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Fundamentos da Economia e Consumo

O documento discute a atividade económica e a ciência econômica. Apresenta o problema econômico da escassez de recursos versus necessidades ilimitadas e como a racionalidade econômica busca otimizar os recursos escassos. Também discute os diferentes agentes econômicos e suas funções na produção, distribuição e consumo.

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Diogo
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Fundamentos da Economia e Consumo

O documento discute a atividade económica e a ciência econômica. Apresenta o problema econômico da escassez de recursos versus necessidades ilimitadas e como a racionalidade econômica busca otimizar os recursos escassos. Também discute os diferentes agentes econômicos e suas funções na produção, distribuição e consumo.

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ECONOMIA

Unidade 1 – A atividade económica e a ciência económica.

 A realidade social é uma unidade una, complexa e indivisível pois é suscetível de ser abordada
segundo diversas perspetivas ou seja por várias ciências e disciplinas.

O objeto da ciência económica


 Os fenómenos económicos ligados à produção, à distribuição, ao consumo, à repartição do
rendimento, ao investimento, são o objeto de estudo da ciência económica.

O problema económico
 De um lado, a multiplicidade das nossas necessidades; de outro, a escassez de recursos capazes de
as satisfazer.

A racionalidade económica
 A adequação dos recursos escassos às necessidades, que são ilimitadas, implica optar, fazer escolhas.
 Os indivíduos, ao fazerem escolhas, pretendem obter, para si próprios, o máximo benefício,
procurando o mínimo dispêndio de recursos, o que exige uma gestão eficiente dos recursos.

Custo de oportunidade
 O custo de oportunidade de um bem consiste na alternativa que tem de ser sacrificada para se obter
esse bem, isto é, o sacrifício que se tem de pagar quando, face à escassez de recursos, é necessário
fazer uma opção.

PROBLEMA ECONÓMICO
↓ ↓
Recursos escassos ou limitados Necessidades ilimitadas
↓ ↓
Escolha entre necessidades ilimitadas e recursos disponíveis

Racionalidade económica

Otimização da utilização dos recursos
↓ ↓
Satisfação de algumas necessidades Não satisfação de outras necessidades
↓ ↓
Benefício Custo de oportunidade

Exemplos:
 O custo de oportunidade de uma sessão de cinema para um jovem que tem um convite para, na mesma
altura, ir praticar desporto com os amigos, é a renúncia a essa atividade desportiva.
A atividade económica

Produção

Distribuição (elo de ligação entre a produção e o consumo)

Salários – Trabalhadores
Juros – Bancos
Atividade Económica Distribuição dos rendimentos
Renda – Dono de propriedades
Lucros – Empresas, acionistas

Consumo
Utilização de rendimentos
Acumulação (Poupança)

Os agentes económicos

Agente económico: É toda a entidade autónoma, com capacidade para realizar operações económicas
tomando decisões. Tem pelo menos uma função na atividade económica.

 Os indivíduos ou entidades podem agrupar-se e participar na atividade exercendo várias funções com
autonomia de decisão.

Agentes económicos Principais funções

Famílias
Pequenas empresas em que não se separa o Consumir
que é da família e da empresa.

Produzir bens e serviços não financeiros e mercantis;


Empresas não Financeiras Bens comercializáveis a um preço maior que o custo de produção;

Instituições financeiras (bancos, seguros) Prestar serviços financeiros;

Garantir a satisfação das necessidades coletivas;


Administração Pública e segurança social. Redistribuição do rendimento (impostos e subsídios);
Produz bens e serviços não mercantis;

Resto do Mundo (outros países) Trocar bens, serviços e capitais. Países que investem em Portugal.
Unidade 2 – Necessidades e consumo.
Características das necessidades

Multiplicidade
 As necessidades são múltiplas e parece não haver limites para elas.
 As necessidades renovam-se constantemente e por isso aparentam não ter fim.

Substituibilidade
 As necessidades podem ser satisfeitas por bens substituíveis, isto é, por diversos bens que
possibilitam a satisfação da mesma necessidade.
 Exemplo: Quando temos fome podemos satisfazer as necessidades com vários alimentos.

Saciabilidade
 A intensidade com que uma necessidade é sentida vai diminuindo à medida que é satisfeita, acabando
por desaparecer.
 Exemplo: Se temos sede e bebemos um sumo, a sede vai diminuindo à medida que bebemos mais;

Relatividade
 As necessidades variam temporal e geograficamente, isto é, são relativas ao tempo e ao espaço.
 As necessidades dos nossos antepassados eram diferentes das nossas.
 Exemplo: No século passado, não havia necessidade de telemóveis e computadores.

Classificação das necessidades

Necessidades primárias, secundárias e terciárias.


 As necessidades de alimentação, de saúde e de habitação são necessidades primárias pois são
indispensáveis à vida.
 As necessidades de transporte, vestuário e cultura são necessidades secundárias pois a sua satisfação
não ameaça de imediato a vida das pessoas.
 Perfumes caros, automóveis de grande conforto ou bens alimentares de grande requinte são
necessidades terciárias ou de luxo, cuja satisfação poderá ser considerada dispensável.
 Esta classificação é uma classificação relativa, tanto no tempo como no espaço.

Necessidades individuais e coletivas


Necessidades individuais
 Dizem respeito à pessoa e a sua satisfação é individual.
 A necessidade de alimentação e de descanso são disso exemplo.
 As necessidades individuais podem ser satisfeitas por bens privados.

Necessidades coletivas
 Resultam da vida em sociedade, pelo que dizem respeito a todos a todos os seus membros.
 A necessidade de segurança, justiça e defesa são disso exemplos.
 As necessidades coletivas são satisfeitas por bens públicos que são indivisíveis e o seu uso não
impede o benefício de outros.
 A iniciativa privada não tem interesse na produção destes bens, cabendo ao Estado providenciá-los.
Bens privados Bens públicos
- Pertencem em exclusivo aos seus proprietários. - Ninguém pode ser excluído de beneficiar de um
- A lei reconhece o direito de propriedade, impedindo bem público, tendo por isso como caraterística a não
os que não são proprietários de os usar. exclusividade;

- O uso de um bem privado afasta o benefício dos - O uso de um bem não diminui o benefício de outras
indivíduos que não o possuem. pessoas, sendo por isso bens não rivais.

- São pagos individualmente porque o seu benefício é - São cobrados à coletividade porque o seu benefício
individual. é coletivo.

- São fornecidos por empresas. - São fornecidos pelo estado.


Refeição, vestuário, viagens,… Iluminação pública, saúde pública, defesa nacional,..

Consumo – Noção e tipos de consumo.


 Para ultrapassar a necessidade sentida é necessário consumir esses bens e serviços.
 Necessidade → Consumo → Estado de satisfação

Consumo: É o ato económico que nos permite concretizar a satisfação de uma necessidade, através da
destruição progressiva de um bem ou serviço.

Consumo – Ato económico


 O consumo representa um ato económico porque, ao satisfazer determinadas necessidades, em vez
de outras, estamos a fazer escolhas com implicações em toda a economia.
 Ao consumirmos estamos a dar “ordens de produção” às empresas, aumentando a produção.
 Inversamente, existe abrandamento da economia quando há quebra no consumo.

Consumo → Ordens de produção → Produção


↑ ↓
Rendimento disponível ← Emprego ← Procura de trabalhadores

Consumo – Ato social

O ato de consumir tem consequências


↓ ↓ ↓ ↓
Económicas Sociais Políticas Ambientais
Estimular a produção e Impor embargos económicos a
Preferir produtos Consumir produtos da
aumentar o emprego países com práticas que violem
nacionais aumenta o agricultura biológica é
contribui para o os direitos humanos pode fazer
emprego nacional. respeitar o ambiente.
crescimento económico. inverter a situação.

Tipos de consumo
Consumo essencial e consumo supérfluo (Quanto à natureza das necessidades)
 Consumos essenciais: Consumos indispensáveis à sobrevivência, satisfaz necessidades primárias.
 Consumos supérfluos: Consumo destinado à satisfação de necessidades terciárias.
Consumo privado e consumo público (Quanto ao autor)
 Consumo privado: O consumo é efetuado por particulares.
 Consumo público: O consumo é da iniciativa de um organismo estatal;

Consumo individual e consumo coletivo (Quanto ao beneficiário)


 Consumo individual: É o que cada um de nós consome. Quando tomamos o pequeno-almoço, mais
ninguém pode consumir esses alimentos.
 Consumo coletivo: É o conjunto de serviços gratuitos ou fornecidos a preços simbólicos, de que toda
a coletividade goza por ação da Administração Pública. (serviços de saúde, de educação).

Consumo final e consumo intermédio (Quanto à finalidade do próprio consumo)


 Consumo final: As famílias consomem bens de consumo final, bens que vão ser utilizados
diretamente na satisfação das necessidades;
 Consumo intermédio: As empresas adquirem bens para transformar em bens de consumo final.

Fatores de que depende o consumo


 Os consumidores, ao procurarem certos bens ou serviços, expressam as necessidades que sentem.
 Assim, são os consumidores que determinam o que de futuro se irá produzir logo é necessário analisar
o comportamento dos consumidores.
 São muitos os fatores que influenciam esse comportamento pelo que o consumo é um fenómeno
social complexo, condicionado por múltiplos fatores

Fatores de que depende o consumo

Económicos Extraeconómicos
Rendimento dos consumidores; Idade;
Preço dos bens; Moda;
Inovação tecnológica; Publicidade;
Crédito; …

Fatores económicos
 Rendimento dos consumidores:
- O consumo é função do rendimento. Uma alteração ao nível do rendimento altera o consumo.
- Por exemplo, quando o rendimento aumenta, aumenta o consumo de bens superiores e diminui
o consumo de bens inferiores.

 O nível dos preços:


- Uma subida dos preços pressupõe uma diminuição da capacidade aquisitiva.
- Pelo contrário, uma diminuição dos preços supõe um aumento da capacidade aquisitiva.
 A inovação tecnológica:
- A inovação no domínio tecnológico é um elemento essencial na produção industrial.
- Permite obter custos mais baixos, maior rapidez na produção, maiores quantidades, melhor
qualidade, o que se traduz em bens mais acessíveis para o consumidor.

 Crédito bancário:
- O consumidor terá de exercer esse comportamento de forma racional para evitar o
endividamento excessivo.
Estrutura do consumo
 O rendimento é um dos fatores que condiciona o consumo mas a reação dos consumidores a
alterações no seu rendimento não é idêntica para todos os bens.
 Os consumos podem classificar-se em essenciais e não essenciais.
 O consumo de bens essenciais não é muito afetado pelas alterações de rendimento mas o consumo
de bens não essenciais são afetados.
 Por isso, é importante conhecer o valor total das despesas dos indivíduos em bens de consumo mas
também a forma como tal despesa se distribuiu pelos diferentes grupos de bens.

Lei de Engel
 Quanto menor for o rendimento de uma família, maior será o coeficiente orçamental relativo à
alimentação e menor nos bens não essenciais.

Coeficiente orçamental: Representa a percentagem de uma classe de despesas de consumo em relação ao total
das despesas de consumo de uma família ou de outro agrupamento social.

