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CONCRETO ARMADO

CAPÍTULO 4

QUALIDADE DOS MATERIAIS

CONCRETO ARMADO

CAPÍTULO 4

QUALIDADE DOS MATERIAIS

COMPONENTES DO CONCRETO

CIMENTO PORTLAND

Cimento de alta qualidade

Associação Brasileira de Cimento Portland: ensaios e análises repetidos, o que garante a produção de um cimento uniforme

Marcas estrangeiras: necessário certificado com características do cimento (marca do cimento, peso e local de fábrica)

Armazenamento: local protegido das intempéries, da umidade do solo e paredes e de outros agentes nocivos às suas qualidades.

QUALIDADE DOS MATERIAIS

COMPONENTES DO CONCRETO

ÁGUA

Deve ser limpa e isenta de óleos (água potável) Cuidado especial na medida de água de amassamento para não colocar em risco a qualidade do concreto Vasilha cilíndrica de ferro galvanizado com 22,5cm de diâmetro e 50 cm de altura (correspondente a 20 litros)

AREIA

Deve ser sílico-quartzosa Grãos inertes e resistentes Limpa e isenta de impurezas e matéria orgânica

QUALIDADE DOS MATERIAIS

COMPONENTES DO CONCRETO

BRITA

Constituída de cascalho de granito (gnaisses ou basalto) ou Pedregulho (seixo rolado) Ambos devem ser livres de impurezas

ADITIVOS

Produtos químicos ou resinas Podem alterar ou comunicar algumas propriedades do concreto Usado quando existe uma dificuldade técnica Podem agir como aceleradores, difusores, incorporadores de ar, expansores, ligantes, impermeabilizantes, agentes floculantes, entre outras funções.

QUALIDADE DOS MATERIAIS

CLASSIFICAÇÃO DO CONCRETO

CONCRETO DE PAVIMENTAÇÃO Alta resistência e durabilidade

CONCRETO LEVE Massa específica inferior ao do concreto comum Anteriormente usado como isolante térmico Atualmente pode ser usado como concreto estrutural

CONCRETO COM ADITIVOS Componentes básicos + aditivo específico

CONCRETO MASSA Baixo teor de cimento Resistência mecânica compatível com o projeto estrutural Submetido a baixas tensões

CONCRETO COMUM Tipo de concreto mais comum usado na estrutura de edifício

MATERIAIS - MADEIRA

CONCRETO ARMADO

CAPÍTULO 4

MATERIAIS

MADEIRA

PARA EXECUÇÃO DE FORMAS, DEVEM APRESENTAR:

Elevado nódulo de elasticidade e resistência razoável

Não ser excessivamente dura

Baixo custo

Pequeno peso específico

Madeira mais usada para esse fim: Pinho-do-Paraná

MATERIAIS

MADEIRA

PEÇAS DE PINHO SÃO CLASSIFICADAS POR SEU DEFEITOS EM 03 CLASSES:

PRIMEIRA CLASSE

Madeiras de primeira linha, com mínimos defeitos

SEGUNDA CLASSE

Madeiras de primeira linha, com alguns defeitos

TERCEIRA CLASSE

Madeiras de segunda linha, com vários defeitos

Toda madeira que não alcançar essa classificação terá a denominação refugo

MATERIAIS

PREGOS

Dimensões variadas

Escolha de um único tipo de prego, tem grande vantagem no controle de consumo e na rapidez do serviço

Dentre as bitolas indicadas, recomenda-se a de nº 18x27, que satisfazem em quase todos os casos. (recomenda-se também os pregos de 17x27)

O uso de pregos de uma determinada bitola nem sempre pode ser feito de modo exclusivo, havendo a necessidade do uso de várias bitolas.

FERROS REDONDOS

Usado nas estruturas de concreto armado

Usado como reforço das fôrmas de pilares, paredes, vigas de grande altura e em fundações sob a forma de tirantes

DOSAGEM

CONCRETO ARMADO

CAPÍTULO 4

DOSAGEM

ESCOLHA DO TIPO DE CONCRETO

ANALISE DA FINALIDADE / FATOR ECONÔMICO

qual o tipo de obra?

complexidade?

qual é o resultado que se pretende chegar?

custo do material?

