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Os efeitos da hidroterapia no alivio de dores osteomioarticulares e na qualidade de vida durante a gestação

Os efeitos da hidroterapia no alivio de dores osteomioarticulares e na qualidade de vida durante a gestação

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Published by: Aline Tarraga on Jan 19, 2012
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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 2 OBJETIVOS
  • 2.1 OBJETIVOS GERAIS
  • 2.1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • 3 NATUROLOGIA
  • 3.1.1 A NATUROLOGIA NO ATENDIMENTO DE GESTANTES
  • 3.2 A qualidade de vida durante a gestação
  • 4 GESTAÇÃO
  • PARTO
  • MATERNO
  • 4.2.1 As modificações locais do organismo materno
  • 4.2.1.1 Útero
  • 4.2.1.2 Colo
  • 4.2.1.3 Vagina
  • 4.2.1.4 Ovários e tubas
  • 4.2.1.5 Articulações
  • 4.2.2 As modificações gerais do organismo materno
  • 4.2.2.1 Peso
  • 4.2.2.2 Sistema Endócrino
  • 4.2.2.2.1 Progesterona, estrogênio e relaxina
  • 4.2.2.3 Sistema Circulatório
  • 4.2.2.4 Volume sanguíneo
  • 4.2.2.5 Pressão Arterial
  • 4.2.2.6 Sistema Respiratório
  • 4.2.2.7 Sistema urogenital
  • 4.2.2.8 Sistema Nervoso
  • 4.2.2.9 Sistema Musculoesquelético
  • 4.3.1 Náuseas e Vômitos
  • 4.3.2 Pirose
  • 4.3.3 Ptialismo ou sialorréia
  • 4.3.4 Obstipação
  • 4.3.5 Tonturas e Vertigens
  • 4.3.6 Fadiga
  • 4.3.7 Palpitações
  • 4.3.8 Síndrome Dolorosa
  • 4.3.9 Edema
  • 4.3.10 Varizes
  • 4.3.11 Hemorróidas
  • 4.3.12 Sonolência e Insônia
  • 4.3.13 Cãimbras
  • 4.3.14 Cefaleias
  • 4.3.15 Síndrome do túnel do carpo
  • 4.3.16 Sintomas Urinários
  • 4.3.17 Leucorréia
  • 4.4.1 As dores em região abdominal baixa
  • 4.4.3 As dores em região lombar e dorsal
  • 4.4.4 As dores na coluna em geral
  • 4.5 OS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA GESTAÇÃO
  • 4.5.1 Os ciclos de desenvolvimento da mulher
  • 4.5.1.1 Gravidez um ciclo de desenvolvimento da mulher
  • 4.5.4 Memórias da infância emergidas na gestação
  • 4.5.5 Emoções x Complicações Obstétricas
  • 4.5.6.1 O primeiro trimestre
  • 4.5.6.1.1 A percepção da gravidez
  • 4.5.6.1.2 Manifestações emocionais relacionadas à mulher com o feto
  • 4.5.6.1.3 Autovalorização e Autopreservação da grávida
  • 4.5.6.2 O segundo trimestre
  • 4.5.6.2.1 A percepção do movimento fetal e o vínculo mãe-bebê
  • 4.5.6.2.2 Representações mentais e fantasias durante a gestação
  • 4.5.6.3 O terceiro trimestre
  • 4.5.6.3.1 As emoções que envolvem a aproximação do nascimento
  • 4.5.6.3.2 Memórias antigas e conflitos infantis emergidos na gravidez
  • conscientização da grávida
  • 5 SIMBOLISMO DA ÁGUA
  • 6 HIDROTERAPIA
  • 6.1 O CAMINHO PELA ÁGUA
  • 6.1.1 Água Fria
  • 6.1.2 Gelo ou Água gelada
  • 6.1.3 Água Morna (Tépida)
  • 6.1.4 Água Quente
  • 6.1.5 Vapor
  • 6.2 HISTÓRIA DA HIDROTERAPIA
  • 6.2.1 A Hidroterapia no Brasil
  • 6.3 A HIDROTERAPIA
  • 6.3.1 Indicações e Contra-Indicações
  • 6.3.2 Hidrodinâmica x Hidrostática
  • 6.3.3 Densidade Relativa
  • 6.3.4 Turbulência
  • 6.3.5 Metacentro
  • 6.3.6 Fricção
  • 6.3.7 Pressão Hidrostática
  • 6.3.8 Viscosidade
  • 6.3.9 Empuxo
  • 6.3.10 Refração
  • 6.3.11 Tensão Superficial
  • 6.3.12 Termodinâmica
  • 6.3.13 Água em movimento
  • 6.3.13.1 Movimento de fluxo
  • 6.3.13.2 Coeficiente de arrasto
  • 6.3.13.3 Efeitos da resistência
  • 6.3.13.4 Tecnologias para Amplificar os Princípios Físicos
  • 6.3.14 Efeitos Fisiológicos, Terapêuticos e Psicológicos da Hidroterapia
  • 6.3.14.1 Os Efeitos Fisiológicos da Hidroterapia
  • 6.3.14.1.1 Sistema Cardiovascular
  • 6.3.14.1.2 Sistema Renal
  • 6.3.14.1.3 Sistema Musculoesquelético
  • 6.3.14.1.4 Sistema Respiratório
  • 6.3.14.1.5 Sistema Nervoso Central e Periférico
  • 6.3.14.2 Os Efeitos Terapêuticos da Hidroterapia
  • 6.3.14.2.1 Relaxamento
  • 6.3.14.2.2 Redução da Sensibilidade a Dor e dos Espasmos Musculares
  • 6.3.14.2.3 Aumento da Amplitude
  • 6.3.14.2.4 Aumento da Força
  • 6.3.14.2.5 Aumento da Circulação
  • 6.3.14.2.6 Melhora do Equilíbrio, Estabilidade e Consciência Corporal
  • 6.3.14.2.7 Melhora da Integração Sensório-Motora
  • 6.3.14.2.8 Reforço da Moral e Liberdade de Movimento
  • 6.4 A GESTANTE NA HIDROTERAPIA
  • 6.4.1 A Influência da Hidroterapia na Gestante
  • 7 WATSU®
  • 7.1 PRECAUÇÕES
  • 7.2 BENEFÍCIOS DO WATSU®
  • 7.3 OS EFEITOS DA ÁGUA NO CORPO
  • 8 A LUA E A ÁGUA X CICLOS DA GESTAÇÃO E PARTO
  • 9 MATERIAIS E MÉTODOS
  • 9.1 MATERIAIS
  • 9.2 MÉTODOS
  • 9.2.1 Tipo de pesquisa
  • 9.2.2 Seleção das voluntárias
  • 9.2.2.1 Critérios de inclusão
  • 9.2.2.1.1 Critérios de exclusão
  • 9.2.3 Descrição do local
  • 9.2.4 Descrição e apresentação dos procedimentos
  • 9.2.4.1 Termo de consentimento livre e esclarecido
  • 9.2.4.2 Acompanhamento médico, ciência e autorização
  • 9.2.5 Técnica de Watsu®
  • 9.2.5.1 Antes de começar
  • 9.2.5.2 Começando na parede
  • 9.2.5.3 Dança da respiração
  • 9.2.5.4 Balanço da respiração
  • 9.2.5.5 Liberando a coluna
  • 9.2.5.6 Oferecendo suave
  • 9.2.5.8 Oferecendo com duas pernas
  • 9.2.5.9 Sanfona
  • 9.2.5.10 Sanfona rotativa
  • 9.2.5.11 Rotação de perna de dentro
  • 9.2.5.12 Rotação de perna de fora
  • 9.2.5.13 Perna de fora por cima
  • 9.2.5.14 Pressionando o braço
  • 9.2.5.15 Mão no ponto mestre coração
  • 9.2.5.16 Puxando o braço ao redor
  • 9.2.5.17 Pêndulo
  • 9.2.5.18 Cabeça no ombro oposto
  • 9.2.5.19 Balanço braço e perna
  • 9.2.5.20 Joelho ao tórax
  • 9.2.5.21 Voltar para a primeira posição
  • 9.2.5.22 Oferecimento Simples
  • 9.2.5.23 Empurrar e puxar – oito
  • 9.2.5.24 Vôo Livre
  • 9.2.5.25 Balanço esterno – sacro
  • 9.2.5.26 Alongando a coluna
  • 9.2.5.27 Ondulando a coluna
  • 9.2.5.28 Quieto
  • 9.2.5.29 Acompanhar movimento
  • 9.2.5.30 Algas
  • 9.2.5.31 Quatro na parede
  • 9.2.5.32 Sela Aberta
  • 9.2.5.33 Tração do pescoço
  • 9.2.5.34 Acompanhar os movimentos
  • 9.2.5.35 Perna de dentro no ombro
  • 9.2.5.36 Ninar do Hara
  • 9.2.5.37 Voltar para a parede e finalizar
  • quantitativos
  • 9.2.6.1 Avaliação da Qualidade de Vida
  • 9.2.6.2 Avaliação das Dores Osteomioarticulares
  • 9.2.6.3 Coleta de dados qualitativos
  • 9.2.6.4 Análise dos dados
  • 10 RESULTADOS
  • 10.1 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA
  • 10.2 CARACTERIZAÇÃO DA DOR
  • Gráfico 1. Frequência dos tipos de dor relatados pelas participantes
  • 10.3 APRESENTAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA DOR POR PARTICIPANTE
  • 10.3.1 Gestante 1
  • após cada sessão de Watsu®
  • 10.3.1.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 1)
  • 10.3.2 Gestante 2
  • 10.3.2.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 2)
  • 10.3.3 Gestante 3
  • e após cada sessão de Watsu®
  • 10.3.3.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 3)
  • 10.3.4 Gestante 4
  • 10.3.4.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 4)
  • 10.3.5 Gestante 5
  • 10.3.5.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 5)
  • 10.3.6 Gestante 6
  • 10.3.6.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 6)
  • 10.3.7 Gestante 7
  • 10.3.7.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 7)
  • 10.3.8 Gestante 8
  • 10.3.8.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 8)
  • 10.3.9 Gestante 9
  • 10.3.9.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 9)
  • 10.3.10 Gestante 10
  • antes e após cada sessão de Watsu®
  • 10.3.10.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 10)
  • 10.3.11 Gestante 11
  • 10.3.11.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 11)
  • 10.4 EFEITO GLOBAL DO WATSU®
  • 10.4.1 Avaliação do grupo quanto à resposta da dor ao tratamento
  • tratamento com Watsu®
  • 10.5 QUALIDADE DE VIDA
  • Psicológico antes e após as oito sessões de Watsu®
  • Meio Ambiente antes e após as oito sessões de Watsu®
  • sessões de Watsu®
  • 10.6 SEQUÊNCIA DE WATSU® ADAPTADA PARA GESTANTES
  • 10.6.1 Antes de começar
  • Figura 1. Antes de começar
  • 10.6.2 Começando na parede
  • Figura 2. Começando na parede
  • 10.6.3 Dança da respiração
  • Figura 3. Dança da respiração. ↕
  • 10.6.4 Balanço da respiração
  • Figura 4. Balanço da respiração. ↔
  • 10.6.5 Liberando a coluna
  • Figura 5. Liberando a coluna
  • 10.6.6 Oferecendo suave
  • Figura 6. Oferecendo suave
  • 10.6.7 Oferecendo com uma perna, braços abertos
  • Figura 7. Oferecendo com uma perna, braços abertos
  • 10.6.8 Oferecendo com duas pernas
  • Figura 8. Oferecendo com duas pernas
  • 10.6.9 Sanfona
  • Figura 9. Sanfona
  • Figura 10. Sanfona sentada
  • 10.6.10 Sanfona rotativa
  • Figura 11. Sanfona rotativa
  • 10.6.11 Rotação de perna de dentro
  • Figura 12. Rotação de perna de dentro
  • 10.6.12 Rotação de perna de fora
  • Figura 13. Rotação de perna de fora
  • 10.6.13 Perna de fora por cima
  • 10.6.14 Pressionando o braço
  • 10.6.15 Mão no ponto mestre coração
  • Figura 14. Mão no ponto mestre coração
  • 10.6.16 Puxando o braço ao redor
  • Figura 15. Puxando o braço ao redor
  • 10.6.17 Pêndulo
  • Figura 16. Pêndulo
  • 10.6.18 Cabeça no ombro oposto
  • Figura 17. Levando a cabeça no ombro oposto
  • Figura 18. Cabeça no ombro oposto
  • 10.6.19 Balanço braço e perna
  • Figura 19. Balanço braço
  • Figura 20. Pegando a perna
  • Figura 21. Balanço perna
  • 10.6.20 Joelho ao tórax
  • 10.6.21 Voltar para a primeira posição
  • Figura 22. Voltar para a primeira posição
  • Figura 23. Primeira posição do segundo lado
  • 10.6.22 Empurrar e puxar – oito
  • Figura 24. Empurrar e puxar – oito
  • 10.6.23 Vôo livre
  • Figura 25. Vôo livre
  • 10.6.24 Balanço esterno – sacro
  • Figura 26. Balanço esterno – sacro
  • 10.6.25 Alongando a coluna
  • Figura 27. Alongando a coluna
  • 10.6.26 Ondulando a coluna
  • Figura 28. Ondulando a coluna.↕
  • 10.6.27 Quieto
  • Figura 29. Quieto
  • 10.6.28 Algas
  • Figura 30. Algas
  • 10.6.29 Quatro na parede
  • Figura 31. Quatro na parede abraçando o peito
  • Figura 32. Quatro na parede abraçando a barriga
  • 10.6.30 Sela (aberta ou fechada)
  • Figura 33. Sela fechada
  • 10.6.31 Perna de dentro no ombro
  • 10.6.32 Ninar do Hara
  • Figura 34. Ninar do Hara
  • 10.6.33 Voltar para a parede e finalizar
  • Figura 35. Voltando para parede
  • Figura 36. Mão em abdome e coração
  • Figura 37. Finalizando
  • 11 DISCUSSÃO
  • 12 CONCLUSÃO
  • 13 REFERÊNCIAS

UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI ALINE TARRAGA DE ALMEIDA JÉSSICA MORAES SOGUMO

OS EFEITOS DA HIDROTERAPIA NO ALÍVIO DE DORES OSTEOMIOARTICULARES E NA QUALIDADE DE VIDA DURANTE A GESTAÇÃO

São Paulo 2010

ALINE TARRAGA DE ALMEIDA JÉSSICA MORAES SOGUMO

OS EFEITOS DA HIDROTERAPIA NO ALÍVIO DE DORES OSTEOMIOARTICULARES E NA QUALIDADE DE VIDA DURANTE A GESTAÇÃO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção de título de Graduação do curso de Naturologia da Universidade Anhembi Morumbi

Orientador: Prof. Me. Antonio Maria Cardozo Acosta Co orientadora: Profa. Dra. Karen Cristine Abrão

São Paulo 2010

A444

Almeida, Aline Tarraga de Os efeitos da hidroterapia no alívio de dores Osteomioarticulares e na qualidade de vida durante a gestação / Aline Tarraga de Almeida, Jéssica Moraes Sogumo. – 2010. 210f.: il.; 30cm. Orientadora: Antonio Maria Cardozo Acosta. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Naturolgia) – Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, 2010. Bibliografia: f.193. 1. Naturologia. 2. Hidroterapia. 3. Gestação. 4. Qualidade de vida. 5. Dor. I. Título. CDD 615.535

Me. Antonio Maria Cardozo Acosta Universidade Metodista de São Paulo ___________________________________ Profa. Maria Tereza Santos Araújo Universidade Anhembi Morumbi ____________________________________ Caroline Laghetto de Moura Rosa Universidade Anhembi Morumbi .ALINE TARRAGA DE ALMEIDA JÉSSICA MORAES SOGUMO OS EFEITOS DA HIDROTERAPIA NO ALÍVIO DE DORES OSTEOMIOARTICULARES E NA QUALIDADE DE VIDA DURANTE A GESTAÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção de título de Graduação do curso de Naturologia da Universidade Anhembi Morumbi Aprovado em: __________________________________ Prof. Dra.

de dar à luz novas vidas. beleza e mistério que cada uma de nós guardamos. . ao potencial de gestação. à força.Dedicamos este trabalho a todas as mulheres.

que sempre me ensinou com a sua simplicidade de ser criança e me ensina a cada dia a amar mais. desde o planejamento até a concretização. carinho. À minha super amiga Jéssica Moraes Sogumo. descubro com você a cada dia o significado de ser sua verdadeira companheira. a ser paciente. com presença. vontade e fé. direcionamento. pela oportunidade de aprender. agradeço pela paciência e compreensão nos momentos de minha ausência para a realização do trabalho. nutrição. com o que é verdadeiro. pela sua força de mesmo com tantas responsabilidades e serzinhos necessitando de você (filhos) ter ido adiante. trabalhando juntas fomos mais longe e aprendemos muito mais. e me possibilitaram estar onde estou. caminhar na vida com o coração. agradeço também pelo despertar da consciência gestadora e do talento de trabalhar com mulheres gravidas. colo. enquanto você queria minha atenção. mistérios e sabedorias. ser quem eu sou. minha linda irmã. à Ramy Arany e Ramy Shanayta. presente parceira na realização deste trabalho. À Tradição Tubakwaassu. me dedicar. força. preenchendo a vida de essência. você é uma guerreira. por toda a sabedoria que ensinam. a confiar e me entregar.AGRADECIMENTOS Por Aline: Imensamente à vida. Carlos Alberto Devecchi. profundidade. por serem quem são. Jéssica Lembo Tarraga e Raul de Almeida Neto. por sempre me inspirar e me dar a oportunidade de ser a sua ´´irmãe``. crescer e ser sempre surpreendida por sua beleza. . auxilio. Ao meu querido amor. pela força. aprendendo um com o outro sobre o verdadeiro amor. agradeço por respeitar o tempo e espaço que precisei em função deste trabalho. amor incondicional. onde sou aprendendo a viver com simplicidade. a me apaixonar. a sonhar. por todos os momentos que compartilhamos na realização deste trabalho agradeço. que sempre me estenderam. Nicole Tarraga. por todo o caminho que construímos juntos. Aos meus queridos pais. presença. confiança. À minha querida ainda pequena porém grandíssima alma. amor e alegria. assim pude gestar e parir este trabalho na fluência. Por ser na escolha de sempre ser o melhor de mim. com todo meu amor.

por todo amor e por todas as experiências que passamos juntos desde o início do namoro. com a presença de filhos maravilhosos que nos dão forças para seguir em frente sem desanimar. Eric Moraes Sogumo. até o grande momento em que estamos vivendo. com certeza foi pelo apoio. pela ajuda na realização do mesmo. carinho. onde explicar o amor que sinto por eles é impossível. me ajudaram cuidando dos meus filhos com muito amor e ficaram ao meu lado sempre que precisei. educação e reflexo de pais unidos os quais amo tanto. pelo amor. só sei dizer que é o maior amor que eu já senti na vida. que mesmo morando longe. À meus tesouros e inspirações de minha vida. . meus lindos filhos.AGRADECIMENTOS Por Jéssica: Primeiramente gostaria de agradecer pela família maravilhosa que tenho. sem eles não teria força de vontade. dedicação. me deram alegrias e forças com simples sorrisos e abraços. A minha super amiga e companheira de trabalho. foi um prazer te conhecer e realizar este trabalho lindo com você. que assim como meus pais. pois tudo que faço é pensando no futuro deles. onde sonhos estão se realizando e planos para o futuro sendo construídos. compreensão e paciência que teve comigo durante todo este ano. À meus queridos irmãos. Fico muito grata por todo carinho. conselhos. À meus sogros Marinalva Araújo Bremmer e José Roberto Bremmer. Luara Sogumo Bremmer e Cauã Sogumo Bremmer. em especial agradecer a meus queridos pais Nilda Moraes Sogumo e Mário Sogumo. tudo que eu consegui e sou hoje. paciência e esforços para que eu pudesse concluir esta fase da minha vida. Ao meu futuro marido El Cid Roberto Bremmer. onde todos sempre me apoiaram e me ajudaram como puderam. Aline Tarraga de Almeida. que mesmo não sabendo disso. que por diversas vezes me acalmou e me aconselhou em momentos difíceis que passei e ao Robinson Moraes Sogumo. me aconselhava e dava forças para encarar meus problemas.

participando como convidada de nossa banca. aprendendo. por atenderem as gestantes conosco. com dedicação e amor possibilitando assim a realização de tantos atendimentos. pela força que deu na busca de Watsu terapeutas para trabalharem conosco. crescendo. À Universidade Anhembi Morumbi. À Coorientadora Dra. À Profa. que sempre nos deram força e brilho. deste de seu projeto até o seu término. agradecemos pelo conhecimento ensinado com amor. direcionando e esclarecendo dúvidas. Aos queridos e importantíssimos em toda a realização deste trabalho. Valezin e Thomas Gabriel Paranhos Bosshort. aos lindos momentos que compartilhamos. e por aceitar ser presente. nosso Orientador e Co orientadora. por ser presente. Dra. À Caroline Laghetto de Moura Rosa. Aos nossos amigos e colegas de classe por todo o caminho de formação que trilhamos juntos. Antonio Maria Cardozo Acosta por abrir as portas do seu Espaço Natu. mistérios da gestação. Às lindas mamães que nos possibilitaram a realização deste trabalho. por sempre se dispor a ajudar. K. Karen Cristine Abrão por sua paciência com nossas dificuldades e teimosias. sempre melhorando e acrescentando muito em nosso trabalho. A todos os professores que nos ensinaram e fizeram parte da formação das Naturólogas que hoje somos. que nos receberam de coração aberto para nos orientarem e sempre estiveram dispostos a nos ajudar. À Izabela S. . direcionando. a tudo que aprendemos em cada atendimento e também por nos aproximarem dos mistérios de ser mulher. sorrindo e chorando. e por todas as palavras de amigo. por todos os momentos que tivemos a oportunidade de compartilhar.AGRADECIMENTOS Por Aline e Jéssica: A todos aqueles que direta ou indiretamente nos auxiliaram na realização deste trabalho. Ao Orientador Me. para que pudéssemos realizar os atendimento com as gestantes. Maria Tereza Santos Araújo que esteve nos acompanhando durante a realização deste trabalho. se entregando para que em nossos braços pudessem ser nutridas e cuidadas. todo local e estrutura que fizeram parte do cenário de alguns anos de nossas vidas.

Gestantes. a avaliar os efeitos do Watsu® no alívio de dores osteomioarticulares. o presente estudo permitiu concluir que a terapia Watsu® foi bem tolerada. no alívio de dores osteomioarticulares e na qualidade de vida de 11 gestantes que foram submetidas a oito sessões de Watsu®. aplicado antes de iniciar os atendimentos e ao fim das oito sessões. segura e de fácil aplicação durante a gestação.RESUMO O presente estudo avaliou os efeitos da hidroterapia. com tendência de alívio também a longo prazo e melhora da qualidade de vida no Domínio Psicológico das gestantes. a Escala Visual Analógica da Dor antes e após cada atendimento.Brief Version) da Organização Mundial de Saúde. Apesar de tratar-se de um estudo piloto. obtendo como resultados. o questionário de Qualidade de Vida – WHOQOLbref (World Health Organization – Quality of Life Test. Watsu®. . Qualidade de Vida. Dor. Para avaliar os efeitos do Watsu® na qualidade de vida. importante alívio imediato das dores osteomioarticulares nesse período. em específico da terapia Watsu®. Palavras-chave: Hidroterapia.

Keywords: Hydrotherapy. Pregnancy. such as getting results. significant immediate relief of pain in musculoskeletal period. Pain. To evaluate the effects of Watsu® in quality of life. safe and easy to use during pregnancy. this study showed that therapy Watsu® was well tolerated.WHOQOL-BREF (World Health Organization . with a tendency of relief also in the long term and improves quality of life in the Psychological Domain of pregnant women.ABSTRACT This study evaluated the effects of hydrotherapy in Watsu® specific therapy. Quality of Life. the questionnaire Quality of Life . . we used the Visual Analog Scale of Pain before and after each service. applied before the sessions start and at the end of eight sessions. in relieving musculoskeletal pain and quality of life of 11 women who underwent eight sessions of Watsu®. to evaluate the effects of Watsu® in relieving musculoskeletal pain. Watsu®.Quality of Life-Brief Test Version) from the World Health Organization. Although this is a pilot study.

................................... Sanfona......... Balanço braço....145 Figura 6.................................................................154 Figura 23. Começando na parede........151 Figura 17......... Pegando a perna....................................... Antes de começar...............................................................................148 Figura 11............................. Primeira posição do segundo lado...........142 Figura 2.............. Cabeça no ombro oposto................................................................................ Dança da respiração.........144 Figura 4..........................................................................................................................................................................................146 Figura 7.........................153 Figura 22.......................153 Figura 20...................................................... Balanço da respiração...................... Sanfona sentada.. Oferecendo suave.............................................................................................LISTA DE FIGURAS Figura 1................................154 Figura 24....................... Oferecendo com duas pernas..........147 Figura 10.....................148 Figura 12... Sanfona rotativa...................150 Figura 16............................. Rotação de perna de dentro................................................................ Mão no ponto mestre coração............................ Liberando a coluna..............146 Figura 8......................... braços abertos...................................................... Rotação de perna de fora................ Levando a cabeça no ombro oposto.........................155 Figura 25.................................................................................................................................. Pêndulo...145 Figura 5........149 Figura 14................................ Balanço perna...........143 Figura 3.........................................................................152 Figura 19................................................... Oferecendo com uma perna.................................................................... Voltar para a primeira posição.................151 Figura 18................................................................ Puxando o braço ao redor............................................155 ......................................................... Vôo livre......150 Figura 15.....................................149 Figura 13..............................................147 Figura 9...........................153 Figura 21.................................... Empurrar e puxar – oito........................................................................

...................................................................155 Figura 27.................................157 Figura 30.....................................................................................................................................................................156 Figura 29............ Quatro na parede abraçando o peito....159 Figura 34............................156 Figura 28....158 Figura 32..........................................160 Figura 35.......... Quieto.................161 Figura 37... Finalizando.. Alongando a coluna.................................... Ninar do Hara............................................................................................ Sela fechada......157 Figura 31................................................... Balanço esterno – sacro....................................161 ................................................................. Voltando para parede...................................................................................161 Figura 36.............. Algas................................................158 Figura 33..............................Figura 26............................................................................ Mão em abdome e coração......................... Quatro na parede abraçando a barriga............... Ondulando a coluna...

................................................ Apresentação dos dados das participantes em relação às gestações e partos anteriores.. Resultados da avaliação da qualidade de vida das gestantes obtidos pela utilização do WHOQOL-bref antes e após as sessões de Watsu®............ risco gestacional..... Diferença nos escores de médios de dor antes e após cada sessão de Watsu®.......133 Tabela 4.......................118 Tabela 3.................. filhos vivos e preferência de via de parto na gestação atual................. idade gestacional de início.LISTA DE TABELAS Tabela 1..........117 Tabela 2.....135 .............. Descrição dos dados de cada participante por: idade... doenças e medicamentos..........................................

..............................LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1.........127 Gráfico 9. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 11 antes e após cada sessão de Watsu®............................................... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante10 antes e após cada sessão de Watsu®.........................................................129 Gráfico 11.................................................................... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 6 antes e após cada sessão de Watsu®......................124 Gráfico 6....... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 9 antes e após cada sessão de Watsu®.... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 2 antes e após cada sessão de Watsu®..........128 Gráfico 10.................................................126 Gráfico 8.................. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 5 antes e após cada sessão de Watsu®...........131 Gráfico 13................................................................................................... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 7 antes e após cada sessão de Watsu®....119 Gráfico 2.......122 Gráfico 4........................................................... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 4 antes e após cada sessão de Watsu®............... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 8 antes e após cada sessão de Watsu®.........................................................................125 Gráfico 7............................................................................................................................................................................123 Gráfico 5........... Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 3 antes e após cada sessão de Watsu®..........132 ..130 Gráfico 12................................................................................................ Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 1 antes e após cada sessão de Watsu®....121 Gráfico 3....................... Resposta da dor às sessões de Watsu® em relação ao total de sessões realizadas............................................................. Frequência dos tipos de dor relatados pelas participantes....................................

....................................................................... antes e após as oito sessões de Watsu®...140 Gráfico 20.............. Percepção global da Saúde pelo WHOQOL-bref........ Escores médios de dor antes do início das sessões ao longo do tratamento com Watsu®....................... Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Meio Ambiente antes e após as oito sessões de Watsu®..................... antes e após as oito sessões de Watsu®.........141 ...............................................................Gráfico 14..........................138 Gráfico 18... Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Físico antes e após as oito sessões de Watsu®........................ Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Relações Sociais antes e após as oito sessões de Watsu®.................................134 Gráfico 15....................................................................... Percepção global da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref...............................139 Gráfico 19..... Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Psicológico antes e após as oito sessões de Watsu®...136 Gráfico 16..137 Gráfico 17...........................................................

A.Brief Version Sistema de Informações de Nascidos Vivos World Aquatic Body Association Word Health Organization Idade Gestacional Análise de variância para medidas repetidas Desvio-Padrão .A.B. WHO IG ANOVA DP Escala Visual Analógica da Dor Organização Mundial de Saúde World Health Organization – Quality of Life Test.LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS EVA OMS WHOQOL-bref SINASC W.

..........40 4.....................................43 4..............................................................45 4..................42 4..................................................................2 A qualidade de vida durante a gestação.........................1 A NATUROLOGIA NO ATENDIMENTO DE GESTANTES............................37 4 GESTAÇÃO...........2...............43 4...........................................32 3 NATUROLOGIA................1 Progesterona....................32 2..44 4..................1....................................................2 Colo...............26 2 OBJETIVOS...3 Sistema Circulatório.......2...........2............1 Peso.........2.......................1............................2....................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO....................................2...2 Sistema Endócrino.39 4.......34 3...................................................................................................................................................................................42 4.............41 4......................................................................................................33 3..............................................................................................41 4......................2 AS TRANSFORMAÇÕES DA GRAVIDEZ: ADAPTAÇÃO DO ORGANISMO MATERNO.........................................................1.....1..................2............2 As modificações gerais do organismo materno.............33 3........................1.................................................1 A NATUROLOGIA E SUA PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA..6 Sistema Respiratório.......................................................................................................................................................................................2.......45 ................................2..........39 4...........................2.............................2............................ estrogênio e relaxina...............2........44 4........................................................1 As modificações locais do organismo materno...............................................................................2..........................2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS.......1 Útero..................32 2........................1 OBJETIVOS GERAIS......43 4....41 4....................5 Articulações..........2.............................1...........2..........................1 ASSISTÊNCIA E APOIO: O CUIDADE E ATENÇÃO NA GRAVIDEZ E NO PARTO..............................4 Ovários e tubas........2.......2..........43 4.....................................4 Volume sanguíneo.....................................3 Vagina.....2..........................................................................2.......................2................................................................1............2.......................5 Pressão Arterial..41 4...................2................

