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“LUXÚRIA NO BANCO DE TRÁS”:

O TURISMO SEXUAL EM ILHÉUS NA VISÃO DE TAXISTAS. 1

Aian Cerqueira Cotrim Universidade Estadual de Santa Cruz – aianccotrim@hotmail.com Antônio Joaquim Bastos da Silva Universidade Estadual de Santa Cruz – ajbsilva@uesc.br Frederico Roberto Miranda Santos Universidade Estadual de Santa Cruz – fredericorms@yahoo.com.br Maria Luiza Silva Santos Universidade Estadual de Santa Cruz – maluss@uesc.br

1. Introdução

As especulações sobre o conceito de turismo apontam para várias definições, porém,

no aspecto geográfico, podemos afirmar que a movimentação de pessoas de um lugar para

o outro, não sendo este o habitual do seu cotidiano, parece traduzir o que seria em síntese

tal fenômeno. Enfoques como: tempo de viagem, período de permanência; local de origem

dos turistas; atividade remunerada (LAGE, 2000: 26) já foram objeto de discussão quanto a

caracterização objetiva do fenômeno, porém, quando passamos a analisar o aspecto

subjetivo, nos defrontamos com algumas complicações e a pergunta que se apresenta para

essa análise é: o que movimentou o turista para determinado lugar?

Com o objetivo de entender o deslocamento efetuado por alguns em função da

atividade sexual e a ocorrência da Prostituição atrelada ao Turismo, está em curso na

Universidade Estadual de Santa Cruz, projeto intitulado: A atividade da prostituição

através do turismo: uma análise das percepções da incidência na cidade de Ilhéus/Bahia.

Dentro do cronograma de atividades estabelecidas para a construção desse trabalho, ocorre

o levantamento de informações através de entrevistas feitas a diferentes setores da

sociedade ilheense, desde órgãos públicos, proprietários de pousadas e restaurantes,

funcionários desses estabelecimentos e prestadores de serviço, a exemplo dos taxistas.

Nesse artigo o foco se concentra em delinear os conceito de turismo e turismo

sexual, com o suporte das entrevistas e depoimentos colhidos em campo com os motoristas

de taxis da cidade de Ilhéus. Prestadores de serviços que segundo a reportagem de Carla

1 Exposição oral do no XIII Seminário de Iniciação Científica da UESC e publicação nos anais do evento.

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Leiner, da Revista Marie Claire (2007) se constitui em “um elo forte nessa corrente difícil de romper do turismo sexual” (p.77)

2. Percepção sobre os fenômenos sociais do turismo e do turismo sexual:

Apesar do trabalho apresentar um enfoque específico sobre turismo (sexual) o que alguns diriam ser uma disfunção e não uma segmentação, vale ressaltar o entendimento sobre a visão global desse fenômeno. São diversos os conceitos, alguns teóricos como Oscar de La Torre encaram o turismo como sendo “um fenômeno social que consiste no deslocamento voluntário de indivíduos ou grupos de pessoas que, fundamentalmente, por motivos de recreação, descanso, cultura ou saúde, saem de seu local de residência habitual para outro, no qual não exercem nenhuma atividade lucrativa ou remunerada, gerando múltiplas inter-relações de importância social, econômica e cultural” ( apud IGNARRA: 2001). A Organização Mundial do Turismo valoriza o aspecto do lapso temporal que o indivíduo passa no local visitado como de importância para o enquadramento do mesmo enquanto turista. Conceitua-o, portanto “como o deslocamento para fora do local de residência por período superior a 24 horas e inferior a 60 dias motivados por razões não – econômicas ” (IGNARRA: 2001). Em ambos os conceitos verifica-se uma preocupação de desvincular o turista de qualquer atividade econômica. Observando esse conceito sobre uma outra ótica, principalmente no que tange ao aspecto financeiro – no sentido da geração de divisas para o local receptor, e talvez observando o fenômeno de uma outro lugar teórico, Herman Von Schullard entende o “turismo como a soma das operações, especialmente as de natureza econômica, diretamente relacionada com entrada, a permanência e o deslocamento de estrangeiros para dentro e para fora de um país, cidade ou região” (apud VAZ: 2001). Nesse entendimento o aspecto econômico é evidenciado, recebendo uma maior valorização. O entendimento de Lage (2005), contempla ambos os aspectos pois ressalta que o atrativo turístico engloba “todo lugar, objeto ou acontecimento de interesse turístico que motiva o deslocamento de grupos humanos para conhecê-los”. Seria o turismo, o deslocamento de pessoa ou de um grupamentos, para local diverso daquele em que reside

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ou trabalha, com o intuito de conhecer as características sócio- culturais do destino a ser visitado, podendo ainda ter como motivo principal o desenvolvimento de determinada atividade econômica, utilizando de recursos financeiros que movimentem a economia local.

