer o calculo. 2005.H)0.

borboleta Fonte: http://www.rh.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20H andbook).br Plínio Tomaz Figura 17.pdf 17-8 .Gráfico da relação de áreas de diversas válvulas: gaveta.7.com.Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.

2005 temos os valores de τ em função de t/tc e colocamos na Tabela (17. Fonte: Tullis.Método de Hardy Cross Capitulo 17.4). Exemplo 17.5) de Acunha.br Plínio Tomaz Figura 17.5 Da Figura (17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.Varias válvulas de controle. O valor de (CdxAg)o inicial pode ser calculado pela vazão Qo e a pressão no fim da linha Ho. Nota: quando a válvula está aberta passa a vazão Qo e temos a pressão Ho na válvula. 1989.8. 17-9 .

0000 0.6 0.38 0.9 0.0000 0. Streeter chama os valores de CVA que são no total 11 e no exemplo temos: Nota importante: considerando o espaçamento de 5s tiramos da Tabela (17.5 (CdxAg)o= 2.4 0.5 Assim se Qo=2.8 0. pois.0 3. Tempo de fechamento tc=30s 0 5 10 15 20 25 30 35 40 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ CVA 0.9 8.4 6.com.0200 0.Tempo de 5 em 5s que será usado.71 (2 x 9.0000 0.81 x 98) 0.3 0.0000 17-10 .47 0.0494 0.0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ 0.18 0.0 t/tc Tempo de fechamento tc=30s 0.5) Tabela 17.4 9.Valores de Cd x Ag em função do tempo de fechamento de 30s para um válvula borboleta τ 1.0 0.0100 0.71m3/s g=9.0555 0.00 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.0000 0.br Plínio Tomaz (CdxAg)o= Qo/ (2 x g x Ho) 0.4 14.0185 0.5.60 1.0618 0.0432 0.0062 0.0450 0.0618 Supondo tempo de fechamento da válvula em 30s e como calculamos (CV)o =0.0618 0.0 4.7 0.0247 0.061764 podemos calcular os outros valores. Precisamos de 10 CVA.23 0.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.0062 0.2 0.00 Obtemos assim os valores de (CdxAg) que podem ser colocados no programa em Fortran do Streeter para abertura ou fechamento de válvula no fim da linha.4.32 0.4) e fazemos a Tabela (17.0370 0.5 0.5 5.1 18.5 =0.0123 0.6 11.15 0. τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ Tabela 17.0 30.10 0.28 0.1 0.0309 0.81m/s2 e Ho=98m teremos: (CdxAg)o= Qo / (2 x g x Ho) 0.

CVA.tripod.01.T DATA F/0.0*G*CV*CV))) HO=(QO/CV)**2/(2.N REAL F.0618/. $ G/9. CVA=PRODUTO DO COEFICIENTE DE DESCARGA DA VALVULA ABERTA COM VALORES DADOS NO INTERVALO DCV FORTRAN 77 GNU2005 www.00. $ CVA(8)/0.0*G) R=(HRES-HO)/(QO**2*N) DO 11 I=1. O tempo de fechamento trc=30s (não entra nos cálculos. pois faz parte dos CVA).com PLINIO TOMAZ 22 DE dezembro DE 2007 Compila assim: g77 streeter2.br Plínio Tomaz 45 50 0.G. DADOS VALOR DE F.0/. O coeficiente f de Darcy-Weisbach f=0.022.81m/s2 A adutora está dividida em N=4 trechos. 0. $ CVA(4)/0.000 0. Entrando no programa em Fortran do Streeter achamos que a pressão máxima será 147.com.01/. O tempo de processamento é de 40s A aceleração da gravidade g=9.JPR /1/ . 0000 0. 0. FORMULA DE DARCY WEISBACH. $ CVA(5)/0. 0.DCV. O intervalo entre os dados de fechamento da válvula é de 5s.0/.JPR.0062/. $ CVA(9)/0. N/4/.CVA(11)/0. D/2.00/ 10 AR=0.0000 Exemplo 17.1 Dado uma adutora por gravidade com reservatório a Hres=100m de altura e tubulação com D=2.000.0/(2. A/1200. HP(6).D.02/.045/.HRES. H(6).CVA(2)/0.81/.000.0/.00m de diâmetro e comprimento de 4800m. 0. Usando o programa em Fortran abaixo: C C C C C C C C PROGRAMA BASICO DE GOLPE DE ARIETE COM RESERVATORIO A MONTANTE E FECHAMENTO DE VALVULA A JUSANTE. TMAX/40/ DATA CVA(1)/0.31m.0/.000.kkourakis.A.0062.00/. A=VELOCIDADE DA ONDA.0/ . CVA(11) INTEGER I.DCV /5.0618.CVA(3)/0.31m. 0.0/.TMAX.0000 0.exe FONTE STREETER MECANICA DOS FLUIDOS DIMENSION Q(6).0000/.NS Q(I)=QO 11 H(I)=HRES-(I-1)*R*QO**2 17-11 . 0.020.022/.0*G*D*AR*AR)+1.CVA(6) /0.Método de Hardy Cross Capitulo 17. Trata-se de válvula borboleta com CVA Nota: CVA são 11 dados.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.0/. 0.XL.045. XL/4800. QP(6). Queremos saber como se dá o fechamento da válvula em 30s.f -o streeter2.0 QO=SQRT(HRES/(F*XL/(2.0/.CVA(7) /0. J. CVA= 0. HRES/100.7854*D*D B=A/(G*AR) NS=N+1 DT=XL/(A*N) CV=CVA(1) HP(1)=HRES J=0 T=0.CVA(10) /0. Usando o programa em Fortran do Streeter achamos a máxima pressão de 147. A pressão na válvula que está aberta é de 98m.

