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Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha

Edição agosto/2009

Gerência de Comunicação

Ana Paula Costa

Transcrição:

Else Albuquerque

Copidesque

Adriana Santos

Revisão:

Marcelo Ferreira

Capa e Diagramação:

Luciano Buchacra

O pOder de um tOque

Nós podemos, com muita reverência, dizer que João teve um contato direto com Deus. E tudo isso se deu por meio de Jesus Cristo. Visto que Cristo era Deus encarnado, que se fez homem, João pôde vê- lo, ouvi-lo, tocá-lo. Veja o que foi dito na Primeira Carta de João, capítulo 1, versos 1 a 4: “O que era des- de o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela

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damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eter- na, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada). O

que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comu- nhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho, Jesus Cristo. Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.” Nesses quatro versos, encontramos esta verda- de tremenda e também um desafio. A verdade está no fato de João ter visto, ouvido e tocado Deus, em Jesus. O desafio está em fazermos o mesmo. Ainda que João tenha tocado em Jesus pessoalmente, podemos hoje “tocar” em Jesus na medida em que nos relacionamos com Ele e também com nossos ir- mãos em Cristo. Se João pôde ter essa experiência, também podemos tê-la. A fim de que possamos compreender um pouco mais a fundo como se deu esse relacionamento de João com Jesus, para que saibamos também como ter esse mesmo nível de intimidade com Cristo, estudemos o que João afirmou. No versículo 1 ele disse: “O que era desde o princípio.” Lemos também em Gênesis 1 acerca da criação do mundo: “No prin-

Ao afirmar “o que era desde o

cípio, criou Deus [

]”

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princípio”, João estava se referindo a Jesus. E a ideia que ele parece querer passar é a atemporalidade de Jesus, visto que Ele sempre existiu antes mesmo de o universo ter sido criado. Aliás, ele estava pre- sente com o Pai e o Espírito no ato da Criação, pois lemos no verso 26 de Gênesis 1, no ato da criação do homem: “Também Deus disse, façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança [ ]” “Façamos” aqui está no plural. Claro que Jesus, com

o Pai e o Espírito, foram ativos na criação do mun- do. E, diga-se de passagem, não haveria razão de

o mundo ser criado, bem como o homem, se não

houvesse da parte deles (Pai, Filho e Espírito) o de- sejo de se relacionar com o homem e sua Criação. E João parece reforçar essa ideia ao dizer: “O que era desde o princípio [ ]” Uma vez dito isso, João continua no verso 2: “E a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada.” É tão interes- sante ressaltar que esse verso 2 está entre parênte- ses, fazendo referência ao Verbo da vida. E Jesus é

esse Verbo, pois é dele que João falara. E João pa- rece extasiado com o fato de não só tê-lo visto, mas

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poder ouvi-lo e tocá-lo. Ele fez questão de frisar isso. Um propósito parece ser um só: testificar, de forma inegável, que Cristo fora, é e sempre será real. Ainda que muitos hoje tentem negar a vinda e encarna- ção de Cristo, inclusive os próprios demônios. Já no verso 3, João pareceu ir mais fundo ao afir- mar: “O que temos visto e ouvido anunciamos tam- bém a vós outros, para que vós, igualmente, mante- nhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho, Jesus Cristo.” João ouviu

as palavras do Senhor. Talvez quando ele (João) es-

crevera essas palavras, tivera em mente os muitos momentos que passaram juntos. E de fato, foram inúmeros. Um deles fora no mar da Galiléia, na ocasião da forte tempestade que se abatera sobre

o pequeno barco em que estava com os demais

discípulos e, claro, Jesus. Diz o relato em Marcos 4, versos 37 a 39: “Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água. E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te im- porta que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento

