Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008

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Curso de Hidráulica e Saneamento fevereiro de 2008

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Apresentação Este livro denominado Curso de Rede de Água resultou de curso ministrado no SAAE em 2008 com 64h. Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo a oportunidade de realizar esta tarefa. Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

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Capítulo 1-Método de Hardy-Cross para redes de água

Um dos maiores matemáticos de Portugal foi sem dúvida Bento de Jesus Caraça (19011948). O seu livro “Conceitos Fundamentais da Matemática” editado em Lisboa em 1958 foi meu livro de cabeceira a partir de 1960. Todo jovem deveria ler este livro.

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Alfabeto grego

α β γ δ ε ζ

Alfa Beta Gama Delta Epsilon Zeta

η θ ι κ λ μ

Eta Theta Iota Kappa Lambda Mu

ν ξ ο π ρ σ

Nu Xi Omicron Pi Rho Sigma

τ υ φ χ

Tau Upsílon Phi Chi

ψ Psi ω Omega

Maiúscula Α Β Γ Δ Ε Ζ Η Θ Ι Κ Λ Μ Ν Ξ Ο Π Ρ Σ Τ Υ Φ Χ Ψ Ω

Minúscula α β γ δ ε ζ η θ ι κ λ μ ν ξ ο π ρ σ τ υ φ χ ψ ω

Nome Alfa Beta Gama Delta Epsilon Dzeta Eta Teta Iota Capa Lambda Mu Nu Csi Ômicron Pi Rho Sigma Tau Upsílon Fi Qui Psi Ômega

Letra A B G D E Z H Q I K L M N X O P R S T U F C Y W

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Algumas unidades úteis 1 ft3=28,316 litros 1 ft= 0,3049m 1m= 3,28084 ft 1 psi= 1 lb/in2 1 psi=6894,24 Pa 1Pa= 0,000145 psi 1 Pa= 1 N/m2 1 in= 2,54cm 1cm= 0,393701in 1 gal= 3,784 litros 1 litro= 1000cm3 1 L/s= 15,83782 gpm 1m3=35,31467 ft3 1 gpm= 0,00223 ft3/s=0,06314 L/s 1 Mpa= 100 mca=10 kg/cm2 1psi= 0,00689424 MPa=0,6894 mca 1 psi= 0,070307 kg/cm2 1psi= 0,7032 mca 1 kg/cm2= 14,232 lb/in2= 14,223 psi 1 CV= 736 w 1 HP= 745 w

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34 N/m3.15 2/ 4= 0.1416x 0. Densidade ou massa especifica ρ É a relação entre a massa de determinado volume do corpo considreado e a massa de igual volume de água considerado.01767m2 A2= PI x D2 2/4= 3.30 2/4=0. É representada usualmente pela letra grega ρ com pronuncia: ro.1416 x 0.0314m2 1-6 . Viscosidade cinemática ν A viscosidade cinemática da água a 20ºC tem a letra grega ν e se pronuncia: ni. γ=gxρ γ = 9. mas na prática se uda ρ =1000kg/m3. energia e de movimento temos: Q= A x V Sendo: Q= vazão (m3/s) A= área molhada da seção (m2) V= velocidade media da água na seção (m/s) Figura 1.br Capítulo 1.30 e por onde passa a vazão de 0. 1974 Em duas seções 1 e 2 do mesmo tubo se pode escrever: A1 x V1 = A2 x V2 Exemplo 1. Calcular a velocidade da água no ponto 1 e 2. ν = 1. A1= PI x D12/4= 3. A água doce a 20ºC tem valor ρ =9.2 kg/m3.1 Introdução Vamos recordar alguns conceitos importantes na distribuição de rede de água potável.Método de Hardy Cross para redes de água 1.1 Dado um tubo em que a seção 1 tem diâmetro de 0.998.com.Equação da continuidade Fonte: Lucarelli et al.20m3/s.81 x 1000 x 9810 N/m3 O valor correto seria γ = 9792.1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.007 x 10-6 m2/s Equação da continuidade Baseada nas leis de Newton de conservação de massa.Curso de Rede de água Capitulo 1. Peso especificio γ O peso especifico é representada pela letra grega γ que se pronuncia: gama.15m e a seção de saída 2 tem diâmetro de 0.

considerando um sinal negativo para a saída. Figura 1. Z1+ p1/γ + V12/2g= Z2 + p2/ γ + V2 2/ 2g + hL Linha Piezométrica= Z + p/ γ Linha de energia=linha de carga total= Z + p/ γ + V2/ 2g 1-7 . Consoderamos o líquido imcompressivel.20m3/s V1= Q1/ A1= 0.3 m/s V2= Q2/ A2= 0.Teorema de Bernouilli Fonte: Lucarelli et al.0314m2= 6. Qual a vazão no nó Q4? No nó a somatória das vazões que entram e que saem é igual a zero. Σ Qi=0 Q1+Q2-Q3-Q4=0 0.0269-Q4=0 Q4=0.20m3/s / 0.0246m3.0317m3/s Equação de Bernouilli A equação fundamental da hidráulica é a de Bernouilli que foi deduzida através das Leis de Newton.4m/s Exemplo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0246+0.br Q=Q1=Q2=0.01767m2= 11.0269m3/s.034m3/s e Q2=0. 1974 Num determinado trecho de tubulalçaio baseado num nível de referencia vale o seguinte: Sendo: Z= energia de posição que é a cota (m) p/ γ = energia de pressão (m) V2/ 2g= energia cinética hL= perda de energia (m) distribuida e localizada.com.2.20m3/s/ 0. Sai do nó Q3=0.Curso de Rede de água Capitulo 1.034-0.2 Seja um nó onde entra Q1=0.

Assim temos a programação linear. resistências para simular uma rede de água. Era um método bastante prático de ser usado.2 Análise de rede de água Os estudos de vazão. Vamos nos ater ao Método de Hardy-Cross. mas esquecem que foram criado dois métodos de cálculos: método da correção das vazões nos Loops ΔQ método da correção ds pressões nos Nós.0 feito pela USEPA que é gratuito e que tem manual em português traduzido pelo LNEC de Portugal em março de 2002. Atualmente existe o programa como o da Haestad Method que é muito usado chamado WaterCAD (water distribution modeling and design) que foi feito por Thomas Walski.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. O método dos nós pode ser visto em Fair. Um dos defeitos do método de Hardy Cross é a convergência vagarosa. boosters. Usei no SAAE o programa Wadiso em várias áreas setorizadas e consegui achar grandes vazamentos conferindo-se as pressões ao longo das malhas.com. 1-8 . 1966.br 1. que com algumas alterações possibilita calcular problemas complicados de redes de água com reservatórios. Em 1969 o mesmo método foi desenvolvido por Epp-Fowler. • Em 1985 Gessler e Walski desenvolveram o conhecido programa WADISO para o Corpo de Engenheiros dos Estados Unidos nos anos 1983 a 1987 usando o método de Hardy-Cross com método dos nós. Posteriormente usou-se a minimização dos custos (otimização) nos cálculos. • Em 1940 McElroy usou método analógico.3 Método de Hardy Cross Existem vários métodos para resolver problemas de análise de redes malhadas e o método mais antigo é o atribuído a Hardy Cross que ainda é utilizado. • Em 1950 surgiram os grandes computadores (mainframe) e foram feitos alguns cálculos de rede malhada neles (cidade de Dalas no Texas). O programa é muito bom com o inconveniente das unidades inglesas. 1984 e Waslki et al. et al. ΔH O método mais conhecido é o método das correções das vazões ΔQ nos loops. Existe ainda o programa EPANET 2. Nota: Hardy Cross nasceu em Virginia. programação dinâmica com o uso ou não de algoritmo genético. Stephenson. • Em 1965 Shamir-Howard desenvolveu o método de Newton-Raphson. bombas. • Em 1970 Wood fez um programa na Universidade de Utah.Curso de Rede de água Capitulo 1. • Em 1978 Jepson desenvolveu o famoso Método da Teoria Linear. 1. com fios elétricos. USA em 1885 e morreu em 1959. Não consegui o compilador adequado para o programa. Todos conhecem o método da correção das vazões que é o método dos Loops de Hardy Cross em 1936. pois assim poderia mudar as unidades para as do sistema internacional (SI). pressão e transientes hidráulicos em redes de água é denominado de análise. etc. principalmente quando há bombas ou e boosters. quando não se dispunham de computadores.1990 Por curiosidade o programa em fortran Wadiso tem 140 folhas em papel A4 e usa unidades inglesas. As redes malhadas começaram a ser calculadas a partir de 1936 com os estudos de Hardy Cross.

L r= --------------------C1. D= diâmetro (m) r= resistência hf= perda de carga (m) Para a fórmula de Darcy-Weisbach.85 .643 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r . D5 . Σ Q=0 c) Lei de Resistência A equação de Darcy-Weisbach ou a fórmula de Hazen-Willians possuem uma relação específica entre perda de carga e vazão para cada conduto. n=2 para fórmula de Darcy-Weisbach e n=1.85 para fórmula de Hazen-Willians.I. hf= perda de carga (m) (Unidades S.) 1-9 .Sistema Internacional) L= comprimento (m). L=comprimento (m) C=Coeficiente de Hazen-Willians f = coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach. L= comprimento (m).L r= --------------------g .Curso de Rede de água Capitulo 1. hf= r Q n Sendo: r= uma função de diâmetro (D) e chamada na prática de resistência. C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians.87 (unidades S. Q2 8..85 onde 10.br Podemos ter as unidades inglesas e do sistema internacional (SI). o valor da resistência r é dado pela fórmula: hf= r .π2 Sendo: r= resistência. Numa rede de condutos devem ser satisfeitas basicamente três condições: a) Lei das Malhas A soma algébrica das quedas de pressão ao longo de cada circuito deve ser nula. g= aceleração da gravidade= 9. Σ hf=0 b) Lei dos Nós A vazão que chega a um nó deve ser igual à vazão que sai.I. Q1.com. D 4.f. D= diâmetro (m). f= coeficiente de atrito (adimensional).8 m/s2.

a)2 f(x)= f(a) + f’(a) . todos os termos da série após o segundo podem ser desprezados... f’’(a) .------------------------------(2) ΔQ Σ r n |Qo|n-1 + . + .br 1.. ΔQ Senfo f(x)=0 ΔQ= . ( x. (x . ( x..com. ( x. Basicamente é aplicação da fórmula de Taylor.Curso de Rede de água Capitulo 1....4 Série de Taylor Uma fórmula importante e fantástica na matemática é a série de Taylor que tem a seguinte apresentação: f’’(a) . Q= Qo +ΔQ (1) onde Q é a vazão correta e ΔQ é a correção. para cada conduto teremos: hf= rQn= r( Q0 + ΔQ)n=r(Q0n + n Qo n-1 Δ Q + .a)2 f(x)= f(a) + f’(a) . (x ..a ) + ------------------2! f(x)= f(a) + f’(a) .a ) + ------------------2! Sendo: f(x) a função f( a) o valor da função no ponto a f ‘(a) : derivada de f(x) com o valor de a f’’(a) : derivada segunda de f(x) com o valor de a Dica: o método de Hardy Cross é simplesmente a aplicação da série de Taylor usando somente a primeira derivada..) Se ΔQ é pequeno em relação a Q0. Calcula-se uma correção na vazão em cada malha em seqüência até que se consiga um equilíbrio entre as malhas. Para um tubo qualquer no qual se admite a vazão inicial Qo...5 Método da correção das vazões nos Loops ΔQ O método de Hardy Cross admite vazões em cada conduto de modo que a equação da continuidade (Q=VxA) seja satisfeita em todos os nós. 1-10 .f(a)/ f´(a) 1. Então. A última equação é resolvida em ΔQ para cada malha da rede: Σ r Qo|Qo| n-1 = -.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Para uma malha teremos: Σhf= Σ rQ|Q| n-1 = Σ r Qo|Qo| n-1 + ΔQ Σ r n |Qo|n-1=0 onde ΔQ foi posto fora do sinal de somatória porque é o mesmo para todos os condutos da malha e o sinal de módulo foi usado para levar em conta o sentido de percurso do circuito.a ) ΔQ=(x-a) f(x)= f(a) + f’(a) .

Usar a fórmula de Hazen-Willians com C=100.Admite-se que a melhor distribuição de vazões que satisfaça a continuidade pelo exame cuidadoso da rede. Continuar para todas as malhas. calcular a perda de carga e forma a soma Σ hf=Σ r Qn Calcular também Σ r n | Q | n-1 para a malha. Os anéis possuem diâmetro de 200mm a 300mm com comprimento que variam de 1000m e 2000m. Repetir os passos 2 e 3 quantas vezes for necessário até que as correções ΔQ’s se tornem arbitrariamente pequenas. Figura 1. 1975 e Silvestre. Passar para outra malha e repetir o processo de correção do número 2. soma-se ΔQ às vazões no sentido horário e subtrai-se das vazões no sentido anti-horário.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.3 Vamos dar um exemplo conforme Cetesb.3). O quociente indicado na equação (2) fornece a correção que é então somada algebricamente a cada uma das vazões da malha para corrigi-las. Exemplo 1.3. Em três nós existem a demanda de 20 L/s a 50L/s.com. 2. 1979 conforme Figura (1. 3.Curso de Rede de água Capitulo 1. A seqüência para um procedimento de cálculo aritmético pode ser relacionada nos seguintes itens: 1.br Quando ΔQ é aplicado a cada tubo de uma malha. Para cada conduto de uma malha. o sentido do percurso é importante.Esquema da rede de água a ser calculada pelo método de Hardy Cross 1-11 . de acordo com a equação (1). isto é. 4.

5 hI (m) Col . 2 250 200 250 300 L (m) Col.8 -2.8 -5.8 -4 Coluna 6= perda de carga total já calculado no intem anterior.87 RAB= (10.7 ho/Qo Col.8 x 0.0.9 -3.3 Ho 9.9 5.7/ (1.Cálculo da perda de carga em cada tramo usando Hazen-Willians Trecho A-B B-C D-C D-A D (mm) 250 200 250 300 L (m) 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) 40 20 -30 -60 r 3631.4m Tabela 1.8 -2. Observar que no final da coluna 6 temos a somatória com sinal dos valores ho que é de +3. L r= --------------------C1.7/ (1.8 747.643 .165 Na Tabela (1.2/ (1.2. 8 -2.643 x 2000)/ (100 1.Planilha de cálculo do método de Hardy-Cross pelo método dos loops numa malha simples.2 h1/Q1 Col. D 4.1) temos 14 colunas.170 0. 14 36.7m.071 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.7m. L r= --------------------C1.165 -0.165 -0.85 .1.5 -4. Assim no trecho AB teremos perda de carga total de 4. 3 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) Col.235 0.8 Ho= RAB x Q 1.067 0.165 -0. O valor -2.3 3631. Trecho Col.87) = 3631.3.85 x 0.04 -32.com. sendo sentido horario positivo e antihorario negativo (L/s) Coluna 5= Cálculo da perda de carga em m/Km de cada trecho.0 +3.675)= -2.675.96 L/s será a correção a ser feita em cada trecho.4 3.7 3.96.4 -4.183 0..643 . 5 +4.1 Jo (m/km) 4.5 +0.br Tabela 1.04 17.2 -4. Coluna 1= trechos da rede Coluna 2= diâmetro das tubulações (mm) Coluna 3= comprimento das tubulações (m) Coluna 4=Qo= inicialização das vazões nos tramos.96 -2.1 2.675 ΔQo (L/s) Col.85 x 0. 1 A-B B-C D-C D-A D (mm) Col.96 ΔQ1= .9 -6.96 -2.Curso de Rede de água Capitulo 1.656 ΔQ1 (L/s) Col.7 +3. 6 9.85= 9. Coluna 8= Calcula-se o valor ΔQo=.25 4. 10 4.3. 7 0.96 62.85 x 0.656)= -0. D 4.190 0.8 -4.8 5383.5 4.85 onde 10.165 Q2 (L/s) Col. 13 -0.85 .0401.0 ho (m) Col.85= 3631.13 -63.4 3. Q1.87 16. Coluna 7= dividimos a perda de carga total no trecho pela vazão em L/s e somamos todos os valores dando a soma igual a 0. 4 40 20 -30 -60 Jo (m/km) Col. 9 37. 1-12 .96 QI (L/s) Col.87 -33.675)= -2.2 2.11 8.221 0.87 Para o tubo A-B teremos: 10.13 ΔQo= .194 0.85 x 0.96 -2. Para os outros tramos procede-se assim: Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r .96 JI (m/km) Col. 12 0.

656)= 0.87 L/s e assim por diante. a coluna 8.04= 36. 1. Coluna 11= perda de carga no trecho (m) Coluna 12=repete-se o que já foi feito na coluna 7. A somatória dos h1/Q serão iguais a 0.656 Coluna 13= obtem-se a correção nas vazões ΔQ1= -0.04 L/s e assim por diante.85 x 0. 1982 usa a equação da bomba H no terceiro grau.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. H = Ao + A1x Q+A2 xQ2+A3x Q3 A derivada de H em função de Q será uma perda de carga com sinal negativio ΔQ= Diferença de altura dos reservatórios na malha – (Ao + A1x Q+A2 Q2+A3x Q3)/ (0+2QA2+2x A3x Q2) Para maiores detalhes deverá ser consultado o livro do Streeter.6 Newton-Raphson Streeter. O método é assim: F´(xo)= F(xo) / (xo – x1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) F´(xo)= derivada da função no ponto xo. A raiz x=B e teremos F(x)=0. Assim para a primeira linha teremos: 40 L/s -2. Somam-se os valores das perdas de cargas com sinal e resulta +0. H = Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83 Usando o conceito de Newton-Raphson teremos que fazer: ΔQ= -Função/ derivada da função = – Qn/ n x Q (n-1) A derivada da função da bomba H será: dH/ dQ= A1+2A2 xQ8+3A3x Q82 Na correção da vazão conforme Figura (1.2.2) onde está inserida uma bomba com a equação do terceiro grau. Streeter. Coluna 10= calcula-se para as novas vazões.com. 1982 para um trecho 8 da Figura (1. 1982. 1982 mostra como achar a solução de uma equação diferencial usando o método de Newton-Raphson. Streeter. só que com novos valores.165 Coluna 14= soma-se a correção -0. as novas perdas de cargas. 1082 muito habilmente para o caso de um pseudo loop faz: hf= r x Q n Um valor ΔQ será: F(xo)= Qn F´(xo) =n x Q (n-1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) ΔQ= – Qn/ n x Q (n-1) Para o caso de uma bomba.br Coluna 9= é a soma da coluna 4 com a coluna das correções.Curso de Rede de água Capitulo 1. Vamos explicar com mais detalhes a grande vantagem de usar Newton-Raphson para o uso de bombas. isto é.2) acrescenta-se a bomba ficando assim 1-13 . Seja um função y = F(x) com x=xo um valor aproximado da raiz.96= 37.2/ (1. Primeiramente conforme Streeter.165 com 37.

4.com.4) que será. 1982.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Pseudo loop Streeter.r5 abs(Q5) n-1 – [A1+2A2 xQ8+3A3x Q82]} Sendo: 135= cota do reservatório 117= cota do reservatório no sentido horário Figura 1.br ΔQ4= . 1982 usa o chamado pseudo-anel.{135 – 117 – (Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83)+ r5 Q5 ABS(Q5) n-1}/ {n . ΔQ3= .Esquema de bombas e falsos loops.Curso de Rede de água Capitulo 1.{150-135 – r4 Q4 abs(Q4) abs(Q1) n-1} n-1 – r1 Q1 x abs (Q1) n-1 } / {nr4 abs(Q4) n-1 + nr1 1-14 . Fonte: Streeter. como por exemplo o ΔQ3 da Figura (1.

5) calcular as redes malhadas pelo método das correções das pressões.Curso de Rede de água Capitulo 1. nΣ Q = -.com. Em cada nó.------------------------------ΔH Σ (Q/H) As vazões e as perdas de cargas são consideradas positivas quando entram no nó e quando saem são negativas. No método das correções das vazões precisamos de uma inicialização com as vazões em cada trecho e no método de correção das pressões também precisamos de uma inicialização com as pressões em cada nó a não ser que tenhamos um ponto com cata prefixada como um reservatório.br 1.Esquema das redes malhadas.4 Dada a Figura (1. Figura 1. Exemplo 1. O cálculo é feito por iterações até que a diferença de pressão entre o inicio e o fim de um tubo será zero com certo erro admitido de precisão.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.5.7 Método de correção nas pressões O método da correção das pressões ΔH não é muito conhecido e o conceito é semelhante ao método das correções das vazões. As entradas são positivas e as saídas negativas. 1-15 . Dada então as pressões calculamos as vazões em cada trecho de tubulação e depois fazemos uma correção ΔH.

29 0.24 -30.Arbitra-se os valores da perda de carga em cada tubulação e obtem-se os valores das vazões e da nova perda de carga e depois se recalcula tudo novamente até chegar a uma precisão desejada. 1966 usando as unidades SI. Dado Ho e o comprimento obtemos so= Ho/comprimento (m/m) 10.007 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.11 -0. Tabela 1.29 0.11 -0.00 0.14 -10.019 0. J / 10.08 5.028 -0.87 .00 -30.92 so (por 1000) 0.94 6.023 Qo/Ho ho (m) -10.32 -0.254 120 120 100 C Ho (m) 9 -15 15 0 0 0 D CD DE DF 180 660 540 0.34 -0.027273 0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross 1-16 .006 -0.94 -10.011 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.92 30 5.254 0.006 -0.027778 Primeiro Qo (m3/s) 0.305 0.3.87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m).06 4.017 -6.305 0.85) Observar que num determinado trecho a pressão no nó 1 menos a pressão no nó 2 é : hf=(H1-H2) São feitas varias iterações.08 -39.11 0. Q= vazão em m3/s.06 -5.06 -6.254 120 100 100 15 18 -15 0.254 120 100 100 12 -18 -33 0 0 0 E BE DE EF 300 660 270 0.019 0.com.305 0. D4.16 0.066667 0.036 -0.17 0.85 .060000 0.055556 0. D4.00 10. Obtemos: Qo= (C1.027273 0.00 -30.050000 0.305 0.92 -6. os valores de C de Hazen-Willians e o diâmetro da tubulação.06 Tabela 1.94 0.643) (1/1.254 0.005 0. C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians.643 .85 J = ----------------------C1.050000 0.94 30 Correção H1 (m) -1.92 -6.92 -4.015 -30. D= diâmetro em metros.br Usaremos o método de Fair et al.92 0.061111 0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross Entrada No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.94 -10.00 0.4.08 -45. Q 1. São dados os comprimentos.94 4.85 .

74 -38.09 4.com.305 0.1 4.86 -1.83 Tabela 1.254 0.74 -40.83 300 660 270 0.21 -0.011 -0.14 0.17 6.071 -0.29 -0.0 0.007693 0.86 -1.1 5.013 0.305 0.20 D CD DE DF 120 100 100 0.9 0.29 -0.006 0.09 4.74 -38.74 -40.83 -4.Método das correções das pressões de Hardy-Cross terceiro No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.254 -4.05 -0.1 -5.03 1.93 -1.1 -45.17 4.93 -4.14 -0.013 0.br Segundo No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.305 0.035 0.254 -4.18 -0.1 -5.83 1.254 120 120 100 C Ho (m) -1.05 -0.072 -0.83 0.254 0.013163 0.86 180 660 540 0.007516 Qo (m3/s) 0.305 0.013534 0.254 5.050 Qo/Ho ho (m) -1.011 -0.17 4.17 6.05 0.011 -0.83 1-17 .305 0.13 D CD DE DF 120 100 100 0.93 -1.073931 1.073931 1.93 180 660 540 0.91 2.012941 0.91 -2.254 0.18 -0.166668 4.254 0.035 0.93 -1.17 Correção H1 (m) -3.17 1.1 -39.86 -1.1 -45.1 -39.007697 0.86 -4.007516 Qo (m3/s) 0.1 4.1 so (por 1000) 0.17 4.1 so (por 1000) 0.83 1.5.05 -0.14 0.028206 0.05 -1.97 -2.Curso de Rede de água Capitulo 1.049 Qo/Ho ho (m) -1.035 0.254 5.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.005 0.040 1.305 0.91 2.14 0.007693 0.80 -1.14 -0.21 -0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.97 2.05 -1.027 0.035 0.17 0.305 0.17 Correção H1 (m) -3.9 0.305 0.1 5.83 1.0 4.027 0.013530 0.05 -0.011 -0.14 0.04 2.05 0.03 1.007697 0.83 -4.83 300 660 270 0.83 0.013534 0.028206 0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.040 1.006 0.042 -0.9 4.005 0.17 2.254 120 120 100 C Ho (m) -2.042 -0.04 -2.17 4.166668 4.83 1.0 0.013530 0.17 0.

O método provém de Hardy Cross feito em 1936 com algumas alterações feitas por Thomas Walski que ainda hoje é usado em inúmeros softwares no mundo.05 -2.011 -0.05 -0.166668 4.1 -5.17 Correção H1 (m) -4.74 -38.03 -1.08 -2.035 0.12 -2.83 1. A perda de carga hi por Hazen-Willians é dada por: hi= ci .042 -0.6.1 5.83 300 660 270 0.007693 0.1 -39.17 2.028206 0.17 4.br Tabela 1.91 2.013534 0.Esquema de Thomas Walski Walski justifica o uso da fórmula de Hazen-Willians que apesar de não ser teoricamente correta como a de Darcy-Weisbach mas tem a facilidade da escolha dos coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians muito mais fácil de se estimar do que a rugosidade em mm dos tubos conforme Darcy-Weisbach.007516 Qo (m3/s) 0.0 4.08 -4.83 1.09 4.305 0.254 120 120 100 C Ho (m) -2.09 E BE DE EF 120 100 100 0.254 0.070 -0.048 Qo/Ho ho (m) -2.14 -2.013628 0.1 so (por 1000) 0.305 0.8 Metodo de correção nos nós usado por Thomas Walski.254 5.98 D CD DE DF 120 100 100 0.305 0.1 4.6.03 1.073931 1.305 0.14 -0.1) Sendo: 1-18 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1990 Thomas Walski usou a fórmula de Hazen-Willians no programa Wadiso escrito em Fortran.74 -40.83 -4.013530 0.Método das correções das pressões de Hardy-Cross quarto No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.0 0.17 6.9 0.18 -0. Figura 1.035 0.17 0.007697 0.254 -4.83 1.006 0.14 0.254 0.027 0.005 0.17 4.08 180 660 540 0.85 (Equação 1.013 0. Qi 1.83 0.29 -0.1 -45.05 -0.19 1.040 2.05 0.21 -0.14 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.011 -0.com.08 -2.

Para a Figura (1.8) +0.85) H3 .85) H5 = -Qd2 Note que a equação está linearizada.7) Isto permite que simplifiquemos a Equação (1.85) =0 .6) ficando: -0.46 Qio -0. Teremos matrizes simétricas.85 q (Equação 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. H3 e H5 e Qd2 para resolver.br hi= perda de carga em metros Qi = vazão em m3/s ci= características da tubulação i ci= 10. com Hi > Hk Qio= vazão estimada na tubulação i (m3/s) Podemos definir ainda: Qi = Qio + q (Equação 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. positivas.46Q50+0.46 Qio + 0.54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0.46Qd2=0 (Equação 1.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0.85) H1 + (1/c1Q1o0.85 +1/c2Q2o0.3) e(16.85)+ (Equação 1.643. Se a estimativa das vazões estimadas são próximas do valor correto das vazões então teremos: -0.6) considerando o nó 2 para servir de exemplo. 1-19 . H2.85 x Di 4.6) + 0.46Q10+0. Li / [Ci1.3) Sendo: Hi e Hk= pressões no inicio da tubulação i e no fim.85) + 0.( 1/(c1Q10 0.( 1/(c2Q20 0.4) eliminando-se o valor de q será: Qi= 0.com.85) Equação 1.54 (Hi-Hk)/ (ci Qio 0.46 Q50 +0. pois temos uma matriz de coeficientes H1.2) Sendo: Li= comprimento da tubulação i em metros Di=diâmetro da tubulação i em metros Ci= coeficiente de Hazen-Willians (adimensional) A Equação (1.( 1/(c5Q50 0.85 + 1.85) + + 0.46Q2o+0.85) H2 .54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.1) pode ser linearizada com a devida correção: Hi – Hk = ci Qio 1.54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0.5) Sendo: Hi> Hk e Qio>0. Na primeira iteração fazemos o valor de Q em todos os tramos ser igual a 1cfs (28.85)+ (Equação 1.4) A combinação das Equações (16.85 ci Qio 0.87] (Equação 1.3 L/s) onde calcularemos os valores de H e depois com o novo valor de Q obtido continuaremos os cálculos.85) + Qd2=0 Onde Qd2 é a quantidade de água que sai do nó número 2.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0. podemos ter: -0.85 +1/c5Q5o0.46 Q2o + 0. Não há necessidade de estimar os valores de H.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.60 + 1. D Brasil.Plínio Tomaz V=0.7. Universita degli Studi di Parma.br Figura 1.61 .Azevedo Neto De modo geral as velocidades aceitáveis vão até 3.Diversas fórmulas práticas adotadas em redes de distribuição Origem da fórmula Fórmula adotada Brasil.com. D Estados Unidos V=1. 1-20 .00 + 1.50 . Acima disto acontece muitos problemas devido que com aumento da velocidade. Italia 1. aumenta as perdas de carga exponencialmente e podemos ter problemas de golpes de aríete.7): Tabela 1.7.68 + 1.5 m/s. D Itália V=0.Curso de Rede de água Capitulo 1.Esquema da matriz de Thomas Walski Fonte: Paulo Mignosa.8 Regras práticas: velocidades limites e perdas de carga na tubulação Existem vários critérios para velocidades limites conforme Tabela (1.50 . D V=0.68 .80 + 1.

45 2.15 0.384846 1.3043 0.031416 1.90 0.40 0. D Diametr Area Velocidade Vazão o (m) (m2) (m/s) (m3/s) 0. A tolerância da vazão: 0. O valor da rugosidade equivalente K para redes novas deverá ser maior que K=0.60 2.7120 0. Em comunidades com vazão total inferior a 50 L/s não são necessários instalar hidrantes sendo necessário somente uma tomada de água para caminhões tanque no reservatório.90 4.0053 0.0181 0.Vazão e velocidade em função do diâmetro para prédimensionamento V=0.950334 2.196350 1.10 0.70 0.9 ABNT NBR 12218/94 A ABNT NBR 12218/1994 de Projetos de Redes de Distribuição de Água Potável para Abastecimento Público.3678 1.8.80 0.30 1.60 0.1mm e para redes existentes maior que K=0. A norma não prevê o método de calculo das tubulações. O hidrante pode ser de coluna ou subterrâneo e o diâmetro do mesmo deverá ser de 100mm para áreas de risco e 75mm para áreas de menor risco.33 0.88 0.539384 2.3mm.049088 1.35 0.10 0.9405 1.8064 1.282744 1.096212 1. Deve ser considerado nos cálculos o funcionamento dos hidrantes apenas um de cada vez.50 0.636174 2.com. públicas e industriais.4642 1.0017 0. Os hidrantes deverão ter 10L/s para áreas residenciais e 20L/s para áreas comerciais.130976 2.03 0.95 0.004418 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.017672 1.10 0.br Tabela 1.18 0.25 0.0884 0.0040 0.007854 0. mas sugere que de preferência seja usado a fórmula de Darcy-Weisbach (formula universal) considerando o envelhecimento dos tubos.91 0.00 1.785400 2.3283 1.1 L/s e a tolerância nas perdas de carga é de 0.15 1.1759 0.0346 0.70 0.08 0.125664 1.20 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.85 0.40 1.05m.0075 0.05 0.1275 0.40 0.30 0.001964 0.502656 2.55 0. Os hidrantes devem ser separados pela distância máxima de 600m contada ao longo dos eixos das ruas. 1-21 .00 0.25 0.20 0. Os hidrantes devem ser instalados em tubulações com o diâmetro mínimo de 150mm.0577 0.8 + 1.070686 1.5.4807 0.

até o presente. fazer varias tentativas viáveis tecnicamente e ver em qual delas tem o mínimo custo. Não deve ser esquecido de se verificar nos cálculos as vazões para os hidrantes.11 Reservatórios Para o dimensionamento de reservatórios de sistema de abastecimento de água apesar de existir diversas formulações. será uma rede espinha de peixe ou uma rede sem loop. isto é.com. apontaram como a rede mais econômica a rede em espinha de peixe. 1. pois até o momento não há um método simples. Quando queremos levar em conta a confiabilidade de uma rede de água o problema fica mais difícil ainda. O melhor processo é o da exaustão. isto é. mas não pode haver sucaçao direta da rede para consumo de água.c. Um deste problemas é a confiabilidade.a.5m/s. Serão aceitos pressões maiores que 50mca e menores que 10mca desde que justificadas. A melhor solução é alcançada através de inúmeras tentativas de maneira que é suposta a rede espinha de peixe. A norma não fala de ventosas. tudo isto valendo para as demandas iniciais e finais.a. As zonas de pressão deverão ter pressão estática máxima de 50mca e mínima de 10mca. mas aconselhamos que as mesmas sejam instaladas nos condutos principais. A válvula de descarga para tubos inferior a 100mm deverá ser de 50mm e para tubos superiores a 100mm a descarga deverá ser de 100mm. O interessante é que pesquisas feitas na Alemanha para redes de distribuição de água potável. Assim se a água que chega a um reservatório provem de três bombeamentos. 1. a rede tem que ser suposta que não é malhada. Será estabelecido um setor de medição da água a cada 25km de tubulação.Curso de Rede de água Capitulo 1. Alguns critérios seguem a pressão mínima. a comumente adotada pelos projetistas é a seguinte: Volume mínimo do reservatório= 1/3 do volume do dia de maior consumo Existem algumas considerações a serem feitas sobre o volume a estabelecer para o reservatório. Portanto.. e a pressão máxima de 50 m. O consumo de água de consumidores especiais deverão estar incluso nas vazões dos nós. Não há outro processo de dimensionar previamente os diâmetros das tubulações a não ser este.6m/s e a máxima de 3. 10 m.br A velocidade mínima nas canalizações é de 0. O diâmetro mínimo é de 50mm. A norma estabelece dois tipos principais de condutos:principais e secundários. devendo ser interligadas as pontas com os diâmetros mínimos para que a água circule.10 Dimensionamento prévio Para ser feito um dimensionamento prévio. De modo geral a melhor rede de água será aquela que atende o mínimo custo. Pode haver booster na rede de distruibuição. Deverá ser previsto manual de operação e manutenção.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. os engenheiros tem grande grau de liberdade para dimensionar as suas redes de água. isto é.c. há sempre a possibilidade de não haver 1-22 . que são bastante grandes em determinadas situações.

Aquedutos O primeiro livro sobre abastecimento de água de uma cidade escrito no mundo é de autoria por um engenheiro militar romano Sextus Julius Frontinus (36dc. 792m construídos sobre o terreno e 792m construído sobre arcos conforme Tabela (1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Frontinus descreve os 10 grandes aquedutos que chegavam à Roma sendo o maior o aqueduto Márcia que demorou 2 anos para ser construído sendo inaugurado em 146 aC tendo 92. Tabela 1.371m em túneis.900m3 Volume = 1/3 de 16.900m3= 5.9).200 1.350 47 dC Anio Novus 88.600 x 200 x 1.Aquedutos romanos Total Subterrâneo Apoiado no Aqueduto Ano de Aqueduto terreno em arco construção (m) (m) (m) (m) Aqua Apia 26.609 54.050 73-950 3450+914 9.12. Uma outra curiosidade é que Frontinus foi governador da Britania (atual Inglaterra) onde comandou quatro legiões romanas. Existem trechos em sifão que os romanos não faziam.361 26. Conforme o caso deve aumentar o volume para cobrir tais incertezas.600m de comprimento com diâmetro de 1. O livro descreve todo o abastecimento de Roma de 94 dC quando a população era de 1.600hab com quota per capita de 200 litros/habitantexdia e coeficiente do dia de maior consumo K1=1.140 12. Uma outra curiosidade é que os aquedutos foram construídos e idealizados por homens e possuíam nome de mulher.25/1000 = 16.265 909 6 343 aC Anio Vetus 64.200.633m3 1.com.20m e foi feito em concreto armado.9. Cheguei a ver reservatórios executados para três dias de consumo médio devido a adutora passar em região pantanosa e de difícil acesso de manutenção.736 47 dC 1-23 .5 Dimensionar o volume de um reservatório para 67.371 792 10.000 hab.406 810 1.050 20 aC Aqua Alsietena 33.403 146 aC Tepula 127 aC Julia 23. Exercício 1.200 0 0 33 aC Aqua Claudia 69.25 Consumo diário no dia de > consumo= 67.566 81.br energia elétrica por umas 3h e de romper uma tubulação que pode levar o conserto de 8h a 12h principalmente se for no período no noturno. Quase todo ele é apoiado no terreno e somente um pequeno trecho junto a chácara do Biondi no Jardim Palmira é que foi feito em túnel. O aqueduto do Cabuçu em Guarulhos foi executado entre 1905 e 1907 e tinha 16. A barragem de concreto arco gravidade da represa do Cabuçu é considerada no Brasil a primeira obra grande de concreto feita entre 1905 e 1907.708 35 aC Aqua Virgo 23. Seria o que o psicanalista Carl Gustave Jung chamaria de “anima” do homem o que é muito comum.266 21.640 792 9.258 32.566m sendo 81.500 64.781 0 537 2 aC Aqua Augusta 1.169 331 0 272 aC Aqua Márcia 92. a 104 dC) no ano 97 dC que tomou conta do abastecimento de água de Roma durante os anos de 97dC a 104 dC.345 914 14.Curso de Rede de água Capitulo 1. igual a da cidade de Guarulhos no ano 2005.

compensação para atender a demanda. Observamos que atualmente as normas não são recomendações e sim obrigatoriedade. sem considerar o volume de combate a incêndio”. ou seja de 1000 litros. Uma das funções do reservatório que é a falta d’água. isto é. Pelas normas técnicas NBR 12218/1994 “a pressão na rede pública deve ser de 10 metros de coluna de água (mca) até 50 mca”. adota-se uma superior. pressão e continuidade ou não dos serviços de abastecimento de água. a água entra pelo cavalete e vai até a caixa d’água e de lá se faz a distribuição para toda a casa. Uma regra prática bastante usada para o dimensionamento de reservatórios é prever 60% do consumo diário para o reservatório inferior e 40% para o superior. Portanto.13 Reservatórios domiciliares No mundo são poucos os países que usam o reservatório domiciliar. Pesquisa feita na SABESP em 1995. o reservatório deverá ser suficiente para no mínimo um dia de consumo. Há dois conceitos importantes no dimensionamento do reservatório: o suprimento e a demanda (consumo). mostrou que 80% das residências em São Paulo possuem caixas d’água.br 421.com. A escolha do tamanho do reservatório deverá ser estudado com todo bom senso. não havendo necessidade de reservatórios domiciliares. Como não existe caixa d’água de 800 litros. Assim uma residência com 5 habitantes. o consumo diário será de 160 litros/dia/hab x 5 hab = 800 litros/dia. sendo escolhido rotineiramente um ou dois dias. O consumo ou demanda é feito por métodos determinísticos ou probabilísticos.950 Aqua Trajana (Frontinus) Aqua Alexandriana 368. A norma permite que a pressão mínima seja um pouco menor e máxima um pouco maior. O suprimento significa as condições de vazão. água para ar condicionado e água para sistema de combate a incêndio com rede de hidrantes ou sprinklers.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Alguns projetistas adotam 2 dias de consumo ou 2. desde que haja justificativa técnica e econômica.Curso de Rede de água Capitulo 1. devido a não possuirmos as curvas de suprimento e as curvas de consumo em função do tempo. O volume de um reservatório deverá atender quatro diferentes funções. Caso o local onde o usuário resida tenha problemas de rodízios 1-24 .093 109 dC 109 dC 226 dC 1. deve ser consultado a população local. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) através da norma de “Instalação predial de água fria” NBR 5626/1998 diz que o “reservatório para uso doméstico deve ter no mínimo o necessário para 24 horas de consumo normal do edificio. Na verdade procuramos dentro das incertezas do futuro as condições de demanda em que o sistema de instalação de água fria será submetido. que estão a disposição. Os métodos determinísticos e probabilísticos são aplicados somente em casos especiais.5 dias (Macyntire).067 8. Nos Estados Unidos e Europa o abastecimento de água potável é continuo e direto. No Brasil o sistema de distribuição interna de água fria é indireto. tais como reserva contra falta de água dos serviços públicos. Uma residência de valor médio consome por habitante cerca de 160 litros/dia. mais conhecido como caixa d’água.

1-25 (4) .Curso de Rede de água Capitulo 1. ----.52 / Re x f0. adota-se dois dias ou mais para previsão de consumo. A fórmula de Colebrook-White pode ser apresentar de duas maneiras: 1/f0. Os reservatórios devem ser limpos e desinfetados com produto clorado no mínimo uma vez por ano. que só pode ser resolvida por iteração. g= aceleração da gravidade 9. 1973. Vários autores tentaram fazer uma fórmula explícita do coeficiente de atrito f. Re < 2100 Então achamos o valor de f através da equação: f = 64/ Re Entre número de Reynolds de 2100 a 4000 temos um regime de transição. foi feito cálculo especial conforme recomendação do grande engenheiro-arquiteto brasileiro Vilanova Artigas. 1.14 – 2 log 10(K/D + 9.7) + 2.14 Fórmula Universal ou de Darcy Weisbach A fórmula é a seguinte: L V2 hf= f .g Sendo: hf= perda de carga localizada (m) L= comprimento em metros.com. f= coeficiente de atrito(adimensional) Escoamento laminar O escoamento é laminar quando o número de Reynolds for menor que 2100 conforme Jeppson.5) Quando o tubo é hidraulicamente rugoso e o movimento é turbulento fazemos Re muito grande e simplificando temos que é independente do número de Reynolds.5= 2 log10 K/(D.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. D= diâmetros em metros.000 litros. como medida de economia de água.35/Re f0. teremos que instalar reservatório com 2000 litros ou duas caixas d’água de 1000 litros. Em Guarulhos o único bairro que não precisa de reservatórios nos prédios é o Parque Cecap. V= velocidade em metro/segundo.. O mesmo recomendou a instalação de caixa acoplada a bacia sanitária. “nós somos um país pobre e temos que economizar água”. Finalmente devemos lembrar que os reservatórios domiciliares são um ponto de contaminação e é porisso que os americanos não se utilizam deles. “Para que lavar a rede de esgoto sanitário”. ----D 2. Atualmente nos depósitos de materiais encontramos de reservatórios domiciliares de diferentes materiais e volumes que vão de 250 litros a 15.14 – 2 log 10(K/D) A fórmula que fornece o valor de f é de Colebrook-White. 1/f0.br ou freqüentes interrupções devido a arrebentamentos na rede.8 m/s2. Na prática usamos a fórmula de Colebrook-White para numero de Reynolds maior que 4000 como também para número de Reynolds acima de 2100. Existem bairros que não precisam de caixas d’água nos prédios. pois. dizia Artigas. Assim para dois dias sem água da rede pública.5]= 1. 3.5= 1.