71 2.71 2.0 98.08 1.1X.com.0*G*CV*CV*CP) HP(NS)=CP-B*QP(NS) C CONDICOES DE CONTORNO A MONTANTE QP(1)=Q(2)+(HRES-H(2)-R*Q(2)*ABS(Q(2)))/B C PONTOS NO INTERIOR DO 15 I=2.85 1.89 114.05844 H=0 100.000 0.71 2.FMT=1) WRITE(6.24 1.0 0.61 115.000 0.71 1.99 133.59 1.71 2.FMT=3) T.40 Q= 2.40 5.19 110.38 2.19 1.11 2.31 17-12 .99 2.50 0.FMT=2) 1 FORMAT ("1 PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO") 2 FORMAT ("0 TEMPO CV X/L 0.60 Q= 2.N CP=H(I-1)+Q(I-1)*(B-R*ABS(Q(I-1))) CM=H(I+1)-Q(I+1)*(B-R*ABS(Q(I+1))) HP(I)=0.58 144.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.5F8."Q=".000 0.29 Q= 2.000 0.04836 H=0 100.52 2.3.25 0.000 0.99 135.F7.17 126.000 0.32 2.04000 H=0 100.71 101.03500 H=0 100.0") 13 WRITE(6. mostrando que a pressão é 147.71 2.10 2.00 99.000 0.br Plínio Tomaz WRITE(6.73 110.50 99.66 1.88 1.2/19X.26 Q= 2.NS).81 Q= 2.89 1.(Q(I).00 2.18 7.00 102.000 0.5*(CP+CM) 15 QP(I)=(HP(I)-CM)/B DO 16 I=1.26 106.00 99.71 2.70 9.61 2.06180 H=0 100.02500 H=0 100.04500 H=0 100.61 105.33 147.79 142.01 Q= 1.75 $ 1.00 107.5F8.93 137.51 2.44 Q= 2.39 130. (H(I).29 6.61 3.71 2.40 114.81 2.24 119.F7.50 99.GT.25 0.00 98.000 0.00 111.EQ.71 2.61 2.96 1.00 103.71 2.50 Q= 2.29 118.50 1.Método de Hardy Cross Capitulo 17.22 1.39 10.00 108.31 2.00 107.80 2.00 108.71 2.05172 H=0 100.05508 H=0 100.75 0.34 122.5H H=0.99 2. I=1.51 4.02000 H=0 100.78 106.99 8.71 2.51 2.00 99. TMAX) GO TO 99 K=T/DCV +1 CV=CVA(K)+(T-(K-1)*DCV)*(CVA(K+1)-CVA(K))/DCV C CONDICOES DE CONTORNO A JUSANTE CP=H(N)+Q(N)*(B-R*ABS(Q(N))) QP(NS)=-G*B*CV*CV+SQRT((G*B*CV*CV)**2+2.51 109.CV.41 2.00 114.2) 14 T=T+DT J=J+1 IF (T .NS H(I)=HP(I) 16 Q(I)=QP(I) IF (J/JPR*JPR .NS) 3 FORMAT("O".29 2.63 Q= 1.5.71 2.50 99.71 2.000 0.49 119.00 99. 1 0 O O O O O O O O O O O PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO TEMPO CV X/L 0.000 0. I=1.50 102.50 Q= 2.03000 H=0 100.80 1.04 116.31m.00 98.10 126.0 0.50 0. J) GO TO 13 GOTO 14 99 STOP END Achamos os seguintes resultados.48 126.