 As famílias com maiores rendimentos utilizam grande parte deles na aquisição de bens e serviços
nem sempre essenciais, indicadores de um certo nível de vida;
 As famílias com menores rendimentos despendem grande parte do seu rendimento na satisfação de
necessidades básicas;

Grupo de despesas Família A Família B


Alimentação 1000 (50%) 1500 (30%)
Vestuário 240 (12%) 750 (15%)
Habitação 300 (15%) 750 (15%)
Educação e Saúde 260 (13%) 750 (15%)
Bens de luxo 200 (10%) 1250 (25%)
Rendimento mensal (Total) 2000 (100%) 50000%)

A sociedade consumo
 Começou na revolução industrial e acentuou se na 2ª Guerra Mundial.
 O progresso das técnicas de produção e o desenvolvimento económico em geral permitiram o fabrico
em grande escala, originando a sociedade de consumo.
 Uma sociedade em que a oferta excede a procura, o que implica o recurso a estratégias de marketing
para escoar a produção;
 Uma sociedade de oferta de bens produzidos a baixo custo que resultam da produção em série,
atrativos e de duração efémera pois as necessidades de produzir e escoar são permanentes;
 Mais tecnologia → Mais produção → Menor custo de produção → Baixa de preços → Mais pessoas
podem comprar → Mais consumo de massas.

 Estamos na era do consumo de massas.


 É um dos comportamentos típicos da sociedade de consumo que se manifesta por um consumo
massificado de bens normalizados de curta duração e acessíveis à generalidade da população.
 O consumo de massas leva o consumidor aos produtos de hoje: consome-se o que está na moda.
 É a era do usar e deitar fora.
Consumismo
 É o conjunto dos comportamentos e atitudes suscetíveis de conduzir a um consumo sem critérios,
compulsivo, irresponsável e perigoso, sem qualquer mentalidade ambiental.

Consumerismo
 Procura tornar os consumidores mais racionais nas suas escolhas.
 É um consumo racional, controlado, seletivo, baseado em valores sociais e ambientais e no respeito
pelas gerações futuras.

A defesa do ambiente como atitude consumerista


 A atitude consumerista defende o modelo de desenvolvimento sustentável com respeito pelo direito
das gerações futuras a um planeta limpo e sustentável.
 Este objetivo implica da parte de todos os cidadãos uma alteração profunda dos seus comportamentos
em favor de atitudes consumeristas.

Bens e Serviços
Bens livres
 São todos os bens que podemos dispor sem qualquer entrave ou esforço.
 Na natureza existem bens em quantidade superior à necessária para satisfação dos indivíduos.
 Ar atmosférico, água do mar, gelo das regiões polares, pastagens em regiões pouco povoadas.

Bens Económicos
 Quando as necessidades da população são maiores do que os recursos para as satisfazer.
 São todos os bens escassos, que não permitem satisfazer as necessidades de toda a gente logo é
preciso gastar algum dinheiro ou esforço para os obter.
 Os bens económicos são múltiplos e de diferente natureza.

Bens materiais e serviços (Quanto à sua natureza)


Bens materiais
 As necessidades satisfazem-se com a utilização de bens palpáveis e que podem ser armazenados.

Bens imateriais ou serviços


 Necessidades que exigem o exercício de determinadas funções, isto é, serviços que nos são prestados.

Bens de consumo e bens de produção (Quanto à sua função)


Bens de consumo
 Satisfazem imediatamente uma necessidade de consumo final das famílias.
Bens de produção
 Bens que se empregam na produção de outros bens.

De entre os bens de produção podemos distinguir:


Bens de equipamento: Pode ser utilizado para várias produções.
Bens de consumo intermédio: Só pode ser utilizado para uma produção:
- Matérias-primas: Bens que entram no produto final.
- Matérias subsidiárias: Bens que não entram no produto final.
Bens duradouros e bens não duradouros (Quanto à sua duração)

Bens não duradouros


 São bens cuja utilização implica a perda das suas anteriores qualidades, isto é, ao satisfazerem uma
necessidade, o bem desaparece incorporado noutro bem.

Bens duradouros
 São bens que mantêm as suas qualidades iniciais durante um período mais ou menos longo.

Bens sucedâneos ou substitutos e bens complementares. (Quanto às relações que estabelecem entre si)

Bens sucedâneos
 Bens que se podem substituir no ato de produção ou de consumo, isto é, podem satisfazer a mesma
necessidade.
Bens complementares
 Bens cuja utilização conjunta é necessária para a satisfação de uma necessidade. São bens que se
complementam para atingir o objetivo da sua utilização. Ex: Impressora e tinteiro.

Produção e processo produtivo.


Produção:
 É a atuação do Homem sobre a Natureza com vista à obtenção dos bens e dos serviços necessários à
satisfação das suas necessidades.

Processo produtivo:
 Para produzir um bem é necessário seguir uma sequência de etapas através das quais as matérias-
primas são transformadas em produtos finais.
 Esta sucessão de fases designa-se por processo produtivo.
 Para a produção ser considerada atividade económica, é necessário que se verifique, pelo menos, uma
das seguintes condições:
- O bem produzido deve destinar-se ao mercado (deve ser transacionado).
- O trabalho correspondente a essa produção deve ser remunerado e declarado.

Fatores de produção:
 São os elementos indispensáveis à produção dos bens e serviços.
 Englobam a força de trabalho, o capital e os recursos naturais.

Os fatores de produção são:


 Natureza
- Fornece os recursos naturais, isto é, todos os elementos indispensáveis ao exercício da atividade
produtiva;
 Trabalho
- Constitui a atividade consciente do individuo dirigida para um fim determinado, mediante a
qual transforma “coisas” (matéria-prima) em produtos utilizáveis.
 Capital
- Constitui o conjunto de elementos que contribui para que os indivíduos produzam.
- A matéria-prima que os indivíduos transformam, os instrumentos que facilitam essa
transformação (instrumentos de trabalho) e as matérias energéticas.
Força de trabalho:
 Capacidade do ser humano para trabalhar;
 O trabalho do ser humano exerce-se sobre “coisas” – objetos de trabalho.
 O trabalho do ser humano utiliza outras coisas – meios de trabalho.

Objeto de trabalho
 Tudo aquilo que é alvo do trabalho humano.
 Entre os objetos de trabalho, podemos considerar dois tipos: matérias-primas e matérias
subsidiárias.

Meios de trabalho
 São usados pelo ser humano na transformação dos objetos de trabalho a fim de obter produtos
utilizáveis.
 Edifícios, canais de irrigação, meios de comunicação, instrumentos de trabalho, etc…

Os recursos naturais
 Os recursos naturais são bens que a natureza oferece ao ser humano e que este utiliza para satisfação
das suas necessidades.
 Quando um recurso natural é suscetível de ser renovado num período de tempo relativamente curto,
diz-se renovável – Madeira.
 Quando a exploração de um recurso provoca a sua destruição, diz-se não renovável – Petróleo.
 No sentido de preservar a Natureza e as possibilidades de vida das futuras gerações tem-se defendido
uma nova atitude face à economia, o desenvolvimento sustentável.

O trabalho
 É a atividade do ser humano, com vista à realização da produção de bens e de serviços e pode assumir
diversas formas.

População ativa
 Força de trabalho disponível para a produção, num dado momento.
 Todos os indivíduos a desempenhar uma tarefa remunerada e os desempregados.

𝐏𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚
 𝐓𝐚𝐱𝐚 𝐝𝐞 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 = × 𝟏𝟎𝟎
𝐏𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥

𝐍ú𝐦𝐞𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐠𝐚𝐝𝐨𝐬
 𝐓𝐚𝐱𝐚 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐠𝐨 = × 𝟏𝟎𝟎
𝐏𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚

População inativa
 Indivíduos que ainda não trabalham (crianças), que já não trabalham (reformados);
 Exercem uma atividade mas não são remunerados (estudantes, donas de casa);

Desenvolvimento tecnológico e emprego


 Este processo tem sido reforçado com a rápida evolução tecnológica originando novos processos
produtivos, informatizados e automatizados.
 A globalização é uma consequência deste processo mas igualmente uma causa que implica a troca
de informação e o consequente crescimento e reforço do setor terciário.
 Este desenvolvimento traduz-se em benefícios como a automação, a robotização e a automação;
Causas do desemprego
 Tarefas repetitivas e mecânicas são realizadas por instrumentos robotizados.
 O desenvolvimento tecnológico tem efeitos profundos no emprego, podendo conduzir ao desemprego
de um conjunto mais ou menos de trabalhadores.

Tipos de desemprego
 Desemprego tecnológico
- É o desemprego resultante da evolução da tecnologia.
- Os trabalhadores são incapazes de se adaptar às novas tecnologias.
 Desemprego de longa duração
- É o desemprego que se prolonga para além de um ano;
- Podendo resultar de situações de recessão ou crise económica, ou ausência de competências;
 Desemprego repetitivo
- É o desemprego resultante da não adaptação a sucessivos postos de trabalho normalmente de
baixo nível de qualificação profissional ou empregos sazonais.

Inovação, desemprego e formação


 Como resposta ao desemprego pretende-se então alargar os benefícios sociais aos desempregados de
longa duração e coloca-los em situação de formação profissional.
 Esta capacidade de reaprendizagem depende da idade dos trabalhadores, do nível de qualificação
profissional ou da situação económica que o país atravessa.
 A inovação é o motor de desenvolvimento e constitui um desafio à própria sociedade.
 A inovação nos processos produtivos poderá proporcionar a alavanca para uma nova economia
baseada no conhecimento.
 A resposta possível ao desemprego tecnológico será então a formação.

A formação ao longo da vida


 Nos dias de hoje, os indivíduos, ao entrarem no mundo do trabalho, sabem que irão mudar de emprego
várias vezes ao longo da sua vida ativa.
 A necessidade de aprendizagem permanente conduz a situações de formação ao longo da vida, sob
pena de o trabalhador se desatualizar e ser dispensado pelo empresário.
 Este esforço do trabalhador tem efeitos positivos: permanência no emprego, melhores remunerações
e condições de trabalho, para além da realização pessoal e profissional.

Capital
Capital e riqueza
 Quem é proprietário possui riqueza.
 No entanto, essa riqueza só é capital se estiver ao serviço do processo produtivo e contribui para o
aumento da produção.

Tipos de capital

Capital financeiro
 Representa todos os meios financeiros de que uma unidade produtiva pode dispor e é constituído pelo
capital próprio e pelo capital alheio.
Capital próprio e capital alheio
 Capital próprio é o conjunto de valores constituídos pelo financiamento dos proprietários da unidade
produtiva.
 Capital alheio é o conjunto de valores que constituem o financiamento de terceiros, o valor dos bens
de que a unidade produtiva dispõe mas que não lhe pertence.

Capital técnico
 Inclui todos os bens que possibilitam ou facilitam a produção de outros bens.
 O capital técnico são os bens cuja utilização é indispensável no processo produtivo.
 No capital técnico inclui-se o capital fixo e o capital circulante.

Capital fixo e capital circulante


 Capital fixo
- Representa o conjunto de meios de produção que podem ser utilizados várias vezes sem que a
sua estrutura sofra alterações, exceto o desgaste natural.
 Capital circulante
- São os meios de produção que desaparecem em virtude de terem sido completamente
incorporados nos produtos acabados.

Capital natural
 São todos os recursos naturais que contribuem para o aumento da produção.
 Agora são considerados capital porque nem todos são renováveis e alguns encontram-se em
progressivo estado de escassez.

Capital humano
 É a capacidade de trabalho do ser humano.
 Essa capacidade pode aumentar desde que se eleve as qualificações dos indivíduos. (formação)
 Investir em formação é sinónimo de elevação da produtividade dos trabalhadores;

A combinação de fatores de produção


Função de produção
Exprime a relação técnica entre a produção e os fatores produtivos, trabalho e capital, utilizados no processo
produtivo e pode ser traduzido por:
𝑃 = 𝑓(𝑘, 𝑡) P representa a produção; k representa o capital; t representa o trabalho.

