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Mudança do clima

A vida apareceu no universo à 4 mil


milhões de anos
Os seres humanos somente há
200 mil anos, mas mesmo assim
conseguimos quebrar o equilíbrio
essencial à vida na Terra.
Hoje em dia a nossa vida é
apenas um elo da cadeia
interminável de seres vivos que
sucederam na terra. Ao princípio
surgiu uma atmosfera sem oxigénio
cheia de vapor de água densa cheia
de dióxido de carbono, mas seria a
água o futuro da Terra, que estava à
distância ideal do Sol, em estado
liquido começou a formar os rios
moldando a superfície da Terra
formando canais até aos mais vastos sítios dando origem aos oceanos
ficando gradualmente salgada.
A Água é um líquido vital para a vida na Terra, misturada com as
cinzas dos vulcões naturais, formando uma aliança essencial partilhada por
todas as formas de vida do nosso planeta. São os diferentes minerais que
dão cor à Terra.
Ainda hoje existem formas de
vida primitiva em nascentes
térmicas do globo sendo elas as
responsáveis pela cor, as bactérias,
alimentam-se do calor da Terra
captando a energia do Sol, foram as
bactérias que mudaram o destino
da Terra.
A história desse tempo ainda
é bem visível nas paredes do Grand
Canyon, que há muito tempo era um mar habitado por microrganismos, que
criaram conchas que ficaram no fundo do mar dando origem ao que é hoje,
foi graças a eles que o carbono foi retirado da atmosfera e outras formas de
vida puderam desenvolver-se.
Foi a vida que alterou a atmosfera, as plantas alimentam-se da
energia do sol, permitindo-lhe separar as moléculas da água e absorver o
oxigénio e o oxigénio encheu o ar. O ciclo da água é um processo de
renovação constante nunca se quebrando, existindo sempre a mesma
quantidade. Tanto em estado líquido, gasoso ou sólido.
Tudo está interligado. Partilhar é tudo. O nosso planeta depende de
um equilíbrio em que todos os seres têm um papel a desempenhar. Uma
harmonia que facilmente pode ser quebrada. A harmonia dos oceanos

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depende dos corais. A Terra demorou mais de 4 mil milhões de anos a criar
as árvores, na cadeia das espécies
as árvores são um pináculo,
crescem tranquilamente em
direcção ao sol que lhes alimenta
a folhagem. È através delas que os
solos se vão formando.
A Terra continua a ser um
mistério. Foi nela que se formaram
famílias de animais que
sobrevivem até à actualidade.
Tanto a Terra como os animais vão-se adaptando uns aos outros. Todas as
espécies têm um papel, têm o seu lugar, todas conduzem ao equilíbrio. E é
aqui que o homem entra na história.
O homem beneficia de um legado com 4 mil milhões de anos deixado
pela Terra, tendo apenas 200 mil anos, alterou o Mundo, apesar de
vulnerável apoderou-se de todos os habitats conquistando fatias de
territórios como
nenhuma outra espécie.
Ao fim de 180 mil
anos como nómadas,
começou a dedicar-se á
caça, pesca e
agricultura. Começou por
construir canoas que lhe
abriu novos horizontes,
transformando-os em
navegadores. Ainda hoje
a maior parte das
populações vive em zonas perto do mar, rios e lagos.
Começou a existir uma maior convivência entre populações levando a
que o homem se torne mais civilizado. Mas a única energia de que
dispunham era a da natureza e a dos seus braços, foi assim durante
milhares de anos e ainda é para uma em cada quatro pessoas, mais de 1,5
mil milhões de seres humanos, mais do que toda a população de todos os
países ricos juntos.
Durante muito tempo a relação da terra com o homem foi equilibrada,
durante muito tempo a economia parecia uma aliança natural e equitativa,
mas a esperança de vida é curta e o trabalho pesado tem o seu preço, as
crianças são um valioso contributo, uma vez que todas as mãos são valiosas
na mão-de-obra necessária para a subsistência.
A Terra alimenta
as pessoas, veste-as e
fornece-lhes tudo o
que necessitam
diariamente. A
evolução das cidades
levou a que o homem
progredisse no
comércio com a troca
continua de bens. O
homem sempre teve

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noção das suas fraquezas, mas tentou alarga-las através dos animais que
domesticou para o servirem.
A invenção da agricultura transformou o mundo da espécie humana,
foi a primeira grande revolução provocando excedentes, dando origem às
cidades e civilizações. Os homens aprenderam a semear os cereais em
diferentes solos, aprenderam a aumentar a produção e a variedade.
A principal preocupação diária de todos os seres humanos é
alimentarem-se, quando a água escasseia e o solo é árido, a imaginação
dos seres humanos é prodigiosa. Os humanos conseguiram moldar a terra
como ela queria, muitas vezes com sacrifícios.
A agricultura
continua a ser a
ocupação mais
espalhada pelo
Mundo, metade
dos seres humanos
trabalha o solo,
mais de ¾ fazem-
no manualmente, a
agricultura passa
de geração em
geração com
sacrifício, porque
para a humanidade
é uma questão de
sobrevivência.
Depois do esforço braçal ao fim de tanto tempo a humanidade
descobriu uma forma de chegar á energia enterrada nas profundezas da
terra através das plantas que absorveram a energia do sol durante milhões
de anos, é carvão, é gás e sobretudo petróleo.
Com o petróleo começou a era dos seres humanos se libertarem dos
grilhões do tempo, com o petróleo alguns adquiriram confortos sem
precedentes, e em 50 anos a Terra mudou mais radicalmente do que com
todas as anteriores gerações humanas.
Em 60 anos a vida humana quase triplicou e mais de 2 mil milhões de
pessoas foram viver para as cidades, em Xangai foram construídos 3 mil
torres e arranha-céus em 20 anos e estão mais algumas centenas em
construção, actualmente mais de metade dos 7 mil milhões de habitantes
do mundo vive em cidades,
Nova Yorque a
primeira mégalopode
do mundo, é o símbolo
da exploração da
energia que a terra
fornece aos humanos, a
mão-de-obra de
milhões de imigrantes,
a energia do carvão, o
poder desenfreado do
petróleo, da
electricidade resultou a

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invenção dos elevadores que por sua vez proporcionou a invenção dos
arranha-céus, ocupando assim a 16ª posição da maior economia do mundo.
A América foi a primeira a descobrir, explorar e dominar o poder do
ouro negro, com a sua ajuda tornou-se um país industrializado, as máquinas
substituíram o homem, a maior parte dos cereais que se cultiva serve de
rações para gado ou para biocombustíveis. Nenhuma nascente escapa à
exigência da agricultura que soma 70% da água consumida pela
humanidade.
Na terra tudo está
interligado, os parasitas
levaram aos pesticidas para
os exterminar, as más
colheitas levaram à fome, e
o que fazer com os
excedentes da agricultura
moderna? Mas os pesticidas
tóxicos espalharam-se pelo
ar, solo, plantas, animais,
rios e oceanos.
A nova agricultura
aboliu a dependência dos solos e das estações do ano, os fertilizantes
fizeram milagres em solos nunca antes cultivados, dando assim origem a
culturas mais produtivas, e assim no último século ¾ das variedades
desenvolvidas pelos agricultores ao longo de milhares de anos
desapareceram. Grandes extensões de terreno com fertilizante por baixo e
plástico por cima, as estufas de Almeria em Espanha são a horta da Europa.
Quanto mais um País
se desenvolve mais carne
consome, levando a que o
gado nunca chegue a ver
um campo verde, preso em
campos de concentração
onde deve crescer o mais
rápido possível. São precisos
100l de água para produzir
1 kg de batatas, 4 mil para
produzir 1 kg de arroz e 13
mil para criar 1kg de carne
de vaca, já para não falar no petróleo usado no transporte.
A nossa agricultura tornou-se dependente do petróleo, alimenta o
dobro dos humanos á face da terra, forneceu-nos comodidades com as
quais não sonhávamos, mas que tornam a nossa vida completamente
dependente do petróleo. Sabemos que o fim do petróleo está eminente mas
recusamo-nos a acreditar.
Los Angeles, o sonho
Americano, nesta cidade o número
de carros é quase o mesmo que de
habitantes, aqui todas as noites a
energia dá-nos um fabuloso
espectáculo. As noites parecem
um reflexo do céu estrelado tal é a
energia gasta, quilómetros e