94 0.34 86.37 0.58 111.59 0.60 100.29 100.57 120.00848 O 18.74 128.20 90.00 0.33 0.00248 O 24.55 108.17 83.23 -0.06 89.42 92.37 107.000 0.12 95.69 100.83 0.00 0.13 90.28 81.31 92.51 -0.57 -0.00 71.91 127.76 1.31 82.35 0.93 0.42 -0.00 -0.00 0.30 0.54 100.34 0.11 111.34 100.84 135.06 121.70 0.000 0.89 0.78 0.01200 O 15.000 0.25 84.19 81.54 0.19 89.00924 O 17.39 0.14 85.96 140.14 100.00000 O 31.00 106.14 114.48 -0.51 0.90 100.00 17-13 .31 0.46 101.41 -0.87 135.68 0.00 -0.21 -0.27 0.000 0.07 85.00000 O 36.09 -0.51 0.11 90.18 0.09 113.94 0.00372 O 23.00 76.13 139.33 98.000 0.16 100.01600 O 13.00 -0.05 100.000 0.45 82.91 -0.00 -0.000 0.48 0.20 102.40 100.00 78.88 0.67 0.52 98.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.000 0.23 77.27 -0.09 -0.55 96.20 100.33 0.08 143.60 100.00 115.62 0.45 117.48 102.87 0.00000 O 30.42 -0.89 114.40 100.90 0.85 0.28 109.00496 O 22.55 91.30 0.48 0.000 0.64 0.00 0.00 -0.76 100.17 100.28 115.46 0.30 -0.89 0.000 0.00 0.10 -0.21 0.00 -0.80 0.51 0.18 128.03 125.33 0.60 -0.39 93.000 0.00 -0.69 100.000 0.78 0.000 0.45 0.67 94.36 113.05 0.84 0.79 0.000 0.00696 O 20.00 128.12 0.17 106.00 -0.99 -0.00620 O 21.06 121.46 1.54 112.000 0.22 100.00 0.18 100.000 0.00 91.00 -0.64 1.01 0.00000 O 38.09 71.65 0.000 0.89 -0.64 0.39 0.35 80.03 77.15 0.00000 O 26.00 0.73 100.82 -0.00 70.20 100.15 107.06 78.000 0.000 0.00 0.22 103.30 91.31 -0.22 1.23 122.68 -0.61 0.76 0.26 0.07 91.58 88.00 0.00 -0.01000 O 16.28 90.01 98.77 0.35 111.64 101.54 -0.00000 O 34.18 82.34 0.000 0.000 0.38 112.18 0.00 123.28 82.000 0.72 126.73 100.42 0.44 0.57 93.14 0.83 -0.00000 O 28.00000 O 37.00000 O 29.73 97.00 -0.95 0.65 -0.00 126.14 95.br Plínio Tomaz O 11.36 119.98 -0.00 0.55 100.00 73.00772 O 19.30 0.67 0.000 0.10 85.23 0.22 0.19 110.36 82.00000 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= 1.36 0.00 0.38 87.01400 O 14.00 -0.30 89.67 105.000 0.83 0.09 128.54 0.49 -0.58 106.27 84.com.46 0.16 97.35 0.98 0.04 -0.16 100.000 0.19 0.60 116.27 124.49 100.64 98.03 122.00 0.61 0.27 75.57 0.00 0.28 0.23 0.00 101.83 0.00 -0.28 0.00 -0.98 -0.000 0.50 -0.73 102.96 -0.000 0.99 0.00000 O 32.00000 O 27.55 100.00 84.19 97.00000 O 35.76 100.000 0.49 96.01800 O 12.Método de Hardy Cross Capitulo 17.23 100.00 0.09 86.09 100.70 0.49 103.18 117.17 100.55 121.74 0.00 0.03 74.71 -0.00124 O 25.37 0.54 0.00 129.00000 O 33.

