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Tratamento de resíduos hospitalares

Tratamento de resíduos hospitalares

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Um trabalho para saber como separar os diferentes tipos de resíduos dentro de um hospital.
Um trabalho para saber como separar os diferentes tipos de resíduos dentro de um hospital.

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Sumário
SUMÁRIO....................................................................................................................................................2 0 – INTRODUÇÃO......................................................................................................................................3 1 - O QUE SÃO RESÍDUOS.......................................................................................................................5 2 - CLASSES DE RESÍDUOS:...................................................................................................................6 3 - RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS .....................................................................................................7 3.1 - TIPOS DE RESÍDUOS...............................................................................................................................8 4 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS...................................................................................................................9 5 - RESÍDUOS HOSPITALARES............................................................................................................10 5.1: AGRUPAMENTO DOS RESÍDUOS HOSPITALARES............................................................................................10 6 – TRIAGEM, RECOLHA E TRATAMENTO DE RESÍDUOS HOSPITALARES.........................14 6.1 – TRIAGEM E ARMAZENAMENTO DOS RESÍDUOS HOSPITALARES.....................................................................14 6.2 – RECOLHA DOS RESÍDUOS HOSPITALARES................................................................................................15 6.3 – TRATAMENTO DOS RESÍDUOS HOSPITALARES...........................................................................................15 6.3.1 - Incineração.............................................................................................................................15 6.3.2 - Desinfecção ...........................................................................................................................16 6.3.3 - Desinfecção química...............................................................................................................17 6.3.4 - Desinfecção térmica ..............................................................................................................17 Autoclavagem.....................................................................................................................................17 Microondas........................................................................................................................................18 Incineração versus autoclavagem......................................................................................................18 7 - PROCESSOS DE TRATAMENTO VANTAGENS E INCONVENIENTES .................................19 7.3 - UMA QUESTÃO DE BOM SENSO...............................................................................................................20 7.4 - UMA QUESTÃO LEGAL..........................................................................................................................20 7.5 - UMA QUESTÃO TÉCNICA1......................................................................................................................21 7.6 - UMA QUESTÃO ECONÓMICA...................................................................................................................22 8 – CONCLUSÃO......................................................................................................................................23 9 - BIBLIOGRAFIA..................................................................................................................................25

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podemos encontrar no tratamento dos lixos hospitalares mais um factor que contribui para o aquecimento do planeta. ao tipo de separação utilizada entre outros. iremos fazer uma pequena abordagem sobre o que estes são. O aquecimento global é um fenómeno natural que. cujo tema se centra no tratamento de lixos hospitalares e no seu efeito no aquecimento global. Os principais gases de estufa libertados pelas actividades humanas são o CO2 (resulta da queima de combustíveis fosseis. o metano (tem origem em plantações de arroz e pecuária). que é irradiado sob a forma de radiação infravermelha. integrada no 1º ano do curso de Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa. tem vindo a aumentar. devido à libertação de gases resultantes da actividade humana. Os gases de estufa absorvem parte desta radiação infravermelha de maior comprimento de onda. clorofluorcarbonetos (utilizados como propulsores em aerossóis e em gases de refrigeração).0 – Introdução Este trabalho tem o objectivo de responder a um momento de avaliação da disciplina de Enfermagem Comunitária. óxido nitroso (deriva de combustíveis fosseis e fertilizantes químicos). 3 . da queima de florestas para obtenção de terrenos agrícolas). Assim. Da radiação solar que incide na terra uma parte é reflectida pela atmosfera enquanto que outra é absorvida pela superfície terrestre gerando calor. Além do referido acima.

e posterior tratamento dos resíduos. tendo como consequências a subida do nível dos oceanos. inundações e tempestades rigorosas. 4 . que afectam a disponibilidade dos recursos hídricos e alimentares. vagas de calor.Com o excesso de produção de lixo. devido a secas prolongadas. alterações climatéricas. verifica-se um aumento dos gases libertados para a atmosfera o que promove o agravamento do aquecimento global do planeta.

aguaonline.htm 5 .pt/aguasresid/sobre. e em conformidade com a Lista de Resíduos da União Europeia. nos termos previstos no Decreto-Lei n.O que são resíduos Segundo o Decreto-Lei n.1 .1 1 http://www. de 9 de Setembro.co.º 239/97. entendem-se por resíduos quaisquer substâncias ou objectos de que o detentor se desfaz ou tem intenção ou obrigação de se desfazer.º 152/2002 de 23 de Maio.

