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Estatística – AFRF/2002-2 - por Sérgio Gadelha
COLEÇÃO
PROVAS RESOLVIDAS &
COMENTADAS
ESTATÍSTICA BÁSICA – AFRF/2002-2
Auditor-Fiscal da Receita Federal - AFRF - 2002.2 ESPANHOL - Prova 1 17
Prova resolvida e comentada por:
SÉRGIO GADELHA
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Estatística – AFRF/2002-2 - por Sérgio Gadelha
ESTATÍSTICA BÁSICA – AFRF/2002-2
Prova resolvida e comentada por:
SÉRGIO RICARDO DE BRITO GADELHA é monitor de macroeconomia,
microeconomia e estatística no Instituto Superior de Economia e Gestão,
em Brasília – DF
(sergio@pontodosconcursos.com.br)
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Para a solução das questões de números 38 a 43 utilize o enunciado que segue.
O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro, numa amostra de tamanho 100
obtida de uma população de 1000 indivíduos, produziu a tabela de freqüências seguinte:
38- Assinale a opção que corresponde à estimativa da mediana amostral do atributo X.
a) 71,04
b) 65,02
c) 75,03
d) 68,08
e) 70,02
Comentários
A medida de tendência central mediana (Md), é o valor da série ordenada que está
localizado numa posição eqüidistante dos extremos dos elementos da série. Em outras
palavras, mediana é o valor que divide uma série ordenada em duas partes iguais quanto
ao número de valores.
Em uma série de n observações ordenadas de forma crescente, a mediana é o valor da
observação que divide essa série de n observações, em duas metades iguais, uma delas
com valores inferiores ao valor da mediana e a outra cm valores superiores.
Se a série de dados tiver um número ímpar de observações, a mediana é o próprio
elemento que está no meio da série, ou seja, é o valor central [elemento com ordem igual
a (n+1)/2].
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Se a série de dados tiver um número par de observações, a mediana é, por convenção, a
média aritmética dos dois valores centrais. Por não existir um valor no centro da série,
deve-se dividir por dois a soma dos valores das observações com ordens (n/2) e (n/2) + 1.
No exercício, a série de dados está disposta em uma distribuição de freqüências. Nesse
caso, o valor da mediana em dados agrupados, e com intervalo de classes, é obtido por
meio da seguinte fórmula:
Md = li + [h(Em – Fac ant)/f]
Onde,
Md = mediana
li = limite inferior da classe mediana.
h = diferença entre o limite superior da classe mediana e o limite inferior da classe
mediana, ou seja, é a amplitude do intervalo da classe mediana
Em = elemento mediano
Fac ant = freqüência acumulada anterior, ou seja, freqüência acumulada da classe
anterior à classe mediana
f = freqüência simples da classe mediana
Deve-se seguir os seguintes passos:
1. Cálculo da freqüência acumulada:
A freqüência simples ou absoluta de uma observação da série é o número de repetições
dessa observação. Em outras palavras, é o número de vezes que o elemento aparece na
amostra. E o par formado pelo valor de cada observação e sua freqüência gera a tabela
de freqüências absolutas da série de observações ou distribuição de freqüências
absolutas. Logo, a distribuição de freqüências absolutas de uma série de dados é uma
função que representa os pares formados pelos valores das observações e suas
respectivas freqüências.
Além disso, a freqüência acumulada de uma observação da série é dada pela soma das
freqüências, absolutas (simples) ou relativas, desde a observação inicial. E a distribuição
de freqüências acumuladas de uma série de observações é uma função que representa
os pares formados pelos valores das observações e suas respectivas freqüências
acumuladas. No exercício, para encontrar os valores da coluna Freqüência Acumulada
(absoluta ou simples), primeiramente repete-se o valor da freqüência da 1ª classe na
coluna Freqüência Acumulada. Após, soma-se o valor da freqüência acumulada da 1ª
classe com o valor da freqüência da 2ª classe, obtendo-se o valor da freqüência
acumulada da 2ª classe (4 + 8 = 12), e assim por diante.
Classes Freqüência (f) Freqüência Acumulada
1ª - 29,5 – 39,5 4 4
2ª - 39,5 – 49,5 8 12
3ª - 49,5 – 59,5 14 26
4ª - 9,5 – 69,5 20 46
5ª - 69,5 – 79,5 26 72
6ª - 79,5 – 89,5 18 90
7ª - 89,5 – 99,5 10 100
∑f = 100
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2. Cálculo do elemento mediano (Em):
∑f = n = 100 (número par)
Em = (∑f)/2 = 100/2 = 50
Então, marcamos a classe correspondente à freqüência acumulada imediatamente
superior ao elemento mediano. Tal classe será a classe mediana . Esse valor do elemento
mediano indica que deve-se utilizar os valores da 5ª classe mediana.
3. Cálculo da amplitude do intervalo da 5ª classe mediana : h = 79,5 – 69,5 = 10
4. Cálculo da mediana :
Md = 69,5 + [10(50 – 46)/26]
Md = 69,5 + 1,54
Md = 71,04 (aproximadamente)
A resposta é a letra “a”.
=========================================================================
39- Assinale a opção que corresponde à estimativa do número de indivíduos na população com
valores do atributo X menores ou iguais a 95,5 e maiores do que 50,5.
a) 700
b) 638
c) 826
d) 995
e) 900
Comentários
A questão solicita a estimativa do número de indivíduos na população com valores do
atributo X menores ou iguais a 95,5 e maiores do que 50,5. Primeiramente, devemos
construir uma nova tabela de freqüência e, dessa forma, somarmos os valores das
freqüências entre a terceira e sétima classes, correspondentes à amostra.
A amplitude do intervalo de classe, ou simplesmente intervalo de classe, é o comprimento
da classe, sendo geralmente definida como a diferença entre seus limites superiores e
inferiores. No exercício, observe que o intervalo de classe é 10 para todas as classes [por
exemplo, na 1ª classe temos 39,5 (limite superior) – 29,5 (limite inferior), que é igual à 10].
Se o valor do atributo é maior que 50,5, iremos focar nossa análise na 3ª classe. Nessa
classe, cujos limites inferior e superior são 49,5 e 59,5, respectivamente, sabemos que o
intervalo de classe é igual à 10 (59,5 – 49,5 = 10), e o valor da respectiva freqüência é 14.
Para se encontrar o valor da nova freqüência correspondente à 3ª classe, primeiramente
devemos encontrar o novo valor do intervalo de classe, cujos limites inferior e superior
agora são 50,5 e 59,5, respectivamente. Logo, o intervalo de classe será 9 (59,5 – 50,5 =
9). Por meio de uma regra de três simples, temos:
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Intervalo de classe freqüência nova
10 14
9 X
X =
6 , 12
10
14 9
=
x

Logo, o valor da nova freqüência correspondente à terceira classe será 12,6.

Por outro lado, se o valor do atributo é menor ou igual a 95,5, devemos então direcionar
nossa análise na 7ª classe. Nessa classe, cujos limites inferior e superior são 89,5 e 99,5,
respectivamente, sabemos que o intervalo de classe é igual à 10 (99,5 – 89,5 = 10), e o
valor da respectiva freqüência é 10. Para se encontrar o valor da nova freqüência
correspondente à 7ª classe, primeiramente devemos encontrar o novo valor do intervalo
de classe, cujos limites inferior e superior agora são 89,5 e 95,5, respectivamente. Logo, o
intervalo de classe será 6 (95,5 – 89,5 = 6). Por meio de uma regra de três simples,
temos:

Intervalo de classe freqüência nova
10 10
6 X

X =
6
10
10 6
=
x

Logo, o valor da nova freqüência correspondente à sétima classe será 6.
Dessa forma, teremos uma nova tabela de freqüências, expressa a seguir:


Classes Freqüência (f) Freqüência Nova (f’)
1ª) 29,5 – 39,5 4 4
2ª) 39,5 – 49,5 8 8
3ª) 49,5 – 59,5 14 12,6
4ª) 59,5 – 69,5 20 20
5ª) 69,5 – 79,5 26 26
6ª) 79,5 – 89,5 18 18
7ª) 89,5 – 99,5 10 6
∑f = 100