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se aquietou, e fez-se grande bonança.” O mar estava agitado e Jesus dormia. Imediatamente após sua repreensão à tempestade, veio a bonança e o mar se acalmou. Os discípulos, ente eles João, adoraram a Jesus. Creio que João podia lembrar-se do som da palavra do Senhor dizendo: “Mar, acalma-te”. Era a palavra do Senhor, era Jesus falando, era Deus fa- lando. Quem sabe ecoava ainda nos ouvidos de João a palavra de Jesus diante do túmulo de Lázaro, quan-

do ele dissera: “Lázaro, vem para fora!” O relato de tal fato está em João 11. Aquele corpo já estava em estado de putrefação, já morto há quatro dias, e de repente, o Senhor ordena a Lázaro, dizendo: “Vem para fora.” As células se reconstituíram, o sangue passou a circular pelas veias, a carne que já estava apodrecendo se revitalizou, a vida penetrou no cor- po do amigo do Mestre, e Lázaro saiu da caverna. “O que temos visto e ouvido.” João também deve- ria ter em mente a voz do Senhor dizendo: “Eu sou

o pão. Eu sou a luz. Eu sou a ressurreição e a vida.” “Eu sou!” Ele afirmou nos versos 2 e 3: “E a vida se mani- festou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho,

e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com

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o Pai e nos foi manifestada, o que temos visto. “O que

temos visto isto vos anunciamos.” João viu também o momento de glória no monte da transfiguração, quando as próprias vestes de Jesus brilharam e a sua face resplandeceu como o Sol. João teve o privi-

legio de contemplar tudo isso. João vira Jesus Cristo caminhando por sobre as águas, quebrando as leis da natureza. E não fora apenas João que tocara a Je- sus. O incrédulo Tomé também fora um. Pois Jesus lhe dissera por ocasião de sua aparição a muitos:

“Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também

a mão e põe-na no meu lado também a mão e põe-na

no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente.” (João

20.27.)

Por todos os evangelhos – de Mateus a João – vemos muitos tocando a Jesus e sendo tocados por Ele. Até mesmo que não queria tocá-lo foi trans- formado. Como foi com a mulher que sofria com o fluxo de sangue e após tão somente ter tocado nas suas vestes, fora curada. E nessa ocasião, Jesus se revelara a ela. Tocaram no Verbo da vida, no próprio Deus. Lemos em João 1.14: “E o Verbo se fez carne

e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e

vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”

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Também lemos no verso 2 de 1 João: “E a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos teste- munho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual es- tava com o Pai e nos foi manifestada.” Jesus era e é a vida viva e manifesta. E vida de qualidade mais que quantidade. E é essa vida que Ele tem para todos nós, conforme lemos em João 10.10. Para os discí- pulos, que eram apenas pescadores, havia apenas o mar da Galiléia. Mas Jesus lhes apresentou hori- zontes maiores. Ele falou de vida no sentido real, profundo, com uma conotação de eternidade, de qualidade. A vida eterna. Ao escrever essa carta, João dá a entender clara- mente que esta vida está também disponível a nós. Podemos ver, ouvir e sermos tocados por Deus, por meio de Cristo Jesus. A experiência com Deus, para João, de ter ouvido, de ter visto e de ter tocado em Jesus, não se tornou apenas um patrimônio dele, mas algo que todos nós podemos ter. Qualquer ho- mem, qualquer ser humano pode ter esse mesmo privilégio. Você pode dizer: “Ah, se eu tivesse tido o privilégio de andar com Jesus, de comer com Jesus, de dormir perto de Jesus!” O que João quer dizer é que há possibilidade de termos o que ele teve. Co-

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nhecer a Jesus é uma realidade, é algo concreto. Ao final da sua vida, já avançado em dias, João escre- veu essa carta, não só como testemunho, mas como desafio a cada um de nós.

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COmunhãO

que

transfOrma

De novo ao verso 3: “O que temos visto e ouvi- do anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente mantenhais comunhão conosco.” “Igual- mente”. Essa não fora uma experiência exclusiva de João, não somente para ele, mas para você, para to- dos nós, para que todos nós mantenhamos comu- nhão. Há uma finalidade: “Para termos comunhão.” Nas entrelinhas, João está dizendo: “O que eu quero

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transmitir, o que eu quero deixar, é que essa comu- nhão, essa realidade, essa possibilidade de tocar, de ver e ouvir, é para cada um e para todos”. Este é um privilégio transferido e não um privilégio do passa- do, como apenas um fato histórico. Podemos tê-lo ainda hoje. Nós podemos fazer parte dessa geração que ou- viu, que contemplou e que tocou o Senhor. Ele afir- mou, em primeiro lugar, que você pode fazer parte desta primeira geração e ter a mesma comunhão com Jesus e com o Pai. No evangelho de João, no capítulo 14, verso 23, nós lemos: “Respondeu Jesus:

Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele mo- rada.” Não apenas a mesma comunhão, mas uma comunhão com a mesma intensidade, porque Ele está dentro de nós. João arrematou: “Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.” Hoje você pode ter a mesma comunhão com Jesus que João teve há dois mil anos atrás. Como é isso? Voltemos ao evangelho de João, capítulo 16, verso 7: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.”

