Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008

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Curso de Hidráulica e Saneamento fevereiro de 2008

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Apresentação Este livro denominado Curso de Rede de Água resultou de curso ministrado no SAAE em 2008 com 64h. Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo a oportunidade de realizar esta tarefa. Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

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Capítulo 1-Método de Hardy-Cross para redes de água

Um dos maiores matemáticos de Portugal foi sem dúvida Bento de Jesus Caraça (19011948). O seu livro “Conceitos Fundamentais da Matemática” editado em Lisboa em 1958 foi meu livro de cabeceira a partir de 1960. Todo jovem deveria ler este livro.

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Alfabeto grego

α β γ δ ε ζ

Alfa Beta Gama Delta Epsilon Zeta

η θ ι κ λ μ

Eta Theta Iota Kappa Lambda Mu

ν ξ ο π ρ σ

Nu Xi Omicron Pi Rho Sigma

τ υ φ χ

Tau Upsílon Phi Chi

ψ Psi ω Omega

Maiúscula Α Β Γ Δ Ε Ζ Η Θ Ι Κ Λ Μ Ν Ξ Ο Π Ρ Σ Τ Υ Φ Χ Ψ Ω

Minúscula α β γ δ ε ζ η θ ι κ λ μ ν ξ ο π ρ σ τ υ φ χ ψ ω

Nome Alfa Beta Gama Delta Epsilon Dzeta Eta Teta Iota Capa Lambda Mu Nu Csi Ômicron Pi Rho Sigma Tau Upsílon Fi Qui Psi Ômega

Letra A B G D E Z H Q I K L M N X O P R S T U F C Y W

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Algumas unidades úteis 1 ft3=28,316 litros 1 ft= 0,3049m 1m= 3,28084 ft 1 psi= 1 lb/in2 1 psi=6894,24 Pa 1Pa= 0,000145 psi 1 Pa= 1 N/m2 1 in= 2,54cm 1cm= 0,393701in 1 gal= 3,784 litros 1 litro= 1000cm3 1 L/s= 15,83782 gpm 1m3=35,31467 ft3 1 gpm= 0,00223 ft3/s=0,06314 L/s 1 Mpa= 100 mca=10 kg/cm2 1psi= 0,00689424 MPa=0,6894 mca 1 psi= 0,070307 kg/cm2 1psi= 0,7032 mca 1 kg/cm2= 14,232 lb/in2= 14,223 psi 1 CV= 736 w 1 HP= 745 w

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15 2/ 4= 0. Calcular a velocidade da água no ponto 1 e 2.007 x 10-6 m2/s Equação da continuidade Baseada nas leis de Newton de conservação de massa. energia e de movimento temos: Q= A x V Sendo: Q= vazão (m3/s) A= área molhada da seção (m2) V= velocidade media da água na seção (m/s) Figura 1.2 kg/m3.1 Introdução Vamos recordar alguns conceitos importantes na distribuição de rede de água potável.Equação da continuidade Fonte: Lucarelli et al.br Capítulo 1.34 N/m3. ν = 1. A1= PI x D12/4= 3.Curso de Rede de água Capitulo 1.1 Dado um tubo em que a seção 1 tem diâmetro de 0.1416 x 0. γ=gxρ γ = 9. Peso especificio γ O peso especifico é representada pela letra grega γ que se pronuncia: gama.1.30 2/4=0.0314m2 1-6 . mas na prática se uda ρ =1000kg/m3. A água doce a 20ºC tem valor ρ =9.Método de Hardy Cross para redes de água 1.1416x 0.01767m2 A2= PI x D2 2/4= 3.15m e a seção de saída 2 tem diâmetro de 0. Viscosidade cinemática ν A viscosidade cinemática da água a 20ºC tem a letra grega ν e se pronuncia: ni.81 x 1000 x 9810 N/m3 O valor correto seria γ = 9792.com.30 e por onde passa a vazão de 0. Densidade ou massa especifica ρ É a relação entre a massa de determinado volume do corpo considreado e a massa de igual volume de água considerado.20m3/s.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.998. 1974 Em duas seções 1 e 2 do mesmo tubo se pode escrever: A1 x V1 = A2 x V2 Exemplo 1. É representada usualmente pela letra grega ρ com pronuncia: ro.

0269m3/s.2.2 Seja um nó onde entra Q1=0. Qual a vazão no nó Q4? No nó a somatória das vazões que entram e que saem é igual a zero.0269-Q4=0 Q4=0.20m3/s V1= Q1/ A1= 0. Consoderamos o líquido imcompressivel. Z1+ p1/γ + V12/2g= Z2 + p2/ γ + V2 2/ 2g + hL Linha Piezométrica= Z + p/ γ Linha de energia=linha de carga total= Z + p/ γ + V2/ 2g 1-7 .4m/s Exemplo 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.0246m3. 1974 Num determinado trecho de tubulalçaio baseado num nível de referencia vale o seguinte: Sendo: Z= energia de posição que é a cota (m) p/ γ = energia de pressão (m) V2/ 2g= energia cinética hL= perda de energia (m) distribuida e localizada. Σ Qi=0 Q1+Q2-Q3-Q4=0 0.0314m2= 6.com.20m3/s/ 0.3 m/s V2= Q2/ A2= 0.034-0.br Q=Q1=Q2=0.0246+0. Sai do nó Q3=0. considerando um sinal negativo para a saída. Figura 1.01767m2= 11.034m3/s e Q2=0.0317m3/s Equação de Bernouilli A equação fundamental da hidráulica é a de Bernouilli que foi deduzida através das Leis de Newton.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Teorema de Bernouilli Fonte: Lucarelli et al.20m3/s / 0.

• Em 1950 surgiram os grandes computadores (mainframe) e foram feitos alguns cálculos de rede malhada neles (cidade de Dalas no Texas).3 Método de Hardy Cross Existem vários métodos para resolver problemas de análise de redes malhadas e o método mais antigo é o atribuído a Hardy Cross que ainda é utilizado. 1-8 . • Em 1965 Shamir-Howard desenvolveu o método de Newton-Raphson.br 1. • Em 1940 McElroy usou método analógico. Em 1969 o mesmo método foi desenvolvido por Epp-Fowler. pressão e transientes hidráulicos em redes de água é denominado de análise. Assim temos a programação linear.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. com fios elétricos. Um dos defeitos do método de Hardy Cross é a convergência vagarosa. 1966. Existe ainda o programa EPANET 2.Curso de Rede de água Capitulo 1. • Em 1970 Wood fez um programa na Universidade de Utah. Vamos nos ater ao Método de Hardy-Cross. principalmente quando há bombas ou e boosters. 1. Não consegui o compilador adequado para o programa.com. As redes malhadas começaram a ser calculadas a partir de 1936 com os estudos de Hardy Cross. O programa é muito bom com o inconveniente das unidades inglesas. ΔH O método mais conhecido é o método das correções das vazões ΔQ nos loops. • Em 1978 Jepson desenvolveu o famoso Método da Teoria Linear.2 Análise de rede de água Os estudos de vazão. resistências para simular uma rede de água. etc. • Em 1985 Gessler e Walski desenvolveram o conhecido programa WADISO para o Corpo de Engenheiros dos Estados Unidos nos anos 1983 a 1987 usando o método de Hardy-Cross com método dos nós. Era um método bastante prático de ser usado. Usei no SAAE o programa Wadiso em várias áreas setorizadas e consegui achar grandes vazamentos conferindo-se as pressões ao longo das malhas. USA em 1885 e morreu em 1959.1990 Por curiosidade o programa em fortran Wadiso tem 140 folhas em papel A4 e usa unidades inglesas. Nota: Hardy Cross nasceu em Virginia. et al. mas esquecem que foram criado dois métodos de cálculos: método da correção das vazões nos Loops ΔQ método da correção ds pressões nos Nós. boosters. Posteriormente usou-se a minimização dos custos (otimização) nos cálculos. Atualmente existe o programa como o da Haestad Method que é muito usado chamado WaterCAD (water distribution modeling and design) que foi feito por Thomas Walski. 1984 e Waslki et al.0 feito pela USEPA que é gratuito e que tem manual em português traduzido pelo LNEC de Portugal em março de 2002. que com algumas alterações possibilita calcular problemas complicados de redes de água com reservatórios. Stephenson. O método dos nós pode ser visto em Fair. Todos conhecem o método da correção das vazões que é o método dos Loops de Hardy Cross em 1936. pois assim poderia mudar as unidades para as do sistema internacional (SI). quando não se dispunham de computadores. bombas. programação dinâmica com o uso ou não de algoritmo genético.

85 .f.8 m/s2. D= diâmetro (m) r= resistência hf= perda de carga (m) Para a fórmula de Darcy-Weisbach. g= aceleração da gravidade= 9. Numa rede de condutos devem ser satisfeitas basicamente três condições: a) Lei das Malhas A soma algébrica das quedas de pressão ao longo de cada circuito deve ser nula.. hf= perda de carga (m) (Unidades S. D5 . C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians.85 onde 10. D= diâmetro (m). Q1. L=comprimento (m) C=Coeficiente de Hazen-Willians f = coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach.) 1-9 .com.643 .Curso de Rede de água Capitulo 1. Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r .π2 Sendo: r= resistência.Sistema Internacional) L= comprimento (m).I. Q2 8. L r= --------------------C1. D 4. hf= r Q n Sendo: r= uma função de diâmetro (D) e chamada na prática de resistência. f= coeficiente de atrito (adimensional). Σ hf=0 b) Lei dos Nós A vazão que chega a um nó deve ser igual à vazão que sai. n=2 para fórmula de Darcy-Weisbach e n=1.85 para fórmula de Hazen-Willians.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Σ Q=0 c) Lei de Resistência A equação de Darcy-Weisbach ou a fórmula de Hazen-Willians possuem uma relação específica entre perda de carga e vazão para cada conduto.87 (unidades S.br Podemos ter as unidades inglesas e do sistema internacional (SI). o valor da resistência r é dado pela fórmula: hf= r .I.L r= --------------------g . L= comprimento (m).

Para um tubo qualquer no qual se admite a vazão inicial Qo. A última equação é resolvida em ΔQ para cada malha da rede: Σ r Qo|Qo| n-1 = -.. Q= Qo +ΔQ (1) onde Q é a vazão correta e ΔQ é a correção.a)2 f(x)= f(a) + f’(a) .. ( x.Curso de Rede de água Capitulo 1. ( x.. para cada conduto teremos: hf= rQn= r( Q0 + ΔQ)n=r(Q0n + n Qo n-1 Δ Q + .. Para uma malha teremos: Σhf= Σ rQ|Q| n-1 = Σ r Qo|Qo| n-1 + ΔQ Σ r n |Qo|n-1=0 onde ΔQ foi posto fora do sinal de somatória porque é o mesmo para todos os condutos da malha e o sinal de módulo foi usado para levar em conta o sentido de percurso do circuito.------------------------------(2) ΔQ Σ r n |Qo|n-1 + . 1-10 .a ) ΔQ=(x-a) f(x)= f(a) + f’(a) .br 1. Calcula-se uma correção na vazão em cada malha em seqüência até que se consiga um equilíbrio entre as malhas.4 Série de Taylor Uma fórmula importante e fantástica na matemática é a série de Taylor que tem a seguinte apresentação: f’’(a) .a ) + ------------------2! f(x)= f(a) + f’(a) .) Se ΔQ é pequeno em relação a Q0..f(a)/ f´(a) 1. Então. todos os termos da série após o segundo podem ser desprezados.. f’’(a) .a)2 f(x)= f(a) + f’(a) . ΔQ Senfo f(x)=0 ΔQ= .5 Método da correção das vazões nos Loops ΔQ O método de Hardy Cross admite vazões em cada conduto de modo que a equação da continuidade (Q=VxA) seja satisfeita em todos os nós.. (x .com.a ) + ------------------2! Sendo: f(x) a função f( a) o valor da função no ponto a f ‘(a) : derivada de f(x) com o valor de a f’’(a) : derivada segunda de f(x) com o valor de a Dica: o método de Hardy Cross é simplesmente a aplicação da série de Taylor usando somente a primeira derivada. + .. Basicamente é aplicação da fórmula de Taylor.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.. ( x.. (x ..

Figura 1.com. 3. Os anéis possuem diâmetro de 200mm a 300mm com comprimento que variam de 1000m e 2000m.Esquema da rede de água a ser calculada pelo método de Hardy Cross 1-11 .br Quando ΔQ é aplicado a cada tubo de uma malha. soma-se ΔQ às vazões no sentido horário e subtrai-se das vazões no sentido anti-horário.3. calcular a perda de carga e forma a soma Σ hf=Σ r Qn Calcular também Σ r n | Q | n-1 para a malha. O quociente indicado na equação (2) fornece a correção que é então somada algebricamente a cada uma das vazões da malha para corrigi-las. 4. de acordo com a equação (1).Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1979 conforme Figura (1. Repetir os passos 2 e 3 quantas vezes for necessário até que as correções ΔQ’s se tornem arbitrariamente pequenas. Usar a fórmula de Hazen-Willians com C=100. isto é.Admite-se que a melhor distribuição de vazões que satisfaça a continuidade pelo exame cuidadoso da rede. Continuar para todas as malhas. Em três nós existem a demanda de 20 L/s a 50L/s.3). o sentido do percurso é importante.Curso de Rede de água Capitulo 1. Para cada conduto de uma malha. 1975 e Silvestre. 2. Exemplo 1.3 Vamos dar um exemplo conforme Cetesb. Passar para outra malha e repetir o processo de correção do número 2. A seqüência para um procedimento de cálculo aritmético pode ser relacionada nos seguintes itens: 1.

1-12 .96 -2. Coluna 1= trechos da rede Coluna 2= diâmetro das tubulações (mm) Coluna 3= comprimento das tubulações (m) Coluna 4=Qo= inicialização das vazões nos tramos.165 -0. O valor -2.1.9 -3.br Tabela 1.4 3. 7 0.5 -4.3 3631..643 .Cálculo da perda de carga em cada tramo usando Hazen-Willians Trecho A-B B-C D-C D-A D (mm) 250 200 250 300 L (m) 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) 40 20 -30 -60 r 3631. Para os outros tramos procede-se assim: Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r .85 x 0. Coluna 8= Calcula-se o valor ΔQo=.3. Q1.7m.96 L/s será a correção a ser feita em cada trecho.8 -5. 4 40 20 -30 -60 Jo (m/km) Col. 2 250 200 250 300 L (m) Col.7 3.183 0.067 0. 3 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) Col.170 0. 5 +4. Observar que no final da coluna 6 temos a somatória com sinal dos valores ho que é de +3.7 ho/Qo Col.87 Para o tubo A-B teremos: 10. 12 0.85 .11 8.675)= -2. sendo sentido horario positivo e antihorario negativo (L/s) Coluna 5= Cálculo da perda de carga em m/Km de cada trecho.675 ΔQo (L/s) Col.2/ (1. D 4.7 +3.96.7m.3.3 Ho 9.5 4.2 h1/Q1 Col.87) = 3631.96 JI (m/km) Col.194 0.190 0.8 x 0.071 0. 10 4.8 Ho= RAB x Q 1.643 . 8 -2.85= 9.1 2.96 -2.85 onde 10. L r= --------------------C1.96 62.7/ (1.165 Q2 (L/s) Col.4 3.96 ΔQ1= . 13 -0.04 -32.656 ΔQ1 (L/s) Col.96 QI (L/s) Col. 6 9.9 5.2 -4.4 -4.8 -2.675.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.85 x 0.85 x 0.165 -0.5 hI (m) Col .165 -0.8 -4 Coluna 6= perda de carga total já calculado no intem anterior.1) temos 14 colunas. L r= --------------------C1.2 2.5 +0.235 0.13 -63. 9 37.8 -4. D 4. Trecho Col.87 -33.8 -2.9 -6.13 ΔQo= .87 RAB= (10.0401.Curso de Rede de água Capitulo 1.25 4.656)= -0.87 16.0 +3. 14 36.2.0. Assim no trecho AB teremos perda de carga total de 4. 1 A-B B-C D-C D-A D (mm) Col.675)= -2.85 .8 747.Planilha de cálculo do método de Hardy-Cross pelo método dos loops numa malha simples.4m Tabela 1.1 Jo (m/km) 4.221 0.7/ (1.165 Na Tabela (1.0 ho (m) Col.8 5383.85 x 0.96 -2. Coluna 7= dividimos a perda de carga total no trecho pela vazão em L/s e somamos todos os valores dando a soma igual a 0.04 17.com.85= 3631.643 x 2000)/ (100 1.

1982 usa a equação da bomba H no terceiro grau.656)= 0. Somam-se os valores das perdas de cargas com sinal e resulta +0. 1982.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. só que com novos valores. Assim para a primeira linha teremos: 40 L/s -2. 1982 para um trecho 8 da Figura (1.165 com 37.Curso de Rede de água Capitulo 1. H = Ao + A1x Q+A2 xQ2+A3x Q3 A derivada de H em função de Q será uma perda de carga com sinal negativio ΔQ= Diferença de altura dos reservatórios na malha – (Ao + A1x Q+A2 Q2+A3x Q3)/ (0+2QA2+2x A3x Q2) Para maiores detalhes deverá ser consultado o livro do Streeter. Seja um função y = F(x) com x=xo um valor aproximado da raiz. Streeter.165 Coluna 14= soma-se a correção -0.96= 37.6 Newton-Raphson Streeter.85 x 0.656 Coluna 13= obtem-se a correção nas vazões ΔQ1= -0.04= 36. Primeiramente conforme Streeter.2.04 L/s e assim por diante.2/ (1.br Coluna 9= é a soma da coluna 4 com a coluna das correções. as novas perdas de cargas.com.2) acrescenta-se a bomba ficando assim 1-13 .2) onde está inserida uma bomba com a equação do terceiro grau. isto é. 1982 mostra como achar a solução de uma equação diferencial usando o método de Newton-Raphson. Coluna 11= perda de carga no trecho (m) Coluna 12=repete-se o que já foi feito na coluna 7. Coluna 10= calcula-se para as novas vazões.87 L/s e assim por diante. a coluna 8. O método é assim: F´(xo)= F(xo) / (xo – x1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) F´(xo)= derivada da função no ponto xo. 1082 muito habilmente para o caso de um pseudo loop faz: hf= r x Q n Um valor ΔQ será: F(xo)= Qn F´(xo) =n x Q (n-1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) ΔQ= – Qn/ n x Q (n-1) Para o caso de uma bomba. Streeter. Vamos explicar com mais detalhes a grande vantagem de usar Newton-Raphson para o uso de bombas. 1. H = Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83 Usando o conceito de Newton-Raphson teremos que fazer: ΔQ= -Função/ derivada da função = – Qn/ n x Q (n-1) A derivada da função da bomba H será: dH/ dQ= A1+2A2 xQ8+3A3x Q82 Na correção da vazão conforme Figura (1. A raiz x=B e teremos F(x)=0. A somatória dos h1/Q serão iguais a 0.

Esquema de bombas e falsos loops.4) que será.{150-135 – r4 Q4 abs(Q4) abs(Q1) n-1} n-1 – r1 Q1 x abs (Q1) n-1 } / {nr4 abs(Q4) n-1 + nr1 1-14 . Fonte: Streeter.br ΔQ4= .r5 abs(Q5) n-1 – [A1+2A2 xQ8+3A3x Q82]} Sendo: 135= cota do reservatório 117= cota do reservatório no sentido horário Figura 1. 1982 usa o chamado pseudo-anel.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. como por exemplo o ΔQ3 da Figura (1.com. ΔQ3= .4. 1982. Pseudo loop Streeter.{135 – 117 – (Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83)+ r5 Q5 ABS(Q5) n-1}/ {n .Curso de Rede de água Capitulo 1.

5. nΣ Q = -. O cálculo é feito por iterações até que a diferença de pressão entre o inicio e o fim de um tubo será zero com certo erro admitido de precisão.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.4 Dada a Figura (1. 1-15 .------------------------------ΔH Σ (Q/H) As vazões e as perdas de cargas são consideradas positivas quando entram no nó e quando saem são negativas. Dada então as pressões calculamos as vazões em cada trecho de tubulação e depois fazemos uma correção ΔH.5) calcular as redes malhadas pelo método das correções das pressões.Curso de Rede de água Capitulo 1. Exemplo 1. No método das correções das vazões precisamos de uma inicialização com as vazões em cada trecho e no método de correção das pressões também precisamos de uma inicialização com as pressões em cada nó a não ser que tenhamos um ponto com cata prefixada como um reservatório.7 Método de correção nas pressões O método da correção das pressões ΔH não é muito conhecido e o conceito é semelhante ao método das correções das vazões. Figura 1. Em cada nó.com. As entradas são positivas e as saídas negativas.br 1.Esquema das redes malhadas.

00 0.29 0.027778 Primeiro Qo (m3/s) 0.17 0.027273 0. D4.11 -0.254 0. 1966 usando as unidades SI.92 30 5.066667 0.007 0.254 120 100 100 15 18 -15 0.254 120 120 100 C Ho (m) 9 -15 15 0 0 0 D CD DE DF 180 660 540 0.94 -10.11 -0. Tabela 1.94 30 Correção H1 (m) -1.Arbitra-se os valores da perda de carga em cada tubulação e obtem-se os valores das vazões e da nova perda de carga e depois se recalcula tudo novamente até chegar a uma precisão desejada.92 0.06 4.14 -10.com.85 .006 -0. os valores de C de Hazen-Willians e o diâmetro da tubulação.85 J = ----------------------C1.94 0.32 -0.254 120 100 100 12 -18 -33 0 0 0 E BE DE EF 300 660 270 0.94 -10.027273 0.08 -45.028 -0.011 0.92 -4.Método das correções das pressões de Hardy-Cross Entrada No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.017 -6. D4.015 -30.050000 0.92 so (por 1000) 0.305 0. J / 10.4.643 .87 . C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians.16 0.br Usaremos o método de Fair et al. Dado Ho e o comprimento obtemos so= Ho/comprimento (m/m) 10.92 -6.08 5. D= diâmetro em metros.643) (1/1.Curso de Rede de água Capitulo 1.08 -39.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.305 0.06 -6. São dados os comprimentos.00 0.3. Q= vazão em m3/s.00 10.00 -30.24 -30.050000 0.00 -30. Obtemos: Qo= (C1.036 -0.06 Tabela 1.006 -0.254 0.85) Observar que num determinado trecho a pressão no nó 1 menos a pressão no nó 2 é : hf=(H1-H2) São feitas varias iterações.85 .94 6.061111 0.305 0.06 -5.019 0. Q 1.87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m).305 0.11 0.34 -0.055556 0.94 4.023 Qo/Ho ho (m) -10.005 0.29 0.019 0.060000 0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross 1-16 .92 -6.

072 -0.254 -4.03 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.040 1.011 -0.1 4.028206 0.83 300 660 270 0.254 0.1 5.040 1.011 -0.035 0.013534 0.013 0.09 4.83 1-17 .18 -0.93 -1.007693 0.305 0.007697 0.0 4.9 4.Método das correções das pressões de Hardy-Cross terceiro No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.91 2.028206 0.007697 0.83 300 660 270 0.254 5.005 0.93 -1.1 5.83 0.83 0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.14 -0.166668 4.83 -4.1 4.305 0.254 5.254 120 120 100 C Ho (m) -2.83 1.05 0.305 0.254 120 120 100 C Ho (m) -1.05 -0.17 Correção H1 (m) -3.21 -0.1 so (por 1000) 0.013534 0.74 -40.83 -4.012941 0.254 0.007516 Qo (m3/s) 0.0 0.305 0.9 0.91 -2.1 -45.17 4.042 -0.83 Tabela 1.305 0.05 -0.007516 Qo (m3/s) 0.305 0.03 1.305 0.86 -1.17 Correção H1 (m) -3.14 0.br Segundo No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.006 0.049 Qo/Ho ho (m) -1.05 -1.305 0.1 so (por 1000) 0.011 -0.14 0.09 4.93 180 660 540 0.1 -5.027 0.05 -0.17 2.5.86 -4.04 -2.166668 4.073931 1.93 -4.011 -0.91 2.013530 0.83 1.14 0.9 0.97 2.29 -0.05 -0.071 -0.05 -1.17 6.027 0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.17 4.013 0.86 -1.013530 0.17 0.17 1.035 0.035 0.17 4.17 6.254 0.17 0.035 0.013163 0.04 2.254 0.83 1.80 -1.97 -2.1 -39.86 180 660 540 0.14 -0.073931 1.74 -40.21 -0.86 -1.83 1.com.18 -0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.20 D CD DE DF 120 100 100 0.1 -45.1 -39.050 Qo/Ho ho (m) -1.006 0.74 -38.74 -38.1 -5.0 0.042 -0.254 -4.005 0.29 -0.007693 0.93 -1.17 4.05 0.14 0.13 D CD DE DF 120 100 100 0.

17 0.1 5.007516 Qo (m3/s) 0.18 -0.011 -0.0 4.254 0.08 180 660 540 0.1) Sendo: 1-18 .6.042 -0.6.83 1.Método das correções das pressões de Hardy-Cross quarto No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.14 0.85 (Equação 1.1 4.166668 4.027 0.17 Correção H1 (m) -4.17 6.305 0. Qi 1.83 -4. O método provém de Hardy Cross feito em 1936 com algumas alterações feitas por Thomas Walski que ainda hoje é usado em inúmeros softwares no mundo.08 -2.013534 0.305 0.254 5.007693 0.005 0.028206 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.br Tabela 1.048 Qo/Ho ho (m) -2.08 -4.1 -39.073931 1.08 -2.83 300 660 270 0.98 D CD DE DF 120 100 100 0.83 1.006 0.12 -2. 1990 Thomas Walski usou a fórmula de Hazen-Willians no programa Wadiso escrito em Fortran.Esquema de Thomas Walski Walski justifica o uso da fórmula de Hazen-Willians que apesar de não ser teoricamente correta como a de Darcy-Weisbach mas tem a facilidade da escolha dos coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians muito mais fácil de se estimar do que a rugosidade em mm dos tubos conforme Darcy-Weisbach.05 -2.1 -45.040 2.14 -0.011 -0.91 2.035 0. A perda de carga hi por Hazen-Willians é dada por: hi= ci .013530 0.05 0.05 -0.007697 0.05 -0.83 1.74 -38.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.9 0.74 -40.254 120 120 100 C Ho (m) -2.83 0.03 1.013628 0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.21 -0.14 -2.29 -0.0 0. Figura 1.254 0.1 -5.254 -4.19 1.03 -1.com.17 2.035 0.013 0.8 Metodo de correção nos nós usado por Thomas Walski.17 4.070 -0.17 4.14 0.1 so (por 1000) 0.305 0.09 4.305 0.

85 ci Qio 0.85)+ (Equação 1.85) + + 0.85) H5 = -Qd2 Note que a equação está linearizada.85 x Di 4.85 +1/c5Q5o0.4) A combinação das Equações (16. pois temos uma matriz de coeficientes H1.46Q10+0.2) Sendo: Li= comprimento da tubulação i em metros Di=diâmetro da tubulação i em metros Ci= coeficiente de Hazen-Willians (adimensional) A Equação (1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0.( 1/(c1Q10 0.54 (Hi-Hk)/ (ci Qio 0.85)+ (Equação 1.85) H1 + (1/c1Q1o0.85 + 1. positivas.( 1/(c2Q20 0. Na primeira iteração fazemos o valor de Q em todos os tramos ser igual a 1cfs (28.54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0.4) eliminando-se o valor de q será: Qi= 0.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0.3) Sendo: Hi e Hk= pressões no inicio da tubulação i e no fim. H3 e H5 e Qd2 para resolver.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0.6) considerando o nó 2 para servir de exemplo.8) +0.46Q2o+0.46 Qio -0. Para a Figura (1.46 Q2o + 0.3) e(16. com Hi > Hk Qio= vazão estimada na tubulação i (m3/s) Podemos definir ainda: Qi = Qio + q (Equação 1.85) H3 .com.85) H2 .85) + Qd2=0 Onde Qd2 é a quantidade de água que sai do nó número 2. Não há necessidade de estimar os valores de H. 1-19 .85) =0 . Teremos matrizes simétricas.1) pode ser linearizada com a devida correção: Hi – Hk = ci Qio 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.85) + 0.643.46 Qio + 0. H2. Se a estimativa das vazões estimadas são próximas do valor correto das vazões então teremos: -0.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.87] (Equação 1.7) Isto permite que simplifiquemos a Equação (1. podemos ter: -0. Li / [Ci1.( 1/(c5Q50 0.46Q50+0.6) + 0.3 L/s) onde calcularemos os valores de H e depois com o novo valor de Q obtido continuaremos os cálculos.5) Sendo: Hi> Hk e Qio>0.46 Q50 +0.85) Equação 1.6) ficando: -0.85 +1/c2Q2o0.85 q (Equação 1.br hi= perda de carga em metros Qi = vazão em m3/s ci= características da tubulação i ci= 10.46Qd2=0 (Equação 1.

5 m/s.68 .Azevedo Neto De modo geral as velocidades aceitáveis vão até 3. D Estados Unidos V=1.com. D V=0.60 + 1.Esquema da matriz de Thomas Walski Fonte: Paulo Mignosa.50 . Italia 1. aumenta as perdas de carga exponencialmente e podemos ter problemas de golpes de aríete.50 .Curso de Rede de água Capitulo 1. D Brasil.61 .Plínio Tomaz V=0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.8 Regras práticas: velocidades limites e perdas de carga na tubulação Existem vários critérios para velocidades limites conforme Tabela (1.7.br Figura 1.00 + 1.7): Tabela 1.7.68 + 1.Diversas fórmulas práticas adotadas em redes de distribuição Origem da fórmula Fórmula adotada Brasil. Acima disto acontece muitos problemas devido que com aumento da velocidade.80 + 1. Universita degli Studi di Parma. D Itália V=0. 1-20 .

384846 1.4642 1.3678 1.10 0.com.50 0. Os hidrantes devem ser instalados em tubulações com o diâmetro mínimo de 150mm.070686 1.40 0.017672 1.00 1.40 1.0075 0.15 1.25 0. mas sugere que de preferência seja usado a fórmula de Darcy-Weisbach (formula universal) considerando o envelhecimento dos tubos.9405 1.4807 0.0346 0.10 0.95 0.049088 1.096212 1.Vazão e velocidade em função do diâmetro para prédimensionamento V=0.001964 0.9 ABNT NBR 12218/94 A ABNT NBR 12218/1994 de Projetos de Redes de Distribuição de Água Potável para Abastecimento Público.30 0.05 0.3043 0.0884 0.282744 1.0181 0.3283 1.br Tabela 1.3mm.25 0.70 0. O hidrante pode ser de coluna ou subterrâneo e o diâmetro do mesmo deverá ser de 100mm para áreas de risco e 75mm para áreas de menor risco. Os hidrantes deverão ter 10L/s para áreas residenciais e 20L/s para áreas comerciais.636174 2.30 1.90 0.00 0.55 0.1275 0.60 2.90 4.1759 0.539384 2.5.91 0. O valor da rugosidade equivalente K para redes novas deverá ser maior que K=0. públicas e industriais.0053 0. A tolerância da vazão: 0.60 0.0017 0.15 0.03 0. Os hidrantes devem ser separados pela distância máxima de 600m contada ao longo dos eixos das ruas. 1-21 .004418 0.05m.0577 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.33 0.130976 2.18 0.80 0.1mm e para redes existentes maior que K=0.20 1. A norma não prevê o método de calculo das tubulações.1 L/s e a tolerância nas perdas de carga é de 0.031416 1.8 + 1. Em comunidades com vazão total inferior a 50 L/s não são necessários instalar hidrantes sendo necessário somente uma tomada de água para caminhões tanque no reservatório.8064 1.125664 1.0040 0.40 0.8.85 0.70 0.502656 2.7120 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.35 0.10 0.007854 0.20 0.45 2.785400 2. D Diametr Area Velocidade Vazão o (m) (m2) (m/s) (m3/s) 0.196350 1.88 0.950334 2.08 0. Deve ser considerado nos cálculos o funcionamento dos hidrantes apenas um de cada vez.

com. Serão aceitos pressões maiores que 50mca e menores que 10mca desde que justificadas. Não há outro processo de dimensionar previamente os diâmetros das tubulações a não ser este.. será uma rede espinha de peixe ou uma rede sem loop. 10 m. A melhor solução é alcançada através de inúmeras tentativas de maneira que é suposta a rede espinha de peixe. 1. apontaram como a rede mais econômica a rede em espinha de peixe. Será estabelecido um setor de medição da água a cada 25km de tubulação. que são bastante grandes em determinadas situações. O interessante é que pesquisas feitas na Alemanha para redes de distribuição de água potável. isto é. De modo geral a melhor rede de água será aquela que atende o mínimo custo. Assim se a água que chega a um reservatório provem de três bombeamentos. há sempre a possibilidade de não haver 1-22 .a.a. mas aconselhamos que as mesmas sejam instaladas nos condutos principais. A norma estabelece dois tipos principais de condutos:principais e secundários. a comumente adotada pelos projetistas é a seguinte: Volume mínimo do reservatório= 1/3 do volume do dia de maior consumo Existem algumas considerações a serem feitas sobre o volume a estabelecer para o reservatório. Quando queremos levar em conta a confiabilidade de uma rede de água o problema fica mais difícil ainda. Não deve ser esquecido de se verificar nos cálculos as vazões para os hidrantes. O consumo de água de consumidores especiais deverão estar incluso nas vazões dos nós.c. até o presente. e a pressão máxima de 50 m. devendo ser interligadas as pontas com os diâmetros mínimos para que a água circule. 1. As zonas de pressão deverão ter pressão estática máxima de 50mca e mínima de 10mca. isto é.5m/s.c. Portanto.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1. mas não pode haver sucaçao direta da rede para consumo de água.6m/s e a máxima de 3. a rede tem que ser suposta que não é malhada. pois até o momento não há um método simples. Deverá ser previsto manual de operação e manutenção. Um deste problemas é a confiabilidade. O diâmetro mínimo é de 50mm. fazer varias tentativas viáveis tecnicamente e ver em qual delas tem o mínimo custo.10 Dimensionamento prévio Para ser feito um dimensionamento prévio. O melhor processo é o da exaustão. os engenheiros tem grande grau de liberdade para dimensionar as suas redes de água. tudo isto valendo para as demandas iniciais e finais.br A velocidade mínima nas canalizações é de 0. A válvula de descarga para tubos inferior a 100mm deverá ser de 50mm e para tubos superiores a 100mm a descarga deverá ser de 100mm. Pode haver booster na rede de distruibuição. isto é. A norma não fala de ventosas.11 Reservatórios Para o dimensionamento de reservatórios de sistema de abastecimento de água apesar de existir diversas formulações. Alguns critérios seguem a pressão mínima.

566m sendo 81. Quase todo ele é apoiado no terreno e somente um pequeno trecho junto a chácara do Biondi no Jardim Palmira é que foi feito em túnel.9.258 32.266 21.600m de comprimento com diâmetro de 1.br energia elétrica por umas 3h e de romper uma tubulação que pode levar o conserto de 8h a 12h principalmente se for no período no noturno.361 26.200 1. Existem trechos em sifão que os romanos não faziam.265 909 6 343 aC Anio Vetus 64.900m3= 5. Exercício 1.5 Dimensionar o volume de um reservatório para 67.Aquedutos romanos Total Subterrâneo Apoiado no Aqueduto Ano de Aqueduto terreno em arco construção (m) (m) (m) (m) Aqua Apia 26.736 47 dC 1-23 .609 54.371 792 10.345 914 14.050 20 aC Aqua Alsietena 33.200.com. Seria o que o psicanalista Carl Gustave Jung chamaria de “anima” do homem o que é muito comum. 792m construídos sobre o terreno e 792m construído sobre arcos conforme Tabela (1. igual a da cidade de Guarulhos no ano 2005. Aquedutos O primeiro livro sobre abastecimento de água de uma cidade escrito no mundo é de autoria por um engenheiro militar romano Sextus Julius Frontinus (36dc.406 810 1.9).Curso de Rede de água Capitulo 1. O aqueduto do Cabuçu em Guarulhos foi executado entre 1905 e 1907 e tinha 16.633m3 1. a 104 dC) no ano 97 dC que tomou conta do abastecimento de água de Roma durante os anos de 97dC a 104 dC.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Frontinus descreve os 10 grandes aquedutos que chegavam à Roma sendo o maior o aqueduto Márcia que demorou 2 anos para ser construído sendo inaugurado em 146 aC tendo 92.169 331 0 272 aC Aqua Márcia 92.403 146 aC Tepula 127 aC Julia 23.350 47 dC Anio Novus 88. Uma outra curiosidade é que os aquedutos foram construídos e idealizados por homens e possuíam nome de mulher.708 35 aC Aqua Virgo 23. Tabela 1.781 0 537 2 aC Aqua Augusta 1.140 12.600hab com quota per capita de 200 litros/habitantexdia e coeficiente do dia de maior consumo K1=1.640 792 9.371m em túneis.12.050 73-950 3450+914 9.000 hab.20m e foi feito em concreto armado. Uma outra curiosidade é que Frontinus foi governador da Britania (atual Inglaterra) onde comandou quatro legiões romanas. A barragem de concreto arco gravidade da represa do Cabuçu é considerada no Brasil a primeira obra grande de concreto feita entre 1905 e 1907.900m3 Volume = 1/3 de 16. O livro descreve todo o abastecimento de Roma de 94 dC quando a população era de 1.25 Consumo diário no dia de > consumo= 67.600 x 200 x 1. Cheguei a ver reservatórios executados para três dias de consumo médio devido a adutora passar em região pantanosa e de difícil acesso de manutenção.566 81.500 64.200 0 0 33 aC Aqua Claudia 69.25/1000 = 16. Conforme o caso deve aumentar o volume para cobrir tais incertezas.

a água entra pelo cavalete e vai até a caixa d’água e de lá se faz a distribuição para toda a casa. No Brasil o sistema de distribuição interna de água fria é indireto. Os métodos determinísticos e probabilísticos são aplicados somente em casos especiais. que estão a disposição. o consumo diário será de 160 litros/dia/hab x 5 hab = 800 litros/dia. ou seja de 1000 litros. desde que haja justificativa técnica e econômica. Observamos que atualmente as normas não são recomendações e sim obrigatoriedade. adota-se uma superior. Uma regra prática bastante usada para o dimensionamento de reservatórios é prever 60% do consumo diário para o reservatório inferior e 40% para o superior.067 8. Portanto. tais como reserva contra falta de água dos serviços públicos. mostrou que 80% das residências em São Paulo possuem caixas d’água. O suprimento significa as condições de vazão.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. pressão e continuidade ou não dos serviços de abastecimento de água. Como não existe caixa d’água de 800 litros. Assim uma residência com 5 habitantes.13 Reservatórios domiciliares No mundo são poucos os países que usam o reservatório domiciliar. mais conhecido como caixa d’água.950 Aqua Trajana (Frontinus) Aqua Alexandriana 368. sendo escolhido rotineiramente um ou dois dias.093 109 dC 109 dC 226 dC 1. deve ser consultado a população local. Alguns projetistas adotam 2 dias de consumo ou 2. A norma permite que a pressão mínima seja um pouco menor e máxima um pouco maior. sem considerar o volume de combate a incêndio”. Uma das funções do reservatório que é a falta d’água.br 421. Há dois conceitos importantes no dimensionamento do reservatório: o suprimento e a demanda (consumo). não havendo necessidade de reservatórios domiciliares. O consumo ou demanda é feito por métodos determinísticos ou probabilísticos. água para ar condicionado e água para sistema de combate a incêndio com rede de hidrantes ou sprinklers.5 dias (Macyntire).com. Na verdade procuramos dentro das incertezas do futuro as condições de demanda em que o sistema de instalação de água fria será submetido. devido a não possuirmos as curvas de suprimento e as curvas de consumo em função do tempo. compensação para atender a demanda.Curso de Rede de água Capitulo 1. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) através da norma de “Instalação predial de água fria” NBR 5626/1998 diz que o “reservatório para uso doméstico deve ter no mínimo o necessário para 24 horas de consumo normal do edificio. o reservatório deverá ser suficiente para no mínimo um dia de consumo. A escolha do tamanho do reservatório deverá ser estudado com todo bom senso. Pesquisa feita na SABESP em 1995. Nos Estados Unidos e Europa o abastecimento de água potável é continuo e direto. O volume de um reservatório deverá atender quatro diferentes funções. Uma residência de valor médio consome por habitante cerca de 160 litros/dia. Caso o local onde o usuário resida tenha problemas de rodízios 1-24 . Pelas normas técnicas NBR 12218/1994 “a pressão na rede pública deve ser de 10 metros de coluna de água (mca) até 50 mca”. isto é.

Em Guarulhos o único bairro que não precisa de reservatórios nos prédios é o Parque Cecap. Os reservatórios devem ser limpos e desinfetados com produto clorado no mínimo uma vez por ano. adota-se dois dias ou mais para previsão de consumo. f= coeficiente de atrito(adimensional) Escoamento laminar O escoamento é laminar quando o número de Reynolds for menor que 2100 conforme Jeppson. Atualmente nos depósitos de materiais encontramos de reservatórios domiciliares de diferentes materiais e volumes que vão de 250 litros a 15.52 / Re x f0.. 1.14 Fórmula Universal ou de Darcy Weisbach A fórmula é a seguinte: L V2 hf= f .35/Re f0. Na prática usamos a fórmula de Colebrook-White para numero de Reynolds maior que 4000 como também para número de Reynolds acima de 2100. Finalmente devemos lembrar que os reservatórios domiciliares são um ponto de contaminação e é porisso que os americanos não se utilizam deles.14 – 2 log 10(K/D) A fórmula que fornece o valor de f é de Colebrook-White.14 – 2 log 10(K/D + 9.g Sendo: hf= perda de carga localizada (m) L= comprimento em metros. Vários autores tentaram fazer uma fórmula explícita do coeficiente de atrito f.5]= 1. 3.5) Quando o tubo é hidraulicamente rugoso e o movimento é turbulento fazemos Re muito grande e simplificando temos que é independente do número de Reynolds. “Para que lavar a rede de esgoto sanitário”. V= velocidade em metro/segundo.5= 2 log10 K/(D. teremos que instalar reservatório com 2000 litros ou duas caixas d’água de 1000 litros.br ou freqüentes interrupções devido a arrebentamentos na rede. 1/f0. D= diâmetros em metros. A fórmula de Colebrook-White pode ser apresentar de duas maneiras: 1/f0. ----.7) + 2. 1973. Assim para dois dias sem água da rede pública. 1-25 (4) . Existem bairros que não precisam de caixas d’água nos prédios.000 litros. ----D 2.8 m/s2. g= aceleração da gravidade 9. Re < 2100 Então achamos o valor de f através da equação: f = 64/ Re Entre número de Reynolds de 2100 a 4000 temos um regime de transição.5= 1. foi feito cálculo especial conforme recomendação do grande engenheiro-arquiteto brasileiro Vilanova Artigas.Curso de Rede de água Capitulo 1. “nós somos um país pobre e temos que economizar água”. dizia Artigas.com. pois.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. O mesmo recomendou a instalação de caixa acoplada a bacia sanitária. que só pode ser resolvida por iteração. como medida de economia de água.