..................................................................................................................................16 Sintomas Urinários........49 4..........54 4..48 4.........................................................................3..........3.................2 As dores em região lombar e sacral.........53 4........50 4.....................................................2.......15 Síndrome do túnel do carpo..50 4..................51 4.............51 4.......6 Fadiga.................................11 Hemorróidas.........2.49 4.......................................4 Obstipação.......................................50 4............................................................................................3..........................53 4.....................................................................................48 4.....7 Palpitações.............................4 As dores na coluna em geral............3.............................49 4....................1 Os ciclos de desenvolvimento da mulher....13 Cãimbras....3 As dores em região lombar e dorsal..........................10 Varizes......................3...............................................................52 4..........55 ..........................................3.........................12 Sonolência e Insônia..........5 Tonturas e Vertigens..................................................46 4.......52 4..............................................................4.2...55 4..............4..............3.......47 4.............................................................................................................................3.........3.......................................52 4... virilhas e pernas...................17 Leucorréia.......................55 4............................................52 4...46 4............7 Sistema urogenital.....................................5 OS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA GESTAÇÃO..............................47 4....................................................................3.......................................................9 Edema......................4 AS DORES OSTEOMIOARTICULARES DE ORIGEM GESTACIONAL....2 Pirose..........51 4...............5......................................53 4.............................3 SINTOMAS INCÔMODOS E DESCONFORTÁVEIS DA GESTAÇÃO.........45 4.............3 Ptialismo ou sialorréia.............1 As dores em região abdominal baixa...................3..........................................................8 Sistema Nervoso....9 Sistema Musculoesquelético.............................8 Síndrome Dolorosa.......4........................3..............................4...................................................................................2........54 4..2.............................3.....................................3...........14 Cefaleias........3..............3.......4........................................1 Náuseas e Vômitos.............................................................................3..............................2...................................

....................................56 4...............................................................4..........5...............69 ...........................................1........................68 6...........5.........1 A percepção do movimento fetal e o vínculo mãe-bebê.....5 Vapor....................64 4..........1....60 4................................................................5.........................................3..............63 4........1.6...........5..............5.....................1 A percepção da gravidez...............6..........................68 6..............5...2 Representações mentais e fantasias durante a gestação..........................1................................57 4....6....66 6 HIDROTERAPIA..67 6.........................61 4............2 O segundo trimestre..67 6......2 Influências das relações familiares e sociais na mulher grávida....................6....63 4..................................5...........1.............5......................2.....................................61 4.........1 As emoções que envolvem a aproximação do nascimento................................................................5....................61 4......1................3 Situações e suas influências na mulher grávida.......60 4................3 Os sonhos e fantasias como meio de imunização psicológica ou conscientização da grávida..........59 4........3 Água Morna (Tépida).......................................1..................62 4.......5..59 4..........67 6..................1...............3 Aspectos emocionais das alterações da sexualidade na gestação.2 Gelo ou Água gelada.........................2 Memórias antigas e conflitos infantis emergidos na gravidez.5..2 Manifestações emocionais relacionadas à mulher com o feto...............................60 4.57 4...........3 O terceiro trimestre...................6.............................5............................5..2...........6...5........6.............5......................6.....6.......4 Ampliação do campo da consciência da mulher durante a gestação..........................................1 Gravidez um ciclo de desenvolvimento da mulher.......................2...........4 Memórias da infância emergidas na gestação..................................1......................................61 4......6 Características psicológicas dos três trimestres gestacionais.5.....................................1.......3 Autovalorização e Autopreservação da gravida....68 6...6.....................62 4......5 Emoções x Complicações Obstétricas.......1 Água Fria....................3..................................64 5 SIMBOLISMO DA ÁGUA...............1 O primeiro trimestre...........................................3......................4 Água Quente.......6...5..........1 O CAMINHO PELA ÁGUA..5....6...................59 4.....5.6..........................

.....83 6.............3..................................................................79 6....................................10 Refração.......13 Água em movimento..................................................78 6..............................79 6.........................................................3..................................................13..........................................80 6..............3.............1 Indicações e Contra-Indicações........................3......... Terapêuticos e Psicológicos da Hidroterapia............................75 6.........72 6..............3..........................77 6...........73 6...................3..3.............2 HISTÓRIA DA HIDROTERAPIA.............................6.....3......................3......84 ........................82 6.....3.........................14................14.............................1................3........................................75 6..78 6......................4 Tecnologias para Amplificar os Princípios Físicos..................5 Metacentro..............................................13................1....1.........................69 6..........................................................3....................3.........2.........3 Densidade Relativa......................................................................................6 Fricção..............77 6......13......................................................................3.75 6.......................1..2 Os Efeitos Terapêuticos da Hidroterapia...................71 6....................8 Viscosidade..3 Efeitos da resistência...........3....12 Termodinâmica..............3..77 6..........9 Empuxo.....70 6.76 6..3.............2 Sistema Renal.........3.4 Sistema Respiratório................................82 6.........................................................1........14.......1 Movimento de fluxo........................3...........................2 Coeficiente de arrasto...78 6......3.......................4 Turbulência........1 Sistema Cardiovascular..............1 A Hidroterapia no Brasil.....................................................................................................................83 6...................................................................................................................1Os Efeitos Fisiológicos da Hidroterapia.....................7 Pressão Hidrostática.............................2 Hidrodinâmica x Hidrostática......................74 6..............................3 Sistema Musculoesquelético.................................14 Efeitos Fisiológicos............13...............................83 6.............................................................................14......14................14.....................3.........................................3......................................78 6.......................................................3.................3...................14....11 Tensão Superficial...............................................76 6.......3...............3 A HIDROTERAPIA...............5 Sistema Nervoso Central e Periférico.73 6.........................

...........................14........3......94 8 A LUA E A ÁGUA X CICLOS DA GESTAÇÃO E PARTO.14...............96 9 MATERIAIS E MÉTODOS.2.................................................................99 9...101 9...........99 9...............................................................................5 Técnica de Watsu®............................................................................1 Relaxamento...99 9.....................................86 6..........................................................4 Descrição e apresentação dos procedimentos.....87 6...........................2....2.99 9...4.....................................................1 MATERIAIS..... ciência e autorização..............3 Descrição do local...................................2................85 6......102 9......14........2...101 9............................................................................3.............................91 7...........85 6......................14..........2....3..................101 9..............................3....................................14...................................................5..102 .........................2..................................................88 6..............................8 Reforço da Moral e Liberdade de Movimento....................................2..........94 7.....................................14............3Aumento da Amplitude.............................4 A GESTANTE NA HIDROTERAPIA....93 7...2...........6....3...................................................................3................84 6...........1 A Influência da Hidroterapia na Gestante.2.............1 Critérios de exclusão........7 Melhora da Integração Sensório-Motora...............................................................................................3 OS EFEITOS DA ÁGUA NO CORPO............2....1 Tipo de pesquisa..14.......2 Seleção das voluntárias....1 Critérios de inclusão............................................................4 Aumento da Força...2...........101 9......................2 MÉTODOS...................3.................................2............................100 9............2 Redução da Sensibilidade a Dor e dos Espasmos Musculares.1 PRECAUÇÕES............2......................................3........89 7 WATSU®..2 BENEFÍCIOS DO WATSU®...............................................2.........2........................................................86 6...........2...100 9............2.........2..............................2 Acompanhamento médico..14....................84 6......... Estabilidade e Consciência Corporal..6 Melhora do Equilíbrio................................4......................1 Antes de começar...................................................................99 9...............88 6....1.................5 Aumento da Circulação.........................................................................2..............4............1 Termo de consentimento livre e esclarecido...........

................26 Alongando a coluna.....................................5....7 Oferecendo com uma perna..........................5........................................................5............................................................................................2..........................................2.................................25 Balanço esterno – sacro..........................................5....5..............................5 Liberando a coluna....5...............2.....................18 Cabeça no ombro oposto....................104 9.........5......110 9....................5...............5.....2..........5.....................................2....................................108 9.......................................2.....................2..........104 9....5..2......................16 Puxando o braço ao redor....................2.......9 Sanfona........................2......................2....................2...24 Vôo Livre....2.....2..........................................................................................................................11 Rotação de perna de dentro...5..............27 Ondulando a coluna........................................2..109 9...................................103 9.............103 9..............15 Mão no ponto mestre coração......5...................6 Oferecendo suave.5...105 9........5..........4 Balanço da respiração..........106 9..........5...........110 ....2 Começando na parede...2...............................................2...........105 9...........2...2.................................106 9................19 Balanço braço e perna....................109 9..............21 Voltar para a primeira posição................107 9......................9....5........................104 9...................................................2.....12 Rotação de perna de fora..........................106 9..............................................5..........28 Quieto..5...........5..............................23 Empurrar e puxar – oito....................................2.13 Perna de fora por cima.......................................................5....................................................2.......................................109 9......................103 9......104 9....................................2.....................5...............................................................103 9.........................................5..................2....2...............................5.................108 9.....................14 Pressionando o braço.............5............................................................105 9..................107 9.5........102 9........5......106 9...............................29 Acompanhar movimento.....105 9...........2.........................2......................8 Oferecendo com duas pernas..............................................................22 Oferecimento Simples.....17 Pêndulo......................... braços abertos..108 9...10 Sanfona rotativa........20 Joelho ao tórax.............3 Dança da respiração.......2.............5..............105 9............................

..................3....2........112 9.............3 APRESENTAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA DOR POR PARTICIPANTE.....................111 9......................................................3.1 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA.........3 Coleta de dados qualitativos...........121 10............117 10....................6.........6........................1 Avaliação da Qualidade de Vida................2.........37 Voltar para a parede e finalizar....4 Gestante 4.............5.......5.............1...................................................112 9.................................34 Acompanhar os movimentos.....30 Algas.................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 5)...............115 10 RESULTADOS................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 4)....................................................113 9...................................................................121 10.........125 ........................3.........................2...................2.......117 10.......................112 9.....................2.......3.................................................123 10.........36 Ninar do Hara.2..............2.................4............................125 10..............................3......................................6...................124 10.................123 10.............................................................................3.............................................115 9..............2.....................................................5..5......3 Gestante 3...........5.................9...........2.112 9.................113 9.............................................32 Sela Aberta.6 Descrição dos procedimentos de mensuração e análise de dados quantitativos..............................................................3................5........................2...........................................5......3.2 CARACTERIZAÇÃO DA DOR.........110 9.............................................................................2........................................................2 Gestante 2......3................................................2 Avaliação das Dores Osteomioarticulares..5.......124 10......................................................4 Análise dos dados.......31 Quatro na parede........3.........................................1 Gestante 1..6..........................2....113 9........................35 Perna de dentro no ombro...................2.....................114 9..........................................................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 1).....................................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 2)..............1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 3)....3.33 Tração do pescoço.........120 10............................2...111 9...............5...5 Gestante 5.........................................119 10..122 10...................................122 10.............

.........6.3......130 10................3...9 Gestante 9.............8 Gestante 8...........................147 10...142 10..............3.........6...................136 10............1 Antes de começar.........1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 8)..........................126 10......................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 10)...................................................1 Avaliação do grupo quanto à resposta da dor ao tratamento..................................................129 10........3............................................3 Dança da respiração..130 10........................2 Começando na parede.......................................6........129 10.................................147 10..........................................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 9)...3.........128 10.................................3....7 Oferecendo com uma perna....146 10...............6 Oferecendo suave.3...144 10....6.........................148 ................................................................6..............6.................5 QUALIDADE DE VIDA.............................9......................145 10..............6............................................................6.....................................................9 Sanfona........6 Gestante 6......................................................................................6..................................................128 10......................135 10....................................126 10....6......................................133 10......132 10..................................................................10....................................6.............................1 Avaliação Individual da Percepção de Qualidade de Vida por Domínios...............................................10 Sanfona rotativa..................6 SEQUÊNCIA DE WATSU® ADAPTADA PARA GESTANTES...5...............5 Liberando a coluna....11 Gestante 11....................................3...........127 10..................3............................10 Gestante 10..8.. braços abertos........3.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 6).........1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 7).................7............142 10....8 Oferecendo com duas pernas.................143 10....145 10........................4 Balanço da respiração...................3............11......7 Gestante 7.................................146 10...........131 10..............................4..................127 10.........3...................................1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 11)..................................................................................131 10..........................................................................4 EFEITO GLOBAL DO WATSU®...............................10.......................

.........32 Ninar do Hara...............................154 10............160 10......................................155 10.............................................................10......................................6..........................6.........150 10.........6..................152 10.............11 Rotação de perna de dentro.....190 ........150 10....158 10.........13 Perna de fora por cima....15 Mão no ponto mestre coração.........................................................6...............154 10..........................6........27 Quieto....................................................................6.....................................................................................................6..............................................................................................................149 10........................6...........................................................................................................................16 Puxando o braço ao redor.........................................6...............156 10......................6..................................................................................30 Sela (aberta ou fechada).............................................................24 Balanço esterno – sacro................6....................156 10............................................28 Algas....................151 10.....................155 10..171 13 REFERÊNCIAS...............................6...................................................................................................6...................................................29 Quatro na parede..33 Voltar para a parede e finalizar...............................................................................................155 10............................25 Alongando a coluna...............................................................................20 Joelho ao tórax...........................23 Vôo livre.................................................151 10.......6.............................19 Balanço braço e perna.......6.....................149 10.......................................................180 15 ANEXOS..............................................................................................................150 10............................................................6............................157 10...........18 Cabeça no ombro oposto............157 10................................................6....................159 10..............................................162 12 CONCLUSÃO.............6........................31 Perna de dentro no ombro..........6...............................................22 Empurrar e puxar – oito.............160 11 DISCUSSÃO..14 Pressionando o braço.....6.............................................149 10.............................................172 14 APÊNDICES...............159 10...26 Ondulando a coluna................................6...21 Voltar para a primeira posição...............6.....12 Rotação de perna de fora..................6.....17 Pêndulo........................................

muitas mulheres deixam de realizar o parto natural e escolhem a cesariana. Nesse contexto. dar a luz a um novo ser. para que quando este bebê nascer todo o processo vivido seja compreendido e. receber toda informação. Para parir. muitas mulheres ainda não recebem toda a assistência obstétrica necessária. sentindo as transformações. principalmente. isto é receber o mínimo em troca de toda a sua doação que é gestar e gerar a vida. A experiência de gestar é muito importante na vida da mulher. parir e ser mãe com alegria. Infelizmente. uma experiência muito especial. decodificando-as e integrando-as dentro de si. 2007). Neste processo a mãe embarca numa viagem interior. RODRIGUES 1999). esta mulher. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). sendo necessária atenção especial para manter ou recuperar o bem-estar e prevenir dificuldades futuras para si e para seu filho (ALEXANDRE. a mulher precisa liberar um coquetel de hormônios. Esse preparo é essencial. que lhe possibilita fazer a passagem da antiga mulher para a nova mulher-mãe que nasce junto com a criança (ODENT. Além de ser o momento de reconhecer o seu potencial de criação. ficando o cérebro primitivo mais ativo. segurança. saúde e amor. esteja realmente pronta para ser mãe (BALASKAS. parto e pós-parto. cuidado e assistência necessária. não recebe assistência física e psicológica para o desenvolvimento adequado da gestação. No Brasil. o percentual recomendado de cesarianas é de 15%.1 INTRODUÇÃO Toda mulher deve ter o direito de gestar. Os 26 . Assim também é o parto. 2008). cada dia e semana de gestação precisa ser vivido com consciência. uma vez que a gravidez é uma fase de muitas transformações na mulher. Um grande contingente de gestantes não chega a realizar exames prénatais importantes e. Deve ainda. 2000. o que se observa nos dias de hoje é que a maioria das mulheres tem pouco tempo para se dedicar à gestação. O neocórtex é menos utilizado.

REZENDE. lombalgias. no âmbito físico. Sudeste e Centro-Oeste esse índice é superior a 40%. ovários e tubas. 2010). cãimbras. pirose. hemorróidas. 2000. edemas. palpitações. leucorréia (REZENDE. GAMA. vias urinárias. ocorre no âmbito de suas emoções. instabilidade emocional. 2000. são modificações de constante adaptação que se apresentam em seu organismo. varizes. transformações no aparelho digestivo. sonolência e insônia. alterações cutâneas. mamas. 2005). Em todos os estados das regiões Sul. PEIXOTO. MONTENEGRO. dores. com 27 . et al. As transformações físicas que ocorrem na mulher grávida. fadiga. O seu psicológico. GANT et al. GANT. MACDONALD. coloca a gestante em constante diálogo consigo. CUNNINGHAM. sendo hoje “O guia pratico de assistência ao parto da OMS” uma referência para esta implantação (SILVA E DADAM. no sistema nervoso e osteoarticular (REZENDE. emocional e social. mesmo sendo 80% das gestantes de baixo risco. et al. Na maioria das maternidades privadas as taxas de cesáreas chegam a 80. Em oposição a este cenário. 90 e até 100% (RATTNER. Outra profunda adaptação que a grávida vivencia. CUNNINGHAM. respiratório. modificações gerais como aumento de peso. vagina. Toda a gestação é uma fase de grandes transformações na mulher. 1998. cefaleias. 1999. NEME. grupos e organizações lutam e procuram realizar a Humanização do parto. REZENDE. MONTENEGRO. 1998. 2000. constipação.dados brasileiros do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC) revelam que a taxa nacional de cesarianas é de 39%. ENKIN. 1999. GAMA. tonteiras e vertigens. sendo estas modificações locais em útero. 2000. 2004). sintomas urinários. No Brasil a medicalização do parto está no auge e nem por isso as taxas de mortalidade e morbidade estão diminuindo. 2010). hemodinâmicas. NEME. transformações metabólicas. síndrome do túnel do carpo. endócrinas. MACDONALD. As alterações orgânicas que ocorrem na mulher grávida podem trazer sintomas incômodos e desconfortáveis que se caracterizam como náuseas e vômitos. 2008.

dores de estômago ou de cabeça. 2002). depressão pré e pós-parto. a mulher grávida ainda vivencia um grande tumulto emocional. suas condições de moradia e suas condições financeiras. choro. Sabendo que o estado físico e emocional influencia diretamente o 28 . MALDONADO. Tudo isso traz uma necessidade de novas adaptações. conflitos relacionados à sua sexualidade e identidade sexual. vertigens (MALDONADO. ou excesso de apetite e de peso. passar de ser filha para ser mãe. pode influenciar no trabalho de parto. Por esse motivo. na saúde e desenvolvimento fetal. parto e pós-parto saudáveis. sua postura de mãe e relação com o seu bebê (VLADIMIROVA. conteúdos que experimentou com a sua própria mãe quando criança. com as situações que enfrenta em seu dia-a-dia. estados de angústia. quando não estiver resolvido. relacionada a temores com o parto e com o novo papel de mãe. seu próprio nascimento. Além disso. acompanhado de crenças e intuição que influenciam a gestação. tudo isso lhe desencadeia uma série de emoções (PEIXOTO 2004). álcool ou medicamentos (MALDONADO. agitação. 2002) Quando nasce um bebê. Altos níveis de ansiedade podem ter efeitos diretos na contratilidade uterina. um pai e uma nova família. Um estado bastante comum nas gestantes é a ansiedade. imaginação e fantasia sobre ser mãe. reajustamentos interpessoais e intrapsíquicos e mudança de identidade. taquicardia. Se foi traumático é necessário que este conteúdo seja trabalhado para uma gestação. tudo isso envolvido com representações mentais. 2006. apatia. um grande processo terapêutico que envolve características regressivas da infância. nesta fase de transição é comum surgirem sintomas tais como insônia.suas relações familiares e sociais. Esse estado psicológico. 2002). o momento do parto. trazendo também efeitos indiretos que são resultados de impulsos comportamentais tais como o aumento de consumo de cigarros. sobre seu bebê e a relação entre mãe e bebê. questões como a saúde do bebê. trazendo dificuldades para o desenvolvimento do parto natural. parto. nasce uma mãe. perda de apetite e de peso.

cãimbras. tanto para verificar e auxiliar no desenvolvimento saudável do feto e da gestante. azia. a falta de assistência nestes âmbitos pode resultar em dores durante a gestação. o parto e a recuperação pós-parto. a Naturologia pode trazer auxilio para a gestante em todas as fases da gestação. como para prevenir alterações da normalidade e desequilíbrios nestes. manutenção e recuperação da saúde e da qualidade de vida. Considerando este conceito. com seu conceito definido no I Fórum Conceitual de Naturologia no ano de 2009. 1998). sendo muito utilizada no tratamento de doenças mentais. no parto. o cuidado e o preparo físico e emocional são de suprema importância. etc (TEDESCO. prática que visa fins terapêuticos pela utilização da água e reúne benefícios fisiológicos e psicológicos. com o objetivo de promoção.desenvolvimento gestacional. 2009). com o próximo e com o meio ambiente. Uma prática da Naturologia que reúne benefícios físicos e emocionais. A Naturologia. Caracteriza-se por uma abordagem integral na área da saúde pela relação de interagência do ser humano consigo. cesarianas emergenciais. sensação de bem-estar. insônia. é um conhecimento transdisciplinar que atua em um campo igualmente transdisciplinar. a assistência. como as dores na coluna e outras dores osteo mio articulares. reeducação dos músculos 29 . preparar o corpo para evitar incômodos que ocorrem na gestação. constipação. edemas. desenvolvimento de psicopatologias e prejuízos na relação mãe-bebê (REZENDE. cada vez mais requisitada por gestantes é a Hidroterapia. no puerpério e até para o bebê (I FÓRUM CONCEITUAL DE NATUROLOGIA. dificuldade de amplitude de movimento. manutenção ou aumento da amplitude de movimento das articulações. traz um efeito relaxante e sedativo. depressão durante a gestação e pósparto. aumento excessivo de peso. Quando a água é utilizada em temperatura aquecida. cansaço excessivo. fortalecimento dos músculos enfraquecidos e aumento na tolerância aos exercícios. dores agudas no parto. alívio da dor e de espasmos musculares. Sendo assim. 2000).

e tem como características o relaxamento profundo. manutenção e melhora do equilíbrio.( World Aquatic Body Association). formados em cursos à parte da Universidade.A. é o Watsu®. reequilibra as compensações posturais surgidas. o que alivia as dores na coluna e nas articulações. através de alguns movimentos. fortalecer o corpo. coordenação e postura (CAMPION. prepara a musculatura para o parto. Essa técnica reúne todos os benefícios da hidroterapia. com profissionais capacitados pela W. Ribeiro e Quinoneiro (2007). traz consciência para a importância da respiração. trazer leveza corporal. melhora de dores. o prazer da flutuação. 2001). Para Rezende (1998). É uma terapia aquática muito profunda. 2005). mobilizar as articulações. encorajamento das atividades funcionais. sensação do alívio do peso. A turbulência da água massageia o corpo inteiro. A prática de hidroterapia em gestantes tem os seus benefícios comprovados. diminuição de edemas. desenvolvida por Harold Dull. melhora o condicionamento cardiovascular. bem-estar e afeto. compensar a postura da gestante. alongar e tonificar os músculos. o alongamento. traz a nutrição no despertar da memória de ser carregado e embalado. leveza dos movimentos. De acordo com Gil. a prática de hidroterapia em gestantes tem como objetivos estabelecer um elo de prazer. e equilíbrio (FREITAS JÚNIOR. estimulando o vínculo materno-fetal. diminuindo tensões físicas e emocionais. muito utilizado por profissionais para trazer benefícios físicos/fisiológicos e psíquicos/emocionais (DULL. 2000). uma técnica muito utilizada por Naturólogos. Dentro da hidroterapia. intercorrências médicas. Traz bem-estar. a melhora da qualidade de vida da futura mãe e de seu bebê. visando a prevenção de patologias. que utiliza-se da flutuação e aplicação de movimentos e alongamentos do zen shiatsu. melhora da circulação.B. traz relaxamento. 30 .paralisados. a hidroterapia na gestação tem como objetivo tratar mulheres grávidas em um ambiente aquecido e prazeroso. realizada em piscina aquecida a aproximadamente 35ºC.A.

dias. sendo 22 praticantes de hidroterapia (grupo de estudo) e 19 não praticantes (grupo controle).. 31 . obteve como resultados uma melhora em todos os parâmetros avaliados. adaptação e aceitação das transformações físicas. obteve resultados que mostram que a hidroterapia favorece a adaptação metabólica e cardiovascular materna durante a gestação. edema de mãos e pés. 2003). angustia e insegurança quanto a gravidez. sendo eles incidência de dor na coluna vertebral. Sabendo da importância da assistência física e psíquica no período gestacional. e também fala sobre o seu efeito na melhora da qualidade de vida de mulheres grávidas. proporcionando-lhes bem-estar e qualidade de vida. estados de depressão.O estudo de revisão bibliográfica realizado por Guimarães e Pelloso (2009). Sendo assim. sejam nos níveis físico. O Watsu® pode ainda melhorar o vínculo materno-fetal. existindo a possibilidade de aumentar as chances de um parto natural e menos doloroso. visando avaliar os benefícios da pratica de Watsu® durante a gestação e as possíveis mudanças no bem-estar de gestantes. não determinando resultados perinatais de prematuridade e baixo peso em recém nascidos (PREVEDEL et al. O estudo realizado por Dal'Pozzo. sendo a técnica do Watsu® bastante apropriada pela sua abrangência e profundidade nestes aspectos. formigamento e cãimbras. Adamchuk e Tecchio (2007). chegando ao alívio completo para alguns dos casos. emocional e social. o presente estudo propôs benefícios às gestantes. prisão de ventre. descreve a importância da hidroterapia na prevenção e no tratamento da lombalgia. Constatou que o alívio das dores na coluna tinha duração de horas. emocionais e sociais da gestação. sensação de peso e cansaço. alívio de dores e desconfortos. identifica-se a necessidade de empregar práticas que reúnam benefícios em todos estes âmbitos para as gestantes. falta de ar ou cansaço ao respirar. Um estudo feito com 41 gestantes. que objetivou avaliar os efeitos maternos da hidroterapia na gestação.

aplicado na primeira e última sessão. 32 .1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliar os efeitos da hidroterapia. utilizando a técnica de Watsu®. 2. utilizando a Escala Visual Analógica da Dor antes e após cada atendimento. na qualidade de vida das gestantes através do questionário de Qualidade de Vida – WHOQOL-bref (World Health Organization – Quality of Life Test.Brief Version) da Organização Mundial de Saúde.1 OBJETIVOS GERAIS Promover o alívio de dores osteomioarticulares de origem gestacional e melhoras na qualidade de vida das gestantes através da aplicação da técnica de hidroterapia Watsu®. e no alívio de dores osteomioarticulares através da percepção da dor.2 OBJETIVOS 2.

musicoterapia. manter e recuperar a saúde. tendo como base. arte integrativa. dietas naturais. 2007). Yoga. DELLAGIUSTINA. sendo o atendido o interagente. a Xamânica e a Antroposofia. essências florais. 2008). que participa ativamente de seu próprio tratamento. O Naturólogo busca uma relação de interagência com aquele que atende. com seu conceito definido no I Fórum Conceitual de Naturologia (2009). utilizando-se de condutas terapêuticas baseadas em métodos milenares como a Medicina Tradicional Chinesa.1 A NATUROLOGIA E SUA PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA A Naturologia. Caracteriza-se por uma abordagem integral na área da saúde pela relação de interagência do ser humano consigo. Para se buscar a assistência de um naturólogo não se faz necessária uma queixa específica. a Indiana. e busca para este. com o próximo e com o meio ambiente. promover. aromaterapia. considerando seus aspectos bio-psiquico-social-sutil e ecológico. A Naturologia aborda o ser humano de forma integral. com o objetivo de promoção. o papel do naturólogo em sua relação de interagência é o de 33 . utilizando-se de técnicas naturais. fitoterapia. princípios sutis. palavra que nos remete para aquele que interage. meditação. é um conhecimento transdisciplinar que atua em um campo igualmente transdisciplinar. hidroterapia e etc (HELLMANN.3 NATUROLOGIA 3. como a massoterapia. diferente da passividade que nos remete a palavra paciente e da conotação comercial da palavra cliente. cromoterapia e cromopuntura. de interagência e a transdisciplinariedade. manutenção e recuperação da saúde e da qualidade de vida. reflexologia e auriculoterapia. MARTINS. assim através desta relação de interagência o interagente passa a ser o agente transformador de si mesmo (HELLMANN. geoterapia. WEDEKIN.

mas sim agregando a esfera social e cósmica. 34 . cuidando dos aspectos bio-psíquico-social-sutil e ecológico.1. o que está diretamente envolvido com melhora na Qualidade de Vida e que traz como consequências a prevenção e a manutenção da saúde (HELLMANN. os quais por sua vez descrevem aspectos da qualidade de Vida (WHO. Sendo assim. com uma visão que leva ao indivíduo a noção de interconexão com os outros e com o meio. nível de interdependência. social e ambiental. a saúde tem seu conceito definido como ´´Um estado total de bem-estar físico.promover saúde. HELLMANN. pois a Naturologia pode trazer auxílio para a gestante em todas as fases da gestação. levando em consideração a sua proposta e o seu tempo de existência que é de aproximadamente 10 anos. 1998). que é uma área inovadora e nova. trabalhando com a gestante de forma integral. necessita ainda explorar a sua atuação no atendimento da mulher grávida. comportamentos pessoais. o individuo que é atendido pela Naturologia é percebido através de uma postura que o entende e o permite entender-se como único e indivisível. mental e social não simplesmente a ausência de doença``. MARTINS. compreender o individuo como ser cósmico.1 A NATUROLOGIA NO ATENDIMENTO DE GESTANTES A Naturologia. E assim vem a Naturologia. 2007). deixando de ver o ser unicamente em sua esfera físico-mental. garantindo-lhe a integralidade (DELLAGIUSTINA. pg. noção de responsabilidade e autonomia. 3. no puerpério e até para o seu bebê.1). onde seis domínios estão presentes: o físico. no parto. psicológico. ambiente. relacionamento social. 2008). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) (1946. e enfatiza a valorização subjetiva que abrange dimensões de contexto cultural. respectivamente.

das autoras Rosa e Silva (2008). auto-estima e 35 .Seguem alguns trabalhos já desenvolvidos por Naturólogos no atendimento à gestação e temas relacionados. bebês e infância. suas indicações e contra indicações. onde verificou-se a diminuição da ansiedade em 9. mostrando mudanças positivas nos bebês. encontramos um trabalho sobre a Shantala. o estudo de Cava e Coelho (2008). houve melhora na imunidade. nos efeitos fisiológicos e psicológicos. Horiuchi e Cervoni (2008). realizado por Ortega e Nunes (2008). o trabalho desenvolvido por Manhani e Pereira (2006) sugere uma abordagem pré-natal. abordando a importância. indicações e formas de administração sugerida pela literatura científica. mostrando que técnicas simples e de baixo custo podem trazer uma melhora significativa na qualidade de vida.4%. obtendo resultados satisfatórios ao propósito da pesquisa. Também foi realizada uma revisão bibliográfica sobre a Fitoterapia na Pediatria por Parlangelo (2007). onde observou-se que a fitoterapia pode ser utilizada por crianças de forma segura e eficaz. ânimo. chegando a conclusão que além do relaxamento. benefícios e eficácia do Naturólogo com sua proposta e ferramentas terapêuticas na gestação. objetivou avaliar o efeito da colorpuntura sobre os enjôos até o quinto mês gestacional. o trabalho realizado por Amano (2006) é de uma revisão bibliográfica do Yoga em gestantes. e um trabalho de Ywasaki. Na recuperação e adaptação emocional pós-parto temos um trabalho que verifica o efeito do manilúvio e pedilúvio com a combinação de floral Rescue Remedy para a ansiedade de mães com filhos hospitalizados na UTI neonatal. desde que sejam respeitadas as dosagens. pós-parto. uma proposta de acompanhamento terapêutico de gestantes pela Naturologia. Com bebês e crianças. estudo feito sobre a importância desta massagem para bebes de mães adolescentes institucionalizadas. Com o foco na gestação. avaliando a qualidade de vida através das técnicas da Naturologia na oncopediatria. humor. que obteve como resultado uma maior interação das mães com seus bebês.

diminuição da sintomatologia da quimioterapia e do cansaço. Uma revisão bibliográfica sobre a perspectiva do Naturólogo na intervenção preventiva da obesidade infantil realizado por Maldonado e Oliva (2007), concluíram que a grande soma de causas que compreendem a obesidade infantil, envolve o modo de viver da sociedade, estilo de vida e hábitos alimentares, e que para ser conquistada uma alimentação saudável, é necessário a divulgação de informações sobre alimentação saúde, e diminuição desta doença na fase adulta. E outro trabalho sobre os efeitos da Arte Integrativa através da dança circular e dos desenhos livres em crianças com sintomas de hiperatividade por Chang, Salazar, Tavares e Leirner (2006), onde foi observado uma sutil melhora em todos os resultados colhidos, onde puderam notar que duas crianças não apresentaram mais o quadro de sintomas de hiperatividade e impulsividade. Estes são alguns de muitos outros trabalhos que ainda virão para trazer a compreensão do potencial da Naturologia. De acordo com Hellmann e Martins (2007), a Naturologia busca uma relação de interagência com aquele que atende, propondo que o interagente trabalhe sobre a sua transformação, participando ativamente do seu próprio tratamento, lhe dando meios e recursos para que ele próprio melhore a sua saúde e qualidade de vida. Assim a Naturologia no atendimento as gestantes pode auxiliar no empoderamento da mulher, algo muito importante e que vem diminuindo nos dias de hoje e que, pode ser visto pelo aumento do número de cesarianas, onde a mulher tem seu filho de forma passiva e não participativa (RATTNER; GAMA, 2010). A Naturologia vem para levar a esta mulher a autonomia dentro de suas necessidades e escolhas, possibilitando que a gestante seja ativa durante toda a sua gestação e seu parto; aquele que pode viver o seu processo inteiramente poderá com mais facilidade compreendê-lo, assimilá-lo e integrá-lo em si, e assim é para a mulher que está se tornando mãe, compreender, assimilar, aceitar e integrar a gestação em si, pode ajudar esta mulher em muitos aspectos durante a sua gestação, seu parto, sua recuperação pós-parto, vínculo e cuidados com seu filho

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(BALASKAS, 2008).