Classes de Resíduos: Classe 1 .Resíduos Perigosos: são aqueles que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Estão nesta classificação. os entulhos de demolição.2 2 http://www. São basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico. Isto significa que a água permanecerá potável quando em contacto com o resíduo.inresiduos.Resíduos Inertes: são aqueles que. biodegradabilidade ou solubilidade em água. não têm nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água. exigindo tratamento e disposição especiais em função de suas características de inflamabilidade. porém não são inertes. Classe 2 . ao serem submetidos aos testes de solubilização (NBR-10. corrosividade. podem ter propriedades tais como: combustibilidade. Estes resíduos não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo (se degradam muito lentamente).2 . toxicidade e patogenicidade. Muitos destes resíduos são recicláveis. por exemplo. Classe 3 .pt 6 . reactividade.007 da ABNT).Resíduos Não Perigosos: são os resíduos que não apresentam periculosidade. pedras e areias retirados de escavações.

desde que. Podem ainda ser considerados como resíduos da limpeza pública os resultantes do tratamento de jardins públicos e outras áreas verdes. o comércio e serviços (hotéis.º 239/97. de 9 de Setembro.100 litros por produtor. a produção diária não exceda 1. excrementos de animais). quer por causas naturais (folhas de árvores.Resíduos Sólidos Urbanos Definição: Segundo o Decreto-Lei n. derrames de veículos ou contentores e objecto rejeitados directamente para a via pública). em razão da sua natureza ou composição. lojas. são os resíduos domésticos ou outros resíduos semelhantes.3 3 http://pt. Origem: Dentro de qualquer espaço urbano podem considerar-se como fontes principais de resíduos o sector doméstico (habitações). em qualquer dos casos. quer pela actividade humana (mercados. nomeadamente os provenientes do sector de serviços ou de estabelecimentos comerciais ou industriais e de unidades prestadoras de cuidados de saúde.org/wiki/Lixo 7 . Outros resíduos com origem definida são os provenientes da limpeza pública originados.3 . escritórios) e a indústria (verifica-se uma tendência de afastamento deste sector para a periferia dos espaços urbanos).wikipedia.

8 .3.Plásticos. .Matéria orgânica. .1 . .Vidros.Papel e Cartão.Tipos de Resíduos .

4 4 http://www.co. vidros. o químico.Resíduos Industriais Definição: Segundo o Decreto-Lei n. óleos.aguaonline. o de papelaria. Origem: Originado nas actividades dos diversos ramos da indústria. Esse tipo de lixo necessita de tratamento especial pelo seu potencial de envenenamento. de 9 de Setembro são os resíduos gerados em actividades industriais. tais como: o metalúrgico. O lixo industrial é bastante variado. metal. o petroquímico. escórias. inclui-se grande quantidade de lixo tóxico.º 239/97.pt/aguasresid/sobre. bem como os que resultem das actividades de produção e distribuição de electricidade. etc. da indústria alimentícia.htm 9 . resíduos alcalinos ou ácidos. lodos. papel. cerâmicas. borracha.4 . madeira. plásticos. gás e água. podendo ser representado por cinzas. fibras. Nesta categoria.

dado que são equiparados a resíduos sólidos urbanos. curativos. Origem: descartados por hospitais.co.pt/aguasresid/sobre. filmes fotográficos de raios X).htm 10 . em seres humanos ou em animais. Deve ser incinerado e os resíduos levados para um aterro sanitário. órgãos e tecidos removidos. agulhas. -Resíduos provenientes de oficinas. salas de reunião. 5 http://www. manipulação e disposição final.5 5. restos de remédios.Resíduos Hospitalares Definição: Segundo o Decreto-Lei n. merece um cuidado especial no seu acondicionamento. instalações sanitárias e outros. jardins. resina sintética. Em função das suas características. clínicas veterinárias (algodão. salas de convívio. e ainda as actividades de investigação relacionadas. luvas. meios de cultura e animais utilizados em testes.º 239/97. seringas. prevenção e tratamento da doença. de 9 de Setembro são os resíduos produzidos em unidades de prestação de cuidados de saúde.1: Agrupamento dos resíduos hospitalares Os resíduos hospitalares agrupam-se da seguinte forma: Grupo I: não exigem cuidados especiais no seu tratamento.5 .aguaonline. Exemplos: -Resíduos provenientes de gabinetes. armazéns e outros. sangue coagulado. farmácias. incluindo as actividades médicas de diagnóstico.