A questão solicita a estimativa do número de indivíduos na população com valores do
atributo X menores ou iguais a 95,5 e maiores do que 50,5. Nesse caso, iremos somar os
valores da freqüência nova (f’) entre a terceira e a sétima classes, ou seja, 12,6 + 20 + 26
+ 18 + 6 = 82,6. Conforme visto em tópicos anteriores, sabemos que a soma das
freqüências é sempre igual ao número total de valores observados. Dessa forma, essa
nova amostra tem tamanho 82,6.
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Se o valor 82,6 corresponde ao somatório das classes da amostra da qual tenho
interesse, então o número de indivíduos na população com valores do atributo X menores
ou iguais a 95,5 e maiores do que 50,5 será 826.
A resposta é a letra “c”.
=========================================================================
40- Assinale a opção que corresponde ao valor modal do atributo X no conceito de Czuber.
a) 69,50
b) 73,79
c) 71,20
d) 74,53
e) 80,10
Comentários
A Moda é o valor da série que mais se repete, isto é, que tem maior freqüência. Para
distribuições simples (sem agrupamento em classes) a identificação da Moda é facilitada
pela simples observação do elemento que apresenta maior freqüência. Um conjunto de
observações pode não ter moda (por exemplo, o conjunto A = {2,3,5,6,7,10}), pode ter
uma única moda (unimodal: B = {1,2,2,3,4}), duas modas (bimodal: C={1,1,2,3,4,4}) ou
mais de duas modas (multimodal: D = {1,1,2,2,3,3,4}).
A moda também pode ser calculada quando os dados estão dispostos em uma
distribuição de freqüência. No caso, primeiro localiza-se a classe modal que, no caso de
os intervalos de classe terem a mesma amplitude, é aquela que apresenta a maior
freqüência. Para obter o valor da moda, quando os dados estão agrupados com intervalos
de classe, podemos utilizar o método mais simples, que consiste em tomar o ponto médio
da classe modal. Esse valor é denominado moda bruta:
Mo = (li + ls)/2
Onde, li = limite inferior da classe modal e ls = limite superior da classe modal.
Porém, quando a classe moda e as classes vizinhas têm a mesma amplitude, recomenda-
se o uso do método de Czuber:
Mo = li + h[(fmáx – fant)/2.fmáx – (fant + fpost)]
Onde,
li = limite inferior da classe modal
h = a amplitude da classe modal
fmáx = freqüência máxima
fant = freqüência anterior à freqüência máxima
fpost = freqüência posterior à freqüência máxima
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No exercício,
Mo = 69,5 + 10[(26 – 20)/2(26) – (20 + 18)]
Mo = 69,5 + 10[6/ [52 – 38]
Mo = 69,5 + 10[6/14]
Mo = 69,5 + 10[0,42857]
Mo = 69,5 + 4,2857
Mo = 73,79 (aproximadamente)
A resposta é a letra “b”.
Ou,
Mo = li + h.[∆1/(∆1 + ∆2)]
Onde,
∆1= diferença entre a freqüência da classe modal e a imediatamente anterior
∆2= diferença entre a freqüência da classe modal e a imediatamente posterior
=========================================================================
41- Assinale a opção que corresponde ao desvio absoluto médio do atributo X.
a) 16,0
b) 17,0
c) 16,6
d) 18,1
e) 13,0
Comentários
Comentários:
Ponto Médio
(X
i
)
Xi.fi
X
i
. - | X
i
- | | X
i
- |. fi
34,5 138 69,5 -35 35 140
44,5 356 69,5 -25 25 200
54,5 763 69,5 -15 15 210
64,5 1.290 69,5 -5 5 100
74,5 1.937 69,5 5 5 130
84,5 1.521 69,5 15 15 270
94,5 945 69,5 25 25 250
∑ =6.950 ∑ = 1.300
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Para encontrar o valor do desvio absoluto médio do atributo X, deve-se seguir os
seguintes passos:
1º) Cálculo do Ponto Médio de Classe (PM):
Ponto médio de classe é o ponto que divide o intervalo de classe em duas partes iguais,
ou seja, é a média aritmética dos limites da classe.
Em uma tabela com dados agrupados, o cálculo da média aritmética uso os pontos
médios dos intervalos de classes (Xi). O ponto médio é obtido calculando-se a média
aritmética entre os limites de sua classe. Logo,
PM = (li + ls)/2
Onde, li = limite inferior
ls = limite superior
PM = ponto médio.
Por exemplo, o ponto médio da 1ª classe será: PM = (29,5 + 39,5)/2 = 34,5 (e assim por
diante).
2º) Cálculo da Média Aritmética Ponderada ( ):
A medida de tendência central média aritmética é igual ao quociente obtido pela divisão
da soma de todos os valores da série de valores numéricos pelo número total desses
valores.
Dada uma série numérica com dados não-agrupados (X1, X2, ..., Xn), a média aritmética
simples destes n valores será obtida pela seguinte expressão:
=

=
n
i
i
X
1
/
n
onde: = média aritmética simples dos valores Xi
Xi = cada um dos valores observados
n = número de valores observados
No caso de os dados estiverem classificados em uma distribuição de
freqüências com n classes, ou seja, dados agrupados com intervalo de classes, se Xi(i =
1,2, ..., n) são os valores centrais das classes ou os diferentes valores observados (no
caso de uma variável discreta) e se fi são as respectivas freqüências (ou pesos), a média
aritmética ponderada é dada por:
=

=
n
i
i i
f X
1
/

=
n
q i
i
f
onde: fi = freqüência absoluta simples da classe i (pesos)
= média aritmética
Xi = ponto médio do intervalo de classe i
n = total de classes da distribuição de freqüências
∑fi = freqüência total
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Todos os valores incluídos em um determinado intervalo de classe coincidem com seu
ponto médio. No exercício, tem-se o seguinte valor para a média aritmética ponderada
(note que o valor do ∑fi já foi calculado anteriormente):
= 6.950/100 = 69,5
3º) Cálculo do Desvio Médio Absoluto (DMA):
Dada uma série (conjunto) de observações X com média , denomina-se como desvio de
uma observação, ao resultado da diferença entre o valor dessa observação e o valor da
média aritmética da série (DM = Xi. - ). Todavia, a soma dos desvios das observações
da série com relação à própria média da série é sempre igual a zero, pois os sinais dos
desvios se compensam. Dessa forma, para manter os desvios como medida de dispersão
de uma série, usa-se a média dos valores absolutos dos desvios da série, denominado
como desvio médio absoluto (DMA). As barras verticais indicam que são tomados os
valores absolutos, prescindindo do sinal dos desvios.
Logo, para dados brutos, o desvio médio absoluto de um conjunto de dados (X1, X2, ..., Xn)
é a média aritmética dos valores absolutos dos desvios em relação à média aritmética (
). Em outras palavras, é a média aritmética das distâncias de cada valor de X à média
aritmética do conjunto.
DMA = ∑| X
i
- | /n
Por outro lado, para dados dispostos em uma tabela de freqüência, agrupados ou não em
classes, usa-se a seguinte expressão:
DMA = ∑| Xi - | fi /∑fi
No exercício, o valor do desvio médio absoluto do atributo X será:
DMA = 1300/100 = 13,0
A resposta é a letra “e”.
=========================================================================
42- Assinale a opção que dá o valor do coeficiente quartílico de assimetria.
a) 0,080
b) -0,206
c) 0,000
d) -0,095
e) 0,300
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Comentários
Coeficiente Quartílico de Assimetria

Classes Freqüência (f) Freqüência Acumulada
1ª - 29,5 – 39,5 4 4
2ª - 39,5 – 49,5 8 12
3ª - 49,5 – 59,5 14 26
4ª - 9,5 – 69,5 20 46
5ª - 69,5 – 79,5 26 72
6ª - 79,5 – 89,5 18 90
7ª - 89,5 – 99,5 10 100
∑f = 100


O coeficiente quartílico (ou quartil) de assimetria, denotado por e
Q
, é uma medida de
assimetria freqüentemente usada, que recorre, em seu cálculo, aos três quartis. É uma
medida muito útil quando não for possível empregar o desvio padrão como medida de
dispersão.
É definido por:

e
(Q Md) (Md Q )
(Q Md) (Md Q )
Q
3 1
3 1
=
− − −
− + −
ou
e
Q Md Q
(Q Q )
Q
3 1
3 1
=
− +

2

Isto é, esta quantidade é dada pela razão entre a diferença entre o afastamento dos
quartis e a sua soma.
O coeficiente quartílico de assimetria assume valores entre os limites -1 e +1, ou seja: -1 ≤
eQ ≤ +1.
Sabemos que o 2º quartil, evidentemente, coincide com a Mediana (Q2 = Md).
Encontramos o valor da mediana quando resolvemos a questão 38 (Ponto 6), ou seja, Md
= 71,04. Logo, precisamos encontrar os valores do 1º e 3º quartis (Q1 e Q3).
Há medidas de posição que, consideradas individualmente, não são medidas de
tendência central, mas estão ligadas à mediana relativamente à sua característica de
separar a série em duas partes que apresentam o mesmo número de valores. Essas
medidas – os quartis, os decis e os percentis – são, juntamente com a mediana,
conhecidas como separatrizes.
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Os quartis [Q
i
= quartil, i=1,2,3] separam/dividem um conjunto de dados ordenados (rol)
em quatro partes iguais. Para dados não-agrupados em classes, temos:

Q1 (1° Quartil): é o valor que antecede 25% da freqüência abaixo dele e sucede 75%, ou
seja, deixa 25% dos elementos abaixo dele. É o valor situado de tal modo na série que
uma quarta parte (25%) dos dados é menor que ele e as três quartas partes restantes
( 75%) são maiores.