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Você já pensou, já parou para meditar no que foi dito? Jesus disse: “Eu vou e vou enviar o Consolador.” Em outras palavras, Jesus estava dizendo aos discí- pulos: “Hoje eu estou com vocês, mas um dia eu vou morar em vocês. Hoje eu estou com vocês, mas se eu for, eu voltarei e estarei em vocês.” É algo tremendo. Os discípulos não entendiam aquele momento. Para eles, a partida de Cristo seria uma perda, pois queriam estar com Ele, naturalmente falando. Mas Jesus estava dizendo que se ele fosse, voltaria e mo- raria neles, ao invés de apenas estar com eles. Veja o que lemos em 1 João 1, verso 4: “Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.” Se lermos toda essa primeira Carta de João, vemos que a tônica e temática maiores de toda a carta é justamente a comunhão. Ele aponta inclusive situações que nunca devem abalar essa comunhão, como pecado e ação de demônios. E que alegria maior há que a própria comunhão di- reta e irrestrita a Jesus?! E a comunhão a que João se refere é a comunhão com Jesus, como também a comunhão entre os irmãos que partilham da mes- ma fé nele e que com ele caminha. O fato que justi- fica essa postura de João é que quando a Carta fora

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escrita, Jesus já não estava fisicamente presente. Para que você, amado leitor, amada leitora, te- nha uma ideia do que João tinha em mente, veja esse mesmo texto (1 João 1.1 a 4) pela Bíblia Viva (Editora Mundo Cristão, 1996): “Cristo estava vivo quando o mundo começou, entretanto eu mesmo o vi com os meus próprios olhos e o ouvi falar. Eu toquei nele com as minhas próprias mãos. Ele é a mensagem da Vida enviada por Deus. Este que é Vida que vem de Deus foi revelado a nós, e nós asseguramos que o vi- mos; eu estou falando de Cristo, Aquele que é a Vida eterna. Ele estava vivo com o Pai e depois foi revelado a nós. Eu repito que lhes estamos falando a respeito do que realmente nós mesmos vimos e ouvimos, a fim de que vocês possam participar da comunhão e das alegrias que nós temos com Pai e com Jesus Cristo, seu Filho. E se fizerem como eu digo nesta carta, então vocês também ficarão cheios de alegria, e nós igual- mente.” Comunhão que transforma. É acerca disso que João tratou em toda sua Primeira Carta. E a trans- formação nessa comunhão se dá pelo fato de que não é comunhão com qualquer um, mas com o pró- prio Senhor Jesus. Não é preciso ir muito a fundo

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nos evangelhos para se perceber que aqueles que tiveram comunhão com Jesus, nunca mais foram os mesmos. E uma vez já ressurreto de entre os mor- tos e tendo se revelado em carne e osso àqueles a quem Ele quis se revelar, Jesus esteve com muitos. E eles também foram transformados. Essa mesma re- alidade é para nós hoje se mantivermos comunhão com Ele. Pois ele quer e sempre desejou estar entre nós e em nós, em comunhão. É disso que João tam- bém tratou em seu livro, em sua carta.

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COmpleta

alegria

“Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a

nossa alegria seja completa”, afirmou João. Algu- mas pessoas dizem que ninguém pode ter felici- dade completa nesse mundo, mas João disse que

é possível ter alegria completa. Alegria plena,

absoluta, a mesma daqueles que viram a ressur-

reição de Jesus. A alegria da ressurreição como

a nossa esperança, alegria no sentido de que a

morte foi vencida, que Jesus quebrou todas as

correntes da morte. Alegria quando começamos

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ver todas as implicações que decorrem do fato de que Jesus Cristo ressuscitou. Vivemos em um mundo de miséria, de desespero, de morte. Mas a boa notícia é essa: Jesus Cristo res- suscitou. A despeito de todas as vicissitudes, no cora- ção explodiu uma alegria, os discípulos perceberam a realidade: Jesus ressuscitou! Jesus disse em João 16. 20-24: “Em verdade, em verdade eu vos digo que chora- reis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria. A mulher, quando está para dar a luz, tem tristeza porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem. Assim também vós ten- des tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar. Naque- le dia, nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la con- cederá em meu nome. Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.” Alegria completa surge ao saber que Jesus está vivo, que Ele está no trono. Quando você toma esta verdade e abre o seu coração diante do Senhor, a alegria será completa