-Embalagens e invólucros comuns. -Embalagens e invólucros comuns. -Resíduos provenientes das actividades de restauração e hotelaria. dado que são equiparados a resíduos sólidos urbanos. -Fraldas e resguardos descartáveis não contaminados e sem vestígios de sangue. com excepção dos do grupo IV. Exemplos: -Material ortopédico não contaminado e sem vestígios de sangue. -Resíduos provenientes das actividades de restauração e hotelaria. com excepção dos incluídos no grupo III e no grupo IV. -Material de protecção individual utilizado nos serviços gerais de apoio. com excepção do utilizado na recolha de resíduos. resultantes de confecção e restos de alimentos servidos a doentes não incluídos no grupo III. -Frascos de soros não contaminados. resultantes de confecção e restos de alimentos servidos a doentes não incluídos no grupo III. -Embalagens vazias de medicamentos ou de produtos de uso clínico ou comum. Grupo II: Não exigem cuidados especiais no seu tratamento. 11 .

de blocos operatórios. Exemplos: 12 . -Peças anatómicas não identificáveis. Nestes casos é exigente o uso de tratamentos mais eficazes (incineração ou pré-tratamento). de salas de tratamento. -Sacos colectores de fluidos orgânicos e respectivos sistemas. entre outros. -Todo o material utilizado em diálise. -Material de protecção individual utilizado em cuidados de saúde e serviços de apoio geral em que haja contacto com produtos contaminados. -Material ortopédico contaminado. -Sistemas utilizados na administração de soros e medicamentos. e com risco biológico. -Resíduos que resultam da administração de sangue e derivados. -Fraldas e resguardos descartáveis contaminados.resíduos de vários tipos de incineração obrigatória. Grupo IV: Resíduos hospitalares específicos . unidades de hemodiálise. de salas de autópsia.Grupo III: Resíduos que se prevêem contaminados. com excepção dos do grupo IV. Exemplos: -Resíduos provenientes de quartos ou enfermarias de doentes (ou suspeitos) infecciosos.

Os do grupo IV são resíduos hospitalares específicos.-Peças anatómicas identificáveis. fetos e placentas. quando não sujeitos a legislação específica. -Materiais cortantes e perfurantes: agulhas. contaminado. bem como tratamento. agulhas. -Produtos químicos e fármacos rejeitados. e é obrigatória a incineração. Dos quatro grupos de resíduos hospitalares. -Citostáticos e todo o material utilizado na sua manipulação e administração. e podem ser incinerados ou receber pré-tratamento para posterior eliminação como resíduos urbanos. nomeadamente fetos e placentas. apenas os grupos III e IV são considerados perigosos. como material usado em diálise. -Cadáveres de animais (experiências laboratoriais). Os primeiros são lixo de risco biológico. fraldas e restos de sangue. cateteres e todo o material invasivo. 13 . até publicação de legislação específica. medicamentos fora do prazo.

Saliente-se ainda.6 – Triagem. 6 6 http://www. deverão existir condições de refrigeração no local de armazenamento. Caso este prazo seja ultrapassado. de modo a separar os do Grupo I e II dos III e IV. resistentes e estanques. laváveis e desinfectáveis. até um máximo de 7 dias. devendo a sua capacidade mínima corresponder a três dias de produção.com/cir/rhosp/introrhosp. mantendo-se hermeticamente fechados. sendo por isso classificados segundo o maior ou menor risco que a sua presença implica  Grupo I e II .recipientes de cor preta. que devem ser armazenados em recipientes ou contentores imperfuráveis). Recolha e Tratamento de Resíduos Hospitalares 6.1 – Triagem e armazenamento dos Resíduos Hospitalares A triagem e acondicionamento dos resíduos hospitalares deve ser feita junto do local onde se deu a sua produção.netresiduos. se forem de uso múltiplo O armazenamento dos resíduos hospitalares deve ser efectuado num local específico e sinalizado.branca com indicação de risco biológico  Grupo IV – vermelha (excepto materiais cortantes e perfurantes. e acondicionados de forma a ser clara a sua origem e grupo: Nem todos os resíduos produzidos apresentam a mesma perigosidade.htm 14 . que os contentores usados no grupo III e IV devem ser facilmente manuseáveis.  Grupo III . O local de armazenamento deve ser dimensionado em função da periodicidade de recolha e/ou da eliminação.