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quilómetros de casas em bairros, todas encaixadas com estradas muitas as
vezes sem saída, tornando-se o sonho de muitos países. Até em Pequim
esse sonho foi clonado, copiado e reproduzido fazendo com que os pagodes
desaparecessem.
O automóvel tornou-se o símbolo do conforto e do progresso, se todos
seguissem este modelo, em vez de 900 milhões de veículos, existiriam 5 mil
milhões.
Quanto mais
o mundo se
desenvolve maior é
a sua sede de
energia, em toda a
parte as máquinas
escavam e
perfuram e
arrancam da Terra
os pedaços de
estrelas enterradas
nas suas
profundezas desde
a criação, os
minerais. Nos próximos 20 anos será extraído mais minerais da Terra do
que em toda a história da humanidade.
Mas 80% dessa riqueza só será consumida por 20% da população
mundial. Antes do final deste século a extracção excessiva de minério terá
esgotado quase todas as reservas deste planeta.
São produzidos navios e cargueiros em massa para transportar a
maior parte dos bens de consumo desde os países produtores até aos
países de consumo. Desde 1950 o volume de comércio aumentou 20 vezes.
90% do comércio é feito por via marítima. São transportados até aos
maiores centros de consumo do mundo como o Dubai.
O Dubai é
um dos maiores
centros de
construção do
mundo, um país
onde tudo se
torna possível,
como construir
ilhas artificiais
no mar. O Dubai
tem poucos
recursos
naturais, mas
com dinheiro
proveniente do petróleo pode importar milhões de toneladas de material e
mão-de-obra de todo o mundo, pode construir florestas de arranha-céus. O
Dubai não tem terra arável, mas pode importar comida, o Dubai não tem
água, mas pode desperdiçar uma quantidade inimaginável de energia para
dessalinizar a água salgada e construir os arranha-céus mais altos do
mundo. O Dubai tem enormes quantidades de luz solar mas não tem painéis
solares, é a cidade dos excessos.

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Ainda não percebemos que estamos a esgotar o que a natureza nos
oferece.
O que se
passa nas
profundezas do
mundo marinho,
ainda mal o
conseguimos
explorar, contem
milhares de
espécies
misteriosas para
nós. Desde 1950 a
captura de peixe
quintuplicou,
milhares de navios-
fábrica estão a esgotar os oceanos, ¾ das zonas de pesca estão esgotados.
A maior parte dos peixes grandes deixou de existir porque não têm tempo
para se reproduzir, estamos a destruir o ciclo da vida que nos foi oferecido.
Ao longo das costas abundam sinais de esgotamento das espécies, o
primeiro sinal é que as colónias de mamíferos marinhos estão a ficar mais
pequenas, mais vulneráveis devido á urbanização nas costas e poluição,
enfrentam a fome devido á sua batalha injusta contra as frotas de pesca,
não tendo peixe suficiente para se alimentarem e às suas crias.
O segundo sinal é que as aves marinhas têm que percorrer distâncias
cada vez maiores para encontrarem comida. A continuarmos a este ritmo
todas as reservas de peixe podem-se esgotar. Em Dakar já houve
abundância de peixe mas hoje as reservas são limitadas. O peixe é a dieta
de um em cada cinco seres humanos.
500 milhões de
humanos vivem nas zonas
desertas do planeta, eles
sabem qual o valor da água,
sabem usa-la de forma
moderada, dependem de
poços reabastecidos por
água fóssil que se acumulou
debaixo da terra em tempos
que chovia nestes desertos
à 25 mil anos. A água fóssil
também permite cultivar no
deserto para fornecer comida às populações locais, mas á um preço a
pagar, a água fóssil não é renovável.
Na Arábia Saudita o sonho da agricultura no deserto desvaneceu-se,
apesar de lá continuarem os canos de irrigação a água fóssil está reduzida
ao mínimo. Israel transformou o deserto em terra arável, embora as estufas
sejam irrigadas gota a gota o consumo de água continua a aumentar
juntamente com as exportações.
O rio Jordão é agora apenas um riacho comparado com o
antigamente, a água voou para todo o mundo em caixotes de fruta e
legumes. Do outro lado do planeta um em cada dez grandes rios já não
desagua no mar durante vários meses do ano.

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Devido á sua salinidade o mar morto não permite qualquer forma de
vida, privado da água do Jordão, o seu nível desce mais de um metro por
ano, a salinidade está a aumentar, a evaporação provocada pelo calor
provoca pequenas ilhas de sal.
Na Índia, o Daipur é
um milagre de água,
formando canais pela
cidade até formar um
lago. A índia é talvez um
dos países que mais vai
sofrer com falta de água
no próximo século, a
irrigação em massa tem
alimentado a população
crescente e nos últimos
50 anos foram escavados
20 mil milhões de poços, no entanto as perfuradoras vão escavando cada
vez mais fundo, tendo sido já abandonados 30% dos poços. Enormes
depósitos recolhem as chuvas das monções para voltar a encher os
aquíferos.
Em Las Vegas são consumidos 800 a 1000 litros de água por pessoa
todos os dias, construída no deserto abriga milhões de pessoas todos os
dias, são os maiores consumidores de água do mundo.
Palm Sprints é outra cidade do deserto com vegetação tropical e com
campos de golfo exuberantes. A Terra não aguenta este ritmo. O rio
Colorado que fornece água a estas cidades, é um dos rios que já não
desagua no mar, mas mais alarmante é o seu fluxo estar a diminuir na
nascente.
A água ainda abunda em algumas regiões do planeta. Nos pântanos.
Os pântanos representam 6% do planeta. Os charcos absorvem a água nas
estações das chuvas e depois libertam-na na estação seca. Os charcos são
responsáveis pela limpeza e regeneração da água. Outrora considerados
inabitáveis, são hoje pastos do nosso gado ou pedaços que servem para a
agricultura.
Toda a matéria viva está ligada. A água, o ar, o solo, as árvores, a
magia do mundo está mesmo á frente dos nossos olhos.
A floresta liberta
a água em forma de
neblina, dando origem
á chuva, depois as
árvores protegem os
solos da erosão da
chuva. As florestas
produzem a humidade
necessária á vida, são
a mãe e o pai da
chuva. As florestas
armazenam carbono
que contêm em mais
abundância do que
toda a atmosfera da terra. As árvores constituem o habitat de ¾ de todo o
planeta, isto é, de toda a vida na terra.