Q2 (2° Quartil): coincide com a mediana, isto é, valor que antecede 50% da freqüência
abaixo dele e sucede 50%.

Q3 (3° Quartil): é o valor que antecede 75% da freqüência abaixo dele e sucede 25%, ou
seja, deixa 75% dos elementos abaixo dele. É o valor situado de tal modo que as três
quartas partes (75 %) dos termos são menores que ele e uma quarta parte 25 % é
maior.

Todavia, no cálculo das separatrizes para dados agrupados em tabelas de distribuição de
freqüências, as fórmulas para a determinação dos quartis Q1 e Q3 são semelhantes
utilizada para o cálculo da Md.

Determinação de Q1:

1º) Passo: Determina-se a posição (P) que o 1º quartil ocupa na distribuição dos dados,
isto é,


a) Decil:


3 , 2 , 1 ,
4
= ⋅ = i
N
i P
Como N (número de valores observados) = ∑f = 100, então
P = (1)(100/4) = 25, onde i = 1
2º) Passo: Identifica-se a classe Q1 pela freqüência acumulada (Fac). No exercício, a
posição do quartil refere-se à 3ª classe.
3º) De posse desses dados determinamos o valor do 1º quartil por meio da fórmula:

h
F
FAA P
Li
Q
Q
Q
Q
(
(
¸
(

¸


+ =
1
1
1
1


onde,

11
h
F
FAA P
Li
Q
Q
Q
Q
(
(
¸
(

¸


+ =
1
1
1
1
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Q1 - 1º Quartil;
LiQ1 – Limite inferior da classe que contém Q1 → 49,5;
P – posição do quartil;
FAAQ1 – freqüência acumulada da classe anterior a classe que contém o quartil;
FQ1 – Freqüência da classe que contém Q1;
h – amplitude do intervalo de classe que contém Q1; → limite superior (ls) – limite inferior
(li) = 59,5 - 49,5 = 10

Logo,
10
14
12 25
5 , 49
1
(
(
¸
(

¸


+ =
Q

onde:



78 , 58
1
=
Q

Determinação de Q3

1º) Passo: Determina-se a posição (P) que o 3º quartil ocupa na distribuição dos dados,
isto é,

3 , 2 , 1 ,
4
= ⋅ = i
N
i P

b) Decil:

Como N = ∑f = 100, então
P = 3(100/4) = 75, onde i = 3
2º) Passo: Identifica-se a classe Q3 pela freqüência acumulada (Fac). No exercício, a
posição do quartil refere-se à 6ª classe.
3º) De posse desses dados determinamos o valor do 3º quartil por meio da fórmula:

h
F
FAA P
Li
Q
Q
Q
Q
(
(
¸
(

¸


+ =
3
3
3
3

onde,
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Q3 - 3º Quartil;
LiQ3 – Limite inferior da classe que contém Q3 → 79,5;
P – posição do quartil;
FAAQ3 – freqüência acumulada da classe anterior a classe que contém o quartil;
FQ3 – Freqüência da classe que contém Q1;
h – amplitude do intervalo de classe que contém Q1; → limite superior (ls) – limite inferior
(li) = 89,5 - 79,5 = 10

Logo,

10
18
72 75
5 , 79
3
(
(
¸
(

¸


+ =
Q
onde:



17 , 81
3
=
Q

Dessa forma, o valor do coeficiente quartílico de assimetria será:


) ( 095 , 0
22,39
2,13 -
22,39
78 , 58 08 , 142 81,17
58,78) - (81,17
78 , 58 ) 04 , 71 ( 2 81,17
e
Q
mente aproximada − = =
+ −
=
+ −
=
Logo, a resposta é a letra “d”.


Observação1: Para o cálculo das separatrizes [quartis, decis e percentis (ou centis)] para
dados agrupados em tabelas de distribuição de freqüências, segue-se o seguinte
procedimento:


1º) Determinar a posição que a separatriz ocupa na distribuição dos dados.

a) quartil


b) Decil:


9 , 8 , 7 , 6 , 5 , 4 , 3 , 2 , 1 ,
10
= ⋅ = i
N
i P
13
3 , 2 , 1 ,
4
= ⋅ = i
N
i P
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Centil:


c) Percentil (ou Centil)

99 ..., , 3 , 2 , 1 ,
100
= ⋅ = i
N
i P


2º) Localizar esta posição na distribuição de freqüência acumulada (FA), sabendo
qual a “classe” que contém a separatriz.

4º) De posse desses dados determinamos o valor da separatriz através da fórmula:

h
Fi
FAA P
Li S ⋅

+ =

onde:

S – separatriz;
Li – Limite inferior da classe que contém a separatriz;
P – posição da separatriz;
FAA – freqüência acumulada da classe anterior a classe que contém a separatriz;
h – amplitude do intervalo de classe.
Conceito de coeficiente quartílico de assimetria (ou coeficiente de Bowley), que é
expresso da seguinte maneira:

e
Q Md Q
(Q Q )
Q
3 1
3 1
=
− +

2

Para completar, saiba que, de acordo com esse coeficiente, as distribuições são
classificadas da seguinte maneira:

-1< eQ < -0,3 → assimétrica negativa forte
-0,3< eQ < -0,1 → assimétrica negativa moderada
- 0,1< eQ < 0 → assimétrica negativa fraca
eQ = 0 → simétrica
0< eQ < 0,1 → assimétrica positiva fraca
0,1< eQ < 0,3 → assimétrica positiva moderada
0,3< eQ < 1 → assimétrica positiva forte
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43- Para a distribuição de freqüências do atributo X sabe-se que
Nessas expressões os i x representam os pontos médios das classes e x a média amostral.
Assinale a opção correta. Considere para sua resposta a fórmula da curtose com base nos
momentos centrados e suponha que o valor de curtose encontrado é populacional.
a) A distribuição do atributo X é leptocúrtica.
b) A distribuição do atributo X é platicúrtica.
c) A distribuição do atributo X é indefinida do ponto de vista da intensidade da curtose.
d) A informação dada se presta apenas ao cálculo do coeficiente de assimetria com base
nos momentos centrados de X.
e) A distribuição de X é normal.
Comentários
A curtose indica o grau de achatamento de uma distribuição em relação a uma
distribuição padrão (distribuição normal), denominada curva normal.
Em outras palavras, a curtose indica até que ponto uma curva de freqüências de uma
distribuição se apresenta mais afilada ou mais achatada se comparada a uma curva
padrão, que é a curva normal (curva Gaussiana). Quanto ao grau de curtose, há três
possíveis tipos de curvas de freqüência:
• Curva de Freqüências Mesocúrtica (C = 3): Curva de freqüências que apresenta um
grau de achatamento equivalente ao da curva normal, conforme ilustrado na figura a
seguir:
• Curva de Freqüências Platicúrtica (C<3): Curva de freqüências que apresenta alto
grau de achatamento, superior ao da normal, conforme ilustrado na figura a seguir:
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• Curva de Freqüências Leptocúrtica (C>3): Curva de freqüências com alto grau de
afilamento, superior ao da normal, conforme ilustrado na figura a seguir:

.
O coeficiente de curtose (C) pode ser expresso da seguinte maneira:
C = M4/DP
4
= M4/VAR
2
= M4/ M2
2
Como os dados estão agrupados (há a presença de freqüências), a variância [VAR(X)
para populações] e o momento central de ordem 4 (M4 ou momento centrado na média de
ordem 4) são expressos da seguinte maneira:
VAR (X) =
( )


