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João Jose Gremmelmaier

Crônicas de Gerson Travesso 6

As Brigas de Pedro ganham uma conotação diferente, se antes parecia temer a morte, alguns começam temer o pequeno Pedro.

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Esta crônica é composta de apenas um titulo.

17 Vamos Acabar com Isto?

18 Explodiu!

19 Moroaica!

CIP Brasil Catalogado na Fonte

Gremmelmaier, João Jose

Crônicas de Gerson Travesso 6, Romance de Ficção, 700 pg./ João Jose Gremmelmaier / Curitiba, Pr. / Edição do Autor / 2013

1. Literatura Brasileira Romance I Título

2. Literatura Paranaense I - Título

3. Crônicas I - Título

85 0000

CDD 978.000

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Autor; João Jose Gremmelmaier Edição do Autor Nome da Obra:

Crônicas de Gerson Travesso 6 ISBN As opiniões contidas no livro, são dos personagens, em nada assemelham as opiniões do autor, esta é uma obra de ficção, sendo os nomes e fatos fictícios. É vedada a reprodução total ou parcial desta obra. Sobre o Autor; João Jose Gremmelmaier, nasceu em Curitiba, estado do Paraná, no Brasil, formação em Economia, empresário a mais de 15 anos, já teve de confecção a empresa de estamparia, escreve em suas horas de folga, alguns jogam, outros viajam, ele faz tudo isto, a frente de seu computador, viajando em historias, e nos levando a viajar juntos. Autor de Obras como a série Fanes, Guerra e Paz, Mundo de Peter, os livros Heloise, Anacrônicos, cria em historias que começam aparentemente normais, mundos imaginários, interligando historias aparentemente sem ligação nenhuma;

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João Jose Gremmelmaier

Crônicas de Gerson Travesso 6

17 - Vamos Acabar com Isto?

Primeira Edição

Curitiba Edição do Autor

2013

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Pedro acorda no apartamento da mãe em Curitiba, toma um banho com calma, vai a

Pedro acorda no apartamento da mãe em Curitiba, toma um banho com calma, vai a cozinha, põem o café para fazer, e espera sua mãe aparecer a porta e perguntar;

acontecendo, João não esta por ai?

esta

Sabe

o

que

Não entendi ainda, mas as

vezes com tanta coisa a verificar, ele perde a hora em algum lugar, sei que exagerei e não deveria estar indo para

aula mãe, mas daqui a pouco, vão dizer que inventei que levei um tiro. Roseli olha para o filho e fala;

Eles não se atreveriam, mas acha que está bem.

Vou amenizar a historia, vou dizer que foi de raspão, pois não posso falar a verdade, ninguém entenderia, as vezes acho que em si, é um teste, mas João deve estar chegando em Curitiba daqui a pouco, ele estava resolvendo um problema para o pai, que acabou voltando do Rio mais cedo.

Como estão as coisas lá?

Paradas, se eles achavam na semana passada que o pai não faria, eles não entenderam que nossa concessão não nos obriga a explorar.

E vai para a aula, se vai, chamo o Dinho.

Já liguei para ele, deve estar chegando ai mãe, mas no

inicio da tarde, marquei com o pai no laboratório, se puder passar lá

com o João, depois do almoço, preciso trocar uma ideia.

Problemas?

Não mãe, ainda não, mas preciso falar com você, e com o

pai, vou assumir minha fatia de problemas e acelerar os meus planos, não sei exatamente onde isto vai me levar, mas se puder ir lá.

Pedro toma o café, desce e olha para Dinho.

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Vamos?

Sabe que lhe ver bem, contrasta com a informação que me passaram na terça.

Eles falam muito Dinho.

Tô vendo, ou eles lhe amam muito e temem lhe perder.

Também os amo.

Pedro chega na porta da escola, muitos olham ele incrédulos, ele entra e vai a direção, onde apresenta o atestado medico, e a moça na direção pergunta;

Aqui diz que iria ficar mais 10 dias afastado.

Querem me matar de tedio.

A moça sorriu, Pedro sai ao pátio interno e Renata olha para Pedro saindo da direção, os demais não havia chego, os dois se olham e a menina chega a sua frente;

Sabe que assustou a todos.

Estou bem, e você?

Preocupada, você me deu um susto, não faz mais isto.

Renata, nem eu entendi aquilo, mas obvio, todos queriam me deixar em casa.

Mas está bem?

Sei lá, acho que nunca estive tão bem, e ao mesmo tempo, com tantas duvidas, e como esta o coração.

Josê é passado agora, agora entendi por que você não a levava a serio, ela não se lava a serio.

Não perguntei dela, e sim de você irmã.

Vou superar, mas sabe que os meninos não entendem o

que sinto.

Acho que não achou a pessoa certa ainda, e não procure

nos meninos, pois quando acontecer, não vai ser por que estava procurando.

Acha que o destino nos guia.

Não, mas é que o acaso é mais poderoso que o planejado,

vejo pelo que tentei fazer, onde pensei que não daria dinheiro é

onde esta dando muito dinheiro.

Falava serio sobre aquele ouro.

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Por que duvidou.

Você é maluco, minha mãe ficou impressionada, mas onde pôs aquele ouro.

Com calma lhe mostrou, não vou sair falando por ai disto, somente você vai saber.

Certo, dizem que você mandou assim que saiu do hospital

algo que deixou todos perplexos para Curitiba.

Uma carreta de coisas.

Não para nem na cama, atingido?

Renata, eu não achei ao acaso, mas esta tarde vou ter uma

reunião com meu pai e minha mãe, referente ao que quero fazer, pois acho que está na hora de acelerar.

Acelerar? Pergunta Rita que abraça Pedro pelas costas, e ele a beija e fala.

Sim, como está?

Agora melhor, disseram que estava morrendo, mas pelo jeito exageraram.

Desculpa o susto, mas como estão?

Curiosas, quem é Flavia? Rita.

Pedro sorriu e falou;

Uma menina de 10 anos, que me ajudou a voltar de um

lugar que apenas meu pai falava, mas que não acreditava nele, não como agora.

Não entendi.

Da estrada para a Luz, ou para o Trono de Deus, vi ela lá

sentada, e pensei que iria morrer, mas meus pensamentos me fizeram lembra de meu pai, de você, e esta menina, estava lá, pensando que morreria.

Você sempre é cheio de surpresas, mas sabe que Joseane esta estranha.

Com calma falo com ela.

Sabe o problema?

Pedro sorriu, pois ela chegava ali e olhava para o grupo;

Voltou, pensei que iria ficar na folga mais tempo.

Bom te ver também! Pedro a olhando aos olhos.

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Me deve um fim de semana, acabou com um!

Pago, como quer o pagamento? Pedro a olhando aos

olhos, ela tentava ser fria, mas sabia que ele olhava firme, lhe tirando as palavras, ela queria se manter protegida, ela sabia que fizera burrada, mas cada qual se defende, como consegue e sabe.

Vou pensar em algo.

Temos de conversar mais Josê. Pedro.

Pensei que continuaria fugindo.

Disse conversar. Pedro sorrindo.

Renata aproveitou e saiu, não queria ficar ali, lhe fazia mal aquela posição de seu irmão, e sabia agora que não teria outra forma de agir com a menina.

Carolina chega e olha para Pedro;

Está bem, fiquei preocupada.

Eu também, mas como está, parece longe ultimamente.

Você que esta longe, não eu.

Pedro sorriu e olha para ela, pensa algo que lhe fez sorrir e complementa.

Sei que estou longe a uma semana, e parece que não

entenderam ainda nada, vou ter de explicar tudo de volta.

Explicar? Carolina.

Os Rosas não avançam, eles tem medo de machucar com seus espinhos. Rita abraçou Pedro e falou;

Voltou disposto pelo jeito a encarar a confusão.

Disposto a fazer confusão. Rita sorriu e Pedro terminou.

Agora deixa ir à sala 12, custos da vida.

As três viram ele caminhar para a sala, alguns olhavam desconfiados, ele estivera 3 dias ausente.

Charlyston chega a casa na Pio IX e olha para Ricardo;

Problemas.

Não entendi os acontecimentos de ontem Charlyston.

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Acho que ninguém entendeu, mas vamos lá e explico o que ele pediu.

Os dois entram na casa e descem por uma escada por trás da escada, e se deparam com aquela porta, a giram e Charlyston falou.

O menino pediu para isolarmos o que se tem acesso pela

porta 9.

Acha que ele teme algo.

Ricardo, sabemos que alguém morreu ali, mas esta pessoa voltou a vida, sem lembrar nem de ter caído.

Mas se é apenas para isolar, por que estamos aqui?

Ricardo perguntando o que iriam fazer.

Devem começar a chegar algo que ele definiu como tijolos

de chumbo, não entendi, mas ele falou que vão entregar e vamos montar uma parede dupla, a toda volta do grande corredor da porta 9, isolando todas as demais portas, como se não existissem.

Então ele não vai fechar a 9, ele vai fechar os demais.

Sim, mesmo a catacumba, ele vai fechar.

Certo, ele não quer problemas, mas por que isto?

Ele mandou o projeto, e cada corredor, vai ser uma galeria

estreita, deixaremos apenas a do centro e da Pio IX abertas, todas as demais fecharemos com o mesmo material, fechando paredes

duplas que vão delimitar todos os caminhos.

Por que disto?

Esta parte teremos acesso pelo museu que vamos montar

na casa no centro, e o corredor 9 é o mais largo e mais espaçoso, ele falou em delimitar como se fosse 8 salas sequenciais, e preparar para receber peças que saíram daqui mesmo.

Não vi o que saiu daqui?

Documentos, quadros, espelhos antigos, muita coisa típica de museu mesmo. Sorri Charlyston.

Ele vai isolar mesmo, mas não entendi por que?

Nem eu, ouvi ele falar e não entendi, parecia que todos

estavam impressionados e começamos falar besteira, ainda mais depois de algumas cervejas.

Ricardo sorriu, enquanto na Pio IX, entregavam barras de ouro, banhadas em chumbo, para montar as divisas, Pedro

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escondendo parte dos recursos, agora em paredes, ele estava mantendo o valor das oferendas, mas agora em ouro, seu ouro, para não parecer descaso.

Gerson olha para Patrícia em Casa e fala;

Nossa casa no Bacacheri esta quase pronta.

Bom saber, mas o que tirou seu sono.

Pedro resolveu isolar toda aquela área, mas tornar publico que o lugar existia, ele vai esconder dizendo existir.

Ele lhe preocupou.

Ele falou coisas estranhas ontem Patrícia, ele está tentando sorrir, mas algo o preocupou.

Por que?

Ontem

enquanto

bebíamos

e

ele

tomava suco em

Nazareno, ele falou mais de 20 vezes que tinha de entender o numero 73.

Não entendi.

Ele afirma que Beliel foi readmitido, e renomeado, isto foi

no ano 30 depois de Cristo, algo sobre Metraton pedir pelas almas pecadoras e pelos anjos caídos, algo sobre o aguardar a vinda do

verdadeiro messias.

Tá maluco, de que está falando? Patrícia.

Ele quer entender, mas tem haver com o que recuperamos

e estamos catalogando, ele colocou o rapaz a catalogar as coisas, ele deve estar no nosso laboratório olhando os papeis, os escritos, os papiros, não entendi nada, mas falar disto o pareceu preocupar.

Esta historia é maluca, vi que os religiosos ficaram olhando para ele, mas por que ele esta puxando a atenção para ele. Método do pai dele, chama atenção sobre ele, para que algo passe desapercebido.

O que ele quer que passe desapercebido?

Se soubesse, estava olhando, mas sabe que ele achou algo

que ele acha mais importante que tudo, pois ele mandou ordem de

funcionamento a 22 pontos, e começou a furar.

Não entendi.

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Esta hora, as maquinas em Criciúma estão começando a

perfurar.

Ele começou todos junto, o que ele quer?

Pelo que entendi ele vai abraçar como eu, 100 cidades, e começar a explorar e produzir.

100, ele já chegou a isto?

Nenhum dos pontos que considero meu ele esta considerando dele, mesmo que lá tenham em si, participações dele, então ele vai somar em algumas das minhas bases, como Manga, Cananéia, Curitiba, Rio de Janeiro, mas os 100 pontos dele são outros.

E como ele vai fazer isto?

Ele quer conversar a tarde sobre isto.

Ele vai abrir algo, pelo que entendi.

Acredito que sim, ele viu algo que talvez demoremos muito para entender, sabe bem que quando voltamos do caminho do Trono, as ideias parecem estranhas, mas nos guiam.

Como esquecer! Patrícia abraçando Gerson.

David estava a olhar os papeis que tiraram de Nazareno, estava começando a entender os equipamentos, estava com o óculos de visão noturna, naquela sala isolada de luz, de som, e pôs papel enrolado na mesa com as mãos colocadas naquelas luvas que lhe davam acesso ao local isolado. Olha para o papel e seus olhos brilham, sorri, esticando o texto. Ele ficou lendo o escrito, ele tirava a mão e anotava o texto em seu computador pessoal, estava a horas ali, estava perdido no tempo, no texto quando ouve o alarme da porta, e acionou a proteção do campo central, que se fechava ao resto, isolando o texto e toda a parte interna central da peça. David olha para a porta e vê Gerson e Patrícia chegarem e pergunta;

Tudo bem.

Deve ter encontrado algo interessante, estávamos batendo

a tempo.

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É um trabalho bem delicado, pois não é fácil identificar o texto e o traduzir.

Imagino, mas achou algo?

Coisas que ignoro totalmente o que seja, mas estava em

um texto que se chama, ―Anunciação de Metraton‖.

Não ouvi falar! Gerson.