3.2 A qualidade de vida durante a gestação

Considerando que Qualidade de Vida é um termo multidimensional, que envolve fatores objetivos como também subjetivos, e que devem ser considerados o bem-estar físico tanto como o psicológico, entende-se que a assistência integral no período gestacional necessita englobar também os aspectos relativos à qualidade de vida e não se atentar apenas ao parâmetros físicos do cuidar. Entendendo o período gestacional como período normal e não patológico, possibilitará que este seja abordado de forma multidimensional e não fragmentada (CASARIN; BARBOZA; SIQUEIRA, 2010). Foi realizada por Casarin; Barboza e Siqueira (2010) uma revisão de

literatura sobre o tema da qualidade de vida na gestação, onde as autoras analisaram toda a produção cientifica existente, nacional e internacional, das diversas áreas da saúde, publicadas no período de 2003 a 2008, referente a este tema. Foram selecionados 21 trabalhos onde percebeu-se que as publicações se preocupavam com a qualidade de vida materna, do concepto na vida intra uterina, na infância e vida adulta. Assim os trabalhos foram agrupados em quatro temas, sendo para nós os temas mais relevantes: Tema 1: Relação entre qualidade de vida, dor e alterações fisiológicas na gravidez; Tema 4: Assuntos diversos relacionados a qualidade de vida na gestante. No Tema 1: Relação entre qualidade de vida, dor e alterações fisiológicas na gravidez, dentre os autores e trabalhos estudados foi identificado o quanto as alterações fisiológicas que trazem sintomas incômodos podem influenciar na qualidade de vida das gestantes, dentro destes sintomas citados por nós no Capítulo 4.3, se destacam a incontinência urinária, náuseas e vômitos, dores como dor lombar, sialorréia (CASARIN; BARBOZA; SIQUEIRA, 2010).

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No Tema 4: Assuntos diversos relacionados a qualidade de vida na gestante, dentre os assuntos abordados o mais relevante para nós é o que fala sobre a importância da identificação precoce das alterações emocionais, tais como sintomas depressivos e transtornos mentais, e a necessidade de oferecer um adequado apoio psicológico, sabendo que estas alterações podem interferir na saúde e qualidade de vida da gestante e do recém nascido (CASARIN; BARBOZA; SIQUEIRA, 2010).

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as diferenças nas populações atendidas. KEIRSE. Existem os que priorizam a experiência pessoal de parto de cada mulher. outros visam minimizar a morbidade e mortalidade perinatais mesmo que isto signifique risco ou desconforto materno. NEILSON. 2005). e outros visam mais a eficiência e economia. reconhecendo seus costumes culturais ou familiares. 2005).4 GESTAÇÃO 4. NEILSON.1 ASSISTÊNCIA E APOIO: O CUIDADE E ATENÇÃO NA GRAVIDEZ E NO PARTO Vemos que existe um grande interesse em promover a saúde materna e infantil. 39 . se preocupam mais com os custos de atendimento e recursos disponíveis (ENKIN. é possível compreender o motivo pelo qual a assistência durante a gestação e o parto tem diferentes recomendações. Os problemas físicos das gestantes são tão significativos quanto os problemas sociais e psicológicos. e acabam sendo esquecidos os interesses das mães e suas necessidades. KEIRSE. KEIRSE. suas necessidades e circunstâncias nas quais se encontra (ENKIN. NEILSON. Sabendo que todos estes objetivos são importantes. NEILSON. Os profissionais que dão assistência para gestantes e parturientes tem diferentes opiniões e posturas práticas dentro dos cuidados e procedimentos que realizam. e estas variações na prática também trazem aspectos como costumes culturais do local que realiza o serviço de assistência. KEIRSE. 2005). e as necessidades e circunstâncias da gestante ou parturiente e seu bebê (ENKIN. e escolhem deixar de realizar alguns procedimentos para que esta mulher possa desfrutar de seu momento sem grandes interferências. Assim aquele que dá assistência deve levar em consideração o atendimento às pacientes individuais. cuidados pré-natais e neonatais. e o apoio nestes diversos níveis deve fazer parte de toda a assistência a gestantes (ENKIN.

também vinculado a serviços públicos de saúde. KEIRSE. Vemos no Brasil a implantação destes serviços gradualmente. quando elementos do organismo paterno se encontram com os elementos do organismo materno e assim evoluem em simbiose e adaptação mútua. NEILSON. conforto físico e apoio emocional durante a gravidez. PEIXOTO. 2010). parturiente e puerpéria existe e este serviço realizado é conhecido como Doula ''acompanhante de parto''. as Doulas são mulheres que proporcionam informação. que se caracterizam como adaptações neste período da vida da mulher. 2004). 4.2 AS TRANSFORMAÇÕES DA GRAVIDEZ: ADAPTAÇÃO DO ORGANISMO MATERNO Uma gravidez sem complicações é considerada um estado de saúde e não de doença. Em muitos países desenvolvidos. o parto e o pós-parto. suporte. bem como a adaptações fisiológicas locais (genitais) e gerais (sistêmicas) subsequentes (ENKIN. 40 . e Doula pós-parto ''auxiliares de maternidade''. começando a possibilitar mais apoio e cuidado na gestação. 2005. toda gravidez é acompanhada de muitas transformações no organismo materno.2005). a assistência e apoio a gestante. Isto envolve a formação do ovo e todas as suas multiplicações celulares. Tais transformações se iniciam no momento da fecundação. parto e pós-parto (Gama.

2. 2000. 1999. 2000.1 As modificações locais do organismo materno 4. CUNNINGHAM. GANT. MACDONALD. aumento de sua vascularização e seu volume. 1998. NEME.1. 1998. MONTENEGRO.3 Vagina Assim como as modificações locais vão ocorrendo no útero. 4. são alterações em sua coloração que de tonalidade habitualmente rósea se torna mais arroxeada.2. alterações em sua atividade contrátil. Para garantir espaço para o feto ocorre hipertrofia das fibras uterinas. este tem a função de proteger o ambiente ovular (REZENDE. 4.1.2. À medida que a gravidez se desenvolve as modificações que se operam no útero vão condicionando a adaptação continua dos órgãos abdominais (REZENDE. suas glândulas secretam muco espesso que preencherá o canal cervical. PEIXOTO. 2000. MONTENEGRO. REZENDE. 2000).2. REZENDE. NEME. et al. GANT. 2004).4. desencadeadas por fatores hormonais e vasculares. alterações no pH vaginal que muitas vezes pode predispor a candidíase 41 . recebendo o nome de tampão mucoso. et al. MACDONALD. sua forma. CUNNINGHAM.1 Útero As modificações locais começam a ocorrer no útero onde o endométrio inicia modificações morfológicas que favorecem a nidação do ovo. tamanho e posição. ocorrem também alterações na vagina.1.2 Colo O colo apresenta aumento da vascularização que lhe desencadeia uma coloração arroxeada. 1999. sua consistência é amolecida devido a embebição da gravidez.

2. GANT. 2000). et al. estas alterações causam um aumento do tamanho e comprimento das paredes vaginais (REZENDE. Ocorre nas tubas alterações musculares e conjuntivas. 42 . MONTENEGRO.vaginal (REZENDE. CUNNINGHAM.2. 2004). como as articulações em geral e principalmente as articulações sacroilíacas e pública que se tornam embebidas e sofrem efeito de hormônios circulantes como a relaxina. MONTENEGRO. MACDONALD. 4. 2004). 2000. 2000. Há um aumento da vascularização da pele e nos músculos do períneo e da vulva. as paredes vaginais se alteram muito no preparo para a distensão que ocorrerá durante o trabalho de parto. REZENDE. GANT. GANT. et al. vasculares que trazem mudanças em sua tonalidade original. 4. Os ovários aumentam de tamanho devido ao aumento da vascularização e retenção hídrica. NEME. secreções vaginais aumentam. REZENDE. CUNNINGHAM. PEIXOTO. 1999. 1998. 1999. MACDONALD. 2004). promovendo relaxamento da cintura pélvica. apresentam aumento da espessura da mucosa. 2000. 1998. NEME.5 Articulações Outras modificações locais extragenitais também ocorrem. NEME. 2000.4 Ovários e tubas As modificações locais que ocorrem em ovários e tubas decorrentes do desenvolvimento uterino modificam as suas localizações elevando-se para áreas superiores da pelve. eventualmente ocorrem modificações em sua tonalidade (REZENDE. 2000. importante alteração que traz um preparo à bacia para o momento do trabalho de parto no auxilio à saída do bebê (PEIXOTO. afrouxamento do tecido conjuntivo e hipertrofia das células musculares lisas. MACDONALD. et al. 1998.1. CUNNINGHAM. PEIXOTO.1.

mamas e útero.1 Progesterona. 4. 4. sendo que o mínimo de água que uma mulher grávida deve reter durante a gestação é aproximadamente 7 litros.2 Sistema Endócrino 4.2. sendo deste percentual uma grande parte de responsabilidade da retenção hídrica. estes podem causar desconforto significativo. e os outros 3. CUNNINGHAM.2. em todo seu organismo.2. por isso é muito importante a prevenção ou o alívio destes sintomas (NEME. pois 3. que não são regras impostas para todas as mulheres mas que para algumas podem surgir e trazer alguns sintomas desagradáveis.2. o feto e anexos ovulares podem trazer um aumento relativo de 6kg.2.1 Peso Estas modificações são aumento de peso em função de adaptações do organismo da gestante que pode trazer um aumento de aproximadamente 5% do peso inicial materno. 2005). et al. a progesterona age na 43 . 2004.4. ENKIN. placenta e líquido amniótico (PEIXOTO. 2000.2. ao total uma gestante tem seu peso aumentado em uma média de 5. et al. 2004).5 litros correspondem ao aumento do volume sanguíneo.9 a 15.5 litros pertencem ao feto.2. MACDONALD.8Kg.2 As modificações gerais do organismo materno Dentro de muitas transformações que ocorrem na gravidez existem algumas modificações gerais. estrogênio e relaxina A progesterona. o estrogênio e a relaxina são hormônios importantes na gestação e exercem algumas ações no organismo materno. 2000. GANT. PEIXOTO.2.

MACDONALD. et al. 4. o estrogênio tem seu efeito no aumento do útero e dos ductos mamários. também previne a perda óssea auxiliando o metabolismo do cálcio materno.2. visando a ampliação do canal de parto (CUNNINGHAM. 2000. MACDONALD. REZENDE. 1998.redução do tônus do músculo liso. 2004). GANT. 2000. da perda sanguínea do parto e evita a síndrome da compressão da veia cava (hipotensão supina) (REZENDE. REZENDE. no segundo trimestre mais rapidamente e no terceiro trimestre mais lentamente. et al. 2000. próximo ao fim gestacional chega a ser um aumento de em média 50% do volume sanguíneo. GANT. 44 . NEME. MONTENEGRO. e ocorrer diminuição de atividade peristáltica. O volume minuto se mantém elevado até o fim da gestação e junto com aumento do volume sanguíneo permite uma maior irrigação sanguínea do útero sem prejuízo aos outros órgãos (REZENDE.2. CUNNINGHAM. 2004). GANT. PEIXOTO. PEIXOTO. 4. 1998. 1999. a relaxina age nos músculos e articulações. NEME. MACDONALD. 1999. CUNNINGHAM. no primeiro trimestre de gestação aumenta de forma progressiva.4 Volume sanguíneo Com o aumento do volume sanguíneo é gerado maior trabalho cardíaco (o coração tem um acréscimo no peso de até 15g) e assim se eleva o volume minuto (volume de sangue que retorna ao coração por minuto). 2004). trazendo maior flexibilidade e extensibilidade.3 Sistema Circulatório Modificações hemodinâmicas importantes ocorrem como o aumento do volume sanguíneo materno. este aumento faz a compensação do sangue armazenado no útero. a digestão se torna mais lenta e pode ser acompanhada de náusea.2. 2000.2. pelo aumento da frequência cardíaca e aumento da força motriz (ação dos estrogênios sobre a fibra cardíaca). MONTENEGRO. PEIXOTO. et al. 2000.

5 Pressão Arterial No primeiro e segundo trimestres da gestação observa-se queda dos níveis pressóricos. MACDONALD. o fluxo plasmático renal cresce e o filtrado glomerular aumenta.4. NEME. 1998. que é pressionada pelo útero. 1999.2. 2000. 1999. 2004). por compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico (REZENDE. GANT. na gestação pode ocorrer incontinência urinária. MONTENEGRO. a gestante tem maior suscetibilidade à hipotensão supina. GANT. et al. REZENDE. Estas alterações explicam a frequente queixa de dispnéia da gestante (REZENDE. NEME.7 Sistema urogenital Durante a gestação. Ocorre mudança de posição da bexiga.2. REZENDE. MONTENEGRO. Exercícios como os de Kegel podem ajudar muito no 45 . 2004). dificulta o trajeto do ar corrente. 2000.6 Sistema Respiratório Com o aumento do volume uterino há menor mobiliade diafragmática que somada ao edema da mucosa do trato respiratório. 2000. PEIXOTO.2.2.2. devido a embebição gravídica. PEIXOTO. Também ocorre um aumento da frequência respiratória por estímulo da progesterona no centro respiratório.2. 4. MACDONALD. trazendo vontade frequente de urinar e devido a frouxidão muscular. et al. 1998. Pode ocorrer estase urinária e diminuição de tônus em vias excretoras. CUNNINGHAM. 2000. CUNNINGHAM. com tendência de retorno aos valores pré-gestacionais ao final do terceiro trimestre. trazendo aumento de calibre dos ureteres. em especial do assoalho pélvico. 4. Além disso.

A retenção de água. 12% de gestantes apresentam distúrbios comportamentais ou do humor. 2004). 2000. tendência à insônia. É bem evidenciada a sensação de insegurança. o que a faz andar mais curvada e com 46 . Existem evidências de que as atividades controladas pelo sistema nervoso central. o nervo mediano que supre a mão é comumente comprimido. MONTENEGRO. et al. para muitas gestantes causa pressão nos nervos.8 Sistema Nervoso No sistema nervoso ocorrem muitas adaptações que envolvem modificações psíquicas e do sistema nervoso vegetativo. PEIXOTO.9 Sistema Musculoesquelético As alterações que envolvem o sistema musculoesquelético são mudanças no centro de gravidade da gestante que a fazem buscar compensação pela adaptação de sua postura. PEIXOTO. 2004). Para compensar estas mudanças a gestante aumenta a flexão anterior da coluna cervical. sendo que o tempo de resposta que envolve movimentos rápidos e de equilíbrio pode ser afetados e isto pode trazer implicações quanto a segurança da gestante. podem ser alterados durante a gravidez e que. 4. NEME. Exercícios na água podem ser importantes na prevenção e tratamento desta lesão (REZENDE.2. REZENDE. 1999. 2000.fortalecimento da musculatura que envolve o assoalho pélvico (REZENDE. MACDONALD. Devido à protusão do abdome surge uma lordose lombar exagerada e ocorrem também mudanças em seu caminhar. GANT. como os processos cognitivos e emocionais. ansiedade e funções cognitivas ligeiramente prejudicadas.2.2. levando ao problema conhecido como síndrome do túnel do carpo. seus pés ficam voltados para fora e começa a ter uma marcha gingada.2. alterações emocionais. CUNNINGHAM. 1998. 1998. 4.

et al. et al. O peso das mamas também acentua esta curvatura.3. trazendo complementação aos conteúdos que neste capítulo são abordados (REZENDE.abdução dos ombros. 2000. 47 . NEME. ENKIN. palpitações. GANT. pirose. síndrome do túnel do carpo. com consequente aumento da fraqueza motora. GANT.3 SINTOMAS INCÔMODOS E DESCONFORTÁVEIS DA GESTAÇÃO Após estudar as mais variadas alterações que ocorrem no organismo materno que busca se adaptar a esta nova fase. tonteiras e vertigens. varizes. MONTENEGRO. sonolência e insônia. lombalgias. isso deixa de ocorrer nos casos de exercícios realizados em água (REZENDE. 1999.1 Náuseas e Vômitos As náuseas e vômitos são muito frequentes na gestação chegando até a simbolizar gravidez. cefaleias. leucorréia. é importante levar a atenção para algumas consequências destas alterações que muitas vezes trazem bastante incômodo e desconforto para a gestante. edemas. hemorróidas. Aparecem com mais intensidade pela manhã. cãimbras. o que pode resultar em perda de habilidade para realizar trabalhos manuais finos. instabilidade emocional. CUNNINGHAM. força e equilíbrio podem provocar na gestantes mais lesões. Alguns esportes que exigem o uso das mãos com agilidade. MACDONALD. REZENDE. 4. sintomas urinários. 2000. 4. A partir do segundo trimestre de gestação. MONTENEGRO. fadiga. PEIXOTO. Alguns destes sintomas já foram citados no capítulo anterior. CUNNINGHAM. 2000. et al. 2000. REZENDE. 1998. A exacerbação desta postura pode trazer parestesia nas mãos. NEME. 1999. dores. 1998. 2004). MACDONALD. principalmente nas primeiras 12 semanas de gestação. Estes sintomas se caracterizam como náuseas e vômitos. 2005). constipação.

relacionados com alterações hormonais. que é a salivação excessiva. et al. neste caso dormir com a cabeceira da cama levantada. GANT. questões psicológicas. 4.2 Pirose A pirose é um sintoma mais comum ao fim da gravidez. Esta saliva na maioria das vezes é rejeitada pela gestante. alterações do sistema gastrointestinal. ficar semi-sentada é recomendado. 2000. 1999. é um sintoma muito incômodo para a gestante mesmo quando se apresenta de forma leve. MACDONALD.).3. pode provocar desidratação por isso é importante prevení-la com a ingestão abundante de líquidos (REZENDE. NEME. fritura e etc. NEME. podendo trazer até insônia para a gestante.3 Ptialismo ou sialorréia O ptialismo ou sialorréia.95% dos casos tem cura espontânea. ao refluxo do conteúdo estomacal para o esôfago e a pressão do útero sobre o estômago . cigarro. REZENDE. 2000. 1998. assim como refeições frequentes em pequena quantidade (6 vezes ao dia) (REZENDE. REZENDE. CUNNINGHAM. talvez por motivos psicológicos ou bioquímicos. excitações sensoriais especialmente olfativas (cheiro de perfumes. estômago vazio etc (REZENDE. porém 5% podem evoluir a Hiperêmese gravídica. 2000 ). 1998. Existem muitos fatores etiológicos que explicam estes sintomas. Surge em geral no inicio da gravidez e pode estar associado as náuseas. refluxo gastresofagiano. MONTENEGRO. 4.3. a pirose pode por vezes se acentuar em determinadas posições como decúbito. REZENDE. em suas últimas semanas. 1999. é consequente de algumas modificações no sistema gástrico. GANT. MONTENEGRO. 2000 ). MONTENEGRO. 1998. CUNNINGHAM. MACDONALD. et al. 48 .

2000 ).5 Tonturas e Vertigens É comum que a mulher grávida apresente sintomas como tonturas e vertigens. CUNNINGHAM. 2000 ). GANT. que podem predispor a estes sintomas (REZENDE. REZENDE. 1999. também existem influências psíquicas. por possuir maior labilidade neurovegetativa. MACDONALD. cuidados dietéticos como a ingestão de alimentos variados. CUNNINGHAM. sendo recomendados períodos frequentes de repouso (REZENDE. 2000 ). NEME. GANT. NEME. MACDONALD. 1999. hipotensão. Para que não se agrave e traga maiores consequências. NEME. decorrente da diminuição da motilidade intestinal por ação hormonal. 2000 ). CUNNINGHAM. 4. et al. MONTENEGRO. 1998.6 Fadiga No último trimestre gestacional a gestante pode apresentar fadiga. GANT. 4.3. 4. MONTENEGRO. REZENDE. MONTENEGRO. hipoglicemia e anemia. 1999. 1998. REZENDE.1999.3.3. 1998. 2000. 2000. et al. pressão do útero no intestino que pode causar seu descolamento. et al. líquidos. consequentes das alterações posturais e aumento do peso.4 Obstipação A obstipação é frequente no decorrer da gravidez. 49 . MACDONALD. prática de exercícios físicos são bastantes relevantes (REZENDE.

estão relacionadas com alterações hormonais. em 30 a 40% das grávidas nos pés e tornozelos e em 5% de forma distribuída no organismo.3. ENKIN.3. 4. 1999. musculares. 1998. aumento da permeabilidade capilar e retenção de sódio 50 .8 Síndrome Dolorosa Decorrentes das grandes adaptações nos sistemas orgânicos das gestantes surgem para algumas as dores que geralmente se encontram em região abdominal baixa. MONTENEGRO. 2000). queda da pressão oncótica. et al.4. 2000. dorsal e sacroilíaca. Este sintoma muitas vezes está relacionado com as emoções da gestante. podendo abranger a virilha e as pernas. na maioria das vezes não tem origem patológica e está associada a alterações da gestação como maior pressão hidrostática intracapilar. sabendo que palpitações podem ter relação com cardiopatias ou hipertireoidismo. 4. REZENDE. 2005). MACDONALD.2004. CUNNINGHAM. GANT. KEIRSE. NEILSON. mas a investigação clínica cuidadosa é importante. 2000 PEIXOTO. articulares e posturais. NEME. No capítulo a seguir estaremos abordando com maior profundidade as dores e suas relações etiológicas (REZENDE. NEME. onde são mais comum na região lombar.9 Edema O edema encontrado frequentemente nos membros inferiores das gestantes.7 Palpitações As palpitações na maioria das vezes não significam problemas. em coluna.3. assim o uso de tranquilizantes e a própria palavra do médico tem sido suficiente para removê-los (REZENDE. 1998.

MONTENEGRO. MONTENEGRO. mas em membros inferiores costumam ser acompanhadas de dor. et al. 2000). CUNNINGHAM.12 Sonolência e Insônia A sonolência é bastante comum na gestação e não precisa ser combatida. 1999. 1999. 2000. colocando-as com as pernas elevadas após o esvaziamento das veias por alguns minutos (REZENDE.(REZENDE. edema. MACDONALD. ulceração e podem ter graves complicações. GANT. MACDONALD.3. et al. preocupações. alguns supositórios e pomadas podem ajudar (REZENDE. NEME. MONTENEGRO. 1998). Podem ser assintomáticas. CUNNINGHAM.11 Hemorróidas As hemorróidas tendem a se agravar durante a gravidez por conta da constipação e no pós-parto devido aos esforços para a saída do bebê.10 Varizes As varizes são mais comuns em multíparas (mães que tem mais de um filho) e são decorrentes da fraqueza das paredes musculares das veias. GANT. Já a insônia é mais comum em gestantes ansiosas ou neuróticas.3. inatividade e mau tônus muscular. aumento da pressão venosa nos membros inferiores. 51 . trabalhos excessivos etc (REZENDE. GANT. 4. 1999. CUNNINGHAM. 2000. 4. 4. que estão envolvidas com temores. et al. se torna complicada para gestantes que não tem possibilidade de sono diurno. MACDONALD. PEIXOTO. 2004).3. 2000). Medidas que podem auxiliar muito são as de suspender as pernas acima do nível do corpo sempre que se sentar ou deitar e utilizar meias elásticas de algodão.

2000.3. 1998) 4. nela ocorre a compressão do nervo mediano que traz um comprometimento da função nervosa de sensibilidade e motora da mão (REZENDE. alimentos e medicamentos. trauma. GANT.13 Cãimbras As cãimbras musculares dolorosas se apresentam em 14 a 50% das gestantes. 1998. MONTENEGRO. 4. nos músculos da panturrilha. Baixos níveis de cálcio e fadiga das extremidades são causas importantes. o repouso. 2000). mais assiduamente quando a grávida está deitada.3.5% das gestantes. podem estar relacionadas com tensão ou contração muscular. seus sintomas em geral mais comuns são parestesia e dor noturna. NEME.15 Síndrome do túnel do carpo A síndrome do túnel carpiano aparece em cerca de 2.16 Sintomas Urinários No inicio e no final da gestação a frequência e a urgência de urinar são 52 .3. apresentam maior incidência nos últimos meses de gestação. 2000).3. 1999. hipertensão etc (REZENDE. com fatores psicológicos e ter também outras origens como pressão intracraniana elevada.14 Cefaleias A dor de cabeça é uma queixa somática muito comum em mulheres e em grávidas ainda mais. 1998. NEME. REZENDE. 4.4. et al. ocorrendo muitas vezes enquanto está dormindo. ingestão de cálcio e uso de compressas quentes locais são recomendados (REZENDE. o que a faz acordar subitamente. MACDONALD. CUNNINGHAM. inflamação.

ENKIN. 1999. 4. Estas dores constituem as maiores queixas da gestação e podem se intensificar no último trimestre gestacional. mas devido a mudança do PH vaginal em gestantes é muito frequente a inflamação. 2000). alterações hormonais. também pode ser consequência de uma infecção causada por Trichomonas vaginalis ou Candida albicans. STILLERMAN. 2000 PEIXOTO. 1998. e estas requerem seus devidos tratamentos (REZENDE.4. sobre a bexiga e nas duas últimas semanas de gestação pelo peso fetal sobre o sistema urinário (REZENDE.2004. musculares. no primeiro trimestre decorrente da pressão exercida pelo útero. et al. MONTENEGRO.4 AS DORES OSTEOMIOARTICULARES DE ORIGEM GESTACIONAL Para algumas gestantes dores osteo-músculo-articulares podem surgir. GANT. 2010). MACDONALD. 4.habituais. mudanças do centro de gravidade. leitoso e em condições normais não produz irritação. REZENDE. MACDONALD. este se caracteriza como branco. CUNNINGHAM. na determinada posição em que se encontra.17 Leucorréia Durante a gestação é comum o aumento do corrimento vaginal.3. estão relacionadas com ganho de peso.1 As dores em região abdominal baixa As dores que se apresentam na região abdominal baixa. descritas como uma 53 . MONTENEGRO. NEME. 2000. et al. GANT. 1999. articulares e posturais (REZENDE. São decorrentes das grandes adaptações dos sistemas orgânicos. 2005. CUNNINGHAM. MONTENEGRO. 1999). 4. NEILSON. KEIRSE.