Produtividade
 É a relação entre uma produção e os fatores utilizados para a obter.
 Representa a relação existente entre o que se gasta e o que se produz, permitindo conhecer o valor
da produção por unidade de recurso utilizada.

𝐕𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐨𝐮 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨


 𝐏𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥 =
𝐕𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐝𝐨𝐬 𝐟𝐚𝐭𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨

𝐐𝐮𝐚𝐧𝐭𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐨𝐮 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐝𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨


 𝐏𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐦é𝐝𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐟𝐚𝐭𝐨𝐫 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 =
𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐠𝐚𝐬𝐭𝐚 𝐞𝐦 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨

𝐀𝐜𝐫é𝐬𝐜𝐢𝐦𝐨 𝐝𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨
 𝐏𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐠𝐢𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 =
𝐀𝐜𝐫é𝐬𝐜𝐢𝐦𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨
Combinação dos fatores produtivos a curto prazo.
Lei dos Rendimentos Decrescentes.

Trabalhadores Produção Produtividade marginal


10 400 -
50 hectares 11 430 30
1 trator 12 472 42
1 ceifeira- debulhadora 13 508 36
14 532 24
15 546 14
 A introdução sucessiva de novas unidades de trabalho (trabalhadores) implica um acréscimo de
produção, mas, a partir de certo número de trabalhadores, esse acréscimo é sucessivamente menor, até
que, no limite será nulo.
 Esta é essência da Lei dos Rendimentos Decrescentes.
 Existe uma combinação ótima que se situa na altura em que os acréscimos de rendimento;

Combinação dos fatores produtivos a longo prazo.


Economias de escala:
 É uma diminuição do custo médio de um bem com o aumento das quantidades produzidas.
Deseconomias de escala:
 Aumento do custo unitário de um bem resultante de um aumento da quantidade produzida para além
do ponto de dimensão ótima.

Custos de produção:
 Custos fixos
- Representam despesas que uma unidade de produção tem de realizar, independentemente das
quantidades produzidas. Não varia com a quantidade produtiva.
 Custos variáveis
- Representam despesas que variam em função da quantidade produzida.

𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐭𝐨𝐭𝐚𝐢𝐬 = 𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐟𝐢𝐱𝐨𝐬 + 𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐯𝐚𝐫𝐢á𝐯𝐞𝐢𝐬

𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨 𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥 (𝐂𝐭)


𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨 𝐦é𝐝𝐢𝐨 (𝐂𝐦) =
𝐐𝐮𝐚𝐧𝐭𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐳𝐢𝐝𝐚 (𝐐)

Custos fixos Custos variáveis Custos totais Quantidade Custo médio/


(Euros) (Euros) (Euros) Produzida (Milhares) Custo unitário
250 350 600 100 6€
250 360 610 150 4.07 €
250 380 630 200 3.15 €
250 410 660 250 2.64 €
250 450 700 300 2.33 €
250 500 750 350 2.14 €
Unidade 4 – Comércio e moeda.
A distribuição.
 O transporte, a armazenagem e o comércio constituem as principais atividades da distribuição.

Circuito de distribuição:
 Conjunto de intermediários que promovem a circulação do produto, fazendo-o chegar aos
consumidores.
 As empresas têm de escolher o circuito mais adequado às características dos bens que produzem;

Tipos de circuito de distribuição


 Circuito ultracurto:
- O produtor vende os seus produtos diretamente aos consumidores.
- Este circuito é sobretudo utilizado na prestação de serviços (médico, cabeleireiro)

 Circuito curto:
- Existe apenas 1 intermediário
- Os produtos saem diretamente do produtor para os retalhistas
- Os retalhistas compram produtos aos fabricantes vendendo-os à unidade.

 Circuito longo:
- Existem vários intermediários (pelo menos 2).
- Todos os intermediários entre o produtor e o retalhista são designados por grossistas;
- Os grossistas não vendem aos consumidores finais.

A evolução da moeda – Formas e funções.

Troca direta
 As economias de autossubsistência foram substituídas pelos sistemas de troca, onde se troca o que
se tem em excesso por aquilo que faz falta.
 As trocas eram feitas produto por produto
 Obstáculos da troca direta:
- Dificuldade que cada pessoa sentia em encontrar outra que estivesse interessada na troca;
- A atribuição de valores diferentes aos produtos, não permitia o acordo quanto à transação;

Troca indireta:
 Produto  Moeda  Produto
 Os obstáculos da troca direta foram ultrapassados quando a moeda passou a ser utilizada como
intermediária nas trocas.
 Moeda:
- É um bem de aceitação generalizada que se utiliza como intermediário nas trocas.

4.2.2. Formas de moeda

Moeda papel
Moeda-mercadoria Moeda metálica •moeda representativa Moeda escritural
•moeda fiduciária Moeda eletrónica
•papel-moeda
Moeda-mercadoria
 Nas sociedades primitivas muitos foram os bens utilizados como moeda;
 A moeda adotada estava relacionada com a principal atividade a que a comunidade se dedicava;
 Desvantagens:
- O gado não era divisível; o peixe estragava-se; o sal não era duradouro.

Moeda metálica
 Foi-se generalizando, como moeda, a utilização de metais, que apresentavam maior facilidade de
transporte, durabilidade e divisibilidade.
 As moedas metálicas eram constituídas por metal cujo valor era determinado pelo seu peso.
 Quando se começou a utilizar o ouro e a prata, iniciou-se o sistema de cunhagem da moeda que
certifica o seu valor.

Moeda-papel
 A partir dos Descobrimentos, o grande incremento do comércio originou o transporte de enormes
somas de moeda, o que era difícil e perigoso.
 Para resolver este problema, os bancos ao receberem as moedas guardavam-nas e emitiam os
respetivos certificados de depósito.

 Moeda representativa:
 A quantidade de notas em circulação equivalia ao valor de metal retido nos cofres dos bancos.
 Assim, as notas podiam ser convertidas em metal, a qualquer momento.

 Moeda fiduciária:
 Surgiram as primeiras emissões de moeda de papel sem igual contrapartida de ouro retido no banco.
 Este tipo de moeda era designada por moeda fiduciária por se basear na confiança.
 Esta situação era arriscada para os depositantes porque os bancos não eram capazes de reembolsar
todos os clientes em simultâneo;

 Papel-moeda:
 Assim, o Estado impôs o curso forçado às notas sendo inconvertíveis e de aceitação obrigatória;
 É o aparecimento do papel-moeda, que é atualmente o tipo de moeda de papel em circulação;

Moeda escritural
 É constituída pela movimentação dos depósitos bancários.
 Esta moeda resulta dos depósitos pelos particulares e empresas junto dos bancos e traduz-se nas
movimentações de valores monetários nos bancos, por jogos de escrita nas contas dos clientes;
 Os depósitos movimentam-se através dos seguintes instrumentos:
- Cheques; transferências bancárias; cartões de débito; cartões de crédito.
 Vantagens:
- Totalmente divisível;
- Não necessita de ser transportada e conservada;
- Possui grande segurança contra roubos;
Funções da moeda
A moeda desempenha múltiplas funções económicas:
 Meio de pagamento ou instrumento geral de trocas:
- Pois é aceite por todos e por todos pode ser utilizada, permite adquirir todos os bens;

 Unidade de conta ou medida de valor:


- Pois é através da moeda que se mede o valor relativo dos bens, isto é, os preços.

 Reserva de valor
- Traduz na possibilidade de conservar a moeda, utilizando-a mais tarde.

A desmaterialização da moeda
 A moeda-mercadoria até aos nossos dias tem perdendo o seu conteúdo material;
 Aconteceu quando o valor facial da moeda metálica é superior ao valor que compõe a própria moeda;
 A moeda passou a ser formada por pedaços de papel impressos, mais recentemente, por registos
contabilísticos não tendo a moeda já nenhuma realidade material;

O preço de um bem
 O preço de um bem é a medida do seu valor, expresso numa unidade monetária.
 O preço de um bem depende de fatores:
- O Número de vendedores que disponibilizam o bem;
- O Número de compradores que o desejam adquirir;

Custo de produção
 O preço que as empresas produtoras pagam pelas matérias-primas que adquirem e os salários devidos
aos trabalhadores constituem alguns dos custos de produção.
 Como quem produz quer obter um rendimento pela sua atividade, naturalmente que o produtor
estabelecerá, para cada produto, um preço de venda superior ao preço de custo verificado.

Inflação
 É a subida contínua e generalizada dos preços.
 Desinflação
- Desaceleração do crescimento dos preços.
 Deflação
- Descida generalizada dos preços.

Causas da Inflação
Excesso de procura
 Às vezes, verifica-se um desajustamento entre a oferta e a procura.
 Este desajustamento pode ser devido:
- Acréscimo da procura relativamente à oferta, em virtude do aumento do consumo das famílias.
- Incapacidade da oferta responder à procura dada a capacidade de produção existente.
 Verifica-se em ambos um excesso de procura relativamente à oferta, origina o aumento dos preços.

Aumento dos custos de produção


 O aumento dos salários, dos preços das matérias-primas e outros encargos associados à atividade
produtiva leva as empresas a aumentar os preços, de modo a manterem as margens de lucro.
Inflação esperada
 Se os agentes económicos esperam um aumento da inflação no futuro, o seu comportamento poderá
dar origem à subida dos preços no curto prazo.
 Se os trabalhadores têm a expectativa de uma inflação irão exigir, nas negociações salariais, um
aumento de salários mais elevado. Se tal acontecer, os custos de produção irão aumentar e serão
repercutidos nos preços dos bens que registarão aumentos.
 Esses comportamentos por antecipação de uma subida da inflação irão provocar uma subida imediata
da inflação.

Consequências da inflação: depreciação do valor da moeda e do poder de compra.


Depreciação do valor da moeda:
 Significa que a moeda perde poder aquisitivo.
 O aumento dos preços faz com que o consumidor compre, com o mesmo dinheiro, possa adquirir
cada vez menos produtos, originando a depreciação da moeda.

Poder de compra:
 É a quantidade de bens que é possível adquirir com o salário;
 Num processo inflacionista, se não se verificar o aumento do rendimento das famílias assistir-se-á à
deterioração do poder de compra das famílias.

Índice de preços no consumidor


 Os preços dos bens e serviços variam com maior ou menor amplitude.
 Para conhecer a variação dos preços dos bens, recorre-se aos índices de preços que consiste em
estabelecer uma relação entre os preços dos bens verificados em momentos diferentes.

 Em 2011, o “cabaz” no país A custava €1500.


 Em 2010, custava €1400.
𝟏𝟓𝟎𝟎 𝒆𝒖𝒓𝒐𝒔
 IPC 𝟐𝟎𝟏𝟏/𝟐𝟎𝟏𝟎 = × 𝟏𝟎𝟎 = 𝟏𝟎𝟕, 𝟏
𝟏𝟒𝟎𝟎 𝒆𝒖𝒓𝒐𝒔
 Verifica-se um aumento 7,1 % nos preços.

Nível de vida e custo de vida


 O nível de vida é determinado pelo conjunto de bens e serviços que pode obter com o seu rendimento.
 Assim, o nível de vida está associado ao poder de compra e depende do custo de vida.