=

i
n
i
i i
f
f X X
1
2
= M2 =
100
500 . 24
= 245
Onde M2 = Momento Central de Ordem 2 ou Momento Centrado na Média de Ordem 2
M4 =
( )


=

i
n
i
i i
f
f X X
1
4
=
100
500 . 682 . 14
=146.825
Logo, o valor do coeficiente de curtose (C) será:
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C = M4/VAR
2
=
( )
2
245
825 . 146
=
025 . 60
825 . 146
≅ 2,45
C < 3 → A distribuição do atributo X é platicúrtica. Logo, a resposta é a letra “b”.
Observação 1: Coeficiente Percentílico de Curtose
O coeficiente percentílico de curtose (k) é a medida mais elementar usada
para avaliar o grau de curtose de uma distribuição ou curva de freqüências, ou seja, mede
o achatamento de uma distribuição de freqüências. É definido pela expressão que segue:
) P (P
DQ
k
10 90

=
, onde DQ é a amplitude semi-interquartílica (ou desvio-quartílico), ou seja:
2
Q Q
DQ
1 3

=
Onde,
P90= nonagésimo percentil
P10= décimo percentil
Q3 = terceiro quartil
Q1 = primeiro quartil
A interpretação desta medida é como segue:
• Se k = 0,263 : curva ou distribuição mesocúrtica;
• Se k > 0,263 : curva ou distribuição platicúrtica;
• Se k < 0,263 : curva ou distribuição leptocúrtica.
Observação 2: Por curiosidade, o coeficiente de curtose utilizado no Microsoft Excel é
expresso pela seguinte fórmula:
Coeficiente de curtose =
) 3 )( 2 (
) 1 ( 3
) 3 )( 2 )( 1 (
) 1 (
2
1
4
− −


¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
− − −
+

|
|
¹
|

\
|

=
n n
n
x
i
n n n
n n
n
i
S
X X
Onde,
Xi = valor da variável analisada
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= média aritmética
n = número de observações
SX = desvio padrão (DP)
=========================================================================
44- Uma variável contábil Y, medida em milhares de reais, foi observada em dois grupos de
empresas apresentando os resultados seguintes:
Assinale a opção correta.
a) No Grupo B, Y tem maior dispersão absoluta.
b) A dispersão absoluta de cada grupo é igual à dispersão relativa.
c) A dispersão relativa do Grupo B é maior do que a dispersão relativa do Grupo A.
d) A dispersão relativa de Y entre os Grupos A e B é medida pelo quociente da diferença de
desvios padrão pela diferença de médias.
e) Sem o conhecimento dos quartis não é possível calcular a dispersão relativa nos grupos.
Comentários
Sabemos que dispersão (ou variabilidade) é a maior ou menor diversificação dos valores
de uma variável em torno de um valor de tendência central (média ou mediana) tomado
como ponto de comparação.
Por outro lado, o desvio padrão [DP(x), σ(população) ou S(amostra)] tem duas
características importantes:
• Considera que os desvios se distribuem homogeneamente ao redor do
valor da média.
• É uma medida de dispersão absoluta.
Mas o fato de o desvio padrão ser uma medida de dispersão absoluta não permite
comparar as medidas de dispersão de duas ou mais séries de observações. Nesse caso,
define-se uma medida da dispersão relativa ou da concentração de uma distribuição,
denominada como Coeficiente de Variação de Pearson, expresso pela seguinte fórmula:
| X |
) (x DP
CV =
Onde,
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CV = Coeficiente de Variação de Pearson
DP(x) = Desvio Padrão
= média aritmética
O Coeficiente de Variação de Pearson é o quociente entre o desvio padrão e o valor
absoluto da média aritmética referentes a dados de uma mesma série. Trata-se de uma
medida relativa de dispersão, útil para a comparação em termos relativos do grau de
concentração em torno da média de séries distintas.
O Coeficiente de Variação é um número adimensional (seu valor independe da unidade
de medida da variável analisada). O resultado pode ser expresso na forma percentual,
bastando multiplicar o seu resultado por 100. Comparando duas séries, a série que tiver
menor coeficiente de variação terá menor dispersão, ou seja, menor risco.
No exercício, a dispersão relativa dos Grupos A e B serão:
( ) % 20 2 , 0
20
4
: ou CV GrupoA = =
%) 30 ( 3 , 0
10
3
: ou CV GrupoB = =
O Grupo A tem menor coeficiente de variação (CV = 0,2). Logo, o Grupo A menor
dispersão (ou variabilidade), menor risco ou maior homogeneidade.
A resposta é a letra “c”, pois a dispersão relativa do Grupo B é maior do que a
dispersão relativa do Grupo A.
Um exemplo prático do coeficiente de variação é em Finanças (Administração Financeira),
onde esse coeficiente mostra o risco por unidade de retorno e proporciona uma base de
comparação que faz mais sentido quando o retorno esperado de duas alternativas não é o
mesmo. Se dois investimentos tem os mesmos retornos esperados, mas desvios padrão
diferentes, os investidores irão escolher o investimento com menor desvio padrão (ou
seja, menor risco). Por outro lado, se dois investimentos tem o mesmo risco (desvio
padrão), mas com retornos esperados diferentes, os investidores, em geral, preferem o
investimento com o retorno esperado mais alto. Mas quando os investimentos diferem
tanto em relação aos desvios padrão como aos retornos esperados, o coeficiente de
variação é uma medida melhor para a avaliação do risco nesse tipo de situação. O
investimento com menor coeficiente de variação apresentará menor risco.
Assim, se tenho duas carteiras de investimento A e B, sendo que o coeficiente de
variação da carteira de investimento A é maior que o coeficiente de variação da carteira B,
então a carteira B apresenta menor risco que a carteira A.
=========================================================================
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45- No tempo t0+2 o preço médio de um bem é 30% maior do que em t0+1, 20% menor do que
em t0 e 40% maior do que em t0+3. Assinale a opção que dá o relativo de preços do bem em
t0+3 com base em t0+1.
a) 162,5%
b) 130,0%
c) 120,0%
d) 092,9%
e) 156,0%
Comentários
Considere duas épocas e os respectivos preços de um artigo:

0 = época base (época de referência)
t = época atual (época dada)
P0 = preço do bem na época base
Pt = preço do bem na época atual

Define-se o preço relativo, índice relativo de preço ou número-índice de preço pela
seguinte expressão:

0
, 0
P
P
P
t
t
=

É o número-índice mais simples, que indica a relação entre o preço de um produto em
determinado período (ano, mês) e o preço no período base. Em termos percentuais,

O ano considerado base corresponderá sempre ao índice igual a 100. Os demais
apresentarão, portanto, valores que flutua no em torno de 100.
No exercício em análise, tomando-se o ano t0 + 1 como ano-base, o preço relativo que lhe
corresponde é 100 (simbolicamente, t0 + 1 = 100 ou 100%).
Como o preço, em t0 + 2, é 30% maior do que em t0 + 1, o preço relativo correspondente a
t0 + 2 é 100 + 30 = 130, ou seja, o preço em t0 + 2 é 130% do preço em t0 + 1.
Como o preço em t0 + 2 é 20% inferior ao de t0, ele deve ser 100% – 20% = 80% do preço
de t0. Então, o preço em t0 é
20
100
0
, 0
x
P
P
P
t
t
=
% 125
25 , 1
8 , 0
1
ou
=
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do preço em t0 + 2, ou seja, o preço relativo em t0 é 125% do de t0 + 2. Logo, 125% de 130
= 162,5.
Como o preço em t0 + 2 é 40% maior do que em t0 + 3, ele deve ser 100 + 40 = 140 do de
t0 + 3. Então, o preço em t0 + 3 é 1/1,4 do preço em t0 + 2, ou seja, o preço relativo em t0
+ 3 é 1/1,4 do de t0 + 2.
Isto é, 1/1,4 x 130 = 92,857 =~ 92,9
Por conseguinte, os preços relativos são os apresentados na tabela a seguir:



Ano t
0
t
0
+ 1 t
0
+ 2 t
0
+ 3
Preço Relativo
(t0 + 1 = 100)
162,5 100 130 92,9 (aproximadamente)


Logo, a resposta é a letra “d”.

