Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008

pliniotomaz@uol.com.br

Curso de Hidráulica e Saneamento fevereiro de 2008

1-1

Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.br

Apresentação Este livro denominado Curso de Rede de Água resultou de curso ministrado no SAAE em 2008 com 64h. Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo a oportunidade de realizar esta tarefa. Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

1-2

Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.br

Capítulo 1-Método de Hardy-Cross para redes de água

Um dos maiores matemáticos de Portugal foi sem dúvida Bento de Jesus Caraça (19011948). O seu livro “Conceitos Fundamentais da Matemática” editado em Lisboa em 1958 foi meu livro de cabeceira a partir de 1960. Todo jovem deveria ler este livro.

1-3

Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.br

Alfabeto grego

α β γ δ ε ζ

Alfa Beta Gama Delta Epsilon Zeta

η θ ι κ λ μ

Eta Theta Iota Kappa Lambda Mu

ν ξ ο π ρ σ

Nu Xi Omicron Pi Rho Sigma

τ υ φ χ

Tau Upsílon Phi Chi

ψ Psi ω Omega

Maiúscula Α Β Γ Δ Ε Ζ Η Θ Ι Κ Λ Μ Ν Ξ Ο Π Ρ Σ Τ Υ Φ Χ Ψ Ω

Minúscula α β γ δ ε ζ η θ ι κ λ μ ν ξ ο π ρ σ τ υ φ χ ψ ω

Nome Alfa Beta Gama Delta Epsilon Dzeta Eta Teta Iota Capa Lambda Mu Nu Csi Ômicron Pi Rho Sigma Tau Upsílon Fi Qui Psi Ômega

Letra A B G D E Z H Q I K L M N X O P R S T U F C Y W

1-4

Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.br

Algumas unidades úteis 1 ft3=28,316 litros 1 ft= 0,3049m 1m= 3,28084 ft 1 psi= 1 lb/in2 1 psi=6894,24 Pa 1Pa= 0,000145 psi 1 Pa= 1 N/m2 1 in= 2,54cm 1cm= 0,393701in 1 gal= 3,784 litros 1 litro= 1000cm3 1 L/s= 15,83782 gpm 1m3=35,31467 ft3 1 gpm= 0,00223 ft3/s=0,06314 L/s 1 Mpa= 100 mca=10 kg/cm2 1psi= 0,00689424 MPa=0,6894 mca 1 psi= 0,070307 kg/cm2 1psi= 0,7032 mca 1 kg/cm2= 14,232 lb/in2= 14,223 psi 1 CV= 736 w 1 HP= 745 w

1-5

007 x 10-6 m2/s Equação da continuidade Baseada nas leis de Newton de conservação de massa. ν = 1. É representada usualmente pela letra grega ρ com pronuncia: ro. A1= PI x D12/4= 3. A água doce a 20ºC tem valor ρ =9.0314m2 1-6 . Densidade ou massa especifica ρ É a relação entre a massa de determinado volume do corpo considreado e a massa de igual volume de água considerado. Viscosidade cinemática ν A viscosidade cinemática da água a 20ºC tem a letra grega ν e se pronuncia: ni.com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Equação da continuidade Fonte: Lucarelli et al.81 x 1000 x 9810 N/m3 O valor correto seria γ = 9792.Método de Hardy Cross para redes de água 1.1416 x 0. Peso especificio γ O peso especifico é representada pela letra grega γ que se pronuncia: gama. mas na prática se uda ρ =1000kg/m3. γ=gxρ γ = 9.2 kg/m3.1.34 N/m3.1416x 0. energia e de movimento temos: Q= A x V Sendo: Q= vazão (m3/s) A= área molhada da seção (m2) V= velocidade media da água na seção (m/s) Figura 1. Calcular a velocidade da água no ponto 1 e 2.998. 1974 Em duas seções 1 e 2 do mesmo tubo se pode escrever: A1 x V1 = A2 x V2 Exemplo 1.30 2/4=0.1 Introdução Vamos recordar alguns conceitos importantes na distribuição de rede de água potável.01767m2 A2= PI x D2 2/4= 3.Curso de Rede de água Capitulo 1.br Capítulo 1.15 2/ 4= 0.15m e a seção de saída 2 tem diâmetro de 0.1 Dado um tubo em que a seção 1 tem diâmetro de 0.30 e por onde passa a vazão de 0.20m3/s.

Figura 1.br Q=Q1=Q2=0. 1974 Num determinado trecho de tubulalçaio baseado num nível de referencia vale o seguinte: Sendo: Z= energia de posição que é a cota (m) p/ γ = energia de pressão (m) V2/ 2g= energia cinética hL= perda de energia (m) distribuida e localizada.0314m2= 6.20m3/s/ 0.0269-Q4=0 Q4=0.20m3/s / 0.0246+0.034m3/s e Q2=0.034-0. considerando um sinal negativo para a saída. Z1+ p1/γ + V12/2g= Z2 + p2/ γ + V2 2/ 2g + hL Linha Piezométrica= Z + p/ γ Linha de energia=linha de carga total= Z + p/ γ + V2/ 2g 1-7 .20m3/s V1= Q1/ A1= 0. Qual a vazão no nó Q4? No nó a somatória das vazões que entram e que saem é igual a zero.0269m3/s.Teorema de Bernouilli Fonte: Lucarelli et al.4m/s Exemplo 1.0246m3.Curso de Rede de água Capitulo 1.2 Seja um nó onde entra Q1=0. Consoderamos o líquido imcompressivel.com.3 m/s V2= Q2/ A2= 0.2.0317m3/s Equação de Bernouilli A equação fundamental da hidráulica é a de Bernouilli que foi deduzida através das Leis de Newton.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.01767m2= 11. Σ Qi=0 Q1+Q2-Q3-Q4=0 0. Sai do nó Q3=0.

1990 Por curiosidade o programa em fortran Wadiso tem 140 folhas em papel A4 e usa unidades inglesas. Assim temos a programação linear. Era um método bastante prático de ser usado. 1984 e Waslki et al. USA em 1885 e morreu em 1959.br 1. 1. Vamos nos ater ao Método de Hardy-Cross.3 Método de Hardy Cross Existem vários métodos para resolver problemas de análise de redes malhadas e o método mais antigo é o atribuído a Hardy Cross que ainda é utilizado. Existe ainda o programa EPANET 2. mas esquecem que foram criado dois métodos de cálculos: método da correção das vazões nos Loops ΔQ método da correção ds pressões nos Nós. • Em 1978 Jepson desenvolveu o famoso Método da Teoria Linear. programação dinâmica com o uso ou não de algoritmo genético. que com algumas alterações possibilita calcular problemas complicados de redes de água com reservatórios.2 Análise de rede de água Os estudos de vazão. etc. Atualmente existe o programa como o da Haestad Method que é muito usado chamado WaterCAD (water distribution modeling and design) que foi feito por Thomas Walski. quando não se dispunham de computadores. • Em 1950 surgiram os grandes computadores (mainframe) e foram feitos alguns cálculos de rede malhada neles (cidade de Dalas no Texas). boosters.0 feito pela USEPA que é gratuito e que tem manual em português traduzido pelo LNEC de Portugal em março de 2002. et al. com fios elétricos. Nota: Hardy Cross nasceu em Virginia.Curso de Rede de água Capitulo 1. principalmente quando há bombas ou e boosters. Todos conhecem o método da correção das vazões que é o método dos Loops de Hardy Cross em 1936. pressão e transientes hidráulicos em redes de água é denominado de análise. 1966. resistências para simular uma rede de água. Um dos defeitos do método de Hardy Cross é a convergência vagarosa. O programa é muito bom com o inconveniente das unidades inglesas. ΔH O método mais conhecido é o método das correções das vazões ΔQ nos loops.com. pois assim poderia mudar as unidades para as do sistema internacional (SI). bombas. 1-8 . • Em 1970 Wood fez um programa na Universidade de Utah.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Usei no SAAE o programa Wadiso em várias áreas setorizadas e consegui achar grandes vazamentos conferindo-se as pressões ao longo das malhas. Stephenson. Em 1969 o mesmo método foi desenvolvido por Epp-Fowler. O método dos nós pode ser visto em Fair. • Em 1940 McElroy usou método analógico. As redes malhadas começaram a ser calculadas a partir de 1936 com os estudos de Hardy Cross. • Em 1965 Shamir-Howard desenvolveu o método de Newton-Raphson. Não consegui o compilador adequado para o programa. • Em 1985 Gessler e Walski desenvolveram o conhecido programa WADISO para o Corpo de Engenheiros dos Estados Unidos nos anos 1983 a 1987 usando o método de Hardy-Cross com método dos nós. Posteriormente usou-se a minimização dos custos (otimização) nos cálculos.

L r= --------------------C1. Q2 8. L=comprimento (m) C=Coeficiente de Hazen-Willians f = coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach.85 para fórmula de Hazen-Willians. o valor da resistência r é dado pela fórmula: hf= r .Curso de Rede de água Capitulo 1.) 1-9 .Sistema Internacional) L= comprimento (m). Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r . g= aceleração da gravidade= 9. hf= perda de carga (m) (Unidades S. L= comprimento (m).8 m/s2.π2 Sendo: r= resistência. Σ Q=0 c) Lei de Resistência A equação de Darcy-Weisbach ou a fórmula de Hazen-Willians possuem uma relação específica entre perda de carga e vazão para cada conduto.f..643 . hf= r Q n Sendo: r= uma função de diâmetro (D) e chamada na prática de resistência.85 onde 10. n=2 para fórmula de Darcy-Weisbach e n=1.br Podemos ter as unidades inglesas e do sistema internacional (SI). Numa rede de condutos devem ser satisfeitas basicamente três condições: a) Lei das Malhas A soma algébrica das quedas de pressão ao longo de cada circuito deve ser nula. Q1.85 . f= coeficiente de atrito (adimensional). D= diâmetro (m).com. D5 . D= diâmetro (m) r= resistência hf= perda de carga (m) Para a fórmula de Darcy-Weisbach.I. D 4. C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians.87 (unidades S.I.L r= --------------------g . Σ hf=0 b) Lei dos Nós A vazão que chega a um nó deve ser igual à vazão que sai.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

Q= Qo +ΔQ (1) onde Q é a vazão correta e ΔQ é a correção.com. todos os termos da série após o segundo podem ser desprezados. 1-10 .a ) + ------------------2! f(x)= f(a) + f’(a) . (x .f(a)/ f´(a) 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Para um tubo qualquer no qual se admite a vazão inicial Qo. A última equação é resolvida em ΔQ para cada malha da rede: Σ r Qo|Qo| n-1 = -.. ( x. para cada conduto teremos: hf= rQn= r( Q0 + ΔQ)n=r(Q0n + n Qo n-1 Δ Q + ...... Então.. (x ..4 Série de Taylor Uma fórmula importante e fantástica na matemática é a série de Taylor que tem a seguinte apresentação: f’’(a) .Curso de Rede de água Capitulo 1.. Basicamente é aplicação da fórmula de Taylor. f’’(a) .a)2 f(x)= f(a) + f’(a) . ( x... ΔQ Senfo f(x)=0 ΔQ= . ( x.------------------------------(2) ΔQ Σ r n |Qo|n-1 + .a ) + ------------------2! Sendo: f(x) a função f( a) o valor da função no ponto a f ‘(a) : derivada de f(x) com o valor de a f’’(a) : derivada segunda de f(x) com o valor de a Dica: o método de Hardy Cross é simplesmente a aplicação da série de Taylor usando somente a primeira derivada.a)2 f(x)= f(a) + f’(a) .) Se ΔQ é pequeno em relação a Q0. Para uma malha teremos: Σhf= Σ rQ|Q| n-1 = Σ r Qo|Qo| n-1 + ΔQ Σ r n |Qo|n-1=0 onde ΔQ foi posto fora do sinal de somatória porque é o mesmo para todos os condutos da malha e o sinal de módulo foi usado para levar em conta o sentido de percurso do circuito.a ) ΔQ=(x-a) f(x)= f(a) + f’(a) .br 1. Calcula-se uma correção na vazão em cada malha em seqüência até que se consiga um equilíbrio entre as malhas. + .5 Método da correção das vazões nos Loops ΔQ O método de Hardy Cross admite vazões em cada conduto de modo que a equação da continuidade (Q=VxA) seja satisfeita em todos os nós.

Continuar para todas as malhas.3.com.Curso de Rede de água Capitulo 1. 3. de acordo com a equação (1). Repetir os passos 2 e 3 quantas vezes for necessário até que as correções ΔQ’s se tornem arbitrariamente pequenas.Esquema da rede de água a ser calculada pelo método de Hardy Cross 1-11 .br Quando ΔQ é aplicado a cada tubo de uma malha. 4. A seqüência para um procedimento de cálculo aritmético pode ser relacionada nos seguintes itens: 1. Figura 1. Exemplo 1. o sentido do percurso é importante. soma-se ΔQ às vazões no sentido horário e subtrai-se das vazões no sentido anti-horário. O quociente indicado na equação (2) fornece a correção que é então somada algebricamente a cada uma das vazões da malha para corrigi-las. isto é. 2. calcular a perda de carga e forma a soma Σ hf=Σ r Qn Calcular também Σ r n | Q | n-1 para a malha. Em três nós existem a demanda de 20 L/s a 50L/s.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1979 conforme Figura (1.Admite-se que a melhor distribuição de vazões que satisfaça a continuidade pelo exame cuidadoso da rede.3). Os anéis possuem diâmetro de 200mm a 300mm com comprimento que variam de 1000m e 2000m. Para cada conduto de uma malha. Passar para outra malha e repetir o processo de correção do número 2. 1975 e Silvestre.3 Vamos dar um exemplo conforme Cetesb. Usar a fórmula de Hazen-Willians com C=100.

8 -2.4 -4.87) = 3631.4 3.Planilha de cálculo do método de Hardy-Cross pelo método dos loops numa malha simples.7m.235 0.5 hI (m) Col . 6 9. 5 +4.3.4 3.0 +3. D 4. 7 0.96 -2.85 x 0.96 -2.96 QI (L/s) Col.8 x 0.96 62.165 -0.9 -6.13 -63.Curso de Rede de água Capitulo 1. L r= --------------------C1. O valor -2.85 x 0.7 ho/Qo Col.3 3631.0.4m Tabela 1.85= 3631.04 17.1 Jo (m/km) 4. 1 A-B B-C D-C D-A D (mm) Col.87 RAB= (10.85= 9. 4 40 20 -30 -60 Jo (m/km) Col.2 2. 13 -0.85 .96 ΔQ1= .170 0. L r= --------------------C1.656)= -0.643 .8 -4 Coluna 6= perda de carga total já calculado no intem anterior.0401.1) temos 14 colunas.7m.8 5383.221 0.96 L/s será a correção a ser feita em cada trecho.Cálculo da perda de carga em cada tramo usando Hazen-Willians Trecho A-B B-C D-C D-A D (mm) 250 200 250 300 L (m) 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) 40 20 -30 -60 r 3631.675.194 0.675)= -2.96.675)= -2.190 0.643 .87 -33.85 x 0.7/ (1.3 Ho 9. 1-12 .3. Coluna 8= Calcula-se o valor ΔQo=.87 16. Trecho Col. sendo sentido horario positivo e antihorario negativo (L/s) Coluna 5= Cálculo da perda de carga em m/Km de cada trecho. 8 -2. Observar que no final da coluna 6 temos a somatória com sinal dos valores ho que é de +3.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.8 -2.9 5.5 -4.8 -5.8 Ho= RAB x Q 1.7/ (1.87 Para o tubo A-B teremos: 10.656 ΔQ1 (L/s) Col.067 0. 9 37.165 -0. Para os outros tramos procede-se assim: Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r .165 -0.0 ho (m) Col.675 ΔQo (L/s) Col. 10 4.2.183 0. Coluna 1= trechos da rede Coluna 2= diâmetro das tubulações (mm) Coluna 3= comprimento das tubulações (m) Coluna 4=Qo= inicialização das vazões nos tramos.85 .071 0.165 Q2 (L/s) Col.1.7 +3.643 x 2000)/ (100 1.2 -4.2/ (1.165 Na Tabela (1.5 4.5 +0.13 ΔQo= .7 3.85 onde 10.2 h1/Q1 Col. 12 0..br Tabela 1.8 747. Q1.1 2.11 8.96 JI (m/km) Col.com.9 -3. Assim no trecho AB teremos perda de carga total de 4. Coluna 7= dividimos a perda de carga total no trecho pela vazão em L/s e somamos todos os valores dando a soma igual a 0. D 4.96 -2. 2 250 200 250 300 L (m) Col. 14 36.85 x 0.8 -4.25 4. 3 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) Col.04 -32.

A somatória dos h1/Q serão iguais a 0. Assim para a primeira linha teremos: 40 L/s -2. 1982 mostra como achar a solução de uma equação diferencial usando o método de Newton-Raphson. isto é.85 x 0. H = Ao + A1x Q+A2 xQ2+A3x Q3 A derivada de H em função de Q será uma perda de carga com sinal negativio ΔQ= Diferença de altura dos reservatórios na malha – (Ao + A1x Q+A2 Q2+A3x Q3)/ (0+2QA2+2x A3x Q2) Para maiores detalhes deverá ser consultado o livro do Streeter. Coluna 10= calcula-se para as novas vazões.165 Coluna 14= soma-se a correção -0.2) acrescenta-se a bomba ficando assim 1-13 .87 L/s e assim por diante. 1. 1982 para um trecho 8 da Figura (1.2/ (1. Streeter.04= 36. as novas perdas de cargas. Coluna 11= perda de carga no trecho (m) Coluna 12=repete-se o que já foi feito na coluna 7.165 com 37. O método é assim: F´(xo)= F(xo) / (xo – x1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) F´(xo)= derivada da função no ponto xo.Curso de Rede de água Capitulo 1.br Coluna 9= é a soma da coluna 4 com a coluna das correções. Vamos explicar com mais detalhes a grande vantagem de usar Newton-Raphson para o uso de bombas. a coluna 8.6 Newton-Raphson Streeter. 1982 usa a equação da bomba H no terceiro grau.656)= 0.96= 37. só que com novos valores.2. Seja um função y = F(x) com x=xo um valor aproximado da raiz. Streeter. H = Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83 Usando o conceito de Newton-Raphson teremos que fazer: ΔQ= -Função/ derivada da função = – Qn/ n x Q (n-1) A derivada da função da bomba H será: dH/ dQ= A1+2A2 xQ8+3A3x Q82 Na correção da vazão conforme Figura (1. Primeiramente conforme Streeter. 1082 muito habilmente para o caso de um pseudo loop faz: hf= r x Q n Um valor ΔQ será: F(xo)= Qn F´(xo) =n x Q (n-1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) ΔQ= – Qn/ n x Q (n-1) Para o caso de uma bomba. 1982.com.656 Coluna 13= obtem-se a correção nas vazões ΔQ1= -0.04 L/s e assim por diante.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. A raiz x=B e teremos F(x)=0. Somam-se os valores das perdas de cargas com sinal e resulta +0.2) onde está inserida uma bomba com a equação do terceiro grau.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Esquema de bombas e falsos loops. Fonte: Streeter. 1982 usa o chamado pseudo-anel.{135 – 117 – (Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83)+ r5 Q5 ABS(Q5) n-1}/ {n .4. como por exemplo o ΔQ3 da Figura (1.com.br ΔQ4= .4) que será. 1982. Pseudo loop Streeter. ΔQ3= .{150-135 – r4 Q4 abs(Q4) abs(Q1) n-1} n-1 – r1 Q1 x abs (Q1) n-1 } / {nr4 abs(Q4) n-1 + nr1 1-14 .Curso de Rede de água Capitulo 1.r5 abs(Q5) n-1 – [A1+2A2 xQ8+3A3x Q82]} Sendo: 135= cota do reservatório 117= cota do reservatório no sentido horário Figura 1.

Exemplo 1.Esquema das redes malhadas.Curso de Rede de água Capitulo 1. Em cada nó. 1-15 . Figura 1. nΣ Q = -.7 Método de correção nas pressões O método da correção das pressões ΔH não é muito conhecido e o conceito é semelhante ao método das correções das vazões.5) calcular as redes malhadas pelo método das correções das pressões. Dada então as pressões calculamos as vazões em cada trecho de tubulação e depois fazemos uma correção ΔH.------------------------------ΔH Σ (Q/H) As vazões e as perdas de cargas são consideradas positivas quando entram no nó e quando saem são negativas. O cálculo é feito por iterações até que a diferença de pressão entre o inicio e o fim de um tubo será zero com certo erro admitido de precisão.5. No método das correções das vazões precisamos de uma inicialização com as vazões em cada trecho e no método de correção das pressões também precisamos de uma inicialização com as pressões em cada nó a não ser que tenhamos um ponto com cata prefixada como um reservatório.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. As entradas são positivas e as saídas negativas.4 Dada a Figura (1.com.br 1.

92 -6.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.019 0.94 4.015 -30.11 -0.85 J = ----------------------C1.006 -0.08 -39.Arbitra-se os valores da perda de carga em cada tubulação e obtem-se os valores das vazões e da nova perda de carga e depois se recalcula tudo novamente até chegar a uma precisão desejada.027273 0.027778 Primeiro Qo (m3/s) 0.08 -45.00 -30.055556 0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross 1-16 .com.29 0.027273 0. Dado Ho e o comprimento obtemos so= Ho/comprimento (m/m) 10.11 -0.24 -30. Q= vazão em m3/s.94 6.16 0.92 -6.br Usaremos o método de Fair et al. Tabela 1.4.643) (1/1. C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians.00 0.254 0.060000 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.85) Observar que num determinado trecho a pressão no nó 1 menos a pressão no nó 2 é : hf=(H1-H2) São feitas varias iterações.94 30 Correção H1 (m) -1.85 .06 Tabela 1.028 -0.87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m).92 so (por 1000) 0.050000 0. J / 10.006 -0.050000 0.94 0.06 4.94 -10.14 -10.254 120 120 100 C Ho (m) 9 -15 15 0 0 0 D CD DE DF 180 660 540 0. D4.85 .305 0.00 -30.005 0.32 -0.92 0. os valores de C de Hazen-Willians e o diâmetro da tubulação.06 -5.94 -10.305 0.29 0.305 0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross Entrada No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.254 0. Obtemos: Qo= (C1. São dados os comprimentos.87 .066667 0.007 0.34 -0.00 10. Q 1.023 Qo/Ho ho (m) -10.92 30 5.061111 0.92 -4.3.08 5.254 120 100 100 12 -18 -33 0 0 0 E BE DE EF 300 660 270 0.305 0. D4.17 0.011 0.254 120 100 100 15 18 -15 0.017 -6.036 -0.00 0.019 0. 1966 usando as unidades SI. D= diâmetro em metros.643 .11 0.06 -6.

83 1.1 4.006 0.97 2.21 -0.Curso de Rede de água Capitulo 1.305 0.05 -0.007693 0.042 -0.9 0.80 -1.17 2.97 -2.042 -0.011 -0.17 4.86 -1.17 Correção H1 (m) -3.013530 0.011 -0.05 -1.93 -1.013163 0.305 0.254 0.05 -1.013 0.05 -0.83 300 660 270 0.013534 0.17 0.254 -4.028206 0.1 5.166668 4.027 0.305 0.254 120 120 100 C Ho (m) -2.071 -0.007697 0.166668 4.03 1.29 -0.254 0.93 -4.83 1.29 -0.073931 1.1 4.86 -1.073931 1.83 -4.14 0.1 -39.072 -0.9 4.86 -1.91 2.254 0.83 Tabela 1.007516 Qo (m3/s) 0.18 -0.1 -45.21 -0.013 0.14 0.005 0.74 -38.20 D CD DE DF 120 100 100 0.com.1 -39.050 Qo/Ho ho (m) -1.035 0.5.09 4.013530 0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross terceiro No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.305 0.86 180 660 540 0.040 1.305 0.83 0.011 -0.17 6.05 -0.13 D CD DE DF 120 100 100 0.305 0.83 1-17 .007697 0.9 0.93 -1.035 0.05 0.14 0.74 -38.028206 0.91 2.83 1.012941 0.040 1.74 -40.027 0.17 4.305 0.013534 0.254 5.254 0.006 0.0 0.09 4.04 -2.0 0.91 -2.83 0.0 4.05 0.17 0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.011 -0.17 1.93 -1.1 5.14 -0.305 0.17 4.254 5.83 300 660 270 0.17 6.83 1.83 -4.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.05 -0.1 -5.1 -5.18 -0.86 -4.1 so (por 1000) 0.1 so (por 1000) 0.93 180 660 540 0.007693 0.br Segundo No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.049 Qo/Ho ho (m) -1.035 0.03 1.035 0.254 -4.14 -0.14 0.17 4.254 120 120 100 C Ho (m) -1.1 -45.74 -40.17 Correção H1 (m) -3.04 2.005 0.007516 Qo (m3/s) 0.

8 Metodo de correção nos nós usado por Thomas Walski.1 4.21 -0.05 0.006 0.040 2.Esquema de Thomas Walski Walski justifica o uso da fórmula de Hazen-Willians que apesar de não ser teoricamente correta como a de Darcy-Weisbach mas tem a facilidade da escolha dos coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians muito mais fácil de se estimar do que a rugosidade em mm dos tubos conforme Darcy-Weisbach.305 0.83 1.011 -0.29 -0. A perda de carga hi por Hazen-Willians é dada por: hi= ci .com.035 0.254 0.028206 0.05 -0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross quarto No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.17 6.91 2.048 Qo/Ho ho (m) -2.74 -40.85 (Equação 1.254 0.166668 4.17 0.254 -4.74 -38.6.1 -5.254 120 120 100 C Ho (m) -2.17 Correção H1 (m) -4.09 E BE DE EF 120 100 100 0.0 0. O método provém de Hardy Cross feito em 1936 com algumas alterações feitas por Thomas Walski que ainda hoje é usado em inúmeros softwares no mundo.05 -0.013628 0.005 0.1 -39.83 1.14 0. 1990 Thomas Walski usou a fórmula de Hazen-Willians no programa Wadiso escrito em Fortran.007693 0.1) Sendo: 1-18 .073931 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.17 4.0 4.1 5.09 4.03 1.007697 0.035 0.013534 0.83 0.305 0.17 2.013 0.08 -4.03 -1.305 0.12 -2.1 so (por 1000) 0. Figura 1.011 -0.08 -2.1 -45.305 0.007516 Qo (m3/s) 0.83 -4.14 -0.05 -2.18 -0.83 300 660 270 0.254 5.Curso de Rede de água Capitulo 1.17 4.19 1.08 180 660 540 0.027 0.83 1.98 D CD DE DF 120 100 100 0.070 -0. Qi 1.14 -2.013530 0.6.042 -0.br Tabela 1.9 0.14 0.08 -2.

8) +0. Para a Figura (1.Curso de Rede de água Capitulo 1.3 L/s) onde calcularemos os valores de H e depois com o novo valor de Q obtido continuaremos os cálculos.46 Qio + 0.54 (Hi-Hk)/ (ci Qio 0.85) =0 .4) eliminando-se o valor de q será: Qi= 0.5) Sendo: Hi> Hk e Qio>0. H2.com. positivas.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.6) + 0.7) Isto permite que simplifiquemos a Equação (1. Na primeira iteração fazemos o valor de Q em todos os tramos ser igual a 1cfs (28.( 1/(c2Q20 0.3) Sendo: Hi e Hk= pressões no inicio da tubulação i e no fim.85) + Qd2=0 Onde Qd2 é a quantidade de água que sai do nó número 2.85 +1/c5Q5o0.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0.85 + 1.643.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0.85) H5 = -Qd2 Note que a equação está linearizada.85 q (Equação 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.6) considerando o nó 2 para servir de exemplo.2) Sendo: Li= comprimento da tubulação i em metros Di=diâmetro da tubulação i em metros Ci= coeficiente de Hazen-Willians (adimensional) A Equação (1. Li / [Ci1.85)+ (Equação 1.1) pode ser linearizada com a devida correção: Hi – Hk = ci Qio 1.85) Equação 1.br hi= perda de carga em metros Qi = vazão em m3/s ci= características da tubulação i ci= 10. Não há necessidade de estimar os valores de H.85 +1/c2Q2o0.( 1/(c1Q10 0.6) ficando: -0.85) H3 .46Q2o+0.85)+ (Equação 1. pois temos uma matriz de coeficientes H1.46Q10+0.54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0. com Hi > Hk Qio= vazão estimada na tubulação i (m3/s) Podemos definir ainda: Qi = Qio + q (Equação 1.87] (Equação 1.85 x Di 4.3) e(16.54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0.85) + + 0.46 Q2o + 0.46Q50+0. 1-19 .85) H1 + (1/c1Q1o0. Teremos matrizes simétricas.4) A combinação das Equações (16. podemos ter: -0. H3 e H5 e Qd2 para resolver. Se a estimativa das vazões estimadas são próximas do valor correto das vazões então teremos: -0.85) H2 .85 ci Qio 0.( 1/(c5Q50 0.46Qd2=0 (Equação 1.46 Qio -0.85) + 0.46 Q50 +0.

Diversas fórmulas práticas adotadas em redes de distribuição Origem da fórmula Fórmula adotada Brasil.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1. D Itália V=0.5 m/s. D Estados Unidos V=1. Italia 1.com. Universita degli Studi di Parma. 1-20 . D V=0.Esquema da matriz de Thomas Walski Fonte: Paulo Mignosa. D Brasil.Azevedo Neto De modo geral as velocidades aceitáveis vão até 3.68 + 1.8 Regras práticas: velocidades limites e perdas de carga na tubulação Existem vários critérios para velocidades limites conforme Tabela (1.br Figura 1. aumenta as perdas de carga exponencialmente e podemos ter problemas de golpes de aríete.7.Plínio Tomaz V=0. Acima disto acontece muitos problemas devido que com aumento da velocidade.61 .80 + 1.50 .50 .00 + 1.68 .60 + 1.7): Tabela 1.7.

0053 0.33 0.80 0.196350 1.004418 0.40 0.10 0.com.40 0.0346 0.85 0.017672 1.8. A norma não prevê o método de calculo das tubulações. mas sugere que de preferência seja usado a fórmula de Darcy-Weisbach (formula universal) considerando o envelhecimento dos tubos.0577 0.90 0.031416 1.539384 2. A tolerância da vazão: 0. O hidrante pode ser de coluna ou subterrâneo e o diâmetro do mesmo deverá ser de 100mm para áreas de risco e 75mm para áreas de menor risco.9 ABNT NBR 12218/94 A ABNT NBR 12218/1994 de Projetos de Redes de Distribuição de Água Potável para Abastecimento Público.70 0.90 4.08 0.10 0.636174 2.55 0.15 0.4642 1.8064 1.007854 0.9405 1.0040 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.282744 1.3283 1.25 0.384846 1.00 0.5.95 0.03 0.3678 1.4807 0.7120 0.30 1.br Tabela 1.50 0.8 + 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1-21 .10 0.00 1. D Diametr Area Velocidade Vazão o (m) (m2) (m/s) (m3/s) 0. Em comunidades com vazão total inferior a 50 L/s não são necessários instalar hidrantes sendo necessário somente uma tomada de água para caminhões tanque no reservatório.88 0.20 1.25 0.05m.40 1. Os hidrantes deverão ter 10L/s para áreas residenciais e 20L/s para áreas comerciais.1mm e para redes existentes maior que K=0. Deve ser considerado nos cálculos o funcionamento dos hidrantes apenas um de cada vez.001964 0.60 2.05 0. públicas e industriais.950334 2.60 0.70 0.785400 2.049088 1.125664 1.0075 0.Vazão e velocidade em função do diâmetro para prédimensionamento V=0. O valor da rugosidade equivalente K para redes novas deverá ser maior que K=0.18 0. Os hidrantes devem ser instalados em tubulações com o diâmetro mínimo de 150mm.3mm.1759 0.35 0.91 0.20 0.130976 2.1275 0.070686 1.096212 1.3043 0. Os hidrantes devem ser separados pela distância máxima de 600m contada ao longo dos eixos das ruas.45 2.502656 2.0884 0.30 0.0181 0.1 L/s e a tolerância nas perdas de carga é de 0.0017 0.15 1.

c. O melhor processo é o da exaustão.a.c. Deverá ser previsto manual de operação e manutenção. os engenheiros tem grande grau de liberdade para dimensionar as suas redes de água. até o presente. As zonas de pressão deverão ter pressão estática máxima de 50mca e mínima de 10mca. O consumo de água de consumidores especiais deverão estar incluso nas vazões dos nós. pois até o momento não há um método simples. isto é. mas aconselhamos que as mesmas sejam instaladas nos condutos principais.br A velocidade mínima nas canalizações é de 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Pode haver booster na rede de distruibuição. Quando queremos levar em conta a confiabilidade de uma rede de água o problema fica mais difícil ainda. isto é.10 Dimensionamento prévio Para ser feito um dimensionamento prévio. devendo ser interligadas as pontas com os diâmetros mínimos para que a água circule. Alguns critérios seguem a pressão mínima. De modo geral a melhor rede de água será aquela que atende o mínimo custo. fazer varias tentativas viáveis tecnicamente e ver em qual delas tem o mínimo custo. Será estabelecido um setor de medição da água a cada 25km de tubulação. tudo isto valendo para as demandas iniciais e finais. A válvula de descarga para tubos inferior a 100mm deverá ser de 50mm e para tubos superiores a 100mm a descarga deverá ser de 100mm.a. Um deste problemas é a confiabilidade. e a pressão máxima de 50 m. Não há outro processo de dimensionar previamente os diâmetros das tubulações a não ser este. Não deve ser esquecido de se verificar nos cálculos as vazões para os hidrantes.. Serão aceitos pressões maiores que 50mca e menores que 10mca desde que justificadas. A norma estabelece dois tipos principais de condutos:principais e secundários.11 Reservatórios Para o dimensionamento de reservatórios de sistema de abastecimento de água apesar de existir diversas formulações. O interessante é que pesquisas feitas na Alemanha para redes de distribuição de água potável. a comumente adotada pelos projetistas é a seguinte: Volume mínimo do reservatório= 1/3 do volume do dia de maior consumo Existem algumas considerações a serem feitas sobre o volume a estabelecer para o reservatório. será uma rede espinha de peixe ou uma rede sem loop. 10 m. O diâmetro mínimo é de 50mm. A norma não fala de ventosas.5m/s. 1. que são bastante grandes em determinadas situações. Portanto. 1. há sempre a possibilidade de não haver 1-22 . A melhor solução é alcançada através de inúmeras tentativas de maneira que é suposta a rede espinha de peixe. Assim se a água que chega a um reservatório provem de três bombeamentos.6m/s e a máxima de 3. apontaram como a rede mais econômica a rede em espinha de peixe. isto é.com. a rede tem que ser suposta que não é malhada. mas não pode haver sucaçao direta da rede para consumo de água.Curso de Rede de água Capitulo 1.

igual a da cidade de Guarulhos no ano 2005.406 810 1.266 21.708 35 aC Aqua Virgo 23.Aquedutos romanos Total Subterrâneo Apoiado no Aqueduto Ano de Aqueduto terreno em arco construção (m) (m) (m) (m) Aqua Apia 26.600 x 200 x 1.265 909 6 343 aC Anio Vetus 64.5 Dimensionar o volume de um reservatório para 67.Curso de Rede de água Capitulo 1.371m em túneis.900m3= 5.345 914 14.140 12. Aquedutos O primeiro livro sobre abastecimento de água de uma cidade escrito no mundo é de autoria por um engenheiro militar romano Sextus Julius Frontinus (36dc. Seria o que o psicanalista Carl Gustave Jung chamaria de “anima” do homem o que é muito comum.258 32.200 0 0 33 aC Aqua Claudia 69.169 331 0 272 aC Aqua Márcia 92. A barragem de concreto arco gravidade da represa do Cabuçu é considerada no Brasil a primeira obra grande de concreto feita entre 1905 e 1907. Cheguei a ver reservatórios executados para três dias de consumo médio devido a adutora passar em região pantanosa e de difícil acesso de manutenção.050 20 aC Aqua Alsietena 33.500 64.000 hab. Uma outra curiosidade é que Frontinus foi governador da Britania (atual Inglaterra) onde comandou quatro legiões romanas.371 792 10.781 0 537 2 aC Aqua Augusta 1.566m sendo 81. O aqueduto do Cabuçu em Guarulhos foi executado entre 1905 e 1907 e tinha 16.736 47 dC 1-23 . Uma outra curiosidade é que os aquedutos foram construídos e idealizados por homens e possuíam nome de mulher.25/1000 = 16. Frontinus descreve os 10 grandes aquedutos que chegavam à Roma sendo o maior o aqueduto Márcia que demorou 2 anos para ser construído sendo inaugurado em 146 aC tendo 92.br energia elétrica por umas 3h e de romper uma tubulação que pode levar o conserto de 8h a 12h principalmente se for no período no noturno.361 26.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.9).609 54.633m3 1.200.600hab com quota per capita de 200 litros/habitantexdia e coeficiente do dia de maior consumo K1=1.com.566 81.900m3 Volume = 1/3 de 16. Quase todo ele é apoiado no terreno e somente um pequeno trecho junto a chácara do Biondi no Jardim Palmira é que foi feito em túnel.640 792 9. O livro descreve todo o abastecimento de Roma de 94 dC quando a população era de 1. Tabela 1.050 73-950 3450+914 9. Existem trechos em sifão que os romanos não faziam.12.20m e foi feito em concreto armado. a 104 dC) no ano 97 dC que tomou conta do abastecimento de água de Roma durante os anos de 97dC a 104 dC.200 1. Conforme o caso deve aumentar o volume para cobrir tais incertezas. Exercício 1.350 47 dC Anio Novus 88.403 146 aC Tepula 127 aC Julia 23.25 Consumo diário no dia de > consumo= 67.9.600m de comprimento com diâmetro de 1. 792m construídos sobre o terreno e 792m construído sobre arcos conforme Tabela (1.

deve ser consultado a população local. A escolha do tamanho do reservatório deverá ser estudado com todo bom senso.5 dias (Macyntire). Na verdade procuramos dentro das incertezas do futuro as condições de demanda em que o sistema de instalação de água fria será submetido. compensação para atender a demanda. Pelas normas técnicas NBR 12218/1994 “a pressão na rede pública deve ser de 10 metros de coluna de água (mca) até 50 mca”. que estão a disposição. o consumo diário será de 160 litros/dia/hab x 5 hab = 800 litros/dia. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) através da norma de “Instalação predial de água fria” NBR 5626/1998 diz que o “reservatório para uso doméstico deve ter no mínimo o necessário para 24 horas de consumo normal do edificio. devido a não possuirmos as curvas de suprimento e as curvas de consumo em função do tempo. sendo escolhido rotineiramente um ou dois dias. Uma das funções do reservatório que é a falta d’água. No Brasil o sistema de distribuição interna de água fria é indireto. O suprimento significa as condições de vazão. Caso o local onde o usuário resida tenha problemas de rodízios 1-24 . desde que haja justificativa técnica e econômica. não havendo necessidade de reservatórios domiciliares. Os métodos determinísticos e probabilísticos são aplicados somente em casos especiais. Pesquisa feita na SABESP em 1995.067 8. o reservatório deverá ser suficiente para no mínimo um dia de consumo. pressão e continuidade ou não dos serviços de abastecimento de água. mostrou que 80% das residências em São Paulo possuem caixas d’água.com. tais como reserva contra falta de água dos serviços públicos. Portanto. Observamos que atualmente as normas não são recomendações e sim obrigatoriedade.Curso de Rede de água Capitulo 1. Assim uma residência com 5 habitantes. água para ar condicionado e água para sistema de combate a incêndio com rede de hidrantes ou sprinklers. a água entra pelo cavalete e vai até a caixa d’água e de lá se faz a distribuição para toda a casa. ou seja de 1000 litros. Como não existe caixa d’água de 800 litros. Uma residência de valor médio consome por habitante cerca de 160 litros/dia. mais conhecido como caixa d’água. Alguns projetistas adotam 2 dias de consumo ou 2.093 109 dC 109 dC 226 dC 1. Nos Estados Unidos e Europa o abastecimento de água potável é continuo e direto. O volume de um reservatório deverá atender quatro diferentes funções.13 Reservatórios domiciliares No mundo são poucos os países que usam o reservatório domiciliar.950 Aqua Trajana (Frontinus) Aqua Alexandriana 368. A norma permite que a pressão mínima seja um pouco menor e máxima um pouco maior.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br 421. Há dois conceitos importantes no dimensionamento do reservatório: o suprimento e a demanda (consumo). Uma regra prática bastante usada para o dimensionamento de reservatórios é prever 60% do consumo diário para o reservatório inferior e 40% para o superior. O consumo ou demanda é feito por métodos determinísticos ou probabilísticos. adota-se uma superior. sem considerar o volume de combate a incêndio”. isto é.

que só pode ser resolvida por iteração. pois.14 – 2 log 10(K/D) A fórmula que fornece o valor de f é de Colebrook-White. Atualmente nos depósitos de materiais encontramos de reservatórios domiciliares de diferentes materiais e volumes que vão de 250 litros a 15.14 – 2 log 10(K/D + 9. Re < 2100 Então achamos o valor de f através da equação: f = 64/ Re Entre número de Reynolds de 2100 a 4000 temos um regime de transição.Curso de Rede de água Capitulo 1. como medida de economia de água. 1/f0.7) + 2. foi feito cálculo especial conforme recomendação do grande engenheiro-arquiteto brasileiro Vilanova Artigas.52 / Re x f0. f= coeficiente de atrito(adimensional) Escoamento laminar O escoamento é laminar quando o número de Reynolds for menor que 2100 conforme Jeppson.14 Fórmula Universal ou de Darcy Weisbach A fórmula é a seguinte: L V2 hf= f . Os reservatórios devem ser limpos e desinfetados com produto clorado no mínimo uma vez por ano. 1. 1-25 (4) . adota-se dois dias ou mais para previsão de consumo. “Para que lavar a rede de esgoto sanitário”. V= velocidade em metro/segundo. D= diâmetros em metros..br ou freqüentes interrupções devido a arrebentamentos na rede. A fórmula de Colebrook-White pode ser apresentar de duas maneiras: 1/f0.com. 1973. Em Guarulhos o único bairro que não precisa de reservatórios nos prédios é o Parque Cecap. Existem bairros que não precisam de caixas d’água nos prédios. Vários autores tentaram fazer uma fórmula explícita do coeficiente de atrito f. 3. ----D 2. Finalmente devemos lembrar que os reservatórios domiciliares são um ponto de contaminação e é porisso que os americanos não se utilizam deles.5) Quando o tubo é hidraulicamente rugoso e o movimento é turbulento fazemos Re muito grande e simplificando temos que é independente do número de Reynolds.8 m/s2.5]= 1. Assim para dois dias sem água da rede pública.g Sendo: hf= perda de carga localizada (m) L= comprimento em metros.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. dizia Artigas. ----. teremos que instalar reservatório com 2000 litros ou duas caixas d’água de 1000 litros.35/Re f0.5= 1.000 litros. “nós somos um país pobre e temos que economizar água”.5= 2 log10 K/(D. O mesmo recomendou a instalação de caixa acoplada a bacia sanitária. Na prática usamos a fórmula de Colebrook-White para numero de Reynolds maior que 4000 como também para número de Reynolds acima de 2100. g= aceleração da gravidade 9.

etc.com.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional).Valores de K citados por Victor Streeter Material Valor de K (mm) Ferro fundido revestido com cimento 0.125 Ídem sem revestimento 0. registros.K.10. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano. Jain.7 . latão etc.25 Tubos de PVC 0. presença de defeitos nas juntas.325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3. O erro de precisão da fórmula é de 1% (um por cento) A fórmula vale nos seguintes limites: 0. D + 5.000001 ≤ K/D ≤ 0. publicada em 1976 no Journal Hydraulics Division da ASCE. no trabalho intitulado Explicit Equations for pipe-flows problems. O importante da fórmula de Swammee e Jain é que é direta sem necessidade de iteração.10 Tubos de Concreto 0. Swammee and A. D= diâmetro em metros. Em redes de distribuição temos elevado número de perdas singulares de difícil avaliação. Estas perdas estão nas conexões.74/ Re0. válvulas.001 m e quando houver formação de possíveis depósitos a adotar K=0.10) valores de K comuns: Tabela 1.000 A rugosidade uniforme equivalente tem a letra K .K.002 m. 0. Victor Streeter cita na Tabela (1. pp 657-664 maio.02 1-26 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br No caso a que achamos melhor é a fórmula de P.Curso de Rede de água Capitulo 1. falta de alinhamento preciso. A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1. K= rugosidade uniforme equivalente em metros.000 ≤ R ≤ 100.000.02 5. A rugosidade relativa é K / D. sendo em geral não consideradas.30 Tubos de aço c/ revestimento 0.125 Tubos de cobre. Por isso na França a Dupont recomenda para tubos de ferro fundido em redes de distribuição de água a usar K=0.

com.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Fonte: Heller.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.11.br Tabela 1. 2006 1-27 .Curso de Rede de água Capitulo 1. et al.