A taxa de inflação
𝐈𝐏𝐂(𝐧)−𝐈𝐏𝐂(𝐧−𝟏) 𝟏𝟐𝟎−𝟏𝟎𝟎
 × 𝟏𝟎𝟎 = × 𝟏𝟎𝟎 = 𝟐𝟎%
𝐈𝐏𝐂(𝐧−𝟏) 𝟏𝟎𝟎

 A taxa de inflação representa a taxa de crescimento do IPC entre duas datas;


 As taxas de inflação mais utilizadas são:
- Taxa de inflação homóloga compara o custo do cabaz do mês corrente com o do mesmo mês
do ano anterior.
- Taxa de inflação média determina-se através da média aritmética simples das últimas dozes
taxas homólogas e expressa a tendência de evolução dos preços.
- Taxa de inflação mensal compara o custo do cabaz do mês corrente com o do mês anterior.
Índice Harmonizado de Preços do consumidor (IHPC)
 Na Zona Euro, a inflação dos preços no consumidor é medida pelo IHPC;
 O termo Harmonizado está relacionado com o facto de permitir a comparação das taxas obtidas com
os dados de outros países, pois é utilizado o mesmo método.

Unidade 5 – Preços e mercados.

Mercado:
 É a situação onde se confrontam duas intenções a de produção por parte dos produtores (oferta) e a
de solicitação de consumo pelos consumidores (procura), de onde resulta o “preço de mercado”.
 A forma como se conjugam os interesses de ambos, isto é, a combinação da oferta e da procura que
permite encontrar uma situação de equilíbrio, denomina-se mecanismo de mercado.

A procura e a Lei da Procura.


A procura representa então a quantidade de bens que os compradores estão interessados em adquirir a um
determinado preço.
 Á medida que diminui o preço de um bem, aumenta a quantidade
procurada e vice-versa.
 A este comportamento entre o preço e a quantidade procurada dá
se o nome de Lei da procura.
 Podemos falar em 2 tipos de procura:
- A procura individual é a procura de cada consumidor;
- A procura agregada corresponde ao somatório de todas
as procuras individuais.

Fatores que influenciam a Procura


 Variação dos preços mantendo-se outros fatores constantes
- Se há um aumento nos preços, deslocação ao longo da curva para cima.
- Se há uma diminuição nos preços, deslocação ao longo da curva para baixo.

 Rendimento dos consumidores


- Aumento no rendimento, a procura vai aumentar, deslocação da curva para a direita.
- Diminuição no rendimento, a procura vai diminuir, deslocação da curva para a esquerda.

 Tipo de bens
- Bens normais: O aumento do consumo é proporcional ao aumento do rendimento.
- Bens inferiores: Dispondo de mais rendimento, vão consumir outro tipo de bens.
- Por isso quando o rendimento aumenta, a procura destes bens diminui e vice-versa.

 Preferências dos consumidores


- Determinadas circunstâncias, como as tradições, a moda, pode fazer oscilar a procura dos bens.
- Por exemplo o que está na moda, durante esse período a procura e vice-versa.

 Bens sucedâneos/substitutos e complementares


- Aumenta o preço de um bem sucedâneo, a procura desse bem diminui e transfere-se para o bem
substituto cujo preço não seja tão elevado;
- Aumenta o preço dos bens complementares leva à diminuição da procura em ambos, pois os
dois funcionam em conjunto.
A oferta e a Lei da oferta
A oferta representa então a quantidade de produtos que os vendedores desejam vender por um
determinado preço.
 Á medida que aumenta o preço de um bem, maior a quantidade
oferecida e vice-versa, pois tem menor interesse da sua venda.
 A Lei da Oferta traduz se na relação entre a quantidade
oferecida de um bem e o seu preço.
 Podemos falar em 2 tipos de oferta:
- A oferta individual é a oferta de cada produtor;
- A oferta agregada corresponde ao somatório de todas as
ofertas individuais.

Fatores que influenciam a Oferta

 Variação dos preços mantendo-se outros fatores constantes


- Se há um aumento nos preços, deslocação ao longo da curva para cima.
- Se há uma diminuição nos preços, deslocação ao longo da curva para baixo.

 Custos de produção
- Diminuição dos custos de produção, logo maior oferta, deslocação da curva para a direita.
- Aumento dos custos de produção, logo menor oferta, deslocação da curva para a esquerda.

 Evolução tecnológica
- Se a evolução tecnológica aumentar, permite o aumento da produtividade e o aumento do lucro;
- Logo haverá maior quantidade oferecida, deslocação da curva para a direita.

 Bens sucedâneos/substitutos e complementares


- Aumenta o preço dos bens complementares leva ao aumento da oferta em ambos;
- Aumenta o preço de um bem sucedâneo a oferta do outro diminui.

Estrutura dos mercados


Mercado de concorrência perfeita
 Atomismo
- Existência de muitos produtores e muitos compradores de reduzida dimensão, que não
conseguem ter controlo sobre o preço do produto oferecido.

 Homogeneidade do produto
- As caraterísticas do produto transacionado são iguais, sendo para o consumidor indiferente
consumir uns ou outros.

 Livre entrada no mercado


- Inexistência de obstáculos à entrada e saída do mercado, podendo entrar e sai livremente.

 Transparência de mercado
- Todos os intervenientes dispõem de livre acesso às informações respeitantes ao mercado;

 Mobilidade dos fatores


- Os fatores de produção podem ser deslocados de uma unidade produtiva para outra, estando
assim na unidade mais rentável.
Formação do preço no mercado de concorrência perfeita

 O preço de cada bem é determinado pelo mecanismo de mercado que compatibiliza a oferta e a
procura desse bem.
 Este mecanismo gera acertos de modo a encontrar um ponto de equilíbrio, no qual para um dado
preço, a quantidade que os produtores e compradores desejam transacionar entre si é a mesma.
 Assim se forma o preço de equilíbrio e a quantidade de equilíbrio.

Regulação do mercado de concorrência perfeita


 Se os consumidores mostrarem uma maior preferência por um bem, existe um aumento da procura,
estamos perante uma situação de excesso de procura.
 Este excesso de procura provocará um aumento dos preços que por sua vez irá diminuir a procura
originando assim um novo ponto de equilíbrio.

 Outros produtores iram ser atraídos por este aumento de procura, aumentando assim a produção e as
quantidades oferecidas, situação de excesso de oferta.
 O excesso de oferta irá obrigar os produtores a baixarem os preços, para escoar o excesso de
produção, originando assim um novo ponto de equilíbrio.

Mercados de concorrência imperfeita


 Mercados de monopólio
- Caraterizam-se pela existência de apenas um produtor.
- O produtor detém domínio total do mercado podendo impor o preço e oferta que desejar.

 Concorrência monopolística
- Caraterizam-se pela existência de um grande número de empresas;
- Comercializam produtos do mesmo género, mas que divergem pela marca, publicidade…
- Neste caso o produtor detém ainda algum domínio sobre o preço dos bens.

 Mercados de oligopólio
- Caraterizam-se pela existência de várias unidades de grande dimensão a produzir o mesmo bem;
- Neste caso o preço é o resultado do acordo que se estabelece entre as grandes produtoras que
dividem entre si clientes e regiões.

Concorrência Concorrência
Monopólio Oligopólio
perfeita monopolística
Número de produtores Muitos Um Alguns Muitos

Controlo sobre o preço Nulo Total Bastante Pouco


Pouco
Bens produzidos Homogéneos Único Diferenciados
diferenciados
Concorrência Muita Nenhuma Pouca Bastante
Unidade 6 – Rendimentos e distribuição dos rendimentos.

Repartição funcional dos rendimentos


 É a distribuição do rendimento segundo as funções desempenhadas no processo produtivo.
 Os rendimentos gerados pelo processo produtivo, rendimentos primários serão repartidos por:
- Remuneração do fator trabalho (através de salários)
- Remuneração do fator capital (através de rendas, juros e lucros).

Remuneração do trabalho- o salário


 O salário constitui a forma de renumeração recebida pelos trabalhadores em troca da força de trabalho
usada na produção de bens e serviços.
 A fixação do salário pode assumir várias formas, podendo ser feita pelos sindicatos e empresas ou
pelo próprio trabalhador e o empresário.
 O estado tem um papel importante, garantindo a fixação do salário mínimo.

Renumeração do capital- renda, juro e lucro


 A renda
- Se o capitalista possui terras, armazéns, ou instalações para fábricas poderá cedê-las em regime
de arrendamento a quem delas necessitar, recebendo pelo serviço a renda.
- O capitalista denomina-se Proprietário.

 O juro
- Se o capitalista possui dinheiro sob a forma de depósitos bancários, poderá empresta-lo por
intermédio dos bancos, recebendo em contrapartida Juros.
- O dono do capital denomina-se Capitalista

 O lucro
- O indivíduo possui a própria empresa, gerindo-a tentando obter o máximo rendimento.
- Denomina-se Empresário e o rendimento obtido é o Lucro.
- Este é o único rendimento não estabelecido previamente, pois depende da gestão da empresa.

Repartição pessoal dos rendimentos


 Esta análise não incide sobre os indivíduos isoladamente, mas sim considerando o seu agregado
familiar, o que nos permite averiguar algumas desigualdades existentes numa comunidade.
 Nem todas as famílias tem a mesma estrutura de rendimentos, umas só recebem salários, rendas…
 Existem vários fatores que podem contribuir para estas desigualdades: diferenças salariais, heranças
mantendo a riqueza na mesma família, qualificação, localização geográfica, idade…

Salário nominal e salário real


 Salário nominal
- Quantidade de moeda que o trabalhador recebe como resultado do seu trabalho. Com o salário
recebido vai pagar os bens e serviços que necessita.

 Salário real
- Quantidade de bens e serviços que o trabalhador pode adquirir com o seu salário nominal. Este
representa o poder de compra dos trabalhadores.
Leque Salarial
 Como vimos existem grandes desigualdades salariais, quer por países, profissões ou géneros.
 O leque salarial indica quantas vezes o salário máximo é superior ao mínimo.
𝐒𝐚𝐥á𝐫𝐢𝐨 𝐌á𝐱𝐢𝐦𝐨
 𝐋𝐞𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐚𝐥𝐚𝐫𝐢𝐚𝐥 =
𝐒𝐚𝐥á𝐫𝐢𝐨 𝐌í𝐧𝐢𝐦𝐨

Rendimento per capita


 É o rendimento médio por habitante.
 Este indicador é frequentemente utilizado para estabelecer comparações entre países, tornando possível
verificar o nível de desenvolvimento do país.
𝐑𝐞𝐧𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥
 𝐑𝐞𝐧𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐩𝐞𝐫 𝐜𝐚𝐩𝐢𝐭𝐚 =
𝐏𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥

Limitações do rendimento per capita


 Por representar uma média, omite as desigualdades na repartição da riqueza
 Por ser calculado com dados do setor formal, ignora o setor informal, este constituído por trabalho
doméstico remunerado, trabalhos ilícitos e trabalho destinado ao autoconsumo.
 Por representar um valor económico global, não discrimina de onde provêm a riqueza, podendo ser
um país rico em termos económicos pela produção de armamento.
 Para ultrapassar algumas destas limitações recorre-se aos seguintes elementos:
- Curvas de Lorenz, que ilustram as desigualdades na repartição do rendimento

Curvas de Lorenz
 É um diagrama que representa, por classes percentuais,
a parte do rendimento que cabe a cada grupo;
 A diagonal que divide o gráfico corresponde a uma
concentração dos rendimentos nula;
 As curvas assinaladas correspondem à distribuição dos
rendimentos onde as assimetrias são evidentes.
 É possível quantificar o grau de concentração dos
rendimentos através do Índice de Gini.
 O índice de Gini varia entre:
- 0 (maior igualdade, menor concentração).
- 100 (menor igualdade, maior concentração).

