Você está na página 1de 2

Segunda-feira, 31 de Março de 2008

O Chile e não a Finlândia foi a fonte de inspiração

Descubra as diferenças entre o modelo de avaliação dos professores do Chile e o


modelo português

Portugal:
Melhoria dos resultados escolares e da qualidade das aprendizagens; proporcionar
desenvolvimento pessoal e profissional; avaliação do docente de dois em dois anos

Chile:
Avaliação orientada para melhorar o trabalho pedagógico e promover o
desenvolvimento profissional contínuo; avaliação de cada docente de 4 em 4 anos

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
Portugal:
Fichas de auto-avaliação; entrevista pelo professor avaliador; avaliação do coordenador
de departamento curricular e da direcção executiva; assistência do avaliador a pelo
menos três aulas

Chile:
Fichas de auto-avaliação; entrevista pelo professor avaliador; avaliação do director e do
chefe técnico da escola; portfólio, que inclui a gravação em vídeo de uma aula

NÍVEIS DE DESEMPENHO
Portugal: Excelente; Muito Bom; Bom; Regular; Insuficiente

Chile: Destacado; Competente; Básico; Insatisfatório

CONSEQUÊNCIAS DA AVALIAÇÃO
Portugal: Excelente: duas vezes seguidas reduz em quatro anos o tempo de serviço para
acesso a Titular; quatro vezes seguidas dá direito a prémio de desempenho; Excelente e
Muito Bom: duas vezes seguidas reduz três anos; Muito Bom: duas avaliações seguidas
reduz dois anos; Bom: Tempo vale para progredir; Regular/ Insuficiente: Não progride;
proposta Acção de Formação Contínua. Não renova contrato; duas classificações
seguidas ou três interpoladas determinam a não atribuição de tempo lectivo e a
reconversão profissional

Chile: Destacado ou Competente: recebe um abono mensal; tem de realizar prova de


conhecimentos disciplinares e pedagógicos. O abono dura entre dois e quatro anos,
entregue no ano seguinte à prova, e varia de acordo com o desempenho na avaliação e
na prova, entre cinco e 25 por cento do Salário Mínimo Nacional; Insatisfatório: repete
a avaliação no ano seguinte e submete-se a Planos de Superação Profissional (Formação
Contínua); se na 2ª avaliação obtiver Insatisfatório, deixa de dar aulas durante um ano; à
3.ª avaliação Insatisfatória sai da carreira, mas recebe um abono.
Comentário meu
A ministra da educação disse em entrevista ao jornal Acção Soialista que se tinha
inspirado em modelos de avaliação de professores da Grã Bretanha e da Holanda.
Omitiu o Chile. Por que terá omitido o Chile? Por que terá referido dois países que têm
uma avaliação de desempenho muito diferente da que o ME criou para Portugal? Provei,
em posts anteriores, nomeadamente através da divulgação do Manual de Avaliação de
Desempenho dos Professores do Chile que o modelo português é uma cópia do modelo
chileno. Cá e lá o objectivo é só um: embaretecer a profissão docente. Proletarizar os
professores.

http://professoresramiromarques.blogspot.com/2008/03/o-chile-e-no-finlndia-foi-fonte-
de.html