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em qualquer momento, não porque você permitiu, mas porque esse é o desejo do Senhor e Ele quer que você entenda isso. Ele deseja quer você enten- da que Ele é o Senhor de todas as coisas, que Ele responde, que Ele age. “Eu vos escrevo estas coisas para que a vossa alegria seja completa.” A fonte da sua alegria é Jesus ressuscitado, a fonte da nossa alegria é exatamente essa compreensão de que o Senhor ressuscitou. Em João 16, versículo 24, Jesus proclamou, de uma forma tremenda: “Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa ale- gria seja completa.” Novamente, aqui, Jesus afirmou:

“Para que a vossa alegria seja completa.” O que Jesus falou não fora apenas para João. Essa promessa é também para mim e para você. Você não tem que se alegrar somente com as coisas lá do passado, com aquilo que o Senhor fez, mas com o que Ele faz hoje. Aconteça o que acontecer, sua alegria tem de ser completa, pois Jesus está vivo. Aleluia! É isto que João estava dizendo: a fonte da nossa alegria é a realidade de que Jesus está vivo. “E a vida se mani- festou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho”, disse Ele. A testemunha não é alguém que apenas

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diz, mas alguém que viu alguma coisa. João falou porque testemunhou. Em 1 João 5, versos 10 a 12, o Senhor falou por meio de João: “Aquele que crê no

Filho de Deus tem, em si, o testemunho.” Ele não ape-

nas vai falar, mas tem o testemunho. “[

o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho. E o testemunho é este: que

Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Fi- lho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.” Ele está dizendo que eu posso ter a mesma comunhão que ele teve, que eu posso ser testemunha tanto quanto ele foi. Como fazer então? A resposta está no verso 3 de 1 João 1: “O que temos visto e ouvido anunciamos

também a vós outros, para que [

bém existe esse “para que”. “Estas coisas, pois, vos es-

]” No verso 4 tam-

] tem, em si,

crevemos para que.” Todas estas coisas resultam na Palavra proclamada, anunciada. E Jesus é a Palavra. Tocar, ouvir, contemplar. A única maneira de fazermos isto é através da Palavra de Deus, através da sua fé. É algo pessoal, é algo que você mesmo precisa experimentar, ninguém pode fazer por você. Quando você toma a Bíblia, a Palavra viva do

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Senhor, à medida que você vai lendo e absorvendo, a vida do Senhor vai se manifestando em você. A Palavra vai se transformando em você em profundo amor e fidelidade. Isso é uma realidade. Jesus co- meçará a falar através de você, a manifestar a vida através de você. João contemplou, viu, ouviu e tocou. E disse que qualquer um pode conhecer a Deus, contemplar, tocar, ouvir, e esta possibilidade está na pessoa de Jesus. Jesus torna isso possível no momento em que você se converte, pois você passa a ser um com Ele. A sua alegria passa a ser completa, não uma ale- gria passageira. Guardemos então em nosso cora- ção toda a verdade proclamada por João:

“O que era desde o princípio, o que temos ouvi- do, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifes- tou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), o que temos visto e ouvi- do anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus

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Cristo. Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.” (1 João 1.1-4.)

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O pOder de deus em nós

É maravilhoso saber que o fato de simplesmen- te nos relacionarmos com Deus e Ele conosco nos transforma. E a transformação se dá não só no senti- do vertical, entre Deus e nós, mas também horizon- te, entre nós e o nosso próximo. Explico. É que à me- dida que Deus nos transforma, somos capacitados por meio dele para sermos agentes de transforma- ção para os que estão perto de nós. Ou seja, Deus nos delega o poder de seu Espírito Santo para ser- mos seu canal. É disso que gostaria de tratar agora.