00 A vazão que passa por uma válvula é dada pela equação do orifício conforme Figura (17.35 93.5 Q= CVA x (2 x g x HRES )0.48 0.000 0.69 0.73 100.57 106.000 0.br Plínio Tomaz O 39.00000 H=0 Q= H=0 Q= 100.00000 O 40.00 108. 1984.72 102.40 0. 1982 chama os valores Cd x A de CVA.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.8).91 0.9.88 0.00 0.5 Sendo: Q= vazão que passa pelo orifício (m3/s) Cd= coeficiente que varia com a abertura da válvula conforme Figura (17.Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Fonte: Streeter. 1982 Figura 17.81m/s2 HRES= pressão (m) Figura 17.65 0. Q= (Cd x A) x (2 x g x HRES )0.com.00 0.58 96. 17-14 .31 107.31 0.5 QP(NS)= CV x (2 x g x HP(NS))0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.9): Q= (Cd x Ag) x (2 x g x HRES )0.10 Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Streeter.53 0.66 98. Ag= área da secção do da válvula (m2) g= 9.69 101.5 Os valores de CVA obtidos por interpolação linear são chamados de CV por Streeter.

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Figura 17.11 Abertura de válvulas (%)
Fonte: Tullis, 1989

Figura 17.12- Válvula borboleta
Fonte: Acuna, 2005

17.8 Uma outra maneira de se tratar do fechamento de uma válvula Streeter, 1978 página 38 in Fluid Transients cita a seguinte equação para fechamento de válvula: τ= ( 1 – t / tc) Em Sendo: τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos. É o inicio do fechamento da válvula. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. Não iremos fazer o cálculo, pois usaremos somente a relação τ. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento

17-15

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Em= potência da relação. Quando Em=1 temos um fechamento linear. Streeter, 1978 usa como exemplo Em=1,25. tc= tempo de fechamento em segundos. Exemplo tc=20s O CDA inicial da bomba A vazão CDA= [(Qo2 / (2 g x Ho)] 0,5

QP= - B x CV + [(B x CV)2 + 2 x CV x CP)] 0,5

Sendo: QP= vazão no ponto P em m3/s
3

CV= (Qo x τ)2/ (2 x Ho)

Qo= vazão inicial em m /s Ho= pressão inicial no fim da adutora onde está a válvula (m) B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 17.9 Método das Características A NB 591/91 diz que os estudos de golpe de aríete devem ser feito pelo método das características. Streeter, 1982 chegou em duas equações básica, uma denominada de características positivas C+ e outra de características negativas C- conforme Figura (17.10). . C+ Hp= HA – a/gxA ( Qp – QA) – Δx x f x QA x ABS(QA)/ (2x g x D x A2) C- Hp= HB + a/gxA ( Qp – QB) + Δx x f x QB x ABS(QB)/ (2x g x D x A2) O ponto A é (I-1) e o ponto B é (I+1). Considerando os coeficientes B e R. B= a / (g x A) Sendo: a= celeridade de propagação das ondas (m/s) g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da tubulação (m2) D= diâmetro do tubo (m) QA=vazão no ponto A (m3/s) QB = vazão no ponto B(m3/s) QP= vazão no ponto P (m3/s) HA = pressão no ponto A (m) HB= pressão no ponto B (m) HP= pressão no ponto P (m) f= coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx=trecho da tubulação (m) Exemplo 17.6 17-16

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Calcular o coeficiente B para uma tubulação com velocidade de propagação da onda a=1150m/s e tubo de diâmetro D=0,25m. A=PI x D2/4= 3,1416x0,252/4= 0,0491m2 B= a / (g x A) B= 1150 / (9,81 x 0,0491) =2388 Dica: quando na linha há diâmetros diferentes teremos valores de B diferentes. Assim teremos B1, B2, B3 numa linha com trechos de diâmetros diferentes ou também de materiais diferentes. R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) Sendo: f=coeficiente de atrito da equação de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx = trecho da tubulação (m). Iremos usar sempre o comprimento da tubulação dividido por 3. Poderíamos também ter dividido por 4 ou 5 conforme nosso desejo. Δx=L/3 L= comprimento total da tubulação (m) D=diâmetro do tubo (m) A= área da seção transversal da tubulação (m2) Exemplo 17.7 Calcular o valor do coeficiente R numa adutora com 2300m que será dividido em 3 trechos. O valor de f=0,0342, D=0,25m, A=0,0491m2. Δx= 2300/3= 766,67m R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) R= ( 0,0342 x 766,67) / ( 2 x 9,81 x 0,25 x 0,04912)=2219 Dica: se houver trechos com diferentes diâmetros e comprimentos teremos valores diferentes de R e assim teremos R1, R2, R3,... Podemos reescrever as duas equações C+ e C- considerando os coeficientes B e R. C+ CHp= HA – B x( Qp – QA) – Rx QA x ABS(QA) Hp= HB + B x ( Qp – QB) + R x QB x ABS(QB)