Tullis.0001 0.0003 0.00006 0. Lencastre. c/esmalte. equiv.000122 0.0001 0. K/D= 0.0001 0. Simon.br/servicos/hidrotec/tabrug. não revestido novo fund.00015 0.00025 0.12. com ferrugem leve fund.0001 0.007 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0. por exemplo. c/cim. 1-28 .0015 0. Fonte: site http://paginas. Jardim.0005 0. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D.00006 0.com. epoxi Alumínio Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Ferro Ferro Ferro Ferro Ferro fundido asfaltado galvanizado fund.000004 muito rugoso rugoso liso muito liso alisado.htm Diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (1.35 comercial galvanizado com ferrugem leve com grandes incrustações com cimento centrifugado revestido com asfalto rev.Curso de Rede de água Capitulo 1.002 0. cobre Plásticos Rocha (galeria) não revestida Nota: valores extraídos de Assy. vinil.000007 0.br Tabela 1. centrifugado Fibrocimento Manilha cerâmica Latão. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o número de Reynolds.00016 0.com.terra.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Material do tubo ---------------Aço Aço Aço Aço Aço Aço Aço Rug.00012 0.00006 0.0003 0. Quintela. centrifugado liso formas metálicas 0.0006 0.6) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da fórmula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o número de Reynolds.00006 0.0005 0. (m) --------------0.024.

Curso de Rede de água Capitulo 1.6 Diagrama de Moody A Tabela (1.13) mostra os valores de K usado na fórmula de Darcy-Weisbach e relembramos que deverá ser consultada sempre a tabela do fabricante e ver os valores para tubos novos e para tubos daqui a 20anos.13.Valores do coeficiente K da fórmula de DarcyWeisbach 1-29 .com. Tabela 1.br Figura 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

54 Sendo: V= velocidade (m/s). será: hf= J . L Sndo : hf= perda de carga no trecho em metros de coluna de água. C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians.com.br 1.63 .0.Coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians Material Coeficiente de rugosidade C 130 Ferro fundido novo 130 Ferro fundido revestido com cimento Aço novo Aço em uso PVC Ferro Fundido em uso 120 90 150 90 A fórmula da perda de carga no trecho do tubo de comprimento L.355 . J= perda de carga unitária ( m/m). Q 1. 10. C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians (adimensional) D= diâmetro (m).14) estão alguns valores do coeficiente de rugosidade de Hazen Willians : Tabela 1.275 .Curso de Rede de água Capitulo 1. D0. J0.85 . D2. J= perda unitária obtida da fórmula (4). Q= vazão em m3/s.54 (6) Sendo: Q= vazão (m3/s). A fórmula da vazão de Hazen-Willians é a seguinte: Q= 0. D4.14.15 Fórmula empírica de Hazen-Willians É ainda muito usada nos Estados Unidos e no Brasil em redes de distribuição a fórmula de Hazen-Willians usada para tubos com diâmetros igual ou maiores que 50mm.87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m). D= diâmetro em metros.643 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians. Na Tabela (1. A velocidade na fórmula de Hazen-Willians é a seguinte: (5) V=0. C . Para tubos menores que 50mm pode-se usar várias outras fórmulas como a de Flamant.63 . C .85 J = ----------------------(4) C1. J. L= comprimento da tubulação (m). A grande vantagem da fórmula de Hazen-Willians é que facilita a admissão do coeficiente de rugosidade C que é mais fácil de sugerir que os valores de K da fórmula de Darcy-Weisbach. 1-30 .

medidores e outros aparelhos. Tudo isto pode ser combinado ou convertido a um tubo equivalente.+ D14. Tubos em série Vamos examinar os condutos em série que tem a mesma rugosidade. Para um tubo genérico vale: h=r..87 -------.com.85 para Hazen-Willians Vamos apresentar as fórmulas básicas usados nos comprimentos equivalentes.Curso de Rede de água Capitulo 1.+-----------. para ser usado na rede de tubos a ser analisada.Tubos em série Para a fórmula para tubos em série de Hazen-Willians temos: L ------D4..+ . A fórmula de Hazen-Willians é questionável para altas velocidades e para valores de C muito abaixo de 100. isto é.87 L2 D24.87 = L1 -------.Também as curvas.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.16 Tubos equivalentes Uma rede de tubulações inclui tubos em série e tubos em paralelo. ( Hazen-Willians) 1-31 . Assim deverá ser limitada a sua aplicação para no máximo 3 (três) m/s. 1. causam um distúrbio local e as perdas localizadas podem então existir em uma tubulação.br J= perda de carga (m/m). O conceito de tubo equivalente é útil em simplificar redes de água. Figura 1. quando podemos substituir um tubo por um outro no diâmetro que nós queremos.87 L3 D34. Qn Sendo: h=perda de carga r=resistência n=coeficiente da fórmula • n=2 para Darcy-Weisbach e • n=1. porém diâmetros diferentes. Apresentamos aqui um método para achar o tubo equivalente.7.

.br Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: L ------D5 = L1 -------.com.+ D15 L2 D25 D35 L3 -------.63 L20.+ -----------.. porém.= ------.+ .+-----------.6 Calcular o comprimento equivalente L de três tubos em serie cujo diâmetro final seja D=0.Esquema de redes em paralelo Para a fórmula de Hazen-Willians para tubos em paralelo temos: D2.63 L10.59 D32.405 300 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.305 250 0. ( Hazen-Willians) 1-32 .25m L ------0.97m Tubos em paralelo Vamos examinar tubos em paralelo com diâmetros e comprimentos diferentes.255 -------.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. ( Darcy Weisbach) Exercício 1.63 L0.59 D22.40m D3=0. com a mesma rugosidade.+ .355 = 200 -------.8.59 D12. Figura 1..30m D2=0.35m usando a equação de Darcy-Weisbach L1= 200m L2= 250m L3=300m D1=0.+------------ Achamos L= 2173..59 ----------.+ 0.63 L30.+ ---------.

17 Análise de Sensibilidade Os americanos costumam verificar a análise de sensibilidade das redes calculadas..47m Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: D5 ------.+ L1 D25 ----------.( Darcy Weisbach) L3 1.59 0.+ L2 D35 ---------.30m usando fórmula de HazenWillians.40m L1= 500m L2= 400m L3=450m Achar o comprimento do tubo equivalente com D=0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.7 Dados: D1=0.20m D2= 0..59 0.59 ----------.63 5000.. O manual AWWA M32 recomenda para o modelo de redes de distribuição que : • Aumento da rugosidade C de Hazen-Willians: + 20% • Dimuição da rugosidade C de Hazez-Willians: .63 4000.63 4500.com.25m D3=0. Deverá ser verificada também a capacidade dos reservatórios bem como das bombas centrifugas.59 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.252.63 L0.+ ---------- Achamos L=65.20% • Aumento da demanda: 15% a 25% • Diminuição da demanda: 15% a 25% Procura-se prever também a localização de demandas grandes de água em diversos locais da rede malhada. 1-33 .+ ---------.+ .202.= L D15 -------. 0.402.br Exemplo 1.= ------.302.

no tubo é a única perda presente. deverá ser feito outro estudo para a resolução do problema.Tipo de problemas usuais em adutoras Tipo de problema Dados Obter I Q. Então. Temperatura Considera-se que a temperatura é de 20ºC com a viscosidade cinemática correspondente. Os problemas simples de escoamentos em tubos segundo Streeter. Caso a adutora corte a linha piezométrica. Linha piezométrica Supomos também que a adutora de água potável que estamos estudando não corta a linha piezométrica. K D Problemas tipos A ABNT bem como outros livros. Tabela 1. usando a fórmula de Darcy-Weisbach e três problemas tipos apresentados na ABNT PNB-591/77.15. isto é. sendo o metro para o comprimento. • No primeiro achamos a perda de carga total. ou devida ao atrito. de condutos de secção circular. que é' o problema mais comum. da linha de energia. Em outras palavras. ν. dado o diâmetro e a perda de carga total. admitimos que coincide a linha piezométrica com a linha de carga. Usamos aqui as unidades do sistema internacional. logicamente o diâmetro não será aquele encontrado na prática. por gravidade. K Q III hf. dada a escolha da secção. • No terceiro procuramos o diâmetro.18 Problemas usuais em adutoras Cálculo de adutoras de água potável. não se aplicando os problemas tipos aqui apresentados.I. L. dada a perda de carga total e a vazão.com. mas valerá apenas . D. nós admitimos que é desprezível o termo cinético da linha de carga ou como os americanos dizem. não estamos levando em consideração a perda de carga localizada. o m3/s para a vazão e m/s para a velocidade. obter o valor mais próximo e depois verificar com o problema tipo número um. como a velocidade máxima considerada é pequena. supondo o escoamento turbulento uniforme em tubos comerciais. L. 1-34 . ν. são entendidos como aqueles nos quais a perda de carga distribuída. ν. K hf II hf. Q. L. Sistema S. indicam basicamente três problemas tipo.Curso de Rede de água Capitulo 1. • No segundo procuramos a vazão. transformemos a perda de carga localizada em comprimento equivalente e façamos a soma com o comprimento real.br 1. mas isto poderá ser feito caso.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. D.

202/4=0. D.5 x ln[ K/(3.30 x 6.9)]2 hf= f x L/D x V2/2g= 0.857. Exercicio 1.007 x 10-6 m2/s Hf=? Dados Q.955 x D2 x (g x D x hf/L)0.0314m2= 4.00m L=300m D=0.5 x ln[ 3/(3.8 Problema Tipo I Tipo de problema I Dados: Q=0.7 .7x300) + (1.5] = 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.007x10-6) / (0.30 x 6.5x D.br Velocidade Considera-se que a velocidade varia com o diâmetro de acordo com a equação V=0.325 ------------------------------.81x 0.81 x 0.20m L=400m K=0.00125/3.74/ 88579940.0314m2 Q=Ax V Portanto V= Q/A= 0.32 x (9.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter Q=? Dados hf.25/200= 0.46 x 0.5] Substituindo os dados do problema teremos: Q= -0.7xD) + (1.14m3/s D=0.8+1.0/300)0. ν.30m ν= 1.20/ 1.com.74/ Re0. K Obter hf K/D= 0.30 x (9.25mm ν=1.78 x ν) / (D x (g x D x hf/L)0.021 [ln( 0.14m3/s.994 A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1. L.9)]2 f= 1.0/300)0.462/ (2 x9.-------------------=0.00125 A=PI x D2/4= 3.021 x (400/ 0.58m Exercicio 1. K Obter Q Q= -0.123m3/s 1-35 .9 Tipo de problema II Dados: Hf= 6.78 x 1. 0. ν.81)= 42. L.1316x0.955 x 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.7 + 5.325 f = ------------------------------[ln( k/3. D + 5.007 x 10-6= 8.20) x 4. D.46m/s Re= Vx D/ ν= 4.

br Exercicio 1. cargas isoladas etc. deverão ser tratados sem a ajuda do modelo. Os casos de áreas isoladas. c) tubulações menores que 150mm que tem pouca vazão comparada com outros tubos. não são normalmente inclusas no modelo.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol..30m 1. Calibração do modelo Quando se faz um modelo é necessário verificar se o mesmo está de acordo com a realidade.123m3/s L=300m D=0.25 x (L x Q2/ g x hf) 4. f) os reservatórios elevado e apoiado.66 x [ 0. Q. Nos Estados Unidos já foram feitos muitos modelos com precisão de 5%. são freqüentemente colocadas na esqueletização. e comerciais.Curso de Rede de água Capitulo 1.19 Regras básicas de esqueletização Vamos apresentar algumas regras básicas para esqueletização. é escolhida uma situação no caso a pior. d) as bombas centrifugas e boosters deverão fazer parte dos modelos.81 x 6.01239.10 Tipo de problema Dados Obter III hf.0) 5.30m ν= 1.003 1.0) 4.04 D=0.75 + 1.4 x (L/gxhf) 5. e) as bombas podem as vezes entrar no modelo como um reservatório equivalente a altura manométrica.com.4 x (300/9.007 x 10-6 x 0. L.81x6. acima de 0. O modelo pode simular variação de vazões.2 ] 0. A curva das bombas e boosters são freqüentemente usadas.00m Q=0.40m deverão fazer parte do modelo adotado. A inclusão desta tubulação freqüentemente trás problemas ao modelo adotado.75 + νi x Q9. como por exemplo. K D Dados: Hf= 6.04 = 0. a) tubulação de grande diâmetro.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter D=? D=0. A precisão de um modelo é de 5% a 10%.1232/ 9. Adotamos aqui o modelo denominado pelos americanos de Steady-State. O custo de Calibração de um modelo significa cerca de 10% do custo da rede malhada de água executa. também deverão fazer parte do modelo. isto é.25 x (300 x 0. 1-36 . b) as redes de 150mm e 200mm que abastecem áreas residenciais.66 x [ K 1. ν.2 ] 0.

Erro de arredondamento cometido durante os cálculos -aritmética de ponto flutuante como por exemplo passar da base decimal para base binaria. Na Tabela (1. Tabela 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. devido ao tempo de computador. pois precisa de pouquíssimas iterações.Esquema de uma modelagem matemática Poderá haver vários erros: Erro na escolha do modelo matemático: .16. Problema Modelagem Resolução Modelo matemático Solução Figura 1.com. mas o método da teoria linear é o melhor de todos. Este é o método que usaremos neste livro.16) temos quatro métodos conhecidos sendo o mais antigo o método de Hardy Cross com loops e que é necessário muitas iterações.vazões concentradas nos nós e não distribuída como é realmente. diâmetros. onde o problema da quantidade de iterações é importante. A solução numérica de uma rede de água (análise) poderão ser facilmente comparadas para grandes redes. erros nos comprimentos.br 1. O método de Newton-Raphson precisa de bem menos iterações. escolha do K etc.Métodos de cálculos e numero de iterações Método de calculo Hardy Cross Newton Raphson Newton-Cross Teoria Linear Ano Numero de Iterações 1936 1954 1969 1972 635 24 151 4 1-37 . verificando no fim a solução. O método de Newton-Cross que é uma mistura do dois precisa de menos iterações.como exemplo. escolha do C.20 Modelo matemático A solução de um problema está associado a escolha do modelo matemático que irá ser escolhido.9. -Erros nos dados . Erro de truncamento -como exemplo o truncamento da serie binomial no método de Hardy Cross.Curso de Rede de água Capitulo 1.

o comprimento e o diâmetro da tubulação. O programa básico está no livro de mecânica dos fluidos do Victor L. denominado cross. o programa o faz automaticamente. caso a bomba precisasse do sinal negativo. sai as vazões nos tramos com sinal e as cotas piezométricas nos nós.com.exe > meuarquivo. É a primeira tentativa.21 Programa de computador O programa Cross. Para válvula de retenção. O programa pede também o caminho dos nós e tramos. No pseudo loop PS. É pedido também a fórmula da resistência a ser usada Hazen-Willians (HW) ou Darcy Weisbach (DW). O programa é previsto para até 2. É previsto reservatórios.Curso de Rede de água Capitulo 1. desde que os pontos sejam espaçados e começando da vazão zero e o numero de pontos deverá ser de 4 (quatro). pois. a viscosidade cinemática que usualmente é 0.000 nós.dat. Trata-se do cálculo de redes malhadas ou não. Deverá ter sinal quando contrario ao ponteiro dos relógios e positivo no sentido horário.txt O programa pede a unidade que pode ser EN ou SI. O programa pede também o número de tramos no looping e os referidos tramos nos looping com sinais. Como não está previsto a válvula redutora de pressão (VPR).000 tramos e 5. 1-38 . pelo método de Hardy Cross.f foi feito em Fortran 77 GNU. É necessário entrar com as vazões nos tramos. de modo a atingir todos os nós. colocar zero e começar de novo.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00001007 m/s2 e a rugosidade da tubulação. a precisão nas vazões.454. como pés cubico/segundo e pés. bombas ou e boosters. variação da vazão para curva da bomba e os quatro pontos da curva da bomba a começar pelo primeiro quando Q=0 espaçados conforme a variação de vazão mencionada. combinado com a série de Taylor. por exemplo. então teríamos que colocar o sinal positivo. Colocamos o sinal positivo. válvulas redutoras de pressão e perdas de carga localizada. Para as bombas (PU) o programa pede o número do nó da bomba ou boosters. O programa prevê loops verdadeiros e loops falsos. o programa pede o número do tramo ou nó e a diferença de altura de reservatórios de acordo com o sinal. O programa pede também o número do nó e a cota do terreno. como as unidades do Sistema Internacional SI) como o metro cúbico por segundo e metro. editora McGraw-Hill. Não é necessário calcular previamente a curva da bomba. Plínio Tomaz em 28/03/91. Pede também o número do tramo. deve-se eliminar o tramo e refazer o programa. como uma bomba com curva característica da forma de uma reta. Quando terminar. O programa foi adaptado pelo Eng. Streeter e Benjamin Wylie. usei o seguinte artificio e deu certo. Quando no looping ou na verificação das cotas colocar o sinal ao contrario do que daria se fosse uma bomba. Podem ser usadas as fórmulas de Hazen-Willians (HW) e Darcy-Weisbach (DW). p. a vazão. A saída dos dados é na tela ou em arquivo que você determinar fazendo: cross. As unidades podem ser as inglesas (EN). Os dados de entrada do programa deverão estar no arquivo texto não documento.br 1. No resultado. vazão que passa. Considere a queda de pressão na válvula redutora de pressão. o número de tramos. o que é básico no método de Hardy Cross.

Por exemplo. 1. A perda de carga localizada pode ser transformada em comprimento equivalente. Vamos citar alguns valores de Ks citados por Walski (1992) e Streeter (1986) conforme Tabela (1. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) Comumente a perda de carga localizada é transformada em comprimento equivalente de tubo.17). cotovelos. colocando-se comprimento equivalente. Alguns autores desprezam as perdas localizadas quando as mesmas tem menos de 5% do total de perdas. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional). Ocorrem em curvas.com.I. Igualando-se as perdas de cargas fornecidas pela perda localizada e pela fórmula de Darcy-Weisbach. o qual se encontra tabelado no livro citado. válvulas etc.Curso de Rede de água Capitulo 1. mas pode ser feito. 1-39 . D Le = ---------f Sendo: Le= comprimento equivalente em metros. D= diâmetro da tubulação em metros. Os americanos traduziram para o inglês e saiu o livro Handbook of Hydraulic Resistance de autoria de I..br O programa também não tem válvulas parcialmente abertas. As perdas localizadas são expressas em função de v2/2g através do coeficiente de perda de carga Ks . É muito difícil especificar claramente quando deve ser desprezada ou não. V2 hL= Ks . em bombeamento. grelhas etc. g Sendo: hL= perda localizada em metros.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.81 m/s2.. 1994. Alguns aconselham desprezar uma perda localizada quando a distância da tubulação for de aproximadamente 1000 diâmetros. Idelchik.22 Perdas localizadas As perdas de cargas localizadas são também chamadas de perdas singulares e são importantes. como mangueira. Os russos fizeram uma grande quantidade de pesquisas em perdas singulares as mais incríveis de se imaginar. as vezes o desprezo das perdas de cargas tem levado a inúmeros erros de dimensionamento de conjuntos motor-bombas centrífugas. f= coeficiente de atrito(adimensional). e considerando o comprimento equivalente Le temos: Ks . -------2. g= aceleração da gravidade 9. V= velocidade média em m/s.

9 0.0 10.8 2.10 4.8 27.39 1.0 1.19 Em conclusão.75 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.br Tabela 1. 1-40 . portanto ser considerado no cálculo do método de Hardy Cross.2 0.2 0.com.50 1.Coeficientes Ks de perda localizada Tipo de perda localizada Coeficiente de perda localizada Ks Válvula de gaveta aberta Idem ¾ aberta Idem ½ aberta Idem ¼ aberta Válvula globo aberta Válvula borboleta aberta Entrada bem arredondada Entrada em projeção Entrada suave Saída reservatório Cotovelo comum Cotovelo de raio médio Cotovelo de raio longo Te comum Curva de raio curto 0.17.78 0. qualquer perda localizada pode ser transformada em comprimento equivalente e ser.60 1.

Aplicação do método das secções Fonte: Fair et al.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 2.br 1. Fair et al.10).23 Método das secções O método das seções é destinado a conferir uma rede malhada e não é destinado ao dimensionamento da rede. 1966 apresentou o método das secções que tive oportunidade de usar em Guarulhos quando queria conferir o equilíbrio de vazões de uma rede de distribuição bastante complicada conforme Figura (1.10. 1966 1-41 . O método é extremamente simples e funciona mesmo. Figura 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. O método é o seguinte: 1. Estime a quantidade de água a ser usada além da linha e confira com o número de tubulares e capacidade de cada tubo para ver se eles são suficientes para atender aquela área escolhida. Corte a rede numa séries de linhas aproximadamente paralelas e espaçadas por igual.com.

005 L/s x m.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1-42 . Figura 1. pois pode ser usado facilmente usando planilha Excel da Microsoft. K2=1.10 o problema é aceitável. Para bombas na rede ou perto de reservatórios o método também não dá para ser aplicado. No ponto (1) chega a água de dois lugares diferentes causando uma pressaoP1 e outra P2 de maneira que quando (P1-P2)/P1<0.0050 L/s x m Deve ser calculada as pressoes vinda de dois lugares nas quatro cortes fictícios da rede malhada e verificar se a diferença não passa de 10%. Quando há vazões concentradas nos nós como é usual. o método não funciona e daí a sua pouca utilização na prática. O método está muito bem explicado no livro Técnica de abastecimento e tratamento de água elaborado em 1967 pela Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP.Curso de Rede de água Capitulo 1. quota per capita de 200 L/diaxhab e coeficiente K1=1. A vazão específica de distribuição qm será: qm= (1300 hab x 200 L/hab/dia x 1. qn=0.br 1. calculam-se as pressões e vazões e verificam-se os resultados nos locais onde foram feitos os seccionamentos conforme Figura (1.20.11 Dado a população de 1300hab.11.24 Método do seccionamento ficticio A desvantagem do método das seções fictícias é que só é aplicado para pequenas redes onde se consegue achar uma vazão distribuída por metro linear como por exemplo.com.11). Trata-se de uma rede malhada que é seccionada formando redes espinhas de peixe. É um método bastante simples. Assim vamos ajustando as vazões até a solução final.Croquis de redes usando método do seccionamento fictício Exemplo 1.25 com comprimento total L=1080m.20 x 1. Calcular a rede da Figura (1.8).50)/ (86400x 1080) =0.

Qd= 150 hab x ha x 200 Lxha/dia x1.13).Distância d máxima d x L x Qd / 10000= Qmax d= Qmax x 10000 /( Qdx L) 1-43 .2 x 1. Figura 1.br 1.Distância d máxima Sendo: L=100. Qmax=3 L/s Qd=0.625)= 960 Exemplo 1.12 Dado anéis de 200mm e redes de PVC com vazão máxima de 3L/s.5 / 86400= 0.13.13 Qual o comprimento máximo que uma rede de PVC com vazão Qmax=3 L/s pode atingir conforme Figura (1.12).Curso de Rede de água Capitulo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com. Exemplo 1.625 L/sx ha d= (3 x 2 x 100000/ (100 x 0.625 L/s x ha [(L x d)/2] x Qd/ 10000 = Qmax d= Qmax x 2 x 10000/ (L x Qd) Figura 1.12.25 Distância entre condutos principais Em redes espinhas de peixe ou grelha interessa as vezes calcular a distância L entre as redes conforme Figura (1.

625 L/sx ha d= Qmax x 10000 /( Qd x L d= 3 x 10000 /( 0.000625m3/s x ha Qmax= 3 L/s= 0.625 L/sx ha= 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Figura 1.14.Distância d máxima d x d x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax L=100m Qd= 0.625 x 100)= 480m Exemplo 1.br Sendo L=100m Qd=0.000625 = 1.000625 = ( d/100 -1) x 120 d 2 x 0.1.003m3/s d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax 2 d x 0.14 Dada uma rede malhada com rede secundaria espaçada de 100m.000625 .000625 = ( d/100 -1) x 4 x 0.14).003 x 10000 d 2 x 0. Queremos saber a máxima distância d que podemos fazer conforme Figura (1.2d -120 d 2 x 0.com.2d -120 d 2 x 0.2d +120=0 Temos uma equação do segundo grau por tentativas achamos d=1814m 1-44 .000625 = 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.

1-45 .060 x (e/D) 3 Sendo: P2= pressão externa (kgf/cm2) P1= pressão interna (kgf/cm2) D=diâmetro (mm) e= espessura do aço (mm) Conforme Azevedo Neto os tubos de aço devem ter uma espessura mínima para evitar o colapso do mesmo conforme Tabela (1. A subpressão quando atinge valores abaixo de -8m causa o colapso da tubulação. Uma das causas é a experiência e o uso do coeficiente C.3m= 8.3m e a pressão atmosférica é igual a 10.28 Colapso de tubo de aço Para tubos de ao a fórmula de Stwart conforme a antiga ABNT 591/77. principalmente em redes. os especialistas preferem usar a mais simples. Cheguei a checar em varias redes de água em Guarulhos qual é o coeficiente de Hazen-Willians para tubulação de ferro fundido. Depois na prática medi a vazão e a pressão de cada hidrante e aplicando teoria de Thomas Walski achei o coeficiente de Hazen-Willians.com. 1. Existem tantas imprecisões na escolha das previsões populações e da demanda que as vezes a precisão da formula de Darcy-Weisbach não ajuda em nada.27 Colapso Uma tubulação pode ter sobrepressao e subpressao. 1.3m – 2.00m (pressão subatmosferica admissivel) Um tubo não pode ter pressão interna menor que -8. isto é. Para isto fiz os cálculos de pressões e vazões em todas as redes e simulei em programa de computador uma vazão determinada em varias hidrantes. foi calcular a rede como espinha de peixe e depois unir os diâmetros dos anéis de 200mm formando redes malhadas. Hazen-Willians.Curso de Rede de água Capitulo 1. De onde surgiu o -8m ? Para a pressão de vapor de água a 20ºC é igual a 2.12).br 1.00m. Devido a esta facilidade do conhecimento do coeficiente C de Hazen-Willians é que ainda é muita usada no Brasil e no mundo.3m 10. a não ser em adutoras de grandes diâmetros e grandes velocidades. É mais fácil acertar as previsões para o coeficiente C de Hazen-Willians do que para o valor de K para a fórmula de Darcy-Weisbach.529.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.26 Qual fórmula usar: Hazen-Willians ou Darcy-Weisbach? Em redes malhadas ou espinha de peixe é indiferente usar uma fórmula ou outra e portanto. Espinha de peixe A maneira mais prática de calcular que eu usei muito no SAAE de Guarulhos. P2-P1= 3.

18. Diâmetro do tubo Espessura da parede do tubo de aço (mm) (polegadas) 700 a 900 ¼ 1000 a 1100 5/16 1200 a 1400 3/8 1500 a 1600 7/16 1700 a 1800 1/2 Exemplo 1.br Tabela 1.29 Espessura mínima dos tubos de aço e= (px D) / (2 x T) Sendo: e= espessura da parede (cm) D=diametro (cm) T= 1000 kgf/cm2 para o aço soldado e T=1400 kgf/cm2 aço costurado 1.31 Tensão longitudinal do aço A tensão longitudinal no tubo de aço causada por uma diferença de temperatura Δt será: T= E x C xΔ t Sendo: T= tensão longitudinal do aço (kgf/cm2) E= módulo de elasticidade do aço= 2 a 2.com.Espessura mínima do tubo de aço conforme o diametro para evitar o colapso.072m 1.5/1400) 3 = 1.060 x (9.15 Dado um tubo de aço com diâmetro D=1400mm e espessura do açode 3/8” (9.2 x 106 kgf/cm2 C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) 1-46 .5mm).30 Dilatação térmica do tubo de aço A dilatação térmica longitudinal do aço é dada pela equação: ΔL= L x C xΔ t Sendo: ΔL= variação do comprimento do tubo (m) L= comprimento do tubo (m) C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) Exemplo 1.16 Um tubo de aço exposto ao sol tem L=300m e sobre uma variação de temperatura de Δt= 20ºC.Curso de Rede de água Capitulo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.529. Calcular a variação de comprimento. ΔL= L x C xΔ t ΔL= 300 x 12x10-6 x20= 0. Achar a pressão de colapso.10 kgf/cm2 1. P2-P1= 3.

Quando N=2 temos duas dobras.15D N é tambem chamado de constante de achatamento. A fórmula que está aplicada aqui e para quando a espessura do tubo é menor que 0.30 o que nos fornece para o valor de M=3.3 a 0.32 Colapso de tubo de PVC de esgoto Objetivo:determinar a pressão externa uniforme máxima que um tubo de PVC suporta. E' importante observar que nos catálogos modernos esta fórmula por incrível que parece não foi localizada.33 O valor do módulo da elasticidade para tubos de PVC a 20 graus centígrados variavel de 25000 a 30000 kgf/cm2. quando N=3 temos três dobras e quanto N=4 temos quatro dobras no achatamento O valor de P em kgf/cm2 é a pressao limite Para a relacao de Poisson 1/M adotadomos 1/M =0.Curso de Rede de água Capitulo 1. No caso aqui estamos usando em tubos de PVC marca Tigre de esgotos sanitários com diâmetro variando de 75mm a 400mm que a gama de diâmetros existentes atualmente.com.1D ou 0. M=3.17 Calcular a tensao longitudinal para um tubo de aço com variação de temperatura de 20ºC T= E x C xΔ t T= 2.3 P=E x(((PI4)/(N4*(N2-1)))*(D/(2*L)) 4+(N2-1)*(M2/(12*(M2-1)))*(2.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Os estudos estao em catálogo antigo da Tigre.33 sendo: 1/M e' a relação de Poisson que é igual a 0.0*E/D) 2) x(2xE/D) P=Pressão de colapso em tubos de PVC de esgoto (kg/cm2) 1-47 .2x106x20x12x10-6=528 kgf/cm2 1. A fórmula vale para qualquer tubo de PVC podendo ser para esgoto ou para agua.br Exemplo 1.

Temos a entrada de dados. O arquivo cross.zip unzip g77lib.exe Nota importante: todos os três arquivos acima deverão ser instalados na raiz.br 1. no C: do microcomputador. notando duas coisas fundamentais: Vazão zero (shut-off) Espaçamento da vazão Tabela 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. A bomba é fornecida pela Tabela (1.Vazões e pressões tirados da curva da bomba Q(m3/s) 0 0. Depois entrando no Windows em “program” ache “acessórios” e depois o “prompt do comando DOS”.doc. 1982.zip g77doc. ou seja.dat que é a entrada de dados em Fortran não é um documento ponto.18 Base: livro do Victor Streter. Exemplo 1. página 452 Vamos resolver o problema da Figura (1.06 0.zip O programa g77 é um compilador gratuito do Fortran.03 0.com/Athens/olympus/5564 achamos os arquivos: g77exe. Entrando no prompt do DOS faz-se: unsip de g77exe.19. a saida de dados na tela do monitor e o programa em fortran cross.33 Programa Fortran No site http://www.txt que pode ser aberto e impresso usado o Wordpad.zip Deverá ser arranjado o arquivo unzip.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com. Trata-se de programa em MSDOS feito por editor de texto especial que não coloca os caracteres especiais escondidos do word comum.09 H(m) 30 29 26 20 1-48 . Existe um arquivo em acrobat reader que é um guia tem 122páginas e contém as explicações das funções do Fortran Fazendo cross>exercicio1.19).txt teremos a saída em arquivo exercício.6).zip g77lib.f. que este contém muitas informações escondidas que não podem aparecer no programa de entrada do Fortran.zip unzip g77doc.geocities. Fizemos o programa em fortran de forma não formatada para facilitar a entrada para aqueles não acostumados com o Fortran.

dat da Figura (1.3 100 0 0 'PS' 6 0 15.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18. como é usual em alguns programas em Fortran.0 26.0 'PT' 4 100.030 400 0.0 'PT' 2 150.001 0.15.030 300 0.0 0 0 0 0 'PU' 8 0.120 600 0.6 100 0 0 'HW' 4 0.0 'PT' 3 135. Notar que a entrada de dados não é formatda.0 20.3 100 0 0 'HW' 5 0. 'SI' 30 0.0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 '&&' 00000000000 'PT' 5 117.06 0.0 29.12).03 30.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00 'PT' 5 117.Curso de Rede de água Capitulo 1.000001007 100.0 'HW' 2 0.com.030 300 0.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Entrada de dados em arquivo cross.0 5 'HW' 1 0.0 0 'HW' 3 0.0 '&&' 0 0 1-49 .00 '&&' 0 0 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 100.000 500 0.0 0.br Figura 1.15 100 0.3 100 0.

0 0 0 Nota: PS que dizer Pseudo-Loop Nota: 6 é o numero do pseudo.0 0.0 0 0 'HW' 4 0.0 20. Usamos no programa Fortran ponto ao invés de virgula. bombas em português Nota: 8 é o numero da posição da bomba na rede Nota: São os pontos que precisamos para calcular os valores A.03 30.30 100. Nota: 0.0 26. ou seja.com.001 é a tolerância na vazão em m3/s Nota: 0. Abaixo daremos algumas explicações que não deverão constar da entrada de dados já feita acima.0 0 0 'HW' 5 0. Nota: o número 3 significa o número de tramos que são três Nota: os tramos estão com sinal: 2 1 -3 1-50 .0 0.0 Nota: para termino usar ´&&´ e não esquecer que temos 7 valores 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 Nota: PT é um carácter com duas letras e no caso coloquei as iniciais do meu nome. Notar que a entrada de dados não é formatada.000001 100.0 0 0 0 0 Nota: PU quer dizer pump.001 0. como é usual em alguns programas em Fortran. 20.0 0.0 0.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18.30 100.Curso de Rede de água Capitulo 1.30 100.B.12).030 300.dat da Figura (1.0 0.000 500. quando a vazão é igual a zero. isto é.030 300.120 é a vazão em m3/s Nota: 600.br Entrada de dados em arquivo cross.0 é o desnível no loop 150-135=15m Nota> os quatro valores de 0 estao vagos 'PS' 6 0 15.0 5 Nota: 1 é o número do tramo Nota: 0.030 400.6 100.C da bomba.loop Nota: 0 vago Nota: 15.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.000001 é a viscosidade cinemática Nota: 100 é o valor da rugosidade de Hazen-Willians Nota: 5 é o número de cotas no terreno 'SI' 30 0.03 são as vazões em m3/s da curva da bomba Nota: 30. Nota: 29.00 é a distância em metros Nota: 0.30m é o diâmetro da tubulação em metros Nota: 100 é o valor da rugosidade no tramo Nota: 0 reservado Nota: 0 reservado 'HW' 1 0.0 26. Nota: SI é sistema internacionaç Nota: HW é que iremos usar a formula de Hazen-Willians Nota: 30 é o número de iterações máximas que consideramos Nota: 0.0 0 0 'HW' 3 0.00m é a pressão em shut-off.06 0.0 29.120 600.0 0 0 'HW' 2 0.00 são valores da altura manométrica 'PU' 8 0.15 100.06 e 0.

00 é o valor da cota 'PT' 5 117. Depois teremos 8 que é a bomba.0 'PT' 2 150.0 'PT' 4 100. depois 4 que é o nó.0 'PT' 5 117. 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 Nota: é o final e notar que temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 5 é o número da cota Nota: 117. Nota: terminar com zeros até completar 11 números 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 Nota: temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 1 número do nó e a cota admitida 100.0 'PT' 3 135.com. depois nó 2 e assim por diante até atingir toda a rede.00m 'PT' 1 100.br Nota: terminado o numero 3 signfica que temos mais três tramos 4 -5 3 Nota: o numero 3 indica novamente que temos três tramos 6 -4 -1 Nota: o numero 3 indica mais três tramos que são 5 7 8 Nota: importante que em cada linha temos que ter 11 números e se não tiver números preencher com zeros espaçados.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00 Nota: é o término e temos dois zeros espaçados aleatoriamente '&&' 0 0 Nota: 5 é o inicio da sequencia.Curso de Rede de água Capitulo 1. Depois teremos tramo 2.0 Nota: final com 2 zeros '&&' 0 0 1-51 .

1385 ITERACAO N0..03 4 0.840 IND= 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 0 ITERACAO N0. UNIDADES S.09 0.030 300.DA BOMBA IGUAL= 30.00000 4 0. 4 SOMA DAS CORR.00 8 CURVA BOMBA.150 100.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. DA VAZAO= 0.00000 6 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 15.79 9.044 1-52 .95 5 0. DA VAZAO= 0. 1 SOMA DAS CORR.00000 5 0.0 0.02 0.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.000 4 100.33 2.txt SI 30 0.000 5 117.0 COEF.120 600.030 300. mas para sair em arquivo fazemos assim: Cross>saida1.com.0372 ITERACAO N0. Não pode ser feito usando o WORD.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.300 100.00100000005 1.030 H= 30.027 0.DQ= 0. 5 ESPEC.00000 3 0.0 0.600 100.0 20. O arquivo cross.000 3 135.00700004E-006 100. 2 SOMA DAS CORR.300 100.26 20.0 26.Curso de Rede de água Capitulo 1. COTA TERR.0 29.811 2 150.91 -12.0034 ITERACAO N0.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.13 2.300 100.000 500. DA VAZAO= 0.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.br Saida de dados na arquivo saida1.txt O arquivo cross.dat de entrada dos dados entra automaticamente no programa cross.44 2 -0.000 NO' COTA PIEZ.exe A saída padrão é na tela.03 12. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 137.556 -6172. 3 SOMA DAS CORR.000 0. DA VAZAO= 0.31 IX= 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 100. 5 SOMA DAS CORR.080 1.0 0.034 -1.143 2.000 -11.000 37.36 -41.00000 2 0.00 7 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 18.094 1.I.030 400. DA VAZAO= 0.111 -555.0 0.044 150.dat deverá ser feito com com o WORDPAD que tem no Windows.000 2 150.1040 ITERACAO N0.19 3 0.811 100.78 6.0 0.

VALVULA REDUTORA C DE PRESSAO E PERDA DE CARGA LOCALIZADA C BIBLIOGRAFIA LIVRO DE MECANICA DOS FLUIDOS DO VICTOR L.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.COTA PIEZOMETRICA DOS NOS C NOTA 1 NECESSARIO ENTRAR COM AS VAZOES NOS TRAMOS. SETIMA EDICAO DA MCGRAW-HILL C PAGINA 454.com.Curso de Rede de água Capitulo 1.797 100. BENJAMIN WYLIE .000 5 117.STREETER E C E.797 0. C NECESSARIO LOOP VERDADEIRO E AS VEZES O LOOP FALSO C NAO E' NECESSARIO CALCULAR PREVIAMENTE A CURVA DA BOMBA C POIS.DAT C SAIDA NA TELA C ENTRADA 1-53 .F C OBJETIVO CALCULO DE REDES MALHADAS OU NAO. O PROGRAMA O FAZ AUTOMATICAMENTE.CALCULA C COM RESERVATORIOS.f -o cross.000 117. PES C ENG PLINIO TOMAZ 28/03/91 C COMPILADOR G77 gratuito C g77 cross. C NOTA 2 TRAMOS: 2000 C NOS: 5000 C NUMERO DE TRAMOS EM UM LOOP:100 C NOTA 3 FORMULAS USADAS: HAZEN WILLIANS(HW) E DARCY WEISBACH(DW) C UNIDADES SI:SISTEMA INTERNACIONAL METRO CUBICO/SEGUNDO. METRO C ES: NORMAS INGLESAS PES CUBICO/SEGUNDO.COMBINADO COM O METODO DE NEWTONRAPHSON.000 0.f em fortran C********************************************************************* C PROGRAMA CROSS. C NOTA: mudei nesta versao para entrada nao formatada C assim ficara mais facil C VERSAO:2 25/7/93 C RESULTADO VAZOES NOS TRAMOS E COM SINAL.000 Programa cross.044 37. PELO METODO DE HARDY C CROSS.exe C ENTRADA OS DADOS ESTAO NO ARQUIVO TEXTO EM CODIGO ASCII CROSS.DESDE QUE OS PONTOS C SEJA ESPACADOS E COMECANDO DA VAZAO ZERO E O NUMERO DE C PONTOS DEVERA' SER DE 4(QUATRO).NO LIVRO HA VARIOS EXEMPLOS.000 4 137.br 3 135.044 135.BOMBAS OU E BOOSTERS.

1-54 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. NUMERO DE TRAMOS.RUGOSIDADE C FORMULA. COLOCAR ZERO E COMECAR C OUTRA SEQUENCIA DE NOS E TRAMOS E ASSIM POR DIANTE.VARIACAO DA VAZAO C PARA A CURVA DA BOMBA. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NOTA 4 COMO NAO ESTA' PREVISTO VPR OU SEJA VALVULA REDUTORA DE PRESSAO C USEI O SEGUINTE ARTIFICIO E DEU CERTO !: CONSIDERE A QUEDA DE C PRESSAO DA VALVULA COMO UMA BOMBA COM CURVA CARACTERISTICA DA C FORMA DE UMA RETA. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DE TRAMOS NO LOOPING E OS REFERIDOS TRAMOS NOS LOOPING COM SINAIS C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DO NO'.br C UNIDADE. ENTAO TERIAMOS QUE COLOCAR C O SINAL POSITIVO.DIAMETRO C PS. FIZ UM TESTE DO EXERCICIO DA PAGINA 462 ALTERANDO C O TRAMO 9 E SUBDIVIDINDO EM DOIS TRAMOS UM SENDO 9 E OUTRO 23 E C COLOCANDO A "BOMBA" DE NUMERO 22 E OS PONTOS 20 E 21 A MONTANTE C E A JUZANTE RESPECTIVAMENTE.COLOCAMOS O SINAL POSITIVO.ELIMINANDO O TRAMO.PRECISAO.Curso de Rede de água Capitulo 1. CASO C A BOMBA PRECISASSE DO SINAL NEGATIVO. C NOTA 5 O PROGRAMA NAO PREVE VALVULA DE RETENCAO. NUMERO DO NO DA BOMBA OU BOOSTERS.NUMERO DO TRAMO.VISCOSIDADE CINEMATICA.COMPRIMENTO. C QUANDO NO LOOPING OU NA VERIFICACAO DAS COTAS COLOCAR O SINAL C AO CONTRARIO DO QUE DARIA SE FOSSE UMA BOMBA.DEVERA' TER SINAL QUANDO CONTRARIO AO PONTEIRO DOS RELOGIOS C E POSITIVO NO SENTIDO HORARIO. POR EXEMPLO. NOS E TRAMOS DE MODO A ATINGIR TODOS OS C OS NO'S.com. NUMERO DO TRAMO OU NO'. DIFERENCA DE ALTURA DE RESERVATORIOS C PU. QUANDO TERMINAR.VAZAO QUE PASSA. MAS PODE SER FEITO C REFAZENDO O PROGRAMA NOVAMENTE.COTA DO RESERVATORIO C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C CAMINHO DE NO'S E TRAMOS. OS QUATROS PONTOS DA CURVA DA BOMBA A COMECAO C PELO PRIMEIRO QUANDO Q=0 ESPACADOS CONFORME A VARIACAO DE VAZAO JA' C VISTA ACIMA.VAZAO.