MONTENEGRO. devido a pressão que o útero exerce nas estruturas pélvicas e na parede abdominal. a tensão dos ligamentos. 4. 1998. a imobilização das duas superfícies da articulação também pode ser um fator resultante da dor. o que poderá estar relacionado com algum processo osteopático das vértebras (REZENDE. REZENDE. 1999). lombar e das coxas.4. com isso a estabilidade da gestante ocorre por um trabalho adicional da 54 . 4.4. relaxamento das articulações da bacia. que geram disjunção das articulações pelvinas. Dores em região lombar e sacral são bastante comuns no último trimestre gestacional.2 As dores em região lombar e sacral. as dores em região sacroilíaca dificultam o caminhar e tornam penosa a mudança de postura. MONTENEGRO. a dor lombar em geral é contínua e se agrava com a movimentação da coluna dorsal sobre a bacia e está em partes associada com a lordose exagerada do último trimestre gestacional. Com o grande aumento da musculatura abdominal. estes deixam de sustentar a coluna. podendo adquirir maior intensidade se tornando aguda. contrações uterinas e também gases. o aumento da elasticidade dos ligamentos e dos discos também comprometem a estabilidade da coluna. Geralmente não é aguda mas sim persistente. a fadiga e alterações musculares que geram espasmos dos músculos. 1998. ações hormonais sobretudo da relaxina.3 As dores em região lombar e dorsal A articulação sacroilíaca sofre um aumento de lassidão e isto pode provocar dor em um ou em ambos os lados da pelve.sensação de peso no baixo-ventre. devido a embebição das articulações sacro-ilíacas. REZENDE. distensão e cólicas intestinais (REZENDE. 1999). em região pélvica. Dores nas virilhas também são comuns e. virilhas e pernas O bloqueio de raízes nervosas induzido pela gravidez pode causar dores incomuns.

anatômica-funcionais que ocorrem na gestação e pouquíssima atenção é dada as adaptações psicológicas. 4.4. até 75% das mulheres relatam esta dor em algum momento da gravidez. aumento da lordose lombar. envolve a utilização de pensamentos. NEILSON.1 Os ciclos de desenvolvimento da mulher Ampliar a compreensão dos aspectos psicológicos dos ciclos da gravidez 55 . conflitos relacionados à sua sexualidade e identidade sexual. A alteração da postura durante a gestação traz um aumento da curvatura da coluna vertebral. 4. KEIRSE. 4.5 OS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA GESTAÇÃO As pesquisas e estudos abordam maior parte das adaptações orgânicas. No entanto toda a gestação é acompanhada de um grande tumulto emocional para a mãe.musculatura e dos ligamentos da coluna vertebral. 2005). o que pode resultar em desconfortos e dores em região lombar e dorsal (PEIXOTO.5. imaginação e fantasia (PEIXOTO. 1997). que traz características regressivas de lembranças de sua infância. Estes sintomas são mais frequentes ao fim do dia o que traz prejuízos ao sono. 2004 apud CURY. As alterações hormonais que trazem um afrouxamento dos ligamentos e articulações e aumento de retenção hídrica nos tecidos é outra possível causa desta dor.4 As dores na coluna em geral A dor nas costas é muito comum em gestantes. o que é uma possível causa para esta dor. e aparecem mais no último trimestre gestacional (ENKIN. 2004).

elas podem trazer oportunidades de amadurecimento e integração da personalidade quando a pessoa elabora soluções para superá-las de forma saudável. as crises vitais se caracterizam como períodos transitórios de desorganização de referenciais.auxilia na formação de uma visão mais completa. profunda e integrada da mulher como gestante em seu todo que é a gestação (MALDONADO.5. gravidez e climatério (antecede a menopausa). que no momento de crise é mais rapidamente aproveitado e absorvido devido ao estado temporário de equilíbrio emocional instável ao qual a pessoa se encontra (MALDONADO. Assim é vista a importância de uma intervenção eficiente. questões familiares. vivências emocionais acumuladas.1 Gravidez um ciclo de desenvolvimento da mulher Na mulher grávida ocorre uma soma de adaptações emocionais decorrentes do desenvolvimento gestacional. desintegração e desajustamento da personalidade. ela traz adaptações que envolvem componentes psicológicos anteriores da gestação (sua história psicossexual e seu passado ginecológico-obstétrico. se é uma gravidez na 56 . O desenvolvimento da mulher é constituído por ciclos onde a adolescência (menarca). sociais.1. 2002). características de personalidade e comportamento) e componentes atuais (vivências do momento atual da vida. por isso as crises vitais favorecem o desenvolvimento como ser humano. sendo a gravidez uma transição que faz parte do processo natural do desenvolvimento. assistência e auxílio psicológico. 2002). são estágios considerados como períodos de ´´crise``. mobilizando a busca de novas repostas. assim como de suas irmãs e mãe. sua história de vida. 4. podendo representar perigo quando as soluções elaboradas para superá-las são doentias. podem trazer piora como aumento da desorganização. profissionais e ambientais. onde os métodos habitualmente utilizados para a solução de problemas já não servem mais.

adolescência ou uma gravidez tardia. 2002). sendo seu primeiro filho (primípara). tios. que envolvem a necessidade de reajustamento e reestruturação em diversas dimensões (PEIXOTO. pode este ser um pai participante. 2002). A gravidez envolve a mudança de identidade. muito interessado na gravidez sem dar atenção para a grávida. O homem também vivencia este processo de mudança de identidade. parto e cuidado ao bebê.5. tende a questionar e classificar as atitudes da mulher como cuidadosa ou descuidada. mundo emocional da grávida. a mulher se olha e é vista de uma nova maneira. o papel do pai é de extrema importância durante toda a gestação. como se fosse o ´´dono da gravidez``. um pai sufocante e obsessivo. pais. 4. ou exigências que geram pressão e ansiedade. 2004. MALDONADO. sogros. pode manifestar enfermidades com sintomas 57 . que é diferente. se recebe assistência profissional adequada ou precária e insatisfatória) estes fatores em conjunto vem a se denominar por fatores psicológicos da gravidez ou. se fixando em atividades individuais como seu trabalho.2 Influências das relações familiares e sociais na mulher grávida O núcleo familiar oferece grande influência para a grávida (seu companheiro. etc. irmãos. sendo seu segundo ou terceiro filho (multípara) experimenta mudança de identidade no sentido de deixar de ser mãe de um filho e se tornar mãe de dois ou três filhos. primos. se a gravidez é normal ou de risco. aquele que vive a gravidez com a mulher de forma atenta e afetuosa. deixando toda a responsabilidade para a grávida e o obstetra. o pai dependente exige da grávida atitudes e funções. trazida por uma nova definição de papéis.) e dependendo da postura destes podem levar cuidado à mulher. a paternidade também traz um processo de transição no desenvolvimento emocional do homem (MALDONADO. além de ser filha e mulher agora passará a ser mãe. filhos. o pai omisso é aquele que se exclui de responsabilidades. seu comportamento pode adquirir diversas posturas.

Os parentes em geral podem expressar determinadas frases que por hora podem representar atenção e cuidado. exagerado esforço físico. estas frases podem ser: ´´Você não pode esquecer de ir ao médico``. 2004). acidentes. posição desconfortável. mas quando muito repetitivas podem se tornar pressão. PEIXOTO. ´´ Você não deve subir escadas``.sem justificativa. 2004).3 Situações e suas influências na mulher grávida A mulher grávida também esta sujeita ao fatos comuns a todos. No âmbito socioeconômico. isto envolve perdas financeiras. é um fator que abala muito o equilíbrio psicológico da mãe (PEIXOTO. como trabalhar fora. outro fator de estresse pode ser o próprio trabalho em si. doenças. como a indiferença para com a gravidez e as necessidades desta mãe. fazem parte do núcleo social da grávida e dependendo de suas posturas e aconselhamentos podem trazer extrema ansiedade para a mãe (PEIXOTO. médico. aumentando a ansiedade maternas. ´´Cuidado com o meu neto`` (PEIXOTO. para ter mais atenção de sua mulher e médicos. há também o pai competitivo que traz por vezes atitudes agressivas por não aceitar o seu sentimento de condição secundária (PEIXOTO. 58 .5. Saber da existência ou descobrir qualquer condição de risco gestacional. 4. etc (PEIXOTO. cobranças que geram desconfortos psíquicos. responsabilidade no orçamento familiar. Os amigos. dirigente religioso. 2002. carga horária excessiva. morte de familiares. 2004). etc (MALDONADO. 2004). no trabalho a postura de seus colegas de trabalho também pode ser estressante. e que para ela podem ser grandes agravantes para a estabilidade psicológica. 2004). 2004).

e tudo isto condicionará a evolução clínica da própria gravidez (PEIXOTO. 59 . sendo possível que estes conteúdos emocionais da gestante atuem através do sistema endócrino e hipotálamo sobre a vascularização.5 Emoções x Complicações Obstétricas Quando existe um alto grau de ansiedade. 2002). 4.5. caracterizam os três trimestres da gravidez. parto e puerpério aumentam muito. carinho. nutrição. como por exemplo. 2002). 2004 apud RAPHAEL. crueldade e vingança. cuidado. durante a gravidez podem ressurgir com intensidade trazendo conteúdos como sentimentos que experienciou com a sua própria mãe. proteção ou ódio. e alguns destes envolvem mais especificamente cada trimestre (MALDONADO.LEFF.4 Memórias da infância emergidas na gestação As experiências vivenciadas pela mãe durante a sua própria infância. estados depressivos da mãe durante a gravidez parecem contribuir para um significativo aumento da irritabilidade e choro do recém-nascido.4. É importante saber que hormônios liberados por estados emocionais da mulher tem possibilidade de afetar o feto e desempenhar importante papel na determinação de características fisiológicas e comportamentais do recém-nascido.5. 1997). memórias de amor.6 Características psicológicas dos três trimestres gestacionais Alguns aspectos psicológicos. oxigenação e atividade do útero (MALDONADO. as probabilidades de complicações obstétricas na gravidez.5. são sentimentos que podem surgir da mãe boa ou mãe má que teve. 4.

esta confirmação também tende a ser acompanhada de uma mistura de sentimentos como alegria. a rejeição do bebê. Alguns componentes psicológicos considerados próprios da gravidez são a ansiedade..2 Manifestações emocionais relacionadas à mulher com o feto Uma manifestação bastante comum do primeiro trimestre é a hipersonia onde a mulher sente mais necessidade de dormir do que o seu costume.´´.4.5. dúvidas de estar ou não grávida podem surgir mesmo com confirmação desta gravidez.6.1 A percepção da gravidez No primeiro trimestre a percepção da gravidez poderá vir através de sonhos ou ´´intuições`` antes da data em que deveria ocorrer a menstruação e de exames clínicos. ou por amenorréia prolongada na história ginecológica. rejeição. aceitar e desejar o bebê e o não querer.5.. apreensão.6.. ´´começar de novo.1. 4.1 O primeiro trimestre 4.´´. que se manifesta por uma intranquilidade.. Como neste trimestre o feto ainda não pode ser sentido e as alterações anatômicas são ainda pouco visíveis. sintomas gastrointestinais que 60 . 2002 apud Soifer. 1971).6. e etc (MALDONADO.5.1. ´´queria esperar mais um pouco´´. e a ambivalência que vem do conflito entre querer. insatisfação e incerteza diante de uma experiência desconhecida. como também pode só ser descoberta no quarto ou quinto mês. ou eventuais sangramentos confundidos com menstruação. insegurança. esta última pode ser manifestada por frases como ´´logo agora que. alguns autores de orientação psicanalítica interpretam este fenômeno como um estado de regressão onde a mulher passa por uma identificação com o feto (MALDONADO. o que ocorre ou por falta de sintonia com o corpo. 2002).

6. e se manifestar como uma rejeição do estado ao qual a mulher se encontra e não rejeição da gravidez. 4. A mãe começa a ter alguns caprichos como desejos de alimentos ou objetos. 2004). que estão relacionados com alterações hormonais e bioquímicas e podem também ter origem de influências psicológicas. um aumento da sensibilidade emocional e dos sentidos como olfato.4 Ampliação do campo da consciência da mulher durante a gestação Para Maldonado (2002).5. ou começa a trabalhar mais do que trabalhava antes. 4.5.5. envolvendo tensão emocional. alterações do apetite.6.2 O segundo trimestre 4. apud Colman (1961) na gravidez ocorre uma ampliação do campo da consciência. vômitos.3 Autovalorização e Autopreservação da grávida Alguns sentimentos inconscientes que trazem a necessidade de autovalorização e autopreservação e podem se manifestar como sinais de hiperatividade. trazendo com estes. até o 61 . onde a mãe quer continuar a ginástica. 2002.6.1. estes desejos acompanham também uma reação de defesa contra o medo que a mãe sente de malformações do seu bebê (PEIXOTO. paladar e audição.2. 4.6.1. PEIXOTO.1 A percepção do movimento fetal e o vínculo mãe-bebê O filho é sentido como continuidade do próprio organismo materno. diarréia e constipação. mecanismos adaptativos. 2004).envolvem náuseas. Estes sentimentos envolvem o início da gestação e podem perdurar por tempos que diferem de mulher para mulher (MALDONADO.5.

neste momento. 2004). e quando a mulher não consegue perceber estes movimentos. que influenciam na formação da relação mãe-bebê (MALDONADO. seu filho se torna o ´´centro do mundo´´ e a mãe passa a imaginálo e idealizá-lo como o mais forte. 2002). mais bonito. 4. PEIXOTO.6. 2002). mais saudável. segundo 62 . ela pode passar por ansiedade e temor de que seu bebê não esteja bem (MALDONADO.6. Através da interpretação dos movimentos fetais. nutrido e protegido por ela. onde quando o feto se movimenta a mulher sente um alívio de sentir os movimentos que são sinais de vida de seu bebê.2. a partir deste momento ela começa a identificar o seu filho como um ser independente que foi gerado.2. mas que surgem com maior intensidade no segundo trimestre. Pode se observar a ambivalência emocional que se manifesta na mãe pela interpretação dos movimentos fetais. 4. são alterações na sexualidade.2 Representações mentais e fantasias durante a gestação A mulher faz durante a gravidez representações mentais e fantasias sobre si mesma como mãe e sobre seu futuro bebê.5. e isto reforça a ligação afetiva com ele. podendo haver um aumento do desejo e da sexualidade e. estes sinais de vida. etc (MALDONADO. 2002.momento em que a mãe começa a ter a percepção do movimento fetal.3 Aspectos emocionais das alterações da sexualidade na gestação Outras alterações que podem se manifestar desde o início da gravidez. nesta fase a mãe vivência uma introspecção pela qual dirige a sua energia para seu filho. na fantasia da mãe. o feto começa a se comunicar com ela através de seus variados movimentos (MALDONADO.5. 2002).

assim como também está relacionada à atitude do homem diante destas modificações. e até uma mulher que se sinta ´´filha`` demais para se permitir ser mulher e mãe pode trazer a tona esta alteração em sua sexualidade (MALDONADO.Maldonado(2002).3. ´´pura``. que traz a conotação de que a grávida é assexuada.5. onde podem surgir sentimentos de ciúme e suspeita de infidelidade entre o casal (MALDONADO. 2002). 4. Existem casos em que o desejo sexual pode diminuir muito. no segundo trimestre se faz uma fase de 63 .1 As emoções que envolvem a aproximação do nascimento Seguindo este avanço gestacional. dentre eles a separação de maternidade e sexualidade. 2002). apud Caplan(1960). para explicar este fenômeno existem vários possíveis fatores etiológicos. sentir orgulho de seu corpo grávido e isto pode ser compartilhado pelo seu marido. algumas mulheres durante a experimentam pela primeira vez na vida o orgasmo (MALDONADO.5. Em outras situações a grávida pode entender as suas modificações corporais como deformações. A maneira como a mulher vivencia as alterações da sexualidade está intimamente relacionada com a maneira como sente as suas modificações corporais e como se situa diante da gravidez.6. se permitindo vivenciar uma sexualidade madura. sentir medo da irreversibilidade de seu corpo. chegando até a um desinteresse completo.3 O terceiro trimestre 4.6. Pode a grávida vivenciar a sensação de ser fecunda e estar desabrochando como mulher. gravidez As alterações na sexualidade decorrentes da gestação estão relacionadas com a mudança que ocorre na grávida da percepção de si própria. 2002). quando algumas passam a se sentir adultas e mais femininas. se sentir feia e sexualmente incapaz de atrair alguém. o medo de fazer mal ao feto.

3.6. a ansiedade é mais ainda intensificada (MALDONADO. O nível de ansiedade se eleva com a aproximação do parto. 2004). observou maior facilidade da mulher reviver memórias antigas. como dor. aquietação e felicidade e no terceiro trimestre.2 Memórias antigas e conflitos infantis emergidos na gravidez No final da gravidez Maldonado (2002). 2006). morte materna ou do bebê e. 4. o medo toma o palco das emoções.tranquilidade.3. sobre o próprio nascimento.5. sobre conflitos infantis reprimidos e esquecidos. a mudança de rotina após a chegada do bebê. abrindo assim a possibilidade de que novas soluções sejam encontradas pela mulher. Há o medo do parto e de suas consequências.3 Os sonhos e fantasias como meio de imunização psicológica ou conscientização da grávida Os temores comuns na gravidez estão associados a fantasias que surgem neste período e muitas vezes se expressam em sonhos e fantasias conscientes antes e após o parto. relacionados com pais e irmãos. também a preocupação de ser incapaz de exercer o papel de mãe (PEIXOTO. com o término da gravidez se aproximando e o momento do parto. 2002). apud Caplan (1961).6. por isso comumente se observa que a mulher pode atingir maior grau de maturidade durante a gravidez (VLADIMIROVA. A mulher tende a apresentar sentimento contraditórios.5. 4. esta ansiedade vai aumentando a medida que a data prevista do parto vai se aproximando e se esta data é ultrapassada. É comum sonhar na gravidez com o parto. 2002). as alterações de 64 . e da nova fase em sua vida. a vontade de que seu filho nasça logo e a vontade de prolongar a gravidez para adiar a necessidade de realizar as novas adaptações que a vinda do bebê trazem (MALDONADO. dificuldades.

de punição (MALDONADO. Os sonhos são assim uma maneira de entrar em contato com estes conteúdos e trabalhá-los. como uma forma de castigo. 2002). um momento de transformação. 65 . assim como o medo da mal formação do filho tende a surgir com mais intensidade em mulheres que passaram por abortos provocados. o renascimento da nova mulher. de uma nova mulher.seu esquema corporal. uma mãe. Assim é a gravidez. não ter leite suficiente. um pai. de uma família (PEIXOTO. como o medo de morrer no parto. eles podem mobilizar e integrar mecanismos adaptativos que ajudam a mulher a enfrentar tensões importantes do ciclo-vital feminino. onde a mulher que gestou e deu a luz nunca mais volta a ser a mesma. no caso do parto eles podem ajudar a mulher a elaborar e se preparar psicologicamente para este momento (MALDONADO. e o fim da gestação traz o fim da mulher anterior e o parto. é importante observar o surgimento de temas com caráter de autopunição. de um novo homem. A gestação e o parto trazem a gestação e o nascimento do bebê. isto em nível mais profundo reflete conflitos em relação à sexualidade. 2002). com o bebê. de ficar com sua vagina alargada para sempre. suas expectativas como mãe. 2004).

2007). 2. Não se pode deixar de lembrar que essa primeira experiência vivida pelo homem. essa relação de aconchego com sua mãe durante o período de gestação. 2007). ao nascer. 3. enfim não sente desprazer. por exemplo: 1. As significações simbólicas da relação do Homem com a água passam por várias crenças e civilizações ao longo do tempo. para lavar as culpas herdadas dos antepassados operando um renascimento a partir da água. ele se forma dentro de um indivíduo e vive durante certo tempo dentro desse outro indivíduo. porque de um 66 . ele não precisa sentir fome (o alimento já vem direto do corpo da mãe para o dele). dentro do útero. fome e desconforto (ACOSTA. podemos dizer que o contato com a água resgata no ser humano sensações de profundo conforto aconchego e harmonia (ACOSTA. uma sensação de plenitude e harmonia. Mas quando ele deixa o útero da mãe. 5. Portanto. que é sua mãe. verificamos que a primeira experiência que ele vive é a dois. 4. não sente frio. Como um elemento. No âmbito cristão. deu-se no meio líquido. em completa união com ela. Os banhos rituais eram utilizados em muitas culturas antigas como forma de purificação e higiene. a água possui um significado ambivalente. a fonte de toda forma de vida. nem calor. A situação do bebê dentro da barriga da mãe é de satisfação total de suas necessidades. deixa para trás todas as sensações de prazer e passa a enfrentar uma série de desprazeres e frustrações como: frio. A água como fluxo primordial representa em muitos mitos da criação do mundo. O costume de jogar moedas em fontes com a finalidade de realizar desejos.5 SIMBOLISMO DA ÁGUA Ao ser analisado o processo da vida do ser humano. a água batismal é usada com valor de sacramento. experimentando assim.

quente. a terapia pela água não é dolorida. 2007). alivia a sede.1 Água Fria A água fria pode ajudar a baixar uma febre alta. a água constitui aproximadamente 60% do peso corporal. 67 . 2007). mas do outro alude ao afundamento e ao declínio (ACOSTA. a água compõe a maior parte do volume das células e dos fluídos do corpo (ACOSTA. gerar energia. pode restaurar e tonificar o corpo e promover a saúde. enfim. com raras exceções.1 O CAMINHO PELA ÁGUA O que torna o tratamento da água tão singular. Uma das substâncias inorgânicas mais abundantes em nosso corpo é a água. não prejudicando a flora intestinal ou mesmo debilitando a energia dos órgãos vitais. auxiliar na qualidade do sono.lado promove a vida e a torna fértil. age como estimulante diurético. A terapia pela água pode ajudar a superar uma irritação na garganta. atuando de maneira positiva. reduz a constipação e auxilia na eliminação das toxinas do corpo. 6 HIDROTERAPIA 6. 6. gelada e neutra) e pressão (desde a água que escorre até um jato).1. 2007). diminui a dor. Também interage com a natureza de cada indivíduo. reativar o cérebro e até mesmo fazer com que nos sintamos mais ativos sexualmente. a água exerce uma reação física e química específica no corpo e no interior dele (ACOSTA. vencer nervosismo. é o fato de estar facilmente ao alcance de todos. além disso. aliviar dores. temperatura (fria. Em um homem adulto médio. gasosa ou sólida). Uma aplicação rápida de água fria pode agir como um tônico. Dependendo da forma (líquida.

pois o frio ajuda a controlar a sangria e reduzir o inchaço subsequente. 68 . relaxar e aliviar o corpo em muitas outras condições. o efeito integral é de completo relaxamento.1. 2007).3 Água Morna (Tépida) A água morna é calmante. Em ferimentos. deve-se evitar a água quente. fazendo com que o corpo se sinta mais relaxado. banhos contrastantes (quentes e frios) a fim de apressar a circulação e a reação do corpo (ACOSTA.2 Gelo ou Água gelada O gelo ou água gelada. É um excelente anestésico (ACOSTA.enquanto uma aplicação mais demorada agirá como um depressor (ACOSTA. Uma rápida aplicação de água quente. Uma massagem com gelo envolto em um pano pode servir de opção para ferimentos.1. 6. Porém. 6. já uma aplicação prolongada da água quente irá excitar e ao mesmo tempo deprimir o corpo. 2007). 2007). 6.4 Água Quente A água quente pode ser utilizada internamente e externamente. são eficazes para diminuir a dor de queimaduras simples. compressas quentes e banhos quentes nos pés e nas mãos a fim de reduzir a inflamação e dor. ela pode acalmar. relaxa o corpo e quando necessária pode ser utilizada como um emético eficaz (provoca vômito) (ACOSTA.1. 2007). Alguns de seus usos terapêuticos são: banho quente para provocar a transpiração. baixa e descongestiona o tônus do corpo e músculo. pois aumentará o fluxo sanguíneo e agirá intensificando qualquer inflamação.

1. A hidroterapia é tão antiga quanto a história da humanidade. O jato quente de um vaporizador ajuda na congestão do peito. 2005). 2007).C. 2000). Ainda foi a primeira civilização a reconhecer a relação entre o estado da mente e o bem-estar físico (FREITAS JUNIOR.C. e criaram escolas de medicina próximas de muitas estações de banhos. 6.C. Entre os anos de 460-375 a. ACCACIO E RADL. assírios e muçulmanos usavam águas curativas com fins terapêuticos. As aplicações de vapor no rosto abrem os poros. a cultura indiana construía instalações higiênicas (FREITAS JUNIOR. ao mesmo tempo em que alivia problemas alérgicos veiculados pelo ar (ACOSTA.6. antes de 2400 a. Existem documentos que revelam que em 1500 a. Em 500 a. os gregos começaram a usar a água para tratamentos específicos. 2005 e SACCHELLI. 2007). que por sua vez limpa o corpo a partir de seu interior.5 Vapor Consegue-se o vapor através da água que ferve. não há nenhum registro do início de seu uso como modalidade terapêutica. impedindo inflamações do sinus e hemorragias nasais. os antigos hindus usavam a água para combater a febre (FREITAS JUNIOR. C. Os egípcios. o vapor acelera a ação da pele e cria a transpiração. Hipócrates usou a imersão em água quente e fria para tratar espasmos musculares e doenças das articulações. ajudando a evitar problemas da pele e acne..2 HISTÓRIA DA HIDROTERAPIA “A palavra hidroterapia deriva das palavras gregas hydor (água) e therapeia (cura)” (CAMPION. e ainda 69 . 2005). O ar úmido e morno dos umidificadores usados nas casas acrescenta umidade aos aposentos ressecados pelo aquecimento interno. porém.

O reconhecimento de diversas técnicas de tratamento da hidroterapia. John Floyer escreveu um tratado em 1697 : ”Um inquérito sobre a utilização correta e o abuso dos banhos quentes . um médico alemão. icterícia e paralisia (FREITAS JUNIOR. que realizou um trabalho sobre o uso do frio no tratamento da varíola em 1779 (CAMPION. como o estudo da fisiologia dos exercícios aquáticos. somente em 1950. é importante para introduzi-la como parte integral de todo tratamento físico e psicológico para a reabilitação total (CAMPION.2. eles tinham banhos salgados. a hidroterapia científica teve seu início na Santa Casa do Rio de Janeiro. que publicou um livro de hidroterapia em 1747: “Uma forma fácil e natural de curar a maioria das doenças”. foi o fundador do Metodismo. em 1922. Wright. Atualmente. e banhos 70 . um dos mais antigos do mundo sob orientação médica. No tempo em que a entrada principal da Santa Casa era banhada pelo mar.1 A Hidroterapia no Brasil No Brasil. a popularidade e o valor da hidroterapia. Wright. 6. aspirados do mar. os fisioterapeutas americanos começaram a ser treinados para atender seus pacientes utilizando os exercícios na água. John Wesley e o dr. com Artur Silva. 2005). 2005). E o dr. Em 1700. Os pioneiros da hidroterapia foram Sir John Floyer. 2005). que comemorou o centenário do Serviço de Fisiatria Hospitalar. com banhos de água doce e salgada. Os resultados foram bem-sucedidos e comentados por ortopedistas e o método se popularizou (FREITAS JUNIOR. frios e temperados”. Sigmund Hahn e seus filhos defenderam o uso da água para tratar úlceras de perna e coceiras (FREITAS JUNIOR. salienta diversos estudos em aspectos diferentes da água. A hidroterapia foi levada para os Estados Unidos em 1900. 2000).recomendava a hidroterapia como tratamento de reumatismo. Porém. e era praticada em spas-terapia. John Wesley. 2000).

pressão hidrostática. 2005). fisiologia e biomecânica corporal” (FREITAS JUNIOR. 2005). ou mínima. para os exercícios terapêuticos realizados em piscina termo aquecida. com a água da cidade (CUNHA. É essencial compreender a diferença dos exercícios realizados no solo. Outra característica particular da água é a hidrostática. flutuação. densidade. dos realizados na água. Os exercícios na água também possuem seu valor na reabilitação. com 71 . a postura ideal. que exige o planejamento de uma progressão gradual de exercícios de hidroterapia. assim como anatomia. alterar a função do corpo humano (FREITAS JUNIOR. 6. a profundidade da água. refração e a viscosidade (FREITAS JUNIOR. pois não requer nenhuma. gravidade específica ou densidade relativa. dor. limitação da amplitude de movimento e força que podem. diminuição da dor e tensão muscular. Sua utilização exige conhecimento das propriedades hidrodinâmicas (água em movimento) e termodinâmicas da água. espasmo muscular. sustentação de peso. LABRONINI. peso. pressão hidrostática e a temperatura elevada da água. a velocidade do movimento. O tipo de lesão. 2005). os equipamentos que serão usados em cada fase do tratamento e sua habilidade aquática determinam os tipos de exercícios que serão realizados (FREITAS JUNIOR. 1998). e ainda ajuda no risco de inflamação. Possui grande valor terapêutico. OLIVEIRA e GABBAI. densidade da água. a composição corporal do paciente. são elementos físicos que promovem relaxamento. 2005).doces. aumentam a circulação e tolerância ao exercício (FREITAS JUNIOR. Tem por finalidade a prevenção e cura das mais variadas patologias. 2005). pois possui propriedades físicas e princípios específicos como a massa. tensão superficial. A flutuação. retração.3 A HIDROTERAPIA “A hidroterapia ou terapia aquática é o termo mais conhecido atualmente. de maneira isolada ou conjunta.

Diminuição da flexibilidade.3.Fraqueza muscular generalizada.1 Indicações e Contra-Indicações As indicações mais comuns são: .Diminuição da mobilidade. . 2005). .Habilidades diminuídas.resultados positivos e segurança. . . as mais observadas são: . . com o tempo possa avançar na sustentação de peso (FREITAS JUNIOR.Baixa resistência muscular. Durante uma fase de recuperação. A sequência apropriada de movimentos podem ajudar na formação de tecido intramuscular que mais se assemelhe ao tecido mole adjacente (fase fibroblástica) (FREITAS JUNIOR. 2005).Desvios de marcha. . .Interação social do paciente (FREITAS JUNIOR. 2005). .Resistência cardiovascular diminuída.Contraturas articulares. 6.Elevado nível de dor. . . O movimento na água. . sendo que qualquer pessoa com limitações ou restrição na sustentação de peso pode iniciar a partir da imersão em pequenas profundidades para que. oferece estímulos para a configuração adequada das fibras colágenas e o desenvolvimento da função articular saudável. 72 .Disfunções posturais. a hidroterapia pode ser valiosa.Doenças transmitidas pela água (infecções da pele).Impossibilidade de sobrecarga nos membros inferiores. quando o movimento no solo pode ser doloroso e difícil. Existem também as contra-indicações.

