10o Ano Economia A
Tópicos abordados
10o Ano Economia A
Tópicos abordados
a actividade econmica
1.1. os agentes econmicos e as funes econmicas
Antes de iniciarmos o estudo das actividades mais representativas de cada agente econmico, comecemos por
entender o que a actividade econmica e agente econmico.
actividade econmica o conjunto de tarefas realizadas pelo homem com vista a assegurar a sua sobrevivncia
agente econmico todo o indivduo que desempenha pelo menos uma das funes da actividade econmica
Quando observamos a realidade econmica, damos conta que ela composta por um conjunto de relaes
entre os diversos intervenientes na actividade econmica, consumidores, empresas, o prprio Estado, so intervenientes
apresentam um comportamento prprio, tpico.
Assim, podemos dizer que a actividade econmica, apresenta-se como um conjunto de tarefas indispensveis
obteno de bens necessrios sobrevivncia das pessoas.
Por isso se diz, que num pas existe sempre uma actividade fundamental que o consumo, pois o acto de consumir bens prprio dos homens, das famlias. Mas, para que as famlias possam consumir os bens, necessrio que existam
as empresas, cuja funo a produo de bens.
Contudo, a actividade econmica no se reduz a simples actos de produzir e de consumir. Efectivamente, a funo de produzir no chega, por si s, para que os bens produzidos estejam nossa disposio. Na maior parte dos casos,
os bens so produzidos bem longe dos consumidores, pelo que preciso traz-los e torn-los disponveis. Deste modo,
necessria a existncia de uma actividade que sirva de ligao entre a produo e o consumo, entre as empresas e os
consumidores, a chamada distribuio. Esta actividade, cada vez com mais importncia, est dividida em duas actividades fundamentais, o transporte e o comrcio.
No entanto, pelo facto de os bens se encontrarem nossa disposio, tal no significa que deles se possa dispor
de imediato. Para os adquirir, o consumidor tem que entregar uma certa quantia em dinheiro. Claro que para poder
pagar preciso que se tenha recebido, anteriormente, um determinado rendimento. Como sabemos, a produo cria
rendimentos que sero distribudos pelos seus intervenientes. Assim, as empresas, com as receitas recebidas pela venda dos
bens produzidos podero pagar salrios aos trabalhadores, rendas aos donos das propriedades ou dos edifcios onde se
encontram instaladas, juros a quem lhes emprestam dinheiro, impostos ao Estado, ficando o empresrio com o restante
sob a forma de lucro. A esta funo de distribuir os rendimentos, chama-se repartio de rendimentos
Concluindo: Para que as funes da actividade econmica se desenvolvam necessrio a existncia de agentes econmicos. Assim, temos as famlias, cuja funo consumir os bens, as empresas, cuja funo produzir bens e servios, as instituies financeiras, cuja funo prestar servios financeiros, a administrao pblica, cuja funo satisfazer
as necessidades colectivas e o resto do mundo, cuja funo trocar bens e servios entre os pases.
a actividade econmica
PRODUO
DISTRIBUIO
REPARTIO
ACUMULAO
CONSUMO
produzir os bens
distribuir os bens
repartir rendimento
acumular riqueza
utilizar os bens
[ FAMILIAS ] - [ conjunto de pessoas que existem num pas cuja actividade econmica o consumo ]
[ EMPRESAS ] - [ conjunto de empresas cuja actividade a produo de bens ]
[ ESTADO ] - [ conjunto de organismos pblicos, cuja actividade a satisfao das necessidades colectivas ]
[ RESTO DO MUNDO ] - [ conjunto de pessoas com operaes de trocas de bens e servios entre pases ]
necessidades e consumo
2.1 Necessidades
2.1.1 Noo de necessidades
2.1.2 Caractersticas de necessidades
2.1.3 Classificao de necessidades
2.2 Consumo
2.2.1 Noo de consumo
2.2.2 Consumo acto econmico e acto social
2.2.3 Tipos de consumo
2.3 Padres de consumo
2.3.1 Factores de que depende o consumo
2.3.2 Estruturas de consumo
2.5 A sociedade de consumo
2.5.1 A sociedade de consumo e o consumismo
2.6 O consumeirismo e a defesa do consumidor
2.6.1 O consumeirismo
2.6.2 A defesa do consumidor em Portugal e na Unio Europeia
necessidades e consumo
2.1. necessidades
Todos ns sentimos uma multiplicidade de necessidades que pretendemos satisfazer, para isso utilizamos bens ou
servios. O acto de utilizar bens ou servios para satisfazer uma necessidade chama-se consumo. Por isso, dizemos que:
a necessidade carncia -o acto de consumir a sua satisfao.
multiplicidade as necessidades sentidas pelo Homem so ilimitadas, pois as pessoas vo desejando cada vez
mais, novas coisas, para alm daquelas necessidades que so indispensveis sua sobrevivncia. Por exemplo, a
alimentao, a habitao, o vesturio, o calado, etc.
substituibilidade - as necessidades podem ser satisfeitas por bens substituveis, isto , por outros bens que possibilitam a sua satisfao. o caso, se temos sede e no podemos beber um sumo, podemos substitui-lo por gua.
saciabilidade - a intensidade das necessidades, medida que vo sendo satisfeitas, vai diminuindo at desaparecer. Se temos fome, medida que vamos comendo, a intensidade da fome vai diminuindo at desaparecer.
caractersticas
multiplicidade
substituibilidade
saciabilidade
necessidades e consumo
2.1.3. classificao das necessidades
As necessidades podem classificar-se quanto importncia, ao seu custo e vida em sociedade:
1.
quanto importncia
necessidades primrias: so as necessidades que esto ligadas sobrevivncia do homem, por isso necessrio satisfaz-las em primeiro lugar (comer / beber)
necessidades secundrias: so as necessidades que no sendo imediatas, devemos satisfaz-las depois das
necessidades primrias (cultura / diverso)
necessidades tercirias: so as necessidades que correspondem ao chamado consumo de bens e servios de
luxo (jias / perfumes)
2.
3.
quanto importncia
necessidades primrias
necessidades econmicas
necessidades individuais
necessidades secundrias
necessidades no econmicas
necessidades colectivas
necessidades tercirias
necessidades e consumo
2.2.2. consumo acto econmico e acto social
Podemos dizer que o consumo um acto econmico, na medida em que atravs do consumo que se satisfazem as nossas necessidades.
Mas para alm de ser um acto econmico, o consumo tambm um acto social pois constitui, num determinado
momento, um importante indicador do nvel de bem-estar das pessoas e at da prpria sociedade. Com efeito, a quantidade e o tipo de bens e servios que uma populao est consumir, num dado momento, pode dar a conhecer a forma
como essa populao est a satisfazer as suas necessidades.
A vida das populaes alimentada e sustentada pelo consumo, que de uma forma positiva ou negativa, afecta necessariamente essa vida humana. Efectivamente, o consumo pode permitir ou no permitir o alargamento das condies de vida das populaes.
As populaes sem acesso satisfao das necessidades bsicas, como sejam a habitao, a alimentao, os
cuidados de sade e de educao, por exemplo, no tero as mesmas condies de vida que outras populaes com
acesso satisfao dessas necessidades tm.
consumo final: quando a utilizao dos bens satisfazem duma forma directa e imediata as nossas necessidades
(alimentos / bebidas)
consumo intermdio: quando a utilizao dos bens e servios serve para produzir outros bens e servios (malhas
para confeco / energia numa empresa)
consumo essencial: quando a utilizao dos bens feita para satisfazer as nossas necessidades primrias e
secundrias (alimentos / leitura)
consumo suprfluo: quando a utilizao dos bens feita para satisfazer as nossas necessidades tercirias (uso de
perfumes / jias)
consumo individual: quando a utilizao dos bens feita por uma pessoa para a satisfao de necessidades pessoais (consulta mdica)
consumo colectivo: quando a utilizao dos bens feita na satisfao das necessidades colectivas (segurana /
justia)
consumos
consumo final
consumo essencial
consumo individual
consumo intermdio
consumo suprfluo
consumo colectivo
necessidades e consumo
2.3. padres de consumo
estrutura do consumo a forma como as famlias repartem o seu rendimento pelos diversos consumos
Para conhecermos a estrutura de consumo de uma famlia, ou de um grupo de famlias, ou at de uma populao, habitual, calcularmos os coeficientes oramentais que nos do a conhecer a percentagem do consumo de um
determinado grupo de bens ou servios em relao ao total das despesas efectuadas.
coeficiente oramental =
100
Se realizssemos inquritos a uma populao chegaramos a concluses semelhantes s do seguinte quadro, que
apenas uma hiptese:
8
necessidades e consumo
grupo de bens
alimentao bebidas
60 %
54 %
de 15.000 a
25.000
49 %
vesturio e calado
10 %
11 %
14 %
19 %
habitao
15 %
13 %
12 %
10 %
transportes
10 %
12 %
13 %
14 %
5%
10 %
12 %
13 %
100 %
100 %
100 %
100 %
Menos de 5.000
lazer e distraco
total
de 5.000 a 15.000
mais de 25.000
44 %
Suponhamos, ento, que uma famlia gastava em despesas de consumo. no ms de Setembro mil euros e no ms
de Outubro passou a gastar ms de Setembro mil e quinhentos euros:
grupo de bens
Setembro
despesas
Outubro
%
despesas
alimentao
500
50%
600
40%
vesturio
100
10%
225
15%
habitao
200
20%
195
13%
transportes
150
15%
225
15%
50
5%
255
17%
1.000
100%
1.500
100%
lazer e distraco
total
Verificamos assim que, perante um aumento dos seus rendimentos, o consumo desta famlia se alterou. A percentagem da despesa em alimentao baixou, bem como o da habitao, tendo aumentado significativamente a percentagens das despesas destinadas ao lazer e distraces.
Contudo, pelo facto de a percentagem da despesa em alimentao baixar no significa que esta famlia no gaste mais, em termos monetrios, mas que no total das despesas, a percentagem das despesas em alimentao menor.