Nem eu, quem o assina é Isaias, mas muito dos textos dele

se perderam, diz ser parte dos Atos de Uzias, mas como os Atos de

Uzias, também é um texto perdido, estava o lendo, mas desculpa, não ouvi vocês.

Tudo bem, mas o que diz este Atos de Uzias?

Aqui fala que Uzias, rei dos Judeus, foi isolado e o reino foi

passado ao seu filho Yoão, e ele começou, isolado, pois tinha Lepra, ter visões, estas visões diziam que em um vilarejo, Nazareno, surgiria, o escolhido.

Em Nazaré?

Não, a tradução do texto poderia ser ―A cidade do Broto‖, ―Nazareno‖.

Não entendi! Gerson.

Nazaré é na região tido como sinônimo de Broto, netser!

Mas aqui diz, a cidade de netser, a cidade do netser, onde nasceu o

netser.

Assustador, mas o que diz este texto.

Pelo que entendi, o ramo, é o caminho, do trono de Deus,

o cheiro é para quando o reino já for eterno a todos, mas o ramo e seu cheiro, é o caminho do trono de Deus.Que Metraton veio anunciar que o Nazareno, viria, o escolhido, que traria a nova, que faria da palavra algo simples, e da riqueza, um segundo objetivo. Que diante de um mundo em mudança, o Nazareno viria, Uzias se negou a passar isto ao filho, e Metraton virou as costas as dores de

Uzias, pois ele fizera a anunciação, mas não era função dele, anunciar além do Rei.

E o que mais fala. Gerson.

Estou traduzindo ainda, mas eu estava pensando em uma coisa, lembra da canção dos três Judeus.

Sim, o que tem haver.

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O grupo que tinha aqui, deveria ser de Roma, pois os

Judeus nunca cantariam, o Canto dos Três Judeus em Latim.

Faz sentido, pelo jeito atrapalhamos. Patrícia.

Não, as vezes me perco nestes papeis, mas aqui tem

material para uma vida perdida.

Meu filho o colocou ai David, ele confia em ti, por que não

sei, mas espero que saiba segurar as informações que achar, não queremos problemas antes de saber o tamanho do problema! Fala Gerson olhando o senhor.

Sei disto senhor, nem eu entendi tudo ainda, mas ele me

provou com uma frase, em português, que Metraton existe, por isto

estou neste texto, ouvi ele dizer para o mesmo que sabia que o tinham confundido, mas não entendi isto ainda.

Estuda com calma, mas se precisar algo, pede, não sei no que vai nos lançar estas coisas.

O rapaz sorriu e falou.

Quando precisar eu peço, ainda estou estudando o básico, mas acho que vou precisar de um auxiliar.

Isto vamos ver com o pequeno Pedro. Fala sorrindo Gerson, sabia que ali tinha muita coisa.

Pedro sai para o intervalo e olha para Rita, lhe beija e fala;

Qual o problema?

Sabe que não gosto de ficar longe, e a nossa aventura não

ajudou nada.

Sei, mas mantem a calma, voltei, por horas pensei que não

estaria aqui, quem me vê hoje, não vai entender como foi difícil.

Imagino, mas não entendi por que todos estão contra você

Pedro, não deveria ser o inverso.

As vezes, quando longe, as pessoas escolhem melhor Rita,

sei que lhe amo, mas ainda olho para cima para lhe beijar, e sabe como sou confuso.

Sabe que não o quero dividir, ou não sabe.

Te amo, e sabe que você é muito especial para mim.

Sei? Rita. Pedro a abraçou e falou;

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meus

sentimentos, sei que sabe que lhe amo, e que você é muito especial.

Rita e Pedro sentam-se, a um banco ao fundo da lanchonete onde alguns comiam seus lanches e veem Camila chegar perto, e olhar para Pedro.

Sim,

mesmo

que

ainda

não

tenha

entendido

Acho que Rita é que vai se dar bem! Camila.

Tudo bem? Pergunta Pedro.

Roger não sabe o que sente, ele nem sabe se quer ser pai, fala que pode não ser dele o filho.

Algo que indique isto? Rita.

Não gosto de falar disto, mas Pedro ouvia, ele me cobra,

ele tenta se fazer mais, se faz longe.

Se quiser conversar, sabe onde me encontrar Camila. Fala

Pedro, ele ia pelo menos uma vez por semana na casa dela, falar com Carolina, mesmo esta as vezes não gostando disto.

Saber não quer dizer que vou me rebaixar a isto.

Então desculpa, não quero que se rebaixe a isto! Fala

Pedro fechando a cara, não gostava de ter de afastar elas, mas elas mesmo exigiram dele tomar uma posição, quando o fez, todas

pareceram querer que ele voltasse atrás. Rita o beija enquanto Camila se afasta e fala;

Calma.

To calmo, pensando, mas calmo.

O que vai fazer a tarde? Rita.

Uma conversa de família, para definir o que vamos fazer

para nos proteger, mas não se preocupe, estamos ainda no caminho, sei lá, quanta coisa estranha tem me passado a cabeça ultimamente, ainda tenho de ajudar uma menina, tenho de falar com Carolina, que parece me esconder algo, e sabe que terei de achar uma forma de seu pai me respeitar, não quero migalha, quero poder estar sempre ao seu lado.

Ele teme por minha segurança.

Rita, estou acelerando tudo para que as pessoas me respeitem por quem sou, pelo que posso fazer aos 14 anos, e apenas seu pai parece se fazer de cego, eu não estou fazendo para

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que as meninas da sala me olhem, estou fazendo para que possa dar uma vida digna a minha menina e nosso filho.

Ele tem medo de você, talvez fosse mais fácil se tivesse me apaixonado por um menino normal.

menino normal que esta

querendo se apaixonar.

Te

amo,

mas quem

é

este

Bobo.

Pedro a ficou olhando e ela falou.

Não inverte, você que quer as 4.

Verdade, como vou poder esquecer aquela maluquice,

como vou poder fazer de conta que não aconteceu.

Joseane esta irritada, ela apoiou meu pai em lhe afastar.

Rita, somos crianças, algumas de 14, algumas de 12, mas

todos crianças que passaram por um ponto muito estreito, que a maioria a volta não passou, mas ainda não as esqueci, sabe disto.

Joseane parecia ter se atido a sua irmã, mas quando ela se afastou para não se culpar, culpou você.

Joseane nem deveria estar pensando em algo para uma vida, e Renata estava, a diferença é esta.

Vai apoiar a maluquice dela?

Logico que não, mas ela é nova, minha irmã é nova, para as duas encararem algo como definitivo.

Lembro que você dizia que mesmo com Camila poderia não durar uma vida, acha que vou lhe deixar escapar?

Sou alguém que pretende viver o hoje Rita, pois toda vez que tento viver mais que o hoje, me dou mal.

Acha que dura quanto?

Não comecei a lhe namorar para acabar, e sim, para lhe

namorar, quanto mais tempo, melhor, quem sabe cheguemos a ficar

velhinhos, e ainda juntos.

Te amo meu Rosinha.

Te amo minha Ribeiro.

Rita sorri, e olha para Joseane vindo a eles, e sentar a frente de Pedro e falar;

Queria lhe falar algo.

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Fala. Pedro olhando a menina aos olhos.

Vou cobrar de você este fim de semana desastroso, mas

queria deixar bem claro que apoio a ideia de meu pai, de afastar

você, não quero morrer.

Não entendi. Pedro sorrindo, Joseane se irritou.

Você fez de tudo para me afastar de sua irmã, isto não se

faz, e depois quase nos matou a todos, acha que vou deixar barato.

Desculpa, agora entendi, me quer longe e que concerte o

que fiz, pode deixar, concerto, mas melhor sair rápido, não é seguro ficar perto. Pedro a encarando.

Acha que vou facilitar, esquece.

Pelo menos uma me esqueceu! Fala Pedro olhando para

Rita, que olha para Pedro, sabia que ela não o havia esquecido, queria outra posição, o abraçou e olhou para a irmã.

Sabe que quem esta se afastando é você mana.

Joseane olha a irmã, não queria se afastar, talvez ela não tivesse pensando profundamente naquilo, estava reagindo ao meio, que parecia contrario a ela. O sinal toca e cada um foi a sua sala, Pedro ainda pensando nas coisas que viveu, e nas aulas que havia perdido, estava tentando evitar pensar nos problemas reais, mas estava querendo acelerar as coisas.

Gerson olha para Patrícia em um restaurante de frente a Reitoria, e fala. Não sei como apoiar meu filho, tenho medo dele fazer burrada, mas talvez ele tenha algo a falar, não quero me precipitar.

Ele está arriscando.

Sim, mas ele vai agitar o mundo da extração, ele parece

querer algo, mas não entendi o que ainda. Os dois ficam ali conversando, e esperando João e Roseli, que logo após aparecem.

Como estão as coisas João?

Não entendi a ideia, mas seu filho esta acelerando e não sei o que ele pretende.

Acelerando?

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Ele convenceu pelo jeito Carlinhos a sair da sombra, e

montar uma segunda empresa de segurança, mas esta é voltada a transportes de valores, a armazenamento e vigilância especializada.

E começou por onde?

Santa Catarina e Paraná, devem estar recebendo a semana

que vem, mais de 400 veículos, e estarão em mais de 20 cidades, mas não entendi a ideia.

Nem eu, queria trocar uma ideia, mas não sei o que pensar

ainda. Gerson que olha a porta e vê dois outros rostos conhecidos

virem a mesa.

Como está Gerson? Siça apertando-lhe a mão, olhando

para Patrícia e para Joao.

O que fazem aqui? Patrícia.

Pedro disse que precisa falar, não entendi, ele ligou para

Carlinhos ontem a noite, mas parece que ele está acelerando e pensando em algo.

Os dois sentaram-se, como Siça não olhava para Gerson, e sim para Roseli, ficaram esperando ela falar;

O que Pedro pretende Siça? Roseli.

Ele não falou muito, mas parece estar com algum grande

medo, algo referente ao que viveu em São João Del Rei.

Medo? Gerson.

Ele não fala disto Gerson, mas ele ficou impressionado com

algo lá, e como não sei o que, vim, mas sabe o que ele mandou para cá? Siça olhando para Gerson e Patrícia.

O rapaz ainda esta estudando, acho que ele vai precisar de

ajuda para aquilo. Gerson.

Ele ativou todos os 20 pontos de extração pelo telefone, ele

começou mandando um grupo de segurança para cada lugar, Carlos Guerra me ligou hoje cedo perguntando se o menino tinha como pagar o que ele pedira, pois ele colocou a Guerra na proteção de Santa Catarina e não entendi isto ainda.

Ele pelo jeito não falou muito! Patrícia.

sistema de interações

externas, Charlyston e 10 rapazes no Rio tem acesso, o resto,

apenas por uma senha criptografada. Gerson.

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Não,

mas vi

que ele lacrou

o

O que ele tem no sistema que quer esconder?

As projeções de seus 100 pontos de ação e o conjunto de

mais de 254 lugares que ele vai investir pesado.

E como pode saber se é seguro? Siça.

Ele não sabe se é seguro, ele esta tentando despertar a

curiosidade, ele lançou de madrugada, um desafio aos 12 rapazes que tem acesso primário, a tentar invadir o sistema, ele propôs uma motivação de um milhão de reais para quem conseguir, e os rapazes estão lá tentando. Gerson.

E acha que eles entram? Siça.

Ele acha que sim, mas ele esta pagando para ver onde ele

deixou os furos, ele acha que isto é investimento, e não posso discordar dele.

Gerson olha para Carlinhos e pergunta;

Mas e esta empresa que me falaram que vão criar?

Seu filho quer me por a mesa com Carlos Guerra e montar

uma empresa que cubra os buracos da sua e da Guerra em 16 estados, não entendi a ideia, mas ele me passou um cronograma de ações, de falhas de segurança, e Priscila de Sena me ligou pela manha, confirmando uma vinda no fim de dia para Curitiba com

Carlos Guerra para discutirmos a ideia.

Esta não vejo a anos, mas não entendi, vai montar uma

empresa ou vai usar a Guerra como estrutura? Gerson.

Não sei ainda Gerson, acha que passei a manha inteira

lendo o que? Carlinhos.

E o que ele falou sobre o vir aqui? Roseli.

Ele falou algo maluco, que precisava falar com o pai, com a

mãe, com a nova mãe e com os demais, sobre projetos que ele quer

tirar do papel, mas não sei exatamente o que é, mas sei que ele agitou todos os pontos desde ontem a noite. Fala Siça olhando para Roseli.

Malucos?

Ele usou este termo, preciso falar de coisas Malucas, e propor uma grande maluquice. Siça.

Ele só disse que queria que viesse, não falou nada!

Roseli.

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Pedro espera a irmã a saída e fala;

Vamos?

Onde? Renata.

Preciso falar com a família, e marquei no escritório do laboratório aqui no centro.

Problemas?

Nada que não possa dividir, e com um pouco de calma discutir com a família.

Renata entra no carro e Pedro olha para Dinho e fala;

Quinze de Novembro, em frente ao Mercadorama.

Dinho sabia que eles iriam ao laboratório, todos falavam que Pedro agitou o local, mas não sabia que os demais o esperavam lá.

Dinho olhou para o banco e falou;

Tá ai o que pediu.

Pedro abre o pacote no banco e alcança um para Renata e

fala;

Depois vou lhe explicar como saber onde estou no planeta,

mas este é seu. Fala Pedro alcançando um Notebook para a irmã.

Ela olha o mesmo e fala;

Este é dos caros.

Sim, mas ele não funciona com um sistema padrão, então

terá de se acostumar com ele.

Que sistema tem?