DH.MULTIPLICADOR.UNITS REAL*4 BB INTEGER*4 IX.TOL.FOR C FEITO POR NOS.ELEM(ELEMENTOS) $ .H.NT INTEGER*4 N_TRAMOS.AREA.NTY.KK CHARACTER*2 IE. IE/'&&'/.ONDE A PERDA LOCALIZADA ENTRA COM FORMULA C H=RESISTENCIA*Q**2.X2.POSITIVE DH IN ELEMENT IS C HEAD DROP REAL*4 Q.NUM_COTA(ELEMENTOS) DATA ITY /'HW'.K.'PS'.IND(ELEMENTOS).'DW'.VNU REAL*4 X1.S.TOLERANCIA=0.LE.G.'PU'/.TOLERANCIA. ELEMENTOS) IX(J)=0 12 IND(J)=0 1-55 .NCOTAS INTEGER*4 NUM_COTA REAL*4 FLAGUE.ELEMENTOS=10000) PARAMETER(FLAGUE=-1000. N_TRAMOS) H(J)=FLAGUE IF (J .ID(2).ITYPE(N_TRAMOS).COTAS DO TERRENO E PRESSAO C NOTA 10 PARA CALCULO DE PERDAS LOCALIZADAS.ITYPE.PERDA DE CARGA.Curso de Rede de água Capitulo 1.QQ. C NOTA 8 O PROGRAMA FOI APORTUGUESADO C NOTA 9 FOI ACRESCIDO VELOCIDADE.KP.HH.PODE SER TRANSFORMADA EM COMPRIMENTO C EQUIVALENTE.QUE E' PARABOLA PASSANDO PELA ORIGEM.USAR O PROGRAMA MINORLOS.I2.HDQ.MAS PODE SER C FEITO.ELEM.PERDA. C********************************************************************* * C HARDY CROSS LOOP BALANCING INCLUDING MULTIPLI RESERVOIRS & PUMPS(PU) C HAZEN-WILLIANS(HW) OR DARCY-WEISBACH(DW) MAY BE USED FOR PIPES C ENGLISH(EN) OR SI UNITS(SI) MAY BE USED.PERDA(N_TRAMOS).EN.ELEMENTOS IF (J .com.DQ.LE.R..MULTIPLICADOR(N_TRAMOS) DIMENSION COTATERRENO(ELEMENTOS).br C NOTA 6 O PROGRAMA NAO TEM VALVULAS PARCIALMENTE ABERTAS.ELEMENTOS. COLOCANDO-SE COMPRIMENTO DE TUBULACAO EQUIVALENTE.IND.EX.I1.N_TRAMOS_LOOP=100.COTATERRENO PARAMETER(N_TRAMOS=2000.J.X3.SS.N_TRAMOS_LOOP.X5.DEF. $IX(ELEMENTOS) DIMENSION AREA(N_TRAMOS).ITY.ID.IP.LE.DDQ.0001) DIMENSION ITY(4).S(N_TRAMOS_LOOP).Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.X4. N_TRAMOS) ITYPE(J)=5 IF (J . C NOTA 7 QUALQUER PERDA LOCALIZADA.I.ID/'EN'.H(ELEMENTOS).REY.Q(N_TRAMOS).'SI'/ 10 DO 12 J=1.N.

/X1 ! PARA CALCULAR PERDA DE CARGA POR 1000 END IF DO 32 NTY=1.' NO DE ITERACOES='.806 22 WRITE(6.F5. $I5 // ' TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG') 26 READ(5.4.852*X2**4.F10.NCOTAS WRITE(*.64). 0. 0) THEN MULTIPLICADOR(I)=1000.X3.com. UNIDADES S.7854*X2*X2 !AREA.KK 24 FORMAT(' TOLERANCIA NA VAZAO ='.F10.21) VNU 21 FORMAT(' ESPEC.VNU.I8) IF (NT .FILE='CROSS.4 IF (NT .EQ.VISCOSIDADE EM M**2/SEC='.F10.X2..TOL.X4.EQ.DAT'.7854*0.3) IF (NT .18) VNU 18 FORMAT(' ESPEC.TOL.I8.EQ.5.) X3=DEF ! RUGOSIDADE ELEM(KP)=UNITS*X1/(X3**1.KK.7) UNITS=10.*) NT.EQ. ID(2)) GOTO 20 WRITE(6.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. ELEM(KP)=X1/(2.QQ.3X.F10.DEF.NTY 41 IF (X3 .727 G=32.F10.I5.674 G=9.174 GOTO 22 20 WRITE(6.F10.3.DEF.STATUS='OLD') READ(5. 0.7854*X2*X2 !AREA DA SECCAO TRANSVERSAL 1-56 .5.3F10.I.2F10. IE) GOTO 68 Q(I)=QQ IF (X2 .KK.7. UNIDADE INGLESA.3.24) TOL.VNU.*) NT.) X3=DEF EX=2.X5 C I= NUMERO DO NO QQ=VAZAO COM SINAL X1=COMPRIMENTO X2=DIAMETRO C X3=RUGOSIDADE 30 FORMAT(A2.EQ.852 GOTO 43 42 IF (X3 .VISCOSIDADE EM FT**2/SEC='.8704) AREA(I)=0.*G*X2**5*0.NE. ITY(NTY)) GOTO 33 32 CONTINUE 33 ITYPE(I)=NTY KP=4*(I-1)+1 GOTO (41.*) NT. X2=DIAMETRO EX=1.53.I.7854) !RESISTENCIA DW AREA(I)=0.42.X1.Curso de Rede de água Capitulo 1.NCOTAS C KK=NUMERO DE ITERACOES TOL=TOLERANCIA NA VAZAO C VNU=VISCOSIDADE CINEMATICA DEF=RUGOSIDADE C NCOTAS=NUMERO DE NOS PARA AS COTAS DO TERRENO 15 FORMAT( A2.br C READ PARAMETERS FOR PROBLEM AND ELEMENT DATA OPEN(5.7) UNITS=4.

I1 I=IND(IP+J) IF (I) 81.X5.*(X4-X3)-X2)/(6. IE) GOTO 78 I1=I2+1 GOTO 70 78 IF (I1 .15I4) IF ( NT .F10. PIPES.7*X2) 43 WRITE(6.I=1.' H='.66) I. ETC CLOCKWISE +CC68 I1=1 70 I2=I1+10 ! Mudei de 14 para 10 para ter na linha no maximo 11 READ(5.F18.I1) 79 FORMAT(' IND='/(11I4)) C BALANCE ALL LOOPS DO 130 K=1.' DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS='.1. $' COEF.3.2) GOTO 26 64 ELEM(KP)=X2 ELEM(KP+3)=(X5-3.X2.LE.EQ.3.92.F14.NTY 1-57 . 0) GOTO 124 DH=0.79) (IND(I). GOTO 26 53 ELEM(KP)=X1 WRITE(6.55) I.X1. HDQ=0.I2) 75 FORMAT( A2.103.Curso de Rede de água Capitulo 1.104).Q(I)./(0.7854*X2*VNU) ELEM(KP+2)=X3/(3.4F11.X3 45 FORMAT (I5.I=I1.*X1 ELEM(KP+1)=(X3-X2)/X1-ELEM(KP+2)*X1-ELEM(KP+3)*X1*X1 WRITE(6.82 81 S(J)=-1.' CURVA BOMBA.3) GOTO 26 C READ LOOP INDEXING DATA .*X1**3) ELEM(KP+2)=(X4-2.*X3+X2)/(2.4) 66 FORMAT( I5.2X.F12.3.(IND(I).Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.DA BOMBA IGUAL='.*) NT.com.*X1**2)-ELEM(KP+3)*3. I=-I GOTO 83 82 S(J)=1.110.F12.1/5X.5) EN=EX-1.4F8.X4.X1 55 FORMAT( I5.DQ='.EQ. PIPE.KK DDQ=0.X3. 83 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (91. 1) GOTO 140 WRITE(6.(ELEM(KP+J-1). DO 110 J=1.J=1.PIPE. IP=1 80 I1=IND(IP) IF (I1 .45) I.IND=NC.F7.br ELEM(KP+1)=1.X1.X2.

3.*ELEM(KP+2)*Q(I)+3.LT. DQ=-DH/HDQ DDQ=DDQ+ABS(DQ) DO 120 J=1.143) I.74/REY**0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.150.F10.br 91 R=ELEM(KP) PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 92 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY .F10. TOL) GOTO 140 130 CONTINUE 140 WRITE(6.PERDA(I)./REY PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 C TEMOS ABAIXO RESISTENCIA=ELEM(KP)* F CALCULADO POR SWAMEE 94 R=ELEM(KP)*1.NTY 142 WRITE(6.) REY=1.'.94 93 R=ELEM(KP)*64.141) 141 FORMAT(' TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000') DO 150 I=1.com. TOLERANCIA) HDQ=1.Q(I).*ELEM(KP+3)*Q(I)**2) 110 CONTINUE IF (ABS(HDQ) . 1.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.N_TRAMOS NTY=ITYPE(I) GOTO(142.150).94.142.150.Curso de Rede de água Capitulo 1.DDQ 125 FORMAT(' ITERACAO N0.9))**2 PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN !INTRODUZI AS PERDAS AQUI 95 DH=DH+S(J)*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN HDQ=HDQ+EX*R*ABS(Q(I))**EN GOTO 110 103 DH=DH+S(J)*ELEM(KP) GOTO 110 104 DH=DH-S(J)*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) HDQ=HDQ-(ELEM(KP+1)+2.' SOMA DAS CORR. IF (REY-2000.4) IF (DDQ .I1 I=IABS(IND(IP+J)) IF (ITYPE(I) .I4. DA VAZAO='.Q(I)/AREA(I).2) 150 CONTINUE 1-58 . 3) GOTO 120 Q(I)=Q(I)+S(J)*DQ 120 CONTINUE IP=IP+I1+1 GOTO 80 124 WRITE(6.LT.) 93.125) K.LT.3F10. $MULTIPLICADOR(I)*PERDA(I) 143 FORMAT(I5.EQ.

ELEM.199.HH 155 FORMAT(A2.(ELEMENTOS-2).BB !COTAS DO TERRENO NUM_COTA(I)=J I=I+1 503 FORMAT(I8.*) NT.F10. 1) I1=IX(IP) I=IX(IP+J) N=IX(IP+J+1) IF (I) 181.20X.*) NT.J.IX=JUNC.3) IF(NT .*) NT.NCOTAS J=NUM_COTA(I) WRITE(6.EQ.3) END DO C******************************************************************** IP=1 180 DO 200 J=1. IE) GOTO 710 COTATERRENO(J)=BB GOTO 700 710 CLOSE(5) ! FECHA O ARQUIVO WRITE(6. 510 FORMAT(I8.Curso de Rede de água Capitulo 1.EQ.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.3) IF (NT .JUNC.2 IF (J .F10. 1-59 .F10.*) 'NUMERO DO NO COTA TERRENO' DO I=1. IE) GOTO 160 H(K)=HH GOTO 152 C*********************************************************** 160 I1=1 162 I2=I1+10 ! mudei 14 para 10 para termos 11 em cada linha READ(5.K=I1.I=1.COTATERRENO(J) !IMPRIME NA TELA OS NOS E COTAS TERR.br C READ DATA FOR HGL COMPUTATION .I8.171) (IX(I).K.510) J.com. I=-I GOTO 183 182 SS=1.EQ.I2) IF (NT .JUNC.EQ.I1) 171 FORMAT(' IX='/(15I4)) C********************************************************************* * C LEITURA DO NUMERO DO NO E DA COTA DO TERRENO I=1 700 CONTINUE READ(5.182 181 SS=-1.(IX(K).ETC 152 READ(5. ELEMENT . IE) GOTO 170 I1=I2+1 GOTO 162 170 WRITE(6.

0) GOTO 205 200 I1=N 205 IP=IP+J+3 GOTO 180 210 WRITE(6.3) 220 CONTINUE 99 STOP 'TERMINADO O PROGRAMA CROSS.H(N). 0) GOTO 210 IF (IX(J+IP+2) .br 183 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (184.NTY 184 R=ELEM(KP) GOTO 188 185 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY .LT. IF (REY-2000. ) REY=1.COTATERRENO(N).190.H(N)-COTATERRENO(N) 520 FORMAT(I8. FLAGUE) GOTO 220 WRITE(6.520) N.EQ.) 186.EQ./REY GOTO 188 187 R=ELEM(KP)*1.74/REY**0.185.Curso de Rede de água Capitulo 1. PRESSAO EM COLUNA DAGUA') DO 220 N=1.N_TRAMOS IF (H(N) .com. 1.215) 215 FORMAT(' NO'' COTA PIEZ.199). COTA TERR.3F10.EXE-VERSAO 3' END C******************************************************************** Observar que o Streeter usa a curva de uma equação do terceiro grau de uma bomba na forma: H= Ao + A1 Q + A2x Q 2 + A3 x Q3 1-60 .189.9))**2 188 H(N)=H(I1)-SS*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 199 189 H(N)=H(I1)-SS*ELEM(KP) GOTO 199 190 H(N)=H(I1)+SS*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) 199 IF (IX(J+IP+3) .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.187.EQ.187 186 R=ELEM(KP)*64.

0 0.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.5 0. 3000.16) 'SI' 30 0.0 3000.0005 0 0 'DW' 4 0.0005 0 0 'DW' 10 1.0 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.5 3000.0 0.6 0.dat que pode ser aberto com o Worldpad Figura (1.3 0.5 3000.4 4000.br Exemplo 1.0 0.0 0.0 0 0 0 0 'PS' 14 0 20.4 4000.com. 3000.0005 0 0 'DW' 2 1.000001007 0. 0.0 1.16.0 0.0 1.8 0.001 0.0005 0 0 'DW' 9 1.0 0. 4000. 1.0005 0 0 'DW' 5 0.4 4000.Curso de Rede de água Capitulo 1. 1982 Dados: arquivo cross.6 0.19 da página 461 do livro do Victor Streeter Figura 1.0 0 0 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 'PT' 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -1 1-61 .0005 0 0 'DW' 7 0.0005 0 0 'DW' 12 1.0005 0 0 'DW' 8 0.0005 0 0 'DW' 11 0. 3000. 0.5 0.0005 0 0 'DW' 3 1.8 0.6 0.0 0.0 0.0005 0 0 'PS' 13 0 -45.6 3000.0005 9 'DW' 1 3.

500 0.300 0.3400 ITERACAO N0.0 0.0 0.00050 7 0.00700004E-006 0.000500000024 9 ESPEC.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 3. DA VAZAO= 1.00 14 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 20.400 4000.00050 11 0.000 0.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.0 1. DA VAZAO= 0.500 0.txt aberto com Wordpad SI 30 0.0 0. 7 SOMA DAS CORR. DA VAZAO= 0.6128 ITERACAO N0. 3 SOMA DAS CORR.0 0.00050 2 1. 2 SOMA DAS CORR.br 'PT' -11 6 12 9 0 2 9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 'PT' 2 400 'PT' 3 400 'PT' 4 400 'PT' 5 475 'PT' 6 400 'PT' 7 400 'PT' 8 500 'PT' 9 300 '&&' 0 0 Fim 7 -8 8 0 Saída em arquivo exercicio2.00050 13 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= -45. 9 SOMA DAS CORR.2056 ITERACAO N0. DA VAZAO= 0.000 3000.I.000 3000. 6 SOMA DAS CORR.00050 12 1.0590 ITERACAO N0.Curso de Rede de água Capitulo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0. DA VAZAO= 0.0 0. 1 SOMA DAS CORR.000 3000. DA VAZAO= 0.800 0.400 4000. DA VAZAO= 0.00050 3 1.1510 ITERACAO N0.0 0.800 0.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1-62 . 5 SOMA DAS CORR. 8 SOMA DAS CORR.00050 4 0.000 0.600 0..500 3000. DA VAZAO= 0.600 0. DA VAZAO= 0.com.0203 ITERACAO N0.600 0.00050 9 1.0 1.00050 8 0.500 3000.00 IND= 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 -1 0 ITERACAO N0.0020 ITERACAO N0.000 4000.00050 5 0.00050 10 1.400 4000. 4 SOMA DAS CORR.0064 ITERACAO N0.0 0.000 0.0 0.600 3000.00100000005 1.0 1.000 3000. UNIDADES S.

13 7 0.94 12.001 500.000 0.000 2 400.389 5 474.153 Fim 1-63 .000 90.10 3.44 0.40 2.34 12 1.24 9 0.000 8 500.000 32.274 1.400 4.389 400.37 4 0.31 3 0.000 81.925 2.000 99.000 9 300.001 9 332.123 7 499.95 0.000 -0.000 NO' COTA PIEZ.13 5 0.411 3 491.62 9.052 0.70 0.126 -0.251 1.000 520.00 IX= 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -11 6 12 9 0 2 9 7 -8 8 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 520.000 6 400.br 1 1.44 -1.478 400.153 300.21 5.222 0.71 0. COTA TERR.com.992 475.297 400.000 4 400.000 3 400.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.93 4.000 7 400.00 0.73 6.000 5 475.Curso de Rede de água Capitulo 1.20 2 0.28 10 1.199 1.01 6.18 2.104 0.29 11 -0.39 2.59 5.000 91. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 520.37 0.478 4 481.411 400.45 15.28 10.948 1.297 8 500.000 104.35 -0.11 1.008 6 490.000 2 504.123 400.977 1.23 8 0.000 0.

20 página 462 Mecânica dos fluidos do Victor L. 1982 1-64 . Streeter e E.com.br Exemplo 1.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.17. Benjamin Wylie Figura 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

34 Q3 – Q4 = -2. 1984 alerta que quando a diferença de pressão é muito baixa em um tramo teremos problema de convergência mesmo no método da teoria linear.Curso de Rede de água Capitulo 1.34 Temos sete variaveis e somente 5 equações. 1976. 1984 informa que Wood e Charles em 1972 propuzeram um método de converter equações para equações lineares. 1984 mostra que no método da teoria linear a relação envolvendo número de trechos (i) .45 -Q1 – Q2 +Q5=0 Q2 –Q3 –Q7= -3. Stephenson. usando o método de Gauss ou de Gauss-Jordan. faltam duas equações. sendo praticamente impossível a resolução do mesmo sem o computador. O método só pode ser feito através de microcomputadores. Portanto. Stephenson.18. número de nós (j) e número de loops (m) será constante: i= j+m -1 A rede malhada da Figura (1.99223 ft3/s=4.34 Método da Teoria Linear O método da teoria linear para análise de redes de água foi desenvolvido por Roland W. A grande vantagem do método da teoria linear é que não precisa de inicialização. O sistema de equações lineares é então resolvido por cálculo de matrizes. isto é. Quando a vazão sai do nó é negativo: Q1 + Q4 = 2000gmp = 2000 x 9.15) tem 6 nós e isto nos dará 5 equações da continuidade independentes que são facilmente montadas assim: Vazão que entra e vazão que sai Quando a vazão entra é positivo. O método da teoria linear tem diferenças entre os métodos de Hardy-Cross e Newton-Raphson.br 1. da mesma maneira que temos no método de Hardy-Cross.23 -Q5 – Q6= 3. Stephenson. Jeppson no seu livro Analysis of flow in pipe networks em 1976.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Figura 1.com. de valores admitidos antecipadamente e converge em aproximadamente 4 a 10 iteraçoes. As duas equações são montadas aplicando o seguinte truque: 1-65 . Vamos mostrar de uma maneira bem simplificada o que fez Jeppson.Esquema de aplicação do método da teoria linear Basicamente o método da teoria linear é a montagem de um sistema de equações não lineares que através de um artifício são linearizadas.

por exemplo. cálculos todos os valores de R para cada tramo. sem termos uma inicialização como o método de Hardy-Cross.402 Q2 -1. Achamos então os valores de Q1. 1984 como inicialização a velocidade unitária 1m/s para todos os trechos de tubulações. Isto também foi idéia de Wood e Charles em 1972 conforme Stephenson. Assim como se a vazão fosse 1.35 Q7 + 0. Para resolver precisamos usar sistema de matrizes Gauss.37 Q3 -0. Usando estes valores como iniciais recalculamos tudo de novo: Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Até ponto em que a vazão obtida é praticamente igual a vazão anterior num erro que toleramos. Uma outra alternativa é estimar que em todos os trechos de tubulação haja para inicialização um regime laminar. Stephenson. Q5.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Q3.402 Q2=0 Temos portanto 7 incógnitas e 7 equações. Assim teremos no tramo 1 R1=4. Q6 e Q7.Curso de Rede de água Capitulo 1. Em três ou quatro iterações o problema está resolvido.402 e assim por diante.Esquema de rede conforme Jepson 1-66 . Q2. Q4.3 Q6 + 3.com.264 Q4=0 1.19. Figura 1.14 Q5 -11. Fazendo procedemos achamos mais duas equações necessárias do loop que são: Sentido horário: positivo Sentido anti-horario: negativo 4.br Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Sendo: R1=[R x Qn-1 ] Um dos truques de inicialização de Jepson é usar a vazão unitária 1.71 Q1 – 0.Jordan. 1984.71 no tramo 2 R2=0.

Curso de Rede de água Capitulo 1.Esquema de rede conforme Jepson 1-67 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br Figura 1.21.Esquema de rede conforme Jepson Figura 1.com.20.

164 páginas. 1975. -MAYS.edu/markbenj/CEE342/Abbreviated%20Hardy-Cross. Pipeflow analysis. -NETWORKS ANALYSIS acessado em 16 de abril de 2007 -SILVESTRE. Dipartamento di Ingegneria Civile.ca/muzychka/Chapter3. Krieger Publishing. 1983. McGraw-Hill. Universita degli Studi di Parma. Hidráulica Geral. Distribution network analysis for water utilities.. C.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Analysis of Flow in Pipe Networks.mun.engr. -CETESB.br 1.com/page/p_bookstore/cwbsa/Chap5. Sistemas de Engenharia Hidráulica. 1976. et al. AWWA.pdf http://www. -TSUTIYA.E.THOMAS M. MILTON TOMOYUKI. -STEPHENSON. 1990. EPUSP. LARRY W. Ann Arbor Science Publisher.. BRUCE et al. NED H. Handbook of Hidraulic Resistance. 1984..pdf http://www. McGraw-Hil.I. 1992.com. CRC Press. Hydrosystems Engineering&Management. Prentice/Hall do Brasil. et al. VICTOR L. -JEPPSON. PASCHOAL. 1984. 1994. Abastecimento de água.1967. -WALSKI. LTC Livros Técnicos e Científicos Editora S. -CHAPTER 3. PAULO. -BILLINGS MR.washington. Water Distribution Systems: simulation and sizing. 1996.pdf -FACULDADE DE HIGIENE E SAUDE PUBLICA DA USP. DAVID. Forecasting Urban Water Demand. -MIGNOSSA. Projeto de Sistemas de Distribuição de Água. 1992. -HWANG.35 Bibliografia e livros consultados: -ANALYSIS OF COMPLEX NETWORKS acessado em 16 de abril de 2007 -AWWA MANUAL M32.. 102p. Italia. -WALSKI.THOMAS M. São Paulo. 1989.Flow analysis acessado em 16 de abril de 2007 http://faculty. 2004. 19páginas. 641páginas.mwhsoft.Curso de Rede de água Capitulo 1. Técnica de abastecimento e tratamento de água.A. 1982. ISBN 0-444-41668-2 -STREETER. Modelli matematici delle reti di distribuziona idrica. Analysis of Water Distribution Systems. Mecânica dos Fluidos.ROLAND W. 1-68 . 201páginas. -IDELCHIK.

exe com entrada de dado cross.104.txt.21 Tomamos um exemplo de rede malhada de Cross feito por Silvestre p.Esquema das redes malhadas 1-69 .com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br Exemplo 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.22.dat e saída em texto cross4. Figura 1. Vamos calcular pelo programa em Fortran denominado cross.

0 0.35 'HW' 3 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.000001007 'HW' 1 0. 100. 100.2 1200.1 900.0 0.0 100.00 900.00 900.05 900.0 100.001 0.1 900.05 1200.00 900.00 900.30 'HW' 7 0.0 0.45 'HW' 2 0.0 0.0 100.0 100.35 'HW' 10 0.dat Cross4.br Entrada de dados com o arquivo cross.0 0.35 'HW' 4 0.30 'HW' 6 0.40 'HW' 5 0.50 'HW' 8 0.00 0 9 7 3 6 0 12 0 9 0 6 0 8 1-70 . 0.1 1200.0 9 12 -5 -6 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -8 4 -11 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 960 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 4 3 'PT' 11 5 2 4 10 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' '&&' 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 900.05 1200. 0.00 900.00 900.com.0 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00 900.0 0.0 100. 0.0 100.0 100.15 900.0 100.00 900.08 1200.0 100.0 0.2 900.0 100.3 1200.0 0.08 900.30 'HW' 12 0.45 'HW' 11 0.30 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 4 2 1 8 -2 -7 11 -3 -10 4 4 4 5 100.dat (original) 'SI' 30 0.30 'HW' 9 0.

99 11 0.0 0. 3 SOMA DAS CORR.0 0.95 3.48 4 0.050 1200.150 900.000 48.57 7 0.txt (original) SI 30 0.00100000005 1.246 900.00000 IND= 4 1 8 -2 -7 4 4 9 -5 -8 4 2 11 -3 -10 4 5 12 -6 -11 0 0 0 ITERACAO N0.000 59.942 2 954.76 4.18 4.100 1200.02 5.000 54.068 0.. DA VAZAO= 0.000 8 900.84 IX= 1 1 2 4 3 9 6 12 9 -6 8 -11 5 -2 4 -7 1 0 8 -3 7 -10 4 0 2 8 5 0 0 0 0 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 900.txt R4.286 1.34 5.148 1.00000 8 0.246 1-71 .080 900. DA VAZAO= 0.000 52.00000 6 0. UNIDADES S.23 5.00000 5 0. DA VAZAO= 0.066 0.350 100.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.000 9 900.03 4. 1 SOMA DAS CORR.350 100.069 0.300 100.050 900.095 0.300 100.300 1200.0 0.680 900.00000 11 0.000 6 900.78 5.000 3 900.99 4.350 100.91 4.18 3 0.080 1200.500 100.00000 4 0.200 1200.69 4.300 100.000 7 900.br Saida dos cálculos com o arquivo R4.891 900.0 0.34 5.24 12 0.064 0.942 900.0 0.0053 ITERACAO N0.64 5.0 0.300 100.81 4.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.80 9 0. 9 ESPEC.93 2 0.29 6.00000 9 0.08 8 0.I.00700004E-006 100.0008 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.912 4 952.11 4.214 1.00000 10 0.0021 ITERACAO N0.000 NO' COTA PIEZ.000 4 900.400 100.615 900.0384 ITERACAO N0. 4 SOMA DAS CORR.00000 7 0.00000 2 0.31 5 0.000 44.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.100 900.74 10 0.066 0. DA VAZAO= 0.77 4.46 7.615 5 948.091 0.97 4. 5 SOMA DAS CORR.0 0.000 49.200 900.195 1.450 100. 2 SOMA DAS CORR.000 5 900.0116 ITERACAO N0.0 0.93 5.0 0. DA VAZAO= 0.050 1200.300 100.450 100.098 1.00000 3 0.29 5.891 6 944.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.98 6.16 6 0.00000 12 0.txt fazendo cross>r4.000 2 900.0 0.100 900.912 900.0 0. COTA TERR.99 4.com. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 959.680 3 949.Curso de Rede de água Capitulo 1.93 5.0 0.

com.575 938.000 900.452 1-72 .000 46.575 38.br 7 8 9 946.452 900.617 42.000 900.Curso de Rede de água Capitulo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.617 942.

4) temos vários locais onde há o problema de ar. 1993 2. O ar em pacote pode se deslocar ou sair pelas ventosas. O ar pode estar em solução ou em forma livre em forma de bolhas ou pacotes de ar.1981.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 2.5 maior que a 15ºC.1. O ar em solução não é problema de engenharia. Para a temperatura de 30ºC a saída de ar da água é de 2. pois em temperaturas normais temos sempre dissolvido 2% de ar na água a 20ºC. Nas Figuras (2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Capitulo 2-Ar nas tubulações 2.Ar armazenado na tubulação Fonte: Val-Matic Valve.1) a (2. As bolhas geralmente possuem diâmetros entre 1mm a 5mm. As bolhas podem se juntar e formar pacotes de ar no topo das tubulações. Somente causa problema quando há redução de pressão é que o ar forma bolhas e que os problemas aumentam. Quanto maior a temperatura maior a possibilidade de saída de ar da água. Figura 2.1 .1 Introdução O ar está sempre presente em tubulações de água. O ar pode ser absorvido pelas superfícies líquidas ou também poder entrar através de regime de escoamento turbulento na entrada de uma tubulação conforme Stephenson. Os pacotes de ar implica em relativo volume de ar que se acumula no topo do tubo.

Ar criado na bomba submersa de poço tubular profundo Fonte: Val-Matic Valve.2 .2. 1993 2.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.

3 . 1993 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 2.3.Ar criado por descarga de hidrante Fonte: Val-Matic Valve.

A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura. Em transientes hidráulicos a entrada do ar causa problemas sérios na tubulação inclusive o rompimento da mesma. Para isto usa-se o que se chama NPSH (net positive suction head) e há duas. Os efeitos mecânicos. causa vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. Em bombas teremos a cavitação.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 2. 2005 os pacotes de ar nas tubulações diminuem a seção transversal reduzindo a capacidade de escoamento. 1993 2. além do desgaste dos rotores. uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2. Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor. Em bombas ou turbinas a presença do ar diminui a eficiência.4. Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido. 2.2 O ar é um problema? Conforme Lauchlan.Tipos de ventosas Fonte: Val-Matic Valve. Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba.4 . sem que a temperatura do líquido mude.

05m/m).5 Sendo: Vc= velocidade crítica da água para o ar se movimentar (m/s) 2. do número de Froude.4 Ar em ressalto hidráulico Em ressalto hidráulico o valor da entrada de ar pode ser estimado pela equação conforme Lauchlan. Em condutos fechados o transporte de ar é dependente da orientação do escoamento.5 sendo g a aceleração da gravidade e D o diâmetro do tubo.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 2. Falvey. 1991 in Lauchlan.4 Sendo: Qar= vazão do ar (m3/s) Qagua= vazão da água (m3/s) Fr= número de Froude= V/ (g x y) 0. 2002 in Lauchlan. 2005 não há uma solução analítica do transporte de bolhas de ar pelas tubulações aceita por todos os especialistas apesar de que os resultados são baseados em experiências.5 Critérios para o movimento do ar nas tubulações Conforme Little. Em movimento lento a entrada de bolhas de ar é distribuída em todo o líquido o escoamento pode mudar drasticamente devido as bolhas de ar.81m/s2 y= altura do nível da água a montante (m) 2.5 .0066 x (Fr – 1) 1. 2.5 V= velocidade média a montante (m/s) g= aceleração da gravidade =9.509 x (tan(Θ)) 0. 2005 mostraram que a velocidade crítica da água para mover as bolhas de ar é função da tensão superficial. Qar/ Qágua = 0. 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. Se a capacidade de transporte é excedida em escoamento em condutos. do número de Reynolds e da declividade da tubulação. Em canais abertos com alta velocidade o transporte de ar aumenta com o aumenta da velocidade e intensidade da turbulência do escoamento. O transporte de ar é máximo quando o escoamento for vertical de baixo para cima e mínimo quando o escoamento for vertical de cima para baixo. 2005.3 Mecanismo de movimento do ar Conforme Kobus.9º ou 0. Vc/ (gxD)0. 2005 o movimento do ar nas tubulações se passa da seguinte maneira: O transporte da água depende da razão entre a velocidade da água e a velocidade de ascensão da bolha de ar.6 Equação de Kalinske e Bliss Experimentalmente Kalisnke e Bliss obtiveram a equação que mostra a velocidade crítica da água para que o ar se mova na tubulação descendente com declividade maiores que 5% (2. Onde os efeitos da tensão superficial são desprezíveis a velocidade critica da água para mover as bolhas de ar é proporcional a (gD)0.5 = 1. 1984. Bendikse. 1980 e Wisner et al 1975 in Lauchalan. Em águas estagnadas a capacidade de transporte é zero e o as bolhas de ar chegarão a superfície. o ar ficar em pacotes na parte alta da tubulação.

051 0.77 1.05 0.36 0.77m/s.73 2.18 0.09 1.262 0.09 0.175 0.40 1.070 0.2 0.2 0.9 4 5 10 15 20 2.349 0.4 0.80 0.051 0.3 0.051 0.27 0.349 Declividade (m/m) 0.087 0.63 0.5 0. D (m) 0.070 0.5 0.4 0.99 1.27 0.3 0.349 0.05 0.56 0.55 1.9 4 5 10 15 20 2.262 0.27 0.89 1.34 1.349 0.18 0.3 0.5 0.2 0.2 0.2 0.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 2.68 0.07 0.26 1.9 4 5 10 15 20 0.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kalinske e Bliss.262 0.9 4 5 10 15 20 2.81m/s2 D= diâmetro da tubulação (m) Θ= ângulo da declividade descendente (radianos) Para arrastar o ar numa tubulação de 300mm com declividade de 0.4 0.2 0.88 0.28 0.3 0.4 0.48 0.67 0.36 0.09 0.36 Velocidade critica m/s 0.4 0.07 0.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade =9.051 0.09 1.09 0.56 0.3 0.1.262 0.07 0.88 1.175 0.6 .58 0.02 2.09 0.07 0.79 0. Tabela 2.070 0.18 0.36 0.27 0.5 Ângulo Θ graus radianos 2.087 0.087 0.070 0.09m/m (9%) é necessário uma velocidade mínima de 0.5 0.75 0.3 0.05 0.18 0.175 0.175 0.087 0.5 0.4 0.05 0.

46 0.349 25 0.3 0.3 Ângulo Θ Graus radianos º 15 0.3 0.61 1.09 3. 1950 para movimento vertical Vc/ (gxD)0.960 60 1.2 0.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 2.047 Declividade (m/m) 0.5 = 0.57 0.7 .31 2.2.73 Velocidade critica m/s 1.5 = 0.84 1.3 0.2 0.77 1.2 0.262 20 0.36 0.524 35 0.785 50 0.873 55 0.27 0.5 Tabela 2.34 1.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kent.94 2.83 3.36 0.17 2.436 30 0.19 1.3 0.698 45 0. D (m) 0. 1950 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.40 0.55 + 0.33 Tabela 2.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Davies e Taylor.28 1.7 Equação de Kent Para tubulações com declividades que variam de 15º a 60º temos: Vc/ (gxD)0.2 0.3 0.58 0.84 1.44 1.41 2.86 2.97 2.611 40 0.53 2.436 30 0.3 0.8 Equação de Davies e Taylor.3 0.2 0.349 25 0.3.70 0.37 2.5 x (sen(Θ)) 0.785 50 0.56 1.47 0.77 1.047 15 0.3 0.58 0.2 0.47 0.698 45 0.00 1.09 1.73 0.2 0.873 55 0.65 0.611 40 0.73 0.78 1.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.59 2.43 1.524 35 0.11 2.2 0.70 0.2 0.19 1.00 1.2 0.3 0.960 60 1.80 0.262 20 0.27 0.43 1.

55 1. 2003 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.4.77 0.9 Equação de Benjamin. 1968 para movimento horizontal Vc/ (gxD)0.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Corços. De modo geral as velocidade do ar nas ventosas não deve ser maior que 30m/s (trinta metros por segundo). 1968 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.5.542 Tabela 2.8 . G.20 1.5 = 0.42 2.41 1.93 1.89 1.67 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. 2005 a ventosa deve ser posiciona estrategicamente em um ponto para a permitir a entrada e saída de ar quando da tubulação estiver funcionando ou quando a mesma está sendo dada uma descarga.638 Sendo: Vs= velocidade mínima para mover um pacote de ar estacionário.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 2. Posicionamento das ventosas: 2. Tabela 2.09 1.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Benjamim. As ventosas são de orifícios pequenos e orifícios maiores que 25mm.11 Remoção de ar nas ventosas Conforme CIRIA Report 179 in Lauchlan.10 Equação de Corcos. 2003 Para mover o ar em uma tubulação por gravidade em áreas rurais e prevenir a acumulação de ar temos: Vs/ (gxD)0.66 0.31 1.5 = 0.26 1.07 1.76 0.

5 2. AWWA A AWWA Manual M51 que se refere a ventosas possui também as suas recomendações. 1983 baseado na teoria dos orifícios desenvolveu a equação para a vazão de ar pela ventosa.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 2. Qa= 0. É recomendada a declividade mínima no trecho descendente de 1: 300 (0.002m/m) é sugerida como o mínimo gradiente que deve ser construída uma tubulação. • A distância mínima entre as ventosas varia de 50mm a 800m. van Vuuren da Universidade de Pretoria. Para trechos longos descendentes e horizontais são seguidas as mesmas recomendações. Esta regra é muito importante.6) fornece o comprimento critico entre ventosas conforme o diâmetro da tubulação.002m/m) no trecho ascendente.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 As ventosas devem ser colocadas nos pontos altos da rede e uns 3m ou 4m abaixo do ponto alto na direção de declividade.6. Saint Gobain • A Saint Gobain sugere que as tubulações sejam assentadas na declividade mínima de 1: 250 (0. Distância entre as ventosas O professor S.004m/m) no trecho descendente de 1: 500 (0.34 x a x (g x h/ Dar )0.0033m/m). • Quando a ventosa for instalada no ponto alto.9 . Ls= 85 x D/ 150 Sendo: Ls= comprimento crítico entre as ventosas (m) D= diâmetro do tubo (mm) A Tabela (2. Saída de ar pelas ventosas Stephenson.Distância máxima entre as ventosas conforme Van Vuuren. 1990 D (mm) 150 200 300 400 500 600 Ls (m) 85 113 170 227 283 340 O fabricante de ventosas Vent-O-Mat da África do Sul recomenda que em tubulações ascendentes deve ser colocada uma ventosa em cada 600m de rede. a mesma deverá estar alguns metros (3 m ou 4 m ) na parte descendente. J. Considerações gerais • A velocidade mínima da água para que o ar se movimente deve ser de 1m/s a 2m/s. • A declividade de 1: 500 (0. Tabela 2. 1990 sugere que o intervalo entre as ventosa seja dada pela equação.

Volante de inércia 7. Válvula de retenção 2. Chaminé de equilíbrio 3. Ventosas 5. 1% do diâmetro d= diâmetro da ventosa (m) D= diâmetro do tubo (m) Então o orifício deve ter cerca de 1% do diâmetro do tubo para expelir 1% de ar na tubulação 2. Válvula de alivio 2.81 x 10/ 1.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Sendo: Qa= vazão de ar (m3/s) a= área do orifício (m2) g= aceleração da gravidade = 9.01 z D ou seja.01 x 1m/s x A= 93x a 0.01x D d=0. Bypass 6.5 0.3 x a= Para sair 1% de ar da tubulação de água com a velocidade de 1m/s e na pressão absoluta de 10m que é o mínimo para não haver vácuo temos: Qa= 0.15 x 10-3 Fazendo-se as substituições achamos: Qa= 0.34 x a x (9.5 Qa= 99.5).64)=0.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 2.64x d d=D/ (10 x 9.01D2=93xd2 D/10=9. As medidas mais comuns são: 1.34 x a x (g x h/ Dar )0.12 Medidas para evitar golpe de aríete Existe uma variedade muito grande de dispositivos para evitar os golpes de aríete devendo-se estudar as mais adequadas conforme Figura (2. Tanques unidirecionais 4. Reservatório ou câmara de ar comprimido 8.10 .81m/s2 h= pressão (m)= 10m Dar= densidade relativa do ar na pressão inicial = 1.01 x 1m/s x PI x D2/4= 93 x PI x d2/4 0.15x10-3 )0.

2. a localização das ventosas é difícil de ser feita.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 2.11 . de 100kPa”. e a pressão dinâmica mínima. que a pressão máxima deve ser de 50 metros de coluna de água (mca) e a pressão mínima deve ser de 10 mca. Em adutoras todos são unânimes em afirmar que devemos instalar vem tosas. diz que a “pressão estática máxima nas tubulações distribuidoras deverá ser de 500 kPa.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2. Dica: recomendamos que em rede de distribuição sejam instaladas ventosas nos condutos principais. desde que justificadas. é instalar um Manômetro Registrador junto a torneira do cavalete de entrada de água potável do concessionário.13 Ventosas em redes de distribuição Apesar de existir inúmeras equações e recomendações. sendo que as outras 11 ventosas não fizeram diferença. Fonte: Stephenson. Foram colocadas aleatoriamente 4 ventosas e a vazão chegou praticamente a 90 L/s. Lembro que uma vez numa adutora de 8km o antigo DAE tirou todas as 15 ventosas de uma vez só para manutenção. Uma maneira de se comprovar a variação das pressões.mas em redes de distribuição devemos ou não instalar ventosas? O meu ponto de vista é que devemos instalar ventosas nos condutos principais para evitar em descargas e enchimento que as ligações de água se transformem em ventosas. 2. É possível pressões mais elevadas do que 50 mca e menores que 10 mca. Isto significa. 1981. um dispositivo para registrar automaticamente em gráfico as pressões durante um dia inteiro ou durante sete dias.Esquema das varias soluções existentes para proteção do golpe de aríete.14 Os rodízios e o ar nos hidrômetros Conforme a NBR 12218 de julho de 1994 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) de Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público. O porque até hoje não sei.5. A vazão que chegava na ETA Cumbica era de 90 L/s e passou para somente 30 L/s. 2.

o abastecimento primeiramente vai até a caixa d’água e depois vai para a distribuição na residência. não bloqueia a entrada de água e nem de ar. Uma outra observação importante e pouco aplicada no Brasil. onde recebem água do serviço público. o suprimento de água é menor que a demanda (consumo) e conseqüentemente a distribuição de água potável não é continua. enquanto que no Nordeste e Sudeste temos 3. que possui 12% das reservas mundiais de água doce. Infelizmente não temos experiências nos Estados Unidos. Europa e Japão a respeito dos rodízios. O aparelho que mede a água: hidrômetro Segundo a Portaria n. devem ser previstas ventosas” O grande problema de entrada de ar nas tubulações de rede pública de abastecimento de água potável é na ocasião de enchimento e esvaziamento das linhas. variando com o tempo a vazão e a pressão. Ainda na mesma Portaria 246/2000 do INMETRO. 2. como é comum no Brasil.1 dia com água e 1 dia sem água. Canada. Isto significa que o hidrômetro deve ser revisado pelo serviço público pelo menos de cinco em cinco anos. No Brasil de modo geral.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 2.º 246 de 17 de outubro de 20000 estabelecida pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. fazem os denominados rodízios de água.5%.3% e 6. Os rodízios podem ser de 12 horas com água e 12 horas sem água. as concessionárias dos serviços públicos de abastecimento de água. Na região Sul e Centro-Oeste temos 6. Ventosas na rede de distribuição A NBR 12218/94 prevê que “nos pontos altos dos condutos principais.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 A NBR 12218/94 prevê que a distribuição de água potável aos consumidores seja de “forma contínua em quantidade e pressão recomendadas”.12 . pois. As residências têm as suas instalações hidráulicas de água iniciadas após o cavalete. Normalização e Qualidade Industrial).7% de água doce . nas condições normais de utilização”.0%. Na caixa d’água existe uma torneira de bóia. o volume de água que o atravessa”. que estando a caixa vazia. é que o INMETRO através da citada Portaria 29/94 exige que as verificações periódicas são efetuadas nos hidrômetros em uso. 1 dias com água e 2 dia sem água e assim por diante. que nem sempre é obedecido. 1 dia com água e 3 dias sem água. No Brasil a água doce está concentrada na região Norte com cerca de 68. naqueles lugares. não existe o problema de falta de água ou de rodízios freqüentes. em intervalos estabelecidos pelo INMETRO ”não superiores a cinco anos”.5% e 15. o hidrômetro deverá ser instalado de tal maneira que ”esteja permanentemente cheio de água. Com os problemas de freqüentes falta de água no Brasil. o “hidrômetro é o instrumento destinado a medir e indicar continuamente. Como no Brasil o abastecimento de água é indireto. Frisamos que o hidrômetro é destinado a medir a água que passa pelo mesmo e não o ar.

Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 causando movimento desordenado do ar dentro das tubulações e acumulo de ar em pontos elevados. Um grande fabricante de hidrômetros em Minas Gerais construiu há uns anos uma ventosa de cavalete e pouco tempo depois a retirou de circulação. principalmente em tubulações de aço.7% de probabilidade que o usuário paga cerca de 2% a mais de água devido ao problema de ar no hidrômetro. são instalados dispositivos denominados ventosas. ou seja. Nas tubulações de pequeno diâmetro. quando queremos que entre o ar na rede. Mas na prática estas ventosas que são instaladas em cavaletes só funcionam quando a pressão do ar é baixa. O enchimento da rede provoca cerca de 90% do ar nos hidrômetros. Pesquisas feita em 1997 em região com abastecimento de água potável com rodízio de 1 dia sem água e 2 dias com água (10 dias de rodízio durante o mês). pois. A Tabela (2. em torno de 2mca e neste caso reduzem o ar de 10% a 35%. nenhuma ventosa de cavalete que realmente elimine todo o ar no cavalete. praticamente não são instaladas ventosas. pois é grande o desespero dos usuários que vêm sua conta aumentar com os rodízios de água. haverá o colapso da tubulação. com a produção de vácuo relativo. enquanto que no esvaziamento temos cerca de 10%. o hidrômetro passa a marcar como se fosse água. mas no entanto não resolvem totalmente o problema de ar nos hidrômetros causado pelos rodízios. mas aumentando a pressão do ar. Até a presente data. ou seja. Assim para 30 dias de rodízio teremos três vezes mais problema de ar nos hidrômetros. As ventosas também servem. Ventosas no ramal domiciliar das ligações de água Quando são feitos os rodízios.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 2. não funcionaram conforme o previsto.13 . sendo que o restante 65% a 90% do ar é medido pelo hidrômetro como sendo água. funcionando como eliminador de ar todas as ligações de água. haverá influência de ar na rede. As ventosas na redes de maior diâmetro eliminam uma parte do ar. ainda não existe no mercado nacional. Existe uma proporcionalidade entre o número de rodízios no mês e o ar medido pelos hidrômetros. pois. pois o próprio ar fecha a ventosa. ficando a mesma toda amassada de fora para dentro. Para expulsar o ar. As vendas destas ventosas está cada vez maior. Um pouco de ar não faz o hidrômetro girar. Desconto na conta d’água devido aos rodízios Em havendo rodízios. Aguardamos o resultado de testes em novas ventosas que realmente funcionem. ou seja. concluiu com 96. seria a revisão ou troca das ventosas existentes e colocação de ventosas adicionais nas redes primárias em pontos altos. 6% a mais de consumo de água durante o mês. Ultimamente vem sendo vendidas ventosas de latão ou plásticos ou mistas. para serem instaladas em cavaletes para eliminar o ar antes que chegue aos hidrômetros. Na prática a pressão do ar é bem maior que 2mca e as ventosas dos cavaletes. A melhor solução para as ventosas de rede. na ocasião do enchimento da rede de distribuição com água. purgar. não funcionam. Após a passagem do ar vem em seguida a água. o ar é empurrado dentro das tubulações.7) mostra como funciona: 2. sendo que parte é expelido pelas ventosas existentes e parte continua até atingir as residências entrando pelos cavaletes e passando pelo hidrômetro. Na prática são instaladas ventosas principalmente nas tubulações de grande diâmetro e nas tubulações de aço. não havendo a purga do ar.

Dica: ventosinha não funciona no ramal predial 2. A grande necessidade de se manter uma pressão mínima de 10mca exigido pela ABNT é uma medida sanitária para assegurar que não exista penetração de água poluída existente próxima a tubulação. praticamente não se faz a leitura dos hidrômetros. Um outro problema é a água aparecer barrenta. Em conclusão.5 2 Número de rodízios no mês 10 15 30 10 Aumento do consumo de água devido a influência do ar 2% 3% 6% 2% Na área de rodízio haverá casos em que a influência do ar será muito grande. quando esta se esvazia. Haverá usuários em que a influência do ar será significativa e a análise deverá ser caso a caso. devendo para isto ser pesquisadas as casas vizinhas da mesma quadra e as da quadra em frente ao imóvel em questão. com os rodízios os hidrômetros não funcionam corretamente devendo haver um desconto geral no volume de água conforme o número de rodízios feitos durante o mês.7. para ser feito o abatimento adequado e verificando se não houve um aumento de consumo do usuário. sugerimos usar filtro ou purificador doméstico. Deverão ser tomadas todas as cautelas pelas concessionárias de abastecimento de água potável no que concerne ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Lei 8078 de 11 de setembro de 1990) no seu artigo 6º parágrafo X: “São direitos básico do consumidor a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral”. adotando-se uma tarifa mínima 10m3/mês para todos os imóveis da área afetada pelo rodízio. Quando o usuário tiver alguma dúvida sobre a qualidade da água para beber.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Tabela 2.Método de14 Hardy-Cross Capitulo 2. Problema sanitário com os rodízios O maior problema nos rodízios no sistema de distribuição de água potável é sanitário. principalmente em locais onde existem tubulações antigas de ferro fundido. Nos casos de o abastecimento ser completamente descontrolado.5 1 Número de dias sem água 1 1 0. Quando a rede está com pressão e existe um pequeno vazamento a água sai da tubulação e quando a rede fica vazia. É a retrossifonagem. água mineral ou ainda ferver a água de torneira durante o mínimo de 15 minutos. onde há uma mistura da água limpa com a água suja denominado pelos americanos de cross-connection.14 .Número de rodízios e influência do ar Número de dias com água 2 1 0. pode ocorrer a formação de vácuo relativo e a água poluída que está perto da tubulação entra na mesma.

C. Air in pipelines. 2005. Report SR 649 April.14 Bibliografia -LAUCHALAN.Método de15 Hardy-Cross Capitulo 2. et al. 2. S. ISBN-0444-41669-2. Pipeline design for water engineers. 1981.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. 84 páginas -STEPHENSON.15 . 2a ed Elsivier scientific publishing company. HR Wallingford. DAVID.

br Previsão de consumo de água 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.1 .com.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 3.

. novas tecnologias e as novas peças que economizam água. perdas d’água. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 3. O futuro para a previsão pode se referir a horas. O Uso Consultivo da água é aquele que água tem um fim em si mesma.2 . É o caso das usinas hidrelétricas. qualidade. Isto inclui as populações e indústrias futuras. tempo e espaço. medidas de redução do consumo de água. A Previsão da Demanda da Água é uma estimativa do futuro com quatro dimensões: quantidade. Projeções dos empregos agregados e desagregados. a agricultura. O Uso da Água se refere a quantidade de água necessária para atender aos vários fins a que se destina.Previsão de consumo de água 3.1976). dados históricos mensais por economias e por categorias. projeção do aumento da renda. chuvas. no uso atual e no uso futuro. f) Estatísticas de água: preços.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão da demanda em um sistema de abastecimento de água potável. sendo o seu destino por exemplo o abastecimento público.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. Geralmente uma previsão tem de 15 a 25 anos para médio prazo e para longo prazo cerca de 50 anos. do transporte e da recreação. O total da água trata é a Água Produzida e o Abastecimento de Água é toda a água necessária para uma cidade. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia.br Capitulo 3. A Previsão de Demanda de Água é baseada nos usos anteriores da água. O uso da água pode ser dividido em duas categorias: uso consultivo e uso não consultivo. A Demanda da Água é quantidade de água a ser consumida na unidade de tempo com um preço determinado. sendo portanto um conceito descritivo. O Uso Não Consultivo da água é aquele em que a água é um meio para um fim desejado. o futuro não existe (Encel et al. O que vamos tratar é o Uso Consultivo da água. falando propriamente. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos. evapotranspiração.com. semanas. tamanho dos lotes etc. e) Clima: temperatura. densidade de moradias. isto inclui o abastecimento de água. pois. 3. estruturas da tarifas. dias. a indústria e mineração. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. aceitabilidade pelo público etc. A previsão contudo não é um método científico. meses ou anos. Há inúmeras incertezas em uma previsão podendo ocorrer uma grande variedade de erros. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%. sendo portanto um conceito analítico. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. aumento da renda. suprimentos particulares. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família.

pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro. pois usa poucos dados. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 3. Este método é bom para previsões a curto prazo. a quota per capita.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas.com. Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema.2 Previsão usando densidade A previsão de consumo é muito difícil. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1 a 2 L/s x ha 3. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. Existem varias tabelas sobre o assunto. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas. Tabela 3. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial. por exemplo.1. 3. renda.br Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita. volume por ligação.3 .

64 51. densidade (hab/ha). comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 3. nível de renda da população.64 18. tarifas de água. É normal e aceitável a variação na previsão de população de 10% a 20% sendo a média de 15%. R. Vaughan Jones elaboraram para a AWWA o livro sobre Forecasting Urban Water Demand que deve ser consultado pelos especialistas.14 23. 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) Tabela 3.64 40. Bruce Billings e C.64 29.4 .64 84. programas de conservação da água.64 62. ilhas de calor.86 + 0.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) 2 Bairros residências de luxo com lotes de 800m 100 Idem 450m2 120 2 Idem 250m 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial.3 Cenários de previsão de consumo de água Os cenários futuros para previsão de população podem variar bastante desde as condições climáticas.3.14 89. O livro de Previsão de Consumo de água de Plínio Tomaz também deverá ser consultado.br Tabela 3.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12.14 67.14 34.64 3. etc.14 45.2.14 78. AI= -3.14 56.com.64 73.

br Um dos métodos que podem ser usados é o Método de Delfos usado inicialmente pela Força Aérea dos Estados Unidos.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. Método de crescimento geométrico 3. apesar de os processos usados serem muito “modernos”. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. Método geométrica 3. Qasim. Todas as informações são levada somente a uma pessoa (oráculo) que faz a condensação dos dados. Barnes et al. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado. 1981. CETESB. 6. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões. 5. Vi várias previsões de população e de consumo de água para Guarulhos e todas elas sem exceção deram erros muito grandes. 1978. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 3. O resultado será o melhor possível que nem os método cientifico mais modernos podem conseguir. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região. 1968. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais. economia e outras.com. Nota: tive oportunidade de ver uma previsão de população de Guarulhos feita em 1964 e que saiu totalmente da realidade. 3. agricultura. Metcalf & Eddy.5 Previsão de população Qasim. Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação. Método da previsão de empregos 8. 1. Método Logístico 3. 7. Método de crescimento aritmético 2. Método aritmético 2. onde um grupo de especialistas que não se conhecem fazem as varias estimativas de futuro em varias áreas do conhecimento como engenharia. 4. 1985.5 .

294 900.972 1.996 1.908 104.979 1.894 662.237 972.960 1.181 597.989 1.455 384.093 77.754 236.000 801.975 1.489 68.626 345.6 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (3.585 266.197 1.998 1. Tabela 3.968 1.970 1.226 221.660 35.997 1.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 3.000 52.000 35.992 1.426 387.546 833.343 296.980 1.480 630.971 1.000 2.000 771.326 102.186 22.876 189.977 1.439 6.294 6.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.281 50.301 95.987 1.528 158.000 828.000 863.744 97.000 48.988 1.983 1.526 366.973 1.026 263.099 196.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.001 1.984 1.000 761.811 15.981 1.580 81.000 893.950 1.000 857.989 209.969 1.4.000 794.940 1.047 325.550 205.000 680.000 739.159 414.991 1.627 24.976 1.776 77.com.994 1.990 1.422 17.726 325.723 45.469 24.677 41.999 2.779 6.271 503.br 3.4).268 539.101 101.162 90.826 304.000 746.940 773.304 17.326 407.264 500.974 1.000 7.678 672.486 37.745 19.000 916.000 55.986 1.523 18.966 1.226 428.062 581.751 355.237 6.145 463.197 173.978 1.6 .073 33.690 806.126 242.518 717.682 565.072.497 182.273 23.000 811.000 5.993 1.926 283.000 922.985 1.975 532.690 55.045 728.863 444.885 59.717 3.697 86.967 1.000 709.995 1.982 1.567 473.869 223.

Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.004 2.Po)/ (t1.003 2.006 1. Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 3.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 3. Yassuda e Paulo S.179 1.7 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.283.253 Na Tabela (3.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.br 2.6) 3.251.005 2.002 2.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 3.com. Tabela 3.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (3.7 .6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: r= (P1.

8 .7.1.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 3.com.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 3.Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a méda das três ultimas razões teremos: Media =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 3.br População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 3.

000 hab.03 obtermos para o ano 2030.P2 – P12 . 1967.P1.8.9 .603.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 3. 3.4343 x d)} .8 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.9 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.Po. log { [Po (K-P1)]/ {P1 .com. q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1. P= K / (1 + 2. (K-Po)}} to=0 t1=d.766hab Tabela 3. (´Po+P2)] / (Po . P2 .Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 3.718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2.072.03 Adotando a razão q= 1.717 hab. P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K. Po= 806.P12) b= {1/ (0. P= Po .4343) . 1967 pelo método geométrico será: P= Po .03 (2030-1990) =2.br 3. log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980. No caso d=10anos t2=2d a = (1/0. q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1. q (t-to) P= 806000 x 1.

10 . P= 1558889 / (1 + 2.850 Tabela 3. t1 P2.718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2. b= {1/ (0. (´532908+1072717)] / (532908x 1072717 .07232125 a = (1/0.65504716 P= Ks / (1 + 2.889 habitantes. Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim. pois to=1980. a população de saturação será de K=1.9.558. (1558889532908)}}= -0.Po.65504716 Po.718 0. log [(1558889-532908)/532908]= 0.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.t ) O tempo começa a contar de 1980.07232.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 . log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 .65504-0. to P1.4343) .P2 – P12 .com. (2010-1980 )= 1.277. log [(K-Po)/Po] a = (1/0.4343) .07232.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 3.Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0. log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 .10.4343 x 10)} . P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2. (Ks-Po)}} b= {1/ (0. (´Po+P2)] / (Po . t2 3.65504-0.4343 x d)} .07232125 a=0.718 0.558.br Tabela 3.P1.889 Portanto.Valores de Po.8060002)= 1. P2 .

11 . k1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano k2= maior vazão horária no dia/ vazão méia horária no dia É sempre uma dificuldade estimar o valor de k1 e k2 quando fazemos um projeto. Salientamos que nos países do primeiro mundo o abastecimento é direto. Em um abastecimento direto como o Parque Cecap em Guarulhos onde não há reservatórios. Tsutiya. isto é.0 Valores médios K1=1.2 a 3.com.2 e K2=1. 1966 apresenta a Tabela (3.0 a 3. Fayer et al. 1966. Usualmente se toma k1=1.11 Perdas de água As perdas na rede de distribuição também deverão ser levadas em contas. 2004 cita Thomas Walski que recomenda k1 entre 1.20 (antiga PNB 587 da ABNT)e k2=1.br 3. No Brasil é usual perdas de 30% a 45%. as casas e prédios não possuem reservatórios e daí ser necessário introduzir um coeficiente K3 ou admitir o produto K1 x K2 com maior valor de maneira semelhante aos Estados Unidos ou Europa por exemplo.5x 2.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.11) que vale para os Estados Unidos onde o abastecimento é direto. 1967 as variações de consumo diárias e horárias são assim definidas. isto é. as casas possuem reservatórios domiciliares.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 3.o que significa que não estão inclusas as perdas. para abastecimento direto Razão Máximo no dia/ média diária (K1) Máxima na hora: media da horas (K2) Faixa normal de variação Varia de 1.50 sendo que K1 x K2 x K3=3. 3.5=3. poder-se-ia admitir K1=1.50 (antiga PNB 587 da ABNT) que são usados no Brasil para sistema onde o abastecimento é direto.75 3.0 Varia de 2. et al.6 Tabela 3. 2004 cita que a Sabesp tem quota per capitã efetiva varia de 130 a 273 L/dia x hab sendo a media de 221 L/hab x dia. Caso fosse incluso 40% de perdas a quota per capita seria de 211+84= 295 L/dia x hab.0 para K1=1.10 Variações de consumo Conforme FHSP.5 K2=2. Em abastecimentos semelhantes poderemos usar os valores médios estimados Tudo se passa como se existisse um coeficiente K3 para quando não houvesse reservatórios e K3=2. No Parque Cecap em Guarulhos chegamos a média de 211 litros/hab x dia incluso as perdas.2 e K=3 sendo o produto k1xk2=3.0 e k2 entre 3 e 6 para os Estados Unidos.5 K1xK2= 1.Valores médios de k1 e k2 segundo Fair. Conforme Tsutiya.11.2 a 2.

8 Alemanha oriental 15. Informações mais detalhadas sobre o Método Delfos pode ser obtido no trabalho “The Delphi Method. Hegel e Singer. 3.12. O método Delfos foi desenvolvido nos Estados Unidos nos anos de1950 pela Força Aérea.8 Alemanha ocidental 6. pois ele é quem faz as perguntas adequadas. O método Delfos cobre algumas áreas das filosofias para a procura da verdade.com. Leibniz.Techniques and Applications” de Haroldo A. Roma 31 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8. principalmente em cidades de veraneio.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.br Tabela 3.4m3/km e 243 L/propriedade x dia República Checa 20 a 30 Slovenia 40 Ucrania Em torno de 50 3. O mínimo de especialistas deve ser de quatro. 3. Sofia 30 a 40% Croácia 30 a60% Dinamarca 4 a 16 Eslovaquia 27 Espanha 24 a 34 Espanha 22 Finlândia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália média 15 Itália. O método não permite que as pessoas se conheçam e discutam o assunto entre elas. Uma das críticas do método Delfos é que o mesmo pode ser influenciado pelo coordenador do grupo. O método Delfos deve-se ao modo que os oráculos de Delfos respondiam na antiga Grécia. principalmente de Locke.9 Armênia 50 a 55% Bulgária.12 . isto é. A base do método é que todos devem ser especialistas e que o grupo seja anônimo e haja um feedback do resultado.12 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta. Linstone e Murray Turoff do ano de 2002 com 618páginas. aquele mais conhecido.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 3. para não haver influência e aconteça que as pessoas sigam o líder do grupo. pois o oráculo era o intermediário entre os conselhos dos deuses e o homem. Kant.13 Método Delfos É um método estruturado de maneira que vários especialistas respondem um questionário e depois recebem as opiniões do grupo enviadas por um coordenador.Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Paises Perdas (%) Albânia Até 75% Alemanha (média nacional) 8.

Belo Horizonte. Edutira John Willey. Forecasting urban water demand.1994.BILLINGS. American Water Works Association. GORDON M. 859 páginas. . LEO et al.br 3. BRUCE et al. Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. et al. ISBN 1-56676-134-4.com. Abastecimento de água. 643páginas -FAIR. Abastecimento de água para consumo humano. EPUSP. NBR 12211/92. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. -QASIM. Colorado. SYED R. -FHSP.planing. -TSUTIYA. 1996. 2004. 1967. ISBN 0-471-25130-5 3. Denver. design and operation.. 726páginas. R. Water supply and wastewater removal.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 3. Wastewatrer treatment plants. MILTON TOMOYUKI. -HELLER.14 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água.13 .Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. 1966. 2006.

Perdas de água 4-1 .Método de Hardy Cross Capitulo 4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4.

as imprecisões nos hidrômetros. chamada pelos americanos de unaccounted-for-water (UFW). erros de leitura de hidrômetros e erros cadastrais. Hong Kong tem também conceitos diferentes.Porcentagem de perdas SAAE em 1995 Tipo de perda Porcentagem de perdas .Método de Hardy Cross Capitulo 4. Segundo o Congresso Internacional da IWA. realizado em Copenhague. Para a Alemanha. 4-2 . A verdadeira perda UFW representa os vazamentos de água. d) Subtraindo o item b do item a e subtraindo o índice c do que restou. a água de descarga por vazamentos ou para limpeza de redes devido a algum odor ou sabor estranho.SAAE 19. hidrômetros impróprios para o consumo. caminhões-tanque e outras. durante um período de 12 meses consecutivos. então. entregue ao sistema de distribuição. De modo geral. em 1991. não é paga. deverão ser estimadas: a água gasta para conter incêndios através dos hidrantes públicos.1 Introdução A AWWA definiu que é a perda d’água: a) Determinar precisamente a quantidade de água. furtos de água.1. incluída a água que é medida e que.12% micromedição 12. por alguma razão.0% Total Guarulhos tem dados de perdas de água de toda a cidade desde 1972 e não conheço nenhuma cidade do Brasil que tenha estudo de toda a cidade na época conforme Tabela (4. em volumes. micromedição e outras perdas. teremos a verdadeira perda. contas de água subestimada.Perdas de água 4. produzida ou comprada.1) seguem as perdas d’água do SAAE em 1995. Na Tabela (4. mas há casos em que isto não é possível e. A International Water Association-IWA mostra que inúmeros países têm conceitos de perda diferenciados. eram praticamente as mesmas. c) É importante que toda a água seja medida.04% vazamentos 8.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4. a água que foi extravasada dos reservatórios.84% outras perdas 40. Assim. a água dos reservatórios do serviço público. b) Determinar o total de água vendida através dos micromedidores. comercial e industrial. a perda é a diferença entre a quantidade de água que entra num sistema e a soma da água vendida.2). O Japão e o Brasil usam termos como effectively used water e not effectively used (água efetivamente utilizada e não utilizada: perdas físicas e perdas não-físicas). Tabela 4. para que não haja falhas na contagem. a IWA separa a perda em três tipos: vazamentos. e) A AWWA aconselha que o erro seja calculado. principalmente. deverá ser realizada a estimativa da água usada. a perda de água é definida como a diferença entre a quantidade entregue ao sistema e a água realmente consumida nas categorias doméstica.

a AWWA tinha adotado a taxa de 15% como tolerável.00 1988 30.31 1984 35.77 1990 26.92 1978 24. o limite tolerável de 25 % de perdas d’água.69 1985 33.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4. para países em desenvolvimento.2.09 1992 35. 4-3 .86 1977 25.16 1973 22. a Associação Americana de Instalações de Água (American Water Works Association – AWWA). adotou como toleráveis. Em 1957.94 1989 34. índices para as perdas d’água desde que menores que 10 %.Perdas de água do SAAE de 1972 a 1995 Ano Perdas de água (%) 1972 29.84 1995 42.73 1991 32.20 1983 38. para os países desenvolvidos.Método de Hardy Cross Capitulo 4.26 1980 26. o que durou até julho de 1996.00 O Banco Mundial e os demais bancos internacionais adotam.46 1981 29.20 1975 32.53 1994 40. através de comitê especial para o assunto. quando. Enquanto isto.11 1979 25.20 1987 24.36 1982 34. desde julho de 1996. a taxa de perda foi diminuída para menos de 10% . devido às novas tecnologias e ao crescente custo da água.04 1974 19.49 1993 38.23 1976 24.49 1986 27.

Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Perdas (%) Paises Albania > 75 Alemanha (média nacional) 8.4m3/km e 243 L/propriedade x dia Romenia 21 a 40 Sofia.Método de Hardy Cross Capitulo 4.3. Tabela 4.4) estão dados atualizados das perdas de água em cidades e regiões da Europa de 2007.8 Alemanha oriental 15.Índice percentuais de perdas Índice total de perdas (%) Classificação do sistema < 25% Bom Entre 25 e 40 Regular > 40 Ruim Fonte: Tsutiya. 2001 e Baggioi.9 Armenia 50 a 55 Bulgaria >60 Croacia 30 a 60 Dinamarca 4 a 16 Eslovenia 40 Espanha 22 Finlandia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália 30 Moldavia 40 a 60 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8. 2002 que é o seguinte: Tabela 4. Bulgaria 30 a 40 Ucrania Em torno de 50% 4-4 . 2004 Na Tabela (4.3) adaptada de Weimer. 2004 mostra a Tabela (4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tsutiya.8 Alemanha ocidental 6.4.

Tabela 4. Macromedição: deve-se a ausência de medidores ou medidores deficientes na venda de água por atacado ao município de Guarulhos. Tabela 4.Método de Hardy Cross Capitulo 4.5) estão as médias de consumo doméstico de alguns paises e de toda a Europa.5. As demais causas de perdas demonstraram-se insignificantes ou inexistentes.7). observando-se que a média Européia é de 150 L/dia x hab.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Na Tabela (4. incluindo perdas inerentes ao sistema (existência de caixas d’água em 80% dos domicílios e as próprias características 4-5 . muito parecida com a média brasileira. Micromedição: neste tema encontram-se englobados os diversos aspectos correlacionados com o sistema atual de micromedição.5L/descarga 6 9 9 Máquina de lavar roupa 80L/ ciclo 74 a 117 75 72 a 90 Lavar pratos 35 L/ ciclo 25 24 27 a 47 Chuveiro 35 L/banho 60 16 30 a 50 Banheira 80 L/banho Em síntese. os comentários a respeito de cada tipo de perda são os seguintes: Vazamentos: são as perdas físicas verificadas nas redes e nos ramais prediais. Para o banho se gasta de 16litros a 50 litros conforme se pode ver na Tabela (4.7.6.Média de consumo em 19 de julho de 2007 Pais Média de consumo (L/dia x hab) Espanha 260 Lituânia 90 França 160 Alemanha 120 Média da Europa 150 O uso da água em três paises da Europa estão na Tabela (4.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia Suíça (%) (%) (%) 33 14 33 Toilet Banho+chuveiro 20 29 32 Máquina de lavar roupas e pratos 14 30 16 Beber e cozinhar 3 4 3 Vários 27 21 14 Uso externo 3 2 2 Na Europa em média a descarga nas bacias sanitárias é de 9 litros.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia França Alemanha Toilet 9. Tabela 4.6). Podemos observar que o consumo das toilet (bacias sanitárias) está entre 14% a 33% do consumo total.

0% 20.6 Total Na tabela anterior.52 Habitações subnormais 6. Gestão comercial: neste âmbito. As perdas físicas são vazamentos (redes e ligações) e constituem praticamente 47.12 Macromedição 8.88 1.8. As ligações clandestinas em habitações subnormais (favelas) correspondem a 3.4 19.4 % das perdas .6%. falhas de cadastro em habitações subnormais (6. Tabela 4. por exemplo: o não-cadastramento em tempo real das novas ligações. 51% das perdas são físicas e 49% são perdas não-físicas.3%). subavaliações e fraudes de diversos tipos. Como pode ser verificado na Tabela (4. As perdas não-físicas somam 49% e decorrem de erros na macromedição (5. faremos. por exemplo: hidrômetros inclinados. deficiências diversas de cadastro.12 8. como.84 6. como elas constituem 40% deste. enquadram-se várias causas de perdas não-físicas.3%) e falhas do cadastro do usuário em gestão comercial (17.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 dos hidrômetros) e deficiências atuais. pode ser observado que as perdas d’água por vazamentos são de 19.84 Gestão comercial 40.8).04 19. um quadro um pouco diferente. 4-6 . então. ligações reativas clandestinas. erros na micromedição (20.8). Como as perdas estão relacionadas ao total do sistema operado e.4%. Habitações subnormais: a este tipo de perda estão associados os aspectos decorrentes da política estadual de abastecimento de água das favelas da Região Metropolitana de São Paulo. hidrômetros com idade de utilização vencida.12 2.3%).Método de Hardy Cross Capitulo 4.36 2.04% e que as perdas por ligações clandestinas em favelas é de 1.36%.1%). hidrômetros avariados e afins. como. no qual podem ser melhor observadas as porcentagens de perdas d’água na Tabela (4.04 Vazamentos 2. totalizando 20.Perdas físicas e não físicas Perdas físicas Perdas não-físicas Tipo de perda (%) (%) (%) 19.12 Micromedição 3. política de cobrança.

da AWWA.9. o problema é praticamente impossível de resolver.00 Condições médias dos hidrômetros 1. devendo ser priorizado o combate aos vazamentos nas ligações. que têm vazão mínima de 30 L/h ao invés de 40 L/h. Observa-se que nas redes de água temos somente 9% dos vazamentos mas que correspondem a 48% do volume de água perdido.46 Inclinação dos hidrômetros 11. tais como da Classe Metrológica “B”.52% para 6% do total de perdas d’água. O erro médio encontrado foi de 6% para o consumo residencial.52% de erros na micromedição conforme Tabela (4.3 Determinação de parâmetros de execução de vazamentos As pesquisas elaboradas durante três meses e finalizadas em julho de 1993. na micromedição. Tabela 4. de Classe Metrológica “A”. incluindo hidrômetros inclinados. segundo recomendação do manual Medições e Detecção de Vazamentos (Audits and Leak Dectection).10). 4.52 % Total Quando da presença das caixas d’água. o máximo que podemos fazer é passar de 11.46% e a presença de caixas de água totalizando 11.Perda por micromedição do SAAE de Guarulhos em 1995.9). a não ser com o uso de hidrômetros mais sensíveis.10. mais de 90% dos vazamentos são decorrentes de ramais prediais. chegaram às seguintes conclusões (aproximadas) que estão na Tabela (4. Tabela 4.Quantidade de vazamentos e água perdida Quantidade de vazamentos Volume de água perdida Pesquisa SAAE de (%) estimada (m3) vazamentos 9% 48% em rede 91% 52% em ramais prediais 100% 100% Total Foram calculados os volumes perdidos nas redes e ligações por método estimativo. A estes erros deve ser acrescido os erros nos hidrômetros inclinados de 1.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. Porcentagem em relação Perdas por micromedição em ao total de perdas Guarulhos 4.2 Perdas por erros na micromedição do SAAE Guarulhos Foram escolhidos. cem hidrômetros residenciais de 3m3/h x ¾". da AWWA. Acreditamos que.Método de Hardy Cross Capitulo 4. ao invés de proceder ao remanejamento de redes distribuidoras. com base em cálculos de orifícios. 4-7 . no Departamento de Manutenção do SAAE de Guarulhos. Reabilitação de redes Como pode ser observado no quadro acima.06 Presença de caixas d’água 6. aleatoriamente.

As perdas de água ocorrem 40% a mais nas áreas que têm pressões superiores a 60mca. os quais também deverão ser trocados. de 422 quilômetros.11). apresentaram a seguinte disposição.620 100. não deve ser esquecido a necessidade de novos sistemas produtores. 4. é apropriada. conforme o material da tubulação conforme Tabela (4. em 1995.Método de Hardy Cross Capitulo 4. a fim de serem evitados os chamados rodízios no abastecimento de água.Redes do SAAE em 1995 Comprimento SAAE (%) Material (km) 14 0. As redes de distribuição de Guarulhos. É muito importante que seja realizado o rebaixamento de pressões com a utilização de válvulas reguladoras (RPV).12).24 PVC 1. Em Guarulhos. estimamos que somente 20% da rede de água. possui menos de 30 anos. 25 Fibrocimento 911 56. isto é. Somente cerca de 40 km de rede de ferro fundido têm em torno de 36 anos de idade. de ferro galvanizado. A afirmação da Sabesp de que os rodízios aumentam as perdas d’água de uma maneira bastante significativa. Pesquisas feitas na Sabesp sobre vazamentos invisíveis estão resumidas na Tabela (4.47%).11. tendo sido este fenômeno uma das causas do incremento de perdas nos últimos anos. 4-8 . Tabela 4.00 % Total Tomando como base o ano de 2008 a rede do SAAE é praticamente nova. nas regiões submetidas a rodízios de abastecimento de água induz a um notável incremento de perdas (físicas e não-físicas). grande taxa de vazamento em ramais de PEAD recentemente instalados. além do combate às perdas d’água. Ampliação ou implantação de sistemas produtores: Foi demonstrado pela Sabesp que. Portanto. As pesquisas na SABESP demonstraram. também. cerca de 50% das perdas físicas deve-se a vazamentos nas redes e ligações de água. A Sabesp fez estudos sobre as pressões das redes de água e verificou que 30% da rede têm pressões superiores a 60mca. possuem pressão maior que 60 mca.86 Aço 691 42.4 Redução das perdas físicas nas redes e ligações de água Como foi verificado.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Reabilitação dos ramais prediais A troca sistemática de ramais prediais antigos. o que não é muito (2. por ramais de polietileno de alta densidade (PEAD) deverá prosseguir.65 Ferro Fundido 4 0.

a média é de 0.63 m3/h O custo da pesquisa de vazamentos está embasado em relatórios da Ambitec (SABESP).5 194.85 extensão de rede pesquisada (km) número de vazamentos encontrados .18 762. considerando a substituição completa do ramal e um acréscimo de preço de 100%. levando em consideração os preços de materiais e serviços. Os resultados são evidentes. com pressão maior.conserto rede US$/un . possuem mais perdas d’água.2 551.Vazamentos invisíveis na SABESP em 1993 Discriminação Redes nova de PVC com menos de 30 anos e pressão menor que 60 mca 94.rede . com menos de 30 anos. pois pode ser verificado que as redes novas de PVC.conserto de ramal com substituição Total vazão recuperadora por km 5 69 0. para as medições de vazamentos visíveis e invisíveis.79 vazamentos por ramais prediais/km conforme Tabela (4.05 0.pesquisa .86 Redes velhas de ferro fundido com mais de 30 anos e pressão maior que 60 mca 247. que são executadas anualmente. O custo de reparo da rede distribuidora foi de US$ 350.ramais .pesquisa US$/km . com mais de 30 anos e pressões maiores do que 60 mca.78 vazamento/km nas redes novas e 1. e foi de US$ 551.12.conserto de rede . isto é.00 por quilômetro de rede. No SAAE. 4-9 .22 m3/h 978. A SABESP escolheu duas situações características: redes novas de PVC com menos de 30 anos e pressões dentro das normas e redes antigas de ferro fundido.51 vazamento/km nas redes antigas.51 551 350 266 551.55 vazamentos por rede/km e 5.Método de Hardy Cross Capitulo 4.19 1.0 112. É fundamental lembrar que a Sabesp encontrou 0.22 m3/h. têm 2.73 0.rede . O custo do reparo do ramal predial foi de US$ 266. relativos a vazamentos invisíveis.0 17.2 US$ /km 2.13). têm vazão recuperadora de 1.68US$ /km 1.00 por unidade.ramais vazamentos /km .0 315. incluindo pavimentação. enquanto as redes antigas de ferro fundido.32 1.00 por unidade.total custos unitários .Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4.78 551 350 266 79 294 0.substituição ramal US$/un custos unitários por km de rede .63 m3/h.

Método de Hardy Cross Capitulo 4. que é de US$ 0. Considerou-se somente o custo do metro cúbico da água adquirida da SABESP.152.009.55 redes 5.152. Para cada dólar aplicado.600 m3 US$ 1.225.535. quantidade e preços totais Preços unitários Quantidade Preços totais Discriminação US$ US$ Extensão a pesquisar para 240 km recuperar 0.34 Totais Tabela 4.13-Vazamentos/km SAAE 1995 Vazamentos/km SAAE (visíveis) Tipos de vazamentos 0. deverão ser instaladas válvulas redutoras de pressão.240.Preços unitários. 4-10 . redes com mais de 60 mca e mais de 30 anos. 5.18 / un.32/m3 551 / km 194.14.00 US$ 189.00.1 m3/s (100 L/s) Custos Pesquisa Reparo de ramais Reparo de rede Custo Total Volume recuperado por ano Benefício à base de US$ 0. operação e manutenção.00/189.009.00 55. Não foram levados em conta os custos de bombeamento com energia elétrica.900. Para a previsão de vazamentos em redes e ligações.000. 3.32/m3. ou seja.009.00 1. 70 un.00 ou seja. - 240 km 286 un.00 nos dará uma economia de US$ 1.00/ano 132.00 Verifica-se que a relação benefício/custo é igual a US$ 1.3. Basta pesquisar 240 quilômetros de rede de água para se ter uma economia de 100 l/s.79 ramais prediais 6.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4. 17.00 durante um ano. principalmente nos 324 quilômetros de rede de água com pressão superior a 60 mca (20% da rede). A pesquisa de vazamentos invisíveis deverá começar nas áreas que possuem mais água disponível e naquelas que têm maiores pressões.900. sendo previsto o custo unitário de US$ 10. o que mostra que os serviços são viáveis e que o custo de US$ 189.5 / un. Nestas regiões. tomamos a pior situação.152. teremos cinco dólares de economia de pagamento de água à SABESP.900.153.

15 30 1. A substituição das tubulações pode ser feita por métodos destrutivos ou não.200 0. Apresentamos. na Tabela (4.000 0. a tubulação existente.0 100 5.15.00/ km de rede linear Preço que SAAE paga a SABESP: US$ 0.700 0.35 40 0.2 85 1.20 70 0.70 40 1. Na Europa.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4.200 0. A reabilitação de redes de água é muito importante. resinas epoxis.6 165 4.32/m3 (dados de 16/3/95) Custo médio domiciliar que o SAAE vende aos usuários: US$ 0.68/m3 (dados de 16/3/95) 4.8 125 2.000 0.5 Parâmetros Pesquisas em tubos de ferro fundido: 4 km/dia/equipe Pesquisas em tubos de PVC: 2 km/dia/equipe Custo médio com o uso do Leak Noise Correlator 1: US$ 551. ou outros processos.5% a 2% ao ano.060 0.25 40 0. não são abertas valas e instalamse novas tubulações aproveitando. dados de reabilitações de redes de água em várias cidades da Europa (IWSA-14/setembro/1995). • renovação e • substituição.Taxa de reposição e vazamento (kmxano) Compr.25 45 1. Nos métodos não-destrutivos.92 40 0.00/km de rede linear Custo médio com o uso do geofone mecânico : US$ 300.420 0. mostraram que a média de reabilitação é de 1.180 0.1 1000 Pesquisa na Europa 19881994 Zurique Amsterdã Viena Genebra Hamburgo Munique Milão Antuérpia Budapeste Londres 1 Leak Noise Correlator: equipamento para detecção de vazamento através do som.2 500 28. ou limpeza com polypig ou algum sistema de jateamento.15 30 0. A limpeza é feita ou através de descargas na rede.Método de Hardy Cross Capitulo 4.91 40 1.6 Reabilitação de redes de água Há basicamente três métodos de reabilitação de redes de água: • limpeza.7 60 3. 4-11 .15). Rede Idade Média Taxa de Expectativa da Vaz/km/ano da rede de reposição de vida rede água (anos) (%) (anos) 1.15 45 0.200 0. A renovação da rede é feita através do seu revestimento com argamassa de cimento e areia. recomenda-se taxa anual de reabilitação de redes de água de 1. Tabela 4. sendo que 70% consistem na substituição das tubulações e os restantes 30% consistem em renovação através de revestimento com argamassa de cimento e areia.9 110 3. Pesquisas feitas em 32 cidades pela IWSA. ou não.090 0.7 145 2.2% da tubulação existente.7 60 2.

Este procedimento garantirá às redes uma expectativa média de vida de cem anos. 4-12 . Outras duas causas estão sendo investigadas. Assim. é a seguinte: Tabela 4. devido às tensões causadas pelo calor e frio. Para a reabilitação das redes de água é importante a sua substituição após alguns anos de uso. tais como: pressão interna. Já foi comprovado que a idade das redes é um agravante dos índices de vazamentos de água e podemos dizer que estão relacionados à sua idade. anualmente. são os distúrbios que ocorrem quando o tubo é reparado. Quando há dois. três ou quatro vazamentos num determinado trecho de tubulação podemos dizer que são decorrentes da idade da tubulação. Um dos grandes problemas que temos. atualmente. a baixa qualidade da tubulação e as condições ambientais e operacionais. deverão ser trocados 16 quilômetros de rede de água. porém com menos influência. adotaremos o índice de 1% ao ano de substituições parciais das tubulações.Método de Hardy Cross Capitulo 4. tais como: corrosão do solo e cargas externas: d) condições operacionais. e) influência do clima. podendo ocorrer ainda outros. é a ocorrência de vazamentos em uma tubulação específica. segundo a IWSA.Expectativa de vida de diversos materiais Expectativa de vida Materiais (anos) 20 a 180 Ferro fundido cinzento 20 a 120 Ferro fundido dúctil ( simples proteção) 40 a 200 Ferro fundido dúctil ( proteção integral) 40 a 120 Aço 40 a 100 Polietileno 20 a 60 Proteção interna e externa das tubulações. quando há mais de quatro vazamentos em uma tubulação. A primeira. f) número de vazamentos ocorridos anteriormente. pesquisas feitas na Suécia indicaram que os vazamentos de água se aglutinam em certas áreas formando clusters. Mas. diâmetro e idade.16.620 quilômetros. o risco de vazamentos não depende mais da idade da tubulação e sim de um conjunto de outros fatores. após um período de tempo. próximo ao anterior. golpe de aríete. de um total de 1. A segunda causa. diz respeito aos critérios seguros utilizados para estabelecer quais as redes que serão substituídas ou renovadas. Para a substituição de redes. b) qualidade da mão-de-obra de assentamento das tubulações. c) condições ambientais. Os critérios mais modernos baseiam-se na freqüência dos vazamentos. As causas são: a má qualidade da mão-deobra. Em 1997. As mudanças da pressão da água e as condições do solo poderão causar um novo vazamento. A estimativa do número de vazamentos para uma tubulação depende basicamente de seis fatores: a) qualidade da tubulação.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 A expectativa de vida dos materiais usados nas redes.

e que a maioria dos vazamentos ocorre em um número limitado de tubulações.Método de Hardy Cross Capitulo 4. há um distúrbio das pressões internas da tubulação e do solo adjacente. Impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes: A manutenção e o reparo de vazamentos de água ocasionam novos vazamentos. 4-13 . Ela deverá contemplar: . Estudos na França dizem que 70% dos vazamentos em uma rede de água provavelmente ocorrerão em uma rede onde já houve um vazamento anterior.o reparo de caixas de registros. Impacto de vários vazamentos em uma tubulação: As pesquisas mostraram que é muito difícil analisar as causas dos repetidos vazamentos em uma rede. quando ocorre alguma falha. . Estudo semelhante também foi feito na Suécia.o reparo de registros e peças especiais.a construção de caixas de registros . na cidade de Malmo. Estudos realizados na Suécia e na Inglaterra mostraram que os vazamentos se distribuem na municipalidade em aglomerações. fundamentalmente. A prevenção sistemática de possíveis falhas é menos custosa do que o conserto das redes.7 Manutenção das redes de água A falta de manutenção das redes de água é notada. As possíveis causas podem ser atribuídas a três situações: a) impacto da localização geográfica. foi observado que 46% dos vazamentos ocorreram a 20 metros do outro vazamento. Impacto da localização geográfica: As pesquisas mostraram que as áreas mais densas e com mais ligações de água têm mais vazamentos. principalmente nas decisões de substituição de redes.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Estudos feitos nos Estados Unidos mostraram que o número de vazamentos varia em diferentes áreas de um determinado serviço de água. é importante lembrar que os vazamentos se aglutinam geograficamente. Portanto. 4. .a detectação e reparo dos vazamentos invisíveis.o controle e reparo de hidrantes. onde 41% dos vazamentos ocorreram numa faixa de 200 metros. num período de seis meses. Ainda mais. . Estas perturbações aumentam as tensões nos tubos próximos e causam os futuros vazamentos. b) impacto de vários vazamentos em uma tubulação. Como exemplo. 42% dos vazamentos ocorreram a um metro do vazamento anterior. após um dia. na cidade de Winnipeg do Canadá. temos uma aglutinação de vazamentos. Quando isto acontece várias vezes. Durante o reparo. c) impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes. . quando temos que fazer a reabilitação de redes. considerando o intervalo entre os mesmos.

para áreas abrangendo 5%. e até 7 mca. Os resultados de comparação de vazamentos. para áreas abrangendo 5%. a partir de 60 mca.17. Tabela 4. Foi constatada a ocorrência de 88% de vazamentos em ligações prediais. a firma Coplasa realizou.5 vezes maior do que o índice de falhas observado na faixa de 0 a 30 mca. por faixa de pressões. Vamos descrever.17 1.51 1.Método de Hardy Cross Capitulo 4. Vila Alpina.36 61 a 75 Observa-se que. para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão.18. com tolerância de até 10 mca para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão.35 1.Vazamento conforme faixa de idade Rede de água Correlação com Faixa de idade vazamento/km/ano primeira faixa (ano) 0.75 8.38 1. • pressões dinâmicas mínimas de 15 mca.44 > 30 4-14 .Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. sucintamente.62 11 a 15 0.40 2. a rede de distribuição parece ser muito mais sensível às elevadas pressões do que às ligações prediais.45 2.93 1. O estudo abrangeu 662 km de rede de água da capital de São Paulo. A Coplasa S. Cidade Vargas e Jaraguá.10 31 a 45 1.81 1.00 6. o tema 1. com tolerância de até 60 mca. Este mesmo índice.70 2. e até 75 mca.41 3.17). são bastante interessantes conforme Tabela (4. A escolha destes setores visaram conduzir a amostragem para valores próximos da média geral de distribuição. Vila Medeiros. estudo de setorização. A Coplasa também examinou a ocorrência de falhas relacionadas à idade da rede de água .00 21 a 25 1. denominado Setorização da RMSP.16 16 a 20 1. para a SABESP. A SABESP estabelecia os seguintes parâmetros: • pressões estáticas máximas de 50 mca.67 1.8 Influência da pressão. Engenharia de Projetos.5 9.70 0 a 10 0.22 46 a 60 1. idade e material nos vazamentos de água Em 1988. apresentou para a SABESP em junho de 1988 no Seminário da Superintendência de Distribuição e Coleta da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).40 7.86 1. sendo 2.Vazamento/kmx ano conforme a pressão Rede Correlação com a Ramal predial Correlação Faixa de pressão Vaz/km/ano primeira faixa vaz/km/ano com a (mca) primeira faixa 0.07 26 a 30 2. abrangendo os setores de abastecimento de água da Água Branca. os resultados dessa pesquisa.A. para ligações prediais. Tabela 4. o índice de vazamentos/km/ano nas redes de distribuição dá um salto. é apenas 36% superior.00 0 a 30 0. Em resumo.