).Baixa capacidade pulmonar vital. 6. 2005). .Sintomas de trombose venosa profunda (FREITAS JUNIOR. 2005). e maior que um (1) irá afundar.Insuficiência cardíaca. esta relação é na ordem de 1 (um). viscosidade. A densidade é definida entre a relação de massa (Kg) e volume (m³). metacentro e fricção (FREITAS JUNIOR. C. . Dentro da hidrodinâmica existe a densidade relativa. A hidrostática demonstra características singulares de força e resistência (FREITAS JUNIOR. 6. 2005).3.Incontinência urinaria e fecal.Epilepsias. refração e tensão superficial (FREITAS JUNIOR. .3 Densidade Relativa Segundo Arquimedes (287 – 212 a. FREITAS JUNIOR. 2000. para que isso ocorra é necessário definir a densidade relativa do corpo (FREITAS JUNIOR. 2005). empuxo. 73 . . .Doenças sistêmicas. 2005).. Na água. E dentro da hidrostática iremos explicar o que é pressão hidrostática. Porém. quando um corpo é submerso em um líquido. .Febre acima de 38ºC. .Pressão arterial descontrolada. 2005). turbulência. ele sofre uma força de flutuabilidade igual ao peso do líquido que desloca (CAMPION. que possui seus princípios físicos e terapêuticos.2 Hidrodinâmica x Hidrostática Hidrodinâmica significa água em movimento. Então um corpo com uma densidade menor que um (1) irá flutuar.3.

os ossos e os músculos. já no idoso. músculos. FREITAS JUNIOR. Cria-se então um movimento de redemoinhos 74 . quanto maior for a gordura corporal. seus ossos tendem a estar mais leves e suas fibras musculares diminuídas (FREITAS JUNIOR. 2000. Existem dois tipos de fluxo segundo o teorema de Reynolds: Fluxo Laminar: fluxo de linhas aerodinâmicas de moléculas em padrões uniformes e regulares (CAMPION. por estarem em processo de amadurecimento. 2005. pois ambos apresentam uma constituição física de alto percentual de gordura. tecido conjuntivo e órgãos) e massa corporal gorda (gordura). FREITAS JUNIOR. 2005). e a força desses redemoinhos será dissipada. Nas crianças.O ser humano é constituído de massa corporal conhecida como: massa corporal magra (ossos. têm uma gravidade específica baixa. portanto. Quando o movimento for lento. Outro fator que influencia a densidade relativa do corpo.4 Turbulência Turbulência indica redemoinhos. o fluxo de partículas prosseguirá em curvas leves e suaves. graças à perda da massa óssea (porose). que seguem objetos que se movimentam por meio de um líquido e é diretamente proporcional à velocidade do movimento. 2000. A densidade corporal de uma criança e de um idoso são parecidas.3.9. menor será a flutuação deste corpo (FREITAS JUNIOR.1. produzirão redemoinhos. diferenciando-se apenas pelo processo de formação óssea e o aparecimento das fibras musculares. é a idade. 2005). 2007). 6. enquanto a massa corporal gorda possui a densidade de 0. Se os movimentos forem rápidos. ACCACIO. RADL. A massa corporal magra possui a densidade específica de 1. reduzindo a pressão e aumentando o arrastamento do corpo (CAMPION. SACCHELLI. Fluxo Turbulento: não acontece em linhas aerodinâmicas. 2005). e o movimento das moléculas são rápidos e aleatórios.

(CAMPION, 2000; FREITAS JUNIOR, 2005). Ainda, segundo o teorema de Bernoulli (1700-1782), turbulência é a relação entre a pressão e a velocidade ao longo de uma linha aerodinâmica, com fluxo estável, sem atrito e com densidade constante (CAMPION, 2000; FREITAS JUNIOR, 2005).

6.3.5 Metacentro

Seu princípio é manter o equilíbrio rotacional na água. Quando um corpo fica submerso na água, esta sujeito a duas forças opostas gravidade e empuxo.

Enquanto a gravidade age no sentido para baixo, o empuxo age para cima, e se essas forças estiverem desalinhadas, haverá movimento, que será sempre de rotação, que permanece até que as duas forças estejam novamente alinhadas (CAMPION, 2000; FREITAS JUNIOR, 2005).

6.3.6 Fricção

É uma resistência causada pela textura da superfície do nosso corpo, durante movimentos realizados dentro da água (FREITAS JUNIOR, 2005).

6.3.7 Pressão Hidrostática

Segundo a lei de Pascal (1623-1662), a pressão de um fluido é exercida de forma igual em qualquer nível em uma direção horizontal, o que significa que a pressão será igual em uma profundidade constante (FREITAS JUNIOR, 2005; CAMPION, 2000). Em uma profundidade maior, a pressão também aumentará, e será sentida

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em toda a superfície corporal. Se o corpo estiver imerso a uma profundidade de 1,20m sentirá uma força de 88,9 mmHg, pressão maior que a pressão diastólica que irá auxiliar na redução de edemas de membros inferiores (FREITAS JUNIOR, 2005; CAMPION, 2000). A pressão hidrostática auxilia no retorno venoso, na redução de edemas, na estabilidade das articulações, estimula o fortalecimento da musculatura inspiratória e favorece a expiração (SACCHELLI, ACCACIO E RADL, 2007).

6.3.8 Viscosidade

É a resistência provocada pela fricção entre as moléculas de um fluido à realização de um movimento. A força necessária para a realização do movimento é proporcional ao número de moléculas movimentadas e também à velocidade na qual o exercício é executado. Quanto maior for sua viscosidade, mais resistente o líquido ficará para fluir (FREITAS JUNIOR, 2005 e SACCHELLI; ACCACIO; RADL, 2007). A viscosidade em líquidos deve-se a coesão molecular, que é considerada como a atração das moléculas entre si, e quando ocorre algum movimento do líquido, essa atração cria uma resistência ao movimento detectada como atrito (FREITAS JUNIOR, 2005).

6.3.9 Empuxo

De acordo com Arquimedes, o resultado do efeito do empuxo é a flutuação. Ele age no sentido de baixo para cima, atua resistindo ao movimento da água e é responsável pela sensação da ausência de peso na água. É uma força em sentido contrário à força da gravidade provocada pelo volume do líquido deslocado na imersão (FREITAS JUNIOR, 2005; SACCHELLI; ACCACIO; RADL, 2007).

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6.3.10 Refração

Quando a luz passa de um meio para o outro, ela encontra uma fronteira, portanto, essa luz é refletida na fronteira e a parte que passa para o outro meio pode mudar de direção, esse deslocamento, ou alteração, é chamado de refração, que é comandada pelas propriedades específicas do material, pela velocidade da luz no material e pelo ângulo de incidência do feixe luminoso. Quando a água apresenta mais resistência à velocidade da luz, a luz refletida do pé de uma pessoa imersa curva-se afastando da normal, quando ela cruza a fronteira ar-água. Então, se observarmos da borda da piscina, uma pessoa de pé com a água pela cintura parece ter o tronco e as pernas encurtados (FREITAS JUNIOR, 2005; SACCHELLI; ACCACIO; RADL, 2007).

6.3.11 Tensão Superficial

É a força por uma unidade de comprimento que atua por meio de qualquer linha em uma superfície, atraindo moléculas de superfície de água exposta. Esta resistência é pequena e percebida quando o membro está parcialmente submerso, sendo proporcional à distância do corpo em relação à superfície da água e ao tamanho da área de contato (FREITAS JUNIOR, 2005; SACCHELLI; ACCACIO; RADL, 2007).

6.3.12 Termodinâmica

Significa que a água possui a capacidade de absorver e transferir calor e sua qualidade depende disso. A água quente em hidroterapia é considerada acima de 34ºC, termo neutra entre 31ºC a 33ºC e uma água fria entre 28º e 30ºC (FREITAS JUNIOR, 2005).

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13. 6. e. essa taxa é determinada pelo atrito interno do líquido. até mesmo oscilações menores. mas quando esta se move rapidamente. Os principais determinantes do movimento da água são a viscosidade. 2000).13. Há turbulência produzida pelas áreas em torno da superfície corporal em movimento e uma força de arrasto produzida pela turbulência atrás. 2000).3 Efeitos da resistência A água tem viscosidade intermediária entre os líquidos. A viscosidade torna o ambiente aquático. mas ainda apresenta muita resistência ao movimento. meio útil para o fortalecimento. quando presente (RUOTI. essa força de arrasto é causada pela viscosidade do líquido e a turbulência. ou seja.13.6. 6. Esse fluxo turbulento absorve maior energia que o fluxo em correnteza. a turbulência e a velocidade (RUOTI. 2000). um fluxo turbulento. Com o aumento do fluxo turbulento. Quando se move suavemente dentro de um vaso na mesma velocidade.1 Movimento de fluxo A água em movimento tem diversas características.2 Coeficiente de arrasto Quando um objeto move-se em relação a um líquido. a resistência aumenta como uma função logarítmica de velocidade e depende do tamanho e forma do objeto.3. pois sua resistência aumenta proporcionalmente à força aplicada.13 Água em movimento 6. 78 . diz-se que água está em fluxo laminar ou recorrente. e os trajetos saem de alinhamento. criam fluxo desigual. ele é submetido aos efeitos resistivos do líquido.3.3.3. embora essa resistência cai a zero instantaneamente a partir da cessação dessa força (RUOTI.

que alivia o estresse sobre as articulações sustentadoras de peso e permite realizar movimentos em forças gravitacionais reduzidas (CAMPION. sentimentos e outros fatores que influenciam na maneira de ser” (PEIXOTO. a temperatura corporal do homem. bem como idade e sexo são fatores que afetam a temperatura corporal. altas ou baixas temperaturas ambientais. já nos fornece uma oportunidade de ampliar física. 79 . são semelhantes em adultos e crianças.3. 341). com variações adequadas ao tamanho do corpo (CAMPION. 6. 2000).13. Uma das particularidades da água é o empuxo. 2004. e está relacionado à temperatura do corpo.4 Tecnologias para Amplificar os Princípios Físicos Muitos dos princípios físicos da água podem ser intensificados com dispositivos adicionais para se ter uma maior resposta clínica. 2000). mantêm-se notavelmente constante. circulação e à intensidade dos exercícios.6. Porém. 2000). distúrbios emocionais. Por exemplo: a flutuabilidade pode ser aumentada por uso de flutuadores. mas não é somente disso que o corpo precisa. mental e psicologicamente nossos conhecimentos e habilidades (CAMPION.3. exercícios. p. Terapêuticos e Psicológicos da Hidroterapia “Os exercícios proporcionam à gestante melhor adaptação com as alterações ocorridas. Simplesmente o ato de entrar na água. e sob condições padrão.14 Efeitos Fisiológicos. a resistência pode ser aumentada pelo uso de botas com barbatanas ou luvas e mais uma grande variabilidade de objetos usados no apoio às atividades e intensificadores dos efeitos fisiológicos através das propriedades físicas da água (RUOTI. 2000). ele não é apenas uma porção de ossos envolvidos por camadas estratificadas de músculo. Nosso corpo possui mecanismos próprios para regular seu próprio calor. Ele tem percepção. Todos os resultados da imersão na água.

6. podendo assim ter efeitos psicológicos favoráveis. fortalecimento dos músculos enfraquecidos. Se uma pessoa pode nadar e participar de qualquer atividade aquática. amigos. manutenção ou aumento da amplitude de movimentos das articulações. 2000). seja ela deficiente ou não. Estando em um nível semelhante e independente na água.3. precisamos entender que os seres humanos são homeotérmicos com respeito a sua temperatura central. que elevam a confiança. os significados social e psicológico que estão associados a habilidade de nadar.14. são consideráveis. melhoria da circulação. manutenção e melhoria do equilíbrio. possui uma vantagem social.1 Os Efeitos Fisiológicos da Hidroterapia Para compreender melhor a fisiologia. e isso pode ser transferido para a vida em terra (CAMPION. Os efeitos terapêuticos dos exercícios realizados na água. 2000). devido à baixa condutividade térmica dos tecidos. reeducação dos músculos paralisados. 2000). que é a mesma de órgãos e estruturas localizadas profundamente. sendo que a maioria de suas informações vieram por meios de disciplinas como a sociologia e a antropologia. reconheceu-se o efeito sedativo da água quente e o valor dos programas de natação para as pessoas afetadas por doenças mentais (CAMPION. Do ponto de vista humanístico. estão relacionados a: alívio da dor e espasmos musculares. 2000). 80 . existem muitas recomendações de atividades na água. encorajamento das atividades funcionais. porém a temperatura da superfície corporal é mais baixa. coordenação e postura (CAMPION. Do ponto de vista psicológico. Recentemente. realizando exercícios que seriam impossíveis ou difíceis de realizar no solo.provocando pequenas oscilações em sua temperatura no decorrer do dia (CAMPION. E essa habilidade a coloca em posição de igualdade com os outros membros da família.

Ao entram na água aquecida. é importante o entendimento do processo de produção (termogênese) e perda (termólise) de calor. 2005). SACCHELLI. sendo que os efeitos fisiológicos da terapia em piscina aquecida irão variar de acordo com a temperatura da água. Para melhor entendimento dos mecanismos fisiológicos. RADL. já a comportamental. Quando o corpo é submerso em água aquecida passa por diversas adaptações fisiológicas. Durante a imersão. intensidade do exercício e a condição patológica do paciente. vasomotor e hídrico e está diretamente relacionada com o mecanismo de ativação do hipotálamo. condução e evaporação. as arteríolas se dilatam produzindo uma redução na resistência e consequentemente queda da pressão arterial. 2005). O corpo ganha calor através das áreas que estão imersas. 2007). (FREITAS JUNIOR. A perda de calor (termólise). 2005). A pele também se aquece e os vasos superficiais dilatam-se aumentando o suprimento sanguíneo periférico (ACOSTA. ACCACIO. e só conseguem perder calor a partir do sangue nos vasos cutâneos e glândulas sudoríparas das regiões fora da água. 2003.especialmente em tecido adiposo (FREITAS JUNIOR. causando elevação na resistência periférica e uma elevação momentânea da pressão arterial. A termorregulação corporal ocorre por dois mecanismos: o fisiológico e o comportamental. 2007). Os responsáveis pela maioria das respostas fisiológicas gerais que afetam uma variedade de sistemas do corpo são as propriedades físicas da água em conjunto com o calor (CAROMANO. A produção de calor (termogênese) é um fenômeno químico no qual a transformação química metabólica produz calor. 81 . os vasos cutâneos se constringem momentaneamente. A fisiológica envolve o controle metabólico. é controlada pelos centros superiores (FREITAS JUNIOR. tempo de tratamento. que ocorre por meio da radiação. é um fenômeno físico. convecção.

SACCHELLI. 82 . Esse aumento do volume do átrio causa uma estimulação nos barorreceptores da parede atrial. 2003. Ao ocorrer a diurese. 2007). ACCACIO.3. Quando a quantidade de sangue aumentada chega no átrio. e é comum a perda de sódio (natriurese). 2003.1. o sistema renal produzirá uma resposta simpática como mecanismo de compensação para manter a homeostase corporal. aumentam o retorno venoso e elevam a quantidade de sangue que chega ao átrio direito. 2005.1 Sistema Cardiovascular Ao imergir na água. há perda de eletrólitos. Essa resposta refletirá diretamente no aumento da excreção renal de sódio e de água.3. ocorrerá uma vasoconstrição periférica e uma bradicardia reflexa que. proporcionando mais sangue oxigenado aos músculos ativos. O retorno venoso aumentado com a imersão. RADL.6. elevando o débito cardíaco.14.1. O aumento do volume sanguíneo e líquido.2 Sistema Renal As respostas fisiológicas do sistema renal estão diretamente ligadas ao sistema cardiovascular. 2005. liberação de renina e conversão da angiotensina II. aumenta a pressão no seio carotídeo. deslocará o sangue e os líquidos das extremidades inferiores e do abdome para o tórax. diminuindo a frequência cardíaca (CAROMANO. RADL. SACCHELLI. Como o rim recebe uma extensa inervação simpática. 6.14. juntamente com a pressão hidrostática. FREITAS JUNIOR. 2007). aumenta o enchimento cardíaco e o volume-contração. de potássio (potassiurese) e a supressão da arginina/vasopressina ADH (renina e aldosterona plasmática) (CAROMANO. ACCACIO. FREITAS JUNIOR. estimula os barorreceptores que automaticamente informarão o sistema renal da sobrecarga atrial.

A demanda de oxigênio aumenta para obtenção de energia para a célula e o acúmulo de dióxido de carbono faz aumentar a concentração de CO2 que. 2003.5 Sistema Nervoso Central e Periférico Os efeitos produzidos no sistema nervoso pela água aquecida é comumente 83 . 2005.3. 2005.14. fazendo com que a frequência respiratória aumente proporcionalmente (CAROMANO.1.4 Sistema Respiratório O sistema pulmonar é profundamente afetado pela imersão no nível do tórax.3 Sistema Musculoesquelético Os músculos absorvem o calor da pele.14. A circulação se torna mais eficiente e os músculos tendem a relaxar. 2007). reduzindo assim a dor muscular (CAROMANO.3.14. aprimorando o fornecimento de oxigênio. 6. SACCHELLI. ACCACIO. 6. remoção de dióxido de carbono e do ácido lático. 2003. FREITAS JUNIOR. aumentando a demanda de oxigênio e de dióxido de carbono. Com isso. os músculos se tornam mais ativos.6. RADL. FREITAS JUNIOR. que aumenta o volume central e comprime a cavidade torácica.1. estimula o centro respiratório. resultantes da oxidação do músculo durante o esforço. A elevação da temperatura promove aumento do metabolismo.1. SACCHELLI. promovendo uma vasodilatação. 2007). favorecendo a diminuição da pressão arterial. haverá um aumento do trabalho respiratório em 60% e alteração da dinâmica respiratória. Os efeitos da vasodilatação produzidos pelo calor reduz a resistência vascular periférica. comandado pelo sistema nervoso. ACCACIO. as alterações nesse sistema são provocadas pela pressão hidrostática. Com o aumento da circulação.3. por sua vez. RADL.

2 Os Efeitos Terapêuticos da Hidroterapia 6.2 Redução da Sensibilidade a Dor e dos Espasmos Musculares A água aquecida ajuda no alívio da dor. reduzindo a tensão muscular pelo relaxamento das fibras musculares (FREITAS JUNIOR. Apesar do maior número de terminais serem para a dor. 2005). A sobrecarga articular está reduzida na imersão. dois para o frio e um número ignorado para a pressão.14. 2005). Outro aspecto importante é a redução das forças compressivas.2.2. que por sua vez reduzida.3. temos 200 sensores para a dor. 25 sensores para o tato. A água aquecida provoca relaxamento por meio da temperatura da água e a pele da pessoa. Essa sobrecarga sensorial. 6. 2005). 2005). 12 para o calor. irá transmitir o calor para suas estruturas internas.14. com isso ocorre a informação ao sistema nervoso central que o estímulo de pressão reduziu. os músculos responderão rapidamente a um relaxamento (FREITAS JUNIOR. automaticamente os músculos se relaxam.1 Relaxamento O relaxamento depende muito do grau de liberdade e intimidade que o paciente tem com a água. esses são os mais lentos em comunicar-se com o cérebro. O relaxamento muscular promovido com a redução do tônus pela diminuição da sensibilidade das terminações nervosas sensitivas ocorre pela sobrecarga sensorial.14. na diminuição do tônus muscular 84 . Por centímetros quadrado de pele.visto pela redução do tônus muscular. diminuindo a ação do sistema tônico-postural. 6. que por sua vez.3. pela força do empuxo. é promovida pelas propriedades termodinâmicas. aliviando a compressão e reduzindo as algias (FREITAS JUNIOR. hidrodinâmica e hidrostática da água (FREITAS JUNIOR.3.

que envia uma resposta instantânea para o local da dor.4 Aumento da Força O aumento da força muscular é dado pela resistência que a água produz no segmento do corpo imergido. pelo efeito da flutuação. 6.3 Aumento da Amplitude Ao imergir na água. reduzindo edemas e liberando a articulação (FREITAS JUNIOR.14. o paciente irá perceber uma diminuição da sobrecarga corporal. pressão hidrostática e empuxo são as grandes responsáveis pelo trabalho de força muscular. a percepção da dor fica enganada e bloqueada (a velocidade de condução do estímulo do calor é mais rápida do que a da dor). Este alívio da dor juntamente com o efeito da termodinâmica da água. e como resultado.3. Ainda a pressão hidrostática influencia no ganho da amplitude. A água permite maior resistência ao movimento. As propriedades de fricção.anormal do espasmo muscular. em torno de 700 vezes mais do que no ar. aliviando a dor. sendo que as partes do corpo que se encontrarem submersas. os estímulos sensoriais do calor estão competindo com os estímulos da dor. relaxa os músculos que envolvem a articulação. diminuindo o reflexo de defesa e do espasmo muscular protetor provocado na articulação afetada (FREITAS JUNIOR. Durante a imersão. permitindo que as articulações fiquem livres. remove os produtos imprestáveis do organismo. é rapidamente codificado pelo sistema nervoso central.14.2.3. encontrarão resistência em todas as direções 85 . viscosidade.2. facilitando os movimentos proferidos pela articulação. auxilia na movimentação articular melhorando a produção de líquido sinovial. 2005). A diminuição da sobrecarga na articulação diminui a força compressiva articular. aumenta o aporte de sangue circulante. 6. 2005). O estímulo do calor.

2. isotônica excêntrica e a isométrica. produzindo o efeito de vasodilatação. A dilatação dos vasos. perdem a referência espacial. sentindo esta sensação. 2005). pois na água os movimentos são mais consistentes e uniformes quando mantidos a uma velocidade constante (FREITAS JUNIOR. 6. Existem três tipos de contrações: isotônica concêntrica. 6. junto com os efeitos dos exercícios.6 Melhora do Equilíbrio. aumentará o aporte de sangue circulante na periferia.3. O aumento da temperatura da pele é repassado às estruturas mais internas do corpo.3. o que aumenta a nutrição e ajuda a aumentar a velocidade do processo de cicatrização. aumentando a força do músculo. Assim. As propriedades da água. os captores que estão presentes na planta dos pés. 2005). Ao produzir um 86 . Essas contrações estimularão os músculos a recrutar fibras para a produção de contração.5 Aumento da Circulação Depois da imersão. nos ouvidos e na visão.14. que por sua vez.14. As fibras desenvolverão sarcômeros paralelos e em séries.2. nos músculos. sendo este processo fortemente influenciado pela pressão hidrostática (FREITAS JUNIOR. nas articulações. 2005). os fluídos do tecido movimentam-se com facilidade nas estruturas lesionadas. na pele. aumenta o suprimento sanguíneo para os músculos.(FREITAS JUNIOR. A imersão cria a percepção de que o corpo está mais leve. Estabilidade e Consciência Corporal A água estimula a consciência de movimentos das partes do corpo e proporciona meio ideal para reeducação dos músculos. oferece ao paciente com pouco equilíbrio. melhorando a eficácia de contração muscular e fornecendo resistência ao músculo. tempo para reagir quando tendem a cair. a pele começa a absorver o calor da água.

Halliwick e Watsu®. promovendo assim uma melhoria no equilíbrio. fricção. Essa integração sensório-motora. Notaram que atualmente. visão e propriocepção são estimulados. 6. 87 . para que o organismo possa reagir frente às mudanças ocorridas. teve como objetivo realizar uma revisão histórica evolutiva da hidroterapia como método alternativo para tratamento de pessoas com limitação física.14. relacionada particularmente com a introdução de métodos modernos como o Bad Ragaz.3.desequilíbrio no paciente. Labronici Acary de Souza Bulle e GABBAI. estando controlado pelo hipotálamo anterior e posterior. responderão ao estímulo do frio e calor. os sentidos do tato. OLIVEIRA. Márcia Cristina Bauer. retardarão a queda. localizados também na pele. que vão. Rita Helena Duarte.7 Melhora da Integração Sensório-Motora Na água. tensão superficial. a hidroterapia tem recebido grande prestígio. As estimulações desses mecanorreceptores produzem informações sensoriais. especialmente na reabilitação de pacientes portadores de doenças neurológicas. 2005).2. empuxo e metacentro). DIAS. de maneira superficial ou profunda. na estabilidade e na consciência corporal (FREITAS JUNIOR. realizado por CUNHA. cujo tema foi “História da Hidroterapia”. pressão hidrostática. possui grande valor terapêutico principalmente nas lesões de origem nervosa (FREITAS JUNIOR. 2005). as reações aparecem rapidamente para evitar a queda. Alberto Alain. estimular o corpúsculo. Os corpúsculos de Krause e Ruffini. porém as propriedades físicas da água (viscosidade. pois a pressão da água exerce uma força sobre os mecanorreceptores da pele (Meissner e Merkel). que mostrarão condições de pressão e temperatura. Um artigo do ano de 1998.

diminui também os riscos de queda. O bem-estar. alimenta. favorecendo o fluxo sangüíneo periférico. Desde o nascimento. a água cria uma sensação de prazer. Os efeitos fisiológicos vividos pela gestante durante a terapia aquática estarão relacionados quanto à temperatura da água.8 Reforço da Moral e Liberdade de Movimento O ambiente aquático faz com que o paciente relaxe e sinta uma maior amplitude de movimento.2. O prazer da atividade aquática proporciona ao indivíduo uma sensação de relaxamento. A água através de suas propriedades físicas ajuda na gestação.6. 2004) As vantagens que a gestante tem ao imergir em meio líquido são surpreendentes. a água envolve. dá soluções alternativas para 88 . ajuda na amplitude de movimento das articulações. no qual praticamente todas as mulheres passam por esta experiência em algum momento da vida. 2005). Gerar uma criança envolve diversas mudanças fisiológicas. elevando a temperatura da pele que também apresenta melhora de aparência (PEIXOTO. protege. tornando as sensações mais agradáveis e promovendo a interação social (FREITAS JUNIOR. enfim.3. A hidroterapia já é bem conhecida entre as futuras mamães. leveza.14. o sangue é redistribuído. e com isso o medo. 2005). liberdade e experimento. promove relaxamento e ajuda a preparar o tecido conjuntivo para ser alongado. a circulação e a intensidade do exercício (FREITAS JUNIOR. Durante a imersão. a leveza dos movimentos e a sensação de alívio do peso são propósitos evidenciados durante a prática. prevenindo inchaços e edemas. 6.4 A GESTANTE NA HIDROTERAPIA A gravidez é um processo marcante e delicado na vida da mulher. psíquicas e emocionais (FREITAS JUNIOR. bem estar e calma. 2005).

elevando assim o débito cardíaco e proporcionando mais sangue oxigenado aos músculos ativos (FREITAS JUNIOR. SACCHELLI. 2004). preparar a musculatura para o parto. reduzindo consequentemente as dores (FREITAS JUNIOR. mas também o bebê (MONTAGU. submetida a um ambiente aquecido e prazeroso são: diminuir as tensões físicas e emocionais. melhorar o condicionamento cardiovascular. 89 . 6. 1988. melhorar a qualidade de vida da futura mãe e de seu bebê. 2005). estimular o vínculo materno-fetal. A melhora do condicionamento cardiovascular pelos exercícios e as forças exercidas pela água (empuxo e pressão hidrostática). diminuir as intercorrências médicas e prevenir patologias. com menor resistência vascular periférica. 2005. conscientizar a importância da respiração. beneficiando não somente a mãe. aumentando a excreção urinária (diurese). pois o sangue e os líquidos das extremidades e do abdome são desviados para o tórax. A redução da força gravitacional pelo empuxo junto com a pressão hidrostática. O aumento do metabolismo pelo exercício e pela temperatura da água. Os rins sofrem a ação de uma força compressiva (pressão hidrostática). RADL.que se possa utilizá-la com a finalidade de aperfeiçoar um trabalho corporal.4. Os objetivos no tratamento de uma gestante. PEIXOTO. 2005). estimulam a gestante a controlar e fortalecer os músculos respiratórios. reequilibrar as compensações posturais surgidas e relaxamento (FREITAS JUNIOR. 2007). e os músculos ativos se fortalecem pelo oxigênio e a remoção de dióxido de carbono e do ácido lático. promove uma circulação mais eficiente. produz na gestante um aumento dos volumes circulantes. ACCACIO. durante a gravidez devem ser respeitadas e cuidadosamente tratadas.1 A Influência da Hidroterapia na Gestante Todas as alterações que acontecem com a gestante.

temperatura da água e posições das gestantes. 2005). respiração. sendo comum o relato das gestantes na melhora de postura. sendo que estas alterações. onde apenas um número reduzido apresentou sinais e sintomas mais relatados em relação as não praticantes de hidroterapia. diminuição de edema dos membros inferiores. Em todas as sessões é necessário que o profissional esteja atento às questões de intensidade do exercício. concluiu que as alterações posturais analisadas na vista lateral. além da sensação de alívio da sobrecarga corporal e da dor. em seu “Estudo comparativo dos benefícios da hidroterapia em gestantes praticantes e não praticantes e protocolo de atendimento”. Ainda SILVA (2001). Esses cuidados são essenciais para assegurar uma gravidez tranquila e um parto mais consciente (FREITAS JUNIOR. notou que as gestantes que praticam hidroterapia tem uma gestação mais saudável.O efeito de relaxamento após a sessão é grande. que em seu trabalho de conclusão de curso. as alterações eram moderadas ou acentuadas. principalmente na região lombar. eram consideradas mínimas ou leves. estavam diminuídas nas gestantes que praticaram a hidroterapia. 90 . enquanto nas gestantes sedentárias. fez uma pesquisa cujo tema era “Estudo comparativo das alterações posturais entre gestantes sedentárias e praticantes de hidroterapia”. equilíbrio. De acordo com MEIRA (2001).

e a este processo. traz a observação. significa o princípio básico da saúde e o equlíbrio e manutenção da força vital. porém. mas é improvável conseguir traduzir o que só a experiência pode proporcionar. o terapeuta flutua o paciente livremente numa piscina aquecida. Conhecer a si implica na auto-observação e trabalhar com o outro traz a necessidade da percepção. 2005. vem do coração e não da mente. Nossa racionalidade ocidental nos conduz a essa constante busca. Tentar explicar exatamente o que é o Watsu® é tão difícil quanto procurar entendê-lo. e a palavra Watsu® é a combinação das palavras inglesa water (água) e do shiatsu (terapia oriental para o reequilíbrio físico e energético do corpo) (FREITAS JUNIOR. dependendo da necessidade do corpo. Talvez a compreensão desta técnica aconteça no momento em que seja vivenciada. Harold Dull foi o criador do Watsu® em 1980. o silêncio e o estado de presença em que o ser torna-se mais importante do que o fazer. alongamentos e massagens do zen shiatsu criados por Masunaga (Japão). Durante as sessões. se rendendo a filosofia da gentileza.7 WATSU® Watsu® é uma terapia corporal aquática. pois a compreensão do Watsu®. nossa mente deve avaliar cada rica possibilidade de movimentação como recurso terapêutico. ao mesmo tempo realiza alongamentos e massageia os pontos de tensão muscular (FREITAS JUNOR. FREITAS JUNIOR. O Watsu®. 2005). Na filosofia e na medicina oriental. Para entender o Watsu®. transportou para as águas aquecidas das piscinas de Harbin Hot Springs (Califórnia). aceitação e do amor incondicional 91 . SACCHELLI. deu o nome de Watsu® ou Water-Shiatsu (DULL. 2005). a mais ou menos 35ºC. assim como do Zen Shiatsu. 2001. A saúde esta na confiança do poder de cura natural de nosso próprio corpo. RADL. em sua essência. 2007). mais do que isso deve haver uma união das sensações com a conexão de estar com outro de coração. ACCACIO.