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Gostaria que acompanhasse comigo o texto de Tiago 5, versos 17 e 8. Veja o que está escrito:

“Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis me- ses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos.” A Palavra fala aqui fala a respeito de um homem:

Elias. Como fez questão de afirmar Tiago, ele era “homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sen- timentos”. E se lermos acerca de todos os homens da Bíblia, Moisés, Davi, Sansão, Isaías, Jó, entre tan- tos outros, veremos que eles eram “feitos do mesmo material” que somos feitos. Eles tinham emoções semelhantes às nossas: sorriam, choravam, alguns passaram por momentos de depressão muito gran- de, como Davi e Jeremias. Experimentaram derrotas tremendas na vida, como também, vitórias. Talvez do lado de fora fossem bem diferente, mas nós não somos o que mostramos do lado de fora, nós somos o que somos do lado de dentro, e do lado de dentro somos todos iguais. Elias foi um homem igual a qualquer um de nós, mas, diz a Palavra que ele orou e os céus se fecha-

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ram, a ponto de não chover por três anos e meio. E de novo orou, quando então os céus se abriram em chuvas torrenciais. O que havia de diferente na ora- ção de Elias? O poder de Deus. Ainda que, naquela época, Elias não conhecesse a pessoa de Jesus, pois Jesus ainda não havia se revelado. Mas isso não fora impedimento para que ele experimentasse do po- der de Deus e fora mesmo seu agente como profe- ta. E ele era homem sujeito às mesmas fraquezas e limitações que nós. Não se trata dele, mas de Deus. E esse mesmo poder que Deus dispusera a Elias, também dispõe a nós. E o poder que Elias tinha era proporcional ao seu relacionamento com Deus. Em 1 Reis 17.1, nós lemos: “Então, Elias, o tesbi- ta, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra.” Israel estava vivendo um momento de crise e o rei que estava no poder cha- mava-se Acabe, que havia se casado com uma mu- lher terrível, chamada Jezabel. Ela era uma mulher ímpia, sedutora, uma mulher pervertida, a ponto de mudar o coração de Acabe. Ela trouxe maldição so- bre Israel, pois levou o povo a adorar a Baal e outros

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deuses. O povo de Israel começou a ficar confuso, porque ao mesmo tempo em que adorava a Jeo- vá, por outro lado, adorava também a Baal. O povo estava dividido e tal situação não poderia existir. Era preciso uma sacudida, algo teria de acontecer para que o povo não continuasse naquela situação. Quantas vezes, em nossa vida, Deus permite deter- minadas situações para que haja uma tomada de posição. Nosso coração é realmente do Senhor ou não? Damos a Ele tudo ou somente o resto? Deus é digno de tudo. Elias orou e aconteceu algo: fecharam-se as ja- nelas do céu. Durante três anos e meio não caiu uma só gota de chuva. E durante todo esse tempo, os céus se fecharam. O povo foi vivendo do que já existia, do que estava armazenado, mas houve um momento que o que estava guardado acabou. É muito fácil fechar, mas é muito mais difícil abrir de novo. É muito fácil uma pessoa dizer “não vou mais à igreja”, e fechar a porta. É muito fácil, num casa- mento, dizer “vou acabar com tudo”, mas é muito difícil voltar atrás e buscar a reconciliação. É muito fácil acabar com a própria saúde e, até mesmo, ten- tar o suicídio, mas é muito mais difícil recuperar. É

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muito fácil fechar os céus, é fácil dizer que acabou; mas como é difícil trazer novamente a vida! Elias fechou os céus e estava vivendo ali. Ele era um homem sujeito aos mesmos sentimentos que temos, vendo a morte, a destruição, a fome, a seca. Ele mesmo estava experimentando tudo isso e não estava excluído. Ele estava envolvido em toda aque-

la situação que a seca provocara. Havia uma neces-

sidade, pois o povo de Israel não podia continuar como estava. Aquele povo carregava uma bagagem histórica tão grande de intervenções miraculosas de Deus. O povo levava o próprio nome do Senhor na vida, um povo que tinha “tatuado” no espírito a graça do Senhor, e que estava agora se curvando

diante de Baal. Era preciso fazer algo. Depois de al- gum tempo, já no final, quando esse povo não su- portava mais, Elias compareceu perante o rei Acabe

e pediu que ele reunisse os profetas de Baal para

um confronto que mudaria os rumos da nação. O local escolhido para esse embate seria o monte Car- melo. Ali haveria uma invocação aos céus entre os adoradores de Deus e os adoradores de Baal. Quem respondesse com fogo sobre o altar seria reconhe- cido pelo povo como o Deus genuíno, verdadeiro.

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Elias subiu sozinho, levando a bandeira de Jeová. Os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal também subiram ao monte, provavelmente munidos de tudo aquilo que julgavam necessário. Prepararam o altar e colocaram sobre ele o sacrifício. A resposta pelo fogo seria o sinal e a prova maiores.