2.1. O Turismo Sexual

A atividade do Turismo Sexual se distancia dos conceitos elencados anteriormente

pois está diretamente ligada ao fenômeno da prostituição, atividade encontrada em todo o mundo, de forma bastante explícita e por vezes “propagandeada” em várias partes do território brasileiro: “Brasil, terra do sexo fácil e barato” revista Marie Claire (2007 p. 73), principalmente nas cidades litorâneas – dando visibilidade a vinculação com o turismo. A ocorrência da prostituição não depende necessariamente de um ambiente com características turísticas, porém, quando se menciona Turismo Sexual, as atividades ligadas

ao sexo passam a ser no mínimo uma importante mercadoria, que deve em alguns casos ser

necessariamente encontrada no destino turístico a ser visitado - não obstante as demais características que possam oferecer a ela o título de turística.

É importante salientar que quando existe a procura por sexo por determinada

pessoa, ou grupo de pessoas que se deslocam para determinado destino, o enquadramento da mesma como turista obriga que exista a intenção de explorar o local não apenas pra fins sexuais. Como citado anteriormente, alguns teóricos e segmentos sociais não aprovam a utilização do termo turismo atrelada á variante sexual, outros admitem que essa classificação poderia ser considerada mais uma segmentação, para os que negam a utilização do termo, esse fim não pode ser considerado como impulsionador da atividade turística, e sim com algo que vai contribuir negativamente para o perfil daquela localização. De acordo com a cartilha produzida pela UNICEF em parceria com a Universidade de Brasília, citando o Código Mundial de ética do turismo:

A exploração dos seres humanos sob todas as suas formas, nomeadamente sexual, e especialmente no caso das crianças vai contra os objetivos fundamentais do turismo e constitui a sua própria negação (p.4)

Ainda seguindo essa acepção, o turismo sexual, embora esteja disseminado como prática cada vez mais visível nas sociedades contemporâneas, não poderia ser considerado

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um segmento a mais da atividade turística (por pressupor a existência de um mercado configurado), mas uma de suas perniciosas deformações. “Turismo sexual não é turismo! É crime! (BRASILEIRO,2006 In. Cartilha UNICEF). Sua existência termina por refletir, de fato, a preexistência de problemas bem mais profundos, os quais, por sua vez, estão ancorados no coração das sociedades receptoras e emissoras de turistas (DO BEM:2005). Feitas estas considerações passas-se a ter o entendimento de que o termo é usado

por alguns com uma certa reserva e por outros, o uso do termo turismo sexual se dá livre da culpa de estar professando uma apologia a sua prática, pois o termo está sedimentado na literatura que o aborda não implicando em qualquer insinuação ou incitação abjeta. Falar em turismo, portanto, pressupõe deslocamento, lazer, geração de divisas para destinos turísticos, movimentação econômica nos meios de transporte, transplantes culturais e uma preocupação com a sustentabilidade desses destinos e a veracidade e efetividade do grande número de segmentações.

O turismo sexual, não deixa de aparecer como um fenômeno social, mesmo

compreendendo como explicita a Deputada Maria do Rosário Nunes como fato que não pode ser caracterizado como turismo pois “carrega em sua origem, características antagônicas ao mesmo: a violência. Segundo Fortes (2007):

Inserida num contexto histórico social e com profundas raízes culturais, a violência sexual atinge todas as faixas etárias, classes sociais e pessoas de ambos os sexos, estimando-se que produza cerca de 12 milhões de vítimas mulheres anualmente, atingindo desde recém- natos até idosos. (BEEBE In. FORTES, 2007 p.1 e 2).

A prostituição, o outro fenômeno imbricado, que vai suscitar a característica da

ilicitude, não é objeto do Código Penal Brasileiro, mas, a justiça criminal brasileira penaliza

as atividades correlatas a prostituição, ações ou delitos que atingem frontalmente as mulheres que se prostituem, tais como indução, impedimento de abandono, tráfico de mulheres, etc – além da violência sexual infantil, previsto no Estatuto da Criança e do adolescente. Como cita o artigo da revista Marie Claire:

Como a prostituição no país não é crime, os estrangeiros se sentem a vontade para transar com brasileiras. O problema é que no rastro do sexo pago, forma-se um esquema que movimenta o tráfico de drogas, o tráfico de mulheres, a

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falsificação de documentos e, pior, a exploração sexual de crianças e adolescentes.(p.76)

2.2. Ilhéus como destino turístico

Considerando as formas de turismo (de negócios, desportivo, de lazer, de repouso, cultural, de aventura) Ilhéus pode ser destino para várias delas – até sexual - tendo em

conta a sua riqueza de atrações naturais e as possíveis facilidades na esfera da prostituição.