Exigido para qualquer obra: RESISTENCIA À COMPRESSÃO

DOSAGEM

ANÁLISE E SELEÇÃO DOS COMPONENTES

ESCOLHA CUIDADOSA DO TIPO E QUALIDADE DE CADA COMPONENTE

PROPORÇÃO DAS QUANTIDADES CORRETA ENTRE OS COMPONENTES

Estas escolhas irão influenciar algumas características como:

- Facilidade de emprego quando fresco (trabalhabilidade)

- Resistência mecânica

- Durabilidade

- Impermeabilidade

DOSAGEM

TRAÇO NA DOSAGEM

DOSAGEM - determinação do traço do concreto

TRAÇO - proporção entre as quantidades de cada componente.

Exemplo de indicação de traço:

1: 2: 4

(1 saco de cimento para 2 carrinhos de areia para 4 carrinhos de brita)

Cimento - é sempre a unidade, que se relaciona com os agregados.

DOSAGEM

DOSAGEM - REGRAS

Independente da forma de dosagem é sempre fundamental:

CONSCIENTE e baseado na relação: AGUA x CIMENTO;

TRAÇOS DIFERENTES para SITUAÇÕES DIFERENTE Exemplo: quando há variação na GRANULOMETRIA ou emprego de ADITIVOS;

RIGOR NAS PROPORÇÕES de cimento, areia e brita. Para ÁGUA o erro não pode ser < 3%

CIMENTO deverá ser medido EM PESO, o que poderá ser feito pela contagem de sacos;

Podemos realizar dosagens de dois tipos: EMPÍRICA e RACIONAL.

DOSAGEM

DOSAGEM EMPÍRICA

É utilizado para OBRAS DE PEQUENO PORTE.

É como uma “RECEITA DE BOLO”, baseada em experiências de outras obras. Não possui traço elaborado de acordo com dados colhidos especificamente para determinada obra e seus pré-requisitos particulares. Não considera a variabilidade das fontes dos componentes.

Deve seguir algumas normas como o CONSUMO MÍNIMO DE 300G DE CIMENTO POR METRO CÚBICO e a NÃO UTILIZAÇÃO DE ÁGUA EM EXCESSO (esta deve ser regulada de acordo com o grau de plasticidade adequado à necessidade da parte da obra que será empregada).

DOSAGEM

DOSAGEM RACIONAL

Com base em ANALISES LABORATORIAIS dos componentes bem como do produto resultante. Algumas características importantes analisadas:

CONCRETO ENDURECIDO em função do fator ÁGUA-CIMENTO: + água = - resistência

ÁGUA total em função da TRABALHABILIDADE: + água = + trabalhabilidade Fatores Internos (granulometria) e Externos (tipo de mistura: mecânica ou manual) Equilíbrio na proporções de água-cimento e água-materiais secos são determinantes.

GRANULOMETRIA DO CONCRETO: amostras do agregado separadas por peneiras = seus volumes e pesos. Irão determinar as quantidades do aglomerado miúdo e graúdo, consequentemente do fator cimento-agregado, água-materiais secos e água-cimento.

MÉTODOS

CONCRETO ARMADO

CAPÍTULO 4

Método

Máxima trabalhabilidade = Quantidade maior de água Máxima resistência = quantidade mínima permissível

Máxima trabalhabilidade = Quantidade maior de água Máxima resistência = quantidade mínima permissível

Adensamento

Manuais ou mecânicos

TENSÕES

CONCRETO ARMADO

CAPÍTULO 4

Tensões Mínimas

A fixação da relação água-cimento decorrerá da tensão calculada de acordo com as

fórmulas específicas, além disso, serão consideradas as condições de cada obra.

O padrão de qualidade das obras é caracterizado pelo grau de controle da execução do

concreto, o qual pode ser:

a)Controle rigoroso b)Controle razoável c)Controle regular

Consistência

A consistência do concreto deverá estar de acordo com as dimensões das peças a

serem concretadas.

Amassamento

Amassamento ou a mistura do concreto tem por fim estabelecer conato íntimo entre os materiais componentes. O principal requisito de uma mistura é a homogeneidade; amassamento pode ser manual ou mecanizado.

Amassamento Manual – Só é previsto para obras de pouca importância.

Amassamento Manual – Só é previsto para obras de pouca importância.

Amassamento mecânico – é feito em máquinas especiais denominadas betoneiras, que é constituída de um tambor ou cuba, fixa ou móvel em torno de um eixo que passa pelo centro, no qual a mistura se efetua. As betoneiras se dividem em intermitentes (é necessário interromper o funcionamento da máquina para a operação de carga) e contínuas (não é preciso interromper o funcionamento da máquina para carregá-la).

para a operação de carga) e contínuas (não é preciso interromper o funcionamento da máquina para

TRANSPORTE

CONCRETO ARMADO

CAPÍTULO 4

TRANSPORTE

Meios de Transporte:

Carrinho de mão: Usados com pneus de borracha em pequenas empreitadas e a distancia deve ser pequena.