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Todos os anos se descobrem novas espécies que nem sabíamos que
existiam: insectos, pássaros, mamíferos. As florestas contêm os remédios
para muitas curas. Povos inteiros dependem dos mangues, são o habitat de
muitas espécies de peixes e aves, no entanto foram reduzidos para metade
durante o século 20.
Desde os anos 60 que o ritmo de desflorestação tem vindo a
aumentar. A maior floresta do mundo, a Amazónia já foi reduzida em 20%,
dando lugar a ranchos de gado ou campos de soja que alimentam o gado ou
as aves da Europa e da Ásia.
Quando ardem libertam quantidades imensas de carbono que
constitui 20% dos gases que provocam o efeito de estufa. A desflorestação
é uma das principais causas do aquecimento global.
Á 20 anos o
Bornéu estava coberto
por uma vasta floresta,
a este ritmo de
desflorestação só irá
durar para mais 10
anos. Esta catástrofe
deu-se derivado á
decisão de se produzir
óleo de palma, o óleo
mais consumido no
mundo, é utilizado na
comida, cosméticos,
detergentes e cada vez mais de combustíveis alternativos. A diversidade
deu lugar a uma só cultura. A monocultura é fácil, barata e rápida, para a
população local é uma fonte de emprego.
Outro exemplo de desflorestação em massa é o eucalipto, o eucalipto
é utilizado para fazer pasta de papel, as plantações crescem cada vez mais,
uma vez que o consumo de papel quintuplicou em apenas 50 anos. Uma
floresta de eucaliptos não substitui outra floresta, não existe biodiversidade
de outras plantas, cresce depressa esgotando assim as reservas de água.
No entanto em certas zonas têm que recorrer a desflorestação porque
dependem ainda do carvão vegetal para sobreviverem. Mais de 2 mil
milhões de pessoas, quase 1/3 da população mundial ainda dependem do
carvão vegetal. No Haiti, um dos países mais pobres do mundo, o carvão
vegetal é um dos principais bens de consumo da população, no entanto o
Haiti já não consegue alimentar a sua população sem a ajuda do
estrangeiro. Somente com 2% das florestas, o solo desnudado já não
absorve a água das chuvas.
A erosão é
o pior inimigo dos
solos, com a
erosão a fina
camada de umos
que levou
milhares de anos
a formar-se,
desaparece. Os
Rapanui são um
exemplo de uma

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civilização desaparecida devido ao facto de terem esgotado as suas
florestas de palmeiras na ilha da Páscoa levando á erosão dos solos.
Desde 1950 alteramos mais a nossa ilha, a Terra, do que em 200 mil
anos da nossa história.
A Nigéria é a maior exportadora de petróleo de África, contudo 70%
da sua população, vive abaixo do limiar da pobreza, apesar de a riqueza lá
estar, os habitantes não têm acesso a ela, sucedendo o mesmo ao resto do
planeta, metade da população pobre do mundo vivem em países ricos em
recursos.
Em 50 anos
o fosso entre ricos
e pobres
intensificou-se
mais do que nunca,
actualmente
metade da riqueza
mundial encontra-
se nas mãos dos
2% mais ricos da
população.
Um em cada
seis seres
humanos, vive num ambiente precário, pouco saudável e sobre povoado,
sem acesso às necessidades básicas, como água, saneamento ou
electricidade. A fome alastra de novo, afecta quase 1 mil milhões de
pessoas. Por todo o planeta os mais pobres tentam viver de restos.
Enquanto nós continuamos a procurar recursos, sem os quais já não
conseguimos viver, em regiões cada vez mais difíceis de explorar. Será que
o petróleo acaba ou não? Os petroleiros estão cada vez a ficar maiores, as
nossa necessidades energéticas estão constantemente a aumentar, o nosso
crescimento precisa cada vez de mais combustível.
Tudo se prende com o carbono. Daqui a algumas décadas, o carbono
que fez com que a nossa atmosfera se transforma-se numa fornalha, e que
a natureza absorveu ao longo de milhões de anos, permitindo o
desenvolvimento da vida, terá sido libertado em grande medida. A
atmosfera está a aquecer, os transportes, a indústria, a desflorestação, a
agricultura, as nossas actividades libertam quantidades enormes de dióxido
de carbono. Sem nos apercebermos molécula a molécula, perturbamos o
equilíbrio climático da terra.
Todos os olhos
estão postos nos pólos,
onde os efeitos do
aquecimento global são
mais visíveis. A
passagem de gelo está
a abrir-se, a calota de
gelo do Árctico está a
derreter. Com o efeito
do aquecimento global,
a calota de gelo perdeu
40% da sua espessura

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em 40 anos, a sua área de superfície diminui todos os anos no verão, pode
desaparecer antes de 2030, ficando sem gelo durante os meses de verão.
Os raios solares que o gelo antigamente reflectia penetram agora na
água aquecendo-a, o ritmo do processo do aquecimento aumenta. Em 2050
as espécies terrestres puderam já estar em vias de extinção. Nas regiões
polares o equilíbrio natural já foi afectado. Ao largo da costa da Gronelândia
à cada vez mais icebergues.
Em

redor do pólo norte a calota polar perdeu 30% da sua área de superfície em
30 anos, mas á medida que a Gronelândia se torna mais quente, a água
doce de um continente inteiro é escoada para a água salgada dos oceanos,
o gelo da Gronelândia contem 20% da água doce de todo o planeta, se
derreter os níveis da água do mar vão aumentar em cerca de 7 metros.
O gelo está a derreter devido aos gases com efeito de estufa,
emitidos noutras partes do mundo, as nossa acções terão repercussões em
toda a terra. A atmosfera é um bem que partilhamos. Na superfície da
Gronelândia começam a surgir lagos e rios que correm para as profundezas,
pensava-se que essa água congelaria, mas não, ela flui por baixo do gelo,
empurrando-o para o mar onde acaba por se fragmentar em icebergues.
Á medida que a água escoa para os oceanos, as terras baixas vão
sendo ameaçadas. O nível do mar está a subir, tudo se torna instável, os
recifes de coral estão a ficar sensíveis á mínima oscilação da temperatura
da água, eles são o
elo essencial na
cadeia das espécies.
Na atmosfera
as correntes de ar
estão a mudar de
direcção, os ciclos de
chuva sofrem
alterações. Os
habitantes das ilhas
Maldivas estão a
ficar preocupados,
inclusive alguns já
procuram outros
lugares mais seguros. Se o nível do mar continuar a aumentar cada vez

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mais depressa, o que será das cidades como Tóquio sendo a cidade mais
populosa do mundo.
70% da população mundial vive em planícies costeiras, à medida que
o mar sobe priva os habitantes da água potável, levando aos fenómenos da
imigração.
Em África o
monte Kilimanjaro
está irreconhecível,
80% dos seus
glaciares
desapareceram, no
verão os rios já não
têm água, sendo as
populações locais
afectadas pela falta
de água. Até nos
Himalaias a neve e
glaciares começam a
diminuir, mesmo
assim esses glaciares têm um papel importante no ciclo da água. Tem a
água das monções formando gelo e libertando-a no verão quando a neve
derrete.
Os glaciares dos Himalaias são a fonte de todos os grandes rios
asiáticos, 2 mil milhões de pessoas dependem deles para poderem beber
água e irrigar as suas colheitas, como é o caso do Bangladesh. O
Bangladesh é directamente afectado pelos fenómenos que ocorrem nos
Himalaias e pelo aumento do nível do mar. Este é um dos países mais
populosos e pobres do mundo, já está a ser assolado pelo aquecimento
global, o impacto combinado das cheias e furacões, cada vez mais
dramáticos, pode fazer com que 1/3 da sua massa de terra desapareça.
Quando as populações são sujeitas a estes fenómenos devastadores,
acabam por se mudar. Os países ricos não serão poupados, as secas estão a
afectar todo o planeta. Na Austrália toda a terra arável já está a ser
afectada.
Cada vez mais fogos incontroláveis invadem as grandes cidades,
como consequência agravam o aquecimento global. Á medida que as
árvores são queimadas, vão libertando dióxido de carbono, o sistema que
controla o nosso clima foi severamente lesado, os elementos nos quais isto
se baseia foram
afectados.
Na Sibéria e
noutros locais do globo
faz tanto frio que o solo
está constantemente
congelado, é conhecido
como gelo perpétuo.
Por baixo da superfície
reside uma bomba
relógio climática, o
metano, um gás com
efeito de estufa 20
vezes mais poderoso do que o dióxido de carbono, se o gelo perpétuo