43 Ferro fundido até 1970 0.20. até 100mm.existem mais vazamentos (quantidade) em ligações prediais do que em rede de água.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Os elevados índices observados nas faixas acima de 21 anos devem ser creditados. ou seja. . A Coplasa também realizou estudos sobre a qualidade dos materiais: Tabela 4. pelo Conselho Nacional de Água da Inglaterra.a quantidade de vazamentos é maior nos tubos de ferro fundido instalados até 1970.Extensão de rede de água pesquisadas pela Coplasa Extensão de rede de água (%) Discriminação (km) 1. para a SABESP. aconteciam em diâmetros pequenos. em comparação ao que ocorre nos tubos de ferro fundido dúctil. os quais correspondem à quase totalidade da extensão das redes desta faixa. publicado pela primeira vez em 1980.815 Redes pesquisadas 257 14 Redes com idade superior a 30 anos 401 22 Rede com pressão superior a 60 mca A Coplasa chegou às seguintes conclusões: .24vaz/km/ano.5 superior ao índice da faixa de pressão entre 0 a 30 mca. Estes relatórios são “a bíblia” dos conhecimentos sobre este assunto. a firma inglesa South West Water Services Limited começou a escrever uma série de relatórios técnicos sobre o monitoramento de redes para detecção de vazamentos em todo o país.48 Aço Outra pesquisa realizada pela Coplasa diz respeito ao diâmetro das redes de água. As redes pesquisadas pela Coplasa.Método de Hardy Cross Capitulo 4.quando a pressão na rede é maior que 60 mca. 4. foram as seguintes: Tabela 4. em Plymouth (Inglaterra). 1. .19. isto é. aço e PVC. aos vazamentos nas juntas de chumbo dos tubos de ferro fundido.a extensão dos trechos críticos atinge de 15 a 20% do total das redes em operação. . Um deles é o famoso Report 26.Vazamentos por km/ano conforme os materiais Rede de água Material vaz/km/ano 1. .68 Ferro dúctil após 1970 0.os tubos com mais de 30 anos apresentam três vezes mais vazamentos do que os encontrados na faixa de 20 anos. em sua maior parte.9 Sistema de monitoramento das redes para detecção de vazamentos Em 1970. o índice de vazamentos é 2.74 PVC 0. 4-15 . A conclusão foi que as maiores falhas.

A South West Services Limited divide o abastecimento de água em zonas (Water Into Supply. Através do software LAS .12 Micromedição Habitações subnormais 3. .12 Macromedição 8. É interessante notar.Método de Hardy Cross Capitulo 4. Na divisão primária. geofonando áreas de pouco vazamentos. temos: . os dados são passados a uma central de comando. Anualmente. Secundariamente. um controle especial destas válvulas. são usados métodos tradicionais para detecção de vazamentos.uma redução dos reparos de emergência. 4. os medidores são instalados com uma bateria e as medidas são feitas por poderosos aparelhos chamados data loggers. instalado no DMA.Leakage Analysis Software. Existe. chamada WIS. já que a detecção dos maiores vazamentos é feita rapidamente. também que a South West Water Services Limited possui um controle de válvulas redutoras de pressão (PRV) via telemetria. com o objetivo de diminuir as perdas de água durante a noite. Foi introduzido o conceito da vazão mínima noturna em uma área de controle.WIS) com população de 21 mil habitantes ou menos.04 Vazamentos 2. Nos DMA.poucas perdas de água por vazamentos.21. é feita a análise dos dados coletados pelo data logger. são instalados medidores de pressão diferencial ou eletromagnéticos para medição fixa. Uma economia entre 12% a 23% já foi constatada com o uso automático do PRV.10 Distribuição das perdas As perdas de água podem ser distribuídas seguindo a tipologia da tabela abaixo: Tabela 4. os data loggers são retirados e os dados são transferidos para um computador PC portátil. . Localizado o DMA com mais perdas previstas. A medição de pressão é instantânea e acontece a cada dez segundos.várias medidas do nível de vazamentos dos WIS. .0% Total 4-16 . Por telemetria. . os medidores são recalibrados.necessidade do uso da telemetria (WIS) e do data logger em campo (DMA). a região é dividida em pequenos distritos chamados District Meter Areas (DMA).88 6. tais como o uso do geofone e do leak noise correlator. com população aproximada de 3 mil habitantes.Tipos de perdas de água (%) Tipo de perda 19. possibilitando a pesquisa da área certa e evitando desperdício de tempo. Em suma. ajustadas automaticamente 24 horas por dia.84 Gestão comercial 40. A cada três meses.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Nele está explicada a metodologia para decisão de um nível econômico para detecção de vazamentos em áreas de controle. A medição de vazão é medida com intervalos de 15min. inclusive.custos menores do que um programa alternativo de busca por geofone ou leak noise correlator. as quais fornecerão medidas adequadas ao administrador.

11 Favelas Em 1995. isto é. Estudos feitos na SABESP concluíram que o consumo de água de cada barraco varia de 11 a 37m3/mês. O acompanhamento deverá ser feito pelo Departamento de Manutenção. Somente um recadastramento corrigiria esta falha. 4. os laudos técnicos de aferição de todos os seus pontos de entrega para a região de Guarulhos. deverão ser solicitados. 16 km aproximadamente. em 1996.9 pessoas/barraco. com uma média de consumo de 21.12 m3/mês por barraco com desvio padrão de 29. A rede também deverá ser monitorada por medidores eletromagnéticos fixos e com uso da telemetria. com 25. pois.Método de Hardy Cross Capitulo 4.921 barracos e 127. pois deve estar havendo muito desperdício de água por partes dos moradores como um barraco servindo de água outro barraco pelo mesmo hidrômetro. o que correspondia a 12% da população urbana. A média de ocupação desses núcleos era de 4. 4-17 . Guarulhos possuía 240 núcleos de favelas.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. deverá estar prevista a reabilitação da rede de água de 1% /ano. Segundo pesquisa realizada por mim.6 m3/mês.13 Perdas na macromedição Através do Departamento de Operação. 4. junto à SABESP.12 Perdas por vazamentos Deverá ser contratada uma firma de consultoria para a localização dos vazamentos invisíveis primeiramente nos 324 quilômetros de rede de água com abastecimento contínuo e pressão de mais de 60 mca.013 favelados.78 m3/mês em 100 amostras. a média de 26. o consumo de água médio dos barracos está muito alto. No futuro.

Método de Hardy Cross Capitulo 4- Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008

4.14 Bibliografia -Adalberto Cavalcanti Coelho. Medição de água e política e prática, manual de consulta, janeiro 1996 -Annual Conference -Proceedings, Engineering and Operations, Anahein, California, june 18-22, 1995, The never ending leakage audit- using continuos system monitoring to target work for leakage detection teams, South West Water Services Limited, Exeter, Devon, England page 583 –591; -Committe report: water accountability. Journal AWWA, page 108- 111 (July, 1996) -Diagnóstico do Sistema de Água e Esgoto do SAAE Guarulhos, Estudo para Modernização técnica-operacional e melhoria dos serviços de água e esgoto de Guarulhos, firma Cyro Laurenza, junho de 1996 -Instituto Nacional de Metrologia, Normalizaçao e Qualidade Industrial, Portaria 29 de 7 de fevereiro de 1994 – INMETRO; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-1 - The economics of leakage control in the UK: theory and practice; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-5 - New technology for leakage detection and control, Spain, Canal de Isabel II. -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban, SS3-5 - Methods of diagnosis and perfomance indicators for rehabilitation policies- A Swiss point of view: pipelenes networks, Zurich Water Supply, Switerzeland. -IWSA, International Report, 25-31 of 1991 -Copenhague, 18 th International Water Suply Congress and Exhbition, Unaccounted for water and the economics of leak detection ( Eaux perdues et economie de la detection de fuites), Lai Cheng Cheong. -Journal of Water Supply Research and Technology(AQUA), vol. 46, number 1, february 1997- IWSA-Geographical analysis of water main pipe breaks in the city of Malmo,Sweden, page 40-47. -Programa de Redução de águas não-faturadas, SABESP, outubro 1993 revisão de janeiro de 1994, Lyonnaise des eaux Services Associés - Lysa -Setorização da RMSP - Seminário SDC - Superintendência de Distribuição e Coleta, SABESP, Coplasa S.A. Engenharia de Projetos, junho de 1988 -Sizing Water Service Lines and Meters, AWWA, Manual M22, 1975; -Water and Revenue Losses: unaccounted-for water, Research Foundation AWWA, 1987; -Water Audits and Leak Detection, AWWA, Manual M36, 1990; -Water Meters-selection, installatiom, testing and Maintenance, American Water Works Association (AWWA) Manual M6, 1986 -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI. Abastecimento de água. EPUSP, 2004, 643páginas. -TOMAZ, PLINIO. Conservação da água. Guarulhos, 1999. 294 páginas.

4-18

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 20/12/2007

Análise de Incerteza

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Sumário 1) Objetivo
2) Fórmula Racional 3) Fórmula de Manning para seção plena 4) Método da Margem de Segurança 5) Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional 6) Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena 7) Influencia dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para o item 3 8) Abastecimento de uma cidade. 9) Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s

5-2

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Capitulo 5- Análise de incerteza 5.1 Introdução Pretendemos explicar, de uma maneira bastante prática, a utilidade da Análise de Incerteza. Serão evitadas as demonstrações trabalhosas e detalhadas, que poderão ser encontradas nos livros de Mays e Tung,1992, Lamberson e Kapur, 1977, Elsayed, 1996 e Chow ,1988. É importante, sempre que se fizer a aplicação de uma fórmula, que seja avaliado o erro nela cometido, pois, as variáveis que introduzimos contêm erros. Neste sentido, basta substituir os valores e fazer várias simulações. Em análise de redes de água, costuma-se variar os coeficientes para verificar a sensibilidade da mesma face às mudanças. Uma maneira mais correta de se verificar a Análise de Incerteza em fórmulas é aplicando a Fórmula de Taylor. Desta aplicação resultou o chamado Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. Na Hidrologia, Hidráulica e Estruturas é importante a Análise de Incerteza. As variáveis dependentes de uma fórmula, normalmente, apresentam incertezas que por sua vez, se refletem na variável independente. Vamos procurar mostrar, através de exemplos, o uso desta ferramenta indispensável aos engenheiros para avaliação correta de seus cálculos. A Análise de Incerteza é conhecida também como Método Delta ou Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. 5.2 Fórmula Racional Como exemplo, mostraremos a Fórmula Racional: Q= C.I.A (1) Onde: Q= vazão em litros por segundo; C= coeficiente adimensional relativo à impermeabilização do solo; I= intensidade de chuva em litros/segundo x hectare; A= área em hectares. As incertezas na fórmula (1) referente ao coeficiente C, à intensidade de chuva e à área de drenagem, fornecerão uma incerteza ao valor da vazão Q. Os dados do problema são: O valor adotado do coeficiente C da fórmula racional é C=0,82 e o erro estimado em sua avaliação é de 7% ou seja o coeficiente de variação de C é ΩC =0,07.

5-3

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Quanto a intensidade adotada é de 300 l/s x hectare, sendo que a estimativa de erro na avaliação da Intensidade I é de 17% ou seja o coeficiente de variação de I é ΩI =0,17. A área A de captação é 7,5 hectares e o erro de estimativa cometido é de 5% ou seja o coeficiente de variação de A é ΩA=0,05. Substituindo os valores na formula racional temos: Q = C . I . A = 0,82 . 300 . 7,5 = 1.845 litros/segundo Queremos achar a incerteza final ΩQ na fórmula racional, considerando as incertezas nas variáveis C , I e A. Ω2Q= (δQ/δC)2 . ( C /Q)2 . Ω2c + (δQ/ δI)2 . (I/Q)2 Ω2I + (δQ/ δA)2 . (A/Q)2 Ω2A onde: C, I, A = são os valores das variáveis independentes; δQ/ δC = derivada da fórmula(1) em relação a C; δQ/ δI = derivada da fórmula(1) em relação a I; δQ/ δA = derivada da fórmula(1) em relação a A. Substituindo teremos: Ω2Q= ( I. A)2 . ( C / C. I. A)2 . Ω2c + (C. A )2 . (I/C.I.A)2 Ω2I + (C . I )2 . (A/C.I.A.)2 Ω2A Fazendo as simplificações, teremos: Ω2Q= Ω2c + Ω2I + Ω2A (2) Substituindo os valores: Ω2Q = (0,07)2 + (0,17)2 + ( 0,05)2 =0,0363 ΩQ = 0,0363 =0,19052, ou seja, 0,19 Portanto, para a vazão de 1.845 l/s temos uma incerteza de 0,19, ou seja, de 19%. É importante observar que as variáveis C, I e A são independentes uma das outras.
5-4

01. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Vamos calcular a vazão Q usando os dados fornecidos: Q= 0.55 l/s = 0. D = diâmetro da tubulação em metros (m).001 m/m com incerteza de 7%. (n/Q)2 (δQ/ δI)2 .355 m3/s 5.I.938 m3/s = 1. Consideremos que o diâmetro seja de D=1. As variáveis dependentes n.19 . Q= 0. Ω2Q= (δQ/δn)2 . com coeficiente de variação ΩD= 0. ou seja.br 01/01/2008 O coeficiente de variação da vazão na Fórmula Racional (1) é: ΩQ = σQ / μQ Então.com.015-1 . n-1 .Método de Hardy-Cross Capitulo 5. μQ σQ = 0. 0. I1/2 sendo: Q = vazão em metro cúbico por segundo (m3/s). I1/2 = 0.07.312 . (I/Q)2 Ω2I .845 =350. (D/Q)2 Ω2D + (3) 5-5 .312 . 1. I = declividade da tubulação em metro por metro (m/m). D8/3 .50m com incerteza de 1%.05. A rugosidade de Manning n = 0.Análise de incerteza. Ω2n + (δQ/ δD)2 .58/3. 0.938 l/s Queremos calcular a incerteza no cálculo da vazão da fórmula de Manning (2) para seção plena. Queremos a incerteza da vazão Q na fórmula (2). Ωn = 0. n = coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional).015 com incerteza de 5%.312 .0011/2 Q= 1. ou seja. 1. D8/3 . n-1 . ou seja.3 Fórmula de Manning para seção plena Vamos usar a Fórmula de Manning para seção plena nas unidades do sistema internacional (S. ΩI= 0. A declividade I= 0.). o desvio padrão será: σQ = ΩQ . D e I possuem incertezas.

0670 Assim. D8/3-1 .I1/2-1)2 . D e I. n-1 . n-1 .Análise de incerteza.312 . ΩD2+ (0. temos: Ω2Q = (0.067 . ou seja. ( n / Q)2 . (0. n-1 . a incerteza de 6. ΩI2 Ω2Q =Ωn2 + (64/9). I1/2 )2 .066595.001225 = 0. O desvio padrão é dado pela fórmula abaixo. na variável dependente Q. I1/2 e fazendo as simplificações: Ω2Q =Ωn2 +(8/3)2.12985 m3/s 5-6 .004435 ΩQ = 0.07)2 Ω2Q = 0.0025 + 0. (D/Q)2 .01)2 + (1/4) .Ωn2+ (0. (1/2) . fazendo as substituições na fórmula (4). ΩD2 + (1/2)2.br 01/01/2008 onde: n.067.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. Ω2Q= ( -0. D8/3 . ΩQ = 0. δQ/ δD = derivada da fórmula(2) em relação a D. ( I/Q)2 .00071 + 0. σQ = ΩQ . δQ/ δn= derivada da fórmula(2) em relação a n. coeficiente de variação de Ω2Q = 0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ΩD2 + (1/4). n-1-1 . I = são os valores das variáveis independentes.312 . δQ/ δI = derivada da fórmula(2) em relação a I.7%.004435 = 0. D8/3 . 1938 = 129. I1/2)2.com.312 . D e I acarretam. D8/3 . ( 0.05)2 + (64/9) . D. (8/3).85 l/s = 0. μQ substituindo os valores: σQ = 0. a incerteza nas variáveis independentes n . ΩI2 Substituindo o valor de Q= 0.312 . ou seja. ΩI2 (4) Como temos os coeficientes de variação de n .

5 hectares.Esquema da galeria e da bacia μR= 1938 l/s (média da resistência) σR = 129. Façamos o seguinte esquema: μC= 1.4 Método da Margem de Segurança Vamos supor.1.55 l/s (desvio padrão da carga) Bacia Galeria Figura 5. que queremos calcular o grau de incerteza de uma galeria de 1.Análise de incerteza.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. que esgotará as águas de chuvas.845 l/s (média da carga) σC = 350.82 e intensidade de chuva de 300 l/s x hectare conforme Figura (5.μC 5-7 . com C=0.1). de uma bacia com 7.br 01/01/2008 5.com.50m de diâmetro. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.85 l/s (desvio padrão da resistência) Usemos o Método da Margem de Segurança (MS): μ MS= μR .

1988 para termos o risco R devemos ter: .0.938 e μC= 1.938 .25 = Z 378. 1992 Para o caso que estamos estudando μR= 1.Análise de incerteza. 5-8 .845 μ MS= μR .55)2 = 139746.845 = 93 l/s σ2MS = σ2R + σ2C =(129.com.32 σMS = 373.2.Figura mostrando a Resistência (resistance) e a Carga (looading) Fonte: Tung. conhecida também como Curva Normal em função de Z = (x .br 01/01/2008 sendo o índice subscrito R resistência e C a carga e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Na Figura (5.83 σMS Devemos entrar agora na tabela da Curva de Gauss.83 l/s Conforme Chow et al.1.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.= .93 μ MS . Figura 5.2) podemos ver um esquema da Resistência e da Carga (loading). Observe-se que -μ MS / σMS é semelhante à apresentação de Z.85)2 + 350.μC = 1.μ) / σ .------. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.= ----------.

com.5987 Portanto. e=2. a seguinte função: f(x)= 1/ ( 2. a confiabilidade do sistema é de 59..5 Sendo: PI= 3.μ ) / σ ]2 ⎬ para .1) da curva normal em função de Z = -0..25 achamos o risco R=0.1416.. A curva normal foi descoberta em 1720 por Abraham de Moivre.. em função de Z. Em 1870 o matemático Belga Adolph Quetelet teve a idéia de usar a curva num histograma ideal para o qual os dados podiam ser comparados. σ ) ...0. σ a média e o desvio padrão. respectivamente. Na prática é tabelada.. 5-9 . [(x .87% Nota sobre a curva normal..Método de Hardy-Cross Capitulo 5. 1991 mostra que na curva normal temos os três números mais famosos na historia da matemática..71828.. Entrando na Tabela (5.4013=0.1415.71828. exp ⎨ -( ½ ) .4013.∞ <x< ∞ sendo μ. • Raiz quadrada de 2. Então para há 40.Análise de incerteza. que são: • Número PI= 3. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A probabilidade P para não haver falhas é: P = 1 – R= 1.. A curva normal y em função de x tem a forma: Y= 100 x e –x2 / (2 x PI) 0..br 01/01/2008 A função da distribuição normal é bastante conhecida e tabelada. • Número e-2.13% de haver falhas. pi . Freedman et al.

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Tabela 5.1- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

5-10

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Tabela 5.2- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

5-11

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

5.5 Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional Vamos calcular a contribuição dos parâmetros C, I, A da Fórmula Racional. Para cada parâmetro, a contribuição é o quociente do coeficiente de variação ao quadrado, dividido pelo coeficiente de variação do parâmetro da vazão ao quadrado. Cada quociente, por sua vez, é multiplicado pelo coeficiente da fórmula (2) que, no caso são igual a 1. (1). Ω2 C / Ω2Q = (1). (0,07)2 / (0,19052)2 = 0,135 (13,5%) (1). Ω2 I / Ω2Q = (1) . (0,17)2 / (0,19052)2 = 0,796 (79,6%) (1). Ω2A / Ω2Q = (1). (0,05)2 / (0,19052)2 = 0,0693(6,9%) Como pode ser verificado acima, a incerteza da intensidade da chuva contribui com 79,6% das incertezas para o cálculo da vazão. O coeficiente C contribui com 13,5% e a área da bacia com 6,9%, totalizando 100%. 5.6 Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena Observar que os coeficientes da fórmula (4) = (0,05)2 / (0,066595)2 = 0,5636( 56,36%) (1). Ω2n / Ω2Q 2 2 2 2 = 0,2762( 27,62%) (1/4) . Ω I / Ω Q = ( (1/4) .(0,07) / (0,066595) 2 2 2 2 (64/9) .Ω D / Ω Q = ( 64/9) . (0,01) / (0,066595) = 0,1602(16,02%) O coeficiente que mais causa incerteza na Fórmula de Manning de seção plena é a rugosidade n com 56,36%, seguida da declividade I, com 27,62%, e do diâmetro D, com 16,02%, totalizando 100%.

5-12

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

5.7 Influência dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para Seção Plena

A formulação é feita assim: (1) . Ω2C / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,07)2/ (0,0363+0,004435) = 0,0049/0,040735 = 0.1202( 12,02%) 2 2 2 = (0,17)2 /0,040735= 0,7095 (70,95%) ( 1) . Ω I / (Ω QC + Ω QR) ( 1) . Ω2A / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,05)2 / 0,040735= 0,0614(6,14%) = (0,05)2/0,040735= 0,0614(6,14%) ( 1) . Ω2n / (Ω2QC + Ω2QR) ( 64/9) . Ω2D / (Ω2QC + Ω2QR) = (64/9).(0,01)2/0,0407350= 0,0175(1,75%) ( 1/4) . Ω2I / (Ω2QC + Ω2QR) = (1/4).(0,07)2/0,040735= 0,0300(3,00%) Não se deve esquecer de colocar os coeficientes multiplicadores como (64/9) e (1/4). Observe-se que a maior influência na Fórmula Racional é a intensidade da chuva, que entra no cálculo da bacia e galeria com 70,95% das incertezas, sendo seguida pelo coeficiente C da Formula Racional com 12,02%, pela área da bacia e do coeficiente de rugosidade n, com 6,14%; 3% devidos à declividade da galeria e 1,75% devidos ao diâmetro da galeria, tudo isto totalizando 100%.

5-13

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Resumidamente teremos: Tabela 5.1- Resumo dos cálculos efetuados Incertezas Parâmetros das fórmulas Fórmula Racional Parâmetro adimensional C Intensidade de chuva I Área da bacia A Subtotal Fórmula de Manning seção plena Rugosidade de Manning n Diâmetro da tubulação D Declividade da galeria I Subtotal Total 6,14% 1,75% 3,00% 10,89% 100,00% 12.02% 70,95% 6,14% 89,11%

A Fórmula Racional entra com 89,11% das incertezas, enquanto a Fórmula de Manning entra com 10,89%.

5-14

Houve uma indecisão do projetista quanto à adoção de K= 0.30 m Cota 50 m Cidade Figura 5. consultamos em uma publicação da CETESB. com erro de 15%. em uma cidade. Vamos admitir que a vazão distribuída na cidade seja de 0.8 Abastecimento de uma cidade A cidade é abastecida por um reservatório que está a 3000 m de distância.3.Análise de incerteza. que tem cota de 50 m. com coeficiente de variação ΩQ= 0.2mm. pois.br 01/01/2008 5. ou seja. Esta indefinição em adotar o valor de K acarreta um erro no coeficiente de atrito f (adimensional) de 18%.15. A média obtida foi de 18% de erro no valor de f.30 m.Esquema de abastecimento de uma cidade A rugosidade uniforme equivalente da tubulação K é fornecida em milímetros.1mm ou K= 0. o erro mínimo que se obtém numa previsão de vazão é de 5%. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. com vários valores de K/D e vários números de Reynolds. com adutora de ferro fundido dúctil revestida internamente. é viável um erro de 10 a 15% na demanda de água de uma cidade. Portanto. nas quais é apresentado o cálculo de f devido a forma de Colebrook-White.com. Para isto. Cota 84. A cota de serviço do reservatório é de 84. sobre o emprego da fórmula universal de perda de carga e as limitações das fórmulas empíricas do professor Tufi Mamed Assy.50m3/s. não é absurdo.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. 5-15 . mesmos nos países mais adiantados. com 500 mm de diâmetro. O erro de 15% em uma estimativa de vazão. Este reservatório abastece outro reservatório na cidade. de 1977.

0235 0. Na adutora temos: Diâmetro= 500mm= 0.0265 0.br 01/01/2008 Tabela 5. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.2log(0.81 m/s2.72% 50.2log(D/K))2 f= 1/ (1.0238 0.1mm K/D= 0.0183 30.003 Valor K/d=0.000 0.93% 5. temos a fórmula de Darcy Weisbach: h= f .0251 0.0381 3.26% 100.0207 21.02% 1.50m.0002 Erro em f 0. g= 9. A vazão necessária para abastecer a cidade é de 0.Número de Reynolds em função de K/D Reynolds Valor K/D=0.14.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. A= área da secção transversal do tubo (m2) Como Q= A x V.0338 0.1/500= 0. que deverá ser mantida.000 0.14.2. terá o subscrito R de Resistência.000 0.50m3/s e o reservatório está na cota 50 m. ou seja.Análise de incerteza.0229 15.0002))2 f=0.15.0178 32.g sendo : h= perda de carga (m) L= comprimento (m) D= diâmetro (m) V= velocidade em m/s.0318 6.0137 A=0.0002 f= 1/ (1.29% 10000 0. Rugosidade Uniforme Equivalente adotada K= 0.05% 500. obtemos o valor de Q: V=Q/A = Q/ (PI x D2/4) 5-16 . Na cidade o coeficiente de variação ΩQC = 0. ( L/D) . 15% de erro na demanda de água potável.0396 0.000 0.000.18635m2 Para a perda h.000 Média = 18% A cidade exigirá da adutora a demanda prevista e terá o subscrito C de Carga e a adutora. V2/ 2.

Método de Hardy-Cross Capitulo 5. (0. ou seja.001 Ωh = 0. ( L/D) . (0.Análise de incerteza. ΩD2 Substituindo: Ωf = 0.08263 Q= (h .br 01/01/2008 V2= 16Q2/ (PI2 x D4) h= f .56/0.00m/s < 3.50m K2=0. ( L/D) . D5) / ( f . L. 8Q2 / (PI2 x g) K2=8 / (PI2 x 9.K2) H=84. da adutora de 500 mm.08263] 0.11. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. (0.012 ΩQR = 0. isto é.81) (h . (0.56m3/s V= 0.01 ΩQR 2= (1/4) . Ωf 2+ (1/4) ΩL 2 + (1/4) Ωh 2+ (25/4) .30m f=0.30 x 0.com.5 Q=0. teremos como resultado: ΩQR 2= (1/4) . 16Q2/ (PI2 x D4) h= f x L/D5 .18)2 + (1/4) .18 ΩL = 0.55)/ ( 0.50m/s OK Aplicando-se o que já foi mostrado na Análise de Incerteza de Primeira Ordem. 5-17 .1mm e K= 0.08263 Q= [ 34.0137 L=3000m D=0.K2) Q= K2=8 / (PI2 x 9.g) .18635=3.81)=8/(3. (1/ 2.14162 x 9.0137 x 3000 x 0.12 (estimado quando K= 0.0=34.001)2 +( 1/4) .12)2 +(25/4) .30-50. V2/ 2.2mm) ΩD = 0.01)2 ΩQR 2= 0.81)=0. D5) / ( f . há incerteza de 11% no cálculo da vazão Q da resistência.g h= f . L.

isto é.2676 Portanto. P=1-0.56 = 0.56m3/s Para a carga.062m3/s μQR = 0.11 x 0.0622 + 0.15 x 0. a confiabilidade do sistema P=1-R.μC = 0.Análise de incerteza. μR= 0.7324 Portanto.50m3/s σQC = 0. a confiabilidade é de 73.097 σMS Na Tabela (5. 5-18 .56m3/s e μC= 0. para a cidade temos: μQC = 0.62= z 0. a probabilidade para haver falhas é de 26.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.56 – 0.0095 σMS = 0. A probabilidade para não haver falhas.50 = 0.097m3/s Conforme Chow et al.24%.0752 = 0.br 01/01/2008 A variância é fornecida pela fórmula: σQ = ΩQ .1) entrando com z=-0.62 achamos R=0.5m3/s μ MS= μR .06m3/s σ2MS = σ2R + σ2C = 0. 1988 o risco para haver falha será: -0.50 = 0.76%.06 μ MS . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.= ----------.μC e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Para o caso que estamos estudando.------.com. ou seja. μQ σQR = 0.2676=0.= -0. sendo o índice subscrito R resistência e C a carga μ MS= μR .075m3/s Usemos o Método da Margem de Segurança (MS).

A .017) . I= declividade em metro/metro.9 Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s Consideremos um canal de concreto de seção trapezoidal.2)2 + (0.25).Método de Hardy-Cross Capitulo 5. é: Q = n-1 .0016 m/m à incerteza de 30%.06 m3/s Para obtenção da performance de uma variável qualquer W. Vamos calcular o desvio padrão da capacidade do canal de conduzir a água: σQ = ΩQ . (0. 8 .Análise de incerteza. n= coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional). μQ = 0. 0. 16. ΩI2 = Ωn2 + 0.017 está sujeito à incerteza de 20% e a declividade I= 0. o Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem.25. facilmente encontraremos: Ω2Q = Ωn2 + (1/2)2.00161/2= 16. sendo fornecida a área molhada A= 8m2 e perímetro molhado P= 10 m.0635 ΩQ = 0. RH= raio hidráulico em metros.22 =4. ΩI2 = (0.22 m3/s Aplicando-se na equação de Manning para canais abertos. O raio hidráulico RH= área molhada/perímetro molhado RH= A/P= 8/10 = 0. ou seja. RH2/3 .25 .30)2 Ω2Q = 0.82/3 . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.I.br 01/01/2008 5. deve-se realizar a seguinte operação: 5-19 . 0. a incerteza na média da vazão é de 25%. O coeficiente de rugosidade de Manning n= 0. A vazão média de capacidade do canal é: μQ ≅ (1/0.25. A= área molhada.8 m A Fórmula de Manning para um canal aberto nas unidades S. I1/2 onde: Q= vazão em m3/s.

Para o presente caso: μw = 16.06 m3/s W = 10.22 ---------------.063=0. temos: 16.06 Entrando na tabela da curva normal com z=-1. há probabilidade de 6.06 Como se pretende determinar a confiança para o canal transportar 10 m3/s. ou seja.br 01/01/2008 μw -W --------σw em que μw e σw são a média e o desvio padrão desta variável.com.22 m3/s σw = 4.7% de probabilidade de que o canal possa transportar 10 m3/s.3% de que o canal não consiga transportar 10 m3/s. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.53=z 4. encontramos R=0.22 – 10.= .53. sem problemas. e há P=1-R=1-0.1.00 m3/s Portanto. 5-20 .Análise de incerteza. substituindo acima obteremos: -6.063.00 .937 ou seja 93.-----------4.

br 01/01/2008 5. 578páginas. Hydrosystems Engineering & Management. Applied Hydrology. KAPUR e L. Editora Hicitec-SP. Mc Graw-Hill. Statitiscs. New York. -HOFFMANN. 1977. VEN TE et al.YEOU-KOUNG. John Wiley & Sons. 1998. -K. Addison Wesley Longman. 1988. 1996. Análise de RegressãoUma Introdução à Econometria. LARRY W.C. Reliability Engineering. SÔNIA 1983. -FREEDMAN. e TUNG . 3a ed. -MAYS. VIEIRA. RODOLFO e. ELSAYED. McGraw-Hill. DAVID et al.1992. Norton. Reliabity in Engineering Design. LAMBERSON.com.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.10 Bibliografia -CHOW. -ELSAYED A. 5-21 . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Análise de incerteza.R.

63)2 (0. de 0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.006193 =0.50 = 0.63)2Ω2D + (0.005193 ΩQ = 0.63 J 0.05142 =0.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.15 x 0. Como exemplo para a carga. teremos: Ω2Q = Ω2c + (2. o coeficiente de variação de Q é 0.072 Portanto.075m3/s CV=0.072 Previsão de consumo A previsão de consumo tem erro de no mínimo 15% (0.com.54)2Ω2J Ω2Q = 0.025)2+ (0.50m3/s Variância σQC = 0.15 5-22 .27842 C x D 2.15).012+ (2.br 01/01/2008 Apendice A Fórmula de Hazen-Willians Q=0.Análise de incerteza.54)20. ou seja.50m3/s para a cidade temos: μQC = 0.54 Sendo: Q= vazão (m3/s) D= diâmetro (m) C= coeficiente de Hazen-Willians J= perda de carga unitária (m/m) Fazendo as simplificações.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos SAAE Capítulo 7-Bomba centrífuga dezembro/2007 7.1 .

2 .1 Introdução Uma bomba é denominada centrífuga quando a direção de escoamento do fluido é perpendicular à do eixo de rotação da hélice. A energia cinética do fluindo aumenta do 7. 2005.2) Figura 7.1) e (7.2. a bomba centrifuga é constituída por um rotor que gira no interior de uma carcaça conforme Figura (7.Tipos de rotores: fechado e aberto Figura 7.Componentes de uma bomba centrifuga O fluido entra na bomba nas vizinhanças do eixo do rotor propulsor e é lançado para a periferia pela ação centrifuga conforme Grundfos. Na sua forma mais simples.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Capitulo 7-Bomba centrífuga 7.1.

2.Esquema de bomba afogada e bomba por sucção Fonte: Lucarelli et al. Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Figura 7.3 .3). As bombas centrifugas podem trabalhar de duas maneiras: sucção e afogadas conforme Figura (7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 centro do rotor para a ponta das palhetas propulsoras. Pode ser positivo ou negativo. Hr=perda de carga distribuída e localizado do recalque (m) Hs= perda de carga distribuída e localizada na sucção (m) 7. Vamos definir alguns parâmetros importantes: Hman= altura manométrica total (m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr). hs= altura estática de sucção é distancia vertical entre a bomba e o nível de água do tanque onde haverá sucção (m). Esta energia cinética é convertida em pressão quando o fluido sai do rotor. 1974 hr= altura estática de recalque é a distância vertical entre a bomba e o nível de água do tanque que será alimentado (m).

7. 250. 3.5 15. 1998 temos: P= γ x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) Sendo: P= potência em HP Q= vazão em m3/s Hman= altura manométrica em metro de coluna de água. η= ηmotor x η bomba γ = peso especifico da água= 1000kgf/m3 Acréscimos recomendáveis de potência: Tabela 7.150.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.5. !/4 HP. 1/3 HP. 1500.1.400. 450.50. 200. 350. mas sempre se deve conferir com o fabricante de motores elétricos.2 Potência dos conjuntos elevatórios Conforme Azevedo Neto. 1000. 900. 300. 1. 500. 75. 1250.20.100.40. 12. 25. 800. 1998 7. 6. ¾. 60. 1750 e 2000. ½. 2.125.Acréscimo de potência recomendável Acréscimo da potência Potência da bomba 50% 2HP 30% 2 a 5HP 20% 5 a 10HP 15% 10 a 20HP 10% >20HP Fonte: Azevedo Neto. 30. 600. 5.3 Padrão dos motores elétricos brasileiros Existe uma padronização dos motores no Brasil. 700. 1.4 .5 10.. 7.

7.2 Menores valores de rendimento para motores de alto rendimento (mercado norteamericano). Fonte: catálogo eletrônico da Weg.5 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.

perdas distribuídas e localizadas. Exemplo 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.90.6 / (75 x 0.6= 28.08 KW Caso queiramos outra unidade: P= 30 HP x 75.8 Motor ηM= 0.8=0. a perda de carga e a altura manométrica total.3).04 x 35. Hman= Hg + Σ Ji x Li + Σ Ki x V2/ 2g Sendo: Hman= altura manométrica total 9m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr).8 e o rendimento do motor igual a 0.9 η= ηmotor x η bomba = 0.9HP Escolhemos um motor padrão que é de P=30 HP A potencia consumida em KW será: P= 30 HP x 0.04m3/s numa altura manométrica Hman= 35.736= 22. isto é. Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Ji= perdas de carga do trecho i (m/m) Li= comprimento do trecho i (m) Ki= coeficiente de perda de carga localizada da peça i Vi= velocidade média (m/s) 7.6m sendo o rendimento da bomba igual a 0.6 Curva característica da tubulação A curva característica da tubulação ou curva característica do sistema fornece para cada vazão de bombeamento. 1998 7. Em cada ponto da bomba a soma da altura geométrica com todas as perdas no sistema. Bomba ηB= 0.1 Dimensionar o motor para recalcar 0.5 61% 10 66% 15 68% 20 71% 25 75% 30 80% 40 84% 50 85% 100 87% 200 88% Fonte: Azevedo Neto.4 Rendimentos das bombas centrífugas Tabela 7.5 Normas da ABNT Existe a norma NBR 12214/92 que trata de projeto de sistema de bombeamento de água.72 ) = 26HP Dando um acréscimo de 10% temos P= 26 + 2.9= 2277 kgm/s 7.3 Rendimento estimado da bomba em função da vazão de bombeamento Vazão Rendimento da litros /segundo bomba centrifuga ηb 5 52% 7.72 P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0. A curva é feita tomando-se o desnível geométrico e somando-se as perdas de carga para cada vazão conforme Figura (7.6 .9 x 0.

4).Curva característica do sistema Cetesb.81 Notamos que a variação da perda de carga é quadrática em função da vazão o que dá a forma da Figura (7. Figura 7. Figura 7.4.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade (m/s2)= 9.7 Curva da bomba Cada bomba tem um determinado rotor e tem uma determinada curva conforme se pode pode ver na Figura (7. 1975 7.7 . 1974 7.5.Curva da bomba Fonte: Lucarelli et al.5).

Figura 7.8). Figura 7.6.Curva da bomba + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al.8 .Bombas em paralelo Fonte: Heller. isto é. 7.9 Bombas em paralelo Quando se tem duas bombas em paralelo de modo geral as bombas são iguais.7) e (7.8 Curva da bomba e do sistema A resolução do problema para a escolha do conjunto motor-bomba centrifuga vai depender do ponto achado pela intersecção da curva da bomba com a curva do sistema conforme Figura (7. mas podem ser diferentes. 1974 7.6). 2006 Em bombas em paralelos somamos as vazões na horizontal o obtemos a curva das duas bombas e achamos o ponto de interseção com a curva do sistema. Geralmente se escolhe o ponto da bomba como aquele de maior rendimento. possuir curvas diferentes conforme Figura (7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.7.

9 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al. 1974 7.8.

11.11) a (7.Bombas em série Fonte: Heller.10 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. 7.13). Figura 7. Figura 7.Estragos feito em um rotor de bomba devido a cavitação 7.11 Cavitação Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor.10 Bombas em série As bombas em série podem ser iguais o que é mais comum mas podem ser diferentes conforme Figura (7. 2006 Vamos supor duas bombas em série iguais e então somamos as ordenadas na vertical obtendo a curva final cujo ponto será achado com a intersecção da curva do sistema.9.Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al. Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba conforme Figura (7. Figura 7.9) e (7. 1974 As bombas em série são muito usadas em poços tubulares profundos.10).10.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007

Figura 7.12 Cavitação em bomba no ano 2007 7

Figura 7.13 Cavitação em bomba no ano 2007 Os efeitos mecânicos, além do desgaste dos rotores, causam vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura, sem que a temperatura do líquido mude.