Carrinho motorizado: Usado para transportar o concreto em distancias de até 300 m sobre o chão áspero.

Guinchos e Calhas:

Concreto é elevado em reservatórios através de uma torre

central e distribuído diretamente ao local a ser concretado ou para transportarem

até o local de concretagem. Correias: Processo continuo de transporte que garante grande rendimento e

necessita de grande local para instalação. Usada em usinas-produtoras de concreto pré-misturado. Caminhões Betoneira: Veículos que efetuam a mistura e mantem a homogeneidade do concreto por simples agitação.

TRANSPORTE

Caminhões Basculantes: Utilizados em distancias superiores a 300 m. É

conveniente o transporte de concretos mais secos pela menor dificuldade de segregação. Sistema “MONORAIL” (caçambas): Usado quando as condições de chão são

favoráveis para o transporte com rodas e grande quantidade de concreto a ser transportada. Bombas de Concreto: Usado para concretos recém-misturados que deve ser aumentado no futuro. Recomendado para conjuntos residenciais.

Um único pistão de ação;

Dois pistões ativos;

Ação de compressão para forçar o concreto através da tubulação.

Concreto para transporte e lançamento por bomba: Necessita de uma mistura razoável. Impróprio para misturas muito plásticas ou muito secas. O concreto deve apresentar um slump test¹ variando entre 4 e 8 cm e o bombeamento será mais fácil se a relação cimento-argamassa não ultrapassar 1/6 em peso.

¹ Teste de Consistência do concreto

TRANSPORTE

Operação:

Não há obstrução no depósito de alimentação;

O agitador está se movendo livremente;

Todas as juntas da tubulação estão bem feitas e seguras;

O sistema do pistão de fluxo está conectado com um amplo suprimento de água.

* Aconselhavel jogar de 15 a 20 galões de água através da tubulação para certificar que está limpa e úmida.

Dados relativos à utilização de uma bomba de concreto

Condições para o concreto: índice de consistência mínimo ou slump test, 6 cm.

Altura de recalque: aproximadamente 60 cm.

Vazão continua: 40 m³/h

Custo: 20% a mais que o concreto entregue em caminhões betoneira.

Slump test Funcionamento de uma Bomba de Concreto
Slump test
Funcionamento de uma Bomba de Concreto

CURA ARMADURA PARA CONCRETO

CONCRETO ARMADO

CAPÍTULO 4

CURA

28 dias

Superfícies de concreto protegidas durante 7 dias

ARMADURA PARA CONCRETO

Aço + Concreto = Concreto Armado

Boa aderência entre ambos os materiais

Igualdade do coeficiente de dilatação térmico

Proteção do aço contra corrosão

ARMADURA PARA CONCRETO

BARRAS DE FIO DE AÇO

Homogeneidade

Isenção de desfeitos prejudiciais

Ø10mm, com tolerância de ≈ 9%

Aço classe A = escoamento definido

Aço classe B = tensão de escoamento convencional

ARMADURA PARA CONCRETO

SEÇÃO TRANSVERSAL DE ARMADURA

Lajes

Pilares não-cintados

Pilares cintados

SEÇÃO TRANSVERSAL DE ARMADURA

Lajes

Vigas

Pilares Cintados

Proteção de Armadura

ARMADURA PARA CONCRETO

EMENDAS

Justaposição

Luvas

Solda

FÔRMAS DE MADEIRA PARA ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

CONCRETO ARMADO

CAPÍTULO 4

FÔRMAS DE MADEIRA PARA ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

DESCRIÇÃO

Para se obter a peça de concreto - Fôrmas de madeira com as dimensões internas correspondentes.

Em excesso = desperdício de material Em deficiência = há prejuízo no aspecto exterior com a deformação das formas.

UNIFORMIZAÇÃO das espécies e dimensões das madeiras usadas, das nomenclaturas e aplicação de tabelas pré-definidas. Isto proporciona:

- Facilita a FISCALIZAÇÃO DO CONSUMO de madeira

- Facilita as RELAÇÕES ENTRE OS ENVOLVIDOS NA OBRA

- Permiti um PLANEJAMENTO RÁPIDO

- OBTER UM CONCRETO com a resistência necessária

FÔRMAS DE MADEIRA PARA ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

GENERALIDADE

As fôrmas devem seguir os seguintes requisitos:

RIGOROSAMENTE DE ACORDO COM AS DIMENSÕES indicadas no projeto.