Ento podemos concluir, de acordo com a lei de Engel que diz:
medida que os rendimentos das famlias aumentam, o peso das despesas em alimentao e habitao vai baixando, aumentando por sua vez as despesas destinadas cultura e ao lazer.
necessidades e consumo
- influncia dos preos
O preo dos bens outro factor que influencia o consumo. Suponhamos que os rendimentos das famlias se mantm, mas os preos dos bens aumentaram.
De que forma iro reagir os consumidores? Duma forma geral, o consumo dum bem diminuiu medida que o
preo desse bem aumenta. No entanto, temos que distinguir duas situaes:
Em virtude do aumento do preo de um dado bem (mantendo-se constantes os preos dos restantes bens) o
consumidor ir procurar consumir um bem que lhe seja substituvel. Por exemplo, se o preos do azeite ou da manteiga
subirem, natural que o consumidor os v substituir por leo ou margarina a este fenmeno, em economia, chamamos de
efeito substituio: em virtude do aumento do preo de um bem, o seu consumo diminui pois o consumidor ir consumir
outro bem que lhe seja substituvel.
Suponhamos, agora que um consumidor que tem rendimentos fixos (pensionista ou trabalhador) se desloca de
transportes pblicos, cujo preo aumentou. Verificamos que este aumento vai actuar como uma baixa nos seus rendimentos, pois se quiser manter o mesmo nmero de deslocaes ter como consequncias uma diminuio no consumo de
outros bens; por outro lado, se quiser manter o mesmo nvel de vida ter que diminuir o nmero de deslocaes.
Da mesma maneira, uma baixa do preo de um bem, far aumentar o poder de compra do consumidor,
podendo consumir mais de outros bens. Chama-se a este fenmeno efeito rendimento: em virtude do aumento do preo
de um bem, que actuando como uma baixa no poder de compra do consumidor, provoca uma reduo no consumo de
todos os bens
- a inovao tecnolgica
O consumo ainda influenciado pela constante evoluo da tecnologia que faz aparecer novos produtos e servios, deslocando assim a preferncia dos consumidores para novas reas.
No nosso dia a dia, verificamos situaes que nos mostram exactamente estas situaes.
Basta atentarmos no aparecimento dos computadores que vieram substituir a velha mquina de escrever, ou
at os telemveis que arrumaram com os telefones com fios.
- a moda
A renovao cada vez mais rpida dos bens, leva a que as pessoas tenham o desejo de adquirir os bens mais
recentes do mercado, ou seja, os que a moda ditou.
Muitas vezes o que se procura num bem, no tanto o seu uso mas o que significa, o de pertencer a um grupo
social ou identificar-se com um figura que se considera importante.
Por exemplo, compra-se um novo telemvel, apesar do antigo funcionar na perfeio, pois acabou de sair um
novo modelo mais pequeno, com novas linhas
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necessidades e consumo
- a publicidade
A publicidade constitui um excelente veculo da moda, ao dar a conhecer os produtos mas criando nas pessoas
tambm a necessidade e o desejo de os comprar.
Transmitindo um conjunto de estmulos, as pessoas so levadas a comprarem certo tipo de bens, pretendendo
assim identificarem-se com determinado estilo de vida, imagem ou algo que faz parte do seu imaginrio. o caso de
determinado tipo de alimentao, pois consumir macdonalds ou comprar de certo tipo de automveis, ser-se bem
sucedido.
- a tradio
A tradio tambm um factor que tem influncia no consumo. Determinados hbitos alimentares ou de vestir,
por exemplo, que esto na memria das pessoas vo determinar certos tipos de consumo.
O exemplo mais tpico , sem dvida, os consumos que efectuamos no Natal. A comida tradicional no Natal, o
bacalhau, peru ou o bolo-rei, assim como a rvore de Natal e todos os enfeites, so consumos que efectuamos s nessa
poca do ano, profundamente marcados pela tradio.
- modos de vida
As pessoas vivem e pertencem a determinados grupos, estabelecendo-se um conjunto de ligaes entre os elementos do grupo. s vezes, desejando pertencer a um grupo social mais elevado, tentam imitar os comportamentos de
consumo desse grupo.
As pessoas procuram imitar o modelo de consumo de grupos sociais cujo nvel de vida lhes superior. Tambm a
influncia que determinados lderes exercem sobre as decises do consumo podem influenciar o consumo de determinados bens. A utilizao de conhecidos artistas na promoo ou na publicidade de certos produtos tem influncia no consumo desses produtos.
Por outro lado, o consumo de certos produtos, constitui, tambm, uma forma de expresso da classe social a que
uma pessoa pertence. Usar calas de marca, ou vestir de determinada maneira, uma forma de diferenciao social.
extra-econmicos
rendimento
Moda
inovao tecnolgica
Publicidade
Tradio
efeito substituio
efeito rendimento
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necessidades e consumo
2.5. a sociedade de consumo
A expresso sociedade de consumo simboliza a importncia que o consumo ocupa na sociedade actual e est
presente em todos os actos da nossa vida.
Mede-se o xito de uma pessoa pelos consumos que efectua, seja pela cor, tipo ou marca do carro, seja ainda,
pelo local onde passa frias.
A sociedade de consumo, nasce com a expanso da industrializao e da produo dos bens em srie. Com a
melhoria das tcnicas de produo, as empresas verificaram que era mais difcil vender de que produzir. Era, ento,
necessrio criar o desejo de consumir. No se produz para satisfazer uma necessidade, mas produzem-se necessidades
para escoar a produo.
Consumir tornou-se finalidade ltima e a razo principal de viver. Consome-se para celebrar um acontecimento,
consome-se porque se est triste, consome-se porque se est feliz, consome-se para ocupar os tempos livres.
Para uma empresa da sociedade de consumo, tornou-se mais importante desenvolver todo um conjunto de actividades que conduzam as pessoas ao consumo (estudos de mercado, marketing, etc.) do que propriamente produzir bens
ou servios.
A sociedade de consumo desenvolveu quase escala mundial uma nova atitude e comportamento o consumismo, consumir por consumir, consumir o suprfluo, consumir indiscriminadamente mesmo que tal constitua um perigo
para a sade ou para o ambiente.
Comprar mais no sinnimo de comprar bem. Muitas vezes as pessoas so levadas a comprar o que no
necessitam, podendo at causar graves situaes de endividamento familiar pelo facilitismo do uso dos cartes de crdito
Nos ltimos tempos tem-se verificado um crescimento do crdito ao consumo no nosso pas. Este crescimento do
recurso ao crdito ao consumo, ficou a dever-se, essencialmente, descida ta taxa de juro e uma maior abertura dos
bancos portugueses.
Para alm destes factores que influenciaram o recurso ao crdito ao consumo, ainda convm sublinhar que se
verificou um aumento do rendimento mdio das famlias. Por isso, no de admirar que os portugueses recorrem ao crdito para os mais variados consumos.
At h alguns anos, o crdito destinava-se principalmente para compra de uma habitao ou de um automvel.
Hoje, j no bem assim, os portugueses podem recorrer ao crdito para comprar moblias, frias, electrodomsticos e at
faqueiros e relgios de coleco!
Neste Natal, as compras foram feitas com maior recurso ao crdito. O Dirio de Notcias
noticiou que o volume de pagamentos por com cartes de crdito aumentou catorze por cento, quando comparado com igual perodo do ano passado. Este fenmeno verifica-se desde o
incio deste ano, marcado pelo discurso da crise e pela retraco do crescimento econmico.
Em simultneo, as projeces apontam para uma que nas vendas de artigos de consumo no
perodo que antecede o Natal, quebra essa mais sentida junto do pequeno comrcio.
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necessidades e consumo
2.6. consumerismo e a defesa dos consumidores
2.6.1. o consumerismo
Como reaco sociedade de consumo, ao consumismo, ao consumo indiscriminado e mesmo nocivo sade
ou ao ambiente, surge uma nova atitude e um novo comportamento das pessoas, mais informadas e mais conscientes do
seu papel que desempenham, defendendo os seus direitos, enquanto consumidores.
A esta nova atitude das pessoas, organizadas e que pretendem ver reconhecidos os direitos de cidados,
enquanto consumidores, chama-se consumerismo.
O consumerismo, a organizao dos consumidores, em associaes, no desenvolvimento dos meios de informao e de actuao, com a finalidade de serem reconhecidos os seus direitos
Mas para alm da defesa dos direitos dos consumidores, o consumerismo, tambm um movimento procura
formar consumidores mais conscientes, mais informados e capazes de intervir numa sociedade de consumo, em que os
grandes grupos industriais e comerciais fazem prevalecer os seus interesses.
Hoje, existem cada vez mais consumidores preocupados com a defesa do ambiente e recursos naturais, optando
por consumos de produtos reciclados e reciclveis, preocupando-se, cada vez mais com a recolha selectiva dos lixos.
Numa Europa cada vez mais unida e sem barreiras, a defesa dos consumidores europeus est consagrada nas
polticas comuns definidas pela Unio Europeia.
O consumidor tem assim uma expresso no s a nvel do seu pas, como tambm a o nvel de todo o espao
comunitrio. Os consumidores esto representados, atravs de organizaes de defesa dos consumidores, em vrias instituies europeias, como o Comit dos Consumidores, a Comisso Econmica e Social, a Comisso Europeia e o Tribunal
de Justia.
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3.1 Bens
3.1.1 Noo de bens
3.1.2 Classificao de bens
3.2 Produo, processo produtivo e sectores de actividade econmica
3.2.1 Noo de produo
3.2.2 Noo de processo produtivo
3.2.3 Os sectores de actividade econmica
3.3 Factores de produo
3.3.1 Noo de factores de produo
3.3.2 Os recursos naturais
3.3.3 O factor trabalho
3.3.4 O factor capital
3.4 A combinao dos factores de produo
3.4.1 A substituio dos factores de produo
3.4.2 A combinao dos factores de produo a curto prazo
3.4.3 A combinao dos factores de produo a longo prazo
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sectores econmicos
sector primrio
sector secundrio
sector tercirio
agricultura
indstrias ligeiras
comrcio
pesca
indstrias pesadas
servios
pecuria
construo
administrao pblica
silvicultura
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- recursos naturais:
que incluem todos componentes do processo produtivo que so retirados da natureza e como tal no so objecto
de qualquer transformao. Incluem-se nos recursos naturais, a terra, a gua.