O chamo de eP1, mas ainda esta em teste e não faz parte

de nenhum outro computador que verá por ai ainda.

EP1, o que significa?

O E vem de Internet, mas na nomenclatura mundial, P vem de Porta mesmo, e um, é que foi o primeiro.

Pensei que fosse de Pedro.

Não tô tão poderoso assim irmã, não ainda.

Pedro sorriu e Renata viu que o menino abriu um igual, onde ele acessou ao sistema, e quando pararam no estacionamento em frente ao prédio, Pedro ficou ali um tempo, e olhou para Dinho.

Falaram muito que eu vinha aqui?

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Parece que Priscila de Sena confirmou que vem a cidade a

noite, dai todos se agitaram, sabem que você está por trás disto.

O que vai fazer Pedro? Renata.

Vou lhe passar parte do meu fixo, vou investir nos jornais

do meu pai, em uma instituição que ofereça pós em sistema, com

sede aqui, Minas e Rio.

Pedro olha para Renata e fala;

Vamos subir, David ainda está sozinho, quero falar com ele,

e depois pensar e programar algumas coisas para hoje.

Quem é David? Renata.

Um senhor de 38 anos, historiador, especialista em coisas religiosas. Os dois saem e sobem e abrem a porta, vão ao escritório,

deixando o rapaz lá a olhar, sem saber que eles estavam ali no começo, mas Pedro põem o computador a mesa, aciona um sistema

e fala olhando para Renata;

Vamos lá assustar o rapaz.

Renata sorriu, viu Pedro lhe alcançar uma espécie de óculos grande, ela colocou e viu que era algo de visão noturna, os dois entram na sala, e chegam ao lado do senhor, que anotava algumas coisas.

Pedro para ao lado do senhor olhando para ele, que deu um pulo vendo Pedro ali, Pedro sorriu e falou;

Podemos conversar David.

Sim, - um longo intervalo para respirar, olha os papeis e fala meio no automático - estava anotando umas coisas.

Vamos ao escritório um pouco? David sai atrás dos

irmãos.

David viu a menina e perguntou;

Problemas?

Não, mas aqui fica difícil de falar, parece sempre que estamos atrapalhando. Sentam-se ao escritório e Pedro pergunta, após imprimir uma folha na impressora local;;

David, temos de conversar, não tratamos de quanto quer

receber por este trabalho, onde vai ficar, como vai viver.

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Tenho medo de pedir muito e me afastar do projeto, tem

de entender que para um historiador estou em meio a um texto que pode nem vir a conhecimento geral, mas de uma profundidade extrema.

Quanto?

Não sei quanto pode pagar?

David, vou começar a oferecer, se achar pouco, me fala,

mas é que não tenho noção de se lhe interessa, mas pensei em começar com 12 salários base, tem um apartamento no ultimo andar deste prédio, mobiliado, que pode viver ali, depois lhe mostro.

12 bases, sabe que não é muito.

Queria você pedindo, mas se não pediu, vou oferecer.

Para começo pode ser, principalmente se vai me ceder uma

casa para morar.

Sim, mas preciso saber Pedro estica um papel para David

quais destes seria um nome interessante para lhe auxiliar neste

serviço. David passa os olhos e fala;

Sabe que eles não virão por este trocado.

Pergunte quanto eles querem, quem sabe você tome coragem e passe seu preço.

Quantos destes posso contatar?

Não passando de 12 auxiliares, pois você que vai

coordenar, estou reestruturando dois andares acima, para mais 3 pontos de investigação, e amanha somente o que tiver valor histórico vai ficar aqui David.

Nem vi o resto.

Sei disto, mas preciso que você toque isto, venho amanha

para lhe mostrar o local inteiro, e se puder falar com as pessoas,

mas não mostre muito de cara, primeiro vê se a pessoa tem interesse, depois mostramos a parte com valor histórico.

Estava falando com seu pai, ele pareceu com medo de por mais gente aqui.

Ele sabe que muitos vão pagar para desviar e dar sumiço

em parte do que temos aqui, por isto ele tem medo de dividir com muita gente.

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Serio que seu pai levou um tiro dentro de uma igreja?

Catedral de Brasília, ele e a atual esposa, ambos passaram

uma barra bem pesada David, mas ele não vai abrir tudo que achou,

acha que iriamos mostrar os originais David.

Vi que não, vi que ele nem abriu a verdade, acha que eles vão querer fechar o lugar em Nazareno?

Este eu mesmo estou lacrando hoje.

Você vai lacrar, mas como?

Montando uma parede paralela a que existe lá, que vai fechar todos os acesso.

Pelo jeito entendeu o lugar? David.

Não, mas não posso estragar um lugar por que ignoro o perigo que lá se encontra.

Não falou com seu pai pelo jeito.

Não, vim da aula direto, o que achou ali?

— ―Anunciação de Metraton‖! – O rapaz afirma olhando para Pedro, para ver qual seria a sua recepção.

O texto que os Yaduts tiraram do Torá, deram sumiço, o

texto que falava do nascido em netser, viria ao mundo como um salvador? Pedro olhando o rapaz.

Sabe que nunca havia ouvido isto, e você fala como se soubesse. David.

Eu não nasci em Nazareno David, não sou o escolhido.

Sabe que pensei nisto, mas por que ele anunciariam ao rei de Uzias isto, se não viria a tona.

David, uma coisa, é dizer que não sou o escolhido, o

Nazareno, como alguns falam, mas no vale onde existe hoje a cidade de Nazaré, em Israel, existia uma família Judaica, de sobrenome Netser, esta família, perto do ano 300 antes de Cristo, atravessou o norte da África e se instalou na região que hoje é a cidade do Porto, depois foram a região de Lisboa, mas esta família, quando perseguida pela inquisição, assumiu o sobrenome Rosa.

E como sabe disto? David.

Meu pai foi a procura de sua origem quando era jovem, ele

pode não acreditar como os demais, mas ele queria ir atrás da origem de sua família.

26

Então vocês são um braço de uma família que não existe,

pois nunca ouvi falar da família Netser. Você nunca ouviu falar da ―Anunciação de Metraton‖, duvido que ache dois historiadores em Israel que falem mesmo sobre pressão sobre este livro, que eles chamavam de Atos de Uzias.

Atos de Uzias muitos ouviram, mas como não sabia o

conteúdo, nunca imaginei que era a anunciação da vinda de Metraton, a vinda do escolhido.

Já traduziu o texto? Pedro.

Estava traduzindo, sabe que não é fácil, mas não entendi

alguns termos e significados.

Para isto que preciso que contate especialistas, vou falar

com uma moça, amanha no fim do Dia no Rio de Janeiro, e vou tentar conseguir um rapaz para lhe ajudar.

Não entendi?

Josef Hult, será minha tentativa.

David olha para o menino e pergunta;

Conhece o senhor Hult, dizem ser uma especialista em desmentir tudo que os demais acham.

Não, mas a companheira do meu Padrinho de Batismo,

conheceu ele, que parece estar na região de Nazaret com Pablo Guedes, verificando as ruinas de uma casa que desabou e deixou evidente uma construção na Al Hanuk, mas ela disse que tentaria falar com ele, sabe que se organizar as coisas, fica mais fácil receber alguém assim.

Quando me falou em auxilio, não pensei que iria abrir isto a

tantos.

David, estes que falei, sabe que um, desacredita em nome

da igreja Judaica, outro, da Romana, preciso do desacreditar disto.

E por que Hult?

Ele foi o único ser que sei ter tido contato com um texto da

―Anunciação de Metraton‖, então quero saber a versão dele desta historia, pois sabe bem que o que ele disser não ser real, será onde

nos prenderemos e estudaremos.

E se ele não desacreditar?

27

Se ele não desacreditar, algo estará muito estranho, sabe

disto mais que eu. Sorri Pedro que vê o Pai entrar pela porta e olhar para ele.

Entra pai.

Pensei que não tinha chego ainda, mas falavam de que?

Das pessoas que espero que David entre em contato para

estudar o que temos ali, mas ele vai primeiro avaliar o que é seguro mostrar.

Sabe a encrenca que isto representa filho?

Pai, marquei com você aqui, para falar o que pretendo.

Pedro olha para David e fala Agora pode ir, acha que consegue

falar com eles?

Lhe passo uma posição amanha, mais detalhada.

Gerson viu que Pedro dispensou o rapaz, que entrou na parte protegida, e os demais começaram a entrar, Pedro cumprimentou todos e Siça abraçou a filha;

Você também por aqui filha?

Sim, mas não entendi nada.

Pedro olha para os demais e espera Carlinhos entrar e fala;

Fecha a porta Carlinhos, vamos conversar algo que não

ficara no sistema, e poucos fora destas paredes saberão.

Todos sentam-se e Pedro olha para Carlinhos;

O que Carlos Guerra falou?

Ele e Priscila de Sena vem a cidade hoje a noite.

Protege bem minha mãe, estaremos muito visíveis.

Certo, mas o que pretende?

O sistema deles de proteção é baseado no sistema de

informação que eles montaram, mas ainda é um sistema em implantação, não em pratica.

O que quer dizer com isto?

Ele não nos cobre pai, estamos fora dele, se por um lado

estamos fora do controle deles, estamos fora do sistema que para

eles é fácil proteger.

E o que pretende? Gerson.

28

Gostaria que estivesse comigo hoje a noite pai, sei que

conhece Priscila de Sena, mas minha proposta é isolar os sistemas, e mesmo com eles isolados, gerar segurança.

Por que disto?

A perfuratriz em Criciúma chegou a 5 metros de rocha, não

vou parar, eu vou acelerar, eu pedi permissão de extração lá, mas acho que eles pensaram em carvão, mas não esta visível, mas os restos de rocha, sim.

Por que acelerar?

Pai, o que aconteceria se ontem, algum maluco matasse eu

e o senhor, 12 pontos de grande concentração de riqueza, ficariam

lá, abandonados.

Sabe que não precisamos disto.

Sei, mas quero acelerar, e tenho uma proposta, para cada

um aqui.

Uma proposta? Siça.

Mãe, vou ajudar você montar uma estrutura física e de

extração em Maria Madalena, quero estar em 6 meses, com aquilo pronto, se não tem estrutura, pede, pois eu vou investir lá, e ou assume, ou não atrapalha.

Não me quer lá? Siça.

Estarei investindo lá, sei que o pai já investiu um pouco,

mas vejo que apenas eu pareço acreditar naqueles números, e um relato da confraria de Nazareno, nos indica aquele lugar como uma reserva, então vou investir lá, mas gostaria de ver os demais investido também.

Pedro olha para Roseli e fala;

Mãe o clima de chamar duas por mãe, era estranho, mas

o menino parecia querer aliviar isto a nível de informação e

comunicação, vou investir no sistema de jornais, revistas, diários e

informativos on-line, dando estrutura para cada jornal, cada informativo estar sempre em destaque a cada dia, a cada hora, vamos fazer disto uma forma de transformar o que pensamos em opinião dos demais, não nossa.

Vai investir em jornais? Patrícia.

29

Não, vou dar estrutura de software para os destaques de

cada jornal esteja em destaque nas mídia, para que isto seja uma referencia de informação.

Por que disto filho? Roseli.

O projeto esta muito defasado e iria gerar muito prejuízo,

assim ele quase empata o dinheiro de investimento, gerando maior tranquilidade nos demais.

Acha possível um equilíbrio? Gerson.

Sim, mas temos de falar de cada ponto depois, mas gosto

de pensar em projetos de estrutura, e acho que estruturou, apenas precisamos igualar gastos como vendas, para isto, temos de

valorizar nosso preço, sendo que as pessoas paguem e fiquem felizes com isto.

Mas o que vai fazer com isto ali? Gerson apontando o

local ao lado.

Amanha a parte de valor não vai estar mais ai pai, mas os

especialistas vão estar por aqui, então hoje podemos fazer isto aqui,

amanha, não. Pedro abre o computador pessoal e fala;

Temos nosso sistema, e vou mandar para vocês, um

computador pessoal destes, vão ter de se acostumar com o sistema, mas ele não é padrão, como falava para Renata, é nosso, não dos demais, a primeira coisa que o sistema pede, é a instalação de uma senha de acesso, se esquecer ela, não vai acessar.

Por que disto filho?

Por dentro de nosso sistema, poderemos trocar informação

sem passarmos por controles que nem ficam no Brasil, mas que nos rastreariam, assim como nossos negócios.

Acha que eles nos olham? João.

Hoje pouco, em um ano, todos.

Esta pensando lá na frente. Gerson.

Pedro concorda com a cabeça e olha para João.

João, não é desconfiança da empresa que montou de

segurança, mas quero mudar todo o sistema de informação dela, Moreira os rastrear e sabe antes de você para onde cada um dos rapazes está indo.

30

E vai querer por sistema em todos os lugares?

Sim, sobre nosso comando, mas preciso de proteção mais

focada, gostaria de enquanto a empresa que vou criar com Carlinhos, eles terão nossa situação, e nossas estruturas teóricas, você protegesse mais prontamente cada um do grupo, um grupo que será aberto a segurança, mas que tenha como prioridade o grupo, a minha segurança, pago, para que isto fique bem seguro.

Quer uma proteção mais especifica? João.

Mais imediata, que saibamos o que aconteceu, rapidamente

e consigamos reagir rapidamente.

E como posso fazer isto? João.

Vou lhe passar os esquemas de sistema e depois vamos

fechando o grupo, um a um, pois o que hoje é mais de trezentas famílias, quando eu terminar de instalar meus pontos, serão mais de 600, e não posso perder tudo por não os dar segurança.

Por que disto filho?

Não gosto de tomar tiro pai, apenas isto.