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fOgO nO altar dO nOssO COraçãO

Há um momento em nossa vida, em que não podemos continuar com um pé lá e outro cá. Não podemos continuar sobre o muro, mas precisamos tomar uma decisão, para não continuarmos onde estamos. Há um momento na vida em que precisa- mos dar um basta para a situação em que estamos, um basta para a sequidão. Precisamos vivenciar

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o milagre divino. E seguir Jesus é a aventura mais

fascinante que um ser humano pode experimentar aqui na Terra, mas que exige sacrifício, dedicação, esforço. Uma entrega completa e total. E há mo- mentos na nossa vida quando precisamos preparar

o nosso coração, preparando a nossa vida, para que

o fogo venha. Foi o que fez Elias. Talvez você conheça tão bem a história de como os profetas de Baal, desde o amanhecer até ao en- tardecer, o invocaram para que ele respondesse com fogo. E não houve apenas o clamor. Eles ainda retalharam seus corpos. Porém nenhum fogo veio. E quando chegou a vez de Elias, a primeira coisa que ele fez foi restaurar o altar, aquelas pedras que os profetas de Baal haviam tocado com mãos impuras, marcadas pelo pecado. Elias restaurou o altar, colo- cando pedra sobre pedra, colocando em seguida água sobre o altar. Na houve retaliação e gritos. Bas- tou apenas que Elias clamasse a Deus para que Ele, pronta e imediatamente respondesse com fogo. E naquela hora, os céus se abriram e o fogo desceu, consumindo não só o próprio sacrifício, mas tudo que estava sobre o altar, inclusive a água em seu entorno. O texto diz que as chamas lamberam as

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águas que estavam em volta do altar e, quando o povo viu aquilo, em uníssono, gritaram: “Só o Se- nhor é Deus, só o senhor é Deus”. Não obstante, todos os profetas de Baal, a mando de Elias, foram exter- minados, bem como o culto a Baal. O povo desceu o monte proclamando: “Só o Senhor é Deus”. Ainda que houvessem tido uma vitória retum- bante, não chovia sobre a Terra. Não havia água e os leitos dos rios se secaram. Ainda assim, o povo proclamava uma palavra de fé: só o Senhor é Deus. Quando o coração do homem se converte, Deus está pronto para intervir. Elias subiu ao alto do mon- te e, junto a ele, estavam os seus aliados e servos do altíssimo Deus. A Palavra nos revela que ele, de um modo tão humilde, tão obediente, se curvou, colocou a cabeça entre suas pernas e começou a orar, porque o que a nação precisava era de água. Depois Elias mandou que seu servo fosse, do alto do monte, olhar o mar e perguntou o que ele estava vendo. O céu estava limpo, não havia nuvens. Elias mandou o moço olhar novamente e perguntou:

“O que você vê?” O céu continuava limpo. Mandou seu servo olhar pela terceira vez e o céu continu- ava limpo. Mandou pela quarta vez, pela quinta,

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pela sexta vez e o cenário era o mesmo: o céu con- tinuava limpo. Diz a Palavra que, pela sétima vez, Elias mandou que o moço olhasse e ele disse: “Vejo uma nuvem, mas tão pequena, do tamanho da mão de um homem”. E quando o moço disse isso, Elias falou: “Vamos descer que vem chuva, depressa”. A fé faz com que a “nuvem pequena” se transforme em tantas “nuvens” que prenunciam o grande derramar de grandes chuvas, chuvas de bênçãos. O grande diferencial em todo o contexto foi a fé e a perseverança de Elias. E foi em razão disso que ele não desistiu ou recuou. E muitas vezes, nós desistimos e voltamos às práticas antigas. Quantas vezes, em nossa vida, estamos tão perto da bênção e desistimos. Quantas vezes você olha uma “nuvem” pequena e diz: “Não foi isso que eu pedi, eu não que- ria desse jeito!” Deus abre a porta de um emprego, mas você diz que não era aquilo que você queria, pois o salário era pequeno e o cargo não satisfa- zia. Afinal, você pensa que merecia coisa melhor. Quantas vezes desprezamos a “nuvem pequena” e falamos: “Senhor, eu quero tudo, de uma só vez. Eu só quero aquilo que os meus olhos veem”. Os caminhos do Senhor não são assim.