K= rugosidade uniforme equivalente em metros.74/ Re0. Por isso na França a Dupont recomenda para tubos de ferro fundido em redes de distribuição de água a usar K=0.7 . Victor Streeter cita na Tabela (1. latão etc. presença de defeitos nas juntas.125 Tubos de cobre.000.25 Tubos de PVC 0.002 m. O importante da fórmula de Swammee e Jain é que é direta sem necessidade de iteração. 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.30 Tubos de aço c/ revestimento 0. Em redes de distribuição temos elevado número de perdas singulares de difícil avaliação. registros. A rugosidade relativa é K / D. Swammee and A. etc.com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.K. publicada em 1976 no Journal Hydraulics Division da ASCE.000 ≤ R ≤ 100.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional). pp 657-664 maio.325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3. falta de alinhamento preciso.Valores de K citados por Victor Streeter Material Valor de K (mm) Ferro fundido revestido com cimento 0.000 A rugosidade uniforme equivalente tem a letra K . O erro de precisão da fórmula é de 1% (um por cento) A fórmula vale nos seguintes limites: 0.001 m e quando houver formação de possíveis depósitos a adotar K=0.125 Ídem sem revestimento 0. Jain.K.10 Tubos de Concreto 0.02 1-26 . D + 5. Estas perdas estão nas conexões.10. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano. no trabalho intitulado Explicit Equations for pipe-flows problems. válvulas.000001 ≤ K/D ≤ 0.02 5. sendo em geral não consideradas.br No caso a que achamos melhor é a fórmula de P. A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1.10) valores de K comuns: Tabela 1. D= diâmetro em metros.

2006 1-27 . et al.com.br Tabela 1.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Fonte: Heller.11.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1.

Quintela. Tullis.0006 0. epoxi Alumínio Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Ferro Ferro Ferro Ferro Ferro fundido asfaltado galvanizado fund.0003 0.6) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da fórmula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o número de Reynolds. K/D= 0. c/cim.0003 0.35 comercial galvanizado com ferrugem leve com grandes incrustações com cimento centrifugado revestido com asfalto rev.0001 0.002 0.br Tabela 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0001 0. Lencastre. não revestido novo fund.00012 0.0001 0. c/esmalte.com. vinil.00016 0. equiv. centrifugado Fibrocimento Manilha cerâmica Latão. Fonte: site http://paginas. (m) --------------0. com ferrugem leve fund.terra. cobre Plásticos Rocha (galeria) não revestida Nota: valores extraídos de Assy.007 0.0005 0.com. 1-28 .00015 0.br/servicos/hidrotec/tabrug.00006 0.0005 0.000007 0. por exemplo.0001 0.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Material do tubo ---------------Aço Aço Aço Aço Aço Aço Aço Rug.00025 0.12.00006 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.024. Simon.00006 0.00006 0.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0.000004 muito rugoso rugoso liso muito liso alisado. centrifugado liso formas metálicas 0. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D.htm Diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (1. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o número de Reynolds.0015 0.000122 0. Jardim.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Valores do coeficiente K da fórmula de DarcyWeisbach 1-29 .com.br Figura 1. Tabela 1.13.13) mostra os valores de K usado na fórmula de Darcy-Weisbach e relembramos que deverá ser consultada sempre a tabela do fabricante e ver os valores para tubos novos e para tubos daqui a 20anos.6 Diagrama de Moody A Tabela (1.Curso de Rede de água Capitulo 1.

Q 1.85 . J0.com. J= perda de carga unitária ( m/m). J= perda unitária obtida da fórmula (4). Para tubos menores que 50mm pode-se usar várias outras fórmulas como a de Flamant. 1-30 . C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians.Coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians Material Coeficiente de rugosidade C 130 Ferro fundido novo 130 Ferro fundido revestido com cimento Aço novo Aço em uso PVC Ferro Fundido em uso 120 90 150 90 A fórmula da perda de carga no trecho do tubo de comprimento L. D2.63 . A grande vantagem da fórmula de Hazen-Willians é que facilita a admissão do coeficiente de rugosidade C que é mais fácil de sugerir que os valores de K da fórmula de Darcy-Weisbach.87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m).275 .54 Sendo: V= velocidade (m/s). 10.85 J = ----------------------(4) C1.0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. D= diâmetro em metros. C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians.Curso de Rede de água Capitulo 1.14) estão alguns valores do coeficiente de rugosidade de Hazen Willians : Tabela 1. A velocidade na fórmula de Hazen-Willians é a seguinte: (5) V=0. L= comprimento da tubulação (m). Na Tabela (1.15 Fórmula empírica de Hazen-Willians É ainda muito usada nos Estados Unidos e no Brasil em redes de distribuição a fórmula de Hazen-Willians usada para tubos com diâmetros igual ou maiores que 50mm. D0. Q= vazão em m3/s.br 1. A fórmula da vazão de Hazen-Willians é a seguinte: Q= 0.54 (6) Sendo: Q= vazão (m3/s). será: hf= J .14. C .63 . J. D4. L Sndo : hf= perda de carga no trecho em metros de coluna de água.355 .643 . C . C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians (adimensional) D= diâmetro (m).

85 para Hazen-Willians Vamos apresentar as fórmulas básicas usados nos comprimentos equivalentes. Qn Sendo: h=perda de carga r=resistência n=coeficiente da fórmula • n=2 para Darcy-Weisbach e • n=1.Tubos em série Para a fórmula para tubos em série de Hazen-Willians temos: L ------D4.+ D14. quando podemos substituir um tubo por um outro no diâmetro que nós queremos. porém diâmetros diferentes. medidores e outros aparelhos.87 L3 D34. Figura 1. Assim deverá ser limitada a sua aplicação para no máximo 3 (três) m/s.+ .16 Tubos equivalentes Uma rede de tubulações inclui tubos em série e tubos em paralelo. Tubos em série Vamos examinar os condutos em série que tem a mesma rugosidade.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1. causam um distúrbio local e as perdas localizadas podem então existir em uma tubulação.Também as curvas.87 -------.com. A fórmula de Hazen-Willians é questionável para altas velocidades e para valores de C muito abaixo de 100.+-----------. Para um tubo genérico vale: h=r.. Apresentamos aqui um método para achar o tubo equivalente.87 = L1 -------.Curso de Rede de água Capitulo 1. Tudo isto pode ser combinado ou convertido a um tubo equivalente. isto é.br J= perda de carga (m/m).7. ( Hazen-Willians) 1-31 .. para ser usado na rede de tubos a ser analisada.87 L2 D24. O conceito de tubo equivalente é útil em simplificar redes de água.

255 -------.30m D2=0.97m Tubos em paralelo Vamos examinar tubos em paralelo com diâmetros e comprimentos diferentes.305 250 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.+ .+ D15 L2 D25 D35 L3 -------. ( Darcy Weisbach) Exercício 1.+ 0.+------------ Achamos L= 2173.63 L20.25m L ------0.= ------.6 Calcular o comprimento equivalente L de três tubos em serie cujo diâmetro final seja D=0.59 D22. com a mesma rugosidade..com.59 D12.Esquema de redes em paralelo Para a fórmula de Hazen-Willians para tubos em paralelo temos: D2.40m D3=0.8.63 L0.63 L10.405 300 0.. Figura 1.355 = 200 -------.+ .br Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: L ------D5 = L1 -------. ( Hazen-Willians) 1-32 .59 ----------.35m usando a equação de Darcy-Weisbach L1= 200m L2= 250m L3=300m D1=0.Curso de Rede de água Capitulo 1.+ -----------..63 L30..59 D32.+ ---------.+-----------. porém.

com.+ L2 D35 ---------.40m L1= 500m L2= 400m L3=450m Achar o comprimento do tubo equivalente com D=0.+ .30m usando fórmula de HazenWillians..= L D15 -------. 1-33 .+ ---------.59 0.63 4500.59 0.59 ----------.402.( Darcy Weisbach) L3 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.252.63 5000.202. O manual AWWA M32 recomenda para o modelo de redes de distribuição que : • Aumento da rugosidade C de Hazen-Willians: + 20% • Dimuição da rugosidade C de Hazez-Willians: .302..25m D3=0. Deverá ser verificada também a capacidade dos reservatórios bem como das bombas centrifugas..20m D2= 0.+ L1 D25 ----------.59 0.63 L0.+ ---------- Achamos L=65.= ------.br Exemplo 1.20% • Aumento da demanda: 15% a 25% • Diminuição da demanda: 15% a 25% Procura-se prever também a localização de demandas grandes de água em diversos locais da rede malhada. 0.17 Análise de Sensibilidade Os americanos costumam verificar a análise de sensibilidade das redes calculadas.7 Dados: D1=0.47m Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: D5 ------.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.63 4000.

15. mas isto poderá ser feito caso. não estamos levando em consideração a perda de carga localizada. da linha de energia. Caso a adutora corte a linha piezométrica. admitimos que coincide a linha piezométrica com a linha de carga. dada a perda de carga total e a vazão.Curso de Rede de água Capitulo 1. dada a escolha da secção. Sistema S. logicamente o diâmetro não será aquele encontrado na prática.18 Problemas usuais em adutoras Cálculo de adutoras de água potável. indicam basicamente três problemas tipo. L. D. L. Os problemas simples de escoamentos em tubos segundo Streeter. Em outras palavras. ν. ou devida ao atrito. sendo o metro para o comprimento. Temperatura Considera-se que a temperatura é de 20ºC com a viscosidade cinemática correspondente. L. deverá ser feito outro estudo para a resolução do problema. supondo o escoamento turbulento uniforme em tubos comerciais. ν. mas valerá apenas . Tabela 1. de condutos de secção circular. D. K hf II hf. o m3/s para a vazão e m/s para a velocidade.br 1. transformemos a perda de carga localizada em comprimento equivalente e façamos a soma com o comprimento real. como a velocidade máxima considerada é pequena. Linha piezométrica Supomos também que a adutora de água potável que estamos estudando não corta a linha piezométrica.Tipo de problemas usuais em adutoras Tipo de problema Dados Obter I Q. Então. Q. dado o diâmetro e a perda de carga total. Usamos aqui as unidades do sistema internacional. • No terceiro procuramos o diâmetro. por gravidade. não se aplicando os problemas tipos aqui apresentados.com. que é' o problema mais comum.I. K Q III hf. obter o valor mais próximo e depois verificar com o problema tipo número um. são entendidos como aqueles nos quais a perda de carga distribuída. K D Problemas tipos A ABNT bem como outros livros. ν. usando a fórmula de Darcy-Weisbach e três problemas tipos apresentados na ABNT PNB-591/77.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. isto é. 1-34 . • No primeiro achamos a perda de carga total. • No segundo procuramos a vazão. no tubo é a única perda presente. nós admitimos que é desprezível o termo cinético da linha de carga ou como os americanos dizem.

325 f = ------------------------------[ln( k/3.30 x (9.8+1.46 x 0.74/ 88579940.14m3/s.Curso de Rede de água Capitulo 1.007x10-6) / (0.-------------------=0.00125/3.30 x 6.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00125 A=PI x D2/4= 3.30m ν= 1.1316x0.81 x 0.007 x 10-6= 8.25mm ν=1.123m3/s 1-35 . K Obter hf K/D= 0.5] Substituindo os dados do problema teremos: Q= -0.857. D.9 Tipo de problema II Dados: Hf= 6. D + 5.32 x (9.25/200= 0. ν.9)]2 f= 1.14m3/s D=0. ν.78 x ν) / (D x (g x D x hf/L)0.74/ Re0.20m L=400m K=0.0/300)0.7x300) + (1.46m/s Re= Vx D/ ν= 4.0314m2 Q=Ax V Portanto V= Q/A= 0.5] = 0. Exercicio 1.5x D. D.00m L=300m D=0.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter Q=? Dados hf.7 .9)]2 hf= f x L/D x V2/2g= 0.com.021 [ln( 0.7 + 5.30 x 6.8 Problema Tipo I Tipo de problema I Dados: Q=0. L.58m Exercicio 1.462/ (2 x9.78 x 1.81x 0.955 x 0.202/4=0.5 x ln[ 3/(3.br Velocidade Considera-se que a velocidade varia com o diâmetro de acordo com a equação V=0. L. K Obter Q Q= -0.325 ------------------------------.955 x D2 x (g x D x hf/L)0.007 x 10-6 m2/s Hf=? Dados Q.021 x (400/ 0.0/300)0.5 x ln[ K/(3.0314m2= 4.81)= 42.7xD) + (1. 0.994 A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1.20) x 4.20/ 1.

deverão ser tratados sem a ajuda do modelo.br Exercicio 1.66 x [ 0. f) os reservatórios elevado e apoiado.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter D=? D=0.30m ν= 1.75 + νi x Q9. é escolhida uma situação no caso a pior. 1-36 .003 1. isto é.66 x [ K 1.2 ] 0.04 D=0.81 x 6.40m deverão fazer parte do modelo adotado. Nos Estados Unidos já foram feitos muitos modelos com precisão de 5%.04 = 0.81x6. acima de 0.19 Regras básicas de esqueletização Vamos apresentar algumas regras básicas para esqueletização. O custo de Calibração de um modelo significa cerca de 10% do custo da rede malhada de água executa..0) 4. K D Dados: Hf= 6. Adotamos aqui o modelo denominado pelos americanos de Steady-State.1232/ 9.com. A precisão de um modelo é de 5% a 10%. são freqüentemente colocadas na esqueletização.10 Tipo de problema Dados Obter III hf. Calibração do modelo Quando se faz um modelo é necessário verificar se o mesmo está de acordo com a realidade. d) as bombas centrifugas e boosters deverão fazer parte dos modelos.01239.30m 1. também deverão fazer parte do modelo. cargas isoladas etc.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.007 x 10-6 x 0.Curso de Rede de água Capitulo 1. e comerciais.0) 5. como por exemplo. Os casos de áreas isoladas.00m Q=0. A curva das bombas e boosters são freqüentemente usadas.2 ] 0. L. b) as redes de 150mm e 200mm que abastecem áreas residenciais.4 x (L/gxhf) 5. A inclusão desta tubulação freqüentemente trás problemas ao modelo adotado. O modelo pode simular variação de vazões. a) tubulação de grande diâmetro. não são normalmente inclusas no modelo.75 + 1. Q.25 x (L x Q2/ g x hf) 4.123m3/s L=300m D=0. e) as bombas podem as vezes entrar no modelo como um reservatório equivalente a altura manométrica. c) tubulações menores que 150mm que tem pouca vazão comparada com outros tubos.25 x (300 x 0. ν.4 x (300/9.

16) temos quatro métodos conhecidos sendo o mais antigo o método de Hardy Cross com loops e que é necessário muitas iterações. Erro de arredondamento cometido durante os cálculos -aritmética de ponto flutuante como por exemplo passar da base decimal para base binaria.Esquema de uma modelagem matemática Poderá haver vários erros: Erro na escolha do modelo matemático: .20 Modelo matemático A solução de um problema está associado a escolha do modelo matemático que irá ser escolhido. Tabela 1. mas o método da teoria linear é o melhor de todos. Problema Modelagem Resolução Modelo matemático Solução Figura 1.16.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. devido ao tempo de computador. verificando no fim a solução.Curso de Rede de água Capitulo 1.br 1.Métodos de cálculos e numero de iterações Método de calculo Hardy Cross Newton Raphson Newton-Cross Teoria Linear Ano Numero de Iterações 1936 1954 1969 1972 635 24 151 4 1-37 . diâmetros. O método de Newton-Cross que é uma mistura do dois precisa de menos iterações. Na Tabela (1.com. onde o problema da quantidade de iterações é importante.vazões concentradas nos nós e não distribuída como é realmente. erros nos comprimentos. pois precisa de pouquíssimas iterações. A solução numérica de uma rede de água (análise) poderão ser facilmente comparadas para grandes redes. -Erros nos dados . O método de Newton-Raphson precisa de bem menos iterações. escolha do K etc.9. Este é o método que usaremos neste livro.como exemplo. Erro de truncamento -como exemplo o truncamento da serie binomial no método de Hardy Cross. escolha do C.

com. No pseudo loop PS. então teríamos que colocar o sinal positivo. pois. desde que os pontos sejam espaçados e começando da vazão zero e o numero de pontos deverá ser de 4 (quatro). denominado cross.454. O programa pede também o caminho dos nós e tramos.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. o programa o faz automaticamente.Curso de Rede de água Capitulo 1.000 nós.exe > meuarquivo. Podem ser usadas as fórmulas de Hazen-Willians (HW) e Darcy-Weisbach (DW). a precisão nas vazões. Quando no looping ou na verificação das cotas colocar o sinal ao contrario do que daria se fosse uma bomba.dat. As unidades podem ser as inglesas (EN). O programa prevê loops verdadeiros e loops falsos. Os dados de entrada do programa deverão estar no arquivo texto não documento. Como não está previsto a válvula redutora de pressão (VPR). deve-se eliminar o tramo e refazer o programa. É previsto reservatórios. É a primeira tentativa. No resultado. Trata-se do cálculo de redes malhadas ou não. o comprimento e o diâmetro da tubulação. o programa pede o número do tramo ou nó e a diferença de altura de reservatórios de acordo com o sinal. Deverá ter sinal quando contrario ao ponteiro dos relógios e positivo no sentido horário. pelo método de Hardy Cross. Não é necessário calcular previamente a curva da bomba.21 Programa de computador O programa Cross. Para as bombas (PU) o programa pede o número do nó da bomba ou boosters. Considere a queda de pressão na válvula redutora de pressão. como uma bomba com curva característica da forma de uma reta.00001007 m/s2 e a rugosidade da tubulação. É necessário entrar com as vazões nos tramos. O programa pede também o número de tramos no looping e os referidos tramos nos looping com sinais. O programa foi adaptado pelo Eng. de modo a atingir todos os nós. Plínio Tomaz em 28/03/91. variação da vazão para curva da bomba e os quatro pontos da curva da bomba a começar pelo primeiro quando Q=0 espaçados conforme a variação de vazão mencionada.000 tramos e 5. a vazão. a viscosidade cinemática que usualmente é 0. 1-38 . Quando terminar. Streeter e Benjamin Wylie. colocar zero e começar de novo. A saída dos dados é na tela ou em arquivo que você determinar fazendo: cross. Para válvula de retenção. É pedido também a fórmula da resistência a ser usada Hazen-Willians (HW) ou Darcy Weisbach (DW). como pés cubico/segundo e pés. O programa pede também o número do nó e a cota do terreno. combinado com a série de Taylor. vazão que passa. bombas ou e boosters. editora McGraw-Hill. O programa é previsto para até 2. o número de tramos. válvulas redutoras de pressão e perdas de carga localizada. usei o seguinte artificio e deu certo.f foi feito em Fortran 77 GNU. O programa básico está no livro de mecânica dos fluidos do Victor L.br 1. como as unidades do Sistema Internacional SI) como o metro cúbico por segundo e metro. por exemplo. Colocamos o sinal positivo. o que é básico no método de Hardy Cross. caso a bomba precisasse do sinal negativo. p.txt O programa pede a unidade que pode ser EN ou SI. sai as vazões nos tramos com sinal e as cotas piezométricas nos nós. Pede também o número do tramo.

mas pode ser feito. Igualando-se as perdas de cargas fornecidas pela perda localizada e pela fórmula de Darcy-Weisbach. cotovelos.Curso de Rede de água Capitulo 1. 1-39 . o qual se encontra tabelado no livro citado. f= coeficiente de atrito(adimensional). 1. em bombeamento. grelhas etc.22 Perdas localizadas As perdas de cargas localizadas são também chamadas de perdas singulares e são importantes. e considerando o comprimento equivalente Le temos: Ks . As perdas localizadas são expressas em função de v2/2g através do coeficiente de perda de carga Ks . g Sendo: hL= perda localizada em metros. É muito difícil especificar claramente quando deve ser desprezada ou não. 1994. Ocorrem em curvas.br O programa também não tem válvulas parcialmente abertas. válvulas etc.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. como mangueira. V= velocidade média em m/s. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) Comumente a perda de carga localizada é transformada em comprimento equivalente de tubo. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional). D= diâmetro da tubulação em metros. Os americanos traduziram para o inglês e saiu o livro Handbook of Hydraulic Resistance de autoria de I. Por exemplo. as vezes o desprezo das perdas de cargas tem levado a inúmeros erros de dimensionamento de conjuntos motor-bombas centrífugas.17). Idelchik. A perda de carga localizada pode ser transformada em comprimento equivalente.com. Alguns aconselham desprezar uma perda localizada quando a distância da tubulação for de aproximadamente 1000 diâmetros. D Le = ---------f Sendo: Le= comprimento equivalente em metros. Alguns autores desprezam as perdas localizadas quando as mesmas tem menos de 5% do total de perdas.I. Os russos fizeram uma grande quantidade de pesquisas em perdas singulares as mais incríveis de se imaginar. V2 hL= Ks ..81 m/s2. Vamos citar alguns valores de Ks citados por Walski (1992) e Streeter (1986) conforme Tabela (1. g= aceleração da gravidade 9.. -------2. colocando-se comprimento equivalente.

8 27.0 10. qualquer perda localizada pode ser transformada em comprimento equivalente e ser.com.17.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0 0. 1-40 .39 1.10 4.0 1.2 0.50 1.75 0.19 Em conclusão.9 0.78 0.60 1. portanto ser considerado no cálculo do método de Hardy Cross.Coeficientes Ks de perda localizada Tipo de perda localizada Coeficiente de perda localizada Ks Válvula de gaveta aberta Idem ¾ aberta Idem ½ aberta Idem ¼ aberta Válvula globo aberta Válvula borboleta aberta Entrada bem arredondada Entrada em projeção Entrada suave Saída reservatório Cotovelo comum Cotovelo de raio médio Cotovelo de raio longo Te comum Curva de raio curto 0.8 2.2 0.br Tabela 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.

10).10. Estime a quantidade de água a ser usada além da linha e confira com o número de tubulares e capacidade de cada tubo para ver se eles são suficientes para atender aquela área escolhida.23 Método das secções O método das seções é destinado a conferir uma rede malhada e não é destinado ao dimensionamento da rede. Corte a rede numa séries de linhas aproximadamente paralelas e espaçadas por igual. 1966 apresentou o método das secções que tive oportunidade de usar em Guarulhos quando queria conferir o equilíbrio de vazões de uma rede de distribuição bastante complicada conforme Figura (1.com. O método é o seguinte: 1. Fair et al. 2. Figura 1. O método é extremamente simples e funciona mesmo.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1. 1966 1-41 .Aplicação do método das secções Fonte: Fair et al.br 1.

11.11).20 x 1.50)/ (86400x 1080) =0. quota per capita de 200 L/diaxhab e coeficiente K1=1.0050 L/s x m Deve ser calculada as pressoes vinda de dois lugares nas quatro cortes fictícios da rede malhada e verificar se a diferença não passa de 10%.24 Método do seccionamento ficticio A desvantagem do método das seções fictícias é que só é aplicado para pequenas redes onde se consegue achar uma vazão distribuída por metro linear como por exemplo.11 Dado a população de 1300hab.com.20. Quando há vazões concentradas nos nós como é usual.005 L/s x m.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1-42 . calculam-se as pressões e vazões e verificam-se os resultados nos locais onde foram feitos os seccionamentos conforme Figura (1. K2=1. Para bombas na rede ou perto de reservatórios o método também não dá para ser aplicado.25 com comprimento total L=1080m.br 1. pois pode ser usado facilmente usando planilha Excel da Microsoft. Calcular a rede da Figura (1. É um método bastante simples.Croquis de redes usando método do seccionamento fictício Exemplo 1. O método está muito bem explicado no livro Técnica de abastecimento e tratamento de água elaborado em 1967 pela Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. Trata-se de uma rede malhada que é seccionada formando redes espinhas de peixe.10 o problema é aceitável.Curso de Rede de água Capitulo 1. qn=0.8). Figura 1. Assim vamos ajustando as vazões até a solução final. No ponto (1) chega a água de dois lugares diferentes causando uma pressaoP1 e outra P2 de maneira que quando (P1-P2)/P1<0. o método não funciona e daí a sua pouca utilização na prática. A vazão específica de distribuição qm será: qm= (1300 hab x 200 L/hab/dia x 1.

625 L/s x ha [(L x d)/2] x Qd/ 10000 = Qmax d= Qmax x 2 x 10000/ (L x Qd) Figura 1.2 x 1.625 L/sx ha d= (3 x 2 x 100000/ (100 x 0.25 Distância entre condutos principais Em redes espinhas de peixe ou grelha interessa as vezes calcular a distância L entre as redes conforme Figura (1.12.5 / 86400= 0. Figura 1.13. Qd= 150 hab x ha x 200 Lxha/dia x1. Qmax=3 L/s Qd=0.625)= 960 Exemplo 1.13). Exemplo 1.Distância d máxima Sendo: L=100.Distância d máxima d x L x Qd / 10000= Qmax d= Qmax x 10000 /( Qdx L) 1-43 .Curso de Rede de água Capitulo 1.br 1.13 Qual o comprimento máximo que uma rede de PVC com vazão Qmax=3 L/s pode atingir conforme Figura (1.12 Dado anéis de 200mm e redes de PVC com vazão máxima de 3L/s.com.12).Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.000625 .000625 = 1.003 x 10000 d 2 x 0.Distância d máxima d x d x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax L=100m Qd= 0. Queremos saber a máxima distância d que podemos fazer conforme Figura (1.2d -120 d 2 x 0.625 L/sx ha d= Qmax x 10000 /( Qd x L d= 3 x 10000 /( 0. Figura 1.14.14).625 x 100)= 480m Exemplo 1.000625 = ( d/100 -1) x 120 d 2 x 0.000625m3/s x ha Qmax= 3 L/s= 0.14 Dada uma rede malhada com rede secundaria espaçada de 100m.003m3/s d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax 2 d x 0.2d +120=0 Temos uma equação do segundo grau por tentativas achamos d=1814m 1-44 .Curso de Rede de água Capitulo 1.000625 = ( d/100 -1) x 4 x 0.000625 = 1.1.com.2d -120 d 2 x 0.625 L/sx ha= 0.br Sendo L=100m Qd=0.

br 1. Existem tantas imprecisões na escolha das previsões populações e da demanda que as vezes a precisão da formula de Darcy-Weisbach não ajuda em nada.529.00m (pressão subatmosferica admissivel) Um tubo não pode ter pressão interna menor que -8.Curso de Rede de água Capitulo 1. É mais fácil acertar as previsões para o coeficiente C de Hazen-Willians do que para o valor de K para a fórmula de Darcy-Weisbach. P2-P1= 3.3m 10. Para isto fiz os cálculos de pressões e vazões em todas as redes e simulei em programa de computador uma vazão determinada em varias hidrantes. A subpressão quando atinge valores abaixo de -8m causa o colapso da tubulação.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. principalmente em redes.3m e a pressão atmosférica é igual a 10. Hazen-Willians.3m – 2.26 Qual fórmula usar: Hazen-Willians ou Darcy-Weisbach? Em redes malhadas ou espinha de peixe é indiferente usar uma fórmula ou outra e portanto. isto é.12). De onde surgiu o -8m ? Para a pressão de vapor de água a 20ºC é igual a 2.3m= 8.060 x (e/D) 3 Sendo: P2= pressão externa (kgf/cm2) P1= pressão interna (kgf/cm2) D=diâmetro (mm) e= espessura do aço (mm) Conforme Azevedo Neto os tubos de aço devem ter uma espessura mínima para evitar o colapso do mesmo conforme Tabela (1. Uma das causas é a experiência e o uso do coeficiente C. 1.28 Colapso de tubo de aço Para tubos de ao a fórmula de Stwart conforme a antiga ABNT 591/77. Devido a esta facilidade do conhecimento do coeficiente C de Hazen-Willians é que ainda é muita usada no Brasil e no mundo.27 Colapso Uma tubulação pode ter sobrepressao e subpressao. 1. Cheguei a checar em varias redes de água em Guarulhos qual é o coeficiente de Hazen-Willians para tubulação de ferro fundido. os especialistas preferem usar a mais simples. 1-45 .com. a não ser em adutoras de grandes diâmetros e grandes velocidades. foi calcular a rede como espinha de peixe e depois unir os diâmetros dos anéis de 200mm formando redes malhadas. Depois na prática medi a vazão e a pressão de cada hidrante e aplicando teoria de Thomas Walski achei o coeficiente de Hazen-Willians. Espinha de peixe A maneira mais prática de calcular que eu usei muito no SAAE de Guarulhos.00m.

P2-P1= 3.16 Um tubo de aço exposto ao sol tem L=300m e sobre uma variação de temperatura de Δt= 20ºC.5mm).Espessura mínima do tubo de aço conforme o diametro para evitar o colapso.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.072m 1.2 x 106 kgf/cm2 C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) 1-46 .br Tabela 1.31 Tensão longitudinal do aço A tensão longitudinal no tubo de aço causada por uma diferença de temperatura Δt será: T= E x C xΔ t Sendo: T= tensão longitudinal do aço (kgf/cm2) E= módulo de elasticidade do aço= 2 a 2.Curso de Rede de água Capitulo 1.10 kgf/cm2 1. Calcular a variação de comprimento.15 Dado um tubo de aço com diâmetro D=1400mm e espessura do açode 3/8” (9.060 x (9. Diâmetro do tubo Espessura da parede do tubo de aço (mm) (polegadas) 700 a 900 ¼ 1000 a 1100 5/16 1200 a 1400 3/8 1500 a 1600 7/16 1700 a 1800 1/2 Exemplo 1.5/1400) 3 = 1.18.30 Dilatação térmica do tubo de aço A dilatação térmica longitudinal do aço é dada pela equação: ΔL= L x C xΔ t Sendo: ΔL= variação do comprimento do tubo (m) L= comprimento do tubo (m) C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) Exemplo 1.com.29 Espessura mínima dos tubos de aço e= (px D) / (2 x T) Sendo: e= espessura da parede (cm) D=diametro (cm) T= 1000 kgf/cm2 para o aço soldado e T=1400 kgf/cm2 aço costurado 1. Achar a pressão de colapso.529. ΔL= L x C xΔ t ΔL= 300 x 12x10-6 x20= 0.

M=3.com. Os estudos estao em catálogo antigo da Tigre.33 sendo: 1/M e' a relação de Poisson que é igual a 0. No caso aqui estamos usando em tubos de PVC marca Tigre de esgotos sanitários com diâmetro variando de 75mm a 400mm que a gama de diâmetros existentes atualmente. quando N=3 temos três dobras e quanto N=4 temos quatro dobras no achatamento O valor de P em kgf/cm2 é a pressao limite Para a relacao de Poisson 1/M adotadomos 1/M =0.32 Colapso de tubo de PVC de esgoto Objetivo:determinar a pressão externa uniforme máxima que um tubo de PVC suporta. E' importante observar que nos catálogos modernos esta fórmula por incrível que parece não foi localizada.15D N é tambem chamado de constante de achatamento.0*E/D) 2) x(2xE/D) P=Pressão de colapso em tubos de PVC de esgoto (kg/cm2) 1-47 . A fórmula que está aplicada aqui e para quando a espessura do tubo é menor que 0. A fórmula vale para qualquer tubo de PVC podendo ser para esgoto ou para agua.17 Calcular a tensao longitudinal para um tubo de aço com variação de temperatura de 20ºC T= E x C xΔ t T= 2.2x106x20x12x10-6=528 kgf/cm2 1.1D ou 0.Quando N=2 temos duas dobras.Curso de Rede de água Capitulo 1.3 P=E x(((PI4)/(N4*(N2-1)))*(D/(2*L)) 4+(N2-1)*(M2/(12*(M2-1)))*(2.30 o que nos fornece para o valor de M=3.33 O valor do módulo da elasticidade para tubos de PVC a 20 graus centígrados variavel de 25000 a 30000 kgf/cm2.br Exemplo 1.3 a 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

19). Existe um arquivo em acrobat reader que é um guia tem 122páginas e contém as explicações das funções do Fortran Fazendo cross>exercicio1. A bomba é fornecida pela Tabela (1.zip g77lib.19.doc.exe Nota importante: todos os três arquivos acima deverão ser instalados na raiz. notando duas coisas fundamentais: Vazão zero (shut-off) Espaçamento da vazão Tabela 1.33 Programa Fortran No site http://www.06 0. a saida de dados na tela do monitor e o programa em fortran cross.geocities. Temos a entrada de dados.6).zip Deverá ser arranjado o arquivo unzip.Vazões e pressões tirados da curva da bomba Q(m3/s) 0 0.txt que pode ser aberto e impresso usado o Wordpad.09 H(m) 30 29 26 20 1-48 .zip unzip g77doc.03 0. O arquivo cross. ou seja.br 1. página 452 Vamos resolver o problema da Figura (1. Fizemos o programa em fortran de forma não formatada para facilitar a entrada para aqueles não acostumados com o Fortran. Trata-se de programa em MSDOS feito por editor de texto especial que não coloca os caracteres especiais escondidos do word comum. Depois entrando no Windows em “program” ache “acessórios” e depois o “prompt do comando DOS”.dat que é a entrada de dados em Fortran não é um documento ponto.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.18 Base: livro do Victor Streter. no C: do microcomputador.zip unzip g77lib.zip g77doc. Entrando no prompt do DOS faz-se: unsip de g77exe.zip O programa g77 é um compilador gratuito do Fortran.com/Athens/olympus/5564 achamos os arquivos: g77exe. que este contém muitas informações escondidas que não podem aparecer no programa de entrada do Fortran.com.txt teremos a saída em arquivo exercício. Exemplo 1. 1982.f.Curso de Rede de água Capitulo 1.

06 0.0 20.3 100 0.0 'HW' 2 0.3 100 0 0 'PS' 6 0 15.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.030 400 0.0 'PT' 2 150. como é usual em alguns programas em Fortran.15.00 'PT' 5 117.03 30.00 '&&' 0 0 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 100.0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 '&&' 00000000000 'PT' 5 117. Notar que a entrada de dados não é formatda.030 300 0.000001007 100.dat da Figura (1.Curso de Rede de água Capitulo 1.0 'PT' 3 135.0 '&&' 0 0 1-49 .15 100 0.120 600 0.0 0 0 0 0 'PU' 8 0.0 5 'HW' 1 0.0 26.0 0.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Entrada de dados em arquivo cross.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18.br Figura 1.0 0 'HW' 3 0.030 300 0.com.12).0 'PT' 4 100.0 29.000 500 0. 'SI' 30 0.6 100 0 0 'HW' 4 0.001 0.3 100 0 0 'HW' 5 0.

030 400.0 Nota: para termino usar ´&&´ e não esquecer que temos 7 valores 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 Nota: PT é um carácter com duas letras e no caso coloquei as iniciais do meu nome. Nota: 29.30m é o diâmetro da tubulação em metros Nota: 100 é o valor da rugosidade no tramo Nota: 0 reservado Nota: 0 reservado 'HW' 1 0.0 é o desnível no loop 150-135=15m Nota> os quatro valores de 0 estao vagos 'PS' 6 0 15.0 0 0 'HW' 5 0.000001 100.30 100.0 26.15 100.00m é a pressão em shut-off.0 0. Usamos no programa Fortran ponto ao invés de virgula.C da bomba.Curso de Rede de água Capitulo 1. 20.dat da Figura (1. isto é. quando a vazão é igual a zero.001 0.com.000 500.0 0 0 'HW' 2 0. Abaixo daremos algumas explicações que não deverão constar da entrada de dados já feita acima.0 0 0 'HW' 3 0.0 29.06 e 0.000001 é a viscosidade cinemática Nota: 100 é o valor da rugosidade de Hazen-Willians Nota: 5 é o número de cotas no terreno 'SI' 30 0.030 300.0 0.0 0 0 'HW' 4 0. bombas em português Nota: 8 é o numero da posição da bomba na rede Nota: São os pontos que precisamos para calcular os valores A.30 100.06 0. Notar que a entrada de dados não é formatada.03 30.B. como é usual em alguns programas em Fortran.03 são as vazões em m3/s da curva da bomba Nota: 30.120 600.br Entrada de dados em arquivo cross.030 300.6 100.12).0 0.00 são valores da altura manométrica 'PU' 8 0.0 20.001 é a tolerância na vazão em m3/s Nota: 0.0 0 0 Nota: PS que dizer Pseudo-Loop Nota: 6 é o numero do pseudo.0 26.0 0 0 0 0 Nota: PU quer dizer pump.0 0.30 100.00 é a distância em metros Nota: 0.0 0.120 é a vazão em m3/s Nota: 600.loop Nota: 0 vago Nota: 15. Nota: o número 3 significa o número de tramos que são três Nota: os tramos estão com sinal: 2 1 -3 1-50 .0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18. ou seja. Nota: 0.0 5 Nota: 1 é o número do tramo Nota: 0. Nota: SI é sistema internacionaç Nota: HW é que iremos usar a formula de Hazen-Willians Nota: 30 é o número de iterações máximas que consideramos Nota: 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

0 'PT' 3 135.00 Nota: é o término e temos dois zeros espaçados aleatoriamente '&&' 0 0 Nota: 5 é o inicio da sequencia.0 'PT' 5 117.br Nota: terminado o numero 3 signfica que temos mais três tramos 4 -5 3 Nota: o numero 3 indica novamente que temos três tramos 6 -4 -1 Nota: o numero 3 indica mais três tramos que são 5 7 8 Nota: importante que em cada linha temos que ter 11 números e se não tiver números preencher com zeros espaçados. depois 4 que é o nó. 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 Nota: é o final e notar que temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 5 é o número da cota Nota: 117.00m 'PT' 1 100.0 'PT' 2 150.com.0 Nota: final com 2 zeros '&&' 0 0 1-51 .Curso de Rede de água Capitulo 1. Depois teremos 8 que é a bomba. Depois teremos tramo 2. Nota: terminar com zeros até completar 11 números 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 Nota: temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 1 número do nó e a cota admitida 100. depois nó 2 e assim por diante até atingir toda a rede.0 'PT' 4 100.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00 é o valor da cota 'PT' 5 117.

DA VAZAO= 0.0 0.0 0.00000 5 0.0372 ITERACAO N0.111 -555. 3 SOMA DAS CORR.03 12. 2 SOMA DAS CORR.00000 4 0.120 600.556 -6172.840 IND= 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 0 ITERACAO N0.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.dat de entrada dos dados entra automaticamente no programa cross.1040 ITERACAO N0.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.26 20.094 1. O arquivo cross.com..0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.13 2.044 150. DA VAZAO= 0.000 37.00000 2 0.33 2.DA BOMBA IGUAL= 30. DA VAZAO= 0. 5 SOMA DAS CORR. UNIDADES S.0 0. DA VAZAO= 0.95 5 0.19 3 0.DQ= 0.0 20.0 0.44 2 -0.txt O arquivo cross.080 1. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 137.000 NO' COTA PIEZ.36 -41.79 9. 4 SOMA DAS CORR.030 300.0 0. Não pode ser feito usando o WORD.600 100.0 26.00100000005 1.811 2 150.030 300.Curso de Rede de água Capitulo 1.09 0.exe A saída padrão é na tela.31 IX= 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 100.1385 ITERACAO N0. DA VAZAO= 0.0034 ITERACAO N0. 1 SOMA DAS CORR.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.78 6.000 500.150 100.I.0 COEF.000 -11.02 0.00000 6 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 15.811 100.03 4 0. mas para sair em arquivo fazemos assim: Cross>saida1.300 100.91 -12.0 29.000 4 100.000 5 117.txt SI 30 0.00 8 CURVA BOMBA.034 -1.00 7 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 18.030 400.000 0.027 0.300 100.00700004E-006 100.dat deverá ser feito com com o WORDPAD que tem no Windows. 5 ESPEC.000 2 150.044 1-52 .00000 3 0.030 H= 30.br Saida de dados na arquivo saida1. COTA TERR.300 100.000 3 135.143 2.

BENJAMIN WYLIE .DESDE QUE OS PONTOS C SEJA ESPACADOS E COMECANDO DA VAZAO ZERO E O NUMERO DE C PONTOS DEVERA' SER DE 4(QUATRO).STREETER E C E.com.BOMBAS OU E BOOSTERS.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. C NOTA 2 TRAMOS: 2000 C NOS: 5000 C NUMERO DE TRAMOS EM UM LOOP:100 C NOTA 3 FORMULAS USADAS: HAZEN WILLIANS(HW) E DARCY WEISBACH(DW) C UNIDADES SI:SISTEMA INTERNACIONAL METRO CUBICO/SEGUNDO. PELO METODO DE HARDY C CROSS.VALVULA REDUTORA C DE PRESSAO E PERDA DE CARGA LOCALIZADA C BIBLIOGRAFIA LIVRO DE MECANICA DOS FLUIDOS DO VICTOR L.F C OBJETIVO CALCULO DE REDES MALHADAS OU NAO.DAT C SAIDA NA TELA C ENTRADA 1-53 .COTA PIEZOMETRICA DOS NOS C NOTA 1 NECESSARIO ENTRAR COM AS VAZOES NOS TRAMOS.Curso de Rede de água Capitulo 1.COMBINADO COM O METODO DE NEWTONRAPHSON.000 117.000 Programa cross.exe C ENTRADA OS DADOS ESTAO NO ARQUIVO TEXTO EM CODIGO ASCII CROSS.CALCULA C COM RESERVATORIOS.NO LIVRO HA VARIOS EXEMPLOS.797 100.000 4 137.044 135.f -o cross.f em fortran C********************************************************************* C PROGRAMA CROSS. PES C ENG PLINIO TOMAZ 28/03/91 C COMPILADOR G77 gratuito C g77 cross.797 0. METRO C ES: NORMAS INGLESAS PES CUBICO/SEGUNDO. C NECESSARIO LOOP VERDADEIRO E AS VEZES O LOOP FALSO C NAO E' NECESSARIO CALCULAR PREVIAMENTE A CURVA DA BOMBA C POIS. C NOTA: mudei nesta versao para entrada nao formatada C assim ficara mais facil C VERSAO:2 25/7/93 C RESULTADO VAZOES NOS TRAMOS E COM SINAL.000 5 117. SETIMA EDICAO DA MCGRAW-HILL C PAGINA 454.br 3 135.044 37. O PROGRAMA O FAZ AUTOMATICAMENTE.000 0.