Gerson não gostou da resposta, mas sabia que não teria como argumentar, ele levou e agora estava querendo investir em segurança, ele olha para Patrícia e fala;

Patrícia, temos 10 pontos de extração que vou por em atividade imediatamente na segunda, que somos, eu e você os proprietários, mas tem pelo menos 37 outros projetos parados ou em aguardo, quero os por em pratica.

Por que tudo isto Pedro, chamaremos muita atenção.

Este é o problema, quando se fala em 10 pontos eles olham

e nos retalham, quero chegar aos meus 18 anos com mil pontos de extração lucrativos, eles nem saberão onde todos são, e estou falando apenas dos meus pontos de extração.

Patrícia olha para o menino e fala;

E quer quanto de tudo isto, esta acelerando?

Vou chamar sobre mim a atenção, mas isto apenas vai

facilitar a vida dos demais, pois não espero que parem de olhar, mas

quando estiver aqui, sinal que estou aprontando em outro lugar.

Vai usar os métodos Gerson? Carlinhos.

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Os novos, não aqueles que os demais tiveram acesso, e

com o tempo desenvolverei os meus métodos, mas quando chamo para sociedade os Guerra e os Sena, é para Moreira não poder olhar para dentro sem gerar um mal estar entre eles, está muito fácil para ele.

Pedro olha para o pai e fala;

Pai, estou reforçando o sistema, a segurança, reinstalando

protetores, e desafiando os programadores, para descobrir os furos, sei que hoje, tem neste instante, 26 mil pessoas no mundo tentando entrar, pois o desafio foi lançado, e sabe que 500 mil dólares despertou muitos interessados no mundo em furar o sistema.

Acha seguro isto?

Pai, ainda não tem o importante no sistema, ele esta

registrando todos os aplicativos de invasão destes hackers, o sistema vai aprender mais com isto, com estas tentativas e com o registro dos IPs de invasores, ou métodos de disfarce, pois somente eu não é o suficiente para testar o sistema.

Mas por que disto? Renata.

Por que tudo que tivermos Renata, as ordens de compra,

venda, aquisição, sistemas de controle, estarão neste sistema, e não podemos deixar isto a disposição dos demais.

Mas estas coisas evoluem.

Sim, por isto teremos um grupo de pessoas que vão nos

tornar sempre atualizados a nível de defesa e novas ideias.

Gerson olha para o filho, ele estava agitando todo;

Nos reuniu aqui para informar isto? Gerson.

Pai, sei que não tenho tamanho para metade das coisas

que pretendo fazer, mas estou disposto a tentar.

Não entendi o por que disto?

Pai, eu quero estar pronto para revidar se tentarem fazer

qualquer coisa contra a família, e tenho de me inteirar ainda de algumas coisas, mas se o sistema aguentar 5 dias, quando acabar o desafio, quero o implantar em volume.

O que vai fazer ainda?

Amanha quero ir ao Rio de Janeiro falar com meu Padrinho.

Vai se meter nisto também?

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Quero ver se ajudo ele a sair de vez deste mundo que ele

parece insistir em ficar. Pedro olhando nos olhos do pai.

Tem coisa ai.

Sim, mas pai, mães, tenho de caminhar, tenho de acertar

ainda em meio a isto meu coração, ver como as casas estão se erguendo, ver como as coisas estão, amanha começo a reformar alguns lugares, espero não ficar velho tentando fazer o que quero, mas adoro um desafio. Gerson viu que as palavras não foram precisas, seu filho queria fazer algo especifico, mas não estava abrindo o todo, talvez ele tivesse razão, mas era obvio, ele queria mostrar seu valor.

Pedro conversou um pouco mais, e saiu dali sozinho, Dinho olha para ele chegando ao carro e pergunta;

Onde?

Pedro pensou e falou;

Casa dos Frota.

Dinho sorriu e saíram de carro no sentido da casa de Carolina

e Camila, o menino apenas cumprimenta o rapaz na portaria e pede para se anunciar, sobe e olha para a senhora Guta a porta;

Está bem menino, falaram que quase morreu?

Foi de raspão,

apenas susto, Carolina esta em casa

senhora?

Sim, quer falar com ela?

Sim, posso falar com ela no quarto ou prefere na sala

senhora?

Pode entrar, ela esta lá pendurada na internet.

Obrigado. Pedro bate na porta e a foi abrindo lentamente

e olha para Carolina e fala;

Podemos falar Carol?

Veio, o que quer falar?

Carol se ajeita e vê o menino sentar-se na cadeira ao lado da dela, que estava a escrivaninha do quarto com o computador pessoal.

Como vai nosso filho?

Pensei que nem pensava nele.

33

Pedro não respondeu a provocação.

Como está com Tomas?

Acho que ele está cada vez mais longe!

Pedro põem a mão sobre a de Carolina e fala;

Queria dizer que ainda a amo Carol, embora ninguém

entenda isto.

Por que está com Rita ainda?

Sabe por que, ou não sabe.

A ama e vai dizer que me ama, não aceito assim Pedro.

Pode não aceitar, mas é como sinto.

Pedro a olha aos olhos, desviando da mão aos olhos e apenas

sorri.

Sabe que ainda lembro daquele dia, por que tudo tem de

ser assim, tão normal.

Eu ainda estava alcoolizada, e sabia que você não diria não,

mas olha a confusão que gerou tudo isto. Pedro estava sentado e apenas aproxima os lábios de Carol, pensou que ela não o beijaria, mas ele queria aquele beijo, ela o beijou e falou;

Não é justo isto. Carolina.

O que não é justo Carol?

Você com ela.

Quer sair comigo hoje Carol?

Sair?

Dar uma volta, sem gente atrás da porta ouvindo, ou a paranoia de que estão. Carol sorriu e falou;

Mas não me arrumei.

Carol, acho que você não entendeu, eu não busco uma

amor produzido, uma amor maquiado, porque estes que procuram

algo assim, tem um amor tão pequeno, que não resiste ao amanhecer.

Vai dizer que me ama?

Vou me repetir muitas vezes pelo jeito. Pedro.

Mas vamos onde?

34

Acho que o importante é conseguirmos conversar Carol,

abrir algo que até agora, não abrimos.

Acha que ainda tem portas a abrir, acho que não entendeu

o que sinto Pedro. Pedro a olhou, ela apertou o Iniciar Desligar do Notebook e olhou para ele;

E voltamos logo?

Sim, mas um dia teremos de perder mais tempo que

apenas uma tarde, para conversarmos.

Rita sabe que está aqui?

Não estou com Rita agora, por que a pergunta.

Preciso saber.

Aceita meu convite ou não?

Sim. Mas o que falo para minha mãe?

Diz que vamos conversar sobre nosso filho, em alguma

lanchonete.

Certo! Carolina levanta e olha para Pedro sentado, lhe

estica a mão e fala vendo o menino, uns 15 centímetros mais baixo que ela, que insistia em crescer, e os dois saem pela porta e Carol olha para a mãe sentando-se a mesa da sala, sinal que ela estava

mesmo atrás da porta.

Mãe, vamos tomar um lanche e conversar.

Não demorem, qualquer coisa me liguem.

A trago em segurança senhora.

Bom mesmo.

Os dois descem, e entram no carro, Pedro viu a segurança a volta e falou para Dinho;

Nos deixa na Marechal Deodoro, 1012.

Dinho não conhecia o endereço, mas foram para lá, viu que era uma lanchonete no bairro Alto da XV, viu Pedro abrir a porta para Carol e entrarem. Senta-se e Pedro pede um suco e estende a mão sobre a mesa e olha para Carol.

Sabe que tenho saudades de lhe olhar, e apenas ter a cara de revolta, parecia mais sincero.

35

Por que acha que era mais sincero.

Não disse que era mais sincero, disse que parecia, hoje mal

consigo lhe olhar, alguém sempre esta ao seu lado ou do meu lado,

os antigos amigos, se aproximam apenas quando querem algo, não consigo dizer que lhe desejo, sem você me perguntar ―e a Rita‖.

Éramos felizes e não sabíamos. Carol.

Carol, é serio quando digo que lhe quero, é serio quando

lhe digo que te amo, mas sei que todos a volta não aceitam assim, vocês me fizeram definir, sabe bem disto.

Sei, mas você ficaria com as 4, quer o que, que aceitemos?

Seria eu, sabem que eu gostaria que aceitassem, mas

vocês falaram em me definir, escolhi uma, me comprometi com outra, em meio a um fim de semana que desculpa, não foi como eu imaginei.

E como você queria ele?

Lembra do começo dele, sobre a minha cama em Ariri?

Lembro, eu sei que eu defini o caminho naquele fim de

semana, uma péssima escolha, esqueço que meninos não ficam

para a segunda feira.

Carol, eles são crianças, nós somos crianças, quer o que, meninos nesta época da vida falam muito, fazem nada.

Sei, mas acha que tenho chance ainda de conquistar este Rosinha a minha frente.

Acho que se me quiser apenas para você, não vai

funcionar, e talvez não por que não possa ser fiel, mas acho que não sei ainda dizer não a você, a Rita, a Josê, acho que mesmo sua irmã eu não saberia dizer não se ela avançasse, então eu evito dar a chance.

Fugindo de nós?

A moça serviu os sucos, e Pedro sorriu.

Sabe que não.

Tenho medo do que você tem cara de pau de falar Rosinha,

minha mãe sempre falou que era isto que você queria, ficar com

todas, mas eu duvidei que você falasse assim.

Sei que ela vai contra Carol, e sabe como eu, é mais fácil

dizer o que ela quer do que o que eu quero, é fácil dizer que ama

36

uma e enganar, arruinar um amor, por uma mentira, mas sei que deve me achar um cara de pau mesmo. Carol aperta as mãos de Pedro sobre a mesa e fala;

Por que fui me apaixonar por você?

Queria ter certeza que me ama, mas não consigo Carol.

Por que duvida?

Pedro olha ela aos olhos, não fora ali para discutir, passa a mão em seu cabelo e fala;

Talvez por que não ache-me mais do que a criança que vejo aos espelho toda manha.

Como você diz, somos todos crianças.

Pedro tomou o suco e falou;

E vai fugir de mim muito?

Vai começar avançar Rosinha? Carolina.

Esperei demais vocês avançarem, o que posso fazer.

E vamos onde? Carol provocando.

Pedro faz sinal para a garçonete, pede a conta e deixa uma nota sobre a mesa, não iria esperar, a moça sorriu quando viu a nota de cinquenta para dois sucos, mas chegam ao carro e saem no sentido da região metropolitana, até a casa imensa que estava vazia, pronta e fazia.

Pedro olha para Dinho e fala;

Faria um favor Dinho?

Fala.

Pega algo no centro de Colombo e demora uma hora, compra uma carne, umas cervejas, e alguma coisa para fazer um churrasco, não esquece do carvão? Dinho sorriu, Pedro o estava colocando para fora, Dinho sai pela porta e olha em volta, tudo muito quieto, ele ficou na duvida se sairiam, mas fechou o portão e saiu no sentido da cidade.

Carolina havia visto aquela casa por foto, mas não como estava agora, viu o menino a beijar, andaram até uma parte onde havia uma pequena cozinha, pegou uma cafeteira italiana, abriu, passou aguam, cheirou o pó do café, colocou agua e pôs um café para fazer e falou olhando ela.

37

Carol, o problema é que sou atirado, mas tenho medo de

querer todas e perder todas, tenho medo de não falar que as quero e me arrepender ao futuro, medo de falar e as perder, é estranho.

E este lugar, para que montou?

Para vocês, não para mim, para poder entender o que sentia, cada ponto disto, pois não é uma casa, foi feita pensando, em uma de vocês, mas aqui descobri que não estariam comigo.

E o que montou pensando em mim?

Isto não é uma casa Carol, tem de cinema a danceteria, de

piscina a biblioteca, de um quarto para mim, ou um para nós, acho que não é fácil definir assim, o que cada uma me inspirou, acho que

tudo me inspirou, acho que o sentir-me amado me fez criar algo assim, mas vi que os sonhos que tinha, eram maiores que as possibilidades.

Mas é imenso, o que pretendia?

Carol, quando se pensa em futuro, alguns querem viver o

amanha, mas o depois de amanha, nem se atrevem a pensar, eu me atrevi e vi que tudo quase foi me tirado, tenho medo de sonhar e não viver, tenho medo de não sonhar, e morrer.

Ta falando difícil hoje.

Pedro a beija e olha em seus olhos e fala;

Carol, por que não podia me olhar quando olhava apenas

para você, parece que só me olhou quando eu não tinha mais saída, quando eu estava perdido.

Carol o beijou demoradamente;

Pedro separa os lábios e serve um cafezinho para cada um deles e perguntou;

Como prefere?

Puro sem açúcar.

Pedro serviu e ela experimentou;

Sabe que nunca vi fazerem café assim como você fez.

Gostou?

Sim, bem gostoso, forte.

Não sei fazer café fraco, mas o meu é sempre bem doce. Carol sorri e fala;

38

você

transforma segundos simples em algo especial?

Seus olhos que os transformam, vi estes dias numa viagem

para Nazareno, quanto alguém pode olhar por bem, ou por mal, e uma pessoa atraindo problemas, acaba com todo o clima de festa.

Por

que

tem

de

ser

especial

Pedro,

por

que

Joseane pelo jeito pegou pesado.

Ela não sabe o que quer, é a mais nova de todas, e acha

que gosta de meninas.

Ela voltou a falar com Camila, as duas parecem perdidas.

Camila, como ela esta?

Preocupado?

Não vou negar

que me preocupo com aquela que me

despertou para o mundo. Carolina sorriu e falou;

Ela está bem, acho que ela é outra que se arrependeu de o

ter afastado, talvez ela tenha achado que seria diferente, mas parece que somente quando você esta perto os demais se preocupam com o que ela sente.