0.125 Ídem sem revestimento 0.com.000001 ≤ K/D ≤ 0.10) valores de K comuns: Tabela 1.325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3.001 m e quando houver formação de possíveis depósitos a adotar K=0.10 Tubos de Concreto 0. no trabalho intitulado Explicit Equations for pipe-flows problems.125 Tubos de cobre.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1. pp 657-664 maio. A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1.002 m. A rugosidade relativa é K / D. Jain. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano.25 Tubos de PVC 0.7 .K.000 A rugosidade uniforme equivalente tem a letra K .K. Estas perdas estão nas conexões. válvulas. sendo em geral não consideradas.02 1-26 .000 ≤ R ≤ 100. etc. falta de alinhamento preciso. Swammee and A.30 Tubos de aço c/ revestimento 0.000.10. O erro de precisão da fórmula é de 1% (um por cento) A fórmula vale nos seguintes limites: 0. presença de defeitos nas juntas.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional).02 5. D + 5. registros. O importante da fórmula de Swammee e Jain é que é direta sem necessidade de iteração. D= diâmetro em metros.74/ Re0.br No caso a que achamos melhor é a fórmula de P. K= rugosidade uniforme equivalente em metros.Valores de K citados por Victor Streeter Material Valor de K (mm) Ferro fundido revestido com cimento 0. Por isso na França a Dupont recomenda para tubos de ferro fundido em redes de distribuição de água a usar K=0. Em redes de distribuição temos elevado número de perdas singulares de difícil avaliação. publicada em 1976 no Journal Hydraulics Division da ASCE. latão etc. Victor Streeter cita na Tabela (1.

et al.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.11. 2006 1-27 .Curso de Rede de água Capitulo 1.br Tabela 1.com.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Fonte: Heller.

0006 0. vinil. com ferrugem leve fund. Lencastre.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0.0001 0. equiv.007 0.0003 0.00006 0. centrifugado liso formas metálicas 0. c/esmalte. Jardim.12. por exemplo. c/cim.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Material do tubo ---------------Aço Aço Aço Aço Aço Aço Aço Rug. Simon.0001 0.00016 0. 1-28 . (m) --------------0.6) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da fórmula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o número de Reynolds.com.0001 0. Fonte: site http://paginas.0005 0. não revestido novo fund.com.002 0.htm Diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (1. K/D= 0. Tullis. Quintela.00025 0. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o número de Reynolds.0003 0.000004 muito rugoso rugoso liso muito liso alisado.00006 0.00006 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.00006 0.35 comercial galvanizado com ferrugem leve com grandes incrustações com cimento centrifugado revestido com asfalto rev.0015 0.000122 0. centrifugado Fibrocimento Manilha cerâmica Latão.00015 0.0001 0. cobre Plásticos Rocha (galeria) não revestida Nota: valores extraídos de Assy.br/servicos/hidrotec/tabrug. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D.0005 0.00012 0.br Tabela 1.terra.000007 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.024. epoxi Alumínio Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Ferro Ferro Ferro Ferro Ferro fundido asfaltado galvanizado fund.

Valores do coeficiente K da fórmula de DarcyWeisbach 1-29 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br Figura 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. Tabela 1.13.13) mostra os valores de K usado na fórmula de Darcy-Weisbach e relembramos que deverá ser consultada sempre a tabela do fabricante e ver os valores para tubos novos e para tubos daqui a 20anos.6 Diagrama de Moody A Tabela (1.com.

C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians. Q= vazão em m3/s. D= diâmetro em metros.85 .br 1.15 Fórmula empírica de Hazen-Willians É ainda muito usada nos Estados Unidos e no Brasil em redes de distribuição a fórmula de Hazen-Willians usada para tubos com diâmetros igual ou maiores que 50mm. L Sndo : hf= perda de carga no trecho em metros de coluna de água. D2.54 (6) Sendo: Q= vazão (m3/s).87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m). 1-30 .Curso de Rede de água Capitulo 1. Para tubos menores que 50mm pode-se usar várias outras fórmulas como a de Flamant.0.63 . C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians.355 . Na Tabela (1. C . J. D0.85 J = ----------------------(4) C1.54 Sendo: V= velocidade (m/s). A grande vantagem da fórmula de Hazen-Willians é que facilita a admissão do coeficiente de rugosidade C que é mais fácil de sugerir que os valores de K da fórmula de Darcy-Weisbach. J= perda de carga unitária ( m/m).14) estão alguns valores do coeficiente de rugosidade de Hazen Willians : Tabela 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.275 .com. C . C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians (adimensional) D= diâmetro (m). A velocidade na fórmula de Hazen-Willians é a seguinte: (5) V=0. J0. 10.14. Q 1.643 . será: hf= J . L= comprimento da tubulação (m). A fórmula da vazão de Hazen-Willians é a seguinte: Q= 0.63 .Coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians Material Coeficiente de rugosidade C 130 Ferro fundido novo 130 Ferro fundido revestido com cimento Aço novo Aço em uso PVC Ferro Fundido em uso 120 90 150 90 A fórmula da perda de carga no trecho do tubo de comprimento L. J= perda unitária obtida da fórmula (4). D4.

87 L3 D34. Qn Sendo: h=perda de carga r=resistência n=coeficiente da fórmula • n=2 para Darcy-Weisbach e • n=1. causam um distúrbio local e as perdas localizadas podem então existir em uma tubulação.Tubos em série Para a fórmula para tubos em série de Hazen-Willians temos: L ------D4. Para um tubo genérico vale: h=r. Tubos em série Vamos examinar os condutos em série que tem a mesma rugosidade..Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.7.com. 1. Assim deverá ser limitada a sua aplicação para no máximo 3 (três) m/s. Figura 1. para ser usado na rede de tubos a ser analisada. isto é. A fórmula de Hazen-Willians é questionável para altas velocidades e para valores de C muito abaixo de 100. ( Hazen-Willians) 1-31 .16 Tubos equivalentes Uma rede de tubulações inclui tubos em série e tubos em paralelo.+ . O conceito de tubo equivalente é útil em simplificar redes de água.87 L2 D24. Apresentamos aqui um método para achar o tubo equivalente. Tudo isto pode ser combinado ou convertido a um tubo equivalente. porém diâmetros diferentes.87 = L1 -------.Também as curvas.+ D14.br J= perda de carga (m/m).87 -------.+-----------.85 para Hazen-Willians Vamos apresentar as fórmulas básicas usados nos comprimentos equivalentes. medidores e outros aparelhos.. quando podemos substituir um tubo por um outro no diâmetro que nós queremos.Curso de Rede de água Capitulo 1.

405 300 0.= ------.+-----------.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.63 L20.com.59 ----------. com a mesma rugosidade.+ .+ ---------.br Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: L ------D5 = L1 -------..+ -----------..+------------ Achamos L= 2173.30m D2=0.25m L ------0.40m D3=0.355 = 200 -------.6 Calcular o comprimento equivalente L de três tubos em serie cujo diâmetro final seja D=0.. Figura 1..Curso de Rede de água Capitulo 1.59 D22.97m Tubos em paralelo Vamos examinar tubos em paralelo com diâmetros e comprimentos diferentes.35m usando a equação de Darcy-Weisbach L1= 200m L2= 250m L3=300m D1=0.+ 0.Esquema de redes em paralelo Para a fórmula de Hazen-Willians para tubos em paralelo temos: D2. ( Darcy Weisbach) Exercício 1. ( Hazen-Willians) 1-32 .+ D15 L2 D25 D35 L3 -------.8.255 -------.63 L10.63 L30. porém.63 L0.59 D32.59 D12.+ .305 250 0.

63 4500.59 0.302.Curso de Rede de água Capitulo 1.7 Dados: D1=0. 1-33 .252.= ------.30m usando fórmula de HazenWillians.20m D2= 0.402..+ L1 D25 ----------.63 4000. 0.17 Análise de Sensibilidade Os americanos costumam verificar a análise de sensibilidade das redes calculadas.( Darcy Weisbach) L3 1. O manual AWWA M32 recomenda para o modelo de redes de distribuição que : • Aumento da rugosidade C de Hazen-Willians: + 20% • Dimuição da rugosidade C de Hazez-Willians: .com..59 0.59 ----------.59 0.202.20% • Aumento da demanda: 15% a 25% • Diminuição da demanda: 15% a 25% Procura-se prever também a localização de demandas grandes de água em diversos locais da rede malhada.+ ---------- Achamos L=65.25m D3=0. Deverá ser verificada também a capacidade dos reservatórios bem como das bombas centrifugas.63 5000.63 L0.br Exemplo 1..+ .= L D15 -------.47m Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: D5 ------.+ ---------.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.40m L1= 500m L2= 400m L3=450m Achar o comprimento do tubo equivalente com D=0.+ L2 D35 ---------.

dado o diâmetro e a perda de carga total. indicam basicamente três problemas tipo. K hf II hf. Q. sendo o metro para o comprimento. no tubo é a única perda presente. dada a perda de carga total e a vazão. ou devida ao atrito. que é' o problema mais comum.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. isto é. D.com. de condutos de secção circular. Em outras palavras. por gravidade. L. Temperatura Considera-se que a temperatura é de 20ºC com a viscosidade cinemática correspondente.br 1.15. L. como a velocidade máxima considerada é pequena.18 Problemas usuais em adutoras Cálculo de adutoras de água potável. K D Problemas tipos A ABNT bem como outros livros. supondo o escoamento turbulento uniforme em tubos comerciais. logicamente o diâmetro não será aquele encontrado na prática. não estamos levando em consideração a perda de carga localizada. • No terceiro procuramos o diâmetro. são entendidos como aqueles nos quais a perda de carga distribuída. Sistema S. Tabela 1. Os problemas simples de escoamentos em tubos segundo Streeter. Usamos aqui as unidades do sistema internacional. L.Curso de Rede de água Capitulo 1. nós admitimos que é desprezível o termo cinético da linha de carga ou como os americanos dizem. Caso a adutora corte a linha piezométrica. admitimos que coincide a linha piezométrica com a linha de carga. K Q III hf. o m3/s para a vazão e m/s para a velocidade. Linha piezométrica Supomos também que a adutora de água potável que estamos estudando não corta a linha piezométrica.I. D. da linha de energia. obter o valor mais próximo e depois verificar com o problema tipo número um. Então. • No primeiro achamos a perda de carga total. dada a escolha da secção. transformemos a perda de carga localizada em comprimento equivalente e façamos a soma com o comprimento real.Tipo de problemas usuais em adutoras Tipo de problema Dados Obter I Q. ν. deverá ser feito outro estudo para a resolução do problema. mas valerá apenas . mas isto poderá ser feito caso. ν. não se aplicando os problemas tipos aqui apresentados. • No segundo procuramos a vazão. usando a fórmula de Darcy-Weisbach e três problemas tipos apresentados na ABNT PNB-591/77. 1-34 . ν.

46m/s Re= Vx D/ ν= 4. ν.955 x D2 x (g x D x hf/L)0.1316x0.9 Tipo de problema II Dados: Hf= 6.30 x (9.0/300)0.0314m2 Q=Ax V Portanto V= Q/A= 0.com.00125/3.007 x 10-6= 8. L.-------------------=0.9)]2 f= 1.32 x (9.021 [ln( 0.462/ (2 x9.5x D.325 ------------------------------.25mm ν=1.58m Exercicio 1. D. K Obter Q Q= -0.5 x ln[ 3/(3.00m L=300m D=0.5 x ln[ K/(3. Exercicio 1.994 A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1.74/ 88579940.46 x 0.br Velocidade Considera-se que a velocidade varia com o diâmetro de acordo com a equação V=0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. D.8+1.78 x ν) / (D x (g x D x hf/L)0.30 x 6.00125 A=PI x D2/4= 3.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter Q=? Dados hf.5] = 0.0314m2= 4.123m3/s 1-35 .0/300)0.8 Problema Tipo I Tipo de problema I Dados: Q=0.857. 0.74/ Re0. L.021 x (400/ 0. K Obter hf K/D= 0.20) x 4.7 + 5.14m3/s D=0.7x300) + (1.9)]2 hf= f x L/D x V2/2g= 0.30m ν= 1. ν. D + 5.81x 0.5] Substituindo os dados do problema teremos: Q= -0.81)= 42.955 x 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.30 x 6.14m3/s.20m L=400m K=0.25/200= 0.7xD) + (1.7 .202/4=0.007 x 10-6 m2/s Hf=? Dados Q.81 x 0.78 x 1.325 f = ------------------------------[ln( k/3.20/ 1.007x10-6) / (0.

Os casos de áreas isoladas.2 ] 0.75 + 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. O custo de Calibração de um modelo significa cerca de 10% do custo da rede malhada de água executa. Adotamos aqui o modelo denominado pelos americanos de Steady-State. isto é.007 x 10-6 x 0. b) as redes de 150mm e 200mm que abastecem áreas residenciais.30m 1.66 x [ 0. Nos Estados Unidos já foram feitos muitos modelos com precisão de 5%.Curso de Rede de água Capitulo 1.01239.1232/ 9.30m ν= 1. d) as bombas centrifugas e boosters deverão fazer parte dos modelos.003 1.4 x (L/gxhf) 5. é escolhida uma situação no caso a pior. cargas isoladas etc.81x6.0) 4. não são normalmente inclusas no modelo.2 ] 0.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter D=? D=0. acima de 0.4 x (300/9.81 x 6. L. deverão ser tratados sem a ajuda do modelo.10 Tipo de problema Dados Obter III hf. Q. e comerciais.04 D=0. f) os reservatórios elevado e apoiado. A curva das bombas e boosters são freqüentemente usadas.br Exercicio 1. A inclusão desta tubulação freqüentemente trás problemas ao modelo adotado.com. também deverão fazer parte do modelo.00m Q=0. O modelo pode simular variação de vazões. são freqüentemente colocadas na esqueletização.40m deverão fazer parte do modelo adotado. 1-36 . Calibração do modelo Quando se faz um modelo é necessário verificar se o mesmo está de acordo com a realidade.04 = 0.25 x (L x Q2/ g x hf) 4. a) tubulação de grande diâmetro. e) as bombas podem as vezes entrar no modelo como um reservatório equivalente a altura manométrica.123m3/s L=300m D=0. K D Dados: Hf= 6.0) 5..25 x (300 x 0.19 Regras básicas de esqueletização Vamos apresentar algumas regras básicas para esqueletização.66 x [ K 1. A precisão de um modelo é de 5% a 10%.75 + νi x Q9. c) tubulações menores que 150mm que tem pouca vazão comparada com outros tubos. ν. como por exemplo.

pois precisa de pouquíssimas iterações.br 1. devido ao tempo de computador. Tabela 1. mas o método da teoria linear é o melhor de todos.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. escolha do K etc. onde o problema da quantidade de iterações é importante. Problema Modelagem Resolução Modelo matemático Solução Figura 1.Esquema de uma modelagem matemática Poderá haver vários erros: Erro na escolha do modelo matemático: .9. diâmetros. Na Tabela (1. A solução numérica de uma rede de água (análise) poderão ser facilmente comparadas para grandes redes.Curso de Rede de água Capitulo 1. erros nos comprimentos. O método de Newton-Cross que é uma mistura do dois precisa de menos iterações. Erro de arredondamento cometido durante os cálculos -aritmética de ponto flutuante como por exemplo passar da base decimal para base binaria.20 Modelo matemático A solução de um problema está associado a escolha do modelo matemático que irá ser escolhido. escolha do C. Este é o método que usaremos neste livro.Métodos de cálculos e numero de iterações Método de calculo Hardy Cross Newton Raphson Newton-Cross Teoria Linear Ano Numero de Iterações 1936 1954 1969 1972 635 24 151 4 1-37 . verificando no fim a solução.com. O método de Newton-Raphson precisa de bem menos iterações.16.como exemplo.16) temos quatro métodos conhecidos sendo o mais antigo o método de Hardy Cross com loops e que é necessário muitas iterações.vazões concentradas nos nós e não distribuída como é realmente. Erro de truncamento -como exemplo o truncamento da serie binomial no método de Hardy Cross. -Erros nos dados .

No pseudo loop PS.000 nós.br 1. bombas ou e boosters.com.f foi feito em Fortran 77 GNU. É necessário entrar com as vazões nos tramos. O programa é previsto para até 2. Quando no looping ou na verificação das cotas colocar o sinal ao contrario do que daria se fosse uma bomba. As unidades podem ser as inglesas (EN). válvulas redutoras de pressão e perdas de carga localizada. O programa pede também o caminho dos nós e tramos. Plínio Tomaz em 28/03/91. sai as vazões nos tramos com sinal e as cotas piezométricas nos nós. a viscosidade cinemática que usualmente é 0. É a primeira tentativa. usei o seguinte artificio e deu certo. pelo método de Hardy Cross. como uma bomba com curva característica da forma de uma reta. pois. No resultado. o comprimento e o diâmetro da tubulação. A saída dos dados é na tela ou em arquivo que você determinar fazendo: cross. Colocamos o sinal positivo. Como não está previsto a válvula redutora de pressão (VPR). O programa pede também o número do nó e a cota do terreno.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. o que é básico no método de Hardy Cross. caso a bomba precisasse do sinal negativo. Os dados de entrada do programa deverão estar no arquivo texto não documento. Para as bombas (PU) o programa pede o número do nó da bomba ou boosters. editora McGraw-Hill.000 tramos e 5. de modo a atingir todos os nós. Considere a queda de pressão na válvula redutora de pressão. Trata-se do cálculo de redes malhadas ou não. o programa o faz automaticamente.exe > meuarquivo.00001007 m/s2 e a rugosidade da tubulação. Podem ser usadas as fórmulas de Hazen-Willians (HW) e Darcy-Weisbach (DW). o número de tramos. colocar zero e começar de novo. O programa prevê loops verdadeiros e loops falsos. então teríamos que colocar o sinal positivo. a precisão nas vazões. p. denominado cross. O programa pede também o número de tramos no looping e os referidos tramos nos looping com sinais.21 Programa de computador O programa Cross. É previsto reservatórios. por exemplo.dat. Para válvula de retenção. É pedido também a fórmula da resistência a ser usada Hazen-Willians (HW) ou Darcy Weisbach (DW). como as unidades do Sistema Internacional SI) como o metro cúbico por segundo e metro. combinado com a série de Taylor. Streeter e Benjamin Wylie. 1-38 . a vazão. variação da vazão para curva da bomba e os quatro pontos da curva da bomba a começar pelo primeiro quando Q=0 espaçados conforme a variação de vazão mencionada. o programa pede o número do tramo ou nó e a diferença de altura de reservatórios de acordo com o sinal. desde que os pontos sejam espaçados e começando da vazão zero e o numero de pontos deverá ser de 4 (quatro).txt O programa pede a unidade que pode ser EN ou SI. Quando terminar. vazão que passa. como pés cubico/segundo e pés. Pede também o número do tramo. deve-se eliminar o tramo e refazer o programa.Curso de Rede de água Capitulo 1. O programa básico está no livro de mecânica dos fluidos do Victor L.454. Não é necessário calcular previamente a curva da bomba. O programa foi adaptado pelo Eng. Deverá ter sinal quando contrario ao ponteiro dos relógios e positivo no sentido horário.

em bombeamento. Ocorrem em curvas. como mangueira.Curso de Rede de água Capitulo 1. -------2.22 Perdas localizadas As perdas de cargas localizadas são também chamadas de perdas singulares e são importantes. D Le = ---------f Sendo: Le= comprimento equivalente em metros. g= aceleração da gravidade 9. 1-39 . as vezes o desprezo das perdas de cargas tem levado a inúmeros erros de dimensionamento de conjuntos motor-bombas centrífugas. V2 hL= Ks .br O programa também não tem válvulas parcialmente abertas. V= velocidade média em m/s. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) Comumente a perda de carga localizada é transformada em comprimento equivalente de tubo. Igualando-se as perdas de cargas fornecidas pela perda localizada e pela fórmula de Darcy-Weisbach. Vamos citar alguns valores de Ks citados por Walski (1992) e Streeter (1986) conforme Tabela (1..I. e considerando o comprimento equivalente Le temos: Ks . cotovelos. válvulas etc.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. g Sendo: hL= perda localizada em metros.com. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional). Idelchik. o qual se encontra tabelado no livro citado. 1. Alguns aconselham desprezar uma perda localizada quando a distância da tubulação for de aproximadamente 1000 diâmetros.81 m/s2. D= diâmetro da tubulação em metros.. mas pode ser feito. As perdas localizadas são expressas em função de v2/2g através do coeficiente de perda de carga Ks . A perda de carga localizada pode ser transformada em comprimento equivalente.17). Os americanos traduziram para o inglês e saiu o livro Handbook of Hydraulic Resistance de autoria de I. 1994. grelhas etc. É muito difícil especificar claramente quando deve ser desprezada ou não. Os russos fizeram uma grande quantidade de pesquisas em perdas singulares as mais incríveis de se imaginar. colocando-se comprimento equivalente. Alguns autores desprezam as perdas localizadas quando as mesmas tem menos de 5% do total de perdas. f= coeficiente de atrito(adimensional). Por exemplo.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.8 27. qualquer perda localizada pode ser transformada em comprimento equivalente e ser.8 2.0 10.Coeficientes Ks de perda localizada Tipo de perda localizada Coeficiente de perda localizada Ks Válvula de gaveta aberta Idem ¾ aberta Idem ½ aberta Idem ¼ aberta Válvula globo aberta Válvula borboleta aberta Entrada bem arredondada Entrada em projeção Entrada suave Saída reservatório Cotovelo comum Cotovelo de raio médio Cotovelo de raio longo Te comum Curva de raio curto 0. 1-40 .2 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.50 1.10 4.br Tabela 1. portanto ser considerado no cálculo do método de Hardy Cross.39 1.0 0.9 0.60 1.19 Em conclusão.2 0.78 0.0 1.17.75 0.

Figura 1. 1966 1-41 . O método é o seguinte: 1. 1966 apresentou o método das secções que tive oportunidade de usar em Guarulhos quando queria conferir o equilíbrio de vazões de uma rede de distribuição bastante complicada conforme Figura (1. 2.br 1.23 Método das secções O método das seções é destinado a conferir uma rede malhada e não é destinado ao dimensionamento da rede.com. Estime a quantidade de água a ser usada além da linha e confira com o número de tubulares e capacidade de cada tubo para ver se eles são suficientes para atender aquela área escolhida.Curso de Rede de água Capitulo 1. Corte a rede numa séries de linhas aproximadamente paralelas e espaçadas por igual. Fair et al.10.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. O método é extremamente simples e funciona mesmo.10).Aplicação do método das secções Fonte: Fair et al.

50)/ (86400x 1080) =0. Trata-se de uma rede malhada que é seccionada formando redes espinhas de peixe.20 x 1.25 com comprimento total L=1080m. Para bombas na rede ou perto de reservatórios o método também não dá para ser aplicado. qn=0.br 1. A vazão específica de distribuição qm será: qm= (1300 hab x 200 L/hab/dia x 1. K2=1.11 Dado a população de 1300hab.8). quota per capita de 200 L/diaxhab e coeficiente K1=1.11). calculam-se as pressões e vazões e verificam-se os resultados nos locais onde foram feitos os seccionamentos conforme Figura (1.005 L/s x m. Assim vamos ajustando as vazões até a solução final.24 Método do seccionamento ficticio A desvantagem do método das seções fictícias é que só é aplicado para pequenas redes onde se consegue achar uma vazão distribuída por metro linear como por exemplo.com.Croquis de redes usando método do seccionamento fictício Exemplo 1. No ponto (1) chega a água de dois lugares diferentes causando uma pressaoP1 e outra P2 de maneira que quando (P1-P2)/P1<0.10 o problema é aceitável. o método não funciona e daí a sua pouca utilização na prática. 1-42 . O método está muito bem explicado no livro Técnica de abastecimento e tratamento de água elaborado em 1967 pela Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. Quando há vazões concentradas nos nós como é usual.20.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1. pois pode ser usado facilmente usando planilha Excel da Microsoft. Figura 1.0050 L/s x m Deve ser calculada as pressoes vinda de dois lugares nas quatro cortes fictícios da rede malhada e verificar se a diferença não passa de 10%.11. É um método bastante simples. Calcular a rede da Figura (1.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.12).625)= 960 Exemplo 1.13 Qual o comprimento máximo que uma rede de PVC com vazão Qmax=3 L/s pode atingir conforme Figura (1.625 L/sx ha d= (3 x 2 x 100000/ (100 x 0.12 Dado anéis de 200mm e redes de PVC com vazão máxima de 3L/s.12.25 Distância entre condutos principais Em redes espinhas de peixe ou grelha interessa as vezes calcular a distância L entre as redes conforme Figura (1.com.Distância d máxima d x L x Qd / 10000= Qmax d= Qmax x 10000 /( Qdx L) 1-43 .625 L/s x ha [(L x d)/2] x Qd/ 10000 = Qmax d= Qmax x 2 x 10000/ (L x Qd) Figura 1.13).Distância d máxima Sendo: L=100.Curso de Rede de água Capitulo 1. Figura 1. Exemplo 1.13.br 1.2 x 1. Qmax=3 L/s Qd=0.5 / 86400= 0. Qd= 150 hab x ha x 200 Lxha/dia x1.

000625 = 1.625 L/sx ha d= Qmax x 10000 /( Qd x L d= 3 x 10000 /( 0.000625m3/s x ha Qmax= 3 L/s= 0.003m3/s d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax 2 d x 0.Distância d máxima d x d x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax L=100m Qd= 0.000625 .000625 = ( d/100 -1) x 4 x 0. Queremos saber a máxima distância d que podemos fazer conforme Figura (1.003 x 10000 d 2 x 0.2d -120 d 2 x 0.2d +120=0 Temos uma equação do segundo grau por tentativas achamos d=1814m 1-44 .br Sendo L=100m Qd=0.Curso de Rede de água Capitulo 1.14 Dada uma rede malhada com rede secundaria espaçada de 100m.14.625 L/sx ha= 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.625 x 100)= 480m Exemplo 1.com. Figura 1.1.000625 = ( d/100 -1) x 120 d 2 x 0.000625 = 1.2d -120 d 2 x 0.14).

060 x (e/D) 3 Sendo: P2= pressão externa (kgf/cm2) P1= pressão interna (kgf/cm2) D=diâmetro (mm) e= espessura do aço (mm) Conforme Azevedo Neto os tubos de aço devem ter uma espessura mínima para evitar o colapso do mesmo conforme Tabela (1. Existem tantas imprecisões na escolha das previsões populações e da demanda que as vezes a precisão da formula de Darcy-Weisbach não ajuda em nada. foi calcular a rede como espinha de peixe e depois unir os diâmetros dos anéis de 200mm formando redes malhadas.00m. Espinha de peixe A maneira mais prática de calcular que eu usei muito no SAAE de Guarulhos.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Uma das causas é a experiência e o uso do coeficiente C. principalmente em redes.3m – 2.529. Devido a esta facilidade do conhecimento do coeficiente C de Hazen-Willians é que ainda é muita usada no Brasil e no mundo.br 1. Cheguei a checar em varias redes de água em Guarulhos qual é o coeficiente de Hazen-Willians para tubulação de ferro fundido.00m (pressão subatmosferica admissivel) Um tubo não pode ter pressão interna menor que -8.3m= 8.12).com. isto é. P2-P1= 3. Hazen-Willians. 1.27 Colapso Uma tubulação pode ter sobrepressao e subpressao. os especialistas preferem usar a mais simples.3m e a pressão atmosférica é igual a 10. A subpressão quando atinge valores abaixo de -8m causa o colapso da tubulação. 1.3m 10.28 Colapso de tubo de aço Para tubos de ao a fórmula de Stwart conforme a antiga ABNT 591/77. É mais fácil acertar as previsões para o coeficiente C de Hazen-Willians do que para o valor de K para a fórmula de Darcy-Weisbach. a não ser em adutoras de grandes diâmetros e grandes velocidades.Curso de Rede de água Capitulo 1.26 Qual fórmula usar: Hazen-Willians ou Darcy-Weisbach? Em redes malhadas ou espinha de peixe é indiferente usar uma fórmula ou outra e portanto. De onde surgiu o -8m ? Para a pressão de vapor de água a 20ºC é igual a 2. Para isto fiz os cálculos de pressões e vazões em todas as redes e simulei em programa de computador uma vazão determinada em varias hidrantes. 1-45 . Depois na prática medi a vazão e a pressão de cada hidrante e aplicando teoria de Thomas Walski achei o coeficiente de Hazen-Willians.

18.31 Tensão longitudinal do aço A tensão longitudinal no tubo de aço causada por uma diferença de temperatura Δt será: T= E x C xΔ t Sendo: T= tensão longitudinal do aço (kgf/cm2) E= módulo de elasticidade do aço= 2 a 2.072m 1.5mm).10 kgf/cm2 1.16 Um tubo de aço exposto ao sol tem L=300m e sobre uma variação de temperatura de Δt= 20ºC.529. Diâmetro do tubo Espessura da parede do tubo de aço (mm) (polegadas) 700 a 900 ¼ 1000 a 1100 5/16 1200 a 1400 3/8 1500 a 1600 7/16 1700 a 1800 1/2 Exemplo 1.Espessura mínima do tubo de aço conforme o diametro para evitar o colapso.Curso de Rede de água Capitulo 1.5/1400) 3 = 1. Achar a pressão de colapso.15 Dado um tubo de aço com diâmetro D=1400mm e espessura do açode 3/8” (9.30 Dilatação térmica do tubo de aço A dilatação térmica longitudinal do aço é dada pela equação: ΔL= L x C xΔ t Sendo: ΔL= variação do comprimento do tubo (m) L= comprimento do tubo (m) C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) Exemplo 1.br Tabela 1.com.2 x 106 kgf/cm2 C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) 1-46 . ΔL= L x C xΔ t ΔL= 300 x 12x10-6 x20= 0. Calcular a variação de comprimento.29 Espessura mínima dos tubos de aço e= (px D) / (2 x T) Sendo: e= espessura da parede (cm) D=diametro (cm) T= 1000 kgf/cm2 para o aço soldado e T=1400 kgf/cm2 aço costurado 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. P2-P1= 3.060 x (9.

Os estudos estao em catálogo antigo da Tigre.30 o que nos fornece para o valor de M=3.33 O valor do módulo da elasticidade para tubos de PVC a 20 graus centígrados variavel de 25000 a 30000 kgf/cm2. quando N=3 temos três dobras e quanto N=4 temos quatro dobras no achatamento O valor de P em kgf/cm2 é a pressao limite Para a relacao de Poisson 1/M adotadomos 1/M =0.1D ou 0.3 P=E x(((PI4)/(N4*(N2-1)))*(D/(2*L)) 4+(N2-1)*(M2/(12*(M2-1)))*(2.2x106x20x12x10-6=528 kgf/cm2 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.3 a 0. No caso aqui estamos usando em tubos de PVC marca Tigre de esgotos sanitários com diâmetro variando de 75mm a 400mm que a gama de diâmetros existentes atualmente.33 sendo: 1/M e' a relação de Poisson que é igual a 0. E' importante observar que nos catálogos modernos esta fórmula por incrível que parece não foi localizada.Curso de Rede de água Capitulo 1. A fórmula vale para qualquer tubo de PVC podendo ser para esgoto ou para agua. A fórmula que está aplicada aqui e para quando a espessura do tubo é menor que 0.32 Colapso de tubo de PVC de esgoto Objetivo:determinar a pressão externa uniforme máxima que um tubo de PVC suporta.com.15D N é tambem chamado de constante de achatamento.br Exemplo 1.17 Calcular a tensao longitudinal para um tubo de aço com variação de temperatura de 20ºC T= E x C xΔ t T= 2. M=3.Quando N=2 temos duas dobras.0*E/D) 2) x(2xE/D) P=Pressão de colapso em tubos de PVC de esgoto (kg/cm2) 1-47 .

notando duas coisas fundamentais: Vazão zero (shut-off) Espaçamento da vazão Tabela 1.33 Programa Fortran No site http://www. Entrando no prompt do DOS faz-se: unsip de g77exe. Trata-se de programa em MSDOS feito por editor de texto especial que não coloca os caracteres especiais escondidos do word comum.f.geocities.com/Athens/olympus/5564 achamos os arquivos: g77exe.09 H(m) 30 29 26 20 1-48 .doc. A bomba é fornecida pela Tabela (1.br 1. 1982.6).Vazões e pressões tirados da curva da bomba Q(m3/s) 0 0.zip unzip g77doc.com.zip g77lib. Fizemos o programa em fortran de forma não formatada para facilitar a entrada para aqueles não acostumados com o Fortran.exe Nota importante: todos os três arquivos acima deverão ser instalados na raiz. Existe um arquivo em acrobat reader que é um guia tem 122páginas e contém as explicações das funções do Fortran Fazendo cross>exercicio1.19).txt que pode ser aberto e impresso usado o Wordpad. O arquivo cross. Exemplo 1.zip Deverá ser arranjado o arquivo unzip.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. no C: do microcomputador.zip O programa g77 é um compilador gratuito do Fortran. que este contém muitas informações escondidas que não podem aparecer no programa de entrada do Fortran. Temos a entrada de dados.03 0.txt teremos a saída em arquivo exercício.18 Base: livro do Victor Streter. ou seja. página 452 Vamos resolver o problema da Figura (1. a saida de dados na tela do monitor e o programa em fortran cross.zip g77doc. Depois entrando no Windows em “program” ache “acessórios” e depois o “prompt do comando DOS”.zip unzip g77lib.Curso de Rede de água Capitulo 1.dat que é a entrada de dados em Fortran não é um documento ponto.19.06 0.

120 600 0.0 '&&' 0 0 1-49 .com.Curso de Rede de água Capitulo 1.0 0 0 0 0 'PU' 8 0.00 '&&' 0 0 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 100. como é usual em alguns programas em Fortran. 'SI' 30 0.15 100 0.0 0.03 30.6 100 0 0 'HW' 4 0.0 'HW' 2 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.3 100 0 0 'HW' 5 0.06 0.3 100 0.0 'PT' 2 150.0 5 'HW' 1 0.0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 '&&' 00000000000 'PT' 5 117.0 0 'HW' 3 0.dat da Figura (1. Notar que a entrada de dados não é formatda.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18.15.0 'PT' 3 135.030 300 0.00 'PT' 5 117.001 0.12).030 300 0.0 29.030 400 0.0 26.000001007 100.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Entrada de dados em arquivo cross.0 20.br Figura 1.0 'PT' 4 100.000 500 0.3 100 0 0 'PS' 6 0 15.

030 300.00 são valores da altura manométrica 'PU' 8 0.0 20. Abaixo daremos algumas explicações que não deverão constar da entrada de dados já feita acima. como é usual em alguns programas em Fortran.0 0.00m é a pressão em shut-off.C da bomba.001 é a tolerância na vazão em m3/s Nota: 0.30 100.120 600. quando a vazão é igual a zero.0 0. Usamos no programa Fortran ponto ao invés de virgula.6 100.000 500.0 0 0 'HW' 5 0.000001 100.000001 é a viscosidade cinemática Nota: 100 é o valor da rugosidade de Hazen-Willians Nota: 5 é o número de cotas no terreno 'SI' 30 0. Nota: 0.03 30.0 Nota: para termino usar ´&&´ e não esquecer que temos 7 valores 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 Nota: PT é um carácter com duas letras e no caso coloquei as iniciais do meu nome.06 e 0.030 400.30 100.03 são as vazões em m3/s da curva da bomba Nota: 30.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18.001 0.30m é o diâmetro da tubulação em metros Nota: 100 é o valor da rugosidade no tramo Nota: 0 reservado Nota: 0 reservado 'HW' 1 0.0 0 0 Nota: PS que dizer Pseudo-Loop Nota: 6 é o numero do pseudo.0 0 0 'HW' 2 0. Nota: SI é sistema internacionaç Nota: HW é que iremos usar a formula de Hazen-Willians Nota: 30 é o número de iterações máximas que consideramos Nota: 0. ou seja.00 é a distância em metros Nota: 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0 26.0 0.0 0 0 'HW' 3 0.0 é o desnível no loop 150-135=15m Nota> os quatro valores de 0 estao vagos 'PS' 6 0 15. bombas em português Nota: 8 é o numero da posição da bomba na rede Nota: São os pontos que precisamos para calcular os valores A.Curso de Rede de água Capitulo 1.0 0.loop Nota: 0 vago Nota: 15.0 26. 20.B.06 0. Notar que a entrada de dados não é formatada. Nota: o número 3 significa o número de tramos que são três Nota: os tramos estão com sinal: 2 1 -3 1-50 .0 5 Nota: 1 é o número do tramo Nota: 0.15 100.com.dat da Figura (1.30 100.0 0.0 0 0 'HW' 4 0.120 é a vazão em m3/s Nota: 600.br Entrada de dados em arquivo cross.0 29.0 0 0 0 0 Nota: PU quer dizer pump.12). Nota: 29. isto é.030 300.

0 Nota: final com 2 zeros '&&' 0 0 1-51 . depois nó 2 e assim por diante até atingir toda a rede. Nota: terminar com zeros até completar 11 números 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 Nota: temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 1 número do nó e a cota admitida 100.Curso de Rede de água Capitulo 1.00 Nota: é o término e temos dois zeros espaçados aleatoriamente '&&' 0 0 Nota: 5 é o inicio da sequencia. Depois teremos 8 que é a bomba.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.0 'PT' 3 135.00m 'PT' 1 100.0 'PT' 4 100.00 é o valor da cota 'PT' 5 117.0 'PT' 5 117.0 'PT' 2 150. 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 Nota: é o final e notar que temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 5 é o número da cota Nota: 117.br Nota: terminado o numero 3 signfica que temos mais três tramos 4 -5 3 Nota: o numero 3 indica novamente que temos três tramos 6 -4 -1 Nota: o numero 3 indica mais três tramos que são 5 7 8 Nota: importante que em cada linha temos que ter 11 números e se não tiver números preencher com zeros espaçados. Depois teremos tramo 2. depois 4 que é o nó.

556 -6172. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 137. DA VAZAO= 0.840 IND= 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 0 ITERACAO N0.030 300. DA VAZAO= 0.0 29.027 0.143 2. UNIDADES S.1385 ITERACAO N0. O arquivo cross.080 1.00000 5 0.91 -12.034 -1.044 150.02 0.000 500.000 4 100.00000 6 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 15.dat deverá ser feito com com o WORDPAD que tem no Windows. COTA TERR.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.030 400.exe A saída padrão é na tela. 5 ESPEC.811 100.300 100. DA VAZAO= 0.00 8 CURVA BOMBA.Curso de Rede de água Capitulo 1.000 5 117.txt SI 30 0. DA VAZAO= 0. 1 SOMA DAS CORR.br Saida de dados na arquivo saida1.0 20.36 -41.00000 4 0.03 12.000 -11.03 4 0.78 6. DA VAZAO= 0.150 100.txt O arquivo cross.33 2.811 2 150.31 IX= 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 100. 3 SOMA DAS CORR.030 300.00700004E-006 100.0034 ITERACAO N0. mas para sair em arquivo fazemos assim: Cross>saida1.000 NO' COTA PIEZ.26 20.600 100.13 2.1040 ITERACAO N0.0 0.111 -555. 2 SOMA DAS CORR.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.300 100.0 0.000 2 150.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.I.00000 2 0.79 9.00 7 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 18.0 0.120 600.dat de entrada dos dados entra automaticamente no programa cross.0 COEF.000 0.09 0.000 3 135.19 3 0.00000 3 0.000 37.044 1-52 .0 0.030 H= 30. Não pode ser feito usando o WORD.95 5 0..001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.094 1.44 2 -0.DA BOMBA IGUAL= 30.com.300 100.0372 ITERACAO N0.DQ= 0.0 0.00100000005 1.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0. 5 SOMA DAS CORR. 4 SOMA DAS CORR.0 26.

STREETER E C E.DESDE QUE OS PONTOS C SEJA ESPACADOS E COMECANDO DA VAZAO ZERO E O NUMERO DE C PONTOS DEVERA' SER DE 4(QUATRO).exe C ENTRADA OS DADOS ESTAO NO ARQUIVO TEXTO EM CODIGO ASCII CROSS. C NECESSARIO LOOP VERDADEIRO E AS VEZES O LOOP FALSO C NAO E' NECESSARIO CALCULAR PREVIAMENTE A CURVA DA BOMBA C POIS. O PROGRAMA O FAZ AUTOMATICAMENTE.F C OBJETIVO CALCULO DE REDES MALHADAS OU NAO. METRO C ES: NORMAS INGLESAS PES CUBICO/SEGUNDO.com.797 0.000 Programa cross.DAT C SAIDA NA TELA C ENTRADA 1-53 . SETIMA EDICAO DA MCGRAW-HILL C PAGINA 454.br 3 135.CALCULA C COM RESERVATORIOS.COMBINADO COM O METODO DE NEWTONRAPHSON.000 117. PES C ENG PLINIO TOMAZ 28/03/91 C COMPILADOR G77 gratuito C g77 cross.044 37.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.BOMBAS OU E BOOSTERS.000 5 117.f -o cross.000 4 137.Curso de Rede de água Capitulo 1. BENJAMIN WYLIE . C NOTA: mudei nesta versao para entrada nao formatada C assim ficara mais facil C VERSAO:2 25/7/93 C RESULTADO VAZOES NOS TRAMOS E COM SINAL.044 135. C NOTA 2 TRAMOS: 2000 C NOS: 5000 C NUMERO DE TRAMOS EM UM LOOP:100 C NOTA 3 FORMULAS USADAS: HAZEN WILLIANS(HW) E DARCY WEISBACH(DW) C UNIDADES SI:SISTEMA INTERNACIONAL METRO CUBICO/SEGUNDO.000 0.COTA PIEZOMETRICA DOS NOS C NOTA 1 NECESSARIO ENTRAR COM AS VAZOES NOS TRAMOS. PELO METODO DE HARDY C CROSS.VALVULA REDUTORA C DE PRESSAO E PERDA DE CARGA LOCALIZADA C BIBLIOGRAFIA LIVRO DE MECANICA DOS FLUIDOS DO VICTOR L.f em fortran C********************************************************************* C PROGRAMA CROSS.797 100.NO LIVRO HA VARIOS EXEMPLOS.