NUMERO DO NO DA BOMBA OU BOOSTERS.br C UNIDADE.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.VAZAO QUE PASSA. NUMERO DE TRAMOS. COLOCAR ZERO E COMECAR C OUTRA SEQUENCIA DE NOS E TRAMOS E ASSIM POR DIANTE. OS QUATROS PONTOS DA CURVA DA BOMBA A COMECAO C PELO PRIMEIRO QUANDO Q=0 ESPACADOS CONFORME A VARIACAO DE VAZAO JA' C VISTA ACIMA.PRECISAO.COMPRIMENTO.DEVERA' TER SINAL QUANDO CONTRARIO AO PONTEIRO DOS RELOGIOS C E POSITIVO NO SENTIDO HORARIO. C QUANDO NO LOOPING OU NA VERIFICACAO DAS COTAS COLOCAR O SINAL C AO CONTRARIO DO QUE DARIA SE FOSSE UMA BOMBA.COTA DO RESERVATORIO C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C CAMINHO DE NO'S E TRAMOS.VISCOSIDADE CINEMATICA.ELIMINANDO O TRAMO.Curso de Rede de água Capitulo 1.DIAMETRO C PS.COLOCAMOS O SINAL POSITIVO.VARIACAO DA VAZAO C PARA A CURVA DA BOMBA. 1-54 . DIFERENCA DE ALTURA DE RESERVATORIOS C PU.VAZAO. NUMERO DO TRAMO OU NO'. ENTAO TERIAMOS QUE COLOCAR C O SINAL POSITIVO. CASO C A BOMBA PRECISASSE DO SINAL NEGATIVO. QUANDO TERMINAR. FIZ UM TESTE DO EXERCICIO DA PAGINA 462 ALTERANDO C O TRAMO 9 E SUBDIVIDINDO EM DOIS TRAMOS UM SENDO 9 E OUTRO 23 E C COLOCANDO A "BOMBA" DE NUMERO 22 E OS PONTOS 20 E 21 A MONTANTE C E A JUZANTE RESPECTIVAMENTE.NUMERO DO TRAMO. POR EXEMPLO. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DE TRAMOS NO LOOPING E OS REFERIDOS TRAMOS NOS LOOPING COM SINAIS C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DO NO'. MAS PODE SER FEITO C REFAZENDO O PROGRAMA NOVAMENTE. C NOTA 5 O PROGRAMA NAO PREVE VALVULA DE RETENCAO. NOS E TRAMOS DE MODO A ATINGIR TODOS OS C OS NO'S.RUGOSIDADE C FORMULA.com. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NOTA 4 COMO NAO ESTA' PREVISTO VPR OU SEJA VALVULA REDUTORA DE PRESSAO C USEI O SEGUINTE ARTIFICIO E DEU CERTO !: CONSIDERE A QUEDA DE C PRESSAO DA VALVULA COMO UMA BOMBA COM CURVA CARACTERISTICA DA C FORMA DE UMA RETA.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.X5.J.IP.com.ELEMENTOS IF (J .FOR C FEITO POR NOS.TOL. IE/'&&'/.PERDA DE CARGA.SS.R. C NOTA 8 O PROGRAMA FOI APORTUGUESADO C NOTA 9 FOI ACRESCIDO VELOCIDADE. N_TRAMOS) ITYPE(J)=5 IF (J .I.ELEM.USAR O PROGRAMA MINORLOS.UNITS REAL*4 BB INTEGER*4 IX.ELEMENTOS=10000) PARAMETER(FLAGUE=-1000.ID(2).S(N_TRAMOS_LOOP).EX.NTY.ITY.TOLERANCIA=0.DQ. ELEMENTOS) IX(J)=0 12 IND(J)=0 1-55 .KK CHARACTER*2 IE.I1.EN. COLOCANDO-SE COMPRIMENTO DE TUBULACAO EQUIVALENTE.'PU'/.N_TRAMOS_LOOP.'PS'. C********************************************************************* * C HARDY CROSS LOOP BALANCING INCLUDING MULTIPLI RESERVOIRS & PUMPS(PU) C HAZEN-WILLIANS(HW) OR DARCY-WEISBACH(DW) MAY BE USED FOR PIPES C ENGLISH(EN) OR SI UNITS(SI) MAY BE USED.POSITIVE DH IN ELEMENT IS C HEAD DROP REAL*4 Q.VNU REAL*4 X1.br C NOTA 6 O PROGRAMA NAO TEM VALVULAS PARCIALMENTE ABERTAS.KP.G..ID.TOLERANCIA.PODE SER TRANSFORMADA EM COMPRIMENTO C EQUIVALENTE.ELEMENTOS.N_TRAMOS_LOOP=100. N_TRAMOS) H(J)=FLAGUE IF (J .K.X4.LE.NUM_COTA(ELEMENTOS) DATA ITY /'HW'.NT INTEGER*4 N_TRAMOS.I2.H.DH.REY.MULTIPLICADOR(N_TRAMOS) DIMENSION COTATERRENO(ELEMENTOS).Curso de Rede de água Capitulo 1.LE.ELEM(ELEMENTOS) $ .N.IND.AREA.QQ.MAS PODE SER C FEITO.'SI'/ 10 DO 12 J=1.S.ONDE A PERDA LOCALIZADA ENTRA COM FORMULA C H=RESISTENCIA*Q**2.ITYPE(N_TRAMOS).PERDA.X3.ITYPE.DDQ.HH.COTAS DO TERRENO E PRESSAO C NOTA 10 PARA CALCULO DE PERDAS LOCALIZADAS.NCOTAS INTEGER*4 NUM_COTA REAL*4 FLAGUE. C NOTA 7 QUALQUER PERDA LOCALIZADA.LE.PERDA(N_TRAMOS).'DW'.DEF.COTATERRENO PARAMETER(N_TRAMOS=2000.HDQ.0001) DIMENSION ITY(4).Q(N_TRAMOS).QUE E' PARABOLA PASSANDO PELA ORIGEM. $IX(ELEMENTOS) DIMENSION AREA(N_TRAMOS).IND(ELEMENTOS).ID/'EN'.X2.H(ELEMENTOS).MULTIPLICADOR.

QQ.*) NT.7854*X2*X2 !AREA DA SECCAO TRANSVERSAL 1-56 .I8) IF (NT .X1.FILE='CROSS.7.2F10.X2.3.I8.F10.7854) !RESISTENCIA DW AREA(I)=0. 0.8704) AREA(I)=0.4 IF (NT .674 G=9.21) VNU 21 FORMAT(' ESPEC.F10.7854*X2*X2 !AREA.NCOTAS C KK=NUMERO DE ITERACOES TOL=TOLERANCIA NA VAZAO C VNU=VISCOSIDADE CINEMATICA DEF=RUGOSIDADE C NCOTAS=NUMERO DE NOS PARA AS COTAS DO TERRENO 15 FORMAT( A2. UNIDADE INGLESA.64). ELEM(KP)=X1/(2.DEF.3X.42./X1 ! PARA CALCULAR PERDA DE CARGA POR 1000 END IF DO 32 NTY=1.806 22 WRITE(6. 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.EQ.TOL.X3.VISCOSIDADE EM M**2/SEC='.VNU.5.852 GOTO 43 42 IF (X3 .) X3=DEF EX=2.53.X5 C I= NUMERO DO NO QQ=VAZAO COM SINAL X1=COMPRIMENTO X2=DIAMETRO C X3=RUGOSIDADE 30 FORMAT(A2. ID(2)) GOTO 20 WRITE(6.EQ.KK 24 FORMAT(' TOLERANCIA NA VAZAO ='.7) UNITS=4.EQ.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. ITY(NTY)) GOTO 33 32 CONTINUE 33 ITYPE(I)=NTY KP=4*(I-1)+1 GOTO (41. IE) GOTO 68 Q(I)=QQ IF (X2 .7) UNITS=10.I. X2=DIAMETRO EX=1.*G*X2**5*0.4.18) VNU 18 FORMAT(' ESPEC.DAT'.DEF.NTY 41 IF (X3 .KK.3.VNU.*) NT.TOL.I5.EQ.*) NT.STATUS='OLD') READ(5.com.3) IF (NT .7854*0.NE.727 G=32. UNIDADES S.F5. $I5 // ' TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG') 26 READ(5.KK.3F10.852*X2**4.' NO DE ITERACOES='..X4.F10.I.) X3=DEF ! RUGOSIDADE ELEM(KP)=UNITS*X1/(X3**1.174 GOTO 22 20 WRITE(6.EQ.F10.F10.F10.br C READ PARAMETERS FOR PROBLEM AND ELEMENT DATA OPEN(5.24) TOL.5. 0) THEN MULTIPLICADOR(I)=1000.NCOTAS WRITE(*.VISCOSIDADE EM FT**2/SEC='.

*X1**2)-ELEM(KP+3)*3.(IND(I).Curso de Rede de água Capitulo 1.1.5) EN=EX-1.4F11.I1) 79 FORMAT(' IND='/(11I4)) C BALANCE ALL LOOPS DO 130 K=1.X3.3.I2) 75 FORMAT( A2.103.110.7854*X2*VNU) ELEM(KP+2)=X3/(3.F14.3) GOTO 26 C READ LOOP INDEXING DATA . 83 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (91.X1.X2.45) I. IP=1 80 I1=IND(IP) IF (I1 .(ELEM(KP+J-1).79) (IND(I).br ELEM(KP+1)=1. IE) GOTO 78 I1=I2+1 GOTO 70 78 IF (I1 .X5.J=1.55) I. GOTO 26 53 ELEM(KP)=X1 WRITE(6.*(X4-X3)-X2)/(6.3.82 81 S(J)=-1.F7. DO 110 J=1.I=I1.4) 66 FORMAT( I5. PIPES.4F8.X4.F18.92.1/5X.com.IND=NC.X1. 0) GOTO 124 DH=0.15I4) IF ( NT .Q(I).DQ='.KK DDQ=0.*X1**3) ELEM(KP+2)=(X4-2.EQ.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.' CURVA BOMBA. HDQ=0.' DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS='.LE.DA BOMBA IGUAL='.*) NT.I=1.104).66) I.I1 I=IND(IP+J) IF (I) 81.NTY 1-57 . 1) GOTO 140 WRITE(6. PIPE.X2.3. $' COEF.7*X2) 43 WRITE(6.EQ.' H='. I=-I GOTO 83 82 S(J)=1.F12.*X3+X2)/(2.*X1 ELEM(KP+1)=(X3-X2)/X1-ELEM(KP+2)*X1-ELEM(KP+3)*X1*X1 WRITE(6.2) GOTO 26 64 ELEM(KP)=X2 ELEM(KP+3)=(X5-3.2X.PIPE.X1 55 FORMAT( I5./(0.F12.F10.X3 45 FORMAT (I5. ETC CLOCKWISE +CC68 I1=1 70 I2=I1+10 ! Mudei de 14 para 10 para ter na linha no maximo 11 READ(5.

N_TRAMOS NTY=ITYPE(I) GOTO(142.EQ.LT.Q(I)/AREA(I).LT.143) I.*ELEM(KP+3)*Q(I)**2) 110 CONTINUE IF (ABS(HDQ) .br 91 R=ELEM(KP) PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 92 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.*ELEM(KP+2)*Q(I)+3. IF (REY-2000.DDQ 125 FORMAT(' ITERACAO N0.' SOMA DAS CORR.94.2) 150 CONTINUE 1-58 .) 93.150.94 93 R=ELEM(KP)*64.NTY 142 WRITE(6.9))**2 PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN !INTRODUZI AS PERDAS AQUI 95 DH=DH+S(J)*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN HDQ=HDQ+EX*R*ABS(Q(I))**EN GOTO 110 103 DH=DH+S(J)*ELEM(KP) GOTO 110 104 DH=DH-S(J)*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) HDQ=HDQ-(ELEM(KP+1)+2.3.150.) REY=1.141) 141 FORMAT(' TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000') DO 150 I=1.F10. DA VAZAO='. $MULTIPLICADOR(I)*PERDA(I) 143 FORMAT(I5.150).'./REY PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 C TEMOS ABAIXO RESISTENCIA=ELEM(KP)* F CALCULADO POR SWAMEE 94 R=ELEM(KP)*1.74/REY**0. 3) GOTO 120 Q(I)=Q(I)+S(J)*DQ 120 CONTINUE IP=IP+I1+1 GOTO 80 124 WRITE(6.I4. TOL) GOTO 140 130 CONTINUE 140 WRITE(6.Q(I).I1 I=IABS(IND(IP+J)) IF (ITYPE(I) . 1.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.PERDA(I).com. TOLERANCIA) HDQ=1.3F10.125) K. DQ=-DH/HDQ DDQ=DDQ+ABS(DQ) DO 120 J=1.142.F10.4) IF (DDQ .LT.Curso de Rede de água Capitulo 1.

EQ.I2) IF (NT .BB !COTAS DO TERRENO NUM_COTA(I)=J I=I+1 503 FORMAT(I8.(ELEMENTOS-2).3) IF(NT .EQ.F10.3) END DO C******************************************************************** IP=1 180 DO 200 J=1.EQ.HH 155 FORMAT(A2.ETC 152 READ(5.Curso de Rede de água Capitulo 1.COTATERRENO(J) !IMPRIME NA TELA OS NOS E COTAS TERR.182 181 SS=-1.I=1.20X.(IX(K).171) (IX(I).199. IE) GOTO 160 H(K)=HH GOTO 152 C*********************************************************** 160 I1=1 162 I2=I1+10 ! mudei 14 para 10 para termos 11 em cada linha READ(5. ELEMENT . 510 FORMAT(I8.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1) I1=IX(IP) I=IX(IP+J) N=IX(IP+J+1) IF (I) 181.I8.*) NT.*) NT.JUNC.I1) 171 FORMAT(' IX='/(15I4)) C********************************************************************* * C LEITURA DO NUMERO DO NO E DA COTA DO TERRENO I=1 700 CONTINUE READ(5. I=-I GOTO 183 182 SS=1.JUNC.K. 1-59 .EQ.*) 'NUMERO DO NO COTA TERRENO' DO I=1.510) J.IX=JUNC.J.*) NT.F10.K=I1.com. IE) GOTO 710 COTATERRENO(J)=BB GOTO 700 710 CLOSE(5) ! FECHA O ARQUIVO WRITE(6.3) IF (NT .NCOTAS J=NUM_COTA(I) WRITE(6.ELEM.2 IF (J . IE) GOTO 170 I1=I2+1 GOTO 162 170 WRITE(6.br C READ DATA FOR HGL COMPUTATION .F10.

IF (REY-2000.COTATERRENO(N).EXE-VERSAO 3' END C******************************************************************** Observar que o Streeter usa a curva de uma equação do terceiro grau de uma bomba na forma: H= Ao + A1 Q + A2x Q 2 + A3 x Q3 1-60 .Curso de Rede de água Capitulo 1.NTY 184 R=ELEM(KP) GOTO 188 185 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY .EQ.190. 0) GOTO 210 IF (IX(J+IP+2) .N_TRAMOS IF (H(N) .EQ. PRESSAO EM COLUNA DAGUA') DO 220 N=1.H(N).185.EQ.520) N.215) 215 FORMAT(' NO'' COTA PIEZ.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.3F10.9))**2 188 H(N)=H(I1)-SS*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 199 189 H(N)=H(I1)-SS*ELEM(KP) GOTO 199 190 H(N)=H(I1)+SS*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) 199 IF (IX(J+IP+3) .) 186.br 183 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (184.199).LT. FLAGUE) GOTO 220 WRITE(6. 0) GOTO 205 200 I1=N 205 IP=IP+J+3 GOTO 180 210 WRITE(6.189.74/REY**0. 1.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.H(N)-COTATERRENO(N) 520 FORMAT(I8. ) REY=1.187.3) 220 CONTINUE 99 STOP 'TERMINADO O PROGRAMA CROSS.com.187 186 R=ELEM(KP)*64. COTA TERR./REY GOTO 188 187 R=ELEM(KP)*1.

5 0.0 3000.0 0.0 1.0005 0 0 'DW' 5 0.001 0.0005 0 0 'DW' 9 1.br Exemplo 1.0005 0 0 'PS' 13 0 -45.0 0.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.3 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0 1.0 0.8 0.0 0.0 0.16.0005 0 0 'DW' 2 1.0 0 0 0 0 'PS' 14 0 20.0005 0 0 'DW' 7 0.6 0.0 0 0 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 'PT' 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -1 1-61 .0 0.0005 0 0 'DW' 12 1. 3000.6 0.0005 0 0 'DW' 10 1. 1.0005 0 0 'DW' 4 0.0 0.000001007 0.8 0.4 4000.com.0 0.6 3000.dat que pode ser aberto com o Worldpad Figura (1. 3000.0005 0 0 'DW' 8 0.6 0. 1982 Dados: arquivo cross.4 4000.0 0.19 da página 461 do livro do Victor Streeter Figura 1.5 3000. 0.5 3000.0005 0 0 'DW' 11 0.0005 0 0 'DW' 3 1. 4000.5 0.0005 9 'DW' 1 3. 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.16) 'SI' 30 0. 3000.4 4000.

00050 5 0. DA VAZAO= 0.txt aberto com Wordpad SI 30 0.00050 4 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.00050 8 0.0203 ITERACAO N0.500 0. 7 SOMA DAS CORR.400 4000.800 0.I. 2 SOMA DAS CORR.300 0.00050 3 1.0 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.0 0.000 0.400 4000.000 4000.600 0.00100000005 1. 1 SOMA DAS CORR.br 'PT' -11 6 12 9 0 2 9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 'PT' 2 400 'PT' 3 400 'PT' 4 400 'PT' 5 475 'PT' 6 400 'PT' 7 400 'PT' 8 500 'PT' 9 300 '&&' 0 0 Fim 7 -8 8 0 Saída em arquivo exercicio2.000 3000.0 1.0 0.00050 12 1. 5 SOMA DAS CORR. DA VAZAO= 0.3400 ITERACAO N0.000 3000.000 3000.00700004E-006 0.0 0.1510 ITERACAO N0.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1-62 .00 IND= 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 -1 0 ITERACAO N0.600 3000. 3 SOMA DAS CORR.0 1.600 0.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.400 4000.000500000024 9 ESPEC.00 14 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 20.2056 ITERACAO N0.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0. 9 SOMA DAS CORR. UNIDADES S.0 1.800 0. 4 SOMA DAS CORR. DA VAZAO= 0.0020 ITERACAO N0.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 3.00050 7 0. DA VAZAO= 0. DA VAZAO= 0.00050 9 1.00050 10 1.0 0. 8 SOMA DAS CORR.500 3000.0 0.000 3000.0064 ITERACAO N0.000 0.0 0. DA VAZAO= 1.00050 13 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= -45.00050 11 0.6128 ITERACAO N0. DA VAZAO= 0. DA VAZAO= 0.500 0.500 3000.00050 2 1..0 0. DA VAZAO= 0.600 0. 6 SOMA DAS CORR.com.0590 ITERACAO N0.000 0.

000 0.29 11 -0.126 -0.br 1 1.39 2.001 9 332.925 2.948 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.10 3.000 3 400.123 7 499.251 1.000 2 504.000 104.71 0.297 400. COTA TERR.37 0.000 NO' COTA PIEZ.40 2.977 1.000 7 400.35 -0.73 6.45 15.com.28 10 1.01 6.274 1.000 8 500.478 4 481.478 400.000 -0.000 81.411 3 491.37 4 0.13 5 0.21 5.001 500.000 91.44 0.34 12 1.94 12.123 400.297 8 500.000 32.008 6 490.400 4.992 475.153 Fim 1-63 .24 9 0.153 300.44 -1.000 5 475.104 0.20 2 0.00 IX= 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -11 6 12 9 0 2 9 7 -8 8 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 520.11 1.00 0. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 520.95 0.222 0.62 9.199 1.000 520.31 3 0.389 400.23 8 0.000 99.000 2 400.28 10.052 0.18 2.000 9 300.389 5 474.000 0.93 4.000 6 400.13 7 0.000 90.411 400.59 5.70 0.000 4 400.

Curso de Rede de água Capitulo 1.br Exemplo 1. Benjamin Wylie Figura 1.com.20 página 462 Mecânica dos fluidos do Victor L.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1982 1-64 . Streeter e E.17.

1984 mostra que no método da teoria linear a relação envolvendo número de trechos (i) . usando o método de Gauss ou de Gauss-Jordan. A grande vantagem do método da teoria linear é que não precisa de inicialização. 1984 informa que Wood e Charles em 1972 propuzeram um método de converter equações para equações lineares.Esquema de aplicação do método da teoria linear Basicamente o método da teoria linear é a montagem de um sistema de equações não lineares que através de um artifício são linearizadas. Quando a vazão sai do nó é negativo: Q1 + Q4 = 2000gmp = 2000 x 9.99223 ft3/s=4.34 Q3 – Q4 = -2. Stephenson.45 -Q1 – Q2 +Q5=0 Q2 –Q3 –Q7= -3. isto é. 1976.34 Temos sete variaveis e somente 5 equações.18. de valores admitidos antecipadamente e converge em aproximadamente 4 a 10 iteraçoes. 1984 alerta que quando a diferença de pressão é muito baixa em um tramo teremos problema de convergência mesmo no método da teoria linear.br 1. número de nós (j) e número de loops (m) será constante: i= j+m -1 A rede malhada da Figura (1. O método da teoria linear tem diferenças entre os métodos de Hardy-Cross e Newton-Raphson. sendo praticamente impossível a resolução do mesmo sem o computador.23 -Q5 – Q6= 3. Figura 1. O método só pode ser feito através de microcomputadores.com. Portanto. Vamos mostrar de uma maneira bem simplificada o que fez Jeppson. O sistema de equações lineares é então resolvido por cálculo de matrizes. da mesma maneira que temos no método de Hardy-Cross. Stephenson.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.15) tem 6 nós e isto nos dará 5 equações da continuidade independentes que são facilmente montadas assim: Vazão que entra e vazão que sai Quando a vazão entra é positivo. Stephenson. Jeppson no seu livro Analysis of flow in pipe networks em 1976. As duas equações são montadas aplicando o seguinte truque: 1-65 . faltam duas equações.Curso de Rede de água Capitulo 1.34 Método da Teoria Linear O método da teoria linear para análise de redes de água foi desenvolvido por Roland W.

Stephenson. Para resolver precisamos usar sistema de matrizes Gauss.Curso de Rede de água Capitulo 1. Achamos então os valores de Q1.71 no tramo 2 R2=0. 1984. Fazendo procedemos achamos mais duas equações necessárias do loop que são: Sentido horário: positivo Sentido anti-horario: negativo 4.264 Q4=0 1. Q5.402 Q2=0 Temos portanto 7 incógnitas e 7 equações.35 Q7 + 0. Figura 1. 1984 como inicialização a velocidade unitária 1m/s para todos os trechos de tubulações.19. cálculos todos os valores de R para cada tramo. Usando estes valores como iniciais recalculamos tudo de novo: Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Até ponto em que a vazão obtida é praticamente igual a vazão anterior num erro que toleramos. Q3. Uma outra alternativa é estimar que em todos os trechos de tubulação haja para inicialização um regime laminar. Isto também foi idéia de Wood e Charles em 1972 conforme Stephenson.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.14 Q5 -11. Q4.71 Q1 – 0. Q6 e Q7.com.Esquema de rede conforme Jepson 1-66 . Assim teremos no tramo 1 R1=4.402 Q2 -1.402 e assim por diante.Jordan. Assim como se a vazão fosse 1.br Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Sendo: R1=[R x Qn-1 ] Um dos truques de inicialização de Jepson é usar a vazão unitária 1.37 Q3 -0. sem termos uma inicialização como o método de Hardy-Cross.3 Q6 + 3. Em três ou quatro iterações o problema está resolvido. Q2. por exemplo.

21.br Figura 1.20.Esquema de rede conforme Jepson 1-67 .Esquema de rede conforme Jepson Figura 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.Curso de Rede de água Capitulo 1.

VICTOR L. São Paulo. LARRY W. -WALSKI. 1984. 641páginas. 1992. -TSUTIYA. ISBN 0-444-41668-2 -STREETER.pdf -FACULDADE DE HIGIENE E SAUDE PUBLICA DA USP.E. Técnica de abastecimento e tratamento de água. -JEPPSON. -IDELCHIK. Universita degli Studi di Parma.ROLAND W. Abastecimento de água.pdf http://www. -CETESB. 19páginas. Forecasting Urban Water Demand. Analysis of Water Distribution Systems. LTC Livros Técnicos e Científicos Editora S.A. 1976. et al.com.Flow analysis acessado em 16 de abril de 2007 http://faculty. BRUCE et al. 2004. Italia. Hidráulica Geral. Handbook of Hidraulic Resistance.THOMAS M.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.. 1975. 164 páginas. DAVID. CRC Press. Projeto de Sistemas de Distribuição de Água.THOMAS M. Prentice/Hall do Brasil..mwhsoft. Mecânica dos Fluidos. 1996. -WALSKI. Modelli matematici delle reti di distribuziona idrica. MILTON TOMOYUKI..ca/muzychka/Chapter3. 1994. 102p. Analysis of Flow in Pipe Networks. 201páginas. NED H. 1984. 1983.mun. Dipartamento di Ingegneria Civile. Distribution network analysis for water utilities. 1990.br 1.engr.1967.com/page/p_bookstore/cwbsa/Chap5. 1989. AWWA.washington. Hydrosystems Engineering&Management. Pipeflow analysis.pdf http://www. Water Distribution Systems: simulation and sizing. et al. -MIGNOSSA. -HWANG. 1-68 . -BILLINGS MR. 1992. -MAYS. EPUSP.I. C. PASCHOAL. Sistemas de Engenharia Hidráulica.edu/markbenj/CEE342/Abbreviated%20Hardy-Cross.35 Bibliografia e livros consultados: -ANALYSIS OF COMPLEX NETWORKS acessado em 16 de abril de 2007 -AWWA MANUAL M32. -NETWORKS ANALYSIS acessado em 16 de abril de 2007 -SILVESTRE.. Ann Arbor Science Publisher. PAULO. McGraw-Hill. -STEPHENSON.Curso de Rede de água Capitulo 1. McGraw-Hil. -CHAPTER 3. 1982. Krieger Publishing.

Esquema das redes malhadas 1-69 .21 Tomamos um exemplo de rede malhada de Cross feito por Silvestre p.exe com entrada de dado cross.104.Curso de Rede de água Capitulo 1. Figura 1.com.22.dat e saída em texto cross4.br Exemplo 1. Vamos calcular pelo programa em Fortran denominado cross.txt.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

dat (original) 'SI' 30 0. 0.15 900.00 0 9 7 3 6 0 12 0 9 0 6 0 8 1-70 .00 900.001 0.0 0.08 1200.0 0.0 9 12 -5 -6 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -8 4 -11 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 960 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 4 3 'PT' 11 5 2 4 10 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' '&&' 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 900.0 100.00 900.0 0.0 0.45 'HW' 2 0.1 900.000001007 'HW' 1 0.08 900.Curso de Rede de água Capitulo 1.0 100.35 'HW' 3 0.1 1200.2 900.0 0.0 100.00 900. 100.45 'HW' 11 0.00 900.0 0.30 'HW' 6 0.30 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 4 2 1 8 -2 -7 11 -3 -10 4 4 4 5 100.35 'HW' 4 0.00 900.0 100.0 100.dat Cross4.0 100.1 900.05 1200.00 900.0 0.0 100.05 1200. 100.35 'HW' 10 0.0 0.com.0 100.05 900.3 1200.40 'HW' 5 0.0 0.30 'HW' 12 0. 0.0 100.0 100.00 900.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 0.30 'HW' 9 0.30 'HW' 7 0.50 'HW' 8 0.2 1200.br Entrada de dados com o arquivo cross.00 900.

84 IX= 1 1 2 4 3 9 6 12 9 -6 8 -11 5 -2 4 -7 1 0 8 -3 7 -10 4 0 2 8 5 0 0 0 0 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 900.246 1-71 .0 0.0008 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.00000 5 0.0384 ITERACAO N0.00100000005 1.000 54. DA VAZAO= 0.br Saida dos cálculos com o arquivo R4.91 4.31 5 0.350 100.942 2 954.57 7 0. DA VAZAO= 0.000 2 900.99 4.00700004E-006 100.000 8 900.03 4.81 4.450 100.txt (original) SI 30 0.300 100. 1 SOMA DAS CORR.000 5 900.29 6.0 0.93 2 0.0 0.000 7 900.214 1.091 0.050 1200.com.100 900.300 100.0021 ITERACAO N0.615 900. DA VAZAO= 0.00000 3 0. DA VAZAO= 0.500 100.066 0.450 100.068 0.29 5.000 49.16 6 0.080 1200.000 48.0 0. COTA TERR.11 4.00000 4 0.300 100.400 100.txt fazendo cross>r4.300 100.I.0 0.0 0. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 959. DA VAZAO= 0.912 4 952.050 1200.00000 12 0.95 3.0 0.095 0.680 900. 9 ESPEC.066 0. UNIDADES S.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.000 44.942 900.99 11 0.00000 8 0.0116 ITERACAO N0.064 0.080 900.0 0.069 0.txt R4.098 1.195 1. 2 SOMA DAS CORR.48 4 0.74 10 0.00000 10 0.64 5.350 100.97 4. 5 SOMA DAS CORR.150 900.00000 9 0.050 900.350 100.000 NO' COTA PIEZ.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.200 900. 4 SOMA DAS CORR.891 900.0 0.93 5.00000 7 0.76 4.77 4.000 4 900.912 900.80 9 0.246 900.23 5.0053 ITERACAO N0..Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.300 100.46 7.98 6.18 3 0.000 9 900.200 1200.34 5.000 52.148 1.100 900.000 59.300 1200.00000 6 0.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.100 1200.0 0. 3 SOMA DAS CORR.00000 IND= 4 1 8 -2 -7 4 4 9 -5 -8 4 2 11 -3 -10 4 5 12 -6 -11 0 0 0 ITERACAO N0.99 4.000 3 900.69 4.18 4.08 8 0.000 6 900.0 0.78 5.02 5.286 1.615 5 948.00000 11 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.891 6 944.24 12 0.00000 2 0.93 5.680 3 949.34 5.0 0.

575 938.617 42.000 900.000 900.Curso de Rede de água Capitulo 1.452 1-72 .000 46.com.575 38.617 942.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br 7 8 9 946.452 900.

O ar em pacote pode se deslocar ou sair pelas ventosas. As bolhas podem se juntar e formar pacotes de ar no topo das tubulações.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 2.5 maior que a 15ºC. O ar pode estar em solução ou em forma livre em forma de bolhas ou pacotes de ar.1 .Ar armazenado na tubulação Fonte: Val-Matic Valve.1981. Figura 2. Nas Figuras (2. pois em temperaturas normais temos sempre dissolvido 2% de ar na água a 20ºC.1) a (2.4) temos vários locais onde há o problema de ar. Somente causa problema quando há redução de pressão é que o ar forma bolhas e que os problemas aumentam. As bolhas geralmente possuem diâmetros entre 1mm a 5mm.1. Para a temperatura de 30ºC a saída de ar da água é de 2. Os pacotes de ar implica em relativo volume de ar que se acumula no topo do tubo.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Capitulo 2-Ar nas tubulações 2.1 Introdução O ar está sempre presente em tubulações de água. O ar pode ser absorvido pelas superfícies líquidas ou também poder entrar através de regime de escoamento turbulento na entrada de uma tubulação conforme Stephenson. O ar em solução não é problema de engenharia. 1993 2. Quanto maior a temperatura maior a possibilidade de saída de ar da água.

1993 2.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 2.Ar criado na bomba submersa de poço tubular profundo Fonte: Val-Matic Valve.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.2.2 .

3 . 1993 2.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 2.Ar criado por descarga de hidrante Fonte: Val-Matic Valve.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.3.

sem que a temperatura do líquido mude.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 2.2 O ar é um problema? Conforme Lauchlan. uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura.4 . Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor. 2.Tipos de ventosas Fonte: Val-Matic Valve. 1993 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2. Em transientes hidráulicos a entrada do ar causa problemas sérios na tubulação inclusive o rompimento da mesma. além do desgaste dos rotores. Em bombas ou turbinas a presença do ar diminui a eficiência. Para isto usa-se o que se chama NPSH (net positive suction head) e há duas. 2005 os pacotes de ar nas tubulações diminuem a seção transversal reduzindo a capacidade de escoamento. Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba.4. causa vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. Em bombas teremos a cavitação. Os efeitos mecânicos. Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido.

do número de Froude.5 .05m/m).5 Critérios para o movimento do ar nas tubulações Conforme Little.9º ou 0. Vc/ (gxD)0. Em águas estagnadas a capacidade de transporte é zero e o as bolhas de ar chegarão a superfície.5 Sendo: Vc= velocidade crítica da água para o ar se movimentar (m/s) 2. Qar/ Qágua = 0. 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. 1980 e Wisner et al 1975 in Lauchalan.5 V= velocidade média a montante (m/s) g= aceleração da gravidade =9. 2005 mostraram que a velocidade crítica da água para mover as bolhas de ar é função da tensão superficial. Se a capacidade de transporte é excedida em escoamento em condutos. 2002 in Lauchlan. O transporte de ar é máximo quando o escoamento for vertical de baixo para cima e mínimo quando o escoamento for vertical de cima para baixo. Onde os efeitos da tensão superficial são desprezíveis a velocidade critica da água para mover as bolhas de ar é proporcional a (gD)0. Em movimento lento a entrada de bolhas de ar é distribuída em todo o líquido o escoamento pode mudar drasticamente devido as bolhas de ar.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 2.4 Sendo: Qar= vazão do ar (m3/s) Qagua= vazão da água (m3/s) Fr= número de Froude= V/ (g x y) 0. Em canais abertos com alta velocidade o transporte de ar aumenta com o aumenta da velocidade e intensidade da turbulência do escoamento.5 = 1. 1991 in Lauchlan.6 Equação de Kalinske e Bliss Experimentalmente Kalisnke e Bliss obtiveram a equação que mostra a velocidade crítica da água para que o ar se mova na tubulação descendente com declividade maiores que 5% (2. o ar ficar em pacotes na parte alta da tubulação.3 Mecanismo de movimento do ar Conforme Kobus.4 Ar em ressalto hidráulico Em ressalto hidráulico o valor da entrada de ar pode ser estimado pela equação conforme Lauchlan. 2005 não há uma solução analítica do transporte de bolhas de ar pelas tubulações aceita por todos os especialistas apesar de que os resultados são baseados em experiências. 2.509 x (tan(Θ)) 0. 2005. Falvey.0066 x (Fr – 1) 1. 2005 o movimento do ar nas tubulações se passa da seguinte maneira: O transporte da água depende da razão entre a velocidade da água e a velocidade de ascensão da bolha de ar. 1984.5 sendo g a aceleração da gravidade e D o diâmetro do tubo. Em condutos fechados o transporte de ar é dependente da orientação do escoamento. do número de Reynolds e da declividade da tubulação. Bendikse.81m/s2 y= altura do nível da água a montante (m) 2.

18 0.087 0.09 0.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kalinske e Bliss.73 2.75 0.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 2.79 0.18 0.262 0.09 0.36 Velocidade critica m/s 0.3 0.175 0.07 0.80 0.4 0.175 0.48 0.5 0.09 0.36 0.02 2.349 0.9 4 5 10 15 20 2.2 0.262 0.99 1.77m/s.28 0.051 0.63 0.05 0.4 0.087 0.27 0.070 0.070 0.36 0.070 0.5 0.2 0.087 0.5 0.5 0.09 1.051 0.34 1.05 0.56 0.175 0.05 0.3 0.3 0.67 0.40 1.4 0.88 1.09 1.81m/s2 D= diâmetro da tubulação (m) Θ= ângulo da declividade descendente (radianos) Para arrastar o ar numa tubulação de 300mm com declividade de 0.3 0.07 0.56 0.087 0.349 0.77 1.09 0.175 0.349 Declividade (m/m) 0.3 0.26 1.5 Ângulo Θ graus radianos 2.349 0.9 4 5 10 15 20 0.4 0.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade =9.27 0.1.9 4 5 10 15 20 2.4 0.89 1.18 0.88 0.27 0.051 0.4 0.36 0.6 .9 4 5 10 15 20 2.5 0.05 0. D (m) 0.68 0.55 1.070 0. Tabela 2.262 0.2 0.09m/m (9%) é necessário uma velocidade mínima de 0.2 0.051 0.58 0.2 0.18 0.3 0.27 0.07 0.2 0.262 0.07 0.

785 50 0.43 1.58 0.3 Ângulo Θ Graus radianos º 15 0.2 0.611 40 0.785 50 0. 1950 para movimento vertical Vc/ (gxD)0.3 0.36 0.3 0.8 Equação de Davies e Taylor.3 0.873 55 0.70 0.2 0.2 0.94 2.698 45 0.2.19 1.40 0.524 35 0.73 0.36 0.3 0.61 1.2 0.41 2.2 0.09 3.698 45 0.3 0.86 2.436 30 0.00 1.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Davies e Taylor.349 25 0.3 0.524 35 0.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 2.2 0.47 0.2 0.80 0.44 1.047 15 0.2 0.77 1.70 0.37 2.57 0.873 55 0. D (m) 0.84 1.3 0.00 1.53 2.262 20 0.960 60 1.09 1.33 Tabela 2.27 0.34 1.31 2.3 0.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kent.047 Declividade (m/m) 0.2 0.436 30 0.97 2.5 = 0.58 0.46 0.17 2.73 Velocidade critica m/s 1.43 1.960 60 1.55 + 0.78 1.611 40 0.5 Tabela 2.65 0.84 1.349 25 0.5 = 0.7 .3 0.47 0.77 1.3.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. 1950 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.27 0.2 0.59 2.7 Equação de Kent Para tubulações com declividades que variam de 15º a 60º temos: Vc/ (gxD)0.83 3.56 1.11 2.28 1.5 x (sen(Θ)) 0.73 0.262 20 0.19 1.

5 = 0. 2003 Para mover o ar em uma tubulação por gravidade em áreas rurais e prevenir a acumulação de ar temos: Vs/ (gxD)0. 1968 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0. G.4.09 1. Posicionamento das ventosas: 2. 1968 para movimento horizontal Vc/ (gxD)0.89 1.55 1. Tabela 2. 2003 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.542 Tabela 2.638 Sendo: Vs= velocidade mínima para mover um pacote de ar estacionário.76 0.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 2.66 0.8 .5. De modo geral as velocidade do ar nas ventosas não deve ser maior que 30m/s (trinta metros por segundo).10 Equação de Corcos.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Corços.93 1.26 1.42 2.77 0. As ventosas são de orifícios pequenos e orifícios maiores que 25mm.20 1.31 1.9 Equação de Benjamin.67 2. 2005 a ventosa deve ser posiciona estrategicamente em um ponto para a permitir a entrada e saída de ar quando da tubulação estiver funcionando ou quando a mesma está sendo dada uma descarga.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Benjamim.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.11 Remoção de ar nas ventosas Conforme CIRIA Report 179 in Lauchlan.41 1.07 1.5 = 0.

AWWA A AWWA Manual M51 que se refere a ventosas possui também as suas recomendações. 1990 sugere que o intervalo entre as ventosa seja dada pela equação.34 x a x (g x h/ Dar )0.6) fornece o comprimento critico entre ventosas conforme o diâmetro da tubulação. Tabela 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 As ventosas devem ser colocadas nos pontos altos da rede e uns 3m ou 4m abaixo do ponto alto na direção de declividade. Para trechos longos descendentes e horizontais são seguidas as mesmas recomendações. Distância entre as ventosas O professor S. Considerações gerais • A velocidade mínima da água para que o ar se movimente deve ser de 1m/s a 2m/s. J.0033m/m). a mesma deverá estar alguns metros (3 m ou 4 m ) na parte descendente. • Quando a ventosa for instalada no ponto alto.9 .6.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 2. van Vuuren da Universidade de Pretoria. É recomendada a declividade mínima no trecho descendente de 1: 300 (0. Esta regra é muito importante. 1990 D (mm) 150 200 300 400 500 600 Ls (m) 85 113 170 227 283 340 O fabricante de ventosas Vent-O-Mat da África do Sul recomenda que em tubulações ascendentes deve ser colocada uma ventosa em cada 600m de rede. Ls= 85 x D/ 150 Sendo: Ls= comprimento crítico entre as ventosas (m) D= diâmetro do tubo (mm) A Tabela (2.004m/m) no trecho descendente de 1: 500 (0. Saint Gobain • A Saint Gobain sugere que as tubulações sejam assentadas na declividade mínima de 1: 250 (0. Saída de ar pelas ventosas Stephenson.002m/m) é sugerida como o mínimo gradiente que deve ser construída uma tubulação.5 2.Distância máxima entre as ventosas conforme Van Vuuren. 1983 baseado na teoria dos orifícios desenvolveu a equação para a vazão de ar pela ventosa. • A declividade de 1: 500 (0. Qa= 0.002m/m) no trecho ascendente. • A distância mínima entre as ventosas varia de 50mm a 800m.

12 Medidas para evitar golpe de aríete Existe uma variedade muito grande de dispositivos para evitar os golpes de aríete devendo-se estudar as mais adequadas conforme Figura (2.3 x a= Para sair 1% de ar da tubulação de água com a velocidade de 1m/s e na pressão absoluta de 10m que é o mínimo para não haver vácuo temos: Qa= 0. Chaminé de equilíbrio 3. 1% do diâmetro d= diâmetro da ventosa (m) D= diâmetro do tubo (m) Então o orifício deve ter cerca de 1% do diâmetro do tubo para expelir 1% de ar na tubulação 2.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 2.01 x 1m/s x A= 93x a 0.34 x a x (9.15 x 10-3 Fazendo-se as substituições achamos: Qa= 0.5).01D2=93xd2 D/10=9.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Sendo: Qa= vazão de ar (m3/s) a= área do orifício (m2) g= aceleração da gravidade = 9.15x10-3 )0. As medidas mais comuns são: 1. Tanques unidirecionais 4. Válvula de alivio 2. Reservatório ou câmara de ar comprimido 8.01 z D ou seja. Bypass 6. Válvula de retenção 2. Volante de inércia 7.10 .64x d d=D/ (10 x 9.01 x 1m/s x PI x D2/4= 93 x PI x d2/4 0.5 Qa= 99.81m/s2 h= pressão (m)= 10m Dar= densidade relativa do ar na pressão inicial = 1. Ventosas 5.5 0.64)=0.81 x 10/ 1.01x D d=0.34 x a x (g x h/ Dar )0.

é instalar um Manômetro Registrador junto a torneira do cavalete de entrada de água potável do concessionário. A vazão que chegava na ETA Cumbica era de 90 L/s e passou para somente 30 L/s.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 2. É possível pressões mais elevadas do que 50 mca e menores que 10 mca. 1981.Esquema das varias soluções existentes para proteção do golpe de aríete. Em adutoras todos são unânimes em afirmar que devemos instalar vem tosas. diz que a “pressão estática máxima nas tubulações distribuidoras deverá ser de 500 kPa. O porque até hoje não sei. Lembro que uma vez numa adutora de 8km o antigo DAE tirou todas as 15 ventosas de uma vez só para manutenção. 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2. Fonte: Stephenson. Dica: recomendamos que em rede de distribuição sejam instaladas ventosas nos condutos principais. Isto significa. um dispositivo para registrar automaticamente em gráfico as pressões durante um dia inteiro ou durante sete dias.mas em redes de distribuição devemos ou não instalar ventosas? O meu ponto de vista é que devemos instalar ventosas nos condutos principais para evitar em descargas e enchimento que as ligações de água se transformem em ventosas. sendo que as outras 11 ventosas não fizeram diferença. 2. Uma maneira de se comprovar a variação das pressões. que a pressão máxima deve ser de 50 metros de coluna de água (mca) e a pressão mínima deve ser de 10 mca.11 . a localização das ventosas é difícil de ser feita.14 Os rodízios e o ar nos hidrômetros Conforme a NBR 12218 de julho de 1994 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) de Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público. e a pressão dinâmica mínima.5. Foram colocadas aleatoriamente 4 ventosas e a vazão chegou praticamente a 90 L/s. desde que justificadas. de 100kPa”. 2.13 Ventosas em redes de distribuição Apesar de existir inúmeras equações e recomendações.

onde recebem água do serviço público. que possui 12% das reservas mundiais de água doce. Frisamos que o hidrômetro é destinado a medir a água que passa pelo mesmo e não o ar. fazem os denominados rodízios de água. as concessionárias dos serviços públicos de abastecimento de água. 1 dia com água e 3 dias sem água. o abastecimento primeiramente vai até a caixa d’água e depois vai para a distribuição na residência.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 A NBR 12218/94 prevê que a distribuição de água potável aos consumidores seja de “forma contínua em quantidade e pressão recomendadas”. que estando a caixa vazia.3% e 6. o hidrômetro deverá ser instalado de tal maneira que ”esteja permanentemente cheio de água. não bloqueia a entrada de água e nem de ar. Europa e Japão a respeito dos rodízios.0%. nas condições normais de utilização”. devem ser previstas ventosas” O grande problema de entrada de ar nas tubulações de rede pública de abastecimento de água potável é na ocasião de enchimento e esvaziamento das linhas. enquanto que no Nordeste e Sudeste temos 3.12 .Método de12 Hardy-Cross Capitulo 2. variando com o tempo a vazão e a pressão. Com os problemas de freqüentes falta de água no Brasil. naqueles lugares. o suprimento de água é menor que a demanda (consumo) e conseqüentemente a distribuição de água potável não é continua.5%. pois. As residências têm as suas instalações hidráulicas de água iniciadas após o cavalete. não existe o problema de falta de água ou de rodízios freqüentes. o volume de água que o atravessa”. No Brasil a água doce está concentrada na região Norte com cerca de 68.1 dia com água e 1 dia sem água. Os rodízios podem ser de 12 horas com água e 12 horas sem água. Isto significa que o hidrômetro deve ser revisado pelo serviço público pelo menos de cinco em cinco anos. Infelizmente não temos experiências nos Estados Unidos. 2. é que o INMETRO através da citada Portaria 29/94 exige que as verificações periódicas são efetuadas nos hidrômetros em uso. O aparelho que mede a água: hidrômetro Segundo a Portaria n. em intervalos estabelecidos pelo INMETRO ”não superiores a cinco anos”.5% e 15. o “hidrômetro é o instrumento destinado a medir e indicar continuamente. No Brasil de modo geral. que nem sempre é obedecido. Canada. Uma outra observação importante e pouco aplicada no Brasil. Como no Brasil o abastecimento de água é indireto.7% de água doce . Normalização e Qualidade Industrial). 1 dias com água e 2 dia sem água e assim por diante. Na região Sul e Centro-Oeste temos 6. como é comum no Brasil. Na caixa d’água existe uma torneira de bóia.º 246 de 17 de outubro de 20000 estabelecida pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. Ainda na mesma Portaria 246/2000 do INMETRO. Ventosas na rede de distribuição A NBR 12218/94 prevê que “nos pontos altos dos condutos principais.