Não entendi? Pedro servindo um cafezinho a mais, ele gostava do café bem fresco.

Ela disse que enquanto estava com você, outros meninos

voltaram a olhar para ela, mas depois pareceram desencanar, mas acho que tem haver com o filho, não com você.

E como esta nosso filho Carol, tem se cuidado, eu tenho corrido muito, as vezes queria falar mais disto.

Nem sei o sexo ainda, mas queria uma menina, mas acho

que saberemos em breve. Carolina viu que Pedro olhou em volta e falou;

Sabe que nem sempre me sinto seguro em lugares assim, acho que estou começando a ficar paranoico.

Se não acha seguro, por que dispensou o motorista.

Carol, alguém quer falar comigo sem ninguém ver, o que melhor do que estar com alguém que se ama.

Alguém?

Uma empresaria gaúcha, que não sabe esperar o fim do

dia.

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Carolina olhou em volta, era evidente que Pedro vira algo, mas ela não via nada. Até aquele momento.

Quer dizer que alguém vai atrapalhar nossa tarde?

Pode ser.

Ou é paranoia? Carolina fala e nem terminou a frase e viu

um agito geral do lado de fora, se estivessem do lado de fora, veriam uma leva de pessoas vindo e sendo interceptadas em meio a um imenso gramado com plantas a volta da casa.

Carolina fixa os olhos para fora, vendo o agito e pergunta.

Como faz isto? Carol sorrindo. Pedro pega o telefone e fala;

Carlinhos, o que está acontecendo.

Me informaram que um grupo avançava contra você, mas ainda não me informaram.

Segura eles, é gente da Guerra, não queremos problemas Carlinhos.

Vou alertar eles, já lhe ligo.

Carolina olha para o menino que fala;

Carol, estou querendo lhe ter aos braços, mas ainda não sei como, você não aceita, mas quero dizer que quero.

Safado.

Tô disposto a assinar sobre este adjetivo.

Carolina vê o menino lhe esticar a mão e caminham até a porta da frente, e sai a porta e olha para o rapaz da segurança e fala;

Calma, são aliados.

O

segurança pode não ter entendido, mas Pedro olhou para a

frente e viu um carro parar e dele sair uma senhora de um metro e sessenta e seis, cabelos longos, olhos firmes, corpo bem definido, e

falou;

Ligando é mais fácil Priscila. Pedro.

A senhora olha para o menino e fala;

Pensei que estava desprotegido, mas vim conversar.

Carlos veio também?

40

Carlos Guerra sai pela porta e olha a casa, os seguranças e fala olhando aos olhos do menino;

Deve ser Pedro Rosa.

Sim, vamos entrar e conversamos.

Sozinho? Priscila.

Dinho foi comprar algo para fazermos um churrasquinho e

conversarmos. Pedro fazendo sinal para eles entrarem, os seguranças relaxaram um pouco, mas era estranho, duas seguranças diferentes, gera um constrangimento e uma falta de postura dos dois lados.

Priscila olha a grande sala, com a grande piscina e olha para o menino;

Outro exagerado pelo jeito.

Pelo jeito! Carlos sorrindo.

Pedro não comentou nada, somente ele sabia o que queria viver ali, mas as pessoas realmente olhavam aquela piscina antes de qualquer outra coisa, mas ele ainda nem a enchera, talvez a fechasse antes de usar, mas caminha até a cozinha, coloca outro café para fazer, e olha para Priscila;

Prazer.

Sabe que esta agitando, mas gostaria de sinceridade, você

contratou uma leva de seguranças para proteger umas terras em Criciúma, me disseram que era apenas para desviar a atenção, se

vamos fazer parceria, quero saber o que está acontecendo. Pedro sorriu, a senhora queria saber muito, mas ele não estava ali para discutir isto, e fala;

Senhora, com respeito, não sou de encenar, você pode não

saber o que, mas pode ter certeza, se tem segurança, algo de valor tem, e nem sempre as pessoas veem o valor, mas não foi por isto que mandei o esquema de segurança, mandei por que sei que meu

sistema é isolado da interação do sistema que vocês usam de segurança, e isto gera um rombo de segurança, e não gosto de deixar minhas costas desprevenidas. Acabo de ver, pensei que estava sozinho, e em 30 segundos, após entrar no terreno, já estávamos cercados, mas tem de ver que é um despender de força excessiva.

41

Sei disto Priscila, mas o sistema que Renata e JJ desenvolveram, deixa rastros que se monitora em Los Alamos, minha proposta, em sistema, é isolar eles, não dando chance deles saberem o que fazemos, e sobre isto, lançar para eles informação, para acreditarem que não somos inocentes, mas nenhuma informação real.

Acha que pode com o sistema deles? Carlos.

Carlos, eu provei para eles que o sistema deles é falho,

pior, passível de se instalar um sistema de voz aceito no sistema deles como prioritário de gravar, e usar o mesmo para travar o sistema.

Certo, vi o pânico de Alemão, mas por que disto menino?

Priscila olhava para o menino com aqueles imensos olhos azuis, que lhe tiravam a concentração.

Desculpa, mas quero montar algo que seja seguro, e que

não deixe rastros, o sistema deles é bom, incrível diria, mas se não formos mais a fundo, não vamos nos isolar, e sempre seremos pressionados por CIA e companhia.

E acha que podemos isolar? Carlos.

Preciso isolar, isto me faz ter de isolar, estou por 5 dias,

pagando para tentarem furar ele, isto me dará condições de saber quem vai tentar e por onde, vou poder tanto poder monitorar como contratar os melhores, mas o principal, o sistema de JJ teria caído a 3 horas, o meu continua ativo e sem infecção, e a cada hora ganha mais adversários pesados.

Soube que jogou um desafio, mas acredita que vão furar o

sistema?

A pouco um rapaz em New York chegou bem perto de

furar, pensei que ele conseguiria ver a falha, mas não, ele se perdeu num caminho sem saída, já eu, vi o furo e fechei.

Esta monitorando tudo, mas como, nem tem computador

por perto? Priscila.

Quando falo eu, estou falando do sistema que responde por

meu nome, e que me informa por celular os bons, mas vou me preocupar apenas após passarem da 14ª proteção, eles ainda estão na primeira, quero ver quem realmente quer chegar lá.

42

Acha que aquele esquema que João nos passou é passível de realizar? Carlos.

Acredito que sim, me parece a logica do sistema, mas

quero fechar portas, e a cada dia aprimorar o sistema, não apenas deixando ao acaso.

Priscila olha para o menino e fala;

Então esta os desafiando, desafiando as seguranças dos

demais, mas não entendi, o que vai explorar que você precisa de tanta proteção.

Priscila, sabe que poucas coisas tem valor eterno, mas por

enquanto, não vejo o fim do valor do que vou explorar, - Pedro olha

para Carlos como está a segurança em Criciúma?

Não entendi, um terreno reto, sem grandes coisas, mas

parece que desde que mandei a segurança, um agito se fez lá.

Carlos, vou tirar de lá, o meu futuro, deve ter visto que

cercaram o grande terreno, que começaram a construir na divisa da rodovia dois grandes barracões.

Sim.

Vou construir a toda volta do terreno, vou por criação de

gado em parte, mas o terreno é muito plano, enquanto eu comprei para Minas 6 imensas perfuratrizes, que chamaram atenção desde o desembarcar até o montar, deixando muitos olhando, ali, vai ser da forma mais clássica, pelo menos até aquilo ser um imenso buraco.

Não entendi. Priscila.

Dinho chegou com o carvão e com a carne e olhou para Pedro que falou;

Coloca no fogo a costela e alguma coisa para aperitivo, vamos conversar muito hoje. Pedro abraçou Carol e a beijou, e falou.

Te amo, não esquece.

Que papo maluco.

Pedro olhou para Carlos e falou;

Vamos a sala ali a frente e explico o que pretendo.

Os dois olharam o menino, viram que era uma sala de projeção, um cinema com uma imensa tela, mas com não mais de 20 cadeiras.

43

Priscila, Carlos, - Pedro aperta o controle do projetor e fala

surgindo a imagem de um imenso mapa do terreno e das maquinas que deveriam estar chegando e dos projetos. Teremos em 6 meses este buraco neste lugar, e obvio, se repararem, quero estar com todos os lados protegidos, de curiosos, mas mesmo assim, não vamos conseguir depois de um tempo ficar sem ninguém ver isto.

Mas vai tirar o que dai? Priscila.

Pedro da um clique e a imagem próxima surge e mostra a grande fenda, a mais de 35 metros de profundidade, com dois mil metros de comprimento, e as inscrições laterais de qualidade, e fala.

Priscila, um dia vão mandar eu parar de fazer o buraco, sei

disto, mas aos 35 metros, tenho diamante de qualidade boa, esta linha deve se arrastar até uns 70 metros, e dai por diante, um veio bem estreito, não mais de 12 metros de largura por 90 de comprimento, que deve gerar um buraco inclinado que vai requerer alta tecnologia para tirar, mas isto é uma exploração para 200 anos, tirando perto de 1 bilhão em diamante ano.

Um imenso buraco para lhe gerar um bilhão de reais ano,

um bom investimento, mas tem certeza do retorno?

Eu comprei o terreno inicial, por 25 mil reais Priscila.

E fez o teste e se depara com um imenso potencial, mas

todos falavam que era em Minas.

Isto é método Rosa de ação, se vamos agir em Criciúma,

fazemos barulho no Rio, em Minas, na Bahia, mas não em Criciúma.

Me falaram que era algo mais valioso. Priscila.

Eu falei demais, mas existem duas chances, e acredito que

pensando moderadamente, vai sair 4,5 por ano, e não um por ano.

Moderadamente, e se não for moderadamente?

12!

Priscila sorri e fala;

Certo, oficialmente 1, mas pode chegar a 12 vezes isto.

Sim, mas considere que isto não é ciência exata Priscila,

posso tirar doze num trecho, e pegar um trecho longo sem nada, depois vir a achar outro de 3, outro de 1, ou 0,5, mas deve ter

entendido o problema.

Sim, 12 bilhões, é problema.

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Na verdade, estou tentando defender com um custo que

não me pese, mas que possa atingir outros pontos, tenho outros pontos bons para extração, mas como a maioria vai olhar para as grandes maquinas, abrindo um buraco, vamos chamar sempre atenção para outros lugares, pois não sei ainda quanto pretendo extrair por ano, mas deve, mesmo que aqui dê apenas 3 bilhões ano, quero ter outros bilhões em outros pontos.

E vai abrir isto?

Priscila, agora posso dizer o que bem entendo, o que eu

falar, eles vão achar que é mentira, que vou levantar uma cortina de

fumaça.

E vai investir onde exatamente?

Pedro da dois cliques pulando uma imagem de um diamante e parando no mapa do Brasil, com destaque em 16 estados, e olha para Priscila.

Nestes 342 pontos até o fim do ano, no ano seguinte.

Pedro deu um segundo clique Estes 562 pontos, e mais um clique em dois anos e meio, estes 1009 pontos de extração, que devem gerar uma entrada bruta de mais de 500 bilhões ano. Priscila deixa o corpo encostar na cadeira e olha para o mapa, o menino não estava falando em explorar em um lugar, ele estava falando em explorar mil lugares, a soma seria o segredo, pois se ele juntasse um trilhão de reais em dois anos, mesmo bruto, ele estaria na lista dos grandes nomes, mesmo que não tivesse em seu nome, mesmo que não fosse tudo aquilo, ele parecia querer fazer dinheiro rápido, e pelo que ela estava vendo, ele iria tentar, poderia dar muitas cabeçadas, mas ela sabia que um bilhão manteria aquilo em funcionamento, se ele tinha para se auto financiar, ele teria uma imensa empresa de extração mineral em poucos anos.

Por isto quer um sistema seguro.

Priscila, não sei por que, mas acredito que vai dar certo,

sou uma criança, brincando de ganhar dinheiro, e ganhar inimigos, estou tentando evitar os inimigos próximos, já que os externos não tenho como evitar.

E tem capital para isto?

Sim, mas quando invadimos o sistema, não era o sistema

da JJ Empreendimentos que estávamos invadindo, era de mais de

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70 empresas que tinham os dados que precisávamos, e confirmamos

e adulteramos os dados, mas ainda teremos problemas como novos satélites.

Já havia entendido isto, queriam adulterar os dados, mas

deixaram alguns para chamar atenção, como aquela montanha de ouro de Minas.

Priscila, em dois meses, aquela montanha não estará mais

lá, por que vocês viram, mas precisávamos saber se alguém tinha aquele dado, neste instante, estamos com 6 estradas interditadas por porteiras, buracos, seguranças, mas temos 22 laboratórios de processamento de ouro naquele pé de montanha a beira do Rio da

Morte, apenas por que vocês olharam.

Priscila olha incrédula, não parecia real.

Esta dizendo que sabiam da existência de ouro lá, e estão tirando, por que vimos?

Metade do ouro fica sobre uma reserva federal, estamos

roubando a nação, e colocando no bolso Priscila, apenas isto.

E quanto vale isto?

Esta parte é da minha irmã, mas não é muita coisa não. Dá uns 22 bilhões em ouro.

Alemão que fala que vocês falam em bilhões como poucos,

mas então vão mesmo tirar tudo de lá, e somente aceleramos.

Eu montei uma maquina que é péssima para extração de

Diamante, em Nazareno, para todos verem ela chegar lá, e começar

a perfurar, fiz o mesmo em Kubitscheck, mas é que as pessoas não entenderam nada ainda. Os distraiu, bom saber, mas sabe o risco de esconder algo

assim?

