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18 15 Maio 2009 BRASIL “Rio de Paz” combate a violência Magalhães no Brasil Governo
18
15 Maio 2009
BRASIL
“Rio de Paz” combate a violência
Magalhães no Brasil
Governo contra muros à volta das favelas
A
organização “Rio de Paz” voltou a realizar um protesto
pacífico contra a violência no Rio de Janeiro, deixando milhares
de
pedras brancas e areia vermelha na escadaria da Assembleia
A Microfil -Tecnologias de
Informação instalou em
Limoeiro do Norte, Ceará, a
primeira Plataforma Camões,
que usa os computadores
Magalhães para “aproximar os
países de língua portuguesa”.
A localidade em Limoeiro do
Norte é considerada irmã da
cidade de Espinho, em Portugal.
O
governo brasileiro admitiu na ONU não ter sido uma boa ideia
a construção de altos muros para cercar favelas do Rio de
Janeiro e impedir a sua expansão. Paulo Vannuchi, ministro dos
Legislativa, num alerta para 17 mil assassínios em 24 meses. A
denúncia é clara, segundo o luso-descendente e líder do
Movimento Rio de Paz, António Carlos Costa: “Essas pedras
representam a morte de 17 mil pessoas no decurso de dois anos
e quatro meses, incluindo polícias mortos, pessoas mortas em
Direitos Humanos, considerou que muros nunca são uma boa
ideia de cidade, embora entenda as razões ambientais e de
segurança que ditaram a decisão. A construção dos muros, que
está em execução e vai cercar ao todo 11 favelas cariocas, foi
considerada atentatória dos direitos humanos pelos membros do
confronto com a polícia, homícidio doloso, etc
Comité de Direitos Económicos, Sociais e Culturais da ONU.

Polícia desmantela gigantesco esquema de fraude em pirâmide

A Polícia Federal brasileira anunciou que desmantelou um esquema de fraude

em pirâmide que operava no Estado do Rio Grande do Sul e que movimentava perto de dois milhões de reais (cerca de 698 mil euros). Em comunicado, a Polícia Federal explicou que o esquema foi desmantelado por 40 agentes policiais na denominada operação “M”, que levou a cabo na

capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, e nas cidades de Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul.

A operação levou à detenção de sete pessoas que deverão responder à Justiça

brasileira por associação criminosa, roubo, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, cujas penas somadas podem atingir os 30 anos de prisão efectiva.

O esquema em pirâmide operava através de uma rede de captadores de

recebiam uma comissão para atrair clientes com a promessa de que seriam pagos juros superiores aos praticados no mercado, explicaram as autoridades. “Existe uma grande quantidade de pessoas que foram vítimas deste esquema, desde pequenos investidores que se desfizeram de bens e das suas poupanças para realizar esta aplicação, até grandes empresas”, explica a Policia Federal em

comunicado. Os famosos esquemas em pirâmide operam através de promessas de juros superiores aos praticados nos mercados, com os investimentos dos investidores mais recentes a pagarem os juros dos mais antigos, acabando por ir abaixo quando o número de novos investidores não é suficiente para continuar a ‘alimentar’ as contas dos restantes investidores.

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a ‘alimentar’ as contas dos restantes investidores. PUB. Chuvas e cheias fizeram 37 mor tos Os

Chuvas e cheias fizeram 37 mortos

Os desastres provocados por fortes chuvas e cheias no Brasil já provocaram a morte de 37 pessoas e deixaram 296.365 pessoas desalojadas ou desabrigados no país, divulgou o Governo brasileiro. Pelo menos 1.150.900 pessoas foram afectadas, conforme balanço da Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional do Brasil. As fortes chuvas provocaram a morte de 37 pessoas em oito Estados: Ceará (12), Maranhão (8), Baía (7), Alagoas (4), Paraíba (2), Sergipe (2), Pernambuco (1) e Santa Catarina (1). A Sedec apontou ainda que danos causados pelo excesso de chuva atingiram 357 municípios localizados em 13 Estados brasileiros. No Nordeste, o Ceará e o Maranhão são os Estados que registam maior número de municípios atingidos, 78 cada. A seguir

aparecem Piauí (37), Paraíba (27), Rio Grande do Norte (16), Baía (11), Pernambuco (9), Sergipe (7) e Alagoas (3). No Ceará, são 259.355 pessoas afectadas de alguma forma pelas chuvas este ano, sendo que

54.913 estão desabrigados ou desalojados.

No Maranhão, o número alcança 204.884 pessoas, com 74 mil desalojados ou desabrigados, enquanto no Piauí e no Rio Grande do Norte, a chuva afectou a vida de

78.520 e 45.308 pessoas, respectivamente.

Da região Norte, o estado do Amazonas tem o maior número de municípios afectados (44) e cerca de 52 mil pessoas desalojadas ou

desabrigadas. No Pará são 35 municípios e 170.095 pessoas directa ou indirectamente atingidas pela chuva, conforme a Sedec. No Sul do país, a chuva prejudicou 10 municípios, num total de 3.550 pessoas afectadas.

Gays querem “lei da homofobia”

A poucos horas de comemorar a data que marca o combate à homofobia, no próximo dia 17, o movimento brasileiro de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) concentra esforços na aprovação de uma lei contra a discriminação por orientação sexual. As atenções de pelo menos 200 organizações que lutam pela liberdade de orientação sexual no Brasil voltam-se para o Senado brasileiro na expectativa de que seja votado e aprovado o projecto de lei 5003/2001, que mais tarde se tornou o projecto de lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia. A chamada “lei da homofobia”, cujo projecto estava pronto desde 2006 à espera de ser votado, no entanto, segundo Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), enfrenta obstáculos que atrasam a entrada do documento na agenda do Senado.

Ministro participa na “Marcha da Maconha” “Marcha da Maconha”

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, declarou-se favorável à descriminalização das drogas e confirmou a sua presença na “Marcha da Maconha”, no Rio de Janeiro, onde cerca de duas mil pessoas deverão percorrer a orla de Ipanema. “Vou participar da concentração para declarar a minha posição. Sou completamente favorável a que se trate o assunto da droga como uma questão de saúde e não como uma questão de

polícia”, disse à Lusa o ministro.Sou completamente favorável a que se trate o assunto da droga como uma questão de saúde

se trate o assunto da droga como uma questão de saúde e não como uma questão