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derreter, o metano libertado poderá fazer com que o efeito de estufa se
torne incontrolável, com consequências que ninguém pode prever.
A humanidade tem pouco mais de 10 anos para inverter a tendência
e evitar pisar este
território, a vida na
terra como nunca a
imaginámos.
Criamos fenómenos
que não podemos
controlar, desde a
nossa origem que a
água, o ar, as formas
de vida se
encontram
intimamente ligados,
mas recentemente
quebramos essa
ligação.
Moldamos a terra á nossa imagem, temos muito pouco tempo para
mudar, como é que este século pode carregar o fardo de 9 mil milhões de
pessoas, se nos recosamos a assumir as responsabilidades daquilo que
fizemos sozinhos?
20% da população mundial consomem 80% dos recursos do planeta.
O mundo gasta 12 vezes mais em armas do que a ajudar os países
em desenvolvimento.
5 mil pessoas morrem todos os dias devido á poluição da água
potável.
Mil milhões de pessoas não tem acesso á água potável.
Perto de mil milhões de pessoas estão a morrer à fome.
Mais de 50% dos cereais comercializados em todo o mundo, são
usados para alimentar animais, ou para produzir biocombustíveis.
40% da terra arável está degradada.
Todos os anos, 13 milhões de hectares de floresta desaparecem.
1 em cada 4 mamíferos, 1 em cada 8 aves, 1 em cada 3 anfíbios,
estão em vias de extinção.
As espécies estão a morrer a um ritmo mil vezes superior ao natural.
3/4 das zonas de pesca estão esgotados, reduzidos ou correm esse
risco.
A temperatura média dos últimos 15 anos, foi a mais alta de que à
registo.
A calota de gelo, perdeu 40% da sua espessura em 40 anos.
Pode haver no mínimo 200 milhões de refugiados devido ao clima em
2050.
O preço das nossas acções é elevado, outros pagam o preço sem
terem um envolvimento activo, existem campos de refugiados do tamanho
de cidades, quantos homens, mulheres e crianças serão deixados pelo
caminho amanhã?

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É tarde demais para ser pessimista, basta um ser humano para
derrubar todos os muros, em todo o mundo 4 em cada 5 crianças
frequentam a escola, nunca a educação chegou a tantos seres humanos,
toda a gente do mais rico ao mais pobre pode dar o seu contributo.
O Lesoto, um
dos países mais
pobres do mundo,
é
proporcionalmente
aquele que mais
investe na
educação do seu
povo. O Katar, um
dos estados mais
ricos do mundo,
abriu as suas
portas às melhores
universidades, a
cultura, a educação, a investigação e a inovação, são recursos inesgotáveis.
Fazendo face á miséria e ao sofrimento, milhões de Iongue provam que a
solidariedade entre os povos é mais forte do que o terrível egoísmo entre as
nações.
No Bangladesh, um homem pensou o impensável e fundou um banco
que só empresta aos pobres, daqui a apenas 30 anos terá mudado a vida de
150 milhões de pessoas em todo o mundo.
A Antárctida é um continente com imensos recursos naturais, que
nenhuns pais pode reclamar, é uma reserva natural reservada à paz e à
ciência. Um tratado assinado por 49 estados, fez dele um tesouro partilhado
por toda a humanidade.
Os governos tomaram medidas para proteger quase 2% das águas
territoriais do mundo, não é muito, mas é duas vezes mais do que à 10
anos. Os primeiros parques naturais foram criados à pouco mais de 1
século, abrangem mais de 13% dos continentes. Dão origem a espaços
onde a actividade humana está em sintonia com a preservação das
espécies, solos e paisagens.
Esta harmonia entre seres humanos e a natureza, pode tornar-se a
regra e deixar de ser a excepção. Nos Estados Unidos, Nova Yorque
apercebeu-se do que
a natureza faz por
nós. Estas florestas e
lagos fornecem toda
a água potável que a
cidade necessita.
Na Coreia do
Sul, florestas foram
devastadas pela
guerra, graças a um
programa de
reflorestação
nacional, estas
voltaram a cobrir
mais de 65% do país, mais de 75% do papel é reciclado.

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A Costa Rica teve de escolher entre o exército e a conservação do seu
território, já não tem exército, prefere dedicar-se à educação, ao ecoturismo
e à preservação da sua floresta primitiva.
O Gabão
é um dos
maiores
produtores de
madeira do
mundo, aplica
o método
selectivo do
abate de
árvores, não
mais do que
uma por cada
hectare. As
suas florestas
são dos
recursos mais económicos do planeta, mas é-lhes dado tempo para se
regenerarem. Existem programas para a gestão das florestas que devem
ser obrigatórios.
Para os consumidores e para os produtores, a justiça é uma
oportunidade que deve ser aproveitada. Quando o comércio é justo, quanto
tanto o produtor como o comprador beneficiam, todos podem prosperar e
conseguir um rendimento decente.
Sejamos responsáveis consumidores, temos que pensar naquilo que
compramos. Veja a agricultura à escala humana. Pode alimentar o planeta
inteiro se a produção de carne não tirar a comida da boca das pessoas.
Vê-se pescadores que cuidam daquilo que pescam e protegem as
riquezas dos oceanos.
Vê-se casas que
produzem a sua
própria energia, à 5 mil
pessoas a viver no
primeiro bairro amigo
do ambiente na
Alemanha e já à mais
cidades a juntarem-se
ao projecto, Monbai é a
milésima cidade a
juntar-se a ele.
Os governos da
Nova Zelândia,
Islândia, Áustria, Suécia e outros países fizeram do desenvolvimento de
energias renováveis a prioridade máxima. Sabe-se que 80% da energia que
consumimos vem de fontes de energia fósseis.
Todas as semanas só na China são construídas 2 novas centrais
eléctricas alimentadas a carvão, mas também na Dinamarca à um protótipo
de central alimentada a carvão, que liberta o carbono para o solo, em vez
de o fazer para o ar. Ainda ninguém sabe se será uma solução para o futuro.

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Na Islândia à uma central eléctrica alimentada pelo calor da terra, a
energia geotérmica.
Existe uma cobra-do-mar a flutuar na rebentação para absorver a
energia das ondas e produzir electricidade.
Há parques eólicos
ao largo da costa da
Dinamarca que
produzem 20% da
electricidade do país.
Os Estados Unidos,
China, Índia, Alemanha e
Espanha são os maiores
investidores em energias
renováveis. Já criaram
mais de 2 milhões e meio
de empregos.
Tudo na terra está interligado e a terra está ligada ao sol, fonte de
energia original. Numa hora o sol fornece à terra a mesma quantidade de
energia que é consumida por toda a humanidade num ano. Enquanto a terra
existir, a energia solar será inesgotável. O que temos a fazer é aprender a
cultivar o sol.
Está na hora de nos unirmos, o importante agora não é aquilo que se
foi, mas sim aquilo que resta. Ainda temos metade das florestas do planeta,
milhares de rios, lagos e glaciares e milhares de espécies que prosperam.
Sabemos que actualmente existem soluções, todos temos o poder
para mudar, do que estamos á espera?