ELIMINANDO O TRAMO. QUANDO TERMINAR.br C UNIDADE.DIAMETRO C PS. CASO C A BOMBA PRECISASSE DO SINAL NEGATIVO.NUMERO DO TRAMO. FIZ UM TESTE DO EXERCICIO DA PAGINA 462 ALTERANDO C O TRAMO 9 E SUBDIVIDINDO EM DOIS TRAMOS UM SENDO 9 E OUTRO 23 E C COLOCANDO A "BOMBA" DE NUMERO 22 E OS PONTOS 20 E 21 A MONTANTE C E A JUZANTE RESPECTIVAMENTE. C NOTA 5 O PROGRAMA NAO PREVE VALVULA DE RETENCAO. C QUANDO NO LOOPING OU NA VERIFICACAO DAS COTAS COLOCAR O SINAL C AO CONTRARIO DO QUE DARIA SE FOSSE UMA BOMBA. OS QUATROS PONTOS DA CURVA DA BOMBA A COMECAO C PELO PRIMEIRO QUANDO Q=0 ESPACADOS CONFORME A VARIACAO DE VAZAO JA' C VISTA ACIMA. 1-54 . COLOCAR ZERO E COMECAR C OUTRA SEQUENCIA DE NOS E TRAMOS E ASSIM POR DIANTE.Curso de Rede de água Capitulo 1.VAZAO QUE PASSA. NUMERO DO NO DA BOMBA OU BOOSTERS.com. NUMERO DO TRAMO OU NO'.RUGOSIDADE C FORMULA.VISCOSIDADE CINEMATICA. ENTAO TERIAMOS QUE COLOCAR C O SINAL POSITIVO.DEVERA' TER SINAL QUANDO CONTRARIO AO PONTEIRO DOS RELOGIOS C E POSITIVO NO SENTIDO HORARIO.COMPRIMENTO.COLOCAMOS O SINAL POSITIVO. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NOTA 4 COMO NAO ESTA' PREVISTO VPR OU SEJA VALVULA REDUTORA DE PRESSAO C USEI O SEGUINTE ARTIFICIO E DEU CERTO !: CONSIDERE A QUEDA DE C PRESSAO DA VALVULA COMO UMA BOMBA COM CURVA CARACTERISTICA DA C FORMA DE UMA RETA.COTA DO RESERVATORIO C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C CAMINHO DE NO'S E TRAMOS.VARIACAO DA VAZAO C PARA A CURVA DA BOMBA. MAS PODE SER FEITO C REFAZENDO O PROGRAMA NOVAMENTE. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DE TRAMOS NO LOOPING E OS REFERIDOS TRAMOS NOS LOOPING COM SINAIS C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DO NO'. DIFERENCA DE ALTURA DE RESERVATORIOS C PU. NOS E TRAMOS DE MODO A ATINGIR TODOS OS C OS NO'S.PRECISAO. NUMERO DE TRAMOS.VAZAO. POR EXEMPLO.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

ITYPE(N_TRAMOS).ID.KP.N_TRAMOS_LOOP=100.UNITS REAL*4 BB INTEGER*4 IX.DQ.ELEMENTOS=10000) PARAMETER(FLAGUE=-1000.ITYPE.ID/'EN'.'PS'. N_TRAMOS) H(J)=FLAGUE IF (J .ELEM(ELEMENTOS) $ .NT INTEGER*4 N_TRAMOS.I.HH.br C NOTA 6 O PROGRAMA NAO TEM VALVULAS PARCIALMENTE ABERTAS.I1.REY.IND(ELEMENTOS). C NOTA 7 QUALQUER PERDA LOCALIZADA.H.MAS PODE SER C FEITO.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.PODE SER TRANSFORMADA EM COMPRIMENTO C EQUIVALENTE.SS.G.R.X3.0001) DIMENSION ITY(4).'SI'/ 10 DO 12 J=1.ID(2).KK CHARACTER*2 IE.QUE E' PARABOLA PASSANDO PELA ORIGEM.DH.com.Q(N_TRAMOS).MULTIPLICADOR.EX.K.LE.H(ELEMENTOS).Curso de Rede de água Capitulo 1.USAR O PROGRAMA MINORLOS. C********************************************************************* * C HARDY CROSS LOOP BALANCING INCLUDING MULTIPLI RESERVOIRS & PUMPS(PU) C HAZEN-WILLIANS(HW) OR DARCY-WEISBACH(DW) MAY BE USED FOR PIPES C ENGLISH(EN) OR SI UNITS(SI) MAY BE USED. COLOCANDO-SE COMPRIMENTO DE TUBULACAO EQUIVALENTE.HDQ.ELEM.TOL. IE/'&&'/.'DW'.ONDE A PERDA LOCALIZADA ENTRA COM FORMULA C H=RESISTENCIA*Q**2..TOLERANCIA.POSITIVE DH IN ELEMENT IS C HEAD DROP REAL*4 Q.X5.PERDA DE CARGA.ITY. ELEMENTOS) IX(J)=0 12 IND(J)=0 1-55 . C NOTA 8 O PROGRAMA FOI APORTUGUESADO C NOTA 9 FOI ACRESCIDO VELOCIDADE.AREA.'PU'/.PERDA.N.X4.S.COTATERRENO PARAMETER(N_TRAMOS=2000.NTY.X2.DEF.QQ.IP.MULTIPLICADOR(N_TRAMOS) DIMENSION COTATERRENO(ELEMENTOS).ELEMENTOS.I2.NCOTAS INTEGER*4 NUM_COTA REAL*4 FLAGUE.LE. N_TRAMOS) ITYPE(J)=5 IF (J .NUM_COTA(ELEMENTOS) DATA ITY /'HW'.LE.S(N_TRAMOS_LOOP).FOR C FEITO POR NOS.COTAS DO TERRENO E PRESSAO C NOTA 10 PARA CALCULO DE PERDAS LOCALIZADAS.TOLERANCIA=0.VNU REAL*4 X1.PERDA(N_TRAMOS).IND.J.DDQ.EN.N_TRAMOS_LOOP. $IX(ELEMENTOS) DIMENSION AREA(N_TRAMOS).ELEMENTOS IF (J .

3.NCOTAS C KK=NUMERO DE ITERACOES TOL=TOLERANCIA NA VAZAO C VNU=VISCOSIDADE CINEMATICA DEF=RUGOSIDADE C NCOTAS=NUMERO DE NOS PARA AS COTAS DO TERRENO 15 FORMAT( A2.STATUS='OLD') READ(5.' NO DE ITERACOES='.KK.VISCOSIDADE EM M**2/SEC='.X5 C I= NUMERO DO NO QQ=VAZAO COM SINAL X1=COMPRIMENTO X2=DIAMETRO C X3=RUGOSIDADE 30 FORMAT(A2.42.X3.EQ.EQ.3X.. 0.*) NT.br C READ PARAMETERS FOR PROBLEM AND ELEMENT DATA OPEN(5.F10. 0.TOL.7.674 G=9.EQ.VNU.F10.Curso de Rede de água Capitulo 1.DAT'.NTY 41 IF (X3 .NCOTAS WRITE(*.2F10.F10.VISCOSIDADE EM FT**2/SEC='.X4.QQ.) X3=DEF ! RUGOSIDADE ELEM(KP)=UNITS*X1/(X3**1.3) IF (NT .24) TOL.7) UNITS=10.5.DEF.7854*X2*X2 !AREA.7854*X2*X2 !AREA DA SECCAO TRANSVERSAL 1-56 . $I5 // ' TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG') 26 READ(5.DEF.8704) AREA(I)=0.EQ.KK.18) VNU 18 FORMAT(' ESPEC.F5.4.) X3=DEF EX=2.7854) !RESISTENCIA DW AREA(I)=0.852 GOTO 43 42 IF (X3 .*G*X2**5*0.I8) IF (NT .I.3F10.F10.NE.X2.F10.*) NT.53. UNIDADES S.727 G=32.852*X2**4.7854*0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.3. ID(2)) GOTO 20 WRITE(6.F10.21) VNU 21 FORMAT(' ESPEC.806 22 WRITE(6. UNIDADE INGLESA. 0) THEN MULTIPLICADOR(I)=1000.EQ.*) NT.I.VNU. X2=DIAMETRO EX=1.174 GOTO 22 20 WRITE(6.com.7) UNITS=4. IE) GOTO 68 Q(I)=QQ IF (X2 .FILE='CROSS. ITY(NTY)) GOTO 33 32 CONTINUE 33 ITYPE(I)=NTY KP=4*(I-1)+1 GOTO (41.I5.I8.KK 24 FORMAT(' TOLERANCIA NA VAZAO ='.TOL.X1. ELEM(KP)=X1/(2./X1 ! PARA CALCULAR PERDA DE CARGA POR 1000 END IF DO 32 NTY=1.64).4 IF (NT .5.

7*X2) 43 WRITE(6.*(X4-X3)-X2)/(6.*X1**2)-ELEM(KP+3)*3. 83 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (91.DA BOMBA IGUAL='.X3 45 FORMAT (I5. IE) GOTO 78 I1=I2+1 GOTO 70 78 IF (I1 .com.X4. HDQ=0.1.3.I2) 75 FORMAT( A2.110.PIPE.X1 55 FORMAT( I5. 1) GOTO 140 WRITE(6.5) EN=EX-1.1/5X.82 81 S(J)=-1.X5.EQ. 0) GOTO 124 DH=0.F18.92.F10. I=-I GOTO 83 82 S(J)=1.*) NT.7854*X2*VNU) ELEM(KP+2)=X3/(3. GOTO 26 53 ELEM(KP)=X1 WRITE(6.J=1.*X1**3) ELEM(KP+2)=(X4-2.15I4) IF ( NT .3.45) I.' CURVA BOMBA.103.NTY 1-57 . DO 110 J=1.LE.104).3.br ELEM(KP+1)=1.Q(I).F12.X2.I1) 79 FORMAT(' IND='/(11I4)) C BALANCE ALL LOOPS DO 130 K=1.F14.4) 66 FORMAT( I5.I=1.X2.EQ. ETC CLOCKWISE +CC68 I1=1 70 I2=I1+10 ! Mudei de 14 para 10 para ter na linha no maximo 11 READ(5.X3.66) I.*X1 ELEM(KP+1)=(X3-X2)/X1-ELEM(KP+2)*X1-ELEM(KP+3)*X1*X1 WRITE(6.*X3+X2)/(2.2X.79) (IND(I).55) I. PIPES.F12.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.X1.4F8. $' COEF.(IND(I).' DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS='./(0.2) GOTO 26 64 ELEM(KP)=X2 ELEM(KP+3)=(X5-3.(ELEM(KP+J-1). PIPE.I1 I=IND(IP+J) IF (I) 81.IND=NC.3) GOTO 26 C READ LOOP INDEXING DATA .F7.X1.DQ='. IP=1 80 I1=IND(IP) IF (I1 .4F11.KK DDQ=0.' H='.I=I1.Curso de Rede de água Capitulo 1.

150.EQ.LT.142.3. 1. $MULTIPLICADOR(I)*PERDA(I) 143 FORMAT(I5.NTY 142 WRITE(6.143) I.br 91 R=ELEM(KP) PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 92 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY . TOL) GOTO 140 130 CONTINUE 140 WRITE(6.'.LT.Q(I).Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.I1 I=IABS(IND(IP+J)) IF (ITYPE(I) .150).141) 141 FORMAT(' TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000') DO 150 I=1.9))**2 PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN !INTRODUZI AS PERDAS AQUI 95 DH=DH+S(J)*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN HDQ=HDQ+EX*R*ABS(Q(I))**EN GOTO 110 103 DH=DH+S(J)*ELEM(KP) GOTO 110 104 DH=DH-S(J)*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) HDQ=HDQ-(ELEM(KP+1)+2.*ELEM(KP+3)*Q(I)**2) 110 CONTINUE IF (ABS(HDQ) .74/REY**0.F10.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.2) 150 CONTINUE 1-58 .94 93 R=ELEM(KP)*64.LT. IF (REY-2000. 3) GOTO 120 Q(I)=Q(I)+S(J)*DQ 120 CONTINUE IP=IP+I1+1 GOTO 80 124 WRITE(6.4) IF (DDQ .Curso de Rede de água Capitulo 1.125) K.com.I4.F10./REY PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 C TEMOS ABAIXO RESISTENCIA=ELEM(KP)* F CALCULADO POR SWAMEE 94 R=ELEM(KP)*1. DQ=-DH/HDQ DDQ=DDQ+ABS(DQ) DO 120 J=1.N_TRAMOS NTY=ITYPE(I) GOTO(142.*ELEM(KP+2)*Q(I)+3.PERDA(I).' SOMA DAS CORR.Q(I)/AREA(I). DA VAZAO='. TOLERANCIA) HDQ=1.) 93.94.) REY=1.150.3F10.DDQ 125 FORMAT(' ITERACAO N0.

Curso de Rede de água Capitulo 1.EQ.20X.ETC 152 READ(5.I1) 171 FORMAT(' IX='/(15I4)) C********************************************************************* * C LEITURA DO NUMERO DO NO E DA COTA DO TERRENO I=1 700 CONTINUE READ(5. 1-59 . 1) I1=IX(IP) I=IX(IP+J) N=IX(IP+J+1) IF (I) 181.EQ.3) IF(NT .I8.(ELEMENTOS-2).510) J.BB !COTAS DO TERRENO NUM_COTA(I)=J I=I+1 503 FORMAT(I8.*) NT.NCOTAS J=NUM_COTA(I) WRITE(6. 510 FORMAT(I8.K.182 181 SS=-1.I2) IF (NT .199.ELEM. IE) GOTO 160 H(K)=HH GOTO 152 C*********************************************************** 160 I1=1 162 I2=I1+10 ! mudei 14 para 10 para termos 11 em cada linha READ(5. ELEMENT .171) (IX(I).J.3) IF (NT . IE) GOTO 170 I1=I2+1 GOTO 162 170 WRITE(6.br C READ DATA FOR HGL COMPUTATION .F10. IE) GOTO 710 COTATERRENO(J)=BB GOTO 700 710 CLOSE(5) ! FECHA O ARQUIVO WRITE(6.COTATERRENO(J) !IMPRIME NA TELA OS NOS E COTAS TERR.*) NT.(IX(K).I=1.K=I1.2 IF (J .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.*) 'NUMERO DO NO COTA TERRENO' DO I=1.*) NT.JUNC.HH 155 FORMAT(A2. I=-I GOTO 183 182 SS=1.F10.JUNC.EQ.EQ.IX=JUNC.F10.3) END DO C******************************************************************** IP=1 180 DO 200 J=1.

0) GOTO 210 IF (IX(J+IP+2) . PRESSAO EM COLUNA DAGUA') DO 220 N=1.187.N_TRAMOS IF (H(N) .br 183 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (184.520) N.EQ. ) REY=1.com.74/REY**0.H(N).Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.187 186 R=ELEM(KP)*64.H(N)-COTATERRENO(N) 520 FORMAT(I8.EQ.COTATERRENO(N).) 186.190.3F10.LT.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5. COTA TERR./REY GOTO 188 187 R=ELEM(KP)*1. 1.9))**2 188 H(N)=H(I1)-SS*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 199 189 H(N)=H(I1)-SS*ELEM(KP) GOTO 199 190 H(N)=H(I1)+SS*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) 199 IF (IX(J+IP+3) .EXE-VERSAO 3' END C******************************************************************** Observar que o Streeter usa a curva de uma equação do terceiro grau de uma bomba na forma: H= Ao + A1 Q + A2x Q 2 + A3 x Q3 1-60 .NTY 184 R=ELEM(KP) GOTO 188 185 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY .185. FLAGUE) GOTO 220 WRITE(6.189. IF (REY-2000.Curso de Rede de água Capitulo 1.199).215) 215 FORMAT(' NO'' COTA PIEZ.3) 220 CONTINUE 99 STOP 'TERMINADO O PROGRAMA CROSS. 0) GOTO 205 200 I1=N 205 IP=IP+J+3 GOTO 180 210 WRITE(6.EQ.

1.0005 0 0 'DW' 3 1.4 4000.dat que pode ser aberto com o Worldpad Figura (1.0 0.0 0.0005 0 0 'DW' 5 0.000001007 0.0 0.6 0.0 0.5 0. 4000. 0.0005 0 0 'DW' 10 1.001 0.3 0.0005 0 0 'DW' 4 0.8 0.4 4000.0 0. 3000. 3000.0 1.8 0. 1982 Dados: arquivo cross.0005 0 0 'PS' 13 0 -45.0005 0 0 'DW' 9 1.0005 0 0 'DW' 7 0.4 4000.19 da página 461 do livro do Victor Streeter Figura 1.0 3000.6 0.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.br Exemplo 1.16.5 0.0005 0 0 'DW' 8 0.0005 0 0 'DW' 12 1.0005 0 0 'DW' 2 1.6 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.0 0. 3000. 0.16) 'SI' 30 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0005 0 0 'DW' 11 0.5 3000.0 0 0 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 'PT' 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -1 1-61 .com.0005 9 'DW' 1 3.5 3000.0 0.6 3000.0 0.0 1.0 0.0 0 0 0 0 'PS' 14 0 20.

600 0.00050 8 0.400 4000.000500000024 9 ESPEC.00050 7 0. 5 SOMA DAS CORR. 4 SOMA DAS CORR.00050 2 1..00050 12 1. DA VAZAO= 0.00050 4 0.00050 11 0.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1-62 .0 0. 2 SOMA DAS CORR.000 3000. DA VAZAO= 0.0 1.400 4000.600 0. 7 SOMA DAS CORR.000 0.00050 10 1. 6 SOMA DAS CORR.0 0. 9 SOMA DAS CORR.500 0.0 0.000 3000.3400 ITERACAO N0.00050 13 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= -45.com.00700004E-006 0.00050 9 1.00 IND= 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 -1 0 ITERACAO N0.000 0.br 'PT' -11 6 12 9 0 2 9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 'PT' 2 400 'PT' 3 400 'PT' 4 400 'PT' 5 475 'PT' 6 400 'PT' 7 400 'PT' 8 500 'PT' 9 300 '&&' 0 0 Fim 7 -8 8 0 Saída em arquivo exercicio2.00100000005 1.I.0203 ITERACAO N0.0 1. DA VAZAO= 0.800 0.500 0. 8 SOMA DAS CORR.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0020 ITERACAO N0.0 0.1510 ITERACAO N0.600 0.2056 ITERACAO N0.txt aberto com Wordpad SI 30 0.0 0.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.0 1.000 3000.500 3000.0 0.000 0.400 4000.0 0. DA VAZAO= 1.0590 ITERACAO N0. DA VAZAO= 0.000 4000.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 3. DA VAZAO= 0.800 0.6128 ITERACAO N0.00 14 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 20. DA VAZAO= 0.000 3000.600 3000.Curso de Rede de água Capitulo 1. DA VAZAO= 0. DA VAZAO= 0. 3 SOMA DAS CORR.00050 3 1.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.300 0. UNIDADES S.0 0.500 3000.00050 5 0. 1 SOMA DAS CORR.0064 ITERACAO N0.

23 8 0.000 NO' COTA PIEZ.000 -0.123 7 499.37 4 0.40 2.01 6.001 9 332.000 8 500.71 0.45 15.297 8 500.94 12. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 520.20 2 0.13 5 0.104 0.001 500.000 81.39 2.Curso de Rede de água Capitulo 1.21 5.000 520.34 12 1.28 10.297 400.59 5.123 400.13 7 0.977 1.000 2 400.18 2.62 9.000 0.29 11 -0.251 1.00 IX= 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -11 6 12 9 0 2 9 7 -8 8 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 520.70 0.000 7 400.37 0.000 32.35 -0.000 2 504. COTA TERR.400 4.389 400.008 6 490.478 400.24 9 0.153 300.222 0.10 3.com.478 4 481.00 0.95 0.73 6.411 3 491.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.31 3 0.000 4 400.28 10 1.000 104.000 3 400.000 90.948 1.925 2.000 6 400.000 99.052 0.992 475.000 0.411 400.000 9 300.153 Fim 1-63 .000 5 475.199 1.389 5 474.br 1 1.11 1.274 1.93 4.000 91.44 -1.44 0.126 -0.

br Exemplo 1. Streeter e E.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1982 1-64 .17.20 página 462 Mecânica dos fluidos do Victor L.com. Benjamin Wylie Figura 1.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.Curso de Rede de água Capitulo 1.

número de nós (j) e número de loops (m) será constante: i= j+m -1 A rede malhada da Figura (1. As duas equações são montadas aplicando o seguinte truque: 1-65 . O método da teoria linear tem diferenças entre os métodos de Hardy-Cross e Newton-Raphson.45 -Q1 – Q2 +Q5=0 Q2 –Q3 –Q7= -3. 1984 mostra que no método da teoria linear a relação envolvendo número de trechos (i) . 1984 alerta que quando a diferença de pressão é muito baixa em um tramo teremos problema de convergência mesmo no método da teoria linear. da mesma maneira que temos no método de Hardy-Cross. Jeppson no seu livro Analysis of flow in pipe networks em 1976. de valores admitidos antecipadamente e converge em aproximadamente 4 a 10 iteraçoes.99223 ft3/s=4. Vamos mostrar de uma maneira bem simplificada o que fez Jeppson. 1984 informa que Wood e Charles em 1972 propuzeram um método de converter equações para equações lineares. Quando a vazão sai do nó é negativo: Q1 + Q4 = 2000gmp = 2000 x 9. A grande vantagem do método da teoria linear é que não precisa de inicialização. Figura 1.br 1.18. sendo praticamente impossível a resolução do mesmo sem o computador. Portanto.Curso de Rede de água Capitulo 1. faltam duas equações.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. isto é.15) tem 6 nós e isto nos dará 5 equações da continuidade independentes que são facilmente montadas assim: Vazão que entra e vazão que sai Quando a vazão entra é positivo.34 Método da Teoria Linear O método da teoria linear para análise de redes de água foi desenvolvido por Roland W. O método só pode ser feito através de microcomputadores.34 Q3 – Q4 = -2. Stephenson. usando o método de Gauss ou de Gauss-Jordan. O sistema de equações lineares é então resolvido por cálculo de matrizes. 1976.com. Stephenson.23 -Q5 – Q6= 3.Esquema de aplicação do método da teoria linear Basicamente o método da teoria linear é a montagem de um sistema de equações não lineares que através de um artifício são linearizadas. Stephenson.34 Temos sete variaveis e somente 5 equações.

Usando estes valores como iniciais recalculamos tudo de novo: Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Até ponto em que a vazão obtida é praticamente igual a vazão anterior num erro que toleramos. sem termos uma inicialização como o método de Hardy-Cross. Isto também foi idéia de Wood e Charles em 1972 conforme Stephenson. Q2. Assim como se a vazão fosse 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.37 Q3 -0.19. 1984 como inicialização a velocidade unitária 1m/s para todos os trechos de tubulações. Uma outra alternativa é estimar que em todos os trechos de tubulação haja para inicialização um regime laminar. Em três ou quatro iterações o problema está resolvido.br Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Sendo: R1=[R x Qn-1 ] Um dos truques de inicialização de Jepson é usar a vazão unitária 1.35 Q7 + 0. por exemplo.402 Q2=0 Temos portanto 7 incógnitas e 7 equações. Figura 1.402 Q2 -1. Q5. Assim teremos no tramo 1 R1=4. Q4.3 Q6 + 3. Stephenson.14 Q5 -11.Jordan.402 e assim por diante. Fazendo procedemos achamos mais duas equações necessárias do loop que são: Sentido horário: positivo Sentido anti-horario: negativo 4.264 Q4=0 1. Achamos então os valores de Q1. cálculos todos os valores de R para cada tramo.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Para resolver precisamos usar sistema de matrizes Gauss. Q6 e Q7. 1984.Esquema de rede conforme Jepson 1-66 .71 Q1 – 0.com. Q3.71 no tramo 2 R2=0.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Esquema de rede conforme Jepson 1-67 .21.20.com.Esquema de rede conforme Jepson Figura 1.br Figura 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.

LARRY W. Water Distribution Systems: simulation and sizing.pdf -FACULDADE DE HIGIENE E SAUDE PUBLICA DA USP.Curso de Rede de água Capitulo 1.E. Dipartamento di Ingegneria Civile.. 19páginas. São Paulo. Analysis of Flow in Pipe Networks. LTC Livros Técnicos e Científicos Editora S. Distribution network analysis for water utilities. EPUSP.com/page/p_bookstore/cwbsa/Chap5. 1976.ROLAND W. 1984. Modelli matematici delle reti di distribuziona idrica.edu/markbenj/CEE342/Abbreviated%20Hardy-Cross. Hydrosystems Engineering&Management.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. CRC Press. Hidráulica Geral. -NETWORKS ANALYSIS acessado em 16 de abril de 2007 -SILVESTRE. Pipeflow analysis. ISBN 0-444-41668-2 -STREETER. Handbook of Hidraulic Resistance. 1994.pdf http://www.1967. Abastecimento de água.washington. -MIGNOSSA. 1992.mwhsoft.35 Bibliografia e livros consultados: -ANALYSIS OF COMPLEX NETWORKS acessado em 16 de abril de 2007 -AWWA MANUAL M32. Forecasting Urban Water Demand. 102p. et al. 1984. 1996. DAVID.. 1975. Krieger Publishing.I. -BILLINGS MR.com. Analysis of Water Distribution Systems.. AWWA. MILTON TOMOYUKI. -WALSKI. -MAYS. -HWANG. 1983. Mecânica dos Fluidos. Prentice/Hall do Brasil.pdf http://www. Italia.THOMAS M. -TSUTIYA.engr. 1992. Projeto de Sistemas de Distribuição de Água. -STEPHENSON. McGraw-Hill. McGraw-Hil. -CETESB.. 641páginas. 201páginas. C.mun. 1-68 . VICTOR L. -JEPPSON. Universita degli Studi di Parma. 164 páginas. Sistemas de Engenharia Hidráulica. 1989. -CHAPTER 3. Ann Arbor Science Publisher. PASCHOAL. -IDELCHIK. 1990. PAULO. 2004. Técnica de abastecimento e tratamento de água.br 1. 1982.Flow analysis acessado em 16 de abril de 2007 http://faculty. NED H.ca/muzychka/Chapter3.THOMAS M. -WALSKI. BRUCE et al.A. et al.

dat e saída em texto cross4.com.txt.Curso de Rede de água Capitulo 1.21 Tomamos um exemplo de rede malhada de Cross feito por Silvestre p.104.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br Exemplo 1.22. Figura 1.Esquema das redes malhadas 1-69 . Vamos calcular pelo programa em Fortran denominado cross.exe com entrada de dado cross.

00 900.0 100.0 0.0 100. 0.05 1200.0 0.0 100.0 100.1 900.0 100.45 'HW' 2 0.00 900.05 900. 100.2 900.dat (original) 'SI' 30 0.com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.08 900.00 900. 0.0 0.50 'HW' 8 0.0 100.30 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 4 2 1 8 -2 -7 11 -3 -10 4 4 4 5 100.0 100.br Entrada de dados com o arquivo cross.00 900.0 100.0 0.1 900.1 1200.30 'HW' 7 0.15 900.000001007 'HW' 1 0. 0.35 'HW' 10 0.00 900.30 'HW' 9 0.00 900.0 0.35 'HW' 3 0.0 0.30 'HW' 6 0.2 1200.0 9 12 -5 -6 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -8 4 -11 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 960 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 4 3 'PT' 11 5 2 4 10 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' '&&' 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 900.0 100.45 'HW' 11 0.00 0 9 7 3 6 0 12 0 9 0 6 0 8 1-70 .0 0.00 900.40 'HW' 5 0.00 900.0 0.30 'HW' 12 0.05 1200.dat Cross4.0 100.001 0.3 1200.35 'HW' 4 0.0 0.08 1200.Curso de Rede de água Capitulo 1. 100.

0 0.76 4.0 0.48 4 0.81 4.00100000005 1.680 900. DA VAZAO= 0.891 900. UNIDADES S.00700004E-006 100.000 4 900.400 100.148 1.0 0.0 0. 3 SOMA DAS CORR.095 0. DA VAZAO= 0.300 100.84 IX= 1 1 2 4 3 9 6 12 9 -6 8 -11 5 -2 4 -7 1 0 8 -3 7 -10 4 0 2 8 5 0 0 0 0 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 900.93 5.000 7 900.0384 ITERACAO N0.0 0.99 4.00000 2 0.11 4.00000 12 0.02 5.I.300 100.80 9 0.000 8 900.98 6.000 5 900.br Saida dos cálculos com o arquivo R4.000 9 900.00000 3 0.300 100.300 100.93 5.450 100.000 59. DA VAZAO= 0.300 1200. DA VAZAO= 0.0116 ITERACAO N0.16 6 0.00000 9 0..195 1.23 5.18 4.214 1.091 0.680 3 949.69 4.93 2 0.18 3 0.068 0.00000 10 0.150 900.350 100.31 5 0.000 48.91 4.350 100.57 7 0.00000 5 0.500 100.95 3.Curso de Rede de água Capitulo 1.080 900.066 0.098 1.615 5 948.99 4. DA VAZAO= 0.066 0.064 0.34 5.24 12 0.com.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.0 0.000 3 900.00000 4 0.450 100.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0. 2 SOMA DAS CORR.txt fazendo cross>r4.txt R4.200 900.00000 7 0.000 44.29 6.300 100.000 2 900.00000 IND= 4 1 8 -2 -7 4 4 9 -5 -8 4 2 11 -3 -10 4 5 12 -6 -11 0 0 0 ITERACAO N0.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.050 1200. 4 SOMA DAS CORR.069 0.29 5.0 0.08 8 0.000 NO' COTA PIEZ.100 1200.000 6 900.0 0.100 900.200 1200.0 0.34 5.0 0.00000 11 0.050 900.080 1200.74 10 0.942 2 954. 5 SOMA DAS CORR.00000 8 0.03 4.050 1200. 1 SOMA DAS CORR.0 0.286 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.942 900.0053 ITERACAO N0.99 11 0. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 959.00000 6 0.78 5.txt (original) SI 30 0. COTA TERR.100 900.64 5.000 54.46 7.0021 ITERACAO N0.246 1-71 .77 4.350 100.000 49. 9 ESPEC.000 52.912 4 952.891 6 944.0 0.912 900.0008 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.615 900.246 900.97 4.

br 7 8 9 946.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.575 938.617 42.000 900.452 900.575 38.452 1-72 .617 942.Curso de Rede de água Capitulo 1.000 46.000 900.com.

1 .Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Capitulo 2-Ar nas tubulações 2. O ar pode ser absorvido pelas superfícies líquidas ou também poder entrar através de regime de escoamento turbulento na entrada de uma tubulação conforme Stephenson. Quanto maior a temperatura maior a possibilidade de saída de ar da água.1 Introdução O ar está sempre presente em tubulações de água. O ar em solução não é problema de engenharia. As bolhas podem se juntar e formar pacotes de ar no topo das tubulações.Ar armazenado na tubulação Fonte: Val-Matic Valve. Nas Figuras (2.1. Os pacotes de ar implica em relativo volume de ar que se acumula no topo do tubo. Para a temperatura de 30ºC a saída de ar da água é de 2. Somente causa problema quando há redução de pressão é que o ar forma bolhas e que os problemas aumentam.5 maior que a 15ºC.4) temos vários locais onde há o problema de ar. Figura 2. pois em temperaturas normais temos sempre dissolvido 2% de ar na água a 20ºC.1981. O ar em pacote pode se deslocar ou sair pelas ventosas. As bolhas geralmente possuem diâmetros entre 1mm a 5mm.1) a (2. 1993 2. O ar pode estar em solução ou em forma livre em forma de bolhas ou pacotes de ar.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 2.

1993 2.Ar criado na bomba submersa de poço tubular profundo Fonte: Val-Matic Valve.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 2.2 .Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.2.

3 .Ar criado por descarga de hidrante Fonte: Val-Matic Valve.3.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2. 1993 2.

Em transientes hidráulicos a entrada do ar causa problemas sérios na tubulação inclusive o rompimento da mesma.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 2.4. 1993 2.Tipos de ventosas Fonte: Val-Matic Valve. além do desgaste dos rotores. causa vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura. Para isto usa-se o que se chama NPSH (net positive suction head) e há duas. Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2. Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido.2 O ar é um problema? Conforme Lauchlan. sem que a temperatura do líquido mude. Os efeitos mecânicos. Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba. Em bombas ou turbinas a presença do ar diminui a eficiência.4 . uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH. 2. 2005 os pacotes de ar nas tubulações diminuem a seção transversal reduzindo a capacidade de escoamento. Em bombas teremos a cavitação.

Bendikse. Vc/ (gxD)0. 2005 o movimento do ar nas tubulações se passa da seguinte maneira: O transporte da água depende da razão entre a velocidade da água e a velocidade de ascensão da bolha de ar.4 Ar em ressalto hidráulico Em ressalto hidráulico o valor da entrada de ar pode ser estimado pela equação conforme Lauchlan.5 Sendo: Vc= velocidade crítica da água para o ar se movimentar (m/s) 2.5 . 2005 mostraram que a velocidade crítica da água para mover as bolhas de ar é função da tensão superficial. 1984.05m/m).3 Mecanismo de movimento do ar Conforme Kobus. 2005 não há uma solução analítica do transporte de bolhas de ar pelas tubulações aceita por todos os especialistas apesar de que os resultados são baseados em experiências.81m/s2 y= altura do nível da água a montante (m) 2. 1991 in Lauchlan. O transporte de ar é máximo quando o escoamento for vertical de baixo para cima e mínimo quando o escoamento for vertical de cima para baixo. do número de Froude.9º ou 0. Em movimento lento a entrada de bolhas de ar é distribuída em todo o líquido o escoamento pode mudar drasticamente devido as bolhas de ar. Falvey. 2002 in Lauchlan.5 sendo g a aceleração da gravidade e D o diâmetro do tubo. 2.6 Equação de Kalinske e Bliss Experimentalmente Kalisnke e Bliss obtiveram a equação que mostra a velocidade crítica da água para que o ar se mova na tubulação descendente com declividade maiores que 5% (2.509 x (tan(Θ)) 0. 1980 e Wisner et al 1975 in Lauchalan. Em águas estagnadas a capacidade de transporte é zero e o as bolhas de ar chegarão a superfície.5 V= velocidade média a montante (m/s) g= aceleração da gravidade =9. Em canais abertos com alta velocidade o transporte de ar aumenta com o aumenta da velocidade e intensidade da turbulência do escoamento.5 = 1. Se a capacidade de transporte é excedida em escoamento em condutos. 2. Onde os efeitos da tensão superficial são desprezíveis a velocidade critica da água para mover as bolhas de ar é proporcional a (gD)0. o ar ficar em pacotes na parte alta da tubulação. Qar/ Qágua = 0.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 2. 2005. do número de Reynolds e da declividade da tubulação.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. Em condutos fechados o transporte de ar é dependente da orientação do escoamento.0066 x (Fr – 1) 1.4 Sendo: Qar= vazão do ar (m3/s) Qagua= vazão da água (m3/s) Fr= número de Froude= V/ (g x y) 0.5 Critérios para o movimento do ar nas tubulações Conforme Little.

09 0.79 0.05 0.3 0.56 0.07 0.99 1.5 0.58 0.070 0.262 0.5 Ângulo Θ graus radianos 2.087 0.349 0. Tabela 2.5 0.89 1.3 0.09 0.02 2.36 0.051 0.18 0.18 0.349 Declividade (m/m) 0.63 0.4 0.36 0.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade =9.175 0.67 0.087 0.48 0.9 4 5 10 15 20 2.087 0.2 0.4 0.56 0.4 0.3 0.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 2.09 1.175 0.77 1.09 0.175 0.175 0.051 0.55 1.262 0.34 1.09m/m (9%) é necessário uma velocidade mínima de 0.18 0.4 0.07 0. D (m) 0.88 1.27 0.09 1.40 1.3 0.262 0.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kalinske e Bliss.2 0.070 0.28 0.27 0.2 0.1.349 0.81m/s2 D= diâmetro da tubulação (m) Θ= ângulo da declividade descendente (radianos) Para arrastar o ar numa tubulação de 300mm com declividade de 0.73 2.3 0.087 0.070 0.349 0.88 0.07 0.07 0.5 0.262 0.18 0.5 0.9 4 5 10 15 20 2.05 0.77m/s.9 4 5 10 15 20 2.6 .2 0.051 0.05 0.36 Velocidade critica m/s 0.9 4 5 10 15 20 0.051 0.5 0.2 0.05 0.09 0.75 0.2 0.27 0.27 0.80 0.070 0.4 0.68 0.26 1.36 0.4 0.3 0.

611 40 0.70 0. D (m) 0.2 0.80 0.00 1.3 0.73 Velocidade critica m/s 1.047 Declividade (m/m) 0.524 35 0.3 Ângulo Θ Graus radianos º 15 0.56 1.84 1.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Davies e Taylor.86 2.5 = 0.3 0.57 0.7 Equação de Kent Para tubulações com declividades que variam de 15º a 60º temos: Vc/ (gxD)0.2 0.2 0.19 1.47 0.31 2.960 60 1.349 25 0.2 0.78 1.3 0.09 3.58 0.3 0.436 30 0.262 20 0.70 0.94 2.73 0.36 0.47 0.40 0.11 2.3 0.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 2.97 2.27 0.524 35 0.3 0.5 Tabela 2.2 0.43 1.83 3.7 .36 0.55 + 0. 1950 para movimento vertical Vc/ (gxD)0.37 2.77 1.2 0.349 25 0.33 Tabela 2.61 1.34 1.27 0.44 1.785 50 0.46 0.3 0.960 60 1.77 1.84 1.436 30 0.047 15 0.3 0.698 45 0.41 2.611 40 0.2 0.73 0.53 2.17 2.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kent.19 1.5 x (sen(Θ)) 0.785 50 0.2 0.698 45 0.65 0.3.09 1.873 55 0.873 55 0.28 1.00 1. 1950 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.58 0.8 Equação de Davies e Taylor.5 = 0.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.3 0.2 0.262 20 0.59 2.43 1.2.2 0.

2003 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.42 2.41 1.9 Equação de Benjamin.5 = 0.5.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.4.67 2.10 Equação de Corcos. Posicionamento das ventosas: 2.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Corços.26 1. 2003 Para mover o ar em uma tubulação por gravidade em áreas rurais e prevenir a acumulação de ar temos: Vs/ (gxD)0.20 1.76 0.542 Tabela 2. 1968 para movimento horizontal Vc/ (gxD)0.5 = 0.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 2.07 1. G.55 1.77 0.8 . 2005 a ventosa deve ser posiciona estrategicamente em um ponto para a permitir a entrada e saída de ar quando da tubulação estiver funcionando ou quando a mesma está sendo dada uma descarga.93 1.66 0.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Benjamim.89 1. As ventosas são de orifícios pequenos e orifícios maiores que 25mm.31 1.638 Sendo: Vs= velocidade mínima para mover um pacote de ar estacionário.09 1. Tabela 2. 1968 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.11 Remoção de ar nas ventosas Conforme CIRIA Report 179 in Lauchlan. De modo geral as velocidade do ar nas ventosas não deve ser maior que 30m/s (trinta metros por segundo).

Distância entre as ventosas O professor S. AWWA A AWWA Manual M51 que se refere a ventosas possui também as suas recomendações. Ls= 85 x D/ 150 Sendo: Ls= comprimento crítico entre as ventosas (m) D= diâmetro do tubo (mm) A Tabela (2. 1990 D (mm) 150 200 300 400 500 600 Ls (m) 85 113 170 227 283 340 O fabricante de ventosas Vent-O-Mat da África do Sul recomenda que em tubulações ascendentes deve ser colocada uma ventosa em cada 600m de rede.0033m/m). Qa= 0.34 x a x (g x h/ Dar )0.004m/m) no trecho descendente de 1: 500 (0. Para trechos longos descendentes e horizontais são seguidas as mesmas recomendações.9 . 1990 sugere que o intervalo entre as ventosa seja dada pela equação.002m/m) é sugerida como o mínimo gradiente que deve ser construída uma tubulação.6. • Quando a ventosa for instalada no ponto alto. Considerações gerais • A velocidade mínima da água para que o ar se movimente deve ser de 1m/s a 2m/s.Distância máxima entre as ventosas conforme Van Vuuren. É recomendada a declividade mínima no trecho descendente de 1: 300 (0. Tabela 2. van Vuuren da Universidade de Pretoria.5 2. Saint Gobain • A Saint Gobain sugere que as tubulações sejam assentadas na declividade mínima de 1: 250 (0.6) fornece o comprimento critico entre ventosas conforme o diâmetro da tubulação. • A distância mínima entre as ventosas varia de 50mm a 800m. Esta regra é muito importante.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 2. a mesma deverá estar alguns metros (3 m ou 4 m ) na parte descendente. 1983 baseado na teoria dos orifícios desenvolveu a equação para a vazão de ar pela ventosa. • A declividade de 1: 500 (0. Saída de ar pelas ventosas Stephenson. J.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 As ventosas devem ser colocadas nos pontos altos da rede e uns 3m ou 4m abaixo do ponto alto na direção de declividade.002m/m) no trecho ascendente.

Chaminé de equilíbrio 3. Reservatório ou câmara de ar comprimido 8.5). Bypass 6.15 x 10-3 Fazendo-se as substituições achamos: Qa= 0. Tanques unidirecionais 4.64x d d=D/ (10 x 9. Válvula de retenção 2.01 z D ou seja.01 x 1m/s x PI x D2/4= 93 x PI x d2/4 0. 1% do diâmetro d= diâmetro da ventosa (m) D= diâmetro do tubo (m) Então o orifício deve ter cerca de 1% do diâmetro do tubo para expelir 1% de ar na tubulação 2.10 .01 x 1m/s x A= 93x a 0. Volante de inércia 7.01x D d=0. As medidas mais comuns são: 1.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Sendo: Qa= vazão de ar (m3/s) a= área do orifício (m2) g= aceleração da gravidade = 9.64)=0.15x10-3 )0. Ventosas 5.34 x a x (g x h/ Dar )0.5 Qa= 99.01D2=93xd2 D/10=9.81m/s2 h= pressão (m)= 10m Dar= densidade relativa do ar na pressão inicial = 1.12 Medidas para evitar golpe de aríete Existe uma variedade muito grande de dispositivos para evitar os golpes de aríete devendo-se estudar as mais adequadas conforme Figura (2.3 x a= Para sair 1% de ar da tubulação de água com a velocidade de 1m/s e na pressão absoluta de 10m que é o mínimo para não haver vácuo temos: Qa= 0.81 x 10/ 1.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 2.34 x a x (9.5 0. Válvula de alivio 2.

Método de11 Hardy-Cross Capitulo 2. 1981. sendo que as outras 11 ventosas não fizeram diferença. desde que justificadas. 2. um dispositivo para registrar automaticamente em gráfico as pressões durante um dia inteiro ou durante sete dias.5. 2. Foram colocadas aleatoriamente 4 ventosas e a vazão chegou praticamente a 90 L/s. O porque até hoje não sei.Esquema das varias soluções existentes para proteção do golpe de aríete. Isto significa. É possível pressões mais elevadas do que 50 mca e menores que 10 mca. Lembro que uma vez numa adutora de 8km o antigo DAE tirou todas as 15 ventosas de uma vez só para manutenção. 2. e a pressão dinâmica mínima. Uma maneira de se comprovar a variação das pressões. A vazão que chegava na ETA Cumbica era de 90 L/s e passou para somente 30 L/s. diz que a “pressão estática máxima nas tubulações distribuidoras deverá ser de 500 kPa. Em adutoras todos são unânimes em afirmar que devemos instalar vem tosas. é instalar um Manômetro Registrador junto a torneira do cavalete de entrada de água potável do concessionário. de 100kPa”.mas em redes de distribuição devemos ou não instalar ventosas? O meu ponto de vista é que devemos instalar ventosas nos condutos principais para evitar em descargas e enchimento que as ligações de água se transformem em ventosas. que a pressão máxima deve ser de 50 metros de coluna de água (mca) e a pressão mínima deve ser de 10 mca.13 Ventosas em redes de distribuição Apesar de existir inúmeras equações e recomendações. a localização das ventosas é difícil de ser feita. Dica: recomendamos que em rede de distribuição sejam instaladas ventosas nos condutos principais. Fonte: Stephenson.11 .Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.14 Os rodízios e o ar nos hidrômetros Conforme a NBR 12218 de julho de 1994 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) de Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público.