6% a mais de consumo de água durante o mês. com a produção de vácuo relativo. Pesquisas feita em 1997 em região com abastecimento de água potável com rodízio de 1 dia sem água e 2 dias com água (10 dias de rodízio durante o mês). funcionando como eliminador de ar todas as ligações de água. A Tabela (2.13 . Existe uma proporcionalidade entre o número de rodízios no mês e o ar medido pelos hidrômetros. não funcionaram conforme o previsto. Mas na prática estas ventosas que são instaladas em cavaletes só funcionam quando a pressão do ar é baixa. pois. Na prática são instaladas ventosas principalmente nas tubulações de grande diâmetro e nas tubulações de aço. As ventosas também servem. para serem instaladas em cavaletes para eliminar o ar antes que chegue aos hidrômetros. Um pouco de ar não faz o hidrômetro girar. Após a passagem do ar vem em seguida a água. o ar é empurrado dentro das tubulações. Um grande fabricante de hidrômetros em Minas Gerais construiu há uns anos uma ventosa de cavalete e pouco tempo depois a retirou de circulação. Até a presente data. Desconto na conta d’água devido aos rodízios Em havendo rodízios. As ventosas na redes de maior diâmetro eliminam uma parte do ar. principalmente em tubulações de aço. são instalados dispositivos denominados ventosas.7% de probabilidade que o usuário paga cerca de 2% a mais de água devido ao problema de ar no hidrômetro. na ocasião do enchimento da rede de distribuição com água. ou seja. ficando a mesma toda amassada de fora para dentro.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 2. Para expulsar o ar. em torno de 2mca e neste caso reduzem o ar de 10% a 35%. Assim para 30 dias de rodízio teremos três vezes mais problema de ar nos hidrômetros. pois. não funcionam. Ventosas no ramal domiciliar das ligações de água Quando são feitos os rodízios. haverá o colapso da tubulação. quando queremos que entre o ar na rede. pois é grande o desespero dos usuários que vêm sua conta aumentar com os rodízios de água. o hidrômetro passa a marcar como se fosse água. Na prática a pressão do ar é bem maior que 2mca e as ventosas dos cavaletes. O enchimento da rede provoca cerca de 90% do ar nos hidrômetros. mas aumentando a pressão do ar. seria a revisão ou troca das ventosas existentes e colocação de ventosas adicionais nas redes primárias em pontos altos. haverá influência de ar na rede. sendo que parte é expelido pelas ventosas existentes e parte continua até atingir as residências entrando pelos cavaletes e passando pelo hidrômetro. As vendas destas ventosas está cada vez maior. ainda não existe no mercado nacional. Aguardamos o resultado de testes em novas ventosas que realmente funcionem. ou seja. pois o próprio ar fecha a ventosa. não havendo a purga do ar. Ultimamente vem sendo vendidas ventosas de latão ou plásticos ou mistas. mas no entanto não resolvem totalmente o problema de ar nos hidrômetros causado pelos rodízios. ou seja. A melhor solução para as ventosas de rede. nenhuma ventosa de cavalete que realmente elimine todo o ar no cavalete. purgar.7) mostra como funciona: 2. concluiu com 96. enquanto que no esvaziamento temos cerca de 10%. Nas tubulações de pequeno diâmetro. praticamente não são instaladas ventosas. sendo que o restante 65% a 90% do ar é medido pelo hidrômetro como sendo água.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 causando movimento desordenado do ar dentro das tubulações e acumulo de ar em pontos elevados.

praticamente não se faz a leitura dos hidrômetros. água mineral ou ainda ferver a água de torneira durante o mínimo de 15 minutos. com os rodízios os hidrômetros não funcionam corretamente devendo haver um desconto geral no volume de água conforme o número de rodízios feitos durante o mês.5 1 Número de dias sem água 1 1 0. Problema sanitário com os rodízios O maior problema nos rodízios no sistema de distribuição de água potável é sanitário. Quando o usuário tiver alguma dúvida sobre a qualidade da água para beber. pode ocorrer a formação de vácuo relativo e a água poluída que está perto da tubulação entra na mesma. principalmente em locais onde existem tubulações antigas de ferro fundido. devendo para isto ser pesquisadas as casas vizinhas da mesma quadra e as da quadra em frente ao imóvel em questão.Método de14 Hardy-Cross Capitulo 2. Quando a rede está com pressão e existe um pequeno vazamento a água sai da tubulação e quando a rede fica vazia.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Tabela 2.7. Dica: ventosinha não funciona no ramal predial 2. onde há uma mistura da água limpa com a água suja denominado pelos americanos de cross-connection.5 2 Número de rodízios no mês 10 15 30 10 Aumento do consumo de água devido a influência do ar 2% 3% 6% 2% Na área de rodízio haverá casos em que a influência do ar será muito grande. adotando-se uma tarifa mínima 10m3/mês para todos os imóveis da área afetada pelo rodízio. Um outro problema é a água aparecer barrenta.Número de rodízios e influência do ar Número de dias com água 2 1 0. Nos casos de o abastecimento ser completamente descontrolado.14 . para ser feito o abatimento adequado e verificando se não houve um aumento de consumo do usuário. Haverá usuários em que a influência do ar será significativa e a análise deverá ser caso a caso. quando esta se esvazia. É a retrossifonagem. Deverão ser tomadas todas as cautelas pelas concessionárias de abastecimento de água potável no que concerne ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Lei 8078 de 11 de setembro de 1990) no seu artigo 6º parágrafo X: “São direitos básico do consumidor a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral”. Em conclusão. A grande necessidade de se manter uma pressão mínima de 10mca exigido pela ABNT é uma medida sanitária para assegurar que não exista penetração de água poluída existente próxima a tubulação. sugerimos usar filtro ou purificador doméstico.

et al. 2005. C.15 .14 Bibliografia -LAUCHALAN. Air in pipelines. HR Wallingford. ISBN-0444-41669-2. 2a ed Elsivier scientific publishing company.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. S. Pipeline design for water engineers. DAVID.Método de15 Hardy-Cross Capitulo 2. 2. 1981. 84 páginas -STEPHENSON. Report SR 649 April.

com.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 3.1 .Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.br Previsão de consumo de água 3.

dias. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água. e) Clima: temperatura. perdas d’água. suprimentos particulares. evapotranspiração. o futuro não existe (Encel et al. A previsão contudo não é um método científico. O Uso Não Consultivo da água é aquele em que a água é um meio para um fim desejado. no uso atual e no uso futuro. Há inúmeras incertezas em uma previsão podendo ocorrer uma grande variedade de erros. aceitabilidade pelo público etc. A Previsão da Demanda da Água é uma estimativa do futuro com quatro dimensões: quantidade. falando propriamente. do transporte e da recreação.1976). sendo o seu destino por exemplo o abastecimento público. sendo portanto um conceito analítico. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. chuvas. O total da água trata é a Água Produzida e o Abastecimento de Água é toda a água necessária para uma cidade. novas tecnologias e as novas peças que economizam água. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%.br Capitulo 3. isto inclui o abastecimento de água. tempo e espaço. Geralmente uma previsão tem de 15 a 25 anos para médio prazo e para longo prazo cerca de 50 anos. a indústria e mineração.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 3.Previsão de consumo de água 3. meses ou anos. Projeções dos empregos agregados e desagregados. A Previsão de Demanda de Água é baseada nos usos anteriores da água. O futuro para a previsão pode se referir a horas. estruturas da tarifas. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações. densidade de moradias. f) Estatísticas de água: preços. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. qualidade. A Demanda da Água é quantidade de água a ser consumida na unidade de tempo com um preço determinado. semanas. O Uso Consultivo da água é aquele que água tem um fim em si mesma. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família.com.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.. Isto inclui as populações e indústrias futuras. pois. O Uso da Água se refere a quantidade de água necessária para atender aos vários fins a que se destina. dados históricos mensais por economias e por categorias. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos. tamanho dos lotes etc. a agricultura. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia. É o caso das usinas hidrelétricas. sendo portanto um conceito descritivo.2 . O que vamos tratar é o Uso Consultivo da água. O uso da água pode ser dividido em duas categorias: uso consultivo e uso não consultivo. 3. aumento da renda. medidas de redução do consumo de água. projeção do aumento da renda.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão da demanda em um sistema de abastecimento de água potável.

Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 3.1. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada. pois usa poucos dados. volume por ligação. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo.3 . a quota per capita.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas. por exemplo.2 Previsão usando densidade A previsão de consumo é muito difícil. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas.com. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare. Este método é bom para previsões a curto prazo. pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro. Tabela 3. Existem varias tabelas sobre o assunto. 3.br Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial. renda. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1 a 2 L/s x ha 3.

14 45.2. 3.64 62.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. R.14 34.14 67.com. Bruce Billings e C. densidade (hab/ha).br Tabela 3.64 3. tarifas de água.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) Tabela 3.86 + 0.64 40.64 29. ilhas de calor.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12.64 51. etc.3 Cenários de previsão de consumo de água Os cenários futuros para previsão de população podem variar bastante desde as condições climáticas.14 89. comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da.14 23.14 78. AI= -3.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) 2 Bairros residências de luxo com lotes de 800m 100 Idem 450m2 120 2 Idem 250m 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial.4 . É normal e aceitável a variação na previsão de população de 10% a 20% sendo a média de 15%. Vaughan Jones elaboraram para a AWWA o livro sobre Forecasting Urban Water Demand que deve ser consultado pelos especialistas.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 3.3. O livro de Previsão de Consumo de água de Plínio Tomaz também deverá ser consultado. programas de conservação da água.64 84.64 18.14 56. nível de renda da população.64 73.

Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região. 5.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação. 1. Método geométrica 3.5 Previsão de população Qasim. 1978. Método de crescimento geométrico 3. economia e outras. 4. Metcalf & Eddy.5 . Método de crescimento aritmético 2. Todas as informações são levada somente a uma pessoa (oráculo) que faz a condensação dos dados. Nota: tive oportunidade de ver uma previsão de população de Guarulhos feita em 1964 e que saiu totalmente da realidade. apesar de os processos usados serem muito “modernos”. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al. 3. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1.com.br Um dos métodos que podem ser usados é o Método de Delfos usado inicialmente pela Força Aérea dos Estados Unidos. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões. Método aritmético 2. Método Logístico 3. 1985. agricultura.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 3. Barnes et al. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. 1981. O resultado será o melhor possível que nem os método cientifico mais modernos podem conseguir. Método da previsão de empregos 8. 7. 1968. 6. CETESB. Qasim. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado. onde um grupo de especialistas que não se conhecem fazem as varias estimativas de futuro em varias áreas do conhecimento como engenharia. Vi várias previsões de população e de consumo de água para Guarulhos e todas elas sem exceção deram erros muito grandes.

268 539.745 19.926 283.000 811.526 366.967 1.869 223.000 794.186 22.991 1.984 1.876 189.000 761.972 1.6 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (3.995 1.980 1.751 355.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.326 407.489 68.677 41.197 1.469 24.973 1.986 1.000 922.996 1.779 6.000 863.989 209.826 304.000 5.585 266.000 828.988 1.908 104.717 3.294 900.726 325.940 773.754 236.480 630.145 463.4.982 1.990 1.237 972.273 23.073 33.343 296.966 1.294 6.697 86.567 473.045 728.975 532.047 325.455 384.627 24.237 6.000 739.660 35.626 345.550 205.970 1.4).000 746.992 1.977 1.000 48.940 1.981 1.678 672.126 242.000 55.099 196.997 1.162 90.226 428.975 1.976 1.281 50.983 1.811 15.181 597.971 1.994 1.072.001 1.523 18.950 1.426 387.978 1.271 503.com.863 444.6 .580 81.885 59.968 1.062 581.000 52.422 17.723 45.776 77.304 17.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 3.690 806.439 6.993 1.999 2.682 565.518 717.000 709.486 37.546 833.093 77.960 1.326 102.159 414.000 857.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.000 7.264 500.101 101.744 97.690 55.969 1.000 771.301 95.226 221.000 916.985 1. Tabela 3.497 182.894 662.000 893.br 3.998 1.000 35.989 1.000 2.197 173.987 1.974 1.026 263.979 1.000 801.528 158.000 680.

Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 3.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. Tabela 3.002 2.006 1.253 Na Tabela (3.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.Po)/ (t1.7 .6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: r= (P1.com.004 2.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 3.179 1.003 2.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 3.005 2.br 2. Yassuda e Paulo S.7 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.6) 3.283.251.

Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.1.8 .Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a méda das três ultimas razões teremos: Media =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 3.7.br População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 3.com.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 3.

Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 3.03 (2030-1990) =2. P= K / (1 + 2.603. No caso d=10anos t2=2d a = (1/0.9 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP. P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K.072.8 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.717 hab.4343) . q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1. (´Po+P2)] / (Po .P12) b= {1/ (0. 1967. P= Po . 3. 1967 pelo método geométrico será: P= Po . q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1.8.000 hab.P1. P2 . q (t-to) P= 806000 x 1.P2 – P12 .766hab Tabela 3.com.9 .4343 x d)} .03 Adotando a razão q= 1.03 obtermos para o ano 2030.718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2.br 3. (K-Po)}} to=0 t1=d.Po. log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980. log { [Po (K-P1)]/ {P1 . Po= 806.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 3.

(´Po+P2)] / (Po . log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 .10. (2010-1980 )= 1.8060002)= 1.277.10 . to P1.t ) O tempo começa a contar de 1980. b= {1/ (0. (1558889532908)}}= -0.Valores de Po.718 0.07232. P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.65504716 P= Ks / (1 + 2.07232125 a=0.P1.718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2.65504-0.Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0. P= 1558889 / (1 + 2.4343 x d)} . log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 .Po.889 habitantes.558.com. log [(1558889-532908)/532908]= 0.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 3. log [(K-Po)/Po] a = (1/0.65504-0.9.65504716 Po.07232. t1 P2. (´532908+1072717)] / (532908x 1072717 .4343) .4343 x 10)} . a população de saturação será de K=1. (Ks-Po)}} b= {1/ (0.889 Portanto.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 .07232125 a = (1/0.br Tabela 3. t2 3.P2 – P12 .Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.850 Tabela 3.718 0.4343) .558. pois to=1980. Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim. P2 .

2004 cita Thomas Walski que recomenda k1 entre 1.10 Variações de consumo Conforme FHSP.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 3.0 e k2 entre 3 e 6 para os Estados Unidos. Conforme Tsutiya.11 . 3.2 a 2. poder-se-ia admitir K1=1.11 Perdas de água As perdas na rede de distribuição também deverão ser levadas em contas. Caso fosse incluso 40% de perdas a quota per capita seria de 211+84= 295 L/dia x hab.com. Fayer et al. No Brasil é usual perdas de 30% a 45%. Em abastecimentos semelhantes poderemos usar os valores médios estimados Tudo se passa como se existisse um coeficiente K3 para quando não houvesse reservatórios e K3=2. et al.5=3.0 a 3.0 Varia de 2.2 e K2=1.75 3. 1966. No Parque Cecap em Guarulhos chegamos a média de 211 litros/hab x dia incluso as perdas.11.2 e K=3 sendo o produto k1xk2=3. as casas e prédios não possuem reservatórios e daí ser necessário introduzir um coeficiente K3 ou admitir o produto K1 x K2 com maior valor de maneira semelhante aos Estados Unidos ou Europa por exemplo.2 a 3.6 Tabela 3. Tsutiya.5 K2=2.50 (antiga PNB 587 da ABNT) que são usados no Brasil para sistema onde o abastecimento é direto. Em um abastecimento direto como o Parque Cecap em Guarulhos onde não há reservatórios.50 sendo que K1 x K2 x K3=3. isto é.Valores médios de k1 e k2 segundo Fair.5 K1xK2= 1. isto é.0 para K1=1.5x 2.br 3. Usualmente se toma k1=1.20 (antiga PNB 587 da ABNT)e k2=1.o que significa que não estão inclusas as perdas.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. para abastecimento direto Razão Máximo no dia/ média diária (K1) Máxima na hora: media da horas (K2) Faixa normal de variação Varia de 1.11) que vale para os Estados Unidos onde o abastecimento é direto. 2004 cita que a Sabesp tem quota per capitã efetiva varia de 130 a 273 L/dia x hab sendo a media de 221 L/hab x dia. Salientamos que nos países do primeiro mundo o abastecimento é direto. 1967 as variações de consumo diárias e horárias são assim definidas. as casas possuem reservatórios domiciliares.0 Valores médios K1=1. 1966 apresenta a Tabela (3. k1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano k2= maior vazão horária no dia/ vazão méia horária no dia É sempre uma dificuldade estimar o valor de k1 e k2 quando fazemos um projeto.

pois o oráculo era o intermediário entre os conselhos dos deuses e o homem. principalmente em cidades de veraneio. O método Delfos deve-se ao modo que os oráculos de Delfos respondiam na antiga Grécia. 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. O método não permite que as pessoas se conheçam e discutam o assunto entre elas.8 Alemanha oriental 15.13 Método Delfos É um método estruturado de maneira que vários especialistas respondem um questionário e depois recebem as opiniões do grupo enviadas por um coordenador. Leibniz. A base do método é que todos devem ser especialistas e que o grupo seja anônimo e haja um feedback do resultado. para não haver influência e aconteça que as pessoas sigam o líder do grupo.4m3/km e 243 L/propriedade x dia República Checa 20 a 30 Slovenia 40 Ucrania Em torno de 50 3. 3. pois ele é quem faz as perguntas adequadas. O método Delfos foi desenvolvido nos Estados Unidos nos anos de1950 pela Força Aérea.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 3.12 .br Tabela 3.8 Alemanha ocidental 6.Techniques and Applications” de Haroldo A. Informações mais detalhadas sobre o Método Delfos pode ser obtido no trabalho “The Delphi Method.com. Sofia 30 a 40% Croácia 30 a60% Dinamarca 4 a 16 Eslovaquia 27 Espanha 24 a 34 Espanha 22 Finlândia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália média 15 Itália. aquele mais conhecido. Uma das críticas do método Delfos é que o mesmo pode ser influenciado pelo coordenador do grupo.12 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta.Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Paises Perdas (%) Albânia Até 75% Alemanha (média nacional) 8. isto é. Linstone e Murray Turoff do ano de 2002 com 618páginas.12. Roma 31 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8. Hegel e Singer. O método Delfos cobre algumas áreas das filosofias para a procura da verdade. Kant. principalmente de Locke. O mínimo de especialistas deve ser de quatro.9 Armênia 50 a 55% Bulgária.

Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. 859 páginas. 1996.planing. ISBN 1-56676-134-4. EPUSP. -QASIM.13 .br 3. 1966.com. BRUCE et al. et al.14 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água. NBR 12211/92. -FHSP. Edutira John Willey.1994. GORDON M. 1967.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 3. American Water Works Association. -HELLER. . LEO et al. MILTON TOMOYUKI. ISBN 0-471-25130-5 3. Abastecimento de água para consumo humano.BILLINGS. 726páginas. Wastewatrer treatment plants. Colorado. 643páginas -FAIR. 2006. R. Water supply and wastewater removal. Denver.. 2004. Belo Horizonte. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. SYED R. -TSUTIYA. Abastecimento de água. design and operation. Forecasting urban water demand.

Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4.Método de Hardy Cross Capitulo 4.Perdas de água 4-1 .

c) É importante que toda a água seja medida. em 1991. deverá ser realizada a estimativa da água usada. a IWA separa a perda em três tipos: vazamentos. a água que foi extravasada dos reservatórios. então.Perdas de água 4. em volumes. a água dos reservatórios do serviço público. b) Determinar o total de água vendida através dos micromedidores.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4. furtos de água. e) A AWWA aconselha que o erro seja calculado. Assim. realizado em Copenhague. as imprecisões nos hidrômetros.12% micromedição 12. caminhões-tanque e outras.1) seguem as perdas d’água do SAAE em 1995. 4-2 . entregue ao sistema de distribuição. produzida ou comprada. hidrômetros impróprios para o consumo. a perda de água é definida como a diferença entre a quantidade entregue ao sistema e a água realmente consumida nas categorias doméstica.1.Porcentagem de perdas SAAE em 1995 Tipo de perda Porcentagem de perdas .Método de Hardy Cross Capitulo 4. teremos a verdadeira perda. contas de água subestimada. Hong Kong tem também conceitos diferentes. para que não haja falhas na contagem. chamada pelos americanos de unaccounted-for-water (UFW).0% Total Guarulhos tem dados de perdas de água de toda a cidade desde 1972 e não conheço nenhuma cidade do Brasil que tenha estudo de toda a cidade na época conforme Tabela (4. Para a Alemanha. micromedição e outras perdas. A verdadeira perda UFW representa os vazamentos de água. d) Subtraindo o item b do item a e subtraindo o índice c do que restou. incluída a água que é medida e que. principalmente. De modo geral.1 Introdução A AWWA definiu que é a perda d’água: a) Determinar precisamente a quantidade de água. O Japão e o Brasil usam termos como effectively used water e not effectively used (água efetivamente utilizada e não utilizada: perdas físicas e perdas não-físicas). Na Tabela (4.2). erros de leitura de hidrômetros e erros cadastrais. por alguma razão. durante um período de 12 meses consecutivos. a perda é a diferença entre a quantidade de água que entra num sistema e a soma da água vendida. eram praticamente as mesmas.SAAE 19. Tabela 4. Segundo o Congresso Internacional da IWA. não é paga. mas há casos em que isto não é possível e. comercial e industrial.04% vazamentos 8.84% outras perdas 40. A International Water Association-IWA mostra que inúmeros países têm conceitos de perda diferenciados. deverão ser estimadas: a água gasta para conter incêndios através dos hidrantes públicos. a água de descarga por vazamentos ou para limpeza de redes devido a algum odor ou sabor estranho.

77 1990 26.11 1979 25.26 1980 26.36 1982 34. índices para as perdas d’água desde que menores que 10 %.84 1995 42.94 1989 34. Em 1957.20 1983 38.00 O Banco Mundial e os demais bancos internacionais adotam.20 1975 32.20 1987 24.49 1986 27. através de comitê especial para o assunto.Método de Hardy Cross Capitulo 4. desde julho de 1996.23 1976 24.00 1988 30. a Associação Americana de Instalações de Água (American Water Works Association – AWWA).Perdas de água do SAAE de 1972 a 1995 Ano Perdas de água (%) 1972 29. Enquanto isto. o limite tolerável de 25 % de perdas d’água. a AWWA tinha adotado a taxa de 15% como tolerável.46 1981 29. a taxa de perda foi diminuída para menos de 10% .Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4. quando. para países em desenvolvimento.92 1978 24.86 1977 25.31 1984 35.53 1994 40.04 1974 19.69 1985 33.16 1973 22.49 1993 38. adotou como toleráveis. para os países desenvolvidos.73 1991 32.09 1992 35. 4-3 . devido às novas tecnologias e ao crescente custo da água. o que durou até julho de 1996.2.

Bulgaria 30 a 40 Ucrania Em torno de 50% 4-4 .4) estão dados atualizados das perdas de água em cidades e regiões da Europa de 2007.3. 2001 e Baggioi.Método de Hardy Cross Capitulo 4.3) adaptada de Weimer.8 Alemanha ocidental 6. 2004 mostra a Tabela (4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tsutiya.8 Alemanha oriental 15.Índice percentuais de perdas Índice total de perdas (%) Classificação do sistema < 25% Bom Entre 25 e 40 Regular > 40 Ruim Fonte: Tsutiya. Tabela 4.Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Perdas (%) Paises Albania > 75 Alemanha (média nacional) 8.9 Armenia 50 a 55 Bulgaria >60 Croacia 30 a 60 Dinamarca 4 a 16 Eslovenia 40 Espanha 22 Finlandia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália 30 Moldavia 40 a 60 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8. 2004 Na Tabela (4.4m3/km e 243 L/propriedade x dia Romenia 21 a 40 Sofia. 2002 que é o seguinte: Tabela 4.4.

5) estão as médias de consumo doméstico de alguns paises e de toda a Europa.7).7.6).Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Na Tabela (4. Tabela 4. incluindo perdas inerentes ao sistema (existência de caixas d’água em 80% dos domicílios e as próprias características 4-5 .Método de Hardy Cross Capitulo 4. muito parecida com a média brasileira.Média de consumo em 19 de julho de 2007 Pais Média de consumo (L/dia x hab) Espanha 260 Lituânia 90 França 160 Alemanha 120 Média da Europa 150 O uso da água em três paises da Europa estão na Tabela (4.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia Suíça (%) (%) (%) 33 14 33 Toilet Banho+chuveiro 20 29 32 Máquina de lavar roupas e pratos 14 30 16 Beber e cozinhar 3 4 3 Vários 27 21 14 Uso externo 3 2 2 Na Europa em média a descarga nas bacias sanitárias é de 9 litros. Tabela 4. As demais causas de perdas demonstraram-se insignificantes ou inexistentes.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia França Alemanha Toilet 9. Micromedição: neste tema encontram-se englobados os diversos aspectos correlacionados com o sistema atual de micromedição. Tabela 4. os comentários a respeito de cada tipo de perda são os seguintes: Vazamentos: são as perdas físicas verificadas nas redes e nos ramais prediais. Macromedição: deve-se a ausência de medidores ou medidores deficientes na venda de água por atacado ao município de Guarulhos.5. Para o banho se gasta de 16litros a 50 litros conforme se pode ver na Tabela (4.6. Podemos observar que o consumo das toilet (bacias sanitárias) está entre 14% a 33% do consumo total. observando-se que a média Européia é de 150 L/dia x hab.5L/descarga 6 9 9 Máquina de lavar roupa 80L/ ciclo 74 a 117 75 72 a 90 Lavar pratos 35 L/ ciclo 25 24 27 a 47 Chuveiro 35 L/banho 60 16 30 a 50 Banheira 80 L/banho Em síntese.

subavaliações e fraudes de diversos tipos.36%. As perdas físicas são vazamentos (redes e ligações) e constituem praticamente 47. pode ser observado que as perdas d’água por vazamentos são de 19.84 Gestão comercial 40.Método de Hardy Cross Capitulo 4. hidrômetros com idade de utilização vencida.6 Total Na tabela anterior. por exemplo: hidrômetros inclinados. As ligações clandestinas em habitações subnormais (favelas) correspondem a 3. Como pode ser verificado na Tabela (4. As perdas não-físicas somam 49% e decorrem de erros na macromedição (5. faremos.6%.88 1. ligações reativas clandestinas.1%). Como as perdas estão relacionadas ao total do sistema operado e.12 8.Perdas físicas e não físicas Perdas físicas Perdas não-físicas Tipo de perda (%) (%) (%) 19.52 Habitações subnormais 6.04 Vazamentos 2. 4-6 . um quadro um pouco diferente.8).0% 20.8. como.12 Micromedição 3.04 19.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 dos hidrômetros) e deficiências atuais. deficiências diversas de cadastro.4 % das perdas .12 Macromedição 8. totalizando 20. como elas constituem 40% deste.3%).12 2. por exemplo: o não-cadastramento em tempo real das novas ligações. Tabela 4. falhas de cadastro em habitações subnormais (6.84 6. 51% das perdas são físicas e 49% são perdas não-físicas. como.4%. Gestão comercial: neste âmbito.3%) e falhas do cadastro do usuário em gestão comercial (17. no qual podem ser melhor observadas as porcentagens de perdas d’água na Tabela (4.04% e que as perdas por ligações clandestinas em favelas é de 1. Habitações subnormais: a este tipo de perda estão associados os aspectos decorrentes da política estadual de abastecimento de água das favelas da Região Metropolitana de São Paulo.36 2.8). política de cobrança. enquadram-se várias causas de perdas não-físicas. erros na micromedição (20. então. hidrômetros avariados e afins.4 19.3%).

10). Observa-se que nas redes de água temos somente 9% dos vazamentos mas que correspondem a 48% do volume de água perdido.Quantidade de vazamentos e água perdida Quantidade de vazamentos Volume de água perdida Pesquisa SAAE de (%) estimada (m3) vazamentos 9% 48% em rede 91% 52% em ramais prediais 100% 100% Total Foram calculados os volumes perdidos nas redes e ligações por método estimativo.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. tais como da Classe Metrológica “B”. da AWWA.46 Inclinação dos hidrômetros 11. de Classe Metrológica “A”. devendo ser priorizado o combate aos vazamentos nas ligações.52% de erros na micromedição conforme Tabela (4. que têm vazão mínima de 30 L/h ao invés de 40 L/h. o problema é praticamente impossível de resolver.00 Condições médias dos hidrômetros 1.9). chegaram às seguintes conclusões (aproximadas) que estão na Tabela (4. Acreditamos que.06 Presença de caixas d’água 6.3 Determinação de parâmetros de execução de vazamentos As pesquisas elaboradas durante três meses e finalizadas em julho de 1993. Tabela 4. A estes erros deve ser acrescido os erros nos hidrômetros inclinados de 1.2 Perdas por erros na micromedição do SAAE Guarulhos Foram escolhidos. com base em cálculos de orifícios. a não ser com o uso de hidrômetros mais sensíveis. O erro médio encontrado foi de 6% para o consumo residencial.10. 4-7 .Perda por micromedição do SAAE de Guarulhos em 1995. na micromedição.46% e a presença de caixas de água totalizando 11. Reabilitação de redes Como pode ser observado no quadro acima.52% para 6% do total de perdas d’água.9. no Departamento de Manutenção do SAAE de Guarulhos. mais de 90% dos vazamentos são decorrentes de ramais prediais.Método de Hardy Cross Capitulo 4. ao invés de proceder ao remanejamento de redes distribuidoras. Tabela 4. cem hidrômetros residenciais de 3m3/h x ¾". da AWWA. 4. Porcentagem em relação Perdas por micromedição em ao total de perdas Guarulhos 4. incluindo hidrômetros inclinados.52 % Total Quando da presença das caixas d’água. segundo recomendação do manual Medições e Detecção de Vazamentos (Audits and Leak Dectection). aleatoriamente. o máximo que podemos fazer é passar de 11.

de ferro galvanizado. estimamos que somente 20% da rede de água. não deve ser esquecido a necessidade de novos sistemas produtores. tendo sido este fenômeno uma das causas do incremento de perdas nos últimos anos. cerca de 50% das perdas físicas deve-se a vazamentos nas redes e ligações de água. a fim de serem evitados os chamados rodízios no abastecimento de água.Método de Hardy Cross Capitulo 4. grande taxa de vazamento em ramais de PEAD recentemente instalados. As perdas de água ocorrem 40% a mais nas áreas que têm pressões superiores a 60mca. em 1995. isto é. de 422 quilômetros. por ramais de polietileno de alta densidade (PEAD) deverá prosseguir. 4.4 Redução das perdas físicas nas redes e ligações de água Como foi verificado.00 % Total Tomando como base o ano de 2008 a rede do SAAE é praticamente nova. o que não é muito (2.24 PVC 1. conforme o material da tubulação conforme Tabela (4. os quais também deverão ser trocados.86 Aço 691 42.11. Portanto. 25 Fibrocimento 911 56. A Sabesp fez estudos sobre as pressões das redes de água e verificou que 30% da rede têm pressões superiores a 60mca. também. nas regiões submetidas a rodízios de abastecimento de água induz a um notável incremento de perdas (físicas e não-físicas). possui menos de 30 anos. 4-8 . é apropriada.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Reabilitação dos ramais prediais A troca sistemática de ramais prediais antigos.Redes do SAAE em 1995 Comprimento SAAE (%) Material (km) 14 0. Em Guarulhos. Somente cerca de 40 km de rede de ferro fundido têm em torno de 36 anos de idade. Ampliação ou implantação de sistemas produtores: Foi demonstrado pela Sabesp que.12). Pesquisas feitas na Sabesp sobre vazamentos invisíveis estão resumidas na Tabela (4.620 100. As pesquisas na SABESP demonstraram.47%).65 Ferro Fundido 4 0. É muito importante que seja realizado o rebaixamento de pressões com a utilização de válvulas reguladoras (RPV). As redes de distribuição de Guarulhos. além do combate às perdas d’água. A afirmação da Sabesp de que os rodízios aumentam as perdas d’água de uma maneira bastante significativa. apresentaram a seguinte disposição. Tabela 4.11). possuem pressão maior que 60 mca.

No SAAE.22 m3/h 978.86 Redes velhas de ferro fundido com mais de 30 anos e pressão maior que 60 mca 247.19 1. isto é. têm 2.63 m3/h.pesquisa . têm vazão recuperadora de 1.2 551. A SABESP escolheu duas situações características: redes novas de PVC com menos de 30 anos e pressões dentro das normas e redes antigas de ferro fundido. O custo do reparo do ramal predial foi de US$ 266.12.Método de Hardy Cross Capitulo 4. com mais de 30 anos e pressões maiores do que 60 mca.pesquisa US$/km . incluindo pavimentação. com menos de 30 anos.68US$ /km 1.79 vazamentos por ramais prediais/km conforme Tabela (4.0 17.conserto de ramal com substituição Total vazão recuperadora por km 5 69 0. levando em consideração os preços de materiais e serviços.78 551 350 266 79 294 0. É fundamental lembrar que a Sabesp encontrou 0. e foi de US$ 551.conserto de rede .0 112.51 551 350 266 551.5 194.78 vazamento/km nas redes novas e 1.Vazamentos invisíveis na SABESP em 1993 Discriminação Redes nova de PVC com menos de 30 anos e pressão menor que 60 mca 94. Os resultados são evidentes.rede .2 US$ /km 2.22 m3/h.conserto rede US$/un .0 315.73 0. 4-9 . para as medições de vazamentos visíveis e invisíveis.05 0.ramais .00 por unidade. relativos a vazamentos invisíveis.63 m3/h O custo da pesquisa de vazamentos está embasado em relatórios da Ambitec (SABESP).00 por quilômetro de rede. pois pode ser verificado que as redes novas de PVC.32 1.13). considerando a substituição completa do ramal e um acréscimo de preço de 100%.18 762.85 extensão de rede pesquisada (km) número de vazamentos encontrados .substituição ramal US$/un custos unitários por km de rede . O custo de reparo da rede distribuidora foi de US$ 350. com pressão maior.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4. a média é de 0. possuem mais perdas d’água.total custos unitários .51 vazamento/km nas redes antigas.ramais vazamentos /km .rede . que são executadas anualmente.55 vazamentos por rede/km e 5. enquanto as redes antigas de ferro fundido.00 por unidade.

o que mostra que os serviços são viáveis e que o custo de US$ 189.900.152.32/m3. 5.225.153.009.Método de Hardy Cross Capitulo 4. Basta pesquisar 240 quilômetros de rede de água para se ter uma economia de 100 l/s.240. teremos cinco dólares de economia de pagamento de água à SABESP.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4.18 / un.00.00 ou seja.535.600 m3 US$ 1. Não foram levados em conta os custos de bombeamento com energia elétrica.00 55.3.900.13-Vazamentos/km SAAE 1995 Vazamentos/km SAAE (visíveis) Tipos de vazamentos 0.32/m3 551 / km 194. 70 un. - 240 km 286 un. tomamos a pior situação. Para cada dólar aplicado. Para a previsão de vazamentos em redes e ligações.00 US$ 189. Considerou-se somente o custo do metro cúbico da água adquirida da SABESP.009. deverão ser instaladas válvulas redutoras de pressão.000.55 redes 5. quantidade e preços totais Preços unitários Quantidade Preços totais Discriminação US$ US$ Extensão a pesquisar para 240 km recuperar 0.79 ramais prediais 6. redes com mais de 60 mca e mais de 30 anos.00 1. que é de US$ 0.152. 4-10 .900. operação e manutenção. Nestas regiões. principalmente nos 324 quilômetros de rede de água com pressão superior a 60 mca (20% da rede). 17.00 durante um ano.1 m3/s (100 L/s) Custos Pesquisa Reparo de ramais Reparo de rede Custo Total Volume recuperado por ano Benefício à base de US$ 0.00/189.14. 3.5 / un.Preços unitários. sendo previsto o custo unitário de US$ 10.34 Totais Tabela 4. ou seja. A pesquisa de vazamentos invisíveis deverá começar nas áreas que possuem mais água disponível e naquelas que têm maiores pressões.00/ano 132.00 nos dará uma economia de US$ 1.009.00 Verifica-se que a relação benefício/custo é igual a US$ 1.152.

Apresentamos. Tabela 4.200 0.25 40 0. Na Europa. recomenda-se taxa anual de reabilitação de redes de água de 1.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4.7 145 2.32/m3 (dados de 16/3/95) Custo médio domiciliar que o SAAE vende aos usuários: US$ 0.25 45 1.68/m3 (dados de 16/3/95) 4.000 0.420 0.20 70 0. ou limpeza com polypig ou algum sistema de jateamento.00/km de rede linear Custo médio com o uso do geofone mecânico : US$ 300. 4-11 .6 Reabilitação de redes de água Há basicamente três métodos de reabilitação de redes de água: • limpeza.2 85 1.15 30 1. não são abertas valas e instalamse novas tubulações aproveitando.70 40 1. • renovação e • substituição.15 45 0.91 40 1. na Tabela (4.Taxa de reposição e vazamento (kmxano) Compr.1 1000 Pesquisa na Europa 19881994 Zurique Amsterdã Viena Genebra Hamburgo Munique Milão Antuérpia Budapeste Londres 1 Leak Noise Correlator: equipamento para detecção de vazamento através do som.00/ km de rede linear Preço que SAAE paga a SABESP: US$ 0.6 165 4.200 0.5 Parâmetros Pesquisas em tubos de ferro fundido: 4 km/dia/equipe Pesquisas em tubos de PVC: 2 km/dia/equipe Custo médio com o uso do Leak Noise Correlator 1: US$ 551.15 30 0.2 500 28.35 40 0.15.090 0.5% a 2% ao ano.180 0.200 0. mostraram que a média de reabilitação é de 1.92 40 0. Rede Idade Média Taxa de Expectativa da Vaz/km/ano da rede de reposição de vida rede água (anos) (%) (anos) 1. A limpeza é feita ou através de descargas na rede. ou não. A substituição das tubulações pode ser feita por métodos destrutivos ou não.700 0.0 100 5.060 0. Pesquisas feitas em 32 cidades pela IWSA. Nos métodos não-destrutivos. a tubulação existente. dados de reabilitações de redes de água em várias cidades da Europa (IWSA-14/setembro/1995).Método de Hardy Cross Capitulo 4.15). ou outros processos.8 125 2.2% da tubulação existente. A reabilitação de redes de água é muito importante.9 110 3. A renovação da rede é feita através do seu revestimento com argamassa de cimento e areia.7 60 3. resinas epoxis. sendo que 70% consistem na substituição das tubulações e os restantes 30% consistem em renovação através de revestimento com argamassa de cimento e areia.7 60 2.000 0.

A segunda causa. c) condições ambientais. Um dos grandes problemas que temos. o risco de vazamentos não depende mais da idade da tubulação e sim de um conjunto de outros fatores. Mas. quando há mais de quatro vazamentos em uma tubulação. após um período de tempo. e) influência do clima. pesquisas feitas na Suécia indicaram que os vazamentos de água se aglutinam em certas áreas formando clusters.620 quilômetros. tais como: pressão interna. b) qualidade da mão-de-obra de assentamento das tubulações.Expectativa de vida de diversos materiais Expectativa de vida Materiais (anos) 20 a 180 Ferro fundido cinzento 20 a 120 Ferro fundido dúctil ( simples proteção) 40 a 200 Ferro fundido dúctil ( proteção integral) 40 a 120 Aço 40 a 100 Polietileno 20 a 60 Proteção interna e externa das tubulações. de um total de 1. são os distúrbios que ocorrem quando o tubo é reparado.Método de Hardy Cross Capitulo 4. podendo ocorrer ainda outros. anualmente. três ou quatro vazamentos num determinado trecho de tubulação podemos dizer que são decorrentes da idade da tubulação. Já foi comprovado que a idade das redes é um agravante dos índices de vazamentos de água e podemos dizer que estão relacionados à sua idade. segundo a IWSA.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 A expectativa de vida dos materiais usados nas redes. 4-12 . tais como: corrosão do solo e cargas externas: d) condições operacionais. Este procedimento garantirá às redes uma expectativa média de vida de cem anos. é a ocorrência de vazamentos em uma tubulação específica. diâmetro e idade.16. f) número de vazamentos ocorridos anteriormente. A estimativa do número de vazamentos para uma tubulação depende basicamente de seis fatores: a) qualidade da tubulação. golpe de aríete. Para a reabilitação das redes de água é importante a sua substituição após alguns anos de uso. próximo ao anterior. devido às tensões causadas pelo calor e frio. atualmente. a baixa qualidade da tubulação e as condições ambientais e operacionais. Assim. Em 1997. Os critérios mais modernos baseiam-se na freqüência dos vazamentos. porém com menos influência. adotaremos o índice de 1% ao ano de substituições parciais das tubulações. deverão ser trocados 16 quilômetros de rede de água. Para a substituição de redes. Quando há dois. As causas são: a má qualidade da mão-deobra. A primeira. Outras duas causas estão sendo investigadas. é a seguinte: Tabela 4. diz respeito aos critérios seguros utilizados para estabelecer quais as redes que serão substituídas ou renovadas. As mudanças da pressão da água e as condições do solo poderão causar um novo vazamento.

na cidade de Malmo.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Estudos feitos nos Estados Unidos mostraram que o número de vazamentos varia em diferentes áreas de um determinado serviço de água. num período de seis meses. . na cidade de Winnipeg do Canadá. Impacto de vários vazamentos em uma tubulação: As pesquisas mostraram que é muito difícil analisar as causas dos repetidos vazamentos em uma rede.Método de Hardy Cross Capitulo 4. b) impacto de vários vazamentos em uma tubulação. e que a maioria dos vazamentos ocorre em um número limitado de tubulações. Estudos realizados na Suécia e na Inglaterra mostraram que os vazamentos se distribuem na municipalidade em aglomerações.7 Manutenção das redes de água A falta de manutenção das redes de água é notada. há um distúrbio das pressões internas da tubulação e do solo adjacente. Ela deverá contemplar: . 4. quando temos que fazer a reabilitação de redes. principalmente nas decisões de substituição de redes. Como exemplo. As possíveis causas podem ser atribuídas a três situações: a) impacto da localização geográfica.o controle e reparo de hidrantes. . .a construção de caixas de registros . c) impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes. é importante lembrar que os vazamentos se aglutinam geograficamente. considerando o intervalo entre os mesmos. 4-13 . . Durante o reparo.o reparo de registros e peças especiais.o reparo de caixas de registros. quando ocorre alguma falha. Estudo semelhante também foi feito na Suécia. foi observado que 46% dos vazamentos ocorreram a 20 metros do outro vazamento. Impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes: A manutenção e o reparo de vazamentos de água ocasionam novos vazamentos. Portanto. onde 41% dos vazamentos ocorreram numa faixa de 200 metros. temos uma aglutinação de vazamentos. A prevenção sistemática de possíveis falhas é menos custosa do que o conserto das redes. Quando isto acontece várias vezes. Estudos na França dizem que 70% dos vazamentos em uma rede de água provavelmente ocorrerão em uma rede onde já houve um vazamento anterior. após um dia. Ainda mais. 42% dos vazamentos ocorreram a um metro do vazamento anterior. Estas perturbações aumentam as tensões nos tubos próximos e causam os futuros vazamentos.a detectação e reparo dos vazamentos invisíveis. fundamentalmente. Impacto da localização geográfica: As pesquisas mostraram que as áreas mais densas e com mais ligações de água têm mais vazamentos.