Cabe-nos a nós escrever o que vem a seguir, juntos.

Alterações climáticas

15
O termo
Mudança do Clima,
Alterações climáticas
ou Mudanças
Climáticas refere-se à
variação do clima em
escala global ou dos
climas regionais da
Terra ao longo do
tempo. Estas variações
dizem respeito a
mudanças de
temperatura,
precipitação,
nebulosidade e outros
fenómenos climáticos em relação às médias históricas.
Portanto, entende-se que a mudança climática pode ser tanto um
efeito de processos naturais ou decorrentes da acção humana e por isso
deve-se ter em mente que tipo de mudança climática se está referindo.
O termo Mudança do Clima ou Mudanças Climáticas tem sido utilizado
de forma pouco apropriada, pois também é utilizado para indicar as
mudanças climáticas actuais, bem como o aquecimento global originado em
causas Antropogênicas.
No contexto da CQNUMC “Convenção Quadro das Nações Unidas para
a Mudança do Clima”, as alterações climáticas são definidas como uma
mudança do clima atribuída directamente ou indirectamente à actividade
humana que altera a composição da atmosfera global e que em adição a
variabilidade natural do clima é observada sobre longos períodos de tempo.
A CQNUMC faz uma distinção entre a "mudança climática" devido à
actividade humana alterando a composição da atmosfera e a "variabilidade
climática" atribuída a causas naturais.
A mudança climática pode ser causada por processos naturais da
própria Terra ou por forças externas, incluindo variações na intensidade da
luz solar, ou ainda, mais recentemente, pela acção do homem.

Causas
Embora as mudanças climáticas globais possam ter origem em
causas naturais são observadas na actualidade mudanças que podem ter
outras causas, essas supostas causas vêm sendo explicadas de diversas
formas e a partir de diferentes perspectivas. Não há, no entanto, uma teoria
comprovada capaz de concluir o que realmente está provocando o
aquecimento global que é, sem dúvida, um facto.
Causas Naturais
O fenómeno da mudança do clima é um evento que pode acontecer
de forma natural. Assim, esse fenómeno pode ter causas com origem
externa, de fora do planeta, bem como origem terrestre.
Influência externa
Entre as causas com origem fora do globo terrestre temos as causas
com origens solares, que vão desde a variação da energia solar que chega a
terra até a variação da própria órbita terrestre:

16
Ciclo solar,
Variação orbital,

Impactos de meteoritos.

Influência Interna
As causas com origem interna são as mais variadas, entre elas temos:

Deriva dos continentes,

El Niña e La Niña,

Esfriamento global e glaciações e Vulcanismo.

Causas Antropogênicas
Emissão de gases do efeito estufa
A maioria dos cientistas atribui aos gases do efeito estufa como o gás
carbónico, que em excesso, aumentaria a temperatura, retendo mais calor.
Entretanto, podemos notar que noutros lugares, o que retém calor é o vapor
de água. Outros dizem o contrário sobre o gás carbónico, que o seu
aumento na atmosfera reduziria a incidência solar e, consequentemente,
abaixaria a temperatura
Alguns factores antropogénicos que adicionam a um aumento no
dióxido de carbono incluem o desmatamento, a queimada dos combustíveis
fósseis e o cultivo do gado.

17
Estudos
Se o aumento da temperatura média se deve a causas naturais ou
antropogênicas (provocadas pelo homem) ainda é objecto de alguns
debates entre os cientistas, embora muitos meteorologistas e climatólogos
tenham recentemente afirmado publicamente que consideram provado que
a acção humana realmente está influenciando na ocorrência do fenómeno.
Modelos climáticos referenciados pelo IPCC “Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas”, projectam que as
temperaturas globais de superfície provavelmente aumentarão no intervalo
entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100. A variação dos valores reflecte no uso
de diferentes cenários de futura emissão de gases estufa e resultados de
modelos com diferenças na sensibilidade climática. Apesar de que a maioria
dos estudos tem seu foco no período de até o ano 2100, espera-se que o
aquecimento e o aumento no nível do mar continuem por mais de um
milénio, mesmo que os níveis de gases estufa se estabilizem. Isso reflecte
na grande capacidade calorífica dos oceanos.
O aquecimento verificado não foi globalmente uniforme. Durante as
últimas décadas, foi em geral superior entre as latitudes de 40°N e 70°N,
embora em algumas áreas, como a do Oceano Atlântico Norte, tenha havido
um arrefecimento. É muito provável que os continentes tenham aquecido
mais do que os oceanos. Há, no entanto que referir que alguns estudos
parecem indicar que a variação em irradiação solar pode ter contribuído em
cerca de 45–50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.
Estudos divulgados em Abril de 2004 procuraram demonstrar que a
maior intensidade das tempestades estava relacionada com o aumento da
temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses factores
teriam sido responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de
furacões registada nos Estados Unidos, México e países do Caribe.
No entanto, enquanto, por exemplo, no período de quarto-século de
1945-1969, em que ocorreu um ligeiro aquecimento global, houve 80
furacões principais no Atlântico, no período de 1970-1994, quando o globo
se submetia a uma tendência de aquecimento, houve apenas 38 furacões
principais. O que indica que a actividade dos furacões não segue
necessariamente as tendências médias globais da temperatura.
A determinação da temperatura global à superfície é feita a partir de
dados recolhidos em terra, sobretudo em estações de medição de
temperatura em cidades, e nos oceanos, recolhidos por navios.

Recuo dos glaciares desde 1850

O glaciar Grosser Aletsch em 1979 (esq.), 1991 (centro) e 2002 (dir.)

18
O recuo dos glaciares desde 1850, de forma global e rápida, afecta a
disponibilidade de água doce para irrigação e uso doméstico, as actividades
de montanha, animais e plantas que dependem da água produzida durante
os períodos de degelo, e num prazo mais alargado, o nível dos oceanos.

Escurecimento global
Escurecimento global é a designação dada à redução da quantidade
de irradiação directa global na superfície terrestre, observada ao longo de
várias décadas após o início de medições sistemáticas na década de 1950.
Pensa-se que tenha sido causado por um aumento da quantidade de
aerossóis atmosféricos, como o carbono negro, devido à acção do Homem.
Este efeito variava com a localização, mas sabe-se que a nível
mundial a redução ocorrida foi da ordem dos 4% ao longo das três décadas
entre 1960 e 1990. Esta tendência inverteu-se na década de 1990. O
escurecimento global interferiu com o ciclo hidrológico por via da redução
da evaporação e pode ter estado na origem de secas ocorridas em várias
regiões. Por outro lado, o escurecimento global cria um efeito de
arrefecimento que poderá ter mascarado parcialmente os efeitos dos gases
do efeito estufa no aquecimento global.
Os climatólogos reforçam a ideia de que têm que ser rapidamente
tomadas medidas com vista à redução dos poluentes causadores do
escurecimento global e dos gases do efeito de estufa responsáveis pelo
aquecimento global.

Objectivos climáticos até 2050


A União Europeia pretende até 2050 reduzir entre 60% e 80% as
emissões de gases com efeito de estufa, aumentar em 30% a eficiência
energética, aumentar para 60% a percentagem de energias renováveis,
face ao consumo energético total da UE.

G8 doa 20 mil milhões de dólares para o


desenvolvimento da agricultura
2009-07-10 11:31

Os países do G8 e outros países convidados para a cimeira decorreu


em L'Aquila, em Itália, comprometeram-se a dar 25 mil milhões de dólares
no espaço de três anos para o desenvolvimento da agricultura nos países
mais pobres. A promessa foi feita na declaração comum da cimeira.