Á𝑟𝑒𝑎 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑎 𝑐𝑢𝑟𝑣𝑎 𝑒 𝑎 𝑑𝑖𝑎𝑔𝑜𝑛𝑎𝑙


Índice de Gini = × 100
Á𝑟𝑒𝑎 𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 𝑂𝑋𝑅

Limiar da pobreza
 Rendimento abaixo do qual se considera que uma família se encontra em risco de pobreza;
 O risco de pobreza corresponde a população cujo rendimento é inferior a 60% da média do
rendimento de cada país;

Rácio S80/ S20


 Indicador de desigualdade calculada pelo rácio entre a proporção de rendimentos recebidos pelos
20% com maiores rendimentos e os 20% com menores rendimentos;
Redistribuição dos rendimentos
 O estado tenta diminuir as desigualdades dos rendimentos através da atribuição de subsídios,
comparticipação em despesas, aplicação de taxas progressivas relativamente ao rendimento.
 Através dos impostos indiretos (impostos sobre produtos de luxo) também se pode diminuir as
desigualdades.

Rendimento disponível dos particulares


+ Remunerações do trabalho;
+ Remunerações empresa e propriedade;
+ Transferências correntes (internas e externas);
- Impostos diretos;
- Contribuições sociais;

Unidade 7 – Poupança e investimento.


Rendimento = Consumo + Poupança

Destinos da poupança
 Entesouramento
- É a conservação de valores monetários sobre a forma de moeda, ouro ou obras de arte.
- Os valores entesourados não dão origem a rendimento.

 Aplicações financeiras
- Constituem poupanças entregues às instituições financeiras que vão entrar no circuito
económico através do crédito concedido.
- Estes depósitos são remunerados com juros.

 Investimento
- É a aplicação da poupança na atividade produtiva, através da aquisição de bens de capital.

Formação de capital
 É a aplicação da poupança em novos bens de produção.
 Durante o processo produtivo, os bens vão se desgastando;
- Formação bruta de capital fixo (FBCF)
- Investimento em novos bens de produção, ou seja investimento em capital fixo.
- Variação existências (VE)
- Investimento em matérias-primas e subsidiárias, ou seja investimento em capital circulante.
- Formação de capital = FBCF + VE

Tipos de investimento e Funções do investimento


 Quanto à sua natureza:
- Investimento material
- Criação de novos bens de produção.

- Investimento imaterial
- Despesas com formação e investigação.
- Investimento financeiro
- Aplicações da poupança na compra de ações e obrigações.
Quanto à sua função:
 Substituição
- Assegurar a reposição do capital à medida que é utilizado, bem como aquisição de existências.

 Inovação
- Manter os equipamentos tecnologicamente atualizados para tentar garantir a competitividade.

 Aumento da capacidade produtiva


- Possibilitar o aumento da capacidade produtiva, através da aquisição de bens de equipamento.

Investigação e desenvolvimento
 A investigação é um fator indispensável ao desenvolvimento, pois esta assume um papel decisivo na
competitividade das empresas, com o surgimento de novos produtos, tornando possível o
desenvolvimento da economia;

Financiamento da atividade económica


 Capacidade de financiamento
- Financiamento interno ou autofinanciamento (próprios meios monetários)

 Necessidade de financiamento
- Financiamento externo (fornecido por terceiros)
- Mercado de capitais (ações e obrigações) – Financiamento direto
- Crédito concedido nos bancos – Financiamento indireto

Crédito
 Cedência temporária de valores monetários, mediante uma determinada remuneração, o juro.

𝐕𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐝𝐨 𝐣𝐮𝐫𝐨
 𝐭𝐚𝐱𝐚 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐫𝐨 = × 𝟏𝟎𝟎
𝐕𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐝𝐨 𝐜𝐚𝐩𝐢𝐭𝐚𝐥

Mercado de títulos
 É o local onde se encontram agentes com necessidade e capacidade de financiamento;
 Ações
- Parcelas de capital de uma empresa que conferem ao titular a qualidade de acionista;
- O titular recebe dividendos;

 Obrigações
- Valores mobiliários representativos de uma dívida;
- O titular recebe juros bem como o reembolso do capital;

Investimento Direto (ID)


 IDE
- Investimento direto do Estrangeiro em Portugal;

 IPE
- Investimento direto de Portugal no Estrangeiro;
Unidade 8 – A contabilização da atividade económica
A atividade económica e os agentes económicos
 Corresponde ao conjunto de operações levadas a cabo pelos agentes económicos com o objetivo de
criar bens e serviços para satisfazer as necessidades;
 Todos os indivíduos que intervêm na atividade económica são considerados agentes económicos.
 São entidades com autonomia de decisão e desempenham uma função na atividade económica;

Principais agentes económicos


 Existem 5 grandes categorias de agentes económicos
- Famílias (consumir)
- Empresas não financeiras (Produzir bens e serviços mercantis)
- Administração pública (Satisfazer necessidades coletivas)
- Instituições financeiras (Prestar serviços financeiros)
- Resto do Mundo (Trocar bens e serviços entre países)

Fluxos reais e fluxos monetários


 O circuito económico é uma representação das principais relações que se estabelecem entre os
agentes económicos.
 Essas relações entre os agentes económicos chamam-se fluxos que podem ser fluxos reais ou fluxos
monetários.

Fluxos reais
 Os fluxos reais representam as interações materiais entre os agentes
 As famílias cedem trabalho e capital às empresas e estas disponibilizam bens e serviços.
 Este fluxo tem o enorme inconveniente porque não se pode fazer comparações;

Fluxos monetários
 Os fluxos monetários representam o valor monetário dos respetivos fluxos reais.
 É possível comparar os dois fluxos se eles estiverem expressos na mesma unidade.
 Convertem-se fluxos reais em fluxos monetários adotando como unidade, a moeda.

O circuito económico
 É um quadro descritivo de operações económicas entre agentes económicos, durante certo período.
 É a forma simplificada da representação da atividade económica, de determinado país.
 Economia aberta: Economia com relações económicas com o resto do mundo.
 Economia fechada: Economia sem relações económicas com o resto do mundo.

O equilíbrio entre recursos e empregos


 Numa economia podemos identificar os recursos (o que se recebe) e a forma como são utilizados os
empregos (o que se paga).
 PN= Produto nacional = RN= Rendimento nacional = DN= Despesa nacional

Empresa A
Empregos Receitas
Consumo Intermédio
Valor acrescentado
Valor Bruto da Produção
Unidade 9 – A contabilidade nacional
Objetivos da Contabilidade Nacional
 Quantificar a atividade económica do país;
 Permite avaliar a evolução da economia do país;
 Gerir com maior eficiência os recursos;

Território económico e residente

Território económico
 Território geográfico administrado por uma administração central
 Zonas Francas incluindo entrepostos e fábricas sob controlo aduaneiro.
 Espaço aéreo, águas territoriais e plataforma continental.
 Enclaves territoriais (Enclaves e Embaixadas);

Residente
 É aquele que tem a sua principal atividade económica em território económico há mais de 1 ano.

Unidades e setores institucionais


 Uma unidade institucional é um centro elementar de decisão económica, caracterizado por
comportamentos económicos específicos e por autonomia de decisão na sua função principal.
 Os setores institucionais são o conjunto de unidades institucionais com comportamentos
económicos semelhantes, como a função principal, origem dos recursos e autonomia de decisão;

Caraterização dos setores institucionais

 Sociedades (e quase sociedades) não financeiras


- As sociedades e as quase sociedades não financeiras designam-se por empresas não
financeiras;
- A função principal é produzir bens e serviços mercantis.
- Os recursos deste setor são provenientes do consumo.

 Sociedades financeiras
- As sociedades financeiras incluem as instituições de crédito e as empresas de seguros.
- As instituições de crédito tem como principal função proporcionar financiamento, através do
recurso ao crédito e da moeda escritural;
- As empresas de seguros tem como principal função a de segurar, isto é tornar coletivos os
riscos individuais.
- Os recursos destas unidades são constituídos por prémios contratuais, prestações pagas à
seguradora.

 Administrações públicas
- A sua principal função é a prestação de serviços não mercantis destinados à satisfação das
necessidades coletivas.
- Efetua operações de redistribuição de rendimento, com o objetivo de diminuir as
desigualdades sociais.
- Este agente inclui organismos com diferentes níveis de competência: Administração central,
local, regional, bem como a segurança social.
 Famílias
- Este setor inclui os indivíduos como consumidores.
- Tendo a função principal de consumir.
- Também se incluem neste setor as empresas de cariz familiar cujas operações não se
encontram separadas do proprietário e dos trabalhadores.

 Instituições sem fins Lucrativos ao serviço das famílias


- Igrejas, sindicatos, ONG, associações, museus, bombeiros voluntários
- Os seus recursos principais provêm de contribuições voluntárias bem como donativos;
- Não podem ser fonte de rendimento para quem as cria ou financia.
- Os seus bens são fornecidos gratuitamente ou a preços simbólicos.

 Resto do Mundo
- Toda a economia mundial com a qual o país mantêm relações económicas.
- Neste setor incluem-se todas as operações económicas entre residentes e não residentes.

Ramos de atividade
 Unidade de produção homogénea:
- Unidade produtiva que utiliza o mesmo processo de fabrico ou muito semelhante.
- A unidade de produção homogénea apenas pode pertencer a uma unidade institucional.
 O conjunto de todas as unidades de produção homogénea constitui um ramo de atividade.

Óticas do valor do produto


É possível determinar o valor do produto de um país segundo três processos:
 Ótica da produção
+ Valor acrescentado bruto a preços base
+ Impostos líquidos de subsídios sobre os produtos
 Ótica do rendimento
+ Remunerações do trabalho
+ Excedente Bruto de Exploração
+ Impostos líquidos de subsídios sobre a produção e importação
 Ótica da despesa
+ Consumo privado e consumo coletivo
+ Investimento
+ Exportações de bens e serviços
- Importações de bens e serviços

Cálculo do valor do produto pela ótica da produção


Métodos de cálculo do valor do produto
 Um dos principais obstáculos que se põe à determinação do valor do produto diz respeito ao
Problema da múltipla contagem.
 Consiste no erro de registar o valor de um bem mais que uma vez, isto acontece porque muitos bens
são incorporados noutros bens intermédios, correspondendo a um consumo intermédio.
 Exemplo:
- Valor de produção da empresa A (peixe pescado) – 4000€
- Valor de produção da empresa B (peixe em conserva) – 10000€
- Valor total da produção – 14000€
- A parcela do valor do peixe (4000€) foi incluída 2 vezes cometendo-se o erro da múltipla
contagem.
 Método dos valores acrescentados
- O valor do produto resulta da soma dos valores acrescentados nas unidades de produção.

 Método dos produtos finais


- Consiste em determinar o valor do produto através do consumo final.
- Consideram-se os bens que não vão sofrer mais transformações no processo de produção.

Produto bruto e líquido


 Ao longo do processo produtivo, os bens de equipamento vão-se desgastando.
 O valor necessário para a reposição da capacidade produtiva chama-se amortização.
 Produto Bruto = Produto Líquido + Amortizações
 Produto Líquido = Produto Bruto – Amortizações

Produto interno e nacional


 Produto interno
- Produto obtido no território económico por todas as unidades produtivas;
 Produto nacional
- Produto obtido dentro ou fora do território mas apenas por residentes nacionais.
 Produto nacional = Produto interno + Saldo (rendimentos recebidos – rendimentos pagos).
 Produto Interno = Produto nacional – Saldo (rendimentos com o resto do mundo).