7- 11

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007

Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido. Para isto usa-se o que se chama NPSH que é um acrônimo do termo inglês Net Positive Suction Head e há duas, uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH. NPSH_disponível-NPSH_requerido ≥ 1,0m a 1,5mca. NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp Sendo: NPSHd= NPSH disponível no local (m) Hpa= pressão atmosfera na superfície do líquido no poço de sucção bombeado (m). Geralmente admitido como 10,3m ao nível do mar. Em São Paulo a pressão atmosférica é 9,5m. Hs= altura da sucção do líquido (m). É a altura da superfície do líquido no poço até o centro do rotor da bomba. Pode ser positivo ou negativo (sucção). hs= perdas de cargas total na linha de sucção (m) Hvp= pressão de vapor do líquido na temperatura de operação a 20ºC (m). Geralmente Hvp=0,235m. A pressão de vapor depende da temperatura ambiente e pode ser obtida conforme Tabela (7.4) Tabela 7.4-Vapor de pressão em função da temperatura
Temperatura (ºC) Pressão de Vapor Hvp (m)

0 15 20 23,9 37,8
Adaptado de FHWA, 2001

0,062 0,171 0,235 0,303 0,658

Tabela 7.1- Alturas máximas de sucção conforme altitude e pressão atmosférica Altitude Pressão atmosférica Limite prático de sucção (m) (m) (m) 0 10,33 7,60 300 10,00 7,40 600 9,64 7,10 900 9,30 6,80 1200 8,96 6,50 1500 8.62 6,25 1800 8,27 6,00 2100 8,00 5,70 2400 7,75 5,50 2700 7,50 5,40 3000 7,24 5,20 São Paulo cota 760 9,50

7- 12

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007

Estimativa da pressão atmosférica em função da altitude Conforme Heller, 2006 podemos estimar o valor da pressão atmosférica local em função da altitude. Pa= 10,33 – h / 900 Para a capital de São Paulo h=760m Pa= 10,33- 760/900= 9,5m Exemplo 7.2 Calcular o NPSH disponível de uma bomba cujo nível mais baixo está a 2,40m acima do eixo do rotor da bomba, considerando as perdas de cargas desprezíveis. A pressão atmosférica é 9,5m de água e a de vapor é de 0,235m para temperatura de 20º C. Então teremos: Hpa= 9,5m (São Paulo) hs= 0,11m Hs= -2,4m (bomba afogada) Hvp= 0,235 conforme Tabela (7.4). NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9,5 - 2,4 – 0,11 – 0,235= 8,46m Portanto, o NPSH disponível é 8,46m. Teremos que comparar com o NPSHr que é o fornecido pelo fabricante. Supondo que seja de 3,10m então: NPSHd – NPSHr= 8,46m-3,10m= 5,36m > 1,5m OK Portanto, não haverá cavitação na bomba. Conforme Heller, 2006 quando não possuímos o NPSHr do fabricante podemos estimar pela equação: NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 Sendo: NPSHr= estimativa do NPSHr fornecido pelo fabricante da bomba centrífuga (m) n= rotação do motor em r.p.m. Q= vazão no ponto de rendimento máximo (m3/s) Exemplo 7.3 Dada uma bomba com 1750rpm e vazão de 0,045m3/s estimar o NPSHr. NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 NPSHr= 0,0012 x 1750 4/3 x 0,045 2/3 = 3,1m Nota: O NPSHr fornecido pelo fabricante é igual a 1,80m

7- 13

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007

Margem de segurança do NPSH Segundo Grundfoss, 2005 a margem de segurança do NPSH deve ser suficientemente grande para suportar variações numa situação onde as condições reais podem ser diferentes das calculadas teoricamente. As perdas de carga na tubulação de sucção podem ser incorretamente calculadas e o ponto de funcionamento real da bomba pode diferir da teoria devido a variações da curva Q/H e cálculos incorretos da resistência da tubulação de sucção. A Grundfoss, 2005 baseado no Europump, 1997- NPSH for rotodynamic pumps, reference guide recomenda que para bombas instadas horizontalmente em tubulações retilíneas deve ser usada margem de segurança de 1,0m a 1,5m. Para bombas instaladas verticalmente a margem de segurança deve ser de 2,0m a 2,50m. NPSHd ≥ NPSHr +1,5m Dica: o NPSH disponível deve ser sempre maior que 1,5m do NPSH requerido Dica: o diâmetro da sucção é sempre um diâmetro maior que o de recalque. Assim um recalque de 200mm o diâmetro da sucção será de 250mm. Altura máxima de sucção A altura máxima de sucção precisamos da equação do NPSHd.é mostrada na Figura (7.14).

Figura 7.14- Altura estática de sucção 7.12- Velocidade específica Ns A velocidade específica Ns, apesar de ser considerada adimensional, tem as dimensões e é um índice usado para verificação dos rotores das bombas. A velocidade especifica da bomba tem as seguintes atribuições: • Selecionar a forma da curva da bomba • Determinar a eficiência da bomba • Antecipar problemas com NPSH

7- 14

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007

Selecionar o mínimo custo da bomba

Uma bomba de fluxo radial de Ns entre 500 e 4000 e é a típica bomba centrifuga com simples ou dupla sucção conforme Figura (7.16) As bombas mistas estão entre 2000 e 8000 e as bombas axiais estão entre 7000 e 20000. A velocidade especifica segundo Azevedo Neto, 1998 é de grande utilidade na caracterização das bombas. Ns= Nx Q 0,5/ H 0,75 Sendo: Ns= velocidade específica da bomba (adimensional) N= número de rotações por minuto (rpm) H= altura manométrica total da bomba (ft) Q= capacidade da bomba no melhor ponto (gpm- galão por minuto). Fórmula de Thoma; Thoma criou o adimensional σ= (Ha-Hv-Hs)/ H Sendo: σ= número de Thoma Ha=9,5m (São Paulo)= pressão atmosférica local (m) Hv= 0,235m=pressão de vapor local (m) Hs= altura de sucção da bomba (m) H= altura manométrica total (m) Devemos calcular o numero de Thoma e a velocidade especifica Ns usando as unidades americanas, Entramos no gráfico da Figura (7.15) e verificamos se a bomba está em zona segura ou zona perigosa.

Figura 7.15- Velocidade específica Ns e valores do número de Thoma σ
7- 15

12) com o número de Thoma=0. Isto mostra que os efeitos das perdas singulares não se dão na própria curva e sim em um determinado comprimento de tubo a jusante.61m / 0.045m3/s e altura manométrica de 45. 1996 Figura 7.Valores da velocidade específica Exemplo 7.5-0. Estaremos dentro de uma região segura onde não haverá cavitação.16 .235-2.4 Calcular a velocidade especifica Ns da bomba com 1750 rpm com vazão de 0. etc introduzidas numa canalização causam perda de energia.16.045x 1000 x 60s/ 3. 7. Q= 0.75 = 1080 Fórmula de Thoma σ= (Ha-Hv-Hs)/ H σ= (9. 1973 mostra a Figura (7.13 Perda de carga localizada As curvas.75 Ns= 1750x 714 0.78 litros= 714 galao por minuto= 714gpm H=45. Jeppson. perdas de cargas localizadas ou também chamadas de perdas singulares.15 e Ns=1080. isto é.40)/ 45.61 = 0. peças.30m= 152 ft Ns= Nx Q 0.5/ H 0. 7. contrações.5/ 152 0.15 Entrando na Figura (7. válvulas.61m.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Fonte: Karassik et al.17) onde a água sofre mudanças de velocidade e criação de espirais duplas que persistem até 50 diâmetros ou 100 diâmetros a jusante.

17 . Figura 7.Perda de carga em uma curva Fonte: Jeppson.17.81m/s2 Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) conforme Tabela (7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Sendo: hL= perda de carga localizada em metros V= velocidade média da água no recalque em m/s g= aceleração da gravidade =9.6). 1973 A perda de carga localizada é calculada pela equação: hL= Ks x V2/ 2g 7.

40 Entrada normal 1.18 .19 Válvula de gaveta ¾ aberta 1.19 Válvula de pé 15.Valores de Ks para cálculo das perdas de cargas localizadas Peça Valor de Ks Crivo 0. 1973 7.6 Fonte: adaptado de Jeppson.00 Tê passagem direta 0.5 0.75 Curva de 22.30 Válvula globo aberta 10 Válvula de ângulo aberta 5 Válvula de gaveta aberta 0.0 Válvula de retenção 2.40 Curva de 90 0.6.10 Curva de 45 0.0 Válvula de gaveta ½ aberta 5.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.80 Válvula de gaveta 0.60 Tê saída lateral 1.00 Saída da canalização 1.

É muito comum usar-se a entrada de um reservatório com Ks=1. 1973 As entradas de tubulações conforme Figura (7.Perda de carga em uma curva de 90º com diâmetro constante Fonte: Jeppson.19 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.0.3 x 105 Fonte: Jeppson. na entrada de um reservatório há perda de carga hL= Ks .V2/2g = V2/2g 7.18.Perda de carga em uma curva de raio variável considerando o número de Reynolds > 2.20) possuem perda de carga conforme ela é arredondada ou não conforme o desenho. 1973 Figura 7.19. ou seja.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. Área da seção transversal= PI x D2/4= 3.049m2 Q=A x V 7.1416 x 0. 1973 Exemplo 7.20 .Perda de carga em uma expansão Fonte: Jeppson.25m de diâmetro e com duas curvas de 90. Uma maneira mais detalhada para calcular um alargamento de uma tubulação é através da equação: hL= Ks x (V1 –V2) 2/ 2g Sendo: hL= perda de carga do alargamento (m) Ks= coeficiente de perda de carga do alargamento (adimensional) V1= velocidade da secção de menor diâmetro (m/s) V2= velocidade da secção de maior diâmetro (m/s) A Figura (7. 1973 A contração de uma tubulação se comporta similarmente a uma entrada.Perda de carga em vários tipos de entrada Fonte: Jeppson.252/4= 0.21.20.21) fornece os valores de Ks conforme o ângulo. Para uma contração gradual usa-se Ks=0.04 e para uma contração abrupta usa-se Ks=0. Figura 7.5 Calcular a perda de carga localizada numa adutora de 0.5.

040m3/s/ 0.21 . Tabela 7.5 D= 1.00 . Atualmente está sendo usado K=1.8.16 Fórmula de Bresse Quando se faz um bombeamento é comum se procurar um diâmetro econômico que leva em conta as despesas de energia bem como os custos de construção.10 250 1. Q 0.20 300 1. O valor de K varia de 0.Velocidade máxima na sucção conforme NBR 12214/92 Diâmetro nominal Velocidade máxima na sucção (m/s) 50 0.Velocidade mínima na sucção conforme NBR 12214/92 Tipo de material Velocidade mínima na sucção (m/s) Matéria orgânica 0.5 7.0m/s h= Ks x V2/ 2g 2 h= 0.81)=0.40 x 1.04m 7.14 Velocidade máxima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades máxima na sucção conforme Tabela (7.0 / (2 x 9.02m Como são duas peças então h= 2 x 0.7).00 200 1.8) Tabela 7. manutenção e operação.50 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 V= Q/A= 0.0 D= K .70 75 0.02m= 0.90 150 1..40 400 1.15 Velocidade mínima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades mínima na sucção conforme Tabela (7.7 a 1. Usa-se então a formula de Bresse: D= K .8.7.30 Suspensão arenosas 0.5 Sendo: D= diâmetro da tubulação de recalque (m) Q= vazão (m3/s) K= coeficiente obtido na prática.80 100 0.45 7. Q 0. Q 0.30 Suspensão siltosas 0.040m2= 1.

0 Ks= 15.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7.66m Adoto D=0.30m do nível da água para sucção.30m + 42.33 Durante um dia o volume V=0. O diâmetro econômico pela formula de Bresse é: D= 1.22 Ks=1. Perdas de cargas localizadas na sucção Entrada da tubulação Válvula de pé Curva de 90º Redução excêntrica de 400x300 Redução excêntrica de 300x150 Total A velocidade na sucção é: J= (10.85 x D 4. Q 0.00 Vamos calcular as perdas de cargas localizadas na sucção e no recalque.045 0. O comprimento da tubulação de recalque é de 220m e a bomba encontra-se a hs=2.5 Ks= 0.3 .30m Portanto.28m=0.15 0.40 Ks= 0.5 D= 1.045m3/s durante 24horas.70m= 45.5 D= 1.87) 7.40m.33 .45m3/s D= 1.X ¼ . 0. Q 0.7 Calcular o diâmetro econômico para vazão média diária de 0. Q 0. 0.8 Dimensionar uma tubulação de recalque para vazão de 0.30m e de sucção será um diâmetro maior.X ¼ .3 .3 . o diâmetro do recalque será de 0. Hg= hr + hs (sucção) A altura geométrica Hg= hs + hr= 2.5 Sendo: X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h Exemplo 7. X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h X= 8h/24h=0.3 . para 8horas de bombeamento por dia.0 Ks= 0.70m. 0.50m Quando se leva em conta o número de horas de bombeamento por dia se usa: D= 1. D=0.5 ¼ D= 1.45 0.15m3/s.3 D= 1.5 =0.5 =0.3 . Usar a equação de Hazen-Willians com C=100.5 =0.6 Calcular o diâmetro econômico para vazão de 0. A altura de recalque hr é igual a 42.643 x Q 1.15m3/s x 86400s=12.0.3 . Q 0.960m3 Durante 8h a vazão será Q= 12960/(8h x 3600s)=0.70m Exemplo 7.4 .85)/ (C1.5 Ks= 16.15m3/s adotando o valor K=1. ou seja. O rendimento total do motor e da bomba é 70%.3 .

40m/s OK hL= Ks x V2/ 2g= 16.00 2 redução concêntricas Ks= 2.23 .2.5 .40 4.85 x 0.00m Perdas distribuída no recalque= 220mx 0.40m C=100 J= (10.045/0.40= 48.0034m Hs= 0.594m+ 0.87)=0.87) Q=0.0164m Observemos que a perda localizada é bem maior que a perda distribuída devido as varias peças existentes num trecho curto.01 HP Colocando-se tolerância de 10% teremos P= 44.0024m/m Area= PI x D2/4= 3.4 x 0.045/0.643 x 0.85)/ (C1.528m + 0.045m /s Rendimento total motor igual a 90% e bomba= 67.85 x D 4. Perdas de cargas no recalque Válvula de retenção Ks= 2.1257m2 V= Q/A= 0.64 m/s hL= Ks x V2/ 2g= 16.7% P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0.0034m=0.164 – 0.594m Altura manométrica da bomba Hman= Hg + Hr + Hs= 45.3 – 0.85)/ (1001.0706m2 V= Q/A= 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Q=0.000594m/m=0.61 / (75x 0.81)=0.80 Perdas na sucção= 5.61m 3 Q=0.1257=0.045m3/s D=0.0 Total Ks= 6.045x 45.066m= 0.045m3/s D=0.402/4=0.4 x 0.9 x 0.1416x0.528m Perda de carga total no recalque= Hr= 0.85 x 0.045 1.80 Registro de gaveta aberto Ks=0.0164m= 45.045 1.0024m/m=0.50m (dentro da água)= 5.000594m/m Area= PI x D2/4= 3.80m 7.30m + 3.235= 6.29 A velocidade na sucção é: J= (10.30 4.066m Perda distribuída no recalque Lr= 220.64 2/ (2 x 9.85)/ (1001.81)=0.736 x 50= 36.302/4=0.643 x 0.0 + 0.1416x0.30m C=100 J= (10.677 )= 44.0706=0.36 m/s <1.8 KW NPSH disponível NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9.41 HP Adoto P=50 HP PKW= 0.01 + 4.013m + 0.013m Perda distribuída na sucção Ls= 2.30 2 Curvas de 90º Ks= 0.80m x 0.87)=0.643 x Q 1.1257 2/ (2 x 9.19 Saída da canalização Ks=1.

80 +1.8mm.80m.23.7%.Sucção da bomba 7.30m OK Figura 7. rotor com diâmetro de 300. rendimento da bomba de 67.80m NPSHd > NPSHr +1.Bomba Imbil -ID 65 -INI 125-315 com 1750 rpm.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Mas o valor do NPSHr= 1.24 . potência 39.50m=3.22.50m NPSHd >1. Fonte: catalogo da Imbil Figura 7.89 HP NPSHr=1.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.24. Bomba INI 125-315 para 45 L/s (162m3/h) e Hman= 45.25 .61m 7.

25.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.A bomba Imbil linha INI 125-315 tem 1750 rpm e DNs sução=150mm e DNp = 125mm para recalque Fonte: catalogo da Imbil 7.26 .

Reduções flangeadas concêntricas e excêntricas da Saint Gobain 7.27 .26.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

17 Estimativa de potência Conforme Azevedo Neto.61m P=QxH man/ 50 P = 45 x 45.61/ 50 = 41 HP Mais 10% de tolerância P= 41+ 4. Assim um motor de 50 CV tem momento de inércia a 1750 rpm de 0.9) fornece os momentos de inércia do rotor dos motores de diversas potencias e rotações.1 HP Adoto 50HP 7. 7. A Tabela (7.18 Momento de inércia das bombas e motores É muito importante nos estudos dos transientes hidráulicos de bombeamento saber o momento de inércia da parte girante das bombas e dos motores.28 .4440 kg x m2. 1998 podemos estimar a potência usando: P = Q x Hman/ 50 Sendo: P= potencia em HP Q= vazão em L/s Exemplo 7.1=45. 7.9 Calcular a potência do motor para Q=45 L/s e Hman=45. Recordando o momento polar de um cilindro de massa m e raio r em relação ao seu eixo é: I= 1/2x m x r2.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Peças na sucção Redução excêntrica 400 x 300 Redução excêntrica 300x 150 Curva de 90 Válvula de pé com crivo Peças no recalque Redução concêntrica 125x150 Redução concêntrica 150x300 Válvula de retenção Registro de gaveta 2 curvas de 45º no trajeto 2 curva de 90º na chegada ao reservatório.

7. Tigre Observar que para a mesma potência o momento de inércia do rotor do motor é diferente para rotação de 3600 RPM e 1750 RPM. Camargo. Fonte: Engenheiro Luiz A.9. quanto maior a rotação. 1991.10) estão os momentos de inércia da bombas KSB. Na Tabela (7.29 .Momento de inércia do rotor de motores de diversas potências e rotações diferentes.774 kg x m2.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7. Assim uma bomba tamanho 125-315 tem momento de inércia 0. menor é o momento polar de inércia. Salientamos também que os motores fabricados depois da década de 1960 possuem menores momento de inércia devido a isto se deve ter o cuidado em usar equações antigas para pré-dimensionamento dos momento de inércia de motores.

África do Sul Uma maneira conservativa para se obter os momentos polares de inércia de motores e de bombas pode ser dado pelas seguintes equações: Momento de inércia de bombas I= 0.10.30 . Camargo.Momento de inércia de bombas da KSB Fonte: Engenheiro Luiz A. Para uso do método das características necessitamos do momento de inércia dos rotores do motor e da bomba. Universidade de Pretoria.03407 x (P/N) 0. Assim 1750 rpm será N=1. Tigre O momento polar de inércia das bombas é fornecido pelo fabricante em kgxm2.75 7. 1991.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.844 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kg x m2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto.

435 I=0.8/1.75) 0.0043 x (36.4454 kgxm2 Momento de inércia dos motores I= 0. Exemplo 7.736 x 50=36.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7.8936 kgxm2 Koelle e Betâmio.75) 1.3604 x 11.0043 x (P/N) 1. I= 0. Conversão de unidades Para converter GD2 (kg x m2) para WR2 (lbx ft2) multiplicar por 11.8KW calcular o momento polar de inércia sendo a rotação de 1750rpm.11 Dada um motor de 36.12 Para motor de 50HPx 0.435 I= 228 x (36.03407 x (P/N) 0. I= 0.48 = 0.0043 x (P/N) 1.3901 kgxm2 Nota: o momento de inércia da bomba e do motor é 0.8KW calcular o momento polar de inércia do motor sendo a rotação de 1750rpm.3901=0. I= 228 x (KW/ rpm) 1.868.13 Converter 0.31 .48 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kgxm2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto.844 = 0.736=36. Calcular o momento polar de inércia do motor e da bomba.4454kgxm2 + 0.8/1.868 conforme Parmakian e ao contrario temos que dividir por 11.3604 kg x m2 para WR2 (lb x ft2) 0.28 lb x ft2 7.8355 Koelle e Betâmio.48 I= 0.8 /1750) 1. 1992 apresentam uma fórmula empírica para achar o momento de inércia da bomba e do motor. I= 228 x (KW/ rpm) 1.10 Dada uma bomba com motor de 50HP=0.868= 4. 1992 ainda comentam que uma solução aproximada do momento de inércia da bomba é que o mesmo é aproximadamente 10% do momento de inércia do motor.435 Sendo: I= momento polar de inércia em kgxm2 KW= potencia do motor em KW Rpm= rotação da bomba em rotação por minuto Exemplo 7.844 I= 0.8KW 1750 rpm.75 Exemplo 7. Assim 1750 rpm será N=1.03407 x (36.

isto é. Exemplo 7.00 + 15. Q2 Sendo : H= altura manométrica total em metros.B e C da bomba Q( m3/s) 0 Q1=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.12).Q +C .06 Q3=0. A. Q2 A=30. Tabela 7. Nós iremos considerar para os cálculos o polinômio do segundo grau somente.09 H (m) 30 H1=29 H2=26 H3=20 Sendo: Q= vazão da bomba em m3/s.03 Q2=0.87 . 7.00 H=30.B. temos H=30 m. shut-off. Para este programa a vazão é espaçada de 0.0 C= (H2XQ3 – H3 X Q2 – AX Q3 + A X Q2)/ [Q2 X Q3 X (Q2.03m3/s. obtemos a polinômio do segundo grau: H=A + B. A bomba pode funcionar junto a um reservatório como uma bomba normalmente considerada ou na linha. a bomba pode ser transformada em um reservatório com a altura a ser determinada pelo calculista da rede malhada. conforme Tabela (7. H= altura manométrica da bomba em metros de coluna de água. Para a vazão zero.03 m3/s em 0.03 m3/s. Q2 A curva característica da bomba é calculada automaticamente pelo programa.19 Equação da curva da bomba As bombas centrifugas são geralmente da fórmula: H=A + B.87 B= (H3 – CQ32 – A)/ Q3 B= 15.14 Assim como exemplo.Q3)] Achamos C= -1388.C = coeficiente obtidos na análise de regressão.Q +C .1388.00. sempre começando com a vazão igual a zero e depois fornecer a altura manométrica. Q= vazão em m3/s.Q . conforme o espaçamento que será escolhido e no caso é 0. Existem programas de Hardy Cross que consideram o polinômio até o terceiro ou até o quarto grau.12. Que é a equação de uma parábola.Vazões e pressões necessários para o calculo dos coeficientes A. Trata-se então de um booster.32 . Em caso do funcionamento junto ao reservatório.

15 Calcular o conjunto de um motor de 50HP com n=1750 rpm e momento de inércia de 0.20 Momento e torque Quando a opção é usar volantes de inércia é importante recordar alguns conceitos do que é conjugado de um motor. C=5250 x HP/n= 5250 x 50/ 1750=150 lbx ft n1=0 n2=1750 rpm t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) t= 10.40s Dica: o torque do motor tem que ser maior que o torque da bomba 7.61lb x ft2 calcular o tempo que o motor leva da rotação 0 até a rotação de 1750rpm.9). Conforme Carvalho. Um motor deve ter o conjunto motor C maior que o conjugado resistente oferecido pela bomba e pelo volante de inércia. O torque ou conjugado é o esforço aplicado a um objeto com que faz que o mesmo gire em torno de um eixo.61 x (1750 – 0)/ (308 x 150)= 0.868 resulta em 0. Deverá sempre ser verificado se o conjugado do motor é maior que o conjugado da bomba e do volante. 1968 temos: C= 5250 x HP/ n Sendo: HP= potência do motor em HP C= conjugado ou torque de aceleração do motor em lbxft2 n=rotações por minuto (rpm) t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) Sendo: t= tempo de aceleração em segundos WK2= momento de inércia do conjunto girante motor +bomba em lb x ft2 n2= rotação final em rpm n1= rotação inicial em rpm C=conjugado médio de aceleração lb x ft Exemplo 7. pois caso não seja suficiente a bomba não irá funcionar. O conjugado resistente da bomba deve ter suas ordenadas inferiores as curvas do conjunto do motor elétrico.868=10. para acelerá-lo até que atinja a velocidade normal ou de regime.33 . Vamos mostrar o que é momento de inércia e o que é torque ou conjugado.8936 x 11. 1980 conforme Figura (7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.8936 kgxm2 que multiplicando por 11. As duas curvas devem-se cruzar no ponto que corresponde à velocidade nominal conforme Macintyre.

7.34 .21 Bombas de velocidade fixa Geralmente a bombas com que trabalhos em engenharia sanitária são bombas de velocidade fixa e onde a pressão de bombeamento é mantida aproximadamente constante. independente do consumo da rede. Podemos observar que o rendimento da bomba não varia com a velocidade da bomba. quer por variação de consumo. por exemplo. 2005.22 Bombas de velocidade variável Mas existem bombas de velocidade variável cuja pressão é mantida constante.23 Variação das curvas características Conforme a velocidade da bomba variam as características Q2/ Q1= N2/ N1 H2/H1 = (N2/N1)2 P2/P1= (N2/N1)3 Sendo: Q= vazão da bomba N= rotação da bomba P= potencia aplicada a bomba Conforme Grundfos. As variações de pressão de descarga das bombas provocadas quer por alteração de pressão de aspiração. 2005 a Figura (7. para uma pressão constante de 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. são detectadas por um sensor que atua no variador de velocidade de forma a manter a pressão de bombeamento constante conforme Grundfos.1980 É aconselhável que o conjugado máximo deveria ser acima de 150% do conjugado de plena carga para levar em contas as flutuações de tensão e de freqüência da rede.28) mostra varias curvas características de uma bomba com diferentes velocidades de rotação em rpm. 7. 7.27 Conjugado do motor e conjugado da bomba Fonte: Macyntire.5 bar e uma variação de vazão entre 500 e 1000m3/h corresponde uma variação de rendimento Maximo compreendido entre 70% e 80%. 7.

Como manter constante a pressão era o problema até parecer no Brasil a Mark. 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.Curvas características de uma bomba com velocidades diferentes Fonte: Grundfos.Peerless Há anos o SAAE de Guarulhos começou a usar variadores de velocidade hidrocinético ao mesmo tempo que a Sabesp que executou o booster enterrado do Shangrilá na capital de São Paulo. A manutenção dos variadores de velocidade era muito grande e estávamos a espera dos variadores de velocidade baseados na variação da freqüência.28.35 . Daí a água é distribuída saindo de uma pressão constante variando o consumo durante o dia até os picos de vazão. 2005 7. quando aumenta a vazão diminuía a pressão. Como fazer o bombeamento diretamente para rede e assim eliminaríamos uma torre de uns 15m de altura. o qual visitamos antes da nossa primeira experiência em Guarulhos. Eram dispositivos mecânicos envolvidos em óleo e fabricados no Brasil pela Mark-Peerless de Santo André Estado de São Paulo.24 Variadores de velocidade O bombeamento pode ser feito para um reservatório elevado ou num alto de um morro. O problema era que a vazão variava bastante e olhando a curva da bomba. A idéia é muito antiga.

36 .Variador de velocidade de 75HP da firma Mark-Peerless 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.31.

37 . dr.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Vamos mostrar slides de palestra do prof. Milton Tomoyuki Tsutiya da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. 7.

38 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.39 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.40 .

41 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

42 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.43 .

44 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

45 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Itatiba. Estado de São Paulo. ano 2007.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Loteamento denominado Villa Trump.46 . Trecho 3 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.47 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.48 .

49 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

50 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

51 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.52 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.53 .

54 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

55 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Dispositivo antigolpe usado: acumulador de membrana Chegou-se com o acumulador de membrana as seguintes pressões: 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.56 .

57 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

58 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.59 .

60 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

EPUSP. 2a ed. Grunfos Catálogo versão 2007.Arbor Science Publishers. Bombas. 8 páginas -AZEVEDO NETO. 2005. Projeto de sistema de distribuição de água. Bombas e sistemas de recalque. 2005. -JEPPSON. Livro Técnico: 1979 1ª ed. -HELLER. 2a ed.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. 335páginas. Manual de engenharia. 437 páginas -CETESB. Bombas industriais. NBR-12214/92. PNB-591/77. Abastecimento de água. EDSON EZEQUIEL et al. Singapure. Analysis of flow in pipe networks. 7. MILTON TOMOYUKI. 859páginas. 669 páginas -BLACK. Sistemas de pressurização com velocidade fixa e velocidade variável. MA. Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público. Portugal. Abastecimento de água para consumo humano. Projetos de adutoras para abastecimento público. válvulas e acessórios. 2006. 641páginas. Portugal. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público.25 Bibliografia e livros consultados -ABNT. Manual de Hidráulica. 1976. Pump Handbook. São Paulo. 215paginas. -LUCARELLI. ROLAND W. Cetesb. 724páginas.61 . 64páginas. -TORREIRA. -ABNT. -GRUNDFOS. Bombas.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. -MATOS. IGOR J. 8ª edição. ISBN 0-07033302-5. et al. 1986. São Paulo. -NUNES. Portugal. RAUL PERAGALLO. 2007. 1975. 260 páginas. McGrawHill. 164páginas. In Grundfos. Petrobras 1998. 2004. -TSUTIYA. ISBN 025040119-3. USA. 1996. MCT-Produções gráficas. 1974. et al. ISBN 972-99554-0-9. PERRY O. São Paulo. DRAUSIO L.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. -KARASSIK. PNB-591/91. Editora UMFG. -ABNT. EDUARDO.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. ISBN 85-900126-1-1. LEO et al. -GRUNDFOS. Interciência.

Itatiba.64 47. sucção (negativo) hs= perda de cargas na adução (m) NPSH disponível= Hpa .643 x Q 1.19/kwh Exemplo 7.94 0.4% 0.Hs + hs .94 138 148. Afogada (positivo).8 883 0.2 9.85)/ (C1.79 0.5 0.007997 20 0.Hvp Hpa= pressão atmosférica= 9.Hs + hs .235m Hs= altura da sucção do liquido (m).Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Custos médios de energia elétrica em Guarulhos em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) R$ 0.5m em São Paulo Hvp= pressão de vapor a 20graus= 0.15 100 1290 0.63 10.9 50.62 .4 0.38 Perda distribuída HW J= (10.0 36.017672 0.87) 7. juros e amortização R$ NPSH disponível= Hpa . São Paulo Diâmetro da tubulação de recalque (m) Coeficiente de C de Hazen-Willians Comprimento do recalque (m) Vazão (m3/s) 50m3/h Área secção transversal (m2) Velocidade (m/s) Perda de carga unitária J (m/m) Coeficiente de perda de carga Ks total Perda de carga localizada estimada KsxV2/2g Perda de carga total (m) Altura geométrica (m) Altura manométrica recalque (m) Rendimento estimado da bomba = Potencia do motor em HP Potencia do motor em HP adotada Potencia em KW= HP x 0.235 0.29 /kWh Média tensão (75kw a 5000 Kw) R$ 0.47 2.17 54803 76 98040 16500 114540 20272 75074 9.01388 0.Hvp NPSHr= Bomba Imbil 1750 rpm ID280 Linha BEW Modelo 80/7 rendimento da bomba =64.736 Energia consumida por dia (KWH) Custo médio do kwh (R$) Custo médio anual de energia elétrica (R$) Custo unitário dos tubos R$/m Custo total dos tubos R$ Custo de 2 conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Custo total dos tubos + conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Amortização anual de capital a juros de 12% ao ano e em 10anos R$ Dispêndio anual com energia elétrica.1 EEAB3 Villa Trump.85 x D 4.

(1 + i ) / [ (1+i) -1] n=10anos I= 12%=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Perda localizada hL hL= Ks x V2/2g Amortização de capital em 10anos a juros de 12% ao ano n n Amortização = Custo das obra x i .63 .12 7.

Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8.1 .

Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 8. por exemplo. 8. dr.2 .01 l/s Precisão na perda de carga: 0. Thomas M.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8. Os prédios do Parque Cecap não possuem reservatórios. Q= A x Qe C= B x Ce Sendo: Qe= estimativa inicial estimada em litros por segundo A= fator de correção pelo uso da água B= fator de correção da estimativa de C Ce= coeficiente C inicial (no projeto inicial.2 Pesquisa sobre o coeficiente C de Hazen-Willians O objetivo foi achar o coeficiente C de Hazen-Willians numa rede malhada do Parque Cecap em Guarulhos instalada aproximadamente em 1970 com diâmetros variando de 100mm a 600mm e em tubos de ferro fundido. sendo que 80% dos mesmos são revestidos com argamassa de cimento e areia. C=130) A= F/ [(b/a) x (Qe + F) – Qe] Sendo: b= (h2/h4) Z B= F/ (b (Qe +F) – a x Qe] a= (h1/h3) Z Para o caso das perdas serem muito pequenas: C= Ce x (h4/h2) Z 8. Teoria Toda a teoria se baseia em publicação na página 38 do jornal da AWWA (American Water Works Association) de dezembro de 1985 num artigo publicado pelo grande calculista em hidráulica prof. sendo o abastecimento direto. Waslki e mais tarde publicado no livro de denominado Analysis of Water Distribution Systems publicado em 1992 Para o modelo matemático foi usado: Método de Hardy-Cross Fómula de Hazen-Willians C=130 Tubos de ferro fundido revestido com argamassa de cimento e areia Precisão na vazão: 0.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Capitulo 8.1 Introdução O objetivo desta apresentação para achar o coeficiente C numa rede de água é para incentivar as pesquisas.05m Método Trata-se de comparar um hidrante aberto e fechado usando um modelo matemático e tomando-se dados em campo. Queríamos o coeficiente C não de uma rede de uma rede malhada total que foi projetada para C=130.

5mca. A medida de pressão sendo que a mesma variava de 28.5m a 29.3 . A cota mínima do reservatório é de 764.000 litros de capacidade.2 Experiência No dia 10 de abril de 1986 as 9h 45min no Parque Cecap em Guarulhos junto do Parque Infantil foi feito teste com medição direta usando cronômetro. O hidrante era de 100mm com duas mangueiras de 2” ½ que foram instaladas nas bocas do hidrante de coluna da Bárbara.5 =101. 8.11m real (763.5m. O manômetro usado tinha variação de 0 a 100mca.29) real Usando a solução aproximada teremos: C= Ce x (h4/h2) Z C= 130 x (3.40m – 758.40 – 761. caminhão tanque com 6.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 8.5 para tubo áspero e Z=0. m o nível em relação a cota de fundo era de de 4. Achamos então: h4= 3.29) h2= 5.40m. isto é. A cota do reservatório era de 763. isto é. ou seja. 130 – 101= 29 e como temos 16 anos de uso a partir de 1970 teremos: 29/ 16= 1.00 e a cota de fundo 759. 282 segundos e vazão =6000 litros/ 182 s = 21.11/5.28 L/s Os cálculos foram feitos em computador calculando-se: a) modelo das redes malhadas com cálculo de Hardy-Cross b) Suposto hidrante aberto no modelo com 21 L/s.42= 101 (medido) Portanto.0m adotando-se 28.11m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto no modelo matemático) h3= 2. supomos no modelo de Hardy-Cross que o hidrante estava perdendo 21 L/s de água.40m.00m A altura do reservatório semi-enterrado é de 5m e o reservatório tem capacidade máxima de 5 milhões de litros. Com o hidrante aberto a pressão estabilizou-se em 25.64 para tubo liso F= vazão no hidrante durante a descarga (litros/segundo) h1= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (real) h2=perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante aberto (real) h3= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (modelo) h4= perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto (modelo) 8.39m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante fechado no modelo matemático) Os valores de h1 e h2 são: h1= 2.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Sendo: Z= 0.81/ano=36 130 – 36= 94 Conclusão: usar para projeto C=94 para 20 anos de previsão para tubos de ferro fundido.11m (763. O tempo de enchimento do caminhão tanque de 6.11) 0.81/ano Em 20 anos teremos: 20anos x 1.000 litros foi de 4min e 42s. achamos o coeficiente C=101 para a rede malhada do Parque Cecap em 1986.

07 L/s Consumo médio mensal somente dos apartamentos é: (94342+94524)2= 94.88 L/s Fevereiro de 1986 94.1-Parque Cecap.SAAE-Guarulhos 29/04/1991 Método de Newton-Raphson Fórmula de Hazen-Willians C=130 Número de nós= 18 Número de tramos=22 Nível médio do reservatório= Na =761.Departamento de Obras Novas.22 L/s Janeiro de 1986 112.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Tabela 8.dados estatísticos Consumo dos prédios 4733 apartamentos Dezembro de 1985 94.5 x 30)= 190 litros/dia x hab Previsão futura da SABESP SAM-53 1980: 175 litros/dia x habitante Análise do sistema de distribuição de água potável do Parque Cecap DON.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 8.342m3 36.524m3 39.2-Prédios no Parque Cecap em 1986 Área do Parque Cecap verificada Situação existente Apartamentos 4728 Escola 2 Centro comunitário 1 Mercado 1 Ceagesp 1 Média mensal= 94433m3/ 4728 economias= 20m3/economia 3.5 habitante/apartamento 30dias Q= 94433000 litros/ (4728 x 3.433m3/mês Tabela 8.50m 8.166m3 41.4 .

97m3/apartamento Segundo andar 19.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 PESQUISAS NO PARQUE CECAP EM GUARULHSO 3. não existe reservatório domiciliar nos prédios Os prédios possuem 3 andares Conclusão: quanto maior a pressão nas torneiras.3= 87.74m3/apartamento Terceiro Andar 19.880 apartamentos na parte velha Consumo por andar Local: condomínio Minas Gerais 480 apartamentos Abastecimento direto.06 m3/apartamento Média geral do condomínio Minas Gerais 20.56m3/apartametno 8.5 habitante/apartamento ( 03/01/1994) 22.3m2 São Paulo: 480 apartamento Paraná: 480 Rio Grande do Sul: 480 apartamentos Santa Catarina: 360 apartamentos Total= 1.3 m2 Total= 61 m2+ 6 m2+ 20.5 m3/apartamento 6. O consumo do primeiro andar é 10% maior do que o do terceiro andar. isto é.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 8.5 .51 m3/habitante 210 litros/habitante Despesas com água e esgoto por apartamento= 80% Área do apartamento: 61 m2 Área comum do apartamento: 6 m2 Garagem: 20. maior é o consumo.3. Tabela 8.Consumo por apartamento no Parque Cecap Pavimentos Consumo por apartamento Pavimento térreo: estacionamento de veículos Primeiro andar 21.

6 .Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 8.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 8.

7 . 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Rehabilittion .Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 8. 26 de fevereiro de 1997.

Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Hidrantes em prédios 9-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 9.

Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Capitulo 9. Figura 9. Nekrasov. Cada tubulação termina em um ponto e assim temos as cotas Z1. P2 e P3 são fornecidas e uma é diferente da outra.2.1 Introdução O livro do russo Nekrasov denominado “Hidráulica “ para engenheiros e tecnólogos da indústria de aviação da antiga URSS e importante para cálculos hidráulicos complexos.2).Esquema de pressão e vazão de tubulações ramifacadas Fonte: Nekrasov. teremos a perda de carga no trecho.Hidrantes em prédios 9. A soma das vazões Q1. A vazão no ponto M será a soma das vazões nas três ramificações.¶ Livro de “Hidráulica “ do B. isto é.1) com a vazão na abscissa e pressão H na ordenada.Esquema de tubulação ramificada partindo de um ponto Fonte: Nekrasov.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 9. Arbitrando-se um diâmetro mínimo para a tubulação número 1 e usando a cota Z1. As pressões P1. 1965 Figura9. Q2 e Q3 será igual a vazão total Q e entrando-se com o valor de Q obtemos a soma das vazões conforme Figura (9. Editado em espanhol Editorial Paz Moscou¶ ¶ ¶ 9-2 . Z2 e Z3.1) mostra três tubulações saindo de um ponto M. Q= Q1+ Q2 +Q3.1. Da mesma maneira que fizemos para a tubulação 1 fazermos para a tubulação 2 e tubulação 3.1965 Excluído: um livro russo editado em espanhol pela é a¶ O livro do Nekrasov é muito bom. Arbitrando-se várias vazões teremos várias perdas de cargas e podemos desenhar a curva na Figura (9. No ponto M as pressões de cada tubulação serão sempre a mesma Pm. Na Figura (9.

3) calcular o valor de p2=? sendo dado p1=6.1 Cálculo de hidrantes O calculo de hidrantes tem sido fonte de inúmeras dúvidas e devido a isto é que iremos recordar alguns conceitos. e R3= são as resistências de cada tubulação Q1. Pressão mínima na boca do esguicho mais desfavorável = 6. Conforme equação do esguicho temos: Q= 0.70 litros/minuto= 1. 1986 no seu excelente livro de Instalações prediais e sanitárias que se acha esgotado. 2 e 3 Z1´.00m obtemos: Q= 34. e 3 R1.2046 x d2 x H 0.2 e 3 Aplicando a equação de Bernouilli na seção M-M para as tubulaçes1.1. R2.58 x 6 0.2046 x 132 x H 0. Σ h2 e Σ h3= são a somatória das perdas de cargas nas tubulações 1. Exemplo 9. Q2.Tanaka Prédio de apartamento com 5 pavimentos com área total de 2500m2. Z3´ =as cotas piezométricas nos pontos 1. No esquema da Figura (9.00m Diâmetro da mangueira= 38mm Comprimento da mangueira= 30. Risco Classe A. Z2´.5 Aplicando ao tramo 1 com H=6.2 e 3 Σ h1. Com o valor de Pm achamos o valor correto de Q2 e de P2.5=84.00m Diâmetro do esguicho d=13mm 9-3 .00m. 2 e 3 temos: Pm/γ= Z1 + p1/γ + Σ h1 Pm/γ= Z2 + p2/γ + Σ h2 Pm/γ= Z3 + p3/γ + Σ h3 Pm/γ= Z1´ + R1xQ1m Pm/γ= Z2´ + R2x Q2m Pm/γ= Z3´ + R3x Q3m Z1´= Z1 + p1/γ Z2´= Z2 + p2/γ Z3´= Z2 + p3/γ 9.5 Q= 34.58 x H 0.2.Colocando-se num gráfico achamos a vazão correspondente a Pm. 9.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Sendo: Z1.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 9.41 L/s Desta maneira obtemos Pm. elaborou um modelo bastante simples do cálculo de hidrantes de incêndio em um prédio. Z2.5 Para diâmetro do esguicho d=13mm temos: Q= 0. Q3= são as vazões nas tubulações 1.3 Cálculo de hidrantes de Takudy Tanaka Takudy. Z3= as cotas em metro dos pontos 1. Do tramo2 entramos com vários H e obtemos vários Q e por conseguinte vários Pms.

5 Q= 0.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Figura 9.2046 x 132 x 60.5= 84.2046 x d2 x H0. 1986 Vazão: Q= 0.3.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 9. 9-4 .70 litros/minuto=1.41 L/s Consideramos então que a vazão mais desfavorável seja Q1 e deveremos ter então Q2>Q1 e Q3>Q2.00m temos: Q= 0.2046 x d2 x H0.5 Sendo: Q= vazão (litros/minuto) d=diâmetro do esguicho (mm) H=pressão (m) Para esguicho com d=13mm e pressão mínima de 6.Esquema de colocação de hidrantes em um prédio Fonte: Tanaka.

85=1493.20m Perda de carga D2= 63mm Q2= 1.7951x1.83= 0.2046 x d2 x H0.83= 15.85 J2=1492.65 L/s J2=1492.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 9.0079 x 15.83m ΔHA-H1= 0.20+0.40.42 L/s Para C=100 de Hazen-Willians e D=63mm temos: J=1493. Vamos achar a pressão no ponto A que denominaremos de PA.8 3=15.17+2.65 L/s= 99.72m que é um pouco maior que 10.411.85= 1.0 litros/minuto Usando a fórmula da vazão do esguicho tiraremos o valor de H.Te 90 saída lateral 63mm 3.46 x Q 1.0081m/m Comprimento real Lr=2.50= 7.46 x 0.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 O cálculo é feito por tentativas.01m PB= H2+ ΔH2t +ΔH2m= 8.7951x 1.65 1.00m Comprimento equivalente: Leq -registro de ângulo 63mm 10.00+ 13.m .50m Para tubo de ferro galvanizado de 63mm que é o mínimo admissível temos: D1= 63mm Achamos J1 tubo= 0.5 H2= Q2 2/ (0.46 x Q 1.43m Total= Leq= 13.20462 x 132)= 8.00+ 0.20462 x d2) H2= 99 2/ (0.011m/m Lt= L+ Leq= 2.85= 2.83m Comprimento total= 2.38m Calculo da pressão PC Adotando Q3= 1.01=10.85 =0.7951 x Q1 1. Através da coluna recalcamos o valor de PB e obtermos PB=10. Como vemos o cálculo é feito por tentativas.011 x 15.12m PA= 6.00142 1.0079m/m Q1= 1.85 = 0.83m ΔH2t= 0.redução 63x 38mm 0.85= 0.38m e portanto consideramos a vazão arbitrada em B como certa.46 x 0.00m .83= 0.70m Recalculo para achar o valor de PB.12+ 1.000165 1. PA= H1 + ΔH A-H1 + ΔH1mangueira Para mangueira de 38mm e usando a fórmula de Hazen-Willians teremos: ΔH1mangueira= 0.00m + 13.17m Perda de carga na mangueira: ΔH2= 0. 9-5 . Q= 0.62m Cálculo de PB Adotando Q2= 1.90 L/s= 114 L/min Acharemos Pc= 13.