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Chuva também sObre O nOssO COraçãO

Quando o moço, servo de Elias, disse que ele via uma nuvem pequena, do tamanho da mão de um homem, Elias talvez tenha dito de si para si: “Eu não preciso orar mais agora, pois a bênção já chegou. É o momento da ação, é o momento de descermos”. Diz a Palavra que quando Elias come- çou a descer o monte, os céus, de repente, escu-

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receram, nuvens escuras cobriram os céus e uma chuva torrencial caiu. Em Tiago 5.18: “E orou, de novo, e o céu deu chuva,

e a terra fez germinar seus frutos.” Eu já estive em Isra-

el e lá tem deserto. Não é um deserto de areia, mas

de pedras. A região do Neguebe é desértica e só re- cebe chuva uma vez a cada dois anos. As plantas

têm sementes e, se você observar o chão do deser- to, você vai vê-lo coberto com muitas coisinhas pre- tas que são as sementes. Todo o deserto do Negue- be é coberto de sementes e, quando vem a chuva, estas sementes germinam e, dentro de pouco dias, não está mais deserto, mas verde e cheio de flores.

A Palavra diz que quando veio a chuva sobre Israel,

a terra fez germinar seus frutos. O que eu quero dizer é que Deus tem colocado no seu coração muitas sementes, muitos sonhos, muitos ideais. Seja acerca de seu casamento, da conversão do seu marido, de sua esposa, dos seus filhos; seja a bênção de um emprego, a saúde para o seu corpo ou qualquer outra coisa. Estas sementes permanecem e, muitas vezes você tem desprezado, dizendo: “Eu não vejo nada acontecer”. Mas estas se- mentes estão ali, e o que elas precisam é apenas de

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chuva. O que estas sementes precisam para se tor- narem realidade é que haja chuva, que a água inun- de e que seu coração, realmente, transborde dessa graça do Senhor. Eu não sei quais são os frutos que precisam ger- minar na sua vida, mas você sabe. Você tem chora- do muitas vezes e não tem contado para ninguém. Você tem contemplado a semente e dito: “Deus, faça germinar”. E para germinar é preciso água e, muitas vezes, você precisa voltar lá atrás, acertar a sua vida, tomar um compromisso seríssimo com o Senhor, de uma dedicação absoluta a Ele, de poder proclamar com a sua vida que só o Senhor é Deus, com garra, com entusiasmo, com dedicação. É certo que com essa atitude a chuva virá. Quantas vezes você caminha e quer que aconte- ça tudo de uma vez, de repente; que a nuvem cres- ça, o céu se encha de nuvens escuras e a chuva caia. Mas é a sua fé que faz com que a nuvem cresça. É como a história de uma menina que vivia numa re- gião que há muito não chovia, e os irmãos da igreja tomaram a decisão de se encontrar para orar pedin- do chuva. Então foram para a igreja orar e aquela menina também foi, levando uma sombrinha. E

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quando entrou no templo os outros a criticaram e disseram: “O que você está fazendo com uma som- brinha? Há muito tempo que não chove!” E a menina respondeu: “Mas nós não viemos orar pedindo chu- va? Então, eu vou precisar da sombrinha”. Quantas vezes nos apresentamos diante do Senhor, apenas como religiosos, e não exercemos a fé. Deus pode fazer florescer as sementes que estão na sua vida. O primeiro obstáculo para o povo de Israel pos- suir a terra de Canaã fora Jericó, e a ordem de Deus foi que o povo marchasse em volta dos muros de Jericó, sete vezes, em silêncio absoluto, e que ninguém desse uma só palavra, pois se eles falassem, iriam falar do ta- manho da muralha, do tamanho das lanças dos guer- reiros de Jericó. Na sétima volta Deus ordenou que o povo gritasse e, quando o povo gritou, as muralhas foram sacudidas e vieram abaixo. Naamã, um general do rei, estava com seu corpo coberto de lepra e a ordem foi que ele mergulhasse sete vezes no rio Jordão e assim ele fez. Ele pode- ria ter desistido. E ele quis desistir, mas seus servos o persuadiram ao contrário. E quando ele emergiu pela sétima vez, a sua pele estava como a de uma criança.