No solo. Essa prática de estar com alguém envolve profundamente a pessoa que realiza o Watsu®. Quando se percebe isso. é confiada aos braços daquele que faz o Watsu®. Uma pessoa que aplica o Watsu® chega a cada sessão sem expectativas. sem qualquer necessidade ou intenção oculta. sem a intenção de dirigir o indivíduo a uma experiência específica. O Watsu® nos afeta nos níveis emocional. Muitos de seus efeitos sobre o aspecto emocional devem-se à confiança proporcionada por ele. pois sem ele a pessoa que recebe o Watsu® poderia afundar. isso é realizado pelo uso da “mão-mãe”. uma ligação que lembra aquela existente entre uma mãe e seu filho. 2001). mas livre de qualquer exigência emocional ou de dependência.. psicológico. pode levar a pessoa a um relaxamento profundo (FREITAS JUNIOR. O princípio do zen shiatsu de sustentação contínua assume uma nova dimensão na água. tampouco curar a pessoa. numa intimidade tão profunda. A própria vida da pessoa. esse tipo de sustentação assume um novo significado. Apenas permanece ao lado da dela. Na água. e acontece uma ligação poderosa. esse é o princípio básico do zen shiatsu – o de Ser. ACCACIO. aumentando a sensibilidade aos movimentos e combinando a essa mesma técnica com um exercício de respiração ritmada. não Fazer (DULL. 2001). A aplicação sistêmica dessa técnica em meio aquático. e o modo como ela lida com as pessoas e a vida em geral. sua conexão com a respiração que sustenta a vida. 2007). a confiança é estabelecida.. segurando-a. 2005). a sustentação passa a ser contínua. Isso afeta profundamente aqueles que recebem o Watsu® e nunca haviam tido a experiência de estar com alguém a seu lado desta forma. dando sustentação e flutuamos com ela em qualquer fluxo em que esteja. RADL. Este é o mais nutridor de todos os trabalhos corporais (DULL. É apenas “ser” com o outro.(SACCHELLI.. diminui o peso corporal. ou entre apaixonados.. É uma prática tão espiritual quanto qualquer outra forma 92 . espiritual e físico. a que permanece num lugar enquanto a outra trabalha.

e limites para o grau de proximidade ou intimidade que estas podem aceitar. Com o nariz. Isso concretiza outro princípio do zen shiatsu. Existem limites para a quantidade de pressão ou de alongamento que as pessoas podem suportar.de meditação. com um calor penetrante dissolvendo a tensão de seu corpo. Atinja níveis cada vez mais profundos de relaxamento à medida que seu corpo alonga de uma forma cada vez mais livre. se o terapeuta sentir qualquer comportamento ou toque inadequado. deve deixar claro para a pessoa que esta em seus braços que isso não é aceitável. de compressão exagerada dos discos e dos nervos entre as vértebras quando a cabeça cai para trás. “A água aquecida é o meio ideal para soltar o corpo. 7. que a pessoa com quem trabalhamos é nosso mestre (DULL. Já com os ouvidos é muito importante mantê-los dentro da água. e se necessário interromper a sessão se a pessoa não lhe respeitar (DULL. 2001). aumenta o perigo de hiperextensão. paz e plenitude. 2001). que as causas daquela tensão ou trauma não possam mais sobrecarregá-lo. bem como para um nível de Ser em que existe tal alegria. Também é importante ter conhecimento de seus próprios limites. devemos tomar o cuidado de sempre mantê-lo do lado de fora da água. tomando o mesmo cuidado que teríamos com um bebê recém-nascido. isso tornará 93 . À medida que os músculos do pescoço ficam mais relaxados. 2001). experienciar a unidade com as pessoas com quem jamais imaginaríamos ter uma ligação revela como somos todos um. imerso na água que suavemente o levanta a cada inspiração. deixe-se flutuar nos braços de alguém.1 PRECAUÇÕES Todos possuem limites. Isso é Watsu®” (DULL. Flua para estados de consciência aos quais a tensão acumulada ou o trauma negavam acesso. Sentir a conexão existente no Watsu®. Precisamos também dar atenção ao pescoço do paciente.

vítimas de abuso mental. Independente da condição física qualquer pessoa pode receber watsu®. em conjunto com a água aquecida promove os seguintes efeitos terapêuticos: proteção dos músculos. insônia. sendo necessário a utilização de tampões de ouvido (DULL.3 OS EFEITOS DA ÁGUA NO CORPO A sustentação da água irá reduzir a carga sobre os músculos posturais. porque sempre existem partes que não recebem a mesma sustentação. diminuindo a tensão. agudas ou intensas. físico ou sexual. melhora da amplitude de movimento. podem relaxar. porém há pessoas que se incomodam com isso. alívio da dor. e todas as partes do corpo. entretanto não se pode contar que todos os músculos irão relaxar da mesma forma (DULL. disfunção muscular.possível um melhor estado de relaxamento e aproveitamento da sensação de silêncio. enxaqueca. oferecendo benefícios em dores crônicas. ao contrário de quando estamos deitados no chão. indivíduos agitados. falta de disposição. 2005).2 BENEFÍCIOS DO WATSU® A combinação dos efeitos mecânicos. melhora da postura. 7. redução dos níveis de estresse e ansiedade. Enquanto um corpo está flutuando. 94 . perturbações neuromusculares. o corpo pode se mover ou soltar-se para aliviar tensões. 7. ansiosos e estressados. depressão. pois a água sustenta igualmente todas as partes do corpo. adequação do tônus. provocando um esforço desigual. abuso de substâncias químicas (FREITAS JUNIOR. especialmente a coluna. conscientização corporal e liberação do estresse emocional (FREITAS JUNIOR. respiração mais suave. fisiológicos e psicológicos produzidos pelo watsu®. 2005). aumento da circulação periférica. 2001). 2001).

2001). p. Segundo Peixoto. as fibras que conduzem a sensação dolorosa tem menor condutividade que as fibras que conduzem estímulos sensoriais. a água aquecida leva ao sistema nervoso diversas sensações térmicas que podem “distrair” a percepção da dor. 320. 95 . resultando no bloqueio da percepção da dor da paciente.A água também irá reduzir a sensação de dor. Isso leva o corpo a interromper a tensão e a atividade muscular desnecessária (DULL. na imersão em água aquecida os estímulos sensitivos competem com os estímulos da dor. (2004) apud Norm. assim podem mascarar a sensação da dor. O calor da água numa sessão típica de Watsu®. Hanson. estas são mais rápidas e mais largas. (1988). irá incentivar o corpo a reduzir a atividade desnecessária para diminuir a produção de calor.

assim como o preparo da Mãe Terra para o plantio e a colheita. Muitos médicos admitem que há um número maior de nascimentos nos dias de virada ou durante a fase da lua cheia. da vida e observavam seus ciclos para organizarem as ações do dia-dia. 2003. o calendário era Lunar e o tempo era contado através da continuidade dos ciclos da Lua. a força de comando que a Lua exercia sobre a gravidez e o nascimento eram reconhecidos e direcionados perante as suas observações (RAMY ARANY. a fecundação. povos ancestrais a reconheciam como Mãe. seus relatos dizem que o número de nascimentos nos hospitais chega a triplicar. gestação e o parto também seguiam a sua ciclicidade. nutridora e sustentadora da gestação. o entendimento das influências da Lua ao planeta Terra. 2006). O tempo de gestação era contado pelo seu ciclo de nove luas. a força magnética da lua cheia era reconhecida e auxiliava o trabalho de parto por aumentar o magnetismo da mulher com a terra. a sua responsabilidade pela vida. concordam os ginecologista e obstetras (GESTANTES. maiores marés se apresentam (RYGAARD. SIQUEIRA. e no liquido amniótico da grávida. 2006). que são o efeito do puxão gravitacional da Lua sobre a superfície dos oceanos. “Uma ligação desconhecida entre a Lua e o nascimento”. devido a fluidez e a liberdade de movimento da água. pelo movimento das águas e dos ventos. fazendo inclusive com que programem o seu trabalho conforme o calendário lunar. Quanto maior a atração da Lua exercida na Terra. Sabe-se que as fases da lua influenciam as marés. 2010). Porém. já é muito antigo. 2008). estas beberagens também seguiam a observação da lua para o seu preparo (RAMY ARANY. pode também agir nas águas dos corpos do seres vivos. também eram utilizadas beberagens naturais para auxiliarem no parto. e nas contrações. A água também 96 . Assim como a lua age nas águas do planeta terra.8 A LUA E A ÁGUA X CICLOS DA GESTAÇÃO E PARTO Hoje a ciência compreende bem as influências da lua em nosso planeta.

antes que estas recuperassem o estado normal de consciência. 2004). a água permanece um mistério. a vida começou no oceano. 2004). no líquido amniótico retomamos a história da vida (ODENT. ou em algum lugar que tivesse água´´. mulheres de povos ancestrais davam à luz próximas ao rio ou mar. algumas Aborígenes da Austrália. gravuras sugerem que para algumas tribos africanas o lugar de dar à luz era perto de um rio. 97 . que ao fim de uma longa sessão de Yoga com grávidas. tornam a dilatação do colo do útero mais demorada.exerce ações no organismo materno durante toda a gestação e no parto a água aquecida. 2004). ´´na água. e as respostas foram em comum. Em geral as mulheres sonham em dar a luz num ambiente natural. O parto na água é conhecido em diversas culturas. davam à luz no mar. reduz hormônios que são secretados quando se sente frio e medo. A água tem grande poder no parto. No filme Respiração. No livro A sacralização do nascimento. Odent (2004) nomeia este poder de propriedades mágicas da água. e estão penetrando cada vez mais profundamente nos mistérios dessa molécula milagrosa que faz a vida ser possível. muitas pessoas interessadas em estudar o parto na água tem surgido em todo o mundo. na tradição japonesa mulheres de aldeias pequenas à beira-mar. são expressas através do olhar e do som da água (ODENT. difícil e perigosa (ODENT. tais hormônios pertencentes a família da adrenalina. como os índios do Panamá e alguns Maoris da Nova Zelândia (ODENT. ela lhes perguntou onde mais gostariam de dar a luz. 2004). as emoções da mulher em trabalho de parto. Janet Balaskas conta para Odent. os elementos essenciais à vida nunca se juntariam. primeiro brincam na água do mar e então dão a luz na praia. Cada vez mais se compreende que sem a água. A água sempre foi o símbolo da mãe em todos os lugares e em todas as épocas. Para os cientistas. que precede as últimas contrações é simbolizado pelo oceano com suas ondas agitadas. o estágio final do trabalho de parto.

o quanto o atendimento de Watsu® com gestantes pode beneficiá-las durante toda a gestação e trabalho de parto.Sendo assim. começamos a imaginar a profundidade do trabalho com água e mulheres grávidas. 98 .

1 Tipo de pesquisa A pesquisa teve caráter experimental não controlado.9 MATERIAIS E MÉTODOS 9. baseada na aplicação da técnica de Watsu® em gestantes. qualitativa e quantitativa. sendo ela uma pesquisa mista. Casa Ângela (Casa de Parto da Comunidade Monte Azul) e divulgação por mídia eletrônica.2 MÉTODOS 9. Med. foram adotados os seguintes critérios: 99 .2.2 Seleção das voluntárias Foram recrutadas gestantes através de divulgação em associações relacionadas à gestação. 9.1 MATERIAIS Piscina aquecida a 35 graus Touca (opcional) Maio ou biquine Flutuadores para membros inferiores.2. em especial o GAMA (Grupo de Apoio a Maternidade Ativa).: 56 x 5 x 1 cm Chinelos Toalhas 9. Para admissão ao estudo.

2.Idade gestacional inferior a 12 semanas de gestação. . . . 9. . . que apresentassem dores osteomioarticulares de início durante a gestação.Ausência de reflexo de tosse. . . . .Trabalho de parto prematuro na gestação atual. .Doenças que causem dificuldade para regular a temperatura corporal.Hipertensão arterial crônica ou pré-eclâmpsia. .Traqueostomizadas.Cardiopatia. 100 . .1 Critérios de inclusão Foram incluídas neste estudo gestantes com idade superior a 18 anos e idade gestacional entre 12 e 29 semanas.Nefropatias e/ou Infecção urinária grave.Febre (temperatura axilar acima de 38º C).2. . .Labirintopatia.Epilepsia.Antecedente de trabalho de parto prematuro.Antecedente de hipotensão arterial sintomática. .2.Sangramento vaginal após a 12ª semana de gestação.Disfunções tireoidianas.Presença de ferimentos cutâneos abertos.Doenças infecto-contagiosas transmissíveis por ar ou água.2. .Incontinência fecal.1 Critérios de exclusão Foram excluídas do estudo gestantes com risco gestacional ou contraindicações à terapia Watsu® : . .9.1.

101 .2. .Presença de doenças que levem a redução do tônus muscular. 9.4. Aeroporto / Campo Belo. 9. 9.3 Descrição do local Todos os atendimentos foram realizados na Piscina do Espaço Terapêutico Natu Saúde.2. sendo claramente informadas sobre os objetivos e condutas da pesquisa..2. cientes de que poderiam se desligar da pesquisa a qualquer momento se necessário. São Paulo. assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (APÊNDICE A).Sensibilidade a produtos químicos utilizados para higiene da piscina. 121 – Jd.1 Termo de consentimento livre e esclarecido As gestantes que se enquadrassem nos critérios de seleção foram convidadas a participar do estudo. ciência e autorização Todas as gestantes informaram o médico que as acompanhava em pré-natal sobre a terapia Watsu®. Após concordância na participação.4 Descrição e apresentação dos procedimentos 9.2 Acompanhamento médico. localizado na Rua Álvaro Nunes. contra-indicações e objetivos da pesquisa. seus benefícios.2.4. e trouxeram uma autorização por escrito dos mesmos para realizar as sessões com segurança e consentimento médico.

devidamente adaptados às condições de cada participante.1 Antes de começar Para que se possa realizar um atendimento de Watsu® com segurança. encontre uma posição confortável. que a sessão se inicia com as costas da pessoa apoiada na parede e assim também se finaliza. Neste momento inicial podemos dizer palavras como: ´´Sinta todo o seu corpo. 9. deixe as suas pernas afastadas para ter uma boa base. Todos os movimentos realizados na técnica do Watsu® são suaves e nenhum deles apresenta contra-indicação durante a gestação. ou necessidade de ir ao banheiro. proporcionando todos os possíveis benefícios desta terapia é necessário sempre a realização da anamnese.2 Começando na parede Este é o momento de explicar para quem esta sendo atendido. esteja consciente de como se sente. problemas no corpo que podem se agravar com pressões e alongamentos (DULL. Toda sessão segue uma sequência de movimentos do Watsu® nível 1. Sempre lembre-a de que deve lhe avisar caso sinta incômodos. com duração de aproximadamente 50 minutos cada.5.2. conforme você 102 .9.2. 2001). Segue a denominação e descrição de cada movimento da sequência utilizada: 9. uma vez por semana. dificuldade em se entregar. em piscina aquecida a 35 graus.5 Técnica de Watsu® As gestantes selecionadas foram submetidas a oito sessões de Watsu®. saber das condições físicas e emocionais de seu parceiro é importantíssimo. podem apresentar medo de água.5. algumas pessoas não sabem nadar. desconfortos.2.

realizando um leve deslize para a lateral de seu pé mais distante da cabeça do parceiro na expiração. 2001). e assim segue-se na expiração deixando que os pés deste afundem e na inspiração levantem. 9.4 Balanço da respiração Em continuidade o afundar e levantar. ao expirar fazemos um movimento com o 103 .6 Oferecendo suave Viramos de frente para o nosso pé mais próximo da cabeça do parceiro. retornando na inspiração (DULL. 2001).2.5. o antebraço esquerdo apoia o occipital e o antebraço direito apóia o sacro.2.5. afunde no vazio.3 Dança da respiração Este é o primeiro movimento realizado. entregue-se à agua. Quando estiver pronta para iniciarmos de alguns passos para frente``(DULL. 9.5. e ao final de cada expiração. seguindo o fluxo da nossa respiração. Aqui o corpo de seu parceiro dança através do movimento de levantar com a inspiração e afundar com a expiração (DULL. este movimento segue quando se encontrou um ritmo respiratório em comum com seu parceiro.inspirar deixe que a água a levante sem esforço. 9. 2001). 9. onde seu parceiro se encontra flutuando em nossos braços. 2001).2.2.5 Liberando a coluna Exploramos uma alternação de movimentos com os braços que vão gradualmente serpenteando a coluna suavemente (DULL.5.

5. como se o oferecêssemos a cada expiração. 9.parceiro.2.5. 9. sem sentá-la verticalmente. 2001).2.10 Sanfona rotativa Realizamos o mesmo movimento da sanfona.7 Oferecendo com uma perna. braços abertos Agora o antebraço do sacro de forma fluida e harmoniosa vai apoiar a parte de traz do joelho. fazemos movimentos circulares com o braço que apoia os joelhos. 104 . 9. 2001). o que produz um movimento circular nos quadris de quem recebe (DULL. 9.8 Oferecendo com duas pernas Realizamos os mesmos movimentos do oferecendo suave porém agora com o antebraço direito apoiamos os dois joelhos do parceiro (DULL. e realizamos os mesmos movimentos do oferecendo suave (DULL.5. Após o sentamos verticalmente. estendendo-o para acima de nossos pés. 2001).5.2. 2001). este movimento produz um alongamento da sua coluna (DULL. na inspiração o puxamos de volta e realizamos o movimento para o outro lado (DULL.2. os joelhos de parceiro devem ir em direção ao peito.9 Sanfona Ainda com os braços nos mesmos locais de apoio do movimento anterior. a cada expiração. 2001).

2. agora com o braço apoiando somente a perna que esta mais próxima de nosso corpo. 9. 2001). conseguimos alcançar todo o seu braço e vamos massageá-lo seguindo a nossa respiração. a levantamos e deslizamos nosso ombro direito por baixo dela (DULL. 2001). cada compressão acompanha nossa expiração. 9. isto traz um balanço para o movimento (DULL.2. até completar todo o braço.2. 2001). 2001).5.5.9.15 Mão no ponto mestre coração Quando massageamos todo o braço.13 Perna de fora por cima Com a perna de fora em nossa mão. chegamos à mão. porém agora com a perna de fora (DULL. 9.11 Rotação de perna de dentro Realizamos o mesmo movimento da sanfona rotativa.5.2. 9.14 Pressionando o braço Com a perna do parceiro em nosso ombro.5.2. quando inspiramos também mudamos o peso para nossa perna esquerda e cada vez que expiramos mudamos o peso de volta para a nossa perna direita.5.12 Rotação de perna de fora Realizamos o mesmo movimento da rotação com a perna de dentro. realizamos um movimento em circulo com esta perna (DULL. então a seguramos 105 .

17 Pêndulo Agora o parceiro está com a cabeça em nossa mão esquerda e perna em nosso punho direito. 9. pegamos a parte superior do braço esquerdo do parceiro.2.18 Cabeça no ombro oposto Quando o parceiro estiver voltado para nós.2.16 Puxando o braço ao redor Seguramos o punho do parceiro. nos abaixamos na água. 9. soltamos o seu braço e seguramos a parte de trás do joelho com o nosso punho direito (DULL.5.19 Balanço braço e perna Seguramos o joelho com o nosso punho direito e com a nossa mão esquerda. 2001). 2001). 2001). o pescoço do parceiro deve ficar confortavelmente seguro.5.com o nosso polegar pressionando o meio da palma da mão (DULL. ombro correspondente ao braço que está empurrando. 9. este movimento faz com que o parceiro se incline hora para a nossa direção. hora para a direção contrária (DULL. 2001). firmado contra o nosso pescoço (DULL. empurramos o seu joelho na direção do peito ao mesmo tempo vamos aproximando a cabeça do parceiro até que ele se mova para cima do nosso ombro oposto.2. a cada expiração passamos nosso peso para frente. 9.2. deixando a sua cabeça deslizar para a nossa mão esquerda. e puxamos o seu braço para cima. A cada expiração puxamos 106 .5. e a cada inspiração passamos nosso peso para trás.5.

PARTE II Realiza-se novamente a dança da respiração e o balanço da respiração. puxamos o braço do parceiro. exploramos movimentos com a perna e neste processo. escorregue para a curva de nosso cotovelo. seguramos por cima do joelho esquerdo do parceiro. movendo o seu corpo para a esquerda (DULL. pressionamos o joelho para o lado do peito na medida em que ficamos em pé nos esticando. 9. 107 . A cada inspiração.5. 2001). movendo o seu corpo para a direita. que são iguais a primeira parte.a perna do parceiro na direção do peito.2. voltando à primeira posição. reunimos a mão direita a esquerda e com as duas mãos. direcionamos o braço do parceiro para trás de nossas costas. enquanto com a nossa mão deslizamos o braço para trás de nossas costas (DULL. 9.5.2. podemos sustentar os quadris do parceiro levantando a nossa perna.20 Joelho ao tórax Passamos a nossa mão esquerda por cima do ombro e por baixo da coxa do parceiro.21 Voltar para a primeira posição Deixamos que a cabeça do parceiro que se encontra em nosso ombro direito. Caso seja difícil manobrar o braço deste modo. 2001). 2001). realizadas no início da sessão. porém agora com a cabeça do parceiro deitada em nosso braço direito. seguramos esta posição por um tempo (DULL.

Pode-se realizar este movimento várias vezes (DULL. deixando a palma para baixo. e um passo para trás com o pé mais próximo da cabeça do parceiro. porém. feito de um modo mais dinâmico (mais rápido).5.2. Depois do último oferecimento.23 Empurrar e puxar – oito Uma das mãos puxa o occipital. cruzando diretamente à sua frente. segurando o occipital entre o polegar e o indicador.22 Oferecimento Simples Movimento também igual ao início da sessão. Trocamos a mão que está embaixo da cabeça e aumentamos o ritmo para puxar do outro lado. Enquanto o parceiro movimenta-se.9. 2001). sustentando o occipital com aparte superior do braço. diminuímos o ritmo enquanto a outra mão empurra lentamente contra o quadril para virar o parceiro.2. dando um passo para frente com o pé mais próximo do pé do parceiro. 9. iremos segurar o braço de dentro pelo punho e puxá-lo num círculo. acima do nosso pé mais próximo do pé do parceiro. 9. No final do puxão. Viramos esta mesma mão.24 Vôo Livre Quando terminarmos uma virada acima do nosso pé mais próximo ao pé do parceiro. cruzando nossa frente. enquanto nossa mão se 108 .5.2. em vez de trocar as mãos embaixo do occipital. não paramos e levemente colocamos a mão que empurrou o quadril embaixo da cabeça. Movimentamos o ombro do parceiro por cima do nosso ombro. 2001). tracionando a coluna.5. A parte do antebraço dará sustentação a parte superior das costas. deixamos que a cabeça escorregue para uma de nossas mãos enquanto nos viramos de frente para o centro empurrando o quadril com a outra mão para iniciar o próximo movimento (DULL.

de modo que provoque movimentos ondulatórios na coluna do parceiro. Com a palma para cima. para ter um balanço amplo e para impedir que os pés atinjam o fundo (DULL. Não 109 . Com as costas da mão direita.5. Mantendo contato com o peito para ter uma boa tração. levantamos o parceiro.5. e o ombro o máximo possível embaixo do quadril. 9. ritmicamente. realizamos uma pressão suave contra o peito ao expirarmos. alongando a coluna. 2001) 9. os dedos apontando para o lado oposto.27 Ondulando a coluna Embaixo da água com o pé direito à frente e o esquerdo para trás. É importante manter o parceiro de lado o máximo que for confortável. procuramos um ponto de equilíbrio.2. 2001). pressionamos firmemente contra o alto do sacro a cada inspiração.26 Alongando a coluna Mantemos o occipital na mão que se encontrava no peito. Com o outro ombro bem embaixo do quadril. como um garçom segurando uma bandeja.estende por baixo do corpo do parceiro e a rodeia até posicionar-se sobre o centro do coração. sustentamos a parte inferior do quadril puxando o parceiro de lado.2.2. Suave. puxando para endireitar e alongar a coluna (DULL. Endireitamos este braço e puxamos o parceiro acima do nosso pé que está mais próximo da cabeça dele. 2001) 9.5.25 Balanço esterno – sacro Ainda embaixo da água. Mantendo o corpo fora da água enquanto batemos rapidamente com nossos pés no fundo da piscina. depois fazemos uma pressão contra o alto do sacro com a mão direita (DULL. firma-se os dedos da outra mão no alto do sacro.

se deve pular ou balançar. seguindo qualquer movimento lento espontâneo pelo qual sentimos ser levados. procurando achar o ponto de equilíbrio do nosso parceiro.29 Acompanhar movimento Permanecendo na quietude.2.5. É hora de sentir a quietude do corpo (DULL. deslizamos o ombro esquerdo sob a cabeça do parceiro (DULL. 2001). Depois de ficarmos parados por um tempo.5. e iniciamos novamente todos os movimentos que foram descritos na segunda parte. 9. devemos ficar atento a qualquer tendência de movimento. 9. mantendo o apoio na cabeça e no sacro sem nenhum movimento (DULL. Deixando o mesmo flutuar perfeitamente imóvel em nossa frente. 2001). Realizamos a rotação para o segundo lado. Deixamos as ondas diminuírem. 110 . 2001). com nossas mãos na cabeça e no sacro. Logo após damos continuidade com próximo movimento.5. movimentamos lentamente o parceiro de um lado para o outro como uma alga (DULL. Quando notamos que o movimento esteja completo. tomando o devido cuidado para que nenhuma parte das costas arqueie e se estenda demais. desde a dança da respiração até algas. seguramos com as duas mãos os quadris.2.28 Quieto Sustentamos a cabeça com a mão esquerda aberta e relaxada.2. sem quebrar o fluxo.30 Algas Permanecemos embaixo da água para dar o maior apoio possível para o pescoço e. 2001). 9.

seguramos os dois joelhos com o antebraço esquerdo. que ainda estava seguro por nossa mão esquerda. apoiamos o pé esquerdo sobre o joelho direito ou na panturrilha. a mão esquerda passa por cima da perna de fora e seguramos a mesma. de frente para nós. 9.32 Sela Aberta Enquanto sustentamos a parte superior das costas com a mão direita.31 Quatro na parede Estando ainda no segundo lado. Logo após levamos a cabeça para o outro lado repetindo os movimentos.PARTE III 9. sendo que nesta passagem de um lado para o outro podemos ainda realizar uma tração no 111 . Com a perna direita esticada. Os quadris do parceiro devem cair entre nossas pernas. Colocamos então o outro joelho. e a cabeça deve estar apoiada no canto superior do peito do lado direito. Abaixamos nossa perna que se encontrava apoiada no nosso joelho e com isso a perna do nosso parceiro também abaixará. sustentando as costas com o antebraço direito (DULL. Apoiamos nossas costas na parede e descansamos a cabeça do parceiro em nosso peito. Pisamos pelo lado de dentro da perna que abaixou.5. ficando do lado de dentro da nossa panturrilha direita. Onde poderemos explorar todas as partes do corpo que estarão a nossa disposição para serem massageadas.2. enquanto damos um passo para frente da parede.2. 2001). A cabeça esta deitada sobre nosso braço direito. em cima do nosso outro joelho. assim os joelhos do nosso parceiro ficara em cima dos nossos. com a mão direita seguramos a cabeça puxando o tronco do parceiro para cima até a posição vertical.5. pegando o joelho do parceiro com a parte de trás do nosso joelho enquanto nos abaixamos dentro da água.

2.2.pescoço (DULL. levantando e mantendo o contato com a inspiração. 9. levando nossa mão direita sobre o centro do coração.36 Ninar do Hara Colocamos a mão direita no hara (abdome).5. 2001). 2001). 2001). levantando-a para alongar o pescoço (DULL.5. 9. balançando e pressionando suavemente a cada expiração.2.35 Perna de dentro no ombro Passamos nossa mão direita por baixo da perna de dentro e colocamos essa perna sobre nosso ombro direito. pressionando suavemente e balançando com a respiração (DULL.5. com o polegar num dos lados do umbigo e os outros dedos abertos do outro lado. 9. 9.5. Depois colocamos a mão no coração (DULL. 2001).2.2001). iremos prestar atenção e seguir lentamente qualquer movimento ou tendência a se mover que surja do parceiro (DULL.33 Tração do pescoço Passamos a cabeça do parceiro para a mão esquerda e com as duas mãos seguramos a cabeça na nossa frente. 112 .34 Acompanhar os movimentos Estando totalmente parados.