- factor trabalho:
representa a capacidade do homem para trabalhar. o caso da mo-de-obra.
- factor capital:
inclui tudo o que participa na produo e que no recurso natural e/ou trabalho. Incluem-se neste factor capital,
as mquinas, os edifcios, as matrias-primas, etc.
factores
recursos naturais
de
produo
factor trabalho
factor capital
FACTORES DE PRODUO
PRODUO
BENS E SERVIOS
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x 100
populao residente
Assim, quando se diz, que em Portugal, no ano 2001 a taxa de actividade era de 73,8% significa dizer que, em
2001, em mdia, por cada 100 portugueses, cerca de 74 eram considerados portugueses activos.
Todavia, porque na populao activa tambm se inclui a populao desempregada, torna-se importante
conhecer a taxa de desemprego, pois esta um indicador social e economicamente importante, pois permite interpretar
melhor a taxa de actividade, visto que traduz a percentagem de desempregados em relao ao total da populao activa e determina-se da seguinte forma:
nmero desempregados
taxa de desemprego =
x 100
populao activa
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A informatizao est associada difuso dos computadores a nvel dos servios, como a banca, os seguros,
bem como a aplicaes especficas dos computadores na produo industrial.
Assim, a utilizao dos computadores permite a obteno de algumas vantagens: uma maior rapidez de execuo;
uma melhor qualidade do produto; uma reduo dos custos de produo.
Podemos concluir, que a introduo das novas tecnologias conduz destruio de muitos postos de trabalho e
at extino de algumas profisses, mas, ao mesmo tempo, permite a criao de emprego mais exigente.
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Capital
capital financeiro
capital tcnico
capital natural
capital circulante
capital fixo
matrias-primas
mquinas
matrias subsidirias
edifcios
capital humano
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21
QUANTIDADE PRODUZIDA
PRODUTIVIDADE MDIA TRABALHO
=
NMERO DE TRABALHADORES
VALOR DA PRODUO
PRODUTIVIDADE MDIA TRABALHO
=
VALOR DO FACTOR TRABALHO
Para compreendermos estes conceitos de produtividade mdia do trabalho, quer em termos fsicos, quer em termos monetrios, vejamos a seguinte situao: A empresa Gama, Lda produz diariamente 1.000 quilos de queijo fresco,
dispe de 20 trabalhadores e utiliza 5 mquinas de pasteurizao de leite.
Por dia, a empresa tem encargos com os trabalhadores no valor 500 euros e gasta com os meios de produo
1.000 euros. A produo diria vendida por 2.500 euros.
(1) - Calcular a produtividade mdia do trabalho, em termos fsicos.
(2) - Interpretar o significado dos valores obtidos.
(3) - Calcular produtividade mdia do trabalho, em termos monetrios.
(4) - Interpretar o significado dos valores obtidos.
(1)
quantidade produzida
n trabalhadores
quantidade queijo
n trabalhadores
1.000 kg
20
50 kg /
trab.
(2) - Podemos afirmar que, cada trabalhador da empresa Gama, Lda , produz, em mdia por dia, 50 quilos de queijo
fresco.
(3)
valor da produo
valor do trabalho
2.500
500
= 5 euros
(4)- Podemos afirmar que, em mdia, cada trabalhador da empresa Gama, Lda contribui com 5 euros, para a produo diria de queijo fresco.
A produtividade total representa a produo mdia por factor de produo utilizados no processo produtivo. O
clculo da produtividade total procura evidenciar os resultados da interveno dos factores produtivos, pois informa-nos,
para cada factor de produo, os resultados mdios dessa produo.
Assim, a produtividade total ser:
a relao entre o valor da produo obtida e o valor dos factores produtivos utilizados
VALOR DA PRODUO
PRODUTIVIDADE TOTAL
=
VALOR DOS FACTORES PRODUTIVOS
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O estudo da produtividade pode, tambm, ser feito para calcular o acrscimo, nas quantidades produzidas, que
uma empresa obtm sempre que acrescenta uma unidade a um dos factores produtivos (trabalho ou capital).
O empresrio, tem que saber avaliar a eficincia da utilizao de mais mquinas ou de mais mo-de-obra, num
qualquer processo produtivo.
=
ACRSCIMO DO NUMERO DE TRABALHADORES
Suponhamos, agora que a empresa Gama, Lda , pretendia contratar mais um trabalhador e que a produo
diria passaria para 1.050 quilos de queijo fresco.
acrscimo na produo
(1)
50 kg
=
acrscimo de trabalhadores
1 trab.
50 kg
(2)- Podemos dizer que a produtividade marginal 50 quilos de queijo fresco, pois o acrscimo de mais um trabalhador,
provoca um aumento de 50 kg na produo diria da empresa Gama, Lda .
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PRODUO
TOTAL
PRODUTIVIDADE
TRABALHO
ACRSCIMO
TRABALHO
ACRSCIMO
PRODUO
PRODUTIVIDADE
MARGINAL
(1)
(2)
(4)
(5)
10
250 Kgs
25 Kgs / trab.
15
450 Kgs
30 Kgs / trab.
5 (15-10)
200 (450-250)
40Kgs / trab.
20
800 Kgs
40 Kgs / trab.
5 (20-15)
350 (800-450)
70 Kgs / trab.
25
1.250 Kgs
50 Kgs / trab.
5 (25-20)
450 (1.250-800)
90 Kgs / trab.
30
1.350 Kgs
45 Kgs / trab.
5 (30-25)
100 (1.350-1.250)
20 Kgs / trab.
35
1.400 Kgs
40 Kgs / trab.
5 (35-30)
50 (1.400-1.350)
10 Kgs / trab.
Leitura: A empresa Alfacinha, Lda com 10 trabalhadores obtm uma produo de 250 Kgs de alfaces e uma
produtividade do trabalho de 25 Kgs / trabalhador. J com 15 trabalhadores a produo de alfaces passa para 450 Kgs e
a produtividade do trabalho para 30 Kgs / trabalhador, sendo a produtividade marginal de 40 Kgs / trabalhador.
Significado: Observando o comportamento da produtividade marginal, verificamos que os seus valores comeam
por crescer at atingir as 90 Kgs / trabalhador (produtividade marginal mxima) para depois decrescerem, 20 e 10 Kgs.
Podemos concluir que, se adicionarmos unidades sucessivas de um factor varivel (no nosso caso 10 trabalhadores)
a um factor capital fixo (o mesmo terreno e as mesmas mquinas agrcolas) os aumentos da produo so cada vez
maiores at certo ponto (produtividade marginal mxima) e depois menores.
Acontece que a empresa Alfacinha, Lda ao contratar sucessivamente mais trabalhadores para o mesmo terreno,
verifica que os primeiros so bastante produtivos, mas a partir de certo nmero, os trabalhadores comeam a serem
menos produtivos, podendo mesmo acontecer que estes se impeam ou se atrapalhem uns aos outros no cultivo da terra.
A empresa Alfacinha, Lda teria interesse em produzir com 25 trabalhadores, pois nesta situao a sua produtividade marginal mxima.
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Como sabido, as empresas para produzirem bens ou prestarem servios, tm de suportar um conjunto de custos
como por exemplo o pagamento de salrios aos trabalhadores, o pagamento da energia, o pagamento das matriasprimas, etc. so alguns dos custos que constituem os custos totais a suportar pela empresa.
Os custos totais (CT) so formados por duas componentes diferentes: custos fixos (CF) e custos variveis (CV)
Os custos fixos (CF) representam as despesas que uma empresa tem de realizar, independentemente da empresa
estar parada ou a produzir uma, cem ou mil unidades. o caso das rendas das instalaes, do aluguer dos equipamentos,
dos encargos com a segurana social, etc.
Os custos variveis (CV) representam os encargos que a empresa pode alterar a curto prazo e que dependem
da quantidade produzida. So exemplos, o custo das matrias-primas, os salrios pagos, os gastos com a energia, os gastos com a conservao dos equipamentos, etc.
custos totais = custos fixos + custos variveis
CT
CF
CV
CUSTO TOTAL
CUSTO MDIO TOTAL
=
QUANTIDADE PRODUZIDA
QUANTIDADE PRODUZIDA
Vamos estudar, agora o comportamento de uma empresa numa anlise de longo prazo. No longo prazo, a
empresa pode alterar os diferentes tipos de custos e ajust-los quantidade produzida, j que a curto prazo impossvel
modificar a parte dos custos fixos.
Vejamos o exemplo da empresa mega, Lda que apresenta a seguinte estrutura de custos:
PRODUO
CUSTO FIXO
CUSTO VARIVEL
CUSTO TOTAL
(3)
(4)=(2)+(3
)
(5)=(4) /(1)
(1)
(2)
100
250
350
150
250
200
600
6,0
620
870
5,8
250
850
1.100
5,5
250
250
1.000
1.250
5,0
300
250
1.220
1.470
4,9
350
250
1.570
1.820
5,2
25
Leitura: A empresa mega, Lda para uma produo de 100 unidades, tem um custo total de 600 euros e um custo
mdio total de 6 euros. J para uma produo 150 unidades o seu custo total de 870 euros e o seu custo mdio total de
5,8 euros.
Significado: Observando o comportamento do custo mdio total da empresa, verificamos que:
- quando a quantidade produzida reduzida, o aumento na produo proporciona a reduo do custo mdio, porque o
custo fixo repartido por mais unidades;
- a partir de certa quantidade, o aumento da produo provoca agravamento no custo mdio total
- o nmero ptimo a produzir corresponde ao ponto onde o custo mdio total mnimo.
A empresa mega, Lda teria interesse em produzir 300 unidades do seu produto, pois nesta situao o seu custo
mdio total mnimo.
- nas empresas de pequena dimenso registam-se custos unitrios elevados, devido a vrias razes, entre elas, a dificuldade de acesso ao crdito, a dificuldade de utilizao de novas tecnologias, os reduzidos capitais existentes;
- nas empresas de grande dimenso, verifica-se uma diminuio dos custos unitrios devido exactamente ao aumento
da dimenso das empresas.