COM RESISTÊNCIA NECESSÁRIA para não deformar após sofrer as forças que serão aplicadas.

SER PRATICAMENTE IMPERMEÁVEL, com tábuas bem alinhadas e fendas seladas com papel. Cuidado especial com os ângulos.

DE FÁCIL REMOÇÃO. O escoramento (apoio da fôrma para suportar o peso do concreto) deve ser apoiado sobre cunhas (peça de metal ou madeira dura, em forma de prisma agudo em um dos lados, que serve para calçar, nivelar).

permita o MAIOR NÚMERO DE UTILIZAÇÃO DA MESMA PEÇA.

Quando o CONCRETO TERÁ SUPERFÍCIE APARENTE = madeiras que passaram por processo de acabamento (aparelhadas ou compensadas )

FÔRMAS DE MADEIRA PARA ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

GENERALIDADE

A execução do trabalho de concreto armado deve seguir as seguintes precauções:

LIMPAR AS FÔRMAS internamente antes do lançamento do concreto.

MOLHAR AS FÔRMAS antes do lançamento do concreto, até a saturação, para que não absorvam a água do cimento.

PARA EVITAR A LIGAÇÃO ENTRE AS PEÇAS a face de contato deve ser revestida com papel, graxa, feltro ou pintura a cal.

SEGUIR a ordem e prazos mínimos indicados pelas NORMAS BRASILEIRAS para retirada das fôrmas.

REMOVER as fôrmas SEM CHOQUES para que estas POSSAM SER APROVEITADAS MAIS VEZES.

FÔRMAS DE MADEIRA PARA ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

DENOMINAÇÕES USUAIS:

*Existem medidas padronizadas para algumas peças, não destacadas aqui.

Painéis: superfícies planas formadas de tábuas. Formam os pisos das lajes e as faces das vigas, pilares, paredes e fundações.

Travessas: peças de ligações das tábuas dos painéis. São feitas de sarrafos (peça de madeira tipo régua, obtida de um barrote). A distância entre as travessas é geralmente constante no mesmo painel.

Travessões: Peças de suporte empregadas nos escoramentos dos painéis das lajes. São em geral feitas de caibros (barrote de madeira forte) e trabalham como vigas contínuas apoiadas nas guias.

FÔRMAS DE MADEIRA PARA ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

DENOMINAÇÕES USUAIS:

Guias: Peças de suporte dos travessões. Trabalham como vigas contínuas apoiando-se sobre os pés-direitos. São feitas, em geral de caibros.

Faces (painéis) das vigas: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas, em geral pregadas de cutelo (maior dimensão fica na vertical).

Fundos das vigas: Painéis que constituem a parte inferior das fôrmas das vigas, com travessas geralmente pregadas de cutelo.

Travessas de apoio: Peças fixadas sobre as faces da viga, serve de apoio para as extremidades dos painéis das lajes e das respectivas peças de suporte (travessões e guias).

FÔRMAS DE MADEIRA PARA ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

DENOMINAÇÕES USUAIS:

UTILIZAÇÃO

CONCRETO ARMADO

CAPÍTULO 4

LAJE COMOM

DESCRIÇÃO

A laje convencional é composta por vigas pré-fabricadas e por elementos de enchimento, podendo estes serem cerâmicos ou EPS (isopor);

Vigote com 8X8cm, tendo como base ferragem positiva e de transporte;

Suporta sobre carga de 150 kg/m² mais revestimento de 100 kg/m² e peso próprio de 190Kg/m²

e de transporte; • Suporta sobre carga de 150 kg/m² mais revestimento de 100 kg/m² e
e de transporte; • Suporta sobre carga de 150 kg/m² mais revestimento de 100 kg/m² e

FÔRMAS

FÔRMAS PARA PAREDES

FÔRMAS FÔRMAS PARA PAREDES

FÔRMAS

FÔRMAS PARA VIGAS

FÔRMAS FÔRMAS PARA VIGAS
FÔRMAS FÔRMAS PARA VIGAS

FÔRMAS FÔRMAS PARA PILARES

FÔRMAS FÔRMAS PARA PILARES
FÔRMAS FÔRMAS PARA PILARES
FÔRMAS FÔRMAS PARA PILARES

FÔRMAS FÔRMAS PARA ESCADAS

FÔRMAS FÔRMAS PARA ESCADAS

FÔRMAS FÔRMAS PARA ESTRUTURAS

FÔRMAS FÔRMAS PARA ESTRUTURAS
FÔRMAS FÔRMAS PARA ESTRUTURAS