ao longo dos últimos anos. 7 6. 6. nomeadamente nos aspectos relacionados com a protecção individual e os correctos procedimentos. submetidos a um tratamento por incineração. dando-se uma oxidação dos resíduos com a ajuda do oxigénio contido no ar que é fornecido em excesso em relação às necessidades estequiométricas.Incineração Actualmente. tempo de residência e turbulência. quando não dispuserem de capacidade de tratamento dos seus resíduos. na sua maioria. sendo os modernos incineradores de concepção pirolítica de dois estágios regidos pelos seguintes princípios: temperatura.O destino a dar aos resíduos hospitalares levanta sérios problemas atendendo à sua natureza . os resíduos hospitalares produzidos são. num período de tempo pré-fixado.2 – Recolha dos Resíduos Hospitalares São também responsabilizados os órgãos de gestão de cada unidade de saúde pelas seguintes acções: sensibilização e formação do pessoal em geral e daquele afecto ao sector em particular. progressos tecnológicos.uma parte considerável está contaminada por via biológica ou é química e radioactivamente perigosa. registo actualizado dos resíduos produzidos. designado 7 http://www. Este processo de decomposição térmica dos resíduos sofreu.netresiduos. No primeiro estágio.3.htm 15 . celebração de protocolos com outras unidades de saúde ou recurso a entidades devidamente licenciadas. A incineração é um processo de tratamento industrial de resíduos sólidos.1 . que se define como a reacção química em que os materiais orgânicos combustíveis são gaseificados.com/cir/rhosp/introrhosp.3 – Tratamento dos Resíduos Hospitalares 6.

No segundo estágio (termo reactor). Estas tecnologias alternativas de tratamento de resíduos hospitalares permitem um encaminhamento dos resíduos tratados para o circuito normal de resíduos 8 https://repositorium. Devido aos seus riscos ambientais e custos de exploração. é necessário tratar as emissões gasosas. num ambiente com carência de oxigénio onde se dá a combustão completa.cinzas e escórias . durante 2 segundos no mínimo.pdf 16 . devido ao tipo de resíduos (clorados) provenientes dos materiais incinerados. na presença de oxigénio em excesso. podendo-se recuperar o equivalente a metade da energia dissipada.e os gases emitidos na atmosfera forem estéreis e não contribuírem para a poluição ambiental do solo e do ar. processa-se a combustão dos gases de pirólise à temperatura de 1100 ºC. A energia térmica. As tecnologias de desinfecção mais conhecidas são o tratamento químico. ou ser utilizada na produção de energia eléctrica.por pirólise.2 . pode ser aproveitada para aquecimento. a autoclavagem e o microondas. aparece como uma alternativa de tratamento à incineração.8 6.uminho. com formação de gases combustíveis. o processo de incineração só deve ser utilizado quando não existem outras tecnologias alternativas para o tratamento de determinados tipos de resíduos. originada na queima dos resíduos. facilitando assim as soluções de destino final. Por isso. para garantir a combustão completa. através da produção de vapor.Desinfecção A desinfecção.3. A operação de uma central de incineração só pode ser considerada correcta se os detritos sólidos resultantes da combustão . química ou térmica. os resíduos são submetidos a temperaturas de 650-800 ºC.pt/bitstream/1822/361/2/Corpo+da+tese.sdum.