ECONOMIAS DE ESCALA
So as redues dos custos de produo unitrios em resultado do aumento da quantidade produzida pelas grandes empresas
26
o comrcio e a moeda
4.1 O comrcio
4.1.1 Noo de comrcio
4.1.2 Circuitos de distribuio
4.1.3 Formas de comrcio
4.2 A moeda
4.2.1 Noo da moeda
4.2.2 Funes da moeda
4.2.3 Evoluo da moeda
4.3 O euro a nova moeda portuguesa
4.3.1 Nascimento do euro
4.3.2 Vantagens e desafios da adopo do euro
4.4 O preo de um bem
4.4.1 Noo de preo de um bem
4.4.2 Componentes dos preos dos bens
4.5 A inflao
4.5.1 Noo de inflao
4.5.2 Tipos de inflao
4.5.3 Causas da inflao
4.5.4 Consequncias da inflao
4.5.5 Depreciao do valor da moeda e do poder de compra
4.5.6 ndice de preos no consumidor
4.6 A inflao em Portugal e na Zona euro
4.6.1 A inflao em Portugal e na Zona Euro
27
o comrcio e a moeda
4. comrcio e moeda
4.1. comrcio
4.1.1. noo de distribuio e de comrcio
Para que os consumidores possam comprar os bens e servios de que necessitam, no basta produzi-los. fundamental, que esses bens e servios estejam disposio dos consumidores. Por outras palavras, fundamental que exista
um conjunto de actividades que faa a ligao entre os produtores e os consumidores, entre a produo e o consumo.
Efectivamente, a distribuio fundamental na economia dos pases, pois disponibiliza os bens aos consumidores,
seja quando necessita, seja nas quantidades, seja no local.
produo
distribuio
consumo
O comrcio constituiu, por assim dizer, uma das actividades que est includa no conjunto de actividades que
constitui a distribuio. habitual definirem-se dois tipos de comrcio, comrcio grossista e comrcio retalhista.
comrcio grossista - contacta directamente com o produtor, rene, por vezes, produes que se encontram dispersas.
o comrcio retalhista que contacta directamente com o consumidor, por esta razo temos a tendncia para
associar a actividade do comrcio funo retalhista. No entanto, a actividade grossista tambm muito importante para que os produtos possam chegar junto dos consumidores,
circuito ultracurto, quando o produtor coloca directamente os seus produtos no consumidor. o caso da venda
de alguns produtos agrcolas nas feiras, no intervindo qualquer intermedirio.
produtor consumidor
circuito longo, quando intervm uma srie de intermedirios entre o produtor e o consumidor.
produtor grossista retalhista consumidor
28
o comrcio e a moeda
- comrcio independente O comrcio independente, formado, na maior parte das vezes, por empresas familiares, de dimenses relativamente pequenas, empregando um reduzido nmero de trabalhadores ou at mesmo nenhum, pois encontram-se a cargo
dos prprios proprietrios que trabalham normalmente num nico ponto de venda.
Este tipo de comrcio encontra-se espalhado nos centros habitacionais, junto dos consumidores, apresentando
um certo grau de especializao. Em geral, o comrcio independente dedica-se comercializao dum tipo de produto;
o caso das lojas de roupas, das lojas de ferragens, dos minimercados ou mesmo o comrcio ambulante.
- comrcio associado O comrcio associado compreende empresas que embora sejam independentes, associam-se, entre si, numa ou
mais actividades de modo a obterem vantagens.
De uma forma geral, estas associaes de comerciantes tm como grande objectivo efectuarem compras em
conjunto para assim poderem obter preos mais baixos devido ao grande volume de compras, o que no conseguiriam se
comprassem isoladamente. Por outro lado, usufruindo de servios comuns podem realizar promoes em maior escala,
conhecer melhor os mercados, o que isoladamente se tornaria mais difcil.
Constituem exemplos de comrcio associado as cooperativas de produtos alimentares, ou de produtos agrcolas.
- comrcio integrado O comrcio integrado, devido sua grande dimenso, rene empresas que exercem funes de grossistas e de
retalhistas ao mesmo tempo, explorando cadeias de pontos de venda e identificadas pela mesma insgnia, aplicando polticas de gesto comuns. Dentro do comrcio integrado podemos encontrar:
os grandes armazns - so sociedades que oferecem no mesmo local diversas categorias de produtos, arrumados em seces, funcionando cada seco como se tratasse de uma loja especializada. Neste tipo de lojas, o
consumidor encontra uma variedade de produtos, num mesmo edifcio, o que se torna mais cmodo. Um exemplo desta forma de comrcio o Corte Ingls.
os armazns populares - so sociedades que se dirigem a consumidores de menor poder de compra ou que
prendem gastar menos. Apresentam uma variedade de produtos mais reduzida, vendendo em geral em livre
servio, com o objectivo de reduzir os custos e oferecer preos mais baixos. So exemplos desta forma de
comrcio as lojas Pagapouco.
as grandes superfcies - so lojas de grande dimenso, oferecendo uma variedade e diversidade de produtos,
sobretudo bens alimentares e de higiene. So exemplos desta forma de comrcio os hipermercados, como o
Continente.
as grandes superfcies especializadas -so lojas de grande dimenso, mas dirigidas para uma mesma gama de
produtos, bastante especializada. So exemplos desta forma de comrcio, a FNAC , especializada na rea de
livros e msica, a Staples, especializada na rea de artigos para o escritrio.
o franchising - so empresas que embora mantenham jurdica e financeiramente independentes umas das
outras, esto ligadas por contrato sociedade me., aplicando polticas comuns. Existem vrias empresas nesta
situao das quais a Benetton e o McDonalds so exemplos.
29
o comrcio e a moeda
1.
vendas distncia, neste tipo de venda no existe um local fsico de venda, no existe um contacto directo
entre o vendedor e o comprador. Com efeito, os produtos so apresentados aos consumidores atravs dos vrios
meios de comunicao, como a televiso, os catlogos, respondendo os consumidores atravs do envio de
cupes pelo correio.
2.
vendas automticas, este tipo de venda utiliza equipamentos automticos instalados em locais de grande circulao de pessoas, como estaes de comboios, grandes superfcies, fbricas, hospitais. So exemplo deste tipo
de vendas, as mquinas de tabacos, de bebidas, de bilhetes de comboios, de chocolates e at de produtos alimentares.
3.
vendas ao domicilio, neste tipo de venda j existe um contacto directo entre o vendedor e o consumidor, contudo a venda no feita no posto de venda mas sim no domicilio do consumidor ou no emprego do consumidor,
da tambm se poder chamar de venda porta--porta.
4.
cibervendas, este tipo de venda utiliza a Internet como meio de venda dos produtos; uma forma de venda que
tem vindo a crescer nos ltimos anos em Portugal, comercializando os mais diversos tipos de bens e de servios,
como livros, vesturio, bilhetes de avio, frias, etc.
mtodos de vendas
venda distncia
venda automtica
venda ao domiclio
cibervenda
30
o comrcio e a moeda
4.2. a moeda
4.2.1. noo de moeda
Muitas vezes designa-se por moeda no apenas as moedas metlicas ou as notas que se guardam na carteira,
mas tambm os cheques, os cartes de crdito, ou at, as moedas de oiro.
No entanto, nem tudo o que atrs foi dito, pode ser considerado como moeda no sentido econmico do termo.
Com efeito, quer as moedas quer as notas podem ser utilizadas para comprar bens e servios de que necessitmos. Tambm podem ser guardadas em casa ou nos bancos para ser utilizadas mais tarde na compra de bens e servios.
Os cheques e os cartes de crdito so tambm utilizados para pagamentos de compras de bens e servios.
J as moedas de oiro no servem para podermos pagar qualquer compra de bens e servios, que efectuem pois
no tm aceitao geral, o seu valor depende da sua cotao do momento. Assim sendo, podemos ento definir moeda
da seguinte forma:
moeda: o bem aceite por todas as pessoas e que expressa o valor de todos os bens e servios
funes da moeda
meio de pagamento
31
o comrcio e a moeda
Estes inconvenientes apresentados pela moeda mercadoria vm a ser ultrapassados com a utilizao de metais
preciosos como moeda, sobretudo ouro e prata. A moeda toma a forma de moeda metlica. A moeda metlica divulgou-se rapidamente pois apresentava claras vantagens:
- inaltervel com o tempo com o desenrolar do tempo, mantm praticamente na mesma ;
- facilmente divisvel em pequenas partes, no perdendo, no entanto, o seu valor;
- fcil de transportar;
- difcil de falsificar;
- um bem raro e escasso, pois um metal precioso.
32
o comrcio e a moeda
Durante muito tempo a moeda metlica circulou sob a forma de blocos ou barras, ouro ou prata, sendo necessrio pes-la para se verificar a sua autenticidade e assim se poder concretizar a transaco. a fase da moeda pesada.
Como este mtodo no era muito prtico, passou-se a utilizar a moeda contada. O metal transformado em
pequenas peas em ouro ou prata, com determinado peso, sendo apenas necessrio contar as peas para determinar a
quantidade de ouro ou prata desejado.
Para garantir o seu valor (peso da moeda) passou-se a inscrever na moeda a cara, ou o selo dos reis, aumento
assim a confiana na moeda. A moeda passou agora a ser moeda cunhada.
Com o desenvolvimento do comrcio, as transaces entre regies alargam-se, tornando-se incmodo e inseguro transportar grandes quantidades de moeda de local para local. Assim, era mais seguro deixar essa moeda guarda de
algum especializado os cambistas recebendo em troca um certificado de depsito que representava o ouro que
tinha depositado, podendo ser trocado, em qualquer momento pelo metal precioso.
Esta prtica foi-se generalizando de tal forma que a partir de determinada altura passaram esses certificados a
serem utilizados como meio de pagamento, sem que fosse necessrio a sua transformao em metal precioso. Surgia um
novo instrumento monetrio - moeda-papel. A moeda assumia agora a forma de moeda de papel, que no sendo ouro
representava ouro, portanto uma moeda representativa.
Rapidamente esta forma de moeda-papel se desenvolveu e comeou a circular em quantidades superiores ao
ouro que estava depositado, circulava com base na confiana que as pessoas nela acreditavam, de que se fosse necessrio, a sua converso em ouro seria rpida.