Priscila, fomos roubados estes dias, eles entraram em um

barracão que tem mais de 20 bilhões em ouro, e me roubaram apenas o que viram, por sinal, já recuperamos o que eles roubaram.

Quer dizer que tinha lá uma fortuna.

Isto, depois mudamos de lugar, para evitar problema, mas

deve entender que ouro não se vende assim, sem chamar a atenção. Mas quando eles ouvem um bilhão de Reais em ouro, acha que o povo que vê barras de um quilo no Silvio Santos imaginam quanto é isto?

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Não, mas pelo jeito vem um novo, bem novo empresário para a vida politica do país?

Eu estava estudando aqueles investimentos em petróleo, pode me tirar uma duvida Priscila? Quer investir nisto?

Não, é que me veio a duvida se este petróleo é explorável, si é que tem petróleo lá.

Qual a duvida?

Eu estava me deparando com os dados, que quanto mais

profundo mais caro para explorar diamante, e numa perfuração, quando passa de 300 metros, fica algo perto do inviável se não tiver

tecnologia e projeto, para exploração, pois qual a pressão que terão de impor para o petróleo subir, por um tubo, 6 mil metros. Me parece quase gastar mais em extração do que com compra de petróleo, não esquece que este petróleo tem preço de mercado.

Alguns especialistas apontam para sobra tecnológica neste

ponto menino.

Desculpa a descrença, fui educado na duvida, não vi calculo

nenhum que me convencesse ser viável a exploração, a Petrobras que se propõem comprar todo petróleo extraído ali, vai pagar por ele duas vezes mais caro que quando compra de fora, a pergunta,

quando a Petrobras quebrar, com este acordo, quem vai comprar este Petróleo, e tem de ver se quando isto acontecer já se terá tirado todo o custo de implantação, muita gente pode quebrar assim. Acha que não vale o esforço?

Vamos quebrar a Petrobras, mas talvez esteja na hora do

povo acordar que o que se diz, do povo, como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica, e outras coisas, não são do povo, são do Governo, e os que estão lá, não vão abrir mão disto tão fácil.

Priscila olha o menino, alguém inteligente, vê o rapaz chegar com alguns aperitivos e cerveja gelada e pergunta para o menino;

Não deveria beber menino.

Sei disto, mas o que posso fazer, cai tão bem com uma

carne gordurosa. Olhou para os demais e falou. Vamos para a churrasqueira? Priscila sorriu e saíram no sentido e uma imensa

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cobertura no fundo, com a churrasqueira e uma mesa alta ao lado da mesma, do lado de um freezer com refrigerantes e carne.

Não gosta de leis pelo jeito.

Priscila, vou pedir

proteção para ir

ao Rio de Janeiro

amanha, e devo ficar lá um fim de semana.

O que lhe preocupa.

Vou ter de me encontrar mesmo contrariado com Roseli.

Esta

é

barra

pesada,

sabe

que

ela

representa

os

contrabandistas do centro-oeste e norte do país. Carlos.

Sei, eu não marquei com ela, mas sei que ela pediu para

falar comigo, e sei o que ela vai propor, o que ela propõem a todos.

Não tenho negócios com ela, o que ela propõem? Priscila.

O velho e bom 15% para não atrapalhar.

Muito dinheiro.

Meu pai não é a favor de pagar, mas tenho de ver se o que ela vai me servir a algo.

Não entendi menino? Carlos.

Segundo o que estudei, ela é parte da comitiva

presidencial, e sempre abre o comercio de diamante com muitos países, se ela me conseguir vender eles, 15% não é muito, é uma vendedora de luxo, mas se ela quiser receber os 15% mais a venda, vou ter problemas.

Pelo jeito esta se metendo realmente em problemas

grandes, mas acha que consegue vender sem ela saber?

Não tenho pressa, talvez isto os irrite, posso dizer que se o

esquema que montei para os jornais do meu pai der certo, vamos conseguir ter lucro ali, mesmo tudo indicando o contrario, e se der dinheiro ali, vamos poder segurar as vendas brutas, se as empresas de segurança derem uma segunda entrada, as fazendas demoram para dar retorno, mas devem dar entradas, então devo quando em dois anos, estiver a explorar, estarei gerando meu sustento pelos

demais meios de renda.

Vai mesmo bater seu pai em patrimônio este ano?

Acho que em recursos sim, em patrimônio não. Carlos olhou como se não entendesse.

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Ter o recurso, vou ter, mas ainda não será declarado, pois

ainda não o terei vendido. Carolina estava ouvindo aquilo, maluquice, estavam falando em dinheiro alto, ela nem entendera os volumes, parecia tudo muito chutado, mas sabia que o menino estava investido e gastando a rodo.

Tem que cuidar com gastos assim! Priscila apontando a

casa.

Sei disto, mas precisava de um lugar para as pessoas me

levarem a serio, eu tenho de compensar minha idade, eu não tenho uma assinatura ainda como Priscila de Sena, ou Carlos Guerra, ou Joaquim Jose Moreira, para que me ouçam.

Pensando em impressionar pelo jeito. Priscila.

Sim, tenho 14 anos, tenho de compensar com alguma

coisa, tem de ver que me levar a serio, é difícil, daqui a pouco as

pessoas vão querer me forçar pagar mais caro as coisas, mas por enquanto, no sentido de estruturação, é ótimo aparentar uma criança. Priscila pega uma cerveja e olha para Carlos e fala;

Como estão as coisas?

Pergunta para o menino, a segurança da casa é dele.

Priscila sorriu e viu aquela senhora entrando pela porta e perguntou;

Visitas?

Minha mãe, Maria Cecilia Guerra, e Carlinhos! Pedro sem olhar para a porta.

Esta tem uma assinatura! Carlos Guerra.

Sim, se pensar, ainda não tenho minha assinatura, mas

filho de Gerson, Roseli e Siça é um bom começo. Carlos sorriu, as conversas foram para os projetos, enquanto Pedro namorava um pouco.

Em Nazareno, Charlyston olha para as paredes construídas e para as em construção, demoravam mais para levar ao local o material, pesado material, do que erguer as paredes, Ricardo chega ao lado e fala;

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Pelo jeito ele quer por algo pesado, para nem terem chance de desconfiar.

um

isolamento melhor a estas paredes.

Estou refazendo as saídas de água na saída 5, mas este

canto, separando o corredor de mais de 6 mil metros em porções de 100 metros, realmente esta gerando um espaço interno bem definido, sabe o que ele vai mandar para cá?

Pelo que entendi, ele vem falar, parece que quer marcar

com o Prefeito e Governador a inauguração das catacumbas de

Nazareno, com acesso apenas pelo Museu Metropolitano José Bernardino.

Sabe a maluquice que é isto, entramos em contato com

uma empresa de segurança e acabamos trabalhando em um Museu. Fala Ricardo.

Sei disto, assim como sabemos o que poucos sabem, o que tem por trás daquela parede do fundo.

O

projeto

de

duas

paredes

paralelas,

ocas,

Pensei que ele exploraria aquilo.

Já pensou se alguém quebra um Anjo daqueles novamente, e documenta? Charlyston.

Iria encher a cidade de malucos.

Sim, mais do que já tem! Ri Charlyston.

Os dois estavam vendo trazer mais daquele material e pergunta.

De onde vem este material?

Dizem que eles tinham uma reserva de chumbo em

Tiradentes, e o menino parece ter encarado o custo, para isolar bem

isto, uma coisa é uma parede fraca, esta, esta ficando muito firme, solida, isolando tudo.

Este menino faz coisas estranhas, mas quando ele resolveu isolar, mesmo eu estranhando, fiquei feliz com isto.

Ele é firme, estranho, conheço primos e primas que tem a

mesma idade e não pensam rápido como ele, e sabe que ele enfrenta, tem gente que ainda não entendeu todas as ideias, mas

ele parece ainda querer algo.

Não duvido, mas acha que demora quanto para isolar?

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Isolamos todas as saídas a duas exceções, sabe disto.

Sim, a do Museu e a da Pio IX.

Sim, todo resto isolado e limpo, acredito que muitos vão vir ver isto, pensar que chegamos a isolar o desmoronamento da segunda Cripta, e acabamos fechando tudo.

Verdade, mas assim evitamos que uma igreja venha abaixo com todos os fieis em pleno domingo. Ricardo.

Verdade. Charlyston.

Os dois começam a sair e Charlyston olha para trás, por um momento teve a sensação de alguém olhava para eles, sentiu o corpo arrepiar, mas não tinha nada ali, os rapazes estavam começando a deixar ali as pilhas, no dia seguinte terminariam de erguer as paredes divisórias. Charlyston sai pela subida que dava ao Museu e olha para Ricardo; Ele esta com quase tudo pronto, mas tem muita gente olhando ainda, amanha, depois de erguer as paredes que faltam, ele mandou um compressor de acabamento emborrachado, este sistema vai ser passado primeiro nas paredes e teto, este emborrachado, vai isolar toda a região de umidade, depois ele disse que vão alisar e pintar, colocando tubulação de fiação, para instalação dos sistemas com câmeras e de segurança, além da iluminação, depois passar em todo o piso, ele não quer perder algo lá em baixo por umidade.

O que ele vai trazer para cá.

Parte saiu dali, pelo que entendi, tecidos pintados, quadros

de família, armas antigas, peças pessoais de José Bernardino, e de

outras famílias históricas da cidade.

E de onde ele conseguiu estas peças.

Ricardo, eu não sei tudo, mas o menino não esta criando

um museu fácil, e pior, o sistema de proteção e vigilância da parte

baixa, é baseado em grandes museus do mundo.

E ele pelo jeito não quer um qualquer aqui?

Ele disse que vem mostras algumas coisas a mais, mas não

sei o que ainda, o prefeito autorizou a reforma da Ferroviária, semana que vem, vamos repor 6 mil metros de trilho, depois ele

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disse que vai trazer uma Maria Fumaça de 1800 para circular entre os dois pontos, que ele chama de museu Ferroviário.

E em que sentido vão por os trilhos?

O prefeito de Ibituruna autorizou a reforma lá também, e

vão montar este trecho de ferrovia. Ele sabe movimentar a região, tem gente que pergunta deste investidor Pedro Rosa, mas ignoram que é um menino de 14 anos.

Charlyston vê Ricardo sair no sentido da cidade, ele entra novamente e abre a porta do servidor, desce pela escada em caracol que levava a grande sala e olha para os comandos, olha para o sistema e passa as coordenadas do que estava acontecendo. Pedro estava tomando uma segunda cerveja, olha para o celular dar o alerta e pede um momento, pega no carro sua mochila e pega o computador pessoal, abre e pergunta; ―Como esta o isolar Charlyston?‖ ―Amanha começamos a emborrachar, mas não sei o que vamos expor e quando inauguramos?‖ ―Calma, a catalogação de dados, levantamento histórico, começa amanha, tenho de ter calma, devo passar ai no sábado, e conversamos, tenta isolar até lá, para que possamos conversar sentados na peça central.‖ ―Problemas?‖

podem não

acreditar, mas seguindo o que vou passar, nenhum problema!‖ Charlyston olha em volta, estava com aquela sensação de que estava sendo observado, mas deveria ser paranoia, ele olha em volta, impressionado, como se procurando algo que não estava lá.

Pedro olha para o sistema e olha que seu pai estava on-line e pergunta; ―Problemas pai?‖ ―Não, apenas desentendimentos!‖ ―Pai, sinceridade não funciona sempre!‖ ―Sei disto, pedir sinceridade não é gostar da sinceridade!‖ ―Pai, fez a burrada, encara!‖ ―Sabe onde esta Siça?‖

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―Não, mas quero falar com você e Ricardo,

―A minha frente falando com Priscila de Sena!‖ ―Menos mal.‖ ―Queria acreditar que foi sincero pai!‖ ―E você, como está?‖

―Prestes a pular ao ar sem asas!‖ ―Não brinca!‖ ―Pai, acho que as coisas estão muito soltas, então vou amarrá- las, ou solta-las, mas tem de saber onde quer as coisas, eu vou me definir, mas terá de se definir.‖ ―Não entendi filho!‖ ―Pai, eu vou me posicionar, vai ter de se posicionar também, sabe que sobre o muro, os dois lados atiram na gente!‖ ―Certo, mas as vezes as coisas não são como queremos!‖ ―Sortudo você que as coisas apenas as vezes não são como você quer pai!‖ Pedro abraça Carol e fala fechando o computador pessoal;

Consegue liberação para viajar com o pai de seu filho?

Vamos onde?

Toda vez que programo, não chego a metade do caminho

Carol.

Começamos por onde?

Amanha fim do dia no Rio de Janeiro.

Não conheço o Rio! Sorri Carolina.

Uma boa chance de conhecer!

E quem mas vai?

Ainda somente eu!

Achou graça?

Queria que Rita fosse também, mas duvido que ela consiga, sogro nada compreensivo.

Ela vai ficar muito brava se eu for.

Pedro a beijou e olhou para Siça que perguntou;

Vai mesmo ao Rio?

Sim,

vou tentar passar no seu esconderijo, mas não

garanto nada ainda.

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Pelo jeito vai aprontar?

Se tudo der errado, vou namorar muito.

Priscila olha para Pedro, se despedem e fala saindo;

Vou estudar o que falamos.

Pense com carinho Priscila, pode ser uma parceria que vai se estender por anos, séculos.

Vamos pensar.

Priscila sai e viu os seguranças abrirem a porta do carro, Carlos entrou por uma porta e ela pela outra, e se mandam pela estrada. Pedro abraça Carolina e fala;

Sabe que te amo, ou quer uma declaração formal?