necessitando sempre de tratamento dos efluentes líquidos e gasosos.3.3 . assim como de cortantes e perfurantes. e/ou com compactação.pt/bitstream/1822/361/2/Corpo+da+tese.3. 6.Desinfecção térmica Autoclavagem A autoclavagem (desinfecção com calor húmido) é um tratamento bastante usual que consiste em manter o material contaminado a uma temperatura elevada e em contacto com vapor de água. óxido de etileno e formaldeído. podendo representar custos inferiores para as instituições sem unidades de incineração própria. tais como hipoclorito de sódio. o que torna a sua aplicação ineficiente relativamente a produtos químicos e radioactivos. 9 https://repositorium. durante um período de tempo suficiente para destruir potenciais agentes patogénicos ou reduzi-los a um nível que não constitua risco. O processo de autoclavagem inclui ciclos de compressão e de descompressão de forma a facilitar o contacto entre o vapor e os resíduos.uminho. A principal desvantagem desta tecnologia consiste no facto de apenas se desinfectarem os resíduos. de resíduos com sangue e líquidos orgânicos.sdum. prévia ou posterior.4 .pdf 17 .sólidos urbanos (RSU) sem qualquer perigo para a saúde pública. Este tratamento é utilizado principalmente na descontaminação de resíduos de laboratórios de microbiologia. embora recentemente estejam a ser desenvolvidos esforços para utilizar desinfectantes menos poluentes. 9 6. Os processos podem ser complementados com uma trituração.Desinfecção química O tratamento químico consiste numa série de processos em que os resíduos são envolvidos e/ou injectados com soluções desinfectantes e germicidas.

O aquecimento de todas as superfícies é assegurado pela criação de uma mistura água e resíduos .uminho. 10 https://repositorium. apresenta-se no Quadro 1 uma síntese das vantagens e inconvenientes de cada um deles. enquanto que o grupo IV integra resíduos hospitalares específicos de incineração obrigatória. Neste estudo registou-se um domínio da incineração sobre a autoclavagem como tratamento final dos resíduos do grupo III. existindo. ainda dois casos em que é utilizada a desinfecção química.5 bar e a temperatura atinge valores os 135ºC.pt/bitstream/1822/361/2/Corpo+da+tese. Microondas A irradiação por microondas é uma tecnologia mais recente de tratamento de resíduos hospitalares e consiste na desinfecção dos resíduos a uma temperatura elevada (entre 95 e 105ºC).sdum. que o utilizam para esterilizar diversos tipos de material hospitalar. os quais são triturados antes ou depois desta operação.Os valores usuais de pressão são da ordem dos 3 a 3. Este processo tem a vantagem de ser familiar aos técnicos de saúde.pdf - 18 . Visto a incineração e a autoclavagem serem os tratamentos mais utilizados no nosso país para tratamento do grupo III.10 Incineração versus autoclavagem Os resíduos hospitalares de risco biológico pertencentes ao grupo III poderão ser incinerados ou sujeitos a um tratamento eficaz que permita a sua eliminação como resíduos urbanos.

Redução de peso para 10%.Elevados custos de investimento e exploração.Significativa necessidade de tratamento dos efluentes gasosos.Opinião negativa da população.2 . .Autoclavegem . .7 .custo de operação baixo. . .Processo considerado limpo.Ausência de odores. não necessitando de avaliação de impacte ambiental.Recuperação e/ou produção de energia. .Produção de efluentes líquidos e gasosos.Utilização restrita a resíduos de risco biológico. 7. . embora pouco significativa 19 . . . .eficaz no tratamento de todos os resíduos.Redução de volume para 3%. .Incineração .1 . .Processos de tratamento vantagens e inconvenientes 7.Redução de volume (até 20%).

.Perigosos do ponto de vista microbiológico e/ou químico. deverão ser objecto de criteriosa separação e acondicionamento.3 . recolha. Os resíduos susceptíveis de causar repugnância e sensibilidade negativas na opinião pública. estabelecem regras para a gestão dos resíduos sólidos hospitalares nas vertentes da triagem.Uma questão legal12 Os resíduos sólidos hospitalares são objecto de regulamentação especifica publicada em Diário da Republica. O sucesso da triagem dos resíduos sólidos hospitalares depende de todos os profissionais de saúde. 7. de 13 de Agosto e nº 761/99.Uma questão de bom senso11 A separação dos resíduos sólidos hospitalares é fundamentalmente uma questão de bom senso.4 . que como produtores de resíduos sólidos hospitalares tem a formação necessária para identificar e separar correcta e eficazmente resíduos em: . Os resíduos sólidos hospitalares devem ser separados por grupos. 11 12 Comissão de Controlo de Infecção Hospitalar do Hospital Padre Américo .7. armazenamento. de responsabilidade e de hábito. acondicionamento selectivo. transporte e tratamento. Os despachos do Diário da Republica nº242/96. de 31 de Agosto.Não perigosos ou equiparados a urbanos.Penafiel 20 .