Europa e Japão a respeito dos rodízios. que estando a caixa vazia. não existe o problema de falta de água ou de rodízios freqüentes. o volume de água que o atravessa”. o “hidrômetro é o instrumento destinado a medir e indicar continuamente. Ventosas na rede de distribuição A NBR 12218/94 prevê que “nos pontos altos dos condutos principais. naqueles lugares. Com os problemas de freqüentes falta de água no Brasil. nas condições normais de utilização”. Os rodízios podem ser de 12 horas com água e 12 horas sem água. As residências têm as suas instalações hidráulicas de água iniciadas após o cavalete. não bloqueia a entrada de água e nem de ar.º 246 de 17 de outubro de 20000 estabelecida pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. O aparelho que mede a água: hidrômetro Segundo a Portaria n. 2. é que o INMETRO através da citada Portaria 29/94 exige que as verificações periódicas são efetuadas nos hidrômetros em uso.12 . Canada. enquanto que no Nordeste e Sudeste temos 3. variando com o tempo a vazão e a pressão. devem ser previstas ventosas” O grande problema de entrada de ar nas tubulações de rede pública de abastecimento de água potável é na ocasião de enchimento e esvaziamento das linhas. como é comum no Brasil. Ainda na mesma Portaria 246/2000 do INMETRO. Normalização e Qualidade Industrial). Isto significa que o hidrômetro deve ser revisado pelo serviço público pelo menos de cinco em cinco anos. 1 dias com água e 2 dia sem água e assim por diante. No Brasil a água doce está concentrada na região Norte com cerca de 68. pois.5% e 15. Como no Brasil o abastecimento de água é indireto. onde recebem água do serviço público. o hidrômetro deverá ser instalado de tal maneira que ”esteja permanentemente cheio de água. Uma outra observação importante e pouco aplicada no Brasil.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 A NBR 12218/94 prevê que a distribuição de água potável aos consumidores seja de “forma contínua em quantidade e pressão recomendadas”. que nem sempre é obedecido.1 dia com água e 1 dia sem água. o suprimento de água é menor que a demanda (consumo) e conseqüentemente a distribuição de água potável não é continua. No Brasil de modo geral.3% e 6.5%.0%.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 2. fazem os denominados rodízios de água. Na caixa d’água existe uma torneira de bóia. 1 dia com água e 3 dias sem água.7% de água doce . Frisamos que o hidrômetro é destinado a medir a água que passa pelo mesmo e não o ar. que possui 12% das reservas mundiais de água doce. Infelizmente não temos experiências nos Estados Unidos. Na região Sul e Centro-Oeste temos 6. em intervalos estabelecidos pelo INMETRO ”não superiores a cinco anos”. as concessionárias dos serviços públicos de abastecimento de água. o abastecimento primeiramente vai até a caixa d’água e depois vai para a distribuição na residência.

funcionando como eliminador de ar todas as ligações de água. ainda não existe no mercado nacional. ficando a mesma toda amassada de fora para dentro. Mas na prática estas ventosas que são instaladas em cavaletes só funcionam quando a pressão do ar é baixa. haverá o colapso da tubulação. Nas tubulações de pequeno diâmetro. pois. quando queremos que entre o ar na rede. ou seja. Aguardamos o resultado de testes em novas ventosas que realmente funcionem. não havendo a purga do ar. sendo que o restante 65% a 90% do ar é medido pelo hidrômetro como sendo água. para serem instaladas em cavaletes para eliminar o ar antes que chegue aos hidrômetros. O enchimento da rede provoca cerca de 90% do ar nos hidrômetros. ou seja. Existe uma proporcionalidade entre o número de rodízios no mês e o ar medido pelos hidrômetros. pois. concluiu com 96. pois o próprio ar fecha a ventosa.7) mostra como funciona: 2. As ventosas na redes de maior diâmetro eliminam uma parte do ar. na ocasião do enchimento da rede de distribuição com água. o hidrômetro passa a marcar como se fosse água. Um pouco de ar não faz o hidrômetro girar. Pesquisas feita em 1997 em região com abastecimento de água potável com rodízio de 1 dia sem água e 2 dias com água (10 dias de rodízio durante o mês). A Tabela (2. As vendas destas ventosas está cada vez maior. seria a revisão ou troca das ventosas existentes e colocação de ventosas adicionais nas redes primárias em pontos altos. purgar.13 . não funcionam.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 causando movimento desordenado do ar dentro das tubulações e acumulo de ar em pontos elevados. 6% a mais de consumo de água durante o mês. Após a passagem do ar vem em seguida a água. Desconto na conta d’água devido aos rodízios Em havendo rodízios. pois é grande o desespero dos usuários que vêm sua conta aumentar com os rodízios de água. haverá influência de ar na rede. Na prática a pressão do ar é bem maior que 2mca e as ventosas dos cavaletes. Um grande fabricante de hidrômetros em Minas Gerais construiu há uns anos uma ventosa de cavalete e pouco tempo depois a retirou de circulação. com a produção de vácuo relativo. em torno de 2mca e neste caso reduzem o ar de 10% a 35%. mas no entanto não resolvem totalmente o problema de ar nos hidrômetros causado pelos rodízios. são instalados dispositivos denominados ventosas. sendo que parte é expelido pelas ventosas existentes e parte continua até atingir as residências entrando pelos cavaletes e passando pelo hidrômetro. mas aumentando a pressão do ar. Assim para 30 dias de rodízio teremos três vezes mais problema de ar nos hidrômetros. praticamente não são instaladas ventosas. As ventosas também servem. ou seja. enquanto que no esvaziamento temos cerca de 10%. nenhuma ventosa de cavalete que realmente elimine todo o ar no cavalete. principalmente em tubulações de aço. Ultimamente vem sendo vendidas ventosas de latão ou plásticos ou mistas. não funcionaram conforme o previsto.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 2. Ventosas no ramal domiciliar das ligações de água Quando são feitos os rodízios. A melhor solução para as ventosas de rede. Até a presente data. Para expulsar o ar.7% de probabilidade que o usuário paga cerca de 2% a mais de água devido ao problema de ar no hidrômetro. o ar é empurrado dentro das tubulações. Na prática são instaladas ventosas principalmente nas tubulações de grande diâmetro e nas tubulações de aço.

A grande necessidade de se manter uma pressão mínima de 10mca exigido pela ABNT é uma medida sanitária para assegurar que não exista penetração de água poluída existente próxima a tubulação.Método de14 Hardy-Cross Capitulo 2. praticamente não se faz a leitura dos hidrômetros. devendo para isto ser pesquisadas as casas vizinhas da mesma quadra e as da quadra em frente ao imóvel em questão. Problema sanitário com os rodízios O maior problema nos rodízios no sistema de distribuição de água potável é sanitário. água mineral ou ainda ferver a água de torneira durante o mínimo de 15 minutos. Deverão ser tomadas todas as cautelas pelas concessionárias de abastecimento de água potável no que concerne ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Lei 8078 de 11 de setembro de 1990) no seu artigo 6º parágrafo X: “São direitos básico do consumidor a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral”.Número de rodízios e influência do ar Número de dias com água 2 1 0. É a retrossifonagem.14 .5 1 Número de dias sem água 1 1 0. adotando-se uma tarifa mínima 10m3/mês para todos os imóveis da área afetada pelo rodízio.7. principalmente em locais onde existem tubulações antigas de ferro fundido. Nos casos de o abastecimento ser completamente descontrolado. pode ocorrer a formação de vácuo relativo e a água poluída que está perto da tubulação entra na mesma. com os rodízios os hidrômetros não funcionam corretamente devendo haver um desconto geral no volume de água conforme o número de rodízios feitos durante o mês. quando esta se esvazia. sugerimos usar filtro ou purificador doméstico. Um outro problema é a água aparecer barrenta. Dica: ventosinha não funciona no ramal predial 2.5 2 Número de rodízios no mês 10 15 30 10 Aumento do consumo de água devido a influência do ar 2% 3% 6% 2% Na área de rodízio haverá casos em que a influência do ar será muito grande. Em conclusão. Quando o usuário tiver alguma dúvida sobre a qualidade da água para beber. para ser feito o abatimento adequado e verificando se não houve um aumento de consumo do usuário. Haverá usuários em que a influência do ar será significativa e a análise deverá ser caso a caso. Quando a rede está com pressão e existe um pequeno vazamento a água sai da tubulação e quando a rede fica vazia. onde há uma mistura da água limpa com a água suja denominado pelos americanos de cross-connection.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Tabela 2.

S. C.15 . ISBN-0444-41669-2.Método de15 Hardy-Cross Capitulo 2. 84 páginas -STEPHENSON. et al. 1981. HR Wallingford. 2a ed Elsivier scientific publishing company.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. Pipeline design for water engineers. 2005. 2. DAVID.14 Bibliografia -LAUCHALAN. Air in pipelines. Report SR 649 April.

br Previsão de consumo de água 3.com.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 3.1 .

do transporte e da recreação. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. pois. novas tecnologias e as novas peças que economizam água.com. no uso atual e no uso futuro.1976).br Capitulo 3. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%. O Uso Consultivo da água é aquele que água tem um fim em si mesma. e) Clima: temperatura. A Previsão da Demanda da Água é uma estimativa do futuro com quatro dimensões: quantidade.2 .Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água.. chuvas. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. f) Estatísticas de água: preços. semanas. perdas d’água. dias. sendo portanto um conceito analítico. estruturas da tarifas. sendo portanto um conceito descritivo. 3. aumento da renda. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. meses ou anos. evapotranspiração. densidade de moradias. O Uso Não Consultivo da água é aquele em que a água é um meio para um fim desejado. falando propriamente. isto inclui o abastecimento de água. tempo e espaço. O futuro para a previsão pode se referir a horas. Geralmente uma previsão tem de 15 a 25 anos para médio prazo e para longo prazo cerca de 50 anos. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações. O Uso da Água se refere a quantidade de água necessária para atender aos vários fins a que se destina. o futuro não existe (Encel et al. medidas de redução do consumo de água.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 3. A previsão contudo não é um método científico. aceitabilidade pelo público etc. A Demanda da Água é quantidade de água a ser consumida na unidade de tempo com um preço determinado. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família. tamanho dos lotes etc. Há inúmeras incertezas em uma previsão podendo ocorrer uma grande variedade de erros. sendo o seu destino por exemplo o abastecimento público. a indústria e mineração. projeção do aumento da renda. suprimentos particulares.Previsão de consumo de água 3. a agricultura. A Previsão de Demanda de Água é baseada nos usos anteriores da água. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos. Projeções dos empregos agregados e desagregados. O uso da água pode ser dividido em duas categorias: uso consultivo e uso não consultivo. É o caso das usinas hidrelétricas. Isto inclui as populações e indústrias futuras. dados históricos mensais por economias e por categorias. O total da água trata é a Água Produzida e o Abastecimento de Água é toda a água necessária para uma cidade. O que vamos tratar é o Uso Consultivo da água. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia. qualidade.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão da demanda em um sistema de abastecimento de água potável.

Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 3. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas. volume por ligação. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão.2 Previsão usando densidade A previsão de consumo é muito difícil. Este método é bom para previsões a curto prazo. Tabela 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1 a 2 L/s x ha 3. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare. pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro. a quota per capita.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas. Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada.com.br Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas.1. pois usa poucos dados. por exemplo. Existem varias tabelas sobre o assunto. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. 3. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência.3 . renda. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial.

comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) 2 Bairros residências de luxo com lotes de 800m 100 Idem 450m2 120 2 Idem 250m 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial. AI= -3. Vaughan Jones elaboraram para a AWWA o livro sobre Forecasting Urban Water Demand que deve ser consultado pelos especialistas.3. tarifas de água.com.4 .64 29.14 89.br Tabela 3.64 84.64 18. densidade (hab/ha). O livro de Previsão de Consumo de água de Plínio Tomaz também deverá ser consultado.14 34.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) Tabela 3.2.64 3. nível de renda da população.64 62.86 + 0.14 23.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. etc. É normal e aceitável a variação na previsão de população de 10% a 20% sendo a média de 15%.3 Cenários de previsão de consumo de água Os cenários futuros para previsão de população podem variar bastante desde as condições climáticas.64 40.14 45. ilhas de calor.64 51.64 73. Bruce Billings e C. programas de conservação da água.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12.14 67.14 78.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 3. 3. R.14 56.

onde um grupo de especialistas que não se conhecem fazem as varias estimativas de futuro em varias áreas do conhecimento como engenharia.com. Barnes et al. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. agricultura. Método Logístico 3. Qasim. Nota: tive oportunidade de ver uma previsão de população de Guarulhos feita em 1964 e que saiu totalmente da realidade. 7. 1968. Método de crescimento geométrico 3. Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação. 3.br Um dos métodos que podem ser usados é o Método de Delfos usado inicialmente pela Força Aérea dos Estados Unidos. CETESB. Método geométrica 3. Método de crescimento aritmético 2. 4.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 3. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado. Todas as informações são levada somente a uma pessoa (oráculo) que faz a condensação dos dados. 1981. Vi várias previsões de população e de consumo de água para Guarulhos e todas elas sem exceção deram erros muito grandes. 5. economia e outras. apesar de os processos usados serem muito “modernos”. Método da previsão de empregos 8. Método aritmético 2. 6. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões. Metcalf & Eddy. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região. O resultado será o melhor possível que nem os método cientifico mais modernos podem conseguir.5 Previsão de população Qasim. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.5 . 1. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais. 1985. 1978.

181 597.000 7.970 1.960 1.455 384.627 24.264 500.908 104.894 662.995 1.980 1.294 6.982 1.989 209.226 221.186 22.6 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (3.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 3.779 6.863 444.973 1.br 3.744 97.971 1.996 1.950 1.000 52.237 6.045 728.000 916.000 709.343 296.546 833.469 24.969 1.294 900.926 283.974 1.526 366.975 1.226 428.626 345.489 68.268 539.281 50.197 173.480 630.726 325.000 680.983 1.690 806.567 473.159 414.972 1.660 35.000 55.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.026 263.301 95.967 1.426 387.677 41.745 19.000 35.001 1.997 1.273 23.101 101.585 266.com.975 532.999 2.072.000 48.528 158.977 1.073 33.994 1.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.162 90.4.751 355.000 893.099 196.000 828.940 1.580 81.326 102.990 1.000 922.985 1.754 236.984 1.717 3.976 1.968 1.981 1.876 189.062 581.988 1.000 801.690 55.723 45.000 746.940 773.000 811.000 863.678 672.000 794.271 503.326 407.6 .966 1.047 325.126 242.439 6.986 1.304 17.826 304.682 565.869 223.518 717.523 18.145 463.000 857.000 739.550 205.998 1.697 86.978 1.197 1.811 15. Tabela 3.000 761.993 1.4).422 17.776 77.237 972.093 77.991 1.000 771.885 59.000 2.987 1.979 1.486 37.992 1.497 182.989 1.000 5.

003 2. Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 3.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.002 2.6) 3.006 1.Po)/ (t1.com.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 3.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 3.004 2.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.283.6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: r= (P1. Yassuda e Paulo S.253 Na Tabela (3.005 2.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (3.179 1.br 2.7 .251.7 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R. Tabela 3.

Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 3.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 3.8 .Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a méda das três ultimas razões teremos: Media =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 3.br População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 3.com.7.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.1.

Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 3. log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980. (´Po+P2)] / (Po .Po. P= K / (1 + 2. q (t-to) P= 806000 x 1.br 3. q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1. 1967 pelo método geométrico será: P= Po .603. (K-Po)}} to=0 t1=d. P= Po . q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1. Po= 806.P12) b= {1/ (0. log { [Po (K-P1)]/ {P1 .4343) .8.P2 – P12 .P1.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.766hab Tabela 3.com.4343 x d)} . No caso d=10anos t2=2d a = (1/0. 3.717 hab.9 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP. 1967.9 .03 Adotando a razão q= 1.03 (2030-1990) =2.718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2. P2 . P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K.072.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 3.000 hab.03 obtermos para o ano 2030.8 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.

to P1. P2 . pois to=1980.4343) .Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.4343 x d)} .558. P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.65504716 Po. (´532908+1072717)] / (532908x 1072717 .Valores de Po. (´Po+P2)] / (Po .07232125 a=0.65504-0.P2 – P12 . log [(1558889-532908)/532908]= 0. (Ks-Po)}} b= {1/ (0.10 . a população de saturação será de K=1.07232.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 3.718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2.Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0. log [(K-Po)/Po] a = (1/0.65504716 P= Ks / (1 + 2.558.8060002)= 1.com.9. log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 .4343) .65504-0.07232125 a = (1/0.10.4343 x 10)} .07232.br Tabela 3.850 Tabela 3. b= {1/ (0. (1558889532908)}}= -0.889 Portanto. Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim.t ) O tempo começa a contar de 1980.P1. t1 P2. t2 3.277.889 habitantes.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 .Po.718 0. P= 1558889 / (1 + 2. log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 . (2010-1980 )= 1.718 0.

Em um abastecimento direto como o Parque Cecap em Guarulhos onde não há reservatórios. para abastecimento direto Razão Máximo no dia/ média diária (K1) Máxima na hora: media da horas (K2) Faixa normal de variação Varia de 1. poder-se-ia admitir K1=1.0 e k2 entre 3 e 6 para os Estados Unidos.0 Valores médios K1=1. 2004 cita que a Sabesp tem quota per capitã efetiva varia de 130 a 273 L/dia x hab sendo a media de 221 L/hab x dia.50 sendo que K1 x K2 x K3=3.5 K1xK2= 1. Conforme Tsutiya.11) que vale para os Estados Unidos onde o abastecimento é direto.2 e K=3 sendo o produto k1xk2=3. No Parque Cecap em Guarulhos chegamos a média de 211 litros/hab x dia incluso as perdas. isto é. Usualmente se toma k1=1.Valores médios de k1 e k2 segundo Fair. isto é.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 3. No Brasil é usual perdas de 30% a 45%.0 a 3.11 .5x 2.5=3.11 Perdas de água As perdas na rede de distribuição também deverão ser levadas em contas. 2004 cita Thomas Walski que recomenda k1 entre 1. 1966.2 a 2. 1966 apresenta a Tabela (3. Fayer et al.com. as casas possuem reservatórios domiciliares. Em abastecimentos semelhantes poderemos usar os valores médios estimados Tudo se passa como se existisse um coeficiente K3 para quando não houvesse reservatórios e K3=2.75 3. Caso fosse incluso 40% de perdas a quota per capita seria de 211+84= 295 L/dia x hab. Tsutiya. et al.5 K2=2.o que significa que não estão inclusas as perdas.br 3. Salientamos que nos países do primeiro mundo o abastecimento é direto.50 (antiga PNB 587 da ABNT) que são usados no Brasil para sistema onde o abastecimento é direto.0 para K1=1.11.0 Varia de 2. 1967 as variações de consumo diárias e horárias são assim definidas. 3.6 Tabela 3.2 e K2=1. as casas e prédios não possuem reservatórios e daí ser necessário introduzir um coeficiente K3 ou admitir o produto K1 x K2 com maior valor de maneira semelhante aos Estados Unidos ou Europa por exemplo.2 a 3. k1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano k2= maior vazão horária no dia/ vazão méia horária no dia É sempre uma dificuldade estimar o valor de k1 e k2 quando fazemos um projeto.10 Variações de consumo Conforme FHSP.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.20 (antiga PNB 587 da ABNT)e k2=1.

principalmente em cidades de veraneio. A base do método é que todos devem ser especialistas e que o grupo seja anônimo e haja um feedback do resultado.Techniques and Applications” de Haroldo A.12 . O método Delfos cobre algumas áreas das filosofias para a procura da verdade.9 Armênia 50 a 55% Bulgária. principalmente de Locke. Leibniz. 3.br Tabela 3.12 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta. isto é. O mínimo de especialistas deve ser de quatro.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 3. pois o oráculo era o intermediário entre os conselhos dos deuses e o homem. O método Delfos deve-se ao modo que os oráculos de Delfos respondiam na antiga Grécia. aquele mais conhecido. pois ele é quem faz as perguntas adequadas. Informações mais detalhadas sobre o Método Delfos pode ser obtido no trabalho “The Delphi Method. Sofia 30 a 40% Croácia 30 a60% Dinamarca 4 a 16 Eslovaquia 27 Espanha 24 a 34 Espanha 22 Finlândia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália média 15 Itália.8 Alemanha ocidental 6. Roma 31 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.12. Uma das críticas do método Delfos é que o mesmo pode ser influenciado pelo coordenador do grupo.13 Método Delfos É um método estruturado de maneira que vários especialistas respondem um questionário e depois recebem as opiniões do grupo enviadas por um coordenador. Linstone e Murray Turoff do ano de 2002 com 618páginas.com.4m3/km e 243 L/propriedade x dia República Checa 20 a 30 Slovenia 40 Ucrania Em torno de 50 3. O método não permite que as pessoas se conheçam e discutam o assunto entre elas.8 Alemanha oriental 15. O método Delfos foi desenvolvido nos Estados Unidos nos anos de1950 pela Força Aérea. Kant. 3. Hegel e Singer. para não haver influência e aconteça que as pessoas sigam o líder do grupo.Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Paises Perdas (%) Albânia Até 75% Alemanha (média nacional) 8.

13 . Denver. Wastewatrer treatment plants.com. 2004. 1967. Edutira John Willey. 643páginas -FAIR. 2006. et al. 1966. 1996. . Abastecimento de água.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 3. EPUSP. GORDON M. Colorado. 726páginas.14 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água. Forecasting urban water demand.planing. -HELLER..BILLINGS. 859 páginas. -QASIM. ISBN 1-56676-134-4. Abastecimento de água para consumo humano. -FHSP. Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. American Water Works Association. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. Water supply and wastewater removal. Belo Horizonte.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. -TSUTIYA. ISBN 0-471-25130-5 3. SYED R. MILTON TOMOYUKI.br 3.1994. design and operation. NBR 12211/92. LEO et al. R. BRUCE et al.

Perdas de água 4-1 .Método de Hardy Cross Capitulo 4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4.

a água que foi extravasada dos reservatórios. Tabela 4. contas de água subestimada.1) seguem as perdas d’água do SAAE em 1995. b) Determinar o total de água vendida através dos micromedidores. A verdadeira perda UFW representa os vazamentos de água. 4-2 . a perda de água é definida como a diferença entre a quantidade entregue ao sistema e a água realmente consumida nas categorias doméstica. chamada pelos americanos de unaccounted-for-water (UFW). Assim. d) Subtraindo o item b do item a e subtraindo o índice c do que restou. Para a Alemanha. Segundo o Congresso Internacional da IWA. Hong Kong tem também conceitos diferentes. c) É importante que toda a água seja medida. O Japão e o Brasil usam termos como effectively used water e not effectively used (água efetivamente utilizada e não utilizada: perdas físicas e perdas não-físicas). e) A AWWA aconselha que o erro seja calculado. teremos a verdadeira perda. erros de leitura de hidrômetros e erros cadastrais. a água dos reservatórios do serviço público. hidrômetros impróprios para o consumo. comercial e industrial. realizado em Copenhague. não é paga. por alguma razão. furtos de água. incluída a água que é medida e que. mas há casos em que isto não é possível e.84% outras perdas 40.0% Total Guarulhos tem dados de perdas de água de toda a cidade desde 1972 e não conheço nenhuma cidade do Brasil que tenha estudo de toda a cidade na época conforme Tabela (4. a perda é a diferença entre a quantidade de água que entra num sistema e a soma da água vendida.2). De modo geral. A International Water Association-IWA mostra que inúmeros países têm conceitos de perda diferenciados.Porcentagem de perdas SAAE em 1995 Tipo de perda Porcentagem de perdas .04% vazamentos 8. micromedição e outras perdas.1. as imprecisões nos hidrômetros. Na Tabela (4.1 Introdução A AWWA definiu que é a perda d’água: a) Determinar precisamente a quantidade de água. então.Perdas de água 4. em volumes. caminhões-tanque e outras. a água de descarga por vazamentos ou para limpeza de redes devido a algum odor ou sabor estranho.SAAE 19. entregue ao sistema de distribuição. para que não haja falhas na contagem. deverão ser estimadas: a água gasta para conter incêndios através dos hidrantes públicos. deverá ser realizada a estimativa da água usada.Método de Hardy Cross Capitulo 4. a IWA separa a perda em três tipos: vazamentos. em 1991.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4. produzida ou comprada. principalmente. eram praticamente as mesmas. durante um período de 12 meses consecutivos.12% micromedição 12.

para os países desenvolvidos.49 1986 27.46 1981 29.36 1982 34.92 1978 24.84 1995 42.94 1989 34.20 1975 32. devido às novas tecnologias e ao crescente custo da água.00 1988 30. adotou como toleráveis.Perdas de água do SAAE de 1972 a 1995 Ano Perdas de água (%) 1972 29.04 1974 19. o que durou até julho de 1996. para países em desenvolvimento.49 1993 38. através de comitê especial para o assunto.Método de Hardy Cross Capitulo 4. a AWWA tinha adotado a taxa de 15% como tolerável.11 1979 25.53 1994 40.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4.20 1983 38. a Associação Americana de Instalações de Água (American Water Works Association – AWWA). Enquanto isto. 4-3 .23 1976 24.09 1992 35.73 1991 32. desde julho de 1996.2.69 1985 33.31 1984 35.00 O Banco Mundial e os demais bancos internacionais adotam. a taxa de perda foi diminuída para menos de 10% . índices para as perdas d’água desde que menores que 10 %.77 1990 26.20 1987 24.16 1973 22. quando.86 1977 25. o limite tolerável de 25 % de perdas d’água.26 1980 26. Em 1957.

3.Método de Hardy Cross Capitulo 4.4m3/km e 243 L/propriedade x dia Romenia 21 a 40 Sofia. 2004 Na Tabela (4.9 Armenia 50 a 55 Bulgaria >60 Croacia 30 a 60 Dinamarca 4 a 16 Eslovenia 40 Espanha 22 Finlandia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália 30 Moldavia 40 a 60 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8. 2002 que é o seguinte: Tabela 4.Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Perdas (%) Paises Albania > 75 Alemanha (média nacional) 8. Bulgaria 30 a 40 Ucrania Em torno de 50% 4-4 .3) adaptada de Weimer. 2004 mostra a Tabela (4. Tabela 4.8 Alemanha oriental 15.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tsutiya.Índice percentuais de perdas Índice total de perdas (%) Classificação do sistema < 25% Bom Entre 25 e 40 Regular > 40 Ruim Fonte: Tsutiya.4) estão dados atualizados das perdas de água em cidades e regiões da Europa de 2007. 2001 e Baggioi.8 Alemanha ocidental 6.4.

6). os comentários a respeito de cada tipo de perda são os seguintes: Vazamentos: são as perdas físicas verificadas nas redes e nos ramais prediais. muito parecida com a média brasileira.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia França Alemanha Toilet 9. Podemos observar que o consumo das toilet (bacias sanitárias) está entre 14% a 33% do consumo total. Tabela 4.5L/descarga 6 9 9 Máquina de lavar roupa 80L/ ciclo 74 a 117 75 72 a 90 Lavar pratos 35 L/ ciclo 25 24 27 a 47 Chuveiro 35 L/banho 60 16 30 a 50 Banheira 80 L/banho Em síntese. As demais causas de perdas demonstraram-se insignificantes ou inexistentes. Para o banho se gasta de 16litros a 50 litros conforme se pode ver na Tabela (4. Macromedição: deve-se a ausência de medidores ou medidores deficientes na venda de água por atacado ao município de Guarulhos.Média de consumo em 19 de julho de 2007 Pais Média de consumo (L/dia x hab) Espanha 260 Lituânia 90 França 160 Alemanha 120 Média da Europa 150 O uso da água em três paises da Europa estão na Tabela (4. Tabela 4.7).Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia Suíça (%) (%) (%) 33 14 33 Toilet Banho+chuveiro 20 29 32 Máquina de lavar roupas e pratos 14 30 16 Beber e cozinhar 3 4 3 Vários 27 21 14 Uso externo 3 2 2 Na Europa em média a descarga nas bacias sanitárias é de 9 litros. Micromedição: neste tema encontram-se englobados os diversos aspectos correlacionados com o sistema atual de micromedição. Tabela 4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Na Tabela (4.5) estão as médias de consumo doméstico de alguns paises e de toda a Europa.Método de Hardy Cross Capitulo 4.7. observando-se que a média Européia é de 150 L/dia x hab. incluindo perdas inerentes ao sistema (existência de caixas d’água em 80% dos domicílios e as próprias características 4-5 .5.6.

4 % das perdas . ligações reativas clandestinas.04% e que as perdas por ligações clandestinas em favelas é de 1.88 1.8. enquadram-se várias causas de perdas não-físicas.04 19. subavaliações e fraudes de diversos tipos.04 Vazamentos 2. como. política de cobrança.0% 20. Habitações subnormais: a este tipo de perda estão associados os aspectos decorrentes da política estadual de abastecimento de água das favelas da Região Metropolitana de São Paulo.Método de Hardy Cross Capitulo 4.12 Micromedição 3. faremos.12 Macromedição 8.8).3%).1%). As perdas físicas são vazamentos (redes e ligações) e constituem praticamente 47.52 Habitações subnormais 6. Como as perdas estão relacionadas ao total do sistema operado e. no qual podem ser melhor observadas as porcentagens de perdas d’água na Tabela (4. hidrômetros avariados e afins. Tabela 4. pode ser observado que as perdas d’água por vazamentos são de 19. Como pode ser verificado na Tabela (4. totalizando 20.84 6.6%. como elas constituem 40% deste. As perdas não-físicas somam 49% e decorrem de erros na macromedição (5. como.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 dos hidrômetros) e deficiências atuais.3%).12 8. então. erros na micromedição (20.36%. deficiências diversas de cadastro.3%) e falhas do cadastro do usuário em gestão comercial (17.36 2. hidrômetros com idade de utilização vencida.6 Total Na tabela anterior. falhas de cadastro em habitações subnormais (6.84 Gestão comercial 40.8). Gestão comercial: neste âmbito. 51% das perdas são físicas e 49% são perdas não-físicas. 4-6 . um quadro um pouco diferente.12 2.Perdas físicas e não físicas Perdas físicas Perdas não-físicas Tipo de perda (%) (%) (%) 19. por exemplo: hidrômetros inclinados. por exemplo: o não-cadastramento em tempo real das novas ligações.4%.4 19. As ligações clandestinas em habitações subnormais (favelas) correspondem a 3.

aleatoriamente.46 Inclinação dos hidrômetros 11.46% e a presença de caixas de água totalizando 11. o máximo que podemos fazer é passar de 11.10). cem hidrômetros residenciais de 3m3/h x ¾".52 % Total Quando da presença das caixas d’água. Observa-se que nas redes de água temos somente 9% dos vazamentos mas que correspondem a 48% do volume de água perdido. Porcentagem em relação Perdas por micromedição em ao total de perdas Guarulhos 4. O erro médio encontrado foi de 6% para o consumo residencial. devendo ser priorizado o combate aos vazamentos nas ligações.2 Perdas por erros na micromedição do SAAE Guarulhos Foram escolhidos.3 Determinação de parâmetros de execução de vazamentos As pesquisas elaboradas durante três meses e finalizadas em julho de 1993. Reabilitação de redes Como pode ser observado no quadro acima.06 Presença de caixas d’água 6. na micromedição.52% de erros na micromedição conforme Tabela (4. no Departamento de Manutenção do SAAE de Guarulhos. de Classe Metrológica “A”. incluindo hidrômetros inclinados. mais de 90% dos vazamentos são decorrentes de ramais prediais.Quantidade de vazamentos e água perdida Quantidade de vazamentos Volume de água perdida Pesquisa SAAE de (%) estimada (m3) vazamentos 9% 48% em rede 91% 52% em ramais prediais 100% 100% Total Foram calculados os volumes perdidos nas redes e ligações por método estimativo. Tabela 4. 4-7 . da AWWA. chegaram às seguintes conclusões (aproximadas) que estão na Tabela (4. tais como da Classe Metrológica “B”. Acreditamos que. o problema é praticamente impossível de resolver. 4.Perda por micromedição do SAAE de Guarulhos em 1995.9.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. com base em cálculos de orifícios. Tabela 4.9).Método de Hardy Cross Capitulo 4.00 Condições médias dos hidrômetros 1.52% para 6% do total de perdas d’água. ao invés de proceder ao remanejamento de redes distribuidoras. segundo recomendação do manual Medições e Detecção de Vazamentos (Audits and Leak Dectection). que têm vazão mínima de 30 L/h ao invés de 40 L/h.10. a não ser com o uso de hidrômetros mais sensíveis. da AWWA. A estes erros deve ser acrescido os erros nos hidrômetros inclinados de 1.

As redes de distribuição de Guarulhos. de ferro galvanizado. não deve ser esquecido a necessidade de novos sistemas produtores. a fim de serem evitados os chamados rodízios no abastecimento de água. Portanto. Tabela 4. conforme o material da tubulação conforme Tabela (4. possui menos de 30 anos. apresentaram a seguinte disposição. isto é. possuem pressão maior que 60 mca. grande taxa de vazamento em ramais de PEAD recentemente instalados.12). As pesquisas na SABESP demonstraram.11. As perdas de água ocorrem 40% a mais nas áreas que têm pressões superiores a 60mca. 4-8 . também. estimamos que somente 20% da rede de água. Pesquisas feitas na Sabesp sobre vazamentos invisíveis estão resumidas na Tabela (4. em 1995. é apropriada.65 Ferro Fundido 4 0. por ramais de polietileno de alta densidade (PEAD) deverá prosseguir.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Reabilitação dos ramais prediais A troca sistemática de ramais prediais antigos. o que não é muito (2. cerca de 50% das perdas físicas deve-se a vazamentos nas redes e ligações de água.620 100. Em Guarulhos. os quais também deverão ser trocados. tendo sido este fenômeno uma das causas do incremento de perdas nos últimos anos. A Sabesp fez estudos sobre as pressões das redes de água e verificou que 30% da rede têm pressões superiores a 60mca.24 PVC 1. nas regiões submetidas a rodízios de abastecimento de água induz a um notável incremento de perdas (físicas e não-físicas).00 % Total Tomando como base o ano de 2008 a rede do SAAE é praticamente nova. além do combate às perdas d’água. Ampliação ou implantação de sistemas produtores: Foi demonstrado pela Sabesp que. Somente cerca de 40 km de rede de ferro fundido têm em torno de 36 anos de idade. A afirmação da Sabesp de que os rodízios aumentam as perdas d’água de uma maneira bastante significativa.11).47%).Método de Hardy Cross Capitulo 4.Redes do SAAE em 1995 Comprimento SAAE (%) Material (km) 14 0. É muito importante que seja realizado o rebaixamento de pressões com a utilização de válvulas reguladoras (RPV). de 422 quilômetros. 25 Fibrocimento 911 56.86 Aço 691 42.4 Redução das perdas físicas nas redes e ligações de água Como foi verificado. 4.

que são executadas anualmente. Os resultados são evidentes. e foi de US$ 551. com pressão maior.00 por quilômetro de rede.total custos unitários .2 551. O custo do reparo do ramal predial foi de US$ 266.substituição ramal US$/un custos unitários por km de rede .0 17. a média é de 0.Método de Hardy Cross Capitulo 4.pesquisa .79 vazamentos por ramais prediais/km conforme Tabela (4. pois pode ser verificado que as redes novas de PVC.32 1.0 315.51 vazamento/km nas redes antigas.22 m3/h 978.13).78 vazamento/km nas redes novas e 1.conserto de ramal com substituição Total vazão recuperadora por km 5 69 0.rede .63 m3/h. É fundamental lembrar que a Sabesp encontrou 0.conserto de rede . com mais de 30 anos e pressões maiores do que 60 mca.18 762.78 551 350 266 79 294 0.86 Redes velhas de ferro fundido com mais de 30 anos e pressão maior que 60 mca 247.05 0. possuem mais perdas d’água. isto é.12.rede .5 194.2 US$ /km 2.55 vazamentos por rede/km e 5.ramais .00 por unidade. para as medições de vazamentos visíveis e invisíveis.pesquisa US$/km .Vazamentos invisíveis na SABESP em 1993 Discriminação Redes nova de PVC com menos de 30 anos e pressão menor que 60 mca 94.85 extensão de rede pesquisada (km) número de vazamentos encontrados . A SABESP escolheu duas situações características: redes novas de PVC com menos de 30 anos e pressões dentro das normas e redes antigas de ferro fundido. O custo de reparo da rede distribuidora foi de US$ 350. 4-9 .Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4. No SAAE. incluindo pavimentação.0 112.68US$ /km 1.63 m3/h O custo da pesquisa de vazamentos está embasado em relatórios da Ambitec (SABESP). têm vazão recuperadora de 1. têm 2. enquanto as redes antigas de ferro fundido. relativos a vazamentos invisíveis. considerando a substituição completa do ramal e um acréscimo de preço de 100%.00 por unidade.22 m3/h.conserto rede US$/un . com menos de 30 anos.51 551 350 266 551.73 0. levando em consideração os preços de materiais e serviços.ramais vazamentos /km .19 1.

ou seja.900. tomamos a pior situação. 17. Considerou-se somente o custo do metro cúbico da água adquirida da SABESP.00 Verifica-se que a relação benefício/custo é igual a US$ 1.32/m3 551 / km 194.00/189.00 1.79 ramais prediais 6. que é de US$ 0.Preços unitários. operação e manutenção.00 durante um ano.13-Vazamentos/km SAAE 1995 Vazamentos/km SAAE (visíveis) Tipos de vazamentos 0.00 55.600 m3 US$ 1. Nestas regiões.900. - 240 km 286 un.000.3.00.1 m3/s (100 L/s) Custos Pesquisa Reparo de ramais Reparo de rede Custo Total Volume recuperado por ano Benefício à base de US$ 0. 4-10 .900. 5.18 / un.34 Totais Tabela 4.55 redes 5.153.535.5 / un.240.225. principalmente nos 324 quilômetros de rede de água com pressão superior a 60 mca (20% da rede).152. Para cada dólar aplicado.009.009. Não foram levados em conta os custos de bombeamento com energia elétrica. quantidade e preços totais Preços unitários Quantidade Preços totais Discriminação US$ US$ Extensão a pesquisar para 240 km recuperar 0. teremos cinco dólares de economia de pagamento de água à SABESP. A pesquisa de vazamentos invisíveis deverá começar nas áreas que possuem mais água disponível e naquelas que têm maiores pressões.14. Para a previsão de vazamentos em redes e ligações.009. o que mostra que os serviços são viáveis e que o custo de US$ 189.Método de Hardy Cross Capitulo 4. 70 un.152. 3.152.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4. Basta pesquisar 240 quilômetros de rede de água para se ter uma economia de 100 l/s.00/ano 132. sendo previsto o custo unitário de US$ 10. deverão ser instaladas válvulas redutoras de pressão.32/m3. redes com mais de 60 mca e mais de 30 anos.00 nos dará uma economia de US$ 1.00 ou seja.00 US$ 189.

91 40 1.15). mostraram que a média de reabilitação é de 1.2% da tubulação existente.200 0.5 Parâmetros Pesquisas em tubos de ferro fundido: 4 km/dia/equipe Pesquisas em tubos de PVC: 2 km/dia/equipe Custo médio com o uso do Leak Noise Correlator 1: US$ 551. Pesquisas feitas em 32 cidades pela IWSA. A substituição das tubulações pode ser feita por métodos destrutivos ou não.420 0. ou limpeza com polypig ou algum sistema de jateamento. não são abertas valas e instalamse novas tubulações aproveitando.00/ km de rede linear Preço que SAAE paga a SABESP: US$ 0.6 Reabilitação de redes de água Há basicamente três métodos de reabilitação de redes de água: • limpeza.7 60 2.7 60 3. A renovação da rede é feita através do seu revestimento com argamassa de cimento e areia. • renovação e • substituição. Apresentamos. a tubulação existente.32/m3 (dados de 16/3/95) Custo médio domiciliar que o SAAE vende aos usuários: US$ 0.180 0.200 0.Método de Hardy Cross Capitulo 4.000 0.25 45 1.70 40 1.200 0.7 145 2. recomenda-se taxa anual de reabilitação de redes de água de 1.6 165 4.00/km de rede linear Custo médio com o uso do geofone mecânico : US$ 300. resinas epoxis. dados de reabilitações de redes de água em várias cidades da Europa (IWSA-14/setembro/1995).5% a 2% ao ano.700 0. sendo que 70% consistem na substituição das tubulações e os restantes 30% consistem em renovação através de revestimento com argamassa de cimento e areia.25 40 0.000 0. ou outros processos.2 500 28. Tabela 4.20 70 0. 4-11 .15 30 1.15 45 0.060 0. Rede Idade Média Taxa de Expectativa da Vaz/km/ano da rede de reposição de vida rede água (anos) (%) (anos) 1.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4.9 110 3.92 40 0.8 125 2.0 100 5. na Tabela (4.090 0.15. Nos métodos não-destrutivos.2 85 1. Na Europa.35 40 0.Taxa de reposição e vazamento (kmxano) Compr. A limpeza é feita ou através de descargas na rede.1 1000 Pesquisa na Europa 19881994 Zurique Amsterdã Viena Genebra Hamburgo Munique Milão Antuérpia Budapeste Londres 1 Leak Noise Correlator: equipamento para detecção de vazamento através do som.15 30 0.68/m3 (dados de 16/3/95) 4. A reabilitação de redes de água é muito importante. ou não.

de um total de 1. A primeira. A estimativa do número de vazamentos para uma tubulação depende basicamente de seis fatores: a) qualidade da tubulação. Este procedimento garantirá às redes uma expectativa média de vida de cem anos. f) número de vazamentos ocorridos anteriormente. porém com menos influência. tais como: corrosão do solo e cargas externas: d) condições operacionais. 4-12 . Em 1997. Já foi comprovado que a idade das redes é um agravante dos índices de vazamentos de água e podemos dizer que estão relacionados à sua idade. diz respeito aos critérios seguros utilizados para estabelecer quais as redes que serão substituídas ou renovadas. segundo a IWSA. anualmente. Outras duas causas estão sendo investigadas. podendo ocorrer ainda outros. Mas. golpe de aríete. Assim.16. quando há mais de quatro vazamentos em uma tubulação.Expectativa de vida de diversos materiais Expectativa de vida Materiais (anos) 20 a 180 Ferro fundido cinzento 20 a 120 Ferro fundido dúctil ( simples proteção) 40 a 200 Ferro fundido dúctil ( proteção integral) 40 a 120 Aço 40 a 100 Polietileno 20 a 60 Proteção interna e externa das tubulações. diâmetro e idade. adotaremos o índice de 1% ao ano de substituições parciais das tubulações.Método de Hardy Cross Capitulo 4. e) influência do clima. o risco de vazamentos não depende mais da idade da tubulação e sim de um conjunto de outros fatores. Para a reabilitação das redes de água é importante a sua substituição após alguns anos de uso. pesquisas feitas na Suécia indicaram que os vazamentos de água se aglutinam em certas áreas formando clusters. a baixa qualidade da tubulação e as condições ambientais e operacionais. devido às tensões causadas pelo calor e frio.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 A expectativa de vida dos materiais usados nas redes. é a ocorrência de vazamentos em uma tubulação específica. As causas são: a má qualidade da mão-deobra. tais como: pressão interna. As mudanças da pressão da água e as condições do solo poderão causar um novo vazamento. b) qualidade da mão-de-obra de assentamento das tubulações. são os distúrbios que ocorrem quando o tubo é reparado. três ou quatro vazamentos num determinado trecho de tubulação podemos dizer que são decorrentes da idade da tubulação. após um período de tempo.620 quilômetros. A segunda causa. é a seguinte: Tabela 4. c) condições ambientais. Quando há dois. deverão ser trocados 16 quilômetros de rede de água. Os critérios mais modernos baseiam-se na freqüência dos vazamentos. Para a substituição de redes. atualmente. Um dos grandes problemas que temos. próximo ao anterior.