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Querido, a palavra ao seu coração é esta: perse- verança. Elias era um homem semelhante a mim e

a você, que poderia ter desistido, mas não o fez. E porque ele não desistiu, os céus se abriram. Quem sabe, neste momento, você está quase desistindo? Quem sabe você está pronto a deixar tudo de lado,

a abandonar tudo, dizendo não ter mais jeito, que

vai acabar com tudo! Hoje, o Senhor lhe diz: “Filho, filha, tome o seu lugar. A nuvem que você está vendo é um sinal de Eu estou operando em sua vida”.

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COnClusãO

Este é o momento em que seu coração é colo- cado diante do coração de Deus. Existem sementes que precisam ser regadas com a unção do Espírito Santo. “E a terra fez germinar seus frutos.” Hoje, sobre nós, está a nuvem da glória de Deus. Que a unção possa trazer ao seu coração a graça para essa se- mente germinar. Há uma semente de salvação, há uma semente que é a Palavra de Deus. Que você possa de decidir ao lado de Jesus. Você precisa tomar a Jesus como seu Senhor e Salvador. Você precisa reconhecer que Ele morreu por você, que ressuscitou para a sua justificação. A Bíblia diz, em

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Romanos 10.9: “Se, com a tua boca, confessares a Je- sus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o

ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Você, que também um dia caminhou com o Senhor e se des- viou e está longe, saiba que a semente ainda está aí. Ela não foi extinta. A unção de Deus a fará ger- minar. A semente não está morta. Se escolher vol- tar, o Senhor o receberá sem acusações, sem culpa, oferecendo a você uma oportunidade totalmente nova para um reencontro com Ele. A semente para

a saúde, para a restauração da sua família está aí e o Espírito de Deus flui, de forma intensa em sua vida. Deixe que a abundante chuva da graça do Se- nhor seja realidade em sua vida. Deixe também vir

o fogo de Deus ao altar de seu coração e queimar

toda e qualquer impureza. Com permanência cons-

tante do fogo do altar em seu coração e a certeza de que a chuva de Deus pode fazer germinar em nosso coração toda e qualquer semente divina na terra de nosso coração, a garantia é a de que tudo isso

é sinal que Deus deseja e sempre desejou manter

um relacionamento conosco. Que doce presença é

a presença de Deus em nossa vida. Que seja assim.

Hoje, amanhã e sempre. Essa é a minha oração fi-

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nal por você amada ovelha: “Pai venha vivificar a tua Palavra para que as sementes que o Senhor tem plan- tado em muitos corações possam ser inundadas pelo dilúvio da graça e da bênção do Senhor e que possam germinar nesta hora, para a glória do teu próprio Nome. Em nome de Jesus. Amém!”

Que Deus o abençoe!

Pr. Márcio Valadão

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Jesus te ama e quer vOCÊ!

1º PASSO: Deus o ama e tem um plano maravilhoso para sua vida. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigê- nito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.“ (Jo 3.16.)

2º PASSO: O Homem é pecador e está

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separado de Deus. “Pois todos pecaram e ca- recem da glória de Deus.“ (Rm 3.23b.)

3º PASSO: Jesus é a resposta de Deus, para o conflito do homem. “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.“ (Jo 14.6.)

4º PASSO: É preciso receber a Jesus em nosso coração. “Mas, a todos quantos o rece- beram, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.“ (Jo 1.12a.) “Se, com tua boca, confessares Je- sus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será sal- vo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salva- ção.” (Rm 10.9-10.)

5º PASSO: Você gostaria de receber a Cristo em seu coração? Faça essa oração de decisão em voz alta:

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“Senhor Jesus eu preciso de Ti, confesso-te o meu pecado de estar longe dos teus caminhos. Abro a porta do meu coração e te recebo como meu único Salvador e Senhor. Te agradeço por- que me aceita assim como eu sou e perdoa o meu pecado. Eu desejo estar sempre dentro dos teus planos para minha vida, amém”.

6º PASSO: Procure uma igreja evangé- lica próxima à sua casa. Nós estamos reunidos na Igreja Batista da Lagoinha, à rua Manoel Macedo, 360, bairro São Cristóvão, Belo Horizonte, MG. Nossa igreja está pronta para lhe acom- panhar neste momento tão importante da sua vida. Nossos principais cultos são realizados aos domingos, nos horários de 10h, 15h e 18h horas.

Ficaremos felizes com sua visita!

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Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Gerência de Comunicação Rua Manoel Macedo, 360 -

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Gerência de Comunicação

Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão

CEP 31110-440 - Belo Horizonte - MG

www.lagoinha.com