Produtos a preços correntes e a preços constantes


 Produtos a preços correntes
- Quando os bens e serviços são valorizados aos preços verificados no ano em causa, incluem o
valor da inflação;
- PIB nominal
 Produtos a preços constantes
- Quando os bens e serviços são valorizados segundo preços do ano base
- Permite comparar melhor os Produtos, pois retira a inflação;
- PIB real
𝑷𝑰𝑩 𝒂 𝒑𝒓𝒆ç𝒐𝒔 𝒄𝒐𝒓𝒓𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔
𝐏𝐈𝐁 𝐚 𝐩𝐫𝐞ç𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 =
𝑫𝒆𝒇𝒍𝒂𝒕𝒐𝒓

Procura interna, procura externa e global


 Procura interna = Consumo privado + Consumo público + Investimento
 Procura externa = Exportações
 Procura global = procura interna + Procura externa
 Procura externa líquida = Exportações – Importações
 PIB = Despesa Interna
Limitações da Contabilidade Nacional
 O PIB mede a atividade económica, independentemente do seu interesse económico, social ou
político, utilidade e consequências para o país. Não interessa o que é produzido, mas o valor
monetário produzido.
 Nem todos os bens e serviços são contabilizados, por exemplo instituições de cariz voluntário,
atividades domésticas não se incluem na contabilidade nacional.
 O bem-estar da população não é avaliado nos quadros da Contabilidade Nacional.
 Não conseguem refletir as condições de produção.
 Não regista as externalidades positivas nem negativas;

A economia não registada


Economia subterrânea
 Existem atividades que podem ter interesse económico e ser legais mas que escapam
intencionalmente à contabilidade nacional:
- Evitam o pagamento de impostos e contribuições sociais;
- Fogem ao cumprimento de requisitos legais relativamente a salários e condições de trabalho;
- Não declaram a totalidade do produto realizado ou pagam salários inferiores ao salário mínimo.
 A economia subterrânea tem uma variante ilegal, sendo estas puníveis por lei.
- Produção de bens e serviços cuja produção, venda ou posse ilegal.
- Produções consideradas legais mas praticadas por pessoas não autorizadas.

Economia informal
 Os bens produzidos são legais mas não se encontram registados, não com a finalidade de fugir ao
fisco mas porque são familiares e de reduzida dimensão, preferindo poupar custos nas formalidades.
 Incluem-se nesta categoria as donas de casa, bens para autoconsumo…

Externalidades
 Algumas atividades têm efeitos a médio ou longo prazo, não passiveis de serem medidos em termos
monetários e que se reflete na positiva ou negativamente, no bem-estar das populações.
 A estes efeitos chama-se Externalidades.

Exemplos de externalidades positivas


 Educação: cidadãos mais instruídos são mais produtivos, e adotam um papel ecológico e ambiental.
 Construção de Hospitais: Torna mais saudável a população.

Exemplos de externalidades negativas


 Lançamento de gases poluentes para a atmosfera.
 Descargas poluentes para as águas
 Produção de armamento
 Estas atividades têm repercussões negativas no bem-estar das populações, originando consequências
negativas na economia, ainda que não seja possível medir, em termos económicos esses efeitos.
Unidade 10 – Relações económicas com o resto do mundo
A necessidade e a diversidade de relações económicas internacionais
 Trocar bens, serviços e capitais com os outros países é uma prática constante e indispensável à
satisfação das necessidades da população.
 A produção nacional é insuficiente para assegurar o consumo interno.
 Necessidade de negociações com diversos países - comércio internacional ou comércio externo.

A balança de pagamentos
 As relações económicas com o resto do mundo obrigam ao registo oficial de todas as operações para
se conhecer melhor o estado da economia do país face ao exterior;
 Para isso é elaborado o documento Balança de pagamentos e é da responsabilidade dos bancos
centrais de cada país que a elaboram com base nas informações recolhidas.
 A balança de pagamentos é composta por 3 rúbricas:
- Balança Corrente
- Balança de Capital
- Balança Financeira
- Existe portanto uma quarta rúbrica Erros e Omissões que regista os acertos.

O registo das trocas


 Na Balança de Pagamentos apenas se registam os fluxos monetários, não os fluxos reais.
 A uma venda de bens ao Resto do Mundo ou exportação, corresponde a uma entrada de divisas que
se regista como um crédito.
 A uma compra de bens ao Resto do Mundo ou importação, corresponde a uma saída de divisas que
se regista como um débito.
 Saldo da Balança: Resulta da diferença entre o valor dos créditos e o valor dos débitos.

Saldo da Balança de Pagamentos


 A soma dos diferentes saldos das rubricas da Balança de Pagamentos tem de ser zero.

A balança corrente
 Registam-se as transações entre residentes e não residentes de:
- Bens (Balança de Bens)
- Serviços (Balança de serviços)
- Rendimentos do trabalho e do investimento (Balança de rendimentos primários)
- Valores de mudança de propriedade sem contrapartida (Balança de rendimentos secundários)

Balança de Bens (comercial)


 As exportações são créditos e as importações são débitos.
 Se o valor das importações é inferior ao das exportações, diz-se que a Balança apresenta Superavit
 Se o valor das importações é superior ao das exportações, diz-se que a Balança apresenta Défice.
 A balança de Bens Portuguesa apresenta um défice crónico
 A taxa de cobertura é um indicador de comércio externo, que representa em percentagem o valor
das importações que podemos considerar pago com o valor das exportações.

𝑽𝒂𝒍𝒐𝒓 𝒅𝒂𝒔 𝒆𝒙𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂çõ𝒆𝒔


𝐓𝐚𝐱𝐚 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐛𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐚 = × 𝟏𝟎𝟎
𝑽𝒂𝒍𝒐𝒓 𝒅𝒂𝒔 𝒊𝒎𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂çõ𝒆𝒔
Saldo da Balança de Taxa de
Bens cobertura  A situação ideal é aquela em que a taxa de cobertura
ultrapassa os 100%.
Positivo >100%
Negativo <100%  Assim todas as importações seriam pagas pelas
exportações e ainda sobrariam divisas.
Nulo =100%

 Divisas
- Moeda aceite como meio de pagamento nas trocas internacionais.
 Quando os países trocam entre si bens e serviços necessitam de efetuar os pagamentos respetivos em
moeda que seja aceite pelos intervenientes.
 Para poder paga na moeda de cada país, estabelece-se uma relação de troca entre uma moeda e todas
as outras, chama-se câmbio.
 Taxa de câmbio:
- Quantidade de moeda nacional necessária dar por uma unidade de moeda estrangeira.
 No sentido de tornar as exportações mais competitivas no mercado internacional, é usada também a
desvalorização da moeda.
 Grau de abertura ao exterior

𝑬𝒙𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂çõ𝒆𝒔 + 𝑰𝒎𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂çõ𝒆𝒔
× 𝟏𝟎𝟎
𝑷𝑰𝑩

Balança de Serviços
 Nesta rubrica registam-se as trocas de serviços entre um país e o Resto do Mundo.
 Também se registam os direitos de utilização de marcas, franchises, patentes, transportes e saúde…
 A balança de Serviços Portuguesa apresenta saldos positivos devido às receitas do turismo.

Balança de Rendimentos Primários


 Nesta rúbrica registam-se os fluxos relativos aos rendimentos do trabalho e do investimento.
 São incluídos rendimentos de trabalho temporário, rendimentos de investimento direto e de carteira
e outros rendimentos como o pagamento/recebimento de juros, rendas ou lucros.
 A balança de Rendimentos Portuguesa apresenta défice.

Balança de Transferências Correntes (Rendimento secundário)


 Nesta rubrica registam-se os fundos comunitários, as remessas dos emigrantes, imigrantes…
 A balança de Transferências Correntes divide-se em 2 componentes:
- Transferências públicas: Registam as transferências onde um dos intervenientes é o estado;
- Transferências Privadas: Registam-se as transferências entre particulares.
 A balança de Transferências Correntes Portuguesa apresenta um saldo positivo devido às remessas
dos emigrantes provenientes de França e da Alemanha (principalmente).

A balança de capital
 Nesta rubrica registam-se os fluxos provenientes da União Europeia, como os recebimentos de
capital relativo à execução dos Quadros comunitários;
 Também se registam nesta balança a compra e venda de licenças e patentes, como a aquisição de
terrenos por embaixadas e as transferências de jogadores de futebol.
 Os recebimentos de capital para Investimento são registados na Balança de capital;
 A balança de capital Portuguesa tem apresentado valores positivos;
Saldo conjunto da Balança Corrente e da Balança de Capital
 O saldo conjunto da Balança Corrente e da Balança de Capital representa a situação devedora ou
credora de um país em relação ao saldo com o resto do mundo.
 Se o saldo conjunto for negativo então o país consome e investe mais do que aquilo que produz tendo
necessidade de financiamento.
 Se o saldo conjunto for positivo então o país produz mais do que aquilo que consome e investe tendo
capacidade de financiamento.

A balança Financeira
 Na balança financeira inscrevem-se fluxos financeiros entre um país e o Resto do Mundo tais como:
- Fluxos relacionados com o investimento, Investimento Direto do Estrangeiro (IDE)
- Investimento de carteira
- Derivados financeiros
- Outros investimentos
- Ativos de reserva

Saldo da Balança Financeira


 A balança de Pagamentos é um quadro contabilístico que tem de estar equilibrado.
 Os saldos da Balança financeira e o conjunto das Balanças Corrente e Capital são simétricos entre si.

País A País B
Saldo da Balança Corrente -5 Saldo da Balança Corrente 8
Saldo da Balança de Capital 10 Saldo da Balança de Capital 10
Saldo Conjunto (Corrente e capital) 5 Saldo Conjunto (Corrente e capital) -2
Saldo da Balança Financeira -5 Saldo da Balança Financeira 2

As políticas comerciais e a Organização do comércio Mundial


 O livre cambismo e o protecionismo são duas políticas comerciais opostas.

Protecionismo
 Política do comércio externo que se preocupa com a proteção da economia nacional;
 O protecionismo defende a economia nacional, penalizando as outras economias com as quais se
estabelecem as relações comerciais.
 Embora não rejeitando o comércio externo, adota medidas que levam o consumidor nacional a optar
pelos bens e serviços nacionais, importando menos produtos.

Instrumentos do Protecionismo
 Os entraves podem ser Barreiras tarifárias e Barreiras não tarifárias
 As barreiras tarifárias baseiam-se em tarifas ou custos (direitos aduaneiros) que se adicionam aos
bens importados, tornando-os mais caros e menos competitivos relativamente aos bens nacionais.
 As barreiras não tarifárias assentam na fixação de cotas de importação.
 A Contingentação é uma forma radical de defender os produtos nacionais, pois impede que se
importe mais do que um certo volume. Ex: Sistema de Quotas.
 O embargo comercial é uma forma de contingentação que proíbe a entrada de um bem.
 Os subsídios às exportações são também uma prática que serve de barreira alfandegária,
promovendo as suas exportações.
 Por último surge o Dumping que consiste em praticar preços inferiores na venda de produtos para o
mercado externo comparando-os com os praticados no mercado interno;
O livre cambismo
 Política do comércio externo que defende a liberalização das trocas.
 Surge a teoria das vantagens absolutas, cada país deverá se especializar naquilo em que fosse mais
dotado e eficiente, libertando os outros países da produção desses bens.
 Esta especialização originaria bens mais baratos e de melhor qualidade, devendo aumentar comércio
e a produção mundial.