4. c) impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes. foi observado que 46% dos vazamentos ocorreram a 20 metros do outro vazamento. Quando isto acontece várias vezes.7 Manutenção das redes de água A falta de manutenção das redes de água é notada. considerando o intervalo entre os mesmos. Estudos na França dizem que 70% dos vazamentos em uma rede de água provavelmente ocorrerão em uma rede onde já houve um vazamento anterior. 4-13 . Estudos realizados na Suécia e na Inglaterra mostraram que os vazamentos se distribuem na municipalidade em aglomerações. há um distúrbio das pressões internas da tubulação e do solo adjacente. Durante o reparo. Portanto. num período de seis meses. é importante lembrar que os vazamentos se aglutinam geograficamente.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Estudos feitos nos Estados Unidos mostraram que o número de vazamentos varia em diferentes áreas de um determinado serviço de água. Estudo semelhante também foi feito na Suécia. Impacto de vários vazamentos em uma tubulação: As pesquisas mostraram que é muito difícil analisar as causas dos repetidos vazamentos em uma rede. .o controle e reparo de hidrantes. Ainda mais.o reparo de caixas de registros. 42% dos vazamentos ocorreram a um metro do vazamento anterior. principalmente nas decisões de substituição de redes. na cidade de Malmo. Estas perturbações aumentam as tensões nos tubos próximos e causam os futuros vazamentos. na cidade de Winnipeg do Canadá.o reparo de registros e peças especiais. após um dia. quando ocorre alguma falha.a construção de caixas de registros . . fundamentalmente. . quando temos que fazer a reabilitação de redes. . b) impacto de vários vazamentos em uma tubulação. temos uma aglutinação de vazamentos. onde 41% dos vazamentos ocorreram numa faixa de 200 metros. A prevenção sistemática de possíveis falhas é menos custosa do que o conserto das redes. e que a maioria dos vazamentos ocorre em um número limitado de tubulações.Método de Hardy Cross Capitulo 4.a detectação e reparo dos vazamentos invisíveis. As possíveis causas podem ser atribuídas a três situações: a) impacto da localização geográfica. Impacto da localização geográfica: As pesquisas mostraram que as áreas mais densas e com mais ligações de água têm mais vazamentos. Impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes: A manutenção e o reparo de vazamentos de água ocasionam novos vazamentos. Ela deverá contemplar: . Como exemplo.

a rede de distribuição parece ser muito mais sensível às elevadas pressões do que às ligações prediais. A escolha destes setores visaram conduzir a amostragem para valores próximos da média geral de distribuição. abrangendo os setores de abastecimento de água da Água Branca. denominado Setorização da RMSP.5 vezes maior do que o índice de falhas observado na faixa de 0 a 30 mca.00 0 a 30 0. Vila Medeiros. são bastante interessantes conforme Tabela (4.38 1. o tema 1. A Coplasa S. Este mesmo índice. sendo 2.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. e até 75 mca.62 11 a 15 0.5 9. Engenharia de Projetos. estudo de setorização.Vazamento conforme faixa de idade Rede de água Correlação com Faixa de idade vazamento/km/ano primeira faixa (ano) 0.41 3.44 > 30 4-14 . para áreas abrangendo 5%.17).45 2.17 1.36 61 a 75 Observa-se que. por faixa de pressões. idade e material nos vazamentos de água Em 1988. para a SABESP.16 16 a 20 1.86 1.75 8.00 6.70 0 a 10 0. A SABESP estabelecia os seguintes parâmetros: • pressões estáticas máximas de 50 mca.Vazamento/kmx ano conforme a pressão Rede Correlação com a Ramal predial Correlação Faixa de pressão Vaz/km/ano primeira faixa vaz/km/ano com a (mca) primeira faixa 0. apresentou para a SABESP em junho de 1988 no Seminário da Superintendência de Distribuição e Coleta da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O estudo abrangeu 662 km de rede de água da capital de São Paulo.07 26 a 30 2.18. para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão.70 2. Os resultados de comparação de vazamentos. Tabela 4. os resultados dessa pesquisa. Em resumo.67 1. Vila Alpina.93 1. Foi constatada a ocorrência de 88% de vazamentos em ligações prediais.10 31 a 45 1. o índice de vazamentos/km/ano nas redes de distribuição dá um salto.81 1. a firma Coplasa realizou. Tabela 4.A.Método de Hardy Cross Capitulo 4. com tolerância de até 60 mca. Vamos descrever. sucintamente.40 2. para áreas abrangendo 5%.8 Influência da pressão.51 1. e até 7 mca. • pressões dinâmicas mínimas de 15 mca. Cidade Vargas e Jaraguá. a partir de 60 mca. A Coplasa também examinou a ocorrência de falhas relacionadas à idade da rede de água . com tolerância de até 10 mca para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão.00 21 a 25 1.35 1.40 7. para ligações prediais. é apenas 36% superior.17.22 46 a 60 1.

20. até 100mm. o índice de vazamentos é 2.815 Redes pesquisadas 257 14 Redes com idade superior a 30 anos 401 22 Rede com pressão superior a 60 mca A Coplasa chegou às seguintes conclusões: . 4-15 .existem mais vazamentos (quantidade) em ligações prediais do que em rede de água. aço e PVC. em sua maior parte.48 Aço Outra pesquisa realizada pela Coplasa diz respeito ao diâmetro das redes de água. publicado pela primeira vez em 1980.5 superior ao índice da faixa de pressão entre 0 a 30 mca.a extensão dos trechos críticos atinge de 15 a 20% do total das redes em operação. 4.Método de Hardy Cross Capitulo 4.quando a pressão na rede é maior que 60 mca. foram as seguintes: Tabela 4. aos vazamentos nas juntas de chumbo dos tubos de ferro fundido. aconteciam em diâmetros pequenos.74 PVC 0.9 Sistema de monitoramento das redes para detecção de vazamentos Em 1970. . a firma inglesa South West Water Services Limited começou a escrever uma série de relatórios técnicos sobre o monitoramento de redes para detecção de vazamentos em todo o país. A Coplasa também realizou estudos sobre a qualidade dos materiais: Tabela 4.68 Ferro dúctil após 1970 0.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Os elevados índices observados nas faixas acima de 21 anos devem ser creditados.Extensão de rede de água pesquisadas pela Coplasa Extensão de rede de água (%) Discriminação (km) 1. A conclusão foi que as maiores falhas. isto é. em comparação ao que ocorre nos tubos de ferro fundido dúctil.24vaz/km/ano.os tubos com mais de 30 anos apresentam três vezes mais vazamentos do que os encontrados na faixa de 20 anos.43 Ferro fundido até 1970 0. . . em Plymouth (Inglaterra). 1.19. . Um deles é o famoso Report 26.Vazamentos por km/ano conforme os materiais Rede de água Material vaz/km/ano 1.a quantidade de vazamentos é maior nos tubos de ferro fundido instalados até 1970. para a SABESP. ou seja. As redes pesquisadas pela Coplasa. os quais correspondem à quase totalidade da extensão das redes desta faixa. Estes relatórios são “a bíblia” dos conhecimentos sobre este assunto. pelo Conselho Nacional de Água da Inglaterra.

várias medidas do nível de vazamentos dos WIS. .Leakage Analysis Software. tais como o uso do geofone e do leak noise correlator. A medição de vazão é medida com intervalos de 15min. 4. A medição de pressão é instantânea e acontece a cada dez segundos. Em suma.0% Total 4-16 .04 Vazamentos 2.uma redução dos reparos de emergência. os dados são passados a uma central de comando. É interessante notar.WIS) com população de 21 mil habitantes ou menos. . . também que a South West Water Services Limited possui um controle de válvulas redutoras de pressão (PRV) via telemetria. Nos DMA.84 Gestão comercial 40. ajustadas automaticamente 24 horas por dia. os medidores são recalibrados. possibilitando a pesquisa da área certa e evitando desperdício de tempo. os data loggers são retirados e os dados são transferidos para um computador PC portátil.Método de Hardy Cross Capitulo 4. são instalados medidores de pressão diferencial ou eletromagnéticos para medição fixa. um controle especial destas válvulas. Através do software LAS . Uma economia entre 12% a 23% já foi constatada com o uso automático do PRV. Na divisão primária. chamada WIS.88 6.Tipos de perdas de água (%) Tipo de perda 19. Localizado o DMA com mais perdas previstas.poucas perdas de água por vazamentos.10 Distribuição das perdas As perdas de água podem ser distribuídas seguindo a tipologia da tabela abaixo: Tabela 4. é feita a análise dos dados coletados pelo data logger. A cada três meses. são usados métodos tradicionais para detecção de vazamentos. Por telemetria. as quais fornecerão medidas adequadas ao administrador. temos: . instalado no DMA. Secundariamente. Foi introduzido o conceito da vazão mínima noturna em uma área de controle. geofonando áreas de pouco vazamentos. com o objetivo de diminuir as perdas de água durante a noite. A South West Services Limited divide o abastecimento de água em zonas (Water Into Supply.12 Micromedição Habitações subnormais 3.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Nele está explicada a metodologia para decisão de um nível econômico para detecção de vazamentos em áreas de controle. . inclusive.12 Macromedição 8. com população aproximada de 3 mil habitantes. os medidores são instalados com uma bateria e as medidas são feitas por poderosos aparelhos chamados data loggers. já que a detecção dos maiores vazamentos é feita rapidamente. a região é dividida em pequenos distritos chamados District Meter Areas (DMA). Anualmente.necessidade do uso da telemetria (WIS) e do data logger em campo (DMA).21.custos menores do que um programa alternativo de busca por geofone ou leak noise correlator. Existe.

16 km aproximadamente.921 barracos e 127. pois deve estar havendo muito desperdício de água por partes dos moradores como um barraco servindo de água outro barraco pelo mesmo hidrômetro.12 m3/mês por barraco com desvio padrão de 29. em 1996. o que correspondia a 12% da população urbana. deverão ser solicitados. com uma média de consumo de 21. deverá estar prevista a reabilitação da rede de água de 1% /ano. isto é. Estudos feitos na SABESP concluíram que o consumo de água de cada barraco varia de 11 a 37m3/mês. 4. Guarulhos possuía 240 núcleos de favelas. com 25. Segundo pesquisa realizada por mim. A rede também deverá ser monitorada por medidores eletromagnéticos fixos e com uso da telemetria.12 Perdas por vazamentos Deverá ser contratada uma firma de consultoria para a localização dos vazamentos invisíveis primeiramente nos 324 quilômetros de rede de água com abastecimento contínuo e pressão de mais de 60 mca.78 m3/mês em 100 amostras. O acompanhamento deverá ser feito pelo Departamento de Manutenção. junto à SABESP.9 pessoas/barraco.Método de Hardy Cross Capitulo 4. No futuro. 4-17 .13 Perdas na macromedição Através do Departamento de Operação. pois.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. 4. os laudos técnicos de aferição de todos os seus pontos de entrega para a região de Guarulhos.013 favelados. Somente um recadastramento corrigiria esta falha. A média de ocupação desses núcleos era de 4. a média de 26.6 m3/mês.11 Favelas Em 1995. o consumo de água médio dos barracos está muito alto.

Método de Hardy Cross Capitulo 4- Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008

4.14 Bibliografia -Adalberto Cavalcanti Coelho. Medição de água e política e prática, manual de consulta, janeiro 1996 -Annual Conference -Proceedings, Engineering and Operations, Anahein, California, june 18-22, 1995, The never ending leakage audit- using continuos system monitoring to target work for leakage detection teams, South West Water Services Limited, Exeter, Devon, England page 583 –591; -Committe report: water accountability. Journal AWWA, page 108- 111 (July, 1996) -Diagnóstico do Sistema de Água e Esgoto do SAAE Guarulhos, Estudo para Modernização técnica-operacional e melhoria dos serviços de água e esgoto de Guarulhos, firma Cyro Laurenza, junho de 1996 -Instituto Nacional de Metrologia, Normalizaçao e Qualidade Industrial, Portaria 29 de 7 de fevereiro de 1994 – INMETRO; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-1 - The economics of leakage control in the UK: theory and practice; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-5 - New technology for leakage detection and control, Spain, Canal de Isabel II. -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban, SS3-5 - Methods of diagnosis and perfomance indicators for rehabilitation policies- A Swiss point of view: pipelenes networks, Zurich Water Supply, Switerzeland. -IWSA, International Report, 25-31 of 1991 -Copenhague, 18 th International Water Suply Congress and Exhbition, Unaccounted for water and the economics of leak detection ( Eaux perdues et economie de la detection de fuites), Lai Cheng Cheong. -Journal of Water Supply Research and Technology(AQUA), vol. 46, number 1, february 1997- IWSA-Geographical analysis of water main pipe breaks in the city of Malmo,Sweden, page 40-47. -Programa de Redução de águas não-faturadas, SABESP, outubro 1993 revisão de janeiro de 1994, Lyonnaise des eaux Services Associés - Lysa -Setorização da RMSP - Seminário SDC - Superintendência de Distribuição e Coleta, SABESP, Coplasa S.A. Engenharia de Projetos, junho de 1988 -Sizing Water Service Lines and Meters, AWWA, Manual M22, 1975; -Water and Revenue Losses: unaccounted-for water, Research Foundation AWWA, 1987; -Water Audits and Leak Detection, AWWA, Manual M36, 1990; -Water Meters-selection, installatiom, testing and Maintenance, American Water Works Association (AWWA) Manual M6, 1986 -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI. Abastecimento de água. EPUSP, 2004, 643páginas. -TOMAZ, PLINIO. Conservação da água. Guarulhos, 1999. 294 páginas.

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Análise de Incerteza

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Sumário 1) Objetivo
2) Fórmula Racional 3) Fórmula de Manning para seção plena 4) Método da Margem de Segurança 5) Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional 6) Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena 7) Influencia dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para o item 3 8) Abastecimento de uma cidade. 9) Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s

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Capitulo 5- Análise de incerteza 5.1 Introdução Pretendemos explicar, de uma maneira bastante prática, a utilidade da Análise de Incerteza. Serão evitadas as demonstrações trabalhosas e detalhadas, que poderão ser encontradas nos livros de Mays e Tung,1992, Lamberson e Kapur, 1977, Elsayed, 1996 e Chow ,1988. É importante, sempre que se fizer a aplicação de uma fórmula, que seja avaliado o erro nela cometido, pois, as variáveis que introduzimos contêm erros. Neste sentido, basta substituir os valores e fazer várias simulações. Em análise de redes de água, costuma-se variar os coeficientes para verificar a sensibilidade da mesma face às mudanças. Uma maneira mais correta de se verificar a Análise de Incerteza em fórmulas é aplicando a Fórmula de Taylor. Desta aplicação resultou o chamado Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. Na Hidrologia, Hidráulica e Estruturas é importante a Análise de Incerteza. As variáveis dependentes de uma fórmula, normalmente, apresentam incertezas que por sua vez, se refletem na variável independente. Vamos procurar mostrar, através de exemplos, o uso desta ferramenta indispensável aos engenheiros para avaliação correta de seus cálculos. A Análise de Incerteza é conhecida também como Método Delta ou Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. 5.2 Fórmula Racional Como exemplo, mostraremos a Fórmula Racional: Q= C.I.A (1) Onde: Q= vazão em litros por segundo; C= coeficiente adimensional relativo à impermeabilização do solo; I= intensidade de chuva em litros/segundo x hectare; A= área em hectares. As incertezas na fórmula (1) referente ao coeficiente C, à intensidade de chuva e à área de drenagem, fornecerão uma incerteza ao valor da vazão Q. Os dados do problema são: O valor adotado do coeficiente C da fórmula racional é C=0,82 e o erro estimado em sua avaliação é de 7% ou seja o coeficiente de variação de C é ΩC =0,07.

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Quanto a intensidade adotada é de 300 l/s x hectare, sendo que a estimativa de erro na avaliação da Intensidade I é de 17% ou seja o coeficiente de variação de I é ΩI =0,17. A área A de captação é 7,5 hectares e o erro de estimativa cometido é de 5% ou seja o coeficiente de variação de A é ΩA=0,05. Substituindo os valores na formula racional temos: Q = C . I . A = 0,82 . 300 . 7,5 = 1.845 litros/segundo Queremos achar a incerteza final ΩQ na fórmula racional, considerando as incertezas nas variáveis C , I e A. Ω2Q= (δQ/δC)2 . ( C /Q)2 . Ω2c + (δQ/ δI)2 . (I/Q)2 Ω2I + (δQ/ δA)2 . (A/Q)2 Ω2A onde: C, I, A = são os valores das variáveis independentes; δQ/ δC = derivada da fórmula(1) em relação a C; δQ/ δI = derivada da fórmula(1) em relação a I; δQ/ δA = derivada da fórmula(1) em relação a A. Substituindo teremos: Ω2Q= ( I. A)2 . ( C / C. I. A)2 . Ω2c + (C. A )2 . (I/C.I.A)2 Ω2I + (C . I )2 . (A/C.I.A.)2 Ω2A Fazendo as simplificações, teremos: Ω2Q= Ω2c + Ω2I + Ω2A (2) Substituindo os valores: Ω2Q = (0,07)2 + (0,17)2 + ( 0,05)2 =0,0363 ΩQ = 0,0363 =0,19052, ou seja, 0,19 Portanto, para a vazão de 1.845 l/s temos uma incerteza de 0,19, ou seja, de 19%. É importante observar que as variáveis C, I e A são independentes uma das outras.
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(I/Q)2 Ω2I .312 . 0. D8/3 . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.3 Fórmula de Manning para seção plena Vamos usar a Fórmula de Manning para seção plena nas unidades do sistema internacional (S. ou seja.355 m3/s 5.).05. (D/Q)2 Ω2D + (3) 5-5 . ou seja.015-1 .845 =350.938 l/s Queremos calcular a incerteza no cálculo da vazão da fórmula de Manning (2) para seção plena. A rugosidade de Manning n = 0.Análise de incerteza.001 m/m com incerteza de 7%. μQ σQ = 0. I = declividade da tubulação em metro por metro (m/m).938 m3/s = 1.55 l/s = 0. As variáveis dependentes n. Ω2n + (δQ/ δD)2 . Queremos a incerteza da vazão Q na fórmula (2).I.58/3. I1/2 = 0.19 . Consideremos que o diâmetro seja de D=1. ou seja. Vamos calcular a vazão Q usando os dados fornecidos: Q= 0. 0.312 . ΩI= 0.01. 1. (n/Q)2 (δQ/ δI)2 .0011/2 Q= 1. com coeficiente de variação ΩD= 0.50m com incerteza de 1%. Ω2Q= (δQ/δn)2 . o desvio padrão será: σQ = ΩQ . D = diâmetro da tubulação em metros (m).015 com incerteza de 5%.07.br 01/01/2008 O coeficiente de variação da vazão na Fórmula Racional (1) é: ΩQ = σQ / μQ Então. n = coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional). D e I possuem incertezas. 1.312 . Q= 0. n-1 .com. Ωn = 0. I1/2 sendo: Q = vazão em metro cúbico por segundo (m3/s). n-1 . A declividade I= 0. D8/3 .

312 .I1/2-1)2 . ou seja.05)2 + (64/9) .312 . δQ/ δn= derivada da fórmula(2) em relação a n.Ωn2+ (0.br 01/01/2008 onde: n. σQ = ΩQ .312 .00071 + 0. ΩD2+ (0. fazendo as substituições na fórmula (4).01)2 + (1/4) .067 . D e I.7%. ( 0.066595. ΩI2 (4) Como temos os coeficientes de variação de n . coeficiente de variação de Ω2Q = 0. n-1 .004435 ΩQ = 0. D8/3-1 . a incerteza de 6. δQ/ δD = derivada da fórmula(2) em relação a D.07)2 Ω2Q = 0. temos: Ω2Q = (0. Ω2Q= ( -0. D8/3 .85 l/s = 0.004435 = 0. D e I acarretam. I = são os valores das variáveis independentes. O desvio padrão é dado pela fórmula abaixo. 1938 = 129.001225 = 0. (8/3). n-1 . ΩI2 Ω2Q =Ωn2 + (64/9). a incerteza nas variáveis independentes n . (1/2) .067. ΩQ = 0. D8/3 .Método de Hardy-Cross Capitulo 5. D. δQ/ δI = derivada da fórmula(2) em relação a I. I1/2)2. ΩI2 Substituindo o valor de Q= 0. I1/2 e fazendo as simplificações: Ω2Q =Ωn2 +(8/3)2.0670 Assim. D8/3 .0025 + 0. ΩD2 + (1/2)2. I1/2 )2 .312 . (D/Q)2 . na variável dependente Q. ( I/Q)2 . ou seja. n-1 . (0.com.Análise de incerteza. ( n / Q)2 .12985 m3/s 5-6 . ΩD2 + (1/4). μQ substituindo os valores: σQ = 0. n-1-1 . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

que esgotará as águas de chuvas.br 01/01/2008 5.50m de diâmetro. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.1. que queremos calcular o grau de incerteza de uma galeria de 1. com C=0.55 l/s (desvio padrão da carga) Bacia Galeria Figura 5.Análise de incerteza.1).Método de Hardy-Cross Capitulo 5.5 hectares.85 l/s (desvio padrão da resistência) Usemos o Método da Margem de Segurança (MS): μ MS= μR . Façamos o seguinte esquema: μC= 1. de uma bacia com 7.4 Método da Margem de Segurança Vamos supor.Esquema da galeria e da bacia μR= 1938 l/s (média da resistência) σR = 129.845 l/s (média da carga) σC = 350.μC 5-7 .com.82 e intensidade de chuva de 300 l/s x hectare conforme Figura (5.

= .938 .83 l/s Conforme Chow et al.1.------.85)2 + 350.= ----------.938 e μC= 1. 1988 para termos o risco R devemos ter: .845 = 93 l/s σ2MS = σ2R + σ2C =(129.93 μ MS .2) podemos ver um esquema da Resistência e da Carga (loading). Figura 5.25 = Z 378.2.com.μC = 1.Análise de incerteza.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. conhecida também como Curva Normal em função de Z = (x .μ) / σ .Figura mostrando a Resistência (resistance) e a Carga (looading) Fonte: Tung.br 01/01/2008 sendo o índice subscrito R resistência e C a carga e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Na Figura (5.845 μ MS= μR . 5-8 . 1992 Para o caso que estamos estudando μR= 1.0.32 σMS = 373. Observe-se que -μ MS / σMS é semelhante à apresentação de Z.83 σMS Devemos entrar agora na tabela da Curva de Gauss.55)2 = 139746.

71828..5987 Portanto.com.71828. • Número e-2.br 01/01/2008 A função da distribuição normal é bastante conhecida e tabelada. em função de Z.87% Nota sobre a curva normal.. σ ) .13% de haver falhas..μ ) / σ ]2 ⎬ para .∞ <x< ∞ sendo μ. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol..0.. [(x . A curva normal foi descoberta em 1720 por Abraham de Moivre.4013..1415.....25 achamos o risco R=0. • Raiz quadrada de 2.4013=0. a seguinte função: f(x)= 1/ ( 2. A curva normal y em função de x tem a forma: Y= 100 x e –x2 / (2 x PI) 0. que são: • Número PI= 3. e=2. Freedman et al. Então para há 40.Análise de incerteza. Em 1870 o matemático Belga Adolph Quetelet teve a idéia de usar a curva num histograma ideal para o qual os dados podiam ser comparados.. Na prática é tabelada. 1991 mostra que na curva normal temos os três números mais famosos na historia da matemática.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.5 Sendo: PI= 3. Entrando na Tabela (5. A probabilidade P para não haver falhas é: P = 1 – R= 1. a confiabilidade do sistema é de 59.1) da curva normal em função de Z = -0.1416. 5-9 . exp ⎨ -( ½ ) . σ a média e o desvio padrão. pi . respectivamente..

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Tabela 5.1- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

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Tabela 5.2- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

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5.5 Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional Vamos calcular a contribuição dos parâmetros C, I, A da Fórmula Racional. Para cada parâmetro, a contribuição é o quociente do coeficiente de variação ao quadrado, dividido pelo coeficiente de variação do parâmetro da vazão ao quadrado. Cada quociente, por sua vez, é multiplicado pelo coeficiente da fórmula (2) que, no caso são igual a 1. (1). Ω2 C / Ω2Q = (1). (0,07)2 / (0,19052)2 = 0,135 (13,5%) (1). Ω2 I / Ω2Q = (1) . (0,17)2 / (0,19052)2 = 0,796 (79,6%) (1). Ω2A / Ω2Q = (1). (0,05)2 / (0,19052)2 = 0,0693(6,9%) Como pode ser verificado acima, a incerteza da intensidade da chuva contribui com 79,6% das incertezas para o cálculo da vazão. O coeficiente C contribui com 13,5% e a área da bacia com 6,9%, totalizando 100%. 5.6 Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena Observar que os coeficientes da fórmula (4) = (0,05)2 / (0,066595)2 = 0,5636( 56,36%) (1). Ω2n / Ω2Q 2 2 2 2 = 0,2762( 27,62%) (1/4) . Ω I / Ω Q = ( (1/4) .(0,07) / (0,066595) 2 2 2 2 (64/9) .Ω D / Ω Q = ( 64/9) . (0,01) / (0,066595) = 0,1602(16,02%) O coeficiente que mais causa incerteza na Fórmula de Manning de seção plena é a rugosidade n com 56,36%, seguida da declividade I, com 27,62%, e do diâmetro D, com 16,02%, totalizando 100%.

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5.7 Influência dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para Seção Plena

A formulação é feita assim: (1) . Ω2C / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,07)2/ (0,0363+0,004435) = 0,0049/0,040735 = 0.1202( 12,02%) 2 2 2 = (0,17)2 /0,040735= 0,7095 (70,95%) ( 1) . Ω I / (Ω QC + Ω QR) ( 1) . Ω2A / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,05)2 / 0,040735= 0,0614(6,14%) = (0,05)2/0,040735= 0,0614(6,14%) ( 1) . Ω2n / (Ω2QC + Ω2QR) ( 64/9) . Ω2D / (Ω2QC + Ω2QR) = (64/9).(0,01)2/0,0407350= 0,0175(1,75%) ( 1/4) . Ω2I / (Ω2QC + Ω2QR) = (1/4).(0,07)2/0,040735= 0,0300(3,00%) Não se deve esquecer de colocar os coeficientes multiplicadores como (64/9) e (1/4). Observe-se que a maior influência na Fórmula Racional é a intensidade da chuva, que entra no cálculo da bacia e galeria com 70,95% das incertezas, sendo seguida pelo coeficiente C da Formula Racional com 12,02%, pela área da bacia e do coeficiente de rugosidade n, com 6,14%; 3% devidos à declividade da galeria e 1,75% devidos ao diâmetro da galeria, tudo isto totalizando 100%.

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Resumidamente teremos: Tabela 5.1- Resumo dos cálculos efetuados Incertezas Parâmetros das fórmulas Fórmula Racional Parâmetro adimensional C Intensidade de chuva I Área da bacia A Subtotal Fórmula de Manning seção plena Rugosidade de Manning n Diâmetro da tubulação D Declividade da galeria I Subtotal Total 6,14% 1,75% 3,00% 10,89% 100,00% 12.02% 70,95% 6,14% 89,11%

A Fórmula Racional entra com 89,11% das incertezas, enquanto a Fórmula de Manning entra com 10,89%.

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30 m Cota 50 m Cidade Figura 5. não é absurdo. com adutora de ferro fundido dúctil revestida internamente. com erro de 15%. o erro mínimo que se obtém numa previsão de vazão é de 5%. Este reservatório abastece outro reservatório na cidade.15. é viável um erro de 10 a 15% na demanda de água de uma cidade.50m3/s. com 500 mm de diâmetro. pois. que tem cota de 50 m. Houve uma indecisão do projetista quanto à adoção de K= 0. sobre o emprego da fórmula universal de perda de carga e as limitações das fórmulas empíricas do professor Tufi Mamed Assy.8 Abastecimento de uma cidade A cidade é abastecida por um reservatório que está a 3000 m de distância.3.com. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A média obtida foi de 18% de erro no valor de f.Esquema de abastecimento de uma cidade A rugosidade uniforme equivalente da tubulação K é fornecida em milímetros.30 m. Portanto. 5-15 . Vamos admitir que a vazão distribuída na cidade seja de 0. em uma cidade.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.br 01/01/2008 5. Para isto. Esta indefinição em adotar o valor de K acarreta um erro no coeficiente de atrito f (adimensional) de 18%.2mm. Cota 84. com vários valores de K/D e vários números de Reynolds. com coeficiente de variação ΩQ= 0. mesmos nos países mais adiantados. consultamos em uma publicação da CETESB.1mm ou K= 0. nas quais é apresentado o cálculo de f devido a forma de Colebrook-White. ou seja.Análise de incerteza. O erro de 15% em uma estimativa de vazão. A cota de serviço do reservatório é de 84. de 1977.

A vazão necessária para abastecer a cidade é de 0. terá o subscrito R de Resistência.0235 0.003 Valor K/d=0.50m.2log(0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. A= área da secção transversal do tubo (m2) Como Q= A x V.com. ( L/D) .18635m2 Para a perda h.14.1mm K/D= 0.0251 0.72% 50.0338 0.0207 21.0381 3.000.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.0265 0. 15% de erro na demanda de água potável.Análise de incerteza.0002))2 f=0. g= 9.2.000 0.0137 A=0.26% 100.0178 32.000 0.Número de Reynolds em função de K/D Reynolds Valor K/D=0.000 Média = 18% A cidade exigirá da adutora a demanda prevista e terá o subscrito C de Carga e a adutora.0318 6.0396 0.1/500= 0.000 0.05% 500.0002 f= 1/ (1.15.000 0.br 01/01/2008 Tabela 5. Rugosidade Uniforme Equivalente adotada K= 0. obtemos o valor de Q: V=Q/A = Q/ (PI x D2/4) 5-16 .2log(D/K))2 f= 1/ (1.14.93% 5. que deverá ser mantida.0238 0.g sendo : h= perda de carga (m) L= comprimento (m) D= diâmetro (m) V= velocidade em m/s. temos a fórmula de Darcy Weisbach: h= f . V2/ 2.0183 30.02% 1.0229 15.50m3/s e o reservatório está na cota 50 m.29% 10000 0. Na cidade o coeficiente de variação ΩQC = 0. ou seja.0002 Erro em f 0.81 m/s2. Na adutora temos: Diâmetro= 500mm= 0.

12 (estimado quando K= 0.0137 L=3000m D=0. teremos como resultado: ΩQR 2= (1/4) . Ωf 2+ (1/4) ΩL 2 + (1/4) Ωh 2+ (25/4) .56m3/s V= 0. ( L/D) . ΩD2 Substituindo: Ωf = 0.08263 Q= [ 34.01)2 ΩQR 2= 0. (1/ 2.0137 x 3000 x 0.2mm) ΩD = 0.30-50.K2) Q= K2=8 / (PI2 x 9.com. D5) / ( f . L.56/0. ou seja.08263 Q= (h .18635=3.14162 x 9.55)/ ( 0.11. (0. da adutora de 500 mm.12)2 +(25/4) . ( L/D) .01 ΩQR 2= (1/4) .30 x 0. D5) / ( f . 8Q2 / (PI2 x g) K2=8 / (PI2 x 9. (0. isto é. 5-17 . (0.18 ΩL = 0.K2) H=84.001)2 +( 1/4) . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.30m f=0.18)2 + (1/4) .50m/s OK Aplicando-se o que já foi mostrado na Análise de Incerteza de Primeira Ordem.08263] 0. (0.Análise de incerteza.br 01/01/2008 V2= 16Q2/ (PI2 x D4) h= f .81)=8/(3. V2/ 2.g h= f . 16Q2/ (PI2 x D4) h= f x L/D5 .5 Q=0.81)=0.001 Ωh = 0. L.0=34.50m K2=0.00m/s < 3.1mm e K= 0.012 ΩQR = 0.g) .81) (h . há incerteza de 11% no cálculo da vazão Q da resistência.

br 01/01/2008 A variância é fornecida pela fórmula: σQ = ΩQ .7324 Portanto.50 = 0.097 σMS Na Tabela (5.1) entrando com z=-0.Análise de incerteza.56m3/s e μC= 0.0752 = 0.76%.0622 + 0.56m3/s Para a carga.0095 σMS = 0. ou seja. sendo o índice subscrito R resistência e C a carga μ MS= μR .15 x 0.= ----------. A probabilidade para não haver falhas. μR= 0. para a cidade temos: μQC = 0. a confiabilidade do sistema P=1-R.50 = 0.075m3/s Usemos o Método da Margem de Segurança (MS).24%.5m3/s μ MS= μR .06m3/s σ2MS = σ2R + σ2C = 0.com.= -0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.062m3/s μQR = 0.2676=0. 1988 o risco para haver falha será: -0.2676 Portanto.06 μ MS . μQ σQR = 0. isto é.62= z 0.11 x 0. a probabilidade para haver falhas é de 26.------.097m3/s Conforme Chow et al.56 = 0.50m3/s σQC = 0. P=1-0.μC = 0.μC e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Para o caso que estamos estudando. a confiabilidade é de 73.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.62 achamos R=0. 5-18 .56 – 0.

06 m3/s Para obtenção da performance de uma variável qualquer W.0016 m/m à incerteza de 30%. facilmente encontraremos: Ω2Q = Ωn2 + (1/2)2. 8 . 0. é: Q = n-1 . RH2/3 . o Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. O raio hidráulico RH= área molhada/perímetro molhado RH= A/P= 8/10 = 0. I= declividade em metro/metro.017 está sujeito à incerteza de 20% e a declividade I= 0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.017) .0635 ΩQ = 0.I.22 m3/s Aplicando-se na equação de Manning para canais abertos.25). A . A vazão média de capacidade do canal é: μQ ≅ (1/0. a incerteza na média da vazão é de 25%. ou seja. I1/2 onde: Q= vazão em m3/s.com. sendo fornecida a área molhada A= 8m2 e perímetro molhado P= 10 m. ΩI2 = (0.Análise de incerteza.25 . 0. RH= raio hidráulico em metros. (0.82/3 .25.25.22 =4.2)2 + (0. μQ = 0.9 Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s Consideremos um canal de concreto de seção trapezoidal.br 01/01/2008 5. deve-se realizar a seguinte operação: 5-19 . n= coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional). Vamos calcular o desvio padrão da capacidade do canal de conduzir a água: σQ = ΩQ . O coeficiente de rugosidade de Manning n= 0.30)2 Ω2Q = 0.00161/2= 16. A= área molhada. 16.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.8 m A Fórmula de Manning para um canal aberto nas unidades S. ΩI2 = Ωn2 + 0.

Para o presente caso: μw = 16. há probabilidade de 6.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.br 01/01/2008 μw -W --------σw em que μw e σw são a média e o desvio padrão desta variável.063. substituindo acima obteremos: -6. temos: 16.22 – 10.7% de probabilidade de que o canal possa transportar 10 m3/s.937 ou seja 93.06 m3/s W = 10. ou seja.22 m3/s σw = 4.00 . e há P=1-R=1-0.com.06 Como se pretende determinar a confiança para o canal transportar 10 m3/s.Análise de incerteza.-----------4.53.53=z 4.= .1.3% de que o canal não consiga transportar 10 m3/s. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.22 ---------------. encontramos R=0.00 m3/s Portanto. 5-20 .06 Entrando na tabela da curva normal com z=-1. sem problemas.063=0.

-MAYS. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. DAVID et al. Análise de RegressãoUma Introdução à Econometria.C. Addison Wesley Longman. LAMBERSON. 1996.Análise de incerteza. -ELSAYED A.1992. SÔNIA 1983. 1988. e TUNG . 1998.com.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. LARRY W. Reliabity in Engineering Design. 1977. KAPUR e L. McGraw-Hill. 5-21 . Mc Graw-Hill. -K. Statitiscs.10 Bibliografia -CHOW. VIEIRA. VEN TE et al.br 01/01/2008 5.R. John Wiley & Sons. Editora Hicitec-SP. RODOLFO e. -HOFFMANN. -FREEDMAN. Applied Hydrology. Norton. 3a ed. ELSAYED.YEOU-KOUNG. 578páginas. Hydrosystems Engineering & Management. Reliability Engineering. New York.

072 Previsão de consumo A previsão de consumo tem erro de no mínimo 15% (0.com. Como exemplo para a carga.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.63)2Ω2D + (0. teremos: Ω2Q = Ω2c + (2.012+ (2. o coeficiente de variação de Q é 0.50m3/s para a cidade temos: μQC = 0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.63 J 0.15 x 0.Análise de incerteza.006193 =0.27842 C x D 2.005193 ΩQ = 0. de 0.50 = 0.54 Sendo: Q= vazão (m3/s) D= diâmetro (m) C= coeficiente de Hazen-Willians J= perda de carga unitária (m/m) Fazendo as simplificações.63)2 (0.br 01/01/2008 Apendice A Fórmula de Hazen-Willians Q=0.15).072 Portanto.075m3/s CV=0.50m3/s Variância σQC = 0.025)2+ (0.54)2Ω2J Ω2Q = 0.15 5-22 .05142 =0. ou seja.54)20.

1 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos SAAE Capítulo 7-Bomba centrífuga dezembro/2007 7.

Componentes de uma bomba centrifuga O fluido entra na bomba nas vizinhanças do eixo do rotor propulsor e é lançado para a periferia pela ação centrifuga conforme Grundfos. 2005.2 . Na sua forma mais simples.1) e (7.2) Figura 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Capitulo 7-Bomba centrífuga 7. a bomba centrifuga é constituída por um rotor que gira no interior de uma carcaça conforme Figura (7. A energia cinética do fluindo aumenta do 7.1 Introdução Uma bomba é denominada centrífuga quando a direção de escoamento do fluido é perpendicular à do eixo de rotação da hélice.1.2.Tipos de rotores: fechado e aberto Figura 7.

As bombas centrifugas podem trabalhar de duas maneiras: sucção e afogadas conforme Figura (7. Hr=perda de carga distribuída e localizado do recalque (m) Hs= perda de carga distribuída e localizada na sucção (m) 7. hs= altura estática de sucção é distancia vertical entre a bomba e o nível de água do tanque onde haverá sucção (m).3 .2. Vamos definir alguns parâmetros importantes: Hman= altura manométrica total (m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr). Pode ser positivo ou negativo.3). Esta energia cinética é convertida em pressão quando o fluido sai do rotor.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 centro do rotor para a ponta das palhetas propulsoras. 1974 hr= altura estática de recalque é a distância vertical entre a bomba e o nível de água do tanque que será alimentado (m). Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Figura 7.Esquema de bomba afogada e bomba por sucção Fonte: Lucarelli et al.

75. 600. 1750 e 2000. 350. !/4 HP. 1.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. ¾. 6. 2. 12.3 Padrão dos motores elétricos brasileiros Existe uma padronização dos motores no Brasil. 700. 30. 200..125. 1998 7. 60.5 15.2 Potência dos conjuntos elevatórios Conforme Azevedo Neto. mas sempre se deve conferir com o fabricante de motores elétricos.100.20. 1250. 7.4 . 1998 temos: P= γ x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) Sendo: P= potência em HP Q= vazão em m3/s Hman= altura manométrica em metro de coluna de água.50. 1000. 500. 300.5. 900. 450. 25.150. 1.40. η= ηmotor x η bomba γ = peso especifico da água= 1000kgf/m3 Acréscimos recomendáveis de potência: Tabela 7.Acréscimo de potência recomendável Acréscimo da potência Potência da bomba 50% 2HP 30% 2 a 5HP 20% 5 a 10HP 15% 10 a 20HP 10% >20HP Fonte: Azevedo Neto.400. 800. 7.5 10. 250. 3. 1500. ½. 5.1. 1/3 HP.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7. 7.5 .2 Menores valores de rendimento para motores de alto rendimento (mercado norteamericano). Fonte: catálogo eletrônico da Weg.

6 .5 61% 10 66% 15 68% 20 71% 25 75% 30 80% 40 84% 50 85% 100 87% 200 88% Fonte: Azevedo Neto.08 KW Caso queiramos outra unidade: P= 30 HP x 75. A curva é feita tomando-se o desnível geométrico e somando-se as perdas de carga para cada vazão conforme Figura (7.9HP Escolhemos um motor padrão que é de P=30 HP A potencia consumida em KW será: P= 30 HP x 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.9= 2277 kgm/s 7.4 Rendimentos das bombas centrífugas Tabela 7.90.04m3/s numa altura manométrica Hman= 35.6m sendo o rendimento da bomba igual a 0. Em cada ponto da bomba a soma da altura geométrica com todas as perdas no sistema. Bomba ηB= 0. isto é. perdas distribuídas e localizadas.1 Dimensionar o motor para recalcar 0. 1998 7.8 e o rendimento do motor igual a 0. a perda de carga e a altura manométrica total.9 x 0.6 Curva característica da tubulação A curva característica da tubulação ou curva característica do sistema fornece para cada vazão de bombeamento.3 Rendimento estimado da bomba em função da vazão de bombeamento Vazão Rendimento da litros /segundo bomba centrifuga ηb 5 52% 7.9 η= ηmotor x η bomba = 0.04 x 35.3).8 Motor ηM= 0.72 P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0.736= 22. Hman= Hg + Σ Ji x Li + Σ Ki x V2/ 2g Sendo: Hman= altura manométrica total 9m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr).5 Normas da ABNT Existe a norma NBR 12214/92 que trata de projeto de sistema de bombeamento de água.8=0. Exemplo 7.6 / (75 x 0. Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Ji= perdas de carga do trecho i (m/m) Li= comprimento do trecho i (m) Ki= coeficiente de perda de carga localizada da peça i Vi= velocidade média (m/s) 7.6= 28.72 ) = 26HP Dando um acréscimo de 10% temos P= 26 + 2.

5). 1974 7.Curva característica do sistema Cetesb.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade (m/s2)= 9. Figura 7.5.4).7 Curva da bomba Cada bomba tem um determinado rotor e tem uma determinada curva conforme se pode pode ver na Figura (7.7 .81 Notamos que a variação da perda de carga é quadrática em função da vazão o que dá a forma da Figura (7. 1975 7.4. Figura 7.Curva da bomba Fonte: Lucarelli et al.

Geralmente se escolhe o ponto da bomba como aquele de maior rendimento.8). 7.9 Bombas em paralelo Quando se tem duas bombas em paralelo de modo geral as bombas são iguais.8 .7. 1974 7.6.8 Curva da bomba e do sistema A resolução do problema para a escolha do conjunto motor-bomba centrifuga vai depender do ponto achado pela intersecção da curva da bomba com a curva do sistema conforme Figura (7.6). 2006 Em bombas em paralelos somamos as vazões na horizontal o obtemos a curva das duas bombas e achamos o ponto de interseção com a curva do sistema.Bombas em paralelo Fonte: Heller. mas podem ser diferentes.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. isto é.Curva da bomba + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al.7) e (7. possuir curvas diferentes conforme Figura (7. Figura 7. Figura 7.

Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al. 1974 7.9 .8.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

Figura 7. Figura 7. Figura 7. 2006 Vamos supor duas bombas em série iguais e então somamos as ordenadas na vertical obtendo a curva final cujo ponto será achado com a intersecção da curva do sistema.10 .11) a (7.10. Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba conforme Figura (7. 1974 As bombas em série são muito usadas em poços tubulares profundos.Bombas em série Fonte: Heller.9.9) e (7.11 Cavitação Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor.11. 7.13).10).Estragos feito em um rotor de bomba devido a cavitação 7.10 Bombas em série As bombas em série podem ser iguais o que é mais comum mas podem ser diferentes conforme Figura (7.Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007

Figura 7.12 Cavitação em bomba no ano 2007 7

Figura 7.13 Cavitação em bomba no ano 2007 Os efeitos mecânicos, além do desgaste dos rotores, causam vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura, sem que a temperatura do líquido mude.

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Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido. Para isto usa-se o que se chama NPSH que é um acrônimo do termo inglês Net Positive Suction Head e há duas, uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH. NPSH_disponível-NPSH_requerido ≥ 1,0m a 1,5mca. NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp Sendo: NPSHd= NPSH disponível no local (m) Hpa= pressão atmosfera na superfície do líquido no poço de sucção bombeado (m). Geralmente admitido como 10,3m ao nível do mar. Em São Paulo a pressão atmosférica é 9,5m. Hs= altura da sucção do líquido (m). É a altura da superfície do líquido no poço até o centro do rotor da bomba. Pode ser positivo ou negativo (sucção). hs= perdas de cargas total na linha de sucção (m) Hvp= pressão de vapor do líquido na temperatura de operação a 20ºC (m). Geralmente Hvp=0,235m. A pressão de vapor depende da temperatura ambiente e pode ser obtida conforme Tabela (7.4) Tabela 7.4-Vapor de pressão em função da temperatura
Temperatura (ºC) Pressão de Vapor Hvp (m)

0 15 20 23,9 37,8
Adaptado de FHWA, 2001

0,062 0,171 0,235 0,303 0,658

Tabela 7.1- Alturas máximas de sucção conforme altitude e pressão atmosférica Altitude Pressão atmosférica Limite prático de sucção (m) (m) (m) 0 10,33 7,60 300 10,00 7,40 600 9,64 7,10 900 9,30 6,80 1200 8,96 6,50 1500 8.62 6,25 1800 8,27 6,00 2100 8,00 5,70 2400 7,75 5,50 2700 7,50 5,40 3000 7,24 5,20 São Paulo cota 760 9,50

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Estimativa da pressão atmosférica em função da altitude Conforme Heller, 2006 podemos estimar o valor da pressão atmosférica local em função da altitude. Pa= 10,33 – h / 900 Para a capital de São Paulo h=760m Pa= 10,33- 760/900= 9,5m Exemplo 7.2 Calcular o NPSH disponível de uma bomba cujo nível mais baixo está a 2,40m acima do eixo do rotor da bomba, considerando as perdas de cargas desprezíveis. A pressão atmosférica é 9,5m de água e a de vapor é de 0,235m para temperatura de 20º C. Então teremos: Hpa= 9,5m (São Paulo) hs= 0,11m Hs= -2,4m (bomba afogada) Hvp= 0,235 conforme Tabela (7.4). NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9,5 - 2,4 – 0,11 – 0,235= 8,46m Portanto, o NPSH disponível é 8,46m. Teremos que comparar com o NPSHr que é o fornecido pelo fabricante. Supondo que seja de 3,10m então: NPSHd – NPSHr= 8,46m-3,10m= 5,36m > 1,5m OK Portanto, não haverá cavitação na bomba. Conforme Heller, 2006 quando não possuímos o NPSHr do fabricante podemos estimar pela equação: NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 Sendo: NPSHr= estimativa do NPSHr fornecido pelo fabricante da bomba centrífuga (m) n= rotação do motor em r.p.m. Q= vazão no ponto de rendimento máximo (m3/s) Exemplo 7.3 Dada uma bomba com 1750rpm e vazão de 0,045m3/s estimar o NPSHr. NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 NPSHr= 0,0012 x 1750 4/3 x 0,045 2/3 = 3,1m Nota: O NPSHr fornecido pelo fabricante é igual a 1,80m

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Margem de segurança do NPSH Segundo Grundfoss, 2005 a margem de segurança do NPSH deve ser suficientemente grande para suportar variações numa situação onde as condições reais podem ser diferentes das calculadas teoricamente. As perdas de carga na tubulação de sucção podem ser incorretamente calculadas e o ponto de funcionamento real da bomba pode diferir da teoria devido a variações da curva Q/H e cálculos incorretos da resistência da tubulação de sucção. A Grundfoss, 2005 baseado no Europump, 1997- NPSH for rotodynamic pumps, reference guide recomenda que para bombas instadas horizontalmente em tubulações retilíneas deve ser usada margem de segurança de 1,0m a 1,5m. Para bombas instaladas verticalmente a margem de segurança deve ser de 2,0m a 2,50m. NPSHd ≥ NPSHr +1,5m Dica: o NPSH disponível deve ser sempre maior que 1,5m do NPSH requerido Dica: o diâmetro da sucção é sempre um diâmetro maior que o de recalque. Assim um recalque de 200mm o diâmetro da sucção será de 250mm. Altura máxima de sucção A altura máxima de sucção precisamos da equação do NPSHd.é mostrada na Figura (7.14).

Figura 7.14- Altura estática de sucção 7.12- Velocidade específica Ns A velocidade específica Ns, apesar de ser considerada adimensional, tem as dimensões e é um índice usado para verificação dos rotores das bombas. A velocidade especifica da bomba tem as seguintes atribuições: • Selecionar a forma da curva da bomba • Determinar a eficiência da bomba • Antecipar problemas com NPSH

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Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007

Selecionar o mínimo custo da bomba

Uma bomba de fluxo radial de Ns entre 500 e 4000 e é a típica bomba centrifuga com simples ou dupla sucção conforme Figura (7.16) As bombas mistas estão entre 2000 e 8000 e as bombas axiais estão entre 7000 e 20000. A velocidade especifica segundo Azevedo Neto, 1998 é de grande utilidade na caracterização das bombas. Ns= Nx Q 0,5/ H 0,75 Sendo: Ns= velocidade específica da bomba (adimensional) N= número de rotações por minuto (rpm) H= altura manométrica total da bomba (ft) Q= capacidade da bomba no melhor ponto (gpm- galão por minuto). Fórmula de Thoma; Thoma criou o adimensional σ= (Ha-Hv-Hs)/ H Sendo: σ= número de Thoma Ha=9,5m (São Paulo)= pressão atmosférica local (m) Hv= 0,235m=pressão de vapor local (m) Hs= altura de sucção da bomba (m) H= altura manométrica total (m) Devemos calcular o numero de Thoma e a velocidade especifica Ns usando as unidades americanas, Entramos no gráfico da Figura (7.15) e verificamos se a bomba está em zona segura ou zona perigosa.

Figura 7.15- Velocidade específica Ns e valores do número de Thoma σ
7- 15

5-0. etc introduzidas numa canalização causam perda de energia.16 . 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Fonte: Karassik et al.4 Calcular a velocidade especifica Ns da bomba com 1750 rpm com vazão de 0.61 = 0. Isto mostra que os efeitos das perdas singulares não se dão na própria curva e sim em um determinado comprimento de tubo a jusante.235-2. 1996 Figura 7.15 e Ns=1080.40)/ 45.61m.13 Perda de carga localizada As curvas. contrações. 1973 mostra a Figura (7. 7.5/ H 0. perdas de cargas localizadas ou também chamadas de perdas singulares.045x 1000 x 60s/ 3.75 Ns= 1750x 714 0.16.30m= 152 ft Ns= Nx Q 0.75 = 1080 Fórmula de Thoma σ= (Ha-Hv-Hs)/ H σ= (9.Valores da velocidade específica Exemplo 7. válvulas.78 litros= 714 galao por minuto= 714gpm H=45.15 Entrando na Figura (7.5/ 152 0.61m / 0. Q= 0. Estaremos dentro de uma região segura onde não haverá cavitação. peças. Jeppson.17) onde a água sofre mudanças de velocidade e criação de espirais duplas que persistem até 50 diâmetros ou 100 diâmetros a jusante.045m3/s e altura manométrica de 45. isto é.12) com o número de Thoma=0.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Sendo: hL= perda de carga localizada em metros V= velocidade média da água no recalque em m/s g= aceleração da gravidade =9.81m/s2 Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) conforme Tabela (7.Perda de carga em uma curva Fonte: Jeppson.6). Figura 7. 1973 A perda de carga localizada é calculada pela equação: hL= Ks x V2/ 2g 7.17 .17.

0 Válvula de retenção 2.Valores de Ks para cálculo das perdas de cargas localizadas Peça Valor de Ks Crivo 0.6 Fonte: adaptado de Jeppson.0 Válvula de gaveta ½ aberta 5.00 Tê passagem direta 0.80 Válvula de gaveta 0.30 Válvula globo aberta 10 Válvula de ângulo aberta 5 Válvula de gaveta aberta 0.6.19 Válvula de pé 15.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.00 Saída da canalização 1.75 Curva de 22.40 Entrada normal 1.5 0.40 Curva de 90 0.10 Curva de 45 0.19 Válvula de gaveta ¾ aberta 1.18 . 1973 7.60 Tê saída lateral 1.

É muito comum usar-se a entrada de um reservatório com Ks=1. 1973 Figura 7.3 x 105 Fonte: Jeppson.0.20) possuem perda de carga conforme ela é arredondada ou não conforme o desenho.Perda de carga em uma curva de raio variável considerando o número de Reynolds > 2.19. ou seja. na entrada de um reservatório há perda de carga hL= Ks .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.Perda de carga em uma curva de 90º com diâmetro constante Fonte: Jeppson.V2/2g = V2/2g 7. 1973 As entradas de tubulações conforme Figura (7.18.19 .

1416 x 0.20.25m de diâmetro e com duas curvas de 90. Área da seção transversal= PI x D2/4= 3.5 Calcular a perda de carga localizada numa adutora de 0. 1973 Exemplo 7. 1973 A contração de uma tubulação se comporta similarmente a uma entrada.5. Para uma contração gradual usa-se Ks=0.Perda de carga em uma expansão Fonte: Jeppson.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.21.20 .21) fornece os valores de Ks conforme o ângulo.049m2 Q=A x V 7.04 e para uma contração abrupta usa-se Ks=0. Uma maneira mais detalhada para calcular um alargamento de uma tubulação é através da equação: hL= Ks x (V1 –V2) 2/ 2g Sendo: hL= perda de carga do alargamento (m) Ks= coeficiente de perda de carga do alargamento (adimensional) V1= velocidade da secção de menor diâmetro (m/s) V2= velocidade da secção de maior diâmetro (m/s) A Figura (7. Figura 7.Perda de carga em vários tipos de entrada Fonte: Jeppson.252/4= 0.

70 75 0.16 Fórmula de Bresse Quando se faz um bombeamento é comum se procurar um diâmetro econômico que leva em conta as despesas de energia bem como os custos de construção.21 .Velocidade mínima na sucção conforme NBR 12214/92 Tipo de material Velocidade mínima na sucção (m/s) Matéria orgânica 0.90 150 1.30 Suspensão siltosas 0.00 200 1.8. Q 0.5 7. Tabela 7.0 / (2 x 9.50 7.8.80 100 0.7).02m= 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 V= Q/A= 0. O valor de K varia de 0.20 300 1.40 x 1.45 7. Q 0.00 .040m3/s/ 0.14 Velocidade máxima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades máxima na sucção conforme Tabela (7.5 D= 1.30 Suspensão arenosas 0.0 D= K .0m/s h= Ks x V2/ 2g 2 h= 0. Usa-se então a formula de Bresse: D= K .40 400 1.7 a 1. Q 0.04m 7.81)=0.5 Sendo: D= diâmetro da tubulação de recalque (m) Q= vazão (m3/s) K= coeficiente obtido na prática.02m Como são duas peças então h= 2 x 0.8) Tabela 7.040m2= 1.15 Velocidade mínima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades mínima na sucção conforme Tabela (7. Atualmente está sendo usado K=1. manutenção e operação.10 250 1..Velocidade máxima na sucção conforme NBR 12214/92 Diâmetro nominal Velocidade máxima na sucção (m/s) 50 0.7.

0 Ks= 0. A altura de recalque hr é igual a 42. Q 0.3 .3 .045m3/s durante 24horas.30m do nível da água para sucção. 0.70m.85)/ (C1. Q 0.045 0.66m Adoto D=0.00 Vamos calcular as perdas de cargas localizadas na sucção e no recalque.40 Ks= 0.85 x D 4. Q 0.3 . para 8horas de bombeamento por dia.70m Exemplo 7.5 =0.5 =0.45 0.X ¼ . O diâmetro econômico pela formula de Bresse é: D= 1.50m Quando se leva em conta o número de horas de bombeamento por dia se usa: D= 1.5 Ks= 16. 0.28m=0.33 .5 Ks= 0. ou seja.70m= 45.960m3 Durante 8h a vazão será Q= 12960/(8h x 3600s)=0.5 ¼ D= 1.5 D= 1.7 Calcular o diâmetro econômico para vazão média diária de 0.3 .X ¼ . D=0. Usar a equação de Hazen-Willians com C=100. Hg= hr + hs (sucção) A altura geométrica Hg= hs + hr= 2.15m3/s adotando o valor K=1. O comprimento da tubulação de recalque é de 220m e a bomba encontra-se a hs=2. Perdas de cargas localizadas na sucção Entrada da tubulação Válvula de pé Curva de 90º Redução excêntrica de 400x300 Redução excêntrica de 300x150 Total A velocidade na sucção é: J= (10.8 Dimensionar uma tubulação de recalque para vazão de 0.30m Portanto. Q 0.15m3/s.33 Durante um dia o volume V=0.6 Calcular o diâmetro econômico para vazão de 0.3 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7.22 Ks=1. o diâmetro do recalque será de 0.30m e de sucção será um diâmetro maior. X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h X= 8h/24h=0.3 .4 .45m3/s D= 1. 0.0 Ks= 15. O rendimento total do motor e da bomba é 70%.15 0.5 =0.5 Sendo: X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h Exemplo 7.30m + 42.87) 7.15m3/s x 86400s=12.3 D= 1.0.3 .40m.643 x Q 1.5 D= 1.

40 4.9 x 0.736 x 50= 36.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Q=0.01 HP Colocando-se tolerância de 10% teremos P= 44.0024m/m=0.80m x 0.8 KW NPSH disponível NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9.23 .40= 48.594m Altura manométrica da bomba Hman= Hg + Hr + Hs= 45.528m + 0.4 x 0.013m Perda distribuída na sucção Ls= 2.50m (dentro da água)= 5.1257m2 V= Q/A= 0.85)/ (1001.61 / (75x 0.61m 3 Q=0.80 Registro de gaveta aberto Ks=0.000594m/m=0.066m Perda distribuída no recalque Lr= 220.01 + 4.0706m2 V= Q/A= 0.594m+ 0.013m + 0.81)=0.1416x0.30 2 Curvas de 90º Ks= 0.4 x 0.64 m/s hL= Ks x V2/ 2g= 16.19 Saída da canalização Ks=1.30m C=100 J= (10.2.1257 2/ (2 x 9.045/0.045 1.41 HP Adoto P=50 HP PKW= 0.164 – 0.0024m/m Area= PI x D2/4= 3.402/4=0.29 A velocidade na sucção é: J= (10.80 Perdas na sucção= 5.3 – 0.643 x Q 1.0164m= 45.643 x 0.00 2 redução concêntricas Ks= 2.045x 45.045m /s Rendimento total motor igual a 90% e bomba= 67.0706=0.36 m/s <1.1257=0.87) Q=0.0 Total Ks= 6.85 x 0.677 )= 44.87)=0.000594m/m Area= PI x D2/4= 3.0 + 0.045m3/s D=0.0034m=0.0164m Observemos que a perda localizada é bem maior que a perda distribuída devido as varias peças existentes num trecho curto.066m= 0.7% P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0.302/4=0.30m + 3.528m Perda de carga total no recalque= Hr= 0.00m Perdas distribuída no recalque= 220mx 0.5 . Perdas de cargas no recalque Válvula de retenção Ks= 2.81)=0.045/0.85 x 0.30 4.235= 6.85)/ (C1.64 2/ (2 x 9.80m 7.045m3/s D=0.85)/ (1001.045 1.40m/s OK hL= Ks x V2/ 2g= 16.643 x 0.1416x0.40m C=100 J= (10.87)=0.85 x D 4.0034m Hs= 0.

23.80 +1. rotor com diâmetro de 300.50m NPSHd >1.80m.24 .80m NPSHd > NPSHr +1.8mm.50m=3.30m OK Figura 7. potência 39.Sucção da bomba 7.7%.22.Bomba Imbil -ID 65 -INI 125-315 com 1750 rpm. rendimento da bomba de 67. Fonte: catalogo da Imbil Figura 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Mas o valor do NPSHr= 1.89 HP NPSHr=1.

Bomba INI 125-315 para 45 L/s (162m3/h) e Hman= 45.61m 7.24.25 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

25.26 .A bomba Imbil linha INI 125-315 tem 1750 rpm e DNs sução=150mm e DNp = 125mm para recalque Fonte: catalogo da Imbil 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

27 .26.Reduções flangeadas concêntricas e excêntricas da Saint Gobain 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

7. A Tabela (7.18 Momento de inércia das bombas e motores É muito importante nos estudos dos transientes hidráulicos de bombeamento saber o momento de inércia da parte girante das bombas e dos motores.4440 kg x m2.61/ 50 = 41 HP Mais 10% de tolerância P= 41+ 4.28 .1=45. 7.9 Calcular a potência do motor para Q=45 L/s e Hman=45.17 Estimativa de potência Conforme Azevedo Neto. Recordando o momento polar de um cilindro de massa m e raio r em relação ao seu eixo é: I= 1/2x m x r2.1 HP Adoto 50HP 7. 1998 podemos estimar a potência usando: P = Q x Hman/ 50 Sendo: P= potencia em HP Q= vazão em L/s Exemplo 7.9) fornece os momentos de inércia do rotor dos motores de diversas potencias e rotações. Assim um motor de 50 CV tem momento de inércia a 1750 rpm de 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Peças na sucção Redução excêntrica 400 x 300 Redução excêntrica 300x 150 Curva de 90 Válvula de pé com crivo Peças no recalque Redução concêntrica 125x150 Redução concêntrica 150x300 Válvula de retenção Registro de gaveta 2 curvas de 45º no trajeto 2 curva de 90º na chegada ao reservatório.61m P=QxH man/ 50 P = 45 x 45.

Camargo. Assim uma bomba tamanho 125-315 tem momento de inércia 0. 1991. Tigre Observar que para a mesma potência o momento de inércia do rotor do motor é diferente para rotação de 3600 RPM e 1750 RPM. 7. Fonte: Engenheiro Luiz A.29 .774 kg x m2.10) estão os momentos de inércia da bombas KSB.9.Momento de inércia do rotor de motores de diversas potências e rotações diferentes.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7. Na Tabela (7. Salientamos também que os motores fabricados depois da década de 1960 possuem menores momento de inércia devido a isto se deve ter o cuidado em usar equações antigas para pré-dimensionamento dos momento de inércia de motores. quanto maior a rotação. menor é o momento polar de inércia.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.30 . Camargo.75 7. Para uso do método das características necessitamos do momento de inércia dos rotores do motor e da bomba.03407 x (P/N) 0. Universidade de Pretoria.Momento de inércia de bombas da KSB Fonte: Engenheiro Luiz A. Tigre O momento polar de inércia das bombas é fornecido pelo fabricante em kgxm2. África do Sul Uma maneira conservativa para se obter os momentos polares de inércia de motores e de bombas pode ser dado pelas seguintes equações: Momento de inércia de bombas I= 0. 1991.10.844 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kg x m2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto. Assim 1750 rpm será N=1.

48 I= 0. Conversão de unidades Para converter GD2 (kg x m2) para WR2 (lbx ft2) multiplicar por 11.868 conforme Parmakian e ao contrario temos que dividir por 11.844 = 0.03407 x (36.3604 x 11.75) 0.8355 Koelle e Betâmio. 1992 ainda comentam que uma solução aproximada do momento de inércia da bomba é que o mesmo é aproximadamente 10% do momento de inércia do motor. I= 0.868= 4.10 Dada uma bomba com motor de 50HP=0.8 /1750) 1.12 Para motor de 50HPx 0.8/1.8KW calcular o momento polar de inércia sendo a rotação de 1750rpm.8KW calcular o momento polar de inércia do motor sendo a rotação de 1750rpm. I= 228 x (KW/ rpm) 1.4454kgxm2 + 0.8/1.3901=0.736=36.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7.48 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kgxm2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto.0043 x (P/N) 1.435 I= 228 x (36.8KW 1750 rpm.868. I= 0.8936 kgxm2 Koelle e Betâmio.0043 x (36.3901 kgxm2 Nota: o momento de inércia da bomba e do motor é 0.48 = 0.3604 kg x m2 para WR2 (lb x ft2) 0. Calcular o momento polar de inércia do motor e da bomba.28 lb x ft2 7.844 I= 0.31 .75) 1.4454 kgxm2 Momento de inércia dos motores I= 0. 1992 apresentam uma fórmula empírica para achar o momento de inércia da bomba e do motor. Exemplo 7. Assim 1750 rpm será N=1. I= 228 x (KW/ rpm) 1.0043 x (P/N) 1.435 I=0.435 Sendo: I= momento polar de inércia em kgxm2 KW= potencia do motor em KW Rpm= rotação da bomba em rotação por minuto Exemplo 7.75 Exemplo 7.736 x 50=36.13 Converter 0.11 Dada um motor de 36.03407 x (P/N) 0.

Q2 A=30. A bomba pode funcionar junto a um reservatório como uma bomba normalmente considerada ou na linha.0 C= (H2XQ3 – H3 X Q2 – AX Q3 + A X Q2)/ [Q2 X Q3 X (Q2.32 .C = coeficiente obtidos na análise de regressão. Q= vazão em m3/s.Q +C . Trata-se então de um booster.03 m3/s. Q2 A curva característica da bomba é calculada automaticamente pelo programa.Vazões e pressões necessários para o calculo dos coeficientes A.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. Para a vazão zero.03 m3/s em 0. obtemos a polinômio do segundo grau: H=A + B. shut-off. Em caso do funcionamento junto ao reservatório. temos H=30 m. a bomba pode ser transformada em um reservatório com a altura a ser determinada pelo calculista da rede malhada. H= altura manométrica da bomba em metros de coluna de água.12).12. Existem programas de Hardy Cross que consideram o polinômio até o terceiro ou até o quarto grau.00.00 H=30. isto é. Que é a equação de uma parábola.87 . Tabela 7. Exemplo 7.00 + 15. conforme o espaçamento que será escolhido e no caso é 0.06 Q3=0.19 Equação da curva da bomba As bombas centrifugas são geralmente da fórmula: H=A + B.B.Q3)] Achamos C= -1388. Q2 Sendo : H= altura manométrica total em metros. A. sempre começando com a vazão igual a zero e depois fornecer a altura manométrica.14 Assim como exemplo.09 H (m) 30 H1=29 H2=26 H3=20 Sendo: Q= vazão da bomba em m3/s. Nós iremos considerar para os cálculos o polinômio do segundo grau somente.03 Q2=0.03m3/s.Q +C . Para este programa a vazão é espaçada de 0.Q .1388.B e C da bomba Q( m3/s) 0 Q1=0.87 B= (H3 – CQ32 – A)/ Q3 B= 15. 7. conforme Tabela (7.

pois caso não seja suficiente a bomba não irá funcionar.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.868=10. Vamos mostrar o que é momento de inércia e o que é torque ou conjugado. C=5250 x HP/n= 5250 x 50/ 1750=150 lbx ft n1=0 n2=1750 rpm t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) t= 10.20 Momento e torque Quando a opção é usar volantes de inércia é importante recordar alguns conceitos do que é conjugado de um motor. 1980 conforme Figura (7.61 x (1750 – 0)/ (308 x 150)= 0.8936 x 11. Deverá sempre ser verificado se o conjugado do motor é maior que o conjugado da bomba e do volante. Conforme Carvalho.61lb x ft2 calcular o tempo que o motor leva da rotação 0 até a rotação de 1750rpm. O conjugado resistente da bomba deve ter suas ordenadas inferiores as curvas do conjunto do motor elétrico. As duas curvas devem-se cruzar no ponto que corresponde à velocidade nominal conforme Macintyre. 1968 temos: C= 5250 x HP/ n Sendo: HP= potência do motor em HP C= conjugado ou torque de aceleração do motor em lbxft2 n=rotações por minuto (rpm) t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) Sendo: t= tempo de aceleração em segundos WK2= momento de inércia do conjunto girante motor +bomba em lb x ft2 n2= rotação final em rpm n1= rotação inicial em rpm C=conjugado médio de aceleração lb x ft Exemplo 7. Um motor deve ter o conjunto motor C maior que o conjugado resistente oferecido pela bomba e pelo volante de inércia.9).40s Dica: o torque do motor tem que ser maior que o torque da bomba 7.8936 kgxm2 que multiplicando por 11.868 resulta em 0. para acelerá-lo até que atinja a velocidade normal ou de regime.33 .15 Calcular o conjunto de um motor de 50HP com n=1750 rpm e momento de inércia de 0. O torque ou conjugado é o esforço aplicado a um objeto com que faz que o mesmo gire em torno de um eixo.

Podemos observar que o rendimento da bomba não varia com a velocidade da bomba. 7.21 Bombas de velocidade fixa Geralmente a bombas com que trabalhos em engenharia sanitária são bombas de velocidade fixa e onde a pressão de bombeamento é mantida aproximadamente constante.22 Bombas de velocidade variável Mas existem bombas de velocidade variável cuja pressão é mantida constante.34 .5 bar e uma variação de vazão entre 500 e 1000m3/h corresponde uma variação de rendimento Maximo compreendido entre 70% e 80%. 7. por exemplo.23 Variação das curvas características Conforme a velocidade da bomba variam as características Q2/ Q1= N2/ N1 H2/H1 = (N2/N1)2 P2/P1= (N2/N1)3 Sendo: Q= vazão da bomba N= rotação da bomba P= potencia aplicada a bomba Conforme Grundfos.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.27 Conjugado do motor e conjugado da bomba Fonte: Macyntire. são detectadas por um sensor que atua no variador de velocidade de forma a manter a pressão de bombeamento constante conforme Grundfos. 2005. independente do consumo da rede. para uma pressão constante de 7. 7. quer por variação de consumo.28) mostra varias curvas características de uma bomba com diferentes velocidades de rotação em rpm. 2005 a Figura (7. As variações de pressão de descarga das bombas provocadas quer por alteração de pressão de aspiração. 7.1980 É aconselhável que o conjugado máximo deveria ser acima de 150% do conjugado de plena carga para levar em contas as flutuações de tensão e de freqüência da rede.

Eram dispositivos mecânicos envolvidos em óleo e fabricados no Brasil pela Mark-Peerless de Santo André Estado de São Paulo. A manutenção dos variadores de velocidade era muito grande e estávamos a espera dos variadores de velocidade baseados na variação da freqüência. Daí a água é distribuída saindo de uma pressão constante variando o consumo durante o dia até os picos de vazão.35 . quando aumenta a vazão diminuía a pressão. 7.28.Curvas características de uma bomba com velocidades diferentes Fonte: Grundfos. Como manter constante a pressão era o problema até parecer no Brasil a Mark. 2005 7.24 Variadores de velocidade O bombeamento pode ser feito para um reservatório elevado ou num alto de um morro. O problema era que a vazão variava bastante e olhando a curva da bomba. o qual visitamos antes da nossa primeira experiência em Guarulhos.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. Como fazer o bombeamento diretamente para rede e assim eliminaríamos uma torre de uns 15m de altura.Peerless Há anos o SAAE de Guarulhos começou a usar variadores de velocidade hidrocinético ao mesmo tempo que a Sabesp que executou o booster enterrado do Shangrilá na capital de São Paulo. A idéia é muito antiga.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.31.36 .Variador de velocidade de 75HP da firma Mark-Peerless 7.

dr. Milton Tomoyuki Tsutiya da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Vamos mostrar slides de palestra do prof.37 . 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.38 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.39 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.40 .

41 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

42 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

43 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

44 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

45 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Estado de São Paulo. ano 2007. Itatiba. Trecho 3 7.46 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Loteamento denominado Villa Trump.

47 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

48 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

49 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.50 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.51 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.52 .

53 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.54 .

55 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Dispositivo antigolpe usado: acumulador de membrana Chegou-se com o acumulador de membrana as seguintes pressões: 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.56 .

57 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.58 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.59 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.60 .

1975. Interciência. Bombas industriais. Projeto de sistema de distribuição de água. Bombas. Bombas e sistemas de recalque. PNB-591/77. EPUSP. NBR-12214/92. EDUARDO. 437 páginas -CETESB. Analysis of flow in pipe networks. ISBN 85-900126-1-1. 669 páginas -BLACK. São Paulo. 2006.61 . PNB-591/91. McGrawHill. 859páginas. 1974. EDSON EZEQUIEL et al. Portugal. Portugal. 215paginas. Manual de engenharia. 1996. 64páginas. IGOR J. 164páginas. Cetesb. 335páginas. Bombas. Grunfos Catálogo versão 2007. et al. 2a ed. Pump Handbook. -KARASSIK. In Grundfos. Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público. -ABNT. 2007. MCT-Produções gráficas.25 Bibliografia e livros consultados -ABNT. 2004. 2005. MILTON TOMOYUKI. -TSUTIYA. -TORREIRA. -HELLER. -NUNES. 1976. -LUCARELLI. RAUL PERAGALLO. -GRUNDFOS. São Paulo. 2005. USA. ISBN 972-99554-0-9. 8 páginas -AZEVEDO NETO. Projetos de adutoras para abastecimento público.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. Abastecimento de água para consumo humano. 260 páginas. ISBN 025040119-3. DRAUSIO L.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. -GRUNDFOS. MA. Petrobras 1998. LEO et al. Singapure. Manual de Hidráulica.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. São Paulo. 641páginas.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. -MATOS. válvulas e acessórios. et al. 8ª edição. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público. -JEPPSON. -ABNT. 2a ed. ROLAND W. Abastecimento de água. Portugal. ISBN 0-07033302-5. Editora UMFG.Arbor Science Publishers. PERRY O. 1986. Livro Técnico: 1979 1ª ed. 7. Sistemas de pressurização com velocidade fixa e velocidade variável. 724páginas.

São Paulo Diâmetro da tubulação de recalque (m) Coeficiente de C de Hazen-Willians Comprimento do recalque (m) Vazão (m3/s) 50m3/h Área secção transversal (m2) Velocidade (m/s) Perda de carga unitária J (m/m) Coeficiente de perda de carga Ks total Perda de carga localizada estimada KsxV2/2g Perda de carga total (m) Altura geométrica (m) Altura manométrica recalque (m) Rendimento estimado da bomba = Potencia do motor em HP Potencia do motor em HP adotada Potencia em KW= HP x 0.64 47.Hvp Hpa= pressão atmosférica= 9.736 Energia consumida por dia (KWH) Custo médio do kwh (R$) Custo médio anual de energia elétrica (R$) Custo unitário dos tubos R$/m Custo total dos tubos R$ Custo de 2 conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Custo total dos tubos + conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Amortização anual de capital a juros de 12% ao ano e em 10anos R$ Dispêndio anual com energia elétrica.1 EEAB3 Villa Trump.19/kwh Exemplo 7.38 Perda distribuída HW J= (10.017672 0.01388 0.Hvp NPSHr= Bomba Imbil 1750 rpm ID280 Linha BEW Modelo 80/7 rendimento da bomba =64.Hs + hs .235 0.Hs + hs .85)/ (C1.94 0.235m Hs= altura da sucção do liquido (m).62 .5 0.47 2.4% 0.63 10.0 36.85 x D 4.5m em São Paulo Hvp= pressão de vapor a 20graus= 0.9 50.007997 20 0. sucção (negativo) hs= perda de cargas na adução (m) NPSH disponível= Hpa .94 138 148.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Custos médios de energia elétrica em Guarulhos em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) R$ 0.29 /kWh Média tensão (75kw a 5000 Kw) R$ 0.15 100 1290 0.2 9.8 883 0.643 x Q 1.4 0.87) 7. Afogada (positivo).79 0. juros e amortização R$ NPSH disponível= Hpa . Itatiba.17 54803 76 98040 16500 114540 20272 75074 9.

12 7. (1 + i ) / [ (1+i) -1] n=10anos I= 12%=0.63 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Perda localizada hL hL= Ks x V2/2g Amortização de capital em 10anos a juros de 12% ao ano n n Amortização = Custo das obra x i .

Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 8.1 .

Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Capitulo 8. sendo que 80% dos mesmos são revestidos com argamassa de cimento e areia.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8. dr. 8.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 8. Q= A x Qe C= B x Ce Sendo: Qe= estimativa inicial estimada em litros por segundo A= fator de correção pelo uso da água B= fator de correção da estimativa de C Ce= coeficiente C inicial (no projeto inicial.1 Introdução O objetivo desta apresentação para achar o coeficiente C numa rede de água é para incentivar as pesquisas. Queríamos o coeficiente C não de uma rede de uma rede malhada total que foi projetada para C=130. C=130) A= F/ [(b/a) x (Qe + F) – Qe] Sendo: b= (h2/h4) Z B= F/ (b (Qe +F) – a x Qe] a= (h1/h3) Z Para o caso das perdas serem muito pequenas: C= Ce x (h4/h2) Z 8. sendo o abastecimento direto.2 .05m Método Trata-se de comparar um hidrante aberto e fechado usando um modelo matemático e tomando-se dados em campo. Teoria Toda a teoria se baseia em publicação na página 38 do jornal da AWWA (American Water Works Association) de dezembro de 1985 num artigo publicado pelo grande calculista em hidráulica prof.2 Pesquisa sobre o coeficiente C de Hazen-Willians O objetivo foi achar o coeficiente C de Hazen-Willians numa rede malhada do Parque Cecap em Guarulhos instalada aproximadamente em 1970 com diâmetros variando de 100mm a 600mm e em tubos de ferro fundido.01 l/s Precisão na perda de carga: 0. Thomas M. Os prédios do Parque Cecap não possuem reservatórios. por exemplo. Waslki e mais tarde publicado no livro de denominado Analysis of Water Distribution Systems publicado em 1992 Para o modelo matemático foi usado: Método de Hardy-Cross Fómula de Hazen-Willians C=130 Tubos de ferro fundido revestido com argamassa de cimento e areia Precisão na vazão: 0.

Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 8. isto é.11) 0. caminhão tanque com 6.39m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante fechado no modelo matemático) Os valores de h1 e h2 são: h1= 2.5 =101.3 .81/ano Em 20 anos teremos: 20anos x 1.11m real (763.29) real Usando a solução aproximada teremos: C= Ce x (h4/h2) Z C= 130 x (3.81/ano=36 130 – 36= 94 Conclusão: usar para projeto C=94 para 20 anos de previsão para tubos de ferro fundido.11m (763. Achamos então: h4= 3. A cota mínima do reservatório é de 764.11m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto no modelo matemático) h3= 2. 130 – 101= 29 e como temos 16 anos de uso a partir de 1970 teremos: 29/ 16= 1. ou seja. 282 segundos e vazão =6000 litros/ 182 s = 21.0m adotando-se 28.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Sendo: Z= 0.000 litros foi de 4min e 42s.29) h2= 5.5m a 29. O hidrante era de 100mm com duas mangueiras de 2” ½ que foram instaladas nas bocas do hidrante de coluna da Bárbara. A cota do reservatório era de 763.00m A altura do reservatório semi-enterrado é de 5m e o reservatório tem capacidade máxima de 5 milhões de litros.64 para tubo liso F= vazão no hidrante durante a descarga (litros/segundo) h1= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (real) h2=perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante aberto (real) h3= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (modelo) h4= perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto (modelo) 8.40m. isto é.00 e a cota de fundo 759. A medida de pressão sendo que a mesma variava de 28. 8.11/5.42= 101 (medido) Portanto. O tempo de enchimento do caminhão tanque de 6. achamos o coeficiente C=101 para a rede malhada do Parque Cecap em 1986.40m – 758.5mca.2 Experiência No dia 10 de abril de 1986 as 9h 45min no Parque Cecap em Guarulhos junto do Parque Infantil foi feito teste com medição direta usando cronômetro.000 litros de capacidade.5m.40 – 761. O manômetro usado tinha variação de 0 a 100mca. supomos no modelo de Hardy-Cross que o hidrante estava perdendo 21 L/s de água.40m.28 L/s Os cálculos foram feitos em computador calculando-se: a) modelo das redes malhadas com cálculo de Hardy-Cross b) Suposto hidrante aberto no modelo com 21 L/s. Com o hidrante aberto a pressão estabilizou-se em 25. m o nível em relação a cota de fundo era de de 4.5 para tubo áspero e Z=0.

SAAE-Guarulhos 29/04/1991 Método de Newton-Raphson Fórmula de Hazen-Willians C=130 Número de nós= 18 Número de tramos=22 Nível médio do reservatório= Na =761.433m3/mês Tabela 8.4 .Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 8.166m3 41.dados estatísticos Consumo dos prédios 4733 apartamentos Dezembro de 1985 94.2-Prédios no Parque Cecap em 1986 Área do Parque Cecap verificada Situação existente Apartamentos 4728 Escola 2 Centro comunitário 1 Mercado 1 Ceagesp 1 Média mensal= 94433m3/ 4728 economias= 20m3/economia 3.22 L/s Janeiro de 1986 112.Departamento de Obras Novas.342m3 36.50m 8.07 L/s Consumo médio mensal somente dos apartamentos é: (94342+94524)2= 94.5 x 30)= 190 litros/dia x hab Previsão futura da SABESP SAM-53 1980: 175 litros/dia x habitante Análise do sistema de distribuição de água potável do Parque Cecap DON.524m3 39.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Tabela 8.1-Parque Cecap.5 habitante/apartamento 30dias Q= 94433000 litros/ (4728 x 3.88 L/s Fevereiro de 1986 94.

56m3/apartametno 8.880 apartamentos na parte velha Consumo por andar Local: condomínio Minas Gerais 480 apartamentos Abastecimento direto.5 habitante/apartamento ( 03/01/1994) 22.97m3/apartamento Segundo andar 19. não existe reservatório domiciliar nos prédios Os prédios possuem 3 andares Conclusão: quanto maior a pressão nas torneiras.06 m3/apartamento Média geral do condomínio Minas Gerais 20.3m2 São Paulo: 480 apartamento Paraná: 480 Rio Grande do Sul: 480 apartamentos Santa Catarina: 360 apartamentos Total= 1.3 m2 Total= 61 m2+ 6 m2+ 20.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 PESQUISAS NO PARQUE CECAP EM GUARULHSO 3.51 m3/habitante 210 litros/habitante Despesas com água e esgoto por apartamento= 80% Área do apartamento: 61 m2 Área comum do apartamento: 6 m2 Garagem: 20. isto é.Consumo por apartamento no Parque Cecap Pavimentos Consumo por apartamento Pavimento térreo: estacionamento de veículos Primeiro andar 21. maior é o consumo.3= 87.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 8. Tabela 8.3.5 m3/apartamento 6.5 .74m3/apartamento Terceiro Andar 19. O consumo do primeiro andar é 10% maior do que o do terceiro andar.

6 .Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 8.

Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Rehabilittion . 26 de fevereiro de 1997. 8.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 8.7 .

Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Hidrantes em prédios 9-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 9.

Da mesma maneira que fizemos para a tubulação 1 fazermos para a tubulação 2 e tubulação 3.1 Introdução O livro do russo Nekrasov denominado “Hidráulica “ para engenheiros e tecnólogos da indústria de aviação da antiga URSS e importante para cálculos hidráulicos complexos. P2 e P3 são fornecidas e uma é diferente da outra. Editado em espanhol Editorial Paz Moscou¶ ¶ ¶ 9-2 .1) mostra três tubulações saindo de um ponto M. No ponto M as pressões de cada tubulação serão sempre a mesma Pm.2.1. Cada tubulação termina em um ponto e assim temos as cotas Z1. A vazão no ponto M será a soma das vazões nas três ramificações. Q2 e Q3 será igual a vazão total Q e entrando-se com o valor de Q obtemos a soma das vazões conforme Figura (9. teremos a perda de carga no trecho.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 9. Arbitrando-se várias vazões teremos várias perdas de cargas e podemos desenhar a curva na Figura (9. Z2 e Z3. isto é. Na Figura (9. Arbitrando-se um diâmetro mínimo para a tubulação número 1 e usando a cota Z1.Esquema de tubulação ramificada partindo de um ponto Fonte: Nekrasov. Figura 9.Esquema de pressão e vazão de tubulações ramifacadas Fonte: Nekrasov.1965 Excluído: um livro russo editado em espanhol pela é a¶ O livro do Nekrasov é muito bom. Q= Q1+ Q2 +Q3.Hidrantes em prédios 9.2).Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Capitulo 9. As pressões P1.1) com a vazão na abscissa e pressão H na ordenada.¶ Livro de “Hidráulica “ do B. A soma das vazões Q1. Nekrasov. 1965 Figura9.

No esquema da Figura (9. 2 e 3 temos: Pm/γ= Z1 + p1/γ + Σ h1 Pm/γ= Z2 + p2/γ + Σ h2 Pm/γ= Z3 + p3/γ + Σ h3 Pm/γ= Z1´ + R1xQ1m Pm/γ= Z2´ + R2x Q2m Pm/γ= Z3´ + R3x Q3m Z1´= Z1 + p1/γ Z2´= Z2 + p2/γ Z3´= Z2 + p3/γ 9. Exemplo 9. Σ h2 e Σ h3= são a somatória das perdas de cargas nas tubulações 1.Colocando-se num gráfico achamos a vazão correspondente a Pm.2 e 3 Σ h1. elaborou um modelo bastante simples do cálculo de hidrantes de incêndio em um prédio. Z3´ =as cotas piezométricas nos pontos 1. Conforme equação do esguicho temos: Q= 0. Q3= são as vazões nas tubulações 1.41 L/s Desta maneira obtemos Pm.5 Para diâmetro do esguicho d=13mm temos: Q= 0.5 Aplicando ao tramo 1 com H=6.00m.00m Diâmetro da mangueira= 38mm Comprimento da mangueira= 30. e 3 R1.58 x H 0.2 e 3 Aplicando a equação de Bernouilli na seção M-M para as tubulaçes1.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 9.5=84. 1986 no seu excelente livro de Instalações prediais e sanitárias que se acha esgotado. Com o valor de Pm achamos o valor correto de Q2 e de P2.1 Cálculo de hidrantes O calculo de hidrantes tem sido fonte de inúmeras dúvidas e devido a isto é que iremos recordar alguns conceitos. e R3= são as resistências de cada tubulação Q1.1.2046 x d2 x H 0.00m obtemos: Q= 34.Tanaka Prédio de apartamento com 5 pavimentos com área total de 2500m2. Z2. 2 e 3 Z1´.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Sendo: Z1. Z2´. Z3= as cotas em metro dos pontos 1. Risco Classe A.3 Cálculo de hidrantes de Takudy Tanaka Takudy. 9.00m Diâmetro do esguicho d=13mm 9-3 .70 litros/minuto= 1.3) calcular o valor de p2=? sendo dado p1=6.5 Q= 34.58 x 6 0.2046 x 132 x H 0.2. Q2. Pressão mínima na boca do esguicho mais desfavorável = 6. Do tramo2 entramos com vários H e obtemos vários Q e por conseguinte vários Pms. R2.

1986 Vazão: Q= 0.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Figura 9. 9-4 .5 Q= 0.2046 x d2 x H0.Esquema de colocação de hidrantes em um prédio Fonte: Tanaka.70 litros/minuto=1.5 Sendo: Q= vazão (litros/minuto) d=diâmetro do esguicho (mm) H=pressão (m) Para esguicho com d=13mm e pressão mínima de 6.41 L/s Consideramos então que a vazão mais desfavorável seja Q1 e deveremos ter então Q2>Q1 e Q3>Q2.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 9.2046 x d2 x H0.5= 84.00m temos: Q= 0.2046 x 132 x 60.3.

83= 0.17m Perda de carga na mangueira: ΔH2= 0.411.85= 1.83= 0.46 x Q 1.83= 15.0079 x 15.0079m/m Q1= 1.00142 1.Te 90 saída lateral 63mm 3.65 L/s J2=1492.12+ 1.85 J2=1492.46 x 0.62m Cálculo de PB Adotando Q2= 1.000165 1.7951 x Q1 1.85=1493.8 3=15.12m PA= 6.46 x 0.0 litros/minuto Usando a fórmula da vazão do esguicho tiraremos o valor de H.83m ΔHA-H1= 0. Como vemos o cálculo é feito por tentativas.50= 7.83m ΔH2t= 0. 9-5 .01=10.50m Para tubo de ferro galvanizado de 63mm que é o mínimo admissível temos: D1= 63mm Achamos J1 tubo= 0.7951x 1.0081m/m Comprimento real Lr=2. PA= H1 + ΔH A-H1 + ΔH1mangueira Para mangueira de 38mm e usando a fórmula de Hazen-Willians teremos: ΔH1mangueira= 0.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 9.00m Comprimento equivalente: Leq -registro de ângulo 63mm 10.7951x1. Q= 0.00+ 0.20m Perda de carga D2= 63mm Q2= 1.011m/m Lt= L+ Leq= 2.46 x Q 1.17+2.65 L/s= 99.5 H2= Q2 2/ (0.38m e portanto consideramos a vazão arbitrada em B como certa.00+ 13.83m Comprimento total= 2. Vamos achar a pressão no ponto A que denominaremos de PA.85 = 0.65 1.01m PB= H2+ ΔH2t +ΔH2m= 8.00m .43m Total= Leq= 13.40.2046 x d2 x H0.20+0.redução 63x 38mm 0.38m Calculo da pressão PC Adotando Q3= 1.m .Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 O cálculo é feito por tentativas.20462 x d2) H2= 99 2/ (0. Através da coluna recalcamos o valor de PB e obtermos PB=10.00m + 13.42 L/s Para C=100 de Hazen-Willians e D=63mm temos: J=1493.011 x 15.20462 x 132)= 8.85= 0.90 L/s= 114 L/min Acharemos Pc= 13.72m que é um pouco maior que 10.70m Recalculo para achar o valor de PB.85 =0.85= 2.

TAKUDY. B. Livro em espanhol. 9-6 . Moscou. 208 páginas.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 9. 1965 (?). -TANAKA. Editora Paz.4 Bibliografia e livros consultados -NEKRASOV. Livro esgotado.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 9. 1986. 279 páginas. Hidráulica.ISBN 85-216-0461-0. Instalações prediais hidráulicas e sanitárias. Editora Livros Técnicos e científicos.

2 Calculo do f usando o diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (10.1.024.1).Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Capitulo 10-Problema dos três reservatórios 10.2) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da formula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o numero de Reynolds. Figura 10. por exemplo.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 10. 1982 10.Problema dos três reservatórios Fonte: Streeter et al. Geralmente em se tratando de adutoras se usa a formula de Darcy-Weisbach.1 Introdução Um dos problemas clássicos de todos os livros de hidráulica é o problema dos três reservatórios conforme Figura (10. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0. os diâmetros e comprimentos achar as vazões nos três tramos. K/D= 0. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o numero de Reynolds. 10-1 . Dados a posição de três reservatórios.

Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Figura 10.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 10. 1/ f 0.010 f= 1/ [ 1.0002.0002 f= 1/ [ 1.5 = 0 Então a equação de Colebrook-White fica: 1/ f 0.14 – 2 x log10 (0.14 – 2x log10 (K/D + 9.014 K/D=0.1 Estimar o valor do coeficiente de atrito f para K/D=0.002)] 2 = 0.002 f= 1/ [ 1.2.5) Sendo: f= coeficiente de atrito (adimensional) K= rugosidade da tubulação (mm ou m) D= diâmetro da tubulação (mm ou m) Re= numero de Reynolds (adimensional) Considerando que na prática o numero de Re é um valor muito alto. O valor de f explicito será: f= 1/ [ 1.3 Estimativa analítica do f Como geralmente o numero de Reynolds Re > 4000 para tubos comerciais podemos usar a equação de Colebrook-White.002 e K/D=0.14 – 2 x log10 (0.5 = 1.14 – 2 x log10 (K/D)] 2 Exemplo 10.Diagrama de Moody 10.0002)] 2 = 0.14 – 2x log10 (K/D ) Donde se vê que o valor de f dependerá somente da relação K/D.001)] 2 = 0. Para K/D=0. K/D=0. donde podemos fazer uma aproximação: 9.5 = 1.35/ Re x f 0.14 – 2 x log10 (0.01.020 10-2 .35/ Re x f 0.023 K/D=0.

45m K2/D2= 0.60 x V32/ 2 x 9.0= 14= f3 x 1000/ 0.45 x V22/2 x 9.811m3/s A diferença 1.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 10.00 x V12/ 2 x 9.0 – 9. Se não for.278+0.002 Cota Z2= 18m f2=0.001 Cota Z3= 9.024 Reservatório 3 Comprimento L3=1000m Diâmetro D3=0. Q2 e Q3 a partir deste valor c) Se a equação da continuidade for satisfeita.0= 7.291m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J seja de 24. até se obter um valor que a satisfaça. A idéia geral do problema é supor no ponto J uma certa pressão.81 V3=2.0 = 23.81 V1=1.014 Reservatório 2 Comprimento L2=600m Diâmetro D2=0. o que é usual em hidráulica.811)=0.(0. Dados Reservatório 1 Comprimento L1=3000m Diâmetro D1=1.Q2 e Q3 10-3 .0 = f1 x 3000/ 1.75m/s Q1=1.380m3/s.811m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1.0m Como a velocidade é baixa.81 V2=1.0m + 11.0m f3=0. de 11m e então teremos a cota piezométrica: Cota piezométrica no ponto J= cota de J + pressão estimada = 12.00m K1/D1= 0. o problema está resolvido.278m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 23. corrigindo o valor anterior a partir da observação da equação da continuidade. O problema é resolvido por tentativas.75m/s Q2=0. 1983 usa o seguinte método: a) Fixa-se a cota piezométrica no ponto J b) Calculas-e Q1.380m3/s e saem Q2=0. 1982 que consideramos o melhor modelo para resolver o problema.6m e achamos novamente as vazões Q.380m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 23-18=5= f2 x 3000 / 0. por exemplo. A equação básica é hf= f x L/D x V2/2g de Darcy-Weisbach Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30. fixa-se novo valor para a cota piezométrica em J.0 – 23.4 Problema dos três reservatórios O exemplo é de Streeter.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10.87m/s Q3=0.020 Cota da junção J =Z=12m (suposto por nós) Lencastre.60m K3/D3= 0.0002 Cota Z1= 30m f1=0.278m3/s e Q3=0. desprezamos o termo V2/2g e teremos somente a linha piezométrica.

856)=0.325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3.6= f2 x 3000 / 0.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional). por exemplo.45 x V22/2 x 9.205m3/s.81 V2=2.534m/s Q1=1.4 = f1 x 3000/ 1. D + 5.6= f3 x 1000/ 0.Q2 e Q3 10.60 x V32/ 2 x 9.856m3/s A diferença 1.6-18=6. a equação de Swammee e Jain.011m/s Q2=0.205m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 24.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30.(0.0= 15.5 Fórmula de Swammee e Jain O problema pode ser resolvido em microcomputador usando planilha Excel.81 V1=1. D= diâmetro em metros.6= 5. onde poderemos facilmente estimar o valor de f usando a vazão obtida em cada tentativa usando.81 V3=3. 1.0 – 24. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano.8m e achamos novamente as vazões Q1. 10-4 .029m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J serja de 24.00 x V12/ 2 x 9.7 .320m3/s e Q3=0.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 10.320+0.74/ Re0.029m/s Q3=0.320m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 24. K= rugosidade uniforme equivalente em metros.6 – 9.856m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1.205m3/s e saem Q2=0.

E WYLIE. 585 páginas -LENCASTRE. E. 1983. Mecânica dos fluidos. 654páginas. Hidráulica Geral. Edição Luso-Brasileira.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 10. 7a edição. McGraw-Hill.5 Bibliografia -STREETER. VICTOR L. ARMANDO. 1982. BENJAMIN.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10. 10-5 .

Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação linear 11-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 11.

Cheguei a ver o estudo do uso de algoritmos genéticos para dimensionamento de redes de água onde entra a minimização dos custos. Walski. Geralmente os programas de cálculos de redes em espinha de peixe ou malhadas não são feitas com o chamado critério de mínimo custo atendendo as restrições hidráulicas. conforme Cambridge. 1992. mas certas características do método somente foram justificadas em 1982 no trabalho de Stephen Smale. Daí faziam o tradicional.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 11. onde fizeram comparação de um projeto elaborado por um engenheiro experiente e foi concluído que o resultado era praticamente o mesmo. mas os custos também o são. onde tratou da minimização de custo numa rede simples e salientando os problemas de uma rede malhada. 2000. O método Simplex foi pela primeira vez publicado em 1948 por Dantzig. Introdução Na resolução de um problema de redes de água é muito importante os cálculos hidráulicos. Para achar este ponto admissível extremo foi criado um algoritmo chamado método Simplex conforme Scheid. Existem rotinas do Método Simplex em Fortran e linguagem C feitas pela Universidade de Cambridge. 1984.. O prof David Stephenson professor de Johanesburg na África do Sul em 1981 publicou um livro Pipeline design for water engineers. pois o seu custo seria totalmente inviável. A programação linear para se obter o mínimo custo pode ser feita como Solver da planilha Excel. isto é.. A programação é utilizada para otimizar (maximizar ou minimizar) 11-2 . 1992 que é atualmente o maior calculista do mundo em redes hidráulicas de água diz que os cálculos de minimização de custos de uma rede só podem ser feitos se a mesma for ramificada.2 Programação linear A programação linear (PL) é um procedimento matemático para designar ou distribuir uma quantidade fixa de recursos para uma determinada finalidade. O método Simplex sistematiza o processo de obtenção dos vértices da região de restrição e procura a solução ótima conforme Shimizu. que não forme um sistema de malhas. Um programa de programação linear consiste em minimizar (ou maximizar) uma função linear: Minimizar H= c1 x1 + c2 x2 + . 1984. Informa ainda que hoje no mundo os engenheiros possuem bastante liberdade para dimensionar uma rede de distribuição de água potável e que não existe sistema que não tenha falhas.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Capítulo 11-Programação linear 11. Um importante teorema da programação linear estabelece que o mínimo (ou o máximo) ocorre num ponto admissível extremo. Há tempos quando estava estudando programação linear perguntei a um proprietário de uma firma projetista porque não faziam o projeto com minimização de custos e ele me respondeu que geralmente os engenheiros das companhias estaduais não entendiam do assunto e não solicitavam. de tal modo que alguma função ou objetivo seja otimizado conforme Shimizu. 1..

1981. Primeiramente vamos supor que os custos das tubulações são os da Tabela (11. O objetivo é obter os comprimentos com o mínimo custo.14162)= 0. A melhor maneira de entender o assunto é mostrar num problema exposto por Stephenson.0142 x 8)/ (9.1) A idéia da programação linear é usar diâmetros de 250mm e 200mm para os primeiros 500m e 200mm e 150mm para os últimos 400m.02 hf/ L = f x (L/D) x V2/2g Q=A x V V= Q/A A= PI x D2/4 V2= 16 Q2/(D4 x PI2) Substituindo em: hf/ L = f x V2/(2gD) hf/ L = f x (1/2gD) x16 Q2/(D4 x PI2) hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) Supondo que f=0.02 x 0.81 x 0. Tabela 11.25 251 0.81 x 0.3 Problema de Stephenson Temos um reservatório nível de água de 10m e uma rede tronco onde a 500m sai 26 L/s e a 900m da origem sai 14 L/s que deverá ter uma pressão mínima de 5.001012 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0.15m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) 11-3 .20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.002708 Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0.02 teremos: Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0.255 x 3.0402 x 8)/ (9.205 x 3.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 11.14162)= 0.008263 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0.81 x 0.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.02 x 0.00m conforme Figura (11.205 x 3.20 181 0.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Para a resolução do problema foi desenvolvido o Método Simplex e existe uma infinidade de softwares para o método de otimização de custo (maximização ou minimização).0402 x 8)/ (9.14162)= 0.Custos das tubulações por metro linear Diâmetro Custo (m) (R$/m) 0. 1.25m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.1.1).02 x 0.15 148 Perda de carga unitária A perda de carga unitária pela equação de Darcy-Weisbach é: Admitimos f=0.

155 x 3.15 0. O resultado será: X1= 0. X1 + X2+0X3+0X4= 500 0X1+0X2+X3 + X4=400 0. 1981 Vamos supor que no primeiro trecho dos 500m tenhamos dois comprimentos X1 e X2 cuja soma é 500m.14162)= 0.002708 0.002707X1+ 0.002707504X1+ 0.0082621X2 + 0.25 0.0082626471X2 + 0.0 250mm X2= 500.20 0.008262 Perda de carga para 0.Esquema do abastecimento de água Fonte: Stephenson.014m3/s (m/m) 0.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 11.001012 0.81 x 0.004265X4 =5 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo A maneira mais prática de resolver é usando o Solver do Excel.5= 5 = 0.040m3/s (m/m) 0. 1.004265 Figura 11.004265X4 A função objetivo que queremos é aquela com mínimo custo: 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo (função objetivo que queremos minimizar) Temos portando 4 equações.001012X2 +0.43m 200mm 11-4 .Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 hf/L= (0.004265 Tabela 11.00m 200mm X3=257.0142 x 8)/ (9.0010122X2 +0.2 Perdas de cargas nas tubulações em m/m Diâmetro (m) Perda de carga para 0.02 x 0. X1 + X2= 500 No outro trecho de 400m temos: X3 + X4=400 As perdas de cargas serão: 10.

Passos a serem dados no uso do Solver do Excel Primeiro temos que ver se temos a ferramenta Solver.Dados do problema no Excel A 1 2 3 4 5 Equação 1 Equação 2 Equação 3 Mínimo custo Solução B a1 1 0 0.3). Na célula F2.57 x4 F total 500 400 5 158195. $B$6:$C$6) e copia em F2.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 11.ponha a formula SOMARPRODUTO (B2:C2.004265 148 142.57m 150mm Tabela 11. Ponha na célula F5 na minimização do custo que queremos Abra o solver Através do mouse coloque as variáveis e as restrições etc Entre no solver opções e ponha não negativo e modelo linear Não esquecer de colocar no solver que queremos a minimização dos custos Ponha resolver no solver e ache a solução de x1. x3 e x3 11-5 . x2.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 X4=142.43 x3 E a4 0 1 0.3. Procure em Ferramentas e depois em suplemento e torne ativo o solver do Excel. F3.195.002707504 251 0.00 x2 D a3 0 1 0. Se não tiver vai ter que instalar o solver.0010122 181 257.008262647 181 500.09 G sinal = = = O mínimo custo é R$ 158. F4 e F5.09 conforme Tabela (11.00 x1 C a2 1 0 0.

economia e administração . Portugal. 2ª ed. M. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel. Numerical Recipes in Fortran.Editora Guanabara dois. Pipeline design for water engineers. Pesquisa Operacional. 275páginas. -SCHEID. THOMAS. printede en the Netherlands. FERNANDO.eng. 1992.. FRDANCIS. 963 páginas. ERICO.br -NOGUERIA.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 11. -WALSKI. 1991 ISBN 0-07-055221-5. 1984. Analysis of water distribution systems. DAVID. -LISBOA.5 Bibliografia -CAMBRIGE. -SHIMIZU. 1981. Cambridge University.ericolisboa. 2ª edição. Análise numérica. TAMIO.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 11. Elsevier Scientific Publishing company. 1992. Pesquisa Operacional em engenharia. McGraw-Hill. 2a ed. -STEPHENSON. 360 páginas. ISBN 0-89464-624-9 11-6 . Programação Linear. http://www. Florida.Tutorial sobre softwares. ISBN 0-444-41669-2.

08 23.41 R$ 218.59 42.80 R$ 182.65 59.83 R$ R$ R$ R$ R$ 9.00 R$ 124.57 35.22 62.73 78.12 R$ 179.90 4.12 R$ 351.34 51.02 R$ 546.43 R$ 764.81 R$ 638.21 R$ 337.98 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.74 MO (40%) R$ R$ R$ 1.19 R$ 180.23 R$ 251.89 R$ 114.90 16.43 88.89 24.41 11-7 . Tabela 11.48 R$ 134.1.21 Ferro Fundido 80mm 100mm 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm 500mm 600mm 700mm R$ R$ 81.75 42.56 R$ 276.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 11.14 R$ 207.Estimativa de preço de material e mão de obra para dezembro de 2007 sendo 1US$ =R$ 1.42 R$ 128.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Apêndice A Custos de tubulações Custos de tubulação considerando a média de que em cada 1000m temos uma válvula e uma curva para os materiais.69 Mat+MO R$ R$ R$ 6.02 R$ 100.43 PVC 12 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ R$ R$ R$ 24.01 R$ 456.44 91.69 R$ 471.65 71.85 R$ 129. A mão de obra é estimada em 40% do preço do material.76 10.57 R$ 148.3 R$ R$ R$ 4.70 Custo/metro Diâmetros 50mm 75mm 100mm PVC 6.77 R$ 250.88 R$ R$ R$ 34.80 R$ 290.66 82.09 R$ 197.42 R$ 105.66 14.11 87.02 6.98 36.06 16.

Clicar no meio onde estão os sinais e escolher o sinal de =. Clicar OK e sair 7) Clicar na célula das variáveis e entrar o quadro das variáveis que vai de B2 a E5.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B5:E5.Uso do Solver em Excel Primeiramente fazer uma copia logo abaixo para segurança dos dados. 1.$B$6:$E$6) 2.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação Linear. 8) Clicar novamente no local das variáveis e colocar o destinoi B6:E6 sempre no local das variáveis. mas tomar o cuidado para não chegar onde está o mínimo.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B4:E4.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B3:E3. $B$6: $E$6 Copiar para as células F3.00 x2 a3 0 1 0. Clicar em minimizar 5.008262647 181 500. Cuidado não errar.001012174 181 257. Clicar em adicionar Clicar em referencia de células e clicar com o mouse em F2 até F4 onde estao as formulas.00 x1 a2 1 0 0. Clicar em opções e clicar em: Presumir modelo linear Presumir não negativo Clicar em OK e volta ao programa principal do Solver 6.57 x4 total 500 400 5 158195.43 x3 a4 0 1 0. 10) O programa está resolvido e aparecerá na tela em solução o valor das variáveis x1 a x4 bem como o mínimo custo a1 1 0 0.002707504 251 0.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 11.09 sinal = = = b 500 400 5 restrição 1 Restrição 2 Restrição 3 Mínimo custo solução 11-8 .004265 148 142. F$ e F5 Ficando assim: SOMARPRODUTO(B2:E2. Na célula F2 colocar a fórmula: SOMARPRODUTO (B2:E2. Clicar em restrição e clicar em H2 a H4. 8) Clicar em resolver 9) Clicar em manter solução do solver. Por o cursor na celula F5 onde está o mínimo custo que é a função objetivo 3) Clicar em ferramentas e clicar em solver 4.

.1 Organização de sistemas de operação e manutenção.

2 I Introdução Escanei as 14páginas de apostila feita de resumo de aulas na CETESB em 1976 com respeito a organização de sistemas de operação e manutenção. Saliento a importância da manutenção preventiva. Engenheiro Plínio Tomaz 13 de dezembro de 2007 .

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Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Algoritmo genético 13-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 13.

Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Capítulo 13-Algoritmo genético 13. Para a confiabilidade das redes são usados gráficos e a solução final vai depender muito da experiência e bom senso do engenheiro conforme Gouter.1992. Teoria da Entropia (Entropy) O objetivo é o mínimo custo das redes e a máxima confiabilidade da rede de água conforme a equação de Shannon conforme Gouter. permanece ainda confuso o termo confiança no sistema de rede de água. 1992. 2007. No caso de redes de água a tecnologia envolve a integração das varias maneiras de cálculo dando um solução ideal. É de conhecimento de todos que a otimização de uma rede de água é um sistema ramificado conforme Afshar. ln (pi) Sendo: S= entropia pi= conceito de vazão associada a probabilidade ln= logaritmo neperiano Ainda não foi estabelecida uma relação entre a entropia e confiança.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 13. Teoria Gráfica Para a confiabilidade do sistema de redes de água a teoria gráfica que pretendem um mínimo custo e máxima confiabilidade. Quanto a confiança não existe na literatura uma definição exata do termo. S= Σ pi . A primeira consideração explicita de probabilidade na confiança de uma rede de água foi definida por Kettler e Goulter segundo Afshar. Apesar de varias tentativas feitos por autores diferentes. que incluíram a probabilidade um um rompimento de tubulação quando fizeram o uso da otimização.1 Introdução As tecnologias recentes para dimensionamento de redes de água são: • Algoritmo genético • Programação Dinâmica • Decision Support System (DSS) • Teoria do Caos • Teoria Fuzzy • Redes Neurais • Teoria da Entropia • Teoria gráfica para a confiabilidade Todas elas possuem como objetivo a minimização dos custos e maximização da confiança. Decision Support Systems (DSS) São pacotes de softwares com toda a tecnologia disponível para resolver um problema. 2007. 13-2 .

13.2 Algoritmos genéticos O texto abaixo foi extraído da Universidade Federal do Rio de Janeiro No século XIX os naturalistas acreditam que cada espécie havia sido criada separadamente por um ser supremo ou através de geração espontânea. O trabalho do naturalista Carolus Linnaeus levou a acreditar na existência de uma certa relação entre as espécies. na forma similar aos problemas naturais. tendo portanto menor probabilidade de seus genes serem propagados ao longo de sucessivas gerações.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Programação Dinâmica (DP) A programação dinâmica é um programa montado para especialmente para cada caso sendo mais usado em redes de esgotos do que em redes de água. Entretanto. Nos anos 50 e 60. Charles Darwin apresentou em 1858 sua teoria de evolução através de seleção natural. aluno de Holland. podem produzir um 13-3 . Estes cromossomos representam indivíduos que são levados ao longo de várias gerações. entretanto o trabalho que dá é tão grande que nunca mais usei. Estes algoritmos estão baseados nos processos genéticos dos organismos biológicos. Este princípio foi desenvolvido durante os anos 30 e 40. consegue primeiro sucesso em aplicação industrial de Algoritmos Genéticos. evoluindo de acordo com os princípios de seleção natural e sobrevivência dos mais aptos. Por outro lado. aqueles que não obtêm êxito tendem provavelmente a ter um número reduzido de descendentes. Adicionalmente. a moderna teoria da evolução combina a genética e as idéias de Darwin e Wallace sobre a seleção natural. Os algoritmos Genéticos formam a parte da área dos Sistemas Inspirados na Natureza. por biólogos e matemáticos de importantes centros de pesquisa. codificando uma possível solução a um problema de "cromossomo" composto por cadeia de bits e caracteres. simulando os processos naturais e aplicando-os à solução de problemas reais. os Algoritmos Genéticos capazes de "evoluir" soluções de problemas do mundo real. a desenvolver as primeiras pesquisas no tema. foi John Holland quem seriamente. Nos anos 80 David Goldberg. estes algoritmos vêm sendo aplicados com sucesso nos mais diversos problemas de otimização e aprendizado de máquinas. água e refúgio. Montei uma vez uma programação dinâmica para redes de esgotos e foram ótimos os resultados. descritos pela primeira vez por Charles Darwin em seu livro "Origem das Espécies". Na natureza os indivíduos competem entre si por recursos como comida. Emulando estes processos. Século XX: após anos de observações e experimentos. São métodos generalizados de busca e otimização que simulam os processos naturais de evolução. De acordo com a aptidão e a combinação com outros operadores genéticos.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 13. Não é necessário um software especifico pois o programa deve ser montado para cada caso. são produzidos métodos de grande robustez e aplicabilidade. Por volta de 1900. Thomas Robert Malthus propôs que fatores ambientais tais como doenças e carência de alimentos limitavam o crescimento de uma população. Holland foi gradualmente refinando suas idéias e em 1975 publicou o seu livro "Adaptation in Natural and Artificial Systems". hoje considerado a Bíblia de Algoritmos Genéticos. Desde então. muitos biólogos começaram a desenvolver simulações computacionais de sistemas genéticos. A combinação entre os genes dos indivíduos que perduram na espécie. aplicando a idéia darwiniana de seleção. entre os animais de uma mesma espécie. criando o princípio básico de Genética Populacional: a variabilidade entre indivíduos em uma população de organismos que se reproduzem sexualmente é produzida pela mutação e pela recombinação genética.

duo representa uma possível solução para um problema dado. 13-4 . produzindo descendentes com características de ambas as partes. AGs trabalham com uma população e não com um único ponto. Por outro lado. alocando um número de membros apropriado para a busca em várias regiões. as técnicas de computação evolucionária operam sobre uma população de candidatos em paralelo. 2. Algoritmos Genéticos são muito eficientes para busca de soluções ótimas. AGs utilizam informações de custo ou recompensa e não derivadas ou outro conhecimento auxiliar. a população (conjunto de possíveis respostas) convergirá a uma solução ótima para o problema proposto. porém sua utilização assegura que nenhum ponto do espaço de busca tem probabilidade zero de ser examinado. A mutação também tem um papel significativo. Os AGs não são a única técnica baseada em uma analogia da natureza. seu grau de importância continua sendo assunto de debate. uma maneira de avaliar os membros do espaço de busca. no entanto. entre eles: o espaço de busca onde são consideradas todas as possibilidades de solução de um determinado problema. onde cada indiv&iacut e. através de regras específicas. 4. Os processos que mais contribuem para a evolução são o crossover e a adaptação baseada na seleção/reprodução. Aos mais adapta dos é dada a oportunidade de reproduzir-se mediante cruzamentos com outros indivíduos da população.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 novo indivíduo muito melhor adaptado às características de seu meio ambiente. Os Algoritmos Genéticos utilizam uma analogia direta deste fenômeno de evolução na natureza. AGs utilizam regras de transição probabilísticas e não determinísticas. O Algoritmo Genético pode convergir em uma busca de azar. As técnicas de busca e otimização tradicionais iniciam-se com um único candidato que. chamado de indivíduo no AG. Toda tarefa de busca e otimização possui vários componentes. Os pesquisadores referem-se a "algoritmos genéticos" ou a "um algoritmo genético" e não "ao algoritmo genético". de forma a promover uma varredura tão extensa quanto necessária do espaço de soluções. Assim. em uma grande variedade de problemas. A cada indivíduo se atribui uma pontuação de adaptação. como reconhecimento de padrões no processo de imagens. Deve ser observado que cada cromossomo. e a função de avaliação (ou função e custo). principalmente em quatro aspectos: 1. população. 3. corresponde a um ponto no espaço de soluções do problema de otimização. pois AGs são uma classe de procedimentos com muito s passos separados. é manipulado utilizando algumas estáticas diretamente associadas ao problema a ser solucionado. um grande número de indivíduos. Se um Algoritmo Genético for desenvolvido corretamente. e cada um destes passos possui muitas variações possíveis. O processo de solução adotado nos algoritmos genéticos consiste em gerar. Os Algoritmos Genéticos (AGs) diferem dos métodos tradicionais de busca e otimização. AGs trabalham com uma codificação do conjunto de parâmetros e não com os próprios parâmetros. elas podem fazer a busca em diferentes áreas do espaço de solução. pois não impõem muitas das limitações encontradas nos métodos de busca tradicionais.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 13. ou aproximadamente ótimas. as Redes Neurais estão baseadas no comportamento dos neurônios do cérebro. dependendo da resposta dada ao problema por este indivíduo. Por exemplo. Podendo ser utilizadas em uma grande variedade de problemas de classificação. iterativamente.

Policies for improvement of networks with shortcomings. Martinez. 431 páginas 13-5 . Martinez.3 Bibliografia -AFSHAR. -INTERNET-http://www. -GOULTER. H. 431 páginas. http://mehr. Cabrera e F. IAN C. editado em outubro de 1992. Optimal desing of water distribution networks. Cabrera e F.edu/~scientia/v14n1%20pdf/afshar. Modern concepts of a water distribution system. In Water Supply Systems organizado por E.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 13.br/~marcio/genetic. M. editado em outubro de 1992. Evaluation os selection algorithms for simultaneous layout and pipe size optmization of water distribution networks.ufrj.html -WALTERS.gta. A GODFREY. Sharif University of Techonology. Fevereiro de 2007. In Water Supply Systems organizado por E.sharif.pdf Acessado em 24 de dezembro de 2007.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 13.

89 e a=1. 1982 chegou as seguintes conclusões para tubos grandes e tubos pequenos.1): 1.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. Walski. A regra final feita por Walski. 1984.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. 1982 que vamos explicar juntamente com um exemplo da Figura (14. ] ] Figura 14.Otimização com multiplicador de Lagrange 14. 14-1 . que está explicado no livro de Waski. por exemplo e a função de custo do tubo por metro linear.2 Lagrange Após as demonstrações devidas.com. A equação do custo em R$/metro de material e mão de obra é: C= a D b C= 1. Ver a altura do reservatório Ho=100m e a pressão mínima Hn=60m que se deseja no último nó ou em alguns nós.95 (não é utilizado) nos cálculos.Esquema de rede de água por gravidade e em série Fonte: Walski.1.95 D 0. Iremos mostrar somente a de tubos grandes que se aplica também em tubos pequenos.Primeiramente calcular a vazão em cada nó e escolher a fórmula que vai usar como Darcy-Weisbach.1 Introdução Uma maneira de se otimizar uma rede de água por gravidade e com tubos em série é usar o multiplicador de Lagrange.br 18/12/07 Capitulo 14.89 Onde b=0. 1982 14. 1982 e no Shimizu. O método é uma mistura da hidráulica com os custos.

com.Q2/ (PI2 x D4) hf= f x (L/ D) x 16.89 obtido por análise de regressão linear teremos: m/(b_+ m)= 5/ (0.89 +5) =0.89 e o custo C=aDb=C= 1. os comprimentos e o coeficiente f de atrito achamos os valores de Fi.14162 x 9.5m3/s L1=3000m Q2= 2.26 x 1013 =0. Cálculo dos diâmetros das tubulações nos diversos trechos Primeiramente se calcula o valor D1 pela equação: Lembramos que sendo m=5.6552 x 1012) x 2000 x 0.26 x 1013 Como temos os comprimentos de cada trecho Li e temos o coeficiente K2 para a fórmula.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. para: Q1= 10.5 2= 1.95 x D0.2 14-2 .Q2/ (PI2 x D4 2g) hf= f x (L) x 8.Q2/ (PI2 x D5 g) hf= f x (L/ D5)x Q2 . 3. A perda de carga segundo DW é.br 18/12/07 2./ (PI2 x g) 8.6552 x 1012) x 1000 x 2. 8.81 )]= 1015 x 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. O diâmetro é considerado em milímetros e a vazão em m3/s. Fi= K2 x Li x Qi (m-3) m=5 Por exemplo.03283E+16 F3= (1.5m3/s L2=1000m Q3= 0.082626471=8.5 2 = 5. Achamos portanto para cada trecho as vazões Qi e como escolhemos a fórmula de resistência temos o valor de m que para Darcy-Weisbach temos: m=5.082626471 Mudanças de unidades: para ter D em milímetros multiplica por 1015 !/ (D/1000)5 = 1015/D K2= 1015 x [8/ (PI2 x 9.85 1/m =1/5= 0.02 x 8.5m3/s L3= 2000m Fi= K2 x Li x Qi 2 F1= (1.81)= 0./ (PI2 x g)= 8/(3.5 2= 8. K2= f x 8. Cálculo dos valores Fi Como é dada as vazões.26265E+14 4. b=0. hf= f x L/ D x V2/2g Q=A x V Q2= A2 x V2 V2= Q2/ A2 = 16.6552 x 1012 O valor de f é o coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach.26 x1013=1.46574E+17 F2= (1.6552 x 1012) x 3000 x 10.

Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.2 = 1781 Depois de calcular o primeiro diâmetro D1 calculam-se os demais usando a equação: D2= 1781 x (F2 x L1/F1xL2) 0.7m 14-3 .12256E+17/ 40 ) 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.77286E+16 A soma de F1+F2+F3= 7.85 = 717 Portanto.85 = 7.9.79533E+16 F3 x [(L3 x F1)/ (L1 xF3)] 0.85 = 5.br 18/12/07 Ho=100m Hn= 60m (admitido) Ho-H= 100-60=40m Vamos calcular a somatória que está dentro dos colchetes.9m H1= 70.03944E+16) / 12005)=66. 2 e 3.com.85 Então teremos: F1 x [(L1 x F1)/ (L1 xF1)] 0. temos os diâmetros: D1= 1779mm D2= 1159mm D3=717mm Vamos adotar diâmetros comerciais D1=1800mm D2= 1200mm D3=700mm 1779 1159 717 Vamos calcular a pressão em 1.85 = 1159 D3= 1781 x (F3 x L1/F1xL3) 0.12256E+17/ 40 ) 1/m D1= (7. Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] m/ (b+m) Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] 0. H1= Ho – F1/ D15 H2= H1 – F2/ D25 H3= H2 – F3/ D35 H1= 100.46574E+17 F2 x [(L2 x F1)/ (L1 xF2)] 0.(5.5007E+17/ 18005)=70.(1.12256E+17 D1= (7.85 = 8.

34 2.7.3).30 14-4 .Novo diâmetro adotado para D1 Diâmetro adotado (mm) 2000 1200 700 Pressão (m) 82.9 66.. Tabela 14.5m/s.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.1416 1.(8.3) Tabela 14.34m/s < 3.8 Área (m2) 2.8 73.21 1.1310 0.5447 1.br 18/12/07 H1= 66.3.3.9 Área (m2) 3. Então alteramos o diâmetro D1 para 2000mm e teremos velocidade de 3.3155E+14)/ 7005)=61.3848 V (m/s) 3.1310 0.9 78.8m OK Verificamos também a velocidade na tubulação e constatamos velocidade muita alta no tubo de 1800mm conforme Tabela (14.13 2.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.Calculo da velocidade média Diâmetro adotado ( mm) 1800 1200 700 Pressão (m) 70.50m/s OK conforme Tabela (14.21 1.3848 V (m/s) 4.7 61.com.30 A NBR 12218/94 para projeto de redes de distribuição de água para abastecimento recomenda como velocidade máxima de 3.

1992. 2ª edição. http://www. Programação Linear. M.com. Pesquisa Operacional em engenharia. 360 páginas. -SHIMIZU. ISBN 0-444-41669-2.ericolisboa. TAMIO.eng. 1992. 1984.br 18/12/07 14.Editora Guanabara dois.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. 1981. Elsevier Scientific Publishing company. -SCHEID. -WALSKI. McGraw-Hill. economia e administração . -LISBOA. 2ª ed.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. -STEPHENSON. Análise numérica. Cambridge University.3 Bibliografia e livros recomendados -CAMBRIGE. FERNANDO.br -NOGUERIA. 275páginas. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel. DAVID. FRDANCIS. Pesquisa Operacional. printede en the Netherlands. Numerical Recipes in Fortran.. ERICO. THOMAS. 963 páginas. Portugal. ISBN 0-89464-624-9 14-5 . 1991 ISBN 0-07-055221-5. 2a ed.Tutorial sobre softwares. Analysis of water distribution systems. Florida. Pipeline design for water engineers.

Equação de uma linha reta Fonte: Sincich.1.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.com. ΣX) b= (ΣY – a ΣX)/ n n= número de dados 15-1 .Método de Hardy-Cross Capitulo 15.br 18/12/07 Capitulo 15.1 Introdução A análise de regressão linear é feita pelo método dos mínimos quadrados Dado uma série de n números. Y = aX + b +ε Sendo: Y= variável dependente X= variável independente b= intercepto da linha. isto é.Análise de regressão linear 15.1). Σ XY – ΣX . o ponto na qual a linha reta corta o eixo y a= declividade da linha reta ε= erro randômico Figura 15. 1993 Que é obtida da seguinte maneira: a= ( n. podemos estabelecer uma correlação entre eles através de uma equação de uma reta conforme Figura (15. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .

16 0.1 Vamos mostrar um problema de Sincich.br 18/12/07 Exemplo 15. Tabela 15.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.7 7 9. Verificar se há correlação do crescimento do pico do EEG com a idade.3 11.10 SSE=Σ(Y-y)2 =1.90 – 20.6 (Y-y)2 0.3 X – 2. 1993.2 A equação da reta obtida é: Y= 2. Σ XY – ΣX .36 Σ 1.20)= 2.10 15-2 .10 SSE= 1. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .20)/ 5 = -2.2. 163 – 20 .89E-31 0.2 Estimativa do desvio padrão s Vamos ver como se faz a estimativa do desvio padrão s.3.2 15.com.49 0. ΣX) n=5 a= ( 5.4 4. Trata-se de crianças de várias idades onde foi feito eletroencefalograma EEG em crianças normais conforme Tabela (15.09 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.Cálculo de s Y real 20 15 25 22 30 ycalculado 2.Y 4 9 16 25 36 ΣX2=90 4 15 28 50 66 ΣXY=163 a= ( n. Queremos achar uma equação de uma reta da forma Y= aX + b Tabela 15.1-Dados X Idade 2 3 4 5 6 ΣX=20 Y Pico de freqüência 2 5 7 10 11 ΣY=35 X2 X.1). 35) / ( 5 .3 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (35 – 2.

09 7.com.3-Dados para o coeficiente de determinação do Exemplo (15.SSE/ SSyy R2= 1.10/ 54= 1-0. levando-se em conta as variáveis consideradas. significando que 97. Tabela 15.16 0.3666 s2= 0.1.SSE/ SSyy Sendo: R2= coeficiente de terminação SSE= Σ (Y.(Σy)2 /n = 299.352/5= 54 R2= 1.10/3=0. pois sempre haverá variáveis que não foram consideradas e trariam um acréscimo no consumo.6055=1.10 SSyy= Σy2 .02037= 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.49 0.3666 s=0. que os valores estão normalmente dentro desta faixa. mas como estamos usando dados reais isto nunca vai ser alcançado. haverá sempre um resíduo.6055 O valor de s é o desvio padrão estimado O valor 2s=2 x 0. 15-3 . isto é. isto para uma curva perfeita.br 18/12/07 Isto significa que qualquer outra reta escolhida o valor dos mínimos quadrados será maior que 1.89E31 0.36 Σ 1.9796.6 (Y-y)^2 0. Portanto.7 7 9.3 11.10 s2= SSE / (n-2) s2= 1. sendo que o ideal é quando R2 =1.1) ycalc 2.10 / (5-2)= 1.3 Coeficiente de determinação R2 O coeficiente de determinação o 0 ≤ R2 ≤ 1.96% da soma total dos quadrados dos desvios das 5 amostras podem ser explicados usando-se o modelo adotado.yc)2 = 1.211 mostra a faixa de variação dos valores.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.4 4.10 y2 4 25 49 100 121 Σ 299 R2= 1. 15.9796 Foi obtido um coeficiente de determinação R2 igual a 0.

12 351.4.77 250.19 180.81 638.00 124.br 18/12/07 Exemplo 15. Tabela 15.69 471.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.43 764.57 148.80 290.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.com. Os valores a e b deverão ser obtidos por análise de regressão linear.2 Queremos uma equação do custo por metro de rede em reais C na forma: C= a D b.4).42 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 b Como C= a D não é um equação linear podemos artificialmente linearilizá-la aplicando logaritmo para os dois lados da equação: C= a D b Log C= Log (a D b) = log (a) + b x log (D) Log C= b x log (D) + log (a) Que é uma equação linear da forma: Y= log C X= log (D) b= log (a) 15-4 . sendo D= diâmetro do tubo em mm. Os dados estão na Tabela (15.Custo por metro de material e mão de obra conforme o diâmetro do tubo de ferro fundido base dezembro de 2007 X Diâmetro (mm) Y Custo R$/metro 114.

78 2.29 e b=0. 24.71 – 24. 24. X2 + .41 ΣX2=59.19 180.89 X + 0.18)/ 10= 0.00 124.com..30 2.41 X.63 7.. Σ XY – ΣX .75 6. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.19 4.79 8.00 4.18 Y Log(custo) 2. ΣX) n=10 a= ( 10.81 638.+ βk.06 2.17 2.74 5.69 471.85 24.4 Análise de Regressão Múltipla Temos uma regressão linear múltipla quando admitimos que o valor da variável dependente é função linear de duas ou mais variáveis independentes.Xk são as variáveis independentes.48 2.46 2.10 6.22 7.29 5. ε é a componente incontrolável e randômica do erro do modelo adotado e β0.40 2.89 15.Cálculos X diâmetro 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 Y Custo R$ 114.24. β2.60 2.89 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (24. 59.5.72 8.90 2.40 2.59.18)= 0.77 7.X1 + β2.93=a C= a D b C= a D 0.57 148.+ βk são os coeficientes.Y 3.br 18/12/07 Tabela 15.18 . 15-5 .75 6.89 O valor de é obtido com o conceito de logaritmo: 100.35) / ( 10 .18 2..71 ΣXY=59.77 250.42 X log (D) 1.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. β1. O modelo estatístico de uma regressão linear múltipla é: Ycalc= β0 + β1.70 2.Xk + ε Onde Y é a variável dependente e X1...10 2.18 ΣX=24.09 59.80 290..19 5.55 2.35 – 0.88 24.00 2.26 2.35 ΣY=24.18.72 5.41– 24.71 a= ( n.29=1.81 2.89.43 764.67 2.29 Mas Log C= b x log (D) + log (a) Portanto log (a) =0.62 4.35 X2 3...28 7.X2.14 6.20 59..12 351.91 4.29 Y= 0.

com.5 Softwares de estatística para cálculo da análise de regressão linear múltipla Não serão mostradas todas as fórmulas usadas na Análise de Regressão Múltipla. 5) Verificar se a etapa 2 está satisfeita. Segundo Sincich.Xk podem representar termos de alta ordem. Meyer.. X2 pode representar X12 . pois para isso existem numerosos softwares e livros de estatística. β1. 15. Usamos a Planilha Excel da Microsoft com o livro do Lapponi. Outro software é o SPSS versão 8 para estudantes para no máximo 50 variáveis e 1500 linhas de dados.1995. a Análise de Regressão Múltipla deve seguir as seguintes etapas: 1) Hipótese de que o modelo é linear. Krueger e Ruth K..LIN .Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. and the Social Sciences. 6) Se decidimos que o modelo é útil e que segue as hipóteses admitidas use o modelo para estimar o valor Y. Inc... X3 pode representar X1. bem como cálculo de matrizes no Excel..br 18/12/07 Deve-se lembrar que os símbolos X1. βk. Um outro é o Minitab versão 6. 3) Estimar os coeficientes.1 feito por David D. β2. 15-6 . 1993. Economics.X2. Usando o Excel da Microsoft foi usada função estatística PROJ. inclusive com o uso de logaritmos.. β0. 4) Verificar se o modelo é útil em prever Y.Método de Hardy-Cross Capitulo 15..X2 e assim por diante. Por exemplo. Um deles é Statistical Package for Business. 2) Assumir que os erros são randômicos. É o ASP fornecido pela firma americana DMC Software. Por anamorfose os vários modelos estatísticos podem se transformar em lineares..

Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.205.08 23.89 114.43 80mm R$ 81.56 R$ 276.80 R$ 182.01 500mm R$ 337.12 Custo/metro PVC 6.7) Tabela 15.30 R$ 88.com.57 148.12 351.849.90 4.42 R$ 100.73 78.00 R$ 179.br 18/12/07 15.19 180.74 MO (40%) R$ R$ R$ R$ PVC 12 1.00 R$ 251.00 124.6).00 R$ 207. Diâmetros 50mm 75mm 100mm Custo R$ R$ R$ 4. Tabela 15.12 200mm R$ 129.00 Mão obra 40% R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.3 R$ R$ R$ 4.90 16.41 R$ 218.06 16.65 59.00 R$ 91.48 R$ 134.140.43 10.59 42.00 R$ 62.42 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ 24.89 24.34 51.76 10.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.00 R$ 129.69 9.69 471.059.227.98 100mm R$ 88.Preço médio por metro linear de tubo de ferro incluso um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007 Diâmetro Custo para 1000m ferro fundido (mm) + 1registro e +1curva R$ 81.44 91.09 R$ 197.66 14.6 Custos dos tubos Na otimização de Lagrange feita por Thomas M.016. Os tubos de ferro fundido variam de 80mm a 700mm que são usuais em aplicações de redes de distribuição conforme Tabela (15.77 250.118.827.440.Preço médio por metro linear de tubo de PVC um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007.98 36.21 400mm R$ 251. Waslki é necessário possuirmos o custo do material em função do diâmetro em milímetros e portanto vamos apresentar preços atuais de dezembro de 2007 para tubos de PVC e ferro fundido.7.23 300mm R$ 207.02 600mm R$ 456.205.83 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 128.218.6.66 82.65 71.80 290.006.88 Mat+MO R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 6.41 Os tubos de plásticos variam de 50mm a 400mm conforme Tabela (15.85 150mm R$ 105.21 15-7 .00 R$ 337.00 R$ R$ R$ R$ 24.00 R$ 42.02 16.22 62.749.976.00 R$ 546.02 700mm R$ 546.75 42.81 638.021.14 250mm R$ 179.43 764.427.11 87.00 R$ 197.02 6.43 34.736.20 R$ 105.57 35.00 R$ 456.758.

acionamento com cabeçote. DN-080 x 6.00 324. classe 20.8) estão as especificações dos materiais e o custo das peças.0 m R$ R$ 81. extremidades com bolsas para junta elástica JE fornecido com anéis de borracha.00 metro metro metro metro metro metro metro metro Tubo em PVC 6.00 177.6 MPa. sendo uma na posição de acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica.00 88.0 m DN-100 x 6.8. porca da haste em latão fundido. para aplicações sob pressão de serviço de 1.0m de comprimento.0 MPa. com anel de borracha incorporado. para redes de distribuição de água potável.0 m DN-250 x 6. tampa e cunha em ferro fundido dúctil. Tabela 15.00 243.0 m DN-400 x 6.0 m DN-200 x 6. Série K-7. corpo. centrifugado.0 m DN-300 x 6.360. O tubo deve apresentar em toda a sua extensão.Especificação e custos dos materiais dezembro 2007 Válvula de gaveta.. série métrica oval. DN-400 DN-500 DN-600 DN-700 R$ R$ R$ R$ 6. anéis da cunha e corpo em bronze fundido ASTM B62. Série K-9.370. centrifugado. DN-150 x 6.770.0 m DN-500 x 6. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676.00 9.00 431. fabricado de acordo com a ABNT NBR 5647-1 e NBR 5647-2. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676. pressão de trabalho de 1.00 128.00 peça peça peça peça Tubo em Ferro Fundido Dúctil.00 510. O tubo deve apresentar duas faixas indeléveis em sua ponta para a marcação dos posicionamentos de montagem. haste não ascendente com rosca trapezoidal em aço inox ASTM A 276 Gr. junta copro/tampa em borracha natural ASTM D 2000.3 extrudado. Padrão construtivo NBR 12430.58 9.00 204. conforme NBR 7675 revisada em 2005.br 18/12/07 Na Tabela (15. a identificação do fabricante. gaxeta em amianto grafitado. de forma indelével.84 metro metro 15-8 .Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. NBR 6916 classe 42012. com ponta e bolsa de Junta Elástica Integrada.00 20. conforme NBR 7675 revisada em 2005.410.0 m DN-700 x 7.00 29.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.com.637. em barras de 6. DN-050 DN-075 R$ R$ 4.0 m R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 105.0 m DN-600 x 6.50 metro metro Tubo em Ferro Fundido Dúctil.

sendo uma no seu acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica.com.60 189. com Junta Elástica Integrada.br DN-100 18/12/07 R$ 16. Os tubos devem ser fornecidos com duas marcas indeléveis em sua ponta para posicionamento de montagem.90 41.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. DN-150 DN-200 DN-250 DN-300 DN-400 R$ R$ R$ R$ R$ 23. PN=1.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.00 metro metro metro metro metro 15-9 . fabricado de acordo com a NBR 7665/2007.40 metro Tubo em PVC 12 com diâmetro externo equivalente ao de tubos de ferro fundido (DEFoFo).10 60.0 MPa.30 88.

. 275páginas. 1006 páginas.WALSKI. 1992. economia e administração .SHIMIZU.SINCICH. 1993.Editora Guanabara dois. New York.com. Pesquisa Operacional em engenharia. TAMIO.7 Bibliografia . 1984. .TOMAZ.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. Statistics by example. PLINIO. Navegar Editora.br 18/12/07 15. M. Analysis of water distribution systems. THOMAS. TERRY. Florida. 250 páginas . ISBN 0-89464-624-9 15-10 . 5a ed. 360 páginas. São Paulo. 2000.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. Previsão de consumo de água.

Para facilitar o entendimento vamos explicar com um exemplo adaptado de Walski para o Brasil e para as unidades do SI (Sistema Internacional) Exemplo 16. 1992 na otimização do cálculo do diâmetro de tubulação onde há bombeamentos é que os custos dependem basicamente de: • custo da energia elétrica • custo dos tubos. Dado um bombeamentos com as seguintes informações: Vazão Q= 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 16. Walski.1 Introdução Uma das conclusões muito interessante de Walski. adaptado para o Brasil.com.89 D em milímetros C= custo em reais A= a x Índice base/ Índice atual= 1. P (r .02 coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach e= rendimento total motor+bomba=0. O custo das bombas e equipamentos elétricos em si mesmo não são tão significantes do que as mudanças dos diâmetros e a energia elétrica.95 e b=0.00 16-1 .60 r=razão entre a média das vazões/ vazão de pico = 0.29 /kwh Média tensão (75kw a 5000 Kw) (de 100HP até 6793 HP) R$ 0.95 K2= f x 8.316x1013 =1.29/KWh (1US$= R$ 1. K3 . K2 e K3 nada tem a ver com os coeficientes semelhantes de variação de consumo.736= 73.70 Preço de energia elétrica para baixa tensão= R$ 0.7= 50588 para vazão de m3/s e preço em reais.Q ) m-2 / e Sendo: Ei=variável a ser obtida S=número de anos=20 K3=83598546893639800.045m3/s S=20anos (vida útil do bombeamento) f=0.195 x 100/100= 1.7 dezembro 2007) Custos médios de energia elétrica em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) Até 100HP ( 100HP x 0. Vamos calcular o valor de Ei.6632 x 1012 para Darcy-Weisbach K1=860 x 100/ valor do dólar atual= 860 x 100/ 1.89 Sendo a=1. Ei= S .Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.Baseado em Thomas M.19/kwh Índice base do custo do material e maio de obra=100 Índice atual de dezembro de 2007 supomos= 100 Custo em reais do tubo de ferro fundido para dezembro de 2007 C= 1.br 18/12/07 Capíulo 16.6 Kw) R$ 0.1.Otimização de bomba devido a Walski 16. K3= K1 x K2=50588 x 1.00 Nota: K1.95 x D0.6632 x 1012 =83598546893639800.

com.045m3/s m=5 (para fómula de Darcy-Weisbach) e=0.60 =25258475408262.89 D= [(25258475408262. Nota: caso houve houvesse outros trechos de tubulações o cálculo seria o mesmo.Q ) m-2/ e Ei= 20x (83598546893639800.212m que é um tubo D=250m 16-2 . Os custos das tubulações bem como da energia elétrica também foi transformado em dólares para coerência dos dados. Sugerimos que tais cálculos sejam feitos com as devidas precauções. o diâmetro da tubulação de recalque é 250mm.045 ) 3/ 0.7000 O diâmetro D é calculado pela equação: 1/(b+m)= 1/(0.29 (0. Adoto D=250mm Portanto.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.5 =0.17 D= [(Ei .7x0.89+5)= 0.17 = 227mm.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.br 18/12/07 P= R$ 0.95 x 0.b)] 1/(b+m) A=1.0 x Q 0. A fórmula de Bresser D= K x Q 0. Comentários: Primeiramente não devemos nos esquecer que Walski se baseou nas experiências americanas.045 0. K3 .7 Q=0.00x0.5 Para K=1 valor usual temos: D= 1.7000 x 5)/(1.29/Kwh r=0.5 D= 0.60 Ei= S . P (r .95 e b=0. m)/(A.89)] 0.

THOMAS. Analysis of water distribution systems. ISBN 0-89464-624-9 16-3 . 275páginas. M.2 Bibliografia e livros recomendados -WALSKI. Flórida. 1992.br 18/12/07 16.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.com.

acessórios e equipamentos previstos em toda a instalação em face dos planos de cargas piezométricas de regime permanente e estáticas. para tubos de PVC com ponta e bolsa e DEFOFO conforme Tabela (17. Quando são atendida as pressões máximas toleráveis da tubulação é dispensável o dimensionamento do golpe de aríete e instalação de dispositivos de proteção. 2006 Para tubos de ferro fundido K-7 e K-9 temos a Tabela (17.1).Pressão máxima de serviço (PMS) para tubos de PVC Tubos DN PMS (MPa) (mm) min max Tubo PVC classe 12. As classes 12. No diagnóstico admite-se a adutora desprovida de dispositivos de proteção para as condições normais e excepcionais. Vamos recordar segundo Heller et al.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.0 Tubo de PVC JE DEFOFO 100 a 300 1. ocorrentes em qualquer secção da adutora devem ser iguais ou inferiores às pressões admissíveis adotadas para as tubulações. 15 e 20 JE PBA 50 0.1.2 Tubos comumente usados Ainda segundo a NB 591/91 as pressões máximas devidas ao golpe de aríete. 15 e 20 JEI PBA 50 a 180 0.com. A pressão máxima de serviço PMS inclui os transientes hidráulicos. conexões.1 Introdução Golpe de aríete é o fenômeno de escoamento de um líquido em conduto forçado. 17-1 . Tabela 17.Golpe de aríete em adutoras 17.0 Fonte: Heller.6 1. O tubo de PVC classe 12 é para o máximo de 60m de pressão. et al.0 Tubo PVC classe 12. Na etapa do dimensionamento do golpe de aríete devem ser estudados os diversos dispositivos de proteção e controle selecionando aqueles que garantam as condições extremas de pressão e pelo menor custo de implantação e operação do sistema. Por exemplo. 15 e 20 são classes de pressão e JEI é junta elástica integrada.6 1.Método de Hardy Cross Capitulo 17. A NB 591/91 diz que a analise do golpe de aríete deve ser efetuada em duas etapas: diagnóstico e dimensionamento.2). 2006 as características de alguns tubos. e o classe 15 para 75m e o classe 20 para 100m de pressão.0 Tubo de PVC JEI DEFOFO 100 a 500 1. 17.br Plínio Tomaz Capítulo 17. em regime variado conforme NB 591/91 referente a Projeto de adutora de água para abastecimento público.

4 Tubo de ferro fundido K-9 junta Pamlock 1400 a 1800 1.PEAD e PP com suas normas e MRS Tensão no projeto Fator de de 50anos a 20ºC Material Norma Classificação MRS segurança (MPa) (MPa) PEAD DIN 8.075 PE 63 6. Para 50anos de vida útil a temperatura de 20ºC MRS é minimum required strenght requerida.2 1.3.7 5 Fonte: Heller.427 PEAD ISSO CD P3 100 10 1. a pressão admissível é definida pela classe de pressão de trabalho das tubulações.1 7.2.0 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta travada externa 300 a 1200 1.Método de Hardy Cross Capitulo 17.427 PP DIN 8.9 3. 2006. válvulas. et al.9 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta elástica 80 a 2000 3.br Plínio Tomaz Tabela 17. 2006 para tubos de PEAD (polietileno de alta densidade) e tubos de PP (polipropileno) temos a Tabela (17.25 6. equipamentos e acessórios. et al.3MPa mas com o fator de segurança igual a 1.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 1.2 a 3. a pressão admissível é de 1.5 vez a pressão de trabalho.077 Homopolímero 10 2 5 PP DIN 8.075 PE 80 8 1.3 1. 2006 Ainda segundo Heller et al.5 1. 17-2 .0 Fonte: Heller. Saliente a norma da ABNT que em condições excepcionais.5 6.7 Tubo de ferro fundido K-9c/ junta travada interna 80 a 300 1.3).0 Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta travada interna 150 a 300 1.3 1.25 5 4.25 teremos 5MPa.25 8 4.6 5 PEAD ISSO CD PE 63 6. Assim para um tubo de PEAD PE 63 o MRS=6.9 3. 2006 Recordemos a NB 591/91 que diz que em condições normais de operação.077 Copolímero 8.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 4 2 4. Tabela 17.com. Para tubos RPVC (PVC reforçado com fibra de vidro) com junta elástica a pressão de serviço está entre 0.2 MPa conforme Heller et al.Tubos de ferro fundido K-7 e K-9 e faixa de pressões máxima de serviço PMS PMS (MPa) 1MPa=100mca Tubos DN (mm) min máx Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta elástica 150 a 1200 2.3 4.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.7 4.25 5 PEAD DIN8.

Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.Golpe de aríete em adutora por gravidade com fechamento brusco da válvula no fim da adutora. Se o fechamento ou abertura da válvula for rápido haverá problemas de transientes hidráulicos podendo ser danificada a tubulação.3 Golpe de aríete em adutora Na Figura (17. 17-3 .br Plínio Tomaz 17.com. Streeter em dois dos seus livros: Mecânica dos Fluidos e Fluid Transients.Método de Hardy Cross Capitulo 17.1. Figura 17. Vamos tratar neste capítulo de golpe de aríete em um tubo singelo alimentado por um reservatório.1) temos um esquema de um reservatório que alimenta uma tubulação e no final há uma válvula. esclarecendo que estamos nos baseando nos métodos apresentados por Victor L.

1 Assim uma rede com L=4800m e celeridade a=1200m/s teremos: 2 x L/a= 2 x 4800/ 1200= 8 s Se o fechamento for menor que 8s teremos fechamento rápido e caso seja maior que 8s o fechamento será lento.2). 17.5 Estimativa dos transientes hidráulicos em adutoras sem atrito Uma maneira prática de se estimar os transientes hidráulicos numa adutora singela conforme Figura (17. é supor que o líquido é incompressível e não haja dilatação do tubo com as pressões e que sejam ignoradas as perdas de cargas distribuídas ao longo da linha. Consideramos um tubo horizontal onde um fechamento instantâneo da válvula no final da rede provoca uma redução de velocidade ΔV e teremos um acréscimo de pressão ΔH conforme Tullis.2 Fechamento de válvula no final da rede Fonte: Tullis.com. isto é. chega a atingir valores 100 vezes maior então podemos considerar Vo/a =0 e ficará: ΔH= a ΔV/ g (equação de Allievi) Figura 17.Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.br Plínio Tomaz 17.4 Fechamento e abertura de válvulas O fechamento de uma válvula em uma tubulação singela de comprimento L e celeridade de propagação das ondas “a” pode ser: • Lento • Rápido O fechamento é lento quando o tempo “tc” que levamos para fechar uma válvula é maior que 2 L/a e o fechamento é rápido quando o tempo é menor que 2L/a: Resumidamente fica: Fechamento lento: tc > 2 x L/ a Fechamento rápido tc < 2xL/a Exemplo 17. 1989 17-4 . 1989 ficando assim: ΔH= a ΔV/ g ( 1+Vo/a) Mas como sempre o valor a é bem maior que o valor de Vo.

81x 30)= 28m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 28m teremos 128m para fechamento lento com tc=30s e não estamos em levando em conta as perdas de cargas.71/ 3. isto é.2m teremos 205. Nota: o cálculo exato usando o método das características levaria pressão máxima de 147.1416=0. 1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2.86m/s Hmax= a ΔV/ g Hmax= 1200 x 0. ΔH= a ΔV/ g ΔH= 900 x (2.3 Seja uma adutora singela com D=2. L=4800m a= 1200m/s Q=2.86 / 9.4 Seja uma adutora singela com D=2.5m/s com será a sobrepressão.71m3/s.com.Método de Hardy Cross Capitulo 17. 17. A= PI x D2/4= 3.81m/s2 tc= tempo de fechamento da válvula (s) Exemplo 17.1416x 22/4= 3.31m com válvula borboleta.71m3/s.br Plínio Tomaz Exemplo 17.0m. Se a válvula for parcialmente fechada atingindo a velocidade de 1.71/ 3.86 x 8 ) /( 9. quando o tempo de fechamento tc for maior que 2L/a.2m pois não estamos considerando a perdas de cargas. 1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2.1416x 22/4= 3.86m/s μ= 2 x L/ a= 2 x 4800/1200= 8s Supomos tc= 30s Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Hmax= (1200 x 0.9m Exemplo 17.6 Equação de Michauld A equação de Michauld só pode ser aplicada se a manobra for lenta.81= 45.0-1. Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Sendo: Hmax= sobrepressão (m) a= celeridade da onda (m/s) Vo= velocidade da água na tubulação (m/s) μ= 2 x L/ a g= aceleração da gravidade= 9.0m. 17-5 .5)/ 9.2 Um reservatório alimenta uma adutora de aço com velocidade Vo=2m/s. sendo a celeridade a=900m/s.1416=0.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.2m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 105. L=4800m a= 1200m/s Q=2. A= PI x D2/4= 3.81=105.

a forma como o coeficiente de descarga varia com a abertura .com. Conforme Pires et al.g.7). 2005 Para as condições iniciais: Qo= (Cd x Ag)o (2.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.pdf Figura 17. esfera. As válvulas do tipo gaveta produzem uma variação grande na vazão somente nos últimos instantes do fechamento conforme Pires et al.7 Curvas das válvulas Existem vários tipos de válvulas: gaveta. borboleta e outras conforme Figura (17.simdut. determina o modo como a vazão varia com a fração da abertura.5 Para qualquer condição: 17-6 . Por outro lado. isto é. esfera e borboleta para tempo de fechamento de 60s. O fechamento das válvulas pode ser manual ou mecânico.Fechamento de varias válvulas como gaveta.3) a (17. Figura 17.Abertura de válvula (b) e fechamento de válvula (c) Fonte: Acunha.2005 a curva de fechamento da válvula. globo.com. Fonte: http://www.br Plínio Tomaz 17.Método de Hardy Cross Capitulo 17.3.Ho)0. válvulas tipo esfera ou borboleta produzem uma variação mais gradual da vazão durante o curso de fechamento.4.2005.br/Trabalhos/13005. globo.

5 τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos.g.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.Gráfico de τ (Tau) para diversas válvulas: gaveta.Válvula borboleta. Figura 17.com. Não iremos fazer o calculo. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. É o inicio do fechamento da válvula. borboleta Fonte: http://www.Método de Hardy Cross Capitulo 17. pois usaremos somente a relação τ.5.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%2 0Design%20Handbook). 2005.H)0.6. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento Figura 17. Fonte: Acunha.rh.pdf 17-7 .br Plínio Tomaz Q= (Cd x Ag) (2.

pdf 17-8 .edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20H andbook).7.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.br Plínio Tomaz Figura 17. borboleta Fonte: http://www.rh.Método de Hardy Cross Capitulo 17.com.Gráfico da relação de áreas de diversas válvulas: gaveta.

Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. 17-9 .8. Fonte: Tullis. 2005 temos os valores de τ em função de t/tc e colocamos na Tabela (17. Exemplo 17.Método de Hardy Cross Capitulo 17.4). O valor de (CdxAg)o inicial pode ser calculado pela vazão Qo e a pressão no fim da linha Ho.5 Da Figura (17. Nota: quando a válvula está aberta passa a vazão Qo e temos a pressão Ho na válvula.com.br Plínio Tomaz Figura 17.Varias válvulas de controle.5) de Acunha. 1989.

0618 Supondo tempo de fechamento da válvula em 30s e como calculamos (CV)o =0.0 30.7 0.18 0.0185 0.23 0.0062 0.0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ 0.15 0.0062 0.0618 0.0200 0.71 (2 x 9.6 0.38 0.061764 podemos calcular os outros valores.0 3.0100 0.5 =0. Streeter chama os valores de CVA que são no total 11 e no exemplo temos: Nota importante: considerando o espaçamento de 5s tiramos da Tabela (17.4.4 0.4 9.0000 0.3 0.0 0.47 0.0247 0.5 5.0000 0.5 Assim se Qo=2.0432 0.6 11.00 Obtemos assim os valores de (CdxAg) que podem ser colocados no programa em Fortran do Streeter para abertura ou fechamento de válvula no fim da linha.0309 0.Valores de Cd x Ag em função do tempo de fechamento de 30s para um válvula borboleta τ 1. Precisamos de 10 CVA.br Plínio Tomaz (CdxAg)o= Qo/ (2 x g x Ho) 0.60 1.5 (CdxAg)o= 2.4) e fazemos a Tabela (17.Tempo de 5 em 5s que será usado.1 18.8 0.32 0.0 t/tc Tempo de fechamento tc=30s 0.0 4.5 0.0370 0. Tempo de fechamento tc=30s 0 5 10 15 20 25 30 35 40 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ CVA 0.4 14.0000 0.1 0.0618 0.2 0.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.Método de Hardy Cross Capitulo 17. τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ Tabela 17.0555 0.0450 0.28 0.00 0.4 6. pois.com.71m3/s g=9.10 0.5) Tabela 17.0000 0.0000 17-10 .5.9 0.9 8.81 x 98) 0.0494 0.81m/s2 e Ho=98m teremos: (CdxAg)o= Qo / (2 x g x Ho) 0.0123 0.

Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.0/. A/1200.022/. 0.CVA(7) /0.f -o streeter2.0 QO=SQRT(HRES/(F*XL/(2. 0.G.0618.31m.DCV /5. H(6).0/(2.022.0*G) R=(HRES-HO)/(QO**2*N) DO 11 I=1.01/. $ CVA(9)/0. 0.01.020. XL/4800.7854*D*D B=A/(G*AR) NS=N+1 DT=XL/(A*N) CV=CVA(1) HP(1)=HRES J=0 T=0.00/.CVA(2)/0.31m. HP(6). 0.CVA(3)/0.0618/.com.0/.exe FONTE STREETER MECANICA DOS FLUIDOS DIMENSION Q(6). N/4/. O coeficiente f de Darcy-Weisbach f=0.br Plínio Tomaz 45 50 0.0062/.0*G*D*AR*AR)+1.JPR /1/ . Queremos saber como se dá o fechamento da válvula em 30s.045/.CVA(11)/0. FORMULA DE DARCY WEISBACH. O tempo de fechamento trc=30s (não entra nos cálculos.CVA. 0.T DATA F/0. 0. D/2.DCV.0/ .N REAL F. pois faz parte dos CVA).0/.0/. O intervalo entre os dados de fechamento da válvula é de 5s.JPR. CVA(11) INTEGER I. Usando o programa em Fortran do Streeter achamos a máxima pressão de 147. 0. J. $ CVA(8)/0.0/.A.0062.81m/s2 A adutora está dividida em N=4 trechos.tripod.045. A pressão na válvula que está aberta é de 98m.02/.0000/. CVA=PRODUTO DO COEFICIENTE DE DESCARGA DA VALVULA ABERTA COM VALORES DADOS NO INTERVALO DCV FORTRAN 77 GNU2005 www.81/.NS Q(I)=QO 11 H(I)=HRES-(I-1)*R*QO**2 17-11 .0/. 0000 0.XL.0000 0.com PLINIO TOMAZ 22 DE dezembro DE 2007 Compila assim: g77 streeter2.CVA(6) /0.kkourakis.000.0000 Exemplo 17. DADOS VALOR DE F.HRES.000 0.TMAX.Método de Hardy Cross Capitulo 17.CVA(10) /0. Trata-se de válvula borboleta com CVA Nota: CVA são 11 dados.00. QP(6). Entrando no programa em Fortran do Streeter achamos que a pressão máxima será 147. $ CVA(4)/0. CVA= 0. Usando o programa em Fortran abaixo: C C C C C C C C PROGRAMA BASICO DE GOLPE DE ARIETE COM RESERVATORIO A MONTANTE E FECHAMENTO DE VALVULA A JUSANTE.000. TMAX/40/ DATA CVA(1)/0.D.1 Dado uma adutora por gravidade com reservatório a Hres=100m de altura e tubulação com D=2. O tempo de processamento é de 40s A aceleração da gravidade g=9. $ G/9.0*G*CV*CV))) HO=(QO/CV)**2/(2.0/. HRES/100.00m de diâmetro e comprimento de 4800m. A=VELOCIDADE DA ONDA.00/ 10 AR=0. $ CVA(5)/0.000.

40 5.0*G*CV*CV*CP) HP(NS)=CP-B*QP(NS) C CONDICOES DE CONTORNO A MONTANTE QP(1)=Q(2)+(HRES-H(2)-R*Q(2)*ABS(Q(2)))/B C PONTOS NO INTERIOR DO 15 I=2.11 2.00 99.85 1.08 1.63 Q= 1.59 1.88 1.50 99.000 0. mostrando que a pressão é 147.71 2.71 2.51 2.000 0.05172 H=0 100.00 108.71 101.5F8.93 137.N CP=H(I-1)+Q(I-1)*(B-R*ABS(Q(I-1))) CM=H(I+1)-Q(I+1)*(B-R*ABS(Q(I+1))) HP(I)=0.(Q(I).60 Q= 2.24 1.CV.2/19X.99 135.00 102.71 2.00 2.50 Q= 2. I=1.41 2.000 0.89 114.NS H(I)=HP(I) 16 Q(I)=QP(I) IF (J/JPR*JPR .05844 H=0 100.51 109.01 Q= 1.50 99.29 Q= 2.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.5.29 2.80 2.58 144.39 130."Q=".51 2.50 1.18 7.02500 H=0 100.61 2.FMT=2) 1 FORMAT ("1 PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO") 2 FORMAT ("0 TEMPO CV X/L 0.05508 H=0 100.03500 H=0 100.31 2.000 0.49 119.71 2.33 147.71 2.22 1.99 8.31 17-12 .10 126.5*(CP+CM) 15 QP(I)=(HP(I)-CM)/B DO 16 I=1.40 114.19 110.29 6.75 0.99 2.NS) 3 FORMAT("O".44 Q= 2.5H H=0.00 98.000 0.50 102.04000 H=0 100.F7.00 114.48 126.89 1.NS).00 99.61 2.000 0.19 1.00 99.03000 H=0 100.50 99.73 110.GT.71 2.32 2.EQ.71 2.61 3.com.000 0.00 99.3.Método de Hardy Cross Capitulo 17.71 2.50 0.29 118.71 2.71 2. J) GO TO 13 GOTO 14 99 STOP END Achamos os seguintes resultados. TMAX) GO TO 99 K=T/DCV +1 CV=CVA(K)+(T-(K-1)*DCV)*(CVA(K+1)-CVA(K))/DCV C CONDICOES DE CONTORNO A JUSANTE CP=H(N)+Q(N)*(B-R*ABS(Q(N))) QP(NS)=-G*B*CV*CV+SQRT((G*B*CV*CV)**2+2.04836 H=0 100.71 2.51 4.04500 H=0 100.80 1.25 0.70 9.2) 14 T=T+DT J=J+1 IF (T .61 105.50 Q= 2.26 Q= 2.71 1.04 116.br Plínio Tomaz WRITE(6.96 1.81 Q= 2.81 2.000 0.0 0.75 $ 1.0 98.40 Q= 2.71 2.F7.38 2.10 2.02000 H=0 100.71 2.25 0.FMT=1) WRITE(6.79 142.50 0.0 0.000 0.FMT=3) T.00 107.24 119.000 0.1X.61 115.34 122.39 10.26 106.17 126. I=1.99 133.78 106.52 2.31m.00 98.5F8.66 1. 1 0 O O O O O O O O O O O PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO TEMPO CV X/L 0.99 2.00 107.00 108.06180 H=0 100.000 0.00 103.00 111.0") 13 WRITE(6. (H(I).

18 100.29 100.00000 O 31.00620 O 21.00 -0.34 0.01200 O 15.01400 O 14.00696 O 20.48 -0.000 0.83 0.93 0.000 0.78 0.00 0.00 0.62 0.00 -0.03 77.57 0.59 0.00 0.10 -0.30 0.000 0.76 1.01600 O 13.35 0.45 82.00 76.00000 O 32.14 85.95 0.55 100.000 0.33 0.00000 O 28.17 100.57 93.55 108.00 -0.64 101.36 82.73 100.18 82.000 0.33 0.16 100.28 115.54 0.11 111.23 -0.74 128.31 92.14 114.09 71.00 -0.00 -0.54 0.00 123.000 0.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.64 0.00 -0.01 0.37 0.000 0.31 0.20 100.83 0.74 0.27 75.12 0.19 89.73 97.br Plínio Tomaz O 11.61 0.00000 O 33.000 0.49 103.54 -0.14 100.18 117.44 0.00 0.07 85.70 0.96 -0.22 0.03 74.42 -0.09 -0.42 92.83 -0.70 0.00496 O 22.000 0.00000 O 29.60 100.09 86.91 -0.000 0.00 0.89 0.82 -0.54 0.13 139.00 71.33 0.00000 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= 1.30 0.89 -0.78 0.000 0.00 78.23 0.87 135.98 0.14 95.00 -0.51 0.28 0.80 0.36 0.16 97.77 0.00 91.22 100.12 95.69 100.27 84.00248 O 24.30 0.46 101.000 0.20 100.00 0.14 0.89 0.34 86.13 90.90 100.23 0.000 0.84 135.37 0.00 -0.65 -0.23 77.52 98.01 98.000 0.00772 O 19.00000 O 30.85 0.28 90.00 -0.000 0.11 90.01800 O 12.36 113.71 -0.48 0.00924 O 17.49 96.98 -0.51 0.00 0.04 -0.55 100.00 -0.35 111.00 0.00 -0.57 -0.30 91.09 128.28 82.17 100.67 105.000 0.42 0.76 100.20 102.19 81.30 89.000 0.00 17-13 .67 94.00 101.68 0.22 103.23 100.00 -0.46 0.03 125.15 107.000 0.00848 O 18.27 0.19 110.96 140.98 -0.18 0.00000 O 38.01000 O 16.28 109.10 85.38 112.00 0.67 0.00 129.65 0.90 0.16 100.00 84.64 98.54 112.21 0.09 100.58 111.27 -0.61 0.30 -0.94 0.58 88.87 0.34 100.17 83.00124 O 25.17 106.00000 O 35.35 80.40 100.20 90.58 106.00000 O 26.00 128.89 114.15 0.00 115.22 1.49 100.37 107.28 81.51 -0.27 124.00 73.09 -0.54 100.51 0.67 0.39 93.06 78.18 0.00 -0.94 0.88 0.05 0.76 0.00 0.00000 O 27.06 121.38 87.76 100.26 0.64 1.21 -0.00 0.46 1.79 0.35 0.000 0.84 0.57 120.000 0.49 -0.00 0.28 0.34 0.08 143.73 100.000 0.60 -0.40 100.55 121.00000 O 34.48 0.99 -0.60 116.000 0.000 0.72 126.33 98.19 0.83 0.000 0.06 89.00000 O 36.41 -0.60 100.000 0.000 0.18 128.00 -0.00 0.39 0.45 0.03 122.07 91.00 126.09 113.31 -0.45 117.64 0.68 -0.48 102.23 122.31 82.36 119.00 70.55 91.00000 O 37.19 97.69 100.46 0.39 0.00 106.50 -0.000 0.00372 O 23.25 84.00 0.05 100.06 121.00 0.91 127.Método de Hardy Cross Capitulo 17.55 96.com.000 0.73 102.42 -0.99 0.

9.00 0.35 93.9): Q= (Cd x Ag) x (2 x g x HRES )0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.91 0.00000 H=0 Q= H=0 Q= 100.40 0.58 96. Q= (Cd x A) x (2 x g x HRES )0.00000 O 40.10 Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Streeter. 17-14 .00 A vazão que passa por uma válvula é dada pela equação do orifício conforme Figura (17.br Plínio Tomaz O 39.69 0.65 0.000 0. 1984. Ag= área da secção do da válvula (m2) g= 9. 1982 chama os valores Cd x A de CVA.66 98.5 Sendo: Q= vazão que passa pelo orifício (m3/s) Cd= coeficiente que varia com a abertura da válvula conforme Figura (17.73 100.31 0.000 0.5 Os valores de CVA obtidos por interpolação linear são chamados de CV por Streeter.00 0.81m/s2 HRES= pressão (m) Figura 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.48 0.com. 1982 Figura 17.8).57 106.5 QP(NS)= CV x (2 x g x HP(NS))0.88 0.Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Fonte: Streeter.5 Q= CVA x (2 x g x HRES )0.69 101.00 108.72 102.31 107.53 0.

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Figura 17.11 Abertura de válvulas (%)
Fonte: Tullis, 1989

Figura 17.12- Válvula borboleta
Fonte: Acuna, 2005

17.8 Uma outra maneira de se tratar do fechamento de uma válvula Streeter, 1978 página 38 in Fluid Transients cita a seguinte equação para fechamento de válvula: τ= ( 1 – t / tc) Em Sendo: τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos. É o inicio do fechamento da válvula. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. Não iremos fazer o cálculo, pois usaremos somente a relação τ. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento

17-15

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Em= potência da relação. Quando Em=1 temos um fechamento linear. Streeter, 1978 usa como exemplo Em=1,25. tc= tempo de fechamento em segundos. Exemplo tc=20s O CDA inicial da bomba A vazão CDA= [(Qo2 / (2 g x Ho)] 0,5

QP= - B x CV + [(B x CV)2 + 2 x CV x CP)] 0,5

Sendo: QP= vazão no ponto P em m3/s
3

CV= (Qo x τ)2/ (2 x Ho)

Qo= vazão inicial em m /s Ho= pressão inicial no fim da adutora onde está a válvula (m) B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 17.9 Método das Características A NB 591/91 diz que os estudos de golpe de aríete devem ser feito pelo método das características. Streeter, 1982 chegou em duas equações básica, uma denominada de características positivas C+ e outra de características negativas C- conforme Figura (17.10). . C+ Hp= HA – a/gxA ( Qp – QA) – Δx x f x QA x ABS(QA)/ (2x g x D x A2) C- Hp= HB + a/gxA ( Qp – QB) + Δx x f x QB x ABS(QB)/ (2x g x D x A2) O ponto A é (I-1) e o ponto B é (I+1). Considerando os coeficientes B e R. B= a / (g x A) Sendo: a= celeridade de propagação das ondas (m/s) g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da tubulação (m2) D= diâmetro do tubo (m) QA=vazão no ponto A (m3/s) QB = vazão no ponto B(m3/s) QP= vazão no ponto P (m3/s) HA = pressão no ponto A (m) HB= pressão no ponto B (m) HP= pressão no ponto P (m) f= coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx=trecho da tubulação (m) Exemplo 17.6 17-16

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Calcular o coeficiente B para uma tubulação com velocidade de propagação da onda a=1150m/s e tubo de diâmetro D=0,25m. A=PI x D2/4= 3,1416x0,252/4= 0,0491m2 B= a / (g x A) B= 1150 / (9,81 x 0,0491) =2388 Dica: quando na linha há diâmetros diferentes teremos valores de B diferentes. Assim teremos B1, B2, B3 numa linha com trechos de diâmetros diferentes ou também de materiais diferentes. R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) Sendo: f=coeficiente de atrito da equação de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx = trecho da tubulação (m). Iremos usar sempre o comprimento da tubulação dividido por 3. Poderíamos também ter dividido por 4 ou 5 conforme nosso desejo. Δx=L/3 L= comprimento total da tubulação (m) D=diâmetro do tubo (m) A= área da seção transversal da tubulação (m2) Exemplo 17.7 Calcular o valor do coeficiente R numa adutora com 2300m que será dividido em 3 trechos. O valor de f=0,0342, D=0,25m, A=0,0491m2. Δx= 2300/3= 766,67m R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) R= ( 0,0342 x 766,67) / ( 2 x 9,81 x 0,25 x 0,04912)=2219 Dica: se houver trechos com diferentes diâmetros e comprimentos teremos valores diferentes de R e assim teremos R1, R2, R3,... Podemos reescrever as duas equações C+ e C- considerando os coeficientes B e R. C+ CHp= HA – B x( Qp – QA) – Rx QA x ABS(QA) Hp= HB + B x ( Qp – QB) + R x QB x ABS(QB)

Nota: abs é o número absoluto, isto é, com sinal positivo. Observar que é um produto que sempre terá o sinal de QA ou QB. Para uso em computador podemos usar: CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) Então teremos: HP (I)= CP – B x QP (I) HP (I)= CM + Bx QP (I) HP (I)= 0,5 x (CP + CM) QP (I)= (CP – HP (I))/ B 17-17

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Todas as secções internas podem ser calculadas deste modo. Somente para a parte interna (cuidado), pois nos contornos a jusante teremos a saída da válvula que estamos fechando e a montante temos o contorno devido ao reservatório.
Hpi, Qpi

C CP A Q (I -1), H (I -1) I

+

CCM B Q (I+1), H (I+1)

Figura 17.13- Esquema das equações C+ e CO esquema da Figura (17.13) onde mostram as equações C+ ou CP e C- ou CM mostram a visualização do problema que é bom para entender as situações de contorno. Condições de contorno Se referem as condições das extremidades da tubulação. No caso temos um reservatório a montante e uma válvula a jusante. Válvula na extremidade de jusante Conforme Figura (17.14) usaremos a equação C+ ou CP. Usamos a equação CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))). Precisamos das condições de contorno para as variáveis Hpn+1 e Qpn+1. No caso temos a equação da válvula que é um orifício que está sendo fechado. Qo= (Cd Av)o (2gHo)0,5

CP

Figura 17.14- Extremidade de jusante onde está a válvula A equação da válvula fornece a vazão Qo em regime permanente, Ho a perda de carga na válvula e (CdxAv)o a área da abertura. Não esquecer que temos o valor Qo e Ho que é a pressão na válvula. Para uma abertura genérica temos: Qp= Cd x Av (2gHp))0,5 A solução das equações será: Qpns= - g B (Cd Av)2+ {[gB(Cd.Av)2]2 + (Cd Av)2 2g Cp}0,5

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Condições de contorno no reservatório Paras a saída do reservatório usaremos somente a equação CM ou C- e conforme Figura (17.15) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))). Precisamos de condições externas com duas incógnitas Qp1 e Hp1. Supondo o nível do reservatório constante temos uma condição de contorno já estabelecida Hp1=Hg.

CM

Figura 17.15 Extremidade de montante onde está o reservatório O reservatório terá nível constante HG. No reservatório a cota de saída fica definida HG e usamos a equação CM ou C-. Qp= vazão em m3/s Hg= altura do reservatório em m B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) R= f x Δ x/ (2 x g x D x A2) D=diâmetro da adutora em m O valor de Hp é obtido desta maneira: Hp= CM + B x QP Como Hp=Hg Hg= CM + B x QP Tirando-se o valor de Qp Qp= ((Hg-CM) / B

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com celeridades a1...com..10 Equivalência de tubulação É importante salientar logo de começo que a equivalência de tubulações conforme Streeter.. Se tivermos uma tubulação em série L1. Vamos dar alguns conceitos úteis de equivalência em tubulações que são usados na prática.Método de Hardy Cross Capitulo 17..1978 só é válida se os materiais forem mais ou menos iguais e tiverem mais ou menos as mesmas espessuras conforme Figura (17... L3..br Plínio Tomaz 17.16). Podemos ter as seguintes relações: Figura 17. .Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. a2. Celeridade equivalente Período equivalente Velocidade equivalente 17-20 .16.Tubos de materiais e diâmetros diferentes L= L1+L2+L3+. Se a tubulação tem o mesmo diâmetro teremos: L/ a = L1/a1=L2/a2=L3/a3 a= L / Σ Li/ai Se os diâmetros são diferentes: L= L1 + L2 x S1/ S2 + L3 x S1/ S3 + ... L2. a3.

162m L3=90m D3=0.770m/s V2=0.68m/s Q=A x V= 0.7 Cálculos efetuados Tubos L(m) 1 10 2 1200 3 90 Total 1300 período equivalente a (m/s) 50 500 450 464m/s 5.br Plínio Tomaz Exemplo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.014m3/s Comprimento L1= 10m diâmetro D1= 0./ (L1 x D12+ L1 x D22+.163 V1= 1.6s Portanto a celeridade equivalente será 464m/s: a= (L1+ L2 + L3) / ( L1/a1 + L2/a2 + L3/a3)= =(10+1200+90)/(10/50+1200/500+90/450)= 464m/s O período equivalente será de 5.Método de Hardy Cross Capitulo 17.1416)0..68m/s O tubo equivalente terá 1300m com diâmetro dado pela velocidae equivalente de V=0.5=0.68m/s Tabela 17.02059 /3.674m/s V3=0.com.10m Comprimento L2=1200m D2=0.68 x A A=0.6s A velocidade equivalente é de 0.) 0..162m=D 17-21 .5 = 0.014=0..02059m2 D= (4 x 0.8 Seja um recalque de casas de bombas com os seguintes dados: Vazão= 0.666m/s Celeridade C1= a1=50m/s Celeridade C2= a2=500m/s Celeridade C3=a3=450m/s Velocidade equivalente= (L1 x D12 x v12 + L2 x D22 x v22+..6 segundos obtido: T= 2 ( L1+L2+L3)/ 464= 1300/464=5.

rh. Tubos e conexões Tigre. 1982. Generalized water hammer algorithm for piping systems with unsteady friction. Mecânica dos Fluídos. -STEPHENSON. Análise pelo método das características. 710 páginas. -WYLIE. J. Fluid transients.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. BENJAMIN E STREETER. 1978. France -SPIRA/SARCO.ualg. -INTERNETET http://www. E.hpg.11 Bibliografia e livros consultados -ABNT-ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Editora UFMG. Module 6. 115páginas.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhamme r%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20Handbook). Acessado em 23 de dezembro de 2007. Johannesburg. -HELLER. O golpe de aríete em tubulações de recalque. LUIZ FERNANDO GONÇALVES et al. Joinville 07 a 11 de outubro de 1989. São Paulo. United States of America. Portugal . 2001. 233 páginas. BENJAMIN E STREETER. PNB-591/77. McGraw-Hill. Análise simplificada. -ACUNA. VICTOR L.5. http://w3.pdf acessado em 20 de dezembro de 2007. 17-22 . McGraw-Hill. 161páginas. Hydraulics of pipelines. 2007. ISBN 0-444-41669-2. 2006. 384 páginas.saneamento10. Joinville 07 a 11 de outubro de 1997. -WYLIE.Método de Hardy Cross Capitulo 17. Tubos e conexões Tigre. 1989. LÉO et al. Dover publication. -PIRES.ig. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público com 188 páginas. Control valve characteristics. 1981 Elsevier Scientific Publishing Company. Abastecimento de água para consumo humano. 2a ed. Projetos de adutora de água para abastecimento público. 1978. Análise de transientes devido a fechamento rápido de válvulas em dutos curtos. JAIME SUAREZ. 8 páginas. JOHN. http://www. Golpe de aríete em condutos. -TULLIS. South Africa. NB-591/91. New YorK. -ABNT-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Pipeline design for water enginners. 2005. 266páginas. ISBN 0-07072187-4..pdf. Faro.com.com. Waterhammer analysis. -GOLPE DE ARIETE. -CAMARGO LUIZ A. 859páginas. VICTOR L. E.Universidade de Algave. -CAMARGO LUIZ A.br Plínio Tomaz 17. DAVI. John Wiley &Sons. PAUL.br/ -INTERNET Prof. 1963. -POINT-A-MOUSSON – Pipes and pipeline equipement. University of Puerto Rico. Carlos Fernandes acessado em 20 de março de 2007 -PARMAKIAN. United States of America.pt/~rlanca/sebenta-hid-aplicada/ha-07-golpe_de_ariete. ISBN 0-471-83285-5.

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