Alternativamente, podemos resolver essa questão de uma outra forma:


P0 P 1,3P = 0,8P0 = 1,4P’ P’

t0 t0 + 1 t0 + 2 t0 + 3

De acordo com o exercício, no tempo t0 + 2 o preço do bem é 30% maior do
que em t0 + 1 (1,3P), 20% menor do que em t0 (0,8P0) e 40% maior do que em t0 + 3
(1,4P’). Logo, o relativo de preços do bem em t0 + 3 com base em t0 + 1 será:


=========================================================================
21
. 9 , 92 857 , 92
130
4 , 1
1
≅ =
x
% 9 , 92 929 , 0 9285 , 0
4 , 1
3 , 1
8 , 0
3 , 1
4 , 1
8 , 0
3 , 1
8 , 0
4 , 1
8 , 0
0
0
'
3 0 , 1 0
ou x
P
P
P
P
P t t
= ≅ = = = =
+ +

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Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha

ESTATÍSTICA BÁSICA – AFRF/2002-2
Prova resolvida e comentada por: SÉRGIO RICARDO DE BRITO GADELHA é monitor de macroeconomia, microeconomia e estatística no Instituto Superior de Economia e Gestão, em Brasília – DF (sergio@pontodosconcursos.com.br) ========================================================================= Para a solução das questões de números 38 a 43 utilize o enunciado que segue. O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro, numa amostra de tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos, produziu a tabela de freqüências seguinte:

38- Assinale a opção que corresponde à estimativa da mediana amostral do atributo X. a) b) c) d) e) 71,04 65,02 75,03 68,08 70,02

Comentários A medida de tendência central mediana (Md), é o valor da série ordenada que está localizado numa posição eqüidistante dos extremos dos elementos da série. Em outras palavras, mediana é o valor que divide uma série ordenada em duas partes iguais quanto ao número de valores. Em uma série de n observações ordenadas de forma crescente, a mediana é o valor da observação que divide essa série de n observações, em duas metades iguais, uma delas com valores inferiores ao valor da mediana e a outra cm valores superiores. Se a série de dados tiver um número ímpar de observações, a mediana é o próprio elemento que está no meio da série, ou seja, é o valor central [elemento com ordem igual a (n+1)/2].

2

a mediana é.9. No exercício.5 – 79. é obtido por meio da seguinte fórmula: Md = li + [h(Em – Fac ant)/f] Onde. é o número de vezes que o elemento aparece na amostra.5 – 39. Além disso.5 – 59. soma-se o valor da freqüência acumulada da 1ª classe com o valor da freqüência da 2ª classe.89.com.5 3ª . Nesse caso. deve-se dividir por dois a soma dos valores das observações com ordens (n/2) e (n/2) + 1. e com intervalo de classes.ResumosConcursos.69. e assim por diante. Logo. desde a observação inicial.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha Se a série de dados tiver um número par de observações. a série de dados está disposta em uma distribuição de freqüências.5 – 99.79.hpg.39. ou seja. o valor da mediana em dados agrupados. a freqüência acumulada de uma observação da série é dada pela soma das freqüências.5 – 69.5 2ª . Classes 1ª . h = diferença entre o limite superior da classe mediana e o limite inferior da classe mediana.www. a distribuição de freqüências absolutas de uma série de dados é uma função que representa os pares formados pelos valores das observações e suas respectivas freqüências.5 7ª . E o par formado pelo valor de cada observação e sua freqüência gera a tabela de freqüências absolutas da série de observações ou distribuição de freqüências absolutas. para encontrar os valores da coluna Freqüência Acumulada (absoluta ou simples). E a distribuição de freqüências acumuladas de uma série de observações é uma função que representa os pares formados pelos valores das observações e suas respectivas freqüências acumuladas.5 6ª .5 5ª .49. a média aritmética dos dois valores centrais. No exercício.5 4ª .5 Freqüência (f) 4 8 14 20 26 18 10 ∑f = 100 3 Freqüência Acumulada 4 12 26 46 72 90 100 . obtendo-se o valor da freqüência acumulada da 2ª classe (4 + 8 = 12). freqüência acumulada da classe anterior à classe mediana f = freqüência simples da classe mediana Deve-se seguir os seguintes passos: 1. Em outras palavras.5 – 49. Md = mediana li = limite inferior da classe mediana.5 – 89. por convenção. ou seja. é a amplitude do intervalo da classe mediana Em = elemento mediano Fac ant = freqüência acumulada anterior. Cálculo da freqüência acumulada: A freqüência simples ou absoluta de uma observação da série é o número de repetições dessa observação. absolutas (simples) ou relativas. primeiramente repete-se o valor da freqüência da 1ª classe na coluna Freqüência Acumulada. Após. Por não existir um valor no centro da série.29.

respectivamente. é o comprimento da classe.5 + 1.5 e 59. que é igual à 10]. Nessa classe. ou simplesmente intervalo de classe. No exercício. sendo geralmente definida como a diferença entre seus limites superiores e inferiores.5. cujos limites inferior e superior agora são 50.5 e maiores do que 50.5 e maiores do que 50. temos: 4 .www. somarmos os valores das freqüências entre a terceira e sétima classes.Assinale a opção que corresponde à estimativa do número de indivíduos na população com valores do atributo X menores ou iguais a 95. Cálculo da mediana : Md = 69. marcamos a classe correspondente à freqüência acumulada imediatamente superior ao elemento mediano. iremos focar nossa análise na 3ª classe. ========================================================================= 39. A amplitude do intervalo de classe. correspondentes à amostra. 3.5 = 10).5.5 – 50.5 (limite inferior). Cálculo do elemento mediano (Em): ∑f = n = 100 (número par) Em = (∑f)/2 = 100/2 = 50 Então. e o valor da respectiva freqüência é 14.ResumosConcursos. o intervalo de classe será 9 (59. a) b) c) d) e) 700 638 826 995 900 Comentários A questão solicita a estimativa do número de indivíduos na população com valores do atributo X menores ou iguais a 95. dessa forma. devemos construir uma nova tabela de freqüência e.5 = 10 4.5.5 e 59. Cálculo da amplitude do intervalo da 5ª classe mediana : h = 79.5 + [10(50 – 46)/26] Md = 69. Se o valor do atributo é maior que 50. observe que o intervalo de classe é 10 para todas as classes [por exemplo.5. Tal classe será a classe mediana .hpg. Por meio de uma regra de três simples. cujos limites inferior e superior são 49.com. respectivamente. sabemos que o intervalo de classe é igual à 10 (59.5 (limite superior) – 29.54 Md = 71.5.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha 2. na 1ª classe temos 39. Logo. Esse valor do elemento mediano indica que deve-se utilizar os valores da 5ª classe mediana.04 (aproximadamente) A resposta é a letra “a”. Para se encontrar o valor da nova freqüência correspondente à 3ª classe. primeiramente devemos encontrar o novo valor do intervalo de classe.5 = 9).5 – 69.5 – 49. Primeiramente.

6 20 26 18 6 A questão solicita a estimativa do número de indivíduos na população com valores do atributo X menores ou iguais a 95.6. Para se encontrar o valor da nova freqüência correspondente à 7ª classe.com.5 4ª) 59.ResumosConcursos.5 – 49.5 e 99.5.5 7ª) 89. 5 .5 – 69. temos: Intervalo de classe 10 6 freqüência nova 10 X 6 x 10 =6 X = 10 Logo. ou seja.5 2ª) 39.www. o intervalo de classe será 6 (95.5. Nesse caso. teremos uma nova tabela de freqüências.5 e maiores do que 50. o valor da nova freqüência correspondente à terceira classe será 12.6 + 20 + 26 + 18 + 6 = 82.5 3ª) 49. respectivamente.6.6. devemos então direcionar nossa análise na 7ª classe. Por outro lado. e o valor da respectiva freqüência é 10.5 – 59. Logo. cujos limites inferior e superior são 89.6 X = 10 Logo. primeiramente devemos encontrar o novo valor do intervalo de classe.5 – 79.5 Freqüência (f) 4 8 14 20 26 18 10 ∑f = 100 Freqüência Nova (f’) 4 8 12. cujos limites inferior e superior agora são 89.5. essa nova amostra tem tamanho 82. expressa a seguir: Classes 1ª) 29. Conforme visto em tópicos anteriores.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha Intervalo de classe 10 9 freqüência nova 14 X 9 x 14 = 12. respectivamente. sabemos que o intervalo de classe é igual à 10 (99. Dessa forma. se o valor do atributo é menor ou igual a 95.5 = 6). Dessa forma.5 6ª) 79.5 e 95.hpg.5. Nessa classe. 12.5 – 89. o valor da nova freqüência correspondente à sétima classe será 6.5 – 99. sabemos que a soma das freqüências é sempre igual ao número total de valores observados. iremos somar os valores da freqüência nova (f’) entre a terceira e a sétima classes.5 – 39. Por meio de uma regra de três simples.5 5ª) 69.5 = 10).5 – 89.5 – 89.