TAKUDY.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 9. Livro esgotado. Instalações prediais hidráulicas e sanitárias. 279 páginas.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 9. 9-6 . Moscou. Editora Livros Técnicos e científicos. -TANAKA. Livro em espanhol.ISBN 85-216-0461-0. 1965 (?). 1986. 208 páginas. B.4 Bibliografia e livros consultados -NEKRASOV. Hidráulica. Editora Paz.

os diâmetros e comprimentos achar as vazões nos três tramos.2) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da formula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o numero de Reynolds. por exemplo. 1982 10.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Capitulo 10-Problema dos três reservatórios 10.Problema dos três reservatórios Fonte: Streeter et al. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o numero de Reynolds.1.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 10. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D. Figura 10. Dados a posição de três reservatórios. Geralmente em se tratando de adutoras se usa a formula de Darcy-Weisbach.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0.1).1 Introdução Um dos problemas clássicos de todos os livros de hidráulica é o problema dos três reservatórios conforme Figura (10.2 Calculo do f usando o diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (10. K/D= 0. 10-1 .024.

O valor de f explicito será: f= 1/ [ 1.14 – 2 x log10 (0.5 = 1.14 – 2 x log10 (K/D)] 2 Exemplo 10.3 Estimativa analítica do f Como geralmente o numero de Reynolds Re > 4000 para tubos comerciais podemos usar a equação de Colebrook-White.5 = 0 Então a equação de Colebrook-White fica: 1/ f 0.35/ Re x f 0.5) Sendo: f= coeficiente de atrito (adimensional) K= rugosidade da tubulação (mm ou m) D= diâmetro da tubulação (mm ou m) Re= numero de Reynolds (adimensional) Considerando que na prática o numero de Re é um valor muito alto.002 e K/D=0.0002 f= 1/ [ 1.14 – 2x log10 (K/D + 9.020 10-2 .0002.014 K/D=0. 1/ f 0.023 K/D=0.002)] 2 = 0.35/ Re x f 0. K/D=0.01.2.Diagrama de Moody 10.001)] 2 = 0.5 = 1.010 f= 1/ [ 1.14 – 2 x log10 (0.14 – 2 x log10 (0.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 10.1 Estimar o valor do coeficiente de atrito f para K/D=0.14 – 2x log10 (K/D ) Donde se vê que o valor de f dependerá somente da relação K/D. Para K/D=0. donde podemos fazer uma aproximação: 9.0002)] 2 = 0.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Figura 10.002 f= 1/ [ 1.

75m/s Q2=0.278m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 23. 1982 que consideramos o melhor modelo para resolver o problema. corrigindo o valor anterior a partir da observação da equação da continuidade.0 = 23.001 Cota Z3= 9.020 Cota da junção J =Z=12m (suposto por nós) Lencastre.81 V2=1.0 – 9.45 x V22/2 x 9.0m + 11.0= 14= f3 x 1000/ 0.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 10.0m f3=0. 1983 usa o seguinte método: a) Fixa-se a cota piezométrica no ponto J b) Calculas-e Q1.60m K3/D3= 0. de 11m e então teremos a cota piezométrica: Cota piezométrica no ponto J= cota de J + pressão estimada = 12.00m K1/D1= 0.811m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1. o que é usual em hidráulica.278m3/s e Q3=0. desprezamos o termo V2/2g e teremos somente a linha piezométrica.6m e achamos novamente as vazões Q.(0.811)=0.4 Problema dos três reservatórios O exemplo é de Streeter.380m3/s e saem Q2=0.014 Reservatório 2 Comprimento L2=600m Diâmetro D2=0.0002 Cota Z1= 30m f1=0.380m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 23-18=5= f2 x 3000 / 0. Dados Reservatório 1 Comprimento L1=3000m Diâmetro D1=1.278+0.81 V3=2.75m/s Q1=1.811m3/s A diferença 1. o problema está resolvido. Q2 e Q3 a partir deste valor c) Se a equação da continuidade for satisfeita. A idéia geral do problema é supor no ponto J uma certa pressão.87m/s Q3=0.Q2 e Q3 10-3 .0 – 23. por exemplo. até se obter um valor que a satisfaça.00 x V12/ 2 x 9.291m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J seja de 24.0= 7.60 x V32/ 2 x 9.0m Como a velocidade é baixa.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10.81 V1=1.024 Reservatório 3 Comprimento L3=1000m Diâmetro D3=0.002 Cota Z2= 18m f2=0. O problema é resolvido por tentativas.0 = f1 x 3000/ 1. Se não for. fixa-se novo valor para a cota piezométrica em J.380m3/s. A equação básica é hf= f x L/D x V2/2g de Darcy-Weisbach Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30.45m K2/D2= 0.

534m/s Q1=1. 10-4 .320+0.6 – 9.205m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 24. por exemplo. K= rugosidade uniforme equivalente em metros.4 = f1 x 3000/ 1.0= 15.6-18=6.81 V1=1. 1.6= f3 x 1000/ 0.7 .6= 5.029m/s Q3=0. D + 5.320m3/s e Q3=0.81 V3=3.45 x V22/2 x 9.205m3/s e saem Q2=0.6= f2 x 3000 / 0.60 x V32/ 2 x 9.0 – 24.325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3.74/ Re0.81 V2=2.205m3/s.320m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 24.(0.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional).Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 10.856)=0.029m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J serja de 24. a equação de Swammee e Jain.011m/s Q2=0.00 x V12/ 2 x 9.5 Fórmula de Swammee e Jain O problema pode ser resolvido em microcomputador usando planilha Excel.Q2 e Q3 10.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30.8m e achamos novamente as vazões Q1.856m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1.856m3/s A diferença 1. D= diâmetro em metros. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano. onde poderemos facilmente estimar o valor de f usando a vazão obtida em cada tentativa usando.

E. 1983. Edição Luso-Brasileira. VICTOR L.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10. McGraw-Hill.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 10. Mecânica dos fluidos. 1982. 654páginas. BENJAMIN. 7a edição. Hidráulica Geral.5 Bibliografia -STREETER. 585 páginas -LENCASTRE. 10-5 .E WYLIE. ARMANDO.

Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 11.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação linear 11-1 .

1992. mas os custos também o são. mas certas características do método somente foram justificadas em 1982 no trabalho de Stephen Smale. pois o seu custo seria totalmente inviável. onde tratou da minimização de custo numa rede simples e salientando os problemas de uma rede malhada.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 11. onde fizeram comparação de um projeto elaborado por um engenheiro experiente e foi concluído que o resultado era praticamente o mesmo.. conforme Cambridge. Daí faziam o tradicional. Um programa de programação linear consiste em minimizar (ou maximizar) uma função linear: Minimizar H= c1 x1 + c2 x2 + . 1992 que é atualmente o maior calculista do mundo em redes hidráulicas de água diz que os cálculos de minimização de custos de uma rede só podem ser feitos se a mesma for ramificada. 1. isto é. Para achar este ponto admissível extremo foi criado um algoritmo chamado método Simplex conforme Scheid. 2000. que não forme um sistema de malhas.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Capítulo 11-Programação linear 11. Um importante teorema da programação linear estabelece que o mínimo (ou o máximo) ocorre num ponto admissível extremo.. 1984. Há tempos quando estava estudando programação linear perguntei a um proprietário de uma firma projetista porque não faziam o projeto com minimização de custos e ele me respondeu que geralmente os engenheiros das companhias estaduais não entendiam do assunto e não solicitavam. Geralmente os programas de cálculos de redes em espinha de peixe ou malhadas não são feitas com o chamado critério de mínimo custo atendendo as restrições hidráulicas. Informa ainda que hoje no mundo os engenheiros possuem bastante liberdade para dimensionar uma rede de distribuição de água potável e que não existe sistema que não tenha falhas. A programação é utilizada para otimizar (maximizar ou minimizar) 11-2 .2 Programação linear A programação linear (PL) é um procedimento matemático para designar ou distribuir uma quantidade fixa de recursos para uma determinada finalidade. Introdução Na resolução de um problema de redes de água é muito importante os cálculos hidráulicos. Existem rotinas do Método Simplex em Fortran e linguagem C feitas pela Universidade de Cambridge. Cheguei a ver o estudo do uso de algoritmos genéticos para dimensionamento de redes de água onde entra a minimização dos custos. O método Simplex sistematiza o processo de obtenção dos vértices da região de restrição e procura a solução ótima conforme Shimizu.. de tal modo que alguma função ou objetivo seja otimizado conforme Shimizu. O método Simplex foi pela primeira vez publicado em 1948 por Dantzig. A programação linear para se obter o mínimo custo pode ser feita como Solver da planilha Excel. O prof David Stephenson professor de Johanesburg na África do Sul em 1981 publicou um livro Pipeline design for water engineers. Walski. 1984.

00m conforme Figura (11.15m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) 11-3 .Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 11.205 x 3. A melhor maneira de entender o assunto é mostrar num problema exposto por Stephenson. O objetivo é obter os comprimentos com o mínimo custo.81 x 0.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.3 Problema de Stephenson Temos um reservatório nível de água de 10m e uma rede tronco onde a 500m sai 26 L/s e a 900m da origem sai 14 L/s que deverá ter uma pressão mínima de 5.15 148 Perda de carga unitária A perda de carga unitária pela equação de Darcy-Weisbach é: Admitimos f=0.205 x 3.0402 x 8)/ (9.0402 x 8)/ (9.001012 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0.1) A idéia da programação linear é usar diâmetros de 250mm e 200mm para os primeiros 500m e 200mm e 150mm para os últimos 400m. Primeiramente vamos supor que os custos das tubulações são os da Tabela (11.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.14162)= 0.0142 x 8)/ (9.02 hf/ L = f x (L/D) x V2/2g Q=A x V V= Q/A A= PI x D2/4 V2= 16 Q2/(D4 x PI2) Substituindo em: hf/ L = f x V2/(2gD) hf/ L = f x (1/2gD) x16 Q2/(D4 x PI2) hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) Supondo que f=0.14162)= 0.20 181 0.002708 Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0.255 x 3.81 x 0. 1981.1. 1.008263 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Para a resolução do problema foi desenvolvido o Método Simplex e existe uma infinidade de softwares para o método de otimização de custo (maximização ou minimização).1).02 x 0.02 x 0. Tabela 11.02 teremos: Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0.25 251 0.81 x 0.Custos das tubulações por metro linear Diâmetro Custo (m) (R$/m) 0.25m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.14162)= 0.02 x 0.

008262 Perda de carga para 0.00m 200mm X3=257.Esquema do abastecimento de água Fonte: Stephenson.2 Perdas de cargas nas tubulações em m/m Diâmetro (m) Perda de carga para 0.014m3/s (m/m) 0. X1 + X2= 500 No outro trecho de 400m temos: X3 + X4=400 As perdas de cargas serão: 10.002707504X1+ 0.004265 Figura 11.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 11.004265X4 A função objetivo que queremos é aquela com mínimo custo: 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo (função objetivo que queremos minimizar) Temos portando 4 equações.43m 200mm 11-4 .001012 0.002708 0.004265 Tabela 11. X1 + X2+0X3+0X4= 500 0X1+0X2+X3 + X4=400 0.0010122X2 +0.0082621X2 + 0. O resultado será: X1= 0.001012X2 +0.004265X4 =5 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo A maneira mais prática de resolver é usando o Solver do Excel.14162)= 0.20 0.002707X1+ 0.15 0.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 hf/L= (0. 1981 Vamos supor que no primeiro trecho dos 500m tenhamos dois comprimentos X1 e X2 cuja soma é 500m.25 0.02 x 0.0 250mm X2= 500.81 x 0.040m3/s (m/m) 0.155 x 3.5= 5 = 0. 1.0142 x 8)/ (9.0082626471X2 + 0.

Se não tiver vai ter que instalar o solver.00 x1 C a2 1 0 0.008262647 181 500. x3 e x3 11-5 . Na célula F2.00 x2 D a3 0 1 0.004265 148 142. Ponha na célula F5 na minimização do custo que queremos Abra o solver Através do mouse coloque as variáveis e as restrições etc Entre no solver opções e ponha não negativo e modelo linear Não esquecer de colocar no solver que queremos a minimização dos custos Ponha resolver no solver e ache a solução de x1.09 conforme Tabela (11. Procure em Ferramentas e depois em suplemento e torne ativo o solver do Excel.ponha a formula SOMARPRODUTO (B2:C2.0010122 181 257.Dados do problema no Excel A 1 2 3 4 5 Equação 1 Equação 2 Equação 3 Mínimo custo Solução B a1 1 0 0.43 x3 E a4 0 1 0.3).Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 11. F4 e F5.002707504 251 0. $B$6:$C$6) e copia em F2.57m 150mm Tabela 11. F3.3. Passos a serem dados no uso do Solver do Excel Primeiro temos que ver se temos a ferramenta Solver.57 x4 F total 500 400 5 158195.195.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 X4=142.09 G sinal = = = O mínimo custo é R$ 158. x2.

Numerical Recipes in Fortran. 1992. Florida. 2ª ed. -STEPHENSON.Editora Guanabara dois. Portugal. 1984. McGraw-Hill. -LISBOA. Elsevier Scientific Publishing company. 1981. 275páginas.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 11. 2a ed.5 Bibliografia -CAMBRIGE. M. -SHIMIZU. ISBN 0-89464-624-9 11-6 .br -NOGUERIA. 963 páginas. Cambridge University. printede en the Netherlands. THOMAS. FRDANCIS.. economia e administração . Programação Linear. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel. DAVID. Pipeline design for water engineers.Tutorial sobre softwares. ISBN 0-444-41669-2.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 11. ERICO. TAMIO. Pesquisa Operacional em engenharia. Pesquisa Operacional. 1991 ISBN 0-07-055221-5. Analysis of water distribution systems. FERNANDO. http://www.eng.ericolisboa. -SCHEID. 360 páginas. 2ª edição. -WALSKI. 1992. Análise numérica.

21 R$ 337.3 R$ R$ R$ 4.19 R$ 180.12 R$ 179.02 R$ 100.57 R$ 148.88 R$ R$ R$ 34.44 91.98 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.23 R$ 251.73 78.56 R$ 276.41 11-7 .43 PVC 12 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ R$ R$ R$ 24.90 16.14 R$ 207.42 R$ 105.80 R$ 182.48 R$ 134.02 R$ 546.74 MO (40%) R$ R$ R$ 1.1.80 R$ 290.83 R$ R$ R$ R$ R$ 9.08 23.89 R$ 114.42 R$ 128. Tabela 11.43 88.02 6.66 82.65 71.90 4.69 R$ 471.98 36.43 R$ 764. A mão de obra é estimada em 40% do preço do material.Estimativa de preço de material e mão de obra para dezembro de 2007 sendo 1US$ =R$ 1.70 Custo/metro Diâmetros 50mm 75mm 100mm PVC 6.21 Ferro Fundido 80mm 100mm 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm 500mm 600mm 700mm R$ R$ 81.12 R$ 351.66 14.65 59.89 24.00 R$ 124.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Apêndice A Custos de tubulações Custos de tubulação considerando a média de que em cada 1000m temos uma válvula e uma curva para os materiais.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 11.01 R$ 456.69 Mat+MO R$ R$ R$ 6.11 87.85 R$ 129.06 16.81 R$ 638.77 R$ 250.76 10.34 51.59 42.57 35.09 R$ 197.41 R$ 218.22 62.75 42.

Uso do Solver em Excel Primeiramente fazer uma copia logo abaixo para segurança dos dados. $B$6: $E$6 Copiar para as células F3. Na célula F2 colocar a fórmula: SOMARPRODUTO (B2:E2.43 x3 a4 0 1 0. F$ e F5 Ficando assim: SOMARPRODUTO(B2:E2.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B4:E4.09 sinal = = = b 500 400 5 restrição 1 Restrição 2 Restrição 3 Mínimo custo solução 11-8 .002707504 251 0.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B5:E5.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B3:E3.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação Linear.00 x2 a3 0 1 0.57 x4 total 500 400 5 158195.001012174 181 257. Clicar em minimizar 5.00 x1 a2 1 0 0. 8) Clicar em resolver 9) Clicar em manter solução do solver. Cuidado não errar. 10) O programa está resolvido e aparecerá na tela em solução o valor das variáveis x1 a x4 bem como o mínimo custo a1 1 0 0.008262647 181 500. Clicar em adicionar Clicar em referencia de células e clicar com o mouse em F2 até F4 onde estao as formulas.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 11.$B$6:$E$6) 2. 8) Clicar novamente no local das variáveis e colocar o destinoi B6:E6 sempre no local das variáveis. Clicar OK e sair 7) Clicar na célula das variáveis e entrar o quadro das variáveis que vai de B2 a E5. Por o cursor na celula F5 onde está o mínimo custo que é a função objetivo 3) Clicar em ferramentas e clicar em solver 4. Clicar em opções e clicar em: Presumir modelo linear Presumir não negativo Clicar em OK e volta ao programa principal do Solver 6. mas tomar o cuidado para não chegar onde está o mínimo. Clicar no meio onde estão os sinais e escolher o sinal de =.004265 148 142. 1. Clicar em restrição e clicar em H2 a H4.

1 Organização de sistemas de operação e manutenção. .

2 I Introdução Escanei as 14páginas de apostila feita de resumo de aulas na CETESB em 1976 com respeito a organização de sistemas de operação e manutenção. Saliento a importância da manutenção preventiva. Engenheiro Plínio Tomaz 13 de dezembro de 2007 .

3 .

4 .

5 .

6 .

7 .

8 .

9 .

10 .

11 .

12 .

13 .

14 .

15 .

16 .

Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 13.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Algoritmo genético 13-1 .

que incluíram a probabilidade um um rompimento de tubulação quando fizeram o uso da otimização. A primeira consideração explicita de probabilidade na confiança de uma rede de água foi definida por Kettler e Goulter segundo Afshar. 13-2 . 2007. 1992.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Capítulo 13-Algoritmo genético 13.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 13. Teoria Gráfica Para a confiabilidade do sistema de redes de água a teoria gráfica que pretendem um mínimo custo e máxima confiabilidade.1992. permanece ainda confuso o termo confiança no sistema de rede de água.1 Introdução As tecnologias recentes para dimensionamento de redes de água são: • Algoritmo genético • Programação Dinâmica • Decision Support System (DSS) • Teoria do Caos • Teoria Fuzzy • Redes Neurais • Teoria da Entropia • Teoria gráfica para a confiabilidade Todas elas possuem como objetivo a minimização dos custos e maximização da confiança. 2007. S= Σ pi . Teoria da Entropia (Entropy) O objetivo é o mínimo custo das redes e a máxima confiabilidade da rede de água conforme a equação de Shannon conforme Gouter. Quanto a confiança não existe na literatura uma definição exata do termo. Para a confiabilidade das redes são usados gráficos e a solução final vai depender muito da experiência e bom senso do engenheiro conforme Gouter. Decision Support Systems (DSS) São pacotes de softwares com toda a tecnologia disponível para resolver um problema. ln (pi) Sendo: S= entropia pi= conceito de vazão associada a probabilidade ln= logaritmo neperiano Ainda não foi estabelecida uma relação entre a entropia e confiança. Apesar de varias tentativas feitos por autores diferentes. É de conhecimento de todos que a otimização de uma rede de água é um sistema ramificado conforme Afshar. No caso de redes de água a tecnologia envolve a integração das varias maneiras de cálculo dando um solução ideal.

foi John Holland quem seriamente. Montei uma vez uma programação dinâmica para redes de esgotos e foram ótimos os resultados. Holland foi gradualmente refinando suas idéias e em 1975 publicou o seu livro "Adaptation in Natural and Artificial Systems". aplicando a idéia darwiniana de seleção. Estes cromossomos representam indivíduos que são levados ao longo de várias gerações. Emulando estes processos. os Algoritmos Genéticos capazes de "evoluir" soluções de problemas do mundo real. São métodos generalizados de busca e otimização que simulam os processos naturais de evolução. a desenvolver as primeiras pesquisas no tema. Não é necessário um software especifico pois o programa deve ser montado para cada caso. descritos pela primeira vez por Charles Darwin em seu livro "Origem das Espécies". hoje considerado a Bíblia de Algoritmos Genéticos. tendo portanto menor probabilidade de seus genes serem propagados ao longo de sucessivas gerações. codificando uma possível solução a um problema de "cromossomo" composto por cadeia de bits e caracteres. na forma similar aos problemas naturais. Por outro lado. consegue primeiro sucesso em aplicação industrial de Algoritmos Genéticos. água e refúgio. A combinação entre os genes dos indivíduos que perduram na espécie. a moderna teoria da evolução combina a genética e as idéias de Darwin e Wallace sobre a seleção natural. criando o princípio básico de Genética Populacional: a variabilidade entre indivíduos em uma população de organismos que se reproduzem sexualmente é produzida pela mutação e pela recombinação genética. entretanto o trabalho que dá é tão grande que nunca mais usei. Charles Darwin apresentou em 1858 sua teoria de evolução através de seleção natural. simulando os processos naturais e aplicando-os à solução de problemas reais. Na natureza os indivíduos competem entre si por recursos como comida. De acordo com a aptidão e a combinação com outros operadores genéticos. Nos anos 80 David Goldberg.2 Algoritmos genéticos O texto abaixo foi extraído da Universidade Federal do Rio de Janeiro No século XIX os naturalistas acreditam que cada espécie havia sido criada separadamente por um ser supremo ou através de geração espontânea. 13. entre os animais de uma mesma espécie. podem produzir um 13-3 . por biólogos e matemáticos de importantes centros de pesquisa. Nos anos 50 e 60. aqueles que não obtêm êxito tendem provavelmente a ter um número reduzido de descendentes. Os algoritmos Genéticos formam a parte da área dos Sistemas Inspirados na Natureza. Estes algoritmos estão baseados nos processos genéticos dos organismos biológicos. Thomas Robert Malthus propôs que fatores ambientais tais como doenças e carência de alimentos limitavam o crescimento de uma população. são produzidos métodos de grande robustez e aplicabilidade. estes algoritmos vêm sendo aplicados com sucesso nos mais diversos problemas de otimização e aprendizado de máquinas. evoluindo de acordo com os princípios de seleção natural e sobrevivência dos mais aptos. O trabalho do naturalista Carolus Linnaeus levou a acreditar na existência de uma certa relação entre as espécies. muitos biólogos começaram a desenvolver simulações computacionais de sistemas genéticos. Este princípio foi desenvolvido durante os anos 30 e 40.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Programação Dinâmica (DP) A programação dinâmica é um programa montado para especialmente para cada caso sendo mais usado em redes de esgotos do que em redes de água. Entretanto. aluno de Holland. Desde então.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 13. Século XX: após anos de observações e experimentos. Adicionalmente. Por volta de 1900.

2. Toda tarefa de busca e otimização possui vários componentes. onde cada indiv&iacut e. um grande número de indivíduos. pois não impõem muitas das limitações encontradas nos métodos de busca tradicionais. e cada um destes passos possui muitas variações possíveis. Algoritmos Genéticos são muito eficientes para busca de soluções ótimas. Aos mais adapta dos é dada a oportunidade de reproduzir-se mediante cruzamentos com outros indivíduos da população. seu grau de importância continua sendo assunto de debate. Podendo ser utilizadas em uma grande variedade de problemas de classificação.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 novo indivíduo muito melhor adaptado às características de seu meio ambiente. dependendo da resposta dada ao problema por este indivíduo. Assim. Por exemplo. entre eles: o espaço de busca onde são consideradas todas as possibilidades de solução de um determinado problema. As técnicas de busca e otimização tradicionais iniciam-se com um único candidato que. O Algoritmo Genético pode convergir em uma busca de azar. produzindo descendentes com características de ambas as partes. população. porém sua utilização assegura que nenhum ponto do espaço de busca tem probabilidade zero de ser examinado. como reconhecimento de padrões no processo de imagens. alocando um número de membros apropriado para a busca em várias regiões. 13-4 . de forma a promover uma varredura tão extensa quanto necessária do espaço de soluções. Se um Algoritmo Genético for desenvolvido corretamente. AGs utilizam regras de transição probabilísticas e não determinísticas. Os Algoritmos Genéticos utilizam uma analogia direta deste fenômeno de evolução na natureza. Os AGs não são a única técnica baseada em uma analogia da natureza. é manipulado utilizando algumas estáticas diretamente associadas ao problema a ser solucionado. Os pesquisadores referem-se a "algoritmos genéticos" ou a "um algoritmo genético" e não "ao algoritmo genético". Os processos que mais contribuem para a evolução são o crossover e a adaptação baseada na seleção/reprodução. a população (conjunto de possíveis respostas) convergirá a uma solução ótima para o problema proposto. elas podem fazer a busca em diferentes áreas do espaço de solução. Deve ser observado que cada cromossomo. corresponde a um ponto no espaço de soluções do problema de otimização.duo representa uma possível solução para um problema dado. AGs trabalham com uma codificação do conjunto de parâmetros e não com os próprios parâmetros. Os Algoritmos Genéticos (AGs) diferem dos métodos tradicionais de busca e otimização. no entanto. uma maneira de avaliar os membros do espaço de busca. principalmente em quatro aspectos: 1.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 13. em uma grande variedade de problemas. AGs utilizam informações de custo ou recompensa e não derivadas ou outro conhecimento auxiliar. pois AGs são uma classe de procedimentos com muito s passos separados. A cada indivíduo se atribui uma pontuação de adaptação. 3. AGs trabalham com uma população e não com um único ponto. 4. iterativamente. através de regras específicas. A mutação também tem um papel significativo. ou aproximadamente ótimas. as técnicas de computação evolucionária operam sobre uma população de candidatos em paralelo. e a função de avaliação (ou função e custo). Por outro lado. chamado de indivíduo no AG. O processo de solução adotado nos algoritmos genéticos consiste em gerar. as Redes Neurais estão baseadas no comportamento dos neurônios do cérebro.

edu/~scientia/v14n1%20pdf/afshar.sharif. http://mehr. In Water Supply Systems organizado por E. -GOULTER. Sharif University of Techonology. editado em outubro de 1992. Modern concepts of a water distribution system. H. Cabrera e F.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 13.ufrj. Martinez. Evaluation os selection algorithms for simultaneous layout and pipe size optmization of water distribution networks.3 Bibliografia -AFSHAR.pdf Acessado em 24 de dezembro de 2007. M.gta.html -WALTERS. 431 páginas 13-5 . IAN C.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 13. Cabrera e F. 431 páginas. Optimal desing of water distribution networks.br/~marcio/genetic. Policies for improvement of networks with shortcomings. Martinez. A GODFREY. editado em outubro de 1992. -INTERNET-http://www. Fevereiro de 2007. In Water Supply Systems organizado por E.

Método de Hardy-Cross Capitulo 14.95 (não é utilizado) nos cálculos. ] ] Figura 14.Esquema de rede de água por gravidade e em série Fonte: Walski.Otimização com multiplicador de Lagrange 14. Ver a altura do reservatório Ho=100m e a pressão mínima Hn=60m que se deseja no último nó ou em alguns nós. O método é uma mistura da hidráulica com os custos.2 Lagrange Após as demonstrações devidas.89 e a=1. A regra final feita por Walski.89 Onde b=0. 1982 que vamos explicar juntamente com um exemplo da Figura (14. que está explicado no livro de Waski. Walski. A equação do custo em R$/metro de material e mão de obra é: C= a D b C= 1. 1984. 14-1 . por exemplo e a função de custo do tubo por metro linear.95 D 0. 1982 e no Shimizu.Primeiramente calcular a vazão em cada nó e escolher a fórmula que vai usar como Darcy-Weisbach.1 Introdução Uma maneira de se otimizar uma rede de água por gravidade e com tubos em série é usar o multiplicador de Lagrange. Iremos mostrar somente a de tubos grandes que se aplica também em tubos pequenos. 1982 14.br 18/12/07 Capitulo 14. 1982 chegou as seguintes conclusões para tubos grandes e tubos pequenos.1): 1.com.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.1.

com.26 x 1013 =0.81 )]= 1015 x 0.89 obtido por análise de regressão linear teremos: m/(b_+ m)= 5/ (0.5 2= 1./ (PI2 x g)= 8/(3. 8.br 18/12/07 2.26265E+14 4.02 x 8.5m3/s L1=3000m Q2= 2. hf= f x L/ D x V2/2g Q=A x V Q2= A2 x V2 V2= Q2/ A2 = 16.81)= 0.2 14-2 .6552 x 1012 O valor de f é o coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach.5m3/s L3= 2000m Fi= K2 x Li x Qi 2 F1= (1.5 2 = 5. K2= f x 8. os comprimentos e o coeficiente f de atrito achamos os valores de Fi.Q2/ (PI2 x D5 g) hf= f x (L/ D5)x Q2 . O diâmetro é considerado em milímetros e a vazão em m3/s.082626471 Mudanças de unidades: para ter D em milímetros multiplica por 1015 !/ (D/1000)5 = 1015/D K2= 1015 x [8/ (PI2 x 9.6552 x 1012) x 2000 x 0.85 1/m =1/5= 0.89 e o custo C=aDb=C= 1.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. A perda de carga segundo DW é.082626471=8. 3.46574E+17 F2= (1.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. b=0.95 x D0.89 +5) =0.26 x 1013 Como temos os comprimentos de cada trecho Li e temos o coeficiente K2 para a fórmula.6552 x 1012) x 1000 x 2.03283E+16 F3= (1.6552 x 1012) x 3000 x 10. Cálculo dos diâmetros das tubulações nos diversos trechos Primeiramente se calcula o valor D1 pela equação: Lembramos que sendo m=5.Q2/ (PI2 x D4) hf= f x (L/ D) x 16./ (PI2 x g) 8. Fi= K2 x Li x Qi (m-3) m=5 Por exemplo.26 x1013=1.14162 x 9.5m3/s L2=1000m Q3= 0.5 2= 8. Achamos portanto para cada trecho as vazões Qi e como escolhemos a fórmula de resistência temos o valor de m que para Darcy-Weisbach temos: m=5.Q2/ (PI2 x D4 2g) hf= f x (L) x 8. Cálculo dos valores Fi Como é dada as vazões. para: Q1= 10.

12256E+17 D1= (7.77286E+16 A soma de F1+F2+F3= 7. Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] m/ (b+m) Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] 0.9m H1= 70.85 = 7.2 = 1781 Depois de calcular o primeiro diâmetro D1 calculam-se os demais usando a equação: D2= 1781 x (F2 x L1/F1xL2) 0.12256E+17/ 40 ) 1/m D1= (7.46574E+17 F2 x [(L2 x F1)/ (L1 xF2)] 0.85 = 8.7m 14-3 .com.5007E+17/ 18005)=70. temos os diâmetros: D1= 1779mm D2= 1159mm D3=717mm Vamos adotar diâmetros comerciais D1=1800mm D2= 1200mm D3=700mm 1779 1159 717 Vamos calcular a pressão em 1.9.85 = 717 Portanto.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.79533E+16 F3 x [(L3 x F1)/ (L1 xF3)] 0.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.(1.85 = 5.br 18/12/07 Ho=100m Hn= 60m (admitido) Ho-H= 100-60=40m Vamos calcular a somatória que está dentro dos colchetes. H1= Ho – F1/ D15 H2= H1 – F2/ D25 H3= H2 – F3/ D35 H1= 100.(5.12256E+17/ 40 ) 0.03944E+16) / 12005)=66.85 Então teremos: F1 x [(L1 x F1)/ (L1 xF1)] 0.85 = 1159 D3= 1781 x (F3 x L1/F1xL3) 0. 2 e 3.

3) Tabela 14.3155E+14)/ 7005)=61.5m/s.50m/s OK conforme Tabela (14.3848 V (m/s) 4.30 A NBR 12218/94 para projeto de redes de distribuição de água para abastecimento recomenda como velocidade máxima de 3.3.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. Então alteramos o diâmetro D1 para 2000mm e teremos velocidade de 3.Calculo da velocidade média Diâmetro adotado ( mm) 1800 1200 700 Pressão (m) 70.3848 V (m/s) 3.Novo diâmetro adotado para D1 Diâmetro adotado (mm) 2000 1200 700 Pressão (m) 82.com.3).1416 1.1310 0.5447 1.34m/s < 3.30 14-4 .8 Área (m2) 2.(8.7 61.1310 0..9 Área (m2) 3.9 66.8 73.br 18/12/07 H1= 66.3.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.21 1. Tabela 14.34 2.8m OK Verificamos também a velocidade na tubulação e constatamos velocidade muita alta no tubo de 1800mm conforme Tabela (14.21 1.13 2.7.9 78.

Pesquisa Operacional em engenharia. FRDANCIS. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel. 1984.Editora Guanabara dois. ERICO. DAVID. 1992. 2a ed.com. economia e administração . 1981. http://www. -SHIMIZU. THOMAS. Analysis of water distribution systems. ISBN 0-89464-624-9 14-5 . 963 páginas. Elsevier Scientific Publishing company. printede en the Netherlands. Numerical Recipes in Fortran. -WALSKI.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. 360 páginas. Análise numérica. McGraw-Hill. Programação Linear. 2ª edição. Portugal.br -NOGUERIA.br 18/12/07 14. -SCHEID. FERNANDO. TAMIO. Cambridge University. 1991 ISBN 0-07-055221-5.eng.. 275páginas.3 Bibliografia e livros recomendados -CAMBRIGE.Tutorial sobre softwares. Pesquisa Operacional. Florida. M.ericolisboa.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. -STEPHENSON. ISBN 0-444-41669-2. 2ª ed. Pipeline design for water engineers. 1992. -LISBOA.

ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .1).Equação de uma linha reta Fonte: Sincich. ΣX) b= (ΣY – a ΣX)/ n n= número de dados 15-1 . 1993 Que é obtida da seguinte maneira: a= ( n. Y = aX + b +ε Sendo: Y= variável dependente X= variável independente b= intercepto da linha.Análise de regressão linear 15.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. Σ XY – ΣX .com. podemos estabelecer uma correlação entre eles através de uma equação de uma reta conforme Figura (15. o ponto na qual a linha reta corta o eixo y a= declividade da linha reta ε= erro randômico Figura 15.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.br 18/12/07 Capitulo 15.1 Introdução A análise de regressão linear é feita pelo método dos mínimos quadrados Dado uma série de n números.1. isto é.

Tabela 15.com.1 Vamos mostrar um problema de Sincich.2 A equação da reta obtida é: Y= 2. ΣX) n=5 a= ( 5. Queremos achar uma equação de uma reta da forma Y= aX + b Tabela 15.3 11. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX . Trata-se de crianças de várias idades onde foi feito eletroencefalograma EEG em crianças normais conforme Tabela (15.4 4.Y 4 9 16 25 36 ΣX2=90 4 15 28 50 66 ΣXY=163 a= ( n. 1993.10 SSE= 1.89E-31 0.1-Dados X Idade 2 3 4 5 6 ΣX=20 Y Pico de freqüência 2 5 7 10 11 ΣY=35 X2 X.6 (Y-y)2 0.90 – 20.3 X – 2.20)= 2.Cálculo de s Y real 20 15 25 22 30 ycalculado 2.br 18/12/07 Exemplo 15.16 0. 35) / ( 5 . 163 – 20 .1).Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.2.3.2 15.10 SSE=Σ(Y-y)2 =1.3 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (35 – 2.2 Estimativa do desvio padrão s Vamos ver como se faz a estimativa do desvio padrão s.09 7. Verificar se há correlação do crescimento do pico do EEG com a idade.49 0.20)/ 5 = -2. Σ XY – ΣX .Método de Hardy-Cross Capitulo 15.10 15-2 .36 Σ 1.7 7 9.

352/5= 54 R2= 1. mas como estamos usando dados reais isto nunca vai ser alcançado.6055=1. haverá sempre um resíduo.9796. sendo que o ideal é quando R2 =1. Portanto.211 mostra a faixa de variação dos valores. levando-se em conta as variáveis consideradas.9796 Foi obtido um coeficiente de determinação R2 igual a 0.49 0. isto é.10/ 54= 1-0.3-Dados para o coeficiente de determinação do Exemplo (15. 15.3666 s2= 0.SSE/ SSyy R2= 1.br 18/12/07 Isto significa que qualquer outra reta escolhida o valor dos mínimos quadrados será maior que 1.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. que os valores estão normalmente dentro desta faixa.10 SSyy= Σy2 .3666 s=0. 15-3 .Método de Hardy-Cross Capitulo 15.3 11.com.3 Coeficiente de determinação R2 O coeficiente de determinação o 0 ≤ R2 ≤ 1. pois sempre haverá variáveis que não foram consideradas e trariam um acréscimo no consumo.36 Σ 1.10 y2 4 25 49 100 121 Σ 299 R2= 1.SSE/ SSyy Sendo: R2= coeficiente de terminação SSE= Σ (Y.89E31 0.09 7.16 0.1.6 (Y-y)^2 0.10/3=0.yc)2 = 1.4 4. significando que 97. isto para uma curva perfeita.10 / (5-2)= 1.1) ycalc 2.(Σy)2 /n = 299.7 7 9.6055 O valor de s é o desvio padrão estimado O valor 2s=2 x 0.96% da soma total dos quadrados dos desvios das 5 amostras podem ser explicados usando-se o modelo adotado.10 s2= SSE / (n-2) s2= 1.02037= 0. Tabela 15.

Os dados estão na Tabela (15.4. sendo D= diâmetro do tubo em mm.4).2 Queremos uma equação do custo por metro de rede em reais C na forma: C= a D b.12 351.42 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 b Como C= a D não é um equação linear podemos artificialmente linearilizá-la aplicando logaritmo para os dois lados da equação: C= a D b Log C= Log (a D b) = log (a) + b x log (D) Log C= b x log (D) + log (a) Que é uma equação linear da forma: Y= log C X= log (D) b= log (a) 15-4 .77 250.com.Custo por metro de material e mão de obra conforme o diâmetro do tubo de ferro fundido base dezembro de 2007 X Diâmetro (mm) Y Custo R$/metro 114. Os valores a e b deverão ser obtidos por análise de regressão linear.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.80 290.br 18/12/07 Exemplo 15.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.57 148.19 180.81 638.69 471.43 764. Tabela 15.00 124.

89 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (24.29 Y= 0.X2. Σ XY – ΣX .41 X.41– 24.89.75 6.18)= 0.12 351.18 ΣX=24. 24.35 ΣY=24..00 2.4 Análise de Regressão Múltipla Temos uma regressão linear múltipla quando admitimos que o valor da variável dependente é função linear de duas ou mais variáveis independentes. X2 + .+ βk são os coeficientes. ΣX) n=10 a= ( 10.90 2.60 2. β2.28 7.5.22 7..78 2..br 18/12/07 Tabela 15.59....89 15..+ βk.80 290.81 2.81 638.93=a C= a D b C= a D 0.19 180.09 59.55 2.89 X + 0. 59.71 ΣXY=59. O modelo estatístico de uma regressão linear múltipla é: Ycalc= β0 + β1.42 X log (D) 1.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.29=1.26 2.46 2. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .77 7.10 2.Xk + ε Onde Y é a variável dependente e X1.40 2.00 124.70 2.88 24.72 5.10 6.06 2.77 250.74 5.43 764.71 – 24.19 4. 24.89 O valor de é obtido com o conceito de logaritmo: 100.Cálculos X diâmetro 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 Y Custo R$ 114.79 8.19 5.85 24.20 59.91 4. β1.72 8.29 e b=0.57 148.14 6.Y 3.67 2.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.69 471.35 X2 3. 15-5 .X1 + β2.40 2..00 4.18 .24.35 – 0.18 Y Log(custo) 2.17 2.35) / ( 10 .62 4.71 a= ( n.18 2.48 2.75 6.41 ΣX2=59..29 5.18.Xk são as variáveis independentes.29 Mas Log C= b x log (D) + log (a) Portanto log (a) =0.30 2.18)/ 10= 0.63 7.com. ε é a componente incontrolável e randômica do erro do modelo adotado e β0.

5 Softwares de estatística para cálculo da análise de regressão linear múltipla Não serão mostradas todas as fórmulas usadas na Análise de Regressão Múltipla. 3) Estimar os coeficientes.. 6) Se decidimos que o modelo é útil e que segue as hipóteses admitidas use o modelo para estimar o valor Y. β0. Usando o Excel da Microsoft foi usada função estatística PROJ. β1. pois para isso existem numerosos softwares e livros de estatística. 15.Método de Hardy-Cross Capitulo 15..Xk podem representar termos de alta ordem. Meyer. Um deles é Statistical Package for Business.X2.br 18/12/07 Deve-se lembrar que os símbolos X1. and the Social Sciences.1 feito por David D. βk..Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.. X2 pode representar X12 .LIN . 1993. 2) Assumir que os erros são randômicos. a Análise de Regressão Múltipla deve seguir as seguintes etapas: 1) Hipótese de que o modelo é linear. Usamos a Planilha Excel da Microsoft com o livro do Lapponi.. bem como cálculo de matrizes no Excel. 5) Verificar se a etapa 2 está satisfeita.. Um outro é o Minitab versão 6. 4) Verificar se o modelo é útil em prever Y.. Por anamorfose os vários modelos estatísticos podem se transformar em lineares. 15-6 . Outro software é o SPSS versão 8 para estudantes para no máximo 50 variáveis e 1500 linhas de dados. X3 pode representar X1. Por exemplo. Segundo Sincich.1995. Krueger e Ruth K. Inc.. inclusive com o uso de logaritmos.com.X2 e assim por diante. β2. Economics. É o ASP fornecido pela firma americana DMC Software.

76 10.06 16.73 78.00 R$ 251.849.7) Tabela 15.83 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 128.016.3 R$ R$ R$ 4.00 R$ 337.43 10.57 148.Preço médio por metro linear de tubo de PVC um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007.00 R$ 91.440.44 91. Waslki é necessário possuirmos o custo do material em função do diâmetro em milímetros e portanto vamos apresentar preços atuais de dezembro de 2007 para tubos de PVC e ferro fundido.42 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ 24.12 200mm R$ 129.66 82.00 R$ 179.98 100mm R$ 88.90 16.7.427.02 6.43 80mm R$ 81.00 R$ 62.14 250mm R$ 179.57 35.827.09 R$ 197.89 114. Diâmetros 50mm 75mm 100mm Custo R$ R$ R$ 4.80 290.00 Mão obra 40% R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.021.41 R$ 218.08 23.74 MO (40%) R$ R$ R$ R$ PVC 12 1.21 400mm R$ 251.00 R$ 456.41 Os tubos de plásticos variam de 50mm a 400mm conforme Tabela (15.00 R$ R$ R$ R$ 24.20 R$ 105.006.34 51.85 150mm R$ 105.98 36. Os tubos de ferro fundido variam de 80mm a 700mm que são usuais em aplicações de redes de distribuição conforme Tabela (15.56 R$ 276.00 R$ 42.01 500mm R$ 337.6).59 42.00 R$ 546.81 638.43 34. Tabela 15.118.69 471.11 87.43 764.65 59.19 180.com.6.02 600mm R$ 456.75 42.02 700mm R$ 546.Preço médio por metro linear de tubo de ferro incluso um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007 Diâmetro Custo para 1000m ferro fundido (mm) + 1registro e +1curva R$ 81.77 250.90 4.758.749.88 Mat+MO R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 6.976.205.00 R$ 207.218.00 R$ 129.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.736.227.00 124.66 14.48 R$ 134.059.02 16.12 Custo/metro PVC 6.00 R$ 197.30 R$ 88.140.42 R$ 100.6 Custos dos tubos Na otimização de Lagrange feita por Thomas M.69 9.23 300mm R$ 207.22 62.89 24.80 R$ 182.65 71.br 18/12/07 15.12 351.21 15-7 .Método de Hardy-Cross Capitulo 15.205.