Você é maluco, sei que se pedir fara mesmo.

Tem de ver que amor é para ser vivido.

Carolina o beija e fala.

O que está acontecendo, esta muito próximo hoje, o que

mudou?

Eu não presto, isto que aconteceu, e resolvi assumir que não presto.

Você não presta, isto não define nada.

Pedro a beijou, os dois subiram ao quarto, Carol viu os quadros, sorriu, nem ela sabia que ele tinha aquela fotografia dela, ficaram ali até as 18 horas.

Gerson olha para Patrícia que pergunta furiosa;

O que fez que parece que somente eu não sei.

Gerson não gostava de discutir, aquela mulher era uma coisa que ele puxara para sua vida, que aceitara com todos os defeitos que tinha, ela o aceitou com defeitos, achava ela muito para aquele senhor acabado pelo tempo. Gerson tira o boné e olha para ela, não queria discutir, mas as vezes tem de saber-se como entrar em uma conversa;

Sabe que te amo, Patrícia.

Você aprontou algo, esta como se não tivesse como falar, deve ter sido com aquela Siça.

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Sei

que não

sempre, mas te amo.

Não vai negar?

confia em mim,

sei que não sou correto

Patrícia olha nos olhos de Gerson e entra para o quarto batendo a porta, Gerson ficou ouvindo ela bagunçar as coisas, não sabia o que ela estava fazendo, até a ver com uma mala a mão na porta;

Não vou aceitar isto Gerson.

Vai me deixar por isto? Gerson incrédulo, estavam

começando, estavam reagindo, estavam em meio a um inicio, ele considerava que ainda estavam nas núpcias, e ela já estava com a

mala a porta.

Não quero um marido ausente, e nem ser apontada por

todos como a outra. Pensei que me amava.

Sabe que te amo. Gerson não sabia o que falar, estavam

discutindo a mais de 4 horas, ele se considerava culpado, estava realmente mais dentro dos problemas que no casamento, estavam aos primeiros mês de casados oficialmente, Patrícia sentia-se gorda, desajeitada, crescendo em todos os sentidos, e saber que Gerson aprontara no lugar de estar ali cuidando dela, era algo que não conseguia aceitar.

Pedro deixa Carol em casa, já passado das 18 horas e vai para casa do pai, entra e olha para Patrícia com a mala a porta;

E você, encobrindo o que seu pai aprontou? Patrícia com

aquela cara de quem estava com raiva, e o menino parecia fazer parte das aprontadas do pai.

Pedro olha para o pai e fala serio;

Vai deixar ela sair pai?

Ela tem razão filho.

Os olhos de Pedro foram ao segundo piso, onde Renata parecia estar trancada no quarto.

Patrícia, pode me culpar, mas não aprontei com você, e não

acho certo o que aconteceu, pode me culpar, mas não tive culpa,

pensei que vocês se acertariam, mas não me culpe.

O que sabe que ele nem tem coragem de falar.

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Eu não sei nada Patrícia, sei das fofocas, não dos fatos, mas para mim, apenas fofocas.

Mas estão me olhando e apontando.

Pedro olha para Patrícia, larga sua mochila e fala;

Vamos sentar Patrícia, acho que você não entendeu.

O que não entendi?

Este ai não é capaz de pedir para você ficar, ele acha que não se obriga alguém a ficar onde não se quer.

Não quero conversar.

Pedro olha serio para a moça, ela era muito mais nova que Roseli, uns 5 anos mais nova que Siça, então ela era a mais nova das pessoas em uma função de mãe, das que tinha.

Vai para onde?

Eu me viro!

Se precisar Patrícia, sabe onde me achar. Pedro olhando

para a moça, enquanto Gerson não falava, estava apenas ali, a olhar

para ela.

Desculpa, mas ele está impávido ali, pensei que ele me

amava, mas ele não faz questão.

Acho que os dois são assim, você não quer conversar, ele

também não, mas pensei que já havia passado desta parte que só deveria me fazer parte aqui, a parte infantil. Pedro pega a mochila e sobe, ele tentara, mas se nem seu pai e nem Patrícia queriam conversar, estava começando a confusão. Pedro olha de cima a moça sair pela porta, liga para Dinho que entendeu, quando pediu para a deixar na casa no Tanguá, Patrícia soube que a ideia era de Pedro, mas se ela não conversara, ele não imploraria. Pedro entra no seu quarto, cansado, e vê Renata entrar pela porta e pergunta;

Por que eles brigaram.

Nossa mãe foi

um

casamento recente com uma esposa nova mais nova e gravida, em meio a uma guerra de tiros, não sei explicar, mas ela deve ter se

sentido desvalorizada.

a cama

de

nosso pai,

em meio

a

Discutiram desde que chegaram do centro.

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Pensei que já tivessem conversado, mas vou lá falar com ela, pois não acho certo as coisas acabarem assim.

Sabe onde ela foi?

Pedi para o Dinho deixar na casa que seria de Rita se um dia chegarmos a isto.

E você, estava com quem?

Carol, tinha de me posicionar, e não acredito que me

posicionar vai melhorar, mas deixa eu tomar um banho, puxar uma

orelha lá em baixo, e sair novamente.

Tem reunião hoje a noite?

Não, já falei com quem queria, quer sair um pouco?

Tá pesado o clima.

Em 30 minutos estou saindo, se não tiver pronta, vou

sozinho. Pedro vai ao banho e Renata fica a olhar para o irmão, estava solto, não sabia o que ele fizera, mas parecia obvio, que ele estava mais firme, mais decidido.

Pedro depois do banho, desce e olha para o pai e pergunta;

Por que a deixou ir pai?

Temos de conversar.

Fala.

Ela sumiu com

os

22

bilhões em ouro das Terras em

Tiradentes, acho que ela já queria sair.

Tem certeza disto pai, ou esta se justificando.

Tem de ver que não faz sentido ela me esconder isto.

Pai, o senhor

esconde muito mais que isto em ouro e

diamantes dela, põem mais nisto, então para mim é desculpa.

Vai a apoiar.

Ela não esta em condição de sair, não tá pensando pai, não

sei o que lhe chateou, mas se quer guerra, vai ter guerra agora.

Não entendi.

Pai, uma de minhas mães está com João, outra com Carlinhos, o que vai acontecer quando eles pela manha souberem que Patrícia saiu de casa e você não fez questão de a segurar, fora uma guerra?

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Não vai acontecer filho.

Então senta ai, fica ai contando o ouro pai, pois eu acho

que tem coisa mais importante que ouro, e uma destas, esta no

ventre de Patrícia.

Mas

Eu e Renata vamos dar uma saída, não demoramos, mas

pensa pai, mas se realmente não sente nada por ela, pois pareceu isto, fica ai sentado, contando o seu ouro.

Pedro olha para Renata e fala;

Vamos, não quero discutir e vou acabar discutindo se ficar

aqui.

Gerson viu que o filho não gostou, ficou ali, pegou uma cerveja a geladeira e ficou pensando nas coisas que passavam em sua cabeça. Chegam na parte de baixo do prédio e Dinho já os esperava, e se mandam para o Tanguá. Renata espera no carro e Patrícia olha para o menino batendo a porta;

Não quero falar Pedro.

Mas eu quero falar, se depois quiser sair Patrícia, tudo bem. Patrícia fez sinal para ele entrar.

O que quer falar.

Falar o que sei, para que saiba como se posicionar.

Mas disse que não sabia.

Estava a frente de meu pai Patrícia.

Certo, mas o que sabe.

Que ele e Siça ficaram 3 horas sozinhos em uma suíte num

prédio de frente a praia da barra no Rio de Janeiro, mas até onde os dois foram, não tenho como saber Patrícia.

Acha que eles foram a cama.

Pela cara de minha mãe, quase certeza, Roseli me ligou no dia e disse que ele estava lá.

Por que ela ligou.

Patrícia, não sabia que iriam brigar, eu propus você esconder o ouro, meu pai viu que foi desviado, mas eu não vou falar

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para ele que desviamos, e nem acho que você deva, pois acho que não estamos falando de ouro, e sim de sentimentos.

Ele achou que estava querendo pular fora?

Desculpa Patrícia, mas se ele pensou isto, só pode ser

desculpa, pois ele escondeu 100 vezes mais de você, e você não

pensou nisto, não a ponto de ficar lá estático, se fazendo de indefeso, mas não entendi onde começou a discussão.

Entrei na escritório, depois de ter ido ao banheiro e me

deparei com Carlinhos cobrando uma posição dele, ele disse que estavam entendendo errado, quando Carlinhos saiu perguntei o que

estava acontecendo, e começamos a discutir, mas ele não se posicionou, parecia não se preocupar com o que estou sentindo.

Patrícia, saiba que por mim, lhe dou todo apoio possível.

Vai contra seu pai?

Sou a favor da família, e acho que você já faz parte da

família, e não adianta querer pular fora, eu vou estar por perto.

Pensei que defenderia seu pai.

Eu não sei o que aconteceu, mas sinceramente, antes da

posição de hoje, eu achava que não havia acontecido e que era passado.

Pelo jeito não gostou?

Não, e não vou fazer de conta que gostei, pois não vai

funcionar, mas Patrícia, ele é um Rosa, ele precisa ser posto na parede, você esta fazendo, mas normalmente sedemos, ele parece indiferente, não sei o que Siça sente, mas ela não falou nada além de me pedir para conversar com Carlinhos, ela queria a paz com o

companheiro, meu pai não, pareceu deixar acontecer, duas reações, provavelmente, dois sentimentos totalmente diferentes.

Sabe que não esta facilitando com o que está falando.

Patrícia, não sei ainda o que sente por meu pai, mas ele é

alguém mais ativo a cama, ele está segurando-se, ele era de por rapazes e mulheres a sua cama, ele tem sido fiel, mas não sei se ele não tem saudades disto.

Acha que ele quer aprontar?

Ele não vai levar a cama da esposa algo assim, nem com

minha mãe ele fazia isto, mas foi o que destruiu a relação dos dois.

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E acha que faço o que?

Eu não entendo disto Patrícia, mas você me apoiou, em

algo bem mais irresponsável, sei que não sou um menino fácil, mas

quero apenas que me considere como um amigo, como parte da família. Patrícia o abraçou e perguntou;

E de quem é esta casa?

Sua até resolver onde quer ficar, não se preocupe.

É uma das casas que estava construindo?

Sim, referente ao ouro, que escondi, esta em Nazareno,

cada barra foi mergulhada em chumbo e montamos todas as paredes internas das catacumbas em Nazareno foram revestidas antes de pintadas com seu ouro, 8 casas e um museu na cidade vou transferir para você, já que são as saídas dos tuneis secretos da cidade.

E não vai falar para seu pai?

Ele nem conheceu o lugar antes de fechar, então ele vai lá e não vai ver onde e como era, apenas o como está.

Quantos sabem da verdade.

Você, eu, e pessoas que apenas levantaram paredes de

chumbo, não de ouro.

Você é maluco.

Se um dia precisar, lá esta escondido, mas vou devolver ao

local as peças históricas, vai ser um dos museus que espero, seja dos mais respeitados do mundo.

E não vai falar para seu pai?

Patrícia, cada um fazendo uma parte, escondendo uma

parte, arriscamos no fim, se todos os pontos que eles sabem forem

roubados, seremos apenas uma família, que fez, viveu, sabe disto.

E a parte de sua irmã?

Ainda não foi escondida, mas esta seguro.

E acha que ele me ama?

Patrícia, se ele não lhe vê como um amor, se ele não faz

questão de lhe ter ao lado, saiba que vou apoiar o que achar melhor, mas as pessoas batalham pelo que querem, mesmo coisas absurdas como as que penso.

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Obrigada, desculpa ter sido grossa, as vezes acho que vai ficar do lado de Siça.

Siça esta com Carlinhos Patrícia, tenho certeza disto.

Queria ter esta certeza.

Mantem a calma, mas você que sabe o que é melhor para

você, sei que estranha eu falar isto, mas uma coisa é dizer que se compraria a felicidade, outra, que se doaria tudo por uma felicidade, sou ainda adolescente e capaz de loucuras.

Patrícia sorriu, Pedro se despediu e chega ao carro.

Foi rápido, que casa é esta?

As casas ao fundo, eram um plano do seu irmão maluco,

esta a frente, uma casa que vou emprestar para Patrícia, sabe como

é, as vezes temos de nos posicionar.

O que se faz a noite nesta cidade?

Nada, vamos ao cinema e depois conversamos enchendo a

barriga, embora não sei se cabe mais alguma coisa.

Pelo jeito vamos ter de instalar uma praia nesta cidade.

Uma boa ideia. Pedro olha para Dinho e fala Amanha

estará a minha disposição Dinho, o dia inteiro, e avisa Maria que

vamos ao Rio de Janeiro no meio da tarde.

Por que disto Pedro.

Se meu pai perguntar, não sabe onde Patrícia está.

Querendo se complicar.

Se ele quisesse saber onde ela estaria, não teria a deixado

sair de lá. Os irmãos vão ao cinema no Mueller e voltam para casa próximo da meia noite, Gerson não estava a sala, onde estava, não souberam, mas foram descansar.

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Moreira olha a crônica de Pedro e liga para Carlos logo sendo. — O que

Moreira olha a crônica de Pedro e liga para Carlos logo sendo.

O que está acontecendo

Carlinhos, que papo é este de acordo com o menino? Estamos estudando a possibilidade, ainda não dissemos sim, mas temos uma grande tendência a dizer sim, Sena vai ao Rio para falar com você.

Ela vai entrar contra mim?

Vamos acabar com esta

guerra boba Moreira, sabe bem que

não é assim que se faz dinheiro.