li = limite inferior da classe modal h = a amplitude da classe modal fmáx = freqüência máxima fant = freqüência anterior à freqüência máxima fpost = freqüência posterior à freqüência máxima 6 .1.50 73. então o número de indivíduos na população com valores do atributo X menores ou iguais a 95. quando a classe moda e as classes vizinhas têm a mesma amplitude.10 Comentários A Moda é o valor da série que mais se repete.5 será 826. Para obter o valor da moda.3.5.3.2.2. Para distribuições simples (sem agrupamento em classes) a identificação da Moda é facilitada pela simples observação do elemento que apresenta maior freqüência.7. A moda também pode ser calculada quando os dados estão dispostos em uma distribuição de freqüência. é aquela que apresenta a maior freqüência.com.2. ========================================================================= 40. podemos utilizar o método mais simples.53 80. o conjunto A = {2. No caso.10}).ResumosConcursos. no caso de os intervalos de classe terem a mesma amplitude.3. Esse valor é denominado moda bruta: Mo = (li + ls)/2 Onde.79 71.20 74. Um conjunto de observações pode não ter moda (por exemplo.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha Se o valor 82.4}).fmáx – (fant + fpost)] Onde.6. quando os dados estão agrupados com intervalos de classe.5 e maiores do que 50. A resposta é a letra “c”. recomendase o uso do método de Czuber: Mo = li + h[(fmáx – fant)/2.4}). isto é.1. a) b) c) d) e) 69. que consiste em tomar o ponto médio da classe modal. pode ter uma única moda (unimodal: B = {1.2. duas modas (bimodal: C={1.2. li = limite inferior da classe modal e ls = limite superior da classe modal.4.6 corresponde ao somatório das classes da amostra da qual tenho interesse.hpg. Porém.3. que tem maior freqüência.www.4}) ou mais de duas modas (multimodal: D = {1.3.Assinale a opção que corresponde ao valor modal do atributo X no conceito de Czuber. primeiro localiza-se a classe modal que.

5 54.5 84.5 69.79 (aproximadamente) A resposta é a letra “b”.5 + 4.www.950 69.521 945 ∑ =6.Assinale a opção que corresponde ao desvio absoluto médio do atributo X. Ou.937 1.[∆1/(∆1 + ∆2)] Onde.1 13.0 17.6 18.com.5 69.5 69.300 7 .2857 Mo = 73. fi 140 200 210 100 130 270 250 ∑ = 1.5 74.hpg.5 69. Mo = li + h.5 + 10[(26 – 20)/2(26) – (20 + 18)] Mo = 69.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha No exercício.5 + 10[6/14] Mo = 69.ResumosConcursos.fi 138 356 763 1. a) b) c) d) e) 16.5 44.5 64.5 69.5 69.5 Xi. ∆1= diferença entre a freqüência da classe modal e a imediatamente anterior ∆2= diferença entre a freqüência da classe modal e a imediatamente posterior ========================================================================= 41.5 + 10[6/ [52 – 38] Mo = 69.5 Xi.5 + 10[0.0 16.290 1.0 Comentários Comentários: Ponto Médio (Xi) 34.42857] Mo = 69. Mo = 69.5 94. -35 -25 -15 -5 5 15 25 | Xi 35 25 15 5 5 15 25 | | Xi |.

deve-se seguir os seguintes passos: 1º) Cálculo do Ponto Médio de Classe (PM): Ponto médio de classe é o ponto que divide o intervalo de classe em duas partes iguais. o ponto médio da 1ª classe será: PM = (29. 2º) Cálculo da Média Aritmética Ponderada ( ): A medida de tendência central média aritmética é igual ao quociente obtido pela divisão da soma de todos os valores da série de valores numéricos pelo número total desses valores. . PM = (li + ls)/2 Onde... O ponto médio é obtido calculando-se a média aritmética entre os limites de sua classe.ResumosConcursos.. é a média aritmética dos limites da classe.. Dada uma série numérica com dados não-agrupados (X1. se X i(i = 1. Em uma tabela com dados agrupados. a média aritmética ponderada é dada por: = ∑X i =1 n i fi / ∑ fi i=q n onde: fi = freqüência absoluta simples da classe i (pesos) = média aritmética Xi = ponto médio do intervalo de classe i n = total de classes da distribuição de freqüências ∑fi = freqüência total 8 ..5)/2 = 34. dados agrupados com intervalo de classes.www.5 + 39.hpg.com. ou seja. Por exemplo.5 (e assim por diante). ou seja.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha Para encontrar o valor do desvio absoluto médio do atributo X. X2.2.. a média aritmética simples destes n valores será obtida pela seguinte expressão: = ∑X i =1 n i /n onde: = média aritmética simples dos valores Xi Xi = cada um dos valores observados n = número de valores observados No caso de os dados estiverem classificados em uma distribuição de freqüências com n classes. n) são os valores centrais das classes ou os diferentes valores observados (no caso de uma variável discreta) e se fi são as respectivas freqüências (ou pesos). o cálculo da média aritmética uso os pontos médios dos intervalos de classes (Xi). . Xn). Logo. li = limite inferior ls = limite superior PM = ponto médio.

. No exercício. a soma dos desvios das observações da série com relação à própria média da série é sempre igual a zero. o valor do desvio médio absoluto do atributo X será: DMA = 1300/100 = 13.Assinale a opção que dá o valor do coeficiente quartílico de assimetria.. é a média aritmética das distâncias de cada valor de X à média aritmética do conjunto.. DMA = ∑| Xi | /n Por outro lado. As barras verticais indicam que são tomados os valores absolutos.206 0. X2. Xn) é a média aritmética dos valores absolutos dos desvios em relação à média aritmética ( ). . para dados dispostos em uma tabela de freqüência. tem-se o seguinte valor para a média aritmética ponderada (note que o valor do ∑fi já foi calculado anteriormente): = 6. Em outras palavras.000 -0. agrupados ou não em classes. a) b) c) d) e) 0. prescindindo do sinal dos desvios. usa-se a seguinte expressão: DMA = ∑| Xi | fi /∑fi No exercício.5 3º) Cálculo do Desvio Médio Absoluto (DMA): Dada uma série (conjunto) de observações X com média .hpg. denomina-se como desvio de uma observação.095 0.0 A resposta é a letra “e”.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha Todos os valores incluídos em um determinado intervalo de classe coincidem com seu ponto médio. Dessa forma.com. Logo. para manter os desvios como medida de dispersão de uma série.ResumosConcursos. pois os sinais dos desvios se compensam. ao resultado da diferença entre o valor dessa observação e o valor da média aritmética da série (DM = Xi. o desvio médio absoluto de um conjunto de dados (X1.www. Todavia. .300 9 .080 -0. usa-se a média dos valores absolutos dos desvios da série. ========================================================================= 42.). para dados brutos. denominado como desvio médio absoluto (DMA).950/100 = 69.

aos três quartis.5 – 59. ou seja. Sabemos que o 2º quartil. juntamente com a mediana.69.5 2ª . Md = 71. não são medidas de tendência central. que recorre. consideradas individualmente. é uma medida de assimetria freqüentemente usada. O coeficiente quartílico de assimetria assume valores entre os limites -1 e +1. Essas medidas – os quartis. evidentemente.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha Comentários Coeficiente Quartílico de Assimetria Classes 1ª .5 – 89.5 7ª . denotado por eQ. ou seja: -1 ≤ eQ ≤ +1. em seu cálculo.5 – 79. coincide com a Mediana (Q2 = Md). 10 .5 5ª .49. É uma medida muito útil quando não for possível empregar o desvio padrão como medida de dispersão.5 – 69.39.79.5 – 39.9.29.5 – 49.5 Freqüência (f) 4 8 14 20 26 18 10 ∑f = 100 Freqüência Acumulada 4 12 26 46 72 90 100 O coeficiente quartílico (ou quartil) de assimetria. precisamos encontrar os valores do 1º e 3º quartis (Q1 e Q3).04.com. É definido por: eQ = (Q 3 − Md) − (Md − Q1 ) (Q 3 − Md) + (Md − Q1 ) ou eQ = Q 3 − 2 Md + Q1 (Q 3 − Q1 ) Isto é. mas estão ligadas à mediana relativamente à sua característica de separar a série em duas partes que apresentam o mesmo número de valores. esta quantidade é dada pela razão entre a diferença entre o afastamento dos quartis e a sua soma.5 6ª .5 4ª .ResumosConcursos. conhecidas como separatrizes.5 3ª . Logo. os decis e os percentis – são.89.5 – 99.hpg. Encontramos o valor da mediana quando resolvemos a questão 38 (Ponto 6). Há medidas de posição que.www.