07 26 a 30 2.5 9. Tabela 4.81 1. apresentou para a SABESP em junho de 1988 no Seminário da Superintendência de Distribuição e Coleta da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). estudo de setorização. por faixa de pressões.10 31 a 45 1. Em resumo. sendo 2.41 3. • pressões dinâmicas mínimas de 15 mca. a rede de distribuição parece ser muito mais sensível às elevadas pressões do que às ligações prediais.51 1. abrangendo os setores de abastecimento de água da Água Branca. e até 7 mca.36 61 a 75 Observa-se que. a firma Coplasa realizou. o tema 1.Vazamento conforme faixa de idade Rede de água Correlação com Faixa de idade vazamento/km/ano primeira faixa (ano) 0.5 vezes maior do que o índice de falhas observado na faixa de 0 a 30 mca. são bastante interessantes conforme Tabela (4. Vila Medeiros.67 1.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. os resultados dessa pesquisa. com tolerância de até 60 mca. Cidade Vargas e Jaraguá. e até 75 mca.75 8. idade e material nos vazamentos de água Em 1988. Vamos descrever. com tolerância de até 10 mca para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão. o índice de vazamentos/km/ano nas redes de distribuição dá um salto. é apenas 36% superior.35 1.38 1.00 21 a 25 1. A SABESP estabelecia os seguintes parâmetros: • pressões estáticas máximas de 50 mca. Este mesmo índice. a partir de 60 mca.40 2.45 2. Foi constatada a ocorrência de 88% de vazamentos em ligações prediais. Vila Alpina.A.93 1. para ligações prediais.70 0 a 10 0. A Coplasa S.62 11 a 15 0.70 2. O estudo abrangeu 662 km de rede de água da capital de São Paulo. Tabela 4. para áreas abrangendo 5%. Engenharia de Projetos.17). sucintamente.17.86 1.44 > 30 4-14 . para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão.22 46 a 60 1. para a SABESP.18. Os resultados de comparação de vazamentos. A escolha destes setores visaram conduzir a amostragem para valores próximos da média geral de distribuição. A Coplasa também examinou a ocorrência de falhas relacionadas à idade da rede de água .00 6.8 Influência da pressão. para áreas abrangendo 5%.17 1.16 16 a 20 1.Vazamento/kmx ano conforme a pressão Rede Correlação com a Ramal predial Correlação Faixa de pressão Vaz/km/ano primeira faixa vaz/km/ano com a (mca) primeira faixa 0. denominado Setorização da RMSP.Método de Hardy Cross Capitulo 4.00 0 a 30 0.40 7.

a quantidade de vazamentos é maior nos tubos de ferro fundido instalados até 1970.43 Ferro fundido até 1970 0.815 Redes pesquisadas 257 14 Redes com idade superior a 30 anos 401 22 Rede com pressão superior a 60 mca A Coplasa chegou às seguintes conclusões: . aço e PVC. pelo Conselho Nacional de Água da Inglaterra. 1.19. o índice de vazamentos é 2.9 Sistema de monitoramento das redes para detecção de vazamentos Em 1970. 4. até 100mm. A conclusão foi que as maiores falhas. em Plymouth (Inglaterra).24vaz/km/ano.quando a pressão na rede é maior que 60 mca. os quais correspondem à quase totalidade da extensão das redes desta faixa.5 superior ao índice da faixa de pressão entre 0 a 30 mca. foram as seguintes: Tabela 4.68 Ferro dúctil após 1970 0. a firma inglesa South West Water Services Limited começou a escrever uma série de relatórios técnicos sobre o monitoramento de redes para detecção de vazamentos em todo o país.48 Aço Outra pesquisa realizada pela Coplasa diz respeito ao diâmetro das redes de água.existem mais vazamentos (quantidade) em ligações prediais do que em rede de água. .Extensão de rede de água pesquisadas pela Coplasa Extensão de rede de água (%) Discriminação (km) 1. A Coplasa também realizou estudos sobre a qualidade dos materiais: Tabela 4. Um deles é o famoso Report 26. 4-15 .Vazamentos por km/ano conforme os materiais Rede de água Material vaz/km/ano 1. . aos vazamentos nas juntas de chumbo dos tubos de ferro fundido. . aconteciam em diâmetros pequenos. . publicado pela primeira vez em 1980. As redes pesquisadas pela Coplasa.os tubos com mais de 30 anos apresentam três vezes mais vazamentos do que os encontrados na faixa de 20 anos.Método de Hardy Cross Capitulo 4.20. isto é. para a SABESP. Estes relatórios são “a bíblia” dos conhecimentos sobre este assunto. em comparação ao que ocorre nos tubos de ferro fundido dúctil. ou seja.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Os elevados índices observados nas faixas acima de 21 anos devem ser creditados.a extensão dos trechos críticos atinge de 15 a 20% do total das redes em operação. em sua maior parte.74 PVC 0.

Anualmente. A South West Services Limited divide o abastecimento de água em zonas (Water Into Supply. possibilitando a pesquisa da área certa e evitando desperdício de tempo. com população aproximada de 3 mil habitantes. os medidores são recalibrados. A medição de vazão é medida com intervalos de 15min. Nos DMA. É interessante notar.WIS) com população de 21 mil habitantes ou menos. A medição de pressão é instantânea e acontece a cada dez segundos. os medidores são instalados com uma bateria e as medidas são feitas por poderosos aparelhos chamados data loggers. Secundariamente. os data loggers são retirados e os dados são transferidos para um computador PC portátil. . Localizado o DMA com mais perdas previstas. .Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Nele está explicada a metodologia para decisão de um nível econômico para detecção de vazamentos em áreas de controle. Por telemetria.poucas perdas de água por vazamentos. as quais fornecerão medidas adequadas ao administrador. Através do software LAS .várias medidas do nível de vazamentos dos WIS. . Existe.10 Distribuição das perdas As perdas de água podem ser distribuídas seguindo a tipologia da tabela abaixo: Tabela 4. a região é dividida em pequenos distritos chamados District Meter Areas (DMA). os dados são passados a uma central de comando. 4.04 Vazamentos 2. inclusive. tais como o uso do geofone e do leak noise correlator.Método de Hardy Cross Capitulo 4.88 6. um controle especial destas válvulas.Leakage Analysis Software. A cada três meses. com o objetivo de diminuir as perdas de água durante a noite. temos: . . ajustadas automaticamente 24 horas por dia. instalado no DMA. já que a detecção dos maiores vazamentos é feita rapidamente. Na divisão primária. geofonando áreas de pouco vazamentos.12 Micromedição Habitações subnormais 3.0% Total 4-16 .Tipos de perdas de água (%) Tipo de perda 19.21. são usados métodos tradicionais para detecção de vazamentos. Em suma.necessidade do uso da telemetria (WIS) e do data logger em campo (DMA).84 Gestão comercial 40. Foi introduzido o conceito da vazão mínima noturna em uma área de controle. chamada WIS. Uma economia entre 12% a 23% já foi constatada com o uso automático do PRV. também que a South West Water Services Limited possui um controle de válvulas redutoras de pressão (PRV) via telemetria.custos menores do que um programa alternativo de busca por geofone ou leak noise correlator. é feita a análise dos dados coletados pelo data logger.12 Macromedição 8.uma redução dos reparos de emergência. são instalados medidores de pressão diferencial ou eletromagnéticos para medição fixa.

Método de Hardy Cross Capitulo 4. A média de ocupação desses núcleos era de 4. pois deve estar havendo muito desperdício de água por partes dos moradores como um barraco servindo de água outro barraco pelo mesmo hidrômetro. com 25. Somente um recadastramento corrigiria esta falha. os laudos técnicos de aferição de todos os seus pontos de entrega para a região de Guarulhos. O acompanhamento deverá ser feito pelo Departamento de Manutenção.6 m3/mês. em 1996.12 Perdas por vazamentos Deverá ser contratada uma firma de consultoria para a localização dos vazamentos invisíveis primeiramente nos 324 quilômetros de rede de água com abastecimento contínuo e pressão de mais de 60 mca. 4. junto à SABESP. 4. deverão ser solicitados.78 m3/mês em 100 amostras. Segundo pesquisa realizada por mim. 16 km aproximadamente. o que correspondia a 12% da população urbana. o consumo de água médio dos barracos está muito alto.013 favelados.11 Favelas Em 1995.13 Perdas na macromedição Através do Departamento de Operação. A rede também deverá ser monitorada por medidores eletromagnéticos fixos e com uso da telemetria.12 m3/mês por barraco com desvio padrão de 29.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. Guarulhos possuía 240 núcleos de favelas. Estudos feitos na SABESP concluíram que o consumo de água de cada barraco varia de 11 a 37m3/mês. com uma média de consumo de 21. No futuro. isto é. 4-17 . pois. a média de 26. deverá estar prevista a reabilitação da rede de água de 1% /ano.921 barracos e 127.9 pessoas/barraco.

Método de Hardy Cross Capitulo 4- Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008

4.14 Bibliografia -Adalberto Cavalcanti Coelho. Medição de água e política e prática, manual de consulta, janeiro 1996 -Annual Conference -Proceedings, Engineering and Operations, Anahein, California, june 18-22, 1995, The never ending leakage audit- using continuos system monitoring to target work for leakage detection teams, South West Water Services Limited, Exeter, Devon, England page 583 –591; -Committe report: water accountability. Journal AWWA, page 108- 111 (July, 1996) -Diagnóstico do Sistema de Água e Esgoto do SAAE Guarulhos, Estudo para Modernização técnica-operacional e melhoria dos serviços de água e esgoto de Guarulhos, firma Cyro Laurenza, junho de 1996 -Instituto Nacional de Metrologia, Normalizaçao e Qualidade Industrial, Portaria 29 de 7 de fevereiro de 1994 – INMETRO; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-1 - The economics of leakage control in the UK: theory and practice; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-5 - New technology for leakage detection and control, Spain, Canal de Isabel II. -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban, SS3-5 - Methods of diagnosis and perfomance indicators for rehabilitation policies- A Swiss point of view: pipelenes networks, Zurich Water Supply, Switerzeland. -IWSA, International Report, 25-31 of 1991 -Copenhague, 18 th International Water Suply Congress and Exhbition, Unaccounted for water and the economics of leak detection ( Eaux perdues et economie de la detection de fuites), Lai Cheng Cheong. -Journal of Water Supply Research and Technology(AQUA), vol. 46, number 1, february 1997- IWSA-Geographical analysis of water main pipe breaks in the city of Malmo,Sweden, page 40-47. -Programa de Redução de águas não-faturadas, SABESP, outubro 1993 revisão de janeiro de 1994, Lyonnaise des eaux Services Associés - Lysa -Setorização da RMSP - Seminário SDC - Superintendência de Distribuição e Coleta, SABESP, Coplasa S.A. Engenharia de Projetos, junho de 1988 -Sizing Water Service Lines and Meters, AWWA, Manual M22, 1975; -Water and Revenue Losses: unaccounted-for water, Research Foundation AWWA, 1987; -Water Audits and Leak Detection, AWWA, Manual M36, 1990; -Water Meters-selection, installatiom, testing and Maintenance, American Water Works Association (AWWA) Manual M6, 1986 -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI. Abastecimento de água. EPUSP, 2004, 643páginas. -TOMAZ, PLINIO. Conservação da água. Guarulhos, 1999. 294 páginas.

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Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 20/12/2007

Análise de Incerteza

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Sumário 1) Objetivo
2) Fórmula Racional 3) Fórmula de Manning para seção plena 4) Método da Margem de Segurança 5) Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional 6) Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena 7) Influencia dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para o item 3 8) Abastecimento de uma cidade. 9) Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s

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Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Capitulo 5- Análise de incerteza 5.1 Introdução Pretendemos explicar, de uma maneira bastante prática, a utilidade da Análise de Incerteza. Serão evitadas as demonstrações trabalhosas e detalhadas, que poderão ser encontradas nos livros de Mays e Tung,1992, Lamberson e Kapur, 1977, Elsayed, 1996 e Chow ,1988. É importante, sempre que se fizer a aplicação de uma fórmula, que seja avaliado o erro nela cometido, pois, as variáveis que introduzimos contêm erros. Neste sentido, basta substituir os valores e fazer várias simulações. Em análise de redes de água, costuma-se variar os coeficientes para verificar a sensibilidade da mesma face às mudanças. Uma maneira mais correta de se verificar a Análise de Incerteza em fórmulas é aplicando a Fórmula de Taylor. Desta aplicação resultou o chamado Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. Na Hidrologia, Hidráulica e Estruturas é importante a Análise de Incerteza. As variáveis dependentes de uma fórmula, normalmente, apresentam incertezas que por sua vez, se refletem na variável independente. Vamos procurar mostrar, através de exemplos, o uso desta ferramenta indispensável aos engenheiros para avaliação correta de seus cálculos. A Análise de Incerteza é conhecida também como Método Delta ou Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. 5.2 Fórmula Racional Como exemplo, mostraremos a Fórmula Racional: Q= C.I.A (1) Onde: Q= vazão em litros por segundo; C= coeficiente adimensional relativo à impermeabilização do solo; I= intensidade de chuva em litros/segundo x hectare; A= área em hectares. As incertezas na fórmula (1) referente ao coeficiente C, à intensidade de chuva e à área de drenagem, fornecerão uma incerteza ao valor da vazão Q. Os dados do problema são: O valor adotado do coeficiente C da fórmula racional é C=0,82 e o erro estimado em sua avaliação é de 7% ou seja o coeficiente de variação de C é ΩC =0,07.

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Quanto a intensidade adotada é de 300 l/s x hectare, sendo que a estimativa de erro na avaliação da Intensidade I é de 17% ou seja o coeficiente de variação de I é ΩI =0,17. A área A de captação é 7,5 hectares e o erro de estimativa cometido é de 5% ou seja o coeficiente de variação de A é ΩA=0,05. Substituindo os valores na formula racional temos: Q = C . I . A = 0,82 . 300 . 7,5 = 1.845 litros/segundo Queremos achar a incerteza final ΩQ na fórmula racional, considerando as incertezas nas variáveis C , I e A. Ω2Q= (δQ/δC)2 . ( C /Q)2 . Ω2c + (δQ/ δI)2 . (I/Q)2 Ω2I + (δQ/ δA)2 . (A/Q)2 Ω2A onde: C, I, A = são os valores das variáveis independentes; δQ/ δC = derivada da fórmula(1) em relação a C; δQ/ δI = derivada da fórmula(1) em relação a I; δQ/ δA = derivada da fórmula(1) em relação a A. Substituindo teremos: Ω2Q= ( I. A)2 . ( C / C. I. A)2 . Ω2c + (C. A )2 . (I/C.I.A)2 Ω2I + (C . I )2 . (A/C.I.A.)2 Ω2A Fazendo as simplificações, teremos: Ω2Q= Ω2c + Ω2I + Ω2A (2) Substituindo os valores: Ω2Q = (0,07)2 + (0,17)2 + ( 0,05)2 =0,0363 ΩQ = 0,0363 =0,19052, ou seja, 0,19 Portanto, para a vazão de 1.845 l/s temos uma incerteza de 0,19, ou seja, de 19%. É importante observar que as variáveis C, I e A são independentes uma das outras.
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58/3. (I/Q)2 Ω2I . n-1 .3 Fórmula de Manning para seção plena Vamos usar a Fórmula de Manning para seção plena nas unidades do sistema internacional (S. ou seja. A declividade I= 0. A rugosidade de Manning n = 0.07.312 . Ω2Q= (δQ/δn)2 .01.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.). ou seja.Análise de incerteza. Queremos a incerteza da vazão Q na fórmula (2). n-1 . μQ σQ = 0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Ω2n + (δQ/ δD)2 . 1.05. (n/Q)2 (δQ/ δI)2 .845 =350.19 . Consideremos que o diâmetro seja de D=1. Vamos calcular a vazão Q usando os dados fornecidos: Q= 0. com coeficiente de variação ΩD= 0. As variáveis dependentes n. ou seja.312 . D = diâmetro da tubulação em metros (m). I = declividade da tubulação em metro por metro (m/m). 0.I. Ωn = 0.001 m/m com incerteza de 7%. Q= 0.55 l/s = 0.com. (D/Q)2 Ω2D + (3) 5-5 . 1.355 m3/s 5. 0.938 m3/s = 1.015-1 . o desvio padrão será: σQ = ΩQ . D8/3 . ΩI= 0. n = coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional). D8/3 .br 01/01/2008 O coeficiente de variação da vazão na Fórmula Racional (1) é: ΩQ = σQ / μQ Então.0011/2 Q= 1.50m com incerteza de 1%. D e I possuem incertezas.312 .015 com incerteza de 5%. I1/2 = 0.938 l/s Queremos calcular a incerteza no cálculo da vazão da fórmula de Manning (2) para seção plena. I1/2 sendo: Q = vazão em metro cúbico por segundo (m3/s).

1938 = 129. ou seja. D. δQ/ δD = derivada da fórmula(2) em relação a D. ( n / Q)2 .004435 ΩQ = 0.com. ( 0. (8/3).004435 = 0. I1/2 )2 .312 . I1/2 e fazendo as simplificações: Ω2Q =Ωn2 +(8/3)2. δQ/ δI = derivada da fórmula(2) em relação a I. D e I acarretam. I = são os valores das variáveis independentes. n-1 . coeficiente de variação de Ω2Q = 0. a incerteza nas variáveis independentes n .01)2 + (1/4) . D8/3 . temos: Ω2Q = (0. a incerteza de 6. na variável dependente Q.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.7%. ( I/Q)2 . n-1-1 . D8/3-1 . σQ = ΩQ .I1/2-1)2 . D8/3 . O desvio padrão é dado pela fórmula abaixo. (D/Q)2 . n-1 .066595.0670 Assim. D8/3 . ΩI2 (4) Como temos os coeficientes de variação de n . ΩD2+ (0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. (1/2) .0025 + 0. ΩI2 Ω2Q =Ωn2 + (64/9). (0.312 .07)2 Ω2Q = 0. ΩD2 + (1/4).br 01/01/2008 onde: n.Ωn2+ (0.12985 m3/s 5-6 .067 .05)2 + (64/9) .312 . ΩD2 + (1/2)2.85 l/s = 0. D e I.001225 = 0. ΩI2 Substituindo o valor de Q= 0.Análise de incerteza.00071 + 0.312 . n-1 . ou seja. I1/2)2. fazendo as substituições na fórmula (4). ΩQ = 0. μQ substituindo os valores: σQ = 0.067. Ω2Q= ( -0. δQ/ δn= derivada da fórmula(2) em relação a n.

1).1.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. com C=0.82 e intensidade de chuva de 300 l/s x hectare conforme Figura (5.4 Método da Margem de Segurança Vamos supor.br 01/01/2008 5.com. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Esquema da galeria e da bacia μR= 1938 l/s (média da resistência) σR = 129.μC 5-7 . que queremos calcular o grau de incerteza de uma galeria de 1.50m de diâmetro. de uma bacia com 7.55 l/s (desvio padrão da carga) Bacia Galeria Figura 5.845 l/s (média da carga) σC = 350.Análise de incerteza.85 l/s (desvio padrão da resistência) Usemos o Método da Margem de Segurança (MS): μ MS= μR . que esgotará as águas de chuvas. Façamos o seguinte esquema: μC= 1.5 hectares.

2) podemos ver um esquema da Resistência e da Carga (loading).------.83 σMS Devemos entrar agora na tabela da Curva de Gauss.25 = Z 378.845 = 93 l/s σ2MS = σ2R + σ2C =(129.μC = 1. conhecida também como Curva Normal em função de Z = (x .Método de Hardy-Cross Capitulo 5.br 01/01/2008 sendo o índice subscrito R resistência e C a carga e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Na Figura (5.0.938 . Observe-se que -μ MS / σMS é semelhante à apresentação de Z.= .com. 1988 para termos o risco R devemos ter: .= ----------.Figura mostrando a Resistência (resistance) e a Carga (looading) Fonte: Tung.83 l/s Conforme Chow et al.55)2 = 139746. 5-8 .Análise de incerteza.1. 1992 Para o caso que estamos estudando μR= 1.938 e μC= 1. Figura 5.85)2 + 350.32 σMS = 373.845 μ MS= μR .μ) / σ .2. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.93 μ MS .

pi .. Então para há 40..87% Nota sobre a curva normal... σ a média e o desvio padrão.. • Raiz quadrada de 2. Freedman et al.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. respectivamente.μ ) / σ ]2 ⎬ para .1) da curva normal em função de Z = -0.71828. a seguinte função: f(x)= 1/ ( 2. A probabilidade P para não haver falhas é: P = 1 – R= 1..∞ <x< ∞ sendo μ.1415.. Entrando na Tabela (5.13% de haver falhas.Análise de incerteza.1416.. [(x . e=2. que são: • Número PI= 3. A curva normal y em função de x tem a forma: Y= 100 x e –x2 / (2 x PI) 0.5 Sendo: PI= 3.71828. a confiabilidade do sistema é de 59.. Em 1870 o matemático Belga Adolph Quetelet teve a idéia de usar a curva num histograma ideal para o qual os dados podiam ser comparados... A curva normal foi descoberta em 1720 por Abraham de Moivre. 5-9 . • Número e-2.4013=0.25 achamos o risco R=0. 1991 mostra que na curva normal temos os três números mais famosos na historia da matemática.br 01/01/2008 A função da distribuição normal é bastante conhecida e tabelada. exp ⎨ -( ½ ) .4013.5987 Portanto.com. em função de Z.0. Na prática é tabelada. σ ) . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol..

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Tabela 5.1- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

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Tabela 5.2- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

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5.5 Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional Vamos calcular a contribuição dos parâmetros C, I, A da Fórmula Racional. Para cada parâmetro, a contribuição é o quociente do coeficiente de variação ao quadrado, dividido pelo coeficiente de variação do parâmetro da vazão ao quadrado. Cada quociente, por sua vez, é multiplicado pelo coeficiente da fórmula (2) que, no caso são igual a 1. (1). Ω2 C / Ω2Q = (1). (0,07)2 / (0,19052)2 = 0,135 (13,5%) (1). Ω2 I / Ω2Q = (1) . (0,17)2 / (0,19052)2 = 0,796 (79,6%) (1). Ω2A / Ω2Q = (1). (0,05)2 / (0,19052)2 = 0,0693(6,9%) Como pode ser verificado acima, a incerteza da intensidade da chuva contribui com 79,6% das incertezas para o cálculo da vazão. O coeficiente C contribui com 13,5% e a área da bacia com 6,9%, totalizando 100%. 5.6 Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena Observar que os coeficientes da fórmula (4) = (0,05)2 / (0,066595)2 = 0,5636( 56,36%) (1). Ω2n / Ω2Q 2 2 2 2 = 0,2762( 27,62%) (1/4) . Ω I / Ω Q = ( (1/4) .(0,07) / (0,066595) 2 2 2 2 (64/9) .Ω D / Ω Q = ( 64/9) . (0,01) / (0,066595) = 0,1602(16,02%) O coeficiente que mais causa incerteza na Fórmula de Manning de seção plena é a rugosidade n com 56,36%, seguida da declividade I, com 27,62%, e do diâmetro D, com 16,02%, totalizando 100%.

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5.7 Influência dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para Seção Plena

A formulação é feita assim: (1) . Ω2C / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,07)2/ (0,0363+0,004435) = 0,0049/0,040735 = 0.1202( 12,02%) 2 2 2 = (0,17)2 /0,040735= 0,7095 (70,95%) ( 1) . Ω I / (Ω QC + Ω QR) ( 1) . Ω2A / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,05)2 / 0,040735= 0,0614(6,14%) = (0,05)2/0,040735= 0,0614(6,14%) ( 1) . Ω2n / (Ω2QC + Ω2QR) ( 64/9) . Ω2D / (Ω2QC + Ω2QR) = (64/9).(0,01)2/0,0407350= 0,0175(1,75%) ( 1/4) . Ω2I / (Ω2QC + Ω2QR) = (1/4).(0,07)2/0,040735= 0,0300(3,00%) Não se deve esquecer de colocar os coeficientes multiplicadores como (64/9) e (1/4). Observe-se que a maior influência na Fórmula Racional é a intensidade da chuva, que entra no cálculo da bacia e galeria com 70,95% das incertezas, sendo seguida pelo coeficiente C da Formula Racional com 12,02%, pela área da bacia e do coeficiente de rugosidade n, com 6,14%; 3% devidos à declividade da galeria e 1,75% devidos ao diâmetro da galeria, tudo isto totalizando 100%.

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Resumidamente teremos: Tabela 5.1- Resumo dos cálculos efetuados Incertezas Parâmetros das fórmulas Fórmula Racional Parâmetro adimensional C Intensidade de chuva I Área da bacia A Subtotal Fórmula de Manning seção plena Rugosidade de Manning n Diâmetro da tubulação D Declividade da galeria I Subtotal Total 6,14% 1,75% 3,00% 10,89% 100,00% 12.02% 70,95% 6,14% 89,11%

A Fórmula Racional entra com 89,11% das incertezas, enquanto a Fórmula de Manning entra com 10,89%.

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Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. mesmos nos países mais adiantados.Análise de incerteza.30 m Cota 50 m Cidade Figura 5. A média obtida foi de 18% de erro no valor de f.br 01/01/2008 5.3. consultamos em uma publicação da CETESB. que tem cota de 50 m.50m3/s. em uma cidade. Para isto.com.8 Abastecimento de uma cidade A cidade é abastecida por um reservatório que está a 3000 m de distância. ou seja.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. Vamos admitir que a vazão distribuída na cidade seja de 0. de 1977. nas quais é apresentado o cálculo de f devido a forma de Colebrook-White. O erro de 15% em uma estimativa de vazão. 5-15 . Houve uma indecisão do projetista quanto à adoção de K= 0. o erro mínimo que se obtém numa previsão de vazão é de 5%. pois. é viável um erro de 10 a 15% na demanda de água de uma cidade. com vários valores de K/D e vários números de Reynolds.2mm. Este reservatório abastece outro reservatório na cidade. não é absurdo. com adutora de ferro fundido dúctil revestida internamente. com coeficiente de variação ΩQ= 0.1mm ou K= 0. A cota de serviço do reservatório é de 84.15. com erro de 15%.30 m.Esquema de abastecimento de uma cidade A rugosidade uniforme equivalente da tubulação K é fornecida em milímetros. sobre o emprego da fórmula universal de perda de carga e as limitações das fórmulas empíricas do professor Tufi Mamed Assy. Portanto. com 500 mm de diâmetro. Cota 84. Esta indefinição em adotar o valor de K acarreta um erro no coeficiente de atrito f (adimensional) de 18%.

000 0. Rugosidade Uniforme Equivalente adotada K= 0. 15% de erro na demanda de água potável. terá o subscrito R de Resistência.14.18635m2 Para a perda h.0002 f= 1/ (1.14.0338 0.0235 0.93% 5.1mm K/D= 0.com. obtemos o valor de Q: V=Q/A = Q/ (PI x D2/4) 5-16 . A vazão necessária para abastecer a cidade é de 0. Na adutora temos: Diâmetro= 500mm= 0.2log(0. que deverá ser mantida.50m.0381 3.g sendo : h= perda de carga (m) L= comprimento (m) D= diâmetro (m) V= velocidade em m/s.Análise de incerteza.0002))2 f=0. Na cidade o coeficiente de variação ΩQC = 0.15.2log(D/K))2 f= 1/ (1. ( L/D) .05% 500.0251 0.0207 21.0238 0. temos a fórmula de Darcy Weisbach: h= f . V2/ 2.1/500= 0.000.0002 Erro em f 0.26% 100. A= área da secção transversal do tubo (m2) Como Q= A x V.2.81 m/s2.0183 30.0265 0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/01/2008 Tabela 5. ou seja.0137 A=0.0318 6.Número de Reynolds em função de K/D Reynolds Valor K/D=0.50m3/s e o reservatório está na cota 50 m.0396 0.0178 32.000 0.000 0. g= 9.0229 15.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.000 Média = 18% A cidade exigirá da adutora a demanda prevista e terá o subscrito C de Carga e a adutora.02% 1.000 0.72% 50.29% 10000 0.003 Valor K/d=0.

L. ΩD2 Substituindo: Ωf = 0.Análise de incerteza.br 01/01/2008 V2= 16Q2/ (PI2 x D4) h= f .30m f=0.001 Ωh = 0.12 (estimado quando K= 0.g) .com. Ωf 2+ (1/4) ΩL 2 + (1/4) Ωh 2+ (25/4) . 8Q2 / (PI2 x g) K2=8 / (PI2 x 9.12)2 +(25/4) .08263 Q= (h . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.K2) H=84.50m/s OK Aplicando-se o que já foi mostrado na Análise de Incerteza de Primeira Ordem.01)2 ΩQR 2= 0. L. (0. D5) / ( f .18635=3.14162 x 9. (0.5 Q=0. (1/ 2.0=34.2mm) ΩD = 0. ( L/D) .81)=0.1mm e K= 0. teremos como resultado: ΩQR 2= (1/4) .30-50. (0. 5-17 .012 ΩQR = 0. V2/ 2.01 ΩQR 2= (1/4) .Método de Hardy-Cross Capitulo 5.55)/ ( 0.08263] 0.0137 L=3000m D=0.56m3/s V= 0.08263 Q= [ 34. isto é.g h= f .81) (h . ou seja.11. ( L/D) .81)=8/(3.18)2 + (1/4) .K2) Q= K2=8 / (PI2 x 9. D5) / ( f . da adutora de 500 mm.18 ΩL = 0. há incerteza de 11% no cálculo da vazão Q da resistência.00m/s < 3. (0.56/0.30 x 0. 16Q2/ (PI2 x D4) h= f x L/D5 .001)2 +( 1/4) .0137 x 3000 x 0.50m K2=0.

5-18 .μC = 0.62= z 0.2676=0.11 x 0.0752 = 0. μR= 0.062m3/s μQR = 0.56 – 0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.56m3/s e μC= 0.62 achamos R=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.= -0. para a cidade temos: μQC = 0.0622 + 0. A probabilidade para não haver falhas.= ----------.7324 Portanto. a confiabilidade do sistema P=1-R.Análise de incerteza.76%.56m3/s Para a carga.2676 Portanto.------.1) entrando com z=-0.06m3/s σ2MS = σ2R + σ2C = 0.56 = 0.50m3/s σQC = 0.0095 σMS = 0.50 = 0.com. P=1-0.075m3/s Usemos o Método da Margem de Segurança (MS).μC e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Para o caso que estamos estudando.5m3/s μ MS= μR .24%.br 01/01/2008 A variância é fornecida pela fórmula: σQ = ΩQ . a probabilidade para haver falhas é de 26.15 x 0. a confiabilidade é de 73.097 σMS Na Tabela (5. 1988 o risco para haver falha será: -0. μQ σQR = 0.097m3/s Conforme Chow et al. isto é. ou seja.06 μ MS .50 = 0. sendo o índice subscrito R resistência e C a carga μ MS= μR .

Método de Hardy-Cross Capitulo 5. sendo fornecida a área molhada A= 8m2 e perímetro molhado P= 10 m. I= declividade em metro/metro.22 =4.0016 m/m à incerteza de 30%. deve-se realizar a seguinte operação: 5-19 .9 Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s Consideremos um canal de concreto de seção trapezoidal.I.22 m3/s Aplicando-se na equação de Manning para canais abertos.017 está sujeito à incerteza de 20% e a declividade I= 0. facilmente encontraremos: Ω2Q = Ωn2 + (1/2)2.br 01/01/2008 5. ou seja. I1/2 onde: Q= vazão em m3/s. A vazão média de capacidade do canal é: μQ ≅ (1/0. μQ = 0.Análise de incerteza.06 m3/s Para obtenção da performance de uma variável qualquer W. o Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem.8 m A Fórmula de Manning para um canal aberto nas unidades S. é: Q = n-1 .25). O raio hidráulico RH= área molhada/perímetro molhado RH= A/P= 8/10 = 0. (0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. n= coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional). RH= raio hidráulico em metros.com.017) . 8 . 0. a incerteza na média da vazão é de 25%. Vamos calcular o desvio padrão da capacidade do canal de conduzir a água: σQ = ΩQ .0635 ΩQ = 0.25 . RH2/3 .25. ΩI2 = Ωn2 + 0. 16.00161/2= 16.30)2 Ω2Q = 0.2)2 + (0.82/3 .25. O coeficiente de rugosidade de Manning n= 0. A . ΩI2 = (0. 0. A= área molhada.

ou seja. substituindo acima obteremos: -6. sem problemas.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.00 .06 m3/s W = 10.1. encontramos R=0.7% de probabilidade de que o canal possa transportar 10 m3/s.com.= . temos: 16.06 Como se pretende determinar a confiança para o canal transportar 10 m3/s. Para o presente caso: μw = 16.br 01/01/2008 μw -W --------σw em que μw e σw são a média e o desvio padrão desta variável.53=z 4.063. e há P=1-R=1-0.00 m3/s Portanto.-----------4.3% de que o canal não consiga transportar 10 m3/s. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Análise de incerteza.063=0.06 Entrando na tabela da curva normal com z=-1.22 ---------------. 5-20 . há probabilidade de 6.22 m3/s σw = 4.22 – 10.53.937 ou seja 93.

LARRY W. Hydrosystems Engineering & Management. -FREEDMAN. 578páginas.R. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. VEN TE et al. LAMBERSON. John Wiley & Sons. 5-21 . Norton. Mc Graw-Hill. Addison Wesley Longman. 3a ed. Editora Hicitec-SP. KAPUR e L.com. DAVID et al. -MAYS. -ELSAYED A. SÔNIA 1983.C.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. 1988. McGraw-Hill. VIEIRA. Applied Hydrology.1992. Reliability Engineering.Análise de incerteza. -K. e TUNG . ELSAYED. -HOFFMANN. 1996. New York. Análise de RegressãoUma Introdução à Econometria. 1998.10 Bibliografia -CHOW. Statitiscs. RODOLFO e. Reliabity in Engineering Design.YEOU-KOUNG. 1977.br 01/01/2008 5.

com.27842 C x D 2.025)2+ (0.075m3/s CV=0.50 = 0. teremos: Ω2Q = Ω2c + (2.63)2Ω2D + (0.54)20.072 Portanto.50m3/s para a cidade temos: μQC = 0.072 Previsão de consumo A previsão de consumo tem erro de no mínimo 15% (0.br 01/01/2008 Apendice A Fórmula de Hazen-Willians Q=0. o coeficiente de variação de Q é 0.63)2 (0.54)2Ω2J Ω2Q = 0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.15 5-22 . Como exemplo para a carga. ou seja.005193 ΩQ = 0.05142 =0.012+ (2.006193 =0.54 Sendo: Q= vazão (m3/s) D= diâmetro (m) C= coeficiente de Hazen-Willians J= perda de carga unitária (m/m) Fazendo as simplificações.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.50m3/s Variância σQC = 0.15 x 0. de 0.15).Análise de incerteza.63 J 0.

1 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos SAAE Capítulo 7-Bomba centrífuga dezembro/2007 7.

A energia cinética do fluindo aumenta do 7.1 Introdução Uma bomba é denominada centrífuga quando a direção de escoamento do fluido é perpendicular à do eixo de rotação da hélice. 2005.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Capitulo 7-Bomba centrífuga 7.2.1) e (7.Tipos de rotores: fechado e aberto Figura 7.Componentes de uma bomba centrifuga O fluido entra na bomba nas vizinhanças do eixo do rotor propulsor e é lançado para a periferia pela ação centrifuga conforme Grundfos.2 .2) Figura 7.1. Na sua forma mais simples. a bomba centrifuga é constituída por um rotor que gira no interior de uma carcaça conforme Figura (7.

2. 1974 hr= altura estática de recalque é a distância vertical entre a bomba e o nível de água do tanque que será alimentado (m). As bombas centrifugas podem trabalhar de duas maneiras: sucção e afogadas conforme Figura (7. hs= altura estática de sucção é distancia vertical entre a bomba e o nível de água do tanque onde haverá sucção (m). Esta energia cinética é convertida em pressão quando o fluido sai do rotor. Pode ser positivo ou negativo. Hr=perda de carga distribuída e localizado do recalque (m) Hs= perda de carga distribuída e localizada na sucção (m) 7.3).Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 centro do rotor para a ponta das palhetas propulsoras. Vamos definir alguns parâmetros importantes: Hman= altura manométrica total (m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr).Esquema de bomba afogada e bomba por sucção Fonte: Lucarelli et al. Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Figura 7.3 .

1000. 350. 1/3 HP. 1750 e 2000. 300. 25. 1. 450. 700. 75.150.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. 800. 1998 temos: P= γ x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) Sendo: P= potência em HP Q= vazão em m3/s Hman= altura manométrica em metro de coluna de água. mas sempre se deve conferir com o fabricante de motores elétricos..40. 3. 7. 2. 500.125.100. ½. 600.3 Padrão dos motores elétricos brasileiros Existe uma padronização dos motores no Brasil.5. 1250. 1998 7. ¾. 1. 5. 200. 250. !/4 HP. η= ηmotor x η bomba γ = peso especifico da água= 1000kgf/m3 Acréscimos recomendáveis de potência: Tabela 7.Acréscimo de potência recomendável Acréscimo da potência Potência da bomba 50% 2HP 30% 2 a 5HP 20% 5 a 10HP 15% 10 a 20HP 10% >20HP Fonte: Azevedo Neto. 900.50.5 10.1.5 15. 60.20.400. 7.2 Potência dos conjuntos elevatórios Conforme Azevedo Neto. 6.4 . 12. 1500. 30.

5 . 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7. Fonte: catálogo eletrônico da Weg.2 Menores valores de rendimento para motores de alto rendimento (mercado norteamericano).

8=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.72 P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0.6 Curva característica da tubulação A curva característica da tubulação ou curva característica do sistema fornece para cada vazão de bombeamento.6= 28. Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Ji= perdas de carga do trecho i (m/m) Li= comprimento do trecho i (m) Ki= coeficiente de perda de carga localizada da peça i Vi= velocidade média (m/s) 7.90.3 Rendimento estimado da bomba em função da vazão de bombeamento Vazão Rendimento da litros /segundo bomba centrifuga ηb 5 52% 7. Bomba ηB= 0. 1998 7.6 . Hman= Hg + Σ Ji x Li + Σ Ki x V2/ 2g Sendo: Hman= altura manométrica total 9m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr).8 e o rendimento do motor igual a 0. Exemplo 7.9= 2277 kgm/s 7.04 x 35.6m sendo o rendimento da bomba igual a 0.6 / (75 x 0.04m3/s numa altura manométrica Hman= 35.736= 22. a perda de carga e a altura manométrica total.5 61% 10 66% 15 68% 20 71% 25 75% 30 80% 40 84% 50 85% 100 87% 200 88% Fonte: Azevedo Neto. Em cada ponto da bomba a soma da altura geométrica com todas as perdas no sistema. isto é.1 Dimensionar o motor para recalcar 0.4 Rendimentos das bombas centrífugas Tabela 7. perdas distribuídas e localizadas.72 ) = 26HP Dando um acréscimo de 10% temos P= 26 + 2. A curva é feita tomando-se o desnível geométrico e somando-se as perdas de carga para cada vazão conforme Figura (7.9HP Escolhemos um motor padrão que é de P=30 HP A potencia consumida em KW será: P= 30 HP x 0.5 Normas da ABNT Existe a norma NBR 12214/92 que trata de projeto de sistema de bombeamento de água.9 x 0.9 η= ηmotor x η bomba = 0.3).08 KW Caso queiramos outra unidade: P= 30 HP x 75.8 Motor ηM= 0.

Figura 7. Figura 7.Curva característica do sistema Cetesb.Curva da bomba Fonte: Lucarelli et al.7 Curva da bomba Cada bomba tem um determinado rotor e tem uma determinada curva conforme se pode pode ver na Figura (7.81 Notamos que a variação da perda de carga é quadrática em função da vazão o que dá a forma da Figura (7. 1975 7.7 .4.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade (m/s2)= 9. 1974 7.5.5).4).

9 Bombas em paralelo Quando se tem duas bombas em paralelo de modo geral as bombas são iguais.6.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. 7. isto é.8 Curva da bomba e do sistema A resolução do problema para a escolha do conjunto motor-bomba centrifuga vai depender do ponto achado pela intersecção da curva da bomba com a curva do sistema conforme Figura (7.7. Figura 7.Curva da bomba + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al. possuir curvas diferentes conforme Figura (7.7) e (7.6).8).8 . Geralmente se escolhe o ponto da bomba como aquele de maior rendimento. 1974 7. Figura 7.Bombas em paralelo Fonte: Heller. 2006 Em bombas em paralelos somamos as vazões na horizontal o obtemos a curva das duas bombas e achamos o ponto de interseção com a curva do sistema. mas podem ser diferentes.

8.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.9 .Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al. 1974 7.

10 Bombas em série As bombas em série podem ser iguais o que é mais comum mas podem ser diferentes conforme Figura (7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.9.11 Cavitação Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor.11) a (7. Figura 7. Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba conforme Figura (7.10 .Estragos feito em um rotor de bomba devido a cavitação 7.9) e (7. 7. Figura 7. 1974 As bombas em série são muito usadas em poços tubulares profundos.Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al.10. 2006 Vamos supor duas bombas em série iguais e então somamos as ordenadas na vertical obtendo a curva final cujo ponto será achado com a intersecção da curva do sistema.Bombas em série Fonte: Heller.13).11. Figura 7.10).

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Figura 7.12 Cavitação em bomba no ano 2007 7

Figura 7.13 Cavitação em bomba no ano 2007 Os efeitos mecânicos, além do desgaste dos rotores, causam vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura, sem que a temperatura do líquido mude.