Nota: abs é o número absoluto, isto é, com sinal positivo. Observar que é um produto que sempre terá o sinal de QA ou QB. Para uso em computador podemos usar: CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) Então teremos: HP (I)= CP – B x QP (I) HP (I)= CM + Bx QP (I) HP (I)= 0,5 x (CP + CM) QP (I)= (CP – HP (I))/ B 17-17

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Todas as secções internas podem ser calculadas deste modo. Somente para a parte interna (cuidado), pois nos contornos a jusante teremos a saída da válvula que estamos fechando e a montante temos o contorno devido ao reservatório.
Hpi, Qpi

C CP A Q (I -1), H (I -1) I

+

CCM B Q (I+1), H (I+1)

Figura 17.13- Esquema das equações C+ e CO esquema da Figura (17.13) onde mostram as equações C+ ou CP e C- ou CM mostram a visualização do problema que é bom para entender as situações de contorno. Condições de contorno Se referem as condições das extremidades da tubulação. No caso temos um reservatório a montante e uma válvula a jusante. Válvula na extremidade de jusante Conforme Figura (17.14) usaremos a equação C+ ou CP. Usamos a equação CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))). Precisamos das condições de contorno para as variáveis Hpn+1 e Qpn+1. No caso temos a equação da válvula que é um orifício que está sendo fechado. Qo= (Cd Av)o (2gHo)0,5

CP

Figura 17.14- Extremidade de jusante onde está a válvula A equação da válvula fornece a vazão Qo em regime permanente, Ho a perda de carga na válvula e (CdxAv)o a área da abertura. Não esquecer que temos o valor Qo e Ho que é a pressão na válvula. Para uma abertura genérica temos: Qp= Cd x Av (2gHp))0,5 A solução das equações será: Qpns= - g B (Cd Av)2+ {[gB(Cd.Av)2]2 + (Cd Av)2 2g Cp}0,5

17-18

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Condições de contorno no reservatório Paras a saída do reservatório usaremos somente a equação CM ou C- e conforme Figura (17.15) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))). Precisamos de condições externas com duas incógnitas Qp1 e Hp1. Supondo o nível do reservatório constante temos uma condição de contorno já estabelecida Hp1=Hg.

CM

Figura 17.15 Extremidade de montante onde está o reservatório O reservatório terá nível constante HG. No reservatório a cota de saída fica definida HG e usamos a equação CM ou C-. Qp= vazão em m3/s Hg= altura do reservatório em m B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) R= f x Δ x/ (2 x g x D x A2) D=diâmetro da adutora em m O valor de Hp é obtido desta maneira: Hp= CM + B x QP Como Hp=Hg Hg= CM + B x QP Tirando-se o valor de Qp Qp= ((Hg-CM) / B

17-19

.br Plínio Tomaz 17. .. a2. L2. L3.Método de Hardy Cross Capitulo 17. Celeridade equivalente Período equivalente Velocidade equivalente 17-20 .com.. a3.... Vamos dar alguns conceitos úteis de equivalência em tubulações que são usados na prática.16). Se a tubulação tem o mesmo diâmetro teremos: L/ a = L1/a1=L2/a2=L3/a3 a= L / Σ Li/ai Se os diâmetros são diferentes: L= L1 + L2 x S1/ S2 + L3 x S1/ S3 + .. Se tivermos uma tubulação em série L1..10 Equivalência de tubulação É importante salientar logo de começo que a equivalência de tubulações conforme Streeter.. Podemos ter as seguintes relações: Figura 17.16.. com celeridades a1.1978 só é válida se os materiais forem mais ou menos iguais e tiverem mais ou menos as mesmas espessuras conforme Figura (17.Tubos de materiais e diâmetros diferentes L= L1+L2+L3+.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.