isto é. temos: Q1 (1° Quartil): é o valor que antecede 25% da freqüência abaixo dele e sucede 75%. i = 1. Q2 (2° Quartil): coincide com a mediana. 1 .2. i=1.www. ou seja. isto é. Q3 (3° Quartil): é o valor que antecede 75% da freqüência abaixo dele e sucede 25%. Determinação de Q1: 1º) Passo: Determina-se a posição (P) que o 1º quartil ocupa na distribuição dos dados. valor que antecede 50% da freqüência abaixo dele e sucede 50%. É o valor situado de tal modo que as três quartas partes (75 %) dos termos são menores que ele e uma quarta parte 25 % é maior. ou seja. 3 4 Como N (número de valores observados) = ∑f = 100. onde i = 1 2º) Passo: Identifica-se a classe Q1 pela freqüência acumulada (Fac).hpg. deixa 75% dos elementos abaixo dele. então P = (1)(100/4) = 25. 2. as fórmulas para a determinação dos quartis Q1 e Q3 são semelhantes utilizada para o cálculo da Md.ResumosConcursos. a) Decil: P = i⋅ N . 3º) De posse desses dados determinamos o valor do 1º quartil por meio da fórmula: Q 1 =  P − FAAQ1  h + LiQ1  F Q1     P − FAAQ1  h + LiQ1  F Q1    11 Q= onde. Todavia. É o valor situado de tal modo na série que uma quarta parte (25%) dos dados é menor que ele e as três quartas partes restantes ( 75%) são maiores. no cálculo das separatrizes para dados agrupados em tabelas de distribuição de freqüências. a posição do quartil refere-se à 3ª classe.3] separam/dividem um conjunto de dados ordenados (rol) em quatro partes iguais.com. deixa 25% dos elementos abaixo dele. No exercício. Para dados não-agrupados em classes.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha Os quartis [Qi = quartil.

5 = 10 Logo. a posição do quartil refere-se à 6ª classe. FAAQ1 – freqüência acumulada da classe anterior a classe que contém o quartil.49.hpg. h – amplitude do intervalo de classe que contém Q1.5. No exercício. → limite superior (ls) – limite inferior (li) = 59. onde i = 3 2º) Passo: Identifica-se a classe Q3 pela freqüência acumulada (Fac). P = i⋅ N . FQ1 – Freqüência da classe que contém Q1.5 +   1  25 −12  10 14    onde: Q = 58. 12 . 3 4 b) Decil: Como N = ∑f = 100.www. 3º) De posse desses dados determinamos o valor do 3º quartil por meio da fórmula:   −  P FAAQ 3  h Q3 = LiQ 3 +  F Q3    onde.com. Q = 49.1º Quartil. isto é. i = 1.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha Q1 . 2. então P = 3(100/4) = 75.ResumosConcursos. P – posição do quartil.78 1 Determinação de Q3 1º) Passo: Determina-se a posição (P) que o 3º quartil ocupa na distribuição dos dados.5 . LiQ1 – Limite inferior da classe que contém Q1 → 49.

08 + 58. 8. 4.5 +  Q3  18  onde:  10   Q = 81. a resposta é a letra “d”.04) + 58. 3. 6.78 81. 2.17 . i = 1.78 .  75 − 72 = 79.5. 9 10 13 . 2.17 − 2(71.5 = 10 Logo.17 3 Dessa forma.www. i = 1. h – amplitude do intervalo de classe que contém Q1.com. 3 4 b) Decil: P =i⋅ N .3º Quartil. FQ3 – Freqüência da classe que contém Q1. 5. 7.ResumosConcursos. a) quartil N P = i ⋅ .58. P – posição do quartil.79.5 . decis e percentis (ou centis)] para dados agrupados em tabelas de distribuição de freqüências.39 22. LiQ3 – Limite inferior da classe que contém Q3 → 79.095(aproximadamente) (81.78) 22.17 − 142. segue-se o seguinte procedimento: 1º) Determinar a posição que a separatriz ocupa na distribuição dos dados. FAAQ3 – freqüência acumulada da classe anterior a classe que contém o quartil.39 Logo.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha Q3 .13 = = = −0. o valor do coeficiente quartílico de assimetria será: eQ = 81. → limite superior (ls) – limite inferior (li) = 89.2.hpg. Observação1: Para o cálculo das separatrizes [quartis.

ResumosConcursos... FAA – freqüência acumulada da classe anterior a classe que contém a separatriz. P – posição da separatriz. 3. h – amplitude do intervalo de classe.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha Centil: c) Percentil (ou Centil) P = i⋅ N .3 → assimétrica negativa forte -0. 99 100 2º) Localizar esta posição na distribuição de freqüência acumulada (FA).1 → assimétrica negativa moderada . i = 1.1< eQ < 0.hpg. .3 → assimétrica positiva moderada 0.3< eQ < 1 → assimétrica positiva forte ========================================================================= 14 .1 → assimétrica positiva fraca 0.www.0. as distribuições são classificadas da seguinte maneira: -1< eQ < -0. de acordo com esse coeficiente.1< eQ < 0 → assimétrica negativa fraca eQ = 0 → simétrica 0< eQ < 0. expresso da seguinte maneira: que é eQ = Q 3 − 2 Md + Q1 (Q 3 − Q1 ) Para completar. sabendo qual a “classe” que contém a separatriz. Conceito de coeficiente quartílico de assimetria (ou coeficiente de Bowley). Li – Limite inferior da classe que contém a separatriz. saiba que.3< eQ < -0..com. 2. 4º) De posse desses dados determinamos o valor da separatriz através da fórmula: S = Li + onde: P − FAA ⋅h Fi S – separatriz.

a) b) c) d) e) A distribuição do atributo X é leptocúrtica. A distribuição do atributo X é platicúrtica. Quanto ao grau de curtose. Considere para sua resposta a fórmula da curtose com base nos momentos centrados e suponha que o valor de curtose encontrado é populacional.www. que é a curva normal (curva Gaussiana). Comentários A curtose indica o grau de achatamento de uma distribuição em relação a uma distribuição padrão (distribuição normal). há três possíveis tipos de curvas de freqüência: • Curva de Freqüências Mesocúrtica (C = 3): Curva de freqüências que apresenta um grau de achatamento equivalente ao da curva normal. Em outras palavras. a curtose indica até que ponto uma curva de freqüências de uma distribuição se apresenta mais afilada ou mais achatada se comparada a uma curva padrão. superior ao da normal. denominada curva normal. A informação dada se presta apenas ao cálculo do coeficiente de assimetria com base nos momentos centrados de X.com.hpg. conforme ilustrado na figura a seguir: • Curva de Freqüências Platicúrtica (C<3): Curva de freqüências que apresenta alto grau de achatamento. A distribuição do atributo X é indefinida do ponto de vista da intensidade da curtose. Assinale a opção correta. A distribuição de X é normal.Para a distribuição de freqüências do atributo X sabe-se que Nessas expressões os i x representam os pontos médios das classes e x a média amostral.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha 43.ResumosConcursos. conforme ilustrado na figura a seguir: 15 .

br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha • Curva de Freqüências Leptocúrtica (C>3): Curva de freqüências com alto grau de afilamento.ResumosConcursos. conforme ilustrado na figura a seguir: .hpg.com. O coeficiente de curtose (C) pode ser expresso da seguinte maneira: C = M4/DP4 = M4/VAR2 = M4/ M22 Como os dados estão agrupados (há a presença de freqüências).825 100 Logo.500 = 245 100 Onde M2 = Momento Central de Ordem 2 ou Momento Centrado na Média de Ordem 2 M4 = ∑ (X − X ) ∑f n i =1 i i 4 fi = 14. o valor do coeficiente de curtose (C) será: 16 . superior ao da normal.www.500 =146. a variância [VAR(X) para populações] e o momento central de ordem 4 (M4 ou momento centrado na média de ordem 4) são expressos da seguinte maneira: VAR (X) = ∑ (X − X ) ∑f n i =1 i i 2 fi = M2 = 24.682.