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Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido. Para isto usa-se o que se chama NPSH que é um acrônimo do termo inglês Net Positive Suction Head e há duas, uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH. NPSH_disponível-NPSH_requerido ≥ 1,0m a 1,5mca. NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp Sendo: NPSHd= NPSH disponível no local (m) Hpa= pressão atmosfera na superfície do líquido no poço de sucção bombeado (m). Geralmente admitido como 10,3m ao nível do mar. Em São Paulo a pressão atmosférica é 9,5m. Hs= altura da sucção do líquido (m). É a altura da superfície do líquido no poço até o centro do rotor da bomba. Pode ser positivo ou negativo (sucção). hs= perdas de cargas total na linha de sucção (m) Hvp= pressão de vapor do líquido na temperatura de operação a 20ºC (m). Geralmente Hvp=0,235m. A pressão de vapor depende da temperatura ambiente e pode ser obtida conforme Tabela (7.4) Tabela 7.4-Vapor de pressão em função da temperatura
Temperatura (ºC) Pressão de Vapor Hvp (m)

0 15 20 23,9 37,8
Adaptado de FHWA, 2001

0,062 0,171 0,235 0,303 0,658

Tabela 7.1- Alturas máximas de sucção conforme altitude e pressão atmosférica Altitude Pressão atmosférica Limite prático de sucção (m) (m) (m) 0 10,33 7,60 300 10,00 7,40 600 9,64 7,10 900 9,30 6,80 1200 8,96 6,50 1500 8.62 6,25 1800 8,27 6,00 2100 8,00 5,70 2400 7,75 5,50 2700 7,50 5,40 3000 7,24 5,20 São Paulo cota 760 9,50

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Estimativa da pressão atmosférica em função da altitude Conforme Heller, 2006 podemos estimar o valor da pressão atmosférica local em função da altitude. Pa= 10,33 – h / 900 Para a capital de São Paulo h=760m Pa= 10,33- 760/900= 9,5m Exemplo 7.2 Calcular o NPSH disponível de uma bomba cujo nível mais baixo está a 2,40m acima do eixo do rotor da bomba, considerando as perdas de cargas desprezíveis. A pressão atmosférica é 9,5m de água e a de vapor é de 0,235m para temperatura de 20º C. Então teremos: Hpa= 9,5m (São Paulo) hs= 0,11m Hs= -2,4m (bomba afogada) Hvp= 0,235 conforme Tabela (7.4). NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9,5 - 2,4 – 0,11 – 0,235= 8,46m Portanto, o NPSH disponível é 8,46m. Teremos que comparar com o NPSHr que é o fornecido pelo fabricante. Supondo que seja de 3,10m então: NPSHd – NPSHr= 8,46m-3,10m= 5,36m > 1,5m OK Portanto, não haverá cavitação na bomba. Conforme Heller, 2006 quando não possuímos o NPSHr do fabricante podemos estimar pela equação: NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 Sendo: NPSHr= estimativa do NPSHr fornecido pelo fabricante da bomba centrífuga (m) n= rotação do motor em r.p.m. Q= vazão no ponto de rendimento máximo (m3/s) Exemplo 7.3 Dada uma bomba com 1750rpm e vazão de 0,045m3/s estimar o NPSHr. NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 NPSHr= 0,0012 x 1750 4/3 x 0,045 2/3 = 3,1m Nota: O NPSHr fornecido pelo fabricante é igual a 1,80m

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Margem de segurança do NPSH Segundo Grundfoss, 2005 a margem de segurança do NPSH deve ser suficientemente grande para suportar variações numa situação onde as condições reais podem ser diferentes das calculadas teoricamente. As perdas de carga na tubulação de sucção podem ser incorretamente calculadas e o ponto de funcionamento real da bomba pode diferir da teoria devido a variações da curva Q/H e cálculos incorretos da resistência da tubulação de sucção. A Grundfoss, 2005 baseado no Europump, 1997- NPSH for rotodynamic pumps, reference guide recomenda que para bombas instadas horizontalmente em tubulações retilíneas deve ser usada margem de segurança de 1,0m a 1,5m. Para bombas instaladas verticalmente a margem de segurança deve ser de 2,0m a 2,50m. NPSHd ≥ NPSHr +1,5m Dica: o NPSH disponível deve ser sempre maior que 1,5m do NPSH requerido Dica: o diâmetro da sucção é sempre um diâmetro maior que o de recalque. Assim um recalque de 200mm o diâmetro da sucção será de 250mm. Altura máxima de sucção A altura máxima de sucção precisamos da equação do NPSHd.é mostrada na Figura (7.14).

Figura 7.14- Altura estática de sucção 7.12- Velocidade específica Ns A velocidade específica Ns, apesar de ser considerada adimensional, tem as dimensões e é um índice usado para verificação dos rotores das bombas. A velocidade especifica da bomba tem as seguintes atribuições: • Selecionar a forma da curva da bomba • Determinar a eficiência da bomba • Antecipar problemas com NPSH

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Selecionar o mínimo custo da bomba

Uma bomba de fluxo radial de Ns entre 500 e 4000 e é a típica bomba centrifuga com simples ou dupla sucção conforme Figura (7.16) As bombas mistas estão entre 2000 e 8000 e as bombas axiais estão entre 7000 e 20000. A velocidade especifica segundo Azevedo Neto, 1998 é de grande utilidade na caracterização das bombas. Ns= Nx Q 0,5/ H 0,75 Sendo: Ns= velocidade específica da bomba (adimensional) N= número de rotações por minuto (rpm) H= altura manométrica total da bomba (ft) Q= capacidade da bomba no melhor ponto (gpm- galão por minuto). Fórmula de Thoma; Thoma criou o adimensional σ= (Ha-Hv-Hs)/ H Sendo: σ= número de Thoma Ha=9,5m (São Paulo)= pressão atmosférica local (m) Hv= 0,235m=pressão de vapor local (m) Hs= altura de sucção da bomba (m) H= altura manométrica total (m) Devemos calcular o numero de Thoma e a velocidade especifica Ns usando as unidades americanas, Entramos no gráfico da Figura (7.15) e verificamos se a bomba está em zona segura ou zona perigosa.

Figura 7.15- Velocidade específica Ns e valores do número de Thoma σ
7- 15

perdas de cargas localizadas ou também chamadas de perdas singulares.12) com o número de Thoma=0.61m / 0. peças. 7.Valores da velocidade específica Exemplo 7. Q= 0.16 . Jeppson.13 Perda de carga localizada As curvas.4 Calcular a velocidade especifica Ns da bomba com 1750 rpm com vazão de 0. Estaremos dentro de uma região segura onde não haverá cavitação.30m= 152 ft Ns= Nx Q 0.16. 1973 mostra a Figura (7. 7.75 = 1080 Fórmula de Thoma σ= (Ha-Hv-Hs)/ H σ= (9.40)/ 45.61 = 0. Isto mostra que os efeitos das perdas singulares não se dão na própria curva e sim em um determinado comprimento de tubo a jusante. 1996 Figura 7.5/ H 0.78 litros= 714 galao por minuto= 714gpm H=45.5-0. válvulas.5/ 152 0. etc introduzidas numa canalização causam perda de energia. contrações.75 Ns= 1750x 714 0.15 e Ns=1080.045x 1000 x 60s/ 3.235-2.61m.17) onde a água sofre mudanças de velocidade e criação de espirais duplas que persistem até 50 diâmetros ou 100 diâmetros a jusante.15 Entrando na Figura (7. isto é.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Fonte: Karassik et al.045m3/s e altura manométrica de 45.

17.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Sendo: hL= perda de carga localizada em metros V= velocidade média da água no recalque em m/s g= aceleração da gravidade =9. 1973 A perda de carga localizada é calculada pela equação: hL= Ks x V2/ 2g 7.81m/s2 Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) conforme Tabela (7. Figura 7.17 .Perda de carga em uma curva Fonte: Jeppson.6).

6 Fonte: adaptado de Jeppson.6.40 Entrada normal 1.60 Tê saída lateral 1.80 Válvula de gaveta 0.19 Válvula de gaveta ¾ aberta 1. 1973 7.0 Válvula de retenção 2.Valores de Ks para cálculo das perdas de cargas localizadas Peça Valor de Ks Crivo 0.18 .30 Válvula globo aberta 10 Válvula de ângulo aberta 5 Válvula de gaveta aberta 0.75 Curva de 22.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.00 Tê passagem direta 0.40 Curva de 90 0.5 0.19 Válvula de pé 15.00 Saída da canalização 1.10 Curva de 45 0.0 Válvula de gaveta ½ aberta 5.

18.19 .0.Perda de carga em uma curva de raio variável considerando o número de Reynolds > 2. ou seja.20) possuem perda de carga conforme ela é arredondada ou não conforme o desenho.Perda de carga em uma curva de 90º com diâmetro constante Fonte: Jeppson. na entrada de um reservatório há perda de carga hL= Ks .V2/2g = V2/2g 7. 1973 Figura 7.3 x 105 Fonte: Jeppson. É muito comum usar-se a entrada de um reservatório com Ks=1.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. 1973 As entradas de tubulações conforme Figura (7.19.

Área da seção transversal= PI x D2/4= 3.1416 x 0.5 Calcular a perda de carga localizada numa adutora de 0.20 . Uma maneira mais detalhada para calcular um alargamento de uma tubulação é através da equação: hL= Ks x (V1 –V2) 2/ 2g Sendo: hL= perda de carga do alargamento (m) Ks= coeficiente de perda de carga do alargamento (adimensional) V1= velocidade da secção de menor diâmetro (m/s) V2= velocidade da secção de maior diâmetro (m/s) A Figura (7.25m de diâmetro e com duas curvas de 90.21.5.Perda de carga em uma expansão Fonte: Jeppson.252/4= 0. Figura 7. 1973 Exemplo 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.049m2 Q=A x V 7.04 e para uma contração abrupta usa-se Ks=0.20.Perda de carga em vários tipos de entrada Fonte: Jeppson.21) fornece os valores de Ks conforme o ângulo. 1973 A contração de uma tubulação se comporta similarmente a uma entrada. Para uma contração gradual usa-se Ks=0.

02m= 0. Q 0.8. manutenção e operação.5 Sendo: D= diâmetro da tubulação de recalque (m) Q= vazão (m3/s) K= coeficiente obtido na prática.7.20 300 1.30 Suspensão arenosas 0.16 Fórmula de Bresse Quando se faz um bombeamento é comum se procurar um diâmetro econômico que leva em conta as despesas de energia bem como os custos de construção.0 D= K .50 7.5 7.45 7.040m3/s/ 0.7 a 1.70 75 0.Velocidade máxima na sucção conforme NBR 12214/92 Diâmetro nominal Velocidade máxima na sucção (m/s) 50 0.Velocidade mínima na sucção conforme NBR 12214/92 Tipo de material Velocidade mínima na sucção (m/s) Matéria orgânica 0.40 400 1. Tabela 7.15 Velocidade mínima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades mínima na sucção conforme Tabela (7.14 Velocidade máxima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades máxima na sucção conforme Tabela (7. Usa-se então a formula de Bresse: D= K .5 D= 1. O valor de K varia de 0.40 x 1.8) Tabela 7.00 200 1.10 250 1.30 Suspensão siltosas 0.7).81)=0.8..04m 7.21 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 V= Q/A= 0. Q 0.0m/s h= Ks x V2/ 2g 2 h= 0. Atualmente está sendo usado K=1.90 150 1.0 / (2 x 9.00 . Q 0.02m Como são duas peças então h= 2 x 0.80 100 0.040m2= 1.

6 Calcular o diâmetro econômico para vazão de 0.50m Quando se leva em conta o número de horas de bombeamento por dia se usa: D= 1.045 0.8 Dimensionar uma tubulação de recalque para vazão de 0. A altura de recalque hr é igual a 42.3 .5 Sendo: X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h Exemplo 7.5 =0.33 .5 D= 1.960m3 Durante 8h a vazão será Q= 12960/(8h x 3600s)=0. Q 0.5 Ks= 0. X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h X= 8h/24h=0. 0.45m3/s D= 1.5 Ks= 16. O diâmetro econômico pela formula de Bresse é: D= 1. 0.045m3/s durante 24horas.X ¼ .15m3/s. Usar a equação de Hazen-Willians com C=100.30m Portanto.70m Exemplo 7.5 D= 1.3 . O comprimento da tubulação de recalque é de 220m e a bomba encontra-se a hs=2.0 Ks= 15.40m. 0.66m Adoto D=0.70m= 45.3 .87) 7. para 8horas de bombeamento por dia.3 .30m + 42.0.0 Ks= 0.X ¼ .00 Vamos calcular as perdas de cargas localizadas na sucção e no recalque.15m3/s x 86400s=12.3 .15 0. ou seja.70m.5 ¼ D= 1. D=0.22 Ks=1.40 Ks= 0.3 D= 1.28m=0.4 .5 =0. Q 0.3 .7 Calcular o diâmetro econômico para vazão média diária de 0. Hg= hr + hs (sucção) A altura geométrica Hg= hs + hr= 2.85 x D 4. O rendimento total do motor e da bomba é 70%. Q 0.30m e de sucção será um diâmetro maior. Perdas de cargas localizadas na sucção Entrada da tubulação Válvula de pé Curva de 90º Redução excêntrica de 400x300 Redução excêntrica de 300x150 Total A velocidade na sucção é: J= (10.15m3/s adotando o valor K=1.5 =0.3 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7.33 Durante um dia o volume V=0.85)/ (C1.45 0. Q 0.643 x Q 1.30m do nível da água para sucção. o diâmetro do recalque será de 0.

000594m/m=0.41 HP Adoto P=50 HP PKW= 0.87)=0.80 Registro de gaveta aberto Ks=0.235= 6.30 4.045m3/s D=0.80m 7.0706m2 V= Q/A= 0.5 .64 m/s hL= Ks x V2/ 2g= 16.2.81)=0.61 / (75x 0.85)/ (C1.85 x D 4.0024m/m=0.1257m2 V= Q/A= 0.302/4=0.1416x0.045/0.4 x 0.36 m/s <1.045/0.045 1.87)=0.85 x 0.01 HP Colocando-se tolerância de 10% teremos P= 44.00 2 redução concêntricas Ks= 2.045x 45.594m+ 0.402/4=0.4 x 0.81)=0.1257 2/ (2 x 9.0164m= 45.0706=0.64 2/ (2 x 9.7% P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0.677 )= 44.045 1.61m 3 Q=0.066m Perda distribuída no recalque Lr= 220.0034m Hs= 0.3 – 0.9 x 0.643 x Q 1.0164m Observemos que a perda localizada é bem maior que a perda distribuída devido as varias peças existentes num trecho curto.85)/ (1001.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Q=0.1416x0.30m + 3.736 x 50= 36. Perdas de cargas no recalque Válvula de retenção Ks= 2.80 Perdas na sucção= 5.85)/ (1001.23 .30m C=100 J= (10.50m (dentro da água)= 5.40m/s OK hL= Ks x V2/ 2g= 16.045m3/s D=0.19 Saída da canalização Ks=1.045m /s Rendimento total motor igual a 90% e bomba= 67.1257=0.000594m/m Area= PI x D2/4= 3.528m + 0.01 + 4.066m= 0.528m Perda de carga total no recalque= Hr= 0.0 + 0.80m x 0.013m Perda distribuída na sucção Ls= 2.0024m/m Area= PI x D2/4= 3.0034m=0.85 x 0.40= 48.643 x 0.40 4.00m Perdas distribuída no recalque= 220mx 0.29 A velocidade na sucção é: J= (10.40m C=100 J= (10.013m + 0.0 Total Ks= 6.164 – 0.87) Q=0.30 2 Curvas de 90º Ks= 0.594m Altura manométrica da bomba Hman= Hg + Hr + Hs= 45.8 KW NPSH disponível NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9.643 x 0.

50m NPSHd >1.Bomba Imbil -ID 65 -INI 125-315 com 1750 rpm.23.24 . rotor com diâmetro de 300.80m NPSHd > NPSHr +1. Fonte: catalogo da Imbil Figura 7.80m.80 +1.30m OK Figura 7.89 HP NPSHr=1.Sucção da bomba 7.8mm.50m=3.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Mas o valor do NPSHr= 1. potência 39. rendimento da bomba de 67.22.7%.

25 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. Bomba INI 125-315 para 45 L/s (162m3/h) e Hman= 45.61m 7.24.

A bomba Imbil linha INI 125-315 tem 1750 rpm e DNs sução=150mm e DNp = 125mm para recalque Fonte: catalogo da Imbil 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.25.26 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.Reduções flangeadas concêntricas e excêntricas da Saint Gobain 7.26.27 .

1 HP Adoto 50HP 7. 7.28 . 7.18 Momento de inércia das bombas e motores É muito importante nos estudos dos transientes hidráulicos de bombeamento saber o momento de inércia da parte girante das bombas e dos motores.61m P=QxH man/ 50 P = 45 x 45. 1998 podemos estimar a potência usando: P = Q x Hman/ 50 Sendo: P= potencia em HP Q= vazão em L/s Exemplo 7.61/ 50 = 41 HP Mais 10% de tolerância P= 41+ 4.9) fornece os momentos de inércia do rotor dos motores de diversas potencias e rotações.4440 kg x m2.9 Calcular a potência do motor para Q=45 L/s e Hman=45. Recordando o momento polar de um cilindro de massa m e raio r em relação ao seu eixo é: I= 1/2x m x r2.1=45. Assim um motor de 50 CV tem momento de inércia a 1750 rpm de 0. A Tabela (7.17 Estimativa de potência Conforme Azevedo Neto.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Peças na sucção Redução excêntrica 400 x 300 Redução excêntrica 300x 150 Curva de 90 Válvula de pé com crivo Peças no recalque Redução concêntrica 125x150 Redução concêntrica 150x300 Válvula de retenção Registro de gaveta 2 curvas de 45º no trajeto 2 curva de 90º na chegada ao reservatório.

10) estão os momentos de inércia da bombas KSB. Tigre Observar que para a mesma potência o momento de inércia do rotor do motor é diferente para rotação de 3600 RPM e 1750 RPM. 7. quanto maior a rotação. 1991. Fonte: Engenheiro Luiz A.Momento de inércia do rotor de motores de diversas potências e rotações diferentes.9. menor é o momento polar de inércia. Assim uma bomba tamanho 125-315 tem momento de inércia 0. Salientamos também que os motores fabricados depois da década de 1960 possuem menores momento de inércia devido a isto se deve ter o cuidado em usar equações antigas para pré-dimensionamento dos momento de inércia de motores.29 . Camargo.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7. Na Tabela (7.774 kg x m2.

África do Sul Uma maneira conservativa para se obter os momentos polares de inércia de motores e de bombas pode ser dado pelas seguintes equações: Momento de inércia de bombas I= 0.75 7.Momento de inércia de bombas da KSB Fonte: Engenheiro Luiz A.844 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kg x m2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto. Assim 1750 rpm será N=1. Camargo.30 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7. Tigre O momento polar de inércia das bombas é fornecido pelo fabricante em kgxm2.10. Universidade de Pretoria. Para uso do método das características necessitamos do momento de inércia dos rotores do motor e da bomba.03407 x (P/N) 0. 1991.

Calcular o momento polar de inércia do motor e da bomba. Exemplo 7. I= 0.3901=0.13 Converter 0.8/1.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7.3604 kg x m2 para WR2 (lb x ft2) 0.28 lb x ft2 7.435 Sendo: I= momento polar de inércia em kgxm2 KW= potencia do motor em KW Rpm= rotação da bomba em rotação por minuto Exemplo 7.8KW calcular o momento polar de inércia sendo a rotação de 1750rpm. Assim 1750 rpm será N=1. 1992 ainda comentam que uma solução aproximada do momento de inércia da bomba é que o mesmo é aproximadamente 10% do momento de inércia do motor.868= 4.8KW calcular o momento polar de inércia do motor sendo a rotação de 1750rpm.844 = 0. I= 228 x (KW/ rpm) 1. Conversão de unidades Para converter GD2 (kg x m2) para WR2 (lbx ft2) multiplicar por 11.48 = 0.736=36.4454kgxm2 + 0.3901 kgxm2 Nota: o momento de inércia da bomba e do motor é 0. I= 0.31 .4454 kgxm2 Momento de inércia dos motores I= 0.0043 x (36.435 I= 228 x (36.3604 x 11.8 /1750) 1.48 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kgxm2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto.0043 x (P/N) 1.8/1.868 conforme Parmakian e ao contrario temos que dividir por 11.0043 x (P/N) 1.736 x 50=36.11 Dada um motor de 36. I= 228 x (KW/ rpm) 1.03407 x (36.75) 1.844 I= 0.435 I=0.8936 kgxm2 Koelle e Betâmio.75) 0.03407 x (P/N) 0.12 Para motor de 50HPx 0.868.75 Exemplo 7.10 Dada uma bomba com motor de 50HP=0. 1992 apresentam uma fórmula empírica para achar o momento de inércia da bomba e do motor.8355 Koelle e Betâmio.48 I= 0.8KW 1750 rpm.

Nós iremos considerar para os cálculos o polinômio do segundo grau somente.Q +C .00.87 . Existem programas de Hardy Cross que consideram o polinômio até o terceiro ou até o quarto grau. Tabela 7.Q +C . Q= vazão em m3/s. Para a vazão zero.B. sempre começando com a vazão igual a zero e depois fornecer a altura manométrica.0 C= (H2XQ3 – H3 X Q2 – AX Q3 + A X Q2)/ [Q2 X Q3 X (Q2.12.00 + 15. conforme Tabela (7. conforme o espaçamento que será escolhido e no caso é 0.Q3)] Achamos C= -1388.03 Q2=0. 7. Para este programa a vazão é espaçada de 0. A. shut-off.19 Equação da curva da bomba As bombas centrifugas são geralmente da fórmula: H=A + B.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.03 m3/s. a bomba pode ser transformada em um reservatório com a altura a ser determinada pelo calculista da rede malhada. Trata-se então de um booster. H= altura manométrica da bomba em metros de coluna de água. Q2 Sendo : H= altura manométrica total em metros.09 H (m) 30 H1=29 H2=26 H3=20 Sendo: Q= vazão da bomba em m3/s. isto é.87 B= (H3 – CQ32 – A)/ Q3 B= 15.00 H=30. Que é a equação de uma parábola.03 m3/s em 0.C = coeficiente obtidos na análise de regressão. Q2 A curva característica da bomba é calculada automaticamente pelo programa.32 . temos H=30 m.B e C da bomba Q( m3/s) 0 Q1=0.1388.Vazões e pressões necessários para o calculo dos coeficientes A.03m3/s.06 Q3=0.12). Em caso do funcionamento junto ao reservatório.Q . Exemplo 7. obtemos a polinômio do segundo grau: H=A + B. A bomba pode funcionar junto a um reservatório como uma bomba normalmente considerada ou na linha.14 Assim como exemplo. Q2 A=30.

61 x (1750 – 0)/ (308 x 150)= 0. 1980 conforme Figura (7.61lb x ft2 calcular o tempo que o motor leva da rotação 0 até a rotação de 1750rpm.8936 kgxm2 que multiplicando por 11. 1968 temos: C= 5250 x HP/ n Sendo: HP= potência do motor em HP C= conjugado ou torque de aceleração do motor em lbxft2 n=rotações por minuto (rpm) t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) Sendo: t= tempo de aceleração em segundos WK2= momento de inércia do conjunto girante motor +bomba em lb x ft2 n2= rotação final em rpm n1= rotação inicial em rpm C=conjugado médio de aceleração lb x ft Exemplo 7.15 Calcular o conjunto de um motor de 50HP com n=1750 rpm e momento de inércia de 0.33 . As duas curvas devem-se cruzar no ponto que corresponde à velocidade nominal conforme Macintyre. O conjugado resistente da bomba deve ter suas ordenadas inferiores as curvas do conjunto do motor elétrico.868 resulta em 0. para acelerá-lo até que atinja a velocidade normal ou de regime.9). pois caso não seja suficiente a bomba não irá funcionar. Um motor deve ter o conjunto motor C maior que o conjugado resistente oferecido pela bomba e pelo volante de inércia. C=5250 x HP/n= 5250 x 50/ 1750=150 lbx ft n1=0 n2=1750 rpm t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) t= 10. Conforme Carvalho.8936 x 11. Vamos mostrar o que é momento de inércia e o que é torque ou conjugado.868=10. O torque ou conjugado é o esforço aplicado a um objeto com que faz que o mesmo gire em torno de um eixo.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.20 Momento e torque Quando a opção é usar volantes de inércia é importante recordar alguns conceitos do que é conjugado de um motor.40s Dica: o torque do motor tem que ser maior que o torque da bomba 7. Deverá sempre ser verificado se o conjugado do motor é maior que o conjugado da bomba e do volante.

2005.22 Bombas de velocidade variável Mas existem bombas de velocidade variável cuja pressão é mantida constante.21 Bombas de velocidade fixa Geralmente a bombas com que trabalhos em engenharia sanitária são bombas de velocidade fixa e onde a pressão de bombeamento é mantida aproximadamente constante. 7. 7.5 bar e uma variação de vazão entre 500 e 1000m3/h corresponde uma variação de rendimento Maximo compreendido entre 70% e 80%. independente do consumo da rede. quer por variação de consumo. Podemos observar que o rendimento da bomba não varia com a velocidade da bomba.27 Conjugado do motor e conjugado da bomba Fonte: Macyntire.23 Variação das curvas características Conforme a velocidade da bomba variam as características Q2/ Q1= N2/ N1 H2/H1 = (N2/N1)2 P2/P1= (N2/N1)3 Sendo: Q= vazão da bomba N= rotação da bomba P= potencia aplicada a bomba Conforme Grundfos.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. para uma pressão constante de 7. por exemplo. 2005 a Figura (7. são detectadas por um sensor que atua no variador de velocidade de forma a manter a pressão de bombeamento constante conforme Grundfos.28) mostra varias curvas características de uma bomba com diferentes velocidades de rotação em rpm.34 . As variações de pressão de descarga das bombas provocadas quer por alteração de pressão de aspiração. 7.1980 É aconselhável que o conjugado máximo deveria ser acima de 150% do conjugado de plena carga para levar em contas as flutuações de tensão e de freqüência da rede. 7.

Como manter constante a pressão era o problema até parecer no Brasil a Mark. 2005 7. A manutenção dos variadores de velocidade era muito grande e estávamos a espera dos variadores de velocidade baseados na variação da freqüência.Curvas características de uma bomba com velocidades diferentes Fonte: Grundfos. O problema era que a vazão variava bastante e olhando a curva da bomba. A idéia é muito antiga.35 .24 Variadores de velocidade O bombeamento pode ser feito para um reservatório elevado ou num alto de um morro.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. Eram dispositivos mecânicos envolvidos em óleo e fabricados no Brasil pela Mark-Peerless de Santo André Estado de São Paulo. o qual visitamos antes da nossa primeira experiência em Guarulhos.Peerless Há anos o SAAE de Guarulhos começou a usar variadores de velocidade hidrocinético ao mesmo tempo que a Sabesp que executou o booster enterrado do Shangrilá na capital de São Paulo. Como fazer o bombeamento diretamente para rede e assim eliminaríamos uma torre de uns 15m de altura. 7.28. Daí a água é distribuída saindo de uma pressão constante variando o consumo durante o dia até os picos de vazão. quando aumenta a vazão diminuía a pressão.

Variador de velocidade de 75HP da firma Mark-Peerless 7.36 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.31.

Milton Tomoyuki Tsutiya da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. dr.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Vamos mostrar slides de palestra do prof.37 . 7.

38 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

39 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

40 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

41 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

42 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

43 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.44 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.45 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Loteamento denominado Villa Trump. Itatiba. Estado de São Paulo.46 . Trecho 3 7. ano 2007.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.47 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.48 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.49 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.50 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.51 .

52 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

53 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

54 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Dispositivo antigolpe usado: acumulador de membrana Chegou-se com o acumulador de membrana as seguintes pressões: 7.55 .

56 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

57 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

58 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

59 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.60 .

PNB-591/91. 64páginas. 437 páginas -CETESB. Manual de Hidráulica.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. -LUCARELLI. Portugal. 1986. NBR-12214/92. -NUNES. 641páginas. Pump Handbook. RAUL PERAGALLO. et al. Bombas.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. 8ª edição. Analysis of flow in pipe networks. -ABNT. 2a ed. 2004. São Paulo. Projetos de adutoras para abastecimento público. ISBN 025040119-3. Cetesb. 2006. In Grundfos. Livro Técnico: 1979 1ª ed. 859páginas. LEO et al. -HELLER. São Paulo. ISBN 85-900126-1-1. 1976. -KARASSIK. McGrawHill. IGOR J. Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público. -MATOS. 2005. 1996. Projeto de sistema de distribuição de água. -JEPPSON. 1975. Editora UMFG.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público. válvulas e acessórios.61 . PERRY O. PNB-591/77. Abastecimento de água para consumo humano. Singapure. EPUSP. Interciência. USA. 669 páginas -BLACK. EDUARDO. 724páginas. Manual de engenharia. ROLAND W. ISBN 0-07033302-5. et al. São Paulo. Portugal. Petrobras 1998. Bombas e sistemas de recalque. 164páginas. -GRUNDFOS. ISBN 972-99554-0-9. 260 páginas.25 Bibliografia e livros consultados -ABNT. Bombas.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. -ABNT. 1974. MA. DRAUSIO L. EDSON EZEQUIEL et al. 2a ed. -TSUTIYA. Portugal. MILTON TOMOYUKI. -GRUNDFOS. Grunfos Catálogo versão 2007. -TORREIRA. 2005. 215paginas. MCT-Produções gráficas. Abastecimento de água. 8 páginas -AZEVEDO NETO. 7. 335páginas. 2007.Arbor Science Publishers. Sistemas de pressurização com velocidade fixa e velocidade variável. Bombas industriais.

62 .736 Energia consumida por dia (KWH) Custo médio do kwh (R$) Custo médio anual de energia elétrica (R$) Custo unitário dos tubos R$/m Custo total dos tubos R$ Custo de 2 conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Custo total dos tubos + conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Amortização anual de capital a juros de 12% ao ano e em 10anos R$ Dispêndio anual com energia elétrica.0 36. Itatiba.29 /kWh Média tensão (75kw a 5000 Kw) R$ 0.235 0.85)/ (C1.79 0.Hvp NPSHr= Bomba Imbil 1750 rpm ID280 Linha BEW Modelo 80/7 rendimento da bomba =64.007997 20 0.63 10.01388 0. São Paulo Diâmetro da tubulação de recalque (m) Coeficiente de C de Hazen-Willians Comprimento do recalque (m) Vazão (m3/s) 50m3/h Área secção transversal (m2) Velocidade (m/s) Perda de carga unitária J (m/m) Coeficiente de perda de carga Ks total Perda de carga localizada estimada KsxV2/2g Perda de carga total (m) Altura geométrica (m) Altura manométrica recalque (m) Rendimento estimado da bomba = Potencia do motor em HP Potencia do motor em HP adotada Potencia em KW= HP x 0.5 0.235m Hs= altura da sucção do liquido (m).94 138 148.Hs + hs .19/kwh Exemplo 7. sucção (negativo) hs= perda de cargas na adução (m) NPSH disponível= Hpa .94 0.4% 0.38 Perda distribuída HW J= (10.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Custos médios de energia elétrica em Guarulhos em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) R$ 0.9 50.4 0. juros e amortização R$ NPSH disponível= Hpa .8 883 0.1 EEAB3 Villa Trump.17 54803 76 98040 16500 114540 20272 75074 9.Hvp Hpa= pressão atmosférica= 9.017672 0.Hs + hs .15 100 1290 0.85 x D 4.64 47. Afogada (positivo).2 9.47 2.87) 7.643 x Q 1.5m em São Paulo Hvp= pressão de vapor a 20graus= 0.

63 .12 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Perda localizada hL hL= Ks x V2/2g Amortização de capital em 10anos a juros de 12% ao ano n n Amortização = Custo das obra x i . (1 + i ) / [ (1+i) -1] n=10anos I= 12%=0.

Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8.1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 8.

Os prédios do Parque Cecap não possuem reservatórios.2 .01 l/s Precisão na perda de carga: 0. Teoria Toda a teoria se baseia em publicação na página 38 do jornal da AWWA (American Water Works Association) de dezembro de 1985 num artigo publicado pelo grande calculista em hidráulica prof.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8. dr. 8.2 Pesquisa sobre o coeficiente C de Hazen-Willians O objetivo foi achar o coeficiente C de Hazen-Willians numa rede malhada do Parque Cecap em Guarulhos instalada aproximadamente em 1970 com diâmetros variando de 100mm a 600mm e em tubos de ferro fundido. sendo que 80% dos mesmos são revestidos com argamassa de cimento e areia. C=130) A= F/ [(b/a) x (Qe + F) – Qe] Sendo: b= (h2/h4) Z B= F/ (b (Qe +F) – a x Qe] a= (h1/h3) Z Para o caso das perdas serem muito pequenas: C= Ce x (h4/h2) Z 8. Thomas M. Waslki e mais tarde publicado no livro de denominado Analysis of Water Distribution Systems publicado em 1992 Para o modelo matemático foi usado: Método de Hardy-Cross Fómula de Hazen-Willians C=130 Tubos de ferro fundido revestido com argamassa de cimento e areia Precisão na vazão: 0. Q= A x Qe C= B x Ce Sendo: Qe= estimativa inicial estimada em litros por segundo A= fator de correção pelo uso da água B= fator de correção da estimativa de C Ce= coeficiente C inicial (no projeto inicial.05m Método Trata-se de comparar um hidrante aberto e fechado usando um modelo matemático e tomando-se dados em campo.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 8. Queríamos o coeficiente C não de uma rede de uma rede malhada total que foi projetada para C=130.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Capitulo 8. sendo o abastecimento direto.1 Introdução O objetivo desta apresentação para achar o coeficiente C numa rede de água é para incentivar as pesquisas. por exemplo.

caminhão tanque com 6. isto é. O tempo de enchimento do caminhão tanque de 6.39m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante fechado no modelo matemático) Os valores de h1 e h2 são: h1= 2. 282 segundos e vazão =6000 litros/ 182 s = 21.11m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto no modelo matemático) h3= 2.5mca.40m – 758.40m.5 para tubo áspero e Z=0.000 litros de capacidade.29) h2= 5.64 para tubo liso F= vazão no hidrante durante a descarga (litros/segundo) h1= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (real) h2=perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante aberto (real) h3= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (modelo) h4= perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto (modelo) 8.00 e a cota de fundo 759.42= 101 (medido) Portanto.2 Experiência No dia 10 de abril de 1986 as 9h 45min no Parque Cecap em Guarulhos junto do Parque Infantil foi feito teste com medição direta usando cronômetro.5m.29) real Usando a solução aproximada teremos: C= Ce x (h4/h2) Z C= 130 x (3.40m.00m A altura do reservatório semi-enterrado é de 5m e o reservatório tem capacidade máxima de 5 milhões de litros.5m a 29.81/ano=36 130 – 36= 94 Conclusão: usar para projeto C=94 para 20 anos de previsão para tubos de ferro fundido. O manômetro usado tinha variação de 0 a 100mca. achamos o coeficiente C=101 para a rede malhada do Parque Cecap em 1986.000 litros foi de 4min e 42s.11/5. 130 – 101= 29 e como temos 16 anos de uso a partir de 1970 teremos: 29/ 16= 1. A cota do reservatório era de 763. O hidrante era de 100mm com duas mangueiras de 2” ½ que foram instaladas nas bocas do hidrante de coluna da Bárbara.5 =101.28 L/s Os cálculos foram feitos em computador calculando-se: a) modelo das redes malhadas com cálculo de Hardy-Cross b) Suposto hidrante aberto no modelo com 21 L/s. A cota mínima do reservatório é de 764.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Sendo: Z= 0. 8.40 – 761. A medida de pressão sendo que a mesma variava de 28. m o nível em relação a cota de fundo era de de 4.11m (763.3 .11m real (763. Com o hidrante aberto a pressão estabilizou-se em 25. ou seja. supomos no modelo de Hardy-Cross que o hidrante estava perdendo 21 L/s de água. Achamos então: h4= 3.81/ano Em 20 anos teremos: 20anos x 1.0m adotando-se 28.11) 0. isto é.

1-Parque Cecap.166m3 41.07 L/s Consumo médio mensal somente dos apartamentos é: (94342+94524)2= 94.524m3 39.433m3/mês Tabela 8.50m 8.5 x 30)= 190 litros/dia x hab Previsão futura da SABESP SAM-53 1980: 175 litros/dia x habitante Análise do sistema de distribuição de água potável do Parque Cecap DON.dados estatísticos Consumo dos prédios 4733 apartamentos Dezembro de 1985 94.SAAE-Guarulhos 29/04/1991 Método de Newton-Raphson Fórmula de Hazen-Willians C=130 Número de nós= 18 Número de tramos=22 Nível médio do reservatório= Na =761.5 habitante/apartamento 30dias Q= 94433000 litros/ (4728 x 3.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 8.342m3 36.2-Prédios no Parque Cecap em 1986 Área do Parque Cecap verificada Situação existente Apartamentos 4728 Escola 2 Centro comunitário 1 Mercado 1 Ceagesp 1 Média mensal= 94433m3/ 4728 economias= 20m3/economia 3.4 .Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Tabela 8.Departamento de Obras Novas.22 L/s Janeiro de 1986 112.88 L/s Fevereiro de 1986 94.

Tabela 8.5 m3/apartamento 6.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 PESQUISAS NO PARQUE CECAP EM GUARULHSO 3.3.880 apartamentos na parte velha Consumo por andar Local: condomínio Minas Gerais 480 apartamentos Abastecimento direto.06 m3/apartamento Média geral do condomínio Minas Gerais 20.Consumo por apartamento no Parque Cecap Pavimentos Consumo por apartamento Pavimento térreo: estacionamento de veículos Primeiro andar 21.5 .3m2 São Paulo: 480 apartamento Paraná: 480 Rio Grande do Sul: 480 apartamentos Santa Catarina: 360 apartamentos Total= 1. isto é. maior é o consumo.97m3/apartamento Segundo andar 19. O consumo do primeiro andar é 10% maior do que o do terceiro andar.74m3/apartamento Terceiro Andar 19. não existe reservatório domiciliar nos prédios Os prédios possuem 3 andares Conclusão: quanto maior a pressão nas torneiras.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 8.5 habitante/apartamento ( 03/01/1994) 22.56m3/apartametno 8.3 m2 Total= 61 m2+ 6 m2+ 20.3= 87.51 m3/habitante 210 litros/habitante Despesas com água e esgoto por apartamento= 80% Área do apartamento: 61 m2 Área comum do apartamento: 6 m2 Garagem: 20.

6 .Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 8.

Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Rehabilittion . 26 de fevereiro de 1997. 8.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 8.7 .

Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Hidrantes em prédios 9-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 9.

Arbitrando-se várias vazões teremos várias perdas de cargas e podemos desenhar a curva na Figura (9. Z2 e Z3.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Capitulo 9. Editado em espanhol Editorial Paz Moscou¶ ¶ ¶ 9-2 .¶ Livro de “Hidráulica “ do B. As pressões P1.1) mostra três tubulações saindo de um ponto M.Esquema de pressão e vazão de tubulações ramifacadas Fonte: Nekrasov.Esquema de tubulação ramificada partindo de um ponto Fonte: Nekrasov. 1965 Figura9. Q= Q1+ Q2 +Q3.1 Introdução O livro do russo Nekrasov denominado “Hidráulica “ para engenheiros e tecnólogos da indústria de aviação da antiga URSS e importante para cálculos hidráulicos complexos. Cada tubulação termina em um ponto e assim temos as cotas Z1. Na Figura (9.Hidrantes em prédios 9. Q2 e Q3 será igual a vazão total Q e entrando-se com o valor de Q obtemos a soma das vazões conforme Figura (9. P2 e P3 são fornecidas e uma é diferente da outra. Arbitrando-se um diâmetro mínimo para a tubulação número 1 e usando a cota Z1. Nekrasov. No ponto M as pressões de cada tubulação serão sempre a mesma Pm. Figura 9.2). teremos a perda de carga no trecho. isto é.1) com a vazão na abscissa e pressão H na ordenada.1.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 9. Da mesma maneira que fizemos para a tubulação 1 fazermos para a tubulação 2 e tubulação 3.2. A soma das vazões Q1. A vazão no ponto M será a soma das vazões nas três ramificações.1965 Excluído: um livro russo editado em espanhol pela é a¶ O livro do Nekrasov é muito bom.

2046 x d2 x H 0. Risco Classe A. 9. Do tramo2 entramos com vários H e obtemos vários Q e por conseguinte vários Pms. Z2´.58 x 6 0. 2 e 3 Z1´.3) calcular o valor de p2=? sendo dado p1=6.3 Cálculo de hidrantes de Takudy Tanaka Takudy.Tanaka Prédio de apartamento com 5 pavimentos com área total de 2500m2. Conforme equação do esguicho temos: Q= 0. e 3 R1. Com o valor de Pm achamos o valor correto de Q2 e de P2.2046 x 132 x H 0. Z2. R2. Exemplo 9.2. Q3= são as vazões nas tubulações 1.00m Diâmetro da mangueira= 38mm Comprimento da mangueira= 30. 1986 no seu excelente livro de Instalações prediais e sanitárias que se acha esgotado. Z3´ =as cotas piezométricas nos pontos 1. elaborou um modelo bastante simples do cálculo de hidrantes de incêndio em um prédio.5=84.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 9. 2 e 3 temos: Pm/γ= Z1 + p1/γ + Σ h1 Pm/γ= Z2 + p2/γ + Σ h2 Pm/γ= Z3 + p3/γ + Σ h3 Pm/γ= Z1´ + R1xQ1m Pm/γ= Z2´ + R2x Q2m Pm/γ= Z3´ + R3x Q3m Z1´= Z1 + p1/γ Z2´= Z2 + p2/γ Z3´= Z2 + p3/γ 9. e R3= são as resistências de cada tubulação Q1. Pressão mínima na boca do esguicho mais desfavorável = 6.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Sendo: Z1.00m Diâmetro do esguicho d=13mm 9-3 .00m obtemos: Q= 34.5 Aplicando ao tramo 1 com H=6.70 litros/minuto= 1. Q2.2 e 3 Σ h1.Colocando-se num gráfico achamos a vazão correspondente a Pm. Z3= as cotas em metro dos pontos 1.58 x H 0.41 L/s Desta maneira obtemos Pm.1 Cálculo de hidrantes O calculo de hidrantes tem sido fonte de inúmeras dúvidas e devido a isto é que iremos recordar alguns conceitos. Σ h2 e Σ h3= são a somatória das perdas de cargas nas tubulações 1.1. No esquema da Figura (9.5 Para diâmetro do esguicho d=13mm temos: Q= 0.2 e 3 Aplicando a equação de Bernouilli na seção M-M para as tubulaçes1.5 Q= 34.00m.

2046 x 132 x 60.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Figura 9. 9-4 .70 litros/minuto=1.00m temos: Q= 0.41 L/s Consideramos então que a vazão mais desfavorável seja Q1 e deveremos ter então Q2>Q1 e Q3>Q2.5 Q= 0.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 9. 1986 Vazão: Q= 0.5= 84.3.2046 x d2 x H0.Esquema de colocação de hidrantes em um prédio Fonte: Tanaka.5 Sendo: Q= vazão (litros/minuto) d=diâmetro do esguicho (mm) H=pressão (m) Para esguicho com d=13mm e pressão mínima de 6.2046 x d2 x H0.