10m Comprimento L2=1200m D2=0.68m/s Q=A x V= 0.8 Seja um recalque de casas de bombas com os seguintes dados: Vazão= 0.68m/s Tabela 17.02059m2 D= (4 x 0./ (L1 x D12+ L1 x D22+.7 Cálculos efetuados Tubos L(m) 1 10 2 1200 3 90 Total 1300 período equivalente a (m/s) 50 500 450 464m/s 5..5=0.770m/s V2=0.68m/s O tubo equivalente terá 1300m com diâmetro dado pela velocidae equivalente de V=0.) 0.014=0.6s A velocidade equivalente é de 0..br Plínio Tomaz Exemplo 17.666m/s Celeridade C1= a1=50m/s Celeridade C2= a2=500m/s Celeridade C3=a3=450m/s Velocidade equivalente= (L1 x D12 x v12 + L2 x D22 x v22+.6s Portanto a celeridade equivalente será 464m/s: a= (L1+ L2 + L3) / ( L1/a1 + L2/a2 + L3/a3)= =(10+1200+90)/(10/50+1200/500+90/450)= 464m/s O período equivalente será de 5.162m=D 17-21 ..Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.014m3/s Comprimento L1= 10m diâmetro D1= 0.com.163 V1= 1.68 x A A=0..674m/s V3=0.02059 /3.1416)0.5 = 0.6 segundos obtido: T= 2 ( L1+L2+L3)/ 464= 1300/464=5.162m L3=90m D3=0.

United States of America.rh. Abastecimento de água para consumo humano. Análise simplificada. 2005. South Africa. Análise pelo método das características. -POINT-A-MOUSSON – Pipes and pipeline equipement. DAVI. 161páginas. 8 páginas. -TULLIS.saneamento10.hpg. McGraw-Hill. France -SPIRA/SARCO. Joinville 07 a 11 de outubro de 1997. BENJAMIN E STREETER. Hydraulics of pipelines. VICTOR L.br Plínio Tomaz 17.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhamme r%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20Handbook). Análise de transientes devido a fechamento rápido de válvulas em dutos curtos. Fluid transients. Projetos de adutora de água para abastecimento público. Carlos Fernandes acessado em 20 de março de 2007 -PARMAKIAN. Generalized water hammer algorithm for piping systems with unsteady friction.ualg. J. Portugal .pdf. -ACUNA. Waterhammer analysis. -WYLIE. Control valve characteristics. 2007. E. John Wiley &Sons. 2006. Joinville 07 a 11 de outubro de 1989. ISBN 0-07072187-4. http://w3. Faro. Dover publication. 1963.pdf acessado em 20 de dezembro de 2007. 266páginas. 1989. -STEPHENSON. O golpe de aríete em tubulações de recalque. United States of America. São Paulo. -ABNT-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Mecânica dos Fluídos. ISBN 0-471-83285-5.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com. -CAMARGO LUIZ A. Golpe de aríete em condutos. -INTERNETET http://www. Module 6. 2a ed. Editora UFMG.pt/~rlanca/sebenta-hid-aplicada/ha-07-golpe_de_ariete. 1978.5. 233 páginas. Tubos e conexões Tigre. ISBN 0-444-41669-2. New YorK. -GOLPE DE ARIETE. -CAMARGO LUIZ A. Pipeline design for water enginners.Método de Hardy Cross Capitulo 17. McGraw-Hill. 384 páginas. PNB-591/77. 859páginas. NB-591/91. 1978. 115páginas. Acessado em 23 de dezembro de 2007. LUIZ FERNANDO GONÇALVES et al. http://www. 2001.com. University of Puerto Rico. PAUL. BENJAMIN E STREETER. 17-22 .Universidade de Algave. -PIRES. JOHN. E. 710 páginas.. VICTOR L.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT-ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.ig. -HELLER. Johannesburg. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público com 188 páginas. Tubos e conexões Tigre. 1982. -WYLIE. 1981 Elsevier Scientific Publishing Company. LÉO et al. JAIME SUAREZ.br/ -INTERNET Prof.

Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.br Plínio Tomaz Apêndice com Figuras de Acunha. 2005 17-23 .com.Método de Hardy Cross Capitulo 17.

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Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.Método de Hardy Cross Capitulo 17. 2005 17-25 .com.br Plínio Tomaz Apêndice com Figuras de Acunha.

br Plínio Tomaz 17-26 .Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.Método de Hardy Cross Capitulo 17.com.

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