00 metro metro metro metro metro metro metro metro Tubo em PVC 6. pressão de trabalho de 1. DN-400 DN-500 DN-600 DN-700 R$ R$ R$ R$ 6. haste não ascendente com rosca trapezoidal em aço inox ASTM A 276 Gr.00 88. com anel de borracha incorporado.0 m R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 105. de forma indelével.0 m DN-250 x 6. Série K-9. DN-150 x 6. gaxeta em amianto grafitado.0 m DN-500 x 6.00 431. conforme NBR 7675 revisada em 2005. Tabela 15.00 510. série métrica oval. para redes de distribuição de água potável.0m de comprimento. extremidades com bolsas para junta elástica JE fornecido com anéis de borracha.br 18/12/07 Na Tabela (15. tampa e cunha em ferro fundido dúctil. centrifugado.com.00 243. com ponta e bolsa de Junta Elástica Integrada.360.58 9. centrifugado.410.00 9. Série K-7.0 m DN-300 x 6. anéis da cunha e corpo em bronze fundido ASTM B62. classe 20.370. acionamento com cabeçote.0 m DN-600 x 6.0 m DN-700 x 7.00 128.50 metro metro Tubo em Ferro Fundido Dúctil.0 MPa. sendo uma na posição de acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica. DN-080 x 6.8. fabricado de acordo com a ABNT NBR 5647-1 e NBR 5647-2. porca da haste em latão fundido. O tubo deve apresentar duas faixas indeléveis em sua ponta para a marcação dos posicionamentos de montagem.0 m DN-400 x 6.00 peça peça peça peça Tubo em Ferro Fundido Dúctil.0 m DN-100 x 6.8) estão as especificações dos materiais e o custo das peças. Padrão construtivo NBR 12430. NBR 6916 classe 42012. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676.84 metro metro 15-8 . a identificação do fabricante.0 m DN-200 x 6.770.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.00 20.3 extrudado. O tubo deve apresentar em toda a sua extensão.00 29..00 204.00 324. corpo. para aplicações sob pressão de serviço de 1. DN-050 DN-075 R$ R$ 4. conforme NBR 7675 revisada em 2005. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676. em barras de 6.00 177.0 m R$ R$ 81.6 MPa.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.637.Especificação e custos dos materiais dezembro 2007 Válvula de gaveta. junta copro/tampa em borracha natural ASTM D 2000.

Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.40 metro Tubo em PVC 12 com diâmetro externo equivalente ao de tubos de ferro fundido (DEFoFo). PN=1.10 60. Os tubos devem ser fornecidos com duas marcas indeléveis em sua ponta para posicionamento de montagem. sendo uma no seu acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica.com.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.00 metro metro metro metro metro 15-9 .30 88.br DN-100 18/12/07 R$ 16. fabricado de acordo com a NBR 7665/2007.0 MPa. DN-150 DN-200 DN-250 DN-300 DN-400 R$ R$ R$ R$ R$ 23.60 189. com Junta Elástica Integrada.90 41.

275páginas. Previsão de consumo de água. Florida. TERRY. economia e administração . 2000.br 18/12/07 15. 5a ed. Analysis of water distribution systems.TOMAZ.SINCICH. THOMAS.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. 360 páginas.SHIMIZU. Statistics by example. . 1992. . 1006 páginas.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.com.WALSKI. TAMIO. M. Navegar Editora. São Paulo. ISBN 0-89464-624-9 15-10 . 1993.7 Bibliografia . 250 páginas . 1984. Pesquisa Operacional em engenharia.Editora Guanabara dois. PLINIO. New York.

736= 73. O custo das bombas e equipamentos elétricos em si mesmo não são tão significantes do que as mudanças dos diâmetros e a energia elétrica.29/KWh (1US$= R$ 1. K3= K1 x K2=50588 x 1.95 x D0. Vamos calcular o valor de Ei. 1992 na otimização do cálculo do diâmetro de tubulação onde há bombeamentos é que os custos dependem basicamente de: • custo da energia elétrica • custo dos tubos.195 x 100/100= 1.95 e b=0.6 Kw) R$ 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.Baseado em Thomas M. K3 .1.6632 x 1012 =83598546893639800.1 Introdução Uma das conclusões muito interessante de Walski.br 18/12/07 Capíulo 16. Walski.02 coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach e= rendimento total motor+bomba=0.com. K2 e K3 nada tem a ver com os coeficientes semelhantes de variação de consumo.Otimização de bomba devido a Walski 16.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.00 16-1 . Para facilitar o entendimento vamos explicar com um exemplo adaptado de Walski para o Brasil e para as unidades do SI (Sistema Internacional) Exemplo 16.95 K2= f x 8.29 /kwh Média tensão (75kw a 5000 Kw) (de 100HP até 6793 HP) R$ 0. Ei= S .60 r=razão entre a média das vazões/ vazão de pico = 0.00 Nota: K1.Q ) m-2 / e Sendo: Ei=variável a ser obtida S=número de anos=20 K3=83598546893639800. P (r .6632 x 1012 para Darcy-Weisbach K1=860 x 100/ valor do dólar atual= 860 x 100/ 1.19/kwh Índice base do custo do material e maio de obra=100 Índice atual de dezembro de 2007 supomos= 100 Custo em reais do tubo de ferro fundido para dezembro de 2007 C= 1.7 dezembro 2007) Custos médios de energia elétrica em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) Até 100HP ( 100HP x 0.89 Sendo a=1.7= 50588 para vazão de m3/s e preço em reais. adaptado para o Brasil.045m3/s S=20anos (vida útil do bombeamento) f=0.89 D em milímetros C= custo em reais A= a x Índice base/ Índice atual= 1. Dado um bombeamentos com as seguintes informações: Vazão Q= 0.316x1013 =1.70 Preço de energia elétrica para baixa tensão= R$ 0.

5 Para K=1 valor usual temos: D= 1.89 D= [(25258475408262.17 D= [(Ei .Método de Hardy-Cross Capitulo 16.Q ) m-2/ e Ei= 20x (83598546893639800.5 D= 0. Sugerimos que tais cálculos sejam feitos com as devidas precauções.045 ) 3/ 0.95 e b=0. P (r .95 x 0.7000 x 5)/(1.212m que é um tubo D=250m 16-2 .00x0.7x0.89)] 0.7000 O diâmetro D é calculado pela equação: 1/(b+m)= 1/(0.29 (0. K3 . Os custos das tubulações bem como da energia elétrica também foi transformado em dólares para coerência dos dados.045m3/s m=5 (para fómula de Darcy-Weisbach) e=0. Comentários: Primeiramente não devemos nos esquecer que Walski se baseou nas experiências americanas. A fórmula de Bresser D= K x Q 0.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.60 =25258475408262. Adoto D=250mm Portanto.045 0.com.br 18/12/07 P= R$ 0. Nota: caso houve houvesse outros trechos de tubulações o cálculo seria o mesmo. m)/(A.0 x Q 0.29/Kwh r=0. o diâmetro da tubulação de recalque é 250mm.60 Ei= S .89+5)= 0.17 = 227mm.b)] 1/(b+m) A=1.7 Q=0.5 =0.

Método de Hardy-Cross Capitulo 16. Analysis of water distribution systems. ISBN 0-89464-624-9 16-3 .2 Bibliografia e livros recomendados -WALSKI. 275páginas. 1992. Flórida. M.br 18/12/07 16.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.com. THOMAS.

2006 Para tubos de ferro fundido K-7 e K-9 temos a Tabela (17. Na etapa do dimensionamento do golpe de aríete devem ser estudados os diversos dispositivos de proteção e controle selecionando aqueles que garantam as condições extremas de pressão e pelo menor custo de implantação e operação do sistema.1 Introdução Golpe de aríete é o fenômeno de escoamento de um líquido em conduto forçado. 15 e 20 JEI PBA 50 a 180 0. 15 e 20 são classes de pressão e JEI é junta elástica integrada.1.Método de Hardy Cross Capitulo 17.0 Fonte: Heller. As classes 12. et al. Por exemplo. acessórios e equipamentos previstos em toda a instalação em face dos planos de cargas piezométricas de regime permanente e estáticas. ocorrentes em qualquer secção da adutora devem ser iguais ou inferiores às pressões admissíveis adotadas para as tubulações.0 Tubo de PVC JE DEFOFO 100 a 300 1.2).Golpe de aríete em adutoras 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.0 Tubo de PVC JEI DEFOFO 100 a 500 1. em regime variado conforme NB 591/91 referente a Projeto de adutora de água para abastecimento público.br Plínio Tomaz Capítulo 17. Quando são atendida as pressões máximas toleráveis da tubulação é dispensável o dimensionamento do golpe de aríete e instalação de dispositivos de proteção. conexões.com.2 Tubos comumente usados Ainda segundo a NB 591/91 as pressões máximas devidas ao golpe de aríete. A pressão máxima de serviço PMS inclui os transientes hidráulicos.6 1. Tabela 17.Pressão máxima de serviço (PMS) para tubos de PVC Tubos DN PMS (MPa) (mm) min max Tubo PVC classe 12. A NB 591/91 diz que a analise do golpe de aríete deve ser efetuada em duas etapas: diagnóstico e dimensionamento.1). 17-1 . Vamos recordar segundo Heller et al.0 Tubo PVC classe 12.6 1. 2006 as características de alguns tubos. 15 e 20 JE PBA 50 0. No diagnóstico admite-se a adutora desprovida de dispositivos de proteção para as condições normais e excepcionais. e o classe 15 para 75m e o classe 20 para 100m de pressão. 17. para tubos de PVC com ponta e bolsa e DEFOFO conforme Tabela (17. O tubo de PVC classe 12 é para o máximo de 60m de pressão.

3).Método de Hardy Cross Capitulo 17.9 3.com.7 Tubo de ferro fundido K-9c/ junta travada interna 80 a 300 1.3 4. Saliente a norma da ABNT que em condições excepcionais.077 Homopolímero 10 2 5 PP DIN 8.25 5 4.9 3. 2006.3. a pressão admissível é definida pela classe de pressão de trabalho das tubulações.2 1.075 PE 63 6.1 7.2 MPa conforme Heller et al.5 1.25 teremos 5MPa. et al.2 a 3.5 vez a pressão de trabalho.6 5 PEAD ISSO CD PE 63 6. Para tubos RPVC (PVC reforçado com fibra de vidro) com junta elástica a pressão de serviço está entre 0.0 Fonte: Heller.9 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta elástica 80 a 2000 3.4 Tubo de ferro fundido K-9 junta Pamlock 1400 a 1800 1.25 5 PEAD DIN8.3 1.3 1. equipamentos e acessórios. Tabela 17.5 6. válvulas.2.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.7 4.077 Copolímero 8.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 1.0 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta travada externa 300 a 1200 1. 2006 Ainda segundo Heller et al.0 Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta travada interna 150 a 300 1.427 PEAD ISSO CD P3 100 10 1.075 PE 80 8 1.PEAD e PP com suas normas e MRS Tensão no projeto Fator de de 50anos a 20ºC Material Norma Classificação MRS segurança (MPa) (MPa) PEAD DIN 8.br Plínio Tomaz Tabela 17. Para 50anos de vida útil a temperatura de 20ºC MRS é minimum required strenght requerida. 17-2 .Tubos de ferro fundido K-7 e K-9 e faixa de pressões máxima de serviço PMS PMS (MPa) 1MPa=100mca Tubos DN (mm) min máx Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta elástica 150 a 1200 2.427 PP DIN 8. a pressão admissível é de 1. et al.7 5 Fonte: Heller.25 8 4. 2006 para tubos de PEAD (polietileno de alta densidade) e tubos de PP (polipropileno) temos a Tabela (17.3MPa mas com o fator de segurança igual a 1.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 4 2 4. 2006 Recordemos a NB 591/91 que diz que em condições normais de operação. Assim para um tubo de PEAD PE 63 o MRS=6.25 6.

Se o fechamento ou abertura da válvula for rápido haverá problemas de transientes hidráulicos podendo ser danificada a tubulação. 17-3 .1.br Plínio Tomaz 17.Golpe de aríete em adutora por gravidade com fechamento brusco da válvula no fim da adutora. Vamos tratar neste capítulo de golpe de aríete em um tubo singelo alimentado por um reservatório.com. Streeter em dois dos seus livros: Mecânica dos Fluidos e Fluid Transients. Figura 17. esclarecendo que estamos nos baseando nos métodos apresentados por Victor L.Método de Hardy Cross Capitulo 17.1) temos um esquema de um reservatório que alimenta uma tubulação e no final há uma válvula.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.3 Golpe de aríete em adutora Na Figura (17.

2 Fechamento de válvula no final da rede Fonte: Tullis. 1989 ficando assim: ΔH= a ΔV/ g ( 1+Vo/a) Mas como sempre o valor a é bem maior que o valor de Vo. Consideramos um tubo horizontal onde um fechamento instantâneo da válvula no final da rede provoca uma redução de velocidade ΔV e teremos um acréscimo de pressão ΔH conforme Tullis.Método de Hardy Cross Capitulo 17.2).5 Estimativa dos transientes hidráulicos em adutoras sem atrito Uma maneira prática de se estimar os transientes hidráulicos numa adutora singela conforme Figura (17.br Plínio Tomaz 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com. isto é.1 Assim uma rede com L=4800m e celeridade a=1200m/s teremos: 2 x L/a= 2 x 4800/ 1200= 8 s Se o fechamento for menor que 8s teremos fechamento rápido e caso seja maior que 8s o fechamento será lento. 1989 17-4 .4 Fechamento e abertura de válvulas O fechamento de uma válvula em uma tubulação singela de comprimento L e celeridade de propagação das ondas “a” pode ser: • Lento • Rápido O fechamento é lento quando o tempo “tc” que levamos para fechar uma válvula é maior que 2 L/a e o fechamento é rápido quando o tempo é menor que 2L/a: Resumidamente fica: Fechamento lento: tc > 2 x L/ a Fechamento rápido tc < 2xL/a Exemplo 17. chega a atingir valores 100 vezes maior então podemos considerar Vo/a =0 e ficará: ΔH= a ΔV/ g (equação de Allievi) Figura 17. é supor que o líquido é incompressível e não haja dilatação do tubo com as pressões e que sejam ignoradas as perdas de cargas distribuídas ao longo da linha. 17.

sendo a celeridade a=900m/s.5)/ 9.1416=0.0m.6 Equação de Michauld A equação de Michauld só pode ser aplicada se a manobra for lenta.2m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 105. L=4800m a= 1200m/s Q=2. 1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2. L=4800m a= 1200m/s Q=2.4 Seja uma adutora singela com D=2. 17-5 .3 Seja uma adutora singela com D=2.31m com válvula borboleta.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.86m/s μ= 2 x L/ a= 2 x 4800/1200= 8s Supomos tc= 30s Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Hmax= (1200 x 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17. isto é.71m3/s.86 x 8 ) /( 9. quando o tempo de fechamento tc for maior que 2L/a.71/ 3.81x 30)= 28m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 28m teremos 128m para fechamento lento com tc=30s e não estamos em levando em conta as perdas de cargas.86 / 9.5m/s com será a sobrepressão.0m. Nota: o cálculo exato usando o método das características levaria pressão máxima de 147.81m/s2 tc= tempo de fechamento da válvula (s) Exemplo 17.1416=0.86m/s Hmax= a ΔV/ g Hmax= 1200 x 0. 17.2m teremos 205.2m pois não estamos considerando a perdas de cargas.br Plínio Tomaz Exemplo 17. 1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2.com.9m Exemplo 17.81= 45.71/ 3. A= PI x D2/4= 3.0-1.1416x 22/4= 3. ΔH= a ΔV/ g ΔH= 900 x (2.81=105. Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Sendo: Hmax= sobrepressão (m) a= celeridade da onda (m/s) Vo= velocidade da água na tubulação (m/s) μ= 2 x L/ a g= aceleração da gravidade= 9. Se a válvula for parcialmente fechada atingindo a velocidade de 1.2 Um reservatório alimenta uma adutora de aço com velocidade Vo=2m/s.71m3/s. A= PI x D2/4= 3.1416x 22/4= 3.

Fechamento de varias válvulas como gaveta. O fechamento das válvulas pode ser manual ou mecânico. esfera e borboleta para tempo de fechamento de 60s. determina o modo como a vazão varia com a fração da abertura.4.com. esfera.Ho)0. isto é.pdf Figura 17. Conforme Pires et al. Figura 17. Por outro lado. válvulas tipo esfera ou borboleta produzem uma variação mais gradual da vazão durante o curso de fechamento.7).3. globo.simdut.g.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.2005. Fonte: http://www.5 Para qualquer condição: 17-6 .Método de Hardy Cross Capitulo 17.2005 a curva de fechamento da válvula. a forma como o coeficiente de descarga varia com a abertura .3) a (17.br Plínio Tomaz 17.com. borboleta e outras conforme Figura (17. As válvulas do tipo gaveta produzem uma variação grande na vazão somente nos últimos instantes do fechamento conforme Pires et al.br/Trabalhos/13005.Abertura de válvula (b) e fechamento de válvula (c) Fonte: Acunha. globo.7 Curvas das válvulas Existem vários tipos de válvulas: gaveta. 2005 Para as condições iniciais: Qo= (Cd x Ag)o (2.

5.Válvula borboleta. Não iremos fazer o calculo.br Plínio Tomaz Q= (Cd x Ag) (2.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%2 0Design%20Handbook).Método de Hardy Cross Capitulo 17.6. Fonte: Acunha. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento Figura 17.rh. Figura 17. É o inicio do fechamento da válvula. 2005.g.com. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. borboleta Fonte: http://www.pdf 17-7 .5 τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.H)0. pois usaremos somente a relação τ.Gráfico de τ (Tau) para diversas válvulas: gaveta.

7. borboleta Fonte: http://www.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.rh.Método de Hardy Cross Capitulo 17.pdf 17-8 .br Plínio Tomaz Figura 17.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20H andbook).Gráfico da relação de áreas de diversas válvulas: gaveta.com.

17-9 .5 Da Figura (17.Método de Hardy Cross Capitulo 17.4).8.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. O valor de (CdxAg)o inicial pode ser calculado pela vazão Qo e a pressão no fim da linha Ho. 1989. 2005 temos os valores de τ em função de t/tc e colocamos na Tabela (17.Varias válvulas de controle. Exemplo 17. Fonte: Tullis. Nota: quando a válvula está aberta passa a vazão Qo e temos a pressão Ho na válvula.br Plínio Tomaz Figura 17.com.5) de Acunha.

0555 0. τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ Tabela 17.0100 0.9 8.5 Assim se Qo=2.7 0.10 0.0618 0.0200 0.0000 0.5 0.18 0.00 0.9 0.0450 0.4 6. Streeter chama os valores de CVA que são no total 11 e no exemplo temos: Nota importante: considerando o espaçamento de 5s tiramos da Tabela (17.32 0.0432 0.71m3/s g=9.0 3. Precisamos de 10 CVA.com.6 0.38 0.81m/s2 e Ho=98m teremos: (CdxAg)o= Qo / (2 x g x Ho) 0.0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ 0.81 x 98) 0.6 11.0 30. Tempo de fechamento tc=30s 0 5 10 15 20 25 30 35 40 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ CVA 0.0618 Supondo tempo de fechamento da válvula em 30s e como calculamos (CV)o =0.4. pois.23 0.0000 0.0 0.4 9.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.1 0.Tempo de 5 em 5s que será usado.60 1.0309 0.0494 0.2 0.5 5.0185 0.0000 0.0000 17-10 .4 14.1 18.0123 0.0370 0.0 4.br Plínio Tomaz (CdxAg)o= Qo/ (2 x g x Ho) 0.71 (2 x 9.0062 0.5 =0.00 Obtemos assim os valores de (CdxAg) que podem ser colocados no programa em Fortran do Streeter para abertura ou fechamento de válvula no fim da linha.47 0.Valores de Cd x Ag em função do tempo de fechamento de 30s para um válvula borboleta τ 1.0062 0.0000 0.5.8 0.4 0.4) e fazemos a Tabela (17.0618 0.0247 0.28 0.5) Tabela 17.Método de Hardy Cross Capitulo 17.15 0.5 (CdxAg)o= 2.061764 podemos calcular os outros valores.3 0.0 t/tc Tempo de fechamento tc=30s 0.

XL/4800.HRES.TMAX. A/1200.0/(2.com. TMAX/40/ DATA CVA(1)/0.D.CVA.01.0/.022/.exe FONTE STREETER MECANICA DOS FLUIDOS DIMENSION Q(6).00/.00.1 Dado uma adutora por gravidade com reservatório a Hres=100m de altura e tubulação com D=2.0062.0000 Exemplo 17.0*G*D*AR*AR)+1.CVA(10) /0.br Plínio Tomaz 45 50 0.0*G*CV*CV))) HO=(QO/CV)**2/(2.045/. $ CVA(4)/0. D/2.0062/. CVA= 0.000. Usando o programa em Fortran abaixo: C C C C C C C C PROGRAMA BASICO DE GOLPE DE ARIETE COM RESERVATORIO A MONTANTE E FECHAMENTO DE VALVULA A JUSANTE. FORMULA DE DARCY WEISBACH.0*G) R=(HRES-HO)/(QO**2*N) DO 11 I=1. A=VELOCIDADE DA ONDA. 0.000 0. DADOS VALOR DE F. $ G/9.0000 0.0618. 0000 0.DCV /5.81m/s2 A adutora está dividida em N=4 trechos.0618/.022.000.0/. pois faz parte dos CVA). N/4/.CVA(11)/0.7854*D*D B=A/(G*AR) NS=N+1 DT=XL/(A*N) CV=CVA(1) HP(1)=HRES J=0 T=0.0 QO=SQRT(HRES/(F*XL/(2.CVA(3)/0.0/. CVA(11) INTEGER I.01/. $ CVA(5)/0.Método de Hardy Cross Capitulo 17. O coeficiente f de Darcy-Weisbach f=0.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.00/ 10 AR=0. CVA=PRODUTO DO COEFICIENTE DE DESCARGA DA VALVULA ABERTA COM VALORES DADOS NO INTERVALO DCV FORTRAN 77 GNU2005 www. J.com PLINIO TOMAZ 22 DE dezembro DE 2007 Compila assim: g77 streeter2.A.0/.CVA(2)/0.XL.31m. Usando o programa em Fortran do Streeter achamos a máxima pressão de 147.0/. O intervalo entre os dados de fechamento da válvula é de 5s.045.tripod.DCV. O tempo de processamento é de 40s A aceleração da gravidade g=9.N REAL F. $ CVA(9)/0.T DATA F/0.02/.CVA(7) /0. 0. 0.020.0/. H(6).31m.0000/. 0.f -o streeter2.JPR.000.0/ . Entrando no programa em Fortran do Streeter achamos que a pressão máxima será 147. $ CVA(8)/0. O tempo de fechamento trc=30s (não entra nos cálculos. HRES/100.CVA(6) /0.NS Q(I)=QO 11 H(I)=HRES-(I-1)*R*QO**2 17-11 . QP(6). 0. Trata-se de válvula borboleta com CVA Nota: CVA são 11 dados. HP(6).JPR /1/ . 0. A pressão na válvula que está aberta é de 98m.kkourakis.0/. 0.81/. Queremos saber como se dá o fechamento da válvula em 30s.00m de diâmetro e comprimento de 4800m.G.

52 2.71 2. I=1.FMT=2) 1 FORMAT ("1 PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO") 2 FORMAT ("0 TEMPO CV X/L 0.2) 14 T=T+DT J=J+1 IF (T .71 101.66 1.000 0.71 2.000 0. TMAX) GO TO 99 K=T/DCV +1 CV=CVA(K)+(T-(K-1)*DCV)*(CVA(K+1)-CVA(K))/DCV C CONDICOES DE CONTORNO A JUSANTE CP=H(N)+Q(N)*(B-R*ABS(Q(N))) QP(NS)=-G*B*CV*CV+SQRT((G*B*CV*CV)**2+2.63 Q= 1.25 0.61 2.05844 H=0 100.81 Q= 2.5F8.61 2.51 109.00 102.40 Q= 2.00 99.00 107.00 114.26 Q= 2.19 1.NS H(I)=HP(I) 16 Q(I)=QP(I) IF (J/JPR*JPR .00 98.80 1.000 0.61 3.25 0.61 105.89 1.04000 H=0 100.22 1.05172 H=0 100.2/19X.5F8.44 Q= 2.71 2.08 1.29 Q= 2.71 2.5*(CP+CM) 15 QP(I)=(HP(I)-CM)/B DO 16 I=1.04 116.81 2. (H(I).38 2.EQ.GT.000 0.40 114.40 5.00 108.50 0.58 144.000 0.33 147.01 Q= 1.96 1.000 0.000 0.31m.75 $ 1.71 2.34 122.5H H=0.50 99.50 Q= 2.19 110."Q=".00 103.71 2.11 2. 1 0 O O O O O O O O O O O PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO TEMPO CV X/L 0.50 1.Método de Hardy Cross Capitulo 17.71 2.89 114.79 142.00 2.00 99.31 2.3.78 106.18 7.00 98.00 99.000 0.03500 H=0 100.60 Q= 2.0 98.0 0.F7.99 133.99 2. mostrando que a pressão é 147. J) GO TO 13 GOTO 14 99 STOP END Achamos os seguintes resultados.50 0.32 2.05508 H=0 100.00 107.000 0.50 99.02500 H=0 100.93 137.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.10 126.03000 H=0 100.88 1.1X.17 126.71 2.00 99.000 0.02000 H=0 100.(Q(I).71 2.29 6.0 0.26 106.71 1.CV.FMT=1) WRITE(6.51 4.24 119.41 2.24 1.29 2.51 2.39 10.br Plínio Tomaz WRITE(6.06180 H=0 100.39 130.00 111.F7.04836 H=0 100.FMT=3) T.73 110. I=1.75 0.61 115.50 99.00 108.0") 13 WRITE(6.85 1.99 8.48 126.5.71 2.04500 H=0 100.51 2.99 2.NS).com.000 0.71 2.29 118.N CP=H(I-1)+Q(I-1)*(B-R*ABS(Q(I-1))) CM=H(I+1)-Q(I+1)*(B-R*ABS(Q(I+1))) HP(I)=0.10 2.80 2.59 1.71 2.70 9.50 Q= 2.71 2.50 102.49 119.31 17-12 .NS) 3 FORMAT("O".0*G*CV*CV*CP) HP(NS)=CP-B*QP(NS) C CONDICOES DE CONTORNO A MONTANTE QP(1)=Q(2)+(HRES-H(2)-R*Q(2)*ABS(Q(2)))/B C PONTOS NO INTERIOR DO 15 I=2.99 135.

19 0.36 113.01800 O 12.000 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.98 -0.91 -0.07 91.22 100.54 0.98 0.33 0.06 121.41 -0.00 0.69 100.14 95.15 107.87 0.28 0.000 0.57 120.45 82.55 121.31 0.01200 O 15.28 90.89 -0.34 0.23 122.42 -0.46 0.76 1.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.00772 O 19.03 77.29 100.51 0.000 0.17 83.25 84.27 84.79 0.76 0.000 0.83 0.73 102.14 114.00 0.00 76.27 75.00 -0.18 82.64 0.60 100.88 0.15 0.49 -0.06 89.52 98.51 -0.000 0.00000 O 31.00 73.74 128.000 0.22 0.00 91.38 112.00 115.35 111.00 101.69 100.14 0.00000 O 35.65 -0.00000 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= 1.94 0.000 0.68 0.54 100.00 -0.28 0.90 100.73 97.000 0.49 103.98 -0.00848 O 18.20 100.28 81.06 121.00 -0.00000 O 38.09 128.16 100.00 -0.76 100.33 0.13 90.000 0.00 -0.30 89.67 94.64 0.00 71.04 -0.42 92.57 93.06 78.48 0.34 0.00000 O 36.00 0.74 0.39 0.00 -0.18 117.33 0.00000 O 30.95 0.40 100.07 85.31 92.com.78 0.67 0.01 98.00 0.00 123.34 100.57 0.48 0.93 0.61 0.00 -0.46 101.00 0.09 86.30 0.30 91.20 90.00 0.59 0.19 110.90 0.78 0.31 82.05 0.00 0.55 108.85 0.46 1.000 0.64 98.26 0.22 1.000 0.83 0.00696 O 20.58 88.00 0.00 -0.000 0.11 90.000 0.48 102.65 0.51 0.09 71.19 81.000 0.37 107.18 0.00496 O 22.70 0.000 0.80 0.00 0.27 0.96 -0.00 129.35 0.03 122.20 102.68 -0.31 -0.51 0.11 111.00 128.00000 O 34.55 96.00 106.18 100.34 86.39 93.61 0.55 100.00372 O 23.60 -0.00 70.89 114.20 100.40 100.30 -0.000 0.12 95.00 -0.82 -0.99 -0.99 0.45 0.00 -0.28 109.60 100.71 -0.27 -0.96 140.00 78.54 0.42 0.48 -0.000 0.00 -0.00000 O 28.83 -0.49 100.01 0.17 100.19 97.21 0.39 0.91 127.54 0.000 0.55 100.09 113.16 97.03 74.54 112.62 0.13 139.46 0.00 -0.00000 O 37.01400 O 14.08 143.00 0.000 0.37 0.18 0.94 0.00924 O 17.36 82.27 124.000 0.35 80.83 0.67 105.18 128.00620 O 21.03 125.23 -0.28 115.44 0.57 -0.38 87.br Plínio Tomaz O 11.28 82.22 103.00 0.000 0.00000 O 29.00 17-13 .67 0.73 100.00 0.00 0.89 0.73 100.10 85.00000 O 32.37 0.00000 O 33.05 100.89 0.000 0.00 0.33 98.09 -0.00 84.17 106.16 100.30 0.000 0.00 -0.14 85.84 135.76 100.000 0.72 126.09 100.12 0.000 0.77 0.36 0.60 116.64 101.84 0.23 0.01600 O 13.58 106.58 111.30 0.000 0.00 -0.23 0.00000 O 26.54 -0.36 119.000 0.17 100.49 96.50 -0.35 0.19 89.00 126.64 1.55 91.21 -0.87 135.10 -0.70 0.01000 O 16.42 -0.00 0.00000 O 27.00124 O 25.00248 O 24.23 100.09 -0.14 100.23 77.000 0.45 117.

91 0.58 96.br Plínio Tomaz O 39. 17-14 .com.31 107.53 0.48 0.66 98.69 0.00 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.31 0. 1982 Figura 17.00000 O 40.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.81m/s2 HRES= pressão (m) Figura 17.000 0. Ag= área da secção do da válvula (m2) g= 9.9): Q= (Cd x Ag) x (2 x g x HRES )0.00 A vazão que passa por uma válvula é dada pela equação do orifício conforme Figura (17.5 QP(NS)= CV x (2 x g x HP(NS))0.9.10 Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Streeter.5 Os valores de CVA obtidos por interpolação linear são chamados de CV por Streeter.5 Sendo: Q= vazão que passa pelo orifício (m3/s) Cd= coeficiente que varia com a abertura da válvula conforme Figura (17.40 0.8).00 108.00 0.88 0.35 93.65 0. 1982 chama os valores Cd x A de CVA.69 101. Q= (Cd x A) x (2 x g x HRES )0. 1984.00000 H=0 Q= H=0 Q= 100.5 Q= CVA x (2 x g x HRES )0.Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Fonte: Streeter.73 100.000 0.72 102.57 106.

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Figura 17.11 Abertura de válvulas (%)
Fonte: Tullis, 1989

Figura 17.12- Válvula borboleta
Fonte: Acuna, 2005

17.8 Uma outra maneira de se tratar do fechamento de uma válvula Streeter, 1978 página 38 in Fluid Transients cita a seguinte equação para fechamento de válvula: τ= ( 1 – t / tc) Em Sendo: τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos. É o inicio do fechamento da válvula. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. Não iremos fazer o cálculo, pois usaremos somente a relação τ. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento

17-15

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Em= potência da relação. Quando Em=1 temos um fechamento linear. Streeter, 1978 usa como exemplo Em=1,25. tc= tempo de fechamento em segundos. Exemplo tc=20s O CDA inicial da bomba A vazão CDA= [(Qo2 / (2 g x Ho)] 0,5

QP= - B x CV + [(B x CV)2 + 2 x CV x CP)] 0,5

Sendo: QP= vazão no ponto P em m3/s
3

CV= (Qo x τ)2/ (2 x Ho)

Qo= vazão inicial em m /s Ho= pressão inicial no fim da adutora onde está a válvula (m) B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 17.9 Método das Características A NB 591/91 diz que os estudos de golpe de aríete devem ser feito pelo método das características. Streeter, 1982 chegou em duas equações básica, uma denominada de características positivas C+ e outra de características negativas C- conforme Figura (17.10). . C+ Hp= HA – a/gxA ( Qp – QA) – Δx x f x QA x ABS(QA)/ (2x g x D x A2) C- Hp= HB + a/gxA ( Qp – QB) + Δx x f x QB x ABS(QB)/ (2x g x D x A2) O ponto A é (I-1) e o ponto B é (I+1). Considerando os coeficientes B e R. B= a / (g x A) Sendo: a= celeridade de propagação das ondas (m/s) g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da tubulação (m2) D= diâmetro do tubo (m) QA=vazão no ponto A (m3/s) QB = vazão no ponto B(m3/s) QP= vazão no ponto P (m3/s) HA = pressão no ponto A (m) HB= pressão no ponto B (m) HP= pressão no ponto P (m) f= coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx=trecho da tubulação (m) Exemplo 17.6 17-16

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Calcular o coeficiente B para uma tubulação com velocidade de propagação da onda a=1150m/s e tubo de diâmetro D=0,25m. A=PI x D2/4= 3,1416x0,252/4= 0,0491m2 B= a / (g x A) B= 1150 / (9,81 x 0,0491) =2388 Dica: quando na linha há diâmetros diferentes teremos valores de B diferentes. Assim teremos B1, B2, B3 numa linha com trechos de diâmetros diferentes ou também de materiais diferentes. R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) Sendo: f=coeficiente de atrito da equação de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx = trecho da tubulação (m). Iremos usar sempre o comprimento da tubulação dividido por 3. Poderíamos também ter dividido por 4 ou 5 conforme nosso desejo. Δx=L/3 L= comprimento total da tubulação (m) D=diâmetro do tubo (m) A= área da seção transversal da tubulação (m2) Exemplo 17.7 Calcular o valor do coeficiente R numa adutora com 2300m que será dividido em 3 trechos. O valor de f=0,0342, D=0,25m, A=0,0491m2. Δx= 2300/3= 766,67m R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) R= ( 0,0342 x 766,67) / ( 2 x 9,81 x 0,25 x 0,04912)=2219 Dica: se houver trechos com diferentes diâmetros e comprimentos teremos valores diferentes de R e assim teremos R1, R2, R3,... Podemos reescrever as duas equações C+ e C- considerando os coeficientes B e R. C+ CHp= HA – B x( Qp – QA) – Rx QA x ABS(QA) Hp= HB + B x ( Qp – QB) + R x QB x ABS(QB)

Nota: abs é o número absoluto, isto é, com sinal positivo. Observar que é um produto que sempre terá o sinal de QA ou QB. Para uso em computador podemos usar: CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) Então teremos: HP (I)= CP – B x QP (I) HP (I)= CM + Bx QP (I) HP (I)= 0,5 x (CP + CM) QP (I)= (CP – HP (I))/ B 17-17

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Todas as secções internas podem ser calculadas deste modo. Somente para a parte interna (cuidado), pois nos contornos a jusante teremos a saída da válvula que estamos fechando e a montante temos o contorno devido ao reservatório.
Hpi, Qpi

C CP A Q (I -1), H (I -1) I

+

CCM B Q (I+1), H (I+1)

Figura 17.13- Esquema das equações C+ e CO esquema da Figura (17.13) onde mostram as equações C+ ou CP e C- ou CM mostram a visualização do problema que é bom para entender as situações de contorno. Condições de contorno Se referem as condições das extremidades da tubulação. No caso temos um reservatório a montante e uma válvula a jusante. Válvula na extremidade de jusante Conforme Figura (17.14) usaremos a equação C+ ou CP. Usamos a equação CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))). Precisamos das condições de contorno para as variáveis Hpn+1 e Qpn+1. No caso temos a equação da válvula que é um orifício que está sendo fechado. Qo= (Cd Av)o (2gHo)0,5

CP

Figura 17.14- Extremidade de jusante onde está a válvula A equação da válvula fornece a vazão Qo em regime permanente, Ho a perda de carga na válvula e (CdxAv)o a área da abertura. Não esquecer que temos o valor Qo e Ho que é a pressão na válvula. Para uma abertura genérica temos: Qp= Cd x Av (2gHp))0,5 A solução das equações será: Qpns= - g B (Cd Av)2+ {[gB(Cd.Av)2]2 + (Cd Av)2 2g Cp}0,5

17-18

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Condições de contorno no reservatório Paras a saída do reservatório usaremos somente a equação CM ou C- e conforme Figura (17.15) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))). Precisamos de condições externas com duas incógnitas Qp1 e Hp1. Supondo o nível do reservatório constante temos uma condição de contorno já estabelecida Hp1=Hg.

CM

Figura 17.15 Extremidade de montante onde está o reservatório O reservatório terá nível constante HG. No reservatório a cota de saída fica definida HG e usamos a equação CM ou C-. Qp= vazão em m3/s Hg= altura do reservatório em m B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) R= f x Δ x/ (2 x g x D x A2) D=diâmetro da adutora em m O valor de Hp é obtido desta maneira: Hp= CM + B x QP Como Hp=Hg Hg= CM + B x QP Tirando-se o valor de Qp Qp= ((Hg-CM) / B

17-19

Tubos de materiais e diâmetros diferentes L= L1+L2+L3+. L3.. Celeridade equivalente Período equivalente Velocidade equivalente 17-20 . L2.1978 só é válida se os materiais forem mais ou menos iguais e tiverem mais ou menos as mesmas espessuras conforme Figura (17. ... com celeridades a1. Podemos ter as seguintes relações: Figura 17. a2.16..com...16).Método de Hardy Cross Capitulo 17. Se tivermos uma tubulação em série L1. Se a tubulação tem o mesmo diâmetro teremos: L/ a = L1/a1=L2/a2=L3/a3 a= L / Σ Li/ai Se os diâmetros são diferentes: L= L1 + L2 x S1/ S2 + L3 x S1/ S3 + .10 Equivalência de tubulação É importante salientar logo de começo que a equivalência de tubulações conforme Streeter....br Plínio Tomaz 17. Vamos dar alguns conceitos úteis de equivalência em tubulações que são usados na prática.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.. a3.

6 segundos obtido: T= 2 ( L1+L2+L3)/ 464= 1300/464=5.) 0.6s A velocidade equivalente é de 0.5=0.8 Seja um recalque de casas de bombas com os seguintes dados: Vazão= 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.02059m2 D= (4 x 0..68 x A A=0.68m/s O tubo equivalente terá 1300m com diâmetro dado pela velocidae equivalente de V=0.10m Comprimento L2=1200m D2=0.7 Cálculos efetuados Tubos L(m) 1 10 2 1200 3 90 Total 1300 período equivalente a (m/s) 50 500 450 464m/s 5.6s Portanto a celeridade equivalente será 464m/s: a= (L1+ L2 + L3) / ( L1/a1 + L2/a2 + L3/a3)= =(10+1200+90)/(10/50+1200/500+90/450)= 464m/s O período equivalente será de 5.com..5 = 0..68m/s Q=A x V= 0.162m L3=90m D3=0.666m/s Celeridade C1= a1=50m/s Celeridade C2= a2=500m/s Celeridade C3=a3=450m/s Velocidade equivalente= (L1 x D12 x v12 + L2 x D22 x v22+.674m/s V3=0.br Plínio Tomaz Exemplo 17.1416)0.014=0.163 V1= 1.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol./ (L1 x D12+ L1 x D22+.770m/s V2=0..014m3/s Comprimento L1= 10m diâmetro D1= 0.162m=D 17-21 .02059 /3.68m/s Tabela 17.

Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. ISBN 0-07072187-4.Método de Hardy Cross Capitulo 17. Golpe de aríete em condutos. New YorK. Control valve characteristics. 1981 Elsevier Scientific Publishing Company.br Plínio Tomaz 17.com.pdf acessado em 20 de dezembro de 2007. Pipeline design for water enginners. O golpe de aríete em tubulações de recalque. 1963. LUIZ FERNANDO GONÇALVES et al. -TULLIS. Abastecimento de água para consumo humano.pt/~rlanca/sebenta-hid-aplicada/ha-07-golpe_de_ariete. J. -PIRES. Johannesburg. 710 páginas.Universidade de Algave.hpg. 2001. 859páginas. Portugal . http://w3. -WYLIE. Fluid transients. ISBN 0-444-41669-2. Dover publication. 1978. 17-22 . France -SPIRA/SARCO. Análise pelo método das características. E. VICTOR L.. -GOLPE DE ARIETE. 384 páginas. 1989. Joinville 07 a 11 de outubro de 1989. -INTERNETET http://www. Waterhammer analysis. PAUL. 115páginas. University of Puerto Rico. -ABNT-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. JOHN. 2a ed.br/ -INTERNET Prof. 266páginas.com. NB-591/91. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público com 188 páginas. Module 6.pdf. United States of America. PNB-591/77.rh. DAVI. John Wiley &Sons.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT-ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. United States of America. -WYLIE.5. Acessado em 23 de dezembro de 2007. -CAMARGO LUIZ A. 8 páginas. Hydraulics of pipelines. Tubos e conexões Tigre. Generalized water hammer algorithm for piping systems with unsteady friction. BENJAMIN E STREETER. Carlos Fernandes acessado em 20 de março de 2007 -PARMAKIAN. -CAMARGO LUIZ A. 233 páginas. JAIME SUAREZ. 2006. E. Editora UFMG. 1978. LÉO et al. 2007.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhamme r%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20Handbook). ISBN 0-471-83285-5. -POINT-A-MOUSSON – Pipes and pipeline equipement. South Africa. Faro. Análise de transientes devido a fechamento rápido de válvulas em dutos curtos. BENJAMIN E STREETER. 161páginas. Tubos e conexões Tigre. 1982. 2005. -STEPHENSON. VICTOR L. Projetos de adutora de água para abastecimento público. -ACUNA. http://www. Joinville 07 a 11 de outubro de 1997.ig. Análise simplificada.ualg. McGraw-Hill. McGraw-Hill. São Paulo. Mecânica dos Fluídos. -HELLER.saneamento10.

2005 17-23 .com.Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.br Plínio Tomaz Apêndice com Figuras de Acunha.

Método de Hardy Cross Capitulo 17. 2005 17-24 .br Plínio Tomaz Apêndice com Figuras de Acunha.com.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.

2005 17-25 .com.Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.br Plínio Tomaz Apêndice com Figuras de Acunha.

br Plínio Tomaz 17-26 .Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful