Curso de Rede de água Capitulo 1- Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008

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Curso de Hidráulica e Saneamento fevereiro de 2008

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Apresentação Este livro denominado Curso de Rede de Água resultou de curso ministrado no SAAE em 2008 com 64h. Agradeço a Deus, o Grande Arquiteto do Universo a oportunidade de realizar esta tarefa. Guarulhos, julho de 2008 Engenheiro civil Plínio Tomaz

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Capítulo 1-Método de Hardy-Cross para redes de água

Um dos maiores matemáticos de Portugal foi sem dúvida Bento de Jesus Caraça (19011948). O seu livro “Conceitos Fundamentais da Matemática” editado em Lisboa em 1958 foi meu livro de cabeceira a partir de 1960. Todo jovem deveria ler este livro.

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Alfabeto grego

α β γ δ ε ζ

Alfa Beta Gama Delta Epsilon Zeta

η θ ι κ λ μ

Eta Theta Iota Kappa Lambda Mu

ν ξ ο π ρ σ

Nu Xi Omicron Pi Rho Sigma

τ υ φ χ

Tau Upsílon Phi Chi

ψ Psi ω Omega

Maiúscula Α Β Γ Δ Ε Ζ Η Θ Ι Κ Λ Μ Ν Ξ Ο Π Ρ Σ Τ Υ Φ Χ Ψ Ω

Minúscula α β γ δ ε ζ η θ ι κ λ μ ν ξ ο π ρ σ τ υ φ χ ψ ω

Nome Alfa Beta Gama Delta Epsilon Dzeta Eta Teta Iota Capa Lambda Mu Nu Csi Ômicron Pi Rho Sigma Tau Upsílon Fi Qui Psi Ômega

Letra A B G D E Z H Q I K L M N X O P R S T U F C Y W

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Algumas unidades úteis 1 ft3=28,316 litros 1 ft= 0,3049m 1m= 3,28084 ft 1 psi= 1 lb/in2 1 psi=6894,24 Pa 1Pa= 0,000145 psi 1 Pa= 1 N/m2 1 in= 2,54cm 1cm= 0,393701in 1 gal= 3,784 litros 1 litro= 1000cm3 1 L/s= 15,83782 gpm 1m3=35,31467 ft3 1 gpm= 0,00223 ft3/s=0,06314 L/s 1 Mpa= 100 mca=10 kg/cm2 1psi= 0,00689424 MPa=0,6894 mca 1 psi= 0,070307 kg/cm2 1psi= 0,7032 mca 1 kg/cm2= 14,232 lb/in2= 14,223 psi 1 CV= 736 w 1 HP= 745 w

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A água doce a 20ºC tem valor ρ =9. ν = 1. Densidade ou massa especifica ρ É a relação entre a massa de determinado volume do corpo considreado e a massa de igual volume de água considerado. Viscosidade cinemática ν A viscosidade cinemática da água a 20ºC tem a letra grega ν e se pronuncia: ni.30 e por onde passa a vazão de 0. É representada usualmente pela letra grega ρ com pronuncia: ro.007 x 10-6 m2/s Equação da continuidade Baseada nas leis de Newton de conservação de massa.30 2/4=0.0314m2 1-6 .81 x 1000 x 9810 N/m3 O valor correto seria γ = 9792.1416 x 0.01767m2 A2= PI x D2 2/4= 3.15m e a seção de saída 2 tem diâmetro de 0.998.br Capítulo 1. mas na prática se uda ρ =1000kg/m3.1 Dado um tubo em que a seção 1 tem diâmetro de 0.Equação da continuidade Fonte: Lucarelli et al.1 Introdução Vamos recordar alguns conceitos importantes na distribuição de rede de água potável. Calcular a velocidade da água no ponto 1 e 2. γ=gxρ γ = 9.34 N/m3.com. 1974 Em duas seções 1 e 2 do mesmo tubo se pode escrever: A1 x V1 = A2 x V2 Exemplo 1. Peso especificio γ O peso especifico é representada pela letra grega γ que se pronuncia: gama. energia e de movimento temos: Q= A x V Sendo: Q= vazão (m3/s) A= área molhada da seção (m2) V= velocidade media da água na seção (m/s) Figura 1.2 kg/m3.1416x 0.Método de Hardy Cross para redes de água 1. A1= PI x D12/4= 3.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1.20m3/s.1.15 2/ 4= 0.

1974 Num determinado trecho de tubulalçaio baseado num nível de referencia vale o seguinte: Sendo: Z= energia de posição que é a cota (m) p/ γ = energia de pressão (m) V2/ 2g= energia cinética hL= perda de energia (m) distribuida e localizada.Curso de Rede de água Capitulo 1. Qual a vazão no nó Q4? No nó a somatória das vazões que entram e que saem é igual a zero.com. Sai do nó Q3=0.0269m3/s.0246+0.20m3/s V1= Q1/ A1= 0.034-0.20m3/s / 0. Consoderamos o líquido imcompressivel.Teorema de Bernouilli Fonte: Lucarelli et al.2.0269-Q4=0 Q4=0.0314m2= 6.0246m3.01767m2= 11. considerando um sinal negativo para a saída.br Q=Q1=Q2=0.20m3/s/ 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.2 Seja um nó onde entra Q1=0. Figura 1.3 m/s V2= Q2/ A2= 0. Σ Qi=0 Q1+Q2-Q3-Q4=0 0.4m/s Exemplo 1. Z1+ p1/γ + V12/2g= Z2 + p2/ γ + V2 2/ 2g + hL Linha Piezométrica= Z + p/ γ Linha de energia=linha de carga total= Z + p/ γ + V2/ 2g 1-7 .034m3/s e Q2=0.0317m3/s Equação de Bernouilli A equação fundamental da hidráulica é a de Bernouilli que foi deduzida através das Leis de Newton.

boosters.2 Análise de rede de água Os estudos de vazão. • Em 1970 Wood fez um programa na Universidade de Utah. • Em 1950 surgiram os grandes computadores (mainframe) e foram feitos alguns cálculos de rede malhada neles (cidade de Dalas no Texas). USA em 1885 e morreu em 1959. 1. ΔH O método mais conhecido é o método das correções das vazões ΔQ nos loops. Posteriormente usou-se a minimização dos custos (otimização) nos cálculos. pressão e transientes hidráulicos em redes de água é denominado de análise. • Em 1978 Jepson desenvolveu o famoso Método da Teoria Linear.0 feito pela USEPA que é gratuito e que tem manual em português traduzido pelo LNEC de Portugal em março de 2002. bombas. • Em 1985 Gessler e Walski desenvolveram o conhecido programa WADISO para o Corpo de Engenheiros dos Estados Unidos nos anos 1983 a 1987 usando o método de Hardy-Cross com método dos nós.1990 Por curiosidade o programa em fortran Wadiso tem 140 folhas em papel A4 e usa unidades inglesas. 1984 e Waslki et al. O programa é muito bom com o inconveniente das unidades inglesas. com fios elétricos. pois assim poderia mudar as unidades para as do sistema internacional (SI). etc.Curso de Rede de água Capitulo 1. Todos conhecem o método da correção das vazões que é o método dos Loops de Hardy Cross em 1936. Um dos defeitos do método de Hardy Cross é a convergência vagarosa. Usei no SAAE o programa Wadiso em várias áreas setorizadas e consegui achar grandes vazamentos conferindo-se as pressões ao longo das malhas. principalmente quando há bombas ou e boosters. quando não se dispunham de computadores.com. As redes malhadas começaram a ser calculadas a partir de 1936 com os estudos de Hardy Cross. Em 1969 o mesmo método foi desenvolvido por Epp-Fowler. Era um método bastante prático de ser usado. • Em 1940 McElroy usou método analógico.3 Método de Hardy Cross Existem vários métodos para resolver problemas de análise de redes malhadas e o método mais antigo é o atribuído a Hardy Cross que ainda é utilizado. que com algumas alterações possibilita calcular problemas complicados de redes de água com reservatórios. Atualmente existe o programa como o da Haestad Method que é muito usado chamado WaterCAD (water distribution modeling and design) que foi feito por Thomas Walski. O método dos nós pode ser visto em Fair. resistências para simular uma rede de água. mas esquecem que foram criado dois métodos de cálculos: método da correção das vazões nos Loops ΔQ método da correção ds pressões nos Nós. 1-8 . Assim temos a programação linear. Stephenson. programação dinâmica com o uso ou não de algoritmo genético. • Em 1965 Shamir-Howard desenvolveu o método de Newton-Raphson. Existe ainda o programa EPANET 2. Vamos nos ater ao Método de Hardy-Cross.br 1. et al. 1966.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Nota: Hardy Cross nasceu em Virginia. Não consegui o compilador adequado para o programa.

o valor da resistência r é dado pela fórmula: hf= r .com.87 (unidades S.br Podemos ter as unidades inglesas e do sistema internacional (SI). hf= perda de carga (m) (Unidades S. g= aceleração da gravidade= 9.85 . Σ hf=0 b) Lei dos Nós A vazão que chega a um nó deve ser igual à vazão que sai. n=2 para fórmula de Darcy-Weisbach e n=1. C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians.I. L=comprimento (m) C=Coeficiente de Hazen-Willians f = coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach. Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r .L r= --------------------g .Curso de Rede de água Capitulo 1. D= diâmetro (m). L r= --------------------C1. hf= r Q n Sendo: r= uma função de diâmetro (D) e chamada na prática de resistência. f= coeficiente de atrito (adimensional).643 .85 para fórmula de Hazen-Willians. Q1.85 onde 10.f. D= diâmetro (m) r= resistência hf= perda de carga (m) Para a fórmula de Darcy-Weisbach. Numa rede de condutos devem ser satisfeitas basicamente três condições: a) Lei das Malhas A soma algébrica das quedas de pressão ao longo de cada circuito deve ser nula.Sistema Internacional) L= comprimento (m)..I. L= comprimento (m). Σ Q=0 c) Lei de Resistência A equação de Darcy-Weisbach ou a fórmula de Hazen-Willians possuem uma relação específica entre perda de carga e vazão para cada conduto. D5 . Q2 8.) 1-9 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. D 4.8 m/s2.π2 Sendo: r= resistência.

. Para um tubo qualquer no qual se admite a vazão inicial Qo. Q= Qo +ΔQ (1) onde Q é a vazão correta e ΔQ é a correção.. f’’(a) . todos os termos da série após o segundo podem ser desprezados.a)2 f(x)= f(a) + f’(a) . A última equação é resolvida em ΔQ para cada malha da rede: Σ r Qo|Qo| n-1 = -..4 Série de Taylor Uma fórmula importante e fantástica na matemática é a série de Taylor que tem a seguinte apresentação: f’’(a) . ( x.------------------------------(2) ΔQ Σ r n |Qo|n-1 + .a)2 f(x)= f(a) + f’(a) .a ) + ------------------2! Sendo: f(x) a função f( a) o valor da função no ponto a f ‘(a) : derivada de f(x) com o valor de a f’’(a) : derivada segunda de f(x) com o valor de a Dica: o método de Hardy Cross é simplesmente a aplicação da série de Taylor usando somente a primeira derivada.5 Método da correção das vazões nos Loops ΔQ O método de Hardy Cross admite vazões em cada conduto de modo que a equação da continuidade (Q=VxA) seja satisfeita em todos os nós.. ( x... Então.a ) ΔQ=(x-a) f(x)= f(a) + f’(a) . + .br 1.. (x . para cada conduto teremos: hf= rQn= r( Q0 + ΔQ)n=r(Q0n + n Qo n-1 Δ Q + .a ) + ------------------2! f(x)= f(a) + f’(a) . Para uma malha teremos: Σhf= Σ rQ|Q| n-1 = Σ r Qo|Qo| n-1 + ΔQ Σ r n |Qo|n-1=0 onde ΔQ foi posto fora do sinal de somatória porque é o mesmo para todos os condutos da malha e o sinal de módulo foi usado para levar em conta o sentido de percurso do circuito. 1-10 .) Se ΔQ é pequeno em relação a Q0.com. (x ... ( x. ΔQ Senfo f(x)=0 ΔQ= ...f(a)/ f´(a) 1. Calcula-se uma correção na vazão em cada malha em seqüência até que se consiga um equilíbrio entre as malhas.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1. Basicamente é aplicação da fórmula de Taylor.

Continuar para todas as malhas. Usar a fórmula de Hazen-Willians com C=100. 1979 conforme Figura (1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 3. 1975 e Silvestre. Passar para outra malha e repetir o processo de correção do número 2. Os anéis possuem diâmetro de 200mm a 300mm com comprimento que variam de 1000m e 2000m. de acordo com a equação (1). A seqüência para um procedimento de cálculo aritmético pode ser relacionada nos seguintes itens: 1. soma-se ΔQ às vazões no sentido horário e subtrai-se das vazões no sentido anti-horário.3 Vamos dar um exemplo conforme Cetesb. Exemplo 1.Admite-se que a melhor distribuição de vazões que satisfaça a continuidade pelo exame cuidadoso da rede. O quociente indicado na equação (2) fornece a correção que é então somada algebricamente a cada uma das vazões da malha para corrigi-las. o sentido do percurso é importante. calcular a perda de carga e forma a soma Σ hf=Σ r Qn Calcular também Σ r n | Q | n-1 para a malha.br Quando ΔQ é aplicado a cada tubo de uma malha. Repetir os passos 2 e 3 quantas vezes for necessário até que as correções ΔQ’s se tornem arbitrariamente pequenas.3). Figura 1. 2.Curso de Rede de água Capitulo 1. Em três nós existem a demanda de 20 L/s a 50L/s.3.Esquema da rede de água a ser calculada pelo método de Hardy Cross 1-11 .com. isto é. Para cada conduto de uma malha. 4.

0 ho (m) Col.2/ (1. Para os outros tramos procede-se assim: Para a fórmula de Hazen-Willians a resistência r pode ser calculada da seguinte maneira: hf= r .656)= -0.4 3.7 3.8 x 0.Planilha de cálculo do método de Hardy-Cross pelo método dos loops numa malha simples.96 JI (m/km) Col.13 ΔQo= .8 -2.4 -4.071 0.85= 9.87 Para o tubo A-B teremos: 10.235 0. 7 0.85= 3631.5 -4.165 Q2 (L/s) Col. 12 0..96 62. Observar que no final da coluna 6 temos a somatória com sinal dos valores ho que é de +3.2.4 3.96 -2.5 +0. Coluna 1= trechos da rede Coluna 2= diâmetro das tubulações (mm) Coluna 3= comprimento das tubulações (m) Coluna 4=Qo= inicialização das vazões nos tramos.85 .643 .br Tabela 1. 6 9.96 -2.7 ho/Qo Col.04 17.3 3631.87 -33. Trecho Col.3. 8 -2.9 -6.96 L/s será a correção a ser feita em cada trecho.96. 1 A-B B-C D-C D-A D (mm) Col.165 -0.221 0.96 QI (L/s) Col. L r= --------------------C1. 9 37. D 4.7m. Coluna 8= Calcula-se o valor ΔQo=.8 -4 Coluna 6= perda de carga total já calculado no intem anterior.675 ΔQo (L/s) Col. Assim no trecho AB teremos perda de carga total de 4.3.165 -0. 3 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) Col.675)= -2.87 16.8 -5.Curso de Rede de água Capitulo 1. 10 4.4m Tabela 1.87 RAB= (10.170 0.190 0.2 -4.7/ (1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.1.675. D 4.85 x 0. 2 250 200 250 300 L (m) Col.85 x 0. O valor -2. sendo sentido horario positivo e antihorario negativo (L/s) Coluna 5= Cálculo da perda de carga em m/Km de cada trecho.9 5.85 x 0.0. Coluna 7= dividimos a perda de carga total no trecho pela vazão em L/s e somamos todos os valores dando a soma igual a 0.85 x 0.8 5383. 14 36.0401.9 -3.1 Jo (m/km) 4.com. 13 -0.656 ΔQ1 (L/s) Col. 4 40 20 -30 -60 Jo (m/km) Col.85 .13 -63. 1-12 .8 747.8 Ho= RAB x Q 1.165 -0.1 2.04 -32. Q1. L r= --------------------C1.87) = 3631.5 hI (m) Col .643 x 2000)/ (100 1.0 +3.7 +3.643 .7/ (1. 5 +4.3 Ho 9.7m.2 2.165 Na Tabela (1.8 -4.85 onde 10.183 0.675)= -2.2 h1/Q1 Col.96 ΔQ1= .11 8.8 -2.5 4.Cálculo da perda de carga em cada tramo usando Hazen-Willians Trecho A-B B-C D-C D-A D (mm) 250 200 250 300 L (m) 2000 1000 2000 1000 Qo (L/s) 40 20 -30 -60 r 3631.25 4.067 0.1) temos 14 colunas.96 -2.194 0.

O método é assim: F´(xo)= F(xo) / (xo – x1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) F´(xo)= derivada da função no ponto xo.2) acrescenta-se a bomba ficando assim 1-13 . 1982 usa a equação da bomba H no terceiro grau. Coluna 11= perda de carga no trecho (m) Coluna 12=repete-se o que já foi feito na coluna 7.com. Streeter. Vamos explicar com mais detalhes a grande vantagem de usar Newton-Raphson para o uso de bombas.2) onde está inserida uma bomba com a equação do terceiro grau.6 Newton-Raphson Streeter. 1982 para um trecho 8 da Figura (1. 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.165 com 37. 1082 muito habilmente para o caso de um pseudo loop faz: hf= r x Q n Um valor ΔQ será: F(xo)= Qn F´(xo) =n x Q (n-1) x1= xo – F(xo)/ F´(xo) ΔQ= – Qn/ n x Q (n-1) Para o caso de uma bomba. Streeter. Coluna 10= calcula-se para as novas vazões. as novas perdas de cargas.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.2/ (1. isto é. Somam-se os valores das perdas de cargas com sinal e resulta +0.85 x 0. H = Ao + A1x Q+A2 xQ2+A3x Q3 A derivada de H em função de Q será uma perda de carga com sinal negativio ΔQ= Diferença de altura dos reservatórios na malha – (Ao + A1x Q+A2 Q2+A3x Q3)/ (0+2QA2+2x A3x Q2) Para maiores detalhes deverá ser consultado o livro do Streeter. H = Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83 Usando o conceito de Newton-Raphson teremos que fazer: ΔQ= -Função/ derivada da função = – Qn/ n x Q (n-1) A derivada da função da bomba H será: dH/ dQ= A1+2A2 xQ8+3A3x Q82 Na correção da vazão conforme Figura (1.87 L/s e assim por diante.br Coluna 9= é a soma da coluna 4 com a coluna das correções.656)= 0. a coluna 8.04 L/s e assim por diante. Seja um função y = F(x) com x=xo um valor aproximado da raiz.2. 1982. A somatória dos h1/Q serão iguais a 0. só que com novos valores.04= 36. A raiz x=B e teremos F(x)=0.96= 37.165 Coluna 14= soma-se a correção -0. Primeiramente conforme Streeter.656 Coluna 13= obtem-se a correção nas vazões ΔQ1= -0. Assim para a primeira linha teremos: 40 L/s -2. 1982 mostra como achar a solução de uma equação diferencial usando o método de Newton-Raphson.

como por exemplo o ΔQ3 da Figura (1.{150-135 – r4 Q4 abs(Q4) abs(Q1) n-1} n-1 – r1 Q1 x abs (Q1) n-1 } / {nr4 abs(Q4) n-1 + nr1 1-14 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Fonte: Streeter.{135 – 117 – (Ao + A1x Q8+A2 xQ82+A3x Q83)+ r5 Q5 ABS(Q5) n-1}/ {n . Pseudo loop Streeter. ΔQ3= .r5 abs(Q5) n-1 – [A1+2A2 xQ8+3A3x Q82]} Sendo: 135= cota do reservatório 117= cota do reservatório no sentido horário Figura 1.br ΔQ4= .4) que será.Esquema de bombas e falsos loops.com. 1982 usa o chamado pseudo-anel. 1982.4.Curso de Rede de água Capitulo 1.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. O cálculo é feito por iterações até que a diferença de pressão entre o inicio e o fim de um tubo será zero com certo erro admitido de precisão. As entradas são positivas e as saídas negativas.------------------------------ΔH Σ (Q/H) As vazões e as perdas de cargas são consideradas positivas quando entram no nó e quando saem são negativas. 1-15 .5. Exemplo 1.com.4 Dada a Figura (1. No método das correções das vazões precisamos de uma inicialização com as vazões em cada trecho e no método de correção das pressões também precisamos de uma inicialização com as pressões em cada nó a não ser que tenhamos um ponto com cata prefixada como um reservatório. Em cada nó.Curso de Rede de água Capitulo 1.5) calcular as redes malhadas pelo método das correções das pressões. Dada então as pressões calculamos as vazões em cada trecho de tubulação e depois fazemos uma correção ΔH.br 1. Figura 1. nΣ Q = -.Esquema das redes malhadas.7 Método de correção nas pressões O método da correção das pressões ΔH não é muito conhecido e o conceito é semelhante ao método das correções das vazões.

29 0.019 0.92 -4.94 0. Dado Ho e o comprimento obtemos so= Ho/comprimento (m/m) 10.32 -0.050000 0.005 0.06 4.023 Qo/Ho ho (m) -10.019 0.11 0. Q 1.16 0.254 120 120 100 C Ho (m) 9 -15 15 0 0 0 D CD DE DF 180 660 540 0.00 -30. J / 10.060000 0.011 0.94 6.305 0.254 0.06 -6.055556 0.00 -30.006 -0.17 0.00 0.94 -10. Q= vazão em m3/s.00 10.305 0.92 0.00 0.027273 0.254 120 100 100 12 -18 -33 0 0 0 E BE DE EF 300 660 270 0.14 -10. D4. C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians.br Usaremos o método de Fair et al.028 -0.006 -0.015 -30.92 so (por 1000) 0.06 -5.29 0.061111 0.92 -6.94 30 Correção H1 (m) -1.85 .24 -30.254 0.305 0.85 J = ----------------------C1. D= diâmetro em metros.08 -39.34 -0. 1966 usando as unidades SI.027778 Primeiro Qo (m3/s) 0.066667 0.92 -6.Método das correções das pressões de Hardy-Cross Entrada No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.3.08 -45.06 Tabela 1. Tabela 1.Arbitra-se os valores da perda de carga em cada tubulação e obtem-se os valores das vazões e da nova perda de carga e depois se recalcula tudo novamente até chegar a uma precisão desejada.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. os valores de C de Hazen-Willians e o diâmetro da tubulação.87 .254 120 100 100 15 18 -15 0.85) Observar que num determinado trecho a pressão no nó 1 menos a pressão no nó 2 é : hf=(H1-H2) São feitas varias iterações. São dados os comprimentos.94 4.007 0.92 30 5.08 5.Método das correções das pressões de Hardy-Cross 1-16 .643 .4.643) (1/1.Curso de Rede de água Capitulo 1.85 .com.050000 0.305 0.11 -0.036 -0.017 -6.11 -0. Obtemos: Qo= (C1. D4.87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m).027273 0.94 -10.

05 -0.21 -0.007693 0.20 D CD DE DF 120 100 100 0.013530 0.1 -5.305 0.93 -1.254 -4.29 -0.21 -0.305 0.05 -1.com.9 0.011 -0.006 0.0 0.93 180 660 540 0.18 -0.86 -4.83 300 660 270 0.072 -0.05 -1.17 6.028206 0.83 300 660 270 0.83 Tabela 1.1 so (por 1000) 0.166668 4.Curso de Rede de água Capitulo 1.09 4.013534 0.254 120 120 100 C Ho (m) -2.0 0.305 0.17 4.17 1.1 -39.93 -1.254 0.011 -0.17 2.83 1-17 .83 1.83 1.93 -4.17 6.035 0.86 -1.005 0.305 0.035 0.1 5.071 -0.04 -2.027 0.br Segundo No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.80 -1.254 5.97 2.007693 0.5.073931 1.05 -0.050 Qo/Ho ho (m) -1.14 0.17 0.013534 0.74 -40.05 0.86 -1.05 -0.17 4.073931 1.166668 4.013530 0.17 0.17 4.Método das correções das pressões de Hardy-Cross terceiro No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.1 -5.007697 0.305 0.74 -40.83 0.305 0.83 0.91 2.1 4.254 -4.14 0.09 4.042 -0.03 1.1 -45.97 -2.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.91 2.0 4.1 -39.83 -4.013 0.05 0.035 0.254 0.254 5.74 -38.14 -0.83 1.007516 Qo (m3/s) 0.05 -0.17 4.83 1.86 180 660 540 0.013163 0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.83 -4.04 2.040 1.9 0.006 0.14 0.007697 0.93 -1.1 so (por 1000) 0.254 0.1 -45.14 -0.86 -1.028206 0.17 Correção H1 (m) -3.9 4.040 1.305 0.91 -2.305 0.011 -0.17 Correção H1 (m) -3.13 D CD DE DF 120 100 100 0.035 0.14 0.011 -0.1 5.027 0.254 0.042 -0.007516 Qo (m3/s) 0.09 E BE DE EF 120 100 100 0.254 120 120 100 C Ho (m) -1.005 0.013 0.74 -38.1 4.049 Qo/Ho ho (m) -1.18 -0.29 -0.03 1.012941 0.

1 -5.03 1. Figura 1. Qi 1.035 0.83 -4.03 -1.83 1.305 0.17 6.042 -0.1) Sendo: 1-18 .011 -0.09 4. A perda de carga hi por Hazen-Willians é dada por: hi= ci .254 5.08 -2.83 0.070 -0.1 so (por 1000) 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.18 -0.29 -0.6.027 0.6.013534 0.254 0.028206 0.14 0.254 -4.17 0.007693 0.1 -45.83 300 660 270 0.05 -0.17 2.305 0.013530 0.040 2.19 1.Método das correções das pressões de Hardy-Cross quarto No B Tubulação AB BE CB Comprimento (m) 150 300 540 Diametro (m) 0.17 Correção H1 (m) -4.91 2.74 -40.013 0.166668 4. 1990 Thomas Walski usou a fórmula de Hazen-Willians no programa Wadiso escrito em Fortran.17 4.com.007516 Qo (m3/s) 0.Esquema de Thomas Walski Walski justifica o uso da fórmula de Hazen-Willians que apesar de não ser teoricamente correta como a de Darcy-Weisbach mas tem a facilidade da escolha dos coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians muito mais fácil de se estimar do que a rugosidade em mm dos tubos conforme Darcy-Weisbach.74 -38.br Tabela 1.14 0.1 5. O método provém de Hardy Cross feito em 1936 com algumas alterações feitas por Thomas Walski que ainda hoje é usado em inúmeros softwares no mundo.048 Qo/Ho ho (m) -2.0 0.05 -0.0 4.254 120 120 100 C Ho (m) -2.83 1.005 0.073931 1.006 0.85 (Equação 1.8 Metodo de correção nos nós usado por Thomas Walski.305 0.035 0.14 -2.007697 0.14 -0.Curso de Rede de água Capitulo 1.305 0.1 -39.08 -4.21 -0.83 1.9 0.17 4.05 -2.1 4.09 E BE DE EF 120 100 100 0.011 -0.05 0.98 D CD DE DF 120 100 100 0.254 0.08 180 660 540 0.08 -2.12 -2.013628 0.

3 L/s) onde calcularemos os valores de H e depois com o novo valor de Q obtido continuaremos os cálculos.85 q (Equação 1.46 Q2o + 0.85) + Qd2=0 Onde Qd2 é a quantidade de água que sai do nó número 2.85 x Di 4.85)+ (Equação 1.Curso de Rede de água Capitulo 1. Li / [Ci1.85 + 1.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0. Não há necessidade de estimar os valores de H.54 (Hi-Hk)/ (ci Qio 0.1) pode ser linearizada com a devida correção: Hi – Hk = ci Qio 1.( 1/(c5Q50 0.6) + 0.85) + + 0.7) Isto permite que simplifiquemos a Equação (1.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0.5) Sendo: Hi> Hk e Qio>0. Para a Figura (1.54 (H1-H2)/(c1 Q1o 0.( 1/(c1Q10 0. Se a estimativa das vazões estimadas são próximas do valor correto das vazões então teremos: -0.85) + 0.( 1/(c2Q20 0.85) H2 .46Qd2=0 (Equação 1.46 Q50 +0.com. podemos ter: -0.643.54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0.54 (H2-H5)/(c5 Q5o 0.4) eliminando-se o valor de q será: Qi= 0.br hi= perda de carga em metros Qi = vazão em m3/s ci= características da tubulação i ci= 10. H2.85 +1/c5Q5o0.4) A combinação das Equações (16.85) H1 + (1/c1Q1o0.46Q10+0.54 (H2-H3)/(c2 Q2o 0.46 Qio -0.85 ci Qio 0.85)+ (Equação 1. H3 e H5 e Qd2 para resolver.85) Equação 1. pois temos uma matriz de coeficientes H1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.2) Sendo: Li= comprimento da tubulação i em metros Di=diâmetro da tubulação i em metros Ci= coeficiente de Hazen-Willians (adimensional) A Equação (1. 1-19 .6) ficando: -0. Teremos matrizes simétricas.46 Qio + 0.6) considerando o nó 2 para servir de exemplo.87] (Equação 1.3) Sendo: Hi e Hk= pressões no inicio da tubulação i e no fim.46Q2o+0.8) +0.85 +1/c2Q2o0. Na primeira iteração fazemos o valor de Q em todos os tramos ser igual a 1cfs (28.85) =0 . com Hi > Hk Qio= vazão estimada na tubulação i (m3/s) Podemos definir ainda: Qi = Qio + q (Equação 1.85) H3 . positivas.46Q50+0.85) H5 = -Qd2 Note que a equação está linearizada.3) e(16.

Diversas fórmulas práticas adotadas em redes de distribuição Origem da fórmula Fórmula adotada Brasil.7.68 .50 .61 .7. Universita degli Studi di Parma.com.5 m/s.68 + 1. 1-20 . aumenta as perdas de carga exponencialmente e podemos ter problemas de golpes de aríete.80 + 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.8 Regras práticas: velocidades limites e perdas de carga na tubulação Existem vários critérios para velocidades limites conforme Tabela (1.60 + 1. Acima disto acontece muitos problemas devido que com aumento da velocidade. D Brasil. Italia 1. D Estados Unidos V=1.Plínio Tomaz V=0.Azevedo Neto De modo geral as velocidades aceitáveis vão até 3.50 . D Itália V=0.br Figura 1.Esquema da matriz de Thomas Walski Fonte: Paulo Mignosa.7): Tabela 1. D V=0.Curso de Rede de água Capitulo 1.00 + 1.

A tolerância da vazão: 0.0017 0. Deve ser considerado nos cálculos o funcionamento dos hidrantes apenas um de cada vez.95 0.Vazão e velocidade em função do diâmetro para prédimensionamento V=0.45 2.096212 1.4642 1.25 0.3043 0.20 0.00 0.10 0.5. D Diametr Area Velocidade Vazão o (m) (m2) (m/s) (m3/s) 0.3mm.8064 1.282744 1.0053 0.35 0.03 0.50 0.60 2. mas sugere que de preferência seja usado a fórmula de Darcy-Weisbach (formula universal) considerando o envelhecimento dos tubos.55 0.91 0.636174 2. A norma não prevê o método de calculo das tubulações.15 0. Os hidrantes devem ser instalados em tubulações com o diâmetro mínimo de 150mm.15 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.125664 1.004418 0.9405 1.25 0.08 0.80 0.90 0.90 4.0884 0.1759 0.30 0.539384 2. Os hidrantes devem ser separados pela distância máxima de 600m contada ao longo dos eixos das ruas.9 ABNT NBR 12218/94 A ABNT NBR 12218/1994 de Projetos de Redes de Distribuição de Água Potável para Abastecimento Público.br Tabela 1.20 1.33 0.8 + 1.0346 0.40 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.88 0.950334 2.10 0.3283 1.com.70 0.001964 0. 1-21 .196350 1. Os hidrantes deverão ter 10L/s para áreas residenciais e 20L/s para áreas comerciais.05 0.30 1.3678 1.8.85 0.70 0.18 0.1275 0.4807 0.0577 0. O hidrante pode ser de coluna ou subterrâneo e o diâmetro do mesmo deverá ser de 100mm para áreas de risco e 75mm para áreas de menor risco.1 L/s e a tolerância nas perdas de carga é de 0.60 0.0075 0.40 0.070686 1.1mm e para redes existentes maior que K=0.7120 0.10 0.785400 2.130976 2.007854 0.0181 0. O valor da rugosidade equivalente K para redes novas deverá ser maior que K=0. públicas e industriais.40 1.00 1.049088 1.05m.502656 2.017672 1. Em comunidades com vazão total inferior a 50 L/s não são necessários instalar hidrantes sendo necessário somente uma tomada de água para caminhões tanque no reservatório.0040 0.031416 1.384846 1.

11 Reservatórios Para o dimensionamento de reservatórios de sistema de abastecimento de água apesar de existir diversas formulações. pois até o momento não há um método simples. isto é.com. mas aconselhamos que as mesmas sejam instaladas nos condutos principais.br A velocidade mínima nas canalizações é de 0. mas não pode haver sucaçao direta da rede para consumo de água. fazer varias tentativas viáveis tecnicamente e ver em qual delas tem o mínimo custo. O diâmetro mínimo é de 50mm. Portanto. Alguns critérios seguem a pressão mínima. apontaram como a rede mais econômica a rede em espinha de peixe. A válvula de descarga para tubos inferior a 100mm deverá ser de 50mm e para tubos superiores a 100mm a descarga deverá ser de 100mm. O interessante é que pesquisas feitas na Alemanha para redes de distribuição de água potável. isto é. Deverá ser previsto manual de operação e manutenção. Quando queremos levar em conta a confiabilidade de uma rede de água o problema fica mais difícil ainda. 10 m.Curso de Rede de água Capitulo 1.a. O consumo de água de consumidores especiais deverão estar incluso nas vazões dos nós.c. 1. Serão aceitos pressões maiores que 50mca e menores que 10mca desde que justificadas. tudo isto valendo para as demandas iniciais e finais. a comumente adotada pelos projetistas é a seguinte: Volume mínimo do reservatório= 1/3 do volume do dia de maior consumo Existem algumas considerações a serem feitas sobre o volume a estabelecer para o reservatório.. isto é. A melhor solução é alcançada através de inúmeras tentativas de maneira que é suposta a rede espinha de peixe. Pode haver booster na rede de distruibuição. Assim se a água que chega a um reservatório provem de três bombeamentos. devendo ser interligadas as pontas com os diâmetros mínimos para que a água circule. que são bastante grandes em determinadas situações.6m/s e a máxima de 3. As zonas de pressão deverão ter pressão estática máxima de 50mca e mínima de 10mca. Não há outro processo de dimensionar previamente os diâmetros das tubulações a não ser este. Um deste problemas é a confiabilidade. 1. os engenheiros tem grande grau de liberdade para dimensionar as suas redes de água. De modo geral a melhor rede de água será aquela que atende o mínimo custo.c. Não deve ser esquecido de se verificar nos cálculos as vazões para os hidrantes. há sempre a possibilidade de não haver 1-22 .a.5m/s. A norma estabelece dois tipos principais de condutos:principais e secundários. será uma rede espinha de peixe ou uma rede sem loop. Será estabelecido um setor de medição da água a cada 25km de tubulação.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. a rede tem que ser suposta que não é malhada. O melhor processo é o da exaustão. A norma não fala de ventosas. e a pressão máxima de 50 m.10 Dimensionamento prévio Para ser feito um dimensionamento prévio. até o presente.

igual a da cidade de Guarulhos no ano 2005. Exercício 1.566m sendo 81.9. Conforme o caso deve aumentar o volume para cobrir tais incertezas.900m3 Volume = 1/3 de 16.609 54.600hab com quota per capita de 200 litros/habitantexdia e coeficiente do dia de maior consumo K1=1. Tabela 1.200. Existem trechos em sifão que os romanos não faziam.25/1000 = 16. A barragem de concreto arco gravidade da represa do Cabuçu é considerada no Brasil a primeira obra grande de concreto feita entre 1905 e 1907.633m3 1.403 146 aC Tepula 127 aC Julia 23.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.361 26. Cheguei a ver reservatórios executados para três dias de consumo médio devido a adutora passar em região pantanosa e de difícil acesso de manutenção.371m em túneis.265 909 6 343 aC Anio Vetus 64.000 hab.br energia elétrica por umas 3h e de romper uma tubulação que pode levar o conserto de 8h a 12h principalmente se for no período no noturno. 792m construídos sobre o terreno e 792m construído sobre arcos conforme Tabela (1.5 Dimensionar o volume de um reservatório para 67.258 32.371 792 10.12.640 792 9.com. a 104 dC) no ano 97 dC que tomou conta do abastecimento de água de Roma durante os anos de 97dC a 104 dC.25 Consumo diário no dia de > consumo= 67. O livro descreve todo o abastecimento de Roma de 94 dC quando a população era de 1. Uma outra curiosidade é que os aquedutos foram construídos e idealizados por homens e possuíam nome de mulher. Uma outra curiosidade é que Frontinus foi governador da Britania (atual Inglaterra) onde comandou quatro legiões romanas.566 81. Frontinus descreve os 10 grandes aquedutos que chegavam à Roma sendo o maior o aqueduto Márcia que demorou 2 anos para ser construído sendo inaugurado em 146 aC tendo 92. Aquedutos O primeiro livro sobre abastecimento de água de uma cidade escrito no mundo é de autoria por um engenheiro militar romano Sextus Julius Frontinus (36dc.345 914 14.200 1.900m3= 5.140 12.050 20 aC Aqua Alsietena 33.406 810 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.600 x 200 x 1.600m de comprimento com diâmetro de 1.350 47 dC Anio Novus 88.Aquedutos romanos Total Subterrâneo Apoiado no Aqueduto Ano de Aqueduto terreno em arco construção (m) (m) (m) (m) Aqua Apia 26. Quase todo ele é apoiado no terreno e somente um pequeno trecho junto a chácara do Biondi no Jardim Palmira é que foi feito em túnel.781 0 537 2 aC Aqua Augusta 1.500 64.20m e foi feito em concreto armado.200 0 0 33 aC Aqua Claudia 69.266 21.708 35 aC Aqua Virgo 23.169 331 0 272 aC Aqua Márcia 92. Seria o que o psicanalista Carl Gustave Jung chamaria de “anima” do homem o que é muito comum. O aqueduto do Cabuçu em Guarulhos foi executado entre 1905 e 1907 e tinha 16.050 73-950 3450+914 9.736 47 dC 1-23 .9).

O volume de um reservatório deverá atender quatro diferentes funções.13 Reservatórios domiciliares No mundo são poucos os países que usam o reservatório domiciliar. Uma das funções do reservatório que é a falta d’água.093 109 dC 109 dC 226 dC 1. Observamos que atualmente as normas não são recomendações e sim obrigatoriedade. deve ser consultado a população local. mais conhecido como caixa d’água. compensação para atender a demanda. Portanto.950 Aqua Trajana (Frontinus) Aqua Alexandriana 368. Assim uma residência com 5 habitantes. sendo escolhido rotineiramente um ou dois dias. a água entra pelo cavalete e vai até a caixa d’água e de lá se faz a distribuição para toda a casa.com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Uma residência de valor médio consome por habitante cerca de 160 litros/dia. Os métodos determinísticos e probabilísticos são aplicados somente em casos especiais. mostrou que 80% das residências em São Paulo possuem caixas d’água. o consumo diário será de 160 litros/dia/hab x 5 hab = 800 litros/dia. Caso o local onde o usuário resida tenha problemas de rodízios 1-24 . desde que haja justificativa técnica e econômica.067 8. Uma regra prática bastante usada para o dimensionamento de reservatórios é prever 60% do consumo diário para o reservatório inferior e 40% para o superior. Pesquisa feita na SABESP em 1995. Como não existe caixa d’água de 800 litros. que estão a disposição.5 dias (Macyntire). O consumo ou demanda é feito por métodos determinísticos ou probabilísticos. adota-se uma superior. devido a não possuirmos as curvas de suprimento e as curvas de consumo em função do tempo. Nos Estados Unidos e Europa o abastecimento de água potável é continuo e direto. não havendo necessidade de reservatórios domiciliares. água para ar condicionado e água para sistema de combate a incêndio com rede de hidrantes ou sprinklers. A norma permite que a pressão mínima seja um pouco menor e máxima um pouco maior. pressão e continuidade ou não dos serviços de abastecimento de água. ou seja de 1000 litros. tais como reserva contra falta de água dos serviços públicos. Pelas normas técnicas NBR 12218/1994 “a pressão na rede pública deve ser de 10 metros de coluna de água (mca) até 50 mca”. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) através da norma de “Instalação predial de água fria” NBR 5626/1998 diz que o “reservatório para uso doméstico deve ter no mínimo o necessário para 24 horas de consumo normal do edificio. isto é. Alguns projetistas adotam 2 dias de consumo ou 2. A escolha do tamanho do reservatório deverá ser estudado com todo bom senso. o reservatório deverá ser suficiente para no mínimo um dia de consumo. No Brasil o sistema de distribuição interna de água fria é indireto.br 421.Curso de Rede de água Capitulo 1. Na verdade procuramos dentro das incertezas do futuro as condições de demanda em que o sistema de instalação de água fria será submetido. Há dois conceitos importantes no dimensionamento do reservatório: o suprimento e a demanda (consumo). O suprimento significa as condições de vazão. sem considerar o volume de combate a incêndio”.

Assim para dois dias sem água da rede pública. 1973.52 / Re x f0. g= aceleração da gravidade 9. 1/f0. ----. Vários autores tentaram fazer uma fórmula explícita do coeficiente de atrito f. 1.5]= 1.g Sendo: hf= perda de carga localizada (m) L= comprimento em metros. pois. ----D 2. Em Guarulhos o único bairro que não precisa de reservatórios nos prédios é o Parque Cecap. Atualmente nos depósitos de materiais encontramos de reservatórios domiciliares de diferentes materiais e volumes que vão de 250 litros a 15.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1-25 (4) .5) Quando o tubo é hidraulicamente rugoso e o movimento é turbulento fazemos Re muito grande e simplificando temos que é independente do número de Reynolds. Finalmente devemos lembrar que os reservatórios domiciliares são um ponto de contaminação e é porisso que os americanos não se utilizam deles. 3. Existem bairros que não precisam de caixas d’água nos prédios. V= velocidade em metro/segundo..br ou freqüentes interrupções devido a arrebentamentos na rede.5= 2 log10 K/(D.35/Re f0. “Para que lavar a rede de esgoto sanitário”. Os reservatórios devem ser limpos e desinfetados com produto clorado no mínimo uma vez por ano.5= 1.14 – 2 log 10(K/D) A fórmula que fornece o valor de f é de Colebrook-White. Na prática usamos a fórmula de Colebrook-White para numero de Reynolds maior que 4000 como também para número de Reynolds acima de 2100.14 – 2 log 10(K/D + 9.7) + 2. teremos que instalar reservatório com 2000 litros ou duas caixas d’água de 1000 litros. A fórmula de Colebrook-White pode ser apresentar de duas maneiras: 1/f0.8 m/s2. foi feito cálculo especial conforme recomendação do grande engenheiro-arquiteto brasileiro Vilanova Artigas.Curso de Rede de água Capitulo 1. como medida de economia de água. f= coeficiente de atrito(adimensional) Escoamento laminar O escoamento é laminar quando o número de Reynolds for menor que 2100 conforme Jeppson. O mesmo recomendou a instalação de caixa acoplada a bacia sanitária. D= diâmetros em metros.000 litros. que só pode ser resolvida por iteração.com. Re < 2100 Então achamos o valor de f através da equação: f = 64/ Re Entre número de Reynolds de 2100 a 4000 temos um regime de transição. “nós somos um país pobre e temos que economizar água”. adota-se dois dias ou mais para previsão de consumo. dizia Artigas.14 Fórmula Universal ou de Darcy Weisbach A fórmula é a seguinte: L V2 hf= f .

registros. K= rugosidade uniforme equivalente em metros.02 1-26 .325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3.000.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional). A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1.000 A rugosidade uniforme equivalente tem a letra K .002 m.10 Tubos de Concreto 0. presença de defeitos nas juntas.Valores de K citados por Victor Streeter Material Valor de K (mm) Ferro fundido revestido com cimento 0. Em redes de distribuição temos elevado número de perdas singulares de difícil avaliação.K. Swammee and A. D + 5.001 m e quando houver formação de possíveis depósitos a adotar K=0. no trabalho intitulado Explicit Equations for pipe-flows problems.Curso de Rede de água Capitulo 1. válvulas.K. sendo em geral não consideradas. etc. O importante da fórmula de Swammee e Jain é que é direta sem necessidade de iteração.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.000 ≤ R ≤ 100.30 Tubos de aço c/ revestimento 0. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano.02 5.000001 ≤ K/D ≤ 0.br No caso a que achamos melhor é a fórmula de P. publicada em 1976 no Journal Hydraulics Division da ASCE.10) valores de K comuns: Tabela 1. D= diâmetro em metros. falta de alinhamento preciso.com. O erro de precisão da fórmula é de 1% (um por cento) A fórmula vale nos seguintes limites: 0.25 Tubos de PVC 0.125 Tubos de cobre. Victor Streeter cita na Tabela (1. pp 657-664 maio. Estas perdas estão nas conexões. latão etc. Por isso na França a Dupont recomenda para tubos de ferro fundido em redes de distribuição de água a usar K=0.10. A rugosidade relativa é K / D. Jain.7 .74/ Re0.125 Ídem sem revestimento 0. 0.

br Tabela 1.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Fonte: Heller. et al. 2006 1-27 .Curso de Rede de água Capitulo 1.com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.11.

Jardim.0003 0.35 comercial galvanizado com ferrugem leve com grandes incrustações com cimento centrifugado revestido com asfalto rev.br Tabela 1. centrifugado liso formas metálicas 0. c/cim. por exemplo.0001 0.0006 0.0001 0. Lencastre.0015 0.com.Curso de Rede de água Capitulo 1. epoxi Alumínio Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Concreto Ferro Ferro Ferro Ferro Ferro fundido asfaltado galvanizado fund.terra. 1-28 .00012 0.0005 0. não revestido novo fund. Simon.00006 0.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0.0001 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. centrifugado Fibrocimento Manilha cerâmica Latão.6) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da fórmula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o número de Reynolds. equiv.00015 0. Fonte: site http://paginas. c/esmalte.007 0.htm Diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (1. Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o número de Reynolds. Quintela.000122 0.00025 0.Valores da rugosidade e ou K (mm) para diversos materiais Material do tubo ---------------Aço Aço Aço Aço Aço Aço Aço Rug.00006 0.000007 0. Tullis.024.002 0. cobre Plásticos Rocha (galeria) não revestida Nota: valores extraídos de Assy.br/servicos/hidrotec/tabrug.com.00006 0.000004 muito rugoso rugoso liso muito liso alisado. com ferrugem leve fund.0001 0.12. K/D= 0. (m) --------------0. vinil.00006 0. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D.00016 0.0003 0.0005 0.

Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Tabela 1.com.13) mostra os valores de K usado na fórmula de Darcy-Weisbach e relembramos que deverá ser consultada sempre a tabela do fabricante e ver os valores para tubos novos e para tubos daqui a 20anos.13.br Figura 1.6 Diagrama de Moody A Tabela (1.Curso de Rede de água Capitulo 1.Valores do coeficiente K da fórmula de DarcyWeisbach 1-29 .

643 .com.Curso de Rede de água Capitulo 1. J= perda de carga unitária ( m/m). C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians. Na Tabela (1.87 Sendo: J= perda de carga em metro por metro (m/m).85 J = ----------------------(4) C1.14. A fórmula da vazão de Hazen-Willians é a seguinte: Q= 0. 1-30 . J0.15 Fórmula empírica de Hazen-Willians É ainda muito usada nos Estados Unidos e no Brasil em redes de distribuição a fórmula de Hazen-Willians usada para tubos com diâmetros igual ou maiores que 50mm. A grande vantagem da fórmula de Hazen-Willians é que facilita a admissão do coeficiente de rugosidade C que é mais fácil de sugerir que os valores de K da fórmula de Darcy-Weisbach. J= perda unitária obtida da fórmula (4). C . Q 1.14) estão alguns valores do coeficiente de rugosidade de Hazen Willians : Tabela 1. L= comprimento da tubulação (m). J.54 (6) Sendo: Q= vazão (m3/s).63 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. A velocidade na fórmula de Hazen-Willians é a seguinte: (5) V=0. D4. Para tubos menores que 50mm pode-se usar várias outras fórmulas como a de Flamant. D0.0. C .85 . L Sndo : hf= perda de carga no trecho em metros de coluna de água.54 Sendo: V= velocidade (m/s).275 . C= coeficiente de rugosidade de Hazen-Willians (adimensional) D= diâmetro (m).63 . será: hf= J . Q= vazão em m3/s. C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians. D= diâmetro em metros.Coeficientes de rugosidade de Hazen-Willians Material Coeficiente de rugosidade C 130 Ferro fundido novo 130 Ferro fundido revestido com cimento Aço novo Aço em uso PVC Ferro Fundido em uso 120 90 150 90 A fórmula da perda de carga no trecho do tubo de comprimento L. D2.355 . 10.br 1.

+ D14. Qn Sendo: h=perda de carga r=resistência n=coeficiente da fórmula • n=2 para Darcy-Weisbach e • n=1. causam um distúrbio local e as perdas localizadas podem então existir em uma tubulação.7.. ( Hazen-Willians) 1-31 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Apresentamos aqui um método para achar o tubo equivalente. Assim deverá ser limitada a sua aplicação para no máximo 3 (três) m/s.Tubos em série Para a fórmula para tubos em série de Hazen-Willians temos: L ------D4. isto é. O conceito de tubo equivalente é útil em simplificar redes de água. Figura 1. 1. medidores e outros aparelhos.87 = L1 -------.85 para Hazen-Willians Vamos apresentar as fórmulas básicas usados nos comprimentos equivalentes. Para um tubo genérico vale: h=r. para ser usado na rede de tubos a ser analisada.16 Tubos equivalentes Uma rede de tubulações inclui tubos em série e tubos em paralelo.com.br J= perda de carga (m/m).+-----------. A fórmula de Hazen-Willians é questionável para altas velocidades e para valores de C muito abaixo de 100. Tubos em série Vamos examinar os condutos em série que tem a mesma rugosidade.87 L2 D24.87 -------.87 L3 D34.Curso de Rede de água Capitulo 1. porém diâmetros diferentes. quando podemos substituir um tubo por um outro no diâmetro que nós queremos..Também as curvas. Tudo isto pode ser combinado ou convertido a um tubo equivalente.+ .

25m L ------0.63 L10.+ ---------.com.+ .59 D22.Curso de Rede de água Capitulo 1. com a mesma rugosidade.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.8.63 L0.63 L30. ( Darcy Weisbach) Exercício 1.305 250 0..255 -------.59 D32.40m D3=0.+ -----------.. Figura 1.+ D15 L2 D25 D35 L3 -------. porém.59 ----------.+------------ Achamos L= 2173.30m D2=0.405 300 0.97m Tubos em paralelo Vamos examinar tubos em paralelo com diâmetros e comprimentos diferentes.Esquema de redes em paralelo Para a fórmula de Hazen-Willians para tubos em paralelo temos: D2.6 Calcular o comprimento equivalente L de três tubos em serie cujo diâmetro final seja D=0.= ------.+ .br Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: L ------D5 = L1 -------.355 = 200 -------. ( Hazen-Willians) 1-32 .35m usando a equação de Darcy-Weisbach L1= 200m L2= 250m L3=300m D1=0.+ 0...59 D12.+-----------.63 L20.

17 Análise de Sensibilidade Os americanos costumam verificar a análise de sensibilidade das redes calculadas.59 0.+ L2 D35 ---------.7 Dados: D1=0.+ ---------.25m D3=0.59 0.47m Para a fórmula de Darcy Weisbach temos: D5 ------. Deverá ser verificada também a capacidade dos reservatórios bem como das bombas centrifugas..202. 0.= L D15 -------.63 4500.63 5000.br Exemplo 1.63 4000..40m L1= 500m L2= 400m L3=450m Achar o comprimento do tubo equivalente com D=0.30m usando fórmula de HazenWillians.Curso de Rede de água Capitulo 1.+ L1 D25 ----------.59 0.302.com.20m D2= 0.= ------.20% • Aumento da demanda: 15% a 25% • Diminuição da demanda: 15% a 25% Procura-se prever também a localização de demandas grandes de água em diversos locais da rede malhada.+ ---------- Achamos L=65.+ .63 L0.402.59 ----------. O manual AWWA M32 recomenda para o modelo de redes de distribuição que : • Aumento da rugosidade C de Hazen-Willians: + 20% • Dimuição da rugosidade C de Hazez-Willians: .( Darcy Weisbach) L3 1..Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.252. 1-33 .

usando a fórmula de Darcy-Weisbach e três problemas tipos apresentados na ABNT PNB-591/77.br 1. dada a perda de carga total e a vazão. dada a escolha da secção. K Q III hf. o m3/s para a vazão e m/s para a velocidade. deverá ser feito outro estudo para a resolução do problema. de condutos de secção circular. não se aplicando os problemas tipos aqui apresentados.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.18 Problemas usuais em adutoras Cálculo de adutoras de água potável.15. L.Tipo de problemas usuais em adutoras Tipo de problema Dados Obter I Q. Então. nós admitimos que é desprezível o termo cinético da linha de carga ou como os americanos dizem. ou devida ao atrito. por gravidade. Tabela 1. que é' o problema mais comum. Temperatura Considera-se que a temperatura é de 20ºC com a viscosidade cinemática correspondente. Os problemas simples de escoamentos em tubos segundo Streeter. Caso a adutora corte a linha piezométrica. logicamente o diâmetro não será aquele encontrado na prática. L. ν. indicam basicamente três problemas tipo.com. Usamos aqui as unidades do sistema internacional. K hf II hf. como a velocidade máxima considerada é pequena. Sistema S. obter o valor mais próximo e depois verificar com o problema tipo número um. • No primeiro achamos a perda de carga total. ν. transformemos a perda de carga localizada em comprimento equivalente e façamos a soma com o comprimento real. mas valerá apenas . D. K D Problemas tipos A ABNT bem como outros livros. L. Linha piezométrica Supomos também que a adutora de água potável que estamos estudando não corta a linha piezométrica. admitimos que coincide a linha piezométrica com a linha de carga. não estamos levando em consideração a perda de carga localizada.Curso de Rede de água Capitulo 1. supondo o escoamento turbulento uniforme em tubos comerciais. Em outras palavras. Q. no tubo é a única perda presente. sendo o metro para o comprimento. são entendidos como aqueles nos quais a perda de carga distribuída.I. da linha de energia. ν. isto é. • No terceiro procuramos o diâmetro. mas isto poderá ser feito caso. dado o diâmetro e a perda de carga total. 1-34 . • No segundo procuramos a vazão. D.

955 x D2 x (g x D x hf/L)0. L.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter Q=? Dados hf.994 A fórmula de Swammee e Jain é a seguinte: 1.7xD) + (1.7x300) + (1.14m3/s D=0.00125/3.9 Tipo de problema II Dados: Hf= 6.5] = 0.123m3/s 1-35 .007 x 10-6 m2/s Hf=? Dados Q.5 x ln[ 3/(3.8+1.007x10-6) / (0.202/4=0.8 Problema Tipo I Tipo de problema I Dados: Q=0. 0.32 x (9.81 x 0.00m L=300m D=0. D.81)= 42. L.25mm ν=1. D + 5.5] Substituindo os dados do problema teremos: Q= -0.20/ 1.007 x 10-6= 8.0/300)0.0/300)0.20m L=400m K=0.br Velocidade Considera-se que a velocidade varia com o diâmetro de acordo com a equação V=0.9)]2 hf= f x L/D x V2/2g= 0. K Obter hf K/D= 0.14m3/s.30 x (9.5 x ln[ K/(3.20) x 4.78 x 1.857.-------------------=0.7 + 5.30 x 6.46m/s Re= Vx D/ ν= 4.462/ (2 x9.74/ Re0. ν. D.74/ 88579940.955 x 0.9)]2 f= 1. K Obter Q Q= -0.0314m2= 4.0314m2 Q=Ax V Portanto V= Q/A= 0.325 ------------------------------.46 x 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.5x D.81x 0.00125 A=PI x D2/4= 3.30m ν= 1.com.325 f = ------------------------------[ln( k/3. Exercicio 1.021 x (400/ 0.30 x 6.1316x0.7 . ν.25/200= 0.58m Exercicio 1.021 [ln( 0.78 x ν) / (D x (g x D x hf/L)0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

01239. A inclusão desta tubulação freqüentemente trás problemas ao modelo adotado. Nos Estados Unidos já foram feitos muitos modelos com precisão de 5%. A curva das bombas e boosters são freqüentemente usadas. 1-36 .19 Regras básicas de esqueletização Vamos apresentar algumas regras básicas para esqueletização. f) os reservatórios elevado e apoiado. como por exemplo.25 x (300 x 0. é escolhida uma situação no caso a pior. também deverão fazer parte do modelo.75 + 1. Calibração do modelo Quando se faz um modelo é necessário verificar se o mesmo está de acordo com a realidade. Q. e comerciais.2 ] 0.10 Tipo de problema Dados Obter III hf. O custo de Calibração de um modelo significa cerca de 10% do custo da rede malhada de água executa.br Exercicio 1. A precisão de um modelo é de 5% a 10%.Curso de Rede de água Capitulo 1. não são normalmente inclusas no modelo. e) as bombas podem as vezes entrar no modelo como um reservatório equivalente a altura manométrica.04 = 0. d) as bombas centrifugas e boosters deverão fazer parte dos modelos. cargas isoladas etc. acima de 0. Adotamos aqui o modelo denominado pelos americanos de Steady-State.0) 5. Os casos de áreas isoladas.003 1.com.1232/ 9.0) 4.007 x 10-6 x 0. O modelo pode simular variação de vazões.2 ] 0.66 x [ K 1. isto é.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. deverão ser tratados sem a ajuda do modelo.123m3/s L=300m D=0.81 x 6.4 x (300/9.40m deverão fazer parte do modelo adotado.4 x (L/gxhf) 5.007 x 10-6 m2/s K= 3mm Obter D=? D=0. L.81x6. c) tubulações menores que 150mm que tem pouca vazão comparada com outros tubos.00m Q=0. são freqüentemente colocadas na esqueletização. K D Dados: Hf= 6.04 D=0.30m ν= 1.25 x (L x Q2/ g x hf) 4. a) tubulação de grande diâmetro.66 x [ 0.75 + νi x Q9. b) as redes de 150mm e 200mm que abastecem áreas residenciais. ν.30m 1..

16. O método de Newton-Raphson precisa de bem menos iterações.9.20 Modelo matemático A solução de um problema está associado a escolha do modelo matemático que irá ser escolhido. Erro de arredondamento cometido durante os cálculos -aritmética de ponto flutuante como por exemplo passar da base decimal para base binaria.vazões concentradas nos nós e não distribuída como é realmente. Na Tabela (1. mas o método da teoria linear é o melhor de todos.com. O método de Newton-Cross que é uma mistura do dois precisa de menos iterações. Problema Modelagem Resolução Modelo matemático Solução Figura 1.br 1. onde o problema da quantidade de iterações é importante.Curso de Rede de água Capitulo 1. Tabela 1. Erro de truncamento -como exemplo o truncamento da serie binomial no método de Hardy Cross. Este é o método que usaremos neste livro. -Erros nos dados . verificando no fim a solução.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. escolha do K etc. escolha do C.Métodos de cálculos e numero de iterações Método de calculo Hardy Cross Newton Raphson Newton-Cross Teoria Linear Ano Numero de Iterações 1936 1954 1969 1972 635 24 151 4 1-37 . diâmetros.Esquema de uma modelagem matemática Poderá haver vários erros: Erro na escolha do modelo matemático: . devido ao tempo de computador. erros nos comprimentos.16) temos quatro métodos conhecidos sendo o mais antigo o método de Hardy Cross com loops e que é necessário muitas iterações. pois precisa de pouquíssimas iterações.como exemplo. A solução numérica de uma rede de água (análise) poderão ser facilmente comparadas para grandes redes.

o comprimento e o diâmetro da tubulação. o programa o faz automaticamente. como as unidades do Sistema Internacional SI) como o metro cúbico por segundo e metro.454. Considere a queda de pressão na válvula redutora de pressão. sai as vazões nos tramos com sinal e as cotas piezométricas nos nós. vazão que passa. colocar zero e começar de novo. variação da vazão para curva da bomba e os quatro pontos da curva da bomba a começar pelo primeiro quando Q=0 espaçados conforme a variação de vazão mencionada. válvulas redutoras de pressão e perdas de carga localizada. o número de tramos. editora McGraw-Hill. a precisão nas vazões. Podem ser usadas as fórmulas de Hazen-Willians (HW) e Darcy-Weisbach (DW). como uma bomba com curva característica da forma de uma reta.Curso de Rede de água Capitulo 1. 1-38 . O programa pede também o caminho dos nós e tramos.txt O programa pede a unidade que pode ser EN ou SI. Quando terminar. O programa foi adaptado pelo Eng. Colocamos o sinal positivo. Para válvula de retenção. Pede também o número do tramo.00001007 m/s2 e a rugosidade da tubulação. a vazão. Não é necessário calcular previamente a curva da bomba. Trata-se do cálculo de redes malhadas ou não. Como não está previsto a válvula redutora de pressão (VPR). p. Para as bombas (PU) o programa pede o número do nó da bomba ou boosters. As unidades podem ser as inglesas (EN). a viscosidade cinemática que usualmente é 0. de modo a atingir todos os nós. deve-se eliminar o tramo e refazer o programa.000 nós. Plínio Tomaz em 28/03/91.br 1. É pedido também a fórmula da resistência a ser usada Hazen-Willians (HW) ou Darcy Weisbach (DW). desde que os pontos sejam espaçados e começando da vazão zero e o numero de pontos deverá ser de 4 (quatro). No resultado. bombas ou e boosters. Os dados de entrada do programa deverão estar no arquivo texto não documento. O programa básico está no livro de mecânica dos fluidos do Victor L. O programa pede também o número do nó e a cota do terreno. No pseudo loop PS.com. caso a bomba precisasse do sinal negativo. o que é básico no método de Hardy Cross.dat. Streeter e Benjamin Wylie. É previsto reservatórios. É a primeira tentativa.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. combinado com a série de Taylor. usei o seguinte artificio e deu certo. Quando no looping ou na verificação das cotas colocar o sinal ao contrario do que daria se fosse uma bomba. A saída dos dados é na tela ou em arquivo que você determinar fazendo: cross. O programa pede também o número de tramos no looping e os referidos tramos nos looping com sinais.exe > meuarquivo. denominado cross. É necessário entrar com as vazões nos tramos. pois. por exemplo. O programa prevê loops verdadeiros e loops falsos. pelo método de Hardy Cross. como pés cubico/segundo e pés. Deverá ter sinal quando contrario ao ponteiro dos relógios e positivo no sentido horário.000 tramos e 5. então teríamos que colocar o sinal positivo.21 Programa de computador O programa Cross. o programa pede o número do tramo ou nó e a diferença de altura de reservatórios de acordo com o sinal. O programa é previsto para até 2.f foi feito em Fortran 77 GNU.

1.17). g= aceleração da gravidade 9. V= velocidade média em m/s. grelhas etc. cotovelos. f= coeficiente de atrito(adimensional). colocando-se comprimento equivalente.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.81 m/s2. e considerando o comprimento equivalente Le temos: Ks . Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) Comumente a perda de carga localizada é transformada em comprimento equivalente de tubo.22 Perdas localizadas As perdas de cargas localizadas são também chamadas de perdas singulares e são importantes. em bombeamento. 1994. Os americanos traduziram para o inglês e saiu o livro Handbook of Hydraulic Resistance de autoria de I. D= diâmetro da tubulação em metros. válvulas etc. o qual se encontra tabelado no livro citado. como mangueira.I.br O programa também não tem válvulas parcialmente abertas. Igualando-se as perdas de cargas fornecidas pela perda localizada e pela fórmula de Darcy-Weisbach. -------2. V2 hL= Ks . Os russos fizeram uma grande quantidade de pesquisas em perdas singulares as mais incríveis de se imaginar.com. Alguns aconselham desprezar uma perda localizada quando a distância da tubulação for de aproximadamente 1000 diâmetros. Vamos citar alguns valores de Ks citados por Walski (1992) e Streeter (1986) conforme Tabela (1. Idelchik. as vezes o desprezo das perdas de cargas tem levado a inúmeros erros de dimensionamento de conjuntos motor-bombas centrífugas. D Le = ---------f Sendo: Le= comprimento equivalente em metros. g Sendo: hL= perda localizada em metros. Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional). Alguns autores desprezam as perdas localizadas quando as mesmas tem menos de 5% do total de perdas. As perdas localizadas são expressas em função de v2/2g através do coeficiente de perda de carga Ks . É muito difícil especificar claramente quando deve ser desprezada ou não.. Ocorrem em curvas. Por exemplo.Curso de Rede de água Capitulo 1. A perda de carga localizada pode ser transformada em comprimento equivalente. 1-39 .. mas pode ser feito.

Coeficientes Ks de perda localizada Tipo de perda localizada Coeficiente de perda localizada Ks Válvula de gaveta aberta Idem ¾ aberta Idem ½ aberta Idem ¼ aberta Válvula globo aberta Válvula borboleta aberta Entrada bem arredondada Entrada em projeção Entrada suave Saída reservatório Cotovelo comum Cotovelo de raio médio Cotovelo de raio longo Te comum Curva de raio curto 0.9 0.2 0.50 1.0 10. qualquer perda localizada pode ser transformada em comprimento equivalente e ser.8 27.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com.8 2.Curso de Rede de água Capitulo 1.19 Em conclusão.17.2 0.78 0.0 1.39 1. portanto ser considerado no cálculo do método de Hardy Cross.10 4.60 1. 1-40 .br Tabela 1.0 0.75 0.

Corte a rede numa séries de linhas aproximadamente paralelas e espaçadas por igual. 1966 1-41 .com. 2.br 1. Fair et al.10).10.Curso de Rede de água Capitulo 1. 1966 apresentou o método das secções que tive oportunidade de usar em Guarulhos quando queria conferir o equilíbrio de vazões de uma rede de distribuição bastante complicada conforme Figura (1.23 Método das secções O método das seções é destinado a conferir uma rede malhada e não é destinado ao dimensionamento da rede. Estime a quantidade de água a ser usada além da linha e confira com o número de tubulares e capacidade de cada tubo para ver se eles são suficientes para atender aquela área escolhida. Figura 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Aplicação do método das secções Fonte: Fair et al. O método é o seguinte: 1. O método é extremamente simples e funciona mesmo.

qn=0. 1-42 . pois pode ser usado facilmente usando planilha Excel da Microsoft.br 1.20. Assim vamos ajustando as vazões até a solução final.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.50)/ (86400x 1080) =0. quota per capita de 200 L/diaxhab e coeficiente K1=1. No ponto (1) chega a água de dois lugares diferentes causando uma pressaoP1 e outra P2 de maneira que quando (P1-P2)/P1<0. Para bombas na rede ou perto de reservatórios o método também não dá para ser aplicado.Croquis de redes usando método do seccionamento fictício Exemplo 1. Trata-se de uma rede malhada que é seccionada formando redes espinhas de peixe. Figura 1.11).0050 L/s x m Deve ser calculada as pressoes vinda de dois lugares nas quatro cortes fictícios da rede malhada e verificar se a diferença não passa de 10%. É um método bastante simples.com.11 Dado a população de 1300hab. o método não funciona e daí a sua pouca utilização na prática.005 L/s x m.24 Método do seccionamento ficticio A desvantagem do método das seções fictícias é que só é aplicado para pequenas redes onde se consegue achar uma vazão distribuída por metro linear como por exemplo.Curso de Rede de água Capitulo 1. K2=1. calculam-se as pressões e vazões e verificam-se os resultados nos locais onde foram feitos os seccionamentos conforme Figura (1.11. O método está muito bem explicado no livro Técnica de abastecimento e tratamento de água elaborado em 1967 pela Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP.25 com comprimento total L=1080m. Calcular a rede da Figura (1.8). Quando há vazões concentradas nos nós como é usual.10 o problema é aceitável.20 x 1. A vazão específica de distribuição qm será: qm= (1300 hab x 200 L/hab/dia x 1.

625 L/s x ha [(L x d)/2] x Qd/ 10000 = Qmax d= Qmax x 2 x 10000/ (L x Qd) Figura 1.13.Curso de Rede de água Capitulo 1.625)= 960 Exemplo 1.Distância d máxima d x L x Qd / 10000= Qmax d= Qmax x 10000 /( Qdx L) 1-43 .13). Qd= 150 hab x ha x 200 Lxha/dia x1.12 Dado anéis de 200mm e redes de PVC com vazão máxima de 3L/s. Qmax=3 L/s Qd=0. Figura 1.625 L/sx ha d= (3 x 2 x 100000/ (100 x 0.12). Exemplo 1.2 x 1.com.5 / 86400= 0.12.25 Distância entre condutos principais Em redes espinhas de peixe ou grelha interessa as vezes calcular a distância L entre as redes conforme Figura (1.13 Qual o comprimento máximo que uma rede de PVC com vazão Qmax=3 L/s pode atingir conforme Figura (1.Distância d máxima Sendo: L=100.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br 1.

com.000625 = ( d/100 -1) x 4 x 0.000625m3/s x ha Qmax= 3 L/s= 0.1.000625 = 1.br Sendo L=100m Qd=0.14.Distância d máxima d x d x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax L=100m Qd= 0.14).000625 .2d -120 d 2 x 0.003 x 10000 d 2 x 0.003m3/s d 2 x Qd / 10000 = ( d/L -1) x 4 x Qmax 2 d x 0. Figura 1.000625 = ( d/100 -1) x 120 d 2 x 0.2d +120=0 Temos uma equação do segundo grau por tentativas achamos d=1814m 1-44 .625 L/sx ha= 0.625 L/sx ha d= Qmax x 10000 /( Qd x L d= 3 x 10000 /( 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.625 x 100)= 480m Exemplo 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.14 Dada uma rede malhada com rede secundaria espaçada de 100m.2d -120 d 2 x 0.000625 = 1. Queremos saber a máxima distância d que podemos fazer conforme Figura (1.

00m (pressão subatmosferica admissivel) Um tubo não pode ter pressão interna menor que -8. Cheguei a checar em varias redes de água em Guarulhos qual é o coeficiente de Hazen-Willians para tubulação de ferro fundido. A subpressão quando atinge valores abaixo de -8m causa o colapso da tubulação. a não ser em adutoras de grandes diâmetros e grandes velocidades. isto é. Uma das causas é a experiência e o uso do coeficiente C.br 1. De onde surgiu o -8m ? Para a pressão de vapor de água a 20ºC é igual a 2. Hazen-Willians.3m e a pressão atmosférica é igual a 10.529. Existem tantas imprecisões na escolha das previsões populações e da demanda que as vezes a precisão da formula de Darcy-Weisbach não ajuda em nada.3m 10. 1.060 x (e/D) 3 Sendo: P2= pressão externa (kgf/cm2) P1= pressão interna (kgf/cm2) D=diâmetro (mm) e= espessura do aço (mm) Conforme Azevedo Neto os tubos de aço devem ter uma espessura mínima para evitar o colapso do mesmo conforme Tabela (1. Para isto fiz os cálculos de pressões e vazões em todas as redes e simulei em programa de computador uma vazão determinada em varias hidrantes. os especialistas preferem usar a mais simples. 1. P2-P1= 3.3m= 8.28 Colapso de tubo de aço Para tubos de ao a fórmula de Stwart conforme a antiga ABNT 591/77. foi calcular a rede como espinha de peixe e depois unir os diâmetros dos anéis de 200mm formando redes malhadas.3m – 2. Espinha de peixe A maneira mais prática de calcular que eu usei muito no SAAE de Guarulhos. É mais fácil acertar as previsões para o coeficiente C de Hazen-Willians do que para o valor de K para a fórmula de Darcy-Weisbach.12).com. principalmente em redes.00m. 1-45 . Devido a esta facilidade do conhecimento do coeficiente C de Hazen-Willians é que ainda é muita usada no Brasil e no mundo. Depois na prática medi a vazão e a pressão de cada hidrante e aplicando teoria de Thomas Walski achei o coeficiente de Hazen-Willians.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.Curso de Rede de água Capitulo 1.26 Qual fórmula usar: Hazen-Willians ou Darcy-Weisbach? Em redes malhadas ou espinha de peixe é indiferente usar uma fórmula ou outra e portanto.27 Colapso Uma tubulação pode ter sobrepressao e subpressao.

Diâmetro do tubo Espessura da parede do tubo de aço (mm) (polegadas) 700 a 900 ¼ 1000 a 1100 5/16 1200 a 1400 3/8 1500 a 1600 7/16 1700 a 1800 1/2 Exemplo 1.060 x (9. Achar a pressão de colapso.Curso de Rede de água Capitulo 1.5mm).15 Dado um tubo de aço com diâmetro D=1400mm e espessura do açode 3/8” (9.31 Tensão longitudinal do aço A tensão longitudinal no tubo de aço causada por uma diferença de temperatura Δt será: T= E x C xΔ t Sendo: T= tensão longitudinal do aço (kgf/cm2) E= módulo de elasticidade do aço= 2 a 2. P2-P1= 3.10 kgf/cm2 1.529.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.072m 1.30 Dilatação térmica do tubo de aço A dilatação térmica longitudinal do aço é dada pela equação: ΔL= L x C xΔ t Sendo: ΔL= variação do comprimento do tubo (m) L= comprimento do tubo (m) C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) Exemplo 1. ΔL= L x C xΔ t ΔL= 300 x 12x10-6 x20= 0.2 x 106 kgf/cm2 C= coeficiente de dilatação linear do aço de 11 a 12 x 10-6 m/ºC Δt= variação da temperatura (ºC) 1-46 .br Tabela 1. Calcular a variação de comprimento.16 Um tubo de aço exposto ao sol tem L=300m e sobre uma variação de temperatura de Δt= 20ºC.5/1400) 3 = 1.com.29 Espessura mínima dos tubos de aço e= (px D) / (2 x T) Sendo: e= espessura da parede (cm) D=diametro (cm) T= 1000 kgf/cm2 para o aço soldado e T=1400 kgf/cm2 aço costurado 1.18.Espessura mínima do tubo de aço conforme o diametro para evitar o colapso.

Curso de Rede de água Capitulo 1. No caso aqui estamos usando em tubos de PVC marca Tigre de esgotos sanitários com diâmetro variando de 75mm a 400mm que a gama de diâmetros existentes atualmente.Quando N=2 temos duas dobras. Os estudos estao em catálogo antigo da Tigre. E' importante observar que nos catálogos modernos esta fórmula por incrível que parece não foi localizada.15D N é tambem chamado de constante de achatamento.30 o que nos fornece para o valor de M=3. A fórmula vale para qualquer tubo de PVC podendo ser para esgoto ou para agua.3 a 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.33 sendo: 1/M e' a relação de Poisson que é igual a 0.2x106x20x12x10-6=528 kgf/cm2 1. M=3.17 Calcular a tensao longitudinal para um tubo de aço com variação de temperatura de 20ºC T= E x C xΔ t T= 2.3 P=E x(((PI4)/(N4*(N2-1)))*(D/(2*L)) 4+(N2-1)*(M2/(12*(M2-1)))*(2.33 O valor do módulo da elasticidade para tubos de PVC a 20 graus centígrados variavel de 25000 a 30000 kgf/cm2.com. A fórmula que está aplicada aqui e para quando a espessura do tubo é menor que 0.32 Colapso de tubo de PVC de esgoto Objetivo:determinar a pressão externa uniforme máxima que um tubo de PVC suporta. quando N=3 temos três dobras e quanto N=4 temos quatro dobras no achatamento O valor de P em kgf/cm2 é a pressao limite Para a relacao de Poisson 1/M adotadomos 1/M =0.1D ou 0.0*E/D) 2) x(2xE/D) P=Pressão de colapso em tubos de PVC de esgoto (kg/cm2) 1-47 .br Exemplo 1.

zip unzip g77lib. Trata-se de programa em MSDOS feito por editor de texto especial que não coloca os caracteres especiais escondidos do word comum. a saida de dados na tela do monitor e o programa em fortran cross.exe Nota importante: todos os três arquivos acima deverão ser instalados na raiz.33 Programa Fortran No site http://www.dat que é a entrada de dados em Fortran não é um documento ponto.com/Athens/olympus/5564 achamos os arquivos: g77exe.txt que pode ser aberto e impresso usado o Wordpad. Temos a entrada de dados.zip g77doc.com.6).geocities. Depois entrando no Windows em “program” ache “acessórios” e depois o “prompt do comando DOS”.09 H(m) 30 29 26 20 1-48 . Fizemos o programa em fortran de forma não formatada para facilitar a entrada para aqueles não acostumados com o Fortran.zip g77lib. 1982. ou seja.f. notando duas coisas fundamentais: Vazão zero (shut-off) Espaçamento da vazão Tabela 1. no C: do microcomputador.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. A bomba é fornecida pela Tabela (1.zip Deverá ser arranjado o arquivo unzip. que este contém muitas informações escondidas que não podem aparecer no programa de entrada do Fortran.br 1.03 0. Entrando no prompt do DOS faz-se: unsip de g77exe. página 452 Vamos resolver o problema da Figura (1.06 0.doc.Vazões e pressões tirados da curva da bomba Q(m3/s) 0 0.18 Base: livro do Victor Streter.19. Existe um arquivo em acrobat reader que é um guia tem 122páginas e contém as explicações das funções do Fortran Fazendo cross>exercicio1.zip O programa g77 é um compilador gratuito do Fortran.Curso de Rede de água Capitulo 1.zip unzip g77doc.txt teremos a saída em arquivo exercício.19). Exemplo 1. O arquivo cross.

como é usual em alguns programas em Fortran.0 29.0 26.00 '&&' 0 0 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 100.0 0.0 5 'HW' 1 0.0 0 'HW' 3 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.030 300 0.001 0.3 100 0 0 'PS' 6 0 15.03 30.120 600 0. 'SI' 30 0.0 'PT' 2 150.000 500 0.000001007 100.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.030 300 0.0 'HW' 2 0.0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 '&&' 00000000000 'PT' 5 117.3 100 0 0 'HW' 5 0.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Entrada de dados em arquivo cross.12).com.dat da Figura (1.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18.15.00 'PT' 5 117.6 100 0 0 'HW' 4 0.030 400 0.0 'PT' 4 100.06 0.br Figura 1.0 '&&' 0 0 1-49 . Notar que a entrada de dados não é formatda.0 0 0 0 0 'PU' 8 0.3 100 0.0 'PT' 3 135.0 20.15 100 0.

6 100.15 100.000001 é a viscosidade cinemática Nota: 100 é o valor da rugosidade de Hazen-Willians Nota: 5 é o número de cotas no terreno 'SI' 30 0.0 é o desnível no loop 150-135=15m Nota> os quatro valores de 0 estao vagos 'PS' 6 0 15.C da bomba.0 0 0 'HW' 4 0. como é usual em alguns programas em Fortran.br Entrada de dados em arquivo cross.03 são as vazões em m3/s da curva da bomba Nota: 30.030 300.0 29.0 0 0 'HW' 2 0. 20. isto é.0 0 0 Nota: PS que dizer Pseudo-Loop Nota: 6 é o numero do pseudo.30 100.0 0.0 26.12).000 500.loop Nota: 0 vago Nota: 15.B.00m é a pressão em shut-off.0 0.0 0. quando a vazão é igual a zero.30m é o diâmetro da tubulação em metros Nota: 100 é o valor da rugosidade no tramo Nota: 0 reservado Nota: 0 reservado 'HW' 1 0. Nota: o número 3 significa o número de tramos que são três Nota: os tramos estão com sinal: 2 1 -3 1-50 .0 0 0 0 0 Nota: PU quer dizer pump.001 é a tolerância na vazão em m3/s Nota: 0.120 é a vazão em m3/s Nota: 600.0 0 0 'HW' 3 0.0 0 0 'HW' 5 0. Nota: SI é sistema internacionaç Nota: HW é que iremos usar a formula de Hazen-Willians Nota: 30 é o número de iterações máximas que consideramos Nota: 0. Nota: 0.com.00 são valores da altura manométrica 'PU' 8 0.03 30.0 20. Usamos no programa Fortran ponto ao invés de virgula.Curso de Rede de água Capitulo 1.0 Nota: para termino usar ´&&´ e não esquecer que temos 7 valores 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 Nota: PT é um carácter com duas letras e no caso coloquei as iniciais do meu nome. bombas em português Nota: 8 é o numero da posição da bomba na rede Nota: São os pontos que precisamos para calcular os valores A.120 600.0 0 0 0 0 'PS' 7 0 18. Abaixo daremos algumas explicações que não deverão constar da entrada de dados já feita acima.30 100. Nota: 29.001 0. Notar que a entrada de dados não é formatada.0 5 Nota: 1 é o número do tramo Nota: 0.0 0.06 0.00 é a distância em metros Nota: 0.030 300.0 0.06 e 0.dat da Figura (1.030 400.0 26.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.000001 100. ou seja.30 100.

0 'PT' 5 117.Curso de Rede de água Capitulo 1. Depois teremos tramo 2.0 'PT' 3 135. depois nó 2 e assim por diante até atingir toda a rede.0 Nota: final com 2 zeros '&&' 0 0 1-51 .0 'PT' 4 100.00 é o valor da cota 'PT' 5 117.00m 'PT' 1 100. Depois teremos 8 que é a bomba.0 'PT' 2 150.com.00 Nota: é o término e temos dois zeros espaçados aleatoriamente '&&' 0 0 Nota: 5 é o inicio da sequencia. 'PT' 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 'PT' -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 Nota: é o final e notar que temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 5 é o número da cota Nota: 117.br Nota: terminado o numero 3 signfica que temos mais três tramos 4 -5 3 Nota: o numero 3 indica novamente que temos três tramos 6 -4 -1 Nota: o numero 3 indica mais três tramos que são 5 7 8 Nota: importante que em cada linha temos que ter 11 números e se não tiver números preencher com zeros espaçados. Nota: terminar com zeros até completar 11 números 'PT' 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 Nota: temos 11 zeros '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nota: 1 número do nó e a cota admitida 100.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. depois 4 que é o nó.

840 IND= 3 2 1 -3 3 4 -5 3 3 6 -4 -1 3 5 7 8 0 0 0 0 0 0 0 ITERACAO N0.com.000 500.13 2.44 2 -0.811 100.143 2. UNIDADES S.000 0. DA VAZAO= 0.03 12.044 1-52 .00700004E-006 100.DQ= 0.95 5 0.31 IX= 5 8 4 2 2 1 1 4 3 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 100.0034 ITERACAO N0. DA VAZAO= 0.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.030 H= 30.000 2 150.00 8 CURVA BOMBA.150 100.03 4 0.556 -6172.DA BOMBA IGUAL= 30. O arquivo cross.111 -555. Não pode ser feito usando o WORD. COTA TERR.02 0.0 26.300 100.094 1.19 3 0.00 7 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 18.030 300.Curso de Rede de água Capitulo 1.br Saida de dados na arquivo saida1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.000 NO' COTA PIEZ.000 3 135.080 1.027 0.00000 2 0.0 0.000 5 117.120 600.300 100.00000 5 0. 2 SOMA DAS CORR.0 0.00000 6 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 15.33 2.000 -11.0 0.030 400.811 2 150.044 150. 1 SOMA DAS CORR. 3 SOMA DAS CORR.26 20.79 9.0372 ITERACAO N0.0 29. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 137. 5 ESPEC.exe A saída padrão é na tela.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0.0 COEF.78 6.00100000005 1.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.0 0.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.dat de entrada dos dados entra automaticamente no programa cross.09 0.034 -1.36 -41.. DA VAZAO= 0.1385 ITERACAO N0. mas para sair em arquivo fazemos assim: Cross>saida1.txt O arquivo cross.0 0. 5 SOMA DAS CORR.I.1040 ITERACAO N0.txt SI 30 0.000 37.300 100. DA VAZAO= 0.91 -12. 4 SOMA DAS CORR.dat deverá ser feito com com o WORDPAD que tem no Windows.0 20.00000 4 0.000 4 100.600 100.00000 3 0. DA VAZAO= 0.030 300.

COTA PIEZOMETRICA DOS NOS C NOTA 1 NECESSARIO ENTRAR COM AS VAZOES NOS TRAMOS. C NOTA 2 TRAMOS: 2000 C NOS: 5000 C NUMERO DE TRAMOS EM UM LOOP:100 C NOTA 3 FORMULAS USADAS: HAZEN WILLIANS(HW) E DARCY WEISBACH(DW) C UNIDADES SI:SISTEMA INTERNACIONAL METRO CUBICO/SEGUNDO.f -o cross.000 117.BOMBAS OU E BOOSTERS. PELO METODO DE HARDY C CROSS.br 3 135.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.exe C ENTRADA OS DADOS ESTAO NO ARQUIVO TEXTO EM CODIGO ASCII CROSS.797 100.000 0.VALVULA REDUTORA C DE PRESSAO E PERDA DE CARGA LOCALIZADA C BIBLIOGRAFIA LIVRO DE MECANICA DOS FLUIDOS DO VICTOR L.DAT C SAIDA NA TELA C ENTRADA 1-53 .F C OBJETIVO CALCULO DE REDES MALHADAS OU NAO. BENJAMIN WYLIE . C NOTA: mudei nesta versao para entrada nao formatada C assim ficara mais facil C VERSAO:2 25/7/93 C RESULTADO VAZOES NOS TRAMOS E COM SINAL. PES C ENG PLINIO TOMAZ 28/03/91 C COMPILADOR G77 gratuito C g77 cross.com.000 5 117. SETIMA EDICAO DA MCGRAW-HILL C PAGINA 454.STREETER E C E.f em fortran C********************************************************************* C PROGRAMA CROSS.DESDE QUE OS PONTOS C SEJA ESPACADOS E COMECANDO DA VAZAO ZERO E O NUMERO DE C PONTOS DEVERA' SER DE 4(QUATRO).COMBINADO COM O METODO DE NEWTONRAPHSON. O PROGRAMA O FAZ AUTOMATICAMENTE.044 135.000 Programa cross.NO LIVRO HA VARIOS EXEMPLOS.797 0. C NECESSARIO LOOP VERDADEIRO E AS VEZES O LOOP FALSO C NAO E' NECESSARIO CALCULAR PREVIAMENTE A CURVA DA BOMBA C POIS. METRO C ES: NORMAS INGLESAS PES CUBICO/SEGUNDO.Curso de Rede de água Capitulo 1.000 4 137.044 37.CALCULA C COM RESERVATORIOS.

VISCOSIDADE CINEMATICA. ENTAO TERIAMOS QUE COLOCAR C O SINAL POSITIVO. 1-54 .NUMERO DO TRAMO.COTA DO RESERVATORIO C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C CAMINHO DE NO'S E TRAMOS. QUANDO TERMINAR. POR EXEMPLO.com.VAZAO.br C UNIDADE. DIFERENCA DE ALTURA DE RESERVATORIOS C PU. FIZ UM TESTE DO EXERCICIO DA PAGINA 462 ALTERANDO C O TRAMO 9 E SUBDIVIDINDO EM DOIS TRAMOS UM SENDO 9 E OUTRO 23 E C COLOCANDO A "BOMBA" DE NUMERO 22 E OS PONTOS 20 E 21 A MONTANTE C E A JUZANTE RESPECTIVAMENTE.VAZAO QUE PASSA.Curso de Rede de água Capitulo 1.ELIMINANDO O TRAMO. COLOCAR ZERO E COMECAR C OUTRA SEQUENCIA DE NOS E TRAMOS E ASSIM POR DIANTE.DIAMETRO C PS.DEVERA' TER SINAL QUANDO CONTRARIO AO PONTEIRO DOS RELOGIOS C E POSITIVO NO SENTIDO HORARIO.COLOCAMOS O SINAL POSITIVO. NUMERO DO TRAMO OU NO'.RUGOSIDADE C FORMULA.PRECISAO.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. C NOTA 5 O PROGRAMA NAO PREVE VALVULA DE RETENCAO. MAS PODE SER FEITO C REFAZENDO O PROGRAMA NOVAMENTE. NOS E TRAMOS DE MODO A ATINGIR TODOS OS C OS NO'S. OS QUATROS PONTOS DA CURVA DA BOMBA A COMECAO C PELO PRIMEIRO QUANDO Q=0 ESPACADOS CONFORME A VARIACAO DE VAZAO JA' C VISTA ACIMA. NUMERO DO NO DA BOMBA OU BOOSTERS. CASO C A BOMBA PRECISASSE DO SINAL NEGATIVO. NUMERO DE TRAMOS.VARIACAO DA VAZAO C PARA A CURVA DA BOMBA. C QUANDO NO LOOPING OU NA VERIFICACAO DAS COTAS COLOCAR O SINAL C AO CONTRARIO DO QUE DARIA SE FOSSE UMA BOMBA.COMPRIMENTO. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NOTA 4 COMO NAO ESTA' PREVISTO VPR OU SEJA VALVULA REDUTORA DE PRESSAO C USEI O SEGUINTE ARTIFICIO E DEU CERTO !: CONSIDERE A QUEDA DE C PRESSAO DA VALVULA COMO UMA BOMBA COM CURVA CARACTERISTICA DA C FORMA DE UMA RETA. C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DE TRAMOS NO LOOPING E OS REFERIDOS TRAMOS NOS LOOPING COM SINAIS C && FINALIZA A ENTRADA ACIMA C NUMERO DO NO'.

IND(ELEMENTOS).Curso de Rede de água Capitulo 1.ELEM(ELEMENTOS) $ .PERDA DE CARGA.REY.X4.TOL.ID/'EN'. C********************************************************************* * C HARDY CROSS LOOP BALANCING INCLUDING MULTIPLI RESERVOIRS & PUMPS(PU) C HAZEN-WILLIANS(HW) OR DARCY-WEISBACH(DW) MAY BE USED FOR PIPES C ENGLISH(EN) OR SI UNITS(SI) MAY BE USED.IP.VNU REAL*4 X1.HH.LE.I1.MULTIPLICADOR.ONDE A PERDA LOCALIZADA ENTRA COM FORMULA C H=RESISTENCIA*Q**2.LE.TOLERANCIA=0.'PS'. ELEMENTOS) IX(J)=0 12 IND(J)=0 1-55 .DH.0001) DIMENSION ITY(4).IND.ITYPE(N_TRAMOS).'DW'.br C NOTA 6 O PROGRAMA NAO TEM VALVULAS PARCIALMENTE ABERTAS.N_TRAMOS_LOOP.N_TRAMOS_LOOP=100. $IX(ELEMENTOS) DIMENSION AREA(N_TRAMOS).I2.N.NCOTAS INTEGER*4 NUM_COTA REAL*4 FLAGUE.ID.FOR C FEITO POR NOS. C NOTA 8 O PROGRAMA FOI APORTUGUESADO C NOTA 9 FOI ACRESCIDO VELOCIDADE.COTAS DO TERRENO E PRESSAO C NOTA 10 PARA CALCULO DE PERDAS LOCALIZADAS.ITY.H(ELEMENTOS).R.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.AREA.ITYPE.LE.PERDA.DQ.X3.I.QUE E' PARABOLA PASSANDO PELA ORIGEM.MAS PODE SER C FEITO.S(N_TRAMOS_LOOP). N_TRAMOS) ITYPE(J)=5 IF (J .Q(N_TRAMOS).PERDA(N_TRAMOS).NTY.SS.'PU'/.EN.TOLERANCIA.X2. N_TRAMOS) H(J)=FLAGUE IF (J .H.X5.POSITIVE DH IN ELEMENT IS C HEAD DROP REAL*4 Q.com.PODE SER TRANSFORMADA EM COMPRIMENTO C EQUIVALENTE.K.MULTIPLICADOR(N_TRAMOS) DIMENSION COTATERRENO(ELEMENTOS).ID(2).NUM_COTA(ELEMENTOS) DATA ITY /'HW'. IE/'&&'/.ELEMENTOS IF (J .USAR O PROGRAMA MINORLOS.NT INTEGER*4 N_TRAMOS.DDQ.QQ. COLOCANDO-SE COMPRIMENTO DE TUBULACAO EQUIVALENTE.COTATERRENO PARAMETER(N_TRAMOS=2000.UNITS REAL*4 BB INTEGER*4 IX..G.KP.EX.DEF.'SI'/ 10 DO 12 J=1.ELEMENTOS=10000) PARAMETER(FLAGUE=-1000.J.ELEMENTOS. C NOTA 7 QUALQUER PERDA LOCALIZADA.HDQ.ELEM.KK CHARACTER*2 IE.S.

0.42.br C READ PARAMETERS FOR PROBLEM AND ELEMENT DATA OPEN(5.7854*X2*X2 !AREA DA SECCAO TRANSVERSAL 1-56 .) X3=DEF EX=2.*G*X2**5*0.18) VNU 18 FORMAT(' ESPEC.NTY 41 IF (X3 . ELEM(KP)=X1/(2.X3.EQ.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.3. ITY(NTY)) GOTO 33 32 CONTINUE 33 ITYPE(I)=NTY KP=4*(I-1)+1 GOTO (41.4 IF (NT .21) VNU 21 FORMAT(' ESPEC.) X3=DEF ! RUGOSIDADE ELEM(KP)=UNITS*X1/(X3**1.KK./X1 ! PARA CALCULAR PERDA DE CARGA POR 1000 END IF DO 32 NTY=1.DAT'.24) TOL.3X.NCOTAS WRITE(*.174 GOTO 22 20 WRITE(6.*) NT.5.EQ.2F10.852 GOTO 43 42 IF (X3 .53.*) NT.3F10.NCOTAS C KK=NUMERO DE ITERACOES TOL=TOLERANCIA NA VAZAO C VNU=VISCOSIDADE CINEMATICA DEF=RUGOSIDADE C NCOTAS=NUMERO DE NOS PARA AS COTAS DO TERRENO 15 FORMAT( A2. 0) THEN MULTIPLICADOR(I)=1000.852*X2**4.F10.Curso de Rede de água Capitulo 1. 0.X4.NE.674 G=9.7) UNITS=4.I. $I5 // ' TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG') 26 READ(5.KK 24 FORMAT(' TOLERANCIA NA VAZAO ='.FILE='CROSS.X2.I8) IF (NT . UNIDADE INGLESA.5.' NO DE ITERACOES='.3. IE) GOTO 68 Q(I)=QQ IF (X2 .806 22 WRITE(6.7.7854) !RESISTENCIA DW AREA(I)=0.EQ.7854*0.F10.7) UNITS=10.F10.KK.727 G=32.64).I8.STATUS='OLD') READ(5.I5.3) IF (NT ..VNU.EQ.VNU.I.VISCOSIDADE EM FT**2/SEC='. ID(2)) GOTO 20 WRITE(6.7854*X2*X2 !AREA.F10.F5.*) NT.F10.4.QQ.EQ.X1.VISCOSIDADE EM M**2/SEC='.X5 C I= NUMERO DO NO QQ=VAZAO COM SINAL X1=COMPRIMENTO X2=DIAMETRO C X3=RUGOSIDADE 30 FORMAT(A2.F10.TOL.8704) AREA(I)=0. X2=DIAMETRO EX=1.DEF. UNIDADES S.DEF.com.TOL.

X4.2X.DA BOMBA IGUAL='.X1.F12.7*X2) 43 WRITE(6.PIPE.NTY 1-57 . IE) GOTO 78 I1=I2+1 GOTO 70 78 IF (I1 .X3 45 FORMAT (I5.*X1**2)-ELEM(KP+3)*3.X1.Q(I).X2.2) GOTO 26 64 ELEM(KP)=X2 ELEM(KP+3)=(X5-3. 83 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (91. 0) GOTO 124 DH=0.LE.com.104).*(X4-X3)-X2)/(6.I1) 79 FORMAT(' IND='/(11I4)) C BALANCE ALL LOOPS DO 130 K=1. IP=1 80 I1=IND(IP) IF (I1 .103.(IND(I).J=1. GOTO 26 53 ELEM(KP)=X1 WRITE(6.110. PIPE.EQ.br ELEM(KP+1)=1.Curso de Rede de água Capitulo 1.1.DQ='.*X3+X2)/(2.4F11.I=1.F7.3) GOTO 26 C READ LOOP INDEXING DATA . I=-I GOTO 83 82 S(J)=1.I1 I=IND(IP+J) IF (I) 81. DO 110 J=1.IND=NC.*X1 ELEM(KP+1)=(X3-X2)/X1-ELEM(KP+2)*X1-ELEM(KP+3)*X1*X1 WRITE(6.*X1**3) ELEM(KP+2)=(X4-2.F18.I=I1. HDQ=0.I2) 75 FORMAT( A2.15I4) IF ( NT .1/5X.X1 55 FORMAT( I5. PIPES.X5.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1) GOTO 140 WRITE(6.F14.F10.3.EQ.X3.*) NT. $' COEF.' DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS='.82 81 S(J)=-1.X2.92.(ELEM(KP+J-1).66) I.' CURVA BOMBA./(0.3.45) I.7854*X2*VNU) ELEM(KP+2)=X3/(3.3.F12.55) I.KK DDQ=0.4) 66 FORMAT( I5. ETC CLOCKWISE +CC68 I1=1 70 I2=I1+10 ! Mudei de 14 para 10 para ter na linha no maximo 11 READ(5.4F8.79) (IND(I).5) EN=EX-1.' H='.

' SOMA DAS CORR. 1.EQ.I4.LT.*ELEM(KP+3)*Q(I)**2) 110 CONTINUE IF (ABS(HDQ) .LT.9))**2 PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN !INTRODUZI AS PERDAS AQUI 95 DH=DH+S(J)*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN HDQ=HDQ+EX*R*ABS(Q(I))**EN GOTO 110 103 DH=DH+S(J)*ELEM(KP) GOTO 110 104 DH=DH-S(J)*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) HDQ=HDQ-(ELEM(KP+1)+2.2) 150 CONTINUE 1-58 .) 93.com. $MULTIPLICADOR(I)*PERDA(I) 143 FORMAT(I5.74/REY**0.br 91 R=ELEM(KP) PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 92 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY .N_TRAMOS NTY=ITYPE(I) GOTO(142.Q(I)/AREA(I).125) K.LT.*ELEM(KP+2)*Q(I)+3.I1 I=IABS(IND(IP+J)) IF (ITYPE(I) . 3) GOTO 120 Q(I)=Q(I)+S(J)*DQ 120 CONTINUE IP=IP+I1+1 GOTO 80 124 WRITE(6.NTY 142 WRITE(6. TOLERANCIA) HDQ=1.) REY=1.Curso de Rede de água Capitulo 1. DQ=-DH/HDQ DDQ=DDQ+ABS(DQ) DO 120 J=1.141) 141 FORMAT(' TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000') DO 150 I=1.'.F10.4) IF (DDQ .150).DDQ 125 FORMAT(' ITERACAO N0.F10.3. TOL) GOTO 140 130 CONTINUE 140 WRITE(6.Q(I).PERDA(I).Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.94 93 R=ELEM(KP)*64.150.143) I./REY PERDA(I)=R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 95 C TEMOS ABAIXO RESISTENCIA=ELEM(KP)* F CALCULADO POR SWAMEE 94 R=ELEM(KP)*1.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.150. IF (REY-2000.3F10. DA VAZAO='.94.142.

IE) GOTO 710 COTATERRENO(J)=BB GOTO 700 710 CLOSE(5) ! FECHA O ARQUIVO WRITE(6.Curso de Rede de água Capitulo 1.I2) IF (NT .*) NT.EQ.*) NT. 1) I1=IX(IP) I=IX(IP+J) N=IX(IP+J+1) IF (I) 181.199.K=I1.F10.*) NT.I1) 171 FORMAT(' IX='/(15I4)) C********************************************************************* * C LEITURA DO NUMERO DO NO E DA COTA DO TERRENO I=1 700 CONTINUE READ(5. 510 FORMAT(I8.(ELEMENTOS-2).JUNC.(IX(K).3) IF(NT .510) J.BB !COTAS DO TERRENO NUM_COTA(I)=J I=I+1 503 FORMAT(I8.HH 155 FORMAT(A2. IE) GOTO 160 H(K)=HH GOTO 152 C*********************************************************** 160 I1=1 162 I2=I1+10 ! mudei 14 para 10 para termos 11 em cada linha READ(5.*) 'NUMERO DO NO COTA TERRENO' DO I=1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.K.J.com. IE) GOTO 170 I1=I2+1 GOTO 162 170 WRITE(6.EQ.3) IF (NT .3) END DO C******************************************************************** IP=1 180 DO 200 J=1. I=-I GOTO 183 182 SS=1.182 181 SS=-1.IX=JUNC. ELEMENT .171) (IX(I).COTATERRENO(J) !IMPRIME NA TELA OS NOS E COTAS TERR.2 IF (J .I8.EQ.NCOTAS J=NUM_COTA(I) WRITE(6.F10.JUNC. 1-59 .I=1.ETC 152 READ(5.F10.ELEM.EQ.20X.br C READ DATA FOR HGL COMPUTATION .

EXE-VERSAO 3' END C******************************************************************** Observar que o Streeter usa a curva de uma equação do terceiro grau de uma bomba na forma: H= Ao + A1 Q + A2x Q 2 + A3 x Q3 1-60 .3F10. 1.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.189.H(N).COTATERRENO(N). FLAGUE) GOTO 220 WRITE(6.520) N.Curso de Rede de água Capitulo 1.74/REY**0.325/(ALOG(ELEM(KP+2)+5.EQ.187 186 R=ELEM(KP)*64.9))**2 188 H(N)=H(I1)-SS*R*Q(I)*ABS(Q(I))**EN GOTO 199 189 H(N)=H(I1)-SS*ELEM(KP) GOTO 199 190 H(N)=H(I1)+SS*(ELEM(KP)+Q(I)*(ELEM(KP+1)+Q(I)*(ELEM(KP+2)+Q(I)* $ELEM(KP+3)))) 199 IF (IX(J+IP+3) .215) 215 FORMAT(' NO'' COTA PIEZ. 0) GOTO 210 IF (IX(J+IP+2) .N_TRAMOS IF (H(N) . IF (REY-2000. COTA TERR.185.EQ.com.190./REY GOTO 188 187 R=ELEM(KP)*1. 0) GOTO 205 200 I1=N 205 IP=IP+J+3 GOTO 180 210 WRITE(6.EQ.187. ) REY=1.3) 220 CONTINUE 99 STOP 'TERMINADO O PROGRAMA CROSS.H(N)-COTATERRENO(N) 520 FORMAT(I8.br 183 NTY=ITYPE(I) KP=4*(I-1)+1 GOTO (184. PRESSAO EM COLUNA DAGUA') DO 220 N=1.) 186.199).NTY 184 R=ELEM(KP) GOTO 188 185 REY=ELEM(KP+1)*ABS(Q(I)) IF (REY .LT.

5 0. 3000. 0. 0. 3000.0005 0 0 'DW' 9 1.8 0.16.0005 0 0 'DW' 11 0.0005 0 0 'DW' 8 0.Curso de Rede de água Capitulo 1.001 0.0 0 0 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 'PT' 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -1 1-61 .0 0.4 4000.0 1.16) 'SI' 30 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.0 0.0 0.0 0.0005 0 0 'DW' 3 1.4 4000.5 3000.0 0 0 0 0 'PS' 14 0 20.0 0.0005 0 0 'PS' 13 0 -45.0 3000.com.0 1.0 0.000001007 0.5 3000.0005 0 0 'DW' 5 0.8 0.0005 0 0 'DW' 2 1.3 0.5 0.0005 9 'DW' 1 3.Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.6 0. 4000.0005 0 0 'DW' 10 1.0 0.4 4000.br Exemplo 1. 3000.dat que pode ser aberto com o Worldpad Figura (1.6 3000.0 0.0005 0 0 'DW' 7 0. 1.0005 0 0 'DW' 4 0.6 0.0005 0 0 'DW' 12 1. 1982 Dados: arquivo cross.6 0.19 da página 461 do livro do Victor Streeter Figura 1.0 0.

00050 4 0.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0. 3 SOMA DAS CORR.0 0.500 3000.0203 ITERACAO N0.0006 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1-62 .00050 3 1.000 3000.00050 5 0.500 0.0 1. 7 SOMA DAS CORR.3400 ITERACAO N0.400 4000.800 0.2056 ITERACAO N0.. 2 SOMA DAS CORR.600 0.300 0.br 'PT' -11 6 12 9 0 2 9 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 520 'PT' 2 400 'PT' 3 400 'PT' 4 400 'PT' 5 475 'PT' 6 400 'PT' 7 400 'PT' 8 500 'PT' 9 300 '&&' 0 0 Fim 7 -8 8 0 Saída em arquivo exercicio2.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 3.0 0.500 0.0020 ITERACAO N0.0 0. 9 SOMA DAS CORR.600 3000.0 0.0 0.00 IND= 5 1 2 3 4 13 4 9 10 11 -2 2 -7 8 2 -4 5 4 14 7 -9 -1 0 ITERACAO N0.400 4000.00050 13 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= -45.0 1. 1 SOMA DAS CORR. UNIDADES S.00050 12 1.0590 ITERACAO N0.I.00050 10 1. 8 SOMA DAS CORR.00050 9 1.0 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.000500000024 9 ESPEC. 5 SOMA DAS CORR. 4 SOMA DAS CORR. DA VAZAO= 0. DA VAZAO= 0.000 0.000 0. DA VAZAO= 0.00100000005 1.00050 11 0. 6 SOMA DAS CORR. DA VAZAO= 0.6128 ITERACAO N0.1510 ITERACAO N0. DA VAZAO= 0.com.0 0.400 4000.0 0.0 0.00 14 DIFERENCA DE NIVEL DE RESERVATORIOS= 20.800 0.000 3000.00050 7 0.00700004E-006 0. DA VAZAO= 0.00050 8 0. DA VAZAO= 0.000 4000.000 0.600 0. DA VAZAO= 1.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.txt aberto com Wordpad SI 30 0.000 3000.00050 2 1.0064 ITERACAO N0. DA VAZAO= 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.600 0.000 3000.500 3000.

br 1 1.000 0.62 9.251 1.28 10.153 Fim 1-63 .411 400.44 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.37 4 0.400 4.274 1.70 0.126 -0.59 5.20 2 0.13 5 0.153 300.18 2.104 0.000 -0.977 1.11 1.95 0.000 2 400.000 NO' COTA PIEZ.73 6.000 81.478 400.000 520.925 2.000 6 400.000 8 500.000 91.01 6.992 475.Curso de Rede de água Capitulo 1.45 15.00 0.052 0.000 99.000 5 475.389 400.93 4.000 0.000 3 400.37 0.000 2 504.222 0.411 3 491.71 0.00 IX= 1 1 2 2 3 3 4 4 5 0 3 -11 6 12 9 0 2 9 7 -8 8 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 520.000 104.35 -0.123 400.21 5.001 9 332.000 32.94 12.31 3 0.389 5 474.001 500.297 400.199 1.008 6 490.13 7 0.23 8 0.000 7 400.44 -1.39 2.123 7 499.000 9 300.000 4 400.34 12 1.478 4 481.10 3. COTA TERR.29 11 -0. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 520.com.948 1.24 9 0.40 2.297 8 500.000 90.28 10 1.

Esquema de um rede malhada com bombas e reservatorios Fonte: Streeter.Curso de Rede de água Capitulo 1. Streeter e E.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.com. Benjamin Wylie Figura 1.20 página 462 Mecânica dos fluidos do Victor L.br Exemplo 1.17. 1982 1-64 .

1976.15) tem 6 nós e isto nos dará 5 equações da continuidade independentes que são facilmente montadas assim: Vazão que entra e vazão que sai Quando a vazão entra é positivo.99223 ft3/s=4. sendo praticamente impossível a resolução do mesmo sem o computador. O método da teoria linear tem diferenças entre os métodos de Hardy-Cross e Newton-Raphson.com. número de nós (j) e número de loops (m) será constante: i= j+m -1 A rede malhada da Figura (1. Figura 1. As duas equações são montadas aplicando o seguinte truque: 1-65 . 1984 mostra que no método da teoria linear a relação envolvendo número de trechos (i) .18.Esquema de aplicação do método da teoria linear Basicamente o método da teoria linear é a montagem de um sistema de equações não lineares que através de um artifício são linearizadas.Curso de Rede de água Capitulo 1. Portanto. usando o método de Gauss ou de Gauss-Jordan. O sistema de equações lineares é então resolvido por cálculo de matrizes. faltam duas equações.34 Q3 – Q4 = -2. 1984 informa que Wood e Charles em 1972 propuzeram um método de converter equações para equações lineares.34 Temos sete variaveis e somente 5 equações. O método só pode ser feito através de microcomputadores.45 -Q1 – Q2 +Q5=0 Q2 –Q3 –Q7= -3. Vamos mostrar de uma maneira bem simplificada o que fez Jeppson.23 -Q5 – Q6= 3. A grande vantagem do método da teoria linear é que não precisa de inicialização. Jeppson no seu livro Analysis of flow in pipe networks em 1976.br 1. isto é.34 Método da Teoria Linear O método da teoria linear para análise de redes de água foi desenvolvido por Roland W. Stephenson. Stephenson. 1984 alerta que quando a diferença de pressão é muito baixa em um tramo teremos problema de convergência mesmo no método da teoria linear. Stephenson. de valores admitidos antecipadamente e converge em aproximadamente 4 a 10 iteraçoes. da mesma maneira que temos no método de Hardy-Cross.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Quando a vazão sai do nó é negativo: Q1 + Q4 = 2000gmp = 2000 x 9.

3 Q6 + 3.264 Q4=0 1. por exemplo. Q3. Q6 e Q7.Esquema de rede conforme Jepson 1-66 .Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. Q5. Achamos então os valores de Q1. sem termos uma inicialização como o método de Hardy-Cross.Curso de Rede de água Capitulo 1.71 Q1 – 0.71 no tramo 2 R2=0.402 Q2 -1. Q2. Usando estes valores como iniciais recalculamos tudo de novo: Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Até ponto em que a vazão obtida é praticamente igual a vazão anterior num erro que toleramos. 1984.37 Q3 -0. Fazendo procedemos achamos mais duas equações necessárias do loop que são: Sentido horário: positivo Sentido anti-horario: negativo 4. Para resolver precisamos usar sistema de matrizes Gauss. Isto também foi idéia de Wood e Charles em 1972 conforme Stephenson.19. 1984 como inicialização a velocidade unitária 1m/s para todos os trechos de tubulações. Uma outra alternativa é estimar que em todos os trechos de tubulação haja para inicialização um regime laminar. Q4. Figura 1.402 e assim por diante.br Hf = R x Q n= [R x Qn-1 ] x Q= R1 xQ Sendo: R1=[R x Qn-1 ] Um dos truques de inicialização de Jepson é usar a vazão unitária 1.14 Q5 -11.com. Stephenson. Em três ou quatro iterações o problema está resolvido.402 Q2=0 Temos portanto 7 incógnitas e 7 equações.35 Q7 + 0. Assim teremos no tramo 1 R1=4.Jordan. cálculos todos os valores de R para cada tramo. Assim como se a vazão fosse 1.

Esquema de rede conforme Jepson 1-67 .com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.br Figura 1.Esquema de rede conforme Jepson Figura 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.20.21.

PASCHOAL. EPUSP. Italia. 1989. -IDELCHIK.Flow analysis acessado em 16 de abril de 2007 http://faculty. Analysis of Water Distribution Systems.com/page/p_bookstore/cwbsa/Chap5. Universita degli Studi di Parma. -CHAPTER 3. NED H. Water Distribution Systems: simulation and sizing. 201páginas. -HWANG. DAVID. Hidráulica Geral.mun. 1994. Distribution network analysis for water utilities. CRC Press..pdf http://www.ROLAND W. 1-68 . 1984.THOMAS M..A. BRUCE et al. Krieger Publishing.edu/markbenj/CEE342/Abbreviated%20Hardy-Cross.E. 164 páginas. São Paulo. C. 1982. Forecasting Urban Water Demand. Ann Arbor Science Publisher. -BILLINGS MR. -MAYS. et al. Abastecimento de água.engr.com.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. 1976. LARRY W. VICTOR L.I. 1990. Pipeflow analysis. PAULO. Hydrosystems Engineering&Management. Projeto de Sistemas de Distribuição de Água. Sistemas de Engenharia Hidráulica. -JEPPSON. Analysis of Flow in Pipe Networks. 1975. -WALSKI. 1996.washington.pdf -FACULDADE DE HIGIENE E SAUDE PUBLICA DA USP.br 1. MILTON TOMOYUKI.. 2004. 641páginas. -WALSKI. 1992. -TSUTIYA. 1984. 19páginas. 1992. McGraw-Hill. 1983. ISBN 0-444-41668-2 -STREETER. -STEPHENSON. Modelli matematici delle reti di distribuziona idrica.ca/muzychka/Chapter3. -CETESB. -MIGNOSSA.THOMAS M. Técnica de abastecimento e tratamento de água. Mecânica dos Fluidos. Handbook of Hidraulic Resistance. Dipartamento di Ingegneria Civile.pdf http://www. -NETWORKS ANALYSIS acessado em 16 de abril de 2007 -SILVESTRE. Prentice/Hall do Brasil. McGraw-Hil. AWWA.mwhsoft. et al.Curso de Rede de água Capitulo 1.. LTC Livros Técnicos e Científicos Editora S.1967. 102p.35 Bibliografia e livros consultados: -ANALYSIS OF COMPLEX NETWORKS acessado em 16 de abril de 2007 -AWWA MANUAL M32.

Esquema das redes malhadas 1-69 . Figura 1.exe com entrada de dado cross.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.21 Tomamos um exemplo de rede malhada de Cross feito por Silvestre p.22.br Exemplo 1.Curso de Rede de água Capitulo 1.dat e saída em texto cross4.txt.104. Vamos calcular pelo programa em Fortran denominado cross.com.

45 'HW' 2 0.00 900.001 0.30 'HW' 12 0.0 100.08 900.br Entrada de dados com o arquivo cross.40 'HW' 5 0.30 'HW' 9 0.0 100.2 1200.00 900.05 1200.com.50 'HW' 8 0.45 'HW' 11 0.35 'HW' 4 0.0 100.00 900. 100.08 1200.1 900.00 900.35 'HW' 10 0.0 100.0 0.0 0.dat Cross4.0 100.0 9 12 -5 -6 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -8 4 -11 0 0 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 1 960 '&&' 0 0 'PT' 1 1 2 4 3 'PT' 11 5 2 4 10 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' 'PT' '&&' 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 900.05 900.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.dat (original) 'SI' 30 0.00 900. 0.0 0.05 1200. 0.000001007 'HW' 1 0.1 900.Curso de Rede de água Capitulo 1.3 1200.2 900.30 'HW' 6 0.0 100.30 '&&' 0 0 0 0 0 0 0 'PT' 'PT' 4 2 1 8 -2 -7 11 -3 -10 4 4 4 5 100.00 900.35 'HW' 3 0.00 900.0 0.0 0.0 100.0 0.30 'HW' 7 0. 0.00 900.00 0 9 7 3 6 0 12 0 9 0 6 0 8 1-70 .0 100.15 900.0 100.0 0.0 100.1 1200.0 0.0 0. 100.

.0 0.680 900.0 0.com.942 2 954.0384 ITERACAO N0.00700004E-006 100.91 4.02 5.000 59.00000 3 0.00000 IND= 4 1 8 -2 -7 4 4 9 -5 -8 4 2 11 -3 -10 4 5 12 -6 -11 0 0 0 ITERACAO N0.57 7 0.24 12 0.001 NO DE ITERACOES= 30 TUBO Q(CFS OU M**3/S) L(FT OU M) D(FT OU M) HW OU RUG 1 0.000 54.0 0. DA VAZAO= 0.068 0.99 4.03 4. DA VAZAO= 0.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol. DA VAZAO= 0.46 7.891 6 944.286 1.942 900.148 1.000 2 900.300 100.29 6.350 100. 5 SOMA DAS CORR.18 3 0.098 1.00000 5 0.450 100.00100000005 1.091 0.16 6 0. 4 SOMA DAS CORR.76 4.98 6.000 NO' COTA PIEZ. DA VAZAO= 0.069 0.500 100.77 4.I.066 0.00000 7 0.912 900.246 1-71 .93 2 0. 9 ESPEC.0 0.txt fazendo cross>r4.34 5.84 IX= 1 1 2 4 3 9 6 12 9 -6 8 -11 5 -2 4 -7 1 0 8 -3 7 -10 4 0 2 8 5 0 0 0 0 0 0 0 NUMERO DO NO COTA TERRENO 1 900.000 4 900.000 49.891 900.615 5 948.214 1.31 5 0.000 9 900.80 9 0.0 0.100 1200. 1 SOMA DAS CORR.080 900.99 11 0.000 7 900.0 0.050 900.080 1200. DA VAZAO= 0.000 8 900.064 0.93 5.195 1.680 3 949.txt R4.300 100.0053 ITERACAO N0.00000 2 0. 3 SOMA DAS CORR.050 1200.VISCOSIDADE EM M**2/SEC= 0. COTA TERR.400 100.0 0.74 10 0.18 4.000 48. PRESSAO EM COLUNA DAGUA 1 959.0 0.350 100.100 900.64 5.0 0.100 900.000 6 900.78 5.246 900.00000 6 0.29 5.00000 8 0.97 4.300 100.0021 ITERACAO N0.200 900.050 1200.0 0.000 3 900.615 900.11 4.0116 ITERACAO N0.00000 10 0.300 100.93 5.81 4. UNIDADES S.300 1200.000 44.0008 TRAMO VAZAO VELOCIDADE PERDA PERDA/1000 1 0.48 4 0.000 5 900.95 3.0 0.00000 11 0.150 900.300 100.69 4.000 52.00000 9 0.br Saida dos cálculos com o arquivo R4.200 1200.Curso de Rede de água Capitulo 1.350 100.34 5.0 0.450 100.0000010 TOLERANCIA NA VAZAO =0.txt (original) SI 30 0.00000 4 0.23 5.066 0.99 4.912 4 952.095 0.00000 12 0. 2 SOMA DAS CORR.08 8 0.

br 7 8 9 946.452 900.com.617 942.Curso de Rede de água Capitulo 1.000 46.000 900.575 38.452 1-72 .575 938.000 900.617 42.Método de Hardy-Cross para redes de água Engenheiro Plínio Tomaz 07 de setembro de 2008 pliniotomaz@uol.

1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 2.1 Introdução O ar está sempre presente em tubulações de água. 1993 2.4) temos vários locais onde há o problema de ar.1981. As bolhas podem se juntar e formar pacotes de ar no topo das tubulações. Para a temperatura de 30ºC a saída de ar da água é de 2. O ar pode estar em solução ou em forma livre em forma de bolhas ou pacotes de ar. pois em temperaturas normais temos sempre dissolvido 2% de ar na água a 20ºC.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Capitulo 2-Ar nas tubulações 2.5 maior que a 15ºC. O ar pode ser absorvido pelas superfícies líquidas ou também poder entrar através de regime de escoamento turbulento na entrada de uma tubulação conforme Stephenson. Os pacotes de ar implica em relativo volume de ar que se acumula no topo do tubo.1. O ar em solução não é problema de engenharia.1) a (2. O ar em pacote pode se deslocar ou sair pelas ventosas. Somente causa problema quando há redução de pressão é que o ar forma bolhas e que os problemas aumentam. Nas Figuras (2.Ar armazenado na tubulação Fonte: Val-Matic Valve. Quanto maior a temperatura maior a possibilidade de saída de ar da água. Figura 2. As bolhas geralmente possuem diâmetros entre 1mm a 5mm.

Ar criado na bomba submersa de poço tubular profundo Fonte: Val-Matic Valve.2 .Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.2. 1993 2.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 2.

3.Ar criado por descarga de hidrante Fonte: Val-Matic Valve.3 .Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 2. 1993 2.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.

além do desgaste dos rotores. Para isto usa-se o que se chama NPSH (net positive suction head) e há duas. sem que a temperatura do líquido mude. 2005 os pacotes de ar nas tubulações diminuem a seção transversal reduzindo a capacidade de escoamento.4. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura. Em bombas ou turbinas a presença do ar diminui a eficiência. 1993 2. causa vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2.Tipos de ventosas Fonte: Val-Matic Valve. uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH. Os efeitos mecânicos. Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor.4 . Em bombas teremos a cavitação. 2. Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba. Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido. Em transientes hidráulicos a entrada do ar causa problemas sérios na tubulação inclusive o rompimento da mesma.2 O ar é um problema? Conforme Lauchlan.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 2.

2. O transporte de ar é máximo quando o escoamento for vertical de baixo para cima e mínimo quando o escoamento for vertical de cima para baixo. Qar/ Qágua = 0. Onde os efeitos da tensão superficial são desprezíveis a velocidade critica da água para mover as bolhas de ar é proporcional a (gD)0. Vc/ (gxD)0. 1991 in Lauchlan.5 V= velocidade média a montante (m/s) g= aceleração da gravidade =9.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. Se a capacidade de transporte é excedida em escoamento em condutos. Em águas estagnadas a capacidade de transporte é zero e o as bolhas de ar chegarão a superfície.4 Sendo: Qar= vazão do ar (m3/s) Qagua= vazão da água (m3/s) Fr= número de Froude= V/ (g x y) 0. 2005 não há uma solução analítica do transporte de bolhas de ar pelas tubulações aceita por todos os especialistas apesar de que os resultados são baseados em experiências.5 .Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 2.5 Critérios para o movimento do ar nas tubulações Conforme Little. Bendikse.3 Mecanismo de movimento do ar Conforme Kobus.0066 x (Fr – 1) 1. 2002 in Lauchlan.4 Ar em ressalto hidráulico Em ressalto hidráulico o valor da entrada de ar pode ser estimado pela equação conforme Lauchlan.5 sendo g a aceleração da gravidade e D o diâmetro do tubo.5 Sendo: Vc= velocidade crítica da água para o ar se movimentar (m/s) 2. Falvey. Em movimento lento a entrada de bolhas de ar é distribuída em todo o líquido o escoamento pode mudar drasticamente devido as bolhas de ar. 1980 e Wisner et al 1975 in Lauchalan.05m/m). Em canais abertos com alta velocidade o transporte de ar aumenta com o aumenta da velocidade e intensidade da turbulência do escoamento.6 Equação de Kalinske e Bliss Experimentalmente Kalisnke e Bliss obtiveram a equação que mostra a velocidade crítica da água para que o ar se mova na tubulação descendente com declividade maiores que 5% (2.509 x (tan(Θ)) 0.9º ou 0.81m/s2 y= altura do nível da água a montante (m) 2. 2005. 1984. do número de Froude. Em condutos fechados o transporte de ar é dependente da orientação do escoamento. 2005 o movimento do ar nas tubulações se passa da seguinte maneira: O transporte da água depende da razão entre a velocidade da água e a velocidade de ascensão da bolha de ar. 2005 mostraram que a velocidade crítica da água para mover as bolhas de ar é função da tensão superficial. o ar ficar em pacotes na parte alta da tubulação. 2. do número de Reynolds e da declividade da tubulação.5 = 1.

05 0.5 0.81m/s2 D= diâmetro da tubulação (m) Θ= ângulo da declividade descendente (radianos) Para arrastar o ar numa tubulação de 300mm com declividade de 0.2 0.349 0.5 0.262 0.02 2.36 0.07 0.79 0.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade =9.175 0.09 0.27 0.67 0.36 0.349 0.349 0.349 Declividade (m/m) 0.58 0.4 0.3 0.27 0.77m/s.18 0.75 0.26 1.63 0.5 Ângulo Θ graus radianos 2.27 0.175 0.56 0.6 .2 0.05 0.4 0.9 4 5 10 15 20 2.07 0. D (m) 0.36 Velocidade critica m/s 0.55 1.9 4 5 10 15 20 0.27 0.051 0.09 0.09 0.051 0.73 2.4 0.18 0.9 4 5 10 15 20 2.48 0.89 1.3 0.070 0.262 0.4 0.07 0.5 0.09m/m (9%) é necessário uma velocidade mínima de 0.070 0.99 1.28 0.3 0. Tabela 2.262 0.2 0.88 0.3 0.09 1.5 0.262 0.34 1.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 2.087 0.05 0.2 0.05 0.1.9 4 5 10 15 20 2.087 0.40 1.070 0.4 0.18 0.68 0.07 0.051 0.36 0.070 0.175 0.051 0.087 0.5 0.09 0.2 0.4 0.80 0.18 0.175 0.77 1.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kalinske e Bliss.88 1.3 0.56 0.087 0.2 0.3 0.09 1.

436 30 0.28 1.83 3.70 0.2 0.41 2.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Davies e Taylor.785 50 0.84 1.43 1.27 0.873 55 0.2 0.19 1.3 0.00 1.44 1.2 0.3 0.00 1.34 1.524 35 0.47 0.349 25 0.3 0.61 1.3 0.53 2.11 2.698 45 0.84 1.31 2.27 0.7 Equação de Kent Para tubulações com declividades que variam de 15º a 60º temos: Vc/ (gxD)0.3 0.873 55 0. 1950 para movimento vertical Vc/ (gxD)0.17 2.73 0.262 20 0.86 2.7 .2 0.698 45 0.58 0.56 1.73 Velocidade critica m/s 1.09 3.2 0.37 2.77 1.960 60 1.3 0.436 30 0.524 35 0.5 Tabela 2.2 0.59 2.611 40 0.262 20 0.40 0.5 = 0.611 40 0.3 Ângulo Θ Graus radianos º 15 0.2.78 1.5 = 0.5 x (sen(Θ)) 0.57 0.3 0.47 0.047 Declividade (m/m) 0.8 Equação de Davies e Taylor.36 0. D (m) 0.960 60 1.2 0.70 0.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.Velocidade crítica da água para começa a arrastar o ar nas tubulações conforme equação de Kent.349 25 0. 1950 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.3 0.3.43 1.77 1.09 1.2 0.3 0.97 2.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 2.2 0.33 Tabela 2.58 0.047 15 0.19 1.80 0.94 2.73 0.65 0.2 0.785 50 0.55 + 0.46 0.36 0.

66 0.76 0.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Benjamim.Valores da velocidade critica em função do diâmetro da tubulação conforme equação de Corços. 2003 Para mover o ar em uma tubulação por gravidade em áreas rurais e prevenir a acumulação de ar temos: Vs/ (gxD)0.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 2.11 Remoção de ar nas ventosas Conforme CIRIA Report 179 in Lauchlan. Tabela 2.10 Equação de Corcos.20 1. De modo geral as velocidade do ar nas ventosas não deve ser maior que 30m/s (trinta metros por segundo).Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2.5 = 0.5.8 .41 1. G. 1968 para movimento horizontal Vc/ (gxD)0.55 1.638 Sendo: Vs= velocidade mínima para mover um pacote de ar estacionário. 1968 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0. 2005 a ventosa deve ser posiciona estrategicamente em um ponto para a permitir a entrada e saída de ar quando da tubulação estiver funcionando ou quando a mesma está sendo dada uma descarga.89 1.9 Equação de Benjamin.542 Tabela 2.09 1.77 0.26 1.93 1.07 1. 2003 D (mm) 150 200 300 400 500 600 700 Vc (m/s) 0.4. Posicionamento das ventosas: 2. As ventosas são de orifícios pequenos e orifícios maiores que 25mm.5 = 0.42 2.31 1.67 2.

AWWA A AWWA Manual M51 que se refere a ventosas possui também as suas recomendações. Saint Gobain • A Saint Gobain sugere que as tubulações sejam assentadas na declividade mínima de 1: 250 (0. Distância entre as ventosas O professor S. Ls= 85 x D/ 150 Sendo: Ls= comprimento crítico entre as ventosas (m) D= diâmetro do tubo (mm) A Tabela (2. • Quando a ventosa for instalada no ponto alto.5 2.34 x a x (g x h/ Dar )0.002m/m) é sugerida como o mínimo gradiente que deve ser construída uma tubulação. van Vuuren da Universidade de Pretoria.004m/m) no trecho descendente de 1: 500 (0.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 2. 1990 sugere que o intervalo entre as ventosa seja dada pela equação. Esta regra é muito importante. J. Tabela 2. Saída de ar pelas ventosas Stephenson.9 . Considerações gerais • A velocidade mínima da água para que o ar se movimente deve ser de 1m/s a 2m/s. Qa= 0. Para trechos longos descendentes e horizontais são seguidas as mesmas recomendações.002m/m) no trecho ascendente.Distância máxima entre as ventosas conforme Van Vuuren. 1990 D (mm) 150 200 300 400 500 600 Ls (m) 85 113 170 227 283 340 O fabricante de ventosas Vent-O-Mat da África do Sul recomenda que em tubulações ascendentes deve ser colocada uma ventosa em cada 600m de rede.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 As ventosas devem ser colocadas nos pontos altos da rede e uns 3m ou 4m abaixo do ponto alto na direção de declividade. • A declividade de 1: 500 (0. a mesma deverá estar alguns metros (3 m ou 4 m ) na parte descendente.0033m/m).6) fornece o comprimento critico entre ventosas conforme o diâmetro da tubulação. 1983 baseado na teoria dos orifícios desenvolveu a equação para a vazão de ar pela ventosa. • A distância mínima entre as ventosas varia de 50mm a 800m. É recomendada a declividade mínima no trecho descendente de 1: 300 (0.6.

64x d d=D/ (10 x 9. 1% do diâmetro d= diâmetro da ventosa (m) D= diâmetro do tubo (m) Então o orifício deve ter cerca de 1% do diâmetro do tubo para expelir 1% de ar na tubulação 2.01D2=93xd2 D/10=9.34 x a x (g x h/ Dar )0. Válvula de retenção 2.01 x 1m/s x A= 93x a 0. Chaminé de equilíbrio 3.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Sendo: Qa= vazão de ar (m3/s) a= área do orifício (m2) g= aceleração da gravidade = 9. Tanques unidirecionais 4.3 x a= Para sair 1% de ar da tubulação de água com a velocidade de 1m/s e na pressão absoluta de 10m que é o mínimo para não haver vácuo temos: Qa= 0. Ventosas 5.81 x 10/ 1.01 x 1m/s x PI x D2/4= 93 x PI x d2/4 0.34 x a x (9.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 2. Volante de inércia 7.64)=0.5). Bypass 6.81m/s2 h= pressão (m)= 10m Dar= densidade relativa do ar na pressão inicial = 1.15x10-3 )0.01 z D ou seja.15 x 10-3 Fazendo-se as substituições achamos: Qa= 0.10 . Válvula de alivio 2.5 0. As medidas mais comuns são: 1. Reservatório ou câmara de ar comprimido 8.01x D d=0.5 Qa= 99.12 Medidas para evitar golpe de aríete Existe uma variedade muito grande de dispositivos para evitar os golpes de aríete devendo-se estudar as mais adequadas conforme Figura (2.

sendo que as outras 11 ventosas não fizeram diferença. Foram colocadas aleatoriamente 4 ventosas e a vazão chegou praticamente a 90 L/s. 2.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 2. 2.mas em redes de distribuição devemos ou não instalar ventosas? O meu ponto de vista é que devemos instalar ventosas nos condutos principais para evitar em descargas e enchimento que as ligações de água se transformem em ventosas.14 Os rodízios e o ar nos hidrômetros Conforme a NBR 12218 de julho de 1994 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) de Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público.5. e a pressão dinâmica mínima.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Figura 2. é instalar um Manômetro Registrador junto a torneira do cavalete de entrada de água potável do concessionário. diz que a “pressão estática máxima nas tubulações distribuidoras deverá ser de 500 kPa. um dispositivo para registrar automaticamente em gráfico as pressões durante um dia inteiro ou durante sete dias. Dica: recomendamos que em rede de distribuição sejam instaladas ventosas nos condutos principais.Esquema das varias soluções existentes para proteção do golpe de aríete. Em adutoras todos são unânimes em afirmar que devemos instalar vem tosas. a localização das ventosas é difícil de ser feita. Fonte: Stephenson. de 100kPa”. É possível pressões mais elevadas do que 50 mca e menores que 10 mca. O porque até hoje não sei.13 Ventosas em redes de distribuição Apesar de existir inúmeras equações e recomendações. A vazão que chegava na ETA Cumbica era de 90 L/s e passou para somente 30 L/s. Uma maneira de se comprovar a variação das pressões. Isto significa. que a pressão máxima deve ser de 50 metros de coluna de água (mca) e a pressão mínima deve ser de 10 mca. 1981.11 . desde que justificadas. Lembro que uma vez numa adutora de 8km o antigo DAE tirou todas as 15 ventosas de uma vez só para manutenção. 2.

As residências têm as suas instalações hidráulicas de água iniciadas após o cavalete. Ainda na mesma Portaria 246/2000 do INMETRO.0%. Na região Sul e Centro-Oeste temos 6. variando com o tempo a vazão e a pressão.7% de água doce . No Brasil de modo geral. como é comum no Brasil. que possui 12% das reservas mundiais de água doce. 2. que estando a caixa vazia. Normalização e Qualidade Industrial). o hidrômetro deverá ser instalado de tal maneira que ”esteja permanentemente cheio de água. onde recebem água do serviço público. não existe o problema de falta de água ou de rodízios freqüentes.3% e 6. o volume de água que o atravessa”. Com os problemas de freqüentes falta de água no Brasil. Uma outra observação importante e pouco aplicada no Brasil. o abastecimento primeiramente vai até a caixa d’água e depois vai para a distribuição na residência.12 . em intervalos estabelecidos pelo INMETRO ”não superiores a cinco anos”.º 246 de 17 de outubro de 20000 estabelecida pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. nas condições normais de utilização”.5% e 15. naqueles lugares. as concessionárias dos serviços públicos de abastecimento de água. o suprimento de água é menor que a demanda (consumo) e conseqüentemente a distribuição de água potável não é continua. 1 dias com água e 2 dia sem água e assim por diante. Canada.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 2. não bloqueia a entrada de água e nem de ar. Como no Brasil o abastecimento de água é indireto. devem ser previstas ventosas” O grande problema de entrada de ar nas tubulações de rede pública de abastecimento de água potável é na ocasião de enchimento e esvaziamento das linhas. Na caixa d’água existe uma torneira de bóia. que nem sempre é obedecido. Os rodízios podem ser de 12 horas com água e 12 horas sem água. 1 dia com água e 3 dias sem água. o “hidrômetro é o instrumento destinado a medir e indicar continuamente.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 A NBR 12218/94 prevê que a distribuição de água potável aos consumidores seja de “forma contínua em quantidade e pressão recomendadas”. fazem os denominados rodízios de água. Frisamos que o hidrômetro é destinado a medir a água que passa pelo mesmo e não o ar. Ventosas na rede de distribuição A NBR 12218/94 prevê que “nos pontos altos dos condutos principais.1 dia com água e 1 dia sem água. pois. enquanto que no Nordeste e Sudeste temos 3. é que o INMETRO através da citada Portaria 29/94 exige que as verificações periódicas são efetuadas nos hidrômetros em uso. Infelizmente não temos experiências nos Estados Unidos. Isto significa que o hidrômetro deve ser revisado pelo serviço público pelo menos de cinco em cinco anos. No Brasil a água doce está concentrada na região Norte com cerca de 68. Europa e Japão a respeito dos rodízios.5%. O aparelho que mede a água: hidrômetro Segundo a Portaria n.

7) mostra como funciona: 2. Para expulsar o ar. A Tabela (2. mas aumentando a pressão do ar. Ventosas no ramal domiciliar das ligações de água Quando são feitos os rodízios. pois. haverá influência de ar na rede. Após a passagem do ar vem em seguida a água. na ocasião do enchimento da rede de distribuição com água. ou seja. enquanto que no esvaziamento temos cerca de 10%. funcionando como eliminador de ar todas as ligações de água. Ultimamente vem sendo vendidas ventosas de latão ou plásticos ou mistas. o ar é empurrado dentro das tubulações. O enchimento da rede provoca cerca de 90% do ar nos hidrômetros. não havendo a purga do ar.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 causando movimento desordenado do ar dentro das tubulações e acumulo de ar em pontos elevados. quando queremos que entre o ar na rede. para serem instaladas em cavaletes para eliminar o ar antes que chegue aos hidrômetros. nenhuma ventosa de cavalete que realmente elimine todo o ar no cavalete. ou seja. ficando a mesma toda amassada de fora para dentro.13 . As ventosas também servem. não funcionam. em torno de 2mca e neste caso reduzem o ar de 10% a 35%. sendo que parte é expelido pelas ventosas existentes e parte continua até atingir as residências entrando pelos cavaletes e passando pelo hidrômetro. seria a revisão ou troca das ventosas existentes e colocação de ventosas adicionais nas redes primárias em pontos altos. As ventosas na redes de maior diâmetro eliminam uma parte do ar. 6% a mais de consumo de água durante o mês. o hidrômetro passa a marcar como se fosse água. A melhor solução para as ventosas de rede. ainda não existe no mercado nacional. pois o próprio ar fecha a ventosa. Assim para 30 dias de rodízio teremos três vezes mais problema de ar nos hidrômetros. não funcionaram conforme o previsto. Até a presente data. Na prática a pressão do ar é bem maior que 2mca e as ventosas dos cavaletes. Aguardamos o resultado de testes em novas ventosas que realmente funcionem. pois. concluiu com 96. são instalados dispositivos denominados ventosas.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 2. mas no entanto não resolvem totalmente o problema de ar nos hidrômetros causado pelos rodízios. Desconto na conta d’água devido aos rodízios Em havendo rodízios. Nas tubulações de pequeno diâmetro. sendo que o restante 65% a 90% do ar é medido pelo hidrômetro como sendo água. Pesquisas feita em 1997 em região com abastecimento de água potável com rodízio de 1 dia sem água e 2 dias com água (10 dias de rodízio durante o mês).7% de probabilidade que o usuário paga cerca de 2% a mais de água devido ao problema de ar no hidrômetro. ou seja. Na prática são instaladas ventosas principalmente nas tubulações de grande diâmetro e nas tubulações de aço. Um grande fabricante de hidrômetros em Minas Gerais construiu há uns anos uma ventosa de cavalete e pouco tempo depois a retirou de circulação. com a produção de vácuo relativo. As vendas destas ventosas está cada vez maior. purgar. pois é grande o desespero dos usuários que vêm sua conta aumentar com os rodízios de água. Existe uma proporcionalidade entre o número de rodízios no mês e o ar medido pelos hidrômetros. Mas na prática estas ventosas que são instaladas em cavaletes só funcionam quando a pressão do ar é baixa. principalmente em tubulações de aço. praticamente não são instaladas ventosas. haverá o colapso da tubulação. Um pouco de ar não faz o hidrômetro girar.

principalmente em locais onde existem tubulações antigas de ferro fundido. Dica: ventosinha não funciona no ramal predial 2. água mineral ou ainda ferver a água de torneira durante o mínimo de 15 minutos. É a retrossifonagem. Quando o usuário tiver alguma dúvida sobre a qualidade da água para beber.7. pode ocorrer a formação de vácuo relativo e a água poluída que está perto da tubulação entra na mesma. quando esta se esvazia.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 Tabela 2. sugerimos usar filtro ou purificador doméstico. A grande necessidade de se manter uma pressão mínima de 10mca exigido pela ABNT é uma medida sanitária para assegurar que não exista penetração de água poluída existente próxima a tubulação. adotando-se uma tarifa mínima 10m3/mês para todos os imóveis da área afetada pelo rodízio.5 2 Número de rodízios no mês 10 15 30 10 Aumento do consumo de água devido a influência do ar 2% 3% 6% 2% Na área de rodízio haverá casos em que a influência do ar será muito grande.Método de14 Hardy-Cross Capitulo 2. Haverá usuários em que a influência do ar será significativa e a análise deverá ser caso a caso. para ser feito o abatimento adequado e verificando se não houve um aumento de consumo do usuário. Em conclusão. devendo para isto ser pesquisadas as casas vizinhas da mesma quadra e as da quadra em frente ao imóvel em questão. Deverão ser tomadas todas as cautelas pelas concessionárias de abastecimento de água potável no que concerne ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Lei 8078 de 11 de setembro de 1990) no seu artigo 6º parágrafo X: “São direitos básico do consumidor a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral”. Nos casos de o abastecimento ser completamente descontrolado. onde há uma mistura da água limpa com a água suja denominado pelos americanos de cross-connection.14 . praticamente não se faz a leitura dos hidrômetros. Problema sanitário com os rodízios O maior problema nos rodízios no sistema de distribuição de água potável é sanitário. com os rodízios os hidrômetros não funcionam corretamente devendo haver um desconto geral no volume de água conforme o número de rodízios feitos durante o mês. Quando a rede está com pressão e existe um pequeno vazamento a água sai da tubulação e quando a rede fica vazia.5 1 Número de dias sem água 1 1 0.Número de rodízios e influência do ar Número de dias com água 2 1 0. Um outro problema é a água aparecer barrenta.

Report SR 649 April. DAVID.Ar em tubulações 4 dezembro de 2007 2. 2a ed Elsivier scientific publishing company. Pipeline design for water engineers. 1981. HR Wallingford. ISBN-0444-41669-2. 2005. Air in pipelines. C. 2.Método de15 Hardy-Cross Capitulo 2.15 . et al.14 Bibliografia -LAUCHALAN. S. 84 páginas -STEPHENSON.

Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 3.1 .com.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.br Previsão de consumo de água 3.

estruturas da tarifas. O Uso Não Consultivo da água é aquele em que a água é um meio para um fim desejado.com. O total da água trata é a Água Produzida e o Abastecimento de Água é toda a água necessária para uma cidade.. meses ou anos. O uso da água pode ser dividido em duas categorias: uso consultivo e uso não consultivo. tamanho dos lotes etc. dias. dados históricos da taxa de crescimento dos empregos. e) Clima: temperatura.1976). medidas de redução do consumo de água. falando propriamente.2 . É o caso das usinas hidrelétricas. O Uso Consultivo da água é aquele que água tem um fim em si mesma. Primeiramente não existe nunca uma previsão perfeita. isto inclui o abastecimento de água.Previsão de consumo de água 3. tempo e espaço. suprimentos particulares. Isto inclui as populações e indústrias futuras. qualidade. semanas.1 Introdução Uma das coisas mais difíceis de ser feita é a previsão da demanda em um sistema de abastecimento de água potável. sendo o seu destino por exemplo o abastecimento público. f) Estatísticas de água: preços. tem erros que vão de 5% a 10% podendo chegar a mais de 30%. Os principais dados necessários para uma previsão são: a) População: projeções e tamanho da família. 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. Mesmo a melhor previsão feitas em países do primeiro mundo. Há inúmeras incertezas em uma previsão podendo ocorrer uma grande variedade de erros. do transporte e da recreação. Geralmente uma previsão tem de 15 a 25 anos para médio prazo e para longo prazo cerca de 50 anos. A previsão contudo não é um método científico. d) Outros fatores econômicos: índices de inflações. sendo portanto um conceito analítico. b) Moradia: quantidade de pessoas por moradia. perdas d’água. Projeções dos empregos agregados e desagregados.br Capitulo 3. g) Conservação da água: medidas futuras de conservação da água. aceitabilidade pelo público etc. A Demanda da Água é quantidade de água a ser consumida na unidade de tempo com um preço determinado. c) Empregos: total de empregos por cada setor industrial. A Previsão de Demanda de Água é baseada nos usos anteriores da água. chuvas. evapotranspiração.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 3. novas tecnologias e as novas peças que economizam água. dados históricos mensais por economias e por categorias. O que vamos tratar é o Uso Consultivo da água. sendo portanto um conceito descritivo. a agricultura. pois. aumento da renda. O futuro para a previsão pode se referir a horas. densidade de moradias. A Previsão da Demanda da Água é uma estimativa do futuro com quatro dimensões: quantidade. projeção do aumento da renda. O Uso da Água se refere a quantidade de água necessária para atender aos vários fins a que se destina. no uso atual e no uso futuro. o futuro não existe (Encel et al. a indústria e mineração.

Tabela 3. por exemplo.com. preço da água etc) c) Métodos Probabilísticos (verifica as incertezas nos métodos anteriores) No Método de um Simples Coeficiente tem somente uma variável explanatória que pode ser aplicada. lotes grandes 25 a 75 Casas isoladas. mas não é consistente e de modo geral não fornece uma boa previsão.br Existem segundo Boland et al (1981) e Tung (1992) três métodos básicos de previsões: a) Método de um simples coeficiente (quota per capita. o volume de água por ligação de água ou o coeficiente unitário para método desagregado. Uma das maneiras mais práticas e usadas é a densidade em habitantes por hectare.Densidade media conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) Áreas periféricas. volume por ligação. Para o método do simples coeficiente vamos citar dados da AWWA (1991) referente a quota per capita relativa ao número de consumidores: A previsão de população e consumo de água é mais arte do que ciência. lotes médios e pequenos 50 a 100 Casa geminada de 1pavimento 75 a 150 Idem 2 pavimentos 100 a 200 Prédio de pequenos apartamentos 150 a 300 Áreas comerciais 50 a 150 Áreas industriais 25 a 75 Densidade global média 50 a 150 Áreas industriais 1 a 2 L/s x ha 3. 3. volume mensal / empregado para cada tipo de indústria) b) Métodos de Múltiplos coeficientes (chuvas. Este método é bom para previsões a curto prazo.3 . Este método é bom para uma avaliação preliminar do problema. Exemplo do coeficiente unitário é a previsão de consumo industrial. mas são bastantes questionáveis para previsão a longo prazo.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. a quota per capita. Existem varias tabelas sobre o assunto. pois usa poucos dados. baseado em volume de água gasto por operário em determinado tipo de indústria. pois temos que considerar a situação de inicio e a de futuro.1. renda.2 Previsão usando densidade A previsão de consumo é muito difícil.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 3.

com. etc. Bruce Billings e C.64 73.14 56.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.55 x DH Sendo: AI= área impermeável em porcentagem DH= densidade habitacional (hab/ha) Tabela 3.86 + 0.64 62. O livro de Previsão de Consumo de água de Plínio Tomaz também deverá ser consultado.4 .br Tabela 3. É normal e aceitável a variação na previsão de população de 10% a 20% sendo a média de 15%. densidade (hab/ha).3 Cenários de previsão de consumo de água Os cenários futuros para previsão de população podem variar bastante desde as condições climáticas. AI= -3. 3.14 89.14 78.14 23. comercial e de indústrias leves 600 Bairros comerciais com edifícios de escritório 1000 O professor Tucci desenvolveu por análise de regressão linear equação que fornece a área impermeável em função da.14 34.2.64 51.3.Densidade média conforme o tipo de ocupação do solo Tipo de ocupação de áreas urbanas Densidade (hab/ha) 2 Bairros residências de luxo com lotes de 800m 100 Idem 450m2 120 2 Idem 250m 150 Bairros mistos residencial e comercial com prédios até 4 pavimentos 300 Bairros residências com até prédios até 12 pavimentos 450 Bairros misto residencial. ilhas de calor.Densidade habitacional em função da área impermeável DH (hab/ha) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 30 140 150 160 170 AI (%) 12. programas de conservação da água.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 3.14 45. R. tarifas de água. nível de renda da população.64 18.64 3.14 67.64 40.64 29.64 84. Vaughan Jones elaboraram para a AWWA o livro sobre Forecasting Urban Water Demand que deve ser consultado pelos especialistas.

CETESB. 7. Barnes et al. Método aritmético 2. 5. economia e outras. 4. Vi várias previsões de população e de consumo de água para Guarulhos e todas elas sem exceção deram erros muito grandes.br Um dos métodos que podem ser usados é o Método de Delfos usado inicialmente pela Força Aérea dos Estados Unidos. 1994 apresenta sugestão de oito métodos para previsão de população. apesar de os processos usados serem muito “modernos”. Os principais métodos utilizados para as projeções populacionais são (Fair et al.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. Método da previsão de cluster de nascimentos: é escolhido um grupo de pessoas nascidas num certo período e daí se fazem as previsões. Todas as informações são levada somente a uma pessoa (oráculo) que faz a condensação dos dados.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 3. Método da razão: pensa-se que a cidade segue o crescimento da região. Metcalf & Eddy. O resultado será o melhor possível que nem os método cientifico mais modernos podem conseguir. Qasim.com. Método geométrica 3. 1981. Método Logístico 3. Método de crescimento geométrico 3. 1968. Método de crescimento aritmético 2.5 .5 Previsão de população Qasim. 1991): Vamos apresentar somente os três métodos clássicos para previsão de população: 1. 1985. Método da curva logística: é a curva em forma de S onde atinge a população de saturação. Método de taxa declinante de crescimento: onde a população atinge um ponto de saturação prefixado. 1. Nota: tive oportunidade de ver uma previsão de população de Guarulhos feita em 1964 e que saiu totalmente da realidade. agricultura. 3. Método gráfico de comparação entre cidades similares: são comparadas cidades similares e se fazem projeções iguais. onde um grupo de especialistas que não se conhecem fazem as varias estimativas de futuro em varias áreas do conhecimento como engenharia. 6. 1978. Método da previsão de empregos 8.

422 17.523 18.876 189.894 662.426 387. Tabela 3.994 1.940 773.993 1.000 893.992 1.991 1.987 1.518 717.975 1.989 1.980 1.159 414.972 1.000 857.811 15.com.926 283.6 .062 581.973 1.197 1.326 102.985 1.455 384.273 23.982 1.000 48.000 2.990 1.000 828.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.4.940 1.627 24.885 59.294 900.000 52.986 1.997 1.186 22.745 19.979 1.000 801.751 355.497 182.967 1.826 304.469 24.998 1.237 972.281 50.996 1.br 3.779 6.660 35.977 1.072.047 325.969 1.983 1.000 761.000 811.000 916.682 565.000 739.976 1.000 7.550 205.984 1.690 806.000 746.690 55.045 728.301 95.744 97.000 35.101 101.968 1.869 223.981 1.726 325.026 263.995 1.697 86.526 366.677 41.268 539.4).162 90.546 833.Dados da população de Guarulhos conforme censo IBGE ANO POPULAÇÃO TOTAL RURAL URBANA (Hab) (Hab) (hab) 13.000 863.343 296.264 500.181 597.580 81.000 922.966 1.678 672.073 33.001 1.988 1.978 1.6 Dados de população de Guarulhos Primeiramente vamos fornecer os dados da população de Guarulhos segundo o IBGE conforme Tabela (3.908 104.723 45.093 77.000 794.975 532.717 3.099 196.000 55.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 3.863 444.439 6.489 68.000 680.989 209.776 77.480 630.999 2.237 6.960 1.567 473.126 242.970 1.754 236.326 407.974 1.145 463.585 266.000 5.626 345.950 1.197 173.304 17.271 503.528 158.971 1.000 709.486 37.000 771.226 428.226 221.294 6.

Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 3.Po)/ (t1.7 . Nogami do livro Técnica de Abastecimento de Agua será: r= (P1-Po)/ (t1-to) A população P será: P= Po + r (t – to) Tabela 3.to) = (35523-13439) / (1950 – 1940) =2208 e assim para os demais anos conforme Tabela (3.006 1.179 1. Yassuda e Paulo S.5-População de 10 em 10 anos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 3.6) 3.br 2.com. Tabela 3.251.004 2.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.253 Na Tabela (3.002 2.283.5) estão os dados com intervalos de 10anos desde 1940 até o ano 2000.005 2.6-Razão para o método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1908637 2744557 3859117 Aritmético Razão 2208 6575 13554 29610 27309 26672 Considerando Po= 1940 e P1= 1950 a razão será: r= (P1.003 2.7 Método aritmético Considerando os valores das populações Po e P1 no tempo to e t1 a razão ou taxa de crescimento aritmético neste período conforme prof Eduardo R.

1.7.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 3.com.br População de Guarulhos População (habitantes) 1500000 1000000 500000 0 1940 1960 1980 ano 2000 2020 Figura 3.8 .Gráfico da população de Guarulhos de 1940 ao ano 2000 Considerando a méda das três ultimas razões teremos: Media =27864= (29610+27309+26672)/3 P= Po + r (t – to) Considerando to=2000 e Po= 1072717 P= 1072717 + 27864 (t – 2000) Contando-se to a partir do ano 2000 Para t=2010 teremos: P= 1072717 + 27864 (2010 – 2000) Tabela 3.Previsão de população de Guarulhos usando método aritmético Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1351357 1629997 1908637 2187277 3.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.

03 Adotando a razão q= 1. P= Po . log [(K-Po)/Po] Tomando-se o valor de Po para o ano de 1980.072. P2 .P12) b= {1/ (0.8 Método geométrico A previsão de população conforme FHSP.03 obtermos para o ano 2030. q= (P1/Po) (t1-to) q= (806000 / 1072717) (2000-1990) =1. q (t-to) q= (P1/Po) (t1-to) Dados: Ano 2000 Ano 1990 P1=1.718 a-bt ) Sendo que o valor de K se obtém: Ps = [2. Po= 806.com.Aplicação do método geométrico para Guarulhos Geométrico Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1441642 1937446 2603766 3.P1.Po. 1967. 3. log { [Po (K-P1)]/ {P1 . 1967 pelo método geométrico será: P= Po . No caso d=10anos t2=2d a = (1/0.4343) .766hab Tabela 3.br 3.03 (2030-1990) =2. (K-Po)}} to=0 t1=d.4343 x d)} . q (t-to) P= 806000 x 1.9 .9 Método Logístico O método logístico prevê uma população de saturação denominada K que é considerando um limite superior conforme FHSP.717 hab.P2 – P12 .000 hab.8.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. P1 para o ano de 1990 e P2 para o ano 2000 acharemos o valor de K. (´Po+P2)] / (Po .603.Método de Hardy-Cross 9 Capitulo 3. P= K / (1 + 2.

P= 1558889 / (1 + 2.P12) K = [2x532908x806000x1072717 – 8060002 .Aplicação do método logístico para Guarulhos Ano 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Pop (hab) 13439 35523 101273 236811 532908 806000 1072717 1277850 1408570 1482139 Logística K=1558889 b=0. (2010-1980 )= 1. (1558889532908)}}= -0.718 0.Valores de Po.07232.65504-0.4343 x d)} .718 0.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol.65504-0.07232125 a=0. b= {1/ (0.718 a-bt ) P= 1558889 / (1 + 2. log { [Po (Ks-P1)]/ {P1 .t ) O tempo começa a contar de 1980.558.65504716 P= Ks / (1 + 2.8060002)= 1. Para o ano 2010 teremos a diferença 2010-1980 que serás de 30 anos ficando assim. P1 e P2 Valores Po P1 P2 ano 1980 1990 2000 População 532908 806000 1072717 K = [2.10. log [(1558889-532908)/532908]= 0.889 Portanto. log [(K-Po)/Po] a = (1/0.com.Po. a população de saturação será de K=1.9. (´Po+P2)] / (Po .889 habitantes.4343) .65504716 Po. t2 3.P1. pois to=1980.07232125 a = (1/0.850 Tabela 3. to P1.Método de10 Hardy-Cross Capitulo 3. P2 . (´532908+1072717)] / (532908x 1072717 .558.07232.P2 – P12 . (Ks-Po)}} b= {1/ (0.br Tabela 3. log { [532908 (1558889-806000)]/ {806000 .277. t1 P2.10 .4343 x 10)} .4343) .

5x 2. Em abastecimentos semelhantes poderemos usar os valores médios estimados Tudo se passa como se existisse um coeficiente K3 para quando não houvesse reservatórios e K3=2.50 sendo que K1 x K2 x K3=3. Conforme Tsutiya. Fayer et al. 2004 cita que a Sabesp tem quota per capitã efetiva varia de 130 a 273 L/dia x hab sendo a media de 221 L/hab x dia. et al. 2004 cita Thomas Walski que recomenda k1 entre 1.2 a 3.11 Perdas de água As perdas na rede de distribuição também deverão ser levadas em contas. 1966 apresenta a Tabela (3. Tsutiya. Salientamos que nos países do primeiro mundo o abastecimento é direto. isto é. 1967 as variações de consumo diárias e horárias são assim definidas.0 a 3. 1966.75 3.20 (antiga PNB 587 da ABNT)e k2=1. k1= maior consumo diário no ano/ vazão média diária no ano k2= maior vazão horária no dia/ vazão méia horária no dia É sempre uma dificuldade estimar o valor de k1 e k2 quando fazemos um projeto.2 a 2.2 e K2=1. as casas e prédios não possuem reservatórios e daí ser necessário introduzir um coeficiente K3 ou admitir o produto K1 x K2 com maior valor de maneira semelhante aos Estados Unidos ou Europa por exemplo.10 Variações de consumo Conforme FHSP. para abastecimento direto Razão Máximo no dia/ média diária (K1) Máxima na hora: media da horas (K2) Faixa normal de variação Varia de 1.0 e k2 entre 3 e 6 para os Estados Unidos.Valores médios de k1 e k2 segundo Fair.50 (antiga PNB 587 da ABNT) que são usados no Brasil para sistema onde o abastecimento é direto. Em um abastecimento direto como o Parque Cecap em Guarulhos onde não há reservatórios.2 e K=3 sendo o produto k1xk2=3. poder-se-ia admitir K1=1. isto é.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. 3.6 Tabela 3.Método de11 Hardy-Cross Capitulo 3.5 K2=2.11 . Usualmente se toma k1=1. Caso fosse incluso 40% de perdas a quota per capita seria de 211+84= 295 L/dia x hab. No Parque Cecap em Guarulhos chegamos a média de 211 litros/hab x dia incluso as perdas.11) que vale para os Estados Unidos onde o abastecimento é direto.o que significa que não estão inclusas as perdas.br 3.11. as casas possuem reservatórios domiciliares. No Brasil é usual perdas de 30% a 45%.0 Varia de 2.com.5=3.0 para K1=1.0 Valores médios K1=1.5 K1xK2= 1.

Roma 31 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8.br Tabela 3. Uma das críticas do método Delfos é que o mesmo pode ser influenciado pelo coordenador do grupo. A base do método é que todos devem ser especialistas e que o grupo seja anônimo e haja um feedback do resultado.Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Paises Perdas (%) Albânia Até 75% Alemanha (média nacional) 8. O método Delfos cobre algumas áreas das filosofias para a procura da verdade.12 .4m3/km e 243 L/propriedade x dia República Checa 20 a 30 Slovenia 40 Ucrania Em torno de 50 3. O método não permite que as pessoas se conheçam e discutam o assunto entre elas.13 Método Delfos É um método estruturado de maneira que vários especialistas respondem um questionário e depois recebem as opiniões do grupo enviadas por um coordenador. Hegel e Singer.8 Alemanha oriental 15. O mínimo de especialistas deve ser de quatro. principalmente em cidades de veraneio. pois ele é quem faz as perguntas adequadas. Leibniz. O método Delfos foi desenvolvido nos Estados Unidos nos anos de1950 pela Força Aérea. O método Delfos deve-se ao modo que os oráculos de Delfos respondiam na antiga Grécia.Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. pois o oráculo era o intermediário entre os conselhos dos deuses e o homem. aquele mais conhecido. Linstone e Murray Turoff do ano de 2002 com 618páginas. para não haver influência e aconteça que as pessoas sigam o líder do grupo.9 Armênia 50 a 55% Bulgária. Sofia 30 a 40% Croácia 30 a60% Dinamarca 4 a 16 Eslovaquia 27 Espanha 24 a 34 Espanha 22 Finlândia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália média 15 Itália. Informações mais detalhadas sobre o Método Delfos pode ser obtido no trabalho “The Delphi Method.12 População flutuante Conforme o caso deve ser levada em conta.12.com. principalmente de Locke. 3.Método de12 Hardy-Cross Capitulo 3. Kant. isto é.Techniques and Applications” de Haroldo A.8 Alemanha ocidental 6. 3.

-QASIM. American Water Works Association. EPUSP. 2004. SYED R.14 Bibliografia e livros consultados -ABNT–Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água. MILTON TOMOYUKI. Edutira John Willey.1994. Denver. 726páginas.BILLINGS.Método de13 Hardy-Cross Capitulo 3. 859 páginas. 1966. BRUCE et al. design and operation. ISBN 0-471-25130-5 3.br 3.13 . Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. -TSUTIYA. Colorado.com. Water supply and wastewater removal. Forecasting urban water demand. GORDON M. et al. Técnica de Abastecimento e tratamento de água. LEO et al. R. NBR 12211/92..Previsão de consumo de água engenheiro Plínio Tomaz 13 dezembro de 2007 pliniotomaz@uol. 1967. Abastecimento de água. ISBN 1-56676-134-4. Abastecimento de água para consumo humano.planing. Belo Horizonte. 2006. -FHSP. 1996. . -HELLER. Wastewatrer treatment plants. 643páginas -FAIR.

Perdas de água 4-1 .Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4.Método de Hardy Cross Capitulo 4.

4-2 . realizado em Copenhague. O Japão e o Brasil usam termos como effectively used water e not effectively used (água efetivamente utilizada e não utilizada: perdas físicas e perdas não-físicas). A International Water Association-IWA mostra que inúmeros países têm conceitos de perda diferenciados. eram praticamente as mesmas. em 1991. não é paga. caminhões-tanque e outras. erros de leitura de hidrômetros e erros cadastrais. chamada pelos americanos de unaccounted-for-water (UFW).84% outras perdas 40. deverão ser estimadas: a água gasta para conter incêndios através dos hidrantes públicos. por alguma razão.04% vazamentos 8. a água dos reservatórios do serviço público.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Capítulo 4. Hong Kong tem também conceitos diferentes. durante um período de 12 meses consecutivos. Tabela 4. hidrômetros impróprios para o consumo. as imprecisões nos hidrômetros. a água que foi extravasada dos reservatórios. Para a Alemanha. produzida ou comprada. A verdadeira perda UFW representa os vazamentos de água. d) Subtraindo o item b do item a e subtraindo o índice c do que restou.1 Introdução A AWWA definiu que é a perda d’água: a) Determinar precisamente a quantidade de água.1. mas há casos em que isto não é possível e. e) A AWWA aconselha que o erro seja calculado. a perda é a diferença entre a quantidade de água que entra num sistema e a soma da água vendida. b) Determinar o total de água vendida através dos micromedidores. Segundo o Congresso Internacional da IWA. a IWA separa a perda em três tipos: vazamentos.Perdas de água 4. principalmente. Assim. entregue ao sistema de distribuição.2). deverá ser realizada a estimativa da água usada. Na Tabela (4. para que não haja falhas na contagem. então. a perda de água é definida como a diferença entre a quantidade entregue ao sistema e a água realmente consumida nas categorias doméstica.0% Total Guarulhos tem dados de perdas de água de toda a cidade desde 1972 e não conheço nenhuma cidade do Brasil que tenha estudo de toda a cidade na época conforme Tabela (4.1) seguem as perdas d’água do SAAE em 1995. c) É importante que toda a água seja medida. furtos de água. teremos a verdadeira perda. micromedição e outras perdas.12% micromedição 12.Método de Hardy Cross Capitulo 4. contas de água subestimada.SAAE 19. comercial e industrial. De modo geral. em volumes. a água de descarga por vazamentos ou para limpeza de redes devido a algum odor ou sabor estranho. incluída a água que é medida e que.Porcentagem de perdas SAAE em 1995 Tipo de perda Porcentagem de perdas .

4-3 .Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4.84 1995 42. a AWWA tinha adotado a taxa de 15% como tolerável. Enquanto isto. quando. para os países desenvolvidos. devido às novas tecnologias e ao crescente custo da água.Método de Hardy Cross Capitulo 4.73 1991 32.77 1990 26.92 1978 24. o que durou até julho de 1996.20 1987 24. Em 1957.46 1981 29.20 1975 32.69 1985 33.16 1973 22.23 1976 24. a Associação Americana de Instalações de Água (American Water Works Association – AWWA). através de comitê especial para o assunto.Perdas de água do SAAE de 1972 a 1995 Ano Perdas de água (%) 1972 29.00 1988 30. índices para as perdas d’água desde que menores que 10 %. para países em desenvolvimento.26 1980 26.86 1977 25. o limite tolerável de 25 % de perdas d’água.36 1982 34.04 1974 19.00 O Banco Mundial e os demais bancos internacionais adotam. a taxa de perda foi diminuída para menos de 10% .53 1994 40. desde julho de 1996. adotou como toleráveis.09 1992 35.31 1984 35.49 1986 27.2.11 1979 25.20 1983 38.49 1993 38.94 1989 34.

3) adaptada de Weimer. Bulgaria 30 a 40 Ucrania Em torno de 50% 4-4 . 2004 Na Tabela (4.Perdas na Europa em 19 de julho de 2007 Perdas (%) Paises Albania > 75 Alemanha (média nacional) 8. 2004 mostra a Tabela (4.4.Índice percentuais de perdas Índice total de perdas (%) Classificação do sistema < 25% Bom Entre 25 e 40 Regular > 40 Ruim Fonte: Tsutiya.4m3/km e 243 L/propriedade x dia Romenia 21 a 40 Sofia.8 Alemanha oriental 15.3. Tabela 4.8 Alemanha ocidental 6. 2001 e Baggioi.9 Armenia 50 a 55 Bulgaria >60 Croacia 30 a 60 Dinamarca 4 a 16 Eslovenia 40 Espanha 22 Finlandia 15 França 30 Hungria 30 a 40 Irlanda 34 Itália 30 Moldavia 40 a 60 Paris 15 Reino Unido 17 Reino Unido 8. 2002 que é o seguinte: Tabela 4.4) estão dados atualizados das perdas de água em cidades e regiões da Europa de 2007.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tsutiya.Método de Hardy Cross Capitulo 4.

7).6. Para o banho se gasta de 16litros a 50 litros conforme se pode ver na Tabela (4. os comentários a respeito de cada tipo de perda são os seguintes: Vazamentos: são as perdas físicas verificadas nas redes e nos ramais prediais. observando-se que a média Européia é de 150 L/dia x hab. Macromedição: deve-se a ausência de medidores ou medidores deficientes na venda de água por atacado ao município de Guarulhos.5. muito parecida com a média brasileira. As demais causas de perdas demonstraram-se insignificantes ou inexistentes.Método de Hardy Cross Capitulo 4.Média de consumo em 19 de julho de 2007 Pais Média de consumo (L/dia x hab) Espanha 260 Lituânia 90 França 160 Alemanha 120 Média da Europa 150 O uso da água em três paises da Europa estão na Tabela (4. Micromedição: neste tema encontram-se englobados os diversos aspectos correlacionados com o sistema atual de micromedição. Podemos observar que o consumo das toilet (bacias sanitárias) está entre 14% a 33% do consumo total. Tabela 4. Tabela 4.5) estão as médias de consumo doméstico de alguns paises e de toda a Europa.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia Suíça (%) (%) (%) 33 14 33 Toilet Banho+chuveiro 20 29 32 Máquina de lavar roupas e pratos 14 30 16 Beber e cozinhar 3 4 3 Vários 27 21 14 Uso externo 3 2 2 Na Europa em média a descarga nas bacias sanitárias é de 9 litros.6).Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Na Tabela (4. incluindo perdas inerentes ao sistema (existência de caixas d’água em 80% dos domicílios e as próprias características 4-5 .7.5L/descarga 6 9 9 Máquina de lavar roupa 80L/ ciclo 74 a 117 75 72 a 90 Lavar pratos 35 L/ ciclo 25 24 27 a 47 Chuveiro 35 L/banho 60 16 30 a 50 Banheira 80 L/banho Em síntese.Uso da água na Europa em 19 de julho de 2007 Inglaterra Finlândia França Alemanha Toilet 9. Tabela 4.

12 8. Habitações subnormais: a este tipo de perda estão associados os aspectos decorrentes da política estadual de abastecimento de água das favelas da Região Metropolitana de São Paulo.8). Gestão comercial: neste âmbito.36 2. falhas de cadastro em habitações subnormais (6. Tabela 4.52 Habitações subnormais 6. por exemplo: o não-cadastramento em tempo real das novas ligações. política de cobrança.04% e que as perdas por ligações clandestinas em favelas é de 1. Como pode ser verificado na Tabela (4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 dos hidrômetros) e deficiências atuais.4 % das perdas .6%. As ligações clandestinas em habitações subnormais (favelas) correspondem a 3.3%) e falhas do cadastro do usuário em gestão comercial (17. como elas constituem 40% deste. enquadram-se várias causas de perdas não-físicas. por exemplo: hidrômetros inclinados.84 Gestão comercial 40.3%). pode ser observado que as perdas d’água por vazamentos são de 19. ligações reativas clandestinas. As perdas não-físicas somam 49% e decorrem de erros na macromedição (5.1%). subavaliações e fraudes de diversos tipos. As perdas físicas são vazamentos (redes e ligações) e constituem praticamente 47.12 2. 51% das perdas são físicas e 49% são perdas não-físicas. no qual podem ser melhor observadas as porcentagens de perdas d’água na Tabela (4.04 19. deficiências diversas de cadastro.4 19. um quadro um pouco diferente. hidrômetros avariados e afins.84 6.Perdas físicas e não físicas Perdas físicas Perdas não-físicas Tipo de perda (%) (%) (%) 19.Método de Hardy Cross Capitulo 4.3%).0% 20. totalizando 20. então. faremos.8. como.4%. hidrômetros com idade de utilização vencida.6 Total Na tabela anterior.88 1.12 Micromedição 3.04 Vazamentos 2. 4-6 . erros na micromedição (20. Como as perdas estão relacionadas ao total do sistema operado e. como.36%.12 Macromedição 8.8).

cem hidrômetros residenciais de 3m3/h x ¾". aleatoriamente. a não ser com o uso de hidrômetros mais sensíveis. Acreditamos que. da AWWA.Método de Hardy Cross Capitulo 4.3 Determinação de parâmetros de execução de vazamentos As pesquisas elaboradas durante três meses e finalizadas em julho de 1993. A estes erros deve ser acrescido os erros nos hidrômetros inclinados de 1. com base em cálculos de orifícios.Perda por micromedição do SAAE de Guarulhos em 1995. devendo ser priorizado o combate aos vazamentos nas ligações.9. Reabilitação de redes Como pode ser observado no quadro acima.00 Condições médias dos hidrômetros 1.46% e a presença de caixas de água totalizando 11.2 Perdas por erros na micromedição do SAAE Guarulhos Foram escolhidos. 4-7 . na micromedição.46 Inclinação dos hidrômetros 11.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. Observa-se que nas redes de água temos somente 9% dos vazamentos mas que correspondem a 48% do volume de água perdido. tais como da Classe Metrológica “B”. O erro médio encontrado foi de 6% para o consumo residencial. o máximo que podemos fazer é passar de 11. que têm vazão mínima de 30 L/h ao invés de 40 L/h.06 Presença de caixas d’água 6. chegaram às seguintes conclusões (aproximadas) que estão na Tabela (4. 4. de Classe Metrológica “A”. segundo recomendação do manual Medições e Detecção de Vazamentos (Audits and Leak Dectection). mais de 90% dos vazamentos são decorrentes de ramais prediais. incluindo hidrômetros inclinados. no Departamento de Manutenção do SAAE de Guarulhos. Porcentagem em relação Perdas por micromedição em ao total de perdas Guarulhos 4. da AWWA.10.52 % Total Quando da presença das caixas d’água. ao invés de proceder ao remanejamento de redes distribuidoras. Tabela 4. o problema é praticamente impossível de resolver.52% para 6% do total de perdas d’água. Tabela 4.9).10).52% de erros na micromedição conforme Tabela (4.Quantidade de vazamentos e água perdida Quantidade de vazamentos Volume de água perdida Pesquisa SAAE de (%) estimada (m3) vazamentos 9% 48% em rede 91% 52% em ramais prediais 100% 100% Total Foram calculados os volumes perdidos nas redes e ligações por método estimativo.

Somente cerca de 40 km de rede de ferro fundido têm em torno de 36 anos de idade.12). Em Guarulhos.86 Aço 691 42. é apropriada. de 422 quilômetros. 4-8 . não deve ser esquecido a necessidade de novos sistemas produtores.620 100.11). tendo sido este fenômeno uma das causas do incremento de perdas nos últimos anos. Ampliação ou implantação de sistemas produtores: Foi demonstrado pela Sabesp que. Pesquisas feitas na Sabesp sobre vazamentos invisíveis estão resumidas na Tabela (4. nas regiões submetidas a rodízios de abastecimento de água induz a um notável incremento de perdas (físicas e não-físicas).65 Ferro Fundido 4 0.Redes do SAAE em 1995 Comprimento SAAE (%) Material (km) 14 0. conforme o material da tubulação conforme Tabela (4.00 % Total Tomando como base o ano de 2008 a rede do SAAE é praticamente nova.4 Redução das perdas físicas nas redes e ligações de água Como foi verificado.11. cerca de 50% das perdas físicas deve-se a vazamentos nas redes e ligações de água. apresentaram a seguinte disposição. possuem pressão maior que 60 mca. além do combate às perdas d’água.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Reabilitação dos ramais prediais A troca sistemática de ramais prediais antigos.47%). As redes de distribuição de Guarulhos.24 PVC 1. o que não é muito (2. As perdas de água ocorrem 40% a mais nas áreas que têm pressões superiores a 60mca.Método de Hardy Cross Capitulo 4. isto é. Tabela 4. A afirmação da Sabesp de que os rodízios aumentam as perdas d’água de uma maneira bastante significativa. É muito importante que seja realizado o rebaixamento de pressões com a utilização de válvulas reguladoras (RPV). de ferro galvanizado. a fim de serem evitados os chamados rodízios no abastecimento de água. por ramais de polietileno de alta densidade (PEAD) deverá prosseguir. em 1995. 25 Fibrocimento 911 56. A Sabesp fez estudos sobre as pressões das redes de água e verificou que 30% da rede têm pressões superiores a 60mca. Portanto. grande taxa de vazamento em ramais de PEAD recentemente instalados. os quais também deverão ser trocados. estimamos que somente 20% da rede de água. 4. possui menos de 30 anos. As pesquisas na SABESP demonstraram. também.

78 551 350 266 79 294 0.22 m3/h 978. 4-9 . e foi de US$ 551. relativos a vazamentos invisíveis. pois pode ser verificado que as redes novas de PVC.18 762.conserto de rede .12.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4.05 0.00 por unidade. considerando a substituição completa do ramal e um acréscimo de preço de 100%. com menos de 30 anos.78 vazamento/km nas redes novas e 1.79 vazamentos por ramais prediais/km conforme Tabela (4.ramais vazamentos /km .0 315. incluindo pavimentação.22 m3/h.19 1. com mais de 30 anos e pressões maiores do que 60 mca.85 extensão de rede pesquisada (km) número de vazamentos encontrados . com pressão maior.13). possuem mais perdas d’água.63 m3/h O custo da pesquisa de vazamentos está embasado em relatórios da Ambitec (SABESP).2 551. têm vazão recuperadora de 1.Método de Hardy Cross Capitulo 4.73 0.5 194. que são executadas anualmente.00 por unidade.pesquisa US$/km . É fundamental lembrar que a Sabesp encontrou 0.ramais . têm 2.51 vazamento/km nas redes antigas.total custos unitários .rede .0 112.55 vazamentos por rede/km e 5. a média é de 0. O custo de reparo da rede distribuidora foi de US$ 350.0 17.Vazamentos invisíveis na SABESP em 1993 Discriminação Redes nova de PVC com menos de 30 anos e pressão menor que 60 mca 94. levando em consideração os preços de materiais e serviços.86 Redes velhas de ferro fundido com mais de 30 anos e pressão maior que 60 mca 247.00 por quilômetro de rede. O custo do reparo do ramal predial foi de US$ 266.63 m3/h.51 551 350 266 551. isto é. A SABESP escolheu duas situações características: redes novas de PVC com menos de 30 anos e pressões dentro das normas e redes antigas de ferro fundido.conserto de ramal com substituição Total vazão recuperadora por km 5 69 0.pesquisa .rede . enquanto as redes antigas de ferro fundido.2 US$ /km 2.68US$ /km 1.32 1. Os resultados são evidentes. para as medições de vazamentos visíveis e invisíveis.conserto rede US$/un . No SAAE.substituição ramal US$/un custos unitários por km de rede .

79 ramais prediais 6. que é de US$ 0.3. deverão ser instaladas válvulas redutoras de pressão.152.32/m3. ou seja.00 durante um ano.535.34 Totais Tabela 4.240.00/ano 132.32/m3 551 / km 194. redes com mais de 60 mca e mais de 30 anos.000. 17. 3.225.153.009.13-Vazamentos/km SAAE 1995 Vazamentos/km SAAE (visíveis) Tipos de vazamentos 0. Para cada dólar aplicado. 5. quantidade e preços totais Preços unitários Quantidade Preços totais Discriminação US$ US$ Extensão a pesquisar para 240 km recuperar 0.00 US$ 189.900.009.152. tomamos a pior situação.900. A pesquisa de vazamentos invisíveis deverá começar nas áreas que possuem mais água disponível e naquelas que têm maiores pressões. Não foram levados em conta os custos de bombeamento com energia elétrica.152.55 redes 5. o que mostra que os serviços são viáveis e que o custo de US$ 189.14.Método de Hardy Cross Capitulo 4. Basta pesquisar 240 quilômetros de rede de água para se ter uma economia de 100 l/s. sendo previsto o custo unitário de US$ 10. teremos cinco dólares de economia de pagamento de água à SABESP. Nestas regiões.600 m3 US$ 1.5 / un. 70 un. 4-10 .00.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Tabela 4.00/189.1 m3/s (100 L/s) Custos Pesquisa Reparo de ramais Reparo de rede Custo Total Volume recuperado por ano Benefício à base de US$ 0.Preços unitários.00 ou seja.009.00 55. operação e manutenção.18 / un.00 nos dará uma economia de US$ 1. Considerou-se somente o custo do metro cúbico da água adquirida da SABESP. Para a previsão de vazamentos em redes e ligações.00 1.900. - 240 km 286 un.00 Verifica-se que a relação benefício/custo é igual a US$ 1. principalmente nos 324 quilômetros de rede de água com pressão superior a 60 mca (20% da rede).

70 40 1. sendo que 70% consistem na substituição das tubulações e os restantes 30% consistem em renovação através de revestimento com argamassa de cimento e areia. 4-11 .Taxa de reposição e vazamento (kmxano) Compr.68/m3 (dados de 16/3/95) 4.6 165 4.32/m3 (dados de 16/3/95) Custo médio domiciliar que o SAAE vende aos usuários: US$ 0.15 30 0.2 85 1. A substituição das tubulações pode ser feita por métodos destrutivos ou não. recomenda-se taxa anual de reabilitação de redes de água de 1.200 0. Tabela 4.5% a 2% ao ano.180 0. Nos métodos não-destrutivos.7 145 2.700 0.Método de Hardy Cross Capitulo 4.200 0.090 0. ou limpeza com polypig ou algum sistema de jateamento.420 0.000 0. não são abertas valas e instalamse novas tubulações aproveitando.25 45 1. A reabilitação de redes de água é muito importante.25 40 0.000 0. Apresentamos.1 1000 Pesquisa na Europa 19881994 Zurique Amsterdã Viena Genebra Hamburgo Munique Milão Antuérpia Budapeste Londres 1 Leak Noise Correlator: equipamento para detecção de vazamento através do som. A limpeza é feita ou através de descargas na rede. ou não.91 40 1. na Tabela (4.7 60 2.200 0.20 70 0. Na Europa.2 500 28.8 125 2. • renovação e • substituição. a tubulação existente.15.15 30 1. mostraram que a média de reabilitação é de 1. A renovação da rede é feita através do seu revestimento com argamassa de cimento e areia. resinas epoxis.5 Parâmetros Pesquisas em tubos de ferro fundido: 4 km/dia/equipe Pesquisas em tubos de PVC: 2 km/dia/equipe Custo médio com o uso do Leak Noise Correlator 1: US$ 551.9 110 3.0 100 5.6 Reabilitação de redes de água Há basicamente três métodos de reabilitação de redes de água: • limpeza. dados de reabilitações de redes de água em várias cidades da Europa (IWSA-14/setembro/1995).92 40 0.00/km de rede linear Custo médio com o uso do geofone mecânico : US$ 300.2% da tubulação existente.00/ km de rede linear Preço que SAAE paga a SABESP: US$ 0.7 60 3. ou outros processos.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4.15).15 45 0. Pesquisas feitas em 32 cidades pela IWSA.060 0.35 40 0. Rede Idade Média Taxa de Expectativa da Vaz/km/ano da rede de reposição de vida rede água (anos) (%) (anos) 1.

Expectativa de vida de diversos materiais Expectativa de vida Materiais (anos) 20 a 180 Ferro fundido cinzento 20 a 120 Ferro fundido dúctil ( simples proteção) 40 a 200 Ferro fundido dúctil ( proteção integral) 40 a 120 Aço 40 a 100 Polietileno 20 a 60 Proteção interna e externa das tubulações. Quando há dois. Em 1997. de um total de 1. Para a reabilitação das redes de água é importante a sua substituição após alguns anos de uso. A segunda causa. c) condições ambientais. deverão ser trocados 16 quilômetros de rede de água. tais como: pressão interna. pesquisas feitas na Suécia indicaram que os vazamentos de água se aglutinam em certas áreas formando clusters.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 A expectativa de vida dos materiais usados nas redes. b) qualidade da mão-de-obra de assentamento das tubulações. Mas. A primeira. Os critérios mais modernos baseiam-se na freqüência dos vazamentos. As mudanças da pressão da água e as condições do solo poderão causar um novo vazamento. segundo a IWSA. Outras duas causas estão sendo investigadas. Um dos grandes problemas que temos. Já foi comprovado que a idade das redes é um agravante dos índices de vazamentos de água e podemos dizer que estão relacionados à sua idade. golpe de aríete. diz respeito aos critérios seguros utilizados para estabelecer quais as redes que serão substituídas ou renovadas. atualmente. tais como: corrosão do solo e cargas externas: d) condições operacionais. Assim. é a seguinte: Tabela 4. A estimativa do número de vazamentos para uma tubulação depende basicamente de seis fatores: a) qualidade da tubulação. e) influência do clima. são os distúrbios que ocorrem quando o tubo é reparado. após um período de tempo.620 quilômetros.Método de Hardy Cross Capitulo 4. podendo ocorrer ainda outros. adotaremos o índice de 1% ao ano de substituições parciais das tubulações. devido às tensões causadas pelo calor e frio. é a ocorrência de vazamentos em uma tubulação específica. f) número de vazamentos ocorridos anteriormente. Para a substituição de redes. 4-12 .16. próximo ao anterior. a baixa qualidade da tubulação e as condições ambientais e operacionais. quando há mais de quatro vazamentos em uma tubulação. três ou quatro vazamentos num determinado trecho de tubulação podemos dizer que são decorrentes da idade da tubulação. Este procedimento garantirá às redes uma expectativa média de vida de cem anos. o risco de vazamentos não depende mais da idade da tubulação e sim de um conjunto de outros fatores. porém com menos influência. As causas são: a má qualidade da mão-deobra. anualmente. diâmetro e idade.

Ainda mais. Estudos na França dizem que 70% dos vazamentos em uma rede de água provavelmente ocorrerão em uma rede onde já houve um vazamento anterior. 42% dos vazamentos ocorreram a um metro do vazamento anterior. .o controle e reparo de hidrantes. 4.Método de Hardy Cross Capitulo 4.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Estudos feitos nos Estados Unidos mostraram que o número de vazamentos varia em diferentes áreas de um determinado serviço de água. Como exemplo. num período de seis meses. fundamentalmente. 4-13 . . Ela deverá contemplar: . Durante o reparo. Estudos realizados na Suécia e na Inglaterra mostraram que os vazamentos se distribuem na municipalidade em aglomerações. na cidade de Winnipeg do Canadá. c) impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes. Quando isto acontece várias vezes. Impacto de vazamentos nas tubulações adjacentes: A manutenção e o reparo de vazamentos de água ocasionam novos vazamentos. Estas perturbações aumentam as tensões nos tubos próximos e causam os futuros vazamentos. b) impacto de vários vazamentos em uma tubulação. há um distúrbio das pressões internas da tubulação e do solo adjacente. quando ocorre alguma falha. . após um dia. considerando o intervalo entre os mesmos. é importante lembrar que os vazamentos se aglutinam geograficamente. Estudo semelhante também foi feito na Suécia. foi observado que 46% dos vazamentos ocorreram a 20 metros do outro vazamento.7 Manutenção das redes de água A falta de manutenção das redes de água é notada. onde 41% dos vazamentos ocorreram numa faixa de 200 metros. na cidade de Malmo.o reparo de caixas de registros. . As possíveis causas podem ser atribuídas a três situações: a) impacto da localização geográfica.a detectação e reparo dos vazamentos invisíveis. temos uma aglutinação de vazamentos. Portanto. Impacto da localização geográfica: As pesquisas mostraram que as áreas mais densas e com mais ligações de água têm mais vazamentos. Impacto de vários vazamentos em uma tubulação: As pesquisas mostraram que é muito difícil analisar as causas dos repetidos vazamentos em uma rede. A prevenção sistemática de possíveis falhas é menos custosa do que o conserto das redes. principalmente nas decisões de substituição de redes.o reparo de registros e peças especiais. e que a maioria dos vazamentos ocorre em um número limitado de tubulações. quando temos que fazer a reabilitação de redes.a construção de caixas de registros .

45 2.75 8.5 9.10 31 a 45 1.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão.62 11 a 15 0. idade e material nos vazamentos de água Em 1988.Vazamento conforme faixa de idade Rede de água Correlação com Faixa de idade vazamento/km/ano primeira faixa (ano) 0. sucintamente.Vazamento/kmx ano conforme a pressão Rede Correlação com a Ramal predial Correlação Faixa de pressão Vaz/km/ano primeira faixa vaz/km/ano com a (mca) primeira faixa 0. O estudo abrangeu 662 km de rede de água da capital de São Paulo. Vamos descrever. o índice de vazamentos/km/ano nas redes de distribuição dá um salto.00 6. e até 75 mca.93 1. são bastante interessantes conforme Tabela (4. sendo 2. para áreas abrangendo 5%. Engenharia de Projetos. a rede de distribuição parece ser muito mais sensível às elevadas pressões do que às ligações prediais. denominado Setorização da RMSP.17. o tema 1.17). por faixa de pressões. Foi constatada a ocorrência de 88% de vazamentos em ligações prediais.17 1.A. A escolha destes setores visaram conduzir a amostragem para valores próximos da média geral de distribuição.36 61 a 75 Observa-se que.8 Influência da pressão.22 46 a 60 1.70 0 a 10 0. A SABESP estabelecia os seguintes parâmetros: • pressões estáticas máximas de 50 mca. a partir de 60 mca.70 2.86 1. Este mesmo índice. abrangendo os setores de abastecimento de água da Água Branca. com tolerância de até 10 mca para áreas abrangendo 10% dessa zona de pressão. Cidade Vargas e Jaraguá. A Coplasa também examinou a ocorrência de falhas relacionadas à idade da rede de água .40 2. para ligações prediais. é apenas 36% superior.81 1. a firma Coplasa realizou.00 21 a 25 1.Método de Hardy Cross Capitulo 4. Os resultados de comparação de vazamentos.41 3. Em resumo.16 16 a 20 1.51 1.44 > 30 4-14 .67 1. Tabela 4.07 26 a 30 2. • pressões dinâmicas mínimas de 15 mca. Tabela 4. A Coplasa S. estudo de setorização.5 vezes maior do que o índice de falhas observado na faixa de 0 a 30 mca.40 7.35 1. Vila Alpina. com tolerância de até 60 mca. e até 7 mca.38 1.18.00 0 a 30 0. para a SABESP. apresentou para a SABESP em junho de 1988 no Seminário da Superintendência de Distribuição e Coleta da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Vila Medeiros. os resultados dessa pesquisa. para áreas abrangendo 5%.

os quais correspondem à quase totalidade da extensão das redes desta faixa. Um deles é o famoso Report 26.24vaz/km/ano. . ou seja.9 Sistema de monitoramento das redes para detecção de vazamentos Em 1970.Extensão de rede de água pesquisadas pela Coplasa Extensão de rede de água (%) Discriminação (km) 1.48 Aço Outra pesquisa realizada pela Coplasa diz respeito ao diâmetro das redes de água. As redes pesquisadas pela Coplasa. aos vazamentos nas juntas de chumbo dos tubos de ferro fundido. 1.quando a pressão na rede é maior que 60 mca.existem mais vazamentos (quantidade) em ligações prediais do que em rede de água. em sua maior parte.a extensão dos trechos críticos atinge de 15 a 20% do total das redes em operação. foram as seguintes: Tabela 4.a quantidade de vazamentos é maior nos tubos de ferro fundido instalados até 1970. o índice de vazamentos é 2. a firma inglesa South West Water Services Limited começou a escrever uma série de relatórios técnicos sobre o monitoramento de redes para detecção de vazamentos em todo o país.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Os elevados índices observados nas faixas acima de 21 anos devem ser creditados. 4-15 .Vazamentos por km/ano conforme os materiais Rede de água Material vaz/km/ano 1. em Plymouth (Inglaterra).815 Redes pesquisadas 257 14 Redes com idade superior a 30 anos 401 22 Rede com pressão superior a 60 mca A Coplasa chegou às seguintes conclusões: .43 Ferro fundido até 1970 0. aconteciam em diâmetros pequenos. . para a SABESP. aço e PVC. até 100mm. .Método de Hardy Cross Capitulo 4.5 superior ao índice da faixa de pressão entre 0 a 30 mca. isto é.74 PVC 0. em comparação ao que ocorre nos tubos de ferro fundido dúctil.68 Ferro dúctil após 1970 0. 4. publicado pela primeira vez em 1980. pelo Conselho Nacional de Água da Inglaterra.19.20. A conclusão foi que as maiores falhas. .os tubos com mais de 30 anos apresentam três vezes mais vazamentos do que os encontrados na faixa de 20 anos. A Coplasa também realizou estudos sobre a qualidade dos materiais: Tabela 4. Estes relatórios são “a bíblia” dos conhecimentos sobre este assunto.

uma redução dos reparos de emergência.custos menores do que um programa alternativo de busca por geofone ou leak noise correlator. Em suma. . os medidores são instalados com uma bateria e as medidas são feitas por poderosos aparelhos chamados data loggers. Na divisão primária. A medição de pressão é instantânea e acontece a cada dez segundos. com população aproximada de 3 mil habitantes. temos: . já que a detecção dos maiores vazamentos é feita rapidamente. são usados métodos tradicionais para detecção de vazamentos.84 Gestão comercial 40. Existe. possibilitando a pesquisa da área certa e evitando desperdício de tempo. geofonando áreas de pouco vazamentos. A South West Services Limited divide o abastecimento de água em zonas (Water Into Supply. tais como o uso do geofone e do leak noise correlator. também que a South West Water Services Limited possui um controle de válvulas redutoras de pressão (PRV) via telemetria.Tipos de perdas de água (%) Tipo de perda 19. 4. . os dados são passados a uma central de comando.WIS) com população de 21 mil habitantes ou menos. os data loggers são retirados e os dados são transferidos para um computador PC portátil.necessidade do uso da telemetria (WIS) e do data logger em campo (DMA). ajustadas automaticamente 24 horas por dia. Uma economia entre 12% a 23% já foi constatada com o uso automático do PRV.Leakage Analysis Software.0% Total 4-16 . os medidores são recalibrados.12 Macromedição 8.12 Micromedição Habitações subnormais 3.21. É interessante notar. chamada WIS. Por telemetria.88 6.Método de Hardy Cross Capitulo 4. instalado no DMA. . Secundariamente. Através do software LAS .04 Vazamentos 2. Nos DMA. inclusive. Anualmente. . as quais fornecerão medidas adequadas ao administrador. são instalados medidores de pressão diferencial ou eletromagnéticos para medição fixa.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 Nele está explicada a metodologia para decisão de um nível econômico para detecção de vazamentos em áreas de controle.10 Distribuição das perdas As perdas de água podem ser distribuídas seguindo a tipologia da tabela abaixo: Tabela 4. é feita a análise dos dados coletados pelo data logger.poucas perdas de água por vazamentos. A medição de vazão é medida com intervalos de 15min. um controle especial destas válvulas. com o objetivo de diminuir as perdas de água durante a noite. Foi introduzido o conceito da vazão mínima noturna em uma área de controle. a região é dividida em pequenos distritos chamados District Meter Areas (DMA).várias medidas do nível de vazamentos dos WIS. Localizado o DMA com mais perdas previstas. A cada três meses.

Guarulhos possuía 240 núcleos de favelas. 4. A rede também deverá ser monitorada por medidores eletromagnéticos fixos e com uso da telemetria.11 Favelas Em 1995.Método de Hardy Cross Capitulo 4.921 barracos e 127. o consumo de água médio dos barracos está muito alto. A média de ocupação desses núcleos era de 4. 16 km aproximadamente. com uma média de consumo de 21. 4.12 Perdas por vazamentos Deverá ser contratada uma firma de consultoria para a localização dos vazamentos invisíveis primeiramente nos 324 quilômetros de rede de água com abastecimento contínuo e pressão de mais de 60 mca. pois deve estar havendo muito desperdício de água por partes dos moradores como um barraco servindo de água outro barraco pelo mesmo hidrômetro. O acompanhamento deverá ser feito pelo Departamento de Manutenção. a média de 26.12 m3/mês por barraco com desvio padrão de 29. com 25.013 favelados.6 m3/mês.Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008 4. Estudos feitos na SABESP concluíram que o consumo de água de cada barraco varia de 11 a 37m3/mês. Segundo pesquisa realizada por mim. o que correspondia a 12% da população urbana. deverão ser solicitados. os laudos técnicos de aferição de todos os seus pontos de entrega para a região de Guarulhos. Somente um recadastramento corrigiria esta falha. em 1996. 4-17 .9 pessoas/barraco. junto à SABESP.78 m3/mês em 100 amostras. pois. isto é. No futuro.13 Perdas na macromedição Através do Departamento de Operação. deverá estar prevista a reabilitação da rede de água de 1% /ano.

Método de Hardy Cross Capitulo 4- Perdas de água engenheiro Plínio Tomaz 26 janeiro de 2008

4.14 Bibliografia -Adalberto Cavalcanti Coelho. Medição de água e política e prática, manual de consulta, janeiro 1996 -Annual Conference -Proceedings, Engineering and Operations, Anahein, California, june 18-22, 1995, The never ending leakage audit- using continuos system monitoring to target work for leakage detection teams, South West Water Services Limited, Exeter, Devon, England page 583 –591; -Committe report: water accountability. Journal AWWA, page 108- 111 (July, 1996) -Diagnóstico do Sistema de Água e Esgoto do SAAE Guarulhos, Estudo para Modernização técnica-operacional e melhoria dos serviços de água e esgoto de Guarulhos, firma Cyro Laurenza, junho de 1996 -Instituto Nacional de Metrologia, Normalizaçao e Qualidade Industrial, Portaria 29 de 7 de fevereiro de 1994 – INMETRO; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-1 - The economics of leakage control in the UK: theory and practice; -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban. Advances in the economics of leakage control and unaccounted-for-water, SS12-5 - New technology for leakage detection and control, Spain, Canal de Isabel II. -IWSA Foundaton for the transfer of Knowledge, wednesday, 13 september 1995 South Africa, Durban, SS3-5 - Methods of diagnosis and perfomance indicators for rehabilitation policies- A Swiss point of view: pipelenes networks, Zurich Water Supply, Switerzeland. -IWSA, International Report, 25-31 of 1991 -Copenhague, 18 th International Water Suply Congress and Exhbition, Unaccounted for water and the economics of leak detection ( Eaux perdues et economie de la detection de fuites), Lai Cheng Cheong. -Journal of Water Supply Research and Technology(AQUA), vol. 46, number 1, february 1997- IWSA-Geographical analysis of water main pipe breaks in the city of Malmo,Sweden, page 40-47. -Programa de Redução de águas não-faturadas, SABESP, outubro 1993 revisão de janeiro de 1994, Lyonnaise des eaux Services Associés - Lysa -Setorização da RMSP - Seminário SDC - Superintendência de Distribuição e Coleta, SABESP, Coplasa S.A. Engenharia de Projetos, junho de 1988 -Sizing Water Service Lines and Meters, AWWA, Manual M22, 1975; -Water and Revenue Losses: unaccounted-for water, Research Foundation AWWA, 1987; -Water Audits and Leak Detection, AWWA, Manual M36, 1990; -Water Meters-selection, installatiom, testing and Maintenance, American Water Works Association (AWWA) Manual M6, 1986 -TSUTIYA, MILTON TOMOYUKI. Abastecimento de água. EPUSP, 2004, 643páginas. -TOMAZ, PLINIO. Conservação da água. Guarulhos, 1999. 294 páginas.

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Análise de Incerteza

Método de Hardy-Cross Capitulo 5- Análise de incerteza. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 01/01/2008

Sumário 1) Objetivo
2) Fórmula Racional 3) Fórmula de Manning para seção plena 4) Método da Margem de Segurança 5) Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional 6) Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena 7) Influencia dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para o item 3 8) Abastecimento de uma cidade. 9) Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s

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Capitulo 5- Análise de incerteza 5.1 Introdução Pretendemos explicar, de uma maneira bastante prática, a utilidade da Análise de Incerteza. Serão evitadas as demonstrações trabalhosas e detalhadas, que poderão ser encontradas nos livros de Mays e Tung,1992, Lamberson e Kapur, 1977, Elsayed, 1996 e Chow ,1988. É importante, sempre que se fizer a aplicação de uma fórmula, que seja avaliado o erro nela cometido, pois, as variáveis que introduzimos contêm erros. Neste sentido, basta substituir os valores e fazer várias simulações. Em análise de redes de água, costuma-se variar os coeficientes para verificar a sensibilidade da mesma face às mudanças. Uma maneira mais correta de se verificar a Análise de Incerteza em fórmulas é aplicando a Fórmula de Taylor. Desta aplicação resultou o chamado Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. Na Hidrologia, Hidráulica e Estruturas é importante a Análise de Incerteza. As variáveis dependentes de uma fórmula, normalmente, apresentam incertezas que por sua vez, se refletem na variável independente. Vamos procurar mostrar, através de exemplos, o uso desta ferramenta indispensável aos engenheiros para avaliação correta de seus cálculos. A Análise de Incerteza é conhecida também como Método Delta ou Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem. 5.2 Fórmula Racional Como exemplo, mostraremos a Fórmula Racional: Q= C.I.A (1) Onde: Q= vazão em litros por segundo; C= coeficiente adimensional relativo à impermeabilização do solo; I= intensidade de chuva em litros/segundo x hectare; A= área em hectares. As incertezas na fórmula (1) referente ao coeficiente C, à intensidade de chuva e à área de drenagem, fornecerão uma incerteza ao valor da vazão Q. Os dados do problema são: O valor adotado do coeficiente C da fórmula racional é C=0,82 e o erro estimado em sua avaliação é de 7% ou seja o coeficiente de variação de C é ΩC =0,07.

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Quanto a intensidade adotada é de 300 l/s x hectare, sendo que a estimativa de erro na avaliação da Intensidade I é de 17% ou seja o coeficiente de variação de I é ΩI =0,17. A área A de captação é 7,5 hectares e o erro de estimativa cometido é de 5% ou seja o coeficiente de variação de A é ΩA=0,05. Substituindo os valores na formula racional temos: Q = C . I . A = 0,82 . 300 . 7,5 = 1.845 litros/segundo Queremos achar a incerteza final ΩQ na fórmula racional, considerando as incertezas nas variáveis C , I e A. Ω2Q= (δQ/δC)2 . ( C /Q)2 . Ω2c + (δQ/ δI)2 . (I/Q)2 Ω2I + (δQ/ δA)2 . (A/Q)2 Ω2A onde: C, I, A = são os valores das variáveis independentes; δQ/ δC = derivada da fórmula(1) em relação a C; δQ/ δI = derivada da fórmula(1) em relação a I; δQ/ δA = derivada da fórmula(1) em relação a A. Substituindo teremos: Ω2Q= ( I. A)2 . ( C / C. I. A)2 . Ω2c + (C. A )2 . (I/C.I.A)2 Ω2I + (C . I )2 . (A/C.I.A.)2 Ω2A Fazendo as simplificações, teremos: Ω2Q= Ω2c + Ω2I + Ω2A (2) Substituindo os valores: Ω2Q = (0,07)2 + (0,17)2 + ( 0,05)2 =0,0363 ΩQ = 0,0363 =0,19052, ou seja, 0,19 Portanto, para a vazão de 1.845 l/s temos uma incerteza de 0,19, ou seja, de 19%. É importante observar que as variáveis C, I e A são independentes uma das outras.
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07.015 com incerteza de 5%. 1.05.01. I1/2 = 0.312 .938 l/s Queremos calcular a incerteza no cálculo da vazão da fórmula de Manning (2) para seção plena. D e I possuem incertezas. Vamos calcular a vazão Q usando os dados fornecidos: Q= 0. 0.58/3. μQ σQ = 0. o desvio padrão será: σQ = ΩQ . ou seja.). D8/3 . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.312 . com coeficiente de variação ΩD= 0.845 =350. I1/2 sendo: Q = vazão em metro cúbico por segundo (m3/s). D = diâmetro da tubulação em metros (m). Q= 0.I. ou seja. I = declividade da tubulação em metro por metro (m/m). 1. 0.355 m3/s 5. Ω2n + (δQ/ δD)2 .50m com incerteza de 1%.55 l/s = 0. n = coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional). (n/Q)2 (δQ/ δI)2 . A rugosidade de Manning n = 0.19 . A declividade I= 0.Análise de incerteza.938 m3/s = 1.015-1 . Queremos a incerteza da vazão Q na fórmula (2). D8/3 .001 m/m com incerteza de 7%.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. Ω2Q= (δQ/δn)2 . ΩI= 0.312 . As variáveis dependentes n. (D/Q)2 Ω2D + (3) 5-5 .0011/2 Q= 1. n-1 . n-1 .br 01/01/2008 O coeficiente de variação da vazão na Fórmula Racional (1) é: ΩQ = σQ / μQ Então. (I/Q)2 Ω2I .3 Fórmula de Manning para seção plena Vamos usar a Fórmula de Manning para seção plena nas unidades do sistema internacional (S.com. ou seja. Ωn = 0. Consideremos que o diâmetro seja de D=1.

D. I1/2)2. n-1 .com. a incerteza de 6. temos: Ω2Q = (0.I1/2-1)2 . coeficiente de variação de Ω2Q = 0. D8/3 .312 .0025 + 0.br 01/01/2008 onde: n.312 .01)2 + (1/4) . Ω2Q= ( -0. ( 0.85 l/s = 0. ΩD2 + (1/4). Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. ou seja. ou seja. σQ = ΩQ . I1/2 e fazendo as simplificações: Ω2Q =Ωn2 +(8/3)2. (0.067.004435 ΩQ = 0. ΩI2 Ω2Q =Ωn2 + (64/9).312 . na variável dependente Q. ( I/Q)2 .312 .066595. I = são os valores das variáveis independentes. (8/3). ΩI2 (4) Como temos os coeficientes de variação de n . ΩD2 + (1/2)2. δQ/ δI = derivada da fórmula(2) em relação a I.0670 Assim. ΩI2 Substituindo o valor de Q= 0.12985 m3/s 5-6 . ΩQ = 0. D8/3 . fazendo as substituições na fórmula (4). O desvio padrão é dado pela fórmula abaixo.07)2 Ω2Q = 0. D e I.00071 + 0.Ωn2+ (0.Análise de incerteza.067 . ΩD2+ (0. ( n / Q)2 .Método de Hardy-Cross Capitulo 5. n-1-1 . δQ/ δn= derivada da fórmula(2) em relação a n. (D/Q)2 . D8/3 . (1/2) . D e I acarretam.7%.004435 = 0. n-1 . 1938 = 129.05)2 + (64/9) . n-1 . δQ/ δD = derivada da fórmula(2) em relação a D. μQ substituindo os valores: σQ = 0. I1/2 )2 .001225 = 0. a incerteza nas variáveis independentes n . D8/3-1 .

com. com C=0.1).Esquema da galeria e da bacia μR= 1938 l/s (média da resistência) σR = 129.845 l/s (média da carga) σC = 350. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.85 l/s (desvio padrão da resistência) Usemos o Método da Margem de Segurança (MS): μ MS= μR .4 Método da Margem de Segurança Vamos supor. Façamos o seguinte esquema: μC= 1. de uma bacia com 7.μC 5-7 .br 01/01/2008 5. que queremos calcular o grau de incerteza de uma galeria de 1.50m de diâmetro.Análise de incerteza.1. que esgotará as águas de chuvas.82 e intensidade de chuva de 300 l/s x hectare conforme Figura (5.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.5 hectares.55 l/s (desvio padrão da carga) Bacia Galeria Figura 5.

= ----------.= .Método de Hardy-Cross Capitulo 5.85)2 + 350.μ) / σ .845 = 93 l/s σ2MS = σ2R + σ2C =(129.938 . Figura 5. 1992 Para o caso que estamos estudando μR= 1.br 01/01/2008 sendo o índice subscrito R resistência e C a carga e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Na Figura (5.938 e μC= 1.Figura mostrando a Resistência (resistance) e a Carga (looading) Fonte: Tung.83 l/s Conforme Chow et al.2.25 = Z 378.83 σMS Devemos entrar agora na tabela da Curva de Gauss. conhecida também como Curva Normal em função de Z = (x . 5-8 . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. 1988 para termos o risco R devemos ter: .2) podemos ver um esquema da Resistência e da Carga (loading).μC = 1. Observe-se que -μ MS / σMS é semelhante à apresentação de Z.93 μ MS .1.com.Análise de incerteza.32 σMS = 373.------.0.845 μ MS= μR .55)2 = 139746.

1416. A probabilidade P para não haver falhas é: P = 1 – R= 1.1) da curva normal em função de Z = -0. σ ) .Análise de incerteza. em função de Z. e=2.5987 Portanto.. pi . A curva normal foi descoberta em 1720 por Abraham de Moivre.br 01/01/2008 A função da distribuição normal é bastante conhecida e tabelada.4013...5 Sendo: PI= 3.∞ <x< ∞ sendo μ. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.87% Nota sobre a curva normal.. a seguinte função: f(x)= 1/ ( 2. Freedman et al.4013=0. que são: • Número PI= 3.. [(x .1415. • Número e-2.71828. • Raiz quadrada de 2. respectivamente. Na prática é tabelada. Então para há 40. a confiabilidade do sistema é de 59. 5-9 .... exp ⎨ -( ½ ) .. Em 1870 o matemático Belga Adolph Quetelet teve a idéia de usar a curva num histograma ideal para o qual os dados podiam ser comparados. 1991 mostra que na curva normal temos os três números mais famosos na historia da matemática.com. Entrando na Tabela (5..μ ) / σ ]2 ⎬ para .71828.0. σ a média e o desvio padrão.13% de haver falhas...25 achamos o risco R=0. A curva normal y em função de x tem a forma: Y= 100 x e –x2 / (2 x PI) 0.

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Tabela 5.1- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

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Tabela 5.2- Áreas da curva normal padrão Φ (z)=P(Z≤z) Fonte: Tung, 1992

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5.5 Contribuição dos parâmetros na Fórmula Racional Vamos calcular a contribuição dos parâmetros C, I, A da Fórmula Racional. Para cada parâmetro, a contribuição é o quociente do coeficiente de variação ao quadrado, dividido pelo coeficiente de variação do parâmetro da vazão ao quadrado. Cada quociente, por sua vez, é multiplicado pelo coeficiente da fórmula (2) que, no caso são igual a 1. (1). Ω2 C / Ω2Q = (1). (0,07)2 / (0,19052)2 = 0,135 (13,5%) (1). Ω2 I / Ω2Q = (1) . (0,17)2 / (0,19052)2 = 0,796 (79,6%) (1). Ω2A / Ω2Q = (1). (0,05)2 / (0,19052)2 = 0,0693(6,9%) Como pode ser verificado acima, a incerteza da intensidade da chuva contribui com 79,6% das incertezas para o cálculo da vazão. O coeficiente C contribui com 13,5% e a área da bacia com 6,9%, totalizando 100%. 5.6 Contribuição dos parâmetros na Fórmula de Manning para seção plena Observar que os coeficientes da fórmula (4) = (0,05)2 / (0,066595)2 = 0,5636( 56,36%) (1). Ω2n / Ω2Q 2 2 2 2 = 0,2762( 27,62%) (1/4) . Ω I / Ω Q = ( (1/4) .(0,07) / (0,066595) 2 2 2 2 (64/9) .Ω D / Ω Q = ( 64/9) . (0,01) / (0,066595) = 0,1602(16,02%) O coeficiente que mais causa incerteza na Fórmula de Manning de seção plena é a rugosidade n com 56,36%, seguida da declividade I, com 27,62%, e do diâmetro D, com 16,02%, totalizando 100%.

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5.7 Influência dos parâmetros das Fórmulas Racional e de Manning para Seção Plena

A formulação é feita assim: (1) . Ω2C / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,07)2/ (0,0363+0,004435) = 0,0049/0,040735 = 0.1202( 12,02%) 2 2 2 = (0,17)2 /0,040735= 0,7095 (70,95%) ( 1) . Ω I / (Ω QC + Ω QR) ( 1) . Ω2A / (Ω2QC + Ω2QR) = (0,05)2 / 0,040735= 0,0614(6,14%) = (0,05)2/0,040735= 0,0614(6,14%) ( 1) . Ω2n / (Ω2QC + Ω2QR) ( 64/9) . Ω2D / (Ω2QC + Ω2QR) = (64/9).(0,01)2/0,0407350= 0,0175(1,75%) ( 1/4) . Ω2I / (Ω2QC + Ω2QR) = (1/4).(0,07)2/0,040735= 0,0300(3,00%) Não se deve esquecer de colocar os coeficientes multiplicadores como (64/9) e (1/4). Observe-se que a maior influência na Fórmula Racional é a intensidade da chuva, que entra no cálculo da bacia e galeria com 70,95% das incertezas, sendo seguida pelo coeficiente C da Formula Racional com 12,02%, pela área da bacia e do coeficiente de rugosidade n, com 6,14%; 3% devidos à declividade da galeria e 1,75% devidos ao diâmetro da galeria, tudo isto totalizando 100%.

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Resumidamente teremos: Tabela 5.1- Resumo dos cálculos efetuados Incertezas Parâmetros das fórmulas Fórmula Racional Parâmetro adimensional C Intensidade de chuva I Área da bacia A Subtotal Fórmula de Manning seção plena Rugosidade de Manning n Diâmetro da tubulação D Declividade da galeria I Subtotal Total 6,14% 1,75% 3,00% 10,89% 100,00% 12.02% 70,95% 6,14% 89,11%

A Fórmula Racional entra com 89,11% das incertezas, enquanto a Fórmula de Manning entra com 10,89%.

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com. com 500 mm de diâmetro. Esta indefinição em adotar o valor de K acarreta um erro no coeficiente de atrito f (adimensional) de 18%.2mm. mesmos nos países mais adiantados. Cota 84. 5-15 . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.br 01/01/2008 5.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. A cota de serviço do reservatório é de 84. de 1977. com vários valores de K/D e vários números de Reynolds. Este reservatório abastece outro reservatório na cidade. em uma cidade.8 Abastecimento de uma cidade A cidade é abastecida por um reservatório que está a 3000 m de distância. com coeficiente de variação ΩQ= 0.30 m Cota 50 m Cidade Figura 5. com adutora de ferro fundido dúctil revestida internamente.1mm ou K= 0.50m3/s. ou seja. Portanto. que tem cota de 50 m.30 m. Vamos admitir que a vazão distribuída na cidade seja de 0. Houve uma indecisão do projetista quanto à adoção de K= 0. nas quais é apresentado o cálculo de f devido a forma de Colebrook-White.3. com erro de 15%.Esquema de abastecimento de uma cidade A rugosidade uniforme equivalente da tubulação K é fornecida em milímetros. não é absurdo. o erro mínimo que se obtém numa previsão de vazão é de 5%. sobre o emprego da fórmula universal de perda de carga e as limitações das fórmulas empíricas do professor Tufi Mamed Assy. é viável um erro de 10 a 15% na demanda de água de uma cidade. consultamos em uma publicação da CETESB. pois. O erro de 15% em uma estimativa de vazão. Para isto. A média obtida foi de 18% de erro no valor de f.15.Análise de incerteza.

02% 1.26% 100.br 01/01/2008 Tabela 5.0002 Erro em f 0.18635m2 Para a perda h. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.05% 500. que deverá ser mantida.000.Número de Reynolds em função de K/D Reynolds Valor K/D=0.g sendo : h= perda de carga (m) L= comprimento (m) D= diâmetro (m) V= velocidade em m/s. terá o subscrito R de Resistência.0235 0.0207 21.1mm K/D= 0. A vazão necessária para abastecer a cidade é de 0.0229 15. temos a fórmula de Darcy Weisbach: h= f .2.0251 0.0137 A=0.93% 5.0318 6.000 0. V2/ 2.14.0183 30.0002 f= 1/ (1.0381 3. obtemos o valor de Q: V=Q/A = Q/ (PI x D2/4) 5-16 .0178 32.000 Média = 18% A cidade exigirá da adutora a demanda prevista e terá o subscrito C de Carga e a adutora.0396 0. Na cidade o coeficiente de variação ΩQC = 0.29% 10000 0.2log(0.Análise de incerteza.0338 0.14.72% 50. 15% de erro na demanda de água potável.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.81 m/s2.50m.50m3/s e o reservatório está na cota 50 m.000 0.com.2log(D/K))2 f= 1/ (1.0002))2 f=0. ( L/D) .000 0. Na adutora temos: Diâmetro= 500mm= 0.1/500= 0.15.0265 0.003 Valor K/d=0. A= área da secção transversal do tubo (m2) Como Q= A x V.000 0. ou seja. Rugosidade Uniforme Equivalente adotada K= 0. g= 9.0238 0.

50m K2=0. ΩD2 Substituindo: Ωf = 0. (0.Análise de incerteza.012 ΩQR = 0. 16Q2/ (PI2 x D4) h= f x L/D5 . (0. ( L/D) .18635=3.08263] 0. isto é.K2) Q= K2=8 / (PI2 x 9. ou seja.18 ΩL = 0. 5-17 .56m3/s V= 0. D5) / ( f .12 (estimado quando K= 0.08263 Q= [ 34.K2) H=84.5 Q=0.81)=0.01)2 ΩQR 2= 0. (0.001 Ωh = 0. Ωf 2+ (1/4) ΩL 2 + (1/4) Ωh 2+ (25/4) . ( L/D) . (1/ 2.50m/s OK Aplicando-se o que já foi mostrado na Análise de Incerteza de Primeira Ordem. D5) / ( f . L.55)/ ( 0.2mm) ΩD = 0. (0.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.14162 x 9.g) .30-50.br 01/01/2008 V2= 16Q2/ (PI2 x D4) h= f .11.001)2 +( 1/4) .56/0.30 x 0.0137 x 3000 x 0.g h= f .0=34. teremos como resultado: ΩQR 2= (1/4) . há incerteza de 11% no cálculo da vazão Q da resistência.00m/s < 3. L. V2/ 2. 8Q2 / (PI2 x g) K2=8 / (PI2 x 9.com.1mm e K= 0.12)2 +(25/4) .30m f=0.08263 Q= (h . da adutora de 500 mm.0137 L=3000m D=0.18)2 + (1/4) .01 ΩQR 2= (1/4) . Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.81) (h .81)=8/(3.

075m3/s Usemos o Método da Margem de Segurança (MS).56 = 0.0752 = 0.06m3/s σ2MS = σ2R + σ2C = 0.2676 Portanto.76%. μR= 0. P=1-0.50m3/s σQC = 0.24%.56m3/s e μC= 0. 1988 o risco para haver falha será: -0.= -0. a confiabilidade do sistema P=1-R.097m3/s Conforme Chow et al.06 μ MS . para a cidade temos: μQC = 0.11 x 0.μC e a equação da variança MS: σ2MS = σ2R + σ 2C Para o caso que estamos estudando.50 = 0. 5-18 .062m3/s μQR = 0. a confiabilidade é de 73.56 – 0.56m3/s Para a carga.62= z 0.------. isto é.15 x 0.0095 σMS = 0.5m3/s μ MS= μR .097 σMS Na Tabela (5.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. μQ σQR = 0.= ----------.br 01/01/2008 A variância é fornecida pela fórmula: σQ = ΩQ .62 achamos R=0. a probabilidade para haver falhas é de 26.com. ou seja.0622 + 0.Análise de incerteza.1) entrando com z=-0. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.μC = 0.7324 Portanto. A probabilidade para não haver falhas.50 = 0. sendo o índice subscrito R resistência e C a carga μ MS= μR .2676=0.

16.I. I1/2 onde: Q= vazão em m3/s.25). 0. A vazão média de capacidade do canal é: μQ ≅ (1/0.00161/2= 16. O coeficiente de rugosidade de Manning n= 0. (0. sendo fornecida a área molhada A= 8m2 e perímetro molhado P= 10 m. n= coeficiente de rugosidade de Manning (adimensional). Vamos calcular o desvio padrão da capacidade do canal de conduzir a água: σQ = ΩQ .9 Cálculo da confiança de um canal para conduzir a vazão de 10 m3/s Consideremos um canal de concreto de seção trapezoidal. RH2/3 . μQ = 0.Análise de incerteza.com.30)2 Ω2Q = 0.06 m3/s Para obtenção da performance de uma variável qualquer W. O raio hidráulico RH= área molhada/perímetro molhado RH= A/P= 8/10 = 0.0016 m/m à incerteza de 30%. é: Q = n-1 . deve-se realizar a seguinte operação: 5-19 . I= declividade em metro/metro. ΩI2 = Ωn2 + 0.8 m A Fórmula de Manning para um canal aberto nas unidades S. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. facilmente encontraremos: Ω2Q = Ωn2 + (1/2)2.22 =4.0635 ΩQ = 0.br 01/01/2008 5.2)2 + (0.017) . RH= raio hidráulico em metros. a incerteza na média da vazão é de 25%. ou seja. 0. ΩI2 = (0.82/3 . 8 . o Método de Análise de Incerteza de Primeira Ordem.25.25 .017 está sujeito à incerteza de 20% e a declividade I= 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. A .25. A= área molhada.22 m3/s Aplicando-se na equação de Manning para canais abertos.

063.06 Como se pretende determinar a confiança para o canal transportar 10 m3/s. há probabilidade de 6. sem problemas.06 Entrando na tabela da curva normal com z=-1. substituindo acima obteremos: -6.22 ---------------.= .00 .Análise de incerteza. encontramos R=0.06 m3/s W = 10. temos: 16.7% de probabilidade de que o canal possa transportar 10 m3/s. Para o presente caso: μw = 16.00 m3/s Portanto. 5-20 .53=z 4.22 m3/s σw = 4. ou seja.com.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.937 ou seja 93.3% de que o canal não consiga transportar 10 m3/s.-----------4.1. e há P=1-R=1-0.22 – 10.53.063=0.br 01/01/2008 μw -W --------σw em que μw e σw são a média e o desvio padrão desta variável. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.

RODOLFO e.1992. 1998. VEN TE et al. Applied Hydrology. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol. Reliability Engineering. -ELSAYED A. -MAYS. SÔNIA 1983. Mc Graw-Hill. Análise de RegressãoUma Introdução à Econometria. Editora Hicitec-SP. Statitiscs. Hydrosystems Engineering & Management.br 01/01/2008 5. 1996. Reliabity in Engineering Design. DAVID et al. 1977. -K.10 Bibliografia -CHOW.R. John Wiley & Sons.C. VIEIRA. ELSAYED. 578páginas. Addison Wesley Longman.Método de Hardy-Cross Capitulo 5. LARRY W. LAMBERSON. 5-21 .com. 3a ed. New York. 1988.Análise de incerteza. McGraw-Hill. -FREEDMAN. Norton.YEOU-KOUNG. e TUNG . KAPUR e L. -HOFFMANN.

075m3/s CV=0. teremos: Ω2Q = Ω2c + (2.005193 ΩQ = 0.072 Previsão de consumo A previsão de consumo tem erro de no mínimo 15% (0.54)20.05142 =0.15 x 0. Como exemplo para a carga.025)2+ (0.50 = 0.com.50m3/s Variância σQC = 0.Análise de incerteza.63 J 0.63)2 (0.006193 =0.br 01/01/2008 Apendice A Fórmula de Hazen-Willians Q=0.072 Portanto.15).27842 C x D 2.15 5-22 .54 Sendo: Q= vazão (m3/s) D= diâmetro (m) C= coeficiente de Hazen-Willians J= perda de carga unitária (m/m) Fazendo as simplificações. ou seja.012+ (2. Engenheiro Plínio Tomaz pliniotomaz@uol.50m3/s para a cidade temos: μQC = 0. o coeficiente de variação de Q é 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 5.54)2Ω2J Ω2Q = 0. de 0.63)2Ω2D + (0.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos SAAE Capítulo 7-Bomba centrífuga dezembro/2007 7.1 .

A energia cinética do fluindo aumenta do 7.1. a bomba centrifuga é constituída por um rotor que gira no interior de uma carcaça conforme Figura (7. Na sua forma mais simples. 2005.Tipos de rotores: fechado e aberto Figura 7.1 Introdução Uma bomba é denominada centrífuga quando a direção de escoamento do fluido é perpendicular à do eixo de rotação da hélice.Componentes de uma bomba centrifuga O fluido entra na bomba nas vizinhanças do eixo do rotor propulsor e é lançado para a periferia pela ação centrifuga conforme Grundfos.2 .2) Figura 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Capitulo 7-Bomba centrífuga 7.1) e (7.2.

Esta energia cinética é convertida em pressão quando o fluido sai do rotor. 1974 hr= altura estática de recalque é a distância vertical entre a bomba e o nível de água do tanque que será alimentado (m). hs= altura estática de sucção é distancia vertical entre a bomba e o nível de água do tanque onde haverá sucção (m). Vamos definir alguns parâmetros importantes: Hman= altura manométrica total (m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr). As bombas centrifugas podem trabalhar de duas maneiras: sucção e afogadas conforme Figura (7.3). Pode ser positivo ou negativo. Hr=perda de carga distribuída e localizado do recalque (m) Hs= perda de carga distribuída e localizada na sucção (m) 7. Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Figura 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 centro do rotor para a ponta das palhetas propulsoras.Esquema de bomba afogada e bomba por sucção Fonte: Lucarelli et al.2.3 .

1. 1998 temos: P= γ x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) Sendo: P= potência em HP Q= vazão em m3/s Hman= altura manométrica em metro de coluna de água. η= ηmotor x η bomba γ = peso especifico da água= 1000kgf/m3 Acréscimos recomendáveis de potência: Tabela 7. 450. mas sempre se deve conferir com o fabricante de motores elétricos. 800. 1750 e 2000. 1. 350.4 . 700.400. 7. !/4 HP.3 Padrão dos motores elétricos brasileiros Existe uma padronização dos motores no Brasil.. 25. 30.125. 250. 12. 1000. 1500.40. 500. 1998 7. 5.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.150. 6. 60. 600. 200.5 15.20. 75. ½.5 10.100.50. 3. 1.Acréscimo de potência recomendável Acréscimo da potência Potência da bomba 50% 2HP 30% 2 a 5HP 20% 5 a 10HP 15% 10 a 20HP 10% >20HP Fonte: Azevedo Neto. 900.5.2 Potência dos conjuntos elevatórios Conforme Azevedo Neto. 7. 300. 1250. 1/3 HP. ¾. 2.

7.5 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.2 Menores valores de rendimento para motores de alto rendimento (mercado norteamericano). Fonte: catálogo eletrônico da Weg.

8=0.9HP Escolhemos um motor padrão que é de P=30 HP A potencia consumida em KW será: P= 30 HP x 0. Hg= hr + hs (sucção) Hg= hr – hs (afogada) Ji= perdas de carga do trecho i (m/m) Li= comprimento do trecho i (m) Ki= coeficiente de perda de carga localizada da peça i Vi= velocidade média (m/s) 7.5 Normas da ABNT Existe a norma NBR 12214/92 que trata de projeto de sistema de bombeamento de água.04m3/s numa altura manométrica Hman= 35.9 η= ηmotor x η bomba = 0.08 KW Caso queiramos outra unidade: P= 30 HP x 75.6 .6 Curva característica da tubulação A curva característica da tubulação ou curva característica do sistema fornece para cada vazão de bombeamento. a perda de carga e a altura manométrica total.72 ) = 26HP Dando um acréscimo de 10% temos P= 26 + 2.5 61% 10 66% 15 68% 20 71% 25 75% 30 80% 40 84% 50 85% 100 87% 200 88% Fonte: Azevedo Neto.736= 22. A curva é feita tomando-se o desnível geométrico e somando-se as perdas de carga para cada vazão conforme Figura (7. 1998 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. Hman= Hg + Σ Ji x Li + Σ Ki x V2/ 2g Sendo: Hman= altura manométrica total 9m) Hg= é a soma algébrica entre as alturas de sucção (hs) e a altura de recalque (hr).72 P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0.90.8 Motor ηM= 0.8 e o rendimento do motor igual a 0.4 Rendimentos das bombas centrífugas Tabela 7.1 Dimensionar o motor para recalcar 0. Exemplo 7.3).6 / (75 x 0. perdas distribuídas e localizadas. Em cada ponto da bomba a soma da altura geométrica com todas as perdas no sistema.04 x 35.9 x 0.6m sendo o rendimento da bomba igual a 0.3 Rendimento estimado da bomba em função da vazão de bombeamento Vazão Rendimento da litros /segundo bomba centrifuga ηb 5 52% 7. Bomba ηB= 0.6= 28. isto é.9= 2277 kgm/s 7.

Curva característica do sistema Cetesb.7 Curva da bomba Cada bomba tem um determinado rotor e tem uma determinada curva conforme se pode pode ver na Figura (7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 g= aceleração da gravidade (m/s2)= 9. 1974 7.4.7 .5).81 Notamos que a variação da perda de carga é quadrática em função da vazão o que dá a forma da Figura (7.Curva da bomba Fonte: Lucarelli et al.4).5. Figura 7. Figura 7. 1975 7.

1974 7.8 Curva da bomba e do sistema A resolução do problema para a escolha do conjunto motor-bomba centrifuga vai depender do ponto achado pela intersecção da curva da bomba com a curva do sistema conforme Figura (7.6. 7. Geralmente se escolhe o ponto da bomba como aquele de maior rendimento.8 .7.8). mas podem ser diferentes.6).Bombas em paralelo Fonte: Heller.Curva da bomba + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al. possuir curvas diferentes conforme Figura (7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. Figura 7. isto é.9 Bombas em paralelo Quando se tem duas bombas em paralelo de modo geral as bombas são iguais.7) e (7. 2006 Em bombas em paralelos somamos as vazões na horizontal o obtemos a curva das duas bombas e achamos o ponto de interseção com a curva do sistema. Figura 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.9 . 1974 7.8.Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al.

Bombas em série Fonte: Heller. Figura 7.10 . Figura 7.Estragos feito em um rotor de bomba devido a cavitação 7. 7.13).Curva de duas bombas em paralelo + curva do sistema Fonte: Lucarelli et al. Estas implosões no rotor causam um barulho excessivo e há uma redução da performance da bomba conforme Figura (7.11) a (7.10).Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.9) e (7.10. Figura 7.11. 2006 Vamos supor duas bombas em série iguais e então somamos as ordenadas na vertical obtendo a curva final cujo ponto será achado com a intersecção da curva do sistema.11 Cavitação Cavitação é um fenômeno hidráulico no qual se formam bolhas de vapor que repentinamente implodem quando elas se deslocam no rotor. 1974 As bombas em série são muito usadas em poços tubulares profundos.9.10 Bombas em série As bombas em série podem ser iguais o que é mais comum mas podem ser diferentes conforme Figura (7.

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Figura 7.12 Cavitação em bomba no ano 2007 7

Figura 7.13 Cavitação em bomba no ano 2007 Os efeitos mecânicos, além do desgaste dos rotores, causam vibração que pode danificar totalmente o rotor da bomba e demais peças. A cavitação ocorre quando a pressão do líquido é reduzida pela pressão de vapor e então começa o processo de fervura, sem que a temperatura do líquido mude.

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Para prevenir a cavitação é necessária que a pressão não caia abaixo da pressão de vapor do líquido. Para isto usa-se o que se chama NPSH que é um acrônimo do termo inglês Net Positive Suction Head e há duas, uma fornecida pelo fabricante da bomba que é o NPSH requerido e o NPSH disponível no local calculado pelo projetista sendo necessário que NPSH. NPSH_disponível-NPSH_requerido ≥ 1,0m a 1,5mca. NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp Sendo: NPSHd= NPSH disponível no local (m) Hpa= pressão atmosfera na superfície do líquido no poço de sucção bombeado (m). Geralmente admitido como 10,3m ao nível do mar. Em São Paulo a pressão atmosférica é 9,5m. Hs= altura da sucção do líquido (m). É a altura da superfície do líquido no poço até o centro do rotor da bomba. Pode ser positivo ou negativo (sucção). hs= perdas de cargas total na linha de sucção (m) Hvp= pressão de vapor do líquido na temperatura de operação a 20ºC (m). Geralmente Hvp=0,235m. A pressão de vapor depende da temperatura ambiente e pode ser obtida conforme Tabela (7.4) Tabela 7.4-Vapor de pressão em função da temperatura
Temperatura (ºC) Pressão de Vapor Hvp (m)

0 15 20 23,9 37,8
Adaptado de FHWA, 2001

0,062 0,171 0,235 0,303 0,658

Tabela 7.1- Alturas máximas de sucção conforme altitude e pressão atmosférica Altitude Pressão atmosférica Limite prático de sucção (m) (m) (m) 0 10,33 7,60 300 10,00 7,40 600 9,64 7,10 900 9,30 6,80 1200 8,96 6,50 1500 8.62 6,25 1800 8,27 6,00 2100 8,00 5,70 2400 7,75 5,50 2700 7,50 5,40 3000 7,24 5,20 São Paulo cota 760 9,50

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Estimativa da pressão atmosférica em função da altitude Conforme Heller, 2006 podemos estimar o valor da pressão atmosférica local em função da altitude. Pa= 10,33 – h / 900 Para a capital de São Paulo h=760m Pa= 10,33- 760/900= 9,5m Exemplo 7.2 Calcular o NPSH disponível de uma bomba cujo nível mais baixo está a 2,40m acima do eixo do rotor da bomba, considerando as perdas de cargas desprezíveis. A pressão atmosférica é 9,5m de água e a de vapor é de 0,235m para temperatura de 20º C. Então teremos: Hpa= 9,5m (São Paulo) hs= 0,11m Hs= -2,4m (bomba afogada) Hvp= 0,235 conforme Tabela (7.4). NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9,5 - 2,4 – 0,11 – 0,235= 8,46m Portanto, o NPSH disponível é 8,46m. Teremos que comparar com o NPSHr que é o fornecido pelo fabricante. Supondo que seja de 3,10m então: NPSHd – NPSHr= 8,46m-3,10m= 5,36m > 1,5m OK Portanto, não haverá cavitação na bomba. Conforme Heller, 2006 quando não possuímos o NPSHr do fabricante podemos estimar pela equação: NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 Sendo: NPSHr= estimativa do NPSHr fornecido pelo fabricante da bomba centrífuga (m) n= rotação do motor em r.p.m. Q= vazão no ponto de rendimento máximo (m3/s) Exemplo 7.3 Dada uma bomba com 1750rpm e vazão de 0,045m3/s estimar o NPSHr. NPSHr= 0,0012 x n 4/3 x Q 2/3 NPSHr= 0,0012 x 1750 4/3 x 0,045 2/3 = 3,1m Nota: O NPSHr fornecido pelo fabricante é igual a 1,80m

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Margem de segurança do NPSH Segundo Grundfoss, 2005 a margem de segurança do NPSH deve ser suficientemente grande para suportar variações numa situação onde as condições reais podem ser diferentes das calculadas teoricamente. As perdas de carga na tubulação de sucção podem ser incorretamente calculadas e o ponto de funcionamento real da bomba pode diferir da teoria devido a variações da curva Q/H e cálculos incorretos da resistência da tubulação de sucção. A Grundfoss, 2005 baseado no Europump, 1997- NPSH for rotodynamic pumps, reference guide recomenda que para bombas instadas horizontalmente em tubulações retilíneas deve ser usada margem de segurança de 1,0m a 1,5m. Para bombas instaladas verticalmente a margem de segurança deve ser de 2,0m a 2,50m. NPSHd ≥ NPSHr +1,5m Dica: o NPSH disponível deve ser sempre maior que 1,5m do NPSH requerido Dica: o diâmetro da sucção é sempre um diâmetro maior que o de recalque. Assim um recalque de 200mm o diâmetro da sucção será de 250mm. Altura máxima de sucção A altura máxima de sucção precisamos da equação do NPSHd.é mostrada na Figura (7.14).

Figura 7.14- Altura estática de sucção 7.12- Velocidade específica Ns A velocidade específica Ns, apesar de ser considerada adimensional, tem as dimensões e é um índice usado para verificação dos rotores das bombas. A velocidade especifica da bomba tem as seguintes atribuições: • Selecionar a forma da curva da bomba • Determinar a eficiência da bomba • Antecipar problemas com NPSH

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Selecionar o mínimo custo da bomba

Uma bomba de fluxo radial de Ns entre 500 e 4000 e é a típica bomba centrifuga com simples ou dupla sucção conforme Figura (7.16) As bombas mistas estão entre 2000 e 8000 e as bombas axiais estão entre 7000 e 20000. A velocidade especifica segundo Azevedo Neto, 1998 é de grande utilidade na caracterização das bombas. Ns= Nx Q 0,5/ H 0,75 Sendo: Ns= velocidade específica da bomba (adimensional) N= número de rotações por minuto (rpm) H= altura manométrica total da bomba (ft) Q= capacidade da bomba no melhor ponto (gpm- galão por minuto). Fórmula de Thoma; Thoma criou o adimensional σ= (Ha-Hv-Hs)/ H Sendo: σ= número de Thoma Ha=9,5m (São Paulo)= pressão atmosférica local (m) Hv= 0,235m=pressão de vapor local (m) Hs= altura de sucção da bomba (m) H= altura manométrica total (m) Devemos calcular o numero de Thoma e a velocidade especifica Ns usando as unidades americanas, Entramos no gráfico da Figura (7.15) e verificamos se a bomba está em zona segura ou zona perigosa.

Figura 7.15- Velocidade específica Ns e valores do número de Thoma σ
7- 15

61m.40)/ 45.5/ 152 0.61m / 0. 7.15 e Ns=1080.13 Perda de carga localizada As curvas. perdas de cargas localizadas ou também chamadas de perdas singulares. isto é.12) com o número de Thoma=0.Valores da velocidade específica Exemplo 7. Jeppson. Isto mostra que os efeitos das perdas singulares não se dão na própria curva e sim em um determinado comprimento de tubo a jusante. peças.5-0.78 litros= 714 galao por minuto= 714gpm H=45.045x 1000 x 60s/ 3.5/ H 0.15 Entrando na Figura (7. etc introduzidas numa canalização causam perda de energia.17) onde a água sofre mudanças de velocidade e criação de espirais duplas que persistem até 50 diâmetros ou 100 diâmetros a jusante. 1996 Figura 7. contrações.235-2.16 .75 Ns= 1750x 714 0. 1973 mostra a Figura (7.4 Calcular a velocidade especifica Ns da bomba com 1750 rpm com vazão de 0.75 = 1080 Fórmula de Thoma σ= (Ha-Hv-Hs)/ H σ= (9.61 = 0. 7.045m3/s e altura manométrica de 45.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Fonte: Karassik et al. Estaremos dentro de uma região segura onde não haverá cavitação.16. válvulas.30m= 152 ft Ns= Nx Q 0. Q= 0.

17 .6).17.81m/s2 Ks= coeficiente de perda de carga localizada (adimensional) conforme Tabela (7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Sendo: hL= perda de carga localizada em metros V= velocidade média da água no recalque em m/s g= aceleração da gravidade =9. Figura 7.Perda de carga em uma curva Fonte: Jeppson. 1973 A perda de carga localizada é calculada pela equação: hL= Ks x V2/ 2g 7.

1973 7.0 Válvula de gaveta ½ aberta 5.30 Válvula globo aberta 10 Válvula de ângulo aberta 5 Válvula de gaveta aberta 0.6 Fonte: adaptado de Jeppson.40 Entrada normal 1.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.80 Válvula de gaveta 0.Valores de Ks para cálculo das perdas de cargas localizadas Peça Valor de Ks Crivo 0.10 Curva de 45 0.40 Curva de 90 0.00 Saída da canalização 1.19 Válvula de pé 15.75 Curva de 22.6.18 .5 0.19 Válvula de gaveta ¾ aberta 1.60 Tê saída lateral 1.0 Válvula de retenção 2.00 Tê passagem direta 0.

É muito comum usar-se a entrada de um reservatório com Ks=1. ou seja.V2/2g = V2/2g 7. na entrada de um reservatório há perda de carga hL= Ks .19.Perda de carga em uma curva de raio variável considerando o número de Reynolds > 2.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.3 x 105 Fonte: Jeppson.0. 1973 As entradas de tubulações conforme Figura (7.20) possuem perda de carga conforme ela é arredondada ou não conforme o desenho.19 . 1973 Figura 7.18.Perda de carga em uma curva de 90º com diâmetro constante Fonte: Jeppson.

1973 Exemplo 7.1416 x 0. Área da seção transversal= PI x D2/4= 3. Uma maneira mais detalhada para calcular um alargamento de uma tubulação é através da equação: hL= Ks x (V1 –V2) 2/ 2g Sendo: hL= perda de carga do alargamento (m) Ks= coeficiente de perda de carga do alargamento (adimensional) V1= velocidade da secção de menor diâmetro (m/s) V2= velocidade da secção de maior diâmetro (m/s) A Figura (7.20 .21.21) fornece os valores de Ks conforme o ângulo. Para uma contração gradual usa-se Ks=0.252/4= 0.Perda de carga em vários tipos de entrada Fonte: Jeppson.5 Calcular a perda de carga localizada numa adutora de 0.20. 1973 A contração de uma tubulação se comporta similarmente a uma entrada.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.Perda de carga em uma expansão Fonte: Jeppson.049m2 Q=A x V 7.5.04 e para uma contração abrupta usa-se Ks=0. Figura 7.25m de diâmetro e com duas curvas de 90.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 V= Q/A= 0.70 75 0.0 / (2 x 9.04m 7.10 250 1.7).21 . manutenção e operação. O valor de K varia de 0.30 Suspensão arenosas 0.30 Suspensão siltosas 0.14 Velocidade máxima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades máxima na sucção conforme Tabela (7.00 200 1.8.0m/s h= Ks x V2/ 2g 2 h= 0.00 . Usa-se então a formula de Bresse: D= K .45 7.7 a 1.5 7. Q 0.5 Sendo: D= diâmetro da tubulação de recalque (m) Q= vazão (m3/s) K= coeficiente obtido na prática. Q 0.040m2= 1.5 D= 1.16 Fórmula de Bresse Quando se faz um bombeamento é comum se procurar um diâmetro econômico que leva em conta as despesas de energia bem como os custos de construção.80 100 0.040m3/s/ 0.02m= 0.8) Tabela 7.7..02m Como são duas peças então h= 2 x 0.40 400 1.90 150 1. Q 0.Velocidade máxima na sucção conforme NBR 12214/92 Diâmetro nominal Velocidade máxima na sucção (m/s) 50 0.Velocidade mínima na sucção conforme NBR 12214/92 Tipo de material Velocidade mínima na sucção (m/s) Matéria orgânica 0.20 300 1. Atualmente está sendo usado K=1.81)=0. Tabela 7.0 D= K .8.15 Velocidade mínima de sucção A ABNT NBR 12214/92 de projeto de sistemas de bombeamento de água recomenda velocidades mínima na sucção conforme Tabela (7.50 7.40 x 1.

3 .30m Portanto. A altura de recalque hr é igual a 42. D=0.3 D= 1.30m + 42.30m e de sucção será um diâmetro maior.643 x Q 1. Q 0.X ¼ .5 =0.50m Quando se leva em conta o número de horas de bombeamento por dia se usa: D= 1.0 Ks= 15.85 x D 4. ou seja.70m= 45. Perdas de cargas localizadas na sucção Entrada da tubulação Válvula de pé Curva de 90º Redução excêntrica de 400x300 Redução excêntrica de 300x150 Total A velocidade na sucção é: J= (10.45m3/s D= 1. O comprimento da tubulação de recalque é de 220m e a bomba encontra-se a hs=2.28m=0. Q 0.5 D= 1.3 .70m Exemplo 7.70m.5 =0.33 .3 .045m3/s durante 24horas. 0.X ¼ .15m3/s x 86400s=12.8 Dimensionar uma tubulação de recalque para vazão de 0.66m Adoto D=0.30m do nível da água para sucção.7 Calcular o diâmetro econômico para vazão média diária de 0.6 Calcular o diâmetro econômico para vazão de 0.40 Ks= 0.22 Ks=1. O diâmetro econômico pela formula de Bresse é: D= 1. o diâmetro do recalque será de 0. Hg= hr + hs (sucção) A altura geométrica Hg= hs + hr= 2.045 0. X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h X= 8h/24h=0.5 Ks= 16.87) 7.5 ¼ D= 1.33 Durante um dia o volume V=0.3 .5 D= 1. para 8horas de bombeamento por dia.960m3 Durante 8h a vazão será Q= 12960/(8h x 3600s)=0.3 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7. Q 0.15m3/s.0.40m.5 Ks= 0. Usar a equação de Hazen-Willians com C=100.3 .15 0.00 Vamos calcular as perdas de cargas localizadas na sucção e no recalque.0 Ks= 0. 0. O rendimento total do motor e da bomba é 70%.5 =0.3 .85)/ (C1. Q 0.5 Sendo: X= (número de horas de bombeamento por dia)/ 24h Exemplo 7.4 . 0.45 0.15m3/s adotando o valor K=1.

643 x 0.61m 3 Q=0.1416x0.0 + 0.066m Perda distribuída no recalque Lr= 220.30m C=100 J= (10.5 .045x 45.0164m= 45.80m x 0.85 x 0.81)=0.013m Perda distribuída na sucção Ls= 2.045 1.013m + 0.81)=0.29 A velocidade na sucção é: J= (10.0164m Observemos que a perda localizada é bem maior que a perda distribuída devido as varias peças existentes num trecho curto.8 KW NPSH disponível NPSH disponível= Hpa + Hs – hs – Hvp NPSH disponível= 9.87)=0.164 – 0.045 1.528m + 0.30 2 Curvas de 90º Ks= 0.01 + 4.4 x 0.80 Perdas na sucção= 5.045m /s Rendimento total motor igual a 90% e bomba= 67.61 / (75x 0.643 x Q 1.41 HP Adoto P=50 HP PKW= 0.4 x 0.0024m/m Area= PI x D2/4= 3.80m 7.045m3/s D=0.01 HP Colocando-se tolerância de 10% teremos P= 44.30m + 3.7% P= 1000 x Q x Hman / (75 η ) P= 1000 x 0.594m+ 0.1257m2 V= Q/A= 0.85)/ (C1.643 x 0.40= 48.3 – 0.1257=0.80 Registro de gaveta aberto Ks=0.402/4=0.23 .40m C=100 J= (10.85 x 0.64 m/s hL= Ks x V2/ 2g= 16.0 Total Ks= 6.50m (dentro da água)= 5.302/4=0.066m= 0.85 x D 4.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Q=0.00m Perdas distribuída no recalque= 220mx 0.1257 2/ (2 x 9.0034m Hs= 0.677 )= 44.1416x0.000594m/m Area= PI x D2/4= 3.2.40 4.0024m/m=0.0034m=0.87) Q=0.045/0.64 2/ (2 x 9.85)/ (1001.30 4.87)=0.000594m/m=0.594m Altura manométrica da bomba Hman= Hg + Hr + Hs= 45.235= 6.045/0.40m/s OK hL= Ks x V2/ 2g= 16.36 m/s <1.0706m2 V= Q/A= 0.045m3/s D=0.9 x 0.0706=0.528m Perda de carga total no recalque= Hr= 0.736 x 50= 36.00 2 redução concêntricas Ks= 2.85)/ (1001.19 Saída da canalização Ks=1. Perdas de cargas no recalque Válvula de retenção Ks= 2.

50m NPSHd >1.24 . rendimento da bomba de 67. Fonte: catalogo da Imbil Figura 7.80m NPSHd > NPSHr +1.80m.80 +1.Bomba Imbil -ID 65 -INI 125-315 com 1750 rpm.23.30m OK Figura 7.50m=3.7%. rotor com diâmetro de 300. potência 39.89 HP NPSHr=1.Sucção da bomba 7.8mm.22.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Mas o valor do NPSHr= 1.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.25 .24. Bomba INI 125-315 para 45 L/s (162m3/h) e Hman= 45.61m 7.

25.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.A bomba Imbil linha INI 125-315 tem 1750 rpm e DNs sução=150mm e DNp = 125mm para recalque Fonte: catalogo da Imbil 7.26 .

27 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.Reduções flangeadas concêntricas e excêntricas da Saint Gobain 7.26.

Assim um motor de 50 CV tem momento de inércia a 1750 rpm de 0. 1998 podemos estimar a potência usando: P = Q x Hman/ 50 Sendo: P= potencia em HP Q= vazão em L/s Exemplo 7.9 Calcular a potência do motor para Q=45 L/s e Hman=45.18 Momento de inércia das bombas e motores É muito importante nos estudos dos transientes hidráulicos de bombeamento saber o momento de inércia da parte girante das bombas e dos motores. 7. Recordando o momento polar de um cilindro de massa m e raio r em relação ao seu eixo é: I= 1/2x m x r2.61/ 50 = 41 HP Mais 10% de tolerância P= 41+ 4.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Peças na sucção Redução excêntrica 400 x 300 Redução excêntrica 300x 150 Curva de 90 Válvula de pé com crivo Peças no recalque Redução concêntrica 125x150 Redução concêntrica 150x300 Válvula de retenção Registro de gaveta 2 curvas de 45º no trajeto 2 curva de 90º na chegada ao reservatório. A Tabela (7.17 Estimativa de potência Conforme Azevedo Neto.1=45.4440 kg x m2.9) fornece os momentos de inércia do rotor dos motores de diversas potencias e rotações.61m P=QxH man/ 50 P = 45 x 45. 7.28 .1 HP Adoto 50HP 7.

quanto maior a rotação.10) estão os momentos de inércia da bombas KSB.29 . Salientamos também que os motores fabricados depois da década de 1960 possuem menores momento de inércia devido a isto se deve ter o cuidado em usar equações antigas para pré-dimensionamento dos momento de inércia de motores.774 kg x m2. Camargo. Assim uma bomba tamanho 125-315 tem momento de inércia 0. Fonte: Engenheiro Luiz A.9. 7. menor é o momento polar de inércia.Momento de inércia do rotor de motores de diversas potências e rotações diferentes. 1991. Tigre Observar que para a mesma potência o momento de inércia do rotor do motor é diferente para rotação de 3600 RPM e 1750 RPM.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7. Na Tabela (7.

Tigre O momento polar de inércia das bombas é fornecido pelo fabricante em kgxm2.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Tabela 7.844 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kg x m2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto.Momento de inércia de bombas da KSB Fonte: Engenheiro Luiz A.30 . Assim 1750 rpm será N=1.10.75 7. Camargo. Universidade de Pretoria. África do Sul Uma maneira conservativa para se obter os momentos polares de inércia de motores e de bombas pode ser dado pelas seguintes equações: Momento de inércia de bombas I= 0. 1991.03407 x (P/N) 0. Para uso do método das características necessitamos do momento de inércia dos rotores do motor e da bomba.

Exemplo 7.736=36.844 = 0. I= 228 x (KW/ rpm) 1.3901 kgxm2 Nota: o momento de inércia da bomba e do motor é 0.11 Dada um motor de 36.8936 kgxm2 Koelle e Betâmio.844 I= 0.8KW 1750 rpm. Assim 1750 rpm será N=1.13 Converter 0.3604 x 11. I= 0.75) 0.75 Exemplo 7.0043 x (36.28 lb x ft2 7.3604 kg x m2 para WR2 (lb x ft2) 0.868. I= 228 x (KW/ rpm) 1.48 = 0.8KW calcular o momento polar de inércia do motor sendo a rotação de 1750rpm. 1992 apresentam uma fórmula empírica para achar o momento de inércia da bomba e do motor.868 conforme Parmakian e ao contrario temos que dividir por 11.8 /1750) 1.03407 x (36.8KW calcular o momento polar de inércia sendo a rotação de 1750rpm.12 Para motor de 50HPx 0.3901=0. I= 0.0043 x (P/N) 1. Calcular o momento polar de inércia do motor e da bomba.435 I=0.8355 Koelle e Betâmio.03407 x (P/N) 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Exemplo 7.8/1.435 Sendo: I= momento polar de inércia em kgxm2 KW= potencia do motor em KW Rpm= rotação da bomba em rotação por minuto Exemplo 7.435 I= 228 x (36.736 x 50=36.10 Dada uma bomba com motor de 50HP=0.868= 4. 1992 ainda comentam que uma solução aproximada do momento de inércia da bomba é que o mesmo é aproximadamente 10% do momento de inércia do motor.4454kgxm2 + 0.8/1.48 Sendo: I= momento polar de inércia da bomba em kgxm2 P= potência do motor em kW N= rotação da bomba em 1000 rotações por minuto. Conversão de unidades Para converter GD2 (kg x m2) para WR2 (lbx ft2) multiplicar por 11.31 .48 I= 0.4454 kgxm2 Momento de inércia dos motores I= 0.75) 1.0043 x (P/N) 1.

Para este programa a vazão é espaçada de 0.1388.0 C= (H2XQ3 – H3 X Q2 – AX Q3 + A X Q2)/ [Q2 X Q3 X (Q2. Trata-se então de um booster. Existem programas de Hardy Cross que consideram o polinômio até o terceiro ou até o quarto grau.03m3/s.Q .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. temos H=30 m.12.00 H=30.32 .06 Q3=0.09 H (m) 30 H1=29 H2=26 H3=20 Sendo: Q= vazão da bomba em m3/s. Que é a equação de uma parábola. Para a vazão zero.Q +C . sempre começando com a vazão igual a zero e depois fornecer a altura manométrica.Q +C .00 + 15.12). Em caso do funcionamento junto ao reservatório. A. Q2 A curva característica da bomba é calculada automaticamente pelo programa. a bomba pode ser transformada em um reservatório com a altura a ser determinada pelo calculista da rede malhada.B.03 Q2=0. Q2 A=30. Q2 Sendo : H= altura manométrica total em metros.00. H= altura manométrica da bomba em metros de coluna de água. obtemos a polinômio do segundo grau: H=A + B.87 B= (H3 – CQ32 – A)/ Q3 B= 15.87 .B e C da bomba Q( m3/s) 0 Q1=0. isto é.19 Equação da curva da bomba As bombas centrifugas são geralmente da fórmula: H=A + B. Nós iremos considerar para os cálculos o polinômio do segundo grau somente. A bomba pode funcionar junto a um reservatório como uma bomba normalmente considerada ou na linha.Vazões e pressões necessários para o calculo dos coeficientes A.03 m3/s em 0. 7.03 m3/s. conforme Tabela (7.14 Assim como exemplo. shut-off. Exemplo 7. Tabela 7. Q= vazão em m3/s.C = coeficiente obtidos na análise de regressão. conforme o espaçamento que será escolhido e no caso é 0.Q3)] Achamos C= -1388.

Conforme Carvalho. O torque ou conjugado é o esforço aplicado a um objeto com que faz que o mesmo gire em torno de um eixo.15 Calcular o conjunto de um motor de 50HP com n=1750 rpm e momento de inércia de 0. C=5250 x HP/n= 5250 x 50/ 1750=150 lbx ft n1=0 n2=1750 rpm t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) t= 10. As duas curvas devem-se cruzar no ponto que corresponde à velocidade nominal conforme Macintyre. Vamos mostrar o que é momento de inércia e o que é torque ou conjugado.9).20 Momento e torque Quando a opção é usar volantes de inércia é importante recordar alguns conceitos do que é conjugado de um motor.868 resulta em 0.61lb x ft2 calcular o tempo que o motor leva da rotação 0 até a rotação de 1750rpm.61 x (1750 – 0)/ (308 x 150)= 0.40s Dica: o torque do motor tem que ser maior que o torque da bomba 7. 1980 conforme Figura (7.33 . O conjugado resistente da bomba deve ter suas ordenadas inferiores as curvas do conjunto do motor elétrico. para acelerá-lo até que atinja a velocidade normal ou de regime.8936 kgxm2 que multiplicando por 11. pois caso não seja suficiente a bomba não irá funcionar.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.868=10.8936 x 11. 1968 temos: C= 5250 x HP/ n Sendo: HP= potência do motor em HP C= conjugado ou torque de aceleração do motor em lbxft2 n=rotações por minuto (rpm) t= WK2 x (n2 – n1)/ (308 x C) Sendo: t= tempo de aceleração em segundos WK2= momento de inércia do conjunto girante motor +bomba em lb x ft2 n2= rotação final em rpm n1= rotação inicial em rpm C=conjugado médio de aceleração lb x ft Exemplo 7. Deverá sempre ser verificado se o conjugado do motor é maior que o conjugado da bomba e do volante. Um motor deve ter o conjunto motor C maior que o conjugado resistente oferecido pela bomba e pelo volante de inércia.

para uma pressão constante de 7.21 Bombas de velocidade fixa Geralmente a bombas com que trabalhos em engenharia sanitária são bombas de velocidade fixa e onde a pressão de bombeamento é mantida aproximadamente constante. 7. independente do consumo da rede.28) mostra varias curvas características de uma bomba com diferentes velocidades de rotação em rpm. 7. por exemplo.27 Conjugado do motor e conjugado da bomba Fonte: Macyntire.1980 É aconselhável que o conjugado máximo deveria ser acima de 150% do conjugado de plena carga para levar em contas as flutuações de tensão e de freqüência da rede.23 Variação das curvas características Conforme a velocidade da bomba variam as características Q2/ Q1= N2/ N1 H2/H1 = (N2/N1)2 P2/P1= (N2/N1)3 Sendo: Q= vazão da bomba N= rotação da bomba P= potencia aplicada a bomba Conforme Grundfos. quer por variação de consumo.5 bar e uma variação de vazão entre 500 e 1000m3/h corresponde uma variação de rendimento Maximo compreendido entre 70% e 80%. 2005 a Figura (7. 7. Podemos observar que o rendimento da bomba não varia com a velocidade da bomba.22 Bombas de velocidade variável Mas existem bombas de velocidade variável cuja pressão é mantida constante. 2005.34 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7. são detectadas por um sensor que atua no variador de velocidade de forma a manter a pressão de bombeamento constante conforme Grundfos. 7. As variações de pressão de descarga das bombas provocadas quer por alteração de pressão de aspiração.

Curvas características de uma bomba com velocidades diferentes Fonte: Grundfos. quando aumenta a vazão diminuía a pressão.28. Como manter constante a pressão era o problema até parecer no Brasil a Mark. Eram dispositivos mecânicos envolvidos em óleo e fabricados no Brasil pela Mark-Peerless de Santo André Estado de São Paulo. O problema era que a vazão variava bastante e olhando a curva da bomba. Como fazer o bombeamento diretamente para rede e assim eliminaríamos uma torre de uns 15m de altura. 2005 7. o qual visitamos antes da nossa primeira experiência em Guarulhos.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.35 .24 Variadores de velocidade O bombeamento pode ser feito para um reservatório elevado ou num alto de um morro. Daí a água é distribuída saindo de uma pressão constante variando o consumo durante o dia até os picos de vazão. 7. A idéia é muito antiga.Peerless Há anos o SAAE de Guarulhos começou a usar variadores de velocidade hidrocinético ao mesmo tempo que a Sabesp que executou o booster enterrado do Shangrilá na capital de São Paulo. A manutenção dos variadores de velocidade era muito grande e estávamos a espera dos variadores de velocidade baseados na variação da freqüência.

36 .31.Variador de velocidade de 75HP da firma Mark-Peerless 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Figura 7.

Milton Tomoyuki Tsutiya da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Vamos mostrar slides de palestra do prof. dr. 7.37 .

38 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

39 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

40 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.41 .

42 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

43 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.44 .

45 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

ano 2007. Itatiba.46 . Estado de São Paulo.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Loteamento denominado Villa Trump. Trecho 3 7.

47 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.48 .

49 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.50 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.51 .

52 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

53 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.54 .

55 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Dispositivo antigolpe usado: acumulador de membrana Chegou-se com o acumulador de membrana as seguintes pressões: 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.56 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.57 .

58 .Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.59 .

Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7.60 .

1974. Portugal. Cetesb. -JEPPSON. -KARASSIK. 2005. Editora UMFG. In Grundfos. Projeto de sistema de distribuição de água. 164páginas. 724páginas. -NUNES.61 . EPUSP. ISBN 025040119-3. -HELLER. Bombas. 669 páginas -BLACK. 215paginas. USA.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. -LUCARELLI. Portugal. -ABNT. 335páginas. IGOR J. Singapure. MA. 2004. 64páginas.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. Bombas industriais. Sistemas de pressurização com velocidade fixa e velocidade variável. Grunfos Catálogo versão 2007. -MATOS. São Paulo. Abastecimento de água. ISBN 0-07033302-5. 2005. MILTON TOMOYUKI. 437 páginas -CETESB. Bombas. São Paulo. válvulas e acessórios. DRAUSIO L. 8ª edição. 1975. PNB-591/91. Analysis of flow in pipe networks. EDSON EZEQUIEL et al. Elaboração de projetos de sistemas de adução de água para abastecimento público. Projetos de adutoras para abastecimento público. 2006. Bombas e sistemas de recalque. -TSUTIYA. Petrobras 1998. 2007. McGrawHill. PERRY O. 1986. 260 páginas. EDUARDO.25 Bibliografia e livros consultados -ABNT. -GRUNDFOS. 7. Interciência. Pump Handbook. Portugal. -TORREIRA. ISBN 972-99554-0-9. -ABNT. 2a ed. et al. Manual de engenharia. 641páginas. NBR-12214/92. RAUL PERAGALLO.ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS.Arbor Science Publishers. PNB-591/77.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 7. Abastecimento de água para consumo humano. Livro Técnico: 1979 1ª ed. MCT-Produções gráficas. LEO et al. 859páginas. Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público. ROLAND W. et al. 1976. 8 páginas -AZEVEDO NETO. ISBN 85-900126-1-1. 1996. 2a ed. Manual de Hidráulica. -GRUNDFOS. São Paulo.

Itatiba.94 138 148.235 0.85 x D 4. Afogada (positivo).Hvp NPSHr= Bomba Imbil 1750 rpm ID280 Linha BEW Modelo 80/7 rendimento da bomba =64.29 /kWh Média tensão (75kw a 5000 Kw) R$ 0. sucção (negativo) hs= perda de cargas na adução (m) NPSH disponível= Hpa .9 50.4 0.0 36.62 .4% 0.017672 0.15 100 1290 0.643 x Q 1.01388 0.79 0.38 Perda distribuída HW J= (10.1 EEAB3 Villa Trump.94 0.47 2.17 54803 76 98040 16500 114540 20272 75074 9.Hs + hs .2 9.007997 20 0.736 Energia consumida por dia (KWH) Custo médio do kwh (R$) Custo médio anual de energia elétrica (R$) Custo unitário dos tubos R$/m Custo total dos tubos R$ Custo de 2 conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Custo total dos tubos + conjuntos motor-bomba e equipamentos elétricos R$ Amortização anual de capital a juros de 12% ao ano e em 10anos R$ Dispêndio anual com energia elétrica. juros e amortização R$ NPSH disponível= Hpa .85)/ (C1.8 883 0.87) 7.64 47.Hs + hs . São Paulo Diâmetro da tubulação de recalque (m) Coeficiente de C de Hazen-Willians Comprimento do recalque (m) Vazão (m3/s) 50m3/h Área secção transversal (m2) Velocidade (m/s) Perda de carga unitária J (m/m) Coeficiente de perda de carga Ks total Perda de carga localizada estimada KsxV2/2g Perda de carga total (m) Altura geométrica (m) Altura manométrica recalque (m) Rendimento estimado da bomba = Potencia do motor em HP Potencia do motor em HP adotada Potencia em KW= HP x 0.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Custos médios de energia elétrica em Guarulhos em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) R$ 0.63 10.Hvp Hpa= pressão atmosférica= 9.5m em São Paulo Hvp= pressão de vapor a 20graus= 0.235m Hs= altura da sucção do liquido (m).5 0.19/kwh Exemplo 7.

63 .12 7.Método de Hardy-Cross Capitulo 7-Bombeamento engenheiro Plínio Tomaz 8 dezembro de 2007 Perda localizada hL hL= Ks x V2/2g Amortização de capital em 10anos a juros de 12% ao ano n n Amortização = Custo das obra x i . (1 + i ) / [ (1+i) -1] n=10anos I= 12%=0.

1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8.

Thomas M.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 8.01 l/s Precisão na perda de carga: 0. Q= A x Qe C= B x Ce Sendo: Qe= estimativa inicial estimada em litros por segundo A= fator de correção pelo uso da água B= fator de correção da estimativa de C Ce= coeficiente C inicial (no projeto inicial.2 . Waslki e mais tarde publicado no livro de denominado Analysis of Water Distribution Systems publicado em 1992 Para o modelo matemático foi usado: Método de Hardy-Cross Fómula de Hazen-Willians C=130 Tubos de ferro fundido revestido com argamassa de cimento e areia Precisão na vazão: 0. C=130) A= F/ [(b/a) x (Qe + F) – Qe] Sendo: b= (h2/h4) Z B= F/ (b (Qe +F) – a x Qe] a= (h1/h3) Z Para o caso das perdas serem muito pequenas: C= Ce x (h4/h2) Z 8.05m Método Trata-se de comparar um hidrante aberto e fechado usando um modelo matemático e tomando-se dados em campo. Os prédios do Parque Cecap não possuem reservatórios.2 Pesquisa sobre o coeficiente C de Hazen-Willians O objetivo foi achar o coeficiente C de Hazen-Willians numa rede malhada do Parque Cecap em Guarulhos instalada aproximadamente em 1970 com diâmetros variando de 100mm a 600mm e em tubos de ferro fundido. Queríamos o coeficiente C não de uma rede de uma rede malhada total que foi projetada para C=130. sendo que 80% dos mesmos são revestidos com argamassa de cimento e areia. dr. 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Capitulo 8.1 Introdução O objetivo desta apresentação para achar o coeficiente C numa rede de água é para incentivar as pesquisas.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 8. Teoria Toda a teoria se baseia em publicação na página 38 do jornal da AWWA (American Water Works Association) de dezembro de 1985 num artigo publicado pelo grande calculista em hidráulica prof. sendo o abastecimento direto. por exemplo.

40 – 761.000 litros de capacidade.11m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto no modelo matemático) h3= 2.11/5.00 e a cota de fundo 759. caminhão tanque com 6. Achamos então: h4= 3.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 8. O manômetro usado tinha variação de 0 a 100mca.29) real Usando a solução aproximada teremos: C= Ce x (h4/h2) Z C= 130 x (3.29) h2= 5. m o nível em relação a cota de fundo era de de 4.40m – 758.42= 101 (medido) Portanto.11m real (763.28 L/s Os cálculos foram feitos em computador calculando-se: a) modelo das redes malhadas com cálculo de Hardy-Cross b) Suposto hidrante aberto no modelo com 21 L/s.11m (763.5m. 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Sendo: Z= 0. A cota do reservatório era de 763.0m adotando-se 28. supomos no modelo de Hardy-Cross que o hidrante estava perdendo 21 L/s de água.5 para tubo áspero e Z=0. O tempo de enchimento do caminhão tanque de 6. 282 segundos e vazão =6000 litros/ 182 s = 21.64 para tubo liso F= vazão no hidrante durante a descarga (litros/segundo) h1= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (real) h2=perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante aberto (real) h3= perda de carga em metros entre o reservatório e o hidrante fechado (modelo) h4= perda de carga entre o reservatório e o hidrante aberto (modelo) 8.3 . isto é.81/ano Em 20 anos teremos: 20anos x 1.5mca. O hidrante era de 100mm com duas mangueiras de 2” ½ que foram instaladas nas bocas do hidrante de coluna da Bárbara.5m a 29. 130 – 101= 29 e como temos 16 anos de uso a partir de 1970 teremos: 29/ 16= 1.11) 0. Com o hidrante aberto a pressão estabilizou-se em 25.40m.81/ano=36 130 – 36= 94 Conclusão: usar para projeto C=94 para 20 anos de previsão para tubos de ferro fundido.2 Experiência No dia 10 de abril de 1986 as 9h 45min no Parque Cecap em Guarulhos junto do Parque Infantil foi feito teste com medição direta usando cronômetro. achamos o coeficiente C=101 para a rede malhada do Parque Cecap em 1986. A medida de pressão sendo que a mesma variava de 28. A cota mínima do reservatório é de 764.39m (perda de carga entre o reservatório e o hidrante fechado no modelo matemático) Os valores de h1 e h2 são: h1= 2. ou seja.40m.00m A altura do reservatório semi-enterrado é de 5m e o reservatório tem capacidade máxima de 5 milhões de litros.000 litros foi de 4min e 42s.5 =101. isto é.

50m 8.dados estatísticos Consumo dos prédios 4733 apartamentos Dezembro de 1985 94.166m3 41.5 x 30)= 190 litros/dia x hab Previsão futura da SABESP SAM-53 1980: 175 litros/dia x habitante Análise do sistema de distribuição de água potável do Parque Cecap DON.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Tabela 8.88 L/s Fevereiro de 1986 94.07 L/s Consumo médio mensal somente dos apartamentos é: (94342+94524)2= 94.342m3 36.1-Parque Cecap.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 8.433m3/mês Tabela 8.SAAE-Guarulhos 29/04/1991 Método de Newton-Raphson Fórmula de Hazen-Willians C=130 Número de nós= 18 Número de tramos=22 Nível médio do reservatório= Na =761.Departamento de Obras Novas.22 L/s Janeiro de 1986 112.2-Prédios no Parque Cecap em 1986 Área do Parque Cecap verificada Situação existente Apartamentos 4728 Escola 2 Centro comunitário 1 Mercado 1 Ceagesp 1 Média mensal= 94433m3/ 4728 economias= 20m3/economia 3.524m3 39.4 .5 habitante/apartamento 30dias Q= 94433000 litros/ (4728 x 3.

880 apartamentos na parte velha Consumo por andar Local: condomínio Minas Gerais 480 apartamentos Abastecimento direto. não existe reservatório domiciliar nos prédios Os prédios possuem 3 andares Conclusão: quanto maior a pressão nas torneiras.56m3/apartametno 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 PESQUISAS NO PARQUE CECAP EM GUARULHSO 3.74m3/apartamento Terceiro Andar 19.3= 87.Consumo por apartamento no Parque Cecap Pavimentos Consumo por apartamento Pavimento térreo: estacionamento de veículos Primeiro andar 21. O consumo do primeiro andar é 10% maior do que o do terceiro andar.5 m3/apartamento 6.97m3/apartamento Segundo andar 19.3.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 8.5 habitante/apartamento ( 03/01/1994) 22. isto é.3 m2 Total= 61 m2+ 6 m2+ 20.5 . maior é o consumo.3m2 São Paulo: 480 apartamento Paraná: 480 Rio Grande do Sul: 480 apartamentos Santa Catarina: 360 apartamentos Total= 1.06 m3/apartamento Média geral do condomínio Minas Gerais 20. Tabela 8.51 m3/habitante 210 litros/habitante Despesas com água e esgoto por apartamento= 80% Área do apartamento: 61 m2 Área comum do apartamento: 6 m2 Garagem: 20.

6 .Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 8.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 8.

26 de fevereiro de 1997.7 .Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 8. 8.Pesquisa do coeficiente C de Hazen-Willians 4 dezembro de 2007 Rehabilittion .

Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Hidrantes em prédios 9-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 9.

isto é. Q= Q1+ Q2 +Q3.2).¶ Livro de “Hidráulica “ do B.1) mostra três tubulações saindo de um ponto M.Esquema de tubulação ramificada partindo de um ponto Fonte: Nekrasov.2.1. A soma das vazões Q1. Editado em espanhol Editorial Paz Moscou¶ ¶ ¶ 9-2 . Cada tubulação termina em um ponto e assim temos as cotas Z1.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Capitulo 9. Da mesma maneira que fizemos para a tubulação 1 fazermos para a tubulação 2 e tubulação 3. Na Figura (9. 1965 Figura9.Hidrantes em prédios 9. Q2 e Q3 será igual a vazão total Q e entrando-se com o valor de Q obtemos a soma das vazões conforme Figura (9. Arbitrando-se um diâmetro mínimo para a tubulação número 1 e usando a cota Z1.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 9. A vazão no ponto M será a soma das vazões nas três ramificações. teremos a perda de carga no trecho.Esquema de pressão e vazão de tubulações ramifacadas Fonte: Nekrasov. No ponto M as pressões de cada tubulação serão sempre a mesma Pm. Arbitrando-se várias vazões teremos várias perdas de cargas e podemos desenhar a curva na Figura (9. As pressões P1. P2 e P3 são fornecidas e uma é diferente da outra. Nekrasov.1965 Excluído: um livro russo editado em espanhol pela é a¶ O livro do Nekrasov é muito bom. Z2 e Z3.1) com a vazão na abscissa e pressão H na ordenada. Figura 9.1 Introdução O livro do russo Nekrasov denominado “Hidráulica “ para engenheiros e tecnólogos da indústria de aviação da antiga URSS e importante para cálculos hidráulicos complexos.

R2.00m obtemos: Q= 34.1 Cálculo de hidrantes O calculo de hidrantes tem sido fonte de inúmeras dúvidas e devido a isto é que iremos recordar alguns conceitos.5 Q= 34. Z2´.5 Aplicando ao tramo 1 com H=6. Z2. Exemplo 9.58 x 6 0.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Sendo: Z1.3 Cálculo de hidrantes de Takudy Tanaka Takudy.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 9.2 e 3 Aplicando a equação de Bernouilli na seção M-M para as tubulaçes1.41 L/s Desta maneira obtemos Pm. Conforme equação do esguicho temos: Q= 0. Risco Classe A.00m Diâmetro da mangueira= 38mm Comprimento da mangueira= 30. No esquema da Figura (9.2 e 3 Σ h1.3) calcular o valor de p2=? sendo dado p1=6.Tanaka Prédio de apartamento com 5 pavimentos com área total de 2500m2. Com o valor de Pm achamos o valor correto de Q2 e de P2. 2 e 3 Z1´. Do tramo2 entramos com vários H e obtemos vários Q e por conseguinte vários Pms.5 Para diâmetro do esguicho d=13mm temos: Q= 0. Q2. elaborou um modelo bastante simples do cálculo de hidrantes de incêndio em um prédio.1. e R3= são as resistências de cada tubulação Q1.00m Diâmetro do esguicho d=13mm 9-3 . 2 e 3 temos: Pm/γ= Z1 + p1/γ + Σ h1 Pm/γ= Z2 + p2/γ + Σ h2 Pm/γ= Z3 + p3/γ + Σ h3 Pm/γ= Z1´ + R1xQ1m Pm/γ= Z2´ + R2x Q2m Pm/γ= Z3´ + R3x Q3m Z1´= Z1 + p1/γ Z2´= Z2 + p2/γ Z3´= Z2 + p3/γ 9. Σ h2 e Σ h3= são a somatória das perdas de cargas nas tubulações 1. Pressão mínima na boca do esguicho mais desfavorável = 6. Z3= as cotas em metro dos pontos 1.2046 x 132 x H 0. Z3´ =as cotas piezométricas nos pontos 1.58 x H 0. e 3 R1.5=84.00m. 1986 no seu excelente livro de Instalações prediais e sanitárias que se acha esgotado.2. 9.70 litros/minuto= 1. Q3= são as vazões nas tubulações 1.2046 x d2 x H 0.Colocando-se num gráfico achamos a vazão correspondente a Pm.

2046 x 132 x 60.2046 x d2 x H0.3.5 Q= 0.5 Sendo: Q= vazão (litros/minuto) d=diâmetro do esguicho (mm) H=pressão (m) Para esguicho com d=13mm e pressão mínima de 6.41 L/s Consideramos então que a vazão mais desfavorável seja Q1 e deveremos ter então Q2>Q1 e Q3>Q2.00m temos: Q= 0.Esquema de colocação de hidrantes em um prédio Fonte: Tanaka.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 9.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 Figura 9.2046 x d2 x H0. 1986 Vazão: Q= 0.5= 84.70 litros/minuto=1. 9-4 .

411.00m + 13.46 x 0.0079 x 15.85= 0.00+ 13.5 H2= Q2 2/ (0.2046 x d2 x H0.redução 63x 38mm 0.20m Perda de carga D2= 63mm Q2= 1.7951x1.46 x Q 1.000165 1.43m Total= Leq= 13.17m Perda de carga na mangueira: ΔH2= 0.65 1.011 x 15.0081m/m Comprimento real Lr=2.00m . Q= 0. PA= H1 + ΔH A-H1 + ΔH1mangueira Para mangueira de 38mm e usando a fórmula de Hazen-Willians teremos: ΔH1mangueira= 0.7951 x Q1 1.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 9.46 x Q 1.72m que é um pouco maior que 10.m .85 =0. Como vemos o cálculo é feito por tentativas. Através da coluna recalcamos o valor de PB e obtermos PB=10.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 O cálculo é feito por tentativas.17+2.011m/m Lt= L+ Leq= 2.8 3=15.83m ΔHA-H1= 0.65 L/s J2=1492.90 L/s= 114 L/min Acharemos Pc= 13.0 litros/minuto Usando a fórmula da vazão do esguicho tiraremos o valor de H.42 L/s Para C=100 de Hazen-Willians e D=63mm temos: J=1493.70m Recalculo para achar o valor de PB.85= 1.83= 15.46 x 0.38m Calculo da pressão PC Adotando Q3= 1.7951x 1.85= 2.83= 0.38m e portanto consideramos a vazão arbitrada em B como certa. Vamos achar a pressão no ponto A que denominaremos de PA.40.65 L/s= 99. 9-5 .85 J2=1492.12+ 1.01=10.Te 90 saída lateral 63mm 3.00+ 0.85 = 0.85=1493.00142 1.12m PA= 6.20462 x 132)= 8.62m Cálculo de PB Adotando Q2= 1.83= 0.83m ΔH2t= 0.0079m/m Q1= 1.01m PB= H2+ ΔH2t +ΔH2m= 8.20+0.50= 7.50m Para tubo de ferro galvanizado de 63mm que é o mínimo admissível temos: D1= 63mm Achamos J1 tubo= 0.83m Comprimento total= 2.00m Comprimento equivalente: Leq -registro de ângulo 63mm 10.20462 x d2) H2= 99 2/ (0.

1965 (?). Moscou.4 Bibliografia e livros consultados -NEKRASOV.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 9.Hidrantes em prédios engenheiro Plínio Tomaz 4 dezembro de 2007 9. Livro em espanhol. Editora Paz. Hidráulica. -TANAKA. 1986. B. Editora Livros Técnicos e científicos. 279 páginas. TAKUDY. 208 páginas.ISBN 85-216-0461-0. 9-6 . Livro esgotado. Instalações prediais hidráulicas e sanitárias.

Uma das aplicações do diagrama de Moody é estimar o valor de f quando não se tem o numero de Reynolds. 10-1 .2 Calculo do f usando o diagrama de Moody Todos se lembram do diagrama de Moody na Figura (10. Geralmente em se tratando de adutoras se usa a formula de Darcy-Weisbach.Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 10.Problema dos três reservatórios Fonte: Streeter et al. Dados a posição de três reservatórios. K/D= 0.2) que é usado para achar o valor do coeficiente de atrito f da formula de Darcy-Weisbach entrando com a relação K/D e o numero de Reynolds.024.1 Introdução Um dos problemas clássicos de todos os livros de hidráulica é o problema dos três reservatórios conforme Figura (10. 1982 10. Então entra-se no gráfico com o valor a direita com o valor K/D.1). por exemplo.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Capitulo 10-Problema dos três reservatórios 10. os diâmetros e comprimentos achar as vazões nos três tramos. Figura 10.1.002 e achamos no lado esquerdo o valor de f=0.

0002 f= 1/ [ 1.14 – 2 x log10 (0.010 f= 1/ [ 1.35/ Re x f 0.0002)] 2 = 0.14 – 2x log10 (K/D ) Donde se vê que o valor de f dependerá somente da relação K/D.002)] 2 = 0.5 = 1. 1/ f 0.001)] 2 = 0.014 K/D=0. K/D=0.5) Sendo: f= coeficiente de atrito (adimensional) K= rugosidade da tubulação (mm ou m) D= diâmetro da tubulação (mm ou m) Re= numero de Reynolds (adimensional) Considerando que na prática o numero de Re é um valor muito alto.14 – 2 x log10 (0.14 – 2 x log10 (K/D)] 2 Exemplo 10. Para K/D=0.3 Estimativa analítica do f Como geralmente o numero de Reynolds Re > 4000 para tubos comerciais podemos usar a equação de Colebrook-White.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 10.1 Estimar o valor do coeficiente de atrito f para K/D=0.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Figura 10. O valor de f explicito será: f= 1/ [ 1.2.14 – 2x log10 (K/D + 9.023 K/D=0.0002. donde podemos fazer uma aproximação: 9.14 – 2 x log10 (0.002 e K/D=0.020 10-2 .Diagrama de Moody 10.002 f= 1/ [ 1.35/ Re x f 0.5 = 1.01.5 = 0 Então a equação de Colebrook-White fica: 1/ f 0.

001 Cota Z3= 9.00 x V12/ 2 x 9.024 Reservatório 3 Comprimento L3=1000m Diâmetro D3=0.0 = f1 x 3000/ 1.45m K2/D2= 0. 1983 usa o seguinte método: a) Fixa-se a cota piezométrica no ponto J b) Calculas-e Q1.811m3/s A diferença 1. o que é usual em hidráulica.6m e achamos novamente as vazões Q.020 Cota da junção J =Z=12m (suposto por nós) Lencastre. corrigindo o valor anterior a partir da observação da equação da continuidade. Dados Reservatório 1 Comprimento L1=3000m Diâmetro D1=1.278m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 23.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10. A equação básica é hf= f x L/D x V2/2g de Darcy-Weisbach Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30.0m Como a velocidade é baixa.002 Cota Z2= 18m f2=0.(0. desprezamos o termo V2/2g e teremos somente a linha piezométrica.380m3/s. fixa-se novo valor para a cota piezométrica em J.291m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J seja de 24.75m/s Q2=0.0 = 23.0002 Cota Z1= 30m f1=0. Se não for.87m/s Q3=0.81 V3=2.0= 14= f3 x 1000/ 0.380m3/s e saem Q2=0.0m f3=0.81 V2=1.811m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1. O problema é resolvido por tentativas. Q2 e Q3 a partir deste valor c) Se a equação da continuidade for satisfeita. 1982 que consideramos o melhor modelo para resolver o problema.014 Reservatório 2 Comprimento L2=600m Diâmetro D2=0. por exemplo.0= 7.Q2 e Q3 10-3 . de 11m e então teremos a cota piezométrica: Cota piezométrica no ponto J= cota de J + pressão estimada = 12.278+0.45 x V22/2 x 9. o problema está resolvido.60 x V32/ 2 x 9.81 V1=1.380m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 23-18=5= f2 x 3000 / 0.00m K1/D1= 0.0m + 11.278m3/s e Q3=0.4 Problema dos três reservatórios O exemplo é de Streeter.75m/s Q1=1. até se obter um valor que a satisfaça.0 – 23. A idéia geral do problema é supor no ponto J uma certa pressão.811)=0.0 – 9.60m K3/D3= 0.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 10.

6 – 9.856)=0. onde poderemos facilmente estimar o valor de f usando a vazão obtida em cada tentativa usando. 10-4 .(0.325 f= ------------------------------(3) [ln( k/3.00 x V12/ 2 x 9.0= 15.320m3/s e Q3=0.6= 5.029m/s Q3=0.320+0.011m/s Q2=0. Re= número de Reynolds (adimensional) e ln= logaritmo neperiano.205m3/s Entre o reservatório 2 e o ponto J 24.5 Fórmula de Swammee e Jain O problema pode ser resolvido em microcomputador usando planilha Excel.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 10.81 V2=2.6= f2 x 3000 / 0.856m3/s No ponto J entra a vazão Q1=1. D= diâmetro em metros. K= rugosidade uniforme equivalente em metros.8m e achamos novamente as vazões Q1. D + 5.81 V1=1.74/ Re0.45 x V22/2 x 9. 1.Q2 e Q3 10.0 – 24.Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 Entre o reservatório 1 e o ponto J: 30. por exemplo.534m/s Q1=1.205m3/s e saem Q2=0.9)]2 Sendo: f= coeficiente de atrito (número adimensional).60 x V32/ 2 x 9. a equação de Swammee e Jain.029m3/s Portanto não houve equilíbrio então admitimos que a pressão piezométrica no ponto J serja de 24.205m3/s.320m3/s Entre o reservatório 3 e o ponto J 24.4 = f1 x 3000/ 1.81 V3=3.856m3/s A diferença 1.7 .6-18=6.6= f3 x 1000/ 0.

BENJAMIN. McGraw-Hill. ARMANDO. 1982. Mecânica dos fluidos. Hidráulica Geral.E WYLIE.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 10. 10-5 .Problema dos três reservatórios engenheiro Plínio Tomaz 2 dezembro de 2007 10. 7a edição. 1983.5 Bibliografia -STREETER. E. VICTOR L. 585 páginas -LENCASTRE. Edição Luso-Brasileira. 654páginas.

Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação linear 11-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 11.

Existem rotinas do Método Simplex em Fortran e linguagem C feitas pela Universidade de Cambridge. Informa ainda que hoje no mundo os engenheiros possuem bastante liberdade para dimensionar uma rede de distribuição de água potável e que não existe sistema que não tenha falhas. de tal modo que alguma função ou objetivo seja otimizado conforme Shimizu. Introdução Na resolução de um problema de redes de água é muito importante os cálculos hidráulicos. 1. onde tratou da minimização de custo numa rede simples e salientando os problemas de uma rede malhada. O prof David Stephenson professor de Johanesburg na África do Sul em 1981 publicou um livro Pipeline design for water engineers. Geralmente os programas de cálculos de redes em espinha de peixe ou malhadas não são feitas com o chamado critério de mínimo custo atendendo as restrições hidráulicas. 1992 que é atualmente o maior calculista do mundo em redes hidráulicas de água diz que os cálculos de minimização de custos de uma rede só podem ser feitos se a mesma for ramificada.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Capítulo 11-Programação linear 11. mas os custos também o são. O método Simplex sistematiza o processo de obtenção dos vértices da região de restrição e procura a solução ótima conforme Shimizu.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 11. que não forme um sistema de malhas. mas certas características do método somente foram justificadas em 1982 no trabalho de Stephen Smale. A programação é utilizada para otimizar (maximizar ou minimizar) 11-2 . O método Simplex foi pela primeira vez publicado em 1948 por Dantzig... Daí faziam o tradicional. pois o seu custo seria totalmente inviável. Walski. onde fizeram comparação de um projeto elaborado por um engenheiro experiente e foi concluído que o resultado era praticamente o mesmo. 1992. conforme Cambridge. Para achar este ponto admissível extremo foi criado um algoritmo chamado método Simplex conforme Scheid. 1984. 1984. Um programa de programação linear consiste em minimizar (ou maximizar) uma função linear: Minimizar H= c1 x1 + c2 x2 + ..2 Programação linear A programação linear (PL) é um procedimento matemático para designar ou distribuir uma quantidade fixa de recursos para uma determinada finalidade. isto é. Há tempos quando estava estudando programação linear perguntei a um proprietário de uma firma projetista porque não faziam o projeto com minimização de custos e ele me respondeu que geralmente os engenheiros das companhias estaduais não entendiam do assunto e não solicitavam. 2000. Um importante teorema da programação linear estabelece que o mínimo (ou o máximo) ocorre num ponto admissível extremo. A programação linear para se obter o mínimo custo pode ser feita como Solver da planilha Excel. Cheguei a ver o estudo do uso de algoritmos genéticos para dimensionamento de redes de água onde entra a minimização dos custos.

25m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.1) A idéia da programação linear é usar diâmetros de 250mm e 200mm para os primeiros 500m e 200mm e 150mm para os últimos 400m.0402 x 8)/ (9.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 11.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Para a resolução do problema foi desenvolvido o Método Simplex e existe uma infinidade de softwares para o método de otimização de custo (maximização ou minimização).20 181 0.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.81 x 0. Tabela 11.81 x 0.1).14162)= 0.02 x 0.205 x 3.81 x 0.00m conforme Figura (11.Custos das tubulações por metro linear Diâmetro Custo (m) (R$/m) 0.25 251 0.20m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) hf/L= (0.14162)= 0.0142 x 8)/ (9. Primeiramente vamos supor que os custos das tubulações são os da Tabela (11.001012 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0.002708 Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0.3 Problema de Stephenson Temos um reservatório nível de água de 10m e uma rede tronco onde a 500m sai 26 L/s e a 900m da origem sai 14 L/s que deverá ter uma pressão mínima de 5.02 x 0.255 x 3.205 x 3.02 hf/ L = f x (L/D) x V2/2g Q=A x V V= Q/A A= PI x D2/4 V2= 16 Q2/(D4 x PI2) Substituindo em: hf/ L = f x V2/(2gD) hf/ L = f x (1/2gD) x16 Q2/(D4 x PI2) hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) Supondo que f=0.008263 Para a vazão de 14L/s e tubo de D=0.0402 x 8)/ (9. 1981.02 x 0. O objetivo é obter os comprimentos com o mínimo custo.15 148 Perda de carga unitária A perda de carga unitária pela equação de Darcy-Weisbach é: Admitimos f=0.15m hf/L= (f x Q2 x 8)/ (g x D5 x PI2) 11-3 . A melhor maneira de entender o assunto é mostrar num problema exposto por Stephenson. 1.14162)= 0.1.02 teremos: Para a vazão de 40L/s e tubo de D=0.

O resultado será: X1= 0.040m3/s (m/m) 0.02 x 0.002707X1+ 0.5= 5 = 0.20 0.004265X4 A função objetivo que queremos é aquela com mínimo custo: 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo (função objetivo que queremos minimizar) Temos portando 4 equações. X1 + X2= 500 No outro trecho de 400m temos: X3 + X4=400 As perdas de cargas serão: 10. X1 + X2+0X3+0X4= 500 0X1+0X2+X3 + X4=400 0.001012 0.004265X4 =5 251X1 + 181 X2 + 181 X3 + 148 X4= mínimo A maneira mais prática de resolver é usando o Solver do Excel.0 250mm X2= 500.008262 Perda de carga para 0.0142 x 8)/ (9.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 11.0010122X2 +0.81 x 0.004265 Tabela 11.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 hf/L= (0. 1981 Vamos supor que no primeiro trecho dos 500m tenhamos dois comprimentos X1 e X2 cuja soma é 500m.00m 200mm X3=257.0082626471X2 + 0.001012X2 +0.0082621X2 + 0.43m 200mm 11-4 . 1.002707504X1+ 0.25 0.002708 0.15 0.155 x 3.2 Perdas de cargas nas tubulações em m/m Diâmetro (m) Perda de carga para 0.14162)= 0.014m3/s (m/m) 0.004265 Figura 11.Esquema do abastecimento de água Fonte: Stephenson.

008262647 181 500.57m 150mm Tabela 11. Passos a serem dados no uso do Solver do Excel Primeiro temos que ver se temos a ferramenta Solver. F4 e F5.Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 11. F3. x3 e x3 11-5 .002707504 251 0.195.00 x1 C a2 1 0 0.00 x2 D a3 0 1 0.09 G sinal = = = O mínimo custo é R$ 158.Dados do problema no Excel A 1 2 3 4 5 Equação 1 Equação 2 Equação 3 Mínimo custo Solução B a1 1 0 0. Na célula F2.004265 148 142.3.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 X4=142. Procure em Ferramentas e depois em suplemento e torne ativo o solver do Excel. $B$6:$C$6) e copia em F2. Ponha na célula F5 na minimização do custo que queremos Abra o solver Através do mouse coloque as variáveis e as restrições etc Entre no solver opções e ponha não negativo e modelo linear Não esquecer de colocar no solver que queremos a minimização dos custos Ponha resolver no solver e ache a solução de x1.09 conforme Tabela (11.43 x3 E a4 0 1 0.57 x4 F total 500 400 5 158195.ponha a formula SOMARPRODUTO (B2:C2. x2.0010122 181 257.3). Se não tiver vai ter que instalar o solver.

Pipeline design for water engineers. Programação Linear. 2a ed. 275páginas. -SHIMIZU.br -NOGUERIA. -STEPHENSON. FRDANCIS. http://www.Método de Hardy-Cross 6 Capitulo 11. Elsevier Scientific Publishing company. 1992. ISBN 0-444-41669-2. economia e administração . Analysis of water distribution systems. DAVID. -LISBOA. printede en the Netherlands. TAMIO.Editora Guanabara dois. 2ª ed. ERICO. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel. Numerical Recipes in Fortran. FERNANDO. McGraw-Hill. 963 páginas. Pesquisa Operacional em engenharia.5 Bibliografia -CAMBRIGE. Portugal. M.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 11. 1981. Florida. 1984. 360 páginas. Pesquisa Operacional. -WALSKI.Tutorial sobre softwares. Análise numérica. -SCHEID. Cambridge University..eng. 1992. 1991 ISBN 0-07-055221-5. THOMAS. ISBN 0-89464-624-9 11-6 .ericolisboa. 2ª edição.

21 R$ 337.57 R$ 148.21 Ferro Fundido 80mm 100mm 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm 500mm 600mm 700mm R$ R$ 81.43 PVC 12 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ R$ R$ R$ 24.59 42.22 62.56 R$ 276.73 78.43 R$ 764.77 R$ 250.Estimativa de preço de material e mão de obra para dezembro de 2007 sendo 1US$ =R$ 1.81 R$ 638.34 51.89 24.06 16.1.98 36.02 R$ 546.85 R$ 129.3 R$ R$ R$ 4.43 88.69 R$ 471.66 82.90 16.48 R$ 134.42 R$ 105.88 R$ R$ R$ 34.02 6.14 R$ 207.23 R$ 251.80 R$ 182.74 MO (40%) R$ R$ R$ 1.57 35.66 14.00 R$ 124.02 R$ 100.69 Mat+MO R$ R$ R$ 6.65 71.65 59.12 R$ 179.70 Custo/metro Diâmetros 50mm 75mm 100mm PVC 6.90 4.44 91. Tabela 11.42 R$ 128.41 R$ 218.01 R$ 456.76 10.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Apêndice A Custos de tubulações Custos de tubulação considerando a média de que em cada 1000m temos uma válvula e uma curva para os materiais.75 42.08 23.12 R$ 351.41 11-7 .09 R$ 197.19 R$ 180.83 R$ R$ R$ R$ R$ 9.89 R$ 114.98 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.11 87. A mão de obra é estimada em 40% do preço do material.80 R$ 290.Método de Hardy-Cross 7 Capitulo 11.

09 sinal = = = b 500 400 5 restrição 1 Restrição 2 Restrição 3 Mínimo custo solução 11-8 .$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B5:E5.002707504 251 0.Método de Hardy-Cross 8 Capitulo 11.Uso do Solver em Excel Primeiramente fazer uma copia logo abaixo para segurança dos dados.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B3:E3.008262647 181 500. mas tomar o cuidado para não chegar onde está o mínimo.Programação linear engenheiro Plínio Tomaz 18 dezembro de 2007 Programação Linear. $B$6: $E$6 Copiar para as células F3.00 x1 a2 1 0 0.001012174 181 257.$B$6:$E$6) 2. 10) O programa está resolvido e aparecerá na tela em solução o valor das variáveis x1 a x4 bem como o mínimo custo a1 1 0 0. Clicar em opções e clicar em: Presumir modelo linear Presumir não negativo Clicar em OK e volta ao programa principal do Solver 6. Clicar em restrição e clicar em H2 a H4.57 x4 total 500 400 5 158195.43 x3 a4 0 1 0.00 x2 a3 0 1 0. Por o cursor na celula F5 onde está o mínimo custo que é a função objetivo 3) Clicar em ferramentas e clicar em solver 4.004265 148 142. 1. F$ e F5 Ficando assim: SOMARPRODUTO(B2:E2. Clicar no meio onde estão os sinais e escolher o sinal de =. Clicar em minimizar 5. Clicar em adicionar Clicar em referencia de células e clicar com o mouse em F2 até F4 onde estao as formulas.$B$6:$E$6) SOMARPRODUTO(B4:E4. Cuidado não errar. Clicar OK e sair 7) Clicar na célula das variáveis e entrar o quadro das variáveis que vai de B2 a E5. Na célula F2 colocar a fórmula: SOMARPRODUTO (B2:E2. 8) Clicar novamente no local das variáveis e colocar o destinoi B6:E6 sempre no local das variáveis. 8) Clicar em resolver 9) Clicar em manter solução do solver.

.1 Organização de sistemas de operação e manutenção.

Saliento a importância da manutenção preventiva. Engenheiro Plínio Tomaz 13 de dezembro de 2007 .2 I Introdução Escanei as 14páginas de apostila feita de resumo de aulas na CETESB em 1976 com respeito a organização de sistemas de operação e manutenção.

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Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Algoritmo genético 13-1 .Método de Hardy-Cross 1 Capitulo 13.

13-2 . No caso de redes de água a tecnologia envolve a integração das varias maneiras de cálculo dando um solução ideal. Quanto a confiança não existe na literatura uma definição exata do termo. permanece ainda confuso o termo confiança no sistema de rede de água. Para a confiabilidade das redes são usados gráficos e a solução final vai depender muito da experiência e bom senso do engenheiro conforme Gouter. que incluíram a probabilidade um um rompimento de tubulação quando fizeram o uso da otimização.1992. S= Σ pi . 2007. Apesar de varias tentativas feitos por autores diferentes. A primeira consideração explicita de probabilidade na confiança de uma rede de água foi definida por Kettler e Goulter segundo Afshar.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Capítulo 13-Algoritmo genético 13. 1992. 2007.Método de Hardy-Cross 2 Capitulo 13. Teoria da Entropia (Entropy) O objetivo é o mínimo custo das redes e a máxima confiabilidade da rede de água conforme a equação de Shannon conforme Gouter. Teoria Gráfica Para a confiabilidade do sistema de redes de água a teoria gráfica que pretendem um mínimo custo e máxima confiabilidade. ln (pi) Sendo: S= entropia pi= conceito de vazão associada a probabilidade ln= logaritmo neperiano Ainda não foi estabelecida uma relação entre a entropia e confiança.1 Introdução As tecnologias recentes para dimensionamento de redes de água são: • Algoritmo genético • Programação Dinâmica • Decision Support System (DSS) • Teoria do Caos • Teoria Fuzzy • Redes Neurais • Teoria da Entropia • Teoria gráfica para a confiabilidade Todas elas possuem como objetivo a minimização dos custos e maximização da confiança. Decision Support Systems (DSS) São pacotes de softwares com toda a tecnologia disponível para resolver um problema. É de conhecimento de todos que a otimização de uma rede de água é um sistema ramificado conforme Afshar.

Estes algoritmos estão baseados nos processos genéticos dos organismos biológicos. aqueles que não obtêm êxito tendem provavelmente a ter um número reduzido de descendentes. os Algoritmos Genéticos capazes de "evoluir" soluções de problemas do mundo real. podem produzir um 13-3 . Adicionalmente. descritos pela primeira vez por Charles Darwin em seu livro "Origem das Espécies". Estes cromossomos representam indivíduos que são levados ao longo de várias gerações. Desde então. Os algoritmos Genéticos formam a parte da área dos Sistemas Inspirados na Natureza. Emulando estes processos. Século XX: após anos de observações e experimentos. O trabalho do naturalista Carolus Linnaeus levou a acreditar na existência de uma certa relação entre as espécies. Não é necessário um software especifico pois o programa deve ser montado para cada caso. Holland foi gradualmente refinando suas idéias e em 1975 publicou o seu livro "Adaptation in Natural and Artificial Systems". tendo portanto menor probabilidade de seus genes serem propagados ao longo de sucessivas gerações. Charles Darwin apresentou em 1858 sua teoria de evolução através de seleção natural.Método de Hardy-Cross 3 Capitulo 13. Thomas Robert Malthus propôs que fatores ambientais tais como doenças e carência de alimentos limitavam o crescimento de uma população. Por volta de 1900. São métodos generalizados de busca e otimização que simulam os processos naturais de evolução. por biólogos e matemáticos de importantes centros de pesquisa. água e refúgio. aplicando a idéia darwiniana de seleção. foi John Holland quem seriamente.2 Algoritmos genéticos O texto abaixo foi extraído da Universidade Federal do Rio de Janeiro No século XIX os naturalistas acreditam que cada espécie havia sido criada separadamente por um ser supremo ou através de geração espontânea. Entretanto. Por outro lado.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 Programação Dinâmica (DP) A programação dinâmica é um programa montado para especialmente para cada caso sendo mais usado em redes de esgotos do que em redes de água. Nos anos 50 e 60. Este princípio foi desenvolvido durante os anos 30 e 40. codificando uma possível solução a um problema de "cromossomo" composto por cadeia de bits e caracteres. simulando os processos naturais e aplicando-os à solução de problemas reais. hoje considerado a Bíblia de Algoritmos Genéticos. são produzidos métodos de grande robustez e aplicabilidade. entretanto o trabalho que dá é tão grande que nunca mais usei. Na natureza os indivíduos competem entre si por recursos como comida. muitos biólogos começaram a desenvolver simulações computacionais de sistemas genéticos. estes algoritmos vêm sendo aplicados com sucesso nos mais diversos problemas de otimização e aprendizado de máquinas. entre os animais de uma mesma espécie. De acordo com a aptidão e a combinação com outros operadores genéticos. aluno de Holland. evoluindo de acordo com os princípios de seleção natural e sobrevivência dos mais aptos. Nos anos 80 David Goldberg. criando o princípio básico de Genética Populacional: a variabilidade entre indivíduos em uma população de organismos que se reproduzem sexualmente é produzida pela mutação e pela recombinação genética. A combinação entre os genes dos indivíduos que perduram na espécie. Montei uma vez uma programação dinâmica para redes de esgotos e foram ótimos os resultados. a desenvolver as primeiras pesquisas no tema. a moderna teoria da evolução combina a genética e as idéias de Darwin e Wallace sobre a seleção natural. na forma similar aos problemas naturais. 13. consegue primeiro sucesso em aplicação industrial de Algoritmos Genéticos.

Podendo ser utilizadas em uma grande variedade de problemas de classificação. 13-4 . Se um Algoritmo Genético for desenvolvido corretamente. Os Algoritmos Genéticos utilizam uma analogia direta deste fenômeno de evolução na natureza.duo representa uma possível solução para um problema dado. e a função de avaliação (ou função e custo). um grande número de indivíduos. Algoritmos Genéticos são muito eficientes para busca de soluções ótimas. pois não impõem muitas das limitações encontradas nos métodos de busca tradicionais. principalmente em quatro aspectos: 1. AGs utilizam regras de transição probabilísticas e não determinísticas. uma maneira de avaliar os membros do espaço de busca. AGs trabalham com uma população e não com um único ponto. e cada um destes passos possui muitas variações possíveis. corresponde a um ponto no espaço de soluções do problema de otimização. A cada indivíduo se atribui uma pontuação de adaptação. é manipulado utilizando algumas estáticas diretamente associadas ao problema a ser solucionado. as Redes Neurais estão baseadas no comportamento dos neurônios do cérebro. seu grau de importância continua sendo assunto de debate. dependendo da resposta dada ao problema por este indivíduo. entre eles: o espaço de busca onde são consideradas todas as possibilidades de solução de um determinado problema. em uma grande variedade de problemas. a população (conjunto de possíveis respostas) convergirá a uma solução ótima para o problema proposto. Toda tarefa de busca e otimização possui vários componentes. Aos mais adapta dos é dada a oportunidade de reproduzir-se mediante cruzamentos com outros indivíduos da população. população. Os AGs não são a única técnica baseada em uma analogia da natureza.Método de Hardy-Cross 4 Capitulo 13. Por exemplo. alocando um número de membros apropriado para a busca em várias regiões. A mutação também tem um papel significativo. O processo de solução adotado nos algoritmos genéticos consiste em gerar.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 novo indivíduo muito melhor adaptado às características de seu meio ambiente. AGs utilizam informações de custo ou recompensa e não derivadas ou outro conhecimento auxiliar. Os Algoritmos Genéticos (AGs) diferem dos métodos tradicionais de busca e otimização. Os processos que mais contribuem para a evolução são o crossover e a adaptação baseada na seleção/reprodução. 4. As técnicas de busca e otimização tradicionais iniciam-se com um único candidato que. ou aproximadamente ótimas. no entanto. onde cada indiv&iacut e. as técnicas de computação evolucionária operam sobre uma população de candidatos em paralelo. pois AGs são uma classe de procedimentos com muito s passos separados. chamado de indivíduo no AG. Por outro lado. através de regras específicas. porém sua utilização assegura que nenhum ponto do espaço de busca tem probabilidade zero de ser examinado. AGs trabalham com uma codificação do conjunto de parâmetros e não com os próprios parâmetros. elas podem fazer a busca em diferentes áreas do espaço de solução. iterativamente. produzindo descendentes com características de ambas as partes. Os pesquisadores referem-se a "algoritmos genéticos" ou a "um algoritmo genético" e não "ao algoritmo genético". Assim. O Algoritmo Genético pode convergir em uma busca de azar. como reconhecimento de padrões no processo de imagens. 3. de forma a promover uma varredura tão extensa quanto necessária do espaço de soluções. Deve ser observado que cada cromossomo. 2.

Método de Hardy-Cross 5 Capitulo 13. Cabrera e F.edu/~scientia/v14n1%20pdf/afshar.gta. IAN C.ufrj.pdf Acessado em 24 de dezembro de 2007. -GOULTER. A GODFREY. Martinez. Cabrera e F. M. 431 páginas 13-5 . http://mehr. Sharif University of Techonology. In Water Supply Systems organizado por E. Martinez. Modern concepts of a water distribution system. -INTERNET-http://www.br/~marcio/genetic. Policies for improvement of networks with shortcomings.Algoritmo genético engenheiro Plínio Tomaz 24 dezembro de 2007 13. editado em outubro de 1992. Evaluation os selection algorithms for simultaneous layout and pipe size optmization of water distribution networks.3 Bibliografia -AFSHAR. editado em outubro de 1992. H. Optimal desing of water distribution networks. In Water Supply Systems organizado por E. Fevereiro de 2007.html -WALTERS. 431 páginas.sharif.

89 e a=1. por exemplo e a função de custo do tubo por metro linear. ] ] Figura 14.2 Lagrange Após as demonstrações devidas.89 Onde b=0.br 18/12/07 Capitulo 14. 1982 14. que está explicado no livro de Waski.1 Introdução Uma maneira de se otimizar uma rede de água por gravidade e com tubos em série é usar o multiplicador de Lagrange. 1982 que vamos explicar juntamente com um exemplo da Figura (14. 1984.Esquema de rede de água por gravidade e em série Fonte: Walski. A equação do custo em R$/metro de material e mão de obra é: C= a D b C= 1.95 (não é utilizado) nos cálculos.com. Ver a altura do reservatório Ho=100m e a pressão mínima Hn=60m que se deseja no último nó ou em alguns nós. Iremos mostrar somente a de tubos grandes que se aplica também em tubos pequenos.Primeiramente calcular a vazão em cada nó e escolher a fórmula que vai usar como Darcy-Weisbach.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. A regra final feita por Walski. 14-1 . O método é uma mistura da hidráulica com os custos. 1982 chegou as seguintes conclusões para tubos grandes e tubos pequenos.95 D 0.1): 1.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.Otimização com multiplicador de Lagrange 14.1. 1982 e no Shimizu. Walski.

6552 x 1012) x 1000 x 2.89 +5) =0. b=0.14162 x 9./ (PI2 x g)= 8/(3.85 1/m =1/5= 0.5m3/s L2=1000m Q3= 0.26 x 1013 =0. para: Q1= 10. 3.5 2= 1. Cálculo dos diâmetros das tubulações nos diversos trechos Primeiramente se calcula o valor D1 pela equação: Lembramos que sendo m=5.6552 x 1012) x 2000 x 0.89 obtido por análise de regressão linear teremos: m/(b_+ m)= 5/ (0.Q2/ (PI2 x D5 g) hf= f x (L/ D5)x Q2 . O diâmetro é considerado em milímetros e a vazão em m3/s.5m3/s L3= 2000m Fi= K2 x Li x Qi 2 F1= (1. os comprimentos e o coeficiente f de atrito achamos os valores de Fi. A perda de carga segundo DW é.02 x 8. K2= f x 8.26 x 1013 Como temos os comprimentos de cada trecho Li e temos o coeficiente K2 para a fórmula.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.03283E+16 F3= (1. Achamos portanto para cada trecho as vazões Qi e como escolhemos a fórmula de resistência temos o valor de m que para Darcy-Weisbach temos: m=5. 8.81 )]= 1015 x 0.6552 x 1012) x 3000 x 10.com. hf= f x L/ D x V2/2g Q=A x V Q2= A2 x V2 V2= Q2/ A2 = 16.082626471 Mudanças de unidades: para ter D em milímetros multiplica por 1015 !/ (D/1000)5 = 1015/D K2= 1015 x [8/ (PI2 x 9.br 18/12/07 2. Fi= K2 x Li x Qi (m-3) m=5 Por exemplo.26265E+14 4.89 e o custo C=aDb=C= 1.2 14-2 .5 2 = 5.Q2/ (PI2 x D4) hf= f x (L/ D) x 16.082626471=8.81)= 0.5 2= 8.46574E+17 F2= (1.Q2/ (PI2 x D4 2g) hf= f x (L) x 8.6552 x 1012 O valor de f é o coeficiente de atrito de Darcy-Weisbach.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.26 x1013=1./ (PI2 x g) 8.5m3/s L1=3000m Q2= 2. Cálculo dos valores Fi Como é dada as vazões.95 x D0.

85 = 8.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] m/ (b+m) Fi x [(Li x F1)/ (L1 xFi)] 0.(5.9.85 = 1159 D3= 1781 x (F3 x L1/F1xL3) 0.03944E+16) / 12005)=66.com.85 = 717 Portanto.(1.46574E+17 F2 x [(L2 x F1)/ (L1 xF2)] 0.9m H1= 70.12256E+17/ 40 ) 0. H1= Ho – F1/ D15 H2= H1 – F2/ D25 H3= H2 – F3/ D35 H1= 100.85 = 7.2 = 1781 Depois de calcular o primeiro diâmetro D1 calculam-se os demais usando a equação: D2= 1781 x (F2 x L1/F1xL2) 0. temos os diâmetros: D1= 1779mm D2= 1159mm D3=717mm Vamos adotar diâmetros comerciais D1=1800mm D2= 1200mm D3=700mm 1779 1159 717 Vamos calcular a pressão em 1.77286E+16 A soma de F1+F2+F3= 7.12256E+17 D1= (7.85 = 5.79533E+16 F3 x [(L3 x F1)/ (L1 xF3)] 0.12256E+17/ 40 ) 1/m D1= (7. 2 e 3.br 18/12/07 Ho=100m Hn= 60m (admitido) Ho-H= 100-60=40m Vamos calcular a somatória que está dentro dos colchetes.85 Então teremos: F1 x [(L1 x F1)/ (L1 xF1)] 0.7m 14-3 .5007E+17/ 18005)=70.

50m/s OK conforme Tabela (14.Novo diâmetro adotado para D1 Diâmetro adotado (mm) 2000 1200 700 Pressão (m) 82.30 A NBR 12218/94 para projeto de redes de distribuição de água para abastecimento recomenda como velocidade máxima de 3.8m OK Verificamos também a velocidade na tubulação e constatamos velocidade muita alta no tubo de 1800mm conforme Tabela (14.Método de Hardy-Cross Capitulo 14.3).13 2.7 61.21 1.3848 V (m/s) 4.1310 0.1416 1. Então alteramos o diâmetro D1 para 2000mm e teremos velocidade de 3.9 78..21 1.8 Área (m2) 2.5447 1.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol.3.com.30 14-4 .5m/s.34 2.(8.34m/s < 3.br 18/12/07 H1= 66.1310 0.3) Tabela 14.Calculo da velocidade média Diâmetro adotado ( mm) 1800 1200 700 Pressão (m) 70.9 Área (m2) 3.8 73.3848 V (m/s) 3.3155E+14)/ 7005)=61.9 66.3. Tabela 14.7.

McGraw-Hill. 1992. -LISBOA. 1992.br -NOGUERIA. 2ª edição. DAVID. 275páginas.Editora Guanabara dois. Numerical Recipes in Fortran. THOMAS.Otimização com multiplicador de Lagrange pliniotomaz@uol. M. 963 páginas.3 Bibliografia e livros recomendados -CAMBRIGE. 1984. Notas de aula sobre Programação Linear utilizando Excel. economia e administração . FRDANCIS.br 18/12/07 14. Pesquisa Operacional.eng. ERICO. Programação Linear. 1981. 2ª ed. -SCHEID. Análise numérica.ericolisboa. -WALSKI. Pipeline design for water engineers. 2a ed.com. ISBN 0-444-41669-2. Florida. ISBN 0-89464-624-9 14-5 . Analysis of water distribution systems. printede en the Netherlands. Portugal. 1991 ISBN 0-07-055221-5.Tutorial sobre softwares. Elsevier Scientific Publishing company. Pesquisa Operacional em engenharia. FERNANDO.Método de Hardy-Cross Capitulo 14. 360 páginas. TAMIO. Cambridge University. http://www. -SHIMIZU.. -STEPHENSON.

Método de Hardy-Cross Capitulo 15. isto é. podemos estabelecer uma correlação entre eles através de uma equação de uma reta conforme Figura (15.1 Introdução A análise de regressão linear é feita pelo método dos mínimos quadrados Dado uma série de n números.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.com.Equação de uma linha reta Fonte: Sincich. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .Análise de regressão linear 15.1).br 18/12/07 Capitulo 15.1. Y = aX + b +ε Sendo: Y= variável dependente X= variável independente b= intercepto da linha. 1993 Que é obtida da seguinte maneira: a= ( n. ΣX) b= (ΣY – a ΣX)/ n n= número de dados 15-1 . o ponto na qual a linha reta corta o eixo y a= declividade da linha reta ε= erro randômico Figura 15. Σ XY – ΣX .

1993.1).16 0.Cálculo de s Y real 20 15 25 22 30 ycalculado 2.2 Estimativa do desvio padrão s Vamos ver como se faz a estimativa do desvio padrão s.Y 4 9 16 25 36 ΣX2=90 4 15 28 50 66 ΣXY=163 a= ( n. 35) / ( 5 .3. Verificar se há correlação do crescimento do pico do EEG com a idade.3 11.6 (Y-y)2 0.2.4 4. ΣX) n=5 a= ( 5.20)/ 5 = -2.1 Vamos mostrar um problema de Sincich.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. Trata-se de crianças de várias idades onde foi feito eletroencefalograma EEG em crianças normais conforme Tabela (15. Tabela 15.1-Dados X Idade 2 3 4 5 6 ΣX=20 Y Pico de freqüência 2 5 7 10 11 ΣY=35 X2 X.2 15.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.10 15-2 .2 A equação da reta obtida é: Y= 2. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .89E-31 0.20)= 2. 163 – 20 .7 7 9.10 SSE= 1.90 – 20. Σ XY – ΣX .49 0.com.36 Σ 1.09 7.3 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (35 – 2.br 18/12/07 Exemplo 15. Queremos achar uma equação de uma reta da forma Y= aX + b Tabela 15.3 X – 2.10 SSE=Σ(Y-y)2 =1.

3666 s2= 0. 15.36 Σ 1.6055 O valor de s é o desvio padrão estimado O valor 2s=2 x 0.br 18/12/07 Isto significa que qualquer outra reta escolhida o valor dos mínimos quadrados será maior que 1.211 mostra a faixa de variação dos valores.10 SSyy= Σy2 .3 11.SSE/ SSyy R2= 1.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.7 7 9.6055=1. levando-se em conta as variáveis consideradas.SSE/ SSyy Sendo: R2= coeficiente de terminação SSE= Σ (Y.10/3=0.10 y2 4 25 49 100 121 Σ 299 R2= 1.1. isto para uma curva perfeita.10 s2= SSE / (n-2) s2= 1.1) ycalc 2.(Σy)2 /n = 299.02037= 0. isto é.10 / (5-2)= 1.3 Coeficiente de determinação R2 O coeficiente de determinação o 0 ≤ R2 ≤ 1. 15-3 . Portanto.9796.4 4. que os valores estão normalmente dentro desta faixa.96% da soma total dos quadrados dos desvios das 5 amostras podem ser explicados usando-se o modelo adotado.89E31 0. pois sempre haverá variáveis que não foram consideradas e trariam um acréscimo no consumo.com.3666 s=0.09 7.9796 Foi obtido um coeficiente de determinação R2 igual a 0. haverá sempre um resíduo.6 (Y-y)^2 0.352/5= 54 R2= 1. sendo que o ideal é quando R2 =1. Tabela 15.10/ 54= 1-0. significando que 97.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.3-Dados para o coeficiente de determinação do Exemplo (15. mas como estamos usando dados reais isto nunca vai ser alcançado.49 0.16 0.yc)2 = 1.

com. sendo D= diâmetro do tubo em mm.br 18/12/07 Exemplo 15.4). Tabela 15.81 638.12 351.77 250.4. Os valores a e b deverão ser obtidos por análise de regressão linear.Custo por metro de material e mão de obra conforme o diâmetro do tubo de ferro fundido base dezembro de 2007 X Diâmetro (mm) Y Custo R$/metro 114.2 Queremos uma equação do custo por metro de rede em reais C na forma: C= a D b.57 148.00 124.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.69 471. Os dados estão na Tabela (15.19 180.80 290.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.42 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 b Como C= a D não é um equação linear podemos artificialmente linearilizá-la aplicando logaritmo para os dois lados da equação: C= a D b Log C= Log (a D b) = log (a) + b x log (D) Log C= b x log (D) + log (a) Que é uma equação linear da forma: Y= log C X= log (D) b= log (a) 15-4 .43 764.

.5.70 2.57 148..91 4.06 2.78 2.41– 24.19 5.29 Y= 0.63 7.18 2.35 ΣY=24.+ βk.72 8.89 15.35 – 0. 59.85 24.60 2. ΣY ) / ( n Σ X2 – ΣX .75 6.29=1. Σ XY – ΣX .14 6. ε é a componente incontrolável e randômica do erro do modelo adotado e β0.40 2.67 2.35 X2 3.. 24.18 .48 2.93=a C= a D b C= a D 0.26 2.18)= 0.77 250.29 5.Y 3.89.00 4. X2 + .12 351.89 X + 0.41 ΣX2=59. β2.75 6.10 6.71 – 24.+ βk são os coeficientes.69 471..18 Y Log(custo) 2.19 4.19 180.X2.29 e b=0. O modelo estatístico de uma regressão linear múltipla é: Ycalc= β0 + β1.. 15-5 .X1 + β2.com.18)/ 10= 0. 24.40 2.24.71 ΣXY=59.17 2.74 5. ΣX) n=10 a= ( 10.62 4. β1.77 7.72 5.46 2.20 59.28 7.43 764.18 ΣX=24.81 638.4 Análise de Regressão Múltipla Temos uma regressão linear múltipla quando admitimos que o valor da variável dependente é função linear de duas ou mais variáveis independentes.00 124.10 2.29 Mas Log C= b x log (D) + log (a) Portanto log (a) =0.81 2.80 290.Cálculos X diâmetro 80 100 150 200 250 300 400 500 600 700 Y Custo R$ 114.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.30 2.22 7.00 2.90 2..89 O valor de é obtido com o conceito de logaritmo: 100.88 24...br 18/12/07 Tabela 15.79 8.41 X.59.18.55 2.Xk são as variáveis independentes.35) / ( 10 ..09 59.42 X log (D) 1.89 b= (ΣY – a ΣX)/ n b= (24.71 a= ( n.Xk + ε Onde Y é a variável dependente e X1.

. Segundo Sincich. a Análise de Regressão Múltipla deve seguir as seguintes etapas: 1) Hipótese de que o modelo é linear... Meyer.com. Usando o Excel da Microsoft foi usada função estatística PROJ. Outro software é o SPSS versão 8 para estudantes para no máximo 50 variáveis e 1500 linhas de dados. β0. 3) Estimar os coeficientes.. X3 pode representar X1.LIN . 2) Assumir que os erros são randômicos.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. pois para isso existem numerosos softwares e livros de estatística.1995.. 15.5 Softwares de estatística para cálculo da análise de regressão linear múltipla Não serão mostradas todas as fórmulas usadas na Análise de Regressão Múltipla. β2.. βk. Por exemplo. Um outro é o Minitab versão 6. 1993. 6) Se decidimos que o modelo é útil e que segue as hipóteses admitidas use o modelo para estimar o valor Y. Economics.Xk podem representar termos de alta ordem. 4) Verificar se o modelo é útil em prever Y. bem como cálculo de matrizes no Excel.1 feito por David D.X2. Usamos a Planilha Excel da Microsoft com o livro do Lapponi.. Por anamorfose os vários modelos estatísticos podem se transformar em lineares.. Inc. and the Social Sciences. Krueger e Ruth K. É o ASP fornecido pela firma americana DMC Software. β1. 5) Verificar se a etapa 2 está satisfeita. inclusive com o uso de logaritmos. 15-6 . X2 pode representar X12 . Um deles é Statistical Package for Business.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.X2 e assim por diante.br 18/12/07 Deve-se lembrar que os símbolos X1.

43 34.749.90 4.66 14.00 R$ 42. Tabela 15.016.736.3 R$ R$ R$ 4.80 R$ 182.57 35.6 Custos dos tubos Na otimização de Lagrange feita por Thomas M.42 R$ 100.69 471.Preço médio por metro linear de tubo de PVC um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007.118.41 R$ 218.205.43 10.43 764.com.22 62.br 18/12/07 15.00 R$ 456.34 51.7.00 R$ 129.66 82.77 250.42 150mm 200mm 250mm 300mm 400mm R$ 24.00 Mão obra 40% R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.12 200mm R$ 129.00 R$ R$ R$ R$ 24.12 Custo/metro PVC 6.81 638.6).21 400mm R$ 251.09 R$ 197.758.227. Waslki é necessário possuirmos o custo do material em função do diâmetro em milímetros e portanto vamos apresentar preços atuais de dezembro de 2007 para tubos de PVC e ferro fundido.83 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 128.43 80mm R$ 81.89 114.976.98 36.23 300mm R$ 207.74 MO (40%) R$ R$ R$ R$ PVC 12 1.00 R$ 337.88 Mat+MO R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 6.65 59.56 R$ 276.021.98 100mm R$ 88.00 R$ 197.69 9.02 600mm R$ 456.00 R$ 207.218.30 R$ 88.00 R$ 546.00 R$ 91.6.00 124.827.21 15-7 .Análise de regressão linear pliniotomaz@uol.849.73 78.19 180.80 290.57 148. Os tubos de ferro fundido variam de 80mm a 700mm que são usuais em aplicações de redes de distribuição conforme Tabela (15.Preço médio por metro linear de tubo de ferro incluso um registro e uma curva em cada 1000 metros de rede e mais mão de obra de 40% sobre o custo dos materiais para dezembro de 2007 Diâmetro Custo para 1000m ferro fundido (mm) + 1registro e +1curva R$ 81.41 Os tubos de plásticos variam de 50mm a 400mm conforme Tabela (15.14 250mm R$ 179.75 42.00 R$ 62.12 351.08 23.01 500mm R$ 337.85 150mm R$ 105.440.140.06 16.20 R$ 105.205.006.00 R$ 179. Diâmetros 50mm 75mm 100mm Custo R$ R$ R$ 4.02 700mm R$ 546.059.90 16.59 42.44 91.76 10.00 R$ 251.11 87.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.427.02 16.89 24.7) Tabela 15.48 R$ 134.02 6.65 71.

DN-080 x 6.0 m DN-500 x 6. fabricado de acordo com a ABNT NBR 5647-1 e NBR 5647-2.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. NBR 6916 classe 42012. extremidades com bolsas para junta elástica JE fornecido com anéis de borracha. O tubo deve apresentar em toda a sua extensão.370.00 128. Padrão construtivo NBR 12430.84 metro metro 15-8 .0 m DN-100 x 6. junta copro/tampa em borracha natural ASTM D 2000. conforme NBR 7675 revisada em 2005.00 177.br 18/12/07 Na Tabela (15. DN-050 DN-075 R$ R$ 4. pressão de trabalho de 1.. DN-150 x 6. série métrica oval. a identificação do fabricante. Série K-7.00 peça peça peça peça Tubo em Ferro Fundido Dúctil.0 m DN-700 x 7. haste não ascendente com rosca trapezoidal em aço inox ASTM A 276 Gr. acionamento com cabeçote.Especificação e custos dos materiais dezembro 2007 Válvula de gaveta. DN-400 DN-500 DN-600 DN-700 R$ R$ R$ R$ 6. classe 20. centrifugado. para aplicações sob pressão de serviço de 1.637.770. O tubo deve apresentar duas faixas indeléveis em sua ponta para a marcação dos posicionamentos de montagem. anéis da cunha e corpo em bronze fundido ASTM B62.00 510. em barras de 6. tampa e cunha em ferro fundido dúctil.00 204.00 9. sendo uma na posição de acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica.0 m R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 105.00 243. centrifugado.0 m DN-300 x 6.com. para redes de distribuição de água potável.58 9. corpo.00 29.8. gaxeta em amianto grafitado.410.0 m DN-400 x 6.50 metro metro Tubo em Ferro Fundido Dúctil.3 extrudado.8) estão as especificações dos materiais e o custo das peças.0 m DN-250 x 6.00 20. com anel de borracha incorporado. conforme NBR 7675 revisada em 2005.0 m DN-600 x 6. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676.00 431.0 MPa. de forma indelével.0 m R$ R$ 81. Tabela 15.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. porca da haste em latão fundido. Série K-9.00 324. com ponta e bolsa de junta elástica do tipo JE2GS de acordo com a NBR 13747 com respectivo anel de borracha conforme NBR 7676.360.6 MPa.00 88. com ponta e bolsa de Junta Elástica Integrada.0m de comprimento.0 m DN-200 x 6.00 metro metro metro metro metro metro metro metro Tubo em PVC 6.

00 metro metro metro metro metro 15-9 . sendo uma no seu acoplamento máximo e outra na posição final da junta elástica.60 189.10 60.com.90 41.40 metro Tubo em PVC 12 com diâmetro externo equivalente ao de tubos de ferro fundido (DEFoFo). Os tubos devem ser fornecidos com duas marcas indeléveis em sua ponta para posicionamento de montagem.Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. DN-150 DN-200 DN-250 DN-300 DN-400 R$ R$ R$ R$ R$ 23.30 88. com Junta Elástica Integrada.0 MPa. PN=1. fabricado de acordo com a NBR 7665/2007.Método de Hardy-Cross Capitulo 15.br DN-100 18/12/07 R$ 16.

7 Bibliografia .Análise de regressão linear pliniotomaz@uol. 1006 páginas. São Paulo. Navegar Editora.Método de Hardy-Cross Capitulo 15. Previsão de consumo de água. ISBN 0-89464-624-9 15-10 . Analysis of water distribution systems.com. New York. 360 páginas. 275páginas.Editora Guanabara dois. THOMAS.SINCICH.br 18/12/07 15.TOMAZ. M. . TAMIO. Florida. TERRY. 1993. 2000. Pesquisa Operacional em engenharia.SHIMIZU. Statistics by example. . PLINIO.WALSKI. 1984. economia e administração . 1992. 5a ed. 250 páginas .

O custo das bombas e equipamentos elétricos em si mesmo não são tão significantes do que as mudanças dos diâmetros e a energia elétrica. Vamos calcular o valor de Ei.89 Sendo a=1.Baseado em Thomas M.316x1013 =1. Walski. P (r .95 x D0.736= 73. K3 .95 K2= f x 8. K3= K1 x K2=50588 x 1.00 Nota: K1.6632 x 1012 =83598546893639800.89 D em milímetros C= custo em reais A= a x Índice base/ Índice atual= 1.Otimização de bomba devido a Walski 16.95 e b=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.7 dezembro 2007) Custos médios de energia elétrica em dezembro de 2007 Baixa tensão (até 75 Kw) Até 100HP ( 100HP x 0.1 Introdução Uma das conclusões muito interessante de Walski.com. Para facilitar o entendimento vamos explicar com um exemplo adaptado de Walski para o Brasil e para as unidades do SI (Sistema Internacional) Exemplo 16.Q ) m-2 / e Sendo: Ei=variável a ser obtida S=número de anos=20 K3=83598546893639800.00 16-1 .60 r=razão entre a média das vazões/ vazão de pico = 0.1.19/kwh Índice base do custo do material e maio de obra=100 Índice atual de dezembro de 2007 supomos= 100 Custo em reais do tubo de ferro fundido para dezembro de 2007 C= 1.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.29 /kwh Média tensão (75kw a 5000 Kw) (de 100HP até 6793 HP) R$ 0.045m3/s S=20anos (vida útil do bombeamento) f=0. K2 e K3 nada tem a ver com os coeficientes semelhantes de variação de consumo. 1992 na otimização do cálculo do diâmetro de tubulação onde há bombeamentos é que os custos dependem basicamente de: • custo da energia elétrica • custo dos tubos. Ei= S .29/KWh (1US$= R$ 1. Dado um bombeamentos com as seguintes informações: Vazão Q= 0.02 coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach e= rendimento total motor+bomba=0.br 18/12/07 Capíulo 16.6632 x 1012 para Darcy-Weisbach K1=860 x 100/ valor do dólar atual= 860 x 100/ 1.70 Preço de energia elétrica para baixa tensão= R$ 0. adaptado para o Brasil.195 x 100/100= 1.6 Kw) R$ 0.7= 50588 para vazão de m3/s e preço em reais.

o diâmetro da tubulação de recalque é 250mm.7x0. Nota: caso houve houvesse outros trechos de tubulações o cálculo seria o mesmo.89)] 0.95 e b=0.5 D= 0.045 ) 3/ 0.br 18/12/07 P= R$ 0.95 x 0. Adoto D=250mm Portanto.0 x Q 0.89 D= [(25258475408262.com.7000 O diâmetro D é calculado pela equação: 1/(b+m)= 1/(0.00x0.60 Ei= S .Q ) m-2/ e Ei= 20x (83598546893639800.045m3/s m=5 (para fómula de Darcy-Weisbach) e=0.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.17 D= [(Ei .17 = 227mm. Sugerimos que tais cálculos sejam feitos com as devidas precauções. K3 .7 Q=0.29 (0.045 0. P (r . A fórmula de Bresser D= K x Q 0.60 =25258475408262.89+5)= 0.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol. Comentários: Primeiramente não devemos nos esquecer que Walski se baseou nas experiências americanas. m)/(A. Os custos das tubulações bem como da energia elétrica também foi transformado em dólares para coerência dos dados.5 Para K=1 valor usual temos: D= 1.212m que é um tubo D=250m 16-2 .5 =0.b)] 1/(b+m) A=1.29/Kwh r=0.7000 x 5)/(1.

com.br 18/12/07 16. Flórida. ISBN 0-89464-624-9 16-3 . THOMAS. M. 275páginas. 1992.2 Bibliografia e livros recomendados -WALSKI. Analysis of water distribution systems.Otimização de bombas devido a Walski pliniotomaz@uol.Método de Hardy-Cross Capitulo 16.

br Plínio Tomaz Capítulo 17. No diagnóstico admite-se a adutora desprovida de dispositivos de proteção para as condições normais e excepcionais. Quando são atendida as pressões máximas toleráveis da tubulação é dispensável o dimensionamento do golpe de aríete e instalação de dispositivos de proteção. As classes 12.2). 15 e 20 são classes de pressão e JEI é junta elástica integrada.0 Tubo PVC classe 12. 15 e 20 JE PBA 50 0. Na etapa do dimensionamento do golpe de aríete devem ser estudados os diversos dispositivos de proteção e controle selecionando aqueles que garantam as condições extremas de pressão e pelo menor custo de implantação e operação do sistema.6 1. 2006 Para tubos de ferro fundido K-7 e K-9 temos a Tabela (17. A pressão máxima de serviço PMS inclui os transientes hidráulicos. 17.1.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.0 Tubo de PVC JE DEFOFO 100 a 300 1. A NB 591/91 diz que a analise do golpe de aríete deve ser efetuada em duas etapas: diagnóstico e dimensionamento. 15 e 20 JEI PBA 50 a 180 0. O tubo de PVC classe 12 é para o máximo de 60m de pressão.2 Tubos comumente usados Ainda segundo a NB 591/91 as pressões máximas devidas ao golpe de aríete.0 Fonte: Heller. Tabela 17.Golpe de aríete em adutoras 17.0 Tubo de PVC JEI DEFOFO 100 a 500 1. et al. para tubos de PVC com ponta e bolsa e DEFOFO conforme Tabela (17. Por exemplo. ocorrentes em qualquer secção da adutora devem ser iguais ou inferiores às pressões admissíveis adotadas para as tubulações. em regime variado conforme NB 591/91 referente a Projeto de adutora de água para abastecimento público.com. Vamos recordar segundo Heller et al. acessórios e equipamentos previstos em toda a instalação em face dos planos de cargas piezométricas de regime permanente e estáticas.Método de Hardy Cross Capitulo 17.6 1.1). 17-1 . conexões. 2006 as características de alguns tubos.Pressão máxima de serviço (PMS) para tubos de PVC Tubos DN PMS (MPa) (mm) min max Tubo PVC classe 12. e o classe 15 para 75m e o classe 20 para 100m de pressão.1 Introdução Golpe de aríete é o fenômeno de escoamento de um líquido em conduto forçado.

25 5 PEAD DIN8. 2006 Ainda segundo Heller et al.25 teremos 5MPa. Tabela 17.2 a 3. a pressão admissível é definida pela classe de pressão de trabalho das tubulações. Assim para um tubo de PEAD PE 63 o MRS=6.075 PE 63 6. 2006 Recordemos a NB 591/91 que diz que em condições normais de operação. a pressão admissível é de 1. 17-2 . Para tubos RPVC (PVC reforçado com fibra de vidro) com junta elástica a pressão de serviço está entre 0.Tubos de ferro fundido K-7 e K-9 e faixa de pressões máxima de serviço PMS PMS (MPa) 1MPa=100mca Tubos DN (mm) min máx Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta elástica 150 a 1200 2.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 1.4 Tubo de ferro fundido K-9 junta Pamlock 1400 a 1800 1.077 Copolímero 8.0 Fonte: Heller.7 4. 2006.com.7 Tubo de ferro fundido K-9c/ junta travada interna 80 a 300 1.5 6.25 6.3MPa mas com o fator de segurança igual a 1.Método de Hardy Cross Capitulo 17.br Plínio Tomaz Tabela 17.2 MPa conforme Heller et al.6 5 PEAD ISSO CD PE 63 6.3.25 5 4.9 3.7 5 Fonte: Heller. 2006 para tubos de PEAD (polietileno de alta densidade) e tubos de PP (polipropileno) temos a Tabela (17.075 PE 80 8 1.0 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta travada externa 300 a 1200 1.427 PP DIN 8.3 1.5 1.PEAD e PP com suas normas e MRS Tensão no projeto Fator de de 50anos a 20ºC Material Norma Classificação MRS segurança (MPa) (MPa) PEAD DIN 8.25 8 4. et al. et al.427 PEAD ISSO CD PE 80 8 4 2 4.2.077 Homopolímero 10 2 5 PP DIN 8.2 1. equipamentos e acessórios. Para 50anos de vida útil a temperatura de 20ºC MRS é minimum required strenght requerida.427 PEAD ISSO CD P3 100 10 1.3 1. Saliente a norma da ABNT que em condições excepcionais.9 3.3).1 7. válvulas.0 Tubo de ferro fundido K-7 c/ junta travada interna 150 a 300 1.5 vez a pressão de trabalho.9 Tubo de ferro fundido K-9 c/ junta elástica 80 a 2000 3.3 4.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.

com.Golpe de aríete em adutora por gravidade com fechamento brusco da válvula no fim da adutora. Vamos tratar neste capítulo de golpe de aríete em um tubo singelo alimentado por um reservatório.3 Golpe de aríete em adutora Na Figura (17.1) temos um esquema de um reservatório que alimenta uma tubulação e no final há uma válvula. Se o fechamento ou abertura da válvula for rápido haverá problemas de transientes hidráulicos podendo ser danificada a tubulação.Método de Hardy Cross Capitulo 17.br Plínio Tomaz 17. esclarecendo que estamos nos baseando nos métodos apresentados por Victor L.1. Streeter em dois dos seus livros: Mecânica dos Fluidos e Fluid Transients. Figura 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. 17-3 .

é supor que o líquido é incompressível e não haja dilatação do tubo com as pressões e que sejam ignoradas as perdas de cargas distribuídas ao longo da linha. Consideramos um tubo horizontal onde um fechamento instantâneo da válvula no final da rede provoca uma redução de velocidade ΔV e teremos um acréscimo de pressão ΔH conforme Tullis.Método de Hardy Cross Capitulo 17. isto é.1 Assim uma rede com L=4800m e celeridade a=1200m/s teremos: 2 x L/a= 2 x 4800/ 1200= 8 s Se o fechamento for menor que 8s teremos fechamento rápido e caso seja maior que 8s o fechamento será lento.2). 1989 17-4 .com. 17.br Plínio Tomaz 17. chega a atingir valores 100 vezes maior então podemos considerar Vo/a =0 e ficará: ΔH= a ΔV/ g (equação de Allievi) Figura 17.2 Fechamento de válvula no final da rede Fonte: Tullis.4 Fechamento e abertura de válvulas O fechamento de uma válvula em uma tubulação singela de comprimento L e celeridade de propagação das ondas “a” pode ser: • Lento • Rápido O fechamento é lento quando o tempo “tc” que levamos para fechar uma válvula é maior que 2 L/a e o fechamento é rápido quando o tempo é menor que 2L/a: Resumidamente fica: Fechamento lento: tc > 2 x L/ a Fechamento rápido tc < 2xL/a Exemplo 17.5 Estimativa dos transientes hidráulicos em adutoras sem atrito Uma maneira prática de se estimar os transientes hidráulicos numa adutora singela conforme Figura (17. 1989 ficando assim: ΔH= a ΔV/ g ( 1+Vo/a) Mas como sempre o valor a é bem maior que o valor de Vo.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.

1416x 22/4= 3. 1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. 17.4 Seja uma adutora singela com D=2.81=105.br Plínio Tomaz Exemplo 17.31m com válvula borboleta. Nota: o cálculo exato usando o método das características levaria pressão máxima de 147.1416=0.71/ 3.71m3/s.Método de Hardy Cross Capitulo 17.9m Exemplo 17.71/ 3.71m3/s.2 Um reservatório alimenta uma adutora de aço com velocidade Vo=2m/s.0m.0-1.1416x 22/4= 3. L=4800m a= 1200m/s Q=2.86 x 8 ) /( 9.5m/s com será a sobrepressão.5)/ 9.81= 45. Se a válvula for parcialmente fechada atingindo a velocidade de 1.86 / 9. L=4800m a= 1200m/s Q=2. 17-5 . A= PI x D2/4= 3.81m/s2 tc= tempo de fechamento da válvula (s) Exemplo 17.2m pois não estamos considerando a perdas de cargas. isto é.2m teremos 205.com.86m/s Hmax= a ΔV/ g Hmax= 1200 x 0. A= PI x D2/4= 3.1416=0.3 Seja uma adutora singela com D=2. sendo a celeridade a=900m/s. 1416m2 Q=A x Vo Vo= Q/A= 2.2m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 105.81x 30)= 28m Se a pressão na ponta da rede for de 100m então somando os 28m teremos 128m para fechamento lento com tc=30s e não estamos em levando em conta as perdas de cargas.86m/s μ= 2 x L/ a= 2 x 4800/1200= 8s Supomos tc= 30s Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Hmax= (1200 x 0. quando o tempo de fechamento tc for maior que 2L/a. Hmax= (a x Vo x μ) /( g x t) Sendo: Hmax= sobrepressão (m) a= celeridade da onda (m/s) Vo= velocidade da água na tubulação (m/s) μ= 2 x L/ a g= aceleração da gravidade= 9. ΔH= a ΔV/ g ΔH= 900 x (2.6 Equação de Michauld A equação de Michauld só pode ser aplicada se a manobra for lenta.0m.

Conforme Pires et al. As válvulas do tipo gaveta produzem uma variação grande na vazão somente nos últimos instantes do fechamento conforme Pires et al.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.7).Método de Hardy Cross Capitulo 17.pdf Figura 17.4. a forma como o coeficiente de descarga varia com a abertura . globo. Figura 17.2005. borboleta e outras conforme Figura (17.5 Para qualquer condição: 17-6 . esfera e borboleta para tempo de fechamento de 60s. 2005 Para as condições iniciais: Qo= (Cd x Ag)o (2.br/Trabalhos/13005.com. determina o modo como a vazão varia com a fração da abertura. O fechamento das válvulas pode ser manual ou mecânico. válvulas tipo esfera ou borboleta produzem uma variação mais gradual da vazão durante o curso de fechamento. Por outro lado.3.Abertura de válvula (b) e fechamento de válvula (c) Fonte: Acunha.Ho)0.br Plínio Tomaz 17. Fonte: http://www.simdut.com.2005 a curva de fechamento da válvula. esfera.3) a (17. isto é.Fechamento de varias válvulas como gaveta.g. globo.7 Curvas das válvulas Existem vários tipos de válvulas: gaveta.

É o inicio do fechamento da válvula.com.Válvula borboleta.g.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.rh.br Plínio Tomaz Q= (Cd x Ag) (2. borboleta Fonte: http://www.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%2 0Design%20Handbook).5. 2005.6.5 τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos. Não iremos fazer o calculo.H)0.Gráfico de τ (Tau) para diversas válvulas: gaveta. pois usaremos somente a relação τ. Fonte: Acunha. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento Figura 17.pdf 17-7 .Método de Hardy Cross Capitulo 17. Figura 17.

com.Método de Hardy Cross Capitulo 17.pdf 17-8 . borboleta Fonte: http://www.7.br Plínio Tomaz Figura 17.rh.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.edu/~nifo5300/EP/References/Fundamentals%20of%20Waterhammer%20and%20Surge%20(Hydraulic%20Design%20H andbook).Gráfico da relação de áreas de diversas válvulas: gaveta.

Nota: quando a válvula está aberta passa a vazão Qo e temos a pressão Ho na válvula.8. 17-9 . O valor de (CdxAg)o inicial pode ser calculado pela vazão Qo e a pressão no fim da linha Ho.br Plínio Tomaz Figura 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.4).5) de Acunha. Exemplo 17.Varias válvulas de controle. 2005 temos os valores de τ em função de t/tc e colocamos na Tabela (17.Método de Hardy Cross Capitulo 17. Fonte: Tullis.5 Da Figura (17. 1989.com.

10 0.4 0.0 30.0 4.81m/s2 e Ho=98m teremos: (CdxAg)o= Qo / (2 x g x Ho) 0. Tempo de fechamento tc=30s 0 5 10 15 20 25 30 35 40 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ CVA 0.0100 0.0062 0.0185 0.5.0000 0.4 6.9 0.15 0.8 0.5 0.0200 0.00 0.br Plínio Tomaz (CdxAg)o= Qo/ (2 x g x Ho) 0.0 3.71m3/s g=9. pois.5 =0.32 0.81 x 98) 0.23 0.47 0.5) Tabela 17.2 0.0000 0.0555 0.71 (2 x 9.0618 0.5 5.Tempo de 5 em 5s que será usado.0494 0.4) e fazemos a Tabela (17.5 Assim se Qo=2.3 0. τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ Tabela 17.0618 0.9 8.0450 0.0247 0.0062 0.1 18.0000 0. Precisamos de 10 CVA.7 0.0432 0.0618 Supondo tempo de fechamento da válvula em 30s e como calculamos (CV)o =0.0 (Cd x Ag) = (Cd x Ag)0 x τ 0.38 0.00 Obtemos assim os valores de (CdxAg) que podem ser colocados no programa em Fortran do Streeter para abertura ou fechamento de válvula no fim da linha.061764 podemos calcular os outros valores.28 0.60 1.0370 0.5 (CdxAg)o= 2.0000 17-10 .1 0.0123 0.0 0.0000 0.4 9.0 t/tc Tempo de fechamento tc=30s 0.18 0.0309 0.4 14.4. Streeter chama os valores de CVA que são no total 11 e no exemplo temos: Nota importante: considerando o espaçamento de 5s tiramos da Tabela (17.6 0.6 11.Método de Hardy Cross Capitulo 17.Valores de Cd x Ag em função do tempo de fechamento de 30s para um válvula borboleta τ 1.com.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.

f -o streeter2.D.CVA(6) /0.G. $ CVA(8)/0.31m. Trata-se de válvula borboleta com CVA Nota: CVA são 11 dados.0618/.0*G*CV*CV))) HO=(QO/CV)**2/(2.com PLINIO TOMAZ 22 DE dezembro DE 2007 Compila assim: g77 streeter2.N REAL F.HRES. D/2.0/.XL.kkourakis. A=VELOCIDADE DA ONDA. CVA= 0.0062/.022/. A pressão na válvula que está aberta é de 98m. 0. pois faz parte dos CVA).000. J.CVA(10) /0. O tempo de processamento é de 40s A aceleração da gravidade g=9. 0.01. 0.0/.DCV.0000 Exemplo 17. $ G/9.045/.00/ 10 AR=0.000.JPR.br Plínio Tomaz 45 50 0. Usando o programa em Fortran do Streeter achamos a máxima pressão de 147.0/. Queremos saber como se dá o fechamento da válvula em 30s. Usando o programa em Fortran abaixo: C C C C C C C C PROGRAMA BASICO DE GOLPE DE ARIETE COM RESERVATORIO A MONTANTE E FECHAMENTO DE VALVULA A JUSANTE.022. HRES/100.Método de Hardy Cross Capitulo 17.CVA(2)/0. TMAX/40/ DATA CVA(1)/0.CVA. Entrando no programa em Fortran do Streeter achamos que a pressão máxima será 147.00m de diâmetro e comprimento de 4800m.7854*D*D B=A/(G*AR) NS=N+1 DT=XL/(A*N) CV=CVA(1) HP(1)=HRES J=0 T=0. CVA(11) INTEGER I.0000 0.0/.020.81/.00/. O coeficiente f de Darcy-Weisbach f=0.NS Q(I)=QO 11 H(I)=HRES-(I-1)*R*QO**2 17-11 .T DATA F/0. 0. $ CVA(9)/0. 0.0 QO=SQRT(HRES/(F*XL/(2. HP(6).0/. $ CVA(4)/0.0618.DCV /5.CVA(3)/0.02/.0/ .0*G*D*AR*AR)+1. QP(6).000. CVA=PRODUTO DO COEFICIENTE DE DESCARGA DA VALVULA ABERTA COM VALORES DADOS NO INTERVALO DCV FORTRAN 77 GNU2005 www. H(6). DADOS VALOR DE F.0*G) R=(HRES-HO)/(QO**2*N) DO 11 I=1.TMAX.0062.045. O tempo de fechamento trc=30s (não entra nos cálculos.1 Dado uma adutora por gravidade com reservatório a Hres=100m de altura e tubulação com D=2. N/4/. XL/4800. A/1200.0000/.tripod.000 0.JPR /1/ .A.00.81m/s2 A adutora está dividida em N=4 trechos.0/. FORMULA DE DARCY WEISBACH.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.31m. $ CVA(5)/0.exe FONTE STREETER MECANICA DOS FLUIDOS DIMENSION Q(6). 0. 0000 0. O intervalo entre os dados de fechamento da válvula é de 5s.0/.01/.0/(2. 0.CVA(11)/0.com.CVA(7) /0.

61 2. TMAX) GO TO 99 K=T/DCV +1 CV=CVA(K)+(T-(K-1)*DCV)*(CVA(K+1)-CVA(K))/DCV C CONDICOES DE CONTORNO A JUSANTE CP=H(N)+Q(N)*(B-R*ABS(Q(N))) QP(NS)=-G*B*CV*CV+SQRT((G*B*CV*CV)**2+2.31 2. mostrando que a pressão é 147.96 1.06180 H=0 100.3.br Plínio Tomaz WRITE(6.71 101.26 Q= 2.89 1.00 2.0 0.50 0.50 1.08 1.71 2.04000 H=0 100.99 135.000 0.60 Q= 2.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.73 110.51 2.50 102.000 0.01 Q= 1.03500 H=0 100.99 2. J) GO TO 13 GOTO 14 99 STOP END Achamos os seguintes resultados.99 133.00 108.41 2.02500 H=0 100.000 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.04836 H=0 100.F7.29 Q= 2.00 108.03000 H=0 100.04 116.85 1.EQ.32 2.00 102.5F8.FMT=2) 1 FORMAT ("1 PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO") 2 FORMAT ("0 TEMPO CV X/L 0.000 0.71 2.04500 H=0 100.33 147.0 0.00 107.24 119.5F8.40 114.00 111.52 2.00 98.000 0.63 Q= 1. I=1.00 99.000 0.5*(CP+CM) 15 QP(I)=(HP(I)-CM)/B DO 16 I=1.05508 H=0 100.GT.48 126.71 2.80 2. (H(I).88 1.000 0."Q=".51 109.24 1.(Q(I).F7.18 7.78 106. 1 0 O O O O O O O O O O O PRESSAO PIEZOMETRICA E VAZAO AO LONGO DO TUBO TEMPO CV X/L 0.NS).40 5.71 2.00 114.31m.31 17-12 .81 2.34 122.39 10.50 99.NS) 3 FORMAT("O".61 105.70 9. I=1.50 0.FMT=1) WRITE(6.25 0.71 1.71 2.0 98.2/19X.FMT=3) T.05172 H=0 100.26 106.51 2.00 98.50 Q= 2.71 2.61 3.75 0.80 1.11 2.000 0.19 110.71 2.39 130.25 0.00 107.81 Q= 2.5.99 8.40 Q= 2.99 2.71 2.19 1.71 2.CV.71 2.79 142.10 2.49 119.com.000 0.66 1.58 144.38 2.10 126.71 2.50 Q= 2.NS H(I)=HP(I) 16 Q(I)=QP(I) IF (J/JPR*JPR .71 2.17 126.59 1.89 114.0") 13 WRITE(6.75 $ 1.50 99.N CP=H(I-1)+Q(I-1)*(B-R*ABS(Q(I-1))) CM=H(I+1)-Q(I+1)*(B-R*ABS(Q(I+1))) HP(I)=0.5H H=0.0*G*CV*CV*CP) HP(NS)=CP-B*QP(NS) C CONDICOES DE CONTORNO A MONTANTE QP(1)=Q(2)+(HRES-H(2)-R*Q(2)*ABS(Q(2)))/B C PONTOS NO INTERIOR DO 15 I=2.02000 H=0 100.00 103.00 99.51 4.71 2.1X.44 Q= 2.000 0.22 1.93 137.00 99.00 99.50 99.29 6.61 115.2) 14 T=T+DT J=J+1 IF (T .05844 H=0 100.000 0.29 118.61 2.29 2.

71 -0.000 0.00 0.48 102.00 -0.06 78.39 0.62 0.000 0.42 -0.000 0.00000 O 33.000 0.68 0.00000 O 26.com.54 0.57 93.64 1.00248 O 24.55 100.10 -0.000 0.42 0.33 0.00000 O 28.21 0.55 96.73 100.58 106.000 0.54 112.94 0.00000 O 31.15 107.10 85.00 -0.000 0.14 100.00000 O 30.90 0.33 98.000 0.00 0.84 135.20 100.00620 O 21.89 114.85 0.05 100.54 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.000 0.25 84.90 100.67 94.00 78.00000 O 29.46 0.00 126.18 128.00 0.67 0.00000 O 36.000 0.78 0.000 0.60 100.98 -0.27 124.23 0.00 0.28 115.00000 O 27.19 81.01000 O 16.73 102.76 100.34 100.37 107.27 75.30 89.000 0.74 0.12 0.15 0.19 97.33 0.54 100.14 114.00 71.76 0.07 85.00 76.000 0.79 0.83 0.00 -0.19 110.00 73.br Plínio Tomaz O 11.48 -0.04 -0.36 113.73 97.00 70.68 -0.01800 O 12.74 128.09 71.91 127.28 0.03 122.09 113.83 -0.00000 O 38.36 0.31 0.30 91.00 123.17 83.00848 O 18.00000 O 37.35 80.51 0.18 100.00 0.01400 O 14.98 0.000 0.18 0.54 0.78 0.00 -0.000 0.21 -0.64 0.40 100.31 -0.01 0.57 -0.00 -0.48 0.84 0.54 -0.28 90.37 0.00 0.000 0.38 87.72 126.27 84.000 0.30 0.22 1.27 -0.46 1.00 106.000 0.44 0.17 100.88 0.89 0.83 0.11 90.00 0.19 89.18 0.00 0.99 0.69 100.95 0.16 100.00 0.00772 O 19.22 103.20 100.28 0.55 100.55 121.01 98.45 82.67 105.00 -0.69 100.35 111.59 0.07 91.42 92.000 0.60 100.41 -0.82 -0.93 0.00 0.00000 O 32.96 -0.000 0.00 0.73 100.64 98.58 111.16 97.55 108.09 128.23 -0.99 -0.000 0.09 -0.00124 O 25.61 0.00372 O 23.00000 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= H=0 Q= 1.000 0.34 0.01600 O 13.00 128.00 -0.64 0.09 86.33 0.65 0.50 -0.16 100.28 109.34 0.46 0.70 0.09 -0.52 98.14 0.00000 O 34.13 139.83 0.00 -0.00924 O 17.000 0.13 90.39 0.000 0.14 85.77 0.55 91.00 -0.03 125.89 -0.01200 O 15.22 100.00 0.30 -0.00 -0.45 117.51 0.49 -0.34 86.11 111.00 101.51 -0.00 84.91 -0.000 0.48 0.80 0.35 0.36 82.18 117.38 112.46 101.00 0.61 0.94 0.70 0.20 90.31 82.00 115.26 0.06 121.23 100.57 0.00 91.30 0.12 95.00 17-13 .00 -0.18 82.57 120.28 81.76 100.00 -0.000 0.19 0.06 121.42 -0.51 0.64 101.28 82.14 95.00 0.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.29 100.37 0.76 1.000 0.30 0.89 0.98 -0.36 119.23 77.58 88.31 92.60 116.00 129.03 77.49 103.00496 O 22.17 106.45 0.00 -0.96 140.65 -0.23 0.60 -0.06 89.67 0.40 100.87 135.22 0.27 0.17 100.08 143.05 0.000 0.09 100.35 0.49 96.39 93.00 -0.20 102.00 0.00000 O 35.87 0.23 122.03 74.00696 O 20.49 100.

000 0. Ag= área da secção do da válvula (m2) g= 9. 1984.00000 H=0 Q= H=0 Q= 100.9): Q= (Cd x Ag) x (2 x g x HRES )0.10 Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Streeter.com.8).5 Q= CVA x (2 x g x HRES )0.88 0.57 106. 17-14 . 1982 Figura 17.69 101.31 0.35 93.00 0.72 102.Esquema de reservatório e linha singela com Ho=98m Fonte: Streeter.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.48 0. 1982 chama os valores Cd x A de CVA.73 100.br Plínio Tomaz O 39.65 0.58 96.5 Os valores de CVA obtidos por interpolação linear são chamados de CV por Streeter.00 108.5 Sendo: Q= vazão que passa pelo orifício (m3/s) Cd= coeficiente que varia com a abertura da válvula conforme Figura (17. Q= (Cd x A) x (2 x g x HRES )0.5 QP(NS)= CV x (2 x g x HP(NS))0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.000 0.00 A vazão que passa por uma válvula é dada pela equação do orifício conforme Figura (17.81m/s2 HRES= pressão (m) Figura 17.31 107.53 0.9.66 98.69 0.00000 O 40.40 0.91 0.00 0.

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Figura 17.11 Abertura de válvulas (%)
Fonte: Tullis, 1989

Figura 17.12- Válvula borboleta
Fonte: Acuna, 2005

17.8 Uma outra maneira de se tratar do fechamento de uma válvula Streeter, 1978 página 38 in Fluid Transients cita a seguinte equação para fechamento de válvula: τ= ( 1 – t / tc) Em Sendo: τ= (Cd x Ag) / (Cd x Ag)0 (Cd x Ag)0 = valor quando a válvula está totalmente aberta e não há transientes hidráulicos. É o inicio do fechamento da válvula. Cd= coeficiente de descarga da válvula Ag= área da secção transversal na válvula. Não iremos fazer o cálculo, pois usaremos somente a relação τ. (Cd x Ag)= valor durante o fechamento

17-15

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Em= potência da relação. Quando Em=1 temos um fechamento linear. Streeter, 1978 usa como exemplo Em=1,25. tc= tempo de fechamento em segundos. Exemplo tc=20s O CDA inicial da bomba A vazão CDA= [(Qo2 / (2 g x Ho)] 0,5

QP= - B x CV + [(B x CV)2 + 2 x CV x CP)] 0,5

Sendo: QP= vazão no ponto P em m3/s
3

CV= (Qo x τ)2/ (2 x Ho)

Qo= vazão inicial em m /s Ho= pressão inicial no fim da adutora onde está a válvula (m) B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 17.9 Método das Características A NB 591/91 diz que os estudos de golpe de aríete devem ser feito pelo método das características. Streeter, 1982 chegou em duas equações básica, uma denominada de características positivas C+ e outra de características negativas C- conforme Figura (17.10). . C+ Hp= HA – a/gxA ( Qp – QA) – Δx x f x QA x ABS(QA)/ (2x g x D x A2) C- Hp= HB + a/gxA ( Qp – QB) + Δx x f x QB x ABS(QB)/ (2x g x D x A2) O ponto A é (I-1) e o ponto B é (I+1). Considerando os coeficientes B e R. B= a / (g x A) Sendo: a= celeridade de propagação das ondas (m/s) g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da tubulação (m2) D= diâmetro do tubo (m) QA=vazão no ponto A (m3/s) QB = vazão no ponto B(m3/s) QP= vazão no ponto P (m3/s) HA = pressão no ponto A (m) HB= pressão no ponto B (m) HP= pressão no ponto P (m) f= coeficiente de atrito da fórmula de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx=trecho da tubulação (m) Exemplo 17.6 17-16

Método de Hardy Cross Capitulo 17- Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.com.br Plínio Tomaz

Calcular o coeficiente B para uma tubulação com velocidade de propagação da onda a=1150m/s e tubo de diâmetro D=0,25m. A=PI x D2/4= 3,1416x0,252/4= 0,0491m2 B= a / (g x A) B= 1150 / (9,81 x 0,0491) =2388 Dica: quando na linha há diâmetros diferentes teremos valores de B diferentes. Assim teremos B1, B2, B3 numa linha com trechos de diâmetros diferentes ou também de materiais diferentes. R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) Sendo: f=coeficiente de atrito da equação de Darcy-Weisbach (adimensional) Δx = trecho da tubulação (m). Iremos usar sempre o comprimento da tubulação dividido por 3. Poderíamos também ter dividido por 4 ou 5 conforme nosso desejo. Δx=L/3 L= comprimento total da tubulação (m) D=diâmetro do tubo (m) A= área da seção transversal da tubulação (m2) Exemplo 17.7 Calcular o valor do coeficiente R numa adutora com 2300m que será dividido em 3 trechos. O valor de f=0,0342, D=0,25m, A=0,0491m2. Δx= 2300/3= 766,67m R= ( f x Δx) / ( 2 x g x D x A2) R= ( 0,0342 x 766,67) / ( 2 x 9,81 x 0,25 x 0,04912)=2219 Dica: se houver trechos com diferentes diâmetros e comprimentos teremos valores diferentes de R e assim teremos R1, R2, R3,... Podemos reescrever as duas equações C+ e C- considerando os coeficientes B e R. C+ CHp= HA – B x( Qp – QA) – Rx QA x ABS(QA) Hp= HB + B x ( Qp – QB) + R x QB x ABS(QB)

Nota: abs é o número absoluto, isto é, com sinal positivo. Observar que é um produto que sempre terá o sinal de QA ou QB. Para uso em computador podemos usar: CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) Então teremos: HP (I)= CP – B x QP (I) HP (I)= CM + Bx QP (I) HP (I)= 0,5 x (CP + CM) QP (I)= (CP – HP (I))/ B 17-17

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Todas as secções internas podem ser calculadas deste modo. Somente para a parte interna (cuidado), pois nos contornos a jusante teremos a saída da válvula que estamos fechando e a montante temos o contorno devido ao reservatório.
Hpi, Qpi

C CP A Q (I -1), H (I -1) I

+

CCM B Q (I+1), H (I+1)

Figura 17.13- Esquema das equações C+ e CO esquema da Figura (17.13) onde mostram as equações C+ ou CP e C- ou CM mostram a visualização do problema que é bom para entender as situações de contorno. Condições de contorno Se referem as condições das extremidades da tubulação. No caso temos um reservatório a montante e uma válvula a jusante. Válvula na extremidade de jusante Conforme Figura (17.14) usaremos a equação C+ ou CP. Usamos a equação CP= H (I-1) + Q (I-1) x (B-R x ABS(Q(I-1))). Precisamos das condições de contorno para as variáveis Hpn+1 e Qpn+1. No caso temos a equação da válvula que é um orifício que está sendo fechado. Qo= (Cd Av)o (2gHo)0,5

CP

Figura 17.14- Extremidade de jusante onde está a válvula A equação da válvula fornece a vazão Qo em regime permanente, Ho a perda de carga na válvula e (CdxAv)o a área da abertura. Não esquecer que temos o valor Qo e Ho que é a pressão na válvula. Para uma abertura genérica temos: Qp= Cd x Av (2gHp))0,5 A solução das equações será: Qpns= - g B (Cd Av)2+ {[gB(Cd.Av)2]2 + (Cd Av)2 2g Cp}0,5

17-18

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Condições de contorno no reservatório Paras a saída do reservatório usaremos somente a equação CM ou C- e conforme Figura (17.15) CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))). Precisamos de condições externas com duas incógnitas Qp1 e Hp1. Supondo o nível do reservatório constante temos uma condição de contorno já estabelecida Hp1=Hg.

CM

Figura 17.15 Extremidade de montante onde está o reservatório O reservatório terá nível constante HG. No reservatório a cota de saída fica definida HG e usamos a equação CM ou C-. Qp= vazão em m3/s Hg= altura do reservatório em m B= a/ (g x A) a= celeridade em m /s g= aceleração da gravidade =9,81m/s2 A= área da seção transversal da adutora em m2 CM= H (I+1) - Q (I+1) x (B-R x ABS(Q(I+1))) R= f x Δ x/ (2 x g x D x A2) D=diâmetro da adutora em m O valor de Hp é obtido desta maneira: Hp= CM + B x QP Como Hp=Hg Hg= CM + B x QP Tirando-se o valor de Qp Qp= ((Hg-CM) / B

17-19

. Vamos dar alguns conceitos úteis de equivalência em tubulações que são usados na prática. Se a tubulação tem o mesmo diâmetro teremos: L/ a = L1/a1=L2/a2=L3/a3 a= L / Σ Li/ai Se os diâmetros são diferentes: L= L1 + L2 x S1/ S2 + L3 x S1/ S3 + .br Plínio Tomaz 17. a3.16. a2.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol. Podemos ter as seguintes relações: Figura 17.. L3. Celeridade equivalente Período equivalente Velocidade equivalente 17-20 .10 Equivalência de tubulação É importante salientar logo de começo que a equivalência de tubulações conforme Streeter. L2.Tubos de materiais e diâmetros diferentes L= L1+L2+L3+....Método de Hardy Cross Capitulo 17. com celeridades a1. Se tivermos uma tubulação em série L1.1978 só é válida se os materiais forem mais ou menos iguais e tiverem mais ou menos as mesmas espessuras conforme Figura (17.com.....16)...

5=0.6s A velocidade equivalente é de 0.68m/s O tubo equivalente terá 1300m com diâmetro dado pela velocidae equivalente de V=0.com.162m L3=90m D3=0.6s Portanto a celeridade equivalente será 464m/s: a= (L1+ L2 + L3) / ( L1/a1 + L2/a2 + L3/a3)= =(10+1200+90)/(10/50+1200/500+90/450)= 464m/s O período equivalente será de 5.8 Seja um recalque de casas de bombas com os seguintes dados: Vazão= 0.014=0.68m/s Tabela 17.014m3/s Comprimento L1= 10m diâmetro D1= 0.68 x A A=0.68m/s Q=A x V= 0.02059m2 D= (4 x 0...674m/s V3=0.02059 /3.1416)0.666m/s Celeridade C1= a1=50m/s Celeridade C2= a2=500m/s Celeridade C3=a3=450m/s Velocidade equivalente= (L1 x D12 x v12 + L2 x D22 x v22+.7 Cálculos efetuados Tubos L(m) 1 10 2 1200 3 90 Total 1300 período equivalente a (m/s) 50 500 450 464m/s 5.5 = 0..6 segundos obtido: T= 2 ( L1+L2+L3)/ 464= 1300/464=5.162m=D 17-21 .163 V1= 1./ (L1 x D12+ L1 x D22+.) 0.Método de Hardy Cross Capitulo 17.Golpe de aríete em adutoras 5/01/08 pliniotomaz@uol.770m/s V2=0.10m Comprimento L2=1200m D2=0..br Plínio Tomaz Exemplo 17.

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