O recorte geográfico da cidade, o litoral e as outras vantagens competitivas como: a mata

atlântica, mangues, a Lagoa Encantada, entre outros, recepcionam os turistas que buscam um maior contato com a natureza e alguns recortes do imaginário do turista sexual associa algumas mulheres da literatura amadiana, a exemplo de Gabriela, com características como a brejeirice e a sedução. A antigüidade do município - fundado em 1534 - lhe dá uma importância histórica, que pode ser muito bem atrelado ao retrospecto econômico, quando consideramos, principalmente, a Ilhéus dos tempos áureos da cacauicultura. As igrejas: Igreja Matriz de São Jorge, erguida no século XVII; Capela da Nossa Senhora da Piedade; casas como o Palácio Marquês de Paranaguá (1907), Solar dos Pimenteis, Casa dos Artistas (1890) e demais elementos arquitetônicos são atrativos para o viajante que procura por cultura. Sem prejuízo dos outros elementos Jorge Amado se destaca dos demais pela

repercussão internacional da sua obra, divulgando a cultura ilheense para o mundo. Reflexo disso é o grande número de visitantes nos pontos mais intimamente ligados à obra do autor:

a Casa Jorge Amado (média de 6.200 turistas/mês), o Bar Vesúvio (média de 3.220

turistas/mês) e o Bataclã – espaço que foi veiculado na novela Gabriela como um bordel onde os grandes coronéis do cacau transitavam, tratando de negócios, política, jogando e apreciando as lindas meninas de “Maria Machadão”.

3. O Taxista e o Turismo Sexual em Ilhéus

Provavelmente o mercado da prostituição para turistas passa despercebido para grande parte da sociedade, mas pelo menos um grupo consegue visualizar de forma nítida o seu desenvolvimento: os taxistas.

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Na reportagem de Leiner - Marie Claire (2007), ela contempla uma coluna para falar desse profissional significativo nessa cadeia:

Zé faz ponto em frente ao Hotel Luzeiros, um quatro estrelas da Beira Mar. Ele demora a abrir o jogo, mas, aos poucos entrega: “Sou independente, não ganho dinheiro das meninas. Só que tenho amigas. Às vezes o gringo pede companhia e falo delas”. No esquema “uma mão lava a outra”. Zé se vale da indicação de suas amigas quando um gringo quer fazer passeios maiores por Fortaleza. “ O turista vem usufruir de coisas boas, e mulher é uma delas. Ele gera emprego, faz a sua parte. As meninas são pobres, não tem o que comer. Qual o problema de elas conhecerem alguém que pague coisas boas? (p.80).

Além desses aspectos, outros pontos da reportagem irão salientar que no mercado informal um taxista, por vezes, transportando o passageiro estrangeiro que se interessa por garotas brasileiras, relata os biótipos das “amigas” e cobram em torno de R$ 100,00 reais pra levá-los até elas. Segundo um dos entrevistados em Ilhéus, o motorista de táxi é um dos primeiros contatos feitos pelo turista no destino escolhido, e quando esse possui a intenção de busca por luxúria, o chofer é uma fonte constantemente procurada, como foi dito:

“sempre acontece de pessoas que vem trabalhar e pergunta sobre as meninas” (Entrevista

07).

Um outro motorista explica sem ressalvas numa corrida feita no centro da cidade que dentre essas garotas que estão “na vida” algumas são menores de dezoito anos e estudantes pois muitas vezes aparecem pelo centro de farda. Que geralmente fazem ponto em um bar na cidade e que alguns hotéis do centro facilitam a entrada das mesmas com os gringos. Das informações colhidas com os taxistas é possível distinguir três linhas de pensamento em relação ao tema estudado. O fim propedêutico do presente trabalho coaduna com as várias hipóteses tiradas da pesquisa de campo na medida em que estas servem para demonstrar quão variado pode ser o entendimento de um fato. Vamos a elas:

Quanto ao conceito de Turismo Sexual depuramos as seguintes conclusões:

Conceito 1: O turismo sexual não existe Conceito 2: Há Turismo sexual quando uma pessoa mantém relação sexual com uma garota de programa no lugar de destino, independente do motivo do deslocamento do