5 H2= Q2 2/ (0.85= 2.20462 x 132)= 8.85 =0.7951 x Q1 1.83m ΔHA-H1= 0.40. Através da coluna recalcamos o valor de PB e obtermos PB=10.72m que é um pouco maior que 10.7951x 1.Te 90 saída lateral 63mm 3.redução 63x 38mm 0.83= 15.85= 0.83m ΔH2t= 0.83= 0.85=1493.50m Para tubo de ferro galvanizado de 63mm que é o mínimo admissível temos: D1= 63mm Achamos J1 tubo= 0.85 = 0.411.65 L/s= 99.00+ 0.00m + 13.20+0.17+2.65 1. 9-5 .90 L/s= 114 L/min Acharemos Pc= 13.46 x Q 1.12+ 1.8 3=15.65 L/s J2=1492. Vamos achar a pressão no ponto A que denominaremos de PA.83= 0.70m Recalculo para achar o valor de PB.01=10.12m PA= 6.00m Comprimento equivalente: Leq -registro de ângulo 63mm 10.01m PB= H2+ ΔH2t +ΔH2m= 8.83m Comprimento total= 2.0081m/m Comprimento real Lr=2.38m e portanto consideramos a vazão arbitrada em B como certa.17m Perda de carga na mangueira: ΔH2= 0.000165 1.38m Calculo da pressão PC Adotando Q3= 1.85 J2=1492.011 x 15.011m/m Lt= L+ Leq= 2.0079 x 15.85= 1.m .42 L/s Para C=100 de Hazen-Willians e D=63mm temos: J=1493.20m Perda de carga D2= 63mm Q2= 1.00+ 13.46 x 0.20462 x d2) H2= 99 2/ (0.00142 1.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 9.7951x1.00m . PA= H1 + ΔH A-H1 + ΔH1mangueira Para mangueira de 38mm e usando a fórmula de Hazen-Willians teremos: ΔH1mangueira= 0. Como vemos o cálculo é feito por tentativas.2046 x d2 x H0.46 x 0.62m Cálculo de PB Adotando Q2= 1.50= 7.0079m/m Q1= 1.0 litros/minuto Usando a fórmula da vazão do esguicho tiraremos o valor de H.46 x Q 1.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 O cálculo é feito por tentativas.43m Total= Leq= 13. Q= 0.

9-6 . Instalações prediais hidráulicas e sanitárias. Hidráulica. Editora Paz. 208 páginas. -TANAKA.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 9. 1986.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 9. TAKUDY. 279 páginas.ISBN 85-216-0461-0. 1965 (?).4 Bibliografia e livros consultados -NEKRASOV. Livro esgotado. Livro em espanhol. Moscou. Editora Livros Técnicos e científicos. B.

1.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o numero de Reynolds. os diâmetros e comprimentos achar as vazões nos três tramos. Dados a posição de três reservatórios.1 Introdução Um dos problemas clássicos de todos os livros de hidráulica é o problema dos três reservatórios conforme Figura (10. 1982 10.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 10.Problema dos três reservatórios Fonte: Streeter et al.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Capitulo 10-Problema dos três reservatórios 10. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D.024.2 Calculo do f usando o diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (10.1). 10-1 . por exemplo. Figura 10. K/D= 0.2) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da formula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o numero de Reynolds. Geralmente em se tratando de adutoras se usa a formula de Darcy-Weisbach.

010 f= 1/ [ 1. Para K/D=0.14 – 2 x log10 (K/D)] 2 Exemplo 10.0002 f= 1/ [ 1.14 – 2x log10 (K/D ) Donde se vê que o valor de f dependerá somente da relação K/D.2.002 e K/D=0.0002)] 2 = 0. O valor de f explicito será: f= 1/ [ 1.3 Estimativa analítica do f Como geralmente o numero de Reynolds Re > 4000 para tubos comerciais podemos usar a equação de Colebrook-White.Diagrama de Moody 10.5) Sendo: f= coeficiente de atrito (adimensional) K= rugosidade da tubulação (mm ou m) D= diâmetro da tubulação (mm ou m) Re= numero de Reynolds (adimensional) Considerando que na prática o numero de Re é um valor muito alto.5 = 0 Então a equação de Colebrook-White fica: 1/ f 0.5 = 1.001)] 2 = 0.14 – 2 x log10 (0.14 – 2 x log10 (0.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 10.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Figura 10.1 Estimar o valor do coeficiente de atrito f para K/D=0.0002.14 – 2 x log10 (0.014 K/D=0.023 K/D=0.5 = 1.35/ Re x f 0.35/ Re x f 0.01. K/D=0. 1/ f 0.002)] 2 = 0.002 f= 1/ [ 1.14 – 2x log10 (K/D + 9. donde podemos fazer uma aproximação: 9.020 10-2 .

811m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1.811m3/s A diferença 1. Se não for.00 x V12/ 2 x 9. de 11m e então teremos a cota piezométrica: Cota piezométrica no ponto J= cota de J + pressão estimada = 12. A idéia geral do problema é supor no ponto J uma certa pressão.278m3/s e Q3=0.87m/s Q3=0.0 – 23.0= 14= f3 x 1000/ 0. até se obter um valor que a satisfaça.4 Problema dos três reservatórios O exemplo é de Streeter. desprezamos o termo V2/2g e teremos somente a linha piezométrica.0m f3=0.291m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J seja de 24. O problema é resolvido por tentativas.0 = 23. 1982 que consideramos o melhor modelo para resolver o problema.0 = f1 x 3000/ 1.81 V2=1.278+0.811)=0.60 x V32/ 2 x 9.75m/s Q1=1.0002 Cota Z1= 30m f1=0.380m3/s e saem Q2=0. por exemplo. o que é usual em hidráulica. Dados Reservatório 1 Comprimento L1=3000m Diâmetro D1=1.Q2 e Q3 10-3 . corrigindo o valor anterior a partir da observação da equação da continuidade.00m K1/D1= 0.002 Cota Z2= 18m f2=0.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10.45 x V22/2 x 9.014 Reservatório 2 Comprimento L2=600m Diâmetro D2=0.0m Como a velocidade é baixa.0m + 11.020 Cota da junção J =Z=12m (suposto por nós) Lencastre.0= 7.024 Reservatório 3 Comprimento L3=1000m Diâmetro D3=0.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 10.001 Cota Z3= 9.60m K3/D3= 0. o problema está resolvido.0 – 9. fixa-se novo valor para a cota piezométrica em J.278m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 23. 1983 usa o seguinte método: a) Fixa-se a cota piezométrica no ponto J b) Calculas-e Q1. Q2 e Q3 a partir deste valor c) Se a equação da continuidade for satisfeita.81 V3=2.(0.6m e achamos novamente as vazões Q.75m/s Q2=0. A equação básica é hf= f x L/D x V2/2g de Darcy-Weisbach Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30.380m3/s.81 V1=1.45m K2/D2= 0.380m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 23-18=5= f2 x 3000 / 0.

029m/s Q3=0. 10-4 . por exemplo.00 x V12/ 2 x 9.205m3/s e saem Q2=0.74/ Re0.029m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J serja de 24. D= diâmetro em metros.6-18=6. K= rugosidade uniforme equivalente em metros.6= f3 x 1000/ 0.5 Fórmula de Swammee e Jain O problema pode ser resolvido em microcomputador usando planilha Excel. a equação de Swammee e Jain.60 x V32/ 2 x 9.(0.6 – 9.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional).205m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 24.856)=0. 1.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 10.81 V3=3. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano.534m/s Q1=1.81 V2=2.Q2 e Q3 10. D + 5.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30.8m e achamos novamente as vazões Q1.011m/s Q2=0.0= 15.320m3/s e Q3=0.325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3.0 – 24.205m3/s. onde poderemos facilmente estimar o valor de f usando a vazão obtida em cada tentativa usando.320m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 24.856m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1.6= f2 x 3000 / 0.45 x V22/2 x 9.320+0.7 .856m3/s A diferença 1.81 V1=1.6= 5.4 = f1 x 3000/ 1.

5 Bibliografia -STREETER. 1983. Edição Luso-Brasileira.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10. 7a edição. Hidráulica Geral. 654páginas. BENJAMIN. ARMANDO.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 10. McGraw-Hill. VICTOR L. E. 10-5 . 1982. Mecânica dos fluidos. 585 páginas -LENCASTRE.E WYLIE.

Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação linear 11-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 11.

onde fizeram comparação de um projeto elaborado por um engenheiro experiente e foi concluído que o resultado era praticamente o mesmo. 1984. 1992 que é atualmente o maior calculista do mundo em redes hidráulicas de água diz que os cálculos de minimização de custos de uma rede só podem ser feitos se a mesma for ramificada. conforme Cambridge. Para achar este ponto admissível extremo foi criado um algoritmo chamado método Simplex conforme Scheid. mas certas características do método somente foram justificadas em 1982 no trabalho de Stephen Smale. O método Simplex sistematiza o processo de obtenção dos vértices da região de restrição e procura a solução ótima conforme Shimizu. Daí faziam o tradicional. O prof David Stephenson professor de Johanesburg na África do Sul em 1981 publicou um livro Pipeline design for water engineers. Geralmente os programas de cálculos de redes em espinha de peixe ou malhadas não são feitas com o chamado critério de mínimo custo atendendo as restrições hidráulicas. Walski. A programação linear para se obter o mínimo custo pode ser feita como Solver da planilha Excel.. Um programa de programação linear consiste em minimizar (ou maximizar) uma função linear: Minimizar H= c1 x1 + c2 x2 + . que não forme um sistema de malhas. 1992. O método Simplex foi pela primeira vez publicado em 1948 por Dantzig. onde tratou da minimização de custo numa rede simples e salientando os problemas de uma rede malhada. pois o seu custo seria totalmente inviável.2 Programação linear A programação linear (PL) é um procedimento matemático para designar ou distribuir uma quantidade fixa de recursos para uma determinada finalidade.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 11. Cheguei a ver o estudo do uso de algoritmos genéticos para dimensionamento de redes de água onde entra a minimização dos custos. Informa ainda que hoje no mundo os engenheiros possuem bastante liberdade para dimensionar uma rede de distribuição de água potável e que não existe sistema que não tenha falhas. isto é. 1984. Introdução Na resolução de um problema de redes de água é muito importante os cálculos hidráulicos.. Existem rotinas do Método Simplex em Fortran e linguagem C feitas pela Universidade de Cambridge. Há tempos quando estava estudando programação linear perguntei a um proprietário de uma firma projetista porque não faziam o projeto com minimização de custos e ele me respondeu que geralmente os engenheiros das companhias estaduais não entendiam do assunto e não solicitavam.. 2000. 1. de tal modo que alguma função ou objetivo seja otimizado conforme Shimizu. mas os custos também o são. Um importante teorema da programação linear estabelece que o mínimo (ou o máximo) ocorre num ponto admissível extremo.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Capítulo 11-Programação linear 11. A programação é utilizada para otimizar (maximizar ou minimizar) 11-2 .

00m conforme Figura (11.205 x 3.02 x 0.1). A melhor maneira de entender o assunto é mostrar num problema exposto por Stephenson.81 x 0.02 teremos: Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0.14162)= 0.02 x 0.Custos das tubulações por metro linear Diâmetro Custo (m) (R$/m) 0.02 hf/ L = f x (L/D) x V2/2g Q=A x V V= Q/A A= PI x D2/4 V2= 16 Q2/(D4 x PI2) Substituindo em: hf/ L = f x V2/(2gD) hf/ L = f x (1/2gD) x16 Q2/(D4 x PI2) hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) Supondo que f=0.1.0142 x 8)/ (9.25 251 0.0402 x 8)/ (9.14162)= 0.02 x 0.81 x 0.25m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0. 1981.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.15m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) 11-3 .1) A idéia da programação linear é usar diâmetros de 250mm e 200mm para os primeiros 500m e 200mm e 150mm para os últimos 400m.002708 Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0. Primeiramente vamos supor que os custos das tubulações são os da Tabela (11.15 148 Perda de carga unitária A perda de carga unitária pela equação de Darcy-Weisbach é: Admitimos f=0.008263 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0. O objetivo é obter os comprimentos com o mínimo custo.81 x 0.14162)= 0.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Para a resolução do problema foi desenvolvido o Método Simplex e existe uma infinidade de softwares para o método de otimização de custo (maximização ou minimização).0402 x 8)/ (9.205 x 3.001012 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0.20 181 0.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0. Tabela 11.3 Problema de Stephenson Temos um reservatório nível de água de 10m e uma rede tronco onde a 500m sai 26 L/s e a 900m da origem sai 14 L/s que deverá ter uma pressão mínima de 5.255 x 3.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 11. 1.

Esquema do abastecimento de água Fonte: Stephenson. 1981 Vamos supor que no primeiro trecho dos 500m tenhamos dois comprimentos X1 e X2 cuja soma é 500m.14162)= 0.001012 0.004265X4 A função objetivo que queremos é aquela com mínimo custo: 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo (função objetivo que queremos minimizar) Temos portando 4 equações.0010122X2 +0.0142 x 8)/ (9.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 11. X1 + X2= 500 No outro trecho de 400m temos: X3 + X4=400 As perdas de cargas serão: 10.008262 Perda de carga para 0.0 250mm X2= 500.002708 0.20 0.002707504X1+ 0.02 x 0.43m 200mm 11-4 .15 0.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 hf/L= (0.155 x 3.001012X2 +0.00m 200mm X3=257. O resultado será: X1= 0.004265 Figura 11.81 x 0.004265X4 =5 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo A maneira mais prática de resolver é usando o Solver do Excel. X1 + X2+0X3+0X4= 500 0X1+0X2+X3 + X4=400 0.25 0.0082621X2 + 0.014m3/s (m/m) 0.040m3/s (m/m) 0.5= 5 = 0. 1.002707X1+ 0.0082626471X2 + 0.2 Perdas de cargas nas tubulações em m/m Diâmetro (m) Perda de carga para 0.004265 Tabela 11.

Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 11.004265 148 142. F3.57 x4 F total 500 400 5 158195.00 x1 C a2 1 0 0.3.3).ponha a formula SOMARPRODUTO (B2:C2. x3 e x3 11-5 . Ponha na célula F5 na minimização do custo que queremos Abra o solver Através do mouse coloque as variáveis e as restrições etc Entre no solver opções e ponha não negativo e modelo linear Não esquecer de colocar no solver que queremos a minimização dos custos Ponha resolver no solver e ache a solução de x1.09 G sinal = = = O mínimo custo é R$ 158. F4 e F5. Procure em Ferramentas e depois em suplemento e torne ativo o solver do Excel. Passos a serem dados no uso do Solver do Excel Primeiro temos que ver se temos a ferramenta Solver. Na célula F2.43 x3 E a4 0 1 0.0010122 181 257.195.008262647 181 500.09 conforme Tabela (11.002707504 251 0.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 X4=142. $B$6:$C$6) e copia em F2.57m 150mm Tabela 11.Dados do problema no Excel A 1 2 3 4 5 Equação 1 Equação 2 Equação 3 Mínimo custo Solução B a1 1 0 0. Se não tiver vai ter que instalar o solver. x2.00 x2 D a3 0 1 0.

Cambridge University. -WALSKI.. THOMAS. Pipeline design for water engineers. ERICO. -SHIMIZU. McGraw-Hill. FERNANDO. 360 páginas. 2a ed. TAMIO. -STEPHENSON. 1992. DAVID. 2ª ed.Tutorial sobre softwares.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 11. -LISBOA.br -NOGUERIA.Editora Guanabara dois.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 11. economia e administração . Pesquisa Operacional em engenharia. 1992. Numerical Recipes in Fortran. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel. Elsevier Scientific Publishing company. Florida.5 Bibliografia -CAMBRIGE. Pesquisa Operacional. ISBN 0-444-41669-2. printede en the Netherlands. 275páginas. 1981. 1991 ISBN 0-07-055221-5. -SCHEID. Analysis of water distribution systems. ISBN 0-89464-624-9 11-6 . 2ª edição.eng.ericolisboa. M. http://www. Programação Linear. Portugal. FRDANCIS. Análise numérica. 1984. 963 páginas.

81 R$ 638.65 71.41 11-7 .19 R$ 180.74 MO (40%) R$ R$ R$ 1.43 R$ 764.66 14.02 R$ 100.80 R$ 182.65 59.98 36.59 42.41 R$ 218.01 R$ 456.73 78.43 88.90 16.77 R$ 250. Tabela 11.11 87.57 R$ 148.21 R$ 337.21 Ferro Fundido 80mm 100mm 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm 500mm 600mm 700mm R$ R$ 81.34 51.22 62.09 R$ 197.80 R$ 290.69 Mat+MO R$ R$ R$ 6.75 42.83 R$ R$ R$ R$ R$ 9.08 23.56 R$ 276.Estimativa de preço de material e mão de obra para dezembro de 2007 sendo 1US$ =R$ 1.1.70 Custo/metro Diâmetros 50mm 75mm 100mm PVC 6.43 PVC 12 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ R$ R$ R$ 24.02 6.06 16.12 R$ 351.76 10.14 R$ 207.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Apêndice A Custos de tubulações Custos de tubulação considerando a média de que em cada 1000m temos uma válvula e uma curva para os materiais.44 91.89 24.23 R$ 251.3 R$ R$ R$ 4.00 R$ 124.02 R$ 546. A mão de obra é estimada em 40% do preço do material.85 R$ 129.42 R$ 105.89 R$ 114.57 35.66 82.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 11.12 R$ 179.90 4.98 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.42 R$ 128.88 R$ R$ R$ 34.69 R$ 471.48 R$ 134.

$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B3:E3.57 x4 total 500 400 5 158195. 1.$B$6:$E$6) 2.00 x1 a2 1 0 0.43 x3 a4 0 1 0. Cuidado não errar. 10) O programa está resolvido e aparecerá na tela em solução o valor das variáveis x1 a x4 bem como o mínimo custo a1 1 0 0.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 11. Clicar em opções e clicar em: Presumir modelo linear Presumir não negativo Clicar em OK e volta ao programa principal do Solver 6. Por o cursor na celula F5 onde está o mínimo custo que é a função objetivo 3) Clicar em ferramentas e clicar em solver 4. 8) Clicar novamente no local das variáveis e colocar o destinoi B6:E6 sempre no local das variáveis. Na célula F2 colocar a fórmula: SOMARPRODUTO (B2:E2.00 x2 a3 0 1 0. Clicar em minimizar 5. 8) Clicar em resolver 9) Clicar em manter solução do solver.002707504 251 0.Uso do Solver em Excel Primeiramente fazer uma copia logo abaixo para segurança dos dados.09 sinal = = = b 500 400 5 restrição 1 Restrição 2 Restrição 3 Mínimo custo solução 11-8 .Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação Linear. mas tomar o cuidado para não chegar onde está o mínimo.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B5:E5.004265 148 142.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B4:E4. Clicar OK e sair 7) Clicar na célula das variáveis e entrar o quadro das variáveis que vai de B2 a E5.008262647 181 500. F$ e F5 Ficando assim: SOMARPRODUTO(B2:E2.001012174 181 257. Clicar em adicionar Clicar em referencia de células e clicar com o mouse em F2 até F4 onde estao as formulas. Clicar em restrição e clicar em H2 a H4. Clicar no meio onde estão os sinais e escolher o sinal de =. $B$6: $E$6 Copiar para as células F3.

.1 Organização de sistemas de operação e manutenção.

2 I Introdução Escanei as 14páginas de apostila feita de resumo de aulas na CETESB em 1976 com respeito a organização de sistemas de operação e manutenção. Engenheiro Plínio Tomaz 13 de dezembro de 2007 . Saliento a importância da manutenção preventiva.

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Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 13.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Algoritmo genético 13-1 .

ln (pi) Sendo: S= entropia pi= conceito de vazão associada a probabilidade ln= logaritmo neperiano Ainda não foi estabelecida uma relação entre a entropia e confiança. Apesar de varias tentativas feitos por autores diferentes. 2007. 2007. S= Σ pi . No caso de redes de água a tecnologia envolve a integração das varias maneiras de cálculo dando um solução ideal. Teoria da Entropia (Entropy) O objetivo é o mínimo custo das redes e a máxima confiabilidade da rede de água conforme a equação de Shannon conforme Gouter.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Capítulo 13-Algoritmo genético 13. Quanto a confiança não existe na literatura uma definição exata do termo. Decision Support Systems (DSS) São pacotes de softwares com toda a tecnologia disponível para resolver um problema. que incluíram a probabilidade um um rompimento de tubulação quando fizeram o uso da otimização. permanece ainda confuso o termo confiança no sistema de rede de água. A primeira consideração explicita de probabilidade na confiança de uma rede de água foi definida por Kettler e Goulter segundo Afshar.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 13. Para a confiabilidade das redes são usados gráficos e a solução final vai depender muito da experiência e bom senso do engenheiro conforme Gouter. Teoria Gráfica Para a confiabilidade do sistema de redes de água a teoria gráfica que pretendem um mínimo custo e máxima confiabilidade. É de conhecimento de todos que a otimização de uma rede de água é um sistema ramificado conforme Afshar.1992. 1992.1 Introdução As tecnologias recentes para dimensionamento de redes de água são: • Algoritmo genético • Programação Dinâmica • Decision Support System (DSS) • Teoria do Caos • Teoria Fuzzy • Redes Neurais • Teoria da Entropia • Teoria gráfica para a confiabilidade Todas elas possuem como objetivo a minimização dos custos e maximização da confiança. 13-2 .

aqueles que não obtêm êxito tendem provavelmente a ter um número reduzido de descendentes. Por volta de 1900. água e refúgio. Holland foi gradualmente refinando suas idéias e em 1975 publicou o seu livro "Adaptation in Natural and Artificial Systems". por biólogos e matemáticos de importantes centros de pesquisa. estes algoritmos vêm sendo aplicados com sucesso nos mais diversos problemas de otimização e aprendizado de máquinas.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Programação Dinâmica (DP) A programação dinâmica é um programa montado para especialmente para cada caso sendo mais usado em redes de esgotos do que em redes de água. Estes algoritmos estão baseados nos processos genéticos dos organismos biológicos. entre os animais de uma mesma espécie. aplicando a idéia darwiniana de seleção. a desenvolver as primeiras pesquisas no tema. De acordo com a aptidão e a combinação com outros operadores genéticos. Por outro lado. aluno de Holland.2 Algoritmos genéticos O texto abaixo foi extraído da Universidade Federal do Rio de Janeiro No século XIX os naturalistas acreditam que cada espécie havia sido criada separadamente por um ser supremo ou através de geração espontânea. Os algoritmos Genéticos formam a parte da área dos Sistemas Inspirados na Natureza. entretanto o trabalho que dá é tão grande que nunca mais usei. muitos biólogos começaram a desenvolver simulações computacionais de sistemas genéticos. Emulando estes processos. Este princípio foi desenvolvido durante os anos 30 e 40. são produzidos métodos de grande robustez e aplicabilidade. evoluindo de acordo com os princípios de seleção natural e sobrevivência dos mais aptos. São métodos generalizados de busca e otimização que simulam os processos naturais de evolução. Século XX: após anos de observações e experimentos. Montei uma vez uma programação dinâmica para redes de esgotos e foram ótimos os resultados. codificando uma possível solução a um problema de "cromossomo" composto por cadeia de bits e caracteres. foi John Holland quem seriamente. consegue primeiro sucesso em aplicação industrial de Algoritmos Genéticos. Desde então. a moderna teoria da evolução combina a genética e as idéias de Darwin e Wallace sobre a seleção natural. Thomas Robert Malthus propôs que fatores ambientais tais como doenças e carência de alimentos limitavam o crescimento de uma população. simulando os processos naturais e aplicando-os à solução de problemas reais.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 13. podem produzir um 13-3 . Nos anos 80 David Goldberg. Na natureza os indivíduos competem entre si por recursos como comida. descritos pela primeira vez por Charles Darwin em seu livro "Origem das Espécies". Não é necessário um software especifico pois o programa deve ser montado para cada caso. Entretanto. Estes cromossomos representam indivíduos que são levados ao longo de várias gerações. tendo portanto menor probabilidade de seus genes serem propagados ao longo de sucessivas gerações. Adicionalmente. 13. Nos anos 50 e 60. Charles Darwin apresentou em 1858 sua teoria de evolução através de seleção natural. os Algoritmos Genéticos capazes de "evoluir" soluções de problemas do mundo real. criando o princípio básico de Genética Populacional: a variabilidade entre indivíduos em uma população de organismos que se reproduzem sexualmente é produzida pela mutação e pela recombinação genética. na forma similar aos problemas naturais. O trabalho do naturalista Carolus Linnaeus levou a acreditar na existência de uma certa relação entre as espécies. hoje considerado a Bíblia de Algoritmos Genéticos. A combinação entre os genes dos indivíduos que perduram na espécie.

em uma grande variedade de problemas. 2. e cada um destes passos possui muitas variações possíveis. através de regras específicas. AGs trabalham com uma população e não com um único ponto. dependendo da resposta dada ao problema por este indivíduo. no entanto. A cada indivíduo se atribui uma pontuação de adaptação. AGs trabalham com uma codificação do conjunto de parâmetros e não com os próprios parâmetros. de forma a promover uma varredura tão extensa quanto necessária do espaço de soluções. seu grau de importância continua sendo assunto de debate. como reconhecimento de padrões no processo de imagens. 3. ou aproximadamente ótimas. pois não impõem muitas das limitações encontradas nos métodos de busca tradicionais. Assim.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 novo indivíduo muito melhor adaptado às características de seu meio ambiente. Os processos que mais contribuem para a evolução são o crossover e a adaptação baseada na seleção/reprodução. a população (conjunto de possíveis respostas) convergirá a uma solução ótima para o problema proposto. Toda tarefa de busca e otimização possui vários componentes. alocando um número de membros apropriado para a busca em várias regiões. Os Algoritmos Genéticos (AGs) diferem dos métodos tradicionais de busca e otimização. corresponde a um ponto no espaço de soluções do problema de otimização. elas podem fazer a busca em diferentes áreas do espaço de solução. Deve ser observado que cada cromossomo. as técnicas de computação evolucionária operam sobre uma população de candidatos em paralelo. AGs utilizam informações de custo ou recompensa e não derivadas ou outro conhecimento auxiliar. entre eles: o espaço de busca onde são consideradas todas as possibilidades de solução de um determinado problema. e a função de avaliação (ou função e custo).Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 13. onde cada indiv&iacut e. 4. Os AGs não são a única técnica baseada em uma analogia da natureza. as Redes Neurais estão baseadas no comportamento dos neurônios do cérebro. As técnicas de busca e otimização tradicionais iniciam-se com um único candidato que. Por outro lado. iterativamente. Podendo ser utilizadas em uma grande variedade de problemas de classificação. Os pesquisadores referem-se a "algoritmos genéticos" ou a "um algoritmo genético" e não "ao algoritmo genético". O Algoritmo Genético pode convergir em uma busca de azar. Algoritmos Genéticos são muito eficientes para busca de soluções ótimas. Aos mais adapta dos é dada a oportunidade de reproduzir-se mediante cruzamentos com outros indivíduos da população. A mutação também tem um papel significativo. pois AGs são uma classe de procedimentos com muito s passos separados. é manipulado utilizando algumas estáticas diretamente associadas ao problema a ser solucionado. população.duo representa uma possível solução para um problema dado. produzindo descendentes com características de ambas as partes. chamado de indivíduo no AG. um grande número de indivíduos. O processo de solução adotado nos algoritmos genéticos consiste em gerar. 13-4 . uma maneira de avaliar os membros do espaço de busca. AGs utilizam regras de transição probabilísticas e não determinísticas. Por exemplo. principalmente em quatro aspectos: 1. Os Algoritmos Genéticos utilizam uma analogia direta deste fenômeno de evolução na natureza. Se um Algoritmo Genético for desenvolvido corretamente. porém sua utilização assegura que nenhum ponto do espaço de busca tem probabilidade zero de ser examinado.

Martinez. Cabrera e F. editado em outubro de 1992. H. In Water Supply Systems organizado por E. M.gta. Martinez.ufrj. IAN C.pdf Acessado em 24 de dezembro de 2007. Modern concepts of a water distribution system. 431 páginas.edu/~scientia/v14n1%20pdf/afshar. 431 páginas 13-5 .br/~marcio/genetic.html -WALTERS. Policies for improvement of networks with shortcomings. Evaluation os selection algorithms for simultaneous layout and pipe size optmization of water distribution networks. http://mehr. In Water Supply Systems organizado por E. -GOULTER. Sharif University of Techonology. editado em outubro de 1992. Optimal desing of water distribution networks.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 13. -INTERNET-http://www. A GODFREY.sharif.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 13.3 Bibliografia -AFSHAR. Fevereiro de 2007. Cabrera e F.

] ] Figura 14. Walski.Esquema de rede de água por gravidade e em série Fonte: Walski. 1982 chegou as seguintes conclusões para tubos grandes e tubos pequenos. A regra final feita por Walski. 1982 e no Shimizu.95 D 0.1): 1.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.Primeiramente calcular a vazão em cada nó e escolher a fórmula que vai usar como Darcy-Weisbach. A equação do custo em R$/metro de material e mão de obra é: C= a D b C= 1.com.br 18/12/07 Capitulo 14. O método é uma mistura da hidráulica com os custos.2 Lagrange Após as demonstrações devidas. que está explicado no livro de Waski.89 e a=1. 14-1 . 1982 que vamos explicar juntamente com um exemplo da Figura (14. 1984.89 Onde b=0.Otimização com multiplicador de Lagrange 14.1 Introdução Uma maneira de se otimizar uma rede de água por gravidade e com tubos em série é usar o multiplicador de Lagrange.1. por exemplo e a função de custo do tubo por metro linear.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.95 (não é utilizado) nos cálculos. Ver a altura do reservatório Ho=100m e a pressão mínima Hn=60m que se deseja no último nó ou em alguns nós. Iremos mostrar somente a de tubos grandes que se aplica também em tubos pequenos. 1982 14.

26 x1013=1./ (PI2 x g) 8.5 2= 8.5m3/s L3= 2000m Fi= K2 x Li x Qi 2 F1= (1.Q2/ (PI2 x D5 g) hf= f x (L/ D5)x Q2 . 8.6552 x 1012) x 2000 x 0.082626471=8.082626471 Mudanças de unidades: para ter D em milímetros multiplica por 1015 !/ (D/1000)5 = 1015/D K2= 1015 x [8/ (PI2 x 9.br 18/12/07 2.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. K2= f x 8.89 e o custo C=aDb=C= 1.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. Cálculo dos valores Fi Como é dada as vazões. para: Q1= 10.81)= 0.85 1/m =1/5= 0.6552 x 1012) x 1000 x 2. Fi= K2 x Li x Qi (m-3) m=5 Por exemplo.com.6552 x 1012) x 3000 x 10. A perda de carga segundo DW é. Cálculo dos diâmetros das tubulações nos diversos trechos Primeiramente se calcula o valor D1 pela equação: Lembramos que sendo m=5. Achamos portanto para cada trecho as vazões Qi e como escolhemos a fórmula de resistência temos o valor de m que para Darcy-Weisbach temos: m=5.2 14-2 .5m3/s L2=1000m Q3= 0.Q2/ (PI2 x D4) hf= f x (L/ D) x 16.03283E+16 F3= (1. 3.14162 x 9. b=0.26 x 1013 Como temos os comprimentos de cada trecho Li e temos o coeficiente K2 para a fórmula.02 x 8.Q2/ (PI2 x D4 2g) hf= f x (L) x 8. os comprimentos e o coeficiente f de atrito achamos os valores de Fi.26265E+14 4. O diâmetro é considerado em milímetros e a vazão em m3/s. hf= f x L/ D x V2/2g Q=A x V Q2= A2 x V2 V2= Q2/ A2 = 16.5m3/s L1=3000m Q2= 2.5 2 = 5.95 x D0.26 x 1013 =0.5 2= 1.46574E+17 F2= (1.89 +5) =0./ (PI2 x g)= 8/(3.89 obtido por análise de regressão linear teremos: m/(b_+ m)= 5/ (0.6552 x 1012 O valor de f é o coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach.81 )]= 1015 x 0.

46574E+17 F2 x [(L2 x F1)/ (L1 xF2)] 0.(5.12256E+17/ 40 ) 1/m D1= (7.85 = 1159 D3= 1781 x (F3 x L1/F1xL3) 0.9m H1= 70.85 = 5.com.12256E+17 D1= (7.85 = 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.85 Então teremos: F1 x [(L1 x F1)/ (L1 xF1)] 0.03944E+16) / 12005)=66. temos os diâmetros: D1= 1779mm D2= 1159mm D3=717mm Vamos adotar diâmetros comerciais D1=1800mm D2= 1200mm D3=700mm 1779 1159 717 Vamos calcular a pressão em 1.7m 14-3 .Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.85 = 8.79533E+16 F3 x [(L3 x F1)/ (L1 xF3)] 0.5007E+17/ 18005)=70.br 18/12/07 Ho=100m Hn= 60m (admitido) Ho-H= 100-60=40m Vamos calcular a somatória que está dentro dos colchetes. Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] m/ (b+m) Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] 0.85 = 717 Portanto.9.2 = 1781 Depois de calcular o primeiro diâmetro D1 calculam-se os demais usando a equação: D2= 1781 x (F2 x L1/F1xL2) 0.77286E+16 A soma de F1+F2+F3= 7. 2 e 3.(1.12256E+17/ 40 ) 0. H1= Ho – F1/ D15 H2= H1 – F2/ D25 H3= H2 – F3/ D35 H1= 100.

3.34m/s < 3.3.5447 1.com.21 1.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.Calculo da velocidade média Diâmetro adotado ( mm) 1800 1200 700 Pressão (m) 70.7.3155E+14)/ 7005)=61.Novo diâmetro adotado para D1 Diâmetro adotado (mm) 2000 1200 700 Pressão (m) 82. Tabela 14. Então alteramos o diâmetro D1 para 2000mm e teremos velocidade de 3.13 2.5m/s.8 73.(8.1310 0.8m OK Verificamos também a velocidade na tubulação e constatamos velocidade muita alta no tubo de 1800mm conforme Tabela (14.50m/s OK conforme Tabela (14.34 2.br 18/12/07 H1= 66.7 61.30 14-4 .9 66.3848 V (m/s) 4.3848 V (m/s) 3.1416 1.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol..9 78.9 Área (m2) 3.1310 0.3).30 A NBR 12218/94 para projeto de redes de distribuição de água para abastecimento recomenda como velocidade máxima de 3.3) Tabela 14.8 Área (m2) 2.21 1.

1992.ericolisboa. 2a ed.br 18/12/07 14. THOMAS. Analysis of water distribution systems. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel.Editora Guanabara dois. ISBN 0-89464-624-9 14-5 .. 2ª ed.Tutorial sobre softwares. Programação Linear.3 Bibliografia e livros recomendados -CAMBRIGE. Análise numérica.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.eng. 1981. -LISBOA. 1991 ISBN 0-07-055221-5. -SCHEID. -WALSKI. Pesquisa Operacional em engenharia. M. ISBN 0-444-41669-2. printede en the Netherlands. 275páginas. 360 páginas. 963 páginas. Cambridge University. Portugal. http://www. Numerical Recipes in Fortran.br -NOGUERIA. FRDANCIS. Pesquisa Operacional. DAVID. McGraw-Hill. Elsevier Scientific Publishing company. ERICO. 1984. -SHIMIZU. 2ª edição. Florida.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. Pipeline design for water engineers.com. TAMIO. economia e administração . FERNANDO. -STEPHENSON. 1992.

br 18/12/07 Capitulo 15.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. ΣX) b= (ΣY – a ΣX)/ n n= número de dados 15-1 .com.1.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. Y = aX + b +ε Sendo: Y= variável dependente X= variável independente b= intercepto da linha. o ponto na qual a linha reta corta o eixo y a= declividade da linha reta ε= erro randômico Figura 15.Análise de regressão linear 15. isto é.Equação de uma linha reta Fonte: Sincich. Σ XY – ΣX . 1993 Que é obtida da seguinte maneira: a= ( n. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .1 Introdução A análise de regressão linear é feita pelo método dos mínimos quadrados Dado uma série de n números. podemos estabelecer uma correlação entre eles através de uma equação de uma reta conforme Figura (15.1).

2.Cálculo de s Y real 20 15 25 22 30 ycalculado 2.20)/ 5 = -2. Trata-se de crianças de várias idades onde foi feito eletroencefalograma EEG em crianças normais conforme Tabela (15.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.Y 4 9 16 25 36 ΣX2=90 4 15 28 50 66 ΣXY=163 a= ( n.10 SSE=Σ(Y-y)2 =1.16 0.2 Estimativa do desvio padrão s Vamos ver como se faz a estimativa do desvio padrão s.3.20)= 2.1-Dados X Idade 2 3 4 5 6 ΣX=20 Y Pico de freqüência 2 5 7 10 11 ΣY=35 X2 X.br 18/12/07 Exemplo 15.49 0.10 SSE= 1. Queremos achar uma equação de uma reta da forma Y= aX + b Tabela 15.7 7 9. Verificar se há correlação do crescimento do pico do EEG com a idade. Tabela 15.2 15.3 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (35 – 2.2 A equação da reta obtida é: Y= 2. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX . Σ XY – ΣX .09 7. 163 – 20 .90 – 20.36 Σ 1. ΣX) n=5 a= ( 5. 1993.3 11. 35) / ( 5 .89E-31 0.com.10 15-2 .1 Vamos mostrar um problema de Sincich.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.3 X – 2.6 (Y-y)2 0.4 4.1).

significando que 97.SSE/ SSyy Sendo: R2= coeficiente de terminação SSE= Σ (Y.10 SSyy= Σy2 .6 (Y-y)^2 0.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.211 mostra a faixa de variação dos valores.49 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.3-Dados para o coeficiente de determinação do Exemplo (15.3 11. Portanto. que os valores estão normalmente dentro desta faixa. levando-se em conta as variáveis consideradas.02037= 0. sendo que o ideal é quando R2 =1.10/ 54= 1-0.3666 s2= 0.6055=1.10 y2 4 25 49 100 121 Σ 299 R2= 1. haverá sempre um resíduo.(Σy)2 /n = 299.7 7 9. mas como estamos usando dados reais isto nunca vai ser alcançado.352/5= 54 R2= 1.09 7.16 0.9796 Foi obtido um coeficiente de determinação R2 igual a 0.1) ycalc 2.3 Coeficiente de determinação R2 O coeficiente de determinação o 0 ≤ R2 ≤ 1.10 s2= SSE / (n-2) s2= 1. pois sempre haverá variáveis que não foram consideradas e trariam um acréscimo no consumo.SSE/ SSyy R2= 1.com.1. 15-3 .10 / (5-2)= 1.96% da soma total dos quadrados dos desvios das 5 amostras podem ser explicados usando-se o modelo adotado.br 18/12/07 Isto significa que qualquer outra reta escolhida o valor dos mínimos quadrados será maior que 1.3666 s=0.4 4. isto é.6055 O valor de s é o desvio padrão estimado O valor 2s=2 x 0.89E31 0.9796.yc)2 = 1.36 Σ 1. 15.10/3=0. isto para uma curva perfeita. Tabela 15.

Tabela 15. Os valores a e b deverão ser obtidos por análise de regressão linear.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.80 290.77 250.br 18/12/07 Exemplo 15.19 180.00 124.69 471.2 Queremos uma equação do custo por metro de rede em reais C na forma: C= a D b. sendo D= diâmetro do tubo em mm.com.4.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.4).Custo por metro de material e mão de obra conforme o diâmetro do tubo de ferro fundido base dezembro de 2007 X Diâmetro (mm) Y Custo R$/metro 114.57 148.81 638.42 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 b Como C= a D não é um equação linear podemos artificialmente linearilizá-la aplicando logaritmo para os dois lados da equação: C= a D b Log C= Log (a D b) = log (a) + b x log (D) Log C= b x log (D) + log (a) Que é uma equação linear da forma: Y= log C X= log (D) b= log (a) 15-4 .12 351. Os dados estão na Tabela (15.43 764.

75 6.Cálculos X diâmetro 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 Y Custo R$ 114.72 8.40 2.74 5.br 18/12/07 Tabela 15.60 2.18)= 0.X1 + β2..+ βk.19 180. 24.00 124.18 Y Log(custo) 2.X2.18 ΣX=24.89 O valor de é obtido com o conceito de logaritmo: 100.70 2.41– 24. β2.63 7.42 X log (D) 1.90 2. 15-5 .79 8.29 e b=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. ε é a componente incontrolável e randômica do erro do modelo adotado e β0.+ βk são os coeficientes..10 6.28 7.4 Análise de Regressão Múltipla Temos uma regressão linear múltipla quando admitimos que o valor da variável dependente é função linear de duas ou mais variáveis independentes. 24. X2 + .26 2.20 59. ΣX) n=10 a= ( 10.88 24.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.80 290.71 – 24.89 X + 0. Σ XY – ΣX .22 7.59.18 2.46 2.19 5.78 2.29=1.71 ΣXY=59. β1.com.85 24.09 59.77 7.43 764.. O modelo estatístico de uma regressão linear múltipla é: Ycalc= β0 + β1.06 2.10 2..5.89 15.. 59.48 2.18 .81 638.91 4.77 250.Xk + ε Onde Y é a variável dependente e X1.35 – 0.Y 3.35 X2 3.62 4.14 6..89 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (24.00 2.00 4.71 a= ( n.93=a C= a D b C= a D 0.29 Mas Log C= b x log (D) + log (a) Portanto log (a) =0..29 Y= 0.17 2.Xk são as variáveis independentes.35 ΣY=24.41 ΣX2=59.69 471.18. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .29 5.19 4.67 2.81 2.24.35) / ( 10 .89.57 148.72 5.12 351..30 2.40 2..75 6.41 X.18)/ 10= 0.55 2.

X2 pode representar X12 ..X2 e assim por diante.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. 2) Assumir que os erros são randômicos. pois para isso existem numerosos softwares e livros de estatística. X3 pode representar X1. 5) Verificar se a etapa 2 está satisfeita.. Segundo Sincich. β2.. Krueger e Ruth K. Por exemplo. Um deles é Statistical Package for Business. Usamos a Planilha Excel da Microsoft com o livro do Lapponi.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.Xk podem representar termos de alta ordem.5 Softwares de estatística para cálculo da análise de regressão linear múltipla Não serão mostradas todas as fórmulas usadas na Análise de Regressão Múltipla. Um outro é o Minitab versão 6... 15... É o ASP fornecido pela firma americana DMC Software. Outro software é o SPSS versão 8 para estudantes para no máximo 50 variáveis e 1500 linhas de dados.com.. 15-6 . 4) Verificar se o modelo é útil em prever Y. 3) Estimar os coeficientes. Por anamorfose os vários modelos estatísticos podem se transformar em lineares.LIN . bem como cálculo de matrizes no Excel. Usando o Excel da Microsoft foi usada função estatística PROJ. β0. inclusive com o uso de logaritmos. and the Social Sciences. Inc.1 feito por David D. 1993. Economics. Meyer.br 18/12/07 Deve-se lembrar que os símbolos X1. a Análise de Regressão Múltipla deve seguir as seguintes etapas: 1) Hipótese de que o modelo é linear. 6) Se decidimos que o modelo é útil e que segue as hipóteses admitidas use o modelo para estimar o valor Y.1995. β1.X2. βk.