Para evitar situaes de abuso ou de crise econmica, os governos intervieram para restabelecer a confiana na
moeda, decretando a sua inconvertibilidade em ouro e o seu curso forado, isto , a sua aceitao obrigatria, passando
o Estado a deter o monoplio da sua emisso. Assim a moeda-papel transforma-se em papel-moeda.
Apesar de os bancos terem sido impedidos de emitir papel-moeda, passando o Estado a deter o seu monoplio,
estes continuaram a aceitar os depsitos dos seus clientes, no em ouro, mas agora em papel-moeda. Sempre que as pessoas pretendiam efectuar transaces, ordenavam ao seu banco, atravs da sua assinatura num cheque, que movimentasse a sua conta. Tratava-se de uma simples operao de escrita e registos contabilsticos.
Estava criada uma nova forma de moeda, a moeda bancria ou moeda escritural que se foi generalizando,
medida que a actividade bancria se ia desenvolvendo. Esta moeda, traduz-se na movimentao de valores monetrios
feitos nos bancos.
Mas, nos ltimos anos, tm surgido novas formas de moeda: a moeda electrnica, resultante da utilizao de cartes informatizados, os cartes de crdito, os quais permitem o levantamento de dinheiro a qualquer hora e em diferentes
locais.
Mais recente ainda a chamada moeda informtica, designao dada moeda que resulta de ordens de
pagamento dadas por computador ao banco de que essa pessoa cliente.
33
o comrcio e a moeda
permite aos cidados da zona euro comparar mais facilmente os preos, pois esto marcados na mesma moeda;
reduz os custos nas deslocaes a pases da zona euro, pois foram eliminadas as comisses e as taxas de cmbio;
elimina os custos de das transaces dentro da zona euro, pois desaparecem os riscos e as oscilaes cambiais;
mais fcil comparar os preos dos produtos das empresas, pois estes esto fixados na mesma moeda que o euro;
torna mais visvel a moeda dos pases mais pequenos;
cria uma zona de comrcio mais alargada e mais homognea.
Se adopo do euro, como moeda nica, traz vrias vantagens para as empresas e para as economias dos pases da zona euro, tambm levanta alguns desafios, como.
as empresas tero que adaptar os seus produtos ou servios, pois o perfil de consumidor diferente e mais exigente;
as empresas tero de alterar os seus sistemas de pagamentos;
os pases tero que alterar as suas polticas econmicas.
34
o comrcio e a moeda
valor de troca: j corresponde ao valor dos bens, ao valor porque pode serem comprados.
custos de produo
custos do factor trabalho
preos dos bens substituveis
Factores que influenciam os preos
interveno do Estado
imagem de marca do produto
nmero compradores e vendedores
35
o comrcio e a moeda
4.5. a inflao
4.5.1. noo de inflao
Todos ns no dia-a-dia verificamos com alguma frequncia de que os preos dos bens e servios aumentam,
dizemos imediatamente de que estamos perante o fenmeno da inflao. No entanto, no se trata de inflao. H que
precisar melhor o conceito para verificarmos se de facto se trata de uma inflao ou de uma subida ocasional do preo
de alguns bens ou servios.
Por vezes ao longo do ano, o preo de alguns bens e servios aumenta ocasionalmente, devido, por exemplo, ao
mau tempo ou chuva fora de poca, que danificando as culturas, torna o produto mais escasso face procura, fazendo subir o preo destes bens. Regularizada a situao, verificamos que o preo destes bens volta ao seu nvel anterior.
Trata-se, aqui, de uma alta de preos, ou seja, de uma subida ocasional do preo de um grupo de bens e com
tendncia a baixar logo que o factor que o originou seja controlado.
Esta subida ocasional do preo de alguns bens no pode ser confundida com inflao, pois falamos de inflao
quando se verifica:
uma subida generalizada do preo de todos os bens e no a subida de preos de alguns bens
uma subida sustentada e continuada dos preos e no uma subida ocasional
inflao subida generalizada, continuada e persistente dos preos dos bens e servios
tipos de inflao
moderada
galopante
hiperinflao
36
o comrcio e a moeda
MOEDA EM CIRCULAO
PODER DE COMPRA
PROCURA
INFLAO
CUSTO EMPRESAS
MARGEM DE LUCRO =
INFLAO
PODER DE COMPRA
PROCURA
Por outro lado, com o aumento dos salrios, as empresas vo ter mais custos e como querem manter as suas
margens de lucro, aumentam os preos dos seus produtos, aumentando assim o nvel geral dos preos e consequentemente provocando inflao.
CUSTO EMPRESAS
MARGEM DE LUCRO =
37
o comrcio e a moeda
causas da inflao
Excesso
moeda circulao
aumento
custos de produo
aumento
salrios trabalhadores
polticas
crdito do governo
consequncias da inflao
depreciao
valor da moeda
depreciao
condies de vida
aumento
recurso ao crdito
38
o comrcio e a moeda
MOEDA EM CIRCULAO
PODER DE COMPRA
PROCURA
IP =
3
2
X 100
IP = 150
Qual o seu significado? Se tomarmos como ano base o ano de 2000, verificamos que:
- o preo do bilhete de cinema aumentou 50% (150-100);
- o preo do bilhete de cinema passou a ser 1,5 vezes mais caro do que no ano anterior
Para medir a evoluo dos preos numa economia, num determinado perodo de tempo, utiliza-se o ndice de
Preos no Consumidor (IPC), que constitui uma das medidas da inflao.
39
o comrcio e a moeda
Consideremos por hiptese que o preo do cabaz em 2000 era de 80 euros e que em 2001 era de 100 euros.
Qual o ndice de Preos no Consumidor (IPC)?
IP =
100
80
X 100
IP = 125
indicadores de inflao
taxas de variao mdia
ano
1991
1992
1993
total
11,4 %
8,9 %
6,5 %
1994
1995
1996
5,2 %
4,1 %
3,1 %
- inflao homloga: mede a variao dos preos entre o mesmo ms de dois anos consecutivos ( calculada com
base em apenas duas observaes)
Assim sendo, a taxa de inflao homloga compara a variao do preo do cabaz num determinado ms,
relativamente ao preo do cabaz no mesmo ms do ano anterior, (sem habitao).
indicadores de inflao
taxas de variao homloga
ano / ms
Total
1991 / Dez 1992 / Dez 1993 / Dez 1994 / Dez 1995 / Dez 1996 / Dez
9,6 %
8,4 %
6,4 %
4,0%
3,4 %
3,3 %
40
o comrcio e a moeda
Podemos dizer que, nas dcadas de 70 e de 80, a inflao foi um indicador econmico que atingiu nveis muito
elevados. A depreciao do valor da moeda e a diminuio do poder de compra, resultante da inflao, fez com que o
combate inflao passasse a ser uma prioridade do governo. Assim, as polticas econmicas aplicadas pelos governos
fez com que, em 1990, a taxa de inflao tivesse baixado para 13,4% e, em 1997, a taxa j era de 1,9%.
A partir deste valor, a taxa subiu para 2,8% em 2001 para 4,4% e em 2002 as previses avanam para 3,6%, nmero esse que, a manter-se, coloca a taxa portuguesa 1,5 pontos percentuais acima da mdia da Unio Europeia.
41
preos e mercados
5.1 Mercados
5.1.1 Noo de mercado
5.1.2 Exemplos de mercados
5.2 O mecanismo do mercado
5.2.1 A procura
5.2.2 A lei da procura
5.2.3 A Oferta
5.2.4 A lei da oferta
5.3 Estrutura dos mercados
5.3.1 Mercado de concorrncia perfeita
5.3.2 Mercado de monoplio
5.3.3 Mercado de oligoplio
5.3.4 Mercado de concorrncia monopolista
5.4 Elasticidades
5.4.1 Elasticidade da procura
5.4.2 Elasticidade da oferta
42
preos e mercados
43
preos e mercados
5.2. o mecanismo do mercado
Como vimos anteriormente, no mercado que os vendedores e os compradores ajustam o preo e a quantidade dos bens a transaccionarem. De um lado, os vendedores so responsveis pelas quantidades oferecidas dos diferentes
bens; do outro lado, os compradores so responsveis pelas quantidades procuradas dos bens.
portanto no mercado que a oferta enfrenta a procura com o objectivo de se definir os preos e de estabelecerem as quantidades a transaccionar dos diferentes bens.
5.2.1. a procura
[Link]. noo de procura
J vimos, que no mercado intervm compradores e vendedores; os compradores como responsveis pela procura de um determinado bem ou servio, os vendedores como responsveis pela oferta desse bem ou servio. Sendo assim,
podemos definir procura:
procura a quantidade de bens e servios que os compradores desejam comprar num certo momento, tendo em conta
os preos desses bens, os preos de outros bens, os seus rendimentos e os seus gostos
rendimento
dos consumidores
preo
do bem ou servio
preos
de outros bens
gosto
dos consumidores
44
preos e mercados
[Link]. a curva da procura
A curva da procura traduz a relao existente entre os preos e as quantidades procuradas de um determinado
bem ou servio. A curva da procura de um determinado bem ou servio definida, portanto, pelas vrias quantidades
que os compradores esto dispostos a comprarem e pelos respectivos preos.
Imaginemos que, num determinado dia no mercado de Vizela, o quilo da banana procurada (m) e o respectivos
preos (p.), apresentavam os seguintes valores:
- 60 kgs de bananas se o seu preo for de 1 euro;
- 55 kgs de bananas se o seu preo for de 2 euros;
- 40 kgs de bananas se o seu preo for de 3 euros;
- 25 Kgs de bananas se o seu preo for de 4 euros;
- 15 Kgs de bananas se o seu preo for de 5 euros.
Vamos, ento, fazer a representao grfica da procura, que se designa por curva da procura (D.):
CURVA DA PROCURA
6
PREOS
5
4
3
2
1
0
15
25
40
55
60
QUANTIDADES
O grfico mostra-nos que quando o preo do quilo da banana de 5 euros, os compradores esto dispostos a
comprar 15 quilos de bananas; mas quando o preo do quilo da banana de 1 euro, os compradores j esto dispostos a
comprar 60 quilos de bananas.