9.2001).37 Voltar para a parede e finalizar Estando próximo da parede.2. girando de um lado para o outro lentamente. enquanto a perna de fora do parceiro escorrega do nosso braço direito empurrando-a para longe. Logo após retiramos nossas mãos e nos afastamos agradecendo o espaço (DULL. com o antebraço direito sob os dois joelhos.6. Depois soltamos o pescoço gradualmente e com a nossa mão direita ainda sobre o coração. foi utilizado o questionário de Qualidade de Vida – Versão Abreviada (WHOQOL-BREF) da Organização Mundial de Saúde (APÊNDICE B). colocamos nossa mão esquerda sobre a cabeça. Ficamos em pé na água. Trata-se de 113 .1 Avaliação da Qualidade de Vida Com o intuito de avaliar os efeitos da técnica de Watsu® na qualidade de vida das gestantes. e com a cabeça do parceiro sobre o braço esquerdo. Retiramos gradualmente as duas mãos do corpo do parceiro.2. trazemos os joelhos o mais perto possível do peito.6 Descrição dos procedimentos de mensuração e análise de dados quantitativos 9. sustentando abaixo do lado mais próximo do quadril com nosso joelho esquerdo.2. Apoiamos as costas do parceiro (ainda na vertical) contra a parede. e pegamos em suas mãos afim de mantê-las mais próxima da superfície. com a palma sobre o terceiro olho e as pontas dos dedos tocando levemente o alto da cabeça. colocando a mão direita no coração enquanto passamos para a frente do parceiro podendo apoiar nossos joelhos contra os dele. usamos nossa coluna ereta como um eixo. Puxamos a perna de dentro na nossa direção enquanto abaixamos criando uma base bem ampla.9. Trabalhamos o pescoço com a mão esquerda. Sustentamos o pescoço e o occipital com a mão esquerda.5.

uma versão abreviada e traduzida para o português do WHOQOL-100. O WHOQOL-bref é feito de 26 questões. WHOQOL GROUP. que também utilizou este questionário para avaliar os efeitos da atividade física na qualidade de vida de gestantes. 1998).6.ambiente (OMS. 1996. sendo assim: Zero é ausência 114 . Psicológico. desenvolvido pelo Grupo de Qualidade de Vida da OMS. à dor máxima. 9. numa escala gráfica graduada. devido à necessidade de instrumentos curtos que demandem menor tempo de preenchimento. Este instrumento visa quantificar a dor. Assim o WHOQOL-Bref é composto por 4 domínios: Físico.2 Avaliação das Dores Osteomioarticulares Foi aplicada a Escala Visual Analógica da Dor (APÊNDICE C) antes e após cada um dos atendimentos. no WHOQOL-bref é avaliada por apenas uma questão. WHOQOL GROUP. Uma análise fatorial confirmatória foi realizada para uma solução a quatro domínios. sendo duas questões gerais e as demais 24 representam cada uma das 24 facetas que compõe o instrumento original. O questionário foi aplicado antes do primeiro atendimento e ao final da última sessão. Relações Sociais e Meio. Tal questionário é bastante utilizado para avaliar a qualidade de vida e tem validação quanto à sua aplicação em gestantes e puérperas. diferente do WHOQOL-100 onde cada uma das 24 facetas é avaliada a partir de 4 questões. que utilizou o WHOQOL-bref para avaliar a qualidade de vida em puérperas adolescentes.2. Assim. 1998). Os dados que deram origem à versão abreviada foram extraídos do teste de campo de 20 centros em 18 países diferentes. insuportável. na qual o zero corresponde à ausência de dor e o dez. e o trabalho de Abdal. 1996. mas que preservem a sua eficácia e características psicométricas satisfatórias (OMS. Silva e Baciuk (2008). na percepção do próprio indivíduo. sendo possível essa verificação através do trabalho de Abeche (2008).

causa descontrole. que utilizou a EVA durante o parto para a mensuração da dor. 9. sendo a sua utilização validada durante o período gestacional. parto e pós-parto.da dor.6. no trabalho de Martins e Silva (2005).6.4 Análise dos dados Os dados quantitativos foram tabulados em planilha do software Microsof Excel para Windows® 2003. como visto no trabalho de Abrão (2008). espontaneamente. dor moderada que atrapalha as atividades.3 Coleta de dados qualitativos Em cada uma das sessões e ao final do tratamento.2. Foi realizada comparação dos escores de dor antes e após cada sessão pelo teste t para amostras pareadas e a evolução da dor ao longo das oito sessões foi avaliada utilizando-se a Análise de 115 . de 4 a 6. no trabalho de Alves (2008) que utilizou a EVA para a avaliação da dor pré e pós-parto normal. suas experiências com a terapia Watsu® e a percepção da influência do tratamento em sua vida durante o período analisado. acompanhando seu declínio utilizando analgesia. no qual a EVA é utilizada durante a gestação para mensuração da dor lombar e pélvica visando reconhecer os efeitos de um método de exercícios da melhoria destas dores. Esta escala é amplamente utilizada para a mensuração da dor. mas não as impede.2. de 1 a 3 a dor é classificada como leve e que não atrapalha as atividades. 9. além de impedir atividades. e estão apresentados individualmente para cada gestante e também os dados gerais do grupo estudado. as pacientes foram orientadas a descrever de forma escrita. de 7 a 9 dor forte ou incapacitante que impede que se realize qualquer atividade e 10 dor muito forte e insuportável ou "excruciante" que.

Os escores de qualidade de vida no início e ao final do tratamento foram também comparados pelo teste t para amostras pareadas.Variância (ANOVA) para medidas repetidas.0. Todas estas comparações foram feitas utilizando-se o software SPSS (Statistical Package for Social Sciences) para Windows versão 17. 116 .

risco gestacional.10 RESULTADOS Neste estudo foram avaliadas 11 gestantes. São Paulo. idade gestacional de início. 10. submetidas a oito sessões de Watsu® com duração de 50 minutos por sessão e frequência semanal. com o objetivo de verificar os efeitos da terapia Watsu® no alívio de dores osteomioarticulares e na qualidade de vida durante a gestação. Tabela 1. Gestante Idade (anos) IG de início* Doenças Medicamentos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 35 29 32 28 36 32 28 37 34 38 28 *IG: Idade gestacional 25 semanas 15 semanas 29 semanas 12 semanas 28 semanas 25 semanas 16 semanas 19 semanas 27 semanas 16 semanas 27 semanas Não Não Não Não Não Diabetes tipo 1 Não Não Não Não Artrose cervical Não Não Não Não Não Insulina Não Não Não Não Não 117 . doenças e medicamentos. Descrição dos dados de cada participante por: idade.1 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA A tabela 1 apresenta as características das gestantes estudadas e a tabela 2 apresenta os dados relacionados às gestações anteriores e preferência pela via de parto. 2010. no período de agosto a outubro de 2010.

2010. Apresentação dos dados das participantes em relação às gestações e partos anteriores.Tabela 2. Gestante 1 2 3 4* 5 6 7 8 9 10 11 Gestações 1 1 1 3 1 1 1 1 1 1 1 Filhos Vivos 0 0 0 2 0 0 0 0 0 0 0 Preferência da via de parto Natural Normal Normal Normal Normal Normal Natural/ Na água Natural Natural Natural/ Domiciliar/ Na água Normal/ Natural *Gestante 4: antecedente de 1 parto normal e 1 cesárea 118 . São Paulo. filhos vivos e preferência de via de parto na gestação atual.

Frequência dos tipos de dor relatados pelas participantes. Gráfico 1.10.2 CARACTERIZAÇÃO DA DOR O gráfico 1 apresenta os tipos de dor relatados pelas participantes durante todo o estudo. Algumas gestantes apresentaram mais de um tipo de dor ao longo das sessões. Tipos de Dor e Frequência Dor lombar Dor em Abdome Dor Torácica Dor cervical Cefaléia Dor em Membros Cãimbra Dor Articular Tensão Muscular 0 1 8 3 3 3 2 2 1 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 119 .

sendo que na maioria das sessões a gestante referia pontuação zero na EVA ao final da sessão. estão apontados os tipos de dor relatados em cada uma das sessões.3 APRESENTAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA DOR POR PARTICIPANTE Os gráficos de 2 à 12 mostram a evolução da dor por paciente. independentemente do tipo de dor relatado. Abaixo de cada um dos gráficos. no entanto no primeiro dia de atendimento tiveram pontuação zero na EVA. Além dos gráficos. 120 . antes e após cada uma das sessões de Watsu® realizadas.10. As linhas azuis representam o escore de dor pela Escala Visual Analógica antes da sessão e as linhas vermelhas representam os escores de dor após a mesma sessão. Observamos consistentemente que houve melhora dos níveis de dor iniciais após todas as sessões. Duas gestantes (1 e 6) queixavam-se de dores osteomioarticulares na avaliação inicial para seleção das participantes. inserimos relatos escritos pelas participantes a respeito da percepção dos resultados ao longo do tratamento.

. Estou mais fortalecida. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 1 antes e após cada sessão de Watsu®. com diminuição das cãimbras.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 1) ´´ Me senti muito bem.. não tenho queixas. Gráfico 2.. dorsal e lombar.3.10...1 Gestante 1 Na avaliação inicial. Gestante 1 Escores de dor 10 8 6 4 4 2 Antes Após 3 0 1 0 Sessão 2 2 2 0 0 Sessão 6 3 0 Sessão 7 1 0 Sessão 8 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 0 Sessão 1 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Tipos de Dor Nenhuma dor Cãimbra Lombar Articulação Articulação Nenhuma dor Cervical Nenhuma dor 10. Percebo maior inchaço nas mãos e pernas.3. Em relação à dor.1.. a Gestante 1 apresentava queixa de dores na coluna cervical.´´ 121 .

10.3.2 Gestante 2

Gráfico 3. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 2 antes e após cada sessão de Watsu®.
Gestante 2
10
Escores de Dor

8 6 5 4 2 1 0

5 1
Ses s ão 1( c ef a léia)

2 0
( Dor lo mba)

2 0
Ses s ão 2( c ef a léia)

3 1 0
(Dor lo mbar)

3 0
(c ef alé ia)

1 0
(c ef alé ia)

0
(Dor lo mbar)

2 0
(c ef alé ia)

4 2
( Dor lo mbar)

3 1
(c ef alé ia)

0
(nenhu ma dor )

0
Antes

Ses s ão 1( Dor lombar )

Ses s ão 3

Ses s ão 4

Ses s ão 5

Ses s ão 2

Ses s ão 3

Ses s ão 4

Ses s ão 6

Ses s ão 6

Ses s ão 7

Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Lombar Lombar Lombar Lombar Cefaléia Lombar

Tipos de Dor Cefaléia Cefaléia Cefaléia Cefaléia Nenhuma Dor Cefaléia Nenhuma Dor Nenhuma Dor

Nenhuma Dor Nenhuma Dor

10.3.2.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 2)
´´ Tive menos dores de cabeça, e também pouco senti a lombar. Tenho me sentido um pouco ansiosa e tensa, mas são questões particulares.´´

Ses s ão 8

(nenhu ma dor )

Após

122

10.3.3 Gestante 3

A Gestante 3, não realizou a última sessão pois já havia iniciado o seu trabalho de parto.

Gráfico 4. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 3 antes e após cada sessão de Watsu®.
Gestante 3
10 8
Escores de dor

6
6 5 4

5 2

5 3 2

Antes Após

2

0
0 Sessão 1

0
Sessão 2

0
Sessão 3

0
Sessão 4

0
Sessão 5

0
Sessão 6

0
Sessão 7

Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7

Tipos de Dor Lombar Lombar Lombar Lombar Lombar Lombar Lombar

10.3.3.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 3)
´´ No começo o intervalo da dor era de 3 dias, após a terceira sessão o intervalo aumentou para 7 dias.´´

123

10.3.4 Gestante 4

Gráfico 5. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 4 antes e após cada sessão de Watsu®.
Gestante 4
Escore de dor
10 8 6 4 4 2 0 0

0
(nenhu ma dor )

2 0
(Dor lo mbar)

2 0
(c ef alé ia)

2 0
(c ef alé ia)

0
(nenhu ma dor )

2 0
(Dor lo mbar)

2 0
c orpo)

3 2 0
(c ef alé ia) (nenhu ma dor )
Antes Após

(Dor lo mbar)

Ses s ão 4

Ses s ão 5

(Dor no

Ses s ão 1

Ses s ão 3

Ses s ão 2

Ses s ão 6

Ses s ão 7

Ses s ão 7

Ses s ão 7

Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6

Tipos de Dor Lombar Nenhuma dor Lombar Cefaléia Cefaléia Nenhuma dor

Sessão 7 (Dor 1) Lombar Sessão 7 (Dor 2) Corpo Sessão 7 (Dor 3) Cefaléia Sessão 8 Nenhuma dor

10.3.4.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 4)
´´ Quando comecei a praticar o Watsu, não poderia imaginar o bem que ia trazer para mim. Agora minhas semanas estão ótimas, não tenho mais dor.´´

Ses s ão 8

124

1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 5) ´´ Fico muito relaxada após o Watsu. Gestante 5 10 8 Escores de dor 8 6 5 4 5 4 3 3 1 0 0 Sessão 5 Antes 4 Após 4 2 1 0 Sessão 2 1 0 Sessão 6 Sessão 3 Sessão 4 0 Sessão 7 Sessão 8 0 Sessão 1 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Tipos de Dor Lombar Lombar Lombar Torácica Torácica Torácica Torácica Torácica 10. O fim de semana é mais cansativo.3.3.. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 5 antes e após cada sessão de Watsu®..durmo muito bem na noite de quinta (que acontece o atendimento).10.. e no dia seguinte quase sem nenhuma queixa ou nenhuma.´´ 125 .5 Gestante 5 Gráfico 6.5.

´´ 126 . na questão emocional. fiquei mais calma e menos ansiosa e estou dormindo bem melhor.6.10. Gráfico 7.3. durante os atendimentos subsequentes. a Gestante 6 apresentou pontuação zero na EVA em praticamente todas as sessões. Gestante 6 Escores de dor 10 8 6 4 2 Antes Após 0 2 0 Sessão 2 0 Sessão 3 0 Sessão 4 0 Sessão 5 0 Sessão 6 0 Sessão 7 0 Sessão 8 0 Sessão 1 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Tipos de Dor Nenhuma dor Abdominal Nenhuma dor Nenhuma dor Nenhuma dor Nenhuma dor Nenhuma dor Nenhuma dor 10.3. principalmente no dia em que faço o Watsu.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 6) ´´ Não sinto mais as dores lombares como no inicio. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 6 antes e após cada sessão de Watsu®.6 Gestante 6 Apesar de referir dor lombar durante a primeira consulta de seleção.

Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 7 antes e após cada sessão de Watsu®.3. porém após a saída da academia percebi que as dores começaram a voltar e voltou aos poucos. porém não senti necessidade de tomar medicamento.´´ ´´ Percebo que as dores melhoraram bastante. logo após a sessão não sentia mais nada.7 Gestante 7 Gráfico 8..1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 7) ´´ Na sessão estava me sentindo bastante dolorida e estressada.3. Me sinto no entanto mais ansiosa e com apetite maior..10.´´ 127 . Gestante 7 Escores de dor 10 8 6 4 Antes Após 2 2 3 1 0 Sessão 2 2 0 Sessão 5 2 0 Sessão 6 2 0 Sessão 7 2 0 Sessão 8 0 0 Sessão 1 0 Sessão 3 0 Sessão 4 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Tipos de Dor Membros Membros Nenhuma dor Membros Torácica Coluna Torácica Tensão Muscular 10.7.

3. assim como sono mais tranquilo.8 Gestante 8 Gráfico 9.10.´´ Ses s ão 7 Ses s ão 8 128 .8. Gestante 8 Escores de dor 10 8 6 6 4 3 2 0 5 2 0 ( Dor lo mbar) 5 1 (Dor lo mbar) 6 4 2 1 (Dor lo mbar) ( Dor lo mbar) 7 4 1 (Dor c e rv ic al) (Dor lo mbar) Antes Após 2 0 (Dor lo mbar) 3 0 (Dor to rác ic a) Ses s ão 1 (Dor lo mbar) Ses s ão 3 Ses s ão 5 Ses s ão 7 Ses s ão 2 Ses s ão 6 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Ses s ão 4 Tipos de Dor Lombar Lombar Lombar Torácica Lombar Lombar Sessão 7 (Dor 1) Lombar Sessão 7 (Dor 2) Cervical Sessão 8 Lombar 10.3. Mas logo após o atendimento sempre sinto um alivio muito grande nessa região. além de uma sensação geral de relaxamento e bem estar. as dores tem sido mais constantes (na lombar) principalmente quando fico muito tempo em pé. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 8 antes e após cada sessão de Watsu®.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 8) ´´ Com a barriga aumentando.

Gestante 9 Escores de dor 10 8 6 5 4 2 2 0 6 4 0 ( Dor lo mba) 5 2 0 (Dor lo mbar) 3 0 membr os ) 3 0 (Dor lo mbar) 0 (Dor lo mbar) 0 (Dor lo mbar) 2 0 (Dor lo mbar) 0 (Dor lo mbar) Antes Após (Dor lo mbar) Ses s ão 1 Ses s ão 2 Ses s ão 3 Ses s ão 4 (Dor em Ses s ão 5 Ses s ão 6 Ses s ão 7 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Ses s ão 4 Tipos de Dor Lombar Lombar Lombar Sessão 4 (Dor 1) Lombar Sessão 4 (Dor 2) Membros Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Lombar Lombar Lombar Nenhuma dor 10.3.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 9) ´´ Muito melhor.9 Gestante 9 Gráfico 10.3. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 9 antes e após cada sessão de Watsu®.9. As dores praticamente sumiram e fico mais tranquila por mais tempo.10.´´ Ses s ão 8 129 .

Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante10 antes e após cada sessão de Watsu®.10 Gestante 10 Gráfico 11.10. Sono tranquilo e mais profundo.`` 130 . Gestante 10 Escores de dor 10 8 6 4 3 Antes Após 3 2 0 Sessão 2 3 0 Sessão 4 3 1 1 0 Sessão 6 3 0 Sessão 7 2 0 0 Sessão 1 0 Sessão 3 0 Sessão 8 Sessão 5 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 Tipos de Dor Lombar Lombar Lombar Lombar Lombar Lombar Nenhuma dor Lombar 10.3.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 10) ´´ Durmo profundamente na noite após a sessão e fico bem ao resto da semana.3.10.´´ ´´ Praticamente ausência de dor durante toda a semana.

1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 11) ´´ Me senti muito bem. Ses s ão 2 Atendimentos Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 (Dor1) Sessão 4 (Dor2) Sessão 5 (Dor1) Sessão 5 (Dor2) Sessão 6 (Dor1) Sessão 6 (Dor2) Sessão 6 (Dor3) Sessão 7 Sessão 8 Tipo de Dor Torácica Nenhuma dor Torácica Torácica Lombar Torácica Lombar Torácica Lombar Cervical Lombar Lombar 10.3.10.11. a dor melhorou e permaneceu bem por 3 dias. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 11 Gestante 11 Escores de dor 10 8 6 5 4 3 2 0 4 2 0 (Dor to rác ic a) (nenhu ma dor ) 5 1 (Dor to rác ic a) 5 0 (Dor lo mbar) 6 5 0 (Dor lo mbar) 6 2 2 0 (Dor lo mbar) 4 2 (Dor c e rv ic al) 5 3 1 0 Antes 0 (Dor to rác ic a) (Dor lo mbar) (Dor to rác ic a) (Dor to rác ic a) (Dor lo mbar) Após Ses s ão 4 Ses s ão 5 Ses s ão 6 Ses s ão 7 Ses s ão 1 Ses s ão 3 Ses s ão 4 Ses s ão 5 antes e após cada sessão de Watsu®. dormi melhor.´´ Ses s ão 6 Ses s ão 6 Ses s ão 8 131 .11 Gestante 11 Gráfico 12.3.

na comparação entre a EVA inicial e a EVA ao final do atendimento.10. em 70 (80. 132 .50%).4 EFEITO GLOBAL DO WATSU® Conforme mostra o gráfico 13.50%) sessões houve melhor completa da dor (pontuação zero na EVA) e melhora parcial (redução dos escores na EVA) em 17 (19. ao final das 87 (100%) sessões realizadas. Resposta da dor às sessões de Watsu® em relação ao total de sessões realizadas. observamos que. Gráfico 13. em nenhuma das sessões. Não houve piora ou manutenção dos mesmos escores de dor.

33 ±1.00 ± 2.70 ± 1.26 1. Diferença nos escores de dor antes Sessão e após as sessões Média ± Desvio-Padrão* 3.057 **p-valores para o Teste t para amostras pareadas 133 .60 ± 1.4.16 2.49 1.41 2.80 P** Sessão 1 Sessão 2 Sessão 3 Sessão 4 Sessão 5 Sessão 6 Sessão 7 Sessão 8 <0.006 0.30 ± 2.17 1.00 ±1.83 3. evidenciando efeito significativo da terapia Watsu® na redução da dor após as sessões.001 0.002 0.001 0.1 Avaliação do grupo quanto à resposta da dor ao tratamento A tabela 3 apresenta os resultados do grupo quanto à evolução da dor após cada uma das sessões.70 ± 1.07 2.001 0.017 0. Tabela 3.011 0.40 ± 2. A gestante 6 foi excluída desta análise por não apresentar dor de natureza osteomioarticular durante o período das sessões. Diferença nos escores de médios de dor antes e após cada sessão de Watsu®.10.

134 . Análise de variância (ANOVA) para medidas repetidas (p=0. Gráfico 14. Conforme observa-se no gráfico 14. não foi observada redução significativa nos escores de dor ao longo do tempo. A gestante 6 também foi excluída desta análise. ao longo do tempo. foi realizada análise de variância (ANOVA) para medidas repetidas. comparando-se os escores médios de dor antes das sessões.167).Para avaliação do efeito de longo prazo. Escores médios de dor antes do início das sessões ao longo do tratamento com Watsu®.

18 ±1. ANTES DO TRATAMENTO Domínio Média ± DP* Mínimo Máximo Média ± DP Mínimo Máximo AO FINAL DO TRATAMENTO P** Físico Psicológico Relações Sociais Meio Ambiente Avaliação geral da qualidade de vida Avaliação geral da saúde 57. Relações Sociais e Meio Ambiente. aferida pelo WOQOL-BREF.18 ±1.98 31. no início do tratamento e ao final das oito sessões de Watsu®.70 68.120 18.00 50. bem como a avaliação geral da qualidade de vida e da saúde feitas pelas participantes.88 12.67 75.082 *DP: Desvio-Padrão **p-valores para o Teste t para amostras pareadas Observamos que antes das sessões de Watsu®.10.50 25.5 QUALIDADE DE VIDA A tabela 4 apresenta os resultados referentes à qualidade de vida.70 43.008 0. a média de qualidade de vida mais baixa se encontrava no âmbito físico e a média mais alta no âmbito social.00 83.50 18.51 ±12.19 ±10.67 0.71 50.736 61. Resultados da avaliação da qualidade de vida das gestantes obtidos pela utilização do WHOQOL-bref antes e após as sessões de Watsu®.83 91.91 ±14.97 ±14.079 0.00 89.082 18.67 65.80 ±9.84 76. Psicológico.25 93.75 69.38 67.00 46.36 ±15.70 ±14. Após as oito sessões de Watsu®.00 0.56 35.29 95.75 84.88 12.05 ±19.77 12.43 50.00 0.89 ±2.00 41.89 ±3.54 71. Os dados são apresentados por Domínio: Físico.33 91. Tabela 4.75 0.75 19. houve aumento nos escores de percepção da 135 .53 18.75 19.50 18.75 25.

136 .1 Avaliação Individual da Percepção de Qualidade de Vida por Domínios Os gráficos 15 a 20 apresentam os dados de percepção da Qualidade de Vida com os resultados individuais das participantes. antes e após o tratamento com Watsu®. no entanto apenas o domínio psicológico apresentou diferença estatisticamente significativa entre os grupos.qualidade de vida em todos os domínios.5. 10. 7 e 9 (Gráfico 15). com exceção das gestantes 5. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Físico antes e após as oito sessões de Watsu® (Whoqol Bref) Qualidade de Vida Domínio Físico 100 80 89 79 57 61 50 46 71 71 64 46 36 64 57 64 68 57 46 57 57 75 61 82 Pontuação 60 40 20 0 Inicio Final Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que a maioria das gestantes apresentou melhora no domínio físico após as oito sessões de Watsu®. em relação a cada um dos domínios. Gráfico 15.

Gráfico 16. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Psicológico antes e após as oito sessões de Watsu®. 137 . (Whoqol Bref) Qualidade de Vida Domínio Psicológico 120 100 80 83 67 71 79 7983 67 50 7175 58 83 83 67 71 58 50 58 88 79 96 75 Inicio Final Pontuação 60 40 20 0 Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que houve uma melhora geral no domínio psicológico das gestantes após as oito sessões de Watsu®. e da gestante 7 que apresentou diminuição deste (Gráfico 16). com exceção da gestante 9 que manteve este domínio sem alterações.

Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Relações Sociais antes e após as oito sessões de Watsu®. 5 e 6. (Whoqol Bref) Qualidade de Vida Domínio Relações Sociais 100 80 60 67 67 67 75 83 75 92 92 67 58 75 75 5050 75 83 92 75 75 75 Inicio Final Pontuação 42 40 20 0 50 Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que houve uma melhora no domínio das relações sociais das gestantes 2. 4. houve diminuição deste (Gráfico 17). 8 e 10 este domínio se manteve sem alterações. 9 e 11 após as oito sessões de Watsu®. para as gestantes 1. e para as gestantes 3. 7. 138 .Gráfico 17.

com exceção das gestantes 3. (Whoqol Bref) Qualidade de Vida Domínio Meio Ambiente 100 80 60 84 78 8488 94 81 75 66 50 69 56 72 5356 44 31 53 44 34 78 69 53 Inicio Final Pontuação 40 20 0 Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que houve uma melhora geral no domínio meio ambiente após as oito sessões de Watsu®. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Meio Ambiente antes e após as oito sessões de Watsu®. 7. e 9 que apresentaram diminuição deste domínio (Gráfico 18). 139 .Gráfico 18.

(Whoqol Bref) Auto Avalliação da Qualidade de Vida 30 25 25 20 Pontuação 25 19 19 1919 19 19 19 19 19 1313 19 19 19 19 1919 19 25 19 15 10 5 0 Inicio Final Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que pela percepção das participantes. 4 e 11. houve uma melhora (Gráfico 19). 140 . a qualidade de vida se manteve para a maioria. mas para as gestantes 1. antes e após as oito sessões de Watsu®.Gráfico 19. Percepção global da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref.

141 . mas para as gestantes 4. (Whoqol Bref) Auto Avaliação da Saúde 30 25 25 20 Pontuação 25 1919 1919 19 19 13 19 19 19 1919 19 Inicio Final 1919 19 19 19 19 19 15 10 5 0 Gestante 2 Gestante 4 Gestante 6 Gestante 8 Gestante 10 Gestante 1 Gestante 3 Gestante 5 Gestante 7 Gestante 9 Gestante 11 Participantes Observamos que pela percepção das participantes. a saúde se manteve para a maioria.Gráfico 20. houve uma melhora (Gráfico 20). 8 e 11. antes e após as oito sessões de Watsu®. Percepção global da Saúde pelo WHOQOL-bref.

Da figura 1 à 37. Antes de começar. não apresentamos fotos. caso haja escada e ela necessite de ajuda. apresentamos fotos de cada movimento realizado com as grávidas e a descrição das adaptações que foram necessárias. 10.6 SEQUÊNCIA DE WATSU® ADAPTADA PARA GESTANTES Toda a sequência de Watsu® utilizada neste trabalho foi explicada no Capítulo Material e Métodos.1 Antes de começar É importante auxilar uma mulher grávida a entrar na piscina.10. é interessante utilizar os flutuadores com maior diâmetro acima dos joelhos.6. Figura 1. A utilização de flutuadores em gestantes é ótima para manter a sua lombar alongada livre de pressões e lhe passar segurança nos movimentos. 142 . Em movimentos repetidos e livres.

2 Começando na parede Neste momento inicial podemos dizer palavras como: ´´Sinta todo o seu corpo. sinta o seu bebê e se permita aproveitar este momento que é de vocês. Começando na parede. quando estiver pronta para iniciarmos. 143 .10. de alguns passos para frente`` Figura 2.6. esteja consciente de como esta se sentindo.

10. Dança da respiração.6. Figura 3. ↕ 144 .3 Dança da respiração Em uma gestante. nos dias frios podemos manter a sua barriga imersa para que não sinta frio.

↔ 10.6.4 Balanço da respiração Figura 4.6. Balanço da respiração.10. 145 . Liberando a coluna.5 Liberando a coluna Figura 5.

Oferecendo com uma perna.7 Oferecendo com uma perna. braços abertos. Figura 7. braços abertos Sempre que realizamos um movimento de apoio do joelho cuidamos para não forçar a perna da gestante contra o seu abdome.10. 146 .6 Oferecendo suave Figura 6.6. Oferecendo suave. 10.6.

Sanfona.6.8 Oferecendo com duas pernas Figura 8. apenas deixamos que a cada expiração os quadris afundem.9 Sanfona Com gestantes. Figura 9. respeitando o limite da barriga com as pernas. abrindo e fechando. 147 . realizando um movimento suave de sanfona.10. Oferecendo com duas pernas.6. 10. como se estivéssemos sentando-a de forma deitada.

148 .10 Sanfona rotativa Figura 11. 10.6. Sanfona sentada.Figura 10. Sanfona rotativa.

12 Rotação de perna de fora Figura 13.6. Rotação de perna de dentro.6. 10.10. 10. então mantemos a sua perna apoiada em nosso braço.6. na altura da articulação do cotovelo.11 Rotação de perna de dentro Figura 12.13 Perna de fora por cima Para gestantes. esta posição dependendo do tamanho da barriga pode fazer com que a perna comprima o seu abdome. 149 . Rotação de perna de fora.

10. Mão no ponto mestre coração.14 Pressionando o braço Muitas vezes não será possível alcançar todo o braço da gestante.10. 10.6. sendo assim massageamos até onde conseguimos alcançar.6. 150 . Puxando o braço ao redor. pois a sua perna não estará sobre nosso ombro.15 Mão no ponto mestre coração Figura 14.6.16 Puxando o braço ao redor Figura 15.