A organização Mundial do Comércio (OMC)


 Representa a necessidade de regulamentação do comércio internacional.
 Os membros da OMC negoceiam e assinam acordos que passam a regular o comércio internacional.

Objetivos principais da OMC


 Promover a participação dos países em desenvolvimento no comércio internacional.
 Criar a harmonia, liberdade, equidade e a previsibilidade nas trocas entre os países membros.
 Aumentar as trocas internacionais.
 Estimular o crescimento económico para melhorar o nível de vida nos países.

17. A intervenção do estado na economia


Funções e organização do Estado
Funções jurídicas:
 Função legislativa:
- Permite a construção por parte da Assembleia da República de um conjunto de normas jurídicas

 Função executiva:
- Consiste na concretização e execução das leis por parte do Governo;

 Função judicial:
- Consiste na aplicação da lei, levada a cabo pelos tribunais;
Áreas de intervenção
 Função política:
- Garantir a satisfação de interesses gerais da comunidade (defesa, segurança e justiça).
- E são exercidas pelos órgãos que detêm o poder político.

 Função social:
- Criar condições necessárias ao bem-estar da comunidade, garantindo padrões mínimos de vida
aos cidadãos.
- A adoção de medidas efetivas de aumento dos rendimentos mais baixos;

 Função económica:
- Favorecer o desenvolvimento económico, criando infraestruturas, favorecer a ciência…
- Promover a estabilidade dos preços e do emprego utilizando políticas monetárias e orçamentais
- Preservar o meio ambiente para garantir a satisfação das necessidades das gerações futuras.

Estrutura do setor público


 O setor público inclui a atividade administrativa do Estado e a sua atividade enquanto produtor.
 Divide-se portanto em Setor público administrativo (SPA) e Setor Empresarial do Estado (SEE).
Setor público Administrativo (SPA)
 Inclui a Administração central (ministérios), regional (regiões autónomas/ilhas) e local (municípios),
segurança social e Fundos autónomos.
 Gestão administrativa do Estado
 Segurança do território e dos cidadãos
 Conceção de serviços não mercantis, não pretendem lucros;
 Manutenção de serviços de necessidade coletiva (ensino gratuito e assistência médica).
 Satisfazer necessidades coletivas a um baixo custo.

Setor Empresarial do Estado (SEE)


 Constitui o setor produtivo do estado.
 Serviços mercantis, onde o preço é superior ao custo de produção;
 É constituído pelas empresas públicas e empresas participadas.
- Empresas públicas:
 São aquelas cuja propriedade é do Estado, ou seja detém mais de 50% do capital.
 O estado tem poder de destituir os restantes proprietários
- Empresas participadas:
 São aquelas em que não existem os requisitos para serem consideradas empresas públicas,
mas que detém a participação do Estado.

A intervenção do Estado na Atividade económica


Estado Liberal
 O liberalismo assentava em pressupostos como a propriedade privada, redução do poder político,
igualdade perante a lei e funcionamento do comércio livre
 O estado interferia na economia apenas para garantir o funcionamento do mercado.
 O estado liberal começou a entrar em crise pois o mecanismo de mercado não conseguia resolver
todos os problemas pela autorregulação.
 Por outro lado a criação de mercados de concorrência imperfeita foi também um dos motivos que
levou o estado a mudar a sua intervenção.

Estado Intervencionista
 O estado passou a ter uma intervenção de forma direta na economia.
 Começou primeiramente com a nacionalização de algumas empresas produtoras de bens essenciais.
 O estado passou a assumir a responsabilidade de garantir melhores condições sociais, criando um
sistema de Segurança social;
 Utilização da política de redistribuição de rendimentos como tentativa de diminuir as desigualdades
existentes no país;

Funções económicas e sociais do Estado


 As funções económicas e sociais do Estado são garantir a eficiência isto é, a utilização do mínimo
de recursos na produção de bens e serviços de forma a obter-se o mínimo de custo.
 Promover a equidade através por exemplo das políticas de redistribuição de rendimentos, com o
objetivo de que as pessoas mais pobres recebam mais rendimentos
 Por fim o estado deve também promover a estabilidade, com a redução das flutuações na atividade
económica com o objetivo de que esta estabilize.
 O estado deverá ainda promover a eficiência e a produção de bens públicos.
Bens Públicos:
- Bens e serviços indivisíveis que satisfazem necessidades coletivas;
- São bens não excluíveis pois nenhuma pessoa poderá ser excluída da utilização destes bens.
- São bens não rivais isto é a utilização por parte de uma pessoa não reduz as quantidades
disponíveis para os outros;

Falhas do Mercado
 Concorrência Imperfeita
- As economias atuais são caraterizadas por mercados de concorrência imperfeita, onde os
mecanismos de autorregulação dos preços não são respeitados.
- Portanto não utilizam técnicas que possibilitem a eficiência pois tem total controlo sobre o
preço a praticar, conseguindo portanto impor preços elevados devido à grande procura.
- O interesse privado não coincide com o interesse social;

 Externalidades
- Constituem efeitos derivados da produção ou consumo podendo ser positivos ou negativos;

Instrumentos de intervenção económica e social do Estado

O planeamento
 Permite articular as iniciativas privadas e públicas, a fim de potenciar as capacidades da economia e
maximizar a satisfação das necessidades individuais e coletivas.
 Assim apenas através de um planeamento adequado é possível satisfazer o máximo de necessidades
com o mínimo de recursos, isto é com eficiência.
 Quanto à sua natureza os planos do estado podem ser imperativos destinam-se ao setor público
sendo por isso obrigatórios;
 São indicativos orientando o setor privado, servindo de apoio estratégico. O estado não pode obrigar
o setor privado a aderir ao seu planeamento promove-o através de subsídios.

Orçamento do estado
 É o documento onde se encontram previstas as receitas e as despesas do Estado para um período de
geralmente um ano, é assim um instrumento económico e social do Governo.
 As despesas e as receitas públicas produzem efeitos na atividade económica do país e na
redistribuição dos rendimentos.

Despesas públicas
 São gastos efetuados pelo estado na satisfação de necessidades coletivas.
 As despesas públicas tendo em conta o período que se fazem sentir os seus efeitos podem ser:
 Despesas correntes:
- Efetuam-se ao longo de um determinado ano, mas os seus efeitos terminam nesse mesmo ano;
- Vencimentos funcionários públicos, transferências sociais (pensões e subsídios);

 Despesas de capital:
- Realizam-se ao longo de um ano mas os seus efeitos perduram nos anos seguintes;
- Investimentos em capital fixo, compras de ações e Reembolso dos empréstimos.
Receitas públicas
As receitas públicas são arrecadadas pelo Estado para financiar as suas despesas.

Receitas patrimoniais ou voluntárias:


 Correspondem ao valor da venda de património por parte do Estado.
 Aluguer de edifícios ou terrenos do Estado.
 Receitas provenientes do Setor Empresarial do Estado (rendas, dividendos ou lucros).
Receitas creditícias
 O estado por vezes é forçado a recorrer a empréstimos que contrai junto de outros agentes,
originando a divida pública, interna ou externa.
 O recurso ao crédito acarreta consigo o pagamento de juros aumentando a dívida pública.
Receitas coativas ou tributárias
 São fixadas por via legislativa, não resultando de qualquer acordo ou negociação entre o Estado e os
particulares.
 Estas receitas são pagamentos exigidos aos particulares ao qual estes têm de se submeter.
 As taxas correspondem ao pagamento de um serviço prestado pelo Estado (Propinas, Pagamentos
pela utilização dos serviços públicos).
 Os impostos são pagamentos exigidos aos particulares pelo estado, sem qualquer prestação de
serviço por parte do Estado.
 Constitui a principal rubrica das receitas do estado e classificam-se em impostos diretos ou indiretos.
Impostos diretos
- Incidem sobre os rendimentos ou património dos contribuintes. (IRS e IMI).
- Os impostos sobre o rendimento podem ser progressivos quando sobre os rendimentos é
aplicada uma taxa maior, ou seja quanto mais alto o rendimento maior a taxa a aplicar;
- Podem ser proporcionais quando a taxa a aplicar sobre os rendimentos é fixa;

Impostos indiretos
- Incidem sobre o consumo, produção e despesa. (IVA e impostos do tabaco).
- Os impostos regressivos são aqueles que diminuem relativamente ao acréscimo de rendimento
das famílias, pois todos pagam o mesmo independente do seu rendimento;

Saldo Orçamental
 É constituído pela diferença entre as receitas e as despesas públicas de um determinado ano.
 Se as receitas superiorizarem as despesas, o saldo orçamental é positivo -) Superavit
 Se as receitas igualarem as despesas, o saldo orçamental é nulo -) Equilíbrio
 Se as receitas inferiorizarem as despesas, o saldo orçamental é negativo -) Défice
 Saldo Orçamental corrente
- Diferença entre as receitas correntes e as despesas correntes;
 Saldo Orçamental capital
- Diferença entre as receitas de capital e as despesas de capital;
 Saldo Orçamental global ou convencional
- Diferença entre o valor total das receitas (exceto emissão divida publica) e o valor total das
despesas (exceto amortizações divida publica).
 Saldo Orçamental primário
- Diferença entre o valor total das receitas (exceto emissão divida publica) e o valor total das
despesas (exceto amortizações divida publica e juros da dívida pública).
Dívida Pública
 Devido ao défice no saldo orçamental os países são obrigados a recorrer a empréstimos, originando
a dívida pública, podendo esta ser:
- Interna (os financiadores são residentes no país).
- Externa (os financiadores não são residentes no país).

Políticas económicas e sociais


 São o conjunto de medidas tomadas pelo governo com o objetivo de melhorar a situação económica
e social do país.
 Muitas medidas utilizadas com objetivos económicos tem também efeitos a nível social.
 As políticas económicas podem ser estruturais ou conjunturais.

Políticas conjunturais
 Tem como objetivo promover a estabilização da economia, corrigindo os desequilíbrios existentes
num curto prazo, num período inferior a um ano.
 São exemplos de políticas conjunturais: política fiscal, orçamental, de preços, monetária, de
combate ao desemprego e de redistribuição de rendimentos.
Políticas estruturais
 Têm como objetivo uma alteração do funcionamento e das estruturas em que assenta a economia, os
seus efeitos fazem se sentir a médio ou a longo prazo;
 São exemplos de políticas estruturais: políticas setoriais (Agricultura e industrial), política
ambiental e proteção social.

Política Fiscal
 A política fiscal incide sobre os impostos (principal rubrica das receitas publicas).
 Uma variação nesta rubrica produz efeitos em toda a economia pois pode fazer aumentar o
rendimento disponível o que irá aumentar o consumo e investimento e vice-versa.
 Quando o estado tem como objetivo o crescimento económico desenvolverá uma política fiscal
expansionista, diminuindo os impostos, aumentando o rendimento disponível, aumentando a procura
e o consumo.
 Pelo contrário se o objetivo for diminuir o défice orçamental desenvolverá uma política
retracionista, deste modo aumentará os impostos, e aumentará por consequência as receitas públicas.