Assim, a curva da procura indica-nos a quantidade de bens que os compradores esto dispostos a comprar aos
vrios preos. A sua principal caracterstica a tendncia decrescente, isto , quando o preo de um bem baixa, os
compradores tendero a comprar mais quantidades desse bem. Em sentido inverso, quando o preo de um bem aumenta, os compradores tendero a comprar menos quantidades do bem.
quando o preo do bem aumenta, a quantidade procurada diminuiu; em sentido inverso, quando o seu preo
diminuiu, a quantidade procurada aumenta
a procura de um determinado bem varia na razo inversa do seu preo
Pr.
CP
CP quantidade procurada
Pr.
CP
45
preos e mercados
5.2.2. a oferta
oferta a quantidade de bens e servios que os vendedores desejam vender num certo momento, tendo em conta os
preos desses bens, os preos de outros bens, os custos de produo e a tecnologia
custos
dos produo
preos
do bem ou servio
preos
de outros bens
inovaes
tecnolgicas
46
preos e mercados
[Link]. a curva da oferta
Tal como fizemos para a procura, podemos tambm, relativamente oferta, relacionar o preo de um bem e a
quantidade oferecida no mercado. A curva da oferta traduz, assim, a relao existente entre os preos e as quantidades
oferecidas de um determinado bem ou servio. A curva da oferta de um determinado bem ou servio definida, portanto, pelas vrias quantidades que os vendedores esto dispostos a venderem e pelos respectivos preos.
Imaginemos que, nesse mesmo dia no mercado de Vizela, o quilo da banana oferecida (m) e o respectivos preos (p.), apresentavam os valores:
- 10 kgs de bananas se o seu preo for de 1 euro;
- 25 kgs de bananas se o seu preo for de 2 euros;
- 40 kgs de bananas se o seu preo for de 3 euros;
- 50 Kgs de bananas se o seu preo for de 4 euros;
- 65 Kgs de bananas se o seu preo for de 5 euros.
Vamos, ento, fazer a representao grfica da funo oferta, que se designa por curva da oferta (SI):
CURVA DA OFERTA
6
5
PREOS
4
3
2
1
0
10
25
40
50
65
QUANTIDADES
O quadro e o grfico mostram-nos que quando o preo do quilo da banana de 9 euros, os vendedores esto
dispostos a venderem 65 quilos de bananas; mas quando o preo do quilo da banana de 1 euro, os vendedores j esto
dispostos a venderem 10 quilos de bananas.
Assim, a curva da oferta indica-nos a quantidade de bens que os vendedores esto dispostos a oferecer aos
vrios preos. A sua principal caracterstica a tendncia crescente, isto , quando o preo de um bem baixa, os vendedores tendero a oferecer menos quantidades desse bem. Em sentido inverso, quando o preo de um bem aumenta, os
vendedores tendero a oferecer mais quantidades do bem.
Da mesma forma que fizemos para a procura, podemos tambm enunciar a lei da oferta:
quando o preo do bem aumenta a quantidade oferecida aumenta; em sentido inverso, quando o preo do
bem diminuiu a quantidade oferecida diminuiu
a oferta de um determinado bem varia na razo directa do seu preo
Pr. preo de um bem
o quantidade oferecida
Pr.
Pr.
o
o
47
preos e mercados
a curva da procura e da oferta
Analismos a oferta e a procura separadamente, observemos agora o que acontece quando a procura e a oferta se encontram no mercado.
Para isso, vamos socorrer, novamente do exemplo anterior. Nesse mesmo dia no mercado de Vizela, o quilo da
banana procurada (CP) e o quilo da banana oferecida (s) e os respectivos preos (p.), apresentavam os valores expressos no quadro. Vamos, ento, fazer a representao grfica da curva da procura (D.) e da curva da oferta (SI):
PREOS
5
4
3
2
1
0
15
25
40
55
60
QUANTIDADES
O quadro e o grfico mostram-nos que quando o preo do quilo da banana de 9 euros, os compradores esto dispostos
a comprarem 15 quilos de bananas e os vendedores esto dispostos a venderem 65 quilos de bananas; mas quando o
preo do quilo da banana de 5 euros, j os compradores esto dispostos a comprarem 40 quilos de bananas e os vendedores esto dispostos a venderem, tambm, 40 quilos de bananas. Verificamos assim que a curva da procura e a curva
da oferta se intersectam no ponto p., ponto de equilbrio:
ponto de equilbrio ocorre quando a quantidade procurada igual quantidade oferecida
A este preo toda a procura satisfeita, no ficando nenhuma unidade oferecida por vender. Se o preo for
mais baixo a quantidade procurada superior quantidade oferecida havendo assim escassez da oferta desse bem. Se o
preo for mais elevado a quantidade oferecida superior quantidade procura, havendo excesso da oferta desse bem.
Qualquer uma destas possibilidades traduz-se numa situao de desequilbrio que o mercado tender a corrigir procurando constantemente ajustar-se a novos pontos de equilbrio, atravs da variao de preos.
Pr.
CP e
o
CP quantidade procurada
o quantidade oferecida
Pr.
CP e
o
48
preos e mercados
CONCLUSO:
1 - A procura e a oferta representam situaes contrrias, uma outra. A justificao est no facto de a procura
representar os interesses dos consumidores, enquanto que a oferta representa os interesses dos vendedores.
2 - Os interesses dos consumidores manifestam-se sempre no sentido de quanto mais baixo for o preo de um bem,
maiores quantidades desse bem esto dispostos a comprarem e quanto maior for o preo do bem, menores sero as
quantidades que esto dispostos a comprarem.
3 - Os interesses dos vendedores manifestam-se sempre no sentido de quanto mais baixo for o preo de um bem,
menores quantidades desse bem esto dispostos a venderem e quanto maior for o preo desse bem, maiores sero as
quantidades que esto dispostos a venderem.
4 - A curva da procura sempre uma curva decrescente.
5 - A curva da oferta sempre uma curva crescente.
6 - Tanto vale falar em compradores ou em consumidores, pois ambos, tm o mesmo significado.
7 - Tanto vale falar em vendedores como em produtores, pois ambos, tm o mesmo significado.
49
preos e mercados
Quando se verificam estas cinco condies falamos em mercado de concorrncia perfeita. Mas, basta que uma
das condies no seja preenchida, para que se deixe de verificar concorrncia perfeita, mas sim concorrncia imperfeita. Por isso, hoje, so poucos os mercados que obedecem s condies de concorrncia perfeita. Da que podemos
encontrar este tipo de mercado, apenas em situaes muito pontuais, em algumas feiras das aldeias mais antigas.
concorrncia
exemplos
50
preos e mercados
[Link]. monoplio
A situao de um mercado de monoplio, caracterizada pela existncia de um s produto ou servio, pela inexistncia de bens substituveis, prximos do bem oferecido e pela existncia de barreiras que impedem a entrada de novos
produtores ou vendedores. Estas barreiras que impedem a livre entrada de novos vendedores, podem resultar de:
razes naturais: quando os custos de produo de um determinado produto so de tal ordem elevados, que se torna mais eficiente a sua produo por apenas uma empresa do que por um conjunto de empresas. o caso da rede telefnica. O custo de fazer a ligao por fio a todas as habitaes e destas a uma central suficientemente grande para
que no compense um tal servio telefnico;
- razes legais: quando resultam de decises tomadas pelos governos em atribuir, por razes diversas, o exclusivo da
oferta ou da produo de um determinado bem ou servio a uma s empresa. o caso dos caminhos-de-ferro, ou do
abastecimento de gua em Portugal,
- razes tecnolgicas: quando uma empresa se afirma no mercado, eliminando as outras empresas concorrentes,
pois desenvolveram um processo de produo inovador que lhe garante oferecer no mercado o produto a preos mais
baixos. Temos exemplos, em reas como a electrnica ou a informtica.
Tal como no mercado de concorrncia perfeita, tambm o monoplio um mercado terico, pois a grande
maioria dos produtos so substituveis, podemos dizer que o poder dos monoplios no absoluto. o caso dos telefones
da rede fixa da Portugal Telecom que encontram nos telemveis um grande concorrente.
mercado de monoplio
nmero de compradores
concorrncia
uma s empresa
um s produto ou servio
exemplos
51
preos e mercados
[Link]. oligoplio
Quando existem algumas, embora poucas, empresas de grande dimenso a que concorrem entre si no mercado
de um produto e nenhuma dela, s por si, tem poder total sobre o preo desse produto, dizemos que se trata de um mercado de oligoplio. Podem-se distinguir duas situaes de oligoplio:
quando existem poucas empresas a oferecerem um produto, mas que concorrem entre si: o caso da Pepsi Cola e
da Coca Cola, que competem entre si para alcanaram uma maior quota de mercado. Para isso, conhecem a reaco
da outra concorrente a uma descida ou subida de preo, embora nenhuma delas tenha poder total sobre o preo do
refrigerante.
quando existem poucas empresas a oferecerem o mesmo produto, mas estabelecem acordos entre si: o caso dos
produtores de petrleo que estabelecem acordos entre si, baseados nas quantidades a oferecer por cada um deles, tendo por objectivo manter um determinado preo do petrleo.
mercado de oligoplio
nmero de compradores
concorrncia
poucas empresas
exemplos
concorrncia
muitas empresas
exemplos
~
52
preos e mercados
5.4. elasticidades
5.4.1. a elasticidade da procura
J vimos, quando estudmos a lei da procura que a quantidade procurada tende a variar em sentido inverso
variao do preo. Podemos, no entanto, pretender conhecer qual o valor da variao da quantidade procurada de um
bem quando o seu preo varia. De facto, na prtica importante para os empresrios conhecerem de que forma as
decises de compra reagem s variaes do preo do seu bem. A elasticidade da procura, mede a variao percentual
da quantidade procurada de um bem relativamente variao percentual do seu preo
ELASTICIDADE DA PROCURA
Com efeito, as procuras dos diferentes produtos no reagem de forma perfeitamente igual, variando de acordo
com o tipo de produto em causa. A procura de bens como os alimentos essenciais praticamente no reage a variaes
do preo, enquanto que a procura de bens suprfluos, como perfumes ou bijuterias, so muito sensveis a variaes dos
preos. Dizemos que no primeiro caso se trata de um bem com uma procura rgida e no segundo caso se trata de um bem
com uma procura elstica.
procura elstica: quando a procura reage com sensibilidade perante variaes do preo dum bem
ELASTICIDADE DA OFERTA
Tal como definimos para a procura, tambm a oferta pode ser oferta rgida e oferta elstica.
oferta elstica: quando a oferta reage com sensibilidade perante variaes do preo de um bem
53
54
Assim, atendendo funo desempenhada no processo produtivo, o rendimento distribui-se do seguinte modo:
- uma parte pelo factor trabalho, entregue aos trabalhadores, sob a forma de salrios;
- outra parte pelo factor capital, entregue aos proprietrios, sob a forma de rendas, aos capitalistas, sob a forma de juros e
aos empresrios, sob a forma de lucros.