Os países do G8 e outros países que participaram na cimeira de


L'Aquila, em Itália, vão doar 25 mil milhões de dólares no espaço de três
anos para garantir o desenvolvimento da agricultura nos países mais
pobres.
Estas verbas servirão para «assegurar o desenvolvimento duradouro
da agricultura», sem esquecer a necessidade de uma «ajuda alimentar de
emergência adequada». «Estamos profundamente preocupados com a
segurança alimentar mundial, o impacto da crise financeira e económica e a

19
subida dos preços alimentares no último ano», pode ler-se na declaração
comum destes países.
Os líderes destes países adiantaram ainda que «se os preços dos
géneros alimentares de base baixaram depois de terem atingido o seu nível
recorde em 2008, estes continuam historicamente altos e instáveis».

Emergentes e G8 chegam a acordo quanto a


metas climáticas

Líderes reunidos em Áquila: Lula ao lado


de Obama

No segundo dia do encontro de cúpula em Áquila, líderes do G8 e do


G5, ao qual pertence o Brasil, estabeleceram metas climáticas e um prazo
para concluir as negociações sobre a liberalização do comércio mundial até
2010.
Nesta quinta-feira (09/07), segundo dia do encontro de cúpula dos
países do G8 em Áquila, na Itália, os chefes de Estado e governo das sete
principais economias industrializadas do mundo mais a Rússia se reuniram
com os líderes do G5, formado pelos países emergentes (Brasil, China, Índia,
México e África do Sul).

A principal expectativa era quanto à reacção dos emergentes à


decisão tomada no dia anterior pelo G8 de limitar até 2050 o aquecimento
global a 2 graus Célsius acima dos níveis pré-industriais. Para isso, o G8
teria necessariamente que contar com o apoio dos emergentes, cujas
emissões crescem a passos rápidos.

Na quinta-feira, o G5 anunciou estar de acordo e, com o aval também


da Indonésia, da Coreia do Sul e da Austrália, cresceram as chances de
sucesso da conferência internacional do clima marcada para o final do ano
em Copenhagua.

Planeta tem 17 mil espécies de animais e


plantas ameaçadas de extinção

20
O planeta tem cerca de 17 mil espécies de animais e plantas
ameaçadas de extinção, revelou em 03/07/2009 a UICN (União Mundial para
a Conservação da Natureza), através da sua Lista Vermelha. Nos últimos
500 anos já se extinguiram 869 espécies.
Actualmente estão ameaçadas de extinção pelo menos 16.928
espécies, incluindo um terço dos anfíbios, mais de um em cada oito
espécies de aves e cerca de um quarto dos mamíferos. Por comparação, a
Lista Vermelha de 2004 mostrava 784 extinções desde 1500.
Em Portugal há 159 espécies ameaçadas, a maioria moluscos (67
espécies), mas também mamíferos (onze), aves (oito), peixes (38), plantas
(16), invertebrados (16), répteis (dois) e anfíbios (uma).
A UICN acredita que a comunidade internacional não conseguirá
cumprir a meta de travar a extinção das espécies até 2010, um
compromisso feito por vários Governos em 2002. No entanto, esta é uma
lista que está longe ser completa. A organização estima que abranja apenas
2,7 por cento das espécies descritas.
Actualmente, as alterações climáticas não são a maior ameaça à
biodiversidade do planeta. Mas isso pode mudar, avança o relatório. Ao
analisar 17 mil espécies de aves, anfíbios e recifes de coral, a UICN
identificou uma proporção significativa de espécies que são muito
vulneráveis às alterações climáticas e que ainda não estão ameaçadas.
Deste grupo fazem parte 30 por cento das aves, 51 por cento dos corais e
41 por cento dos anfíbios.

Energias alternativas
Portugal está hoje na linha da frente europeia na área da Energia. As
nossas metas de eficiência energética, de utilização de biocombustíveis e
de energias renováveis são mais ambiciosas do que as próprias metas
europeias. Em 2006, fomos o país da União Europeia que mais cresceu na
produção de energia eólica. Em 2007, 40% da electricidade produzida em
Portugal teve já origem em fontes renováveis. Segundo o Plano Nacional de
Acção para a Eficiência Energética, Portugal deve reduzir em 10% o
consumo de energia até 2015.

Brevemente serão construídas novas barragens (centrais


hidroeléctricas) em Portugal, no âmbito do Programa Nacional de Barragens
com Elevado Potencial Hídrico: as barragens de Pedroselos, Gouvães,
Daivões, Alto Tâmega, Pinhosão, Girabolhos, Fridão, Alvito, Almourol e Foz
Tua.

O investimento de Portugal nas energias eólica e hidroeléctrica é


importante porque reforça a segurança nacional e a protecção do ambiente,
diminuindo a dependência externa de energia e a emissão de gases com
efeito de estufa.

Energia das ondas

21
A EDP, Galp Energia, Martifer, Enersis e a Efacec estão a juntar
esforços para formar um consórcio dedicado à exploração da energia do
mar na costa portuguesa e deverá ter a designação de Ondas de Portugal.
Considerada uma fonte de
energia limpa e inesgotável, as
ondas podem ser uma das
energias do futuro em território
português. No entanto, apesar de
ao largo da costa ocidental do
continente português existirem
cerca de 250 a 350 km de
extensão que podem ser
aproveitados para fins de extracção de energia das ondas, e de Portugal ter
sido um dos países pioneiros na investigação e desenvolvimento dos
dispositivos de conversão de energia das ondas, visto que desde 1977 um
grupo do Instituto Superior Técnico se dedica a este tópico, os projectos têm
tido alguma dificuldade em sair do papel.
Num período de 20 a 30 anos, acredita António Sarmento, director do
Centro de Energia das Ondas, poderão ser atingidos os 5000 MW na costa
ocidental portuguesa, ao qual devem ser adicionados os potenciais da
Madeira e dos Açores, que implicariam um investimento superior a 5000
milhões de euros.
A energia das ondas, provém do aproveitamento das ondas
oceânicas. É uma energia "limpa", isto é, sem quaisquer custos para o
ambiente. A instalação de equipamentos técnicos capazes de gerar este
tipo de energia ocorreu pela primeira vez em Portugal no ano de 2008, no
Parque de Ondas da Aguçadoura, a cerca de três milhas náuticas da Póvoa
de Varzim.

Uma máquina Pelamis ao sabor de


uma onda, com a cidade da Póvoa de
Varzim ao fundo.

O Parque de Ondas da Aguçadoura ou Agucadoura Wave Park,


também foi chamado de Okeanós, é primeiro parque mundial de
aproveitamento da energia das ondas que se encontra em construção na
Póvoa de Varzim, não deve ser confundido com projectos anteriores de
aproveitamento das marés (energia maremotriz).
Este parque é constituído por três geradores chamados Pelamis e foi
instalado a norte da cidade, a 5 km da costa da freguesia da Aguçadoura.
Na primeira fase (em 2008), Aguçadoura I, o parque estima produzir
2,25 megawatts, energia suficiente para 1500 casas. Espera-se que o
Parque se torne numa central constituída por 28 máquinas capazes de
produzir 24 MW (Aguçadoura II), suficiente para abastecer 250 mil

22
habitantes, sendo que 10% dessa energia, capaz de abastecer um terço da
população do concelho, irá reverter a favor do município.
O Parque de Ondas da Aguçadoura produz energia limpa e renovável,
com poluição visual muito reduzida e sem custos adicionais.
A tecnologia é da responsabilidade da britânica Ocean Power Delivery
e o investimento é do grupo português Enersys. A Póvoa de Varzim foi
escolhida devido à profundidade das águas, energia das ondas, proximidade
aos portos marítimos e à facilidade de ligação à rede eléctrica.
O primeiro dos geradores de 750 quilowatts (kW) foi instalado no dia
15 de Julho de 2008. O segundo foi para o mar em finais de Agosto e o
terceiro servirá para a apresentação pública no dia 23 de Setembro, na
presença do ministro da economia, no Porto de Leixões, em seguida será
colocado no mar.
A potência instalada será de 2,25 mega watts (MW), pouco mais do
que a produzida por um único aerogerador (energia eólica), havendo alguns
da nova geração que até já têm mais capacidade.