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lugar de origem. Conceito 3: Há Turismo sexual quando uma pessoa mantém relação sexual com uma garota de programa no lugar de destino, tendo até aí se deslocado única e exclusivamente para isso – sendo o sexo elemento predominante. Os que defendem o conceito 1 não associam a atividade turística com a relação sexual. Como pontua o entrevistado de número 6 “turismo é uma coisa, sexo é outra”. É compreensível tal entendimento. A atividade turística é tida como um ramo sério, a prostituição não. Após o fim da monocultura cacaueira, a cidade de Ilhéus adotou tal ramo de atividade – turismo - como uma das novas opções na sua economia, assim como várias outras cidades da região. O termo “Turismo Sexual”, nesse aspecto, ameaça a integridade desse tão importante ramo ao colocá-lo lado a lado com o sexo. Não é difícil, analisando o termo à primeira vista, pensar em algo não muito sério. Turismo sexual remete a exploração, descompromisso, desleixo da esfera pública, o “Turismo Sexual” não existe. Existe algo que é erroneamente chamado de Turismo Sexual. Fora dessa esfera há aqueles que não vêem problema de denominar e descrever tal prática. É a procura do sexo pelo turista (entrevista 2). Mas por qual turista? Percebe-se que há dois tipos de turista nessa situação: um que quer ter uma relação sexual na cidade de destino, e outro que escolheu a cidade de destino exatamente para ter a relação sexual. É uma questão de finalidade. O primeiro turista trata o sexo como necessidade natural. Tanto faz para ele arrumar uma parceira ali quanto em qualquer outra cidade que ele for. O segundo veio à cidade com o fim de realizar o sexo ali. No caso do turismo de negócios, por exemplo, especialmente os que tem a região de Origem, nas cidades vizinhas à Ilhéus, informa os taxistas que é constante a procura por acompanhantes. O turista, nesse caso, está ali a trabalho, mas nem por isso deixa de procurar a garota de programa. Entre os que reafirmam a existência do fenômeno a maioria deu sinais de concordar que este é composto pelas “pessoas que vêm de fora inteiramente para diversão sexual” (entrevista 14). Houve quem afirmasse que a prática era voltada para a exploração de menores, ou ainda que ocorria quando um terceiro oferecia ao turista as garotas para que ele tivesse relações. Tais variáveis, por hora, não são relevantes, vez que queremos estabelecer

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o que não muda em todas as situações: o turismo sexual ocorre quando a motivação para a

pessoa em realizar o deslocamento do seu lugar de origem foi a de obter a relação sexual no

seu lugar de destino. Só assim o tema é relevante. Do contrário, toda a relação sexual do

indivíduo fora do seu lugar de origem estaria abarcado pelo turismo sexual, e o seu objeto

seria difuso.

4. Conclusão

O turismo sexual existe, apesar de haver controvérsia sobre o uso da sua

terminologia , a partir do momento em que alguém se proponha a partir para determinado

lugar em busca de sexo, pagando por essa “mercadoria”. Não se deve pensar nem rotular, a

priori, de ninfomaníacos, pedófilos, exploradores, deve-se pensar antes na condicionante

para a escolha do local, que foi o que direcionou o viajante: os atrativos naturais, o

imaginário do turista, a propaganda local, a economia

Pode ser que esses turistas adotem as perversões apontadas, assim como ele pode se

comportar “normalmente” – como se aceita em sociedade, indo à praia, festas, e locais

turísticos, mas a sua força motriz está entre quatro paredes ou no subterfúgio das propostas

veladas dos ofertantes e daqueles que buscam.

A compreensão do fenômeno é início para que seja pensada a sua estrutura e refletir

sobre o fato de que, dentro desta estrutura, pode existir a conivência de prestadores de

serviços, até por ignorância ou ingenuidade. A prática é indesejável, é certo, mas é real.

5. Referências

BEM, Arim Soares do. A Dialética do turismo sexual. Campinas: Papirus, 2005.

TURISMO SUSTENTÁVEL & INFÂNCIA: Colocando na prática – cartilha do UNICEF em parceria com a UNB, 2006.

CORIOLANO, Luzia Neide. A exclusão e a Inclusão social do turismo In.PASOS Revista de Turismo y Patrimonio Cultural vol 3 nº 2 2005

FORTES, Lore. Et ali. O turismo sexual infanto juvenil: uma análise da participação da polícia militar do Rio Grande do Norte In. X Encontro nacional de Turismo em base local, 2007 Paraíba.

IGNARRA, Luiz Renato. Fundamentos do turismo. 2 ed. São Paulo: Pioneira, 3003

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LAGE, Beatriz Helena Gelas; MILONE, Paulo César (organizadores). Turismo: teoria e prática. 1ª ed. São Paulo: Atlas, 2000. BEM, Arim Soares do. A Dialética do turismo sexual. São Paulo : Papirus, 2005

LEINER, Carla. Turismo Sexual In. Revista Marie Claire. Rio de Janeiro: Globo, 2007.

VAZ, Gil Nuno. Marketing Turístico: receptivo e emissor – um roteiro estratégico para projetos mercadológicos públicos e privados. São Paulo: Pioneira, 2001.

Revista Marie Claire – Artigo de Carla Leiner ano 2007