827.69 471.08 23.758.65 71.02 600mm R$ 456.00 R$ R$ R$ R$ 24.81 638.00 R$ 62.00 R$ 251.205.11 87.65 59.140.6 Custos dos tubos Na otimização de Lagrange feita por Thomas M.89 24.976.57 35.00 R$ 42.749.75 42.12 351.00 R$ 546.12 Custo/metro PVC 6.00 R$ 197.22 62.02 6. Waslki é necessário possuirmos o custo do material em função do diâmetro em milímetros e portanto vamos apresentar preços atuais de dezembro de 2007 para tubos de PVC e ferro fundido.73 78.3 R$ R$ R$ 4.43 80mm R$ 81.76 10.80 290.02 16.12 200mm R$ 129.41 Os tubos de plásticos variam de 50mm a 400mm conforme Tabela (15.059.48 R$ 134.Preço médio por metro linear de tubo de ferro incluso um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007 Diâmetro Custo para 1000m ferro fundido (mm) + 1registro e +1curva R$ 81.00 R$ 129.00 R$ 179.59 42.016.09 R$ 197.98 100mm R$ 88.14 250mm R$ 179.41 R$ 218.427.205.85 150mm R$ 105.77 250.98 36.227. Os tubos de ferro fundido variam de 80mm a 700mm que são usuais em aplicações de redes de distribuição conforme Tabela (15.736.56 R$ 276.7) Tabela 15.02 700mm R$ 546.43 34.42 R$ 100.43 10.440.6).849.00 R$ 91.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.74 MO (40%) R$ R$ R$ R$ PVC 12 1.57 148.66 82.44 91.66 14.6.00 R$ 207.06 16.Preço médio por metro linear de tubo de PVC um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007.00 R$ 337.01 500mm R$ 337.69 9.21 15-7 .34 51.23 300mm R$ 207.20 R$ 105.88 Mat+MO R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 6.42 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ 24.19 180.21 400mm R$ 251.118.43 764.00 124. Tabela 15.83 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 128.00 Mão obra 40% R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.021.7. Diâmetros 50mm 75mm 100mm Custo R$ R$ R$ 4.00 R$ 456.218.006.90 16.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.90 4.30 R$ 88.80 R$ 182.89 114.com.br 18/12/07 15.

para aplicações sob pressão de serviço de 1. corpo. gaxeta em amianto grafitado. porca da haste em latão fundido.0 m R$ R$ 81. classe 20. NBR 6916 classe 42012.00 88.00 510. sendo uma na posição de acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica. acionamento com cabeçote.0 m DN-400 x 6. de forma indelével.00 177. com anel de borracha incorporado. em barras de 6.770. fabricado de acordo com a ABNT NBR 5647-1 e NBR 5647-2. conforme NBR 7675 revisada em 2005.0 m DN-200 x 6.0 m R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 105..50 metro metro Tubo em Ferro Fundido Dúctil.0 m DN-600 x 6.0 m DN-250 x 6.com.0 m DN-500 x 6.00 243.00 431. junta copro/tampa em borracha natural ASTM D 2000. com ponta e bolsa de Junta Elástica Integrada.Especificação e custos dos materiais dezembro 2007 Válvula de gaveta. anéis da cunha e corpo em bronze fundido ASTM B62. O tubo deve apresentar em toda a sua extensão.00 29.00 204. centrifugado.00 peça peça peça peça Tubo em Ferro Fundido Dúctil.0 m DN-300 x 6.8) estão as especificações dos materiais e o custo das peças.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. pressão de trabalho de 1.410. extremidades com bolsas para junta elástica JE fornecido com anéis de borracha.br 18/12/07 Na Tabela (15.00 324. Série K-9.0 m DN-700 x 7.84 metro metro 15-8 . série métrica oval. DN-050 DN-075 R$ R$ 4.00 128. DN-150 x 6. DN-080 x 6.370. centrifugado.3 extrudado.58 9. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676. haste não ascendente com rosca trapezoidal em aço inox ASTM A 276 Gr. a identificação do fabricante.8.00 9.00 metro metro metro metro metro metro metro metro Tubo em PVC 6. tampa e cunha em ferro fundido dúctil. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676.360. conforme NBR 7675 revisada em 2005. Série K-7. Padrão construtivo NBR 12430. para redes de distribuição de água potável.6 MPa.0 m DN-100 x 6.0 MPa.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.0m de comprimento.637. Tabela 15.00 20. O tubo deve apresentar duas faixas indeléveis em sua ponta para a marcação dos posicionamentos de montagem. DN-400 DN-500 DN-600 DN-700 R$ R$ R$ R$ 6.

DN-150 DN-200 DN-250 DN-300 DN-400 R$ R$ R$ R$ R$ 23.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.0 MPa.60 189. Os tubos devem ser fornecidos com duas marcas indeléveis em sua ponta para posicionamento de montagem.90 41.br DN-100 18/12/07 R$ 16. fabricado de acordo com a NBR 7665/2007.00 metro metro metro metro metro 15-9 .com. PN=1. com Junta Elástica Integrada.30 88.40 metro Tubo em PVC 12 com diâmetro externo equivalente ao de tubos de ferro fundido (DEFoFo).10 60. sendo uma no seu acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica.

Statistics by example.7 Bibliografia . 5a ed. 1992. 2000. .WALSKI. 1993.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. TERRY. THOMAS. Pesquisa Operacional em engenharia. M. 275páginas. Navegar Editora. economia e administração .Método de Hardy-Cross Capitulo 15. ISBN 0-89464-624-9 15-10 . New York. 360 páginas.Editora Guanabara dois. . 1006 páginas.br 18/12/07 15. 1984. Florida.SINCICH. 250 páginas . Previsão de consumo de água. TAMIO.com. PLINIO.TOMAZ. Analysis of water distribution systems. São Paulo.SHIMIZU.

29 /kwh Média tensão (75kw a 5000 Kw) (de 100HP até 6793 HP) R$ 0.br 18/12/07 Capíulo 16.95 e b=0. O custo das bombas e equipamentos elétricos em si mesmo não são tão significantes do que as mudanças dos diâmetros e a energia elétrica. Para facilitar o entendimento vamos explicar com um exemplo adaptado de Walski para o Brasil e para as unidades do SI (Sistema Internacional) Exemplo 16.6632 x 1012 para Darcy-Weisbach K1=860 x 100/ valor do dólar atual= 860 x 100/ 1.95 K2= f x 8.89 D em milímetros C= custo em reais A= a x Índice base/ Índice atual= 1.1 Introdução Uma das conclusões muito interessante de Walski.89 Sendo a=1.00 Nota: K1.29/KWh (1US$= R$ 1. K2 e K3 nada tem a ver com os coeficientes semelhantes de variação de consumo. Walski.95 x D0. Vamos calcular o valor de Ei. P (r .19/kwh Índice base do custo do material e maio de obra=100 Índice atual de dezembro de 2007 supomos= 100 Custo em reais do tubo de ferro fundido para dezembro de 2007 C= 1.Q ) m-2 / e Sendo: Ei=variável a ser obtida S=número de anos=20 K3=83598546893639800.Otimização de bomba devido a Walski 16.70 Preço de energia elétrica para baixa tensão= R$ 0. K3= K1 x K2=50588 x 1.045m3/s S=20anos (vida útil do bombeamento) f=0. Dado um bombeamentos com as seguintes informações: Vazão Q= 0.7 dezembro 2007) Custos médios de energia elétrica em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) Até 100HP ( 100HP x 0. 1992 na otimização do cálculo do diâmetro de tubulação onde há bombeamentos é que os custos dependem basicamente de: • custo da energia elétrica • custo dos tubos.736= 73.60 r=razão entre a média das vazões/ vazão de pico = 0.Baseado em Thomas M.195 x 100/100= 1.com. K3 .Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.02 coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach e= rendimento total motor+bomba=0.7= 50588 para vazão de m3/s e preço em reais.1. Ei= S .6 Kw) R$ 0.316x1013 =1.6632 x 1012 =83598546893639800.Método de Hardy-Cross Capitulo 16. adaptado para o Brasil.00 16-1 .

P (r .0 x Q 0.7000 O diâmetro D é calculado pela equação: 1/(b+m)= 1/(0.89)] 0.com. m)/(A.7000 x 5)/(1.5 D= 0.045m3/s m=5 (para fómula de Darcy-Weisbach) e=0.7 Q=0.60 =25258475408262.89+5)= 0.17 D= [(Ei .29 (0.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.00x0.95 x 0.17 = 227mm.5 Para K=1 valor usual temos: D= 1.5 =0. K3 .b)] 1/(b+m) A=1.29/Kwh r=0.7x0.95 e b=0.045 ) 3/ 0.89 D= [(25258475408262.60 Ei= S . Os custos das tubulações bem como da energia elétrica também foi transformado em dólares para coerência dos dados.212m que é um tubo D=250m 16-2 . A fórmula de Bresser D= K x Q 0. Comentários: Primeiramente não devemos nos esquecer que Walski se baseou nas experiências americanas. Sugerimos que tais cálculos sejam feitos com as devidas precauções. Nota: caso houve houvesse outros trechos de tubulações o cálculo seria o mesmo. o diâmetro da tubulação de recalque é 250mm.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.045 0. Adoto D=250mm Portanto.Q ) m-2/ e Ei= 20x (83598546893639800.br 18/12/07 P= R$ 0.

Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol. Flórida. ISBN 0-89464-624-9 16-3 . 275páginas.br 18/12/07 16.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.2 Bibliografia e livros recomendados -WALSKI. THOMAS. 1992. M.com. Analysis of water distribution systems.

com. e o classe 15 para 75m e o classe 20 para 100m de pressão. Quando são atendida as pressões máximas toleráveis da tubulação é dispensável o dimensionamento do golpe de aríete e instalação de dispositivos de proteção.6 1. Vamos recordar segundo Heller et al. et al.2 Tubos comumente usados Ainda segundo a NB 591/91 as pressões máximas devidas ao golpe de aríete.6 1. A NB 591/91 diz que a analise do golpe de aríete deve ser efetuada em duas etapas: diagnóstico e dimensionamento. 2006 as características de alguns tubos. em regime variado conforme NB 591/91 referente a Projeto de adutora de água para abastecimento público.0 Tubo de PVC JEI DEFOFO 100 a 500 1. para tubos de PVC com ponta e bolsa e DEFOFO conforme Tabela (17. 17-1 .Método de Hardy Cross Capitulo 17. conexões.br Plínio Tomaz Capítulo 17. O tubo de PVC classe 12 é para o máximo de 60m de pressão.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.Pressão máxima de serviço (PMS) para tubos de PVC Tubos DN PMS (MPa) (mm) min max Tubo PVC classe 12. 17.1. As classes 12. 2006 Para tubos de ferro fundido K-7 e K-9 temos a Tabela (17. Por exemplo. Na etapa do dimensionamento do golpe de aríete devem ser estudados os diversos dispositivos de proteção e controle selecionando aqueles que garantam as condições extremas de pressão e pelo menor custo de implantação e operação do sistema.0 Tubo de PVC JE DEFOFO 100 a 300 1. 15 e 20 são classes de pressão e JEI é junta elástica integrada. acessórios e equipamentos previstos em toda a instalação em face dos planos de cargas piezométricas de regime permanente e estáticas.1 Introdução Golpe de aríete é o fenômeno de escoamento de um líquido em conduto forçado. A pressão máxima de serviço PMS inclui os transientes hidráulicos. Tabela 17. ocorrentes em qualquer secção da adutora devem ser iguais ou inferiores às pressões admissíveis adotadas para as tubulações. No diagnóstico admite-se a adutora desprovida de dispositivos de proteção para as condições normais e excepcionais. 15 e 20 JE PBA 50 0.1).Golpe de aríete em adutoras 17.2).0 Tubo PVC classe 12.0 Fonte: Heller. 15 e 20 JEI PBA 50 a 180 0.

0 Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta travada interna 150 a 300 1. et al.3).7 Tubo de ferro fundido K-9c/ junta travada interna 80 a 300 1.427 PEAD ISSO CD P3 100 10 1.3 1.077 Homopolímero 10 2 5 PP DIN 8.2 MPa conforme Heller et al. Para tubos RPVC (PVC reforçado com fibra de vidro) com junta elástica a pressão de serviço está entre 0.6 5 PEAD ISSO CD PE 63 6. Tabela 17.2 a 3.075 PE 80 8 1.5 6. a pressão admissível é definida pela classe de pressão de trabalho das tubulações. et al.br Plínio Tomaz Tabela 17.com.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.427 PP DIN 8.0 Fonte: Heller.0 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta travada externa 300 a 1200 1.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 1. Assim para um tubo de PEAD PE 63 o MRS=6. 2006 Recordemos a NB 591/91 que diz que em condições normais de operação. válvulas. 17-2 .25 5 4.077 Copolímero 8.25 6.3MPa mas com o fator de segurança igual a 1.3 4.5 vez a pressão de trabalho.Tubos de ferro fundido K-7 e K-9 e faixa de pressões máxima de serviço PMS PMS (MPa) 1MPa=100mca Tubos DN (mm) min máx Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta elástica 150 a 1200 2.25 8 4.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 4 2 4.4 Tubo de ferro fundido K-9 junta Pamlock 1400 a 1800 1.5 1.9 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta elástica 80 a 2000 3. a pressão admissível é de 1.2 1.2. Saliente a norma da ABNT que em condições excepcionais.7 5 Fonte: Heller.PEAD e PP com suas normas e MRS Tensão no projeto Fator de de 50anos a 20ºC Material Norma Classificação MRS segurança (MPa) (MPa) PEAD DIN 8.Método de Hardy Cross Capitulo 17.075 PE 63 6.9 3. 2006.25 5 PEAD DIN8. 2006 Ainda segundo Heller et al.9 3.7 4. equipamentos e acessórios.3 1. Para 50anos de vida útil a temperatura de 20ºC MRS é minimum required strenght requerida.3.25 teremos 5MPa.1 7. 2006 para tubos de PEAD (polietileno de alta densidade) e tubos de PP (polipropileno) temos a Tabela (17.

3 Golpe de aríete em adutora Na Figura (17. Figura 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. Streeter em dois dos seus livros: Mecânica dos Fluidos e Fluid Transients. Se o fechamento ou abertura da válvula for rápido haverá problemas de transientes hidráulicos podendo ser danificada a tubulação. 17-3 .1.br Plínio Tomaz 17.com. esclarecendo que estamos nos baseando nos métodos apresentados por Victor L.Golpe de aríete em adutora por gravidade com fechamento brusco da válvula no fim da adutora.1) temos um esquema de um reservatório que alimenta uma tubulação e no final há uma válvula. Vamos tratar neste capítulo de golpe de aríete em um tubo singelo alimentado por um reservatório.Método de Hardy Cross Capitulo 17.

17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.2 Fechamento de válvula no final da rede Fonte: Tullis.4 Fechamento e abertura de válvulas O fechamento de uma válvula em uma tubulação singela de comprimento L e celeridade de propagação das ondas “a” pode ser: • Lento • Rápido O fechamento é lento quando o tempo “tc” que levamos para fechar uma válvula é maior que 2 L/a e o fechamento é rápido quando o tempo é menor que 2L/a: Resumidamente fica: Fechamento lento: tc > 2 x L/ a Fechamento rápido tc < 2xL/a Exemplo 17.1 Assim uma rede com L=4800m e celeridade a=1200m/s teremos: 2 x L/a= 2 x 4800/ 1200= 8 s Se o fechamento for menor que 8s teremos fechamento rápido e caso seja maior que 8s o fechamento será lento.Método de Hardy Cross Capitulo 17.2).5 Estimativa dos transientes hidráulicos em adutoras sem atrito Uma maneira prática de se estimar os transientes hidráulicos numa adutora singela conforme Figura (17. é supor que o líquido é incompressível e não haja dilatação do tubo com as pressões e que sejam ignoradas as perdas de cargas distribuídas ao longo da linha.com. chega a atingir valores 100 vezes maior então podemos considerar Vo/a =0 e ficará: ΔH= a ΔV/ g (equação de Allievi) Figura 17. Consideramos um tubo horizontal onde um fechamento instantâneo da válvula no final da rede provoca uma redução de velocidade ΔV e teremos um acréscimo de pressão ΔH conforme Tullis. 1989 ficando assim: ΔH= a ΔV/ g ( 1+Vo/a) Mas como sempre o valor a é bem maior que o valor de Vo.br Plínio Tomaz 17. 1989 17-4 . isto é.

1416x 22/4= 3.86 / 9. 1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2.1416=0. sendo a celeridade a=900m/s.31m com válvula borboleta.81x 30)= 28m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 28m teremos 128m para fechamento lento com tc=30s e não estamos em levando em conta as perdas de cargas.86m/s μ= 2 x L/ a= 2 x 4800/1200= 8s Supomos tc= 30s Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Hmax= (1200 x 0. ΔH= a ΔV/ g ΔH= 900 x (2.com.71m3/s. L=4800m a= 1200m/s Q=2.81m/s2 tc= tempo de fechamento da válvula (s) Exemplo 17. isto é. L=4800m a= 1200m/s Q=2.2m teremos 205.1416x 22/4= 3.71/ 3.6 Equação de Michauld A equação de Michauld só pode ser aplicada se a manobra for lenta.0m.86 x 8 ) /( 9.71m3/s.3 Seja uma adutora singela com D=2. A= PI x D2/4= 3.2m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 105.br Plínio Tomaz Exemplo 17.4 Seja uma adutora singela com D=2. Se a válvula for parcialmente fechada atingindo a velocidade de 1.81= 45.2m pois não estamos considerando a perdas de cargas. quando o tempo de fechamento tc for maior que 2L/a.5m/s com será a sobrepressão.81=105.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.71/ 3. 17-5 . 17. 1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2. Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Sendo: Hmax= sobrepressão (m) a= celeridade da onda (m/s) Vo= velocidade da água na tubulação (m/s) μ= 2 x L/ a g= aceleração da gravidade= 9.9m Exemplo 17.86m/s Hmax= a ΔV/ g Hmax= 1200 x 0.5)/ 9.0m.0-1. A= PI x D2/4= 3.Método de Hardy Cross Capitulo 17. Nota: o cálculo exato usando o método das características levaria pressão máxima de 147.2 Um reservatório alimenta uma adutora de aço com velocidade Vo=2m/s.1416=0.

Conforme Pires et al. O fechamento das válvulas pode ser manual ou mecânico.5 Para qualquer condição: 17-6 . esfera e borboleta para tempo de fechamento de 60s.3. As válvulas do tipo gaveta produzem uma variação grande na vazão somente nos últimos instantes do fechamento conforme Pires et al. globo. Fonte: http://www.4.Abertura de válvula (b) e fechamento de válvula (c) Fonte: Acunha.Método de Hardy Cross Capitulo 17. Figura 17.com.Fechamento de varias válvulas como gaveta. a forma como o coeficiente de descarga varia com a abertura . determina o modo como a vazão varia com a fração da abertura.Ho)0.3) a (17.br/Trabalhos/13005.2005 a curva de fechamento da válvula.7 Curvas das válvulas Existem vários tipos de válvulas: gaveta.g.simdut. esfera.pdf Figura 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com. válvulas tipo esfera ou borboleta produzem uma variação mais gradual da vazão durante o curso de fechamento. isto é. borboleta e outras conforme Figura (17. Por outro lado. globo.2005. 2005 Para as condições iniciais: Qo= (Cd x Ag)o (2.br Plínio Tomaz 17.7).

6.br Plínio Tomaz Q= (Cd x Ag) (2.Válvula borboleta.g. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula.Gráfico de τ (Tau) para diversas válvulas: gaveta. Figura 17.H)0.pdf 17-7 .com.5.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%2 0Design%20Handbook). 2005. Não iremos fazer o calculo. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento Figura 17. Fonte: Acunha.5 τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos. É o inicio do fechamento da válvula.Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. pois usaremos somente a relação τ.rh. borboleta Fonte: http://www.

7.com.Gráfico da relação de áreas de diversas válvulas: gaveta.pdf 17-8 .rh.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20H andbook).Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.br Plínio Tomaz Figura 17. borboleta Fonte: http://www.

Método de Hardy Cross Capitulo 17. 1989.8.4).Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. Nota: quando a válvula está aberta passa a vazão Qo e temos a pressão Ho na válvula. Exemplo 17.5) de Acunha.br Plínio Tomaz Figura 17.com.5 Da Figura (17. O valor de (CdxAg)o inicial pode ser calculado pela vazão Qo e a pressão no fim da linha Ho. 2005 temos os valores de τ em função de t/tc e colocamos na Tabela (17. 17-9 .Varias válvulas de controle. Fonte: Tullis.

0000 0.60 1.4 0.0100 0.9 8.32 0.38 0.0000 0.0494 0.1 0.81 x 98) 0.0062 0. Precisamos de 10 CVA.4. Tempo de fechamento tc=30s 0 5 10 15 20 25 30 35 40 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ CVA 0.81m/s2 e Ho=98m teremos: (CdxAg)o= Qo / (2 x g x Ho) 0.23 0.4 14.7 0.2 0.3 0.18 0.0 4.0618 0. pois.0618 Supondo tempo de fechamento da válvula em 30s e como calculamos (CV)o =0.0618 0.5.com.4 6.0062 0.0370 0.br Plínio Tomaz (CdxAg)o= Qo/ (2 x g x Ho) 0.5) Tabela 17.5 =0.6 0.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.00 0.9 0.4) e fazemos a Tabela (17.5 5.0309 0.28 0.0432 0.0555 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.0 3.6 11.71m3/s g=9.47 0.0123 0.0185 0.5 Assim se Qo=2.8 0.5 (CdxAg)o= 2.1 18.00 Obtemos assim os valores de (CdxAg) que podem ser colocados no programa em Fortran do Streeter para abertura ou fechamento de válvula no fim da linha.0000 17-10 .71 (2 x 9.0000 0.4 9.5 0.0 t/tc Tempo de fechamento tc=30s 0.0200 0.Tempo de 5 em 5s que será usado.0000 0.Valores de Cd x Ag em função do tempo de fechamento de 30s para um válvula borboleta τ 1. τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ Tabela 17.0450 0.0 0.15 0.10 0.0 30.0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ 0.0247 0. Streeter chama os valores de CVA que são no total 11 e no exemplo temos: Nota importante: considerando o espaçamento de 5s tiramos da Tabela (17.061764 podemos calcular os outros valores.

02/. FORMULA DE DARCY WEISBACH.00/ 10 AR=0. Queremos saber como se dá o fechamento da válvula em 30s. 0.exe FONTE STREETER MECANICA DOS FLUIDOS DIMENSION Q(6). Usando o programa em Fortran do Streeter achamos a máxima pressão de 147. O intervalo entre os dados de fechamento da válvula é de 5s. pois faz parte dos CVA).DCV. J. 0.tripod. DADOS VALOR DE F.CVA. $ CVA(5)/0.NS Q(I)=QO 11 H(I)=HRES-(I-1)*R*QO**2 17-11 . HP(6). Entrando no programa em Fortran do Streeter achamos que a pressão máxima será 147.kkourakis.TMAX.0618/. A=VELOCIDADE DA ONDA.CVA(10) /0.CVA(7) /0. $ CVA(4)/0. TMAX/40/ DATA CVA(1)/0.7854*D*D B=A/(G*AR) NS=N+1 DT=XL/(A*N) CV=CVA(1) HP(1)=HRES J=0 T=0. CVA=PRODUTO DO COEFICIENTE DE DESCARGA DA VALVULA ABERTA COM VALORES DADOS NO INTERVALO DCV FORTRAN 77 GNU2005 www.0618. 0. $ G/9.com PLINIO TOMAZ 22 DE dezembro DE 2007 Compila assim: g77 streeter2.0/. Usando o programa em Fortran abaixo: C C C C C C C C PROGRAMA BASICO DE GOLPE DE ARIETE COM RESERVATORIO A MONTANTE E FECHAMENTO DE VALVULA A JUSANTE.CVA(3)/0.81/. O coeficiente f de Darcy-Weisbach f=0.DCV /5. 0.0/.T DATA F/0. QP(6).022.CVA(2)/0.br Plínio Tomaz 45 50 0.0/(2.HRES.0/.00.0*G*CV*CV))) HO=(QO/CV)**2/(2.0000 Exemplo 17.000.00m de diâmetro e comprimento de 4800m. $ CVA(9)/0.0*G*D*AR*AR)+1. 0. CVA(11) INTEGER I.f -o streeter2.JPR /1/ .0062. CVA= 0. 0000 0.020. N/4/.1 Dado uma adutora por gravidade com reservatório a Hres=100m de altura e tubulação com D=2.0/.Método de Hardy Cross Capitulo 17.0/.000 0.00/.CVA(6) /0.0000/.0/. XL/4800.com.0000 0. D/2.022/. H(6). O tempo de processamento é de 40s A aceleração da gravidade g=9.045/.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. 0.0 QO=SQRT(HRES/(F*XL/(2.A.000.D.CVA(11)/0.31m.000. Trata-se de válvula borboleta com CVA Nota: CVA são 11 dados. HRES/100. A pressão na válvula que está aberta é de 98m. A/1200.0/ .0/.01/.81m/s2 A adutora está dividida em N=4 trechos.045.G. O tempo de fechamento trc=30s (não entra nos cálculos.JPR. $ CVA(8)/0.XL.0062/.0*G) R=(HRES-HO)/(QO**2*N) DO 11 I=1.N REAL F.01. 0.31m.

5H H=0.50 0.000 0.05844 H=0 100.000 0.0*G*CV*CV*CP) HP(NS)=CP-B*QP(NS) C CONDICOES DE CONTORNO A MONTANTE QP(1)=Q(2)+(HRES-H(2)-R*Q(2)*ABS(Q(2)))/B C PONTOS NO INTERIOR DO 15 I=2.FMT=3) T.71 2.000 0.03000 H=0 100.GT.F7.71 2. I=1.00 98. mostrando que a pressão é 147.61 2.75 $ 1.0") 13 WRITE(6.CV.24 1.00 98.48 126.FMT=2) 1 FORMAT ("1 PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO") 2 FORMAT ("0 TEMPO CV X/L 0.00 99.FMT=1) WRITE(6.50 99.2) 14 T=T+DT J=J+1 IF (T .3.50 Q= 2.NS H(I)=HP(I) 16 Q(I)=QP(I) IF (J/JPR*JPR .000 0. J) GO TO 13 GOTO 14 99 STOP END Achamos os seguintes resultados.88 1.29 2.71 2.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.04000 H=0 100.000 0.17 126.00 114.5*(CP+CM) 15 QP(I)=(HP(I)-CM)/B DO 16 I=1.10 126.00 102.26 106.71 2.31m.80 2.89 114.71 2.85 1.08 1.51 109.02000 H=0 100.00 103.34 122.44 Q= 2.29 118.18 7.60 Q= 2.000 0.71 2.29 6.02500 H=0 100.59 1.81 2.00 108.99 135.19 1.00 99.05508 H=0 100.000 0.49 119.50 1.96 1.19 110.26 Q= 2.0 98.40 114.99 8.61 3.24 119.40 5.61 2.71 2.70 9.71 101.0 0.39 10.71 2. TMAX) GO TO 99 K=T/DCV +1 CV=CVA(K)+(T-(K-1)*DCV)*(CVA(K+1)-CVA(K))/DCV C CONDICOES DE CONTORNO A JUSANTE CP=H(N)+Q(N)*(B-R*ABS(Q(N))) QP(NS)=-G*B*CV*CV+SQRT((G*B*CV*CV)**2+2.71 2.5F8.33 147. (H(I).31 2.50 Q= 2.58 144.00 99.1X.br Plínio Tomaz WRITE(6.N CP=H(I-1)+Q(I-1)*(B-R*ABS(Q(I-1))) CM=H(I+1)-Q(I+1)*(B-R*ABS(Q(I+1))) HP(I)=0.38 2.06180 H=0 100.01 Q= 1.00 2.22 1.99 2.50 0.04 116.00 107.000 0.000 0.93 137.EQ.99 2.50 102.73 110.2/19X.41 2.99 133.com.61 115.32 2.11 2.05172 H=0 100.78 106.66 1.71 2.31 17-12 .51 4.000 0.71 2.71 1.00 107."Q=".51 2.51 2.00 108.80 1.0 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.04836 H=0 100.39 130.F7.50 99.5F8.5.40 Q= 2.71 2.NS).00 99.50 99.63 Q= 1.NS) 3 FORMAT("O".00 111.10 2.29 Q= 2.04500 H=0 100.89 1.03500 H=0 100.25 0.81 Q= 2. 1 0 O O O O O O O O O O O PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO TEMPO CV X/L 0.75 0. I=1.61 105.71 2.(Q(I).79 142.52 2.25 0.000 0.

09 86.00 -0.77 0.98 -0.45 82.48 0.000 0.98 0.09 -0.000 0.64 0.10 85.00 129.00 -0.45 0.76 0.000 0.67 0.00 106.00 0.00 -0.26 0.37 0.06 121.91 127.28 0.55 96.23 122.23 0.11 90.65 -0.19 97.000 0.09 -0.51 0.76 100.54 0.17 100.00 0.000 0.34 86.17 100.00 71.71 -0.00 0.000 0.000 0.44 0.15 0.78 0.65 0.98 -0.73 100.42 92.00248 O 24.39 0.50 -0.54 0.18 128.09 100.01400 O 14.22 100.00 -0.54 0.36 82.28 109.23 77.67 0.000 0.00 91.18 0.06 121.68 -0.18 117.36 119.00772 O 19.00124 O 25.82 -0.73 102.00 -0.000 0.08 143.28 82.00 -0.12 0.94 0.55 91.00 -0.00 -0.83 0.00 -0.00 -0.22 0.36 0.30 0.62 0.46 1.87 0.76 100.00 17-13 .16 100.000 0.27 75.20 100.05 100.15 107.000 0.07 91.89 0.84 0.87 135.20 100.23 100.00000 O 37.83 0.30 91.33 98.83 -0.51 -0.21 -0.54 100.30 89.49 100.11 111.00924 O 17.00696 O 20.28 90.60 100.000 0.33 0.03 125.28 115.58 111.64 101.000 0.89 114.00000 O 34.00 123.00 73.00000 O 28.70 0.27 84.28 81.09 113.52 98.37 107.94 0.22 1.00 0.49 103.42 0.73 100.00 0.01800 O 12.27 124.000 0.00620 O 21.07 85.000 0.00000 O 30.35 0.35 111.18 100.00000 O 31.46 101.000 0.00 0.03 77.00 76.000 0.00 0.54 112.38 87.19 81.00000 O 29.68 0.37 0.78 0.69 100.03 122.17 106.00000 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= 1.00000 O 32.40 100.000 0.27 -0.34 100.04 -0.25 84.61 0.00 0.83 0.31 92.57 -0.99 0.14 95.60 -0.58 88.48 102.40 100.00 128.95 0.06 78.36 113.19 110.00848 O 18.00372 O 23.00 0.69 100.49 96.46 0.00 0.80 0.16 97.00 -0.89 -0.57 120.93 0.90 0.19 0.14 85.96 -0.00 126.com.03 74.22 103.41 -0.000 0.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.000 0.55 121.01600 O 13.13 139.00 -0.57 0.00 0.27 0.39 0.00000 O 35.31 82.72 126.28 0.33 0.00000 O 33.09 71.61 0.06 89.00000 O 38.35 80.05 0.33 0.00 -0.00 0.45 117.91 -0.000 0.85 0.57 93.64 1.51 0.00 -0.67 105.000 0.10 -0.00 115.46 0.00 0.74 0.00496 O 22.00 101.60 116.01 98.31 -0.20 102.01 0.73 97.18 0.48 -0.55 100.00 0.60 100.55 100.21 0.54 -0.90 100.48 0.31 0.14 100.59 0.55 108.51 0.13 90.000 0.70 0.000 0.89 0.88 0.67 94.16 100.01200 O 15.01000 O 16.09 128.Método de Hardy Cross Capitulo 17.00 84.14 114.000 0.35 0.14 0.58 106.38 112.42 -0.49 -0.23 0.18 82.00000 O 36.12 95.00 0.00000 O 27.00000 O 26.br Plínio Tomaz O 11.34 0.30 -0.84 135.34 0.000 0.96 140.000 0.64 98.30 0.00 78.42 -0.19 89.00 70.79 0.64 0.99 -0.20 90.17 83.23 -0.39 93.76 1.000 0.74 128.30 0.29 100.

Ag= área da secção do da válvula (m2) g= 9.00 108.53 0. 17-14 .Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.9.Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Fonte: Streeter.10 Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Streeter.5 Sendo: Q= vazão que passa pelo orifício (m3/s) Cd= coeficiente que varia com a abertura da válvula conforme Figura (17.00 A vazão que passa por uma válvula é dada pela equação do orifício conforme Figura (17.88 0. 1982 chama os valores Cd x A de CVA.Método de Hardy Cross Capitulo 17.72 102.73 100. Q= (Cd x A) x (2 x g x HRES )0.000 0.5 Os valores de CVA obtidos por interpolação linear são chamados de CV por Streeter.66 98.31 107.40 0.81m/s2 HRES= pressão (m) Figura 17. 1982 Figura 17.91 0.00 0.5 Q= CVA x (2 x g x HRES )0.48 0.58 96.69 0.31 0.65 0.000 0.57 106.9): Q= (Cd x Ag) x (2 x g x HRES )0.00 0.35 93.8).00000 H=0 Q= H=0 Q= 100. 1984.br Plínio Tomaz O 39.com.69 101.00000 O 40.5 QP(NS)= CV x (2 x g x HP(NS))0.

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Figura 17.11 Abertura de válvulas (%)
Fonte: Tullis, 1989

Figura 17.12- Válvula borboleta
Fonte: Acuna, 2005

17.8 Uma outra maneira de se tratar do fechamento de uma válvula Streeter, 1978 página 38 in Fluid Transients cita a seguinte equação para fechamento de válvula: τ= ( 1 – t / tc) Em Sendo: τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos. É o inicio do fechamento da válvula. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. Não iremos fazer o cálculo, pois usaremos somente a relação τ. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento

17-15

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Em= potência da relação. Quando Em=1 temos um fechamento linear. Streeter, 1978 usa como exemplo Em=1,25. tc= tempo de fechamento em segundos. Exemplo tc=20s O CDA inicial da bomba A vazão CDA= [(Qo2 / (2 g x Ho)] 0,5

QP= - B x CV + [(B x CV)2 + 2 x CV x CP)] 0,5

Sendo: QP= vazão no ponto P em m3/s
3

CV= (Qo x τ)2/ (2 x Ho)

Qo= vazão inicial em m /s Ho= pressão inicial no fim da adutora onde está a válvula (m) B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 17.9 Método das Características A NB 591/91 diz que os estudos de golpe de aríete devem ser feito pelo método das características. Streeter, 1982 chegou em duas equações básica, uma denominada de características positivas C+ e outra de características negativas C- conforme Figura (17.10). . C+ Hp= HA – a/gxA ( Qp – QA) – Δx x f x QA x ABS(QA)/ (2x g x D x A2) C- Hp= HB + a/gxA ( Qp – QB) + Δx x f x QB x ABS(QB)/ (2x g x D x A2) O ponto A é (I-1) e o ponto B é (I+1). Considerando os coeficientes B e R. B= a / (g x A) Sendo: a= celeridade de propagação das ondas (m/s) g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da tubulação (m2) D= diâmetro do tubo (m) QA=vazão no ponto A (m3/s) QB = vazão no ponto B(m3/s) QP= vazão no ponto P (m3/s) HA = pressão no ponto A (m) HB= pressão no ponto B (m) HP= pressão no ponto P (m) f= coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx=trecho da tubulação (m) Exemplo 17.6 17-16

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Calcular o coeficiente B para uma tubulação com velocidade de propagação da onda a=1150m/s e tubo de diâmetro D=0,25m. A=PI x D2/4= 3,1416x0,252/4= 0,0491m2 B= a / (g x A) B= 1150 / (9,81 x 0,0491) =2388 Dica: quando na linha há diâmetros diferentes teremos valores de B diferentes. Assim teremos B1, B2, B3 numa linha com trechos de diâmetros diferentes ou também de materiais diferentes. R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) Sendo: f=coeficiente de atrito da equação de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx = trecho da tubulação (m). Iremos usar sempre o comprimento da tubulação dividido por 3. Poderíamos também ter dividido por 4 ou 5 conforme nosso desejo. Δx=L/3 L= comprimento total da tubulação (m) D=diâmetro do tubo (m) A= área da seção transversal da tubulação (m2) Exemplo 17.7 Calcular o valor do coeficiente R numa adutora com 2300m que será dividido em 3 trechos. O valor de f=0,0342, D=0,25m, A=0,0491m2. Δx= 2300/3= 766,67m R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) R= ( 0,0342 x 766,67) / ( 2 x 9,81 x 0,25 x 0,04912)=2219 Dica: se houver trechos com diferentes diâmetros e comprimentos teremos valores diferentes de R e assim teremos R1, R2, R3,... Podemos reescrever as duas equações C+ e C- considerando os coeficientes B e R. C+ CHp= HA – B x( Qp – QA) – Rx QA x ABS(QA) Hp= HB + B x ( Qp – QB) + R x QB x ABS(QB)

Nota: abs é o número absoluto, isto é, com sinal positivo. Observar que é um produto que sempre terá o sinal de QA ou QB. Para uso em computador podemos usar: CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) Então teremos: HP (I)= CP – B x QP (I) HP (I)= CM + Bx QP (I) HP (I)= 0,5 x (CP + CM) QP (I)= (CP – HP (I))/ B 17-17

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Todas as secções internas podem ser calculadas deste modo. Somente para a parte interna (cuidado), pois nos contornos a jusante teremos a saída da válvula que estamos fechando e a montante temos o contorno devido ao reservatório.
Hpi, Qpi

C CP A Q (I -1), H (I -1) I

+

CCM B Q (I+1), H (I+1)

Figura 17.13- Esquema das equações C+ e CO esquema da Figura (17.13) onde mostram as equações C+ ou CP e C- ou CM mostram a visualização do problema que é bom para entender as situações de contorno. Condições de contorno Se referem as condições das extremidades da tubulação. No caso temos um reservatório a montante e uma válvula a jusante. Válvula na extremidade de jusante Conforme Figura (17.14) usaremos a equação C+ ou CP. Usamos a equação CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))). Precisamos das condições de contorno para as variáveis Hpn+1 e Qpn+1. No caso temos a equação da válvula que é um orifício que está sendo fechado. Qo= (Cd Av)o (2gHo)0,5

CP

Figura 17.14- Extremidade de jusante onde está a válvula A equação da válvula fornece a vazão Qo em regime permanente, Ho a perda de carga na válvula e (CdxAv)o a área da abertura. Não esquecer que temos o valor Qo e Ho que é a pressão na válvula. Para uma abertura genérica temos: Qp= Cd x Av (2gHp))0,5 A solução das equações será: Qpns= - g B (Cd Av)2+ {[gB(Cd.Av)2]2 + (Cd Av)2 2g Cp}0,5

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Condições de contorno no reservatório Paras a saída do reservatório usaremos somente a equação CM ou C- e conforme Figura (17.15) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))). Precisamos de condições externas com duas incógnitas Qp1 e Hp1. Supondo o nível do reservatório constante temos uma condição de contorno já estabelecida Hp1=Hg.

CM

Figura 17.15 Extremidade de montante onde está o reservatório O reservatório terá nível constante HG. No reservatório a cota de saída fica definida HG e usamos a equação CM ou C-. Qp= vazão em m3/s Hg= altura do reservatório em m B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) R= f x Δ x/ (2 x g x D x A2) D=diâmetro da adutora em m O valor de Hp é obtido desta maneira: Hp= CM + B x QP Como Hp=Hg Hg= CM + B x QP Tirando-se o valor de Qp Qp= ((Hg-CM) / B

17-19

a3. Vamos dar alguns conceitos úteis de equivalência em tubulações que são usados na prática..10 Equivalência de tubulação É importante salientar logo de começo que a equivalência de tubulações conforme Streeter..16). a2. L2.1978 só é válida se os materiais forem mais ou menos iguais e tiverem mais ou menos as mesmas espessuras conforme Figura (17.com.. Se tivermos uma tubulação em série L1. L3. Celeridade equivalente Período equivalente Velocidade equivalente 17-20 ..16.br Plínio Tomaz 17..Tubos de materiais e diâmetros diferentes L= L1+L2+L3+. .Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.... Se a tubulação tem o mesmo diâmetro teremos: L/ a = L1/a1=L2/a2=L3/a3 a= L / Σ Li/ai Se os diâmetros são diferentes: L= L1 + L2 x S1/ S2 + L3 x S1/ S3 + .Método de Hardy Cross Capitulo 17. com celeridades a1... Podemos ter as seguintes relações: Figura 17.

1416)0..10m Comprimento L2=1200m D2=0..br Plínio Tomaz Exemplo 17.666m/s Celeridade C1= a1=50m/s Celeridade C2= a2=500m/s Celeridade C3=a3=450m/s Velocidade equivalente= (L1 x D12 x v12 + L2 x D22 x v22+.68m/s Tabela 17..770m/s V2=0.6s A velocidade equivalente é de 0.02059 /3.Método de Hardy Cross Capitulo 17.014=0.) 0.014m3/s Comprimento L1= 10m diâmetro D1= 0.02059m2 D= (4 x 0.com.8 Seja um recalque de casas de bombas com os seguintes dados: Vazão= 0.5 = 0.68 x A A=0.162m L3=90m D3=0.162m=D 17-21 .6 segundos obtido: T= 2 ( L1+L2+L3)/ 464= 1300/464=5.163 V1= 1.674m/s V3=0.68m/s Q=A x V= 0.7 Cálculos efetuados Tubos L(m) 1 10 2 1200 3 90 Total 1300 período equivalente a (m/s) 50 500 450 464m/s 5.5=0..6s Portanto a celeridade equivalente será 464m/s: a= (L1+ L2 + L3) / ( L1/a1 + L2/a2 + L3/a3)= =(10+1200+90)/(10/50+1200/500+90/450)= 464m/s O período equivalente será de 5.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.68m/s O tubo equivalente terá 1300m com diâmetro dado pela velocidae equivalente de V=0./ (L1 x D12+ L1 x D22+.

PNB-591/77. Waterhammer analysis. 710 páginas. Fluid transients. Golpe de aríete em condutos. New YorK. -POINT-A-MOUSSON – Pipes and pipeline equipement. Module 6. -STEPHENSON. Análise simplificada.pdf. VICTOR L. -WYLIE. E. Hydraulics of pipelines.rh. ISBN 0-471-83285-5. PAUL.5. -HELLER. 1981 Elsevier Scientific Publishing Company. 1978.com. LUIZ FERNANDO GONÇALVES et al. Control valve characteristics. France -SPIRA/SARCO. University of Puerto Rico. ISBN 0-444-41669-2. DAVI. E. United States of America.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. McGraw-Hill.pt/~rlanca/sebenta-hid-aplicada/ha-07-golpe_de_ariete. O golpe de aríete em tubulações de recalque. United States of America.hpg. São Paulo. Johannesburg.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhamme r%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20Handbook). 1963. -CAMARGO LUIZ A.br Plínio Tomaz 17. Acessado em 23 de dezembro de 2007. Tubos e conexões Tigre. Análise de transientes devido a fechamento rápido de válvulas em dutos curtos. http://w3. 233 páginas. BENJAMIN E STREETER.saneamento10. John Wiley &Sons. Análise pelo método das características. 115páginas. VICTOR L. -PIRES. 266páginas. -TULLIS. Abastecimento de água para consumo humano.ualg. -ACUNA. -GOLPE DE ARIETE. Carlos Fernandes acessado em 20 de março de 2007 -PARMAKIAN. JAIME SUAREZ. 1982. 2005. 2001. 2007. 384 páginas. Generalized water hammer algorithm for piping systems with unsteady friction. 8 páginas.Método de Hardy Cross Capitulo 17.. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público com 188 páginas. BENJAMIN E STREETER. 161páginas. Joinville 07 a 11 de outubro de 1997. Projetos de adutora de água para abastecimento público. JOHN.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT-ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. -ABNT-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Tubos e conexões Tigre. Dover publication.Universidade de Algave.ig. NB-591/91. -WYLIE. 17-22 . ISBN 0-07072187-4. J. McGraw-Hill. Pipeline design for water enginners. Faro. LÉO et al. Joinville 07 a 11 de outubro de 1989. -INTERNETET http://www.pdf acessado em 20 de dezembro de 2007. 859páginas. 1978. 1989.br/ -INTERNET Prof. -CAMARGO LUIZ A. Portugal . Mecânica dos Fluídos. South Africa.com. 2006. http://www. 2a ed. Editora UFMG.

2005 17-23 .com.Método de Hardy Cross Capitulo 17.br Plínio Tomaz Apêndice com Figuras de Acunha.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.

Método de Hardy Cross Capitulo 17.br Plínio Tomaz Apêndice com Figuras de Acunha. 2005 17-24 .Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.

Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. 2005 17-25 .br Plínio Tomaz Apêndice com Figuras de Acunha.com.

Método de Hardy Cross Capitulo 17.com.br Plínio Tomaz 17-26 .Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.

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