18 Cabeça no ombro oposto Para gestante muitas vezes não será possível realizar este movimento da maneira orientada. 151 .17 Pêndulo Figura 16.6. 10. levando-a ao seu ombro oposto. Levando a cabeça no ombro oposto. para levar a cabeça dela ao seu ombro oposto será necessário soltar seu joelho. e com a outra mão segurar a cabeça dela. empurra-lo para o lado esquerdo de seu corpo.6. Pêndulo. Figura 17.10.

empurrando-a neste sentido até que as pernas se dobrem e você consiga acessá-las.19 Balanço braço e perna Para gestantes. 152 . Pode ser difícil alcançar a sua perna devido ao tamanho da barriga. será possível com o nosso braço esquerdo.6. sendo assim colocamos pés dela contra a parede. muitas vezes não estaremos com o nosso punho direito segurando o seu joelho pois modificamos a manobra para colocar a sua cabeça em nosso ombro. se isto não a incomodar.Figura 18. 10. puxar seu braço esquerdo e também realizar alguns movimentos circulares com a sua perna segurando-a pelo flutuador. Cabeça no ombro oposto. então. como também podemos realizar alongamentos puxando o seu joelho lateralmente.

Figura 21. Balanço braço. Balanço perna. 153 .Figura 19. Figura 20. Pegando a perna.

quando isto ocorrer este deve ser excluído. 154 .21 Voltar para a primeira posição Figura 22. no terceiro trimestre pode gerar incômodo. 10.6.10. Voltar para a primeira posição.20 Joelho ao tórax Este movimento quando realizado em gestantes deve ser bem observado para que o alongamento da perna ocorra bem lateralmente sem gerar pressão no abdome. PARTE II Figura 23.6. Primeira posição do segundo lado.

22 Empurrar e puxar – oito Figura 24.6.6.10. Balanço esterno – sacro.6.23 Vôo livre Figura 25. 155 . 10. Empurrar e puxar – oito. 10.24 Balanço esterno – sacro Figura 26. Vôo livre.

↕ 156 .6.10. 10. Alongando a coluna. Ondulando a coluna.6.26 Ondulando a coluna Figura 28.25 Alongando a coluna Figura 27.

demostrando amor ao bebê. Algas.6.6. 157 .27 Quieto Figura 29. Figura 30. Quieto.28 Algas Neste movimento podemos colocar a mão da grávida e a nossa em sua barriga. 10. mas para algumas mulheres colocar a mão em suas barrigas pode ser muito intimo.10.

29 Quatro na parede Neste movimento devido ao tamanho da barriga. 158 . Pode aproveitar para colocar os braços dela sobre a própria barriga. o que não traz nenhum problema. de forma a abraçar seu bebê. Figura 32. Figura 31. Quatro na parede abraçando o peito.6. pode ser que as duas pernas da grávida não fiquem apoiadas sobre a sua. Quatro na parede abraçando a barriga.PARTE III 10.

10. Figura 33.10. Sela fechada. seguindo do movimento do quatro na parede. coloca-la na sela aberta pode ser muito difícil. este movimento pode ser excluído. Dependendo do tamanho da barriga. 159 .30 Sela (aberta ou fechada) Em algumas grávidas que se sentem enjoadas na posição sentada. neste caso é aconselhável realizar a sela aberta.6.6.31 Perna de dentro no ombro Não realizamos este movimento com gestantes por sua perna pressionar seu abdome.

Ninar do Hara. por ser bastante intimo. 10. podemos colocar nossa mão e até ouvido em seu abdome de forma a transmitir cuidado e amor para seu bebê. realizando um gesto de amor entre mãe e bebê.10. e no coração. colocar as mãos dela no abdome.33 Voltar para a parede e finalizar Como a mulher esta grávida é interessante neste momento de finalização.6. 160 . algumas mulheres podem sentir-se incomodadas caso um homem realize este movimento. Figura 34.6.32 Ninar do Hara Sem que a perna da gestante esteja sobre nosso ombro.

161 . Figura 37.Figura 35. Figura 36. Finalizando. Voltando para parede. Mão em abdome e coração.

cãimbras e tensão muscular. por meio dos relatos das gestantes ao longo do tratamento. pudemos observar melhora de dores osteomioarticulares e melhora da qualidade de vida no domínio psicológico após oito sessões da terapia. 2008. Por estes mesmos motivos. que define a saúde como ´´Um estado total de bem-estar físico. 1998). não simplesmente ausência de doença´´ (WHO. 2005. por meio da percepção da qualidade de vida aferida pelo WHOQOL-bref. mental e social. bemestar e qualidade de vida. ALVES. dores que poderiam não ser de natureza osteomioarticular e que não foram. inclusive para o grupo das gestantes (MARTINS E SILVA. cervical. incluindo benefícios fisiológicos e psicológicos. a Hidroterapia.11 DISCUSSÃO O presente estudo apresenta resultados pioneiros da utilização da terapia Watsu® no alívio de dores osteomioarticulares e na qualidade de vida durante a gestação. algumas também se queixaram de cefaléia e dor abdominal. no entanto a EVA foi a escolhida por estar amplamente validada na literatura. e o benefício psicológico e de qualidade de vida. região torácica. Existem outros métodos para avaliação de dor. Além disso. por reunir efeitos em todos os aspectos do ser integral. Nesse contexto. As participantes apresentavam localizações variáveis de dor: na região lombar. de acordo com a OMS. em especial a terapia Watsu®. O Watsu® traz uma proposta prática de tratamento integral à gestante. cuidando de todos os aspectos do seu ser. com pequeno número de gestantes. necessários para promover saúde. 2008). 162 . Apesar de tratar-se de um estudo piloto. Obtivemos ainda uma avaliação qualitativa. ABRÃO. optamos por selecionar duas variáveis quantitativas de avaliação que pudessem mostrar o benefício fisiológico. foi escolhida dentre as terapias da Naturologia para este estudo. por meio da avaliação do efeito sobre as dores. A avaliação quantitativa das dores osteomioarticulares foi obtida empregandose a Escala Visual Analógica da Dor. membros e articulações.

é possível compreender como a gestante sente a intensidade da dor aumentando na medida em que a sua gestação avança: ´´ Com a barriga aumentando. articulares e posturais. além de uma sensação geral de relaxamento e bem estar. não permitindo estabelecer quantitativamente a duração do efeito de cada uma das 163 . Além disso. evidenciando importante melhora de curto prazo. as dores osteomioarticulares. Em especial. podendo persistir até o seu final e desaparecer somente após a recuperação e reestabelecimento completo do organismo para os níveis prévios à gestação. as dores tem sido mais constantes (na lombar) principalmente quando fico muito tempo em pé. Assim. pudemos observar melhora completa e/ou parcial imediatamente após todas as sessões de Watsu®. para que a percepção da dor diminua. a terapia Watsu® pode substituir estímulos dolorosos por prazerosos (calor da água. avaliadas neste estudo. Para todos os tipos de dor. assim como sono mais tranquilo.´´ (Gestante 8) Desta maneira. Nessas condições. sensação do toque). a prática de Watsu® em gestantes promoveu alívio de dores osteomioarticulares após todas as sessões. Mas logo após o atendimento sempre sinto um alivio muito grande nessa região. a estabilização observada pode ser um efeito da terapia. Sendo assim. além de trazer benefícios musculares. são resultantes de adaptações necessárias à gestação. apesar de não ter sido evidenciada redução na dor de longo prazo. Tem caráter contínuo e persistente. lidar com as dores de uma mulher grávida é saber que aquele processo causador e desencadeante do estímulo da dor pode continuar e até se agravar no desenvolvimento gestacional. devemos considerar que as aferições foram feitas com intervalo de sete dias. Observando o relato que se segue. tendendo a se intensificar com o avanço da gestação.portanto.

´´ No começo o intervalo da dor era de 3 dias.´´ (Gestante 9) ´´ Durmo profundamente na noite após a sessão e fico bem ao resto da semana. não poderia imaginar o bem que ia trazer para mim. O fim de semana é mais cansativo. dormi melhor. após a terceira sessão o intervalo aumentou para 7 dias.´´ (Gestante 5) ´´ Muito melhor.. não tenho mais dor. muitas participantes relataram manutenção do efeito analgésico do Watsu® no decorrer da semana entre as sessões.sessões. a dor melhorou e permaneceu bem por 3 dias´´ (Gestante 11) Observando os relatos acima e também o próximo. Agora minhas semanas estão ótimas.´´ (Gestante 4) ´´ Fico muito relaxada após o Watsu.´´ (Gestante 10) ´´ Me senti muito bem. e no dia seguinte quase sem nenhuma queixa ou nenhuma. conforme pode ser evidenciado pelos relatos abaixo. Numa avaliação qualitativa. 164 .. As dores praticamente sumiram e fico mais tranquila por mais tempo.´´ (Gestante 3) ´´ Quando comecei a praticar o Watsu. percebemos que a prática de Watsu® promoveu benefícios adicionais como a melhora no sono para algumas gestantes.durmo muito bem na noite de quinta (que acontece o atendimento).

utilizando o Questionário de Qualidade de VidaVersão Breve (WHOQOL-bref) (OMS. Outra possível explicação para a ausência de efeito significativo no Domínio Físico é o fato de que as adaptações e dores tendem a se agravar conforme o a gravidez evolui. uma vez que. 1998). amparo. Em relação aos domínios Relações Sociais e Meio Ambiente. WHOQOL GROUP. estou dormindo bem melhor. necessitando de todo cuidado psicológico possível. Pudemos observar aumento nos escores médios de percepção da qualidade de vida em todos os domínios. ou seja. Para tanto.´´ (Gestante 6) Para que não restringíssemos os efeitos de uma terapia tão profunda em apenas um âmbito como o físico. BACIUK. gestantes são mulheres se preparando para serem mães. SILVA. no entanto houve diferença estatisticamente significativa apenas para o domínio psicológico. tais resultados também poderiam atingir significância. são grandes cuidadoras. planejamentos e preocupações. com aplicação validada e comprovada também nas gestantes (ABECHE. possivelmente. 1996. 2008). O Watsu® lhes ofereceu o cuidado. fazendo com que se sintam cuidadas. decidimos avaliar o seu efeito em outros aspectos que envolvem o ser como um todo. fiquei mais calma e menos ansiosa. apoio e nutrição emocional que necessitavam. principalmente no dia em que faço o Watsu. avaliamos o efeito do Watsu® na qualidade de vida das gestantes. A melhora no domínio psicológico pode ser explicada. 2008. com muitas responsabilidades. ABDAL. com o aumento do tamanho amostral. optamos por este questionário por estar traduzido para o português. sendo que. O domínio físico e a avaliação global da qualidade de vida e da saúde apresentaram resultados próximos da significância estatística. Apesar da grande dificuldade na mensuração de um conceito tão abrangente quanto a qualidade de vida. na questão emocional. o efeito não 165 .´´ Não sinto mais as dores lombares como no início.

estados de depressão. quer sejam frases ditas. Ao final do formulário do WHOQOL-bref. mostramse insatisfatórias para suprir as novas necessidades da gestante e seu filho. ou posturas tais como ausência de atenção de familiares. cujos. edema de mãos e pés. mas sim de condições do ambiente no qual estão inseridas. angústia e insegurança quanto à gravidez. há duas questões que propõem uma auto-avaliação global da qualidade de vida e da saúde dos avaliados. Isso pode estar relacionado ao pequeno tamanho amostral nesse projeto piloto e também pelo fato de que está intimamente relacionada ao cômputo global dos demais domínios. Não encontramos outros estudos que aferissem a qualidade de vida após a 166 . Os autores constataram que o alívio das dores na coluna tinha duração de horas. as relações sociais e familiares podem exercer grandes influências sobre a grávida. não dependem apenas das gestantes. Os benefícios que encontramos em relação à qualidade de vida e no tratamento de dores durante a gestação com o uso do Watsu® já foram relatados em estudo realizado por Dal'Pozzo.significativo da terapia pode ser explicado pela complexidade dos seus interferentes. que avaliaram cinco gestantes. O efeito da terapia nesse caso seria apenas indireto. foi encontrada maior pontuação ao final do tratamento. bem como o comportamento de indivíduos que as cercam. falta de ar ou cansaço ao respirar. sem diferença estatisticamente significativa na comparação entre o resultado inicial e final. O trabalho não descreve os métodos de avaliação de cada um destes parâmetros. passam a ser observadas sob um novo prisma e muitas vezes. as quais receberam dez atendimentos individuais de Watsu® e obtiveram como resultado melhora em todos os parâmetros avaliados: ocorrência de dor na coluna vertebral. dias ou mesmo chegando ao alívio completo para alguns dos casos. Adamchuk e Tecchio (2007). sensação de peso e cansaço. Em relação a essas duas questões. formigamento e cãimbras. E as condições do meio ambiente. prisão de ventre. Além disso. amigos e colegas de trabalho.

acompanhadas por doenças e desequilíbrios emocionais relacionados ao fim da vida. D. Esses resultados foram justificados pelo fato de que o idoso se encontra em uma fase da vida na qual passa por degenerações fisiológicas. C. avaliou o impacto do método Watsu® sobre os sintomas de depressão e ansiedade como co-fatores da percepção da dor. F. J). de maneira mais específica. E. fase de muita alegria. sendo que 13 pessoas receberam atendimentos com Watsu® e as outras 10 pessoas receberam uma técnica de relaxamento assistido. G. utilizando questionários validados e padronizados. dor e alterações emocionais não tem a conotação patológica ou permanente. na percepção do bebê dentro do útero. H. 167 . nos diversos domínios. Outro estudo com Watsu®. Os outros efeitos apresentados pelo Watsu®. Estes resultados ficam ainda mais evidentes pelo fato de que o grupo tratado com Watsu® apresentava escores iniciais de dor mais intensos do que o outro grupo. Obteve-se como resultado efeito significativo na redução da dor de ambos os grupos pela EVA. acompanhados da interação terapeuta/ interagente. realizado por Acosta (2010). na qual a ocorrência de diversos sintomas. O trabalho realizado pela Naturóloga Machado (2007). sugerindo que a demanda por eficácia clínica foi maior para o grupo de Watsu®. Entre eles podemos citar a atuação do Watsu® no relaxamento. B. o que difere muito da realidade de gestantes e a fase da vida a qual se encontram. podem ser melhor compreendidos pelas próprias palavras das gestantes que resumem o todo de suas experiências nos anexos (A.terapia. I. Sua amostra foi constituída de 23 participantes. Os resultados obtidos não mostraram melhora na qualidade de vida aferida pelo WHOQOL-bref. verificou os efeitos do Watsu® na terceira idade. com duração 60min por sessão. com oito voluntários que receberam oito sessões de Watsu® realizadas uma vez por semana. Estes relatos mostram o Watsu® atuando em níveis mais profundos do que os métodos de avaliação seriam capazes de mensurar.

aumento do vínculo entre mãe e filho, promoção de bem-estar, prazer, liberdade, paz, tranquilidade, alegria e satisfação com a vida, diminuição do estresse, tensão, agitação e ansiedade, sensação de acolhimento, apoio e amparo, veículo de autoconhecimento e superação de limites, contato consigo mesma, aumento da percepção corporal e de sentimentos e proporciona um estado meditativo. Ainda, a terapia foi relatada como algo novo e mágico que possibilita ir além dos sentidos comuns de percepção. No desenvolvimento deste trabalho, não encontramos dificuldades na realização dos atendimentos ou ocorrência de eventos adversos entre as participantes. Inicialmente, esperávamos observar queda da pressão arterial relacionada à temperatura elevada da água e a labilidade pressórica da gestante, sendo que já havíamos nos preparado para lidar com esta situação, interrompendo o atendimento, monitorando a pressão arterial, posicionando a gestante em decúbito lateral esquerdo e oferecendo água com sal até o restabelecimento. Caso a participante apresentasse tais sintomas durante duas sessões consecutivas, seria excluída do estudo. No entanto, nenhuma paciente apresentou tais sintomas e nenhum procedimento foi necessário. Também não foi observada nenhuma complicação gestacional durante o período do estudo, tais como trabalho de parto prematuro ou internações por motivos clínicos. As únicas dificuldades encontradas foram a necessidade de adaptação de diversos movimentos, devido à anatomia da mulher grávida e a impossibilidade de realizar alguns movimentos que gerassem pressão na região abdominal, pois poderiam ser prejudicais para o bebê. Desta maneira, desenvolvemos adaptações para as gestantes, conforme apresentado nos resultados. As gestantes têm necessidades diferentes entre si, tanto pela fase da gestação em que se encontram, quanto por características individuais, em termos emocionais, físicos e sintomas que apresentam, assim como todos os aspectos que

168

englobam a individualidade de cada ser. Foi possível observarmos isto, pois uma participante apresentava necessidade de um tipo de alongamento que para outra causava incômodo, algumas participantes sentiam enjôo com movimentos de giro e posições que as colocavam sentadas, outras sentia falta de ar em determinada posição, outras necessitavam de mais conversa antes de iniciar a sessão, algumas choravam, outras sorriam, outras dormiam e sonhavam. Em suma, a prática causou diferentes efeitos, reações e percepções nas diferentes gestantes. Seguem alguns relatos das diversas participantes ocorridos logo após a sessão para ilustrar estas observações:

´´Fazia muito tempo que eu não me sentia assim tão bem´´

´´Será que eu sou tão boba assim? É normal chorar em toda sessão?´´

´´Eu entrei uma pessoa na água e sai outra´´

´´Eu deixei todas as dores na água´´

´´ Nossa eu entendi como está meu bebê no meu útero´´

´´Nossa eu relaxei tanto, acho que eu até sonhei´´

´´Eu gosto muito de vir aqui e receber Watsu, eu relaxo muito´´

´´Quando as sessões acabarem o que eu vou fazer da minha vida? Risadas´´

´´Esta sendo muito especial para mim``

169

´´Ai que gostoso, sinto ele mexer tanto``

Outro ponto a ser considerado é a escolha do terapeuta homem ou mulher, da maneira que for mais adequada para a mulher. Algumas gestantes tem a possibilidade de trabalhar terapeuticamente a relação com a figura masculina em sua vida com um terapeuta homem, por exemplo, naquelas que sentem falta de presença e cuidado do parceiro. Outras, porém, podem se sentir extremamente incomodadas com o fato de um homem estar próximo delas. Tudo isto deve ser observado, respeitado e acolhido pelo terapeuta que a acompanha. Desta maneira, o presente estudo contribui para a confirmação da aplicabilidade, segurança e eficácia da terapia Watsu® durante a gestação, no alívio de dores osteomioarticulares e na promoção de qualidade de vida. Trata-se de um estudo piloto e são necessárias novas pesquisas para melhor evidenciar estes e outros benefícios da terapia Watsu® durante a gestação, inclusive comparando-a a outras terapias disponíveis. Em especial, devido às restrições de tratamentos medicamentosos durante a gestação, a terapia Watsu® pode trazer maior alívio para desconfortos comuns durante o período gestacional e que são frequentemente negligenciados ou insatisfatoriamente tratados, como as dores osteomioarticulares. As adaptações de movimentos desenvolvidas durante o presente estudo estão disponíveis para a aplicação por outros profissionais, uma vez que se mostraram factíveis, seguras e bem toleradas pelas participantes. Além disso, o trabalho mostra a profundidade desta terapia que estende seus efeitos benéficos nos níveis físico e psicológico e aponta para outros benefícios como a melhora do sono e tantos outros relatados pelas participantes no presente estudo. Contribui, ainda para ampliar e aprofundar o trabalho do Naturólogo durante o período da gestação.

170

Promoveu importante alívio imediato das dores osteomioarticulares nesse período. 3. que avaliou a eficácia de oito sessões de Watsu® no tratamento de dores osteomioarticulares e promoção da qualidade de vida durante a gestação. 2. Promoveu melhora da qualidade de vida no Domínio Psicológico das gestantes. evitando o aumento das dores a longo prazo.12 CONCLUSÃO O presente trabalho. permitiu concluir que a terapia Watsu®: 1. segura e de fácil aplicação durante a gestação. Foi bem tolerada. 171 .

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fará 10 sessões de Watsu®. com intervalo de uma semana entre elas e duração de aproximadamente de 50 minutos. a temperatura alta da água pode levar a queda da pressão arterial. caso você apresente alguma doença durante as semanas de terapia.Termo de Consentimento Livre e Esclarecido) TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Os efeitos da Hidroterapia no Alívio de Dores Osteomioarticulares e na Qualidade de Vida Durante a Gestação Estamos convidando você a participar de uma pesquisa sobre a utilização do Watsu®. A prática de Watsu® é segura durante a gestação para você e para seu bebê. O Watsu® é uma técnica que usa movimentos suaves dentro de piscina aquecida. Nesse estudo. Portanto. especialmente alguma das condições listadas abaixo.Trabalho de parto prematuro ou contrações uterinas antes do trabalho de 180 . produzido os sintomas de “pressão baixa”. a prática será interrompida e serão realizados cuidados para normalizar a pressão arterial. não incluiremos participantes com gestações de risco. você deverá informar os pesquisadores: . eles serão interrompidos.14 APÊNDICE(S): (APÊNDICE A – TCLE. que é um tipo de terapia na água. cuidadosamente planejada para oferecer conforto e relaxamento. tontura e náuseas. usada para melhorar dores e desconfortos durante a gestação e também melhorar a qualidade de vida global durante a gravidez. Se você sentir qualquer desconforto durante os movimentos dentro da água. em piscina aquecida a 35ºC. tais como mal-estar. Em algumas participantes mais sensíveis. Nesse caso. Se você aceitar participar do estudo.

.Sangramento vaginal. .Incontinência fecal.br. . Antônio Maria Cardozo Acosta e a Co orientação da Profa. 7º andar – fone (11) 3847-3033 – e-mail: pesquisa@anhembi. Alguma consideração ou dúvida sobre a ética da pesquisa entre em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) – Rua Casa do Ator nº294.Problema na função renal ou Infecção urinária. a Sra. Jéssica Moraes Sogumo. . sob a Orientação do Prof.Febre (temperatura acima de 38º C). . . apt.Problemas no coração. você terá acesso as profissionais responsáveis pela pesquisa.Doenças da tireóide. Telefone (11) 2912-2746. As responsáveis pelo estudo são Aline Tarraga de Almeida e Jéssica Moraes Sogumo.Sensibilidade a produtos químicos utilizados para higiene da piscina. para o esclarecimento de eventuais dúvidas. . Dra.parto.Convulsões. alunas do curso de Naturologia da Universidade Anhembi Morumbi. 161 – Bela Vista.Pressão alta. . Aline Tarraga de Almeida e Sra. Em qualquer etapa do estudo. .Labirintite. . .Feridas na pele.Infecções. É garantida a liberdade da retirada de consentimento a qualquer momento e deixar 181 . . Karen Cristine Abrão. que poderão ser encontradas no endereço: Alameda Ribeirão Preto nº 118. Telefone (11) 3253-2378 e Rua: Baltar nº84 – Vila Califórnia.

não sendo divulgado a identificação de nenhuma paciente. ______________________________________ Assinatura do paciente/representante legal Data 182 . Ficaram claros para mim quais são os propósitos do estudo. as despesas ocorrerão por conta das pesquisadoras. Eu discuti com a Sra. apenas para a pesquisa e trabalhos na área. sem prejuízo à continuidade de seu tratamento na Instituição. antes ou durante o mesmo. sem penalidades ou prejuízo ou perda de qualquer benefício que eu possa ter adquirido ou no meu atendimento neste Serviço. Jéssica Moraes Sogumo sobre a minha decisão em participar nesse estudo. as garantias de confidencialidade e de esclarecimentos permanentes. Aline Tarraga de Almeida e Sra. As pesquisadoras comprometem-se a utilizar os dados e o material coletado. Concordo voluntariamente em participar deste estudo e poderei retirar o meu consentimento a qualquer momento. como fotos. Não haverá despesas pessoais para a participante em qualquer fase do estudo. Também não há compensação financeira relacionada à sua participação. como fotos. descrevendo o estudo “Os efeitos da Hidroterapia no Alívio de Dores Osteomioarticulares e na Qualidade de Vida Durante a Gestação”. os procedimentos a serem realizados. As informações obtidas serão analisadas em conjunto com outros participantes. Acredito ter sido suficientemente informada a respeito das informações que li ou que foram lidas para mim. A participante terá o direito de se manter atualizada sobre os resultados que sejam do conhecimento das pesquisadoras. Ficou claro também que minha participação é isenta de despesas. apenas para a pesquisa e trabalhos na área. seus desconfortos e riscos. assim como a utilização dos dados e material coletado.de participar do estudo.

Jéssica Moraes Sogumo 183 . semi-analfabetos ou portadores de deficiência auditiva ou visual. Declaro que obtive de forma apropriada e voluntária o Consentimento Livre e Esclarecido deste paciente ou representante legal para a participação neste estudo. ______________________________________ Assinatura do responsável pelo estudo.______________________________________ Assinatura da testemunha Data Para casos de participantes analfabetos. Aline Tarraga de Almeida _______________________________________ Assinatura do responsável pelo estudo.

tenha em mente seus valores. Por favor responda a todas as questões.RS . poderá ser sua primeira escolha. prazeres e preocupações. Esta. você deve circular o número 4 se você recebeu "muito" apoio como abaixo. nada Muito pouco médio muito completamente Você recebe dos outros o apoio de que necessita? 1 2 3 5 184 .Questionário de Qualidade de Vida – WHOQOL-bref da Organização Mundial de Saúde) WHOQOL-bref Versão em português ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA Coordenação do Grupo WHOQOL no Brasil Dr. Marcelo Pio de Almeida Fleck Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre. Por exemplo.Brasil ___________________________________________________________________________ Instruções Este questionário é sobre como você se sente a respeito de sua qualidade de vida. Nós estamos perguntando o que você acha de sua vida. muitas vezes. Por favor. Se você não tem certeza sobre que resposta dar em uma questão. aspirações. escolha entre as alternativas a que lhe parece mais apropriada. pensando nas últimas duas semanas. tomando como como referência as duas últimas semanas.(APÊNDICE B . por favor. saúde e outras áreas de sua vida. Portanto. uma questão poderia ser: Muito pouco nada médio muito completamente Você recebe dos outros o apoio de que necessita? 1 2 3 4 5 Você deve circular o número que melhor corresponde ao quanto você recebe dos outros o apoio de que necessita nestas últimas duas semanas.

leia cada questão. mais ou menos nada muito pouco bastante extremamente 3 Em que medida você acha que sua dor (física) impede você de fazer o que você precisa? O quanto você precisa de algum tratamento médico para levar sua vida diária? O quanto você aproveita a vida? Em que medida você acha que a sua vida tem sentido? O quanto você consegue se concentrar? Quão seguro(a) você se sente em sua vida diária? 1 2 3 4 5 4 1 2 3 4 5 5 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 7 1 2 3 4 5 8 1 2 3 4 5 185 .Você deve circular o número 1 se você não recebeu "nada" de apoio. muito ruim Como você avaliaria sua qualidade de vida? Ruim nem ruim nem boa boa muito boa 1 1 2 3 4 5 muito insatisfeito Insatisfeito nem satisfeito nem insatisfeito satisfeito muito satisfeito 2 Quão satisfeito(a) você está com a sua saúde? 1 2 3 4 5 As questões seguintes são sobre o quanto você tem sentido algumas coisas nas últimas duas semanas. veja o que você acha e circule no número e lhe parece a melhor resposta. Por favor.

muito pouco nada médio muito completamente 10 Você tem energia suficiente para seu dia-a.dia? Você é capaz de aceitar sua aparência física? Você tem dinheiro suficiente para satisfazer suas necessidades? Quão disponíveis para você estão as informações que precisa no seu dia-a-dia? Em que medida você tem oportunidades de atividade de lazer? 1 2 3 4 5 11 1 2 3 4 5 12 1 2 3 4 5 13 1 2 3 4 5 14 1 2 3 4 5 As questões seguintes perguntam sobre quão bem ou satisfeito você se sentiu a respeito de vários aspectos de sua vida nas últimas duas semanas. barulho. atrativos)? 1 2 3 4 5 As questões seguintes perguntam sobre quão completamente você tem sentido ou é capaz de fazer certas coisas nestas últimas duas semanas. poluição. nem ruim nem bom muito ruim ruim bom muito bom 15 Quão bem você é capaz de se locomover? 1 2 3 4 5 muito insatisfeito Insatisfeito nem satisfeito nem insatisfeito satisfeito Muito satisfeito 16 Quão satisfeito(a) você está com o seu sono? 1 2 3 4 5 186 .9 Quão saudável é o seu ambiente físico (clima.

nunca Algumas vezes frequentemente muito frequentemente sempre 26 Com que frequência você tem sentimentos negativos tais como 1 2 3 4 5 187 . conhecidos. colegas)? Quão satisfeito(a) você está com sua vida sexual? Quão satisfeito(a) você está com o apoio que você recebe de seus amigos? Quão satisfeito(a) você está com as condições do local onde mora? Quão satisfeito(a) você está com o seu acesso aos serviços de saúde? Quão satisfeito(a) você está com o seu meio de transporte? 1 2 3 4 5 18 1 2 3 4 5 19 1 2 3 4 5 20 1 2 3 4 5 21 1 2 3 4 5 22 1 2 3 4 5 23 1 2 3 4 5 24 1 2 3 4 5 25 1 2 3 4 5 As questões seguintes referem-se a com que frequência você sentiu ou experimentou certas coisas nas últimas duas semanas.17 Quão satisfeito(a) você está com sua capacidade de desempenhar as atividades do seu dia-adia? Quão satisfeito(a) você está com sua capacidade para o trabalho? Quão satisfeito(a) você está consigo mesmo? Quão satisfeito(a) você está com suas relações pessoais (amigos. parentes.

................ desespero...............................mau humor.... ansiedade........ depressão? Alguém lhe ajudou a preencher este questionário? ........ Quanto tempo você levou para preencher este questionário? .... Você tem algum comentário sobre o questionário? OBRIGADO PELA SUA COLABORAÇÃO 188 .................................................

Escala Visual Analógica da Dor Associada) Escala visual analógica da dor associada (EVA) (Visual Analogue Scale .(APÊNDICE C .VAS) 189 .

Relato livre sobre a experiência da Gestante 1 190 .15 ANEXO A .

Relato livre sobre a experiência da Gestante 3 191 .ANEXO B .

ANEXO C .Relato livre sobre a experiência da Gestante 4 192 .

ANEXO D .Relato livre sobre a experiência da Gestante 5 193 .

Relato livre sobre a experiência da Gestante 6 194 .ANEXO E .

ANEXO F .Relato livre sobre a experiência da Gestante 7 195 .

ANEXO G .Relato livre sobre a experiência da Gestante 8 196 .

ANEXO H .Relato livre sobre a experiência da Gestante 9 197 .

ANEXO I .Relato livre sobre a experiência da Gestante 10 198 .

ANEXO J .Relato livre sobre a experiência da Gestante 11 199 .

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