www. ou seja.45 (245)2 60.hpg. Observação 2: Por curiosidade. P90= nonagésimo percentil P10= décimo percentil Q3 = terceiro quartil Q1 = primeiro quartil A interpretação desta medida é como segue: • Se k = 0. o coeficiente de curtose utilizado no Microsoft Excel é expresso pela seguinte fórmula: Coeficiente de curtose =  n   n(n + 1)  ∑  (n − 1)(n − 2)(n − 3) i =1    Xi −X Sx   3(n − 1)  −   (n − 2)(n − 3)   4 2 Onde.825 146. É definido pela expressão que segue: k= DQ . a resposta é a letra “b”. mede o achatamento de uma distribuição de freqüências.825 = ≅ 2. onde DQ é a amplitude semi-interquartílica (ou desvio-quartílico).ResumosConcursos. ou seja: (P90 − P10 ) Q − Q1 DQ = 3 2 Onde.263 : curva ou distribuição platicúrtica.025 C < 3 → A distribuição do atributo X é platicúrtica.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha C = M4/VAR2 = 146.com.263 : curva ou distribuição leptocúrtica.263 : curva ou distribuição mesocúrtica. • Se k < 0. Xi = valor da variável analisada 17 . • Se k > 0. Logo. Observação 1: Coeficiente Percentílico de Curtose O coeficiente percentílico de curtose (k) é a medida mais elementar usada para avaliar o grau de curtose de uma distribuição ou curva de freqüências.

Sem o conhecimento dos quartis não é possível calcular a dispersão relativa nos grupos.www. Nesse caso. o desvio padrão [DP(x). foi observada em dois grupos de empresas apresentando os resultados seguintes: Assinale a opção correta. DP(x) |X| 18 . expresso pela seguinte fórmula: CV = Onde.com. Comentários Sabemos que dispersão (ou variabilidade) é a maior ou menor diversificação dos valores de uma variável em torno de um valor de tendência central (média ou mediana) tomado como ponto de comparação.ResumosConcursos. A dispersão relativa do Grupo B é maior do que a dispersão relativa do Grupo A. σ(população) ou S(amostra)] tem duas características importantes: • Considera que os desvios se distribuem homogeneamente ao redor do valor da média. Y tem maior dispersão absoluta.hpg. A dispersão relativa de Y entre os Grupos A e B é medida pelo quociente da diferença de desvios padrão pela diferença de médias.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha = média aritmética n = número de observações SX = desvio padrão (DP) ========================================================================= 44.Uma variável contábil Y. denominada como Coeficiente de Variação de Pearson. A dispersão absoluta de cada grupo é igual à dispersão relativa. a) b) c) d) e) No Grupo B. medida em milhares de reais. define-se uma medida da dispersão relativa ou da concentração de uma distribuição. Por outro lado. • É uma medida de dispersão absoluta. Mas o fato de o desvio padrão ser uma medida de dispersão absoluta não permite comparar as medidas de dispersão de duas ou mais séries de observações.

menor risco ou maior homogeneidade. bastando multiplicar o seu resultado por 100. os investidores irão escolher o investimento com menor desvio padrão (ou seja. Logo. ou seja. mas com retornos esperados diferentes.2(ou 20% ) 20 3 = 0. menor risco). Assim.hpg. Se dois investimentos tem os mesmos retornos esperados.ResumosConcursos.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha CV = Coeficiente de Variação de Pearson DP(x) = Desvio Padrão = média aritmética O Coeficiente de Variação de Pearson é o quociente entre o desvio padrão e o valor absoluto da média aritmética referentes a dados de uma mesma série. O resultado pode ser expresso na forma percentual. em geral. os investidores. a dispersão relativa dos Grupos A e B serão: GrupoA : CV = GrupoB : CV = 4 = 0. a série que tiver menor coeficiente de variação terá menor dispersão. menor risco. sendo que o coeficiente de variação da carteira de investimento A é maior que o coeficiente de variação da carteira B. onde esse coeficiente mostra o risco por unidade de retorno e proporciona uma base de comparação que faz mais sentido quando o retorno esperado de duas alternativas não é o mesmo. então a carteira B apresenta menor risco que a carteira A. O investimento com menor coeficiente de variação apresentará menor risco. o Grupo A menor dispersão (ou variabilidade). se dois investimentos tem o mesmo risco (desvio padrão). se tenho duas carteiras de investimento A e B.2). Um exemplo prático do coeficiente de variação é em Finanças (Administração Financeira). ========================================================================= 19 . Comparando duas séries. No exercício. útil para a comparação em termos relativos do grau de concentração em torno da média de séries distintas. Por outro lado. o coeficiente de variação é uma medida melhor para a avaliação do risco nesse tipo de situação. pois a dispersão relativa do Grupo B é maior do que a dispersão relativa do Grupo A.com. O Coeficiente de Variação é um número adimensional (seu valor independe da unidade de medida da variável analisada). A resposta é a letra “c”. Trata-se de uma medida relativa de dispersão. preferem o investimento com o retorno esperado mais alto. mas desvios padrão diferentes.www. Mas quando os investimentos diferem tanto em relação aos desvios padrão como aos retornos esperados.3(ou 30%) 10 O Grupo A tem menor coeficiente de variação (CV = 0.

que indica a relação entre o preço de um produto em determinado período (ano. 20% menor do que em t0 e 40% maior do que em t0+3.0% 092. Como o preço.5% 130.No tempo t0+2 o preço médio de um bem é 30% maior do que em t0+1. o preço relativo correspondente a t0 + 2 é 100 + 30 = 130. a) b) c) d) e) 162. Como o preço em t0 + 2 é 20% inferior ao de t0.9% 156.hpg. o preço relativo que lhe corresponde é 100 (simbolicamente. ele deve ser 100% – 20% = 80% do preço de t0. tomando-se o ano t0 + 1 como ano-base. Assinale a opção que dá o relativo de preços do bem em t0+3 com base em t0+1. o preço em t0 é 1 = 1. mês) e o preço no período base.ResumosConcursos. em t0 + 2. t0 + 1 = 100 ou 100%). é 30% maior do que em t 0 + 1.0% 120. P 0 .com.www.0% Comentários Considere duas épocas e os respectivos preços de um artigo: 0 = época base (época de referência) t = época atual (época dada) P0 = preço do bem na época base Pt = preço do bem na época atual Define-se o preço relativo. portanto.t = Pt P0 É o número-índice mais simples.8 20 .25 ou 125% 0.t = P P t x100 0 O ano considerado base corresponderá sempre ao índice igual a 100. No exercício em análise. o preço em t0 + 2 é 130% do preço em t0 + 1. Então. valores que flutua no em torno de 100. Em termos percentuais. índice relativo de preço ou número-índice de preço pela seguinte expressão: P 0.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha 45. ou seja. Os demais apresentarão.

9% 1. Como o preço em t0 + 2 é 40% maior do que em t0 + 3.ResumosConcursos. 20% menor do que em t0 (0. Então. Logo. 125% de 130 = 162.857 92.3 ' 0 = 0 0.br Estatística – AFRF/2002-2 por Sérgio Gadelha do preço em t0 + 2.4conseguinte.4P’). ou seja.hpg.4 do preço em t0 + 2.8 1.4 ========================================================================= 21 .www.4 = P = P 0. ou seja.9285 = 0. Isto é.8P0 = 1.t 0 + 3 0.8P 1. o preço em t0 + 3 é 1/1. Logo.5.8 1.4P’ t0 + 2 P’ t0 + 3 De acordo com o exercício.com.9 (aproximadamente) Logo.3P). a resposta é a letra “d”. no tempo t0 + 2 o preço do bem é 30% maior do que em t0 + 1 (1.3 1.857 =~ 92.5 t0 + 1 100 t0 + 2 130 t0 + 3 92. ele deve ser 100 + 40 = 140 do de t0 + 3. o relativo de preços do bem em t0 + 3 com base em t0 + 1 será: P t 0 +1.4 x 130 = 92.929 ou 92. podemos resolver essa questão de uma outra forma: P0 t0 P t0 + 1 1.3P = 0. 1/1.9.9 1 x 130 = 92.4 0.3 x = ≅ 0. o preço relativo em t0 + 3 é 1/1. Alternativamente. o preço relativo em t0 é 125% do de t0 + 2.8P 1. 1. os preços≅ Por relativos são os apresentados na tabela a seguir: Ano Preço Relativo (t0 + 1 = 100) t0 162.4 do de t0 + 2.8P0) e 40% maior do que em t0 + 3 (1.