Os recipientes para acondicionamento de resíduos sólidos hospitalares.Uma questão técnica1 Para a implementação de uma triagem eficiente e operacional. 21 .Sacos plásticos.Caixas de cartão e contentores de polietileno de alta densidade reutilizáveis. Os recipientes para acondicionamento de resíduos sólidos hospitalares actualmente nas Instituições de Saúde. A adopção de códigos de cor para os recipientes é fundamental para este propósito.5 . . é necessário dotar os serviços clínicos e instituições dos respectivos meios de acondicionamento de resíduos sólidos hospitalares indispensáveis para o desempenho desta actividade.7.Contentores de plástico de uso único. de 13 de Agosto. segundo o despacho 242/96. por parte dos intervenientes. deverão possuir características de modo a permitir a identificação clara da sua origem (serviço e data) e grupo de resíduos. são: . .

. alcançamos economias devido a: .7.Penafiel 22 .Redução da quantidade de resíduos susceptíveis de tratamento especifico.6 . .Uma questão económica13 Ao separar criteriosamente os resíduos produzidos.Promoção da imagem ecológica da Instituição de Saúde. 13 Comissão de Controlo de Infecção Hospitalar do Hospital Padre Américo . .Recolha selectiva de resíduos recicláveis.Redução dos custos de tratamento.

material ionizado. como a SIDA e a hepatite B. secreções. a heterogeneidade da massa dos resíduos hospitalares e a falta de preparação das unidades de incineração para o tratamento de quantidades crescentes de resíduos têm levado à impossibilidade do cumprimento dos limites de emissão de gases cada vez mais estritos. tem-se tornado necessário o desenvolvimento de diferentes práticas de gestão de resíduos hospitalares que permitam a redução da quantidade de resíduos a tratar e a introdução de processos de tratamento alternativos à incineração. Com efeito. constituem perigo para a saúde pública.8 – Conclusão A elaboração deste trabalho proporcionou uma explicitação sobre os resíduos hospitalares. A consciência de que determinados resíduos hospitalares (sangue. 23 . Assim. custos elevados e um impacto ambiental negativo. O tratamento de resíduos hospitalares acarreta para alem de uma prévia disponibilidade por parte dos profissionais para uma triagem eficiente. Esta situação levou ao aumento das preocupações com os cuidados a ter com os resíduos hospitalares. tornou-se mais aguda a partir do desenvolvimento de graves doenças transmissíveis. o tratamento a que são sujeitos e o seu efeito no ambiente. enquanto focos de contaminação. Os esforços feitos para remediar esta situação e que incluem a instalação de unidades de incineração de maiores dimensões e o tratamento adequado das emissões gasosas geram custos que contribuem presentemente para um significativo aumento das despesas das entidades hospitalares. produtos químicos e tecidos humanos).

A evolução que se verificou nos conceitos que suportam a gestão dos resíduos hospitalares determinou a necessidade de uma classificação que garantisse uma separação mais selectiva na origem e permitisse o recurso a tecnologias diversificadas de tratamento. sendo os resíduos objecto de tratamento apropriado diferenciado consoante o grupo a que pertençam. Classificou-se os resíduos hospitalares em quatro grupos distintos. 24 .

htm https://repositorium.aguaonline.pt http://pt.org/wiki/Lixo http://www.wikipedia.inresiduos.aguaonline.Bibliografia         http://www.aguaonline.9 .pt/aguasresid/sobre.sdum.co.pt/aguasresid/sobre.co.uminho.com/cir/rhosp/introrhosp.htm http://www.com/cir/rhosp/introrhosp.pdf Comissão de Controlo de Infecção Hospitalar do Hospital Padre Américo – Penafiel  25 .htm http://www.netresiduos.netresiduos.htm http://www.co.pt/aguasresid/sobre.pt/bitstream/1822/361/2/Corpo+da+tes e.htm http://www.

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