PE
L AM
I S

Este sistema consiste em


colunas colocadas em zonas
costeiras que aproveitam o
movimento das marés através do
movimento oscilatório das mesmas.
Essas colunas estão cheias de água
e têm um canal aberto por onde entra uma corrente de ar. Quando a onda
sobe o ar é "empurrado" para fora da coluna e quando a onda desce o ar
entra na coluna.
Através de turbinas colocadas nos canais de comunicação de saída e
entrada do ar, a passagem deste provoca energia cinética. A turbina
encontra-se ligada a um gerador eléctrico que, consequente, vai produzir
energia eléctrica. Esta energia é algo recente e encontra-se agora a ser
instalada na Póvoa do Varzim.

O vento (eólica)
Em Portugal, o primeiro parque
eólico foi criado em 1988 em Santa
Maria (Açores), mas actualmente a
distribuição destas centrais abrange
quase todo o território nacional com
aproximadamente 1.131 MW de

23
potência instalada até Fevereiro 2006, 106 parques eólicos e 703 turbinas
eólicas.
No entanto só nos últimos 5 anos, inicialmente com o Programa
Energia e mais recentemente com o Programa E4, é que se criaram
algumas condições para o desenvolvimento real deste tipo de energia.
Cerca de metade dos parques eólicos (48%) em Portugal são parques

pequenos, com potências entre 1 a 10 MW. 31% dos parques têm uma
dimensão média, com potências entre 10 a 25 MW%. Apenas existe um
parque eólico com potência superior a 50 MW. No mapa podemos ver
alguns dos parques eólicos existentes em Portugal.

Energia Solar
Pode-se aproveitar de
forma activa a energia vinda do
sol através de duas formas:
- Sistemas solares térmicos –

aquecimento de águas e climatização; através de


“colectores solares”, colocados, por exemplo, nos
telhados dos edifícios e que transferem o calor do sol
para um fluido que depois aquece a água.
- Sistemas solares foto voltaicos – produção de
electricidade, utilizando para isso, “painéis foto

24
voltaicos”. Nos sistemas foto voltaicos a radiação solar é convertida em
energia eléctrica por intermédio dos chamados semicondutores, que estão
configurados em células foto voltaicas e que ao receber a radiação solar,
produzem uma corrente eléctrica. Os semicondutores feitos de silício são os
mais usados na construção das células e o seu rendimento possível razoável
é, actualmente, de cerca de 25-30%. A única desvantagem deste sistema
produtor de electricidade é o seu custo ainda ser demasiado elevado para o
seu uso em grande escala.
Embora no Verão a disponibilidade de sol ser consideravelmente
superior à existente no Inverno, no nosso país existe, de uma forma geral,
um grande potencial de aproveitamento deste recurso durante todo o ano.
Depois da Grécia e da Espanha, Portugal é o país na União Europeia com
maior potencial de aproveitamento de energia solar.
Com mais de 2300 horas/ano de insolação na Região Norte, e 3000
horas/ano no Algarve, o nosso país dispõe de uma situação privilegiada para
o desenvolvimento deste tipo de energia que está ainda muito por explorar.
Apesar de Portugal ter um clima parecido com o grego, existem apenas 225
mil metros quadrados de energia solar térmica, enquanto a Grécia tem 2,8
milhões de metros quadrados.
Já é comum verem-se pequenos painéis foto voltaicos, por exemplo,
em parquímetros e nos telefones SOS das auto-estradas mas a expressão
da conversão deste recurso em energia eléctrica ainda é muito ténue, quer
no nosso país quer a
nível mundial.

Alvor Flor do
Sol

Barco movido a
Energia Solar na
Ria de Alvor
O 1º. Barco movido a Energia Solar em Portugal inicia a época 2009.

Foi a partir do dia 17 de Março 2009, que o Alvor Flor do Sol, a


primeira embarcação inteiramente movida a energia solar em Portugal,
iniciou a época de 2009 dedicada a passeios de turismo. Neste dia o Alvor
flor do Sol celebra o dia de São Patrício, santo padroeiro da Irlanda, sob o
lema: “Somos verdes e orgulhamo-nos disso”.
Róisín O’Hagan e Luís Lourenço, casal luso irlandês, consciente das
questões ambientais decidiu investir num barco ecológico que tem como
missão proteger, preservar e ao mesmo tempo promover os ecossistemas
de uma zona de particular beleza, a reserva natural da Ria de Alvor e parte
do Barlavento Algarvio.

A embarcação, com capacidade para 14 pessoas, oferece passeios


turísticos diariamente entre Alvor e Portimão, Alvor e Lagos, e ao longo do
rio Arade até Silves, proporcionando aos seus passageiros uma experiência

25
singular e amiga do ambiente, permitindo desfrutar da biodiversidade
destes ecossistemas.

Com 11 metros de comprimento e uma lotação de 14 pessoas, o


barco «Alvor Flor do Sol», que não precisa de combustível. Equipado com 15
painéis solares e 12 baterias, o barco é obra da empresa «Alvor Boat Trips»,
detida pelo casal luso-irlandês: Róisín O´Hagan e Luís Lourenço. O autor do
projecto foi Jorge Severino. A embarcação destina-se a passeios turísticos
entre Alvor, Portimão e Lagos.

Energia hídrica
As instalações hidroeléctricas, vulgo barragens são das infoestruturas
de energias renováveis que mais energias produzem, correspondendo a
17% da electricidade de todo o mundo, situando-se à frente das centrais
nucleares e ligeiramente atrás das centrais térmicas a gás natural.
Em anos chuvosos, a situação em Portugal também privilegia a
energia hídrica, cobrindo um terço de toda a energia consumida.
Distinguem-se dois tipos de aproveitamento, dependendo da dimensão:
- Mini-hídricas: são instalações
hidroeléctricas de pequenas
dimensões com potências
instaladas inferiores a 10 MW.
Neste tipo de empreendimentos
utiliza-se o desnível natural do
curso de água para a instalação
de uma pequena turbina. Note-se
que este tipo de aproveitamento
pode requerer o desvio de uma
parte do caudal do rio durante
uma determinada extensão.
- Grande aproveitamento:
apresentam uma capacidade
superior a 10 MW, sendo
normalmente divididos em dois
tipos consoante existe ou não
capacidade de armazenamento dos caudais afluentes: centrais de albufeira,
nas quais existe capacidade de armazenamento e centrais a fio de água,
onde praticamente não existe essa capacidade, isto é, o caudal afluente são
igual ao caudal turbinado e descarregado. O potencial de aproveitamento
de energia mini-hídrica está distribuído por todo o território nacional, com
maior concentração no Norte e Centro do país.