FACTORES PRODUO
INTERVENIENTES
FORA DE TRABALHO
TRABALHADORES
PROPRIETRIOS
CAPITAL
RENDIMENTOS
SALRIOS
RENDAS
CAPITALISTAS
JUROS
EMPRESRIOS
LUCROS
55
salrio nominal
quantidade de moeda que o trabalhador recebe pela prestao do seu trabalho
com esse salrio nominal, ou seja, com a quantidade de moeda recebida que o trabalhador vai poder pagar
os bens e os servios de que necessita (alimentao, vesturio, calado, transportes, etc.) traduzindo-se assim num salrio
real. Assim:
salrio real
quantidade de bens que o trabalhador pode comprar com o seu salrio real
importante estabelecer esta distino entre salrio nominal e salrio real, pois permite conhecer, a qualquer
momento, a situao efectiva do poder de compra dos trabalhadores.
Se os aumentos dos salrios nominais forem superiores ao aumento dos preos, isto , da taxa de da inflao,
ento a quantidade de bens e servios comprados cada vez maior. Verifica-se, neste caso, um ganho do poder de
compra dos trabalhadores.
Na situao inversa, se os aumentos dos salrios nominais no acompanharem o aumento dos preos, isto , da
taxa de da inflao, ento a quantidade de bens e servios comprados cada vez menor. J nesta situao, verifica-se
uma perda do poder de compra dos trabalhadores.
rendas: a parte do rendimento que cabem aos proprietrios de terrenos, armazns, andares ou instalaes fabris,
escritrios, que alugam a quem deles precisar.
juros: a parte do rendimento que cabem aos detentores do capital, aos capitalistas que emprestam dinheiro a
quem dele necessitar.
lucros: a parte do rendimento que cabem aos empresrios por dirigirem as empresas de forma a obterem delas a
maximizao das suas capacidades e do seu rendimento.
56
Seja o exemplo duma economia formada por apenas trs famlias, cuja situao a seguinte:
- FAMLIA ALVES: composta por duas pessoas, sendo o seu rendimento apenas do salrio do marido, que operrio
numa empresa metalrgica.
- FAMLIA BRAGA: composta por duas pessoas, sendo o seu rendimento o salrio do mulher que secretria e do
marido que empresrio. Recebem ainda juros de depsitos efectuados.
- FAMLIA COSTA: composta por duas pessoas, sendo o seu rendimento proveniente das rendas que recebem dos
prdios que tm alugados e dos juros de depsitos efectuados.
RENDIMENTOS
SALRIOS
RENDAS
JUROS
LUCROS
[Link]
FAMLIA ALVES
50
50
FAMLIA BRAGA
100
25
200
325
FAMLIA COSTA
200
50
250
R. FUNCIONAL
150
200
75
200
625
Verificamos que o rendimento pessoal de cada famlia bastante diferente, pois as suas situaes tambm so
tambm diferentes: a FAMLIA ALVES recebe apenas um rendimento proveniente do salrio, de um trabalhador menos
qualificado e, portanto, mais baixo que o da mulher da FAMLIA BRAGA que recebe o dobro e possui ainda outros rendimentos provenientes da remunerao do capital, tal como acontece com a FAMLIA COSTA
Em concluso, podemos afirmar que existem desigualdades na distribuio pessoal do rendimento e que resultam
de factores como:
(1) as desigualdades salariais: os salrios no so todos iguais, pois as pessoas apresentam nveis diferentes de formao e qualificao profissional, variando tambm de acordo com o sector, ramo de actividade e a dimenso das
empresas.
(2) a distribuio da propriedade: existncia de algumas famlias que tm rendas, juros e lucros constitui outro factor
explicativo das desigualdades de repartio de rendimentos.
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leque salarial
salrio mximo
salrio mnimo
leque salarial
6.000 euros
1.000 euros
Do exemplo dado, podemos dizer que o leque salarial igual a 6, ou seja, o salrio mximo seis vezes superior ao
salrio mnimo.
Contudo, em Portugal e na maioria dos pases europeus, est estabelecido um valor para o salrio mnimo, mas
no se encontra fixado o valor do salrio mximo, apenas pode ser conhecido o seu valor de referncia nos contratos
colectivos de trabalho de cada sector de actividade.
rendimento nacional
populao total
O rendimento nacional per capita indica-nos o valor recebido por cada pessoa de um pas; portanto uma
mdia pois parte de uma situao de igualdade como se o rendimento fosse distribudo de uma forma igualitria por
todos os elementos da populao.
Apesar de constituir uma base de comparao, este indicador apresenta grandes limitaes, pois como o rendimento no distribudo equitativamente, as desigualdades na distribuio dos rendimentos como que desaparecem. o
que acontece frequentemente nos pases do Terceiro Mundo, j que grande parte do rendimento est nas mos de minoria da populao, vivendo a maioria na misria.
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59
PASES
Rendimentos do trabalho
( % do PIB )
1983
1993
Populao abaixo do
nvel de pobreza ( %)
1980
1989
Blgica
76,5
73,1
5,5
6,6
Dinamarca
75,2
69,5
4,2
4,9
Alemanha
72,3
68,7
10,9
11,2
Grcia
74,7
64,5
18,5
19,9
Espanha
75,5
67,9
18,7
17,3
Frana
76,0
68,0
13,2
14,9
Irlanda
80,8
71,0
18,4
15,8
Itlia
74,2
71,4
19,6
22,0
Luxemburgo
73,4
73,5
9,2
Holanda
69,3
67,1
5,0
6,2
ustria
72,4
69,5
Portugal
73,7
64,8
27,3
26,5
Finlndia
72,2
69,6
Sucia
73,9
72,5
Reino Unido
71,8
73,8
14,3
17,2
60
poupana e investimento
61
poupana e investimento
62
poupana e investimento
Vejamos, ento, qual a importncia do investimento para a economia de um pas. Se uma da economia consumisse todos os seus recursos num dado momento, no poderia continuar a produzir no futuro e, portanto, no poderia satisfazer as necessidades da sua populao. Ou seja, a poupana fundamental para garantir que, a curto / mdio prazo,
as necessidades geraes futuras possam continuar a serem satisfeitas atravs da produo.
No entanto, se a poupana for, por exemplo, entesourada, no contribuir de maneira nenhuma, para essa continuidade da produo. Da a importncia do investimento, pois o investimento, que no existe sem poupana, que
permite a continuidade da produo.
Importa, agora, distinguir, dentro do investimento aquele que efectuado em bens duradouros (aqueles bens
que podem ser utilizados mais de que uma vez) do que efectuado em bens no duradouros (aqueles bens apenas utilizveis uma nica vez). Assim, dentro do investimento teremos:
formao bruta de capital fixo (FBCF), constituda pelas compras feitas em bens de produo duradouros, tais
como edifcios, terrenos, mquinas, viaturas, etc.
existncias, constituda pelas compras efectuadas , durante um ano, de bens de produo no duradouros,
nomeadamente as compras de matrias-primas.
Quando queremos referir-nos s despesas em existncias relativas a um determinado perodo, falamos, ento, de
variao de existncias. O valor da variao de existncias obtm-se por diferena entre valor das existncias no final do
ano e do incio desse mesmo ano.
INVESTIMENTO
MATERIAL
IMATERIAL
FINANCEIRO
63
poupana e investimento
INVESTIGAO
INVENO
INOVAO
DESENVOLVIMENTO
novos produtos
A investigao , hoje, de tal forma considerada importante que podemos consider-la como indicador de
desenvolvimento de um pas, visto este ser tanto mais desenvolvido quanto maior for a percentagem do seu rendimento
canalizada para a investigao.
64
poupana e investimento
65
poupana e investimento
que possui. O accionista pode vender a qualquer momento as suas aces no mercado. A cotao das aces resulta
da diferena do valor da oferta e da procura em cada momento.
- obrigaes: so ttulos que representativos de um emprstimo efectuado por um outros agentes econmicos, que tanto
podem ser empresas como o prprio Estado.
A diferena principal entre aces e obrigaes que os possuidores de aces so scios da empresa que, por
isso, tm direito a receber lucros, enquanto que os possuidores de obrigaes so simplesmente credores da empresa, no
tendo, portanto, direito a receberem lucros.
O sector bancrio que temos vindo estudar faz parte de um sector mais vasto a que damos o nome de instituies financeiras. Por instituies financeiras entende-se o conjunto das instituies que servem de intermediarias entre a
oferta e a procura de fundos financeiros.
Delas fazem parte as instituies financeiras monetrias a que normalmente chamamos de bancos e as instituies financeiras no monetrias.
O que distingue as instituies financeiras monetrias das no monetrias a capacidade de as primeiras, porque aceitam depsitos e concedem crditos, de criarem moeda, enquanto as segundas, se limitam a conceder crdito,
no recebendo depsitos e por isso no criando moeda.
- bancos de poupana
Desempenham funes semelhantes s dos bancos comerciais, e tambm operaes especializadas como a
concesso de crdito habitao, tal o caso da Caixa Geral de Depsitos.
66
poupana e investimento
- sociedades de locao financeira (leasing) So empresas cujo objectivo consiste na celebrao de um contrato entre a empresa de leasing (locador) e uma
pessoa ou empresa (locatrio) a quem concedido temporariamente um determinado bem, mediante o pagamento de
uma renda. No final do prazo, o locatrio tem a opo de compra do bem em troca do pagamento de um valor residual.
Frequentemente, as empresas de leasing esto associadas a bancos comerciais.
Para as empresas, o leasing apresenta algumas vantagens em relao aos emprstimos bancrios, pois mais
fcil a celebrao do contrato de leasing porque essas empresas de leasing no exigem a apresentao de garantias
especiais.