Política Orçamental
 A política orçamental tem como objetivo corrigir os excessos do ciclo económico e promover a
estabilidade.
 O ciclo económico é composto por períodos de expansão económica (crescimento económico) e por
períodos de recessão económica (queda económica), surge por isso esta política com o objetivo de
estabilizar a economia e diminuir os extremos.
 Quando estamos perante um período de expansão económica, o estado desenvolverá uma política
orçamental retracionista corrigindo os excessos provocados pelo período vivido.
 Quando estamos perante um período de recessão económica, o estado desenvolverá uma política
orçamental expansionista para inverter o ciclo económico vivido.
Política monetária
 A política monetária tem como objetivo controlar a massa monetária em circulação e deste modo,
a inflação e a atividade económica.
 Esta política pode ser expansionista caso pretenda aumentar para dinamizar a economia.
 Pode ser também retracionista caso tenha como objetivo o combate à inflação.
 Os instrumentos mais utilizados são: taxas de desconto, taxas de juro, reservas bancárias, limites ao
crédito e taxas de câmbio.
 Atualmente Portugal não tem influência nesta política, pois esta passou a ser da autoria do Banco
Central Europeu.

Medidas de uma política monetária expansionista


 Redução da taxa de desconto para facilitar o recurso ao crédito por parte dos bancos comerciais;
 Redução das taxas de juro para facilitar a procura ao crédito;
 Diminuição das reservas bancárias para promover o crédito;
 Inexistência de limites ao crédito;
 Valorização da moeda nacional, tornando as importações mais baratas e as exportações perdem
competitividade no comércio externo.

Política dos Preços


 Tem como finalidade o controlo dos preços e da inflação.
 As medidas podem ser a fixação dos preços dos bens essenciais que serão subsidiados pelo estado, e
o controlo dos mercados de concorrência imperfeita com políticas anti trust.
 O estado tem vindo a perder poder na aplicação desta política devido ao processo de privatização.

Política de combate ao desemprego


 Tem como prioridade baixar a taxa de desemprego através de medidas que tanto podem ser do lado
da oferta de trabalho como do lado da procura de trabalho, estão aliadas com políticas de emprego.
 Ações do lado da procura de trabalho (empresas)
- Redução dos salários e encargos sociais suportados pela entidade patronal, através de subsídios
às empresas;
- Flexibilização do mercado de trabalho (facilidade de despedimentos, trabalho temporário)
 Ações do lado da oferta de trabalho (trabalhador)
- Diminuição da idade da reforma, para antecipar a retirada dos trabalhadores mais velhos;
- Maior formação de jovens para retardar a entrada no mercado de trabalho.
- Diminuindo o número de trabalhadores em atividade.
- Desenvolvimento do nível educacional e da formação permanente para possibilitar a
manutenção do trabalhador no mercado de trabalho;

Política de redistribuição dos rendimentos


 Atua sobre os rendimentos primários e tem como prioridade reduzir as assimetrias sociais para
reforçar a coesão social, promovendo a justiça social e a igualdade de oportunidades.

Medidas de uma política de redistribuição de rendimentos


 Imposição de impostos diretos progressivos, deste modo as famílias de maiores rendimentos iriam
pagar uma maior parcela ao estado.
 Aumento das transferências sociais para as famílias mais desfavorecidas;
 Prestação de serviços gratuitos como a educação, saúde e habitação social por parte do estado.
Unidade 12 - A economia Portuguesa no contexto da União Europeia

Noção de integração económica


 Junção de várias economias nacionais (países) num espaço económico mais alargado.

Formas de integração
 Sistema de preferências aduaneiras
- Corresponde à mais fraca forma de integração económica, que consiste na concessão de mútuas
vantagens aduaneiras aos países-membros.

 Zona de comércio livre


- Trata-se de um acordo em que os países-membros aceitam abolir entre si todos as barreiras
alfandegárias, o que facilita a livre circulação dos produtos nesses países.
- No entanto cada país mantém a sua pauta aduaneira no comércio com países terceiros.

 União Aduaneira
- Nesta forma de integração, para além das condições da zona de comércio livre;
- Os países membros ficam obrigados à aplicação da mesma pauta aduaneira no que respeita
ao comércio com países terceiros.

 Mercado Comum
- Esta forma de integração corresponde a uma união aduaneira sem restrições à livre circulação
de capitais, pessoas e serviços.
- Como aconteceu no Mercado Único criado pelo Ato Único Europeu.

 União Económica
- Ao mercado comum acrescenta-se a adoção de políticas económicas e sociais comuns a todos
os países membros, com vista à maior coesão social e à convergência económica.
- Como acontece na União Europeia.

 União Económica e Monetária


- Nesta forma de integração ainda se acrescenta uma moeda comum a toda a União Económica,
como acontece nos países pertencentes à Zona Euro (19 países).

Vantagens da Integração económica


 Aumento da produção em resultado da especialização económica (teoria vantagens comparativas);
 Obtenção de economias de escala decorrentes do alargamento do comércio interno.
 Acréscimo dos fluxos de capital, nomeadamente investimento direto.
 Melhoria dos termos de troca no comércio externo atendendo à maior competitividade.
 Crescimento emprego, rendimento, consumo e do bem-estar.
 Eliminação de tensões e conflitos entre os países.
O processo de Integração na Europa
A comunidade Europeia do Carvão e do Aço
 Em resultado da II Guerra Mundial, a Europa encontrava-se completamente destruída pelo que era
necessário o seu ressurgimento;
 Para tal era necessária a reconciliação dos Estados Europeus em particular a Alemanha e França.
 Esta proposta foi acolhida pela Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália e Luxemburgo criando a
CECA (Comunidade Económica do Carvão e do Aço) em 1951 com o Tratado de Paris.
 A constituição de um mercado comum em 2 importantes ramos da produção industrial visava o
desenvolvimento económico através da livre circulação das matérias-primas essenciais à indústria
(carvão e aço) e a consolidação da paz recentemente conquistada.

A comunidade Económica Europeia (CEE)


 Foi criada em 1957 com a assinatura do tratado de Roma que instituíram a CEE e a Comunidade
Europeia de Energia Atómica ou EURATOM.
 A CEE tinha o objetivo de criar um mercado comum mais alargado no qual houvesse liberdade de
circulação de mercadorias, o que só poderia ser obtido com uma União Aduaneira.
 Alcançou-se o objetivo de os mesmos países abolirem as barreiras alfandegárias para os países
membros e a fixação de pautas aduaneiras para países terceiros.

Ato único europeu


 Assinado em 1986 que fixou como grande objetivo a construção Mercado Único até 1992.
 Pretendia o reforço da coesão económica e social entre os países e regiões.
 Reforço da cooperação em matéria monetária.
 Por último promover a livre circulação de pessoas, capitais e serviços;
 O mercado único foi concretizado a 1 de janeiro de 1993.

A União Europeia
 Em 1992 foi assinado o Tratado da União Europeia em Maastricht.
 Assenta em 3 pilares abrangendo diversos domínios:
 Comunidades Europeias
- Reforço dos diversos tratados entre os quais o mercado único
- Aumento dos direitos e deveres dos cidadãos da comunidade
- Adoção de políticas comuns e alcançou-se finalmente uma união económica e monetária.
 Domínio Política Externa e segurança comum
- Alcançar uma política externa comum a todos bem como uma política de defesa comum.
 Domínio da Justiça e assuntos Internos.
- Resolver os problemas relacionados com a imigração, asilo, fraudes e alfândegas.

Alargamentos da União Europeia


 1957 – República Federal Alemã; França; Holanda; Bélgica; Luxemburgo; Itália
 1973 – Irlanda; Reino Unido; Dinamarca
 1981 – Grécia
 1986 – Portugal e Espanha
 1995 – Áustria; Finlândia e Suécia
 2004 – Malta; Chipre; Eslovénia; Eslováquia; Estónia; Letónia; Lituânia; Polónia; República Checa;
Hungria;
 2007 – Roménia e Bulgária
 2013 - Croácia
A União Económica e Monetária (UEM)
 Foi alcançada através do Tratado da União Europeia em 1999 como moeda escritural e em 2002
como papel-moeda, isto é circulação de notas e moedas.
 Pretendia-se a criação de uma moeda única e a definição e execução de uma política monetária
comum levada a cabo pelo Banco Central Europeu.
 Esta moeda comum denomina-se Euro.
 Para entrar na zona Euro os países deveriam cumprir os critérios de convergência nominal.
- Estabilidade de preços (taxa de inflação não poderia ultrapassar 1,5% da média).
- Taxas de Juro (taxa de juro não pode variar mais de 2% da média).
- Défices orçamentais (Défices inferiores a 3% do PIB do país).
- Dívida Pública (Dívida Pública não pode exceder 60% do PIB).
- Estabilidade cambial (A moeda nacional não pode desvalorizar nos 2 anos antes).
- A taxa média corresponde à taxa média dos 3 países com inflação mais baixa.

Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC)


 Este acordo estipula regras e obrigações para os países da Zona Euro, de forma a garantir a solidez
das finanças públicas.
 Este acordo pretende o cumprimento de 2 critérios de convergência de forma permanente como é o
caso do limite do défice orçamental e do limite da dívida pública.

Instituições e órgãos da União Europeia


 Conselho Europeu
- É presidido pelo Presidente do Conselho eleito com mandatos de dois anos e meio;
- Elege o Presidente da Comissão e seus vice-presidentes;
- Reúne os Primeiros-ministros ou Presidente da República dos Estados-Membros;
- Define a orientação política da União Europeia.

 Conselho da União Europeia


- Conselho de Ministros (ministros vários estados-membros e diversas áreas específicas);
- Quando não existe assunto específico é enviado o ministro negócios estrangeiros;
- Aprova em codecisão (em conjunto) com o parlamento a legislação.

 Parlamento Europeu
- É eleito pelos cidadãos Europeus;
- Aprova em codecisão com o Conselho ministros a legislação;
- Aprova o orçamento da União Europeia;
- Fiscaliza o trabalho da comissão Europeia, podendo demiti-la.

 Comissão Europeia
- Executa o orçamento da União Europeia;
- Propõe e executa a legislação;
- Representa a união Europeia em reuniões internacionais;
- Apresenta o relatório anual de contas da união.

 Tribunal da Justiça
- Tem a função de garantir a aplicação do direito da União Europeia;
- Garante o respeito pela aplicação e interpretação dos tratados.
 Banco Central Europeu
- Responsável pela gestão do Euro e pela política monetária comum.

 Tribunal de Contas
- Controlo da gestão do orçamento da EU equiparando despesas e receitas.

 Comité Económico e Social


- Tem funções consultivas constituindo um conselho de concertação social.

 Comité das regiões


- Tem função consultiva e representa as autoridades regionais e locais.
- Aborda questões como a saúde, Educação, cultura e a aplicação dos Fundos europeus.

Desafios da União Europeia


 Problemas Económicas
 Ambientais
 Brexit
 Relançamento do projeto Europeu – Partidos Extremistas

Orçamento da União Europeia


 O orçamento da União é elaborado tendo em conta um quadro financeiro de médio prazo que estipula
as áreas a interferir e os limites anuais do investimento.
 Assenta no princípio do equilíbrio orçamental
 Receitas orçamentais
- Direitos cobrados nas importações de produtos provenientes países terceiros.
- Contribuições provenientes do IVA de todos estados membros.
 Princípio de solidariedade financeira
- Parte das contribuições dos Estados Membros para o orçamento da União (1% do RNB) é
promovida através de fundos para as regiões menos desenvolvidas.

Fundos de coesão
 Tem como objetivo promover a coesão económica e social dos países, fazendo com que os seus níveis
de desenvolvimento se aproximem cada vez mais.
 Destinam-se a países com um RNB per capita inferior a 90% da média da União Europeia, atuam nas
áreas do ambiente e do transporte.

Coesão económica e social


 Tem como objetivo reduzir as assimetrias existentes, promovendo uma aproximação dos níveis de
rendimento e qualidade de vida das populações.
 Promove assim a convergência real entre as regiões.

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