Energia da biomassa
A energia proveniente da
biomassa é uma das fontes mais
antigas de energias renováveis
usadas pelo ser humano, sendo

26
ainda muito comum nos países em desenvolvimento. Cerca de 80% da
oferta mundial de energias renováveis deriva do aproveitamento de
biomassa, seja ela sob a forma de queima de lenha, resíduos vegetais em
fogões tradicionais, em lareiras, fogueiras, etc.
Apesar de se tratar de uma fonte renovável de energia o uso de
biomassa tradicional, traz consigo diversos problemas ambientais como a
poluição do ar interior, provocando doenças e mortes por inalação de gases
tóxicos.
Não obstante, desde há algumas décadas a esta parte, que as novas
tecnologias permitem um aproveitamento de biomassa mais limpo e
eficiente. Proveniente da matéria orgânica de origem animal e vegetal,
incluindo os resíduos e as matérias orgânicas transformadas – resíduos da
indústria transformadora de madeira e alimentar, podem ser usados
actualmente para produzir electricidade.
Assim, através de diferentes tecnologias de conversão, é possível
obter biocombustíveis sólidos, líquidos e gasosos que, por sua vez, podem
gerar energia térmica, mecânica e eléctrica como se observa na tabela
seguinte (Fonte: Portal das Energias Renováveis):
Tipo de
Descrição Utilidade
combustível

Lenha, carvão vegetal, Queima em lareiras, fogões e


Biocombustíveis resíduos florestais e braseiros (para calor), queima
sólidos agrícolas, fracção orgânica industrial (para vapor e
do lixo, restos de madeira electricidade)

Biogás (a partir de resíduos


Biocombustíveis de suiniculturas, do Queima (para calor e
gasosos tratamento de esgotos e do electricidade)
lixo urbano)

Biodiesel, etanol (a partir de


Biocombustíveis Combustíveis para
plantas como cana-de-açucar
líquidos automóveis
e girassol), metanol

Relativamente aos biocombustíveis sólidos, é cada vez mais aceite


que a biomassa florestal, através das diferentes tecnologias de conversão,
pode ser transformada em energia térmica e eléctrica, trazendo
importantes benefícios sociais, económicos e ambientais.
É um facto que a presença de matos e de outros resíduos da
exploração florestal nas matas e povoamentos nacionais contribuem para o
elevado número de incêndios que, anualmente, consomem mais de 100 mil
hectares.
De entre os tipos de biomassa florestal com um interesse de
exploração considerável incluem-se os resíduos da vinha, indústria do vinho,
podas de olivais e árvores de frutos, do bagaço da azeitona, entre outros.
Relativamente ao biogás, esta fonte energética resulta da digestão
anaeróbia – na ausência e oxigénio livre – da matéria orgânica depositada
nos aterros sanitários ou contida nos efluentes agro-pecuários, agro-

27
industriais e urbanos, dentro de determinados limites de temperatura,
humidade e acidez.
O biogás pode ser usado na geração de energia mecânica (nos
motores de combustão interna), energia eléctrica (nas centrais a biogás) e
energia térmica (sem sistemas de queima directa – aquecimento ambiente,
águas quentes sanitárias, fogões e incineradores). Adicionalmente, o biogás
pode ser utilizado como combustível nas centrais de cogeração.
Actualmente, em Portugal, existe cerca de uma centena de sistemas
de produção de biogás, na sua maior parte proveniente do tratamento de
efluentes agro-pecuários (cerca de 85%) e
destas cerca de 85% são suiniculturas. O
biogás representa actualmente cerca de 3%
do consumo energético nacional, existindo
ainda um potencial muito maior por explorar.

No caso do Biodiesel, trata-se de um


combustível biodegradável derivado de fontes
renováveis, que pode ser obtido por diferentes
processos. Pode ser produzido a partir de gorduras animais ou de óleos
vegetais, existindo várias espécies que podem ser utilizadas, tais como
girassol, beterraba ou cana-de-açúcar.
O Biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo
de camiões, tractores, automóveis e de equipamentos como geradores de
electricidade, calor, etc. Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em
diversas proporções.

Energia geotérmica
À frente da energia eólica e da solar, a energia geotérmica tem tido
muitos adeptos em todo o mundo entre as energias consideradas “novas
renováveis”.
Designa-se energia geotérmica ao calor proveniente do interior da
crosta terrestre. Existe porque a temperatura do planeta varia em
profundidade – em cada 100 metros de profundidade a temperatura
aumenta 3ºC – e manifesta-se naturalmente à superfície na forma de rochas
quentes, de vapor (fumarolas) e de água quente (geisers) como nos Açores,
mas pode ser explorada a partir do interior do solo através de furos
(bombas de calor).

Energia do hidrogénio
O hidrogénio, além de ser um elemento químico abundante (fonte
considerada inesgotável), permite através de pilhas de combustível produzir
electricidade e libertar apenas vapor de água, eliminado a emissão de gases
de efeito de estufa na produção de electricidade. A nível dos transportes
permite através de motores diferentes suplantar os motores de combustão
em eficiência e consumo, sem mencionar o
factor "emissões zero".
Em Portugal, é de realçar o projecto de
investigação denominado CUTE (Clean Urban
Transport for Europe), cujo objectivo é
desenvolver e demonstrar um sistema de

28
transporte livre de emissões e com baixo ruído que, incluindo a respectiva
infra-estrutura energética, tem um grande potencial para reduzir a emissão
de gases de efeito de estufa. Desta forma, será mais viável ir ao encontro
dos compromissos do Protocolo de Quioto, melhorar a qualidade de vida em
zonas densamente povoadas e conservar os recursos fósseis.
A uma escala piloto e integrados no Projecto CUTE, em 2004,
circulavam três autocarros movidos a hidrogénio, uma iniciativa na cidade
do Porto, uma das nove cidades participantes.

O meu contributo para melhorar o


ambiente
Depois de tudo o que vi, ouvi e escrevi, sinto que pouco faço para
ajudar a preservar o meio ambiente.

Em casa tento fazer uma mini reciclagem, por ex.:

Os pacotes do leite e dos cereais, as garrafas de água e dos sumos,


às quais foram previamente retiradas as rolhas para um garrafão para
entregar no centro da terceira idade, para a ajuda de cadeiras de rodas, são
colocados nos respectivos ecopontos.

As latas e os frascos de vidro são primeiro lavados e só depois vão


para o ecoponto.

Revistas, jornais, panfletos de publicidade, caixas e cartões, é tudo


colocado no ecoponto.

Tento sempre reutilizar os sacos das compras, sejam de plástico ou


de papel.

As sobras de comida, cascas de frutas e legumes são depositadas


num espaço que temos na horta para posteriormente serem utilizadas na
adubação das culturas que nós próprios semeamos.

Os óleos alimentares de casa são guardados num recipiente e


entregues a uma empresa de recolha de óleos alimentares.

Para poupar água em casa, todos tomamos duche, os autoclismos já


estão preparados com duas escolhas de descarga de água, a água que
bebemos vamos recolher directamente da fonte, as flores tanto as de casa
como as do jardim são regadas com água do poço, mesmo a nossa
tartaruga toma banho com água do poço.

No inverno para poupar energia eléctrica, acendemos a salamandra


para nos aquecermos, temos os aquecedores a óleo nos quartos sempre
numa temperatura mínima, mantemos sempre as portas e janelas bem
fechadas para não haver correntes de ar e mantermos a casa aquecida e
desligamos sempre os pilotos automáticos dos electrodomésticos.

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Quando vamos passear, seja no campo ou na praia, levamos sempre
sacos de reserva para não deixarmos o lixo espalhado pelo chão por não
haver recipientes do lixo, assim que chegamos a casa é logo separado e
posto nos devidos lugares.

Quando nos ausentamos de casa diversos dias desligamos sempre o


gás e fechamos o contador da água.

Toda a família participa nesta actividade, porque acho que é uma


maneira de consciencializarmos os nossos filhos do que se passa à nossa
volta.

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