- sociedades de factoring So empresas que adquirem s empresas industriais e comerciais crditos de curto prazo (normalmente dvidas
de clientes), mediante o pagamento de uma comisso.
Trata-se portanto, de um contrato em que a sociedade de factoring adiante s empresas industriais e comerciais
o pagamento das suas dvidas de clientes, recebendo em troca uma comisso.
- sociedades de capital de risco So empresas que tm como objectivo a promoo do investimento por parte de outras empresas, principalmente o investimento de inovao tecnolgica.
So projectos cuja rentabilidade no muito segura. Ora, os bancos so normalmente muito conservadores, isto
, preocupam-se muito com a rentabilidade a curto prazo, com as garantias dadas, etc. Por estas razoes, estes projectos
estariam condenados
Nestas sociedades de capital de risco, no h emprstimo mas sim uma participao temporria no capital da
empresa que apresenta o projecto de investimento, assim como no h encargos com a dvida, o que uma vantagem.
INSTITUIES FINANCEIRAS
BANCO CENTRAL
SOCIEDADES DE LEASING
OUTROS BANCOS
SOCIEDADES DE FACTORING
67
poupana e investimento
- o crdito
J foi referido que uma das principais formas de financiamento externo indirecto o crdito bancrio.
O crdito bancrio consista numa troca de moeda por um compromisso de reembolso da dvida numa certa data
claro que o banco (credor) s empresta porque em troca vai receber da empresa (devedor), posteriormente,
um valor superior ao emprestado. Este acrscimo, que constitui a remunerao do banco o juro
O juro calculado com base numa taxa que mais no do que o preo do dinheiro. obvio que os bancos s
concedem crdito se tiverem confiana de que recebero o pagamento do emprstimo juntamente com os respectivos
juros na data acordada. Por vezes, para aumentarem essa confiana, exigem por parte dos devedores garantias do
pagamento dessa dvida.
quanto finalidade
- crdito ao consumo: aquele que se destina s famlias, normalmente para poderem comprar bens de consumo duradouros (compra de habitao, automvel, electrodomsticos, etc.) e nestes casos, os prprios bens servem como garantia
de pagamento;
- crdito produo: aquele que concedido s empresas, e podem ser crdito ao funcionamento se destinado a
suprir dificuldades de tesouraria (pagamento de salrios por exemplo) e crdito de financiamento se destinado ao investimento.
quanto durao
- crdito a curto prazo: para prazos de pagamento inferiores a um ano;
- crdito a mdio prazo: para prazos de pagamento compreendidos entre um e cinco anos;
- crdito a longo prazo: para prazos de pagamento superiores a cinco anos.
quanto origem
- crdito interno: se concedido por instituies que operam no territrio nacional;
- crdito externo: se concedido por instituies estrangeiras.
Como vimos, o crdito uma das principais formas de financiamento das empresas, ento, uma das suas funes
mais importantes ser financiar e, assim, estimular a produo contribuindo para o desenvolvimento da economia do pas.
Mas o crdito no se destina exclusivamente produo. O crdito ao consumo permite s famlias comprar
bens que, de outra forma, no teriam capacidade para o fazer, funcionando, portanto, como um estmulo no s produo como tambm ao consumo.
Por estas razes, podemos dizer que, actualmente, o crdito um instrumento importante para o crescimento e
desenvolvimento da economia de um pas.
68
poupana e investimento
MODALIDADES DE CRDITO
QUANTO FINALIDADE
QUANTO DURAO
QUANTO AO BENEFICIRIO
QUANTO ORIGEM
AO CONSUMO
CURTO PRAZO
PBLICO
INTERNO
PRODUO
MDIO PRAZO
PRIVADO
EXTERNO
LONGO PRAZO
Como vimos, os bancos funcionam como intermedirios entre a procura e a oferta de financiamento. Vejamos
quais so as principais funes desempenhas pelas instituies bancrias. Os bancos desenvolvem vrias operaes que
podem ser de dois tipos:
- operaes passivas: consistem na captao de poupanas junto dos diversos agentes econmicos, sob a forma de
depsitos que podem ser ordem ou a prazo. De uma forma geral, os bancos pagam juros sobre esses depsitos;
- operaes activas: so constitudas por todas as operaes de concesso de crdito, neste caso, so os bancos
que recebem juros em troca.
Como seria de esperar, visto que o objectivo dos bancos a obteno de lucros, as taxas de juro das operaes
activas so superiores s taxas de juro das operaes passivas.
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NDICE GERAL
A curva de oferta no mercado é influenciada por fatores como o preço do bem em questão, o preço de outros bens relacionados (sejam substituíveis ou complementares), custos de produção e inovações tecnológicas . O preço do bem tem uma relação direta com a quantidade oferecida – aumento de preço tende a aumentar a oferta, enquanto uma redução tende a diminuí-la . A curva de oferta se relaciona com a curva de demanda no mercado através do ponto de equilíbrio, onde a quantidade procurada é igual à quantidade oferecida, resultando em um mercado balanceado onde consumo e produção estão em harmonia .
Os fatores econômicos que influenciam o consumo incluem o nível de rendimento das famílias, os preços dos bens e serviços, e a inovação tecnológica, que determinam a capacidade de compra e a acessibilidade dos produtos . Fatores extra-econômicos abrangem normativas sociais, culturais e políticas que moldam os hábitos e preferências de consumo, como a cultura de consumo ou mudanças nas políticas fiscais . Esses fatores, inter-relacionados, ajudam a determinar como as famílias distribuem suas despesas em diferentes bens e serviços, impactando diretamente seus padrões de consumo . Ambos necessitam ser considerados para uma compreensão abrangente do comportamento do consumidor .
A lei da demanda afirma que há uma relação inversa entre o preço de um bem e a quantidade demandada dele: quando o preço aumenta, a quantidade demandada tende a diminuir, e quando o preço diminui, a quantidade demandada tende a aumentar . Essa relação é representada na curva de demanda como uma linha com inclinação negativa, indicando que, à medida que o preço do bem cai, os consumidores estão dispostos a comprar mais, o que é ilustrado pela curva que se desloca para a direita . A curva da demanda visualiza como alterações de preço impactam o comportamento dos consumidores no mercado .
O consumo é considerado um ato econômico porque é através dele que as necessidades humanas são atendidas, movimentando recursos e estimulando a produção de bens e serviços . Paralelamente, o consumo é um ato social porque reflete o nível de bem-estar das pessoas e da sociedade como um todo . A variedade e quantidade de bens consumidos indicam como um grupo populacional está satisfazendo suas necessidades, impactando diretamente as condições de vida . A inter-relação entre consumo e sociedade evidencia como o acesso ou a falta dele a bens essenciais como saúde e educação influencia significativamente as oportunidades e qualidade de vida dos indivíduos .
Consumo essencial refere-se à utilização de bens para satisfazer necessidades primárias e secundárias, como alimentação e educação, que são fundamentais para a sobrevivência e o desenvolvimento pessoal . Por outro lado, consumo supérfluo envolve bens que atendem necessidades terciárias, como perfumes e joias, que são considerados luxos ou extravagâncias em relação às necessidades básicas . Esses tipos de consumo refletem as prioridades dos consumidores na medida em que famílias com rendas mais limitadas priorizam o consumo essencial, enquanto aquelas com rendas mais altas podem destinar uma parte maior para consumos supérfluos, demonstrando assim sua segurança financeira e status social .
As necessidades humanas, embora variem de pessoa para pessoa, compartilham características comuns, tais como sua multiplicidade e substituibilidade . A multiplicidade refere-se ao fato de que as necessidades são ilimitadas, pois os indivíduos continuam a desejar novas coisas além das necessidades básicas de sobrevivência, como alimentação e vestuário . Já a substituibilidade significa que as necessidades podem ser satisfeitas por bens substitutos, ou seja, diferentes bens que podem suprir a mesma necessidade . Essas características explicam a continua mudança nas preferências de consumo humano e a busca incessante por novos produtos e serviços.
O ponto de equilíbrio no mercado é crucial porque representa o preço e a quantidade onde a oferta e a demanda são exatamente iguais, garantindo que toda mercadoria ofertada seja comprada sem excedentes ou escassez . No ponto de equilíbrio, os recursos são alocados de forma eficiente, e os mercados operam em uma situação de estabilidade . Se o preço estiver acima do equilíbrio, haverá superávit de oferta, enquanto se estiver abaixo, ocorrerá escassez . O mercado tende a corrigir essas diferenças ao ajustar preços e quantidades, estabilizando novamente o sistema econômico .
O rendimento das famílias é um dos principais fatores que influenciam o consumo de bens e serviços, pois ele limita as possibilidades de compra dos consumidores . Alterações no rendimento, sejam negativas ou positivas, têm consequências diretas no consumo, uma vez que as pessoas precisam ajustar seus gastos à nova realidade financeira . As famílias com rendimentos mais baixos tendem a gastar a maior parte de sua renda em despesas essenciais, enquanto famílias com rendimentos mais altos diversificam o consumo . No geral, o consumo é afetado pelas variações nos rendimentos, pois consumidores reagem de maneira diferente a essas mudanças, ajustando suas prioridades de consumo .
Inovações tecnológicas afetam a oferta no mercado principalmente ao reduzir os custos de produção, permitindo que os vendedores ofertem mais quantidades a preços competitivos . A introdução de novos métodos de produção ou inovações materiais pode aumentar significativamente a eficiência e a capacidade produtiva, expandindo a oferta de bens e serviços . Exemplos incluem a utilização de novos materiais como o silício na fabricação de microchips, que baixou os custos e aumentou a oferta de computadores .
O conceito de 'função econômica' refere-se aos papéis específicos desempenhados por diferentes entidades dentro de uma economia. As principais funções econômicas descritas incluem: produção (realizada pelas empresas que produzem bens e serviços), distribuição (envolvendo a distribuição desses bens), repartição (a alocação de renda entre diferentes agentes), acumulação (a acumulação de riqueza), e consumo (a utilização de bens e serviços para satisfazer necessidades). As principais entidades econômicas associadas a essas funções são as famílias, empresas, instituições financeiras, administração pública e o resto do mundo .