Qual a proposta dele?

Fazermos parte do sistema dele e do seu, acho que podemos evoluir com isto Loco.

Ele vai abrir o sistema dele?

Em 4 dias, ele está testando o sistema, sabe do que estou

falando.

Sim, um maluco se propõem a pagar 500 mil dólares por buraco que fizerem no sistema dele.

Sabe como esta isto Loco? Carlos interessado.

Renata esta tentando a mais de um dia, ela diz que o

sistema é bem difícil, nem os comandos do Pirata afetam o sistema, ele evoluiu, e parece que Gerson não vai brincar de sistema, o que vimos era apenas um protótipo, sabe o que este eP1 faz, pois estamos tentando entrar, mas somente quem tem acesso vai saber.

Ele demonstrou ontem para a Pri, sabe que ela não iria

falar com você se não tivesse gostado, ele demonstrou um buraco na segurança, tanto sua como dela, e por isto ela vai lhe falar, não se fala disto por telefone.

E qual o tamanho da empresa de segurança que Priscila vai entrar em sociedade com o menino?

20 estados, um patrimônio de 2 bilhões de reais.

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Quanto?

Entendeu a proposta ou acha mesmo que ele vai brincar de segurança Loco?

Entendi, ele vai fazer uma empresa no Brasil, maior que a Guerra, mas qual a diferença do sistema Carlos?

Não é baseado em parâmetros nem Linux, nem Microsoft, é

programação mesmo, o menino não vai comercializar o sistema, mas vai por em todas as empresas, é um sistema interno de controle, rápido, pratico, leve, e que vai interligar tudo que eles quiserem.

Falou com quem ontem, parece impressionado.

Loco, o menino programa, ele sabe muito bem o que o pai

dele fez, e parece que vai aos 16 ou 18, ser um grande nome da

programação mundial.

mais

encrenqueiro que o pai. Carlos sorriu e se despediu de Moreira.

O

menino

também,

pelo

jeito

este

vai

ser

Gerson olha para a crônica do filho, a revisara no dia anterior, mas estava meio alcoolizado, pensou se deveria ter conversado com o filho antes de por a crônica, lembra do que o filho falou. Pedro desce e olha para o pai;

Fala pai.

Acha que pode ameaçar assim?

Esperei que falasse ontem, hoje já esta no jornal pai, mas acho que vai dar o resultado certo.

Sabe o que vai enfrentar no Rio, ou esta apenas achando

que eles são bonzinhos.

Pai, resolve o problema de Patrícia, não está pensando, esta apenas falando.

Tenho de pensar nisto, acho que não entendeu o problema.

Pai, amor é para ser vivido, filhos para serem criados, e problemas para serem enfrentados, quem falava isto?

Eu.

Vou para a aula, na volta, falamos, antes de me mandar para o Rio!

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Certo, mas não gosto de você se colocando como eu faço,

atraindo a bala.

Tem de ver que é melhor do que ficar esperando a noticia

ruim. Pedro vai a cozinha, a cozinheira serviu o café e Pedro viu Renata chegar apressada e falar.

Posso ir junto?

Para onde, aula, sim!

Engraçado, Rio de Janeiro.

Sim, mas vou acabar em Nazareno, ou hoje ou amanha.

Temos onde ficar no Rio?

Um apartamento simples quase encostado no morro em Copacabana.

Perigo?

Sim!

Sabe que você falando eu acredito irmão!

Sabe que tenho de lhe mostrar algo, mas tem de ver que nem todos sabem disto.

Sei, vi que seus planos são maiores.

Pedro sai com a irmã no sentido da escola

pergunta:

e João entra e

Precisa de algo Gerson?

Sabe onde Priscila ficou?

Sim.

Onde ela está, tenho de falar com ela?

Na casa pronta que seu filho montou no Tanguá.

Ele não falou nada.

Ele não falaria, sabe que ele tenta não se meter muito, mas

ele foi lá ontem falar com ela, foi rápido, e saiu com Renata, no

sentido do shopping, foram ver um filme.

Este meu filho é terrível, achou uma casa para ela, e nem

me falou.

Charlyston olha as dicas iniciais do dia, e o projeto para o Museu, em seu e-mail logo cedo e fica pensando em todos os

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problemas que teria para fazer aquilo, o menino queria acelerar, estava olhando os dados quando o telefone toca;

Bom dia Ricardo.

Roubaram parte daqueles tijolos de Chumbo, sabe se o menino pagou caro neles?

Quanto sumiu?

Pouca coisa, umas 100 peças, que estavam a frente da

casa esperando para entrar.

Vou falar com o menino, mas acho que conseguimos sem

estas 100 peças terminar, ou não?

Sim, vai falar com ele?

Sim, mas mantem o cronograma, já que fora os pedreiros,

ninguém sabe onde estão indo mesmo estes tijolos de chumbo.

Pedro estava chegando a escola e olha para Renata e fala;

Vai entrando, deixa eu resolver um problema rápido. A menina sai e Pedro fala;

Dá voltas, deixa eu tentar evitar uma coisa.

Dinho começa a dar a volta na quadra, e Pedro pega o celular;

Siça, me ouve.

Fala Pedro.

Aqueles tijolos estão com sinalizador?

Sim.

Alguém desviou 100 peças da casa em Nazareno, tenho de

saber onde foi parar antes deles se tocarem o que é, e ter o material de volta.

Disse que não era tão fácil assim.

Sei que não é fácil, mas consegue isto?

Sim, vou acionar o pessoal, lhe passo uma mensagem.

Vou responder somente depois das 9 da manha, então

tenta resolver para mim.

Tento filho, mas vai ao Rio mesmo?

Sim, tenho de ir.

To saindo no sentido do Rio hoje cedo, mas aviso o pessoal

lá.

Beijo. Pedro desliga e olha para Dinho.

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Agora vamos tentar ir a aula.

Dinho sorriu e falou;

Quer mesmo que eu vá para o Rio?

Logico, vamos curtir o fim de semana Dinho. O rapaz sorriu e Pedro saiu do carro.

Patrícia estava a cama, quando ouvi a campainha, olhou pela janela e viu Gerson, ela nem olhara a crônica dele, ela não era de ler o jornal pela manha, tentara mudar isto, mas qualquer coisa era motivo para ficar um tempo a mais na cama. Patrícia se olha ao espelho, olheiras de quem não dormira direito, desce sem nem lavar o rosto, estava querendo mesmo uma posição firme, e estar daquele jeito lhe dava uma posição, nem que desagradável aos olhos. Patrícia abre a porta e olha para Gerson, sem falar nada, fez sinal para entrar e o mesmo entra na casa, não conhecia, viu a imensa sala;

Podemos conversar?

Patrícia não falou, estava apenas olhando ele, fez sinal para sentar, e sentou-se na poltrona a frente.

Queria lhe contar o que aconteceu e dizer que te amo, mas sei que não é fácil nem falar e nem aceitar Patrícia.

Por que falar hoje o que não queria falar ontem?

Não quer conversar?

Não foi o que perguntei.

Gerson tentou inverter o sentido, parecia ainda querer sair, ele mesmo não tinha certeza do que fazer, eles não havia brigado ainda.

Eu te amo, me sinto culpado por não ter dito não, não sei

me portar quando você tem razão, e eu, apenas sei que não posso

mudar o passado.

Acha que o problema é ter feito algo Gerson?

Não entendi.

Estranho alguém que mata alguém e fala, e não fala o que

sente, ontem pareceu não me amar, falava que amava, mas era quase um tchau, um boa noite, não um TE AMO, acho que ontem

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mostrou que não me ama, não como lhe amo, não sai de lá por não lhe amar, mas por que o homem que casei, encara, fala, mas parecia querer acabar ontem. Gerson olha para aquela moça, descabelada, e mesmo assim, linda, e fala;

Sei que não reagi ontem, mas não quero você longe, não

quero viver longe de você Patrícia, mas é difícil não ter defesa, eu

deveria conseguir dizer não, e não consigo.

Foi tão bom assim que nem teve coragem de me contar, foi

tão incrível e marcante que não foi apenas uma noite de sexo

Gerson Rosa?

Priscila cruza os braços, ela queria uma posição, estava tentando defender suas ideias, manter o raciocínio, estava um caco, não dormira direito, já não dormia bem ultimamente, e com todo o agito da tarde anterior, não dormiu nada.

Ela meche comigo ainda se foi neste sentido a pergunta,

mas é passado, não é presente, mas me sinto culpado por isto, não gosto de dizer que sinto algo, que não deveria sentir, que acabo de fazer sexo com alguém do passado, quando deveria estar com minha esposa.

Sabe o que me fez sair de lá, foi você não falar, se você

falasse, tinha certeza que não era importante, mas quando não falou, achei que poderia não ter acontecido, mas quando vi Carlinhos lhe cobrando, senti que acontecera, e foi importante, você não recuou antes, por que tenho de acreditar hoje, no que não falou ontem Gerson Rosa?

Digamos que te amo, sei que fui mesquinho ontem, que

não lhe ouvi, não lhe falei, mas te amo, não é por que senti algo, que isto seja mais do que sinto por você, Patrícia Reis.

As mãos de Gerson estavam a frente do corpo, sobre a perna, palmas para cima, enquanto ele olhava para Patrícia.

Patrícia, te amo, ontem pensei besteira, vi que tinha desviado o ouro de Tiradentes, vi que nem João havia visto, e de repente nos pegamos discutindo.

Bem mesquinho mesmo. Patrícia olhando nos olhos de Gerson, ainda de braços cruzados.

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Sei que fui, eu escondo de você 100 vezes mais, e não tenho o direito de lhe cobrar isto.

Verdade, pensei que era mais importante que uma pilha de ouro para você, quer ele, lhe dou todo.

Não falei isto.

Falou, pensou, não quero o seu ouro Gerson.

Gerson desvia o olhar para o chão, não sabia como recuar, estava tentando ser sincero, mas obvio, não pegara bem a frase, e não parecia que Patrícia estivesse aceitando seus argumentos.

Te amo, e não é um Tchau, é um bom dia, sei que não

mereço todo este amor, sei que pisei na bola, mas

Gerson

olhava para o chão, ele não era de implorar, ele se levanta e olha para Patrícia, aos olhos é difícil ver algo tão bonito morrer por que pisei na bola.

Gerson viu Patrícia descruzar o braço e olhar para ele;

Como posso acreditar nisto Gerson, é apenas o que preciso saber, sabe que te amo.

Gerson se ajoelha a frente dela, e pega em suas mãos e fala;

Sei que te amo, mas sei que faço burrada, sei o que esta

sentindo, pois sou ciumento, sei que o espaço que quero, não é o espaço que dou, sei que não sou bom em voltar atrás, em dizer que errei, em pedir desculpas, mas te amo. Patrícia o abraça, e ficam ali, abraçados, ela não queria sair no dia anterior, mas ele não fez questão de que ficasse, mas veio cedo, pensou que ele demoraria mais, ficaram ali abraçados enquanto cada um, pensava como recuar.

Pedro havia entrado direto, não ficara no pátio, tinha de estudar, perdera alguns dias, e não queria ter falta de notas, ele tentava se programar para que tudo acontecesse, dentro das expectativas que tinha, mesmo se programando, as coisas não saiam como ele queria, e sorri disto, pois eram estes acasos, estas cartas que ele não calculava, que lhe mostravam um mundo maior, ficou a estudar, vieram as aulas. Pedro ouve o sinal de intervalo e poucos minutos depois, vê Roger ao seu lado.

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Gostaria de falar com você Pedro.

Fala.

Deve imaginar a pressão lá em casa, para que tome jeito,

que consiga algo, que comece a me dedicar mais, depois da bomba.

Sempre colhemos as bombas da vida Roger, mas o que

quer falar?

Não sei, temos a mesma idade, mas você mesmo sendo

menor que eu, parece ter planos, eu não sei fazer planos.

Roger, tenta não largar o estudo, os mesmos que lhe

pressionam agora, depois lhe cobrarão que abandonou o estudo por

que engravidou alguém.

Mas preciso tomar uma posição.

Sei que a culpa disto é minha, eu me propus casar, mas

explica, o senhor Frota pode parecer duro, mas é só sensação, eles fazem cara feia para que nos posicionemos, mas tem de explicar para ele o que quer.

Sei que eu que lhe abri os olhos de não ser seu, mas hoje

entendo a sua coragem, é fácil falar, difícil é assumir, meu pai esta

querendo me por para trabalhar. Mesmo a lei sendo contra Roger, sei que consegue administrar, as pessoas dizem que não podemos sacrificar a infância com trabalho, mas quando geramos descendentes, deixamos de ser adolescentes, passamos a ser pais, deveríamos ter o direito de trabalhar, pois precisamos sustentar nossos filhos, mas lei é cega, surda e muda, uma vez no papel, se cumpre, independente de ser bom ou ruim para você.

Não sei o que fazer Pedro.

Não é fácil, acha que é moleza, devo estar pregado na

segunda, mas tenho apenas os fins de semana para preparar meu futuro, então chego na segunda pregado, quando não com um tiro.

Não entendi o que aconteceu.

Digamos que tenho inimigos, que ignoram até quem sou, e

o que posso, e as vezes isto gera um problema com armas, com drogas, com violência desmedida.

Pedro terminou de guardar as coisas e fala;

Deixa eu ir a confusão.

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Pedro pega o celular e disca para o Desembargador Ribeiro e pergunta;

Podemos conversar José!

 

O que quer Pedro.

 

Que

me

explique

a

sua

posição

referente

a

minha

namorada, já que parece ainda ter medo de mim.

Sabe que tenho de a defender.

Vai pedir a conta, pois sei que tem inimigos bem mais